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LISTA DE TRABALHOS - MESA REDONDA
Nome:
Ana Cristina Resende
Titulo:
A AVALIAÇÃO DA PERSONALIDADE EM CASOS FORENSES
Resumo:
Nesta mesa serão apresentados quatro estudos que analisam as contribuições da avaliação de personalidade
em casos envolvidos no contexto da psicologia jurídica. Três estudos utilizaram o método de Rorschach como
o principal instrumento de coleta de dados e um deles utilizou o Rorschach e a Escala Hare (PCLR). Dois
estudos estão relacionados aos adolescentes socioeducandos: um que avalia a predisposição para mudar os
comportamentos antissociais e outro que expõe cinco estudos de casos de adolescentes que cometeram
homicídios com requinte de crueldade. Os outros dois trabalhos se referem aos autores de violência sexual
(AVS): um que investiga a probabilidade de reincidência no crime e outro que mostra as relações entre o
método de Rorschach e as características de personalidade desses autores. Nota-se que a avaliação dos
aspectos psicológicos na área da psicologia jurídica é muitas vezes necessária, não só como forma de
ampliação do conhecimento da dinâmica dos indivíduos que cometem atos infracionais, mas também para
auxiliar na intervenção desses casos, assim como para embasar técnicas preventivas.
Palavras-chave:
Ato infracional, Personalidade, Método de Rorschach
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
A PROBABILIDADE DE REINCIDÊNCIA EM CRIMINOSOS SEXUAIS.
Os autores de violência sexual (AVS) contra crianças compõem um grupo heterogêneo. Quando se
trata de investigar o perfil psicológico ou a personalidade dos AVS, o fenômeno pode ser abordado sob
quatro âmbitos diferentes: no contexto geral da Pedofilia; do Transtorno da Personalidade Antissocial
ou da Psicopatia; do Transtorno Psicótico e Retardo Mental e no contexto do AVS Situacional. É usual a
comorbidade de diferentes traços de personalidade em um AVS. Frente à heterogeneidade desse
grupo, surge a necessidade de diferenciar tais sujeitos, para esclarecer o nível do risco de reincidência
no crime, identificar as necessidades de tratamento e estabelecer as bases para o encaminhamento
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psicológico e para a reintegração social dessas pessoas. O presente trabalho aborda dois estudos de
caso que tiveram como objetivo principal compreender a personalidade e prever o nível do risco de
reincidência no crime de dois adultos, AVS contra crianças, que cumpriam pena de reclusão em regime
fechado em uma instituição prisional do estado de Goiás. Foram utilizados como instrumentos de
coleta de dados a Escala Hare PCL-R e o Método de Rorschach (SC). Os dados dos testes dos
participantes demonstraram que eles apresentam características de personalidade distintas. Um deles
demonstrou traços de psicopatia, alto risco de reincidência criminal, com predomínio de
comportamentos associados à instabilidade, impulsividade, imaturidade emocional e comportamentos
delinquentes de origem na infância. O outro revelou características relacionadas à pedofilia, risco
moderado de reincidência criminal, egocentrismo e ausência de autocontrole. Serão discutidas
questões referentes ao risco de reincidência e ao encaminhamento psicológico dos casos.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Resende Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Omar Pinto Pereira Júnior Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Carolina Cardoso de Souza Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Ana Cristina Resende
Palavras-chave:
Crime sexual, Método de Rorschach, Escala Hare
RESUMO (2)
AS RELAÇÕES ENTRE O MÉTODO DE RORSCHACH E AS CARACTERÍSTICAS DE
PERSONALIDADE DE CRIMINOSOS SEXUAIS
O presente estudo buscou investigar a validade do Método de Rorschach para determinar as
características de personalidade de criminosos sexuais incestuosos. Participaram 11 homens, entre 30
e 75 anos de idade, casados, de diferentes profissões e níveis de escolaridade, encarcerados em uma
penitenciária no interior do estado do Rio Grande do Sul. O abuso sexual ocorreu de forma recorrente,
com a consumação da relação sexual e uso de violência. O Método de Rorschach foi administrado
segundo o Sistema Compreensivo. Os resultados demonstraram diferenças estatisticamente
significativas com os dados de estudo de referencia nacional, com valores significativamente menores
em M, FM, CF, (H), X+%, Egoindex, Fr+rF, FD, GHR e maiores em PER e X-%. Estes dados sugerem
que, os participantes deste estudo, possuem uma severa incapacidade de perceber a realidade e os
eventos adequadamente, e de reconhecer as formas convencionais de pensamento (X+%↓, X-%↑).
Outros aspectos de inadequação revelados por estes aparecem na autopercepção, em uma autoestima
cronicamente baixa, possivelmente originada na infância (Egoindex↓, Fr+rF↓), e na falta de confiança
na própria capacidade (PER↑). Aliado a isso, observa-se a ausência de recursos para avaliarem suas
condutas mal-adaptativas e a indisponibilidade para a autoinspeção (FD↓), o que pressupõe a
existência de menores condições para re-significar suas ações. Por fim, a presença de apreensões
fragmentárias do outro (Hd> H), as inabilidades empáticas e afetivas (M↓, CF↓), a falta de recursos
para o funcionamento competente e adaptativo (CDI>4) e a preponderância das respostas de
representação humana de má qualidade sobre as de boa qualidade (PHR>GHR), sugerem falhas na
formação da identidade e deficiências importantes no ajustamento interpessoal. Esses achados
corroboram com os comumente encontrados na literatura e indicam a relevância do uso do Rorschach
para evidenciar os aspectos psicopatológicos de criminosos sexuais, e para responder às demandas de
avaliação nesse contexto.
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Autoria/Filiação:
Silvana Alba Scortegagna
Universidade de Passo Fundo
Apresentação:
Silvana Alba Scortegagna
Palavras-chave:
Criminoso Sexual, Personalidade, Método de Rorschach
RESUMO (3)
TRAÇOS ANTISSOCIAIS EM ADOLESCENTES QUE COMETERAM HOMICÍDIO.
Dentre os atos infracionais cometidos por esses jovens, o homicídio é um dos atos que tem mais
repercussão negativa, mobilizam a sociedade, a fim de que medidas mais enérgicas e conservadoras
sejam adotadas para o enfrentamento desta questão. A combinação de vários fatores predispõe esses
jovens a se engajarem em comportamentos criminosos como: fatores familiares, sociais, situacionais,
biológicos e a personalidade. Este trabalho enfoca este último fator, com o objetivo de abordar
características psicológicas de adolescentes que cometeram homicídio. Participaram do estudo cinco
adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de internação em instituições situadas em
Goiânia, Goiás, que se destacaram pela crueldade de seus atos. Tanto o adolescente quanto o seu
responsável foram informados a respeito do processo avaliativo e assinaram o termo de
consentimento livre e esclarecido. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados uma
entrevista semiestruturada e o Método de Rorschach (SC). Parte dos resultados corrobora com
pesquisas anteriores que descrevem a personalidade de jovens que cometeram homicídio e que
apresentam traços antissociais. Alguns aspectos intrigantes desses cinco perfis de personalidade serão
destacados nesse estudo. As informações referentes à personalidade desses adolescentes podem ser
usadas para chegar a conclusões e fazer recomendações úteis para uma ampla gama de aplicações
educacionais especiais para jovens com problemas de comportamento e com necessidade de
aconselhamentos, além de permitir o oferecimento de atendimentos psicológicos relacionados à
demanda.
Autoria/Filiação:
Carolina Cardoso de Souza Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ana Cristina Resende Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Carolina Cardoso de Souza
Palavras-chave:
Adolescentes, Homicídio, Personalidade
RESUMO (4)
PREDISPOSIÇÃO PARA MUDAR COMPORTAMENTOS ANTISSOCIAIS EM
ADOLESCENTES SOCIOEDUCANDOS.
Os adolescentes envolvidos em atos infracionais graves e/ou reincidentes recebem da justiça a
sentença de privação de liberdade, com a finalidade de serem reeducados antes de voltarem ao
convívio social, mas o que acontece na maioria dos casos, é o retorno deles ao crime após o
cumprimento da medida socioeducativa. O objetivo deste trabalho é avaliar a predisposição para
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mudar comportamentos antissociais em adolescentes socioeducandos. Entende-se que existem
algumas características de personalidade que facilitam o engajamento em um tratamento
psicoterapêutico, que exigem flexibilidade para modificar crenças e opiniões como também a forma de
sentir e se comportar no dia-a-dia. Participaram deste estudo 23 adolescentes, do sexo feminino e
masculino, com idade média de 17 anos, que cumprem medidas socioeducativas privados de liberdade
pelo cometimento de diferentes atos infracionais, em instituições goianienses. Foram utilizados como
instrumentos de coleta de dados uma entrevista semiestruturada e o Método de Rorschach (SC).
Foram analisadas oito variáveis do Método de Rorschach que se referem à disposição dos participantes
para se envolverem em uma psicoterapia. Os resultados demonstraram que as características de
personalidade que mais dificultam o processo de mudança de vida são: a ausência do sofrimento
subjetivamente sentido; a pouca habilidade de lidar com as emoções; a pouca abertura às
experiências e habilidade para desenvolver uma autorreflexão. Considerando as 8 variáveis do
Rorschach, apenas cinco adolescentes demonstraram predisposição para mudar seus estilo de vida,
com disponibilidade para se engajar em um tratamento psicológico e alterar sua forma de pensar e se
comportar. É importante ressaltar que outros fatores também influenciam na reincidência em atos
infracionais, como os fatores situacionais, sociais e familiares. Contudo, entender os aspectos da
personalidade desses jovens auxilia no processo de encaminhamento de cada caso.
Autoria/Filiação:
Nara Leão Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Carolina Cardoso de Souza Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ana Cristina Resende Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Nara Leão
Palavras-chave:
Adolescentes, Socioeducandos, Método de Rorschach
Nome:
Elizabeth do Nascimento
Titulo:
A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS: INTEGRANDO RESULTADOS
PRELIMINARES DE PESQUISAS
Resumo:
A presente mesa tem como proposta contextualizar pesquisas realizadas pelo GT Pesquisa em Avaliação
Psicológica da ANPEPP sobre o ensino da avaliação psicológica na graduação e o uso de instrumentos de
avaliação psicológica nos programas de pós-graduação em psicologia. Os objetivos e a metodologia das
pesquisas realizadas por esse GT, bem como os resultados preliminares e as principais dificuldades
encontradas serão apresentados e discutidos. A mesa foi organizada de forma que, num primeiro momento, a
pesquisa geral conduzida pelo GT seja detalhada e justificada. Em seguida, os resultados preliminares e
parciais alcançados pelos subgrupos Graduação e Pós serão reportados. Tem-se em vista a obtenção de
dados que possam subsidiar a proposição de ações em direção à melhoria da Avaliação Psicológica no Brasil.
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Pesquisa em Psicologia, Ensino
TRABALHOS DA MESA REDONDA
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RESUMO (1)
AS PESQUISAS REALIZADAS PELO GT PESQUISA EM AVALIAÇÃO
PSICOLÓGICA: CONTEXTUALIZAÇÃO E RELEVÂNCIA
Do ponto de vista histórico, a partir da década de 1990 houve uma revitalização da área da Avaliação
Psicológica no Brasil. Contata-se, no decorrer desses anos, um crescimento expressivo da área, sendo
que no âmbito da pesquisa a criação de laboratórios e a implantação de linhas de pesquisa em
programas de pós-graduação trouxeram com resultados a ampliação da produção científica,
destacando-se a criação de revista específica da área e o expressivo aumento no volume de trabalhos
sobre o tema apresentados em eventos científicos. Os simpósios realizados pela ANPEPP constituem
em um forte indicador do aumento do número de pesquisadores na área, pois a cada simpósio surgem
novos grupos de trabalho. O GT Pesquisa em Avaliação psicológica da ANPEPP julgou relevante
conduzir investigações que pudessem mapear as condições de ensino e formação de pesquisadores em
Avaliação Psicológica e seus possíveis impactos em favor do movimento de fortalecimento dessa área
no cenário nacional. Nesse sentido, essa apresentação tem como proposta contextualizar o surgimento
das pesquisas, atualmente realizadas pelos integrantes do GT Pesquisa em Avaliação psicológica, que,
divididos em subgrupos, buscam investigar a avaliação psicológica no ensino de graduação e o uso de
instrumentos de avaliação psicológica por pesquisadores de programas de Pós-graduação em
Psicologia. Pretende-se apresentar os objetivos específicos de cada uma das pesquisas empreendidas,
seus procedimentos metodológicos e os principais entraves encontrados até então.
Autoria/Filiação:
Evely Boruchovitch Universidade Estadual de Campinas
Elizabeth do Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais
Apresentação:
Evely Boruchovitch
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Pesquisa em Psicologia, Ensino
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA GRADUAÇÃO: PERFIL DE DOCENTES E
DIFICULDADES PERCEBIDAS NO ENSINO
Para que se identifiquem as principais tendências, dificuldades e lacunas em termos de necessidades a
serem supridas pela formação docente e no estabelecimento de políticas ligadas à avaliação
psicológica é preciso sistematicamente mapear as condições de formação e ensino dos professores da
área no Brasil. Nesse sentido, dentro das propostas do GT Pesquisa em Avaliação Psicológica da
ANPEPP, foi realizado um levantamento do perfil de formação e trabalho de docentes em avaliação
psicológica no país, do qual participaram 63 professores (63% mulheres) com idades entre 24 e 63
anos (média de 37,9 anos), de instituições públicas e privadas provenientes de 10 estados brasileiros.
A maior parte dos professores tem mestrado (48%) ou doutorado (44%), atua em apenas uma
instituição (70%) e exerce atividades profissionais além da docência em que utilizam avaliação
psicológica (60%). As áreas de concentração de especialização, mestrado e doutorado são bastante
variadas, sendo cerca de 30% em avaliação psicológica. Entre as principais dificuldades apontadas
pelos participantes no ensino de avaliação estão a carga horária reduzida, a falta de material
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disponível, as dificuldades dos alunos com conhecimentos específicos necessários à avaliação
(metodologia, estatística, análise e síntese, entre outras) e o descrédito e desinteresse observados em
relação ao conteúdo por estudantes e por colegas docentes. Ainda que o número de participantes
tenha sido baixo, não representando globalmente os docentes das diferentes regiões do país, já que
houve predomínio de participantes das regiões sul e sudeste, estes resultados apontam a necessidade
de pensarmos a representação social que a avaliação psicológica tem junto a alunos, professores e
profissionais, bem como questões curriculares de carga horária e infraestrutura, já muito discutidas
como prioritárias para qualificar o ensino na área.
Autoria/Filiação:
Marucia Patta Bardagi Universidade Federal de Santa Catarina
Marco Antônio Pereira Teixeir Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Joice Segabinazi Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Marucia Patta Bardagi
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Docência, Graduação
RESUMO (3)
TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA ENSINADAS NA GRADUAÇÃO DE
PSICOLOGIA NO BRASIL
Esta pesquisa teve como objetivo identificar as técnicas de avaliação psicológica ensinadas nos cursos
de graduação de Psicologia no Brasil, auxiliando a descrever e analisar a situação atual do ensino nas
disciplinas de avaliação psicológica, de forma a identificar as principais tendências, dificuldades e
possíveis lacunas em termos de necessidades presentes e futuras a serem supridas por um empenho
na formação docente e no estabelecimento de políticas ligadas à avaliação psicológica, subsidiando
futuras ações na área.Acredita-se que dados possam auxiliar nas políticas relacionadas à avaliação
psicológica, buscando verificar quais os conteúdos mais discutidos na docência e quais as condições
deste processo. O projeto se insere nas propostas do grupo de trabalho Pesquisa em Avaliação
Psicológica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia, que vem fazendo um
levantamento do perfil de formação e trabalho de docentes em avaliação psicológica no país. O
método utilizado foi uma pesquisa do tipo descritiva, com coleta via web. O principal critério de
inclusão é que os professores fossem docentes de disciplinas relacionadas à avaliação psicológica.
Participaram 63 professores, destes, 33 não responderam quais técnicas ensinavam e outros dois
afirmaram que não lecionavam nenhuma técnica. Os 28 (44%) que explicitaram as técnicas instruídas
apontaram 65 técnicas distintas. As mais referidas foram: testes psicológicos, entrevistas, HTP, WISCIII, TAT, Raven, técnicas projetivas, Bender, IFP, Zulliger, Rorschach e BPR-5. Apesar do baixo
número de participantes e um número ainda menor de professores que efetivamente reportaram quais
técnicas lecionavam, pode-se notar uma grande variedade de técnicas utilizadas, apontando a
diversidade de possibilidades de avaliação que pode ser desenvolvida no trabalho dos psicólogos.
Entende-se que a coleta de dados deve ser aumentada, buscando uma visão mais abrangente e
completa da questão.
Autoria/Filiação:
Luís Sérgio Sardinha Universidade do Grande ABC
Irai Cristina Boccato Alves LITEP – Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo
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Apresentação:
Luís Sérgio Sardinha
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Técnicas de AP, Docência
RESUMO (4)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA PÓS-GRADUAÇÃO: PERFIL DE DOCENTES E
INSTRUMENTOS EMPREGADOS
A proposta desta pesquisa surgiu de discussões do GT Pesquisa em Avaliação Psicológica da ANPEPP,
tendo como objetivo verificar a utilização de instrumentos psicológicos nos programas de pósgraduação (PPG) credenciados pela CAPES no Brasil. Para isso, primeiramente foi consultada a página
institucional da CAPES para identificação de todos os PPG credenciados, sendo identificados 67.
Posteriormente procedeu-se à pesquisa nos sites das próprias instituições. Esta busca objetivou
identificar todos os docentes dos programas de PPG no Brasil, assim como os endereços eletrônicos
para contato. Na maioria dos casos o e-mail do docente encontrava-se no site da instituição. Nos
casos em que isso não aconteceu, os endereços foram procurados em bases de dados de periódicos
científicos ou no site do CNPq. Importante ressaltar que foram obtidos os nomes de aproximadamente
600 docentes de PPG, enquanto que apenas de 23 pesquisadores não foi recuperado o endereço
eletrônico. De posse dessas informações foram enviados e-mails contendo os objetivos da pesquisa, e
caso o respondente concordasse em participar era redirecionado para uma nova tela, na qual podia
responder a pesquisa. O tempo médio de resposta foi de 5 minutos. Contudo, houve a participação de
apenas 42 docentes (24 do sexo masculino), provenientes de 13 PPGs. Quanto à natureza da
instituição, oito eram provenientes de instituições particulares e 34 de instituições públicas (federais
ou estaduais). Quando questionados sobre a natureza dos instrumentos de avaliação psicológica
utilizados nas pesquisas orientadas, a maior parte dos docentes respondeu fazer uso de testes
psicométricos (N=24). Sobre as áreas de atuação, os respondentes eram da saúde, forense, clínica,
organizacional, escolar e educacional e esporte. Quanto aos instrumentos mais utilizados nas
pesquisas orientadas, houve uma grande variedade de respostas (mais de 100 testes diferentes foram
mencionados). Apenas três instrumentos foram citados mais de uma vez, a saber, WAIS-III, Teste de
Criatividade de Torrance e Teste de Bender. Respostas similares foram obtidas na questão sobre quais
instrumentos o pesquisador usava em suas próprias pesquisas e nas pesquisas orientadas atualmente.
Sabe-se que muitos dos pesquisadores produtivos na área não responderam ao questionário, ou por
não terem recebido ou por falta de adesão à proposta. É importante que sejam discutidas alternativas
para que possa ser realizado um mapeamento da atuação dos investigadores da área.
Autoria/Filiação:
Fabián Javier Marín Rueda Universidade São Francisco
Acácia Angeli dos Santos Universidade São Francisco
Cristiane Faiad Universo- Universidade Salgado de Oliveira
Apresentação:
Acácia Angeli dos Santos
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, TEP, Pós-Graduação
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Nome:
YAEL GOTLIEB BALLAS
Titulo:
A utilização de avaliação psicológica em trabalhos de conclusão de curso: valorização da pesquisa em
Psicologia
Resumo:
Durante três semestres nossos alunos elaboram e realizam uma pesquisa de campo, cuja aprovação através
de argüição e apresentação escrita é requisito para obtenção do grau de bacharel em psicologia. Nesta mesa
serão apresentados quatro trabalhos, todos considerados de alta qualidade pelas bancas examinadoras. O
mérito não está nos resultados em si, mas no próprio exercício de fazer pesquisa (a relevância do tema, uma
excelente revisão da bibliografia, o cuidado com a escolha da metodologia e seleção de instrumentos) e no
modo como as alunas puderam integrar a ciência e a prática da psicologia em áreas novas ou, ainda, pouco
exploradas. Entre os temas, há a reflexão e a discussão acerca 1) da entrada da pessoa idosa em uma
Instituição de Longa Permanência e as conseqüências psíquicas e psicopatológicas desta mudança, 2) da
criação de vínculo saudável em adoção tardia por família monoparental, 3) da importância dos prejuízos
emocionais acarretados por uma relação de codependência em familiares dependentes químicos e 4) do
desencadeamento do estresse em crianças e adolescentes por influencias familiares. Todos os trabalhos de
pesquisa são discutidos pelo ponto de vista da psicologia, sem deixar de lado as ciências afins. As
possibilidades de atuação do psicólogo são ressaltadas.
Palavras-chave:
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TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AÇÃO DE IDOSOS EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA: ALGUMAS
OBSERVAÇÕES
Atualmente observa-se significativo aumento na população de idosos e há necessidade de adequações
para melhor compor sua qualidade de vida. A Psicologia do Envelhecimento vem contribuindo em
termos de reflexões e intervenções para os diversos momentos desta fase. O idoso sofre significativas
mudanças nas diversas áreas de sua vida e precisa desenvolver estratégias de enfrentamento
efetivas. Resultado de processos de perdas e adaptações, aqueles estão expostos a desenvolver
quadros depressivos. Um dos momentos críticos é a necessidade de mudança a uma Instituição de
Longa Permanência (ILPI). Levantou-se a hipótese de que motivos intrínsecos (perda das capacidades
e habilidades decorrentes da idade) e extrínsecos (família não quer cuidar) podem contribuir para o
desenvolvimento de depressão. A amostra foi composta por 30 idosos com idade superior a 70 anos,
residentes de ILPI em São Paulo. Participaram do estudo idosos com capacidades cognitivas
preservadas e que não apresentavam distúrbios psiquiátricos antes da institucionalização. Foram
preenchidos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e a Escala Geriátrica de Depressão (EGD30). Entre os resultados, destaca-se diferenças significativas de índice de depressão e, entre os
principais motivos para desencadeamento do quadro, está a busca pela instituição por questões de
saúde ou por imposição de familiares. Observou-se que o idoso com depressão dificilmente desenvolve
novas amizades neste ambiente e demonstra o comportamento tendencial de retraimento social.
Sugere-se que os profissionais que trabalham em ILPIs devem prestar mais atenção aos fenômenos de
ordem social e afetiva para que o idoso possa se integrar de forma harmoniosa, evitando, assim, o
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desencadeamento de um quadro depressivo mais grave.
Autoria/Filiação:
Doris Ploger Universidade de Santo Amaro
Neuma Rodrigues Universidade de Santo Amaro
Maria da Conceição Souza Universidade de Santo Amaro
Yael Gotlieb Ballas Universidade de Santo Amaro
Joana D’arc Sakai Universidade de Santo Amaro
Apresentação:
Palavras-chave:
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RESUMO (2)
ESTRUTURA FAMILIAR E ESTRESSE INFANTIL EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
DE SETE A 14 ANOS
O estresse é considerado por especialistas das áreas médica e psicológica como o “Mal do Século” ou a
“Doença do Milênio”. Um período de suscetibilidade ao estresse é inerente a infância e a adolescência,
nas quais as transformações ocorrem em grande velocidade e em quantidade maiores que na fase
adulta, afetando o desenvolvimento dos aspectos emocional, cognitivo e social. A pesquisa teve como
objetivo identificar níveis de estresse em crianças e verificar se a família tem ou não influência no
fenômeno. Partiu-se do pressuposto que haveria uma relação direta entre a qualidade da família
desenhada e a presença de estresse na criança. A amostra foi composta por 60 crianças, de ambos os
sexos, divididas em dois grupos (sete e 11 anos e 11 e 14 anos), residentes na cidade de São Paulo.
Para a coleta dos dados foi utilizado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, um questionário
de caracterização, a Escala de Estresse Infantil (ESI) e a Técnica do Desenho da Família. Os resultados
mostraram que, em relação ao Desenho da Família, não foram verificadas diferenças significantes
entre os grupos. Tanto no grupo das crianças menores como nas maiores, a maioria vive em uma
família nuclear, desenha a própria família de forma unida e representa a si mesmo. Verificou-se
também que, em ambos os grupos, o estresse se fez presente, sendo a maioria na fase de alerta
(momento em que um esforço é gerado para o enfrentamento de uma situação ameaçadora e não
apenas para manutenção da harmonia interior). A hipótese não foi confirmada, porém, diante dos
níveis de estresse encontrados, é nítida a necessidade de uma maior atenção às crianças por seus pais
e professores, especialmente as de sete a 10 anos.
Autoria/Filiação:
Adriane Piegaia Universidade de Santo Amaro
Valdelena C.S. Sato Universidade de Santo Amaro
Yael Gotlieb Ballas Universidade de Santo Amaro
Joana D’arc Sakai Universidade de Santo Amaro
Gilberto Mitsuo Ukita Universidade de Santo Amaro
Apresentação:
Palavras-chave:
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RESUMO (3)
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ADOÇÃO TARDIA EM FAMÍLIA MONOPARENTAL E O ESTABELECIMENTO DOS
VÍNCULOS AFETIVOS: ESTUDO DE CASO
A construção do vínculo e de uma relação saudável entre pais e filhos depende muito mais dos fatores
ligados à convivência, à interação, ao afeto e ao respeito mútuo do que aos laços biológicos que, por si
só, não garantem o vínculo. No caso específico da adoção tardia, o adulto deve ter paciência e
tolerância para dar suporte às crianças no período de convivência e adaptação. O objetivo deste
trabalho era verificar o estabelecimento de vínculo afetivo no caso da adoção tardia por família
monoparental. Partimos do pressuposto que seria possível haver o estabelecimento de vínculo
saudável porque o que orientava a adoção era o desejo de ter uma família, incluindo o enfrentamento
de situações difíceis, desde as barreiras impostas pelo sistema jurídico para a realização da adoção
legal, até questões como o medo de não dar certo, o preconceito, entre outras. O resultado observado
após análise da entrevista com o pai e do procedimento do desenho de família com estória realizado
com as crianças foi de que os três estão bem vinculados afetivamente. Mesmo que apareçam
dificuldades e pontos de conflito, de modo geral as famílias sempre fazem coisas juntos, em um clima
amistoso e divertido. O estabelecimento de vinculo na adoção tardia é uma realidade. E, como tudo da
realidade, conta, com perdas e ganhos, com alegrias e momentos de angústia e ansiedade. Não se
pode deixar de mencionar que o estabelecimento e a manutenção do vínculo dependem enormemente
de toda a rede de apoio que a família possuir, das orientações dos técnicos e profissionais da
psicologia para dar suporte às mudanças e adaptações que ocorrem em todos. Consolidar esse vínculo
é uma conquista mútua diária com momentos muito prazerosos e outros nem tanto.
Autoria/Filiação:
Nanci Belmonte Universidade de Santo Amaro
Yael Gotlieb Ballas Universidade de Santo Amaro
Joana D’arc Sakai( Universidade de Santo Amaro
Apresentação:
Palavras-chave:
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RESUMO (4)
CODEPENDÊNCIA EM FAMILIARES DE DEPENDENTES QUÍMICOS: DIFERENÇAS
E SEMELHANÇAS ENTRE CUIDADORES HOMENS E MULHERES
O uso de substâncias psicoativas está entre os principais problemas de saúde pública mundial. Cerca
de dois milhões de pessoas morrem a cada ano em decorrência das consequências negativas do uso
indevido de drogas lícitas e ilícitas. Neste trabalho, pretendeu-se investigar e compreender o
relacionamento da família para com o dependente químico, quando aquele se enquadra no fenômeno
de codependência (relação simbiótica, na qual um depende do outro para coexistir). Após a assinatura
do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foi utilizado o questionário Potter-Efron & Potter-Efron
de Co-dependência, que verifica o grau de codependência da relação parental. A amostra foi composta
por 23 homens e 20 mulheres cuidadores de dependentes químicos. A hipótese era de que as
mulheres, pela própria condição do feminino e da maternidade, estariam mais suscetíveis ao
desenvolvimento da codependência quando comparadas aos homens, justificado pelas características
da própria função materna; sendo estendido à figura da mulher, pois esta ainda é vista na sociedade
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no papel de cuidadora. Os resultados, com qui-quadrados estatisticamente significantes, indicaram
que a hipótese foi confirmada: as mulheres apresentam quadro de codependência e os homens não.
Porém, vale ressaltar que, considerando individualmente as sub escalas do teste, os homens também
apresentam características de relacionamento codependente, especialmente àquelas relacionadas à
presença de raiva, vergonha e culpa. Podemos dizer que os homens, mesmo que de forma velada,
sofrem pela presença da dependência em seus familiares. É possível pensar nas relações
codependentes como algo natural das relações mães-filhos, como uma forma de vínculo qualquer.
Contudo, após os resultados, não podemos descartar a patologia, pois o vínculo que surgiu não é
sadio, em função da quantidade de sofrimento que apareceu na figura feminina com a presença
marcante de medo, vergonha e culpa e, em menor intensidade, características de desespero e de
raiva.
Autoria/Filiação:
Barbara C.O. Silva Universidade de Santo Amaro
Yael Gotlieb Ballas Universidade de Santo Amaro
Joana D’arc Sakai Universidade de Santo Amaro
Gilberto Mitsuo Ukita Universidade de Santo Amaro
Apresentação:
Palavras-chave:
,,
Nome:
Cassandra Melo oliveira
Titulo:
Além da população em geral: ampliando o conhecimento na área dos testes para grupos específicos.
Resumo:
Diante da escassez na área da avaliação psicológica de instrumentos que avaliem grupos específicos como os
indivíduos com altas habilidades e os com deficiência visual, ressalta-se a relevância desta mesa como
fomentadora de discussões em pesquisas que abordam esta temática. A construção e adaptação de testes
psicológicos para grupos específicos é uma tarefa desafiadora de alta complexidade que envolve além dos
conhecimentos técnicos inerentes a área, o estudo aprofundado do grupo alvo do teste em todas as suas
especificidades e heterogeneidades. Por meio dos trabalhos apresentados serão exemplificadas diferentes
estratégias para construção e adaptação de testes para estes grupos. Aplicou-se, portanto, os aspectos
técnicos da construção e adaptação de testes já estandardizados na literatura científica da área com vistas a
bem avaliar e a ultrapassar as barreiras impostas pelos materiais, frequentemente utilizados para população
em geral, e que não atendem às especificidades do público em questão. Pesquisas que abordam este tema
englobam tanto a adequação do conteúdo do teste psicológico em si quanto o seu formato, ou seja, o seu
modo de apresentação. O estado da arte no contexto brasileiro está limitado a estudos focais e
desarticulados e esta mesa reflete uma tentativa de iniciar a sistematização de saberes. Assim, propõe-se a
discutir aspectos atuais referentes a instrumentos psicológicos utilizados para grupos específicos. Tal mesa
contempla trabalhos de busca por evidências de validade de uma bateria de avaliação das altas habilidades e
estudos na área de construção e adaptação de testes psicológicos para crianças e adultos deficientes visuais.
Palavras-chave:
testes psicológicos, deficiência visual, altas habilidades
TRABALHOS DA MESA REDONDA
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RESUMO (1)
BATERIA DE AVALIAÇÃO DAS ALTAS HABILIDADES – ESTUDO DE EVIDÊNCIAS
DE VALIDADE DE CRITÉRIO
Na área da avaliação psicológica, a identificação de alunos com altas habilidades/ superdotação tem se
apresentado como um desafio para profissionais, haja vista a complexidade do fenômeno aliada à falta
de instrumentos validados e normatizados
no Brasil para tal fim. O objetivo desta pesquisa baseou-se na busca de evidências de validade de
critério de uma Bateria para Avaliação das Altas Habilidades/Superdotação.
Participaram 569 alunos, ambos os sexos, com idade média de 11,13 anos, estudantes do 2º ano do
ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, dos quais 470, com idade
média de 11,13 anos, compuseram o grupo controle (alunos de salas de ensino regular) e 99, com
idade média de 12,68 anos, constituíram o grupo critério (alunos de Sala
de Recurso de Programa de Atendimento ao Aluno com Altas Habilidades/DF). O instrumento utilizado
foi composto por seis subtestes, sendo quatro de inteligência
(raciocínio verbal, abstrato, numérico e lógico), um de criatividade figural e outro de criatividade
verbal. A ANOVA mostrou efeito significativo da variável grupo nos subtestes de inteligência,
apontando maior desempenho do grupo critério e, particularmente, dos alunos com habilidades
acadêmicas quando comparados a alunos com talentos artísticos. No subteste de criatividade figural,
diferenças significativas entre os grupos só foram notadas em um dos fatores criativos avaliados - a
Elaboração, identificando melhor desempenho alcançado pelos alunos do grupo critério com altas
habilidades na área de talentos artísticos. No subteste de criatividade verbal, a ANOVA demonstrou
diferenças significativas apenas na avaliação de uma das características da produção metafórica - a
Qualidade, com destaque para os alunos com altas habilidades, sem distinção de área de habilidades
específica. Através dos resultados, foram confirmadas evidências de validade de critério para
identificação de alunos com altas
habilidades/superdotação a partir dos subtestes de inteligência e, parcialmente, através de algumas
medidas de criatividade verbal e figural.
Autoria/Filiação:
Walquiria de Jesus Ribeiro Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Tatiana de Cássia Nakano Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Ricardo Primi Universidade São Francisco
Ângela M. R. Virgolim Universidade de Brasília
Apresentação:
Walquiria de Jesus Ribeiro
Palavras-chave:
altas habilidades, validade de critério, instrumento
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL:
CONSTRUÇÃO E INVESTIGAÇÃO DA ADEQUAÇÃO DO INSTRUMENTO
Diante da lacuna existente na avaliação cognitiva de populações especiais, essa
pesquisa teve como objetivo a construção de três subtestes (verbal, memória e
lógico-espacial) para avaliação da inteligência de crianças deficientes visuais.
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Como forma de atingir tal objetivo, três estudos foram conduzidos: (1) investigação
e conhecimento de metodologias e materiais utilizados na educação de crianças
com deficiência visual, com a finalidade de que tais informações pudessem
contribuir para a construção dos subtestes; (2) construção dos subtestes,
baseados nas teorias atuais de inteligência e nas informações obtidas a partir
do Estudo 1; (3) estudo piloto com o objetivo de verificar a adequação dos
subtestes e de seus itens junto a 14 crianças deficientes visuais, na faixa etária
de 7 a 12 anos (M= 10,28 anos; DP=1,58), sendo seis do sexo feminino e oito
do sexo masculino, sendo dessas, dez classificadas com baixa visão, oito com
deficiência congênita e duas com doença adquirida, quatro crianças classificadas
com cegueira total, sendo duas com deficiência adquirida e duas com deficiência
congênita; Os resultados apontaram, através de testes de diferença de média,
de um modo geral, adequação dos subtestes à população alvo, com pequenas
necessidades de alteração dos itens. Também encontrou-se melhor desempenho
em relação ao tipo de cegueira, crianças com deficiência congênita apresentaram
melhores resultados quando comparados com aquelas que apresentam deficiência
adquirida. Em relação ao grau de deficiência, crianças com baixa visão tiveram
melhor desempenho que as crianças com cegueira. Conclui-se que o presente
estudo trouxe dados relevantes quanto à importância de um instrumento específico
de avaliação da inteligência para crianças com deficiência visual e que, estudos
com amostras maiores podem enriquecer e contribuir para a validade do
instrumento construído.
Autoria/Filiação:
Carolina Rosa Campos PUC-CAMPINAS
Tatiana de Cássia Nakano PUC-CAMPINAS
Apresentação:
Carolina Rosa Campos
Palavras-chave:
deficiência visual, testes psicológicos, cognição
RESUMO (3)
A ADAPTAÇÃO DE TESTES PSICOLÓGICOS PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
VISUAL SOB A PERSPECTIVA DO DESENHO UNIVERSAL.
Na adaptação de testes psicológicos ao desenho universal busca-se a acessibilidade plena ou máxima
possível diante das limitações do instrumental e do público ao qual será destinado. Os testes
psicológicos construídos ou adaptados segundo os princípios do desenho universal são mais flexíveis à
variação corporal dos indivíduos e à utilização de tecnologia assistiva. O objetivo deste trabalho foi
adaptar um teste psicológico de personalidade informatizado para um formato que atendesse aos sete
princípios do desenho universal. Participaram da equipe de pesquisa dois consultores cegos que
avaliaram a acessibilidade das modificações durante todo o processo de adaptação. O teste psicológico
informatizado estudado foi um instrumento de auto relato baseado no modelo dos cinco grandes
fatores da personalidade, os primeiros formatos testados possuíam 40 itens. As adaptações foram
realizadas na estrutura do formato de aplicação do teste: Orientações dadas para execução do teste;
Formato dos itens; Tamanho da fonte e tipo de letra; Cores e espaços; e, Ordem de apresentação
objetivando atender ao público com deficiência visual, mas também pessoas sem deficiência. Foi feito
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o estudo dos leitores de tela e sua compatibilidade com o formato do teste. A versão final do teste foi
submetido a 10 indivíduos com deficiência visual, maiores de idade, sendo 5 cegos e 5 com baixa
visão. A análise dos dados obtidos foi qualitativa seguindo a lógica da análise de juízes, porém no caso
do estudo em questão a análise teórica não foi dos itens e sim da qualidade do formato do teste e se
este atendeu aos princípios do Desenho Universal. Os resultados apontam para o alcance dos
princípios do desenho universal confirmando a flexibilidade e a acessibilidade do instrumento. Em
estudos posteriores pretende-se investigar não só os aspectos qualitativos, mas utilizar-se análises
quantitativas que envolvam o estudo da Função Diferencial do item nos grupos pesquisados.
Autoria/Filiação:
Cassandra Melo Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes Universidade Federal de Santa Catarina UFSC
Apresentação:
Cassandra Melo Oliveira
Palavras-chave:
Adaptação, deficiência visual, Desenho Universal
RESUMO (4)
ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA IDENTIFICAÇÃO DE ALUNOS
INTELECTUALMENTE DOTADOS POR PROFESSORES: ESTUDO EXPLORATÓRIO
A identificação de alunos dotados e/ou talentosos caracteriza-se por uma diversidade de
possibilidades. Esta identificação pode ser multidimensional (áreas, dimensões), multi-referencial
(pais, professores, psicólogos e outros agentes), multi-método (meios, processos, instrumentos),
multi-temporal (momentos, estágios do desenvolvimento), multi-contextual (tarefas na escola, em
casa e outros) e, multi-etápica (fases ou módulos de apoio). Neste processo, a figura do professor
merece destaque, e efetiva sua participação por meio de nomeação docente. No Brasil, ainda não
existe instrumento com recomendação favorável pelo Conselho Federal de Psicologia. Diante deste
fato, objetivou-se por desenvolver dois estudos, no primeiro elaborar uma escala de nomeação
docente para alunos dotados e talentosos, bem como buscar por evidencias de validade de conteúdo;
já no segundo estudo, buscou-se por evidencias de precisão da consistência interna, bem como
validade baseada na estrutura interna e convergente e discriminante. Depois de elaborado o
instrumento (ENDI-p), os resultados do primeiro estudo indicam que a ENDI-p está pronta para uso,
ao se observar o coeficiente de kappa médio. A ENDI-p perdeu cinco itens e teve quatro itens
adaptados para outras áreas, que não as originais. No segundo estudo, por meio da correlação itemtotal foram retirados 17 itens da ENDI-p o que resultou em três grandes fatores. Com a extração
destes itens, a escala apresentou um bom valor para o Alpha de Cronbach geral, como também para
os três fatores específicos. O teste de esfericidade de Bartlett indicou correlação entre os itens. Já a
medida de adequação da amostra para aplicação da análise fatorial apresentou-se apropriada pelo
teste de Kaiser-Meyer-Olkin. O quarto objetivo foi atendido por meio da análise fatorial exploratória
resultando em três fatores. Os objetivos 5 e 6, a respeito da busca de evidencias de validade baseadas
nas relações com variáveis externas foram parcialmente atendidos, o que pode sugerir, para futuros
estudos utilizar uma amostra maior.
Autoria/Filiação:
Eliana Santos de Farias Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC) &
Universidade Nove de Julho (UNINOVE)
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Tatiana Nakano
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC)
Apresentação:
Eliana Santos de Farias
Palavras-chave:
Intelectualmente dotados, testes psicológicos, adaptação
Nome:
Claudette Maria Medeiros Vendramini
Titulo:
Análise das habilidades cognitivas avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio
Resumo:
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e visa avaliar seis eixos cognitivos comuns a todas as áreas de
conhecimento, o domínio da linguagem, a compreensão dos fenômenos, o enfrentamento e solução de
situações-problema, a construção da argumentação e a elaboração de propostas. Esse é um exame de
avaliação em larga escala que visa diagnosticar e fornecer subsídios para a implementação e a manutenção
de políticas educacionais no país. Dada a importância deste exame estudos têm sido desenvolvidos sobre a
qualidade psicométrica desses exames e sobre a interpretação de seus resultados, tais como os que serão
discutidos pelos pesquisadores que compõem esta mesa. Nesse sentido, serão discutidos dois métodos de
análise estatística de dados as Análises Fatoriais Exploratória e Confirmatória com suas possibilidades,
desdobramentos e limitações de uso, e serão destacados estudos feitos com Enem 2006, 2007 e 2010
relativos à sua interpretação à luz do modelo CHC de inteligência e sua relação com a metacompreensão.
Palavras-chave:
Avaliação em larga escala, Ensino médio, Estatística multivariada
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ANÁLISES FATORIAIS EXPLORATÓRIA E CONFIRMATÓRIA DE PROVAS DO
ENEM: POSSIBILIDADES, DESDOBRAMENTOS E LIMITAÇÕES
O presente trabalho tem como objetivo discutir as análises fatoriais exploratória e confirmatória
realizadas com resultados das provas do ENEM, discutindo possibilidades de uso, desdobramentos
para a avaliação, inclusive acentuando indicadores complementares de validades de construto
(confiabilidade composta e validades convergente e discriminante), além de levantar potenciais
limitações destas análises. Neste sentido, procura-se inicialmente introduzir os conceitos de cada uma
destas técnicas, focando como podem ser empregadas neste contexto específico, mostrando a seguir
alternativas de levá-las a cabo. Posteriormente, discutem-se os indicadores de ajuste comumente
empregados, focando na análise fatorial confirmatória, mostrando a pertinência de tratar com a
confiabilidade composta (consistência interna) e a variância média extraída (parâmetro para definir
evidências de validade convergente e discriminante) como complementares no processo de avaliação.
Por fim, intenta-se mostrar as limitações potenciais da aplicação destas análises, tomando em conta
os instrumentos utilizados e a natureza dos dados obtidos. Concluindo, confia-se oferecer uma
contribuição para discutir os resultados das provas do ENEM, favorecendo pensar em análises e
indicadores alternativos que permitam pensar acerca de evidências de validade deste exame,
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orientando práticas futuras.
Autoria/Filiação:
Valdiney V. Gouveia UFPB – João Pessoa/PB
Luís Augusto de Carvalho Mendes UFPB – João Pessoa/PB
Apresentação:
Palavras-chave:
Análise Fatorial, Exploratória, Confirmatória
RESUMO (2)
UMA PROPOSTA DE PROVAS PARA O ENEM 2010 REFENCIADA PELO MODELO
CHC DE INTELIGÊNCIA
A avaliação em larga escala é compreendida como um sistema de informações que tem por função
principal a de fornecer diagnóstico e subsídios tanto para a implementação quanto para a manutenção
de políticas educacionais. Dentre as provas de larga escala aplicadas no cenário nacional destaca-se o
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foco da presente comunicação, como avaliação aplicada a
estudantes de ensino médio. Dada a importância da prova, a escassez de estudos nessa etapa de
escolaridade e na área psicoeduacional, será apresentado um estudo acerca da análise da estrutura
interna do Enem 2010 por meio da Análise Fatorial Exploratória (AFE) e Confirmatória (AFC), tendo
por referencia o modelo CHC de inteligência. Participaram do estudo 1337 estudantes paulistas. A AFC
por prova confirmou a estrutura identificada pela AFE que se mostrou diferente da originalmente
proposta pelo Inep. A prova Ciências Naturais foi composta por três fatores, Ciências Humanas e
Matemática e Tecnologias por dois fatores e a Linguagem e Códigos, por um fator. A análise de
conteúdo por juízes independentes identificou a presença das habilidades inteligência cristalizada e
fluída, conhecimento quantitativo e leitura e escrita, distribuídas em fatores de modo específico para
cada prova. A AFC revelou bons índices de ajustes para as provas indicando que o Enem 2010 avalia
habilidades cognitivas e acadêmicas e pode aferir o desempenho do estudante com menor numero de
questões quando se tem por referencia o modelo CHC.
Autoria/Filiação:
Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly USF – Itatiba/SP
Luana Comito Muner USF – Itatiba/SP
Nayane Martoni Piovesan USF – Itatiba/SP
Apresentação:
Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly
Palavras-chave:
Avaliação em larga escala, Ensino médio, Estatística multivariada
RESUMO (3)
UM ESTUDO DE VALIDADE DAS HABILIDADES AVALIADAS PELO ENEM 2007
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das avaliações em larga escala realizada pelo
Ministério da Educação (Mec) para avaliar a qualidade de ensino no país e visa contribuir para a sua
melhoria. O Enem é um exame que tem como objetivo avaliar as habilidades e competências de
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estudantes do ensino médio brasileiro e para que essa avaliação seja confiável é necessário que seja
válido e fidedigno. Assim, com a finalidade de investigar as evidências de validade da estrutura interna
desse exame, o presente trabalho objetivou verificar a estrutura fatorial da prova do Enem 2007 e
interpretá-la a luz do modelo CHC de habilidades cognitivas. Foram selecionados aleatoriamente de
uma base de microdados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep), em torno de 55.000 estudantes do estado de São Paulo que realizaram a prova do Enem em
2007, composta por 63 questões objetivas de múltipla escolha e uma redação. Os resultados da
análise fatorial exploratória por componentes principais e rotação promax indicaram uma estrutura
fatorial que permitiram concluir que a prova avalia predominantemente a inteligência fluida e a
habilidade de leitura e escrita. Esses resultados foram analisados pela AFC que revelou bons índices de
ajustes para a prova composta com menor número de questões indicando que as habilidades
cognitivas interpretadas à luz do modelo CHC pode aferir as habilidades do estudante.
Autoria/Filiação:
Claudette Maria Medeiros Vendramini USF – Itatiba/SP
Juliana Maximila de Paula Bueno USF – Itatiba/SP
Fernanda Luzia Lopes USF – Itatiba/SP
Apresentação:
Palavras-chave:
Avaliação em larga escala, Ensino médio, Psicometria
RESUMO (4)
METACOMPREENSÃO E O DESEMPENHO NO ENEM 2006
O Enem é utilizado para averiguar o desenvolvimento de competências básicas a partir das habilidades
dos indivíduos para que se tornem sujeitos aptos a relacionar o conhecimento entre teoria e prática,
buscando utilizar o mesmo a partir das experiências escolares. A matriz de referência para o Enem
busca focalizar seis eixos cognitivos comuns às áreas de conhecimento relativas ao domínio da
linguagem, compreensão dos fenômenos, o enfrentamento e solução de situações-problema, a
construção da argumentação e a elaboração de propostas. Na presente comunicação destaca-se o
domínio da linguagem no tocante à leitura e metacompreensão e sua relação com o desempenho no
Enem 2006.Utilizou-se os microdados recuperados da base de dados de 2006 fornecida pelo INEP para
o projeto Observatório de Educação associado a uma base de dados do Núcleo de Avaliação
Psicológica Informatizada com resultados aferidos acerca das estratégias de leitura aplicada em 2006
a estudantes de ensino médio. A maioria das escolas públicas classificou-se como ‘insuficiente a
regular’ na prova objetiva e como ‘regular a bom’ na redação. Já a maior parte das escolas
particulares classificou-se como ‘regular a bom’ tanto na prova objetiva quanto na redação. Além
disso, os alunos relataram baixa freqüência de utilização de estratégias metacognitivas de leitura,
porém indicaram utilizar, dentre as aferidas pela META-EM, mais frequentemente as de solução de
problemas. Esses resultados podem estar relacionados a uma possível dificuldade para compreender
os textos e, assim, baixo desempenho nas provas do ENEM. As estratégias metacognitivas globais
associaram-se positivamente às competências da prova objetiva, porém mais significativamente com a
compreensão de fenômenos e argumentação. As estratégias de suporte se associaram negativa e
significativamente com o domínio da linguagem. Assim, o domínio da linguagem pode diminuir a
necessidade de utilização de estratégias de suporte à leitura, talvez por implicar em aporte teórico e
vocabulário mais amplos.
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Autoria/Filiação:
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Gisele de Fátima Spineli Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly
USF – Itatiba/SP Léia Vilerá da Silva Seixas
USF – Itatiba/SP
Apresentação:
Palavras-chave:
Avaliação em larga escala, Ensino médio, Estratégias metacognitivas
Nome:
Leandro S. Almeida
Titulo:
As expetativas académicas de alunos ingressantes no Ensino Superior: Dimensões a considerar na sua
avaliação
Resumo:
Palavras-chave:
,,
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
CONCEITO E RELEVÂNCIA DAS EXPECTATIVAS ACADÉMICAS NA ADAPTAÇÃO E
SUCESSO DOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DO 1º ANO
Face às exigências e desafios colocados pelo Ensino Superior (ES) aos seus estudantes, e não estando
estes muitas vezes informados e preparados para essa transição, alguns autores destacam as
expetativas com que os estudantes acedem a este nível de ensino como uma variável central à sua
adaptação. A pesquisa mostra que expetativas otimistas favorecem o envolvimento, a adaptação e o
sucesso académico, ocorrendo a situação inversa quando o estudante possui expetativas difusas ou
pessimistas. Mais ainda, expetativas elevadas e pouco realistas poderão condicionar negativamente a
adaptação dos alunos, que experimentam assim alguma desilusão ao longo das suas primeiras
semanas ou meses no ES, face à realidade das suas vivências. Para além das expetativas reportadas
ao curso e à vida social, mais frequentemente consideradas pela literatura neste domínio, procuramos
neste estudo auscultar os próprios estudantes, através de entrevistas individuais, e conhecer as suas
expetativas, inventariando assim os motivos e as aspirações que colocam na sua entrada e frequência
do ES. Alunos da Universidade do Minho, em Portugal, participaram neste estudo tendo por base este
objetivo, identificando-se sete dimensões ou tipos de expetativas que passaram a ser consideradas na
sua avaliação formal.
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Autoria/Filiação:
Alexandra M. Araújo Universidade do Minho, Portugal
Adriana Benevides Soares Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Brasil
Leandro S. Almeida Universidade do Minho, Portugal
Apresentação:
Leandro S. Almeida/Adriana Benevides
Palavras-chave:
,,
RESUMO (2)
QUESTIONÁRIO DE EXPETATIVAS ACADÉMICAS: DADOS DE PRECISÃO E
VALIDADE EM PORTUGAL E ESPANHA
As expetativas académicas constituem uma variável central na adaptação dos estudantes ao Ensino
Superior, influenciando o seu nível de compromisso, o seu envolvimento e persistência e a sua
realização académica. Tais expetativas assumem maior relevo ainda na transição e adaptação ao
primeiro ano no ES, dado que estas poderão não ter correspondência nas vivências do estudante, face
a um contexto educativo e relacional exigente e potenciador de stress, levando assim a frustração,
desânimo e desinvestimento. Apesar da importância das expetativas académicas para a adaptação dos
estudantes ao Ensino Superior, são escassos os instrumentos validados para a sua avaliação na
população portuguesa e espanhola, que atualmente partilham os mesmos desafios de educação póssecundária, formação profissional e emprego. De modo a ultrapassar esta limitação, este estudo
apresenta a construção e validação de um Questionário de Expetativas Académicas, a ser utilizado em
ambos os países. Participaram 759 estudantes do 1º ano (62,5% mulheres), de diversos cursos, das
Universidades do Minho (n= 372), em Portugal, e de Vigo (n= 387), em Espanha, com idades entre os
17 e os 53 anos (Mdn= 19 anos). Após estudos qualitativos de entrevistas e análises exploratórias de
versões prévias do questionário, os resultados da análise fatorial confirmatória da versão final deste
questionário sugerem a identificação de sete dimensões de expetativas académicas: Formação para o
emprego/carreira, Desenvolvimento pessoal e social, Mobilidade estudantil, Pressão social,
Envolvimento político e cidadania, Pressão social, Qualidade da formação, e Interação social.
Reportam-se resultados de precisão e de validade desta medida, discutindo-se o uso deste
instrumento na avaliação da adaptação dos estudantes ao Ensino Superior.
Autoria/Filiação:
Alexandra M. Araújo Universidade do Minho
Leandro S. Almeida Universidade do Minho
Alexandra Ribeiro Costa Universidade do Minho
Paula Gonçalves Universidade do Minho
António Diniz Universidade de Évora, Portugal
Manuel Deaño Universidade de Vigo-Ourense, Espanha
Sónia Alfonso Gil Universidade de Vigo-Ourense, Espanha
Apresentação:
Alexandra M. Araújo (UMinho)
Palavras-chave:
,,
RESUMO (3)
ESTUDO PRELIMINAR DE VALIDAÇÃO DE UMA ESCALA DE EXPETATIVAS
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ACADÊMICAS DE INGRESSANTES NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
As expetativas em relação à educação superior têm um papel relevante no processo de transição por
influenciarem a maneira como os estudantes enfrentam os inúmeros e complexos desafios dessa
transição e, especialmente, como constroem trajetórias acadêmicas bem sucedidas. O objetivo deste
estudo foi construir e validar uma escala sobre expetativas de estudantes brasileiros que ingressam na
educação superior. Sessenta e dois itens compuseram a primeira versão do instrumento, elaborados
com base na revisão de literatura. Cada um dos itens é respondido em uma escala de seis pontos que
varia de "discordo totalmente" a "concordo totalmente". Realizou-se um estudo piloto para analisar
teórica e semanticamente os itens, para garantir sua compreensão e evitar ambiguidade; na
sequência, foram reformulados seis itens. Para exame da validade de constructo, a escala foi aplicada
a 350 estudantes de uma universidade pública brasileira e utilizou-se a análise fatorial exploratória.
Essa análise gerou seis fatores: Formação para o emprego/carreira, Desenvolvimento pessoal e social,
Mobilidade estudantil, Envolvimento político e cidadania, Pressão social, Qualidade da formação e
Interação social. Os índices alfa de fidedignidade foram satisfatórios. Espera-se que o entendimento
das expetativas dos estudantes que ingressam na educação superior ajude a compreender as
dificuldades encontradas por alguns deles no processo de integração e adaptação e auxilie na
implantação de políticas de acolhimento.
Autoria/Filiação:
Claisy Maria Marinho-Araujo Universidade de Brasília
Denise de Souza Fleith Universidade de Brasília
Mauro Luiz Rabelo Universidade de Brasília
Cynthia Bisinoto Universidade de Brasília
Apresentação:
Mauro Luiz Rabelo (UnB)
Palavras-chave:
,,
RESUMO (4)
SOBRE A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCALA (QUANTITATIVA) DE EXPETATIVAS E
DE VIVÊNCIA ACADÊMICA DE INGRESSANTES NO ENSINO SUPERIO
O trabalho mostra a relevância das pesquisas qualitativas para a construção de uma escala de
expetativas de estudantes. As respostas dissertativas de grande número de ingressantes na Unicamp
em 2005 e 2010 sobre o que esperavam encontrar na universidade serviram de base para a
elaboração de escalas de expetativas de estudantes que foram aplicadas, nas versões das expetativas
iniciais e da vivência acadêmica, junto aos ingressantes nessa universidade em 2011 e 2012. Os
resultados são relevantes para os que se dedicam ao estudo dos fatores acadêmicos, psicológicos,
sociais e culturais que permeiam a vida dos estudantes e que interferem na sua integração no ensino
superior.
Autoria/Filiação:
Maurício U. Kleinke Instituto de Física “Gleb Wataghin”, Universidade Estadual de
Campinas
Mara F. L. Bittencourt Comissão Permanente para os Vestibulares, Universidade
Estadual de Campinas
Apresentação:
Mara F. Lazzaretti Bittencourt (UNICamp)
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Nome:
Daniela Forgiarini Pereira
Titulo:
Aspectos Práticos da Avaliação Psicológica nas Organizações
Resumo:
As grandes mudanças no mercado de trabalho tornam a utilização da Avaliação Psicológica nesse contexto
um grande desafio para todos os Psicólogos. Assim, a Avaliação Psicológica passa a ser uma ferramenta de
análise que auxilia os profissionais na tomada de decisão em diferentes atuações do Psicólogo Organizacional.
Não há como realizar uma avaliação de qualidade sem entender o significado da avaliação psicológica como
um processo de construção de um conhecimento sobre um fenômeno decorrente de uma escolha teórica e
metodológica. Nessa perspectiva, o objetivo dessa Mesa Redonda é proporcionar uma visão interdisciplinar
demonstrando quão ampla é a atuação dos Psicólogos nas Organizações com o intuito de qualificar a área e
motivar outros Profissionais a compartilharem suas experiências em Avaliação Psicológica nas Organizações,
no Brasil.
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica nas Orga, Aspectos Práticos ,
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O USO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA COMO FERRAMENTA DE TREINAMENTO E
DESENVOLVIMENTO NAS ORGANIZAÇÕES
Muito se discute, no contexto da Psicologia das Organizações e do Trabalho, sobre a necessidade de
desenvolver competências nos trabalhadores de forma que estes estejam preparados para os desafios
do cotidiano, dando assim o suporte adequado às organizações em que atuam. Em especial, quando
se trata de ações de desenvolvimento, ou seja, enquanto trabalhando com a dimensão chamada
“comportamental” do colaborador é consenso entre os autores de que há ainda muito o que aprender
para alcançar a eficácia e eficiência desejadas. Métodos e técnicas de desenvolvimento, tais como
dinâmicas de grupo, simulações, visualizações, entre outros são já bem conhecidos e utilizados. O
objetivo deste trabalho é apresentar uma proposta que alie a Avaliação Psicológica às tradicionais
ferramentas e técnicas de desenvolvimento. Baseados na experiência da apresentadora, serão
discutidos os benefícios da aliança entre a Avaliação Psicológica e os processos de desenvolvimento
humano no contexto do trabalho. Acredita-se que possuem especial contribuição os instrumentos de
avaliação de personalidade, sejam estes psicométricos (QUATI, BFP, NEOPI, IFP, L.A.B.E.L.
etc) ou
expressivos e projetivos (Palográfico, Pirâmides de Pfister, Zulliger, etc), podendo-se estender para
outros testes psicológicos, de acordo com as necessidades da função. Sendo assim, destaca-se o uso
da avaliação psicológica como método agregador para processos de aprendizagem no contexto
organizacional. Acredita-se que o retorno da Avaliação Psicológica, quando aliado ao planejamento de
metas e objetivos das ações de treinamento e desenvolvimento, estimule o autoconhecimento e,
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assim, pode atuar como disparador de aprendizagem, resultando em melhor aproveitamento das
ações de desenvolvimento humano nas organizações.
Autoria/Filiação:
Patrícia Costa da Silva
IBGEN
Apresentação:
Patrícia Costa da Silva
Palavras-chave:
Treinamento e Desenvolvimento, Avaliação Psicológica nas Orga,
RESUMO (2)
PERCEPÇÃO DA REALIDADE: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE NORMATIVA DO
ZULLIGER NO CONTEXTO ORGANIZACIONAL
A prática da avaliação psicológica na busca de garantir os direitos humanos tem se voltado para o
estudo das diferenças e das condições socioculturais. Isso faz com que o profissional atente para os
limites e as possibilidades dos métodos empregados, para as evidências de validade normativas na
população da qual o indivíduo faz parte, como também para a legitimidade das informações
construídas em relação a esse sujeito e o seu grupo de referência. Portanto, este estudo teve como
objetivo comparar as variáveis de mediação do Zulliger no Sistema Compreensivo ZSC de uma
amostra gaúcha de não pacientes, com os dados normativos brasileiros, a fim de contribuir com
estudos de evidências de validade no contexto organizacional. As variáveis de mediação estão
associadas a tradução da informação e ao grau de adaptabilidade, de adequação do indivíduo a
realidade e ao meio em que vive, representando aspectos importantes de sua personalidade. Foram
participantes 40 profissionais, entre 18 e 43 anos de idade, de ambos os gêneros, com ensino médio,
que realizam atividades de atendimento direto ao público, no interior do Rio Grande do Sul. As
análises estatísticas demonstraram que as respostas de forma inusual (Xu%), de espaço em branco
com qualidade formal negativa (S-%), Populares ( P) permaneceram nos parâmetros normativos. As
respostas adequadas ou bem vistas (XA%), de forma convencional (X+%), àquelas que são
adequadas e que a localização é W ou D (WDA%) mantiveram-se acima da média e, as respostas de
forma distorcida (X-%), apresentaram-se abaixo da média normativa. Os achados ratificaram a
sensibilidade do ZSC ao elucidar aspectos da dinâmica de personalidade dos participantes,
especialmente no que se refere a convencionalidade e a adaptação ao meio, características
condizentes com a função que ocupam. A homogeneidade do grupo pode ter contribuído com os
resultados alcançados. Finalmente, torna-se necessário a condução de novos estudos com amostras
ampliadas e em contextos variados.
Autoria/Filiação:
Jucelaine Bier Di Domenico Grazziotin Universidade de Passo Fundo
Silvana Alba Scortegagna Universidade de Passo Fundo
Apresentação:
Jucelaine Bier Di Domenico Grazziotin
Palavras-chave:
Zulliger , Exner, Validade Normativa
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RESUMO (3)
UTILIZAÇÃO DO L.A.B.E.L. COMO FERRAMENTA PARA O DESENVOLVIMENTO
ORGANIZACIONAL DE EMPRESAS FAMILIARES
Empresas familiares são organizações caracterizadas pela necessidade de incluir as relações e
funcionamentos que ocorrem nas famílias nas questões de gestão empresarial. Muito do trabalho com
famílias empresárias tem como foco a estruturação de relações profissionais a partir das relações
familiares, considerando-se os paradoxos inerentes à diversidade dos interesses da empresa, da
família e da propriedade. Propõe-se, nesta apresentação, o relato de um trabalho realizado com uma
empresa familiar do ramo metalmecânico. Realizou-se um diagnóstico inicial com entrevistas
individuais e, posteriormente, a aplicação do L.A.B.E.L.
com os familiares envolvidos na gestão da
empresa e uma colaboradora em posição estratégica. Foram trabalhadas com a equipe questões como
comunicação, integração e adaptação entre diferentes perfis de funcionamento e, com os familiares,
as expectativas de comportamento, as crenças e pré-concepções que determinam alguns dos
principais conflitos no ambiente de trabalho.
Autoria/Filiação:
Maria Célia Lassance UFRGS
Daniela Forgiarini Pereira UFRGS FADERGS
Apresentação:
Maria Célia Lassance
Palavras-chave:
Empresas Familiares , LABEL,
RESUMO (4)
PSICOTÉCNICO EM CONCURSOS PÚBLICOS – UMA VISÃO DO PODER
JUDICIÁRIO
Atualmente, tem havido uma demanda crescente junto ao Poder Judiciário de recursos frente a
resultados de inaptidão em avaliações psicológicas (psicotécnico) realizadas em concursos públicos.
Tais recursos têm questionado não apenas o resultado final de um candidato específico, como os
procedimentos e os critérios adotados pelos psicólogos avaliadores. No presente trabalho foram
levantadas as principais críticas encontradas nestes processos judiciais, verificando sua pertinência
quanto aos direitos legais do candidato e às determinações do Conselho Federal de Psicologia para a
atuação do psicólogo em concursos desta natureza. Os resultados indicam que os critérios psicológicos
relacionados ao perfil profissiográfico e os fatores restritivos para o ingresso utilizados pelos psicólogos
não se apresentam explicitados nos editais, bem como não se encontram justificados em pesquisas
empíricas específicas aos cargos em questão. As tomadas de decisão quanto ao ponto de corte para o
ingresso dos candidatos têm se mostrado arbitrárias e sem uma fundamentação científica que as
sustentem.
Autoria/Filiação:
Sonia Liane Reichert Rovinski
Tribunal de Justiça do RS
Apresentação:
Sonia Liane Reichert Rovinski
Palavras-chave:
Psicotécnico , Poder Judiciário, Concurso Público
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Nome:
Latife Yazigi
Titulo:
ATUALIZAÇÕES DO SISTEMA COMPREENSIVO E DO RORSCHACH PERSONALITY ASSESSMENT SYSTEM
Resumo:
Nessa mesa serão apresentados estudos de avaliação da personalidade em diferentes contextos e com
distintos propósitos e por isso em amplitude de faixas etárias. Inicialmente, será apresentado um estudo
clínico por meio do Rorschach Sistema Compreensivo de pessoas adultas com diagnóstico de dermatite
atópica. Neste mesmo Sistema Compreensivo, segue estudo comparando população normativa adulta de dois
países, Brasil e Argentina, que tem como foco o funcionamento cognitivo e o manejo de estresse em
indivíduos adultos. Finalizando, duas investigações são dedicadas ao cotejamento entre o Sistema
Compreensivo e o novo Rorschach Personality Assessment System, um focalizando a produtividade em
protocolos de crianças e outro relativo à qualidade formal e referente à população adulta de casos clínicos.
Palavras-chave:
-----------------, -----------------, -----------------
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ASPECTOS PSICOLÓGICOS OBSERVADOS EM PACIENTES COM DERMATITE
ATÓPICA AVALIADOS PELO MÉTODO DE RORSCHACH E ENTREVISTAS CLÍ
O presente trabalho objetiva analisar os aspectos psicológicos em indivíduos com Dermatite Atópica,
por meio do Método de Rorschach e entrevistas clínicas. A dermatite atópica é um quadro inflamatório
da pele, não contagioso, crônico evoluindo por crises, que acometem pacientes que sofrem de atopia,
que é a tendência hereditária a possuir alergias. Psicologicamente, o quadro se associa diretamente
com o bem-estar físico e mental do paciente, podendo prejudicar o desenvolvimento emocional, pois a
crise pode surgir em momentos mais críticos na vida do ser humano. A pesquisa caracterizou-se de
acordo com o procedimento metodológico, como estudo de caso, contando com a participação de cinco
pacientes com dermatite atópica, sendo quatro homens, entre 20 e 44 anos, todos com ensino médio
concluído e com diferentes ocupações. Todos foram submetidos a uma entrevista clínica e em seguida
ao Método de Rorschach, suas entrevistas foram analisadas e suas respostas codificadas e cotadas de
acordo com as normas do teste, segundo o sistema compreensivo. Dentre os vários aspectos de
avaliação do Rorschach, os resultados que foram mais significativos e confirmados pela literatura, são
pertencentes ao módulo de relações interpessoais: todos os sujeitos apresentaram um CDI positivo,
apresentando um déficit em todas as situações relacionais, gerando relações superficiais, com pouca
intimidade, pouca duração, e certa incapacidade de verificar as necessidades alheias. Sendo assim,
podem ser rejeitados em determinados ambientes, devido a esta falta de traquejo social,
possibilitando a presença de sentimentos de baixa autoestima e podem até serem mais propensos a
quadros de depressão. Tal aspecto foi corroborado pelas entrevistas, sendo o aspecto principal das
dificuldades psicológicas observadas nos pacientes, outros aspectos do teste foram relevantes e se
associam à dificuldade de relacionamento. Por se tratar de estudo de caso, pesquisas mais amplas são
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necessárias para generalização dos dados obtidos
Autoria/Filiação:
Joyce Fernanda Ferraz Constantini Universidade de Taubaté
Paulo Francisco de Castro Universidade de Taubaté e Universidade Guarulhos
Apresentação:
Joyce Fernanda Ferraz Constantini
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Teste de Rorschach, Dermatite Atópica
RESUMO (2)
RECURSOS COGNITIVOS E ESTRESSE EM ESTUDO COMPARATIVO DE
ARGENTINOS E BRASILEIROS DE NÍVEL SUPERIOR
Esta pesquisa se insere no campo dos estudos interculturais. Numerosas investigações indicam
diferenças ao comparar culturas, mas as amostras nem sempre são rigorosamente equiparadas
segundo a idade, sexo, nível de estudo e outros critérios. Conforme apontado por Meyer, quando
fatores demográficos são controlados, discrepâncias nos resultados do Rorschach tendem a
desaparecer, embora diferenças culturais possam ser encontradas. Nosso interesse foi verificar a
existência de diferenças culturais entre duas amostras, uma brasileira e outra argentina, que foram
cuidadosamente equiparadas, através do método de Rorschach. Objetivos: o presente trabalho referese a uma comparação dos recursos cognitivos e do módulo de controle e tolerância ao estresse, de
adultos de ambos os países, com pelo menos 15 anos de estudo (nível superior). Foram trabalhadas
as seguintes variáveis: R, W, D, Dd, Zf, Zd, DQ+, XA%, Xu%, X+%, X-%, Populares, M, FM, m, índice
de intelectualização, MOR, WSum6 e Lvl2, EA, es, WSumC, SumSh, D, AdjD. Procedimento: Foi
realizado o t de Student e Cohen’s d. Uma vez que houve diferença estatística significativa quanto ao
número de respostas (R), as demais variáveis foram estudadas em proporção ao R. Resultados:
Apesar da semelhança entre as amostras, os resultados apresentaram algumas diferenças entre os
grupos, a saber, R, Dd, P , Xu%, X+%, M, FM, m, índice de intelectualização) e SumSh. Os argentinos
apresentaram resultados mais elevados nas respostas populares (P) e X+%, e os brasileiros nas
demais variáveis. Discussão: Apesar de muitas diferenças serem apenas marginalmente significativas,
o “effect size” foi pelo menos medianamente significativo, indicando bom poder estatístico aos
resultados. Conclusão: Algumas diferenças culturais podem ser notadas nos resultados destas
amostras e estas discrepâncias são mais acentuadas se as compararmos com as amostras normativas
de adultos apresentadas por Exner. As respostas populares e X+% parecem apresentar mais variações
por interferência da cultura.
Autoria/Filiação:
Regina Sonia Gattas Fernandes do Nascimento Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo
Helena Ana Lunazzi Universidad Nacional de La Plata
Apresentação:
Regina Sonia Gattas Fernandes do Nascimento
Palavras-chave:
Rorschach, pesquisas interculturais, recursos cognitivos
RESUMO (3)
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A VARIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE NO RORSCHACH DE CRIANÇAS: SC VERSUS
R-PAS
O número de respostas (R) no método de Rorschach é muito importante para o processo
interpretativo. Muitos índices são calculados considerando o R e estudos recentes demonstram que a
estabilidade teste-reteste e a validade dos protocolos são maximizadas quando R está na faixa média
de 18 a 27 R. Diante das vantagens de se ter um protocolo médio, alterações na técnica de
administração do Rorschach são propostas pelo Rorschach Performance Assessment System (R-PAS).
Essas alterações têm a finalidade de simplificar a administração do teste, evitar os problemas com
protocolos curtos e longos e aumentar a confiabilidade e validade do teste. O objetivo desse estudo foi
verificar como as instruções de administração do Rorschach, propostas no R-PAS, afetam a
produtividade de respostas nos testes de crianças de 7 a 12 anos, não pacientes de clínicas
psicológicas ou psiquiátricas, de escolas públicas e particulares, com índice de inteligência geral não
verbal médio (percentil maior ou igual a 50). O delineamento da pesquisa consiste em um estudo
comparativo de desempenho entre grupos contrastantes: um grupo (N=80) foi submetido ao
Rorschach de acordo com o Sistema Compreensivo (SC) e o outro (N=80) de acordo com R-PAS. Os
resultados apontam que o novo método de administração do teste foi eficiente na eliminação dos
protocolos curto e longos na amostra de participantes deste estudo. A maior parte dos protocolos
manteve-se com R na faixa considerada ideal para maximizar a estabilidade teste-reteste e validade
dos protocolos e, consequentemente, propiciar interpretação mais adequada. Dez de 120 variáveis do
testes mostraram-se significativamente diferentes. Além disso, questões relacionadas à quantidade de
prompts, pull e cartões com uma única resposta também serão consideradas nesta apresentação.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Resende Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Liliane Domingos Martins Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Ana Cristina Resende
Palavras-chave:
Rorschach em crianças, Sistema Compreensivo, Sistema R-PAS
RESUMO (4)
ESTUDO COMPARATIVO DA QUALIDADE FORMAL ENTRE O RORSCHACH,
SISTEMA COMPREENSIVO, E O RORSCHACH PERFORMANCE ASSESSMENT SYS
O Rorschach Performance Assessment System, R-PAS, foi criado recentemente a partir de mudanças
realizadas no Sistema Compreensivo. A lista de qualidade formal do sistema compreensivo foi
realizada na década de 70 por Exner, e não houve pesquisas posteriores para uma possível
atualização. Já a lista de qualidade formal do R-PAS é recente e envolve protocolos de pessoas de
diversos países, podendo assim ser considerada de abrangência mundial. É necessária a verificação da
aplicabilidade e da acurácia desta última lista para a população brasileira, sendo a hipótese a de que
ela é mais precisa do que a lista do Sistema Compreensivo. Assim, para verificação de diferenças
entre os dois sistemas, foram avaliados 200 pacientes de um ambulatório de psicoterapia de um
hospital universitário. A amostra é composta em sua maioria por mulheres, com ensino médio
completo e que preenchem critérios para diversos transtornos de eixo I e de eixo II pela SCID. O
Rorschach foi aplicado no início da psicoterapia, e os protocolos foram classificados tanto pela lista de
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qualidade formal do Sistema Compreensivo como pela lista do R-PAS. Foram verificadas variáveis que
estão relacionadas com a qualidade formal das respostas: FQ-%, FQu%, FQo%, GHR, PHR e M-. Serão
realizadas estatísticas comparando-as nos dois sistemas e haverá uma discussão sobre os achados.
Autoria/Filiação:
Latife Yazigi Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo
Kelsy N. Areco Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo
Carolina O. Avancine Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo
Roberta K. Abela Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo
Tatiana G. Lerman Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo
Thaís C. Marques Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo
Apresentação:
Latife Yazigi
Palavras-chave:
Rorschach e qualidade formal, Sistema Compreensivo, Sistema R-PAS
Nome:
Giselle Pianowski
Titulo:
Atualizações na instrumentalização da avaliação psicológica em saúde mental.
Resumo:
A avaliação psicológica tem sido foco de frequentes estudos na busca de instrumentalização criteriosa que
visa uma compreensão, abrangente e aprofundada, dos diferentes casos, favorecendo assim o
direcionamento, adequabilidade e rigor de suas intervenções. A presente mesa tem como objetivo expor
novos investimentos, incrementos e panoramas atuais que pesquisadores em saúde mental têm empreendido
com instrumentos de avaliação psicológica no Brasil. A adaptação de instrumentos estrangeiros para o uso
nacional, o aprimoramento de sistemas de aplicação, codificação e interpretação de testes para a obtenção
de dados confiáveis em sua interpretação, bem como a reflexão sobre a integração de ferramentas em prol
de uma prática eficaz e pontual de avaliação psicológica, são temas assaz importantes para o avanço da
cientificidade em saúde mental. Para isto, esta mesa dará visibilidade, em um primeiro momento, ao trabalho
que vem sendo realizado com uma escala de avaliação de pensamentos mágicos, a Magical Ideation Scale
(MIS), elaborada nos Estados Unidos e que está em processo de adaptação para uso em contexto brasileiro.
Em outro momento, serão explanadas algumas ponderações preliminares que investigações a respeito da
necessidade de otimização dos procedimentos de aplicação do teste de Zulliger têm evidenciado, o que
possivelmente colaborará para a aquisição de protocolos com índices mais estáveis, resultando em um
aumento na segurança de suas interpretações. E, por fim, será apresentado um panorama geral e reflexivo
do papel e contribuições que as técnicas de auto expressão têm demonstrado na avaliação e compreensão do
transtorno de personalidade conhecido como psicopatia.
Palavras-chave:
Instrumentalização Psicológica, Saúde mental , Transtornos da Personalidade
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
TRADUÇÃO, ADAPTAÇÃO E ANÁLISE SEMÂNTICA DOS ITENS DA MAGICAL
IDEATION SCALE
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A Magical Ideation Scale (MIS) é uma escala de autorrelato composta por 30 itens com possibilidade
dicotômica de resposta. Sua proposta é avaliar a presença de pensamentos mágicos. De modo geral,
pensamento mágico é uma espécie de crença, por vezes, bizarra, que se distancia do pensamento
coletivo, uma vez que está focada na possibilidade de eventos acontecerem sem que estes tenham
relação causal apropriada aos padrões convencionais da cultura. Esse fenômeno pode ser encontrado
em quadros clínicos propensos à esquizofrenia, tal como o transtorno de personalidade esquizotípico.
Este é caracterizado por um padrão persistente de comprometimento social e interpessoal, atrelado a
distorções cognitivas e perceptuais, bem como comportamentos excêntricos. Embora os sujeitos
acometidos por este transtorno não apresentem delírios, tampouco alucinações, frequentemente
atribuem interpretações incorretas acerca de eventos externos, acreditando que estes possuem
significados peculiares para si próprios. Diante do exposto, o presente trabalho objetivou propor uma
versão da MIS traduzida e adaptada para a cultura brasileira, por meio de um estudo de análise
semântica dos itens. Participaram da pesquisa 283 sujeitos, com idades entre 18 e 68 anos, sendo
71% do gênero feminino. No que diz respeito à formação, 145 eram universitários, 104 cursavam o
ensino médio e 34 o ensino fundamental. Todos os participantes responderam à versão traduzida da
MIS, marcando os itens que não conseguiram compreender e as palavras cujos significados eram
desconhecidos. Os itens apontados como desconhecidos com maior frequência foram os de número
01, por 29 sujeitos; número 14, por 08 sujeitos e número 16, por 09 sujeitos. Paralelamente, foram
destacadas 06 palavras como desconhecidas. Contudo, a frequência com que elas apareceram
também se manteve inexpressiva. Desse modo, considera-se a versão utilizada da MIS adaptada para
a cultura brasileira, necessitando, contudo, que estudos psicométricos sejam conduzidos na sequência
para possibilitar sua utilização em contexto nacional.
Autoria/Filiação:
Philipe Gomes Vieira Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental Universidade São Francisco (USF).
Anna Elisa de Villemor- Amaral Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde
Mental - Universidade São Francisco (USF).
Giselle Pianowski Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental Universidade São Francisco (USF).
Apresentação:
Philipe Gomes Vieira
Palavras-chave:
Pensamento Mágico, Transtorno Esquizotípico, Análise de Itens
RESUMO (2)
O R-OTIMIZADO PARA O TESTE DE ZULLIGER: DISCUSSÕES PRELIMINARES.
O teste de Zulliger utiliza, assim como o Rorschach, de manchas de tinta como estímulo para
avaliação da personalidade. Pesquisas com o Rorschach vêm demonstrando a relevância do número de
Respostas (R) na estabilidade e validade de seus indicadores. O novo sistema de aplicação do
Rorschach Performance Assessment System (R-PAS) trouxe importantes inovações, incluindo normas
internacionais, uma vez que averiguou-se que a variação no número de respostas interfere mais nas
características psicométricas do método do que variações culturais. Uma das grandes mudanças
introduzidas pelo R-PAS foi a reestruturação das instruções de aplicação para a obtenção de protocolos
com intervalo de R considerado otimizado. Assim, observa-se a necessidade de pesquisas que
demonstrem a legitimidade destas modificações também para o Teste de Zulliger. O objetivo desse
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estudo foi analisar dados preliminares sobre a importância de se otimizar o número de respostas
também nesse teste. Foram realizadas análises em uma amostra de 51 sujeitos que responderam ao
Rorschach e ao Zulliger, na qual identificaram-se algumas divergências relativas ao Tipo de Vivência,
contrariando a hipótese de que haveria convergência total dada a similaridade dos instrumentos. Por
essa razão comparou-se os casos em que houve divergência e convergência, considerando o número
de respostas dadas nos dois testes. Os resultados revelaram diferenças significativas entre os grupos,
mostrando um R menor no grupo com divergência, o que sinaliza que um baixo número de respostas
torna os resultados dos instrumentos menos consistentes, como já vêm sendo demonstrado para o
Rorschach. Os protocolos com maior convergência de resultados no tipo de vivência revelaram uma
média de três respostas por prancha no Zulliger e os divergentes de aproximadamente duas. Esse
resultado confirma a necessidade de se estabelecer um intervalo ótimo de respostas para o Zulliger,
de modo a melhorar a legitimidade dos seus resultados.
Autoria/Filiação:
Giselle Pianowski Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental Universidade São Francisco (USF).
Anna Elisa de Villemor-Amaral Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental
- Universidade São Francisco (USF).
Apresentação:
Giselle Pianowski
Palavras-chave:
Zulliger, R-otimizado, Personalidade
RESUMO (3)
AVALIAÇÃO DA PSICOPATIA POR MEIO DAS TÉCNICAS DE AUTO EXPRESSÃO.
A psicopatia pode ser definida como um transtorno de personalidade marcado por prejuízos na
socialização, no auto funcionamento e nas relações interpessoais. Dentre os prejuízos no auto
funcionamento destacam-se egocentrismo, autoestima direcionada para ganhos pessoais, auto
orientação para a obtenção de metas, e, por fim, ausência de normas internas pró sociais associadas a
não conformidade com o comportamento normativo legal ou culturalmente ético. Em relação à
avaliação psicológica, a tradição clínica apoia-se na Psychopathy Check List Revised (PCL-R), escala
que prioriza a entrevista semi estruturada e inclui a avaliação sistemática de tendências e traços de
personalidade próprios da psicopatia. De acordo com a literatura, alguns dos instrumentos de auto
expressão utilizados na avaliação da personalidade são o Teste de Rorschach – SC e o Zulliger - SC.
Desse modo, o objetivo geral do presente estudo foi um levantamento bibliográfico de pesquisas e
publicações realizadas nos últimos dez anos que utilizaram a PCL-R, bem como as Técnicas de Auto
Expressão na avaliação e compreensão da psicopatia. O levantamento bibliográfico demonstrou
estudos com resultados estatisticamente significativos, ressaltando a importância do Rorschach-SC e
do Zulliger-SC para o exercício dos profissionais no contexto forense. Entretanto, destacou-se a
importância da realização de novos estudos de validade para esses instrumentos, visando contribuir
para a normatização da população brasileira.
