UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
GLAUCELI MÜLLER
DESEMPENHO DAS HABILIDADES MOTORAS DAS CRIANÇAS, DE SEIS ANOS
DE IDADE, DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA/SC
Palhoça
2013
GLAUCELI MÜLLER
DESEMPENHO DAS HABILIDADES MOTORAS DAS CRIANÇAS, DE SEIS ANOS
DE IDADE, DO MUNICÍPIO DE SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA/SC
Trabalho de conclusão de curso
apresentado ao curso de Educação
Física, da Universidade do Sul de Santa
Catarina, como requisito parcial para
obtenção do título de Bacharel em
Educação Física.
Orientadora: Profa. Elinai dos Santos Freitas Schütz, Msc.
Palhoça
2013
À meu pai Sérgio, exemplo de vida.
À minha irmã, Gláucia, que sempre
esteve comigo.
À meu filho, Joaquim, “meu tudo”.
Ao Léo, meu companheiro, pelo respeito
por meu trabalho e, acima de tudo, por
mim.
AGRADECIMENTOS
A Deus por te me dado a vida, a oportunidade de estudar e forças por
conseguir realizar mais uma etapa da minha vida.
Ao meu pai, Sérgio por ser incentivador e acreditar na minha capacidade.
Pode ter certeza que nunca irei esquecer, e irei recompensar com muitas alegrias.
A minha irmã Gláucia, que sempre me apoia dando-me força.
Á meu marido Léo, sempre me apoia e dando força e me escutando,
aconselhando-me nas horas em que tive dificuldades e sempre me incentivando a
seguir o melhor caminho pra mim.
Ao meu filho Joaquim, que soube privar-se para que eu pudesse buscar
meu ideal, apoiando e ajudando em todos os sentidos. Maior amor impossível!
A grande amiga Priscila Cardoso, que nunca deixou de me ouvir e sempre
tinha palavras positivas, além de um sorriso lindo e amável para me fortalecer.
A família Gesser, por essa amizade que começou no momento em que
comecei a namorar com o Léo e permanece até hoje e há de nunca acabar.
A minha orientadora professora Elinai dos Santos Freitas Schütz, por ter
me ajudado na construção deste estudo, por ter sido compreensiva nas horas
difíceis e exigente nas horas necessárias e principalmente por ter acreditado em
mim do início ao fim deste caminho.
A professora Alzira Isabel da Rosa por ser exemplo de amor à profissão e
ser grande inspiradora no caminho profissional. Por ter me acompanhado e ter
direcionado a linha de raciocínio deste trabalho. Obrigada de coração.
A todos os membros da minha banca de defesa, que, de uma forma ou de
outra, colaboraram muito para a conclusão deste trabalho, ainda antes de
receberem a versão final.
A todos meus amigos e amigas pela motivação e força. Em especial as
amigas e companheiras do estágio Michele de Souza Serejo, Jucemar Oliveira e
Thais Kuhn pela colaboração, entendimento e apoio para a realização deste
caminho na graduação.
Aos pais das crianças, que permitiram seus filhos a participar deste
estudo.
Às crianças que participaram do estudo e que me ensinaram que a
compreensão e a colaboração são fundamentais no desempenho das tarefas em
grupo.
A todos que contribuíram de alguma forma para a conclusão desta etapa
da minha vida de desenvolvimento pessoal e profissional, o meu MUITO
OBRIGADA!
“Uma visão sem ação não passa de um
sonho. Uma ação sem visão é apenas um
passatempo. Agora, uma ação com visão
pode mudar o mundo”.
(Autor desconhecido).
RESUMO
Este estudo teve como objetivo analisar o nível de desempenho das habilidades
motoras das crianças, de seis anos de idade, do município de São Pedro de
Alcântara/SC. A pesquisa caracterizou-se como pesquisa aplicada, quantitativa,
descritiva e empírica do tipo descritiva. Participaram 17 crianças de seis anos de
idade, sendo 10 do sexo masculino e 7 do sexo feminino, residentes no município de
São Pedro de Alcântara/SC. O instrumento utilizado para analisar o desempenho
das habilidades motoras foi o TGMD-2 – Test of Gross Motor Development, de Dale
Urich (2000). Os resultados apontaram para o desempenho motor das crianças
dentro da média para a idade. Quando comparados as habilidades verificou-se
algumas diferenças. Na habilidade de locomoção, o salto de um pé só foi a
habilidade que obteve o escore mais elevado, e a passada foi a habilidade de
locomoção com o escore mais baixo. Já na habilidade de controle de objeto o
melhor resultado foi obtido na habilidade rebater uma bola parada e o que obteve o
escore menos elevado foi o arremesso por cima do ombro. Sendo assim, as crianças
investigadas apresentaram nível de desempenho das habilidades motoras na média,
sendo esse resultado abaixo do esperado e descrito pela literatura em que buscavase crianças proficientes, com classificação acima da média ou superior, nas
habilidades motoras básicas já no final da segunda infância. Sugerem-se novas
pesquisas que possam investigar a qualidade da prática motora oferecida às
crianças, para saber de que forma elas recebem estímulos ou orientações por parte
dos pais e professores. Pois este fator é importante no desempenho motor das
crianças.
Palavras-chave: Habilidades motoras. Crianças. TGMD-2.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Escores brutos mínimos e máximos, médias e desvio-padrão dos
participantes em cada habilidade do TGMD-2. .........................................................29
Tabela 2 – Médias e desvios-padrão do escore bruto no TGMD-2 em relação ao
gênero dos participantes. ..........................................................................................32
Tabela 3 – Médias e desvios-padrão do escore bruto no TGMD-2 de cada subteste.
..................................................................................................................................34
Tabela 4: Classificação descritiva do quociente motor grosso. .................................35
Tabela 5: Classificação descritiva do quociente motor grosso por sexo. ..................36
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................10
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA .............................................10
1.2 OBJETIVO GERAL .............................................................................................11
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...............................................................................11
1.4 JUSTIFICATIVA ..................................................................................................11
2 REVISÃO DE LITERATURA .................................................................................14
2.1 DESENVOLVIMENTO INFANTIL........................................................................14
2.2 DESENVOLVIMENTO MOTOR ..........................................................................15
2.2.1 Características físicas e motoras do desenvolvimento infantil: 0 a 6 anos
..................................................................................................................................17
2.3 HABILIDADES MOTORAS..................................................................................19
2.4 TESTE DE DESENVOLVIMENTO MOTOR GROSSO (TGMD-2) ......................21
3 MÉTODO................................................................................................................24
3.1 TIPO DE PESQUISA...........................................................................................24
3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA.......................................................................24
3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA.........................................................................25
3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS....................................................26
3.5 ANÁLISE DOS DADOS.......................................................................................27
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS .....................................29
5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES..............................................................................38
REFERÊNCIAS.........................................................................................................40
ANEXOS ...................................................................................................................45
10
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO TEMA E PROBLEMA
Em 1º de março de 1829 foi fundada a Colônia São Pedro de Alcântara,
primeira colônia alemã do Estado de Santa Catarina, localizada na região da Grande
Florianópolis. Com quase 180 anos de história, o município mantém atrativos
turísticos ligados à natureza. A cidade possui 4.710 habitantes (IBGE, 2010).
As crianças com idade de seis anos, rapidamente mostram seus
horizontes, afirmando sua personalidade, desenvolvendo habilidades e testando
seus movimentos corporais, a coordenação motora e uma variedade de habilidades
motoras fundamentais (GALLAHUE; OZMUN, 2005; AMARANTE, 2012).
Nessa fase se desenvolvem os sistemas neurológico e motor da criança,
por meio da movimentação corporal, dos relacionamentos sociais, do impulso da
criança no sentido de aprender o mundo e de aprender com o mundo. Por isso, a
importância de respeitar cada etapa de seu desenvolvimento, sem acelerar,
resultando na organização essencial do seu corpo, para que este possa apoiar a
organização de uma vida independente, ou em desenvolvimento (AMARANTE,
2012).
Para Barbanti (2003) padrão motor consiste na combinação de
movimentos do tronco e dos membros que são organizados em uma ação particular
de tempo – espaço. Já para Fonseca (2008) é uma ação motora específica e
otimista, capaz de ser dividida em vários movimentos de grande precisão e controle.
Gallahue; Ozmun e Goodway (2013), consideram toda fase de
movimentos fundamentais como possuidora de três estágios separados: o estágio
inicial representa as primeiras tentativas da criança orientada para o objetivo de
desempenhar uma habilidade fundamental como caminhar, correr, saltar; o estágio
elementar emergente envolve maior controle e melhor coordenação rítmica dos
movimentos fundamentais; e o estágio proficiente é caracterizado por desempenhos
mecanicamente eficientes, coordenados e controlados.
Assim são observadas as diferenças de padrões em todas as crianças,
pois uma criança pode estar no estágio inicial em certas atividades motoras, outras
podem estar no estágio elementar emergente e as demais no estágio proficiente. As
crianças não avançam de maneira uniforme no desenvolvimento de suas habilidades
11
motoras fundamentais, sendo as brincadeiras e as experiências instrutivas que vão
influenciar grandemente (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).
No entanto, a análise do desenvolvimento dos padrões motores
específicos na infância revela agilidade e complexidade crescentes à medida que a
criança desenvolve conforme a idade (ECKERT,1993).
Nesta perspectiva, estruturou-se o seguinte problema de pesquisa: como
está o desempenho das habilidades motoras das crianças de seis anos de idade, do
munícipio de São Pedro de Alcântara/SC?
1.2 OBJETIVO GERAL
Analisar o nível de desempenho das habilidades motoras das crianças, de
seis anos de idade, do município de São Pedro de Alcântara/SC.
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar o desempenho das habilidades motoras fundamentais de
locomoção das crianças de seis anos de idade, do município de São
Pedro de Alcântara/SC.

Identificar o desempenho das habilidades motoras fundamentais de
controle de objetos das crianças de seis anos de idade, do município
de São Pedro de Alcântara/SC.

Classificar o desempenho das habilidades motoras fundamentais das
crianças de seis anos de idade, do município de São Pedro de
Alcântara/SC.

