MEMÓRIA
REUNIÃO DE APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DA COIAB PARA CURSO
SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
LOCAL E DATA: Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços
Ambientais – IMC, no dia 09 de agosto 2012.
PARTICIPANTES: Marcelo Piedrafita Iglesias (AEPI), José Lima Kaxinawa
(AEPI), Joaquim Tashka Yawanawa (ASCY), Lucas Manchineri (OPIAC),
Francisca Oliveira de Lima Costa (AMAAIAC) e Letícia Yawanawa
(SITOAKORE, COIAB),Vera Olinda Sena (CPI/AC), Maristela Brandão
Shanenawa (Sitoakore), Auricelio Shanenawa ( Aldeia Morada Nova), Eufran
Amaral (IMC), Marta Nogueira de Azevedo (IMC) Laura Soriano Yawanawa
(IMC).
Principais Considerações:
Tashka: entrega o documento com a proposta do evento e explica que este
documento é um resumo das reuniões realizadas com Eufran, e outras
conversas realizadas na assessoria indígena. Explica ainda que a conversa
inicial sobre o evento foi com Marcos, Coordenador da COIAB, que solicitou
apoio para realizar o que ele chama de encontros regionais dos diálogos sobre
mudanças climáticas.
O Marcos esteve aqui no Acre, com apoio do IMC e da Assessoria, para poder
entender melhor o funcionamento destas discussões sobre mudanças
climáticas e serviços ambientais aqui no Acre, visto que estas discussões aqui
não estão se iniciando neste momento do “zero”, já existem iniciativas andando
e temos um GT indígena que da suporte a estas questões, e este evento
também precisa passar por este GT.
A primeira idéia discutida foi reunir o GT para trocamos ideias de como realizar
estes encontros aqui no acre, o local seria na aldeia Shanenawa, com 10
lideranças de Rondônia, 10 de Mato grosso e 10 do Acre.
Como aqui no Acre já temos pessoas que estão participando de estas
discussões e que tem boa noção dos temas de Pagamento por Serviços
Ambientais e Mudanças Climáticas, o que ficou acordado é que a COIAB pode
convidar lideranças representativas das organizações das regionais. E como o
encontro será aqui, solicitar o apoio para que o governo intensifique a
participação das lideranças do Acre.
Eufran: a primeira coisa acho, que era ter essa reunião com o GT para avaliar
a iniciativa da COIAB, depois discutir aqui também a programação e depois a
participação.
Tashka: quanto ao conteúdo, não tenho ainda muitas informações. Teremos
que solicitar da COIAB isto.
Lucas: pra mim tinha que dar mais prioridade para o Estado do Acre, por que
aqui temos alguns conhecimentos importantes para as comunidades. Algumas
comunidades não tem entendimento do que esta acontecendo por ai, acho
importante ter experiências de outros Estados, um intercambio de experiências
de outros locais. Em vês e trazer essas 10 pessoas de outros Estados, formar
mais pessoas daqui.
Tashka: meu interesse em apoiar a COIAB, é porque esta é uma organização
indígena.
Lucas: minha visão é quem é a COIAB?. Se perguntar para os parentes aqui,
ninguém sabe quem é a COIAB o que ela faz. Aqui já temos nossas
organizações que atuam aqui.
Tashka: não temos uma organização representativa dos povos indígenas, que
represente que lute por interesse coletivos, tenho minhas criticas a COIAB,
mas quando vi que a COIAB estava propondo esse encontro achei que isso era
interessante, pois nós sozinhos não temos como levar uma discussão dessa
para as aldeias, enquanto temos o CIMI e o Ninawa que estão tentando
desmobilizar toda uma construção de anos. Agora quero ver o CIMI e o Ninawa
bater de frente com a COIAB com a COICA. Temos nossas desconfianças,
pois a COICA também teve os mesmos problemas que a UNI aqui no Acre,
mas esta lutando para sua reorganização.