Autoria/Filiação:
Fernando José Silveira Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental Universidade São Francisco (USF).
Anna Elisa de Villemor-Amaral Laboratório de Avaliação Psicológica em Saúde Mental
- Universidade São Francisco (USF).
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Apresentação:
Fernando José Silveira
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Técnicas Auto Expressivas , Psicopatia
Nome:
Anna Elisa de Villemor-Amaral
Titulo:
Atualizações no Teste de Pfister
Resumo:
Serão apresentados trabalhos que visam contribuir para o desenvolvimento do teste das Pirâmides Coloridas
de Pfister. No primeiro trabalho intitulado “A inteligência geral e o desempenho nas Pirâmides Coloridas de
Pfister em crianças: dados preliminares”, os autores descrevem o desempenho no Pfister em uma amostra de
70 crianças com nível médio e superior de inteligência medido pelo Raven, cujos resultados confirmam os
indicadores de inteligência e maturidade emocional comumente esperados. O segundo trabalho tem como
título “O Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister e a criatividade em crianças”, no qual se comparou o
desempenho no teste de dois grupos de crianças, com pontuações alta e baixa no Teste de Criatividade
Figural. As autoras encontraram diferenças significativas na freqüência de cor laranja e da síndrome de
estímulo em crianças mais criativas e síndrome incolor em menos criativas, não encontrando diferenças
significativas quanto ao aspecto formal, conforme hipótese inicial. Em seguida será apresentado o trabalho
“Indicadores de ansiedade no Pfister e no Zulliger: um estudo correlacional” em que as autoras procuraram
verificar a validade para as interpretações atribuídas à cor violeta (Vi) no Pfister, por meio da análise do teste
de Zulliger de pessoas com baixa e alta freqüência de Vi. O resultado aponta que o aumento do Violeta se
correlaciona com indicadores de ansiedade no Zulliger, quando este último não for muito restrito ou
defendido, confirmando as interpretações de ansiedade atribuídas ao Vi. A última apresentação refere-se a
um estudo de caso em que utilizou-se o Pfister, o Zulliger e o HTP para avaliar uma paciente adulta do sexo
feminino e concluem que a combinação dos testes permite uma compreensão abrangente e complementar
das queixas trazidas.
Palavras-chave:
Validade, Zulliger, inteligencia
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
A INTELIGÊNCIA GERAL E O DESEMPENHO NAS PIRÂMIDES COLORIDAS DE
PFISTER EM CRIANÇAS: DADOS PRELIMINARES
O objetivo geral desse estudo foi verificar possíveis correlações entre inteligência geral não verbal e as
categorias do aspecto formal, modo de colocação e processo de execução no teste das Pirâmides
Coloridas de Pfister de crianças. Participaram 70 crianças (33M e 37 F), alunos de um programa de
estimulação cognitiva mantido pela PUC Goiás, com idade entre 7 e 13 anos, e nível de inteligência
médio (percentil 50) no Teste Matrizes Progressivas Raven. Todos os participantes foram autorizados
por um de seus responsáveis a participar deste estudo, e foram submetidos ao Raven e
posteriormente às Pirâmides.A análise dos dados foi realizada mediante estatística descritiva e estudos
de correlação para dados não paramétricos. Os dados apontam que crianças com níveis intelectuais
médio e médio superior confeccionam pirâmides com aspecto formal do tipo Tapete, em que há menor
grau de desenvolvimento emocional ou intelectual, e crianças com níveis intelectuais superiores
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produzem pirâmides do tipo Formação e Estrutura, que apontam para um funcionamento cognitivo e
emocional de nível intermediário. Notou-se ainda o predomínio de pirâmides do tipo Tapetes e de
modo descendente, o que sugere insegurança e instabilidade nesta fase em que estão aprendendo a
modular as emoções. Quanto à faixa etária, as crianças de 7 e 8 anos apresentam um número
estatisticamente significativo de pirâmides do tipo Tapetes, com modo de execução ordenado, e com
colocação predominantemente descendente. Em crianças de 9 e 10 anos, e de 11 a 13 anos,há maior
ocorrência do tipo Formação e Estrutura, com processo de execução ordenado. O grupo de 11 a 13
anos se destacou pela prevalência do modo ascendente, o que demonstra uma atitude mais estável e
madura em relação às demais crianças. Estes dados são preliminares, e uma amostra maior de
participantes será necessária para a confirmação destes dados.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Resende Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Larissa Escher Chagas Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ana Clara Mateus Carvalho Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Carolina Cardoso de Souza Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Débora Diva Alarcon Pires Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Ana Cristina Resende
Palavras-chave:
Crianças, Inteligencia, Raven
RESUMO (2)
TESTE DAS PIRÂMIDES COLORIDAS DE PFISTER E A CRIATIVIDADE EM
CRIANÇAS
O Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister é um método expressivo que possibilita a avaliação de
aspectos emocionais e cognitivos da pessoa avaliada. A escassez de estudos do teste de Pfister
destinado à população infantil e a importância de buscar evidências de validade dos instrumentos
psicológicos para diferentes contextos justificam a presente pesquisa, que objetiva verificar a
sensibilidade deste método para avaliar a criatividade. Participaram do estudo 90 crianças paulistas,
ambos os gêneros, que cursavam a quinta série do Ensino Fundamental em escola pública. A amostra
foi selecionada por conveniência e dividida em dois grupos extremos, sendo um composto por 26
crianças com baixo nível de criatividade e outro com 30 estudantes com alto nível de criatividade. O
critério de inclusão em cada um dos grupos foi delimitado por meio do Teste de Criatividade Figural
Infantil. O teste de criatividade foi administrado em sessão coletiva e após análise do desempenho no
teste, foram compostos os dois grupos extremos. Em seguida, o Teste de Pfister foi administrado em
sessão individual de aproximadamente 20 minutos. Verificou-se, por meio do teste t de student, o
aumento da cor laranja e síndrome de estímulo em crianças criativas e aumento da síndrome incolor
em crianças menos criativas. Além disso, foi feito o qui quadrado para identificar diferenças de acordo
com o aspecto formal e fórmula cromática. Não foram encontradas diferenças pelo aspecto formal e
identificou-se aumento de fórmula cromática ampla e flexível em crianças menos criativas. Os dados
sugerem que o Pfister pode contribuir para identificar diferenças entre crianças criativas e não
criativas, contudo destaca-se que não há evidencias até o momento de que constitua um instrumento
adequado para avaliação do constructo criatividade no contexto infantil, que é caracterizado por um
conjunto de informações além da dinâmica emocional e funcionamento cognitivo.
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Autoria/Filiação:
Lucila Moraes Cardoso Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP).
Raquel Rossi Tavella Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (CEUNSP).
Pâmela Malio Pardini Pavan Universidade São Francisco
Fabíola Cristina Biasi Universidade São Francisco
Anna Elisa de Villemor-Amaral Universidade São Francisco
Apresentação:
Lucila Moraes Cardoso
Palavras-chave:
Crianças, Criatividade, Teste de Criatividade Figural
RESUMO (3)
INDICADORES DE ANSIEDADE NO PFISTER E NO ZULLIGER: UM ESTUDO
CORRELACIONAL.
O objetivo do estudo foi buscar evidencias de validade para as interpretações relativas à ansiedade
atribuídas à cor violeta (Vi) no Pfister, correlacionando com os possíveis indicadores de ansiedade no
teste de Zulliger. De uma amostra de estudantes universitários, selecionou-se 40 sujeitos distribuídos
em dois grupos, tendo por referência a frequência de violeta no teste de Pfister ,em relação a média
esperada na população, a saber : 20 com alta frequência, ou seja acima da média , e 20 com violeta
rebaixado . Todos haviam se submetido também ao teste de Zulliger-SC.Procedeu-se a avaliação dos
protocolos do Zulliger , sem identificação do grupo de pertença, por duas psicólogas especialistas em
ambos os instrumentos. Solicitou-se que cada uma, de modo independente e às cegas, agrupasse,
com base no Zulliger, os sujeitos que evidenciavam indicadores de ansiedade , justificando cada
alocação no grupo com base em indicadores quantitativos e/ou em análise qualitativa de respostas.
Estabeleceu-se como hipótese que os protocolos com Vi aumentado no Pfister teriam também
protocolos do Zulliger-SC com maior frequência de indicadores de ansiedade . Os resultados indicaram
uma alta concordância entre as juízas na composição dos grupos (88%). Entretanto, embora com alta
concordância entre as duas juízas, somente 52% dos casos foram corretamente agrupados. A seguir
realizou-se uma análise qualitativa dos protocolos agrupados incorretamente, para se compreender as
possíveis causas de discordância. No geral, os protocolos do Zulliger empobrecidos, com baixo numero
de respostas, foram os responsáveis pela baixa correlação. Eliminando-se tais protocolos, as
correlações foram satisfatórias. Tal resultado sugere que o aumento do Violeta se correlaciona com
indicadores de ansiedade no Zulliger, sempre que neste último a pessoa não tenha tido um
desempenho muito restrito ou defendido, confirmando as interpretações de ansiedade atribuídas ao Vi.
Autoria/Filiação:
Anna Elisa de Villemor-Amaral Universidade São Francisco
Sonia Regina Pasian Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto
Sonia Regina Loureiro Universidade de São Paulo - Ribeirão Preto
Apresentação:
Sonia Regina Loureiro
Palavras-chave:
Cor, Pfister, Zulliger
RESUMO (4)
TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO EM PSICODIAGNÓSTICO: UM ESTUDO DE CASO
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O presente trabalho tem como objetivo apresentar o estudo de um caso avaliado na clínica escola na
disciplina de Psicodiagnóstico de uma universidade do Paraná. A avalianda H., sexo feminino, 22 anos,
procurou atendimento psicológico e foi convidada a participar da avaliação psicodiagnóstica enquanto
aguardava atendimento na fila de espera da clínica. A queixa principal relatada por H. foi que se sentia
muito sozinha, triste e não sentia vontade de sair de casa. Foram realizados encontros semanais,
totalizando 12 encontros e uma devolutiva ao final do processo. Os instrumentos de avaliação
utilizados foram: entrevistas, House-Tree-Person, Inventário Fatorial de Personalidade, Zulliger
Sistema Compreensivo e Pirâmides Coloridas de Pfister. Ao longo dos encontros, algumas questões
envolvendo seus relacionamentos interpessoais foram levantadas, como, por exemplo, o
relacionamento conflituoso com um namorado controlador e sua relação com a avó materna,
permeado por conflitos semelhantes. Ao longo do processo de psicodiagnóstico, algumas dessas
questões também puderam ser trabalhadas, embora superficialmente. Foi observado também que H.
costumava desenvolver atividades de lazer que fossem individuais, como leituras e vídeo games. H.
também se mostrou interessada em assistir e ler séries sobre assassinatos ou temas fantásticos e ficar
em locais onde pudesse permanecer sozinha (ex. cemitérios). Com auxílio dos instrumentos de
avaliação, algumas características importantes de H. ficaram evidentes, como, por exemplo, no teste
de Zulliger a percepção de si mesma ou dos objetos como distorcidos (MOR elevado) e propensão a
perceber de modo negativo as relações interpessoais (COP
Autoria/Filiação:
Ana Carolina Zuanazzi Fernandes
Fernanda Barros Moreira
Fabiano Koich Miguel
Apresentação:
Fabiano Koich Miguel
Palavras-chave:
Pfister, HTP, Zulliger
Universidade Estadual de Londrina
Universidade Estadual de Londrina
Universidade Estadual de Londrina
Nome:
JULIANA CERENTINI PACICO
Titulo:
Autoeficácia, autoestima e vaidade no contexto organizacional
Resumo:
O contexto organizacional é composto por variáveis que influenciam o comportamento e o desempenho dos
profissionais. Entre elas podemos citar a autoeficácia, autoestima e vaidade. Estudos apontam para uma
correlação positiva entre autoeficácia e desempenho no trabalho (Yeo, & Neal, 2006). Por isso, quanto maior
a crença do sujeito em sua capacidade de desempenhar bem uma tarefa, melhor ele a executa. O contínuo
desenvolvimento das capacidades do sujeito conduz também à elevação de sua autoestima. Assim,
autoeficácia e autoestima aparecem positivamente correlacionadas, possivelmente favorecendo o bom
desempenho no trabalho. Por fim, a vaidade, composta por preocupação física, percepção física, realização
profissional e realização pessoal, também apresenta correlação positiva com autoestima. O componente
realização profissional está relacionado diretamente ao contexto organizacional e serve de incremento ao
desempenho do profissional.
Palavras-chave:
AUTOEFICÁCIA, AUTOESTIMA, vaidade
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TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DA AUTOESTIMA E AUTOEFICÁCIA NO PROCESSO DE
APRENDIZAGEM DE ALUNOS DE MBA EXECUTIVO
Estudos recentes têm demonstrado que o desenvolvimento de capacidades em alunos de MBA se
relaciona com a elevação da autoestima e do senso de autoeficácia, quando estes se sentem
valorizados pelo mercado de trabalho pelo conhecimento especializado obtido no curso (Hay &
Hodgkinson, 2008; Latham & Brown, 2006; Warhurst, 2011). No entanto, o modo como estes
construtos influenciam o processo de produção de conhecimento especializado nestes alunos ainda é
uma lacuna presente nas pesquisas da área. O presente trabalho se insere neste debate com objetivo
de identificar modificações na autoestima e no senso de autoeficácia e suas possíveis influências na
aprendizagem de alunos de MBA. Participaram da pesquisa 21 alunos de dois cursos de MBA Executivo
em SP e no RS, com idade entre 28 e 54 anos (M=38,8, DP=8,13). Foram aplicadas as Escala Geral
de Autoeficácia (Ferraz, Pacico & Hutz, 2013) e Escala de Autoestima (Zanon & Hutz, 2011) em dois
momentos: nas primeiras atividades em sala de aula e no final do curso. Foi realizado o teste t para
medidas repetidas para avaliar diferenças de médias entre as duas aplicações. Os resultados
mostraram diferenças significativas, porém em direção contrária à esperada para autoeficácia.
Autoria/Filiação:
ANA CLAUDIA VAZQUEZ UFCSPA
Roberto Lima Ruas UFRGS
Apresentação:
ANA CLAUDIA VAZQUEZ
Palavras-chave:
AUTOESTIMA, AUTOEFICÁCIA, CONHECIMENTO
RESUMO (2)
AUTOEFICÁCIA- RELAÇÕES COM DESEMPENHO E FORMAS DE MENSURAR
Estudos sobre autoeficácia no contexto organizacional tem examinado a sua relação com escolha de
carreira, satisfação no trabalho e desempenho profissional. Existem duas abordagens (específica e
geral) através das quais se pode conceituar autoeficácia. Em linhas gerais, podemos defini-la como a
crença que o sujeito tem em suas próprias capacidades de atingir um objetivo. A importância da
autoeficácia nas organizações salienta-se em função de sua relação com desempenho. Estudos
recentes apontam que existe uma correlação moderada entre autoeficácia e alto desempenho. Uma
escala de autoeficácia geral foi construída e avaliou esta relação.
Autoria/Filiação:
JULIANA CERENTINI PACICO UFRGS
SABRINA BORGES FERRAZ UFRGS
Apresentação:
SABRINA BORGES FERRAZ e JULIANA CERENTINI PACICO
Palavras-chave:
AUTOEFICÁCIA, AUTOESTIMA, DESEMPENHO
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RESUMO (3)
VAIDADE NO ÂMBITO ORGANIZACIONAL
Os estudos sobre vaidade ainda são pouco recorrentes, muito embora seja um constructo relevante na
contemporaneidade, uma vez que é relacionada tanto a aparência física, quanto o desenvolvimento
profissional. A percepção que o indivíduo tem de como as outras pessoas o veem é avaliada pela
vaidade e influencia no modo como este percebe o mundo e a si mesmo. A Geração Y considera
importante ser atraente e ter boa aparência, refletindo a crença atual de que o sucesso é vinculado à
beleza física, tornando essa um atributo desejável. Este movimento pode ser entendido pela Teoria da
Comparação Social que afirma que as pessoas comparam-se aos seus semelhantes, de forma
inconsciente, formando padrões a serem seguidos. Neste trabalho se discute os efeitos da vaidade no
âmbito organizacional, através dos resultados de três estudos: a) Estudo Piloto, com 31 participantes,
estudantes do primeiro ano de Psicologia, sendo 67% mulheres e média de idade de 20,5 anos (DV=
6,2). b) Estudo 1, com 86 universitários, entre 18 e 38 anos (M= 21,75, DV=3,6) e 42% homens. c)
Estudo 2, com uma amostra de 480 brasileiros entre 18 e 63 anos (M= 27,42 e DV= 8,448), com
67,7% mulheres. Foram aplicadas a Escala de Autoestima de Rosenberg (Hutz & Zanon, 2011) e a
escala de Vaidade (Netemayer et al., 1995), essa última traduzida nesses mesmos estudos. Neste
trabalho serão apresentados além da validação da Escala de Vaidade no Brasil, como a carreira
profissional se vincula à vaidade e à autoestima em uma relação que tende a mudar com a idade e
entre homens e mulheres. Os resultados encontrados apontam também possíveis repercussões no
consumo e efeitos da mídia.
Autoria/Filiação:
FERNANDA MARTINS CONCATTO
UFCSPA
Apresentação:
FERNANDA MARTINS CONCATTO
Palavras-chave:
VAIDADE, AUTOESTIMA, MOTIVAÇÃO
Nome:
Nara Lúcia Poli Botelho
Titulo:
Avaliação Cognitiva do Transtorno do Humor após Intervenção Psicoterápica
Resumo:
O Transtorno Depressivo Maior (TDM) está entre os transtornos psiquiátricos mais prevalentes e diversos
estudos o associam a déficits cognitivos e funcionais, sendo um dos domínios cognitivos mais comumente
prejudicados, a memória. O conceito de memória consiste em funções que podem ser mutualmente
consideradas distintas. É a distinção entre memória para material verbal e visual, ou para materiais
assessados por diferentes canais sensoriais. Na definição de Squire (1987), “aprendizagem é o processo de
aquisição de novas informações, ao passo que a memória se refere à persistência da aprendizagem em um
estado que pode ser revelado em uma ocasião posterior”. Há dois sistemas de memória: um de curto prazo
(MCP) e um de longo prazo (MLP). A memória de longo prazo é classificada como procedimental ou
declarativa. A procedimental modifica o comportamento do indivíduo com base nas suas experiências, sem
que necessariamente tenha acesso consciente ao que produziu a modificação, ou seja, os procedimentos são
executados automaticamente. A memória declarativa é a capacidade de armazenar e evocar informações ou
conhecimentos especificos e também pode ser classificada em semântica e episódica. A memória semântica
envolve lembrança de fatos e conceitos gerais. A episódica envolve informação de situações e contextos
específicos. Assim, a presente proposta visa conhecer do espectro da psicopatologia, a plasticidade cerebral
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como via de acesso para promover melhor desempenho funcional, pela estabilidade psíquica que a
psicoterapia possa fornecer, ao observar a existência ou ausência de alterações cognitivas e comportamentais
nos indivíduos ao longo do tratamento psicoterápico ao qual estiveram submetidos, por meio dos testes
utilizados.
Palavras-chave:
Transtorno Depressivo Maior, Memória, Psicoterapia
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO LONGITUDINAL DA MEMÓRIA NO TRANSTORNO DEPRESSIVO
MAIOR
Objetivo: Avaliar a memória de indivíduos com TDM submetidos a um ano de tratamento
psicoterápico. Método: Os participantes foram avaliados antes do ingresso na psicoterapia e reavaliados após o término do tratamento, na forma teste-reteste. Para o diagnóstico psiquiátrico foi
utilizada a Entrevista Clinica Estruturada para o DSM-IV-R (SCID I), para a avaliação da intensidade
dos sintomas da depressão foi administrado o Inventário de Depressão de Beck (BDI) e para a
avaliação da memória foram selecionados dois subtestes da WMS-R, Memória Lógica (ML) e
Reprodução Visual (RV), e os testes Figura Complexa de Rey (FCR) e Rey Auditory Verbal Learning
Test (RAVLT). Foram avaliados 40 indivíduos, de ambos os sexos, com idades variando entre 18 e 69
anos, idade média de 40,43 anos, com diagnostico de TDM atendidos em psicoterapia psicanalítica no
Ambulatório de Psicoterapia do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo –
UNIFESP. Resultados: Foi feita análise estatística do Teste de Wilcoxon para avaliação dos resultados.
Segundo o BDI houve supressão dos sintomas após um ano de tratamento; quanto a memória visual,
observou-se melhora significativa na evocação imediata (FCR e RV) e tardia (FCR) e; quanto a
memória verbal, não foram observadas diferenças significativas após o tratamento. Conclusão: Após
um ano de psicoterapia os indivíduos apresentaram supressão dos sintomas e com isso,
demonstraram maior ajustamento emocional, o que contribuiu para uma maior capacidade perceptiva
do ambiente, tendo maior pregnância os estímulos visuais do que os verbais.
Autoria/Filiação:
Nara Lucia Poli Botelho Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São
Paulo
Hilda Gardenia Barros Guedes Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de
São Paulo
Latife Yazigi Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São Paulo
Apresentação:
Nara Lucia Poli Botelho
Palavras-chave:
Transtorno Depressivo Maior, Memória, Psicoterapia
RESUMO (2)
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ESTUDO LONGITUDINAL DOS ASPECTOS COGNITIVOS DO TRANSTORNO
DEPRESSIVO MAIOR
Objetivo: Identificar padrões neuropsicológicos presentes em indivíduos com TDM em seguimento de
dois anos de tratamento psicoterápico, discriminar quais aspectos cognitivos estão mais prejudicados
e verificar se o tempo de exposição da amostra à psicoterapia influencia os resultados. Método: Os
participantes foram avaliados antes do ingresso no tratamento psicoterápico e re-avaliados
anualmente, por dois anos, na forma teste-reteste. Para o diagnóstico psiquiátrico foi utilizada a
Entrevista Clinica Estruturada para o DSM-IV-R (SCID I) e para a avaliação do perfil cognitivo foi
selecionada uma bateria neuropsicológica, a qual consta do WAIS-III e do Rey-Osterrieth Complex
Figure Test. Foram avaliados 20 indivíduos, de ambos os sexos, com idades variando entre 18 e 65
anos, idade média de 37,85 anos, com diagnostico de TDM atendidos em psicoterapia psicanalítica no
Ambulatório de Psicoterapia do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo –
UNIFESP. Resultados: Foi feita análise estatística do Teste de Friedman para avaliação longitudinal dos
resultados, tendo sido observadas melhoras significativas nos subtestes Semelhanças (S), Completar
Figuras (CF), Arranjo de Figuras (AF), Procurar Símbolos (PS) e Armar Objetos (AO) do WAIS-III, os
quais demonstraram melhoras nas capacidades de abstração (S), visuo-perceptivas (CP), de
inteligência social (AF) e na velocidade de processamento (PS e AO). No Teste da Figura Complexa de
Rey a melhora significativa ocorreu na evocação tardia, o que se deu devido a uma melhora na
consolidação e armazenamento da informação visual. Conclusão: Os aspectos cognitivos
característicos do TDM inicialmente prejudicados, foram beneficiados pelo tratamento psicoterápico de
dois anos.
Autoria/Filiação:
Hilda Gardenia Barros Guedes Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de
São Paulo
Nara Lucia Poli Botelho Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São
Paulo
Latife Yazigi Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São Paulo
Apresentação:
Hilda Gardenia Barros Guedes
Palavras-chave:
Transtorno Depressivo Maior, Aspectos Cognitivos, Psicoterapia
RESUMO (3)
COGNITIVE AND BEHAVIOR ASSESSMENT OF PSYCHIATRIC PATIENTS IN ONE
YEAR OF PSYCHOTHERAPY FOLLOW-UP
Since the brain systems and the environment influence each other, and also considering that it is
possible to learn and model behaviors, it is believed that psychotherapy can be useful for improving
brain plasticity. This study aimed to present a frequency analysis of cognitive and behavioral aspects
improving in adults attending a free university healthcare service in São Paulo, Brazil, after one year
of psychotherapy. Methods: The patients were evaluated before and after one year of psychotherapy
with the same instruments by the means of the test-retest method. Administered instruments were
the Structured Clinical Interview for DSM-IV (SCID-I, SCID-II) and the Wechsler Intelligence Scale for
Adults – Third Edition (WAIS-III). SCID-I and SCID-II were applied for identifying psychiatric
diagnoses before starting psychotheraphy and the WAIS-III was to assess cognitive profiles before and
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after treatment. Results: 65 adult patients from both genders with a mean age of 40.17 years were
assessed. Of these patients, 89.66% presented Mood Disorders on Axis-I (SCID-I) and 70.77%
presented Personality Disorders on Axis-II (SCID-II). The comparison between the two sets of results
reveals improvements in their global cognitive functions, with more significant changes in the
performance scale than the verbal scale. Conclusions: Over one year of psychotherapy, all patients
showed improvements in their mental process development, declines in their defensive response,
greater receptivity to environmental demands and a progressive increase in adaptability due to both
psychotherapy and psychotropic drugs intake. The treatmet provided effective behavioral changes in
cognitive functioning.
Autoria/Filiação:
Latife Yazigi Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São Paulo
Nara Lucia Poli Botelho Departamento de Psiquiatria, Universidade Federal de São
Paulo
Apresentação:
Nara Lucia Poli Botelho
Palavras-chave:
Intelligence Tests, Mood Disorders, Psychotherapy
Nome:
PATRÍCIA WALTZ SCHELINI
Titulo:
Avaliação da metacognição
Resumo:
A metacognição se refere ao conhecimento e à cognição sobre o fenômeno cognitivo e, quanto à sua
avaliação, a literatura aponta dois modos mais frequentemente utilizados: as escalas de autorrelato e a
requisição de estimativas pelo indivíduo, que consiste na formulação de julgamentos. A presente proposta vai
de encontro a estas duas maneiras de avaliar a metacognição. Os dois primeiros estudos visaram à
elaboração de uma escala do tipo Likert destinada à avaliação da metacognição de crianças e idosos. No
primeiro estudo, voltado a crianças entre nove e 12 anos, a escala foi nomeada como EMETA e sua adaptação
para a população idosa, caracterizada no segundo estudo, foi chamada de EMETA-Sênior (EMETA-S). Em
relação às duas versões da EMETA, a análise fatorial exploratória indicou a existência de dois fatores. O
terceiro estudo propôs um procedimento para a avaliação do monitoramento metacognitivo de crianças e que
consistiu na apresentação de três subtestes da Bateria Multidimensional de Inteligência Infantil (BMI) que
avaliam as capacidades de conhecimento quantitativo, inteligência cristalizada e inteligência fluida. Os
participantes do terceiro estudo emitiram estimativas acerca de seu desempenho nos três subtestes da BMI.
Tais estimativas são entendidas como julgamentos que proporcionam a compreensão do monitoramento
metacognitivo. Os resultados indicaram que a amostra apresentava habilidades de monitoramento cognitivo e
algumas medidas de monitoramento mostraram-se significativamente melhores para o subteste que avaliava
o conhecimento quantitativo. Portanto, os três estudos que constam da presente proposta visaram contribuir
à formação de um corpo de técnicas/procedimentos capazes de facilitar a avaliação das capacidades
metacognitivas.
Palavras-chave:
escalas, monitoramento metacognitivo, julgamento
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
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METACOGNIÇÃO INFANTIL: ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO
E ANÁLISE DOS SEUS PARÂMETROS PSICOMÉTRICOS
A metacognição corresponde a pensamentos e conhecimentos que os indivíduos possuem sobre seus
próprios pensamentos e processos cognitivos. A utilização e o domínio das habilidades metacognitivas
são aspectos importantes para a aprendizagem, uma vez que a literatura aponta que alunos que não
utilizam essas habilidades tendem a apresentar rendimento acadêmico inferior aos alunos que as
utilizam de maneira eficiente. Após constatação na literatura nacional de carência de instrumentos
para mensurar a metacognição infantil foi elaborada a Escala de Metacognição (EMETA) destinada a
crianças de 9 a 12 anos de idade. A análise das evidências de validade e precisão do instrumento, em
um primeiro estudo, revelou resultados pouco satisfatórios, especialmente em relação ao número de
fatores encontrados e à porcentagem de variância explicada, considerada baixa. Em estudo posterior,
realizou-se nova análise das evidências de validade baseadas na estrutura interna e análise da
consistência interna da escala, bem como novo cálculo do número de fatores e da porcentagem da
variância explicada. Os resultados observados nesse último estudo com amostra de 196 participantes
foram mais satisfatórios, tendo o número de fatores alterado para dois e a porcentagem de variância
total explicada aumentado. Entretanto, o valor para a porcentagem de variância ainda é considerado
baixo para escalas como a EMETA e estudos futuros deverão ser conduzidos com o objetivo de
aumentá-lo. Acredita-se que uma primeira variável a ser manipulada deveria ser o número de
participantes da amostra, uma vez que a quantidade utilizada foi considerada baixa para um
instrumento com a quantidade de itens da Escala de Metacognição.
Autoria/Filiação:
Jussara Fátima Pascualon-Araujo Programa de Pós-Graduação em Psicologia,
Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.
Patrícia Waltz Schelini Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos
Apresentação:
Jussara Fátima Pascualon-Araujo
Palavras-chave:
metacognição infantil, construção de instrumentos, avaliação psicológica
RESUMO (2)
ESCALA METACOGNITIVA PARA IDOSOS: ELABORAÇÃO DE ITENS E ANÁLISE
DOS PARÂMETROS PSICOMÉTRICOS.
Novas formas de estudar e intervir junto à população idosa vem surgindo, pois o envelhecimento não
mais é visto como necessariamente acompanhado de declínio cognitivo. Juntamente à valorização dos
estudos sobre o envelhecimento, os processos metacognitivos, que coordenam o desempenho
cognitivo, passaram a adquirir importância na literatura das últimas quatro décadas. A metacognição
corresponde a pensamentos e conhecimentos que os indivíduos possuem sobre seus próprios
pensamentos e processos cognitivos. Assim, uma pessoa que avalia se a atividade que está realizando
atingirá ou não os objetivos estabelecidos por ela, está utilizando a metacognição. Haja vista a
carência de instrumentos nacionais que a mensurem, o estudo teve como objetivo principal investigar
os parâmetros psicométricos de uma escala destinada à avaliação da metacognição em idosos. A
primeira etapa do estudo consistiu na elaboração da Escala de Metacognição Sênior (EMETA-S), do
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tipo Likert, sendo que o participante deve escolher, dentre quatro possibilidades de resposta, aquela
que mais o caracteriza. A segunda etapa investigou as evidências de validade baseadas no conteúdo
por meio da avaliação de três juízes especialistas. A escala também foi aplicada em uma amostra
piloto de 15 participantes idosos com a finalidade de verificar se as instruções e os itens eram
compreensíveis, o que resultou em modificações na redação das instruções, dos itens e nos
descritores da escala, sendo esta a terceira etapa do estudo. Na quarta etapa, foi realizada análise
fatorial na amostra de 194 participantes e feita a exclusão de itens que apresentaram cargas fatoriais
baixas, itens com baixa concordância entre juízes, itens mal compreendidos pelos participantes e itens
semelhantes entre si. A análise de precisão indicou adequação dos itens ao conceito proposto e boa
consistência interna da escala. A ANOVA não mostrou diferenças significativas entre a média do
desempenho e as variáveis: gênero, escolaridade e idade dos participantes.
Autoria/Filiação:
Alex Bacadini França Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos
Patrícia Waltz Schelini Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos
Apresentação:
Alex Bacadini França
Palavras-chave:
metacognição, medidas psicológicas, envelhecimento
RESUMO (3)
MONITORAMENTO METACOGNITIVO DE CRIANÇAS DIANTE DE MEDIDAS DE
CAPACIDADES INTELECTUAIS.
A metacognição pode ser entendida como o conhecimento que o indivíduo possui sobre seu próprio
funcionamento cognitivo, o que lhe permite planejar, monitorar, regular e avaliar suas atividades
cognitivas. Estudos da área têm sido conduzidos para produzir instrumentos e medidas confiáveis do
desempenho metacognitivo dos indivíduos, diversos deles tendo como referencial teórico os modelos
formulados por Flavell e Nelson e Narens. Alguns destes instrumentos são escalas de autorrelato. O
monitoramento metacognitivo, foco do presente estudo, é avaliado com frequência por meio dos
julgamentos, que constituem outra ferramenta de avaliação da metacognição. O presente estudo teve
como objetivo investigar o monitoramento metacognitivo de crianças durante a realização de três
subtestes que compõem a Bateria Multidimensional de Inteligência Infantil: Desempenho em
Matemática, Vocabulário Geral e Indução. O referencial teórico desta bateria é o Modelo Cattell-HornCarroll de inteligência e os subtestes referidos são destinados à avaliação das capacidades de
conhecimento quantitativo, inteligência cristalizada e inteligência fluida, respectivamente. Participaram
do estudo 44 alunos do quinto ano do Ensino Fundamental. Eles realizaram, individualmente, os três
subtestes da BMI, e foram solicitados a emitir estimativas acerca de seu desempenho; estes
julgamentos correspondem ao monitoramento metacognitivo. Os resultados indicaram que a amostra
já apresenta habilidades de monitoramento cognitivo, e algumas medidas de monitoramento
mostraram-se significativamente melhores para o subteste Desempenho em Matemática. Os dados
são relevantes para confirmar, na população nacional, as informações da literatura internacional, e
também para discutir a importância do incentivo e estímulo ao treinamento das habilidades
metacognitivas.
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Autoria/Filiação:
Marília Zampieri Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de
São Carlos, São Carlos
Patrícia Waltz Schelini Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal de São Carlos, São Carlos
Apresentação:
Patrícia Waltz Schelini
Palavras-chave:
monitoramento metacognitivo, medidas metacognitivas, Modelo CHC
Nome:
Cláudia de Moraes Bandeira
Titulo:
Avaliação de Indicadores do Desenvolvimento Positivo: Otimismo, Esperança e Bem-Estar Subjetivo
Resumo:
O campo de estudos sobre o desenvolvimento positivo tem servido de modelo para a compreensão dos
caminhos que conduzem a uma adaptação bem sucedida. Existem vários modelos de estudo sobre o
funcionamento positivo, e alguns estudos enfatizam aspectos diferentes. Entretanto, alguns fatores garantem
que o processo desenvolvimental ocorra de forma positiva e produtiva. Existe forte evidencia de que o
otimismo promove a saúde mental e física, principalmente no enfrentamento de situações estressantes. A
satisfação de vida desempenha um papel importante no desenvolvimento positivo como indicador, preditor,
mediador ou como resultado. A satisfação de vida e os afetos positivos atenuam os efeitos negativos dos
eventos de vida estressantes e funcionam contra o desenvolvimento de problemas psicológicos e de
comportamento. A necessidade de pesquisas sobre o desenvolvimento positivo é oportuna por tratar de um
campo de estudos relativamente novo e potencialmente capaz de gerar contribuições relevantes. A presente
mesa visa apresentar um estudo teórico e três pesquisas que relatam estudos que avaliam indicadores do
desenvolvimento positivo na infância e adolescência. São exploradas as áreas do bem-estar subjetivo, da
satisfação de vida e do otimismo. O primeiro trabalho discute o conceito de desenvolvimento positivo e
apresenta uma revisão sobre os principais indicadores de desenvolvimento positivo infantil. O segundo
trabalho discute o conceito de BES e apresenta algumas pesquisas desenvolvidas sobre o construto ao longo
da infância e adolescência. Além disso, apresenta instrumentos de medida de auto-relato de indivíduos de
diferentes fases do desenvolvimento, construídos no Brasil. O terceiro trabalho apresenta um estudo que foi
desenvolvido com o objetivo de investigar a relação entre otimismo e personalidade na adolescência. O
quarto trabalho discute as relações entre esperança e personalidade na adolescência. Os estudos apresentam
resultados de variáveis positivas que servem como indicadores do desenvolvimento positivo.
Palavras-chave:
desenvolvimento positivo, otimismo, bem-estar
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
DESENVOLVIMENTO POSITIVO AO LONGO DA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
As pesquisas sobre desenvolvimento humano têm abarcado questões relacionadas aos aspectos
cognitivos, emocionais e relacionais. Entretanto, tais estudos pouco contribuem para o conhecimento
de como é possível otimizar o desenvolvimento de aspectos positivos desde a infância. Para que o
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período de transição entre infância e adolescência ocorra de maneira positiva, é necessária a presença
de certos fatores que possam garantir um processo produtivo e positivo. A perspectiva positiva do
desenvolvimento é uma concepção baseada nas forças, potenciais, e atributos positivos das crianças e
dos adolescentes. Refere-se aos aspectos positivos do comportamento humano e aos resultados bem
sucedidos do desenvolvimento. É uma abordagem que concebe o processo do desenvolvimento
basicamente como um esforço para sobrepor riscos e deficiências, enquanto reconhece a existência de
desafios que podem afetar as crianças de varias maneiras ao longo do desenvolvimento. Os jovens são
vistos como recursos a serem desenvolvidos e não apenas desafios a serem treinados ou orientados. O
objetivo desse trabalho é discutir o conceito de desenvolvimento positivo e apresentar uma revisão
sobre os principais indicadores de desenvolvimento positivo ao longo da infância e adolescência, entre
eles o bem-estar subjetivo e o otimismo. Serão discutidos os principais desafios desse novo
paradigma, bem como a importância do papel que pais, professores e outros adultos desempenham
junto à criança e ao adolescente.
Autoria/Filiação:
Cláudia de Moraes Bandeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Cláudia de Moraes Bandeira
Palavras-chave:
desenvolvimento positivo, infância, adolescência
RESUMO (2)
BEM-ESTAR SUBJETIVO AO LONGO DO DESENVOLVIMENTO: ESTUDOS
BRASILEIROS
O bem-estar subjetivo (BES), termo científico para a compreensão da felicidade e satisfação de vida,
vem recebendo atenção da comunidade científica brasileira nos últimos tempos. O BES refere-se à
satisfação da pessoa com a própria vida e inclui os julgamentos cognitivos e as reações emocionais
frente a eventos e à experiência destes. Os principais autores da área definem BES como uma
categoria de fenômenos na qual se encontram as respostas emocionais, as satisfações referentes a
domínios específicos da vida e os julgamentos globais de satisfação de vida. Este trabalho tem como
objetivo discutir o conceito de BES e apresentar algumas pesquisas desenvolvidas junto ao Núcleo de
Psicologia Positiva, do Laboratório de Mensuração da UFRGS, sobre BES ao longo do desenvolvimento
infantil e da adolescência. Instrumentos de medida de auto-relato de indivíduos de diferentes fases do
desenvolvimento, construídos no Brasil, serão apresentados. Os dados encontrados vêm sugerindo
que essa variável deve ser compreendida e estudada como função de múltiplos fatores em interação.
O conhecimento disponível sobre os componentes e os antecedentes do BES reforçam o modelo
multidimensional. Os domínios de satisfação de vida comuns para crianças e adolescentes ao longo
dos estudos reforçam a importância do self, da família, da escola e da amizade para a constituição de
níveis positivos de satisfação de vida. No que se refere ao componente emocional do BES, os afetos
positivos e negativos, os resultados dos estudos desenvolvidos têm apontado para medidas positivas
entre crianças, adolescentes e adultos. São explorados os resultados de alguns estudos correlacionais
entre o BES e outras variáveis positivas, entre elas otimismo e auto-estima. Aponta-se e discute-se
caminhos futuros do estudo do bem-estar subjetivo.
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Autoria/Filiação:
Claudia Hofheinz Giacomoni
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Claudia Hofheinz Giacomoni
Palavras-chave:
bem-estar subjetivo, satisfação de vida, afetos
RESUMO (3)
EXPECTATIVAS FUTURAS POSITIVAS: UM ESTUDO CORRELACIONAL ENTRE
OTIMISMO E PERSONALIDADE
Otimismo pode ser definido como um traço disposicional que leva o indivíduo a ter expectativas
positivas em vários domínios importantes da vida. Uma pessoa otimista acredita que mais eventos
bons irão acontecer que eventos ruins, enquanto que os pessimistas esperam mais por eventos ruins.
Pesquisas demonstram que o otimismo está associado com medidas proativas para proteger a saúde,
maior engajamento e persistência em estudos, trabalhos e no tratamento de doenças. O objetivo
deste estudo foi investigar a correlação entre otimismo e personalidade na adolescência, entendendo
que esta etapa do desenvolvimento é preparatória para comportamentos futuros. Uma amostra de
450 estudantes brasileiros do ensino médio (56% meninas) com idade entre 14 e 18 anos (M = 16,8,
DP = 3,4) participaram do estudo e preencheram as seguintes escalas: Revised Life Orientation Test
(LOT-R), para avaliar otimismo e, Bateria Fatorial de Personalidade (BFP), para avaliar a personalidade
no modelo dos cinco grandes fatores. Os resultados indicaram que o otimismo apresenta uma
correlação moderada e negativa com o fator Neuroticismo. Isso pode indicar que quanto menor o nível
de comprometimento e instabilidade emocional da pessoa, maior o grau de expectativas positivas em
relação a eventos futuros. Entre otimismo e os fatores de personalidade Extroversão e Socialização
foram encontradas correlações positivas. Conclui-se que os indivíduos otimistas tendem a apresentar
mais características tais como socialização, empatia, generosidade, organização e determinação. Ter
conhecimento disso, em uma etapa anterior a vida adulta, como a adolescência, pode ajudar os pais
na maneira de orientar seus filhos, bem como melhorar políticas educacionais.
Autoria/Filiação:
Micheline Bastianello Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Micheline Bastianello
Palavras-chave:
otimismo, personalidade, adolescência
RESUMO (4)
ESPERANÇA EM ADOLESCENTES
A esperança emerge da interação entre rotas e agenciamento quando existe um objetivo
suficientemente importante para que o sujeito decida buscá-lo. As rotas são os caminhos
cognitivamente traçados para buscar o objetivo. O agenciamento é o componente motivacional da
esperança, que impele o sujeito a buscar os resultados desejados. Existem relatos na literatura
relacionando esperança a desempenho, principalmente acadêmico, bem estar, otimismo e satisfação
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de vida. Outros estudos destacam a relação entre esperança e personalidade. No Brasil foi realizado
um estudo com 450 adolescentes de escolas públicas e privadas do RS com objetivo de relacionar
esperança e personalidade. Os resultados indicaram que extroversão e realização correlacionam-se
positivamente com esperança. Já entre neuroticismo e esperança existe uma correlação negativa. Tais
resultados sugerem que características como determinação, comunicação e persistência são
importantes para elevados níveis de esperança. Por outro lado, instabilidade emocional colabora para
a redução da esperança.
Autoria/Filiação:
Juliana Cerentini Pacico Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Hutz Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Juliana Cerentini Pacico
Palavras-chave:
esperança, personalidade, psicologia positiva
Nome:
Kely Maria Pereira de Paula
Titulo:
Avaliação do coping em contextos de risco para a Saúde Infantil
Resumo:
A compreensão sobre o modo como o indivíduo lida ou enfrenta os acontecimentos, mais particularmente
como reage a eventos estressantes (processo de coping), tem sido temática relevante no campo da saúde,
considerando, nessa análise, tanto o nível de vulnerabilidade para o surgimento de determinadas doenças ou
transtornos psicológicos, quanto o de “resistência psicológica” ou adaptação positiva na superação de
inúmeros desafios. Desde 2004, um conjunto de investigações desenvolvidas em alguns núcleos de pesquisa
no país, circunscritos ao GT Psicologia Pediátrica-ANPEPP, investiga o coping em diferentes populações, a
partir de uma perspectiva cognitiva, derivada dos estudos de Lazarus e Folkman e, mais recentemente, sob
um enfoque desenvolvimentista, centrado na autorregulação e na Teoria Motivacional do Coping, de Ellen
Skinner e colaboradores. Nessa trajetória, a adoção e o desenvolvimento de novos instrumentos e
metodologias de análise, capazes de apreender o fenômeno, se constitui em desafio para a área. Nesta Mesa
serão apresentadas três comunicações abordando a avaliação do coping em situações que oferecem risco ao
bem-estar psicológico da criança e sua família. A primeira apresentará dados de pesquisa sobre o
enfrentamento de mães diante da prematuridade e internação do filho na UTIN e, a segunda, o nível de
estresse e coping de cuidadores que lidam com a dor contínua de crianças com Anemia Falciforme. Por fim, a
terceira comunicação analisará comportamentos e enfrentamento adotado por crianças antes de um
procedimento cirúrgico. Espera-se contribuir para a divulgação de modelos teóricos vigentes sobre o
fenômeno, fornecendo subsídios a diferentes intervenções pelas equipes de saúde, que promovam a adoção
de estratégias mais adaptativas nas populações estudadas.
Palavras-chave:
Coping, Cuidador, Hospitalização infantil
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DO ENFRENTAMENTO MATERNO FRENTE À HOSPITALIZAÇÃO DO
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BEBÊ EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL
Este trabalho discute a avaliação do enfrentamento (coping) materno da hospitalização do bebê
prematuro e com baixo peso em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), a partir da Teoria
Motivacional do Coping. Esta define o enfrentamento como um processo de autorregulação em
condições de estresse, visando manter, restaurar ou reparar necessidades psicológicas básicas de
relacionamento, competência e autonomia. Os estressores podem ser percebidos como ameaça ou
desafio, sendo seu enfrentamento classificado em 12 “famílias”, segundo seu desfecho adaptativo: (a)
positivo (autoconfiança, busca de suporte, resolução de problemas, busca de informações,
acomodação e negociação); e (b) negativo (delegação, isolamento, desamparo, fuga, submissão e
oposição). As 25 participantes foram abordadas na UTIN e, após consentimento escrito, responderam
aos instrumentos: (a) Protocolo de Registro de Dados Gerais; (b) Escala Modos de Enfrentamento de
Problemas (EMEP); (c) Questionário Momento da Notícia; e (d) entrevista sobre coping. Após a alta
hospitalar, as mães foram entrevistadas, preenchendo novamente a EMEP. As estratégias de
enfrentamento (EE) mais utilizadas foram autoconfiança, negociação, acomodação (mediadas
principalmente por crenças religiosas) e busca de suporte (sobretudo do marido/companheiro);
ocorreram também estratégias menos adaptativas, como delegação. Houve correlações significativas
entre: (a) nível socioeconômico mais alto e uso de EE relacionadas à necessidade de relacionamento;
(b) mães multíparas e desamparo, fuga e oposição e EE agrupadas como percepção de ameaça; (c)
mães que não trabalhavam fora de casa e autoconfiança; e (d) maior número de dias de internação do
bebê e menor delegação. Avaliação do coping após a alta do bebê indicou maiores médias em
negociação, autoconfiança, acomodação e busca de suporte, e redução significativa de delegação. No
geral, as mães enfrentaram a hospitalização com EE relacionadas a desfecho adaptativo positivo.
Discute-se a importância da adoção de uma perspectiva multimetodológica na análise do coping e o
desenvolvimento de novos instrumentos para sua medida.
Autoria/Filiação:
Fabiana Pinheiro Ramos Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFES
Sônia Regina Fiorim Enumo Programa de Pós-Graduação em Psicologia/PUCCampinas e UFES
Kely Maria Pereira de Paula Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFES
Apresentação:
Kely Maria Pereira de Paula
Palavras-chave:
Estratégias de Enfrentamento, Cuidador, UTI Neonatal
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO DO ESTRESSE E DAS ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO DE
CUIDADORES DE CRIANÇAS COM ANEMIA FALCIFORME
Uma doença crônica na infância pode provocar, precipitar ou agravar desequilíbrios psicológicos e
sociais no contexto familiar. Na Anemia Falciforme (AF), doença que tem a dor como principal
manifestação clínica, os cuidadores podem apresentar maior vulnerabilidade ao estresse, necessitando
cuidado especial pelos profissionais de saúde. Este estudo avaliou as estratégias de enfrentamento
(EE) da dor e o nível de estresse em 8 cuidadores de crianças com AF (8-10 anos), em Hospital
Universitário de Vitória, ES. Os cuidadores responderam aos seguintes instrumentos: a) Inventário de
Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), que identifica presença, tipo de sintoma
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(somático/físico ou psicológico) e fase de estresse (Alerta, Resistência, Quase Exaustão e Exaustão); e
b) Inventário de Estratégias de Enfrentamento (IEE), de Savóia, que permite análise clínica do coping
diante de um evento específico, com 66 itens agrupados em 8 fatores avaliados como “0= não
utilizado, 1= pouco utilizado, 2= usado bastante ou 3= usado em grande quantidade”. As EE
classificadas como positivas foram Autocontrole (AUT), Busca por Suporte Social (BUS), Aceitação de
responsabilidade (ARE), Resolução de Problemas (RES) e Reavaliação positiva (REA); e as negativas
Confronto (CON), Afastamento (AFA) e Fuga e Esquiva (FUE). Na avaliação do estresse, a maioria
(87,5%) apresentou sintomas psicológicos na fase de Resistência. As EE “utilizadas em grande
quantidade” foram BUS e RES (87,5%), REA e FUE (75%). Por outro lado, ARE (75%), AUT (75%) e
CON (62,5%) foram as EE descritas como “pouco utilizadas”. Para toda a amostra, AFA foi assinalada
como uma EE “não utilizada” diante do estressor dor. Apesar dos cuidadores demonstrarem
comportamentos proativos para resolução do problema da dor da criança com AF, esta situação não é
percebida sem sofrimento, colocando-os em risco para desenvolvimento de problemas físicos e
emocionais, dificultando seu papel de protetor do desenvolvimento infantil.
Autoria/Filiação:
Christyne Gomes Toledo de Oliveira Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo;
Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFES
Ednéia Bonning Oliveira Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo
Nayara Silva Miranda Faculdade Católica Salesiana do Espírito Santo
Sônia Regina Fiorim Enumo Programa de Pós-Graduação em Psicologia/PUCCampinas e UFES
Kely Maria Pereira de Paula Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFES
Grace Rangel Felizardo Programa de Pós-Graduação em Psicologia/UFES
Apresentação:
Grace Rangel Felizardo
Palavras-chave:
Cuidador, Estratégias de Enfrentamento, Estresse
RESUMO (3)
AVALIAÇÃO DE COPING EM CRIANÇAS PRÉ-CIRURGICAS ATRAVÉS DO AEH
Crianças que vão ser submetidas a cirurgias passam por procedimentos desconhecidos e
incontroláveis, tornando a internação um evento ameaçador, circundado por fantasias, medos e
reações adversas. Objetivando melhorar adaptação e diminuir sofrimento, cabe ao psicólogo
reconhecer os sentimentos que essa situação desperta e os recursos que a criança dispõe para
enfrentá-la. Esta pesquisa teve como objetivo identificar os comportamentos e estratégias de
enfrentamento utilizadas por crianças cirúrgicas, no momento da hospitalização, através de um
instrumento lúdico e de fácil aplicação. Responderam à Avaliação das Estratégias de Enfrentamento da
Hospitalização (AEH), 58 crianças com idade entre 7 e 12 anos. O instrumento, composto por 20
cenas coloridas, retrata possíveis comportamentos emitidos na hospitalização, cabendo à criança
apontar, numa escala Likert de 5 pontos, quão frequentemente utiliza aquele comportamento e
justificar suas respostas. As crianças tinham idade média de 9 anos, 80% já havia tido contato com o
hospital e, 41,4% com cirurgias previas. Meninos e crianças menores de 11 anos apresentaram um
repertório de estratégias mais limitado que meninas e crianças maiores. Os comportamentos mais
escolhidos foram tomar medicação (89%), assistir TV (80%) e conversar (74%); e estratégias de
enfrentamento relacionadas à solução de problemas e distração. Os comportamentos menos
pontuados foram esconder-se (3%) e pensar em fugir (9,7%). Estratégias como desamparo e esquiva
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foram mais utilizadas por crianças sem experiência prévia com cirurgia e reestruturação cognitiva foi
apontada, principalmente por crianças mais velhas e com cirurgias prévias. Conclui-se que apesar da
maioria das crianças optarem por estratégias de enfrentamento direcionadas ao problema, crianças
mais novas e sem internação prévia apontaram estratégias que podem dificultar sua adaptação. Os
dados sinalizam para a necessidade de apresentar a essas crianças o ambiente hospitalar, informar
sobre procedimentos e desconstruir fantasias para diminuir a ansiedade. Sempre que possível,
possibilitar a aprendizagem de novas estratégias mais adaptativas.
Autoria/Filiação:
Luciana Carnier Programa de Pós Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e
Aprendizagem/UNESP
Gimol Benzaquen Perosa Programa de Pós–Graduação em Saúde Coletiva/UNESP
Olga Maria Paizentin Rodrigues Programa de Pós Graduação em Psicologia do
Desenvolvimento e Aprendizagem/UNESP
Apresentação:
Gimol Benzaquen Perosa
Palavras-chave:
Enfrentamento, Hospitalização infantil, Período pré-operatório
Nome:
Ana Paula Porto Noronha
Titulo:
Avaliação dos interesses profissionais: verificação de perfis em diferentes contextos
Resumo:
A avaliação dos interesses é uma prática comum e necessária em processos de orientação profissional.
Contudo, apesar dos primeiros estudos sobre o construto serem datados do início do século XX, ainda há
lacunas teóricas importantes, relacionadas principalmente à conceituação do construto. Nesse sentido, a
compreensão dos perfis de interesses profissionais, e de forma especial, da nitidez de tais perfis, podem
contribuir para a clarificação de algumas da lacunas. Dessa forma, esta mesa redonda tem o intuito de
apresentar pesquisas que avaliaram os perfis de interesses profissionais em diferentes contextos e
considerando diversas variáveis. O primeiro trabalho teve o objetivo de avaliar as diferenças entre os
interesses de estudantes de dois cursos técnicos profissionalizantes. No segundo, buscou-se verificar quais
das variáveis, idade ou escolaridade, explicaria melhor os perfis de nitidez de interesses, em uma grande
amostra. No terceiro trabalho, buscou-se verificar eventuais diferenças na nitidez do perfil de interesses de
estudantes de ensino médio de escolas com diferentes classificações no ENEM. Por fim, o quarto trabalho
intentou verificar a existência de diferenças de nitidez do perfil em relação aos níveis de maturidade para
escolha profissional. Os resultados de cada trabalho serão discutidos individualmente, ressaltando suas
limitações bem como as contribuições para a área da orientação profissional.
Palavras-chave:
Orientação profissional, interesses profissionais, avaliação psicológica
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
NITIDEZ DOS INTERESSES PROFISSIONAIS E QUALIDADE DO ENSINO: UMA
PESQUISA COM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO
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Os interesses profissionais estão entre as variáveis que se associam à satisfação profissional e,
portanto, um dos principais fatores a ser considerado no momento da escolha da profissão. Em um
processo de avaliação, devem-se investigar as variáveis que indicam o estado de desenvolvimento dos
interesses, quais sejam, consistência, congruência e nitidez do perfil. A nitidez ou diferenciação, foco
do presente estudo, se refere à clareza dos interesses, ou seja, dentre as dimensões profissionais
avaliadas verifica-se o quanto a mais preferida se distancia da menos preferida. Salienta-se que as
experiências de aprendizagem, tais como, aquelas relacionadas ao contexto escolar podem contribuir
para a formação dos interesses, por meio da exposição a diferentes situações profissionais, bem como
pela qualidade do ensino. O objetivo deste estudo foi verificar diferenças na nitidez do perfil de
interesses de estudantes de três escolas públicas com desempenho inferior, médio e superior no
Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A Escala de Aconselhamento Profissional (EAP) foi aplicada,
coletivamente, a 232 estudantes do terceiro ano do Ensino Médio. Os resultados indicaram que, para
as dimensões da EAP, houve diferença significativa apenas entre as escolas com desempenho baixo e
intermediário, sendo a última com maior média na dimensão Artes/Comunicação. Em relação à
nitidez, a ANOVA demonstrou que houve diferença significativa entre as instituições, de forma que os
estudantes da escola com baixo desempenho no ENEM tiveram níveis inferiores em relação aos
participantes da escola com desempenho elevado. Não obstante as limitações do estudo, infere-se que
ao final do Ensino Médio as características do contexto escolar, principalmente, a qualidade do ensino
pode ser um dos fatores que vão contribuir para que os alunos criem expectativas positivas em
relação a vida profissional, fazendo com que eles reflitam mais sobre as atividades que gostariam de
desenvolver e, assim, tenham um perfil de interesses mais definido.
Autoria/Filiação:
Karen Cristina Alves Lamas
Universidade São Francisco
Apresentação:
Karen Cristina Alves Lamas
Palavras-chave:
Orientação profissional, interesses profissionais, avaliação psicológica
RESUMO (2)
NITIDEZ DOS PERFIS DE INTERESSES NA EAP EM RELAÇÃO À IDADE E
ESCOLARIDADE
Uma variável importante a ser observada na avaliação dos interesses profissionais é o nível de nitidez
do perfil, ou seja, uma avaliação intra-pessoa da diferença entre as distâncias das preferencias por
determinados grupos de atividades profissionais. Esse índice pode ajudar na interpretação do perfil,
uma vez que informa sobre quão definidas está o padrão de diferença entre os interesses. Assim, o
objetivo deste trabalho é verificar diferenças na nitidez de perfis de interesses na EAP em relação à
idade e escolaridade dos participantes. Para tanto, foi analisado um banco de dados com respostas de
6824 estudantes brasileiros, com idades entre 14 e 50 anos, cursando desde ensino fundamental até
ensino médio. Para determinar o nível de nitidez, foram gerados os escores para cada participantes
nas dimensões da EAP, quais sejam, Ciências Exatas, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências
Agrárias e Ambientais, Atividades Burocráticas, Entretenimento, Ciências Biológicas e da Saúde e
Artes e Comunicação. Foram utilizadas as médias das pontuações da escala tipo Likert, a fim de tornálos comparáveis entre si. Em seguida, foi realizada uma subtração entre os dois escores extremos
(maior e menor), admitindo-se que quanto maior o resultado da equação, maior o nível de nitidez do
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perfil. O próximo passo foi realizar análises de variância (ANOVA) considerando as idades e as
escolaridades dos participantes. Os resultados sugeriram que a escolaridade parece ser uma variável
mais apropriada para a verificação de diferenças na nitidez dos perfis de interesse, sendo que os
estudantes de ensino médio apresentaram o menor nível de nitidez e os universitários, o maior.
Apesar de algumas limitações, tais como as diferentes quantidades de pessoas alocadas em cada
grupo tanto de idade quanto de escolaridade, pode-se afirmar que os resultados deste trabalho
contribuem para a compreensão de variáveis relacionadas com o desenvolvimento dos interesses
profissionais.
Autoria/Filiação:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
Universidade São Francisco
Apresentação:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
Palavras-chave:
Orientação profissional, interesses profissionais, avaliação psicológica
RESUMO (3)
AVALIAÇÃO DOS INTERESSES PROFISSIONAIS EM DOIS CURSOS TÉCNICOS
PROFISSIONALIZANTES
A avaliação dos interesses profissionais é prática recorrente nos processos de orientação profissional,
mesmo com a ausência de uma definição consensual a respeito do construto. Diversas teorias estão
disponíveis na literatura e tem sido utilizadas na prática, bem como os instrumentos para medir os
interesses. A concepção tida como a mais atual por alguns autores, entende os interesses como
padrão de gostos e desgostos e respostas aos estímulos do ambiente, buscando a satisfação das
necessidades do indivíduo. Desta forma, a avaliação dos interesses nessa perspectiva deve considerar
as preferências dos indivíduos. Ressalta-se que os interesses profissionais podem ser investigados em
qualquer momento da vida de uma pessoa, mas a ênfase ainda permanece no momento de escolha de
um curso universitário, ainda no período da adolescência. A partir disso, o objetivo deste estudo foi
avaliar os interesses profissionais de alunos de dois cursos técnicos profissionalizantes (técnico em
fabricação mecânica e técnico em design de móveis) oferecidos pela instituição SENAI. Foram
participantes 60 sujeitos, sendo 58,3% homens (N=35) e 41,7% mulheres (N=25), com idades entre
15 e 59 anos (M=21,60; DP=8,20), sendo 48,3% (N=29) do curso Técnico Fabricação Mecânico e
51,7% (N=31) Técnico Designer de Moveis. Os interesses foram avaliados pela Escala de
Aconselhamento Profissional (EAP), aplicada de forma coletiva no período regular de aula. Foram
verificadas as diferenças de interesses em relação ao curso, sexo e idade, e os resultados
evidenciaram que os alunos do curso técnico Fabricação Mecânica apresentaram maiores médias em
todas as dimensões quando comparados aos alunos do técnico Design de móveis, sendo as maiores
preferência pelas dimensões Ciências Exatas, Ciências Agrárias e Ambientais e Atividades
Burocráticas. Os alunos do Desing de móveis preferem mais as dimensões Artes e Comunicação,
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Ciências Agrárias e Ambientais. Destaca-se que no curso de
Fabricação Mecânica, a maioria dos alunos era do sexo masculino e no Design de móveis, maioria do
sexo feminino. Os resultados parecem coerentes às atividades desenvolvidas pelos profissionais de
cada curso. As limitações do estudo devem ser consideradas, como a amostra pequena e restrita a
uma única instituição.
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Autoria/Filiação:
Fernanda Ottati
Universidade São Francisco
Apresentação:
Fernanda Ottati
Palavras-chave:
Orientação profissional, avaliação psicológica, interesses profissionais
RESUMO (4)
NITIDEZ DE PERFIL E MATURIDADE PROFISSIONAL: ESTUDO COMPARATIVO
O processo de escolha profissional engloba o conhecimento de características individuais, tais como,
interesses, habilidades, traços de personalidade, valores, expectativas quanto ao futuro profissional e
a maturidade para realizar a escolha da atividade de trabalho. Nesse sentido investigações da relação
entre essas características são necessárias para o aprimoramento da área de Orientação Profissional e
de Carreira. Assim, fez-se objetivo do presente trabalho verificar a existência de diferenças na nitidez
de perfil de interesses, em relação à maturidade para a escolha profissional. Para tanto, foram
utilizadas a Escala de Aconselhamento Profissional (EAP) e Escala para Maturidade para Escolha
Profissional (EMEP). Participaram da pesquisa 233 alunos do primeiro e terceiro anos do ensino médio,
de ambos os sexos, com média de idade de 16,41 anos (DP=1,13). A nitidez foi considerada a partir
da diferença entre a maior e a menor pontuações obtidas entre as sete dimensões da EAP. No que
respeita à maturidade, considerou-se a distribuição por grupos criados a partir dos quartis
identificados na pontuação total. Utilizando análise de variância (ANOVA), verificou-se que a nitidez de
perfil é diferenciada significativamente pelo nível de maturidade. Observou-se ainda quanto maior a
pontuação em relação ao nível de maturidade, mais altos também são os índices de nitidez
encontrados. Tais resultados sugerem que um perfil nítido representa bom nível de maturidade para a
escolha profissional. Entretanto, considerando as limitações desta pesquisa, deve ser mencionado que
a amostra provém de uma única instituição de ensino. Nesse sentido, sugere-se o desenvolvimento de
novos estudos que investiguem outras amostras.
Autoria/Filiação:
Lariana Paula Pinto
Universidade São Francisco
Apresentação:
Lariana Paula Pinto
Palavras-chave:
Orientação profissional, avaliação psicológica, interesses profissionais
Nome:
Andréa Duarte Pesca
Titulo:
Avaliação em Psicologia do Esporte
Resumo:
Atletas de alto rendimento e treinadores esportivos trabalham intensamente para dominar as habilidades da
modalidade em que atuam para, assim, serem capazes de se destacar perante adversários e situações
aversivas presentes em eventos esportivos. Desta forma, é de suma importância a avaliação das próprias
capacidades, principalmente na medida em que as expectativas influenciam não só na quantidade de esforço
a ser empregado, mas também no grau de persistência frente aos obstáculos ou experiências desagradáveis,
na realização de tarefas com que os atletas e treinadores se confrontam. Sendo, assim, o objetivo desta
mesa é discutir os métodos de avaliação em psicologia do esporte, dando ênfase a avaliação do estresse,
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eficácia de treinamento e avaliação de atletas olímpicos. Assim sendo, vale ressaltar que no meio esportivo a
avaliação do estresse é de fundamental importância, além de identificar se o atleta apresenta estresse, é
necessário analisar as causas e desenvolver estratégias de enfrentamento. O construto de eficácia de
treinamento diz respeito à maneira com que os treinadores demonstram sua capacidade de afetar o
aprendizado e desempenho dos seus atletas. Em Psicologia do Esporte avaliar e orientar atletas na sua
correta planificação e execução de seu treinamento psicológico é de fundamental importância. Vislumbrando
a alta exigência do ambiente competitivo em alcançar metas e superar performances, busca-se, através da
avaliação psicológica, identificar, analisar e intervir nas variáveis psicológicas que interferem no desempenho
esportivo. Portanto, esse trabalho tem por expectativa contribuir para o aumento da compreensão da
importância da avaliação no esporte, uma vez que, a área de avaliação em psicologia do esporte é pouco
explorada no contexto brasileiro
Palavras-chave:
Avaliação, Psicologia do Esporte, Atletas e Treinadores
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
VALIDADE DA ESTRUTURA INTERNA DA COACHING EFFICACY SCALE NO
CONTEXTO BRASILEIRO
Recentemente foi incorporado na literatura esportiva o conceito eficácia de treinamento, o qual foi
baseado na abordagem social cognitiva de Bandura e, mais especificamente, na teoria da autoeficácia.
O modelo de eficácia de treinamento diz respeito à maneira com que os treinadores demonstram sua
capacidade de afetar o aprendizado e desempenho dos seus atletas. É, portanto, uma construção
multifatorial, que consiste na confiança com respeito à estratégia de jogo, motivação, ensinamento de
técnicas e construção de caráter. Além destes, fatores as fontes reconhecidas de eficácia no
treinamento, são importantes, pois incluem experiências passadas, sucesso no passado ou percebido
melhoras nos atletas, apoio social e experiências educacionais. As consequências desse construto mais
conhecidas incluem o comportamento, satisfação e o comprometimento com o técnico, assim como, o
desempenho dos atletas e na crença de eficácia. Esta pesquisa tem como objetivo principal verificar a
validade da estrutura interna da Coaching Efficacy Scale para o contexto brasileiro. A amostra definida
neste estudo foi de caráter não probabilístico, ou seja, não se constitui ao acaso, mas depende das
características específicas que o investigador tem interesse de pesquisar. Esta pesquisa foi realizada
com 207 treinadores de 5 modalidades esportivas: futebol, basquete, vôlei, handebol e tênis de campo
e dividida entre treinadores de categorias de base e da categoria profissional. Os resultados indicam
que a EET (Escala de Eficácia de Treinamento) apresenta evidências de validade de construto
adequadas ao modelo teórico. Os resultados deste estudo também podem fornecer informações
importantes para a formação de treinadores brasileiros.
Autoria/Filiação:
Profa. Dra. Andréa Duarte Pesca Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina Cesusc
Prof. Dr. Roberto Moraes Cruz Universidade Federal de Santa Catarina
Profa. Dra.Birgit Keller Universidade Federal do Paraná
Msc. Adriana de Lacerda Amaral Miranda Confederação Brasileira de Judô (CBJ)
Apresentação:
Profa. Dra. Andréa Duarte Pesca
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Palavras-chave:
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Validade da estrutura interna, Eficácia de Treinamento, Treinadores
RESUMO (2)
A EVOLUÇÃO DAS AVALIAÇÕES E PESQUISAS DE ESTRESSE NO ESPORTE
O estresse é um constructo psicológico estudado há várias décadas. Em meados de 1936 o médico
Hans Selye formulou o primeiro conceito, onde definiu que o estresse é um “conjunto de reações que
o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço de adaptação”. Os
estudos científicos com estresse apareceram na década de 20, enquanto que as investigações de
estresse no esporte apenas na década de 50. No meio esportivo a avaliação do estresse é de
fundamental importância, além de identificar se o atleta apresenta estresse, é necessário analisar as
causas e desenvolver estratégias de enfrentamento. Lembrando que o estresse fisiológico imposto ao
organismo pelo treinamento pode ser considerado como uma combinação de influências positivas
(condicionamento) e negativas (fadiga) no rendimento, além de ser um bom indicador no diagnóstico
de burnout, overtraining ou overreaching. Inicialmente o estresse no esporte era avaliado
principalmente através de questionários, inventários, frequência cardíaca, variabilidade cardíaca,
frequência respiratória e temperatura corporal. Com o passar dos anos foi verificado que o hormônio
cortisol é o marcador fisiológico de estresse, que pode ser avaliado através da urina, sangue, saliva e
recentemente também pelo cabelo. Vários estudos tentaram mostrar a relação entre medidas
subjetivas (questionários e inventários) e medidas objetivas (hormônio) do estresse no esporte, mas
na maioria dos trabalhos não existe relação significativa. Vale ressaltar que ambas as medidas são
importantes, pois o estresse é avaliado a partir de diferentes perspectivas que podem dar subsídios
para o diagnóstico do estresse crônico. Contudo o grande desafio é trabalhar com instrumentos
validados para o português e adaptados para a cultura brasileira.
Autoria/Filiação:
Profa. Dra. Andréa Duarte Pesca Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina Cesusc
Prof. Dr. Roberto Moraes Cruz Universidade Federal de Santa Catarina
Profa. Dra.Birgit Keller Universidade Federal do Paraná
Msc. Adriana de Lacerda Amaral Miranda Confederação Brasileira de Judô (CBJ)
Apresentação:
Profa. Dra.Birgit Keller
Palavras-chave:
Avaliação, Estresse, medida
RESUMO (3)
PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO PARA ATLETAS OLÍMPICOS
A Confederação Brasileira de Judô dispõe de um Serviço de Psicologia que atende aos atletas da
seleção brasileira desde 2004. Acompanhando os avanços na área da neurociência desde 2011
intitulou-se Serviço de Psicologia e Neurociência. O principal objetivo deste Serviço é, além de prestar
suporte psicológico específico em treinamentos e competições, avaliar e orientar atletas na sua correta
planificação e execução de seu treinamento psicológico. Diante da exigência, cada vez maior, do
ambiente competitivo em alcançar metas e superar performances busca-se, através da avaliação
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psicológica identificar, analisar e intervir nas variáveis psicológicas que interferem no desempenho
esportivo. No protocolo seguido a identificação acontece por meio de observações sistemáticas e
assistemáticas de treinos e competições e atendimentos individuais. A análise consta da aplicação de
instrumentos gerais e específicos para o esporte, tais como: entrevista inicial (anamnese); testes
psicológicos projetivos (BFP, CPS), nível atencional (TEACO); questionários: Stress e recuperação de
atletas (REST-Q) e de motivos para prática esportiva (QMPD); inventários: ansiedade e depressão
(Escalas Beck), Raiva como Estado e Traço (STAXI), Perfil de Estado de Humor (POMS) e autoinformes. Estes constituem parte de um processo de psicodiagnóstico esportivo situacional objetivando
a orientação de técnicas e estratégias da última etapa, a de intervenção, voltada não só ao
treinamento de habilidades mentais específicas para melhoria de performance, como também a saúde
e bem-estar do atleta. Pioneiramente a Confederação de Judô foi a primeira no país a adquirir o
software de biofeedback (EmWave2) para avaliação, quantificação e monitoramento das habilidades
mentais a fim de oferecer respaldo às intervenções psicológicas, elaboração de estratégias ao
gerenciamento do estresse, estimulação cognitiva, treinamento mental e autorregulação de estados
emocionais propiciando informações importantes para as áreas técnica e tática.
Autoria/Filiação:
Profa. Dra. Andréa Duarte Pesca Complexo de Ensino Superior de Santa Catarina Cesusc
Prof. Dr. Roberto Moraes Cruz Universidade Federal de Santa Catarina
Profa. Dra.Birgit Keller Universidade Federal do Paraná
Msc. Adriana de Lacerda Amaral Miranda Confederação Brasileira de Judô (CBJ)
Apresentação:
Msc. Adriana de Lacerda Amaral Miranda
Palavras-chave:
Protocolo, Avaliação, Atletas Olímpicos
Nome:
Claudia Hofheinz Giacomoni
Titulo:
Avaliação em Psicologia Positiva: Instrumentos de Otimismo, Autocompaixão e Bem-estar Subjetivo
Resumo:
A Psicologia Positiva busca identificar fatores do desenvolvimento positivo. Atualmente, abarca áreas de
estudos sobre as mais diversas variáveis saudáveis, entre elas, a qualidade de vida, otimismo, esperança e
resiliência. A literatura científica sobre a Psicologia Positiva vem crescendo exponencialmente nos últimos
anos. No Brasil, observa-se uma tendência de aumento pelo interesse nas variáveis positivas do
desenvolvimento humano. Para tanto, são necessários investimentos na área da avaliação com a construção,
adaptação e validação de novos instrumentos para a realidade brasileira. A presente mesa visa apresentar
três pesquisas que relatam estudos psicométricos de instrumentos de variáveis da Psicologia Positiva. As
áreas do bem-estar subjetivo, mais especificamente a satisfação de vida e seus domínios são explorados. A
compreensão sobre otimismo infantil é investigada. Além da apresentação da autocompaixão, tema pouco
estudado na literatura nacional. São introduzidos os seguintes instrumentos: Escala Multidimensional de
Satisfação de Vida para Crianças – Versão Reduzida, Tarefas Preditoras de Otimismo em Crianças (TAPOC) e
a Escala de Autocompaixão. A primeira pesquisa apresenta os estudos de validação e de fidedignidade da
Escala Multidimensional de Satisfação de Vida para Crianças em sua versão reduzida. A segunda descreve a
elaboração de um instrumento para avaliar do otimismo disposicional em crianças pequenas: Tarefas
Preditoras de Otimismo em Criança (TAPOC). A seguir, são expostos os procedimentos de adaptação e
validação da Escala de Autocompaixão para uso no Brasil. Os estudos psicométricos realizados são
apresentados e discutidos. É apontada a importância de pesquisas da área da avaliação psicológica para o
incremento de estudos futuros.
Palavras-chave:
Otimismo, Auto-Compaixão, Bem-estar Subjetivo
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TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DA ESCALA MULTIDIMENSIONAL DE SATISFAÇÃO
DE VIDA PARA CRIANÇAS – VERSÃO REDUZIDA
A área de estudos do bem-estar subjetivo (BES), basea-se atualmente, em um modelo
multidimensional, constituído pela satisfação de vida e pelos afetos positivos e negativos. Os estudos
sobre o bem-estar subjetivo infantil são de fundamental importância para a identificação de fatores
que promovam qualidade de vida infantil e que atuam como protetores do desenvolvimento. Este
estudo apresenta os estudos de validação e de fidedignidade da Escala Multidimensional de Satisfação
de Vida para Crianças em sua versão reduzida. A versão original apresenta seis fatores: self, família,
self comparado, escola, não-violência e amizade. Para o estudo de redução de itens da escala
participaram do estudo 493 estudantes de escolas públicas do ensino fundamental (49,1% meninas e
50,9% meninos) com média de idade de 10,3 (DP=1,4). Aproximadamente 12,4% dos estudantes
estavam na faixa etária de 7 a 8 anos, 38,1% estavam na faixa etária de 9 a 10 anos, e 45,5%
estavam na faixa etária de 11 a 12 anos. Para redução da escala, optou-se por incluir nas análises
apenas itens referentes à escola, a amizade, a família e ao self-comparado devido a uma decisão
teórica. Assim, o conjunto de 27 itens foi submetido a uma análise de eixos principais com rotação
obliqua. A primeira extração apresentou seis fatores com eigenvalues maiores que um, mas os
agrupamentos de itens não permitiram interpretação clara da solução. Na segunda extração
restringiu-se a extração a quatro fatores: escola, amizade, família e self-comparado. Sendo essa
solução clara e coerente com as expectativas teóricas, optou-se por adotá-la. Essa solução explicou
49,4% da variância total. A estrutura final da escala apresentou os fatores Amizade, Self Comparado,
Família e Escola com índices de fidedignidade acima de 0,78. Os resultados contribuem para indicar o
uso da escala em pesquisas e na prática do psicólogo, possuindo potencial de uso clínico,
principalmente na avaliação de projetos sociais direcionados a crianças, programas de intervenção e
como instrumento de triagem em serviços de saúde.
Autoria/Filiação:
Claudia Hofheinz Giacomoni Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudia de Moraes Bandeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Cristian Zanon Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Claudia Hofheinz Giacomoni
Palavras-chave:
bem-estar subjetivo, escala, satisfação de vida
RESUMO (2)
TAREFAS PREDITORAS DE OTIMISMO EM CRIANÇAS (TAPOC): CONSTRUÇÃO
DE UMA ESCALA DE OTIMISMO PARA CRIANÇAS
Vários estudos têm apontado para a importância de uma perspectiva positiva ou otimista na vida das
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pessoas. Existe forte evidencia de que o otimismo promove a saúde mental e física, principalmente no
enfrentamento de situações estressantes. O otimismo disposicional tem sido associado positivamente
com bem-estar psicológico e físico e com satisfação de vida em adultos. Estudos apontam que o
otimismo parece funcionar como uma importante fonte de resiliência em crianças saudáveis ou
doentes. As pesquisas sobre otimismo em crianças são limitadas pela falta de medidas apropriadas
que possibilitem avaliar as expectativas das crianças ao longo do desenvolvimento. Assim, procedeuse à elaboração de um instrumento para avaliar do otimismo disposicional em crianças pequenas:
Tarefas Preditoras de Otimismo em Criança (TAPOC). O instrumento é composto por 16 lâminas com
pequenas histórias ilustradas onde as crianças devem optar por um desfecho otimista ou pessimista.
Após escolherem o desfecho, a criança aponta em uma reta o quanto ela acredita que o evento pode
ocorrer. Para a elaboração do instrumento foi feita uma busca na literatura por instrumentos que
avaliam o otimismo em crianças. Os itens foram elaborados a partir de um grupo focal com psicólogos
conhecedores do construto otimismo. A primeira versão das histórias foi apresentada para experts em
desenvolvimento infantil. Após a revisão final foi realizado um estudo piloto com o objetivo de verificar
a adequação dos itens selecionados. Finalmente, os itens foram aplicados na amostra de crianças
escolhida. A amostra contou com 270 crianças de ambos os sexos, entre cinco e nove anos de idade
de escolas do Rio Grande do Sul. A escala apresenta dois fatores, otimismo em relação ao self e em
relação aos outros. Os resultados indicaram que a escala apresenta boa consistência interna,
mostrando-se com um instrumento seguro para a avaliação de crianças pequenas.
Autoria/Filiação:
Claudia de Moraes Bandeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudia Hofheinz Giacomoni Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Claudio Simon Hutz Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Claudia de Moraes Bandeira
Palavras-chave:
Otimismo, crianças, escala
RESUMO (3)
ADAPTAÇÃO E VALIDAÇÃO DA ESCALA DE AUTOCOMPAIXÃO
A autocompaixão é uma atitude saudável e positiva sobre si mesmo diante de sofrimentos e
dificuldades. Envolve bondade consigo no lugar de autocrítica ferrenha, mindfulness no lugar de sobreidentificação com o sofrimento, e senso de humanidade no lugar de isolamento das outras pessoas.
Vem sendo estudada no âmbito da psicologia positiva, com interesse na saúde psicológica em
contextos como o clínico, por exemplo. É mensurada através de uma escala, a Escala de
Autocompaixão, há dez anos disponível em inglês com boa qualidade psicométrica. Dois estudos
prévios, de autores distintos, conduzidos em Portugal propuseram validações da escala. No entanto,
além de se tratar de adaptações para o português de Portugal, os trabalhos não ofereceram elementos
suficientes que melhor amparem a validação realizada, especialmente na justificativa conceitual da
disposição de itens nos fatores obtidos. O presente trabalho descreve procedimentos de adaptação e
validação da Escala de Autocompaixão para uso no Brasil. A amostra contou com 216 homens e 216
mulheres, maiores de 18 anos, de 23 estados brasileiros e Distrito Federal. A coleta de dados foi
realizada através de link para a escala divulgado por e-mail. As análises revelaram uma estrutura
fatorial diferente da encontrada com a escala original em inglês de 26 itens, mas conceitualmente
coerente e com boas cargas fatoriais. Um item teve de ser retirado. O escore de confiabilidade dos 25
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itens foi muito bom, e as correlações apoiaram a análise fatorial. Novas análises fatoriais com a
reformulação do item retirado contribuirão para o aperfeiçoamento da escala. Os próximos estudos
deverão envolver comparações que contribuam para a validação da escala, como personalidade,
depressão, ansiedade, satisfação de vida, otimismo, esperança. Estudos com amostras específicas,
como no caso de praticantes de Budismo e meditação, bem como pacientes diagnosticados com
depressão e ansiedade, também serão importantes na continuidade da linha de pesquisa.
Autoria/Filiação:
Luciana Karine de Souza Universidade Federal de Minas Gerais
Claudio Simon Hutz Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Luciana Karine de Souza
Palavras-chave:
autocompaixao, escala , validade
Nome:
Nara Côrtes Andrade
Titulo:
Avaliação neuropsicológica de emoções e memória operacional na infância
Resumo:
A infância é um período do ciclo vital especialmente relevante quanto ao desenvolvimento de habilidades
socioafetivas e cognitivas. Dentre elas a compreensão de emoções ou conhecimento emocional (CE) e a
memória operacional (MO) são focos dos trabalhos relatados. O CE está prejudicado em diversos transtornos
neuropsiquiátricos na infância tais com autismo, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno
bipolar pediátrico e transtorno de ansiedade. Já a MO está relacionada de maneira significativa aos
transtornos de aprendizagem e ocupa um lugar de destaque na predição do desempenho escolar. Testes
psicológicos que avaliem o CE e MO possibilitam o incremento de ações preventivas, a orientação de projetos
terapêuticos e intervenções, tornando-se também ferramentas para o diagnóstico neuropsicológico infantil.
Os trabalhos propostos apresentam dois novos instrumentos de avaliação psicológica para crianças, o Teste
de Conhecimento Emocional (EMT) e o Teste de Arrumação do Armário (TAA). Estes são baseados,
respectivamente, na Teoria Diferencial das Emoções, formulada por Carroll Izard, e no modelo
multicomponente de memória desenvolvido por Alan Baddeley e Graham Hitch. Os estudos demonstraram
que a versão adaptada do EMT possui formato adequado à cultura brasileira e língua portuguesa e que o TAA
apresentou boa validade de conteúdo e fidedignidade, além dos resultados em termos de parâmetros
cognitivos desenvolvimentais. Para a neuropsicologia do desenvolvimento, a avaliação na infância refere-se a
um processo psicodiagnóstico que visa analisar as relações entre cérebro e comportamento. Com vistas a
aprofundar esta dimensão, será apresentado também estudo empírico que avalia os efeitos da exposição ao
manganês no desenvolvimento da MO em crianças.