Comparar a classificação do desempenho das habilidades motoras
fundamentais das crianças de seis anos de idade, do município de São
Pedro de Alcântara/SC.
1.4 JUSTIFICATIVA
Na educação física, os professores trabalham diretamente com as
manifestações do desenvolvimento motor e, desta forma, são necessários
instrumentos confiáveis e válidos. Na atualidade, há no universo acadêmico uma
12
grande controvérsia a respeito da eficácia dos instrumentos utilizados para avaliar o
desenvolvimento motor (GALLAHUE; OZMUN, 2005).
Nos últimos anos, o problema em adquirir habilidades motoras está em
compreender como o ser humano evolui e passa dos movimentos mais simples para
os mais complexos e, como, a partir de movimentos não estáveis, surgem os
movimentos consistentes e flexíveis em determinadas fases da vida (MARQUES,
1995).
Há estudos que evidenciam uma preocupação com o desenvolvimento
infantil e a influência cultural no desempenho motor. Assim, a capacidade de
movimentar-se é essencial para que ela possa interagir apropriadamente com o
meio ambiente em que vive, podendo gerar uma marca durável no seu
desenvolvimento (FIGUEIREDO et al.,2009; MARIANO, 2009).
As crianças estão cada vez mais utilizando brincadeiras e jogos
eletrônicos, passando muitas horas diante da televisão e do computador, realizando
atividades em espaços pequenos que limitam a experimentação ampla de
movimentos e, com isso, vêm sofrendo com o sedentarismo, assim esses fatores
exercem uma grande influência sobre o nível de desenvolvimento motor das
crianças (AZEVEDO, 2009).
De fato, existe uma grande dificuldade encontrada na coordenação
motora das crianças, isto é preocupante, pois a falta de intervenção destas pode
fazer com que os sintomas persistam durante a adolescência até quando adultos
(DERNER, 2009).
Segundo Camargo (2010), os resultados encontrados em seu estudo
fazem refletir sobre o efeito de programas de movimento e das aulas de educação
física sobre o desempenho motor de crianças entre cinco e seis anos de idade. Em
geral as pesquisas tem mostrado que as crianças apresentam níveis de
desempenho motor baixos. Porém é fundamental perceber, que, apesar de um
resultado inferior ao esperado, há superioridade do nível de desempenho motor de
crianças praticantes das atividades físicas, quando comparadas às não praticantes:
as crianças praticantes concentram-se nas categorias na média e abaixo da média,
enquanto que os nãos praticantes concentram-se nas categorias pobre e muito
pobre.
Assim, destaca-se a importância do conhecimento dos profissionais de
educação física, no que se refere à avaliação motora da criança, como forma de
13
acompanhar seu desempenho e perceber possíveis problemas na sequência
motora, além de poder influenciar no processo de desenvolvimento que ocorre
desde a concepção (PEREIRA et al. 2012).
Sendo assim, a escolha deste tema surgiu no decorrer da realização do
primeiro estágio obrigatório, que foi realizado no Projeto Mais Educação na
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). O projeto na Unisul oferece três
atividades: recreação e lazer, natação e informática. Ele é frequentado por cinco
escolas do munícipio de São José/SC, e as crianças que fazem parte deste projeto
tem idade entre 6 e 14 anos. A atividade na qual estagiei foi na recreação e lazer e
observou-se que estas crianças não realizavam as habilidades fundamentais
corretamente, ou seja, os movimentos realizados não apresentavam desempenhos
mecanicamente eficientes, coordenados e controlados, a partir dai surgiu a duvida
de como esta o desempenho das habilidades fundamentais das crianças de São
Pedro de Alcântara/SC,eu
buscando dar ao município que moro uma resposta
quanto ao padrão motor das crianças e posteriormente apresentar aos gestores do
município os resultados para possíveis aplicações práticas.
A escolha da idade de 6 anos se deu baseado na literatura específica
associando a idade cronológica e desenvolvimento motor, em que essas crianças
estando na segunda infância podem ou devem estar no estágio proficiente
(GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY 2013).
Desta forma, esta pesquisa, busca oferecer informações que possam
auxiliar gestores da área da educação, profissionais de educação física, e outros
interessados a trabalhar adequadamente com essas crianças, a fim de evitar
possíveis alterações no perfil motor, ou ser capaz de identificá-las quando
necessário.
14
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 DESENVOLVIMENTO INFANTIL
Desenvolvimento infantil consiste em mudanças físicas, cognitivas e
psicossociais que as crianças suportam desde o seu nascimento e que continua
durante toda a vida (PAPALIA; OLDS, 2000; COLE; COLE, 2003; BARBANTI, 2003;
GALLAHUE; OZMUN, 2005; FONSECA, 2008).
A
conquista
e
à
produção
de
competências
psicomotoras
de
aprendizagem no desenvolvimento da criança resultam de influências internas
associadas à espécie, e as influências externas, associadas à transformação
(PAPALIA; OLDS, 2000; KREBS, 2001; FONSECA, 2008).
O desenvolvimento infantil encontra na motricidade sua mais eloquente
expressão, pois o movimento constitui-se na fonte de comportamento, da forma mais
básica em que a criança interage e atua de forma dinâmica no ambiente físico e
social. A capacidade de realizar movimentos desenvolve um papel importante em
diferentes domínios do comportamento humano (MANOEL, 2001).
Reconstrói e recombina com dois tipos de mudanças: uma quantitativa
que é a mudança em número, como o aumento de peso e altura; e a mudança
qualitativa que consiste na estrutura ou organização, como o desenvolvimento de
um bebê não verbal para uma criança que compreende e fala uma língua (BEE,
1997; PAPALIA; OLDS, 2000; FONSECA, 2008). Se compreender o processo de
aprendizagem infantil, faz-se necessário considerar os aspectos socioeconômicos,
culturais e afetivos que interferem e são essenciais neste processo (ARANTES,
2003).
De fato, o desenvolvimento da criança está relacionado com a experiência
social, isto é, da ação e da mediação que os adultos lhe proporcionam de um
ambiente próprio que concretiza o conjunto de condições (estímulos, situações,
tarefas, etc.), na qual estão na base do desenvolvimento motor, afetivo e cognitivo
da criança (FONSECA, 2008).
Os primeiros anos da infância são essenciais que a criança esteja em um
ambiente estimulador, prazeroso e lúdico, para desenvolver seus sentidos e
habilidades, sendo assim quanto mais estimulada a criança seja, a mesma se torna
mais ativa, dinâmica, criativa, emocionalmente equilibrada e saudável, passando a
15
realizar melhor as atividades propostas, a encontrar soluções e a apresentar uma
boa socialização (ALMEIDA, 2009).
De acordo com Gallahue e Ozmun (2005) e Mariano (2009), brincar é um
facilitador do crescimento e do desenvolvimento cognitivo, afetivo, social da criança,
tendo um importante papel em desenvolver funções cognitivas tais como um
raciocínio lógico e a formulação de conceitos, sendo assim as brincadeiras lhe
proporcionam uma abundância de ambientes e variáveis para promover o
crescimento cognitivo. Portanto, Arantes (2003), constatou que o movimento, o jogo,
afetividade e a interação possuem grande relevância para o entendimento da
aprendizagem e do desenvolvimento infantil.
É também por meio da brincadeira que pode-se identificar o processo de
desenvolvimento na qual a criança se encontra, problematizando situações para que
possam potencializar suas aprendizagens e ampliar as fronteiras de seu universo
(MORAES, 2009).
O desenvolvimento psicomotor e a aprendizagem da criança derivam da
influência biológica e social, assim evoluindo de uma maturação emocional e motora
a uma maturação linguística, e em seguida a uma maturação cognitiva que consiste
de uma história concreta da experiência psicomotora a qual ela identificou em um
dado contexto sociocultural. Sendo assim, a aprendizagem depende de fatores
sociais e psicológicos que estão intimamente ligados à atividade bioquímica do
cérebro, que compreende o desenvolvimento global da criança. No entanto,
ambientes enriquecidos promovem uma estimulação mais significativa do que os
ambientes pobres (FONSECA, 2008).
2.2 DESENVOLVIMENTO MOTOR
Para Palafox (2012), o desenvolvimento motor consiste em um campo de
investigação que estuda o comportamento motor, em populações normais ou não
em diferentes faixas etárias, além de estudar as teorias que fundamentam o sentido
e o significado do movimento humano no processo de desenvolvimento e
aprendizagem humana. Já para Souza (1998), se refere ao amadurecimento do
controle sobre os diferentes músculos do organismo.
Desenvolvimento motor é a contínua alteração e estabilidade no
comportamento motor, com o avançar da idade cronológica, progredindo de um
16
movimento simples, sem habilidade, até incluir movimentos complexos e
organizados, também consiste na aquisição de habilidades motoras fundamentais
maduras, ao longo do ciclo da vida, realizado pela interação entre as exigências da
tarefa, a biologia do individuo e as condições do ambiente (BARBANTI, 2003;
GALLAHUE; OZMUN, 2003; HAYWOOD; GETCHEL, 2004; GALLAHUE; OZMUN,
2005).
O desenvolvimento motor é entendido como aspecto do comportamento
motor e do controle motor, no qual está diretamente ligado com o estudo das
mudanças ou transformações do desempenho motor durante os diferentes
momentos da evolução da vida (FERREIRA, NETO, 2004; GALLAHUE; OZMUN,
2005).
O desenvolvimento motor pode ser dividido em fases conforme a idade,
mas não são dependentes dela. As fases são: reflexiva, rudimentar, fundamental e
de movimento especializado, porém cada uma delas deve ser desenvolvida de
maneira adequada para se obter sucesso na etapa subsequente. Sendo assim, é
importante obter um desenvolvimento motor adequado já nos primeiros anos de
vida, pois há maior chance da criança engajar-se nas mais diversas atividades
motoras de maneira eficaz (GALLAHUE; OZMUN, 2005).
O desenvolvimento motor da criança pode estar relacionado a vários
fatores, entre eles as variáveis do contexto de desenvolvimento no qual ela participa
ativamente, a influência desse contexto do desenvolvimento motor pode delimitar ou
promover esse desenvolvimento, dependendo das atividades propostas, da forma
que será transmitida e do significado que estas têm para as mesmas, sendo assim é
importante à criança participar de atividades físicas que sejam significativas e
estimulantes para ela. (FONSECA; BELTRAME; TKAC, 2008).
Segundo Gallahue e Ozmun (2005), o desenvolvimento motor normal da
criança depende da intervenção e dos estímulos apropriados na época certa ou
período sensível, evitando que o desenvolvimento motor seja prejudicado em
períodos posteriores.
Desta forma, é preciso considerar que as experiências motoras
voluntárias, por si só, podem não ser suficientes para que as crianças desenvolvam
movimentos fundamentais, sendo de suma importância a qualidade e variedade dos
estímulos que estas crianças irão receber, aliada a uma metodologia e conteúdos
adequados, vale ressaltar o quão é fundamental que se proporcionem estímulos
17
motores, com conteúdos adequados ao nível de habilidade em que as crianças se
encontram (AZEVEDO, 2009).
Apesar de o relógio biológico ser bastante específico quando se refere à
sequência de aquisições de habilidades motoras, o padrão e a extensão do
desenvolvimento são determinados individual e dramaticamente pelas exigências da
tarefa em si, assim as faixas etárias meramente representam escalas de tempos,
aproximadas, as quais certos comportamentos podem ser observados, desta forma
o excesso de confiança nas delimitações desses períodos de tempo negaria os
conceitos
de
continuidade,
desenvolvimentista
(PAPALIA;
especialidade
OLDS,
e
2000;
individualidade
GALLAHUE;
do
processo
OZMUN,
2003;
GALLAHUE; OZMUN, 2005).
Os comportamentos motores não são intrinsecamente dirigidos somente
pelo sistema nervoso central, mas sim pelo resultado da interação de muitas
variáveis a partir do organismo, do ambiente e de uma tarefa motora específica, ou
seja, as interações do organismo com as tarefas a serem executadas em um
contexto definem e modelam os movimentos dos indivíduos; qualquer mudança
nesses fatores altera o movimento final (NEWELL, 1986 apud HAYWOOD;
GETCHELL, 2004).
Assim, o desenvolvimento motor trata-se da área que estuda diversas
outras áreas, entre elas a fisiologia do exercício, biomecânica, aprendizado motor,
controle motor, psicologia desenvolvimentista e psicologia social (GALLAHUE;
OZMUN, 2005).
2.2.1 Características físicas e motoras do desenvolvimento infantil: 0 a 6 anos
O crescimento físico e o desenvolvimento motor normal ocorrem segundo
dois princípios: princípio cefalocaudal, o desenvolvimento avança da cabeça para as
partes inferiores e o princípio próximo-distal, o desenvolvimento avança do centro do
corpo para as partes externas. Nota-se a ação desses dois princípios em
comportamentos perceptíveis, tais como a capacidade que o bebê tem para manter
ereta sua cabeça, antes que consiga sentar-se, e sua capacidade de sentar-se antes
que consiga engatinhar (BEE, 1997; PAPALIA; OLDS, 2000).
O estágio pré-natal que consiste desde a concepção até o nascimento é
caracterizado pela formação da estrutura e órgãos corporais básicos, sendo o
18
crescimento físico o mais rápido de todos os períodos, com grande vulnerabilidade
às influências ambientais (PAPALIA; OLDS, 2000).
A primeira infância (nascimento até três anos) é o período em que se
ganha altura e peso, os membros inferiores crescem rapidamente em proporção ao
comprimento do tronco, porém nem os ombros nem a cintura pélvica aumentam
rapidamente. A característica da primeira infância é um corpo mais retilíneo e
relativamente esguio, todos os sentidos funcionam, nesse período desenvolvem
habilidades motoras como agarrar, engatinhar, andar e correr, capacidade de
aprender e lembrar, a compreensão e a fala se desenvolve rapidamente (ECKERT,
1993; PAPALIA; OLDS, 2000; GALLAHUE; OZMUN, 2005).
Na segunda infância entre as idades de três e seis anos, elas crescem
mais lentamente do que antes, ficam magras e compridas, fazem progressos nas
habilidades motoras dos músculos maiores como correr, pular, saltar e arremessar e
aperfeiçoam tarefas motoras mais refinadas, como amarrar os cadarços do tênis, se
vestir sozinhas, abotoar camisas e desenhar figuras, envolvem coordenação dos
músculos pequenos e coordenação entre olhos e mãos, começam a mostrar
preferência pela mão direita ou esquerda (PAPALIA; OLDS, 2000; GALLAHUE;
OZMUN, 2005).
Os meninos e as meninas são diferentes em suas habilidades físicas, pois
os meninos possuem melhores resultados nas habilidades motoras em geral, em
relação às atividades de poder e força, isso se deve à preferência pelos jogos de
contatos e agilidade, enquanto as meninas tem maior habilidade nas atividades que
exijam coordenação motora fina, como desenhar e escrever ou em habilidades
motoras amplas, que combinem equilíbrio e movimento do pé, como pular, saltar e
as habilidades necessárias para ginástica (COLE; COLE, 2003; SILVEIRA, 2010).
Esta diferença no comportamento motor apresentada pelas crianças pode
também ser proporcionada pela influência cultural, ou sob um ponto de vista até
preconceituoso quanto às diferenças entre os sexos, quando lhes são passadas
atividades específicas para cada sexo (DERNER, 2009).
O desenvolvimento físico das crianças de dois a seis anos, é mais lento,
embora seja ainda permanente, no entanto as habilidades motoras continuam a
aperfeiçoar-se, gradativamente, porém a mesma varia de acordo com a herança
genética de cada criança, das oportunidades de aprender e praticar as habilidades
motoras, sendo que as crianças com seis anos de idade não esta totalmente
19
preparada
para
participar
de
atividades
(jogos/esportes)
com
movimentos
especializados (BEE, 1997; PAPALIA; OLDS, 2000). Para Eckert (1993), neste
período todos os padrões locomotores usuais estão adaptados e uma variedade de
coordenação olho-mão estão aprendidas.
2.3 HABILIDADES MOTORAS
Ato motores que surgem dos movimentos da vida diária do ser humano,
manifestam uma escala de qualidade de coordenação de movimentos. No entanto a
habilidade motora encontra-se nos movimentos do dia a dia e do trabalho do
individuo, como também na área do esporte (BARBANTI, 2003).
A habilidade motora se caracteriza por movimentos finos e amplos. Os
movimentos finos requerem precisão e destreza, pois são executados por uma
pequena musculatura, particularmente das mãos e dedos, já os movimentos amplos
são os que utilizam o corpo todo ou segmentos principais do corpo, como nas
atividades de locomoção, por isso muitas tarefas motoras incorporam ambos os
movimentos (MALINA; BOUCHARD, 2002; BARBANTI, 2003).
A habilidade geral é dominar movimentos complicados, conhecer
ligeiramente novas práticas e adaptar-se a várias situações. Possibilitando organizar
da melhor forma possível uma composição complexa de qualquer movimento, de
maneira que as partes sejam coordenadas entre si, assim permitindo que as partes
do corpo trabalhem adequadamente na expressão do movimento (BARBANTI,
1997).
O período de dois a seis anos de idade, é fundamental para o
desenvolvimento das habilidades motoras básicas ou fundamentais, pois a criança
está ativamente envolvida na exploração e experimentação das capacidades
motoras de seu corpo, é o momento de descobrir como desempenhar uma
variedade de movimentos estabilizadores, locomotores e manipulativos, primeiro
isoladamente
e,
então,
de
modo
combinado.
Ela
possui
três
estágios
frequentemente sobrepostos: o inicial, que representa as primeiras tentativas da
criança para desenvolver uma habilidade fundamental; o elementar emergente, que
envolve maior controle e melhor coordenação rítmica dos movimentos e, por fim, o
estágio proficiente, caracterizado por desempenhos mecanicamente eficientes,
coordenados e controlados (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).
20
As habilidades motoras fundamentais, ou básicas, são assim chamadas
por servirem de base para os estágios posteriores do movimento (PERES, 2008
apud AZEVEDO, 2009). Já para Gallahue e Ozmun (2005), um movimento
fundamental envolve elementos básicos somente daquele movimento em particular.
São exemplos de habilidades motoras fundamentais: correr, pular, arremessar,
apanhar, chutar, rolar, galopar entre outros.
Classificação
das
habilidades
de
locomoção,
de
estabilidade
e
manipulativas, segundo os autores (HAYWOOD; GETCHELL, 2004; GALLAHUE;
OZMUN, 2005):