Eufran: dentro do processo de formação do IMC já temos mais duas oficinas
agendadas para este ano. Esta questão da COIAB, vir propor este encontro, é
bom, e tem algumas oportunidades: primeiro de ter a COIAB mais próxima; de
fazer intercambio com outros Estados e outra; é ter mais um momento de
formação. E a ideia de trazer isso aqui para ao GT é para ver como podemos
trazer esta experiência para uma questão mais regional, para nosso processo
de formação.
Francisca: acho que a proposta da COIAB é importante. E quanto à questão
do movimento, já discutimos que precisamos ainda discutir melhor isso. Essa
iniciativa da COIAB é importante, mas não podemos perder o foco da formação
do IMC, com as oficinas regionais, acho que se trabalhamos assim podemos
ganhar muito mais. Acho que a troca de experiência é muito boa a exemplo do
Almir que veio e foi muito boa. Acho que não devemos fazer as coisas com
divisão entre nós, devemos fazer as coisas com sinceridade, com delicadeza.
Letícia: referente à vinda da COIAB aqui tenho acompanhado um pouco, e
agora na rio +20, pedimos que a coordenação viesse fazer esta oficina aqui no
Acre, todos queriam que fossem em Mato Grosso e Rondônia, mas queríamos
aqui, pois aqui já estamos trabalhando isso, já temos uma lei, e precisamos de
uma aproximação da COIAB com o governo aqui. O acre tem exemplos, tem
coisas a contribuir. A vinda para cá foi uma força tarefa nossa que pedimos a
outros delegados da COIAB para votarem a favor da nossa propostas. Acho
que essa criação da Comissão de representação da COIAB aqui acho que é
uma coisa boa e o seminário só vem a fortalecer.
José Lima: com relação a vinda da COIAB, a COIAB querendo ou não como
falou Tashka nos representa, e a COIAB vir com essa pauta é interessante
para nossos parentes, e outra coisa que vejo é essa oportunidade de
aproximação, não temos aqui uma participação dos indígenas do Acre na
COIAB. Com relação ao encontro em si, vejo que é bom chamar mais
lideranças para discutir Mudanças Climáticas e o trabalho do GT. Na
programação ter uma agenda para a aproximação do movimento indígena, ter
dois dias para reuniões e o GT tem que refletir isso, acho que esse não é
momento de ficamos batendo de frente com uma instituição ou outra, esse
tempo já passou, temos que discutir sim como levar informações de qualidade
para os parentes. Acho que o GT tem que fazer essa reflexão interna.
Marcelo: acho que tem um conjunto de pontos. Quando apareceu esse
interesse da COIAB de fazer esse evento aqui, fizemos algumas conversas
paralelas que seria interessante neste contexto de discussões políticas, que a
COIAB tinha junto ao GTA e outras instituições nessa discussão de Mudanças
Climáticas, que ela funcionasse como um tipo de esteio para dar a visualização
de que isso não é uma questão só do governo, mais algo que esta rolando por
ai. No primeiro momento seria de 30 pessoas, no segundo momento entrou
outra pauta para este também ser um momento para discussão do movimento
indígena, também muito pertinente. Ai seria interessante ter um número de
pessoas maior pra discutir isso, e ai entrou a discussão de uma Comissão e
ficou de se fazer uma proposta objetiva desta. Não temos ainda aqui uma visão
do que seria essa proposta o que seria o conteúdo da coisa. Por outro lado
tinha entendido que a COIAB tinha uma grana junto com TNC. E aqui neste
documento tem outras demandas, pois se não teremos alguém dizendo que tá
fazendo um encontro, mas parece que é outro que realmente vai fazer. Sobre a
data temos uma eleição ocorrendo em outubro, e teremos uma restrição de
recursos nesse período e temos ainda agendas importantes já em curso,
cursos de agentes de saúde, têm uma agenda da CPI, uma agenda da
secretaria de educação e tava em pauta um encontro com a FUNAI Brasília
para discutir com os indígenas do Acre um pouco sobre esses movimentos.
Devemos ter ainda melhor entendido o conteúdo disso, e o que seria a logística
disso. É bom por essa visão do que temos em recurso, logística, pessoal no
papel para poder trabalhamos a complementaridade.
Tashka: gostaria de saber se o grupo de trabalho está de acordo. Se vamos
tocar para frente, se vamos melhorar as coisas.