Palavras-chave:
avaliação neuropsicológica, emoções, memória operacional
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO TESTE DE CONHECIMENTO EMOCIONAL:
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AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA DAS EMOÇÕES
As emoções desempenham um papel central nas relações e senso de self das crianças. O
conhecimento emocional (CE) é uma dimensão do desenvolvimento emocional definida como o
conhecimento acerca das expressões, funções e rótulos das emoções. Deficts no CE têm sido
associados a diversos transtornos neuropsiquiátricos, tais como autismo, transtorno do deficit de
atenção e hiperatividade, entre outros. Entretanto, revisão evidencia escassez de medidas que visem
avaliar o CE em crianças no Brasil. Entre os instrumentos aprovados pelo Conselho Federal de
Psicologia, nenhum se dedica a mensurar o CE em crianças menores de 6 anos. O Teste de
Conhecimento Emocional (EMT), desenvolvido pelo Laboratório de Emoções Humanas da Universidade
de Delaware, é dirigido a crianças de três a seis anos de idade e visa mensurar o CE receptivo
(reconhecimento de expressões emocionais), expressivo (rotulação destas expressões), além do
conhecimento acerca das causas e consequências das emoções. O presente estudo teve por objetivo
adaptar transculturalmente o EMT. Este teste foi traduzido e adaptado por uma equipe de
pesquisadores bilíngues e posteriormente retraduzido para o inglês. As versões foram julgadas pelos
autores do instrumento e por juízes brasileiros especialistas. As imagens contidas no instrumento
foram submetidas a estudo de padronização em amostra brasileira com a participação de 80
estudantes universitários. A versão final foi aplicada com 50 crianças e respondida por nove juízes de
três estados brasileiros. O estudo de padronização das fotografias demonstrou bom nível de
concordância geral com índice de Kappa superior a 0,7. A avaliação da tradução foi julgada pelos
juízes como não alterada ou pouco alterada, indicando uma boa equivalência semântica do EMT. Os
resultados indicam ainda bons níveis de concordância quanto às respostas. A versão adaptada do EMT
demonstrou formato adequado à cultura brasileira e língua portuguesa Brasil, possibilitando a sua
recomendação neste contexto.
Autoria/Filiação:
Nara Côrtes Andrade Universidade de São Paulo e Universidade Católica do Salvador
Neander Abreu Universidade Federal da Bahia
Igor Menezes Universidade Federal da Bahia
Cláudia Berlim de Mello Centro Paulista de Neuropsicologia, Universidade Federal de
São Paulo
Victor Riccio Duran Universidade Federal da Bahia
Narena de Alencar Universidade Federal da Bahia
Apresentação:
Nara Côrtes Andrade
Palavras-chave:
adaptação transcultural, emoções, crianças
RESUMO (2)
TESTE DA ARRUMAÇÃO DO ARMÁRIO INFANTIL: TESTE DE AVALIAÇÃO DE
MEMÓRIA VISUOESPACIAL EM CRIANÇAS
Desde o aparecimento do modelo multicomponente de memória desenvolvido por Alan Baddeley e
Graham Hitch, estudos têm sido desenvolvidos para a avaliação de como se dá o processamento
multinível da memória operacional verbal e visuoespacial. A memória operacional ocupa um lugar
significativo nos transtornos de aprendizagem e na predição do desempenho escolar. Mais
recentemente, a introdução de um novo componente no modelo, o retentor episódico, disparou
pesquisas dirigidas a compreensão de como as características múltiplas da memória se conectam para
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a evocação. Este efeito, denominado binding, passou a ser estudado em diferentes pesquisas
principalmente da alça fonológica. Estudos com o componente do binding visuoespacial têm sido
necessários para investigar como seres humanos processam a memória visuoespacial operacional e de
longa duração. Revisões da literatura indicam que o desempenho adequado da memória operacional
torna-se um bom preditor do desempenho acadêmico em crianças. Assim, o desenvolvimento de
testes para a avaliação neuropsicológica fundamentados em uma teoria consistente de memória
operacional são necessários a fim de favorecer a compreensão do desempenho acadêmico e de déficits
neuropsicológicos existentes em transtornos do desenvolvimento com prejuízo cognitivo.Nós
desenvolvemos um novo teste para avaliação da memória operacional, o teste de Arrumação do
Armário. O instrumento é um software desenvolvido em plataforma Flash, com medidas de avaliação
de memória de longa duração e binding da memória operacional, com diferentes provas de
interferência. O presente trabalho investigou as características psicométricas do instrumento e avaliou
o desempenho de 72 crianças de 7 a 12 anos de idade no mesmo. O teste apresentou boa consistência
interna (.74) e no grupo avaliado as medidas não mostraram diferenças desenvolvimentais entre dois
grupos etários (7-9 e 10-12 anos de idade) e nem dependentes de diferentes tarefas de interferência.
A implicação do presente instrumento é discutida e sua relação com o modelo multimodal de memória
operacional, mostrando que o instrumento é confiável, apresentando boa validade de conteúdo e
fidedignidade, além dos resultados cognitivos desenvolvimentais.
Autoria/Filiação:
Neander Abreu Universidade Federal da Bahia
Gustavo Siquara Universidade Federal da Bahia
Andréa Oliveira Tourinho Universidade Federal da Bahia
Apresentação:
Andréa Oliveira Tourinho
Palavras-chave:
avaliação neuropsicológica, validação, memória operacional
RESUMO (3)
PREJUÍZO NA MEMÓRIA OPERACIONAL EM CRIANÇAS COM NÍVEIS ELEVADOS
DE MANGANÊS
O Manganês (Mn) é um microelemento essencial ao corpo humano, no entanto em altas doses podem
acarretar prejuízos ao Sistema Nervoso Central. O presente trabalho tem por objetivo avaliar memória
operacional em crianças com idade escolar e a associação com a exposição excessiva ao Mn.
Participaram deste estudo 70 díades criança-mãe/responsável, crianças com idades entre 7 e 12 anos,
que residem em duas comunidades do município de Simões-Filho, Bahia, Brasil. Essas comunidades
estão sob influência da poluição atmosférica gerada pela produção de ligas ferro-manganês de uma
eletrosiderúrgica. Os níveis de Mn no cabelo (MnC) das crianças, coletados na região occipital, foram
determinados por espectrometria de absorção atômica. Foram aplicados dois testes: Dígitos (WISCIII) e Cubos de Corsi. Foram analisados o escore ponderado de Dígitos e o número de sequências
corretas na ordem Direta (OD) e Indireta (OI) dos testes. As crianças foram agrupadas em três grupos
de acordo com o tercil dos níveis de MnC: Tercil Inferior, Tercil Médio e Tercil Superior. O teste MannWhitney demonstrou que os escores diminuíram significativamente no grupo do Tercil Superior de MnC
em comparação com o desempenho do Tercil Inferior, tomado como referência, em: Dígitos
(Ponderado), Dígitos OI e Cubos de Corsi OD. Dígitos OI correlacionou significativamente (Spearman),
de forma inversa e moderada, com os níveis de MnC. As análises de regressão multivariada revelaram
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associações inversas e significativas entre os níveis de MnC e os escores de Dígitos (ponderado),
ajustado por sexo e escolaridade materna e de Dígitos OI e OD, ajustados por sexo, idade e
escolaridade materna. Os resultados sugerem que as crianças estão sobre efeito da exposição crônica
ao Mn advindo das emissões da planta metalúrgica. Concentrações elevadas de Mn no organismo
estiveram associadas a um menor desempenho em medidas de memória operacional e de curto prazo,
corroborando resultados de estudos anteriores.
Autoria/Filiação:
Chrissie Ferreira de Carvalho Instituto de psicologia / Universidade Federal da Bahia
Gustavo Freitas de Sousa Viana Faculdade de farmácia / Universidade Federal da
Bahia
José Antônio Menezes Filho Faculdade de farmácia / Universidade Federal da Bahia
Neander Abreu Instituto de psicologia / Universidade Federal da Bahia
Apresentação:
Chrissie Ferreira de Carvalho
Palavras-chave:
avaliação neuropsicológica, memória operacional, neurotoxicologia
Nome:
Irai Cristina Boccato Alves
Titulo:
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Resumo:
A presente mesa-redonda pretende apresentar resultados de pesquisas com diversos instrumentos para
avaliação de crianças e adolescentes e em diferentes contextos. Dois dos trabalhos empregaram o Desenho
da Figura Humana (DFH), um deles abordando aspectos cognitivos em crianças e o outro aspectos
emocionais em adolescentes. Os outros dois estudaram o CBCL em crianças e uma nova escala para
avaliação do Bullying escolar em crianças e adolescentes. O primeiro trabalho comparou os resultados de
duas amostras de crianças de duas cidades diferentes nos Indicadores maturacionais de Koppitz do DFH para
verificar a influência do aspecto cultural sobre os desenhos. O segundo trabalho teve o objetivo de investigar
a sensibilidade do DFH aos sintomas depressivos em adolescentes, que também foram avaliados pelo CDI
(Children Depression Inventory), de modo a ampliar os dados referentes aos dados empíricos de validade do
DFH para esse quadro clínico. O estudo seguinte utilizou o CBCL (Child Behavior Checklist), que constitui um
instrumento de avaliação do comportamento infantil para a análise do desenvolvimento e maturação
saudável ou psicopatológica, procurando investigar o efeito da variável gênero sobre os sintomas
internalizantes e externalizantes em crianças. O último trabalho se refere a um novo instrumento, voltado
para uma questão muito atual e preocupante no ambiente escolar, que tem sido tema de muitas discussões
relativas à escola, o bullying. Neste estudo foram investigados aspectos referentes à precisão e à análise
fatorial da escala, em uma amostra que abrangeu tanto crianças como adolescentes, uma vez que o
problema estudado ocorre nessas duas faixas etárias e não existem ainda instrumentos adaptados para o
Brasil com esse objetivo.
Palavras-chave:
AvaliaçãoPsicológica, Crianças, Adolescentes
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
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COMPARAÇÃO DOS INDICADORES MATURACIONAIS (KOPPITZ) DO DFH DE
CRIANÇAS DE ASSIS E SÃO PAULO
O Desenho da Figura Humana (DFH) é bastante usado para avaliação cognitiva e de desenvolvimento
infantil, sendo um dos sistemas de avaliação mais empregados o dos indicadores maturacionais
proposto por Koppitz. Este trabalho teve como objetivo comparar os desenhos obtidos com este
sistema de uma amostra de crianças de município de Assis-SP (interior) com uma amostra da cidade
de São Paulo (capital) para determinar a existência de diferenças nos resultados entre as duas
cidades, investigando a influência do contexto cultural na realização do teste. Cada uma das duas
amostras foi composta por 34 crianças, de 5 anos e meio a 10 anos, sendo 18 meninas e 16 meninos,
frequentando escolas municipais dos dois municípios. As amostras foram emparelhadas por idade e
sexo. Para o Desenho da Figura Humana solicitou-se uma pessoa, o qual foi avaliado pelos 30
Indicadores Maturacionais de Koppitz. Os desenhos foram coletados individualmente. A análise de
variância do total de indicadores do DFH, tendo como variáveis idade e sexo, não indicou diferença
estatisticamente significante entre as médias das duas cidades, mas constatou diferença entre os
sexos, com médias mais altas para os meninos. Também foram feitos testes t para cada item para
determinar diferenças na freqüência entre os grupos, tendo sido observadas diferenças entre as
crianças das duas cidades nos itens 3, 4, 5, 10, 16, 17 e 18, sendo que em dois itens (16 e 18) as
crianças de Assis foram superiores e nos demais, as de São Paulo. Pode-se concluir que, embora não
tenha havido diferenças no total de indicadores entre as duas cidades, foram observadas algumas
diferenças nos itens isoladamente. Embora as amostras estudadas tenham sido pequenas, esse
resultado levanta a possibilidade de existir algumas diferenças na representação do DFH de crianças
provenientes de regiões diferentes do Estado de São Paulo.
Autoria/Filiação:
Helena Rinaldi Rosa Universidade Estadual Paulista – Assis e Instituto de Psicologia
da Universidade de São Paulo
Irai Cristina Boccato Alves LITEP - Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo
Apresentação:
Helena Rinaldi Rosa
Palavras-chave:
AvaliaçãoPsicológica, Des. Figura Humana, diferenças culturais
RESUMO (2)
IMAGEM COPORAL E SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA EM ADOLESCENTES
Estudos alertam para o aumento da incidência da depressão, tornando-se uma preocupação para a
saúde pública em vários países do mundo. Outro aspecto a ser destacado se refere a seu início cada
vez mais precoce, acarretando implicações no desenvolvimento de modo geral e na imagem corporal
de crianças e adolescentes. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo identificar e analisar
a imagem corporal de adolescentes com a presença de sintomatologia depressiva. A mostra foi
composta de 119 adolescentes, com idades entre 11 e 15 anos, sendo 66 meninas e 53 meninos de
escolas públicas da Região do Grande ABC/SP. Tais jovens foram submetidos à aplicação coletiva do
Children Depression Inventory (CDI) e a aplicação individual do Teste do Desenho da Figura Humana
(DFH). O estudo obteve aprovação do Comitê de Ética para pesquisas com humanos, como determina
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o Conselho Nacional de Saúde. Os dados coletados foram sistematizados e analisados, sendo que os
resultados obtidos no CDI indicaram a presença dos sintomas depressivos em 11% da amostra, ou
seja, com pontuação igual ou superior a 17 pontos, de acordo com padronização estabelecida pelo
instrumento. A seguir foram analisadas qualitativamente as produções gráficas de cada um desses
participantes no que se refere à representação da imagem corporal. Assim, observou-se que estes
adolescentes denotaram sinais de timidez, hesitação, insegurança e falta de confiança em si mesmo.
Entretanto, estas análises permitem apontar a impossibilidade de assegurarmos uma relação direta
entre a sintomatologia depressiva e imagem corporal, pois merece destaque o fato do estudo referirse ao período da adolescência, uma vez que as dificuldades na imagem corporal observadas entre os
indicativos para sintomatologia depressiva, podem ser atribuídas a características pertinentes a essa
fase da vida, impedindo uma informação mais conclusiva
Autoria/Filiação:
Hilda Rosa Capelão Avoglia Universidade Metodista de São Paulo
Eda Marconi Custódio Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e
Universidade Metodista de São Paulo
Apresentação:
Hilda Rosa Capelão Avoglia
Palavras-chave:
Des. Figura Humana, AvaliaçãoPsicológica, depressão
RESUMO (3)
SINTOMAS EXTERNALIZANTES E INTERNALIZANTES DO CHILD BEHAVIOR
CHECKLIST: COMPARAÇÃO ENTRE GÊNEROS
O CBCL, Child Behavior Checklist, é um valioso instrumento de avaliação do comportamento infantil
com vistas à análise do desenvolvimento e maturação saudável ou psicopatológico da criança e
adolescente. Trata-se de uma entrevista estruturada em forma de questionário que aborda com os
pais ou responsáveis sobre o tipo de comportamento infanto-juvenil no contexto educacional, social e
interpessoal. Um dos aspectos abordados pelo instrumento é a presença de sintomas internalizantes
(mais subjetivos e sem manifestação corporal) e de sintomas externalizantes (manifestados por atos
motores e com maior impacto no ambiente). O objetivo desta pesquisa foi discutir a influência da
variável gênero referente aos sintomas internalizantes e externalizantes das crianças estudadas. Os
participantes do estudo foram 500 crianças de 7 a 10 anos, estudantes do ensino fundamental de
escolas públicas, distribuÍdos em dois grupos: 250 crianças do sexo feminino e 250 do masculino. A
média e mediana de sintomas internalizantes indicou escore considerado limítrofe para os dois grupos
enquanto os sintomas externalizantes foram pontuados como dentro do quadro normal em ambos os
casos. Os dados reforçam a discussão sobre a relevância da influência do gênero no estudo do
comportamento e desenvolvimento infantil, mostrando a necessidade de se controlar essa variável na
avaliação e no planejamento das intervenções, quando o instrumento indicar um problema numa das
áreas avaliadas.
Autoria/Filiação:
Carla Luciano Codani Hisatugo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Eda Marconi Custódio Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo,Universidade Metodista de São Paulo
Apresentação:
Carla Luciano Codani Hisatugo
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Palavras-chave:
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CBCL, crianças , gênero
RESUMO (4)
ESTUDO DE VALIDADE E PRECISÃO DA ESCALA DE AVALIAÇÃO DO BULLYING
ESCOLAR
O Bullying escolar ocorre quando um ou mais alunos perseguem e agem de forma negativa em relação
a outro, de maneira constante ao longo do tempo. Por ações negativas, podem ser citadas a
intencionalidade em ferir, incomodar ou causar danos a outra pessoa. Essas ações podem ser físicas
(como empurrar ou bater), verbais (palavrões ou apelidos) ou nenhuma dessas duas formas
especificamente, como excluir uma pessoa de um grupo ou fazer gestos obscenos em público, dentre
outros. Considerando as consequências que tal fenômeno pode gerar, a Escala de Avaliação do
Bullying Escolar propõe-se a identificar vítimas ou autores de bullying nesse contexto. O presente
estudo teve como objetivos verificar o índice de precisão dessa escala, assim como sua estrutura
fatorial. A amostra que serviu de base para os estudos foi composta por 362 crianças e adolescentes
de escolas públicas e particulares do estado de Santa Catarina, com idade variando entre 7 e 20 anos
(M=12,43; DP=2,508) e cursando entre o primeiro ano do Ensino Básico e o terceiro ano do Ensino
Médio. Os coeficientes alpha de Cronbach tanto da escala de autores, quanto de vítimas, foram
satisfatórios. A análise fatorial confirmou a existência de dois fatores, sendo o primeiro referente aos
itens que compunham a escala de vítimas e o segundo a de autores. Os mesmos itens que não
obtiveram a carga fatorial mínima de 0,300 (padrão adotado pelo autor) foram aqueles cuja correlação
item-total também ficou abaixo do esperado. Dessa forma, a versão final da escala ficou composta
apenas por itens cujas cargas fatoriais e correlação item-total foram satisfatórias. Os resultados
encontrados confirmaram tanto a precisão da escala, quanto forneceram uma evidência de validade
baseada na estrutura interna.
Autoria/Filiação:
Fábio Camilo da Silva
Vetor Editora Psicopedagógica
Apresentação:
Fábio Camilo da Silva
Palavras-chave:
Bullying escolar, AvaliaçãoPsicológica, validade
Nome:
Leila Salomão de L. P. Cury Tardivo
Titulo:
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM
DIVERSAS REGIÕES DO BRASIL
Resumo:
A compreensão e o conhecimento da experiência emocional de crianças e adolescentes vítimas de violência
doméstica se torna cada vez mais relevante, em função do número crescente de casos e das sérias
consequências no desenvolvimento e saúde física e mental das vítimas. Foi realizada uma ampla pesquisa
nas cinco regiões do Brasil que objetivou validar o Teste do Desenho da Pessoa na Chuva e o Inventário de
Frases na Identificação da Violência Doméstica (IFVD) em crianças brasileiras (O teste do desenho da pessoa
na chuva: estudos de validação em crianças vítimas de violência doméstica no contexto brasileiro”, processo
CNPq n. 00867/2010-9). Essa mesa será composta por quatro trabalhos que compuseram esse amplo
estudo. Assim, a primeira enfoca o estudo no Estado de São Paulo, com resultados nas duas técnicas, A
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segunda A segunda enfoca os dados do IFVD no Estado do Rio de Janeiro. A terceira mostra os resultados de
crianças e adolescentes de Aracaju (Sergipe) no mesmo instrumento; e finalmente a quarta traz os
resultados encontrados no IFVD e no Teste do Desenho da Pessoa na Chuva em crianças e adolescentes de
Cuiabá (MT). De forma geral, os trabalhos apontam a validade do Inventário de Frases na identificação de
casos de violência doméstica, e nos estudos com o Teste do Desenho da Pessoa na Chuva também foi
revelada utilidade da mesmas. Ao mesmo tempo, se concluiu pela necessidade de estudos mais amplos em
diversos Estados, reiterando-se a relevância e a importância da avaliação psicológica nessa área.
Palavras-chave:
avaliação psicológica, violência doméstica, crianças e adolescentes
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O INVENTÁRIO DE FRASES NA IDENTIFICAÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMESTICA E O
TESTE DO DESENHO DA PESSOA NA CHUVA EM SÃO PAULO
Esse trabalho enfoca a violência doméstica contra crianças e adolescentes, problemática com efeitos
na saúde e com deletérios efeitos sociais tais como inadaptação escolar e repetição de atos violentos
em cadeia. Realizamos ampla pesquisa de tradução e validação do Inventário de Frases na Avaliação
da Violência Doméstica e um amplo estudo com essa técnica e com o Teste do desenho da pessoa na
chuva( Processo CNPq n. 00867/2010-9). Essa técnica projetiva gráfica, pouco conhecida no Brasil, é
empregada por profissionais de países latino americanos em diversos contextos, em especial na
avaliação das crianças vítimas de violência doméstica. A presente apresentação mostra os resultados
da pesquisa no Estado de São Paulo, onde participaram 638 crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de
idade, de ambos os sexos, sendo 348 do grupo experimental (vítimas de violência doméstica) e 290
do grupo controle (sem suspeita), considerando a capital e outras cidades. A amostra foi composta por
conveniência, sendo 55,5 % vitima de violência física e 37,5% de abuso sexual. Verificou-se a
fidedignidade do Desenho da Pessoa na Chuva pelo estudo da concordância da avaliação entre três
juízes, a qual mostrou correlações muito elevadas .Comparando o desempenho dos dois grupos foram
encontradas muitas diferenças, como ausência de guarda-chuva, Chuva Setorizada, nuvens espessas
e raios sobre a cabeça, cabeça deteriorada, desproporção e muitos outros, sendo encontradas
evidências de validade nessas comparações (por grupo, sexo e idade). No IFVD em São Paulo,
também foram obtidas diferenças altamente significantes, no total e por transtorno. Conclui-se que foi
possível trazer uma contribuição à área do Psicodiagnóstico, em especial de crianças e adolescentes
vitimas de violência doméstica.
Autoria/Filiação:
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
São Paulo
Instituto de Psicologia da Universidade de
Apresentação:
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Palavras-chave:
: violência doméstica, abuso sexual, avaliação psicológica
RESUMO (2)
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O INVENTÁRIO DE FRASES NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES VITIMIZADOS NO INTERIOR DO RIO DE JANEIRO
O presente estudo, vinculado ao projeto de Pesquisa “O teste do desenho da pessoa na chuva:
estudos de validação em crianças vítimas de violência doméstica no contexto brasileiro”, processo
CNPq n. 00867/2010-9, apresenta os resultados da investigação com o Inventário de Frases no
diagnóstico de violência doméstica (IFVD), na cidade de Volta Redonda/RJ, para verificar se este
instrumento consegue discriminar crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica daquelas que
não apresentam esse tipo de queixa. O referido instrumento foi aplicado em 60 crianças e
adolescentes, na faixa etária entre 06 e 16 anos, de ambos os sexos, sendo que 30 participantes eram
comprovadamente vítimas de violência doméstica nas modalidades física e/ou sexual, atendidas em
uma instituição de assistência social (grupo clínico), e 30 participantes, sem suspeitas de sofrerem
esse tipo de experiência (grupo controle). Para verificar se os resultados do IFVD discriminam os dois
grupos, foi realizada a comparação entre as médias para cada um dos transtornos e para o total do
inventário. Os dados foram comparados com o ANOVA de um fator (One Way ANOVA). Os resultados
mostram que em quase todos os transtornos avaliados pelo IFVD (Cognitivo, Emocional, Social e
Comportamental) e também no total de pontos no instrumento houve diferença significativa entre os
dois grupos avaliados (ao nível de 0,01), revelando, assim, a validade desse instrumento para a
identificação da situação de violência doméstica entre crianças e adolescentes.
Autoria/Filiação:
Antonio Augusto Pinto Junior Universidade Federal Fluminense – UFF
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo Instituto de Psicologia da USP
Apresentação:
Antonio Augusto Pinto Junior
Palavras-chave:
Violência domestica, Criancas e Adolescentes, Avaliacao Psicologica.
RESUMO (3)
AVALIAÇÃO DE VIOLÊNCIA E MAUS-TRATOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
SERGIPANOS
O presente estudo, cujos dados compuseram a pesquisa mais ampla” O teste do desenho da pessoa
na chuva: estudos de validação em crianças vítimas de violência doméstica no contexto brasileiro”,
(processo CNPq n. 00867/2010-9) ,teve por objetivo verificar a sensibilidade do IFVD (Inventário de
Frases para o Diagnóstico de Violência Doméstica) em identificar essa experiência, bem como os
transtornos consequentes em crianças e adolescentes vítimas de violência e maus-tratos na cidade de
Aracaju/Sergipe. Participaram 60 indivíduos, divididos em dois grupos - Grupo 1: 17 meninos e 13
meninas vítimas de abuso sexual, físico ou ambos, vivendo em regime de abrigamento; Grupo 2 –
Controle: 17 meninos e 13 meninas, sem relato de vitimização, vivendo com suas famílias de origem.
Ambos os grupos apresentaram idade entre 6 e 16 anos, escolaridade entre pré-escola e o terceiro
ano do Ensino Médio. Foi utilizado o IFVD –, aplicado de forma individual e em sala reservada. Os
resultados apontam o predomínio de meninos vítimas de violência física. Na comparação entre os dois
grupos foi utilizado o ANOVA de um fator. No total o IFVD discrimina os dois grupos, e quanto aos
transtornos avaliados pelo IFVD, apenas o comportamental denotou diferença estatisticamente
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significativa. Assim se conclui que a IFVD é válido quando considerado no total, e pela necessidade de
estudos com amostras maiores.
Autoria/Filiação:
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann Universidade Federal de Sergipe- UFS
Adriana Stacy Teixeira Brito Universidade Federal de Sergipe-UFS
Ana Carolina Melo Mendonça Universidade Federal de Sergipe - UFS
Beatriz Andrade Oliveira Reis Universidade Federal de Sergipe - UFS
Apresentação:
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann
Palavras-chave:
Criança, abuso sexual, violência
RESUMO (4)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CRIANÇA VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
ACOLHIDAS EM UNIDADE DE ABRIGAMENTO DE CUIABÁ MT
A compreensão e o conhecimento da experiência emocional de crianças e adolescentes vítimas de
violência doméstica se torna cada vez mais relevante, em função do número crescente de casos e das
sérias consequências que o fenômeno acarreta ao processo de desenvolvimento e à saúde física e
mental das vítimas. Este estudo pretende apresentar resultados de crianças e adolescentes vítimas e
sem suspeita de serem vítimas de violência doméstica, avaliadas por instrumentos psicológicos. Tratase de um multicêntrico nacional, que pretende ainda subsidiar a elaboração de normas específicas
para a região Centro Oeste e mais especificamente para o estado de Mato Grosso. Para este estudo
foram usados os seguintes instrumentos psicológicos: Inventário de Frases no Diagnóstico de Crianças
e Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica (IFVD) e Teste do Desenho da Pessoa na Chuva. A
amostra de Cuiabá – Mato Grosso foi constituída de 70 crianças e adolescentes, com idade entre a 16
anos, de ambos os sexos, sendo 38 para o grupo experimental e 32 para o grupo controle. Os
resultados do IFVD, na amostra da região Centro Oeste, quando comparados a ANOVA mostrou
diferenças significativas entre os grupos controle e experimental nos transtornos, cognitivo,
emocional, social, comportamental, físico e total. Já, mais especificamente na amostra de Mato
Grosso, houve diferenças significativas entre os grupos nos transtornos emocional, físico,
comportamental e total. No Desenho da Pessoa na Chuva também foram encontradas diferenças
significativas no desempenho dos dois grupos, revelando também que essa técnica projetiva é sensível
para captar as dificuldades emocionais de crianças vítimas de violência doméstica. Esses resultados
demonstram a sensibilidade desses instrumentos na avaliação de crianças e adolescentes vítimas de
violência doméstica.
Autoria/Filiação:
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro Universidade Federal de Mato GrossoDepartamento de Psicologia
Danielle Martins Moreira dos Santos Universidade Federal de Mato GrossoDepartamento de Psicologia
Natália Félix Duarte Universidade Federal de Mato Grosso- Departamento de
Psicologia
Apresentação:
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro
Palavras-chave:
violência doméstica, crianças , instrumentos psicológicos
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Nome:
DEISE AMPARO
Titulo:
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM MÉTODOS PROJETIVOS
Resumo:
A ASBRO tem buscado, por meio dos seus associados e grupos de pesquisas vinculados, desenvolver
pesquisas que qualifiquem os usos dos instrumentos de avaliação psicológica, focalizando diferentes etapas
do desenvolvimento, bem como em contextos e populações específicas. Nessa mesa redonda propõe-se
apresentar quatro trabalhos de grupos de pesquisa oriundos e vinculados a diferentes regiões do país. O
primeiro trabalho refere-se ao Teste das Fábulas método projetivo para avaliar crianças, resultante dos
trabalhos de professoras da PUCRS nos anos 1990; são apresentadas as bases teóricas e as pesquisas
empíricas atuais de sustentação e uso do instrumento em crianças. O objetivo é mostrar o material do teste,
elementos de administração e correção, e discutir os estudos iniciais acerca do instrumento e os estudos que
o utilizaram em pesquisas até a atualidade No segundo e terceiro trabalho as autoras propõem estabelecer
parâmetros psicométricos para o Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister (TPC) com crianças e adolescentes.
Esse método expressivo vem se mostrando muito útil na avaliação psicológica em diversos contextos e os
resultados obtidos são analisados tanto numa perspectiva qualitativa, idiográfica, quanto com base nos
estudos normativos. Destaca-se a sua praticidade, rapidez avaliativa e aspectos lúdicos, favorecendo
engajamento dos respondentes, além de ricas informações relativas a características de personalidade. Por
fim, será apresentada uma pesquisa com o TAT e o Rorschach na abordagem francesa, com uma população
específica de adolescentes em conflito com a lei. Será enfatizada a análise da reorganização da identidade, as
mudanças narcísicas e objetais decorrentes dos remanejamentos das relações reais e fantasmáticas que o
adolescente estabelece consigo e
Palavras-chave:
Teste de Rorschach, Teste das Fábulas, TESTE DE PFISTER
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O TESTE DAS FÁBULAS COM CRIANÇAS
O Teste das Fábulas é um método projetivo, adaptado no Brasil por Cunha e Nunes em sues estudos
iniciados no final da década de 1980. Na versão brasileira as autoras adaptaram o material para uso
no Brasil, revisaram substancialmente a teorização de sustentação do instrumento, criaram um
sistema de categorização para as respostas de crianças às dez historietas e imagens que compõem o
teste, cujo objetivo é a avaliação de conflitos inconscientes, em crianças de três a 12 anos. O objetivo
da apresentação é mostrar o material do teste, elementos de administração e correção, e discutir os
estudos iniciais acerca do instrumento e os estudos que o utilizaram em pesquisas até a atualidade.
Dos estudos iniciais são destacados aqueles referentes à construção da versão pictórica e ao estudo
das respostas populares; em relação à continuidade dos estudos, são discutidas pesquisas sobre:
desenvolvimento evolutivo e emocional do pré-escolar, tendências socio-clínicas, concordância social,
transtorno de conduta, conflitiva edípica, crianças com problemas de saúde, crianças com problemas
de ordem emocional associados aos temas de violência doméstica, alienação parental, adoção; ainda
apresentados estudos sobre o teste no contexto da avaliação psicológica e da psicoterapia. Ao longo
dos anos, o Teste das Fábulas se mostra útil para avaliação e para a pesquisa. Os esforços atuais
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estão direcionados aos novos estudos de suas qualidades psicométricas com vistas a atender ás
exigências do Conselho Federal de Psicologia.
Autoria/Filiação:
Maria Lucia Tiellet Nunes Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Rodrigo Luís Bispo Souza Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Rafaele Medeiros Paniagua Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Luciana Jornada Lourenço Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Maria Lucia Tiellet Nunes
Palavras-chave:
Teste das Fábulas, Avaliação Psicológica, Métodos projetivos
RESUMO (2)
O TESTE DE PFISTER NA INFÂNCIA
Buscou-se estabelecer os parâmetros psicométricos do Teste das Pirâmides Coloridas (TPC) para
crianças. O TPC é um método expressivo que vêm se mostrando muito útil na avaliação psicológica em
diversos contextos e os resultados obtidos são analisados tanto numa perspectiva qualitativa,
idiográfica, quanto com base nos estudos normativos. Participaram do estudo 538 crianças, sendo 218
do sexo masculino e 309 do sexo feminino. A idade das crianças variou entre 6 e 12 anos de escolas
públicas e particulares. Foram feitas análises comparando-se os resultados das freqüências das cores,
síndromes cromáticas, aspecto formal e fórmula cromática considerando-se as idades, sexo e origem
da escola, se pública ou particular. De um modo geral, observaram-se diferenças significativas,
conforme a idade, no uso das cores violeta, preto e branco e também da síndrome incolor.
Considerando o sexo observaram-se diferenças significativas no uso do vermelho, violeta e síndrome
fria aumentados nas meninas. Observou-se que as tonalidades Vm1 e Vi1 predominam nas meninas.
Os meninos tiveram um aumento significativo no uso das cores verde, marrom, preto, cinza e
síndromes normal e incolor. No que diz respeito ao aspecto formal, este variou conforme a idade
sendo maior a frequência de tapetes com início de ordem e tapete puro nas crianças de seis anos em
relação às de 12. As estruturas foram maiores em crianças de 9 anos e menores nas de 8 e 11 anos, o
que pode ser compreendido teoricamente. Considerando-se os sexos, a formação simétrica é maior
entre os meninos e a formação alternada só apareceu em meninas. Os resultados confirmam a
necessidade de se estabelecerem padrões normativos específicos para crianças, havendo vários
indicadores que revelam diferenças significativas entre as diversas faixas etárias e alguns entre os
sexos e o tipo de escola.
Autoria/Filiação:
Anna Elisa Villemor-Amaral Universidade São Francisco
Lucila Moraes Cardoso Universidade São Francisco
Fabiola Cristina Biasi Universidade São Francisco
Pamela Malio Pardini Pavan Universidade São Francisco
Raquel Rossi Tavella Universidade São Francisco
Fabiano Koich Miguel Universidade Estadual de Londrina
Apresentação:
Anna Elisa Villemor-Amaral
Palavras-chave:
Teste de Pfister, Avaliação Psicológica, técnicas expressivas
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RESUMO (3)
O TESTE DE PFISTER NA ADOLESCÊNCIA
No Brasil e no mundo, pesquisadores têm empreendido esforços no aprimoramento dos instrumentos
de avaliação psicológica, em busca de sua qualidade e adequada utilização. Dentre os métodos
projetivos, o Teste das Pirâmides Coloridas de Pfister (TPC) destaca-se por sua praticidade, rapidez
avaliativa e aspectos lúdicos, favorecendo engajamento dos respondentes, além de ricas informações
relativas a características de personalidade. Com intuito de buscar evidências empíricas para utilização
do TPC no Brasil, sobretudo na investigação do desenvolvimento infanto-juvenil, procurou-se elaborar
padrões normativos desse método projetivo a partir de 180 adolescentes de 12 a 14 anos de idade, de
ambos os sexos, de escolas públicas e particulares do interior do Estado de São Paulo, selecionados a
partir de relato de indicadores de desenvolvimento típico (obtidos por questionário informativo sobre
história pessoal) e com adequado potencial cognitivo (avaliado pelo Teste de Inteligência Não Verbal
INV-Forma C). Os dados aqui sistematizados referem-se às frequências médias das cores, das
síndromes cromáticas e do modo de execução das pirâmides do TPC, comparando-os (Teste t de
Student, p≤0,05) aos dados normativos disponíveis de 1978 (adolescentes) e 2005 (adultos não
pacientes), de modo a evidenciar, empiricamente, a especificidade de referenciais normativos para
adequada avaliação psicológica de adolescentes no contexto contemporâneo. Os resultados médios da
amostra presentemente avaliada foram os seguintes, em termos descritivos: Azul (18,6%), Verde
(15,7%), Vermelho (15,0%), Violeta (12,8%), Branco (8,9%), Amarelo (8,7%), Laranja (7,0%), Preto
(6,9%), Marrom (3,0%), Cinza (2,8%) e as síndromes: Síndrome Normal=49,5%, Síndrome
Fria=47,2%, Síndrome Estímulo=30,8% e Síndrome Incolor=18,7%. Foi possível identificar diferenças
estatisticamente significativas entre os resultados atuais (adolescentes avaliados em 2011) e a
amostra de 1978 (adolescentes) e 2005 (adultos), tornando-se indispensável a atualização dos dados
normativos do Pfister, como pretendido no presente estudo, fortalecendo suas justificativas.
Autoria/Filiação:
Sonia Regina Pasian Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências
e Letras FFCLRP/USP
Joana Brasileiro Barroso Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras FFCLRP/USP
Dayane Rattis Theodozio Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras FFCLRP/USP
Apresentação:
Sonia Regina Pasian
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Teste de Pfister, Método Projetivo
RESUMO (4)
RORSCHACH E TAT NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE ADOLESCENTES EM
CONFLITO COM A LEI
Nessa pesquisa será enfatizada para análise nos métodos projetivos, a reorganização da identidade, as
mudanças narcísicas e objetais decorrentes dos remanejamentos das relações reais e fantasmáticas
que o adolescente estabelece consigo e com o outro (re) organizando o funcionamento mental. Serão
analisados oito casos de adolescentes em situação de conflito com a lei que se encontram em medida
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de internação. Os instrumentos utilizados são entrevistas clínicas, Rorschach (abordagem francesa) e
TAT. Na análise do TAT estruturalmente, as narrativas revelam subjetividades ancoradas em bases
narcísicas frágeis, onde a gestão da angústia é feita pela passagem ao ato. Decorrente de uma
determinada qualidade de investimento libidinal no eu (A2-3; A3-2; B3-1; B3-2; CN-2), a
administração da angústia não é possível no interior do psiquismo e encontra sua descarga no externo
ou no real do corpo (CI-2; CM-1; E1-4; E2-2; E2-3; E4-3). Simbolicamente, as narrativas traduzem o
ato violento como testemunho da quebra do pacto social e falência simbólica (A1-4 negativas; CF-2).
Na análise do Rorschach discute-se a restrição da capacidade de identificação e empatia evidenciando
modelos de relação objetal marcadamente estabelecido de forma especular (H-A híbridas; Hd>H; K
reduzidos, respostas par e reflexo). Analisa-se as fragilidades das bases narcísicas e dos limites, a
problemática da delimitação do eu/não eu, o recurso às defesas e a inibição da fantasia (BarreiraPenetração, F% e F+%). Os métodos projetivos demonstram que esses adolescentes tendem a
apresentar dificuldades na constituição de um espaço psíquico interno diferenciado do espaço externo,
reforçando a hipótese acerca da pobreza de fantasia e capacidade de mentalização, e uma questão
intrapsíquica relevante: a inibição e o pouco dinamismo pulsional. Nas intervenções com os
adolescentes, no campo jurídico ou da saúde, é necessário compreender e avaliar a dinâmica psíquica,
as fragilidades e os recursos. Essa individualização pode possibilitar a diminuição da cronificação do
agir.
Autoria/Filiação:
Deise Matos do Amparo Universidade de Brasília
Lana Wolff Universidade de Brasília
Bruno Cavaignac Universidade de Brasília
Roberto Menezes de Oliveira Universidade Católica de Brasília
Flávia Martins Universidade Católica de Brasília
Dâmocles Leonardo Albuquerque Universidade Católica de Brasília
Apresentação:
Deise Matos do Amparo
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Rorschach, TAT
Nome:
ANA CRISTINA BARROS DA CUNHA
Titulo:
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE INDICADORES EMOCIONAIS E DE ENFRENTAMENTO EM CONTEXTOS DE
EDUCAÇÃO E SAÚDE
Resumo:
Diferentes indicadores emocionais (ansiedade, depressão e estresse) e de enfrentamento (coping) têm sido
indicados como aspectos que influenciam na qualidade de vida do ser humano, levando-o a uma série de
danos físicos e psicossociais, tais como falta de motivação, doenças físicas e psicológicas, entre outros.
Considerando as especificidades do contexto educacional e de saúde, serão apresentadas pesquisas sobre
avaliação psicológica de tais indicadores em diferentes populações nestes contextos. Serão quatro
comunicações de pesquisas desenvolvidas na UFES, PUC-Campinas e UFRJ, que usaram como instrumentos o
Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp [ISSL], para avaliação de estresse, as Escalas BECK
(BAI e BDI), para avaliação de sinais de ansiedade e depressão, e a Escala Modos de Enfrentamento de
Problemas [EMEP], para avaliação de estratégias de enfrentamento (coping). A Comunicação 1 analisará o
nível de estresse, os sintomas mais frequentes, segundo o ISSL, e os estressores de alunos de graduação em
Psicologia. A Comunicação 2 analisará os estressores percebidos, além do estresse (ISSL), da ansiedade
(BAI), e das estratégias de enfrentamento (EMEP) em professores de classes multisseriadas. Na Comunicação
3, apresenta-se uma proposta de acompanhamento psicológico de grávidas diabéticas, baseada na avaliação
pelo BAI, BDI e EMEP, atendidas em ambulatório de pré-natal da Maternidade-escola da UFRJ. Na
Comunicação 4, analisaram-se sintomas de estresse (ISSL), níveis de ansiedade (BAI) e de depressão (BDI)
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em mães de bebês com anomalias congênitas, internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal de três
hospitais da Grande Vitória, ES. Visando contribuir para os campos da Saúde e Educação, discutem-se
possibilidades de avaliação nestes contextos.
Palavras-chave:
indicadores emocionais, coping, desenvolvimento humano
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DE INDICADORES EMOCIONAIS E DE ENFRENTAMENTO EM
GESTAÇÃO DE RISCO COM DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
Na gravidez de risco, a mulher fica vulnerável pela ocorrência de problemas físicos e psíquicos
decorrentes de fatores de risco, como, por exemplo, o Diabetes Mellitus Gestacional [DMG]. Este
predispõe a díade mãe-bebê a riscos físicos (aborto, macrossomia fetal) e psíquicos (ansiedade,
depressão), que mobilizam variáveis psicoafetivas desaforáveis ao vinculo afetivo com a família.
Apresenta-se uma proposta de acompanhamento psicológico de grávidas diabéticas e suas famílias,
delineada com base na avaliação psicológica de indicadores emocionais e de enfrentamento de 35
gestantes atendidas na Maternidade-Escola da UFRJ. A maioria tinha entre 30 e 40 anos de idade, era
casada e teve suporte familiar na gestação. No acompanhamento pré-natal, as gestantes foram
avaliadas para identificar sinais de ansiedade e depressão, além das estratégias de enfrentamento
[EE] da gravidez de risco, pela aplicação das Escalas BECK (BAI e BDI) e da Escala de Modos de
Enfrentamento do Problema [EMEP]. Apenas 6 gestantes não apresentavam sinais de depressão,
enquanto as demais apresentavam sinais de depressão leve/mínima (n = 22), moderada (n = 5) e
severa (n = 2). Quanto à ansiedade, aproximadamente metade das gestantes apresentava sinais
leve/mínimo (n = 19) e sinais de moderados a severo de ansiedade (n = 16). Como EE, a maior parte
delas se focava na busca de suporte social (n = 12) e na focalização no problema (n = 14) para lidar
com a DMG. Com base nesses dados, foi planejado o acompanhamento psicológico, que incluiu ações
educativas multiprofissionais e um atendimento clínico individual à gestante e/ou casal grávido, com
objetivo de promover EE facilitadoras da adesão ao tratamento e do manejo das condições emocionais
desfavoráveis diante da situação de risco gestacional. Por fim, discute-se a condição de
vulnerabilidade emocional que a DMG representa e a eficácia da proposta de avaliação e
acompanhamento psicológicos no auxilio às gestantes.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Barros da Cunha Instituto de Psicologia; Maternidade-Escola, UFRJ;
Programa de Pós-graduação em Psicologia, UFES
Luciana Monteiro Ferreira Maternidade-Escola, UFRJ;
Solange Frid Patrício Maternidade-Escola, UFRJ;
Julia Alves Instituto de Psicologia, UFRJ
Gabriela Serpa Medina Instituto de Psicologia, UFRJ
Mariana Prado Instituto de Psicologia, UFRJ
Suzy Anne Lopes Instituto de Psicologia, UFRJ
Apresentação:
Ana Cristina Barros da Cunha
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Palavras-chave:
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diabetes gestacional, ansiedade, coping
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO DE INDICADORES EMOCIONAIS EM MÃES DE BEBÊS
DIAGNOSTICADOS COM ANOMALIA CONGÊNITA
Desde a gestação, existe por parte dos pais grande expectativa em relação ao novo membro da
família. Quando a criança nasce com algum tipo de anomalia congênita (AC), o impacto do diagnóstico
pode influenciar significativamente na vida dos familiares. Este estudo visou identificar e analisar
sintomas de estresse e níveis de ansiedade e depressão em 25 mães de bebês diagnosticados com AC,
internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal de três hospitais (estadual e federal),
localizados na Grande Vitória, ES. As mães, sem história pregressa de transtorno mental, e mediante
o consentimento formal, responderam ao Questionário de Dados Sociodemográficos, ao Inventário de
Stress para Adultos de Lipp e às Escalas Beck de Ansiedade e Depressão. Na amostra, com idade entre
18 e 35 anos, 4 eram primíparas, 12 completaram o Ensino Médio e a maioria vivia em união estável
(n = 23). Em relação ao estresse, 12 participantes se encontravam na fase de Resistência, 6 na fase
de Quase Exaustão, e 3 na última fase, de Exaustão. No tocante à ansiedade, 8 mães apresentaram
nível Moderado, 6 nível Leve e 5 nível Grave. Na avaliação da depressão, 7 mães apresentaram nível
Leve, 7 Moderado e 3 nível Grave. Assim, a partir desses resultados, considera-se que o diagnóstico
de AC é um estressor potencial para as mães, uma vez que a maioria estava experimentando algum
grau de estresse (n = 21), ansiedade (n = 19) e depressão (n = 17), destacando-se o percentual de
10% a 15% da amostra com maior vulnerabilidade para transtornos associados. Diante dos
resultados, discute-se a necessidade de intervenções precoces dirigidas às mães durante a
hospitalização para redução do impacto emocional negativo do diagnóstico de AC e melhor adaptação
da família à condição da criança, favorecendo a qualidade do vínculo entre a díade e o
desenvolvimento infantil.
Autoria/Filiação:
Schwanny Roberta Costa Rambalducci Mofati Vicente Programa de Pós-Graduação
em Psicologia, Universidade Federal do Espírito Santo
Kely Maria Pereira de Paula Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal do Espírito Santo
Camila Nasser Mancini Graduação em Psicologia, Universidade Federal do Espírito
Santo
Sarah de Almeida Muniz Graduação em Psicologia, Universidade Federal do Espírito
Santo
Apresentação:
Kely Maria Pereira de Paula
Palavras-chave:
anomalia congenita, ansiedade, depressão
RESUMO (3)
AVALIAÇÃO DE ESTRESSE E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO EM
PROFESSORES DE CLASSE MULTISSERIADA
Ensinar em classes multisseriadas pode ser estressante, especialmente em zonas rurais brasileiras,
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por fatores como o deslocamento, a falta de recursos, a pouca motivação dos alunos e o ensino
descontextualizado do cotidiano da comunidade. Este estudo identificou estressores percebidos no
trabalho, avaliou o estresse (Inventário de Sintomas de Stress de Lipp), a ansiedade (BAI- Escala Beck
de Ansiedade) e as estratégias de enfrentamento [EE] (Escala de Modos de Enfrentamento de
Problemas - EMEP), correlacionando com variáveis pessoais e do trabalho de 21 professores,
responsáveis por 2,7 séries/classe (variação = 2 a 5 séries), com 16,4 alunos, em média. Identificouse estresse em 57% da amostra, e sua correlação com ansiedade (moderada a grave) em 30% dos
professores. Os estressores mais frequentes foram: pouco acompanhamento familiar, problemas
motivacionais e comportamentais dos alunos, dificuldades na realização do trabalho, pressão por
resultados e conflitos institucionais. A percepção de estresse frente a atividades escolares
correlacionou-se significativamente com a percepção de estresse frente a atividades não escolares; e
estas últimas correlacionaram negativamente com o coping baseado na solução de problemas.
Predominaram EE baseadas na solução de problemas, especialmente entre professores sem estresse
e/ou com mais séries/classe, seguidas da busca de práticas religiosas. Estas últimas se
correlacionaram com a busca de suporte social e com o tempo de serviço, especialmente entre
professores casados e mais experientes, e entre aqueles que tinham menos séries/turmas. A
ansiedade correlacionou-se positivamente com o estresse, e ambas as variáveis correlacionaram-se
negativamente com o número de escolas onde trabalhavam. Assim, estresse e ansiedade pareceram
atuar de modo conjunto, especialmente para os professores que trabalham em menos escolas, ou
seja, exclusivamente em classes multisseriadas. Os dados indicam a necessidade de mais estudos
sobre o impacto do ensino multisseriado na saúde docente e justificam intervenções específicas sobre
essa temática.
Autoria/Filiação:
Kelly Ambrosio Silveira Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal do Espírito Santo
Sônia Regina Fiorim Enumo Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Pontifícia
Universidade Católica de Campinas
Kely Maria Pereira de Paula Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade
Federal do Espírito Santo
Apresentação:
Kelly Ambrosio Silveira
Palavras-chave:
estresse, enfrentamento, professores
RESUMO (4)
AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DE UNIVERSITÁRIOS FRENTE ÀS DEMANDAS
ACADÊMICAS DA GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
O curso de Graduação em Psicologia gera expectativas nos alunos, que, agregadas às exigências
acadêmicas e à cobrança social, podem desencadear um quadro de estresse. Este estudo avaliou o
nível de estresse de graduandos, identificando os sintomas mais frequentes e os estressores. Foram
avaliadas 15 alunas do sexto período do curso de Psicologia de uma universidade de Campinas-SP. As
alunas tinham entre 20-30 anos (n = 8), 30-40 anos (n = 4) e acima de 40 anos (n = 3).
Responderam o Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp [ISSL] e, para identificar os
principais estressores, foi elaborado um questionário estruturado, com 3 perguntas abertas. As
respostas verbais foram categorizadas por análise de conteúdo. Os dados do ISSL foram submetidos à
estatística descritiva e à correlação de Spearman, relacionando os estágios de estresse e a idade. Os
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resultados revelam que 9 das 15 participantes estavam estressadas, sendo 6 na fase de Resistência, 2
na fase de Quase exaustão e 1 na fase de Exaustão, com predominância de sintomas psicológicos (n =
6). Foram identificados 12 estressores: quantidade de trabalhos acadêmicos para fazer, provas e
conteúdos para ler; avaliações; a falta de domínio do conteúdo apresentado; problemas na relação
afetiva com o professor e com os colegas; expectativas em relação ao mercado de trabalho; cobrança
familiar e social por tornar-se psicólogo; ter que encarar responsabilidades ao sair do curso; não
conhecer a exigência de um professor novo; ter que trabalhar e estudar; os grupos de trabalho. A
maioria das estudantes (53,3%) relatou que as expectativas mudaram ao longo do curso, e que estas
são estressores (70%). Não houve correlação entre os estágios de estresse e a idade. Este estudo
mostra a importância de se avaliar o estresse de uma forma mais abrangente, atentando-se tanto
para os estressores, quanto para os sintomas e estágio de estresse.
Autoria/Filiação:
Andressa Melina Becker da Silva Programa de Pós-Graduação em Psicologia,
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Sônia Regina Fiorim Enumo Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Pontifícia
Universidade Católica de Campinas
Apresentação:
Andressa Melina Becker da Silva
Palavras-chave:
estresse, ensino de psicologia, universitários
Nome:
Elizeu Coutinho de Macedo
Titulo:
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E PERFIL COGNITIVO EM DISLEXIA DO DESENVOLVIMENTO
Resumo:
O objetivo da mesa é apresentar resultados de estudos que analisaram o perfil neuropsicológico e cognitivo
de crianças e adultos com dislexia do desenvolvimento. A Dislexia do desenvolvimento é um transtorno
específico de leitura caracterizado por déficits em habilidades de consciência fonológica, soletração,
reconhecimentos de palavras, funções motoras entre outras. Com isso, a avaliação deve abranger testes que
avaliam diversas funções cognitivas que possam estar relacionadas ao quadro. A primeira apresentação
descreverá o perfil cognitivo de adultos com dislexia do desenvolvimento, avaliados por meio da Bateria
Wechsler Adult Intelligence Scale – III (WAIS-III). Na segunda apresentação, serão discutidos os resultados
de crianças e adolescentes com dislexia do desenvolvimento avaliados por meio da Wechsler Intelligence
Scale for Children (WISC-III). A terceira palestra apresentará resultados de pesquisas que avaliaram o
padrão de acesso ao léxico semântico e fonológico de crinças com dislexia do desenvolvimento. Por fim, na
última palestra, será feita a apresentação de um protocolo de avaliação neuropsicológica para ser implantada
em serviços de avaliação de problemas de aprendizagem.
Palavras-chave:
dislexia, neuropsicologia, funções cognitivas
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
PROPOSTA DE PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA NA DISLEXIA
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DO DESENVOLVIMENTO
O processo de aprendizagem envolve habilidades cognitivas complexas. Assim, é necessário investigar
tais processos e traçar perfis neuropsicológicos nos quadros de distúrbios da aprendizagem, mais
especificamente a dislexia, para que seja realizado o diagnóstico diferencial, através de avaliação
interdisciplinar com enfoque nas habilidades neuropsicológicas, possibilitando maior compreensão
acerca das estratégias cognitivas encontradas nessa população. O presente estudo tem por objetivo
apresentar e discutir a proposta da bateria de avaliação interdisciplinar em uma abordagem
neuropsicológica, realizada no Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade
Presbiteriana Mackenzie e no ambulatório de Distúrbios de Aprendizagem, NANI–UNIFESP. A partir de
estudos anteriores foi proposta a avaliação das seguintes habilidades em duas etapas. Na Etapa 1 é
feita uma triagem diagnóstica por meio dos seguintes procedimentos: entrevista de anamnese,
escalas comportamentais e medidas de nível intelectual, memória operacional fonológica, leitura de
palavras, pseudopalavras e texto, escrita de palavras, matemática, nomeação rápida e consciência
fonológica. Na Etapa 2 são avaliadas as seguintes funções cognitivas: atenção, vocabulário receptivo,
habilidade sintática, leitura, escrita, matemática, memória episódica e semântica, função executiva,
habilidade motora.
Autoria/Filiação:
Carolina Matar Toledo-Piza Universidade Federal de São Paulo
Camila Cruz Rodrigues Universidade Presbiteriana Mackenzie
Thais Barbosa Universidade Federal de São Paulo
Darlene Godoy de Oliveira Universidade Presbiteriana Mackenzie
Tatiana Pontrelli Mecca Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo Universidade Presbiteriana Mackenzie
Apresentação:
Elizeu Coutinho de Macedo
Palavras-chave:
dislexia, neuropsicologia, funções cognitivas
RESUMO (2)
PERFIL COGNITIVO DE DISLÉXICOS ADULTOS NA WAIS-III
A Dislexia do Desenvolvimento é um transtorno específico de leitura que permanece presente ao longo
do desenvolvimento dos sujeitos. Compreender o perfil cognitivo de adultos disléxicos na WAIS-III é
essencial para o diagnóstico de acordo com o DSM-IV-TR, pois os sujeitos devem ter inteligência
média ou acima da média. O objetivo foi descrever o perfil cognitivo de adultos na WAIS-III e
comparar com o de adultos sem dificuldades de leitura e escrita. Participaram do estudo 31 adultos
disléxicos e 31 adultos bons. ANOVA revelou diferenças significativas entre os grupos somente para o
QI Verbal. Além disso, foram observadas diferenças significativas entre os dois grupos, com
desempenho inferior dos disléxicos nas seguintes provas: Completar Figuras, Código, Raciocínio
Matricial, Semelhanças, Sequência de Números e Letras e Vocabulário. Em relação ao perfil cognitivo,
observou-se que disléxicos apresentaram dificuldade em tarefas que exigiam velocidade de
processamento, memória operacional com componente da alça fonológica, raciocínio fluido,
categorização por associação semântica, vocabulário expressivo e discriminação visual.
Autoria/Filiação:
Patrícia Botelho da Silva
Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Darlene Godoy Oliveira Universidade Presbiteriana Mackenzie
Tatiana Pontrelli Mecca Universidade Presbiteriana Mackenzie
Cindy Pereira de Almeida Barros Morão Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo Universidade Presbiteriana Mackenzie
Apresentação:
Patrícia Botelho da Silva
Palavras-chave:
dislexia, neuropsicologia, funções cognitivas
RESUMO (3)
PERFIS COGNITIVOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DISLEXIA DO
DESENVOLVIMENTO NA WISC-III
A avaliação cognitiva na Dislexia do Desenvolvimento faz parte do processo diagnóstico, pois permite
identificar perfis de dificuldades e potencialidades em função do desempenho em tarefas específicas,
auxiliando no planejamento de intervenções mais eficazes. O estudo objetivou investigar o perfil na
WISC-III de 123 crianças e adolescentes com dislexia do desenvolvimento. A idade variou de 8 a 14
anos, sendo 83 meninos e 65 de escola particular. Análise de conglomerados revelou 3 perfis
diferentes em função do desempenho na WISC-III. ANOVA revelou diferenças significativas entre os
três subgrupos nas 3 medidas gerais, bem como entre os escores dos subtestes na maioria dos
grupos. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos em função da série e idade.
Além disso, verificou-se maior concentração de sujeitos de escola pública no grupo com maior
dificuldade nos subtestes da WISC-III.
Autoria/Filiação:
Daniela Aguilera Moura Antonio Universidade Presbiteriana Mackenzie
Tatiana Pontrelli Mecca Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo Universidade Presbiteriana Mackenzie
Apresentação:
Daniela Aguilera Moura Antonio
Palavras-chave:
dislexia, neuropsicologia, funções cognitivas
RESUMO (4)
DESEMPENHO DE CRIANÇAS DISLÉXICAS EM TAREFAS DE FLUÊNCIA
Tarefas de fluência semântica e fonológica avaliam a produção espontânea de palavras, tais como
animais, frutas e as letras F, A e S. O objetivo desse trabalho foi comparar o desempenho de
disléxicos e controles em tarefas de fluência semântica e fonológica. Foram avaliados 84 indivíduos,
com idades entre 6 e 17 anos, sendo 42 disléxicos, diagnosticados a partir dos critérios do DSM-IV, e
42 crianças sem queixas de dificuldades de aprendizagem. O teste t-Student indicou diferença no QI
Total e foi realizada ANCOVA, covariando o QIT. Resultados mostram diferenças no número total de
palavras geradas nas tarefas para as letras F e S. Nas tarefas de fluência semântica (animais e
frutas), disléxicos apresentaram mais repetições. Esses resultados corroboram estudos anteriores e
confirmam que o acesso ao léxico semântico depende de bom desenvolvimento da linguagem e de
processamento fonológico, habilidades que estão prejudicadas nos quadros de dislexia. Além disso,
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tarefas com grande demanda fonológica podem trazer dificuldades de automonitoramento verbal.
Autoria/Filiação:
Julia Simões de Almeida Universidade Presbiteriana Mackenzie
Ellen Marise Lima Universidade Presbiteriana Mackenzie
Camila Cruz Rodrigues Universidade Presbiteriana Mackenzie
Thais Barbosa Universidade Federal de São Paulo
Darlene Godoy de Oliveira Universidade Presbiteriana Mackenzie
Elizeu Coutinho de Macedo Universidade Presbiteriana Mackenzie
Apresentação:
Julia Simões de Almeida
Palavras-chave:
dislexia, neuropsicologia, funções cognitivas
Nome:
CRISTIANE FAIAD DE MOURA
Titulo:
Avaliação Psicológica no contexto da segurança pública e privada
Resumo:
A avaliação psicológica para ingresso na área da segurança no Brasil é uma exigência normatizada por meio
de um conjunto de legislações que tratam desde o aspecto jurídico, até à atuação do Psicólogo. Tal
regulamentação deve-se à tipicidade do trabalho dos agentes de segurança pública e privada, que envolve,
dentre outras atividades peculiares, o porte e uso de armas de fogo. Desse modo, exige-se a realização de
avaliações psicológicas para o ingresso e permanência em serviço nas quais sejam utilizados instrumentos
que, além de apresentar qualidade psicométrica, também se mostrem válidos para o contexto no qual serão
empregados. Assim foi criado o grupo de pesquisa em avaliação psicológica na Segurança Pública - APSP,
constituído por pesquisadores e alunos como uma ferramenta de reflexão e discussão para a área. A temática
da segurança privada se incorpora como parte indissociável na atual discussão sobre avaliação para o porte e
uso de arma de fogo, passando a ser contemplada nas discussões e produções do grupo. A proposta de uma
mesa para discutir contribuições do campo da avaliação psicológica à área da segurança visa acrescentar
informações relevantes sobre novos instrumentos, que apresentam como peculiaridade a exclusiva
participação de policiais e agentes de segurança em suas amostras de validação, de forma que os mesmos
sejam úteis nos processos seletivos desses quadros. Nesse sentido, a presente mesa se propõe apresentar
uma escala para a medida de instabilidade emocional, construída para uso na segurança pública; um teste
para a medida de conscienciosidade em formato verbal e não-verbal para uso na área da segurança e a
discussão sobre o desenvolvimento de um perfil psicológico para arma de fogo no Brasil.
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Segurança Pública, Segurana Privada
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA PORTE DE ARMA FOGO: O QUE MEDIR
AFINAL?
O debate sobre a violência urbana pauta a atualidade em todo o mundo e traz à tona discussões sobre
o uso da força e o emprego das armas de fogo no contexto da segurança, bem como a disseminação
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de seu uso por parte da população civil. No Brasil, recentemente, a sociedade civil e as instituições
questionaram intensamente a conveniência da posse e uso de armas, tendo como produto dessas
discussões um referendo nacional que confrontou ideias de diversos atores, tais como grupos que
utilizam armas em atividades desportivas ou laborais e organizações de direitos humanos. Por sua
parte o governo brasileiro editou legislação disciplinadora para a área, de forma que a venda, porte e
uso de armas de fogo ficaram submetidas a um conjunto de regras, dentre as quais figura a exigência
de comprovação de aptidão psicológica, para todos aqueles que desejem tal atividade. Em que pese a
magnitude do tema, o que se observa é a escassez de estudos que contemplem dados que auxiliem o
psicólogo em sua tarefa de realizar avaliações nesse contexto. Nesse sentido o presente trabalho, que
se encontra em desenvolvimento, subdivide-se em três etapas que objetivam: identificar as práticas
dos psicólogos credenciados pela Polícia Federal para realização de avaliações psicológicas específicas
para a permissão do porte de armas de fogo; realizar o estudo científico do perfil psicológico para tal
situação bem como, apresentar as evidências de validade identificadas no estudo. Dessa forma,
pretende-se contribuir com a área da avaliação psicológica por meio do acréscimo de parâmetros
científicos balizadores para o contexto do porte e uso de armas de fogo no Brasil.
Autoria/Filiação:
Cristiane Faiad UNIVERSO
Elza Maria Gonçalves Lobosque
UNIVERSO
Apresentação:
Elza Maria Gonçalves Lobosque
Palavras-chave:
Arma de fogo, Perfil Psicológico, Avaliação Psicológica
RESUMO (2)
CONSTRUÇÃO DE ESCALA DE CONSCIENCIOSIDADE PARA O CONTEXTO DA
SEGURANÇA PRIVADA
Na década de 60, com a legalização do segmento da segurança privada no Brasil, as instituições foram
obrigadas por lei a criar dispositivos de segurança compostos por guardas armados ostensivamente e
alarmes. Esse posto de trabalho tem como função apoiar órgãos na prevenção de atos ilícitos e, para
isso, demandam desses profissionais o porte de arma de fogo. No Brasil a habilitação para portar arma
de fogo no exercício da função requer como uma de suas fases o processo de avaliação psicológica.
Contudo, os psicólogos que trabalham nesse processo no processo de avaliação têm enfrentado como
grande limitação a falta de instrumentos de medida da personalidade de personalidade adequados
para essa parcela da população: considerada em sua maioria como analfabetos funcionais. Embora os
psicólogos que atuam atuem na avaliação desses profissionais utilizem escalas de medidas de
personalidade aprovadas pelo SATEPSI, deparam-se com a dificuldade de avaliar vigilantes apenas
com nível fundamental completo, com dificuldades de compreenderem a natureza das questões
proposta pelos instrumentos. Nesse contexto, o presente estudo se propõe a apresentar o processo de
construção de um teste de conscienciosidade de formato verbal e não verbal construído para uso na
área de segurança privada. O instrumento foi baseado na teria dos cinco grandes fatores, tendo como
foco a medida da conscienciosidade, considerada uma variável preditora de bom desempenho no
trabalho, de menores taxas de absenteísmo e de maior comprometimento no trabalhado. O processo
de construção seguiu a proposta dos pólos teóricos, experimental e analítico. Foram construídos 30
itens verbais, que também foram transformados em imagens pictóricas, de forma a representar cada
uma das situações indicadoras de conscienciosidade. Os itens foram submetidos à passaram pela
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análise semântica e de juízes, sendo considerados adequados tendo apresentado índices de
concordância com mais de 80% entre os avaliadores. O instrumento em questão está em fase de
validação, embora já se apresente como um instrumento promissor para medida da personalidade no
contexto da segurança privada.
Autoria/Filiação:
Cristiane Faiad UNIVERSO
Fernanda Gonçalves da Silva UNIVERSO
Andressa Dumarde Universidade Federal Fluminense
Apresentação:
Fernanda Gonçalves da Silva
Palavras-chave:
Conscienciosidade, Segurança Privada, Teste
RESUMO (3)
ESCALA DE INSTABILIDADE EMOCIONAL PARA A ÁREA DA SEGURANÇA
PÚBLICA - IESP
Dentre os temas de maior relevância no cenário nacional, encontra-se configurada a segurança
pública. Sua importância evidencia-se nas discussões empreendidas no cenário político e acadêmico,
mas também pela expectativa dos cidadãos de que o estado seja capaz de cumprir com seu dever
constitucional de oferecer segurança à população. A operacionalização de tal tarefa se faz, se não
exclusivamente, mas em grande parte por meio da ação de profissionais da área, dos quais se espera
que apresentem um conjunto de atributos, onde se destaca a estabilidade emocional. A ênfase em tal
característica se relaciona a constatação de que policias com grande constância se envolvem em
situações de risco onde a apresentação de adequada estabilidade emocional é considerada como uma
das determinantes de sucesso no trabalho. Nesse sentido o presente trabalho busca contribuir com a
ciência psicológica e com a área da segurança pública por meio da construção de um instrumento de
medida de instabilidade emocional fundamentado no modelo dos Cinco Grandes Fatores para uso
específico na área, com o diferencial do uso de amostra de validação composta exclusivamente por
policiais. Para tal intento conceberam-se dois estudos destinados à apresentação de evidências de
validade baseadas no conteúdo bem como na estrutura interna da escala denominada IESP,
contemplando-se também a busca por evidências de validade com base em variáveis externas, sendo
avaliada a validade convergente da IESP com o teste EFN. Os resultados indicaram uma estrutura
composta por um fator geral e quatro facetas e apontam evidências de validade da IESP bem como
abrem caminho para novas pesquisas que tenham como foco a interface da ciência psicológica com a
área da segurança pública.
Autoria/Filiação:
Marcela Reis UNIVERSO
Cristiane Faiad UNIVERSO
Apresentação:
Marcela Reis
Palavras-chave:
Instabilidade Emocional, Construção de Instrumentos, Segurança Pública
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Nome:
ANA CRISTINA AVILA BATISTA
Titulo:
Avaliação Psicológica para Porte de Arma de Fogo: Contextos e Relatos de Casos
Resumo:
O objetivo dessa mesa é propor discussões acerca da avaliação psicológica para porte de arma de fogo a
partir de perspectivas e contextos diferenciados. Dessa forma, serão trazidos quatro trabalhos que abordam
especificamente as temáticas apresentadas a seguir. A primeira autora contextualiza a avaliação psicológica
para porte de arma e apresenta um instrumento que pode ser utilizado para tal avaliação. Trata-se da
primeira escala brasileira a medir exclusivamente a impulsividade, sendo esse construto descrito por meio de
quatro fatores. Abordará etapas de construção e principais características. O segundo autor apresentará
estudo realizado com sujeitos avaliados com o objetivo de obtenção da arma de fogo. A amostra foi de 60
indivíduos de procedências diversas, no qual se utilizou, entre os instrumentos, o Teste de Zulliger. Priorizouse na análise aqueles indicadores que mais contribuiriam para a tomada de decisão: adaptação à realidade,
adaptação e maturidade social, controle emocional, agressividade e sinais psicopatológicos e os comparou a
partir dos resultados de aptidão e inaptidão no exame. A terceira autora aborda a avaliação psicológica
realizada em uma Unidade da Polícia Militar a fim de embasar a decisão de manutenção ou suspensão do
armamento em militares. Serão apresentados relatos de casos em que foi utilizada, entre outras técnicas, o
Teste de Pfister. Por fim, a quarta autora destaca a importância da utilização da entrevista psicológica como
uma ferramenta imprescindível para o embasamento, aliada a outras técnicas como, por exemplo, o Zulliger,
da decisão de aptidão ou inaptidão de sujeitos que realizam a avaliação psicológica para porte de arma de
fogo.
Palavras-chave:
testes, porte de arma de fogo, avaliação psicológica
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA PORTE DE ARMA DE FOGO: APRESENTAÇÃO
DE INSTRUMENTO
A avaliação psicológica está presente em diversos cenários de nossa atuação profissional. Da área
clínica à organizacional, da escola ao esporte, da área hospitalar à jurídica, os psicólogos dispõem de
instrumentos que o auxiliam na tomada de decisão nos diversos contextos. A avaliação psicológica
para porte de arma de fogo, exigência legal de acordo com a Lei nº 10826 de 22 de dezembro
de2003, tem mobilizado psicólogos e o Sistema Conselhos por meio de discussões que possam
fornecer subsídios para essa atividade se dê de maneira ética, consciente e científica. Nesse sentido,
torna-se necessário que cada vez mais existam instrumentos disponíveis, validados para nossa
população e que atendam as exigências para uma avaliação dessa natureza. O objetivo desse trabalho
é apresentar um instrumento para avaliação da impulsividade que se constitui a primeira escala
brasileira destinada a avaliar exclusivamente esse construto. Esse instrumento denominado EsAvI,
resultado da pesquisa realizada no Mestrado da autora, é composto por 31 itens e define a
impulsividade a partir de 4 fatores: Falta de Concentração e de persistência se refere à incapacidade
que o indivíduo apresenta de manter o foco em uma determinada tarefa ou atividade por um tempo
prolongado sem se dispersar, assim como dar continuidade a algo que tenha iniciado; Controle
cognitivo, diz respeito ao quanto o indivíduo procura refletir sobre suas ações, buscando avaliá-las
antes de agir ou responder aos estímulos externos ou internos; Planejamento futuro, faz menção à
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capacidade de planejar ações cujos efeitos não se restringem ao momento presente, ou seja, os itens
referem-se apensamentos sobre o futuro da pessoa e por fim, Audácia e temeridade, avalia a
incapacidade para avaliar situações que possam envolver algum risco, bem como refletem busca por
sensações novas, muitas vezes relacionadas com imprudência ou aventura arriscada. Apresentar-seão resultados e possibilidades de utilização.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Ávila-Batista
Minas Gerais
Universidade São Francisco - Itatiba SP Polícia militar de
Apresentação:
Ana Cristina Ávila-Batista
Palavras-chave:
arma de fogo, impulsividade, testes psicológicos
RESUMO (2)
APTO X INAPTO PARA PORTE DE ARMA DE FOGO – ESTUDO DE CASOS COM O
ZULLIGER.
A avaliação psicológica de aptidão para portar uma arma de fogo, exigida pela Polícia Federal, tem por
finalidade verificar se o sujeito tem características compatíveis para trabalhar ou andar armado. A
utilização de testes psicológicos, favoráveis pelo Conselho Federal de Psicologia, contribui na tomada
de decisão. O teste de Zulliger, também conhecido como Z-teste, tem sido um dos instrumentos mais
utilizados para esta finalidade em função da rapidez, economia e descrição das características de
personalidade do aspirante ao armamento. Nesse sentido, torna-se um dos testes mais indicados e
usados pelos psicólogos mineiros credenciados da Polícia Federal. O objetivo do presente estudo é
identificar fatores de aptidão e inaptidão para o porte de arma de fogo, através do Zulliger. O método
utilizado foi o estudo de 60 casos submetidos ao Z teste, em avaliações para porte de arma, realizadas
anteriormente em cidadãos comuns, vigilantes e policiais militares. Os protocolos foram divididos em
duas categorias: aptidão e inaptidão. Dentre os vários indicadores que podem ser identificados através
das interpretações das manchas de tinta, optou-se neste levantamento por priorizar especificamente
aqueles que contribuiriam mais para a tomada de decisão: adaptação à realidade, adaptação e
maturidade social, controle emocional, agressividade e sinais psicopatológicos. Resultados: os
indicadores de aptidão mais freqüentes foram: ausência de agressividade, depressão, confabulação e
contaminação; juízo crítico adequado; presença de conteúdo humano; ausência de percepções
paranóides e adaptação à realidade. Os indicadores de inaptidão mais freqüentes foram: descontrole
emocional e imaturidade social. Conclusão: Um parecer de aptidão para portar arma de fogo exige
capacitação e muita responsabilidade do profissional psicólogo. O teste de Zulliger tem se mostrado
confiável para esta finalidade, e aliado ao exame detalhado dos resultados da entrevista e dos outros
testes utilizados, embasa este parecer.
Autoria/Filiação:
Marcelo Augusto Resende
PUC MG UFMG
Apresentação:
Marcelo Augusto Resende
Palavras-chave:
avaliação psicológica, porte de arma, Zulliger
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RESUMO (3)
O TESTE DE PFISTER COMO INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DE USO DE ARMA
EM POLICIAIS MILITARES.
Os candidatos ao ingresso na Polícia Militar de Minas Gerais são submetidos ao exame psicológico para
avaliar se apresentam traços de personalidade incompatíveis com o exercício da função. Ao longo da
carreira. entretanto, mesmo os militares que tiveram parecer favorável por ocasião de sua admissão,
podem vir a ter sua saúde mental comprometida. As atribuições típicas da segurança pública somadas
a fatores predisponentes de sua história de vida podem afetar seu equilíbrio emocional e
comportamento, dentro ou fora da Instituição. A constatação, por parte do próprio militar ou de seus
superiores, de que o mesmo não se encontra em condições psicológicas para o exercício de suas
funções, leva ao encaminhamento para o serviço de Psicologia de sua Unidade e resultar no parecer de
dispensado de uso e manuseio de arma, enquanto perdurar sua condição. Em situações como esta, o
militar tem seu armamento recolhido e só poderá voltar a portá-lo novamente se submetido a exame
médico e psicológico. Os transtornos de comportamento mais comumente diagnosticados na clínica
são: depressão, ansiedade, dificuldade adaptação e abuso de álcool. O Teste de Pfister é uma técnica
projetiva que consiste em solicitar ao examinando que monte três pirâmides com quadrículos coloridos
que lhe agrade e permite avaliar a dinâmica emocional do paciente. Sua aplicação se caracteriza pela
simplicidade e a duração normalmente não excede quinze minutos. O caráter lúdico gera pouca
resistência naqueles que são submetidos a ela. Pesquisas recentes tem mostrado que o Teste de
Pfister apresenta indicadores que podem colaborar para o diagnóstico de transtornos mentais quando
associado com outras técnicas. A aplicação do teste, somada a entrevista, tem sido usada na clínica de
Psicologia da PMMG e se mostrado um instrumento confiável para embasar parecer sobre a
conveniência ou não de retornar o militar para o serviço de rua.
Autoria/Filiação:
Maria Cristina Garcia Costa
PUC MG Polícia Militar de Minas Gerais
Apresentação:
Maria Cristina Garcia Costa
Palavras-chave:
avaliação psicológica, porte de arma, Teste Pfister
RESUMO (4)
O TESTE PROJETIVO ZULLIGER NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA O PORTE
DE ARMA DE FOGO.
Para se adquirir o porte de um armamento é necessário obter, perante a Polícia Federal, um parecer
psicológico de aptidão, com testes favoráveis pelo CFP. A técnica projetiva Zulliger e a entrevista
psicológica permitem fornecer um parecer restritivo ou não para se portar arma de fogo. A entrevista
não é uma técnica única, mas uma ferramenta que associada aos instrumentos de avaliação
favorecem o conhecimento da dinâmica da personalidade. Seu emprego dirigido por um entrevistador
treinado, objetivando descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos, em um
processo que visa a recomendações, encaminhamento ou propor alguma intervenção, é de
fundamental importância para que se possam tomar decisões dentro do processo avaliativo como um
todo.
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Este trabalho tem como objetivo esclarecer sobre avaliação psicológica para porte de armas de fogo,
através da associação dos dados da entrevista aos resultados apresentados na Técnica de Zulliger. A
metodologia utilizada foi o estudo de caso de um vigilante de uma empresa estatal submetido, entre
outros testes, ao Zulliger e a entrevista psicológica, numa das avaliações periódicas exigidas. Utilizouse o sistema Klopfer, através do atlas do Cícero Vaz, para análise e interpretação do protocolo. Os
resultados apontaram que apesar do mesmo ser da equipe de segurança por muitos anos, neste
momento não apresentava condições suficientes para continuar armado. Dados relacionados ao
controle emocional, à interação social e a adaptação à realidade do examinando, imprescindíveis para
aptidão segundo a Polícia Federal, foram insuficientes. Além disso, o examinado apresentou na
entrevista ser introspectivo, desconfiado, retraído e de difícil contato social. Conclusão: o Z-teste,
associado a uma entrevista em profundidade, é uma técnica que auxilia o psicólogo na difícil tarefa de
dar um parecer a quem deseja portar arma de fogo. A utilização de instrumentos favoráveis pelo CFP,
como o Zulliger, embasa cientificamente este parecer.
Autoria/Filiação:
Maria do Socorro Albergaria de Castro
PUC MG USF - Itatiba SP
Apresentação:
Maria do Socorro Albergaria de Castro
Palavras-chave:
entrevista psicológica, porte de arma, Zulliger
Nome:
Marina Pereira Gonçalves
Titulo:
AVALIANDO ATRIBUTOS DESEJÁVEIS DO (A) PARCEIRO (A) IDEAL: UMA PROPOSTA DE MEDIDA COM
GRUPOS HETEROS E HOMOSSEXUAIS
Resumo:
De acordo com a perspectiva evolucionista, os comportamentos dos ancestrais do homem em sua prática
primitiva influenciam na seleção de parceiros (as), assim, a atratividade física do corpo e do rosto é um
indicador de saúde hormonal física. Por outro lado, na perspectiva da psicologia social, a atração inicial por
uma pessoa é influenciada por normas sociais e processos de troca interpessoal, enfatizando que cada cultura
especifica os tipos de relacionamento que as pessoas podem ter. Ademais, a literatura aponta que
geralmente os atributos ou as características desejáveis de um (a) parceiro (a) são medidos a partir de itens
isolados (e.g., bonita, educada, inteligente), sem contar com a possibilidade de reuni-los em fatores. Por este
motivo, objetivou-se desenvolver para o contexto brasileiro a Escala de Atributos Desejáveis do Parceiro
Ideal (EADPI), a fim de viabilizar estudos futuros nesta área, onde as pesquisas ainda são escassas. Neste
contexto, pensou-se a realização desta mesa redonda, com o objetivo de divulgar esta medida e seus
parâmetros psicométricos, bem como de apresentar algumas pesquisas em que esta medida foi empregada.
Para tanto, três apresentações serão realizadas: a primeira por Oliveira e colaboradores terá o objetivo de
indicar como foi realizada a construção da EADPI, sua validação e comprovação da sua estrutura fatorial; a
segunda apresentação será realizada por Gonçalves e colaboradores com o intuito de apontar as diferenças
entre as versões explícitas (tipo lápis e papel) e implícitas da EADPI; e na última apresentação, realizada por
Freires e colaboradores, pretende-se apresentar as diferenças entre homens e mulheres, tanto
heterossexuais quanto homossexuais na EADPI e também sua invariância fatorial a partir do sexo e
orientação sexual.
Palavras-chave:
Escala, Atributos desejáveis, Parceiro (a)
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TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ESCALA DE ATRIBUTOS DESEJÁVEIS DO (A) PARCEIRO (A) IDEAL:
CONSTRUÇÃO E COMPROVAÇÃO DE SUA ESTRUTURA FATORIAL
A presente pesquisa objetivou construir e validar a Escala de Atributos Desejáveis do Parceiro Ideal
(EADPI), reunindo evidências de sua estrutura fatorial e consistência interna. Para tanto, foram
realizados três estudos: No Estudo 1 solicitou-se a sete psicólogos que escrevessem 25 atributos
considerados desejáveis em uma pessoa para casar ou compartilhar a vida, em seguida realizou-se
uma análise semântica destes atributos e formou-se um painel de juízes, aonde por meio de discussão
e consenso absoluto, chegou-se à versão experimental composta por 56 itens. Para a verificação
empírica da medida, participaram 200 pessoas de João Pessoa (PB), a maioria mulheres, com idade
média de 25 anos. Uma análise de CP apontou como adequada uma estrutura multifatorial da EADPI
composta por cinco fatores (Atlética, Afetuosa, Tradicional, Sociável e Realizada) com índices de
consistência interna adequados. No Estudo 2, para confirmar essa estrutura fatorial, participaram 201
pessoas da mesma cidade, a maioria mulheres, com idade média de 26 anos. Uma análise fatorial
confirmatória sugeriu como aceitável a estrutura penta fatorial desta medida, com sua versão final
composta por 20 itens. O Estudo 3 foi realizado para testar a adequabilidade do modelo multifatorial
da EADPI entre capitais e cidades do interior do Nordeste, considerando-se duas amostras: uma
formada por residentes no interior (1.541) e a segunda por residentes nas capitais (1.583), ambas
compostas majoritariamente por mulheres com idade média de 23 anos. Foram realizadas análises
fatoriais confirmatórias e os resultados indicaram uma adequação do modelo, tanto para as capitais
nordestinas, quanto para as cidades do interior. Diante do exposto, ressalta-se que a EADPI é uma
medida psicometricamente adequada para mensurar os atributos desejáveis na escolha por parceiros
estáveis, podendo ser utilizada em estudos futuros na área de relacionamentos íntimos, sobretudo na
região do nordeste.