Movimentos estabilizadores fundamentais – incluem as tarefas motoras
sem mudança de posição espacial, podendo ajustar os giros e
equilíbrios.

Movimentos locomotores fundamentais – incluem todos os movimentos
nos quais há alterações de posição do corpo, como os deslocamentos:
marcha, corrida e os saltos, é a partir da locomoção que as crianças
exploram
o
mundo
e
aprendem
a
movimentar-se
efetiva
e
eficientemente pelo ambiente.

Movimentos manipulativos fundamentais – envolvem a aplicação de
força aos objetos e / ou a recepção de força deles. O movimento
manipulativo combina, tanto com os movimentos locomotores quanto
estabilizadores, e apenas depois que esses movimentos tenham sido
estabelecidos é que se nota o aparecimento de movimentos
manipulativos. Geralmente, este tipo de atividade motora exige um
desenvolvimento avançado da percepção, principalmente visual, e da
coordenação.
As habilidades motoras especializadas são específicas de tarefas e para
a sua realização bem sucedida, o desenvolvimento motor fundamental é prérequisito ao repertório motor do indivíduo. As mesmas são divididas em três
estágios: o estágio de transição, onde a criança é atraída para vários tipos diferentes
de atividades decorrentes de um ganho no seu desempenho; o estágio da aplicação,
onde o indivíduo se torna mais consciente de seus recursos e limitações e
concentra-se em certas modalidades; e o estágio de utilização permanente, onde
escolhem algumas modalidades, de acordo com seu interesse e habilidade, para
21
participar regularmente em situações competitivas, recreativas ou da vida diária
(GALLAHUE; OZMUN, 2005).
Por fim, constata-se que muitos indivíduos, até mesmo adultos, não vão
além do estágio elementar em muitos padrões de movimento. Sendo assim, as
experiências realizadas espontaneamente pelas crianças são importantes, porém
analisando todo o contexto de que cada vez mais a escola se torna o principal meio
para desenvolver as habilidades motoras, faz-se necessário que se volte para o
papel fundamental, que as aulas de educação física exercem no desenvolvimento
das crianças, desde tenra idade (GALLAHUE; OZMUN, 2005; AZEVEDO, 2009).
2.4 TESTE DE DESENVOLVIMENTO MOTOR GROSSO (TGMD-2)
O Test of Gross Motor Development – (TGMD-2) é um teste para
acompanhar e avaliar o desenvolvimento de crianças, pois o mesmo consegue
analisar a fundo as habilidades motoras fundamentais e, através dele podem-se
obter informações precisas de como, por que e de que maneira trabalhar com as
crianças, e levando em consideração a individualidade de cada um (TEIXEIRA,
2011).
Em uma pesquisa realizada com 26 crianças, escolares, com idades entre
6 e 8 anos, os resultados obtidos foram de que apenas 4 crianças apresentaram
idades equivalentes superiores as suas, variando entre habilidades motoras
locomotoras ou manipulativas. Em média essas crianças foram consideradas,
conforme classificação, metade com desempenho motor na média ou abaixo da
média e metade pobre em relação a seu padrão de desenvolvimento (TEIXEIRA,
2011).
No estudo de Braga et al. (2009), que teve como objetivo investigar a
influência de um programa de intervenção motora no desempenho das habilidades
locomotoras de 60 crianças com idade entre 6 e 7 anos em que o experimento se
constituiu de três fases: pré-teste, programa de intervenção e pós-teste, através da
bateria de testes TGMD-2, verificou-se que as crianças apresentaram uma média de
desempenho das habilidades locomotoras abaixo do esperado.
Ao investigar a influência da intervenção motora no desempenho das
habilidades de controle de objetos e sua relação com a força de preensão palmar
máximo em crianças eutróficas de seis e sete anos de idade, as mesmas
22
apresentaram um desempenho médio maior que o proposto pelo teste TGMD-2 e
este fato parece estar relacionado à forma como foram selecionadas as crianças
deste estudo, pois para que fosse possível um maior controle da influência da
intervenção no desempenho, foi estabelecido como critério de seleção da amostra a
escolha daquelas crianças descritas com eutróficas (KEULEN, 2009).
Crianças de 7 e 11 anos de idade que participaram do estudo de Piffero
(2007), que tinha como objetivo verificar a influência de um programa de iniciação de
tênis, demonstraram mudanças significantes nas habilidades de locomoção e
controle de objeto. Esse resultado concretiza a ideia de que a prática de habilidades
motoras especializadas em esportes que se utilize de materiais como, no caso,
bolas e raquete e que incorpore habilidades específicas (ex: rebater, arremessar,
quicar), proporciona ao aprendiz mudanças positivas que irão refletir em ganhos
sobre habilidades motoras fundamentais. Para as avaliações das crianças deste
estudo foram utilizados o TGMD-2 e o instrumento de avaliação de habilidades
motoras especializadas do tênis.
Santos (2013), teve como objetivo investigar se há associação entre
desempenho das habilidades motoras fundamentais aos sete anos de idade e a taxa
de mudança nos níveis de atividade física após três anos. Participaram do estudo 37
crianças da cidade de Muzambinho (MG). Foi aplicada avaliação das habilidades
motoras grossas (TGMD-2) que foi determinado pelo Quociente Motor Geral (QMG).
Porém nenhuma criança atingiu QMG acima do esperado, somente 16% das
crianças atingiram a pontuação do QMG dentro do esperado, sendo a maioria das
crianças, 84%, apresentaram resultados abaixo do esperado para o desempenho
das habilidades motoras, principalmente entre os meninos. Apesar de Muzambinho
ser uma cidade pequena em que as pessoas se deslocarem a pé de um lugar para
outro e que as brincadeiras das crianças no dia a dia ainda costumam ser na rua,
Santos (2013), verificou que elas ainda possuem suas habilidades motoras
fundamentais pouco desenvolvidas.
Ao investigar o desempenho motor de crianças de 5 e 6 anos praticantes
de atividade física sistemática, relacionando-o características biológicas, de contexto
familiar e de prática, Brauner e Valentini (2009), avaliaram através do TGMD-2. Os
resultados em geral indicaram desempenho motor abaixo do esperado, desempenho
superior nas habilidades de locomoção quando comparadas as habilidades de
23
controle de objetos, desempenho semelhante entre os sexos nas habilidades de
locomoção e superior nos meninos quanto ao controle de objetos.
O estudo de Marramarco et al. (2012), objetivou investigar a associação
entre o estado nutricional e o desempenho motor de crianças. Participaram 287
crianças, sendo 151 meninos e 136 meninas com idades entre 5 e 10 anos. Foi
utilizado o TGMD-2, e obteve-se os seguintes resultados, independentemente do
estado nutricional, as crianças apresentaram desenvolvimento motor muito pobre.
Atualmente, a prática da atividade física regular é benéfica para a saúde.
A variação da atividade física para as crianças é resultante de vários fatores, nos
quais incluem habilidades motoras fundamentais e a coordenação motora. O estudo
de Lopes et al. (2011), teve como objetivo analisar a relação entre a atividade física
habitual e as habilidades motoras fundamentais, e a coordenação motora em
crianças de ambos os sexos com idade de 6 e 7 anos. A amostra foi constituída por
21 crianças, foi usado o TGMD-2 e as crianças apresentaram resultados baixos,
indicadores de possíveis insuficiências do desenvolvimento coordenativo e de pobre
desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais, pelo que se considera que
deviam ser alvo de uma especial intervenção, nomeadamente na área da educação
física.
24
3 MÉTODO
3.1 TIPO DE PESQUISA
Quanto à natureza essa pesquisa se caracteriza por aplicada gerando
conhecimentos para a aplicação prática, buscando soluções para problemas
concretos, ou seja, os resultados devem ser aplicados ou utilizados, imediatamente,
na solução de problemas que ocorrem na realidade (CERVO; BERVIAN, 2002;
SILVA et al, 2011).
Quanto à abordagem do problema, esta pesquisa, se caracteriza como
quantitativa que considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir
em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso
de técnicas estatísticas para o tratamento dos dados (SILVA et al, 2011).
Em relação aos objetivos esta pesquisa é classificada como descritiva,
conforme Cervo e Bervian (2002), neste tipo de pesquisa, se observa, registra,
analisa e correlaciona fatos ou fenômenos sem manipulá-los, tem o objetivo de se
familiarizar com o fenômeno ou obter uma nova percepção e descobrir novas ideias.
E quanto aos procedimentos técnicos, é uma pesquisa empírica do tipo
descritiva que se caracteriza pela obtenção de conhecimento (THOMAS; NELSON,
2002).
3.2 PARTICIPANTES DA PESQUISA
Os participantes desta pesquisa foram constituídos por 17 crianças,
sendo 10 meninos e 7 meninas, do município de São Pedro de Alcântara/SC, com
idade de seis anos, de ambos os sexos. A população de crianças de dessa idade no
município é de 70 crianças (que no decorrer do ano de 2013 completariam seis anos
de idade) segundo dados da secretária da saúde de São Pedro de Alcântara e
inicialmente pretendia-se trabalhar com toda a população. Foram entregues 45
Termos de Consentimento Livre e Esclarecido para crianças com seis anos
completos até o dia da coleta de dados. A escolha dos participantes foi de forma não
aleatória intencional e com participação voluntária.
Sendo os critérios de inclusão dos participantes da pesquisa: concordar
em participar do estudo de forma voluntária com a autorização dos pais e
25
responsáveis mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
(TCLE); estar matriculadas em alguma escola do município de São Pedro de
Alcântara/SC, e ter seis anos completos até o início da coleta de dados.
Dos 47 Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) entregues,
apenas 17 retornaram com a autorização dos pais/responsáveis.
Salienta-se que 13 crianças participantes do estudo tinham na grade
curricular três aulas de educação física por semana, e quatro delas apenas uma vez
na semana. De acordo com a legislação do Município de o Estado as aulas de
educação física são ministradas por um Profissional de Educação Física.
3.3 INSTRUMENTO DE PESQUISA
Para analisar o nível de desempenho das habilidades motoras das
crianças que participaram deste estudo, foi utilizado o TGMD-2 (Ulrich, 2000) - Test
of Gross Motor Development – Second Edition.
O Teste de Desenvolvimento Motor Grosso (TGMD-2) é um teste, que
avalia doze habilidades motoras amplas de crianças com idade entre três anos
completos e dez anos e onze meses. Ele é composto por dois subtestes: locomotor
e de controle de objetos. As habilidades motoras de locomoção avaliadas são:
corrida, galopar, salto com um pé só, passada, salto horizontal e corrida lateral,
enquanto que rebater uma bola parada, quicar no lugar, receber, chute, arremesso
por cima do ombro e rolar a bola por baixo constituem o subteste de controle de
objetos.
O teste foi realizado com crianças de seis anos de idade, sendo que cada
criança recebeu uma descrição verbal, seguida de demonstração da habilidade a ser
realizada. A partir de então a criança realizou uma tentativa prática; caso
demonstrasse não ter compreendido a tarefa, lhe foi fornecido uma demonstração
adicional. Assim, a criança que apresentou alguma dificuldade na execução da
tarefa ou até mesmo não compreendeu, teve duas tentativas para realizar a
habilidade motora que apresentou dificuldade.
O registro do teste da criança foi realizado através de uma câmera digital,
com vista lateral, acoplada em seu respectivo tripé de suporte.
Para analisar o nível de desempenho motor das crianças, foram utilizados
os valores das habilidades de cada criança, representada pelo Quociente Motor
26
Grosso (QMG). A partir da soma dos escores brutos de cada subteste (locomotor e
de controle de objetos) onde o menor valor de cada subteste é zero e o maior
quarenta e oito. Foi utilizada uma tabela de conversão para a obtenção do
Quociente Motor Grosso, cujos valores variam de muito pobre, pobre, abaixo da
média, média, acima da média, superior e muito superior, classificando a criança
com idade motora de acordo com a sua idade cronológica.
Os materiais utilizados para a administração do TGMD-2 foram:

Uma câmera digital;

Cones;

Uma trena de 50 m;

Bola de futebol;

Uma bola de voleibol;

Bolas de tênis;

Um bastão;

Duas canetas esferográficas;

Uma prancheta
3.4 PROCEDIMENTOS DE COLETA DE DADOS
Inicialmente foi feito contato com o secretário da educação do município
de São Pedro de Alcântara/SC, explicado os objetivos do estudo, houve aceitação e
foi assinado o Termo de Ciência e Concordância entre Instituições.
O trabalho foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da UNISUL e
aprovado sob numero 12.522.4.09.111. Foi agendado dia, horário e local para a
aplicação do teste. Como a pesquisa foi feita com crianças menores de idade, foi
enviado o Termo de Consentimento, Livre e Esclarecido (TCLE) para os
responsáveis autorizarem a participação das crianças.
Foi realizada a análise do espaço físico das escolas municipais de São
Pedro de Alcântara/SC, aferindo a área total e a área útil para cada criança realizar
o teste.
O teste foi realizado, com as crianças que trouxeram o Termo de
Consentimento, Livre e Esclarecido (TCLE) assinado, com o acompanhamento do
pesquisador responsável que prestou esclarecimentos, ou saneou dúvidas no
27
momento da realização do mesmo, e contou com um auxiliar durante a realização
dos testes.
As crianças permaneceram em uma fila, e foram orientadas a esperar o
sinal do professor (pesquisador) para iniciar o teste. Uma criança de cada vez
realizou duas vezes o mesmo subteste. Foi aplicado um subteste de cada vez para
cada criança. Primeiramente foi realizado o subteste de locomoção (corrida, galope,
salto com um pé, passada, salto horizontal e corrida lateral) e em seguida o subteste
de controle de objetos (rebater, quicar, receber, chutar, arremesso por cima e
arremesso por baixo).
O teste foi filmado e o diagnóstico foi feito através da observação e
análise dos critérios de desempenho para todas as doze competências. As
habilidades locomotoras e de controle de objetos possuem vinte e quatro critérios de
desempenho cada uma e, desta forma, cada criança avaliada possui duas
pontuações, em todos os critérios de desempenho em cada uma das técnicas. Se
apresentar o critério de eficiência corretamente, a criança recebe uma pontuação “1”
na coluna para esse julgamento. Se não apresentar o desempenho de critério
corretamente, recebe uma pontuação “0”. Calcule-se então o critério de eficiência
mediante a soma das duas provas e coloca-se na coluna rotulada “escore”. Em
seguida calcula-se a pontuação pela soma dos escores das habilidades dentro de
cada subteste e colocam-se essas pontuações em “escore bruto”.
O tempo utilizado para a realização completa do teste foi de
aproximadamente 20 minutos para cada criança. Os testes foram filmados para a
análise posterior. Após a filmagem foi realizada a análise de cada habilidade
desempenhada pela criança. A análise das filmagens levou aproximadamente 30
minutos por cada criança.
3.5 ANÁLISE DOS DADOS
Para análise do dados, foi utilizado os escores brutos e relacionados em
uma tabela específica de acordo com a idade 6 anos até 6 anos e 6 meses. Depois
se somou os resultados de cada escore bruto de locomoção e controle de objetos.
Esse valor foi transformado em outra tabela que se chegou ao Quociente Motor
Grosso (QMG). Foi utilizado o SPSS para avaliar a frequência de cada QMG no total
e depois de acordo com o sexo. Para calcular a média de desempenho das
28
habilidades locomotoras e controle de objeto foi utilizado o Excel. Onde foi analisada
a relação habilidade locomotora e controle de objetos com a variável (sexo), sendo
ilustrados nas tabelas.
Ao término da análise e tabulação dos dados, os mesmos serão
armazenados por um período de 5 anos, após esse período o material será deletado
e incinerado.
Após a análise dos dados foi marcado um encontro, com o secretário de
educação do município de São Pedro de Alcântara, para a exposição dos
resultados.
29
4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
São apresentados neste capítulo as discussões dos resultados dos dados
coletados, que teve como objetivo analisar o desempenho das habilidades motoras
das crianças do município de São Pedro de Alcântara.
A tabela 1, a seguir apresenta os valores descritivos para o desempenho
das habilidades motoras fundamentais dos participantes do estudo, bem como os
pontos máximos possíveis a ser atingido no TGMD-2, pontos mínimos e máximos
atingidos pelos participantes em cada habilidade, médias e desvio-padrão. Para esta
tabela, optou-se por analisar os dados utilizando como critério o escore-bruto.
Tabela 1 – Escores brutos mínimos e máximos, médias e desvio-padrão dos
participantes em cada habilidade do TGMD-2.
Habilidade
MaT*
MiAt**
MaAt***
Média
DP
Corrida
Galope
Salto com 1 pé só
Passada
Salto horizontal
Corrida lateral
Rebater uma bola parada
Quicar no lugar
8
8
10
6
8
8
10
8
6
4
5
0
0
4
4
1
8
8
10
6
8
6
10
8
7,2
5,9
7,9
4,1
4,6
5,4
7,1
4,9
1,0
0,9
1,4
2,1
1,9
0,9
2,3
2,2
Receber
6
2
6
5,1
1,2
Chutar
8
4
8
6,9
1,2
Arremesso por cima do ombro
8
0
7
2,8
2,3
Rolar por baixo
8
0
8
3,4
2,4
Fonte: Elaboração dos Autores 2013.
*MaT: máximo de pontos possível de ser atingido no TGMD-2
**MiAt: mínimo de pontos atingido pelos participantes nas habilidades
***MaAt: máximo de pontos atingido pelos participantes nas habilidades
Ao observar os resultados da tabela 1, pode-se verificar que na habilidade
de corrida as crianças em geral, de 8 pontos possíveis, atingem em média 7,2,
pouco acima quando comparados com os estudos de Teixeira (2011), em que suas
crianças alcançam a média de 5,5 e no estudo de Brauner e Valentini (2009), em
que a média obtida foi 6,6. Segundo Gallahue; Ozmun e Goodway (2013), a corrida
é provavelmente a habilidade motora fundamental mais importante, pois é usada em
30
quase todos os esportes, jogos infantis e atividades ao longo da vida. Sendo uma
das primeiras habilidades em que a criança desenvolve competência.
No galope, de 8 pontos possíveis, a média ficou em torno de 5,9,
resultado próximo ao encontrado por Teixeira (2011), que foi de 6,1. Ja Brauner e
Vatentini (2009), encontraram 4,8. O galope é uma habilidade rítmica, pois o padrão
da marcha do movimento é assimétrico e irregular, o mesmo é a primeira habilidade
de
locomoção
assimétrica
aprendida
pela
criança
(GALLAHUE;
OZMUN;
GOODWAY, 2013).
Na habilidade salto com um pé só, num total de 10 pontos, a média ficou
7,9, resultado esse também pouco acima dos encontrados por Teixeira (2011), em
que suas crianças atingiram a média de 6,1 e Brauner e Valentini (2009), que
atingiram a média de 4,5.
Já na habilidade da passada apresentaram a média 4,1 do total de 6,
resultados caracterizados como próximos aos encontrados por Teixeira (2011), (4,6
pontos) e Brauner e Valentini (2009), 3,7 pontos.
O salto horizontal é uma habilidade explosiva, e muito requisitada em
muitos esportes, como ginástica, basquetebol, voleibol e no atletismo (salto triplo e
salto em distância), mostram como os atletas de elite podem maximizar a mecânica
do corpo e saltar bem alto e bem longe (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).
No salto horizontal, de 8 pontos possíveis, a média ficou em 4,6. No estudo de
Teixeira (2011), a média das crianças ficou em 6,2 e no de Brauner e Valentini
(2009), a média ficou em 3,0.
Na corrida lateral a média alcançada foi 5,4 pontos num total de 8, ficando
pouco abaixo dos resultados encontrados por Teixeira (2011), em que a média foi 6
pontos e Brauner e Valentini 6,2 pontos. Esta habilidade é considerada rítmica, pois
pode ser usada em esportes como o basquetebol, o handebol, no campo de
beisebol e softball e na preparação para bloquear na rede do voleibol (GALLAHUE;
OZMUN; GOODWAY, 2013).
Na habilidade rebater uma bola parada o escore geral foi de 7,1 num total
de 10. No estudo de Teixeira (2011), o escore geral foi de 6,1 e no de Brauner e
Valentini (2009), foi de 4,6. Segundo Gallahue; Ozmun e Goodway (2013), o rebater
é uma habilidade balística de propulsão, que toma formas variadas em diversos
esportes. Há diferentes formas de rebater, como com o braço na lateral, com o braço
abaixado e com o braço levantado, com uma das mãos e com ambas as mãos. Esta
31
habilidade é essencial em muitas atividades esportivas, como tênis, raquetebol,
voleibol, beisebol e outras.
Já na habilidade de quicar no lugar apresentaram média 4,9 num total de
8 pontos. No estudo de Teixeira (2011), apresentaram o mesmo resultado deste
estudo, já Brauner e Valentini (2009), apresentaram média de 3,3.
A habilidade receber é usada em esportes, jogos e atividades durante
toda a vida. Sendo uma habilidade de manipulação cujo objetivo consiste em reter a
possessão de um objeto. Esta habilidade depende de outras habilidades a fim de
que a criança consiga pegar a bola/objeto, incluindo a coordenação olho-mão, a
habilidade de rastrear o objeto com os olhos, antecipar a sua trajetória de modo
consistente e intercepta-lo, a consciência perceptiva e a manipulação dos dedos de
acordo com a dinâmica de voo objeto (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013). De
6 pontos possíveis, as crianças atingiram média de 5,1, valores pouco acima dos
encontrados no estudo de Teixeira (2001), média de 4,5 e no de Brauner e Valentini
(2009), média de 3,6.
Chutar é uma habilidade balística que consiste em uma forma de rebater
com o pé. O esporte que depende desta habilidade é o futebol. Para conseguir
chutar, é preciso de coordenação olho-pé, equilíbrio e habilidades motoras
perceptivas (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013). A média das crianças foi de
6,9 pontos de 8 pontos possíveis sendo superior aos achados de Teixeira (2011) e
de Brauner e Valentini (2009), foi 4,0 pontos.
O arremesso por cima do ombro é uma das habilidades fundamentais
mais úteis funcionalmente, é inerente a esportes como o beisebol e o softball e está
envolvido em esportes como o basquetebol, futebol e críquete. O movimento de
arremessar também faz parte dos padrões de habilidades esportivas, como o saque
do tênis, cortada no voleibol, entre outras (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY,
2013). De 8 pontos atingíveis, só alcançaram 2,8. E Teixeira (2011), 3,9 pontos e
Brauner e Valentini (2009), com 1,2 pontos. Talvez possa inferir-se que esses
resultados encontrados possam estar relacionados a cultura do movimento corporal
do povo Brasileiro que pouco desenvolve modalidades esportivas que tem como
base o arremesso por cima do ombro como beisebol, softbol.
No rolar por baixo, de 8 pontos possíveis, a média ficou em torno de 3,4,
abaixo dos valores encontrados por Teixeira (2011), 6 pontos e para Brauner,
Valentini (2009), ficou em 4,2 pontos.
32
A tabela 2, a seguir apresenta os valores descritivos para o desempenho
das habilidades motoras fundamentais dos participantes do estudo, bem como as