Maristela: acho que devemos sim priorizar as pessoas, quando à COIAB pediu
o ônibus foi para priorizar as pessoas aqui do Acre para participar do encontro.
Acho que o momento agora não é critica não é definir isso.
Letícia: o apoio é para a preparatória do Acre, e depois ficar só os 10 do Acre.
Vera: então acho que essa é uma primeira reunião ampliada sobre isso, com
informações novas dadas pela Letícia. Acho que aqui sobre essa questão das
mudanças climática e gestão territorial não podemos pensar pequeno. Por que
quando a COIAB vem fazer uma proposta de fazer um encontro sobre
mudanças climáticas, e todos vocês falaram aqui que não podemos ficar aqui
tratando as coisas com divisão. Mais quando vamos participar dos movimentos
nacionais temos uma posição de lideranças indígenas que nos desrespeitam e
nos desautorizam nas reuniões nas nossas ações. Então, a COIAB tem essa
visão que ela vem pra cá, que aqui tem um trabalho diferente? Pois se tem
desmonte no lado dos governos também temos um desmonte dentro dos
movimentos sociais. Temos ainda situações que sofremos por parte de
instituições indígenas, sobre nos que ainda não esta superada. Se vamos
trabalhar nesse clima de cooperação temos que ter certeza de que a COIAB
vem com a clareza que trabalhamos de outra forma. Temos que ter a clareza
que vamos trabalhar num clima de seriedade para que ninguém saia daqui
para os jornais para falar mentiras. Acho que o encontro vai acontecer no Acre,
a COIAB ta com projeto aprovado, mas devemos ver como vamos incorporar
os objetivos do GT indígena nesse encontro. O nosso objetivo e nossa missão
no GT têm que ser incorporadas. E outra coisa é ter também claro a
independência das instituições indígenas, pois tem momentos que vamos
trabalhar juntos e tem momento que nos chocamos e precisamos ter essa
visão. Acho que um encontro de mudanças climáticas tem que dar conta
também da discussão de gestão territorial.
Auricélio: estamos participando desta reunião, pois fomos informados que o
encontro seria na nossa aldeia. Analisando o trabalho que a COIAB tá fazendo,
identificados que é o papel do movimento indígena. Sobre à contra partida é só
um ônibus daqui de Rio Branco até a aldeia. Eu sou a favor, acho que
precisamos sentar e discutir essas questões, diante do grande projeto que o
governo tem. Acho que é realmente o que a Vera fala, tem que ter seriedade, e
esses dias de preparatória será muito bom. Um encontro deste é necessário,
seria bom se todos nós reuníssemos para apoiar, independente de governo ou
não.
Tashka: acho que temos aqui um quórum que ver esse encontro como uma
oportunidade. A data é uma proposta que vem com algo aberto ainda. Acho
que tem outras coisas que precisamos discutir ainda, como conteúdos, quem
pode participar. Quem são os parceiros.
Letícia: nós recomendamos a COIAB a convidar também as instituições que
são contra estas questões, pois estas pressões nós do movimento indígena
também sofremos e esperamos que a COIAB venha nos ajudar nessa
conciliação.
Auricélio: nós como liderança da aldeia já estamos nos preparando para o
encontro.
Vera: acho que devemos ter na memória é que o encontro vai acontecer de
forma afinada com os objetivos do GT indígena e com os objetivos do IMC,
sobre mudanças climáticas e serviços ambientais.
Encaminhamentos:
- A COIAB vai apresentar a proposta de programação com conteúdos para
discussão com o GT na próxima reunião do dia 13 de agosto de 2012;
- Letícia vai verificar com a COIAB a possibilidade de alteração de data;
- Laura do IMC vai enviar lista das oficinas anteriores para Letícia acrescentar
na lista do encontro da COIAB;
- Na próxima reunião do GT serão analisadas as listas de participantes das
outras oficinas já realizadas para discutir melhor as participações do Acre.
Relatora da Reunião: Marta Nogueira de Azevedo, Instituto de Mudanças
Climáticas- IMC
Download

MEMÓRIA - Portal do Instituto de Mudanças Climáticas