Autoria/Filiação:
Letícia Coelho de Oliveira Universidade Federal do Vale do São Francisco
Marina Pereira Gonçalves Universidade Federal do Vale do São Francisco
Ana Isabel Araújo Silva de Brito Gomes Universidade Federal da Paraíba
Rafaella de Carvalho Rodrigues Araújo Universidade Federal da Paraíba
Ana Karla Silva Soares Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Letícia Coelho de Oliveira
Palavras-chave:
atributos desejáveis, escala, relacionamentos íntimos
RESUMO (2)
ESCALA DE ATRIBUTOS DESEJÁVEIS DO (A) PARCEIRO (A) IDEAL:
COMPARAÇÕES ENTRE AS MEDIDAS EXPLÍCITA E IMPLÍCITA
A presente pesquisa objetivou verificar a relação entre as medidas explícita e implícita dos atributos
desejáveis do (a) parceiro (a), considerando duas dimensões desta medida (atlética e realizada).
Objetivou-se ainda verificar diferenças entre sexo nessas medidas. Para tanto, participaram do estudo
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49 estudantes universitários da cidade de João Pessoa/PB distribuídos equitativamente quanto o sexo,
com idade média de 25 anos. Estes responderam a Escala de Atributos Desejáveis do Parceiro Ideal
(EADPI), em formato lápis e papel (medida explícita) e o TAI – Parceiro Ideal (medida implícita),
elaborada para o presente estudo, utilizando como categorias de estímulos, palavras indicando níveis
de importância (e.g., importante, significante) e não importância (e.g., não importante,
insignificante), e como categorias-alvo as dimensões atlética (e.g., sexy, sarada e bonita) e realizada
(e.g., bem-sucedida, rica e decidida). Os resultados não indicaram correlações significativas entre as
medidas explícita e implícita nas dimensões atlética e realizada, porém foi identificada uma correlação
inversa e significativa entre a dimensão realizada implícita e a dimensão atlética explícita, apontando
que quanto maior as atitudes explícitas favoráveis à importância dos atributos físicos (atlética) na
escolha do parceiro, menor são as atitudes implícitas frente à importância dos atributos relacionados a
possibilidades de recursos (realizada). Quanto às diferenças entre sexo, foi verificada na medida
explícita que os homens pontuam mais alto do que as mulheres na dimensão atlética, sendo este
resultado estatisticamente significativo, porém não foi encontrada diferença significativa na dimensão
realizada explícita. Por outro lado, na medida implícita, também foi verificado que os homens pontuam
mais do que as mulheres na dimensão atlética, e foi verificado ainda que as mulheres pontuam mais
alto do que os homens na dimensão realizada, ambos os resultados estatisticamente significativos.
Diante do exposto, verifica-se que mensurar os atributos desejáveis do parceiro por meio de medidas
implícitas torna-se relevante para minimizar os efeitos da desejabilidade social na compreensão da
escolha do (a) parceiro (a).
Autoria/Filiação:
Marina Pereira Gonçalves Universidade Federal do Vale do São Francisco
Valdiney Veloso Gouveia Universidade Federal da Paraíba
Luis Augusto de Carvalho Mendes Universidade Federal da Paraíba
Sandra Elisa de Assis Freire Universidade Federal do Piauí
Rebecca Alves Aguiar Athayde Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Marina Pereira Gonçalves
Palavras-chave:
atitudes implícitas, atributos desejáveis, medidas
RESUMO (3)
ESCALA DE ATRIBUTOS DESEJÁVEIS DO (A) PARCEIRO (A) IDEAL:
INVARIÂNCIA FATORIAL E ANÁLISE MULTIGRUPO COM HETEROS E HOMOSS
A presente pesquisa objetivou conhecer diferenças entre homens e mulheres, tanto heterossexuais
quanto homossexuais nas pontuações da Escala de Atributos Desejáveis do Parceiro Ideal (EADPI) e
também avaliar sua invariância fatorial a partir do sexo e orientação sexual dos participantes. Para
tanto, participaram deste estudo 376 pessoas da população geral da cidade de João Pessoa (PB), com
idade média de 25 anos, destes 198 eram do sexo masculino (108 heterossexuais e 90 homossexuais)
e 178 do sexo feminino (100 heterossexuais e 78 homossexuais). Estes responderam a um livreto,
com as seguintes medidas: EADPI e um Questionário Sociodemográfico. Inicialmente realizou-se uma
MANOVA, considerando como variáveis antecedentes a orientação sexual e o sexo e como critério as
dimensões de atributos desejáveis do (a) parceiro (a) ideal (Afetuosa, Atlética, Sociável, Tradicional,
Realizada). Os resultados destas análises apontam que homens e mulheres heterossexuais
diferenciam-se, de forma estatisticamente significativa, em relação aos atributos desejáveis do
parceiro, sendo que os homens pontuaram mais alto na dimensão Atlética e as mulheres em Afetuosa,
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Tradicional e Sociável. O mesmo padrão se repete nos homossexuais, sendo que os homens
pontuaram mais alto do que as mulheres nas dimensões Atlética e Afetuosa, nas demais dimensões
não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas. Além disso, testou-se a invariância
fatorial do modelo original da EADPI (penta fatorial), que reuniu as propriedades de invariância
configural, métrica e estrutural, a partir do valor dos indicadores do ΔRMSEA. Concluiu-se que, a
EADPI reúne evidências empíricas de sua adequação tanto em heterossexuais, quanto em
homossexuais. Portanto, poderá ser utilizada em estudos futuros que abordem tal temática, com estes
grupos para compreender as diferenças de gênero e orientação sexual. Estudos desta natureza são
importantes, sobretudo, porque os relacionamentos íntimos podem influenciar várias esferas da vida
de um indivíduo.
Autoria/Filiação:
Leogildo Alves Freires Universidade Federal da Paraíba
Valdiney Veloso Gouveia Universidade Federal da Paraíba
Ana Isabel Araújo Silva de Brito Gomes Universidade Federal da Paraíba
Romulo Lustosa Pimenteira de Melo Universidade Federal da Paraíba
Layrtthon Carlos de Oliveira Santos Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Leogildo Alves Freires
Palavras-chave:
atributos desejáveis, relacionamentos íntimos, invariância fatorial
Nome:
José Maurício Haas Bueno
Titulo:
Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica do CFP: 10 anos de atuação
Resumo:
Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica do CFP: 10 anos de atuação
José Maurício Haas Bueno
Universidade Federal de Pernambuco
A área de avaliação psicológica tem passado por grandes transformações, especialmente ao longo da última
década. Além das transformações conceituais, científicas, tecnológicas também é importante considerar as
que ocorreram no campo político, que afetam direta e profundamente o fazer em avaliação psicológica. É
neste campo que este trabalho se insere, tendo como objetivo apresentar uma revisão histórica das políticas
do CFP em relação à avaliação psicológica nos últimos 10 anos, com ênfase no trabalho da Comissão
Consultiva em Avaliação Psicológica e na implantação do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos, o
SATEPSI. Neste sentido, a mesa faz uma revisão do cenário da avaliação psicológica no período anterior à
implantação do SATEPSI, recupera as dificuldades enfrentadas quando de sua implantação, aponta os efeitos
que produziu e os novos desafios que provavelmente a categoria terá que enfrentar na área da avaliação
psicológica.
Palavras-chave:
Conselho Federal de Psicologia, SATEPSI, Avaliação Psicológica
TRABALHOS DA MESA REDONDA
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ASPECTOS HISTÓRICOS DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO BRASIL ATÉ A
IMPLANTAÇÃO DO SATEPSI
Embora a prática da avaliação psicológica sempre tenha sido citada como aquela em que apenas o
psicólogo pode atuar e seja considerada uma área de formação profissional básica, os psicólogos têm
lidado com a área de formas distintas ao longo do tempo. A implantação do Sistema de Avaliação de
Testes Psicológicos (SATEPSI) em 2001 insere-se num contexto histórico e o objetivo desta
apresentação é resgatar esse contexto. Identificam-se as práticas e concepções sobre a avaliação
psicológica que culminaram com a necessidade de implantação de um sistema de controle da
qualidade dos testes.
Autoria/Filiação:
José Humberto da Silva Filho
Universidade Federal do Amazonas - UFAM
Apresentação:
José Humberto da Silva Filho
Palavras-chave:
Conselho Federal de Psicologia, SATEPSI, Avaliação Psicológica
RESUMO (2)
A COMISSÃO CONSULTIVA EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E O SATEPSI: UMA
AVALIAÇÃO DO SEU IMPACTO
A Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica foi instituída oficialmente por meio da Resolução do
CFP 02/2003 com o objetivo principal de analisar e emitir parecer sobre os testes psicológicos
encaminhados ao CFP. O trabalho dessa comissão e dos pareceristas Ad Hoc que a auxiliam, se
confundem com o próprio SATEPSI. Agora, passado um tempo considerável, é possível olhar para trás
e fazer uma análise da relação custo/benefício que tal comissão tem trazido para a categoria. Por isso,
o objetivo dessa fala é apresentar as dificuldades enfrentadas quando de sua implantação, seu modo
de funcionamento e os impactos que produziu para a área de avaliação psicológica.
Autoria/Filiação:
Ricardo Primi
Universidade São Francisco - USF
Apresentação:
Ricardo Primi
Palavras-chave:
Conselho Federal de Psicologia, SATEPSI, Avaliação Psicológica
RESUMO (3)
O CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA E A ÁREA DE AVALIAÇÃO
PSICOLÓGICA.
O Conselho Federal de Psicologia tem como objetivos regulamentar, orientar e fiscalizar o exercício
profissional, e também promover espaços de discussão sobre os grandes temas da Psicologia, o que
obviamente inclui a avaliação psicológica. Portanto, é natural que contemple esta área da psicologia
em suas ações e em seu modo de funcionamento. Esta fala mostra de que forma a avaliação
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psicológica é representada no sistema conselhos e que outras ações têm feito parte da política do CFP
em relação à avaliação psicológica.
Autoria/Filiação:
Ana Paula Porto Noronha
Universidade São Francisco - USF
Apresentação:
Ana Paula Porto Noronha
Palavras-chave:
Conselho Federal de Psicologia, SATEPSI, Avaliação Psicológica
RESUMO (4)
NOVOS DESAFIOS PARA A CATEGORIA EM RELAÇÃO À AVALIAÇÃO
PSICOLÓGICA
Apesar do trabalho da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica ter se organizado em função do
SATEPSI, as atividades efetivamente desenvolvidas por essa comissão em muito extrapolou essa
circunscrição. Na atualidade, a comissão tem sido consultada em diversas ocasiões que envolvem a
relação entre a avaliação psicológica e a sociedade. Esta fala tem o objetivo de informar os temas que
têm sido objetos de discussão nas reuniões da Comissão Consultiva em Avaliação Psicológica, que
extrapolam as atividades relacionadas ao SATEPSI, e que, algumas vezes, apontam para a
necessidade de um grande debate com a categoria.
Autoria/Filiação:
Caroline Tozzi Reppold
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Apresentação:
Caroline Tozzi Reppold
Palavras-chave:
Conselho Federal de Psicologia, SATEPSI, Avaliação Psicológica
Nome:
José Maurício Haas Bueno
Titulo:
Construção de um Instrumento para Avaliação da Dependência de Redes Sociais
Resumo:
É inegável o grande desenvolvimento que a internet tem trazido no campo da comunicação entre as pessoas,
especialmente por meio das redes sociais. Não é à toa que as principais redes sociais congregam desde
usuários comuns até grandes empresas. No entanto, o relacionamento com a internet e com as redes sociais
pode tornar-se patológico, na medida em que a pessoa não consegue controlar o seu uso e passa a ter
prejuízos em outras áreas da vida em função do tempo que permanece online. Apesar do grande interesse
que a dependência de internet tem suscitado em pesquisadores do mundo inteiro, o tema vem sendo pouco
estudado no Brasil, especialmente no que se refere à avaliação. Por isso, o propósito deste trabalho foi
adaptar o Internet Adiction Test para avaliação de Dependência de Redes Sociais, e avaliar suas propriedades
psicométricas. A mesa apresenta quatro tópicos: (1) fundamentos teóricos da dependência de internet; (2)
evidências de validade baseadas na estrutura interna da escala; (3) evidências de validade baseadas na
relação com critérios externos e (4) análise da escala com auxílio da Teoria de Resposta ao Item. Os
resultados permitem identificar qualidades e fraquezas da escala, indicando de que forma o instrumento pode
ser utilizado para avaliações da dependência de redes sociais e que em que direção as pesquisas devem
seguir para aprimorá-la.
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Palavras-chave:
Dependência, Internet, Avaliação Psicológica
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
FUNDAMENTOS TEÓRICOS, CONTROVÉRSIAS E INSTRUMENTOS PARA
AVALIAÇÃO DA DEPENDÊNCIA DE INTERNET
Para a maior parte da população de usuários, a Internet e o cyberespaço se apresentam como
ferramentas associadas à aprendizagem e aquisição de informação, ao bem-estar emocional, à
socialização, produtividade profissional, qualidade de vida, entre outros. Mas, para uma pequena
parcela da população, a relação com essas tecnologias pode se tornar um problema. Embora a
conceituação do que vem sendo chamado de dependência de internet (DI) ainda seja vaga e
imprecisa, parece haver consenso entre pesquisadores e clínicos de que há notáveis prejuízos nas
vidas dos sujeitos que fazem um uso disfuncional da ferramenta (Internet), seus recursos, conteúdos
e derivados. E os prejuízos são tão visíveis e relativamente frequentes, que autoridades no assunto
têm discutido a inclusão da DI na formulação do DSM-V. Assim, com o crescente interesse pelas
conseqüências adversas do uso do computador e da Internet, a busca pela construção de instrumentos
e desenvolvimento de métodos para avaliação da D.I (e seus derivados) e dos usos das TICs também
tem aumentado, embora ainda seja restrito, especialmente no contexto brasileiro. É documentada na
literatura especializada a existência de inúmeros instrumentos voltados para a mensuração da
dependência de Internet, entre os quais figura o Internet Addiction Test- IAT, que foi traduzido para o
português e adaptado para a cultura brasileira. O propósito desta mesa é apresentar os estudos
psicométricos de adaptação do IAT para a dependência específica de redes sociais e os objetivos
específicos desta fala são apresentar as controvérsias sobre a conceituação de dependência de
internet, o status atual dos instrumentos existentes para avaliá-la e os fundamentos teóricos que
embasaram a realização deste estudo.
Autoria/Filiação:
Raíssa Almoêdo de Assis
Universidade Federal de Pernambuco
Apresentação:
Raíssa Almoêdo de Assis
Palavras-chave:
Dependência, Internet, Avaliação Psicológica
RESUMO (2)
ESCALA DE DEPENDÊNCIA DE REDES SOCIAIS: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE
BASEADAS NA ESTRUTURA INTERNA
A forma virtual de relacionar-se através da Internet é um tema que vem sendo estudado por diversos
pesquisadores no mundo, embora no Brasil haja poucos estudos realizados, principalmente no campo
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da avaliação. Por isso, o presente trabalho teve por objetivo analisar a estrutura fatorial de uma escala
adaptada para avaliação da dependência de redes sociais a partir do Internet Adiction Test - IAT.
Participaram dessa pesquisa 202 estudantes universitários, brasileiros, predominantemente do sexo
feminino. O instrumento continha 19 itens para serem respondidos através de uma escala do tipo
Likert de 5 pontos. A forma adaptada do instrumento foi formatada na plataforma GoogleDocs, de
modo que as respostas foram dadas via internet. Para análise dos dados, foi empregada uma análise
fatorial exploratória com extração dos fatores por fatoração dos eixos principais e rotação oblíqua.
Foram obtidas uma solução unifatorial e uma com quatro fatores, que indicaram a forma como a
escala atual pode ser utilizada com validade e fidedignidade e caminhos para o seu desenvolvimento
futuro, respectivamente.
Autoria/Filiação:
Fernanda Augusta Lima das Chagas
Universidade Federal de Pernambuco
Apresentação:
Fernanda Augusta Lima das Chagas
Palavras-chave:
Dependência, Internet, Avaliação Psicológica
RESUMO (3)
ESCALA DE DEPENDÊNCIA DE REDES SOCIAIS: EVIDÊNCIAS DE VALIDADE
BASEADAS NA RELAÇÃO COM VARIÁVEIS EXTERNAS
Com os avanços tecnológicos das últimas décadas, os sites de redes sociais tornaram-se ferramentas
acessíveis e muito utilizadas em todo o mundo, o que despertou também o interesse dos
pesquisadores, inclusive com relação à construção de instrumentos com boas propriedades
psicométricas para avaliá-lo. Esta comunicação visa apresentar dados de relações com variáveis
externas de um instrumento adaptado para o português para avaliação do uso de redes sociais. A
escala constituiu-se de 19 itens, para serem respondidos via internet, por meio de uma escala Likert
de 5 pontos. Foi aplicada em 202 estudantes universitários, com idades superiores a 18 anos, a
maioria do sexo feminino. Os resultados mostraram que não há diferenças de gênero na dependência
de redes sociais, nem importa se a pessoa faz uso do computador no trabalho ou não. No entanto, os
dados obtidos mostram que quanto mais aumenta a idade, menor é a dependência de redes sociais.
Este último resultado provavelmente se deve ao fato de os jovens utilizarem a ferramenta das redes
sociais com maior desenvoltura do que os mais velhos, uma vez que seu uso tornou-se popular na
última década.
Autoria/Filiação:
Emmanuelle Renato Alves Fontenelle
Universidade Federal de Pernambuco
Apresentação:
Emmanuelle Renato Alves Fontenelle
Palavras-chave:
Dependência, Internet, Avaliação Psicológica
RESUMO (4)
ESCALA DE DEPENDÊNCIA DE REDES SOCIAIS: ESTUDOS PSICOMÉTRICOS
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BASEADOS NA TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM
A dependência de internet é um tema que vem sendo muito estudado ao redor do mundo. No contexto
brasileiro ainda não há muitas pesquisas relacionadas ao uso excessivo de redes sociais,
especialmente no campo da avaliação. Partindo desse princípio, o objetivo principal do presente
trabalho foi adaptar o instrumento IAT (Internet Addiction Test) para a verificação do uso específico de
redes sociais, bem como, avaliar suas propriedades psicométricas com o auxílio da Teoria de Resposta
ao Item. Para tanto, contou-se com a participação de 200 estudantes universitários, de ambos os
sexos, com idade superior a 18 anos. A forma adaptada do instrumento ficou com 19 itens,
respondidos através da plataforma GoogleDocs. Desta forma, ao se observar as condições para a
realização das análises com base no Modelo de Rasch, constatou-se um bom ajustamento dos índices
de infit e outfit, o que propiciou a continuidades das análises. Ao verificar a relação entre as categorias
de respostas adotadas no instrumento e o theta dos participantes, observou-se a existência de um
bom paralelismo entre tais aspectos. Deste modo, todas as categorias de respostas foram
consideradas úteis na discriminação dos níveis de dependência de redes sociais. Observando-se o
mapa de itens, notou-se que a média da população ficou abaixo da média dos itens. Este dado sugere
que o IAT possui itens que descrevem uma dependência mais intensa do que se manifesta na
população. Destaca-se ainda que, os itens considerados mais difíceis e que ficaram acima da média
são os que compõem o segundo fator da escala em questão. Logo, o segundo fator estaria
mensurando comportamentos mais patológicos da dependência de redes sociais do que os itens da
primeira dimensão. Diante do exposto, conclui-se que o Inventário sobre o uso de Redes Sociais
apresenta boas propriedades psicométricas para a mensuração do construto em questão.
Autoria/Filiação:
Maria Aline Rodrigues de Moura
Universidade Federal de Pernambuco
Apresentação:
Maria Aline Rodrigues de Moura
Palavras-chave:
Dependência, Internet, Avaliação Psicológica
Nome:
Cláudia Cristina Fukuda
Titulo:
Contribuições da psicometria à eficácia do fazer psicológico nos contextos clínico, organizacional e na
gerontologia.
Resumo:
Propõe-se, nesta mesa, discutir a aplicabilidade do saber psicométrico na Psicologia, especificamente na
avaliação: a) de serviços de intervenção psicoterápica e de atendimento psicossocial; b) da qualidade de vida
no envelhecimento; e c) da satisfação de pesquisadores com o trabalho. O uso de instrumentos psicométricos
com evidências de validade e precisão, associados ou não a instrumentos mais intuitivos, tais como
entrevistas e observações, contribui para a melhoria da eficiência e eficácia da atuação do psicólogo e para o
aumento da satisfação de usuários. Serão apresentados quatro trabalhos que exemplificam a importância da
psicometria em diferentes áreas de atuação do psicólogo, a saber, contextos clínico, hospitalar e
organizacional. O primeiro trabalho apresentará um procedimento para avaliação de psicoterapias e
atendimentos psicossociais, individuais e em grupo, que inclui o uso conjunto de técnicas psicométricas e
intuitivas, que juntas possibilitam o desenvolvimento de evidências de efetividade desses serviços
psicológicos em clínicas escola e hospitais. Em seguida, será apresentado o estudo de adaptação brasileira do
Clinical Outcomes in Routine Evaluation - Outcome Measure (CORE-OM), instrumento psicométrico utilizado
para medir resultados de psicoterapias, foi elaborado na Inglaterra por Barkham em 1993 é, atualmente,
utilizado em vários países europeus (Holanda, Dinamarca, Suécia e Portugal) e compõe o CORE System. O
terceiro trabalho irá descrever o uso de instrumentos psicométricos para avaliação da relação entre ambiente
físico, psicológico e social na qualidade do envelhecimento em idosos brasileiros apresentando um modelo
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ecológico de envelhecimento saudável nesse contexto. O último trabalho tratará do estudo da validade de
uma escala de satisfação
Palavras-chave:
Psicometria, Atuação profissional, eficácia
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTERVENÇÕES PSICOTERAPÊUTICAS E
ATENDIMENTOS PSICOSSOCIAIS EM CLÍNICAS-ESCOLA E HOSPITAIS
A avaliação de intervenções psicoterapêuticas e psicossociais é uma temática discutida informalmente
pelos psicólogos e pesquisadores clínicos. Estudos na área buscam evidências científicas que
comprovem a eficiência de tais intervenções. A realização de pesquisas para avaliar as intervenções
psicoterapêuticas e psicossociais, possibilita aos profissionais reflexões mais sistematizadas sobre sua
prática e fornece elementos pedagógicos para a formação de novos psicólogos. Também contribui para
identificar estratégias mais relacionadas aos processos de mudança em psicoterapias e atendimentos
psicossociais, garantindo aos pacientes uma maior eficiência nos serviços oferecidos. Esta exposição
tem como objetivo apresentar a pesquisadores da área de avaliação psicológica, um procedimento de
avaliação de psicoterapias e atendimentos psicossociais individuais e grupais de pacientes adultos e
adolescentes em contexto de clínica-escola e em um instituto de formação de psicoterapeutas. O
processo de avaliação proposto é composto por instrumentos que avaliam qualitativa e
quantitativamente os atendimentos. Os participantes serão usuários adultos e adolescentes dos
serviços de atendimento psicoterápico e psicossocial, além de supervisores de estágio e estagiários.
Os instrumentos utilizados nesta pesquisa são o Clinical Outcome in Routine Evaluation - Outcome
Measure (CORE-OM), Experiência Pessoal (SAI-R), Aspectos Úteis da Terapia (HAT), Protocolo de
entrevista de mudança do cliente (CI), e o Questionário Pessoal Simplificado (PQ). Para a validação
dos instrumentos quantitativos de avaliação (CORE-OM e SAI-R) será utilizada análise fatorial e
análise de consistência interna. Os instrumentos qualitativos (HAT, CI e PQ) já estão adaptados. No
procedimento proposto os instrumentos devem ser aplicados, de forma alternada, em usuários dos
serviços por estagiários sob supervisão em períodos regulares que variam de três a seis meses.
Procedimentos como esse já são utilizados com regularidade em vários países europeus.
Autoria/Filiação:
Cláudia Cristina Fukuda Universidade Católica de Brasília
Marília Marques da Silva Universidade Católica de Brasília
Maria Eveline Cascardo Ramos Universidade Católica de Brasília
Apresentação:
Cláudia Cristina Fukuda
Palavras-chave:
Eficácia, Psicoterapia, Avaliação
RESUMO (2)
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ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO INSTRUMENTO CORE-OM PARA O
PORTUGUÊS DO BRASIL.
O instrumento CORE-OM foi criado originalmente na língua inglesa, sendo uma medida de resultado
normalizado e aceitável para avaliar eficácia e efetividade da psicoterapia. O instrumento é composto
por 34 questões que avaliam bem estar subjetivo, sintomas, funções e risco. O Programa de Pós
Graduação em Psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, juntamente com o Programa
de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília está realizando o processo de
adaptação transcultural da versão inglesa do CORE-OM para português do Brasil. O modelo de
tradução e adaptação ocorre em sete etapas: tradução, retrotradução, avaliação da equivalência
semântica, elaboração da versão síntese, pré-teste na população, e segundo pré-teste na população–
alvo. A amostra é formada por participantes do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal, sendo
composta por pessoas adultas, maior de 18 anos, de diferentes níveis socioeconômicos, culturais e
educacionais, visando representar a diversidade social e cultural presente em nosso País. Os
participantes responderam a um questionário socioeconômico, ao teste e em seguida apresentaram
sua compreensão sobre o instrumento CORE-OM na versão em português do Brasil. Ao finalizar a
versão brasileira, esta será validada e será possível fornecer a população uma nova escala para medir
a eficácia e a efetividade do processo psicoterápico. Com o melhor conhecimento sobre o processo
psicoterápico, poderão ser propostas melhorias neste sentido, visando diminuir o sofrimento das
pessoas que se beneficiam deste tratamento. Também, com a adaptação do CORE-OM para o
português do Brasil será possível replanejar alguns aspectos no processo psicoterápico, reduzindo
consequentemente o tempo de tratamento e os custos para o sistema de saúde.
Autoria/Filiação:
Márcia Rosane Moreira Santana Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Lucia Helena Freitas Ceiclin Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Danielle Moraes Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Apresentação:
Márcia Rosane Moreira Santana
Palavras-chave:
CORE-OM, Psicoterapias, Validade semântica
RESUMO (3)
UM MODELO ECOLÓGICO PARA A AVALIAÇÃO DA PESSOA IDOSA
O envelhecimento humano provoca um aumento da vulnerabilidade das pessoas idosas frente a seu
ambiente, surgindo a necessidade de compensar as perdas biológicas, cognitivas e comportamentais
para prevenção de danos e promoção da qualidade de vida. Propomos nesse estudo avaliar a pessoa
idosa sob a perspectiva do envelhecimento ativo ressaltando fatores que contribuem para a qualidade
de vida reconhecendo os determinantes que afetam a saúde física e mental dos idosos, propondo um
modelo ecológico de avaliação. Tal modelo para o estudo do envelhecimento ativo realizou uma
avaliação da saúde com a aplicação de escalas que exploraram as dimensões física (capacidade
funcional, acidentes, agravos a saúde, limitações físicas e prática de atividades físicas) e mental (bemestar subjetivo, bem-estar psicológico e autopercepção de saúde). Nesse modelo incluimos a avaliação
do ambiente onde o idoso vive, considerando as dimensões: ambiente físico (tipo de moradia,
propriedade, densidade, e acessibilidade); ambiente psicológico (privacidade, preferência e
satisfação);ambiente familiar (anos da vida adulta vividos na moradia atual, arranjo familiar e uso do
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espaço doméstico) e vizinhança (de apoio social, perigos, serviços e facilidades observados na
comunidade). Foram realizadas entrevistas com a aplicação de escalas com 50 idosos (32 mulheres)
com idades entre 60 e 99 anos, residentes em quatro unidades federativas brasileiras Foram
realizadas análises estatísticas descritivas e inferenciais (correlação canônica e regressões múltiplas)
para a verificação dos fatores do ambiente que contribuem para o envelhecimento. Os resultados
indicaram uma correlação significativa entre o ambiente e o envelhecimento ativo. As dimensões
ambiente psicológico e físico foram as que obtiveram a maior carga na variável ambiente, enquanto o
bem-estar subjetivo e bem-estar psicológico obtiveram as maiores cargas na variável envelhecimento
ativo. Tais resultados evidenciam que a maneira como os idosos percebem e vivenciam seus espaços
contribui significativamente para o envelhecimento ativo e saudável.
Autoria/Filiação:
Ana Beatriz Rocha-Lima
Universidade Católica de Brasília
Apresentação:
Ana Beatriz Rocha-Lima
Palavras-chave:
Envelhecimento ativo, Bem-estar em idosos, Modelo ecológico
RESUMO (4)
SATISFAÇÃO NO TRABALHO DE PESQUISADORES: UM ESTUDO EM UMA
EMPRESA PÚBLICA BRASILEIRA
Satisfação no trabalho é um dos construtos mais estudados na psicologia do trabalho em função do
entendimento comum de estar relacionada ao desempenho, produtividade, rotatividade e assiduidade.
Sua definição ainda é bastante discutida por ser um fenômeno complexo e atitudinal. Nesse estudo,
satisfação no trabalho é conceituada como um estado emocional positivo advindo da vivência no
ambiente organizacional. O objetivo desse estudo foi analisar a estrutura fatorial e consistência interna
da Escala de Satisfação no Trabalho para uma amostra de pesquisadores e a relação entre satisfação
no trabalho, dados sociobiográficos (sexo e idade) e características do trabalho (liderança de equipes e
tempo de empresa). O estudo foi realizado com 367 participantes de uma empresa de pesquisa
pública brasileira presente em todas as regiões brasileiras. Houve uma predominância de participantes
do sexo masculino e da Região Sudeste. A Escala de Satisfação no Trabalho (EST) foi elaborada e
validada no Brasil por Siqueira (2008), composta por cinco fatores: a) satisfação com colegas; b)
satisfação com trabalho; c) satisfação com chefia; d) satisfação com a natureza do trabalho; e,
satisfação com as promoções. Os resultados mostraram: a) que a estrutura fatorial da escala
manteve-se equivalente à do instrumento original; b) existência de relações significativas entre as
variáveis, de forma que houve maior satisfação entre gerentes e pesquisadores do sexo masculino e c)
que as variáveis idade e tempo de serviço não eram correlacionadas com satisfação.
Autoria/Filiação:
Giovana Zappalá Porcaro Sousa Universidade Católica de Brasília
Cláudia Cristina Fukuda Universidade Católica de Brasília
Apresentação:
Giovana Zappalá Porcaro Sousa
Palavras-chave:
Satisfação trabalho, Pesquisadores, Validade
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Nome:
MARIA CECILIA DE VILHENA MORAES SILVA
Titulo:
Contribuições de diferentes leituras do TAT para compreensão de processos psicológicos em condições
clínicas distintas
Resumo:
RESUMO DA MESA
O Teste de Apercepção Temática de Henry Murray é um instrumento tradicionalmente associado ao
psicodiagnóstico. De modo geral está claro para os psicólogos clínicos que o termo psicodiagnóstico vai muito
além da mera atribuição de um rótulo que enquadre o paciente em uma categoria nosológica. Constitui, sim,
a descrição rigorosa de processos mentais, observados em pleno funcionamento, que podem – ou não – se
mostrar adequados à adaptação do indivíduo ao meio em que vive. Alguns processos mentais ficam
particularmente evidentes nas tarefas solicitadas pelas técnicas projetivas, como o TAT. O objetivo da mesa é
demonstrar como diferentes abordagens às respostas ao TAT (Escola de Paris, leitura neuropsicológica e
leitura psicodinâmica tradicionalmente usada para a interpretação das respostas ao instrumento) – dada sua
complexidade – podem contribuir para a investigação e a compreensão de processos psicológicos complexos
em diferentes condições clínicas (esquizofrenia, TDAH e TOC). Atenção especial é dedicada à análise
qualitativa dos processos de pensamento e às evidências de controle sobre a atividade ideacional.
Palavras-chave:
TAT, Diagnóstico, Seguimento
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
DIFERENCIAÇÃO DE SUJEITOS ESQUIZOFRÊNICOS E SUJEITOS NÃO
ESQUIZOFRÊNICOS NO TAT SEGUNDO A ESCOLA DE PARIS
Processo primário é um conceito básico nas teorias psicanalíticas com referência aos aspectos
inconscientes do funcionamento psíquico. Suas principais características são: a ausência de coerência
e de relações lógicas e o desconhecimento das relações temporais e do princípio de realidade. De
acordo com os estudos franceses disponíveis na literatura, o Teste de Apercepção Temática é
apontado como instrumento eficaz na identificação desses processos, a partir da identificação da
alteração da percepção visual, utilização maciça da projeção, desorganização das demarcações
identitárias e objetais e alteração do discurso. Nesse sentido, no presente estudo pretendeu-se
investigar as emergências dos processos primários por meio do TAT em quatro adultos, sendo dois
portadores de diagnóstico de esquizofrenia e dois sem diagnóstico psiquiátrico. Especificamente
utilizou-se a quarta série de procedimentos de elaboração do discurso segundo a Folha de Cotação do
TAT da Escola de Paris. Os protocolos dos quatro participantes foram cotados por dois
juízes/avaliadores independentes e sem acesso entre si. Além de alta concordância entre os juízes
para todos os critérios de análise, observaram-se diferenças de média entre o grupo clínico e nãoclínico no Total da Serie E - Emergências dos Processos Primários - corroborando o registrado na
literatura especializada.
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Autoria/Filiação:
Álvaro José Lelé Universidade Federal de Minas Gerais
Carmen E. Flores-Mendoza Universidade Federal de Minas Gerais
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo
Apresentação:
Álvaro José Lelé
Palavras-chave:
esquizofrenia, processo primário, , Teste de Apercepção Temática
RESUMO (2)
ASPECTOS NEUROPSICOLÓGICOS E PSICODINÂMICOS NO TAT DE UM CASO DE
TDAH DE ADULTO
A expressão “funções executivas” (FE) refere-se às habilidades de planejamento, monitorização do
comportamento, percepção e crítica ao erro e autorregulação emocional. As FE vêm sendo associadas
a diversas alterações neuropsiquiátricas, dentre as quais o transtorno de déficit de atenção e
impulsividade (TDAH). Entretanto, há controvérsias em torno da questão do diagnóstico do TDAH em
adolescentes e adultos, nos quais os problemas decorrentes das alterações nas FE são detectados
mais a partir da presença de desorganização e conflitos no âmbito afetivo-emocional do que no
cognitivo propriamente dito. A tarefa de contar histórias no TAT requer a organização de um discurso
lógico sequencial a partir de figuras relativamente ambíguas, processo que envolve observação do
estímulo, acionamento da memória visual e verbal, levantamento de hipóteses perceptivas e, por fim,
organização dos elementos em sequência lógico-temporal e expressão verbal. Por se tratar de
atividade complexa envolvendo múltiplas etapas, essa tarefa requer a participação das FE. Ilustra-se
aqui uma leitura neuropsicológica dos relatos ao TAT de uma jovem de 23 anos com diagnóstico de
TDAH. Foram observadas dificuldades de sustentação da atenção às instruções e ao relato, de
seletividade de um tema, de foco em um personagem bem como perda de sequência e ritmo de
elaboração. Tais problemas configuram alterações nas FE que são permeadas por aspectos de
imaturidade e componentes de ansiedade. Os aspectos neuropsicológicos e psicodinâmicos detectados
no TAT contribuem para uma compreensão mais ampla dos quadros de TDAH.
Autoria/Filiação:
Maria Cristina Petroucic Rosenthal
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Apresentação:
Maria Cristina Petroucic Rosenthal
Palavras-chave:
TAT, TDAH em adultos, funções executivas
RESUMO (3)
DADOS DO TAT NO SEGUIMENTO DE PACIENTE COM TOC REFRATÁRIO
SUBMETIDO A NEUROCIRURGIA FUNCIONAL
O transtorno obsessivo compulsivo é um transtorno de ansiedade caracterizado por obsessões e
compulsões. A despeito dos avanços em tratamento medicamentoso e psicoterápico, casos refratários
a esses procedimentos são indicados a neurocirurgia funcional. O objetivo deste estudo é relatar os
resultados pré-operatórios e o seguimento longitudinal de cinco anos de um paciente adulto, do sexo
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masculino, submetido a cingulotomia bilateral esterotáxica como tratamento para transtorno obsessivo
compulsivo (TOC) refratário. O paciente foi diagnosticado pela equipe interdisciplinar, submetido a
escalas clínicas para aferição do grau de severidade do TOC e encaminhado para a realização do
estudo de caso. Os instrumentos utilizados foram: escala Weschsler de inteligência (WAIS),
entrevistas semidirigidas e o Teste de Apercepção Temática (TAT). Para a análise do TAT foram
utilizadas as categorias de interpretação: produtividade, organização do discurso, percepção do
ambiente, autopercepção, e natureza dos conflitos e desenlace. Após cinco anos da cirurgia e
acompanhamento psicoterápico, todos os instrumentos apontam desempenho mais rico e flexível,
maior autonomia e tônus emocional mais positivo, atestando a evolução positiva do caso; por outro
lado, observa-se que aspectos fóbicos ainda estão presentes.
Autoria/Filiação:
Maria Cristina Petroucic Rosenthal Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Maria Cecilia de Vilhena Moraes Silva Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Apresentação:
Maria Cecilia de Vilhena Moraes Silva
Palavras-chave:
TAT, TOC refratário, neurocirurgia funcional
Nome:
Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly
Titulo:
Contribuições para avaliação de adolescentes no contexto brasileiro e português
Resumo:
Faz-se necessário considerar as características peculiares da avaliação psicológica na adolescência, quer pela
perspectiva do desenvolvimento, desafios e demandas que se impõem ao indivíduo nessa etapa de sua vida,
quer seja pelos instrumentos que devem contar com características psicométricas específicas para essa
população e para os objetivos imbricados no processo psicológico em questão. Em assim sendo, propõem-se
uma discussão dos aspectos desenvolvimentais dos adolescentes à luz da Psicologia Positiva, das
características de personalidade e adaptação e das demandas acadêmicas voltadas para a escolha
profissional e para a autorregulação do processo de aprendizagem com expertise. Serão apresentadas
comunicações por especialistas brasileiros e portugueses com vistas a gerar um debate acerca da temática
considerando-se as similaridades e diferenças quanto à avaliação de adolescentes nos dois países.
Palavras-chave:
psicologia positiva, avaliação, psicometria
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA POSITIVA PARA A SAÚDE COLETIVA NO
BRASIL, ESPECIALMENTE NA ATENÇÃO AOS ADOLESCENTES
O presente trabalho tem como objetivo discutir as contribuições e perspectivas da Psicologia Positiva
para os cuidados em saúde em âmbito nacional. Observa-se, atualmente, esforços relacionados com a
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busca de medidas preventivas mais eficazes, e de promoção da saúde, que desenvolvam habilidades
de enfrentamento das adversidades e melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, especialmente de
crianças e adolescentes. Inicialmente focado em ciências biológicas, o modelo de atenção à saúde
recentemente tem incorporado contribuições de teorias das ciências sociais. Atualmente, o modelo
conhecido como “Clínica ampliada” propõe uma extensão da atenção à saúde, que inclui também
determinantes subjetivos, além dos biológicos e sociais. No final da década de 1970, verificou-se o
desenvolvimento da Saúde Coletiva como uma proposta para ultrapassar a prática tradicional. Esta
contribuição foi determinante para a melhoria do processo de saúde. O modelo brasileiro de “Clínica
Ampliada” propôs uma ampliação da assistência à saúde, combinando determinantes biológicos e
sociais. De acordo com o conceito da “Clínica ampliada”, a Psicologia Positiva tem desempenhado um
papel importante, com a proposta de dar um novo dinamismo ao modelo tradicional. A partir dessa
perspectiva, a mesa discute o advento da Psicologia Positiva como uma nova forma de compreender e
atuar no campo da saúde coletiva, priorizando ações de promoção da saúde, sobretudo em relação aos
adolescentes.
Autoria/Filiação:
Caroline Tozzi Reppold Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de
Porto Alegre – Brasil
Léia Gonçalves Gurgel Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre – Brasil
Ana Cristina Pedron Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre – Brasil
Apresentação:
Caroline Tozzi Reppold
Palavras-chave:
psicologia psitiva, saúde pública, adolescentes
RESUMO (2)
CONTRIBUTOS DO MMPI-A PARA A COMPREENSÃO DO COMPORTAMENTO
ADAPTATIVO NA ADOLESCÊNCIA
Nesta comunicação, pretendemos sistematizar e apresentar os resultados de uma investigação,
composta por vários estudos, em que procurámos compreender a relação entre a organização da
personalidade na adolescência e a adaptação dos adolescentes aos seus contextos de vida,
particularmente o escolar. Para tal, além de um questionário sobre a vida escolar, que recolheu
indicadores de desempenho, integração e satisfação global, utilizámos a versão experimental
portuguesa do Inventário Multifásico da Personalidade de Minnesota – Adolescente (MMPI-A), um
instrumento de autorrelato de avaliação da personalidade e da psicopatologia adolescente, e que se
encontra a ser aferido para a população portuguesa. Os resultados serão discutidos tendo em conta a
importância da personalidade para a capacidade de resposta dos jovens aos desafios da adolescência
e, particularmente, considerando a relevância da identificação de situações de potencial
vulnerabilidade através da utilização de instrumentos de avaliação psicológica, como o MMPI-A, que
nos ofereçam bons indicadores de validade e permitam conceptualizar melhor a natureza das
dificuldades dos jovens.
Autoria/Filiação:
Renato G. Carvalho Universidade de Lisboa – Portugal
Rosa F. Novo Universidade de Lisboa – Portugal
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Apresentação:
Renato G. Carvalho
Palavras-chave:
personalidade, satisfação global, adaptação adolescentes
RESUMO (3)
ADAPTAÇÃO AO ENSINO SUPERIOR E DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA NA
ADULTEZ EMERGENTE
O Ensino Superior apresenta mudanças significativas ao longo das últimas décadas, recebendo um
público cada vez mais diverso na sua proveniência social e cultural, preparação académica prévia, e
motivações e expetativas. Apesar desta diversidade, uma percentagem significativa desse público é
ainda composta por jovens entre os 18 e os 25 anos, geralmente chamados de alunos “tradicionais”.
Estes jovens encontram-se num período do seu desenvolvimento, designado de “adultez emergente”,
que se carateriza pela intensa atividade de exploração da identidade, um foco no self, a perceção de
múltiplas possibilidades e o sentimento de instabilidade próprio de quem se sente estar entre a
adolescência e a adultez. Através do adiamento de responsabilidades da vida adulta (como a
independência financeira, o casamento, ou o nascimento do primeiro filho), a experiência universitária
e o contexto do Ensino Superior permitem ao “adulto emergente” a vivência de uma moratória para a
experimentação e definição da sua identidade, nomeadamente em termos vocacionais ou de carreira.
Nesta comunicação explicitamos como a qualidade da adaptação ao Ensino Superior poderá influenciar
os resultados neste domínio do desenvolvimento da identidade, e vice-versa. São exploradas as
necessidades e caraterísticas destes universitários, em termos da sua exploração e decisão vocacional,
expetativas e formação de objetivos, e compromisso com uma identidade vocacional. Discutem-se,
ainda, pistas e medidas para a avaliação e intervenção na área.
Autoria/Filiação:
Alexandra M. Araújo Universidade do Minho – Portugal
Leandro S. Almeida Universidade do Minho – Portugal
Apresentação:
Alexandra M. Araújo
Palavras-chave:
motivação, universitários, decisão vocacional
RESUMO (4)
EXPERTISE E COMPETÊNCIA NO ESTUDO
Diversas variáveis podem influenciar o processo de aprendizagem, mas ressalta-se a concepção de
que o estudante deve assumir um papel ativo em seu processo de aprender. A autorregulação e a
expertise vêm recebendo atenção dos pesquisadores da Psicologia Educacional. Isso porque
representam a capacidade do indivíduo em se adaptar às demandas dos contextos atuais, em especial,
no acadêmico e na vida profissional. A presente comunicação visa discutir a Autorregulação da
Aprendizagem (ARA) por se tratar das competências necessárias ao estudante para se tornar
autônomo e bem sucedido. Para tanto, um dos aspectos que devem ser considerados é a competência
de estudo observada tanto pelos comportamentos e forma de estudar, como pelo desempenho e
resultado dessas ações no tocante a expertise do estudante. Serão apresentados resultados de
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investigação acerca da temática para o contexto brasileiro e estudo acerca da construção de um
instrumento psicometricamente adequado para Brasil e Portugal.
Autoria/Filiação:
Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly (coordenadora) Universidade São Francisco –
Brasil
Leandro S. Almeida Universidade do Minho – Portugal
Nayane Martoni Piovezan Universidade São Francisco – Brasil
Anelise Silva Dias Universidade Paulista - UNIP - Brasil
Apresentação:
Maria Cristina Rodrigues Azevedo Joly (coordenadora)
Palavras-chave:
psicometria, universitarios, autorregulação
Nome:
Solange Wechsler
Titulo:
Convergências e necessidades da avaliação psicológica nos países ibero-latinos: uma proposta de integração
Resumo:
A avaliação psicológica no contexto ibero-latino possui características e necessidades distintas daquelas que
existem em outros países. Considerando os parâmetros comuns de linguagem e cultura que unem estes
povos, podem ser encontrados pontos comuns no desenvolver da sua história que persistem até os dias de
hoje. Do mesmo modo, diversas necessidades para o avanço da área de avaliação psicológica possuem
semelhanças entre estes países. As convergências e desafios de 2 países sul-americanos ( Argentina e Peru)
serão comparadas com àqueles de 2 países ibero-americanos (Portugal e Espanha) a fim de encontrar pontos
comuns com pesquisadores brasileiros e possibilitar traçar linhas mestras de ação visando a melhoria dos
instrumentos e serviços psicológicos nestes continentes.
Palavras-chave:
ibero-latino, ciência, pesquisa
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
EVALUACIÓN PSICOLÓGICA EN ARGENTINA: UN CAMPO DISCIPLINAR FÉRTIL
Y CONTRADICTÓRIO
Se hará referencia al área de la Evaluación y Diagnóstico Psicológico en Argentina, como disciplina y
como profesión de alta especificidad al rol del psicólogo desde 3 perspectivas: a) formación académica
de grado y de posgrado, b) investigación c) prácticas profesionales y rol de los Colegios profesionales.
Con respecto a la formación académica se analizará cómo la prevalencia casi hegemónica de un solo
paradigma que impregnó los currículos universitarios en gran parte del siglo XX. La prevalencia de
técnicas proyectivas y, dentro de ellas la de Rorschach fueron resultado de este sesgo. Se analizarán
los cambios que se produjeron en los últimos 30 años, que se expresaron en investigaciones con
poblaciones de diferentes contextos ecológicos y culturales, en la validación de tests surgidos en
contextos anglosajones, tanto como en la creación de nuevas pruebas, la mayoría, psicométricas. Se
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hará referencia a las tareas de investigación y difusión de y con tests psicométricos con la presencia
de figuras pioneras que otorgaron jerarquía al área en las últimas décadas. Se intentará dar
respuestas a las causas que determinan que, a pesar los cambios y avances, las prácticas
profesionales se apoyen casi en un solo paradigma, lo que genera muchas veces, que los resultados
de las evaluaciones no puedan respuestas a las preguntas que las motivaron.Finalmente se
puntualizará qué líneas se considera prioritarias encarar, con el propósito de superar las
contradicciones encontradas, tanto en la formación académica, como en investigación, y en el vínculo
academia-Colegio de Psicólogos; la intención es superar la dicotomía psicométrico-proyectivo,
nomotético-ideográfico y la obtención de diagnósticos más fiables que, como consecuencia,
jerarquicen el área, vital en las prácticas del psicólogo.
Autoria/Filiação:
Norma Contini
Universidad Nacional de Tucumán
Apresentação:
Norma Contini
Palavras-chave:
formación argentina, investigación argentina, testes argentinos
RESUMO (2)
LA EVALUACIÓN PSICOLÓGICA EN EL PERÚ: HISTORIA, PROBLEMÁTICA Y
EXPERIENCIAS IBEROAMERICANAS A IMITAR
La profesionalización de la psicología en el Perú se inicia en 1955 al crearse la Sección de Psicología en
la Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Respecto al ejercicio profesional de la Psicología en el
Perú está amparada por la ley promulgada el 27 de octubre del 2004 .El desarrollo de la medición
psicológica en el Perú se encuentra en un grave problema, no se dispone de pruebas estandarizadas a
nuestra realidad, además de carecer de una política de control que norme su uso. Se hace necesario
elaborar una política de estandarización de los test psicológicos. Bajo ese contexto se describen
experiencias de sistematización para el desarrollo adecuado de las pruebas psicológicas en España y
Brasil, que pueden ser útiles como modelo para el Perú y otros países de Latinoamérica, las mismas
que están establecidas por: Regulación legal, comités de evaluación de la calidad de los test, estudios
de post grados, pautas para la buena enseñanza de los test. Se proponen como acciones: Hacer
cumplir la Ley 28369 del Trabajo del Psicólogo la misma que recomienda que el Colegio de Psicólogos
del Perú debe garantizar que las pruebas psicológicas cumplan con los estándares internacionales, la
creación del Comité Nacional de Pruebas, la ejecución de eventos académicos que permitan discutir la
problemática de los test, la edición de la Revista Peruana de Psicometría, la formación de la Red
Peruana de Psicometría, la constitución de una sociedad académica, un debate sobre la buena
enseñanza de los test y la acreditación de aquellas Escuelas Profesionales que cumplan con los
estándares de una enseñanza de calidad, regulación de la comercialización de pruebas y un sistema de
evaluación de la calidad de los test.
Autoria/Filiação:
José Livia
Apresentação:
José Livia
Universidad Nacional Federico Villareal
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Palavras-chave:
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formación peruana, investigaciones peruanas, testes peruanos
RESUMO (3)
PERCURSOS DE DESENVOLVIMENTO DA INVESTIGAÇÃO E DA FORMAÇÃO NO
DOMÍNIO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA EM PORTUGAL
A avaliação psicológica é um domínio que tem conhecido nas últimas décadas uma evolução
significativa que se manifesta, ao nível internacional, através dos estudos empreendidos e das
aplicações nos diversos contextos profissionais em que a avaliação é requerida. Contudo, o
desenvolvimento deste domínio, tradicionalmente delineado e definido a partir dos avanços de
‘comunidades’ de psicólogos inseridos em diferentes escolas de pensamento, terá, porventura, como
principal desafio, considerar ‘o progresso’ a partir do questionamento das teorias, dos métodos e dos
standards que melhor poderão contribuir para a evolução ‘colectiva’. Por outro lado, a afirmação da
relevância, propriedade e utilidade da Avaliação Psicológica, nos diferentes países, exige práticas
formativas de graduação e pós-graduação consistentes e inscritas numa lógica sustentada em
contínua investigação ‘local’. A participação portuguesa nesta mesa redonda, com representantes de
diversos países latino-americanos, tem como principal objectivo dar a conhecer a evolução deste
domínio de estudo, de investigação e de formação em Portugal e, assim, contribuir para a discussão
das especificidades e complementaridades da Avaliação Psicológica em diferentes geografias e
culturas. Nesse sentido propomo-nos caracterizar: a) os planos de formação académica em Avaliação
Psicológica no âmbito dos diplomas de Psicologia concedidos pelas principais Escolas Superiores e
Universidades em Portugal; b) os projectos de investigação em curso ou inscritos nos Centros de
Investigação ou nas Universidade Portuguesas que recaem no âmbito de teorias, modelos ou
instrumentos de avaliação psicológica; c) os principais paradigmas e linhas de orientação da avaliação
psicológica aplicada a contextos específicos, designadamente ao clínico e ao forense ou judiciário; d) o
sentido desejável da evolução futura da avaliação psicológica no país tendo por referência os padrões
de maturidade da ciência psicológica em Portugal.
Autoria/Filiação:
Rosa Ferreira Novo
Universidade de Lisboa
Apresentação:
Rosa Ferreira Novo
Palavras-chave:
formação portuguesa, investigação portuguesa, testes portugueses
RESUMO (4)
EVALUACIÓN DE LA INTERVENCIÓN EDUCATIVA SUPERIOR EN ALGUNOS
PAÍSES IBEROAMERICANOS Y EN ESPAÑA
En esta comunicación se hará referencia a las lagunas importantes que existen en la evaluación de las
iniciativas de instrucción en la enseñanza superior. Este problema, a nuestro entender, tiene su origen
en: a) los recursos humanos y materiales que exige este tipo de investigación; b) la escasez de
instrumentos de medida adecuados, para captar la parte más compleja de aprendizaje, a saber, los
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procesos de pensamiento; y c) el problema de la transferencia. El problema de los recursos es
acuciante en mi país, debido a políticas poco conveniente de las últimas décadas. En Iberoamérica hay
una buena sensibilización sobre la enorme importancia que tiene la investigación en educación, para
cualquier país. Sin embargo, se necesita una mayor sensibilización hacia este tipo especial de
investigación. La instrucción en la enseñanza superior ofrece resultados a medio plazo y modestos, no
permite presentar productos de cierta importancia anualmente, lo que es un problema, hoy día, para
los investigadores y las instituciones, ambos sujetos a la evaluación por resultados. La escasez de
instrumentos de medida en nuestro idioma es importante. Hay algunos instrumentos de evaluación del
pensamiento que no cumplen con los mínimos requisitos psicométricos de adaptación a la población de
referencia y de baremación de la misma. Nuestro grupo ha hecho un esfuerzo por desarrollar y validar
un test de pensamiento crítico en varios países, en el nuestro, en Perú y, en la actualidad, en
Colombia. Existe una validación terminada en España y en Perú, y otra en proceso. Expondremos la
necesidad de pruebas abiertas y no cerradas, para poder captar toda la riqueza de tales procesos
superiores. Finalmente, existe un problema serio pendiente, desde siempre, la transferencia. Los
procesos de aprendizaje superior, y el pensamiento es el más importante de todos, exige que se
evalúe su generalización a diferentes ámbitos. Aquí nos encontramos con un problema conceptual y
metodológico. Conceptual porque se necesita una redefinición del propio concepto de transferencia,
algo que haremos en esta comunicación. Y metodológico porque no existen instrumentos adecuados
para medirla. Nuestra propuesta aquí va de la mano de la conceptual que presentaremos
Autoria/Filiação:
Carlos Saiz
Universidad de Salamanca
Apresentação:
Carlos Saiz
Palavras-chave:
pensamiento critico, testes educacionales, evaluación educacional
Nome:
Makilim Nunes Baptista
Titulo:
Depressão, suporte social e qualidade de vida no trabalho: apresentando novos instrumentos.
Resumo:
A proposta da mesa redonda é apresentar três instrumentos publicados recentemente, a saber, a Escala
Baptista de Depressão (Versão Adulto) – EBADEP-A, a Escala de Suporte Social – EPSUS e a Escala de
Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalaho – Escala-QVT, que podem ser utilizados em diferentes áreas da
atuação profissional. Será relatado o processo de construção e os estudos psicométricos realizados.
Palavras-chave:
depressão, suporte social, qua, ,
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
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ESCALA BAPTISTA DE DEPRESSÃO (VERSÃO ADULTO) – EBADEP-A
A EBADEP-A é uma escala construída no Brasil, a partir de indicadores dos manuais diagnósticos como
o DSM-IV-TR, CID 10, bem como, descritores baseados na Teoria Cognitiva de Beck e Teoria
Comportamental da Depressão. A amostra normativa foi composta por 1676 participantes, sendo
estes pertencentes a diversos grupos, estudos, locais de coleta, Estados, diagnósticos, selecionados
por conveniência, sendo os mesmos divididos em grupos, tais como, pessoas com depressão,
pacientes psiquiátricos, universitários, hospitalizados por doença física, acompanhantes, e não
depressivos. Foram realizados estudos de evidências de validade de conteúdo, critério e construto, que
demonstraram que a escala tem qualidades psicométricas bastante adequadas, além de discriminar os
diversos grupos de maneira esperada pela literatura, além da realização de estudos de precisão,
sensibilidade, especificidade e normatização. O instrumento encontra-se aprovado pelo SATEPSI e
parece ser importante, em termos de rastreamento no Brasil, já que foi construída e validada no país.
Autoria/Filiação:
Makilim Nunes Baptista
Universidade São Francisco
Apresentação:
Makilim Nunes Baptista
Palavras-chave:
depressão, validade, escala
RESUMO (2)
ESCALA DE PERCEPÇÃO DO SUPORTE SOCIAL (VERSÃO ADULTA) – EPSUS-A
O trabalho apresentará o processo de construção dos itens da EPSUS-A, bem como os estudos de
evidências de validade com base na estrutura interna (tanto pelo modelo da Teoria Clássica dos
Testes, como pela Teoria de Resposta ao Item), evidências de validade com base na relação com
outras variáveis e índices de precisão por meio de consistência interna. Em relação à evidência de
validade com base na estrutura interna, por intermédio da análise fatorial, a EPSUS-A se configurou
em quatro fatores com adequados parâmetros psicométricos e explicados teoricamente, sendo esses o
Afetivo; Interações Sociais; Instrumental e Enfrentamento de Problemas. As análises de Rasch
evidenciaram adequações das quatro dimensões, constatando, por intermédio do mapa de itens, que a
média dos itens esteve abaixo à média das pessoas, indicando que os itens foram facilmente
endossados pela amostra. Os parâmetros de precisão, verificados por meio de consistência interna,
foram adequados com os postulados da literatura. Em relação às evidências de validade com base na
relação com outras variáveis, foram realizados dois estudos, o primeiro entre EPSUS-A e instrumentos
de mensuração de sintomatologia depressiva e suporte familiar, e o segundo, entre EPSUS-A e
instrumentos que avaliam sintomatologia depressiva e ansiosa, nos quais a EPSUS-A apresentou
correlações coerentes aos achados da literatura. Atualmente a EPSUS-A encontra-se em fase de
normatização e elaboração do manual, para que posteriormente possa ser submetida ao SATEPSI.
Autoria/Filiação:
Hugo Ferrari Cardoso
Universidade do Sagrado Coração
Apresentação:
Hugo Ferrari Cardoso
Palavras-chave:
suporte social, validade, escalaq
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RESUMO (3)
ESCALA DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO – ESCALA-QVT
A Escala-QVT foi construída considerando oito dimensões sobre qualidade de vida no trabalho
propostas por Walton. O estudo foi realizado em dois momentos. No primeiro foi estabelecida
evidência de validade de construto por meio de análise fatorial exploratória que resultou em uma
estrutura interna com 35 itens, distribuídos em quatro fatores que explicaram 48,70% da variância
total. Posteriormente a escala foi aplicada em novos sujeitos, sendo mantidos os 35 itens e os quatro
fatores inicialmente observados, a saber: o fator ‘QVT relacionada a integração, respeito e autonomia’,
composto por 15 itens; o fator ‘QVT relacionada a compensação justa e adequada’, composto por 6
itens; o fator ‘QVT relacionada a incentivo e suporte’, que possui 8 itens; e o fator chamado ‘QVT
relacionada a possibilidades de lazer e convívio social’, composto por 6 itens. O instrumento é
respondido por meio de uma escala Likert de cinco pontos, que são respectivamente pontuados de 1 a
5. A pontuação em cada fator corresponde à soma das pontuações atribuídas a cada item. O
instrumento apresentou propriedades psicométricas satisfatórias.
Autoria/Filiação:
Fabián Javier Marín Rueda
Universidade São Francisco
Apresentação:
Fabián Javier Marín Rueda
Palavras-chave:
qualidade de vida, validade, escala
RESUMO (4)
ESCALA DE AUTOEFICÁCIA PARA ESCOLHA PROFISSIONAL (EAE-EP)
A Escala de Autoeficácia para Escolha Profissional (EAE-EP) avalia as crenças das pessoas na própria
capacidade para se envolver em tarefas relativas à escolha profissional, por meio de quatro fatores,
Autoeficácia para Autoavaliação, Autoeficácia para Coleta de Informações Ocupacionais, Autoeficácia
para Busca de Informação Profissional Prática e Autoeficácia para Planejamento de Futuro, além de um
escore geral. A amostra normativa contou com 1.318 pessoas, 56,4% do sexo feminino, estudantes
das três séries do ensino médio, com idade média de 16,2 anos. Os participantes eram estudantes de
escolas públicas e particulares, dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Foram realizados estudos
psicométricos com o instrumentos, sendo verificadas evidências de validade baseadas na estrutura
interna, na relações com outros construtos (personalidade, dificuldades de decisão e interesses
profissionais) e com variáveis sociodemográficas, além de estudos de adequação dos itens pelo
modelo de Rasch. As estimativas de precisão, pelo método de Alfa de Cronbach, foram satisfatórias,
entre 0,74 e 0,95. Estudos mais recentes indicaram também relações com autoconceito e com o perfil
de diferenciação dos interesses profissionais. As normas do instrumento são apresentadas em relação
à amostra geral, bem como com tabelas específicas por sexo e tipo de escola. A EAE-EP encontra-se
aprovada pelo SATEPSI e disponível para uso profissional.
Autoria/Filiação:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
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Universidade São Francisco
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Apresentação:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
Palavras-chave:
Orientação profissional, avaliação psicológica, autoeficácia
Nome:
JULIANE CALLEGARO BORSA
Titulo:
DESAFIOS DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO CONTEXTO CLÍNICO
Resumo:
A avaliação psicológica no contexto clínico é uma prática importante e seus resultados proporcionam o
melhor direcionamento das intervenções potencialmente efetivas para cada caso avaliado. Ao longo do
processo, o psicólogo que atua nesta área se depara com uma série de dificuldades. Estas dificuldades são
inerentes à própria complexidade humana e às limitações das técnicas e instrumentos utilizados na avaliação
de diferentes características. A presente mesa redonda tem por objetivo discutir os desafios da avaliação
psicológica no contexto clínico. Para isso, apresenta quatro trabalhos que ilustram alguns desafios
encontrados na avaliação de diferentes características e em diferentes faixas etárias. Os trabalhos
apresentados visam a discutir problemas decorrentes da ausência de instrumentos específicos para a
avaliação de transtornos de aprendizagem de leitura e escrita e emocionais, bem como a dificuldade para
acessar adequadamente certos tipos de informações – sejam elas obtidas com diferentes informantes ou por
diferentes métodos com o próprio paciente. O foco da mesa redonda é apontar essas limitações, bem como
sugerir algumas alternativas para lidar com essas dificuldades.
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Clínica, Desafios
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
DIFICULDADES NA IDENTIFICAÇÃO DE TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM DE
LEITURA E ESCRITA NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS
Crianças em idade pré-escolar ou no início da escolarização formal (entre 6 e 9 anos, em sua maioria)
pertencem à faixa etária mais encaminhada para avaliação psicológica. A maior frequência das queixas
que levam esses pacientes a atendimento são dificuldades de aprendizagem (gerais ou específicas a
uma única disciplina escolar). A avaliação desses pacientes geralmente consiste em: (a) comprovar a
existência de um déficit em relação ao contexto de origem da criança (colegas, família e escola) e, no
caso desse ser verificado, (b) identificar a origem dessa dificuldade, que deverá ser, primordialmente:
(1) de ordem cognitiva global (deficiência intelectual), (2) emocional (quadro depressivos, ansiosos ou
outros), (3) dificuldade/transtorno de aprendizagem específica (leitura, escrita, matemática, etc.). A
avaliação psicológica de crianças em início de escolarização com queixas de dificuldade de
aprendizagem requer diferenciar problemas/transtornos de linguagem (leitura e escrita) de déficits
cognitivos amplos (raciocínio lógico, compreensão, memória, entre outros). No entanto, há uma
escassez de instrumentos psicológicos que permitam identificar os déficits de linguagem citados e
encaminhar os casos indicados (com hipóteses diagnósticas de dislexia, disortografia, etc.) para
avaliação e posterior intervenção com fonoaudiólogos. O presente trabalho não pretende supor que
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psicólogos sejam habilitados a realizar diagnósticos que competem a fonoaudiólogos, mas tem como
objetivo principal discutir a necessidade de saber fazer encaminhamentos mais apropriadamente e,
principalmente, não diagnosticar incorretamente crianças com problemas de linguagem/transtorno de
aprendizagem de leitura/escrita como apresentando déficits cognitivos. Enquanto os transtornos do
primeiro tipo geralmente respondem bastante à intervenção, os do segundo tipo apresentam uma
evolução mais modesta com o tratamento adequado. A apresentação pretende discutir como
resultados negativos em alguns instrumentos cognitivos podem ser erroneamente interpretados, bem
como levantar a questão da ausência de instrumentos psicológicos que avaliem linguagem oral, leitura
e escrita em crianças em início de escolarização.
Autoria/Filiação:
Denise Balem Yates
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Denise Balem Yates
Palavras-chave:
transtornos de aprendizagem, déficits cognitivos, diagnóstico diferencial
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO EMOCIONAL DE CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE
APRENDIZAGEM: VALIDADE CLÍNICA DAS TÉCNICAS E ASPECTOS
INTERDISCIPLIN
AVALIAÇÃO EMOCIONAL DE CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: VALIDADE CLÍNICA
DAS TÉCNICAS E ASPECTOS INTERDISCIPLINARES
Crianças com problemas de aprendizagem podem apresentar dificuldades emocionais associadas que
merecem atenção no momento da avaliação psicológica. Dentre os recursos para essa avaliação,
podemos utilizar entrevistas, técnicas lúdicas, escalas, instrumentos projetivos e outras técnicas
gráficas. As técnicas lúdicas e projetivas podem fazer emergir as fantasias da criança com relação ao
atendimento e ao seu problema, bem como podem elucidar importantes vivências familiares e
situações de interação com pares. Algumas técnicas possuem estudos atualizados, porém outras, até
pouco tempo consideradas válidas, precisam de algumas adaptações. Nesse sentido, pretende-se
apresentar alguns casos clínicos e discutir o uso qualitativo de técnicas projetivas no contexto da
avaliação emocional de crianças com dificuldades de aprendizagem. Também serão debatidas
questões sobre a validade psicométrica destas técnicas e sua validade clínica. Outro ponto em questão
é a importância da avaliação interdisciplinar para a melhor compreensão do problema das crianças e
para o adequado fornecimento do diagnóstico e do encaminhamento. Nesse aspecto, será apresentado
um serviço de atendimento a crianças com dificuldades de aprendizagem, que tem a parceria de
neurologistas, fonoaudiólogas, psicólogas e neuropsicólogas, além de contar com o apoio de outros
profissionais que atuam, por exemplo, na avaliação de dificuldades específicas, tal como discalculias.
As crianças inicialmente realizam duas avaliações, uma fonoaudiológica e outra neuropsicológica, a fim
de serem diagnosticadas em relação à dislexia e a problemas de leitura e escrita. Dependendo do
diagnóstico, algumas crianças começam a realizar oficinas de leitura e escrita e outras são
encaminhadas para aprofundamento do psicodiagnóstico e da avaliação emocional, buscando verificar
a necessidade de atendimento psicoterápico, psicopedagógico ou outro tipo de encaminhamento.
Nessa atividade, ressalta-se a importância do trabalho interdisciplinar e do uso de algumas técnicas
projetivas no contexto de avaliação emocional de crianças com dificuldades de aprendizagem.
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Autoria/Filiação:
Josiane Pawlowski
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Apresentação:
Josiane Pawlowski
Palavras-chave:
avaliação emocional, validade clínica, crianças
RESUMO (3)
DESAFIOS DA AVALIAÇÃO CLÍNICA DE CRIANÇAS POR DIFERENTES MÉTODOS
E POR MÚLTIPLOS INFORMANTES
DESAFIOS DA AVALIAÇÃO CLÍNICA DE CRIANÇAS POR DIFERENTES MÉTODOS
E POR MÚLTIPLOS INFORMANTES
O psicodiagnóstico infantil é um processo complexo que exige o uso de diferentes métodos de coleta
de dados. Cada instrumento ou técnica utilizados apresenta vantagens e desvantagens e nenhum
deles é capaz de apreender toda a complexidade do fenômeno investigado. É a integração dos dados
advindos de diferentes fontes que permita uma avaliação mais completa da criança. Além disso, a
coleta de informações sobre o desenvolvimento normal e patológico infantil é essencial e, neste
sentido, é importante contar com informações advindas de diferentes informantes, quais sejam os pais
e cuidadores, professores, profissionais de saúde, além da própria criança. Entende-se que cada
informante poderá fornecer informações ricas e específicas, já que a criança tende a se comportar de
diferentes formas, nos diferentes contextos em que está inserida e nas diferentes relações que
estabelece. Instrumentos de autorrelato e heterorrelato, observações e entrevistas são alguns
exemplos de instrumentos úteis para avaliar problemas de comportamento, avaliados de acordo com
diferentes perspectivas. A partir destes métodos, é possível, por exemplo, comparar as concordâncias
e discrepâncias das informações oriundas de pais e mães, pais e professores ou da criança e seus pais
e seus professores, analisando criteriosamente os aspectos sociais, contextuais e afetivos que podem
estar influenciando estas opiniões. O presente trabalho tem como objetivo discutir a relevância da
coleta de dados de múltiplos informantes, no processo da avaliação psicológica clínica de crianças.
Também pretende-se discutir os vieses presentes nas respostas fornecidas em instrumentos de
autorrelato e heterorrelato. Para ilustrar a discussão, serão apresentados alguns casos clínicos e de
pesquisa.
Autoria/Filiação:
Juliane Callegaro Borsa
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Apresentação:
Juliane Callegaro Borsa
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Crianças, Informantes
RESUMO (4)
INCONGRUÊNCIAS DE DADOS EM PSICODIAGNÓSTICO: ASPECTOS TÉCNICOS E
PSICOMÉTRICOS
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INCONGRUÊNCIAS DE DADOS EM PSICODIAGNÓSTICO: ASPECTOS TÉCNICOS E PSICOMÉTRICOS
Uma das questões controversas acerca da mensuração de fenômenos psicológicos na clínica refere-se
à fidedignidade dos dados obtidos. Incongruências entre a percepção clínica do examinador e o
desempenho do examinando em testes psicológicos não são raramente observadas em
psicodiagnósticos. Pacientes, por exemplo, com nítidas inaptidões sociais podem apresentar escores
médios, ou até mesmo superiores em instrumentos de autorrelato que propõe a mensuração dessa
variável. Indivíduos com sintomatologia depressiva, que sugerem um quadro psicopatológico de
Transtorno Depressivo Maior, não preenchem os critérios de entrevistas (semi)estruturadas. Estes são
alguns exemplos de incongruências encontradas na clínica, as quais possibilitam a formulação de
algumas hipóteses, tais como: 1) os testes psicológicos são frágeis para captar o real estado do
paciente; 2) os pacientes tendem a responder os instrumentos conforme o que eles desejariam ser e
não como eles realmente são; e 3) os itens dos testes demandam um entendimento e percepção da
própria vida que são alterados pela condição psicopatológica do paciente e por isso a discrepância
entre a observação clínica e o desempenho na testagem psicológica. O objetivo deste trabalho é
discutir os métodos de coleta de dados em psicodiagnósticos, considerando os diferentes tipos de
instrumentos (autorrelato, entrevista, apreciação clínica, provas de desempenho), as propriedades
psicométricas (validade e normas de interpretação) e as habilidades clínicas do examinador (teóricoprática). Para ilustrar a discussão serão apresentados três instrumentos que estão sendo adaptados
para a cultura brasileira que avaliam um mesmo construto, a saber, a organização da personalidade,
por diferentes métodos: autorrelato, entrevista e apreciação clínica. Estes instrumentos se propõem
avaliar dimensões patológicas do funcionamento da personalidade. Os alcances e limitações de cada
técnica serão discutidos e considerações acerca dos aspectos psicométricos de instrumentos em
psicopatologia serão abordadas.
Autoria/Filiação:
Sérgio Eduardo Silva de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul;
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Denise Ruschel Bandeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Sérgio Eduardo Silva de Oliveira
Palavras-chave:
coleta de dados, psicodiagnóstico, psicometria
Nome:
Maycoln Leôni Martins Teodoro
Titulo:
DESENVOLVIMENTO E ADAPTAÇÃO DE ESCALAS PSICOMÉTRICAS PARA PENSAMENTOS DISFUNCIONAIS E
POSITIVOS EM TERAPIA COGNITIVA
Resumo:
O uso de escalas é amplamente difundido dentro das ciências da saúde devido à sua facilidade de aplicação e
correção. Seguindo esta tendência, existe um crescente interesse de clínicos e pesquisadores das terapias
cognitivas por este tipo de instrumento, sendo que diversas escalas já foram criadas com o propósito de
avaliar diversas dimensões teóricas. Nesta mesa serão discutidos trabalhos que desenvolveram ou adaptaram
instrumentos para a avaliação de cognições superficiais, chamadas de pensamentos automáticos. O primeiro
trabalho, intitulado “Investigação das propriedades psicométricas da escala de pensamentos depressivosEPD”, de autoria de Adriana Munhoz Carneiro (mestre, USF), apresenta apresentar o processo de construção,
avaliação de conteúdo e análise fatorial desta escala. A segunda investigação, com o título “Avaliação
pensamentos automáticos disfuncionais em crianças e adolescentes” foi coordenada por Maycoln Teodoro
(UFMG) objetiva adaptar e investigar alguns aspectos de validade fatorial e explicativa da Children´s
Automatic Thoughts Scale (CATS). O terceiro estudo, de autoria da mestranda Mariana Verdolin Guilherme
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Froeseler (UFMG), se chama “Avaliação de pensamentos positivos em adolescentes: um estudo exploratório”
e tem como objetivo identificar os pensamentos positivos mais frequentes em uma amostra de adolescentes.
Este é um primeiro passo para a construção de itens que formarão uma escala de pensamentos positivos. Os
três estudos são importantes na medida que contribuem para uma área com pouca tradição na utilização de
instrumentos válidos e fidedignos.
Palavras-chave:
escalas, pensamentos automáticos, terapia cognitiva
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DE PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS DISFUNCIONAIS EM CRIANÇAS
E ADOLESCENTES
Os pensamentos automáticos são cognições não voluntárias que surgem em nossa mente na forma de
imagens ou lembranças ligadas a aspectos de nossa vida. Os pensamentos automáticos são
disfuncionais quando o seu conteúdo se distancia da realidade, sendo sua investigação extremamente
importante na clínica psicológica devido a sua relação com alguns transtornos psicopatológicos como a
depressão ou ansiedade. Tendo em vista a carência de instrumentos no Brasil, principalmente para
amostras de crianças e adolescentes, este estudo teve como objetivo adaptar e investigar alguns
aspectos de validade fatorial e explicativa da Escala de Pensamentos Automáticos para Crianças e
Adolescentes (EPA) (Children´s Automatic Thoughts Scale, CATS). Foram avaliadas 326 crianças e
adolescentes, sendo 135 meninos (41,40%) e 189 meninas (58,00%) com idade variando entre nove
e 16 anos. Os participantes responderam à EPA e ao Inventário de Depressão Infantil. O projeto foi
aprovado pelo comitê de ética da universidade do autor e os instrumentos aplicados coletivamente. A
análise dos dados foi feita por meio de análise fatorial exploratória com o método dos eixos principais
e rotação oblimin e regressão linear. Os resultados indicaram uma estrutura fatorial com quatro
fatores para a EPA semelhantes à escala original, bem como consistência interna satisfatória para
todos os agrupamentos. Foram encontradas correlações significativas entre a intensidade dos
pensamentos automáticos disfuncionais e os sintomas de depressão, sendo que o fator fracasso
pessoal mostrou-se um preditor significativo da intensidade da depressão. Este resultado apoia dados
da literatura que relacionam uma visão disfuncional de si mesmo como sendo preditor de sintomas
depressivos. Os resultados iniciais sugerem ser a EPA um instrumento promissor a ser adotado no
Brasil para a avaliação dos pensamentos automáticos de crianças e adolescentes.
Autoria/Filiação:
Maycoln Leôni Martins Teodoro
Universidade Federal de Minas Gerais
Apresentação:
Maycoln Leôni Martins Teodoro
Palavras-chave:
escalas, crianças, pensamentos automáticos
RESUMO (2)
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AVALIAÇÃO DE PENSAMENTOS POSITIVOS EM ADOLESCENTES: UM ESTUDO
EXPLORATÓRIO
O fortalecimento da Psicologia Positiva vem contribuindo fortemente para o crescente interesse no
papel das variáveis positivas no funcionamento psicológico. Estudos com diferentes faixas etárias
apontam padrões positivos de interpretação das experiências como importantes preditores de
variáveis como satisfação com a vida e autoestima. Correlações interessantes entre pensamentos
positivos e menores índices de sintomas psicopatológicos também são encontradas na literatura.
Apesar desses achados, percebe-se uma lacuna de instrumentos que investiguem pensamentos
positivos, tanto em adultos quanto em jovens. Diante do exposto, o presente trabalho visa identificar
os pensamentos positivos mais frequentes entre adolescentes de Belo Horizonte. Esse estudo
exploratório auxiliará na construção de um instrumento de avaliação de pensamentos nessa
população. Participaram 150 adolescentes de 12 a 16 anos, sendo a maioria meninas. As aplicações
foram feitas coletivamente, em sala de aula, mediante a assinatura dos Termos de Consentimento
Livre e Esclarecido pelos responsáveis. Aplicou-se um questionário aberto, no qual o participante
deveria recordar-se de momentos importantes nos quais teve pensamentos positivos a respeito de si
mesmo, de outras pessoas e de seu futuro. Através de uma análise de conteúdo foi possível identificar
temas recorrentes e categorizar as respostas. Em relação aos pensamentos sobre si mesmo, o tema
mais frequente relaciona-se à habilidade do indivíduo em suas relações interpessoais. Os adolescentes
também se percebem como pessoas felizes e dotadas de qualidades morais e intelectuais. Os
pensamentos mais recorrentes sobre os outros também dizem respeito à qualidade de suas relações
sociais. Eles também são vistos como pessoas alegres e de bom caráter. Por fim, os adolescentes
pensam que seus futuros serão marcados por conquistas nos campos acadêmico, profissional e
interpessoal. Os resultados encontrados apontam para semelhanças interessantes entre os conteúdos
dos pensamentos sobre si, outros e futuro, o que deverá ser levado em conta na construção posterior
do instrumento.
Autoria/Filiação:
Mariana Verdolin Guilherme Froeseler
Universidade Federal de Minas Gerais
Apresentação:
Mariana Verdolin Guilherme Froeseler
Palavras-chave:
estudo exploratório, adolescentes, pensamentos positivos
RESUMO (3)
INVESTIGAÇÃO DAS PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DA ESCALA DE
PENSAMENTOS DEPRESSIVOS- EPD
O estudo de padrões negativistas relacionados à depressão é classificado pela Terapia Cognitiva como
base para o tratamento adequado e eficaz da depressão. Isso porque a negatividade é considerada
não como um sintoma, mas como função central para a instalação e manutenção da depressão.
Assim, investigar quais são os padrões de pensamentos mais frequentes em sujeitos depressivos,
utilizando medidas sistematizadas, como um teste psicológico, facilita o acompanhamento do
tratamento, permitindo ao psicoterapeuta avaliar e monitorar tais distorções. Desse modo, o presente
trabalho visa apresentar o processo de construção, avaliação de conteúdo e análise fatorial da Escala
de Pensamentos Depressivos (EPD). Fizeram parte da amostra 639 sujeitos com e sem diagnóstico
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confirmado de depressão, com idades entre 18 e 50 anos, de ambos os sexos, de forma que as
aplicações para seleção do grupo clínico foram realizadas individualmente por conta da aplicação de
escalas diagnósticas estruturadas. Dentre os principais resultados, foi verificado que aqueles com
diagnóstico confirmado de depressão apresentaram maiores distorções de pensamento, assim como
maior média de idade. Por meio da análise fatorial exploratória, foi encontrada uma solução não
aleatória com 34 itens e cinco fatores interpretáveis, sendo eles nomeados como F1 Baixa
autoestima/desvalorização, F2 Relacionamento interpessoal, F3 Auto valorização, F4 Expectativas
negativas/ insatisfação e F5 Desajustamento social. Outro resultado relevante diz respeito aos índices
de fidedignidade, os quais em geral foram adequados para o propósito da escala. Tais resultados
indicam boas qualidades psicométricas para a escala, e suscita a realização de novos estudos para
buscar outras evidências de validade e precisão.
Autoria/Filiação:
Adriana Munhoz Carneiro
Universidade São Francisco
Apresentação:
Adriana Munhoz Carneiro
Palavras-chave:
: pensamentos, depressão, terapia cognitiva
Nome:
LEONARDO AUGUSTO COUTO FINELLI
Titulo:
Docência em Avaliação Psicológica: Experiências de Formação
Resumo:
A docência em psicologia considera a preparação de pares para a formação e atuação profissional. A mesma
é regulamentada por dois “senhores”: o Conselho Federal de Psicologia, que transfere parte da atribuição do
estabelecimento da estrutura curricular à ABEP – Associação Brasileira de Ensino de Psicologia, e o Ministério
da Educação. Ambos impõem as Instituições de Ensino Superior – IES, parâmetros mínimos a construção do
curso de Psicologia, não obstante, são pensados parâmetros mínimos e que considerem a identidade do curso
e elementos da regionalidade. Nesse contexto a Lei nº 4.119, de 1962, que “Dispõe sobre os cursos de
formação em Psicologia e regulamenta a profissão de psicólogo”, em seu artigo 13º, parágrafo 1º determina
atividades de função privativa do Psicólogo quanto da utilização de métodos e técnicas psicológicas para
diversos objetivos da profissão. Partindo dessas duas premissas faz-se mister considerar que a formação
deva contemplar a capacitação do aprendiz a utilização de técnicas de exame psicológico, que, de modo
geral, são apresentadas nas disciplinas de Técnicas de Exame Psicológico e Técnicas de Avaliação Específicas
(ou qualquer nome similar apresentado na IES). Não obstante, considerando os custos de montagem e
manutenção de um Laboratório de Avaliação Psicológica, assim como as dificuldades para o ensino das
técnicas, é comum as IES optarem por oferecer uma carga horária de formação neste campo limitada. Tal
formação tem promovido profissionais pouco capacitados e pouco preparados para enfrentar os desafios do
mercado de trabalho. A proposta dessa mesa é discutir experiências de formação em diversas localidades, de
modo a ampliar as discussões sobre o tema e assim pensar em alternativas a serem propostas para os
órgãos regulamentadores.