médias e o desvio-padrão dos meninos e das meninas. Para esta tabela, optou-se
por analisar os dados utilizando como critério o escore-bruto.
Tabela 2 – Médias e desvios-padrão do escore bruto no TGMD-2 em relação ao
gênero dos participantes.
Habilidade
Corrida
Galopar
Salto com um pé só
Passada
Salto horizontal
Corrida lateral
Rebater uma bola parada
Quicar no lugar
Receber
Chutar
Arremesso por cima do ombro
Rolar por baixo
Fonte: Elaboração dos Autores 2013.
Meninas
M
DP
6,0
1,0
6,4
0,8
7,9
1,8
5,4
1,0
5,4
1,8
5,4
1,0
6,0
2,0
4,1
2,9
5,3
1,1
6,7
1,5
1,6
1,8
3,7
1,5
Meninos
M
DP
7,7
0,7
5,6
0,8
7,9
1,2
3,2
2,3
4,1
1,9
5,4
0,8
7,9
2,2
5,4
1,6
5,0
1,3
7,0
0,9
3,6
2,3
3,2
3,0
Ao observar os resultados da tabela 2, pode-se verificar que os meninos
evidenciam um perfil de desenvolvimento maior que meninas na corrida, sendo o
contrário no estudo de Teixeira (2011), e de Brauner e Valentini (2009).
As meninas apresentaram média superior aos meninos no galope, sendo
que o estudo de Brauner e Valentini (2009) confirmam este mesmo resultado, já
para Teixeira (2011) os meninos foram mais eficientes.
No salto com um pé só os meninos apresentaram-se mais hábeis que as
meninas, sendo o mesmo resultado encontrado no estudo de Teixeira (2011), e
Brauner e Valentini (2009). Segundo Gallahue; Ozmun e Goodway (2013), essa
habilidade é uma das poucas em que as meninas passam à frente dos meninos.
Na passada as meninas atingiram 5,4 pontos e os meninos 3,2 pontos,
porém no estudo de Teixeira (2011), os meninos e meninas fizeram a mesma
pontuação. E no estudo de Brauner e Valentini (2009), as meninas alcançaram
média de 4,0 pontos enquanto os meninos 3,4 pontos.
33
Na habilidade do salto horizontal, as meninas apresentaram novamente
um perfil maior em relação aos meninos, isso também aconteceu no estudo de
Teixeira (2011). Já para Brauner e Vatentini (2009) foi verificado o resultado
contrário.
Na corrida lateral, tanto as meninas e os meninos apresentaram o mesmo
resultado, sendo semelhando aos dados encontrados por Teixeira (2011), já para
Brauner e Valentini os meninos apresentaram média superior as meninas.
Os meninos evidenciam resultados maiores que as meninas na habilidade
rebater uma bola parada, este resultado também se confirma no estudo de Teixeira
(2011), e de Brauner e Valentini (2009).
Meninos são novamente superiores as meninas na habilidade quicar no
lugar, semelhante aos resultados do estudo de Teixeira (2011) e de Brauner e
Valentini (2009).
Meninas com o perfil melhor que os meninos na habilidade receber, este
resultado se confirma no estudo de Teixeira (2011), porém no estudo de Brauner e
Valentini (2009), os meninos tiveram um desempenho melhor.
No chute os meninos estão mais hábeis que as meninas, sendo o mesmo
encontrado na pesquisa de Brauner e Valentini (2009). Já no estudo de Teixeira
(2011), não houve diferença entre os dois.
Os meninos apresentaram-se melhores do que as meninas na habilidade
arremesso por cima do ombro, isto também se confirma por Brauner e Valentini
(2009), porém é o contrário para Teixeira (2011).
No rolar por baixo as meninas foram superiores aos meninos, este
resultado também se confirma por Teixeira (2011), porém para Brauner e Valentini
(2009), os meninos foram mais eficientes que as meninas.
A tabela 3 apresenta as médias e desvios-padrão dos escores brutos
obtidos pelos participantes no subteste locomotor e controle de objeto.
34
Tabela 3 – Médias e desvios-padrão do escore bruto no TGMD-2 de cada subteste.
Subteste
Meninas
Meninos
Geral
M
DP
M
DP
M
DP
Locomotor
37,1
2,9
33,9
4,3
35,2
4,0
Controle de objetos
27,4
6,0
31,6
3,6
29,9
5,0
Fonte: Elaboração dos Autores 2013.
As habilidades de locomoção somam 48 pontos. As crianças deste estudo
atingiram em média 35,2, o que demonstra a dificuldade que as mesmas têm para
realizar as habilidades motoras fundamentais, pois a maioria dos dados disponíveis
referente aquisição das habilidades de movimento fundamental sugere que as
crianças podem e devem estar no estágio proficiente em torno dos 5 ou 6 anos na
maioria das habilidades fundamentais (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013).
No estudo de Teixeira (2011), participaram 26 crianças de 6 a 8 anos e elas
atingiram a média de 39,2, segundo o autor a faixa etária em que elas se encontram
deveriam estar dentro de um padrão considerado maduro. Na investigação de Braga
et al. (2009), constituída por crianças de 6 e 7 anos, os resultados apontam o
desempenho das habilidades locomotoras do escore bruto geral com média de 35,4.
As meninas apresentaram um perfil melhor nas habilidades locomotoras quando
comparado aos meninos, resultando também foi confirmado por Teixeira (2011), por
Braga et al.(2009), e por Brauner; Valentini (2009).
As habilidades de controle de objetos somam 48 pontos. As crianças
deste estudo atingiram em média 29,9. Acredite-se que os padrões de movimento
qualitativamente diferentes observados nas sequências de desenvolvimento
representam atrativos comportamentais ou modos comuns de adquirir a habilidade,
no entanto o movimento escolhido dependerá da interação entre restrições impostas
pelo indivíduo, pelo ambiente e pela tarefa (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY,
2013). Teixeira (2011), encontrou media pouco superior, 31,7. Acredita-se que este
resultado esteja relacionado ao fato de a educação física escolar, estar em
defasagem e não propiciar aos alunos experiências com elementos como bastões
para rebatida, bolas de diversos tamanhos ou outras oportunidades de estimulação.
O resultado apresentado por Brauner e Valentini (2009), foi de 21,2 considerado um
desempenho inferior ao esperado. Os meninos atingiram um perfil melhor nas
35
habilidades controle de objeto do que as meninas e este resultado também foi
encontrado por Brauner e Valentini (2009), e por Keulen (2009), porém no estudo de
Teixeira (2011), foi o contrário as meninas obtiveram um perfil melhor que os
meninos.
Na tabela 4 apresenta-se a distribuição da amostra (n=17) quanto à
classificação atingida no TGMD-2. Considerando a variável desempenho do
quociente motor grosso.
Tabela 4: Classificação descritiva do quociente motor grosso.
Classificação
Frequência
Porcentagem [%]
Muito Pobre
Pobre
Abaixo da média
Média
Acima da Média
Superior
Muito Superior
Total
-1
6
9
1
--17
-5,9
35,3
52,9
5,9
--100,0
Fonte: Elaboração dos Autores 2013.
Ao observar os resultados da tabela 3, pode-se verificar que nenhuma
criança atingiu o quociente motor grosso muito superior e superior assim como muito
pobre. A maioria das crianças atingiu a pontuação do QMG (quociente motor grosso)
dentro da média. E praticamente mais de 90% das crianças apresentaram-se em
torno da média (abaixo da média, media e acima da média)
No estudo de Santos (2013), nenhuma criança atingiu QMG acima da
média e somente 16% das crianças atingiram a pontuação do QMG dentro da
média. A maioria das crianças, 84%, apresentaram resultados abaixo da média. Já
no estudo de Brauner e Valentini (2009), o desempenho geral, deduzido a partir do
QMG se mostrou pobre.
O estudo de Pansera (2012), composto por 301 crianças de seis a dez
anos, os resultados indicam que a maioria dos participantes encontra-se na
categoria pobre, seguidas, respectivamente, pela categoria abaixo da média e muito
pobre.
36
No estudo de Teixeira (2011), apenas quatro crianças apresentaram
idades equivalentes superiores as suas. Em média as crianças foram consideradas,
conforme classificação, metade com desempenho motor na média ou abaixo da
média e metade pobre em relação a seu padrão de desenvolvimento.
Os resultados no estudo de Marramarco (2012), apresentaram de forma
geral, que as crianças investigadas apresentaram um desempenho motor pobre
(41,5%) e muito pobre (31,7%). E no estudo de Lopes et al. (2011), suas crianças
apresentaram desenvolvimento pobre nas habilidades motoras fundamentais.
O estudo de Abiko (2012), teve como objetivo investigar o desempenho
motor de 145 crianças de Maringá – Paraná de seis e sete anos de idade de ambos
os sexos. Nos resultados apresentados verificou-se que as crianças de seis e sete
anos demostram valor pobre (79,00) no quociente motor grosso.
A tabela 4, abaixo apresenta a classificação descritiva quociente motor
grosso por sexo:
Tabela 5: Classificação descritiva do quociente motor grosso por sexo.
Classificação
Descritiva
Feminino
Porcentagem
Frequência
[%]
Masculino
Porcentagem
Masculina
[%]
Muito Pobre
--
--
--
--
Pobre
1
14,3
--
--
Abaixo da Média
2
28,6
4
40,0
Média
3
42,9
6
60,0
Acima da média
1
14,3
--
--
Superior
--
--
--
--
Muito Superior
--
--
--
--
Total
7
100,0
10
100,0
Fonte: Elaboração dos autores 2013.
Ao observar os resultados descritos na tabela 4, pode-se verificar que em
termos percentuais, os meninos apresentaram frequência na média um pouco acima
das meninas. O estudo de Pansera (2012), obteve resultados semelhantes. Porém
37
destaca-se que diferentemente dos meninos, as meninas obtiveram uma pequena
classificação acima da média.
Os resultados apresentados por Marramarco (2012), demonstram que um
maior número de meninas (44,9%) apresentou desempenho motor muito pobre,
quando comparado ao dos meninos (19,9%). Já no estudo de Abiko (2012), as
meninas apresentaram um quociente motor abaixo da média (88,00), enquanto os
meninos, apresentaram um quociente motor pobre (76,00).
38
5 CONCLUSÃO E SUGESTÕES
Após analisar o nível de desempenho das habilidades motoras das
crianças de seis anos do Município de São Pedro de Alcântara, os resultados
apontaram que mais da metade as crianças apresentaram o desempenho motor na
“média”, seguido das crianças com classificação “abaixo da média”.
Considerando as doze habilidades motoras analisadas, nas habilidades
de locomoção, o escore mais elevado foi obtido no salto com um pé só e o pior
resultado foi apresentado na passada. Nas habilidades de controle de objeto, o
escore mais elevado foi obtido na habilidade de rebater uma bola parada, sendo o
pior resultado apresentado no arremesso por cima do ombro.
Quando comparados meninos e meninas no desempenho das habilidades
motoras fundamentais de locomoção as meninas apresentaram-se superiores,
sendo encontrado nas habilidades de controle de objeto o contrário com os meninos
apresentando-se superiores as meninas. Os meninos, em sua maioria apresentaram
um desempenho classificado como médio. As meninas também apresentaram para
a maioria a classificação na média, porém destaca-se a prevalência de uma
participante acima da média e uma classificada como pobre.
Sendo
assim,
as
crianças
investigadas
apresentaram
nível
de
desempenho das habilidades motoras na média, sendo esse resultado abaixo do
esperado e descrito pela literatura em que buscava-se crianças proficientes, com