Palavras-chave:
Ensino de Psicologia, Docência em Avaliação Psicológ, Testes Psicológicos
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
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DOCÊNCIA EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA: A FORMAÇÃO NO NORTE DE MINAS
A região norte do Estado de Minas Gerais Conta com três cursos de formação em psicologia, todos
sediados na cidade de Montes Claros. Os três, iniciados entre 2003 e 2007, são reconhecidos pelo MEC
– Ministério da Educação, com conceitos entre 3 e 4. Cada um apresenta suas particularidades e
ênfases de formação e os três apresentam disciplinas específicas de ensino de técnicas de avaliação
psicológica. Não obstante, as realidades são distintas quanto a alocação de espaço para o
funcionamento do laboratório de avaliação psicológica adequado a boa prática da avaliação, onde
somente uma das IES conta com um laboratório exclusivo. Por outro lado, a disponibilidade de
material para utilização é igualmente precária nas três instituições, onde o número de cadernos de
aplicação e de manuais de correção é insuficiente para o número de acadêmicos matriculados na
disciplina, o que gera a necessidade de utilização do mesmo material por pequenos grupos e dificulta o
aprendizado. Além disso, a distribuição de carga horária também é distinta, variando de 120 horas
(duas disciplinas de 60 horas cada) a 180 horas (divididas em 3 disciplinas de 80, 40 e 60 horas).
Considerando a carga horária de formação proposta nas matrizes, tem-se que a avaliação psicológica
ocupa de 3% a 4,1% do número de horas aula de formação. Tal resultado parece pequeno frente à
demanda de utilização dos recursos ofertados pelas disciplinas principalmente se se considerar que a
utilização de tais recursos é atribuição exclusiva e função privativa do Psicólogo que está sendo
formado, e que somente nestas cátedras são consideradas a apresentação, prática e correção de
vários instrumentos, assim como a elaboração de documentos como relatórios ou laudos psicológicos.
Autoria/Filiação:
LEONARDO AUGUSTO COUTO FINELLI Faculdade de Saúde Ibituruna – FASI e
Faculdades Integradas do Norte de Minas – FUNORTE
Apresentação:
LEONARDO AUGUSTO COUTO FINELLI
Palavras-chave:
Ensino de Psicologia, Docência em Avaliação Psicológ, Testes Psicológicos
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO CURSO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE
FEDERAL DA BAHIA - UFBA – CAMPUS ANÍSIO TEIXEIRA
O curso de psicologia da UFBA – Campus Anísio Teixeira iniciou em 2010. Como primeira turma,
consta na grade curricular do 6º semestre, o componente Avaliação Psicológica. Vista como um
processo técnico e científico de coleta, estudos e interpretações de informações de aspectos
psicológicos de pessoa ou de grupos, cujos resultados advindos devem ser capazes de possibilitar a
tomada de decisão em concordância com as dados, potenciais e contextos nos quais está inserida a
pessoa avaliada. Esse processo requer cuidados no planejamento, na análise e na síntese dos
resultados obtidos, assim como de todos os cuidados éticos. Nesta perspectiva, foram eleitos alguns
testes psicológicos e algumas técnicas para estudo. Ademais, seminários temáticos, com o intuito de
conhecer as nuances de avaliação psicológica nas diversas práticas e planejar os passos da avaliação
psicológica em determinados contextos e, visitas técnicas a alguns lugares de atuação do psicólogo.
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Autoria/Filiação:
Marlene Alves da Silva
Universidade Federal da Bahia – Campus Anísio Teixeira
Apresentação:
Marlene Alves da Silva
Palavras-chave:
Ensino de Psicologia, Docência em Avaliação Psicológ, Testes Psicológicos
RESUMO (3)
DOCÊNCIA EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA: REVISÃO CRÍTICA DA LITERATURA
BRASILEIRA
No atual contexto da pesquisa e prática em Avaliação Psicológica (AP) no Brasil, uma das principais
preocupações de pesquisadores e profissionais se refere à formação do psicólogo que trabalha nesse
campo. Se, por um lado, diversos trabalhos atestam a importância, popularidade e qualidade das
intervenções nessa direção, ainda há pouco consenso entre profissionais, pesquisadores e estudantes
sobre a importância de tal formação. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo realizar
uma revisão crítica da literatura científica brasileira sobre a docência em Avaliação Psicológica, tendo
em vista as particularidades da formação desse profissional no país. Para tanto, foram consultadas
bases de dados de periódicos e congressos científicos dos últimos 10 anos, visando identificar e
discutir os temas mais frequentemente abordados. Observou-se que a literatura sobre o tema
concentra-se em capítulos de livros, abordando como principais dificuldades (1) deficiências na
formação básica dos alunos em Metodologia Científica, Estatística e Teorias Psicológicas, (2) a
percepção destes do campo da Avaliação Psicológica pelos alunos como difícil e/ou orientada por uma
ideologia de exclusão e (3) a baixa carga horária de disciplinas de AP em alguns cursos, afetando a
qualidade da formação do profissional psicólogo. Tais dificuldades são discutidas em termos do
contexto atual da Educação Superior do país (mais especificamente, a formação do psicólogo) e a
diversidade de formação e atuação profissionais do psicólogo, abordando-se os problemas e
possibilidades emergentes de tal cenário.
Autoria/Filiação:
Alessandro Antonio Scaduto
Universidade de São Paulo
Fac Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto -
Apresentação:
Alessandro Antonio Scaduto
Palavras-chave:
Ensino de Psicologia, Docência em Avaliação Psicológ, Testes Psicológicos
Nome:
Carla Alexandra Moita Minervino
Titulo:
EMOÇÕES EM AVALIAÇÃO: DIVERSOS CONTEXTOS E INSTRUMENTOS
Resumo:
Resumo da Mesa:
Atualmente, há pouca dúvida quanto à importância da avaliação psicológica e o auxílio que os resultados
podem oferecer para à eficácia do trabalho do psicólogo. Neste sentido, um importante foco de pesquisa são
as questões emocionais. As transformações que ocorrem na sociedade contemporânea englobam diversos
aspectos estruturais que afetam o constructo emocional do ser humano, portanto, a capacidade de lidar com
as emoções se caracteriza como um diferencial na atualidade. Revisões atuais têm demonstrado que, embora
a temática não seja atual, há falta de estudos sobre avaliação psicológica nesta área, tem sido frequente a
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busca de parâmetros válidos, com a realização de situações estruturadas de pesquisa. Temas como
reconhecer as emoções em si e no outro; evitamento da proximidade, ansiedade relativa ao abandono e
fobias infantis serão debatidos nesta mesa redonda. Serão apresentados quatro trabalhos: (1) a avaliação da
ansiedade e do evitamento para caracterizar o estilo de apego em adultos: validade da escala Experiences in
Close Relationships (ECR) em amostra do Brasil; (2) o reconhecimento de expressões emocionais faciais por
crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade; (3) Fobias Infantis: elaboração e validação
de uma escala para crianças e adolescentes e (4) baralho das distorções: identificando e modificando
pensamentos e emoções.
Palavras-chave:
emoções, ansiedade, fobia
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DA ANSIEDADE E DO EVITAMENTO EM ADULTOS: VALIDADE DA
ESCALA EXPERIENCES IN CLOSE RELATIONSHIPS (ECR)
Nos últimos anos, alguns estudos têm evidenciado que as medidas categóricas de estilos de apego não
permitem uma caracterização detalhada e precisa da organização do apego, sendo necessárias formas
de avaliação alternativas com medidas contínuas. Em 1998, Brennan e colaboradores realizaram uma
análise fatorial de todas as medidas dos instrumentos de auto-avaliação, incluindo escalas de
classificação de tipo categóricas, descobrindo que estas medidas poderiam ser reduzidas a duas
dimensões: ansiedade e evitamento. A partir destas duas dimensões foi construído um questionário,
“Experiences in Close Relationships" (ECR), consistindo de duas subescalas de 18 itens, cada uma com
um coeficiente alfa maior que 0.90. Um indivíduo, respondente da escala, pode ter uma baixa
pontuação no ECR em ambas as dimensões, alta apenas em uma ou alta em ambas as escalas. Estilo
de apego ansioso é caracterizado por um medo exagerado de uma separação e abandono
apresentando altos índices de ansiedade e, ao mesmo tempo, evitamento baixo. O estilo evitante se
caracteriza por um desconforto com a intimidade e com a dependência elevado, apresentando também
uma representação negativa do outro. A importância da avaliação do apego em adultos torna-se de
extrema relevância para progredir na pesquisa sobre o apego e psicopatologia. Nesta mesa serão
apresentados resultados de estudos preliminares do ECR em uma população brasileira demonstrando
boas propriedades psicométricas, evidenciadas através de análises tradicionais e multidimensionais.
Autoria/Filiação:
Antonio Roazzi Universidade Federal de Pernambuco
Suely A. do N. Mascarenhas Universidade Federal de Pernambuco
Estefânea da S. Gusmão Universidade Federal de Pernambuco
Maira Roazzi Universidade Federal de Pernambuco
Bruno C. Souza Universidade Federal de Pernambuco
Alexsandro M. do Nascimento Universidade Federal de Pernambuco
Mônica G.T.C. Souza Universidade Federal de Pernambuco
Apresentação:
Antonio Roazzi
Palavras-chave:
Emoções, Ansiedade, Psicometria
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RESUMO (2)
RECONHECIMENTO DE EXPRESSÕES EMOCIONAIS FACIAIS POR CRIANÇAS
COM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
Nesta mesa apresentaremos os resultados de uma investigação com crianças sobre reconhecimento de
expressões emocionais faciais. Estudo teve como objetivo analisar o reconhecimento de expressões
emocionais faciais pictográficas em crianças portadoras de transtorno do déficit de
atenção/hiperatividade (TDAH) e outras patologias. Participaram deste estudo 20 crianças de ambos
os sexos com idades entre 8 e 12 anos. Formaram o Grupo Clínico 10 pacientes com diagnóstico de
TDAH, Esquizofrenia e Transtorno de Conduta e o Grupo Não Clínico 10 crianças de escolas públicas.
Para auxiliar na coleta de dados foi utilizado o Test of Emotion Comprehension (TEC), versão
computadorizada, que avalia a competência emocional e seus nove componentes através da narração
de histórias associadas a elementos pictográficos. Como resultados foi possível observar que as
crianças do Grupo Clínico e Não Clínico foram capazes de compreender e identificar expressões faciais
das emoções, no entanto, as crianças que possuem psicopatologias (Grupo Clínico) obtiveram um
resultado significativamente inferior nos componentes relacionados com compreensão do controle das
experiências emocionais e percepção de que determinada expressão facial pode ser falsa.
Provavelmente tais dificuldades ocorrem devido ao conturbado desenvolvimento cognitivo dos
indivíduos com psicopatologias, que acaba interferindo no desempenho das habilidades sociais
necessárias para regular de forma eficaz seu comportamento em determinadas experiências
emocionais. Este estudo poderá contribuir para que pais, educadores e pesquisadores reconheçam a
importância das emoções para o desenvolvimento cognitivo da criança, da mesma forma que pode
estimular uma maior atenção à esses processos emocionais infantis em crianças com transtorno de
déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Autoria/Filiação:
Émille Burity Dias Universidade Federal da Paraíba
Carla Alexandra S. Moita Minervino Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Émille Burity Dias
Palavras-chave:
Emoções, TDAH, Psicometria
RESUMO (3)
FOBIAS INFANTIS: ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DE UMA ESCALA PARA
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
O comportamento infantil e suas conseqüências se distanciam muito em relação aos dos adultos. No
que se refere à psicopatologia infanto-juvenil e os seus processos de diagnóstico e intervenção, ainda
são escassamente estudados, uma vez que tais pesquisas, em princípio, são de difíceis realizações. Os
medos são episódios frequentes e comuns na vida de crianças e adolescentes, embora possam ser
distintos de acordo com sua etapa evolutiva, caracterizando-se, ademais, de forma diferenciada dos
medos dos adultos. Quando um medo persiste ou começa a interferir na vida diária do infante, diz-se
que é fobia; esta se refere a medos, justificáveis ou não, de um objeto ou uma situação, contato com
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o qual determina uma intensa angústia, onde muitas vezes impossibilita o infante de executar
atividades que antes realizava sem problema algum. As fobias compreendem queixas frequentes nos
âmbitos escolar e doméstico. Crianças e adolescentes experimentam medos de diversas ordens, que
podem comprometer áreas importantes de suas vidas, como a acadêmica, a afetiva e a social. Apesar
da evidência, não se constatou na realidade brasileira qualquer instrumento específico para avaliar
fobia nessas faixas-etárias. Por exemplo, entre os 99 instrumentos psicológicos aprovados e
divulgados pelo Conselho Federal de Psicologia (2008), não foi encontrado ao menos um cujo
propósito principal fosse avaliar fobias em crianças e adolescentes. Além do anteriormente comentado,
constata-se que a literatura relativa aos transtornos fóbicos em crianças e adolescentes ainda é
escassa, e só mais recentemente dados consistentes vêm surgindo. Os argumentos anteriormente
apresentados parecem justificar a realização do presente estudo, que tem como objetivo principal
elaborar um instrumento para medir este construto psicológico, checando sua validade semântica,
pretendendo-se justamente contribuir com a elaboração de um instrumento que viabilize a
identificação de sinais/sintomas de fobias, os quais permitirão categorizá-las e, por meio de critérios
específicos de diagnóstico, mapeá-las e realizar os procedimentos necessários de intervenção.
Autoria/Filiação:
Adriana de Andrade Gaião e Barbosa
Apresentação:
Adriana de Andrade Gaião e Barbosa
Palavras-chave:
Emoção, Fobias, Psicometria
Universidade Federal da Paraíba
RESUMO (4)
BARALHO DAS DISTORÇÕES: IDENTIFICANDO E MODIFICANDO PENSAMENTOS
E EMOÇÕES
A terapia cognitivo-comportamental está focada em compreender como situações e experiências são
interpretadas e como identificar e modificar as distorções do processamento cognitivo. Tendo como
base teórica a terapia cognitivo-comportamental, o presente trabalho apresentará um recurso lúdico
para auxiliar na avaliação e intervenção terapêutica em crianças. O “Baralho das Distorções” tem
como objetivo identificar as distorções cognitivas infantis e reestruturar os pensamentos distorcidos
associados à emoção. Visa também, possibilitar a psicólogos infantis e profissionais que lidam com
crianças, uma ferramenta de mudança cognitiva. É importante para o terapeuta estimular a criança a
pensar sobre seu pensamento. Esse material auxilia na identificação das distorções cognitivas
permitindo que a criança interprete seus pensamentos, associando à sua própria vivência e emoções.
O baralho compõe-se de treze cartas com as figuras dos monstros, dez cartas com a história de cada
monstro, um coração, um bloco com fichas de monitoramento e de reestruturação, figuras dos
“monstros” e medalhas autocolantes. Os “monstros” são ilustrados conforme a distorção que
representa. A figura de cada monstro está associada à respectiva formulação da história. As histórias
foram criadas a partir das experiências clínicas vivenciadas no ambiente terapêutico. As histórias são
relatas com possíveis associações, junto com as “cartas base” das emoções. A utilização dos
“Monstrinhos” tem sido experimentada no ambiente clínico e no ambiente escolar, principalmente com
crianças entre seis e doze anos. Porém, não há restrições a utilização com crianças de outras faixas
etárias. Com esse instrumento, a criança é convidada reestruturar sua maneira de pensar. Quando a
criança passa a monitorar suas cognições, o terapeuta consegue compreender o padrão de
pensamentos instalados e buscar as intervenções concretas a respeito do caso.
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Autoria/Filiação:
Vanina de Andrade Bezerra Cartaxo
Apresentação:
Vanina de Andrade Bezerra Cartaxo
Palavras-chave:
Emoções, Distorções cognitivas, TCC
Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ
Nome:
carla luciano codani hisatugo
Titulo:
ESTUDO DE NORMAS E CONSISTÊNCIA DO RORSCHACH NA AVALIAÇÃO INFANTO-JUVENIL EM DIFERENTES
SISTEMAS.
Resumo:
O Método de Rorschach constitui-se como um complexo e abrangente instrumento de avaliação psicológica e
da personalidade. Atualmente no Brasil diferentes técnicas são utilizadas para a análise e aplicação deste
instrumento. Os estudos de normas e consistência dentro destas vertentes são de suma importância para que
seja possível verificar a aplicabilidade, validade e diretrizes normativas do instrumento na população
brasileira. Esta mesa propõe a discussão de dados obtidos dentro desta temática visando a infância e
adolescência, contribuindo com a informação sobre estudos em três diferentes sistemas: Sistema
Compreensivo, Sistema da Escola Francesa e Sistema do R-PAS (Rorschach Performance Assessment
System). Os dados apresentados por estas pesquisas envolvem importantes implicações normativas ao
contexto infanto-juvenil brasileiro.
Palavras-chave:
rorschach, estudos normativos, crianças e adolescen
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
R-PAS EM CRIANÇAS DE SÃO PAULO: DADOS PRELIMINARES DE ESTUDO
NORMATIVO
O R-PAS (Rorschach Performance Assessment System) é um sistema derivado do Sistema
Compreensivo e propõe otimizar resultados e solidificar fundamentações empíricas ao uso clínico e
prática deste instrumento. O guia otimizado de aplicação envolve uma preocupação com o número de
respostas por protocolo para melhor abrangência da análise estatística das variáveis presentes. No
Brasil seguem estudos normativos infantis com o R-PAS e este trabalho é um deles. O objetivo foi o
estudo estudo normativo do R-PAS e guia otimizado com crianças de São Paulo, Brasil. As
participantes são crianças com 7 a 10 anos, ambos os sexos, sem sintomas psicopatológicos. Para
parâmetros diagnósticos foram usados (1) CBCL (Child Behavior Checklist) e (2) Teste das Matrizes
Coloridas de Raven. As avaliações são realizadas dentro das escolas após a assinatura de TCLE pelo
responsável e posterior preenchimento do CBCLs. Raven e Rorschach são aplicados posteriormente.
Crianças com sintomas psicopatológicos são encaminhadas para atendimento gratuito. Até o momento
uma equipe de 4 pessoas atuou na coleta de dados em 11 escolas públicas. Foram enviadas 3.903
cartas de apresentação da pesquisa e TCLE aos pais; 985 responsáveis autorizaram a participação da
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criança e receberam o CBCLs. Destes, 495 CBCLs retornaram completos e adequadamente
respondidos, 291 CBCLs foram excluídos da pesquisa. Foram realizadas 129 aplicações de Raven, e
120 aplicações de Rorschach. Os 120 Rorschach aplicados foram feitos de acordo com o guia
otimizado sem qualquer dificuldade para a criança. Dados preliminares referentes as médias de
variáveis do R-PAS são discutidos. A pesquisa segue em andamento para verificar se haverá alteração
de percentuais com amostra aumentada.
Autoria/Filiação:
Carla Luciano Codani Hisatugo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Instituto de Psicologia da Universidad
Eda Marconi Custódio Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e
Universidade Metodista de São Paulo.
Apresentação:
Carla Luciano Codani Hisatugo
Palavras-chave:
Estudo normativo, Rorschach, crianças
RESUMO (2)
RORSCHACH EM CRIANÇAS DE DIFERENTES IDADES NA PERSPECTIVA DA
ESCOLA FRANCESA
A elaboração de padrões normativos do Psicodiagnóstico de Rorschach requer a análise de possíveis
variáveis influentes na formação da identidade de um indivíduo e, por conseguinte, influenciar o modo
de responder a esse método projetivo de investigação da personalidade. Nesse contexto, o presente
trabalho teve como objetivo verificar especificidades de produção no Rorschach associadas ao
desenvolvimento, a partir do material produzido por crianças subdivididas em dois grupos etários: de
6 a 8 anos e 9 a 11 anos. Cada grupo de crianças foi composto por 180 estudantes do interior do
Estado de São Paulo, igualmente distribuídos em função do sexo e da idade, todos com sinais de
desenvolvimento típico para sua faixa etária e devidamente autorizados a participar da pesquisa por
seus pais e/ou responsáveis. Foram aplicados individualmente às crianças as Matrizes Progressivas
Coloridas de Raven e o Psicodiagnóstico de Rorschach, seguindo-se o referencial da Escola
Psicanalítica Francesa. Os dados do instrumento em foco foram tratados em termos descritivos e
inferenciais, utilizando-se do modelo de regressão linear para as variáveis relacionadas a
produtividade e ritmo, e do modelo univariado e ajustado da distribuição binomial para as demais
variáveis. Os resultados apontaram, em linhas gerais, similaridades quanto à produtividade e aos
modos de apreensão da realidade das crianças avaliadas, sinalizando adequada capacidade associativa
e predominância de análises globais dos estímulos. Foram identificadas poucas diferenças entre os
grupos aqui considerados, examinando-se qualitativamente o possível significado dessas evidências
empíricas para embasar adequadas interpretações dos indicadores técnicos do Rorschach em termos
de sinais relativos à formação da identidade, a partir do referencial da Escola Francesa. Cabe destacar,
contudo, que algumas peculiaridades de produção encontradas a partir da variável idade serão
destacadas e deverão ser consideradas qualitativamente em análises clínicas de casos individuais.
Autoria/Filiação:
Suélen Fernandes Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto,
Universidade de São Paulo
Renata Loureiro Raspantini Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão
Preto, Universidade de São Paulo
Sonia Regina Pasian Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto,
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Universidade de São Paulo
Apresentação:
Sonia Regina Pasian
Palavras-chave:
rorschach, estudo normativo, criança; adolescente
RESUMO (3)
DADOS NORMATIVOS DO RORSCHACH, SISTEMA COMPREENSIVO, EM
CRIANÇAS
Este estudo apresenta o desempenho de 201 crianças e adolescentes não-pacientes, idades variando
de 5 a 14 anos, separados em 3 grupos etários (5-7; 8-11; 12-14), submetidos ao Método de
Rorschach Sistema Compreensivo (SC). Os participantes foram selecionados aleatoriamente a partir
de escolas públicas e particulares das 9 regiões de Goiânia – GO. Ao total foram 8 examinadores, com
no mínimo 120 horas de treino de aplicação, codificação e interpretação do Rorschach SC, que
contribuíram com a aplicação de 21 a 31 protocolos cada um deles. A codificação dos protocolos foi
realizada por dois juízes. A análise dos resultados compreende: a avaliação das diferenças entre os
examinadores; a concordância entre juízes e levantamento dos dados sociodemográficos dos
participantes; estatística descritiva das variáveis do Rorschach. A discussão dos resultados considerou
as diferenças entre os três grupos etários e a comparação dos resultados dessa amostra com a de
outra amostra de crianças, com a mesma faixa etária, de outro estado brasileiro. Notou-se que, à
medida em que há um aumento da idade cronológica, as divergências diminuem, ou seja, o
desempenho no Rorschach SC tende a ser mais homogêneo.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Resende Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Liliane Domingos Martins Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Weber Martins Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Tatyane Castro Nogueira Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Ana Cristina Resende
Palavras-chave:
estudo normativo, Rorschach, criança; adolescente
Nome:
Regina Sonia Gattas Fernandes do Nascimento
Titulo:
ESTUDOS INTER E INTRACULTURAIS BRASILEIROS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM O RORSCHACH
Resumo:
Semelhanças e diferenças podem ser observadas no método de Rorschach quando se comparam diversos
grupos culturais. A preocupação com o uso ético e comprometido com o conhecimento relativo aos métodos
de avaliação psicológica tem levado ao desenvolvimento destes estudos. As diversidades regionais brasileiras,
por um lado e, por outro, a aproximação cada vez maior de culturas distantes através dos meios de
comunicação atual nos levam cada vez mais a nos preocupar com as semelhanças e diferenças que
interferem nos resultados do Rorschach. Muitas destas são peculiaridades regionais ainda não conhecidas.
Pesquisas com este tema são ainda menos mencionadas na literatura quando se trata estudos com amostras
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de crianças e adolescentes. Nesta mesa são propostos dois estudos pelo Sistema Compreensivo e um pela
Escola Francesa, desenvolvidos no Brasil. Os 2 primeiros se destinam a observar a diversidade cultural entre
diferentes estados brasileiros e no último, são abordadas diferenças culturais tomando-se em consideração
diferentes países. Os resultados evidenciam semelhanças e diferenças entre os grupos e sugerem a
importância de desenvolver estudos nesta direção.
Palavras-chave:
Rorschach, Estudos Interculturais , Crianças e Adolescentes
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ESTUDO COMPARATIVO DE RESULTADOS DO RORSCHACH (SC) COM
ADOLESCENTES DE SÃO PAULO E DE GOIÂNIA
Introdução: No Brasil o método de Rorschach apresentava uma carência de estudos normativos para o
sistema compreensivo com adolescentes. Para tanto foram desenvolvidos relativamente em mesma
época estudos normativos para adolescentes em São Paulo e Goiânia como projetos independentes.
Objetivos: o presente trabalho se propõe a comparar os resultados dos resultados normativos destas
duas amostras com 73 adolescentes de 13 e 14 anos de ambos os sexos, de duas cidades brasileiras,
dos quais 32 eram de São Paulo e 41 de Goiânia. Foram selecionadas 58 variáveis para este estudo.
Procedimento: Foi realizado o t de Student e Cohen’s d. Em primeiro lugar foi realizado um estudo
comparativo do número de respostas (R). Como não houve diferença significativa procedeu-se à
comparação das demais variáveis, sem controlar a proporção relativa ao R. Apesar de termos
encontrado diversas semelhanças entre as amostras, encontramos diferenças estatisticamente
significativas entre os grupos em 17 variáveis, a saber, DQv, X+%, Xu%, CF, C, WsumC, SumY,
SumV, Blends, EA, es, MOR, WSum6, Intellect, EII-2, Tot DEPI, Complexidade. Embora algumas
diferenças sejam apenas marginais, os resultados do Cohen’ d é quase sempre de magnitude média a
satisfatória. Nota-se que os adolescentes de São Paulo buscam mais a sua autonomia, tendem a
expressar mais facilmente os seus sentimentos e revelam mais sofisticação para enfrentar e solucionar
problemas, mas também mais dificuldades emocionais. Por sua vez, os adolescentes de Goiânia
revelaram-se mais cautelosos e reservados em se expor, com uma percepção mais precisa da
realidade. Apesar das diferenças estatísticas em algumas dessas variáveis, quando considerados os
seus valores brutos, essas variáveis não representam divergências consideráveis em termos de
interpretação. Conclusão: os dados serão discutidos considerando os aspectos culturais diversos e
questões do processo evolutivo do desenvolvimento adolescente.
Autoria/Filiação:
Regina Sonia Gattas Fernandes do Nascimento Faculdade de Ciências Humanas e da
Saúde - Curso de Psicologia - PUC-SP
Ana Cristina Resende Departamento de Psicologia - Pontifícia Universidade Católica
do Goiás - PUC-Goiânia
Apresentação:
Regina Sonia Gattas Fernandes do Nascimento
Palavras-chave:
Rorschach, Pesquisas Interculturais , Adolescentes
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RESUMO (2)
DIFERENÇAS INTERCULTURAIS DE DADOS NORMATIVOS DO RORSCHACH
PARA CRIANÇAS
O Brasil, com dimensões continentais, demanda a busca de normas regionais que possam abarcar
toda a gama de culturas que o compõe, principalmente por se tratar de crianças, que são muito mais
suscetíveis ao meio e naturalmente apresentam ritmos e intensidades instáveis do desenvolvimento
que persistem até a fase da adolescência. O objetivo geral deste estudo foi discutir e comparar os
dados normativos do Rorschach de crianças provenientes de dois estados brasileiros da região CentroOeste: Cuiabá e Goiânia. Como instrumento para coleta e análises dos dados foi utilizado o Rorschach
no Sistema Compreensivo. Participaram da amostra 372 crianças randomicamente selecionadas, do
sexo masculino e feminino, estudantes de escolas públicas e particulares, com idades entre 07 e 10
anos, sendo 211 crianças residentes da cidade de Cuiabá – Mato Grosso, e 80 residentes da cidade de
Goiânia – Goiás. Para a análise estatística foi utilizado o t de Student que mostrou diferenças
significativas quando comparadas as amostras das duas cidades. Constata-se que houve um
desempenho discrepante entre as crianças de 7 e 8 anos em muitas variáveis. Nota-se também que, à
medida em que há um aumento da idade cronológica, essas divergencias diminuem, especialmente
em relação às crianças de 10 anos. Conclui-se que é importante prosseguir os estudos normativos
com crianças de distintas regiões brasileiras para que se possam observar diferenças e semelhanças,
advindas do contexto social, cultural e econômico, observadas no modo como as crianças respondem
ao Rorschach.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Resende Departamento de Psicologia - Pontifícia Universidade Católica
do Goiás
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro Departamento de Psicologia Universidade Federal de Mato Grosso
Apresentação:
Ana Cristina Resende
Palavras-chave:
Rorschach , Estudos Interculturais, Crianças e Adolescentes
RESUMO (3)
MÉTODO DE RORSCHACH EM ADOLESCENTES BRASILEIROS, FRANCESES E
TURCOS
A literatura científica da área de avaliação psicológica afirma que a elaboração de padrões normativos
do Método de Rorschach requer a análise de possíveis semelhanças e especificidades das respostas em
função dos padrões socioculturais, uma vez que esta variável pode exercer efeito significativo no modo
de responder do indivíduo. O presente trabalho teve como objetivo comparar variáveis relacionadas ao
funcionamento lógico e afetivo de adolescentes, participantes de três estudos normativos realizados
em contextos diversos: Brasil, França e Turquia. Foram utilizados os dados de 180 adolescentes (15 a
17 anos) colhidos em estudo normativo do Rorschach da primeira autora, comparativamente a
estudos publicados referentes a 278 adolescentes e jovens adultos franceses (13 a 25 anos) e 432
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adolescentes turcos (13 a 19 anos), todos realizados pelo referencial técnico-científico da Escola
Francesa. Verificou-se que os adolescentes e jovens adultos franceses e turcos produziram maior
número de interpretações ao Rorschach (R) do que os adolescentes brasileiros. Nos três estudos
observou-se pequeno número de respostas adicionais, recusas e denegações, sugerindo que
adolescentes dos três contextos socioculturais interpretaram o Rorschach sem grandes resistências. As
áreas dos cartões que evocaram maior número de respostas tenderam a ser similares nas três
amostras, uma vez que respostas classificadas como globais (G) e grande detalhe (D) foram as mais
frequentes. Os adolescentes dos três países apresentaram adequadas interpretações aos estímulos,
expressas pelo predomínio de respostas de boa qualidade formal (F+). Adolescentes e jovens adultos
franceses e turcos apresentaram índices de F%, F+% e F+ext% maiores do que os brasileiros.
Adolescentes do Brasil manifestaram, em maior proporção, indicadores de afetividade e maior
espontaneidade, associado a menor F%. Esta tendência à coordenação racional mais intensa dos
impulsos pareceu marcar a produção dos indivíduos franceses e turcos, embora incluindo faixas etárias
similares em grande parte dessas amostras comparadas
Autoria/Filiação:
Maria Luisa Casillo Jardim-Maran F.F.C.L. Ribeirão Preto da Universidade de S. Paulo
- Centro Universitário de Franca
Sonia Regina Pasian F.F.C.L. Ribeirão Preto da Universidade de S. Paulo - Programa
de Pós-graduação em Psicologia
Roberta Cury-Jacquemin F.F.C.L. Ribeirão Preto da Universidade de S. Paulo Programa de Pós-graduação em Psicologia
Apresentação:
Maria Luisa Casillo Jardim-Maran
Palavras-chave:
Rorschach , Normas , Adolescentes
Nome:
Cristiano Esteves
Titulo:
ESTUDOS PSICOMÉTRICOS DE TESTES PSICOLÓGICOS EM DIFERENTES CONTEXTOS
Resumo:
Esta mesa redonda tem por objetivo apresentar os estudos de validade e precisão com diferentes testes
psicológicos aplicados em processos de avaliação psicológica em geral, na área clínica, para a obtenção de
CNH e para a seleção de Cadetes Aviadores. A mesa será composta por quatro trabalhos: dois realizados com
o Teste de Memória Visual (TM-Vi), um com o Teste de Aptidão para a Pilotagem Militar (TAPMIL) usado em
processos seletivos na Força Aérea Brasileira (FAB) e um com uma Escala de Avaliação do TDAH para
Adolescentes e Adultos (ETDAH-AD), desenvolvida para auxiliar na identificação de algumas características
específicas deste transtorno. O TM-Vi é um novo instrumento de avaliação da memória visual e os trabalhos
apresentados nesta mesa têm como finalidade mostrar os resultados dos estudos de validade com
instrumento. O primeiro trabalho comparou o desempenho no TM-Vi aplicado em processos de avaliação
psicológica para diversos fins, para verificar a relação entre a memória e a idade dos participantes. O
segundo trabalho teve por objetivo verificar a relação entre a memória, a inteligência e a atenção
concentrada por se constituírem em construtos supostamente relacionados uma vez que todos estão
associados às funções cognitivas. O terceiro trabalho teve como finalidade pesquisar o desempenho dos
cadetes aviadores na situação de reteste do TAPMIL, comparando as pontuações nas duas testagens e
verificar a necessidade de serem criadas normas para a situação de reteste para uma avaliação mais precisa
das aptidões dos examinandos. O quarto trabalho teve como objetivo apresentar os resultados dos estudos
de fidedignidade com a escala ETDAH-AD em adolescentes e adultos por meio dos métodos de teste e reteste
e do cálculo do Alfa de Cronbach.
Palavras-chave:
Aptidões Específicas, TDAH, Estudos Psicométricos
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TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
RELAÇÕES ENTRE AS VARIÁVEIS MEMÓRIA, INTELIGÊNCIA E ATENÇÃO NO
CONTEXTO DO TRÂNSITO
A avaliação psicológica no contexto do trânsito é um processo técnico-científico que tem o intuito de
investigar as variáveis psicológicas que podem influenciar no comportamento do motorista e como
esse comportamento poderá levá-lo a se envolver ou não em acidentes. Dentre as características
avaliadas estão a memória, a inteligência e a atenção, que são habilidades essenciais para realização
das tarefas do dia a dia, entre elas o ato de dirigir. Considerando que estas são funções cognitivas
relacionadas à resolução de problemas, o objetivo desse estudo foi verificar a relação entre essas
variáveis em uma amostra de candidatos à CNH. Participaram da pesquisa 300 pessoas, com idades
entre 18 e 59 anos (M= 27,64 e DP= 10,97), sendo 191 (63,7%) do sexo masculino e 109 (36,3%)
feminino. Quanto à escolaridade, a maior parte tinha o ensino médio (63,7%), e os demais se
distribuíram entre o fundamental (28,7%) e superior (7,7%). Os instrumentos utilizados foram o TMVi (Teste de Memória Visual), o R-1 (Teste de Inteligência Geral) e o AC (Teste de Atenção
Concentrada), aplicados coletivamente em uma mesma sessão. A partir dos escores brutos dos testes
foram obtidas correlações de Pearson entre as medidas das três variáveis. Os resultados indicaram a
existência de correlações positivas e estatisticamente significantes com magnitudes que variaram
entre baixas e moderadas. Ainda que os três instrumentos avaliem construtos diferentes, os
resultados permitiram concluir que há uma relação entre eles, confirmando os dados encontrados na
literatura científica. Pode-se afirmar que as três funções estudadas são intercorrelacionadas, mas
também possuem diferenças específicas que as distinguem e que as tornam importantes para
obtenção da CNH.
Autoria/Filiação:
Cristiano Esteves Vetor Editora Psico-Pedagógica
Tábata Cardoso Vetor Editora Psico-Pedagógica
Fábio Camilo da Silva Vetor Editora Psico-Pedagógica
Apresentação:
Cristiano Esteves
Palavras-chave:
Funções Cognitivas, Avaliação Psicológica, Trânsito
RESUMO (2)
ESTUDO DA RELAÇÃO ENTRE MEMÓRIA VISUAL E IDADE
A memória é um mecanismo de grande importância na vida das pessoas, pois permite ao organismo
codificar, armazenar e recordar informações vindas do meio e por este motivo está inteiramente ligada
ao cotidiano familiar, profissional e pessoal. Sem tal habilidade seria impossível reconhecer pessoas,
objetos ou animais, bem como ler ou escrever, uma vez que não seria possível acessar os conteúdos
armazenados relacionados à linguagem. A literatura mostra que os processos cognitivos como a
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memória sofrem alterações com a idade, havendo um declínio da primeira conforme há um avanço da
segunda. Baseado nisso, o objetivo deste estudo foi verificar a relação entre o desempenho no teste
TM-Vi (Teste de Memória Visual) e a idade. A amostra foi composta por 873 participantes, com idades
entre 18 e 64 anos, média de 26,89 anos e desvio padrão de 10,27. Destes, 534 (61,2%) eram do
sexo masculino e 339 (38,8%) o do feminino. Em relação à escolaridade, a amostra foi composta por
ensino básico (2,9%), ensino fundamental (27,5%), médio (50,7%) e superior (18,9%). Foi calculada
a correlação de Pearson entre os escores brutos e a variável idade e as médias de diferentes faixas de
idade foram comparadas por meio da Analise de Variância de um Fator (One Way Anova). Os
resultados evidenciaram a existência de uma correlação negativa e estatisticamente significante ainda
que de magnitude baixa entre as variáveis idade e as pontuações relativas à memória. Os resultados
da Anova indicaram diferenças relativas à idade, com uma diminuição das médias à medida que a
idade aumenta. Conclui-se que existe uma relação inversamente proporcional entre a memória e a
idade, ou seja, as pessoas de maior faixa etária apresentaram resultados menores no teste. Tais
resultados confirmam os dados da literatura relativos a uma diminuição da memória com o aumento
da idade.
Autoria/Filiação:
Tábata Cardoso Vetor Editora Psico-Pedagógica
Cristiano Esteves Vetor Editora Psico-Pedagógica
Fábio Camilo da Silva Vetor Editora Psico-Pedagógica
Apresentação:
Tábata Cardoso
Palavras-chave:
Memória, Idade, Desenvolvimento
RESUMO (3)
NORMATIZAÇÃO E VALIDAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE RETESTAGEM DO TESTE
DE APTIDÃO PARA A PILOTAGEM MILITAR
Desde 2009 a Força Aérea Brasileira (FAB) vem utilizando a bateria de testes informatizada do Teste
de Aptidão para a Pilotagem Militar (TAPMIL) como procedimento para selecionar os seus futuros
Cadetes Aviadores, obtendo melhoras significativas na diminuição dos desligamentos do curso
provocados pela inaptidão à pilotagem militar. O objetivo deste trabalho é apresentar a normatização
e validação do procedimento de retestagem (reaplicação) do TAPMIL, de modo a permitir, caso se faça
necessário, sua reaplicação nos candidatos a uma vaga no Curso de Formação de Oficiais Aviadores
(CFOAV) da Academia da Força Aérea (AFA), geralmente ocasionado por candidatos que foram
considerados inaptos para a função e que requerem na justiça uma nova chance. A norma de reteste
tem por objetivo corrigir o aumento no resultado do teste, independente do motivo deste aumento.
Para a pesquisa, foi aplicado e reaplicado o TAPMIL em uma população específica, no caso, Cadetes
Aviadores da AFA, em um período que variou de 30 a 365 dias entre as aplicações. A amostra de
normatização e validação do reteste foi composta por 479 Cadetes do CFOAV da AFA que não haviam
tido contato prévio com a atividade aérea. As análises dos dados mostram que há um aumento
significativo nos resultados dos testes entre a primeira e a segunda aplicação. Os resultados do estudo
de validade e normatização do reteste se mostram similares aos resultados da amostra de
padronização do teste. O estudo demonstrou que na reaplicação do TAPMIL a algum candidato ao
CFOAV, em um curto período de tempo entre as execuções (mesmo processo seletivo), não se deve
simplesmente usar a norma da padronização para a classificação do candidato, pois dessa maneira o
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candidato estaria sendo classificado erroneamente, pois o mesmo o candidato teria um aumento em
seu resultado, devendo então ser utilizadas as normas de reteste.
Autoria/Filiação:
Maurício Pereira da Costa Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Irai Cristina Boccato Alves LITEP – Instituto de Psicologia da Universidade de São
Paulo
Apresentação:
Maurício Pereira da Costa
Palavras-chave:
Pilotos militares, Aptidões Específicas, Avaliação Psicológica
RESUMO (4)
ESTUDOS DE FIDEDIGNIDADE PARA A ESCALA DE ETDAH-AD - VERSÃO
ADOLESCENTES E ADULTOS
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade representa uma problemática com consequentes
implicações, afetando o portador em vários contextos de sua vida. Os critérios diagnósticos propostos
pelo DSM-IV estão voltados aos sintomas presentes na infância, o que faz com que os pacientes
adolescentes e adultos necessitem de critérios mais específicos. Para auxiliar no diagnóstico do
transtorno nesse público, foi criado um novo instrumento com a finalidade de identificar os aspectos
do TDAH, a saber: Desatenção, Impulsividade, Aspectos Emocionais, Autorregulação da atenção, da
motivação e da ação e Hiperatividade. O objetivo deste estudo foi avaliar a fidedignidade da escala,
denominada ETDAH-AD a partir de dois métodos: teste-reteste e alfa de Cronbach. A amostra do
primeiro estudo contou com 31 participantes, com idades entre 14 e 55 anos (M= 26,65 e DP=
10,15). Quanto à escolaridade, a maior parte tinha o ensino superior (51,6%), seguido pelo médio
(32,3%) e por último o fundamental (16,1%). O sexo feminino representou 58,1% da amostra e o
masculino 41,9%. Os testes foram aplicados com intervalo médio de 12 meses. As correlações
encontradas foram positivas e significantes e o teste t de Student para amostras pareadas não
apresentou diferenças estatísticas entre os escores das duas aplicações. A amostra para o cálculo do
alfa de Cronbach foi composta por 641 pessoas, com idades entre 12 e 67 anos (M= 24,12 e DP=
10,54). A maior parte (67,6%) era do sexo feminino e 32,4% do sexo masculino. Relativamente à
escolaridade, 40,7% tinham o ensino o superior, 43,5% o médio, 14,7% o fundamental e 1,1% não
informaram. Os coeficientes foram adequados e significantes para todas as características avaliadas.
Confirma-se, a partir dos resultados, a precisão do instrumento em questão, o que dá maior
segurança no uso do instrumento em relação às interpretações feitas a partir de seus escores.
Autoria/Filiação:
Edyleine Bellini Peroni Benczik LITEP – Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo
Tábata Cardoso Vetor Editora Psico-Pedagógica
Fábio Camilo da Silva Vetor Editora Psico-Pedagógica
Cristiano Esteves Vetor Editora Psico-Pedagógica
Apresentação:
Fábio Camilo da Silva
Palavras-chave:
Adolescentes e adultos, Fidedignidade, TDAH
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Nome:
carla luciano codani hisatugo
Titulo:
ESTUDOS SOBRE AVALIAÇÃO COGNITIVA, ATENÇÃO E INTELIGÊNCIA
Resumo:
A avaliação cognitiva abrange diversas vertentes de análise e nesta mesa propõe-se a discussão sobre a
temática envolvendo testes de avaliação da inteligência e da atenção concentrada. Os estudos apresentados
envolvem a preocupação com o contexto escolar por meio da comparação de tipos diferentes de abordagem
educacional (escolas públicas e particulares) e também as questões envolvendo gênero, idade, ambiente de
moradia (capital e interior de grandes cidades). Dois estudos apresentam dados empíricos com testes
psicológicos, o Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven e o D2 – Teste de Atenção Concentrada. O
terceiro apresenta uma escala baseada na teoria da mente, que se refere a uma habilidade para explicar e
predizer o comportamento humano em diferentes situações, com sete tarefas da escala, que foram
adaptadas ao contexto cultural brasileiro. As diferentes abordagens retomam a continuidade de estudos na
área, os quais são relevantes para informe de parâmetros utilizados na análise cognitiva de crianças e
adolescentes.
Palavras-chave:
avaliação psicológic, avaliação cognitiva, pesquisas
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
DESEMPENHO NO TESTE DE RAVEN EM CRIANÇAS: COMPARAÇÃO ENTRE TIPOS
DE ESCOLA E REGIÃO
O Teste de Matrizes Progressivas Coloridas de Raven é utilizado no Brasil como um importante
instrumento de avaliação cognitiva e desenvolvimento intelectual de crianças. Este estudo objetiva a
comparação de dados obtidos no Raven em crianças de 06 a 11 anos de escolas da Capital (N= 123) e
do Interior (N=130) do Estado de São Paulo, estudantes do ensino fundamental em instituições
privadas e públicas, com gênero feminino e masculino, sem sintomas psicopatológicos e em fase
normal de desenvolvimento infantil. Os dados obtidos na avaliação do Raven foram analisados
estatisticamente de acordo com procedimentos não paramétricos dos Testes de Mann-Whitney e de
Kruskal-Wallis, considerando a idade, sexo, tipo de escola e origem das crianças, a partir da
classificação de acordo com as normas contidas no manual do instrumento. Salienta-se que a
classificação do teste considera idade e tipo de escola, por esse motivo, optou-se em analisar os
resultados ponderados pela classificação e não a pontuação bruta. Foram observadas diferenças
estatisticamente significativas quanto ao tipo de escola e origem (interior ou capital), havendo maior
frequência dos graus I e III no Interior e dos graus III+ e III- na Capital. Conforme os resultados da
comparação entre o tipo de escola e o desempenho da criança, verificou-se uma maior frequência dos
graus II e III+ na escola pública e dos graus III, IV e V na escola particular. Uma vez que na presente
reflexão foram coletados os dados em duas cidades, recomenda-se a ampliação do estudo para outras
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cidades e regiões para determinação mais consistente das diferenças destacadas.
Autoria/Filiação:
Carla Luciano Codani Hisatugo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Paulo Francisco de Castro Universidade de Taubaté e Universidade Guarulhos
Eda Marconi Custódio Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e
Universidade Metodista de São Paulo
Irai Cristina Boccato Alves Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Apresentação:
Carla Luciano Codani Hisatugo
Palavras-chave:
avaliação psicológic, avaliação inteligênc, raven
RESUMO (2)
INFLUÊNCIA DAS VARIÁVEIS SEXO, IDADE E ESCOLARIDADE SOBRE O TESTE
D2 DE ATENÇÃO CONCENTRADA
O Teste D2 é um teste de atenção concentrada, criado e publicado na Alemanha e que foi padronizado
e publicado no Brasil. A tarefa consiste em riscar todas as letras “d” acompanhadas de dois sinais,
distribuídas em 14 linhas, sendo que o examinador dá um aviso a cada 20 segundos para que o
sujeito mude de linha. O teste fornece diversos resultados quantitativos: Resultado Bruto (RB)
referente ao número de sinais examinados; Total de Erros (TE), respostas marcadas erradas e as
omissões; Porcentagem de Erros (E%); Resultado Líquido (RL = RB-TE). O objetivo desta pesquisa foi
investigar a influência das variáveis idade, sexo e nível de ensino sobre os resultados do teste. A
amostra foi composta de 1480 estudantes de ensino fundamental e médio, provenientes de três
cidades brasileiras de três regiões brasileiras: São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Porto Velho (RO).
As idades variaram de 9 a 18 anos, sendo 835 do sexo feminino e 645 do masculino. As análises de
variância para a amostra total indicaram não haver diferenças significantes entre os sexos, mas
ocorreram diferenças entre as faixas etárias e os níveis de ensino para o RB e o RL. Para o TE e E%,
ocorreram diferenças entre as idades e para a interação entre idade e sexo, mas não entre os níveis
de ensino. Novas análises de variância para cada um dos níveis de ensino mostraram que para o nível
fundamental foram significantes apenas as diferenças entre as faixas etárias no RB e RL, mas não no
ensino médio. Em relação aos TE e E% houve diferenças entre as idades no ensino médio apenas na
interação entre idade e sexo. Os resultados confirmaram a existência de progressão com a idade nos
resultados brutos e líquidos, mas não em relação aos erros, apenas no ensino fundamental.
Autoria/Filiação:
Irai Cristina Boccato Alves
LITEP –
Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
Apresentação:
Irai Cristina Boccato Alves
Palavras-chave:
avaliação psicologic, inteligência, teste D2
RESUMO (3)
O USO DA ESCALA DE TAREFAS EM TEORIA DA MENTE COM CRIANÇAS
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BRASILEIRAS
A teoria da mente refere-se a uma habilidade cognitiva que desempenha um importante papel na
adaptação social da criança. Trata-se de uma habilidade para explicar e predizer o comportando
humano em diferentes situações. Essa área investiga como as crianças desenvolvem a compreensão
de si mesmas e das outras pessoas como seres mentais. O estudo da origem e desenvolvimento dessa
habilidade, de atribuir e compreender os estados mentais humanos, é hoje uma importante área de
investigação. Em 1983 foi elaborada a primeira tarefa experimental para verificar essa habilidade nas
crianças. Desde então, muitas tarefas na área da teoria da mente começaram a ser criadas e
adaptadas. A elaboração dessas tarefas teve um valor decisivo nas contribuições trazidas pelas
pesquisas nesse campo. Mas, foi apenas recentemente que um estudo se ocupou em organizar as
principais tarefas publicadas nessa área. Esse estudo dispôs essas tarefas em 7 categorias,
classificando-as de forma hierárquica em relação à dificuldade, com a finalidade de constituir uma
escala de tarefas em teoria da mente. O presente trabalho tem como objetivo apresentar as 7 tarefas
da escala, que foram adaptadas ao contexto cultural brasileiro. De forma geral as pesquisas brasileiras
utilizaram da escala buscando verificar o desenvolvimento de uma teoria da mente e sua correlação a
outro construto, tais como empatia, pragmática da linguagem. Verifica-se uma diminuição de acertos
nas tarefas 5, 6 e 7. Conclui-se que o número pequeno de participantes, nas pesquisas, dificulta uma
analise mais consistente da escala.
Autoria/Filiação:
Simone Ferreira da Silva Domingues Universidade Guarulhos, SP/Universidade
Cruzeiro do Sul, SP
Sara Del Prete Panciera Universidade Federal de São Paulo, SP
Apresentação:
Simone Ferreira da Silva Domingues
Palavras-chave:
Avaliação psicológic, escala de tarefas, teoria da mente
Nome:
Paulo Francisco de Castro
Titulo:
ESTUDOS TÉCNICOS COM O MÉTODO DE RORSCHACH: PESQUISAS E PRODUTIVIDADE
Resumo:
O Método de Rorschach constitui-se como um importante recurso para avaliação psicológica em diversos
aspectos e áreas de aplicação. Os estudos técnicos são de suma importância para que seja possível verificar
a aplicabilidade, validade e normas do instrumento na população brasileira. Nesse sentido, o objetivo da
presente proposta é discutir sobre um levantamento de pesquisas sobre aspectos técnicos do Rorschach,
além de apresentar dados sobre a produtividade em adultos e crianças. Observa-se grande atenção de
pesquisadores sobre os elementos técnicos do teste, além disso, verifica-se dados relevantes sobre estudos
de normas do R-PAS em amostras brasileiras.
Palavras-chave:
AvaliaçãoPsicológica, Teste de Rorschach, Pesquisas
TRABALHOS DA MESA REDONDA
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RESUMO (1)
PRODUÇÃO CIENTÍFICA SOBRE ASPECTOS TÉCNICOS DO MÉTODO DE
RORSCHACH
O presente trabalho possui como objetivo apresentar uma análise acerca da produção científica sobre
aspectos técnicos sobre o Método de Rorschach em pesquisas publicadas em várias bases de dados
internacionais e nacionais. Os estudos técnicos envolvem pesquisas relacionadas aos procedimentos
de aplicação, correção e interpretação do instrumento, bem como investigações sobre precisão,
validade e normas. Foram analisados 892 resumos de artigos publicados no período compreendido
entre 2000 e 2010, indexados em sete bases de dados e destacados os artigos que tratavam de
assuntos relacionados a estudos técnicos com o Rorschach. Após a leitura e análise dos resumos dos
artigos, foi possível a verificação e sistematização dos dados em vários elementos de investigação, os
dados mais incidentes são os seguintes: Do total investigado, 264 textos referiam-se a questões sobre
o assunto destacado, perfazendo 29,6% do material analisado. A maior parte dos textos foi publicada
em 2007 e a média anual foi de 11 artigos. Os textos foram publicados em 78 diferentes periódicos,
sendo Journal of Personality Assessment, Rorschachiana e Journal of Projective Psychology & Mental
Health, as revistas com maior quantidade de publicações sobre o assunto. De acordo com a
caracterização utilizada nesta análise, a maior parte dos artigos tratava de investigações empíricas e
foram desenvolvidos apenas com o Rorschach. Houve a publicação de artigos em 27 diferentes áreas
de investigação, sendo as mais incidentes pesquisas que tratavam sobre evidências de validade e
organização de normas para o teste, reflexões sobre procedimentos de aplicação e interpretação de
acordo com diferentes aspectos e culturas, além de trabalhos sobre dados relativos à História do
Rorschach e sua aplicação em diferentes contextos de psicoterapia. Observa-se que a atenção de
clínicos e pesquisadores sobre os aspectos técnicos, validade e normas do Método de Rorschach
permearam a produção científica sobre o teste no período.
Autoria/Filiação:
Paulo Francisco de Castro
Universidade Guarulhos e Universidade de Taubaté
Apresentação:
Paulo Francisco de Castro
Palavras-chave:
AvaliaçãoPsicológica, Teste de Rorschach, Produção Científica
RESUMO (2)
A PRODUTIVIDADE NO MÉTODO DE RORSCHACH EM DIFERENTES SISTEMAS DE
AVALIAÇÃO
O estudo verificou questões relacionadas à produtividade no Método de Rorschach em diferentes
sistemas de avaliação, em especial o Sistema Compreensivo e o The Rorschach Performance
Assessment System (R-PAS) no Brasil. O Rorschach é conhecido como importante instrumento de
avaliação psicológica e a produtividade se refere ao número de respostas de um protocolo de um
indivíduo, explicitando o quanto ele é perceptualmente sensível e receptivo ao mundo que o rodeia. O
sistema R-PAS busca solucionar questões como a grande variabilidade no número de respostas de um
protocolo, que vão influenciar diretamente no processo interpretativo. Participaram da investigação 17
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sujeitos de ambos os sexos, idade entre 18 e 27 anos. No momento da aplicação todos eram
estudantes universitários de diversos cursos de graduação. O Método de Rorschach foi aplicado
individualmente, seguindo as recomendações técnicas do sistema R-PAS, ainda não validado no Brasil.
Dos resultados obtidos até o momento observou-se que nenhum dos participantes apresentou
desconforto sobre as instruções que limitavam o número de respostas. Todos tinham entre 18 e 27
anos, com idade média de 22 anos (dois homens e 15 mulheres) e emitiram entre 20 e 31 respostas
(média de 26,82 respostas por protocolo). Este número de respostas compõe uma variável bem mais
restrita, quando comparados aos estudos mais atuais realizados no Sistema Compreensivo no Brasil
(14 a 50 respostas, com média de 19,64). As principais conclusões são que a variabilidade de
respostas tende a ser menor no sistema R-PAS, mas com uma média de respostas maior, quando
comparado ao Sistema Compreensivo, aumentando as possibilidades de se verificar como um
indivíduo lida com a realidade que o cerca. A amostra deve ser aumentada e mais estudos estatísticos
devem ser realizados.
Autoria/Filiação:
Luís Sérgio Sardinha
Universidade do Grande ABC
Apresentação:
Luís Sérgio Sardinha
Palavras-chave:
Teste de Rorschach, Pesquisa Normativa, AvaliaçãoPsicológica
RESUMO (3)
ASPECTOS TÉCNICOS SOBRE A PRODUTIVIDADE INFANTIL COM O USO DO RPAS (RORCHACH PERFORMANCE ASSESSMENT SYSTEM)
O Rorschach possui reconhecimento universal sobre sua abrangência clínica aos aspectos da
personalidade. Dentre os diferentes métodos utilizados para esta avaliação está o R-PAS, Rorschach
Performance Assessment System. Este método está em fase de estudos para utilização na população
brasileira. Um dos diferenciais deste sistema abrange o controle do número de respostas dadas pelo
sujeito durante a aplicação do instrumento como modo de possibilitar melhores análises estatísticas
das variáveis obtidas pelas codificações e classificações das respostas do sujeito. Esta pesquisa é um
recorte de um estudo normativo com crianças no Brasil, utilizando a técnica do R-PAS. Participaram
120 crianças com idade de 07 a 10 anos, sexo feminino e masculino, estudantes de escolas públicas
da cidade de São Paulo, sem patologias mentais ou atrasos no desenvolvimento cognitivo. Para
critérios diagnósticos de seleção de amostragem utilizou-se o CBCL, Child Behavior Checklist e as
Matrizes Progressivas de Raven. Em 100% dos casos as crianças apresentaram bom desempenho de
tarefas em relação às instruções direcionadas ao número de respostas por protocolo, sem haver
qualquer desconforto ou demonstração de queixa em relação às instruções do R-PAS. Os dados
indicam que as instruções têm sido bem aceitas em crianças nesta faixa etária não havendo alteração
no desempenho durante a aplicação do instrumento. O estudo continua em andamento de modo a
abranger mais dados referentes aos aspectos mencionados.
Autoria/Filiação:
Carla Luciano Codani Hisatugo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Eda Marconi Custódio Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Apresentação:
Carla Luciano Codani Hisatugo
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Palavras-chave:
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Teste de Rorschach, Pesquisa Normativa, Crianças
Nome:
GISELE ALVES
Titulo:
Evidências de Validade Baseadas na Relação com Variáveis Externas para o WISC IV
Resumo:
A presente mesa propõe apresentar estudos brasileiros com três subtestes da Escala de Inteligência Wechsler
para Crianças – 4ª Edição (WISC-IV), que compõem o Índice de Velocidade de Processamento, à saber,
subtestes Código, Procurar Símbolos e Cancelamento, bem como apresentar um estudo que objetivou a
adaptação de uma forma reduzida do teste para surdos. Os trabalhos que buscaram evidências de validade
para a adaptação brasileira do instrumento apresentam estudos que investigaram a relação entre os três
subtestes de ICV e os testes de Raven (Escala Especial e Geral) e o Teste de Trilhas Coloridas Infantil, e
demonstram em seus resultados evidências favoráveis de validade para a Escala, corroborando dados da
literatura. Ao lado disso, também é apresentado um estudo que buscou evidências de validade do teste
quando aplicado em grupos de amostras clínicas, compostas por crianças e adolescentes com queixas
relacionadas a aprendizagem e desempenho cognitivo, pareadas com um grupo controle Esse último estudo
também apresentou evidências favoráveis, visto que o desempenho do grupo controle foi sempre maior
quando comparado ao desempenho das amostras clínicas. Por fim, o estudo que buscou evidências de
validade de uma forma reduzida do WISC IV adaptada para surdos manteve a mesma estrutura fatorial do
instrumento original e possibilitou, por meio de sua adaptação, a aplicação do teste nessa população.
Palavras-chave:
WISC IV, avaliação da inteligência , validade
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE PARA O TESTE WISC-IV BASEADAS NA RELAÇÃO
COM O TESTE DE TRILHAS COLORIDAS INFANTIL
Os subtestes Cancelamento, Procurar Símbolos e Código do WISC IV compõem o Índice Fatorial
Velocidade de Processamento (IVP) e o Teste de Trilhas Coloridas Infantil (TTC infantil), que objetiva a
avaliação de habilidades consideradas subsidiárias ao funcionamento do lobo frontal, como
rastreamento perceptual, velocidade no processamento de informação, sequenciação, habilidades
grafomotoras, atenção sustentada e dividida. Ambos instrumentos foram aplicados em 500 sujeitos,
sem queixas relacionadas ao desempenho escolar ou habilidades cognitivas, estudantes de escolas
públicas e particulares dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. As correlações entre os
instrumentos demonstraram que as variáveis caminham para um mesmo sentido, ou seja, quando
altas as pontuações compostas IVP, altas também as pontuações no TTC infantil, conferindo ao fator
referido do WISC IV evidências de que o mesmo avalia habilidades relacionadas a velocidade de
processamento de informação e mecanismos atencionais.
Autoria/Filiação:
Regina Luísa de Freitas Marino Casa do Psicólogo
Gisele Aparecida da Silva Alves Casa do Psicólogo
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Apresentação:
Regina Luísa de Freitas Marino
Palavras-chave:
WISC IV, validade convergente, velocidade de processamento
RESUMO (2)
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE PARA O TESTE WISC-IV BASEADAS NA RELAÇÃO
COM OS TESTES DE RAVEN
Os testes Matrizes Progressivas Coloridas de Raven - Escala Especial e Matrizes Progressivas de Raven
- Escala Geral foram aplicados em 200 crianças e adolescentes entre 6 e 16 anos de idade, sendo que
metade dessa amostra de participantes foi submetida à Escala Especial e a outra metade à Escala
Geral, dependendo da idade. Tais testes foram utilizados como critério com o objetivo de buscar
evidências de validade baseadas na relação com variáveis externas, sendo construtos relacionados,
para o índice de Velocidade de Processamento (IVP) da Escala deInteligência Wechsler para Crianças –
4ª Edição (WISC-IV). As análises de correlação de Pearson mostraram que os testes de Raven se
correlacionam forte e positivamente com os subtestes do IVP do WISC-IV, demonstrando que quanto
maiores as pontuações dos participantes nesses testes, maiores também as pontuações nos subtestes
do WISC-IV. Esse dado corrobora os achados da literatura, conferindo evidência de validade
convergente para o WISC-IV.
Autoria/Filiação:
Isis De Vitta Grangeiro Rodrigues Casa do Psicólogo
Gisele Aparecida da Silva Alves Casa do Psicólogo
Apresentação:
Isis De Vitta Grangeiro Rodrigues
Palavras-chave:
WISC IV, avaliação da inteligência, validade convergente
RESUMO (3)
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE UMA FORMA REDUZIDA DO TESTE WISC-IV
ADAPTADA PARA SURDOS
Atualmente, não constam na lista de instrumentos aceitos pelo Conselho Federal de Psicologia testes
padronizados para avaliar aspectos cognitivos de indivíduos surdos. Assim, investigou-se a adequação
de uma Forma Reduzida de oito subtestes do WISC-IV que permitisse uma avaliação rápida das
habilidades envolvidas nos quatro Índices Fatoriais do instrumento, considerado padrão-ouro para a
avaliação intelectual de crianças e adolescentes. Foi analisada uma amostra piloto de 66 sujeitos
surdos, com idades entre oito e 16 anos, usuários da Libras, matriculados em três escolas
(particulares e públicas) de Porto Alegre/RS. Os estudos de validade dos itens e do teste mostraram
evidências de que os subtestes escolhidos, com exceção do Raciocínio Matricial, foram adequados para
a avaliação de surdos. Também foi evidenciado que a Forma Reduzida sugerida neste estudo manteve
a estrutura uni e quadrifatorial proposta pelo instrumento original, para o grupo de ouvintes.
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Autoria/Filiação:
Tharso de Souza Meyer Universidade Católica de Pelotas – UCPel
Vera Figueiredo Universidade Católica de Pelotas – UCPel
Apresentação:
Tharso de Souza Meyer
Palavras-chave:
WISC IV, avaliação da inteligência, deficiente auditivo
RESUMO (4)
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DO TESTE WISC-IV EM AMOSTRAS CLÍNICAS
Os quinze subtestes do WISC IV foram aplicados em um grupo composto por 40 crianças e
adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 6 e 16 anos e 11 meses. Este grupo foi composto
por crianças e adolescentes com histórico de queixas relacionadas a condições psicológicas,
psiquiátricas ou neurológicas que, de acordo com a literatura, apresentam alterações na atenção.
Esses diagnósticos incluem dificuldades de aprendizagem (dislexia e discalculia), deficiência intelectual
(Leve ou Moderado) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Esse grupo foi
pareado com um grupo controle por idade, sexo e escolaridade, de forma que esse outro fosse
composto por crianças e adolescentes com características semelhantes, sem diagnóstico ou histórico
de nenhuma das alterações descritas no grupo clínico. Entre os resultados, foram encontradas
diferenças de média entre os grupos por meio de análises de variância e testes t, evidenciando
diferenças de desempenho entre o grupo clínico e o grupo controle, de modo que as pontuações foram
sempre menores nos participantes do grupo clínico, conferindo evidência de validade para o
instrumento, que foi capaz de diferenciar os grupos.
Autoria/Filiação:
Carina Maria Pereira Casa do Psicólogo
Gisele Aparecida da Silva Alves Casa do Psicólogo
Apresentação:
Carina Maria Pereira
Palavras-chave:
WISC IV, evidências de validade,
Nome:
PATRÍCIA WALTZ SCHELINI
Titulo:
FACETAS DO ESTUDO DA INTELIGÊNCIA: INSTRUMENTOS, DESEMPENHO ACADÊMICO, ALTAS HABILIDADES
E EFEITO FLYNN
Resumo:
A presente proposta é formada por quatro estudos que têm como temática a inteligência. Os dois primeiros
trabalhos são voltados a medidas da inteligência, sendo que o primeiro faz uso da Bateria de Provas de
Raciocínio, cuja aplicação em alunos de escolas públicas portuguesas indicou a existência de um fator único
que explica a maior parte da variância dos resultados. No primeiro estudo também foi investigado o poder
preditor do fator geral de inteligência no rendimento acadêmico. O segundo estudo objetivou analisar a
validade e estabelecer as normas para a população portuguesa da Escala de Competências Cognitivas,
destinada a crianças entre quatro e 10 anos. Os resultados obtidos no segundo estudo evidenciam a validade
de critério do instrumento, considerando-se as variáveis idade e classificação escolar. As altas habilidades são
enfatizadas no terceiro estudo que promove uma discussão sobre o Modelo de Dotação de Munique e também
apresenta a análise das evidências de validade e precisão da versão brasileira da Children’s Self-Efficacy
Scale, que visa à avaliação de uma variável moderadora intrínseca do modelo em questão. A última faceta
desta proposta é apresentada no estudo que investigou o Efeito Flynn, referente aos ganhos nas medidas de
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inteligência ao longo do tempo. Para tanto, os desempenhos de candidatos à Guarda Nacional Republicana de
Portugal, submetidos ao processo de seleção de 2005, foram comparados aos de candidatos de 2010. Nos
dois grupos foram aplicadas três provas da Bateria de Aptidões Mentais Primárias, sendo que o Efeito Flynn
não foi observado. Portanto, por meio dos estudos apresentados, facetas da inteligência são discutidas,
considerando-se o contexto português e brasileiro.
Palavras-chave:
medida de inteligência, Modelo de Munique, Efeito Flynn
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O FATOR G E O RENDIMENTO ACADÊMICO AO LONGO DA ESCOLARIDADE
Apesar de ser o tema mais investigado na Psicologia, a inteligência permanece atual pelos plurais e
renovados interesses que desperta sobre o desenvolvimento humano e, em particular, no contexto
educativo. Este estudo considera os desempenhos cognitivos de uma amostra representativa de
alunos de escolas públicas portuguesas (n= 4899) dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino
secundário na Bateria de Provas de Raciocínio (BPR). Primeiro, são apresentadas as análises que
reforçam a existência de um fator único que explica entre 50 a 60% da variância dos resultados
cognitivos e a unidimensionalidade da bateria nas suas três versões. Segundo, é testado um modelo
que releva o poder preditor do fator geral de inteligência no rendimento acadêmico, quer diretamente,
quer de forma mediada através do sucesso académico prévio (existência ou não de reprovações no
percurso académico) e das expetativas acadêmicas futuras (extensão de escolaridade pretendida). Por
fim, é discutido o poder preditor do fator geral de inteligência e das variáveis acadêmicas ao longo da
escolaridade.
Autoria/Filiação:
Gina Cláudia Lemos Centro de Investigação em Educação, Universidade do Minho
Leandro da Silva Almeida Instituto de Educação, Universidade do Minho
Apresentação:
Gina Cláudia Lemos
Palavras-chave:
inteligência, Bateria de Provas de Raciocíni, rendimento acadêmico
RESUMO (2)
A AVALIAÇÃO DA INTELIGÊNCIA NA INFÂNCIA: CONTRIBUTOS DA ECCOS 4/10
Partindo da descrição da Escala de Competências Cognitivas (ECCos4/10) criada em Portugal, e hoje
estudada no Brasil e em Moçambique, discutimos o conceito de inteligência na infância e a maior ou
menor adequação das escalas compósitas de inteligência, propostas para a sua avaliação. Neste caso,
a Escala de Competências Cognitivas, destinada a crianças entre os quatro e os 10 anos, concilia
várias funções cognitivas (perceção, memória, compreensão, raciocínio, resolução de problemas e
pensamento divergente), em tarefas de dois conteúdos dominantes (verbal e não verbal). Após alguns
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anos de estudos centrados na sua construção, uma amostra representativa do norte de Portugal serviu
a sua validação e normalização. A amostra considerada foi composta por 539 crianças,
equitativamente distribuídas face ao gênero e meio de residência (urbano/rural) e estratificada no que
diz respeito a cada um dos distritos considerados. Os resultados ao nível da validade sugerem a
possibilidade de uma nota global de QI poder reunir o desempenho das crianças nas 11 provas da
escala, sugerindo ainda alguma especificidade das provas envolvendo o pensamento divergente.
Cruzando os resultados na ECCOs, com a idade (desenvolvimento psicológico) e com as classificações
escolares, os índices obtidos apontam para a validade de critério dos seus resultados, mantendo-se
aqui também alguma especificidade relativamente ao pensamento divergente. Ilustra-se a
rentabilização da informação obtida com a aplicação da ECCOs 4/10 na avaliação psicológica da
inteligência em crianças.
Autoria/Filiação:
Lurdes Brito Grande Colégio Universal, Porto, Portugal
Leandro da Silva Almeida Instituto de Educação, Universidade do Minho
Apresentação:
Lurdes Brito
Palavras-chave:
inteligência, psicometria, normas
RESUMO (3)
IDENTIFICAÇÃO DE DOTAÇÃO E TALENTO: MODELO DE MUNIQUE E A
AVALIAÇÃO DA AUTOEFICÁCIA.
O Modelo de Dotação de Munique busca unir características individuais e ambientais em uma proposta
de identificação de talentos, evidenciando o papel de moderadores intrínsecos e extrínsecos ao
indivíduo. Quando as variáveis moderadoras são identificadas e promovidas, podem facilitar o
desenvolvimento de talentos. Dentre os moderadores intrínsecos, incluem-se estratégias de
aprendizagem, motivação e crenças de autoeficácia, definidas pela Teoria Social Cognitiva como as
crenças de um indivíduo em suas próprias capacidades. A autoeficácia não deve ser mensurada como
uma variável única, pois são crenças voltadas a capacidades específicas; deve ser mensurada por
instrumentos também específicos. A Children’s Self-EfficacyScale (CSES) converge com essa premissa.
É composta originalmente por 55 itens e nove fatores. O objetivo desse trabalho é apresentar a versão
brasileira da CSES como possibilidade de avaliação de uma variável moderadora intrínseca no Modelo
de Dotação de Munique. Após tradução da escala original, a versão brasileira foi composta por 54 itens
e as mesmas nove subescalas. As análises por juízes e semântica se mostraram satisfatórias. Aplicouse a escala traduzida em 679 alunos. Efetuou-se uma análise de componentes principais, extraindo-se
um fator de cada subescala. Utilizaram-se a prova Kaiser-Meyer-Olkin e o teste de esfericidade de
Bartlett para averiguar a adequação da análise fatorial empregada, suprimindo-se os itens com carga
fatorial menor que 0,30. A análise fatorial revelou que as subescalas conseguem explicar entre 37% e
57% da variância observada. A consistência interna dos fatores e dos itens foi calculada através do
Alfa de Cronbach, variando de boa a excelente com resultados entre 0,7 e 0,9 para cada subescala.
Todavia, são necessários estudos com outras amostras e outras formas de validação a fim de se obter
um instrumento com evidências de validade suficientes para pesquisas sobre identificação de talentos
e crenças de autoeficácia.
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Autoria/Filiação:
Márcia de Fátima Rabello Lovisi de Freitas
da Universidade Federal de São Carlos
Apresentação:
Márcia de Fátima Rabello Lovisi de Freitas
Palavras-chave:
dotação, talento, Modelo de Munique
Programa de Pós-graduação em Psicologia
RESUMO (4)
O EFEITO FLYNN EM ADULTOS PORTUGUESES
O Efeito Flynn refere-se aos ganhos verificados nas medidas de inteligência ao longo do tempo. Este
estudo analisa a ocorrência do Efeito Flynn considerando os resultados obtidos por candidatos à
Guarda Nacional Republicana (GNR) de Portugal. Participaram do estudo duas amostras: a primeira
formada por 429 candidatos à Guarda Nacional Republicana submetidos ao processo de seleção do ano
de 2005 e a segunda composta por 3806 candidatos do ano de 2010. Nas duas amostras foram
aplicadas três provas da bateria PMA – Aptidões Mentais Primárias: Compreensão Verbal, Raciocínio
Lógico e Cálculo Numérico. Os participantes foram avaliados por psicólogos especialistas, sendo que o
acesso aos seus dados foi autorizado pelo Comando Geral da GNR, mediante garantia do anonimato e
sigilo dos protocolos consultados. Os resultados indicaram que os candidatos à guarda que
participaram do processo seletivo de 2005 obtiveram melhores médias nas três provas da PMA,
quando comparados aos de 2010. Essa diferença no Teste R (Raciocínio Lógico) não é estatisticamente
significativa, sendo já estatisticamente significativa no Teste V (Compreensão Verbal) e no Teste N
(Cálculo Numérico). Assim, o Efeito Flynn não foi observado neste estudo, considerando o intervalo de
tempo de cinco anos.
Autoria/Filiação:
Patrícia Waltz Schelini Programa de Pós Graduação em Psicologia, Universidade
Federal de São Carlos
Leandro da Silva Almeida Instituto de Educação, Universidade do Minho
Apresentação:
Patrícia Waltz Schelini
Palavras-chave:
Efeito Flynn, ganhos intelectuais, inteligência
Nome:
Jacob Arie Laros
Titulo:
Ferramentas para construção de instrumentos de avaliação psicológica
Resumo:
No contexto da avaliação psicológica percebe-se o crescimento do uso de técnicas psicométricas e estatísticas
capazes de abarcar os comportamentos e fenômenos psicológicos de maneira mais ampla e completa.
Destaca-se a utilização dos métodos relacionados às análises fatoriais, bem como o uso das ferramentas da
Teoria de Resposta ao Item. Essa mesa propõe a discussão de algumas técnicas de medida utilizadas na
construção de instrumentos de avaliação psicológica. O primeiro trabalho, sob autoria de Laros e Valentini,
refere-se à discussão sobre a estabilidade dos resultados das análises fatoriais exploratórias. Os autores
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apresentam os resultados de um estudo de replicabilidade da análise fatorial de um questionário utilizado
para avaliação de um programa de residência em saúde. No segundo resumo, Valentini e Laros apresentam
uma discussão sobre a análise fatorial full information e a análise fatorial não linear. Ambas são robustas às
matrizes não positivamente definidas e são indicadas para itens dicotômicos. No terceiro trabalho, Andrade e
colaboradores discutem as contribuições da Teoria de Resposta ao Item (TRI) na construção de instrumentos
com itens politômicos. Para tanto, os autores apresentam um estudo no qual utilizaram o modelo de resposta
gradual de Samejima para a análise dos itens respondidos em uma escala Likert. O quarto resumo, sob
autoria de Amorim-Gaudêncio e colaboradores, expõe uma discussão sobre o uso da testagem adaptativa
computadoriza (CAT- Computerized Adaptive Testing). Os autores indicam as principais disciplinas que fazem
uso da CAT, bem como as vantagens e desvantagens desse método. Espera-se que a proposta dessa mesa
amplie a discussão sobre as ferramentas utilizadas na construção de instrumentos de avaliação psicológica no
Brasil.
Palavras-chave:
Psicometria, Análise Fatorial, Teoria de Resposta ao Item
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ANÁLISE DE REPLICABILIDADE EM ANÁLISE FATORIAL EXPLICATÓRIA
Análise Fatorial Explicatória (AFE) é uma técnica amplamente utilizada para investigar a estrutura
subjacente dos instrumentos psicológicos. Entretanto, existem muitas controvérsias em relação à
estabilidade das soluções fatoriais. Estudos mostram que, mesmo com amostras grandes e uma
estrutura fatorial bem definida, os resultados nem sempre são replicáveis. Para resolver o problema, a
literatura indica um método simples para investigar a replicabilidade de soluções fatoriais. Nesse
método é possível utilizar replicação interna ou externa. Na replicação interna o pesquisador precisa
dividir a amostra randomicamente em duas amostras, e na replicação externa deve-se aplicar o
instrumento em uma amostra nova. Existem dois critérios para replicabilidade: (1) devem existir o
mesmo número de fatores e os mesmos itens atribuídos para cada fator nas duas amostras; (2) as
cargas dos itens devem ser semelhantes nas duas amostras. O primeiro critério avalia a replicabilidade
estrutural e a o segundo avalia replicabilidade forte. Para esse último tipo de replicabilidade a
diferença entre as cargas fatoriais das duas amostras não pode exceder o valor de 0,20. Acima desse
valor as cargas podem ser consideradas como instáveis. Para ilustrar esse método foi utilizado um
banco de dados com 384 respondentes de um questionário aplicado para avaliar um programa de
residência multiprofissional. Pesquisa anterior indicou a presença de três fatores no referido
questionário. O banco foi aleatoriamente divido em duas amostras (N1 = 199 e N2 = 185). Foi
realizada uma análise fatorial PAF com extração de três fatores e rotação Promax. Os resultados da
análise de replicabilidade indicam que a solução fatorial apresentou replicabilidade estrutural e
replicabilidade forte. Em apenas um dos 22 itens a diferença entre as cargas fatoriais foi maior que
0,20. Sugere-se que todos os pesquisadores façam uma análise da estabilidade da sua solução fatorial
para adquirir conhecimento sobre a robustez da solução fatorial obtida.
Autoria/Filiação:
Jacob Arie Laros Professor Associado, Instituto de Psicologia, Universidade de
Brasília
Felipe Valentini Professor Assistente, Departamento de Psicologia, Universidade
Federal do Paraná e
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Apresentação:
Jacob Arie Laros
Palavras-chave:
Análise fatorial Exploratória, Validade de Construto, Replicabilidade
RESUMO (2)
ANÁLISE FATORIAL PARA ITENS DICOTÔMICOS
A análise fatorial é uma das ferramentas estatísticas mais utilizadas nos estudos de validade de
construto. Muitos pesquisadores analisam os seus dados por meio de componentes principais (PC),
eixos principais (PAF), máxima verossimilhança (ML). Todavia, esses dois últimos métodos não podem
ser utilizados quando a matriz de correlações não é positivamente definida. Diversas causas podem
ser explicar a ocorrência de uma matriz não positiva, a mais comum refere-se ao caso Heywood.
Neste caso, uma das variáveis tem toda a sua variância explicada por um ou mais itens. Muitos dos
casos Heywood são consequência da pequena variabilidade dos itens. Itens dicotômicos tendem a
apresentar variabilidade limitada e, muitas vezes, matrizes não positivas. Além disso, as análises
fatoriais tradicionais, quando aplicadas aos itens dicotômicos frequentemente extraem fatores de
dificuldade em vez de fatores relacionados ao conteúdo dos itens. Nesses casos, uma das
possibilidades é analisar os dados por meio de métodos robustos às matrizes não positivas, tais como
análise fatorial full information (FIFA) e análise fatorial não linear. Este estudo teve como objetivo
apresentar um exemplo desses dois métodos por meio da análise de um teste de avaliação de
habilidades cognitivas. Participaram do estudo 1069 alunos do ensino fundamental da rede pública de
uma grande cidade brasileira. Os alunos responderam a 12 questões de raciocínio abstrato e 12
questões de raciocínio espacial do Teste de Raciocínio Abstrato e Espacial (TRAE). A análise FIFA,
assim como o não-linear, indicou que um modelo unifatorial é plausível, assim como um modelo de
dois fatores. Todos os itens apresentaram saturação fatorial adequada. Para o modelo de dois fatores,
os itens organizaram-se, exatamente, nos fatores de raciocínio abstrato e raciocínio espacial. Ou seja,
a análise foi capaz de extrair fatores relacionados ao conteúdo dos itens e não à dificuldade.
Autoria/Filiação:
Felipe Valentini Professor Assistente, Departamento de Psicologia, Universidade
Federal do Paraná e
Jacob Arie Laros Professor Associado, Instituto de Psicologia, Universidade de
Brasília
Apresentação:
Felipe Valentini
Palavras-chave:
Análise Fatorial Full Informat, Análise Fatorial Não Linear, Validade de Construto
RESUMO (3)
CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DE RESPOSTA AO ITEM PARA A ELABORAÇÃO E
VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTOS PSICOLÓGICOS
Os modelos da Teoria de Resposta ao Item (TRI) para itens politômicos são modelos matemáticos que
ajudam a compreender a interação entre examinandos e itens de instrumentos que possuem várias
categorias de respostas. Itens politômicos têm tido grande utilização na testagem psicológica e
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educacional porque, além de oferecer uma experiência mais rica em testagem para os examinandos,
proporcionam uma maior quantidade de informações psicométricas sobre o construto avaliado. O
presente estudo teve como objetivos discutir as contribuições da TRI na elaboração e validação de
instrumentos psicológicos, bem como apresentar um exemplo de estimação dos parâmetros dos itens
do Questionário de Vivências Acadêmicas (QVA) a partir da TRI. Para o estudo empírico, contou-se
com a participação de 518 estudantes universitários da cidade de João Pessoa (PB), sendo 66% do
sexo feminino, com média de idade de 21,6 (DP = 4,4), a maioria com renda familiar entre 5 e 10
salários mínimos (29,1%). Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e ao
QVA. Este último é composto por 60 itens, respondidos em uma escala Likert de 5 pontos, que vai de
Discordo Totalmente a Concordo Totalmente. A versão original do instrumento avalia cinco dimensões:
pessoal, institucional, carreira, estudocurso e interpessoal. A análise dos parâmetros dos itens por
meio da TRI, utilizando-se do Modelo de Resposta Gradual de Samejima, foi realizada a partir dos
fatores individuais, levando em consideração os parâmetros de dificuldade e discriminação dos itens.
Verificou-se, de forma geral, que os itens apresentaram parâmetros de dificuldade e discriminação
adequados. No entanto, as análises das curvas de informação da TRI, de forma geral, indicaram
lacunas no continuum dos cinco fatores. Discute-se a variedade de caminhos em que os modelos de
TRI para itens politômicos podem ser utilizados incluindo a técnica da equalização e a testagem
adaptativa por computador (CAT).