classificação acima da média ou superior, nas habilidades motoras básicas já no
final da segunda infância.
No entanto buscou-se com esse estudo trazer subsídios que possam
auxiliar o profissional de educação física a compreender o desenvolvimento motor
de crianças, contribuindo para o desenvolvimento de planejamentos adequados para
suas aulas já que as experiências realizadas espontaneamente pelas crianças são
importantes, destacando que cada vez mais a escola e as aulas de educação física
como principal meio para desenvolver as habilidades motoras.
A partir dos resultados, sugere-se que os profissionais de educação física
desenvolvam com qualidade o movimento das crianças e valorizem as brincadeiras
e jogos padrões de movimento desde a tenra idade.
Sugerem-se também novas pesquisas que possam investigar a qualidade
da prática motora oferecida às crianças, para saber de que forma elas recebem
39
estímulos ou orientações por parte dos pais e professores. Pois este fator é
importante no desempenho motor das crianças.
40
REFERÊNCIAS
ABIKO, R. H. et al. Avaliação do desempenho motor de crianças de 6 a 9 anos de
idade. Cinergis, v. 13, n.3, p. 21-26, jul/set, 2012. Disponível em: <
http://online.unisc.br/seer/index.php/cinergis/article/view/3462/2433 >. Acesso em: 31
out. 2013.
ALMEIDA, P.S. Estimulação na creche: efeitos sobre o desenvolvimento e
comportamento da criança. 2009. 192f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Medicina
de Ribeirão Preto da USP, Ribeirão Preto, 2009. Disponível em: <
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17140/tde-30052009-200834/pt-br.php.
> Acesso em: 28 set. 2012.
AMARANTE, M. C. Desenvolvimento da criança de 6/7 anos de idade –
Prontidão escolar. Disponível em: <
http://www.ded.ufla.br/forumsulmineiro/imagem/artigo_maria_chantal.2010-0707_14-37-48.pdf >. Acesso em: 01 out.2012.
ARANTES, M.M. Educação física na educação infantil: concepções e práticas de
professores. 2003. 105f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) – Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, 2003. Disponível em: <
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?codevtls000294996&fd=y >.
Acesso em: 28 set. 2012.
AZEVEDO, J.B. Nível de desempenho motor de crianças com 10 anos de idade
em escolas públicas de Porto Alegre. 2009. 39f. Monografia (Graduação em
Licenciatura plena em Educação Física) – Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, Porto Alegre, 2009. Disponível em: <
hhtp://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/18898/000732409.pdf?sequence1
>. Acesso em: 17 ago. 2012.
BRAGA, R. K. et al. A influência de um programa de intervenção motora no
desempenho das habilidades locomotoras de crianças com idade entre 6 e 7 anos.
Revista de Educação Física/UEM, Maringá, v.20, n.2, p.171-181, 2. trim. 2009.
Disponível em: <
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/6133 >. Acesso:
2 ago. 2013.
BRAUNER, L. M.; VALENTINI, N. C. Análise do desempenho motor de crianças
participantes de um programa de atividades físicas. Revista de Educação
Física/UEM, Maringá, v.20, n.2, p. 205-216, 2. trim. 2009. Disponível em: <
http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/6070/4430 >.
Acesso: 22 out. 2013.
BARBANTI, V.J. Dicionário de educação física e esporte. 2. ed. São Paulo:
Manole, 2003.
______________. Teoria e prática do treinamento esportivo. 2. ed. São Paulo:
Edgard Blücher, 1997.
41
BEE, H. O ciclo vital. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
CAMARGO, V. A. Estudo comparativo do nível de desempenho motor entre
crianças pré-escolares praticantes e não praticantes de atividade física
sistemática. 2010. 46 f. Monografia (Graduação em Educação Física – Licenciatura)
– Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Disponível em: <
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/27732/000766288.pdf?sequence=1
>. Acesso: 11 nov. 2013.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Pretence
Hall, 2002.
COLE, M.; COLE, S.R. O desenvolvimento da criança e do adolescente. 4. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2003.
DERNER, V.H. Coordenação motora em crianças de 9 e 10 anos. 2009. 39f.
Monografia (Graduação em Educação Física – Licenciatura) – Universidade do
Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Disponível em: <
http://www.pergamum.udesc.br/dados-bu/000000/000000000000E/00000EF1.pdf >.
Acesso em: 17 ago. 2012.
ECKERT, H.M. Desenvolvimento motor. 3. Ed. São Paulo: Manole, 1993.
FERREIRA NETO, C.A. Desenvolvimento da motricidade e as culturas da
infância. Disponível em: <
http://ucbweb.castelobranco.br/webcaf/arquivos/17955/4948/desevolvimento_da_mo
tricidade.pdf. >. Acesso em: 28 ago. 2012.
FIGUEIREDO, M. F. P. et al. Padrão Motor uma revisão baseada em evidências.
Revista digital, Buenos Aries, v.14, n. 135, ago.2009. Disponível em: <
http://www.efdeportes.com >. Acesso em: 20 set. 2012.
FONSECA, F.R.; BELTRAME, T.S.; TKAC, C.M. Relação entre o nível de
desenvolvimento motor e variáveis do contexto de desenvolvimento de crianças.
Revista da Educação Física, Maringá, v.19, n.2, p. 183-194, abr./jun.2008.
Disponível em:
<https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:9yt6a4IBfu4J:www.periodicos.uem.br
/ojs/index.php/RevEducFis/article/viewFile/5548/3525+rela%C3%A7%C3%A3o+entr
e+o+n%C3%ADvel+de+desenvolvimento+motor+e+vari%C3%A1veis+do+contexto+
de+desenvolvimento+de+crian%C3%A7as&hl=ptBR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESiYEzbmO5BdT4lPniwkcSg7U78UxBD0EaQpRprl3
GE6sOEPuWxggDpOZ48hW521_hhOFxwycByGezTaJzwut7du6q4lDbAejuVRCiCVBMLRUqOgJOxWlkwfNSpu_wsprgSw2sY& >. Acesso
em: 17 ago. 2012.
FONSECA, V. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre:
Artmed, 2008.
GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C.; GOODWAY, J. D. Compreendendo o
desenvolvimento motor. 7. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
42
GALLAHUE, D. L.; OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor. 3.
ed. São Paulo: Phorte, 2005.
________________. Compreendendo o desenvolvimento motor. 2. ed. São
Paulo: Phorte, 2003.
HAYWOOD, K.M.; GETCHELL, N. Desenvolvimento motor ao longo da vida. 3.
ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo
populacional 2010. Disponível em: <
http://wwwibge.gov.br/home/estatística/população/censo2010/população_por_munici
pio.shtm >. Acesso: 01 out. 2012.
KEULEN, G. E. V. Influência da intervenção motora no desempenho das
habilidades de controle de objetos e sua relação com a força de preensão
palmar máxima em crianças eutróficas de seis e sete anos de idade. 2009. 129
f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) – Universidade do
Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Disponível: <
http://cev.org.br/biblioteca/influencia-intervencao-motora-desempenho-dashabilidades-controle-objetos-sua-relacao-com-forca-preensao-palmar-maximacriancas-eutroficas-seis-sete-anos-idade/ >. Acesso: 29 ago. 2013.
KREBS, R.J. Desenvolvimento infantil: a ecologia dos processos desenvolvimentais.
In: KREBS, R.J. et al. Desenvolvimento infantil em contexto. Florianópolis: Udesc,
2001.
LOPES, L. O. et al. Associações entre actividade física, habilidades e coordenação
motora em crianças portuguesas. Revista brasileira cineantropom. desempenho
humano (online), Florianópolis, v. 13, n. 1, p. 15-21, fev. 2011. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/rbcdh/v13n1/03.pdf >. Acesso em: 31 out. 2013.
MALINA, R.M.; BOUCHARD, C. Atividade física do atleta: do crescimento a
maturação. 1. ed. São Paulo: Roca, 2002.
MANOEL, E. Criança e desenvolvimento: algumas notas numa perspectiva etária. .
In: KREBS, R.J. et al. Desenvolvimento infantil em contexto. Florianópolis: Udesc,
2001.
MARIANO, S.M.F. Brincadeiras e jogos na educação infantil: o lúdico e o
processo de constituição de sujeitos numa turma de crianças de 4 e 5 anos.2009.
219f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de Uberlândia,
Uberlândia, 2009. Disponível em: < http:///www.bdtd.ufu.br//tde_arquivos/9/TDE2009-08-21T1209532_1644/Publico/dis.pdf >. Acesso em: 28 set. 2012.
MARQUES, I. Padrão fundamental do movimento: uma análise universal ou
contextual?. 1995. 189f. Dissertação (Mestrado em educação física) – Universidade
Estadual de Campinas, Campinas, 1995. Disponível em: <
43
http:www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=vtls0001052848fd=y >.
Acesso: 17 ago. 2012.
MARRAMARCO, C. A. et al. Crianças desnutridas pregressas, com sobrepeso e
obesas apresentam desempenho motor pobre. Revista Educação Física/UEM,
Maringá, v.23, n. 2, p. 175-182, 2. trim. 2012. Disponível em: <
http://www.scielo.br/pdf/refuem/v23n2/02.pdf >. Acesso em: 31 out. 2013.
MORAES, F.A. A medição pedagógica como elemento potencializador dos
processos de aprendizagem e desenvolvimentos infantis. 2009. 118f.
Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal de São Carlos, São
Carlos, 2009. Disponível em:
<http:///www.baltd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado//tde_busca/arquivo.php?.codArq
uivo=2977 >. Acesso em: 28 set. 2012.
PALAFOX, G.H.M. Desenvolvimento motor. Disponível em: <
http://www.nepecc.faefi.ufu.br/PDF/341_conceitos_am.pdf >. Acesso em: 29 set.
2012.
PANSERA, S. M. Crianças que se percebem competentes e são
intrinsecamente motivadas são motoramente mais competentes? Um estudo
associativo entre desenvolvimento motor e aspectos psicossociais de
escolares. 2012. 124 f. Dissertação (Mestrado em educação física) – Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012. Disponível em: <
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/61128/000863627.pdf?sequence=1
>. Acesso em: 31 out. 2013.
PAPALIA, D.E.; OLDS, S.W. Desenvolvimento Humano. 7. ed. Porto Alegre: Artes
Médicas Sul, 2000.
PEREIRA, G. et al. Educação física e suas contribuições para o
desenvolvimento motor na educação infantil. Disponível em: <
http:www.efdeportes.com/efd129/educação-fisica-e-desenvolvimento-motor-naeducacao-infantil.htm >. Acesso em 20 set. 2012.
PIFFERO, C. M. Habilidades motoras fundamentais e especializadas, aplicação
de habilidades no jogo e percepção de competência de crianças em situação
de risco: A influência de um programa de iniciação ao tênis. 2007. 211 f.
Dissertação (Pós-Graduação em Ciência do Movimento Humano) – Universidade
Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007. Disponível em: <
http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/11197 >. Acesso em 20 ago. 2013.
SANTOS, M. Desempenho de habilidades motoras na infância e predição dos
níveis de atividade física ao longo do tempo. 2013. 79 f. Dissertação (Mestrado
em Educação Física) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013. Disponível em:
< http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39133/tde-23052013-165048/ptbr.php >. Acesso: 9 out. 2013.