Autoria/Filiação:
Josemberg Moura de Andrade Professor Adjunto, Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Carmem Amorim-Gaudêncio Professora Adjunta, Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Kaline da Silva Lima Aluna de graduação, Departamento de Psicologia, Universidade
Federal da Paraíba
Cinthya Rebecca Santos Melo Aluna de graduação, Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Jéssica Martins Pernambuco Aluna de graduação, Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Josemberg Moura de Andrade
Palavras-chave:
Teoria de Resposta ao Item, validade, vivências acadêmicas
RESUMO (4)
PROGRESSÃO NO USO DA TESTAGEM ADAPTATIVA POR COMPUTADOR NO
CONTEXTO NACIONAL E INTERNACIONAL
Os testes adaptativos por computador (CAT) têm apresentado vantagens sobre os testes
convencionais, tanto no que se refere a uma maior eficiência quanto a sua qualidade. Foi realizado um
levantamento empírico através de bases nacionais e internacionais nos últimos 10 anos. Os descritores
utilizados foram “Avaliação assistida por computador”, “Testes psicológicos computadorizados”, “Teste
adaptativo computadorizado”, “Instrumentos psicológicos computadorizados”, “Computer-Adaptive
Testing” e “Computerized Adaptive Test”, respectivamente. Os resultados mostram que os estudos
internacionais superam em número os nacionais, sendo os Estados Unidos o país que mais tem
aplicado este método de testagem. Por disciplina, a Psicologia é a que mais utiliza este procedimento,
seguida pela Medicina, Educação e Nutrição. Por área, a Avaliação Psicológica é a que mais a emprega,
seguida pela Testagem de Saúde, Neuropsicologia, Saúde Mental etc. Percebe-se que a utilização do
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CAT tem crescido e se expandido por diversos países e em inúmeros contextos. Isso se explica pelas
notáveis vantagens de sua utilização, possivelmente relacionadas com a dispensa do uso do papel e
lápis e em ocasiões; obtenção das pontuações de forma imediata, com a redução do tempo de
aplicação, administração e correção do teste; aumento da amostragem de forma rápida; emprego de
uma avaliação personalizada, construída mediante as respostas anteriores; redução na quantidade de
questões utilizadas nas avaliações, entre outras. Não obstante, a literatura aponta para algumas
desvantagens que devem ser superadas, tais como: o seu desenvolvimento requer uma grande
equipe, composta por profissionais de várias áreas; inevitável dependência do computador; problemas
de segurança e, finalmente, a necessidade de contar com um vasto banco de itens diferenciados por
níveis de dificuldade. Contudo, é inquestionável a importância do CAT, visto que é crescente a
utilização de testes computadorizados por diversos países. Nesse sentido, o estudo desse método é
fundamental para a ampliação do conhecimento cientifico.
Autoria/Filiação:
Carmen Amorim-Gaudêncio Professora do Departamento de Psicologia, Universidade
Federal da Paraíba
Jaqueline Gomes Cavalcanti Aluna de graduação, Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Lucas Felicio Braz Gil Aluno de graduação, Departamento de Psicologia, Universidade
Federal da Paraíba
Karina Pollyne Nascimento Lima Aluna de graduação, Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Josemberg Moura de Andrade Professor do Departamento de Psicologia,
Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Carmen Amorim-Gaudêncio
Palavras-chave:
Teste adaptativo computadoriza, Avaliação, Testagem
Nome:
Carla Alexandra Moita Minervino
Titulo:
HABILIDADES COGNITIVAS INFANTIS: PERSPECTIVAS DE INSTRUMENTOS
Resumo:
A presente mesa redonda apresentará investigações que possuem como tema central as habilidades
cognitivas de crianças, verifica-se que dentre os instrumentos psicométricos mais utilizados para a análise de
habilidade cognitiva infantil destaca-se as escalas Wechsler, no entanto na atualidade inúmeras são as
pesquisas que visam a criação de escalas e testes que tem a criança como foco, os instrumentos válidos para
a infância ainda são escassos. Nesta mesa teremos a oportunidade de apresentar três instrumentos
diferentes para a análise de habilidades cognitivas em crianças, cada instrumento tem uma particularidade e
um objetivo distinto; apresentaremos um instrumento de testagem adaptativa informatizada; uma escala de
avaliação de competências cognitivas para crianças dos 4 aos 10 anos e um teste de nomeação seriada
rápida com 6 subtestes.
Palavras-chave:
Habilidades Cognitivas, Infância, Psicometria
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RESUMO (1)
TESTAGEM ADAPTATIVA INFORMATIZADA: PERSPECTIVAS PARA A AVALIAÇÃO
DE HABILIDADES COGNITIVAS PREDITORAS DA LEITURA
A geração computadorizada de instrumentos para avaliação vem se tornando um campo fértil para as
pesquisas na área, além de oferecer uma gama de ferramentas avaliativas atrativas e de excelente
qualidade em diversas áreas da psicologia. Em relação aos modelos tradicionais de testes, que
envolvem a aplicação do mesmo conjunto de itens para todas as pessoas, os instrumentos com
testagem adaptativa informatizada apresentam algumas vantagens, como a possibilidade de maior
precisão, são mais breves, podem ser atualizados com facilidade e são menos sujeitos à divulgação de
seu gabarito ou sistema de pontuação. Neste sentido destaca-se a construção de instrumentos para a
avaliação de habilidades preditoras da leitura, vários são os pesquisadores (e.g. Roazzi, Dias, Salles,
Parente, Capovilla, Ciasca) que vêm apresentando aspectos relevantes sobre a competência leitora e
as habilidades necessárias para a sua aquisição, a saber: decodificação, consciência fonológica entre
outros; os dados revelam a correlação entre essas habilidades e o pronto estabelecimento da leitura, a
testagem adaptativa informatiza ajuda na análise precoce de tais habilidades. Nesta mesa
pretendemos apresentar dados sobre a construção de um instrumento de testagem adaptativa
informatizada para a avaliação de habilidades preditoras da leitura. Como também apresentar a
percepção dos utilizadores dos instrumentos informatizados e das versões lápis-papel.
Autoria/Filiação:
Carla Alexandra Moita Minervino Universidade Federal da Paraíba
Pedro Miguel da Silva Moita Universidade de Lisboa
Teresa Chambel Universidade de Lisboa
Apresentação:
Carla Alexandra Moita Minervino
Palavras-chave:
Testagem Adaptativa, Leitura, Psicometria
RESUMO (2)
ECCOS 4/10: AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS COGNITIVAS EM CRIANÇAS
A Escala de Avaliação de Competências Cognitivas para Crianças dos 4 aos 10 anos de Idade – ECCOs
4/10, desenvolvida e validada em Portugal, destina-se à avaliar diferentes processos cognitivos em
crianças nesta faixa etária, entre eles, a habilidade de compreensão. Neste trabalho, apresenta-se a
adaptação das tarefas de compreensão da ECCOs 4/10 para a população brasileira. Entende-se que
compreender se caracteriza por uma construção ativa de sentidos, o que requer do indivíduo
identificar e interpretar as informações disponíveis, conectando conhecimentos relevantes de modo a
gerar uma representação coerente. Para isso, é necessário não só o resgate de esquemas de
conhecimento armazenados na memória, como também o estabelecimento de inferências e a
avaliação dos elementos e ações envolvidos na situação. É, portanto, uma habilidade complexa que
articula elementos cognitivos, linguísticos e conhecimentos sociais. A ECCOs 4/10 propõe avaliar a
compreensão de forma contextualizada e significativa para a criança, através de duas tarefas, sendo
uma verbal (Frases Absurdas) e uma não verbal, de conteúdos predominantemente figurativos
(Desenhos Absurdos). Será apresentada a adaptação destas tarefas para o Brasil e os resultados da
validação das mesmas em uma amostra de 606 crianças brasileiras, de ambos os sexos, frequentando
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escolas públicas e particulares do Recife, e distribuídas em 14 faixas etárias entre os 4 e os 10 anos de
idade.
Autoria/Filiação:
Antonio Roazzi Universidade Federal de Pernambuco
Leandro Almeida Universidade do Minho
Lurdes Brito Universidade do Minho
Luciana Hodges Universidade Federal de Pernambuco
Rafaella Asfora Universidade Federal de Pernambuco
Maira Roazzi Escola Americana do Recife
Apresentação:
Antonio Roazzi
Palavras-chave:
Cognição, Crianças, Psicometria
RESUMO (3)
ANÁLISE DA NOMEAÇÃO SERIADA RÁPIDA EM CRIANÇAS DA PRÉ-ESCOLA,
PRIMEIRO E TERCEIRO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
A aquisição da leitura é um processo complexo que necessita de uma série de habilidades cognitivas
preditoras desta competência. Dentre essas habilidades destaca-se a nomeação seriada rápida, que se
refere à capacidade de processar diferentes estímulos visuais rapidamente, uma vez que a rapidez é
um fator importante para uma leitura fluente. Dados recentes sobre o desempenho das crianças
brasileiras nas avaliações nacionais e internacionais têm evidenciado o baixo rendimento em leitura,
dificuldades na compreensão literal e inferencial e em associar informações ao texto, entre outras. No
último censo escolar observa-se que o aumento do número de alunos matriculados nas escolas
públicas brasileiras é inversamente proporcional ao número de alunos que terminam a primeira etapa
do ensino fundamental (5o. ano) com bom desempenho em leitura e escrita, é portanto, crescente a
incidência de dificuldades de leitura no ensino fundamental. O cenário atual do desempenho em leitura
por parte das crianças no ensino fundamental viabiliza e justifica a realização de pesquisas que visem
analisar auxiliar na análise do processo cognitivo envolvido na leitura preconizando práticas de
intervenção eficazes. Considerando o exposto, nesta mesa apresentaremos a análise do desempenho
intragrupo em tarefas de nomeação seriada rápida (cores, figuras, letras, dígitos, palavras e nãopalavras) em crianças com queixas de dificuldade de leitura, evidenciando a variabilidade do
desempenho nas tarefas de nomeação seriada rápida em crianças de 5º ano com dificuldades de
leitura, comparando-o ao de crianças de mesma idade, mas competentes em leitura (5º ano), e ao de
crianças mais jovens (2º ano), também leitores fluentes. Destaca-se a apresentação das etapas de
construção e dados de validade do instrumento utilizado para a análise: a tarefas de nomeação
seriada rápida, com seis subtestes, a saber: cores, letras, dígitos, figuras, palavras e não-palavras.
Autoria/Filiação:
Gabrielle Cordeiro Rocha de Assis Universidade Federal da Paraíba
Estephane Enadir Lucena Duarte Pereira Universidade Federal da Paraíba
Carla Alexandra S. Moita Minervino Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Gabrielle Cordeiro Rocha de Assis
Palavras-chave:
Nomeação Seriada, Leitura, Psicometria
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Nome:
THATIANA HELENA DE LIMA
Titulo:
Habilidades linguísticas e sua relação com variáveis cognitivas e afetivas
Resumo:
A leitura é uma importante ferramenta tanto para o sucesso acadêmico, como também social. Dificuldades de
compreensão tornam-se obstáculo na vida do aluno, tendo em vista que a leitura é a fonte primária de sua
informação em quaisquer das etapas de escolarização. Assim, os estudos de habilidades linguísticas,
especialmente aqueles que se propõem a investigar diferentes formas de avaliá-las têm sido valorizados.
Nesta mesa redonda será apresentado um conjunto de estudos envolvendo a avaliação da compreensão de
leitura com o teste de Cloze e medidas que avaliam construtos relacionados, sejam eles de caráter cognitivo
ou afetivo-emocional. O primeiro deles relaciona a compreensão de leitura com as estratégias de
aprendizagem, buscando saber se aqueles alunos que se utilizam de estratégias de aprendizagem são os que
obtiveram melhor desempenho em compreensão de leitura. A seguir está o trabalho que investiga a relação
da compreensão com escrita. Nesse trabalho, verificou-se se quanto maior a compreensão menor a
pontuação em escrita, visto que o teste de escrita pontua o erro. Após está o trabalho que relaciona a
compreensão de leitura com a consciência metatextual, procurando saber se o conhecimento dos tipos de
textos contribui para uma melhor compreensão de leitura. Por fim, o quarto e último estudo a ser
apresentado trata da relação da compreensão com a sintomatologia depressiva, mostrando que as crianças
que apresentaram maior sintomatologia depressiva foram as que se saíram pior na compreensão de leitura.
Palavras-chave:
Cloze, avaliação educacional, ensino fundamental
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
COMPREENSÃO DE LEITURA E ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM
Este estudo teve por objetivos buscar a relação existente entre as estratégias de aprendizagem e o
desempenho na compreensão da leitura, assim como averiguar possíveis diferenças entre as variáveis
sexo, tipo de escola e ano escolar. Participaram da pesquisa 352 crianças de ambos os sexos e com
idades variando entre 7 e 12 anos, matriculadas do 3º ao 5º ano do ensino fundamental de uma
escola particular e outra escola pública do interior estado de São Paulo. Os instrumentos utilizados
foram a Escala de Estratégias de Aprendizagem e dois textos preparados de acordo com a técnica de
Cloze. Os resultados indicaram diferenças estatisticamente significativas para os sexos nos fatores
estratégias cognitivas e estratégias metacognitivas favorecendo as meninas, o mesmo foi encontrado
para os textos em Cloze. Também foram encontradas diferenças significativas quando comparadas as
escolas para todos os fatores da Escala de Estratégias de Aprendizagem e nos textos em Cloze, em
que os alunos da escola particular obtiveram as maiores médias. Quanto à diferença entre os anos
escolares, esta também foi estatisticamente significativa, sendo o quinto ano obteve a menor e o
quarto a maior média no fator ausência de estratégias metacognitivas disfuncionais. Enquanto que
para o fator estratégias cognitivas, o terceiro ano apresentou a menor e o quarto a maior média.
Ainda, no fator estratégias metacognitivas, o terceiro ano obteve a menor e o quinto a maior média.
Já nos textos em Cloze, houve diferenças significativas para os dois textos, sendo que os estudantes
do terceiro ano obtiveram a menor média e os do quinto a maior. Por fim, houve correlações positivas
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e significativas, de magnitude fraca, entre todas as dimensões da Escala de Estratégia de
Aprendizagem e os textos de Cloze. Os resultados estão de acordo com o encontrado na literatura.
Autoria/Filiação:
Jocemara Ferreira Mognon Universidade São Francisco
Érika Monqueiro Leme Universidade São Francisco
Apresentação:
Jocemara Ferreira Mognon
Palavras-chave:
Cloze, avaliação educacional, ensino fundamental
RESUMO (2)
COMPREENSÃO LEITORA E DESEMPENHO ESCRITA: ESTUDO COM ALUNOS DO
ENSINO FUNDAMENTAL
O presente estudo teve por objetivo verificar evidências de validade para instrumentos que avaliam a
compreensão leitora e as habilidades de escrita. Participaram deste estudo 202 crianças com idades
entre 8 e 10 anos (M=8,91; DP=0,873). Eles eram provenientes de duas escolas públicas de uma
cidade do interior do estado de São Paulo, uma central (n=111; 55%) e outra periférica (n=91; 45%).
Dentre elas, 93 (46%) eram meninos e 109 (54%) meninas, sendo 87 (43,1%) do 3º ano, 47
(23,3%) do 4º ano e 68 (33,7%) do 5º ano. Os instrumentos utilizados foram um teste de
compreensão de leitura e outro de avaliação da escrita, aplicados de forma coletiva em situação de
sala aula. Os resultados permitiram identificar evidências de validade de critério, visto que nas duas
medidas as crianças foram separadas por ano escolar e evidência de validade convergente, pela
identificação de índice de correlação de magnitude forte entre elas. Diferenças relativas ao sexo e à
idade foram encontradas para as medidas.
Autoria/Filiação:
Thatiana Helena de Lima Universidade São Francisco
Daniella de Moura Pereira Robbi Universidade São Francisco
Apresentação:
Thatiana Helena de Lima
Palavras-chave:
Cloze, avaliação educacional, ensino fundamental
RESUMO (3)
A CONSCIÊNCIA METATEXTUAL E A COMPREENSÃO DE LEITURA
A consciência metatextual diz respeito ao controle intencional da ordenação de enunciados em
unidades linguísticas maiores para a construção de textos. O contato com os textos na vida cotidiana,
como anúncios, avisos, artigos de jornais, catálogos, receitas médicas, prospectos, folhetos etc.
exercita a nossa capacidade metatextual para a construção e compreensão de textos. Considerando a
escassez de estudos com consciência metatextual no Brasil, elaborou-se um instrumento para medi-la.
Neste estudo, o objetivo estabelecido foi o de derivar evidências de validade para o Questionário de
Avaliação da Consciência Metatextual (QACM) baseadas na relação com outras variáveis. Participaram
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315 alunos do 3º ao 5º ano do ensino fundamental, de escolas públicas do interior do Estado de São
Paulo, sendo 169 meninos e 149 meninas, cujas idades variaram de 8 a 13 anos. Foram utilizados o
QACM e dois textos em Cloze validados como medidas de compreensão de leitura. Em estudo anterior,
foram identificadas evidências de validade de conteúdo do QACM, demonstradas com base em dados
sobre a congruência e abrangência dos itens relacionados ao construto, por meio de painel de juízes,
no qual houve concordância de 100%. O instrumento foi também aplicado individualmente em 30
crianças, para as quais se pediam justificativas de suas escolhas. Foram alterados alguns textos,
mantendo-se aqueles que podiam ser reconhecidos, que eram compreendidos por elas e aqueles cuja
linguagem era adequada. Os escores obtidos com a medida de avaliação da consciência metatextual
foram convergentes com a pontuação em compreensão de leitura. O QACM também se mostrou
sensível para captar o progresso das crianças em identificar os gêneros textuais com o avanço da
escolaridade. Dessa forma, o estudo forneceu evidências de validade tanto no que se refere à
convergência de construtos, identificada com base nas medidas relacionadas, como de critério,
distinguindo os alunos pelo seu nível de escolaridade.
Autoria/Filiação:
Neide de Brito Cunha
Universidade São Francisco
Apresentação:
Neide de Brito Cunha
Palavras-chave:
Cloze, avaliação educacional, ensino fundamental
RESUMO (4)
SINTOMAS DEPRESSIVOS E COMPREENSÃO DE LEITURA
A depressão tem sido considerada um dos transtornos emocionais mais prevalentes entre crianças e
adolescentes na sociedade atual. Alguns sintomas costumam se manifestar no contexto escolar, por
ser este o ambiente em que as crianças passam maior parte do seu tempo. A literatura científica
evidencia que a depressão parece aumentar entre as crianças que apresentam problemas escolares.
Dessa forma, o objetivo do estudo foi investigar a associação entre a sintomatologia depressiva e a
compreensão de leitura, tanto pela correlação entre esses construtos, como pela comparação entre os
grupos que foram formados com base nas pontuações. Ao lado disso, explorou-se as eventuais
diferenças entre as crianças avaliadas, em relação ao gênero, idade e ano escolar. Participaram dessa
pesquisa 293 estudantes, sendo 164 meninos e 129 meninas, com idades variando entre 7 e 11 anos,
do terceiro, quarto e quinto anos do Ensino Fundamental de duas escolas públicas do interior de São
Paulo. As crianças foram divididas em dois grupos, baseados no ponto de corte do instrumento (G1 escores até 16; G2 - escores acima de 17). Os instrumentos utilizados foram o Inventário de
Depressão Infantil (CDI), versão com 27 itens e dois textos estruturados segundo os padrões
tradicionais da técnica de Cloze. A análise dos dados permitiu observar que houve uma correlação
negativa e significativa entre os construtos. Assim, as crianças que tiveram maior pontuação no CDI
tiveram pior desempenho na compreensão de leitura. Em relação ao CDI, não foram encontradas
diferenças para as variáveis gênero e idade. Para o Cloze confirmou-se as diferenças por ano escolar.
Autoria/Filiação:
Lisandra Borges Vieira Lima
Apresentação:
Lisandra Borges Vieira Lima
Universidade São Francisco
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Palavras-chave:
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Cloze, avaliação educacional, ensino fundamental
Nome:
Tatiana de Cássia Nakano
Titulo:
IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE TALENTOS
Resumo:
A proposta da mesa redonda tem como foco a discussão de questões relacionadas à avaliação de talentos /
altas habilidades / superdotação no Brasil, focando tanto os procedimentos relacionados à identificação desse
fenômeno, bem como os instrumentos que vêm sendo utilizados na sua avaliação, focando-se ainda na
apresentação de instrumentos em processo de desenvolvimento e estudo.
Apresentação 1
Processo de Avaliação Psicológica do Aluno Talentoso
Denise de Souza Fleith
Universidade de Brasília
Apresentação 2
Avaliação do potencial intelectual e criativo em jovens
Solange Muglia Wechsler
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Apresentação 3
Bateria de avaliação das altas habilidades: construção e primeiros estudos psicométricos
Tatiana de Cássia Nakano
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Palavras-chave:
criatividade, superdotação, inteligência
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
PROCESSO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DO ALUNO TALENTOSO
A tarefa de avaliar alunos talentosos tem sido um desafio para o psicólogo, dada a diversidade de
caraterísticas apresentadas por esse grupo e os mitos veiculados a seu respeito. O desenvolvimento
do indivíduo talentoso não ocorre necessariamente mais rapidamente ou precocemente do que o de
outros sujeitos; ele ocorre de forma diferenciada. É importante que o psicólogo, ao identificar alunos
talentosos, ao elaborar um diagnóstico ou propor uma intervenção, tenha claro que eles não
representam um grupo homogêneo. Também é necessário ressaltar que em um processo de
encaminhamento de uma criança ou adolescente talentoso a um programa e/ou serviço, o psicólogo
deve levar em consideração as necessidades cognitivas, emocionais e sociais do aluno a fim de que o
seu potencial seja otimizado. Os procedimentos usados na identificação do indivíduo talentoso devem
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estar intimamente relacionados à natureza dos serviços e programas disponíveis. É importante,
portanto, que o psicólogo busque informações sobre o aluno recorrendo a múltiplas fontes. Outro
aspecto a ser considerado é a possibilidade de que o processo de diagnóstico ocorra paralelamente ao
processo de atendimento, uma vez que muitas características associadas ao talento podem se
manifestar somente quando os alunos estão engajados em alguma atividade ou área de interesse.
Observa-se que a maioria dos programas e serviços oferecidos a esses alunos tem privilegiado o
desenvolvimento de habilidades cognitivas. É urgente a inclusão de serviços que ofereçam a eles
oportunidades de crescimento emocional e social. A proposta desta apresentação é discutir
procedimentos e instrumentos que possibilitam ao psicólogo avaliar de forma sistêmica, global e
fidedigna o indivíduo talentoso. Vale lembrar que o processo de avaliação psicológica deve ser
dinâmico e flexível, empregar procedimentos que incluam etapas bem definidas e instrumentos
apropriados, bem como considerar o papel das interações e dos ambientes escolar e familiar no
desenvolvimento do potencial do sujeito.
Autoria/Filiação:
Denise de Souza Fleith
Universidade de Brasília
Apresentação:
Denise de Souza Fleith
Palavras-chave:
avaliação, talento, psicólogo
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO DO POTENCIAL INTELECTUAL E CRIATIVO EM JOVENS
A identificação das múltiplas habilidades cognitivas que compõem o conceito de inteligência é essencial
quando existe a preocupação com a identificação de talentos, que podem ser expressos na mais
diferentes áreas. O modelo de Carroll-Horn-Catell (CHC) apresenta várias possibilidades de se
investigar habilidades intelectuais, não tradicionalmente medidas em baterias de inteligência. Porém
falha ao não tratar da identificação da criatividade, apesar de sabermos que a criatividade faz parte do
processo cognitivo, como já havia ressaltado Guilford. Neste sentido, a proposta da criação da Bateria
de Avaliação Intelectual e Criativa (BAICA) foi elaborada para preencher esta lacuna, trazendo
também uma proposta de um instrumento brasileiro, criado e validado na nossa realidade, que possa
ser administrado em forma coletiva. As pesquisas iniciais com a BAICA, comparando jovens de
diferentes regiões do país já foram iniciadas, tendo por finalidade selecionar os melhores itens para a
sua composição. Por sua vez, a validade de critério da BAICA está sendo investigada por meio da
comparação dos seus resultados com outros instrumentos já validados no país. Os resultados
preliminares têm demonstrado a relação da BAICA com algumas dimensões do BPR-5, Teste Pictórico
de Memória e os testes de Pensamento Criativo verbal e figural de Torrance. Por sua vez, alunos de
escola pública têm demonstrado desempenho inferior em testes que avaliam a inteligência
cristalizada, por meio da compreensão verbal. Estes resultados serão ainda confirmados em amostras
maiores de diferentes regiões. Pretende-se assim, obter uma bateria válida, que permita avaliar várias
dimensões intelectuais e criativas, permitindo assim a melhoria do processo de identificação de
talentos em diferentes áreas.
Autoria/Filiação:
Solange Muglia Wechsler
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
http://www.ibapnet.org.br/congresso2013/lista_trabalhos_mesa_redonda.php
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Apresentação:
Solange Muglia Wechsler
Palavras-chave:
inteligência, criatividade, avaliação psicológica
RESUMO (3)
BATERIA DE AVALIAÇÃO DAS ALTAS HABILIDADES: CONSTRUÇÃO E
PRIMEIROS ESTUDOS PSICOMÉTRICOS
Embora uma temática bastante importante e prevista em lei, a identificação de indivíduos com altas
habilidades tem se mostrado uma área ainda carente de estudos em nosso país. Diante dessa lacuna,
a construção de uma bateria para avaliação das altas habilidades / superdotação foi iniciada, composta
por subtestes que avaliam os construtos inteligência (por meio de provas de raciocínio: verbal,
numérico, lógico e abstrato) e criatividade (figurativa e verbal), além de uma escala para professores
(de identificação de comportamentos relacionados às cinco áreas que compõem o fenômeno:
capacidade intelectual geral, habilidades acadêmicas específicas, liderança, criatividade, talento
artístico). Estudos exploratórios de investigação dos critérios psicométricos do instrumento já foram
iniciados, a partir da coleta de dados em 473 estudantes regulares de duas regiões do país (Nordeste
e Sudeste) e seus respectivos professores (em um total de 76 escalas respondidas), bem como 117
participantes de um programa de atendimento ao aluno com altas habilidades, desenvolvido no
Distrito Federal. Os resultados foram analisados buscando-se evidências de validade da estrutura
fatorial da bateria e de validade de critério, cujos resultados mostraram-se favoráveis à condução de
estudos complementares com o instrumento. Espera-se que esse seja o primeiro passo para a
construção de um instrumento específico para uso nessa população, dado o fato de que muitas
crianças talentosas no Brasil acabam por passar despercebidas pelo sistema escolar, ou ainda tem seu
potencial ignorado ou mesmo reprimido devido às dificuldades de identificação desse construto que,
até o momento, é realizada fazendo-se uso de instrumentos não específicos para essa população,
dada a inexistência dos mesmos no Brasil.
Autoria/Filiação:
Tatiana de Cássia Nakano Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Ricardo Primi Universidade São Francisco
Walquíria de Jesus Ribeiro Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Apresentação:
Tatiana de Cássia Nakano
Palavras-chave:
altas habilidades, superdotação, avaliação psicológica
Nome:
Janaína Thais Barbosa Pacheco
Titulo:
Instrumentos de autorrelato e a avaliação de problemas de comportamento: Resultados empíricos e questões
metodológicas
Resumo:
Problema de comportamento constitui-se em uma expressão genérica que se refere a um amplo padrão de
respostas que podem incluir comportamento agressivo, externalizante, antissocial ou infrator. As queixas
relacionadas a problemas de comportamento na infância e na adolescência são responsáveis por grande parte
da procura por serviços psiquiátricos e psicológicos infantis. Os prejuízos decorrentes são observados não
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apenas na esfera da saúde mental individual, como também nos custos sociais que representam à
comunidade. Os estudos empíricos indicam a seriedade do problema e a mobilização da comunidade
acadêmica e dos profissionais para compreenderem e desenvolverem intervenções direcionadas para crianças
e adolescentes com problemas de comportamento e suas famílias. Observa-se também a preocupação com o
desenvolvimento de métodos de avaliação que acessem as diferentes dimensões presentes em indivíduos
com problemas de comportamento. O objetivo geral dessa mesa redonda é discutir as especificidades
decorrentes dos instrumentos de autorrelato na avaliação de problemas de comportamento na infância e na
adolescência. Além disso, pretende-se apresentar resultados de estudos empíricos sobre o tema. O primeiro
trabalho apresentará a prevalência de comportamentos agressivos em crianças brasileiras e italianas e a
Escala de Comportamentos Agressivos. O segundo trabalho apresentará a relação entre comportamento
externalizante, autoestima e exposição a maus tratos, utilizando o Youth Self Report para avaliar
adolescentes. Finalmente, o terceiro trabalho sistematizará algumas questões metodológicas da avaliação de
problemas de comportamento na adolescência.
Palavras-chave:
,,
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
PREVALÊNCIA DE COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS EM CRIANÇAS
BRASILEIRAS E ITALIANAS
Os comportamentos agressivos são caracterizados por condutas intencionais que visam a prejudicar
ou causar dano físico ou psicológico a outra pessoa. Devido à alta prevalência e ao impacto negativo
no desenvolvimento, o comportamento agressivo tem sido foco de pesquisas e de intervenções. O
presente trabalho apresenta os resultados de diferentes estudos que avaliaram a prevalência de
comportamentos agressivos em crianças brasileiras e italianas. Foi utilizada a versão em italiano e em
português do Questionário de Comportamentos Agressivos e Reativos entre Pares (Q-CARP),
instrumento de autorrelato composto por duas escalas. A Escala de Comportamentos Agressivos (ECA)
avalia diferentes manifestações agressivas físicas e verbais e a Escala de Reação à Agressão (ERA)
avalia diferentes reações frente à agressão entre pares: reação agressiva (RA), busca de apoio (BA) e
reação internalizada (RI). Participaram do estudo 727 crianças brasileiras de 8 a 13 anos (52%
meninos) e 587 crianças italianas de 7-10 anos (51,5% meninas). No estudo brasileiro, uma
MANCOVA (tendo a idade como co-variável) foi realizada para avaliar diferenças em meninos e
meninas brasileiros para cada uma das escalas do Q-CARP. Meninos apresentaram maiores escores
que as meninas na ECA e RA e meninas apresentaram maiores escores para BA e RI. No estudo
italiano, uma ANOVA foi conduzida para avalia diferenças entre sexo e idade. Meninos apresentaram
maiores escores para ECA e RA e meninas apresentaram maiores escores em BA e RI. Ao comparar os
resultados de Brasil e Itália, verificou-se que crianças italianas apresentaram maiores níveis para PA e
para RI. Já em relação a RA e BA não houve diferença entre as duas amostras. Os resultados apontam
semelhanças quanto aos padrões de comportamento agressivo em crianças brasileiras e italianas,
sobretudo no que se refere ao sexo. Quando comparadas, as duas amostras apresentam diferenças
que podem estar relacionadas às características culturais.
Autoria/Filiação:
Juliane Callegaro Borsa
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro;
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Denise Ruschel Bandeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Juliane Callegaro Borsa
Palavras-chave:
,,
RESUMO (2)
COMPORTAMENTO EXTERNALIZANTE, AUTOESTIMA E MAUS TRATOS: UM
ESTUDO COM ADOLESCENTES
A externalização na adolescência tem sido associada ao histórico de maus tratos na infância, bem
como a relação negativa entre autoestima e maus tratos. O objetivo dessa apresentação é expor os
resultados de um estudo transversal investigou a relação entre as variáveis maus tratos, autoestima e
comportamento externalizante. Além disso, pretende-se discutir algumas especificidades no uso de
instrumentos de autorrelato para a avaliação em adolescentes. Os instrumentos utilizados foram o
Questionário de Traumas na Infância, Youth Self-Report, Inventário de Depressão Infantil, Escala de
Autoestima de Rosenberg. Participaram deste estudo 84 adolescentes de escolas públicas, divididos
em grupo caso e controle conforme a presença de comportamento externalizante. Os resultados
revelaram que os adolescentes com comportamento externalizante apresentaram prejuízos na
autoestima e estiveram mais expostos a maus tratos na infância. Além disso, uma análise de
correlação verificou que a externalização e os maus tratos estiveram positivamente correlacionados
entre si, bem como a sintomatologia de ansiedade, retraimento e depressão e outros problemas de
comportamento. A autoestima esteve correlacionada negativamente com maus tratos e com
problemas de comportamento. Os achados deste estudo podem auxiliar profissionais a desenvolverem
fatores que protejam crianças do sofrimento dos maus tratos, assim como da externalização e da
baixa autoestima, evitando problemas no desenvolvimento psicológico e comportamental.
Autoria/Filiação:
Débora Fava Melo Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Tatiana Quarti Irigaray Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Janaína Thais Barbosa Pacheco Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto
Alegre
Apresentação:
Janaína Thais Barbosa Pacheco
Palavras-chave:
,,
RESUMO (3)
SOBRE A PERTINÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DE AUTORRELATO PARA A AVALIAÇÃO
DE CONDUTA ANTISSOCIAL
O conceito de comportamento antissocial abrange um amplo espectro de desafio e violação das
normas sociais, cuja expressão pode ser restrita a determinadas etapas do desenvolvimento do
indivíduo ou persistente ao longo do tempo. Em uma perspectiva desenvolvimental, diversos estudos
relacionam o comportamento antissocial na fase adulta à externalização, oposição, agressão e
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hiperatividade na infância e na adolescência. Em virtude desses resultados, há cada vez mais
demanda por avaliações psicológicas em grupos populacionais de jovens que apresentam padrões
recorrentes de comportamentos antissociais. Essas avaliações podem fornecer subsídios a
intervenções preventivas, que são capazes de reduzir drasticamente os custos desses
comportamentos para a família dos indivíduos e para o Estado em longo prazo. No entanto, uma das
questões que tem sido levantadas pelos pesquisadores da área é a pertinência da utilização de
instrumentos de autorrelato para avaliação de conduta antissocial. O presente trabalho discute a
questão a partir resultados de pesquisas empíricas. Dentre estas, uma realizada pela proponente da
discussão, na qual são comparados os escores de uma escala de conduta antissocial para adolescentes
em diferentes grupos critérios (grupo indicado pelos professores como antissocial, grupo clínico com
indicadores de transtorno da conduta ou transtorno desafiador opositivo e grupo judicial, autor de ato
infracional).
Autoria/Filiação:
Caroline Tozzi Reppold
Apresentação:
Caroline Tozzi Reppold
Palavras-chave:
,,
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Nome:
DENISE DE SOUZA FLEITH
Titulo:
Instrumentos de Avaliação da Criatividade no Contexto da Educação Superior
Resumo:
Observa-se um reconhecimento crescente de que é necessário preparar o aluno para o cenário atual, no qual
a capacidade de pensar e resolver novos problemas ocupa um lugar central. No mercado de trabalho,
valoriza-se o profissional criativo, que domine estratégias eficientes para enfrentar situações heterogêneas do
cotidiano. Neste contexto, a educação superior desempenha um papel fundamental e é considerada por
muitos estudiosos elemento-chave para a agenda mundial da inovação. Cabe à universidade propiciar uma
formação que esteja em sintonia com as demandas do mercado, preparando, para isso, profissionais que
aliem criatividade à capacidade analítica e a uma bagagem sólida de conhecimentos. Neste sentido, avaliar a
extensão em que a educação superior tem promovido ou não a criatividade, bem como identificar barreiras
ao seu desenvolvimento, é um passo essencial para a emergência de ideias e produtos inovadores. A
proposta desta mesa-redonda é, portanto, apresentar e discutir estudos brasileiros e portugueses envolvendo
construção e validação de instrumentos que analisam a extensão em que práticas implementadas por
professores universitários em sala de aula favorecem as habilidades criativas de seus estudantes e que
identificam barreiras pessoais à criatividade. Observa-se uma escassez de instrumentos disponíveis na área,
especialmente nos países de língua portuguesa. Medidas de avaliação da criatividade, como as que serão
tratadas nesta mesa-redonda, permitem aos psicólogos orientar docentes na organização de condições de
ensino e na criação de um clima psicológico saudável à promoção do potencial criativo, além de subsidiar
gestores na elaboração de um projeto político-pedagógico que contemple estratégias educacionais favoráveis
à criatividade.
Palavras-chave:
criatividade, instrumentos, educação superior
TRABALHOS DA MESA REDONDA
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RESUMO (1)
PRÁTICAS DOCENTES PARA CRIATIVIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
BRASILEIRA
Apesar de ser inquestionável a necessidade de se promover melhores condições ao desenvolvimento
da criatividade nos cursos universitários, observa-se escassez de estudos empíricos avaliando a
extensão em que comportamentos docentes, que favorecem a expressão da criatividade, têm sido
apresentados por professores universitários e em que frequência. Nota-se também uma carência de
instrumentos padronizados que visam avaliar a extensão em que professores vêm apresentando
comportamentos e práticas docentes que favorecem o desenvolvimento e expressão das habilidades
criativas de seus estudantes. O objetivo deste trabalho é apresentar o estudo de construção e
validação do Inventário de Práticas Docentes para a Criatividade na Educação Superior, que visa
avaliar a percepção de estudantes universitários quanto à extensão em que seus professores
apresentam comportamentos e implementam práticas docentes que favorecem o desenvolvimento e a
expressão da criatividade do aluno. O instrumento composto de 37 itens foi aplicado em 1068
estudantes brasileiros de universidades pública e privada. Cada um dos itens foi respondido em uma
escala de 5 pontos, que variava de “discordo plenamente” até “concordo plenamente”. Foi efetuada
uma análise fatorial e quatro fatores foram gerados: Incentivo a Novas Ideias, Clima para Expressão
de Ideias, Avaliação e Metodologia de Ensino e Interesse pela Aprendizagem do Aluno. Os coeficientes
alfa de fidedignidade obtidos foram muito satisfatórios. O fator melhor avaliado pelos estudantes foi
Clima para Expressão de Ideias e o com média mais baixa foi Avaliação e Metodologia de Ensino. Os
resultados indicam que o inventário discrimina distintas dimensões do comportamento docente que
são relevantes para o desenvolvimento da criatividade, constituindo-se em um instrumento útil para
fins de pesquisa e diagnóstico de práticas docentes. Vale destacar que investimento em condições de
aprendizagem criativa contribui não apenas para uma formação professional sintonizada com as
necessidades da sociedade, mas também para o bem estar emocional do estudante.
Autoria/Filiação:
Denise de Souza Fleith Universidade de Brasília
Eunice Maria Lima Soriano de Alencar Universidade de Brasília
Apresentação:
Denise de Souza Fleith
Palavras-chave:
ensino criativo, professor , educação superior
RESUMO (2)
IDENTIFICAÇÃO DE BARREIRAS À CRIATIVIDADE PESSOAL POR ESTUDANTES
UNIVERSITÁRIOS
Este trabalho visa apresentar e discutir o Inventário de Barreiras à Criatividade Pessoal, que focaliza
distintos fatores que dificultam ao indivíduo expressar seu potencial criador. Na sua versão original, o
instrumento incluía 70 itens que foram construídos com base em estudos teóricos e empíricos, em
especial em pesquisas nas quais se aplicou uma técnica aberta que consistia em solicitar ao indivíduo
para completar de forma o mais sincera possível, a sentença indutora “Eu seria mais criativo se...”.
Para fins de validação, o inventário foi aplicado em uma amostra de 388 estudantes da educação
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superior, após ter sido submetido à análise semântica. Procedeu-se a análise fatorial pelo processo de
extração Análise dos Eixos Principais com rotação oblíqua. Esta resultou nos fatores denominados
Inibição/Timidez; Falta de Tempo/Oportunidade; Repressão Social; e Falta de Motivação, tendo quatro
itens sido eliminados. O índice alfa de consistência interna dos distintos fatores foram bastante
satisfatórios. O instrumento é composto de 66 itens a serem respondidos em uma escala de 5 pontos
(discordo totalmente a concordo totalmente). Análises realizadas indicam que o inventário discrimina
distintos tipos de fatores que inibem a expressão da criatividade pessoal, constituindo-se em
instrumento útil para fins de pesquisa e diagnóstico, inclusive no contexto da educação superior.
Muitas das barreiras que podem ser identificadas pelo uso do Inventário de Barreiras à Criatividade
Pessoal refletem práticas, presentes no ambiente familiar ou educacional, que limitam as
possibilidades do indivíduo de expressar sua criatividade. É relevante que os agentes socializadores
estejam atentos à promoção de ambientes nos quais a criatividade tenha mais chances de florescer. É
também necessário ajudar os indivíduos a serem menos susceptíveis aos obstáculos que bloqueiam
sua criatividade. Isto concorrerá para reduzir a perda de talento criativo que resulta de um ambiente
pouco propício à emergência e desenvolvimento da criatividade.
Autoria/Filiação:
Eunice Maria Lima Soriano de Alencar
Apresentação:
Eunice Maria Lima Soriano de Alencar
Palavras-chave:
criatividade, barreiras, estudante
Universidade de Brasília
RESUMO (3)
PRÁTICAS DOCENTES PARA CRIATIVIDADE NA EDUCAÇÃO SUPERIOR
PORTUGUESA
Na última década, tem sido discutido o papel da universidade na formação de profissionais preparados
para aliar conhecimento à criatividade de forma a enfrentar os desafios que o mundo contemporâneo
lhes impõe. As práticas docentes no contexto da educação superior são um alvo a pesquisar, embora
se verifique escassez de instrumentos de avaliação, especialmente considerando-se a percepção dos
estudantes. O objetivo desta proposta é apresentar o Inventário de Práticas Docentes para a
Criatividade na Educação Superior, desenvolvido no Brasil e adaptado e validado para o contexto
português. Participaram do estudo de validação 582 universitários de três áreas - Artes e
Humanidades, Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas. O instrumento, em sua versão
final, consiste de 22 itens a serem respondidos em uma escala likert de 5 pontos, cuja versão
brasileira avalia quatro fatores (Incentivo a Novas Ideias, Clima de Expressão de Ideias, Interesse pela
Aprendizagem do Aluno e Avaliação e Metodologia de Ensino). As características psicométricas do
instrumento, em termos de precisão e de validade, revelaram-se adequadas considerando os itens
isoladamente e as quatro dimensões. O fator avaliado mais negativamente pelos estudantes foi
Avaliação e Metodologia de Ensino, ao passo que Interesse pela Aprendizagem do Aluno obteve a
média mais alta. Os resultados obtidos neste estudo de validação sugerem que o Inventário de
Práticas Docentes para a Criatividade na Educação Superior pode ser aplicado à população de
estudantes universitários em Portugal como uma ferramenta útil para iniciar pesquisas sobre a
percepção desses indivíduos sobre práticas incentivadoras à criatividade por parte dos docentes.
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Autoria/Filiação:
Maria de Fátima Morais Universidade do Minho
Leandro Silva Almeida Universidade do Minho
Ivete Azevedo Torrance Center Portugal
Apresentação:
Leandro Silva Almeida
Palavras-chave:
ensino criativo, universidade, docente
RESUMO (4)
BARREIRAS À CRIATIVIDADE PESSOAL: VALIDAÇÃO DE UM INVENTÁRIO EM
ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS PORTUGUESES
A criatividade, um dos elementos essenciais para a inovação, tem sido alvo de uma atenção crescente.
No Ensino Superior, potencializar o desenvolvimento da capacidade de criar é indispensável, dada a
necessidade de se preparar o estudante para responder criativamente aos desafios e dificuldade em
sua vida pessoal e profissional. Porém, obstáculos à facilitação da expressão criativa têm sido objeto
de alerta, nomeadamente no contexto universitário. Pretende-se com este estudo a adaptação e
validação do Inventário de Barreiras à Criatividade Pessoal, desenvolvido originalmente no Brasil, para
Portugal. A amostra foi de 582 alunos universitários de uma universidade pública portuguesa de três
áreas disciplinares: Artes e Humanidades, Ciências e Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas. Foi
obtido um instrumento com 44 itens cuja resposta é pedida em uma escala likert de 5 pontos e
mantém-se organizado nos quatro fatores da versão original (Inibição/Timidez, Falta de Motivação,
Falta de Tempo e Oportunidades, Repressão Social). As características psicométricas do instrumento,
em termos de precisão e de validade, revelaram-se adequadas, tomando os itens isoladamente e as
quatro dimensões. Sendo necessário um maior investimento na investigação sobre criatividade na
educação superior, e quase nada existindo em Portugal sobre o tema, espera-se que este instrumento
de avaliação possa estimular pesquisas variadas, quer acerca do inventário estudado (com amostras
mais alargadas e diversificadas, por exemplo), quer cruzando os resultados por ele obtidos com outras
variáveis. Ademais, identificar barreiras à expressão da criatividade, sobretudo em estudantes da
Educação Superior, tem diversas implicações práticas, especialmente se levarmos em conta a
necessidade de o estudante universitário (ou o futuro profissional) estar apto a fazer uso mais pleno
de seu potencial para criar frente às demandas do atual mercado de trabalho e da sociedade. A
identificação dessas barreiras é o primeiro passo para organizar estratégias de intervenção que
permitam ampliar as oportunidades de expressão criativa, possibilitando a superação dos elementos
bloqueadores.
Autoria/Filiação:
Maria de Fátima Morais Universidade do Minho
Leandro Silva Almeida Universidade do Minho
Ivete Azevedo Torrance Center Portugal
Apresentação:
Leandro Silva Almeida
Palavras-chave:
criatividade, obstáculos, educação superior
Nome:
Marley Rosana Melo de Araújo
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Titulo:
INVESTIGAÇÕES PSICOMÉTRICAS SOBRE COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL E SAÚDE OCUPACIONAL
Resumo:
A cultura organizacional consiste em um conjunto de ideologias resistente a mudanças, de forte carga
emocional, que auxilia os membros organizacionais a lidar com as incertezas e ambiguidades. Uma de suas
funções é dar estabilidade ao grupo, construindo um conhecimento tácito, regras partilhadas em relação à
forma de agir em certas situações, maneiras de perceber e o nível de importância das coisas. A maior
assimilação e compartilhamento dos elementos culturais pode influenciar os níveis de comprometimento
organizacional, sobretudo os de base afetiva e normativa. O comprometimento organizacional traduz os
motivos que levam um funcionário a permanecer ou não em uma organização. Uma equipe de pessoas
comprometidas tende a ser mais leal, a assumir conduta diligente, a expressar interesse genuíno sobre os
rumos da organização, a dedicar-lhe esforços extras e a contribuir voluntariamente com o seu
desenvolvimento. Outro correlato da cultura organizacional constitui a qualidade de vida no trabalho,
materializada por organizações que envidam esforços sistemáticos para maximizar o bem-estar dos
empregados e a produtividade, mediante a criação de postos de trabalho bem planejados e significativos, de
ambientes sociais de apoio, promoção de oportunidades equânimes para o desenvolvimento da carreira e
equilíbrio entre trabalho e vida privada. Cultura e qualidade de vida constituem elementos indissociáveis para
a construção de organizações saudáveis. Esta mesa apresentará resultados de pesquisas estruturadas sobre
cultura organizacional, comprometimento organizacional e qualidade de vida no trabalho, representando
contribuição para as investigações em comportamento organizacional e saúde ocupacional.
Palavras-chave:
comprometimento organizacional, qualidade de vida no trabalho, cultura organizacional
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
COMPROMETIMENTO ORGANIZACIONAL DE POLICIAIS MILITARES DE SERGIPE
Uma perspectiva amplamente divulgada considera a multidimensionalidade do comprometimento
organizacional: 1) Afetivo: afeto/apego à organização resultando em experiência laboral agradável; 2)
Instrumental: avaliação dos custos de seu desligamento, magnitude de investimentos feitos e
ausência de perspectivas no mercado; 3) Normativo: adesão às normas e objetivos organizacionais
como se fosse uma obrigação perante a organização. Esta pesquisa objetivou identificar a magnitude e
preponderância das três dimensões do comprometimento organizacional para servidores da Polícia
Militar de Sergipe. Utilizou-se a Escala de Comprometimento Organizacional, administrada a 270
policiais de quatro unidades especializadas de policiamento. A amostra compôs-se, em sua maioria, de
respondentes do sexo masculino, média de 37 anos, com ensino superior incompleto ou completo,
casados, dois filhos, renda individual média de R$4.020,40, desempenhando função operacional. As
patentes preponderantes foram Soldado e Cabo, com tempo médio de organização de 15,22 anos. A
escala alcançou excelente índice de confiabilidade. Quanto aos escores médios da amostra em cada
base de comprometimento, indicaram comprometimento afetivo e instrumental pouco acima da
neutralidade, e discordância quanto ao comprometimento normativo. Os níveis de escolaridade
apresentaram diferença significativa nos 3 fatores de comprometimento organizacional, sugerindo
maior comprometimento de policiais de nível médio de instrução. Entre batalhões, a percepção de
comprometimento normativo apresentou-se baixa em geral, embora o Batalhão da Polícia de Choque
tenha se aproximado mais de um posicionamento neutro. As correlações indicaram que quanto mais
tempo na organização, na função, idade mais avançada e maior poder aquisitivo, maiores os escores
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nas dimensões do fenômeno. O comprometimento é um vínculo organizacional perseguido pelos
gestores, fomentado por meio de estratégias de convencimento e envolvimento dos trabalhadores.
Contudo, os policiais investigados não apresentaram níveis expressivos nesta variável, o que
concluímos estar relacionado com a inexistência de práticas de envolvimento e convencimento de
funcionários, cenário típico de instituições regidas por princípios militares.
Autoria/Filiação:
Erika Cavalcanti Marques Fundação Hospitalar de Saúde, Aracaju (SE)
Marley Rosana Melo de Araújo Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE)
Apresentação:
Erika Cavalcanti Marques
Palavras-chave:
comprometimento organizacional, escala, policiais militares
RESUMO (2)
QUALIDADE DE VIDA EM PROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL
A qualidade de vida no trabalho objetiva o bem-estar e a satisfação das necessidades das pessoas no
meio laboral, apoiando-se na ideia de que quanto mais estiverem satisfeitas com o trabalho, mais
produzirão. Focaliza a humanização dos ambientes organizacionais, levando em consideração o cargo,
as relações humanas e a política da empresa. Este estudo investigou a percepção e magnitude da
qualidade de vida no trabalho de profissionais da Saúde Mental. Para tal, utilizou-se o instrumento
QVP-35 (dimensões Desconforto relacionado ao trabalho; Apoio organizacional; Carga de trabalho;
Recursos relacionados ao trabalho; Apoio social; Motivação intrínseca; Capacitação para o trabalho;
Percepção sobre a qualidade de vida no trabalho) e questionário sociodemográfico e ocupacional.
Participaram 72 profissionais (técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, psicólogos, terapeutas
ocupacionais, assistentes sociais e psicopedagogos) de duas instituições psiquiátricas de Aracaju/SE,
com modalidade de internamento. Os participantes relataram uma jornada de até 90 horas por
semana e tempo de profissão entre 1 e 38 anos. No que tange à qualidade de vida profissional, os
participantes afirmaram ter bastante Apoio social, Recursos relacionados ao trabalho, Capacitação
para o trabalho, Motivação intrínseca, Carga de trabalho e Desconforto relacionado ao trabalho. Além
disso, afirmaram ter pouco Apoio organizacional e Qualidade de vida no trabalho. As correlações
indicaram que quanto mais jovem o profissional, maiores os níveis de Desconforto relacionado ao
trabalho e a Carga de trabalho e menores os níveis de Capacitação para o trabalho e Motivação
intrínseca. Apesar de os participantes avaliarem muitos fatores positivamente, a relação entre
variáveis sugere que, a médio e longo prazo, poderá haver frustração e grande insatisfação
profissional, influenciando a qualidade de vida profissional da categoria investigada. Faz-se
necessárias novas pesquisas objetivando maior visibilidade entre os processos de saúde mental do
trabalhador e seu ambiente de atuação, de forma a viabilizar intervenções preventivas e/ou
reparadoras.
Autoria/Filiação:
Maria Mércia dos Santos Barros Universidade Tiradentes/Instituto Zanelli-Saúde e
Produtividade, Aracaju (SE)
Marley Rosana Melo de Araújo Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE)
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE)
Saulo Pereira de Almeida Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE)
Apresentação:
Rejane Lucia Veiga Oliveira Johann
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Palavras-chave:
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qualidade de vida no trabalho, profissionais da saúde mental, QVP-35
RESUMO (3)
CULTURA ORGANIZACIONAL: ESTUDO DE CASO DE UMA ORGANIZAÇÃO
PÚBLICA DO PODER JUDICIÁRIO
Valores, crenças, rituais, cerimônias, sagas, heróis, tabus e normas, elementos da cultura
organizacional, materializam-na e facilitam o seu reconhecimento. Organizações públicas
caracterizam-se por intensa interferência política, forte apego às regras e rotinas, supervalorização da
hierarquia e paternalismo nas relações socioprofissionais. Tais características manifestam a cultura
organizacional e influenciam na definição dos processos internos e políticas de recursos humanos, na
relação com inovações e mudança, entre outros. Este estudo objetivou caracterizar a cultura
organizacional de uma instituição pública judiciária, enfatizando as práticas e os valores
organizacionais. Participaram 50 sujeitos lotados na mesma Vara, na cidade de Aracaju-SE, maioria do
sexo feminino e com ensino superior, média de 13 anos na instituição. Utilizou-se o instrumento
IBACO, composto pelos parâmetros Valores e Práticas. O parâmetro Valores agrega os fatores
Profissionalismo cooperativo; Profissionalismo competitivo; Satisfação e bem-estar dos funcionários e
o parâmetro Práticas, os fatores Integração externa; Recompensa e treinamento; Promoção do
relacionamento interpessoal. Adicionalmente, coletaram-se dados sociodemográficos e ocupacionais.
Os escores nos fatores ficaram abaixo do ponto médio da escala, significando que as práticas e os
valores organizacionais pouco ou nada se aplicam à realidade de trabalho estudada, exceto pelo fator
Integração externa, o qual se aplica razoavelmente. Existe uma percepção de que a organização
empreende práticas voltadas ao planejamento estratégico e ao atendimento do cliente externo,
referentes à promoção da cidadania, efetividade no cumprimento das decisões e acessibilidade à
justiça. A ANOVA acusou diferença significativa entre os cargos quanto ao Profissionalismo competitivo
e à Recompensa e treinamento. Participantes em cargos de chefia diferem em relação aos demais ao
considerar que a criatividade, o crescimento profissional e a competição para obter bons resultados, as
práticas da organização quanto ao oferecimento de recompensas, premiações e implementação de
treinamentos aplicam-se razoavelmente à instituição. Conclui-se que a cultura organizacional do
ambiente investigado carece de maior consistência.
Autoria/Filiação:
Marley Rosana Melo de Araújo Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE)
Saulo Pereira de Almeida Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE)
Maria Mércia dos Santos Barros Universidade Tiradentes/Instituto Zanelli-Saúde e
Produtividade, Aracaju (SE)
Apresentação:
Marley Rosana Melo de Araújo
Palavras-chave:
cultura organizacional, IBACO, poder judiciário
Nome:
Wagner de Lara Machado
Titulo:
Medida psicológica: história, problemas filosófico-estatísticos e desenvolvimentos recentes
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Resumo:
Resumo geral
A medida dos fenômenos psicológicos é um problema complexo cuja investigação em profundidade depende
da complementaridade de abordagens filosóficas e estatísticas. Oficialmente, a Psicometria iniciou com o
trabalho de Gustav Fechner (1860), intitulado “Elemente der Psychophysik”, obra na qual o autor apresentou
uma escala para quantificar magnitudes sensoriais. Subsequentemente, diversos autores pioneiros, como
Francis Galton, James McKeenCattell, Karl Pearson, Charles Spearman e Louis Thurstone, desenvolveram
hipóteses psicológicas e modelos estatísticos adequados para testá-las, entre o final do Séc. XIX e o início do
Séc. XX. Assim, desde cedo, o espírito quantitativo acompanhou os avanços que possibilitaram o surgimento
e o desenvolvimento da Psicologia enquanto uma ciência independente. Todavia, tradicionalmente, a
mensurabilidade dos fenômenos psicológicos tem sido assumida, em vez de testada empiricamente. Dessa
forma, persistem alguns problemas teóricos e estatísticos que ainda requerem atenção. O objetivo da
presente mesa redonda é revisar a histórica da medida psicológica, e apresentar uma discussão sobre as
bases epistemológicas que fundamentam a Psicometria, junto comalguns dos principais modelos usados na
área. A primeira apresentação buscará contextualizar a problemática da medida psicológica em termos das
abordagens distintas da Teoria Representacionista da Medida e da Perspectiva Realista da Medida. A segunda
apresentação enfocará na contribuição da Teoria das Medidas Conjuntas, do Modelo de Rasch e do Modelo da
Complexidade Hierárquica como resposta ao problema da medida psicológica. Por fim, serão discutidos os
modelos reflexivos, formativos e de rede e seu papel dentro da Psicometria.
Palavras-chave:
Psicometria, Teoria da Medida, Modelos estatísticos
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
MEDIDA PSICOLÓGICA: O DEBATE ENTRE AS PERSPECTIVAS CONCEITUAIS
REPRESENTACIONISTA E REALISTA
A medida dos fenômenos psicológicos é um tópico que, desde os primórdios da Psicologia científica,
suscita controvérsias conceituais e metodológicas. Afinal, o que é medir? Que condições definem a
mensurabilidade de um atributo? Como investigar quais atributos se conformam aos axiomas da
mensurabilidade? O objetivo do presente trabalho é apresentar, criticamente, duas perspectivas
teóricas a partir das quais a Psicometria tem se embasado na busca para resolver o problema da
medida na área: o representacionismo e o realismo. A Teoria Representacionista da Medida (TRM)
propõe que o problema da mensuração é resolvido mediante a construção de representações
numéricas homomórficas de sistemas relacionais empíricos, de acordo com os teoremas da
representação e da unicidade. Para a Perspectiva Realista da Medida (PRM), são mensuráveis aqueles
atributos que apresentam uma verdadeira estrutura quantitativa, de acordo com axiomas que definem
as quantidades contínuas. Assim, apresenta-se uma discussão crítica sobre quão bem ambas as
perspectivas abordam o problema da medida psicológica. Ao final, faz-se uma distinção entre “medida
psicológica” e “avaliação psicológica”, argumentando-se que a segunda não depende da primeira. Uma
revisão mostrará que ordinalidade não implica mensurabilidade, e que existem diversas técnicas
estatísticas adequadas para abordar o nível ordinal dos dados tipicamente utilizados em Psicologia.
Autoria/Filiação:
Nelson Hauck Filho
Apresentação:
Nelson Hauck Filho
Programa de Pós-Graduação em Psicologia, UFRGS
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Palavras-chave:
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Psicometria, Teoria da medida, Modelos estatísticos
RESUMO (2)
A TEORIA MATEMÁTICA DA MEDIDA E OS MODELOS RASCH
A definição de medida mais influente nas ciências sociais e humanas (modelo de Stevens) é a de que
medir é atribuir número a coisas ou processos, de acordo com certas regras específicas. Esse modelo
é amplamente utilizado, sendo que os livros didáticos de estatística e alguns softwares ainda trazem
consigo as definições dos níveis de medida, do categorial ao de razão. Esse modelo surge em um
período chave na história da medida, fazendo frente ao chamado modelo representacional clássico,
que considerava que a medida só era possível nas ciências exatas. Apesar de ter sido um movimento
importante contra o representacionalismo clássico, o modelo de Stevens leva a contradições lógicas
cuja consequência é a deturpação do processo de medida. Na década de 1960, um grupo de
psicólogos matemáticos apresentou as bases axiomáticas da medida, para todas as áreas científicas.
Dentre os modelos sistematizados, o denominado Modelo de Medidas Conjuntas fundamenta a base
para medidas verdadeiras em áreas como a Psicologia. Também na década de 1960, é apresentado à
comunidade científica o Modelo Logístico Simples de Georg Rasch, que se torna o primeiro modelo
estatístico de medida conjunta. A relação entre o modelo de medidas conjuntas e os modelos Rasch
serão apresentadas. Será, também, apresentada uma extensão do modelo matemático de medida,
denominado Modelo da Complexidade Hierárquica, que possibilita a criação da primeira unidade de
medida em psicologia. A apresentação será finalizada com um exemplo empírico de aplicação do
modelo da complexidade hierárquica.
Autoria/Filiação:
Hudson Fernandes Golino
Programa de Pós-Graduação em Neurociências, UFMG
Apresentação:
Hudson Fernandes Golino
Palavras-chave:
Psicometria, Teoria da medida, modelos estatísticos
RESUMO (3)
CONCEPÇÕES DE CONSTRUTO, SISTEMAS DE MENSURAÇÃO E MODELOS
ESTATÍSTICOS
Em Psicometria, existem atualmente três concepções básicas sobre os construtos psicológicos: como a
causa de um conjunto de indicadores empíricos, como consequência dos mesmos, e como um sistema
dinâmico de relações causais entre esses indicadores. Dessas concepções, são derivados, igualmente,
três modelos psicométricos: o modelo reflexivo, o formativo e o de redes. O objetivo do presente
trabalho é apresentar e discutir as principais características desses sistemas de mensuração e suas
implicações teóricas e práticas na avaliação de medidas em psicologia. Também serão expostos os
modelos estatísticos adequados para a condução de análises de instrumentos psicométricos em cada
um desses sistemas. Por fim, serão sistematizados alguns critérios que visam a orientar a tomada de
decisão do pesquisador em Psicometria frente à escolha de concepções e sistemas de mensuração
adequados ao seu objeto de estudo.
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Autoria/Filiação:
Wagner de Lara Machado
Programa de Pós-Graduação em Psicologia, UFRGS
Apresentação:
Wagner de Lara Machado
Palavras-chave:
Psicometria, Teoria da medida, Modelos estatísticos
Nome:
Mino Correia Rios
Titulo:
Metodologias Ativas de Aprendizagem na formação em Avaliação Psicológica: relatos de experiência de uma
IES
Resumo:
Esta mesa-redonda pretende compartilhar o uso de metodologias ativas de aprendizagem aplicada às
disciplinas do eixo de Avaliação Psicológica de uma universidade particular de Salvador. O Projeto Pedagógico
do Curso defende que as habilidades práticas do fazer do psicólogo devem ser desenvolvidas a medida que o
discente entra em contato com as abordagens teórico-filosóficas da Psicologia como uma forma de visualizar
o atuar/fazer do psicólogo na sua prática profissional. Nesta comunicação serão apresentadas experiências
docentes na condução das disciplinas Medidas em Psicologia, Avaliação Psicológica I e Avaliação Psicológica
II, disciplinas respectivamente localizadas no 2º., 3º. e 4º. semestre. Essas disciplinas fazem parte do núcleo
de práticas e habilidades. Na reformulação curricular do curso que ocorreu em 2008, um estudo realizado
entre os estudantes apontou para uma percepção distorcida no que se refere ao uso da testagem e contextos
de aplicação da avaliação psicológica, observou-se que existiam preconceitos em torno deste tema devido ao
diagnóstico da área de avaliação, amplamente divulgado na literatura, além da influência da estruturação da
matriz curricular vigente naquele momento, que focava o ensino na instrumentalização ao teste. Portanto,
era evidente que a definição promulgada pelo CFP em 2007 ainda não havia atingido a concepção da
formação, especificamente neste curso. No entanto, após a reformulação curricular, que teve como alicerce o
conceito promulgado pelo Conselho, somado à experiência docente, com o uso da metodologia ativa de
aprendizagem, priorizou-se o desenvolvimento de habilidades práticas no planejamento e na execução do
processo de avaliar, realizou-se bem como, o uso dos testes psicológicos foi ressignificado na formação.
Palavras-chave:
Metodologias ativas, Avaliação psicológica, Formação em psicologia
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O EFEITO DA APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM NO
ENSINO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
As metodologias ativas de aprendizagem pressupõem uma reconfiguração conceitual e das práticas
pedagógicas. Essas modificações tendem a promover uma série de aprimoramentos para os discentes,
não apenas do ponto de vista conceitual, mas também em termos de suas habilidades e atitudes. O
presente estudo teve como objetivo central a investigação das crenças dos alunos de psicologia de
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uma Instituição privada de ensino sobre elementos da testagem e da avaliação psicológica, sendo
investigada em paralelo a implicação das disciplinas relacionadas à tais temas, bem como o efeito do
avanço do curso sobre essas crenças. Foi conduzido um survey, em corte transversal, utilizando um
questionário composto de 16 itens (escala Likert, cinco pontos). Os participantes foram
predominantemente do sexo feminino com idades variantes entre 18 e 53 anos, sendo distribuídos de
forma proporcional ao longo dos diferentes semestres. Os resultados indicam uma atitude positiva por
parte dos alunos acerca da testagem e avaliação psicológica, sendo notória a capacidade de distinção
entre estas e a consideração dos testes como ferramenta confiável, podendo ou não fazer parte da
avaliação. A avaliação psicológica foi reconhecida enquanto atividade inerente à atuação do psicólogo.
O estudo realizado evidencia o debate em torno da avaliação e da testagem psicológica, embora os
conceitos compartilhem similitudes, apresentam definições delimitadas e distintas, ainda que não raro
confundidas e mistificadas até mesmo entre estudantes de Psicologia. Ademais, os resultados apontam
para um processo de amadurecimento dos alunos dentro do curso e o contato com as disciplinas
especificas (i.e. Medidas em Psicologia; Avaliação Psicológica) exercem efeito positivo na aquisição de
conhecimento e superação de mitos. Por se caracterizar como um estudo exploratório sugere-se uma
ampliação do mesmo para que se possa corroborar ou não aos achados aqui apresentados de que o
avanço no curso possibilita aquisição de maior conhecimento sobre tais temas.
Autoria/Filiação:
Renata Mussi de Amorim Brandão
Mino Correia Rios UNIFACS
UNIFACS
Apresentação:
Renata Mussi de Amorim Brandão
Palavras-chave:
Avaliação psicológica, Crenças, Atitudes
RESUMO (2)
METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM: UMA ALTERNATIVA PARA O
ENSINO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA.
No curso de Psicologia de uma IES de Salvador/BA, o eixo de avaliação psicológica foi organizado com
base nos contextos de seu uso profissional. Esta organização permite ao estudante conhecer o
processo de avaliação como um todo - objetivos, objeto, campo teórico e técnicas -em cada macro
área de atuação profissional, estando mais apto a escolher os instrumentos mais adequados ao
processo. O eixo é formado por 5 disciplinas: Medidas em Psicologia e Avaliação Psicológica I a IV. No
presente trabalho, discutiremos o uso de metodologias ativas de aprendizagem nas disciplinas Medidas
em Psicologia e Avaliação Psicológica I e II. Medidas em Psicologia enfatiza a criação de um
instrumento; os estudantes, após conhecerem os fundamentos da testagem psicológica, são
orientados a produzir um instrumento. Aqui, os estudantes aprendem a criar escalas e avaliar suas
propriedades psicométricas. Em Avaliação Psicológica I, ofertada no período seguinte, os estudantes
aprendem os fundamentos gerais do processo de avaliação psicológica: aspectos éticos e
procedimentais. É utilizada a estratégia de role-playing na aplicação de entrevistas e testes
psicológicos nos diversos contextos profissionais. Assim, através de simulação, o estudante pode
vivenciar os desafios da avaliação. Em Avaliação Psicológica II, o estudante tem a oportunidade de
conhecer e a usar a avaliação em contextos específicos. Aqui, estuda-se a avaliação psicológica
aplicada ao campo da Orientação Profissional. Tendo como objeto de avaliação o fenômeno da escolha
profissional, os estudantes aprendem a planejar e conduzir um processo de avaliação neste campo.
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Após a realização de simulações em sala de aula, o estudante aplica 3 instrumentos em sujeitos reais.
Em seguida, o estudante deve elaborar um relatório, analisado à luz da teoria psicológica. Esta
abordagem permite ao estudante vivenciar a prática do uso de instrumentos de avaliação, de maneira
a fortalecer o aprendizado dos aspectos técnicos e éticos desta prática profissional.
Autoria/Filiação:
Silvia Cavalcati Ramos Fleming
Mino Correia Rios UNIFACS
UNIFACS
Apresentação:
Silvia Cavalcati Ramos Fleming
Palavras-chave:
Metodologias ativas, Role-playing, Testagem
RESUMO (3)
CONTRIBUIÇÕES DAS METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA A
FORMAÇÃO EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
Os novos contextos sociais e profissionais vêm exigindo profundas mudanças nos modelos
educacionais das profissões. Entendidas como aspecto central nesse novo contexto, as metodologias
ativas de aprendizagem são metodologias educacionais centradas no estudante, envolvendo técnicas
que estimulam a interação: estudantes-professor; estudantes-estudantes; estudantes-material
didático e demais recursos de aprendizagem. Dessa maneira, contrapõem-se a métodos e técnicas
mais tradicionais, que enfatizam a mera transmissão do conhecimento. Os novos cenários de atuação
profissional trazem uma série de novas demandas, incluindo: articulação saber e prática; visualização
coletiva e sistêmica dos problemas; atuação em equipes; compreensão dos indivíduos nos contextos
em que se inserem; consideração dos múltiplos sistemas em que atua o profissional de psicologia;
avaliação e seleção das intervenções mais efetivas. Nesse sentido, as metodologias ativas de
aprendizagem oferecem programas educacionais inovadores, enfatizando uma série de atributos,
como: educação baseada em evidências; programas centrados no estudante (em contraposição aos
programas centrados no professor); baseiam-se na construção sobre conhecimentos e experiências
prévias; valorização da aprendizagem auto-dirigida; aprendizagem aplicável de imediato à prática;
articulação de ciclos de ação-reflexão (reflexão sobre a prática); ênfase em competências (e não
apenas em conhecimentos); Baseados em problemas, ao invés de baseados em disciplinas; centrados
em unidades de aprendizagem. Os benefícios dessas metodologias são diversos: maior motivação;
aproveitamento de conhecimentos e experiências prévios; estímulo à reflexão crítica (quer pela
adoção de novas perspectivas, opiniões e posições, quer pela contestação de valores e pressupostos).
Com isso, as metodologias ativas e os novos modelos educacionais geram estudantes ativos, autodirigidos, com maior autonomia e capacidade de articulação transversal entre unidades de saber.
Assim, seu uso no contexto do ensino da psicologia em geral, e da avaliação psicológica, em especial,
aponta uma série de vantagens óbvias. As estratégias para sua implementação, no entanto, passam
por uma série de desafios conceituais e práticos.
Autoria/Filiação:
Mino Correia Rios
UNIFACS
Apresentação:
Mino Correia Rios
Palavras-chave:
Metodologias ativas, Taxonomias, Formação em psicologia
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Nome:
Nelson Hauck Filho
Titulo:
Modelagem de variáveis latentes: atualizações e novas perspectivas metodológicas
Resumo:
Resumo geral
Variáveis latentes ocupam um papel central em muitos modelos estatísticos amplamente utilizados por
pesquisadores na área da Psicometria. Essas variáveis, de um ponto de vista ontológico, representam
propriedades ou atributos psicológicos reais – tendências ou disposições comportamentais biologicamente
embasadas. Tipicamente, a avaliação ou investigação de aspectos psicológicos latentes é feita a partir de
padrões observados de resposta a indicadores como itens e tarefas específicas, sendo necessário um modelo
estatístico que estabeleça uma função entre essas respostas e as variáveis latentes em questão. Entretanto,
essa situação de modelagem é um processo complexo e que envolve uma série de tomadas de decisão por
parte do pesquisador, a saber: que tipo de escore ou técnica gráfica utilizar para representar a posição dos
indivíduos na(s) variável(is) latente(s), que tipo de matriz de correlação utilizar nas análises, e como estimar
o número suficiente de variáveis latentes subjacentes aos dados. Todos esses problemas envolvem escolhas
metodológicas cuja fundamentação deve ser feita a partir de evidências empíricas disponíveis acerca do
desempenho dos modelos ou métodos de estimação de interesse do pesquisador. Em virtude disso, o
objetivo da presente mesa redonda é oferecer diretrizes metodológicas atuais a pesquisadores na área da
Psicometria, apresentando resultados recentes de estudos de simulação avaliando diversos métodos
populares em Psicometria.
Palavras-chave:
Teoria de Resposta ao Item, Análise Fatorial, Escalonamento multidimensional
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
MATRIZES DE CORRELAÇÃO EM ANÁLISES FATORIAIS EXPLORATÓRIAS E
CONFIRMATÓRIAS: PEARSON OU TETRACÓRICAS/POLICÓRICAS?
Análises fatoriais exploratórias e confirmatórias são ferramentas amplamente utilizadas no
desenvolvimento e refinamento de instrumentos psicométricos. Embora os dados provenientes desses
instrumentos constituam, em geral, categorias ordenadas politômicas (e.g. escalas Likert) ou
dicotômicas (e.g., acerto e erro), as análises fatoriais são comumente conduzidas utilizando-se a
matriz de correlação de Pearson, técnica desenvolvida para dados contínuos e com distribuição
normal. Assim, o uso da correlação de Pearson de dados ordinais e dicotômicos tende a fornecer uma
estimativa enviesada da associação linear entre variáveis. Alternativamente, as correlações policóricas
e tetracóricas estimam a associação linear entre variáveis latentes com distribuição normal,
considerando a distribuição ordinal ou binomial de seus indicadores, respectivamente. Alguns estudos
apresentam de forma descritiva o incremento na magnitude das associações entre as variáveis por
meio das correlações policóricas/tetracóricas em relação à correlação de Pearson. Neste trabalho serão
apresentados resultados de estudos de simulação de dados com o objetivo de comparar o
desempenho de diversos índices de ajuste utilizados em análises fatoriais exploratórias e
confirmatórias entre as matrizes de correlações policóricas/tetracóricas e de Pearson. Foram simulados
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duzentos modelos unidimensionais com dez variáveis, com o escore theta dos sujeitos (N = 1.000)
com distribuição normal para ambos os dados politômicos e dicotômicos. As matrizes de resposta
foram geradas por meio dos modelos de crédito parcial generalizado e logístico de dois parâmetros
para os dados politômicos e dicotômicos, respectivamente. Foram então conduzidas análises fatoriais
exploratórias e confirmatórias e comparados os índices de ajuste dos dados por meio de testes t de
Student e U de Mann-Whitney. Os achados indicam uma superioridade geral de ajuste dos dados
analisados por meio das matrizes de correlação policórica/tetracórica. Implicações teóricas e práticas
no desenvolvimento e refinamento de instrumentos psicométricos serão apontadas. Da mesma forma,
novas hipóteses de pesquisa e reflexões em relação aos estudos de simulação de dados serão
expostas.
Autoria/Filiação:
Wagner de Lara Machado
Programa de Pós-Graduação em Psicologia, UFRGS
Apresentação:
Wagner de Lara Machado
Palavras-chave:
Análise fatorial, Correlação de Pearson, Correlação policórica
RESUMO (2)
ANÁLISE DE DIMENSIONALIDADE DE INSTRUMENTOS PSICOMÉTRICOS: QUE
MÉTODO USAR?
A avaliação da dimensionalidade de um conjunto de indicadores (por exemplo, itens de autorrelato) é
um aspecto central nas pesquisas quantitativas em Psicologia. Determinar, com precisão, o número
dos fatores a serem retidos em determinado instrumento psicométrico é imprescindível, pois caso haja
superestimação ou subestimação do número de fatores, o pesquisador poderá incorrer em sérios erros
de interpretação dos resultados obtidos - e, subsequentemente, decisões inadequadas podem ser
tomadas a partir desses resultados em situações de aplicação prática. Com vistas a auxiliar o
pesquisador na tarefa da retenção fatorial, uma série de métodos foram desenvolvidos e diversos
estudos de simulação foram conduzidos para avaliar a sua pertinência. Dentre esses, aqueles que são
mais difundidos entre os pesquisadores são o método de Kaiser (autovalor > 1,0) e o critério do
screeplot (gráfico da curva de declividade dos autovalores). Todavia, apesar da popularidade, estudos
têm sugerido, cada vez mais, que esses métodos são altamente suscetíveis a vieses, frequentemente
indicando um número incorreto de fatores como a solução ideal. Como alternativa, existem métodos
que, embora menos populares, têm se mostrado superiores aos tradicionais critérios de Kaiser e
screeplot. O objetivo do presente trabalho é empreender uma ampla revisão crítica dos métodos
disponíveis atualmente para retenção fatorial. Serão apresentadas evidências que apontam para os
procedimentos Hull, Comparison Data, análise paralela e Minimum Average Partial (MAP) como os
métodos de retenção fatorial mais confiáveis, tal como evidenciado pela sua maior capacidade de
identificar a solução fatorial verdadeira em estudos de simulação. Serão discutidos aspectos que
podem influenciar na estimação do número necessário e suficiente de fatores para explicar as
respostas a um conjunto de indicadores, com especial atenção à variabilidade no nível de dificuldade
dos itens. Os resultados deste trabalho poderão oferecer novas diretrizes a pesquisadores interessados
em conduzir suas análises com métodos adequados, baseados em evidências empíricas.
Autoria/Filiação:
Bruno Figueiredo Damásio
Programa de Pós-Graduação em Psicologia, UFRGS
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Apresentação:
Bruno Figueiredo Damásio
Palavras-chave:
Análise fatorial, Retenção de fatores, Simulação de dados
RESUMO (3)
O ESCALONAMENTO MULTIDIMENSIONAL COMO COMPLEMENTO À ANÁLISE
FATORIAL
As análises fatoriais referem-se a um conjunto de técnicas para determinar quais elementos compõem
um modelo teórico. No entanto, no caso de modelos circumplexos, elas podem ser complementadas
com outros tipos de análises que tendem a colaborar com a localização dos fatores no espaço. Um
modelo circumplexo é aquele no qual se pode distribuir as variáveis (fatores, itens) em um círculo. As
variáveis mais próximas, nesse círculo, devem possuir uma correlação alta, as variáveis mais distantes
devem possuir uma correlação baixa, e as variáveis em lados opostos no círculo devem apresentar
uma correlação negativa. No entanto, esse tipo de modelo trabalha com proximidades e distâncias, ao
invés de correlações. Alguns dos modelos circumplexos mais conhecidos na Psicologia são a Teoria das
Cores do Amor de Lee, a Teoria dos Valores de Schwartz e a Teoria hexagonal dos estilos vocacionais
de Holland. O objetivo desta apresentação é mostrar como os modelos circumplexos podem melhorar
a compreensão de uma análise fatorial e vice-versa. Serão apresentados dados empíricos com a Love
Attitudes Scale, que avalia estilos de amar. A escala foi analisada por meio de Escalonamento
Multidimensional (Multidimensional Scaling – MDS). A análise fatorial deu evidências bastante claras
de que o instrumento possui seis fatores previstos pela teoria. No entanto, os resultados do
escalonamento multidimensional mostraram a necessidade de revisão da Teoria das Cores do Amor tal
qual apresentada em 1973 e do próprio instrumento de medida dos estilos de amar, que vem sendo
utilizado desde 1986. Como é consonante na ciência contemporânea, os dados empíricos e a
observação da realidade devem ter maior importância do que elucubrações teóricas. A análise de
Escalonamento Multidimensional e avaliações da circularidade do modelo são um excelente
complemento à análise fatorial na verificação empírica de uma teoria. Enquanto as análises fatoriais
resumem-se a apresentar fatores, o Escalonamento Multidimensional mostra a localização dos fatores
no espaço. Recomenda-se uma maior utilização da técnica por pesquisadores brasileiros.
Autoria/Filiação:
Vicente Cassepp-Borges
Volta Redonda
Universidade Federal Fluminense – Pólo Universitário de
Apresentação:
Vicente Cassepp-Borges
Palavras-chave:
Escalonamento multidimensional, Análise Fatorial,
RESUMO (4)
OS “PARÂMETROS DAS PESSOAS”: COMPARAÇÃO DE MODELOS PARA ESTIMAR
ESCORES LATENTES
Um escore latente designa a localização estimada de um indivíduo em uma variável latente contínua. É
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comum que pesquisadores utilizem escores brutos (por exemplo, uma soma simples dos escores em
um conjunto de itens) como uma aproximação à verdadeira posição de um indivíduo em uma variável
latente. Entretanto, escores brutos assumem que todos os itens ou indicadores possuem propriedades
psicométricas idênticas, um pressuposto altamente improvável e facilmente violável em situações
práticas. Como alternativa, existem diversos procedimentos de estimação de escores latentes
disponíveis a pesquisadores. Exemplos são os escores latentes derivados de modelos da análise
fatorial e de modelos da Teoria de Resposta ao Item. Uma lacuna na literatura, até o momento, tem
sido uma comparação sistemática que possibilite revelar os benefícios e prejuízos de usar um modelo
em detrimento de outros. Em virtude disso, o objetivo do presente trabalho é revisar uma série de
métodos de estimação de escores latentes, e apresentar uma avaliação crítica de sua capacidade de
aproximação ao escore latente verdadeiro. O foco da apresentação recairá nos seguintes métodos:
teoria clássica dos testes (escores brutos), análise fatorial (métodos de estimação Maximum
Likelihood, Minimum Rank e Weighted Least Squares Mean- and Variance-adjusted), Teoria de
Resposta ao Item (modelos Rating Scale e Graded Response) e análise de componentes principais.
Serão apresentadas evidências de estudos de simulação que sugerem que métodos que levam em
consideração a variabilidade no nível de dificuldade dos itens apresentam um desempenho superior
àqueles que desconsideram esse aspecto psicométrico fundamental.
Autoria/Filiação:
Nelson Hauck Filho
Programa de Pós-Graduação em Psicologia, UFRGS
Apresentação:
Nelson Hauck Filho
Palavras-chave:
Teoria de Resposta ao Item, Análise Fatorial, Simulação de dados
Nome:
Alessandro Antonio Scaduto
Titulo:
Modelos de avaliação da personalidade: especificidade, convergências e divergências
Resumo:
A personalidade como construto tem sido definida de diferentes formas na área de Avaliação Psicológica,
considerando os modelos teóricos e técnicos que subsidiam sua investigação, bem como a elaboração ou
aprimoramento de instrumentos de avaliação. Esta mesa redonda tem por objetivo discutir estratégias de
avaliação de personalidade de diferentes abordagens atualmente realizadas no Brasil. Os apresentadores
discutem quais aspectos da personalidade como construto são abarcados por estas abordagens, bem como
estratégias de acesso a tais aspectos através de instrumentos e técnicas de avaliação, tendo por objetivo
apontar as especificidades e pontos de convergência e divergência entre tais abordagens.
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Personalidade, Diagnóstico
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÕES “OBJETIVA” E “DINÂMICA” DE PERSONALIDADE: INTERFACES
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POSSÍVEIS
Poucos construtos refletem a diversidade de modelos teóricos em Psicologia como Personalidade. De
forma sumária, tal diversidade pode ser resumida em dois polos paradigmáticos, a saber, um polo
aqui denominado “objetivo” e outro “dinâmico”. Nesses polos, pressupostos sobre esse construto e
formas de acesso ao mesmo informam tradições filosóficas e epistemológicas em última instância
relacionadas ao contexto maior das diferenças entre os paradigmas de ciência positivista e pósmoderno. Mais recentemente, trabalhos metodológicos sobre o Modelo Misto de Pesquisa (Mixed
Methods Research) sugerem uma “terceira via” para a práxis científica em Psicologia, a partir da
distinção entre métodos e pressupostos de pesquisa, possibilitando a superação de algumas das
incongruências dos polos “objetivo” e “dinâmico” em avaliação de personalidade. Como exemplo nessa
direção, são apresentadas pesquisas recentes em avaliação de personalidade utilizando medidas
derivadas do Teste de Apercepção Temática (TAT), a saber, o Defense Mechanisms Manual (DMM), a
Social Cognition and Object Relation Scales (SCORS) e, no Brasil, a revisão em curso do sistema
proposto por Monique Morval para o TAT. Tais pesquisas apontam para a integração entre modelos
teóricos de diferentes tradições, permitindo o avanço da pesquisa em personalidade, bem como o
desenvolvimento de medidas válidas e fidedignas de aspectos desse construto.
Autoria/Filiação:
Alessandro Antonio Scaduto
USP
Programa de Pós-Graduação em Psicologia - FFCLRP-
Apresentação:
Alessandro Antonio Scaduto
Palavras-chave:
Modelo Misto de Pesquisa, Avaliação Psicológica, Teste de Apercepção Temática
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO DA PERSONALIDADE: TAT SEGUNDO A ESCOLA DE PARIS
O interesse e a necessidade em compreender como uma pessoa humana funciona são o foco de
muitos estudiosos e praticantes clínicos, sobretudo no momento de tomada de decisão. Dentre os
métodos projetivos, um bastante utilizado para auxiliar nessa avaliação é o Teste de Apercepção
Temático (TAT). A Escola de Paris do TAT propõe uma teoria a partir da definição do Processo-TAT,
que é entendido como o conjunto dos mecanismos mentais investidos nessa situação singular em que
é pedido ao sujeito para imaginar uma história a partir do cartão. A compreensão do funcionamento
psíquico é realizada através da análise formal das histórias com a ajuda da folha de cotação destinada
em relacionar os modos particulares de funcionamento mental e contribuir eventualmente à
formulação de um diagnóstico diferencial. Os conflitos psíquicos são, assim, norteados com precisão
na sua complexidade, sendo possível diferenciar claramente as organizações neuróticas, psicóticas e
novas entidades: funcionamento limites, depressões, perturbações graves do narcisismo. Aqui,
pretende-se demonstrar o manejo da folha de cotação segundo a Escola de Paris e como os conflitos
psíquicos podem nela ser identificados.
Autoria/Filiação:
Álvaro José Lelé
de Lavras
Laboratório de Diferenças Individuais - UFMG / Centro Universitário
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Apresentação:
Álvaro José Lelé
Palavras-chave:
Personalidade, Teste de Apercepção Temática, Escola de Paris
RESUMO (3)
O PSICODIAGNÓSTICO COMPREENSIVO: PROPOSTA E ESPECIFICIDADES
Essa apresentação aborda o Psicodiagnóstico de tipo "compreensivo" que foi definido por Trinca como
uma processo que visa encontrar um sentido para o conjunto das informações disponíveis pela pessoa
que se avalia tomando o que é relevante e significativo na personalidade, a partir do contato com essa
pessoa, buscando ainda conhecer os motivos profundos da vida emocional dessa pessoa. Para a
realização desse processo, a influência da Psicanálise no estudo da personalidade por meio de
observações e Técnicas Projetivas, Procedimentos clínicos como o Desenho-Estória, Horas de jogo,
entrevistas semidirigidas. Há convergências com outras formas de se realizar a avaliação psicológica,
uma vez que o sintoma apresentado deve ser considerado e compreendido, em seus aspectos:
fenomenológicos e dinâmicos, considerando ainda que possui um potencial de comunicação. Também
se consideram os aspectos relativos à vida biológica, intrapsíquica e social, não sendo possível excluir
nenhum desses. Serão discutidos esses problemas, a complementariedade com diagnóstico descritivos
e nosológicos, bem como as especificidades do Psicodiagnóstico compreensivo Serão, assim,
apresentados procedimentos que norteiam essa forma de avaliar, com ilustrações clínicas que
mostram as possibilidades de integração na forma de se aproximar e compreender a pessoa, em
especial, a que apresenta sofrimento psíquico.
Autoria/Filiação:
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
São Paulo
Instituto de Psicologia da Universidade de
Apresentação:
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Palavras-chave:
Psicodiagnóstico Compreensivo, Sintoma, Sofrimento Psíquico
RESUMO (4)
MODELOS CONTEMPORÂNEOS PARA AVALIAÇÃO DA PERSONALIDADE EM
PSIQUIATRIA
As características da personalidade podem se desenvolver de modo a facilitar o indivíduo nas
demandas do cotidiano. Contudo, em alguns casos essas características se desenvolvem de tal modo a
prejudicar o indivíduo na execução das tarefas do dia a dia, podendo se configurar como um
transtorno da personalidade. Os transtornos da personalidade são caracterizados por dificuldades em
lidar com si próprio e com os outros de maneira significativa, implicando prejuízos severos na vida do
indivíduo, e também por uma evidente rigidez no funcionamento desadaptativo, bem como a
manutenção do mesmo. Faz-se, então, de grande importância a avaliação das características
patológicas dos indivíduos na tentativa de verificar funcionamentos que se configuram como
transtornos da personalidade. Contudo, a avaliação dessas características depende intrinsecamente do
modelo diagnóstico subjacente. Esta apresentação tem como objetivo debater os modelos diagnósticos
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subjacentes às formas avaliativas dos transtornos da personalidade. Especificamente, serão abordados
os modelos categórico, dimensional, híbrido e prototípico. Espera-se que a discussão fomentada pela
apresentação incentive pesquisadores e profissionais da área clínica na busca pelo entendimento das
modalidades diagnósticas e seus modos avaliativos derivados, bem como espera-se que a pesquisa
nessa área seja estimulada.
Autoria/Filiação:
Lucas de Francisco Carvalho Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em
Psicologia – Universidade São Francisco
Apresentação:
Lucas de Francisco Carvalho
Palavras-chave:
Diagnóstico, Transtornos de Personalidade, DSM
Nome:
Prof. Dr. José Humberto da Silva-Filho
Titulo:
Novas Tecnologias Para o Uso do WCST em Pesquisas Brasileiras
Resumo:
No Brasil o Manual da versão standard do WCST (WCST-128) foi traduzido e adaptado pela psicóloga Jurema
Cunha junto a um grupo de pesquisadores do Rio Grande do Sul (UFRGS e PUCRS), tendo publicado em 2005
e 2010 os Manuais para crianças/adolescentes e para idosos, respectivamente, ambos pela Editora Casa do
Psicólogo. Atualmente, esse mesmo grupo desenvolve um novo Manual para adultos. Assim, o WCST-128
poderá ser utilizado em indivíduos entre seis e 89 anos de idade. Existe, também, uma versão abreviada do
teste, o WCST-64. Essa é semelhante à standard, mas utiliza apenas 64 cartas-respostas. O Manual para o
WCST-64 está em desenvolvimento pelos pesquisadores do Rio Grande do Sul em parceria com
pesquisadores do Amazonas (UFAM e FMF). O WCST é um teste exigente em sua aplicação, sendo até mais
trabalhoso para o aplicador do que para o respondente. A aplicação do teste exige do avaliador três tarefas
simultâneas: 1) manter o testando no enquadramento da tarefa e controlar o ritmo de resposta; 2) oferecer
um feedback ao testando de “certo-errado”, após cada carta classificada; 3) fazer registro adequado no
protocolo, de cada uma das respostas do testando. Os erros mais comuns cometidos por aplicadores não
treinados são: dar feedback errado e fazer registro de forma inadequada no protocolo, comprometendo o
protocolo do teste. Por parte do testando, os incidentes comuns durante a aplicação do teste são: esbarrar
nas cartas-estímulos, tirando-as da posição; esbarrar nas cartas-respostas que vão se acumulando; confundir
cartas-estímulo com cartas-resposta, exigindo do aplicador a retomada do enquadramento na tarefa.
Partindo da observação desses incidentes, busca-se desenvolver recursos metodológicos que auxiliem na
usabilidade do teste. Dois deles estão em fase de pesquisa: a) um acessório de acrílico para aplicação da
forma impressa do WCST; b) um software brasileiro para sua aplicação e apuração. O Objetivo desta mesa é,
portanto, apresentar as novas tendências e pesquisas com o WCST no Brasil.
Palavras-chave:
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TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
NORMAS PARA APLICAÇÃO DO WCST EM ADULTOS: ESTUDOS EM ANDAMENTO
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O Teste Wisconsin de Classificação de Cartas (WCST-128) é considerado um instrumento padrão-ouro
para a avaliação das funções executivas entre todas as faixas etárias. Em conjunto a uma avaliação
global, seus resultados apontam diferenças de funcionamento executivo entre a população normal e a
população clínica. No Brasil, há uma lacuna nas normas de adultos, estando a faixa etária de 18 a 59
anos descoberta de estudos que contemplem normas e estudos de validade e fidedignidade. Esta
apresentação tem como propósito apresentar parte dos estudos realizados com a população brasileira
adulta.
Autoria/Filiação:
Clarissa Marceli Trentini
Irani Iracema de Lima Argimon
Apresentação:
Palavras-chave:
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RESUMO (2)
O WCST-64 é uma versão abreviada do WCST-128, que foi publicada em 2002 nos Estados Unidos.
Embora o WCST-64 apresente vantagens, especialmente na redução do tempo necessário para sua
aplicação, o que gera um menor custo e evita a fadiga do testando, ele ainda não foi difundido entre a
comunidade científica brasileira. O objetivo dessa apresentação é mostrar o WCST-64, expondo alguns
resultados preliminares de pesquisas com amostras brasileiras. O WCST-64 é bastante semelhante à
versão standard de 128 cartas em relação à composição, à aplicação e ao levantamento, com a
vantagem da redução do tempo necessário para a avaliação. No entanto, diferentemente do WCST128, ela: (a) possui 64 cartas-resposta, (b) a regra de finalização do teste é a mesma para todos, ou
seja, quando o baralho de cartas-resposta termina, e, por isso, (c) não há o escore referente aos
ensaios para completar a primeira categoria. Evidências de validade do WCST-64 estão sendo
investigadas em amostras brasileiras de seis até 89 anos de idade. Já foi possível observar que o
desempenho de pessoas de diferentes faixas etárias segue o mesmo perfil de desenvolvimento das
Funções Executivas relatado na literatura científica. Sendo assim, as crianças e idosos apresentam um
desempenho semelhante, enquanto que os adultos jovens possuem as melhores respostas. Espera-se
que o WCST-64 possa contribuir tanto para a clínica neuropsicológica quanto para a pesquisa, uma vez
que, necessitando de menos tempo, seu uso se torne mais viável.
Autoria/Filiação:
Bruna Mônego
Clarissa Trentini
Apresentação:
Clarissa Trentini
Palavras-chave:
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RESUMO (3)
ACESSÓRIO PARA APLICAÇÃO DO WCST
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A forma adequada de aplicação do teste exige do avaliador três tarefas simultâneas: 1) manter o
testando no enquadramento da tarefa e controlar o ritmo de resposta conforme seu próprio ritmo de
registro dos dados; 2) oferecer um feedback ao testando de “certo-errado”, uma por uma, após cada
carta classificada; 3) fazer registro adequado no protocolo, de cada uma das respostas do testando,
assinalando o critério por ele adotado. Os autores do teste recomendam um adequado treinamento
dos avaliadores. A prática demonstra que, sem treinamento, é impossível uma adequada aplicação do
teste sem erros em uma das três tarefas do avaliador. Os erros mais comuns são: dar feedback errado
e fazer registro de forma inadequada no protocolo. Estes erros comprometem imediatamente o
protocolo do teste, inutilizando-o para o uso em pesquisas. Por parte do testando, os incidentes
comuns durante a aplicação do teste são: esbarrar nas cartas-estímulos, tirando-as da posição;
esbarrar nas cartas-respostas que vão se acumulando; confundir cartas-estímulo com cartas-resposta,
exigindo do aplicador a retomada do enquadramento na tarefa. A partir da observação da significativa
frequência destes incidentes ocorridos na prática da aplicação do WCST, um acessório visa auxiliar a
tarefa do aplicador e facilitar o enquadramento do testando na tarefa proposta pelo teste. Trata-se de
um dispositivo de acrílico transparente, na forma de uma caixa de 38cm de largura, 10cm de
cumprimento e 3cm de altura. Na parte interna da tampa da caixa, quando aberta, encontram-se
expostas as quatro cartas-estímulo e logo abaixo delas, quatro cômodos correspondentes onde serão
depositadas as cartas-resposta. O dispositivo se mantém com a tampa aberta durante a aplicação do
teste, enquanto o testando executa a tarefa. Pesquisas em andamento sugerem demonstram não ser
necessário qualquer modificação nas instruções e na forma padronizada de aplicação do teste. Ao
mesmo tempo, tem demonstrado também uma melhor adequação do testando na tarefa e maior
conforto ao aplicador, facilitando significativamente o processo de correção do protocolo quando
necessário. Este dispositivo também tem se mostrando extremamente útil na aplicação do WCST
assistida por computador. Sendo esta ultima talvez, uma das suas mais importantes finalidades.
Autoria/Filiação:
Larissa Leite Barboza
Apresentação:
Palavras-chave:
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RESUMO (4)
E-WCST/BR – VERSÃO BRASILEIRA WEB DO WCST PARA PESQUISADORES
Devido ao nível de exigência do WCST imposta ao aplicador e buscando-se desenvolver um maior
controle para pesquisas com este instrumento, foi desenvolvida em 2005 o primeiro protótipo da
versão eletrônica brasileira do WCST a exemplo das versões americana e espanhola. O objetivo foi
automatizar e padronizar o feedback oferecido durante a execução do teste, bem como o registro do
desempenho, sua apuração e geração do banco de dados. Desta forma, a interação do avaliando com
o aplicador, durante a execução do teste, se direciona para instruções, esclarecimentos e
acompanhamento do avaliando, liberando-o para outras observações comportamentais. Em 2011 o
protótipo de 2005 passou por um aperfeiçoamento com o apoio do CNPq com objetivo de desenvolver
o sistema propriamente dito, com todas as funções disponíveis (aplicação, registro, apuração dos
dados, produção do protocolo individual, produção do banco de dados de grupos). Em 2012 houve
mais um aperfeiçoamento: a versão WEB do teste (E-WCST/BR). Esta ultima versão tem o objetivo
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favorecer a aplicação remota via Web de forma controlada, resguardando assim as propriedades
técnicas do próprio software. O E-WCST/BR não tem fins lucrativos, tendo como finalidade exclusiva
alavancar no Brasil as pesquisas com este instrumento em diferentes universidades brasileiras. O EWCST/BR é disponibilizado de forma controlada pelo LAP/FAPSI/UFAM, restrito apenas a psicólogos
pesquisadores previamente identificados. Sua disponibilização aos pesquisadores é feita somente na
forma cooperativa. Ou seja, esta plataforma fornece ao pesquisador-usuário a possibilidade de: 1)
aplicação eletrônica do WCST; 2) aplicação convencional assistida pelo computador; 3) Ou ainda a
reprodução de testes previamente aplicados manualmente para obter-se a apuração eletrônica dos
resultados; 4) receber cada protocolo individual do WCST com o registro do desempenho e apuração
dos escores em todos os indicadores avaliativos do teste; 5) receber respostas ao inquérito de
avaliação qualitativa do desempenho no WCST; 6) receber o banco de dados em planilha eletrônica
(Excel) de todos os respondentes da pesquisa. Em contrapartida, o pesquisador-usuário compartilha
com o Laboratório de Avaliação Psicológica (LAP/FAPSI/UFAM) os dados da sua amostra para
composição de uma amostra de maior amplitude nacional.
Autoria/Filiação:
José Humberto da Silva-Filho
Apresentação:
Palavras-chave:
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Nome:
Daniela Forgiarini Pereira
Titulo:
Novas tendências na Avaliação Psicológica nas organizações
Resumo:
O mercado de trabalho apresenta-se como uma rede intrincada de ocupações, tarefas e atividades, muitas
vezes híbrida e permeada, demandando do indivíduo competências profissionais diferentes e o
aprimoramento constante devido à rápida obsolescência da informação adquirida. Nesse sentindo, O Método
Funcional foi criado na Universidade de Lausanne na década 90 por Gendre no intento de suprir as lacunas
dos questionários subjetivos. Assim, para mensurar características de personalidade em um ambiente
profissional foi criado, em 1997, o L.A.B.E.L.
(Lista de Adjetivos Bipolares e em Escala de Likert) que foi
adaptado para o Brasil em 2002 e aprovado pelo CFP em 2004. Trata-se de uma nova maneira de medir os
traços de personalidade de forma objetiva, além de evidenciar e mensurar o entendimento e a manipulação
das respostas, proporcionando ao Psicólogo uma visão holística do indivíduo, apresentado em 18 modelos ou
teorias consideradas válidas em um ambiente profissional. Através do L.A.B.E.L. , cuja aplicação é on line,
é possível obter um perfil em escores absolutos, intrapessoais, do sujeito que identifica com clareza as
possíveis áreas de desenvolvimento, e um perfil padronizado, interpessoal, que compara o indivíduo com
uma norma de Gestores brasileiros. O objetivo dessa Mesa Redonda é proporcionar uma visão geral dos
diferentes contextos no qual o L.A.B.E.L.
é utilizado em organizações, no Brasil.
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica nas Orga, Método Funcional , L.A.B.E.L.
TRABALHOS DA MESA REDONDA
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RESUMO (1)
O MÉTODO FUNCIONAL: UMA NOVA MANEIRA DE CONSTRUIR PROVAS
SUBJETIVAS
O Método Funcional é uma nova maneira de elaborar provas de avaliação subjetiva, tais como testes
de personalidade, competências, atitudes e preferências profissionais. Consiste em determinar um
espaço de medição constituído por todos os itens possíveis de um construto, no qual são
representados os itens, as escalas (conjunto de itens) e as respostas do sujeito coletadas na forma de
uma escala Likert, geralmente com cinco categorias. Inicialmente, o Método Funcional foi desenvolvido
para a orientação profissional, onde o sujeito tende a responder de maneira sincera a fim de
beneficiar-se da ajuda que solicita. Em situação de seleção ou avaliação profissional, em contrapartida,
o sujeito que deseja ser contratado ou promovido vai influenciar suas respostas para mostrar-se sob
um aspecto favorável no intento de aproximar-se do “modelo” que o selecionador está procurando.
Desde 2001, as provas de Método Funcional são desenvolvidas em parceria entres os países Suíça e
Brasil, por Capel e Oswald. Na prática, o Método Funcional permite: a aplicação on-line (facilitada
pelos Índices de Controle), a mensuração do entendimento do respondente frente à prova
(determinando a pertinência de interpretar os resultados), além de evidenciar e medir a manipulação
das respostas (controle da desejabilidade e índice de falsificação). Outros aspectos a serem
considerados são a criação de escores absolutos (imagem intrapessoal, indispensável para o
desenvolvimento) e de escores padronizados (úteis em caso de seleção), oportunizando a visualização
das características de uma norma e a noção de objetividade no campo das avaliações subjetivas.
Também se deve considerar que o sistema proporciona maior agilidade, acerto e, principalmente,
contribuição aos resultados da empresa e ao bem-estar dos colaboradores.
Autoria/Filiação:
Renzo Oswald
Moityca
Apresentação:
Renzo Oswald
Palavras-chave:
Método Funcional , L.A.B.E.L.,
RESUMO (2)
UTILIZAÇÃO DO L.A.B.E.L.
NO PLANEJAMENTO DE CARREIRA DE FUTUROS
ACIONISTAS DE EMPRESAS FAMILIARES
O planejamento de carreira de herdeiros é uma etapa essencial no trabalho com empresas familiares
que representam em torno de 80% do universo empresarial do mundo, e suas operações respondem
por quase metade do PIB mundial. O processo facilita o autoconhecimento, a definição de metas e o
desenvolvimento do comportamento empreendedor, oportunizando um espaço para escolhas
profissionais maduras que facilitam o processo de sucessão. Inicia-se o processo de Planejamento de
Carreira com uma Avaliação de Potencial, constituída de entrevista comportamental por competências
e por testes psicológicos. O L.A.B.E.L.
(Lista de Adjetivos Bipolares em Escala Likert), instrumento
baseado no Método Funcional, aceito pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), no Brasil, desde 2004,
tem se mostrado muito interessante para essa finalidade. Esse instrumento mensura, a partir de um
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questionário, a maioria dos traços de personalidade considerados “normais”, através de uma análise
complexa de autodescrição exprimida com adjetivos. Uma grande particularidade do instrumento é
possuir, entre outras, sete Índices de Controle que permitem verificar a real oportunidade de
interpretar os resultados. Após a devolução da Avaliação Psicológica, são realizadas as próximas
etapas do processo de Planejamento de Carreira: inventário do passado, exploração do presente e
planejamento do futuro. O objetivo final é construir um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI),
composto por um quadro de metas com prazos específicos. O tema empreendedorismo surge no
sentido de que é necessário formar Futuros Acionistas proprietários de seus sonhos, com a
necessidade de realizar e colocar na prática as ideias próprias, buscando transformar as metas em
realidade. Nesse contexto, a utilização do L.A.B.E.L.
com Herdeiros/ Futuros Acionistas de empresas
familiares do Rio Grande do Sul, no Brasil, tem demonstrado resultados muito significativos em
relação ao processo de sucessão, fase bastante crítica para a continuidade de uma empresa familiar.
Autoria/Filiação:
Daniela Forgiarini Pereira
UFRGS FADERGS
Apresentação:
Daniela Forgiarini Pereira
Palavras-chave:
Futuros Acionistas , L.A.B.E.L., Planejamento de Carreira
RESUMO (3)
A AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO CONTEXTO EMPRESARIAL
Com o advento da criação do SATEPSI, pelo CFP, a exigência do rigor científico na Avaliação
Psicológica nas Organizações ficou mais evidente. Nesse período, iniciou, no Brasil, a utilização do
L.A.B.E.L.
Desde então, utiliza-se esse teste psicológico nos processos de avaliação para candidatos
a cargos de Nível Superior de modo geral. Várias vantagens da utilização desse Método continuam a
ser comprovadas na prática do dia-a-dia. Esta ferramenta reduziu o tempo de aplicação e de
permanência do examinando no local da Avaliação. O tempo para a correção também diminuiu
sensivelmente. Outra grande vantagem do instrumento é a transformação de dados subjetivos em
dados objetivos e quantitativos o que possibilita uma maior assertividade na análise das respostas do
sujeito. Além disso, é possível, de forma inédita, verificar os chamados Índices de Controle que
possibilitam identificar o valor das respostas, ou seja, se o teste é interpretável ou não. Com isso,
pode-se saber o nível de motivação do sujeito para responder o teste, se houve entendimento na
realização do instrumento e se a pessoa tentou “se mascarar” ou vender uma imagem que não é
realmente fidedigna. O curso e a prova de Certificação resultam em uma maior qualidade nas
Avaliações Psicológicas realizadas com o L.A.B.E.L.
. Nas organizações, o mais importante é o quanto
assertiva é a avaliação para que se possa predizer o comportamento do avaliado nas empresas. Sabese que muitos critérios influenciam em uma seleção, mas os traços de personalidade vêm se
comprovando como uma das facetas mais válidas na prática. Além disso, nas inúmeras avaliações
realizadas na Selecta (Consultoria de RH, no ES) percebe-se a importância do Psicólogo em entrevistar
os candidatos tendo analisado previamente os resultados do L.A.B.E.L. , sendo que nenhuma das
devolutivas foi rejeitada pelos avaliados.
Autoria/Filiação:
Vânia Maria Goulart Lopes
FGV- ES Fucape
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Apresentação:
Vânia Maria Goulart Lopes
Palavras-chave:
Empresas , Avaliação Psicológica , L.A.B.E.L.
Nome:
Solange Wechsler
Titulo:
O desenho da figura humana: implicações para a avaliação cognitiva, criativa e emocional
Resumo:
O desenho da figura humana é uma das técnicas amplamente utilizada pelos psicólogos em nível nacional e
internacional. Estudos sobre o desenho da figura humana como medida cognitiva têm sido desenvolvidos no
país, confirmando a sua validade e precisão para o diagnóstico infantil. Novos estudos para confirmar as
qualidades psicométricas do desenho e estabelecer normas mais atuais para a sua avaliação se tornam
necessários. Por sua vez, a avaliação emocional pelo desenho carece de investigações que permitam definir a
sua validade e confiabilidade, apesar de ser bastante utilizado na prática psicanalítica. A avaliação da
criatividade infantil por meio do desenho da figura humana é outra área que requer trabalhos mais
aprofundados a fim de definir quais características podem ser consideradas criativas e distinguidas dos
demais indicadores. Estes temas serão debatidos em pesquisas atuais envolvidas nestas dimensões.
Palavras-chave:
desenho , inteligência, cognição
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O DESENHO DA FIGURA HUMANA NA AVALIAÇÃO COGNITIVA DE CRIANÇAS DE
CUIABÁ - MT
O Desenho da Figura Humana - DFH tem sido utilizado para entender o desenvolvimento cognitivo
infantil. É um dos instrumentos mais utilizados por profissionais, cujos resultados consistentes de
validade e precisão lhe garantem aceitação pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos SATEPSI para uso na avaliação psicológica. Esta pesquisa teve como objetivo comparar o
desenvolvimento cognitivo de crianças, de ambos os sexos, matriculadas em escola particular e escola
pública de Cuiabá-MT. Como instrumento foi utilizado o DFH de acordo com o sistema proposto por
Wechsler , em 2003. A amostra contou com 270 crianças, de ambos os sexos, sendo 144 crianças da
escola pública (73 meninas e 71 meninos) e 126 da escola particular (71 meninas e 55 meninos), de
idade entre 5 anos a 11 anos e 11 meses. Como resultados, a Análise da Variância demonstrou
diferenças estatisticamente significativas para sexo da criança, idade e tipo de escola no desempenho
total do desenho. As médias foram superiores nas meninas, que denota a necessidade de tabelas
específicas de correção de acordo com o sexo da criança. O desempenho maior por crianças de escolas
particulares demonstra o impacto socioeconômico sobre o desenvolvimento cognitivo sugerindo que
tabelas específicas representem esta realidade. Houve evolução dos pontos até 10-11 anos de idade,
onde a figura humana não pode mais distinguir o desenvolvimento cognitivo, pois atinge um plateau
ou teto, demonstrando ser utilizado como medida de desenvolvimento cognitivo até estas idades.
Conclui-se que esses resultados confirmam os estudos de Wechsler (2003), indicando que o desenho
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da figura humana é uma medida válida para avaliação cognitiva. Entretanto, novas pesquisas ainda
serão importantes para melhor conhecer o desempenho no DFH de crianças de diferentes regiões do
país, a fim de permitir avaliar as qualidades psicométricas e padrões de correção para o DFH em
crianças brasileiras
Autoria/Filiação:
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro Universidade Federal de Mato Grosso,
Departamento de Psicologia
Pâmela Cristina da Rocha Universidade Federal de Mato Grosso, Departamento de
Psicologia
Patricia Castro de Souza Queiroz Universidade Federal de Mato Grosso,
Departamento de Psicologia
Apresentação:
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro
Palavras-chave:
Desenho da Figura Humana, avaliação cognitiva, crianças
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO DA FIDEDIGNIDADE ENTRE JUÍZES NA ANÁLISE DO
A busca por indicadores emocionais em desenhos existe, sistematicamente, desde os estudos de
Machover, nos anos 1940, porque a pessoa desenhada poderia ser compreendida como projeção do
sujeito sobre si mesmo e seu entorno. Mesmo com vários sistemas que se propõem a avaliar o
desenho da figura humana de forma projetiva, permanece crítica sobre a validade de tais tentativas.
Dentre os sistemas de correção para avaliação projetiva, encontra-se o sistema de correção para o
DFH projetivo denominado Draw-a-Person: Screening Procedure For Emotional Disturbance Test
(DAP:SPED) - técnica projetiva cujo objetivo é diferenciar crianças e adolescentes com problemas
emocionais em relação àqueles que não apresentam tais problemas. Esse sistema vem sendo
adaptado por Solange Muglia Wechsler para o Brasil. Para avaliar o DFH, há uma escala, contendo 55
itens a serem pontuados, divididos em dois conjuntos: o primeiro inclui as dimensões, localização e
inclinação da figura na folha, e o segundo, com 46 itens, avalia o conteúdo dos desenhos. O objetivo
do presente estudo foi o de investigar a fidedignidade entre juízes na avaliação de itens que compõem
o segundo conjunto tanto no desenho da figura masculina, como no desenho da figura feminina.
Foram avaliados 200 desenhos de meninos e meninas, com idades entre 6 e 12 anos, por quatro
juízes, psicólogas com experiências no DFH, de forma independente. Estas avaliações foram
transferidas para o banco de dados e submetidas à análise estatística, a fim de verificar o coeficiente
de fidedignidade entre juízes, através do cálculo estatístico Kappa. Dentre os itens dos DFH do homem
o Kappa variou entre 0,66 e 1. Para os DFH da mulher o índice Kappa variou entre 0,63 e 1. Neste
sentido, para todos os itens o coeficiente de fidedignidade entre juízes variou entre substancial e
quase perfeito. Os resultados apresentaram índices aceitáveis de fidedignidade, apontando que os
itens atingem a objetividade e facilidade de pontuação a que se propõem , demonstrando a clareza e a
objetividade da descrição de itens deste instrumento
Autoria/Filiação:
Maria Lucia Tiellet Nunes Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Gisele Vieira Ferreira Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Maria Lucia Tiellet Nunes
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Palavras-chave:
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desenho, emocional, criança
RESUMO (3)
ESTUDOS SOBRE ASPECTOS EMOCIONAIS DO DESENHO DA FIGURA HUMANA
EM CRIANÇAS
O Desenho da Figura Humana (DFH) pode ser avaliado a partir de diversos sistemas e com diferentes
objetivos. Este trabalho visa a apresentar as pesquisas desenvolvidas no Grupo de Estudo, Aplicação e
Pesquisa em Avaliação Psicológica utilizando o DFH como uma medida de aspectos emocionais em
crianças. Uma delas objetivou construir uma escala de indicadores emocionais destinada a meninos e
meninas em duas faixas etárias: 6 a 8 anos e 9 a 12 anos. Em outra, foram construídas duas escalas
globais de análise do DFH para a avaliação de aspectos emocionais e psicopatológicos em crianças:
uma que avalia a questão da normalidade do desenho e outra a diferenciação sexual. Ainda, serão
apresentados os resultados de pesquisas do DFH com crianças em situação de vulnerabilidade social
(vítimas de abuso sexual ou físico e abrigadas, a espera de adoção). Como conclusão, pretende-se
discutir a validade do DFH como instrumento de triagem para diversas situações, com novas análises
sobre os dados já coletados
Autoria/Filiação:
Denise Ruschel Bandeira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Adriane Arteche Pontificia Universidade Catolica do Rio Grande do Sul
Joice Segabinazi Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Ana Celina Albornoz Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Sérgio Eduardo de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Denise Ruschel Bandeira
Palavras-chave:
desenho, criança, avaliação emocional
RESUMO (4)
IDENTIFICANDO CRIATIVIDADE E INTELIGÊNCIA PELO DESENHO DA FIGURA
HUMANA
O desenho da figura humana é um dos instrumentos mais importantes na avaliação psicológica
infantil. Ao considerarmos que a criança, quando desenha, expressa não só o seu conceito sobre o
corpo humano, mas também o seu mundo imaginário e emocional, entendemos que o desenho pode
trazer informações preciosas não só sobre o seu desenvolvimento cognitivo, problemática emocional,
como também do seu potencial criativo. A validade do desenho da figura humana como medida
cognitiva, utilizando nosso sistema de correção tem sido confirmada, pois existem avanços
significativos da pontuação da criança até 11 anos de idade. Por sua vez, diferenças do sexo da
criança que desenha sobre o sexo de figura desenhada foram encontradas como impactantes no
desenho, sendo então construídas tabelas específicas que permitam a sua avaliação. Outros
pesquisadores brasileiros confirmaram a validade deste sistema de correção, comparando o desenho
da figura humana com outros testes que medem construtos correlatos. Entretanto, pouco ainda tem
sido discutido sobre a importância do desenho da figura humana na avaliação da criatividade. O que
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ocorre, infelizmente, é a associação dentre muitos dos elementos diferentes que aparecem no desenho
da figura humana como sendo indicadores de problemática emocional e não de criatividade. Tal fato,
possivelmente, pode ser explicado, pelo pouco conhecimento da criatividade e suas características,
que podem ser expressas por meio de desenhos. Nossas pesquisas demonstram que várias
características ou indicadores criativos podem ser detectados no desenho. Conclui-se, portanto, que o
desenho da figura humana é uma técnica altamente relevante não só pela diversidade de informações
que permite obter como também pela facilidade de aquisição das mesmas, pode então ser considerado
como um instrumento essencial na avaliação psicológica infantil.
Autoria/Filiação:
Solange Muglia Wechsler
Pontificia Universidade Católica de Campinas
Apresentação:
Solange Muglia Wechsler
Palavras-chave:
cognição, criatividade, criança
Nome:
Terezinha a C Amaro
Titulo:
O Ensino dos Métodos e Técnicas no contexto da Avaliação Psicológica no Brasil
Resumo:
A responsabilidade e a necessidade do ensino no campo da avaliação psicológica foi o que motivou a
organização de um grupo de profissionais para discutir a maneira como esta área tem sido ensinada em
diferentes universidades do País. O uso dos instrumentos de avaliação requer conhecimento, habilidade e
integridade por parte de quem os utilizam, além da compreensão acerca do comportamento humano a fim de
que se interpretem devidamente seus resultados. Deste modo, a revisão e o estudo da interpretação dos
resultados com vistas a sua utilização na prática profissional, quer por profissionais, quer por discentes do
curso de Psicologia são de extrema importância para a compreensão das várias formas de se usar os testes e
as respectivas técnicas de avaliação. Nesta mesa teremos a apresentação do trabalho desenvolvido pelo
Psicólogo Fabiano Koich Miguel da Universidade Estadual de Londrina que se intitula Ensino da avaliação
projetiva em Londrina-PR, a qual terá como enfoque a experiência de ensino de avaliação da personalidade.
Com uma graduação com forte distinção entre abordagens clássicas da Psicologia e pouca prática de
avaliação, a comunicação focará nos recursos utilizados para apresentar e ensinar a prática do
psicodiagnóstico para os estudantes e tentar quebrar alguns preconceitos. A seguir a psicóloga Ana Cristina
Resende apresentará o trabalho Ensino da Avaliação Psicológica na PUC que é desenvolvido na Pontifícia
Universidade Católica de Goiás. Posteriormente o trabalho O contexto da Avaliação Psicológica no curso de
Psicologia da UFMT: ensino, pesquisa e extensão será apresentado pelas psicólogas Rosangela Kátia Sanches
Mazzorana Ribeiro e Tatiane Lebre Dias, da Universidade Federal de Mato Grosso. E finalmente o Ensino em
Avaliação Psicológica na Universidade Pre
Palavras-chave:
Psicologia, testes psicológicos, avaliação/métodos
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
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ENSINO DA AVALIAÇÃO PROJETIVA EM LONDRINA-PR
A avaliação psicológica, desenvolvida por meio de técnicas próprias, constitui-se em atividade
privativa do psicólogo, assegurada por lei. Diversas formas existem para que o profissional possa
realizar seu diagnóstico, sendo que os testes se encontram entre as ferramentas passíveis de serem
utilizadas. Quando se trata da avaliação de características de personalidade, costuma-se dividir os
testes em dois grandes grupos: psicométricos e projetivos, sendo os primeiros representados por
escalas de autorrelato, e os segundos representados por atividades de resolução de problema (fazer
um desenho, contar uma história, dizer com o que manchas de tinta se parecem, etc). Uma das
características diferencias das técnicas projetivas é que estas não se baseiam apenas na produção
final do testando, mas colocam ênfase na avaliação do desempenho ao longo de todo o processo. Por
causa disso, são técnicas que requerem maior interação do psicólogo e, portanto, um referencial
clínico maior, normalmente ensinadas nos últimos anos da graduação. Esta comunicação pretende
apresentar os desafios do ensino dessas técnicas em uma universidade estadual do Paraná, focando
em três temas: 1) Um ambiente acadêmico com forte distinção entre psicanálise e behaviorismo, e os
recursos para apresentar técnicas de avaliação que tradicionalmente estão associadas à linha
psicanalítica ou semelhante; 2) A ausência de uma disciplina curricular de psicodiagnóstico, fazendo
com que os estudantes tenham pouco contato com a avaliação ao longo da graduação; 3) A
necessidade de atualização dos recursos de ensino para acompanhar as tecnologias e utilização de
multimídia para maior conhecimento das técnicas e situações de avaliação.
Autoria/Filiação:
Fabiano Koich Miguel Universidade Estadual de Londrina
Terezinha de Carvalho Amaro Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP
Apresentação:
Fabiano Koich Miguel
Palavras-chave:
av psicológica, tecnicas projetivas, ensino avaliação
RESUMO (2)
ENSINO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA PUC GOIÁS
A avaliação psicológica é um processo de construção técnico-científica de conhecimentos acerca de
fenômenos psicológicos, com o intuito de criar, nortear, orientar e acompanhar ações e intervenções
sobre a pessoa avaliada, e, portanto, exige cuidados especiais no ensino desse processo, que consiste
no planejamento, na análise, na síntese e na devolução dos resultados obtidos. Para se realizar uma
avaliação psicológica adequada, além dos conhecimentos essenciais de psicologia tais como teorias da
personalidade, psicopatologia, psicologia social e do desenvolvimento, é necessário dispor do
conhecimento básico em psicometria e domínio de instrumentos de investigação psicológica. Esses
instrumentos de avaliação consistem em: testes, observações, entrevistas, dinâmicas de grupo, escuta
ou intervenções verbais. Os objetivos dessa apresentação consistem em: a) apresentar quais são os
subsídios disponíveis na PUC Goiás, considerando as disciplinas curriculares obrigatórias e optativas,
os cursos de pós-graduação latoe stricto sensu, de professores e suas formações, de instrumentos de
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desempenho/projetivos e autorrelato/psicométricos e de espaço físico; b) apontar os pontos positivos
e deficientes na formação do psicólogo na PUC Goiás no que tange a área de avaliação psicológica. De
uma forma geral, o curso de psicologia da universidade conta com um núcleo de cinco disciplinas
comuns, que devem ser cursadas por todos os alunos e oferece duas disciplinas optativas que estão
relacionadas a esta área. Apesar do curso ter disponível subsídios considerados satisfatórios para
formação em avaliação psicológica, nota-se que nem sempre são designados professores com
formação e prática na área, bem como a necessidade de acompanhar as tecnologias e utilização de
multimídia no ensino dos testes psicológicos.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Resende Pontificia Universidade Católica de Goiás
Terezinha de Carvalho Amaro Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP
Apresentação:
Ana Cristina Resende
Palavras-chave:
Testes psicologicos, Psicologia, Métodos
RESUMO (3)
A ARTICULAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NAS DISCIPLINAS DE
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DO CURSO DE PSICOLOGIA DA UFMT
O curso de Psicologia da UFMT foi criado no ano de 2008, buscando atender às novas Diretrizes
Curriculares Nacionais para os cursos de Graduação em Psicologia. Na proposta pedagógica do curso o
tema da avaliação psicológica é organizado em três disciplinas assim intituladas: Técnicas de Exame
Psicológico I e II e Avaliação Psicológica em Diferentes Contextos. Com base nessas considerações
este trabalho tem por objetivo contextualizar a avaliação psicológica no curso de Psicologia
considerando os seguintes aspectos: ensino, pesquisa e extensão. Em relação ao ensino busca-se
desenvolver: a) reflexão a respeito da função da disciplina na estrutura curricular do curso e na
formação do aluno; b) articulação com outras disciplinas do curso como a estatística e os estágios
básicos e de ênfase; c) participação da monitoria nas disciplinas e seu impacto na formação do alunomonitor, proporcionando a este uma aproximação com as atividades desenvolvidas na docência e, com
os demais alunos a contribuição da monitoria no processo de aprendizagem dos colegas e; d) no
interior das próprias disciplinas em relação ao desenvolvimento de prática didática, a qual permite ao
aluno vivenciar diferentes momentos da Avaliação Psicológica. A avaliação psicológica no contexto da
pesquisa visa apresentar a articulação dessas disciplinas com a área de pesquisa do curso através dos
projetos de pesquisa interinstituicionais em diferentes área da Psicologia. No contexto da extensão
discute-se a repercussão que o ensino e a pesquisa na avaliação psicológica têm sobre a atividade de
extensão universitária na sua interação com a comunidade, principalmente, na modalidade de projetos
de cunho interventivo. Embora se observe a dimensão da avaliação psicológica na formação
acadêmica no curso da UFMT, algumas tensões se fazem presentes nesse âmbito que dizem respeito
às características macro (inserção da avaliação psicológica na formação e prática profissional) e micro
(condições estruturais do curso), que se vinculam às questões teórico-metodológicas, éticas, políticas
e sociais.
e-mail: [email protected]; [email protected]
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Autoria/Filiação:
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro Universidade Federal do Mato Grosso
Tatiane Lebre Dias Universidade Federal do Mato Grosso
Terezinha de Carvalho Amaro Universidade Presbiteriana Mackenzie
Apresentação:
Rosangela Kátia Sanches Mazzorana Ribeiro
Palavras-chave:
av psicologica, ensino, pesquisa
RESUMO (4)
O ENSINO EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA UNIVERSIDADE PRESBITERIANA
MACKENZIE/SP
Este trabalho tem como proposta a descrição e análise das atividades desenvolvidas com estudantes
do Curso de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O eixo da Avaliação Psicológica é um
dos pilares do curso de Psicologia e compreende disciplinas que iniciam na segunda etapa e se
estendem até o ultimo ano de formação. O conteúdo programático desenvolvido na disciplina inicial –
segunda etapa – focaliza os antecedentes históricos, origem dos testes psicológicos, os tipos de
testes, métodos de investigação e condições de aplicação, em diferentes contextos da atuação
profissional. As técnicas de Entrevista e Observação também são apresentadas. A legislação é ponto
central das discussões em sala de aula, levando o aluno a conhecer o Código de Ética Profissional do
Psicólogo e as Resoluções CFP 002 e 007 de 2003. Em se tratando de uma disciplina inicial, são
apresentados aspectos introdutórios e gerais. Na terceira etapa o enfoque é dado à avaliação da
personalidade e são apresentados aos alunos testes psicométricos para auto-aplicação, correção e
análise. Posteriormente são feitas aplicações em colaboradores mediante o consentimento livre e
esclarecido e tem o objetivo de ensino e aprendizagem Para finalização deste processo, são elaborados
relatórios com as correções devidas e análise dos resultados, supervisionados pelos professores
responsáveis pela disciplina. As etapas seguintes são compostas por instrumentos de avaliação da
inteligência e métodos projetivos gráficos e temáticos e seguem a mesma metodologia. A experiência
tem mostrado a importância do ensino de forma teórica e prática e, propicia uma melhor adequação
na formação do aluno no Curso de Psicologia.
Autoria/Filiação:
Terezinha de Carvalho Amaro Universidade Presbiteriana Mackenzie
Denise T. Mráz Zapparoli Universidade Presbiteriana Mackenzie/SP
Apresentação:
Denise T. Mráz Zapparoli
Palavras-chave:
testes psicológicos, psicologia/métodos, ensino
Nome:
Aicil Franco
Titulo:
O PROCEDIMENTO DE DESENHOS ESTÓRIAS COM TEMA: ALGUNS ESTUDOS EM DIFERENTES CONTEXTOS
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Resumo:
Esta mesa apresenta possíveis usos com o Procedimento de Desenhos com Tema ou Desenhos Temáticos
(DE-T). Este procedimento, criado por Vaisberg, derivou-se de proposta criada por Trinca, o Procedimento
Desenhos Estórias (D-E) para o qual, Tardivo propôs referencial de análise. A criação de Trinca (D-E) subsidia
pesquisas na Psicologia e é utilizada em processos Psicodiagnósticos compreensivos, conforme definido pelo
autor. Como outras derivações da proposta de Trinca, o Desenho Temático é aplicado em diferentes
contextos como instrumento de investigação, como facilitador didático e como mediador inter-relacional.
Estudos, de diferentes áreas, aplicam o DE-T coletivamente para avaliar representações sociais pois favorece
a compreensão de aspectos semelhantes e divergentes na significação de assuntos grupais. O primeiro
trabalho enfoca o DE-T aplicado a estudantes de Psicologia, em vivência didática no ensino da Avaliação
Psicológica. Também entre estudantes de Psicologia, o segundo é usado na disciplina de Psicopatologia, como
forma de conhecer a concepção de doença mental, aspecto fundamental nesse aprendizado. O terceiro
também no contexto da aprendizagem traz comparações entre o DE-T com o Par Educativo entre estudantes
de Pedagogia. O quarto ilustra o uso no contexto social, para conhecer a concepção de abrigados sobre sua
vida no abrigo e suas perspectivas presentes e futuras. Conclui-se que o DE-T se constitui procedimento
eficaz, flexível e abrangente, na formação do psicólogo e em diversas áreas da Psicologia. Além de poder ser
utilizado em outras áreas do conhecimento, e por outros profissionais, favorecendo o autoconhecimento, o
estudo do imaginário coletivo e a compreensão das representações sociais. Revela-se importante para
subsidiar intervenções.
Palavras-chave:
Desenho Temático, Avaliação Psicológica, Intervenção Psicológica
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ENSINO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA: VIVENCIA DIDÁTICA COM O
PROCEDIMENTO DESENHOS-ESTÓRIAS COM TEMA
Este trabalho relata experiência de ensino do componente curricular Avaliação Psicológica. Aplicou-se
nos alunos o Procedimento Desenhos – Estórias com tema, com duplo objetivo: avaliar sua concepção
sobre Avaliação Psicológica; propiciar-lhes vivência didática com o procedimento. Metodologicamente
utilizaram-se o procedimento, na abordagem coletiva, em classe de oito alunas e a vivência didática
como uma modalidade de ensino. A vivência didática caracteriza-se como método de ensino centrado
na experiência reunindo aspectos objetivos e subjetivos, aprendizado e utilidade do aprendido bem
como teoria e prática. Trata-se de oportunidade para o aluno experimentar o lugar de usuário do
procedimento, expressar sua subjetividade e verbalizar duvidas sobre o aprendizado. Além disso, o
aluno observa o professor que também desempenha o papel de aplicador do procedimento. A
sobreposição de papeis: professor-psicólogo e, aluno-cliente, é defendida como possível e desejável,
apoiada na noção de encontro didático ou encontro pedagógico, onde o referencial pedagógico
considera singularidades da personalidade e do contexto do aluno. Constitui-se enquadre duplo de
aprendizagem e autoconhecimento, que promove posturas intercambiáveis e flexíveis, conforme
defendido por correntes atuais da Pedagogia, ao considerarem a fusão de sujeito e objeto e razão e
emoção. O material obtido foi analisado qualitativamente pela professora, autora deste estudo,
através das representações, verbalizações e afetos fornecidos pelos desenhos e suas estórias.
Constatou-se que as concepções dos alunos sobre Avaliação Psicológica estão coerentes com os
objetivos do componente curricular e que a vivência didática favoreceu o desenvolvimento das
competências que se deseja atingir: conhecimento (aprendizagem prática do procedimento),
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habilidades (escutar distintas expressões da subjetividade individual e grupal), e atitudes (comunicarse e aprender a lidar com seus próprios sentimentos, desenvolvendo relações interpessoais e
intergrupais adequadas ao papel profissional). Ou seja: aprendizagem com autoconhecimento, tão
desejável na graduação em Psicologia.
Autoria/Filiação:
Aicil Franco
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Publica
Apresentação:
Aicil Franco
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Vivência Didática, Desenho-Estória com Tema
RESUMO (2)
O DESENHO TEMÁTICO E A CONCEPÇÃO DE DOENÇA MENTAL EM ESTUDANTES
DE PSICOLOGIA
No cenário atual das novas concepções de doença mental propostas pela reforma psiquiátrica
brasileira e das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia, o
presente trabalho analisar e compreender a concepção do doente mental por estudantes de graduação
de psicologia da Universidade de São Paulo, que não tiveram contato anterior com a disciplina
Introdução à Psicopatologia. Trata-se de pesquisa de caráter qualitativo, utilizando como instrumento
de coleta de dados o procedimento Desenho Estória com Tema. A aplicação se deu em um grupo de
72 alunos, com duração de cerca de 5 minutos, tendo como material lápis e papel A4 branco. Foi
solicitado o desenho individual de um doente mental e uma estória sobre essa pessoa. Em seguida os
trabalhos foram expostos para observação da produção no grupo com o objetivo de suscitar a
discussão sobre o que é a doença mental. Para este trabalho foi selecionada uma amostra por
conveniência de 12 produções. Optou-se pela análise através da livre expressão do material, fazendo
uma leitura inicial dos desenhos e textos produzidos elaborando categorias de análise dos principais
conteúdos e significados atribuídos à doença mental. Foram elas: agressividade; solidão e isolamento;
normalidade; esquizofrenia como representante da doença mental; causas da doença e cabeça como
localização da doença mental. Como conclusão, observou-se que estes estudantes contextualizam a
doença mental em seu meio, seja familiar ou social mais amplo. Destaca-se a predominância de
desenhos de jovens do sexo masculino, vestidos, nesta representação e da cabeça como local da
doença que recebe atributos tanto orgânicos quanto ambientais como causa. Violência e irrupções
agressivas ou surtos também estiveram muito presentes bem como isolamento e solidão, sendo muito
comum localizar este indivíduo em uma sala ou espaço vazio ou mesmo internados em hospital
psiquiátrico.
Autoria/Filiação:
Luiz Tadeu Gabriel Filho Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Rodrigo Jorge Salles Jorge Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo
Apresentação:
Luiz Tadeu Gabriel Filho
Palavras-chave:
Saúde Mental, Psicopatologia, Desenho Temático
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RESUMO (3)
DESENHO TEMÁTICO E PAR EDUCATIVO: O EMPREGO DO INSTRUMENTO
(IN)DEPENDENTE DO OBJETIVO
OBJETIVO. O presente trabalho teve como objetivo investigar o vínculo de aprendizagem em
graduandos de Pedagogia. MÉTODO. Participaram do estudo 26 alunos do Curso de Pedagogia de um
Centro Universitário Particular da grande São Paulo – Brasil. Foi empregado como o procedimento o
Desenho Estória com Tema, derivado do Procedimento de Desenhos Estórias de Walter Trinca, com
base nos trabalhos de Aiello-Vaisberg e Tardivo. No entanto, como o objetivo do trabalho era
investigar o vínculo de aprendizagem optou-se pela consigna “Desenhe alguém aprendendo e alguém
ensinando”, mesma instrução dada na aplicação do teste Par Educativo de Oris e Ocampo. Utilizou-se
como base teórica a teoria das Representações Sociais de Moscovici e o aporte de demais autores.
RESULTADOS. Os resultados apontam que a maioria dos participantes (21 graduandos) compreende o
aprendizado como sistemático: professor x aluno, entretanto 5 participantes apresentaram
representações em âmbitos não escolares, mas trazem em suas histórias sempre a relação de um
único adulto (nomeado como professor) embora em situações diversas como time de futebol ou
autoescola. CONCLUSÃO. Dessa forma, a partir dos desenhos e histórias apresentados pelos
graduandos de pedagogia, foi possível perceber que os procedimentos Desenho Temático e Par
Educativo, ainda que diferentes em seu modo de análise são próximos em sua aplicação, e quando
possuem o mesmo objetivo podem proporcionar discussões enriquecedoras para o campo científico.
Autoria/Filiação:
Danuta Medeiros Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo
Erica Hokama Universidade Metodista de São Paulo
Apresentação:
Danuta Medeiros
Palavras-chave:
Par Educativo, Desenho Temático, Representação Social
RESUMO (4)
O PROCEDIMENTO DE DESENHOS TEMÁTICOS NO CAMPO SOCIAL – O
EMPREGO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES ABRIGADOS
O presente trabalho teve como objetivo compreender o impacto do acolhimento institucional na vida
de crianças e adolescentes em situação de medida de proteção - Abrigo. O método utilizado no
presente trabalho foi uma abordagem qualitativa e estudos de casos múltiplos. Participaram do estudo
10 crianças/adolescentes acolhidos em um abrigo em uma cidade da grande São Paulo – Brasil. A
amostra é caracterizada por idades diversas compreendendo a faixa etária de 10 a 17 anos de ambos
o sexos, 5 meninas e 5 meninos. Foi empregado como procedimento o Desenho Estória com Tema,
derivado do Procedimento de Desenhos Estórias de Walter Trinca, com base nos trabalhos de Vaisberg
e Tardivo. Os temas dos desenhos aplicados foram: 1. Eu antes do abrigo – 2. Eu hoje no abrigo e 3.
Eu depois, fora do abrigo. Osresultados alcançados através da aplicação dos Desenhos com Tema
apontam que o processo de acolhimento institucional (o abrigo) marca profundamente a subjetividade
humana, ao qual está diretamente ligada ao rompimento com figuras parentais e de referência, como
também a violência institucional muitas vezes promovida dentro da própria Instituição. Por outro lado,
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os resultados mostram também que o abrigo pode favorecer uma experiência integradora e
significante do ponto de vista do desenvolvimento emocional e da concretização de projetos de vida
para as crianças e os adolescentes acolhidos. Dessa forma, chegou-se a conclusão de que o abrigo
pode também ofertar um desenvolvimento humano exercendo, dentro de suas limitações e
particularidades, o papel de um ambiente facilitador e de um substituto provisório da família.
Autoria/Filiação:
Ricardo Rentes Rodrigues Pereira Universidade de São Paulo
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo Instituto de Psicologia da Universidade de
São Paulo
Apresentação:
Ricardo Rentes Rodrigues Pereira
Palavras-chave:
Abrigo, Criança e Adolescente, Desenho Temático
Nome:
Leila Salomão de L. P. Cury Tardivo
Titulo:
O PROCEDIMENTO DE DESENHOS ESTÓRIAS E DERIVADOS: APLICAÇÕES EM PSICODIAGNÓSTICO
COMPREENSIVO E EM INTERVENÇÕES CLÍNICAS
Resumo:
Essa mesa enfoca o Procedimento de Desenhos-Estórias, ou D-E, como é conhecido e Procedimentos
derivados, que foi apresentado por Trinca em 1972, e difundido em 1976 e 1987. Tendo sido considerado
como Procedimento Clínico, a mesa composta por quatro apresentações de docentes e pesquisadores de
distintas universidades, ilustra a riqueza do D-E nos diversos empregos que vem tendo na Clínica nas últimas
décadas, inicialmente como procedimento auxiliar no Psicodiagnóstico compreensivo. A primeira
apresentação trará uma resumo histórico desses quarenta anos desde que o Procedimento foi proposto,
ilustrando-a com exemplos de distintos empregos. As apresentações que se seguem enfocam basicamente o
Procedimento de Desenhos com Tema , e revelam as possibilidades de compreensão e de contato que esse
Procedimento proporciona. Assim , a segunda apresentação enfoca justamente a riqueza do emprego do
Procedimento de Desenhos com Tema , um dos derivados do D-E , na compreensão dos aspectos
psicodinâmicos de pacientes oncológicos . A terceira apresentação enfoca sentimentos, fantasias e
expectativas de crianças em situação de acolhimento institucional, e a quarta apresentação se refere a um
emprego interventivo do Procedimento de Desenhos com Tema, dentro de uma proposta de compreensão e
prevenção em processos de adoção. Dessa forma, as quatro apresentações revelam a importância do uso do
D-E e do D-E com Tema , em seus empregos clínicos e de pesquisas.
Palavras-chave:
Desenho Estória, Psicodiagnóstico , Intervenção
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
O PROCEDIMENTO DE DESENHOS ESTÓRIAS E DERIVADOS: QUARENTA ANOS
DE CONTRIBUIÇÕES À PSICOLOGIA BRASILEIRA
Nessa apresentação serão discutidos, de forma resumida, os desenvolvimento que foram ocorrendo
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desde que o Procedimento de Desenhos Estórias (D-E) foi proposto por Trinca em 1972,(Trinca, 1987)
numa , o qual, ao lado de outras técnicas de investigação psicanaliticamente fundamentadas, como a
Hora de Jogo Diagnóstica o Jogo de Rabiscos trouxe contribuição para o Psicodiagnóstico, concebido
em seu aspecto compreensivo. Nessas décadas ainda continuou sendo usado com essa finalidade , ou
seja favorecer a compreensão dos aspectos nodais da personalidade , a partir de desenhos livres
associados a histórias. A partir do D-E, procedimento compostos por dois processos básicos: a forma
gráfica de expressão e a verbal, ou seja, como uma técnica baseada no conceito de Apercepção
Temática, foram desenvolvidos Procedimentos derivados, como o Desenhos de Famílias com Estórias e
o Procedimento de desenho com Tema. Nessa apresentação serão discutidas pesquisa e estudos e os
usos além da proposta diagnóstica , que ainda perdura, e também o emprego em enquadres
diferenciados como intervenções clínicas. Dessa forma, serão feitas ilustrações do emprego do
Procedimento de Desenhos Estórias, do Desenho de Famílias com Estórias como extremamente úteis
para compreender e captar o sentido de manifestações clínicas, de sintomas, em adolescentes
abrigados vitimas de violência e em adolescentes infratores. Também serão apresentadas ilustrações
do emprego desses procedimentos em propostas terapêuticas, como base nas consultas terapêuticas
individuais , também com adolescentes . e oficinas terapêuticas com Desenhos temáticos como
principal elemento mediador. Serão ainda apresentadas de forma breve os principais trabalhos
desenvolvidos no âmbito da graduação e pós graduação com o procedimento e seus derivados ao
longo dessas décadas.
Autoria/Filiação:
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
São Paulo
Instituto de Psicologia da Universidade de
Apresentação:
Leila Salomão de La Plata Cury Tardivo
Palavras-chave:
Desenho Estória, Psicodiagnóstico, Oficina Terapêutica
RESUMO (2)
ESTUDO PSICODINÂMICO DE PACIENTES ONCOLÓGICOS: CONTRIBUIÇÕES DO
DESENHO-ESTÓRIA COM TEMA
Um quadro progressivo como o câncer produz grande impacto emocional no paciente, relacionado à
possibilidade de sua morte. O objetivo do presente trabalho é realizar estudo psicodinâmico em um
grupo de pacientes oncológicos, decorrente da vivência do câncer. A pesquisa foi realizada com treze
pacientes oncológicos que freqüentem uma casa de apoio na cidade de Taubaté, adultos e sem
discriminação de sexo, escolaridade e nível sócio-econômico. Para coleta de dados, foram realizadas
entrevistas semi-estruturadas e aplicação única do procedimento Desenho-Estória com Tema. A
amostra utilizada foi constituída, em sua maioria, por indivíduos do sexo feminino, com faixa etária
entre 51 e 60 anos, casadas e morando apenas com o cônjuge e acometidas por câncer de mama.
Quanto à análise das narrativas do D-E, foi identificado, na maior parte dos indivíduos, tendências e
impulsos construtivos, com objetivo de manutenção da vida, seguindo, assim, sentimentos derivados
do instinto de vida. A principal defesa observada foi a sublimação, ou seja, capacidade de reverter as
dificuldades vividas em relação ao câncer em conteúdos e ações produtivas, fortalecendo as condições
de enfrentamento da doença. Quanto aos desenhos realizados, foram analisados na maioria da
amostra sentimentos de retraimento, preocupação consigo, regressão, insegurança, tristeza e
interiorização. Foi concluído que a maior parte da amostra mostrou uma percepção ambígua do
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câncer; vendo-o como o rompimento da rotina, mas também como a chance do crescimento pessoal e
mudança de valores. Apesar destas características opostas, os pacientes apresentaram boa capacidade
em conseguir integrá-las em um processo contínuo. Para generalizações mais amplas, faz-se
necessário a ampliação do estudo.
Autoria/Filiação:
Thaís Cristina Arcas de Felippe Universidade de Taubaté
Paulo Francisco de Castro Universidade de Taubaté e Universidade Guarulhos
Apresentação:
Paulo Francisco de Castro
Palavras-chave:
AvaliaçãoPsicológica, Desenho-estória Tema, Psico-oncologia
RESUMO (3)
CRIANÇAS EM ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL: EXPECTATIVAS, SENTIMENTOS
E FANTASIAS
A indefinida espera da decisão judicial orientando a reintegração familiar ou inserção em família
adotiva causa grande impacto emocional, em crianças institucionalizadas. Objetivou-se neste estudo
investigar as expectativas de tais crianças acerca de seu futuro, identificar o desejo do retorno à
família de origem, da permanência no abrigo ou da inserção em família adotiva. Seis crianças,
acolhidas há pelo menos seis meses, entre seis e doze anos, aceitaram participar do estudo.
Entrevistou-se uma Educadora Social e consultou-se o Livro de Registro da Instituição. Com as
crianças coletaram-se três unidades do Desenho-Estória Temático (DE-T). A análise de conteúdo e a
simples inspeção do material dentro do marco teórico psicanalítico ajudaram as compreender as
entrevistas e o DE-T. Os resultados apontaram sentimentos de insegurança, submissão e necessidade
de êxito em relação ao mundo, porém observou-se boa identidade pessoal e percepção positiva do
crescimento como atitude básica em relação a si próprio. As figuras significativas foram em ordem
decrescente de importância: a materna, a paterna, irmãos e tia. Predominaram sentimentos expressos
de tristeza no contato, porém de alegria e esperança de realização no futuro. As tendências e desejos
apontados indicaram a necessidade de cuidado. Predominaram impulsos amorosos e ansiedades
paranóides, enquanto que os mecanismos de defesa mais identificados foram da repressão e
idealização. Verificaram-se sentimentos e fantasias ora positivos, ora negativos quanto ao acolhimento
institucional, porém a maioria das crianças manifestou desejo e esperança de estar, no futuro, junto à
família biológica. Embora uma criança tenha apontado querer continuar convivendo com duas
cuidadoras da Casa de Proteção, não se observou, em geral, o desejo pela adoção diretamente.
Destaca-se que os participantes demonstraram o desejo de constituir suas próprias famílias no futuro,
o que pode indicar a esperança de uma reparação ao exercerem uma função materna/paterna, de
serem pais que não puderam ter.
Autoria/Filiação:
Ariana Barbosa Arduini Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Martha Franco Diniz Hueb Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Apresentação:
Martha Franco Diniz Hueb
Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Desenho-estória com Tema, Acolhimento Institucional
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RESUMO (4)
HISTÓRIA E ESTÓRIAS ADOTIVAS: ERA UMA VEZ UM GAROTINHO DE SEIS
ANOS...
Antes de ser adotada, a criança de adoção maior, geralmente foi institucionalizada. Devido à
descontinuidade dos vínculos vividos durante os anos iniciais da vida, manifestações de angústias
podem ser observadas ao longo do processo adotivo, pois o medo de um novo abandono, dentre
outros, faz com que continuamente entre em contato com vivências anteriores de aniquilamento. Por
meio de uma pesquisa-intervenção, objetivou-se verificar a percepção da família adotiva em uma
criança de seis anos utilizando-se do Desenho-Estória Temático (DE-T), antes e após a contação de
histórias infantis com temática adotiva, que tiveram a função de mediar a nova constituição familiar.
Primeiramente entrevistaram-se os adotantes e solicitou-se o primeiro DE-T à criança tendo como
instrução: “Desenhe a sua família”. Posteriormente, durante cinco semanas, narrou-se histórias
infantis com a temática adotiva para o participante. Ao final, para verificar se houve percepção de
mudanças significativas no relacionamento paterno-filial, realizou-se com os pais uma nova entrevista
e solicitou-se ao garoto o segundo DE-T com a mesma instrução do primeiro. Os resultados revelaram
a importância da narração oral para a criança, como possibilitadora de reflexões e elaborações sobre o
processo de adoção. Auxiliaram-na entrar em contato com angústias aniquiladoras, propiciando o
início da compreensão do significado de sua adoção e a inserção na nova família, evidenciado a partir
da comparação entre os DE-T. Contudo, angústias relacionadas à vinculação, ao medo do abandono e
à ambiguidade de sentimentos frente à nova constituição familiar ainda se fazem presentes no
imaginário da criança mesmo tendo sido observado o processo de inserção familiar. O estudo não
esgota o tema, mas aponta que apesar dos benefícios proporcionados pelas histórias, tanto a criança
de adoção maior quanto os pais adotantes necessitam de amparo psicológico ao longo da constituição
do vínculo familiar de forma a estreitar mais os laços dessa nova filiação.
Autoria/Filiação:
Larissa Cristina Silveira de Andrade Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Martha Franco Diniz Hueb Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Apresentação:
Martha Franco Diniz Hueb
Palavras-chave:
AvaliaçãoPsicológica, Desenho-Estória com Tema, Adoção maior
Nome:
JOSEMBERG MOURA DE ANDRADE
Titulo:
O Processo de Avaliação Psicológica em Diferentes Contextos: Vicissitudes, Desafios e Perspectivas
Resumo:
A Avaliação Psicológica (AP) no Brasil encontra-se em um momento importante de seu desenvolvimento. A
Resolução nº 02/2003 do CFP resultou em uma busca de melhoramento dos instrumentos psicológicos no
Brasil por parte dos pesquisadores, no entanto, avanços ainda precisam ser realizados. Não resumida à
aplicação de testes, a AP é um procedimento que está inserido em todas as áreas de atuação profissional do
psicólogo. Antes de iniciar uma intervenção psicológica, é necessário que se realize a análise do
funcionamento do(s) indivíduo(s) para atender adequadamente às suas necessidades. Ressalta-se ainda, que
ao contrário de uma prática de avaliação retrógrada, a mesma deve ser realizada de forma contextualizada,
atentando para o meio socioeconômico e cultural em que o indivíduo está inserido. A presente proposta da
mesa é composta por quatro estudos. O primeiro estudo de autoria de Amorim-Gaudêncio e cols. é intitulado
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de “Avaliação Multidimensional da Ansiedade através do Inventário de Situações e Respostas de Ansiedade –
ISRA”. Neste objetivou-se discutir a avaliação do construto ansiedade. O segundo estudo proposto por Silva é
intitulado de “Avaliação Psicológica no contexto organizacional” e objetivou traçar uma discussão acerca do
papel do psicólogo nas organizações. No estudo intitulado de “A Orientação Profissional de Jovens em
Situação de Risco: a Maturidade para Escolha em Questão” de autoria de Andrade e cols. objetivou-se
apresentar um programa de Orientação Profissional, bem como investigar em que medida os traços de
personalidade e as lembranças parentais explicam a maturidade para escolha profissional. Por fim, o último
estudo de autoria de Faiad é intitulado de “Avaliação Psicológica no Contexto de Segurança Pública:
Contribuições para a Seleção de Pessoal”.
Palavras-chave:
Avaliação psicológica, Testes psicológicos, Contextualização
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO MULTIDIMENSIONAL DA ANSIEDADE ATRAVÉS DO INVENTÁRIO
DE SITUAÇÕES E RESPOSTAS DE ANSIEDADE - ISRA
A ansiedade é provavelmente a emoção mais comum e universalmente conhecida, estando presente
ao longo da vida das pessoas. Quando se empregam termos como nervosismo, inquietação,
inseguridade, angustia, tensão, medo ou temor, na realidade se está fazendo referencia a ansiedade.
A ansiedade hoje em dia tende a ser concebida como uma reação emocional ante a percepção de um
perigo ou ameaça, que se manifesta mediante um conjunto de respostas agrupadas em três sistemas
[cognitivo, fisiológico e motor] que podem atuar com certa independência entre si. As reações de
ansiedade podem ser provocadas tanto por estímulos externos [situações concretas] como internos
[ideias, pensamentos e imagens mentais] que são percebidos como ameaçadores pela pessoa.
Portanto, à hora de avaliar a ansiedade e traçar um perfil coerente para uma adequada intervenção,
deve-se levar em consideração tanto sua expressão como sua interação com o meio. O Inventario de
Situações e Respostas de Ansiedade [ISRA] é um instrumento com formato S-R (Situações e
Respostas), constituído por 224 itens, distribuídos em 22 situações concretas e 24 comportamentos de
ansiedade. Com sua aplicação se obtém um perfil completo da ansiedade, isto é, o Traço geral (T) e a
ansiedade nos sistemas Cognitivo (C), Fisiológico (F) e Motor (M), além da obtenção dos índices de
ansiedade de Avaliação (FI), Interpessoal (FII), Fóbica (FIII) e Cotidiana (FIV). A versão brasileira do
ISRA mostra uma estrutura fatorial e características psicométricas semelhantes à da versão original
espanhola, revelando um alto poder de discriminação entre diferentes grupos, elevada confiabilidade
de medida e notáveis índices de validade. Análises psicométricas recentes do ISRA brasileiro,
mediante o uso do software PASW-18, indicam a permanência das características psicométricas dos
estudos de validação, mesmo que se tenha empregado inicialmente uma amostra reduzida. Estes
resultados fortalecem a sua validade e confiabilidade para o propósito da avaliação da ansiedade.
Autoria/Filiação:
Carmen Amorim-Gaudêncio Universidade Federal da Paraíba
Andréa Coutinho Sarmento Universidade Federal da Paraíba
Layla Raissa Soares Ramalho Paulino Universidade Federal da Paraíba
Juan José Miguel-Tobal Universidade Complutense de Madri
Josemberg Moura de Andrade Universidade Federal da Paraíba
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Apresentação:
Carmen Amorim-Gaudêncio
Palavras-chave:
Ansiedade, Avaliação, ISRA
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO CONTEXTO ORGANIZACIONAL
Considerando a avaliação psicológica como um processo amplo, composto não apenas por testes
psicológicos como também por outras técnicas que podem ser utilizadas pelo psicólogo em sua
atuação no contexto organizacional, esse trabalho pretende traçar uma discussão acerca do papel
desse profissional nas organizações. A premissa para essa discussão é a possibilidade de uma atuação
diferenciada que considere a avaliação dos aspectos micro, meso e macro organizacional. Por micro
organizacional compreende-se uma atuação que englobe apenas as questões relacionadas ao próprio
individuo, como motivação, percepção, habilidades ou estresse, dentre outros. Já a avaliação meso
organizacional contemplaria também os aspectos plausíveis de avaliação e que abordam o
relacionamento desse indivíduo com outros, tais como cooperação, competição e relacionamento
interpessoal. Por fim, entende-se por comportamento macro organizacional as dimensões a serem
avaliadas que estão relacionadas às organizações de forma mais global, ainda que possam ser obtidas
por dados individuais. Nesse caso, podem ser citados estudos de clima organizacional, fusão de
culturas organizacionais distintas ou mesmo da alocação das pessoas em atividades ou ambientes
compatíveis às suas habilidades. Frente aos aspectos levantados, essa discussão propõe uma
ampliação da visão acerca da atuação do psicólogo organizacional, levando em consideração não
apenas as características de personalidade da pessoa avaliada, mas também o contexto no qual esta
pessoa será inserida e as variáveis presentes nesse ambiente. Em outras palavras, cabe ao
profissional identificar e, quando possível, inferir os efeitos das motivações e características
individuais, alinhadas ao relacionamento com as demais pessoas e a integração com o ambiente
organizacional, fugindo do estigma da avaliação focada apenas em um indivíduo e pautada na
indicação ou não deste a uma determinada função. Não se tem a pretensão de encerrar, mas sim de
levantar possibilidades relativas ao potencial campo de atuação do psicólogo, para além do mercado
conquistado atualmente.
Autoria/Filiação:
Fábio Camilo da Silva
Vetor Editora Psico pedagógica
Apresentação:
Fábio Camilo da Silva
Palavras-chave:
Psicologia Organizacional, Avaliação Psicológica, Habilidades
RESUMO (3)
A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DE JOVENS EM SITUAÇÃO DE RISCO: A
MATURIDADE PARA ESCOLHA EM QUESTÃO
O presente estudo tem como objetivos apresentar um programa de Orientação Profissional (OP)
destinado a jovens em situação de risco, bem como investigar em que medida os traços de
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personalidade e as lembranças parentais explicam a maturidade para escolha profissional. Estudos
demonstram que a OP, até a década de 1980, permaneceu resumida à aplicação de testes vocacionais
realizados antes das provas de vestibular, sendo mais presente no contexto de escolas particulares e
de classe média. A partir desta década, o campo de atuação da OP conseguiu abranger variadas
demandas, não se restringindo apenas a uma classe social. O programa de OP em questão objetiva
contemplar o desenvolvimento global dos jovens. Tal programa é desenvolvido a partir de dez sessões
nas quais são trabalhadas informações sobre o mercado de trabalho e determinantes da escolha
profissional, bem como a aplicação de técnicas como entrevista e autobiografia e instrumentos
psicológicos tais como o AIP e a BFP. A EMEP é aplicada no início e no final do processo para avaliar se
o programa efetivou mudanças significativas em termos de maturidade para escolha profissional. Em
relação à pesquisa, participaram 144 estudantes do Ensino Médio de escolas públicas da cidade de
João Pessoa, sendo a maioria do sexo feminino (61,1%), com idades variando de 14 a 20 anos (M =
16,9; DP = 1,0). Os participantes responderam ao Inventário dos Cinco Grandes Fatores, Escala de
Maturidade para a Escolha Profissional, Escala de Lembranças Parentais e a perguntas
sociodemográficas. Além de estatísticas descritivas, utilizou-se análise de regressão múltipla com
método Stepwise. Os resultados apontaram para a importância da personalidade, principalmente do
fator abertura, na compreensão dos aspectos que envolvem a maturidade para a escolha profissional.
Discute-se que a OP, enquanto avaliação psicológica, não pode ser operacionalizada de forma
descontextualizada, devendo favorecer o desenvolvimento global dos envolvidos.
Autoria/Filiação:
Josemberg Moura de Andrade Universidade Federal da Paraíba
Marina Gabriela Neves do Nascimento Silva Universidade Federal da Paraíba
Lays Andrade de Sá Universidade Federal da Paraíba
Amanda Pereira Frazão Universidade Federal da Paraíba
Carmem Amorim-Gaudêncio Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Josemberg Moura de Andrade
Palavras-chave:
Orientação Profissional, Avaliação Psicológica, Profissão
RESUMO (4)
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NO CONTEXTO DE SEGURANÇA PÚBLICA:
CONTRIBUIÇÕES PARA A SELEÇÃO DE PESSOAL
A segurança é um dos principais aspectos na gestão da administração pública no âmbito de qualquer
cidade. Nesse contexto, torna-se imprescindível a seleção de agentes de segurança cada vez mais
capacitados à complexidade de sua função. Identificar as particularidades que cada contexto de
aplicação da
Avaliação Psicológica requer, tem sido uma prática cada vez mais
necessária no Brasil. No contexto de Segurança Pública, foco do
presente trabalho, tal fator tem sido campo de estudos e novos
investimentos dos profissionais atuantes na área, já que tem sido alvo de constantes controvérsias e
desafios, no que tange a questionamentos do âmbito jurídico e que vão além da aplicação teóricotécnica da avaliação. O processo seletivo da área de segurança pública está implicado na área de
concursos públicos e requer uma série de procedimentos específicos que devem ser analisados pelo
psicólogo responsável. Neste estudo apresentam-se as principais técnicas utilizadas nesse processo
para, em seguida, deter-se nos aspectos mais específicos da avaliação psicológica em seleção de
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pessoal na área da segurança pública. Ressalta-se que a contextualização em tais processos torna-se
imprescindível, já que nos dias atuais esse tipo de avaliação, realizado por meio de concurso público,
detém um dos maiores processos de avaliação psicológica no Brasil, configurado de particularidades e
práticas que merecem ser discutidas.
Autoria/Filiação:
Cristiane Faiad
Universidade Salgado de Oliveira
Apresentação:
Cristiane Faiad
Palavras-chave:
Avaliação psicológica, Segurança Pública, Seleção de pessoal
Nome:
Altemir José Gonçalves Barbosa
Titulo:
PERSPECTIVAS EM IDENTIFICAÇÃO DE DOTAÇÃO E TALENTO
Resumo:
Desde os primórdios, as áreas de Avaliação Psicológica e identificação de dotação e talento possuem
imbricações e implicações. Menciona-se, por exemplo, que as medidas e os procedimentos desenvolvidos na
primeira são fundamentais para o avanço da segunda e, ao mesmo tempo, os conhecimentos sobre as
características das pessoas com altas habilidades/superdotação – denominação oficial de talento e dotação no
Brasil – são valiosos para que se compreendam as diferenças individuais, conceito basal da psicometria.
Assim, esta mesa redonda tem como objetivo apresentar e analisar quatro perspectivas de identificação de
dotação e talento. Uma das comunicações analisa o conceito e a mensuração da sobre-excitabilidade
psíquica, discutindo suas contribuições para identificar dotação. Além disso, são apresentadas evidências de
validade do Questionário de Sobre-Excitabilidade (QSE-Br). O conceito, as modalidades e o uso da avaliação
assistida para a identificação de dotação intelectual constituem o tema do segundo trabalho desta mesa. Essa
estratégia, mais conhecida por suas contribuições para a avaliação das dificuldades de aprendizagem, tem
sido empregada, também, para identificar dotação intelectual e gerado resultados valorosos para o
desenvolvimento de talentos. A terceira apresentação analisa as limitações das medidas brasileiras de leitura
e do seu uso para identificar leitores talentosos. São apresentados resultados de um estudo que evidenciam
que esses instrumentos precisam ser aprimorados para que possam, de fato, contribuir para a identificação
do talento para a leitura. Para finalizar, um protocolo para identificação de dotação motora e talento para o
esporte será apresentado e analisado. Composto por uma série de medidas (antropométricas, de aptidão
física relacionada às
Palavras-chave:
SUPERDOTAÇÃO, TALENTO, IDENTIFICAÇÃO
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIAÇÃO DE SOBRE-EXCITABILIDADE DE ESTUDANTES TALENTOSOS:
CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DA DESINTEGRAÇÃO POSITIVA
A Teoria da Desintegração Positiva (TDP) proposta inicialmente por Dabrowski tem sido considerada
uma importante ferramenta para compreender as características de pessoas com dotação e talento
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(D&T) e para o desenvolver métodos e medidas que possam identificá-las. Trata-se de uma teoria do
desenvolvimento da personalidade que enfatiza o papel das emoções no potencial de desenvolvimento
humano. Um dos pressupostos da TDP é de que indivíduos com características de D&T tendem a
possuir níveis mais altos de potencial desenvolvimental que os pares que não possuem tais
características. A sobre-excitabilidade psíquica (SE), uma das formas de avaliar esse potencial de
desenvolvimento, diz respeito à tendência do ser humano reagir com extrema intensidade e
sensibilidade a diversos estímulos. São propostos cinco padrões de SE: Psicomotora (caracterizada por
agitação motora, impulsividade e inquietação); Sensorial (diz respeito à elevada diferenciação e
vivacidade de experiências sensoriais percebidas pelos cinco sentidos); Imaginativa (referente à
criatividade elevada, à facilidade para fantasiar, inventar, sonhar etc.); Intelectual (caracterizada pela
curiosidade, análises teóricas, reflexões filosóficas e questionamentos); e Emocional (expressa por
uma gama de sentimentos, apegos, senso de responsabilidade e empatia). Diversos estudos têm
demonstrado que indivíduos com D&T tendem a possuir níveis mais altos de SE, evidenciando que
esta pode ser um indicador de D&T. Em âmbito internacional, o Overexcitability Questionnaire Two
(OEQ-II) é a medida mais utilizada e a que mais possui evidências de validade para mensurar as SEs.
Atualmente, foram conduzidos alguns estudos para analisar as propriedades psicométricas da versão
brasileira do OEQ-II. Os resultados revelaram que o instrumento possui boa consistência interna e
boas evidências de validade de conteúdo e de construto. Além disso, alguns indicadores da validade de
critério também foram evidenciados por meio da associação de áreas de SE aos domínios de talento
relacionados.
Autoria/Filiação:
Juliana Célia de Oliveira
Psicologia da UFJF
Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em
Apresentação:
Juliana Célia de Oliveira
Palavras-chave:
Sobre-Excitabilidade, Superdotação, Medidas
RESUMO (2)
AVALIAÇÃO ASSISTIDA: CONCEITO, TIPOS E USO PARA IDENTIFICAR
POTENCIAL INTELECTUAL
A avaliação assistida é uma abordagem inovadora para avaliar as capacidades humanas, mais
especificamente o potencial de aprendizagem. Ela possibilita remover as barreiras não intelectuais à
expressão da inteligência porque combina avaliação e intervenção de uma forma mais dinâmica. Para
essa perspectiva, o potencial de aprendizagem é considerado um indicador mais consistente para
estimar capacidade cognitiva que resultados isolados de testes. Dentre outros, baseia-se no conceito
de Zona de Desenvolvimento Proximal de Vigotski e inclui uma diversidade de métodos, funções e
objetivos. Além da obtenção de indicadores do nível de desenvolvimento cognitivo, utilizar essa
estratégia possibilita detectar a sensibilidade e a responsividade dos avaliados à informação recebida.
A avaliação assistida pode, por exemplo, auxiliar crianças com dificuldades de aprendizagem
alcançarem índices mais elevados de desempenho ou contribuir para a identificação de um aprendiz
eficiente e capaz de realizar a transferência do aprendizado de maneira mais flexível. Devido a essas
características e à diversidade de aplicações dessa tecnologia, seu uso pode ser verificado em diversos
contextos, como, por exemplo, na educação de estudantes com característica de dotação e talento.
Nesse contexto, a avaliação assistida tem sido considerada uma estratégia mais efetiva para
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identificar estudantes provenientes de grupos minoritários que a abordagem psicométrica tradicional.
Isso se deve, principalmente, ao fato de ela enfatizar o que o indivíduo avaliado pode produzir quando
adequadamente orientado em detrimento do conhecimento verificado no momento da avaliação. Os
subsídios obtidos a partir com sua aplicação possibilitam, ademais, planejar estratégias pedagógicas
necessárias ao desenvolvimento do potencial dos alunos avaliados. Dessa forma, a principal
contribuição da avaliação assistida é a possibilidade de obter informações que podem ser usadas para
implantar programas para otimizar o desenvolvimento de estudantes com e sem dotação intelectual.