SILVA, M.B.B. Perfil motor de crianças na educação infantil: estudo
longitudinal. 2009. 78f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano)
– Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2009. Disponível em:
44
<http://www.tede.udesc.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1977 >. Acesso em:
27 ago. 2012.
SILVA, S. G. et al. Caracterização da pesquisa (tipos de pesquisa). In: SANTOS, S.
G. Métodos e Técnicas de Pesquisa Quantitativa Aplicada à Educação Física.
Florianópolis: Tribo da Ilha, 2011.
SILVEIRA, R.A. Avaliação das baterias motoras EDM, MABC-2 e TGMD-2. 2010.
192f. Dissertação (Mestrado em Ciências do Movimento Humano) – Universidade do
estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2010. Disponível em: <
http://www.tede.udesc.br/tde_busca/arquivo.php?cod.Arquivo=2444 >. Acesso em:
20 ago. 2012.
SOUZA, F.P. Ontogenia: do nascimento à velhice. Disponível em: <
http://www.icb.ufmg.br/ldf/revista2/volume2_ontogenia.htm >. Acesso em: 29 de set.
2012.
THOMAS, J.R.; NELSON, J.K. Métodos de Pesquisa em Atividade Física. 3. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2002.
TEIXEIRA, R. G. Análise do desempenho motor de escolares no TGMD-2: médias e
dificuldades. Revista digital, Buenos Aries, v.16, n. 160, setembro 2011. Disponível
em: < http://www.efdeportes.com >. Acesso em 20 jul. 2013.
ULRICH, D. The test of Gross motor development. 2 ed. Austin: Prod- Ed, 2000.
45
ANEXOS
46
ANEXO A: TGMD – 2
TGMD –2
AUTOR: DALE ULRICH 2000
ORIENTAÇÃOES PARA O USO DO TGMD-2 do GRUPO DE
INTERVENÇÕES MOTORAS
Coordenadora: PhD. Nadia Cristina Valentini
Pesquisadoras: Adriana Berleze – Doutoranda
Rosiane Karine Pick – Doutoranda
Gabriela Wilvock – Mestre
Alunos – Bárbara Coiro Spessato – Graduação – Bolsista do
Cnpq.
ORIENTAÇÕES PARA O TGMD-2
Antes do teste organize todo o material utilizado: filmadoras, bolas,
tacos, etc. Demarque a área de teste com antecedência. Providencia um
número elevado de bolas para minimizar o tempo gasto durante a aplicação
do teste.
2.
Antes do teste preencha a ficha de informações sobre a criança.
3.
Demonstre e oriente verbalmente de maneira precisa a habilidade a ser
realizada. No caso de demonstração utilizar o padrão maduro das
habilidades.
4.
Sempre propicie uma tentativa de prática para ter certeza que a
criança entendeu a tarefa.
5.
Propicie demonstração adicional se necessário quando a criança
parece não saber o que fazer.
6.
As crianças devem estar usando roupas folgadas e tênis, ou ainda
descalças.
7.
Conduza o teste com tranquilidade permitindo que a criança descanse.
8.
Mantenha a atenção da criança no teste, se a mesma estiver desatenta
ou se recusar a fazer, interrompa o teste.
9.
Escolha um local para testar sem distrações.
10.
Evite dicas verbais. Evite expressões com juízo de valor (ex: muito
bom; você é o melhor, etc).
11.
Encoraje a criança a executar da melhor forma possível utilizando-se
de utilizadas dicas verbais apropriadas, como por exemplo: arremesse com
máximo de força, salte a maior distancia possível, corre muito rápido,
12.
No início da gravação falar o dia e o local de aplicação do teste;
13.
Durante a filmagem, falar o nome de cada criança e uma referência
(roupa) para identificação no vídeo posteriormente.
1.
47
É possível testar duas crianças ao mesmo tempo. Quando uma faz a
outra observa e descansa. Alternar a ordem das crianças em cada habilidade.
Mais do que duas torna o trabalho de avaliação do vídeo mais complicado.
15.
Oriente a criança a sempre esperar o sinal para iniciar uma nova
tentativa.
14.
48
Mapa para montagem do ambiente para a realização do teste
( 0 m.)
(7,62 m.)
1. Corrida
2. Galope
3. Salto com 1 pé
4. Passada
5. Salto Horizontal
6. Corrida Lateral
(10. Partida para o chute)
( 5. Salto Horizontal – sugestão para melhor visualização na análise )
(Filmadora 2:
LATERAL)
(10,67 m.)
(colocar saco de feijão,
bola para o chute e a
base para a rebatida)
7. Rebatida
8. Quicar
9. Pegada
10. Chute
11. Arremesso
12. Rolar
(15,24 m.) *
(local do lançador
para a pegada)
(18,29 m.)
(Filmadora 1:
FRONTAL)
* OBS: Procurar dar o zoom da filmadora a partir da extremidade dos cones na linha de
15, 24 m.
Espaço físico necessário: 20 x 9 m. (considerando ângulo para filmagem lateral)
2 tomadas para o “plug” das filmadoras.
Material necessário:
Para as marcações no
chão:
Para a filmagem do
teste:
- mapa para montagem;
- 1 rolo de fita crepe;
1
caneta
para
retroprojetor;
- 2 cones;
- 1 trena.
- tripés;
- filmadoras;
- extensões e “T”
- fitas rebobinadas e
etiquetadas.
Para
o
teste
habilidades:
das
- saco de feijão;
- base da rebatida;
- bastão da rebatida;
- 3 bolas de 10 cm
(rebatida e pegada);
- 3 bolas de 20 a 24 cm
(quique e chute);
- 3 bolas de tênis;
- 1 bomba compressora
de ar.
Para registro e cuidados
na aplicação:
- 2 canetas;
- planilha com o
nome dos alunos e
idade;
- protocolo do teste;
orientações
e
considerações para
o
teste.
49
PROTOCOLO DO TGMD-2
Author: Dale Ulrich 2000
Habilidade
1.Corrida
Material
18,29 metros
de
espaço
livre
de
obstáculos e
2 cones
Direções
Critérios de Desempenho
Colocar os cones separados a 15,24
metros. Certifique que existe cerca
de pelo menos 2,44 a 3,05 de
espaço após o segundo cone, para a
criança parar com segurança.
1. Os braços movem-se em oposição às
pernas, cotovelos flexionados.
2. Breve período onde ambos os pés estão
fora do chão (vôo momentâneo)
3.
Posicionamento
estreito
dos
pés,
aterrissando nos calcanhares ou dedos (não
Fale para a criança corre o mais pé chato)
rápido que ela conseguir de um cone 4. Perna que não suporta o peso, flexionada a
até o outro quanto você disser “Foi”. aproximadamente 90º (perto das nádegas)
Repita a segunda tentativa
Ilustração da Habilidade: Corrida
Habilidade
2.Galopar
Material
7,62 metros
de
espaço
livre
de
obstáculos e
2 cones ou
fita
Direções
Marque com os cones ou fita a
distância de 7,62 metros.
Fale para a criança galopar de um
cone para o outro. Repita asegunda
tentativa solicitando para a criança
voltar galopando (com o mesmo pé
que liderou a primeira tentativa).
Comando: “Galope até o outro cone e
volte galopando. Prepara, foi.”
Critérios de Desempenho
1. Braços flexionados e mantidos na altura da
cintura no momento que os pés deixam o solo
2. Um passo a frente com o pé que lidera
seguido por um passo com o pé que é
puxado, numa posição ao lado ou atrás do pé
que lidera.
3. Breve período em que ambos os pés estão
fora do chão
4. Manter o padrão rítmico por quatro galopes
consecutivos
Ilustração da Habilidade: Galopar
50
Habilidade
3.Salto
1 pé
Material
com Mínimo
de
4,57 metros
livre
de
obstáculos
Direções
Determinar o pé de preferência antes de
iniciar o teste (sugestões: avião,
desiquilibrar para frente, tentar saltar
com um e outro pé).
Fale para a criança saltar 3 vezes com
seu pé de preferência, e, então 3 vezes
com o outro pé. Repita a tentativa mais
uma vez.
Comando: “Salte três vezes com este pé
e três vezes com o outro pé. Prepara,
foi.”
Critérios de Desempenho
1. A perna de não suporte movimenta-se
para frente de modo pendular para
produzir força
2. O pé da perna de não suporte
permanece atrás do corpo
3. Braços flexionados e movimentam-se
para frente para produzir força
4. Levanta vôo e aterrissa por 3 saltos
consecutivos com o pé preferido
5. Levanta vôo e aterrissa por 3 saltos
consecutivos com o pé não preferido
Ilustração da Habilidade: Saltar com 1 pé
Habilidade Material
Direções
4. Passada
Coloque o saquinho de feijão no chão. Coloque um
pedaço de fita a 3,048 metros de distância do saco
de feijão e paralelo ao mesmo.
Posicione a criança na fita e a instrua para correr e
dar uma passada sobre o saquinho de feijão. Repeta
a segunda tentativa.
Comando: “Fique em cima da fita, corra e de uma
passada bem grande por cima do saco de feijão.
Prepara, foi.”
Mínimo
6,10
metros livre de
obstáculos, fita
e saquinho de
feijão
Ilustração da Habilidade: Passada
Critérios
Desempenho
de
1. Levantar vôo com um
pé e aterrissa com o pé
opositor
2. Um período em que
ambos os pés estão fora
do chão, passada maior
que na corrida.
3. O braço oposto ao pé
que
lidera
faz
uma
extensão a frente
51
Habilidade
Material
Direções
5.Salto
Mínimo 3,04 Coloque um pedaço de fita no chão
Horizontal
metros
livre marquando uma linha de saída.
de obstáculos Posicione a criança atrás da linha.
e fita
Fale para a criança saltar o mais longe
possível. Repita uma segunda tentativa.
Critérios de Desempenho
1. Movimento preparatório inclui a flexão
de ambas os joelhos com os braços
estendidos atrás do corpo
2. Braços são entendidos com força para
frente e para cima atingindo uma
extensão máxima acima da cabeça
3. levanta vôo e aterrissa (tocar o solo)
Comando: “Fique atrás da linha. Salte o com ambos os pés simultaneamente
mais longe que você pode. Prepara, foi.” 4. Os braços são trazidos para baixo
durante a aterrissagem
Ilustração da Habilidade: Salto Horizontal
Habilidade
6.Corrida
Lateral
Material
Mínimo 7,62
metros livre
de
obstáculos,
uma
linha
reta e dois
cones
Direções
Coloque os cones em cima da linha
separados por 7,62 metros.Fale
para a criança ir
correndo
lateralmente até o outro cone e
voltar correndo lateralmente. Repita
a segunda tentativa.
Comando: “Corra lateralmente até o
cone e volte . Prepara, foi.”
Critérios de Desempenho
1. De lado para o caminho a ser percorrido,
os ombros devem estar alinhados com a linha
no solo
2. Um passo lateral com o pé que lidera
seguido por um passo lateral com o pé que
acompanha num ponto próximo ao pé que
lidera
3. Um mínimo de quatro ciclos de passadas
laterais com o lado direito
4. Um mínimo de quatro ciclos de passadas
laterais com o lado esquerdo
Ilustração da Habilidade: Corrida Lateral
52
Habilidade
Material
Direções
7.
Rebater 1
bastão Coloque a bola sobre a base, e ajuste na
uma
bola plástico,
1 altura da cintura da criança.
parada
base, 1 bola
de 10cm
Fale para a criança bater na bola com
força. Repita uma segunda tentativa
Critérios de Desempenho
1. A mão dominante segura o bastão
acima da mão não dominante
2. O lado não preferencial do corpo de
frente
para
um
arremessador
imaginário, com os pés em paralelo.
3. Rotação de quadril e ombro durante
Comando: “Rebate a bola com força. o balanceio
Prepara, foi.”
4. Transfere o peso do corpo para o pé
da frente
5. O bastão acerta a bola
Ilustração da Habilidade: Rebater
Habilidade
Material
8. Quicar no Bola de 20 a
lugar
24 cm para
criança de 3 a
5 anos;
bola
de
basquete para
crianças de 6
a 10 anos.
Superficie
plana e dura
Direções
Fale para a criança quicar a bola 4 vezes
sem mover os pés, usando uma mão, e
então parar e segurar a bola. Repita uma
segunda tentativa
Critérios de Desempenho
1. Contata a bola com uma mão na linha
da cintura
2. Empurrar a bola com os dedos (não
com a palma)
3. A bola toca o solo na frente ou ao