Autoria/Filiação:
Carlos Eduardo de Souza Pereira Curso de Doutorado do Programa de PósGraduação em Psicologia da UFJF
Apresentação:
Carlos Eduardo de Souza Pereira
Palavras-chave:
Avaliação Assistida, Superdotação, Inteligência
RESUMO (3)
ANÁLISE DE MEDIDAS BRASILEIRAS DE LEITURA E DO SEU USO PARA
IDENTIFICAR LEITORES TALENTOSOS
Leitores talentosos leem mais cedo que seus pares e, pelo menos, dois níveis acima do grau de
escolaridade esperado para a idade cronológica. São apaixonados pela leitura, gastam mais tempo
lendo que seus pares, leem uma maior variedade de textos para adultos e apresentam maior
compreensão do que é lido. Identificá-los é indispensável para atender suas necessidades educacionais
especiais. Para que essa identificação ocorra, é preciso ter disponíveis medidas com evidências de
validade, que sejam capazes de abarcar as várias séries do sistema educacional brasileiro e que
avaliem as múltiplas faces desse comportamento complexo. Além de analisar alguns instrumentos
disponíveis para avaliação da leitura no País, esta apresentação descreverá um estudo que identificou
estudantes talentosos (GT), médios (GM) e inferiores (GI) em leitura. Foram avaliados 528 estudantes
de quatro escolas de uma cidade interiorana do estado de Minas Gerais. A avaliação foi feita com o
subteste de leitura do TDE (Teste do Desempenho Escolar), um teste de Cloze e a Escala de
Característica de Leitura (ECL). Utilizando o TDE, foram identificados 315 estudantes, dos quais 45,1%
foram classificados no GM, 40,6% no GT e 14,3% no GI. Com o teste de Cloze, extraiu-se um total de
195 alunos, sendo que 49,2% deles compuseram o GM, 29,7% o GI e 21% o GT; com a ECL foram
incluídos 215 discentes, sendo o GM composto por 47,9%, o GT por 32,1% e o GI por 20%. Esses
resultados denotam a necessidade de desenvolver novos instrumentos que sejam mais adequados
para a identificação do leitor talentoso, uma vez que todos apresentaram sobrenomeação,
evidenciando que, apesar de serem adequados às características dos estudantes médios e inferiores,
eles podem apresentar efeito teto quando se tratam de leitores talentosos. Lamentavelmente, outros
instrumentos disponíveis no Brasil parecem não ser muito diferentes dos utilizados para este estudo.
Autoria/Filiação:
Lara Carolina de Almeida Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em
Psicologia Social da UERJ
Apresentação:
Lara Carolina de Almeida
Palavras-chave:
leitura, medidas, talento
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RESUMO (4)
IDENTIFICAÇÃO DE DOTAÇÃO MOTORA E TALENTO PARA O ESPORTE
O Differentiated Model of Giftedness and Talent é um modelo teórico que explica como as capacidades
naturais apresentadas pelos indivíduos nos domínios intelectual , criatividade, social, perceptivo e
físico (muscular e controle motor) podem ser transformadas em talentos, ou seja, em habilidades
sistematicamente desenvolvidas nos diversos campos de conhecimento humano, como, por exemplo,
acadêmico, artístico, social, tecnológico e esportivo. Para que a dotação sensório-motora seja
desenvolvida e, portanto, observável como excelência na prática esportiva, é necessária uma
complexa interação entre catalisadores pessoais (fatores físicos, de personalidade, motivacionais etc.)
e ambientais (pais, escola, programas de desenvolvimento, etc). Nesse modelo há, também, um
terceiro catalisador: o acaso. Trata-se da probabilidade de uma criança nascer em determinada região,
em determinada família ou, ainda, a probabilidade de que as suas capacidades naturais sejam
valorizadas em seu contexto social específico. Compreender esse processo e os fatores que o
compõem é fundamental para desenvolver talentos esportivos. Com base nesses pressupostos,
propõe-se um protocolo para identificar dotação motora e talento para o esporte. Ele é composto por
medidas antropométricas (peso, altura, envergadura), avaliações da aptidão física relacionada à saúde
(força, flexibilidade, resistência) e da aptidão física relacionada às habilidades (agilidade, coordenação,
equilíbrio, velocidade), de testes motores, de um instrumento de nomeação por pares e questionários
sobre a motivação para a prática e não prática de atividades esportivas. Abrange, ademais, uma
medida de sobre-excitabilidade psicomotora, sendo esta definida como uma característica de pessoas
intensamente ativas, agitadas, muito falantes e com dificuldade em se manter paradas. Enfatiza-se a
importância na definição de instrumentos de avaliação do domínio motor que considerem fatores
genéticos e ambientais na identificação de dotação motora e talento para o esporte.
Autoria/Filiação:
Emerson Rodrigues Duarte
Psicologia da UFJF
Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em
Apresentação:
Emerson Rodrigues Duarte
Palavras-chave:
Motricidade, Talento, Esporte
Nome:
Elizabeth do Nascimento
Titulo:
PESQUISAS BRASILEIRAS SOBRE COMPORTAMENTOS CONTRAPRODUTIVOS NO TRABALHO
Resumo:
A mesa redonda contempla estudos brasileiros sobre comportamentos contraprodutivos no contexto
organizacional, denominados CCT. Duas investigações tiveram como objetivo levantar propriedades
psicométricas de instrumentos internacionais adaptados para o contexto brasileiro. A primeira apresentação
contemplará a investigação da versão adaptada da Workplace Deviance Scale. A segunda apresentação
versará sobre a German Self-Report Questionnaire. A terceira apresentação reportará um estudo sobre a
relação entre variáveis situacionais e comportamentos contraprodutivos no trabalho, cuja coleta se deu em
duas regiões brasileiras. Espera-se com a proposta dessa mesa redonda dar continuidade ao processo de
divulgação de estudos empíricos sobre CCT e de discussão com a comunidade acadêmica sobre diferentes
aspectos desse construto emergente.
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Palavras-chave:
Contraprodutividade, Adaptação Cultural, Testes
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ESTUDO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE PERCEPÇÃO DE JUSTIÇA DISTRIBUTIVA,
SATISFAÇÃO E COMPORTAMENTOS CONTRAPRODUCENTES NO TRABALH
A apresentação contemplará um estudo sobre a relação entre variáveis situacionais (Percepção de
Justiça Distributiva e Satisfação no Trabalho) e Comportamentos Contraproducentes no Trabalho
(CCTs). CCTs são atos voluntários que prejudicam o bem-estar da organização e de seus membros.
Variáveis situacionais podem provocar CCTs, quando são motivadoras desses comportamentos em
resposta a uma situação desfavorável no trabalho. O estudo contou com a participação de 380
adultos, residentes na região metropolitana de Belo Horizonte/MG e em cidades do interior da Bahia,
de empresas públicas e privadas, todos com vínculo empregatício formal há mais de um ano e em
diferentes setores de trabalho e nível hierárquico e socioeconômico, com formação acadêmica mínima
correspondente ao ensino médio completo. Para coleta de dados optamos pela aplicação coletiva, no
próprio ambiente de trabalho do participante das seguintes escalas, a saber: uma escala de Percepção
de Justiça Distributiva, uma escala de Satisfação no Trabalho, uma escala de Desejabilidade Social e
duas escalas de que avaliam Comportamento Contraproducente, de maneira direta e indireta. As
análises dos resultados revelaram associações entre as variáveis situacionais e CCTs.
Autoria/Filiação:
Mônica Freitas Ferreira Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Elizabeth do Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Apresentação:
Mônica Freitas Ferreira
Palavras-chave:
Comportamento Contraprodutivo no Trabalh, Percepção de Justiça, Satisfação
RESUMO (2)
INVESTIGAÇÃO PSICOMÉTRICA DA VERSÃO ADAPTADA PARA O BRASIL DO
GERMAN SELF-REPORT QUESTIONNAIRE
O German Self-Report Questionnaire (GSQ) é um instrumento de autorrelato criado para avaliar os
comportamentos contraprodutivos no trabalho (CCT). Na literatura sobre CCT esse questionário é
avaliado positivamente em razão do rigor metodológico utilizado na sua elaboração e da abrangência
de comportamentos contemplados. O GSQ é composto por 74 itens que mensuram os CCT’s de forma
explícita por meio de uma escala de frequência de ocorrência do tipo likert. A pesquisa de adaptação
desse questionário para o contexto brasileiro envolveu as etapas de tradução, retrotradução, análises
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de juízes e semântica, bem como a aplicação em uma amostra heterogênea de adultos trabalhadores.
Como parte do processo de adaptação, as propriedades psicométricas foram analisadas. Além da
análise psicométrica dos itens, foi levantada evidência de validade da estrutura interna (Análise
Fatorial Exploratória). Os resultados dessas análises serão apresentados e comparados com os obtidos
com a versão original. Implicações para a proposição do construto contraprodutividade serão
discutidas.
Autoria/Filiação:
Jéssica Evelyn de Andrade Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Lívia Maria Maia Mendonça Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Ana Cecília Araújo de Morais Coutinho Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Elizabeth do Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Apresentação:
Elizabeth do Nascimento
Palavras-chave:
Contraprodutividade, Adaptação Cultural, GSQ
RESUMO (3)
ANÁLISE PSICOMÉTRICA DA VERSÃO ADAPTADA DA WORKPLACE DEVIANCE
SCALE – WDS
Os comportamentos contraprodutivos no trabalho (CCTs) constituem sério problema para as
organizações. Seus efeitos produzem graves consequências, que podem ser estimadas pelos altos
custos financeiros que geram para as empresas e, em termos humanos, pela capacidade que possuem
em afetar a saúde e o bem-estar dos empregados. Diante do impacto negativo que provocam e no
propósito de compreender tais comportamentos, estudos têm focado na investigação de atos como
roubo, fraude, vandalismo, bullying, assédio sexual, sabotagem, entre outros, e também instrumentos
de medida têm sido desenvolvidos com a finalidade de avaliá-los. Face à inexistência desse tipo de
instrumento em nosso contexto, o processo de adaptação e validação da Workplace Deviance Scale –
WDS, uma das escalas mais citadas na literatura para avaliação de CCTs, está sendo conduzido pelo
LADI- Laboratório de Avaliação das Diferenças Individuais, da UFMG. A WDS pretende mensurar com
que frequência uma pessoa se envolveu em CCTs, no último ano. A escala é composta de 19 itens,
respondidos em uma escala Likert de cinco pontos, que avaliam duas dimensões de desvios: os
organizacionais (atos que prejudicam diretamente a organização) e os desvios interpessoais (atos que
causam danos diretamente aos seus membros). Em prosseguimento ao processo de adaptação, o
presente estudo tem por objetivo apresentar os resultados encontrados na etapa de levantamento dos
parâmetros psicométricos validade e precisão. A validade foi investigada por meio de Análise Fatorial
Exploratória, para se verificar a estrutura interna da escala. Para a precisão foi empregado o método
da consistência interna. Os achados indicaram índices psicométricos satisfatórios. Contudo, levam à
reflexão sobre o modelo bidimensional proposto pelas autoras da WDS quando do desenvolvimento do
instrumento original.
Autoria/Filiação:
Ana Cecília Araújo de Morais Coutinho Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Jéssica Evelyn de Andrade Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Mônica Freitas Ferreira Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Elizabeth do Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG
Apresentação:
Ana Cecília Araújo de Morais
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Palavras-chave:
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Contraprodutividade, Adaptação Cultural, WDS
Nome:
ANA CRISTINA BARROS DA CUNHA
Titulo:
PROPOSTAS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DE CUIDADORES DE CRIANÇAS EM CONDIÇÃO CRÔNICA DE
DESENVOLVIMENTO E SAUDE
Resumo:
Crianças em condição de risco para o desenvolvimento e saúde necessitam frequentemente de períodos
médio a longo de internação e acompanhamento médico e/ou terapêutico especializado permanente. Assim,
cuidar de uma criança nestas condições pode resultar nos cuidadores reações de stress relacionadas a uma
significativa sobrecarga emocional, que podem ser minimizadas com intervenções baseadas em avaliação
psicológica adequada. Considerando as especificidades de diferentes condições crônicas infantis, a presente
mesa-redonda discutirá propostas de avaliação psicológica de cuidadores de crianças com doenças e
condições crônicas de desenvolvimento. Será composta por quatro comunicações de pesquisas desenvolvidas
por pesquisadores do GT/ANPEPP Psicologia Pediátrica que usaram em suas propostas o Inventário Zarit
Burden Interview, para avaliação da sobrecarga emocional de cuidadores. Na primeira comunicação avaliouse em 26 pais/cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autístico indicadores de estresse e de
depressão, além do nível de sobrecarga emocional. A segunda comunicação avaliou-se as condições
emocionais envolvidas no processo de enfrentamento de seis mães de crianças com malformações
congênitas. Na terceira comunicação avaliou-se o índice de sobrecarga materna de 52 crianças com epilepsia
e seu possível papel como fator de risco para a qualidade de vida destas crianças. Na quarta comunicação
avaliou-se a sobrecarga emocional vivenciada e a qualidade de vida das mães/cuidadoras de 21 crianças com
manifestação de doenças decorrentes de Erro Inato de Metabolismo (EIM). Com intuito de contribuir para
divulgação da área, discutem-se essas propostas de avaliação psicológica de populações em condição de risco
como base para o planejamento de intervenções eficazes.
Palavras-chave:
sobrecarga emocional, cuidadores, problemas de desenvolvimento
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
CONDIÇÕES EMOCIONAIS E DE ENFRETAMENTO DO CUIDADOR DE CRIANÇAS
COM MALFORMAÇÕES CONGENITAS
A prevalência de nascimentos com malformações congênitas no Brasil é de 5% dos bebês nascidos
vivos, com problemas de causalidade multifatorial, tais como mielomeningocele e hidrocefalia. Tal
condição exige da família intenso processo de adaptação à situação a ser enfrentada, já que a
condição de nascimento da criança afeta os familiares, tanto quanto a criança é afetada pela forma
como a família lida com as exigências da situação. O objetivo deste estudo foi avaliar as condições
emocionais envolvidos no processo de enfrentamento de cuidadores de crianças com malformações
congênitas. Participaram seis mães de crianças com mielomeningocele (n=04) e hidrocefalia (n=02),
submetidas à cirurgia após nascimento e acompanhas na Maternidade-escola da UFRJ. Para maioria
das mães (n=04) tratava-se da primeira gestação e todas contavam com suporte familiar, ainda que
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somente duas trabalhassem fora. Todas declararam praticar uma religião, sendo três protestantes,
duas católicas e uma espírita. Foram aplicados os seguintes instrumentos, individualmente: 1)
Protocolo de dados gerais, para identificação das variáveis psicossociais pessoais e familiares; 2)
Escalas EMEP – Escala Modos de Enfretamento de Problemas, para avaliação psicológica das
estratégias de enfrentamento (coping) frente a malformação fetal; e 3) Inventário Zarit Burden
Interview, versão brasileira da escala para avaliação da sobrecarga emocional de cuidadores. Todas as
mães apresentaram sinais de sobrecarga emocional de leve a moderada. Em contrapartida, os dados
da avaliação do enfrentamento destas mães frente a malformação congênita revelaram que elas
utilizavam um estilo de coping baseado na busca de práticas religiosas, o que corrobora com a
informação declarada de que praticavam uma religião. Ainda que a amostra seja pequena para
generalização dos dados, pode-se afirmar que a sobrecarga emocional de situações de risco ao
desenvolvimento, como a malformação congênita, pode ser minimizada quando o cuidador enfrenta o
problema com base em estratégias em acordo com seu estilo de coping.
Autoria/Filiação:
Ana Cristina Barros da Cunha Instituto de Psicologia; Maternidade-Escola, UFRJ;
Programa de Pós-graduação em Psicologia, UFES
Claudia Lucia Vargas Caldeira Maternidade-Escola, UFRJ;
Gabriela Serpa Medina Instituto de Psicologia, UFRJ
Apresentação:
Ana Cristina Barros da Cunha
Palavras-chave:
cuidadores, sobrecarga emocional, coping
RESUMO (2)
STRESS E SOBRECARGA EMOCIONAL EM CUIDADORES DE CRIANÇAS COM
TRANSTORNOS AUTISTICOS
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento que compartilha
sintomas centrais no comprometimento em três áreas específicas do desenvolvimento: déficits de
habilidades sociais, déficits de habilidades comunicativas (verbais e não-verbais) e presença de
comportamentos, interesses e/ou atividades restritos, repetitivos e/ou estereotipados. A literatura
discute a importância do diagnóstico precoce e de compreender e analisar o impacto do TEA nos paisfamília/cuidadores. Estes, por sua vez, enfrentam o desafio de ajustar seus planos e expectativas às
limitações dessa condição, o que propicia o aparecimento de problemas de saúde resultantes do stress
e da sobrecarga emocional. O presente estudo tem por objetivo avaliar nos cuidadores de crianças
com TEA: a) indicadores de estresse; b) o nível de sobrecarga emocional. Participaram do estudo 26
cuidadores de crianças com diagnóstico clínico de TEA atendidas no Ambulatório de Autismo do
Serviço Caminhar no HUBFS-UFPA. Na coleta de dados utilizou-se o Inventário de Sintomas de Stress
para adultos de Lipp (ISSL), a Escala de Sobrecarga (Burden Interview) e o Inventário de Depressão
de Beck (BDI). A coleta de dados ocorreu em uma sessão para aplicação dos instrumentos. Os
resultados parciais apontam à predominância do que gênero feminino (86%) entre os cuidadores. A
média de idade dos participantes foi de 36 anos (±6,9), a mediana dos anos de escolaridade foi 11
anos (6-17). A maioria dos cuidadores desenvolve atividade do lar (60%). Quanto aos indicadores de
stress 66% apresentaram stress, predominando a fase de resistência (0,83), o tipo de sintoma
psicológico (0,91). Com relação a sobrecarga emocional, todos os participantes apresentaram algum
nível de sobrecarga, predominando nível leve (54%). Conclui-se que se faz necessário a
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implementação de suporte psicológico aos cuidadores de crianças com TEA a fim de auxiliá-los frente a
instabilidade emocional.
Autoria/Filiação:
Ana Emilia Vita Carvalho Curso de Medicina, Centro Universitário do Pará
Amira Consuelo de Melo Figueiras Faculdade de Medicina, Universidade Federal do
Pará
Letícia Holanda Assunção Curso de Medicina, Centro Universitário do Pará, Belém, PA
Luciana Cristina Menezes Martins dos Santos Curso de Medicina, Centro Universitário
do Pará, Belém, PA
Natália Rodrigues Eugênio Curso de Medicina, Centro Universitário do Pará, Belém,
PA
Apresentação:
Ana Emilia Vita Carvalho
Palavras-chave:
autismo, estresse, cuidador
RESUMO (3)
O PAPEL DA SOBRECARGA MATERNA NA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS
PORTADORAS DE EPILEPSIA
A epilepsia é um dos transtornos crônicos mais comuns da infância, com incidência global de
aproximadamente 4/100.000 crianças/ano. O tratamento consiste, basicamente, de medicação e
cirurgia. Avalia-se a eficácia do tratamento tanto pela redução do número de crises como pela
melhoria da qualidade de vida da criança e sua família, cuja rotina muda com o diagnóstico e atinge,
primordialmente, a mãe. Frequentemente, ela renuncia à sua profissão e lazer, com alto grau de
sobrecarga e prejuízo para sua qualidade de vida e da criança. Neste estudo procurou-se avaliar o
índice de sobrecarga materna de crianças com epilepsia e seu possível papel como fator de risco para
a qualidade de vida da criança epiléptica. No ambulatório de Neuropediatria do município de MaringáPR, foram selecionadas 52 crianças com diagnóstico de epilepsia há mais de um ano, com idade entre
quatro e 12 anos, que,assim como os pais, pudessem responder aos instrumentos. Para avaliar a
qualidade de vida foi utilizada a escala AUQUEI,respondida pelos pais e pelas crianças. Para avaliar a
sobrecarga do cuidador, as mães reponderam à versão brasileira do Zarit Burden Interview.Os dados
foram submetidos a tratamento estatístico. Tanto as mães como as crianças consideraram ruim a
qualidade de vida da criança, com maior prejuízo nos domínios autonomia e lazer. As mães avaliaram
sua sobrecarga como moderada (Md 29,0). A sobrecarga teve um efeito altamente significativo
(p<0,001) sobre a qualidade de vida. Crianças com epilepsia, cujas mães referiram maior sobrecarga,
tinham 24% mais chance de ter pior qualidade de vida que crianças cujas mães referiram baixa
sobrecarga. Os resultados alertam para a necessidade de compartilhar a desgastante tarefa de cuidar
de uma criança com doença crônica, com objetivo de prevenir a sobrecarga materna, que pode afetar
sua qualidade de vida assim como da criança.
Autoria/Filiação:
Gimol Benzaquen Perosa Programa de Pós –Graduação em Saúde Coletiva da
Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP
Maria do Rosario Martin Programa de Pós –Graduação em Saúde Coletiva da
Faculdade de Medicina de Botucatu-UNESP
Apresentação:
Gimol Benzaquen Perosa
Palavras-chave:
epilepsia, qualidade de vida, sobrecarga
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RESUMO (4)
SOBRECARGA E QUALIDADE DE VIDA DE MÃES DE CRIANÇAS COM ERRO INATO
DE METABOLISMO (EIM).
Diversos estudos têm descrito o caráter impactante da doença crônica de uma criança na dinâmica
familiar, sobretudo com relação à figura materna. O sofrimento da mãe cuidadora toma proporções
vultosas, já que nesta situação estão envolvidas, não apenas a rotina estressante de cuidados, mas,
sobretudo, a relação, que instintiva ou socialmente construída, liga uma mãe a seu filho. O presente
estudo teve como objetivo geral avaliar a sobrecarga emocional vivenciada e a qualidade de vida das
mães/cuidadoras. Para tanto este estudo contou com 21 mães de crianças portadoras de EIMs, com
envolvimento neurológico grave, acompanhados no Ambulatório de EIM do HCFMRP-USP, de ambos os
sexos, com idade até 10 anos, cuja manifestação da doença se deu até os 3 anos de idade da criança
e, há, pelo menos, 2 anos. A coleta de dados foi realizada em um encontro com cada participante, na
seguinte seqüência: entrevista, aplicação do WHOQOL-Bref e a seguir da Burden Interview. Os dados
foram analisados de acordo com as normas dos instrumentos. Constatou-se intenso sofrimento,
vivenciado pelas mães, em decorrência do adoecimento da criança e de sua dependência, da
possibilidade de morte, incerteza quanto ao desenvolvimento do filho e preconceito das outras
pessoas. A satisfação com relação à própria qualidade de vida, mostrou-se baixa em todos os
domínios avaliados pelo instrumento (físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente), sobretudo
no âmbito dos relacionamentos sociais. Os índices de sobrecarga encontram-se na faixa entre leve e
moderada.Pode-se concluir quão dinâmica e conflitiva se faz a vivência de maternidade no contexto de
adoecimento da criança por EIM, remetendo a importância do desenvolvimento de intervenções
terapêuticas sensíveis às características e necessidades específicas desta população, bem como a
colaboração para o desenvolvimento de serviços de saúde mais preparados para lidar com as famílias
destas crianças e, mais especificamente, com suas mães.
Autoria/Filiação:
Eucia Beatriz Lopes Petean Programa de Pós Graduação em Psicologia. Faculdade de
Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão PretoAngela Cristina Pontes-Fernandez Programa de Pós Graduação em Psicologia.
Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto-
Apresentação:
Eucia Beatriz Lopes Petean
Palavras-chave:
qualidade de vida, sobrecarga, doença cronica
Nome:
Cláudio Simon Hutz
Titulo:
Psicologia Positiva e Criatividade: Condições essenciais na avaliação psicológica da saúde mental
Resumo:
Diversas são as características ou forças de caráter ressaltadas pela Psicologia Positiva como facilitadoras da
saúde mental. Dentre elas se destacam o bem-estar subjetivo, as emoções positivas, a gratidão, a resiliência
e o otimismo. Considerando que a criatividade favorece várias destas condições, propõe-se que esta seja
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discutida em relação aos benefícios que proporciona ao sentimento ou estado de bem-estar psicológico.
Neste sentido, aos avanços realizados no desenvolvimento de medidas brasileiras relacionadas à Psicologia
Positiva devem ser agregados àqueles que consideram a criatividade como auxiliar essencial para obtenção
destas condições. Pretende-se, portanto oferecer um panorama das pesquisas brasileiras sobre instrumentos
validados sobre estes temas, demonstrando que já existe um considerável conhecimento para a identificação
das forças de caráter que propiciam a saúde mental.
Palavras-chave:
Psicologia Positiva, Criatividade, Bem estar subjetivo
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
VALIDAÇÃO E NORMATIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO EM
PSICOLOGIA POSITIVA NO BRASIL
A Psicologia moderna inicia sua trajetória como uma ciência que visava estudar a mente, sua estrutura
ou funcionamento, mas rapidamente se tornou uma ciência voltada para lidar com transtornos,
dificuldades e sofrimento mental. Em conseqüência, os modelos que surgem para explicar o
funcionamento humano foram modelos de doença. A fraqueza tem prioridade sobre a força e a
capacidade humana de viver uma vida plena e feliz. A Psicologia Positiva surge como uma alternativa,
propondo que o foco deve mudar da ênfase “em consertar as piores coisas da vida para construir as
melhores qualidades da vida” (Seligman, 2005). Essa nova perspectiva começa a se desenvolver em
1980 e, na última década teve grande impacto na prática psicológica. O presente trabalho fará uma
apresentação dos avanços na adaptação, validação e normatização de instrumentos para a avaliação
em psicologia positiva, com aplicações nas mais variadas áreas. São instrumentos para avaliar Bemestar subjetivo (satisfação de vida e afetos positivos e negativos), esperança cognitiva e disposicional,
otimismo, autoestima e autoeficácia.
Autoria/Filiação:
Claudio Simon Hutz
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Claudio Simon Hutz
Palavras-chave:
Psicologia Positiva, instrumentos de avaliação, bem estr subjetivo
RESUMO (2)
OTIMISMO E CRIATIVIDADE: ELEMENTOS FACILITADORES DO SENTIDO DE
DESTINO POSITIVO
A criatividade pode ser definida como um processo de solução de problemas, sejam estes de cunho
pessoal ou profissional. Neste sentido, a criatividade sempre supõe uma atitude otimista ao propor
que todo problema tem uma solução, ou melhor, várias soluções, que podem ser encontradas ao se
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estimular o pensamento divergente. A pessoa criativa pode ser caracterizada, portanto, como estando
aberta às novas ideias, denotando o seu otimismo, ao buscar soluções novas ou originais para as
situações que se apresentam, expressando assim sua esperança na superação dos obstáculos
encontrados ao invés de da resignação. As comparações entre os resultados da escala de Estilos de
Pensar e Criar de Wechsler com os fatores da Bateria Fatorial de Personalidade de Nunes, Hutz e
Nunes, têm demonstrado relações significativas e positivas entre os elementos que indicam
criatividade e os fatores relacionados com o bem estar subjetivo. O estilo de pensar InconformistaInovador tem estado relacionado (p≤0,05) com a Busca por Novidades, o estilo Emocional-Intuitivo e
o Relacional-Divergente com o fator de Competência, além deste último também se encontrar
relacionado com Abertura às Novas Idéias (p≤0,02) Um estudo de caso exemplificando a relação entre
criatividade verbal e bem estar subjetivo será apresentado. Assim sendo, os resultados indicam que a
criatividade facilita a saúde mental e permite conseguir realizações que contribuem para o sentido de
destino positivo.
Autoria/Filiação:
Solange Muglia Wechsler
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Apresentação:
Solange Muglia Wechsler
Palavras-chave:
Criatividade, otimismo, Bem estar subjetivo
RESUMO (3)
CRIATIVIDADE E MOTIVAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA
Estudos sobre criatividade realizados nas últimas duas décadas têm analisado a influência da
motivação no processo criativo. Evidências empíricas e relatos autobiográficos sugerem que o trabalho
criativo requer um alto nível de motivação. Para muitos pesquisadores, é a mola mestra que leva o
indivíduo a se dedicar e a se envolver no trabalho com prazer e dedicação. Dois tipos de motivação intrínseca (o indivíduo que se engaja em uma determinada atividade por vontade própria porque ele a
percebe como interessante e desafiadora) e extrínseca (o envolvimento do indivíduo em uma atividade
se deve a uma recompensa ou reconhecimento externo a ser recebido ao final do cumprimento da
tarefa) - estão frequentemente em interação, combinando-se mutuamente para fortalecer a
criatividade. As pessoas criativas são apaixonadas pelo trabalho, mas são também extremamente
objetivas em relação a ele. Sem a paixão, o indivíduo logo perde o interesse pela tarefa. Sem
objetividade, o trabalho pode perder a credibilidade. O desafio está em encontrar um ponto de
equilíbrio entre esses extremos. Alguns estudiosos associam ainda motivação ao conceito de flow, fluir
em português, que diz respeito a um estado de concentração profundo e prazer pleno em estar
envolvido na atividade em execução. É importante destacar, contudo, que um ambiente social
estimulador é vital para o desenvolvimento não só de atitudes e habilidades, como também de
motivações. Um ambiente desfavorável não oferece o suporte adequado para que o indivíduo encontre
um estado de flow necessário para a realização criativa. Nesta apresentação serão discutidos modelos
teóricos e resultados de estudos acerca da relação entre criatividade e motivação.
Autoria/Filiação:
Denise de Souza Fleith
Apresentação:
Denise de Souza Fleith
Universidade de Brasilia
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Palavras-chave:
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Criatividade, motivação, flow
RESUMO (4)
MEDINDO GRATIDÃO COMO DIMENSÃO POSITIVA DO BEM-ESTAR SUBJETIVO:
EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE CONSTRUTO DO QG-6
A gratidão é um elemento central no conceito de bem-estar subjetivo, porém este construto tem
recebido pouca atenção no Brasil. Esta comunicação tem como objetivo apresentar uma medida
abreviada de gratidão, reunindo evidências de sua validade de construto (validades fatorial e critério e
consistência interna). Dois estudos foram realizados. O Estudo 1 teve lugar em João Pessoa (PB),
contando com a participação de 314 estudantes universitários de sete cursos, com idade média de 21
anos, a maioria do sexo feminino (74,5%), os quais responderam o Questionário de Gratidão (QG-6) e
perguntas demográficas (e.g., sexo, idade). Os resultados de uma análise de componentes principais
indicou uma estrutura unifatorial, explicando 38% da variância total (alfa de Cronbach, α = 0,63). O
Estudo 2 contou com a participação de 1007 estudantes universitário de seis capitais (Goiânia, João
Pessoa, Macapá, Porto Alegre, Teresina e Vitória), apresentando idade média de 23 anos, sendo a
maioria do sexo masculino. Estes responderam, além do QG-6 (α = 0,74), medidas de sentido de vida
(vazio, realização e desespero existenciais) e ideação suicida (atração e repulsa pela vida).
Coerentemente, pessoas que pontuaram alto em gratidão o fizeram também em realização existencial
(r = 0,51, p < 0,001) e atração pela vida (r = 0,49, p < 0,001), padrão que foi contrário ao observado
para o vazio e o desespero existenciais (r = -0,51 e -0,48, respectivamente p < 0,001 para ambos),
assim como em relação à repulsa pela vida (r = -0,48, p < 0,001). Concluiu-se que os achados
apoiaram as evidências psicométricas de validades (fatorial e critério) e precisão (consistência interna)
do QG-6 no contexto brasileiro, podendo ser empregado em pesquisas futuras. Além disso, ficou
evidente a importância do construto gratidão para compreender dimensões do bem-estar subjetivo, a
exemplo de sentido de vida e, em oposição, a ideação suicida.
Autoria/Filiação:
Valdiney V. Gouveia Universidade Federal da Paraíba
Thiago Antonio Avellar de Aquino Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Valdiney V. Gouveia
Palavras-chave:
Gratidão, bem-estar subjetivo, sentido de vida
Nome:
Valdiney Veloso Gouveia
Titulo:
PSICOPATIA: AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E DIFERENÇAS INDIVIDUAIS
Resumo:
Psicopatia é definida como síndrome que se expressa pela concomitância entre conduta antissocial e déficits
emocionais e interpessoais específicos. Seu estudo traz insights aos processos básicos relacionados à
regulação emocional e ao funcionamento executivo: indivíduos psicopatas apresentam déficits de controle
inibitório e baixa reatividade emocional, resultando em padrão comportamental de ousadia, egoismo,
insensibilidade emocional, autoconfiança, agressividade, dominância, torpeza e desinibição. Ainda, criminosos
psicopatas respondem por um número desproporcional de crimes, particularmente os de natureza violenta,
ressaltando a relevância social do tema. Desse modo, considerável esforço tem sido empregado a fim de
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desenvolver modelos teóricos que possibilitem agir sobre o fenômeno psicopático com fins de prevenção,
diagnóstico e tratamento. Todavia, há controvérsias acerca das definições do construto psicopatia, o que traz
importantes limitações tanto para clínicos quanto pesquisadores. Esta Mesa Redonda objetiva problematizar o
construto psicopatia, apresentando resultados de pesquisas que abordam aspectos teóricos e de sua
medição. A primeira comunicação apresenta uma revisão de estudos prévios e oferece evidências empíricas
que sugerem a adequação de tratar a psicopatia como uma variável dimensional, não se limitando a rotular
uma categoria inconteste de indivíduos. A segunda procura avaliar duas medidas de psicopatia (P–Scan e
PCL:SV), checando o poder discriminativo de seus itens, sua consistência interna e convergência entre si.
Finalmente, a terceira comunicação visa introduzir uma medida implícita de psicopatia, mostrando sua
pertinência como uma alternativa para avaliar este tipo de personalidade, correlacionando-a com a Medida
Triárquica de Psicopatia.
Palavras-chave:
Psicopatia, Personalidade, Medida
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
AVALIANDO A PSICOPATIA: ESTUDO PRELIMINAR DE ADAPTAÇÃO DAS
ESCALAS HARE P-SCAN E PSYCHOPATHY CHECKLIST SCREENING VERSION
O presente estudo teve como propósito a avaliação de duas das medidas de triagem da psicopatia
mais utilizadas em todo o mundo: Hare Psychopathy–SCAN Research Version (P–Scan) e Psychopathy
Checklist: Sreening Version (PCL:SV). Especificamente, buscou-se realizar tradução da P-Scan e
adaptação dos dois instrumentos, verificar o poder discriminativo de seus itens, bem como sua
consistência interna, além da correlação existente entre os dois instrumentos e a concordância entre a
reposta dos dois avaliadores (ICC), no caso da PCL-SV. Participaram 50 estudantes universitários, a
maioria do sexo feminino (70%), solteira (96%), distribuída entre os cursos de Arquitetura e
Urbanismo, Biblioteconomia, Ciências Sociais, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia de Pesca,
Engenharia Mecânica, Estatística, Finanças, Letras, Medicina, Pedagogia, Psicologia e Secretariado.
Estes apresentaram idade média de 21,4 anos (dp = 3,56, amplitude de 18 a 36) e responderam a
uma entrevista semiestruturada, realizada por dois avaliadores, que foi utilizada para a pontuação da
PCL-SV. A entrevista foi desenvolvida tendo como base os procedimentos utilizados para pontuação da
Psychopathy Checklist Revised – PCL-R, uma vez que a literatura acerca da temática aponta as duas
como altamente correlacionadas. Além da entrevista, os participantes responderam à adaptação da
Hare Psychopathy–SCAN Research Version, à Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne, e
ainda a perguntas sociobiodemográficas. Os resultados do estudo apoiaram parcialmente a adequação
psicométrica das medidas. Além disso, verificou-se correlação positiva entre os dois instrumentos
estudados. Considera-se que os objetivos da pesquisa foram atingidos, configurando-se como um
passo importante para o estudo da psicopatia no Brasil. Em relação à adaptação dos instrumentos,
confia-se, embora não seja definitiva, foi satisfatoriamente alcançada. Os resultados foram discutidos
à luz da literatura e pesquisas futuras foram sugeridas.
Autoria/Filiação:
Walberto Silva dos Santos Universidade Federal do Ceará
Marina Serejo Girão Universidade Federal do Ceará
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Apresentação:
Walberto Silva dos Santos
Palavras-chave:
Psicopatia, P-Scan, PCL: SV
RESUMO (2)
MEDIDA IMPLÍCITA DE PSICOPATIA: ELABORAÇÃO E EVIDÊNCIAS DE
VALIDADE CONVERGENTE
A presente comunicação tem como objetivo apresentar a Medida Implícita de Psicopatia (MIP), que
pode ser respondida em ambiente virtual (online) ou diretamente no computador. Compreende um
conjunto de dez imagens, igualmente distribuídas em cenas de amor (carinho, afeto) e catástrofe
(acidente, assassinato), e palavras positivas (lindo, apaixonante, empolgante, estimulante e
sensacional) e negativas (lamentável, patético, deplorável, repugnante e nojento). Procura-se avaliar
o tempo de reação com que as pessoas associam as palavras positivas e negativas com as imagens,
computando para isso medidas de tempos de congruência e incongruência, escores convencional e D.
Um grupo de 225 pessoas participaram do estudo, sendo a maioria do sexo feminino (76,4%), com
idades variando de 18 a 61 anos (m = 27,1, dp = 8,87). Estes responderam a MIP, a Medida
Triárquica de Psicopatia (TriMP) e perguntas demográficas, que foram disponibilizadas na internet
durante um mês. Os resultados sugerem que esta pode ser uma medida adequada de psicopatia,
apresentando evidências de validade convergente com a TriMP. Destaca-se sua natureza implícita, que
a faz menos influenciada pela desejabilidade social do que as medidas explícitas, tipo lápis e papel, e
assegura, presumivelmente, acessar conteúdos inconscientes ou não intencionais, favorecendo medir
este traço de personalidade de forma menos evidente. Conclui-se, portanto, que a MIP é uma medida
promissora, podendo ser empregada juntamente com instrumentos de autorrelato para ter uma
avaliação mais completa e mapear pessoas que possam mostrar traços de psicopatia. Entretanto,
reconhece-se a necessidade de ampliar a amostra, procurando incluir mais indivíduos do sexo
masculino e aqueles envolvidos em condutas socialmente desviantes, que são mais propensos a
apresentar comportamentos reveladores de psicopatia.
Autoria/Filiação:
Valdiney Veloso Gouveia Universidade Federal da Paraíba
Rildésia S. V. Gouveia Centro Universitário de João Pessoa
Hudson de Carvalho Universidade Federal de Pelotas
Renan Pereira Monteiro Universidade Federal da Paraíba
Apresentação:
Valdiney Veloso Gouveia
Palavras-chave:
Psicopatia, Personalidade, Medida Implícita
RESUMO (3)
PSICOPATIA: TAXON OU DIMENSÃO?
Carolus Linnaeus inventou, no Século XVIII, um sistema taxonômico que permitiu a classificação de
todos os seres vivos de acordo com a presença ou ausência de determinadas características
constitutivas. Em uma extensão a esse sistema, diversos autores buscaram descrever a psicopatologia
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e a saúde mental em termos de categorias às quais seria possível alocar todos os indivíduos da
população. Em muitas perspectivas teóricas, a psicopatia tem sido considerada, explícita ou
implicitamente, como uma taxon, ou seja, uma categoria não-arbitrária de indivíduos qualitativamente
distintos dos demais. No entanto, nem sempre concepções taxônicas da psicopatia têm sido
embasadas em resultados empíricos - em parte, em função da crença de que a questão é apenas
filosófica e envolve premissas não diretamente testáveis. Em contraste, Paul Meehl desenvolveu um
método estatístico, a análise taxométrica, capaz de viabilizar o teste empírico de se uma variável
psicológica se ajusta mais a um modelo taxônico (diferenças qualitativas entre os indivíduos dentro e
fora da taxon) ou dimensional (diferenças quantitativas entre todos os indivíduos). Dessa forma, o
objetivo do presente trabalho é revisar estudos prévios, bem como apresentar novas evidências
taxométricas que sugerem ser a psicopatia uma variável dimensional – e não taxônica ou “categórica”.
Em conjunto, os resultados empíricos, até o momento, não autorizam o uso do termo “psicopata”
como denotando a pertença a uma categoria não-arbitrariamente definida de indivíduos.
Autoria/Filiação:
Nelson Hauck Filho
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Apresentação:
Nelson Hauck Filho
Palavras-chave:
Psicopatia, Taxionomia, Dimensão
Nome:
Flavio Rodrigues Costa
Titulo:
RECURSOS E REFLEXÕES SOBRE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA INFORMATIZADA NA GESTÃO DE PESSOAS
Resumo:
Pretende-se discutir os atuais recursos disponíveis e reflexões sobre a avaliação psicológica informatizada nas
estratégias em gestão de pessoas. As vantagens e desvantagens do modelo on-line ou off-line necessitam ser
abordadas pelos psicólogos com mais cuidado e profundidade. A primeira apresentação enfatizará o
panorama atual, tendências de reestruturação de processos, estatísticas sobre uso de testes informatizados,
discussões éticas e tecnológicas sobre avaliação on-line e off-line. Abordará ainda questões éticas e legais
sobre a facilitação do uso de tais ferramentas por profissionais sem formação em psicologia, bem como o uso
indevido dos instrumentos não aprovados pelo CFP nas empresas. O segundo trabalho irá apresentar como o
teste HumanGuide se vale da metodologia informatizada para avaliação on-line para construção de um perfil
profissional de matrizes motivacionais. O instrumento, aprovado tecnicamente pelo CFP e de rápida
aplicação, emite relatório com base em oito fatores de necessidades pulsionais. Pautado na Teoria de Szondi,
foi padronizado para a realidade brasileira e conta hoje com uma expressiva população nacional de resultados
tabulados. O terceiro trabalho apresentará um estudo sobre a aplicabilidade de modelagens estatísticas para
o melhor aproveitamentos das estratégias de gestão de pessoas, a partir dos fenômenos mensurados por
instrumentos psicológicos. Um case sobre índices de validade preditiva em avaliação psicológica buscará
expor os detalhes dessa metodologia. Os autores tem a clareza de que essas discussões trarão, além de
importantes reflexões sobre a prática de avaliação psicológica em gestão estratégica de pessoas, alternativas
técnica e metodológicas para o aprimoramento profissional dos psicólogos.
Palavras-chave:
Gestão de pessoas, Testes informatizados, HumanGuide
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RESUMO (1)
PRÁTICAS E DISCUSSÕES SOBRE TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
INFORMATIZADA NO CONTEXTO ORGANIZACIONAL.
O contexto organizacional, dentre outros relacionados às práticas em psicologia, tem se mostrado com
uma dinamicidade típica dos dias atuais, tanto pela sua velocidade de mudanças, quanto pelos
avanços em recursos tecnológicos. Avaliações de diferentes fenômenos psicológicos em variadas áreas
de intervenção no trabalho (cultura e clima, desempenho, satisfação, qualidade de vida, percepções
diversas, etc) estão sendo rediscutidas, movidas por uma demanda sem precedente na sociedade.
Alinhada a esse momento, as técnicas de mensuração informatizadas tornam-se imperiosa. Processos
seletivos, por exemplo, necessitam de maior agilidade, praticidade e confiabilidade.
Fundamentalmente atrelados ao paradigma presencial das entrevistas e dinâmicas de grupo, as
práticas em seleção de pessoas têm negligenciado os recursos conquistados com a informática. Muito
mais do que velocidade e automatização dos sistemas, os instrumentos ganharam, com as linguagens
computadorizadas e sobretudo a internet, um aliado estratégico na gestão de pessoas. Com modelos
estatísticos altamente complexos para verificação dos parâmetros psicométricos de validade e
fidedignidade, os chamados “testes on-line” ou off-line despontam no mercado internacional com
grande força. Esse trabalho visa expor os próximos desafios, avanços conquistados, as atuais
ferramentas disponíveis para os psicólogos e reflexões sobre vantagens e desvantagens desse modelo.
Serão apresentados dados quantitativos sobre uso das ferramentas no Brasil, preferências, além de
tendências mundiais percebidas nas empresas e nos últimos congressos internacionais de avaliação
psicológicas. Propõe-se ainda uma discussão sobre os perigos éticos e legais que envolvem, em
grande escala, o uso empresarial de instrumentos on-line não avaliados ou mesmo já avaliados e não
aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia. Serão apresentados dados sobre o uso de técnicas não
autorizadas para a categoria, já constantes na lista de testes do SATEPSI. Por fim, pretende-se com o
trabalho um avanço qualitativo nas práticas psicológicas em organizações, gerando confiabilidade e
cientificidade na relação da psicologia com a sociedade.
Autoria/Filiação:
Flavio Rodrigues Costa
VETOR Editora
Apresentação:
Flavio Rodrigues Costa
Palavras-chave:
Organizações, Gestão de pessoas, Testes informatizados
RESUMO (2)
HUMANGUIDE: AVALIAÇÃO DO PERFIL MOTIVACIONAL EM CONTEXTO
ORGANIZACIONAL.
O HumanGuide® é um instrumento de avaliação psicológica on-line desenvolvido para contexto
organizacional na Suécia. Baseado na teoria de Leopold Szondi e no Teste de Fotos de Profissões
(BBT), o teste é composto por 72 itens distribuídos em nove páginas eletrônicas, com aplicação não
presencial, no formato de escolha forçada das respostas. Disposto em oito fatores de necessidades
pulsionais: Sensibilidade (princípio feminino, diplomático, receptivo, compreensivo); Força (princípio
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masculino, competitivo, determinado, motriz); Qualidade (princípio ético, compromisso com a vida,
consciencioso, perseverante); Exposição (preocupação com a imagem de uma maneira geral,
carismático, sagaz); Estrutura (princípio da realidade, necessidade de ter controle, disciplinado,
prudente); Imaginação (princípio subjetivo, versátil, flexível, criativo); Estabilidade (necessidade de
conservar, dar continuidade e de manter a segurança do que é conhecido, cauteloso); e Contatos
(oralidade, sociabilidade, comunicativo, espontâneo). O resultado é obtido também por meio de um
sistema de avaliação totalmente informatizado e apresentado sob a forma de gráfico de barras e um
texto, editável, descritivo das principais tendências do avaliado. O gráfico de barras identifica
visualmente o jogo de força das tendências do indivíduo, ou seja, o dinamismo intrapessoal das
necessidades pulsionais. A plataforma on-line do HumanGuide®, cuja base de dados ultrapassou a
marca de 20.000 respondentes, com idade entre 18 e 69, configura-se como um recurso útil no
recrutamento de seleção, desenvolvimento de equipes, coaching e gestão estratégica de pessoas,
atendendo a necessidade do mercado de dispor de uma ferramenta que proporcione uma resposta
rápida, inovadora e econômica para dar suporte aos processos organizacionais. O banco de dados, no
estudo de validade foi composto de 826 participantes com 15 a 60 anos (51,8% homens). Em 2011,
com 2.142, de 15 a 85 anos (44,9% mulheres). Já 2013, 19.690, destes 15.000 candidatos ao
processo seletivo de uma empresa de grande porte (61% homens), de 18 a 60 anos.
Autoria/Filiação:
Fernanda Robert de Carvalho Santos Silva
Psicóloga autônoma
Apresentação:
Fernanda Robert de Carvalho Santos Silva
Palavras-chave:
HumanGuide, Teste informatizado, motivação
RESUMO (3)
APLICABILIDADE DE ANÁLISES ESTATÍSTICAS EM RECRUTAMENTO, SELEÇÃO E
PLANEJAMENTO DE CARREIRA.
Em período de praticamente pleno emprego e escassez de mão de obra qualificada, a retenção de
talentos nas empresas adquiriu relevância estratégica. Um dos aspectos valorizados pelos jovens
profissionais da `Geração Y` diz respeito à possibilidade de obter realização pessoal e satisfação no
exercício da atividade profissional, muitas vezes atribuída à sintonia da demanda ocupacional com o
seu perfil motivacional. Os profissionais que atuam em Recursos Humanos, tanto na esfera pública,
como no setor privado, buscam aferir o perfil dos profissionais e, também, traçar um perfil geral por
grupo, visando a subsidiar a alocação deles em funções e projetos mais adequados às suas tendências
e preferências comportamentais. Trata-se da introdução da prática de alocação inteligente de pessoal,
a partir do levantamento do perfil profissional de candidatos e funcionários, e das competências e do
nível de complexidade requeridos. A correlação de características de personalidade com outras
medidas e indicadores de desempenho visa não só aumentar a validade preditiva dos processos de
recrutamento e seleção, mas, também, fornecer subsídios para o planejamento da carreira dentro da
organização. Este trabalho pretende apresentar a aplicabilidade de análises estatísticas e estudos de
correlação no processo de recrutamento e seleção, por meio de um projeto realizado em uma empresa
de grande porte do setor de bebidas. Nele o teste HumanGuide foi utilizado como medida da
personalidade, associado a um teste de nível mental, dados biográficos e indicadores de desempenho
de 280 funcionários. O ponto de partida foi a realização de uma modelagem estatística dos perfis
HumanGuide, com o objetivo de definir categorias comportamentais mais abrangentes por meio do
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método de extração dos componentes principais. O resultado obtido corroborou estudos conduzidos
sobre a validade preditiva de métodos de avaliação usados em seleção.
Autoria/Filiação:
Giselle Mueller Roger Welter
GW Vocação & Relações Humanas
Apresentação:
Giselle Mueller Roger Welter
Palavras-chave:
HumanGuide, Gestão de pessoas, Personalidade
Nome:
SONIA REGINA PASIAN
Titulo:
REFLEXÕES METODOLÓGICAS E EMPÍRICAS SOBRE TÉCNICAS PROJETIVAS A PARTIR DO RORSCHACH E TAT
Resumo:
Os métodos projetivos constituem-se como importantes instrumentos no campo da avaliação psicológica,
com utilização em diferentes contextos, tanto no Brasil quanto em termos internacionais. Nesse momento, a
atual proposta reúne trabalhos que apresentam dados e reflexões teórico-metodológicas, relativos aos
alcances informativos do Método de Rorschach e do Teste de Apercepção Temática (TAT), procurando-se
estimular o aprimoramento e o adequado uso desses instrumentos avaliativos, quer no campo clínico ou na
pesquisa científica, a partir de estudos desenvolvidos com diferentes faixas etárias. Serão debatidas questões
relativas ao efeito da cor sobre a percepção e a qualidade formal no Rorschach em crianças, bem como sobre
as problemáticas suscitadas pelo Rorschach e pelo TAT. Por fim, serão apresentados dados relativos à
estabilidade e à validade de indicadores estruturais de personalidade observadas em indivíduos adultos por
meio do Método de Rorschach. Serão utilizadas diferentes perspectivas téoricas para discussão dos achados,
de modo a estimular a reflexão e o aprimoramento técnico-científico das aplicações desses dois métodos
projetivos de avaliação psicológica em diversos contextos.
Palavras-chave:
Avaliação psicológica, Métodos projetivos, Rorschach e TAT
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
COR E QUALIDADE FORMAL NO RORSCHACH
O estudo de normas do Rorschach com crianças portuguesas dos 6 aos 10 anos revelou que a
frequência mais elevada de FQ– ocorria, por ordem decrescente, nos Cartões II, III, VIII, VII, X, IX. O
facto de estes cartões, exceptuado o Cartão VII, serem abertos e terem cor suscitou a pergunta sobre
se a cor poderia ser causa da menor Qualidade Formal das respostas. Aplicaram-se os Cartões II, III,
VIII, IX e X, na versão padrão e numa versão acromática, a dois grupos de 40 crianças de ambos os
sexos de 11/12 anos. A garantia intercotadores referente à Qualidade Formal foi expressa em termos
de percentagem de acordo e atingiu 91,1%. Os resultados do estudo destes grupos de crianças
portuguesas indicam que a cor não pode ser considerada a única ou principal variável responsável pela
maior frequência das respostas FQ– no Rorschach. Apenas na versão cromática do Cartão III ocorreu
uma média de respostas FQ– significativamente mais alta do que a obtida com a versão acromática.
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Os resultados obtidos são analisados e discutidos e formulam-se hipóteses sobre que outro ou outros
factores poderão ser responsáveis pela maior frequência de respostas de fraca Qualidade Formal.
Autoria/Filiação:
Danilo Rodrigues Silva
e AIDEP
Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (Portugal)
Apresentação:
Danilo Rodrigues Silva
Palavras-chave:
Método de Rorschach, Qualidade formal, Cor
RESUMO (2)
PERCEPÇÃO DA COR E PRODUÇÃO DE RESPOSTAS AO RORSCHACH
Estudos anteriores revelaram que a cor constitui um determinante do aumento do número de
respostas nos protocolos de adultos, mas não nos de crianças. Neste trabalho, pretende-se mostrar,
por um lado, em que período do desenvolvimento ocorre a aquisição daquele efeito e, por outro,
postular que a sua ausência nos protocolos de crianças se deve ao facto de o desenvolvimento da
percepção, designadamente da integração da cor na percepção ainda se não encontrar concluída. Com
este objectivo apresentam-se os resultados obtidos com a aplicação dos cartões VIII, IX e X, nas suas
versões cromática e acromática, a dois grupos: um de crianças de 11/12 anos e outro de adolescentes
de 15/16 anos. Os resultados obtidos mostram que, no primeiro grupo, não ocorrem diferenças
significativas entre as médias de respostas obtidas nas duas versões, o que se verifica no segundo
grupo. Este dado permite afirmar que, aos 15/16 anos, a cor adquire o efeito de aumentar a produção
de respostas, dado que não se observa no grupo de 11/12 anos. A partir da análise da natureza do
estímulo cor, numa perspectiva desenvolvimental, o autor procura mostrar como a insuficiência do
processo perceptivo cromático pode ser responsável por tal ausência.
Autoria/Filiação:
Danilo Rodrigues Silva
e AIDEP
Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (Portugal)
Apresentação:
Danilo Rodrigues Silva
Palavras-chave:
Método de Rorschach, Percepção, Cor
RESUMO (3)
ARTICULAÇÃO DAS PROBLEMÁTICAS SOLICITADAS PELO RORSCHACH E TAT
A compreensão do modo de funcionamento psíquico de um sujeito deve passar pela articulação dos
dados obtidos por meio das diversas técnicas utilizadas pelo psicólogo clínico. Durante e após a coleta
de informações, o psicólogo deve estar atento às possíveis articulações dos dados. A complexidade
dessa tarefa exige adequado conhecimento e contínuo aprimoramento técnico-científico do profissional
de Psicologia, bem como carrega, indubitavelmente, a experiência e a personalidade do clínico,
constituindo-se em condições inerentes aos processos de avaliação psicológica, sobretudo no tocante à
avaliação da personalidade. O presente trabalho objetiva apresentar algumas articulações teóricas e
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técnicas que devem ser empreendidas para compreensão da dinâmica e do modo de funcionamento
psíquico de um sujeito face às diferentes características de dois métodos projetivos de avaliação da
personalidade, a saber: o Rorschach e o TAT, a partir do referencial da Escola de Paris. Nesse trabalho
pretende-se expor como podem ser pensadas as problemáticas estimuladas pelas duas provas
projetivas Rorschach e TAT, assim como a confrontação das duas provas permite uma relação sutil e
harmônica entre seus indicadores técnicos, de um lado apoiando o diagnóstico por uma dupla
argumentação, de outro, estimulando uma dinâmica amplamente oferecida por seus materiais, os
quais desencadeiam experiências e condutas psíquicas variadas, naturalmente exploradas pelos
indivíduos ao responder aos instrumentos, permitindo a projeção e a expressão de suas características
pessoais e marcadores de sua personalidade.
Autoria/Filiação:
Álvaro José Lelé Programa de Pós-Graduação em Psicologia - UFMG e Centro
Universitário de Lavras
Apresentação:
Álvaro José Lelé
Palavras-chave:
Método de Rorschach, Teste de Apercepção Temática , Escola de Paris
RESUMO (4)
ÍNDICES DE PRODUTIVIDADE NO MÉTODO DE RORSCHACH EM ADULTOS
REAVALIADOS APÓS 15 ANOS
Investigações que buscam examinar a estabilidade de indicadores advindos de métodos projetivos de
avaliação psicológica são associadas a sinais relativos à estrutura da personalidade, sobretudo no
tocante ao Método de Rorschach. Trata-se de premissa técnica, no entanto, pouco demonstrada
empiricamente. O exame da estabilidade de resultados, com longos intervalos de tempo, promove a
confiança nos próprios indicadores, apontando evidências de validade e de precisão sobre o próprio
construto em exame. Nesse contexto, o presente trabalho verificou a estabilidade de índices de
produtividade (número total de respostas, número de respostas adicionais, número de recusas e
número de denegações) ao Método de Rorschach (Escola Francesa) de adultos não-pacientes,
reavaliados após 15 anos. Compuseram a presente amostra 70 indivíduos de 34 a 67 anos (idade na
segunda avaliação), do interior do Estado de São Paulo, de ambos os sexos, com vários níveis de
escolaridade e origem sociocultural, avaliados pelo Método de Rorschach em 1997 e reavaliados em
2012. Os resultados apontaram expressiva estabilidade nos indicadores de produtividade da Escola
Francesa do Rorschach, mesmo após grande intervalo de tempo (aproximadamente de 15 anos) e
diferentes examinadores. Pode-se compreender que as proporções de diferentes tipos de respostas
dadas a esse método projetivo, na Escola Francesa, tendem a apontar sinais bastante estáveis ao
longo do tempo, informando sobre características estruturais desses indivíduos avaliados,
provavelmente relacionadas a sua capacidade produtiva e interpretativa da realidade, segundo o
referencial teórico adotado. Dessa forma, apresentam-se evidências empíricas de validade da Escola
Francesa do Rorschach no contexto do Brasil, fortalecendo possibilidades de seu adequado uso em
processos de avaliação psicológica (FAPESP).
Autoria/Filiação:
Fabiana Rego Freitas Programa de Pós-Graduação em Psicologia – FFCLRP - USP
Sonia Regina Pasian Programa de Pós-Graduação em Psicologia – FFCLRP - USP
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Apresentação:
Fabiana Rego Freitas
Palavras-chave:
Método de Rorschach, Adultos, Validade
Nome:
Otília Aída Monteiro Loth
Titulo:
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: (Im)Possibilidades Diagnósticas
Resumo:
A Avaliação Psicológica, para ser capaz de fornecer um diagnóstico preciso, utiliza princípios teóricos,
métodos e técnicas de investigação de diversos processos cognitivos e de personalidade. Entrevistas,
observações, testes psicológicos e técnicas devem estar aliados à experiência clínica e aporte teórico, que irá
nortear o processo de investigação. O diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
(TDAH) tem sido muito utilizado nos últimos anos. Entretanto, a heterogeneidade da manifestação deste
transtorno bem como as comorbidades pode dificultar ou retardar o diagnóstico correto. A Avaliação
Psicológica pode contribuir tanto para o diagnóstico quanto para o delineamento adequado de tratamentos
para indivíduos com TDAH. O objetivo dessa mesa é apresentar trabalhos que demonstrem a estreita e
necessária relação entre Avaliação Psicológica e o diagnóstico de TDAH. Primeiramente, será apresentada
uma revisão sistemática na literatura científica nacional, considerando os anos de 2001 a 2012, com o
objetivo de verificar os aspectos, dimensões e contextos nos quais a avaliação psicológica é utilizada para o
diagnóstico de TDAH. Em seguida, serão apresentados estudos sobre desempenhos de sujeitos com o
Transtorno no WISC-III e no Método de Rorschach (Sistema Compreensivo). Verificou-se que sujeitos TDAH
tendem a ter melhores habilidades verbais e boa capacidade intelectual, contudo, demonstram maiores
dificuldades em atividades práticas, tendem a produzir menos e a não se atentar para detalhes importantes.
Entretanto, não parece possível encontrar um perfil suficientemente discriminante de sujeitos TDAH, apesar
de existirem características comuns. Por isso, torna-se imprescindível o uso de métodos complementares,
além da experiência clínica.
Palavras-chave:
TDAH, WISC III, Método de Rorschach
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
CONTRIBUIÇÕES DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA PARA O DIAGNÓSTICO DO
TDAH: UMA REVISÃO NA LITERATURA NACIONAL
O DSM-IV apresenta o TDAH sendo passível de ser encontrado em crianças, adolescentes e adultos,
em três manifestações: pouca atenção; alta hiperatividade/impulsividade; ou combinação de ambos.
Sua prevalência pode chegar a 20%, mais comum no sexo masculino. Os sintomas podem
comprometer a vida acadêmica, social e familiar do sujeito. O TDAH se popularizou nos últimos anos,
mas seu diagnóstico exige cuidado. Sabe-se que a avaliação psicológica, aliada à experiência clínica,
dados do exame clínico, entrevistas e questionários para pais e professores, contribuem para
facilitação do diagnóstico. É importante conhecer a literatura científica nacional acerca da avaliação
psicológica no TDAH. Esse estudo objetiva realizar uma revisão sistemática na literatura, utilizando
para isso artigos nacionais disponíveis virtualmente nos bancos de dados PePSIC, SciELO e LILACS,
consultados através da BVS-Psi, publicados entre 2001 e 2012. Utilizou-se o descritor fixo “TDAH”
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combinado com os descritores “psicologia”, “neuropsicologia”, “avaliação psicológica” e “avaliação
neuropsicológica”. Ao final, analisou-se 21 artigos, quanto ao número de estudos que utilizaram testes
psicológicos para auxiliar no diagnóstico; quais testes foram mais utilizados; e a quantidade, gênero e
idade das amostras utilizadas nos estudos. Os resultados mostraram que os testes psicológicos,
associados com outras técnicas, são instrumentos úteis e eficazes para o diagnóstico de TDAH. Além
disso, os testes mais citados foram o WISC-III, Wisconsin e Figuras Complexas de Rey. Percebeu-se
que não há muitos estudos sobre a personalidade de sujeitos com TDAH. A maior parte dos estudos
utilizaram amostras com menos de 50 participantes, sendo a maioria do sexo masculino e com idade
até 15 anos. Ao traçar um perfil da produção científica, foi possível analisar aspectos, dimensões e
contextos que vêm sendo destacados nas pesquisas, permitindo ampliação do conhecimento e
fornecendo subsídios para delinear novos estudos sobre TDAH.
Autoria/Filiação:
Guilherme Nogueira Universidade Federal de Goiás
Otília A. M. Loth Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Janyny Rodrigues de Sousa Universidade Federal de Goiás
Apresentação:
Guilherme Nogueira
Palavras-chave:
TDAH, Avaliação Psicológica, Revisão Sistemática
RESUMO (2)
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE: DISCREPÂNCIAS
ENTRE O FALAR E O FAZER
Conhecer algumas características de portadores de TDAH em testes psicológicos é importante para
que se tenha subsídios contribuintes para um diagnóstico mais rápido e eficaz. Habilidades práxicas
referem-se à capacidade de se realizar atividades articuladas, e habilidades verbais à capacidade de
compreender instruções e expressar ideias. O potencial de falar e de fazer pode ser aferido pela Escala
de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC-III), pelo resultado dos QI Verbal e QI de Execução. O
teste é indicado para avaliar capacidade intelectual de crianças entre 6 anos e 16 anos e 11 meses.
Discute-se na literatura sobre as habilidades do sujeito com TDAH: alguns dados se referem à maiores
habilidades práxicas, outros à maiores habilidades verbais. Considerando a compreensão do TDAH
para delinear a intervenção, este trabalho busca dados que norteiem um possível perfil
neuropsicológico de uma amostra diagnosticada com este transtorno, de acordo com o resultado dos
QIs verbal e práxico no WISC-III. Trata-se um estudo de metanálise de prontuários do banco de dados
do serviço especializado em avaliação neuropsicológica (n=250) do Centro de Pesquisas e Práticas
Psicológicas (CEPSI) e da Clínica Escola Vida (CEV) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUCGO); selecionou-se protocolos com Impressão Diagnóstica de TDAH, analisou-se o WISC-III desses
sujeitos. Procedeu-se uma análise estatística dos resultados dos QIs Verbal e de Execução. A média do
QIV se mostrou significativamente superior a do QIE (QIV = 105,5; QIE = 94,7). Este desempenho
pode ser atribuído a maior facilidade em lidar com atividades com instruções auditivas e respostas
verbais (provas verbais). Dificuldades no planejamento e no controle da motricidade podem explicar o
resultado no QI de execução. Os resultados podem ser explicados pela clínica do TDAH. A despeito da
hiperatividade presente nos casos, a efetividade de ação não acompanha a velocidade do pensamento.
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Autoria/Filiação:
Janyny Rodrigues de Sousa Universidade Federal de Goiás
Alexandre Castelo Branco Herenio Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Guilherme Nogueira Universidade Federal de Goiás
Otília A. M. Loth Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Apresentação:
Janyny Rodrigues de Sousa
Palavras-chave:
TDAH, WISC III, Desempenho
RESUMO (3)
ANÁLISE DO TESTE DE RORSCHACH (SC) EM PACIENTES COM TDAH
São raras as pesquisas que utilizam testes projetivos para avaliação do TDAH, buscando encontrar
características comuns. Informações sobre essas características podem contribuir tanto para o
diagnóstico quanto para o delineamento do tratamento mais adequado para os sujeitos. O objetivo
desse estudo foi analisar o desempenho no teste de Rorschach (Sistema Compreensivo) de três
sujeitos do sexo masculino com diagnóstico de TDAH, sendo que apenas um estava sob efeito de
medicação quando realizou o teste. Foi possível realizar as seguintes análises sobre os casos: a) o
número de respostas inferior a 15, demonstrando menor potencial produtivo dos sujeitos; b)
quantidade elevada de respostas globais (W) e diminuída de detalhes comuns (D), o que sugere
dificuldades de objetividade e praticidade na realização das atividades; c) quantidade reduzida de
respostas com qualidade evolutiva sintetizada (DQ+), mostrando boa capacidade intelectual; d)
presença de mais de três determinantes de movimento animal (FM), que estão ligados à ideações não
deliberadas; e) conteúdos mórbidos (MOR), podendo apontar para ideações mais pessimistas; f)
quantidade de até 2 conteúdos que envolvem figuras humanas inteiras (H) e números elevados de
detalhes humanos e para humanos (Hd, (Hd)), apontando para dificuldades na percepção adequada
de si mesmo e do outro; g) o tempo de realização do teste foi de até 60 minutos, podendo demonstrar
ansiedade ou dificuldade de se manter atento em uma tarefa. Além disso, foi observado que durante a
aplicação do teste, os sujeitos demonstraram facilidade na expressão verbal tanto na fase de
respostas quanto na fase do inquérito. Entretanto, apresentavam dificuldades em se manter
concentrados na tarefa, mexendo-se muito na cadeira, conversando sobre outros assuntos, pedindo
para sair da sala e perguntando recorrentemente se estava próximo o término da tarefa. Percebeu-se
que, apesar das peculiaridades de cada caso, há características semelhantes aos três.
Autoria/Filiação:
Otília Aída Monteiro Loth Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Alexandre Castelo Branco Herenio Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Guilherme Nogueira Universidade Federal de Goiás
Janyny Rodrigues de Sousa Universidade Federal de Goiás
Apresentação:
Otília Aída Monteiro Loth
Palavras-chave:
Método de Rorschach, TDAH,
Nome:
Fabiano Koich Miguel
Titulo:
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TRI e testes psicológicos: Direções para o desenvolvimento de instrumentos de avaliação
Resumo:
No processo de construção e validação de um teste, diversos métodos podem ser utilizados. A Teoria de
Resposta ao Item (TRI) vem se tornando cada vez mais acessível ao psicólogo em pesquisa. O objetivo da
presente mesa redonda é divulgar o conhecimento acerca da utilização da TRI no desenvolvimento e
construção de testes para avaliação psicológica. Para atingir a proposta, serão realizadas três apresentações
onde serão mostrados instrumentos cuja análise das características psicométricas tenha se beneficiado do
uso da TRI. Mais especificamente, a primeira apresentação versará sobre uma escala para avaliação de
características patológicas da personalidade, analisada segundo o modelo de Rasch; a segunda apresentação
fará a exposição dos estudos realizados com um inventário já existente para avaliação de traços de
personalidade e as vantagens na atualização do seu construto; a terceira apresentação se dedicará a mostrar
os procedimentos para criação da versão adaptativa de um teste, focando-se em um instrumento para
avaliação de inteligência emocional. Por meio de exemplos com os testes apresentados, espera-se mostrar as
diversas contribuições que a TRI adiciona à psicometria e à interpretação dos resultados de um teste.
Palavras-chave:
teoria de resposta ao item, personalidade, inteligência emocional
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
APLICAÇÃO DA TRI EM UM INSTRUMENTO PARA AVALIAÇÃO DE
CARACTERÍSTICAS PATOLÓGICAS DA PERSONALIDADE
É crescente o uso dos modelos matemáticos com base na Teoria de Resposta ao Item para o
desenvolvimento, verificação das propriedades psicométricas e revisão de instrumentos psicológicos.
Apesar disso, somente nos últimos anos esses modelos começaram a ser sistematicamente aplicados
para os casos de testes avaliando construtos que não implicam habilidades cognitivas. Exemplo disso é
aplicação da TRI para instrumentos que avaliam características da personalidade. Este trabalho tem
como objetivo apresentar as vantagens e possibilidades de uso de um modelo específico com base na
TRI, o modelo de Rasch, para o desenvolvimento e verificação das propriedades de instrumentos que
avaliam a personalidade. Para tanto, serão utilizadas análises realizadas com o Inventário Dimensional
Clínico da Personalidade (IDCP). Espera-se que a apresentação contribua para o conhecimento das
possibilidades de uso da TRI em instrumento de personalidade, além de fomentar a discussão na área
da avaliação de características patológicas da personalidade e análises utilizadas para esse fim.
Autoria/Filiação:
Lucas de Francisco Carvalho
Universidade São Francisco
Apresentação:
Lucas de Francisco Carvalho
Palavras-chave:
transtornos da personalidade, modelo de Rasch, DSM
RESUMO (2)
REVISÃO PSICOMÉTRICA DO INVENTÁRIO FATORIAL DE PERSONALIDADE
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UTILIZANDO MODELO DE RASCH
Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão psicométrica do Inventário Fatorial de
Personalidade (IFP) visando a verificação, com base no modelo de Rasch e também em análises
clássicas, da estabilidade dos fatores originais. Foram participantes deste estudo 3.889 pessoas,
selecionadas aleatoriamente a partir de um banco de dados formado pelas correções informatizadas
do IFP realizadas entre 2010 e 2012. Somente entraram na seleção pessoas que autorizaram ou que
tiveram a autorização por parte de um responsável para uso de seus dados mediante concordância
com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Do total, 46,6% eram homens e 53,4%,
mulheres. As idades variaram entre 14 e 86 anos, com média de 31,29 anos. Havia representantes de
todos os estados brasileiros, sendo que procurou-se organizar tal distribuição de acordo com a
porcentagem de habitantes brasileiros em cada uma das cinco regiões. Assim, os dados foram
submetidos à análise de Rasch por fator, de acordo com a configuração original do IFP, exceto as
escalas de validade e desejabilidade social. Inicialmente, foram realizadas análises de
dimensionalidade de cada fator pelo modelo de Rasch, bem como a verificação de índices de infit e
outfit de cada item e de correlação item-total. Adicionalmente, também foi verificada a consistência
interna de cada fator, por meio de Alfa de Cronbach. O fator Heterossexualidade foi retirado a priori,
por aspectos legais. Os resultados indicaram a retirada de alguns itens e até mesmo de um fator
completo, qual seja, Denegação, cujos itens ficaram aquém dos critérios previamente estabelecidos.
Em todos os fatores foi observada a unidimensionalidade. Dentre os fatores que permaneceram, em
cinco não se observou necessidade de exclusões, sendo que Agressão foi o que conservou a menor
quantidade de itens, com cinco no total. Com essas alterações, foi sugerida uma nova versão do IFP,
com 13 fatores e 100 itens, com impactos na interpretação dos instrumento mas conservando-se boas
características psicométricas.
Autoria/Filiação:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
Universidade São Francisco
Apresentação:
Rodolfo Augusto Matteo Ambiel
Palavras-chave:
avaliação psicológica, personalidade, modelo de Rasch
RESUMO (3)
UTILIZAÇÃO DA TRI PARA CRIAÇÃO DA VERSÃO ADAPTATIVA DE UM TESTE DE
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Uma nova área na construção de testes vem se desenvolvendo nos últimos anos, que é a testagem
adaptativa informatizada. Tal procedimento utiliza certos parâmetros psicométricos para a composição
de testes que se adequam de acordo com a capacidade da pessoa sendo avaliada. Esses parâmetros
tratam-se principalmente das dificuldades dos itens e seus erros de medida, avaliados por meio da
Teoria de Resposta ao Item (TRI). Os parâmetros de diversos itens são armazenados em um banco de
dados em quantidade suficiente para que haja vários itens com dificuldades próximas, percorrendo
uma extensa faixa do construto. Uma vez que a capacidade da pessoa avaliada está diretamente
relacionada com a dificuldade dos itens que ela responde, a cada acerto ou erro o computador pode
calcular qual o próximo item a ser apresentado, até que se atinja um critério estabelecido de término
do teste. Entre os benefícios que esse procedimento apresenta estão: diminuição da quantidade total
de itens que um indivíduo responde; adaptação da prova à capacidade da pessoa, fazendo com que
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seja mais adequada ao seu nível no construto; rotatividade de itens, evitando a divulgação ilegal do
teste ou memorização de respostas. Esta apresentação pretende utilizar o Teste Informatizado de
Percepção de Emoções (PEP) como exemplo das etapas desse processo. O construto avaliado por esse
instrumento é a capacidade de reconhecer oito tipos de expressões emocionais em rostos, e está
subdividido em três fatores: emoções positivas, negativas e apreciativas. Os estudos com o
instrumento utilizando TRI permitiram conhecimento dos parâmetros psicométricos e ampliação do
banco de dados, com finalidade de desenvolver a versão adaptativa. Serão mostrados os
procedimentos e etapas necessárias para atingir esse fim.
Autoria/Filiação:
Fabiano Koich Miguel
Universidade Estadual de Londrina
Apresentação:
Fabiano Koich Miguel
Palavras-chave:
testagem adaptativa, teoria de resposta ao item, inteligência emocional
Nome:
Ivan Sant´Ana Rabelo
Titulo:
“Walking step by step”: breves pesquisas em avaliação psicológica no contexto esportivo
Resumo:
No âmbito da avaliação psicológica no esporte, nota-se a existência de poucos instrumentos validados para
os atletas brasileiros. Dentre os temas de grande interesse, a personalidade ocupa uma posição de destaque,
proporcionando informações relevantes à equipe técnica e aos respectivos atletas. Com este aumento de
notoriedade, o aprimoramento físico, técnico e psicológico tornou-se prioridade nas equipes esportivas no
intuito de aproveitar ao máximo as potencialidades do atleta. Para isso a psicologia do esporte vem passo-apasso evoluindo neste caminho, a fim de acompanhar as demandas dos atletas, técnicos e instituições. Uma
das maiores busca do esporte competitivo atual é o conhecimento no que se refere aos fatores psicológicos
referentes ao esporte e exercício. Em virtude disso, torna-se importante a construção e validação de testes
de personalidade, percepção de esforço, percepção de dor, agressividade, entre outros, a partir de dados de
nossa própria população. Ainda sobre investigações no contexto esportivo, considerando a posição de
destaque do Brasil enquanto potência internacional no contexto esportivo, a efetivação de mega eventos,
entre eles, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, ou mesmo por todo o brilhantismo dos atletas e
equipes esportivas nos mais diversos torneios mundiais, voltar os olhares para nossos psicólogos, para as
ferramentas que estes profissionais utilizarão na sua prática, é sobretudo, cuidar da base para a prometida
geração de atletas de alto rendimento. Desta maneira, esta mesa tem como objetivo explanar algumas
breves pesquisas recentes sobre os traços de personalidade em grupos de modalidades específicas de atletas,
e também explorar uma pesquisa com uma escala de valores olímpicos.
Palavras-chave:
psicologia do esporte, avaliação psicológica, personalidade
TRABALHOS DA MESA REDONDA
RESUMO (1)
ANÁLISE DA SUBESCALA NEUROTICIMO DA BFP EM ATLETAS DO PROGRAMA
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RUMO AO PÓDIO OLÍMPICO
Este estudo objetivou investigar a aplicação da subescala Neuroticismo, da Bateria Fatorial de
Personalidade (BFP), na identificação de traços de personalidade de jovens atletas. Participaram 237
jovens integrantes de um processo seletivo para compor a equipe de atletas do Programa Rumo ao
Pódio Olímpico (PRPO), voltado ao desenvolvimento de atletas de alto rendimento do atletismo. A
aplicação do teste ocorreu na penúltima fase da seletiva, da qual formou-se também um grupo de 50
atletas. Após um mês de treinamento e avaliações, a equipe técnica selecionou 30 atletas que
efetivamente integram a equipe do PRPO. No que se refere à precisão da subescala Neuroticismo,
verificou-se um coeficiente alfa de Cronbach satisfatório, assim como nas facetas. Em relação às
respostas dos participantes, os resultados apontaram que o grupo de atletas apresentou médias
menores em Neuroticismo em comparação ao grupo geral de padronização do manual da BFP, assim
como também em relação às facetas: Vulnerabilidade ao sofrimento, Instabilidade e Passividade. Já
em relação à faceta Depressão, os resultados dos atletas foi mais elevado comparado com a amostra
geral do manual. Em relação às diferenças entre os grupos de atletas, realizou-se o teste t de Student,
e observou-se que as respostas do grupo de 50 atletas remanescentes na penúltima fase da seletiva
foram significativamente menores em relação às respostas dos demais jovens. Quando comparadas as
respostas do grupo de 30 atletas do Programa com os outros jovens participantes da seletiva, os
resultados apontaram que o grupo do PRPO apresenta médias significativamente menores em relação
ao fator Neuroticismo e também em relação às facetas Instabilidade Emocional e Depressão. A
continuidade da aplicação desse instrumento a outros atletas de alto rendimento do atletismo
permitirá identificar o perfil psicológico de atletas dessa modalidade, indicando aos profissionais que
trabalham com esses jovens aspectos que precisam ser desenvolvidos.
Autoria/Filiação:
Paulo Vinícius Carvalho Silva Programa Rumo ao Pódio Olímpico / Instituto Joaquim
Cruz
Katia Rubio Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
(EEFE/USP)
Ivan S. Rabelo Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
(EEFE/USP)
Apresentação:
Paulo Vinícius Carvalho Silva
Palavras-chave:
personalidade, atleta, psicologia do esporte
RESUMO (2)
INVESTIGAÇÃO DA BATERIA FATORIAL DE PERSONALIDADE (BFP) EM UMA
MODALIDADE DE ATLETAS OLÍMPICOS BRASILEIROS
Entre os temas de amplo interesse no contexto esportivo de alto rendimento está a busca pela
avaliação da personalidade dos atletas. No esporte são escassos os instrumentos adaptados para esta
realidade na população brasileira, no entanto medidas específicas à situação do esporte podem auxiliar
com maior especificidade as medidas de personalidade no contexto esportivo. Esta pesquisa objetivou
analisar a aplicação da Bateria Fatorial de Personalidade (BFP) em atletas da seleção brasileira de
tênis de mesa. Em relação à fidedignidade da escala verificou-se coeficientes satisfatórios nos fatores
e facetas. Foi observado que o grupo de atletas apresentou uma pontuação média próxima a da
amostra do manual de padronização da BFP na maior parte dos dados, com exceção da faceta
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Vulnerabilidade ao sofrimento que apresentou um aumento estatisticamente significativo na média de
pontuação do grupo de atletas em relação à amostra geral do manual. O fator Abertura e suas facetas
também apresentaram alterações de classificação quando comparados com a amostra do manual,
apresentando-se de maneira mais rebaixada neste grupo de atletas. Foram observadas também
correlações significativas moderadas e altas entre as facetas, tanto correlações positivas quanto
negativas. Tais resultados podem indicar relações entre as facetas e fatores no grupo investigado, e se
analisadas com cautela, somadas aos demais dados que compõem o processo de avaliação psicológica
dos atletas, podem vir a permitir uma análise inicial do perfil psicológico do esportista desta
modalidade específica. Por fim, tais achados indicam a necessidade de mais estudos comparativos
entre amostras de normatização em grupos característicos do contexto esportivo, considerando a
existência de facetas que apresentam particularidades quando se altera o contexto. Ressalta-se que a
avaliação psicológica é um processo dinâmico, no qual a utilização de testes psicológicos é apenas
uma parte de todo o processo avaliativo.
Autoria/Filiação:
Ivan S. Rabelo Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
(EEFE/USP)
Gabriela Gonçalves Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São
Paulo (EEFE/USP)
Katia Rubio Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
(EEFE/USP)
Apresentação:
Ivan S. Rabelo
Palavras-chave:
personalidade, avaliação psicológica, psicologia do esporte
RESUMO (3)
ESTUDOS INICIAIS DE CONSTRUÇÃO DE UMA ESCALA DE EDUCAÇÃO E
VALORES OLÍMPICOS
Os Jogos Olímpicos representam uma das atividades de maior visibilidade do contexto esportivo e está
contido na história sociocultural da humanidade. Os valores olímpicos funcionam como um código de
conduta do Movimento Olímpico e buscam nortear as ações dos envolvidos nas atividades olímpicas,
sejam competitivas, administrativas ou voluntárias. Com o objetivo de iniciar estudos para mensurar
estas características, foi utilizada a Escala de Valores Olímpicos (EVO), configurada no formato Likert
de cinco pontos e composta por 104 itens elaborados com auto-descritores relacionados ao tema
educação e valores olímpicos, com base nos escritos teóricos a respeito do tema por Rubio (2009). O
instrumento se propõe a medir alguns destes valores, objetivando contribuir para a avaliação da
percepção que o sujeito tem a respeito da prática esportiva, cooperando consequentemente para a
educação e melhor vivência no ambiente esportivo. A aplicação da escala foi coletiva em 100 sujeitos
de modalidades variadas, de ambos os sexos, durante o treino esportivo. O objetivo desta fase da
pesquisa foi realizar uma analise fatorial inicial e sugerir o agrupamento fatorial, seleção e exclusão de
itens, também objetivando a determinação dos itens que irão compor novos estudos de construção,
validação e normatização com o referido instrumento. A partir da análise fatorial conduzida por meio
do método dos componentes principais e rotação varimax, evidenciou-se que os itens se agruparam
em um número elevado de fatores, porém verificou-se uma organização aceitável inicial de sete
fatores. Foram excluídos 34 itens com cargas fatoriais menores que 0,30 a partir dos resultados da
analise fatorial, e também os itens que apresentaram melhora na precisão da escala após exclusão de
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tais itens. A escala final contou com 70 itens. Ressalta-se que se tratam de estudos iniciais e tais
achados indicam a necessidade de mais pesquisas com a escala para avaliação do respectivo
construto.
Autoria/Filiação:
Nelimar Ribeiro de Castro Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde (FACISA)
Ivan S. Rabelo Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
(EEFE/USP)
Katia Rubio Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo
(EEFE/USP)
Apresentação:
Nelimar Ribeiro de Castro
Palavras-chave:
valores olímpicos, psicologia do esporte, construção de teste
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