Comando: “Quique a bola 4 vezes sem lado do pé do lado de preferência
mover os pés usando 1 mão. Pare, 4. Manter o controle da bola por quatro
segure a bola e repita (mesma mão). quiques consecutivos, sem mover os
Prepara, foi.”
pés para segurar a bola
Ilustração da Habilidade: quicar
53
Habilidade
9.Pegada
Material
Bola de 10
cm,
4,57 metros
livre
de
obstáculos e
fita
Direções
Marque duas linhas separadas por 4,57 metros.
Posicione a criança em uma linha e o lançador
na outra. Lance a bola (por baixo) direto para
criança de forma que a bola faça um arco no ar.
A bola deve ser lançada na linha do peito da
criança.
Fale para a criança pegar a bola com as duas
mãos. Somente considerar as bolas que foram
lançadas entre os ombros e a cintura da
criança.
Repita uma segunda tentativa. Se o lançador
lancou a bola de forma errada podera repetir as
tentativas.
Comando: “Pegue a bola com as duas mãos.
Prepara, foi.”
Critérios de Desempenho
1.Fase de preparação, onde as
mãos estão a frente do corpo e
cotovelos flexionados
2.Os braços são estendidos
enquanto alcançam a bola
conforme a bola se aproxima
3.A bola é segura somente com
as mãos
Ilustração da Habilidade: Pegada
Habilidade
10. Chute
Material
Bola de 20 a
30 cm ou bola
de
futebol,
9,14 metros
livre
de
obstáculos, 1
saquinho de
feijão e fita
Direções
Marque uma linha a 9,14 metros da
parede e outra a 6,10 metros da parede.
Coloque a bola parada (em cima de um
saquinho de feijão se necessário) na
linha mais próxima de parede. Posicione
a criança na outra linha. Fale para a
criança correr e chutar forte a bola contra
a parede. Repita uma segunda tentativa
Comando: “Fique sobre a linha. Corra e
chute a bola com força. Prepara, foi.”
Critérios de Desempenho
1. Aproximação rápida e continua em
direção a bola
2. Um passo alongado imediatamente
antes do contato com a bola
3. O pé de apoio é colocado ao lado
ou levemente atrás da bola
4. Chuta a bola com o peito de pé
(cordão do tênis) ou dedo do pé, ou
parte interna do pé de preferência.
Ilustração da Habilidade: Chutar
54
Habilidade
Material
11.Arremesso Bola de tênis,
por cima do 6,10 metros
ombro
de
espaço
livre
de
obstáculos,
uma parede
Direções
Coloque um pedaço de fita a 6,10 metros
da parede.
Posicione a criança atrás desta linha de 6
metros, de frente para a aparede.
Posicione os pés da criança paralelos.
Fale para a criança arremessar a bola
com força na parede.
Repita uma segunda tentativa
Critérios de Desempenho
1. Movimento de arco é iniciado com
movimento para baixo (trás) da
mão/braço
2. Rotação de quadril e ombros até o
ponto onde o lado oposto ao do
arremesso fica de frente para a parede
3. O peso é transferido com um passo
(a frente) com o pé oposto á mão que
arremessa
Comando: “Fique atrás da linha. 4. Acompanhamento, após soltar a
Arremesse a bola com força para a bola, diagonalmente cruzado em frente
parede. Prepara, foi.”
ao corpo em direção ao lado não
preferencial
Ilustração da Habilidade: Arremessar por sobre o ombro
Habilidade
Material
12.Rolar
a Bola de tênis
bola
por para crianças
baixo
de 3 a 6 anos;
uma bola de
softball para
crianças de 7
a 10 anos,
fita, 2 cones
4,57 metros
livre
de
obstáculos
Direções
Coloque os cones encostados na parede,
separando por uma distância de 1,22
metros.
Marque uma linha a 6,10 metros da
parede. Posicione a criança com os pés
paralelos. Fale para a criança rolar a bola
com força de forma que a mesma passe
entre os cones. Repita uma segunda
tentativa
Comando: “Arremesse a bola com força
para a parede, e entre os dois cones.
Prepara, foi.”
Critérios de Desempenho
1. A mão preferencial movimenta-se
para baixo e para traz, estendida atrás
do tronco, enquanto o peito esta de
frente para os cones.
2. Um passo a frente com o pé oposto
à mão preferencial em direção aos
cones.
3.Flexiona joelhos
para abaixar o
corpo
4. Solta a bola perto do chão de forma
que a bola não quique mais do que
10,16 cm de altura
Ilustração da Habilidade: Rolar a bola
55
Análise do TGMD-2
Regras gerais:
1.
Observar se o movimento é o que esta sendo analisado.
2.
Ao analisar a criança deve-se observar o vídeo tape, primeiramente, e
em velocidade normal (1 ou 2 vezes) e depois se necessário em velocidade
reduzida (câmara lenta). Primeira tentativa é considerada como uma tentativa
de experiência para a criança experimentar o movimento, não devendo assim
ser analisada. Analisar somente as outras duas tentativas.
3.
Ao não demonstrar o movimento descrito no item da habilidade, a
criança não marca ponto no item em questão.
4.
Nas habilidades que envolvem o uso do lado preferencial ou
dominante, pode ocorrer da criança fazer escolhas erradas em relação a qual
parte do corpo é dominante, nesta situação. Durante a administração do
teste, propiciar novas tentativas. Durante a avaliação, se houverem dúvidas,
considerar como dominante o lado de melhor desempenho da criança nas
tentativas.
5.
Observar se a intenção/função do uso de braços e pernas nas
habilidades de locomoção está presente no movimento.
Regras Específicas:
1. Corrida:
- Flexão dos cotovelos pode ser a 90 e 100º deve ser considerada.
- Pé chato normalmente abre a base (Não pontua no item 3- Posicionamento estreito
dos pés, aterrissando nos calcanhares ou dedos -não pé chato).
- Dica para observar o item 4 (Perna que não suporta o peso, flexiona a
aproximadamente 90º -perto das nádegas): quando visto de frente a ponta da pé
pode aparecer suavemente que a crianças ainda GANHA ponto no item 4.
2. Galope:
- Item 1 (Braços flexionados e mantidos na altura da cintura, no momento que os pés
deixam o solo a cada ciclo). Dica: se os braços estiveram flexionados e parados,
ainda poderia considerar (GANHA ponto no item 1), mas se não estiveram assim ou
estiveram abertos na lateral significa, que não apresenta controle e força muscular
ou que precisar de equilíbrio, respectivamente.
- Criança realiza o movimento com um braço flexionado e o outro não (PERDE ponto
no item 1).
3. Salto com 1 pé:
- Item 2 (O pé da perna de não suporte permanece atrás do corpo). Se em dois
saltos a criança consegue manter a pé atrás e no ultimo o pé fica a frente (GANHA
ponto no item 2 pois a maioria dos saltos a perna estava atrás)
- Itens 3 e 4 (Três saltos consecutivos com o pé dominante e Três saltos
consecutivos com o não pé dominante). Se a criança salta, porém realiza uma
pequena parada (não chegando a tocar o chão) ou toca o pé rapidamente no chão.
(PERDE ponto no item 4 ou 5, ou nos dois).
- Itens 3 e 4. Se no ultimo salto a criança cai com os dois pés. PERDE ponto no item
3 e/ou 4.
56
4. Passada:
- Realiza todos os itens, mas no momento de tocar o solo ela toca com os dois pés.
(PERDE ponto no item 1- Levantar vôo com um pé e aterrissa com o outro).
- Realiza todos os itens, mas cai com o mesmo pé que deu o impulso. (PERDE
ponto no item 1).
- Braços estendidos em oposição as perna no momento da passada. O braço não
precisa estar totalmente atrás, mas também não pode estar ao lado ou a frente, pois
indica que a criança está buscando equilíbrio e a função do braço não é a de
equilíbrio.
- Se a criança sai correndo e passa por cima do objeto no chão, sem modificar nada
no movimento, a criança a PERDE ponto em TODOS os itens.
5. Salto horizontal:
- Os movimentos descritos nos itens 1 (Movimento preparatório inclui a flexão de
ambas as pernas e os braços estendidos atrás do corpo) e 4 (Os braços são trazidos
para baixo durante a aterrissagem) tem que ser demonstrados simultaneamente,
para a criança GANHAR os pontos nos itens 1 e 4. Os braços devem “cravar” e não
somente relaxarem.
- No item 2 (Braços são entendidos com força para frente e para cima atingindo a
extensão máxima acima da cabeça) pode haver um pouco de flexão dos braços que
estão acima da cabeça (GANHA o ponto no item 2).
6. Corrida lateral:
- Item 2 (Um passo lateral com o pé que lidera seguido por um passo lateral com o
pé que acompanha num ponto próximo ao pé que lidera), se os pés estiverem
apontando para a câmara totalmente PERDE ponto no item 2. Mas se for levemente,
considerar (GANHA ponto no item 2)
- Se caminha ao invés de correr lateralmente (PERDE ponto em TODOS os itens).
7. Rebater:
- Quando não acerta a bola na primeira tentativa deve-se desconsiderar essa
tentativa. Quando não acerta a bola na segunda ou terceira tentativa a criança
PERDE ponto no item 5 (O bastão acerta a bola).
- Mãos juntas (na mesma altura) e não uma em cima da outra. Ou, no momento de
rebater solta a mão. (PERDE ponto no item 1- A mão dominante segura o bastão
acima da mão não dominante).
- No momento da rebatida o cone cai. Deve-se analisar se a criança bateu no cone
(PERDE ponto no item 5) ou se o cone caiu por conseqüência do movimento da
bolinha. (GANHA ponto no item 5)
- Pés em paralelo. Se a criança estiver com meio pé a frente (PERDE ponto no item
2). Deve-se considerar no máximo um dedão de diferença para a criança GANHAR
o ponto no item 2.
- Pés devem estar bem em paralelo. Os pés não podem estar apontando para a
câmara, pois a crianças irá PERDER o ponto no item 2 (O lado oposto de frente para
o arremessador imaginário, com os pés em paralelo).
- Realiza o movimento com o tronco de frente para a câmara, perde ponto nos itens
2 e 4 (Transferir o peso do corpo para o pé da frente).
57
8. Quicar:
- A criança pode flexionar as pernas, no entanto flexão excessiva do tronco pode
significar pouco controle da bola, e, nesta situação dificilmente a bola estará na linha
da cintura.
- Se quica a bola menos de quatro vezes (PERDE ponto no item 4- Manter o
controle da bola por quatro movimentos consecutivos, sem mover os pés para
reaver a bola).
- Criança pode variar entre quicar a frente ou ao lado numa mesma tentativa.
(GANHA ponto no item 3).
- Se quicar acima da linha da cintura três vezes e não quatro (GANHA ponto no item
1), pois a maioria das vezes foi na linha da cintura.
- Quica a bola na frente do pé não dominante e depois oscila (ao lado e a frente do
pé não dominante). PERDE ponto no item 3.
9. Receber:
- Quando não consegue segurar a bola só com as mãos ou a bola cai no chão.
(PERDE ponto no item 3-A bola é segura somente com as mãos)
- Se os braços são estendidos à frente rigidamente sem um movimento preparatório
de flexão e posterior extensão para alcançar a bola a criança PERDE os pontos nos
itens 1 e 2.
- Algumas crianças com antecipação bem desenvolvida esperam até o momento que
a bola se aproxima do corpo para fazer a preparação. Deve ser considerado o ponto.
10. Chutar:
- Quando não acerta a bola na primeira tentativa deve-se se desconsiderar essa
tentativa. Mas, quando não acerta a bola na segunda ou terceira tentativa a criança
PERDE ponto no item 4 (Chuta a bola com o peito de pé (cordão do tênis), parte
interna ou dedo do pé.).
- No item 2 (Um passo largo imediatamente antes do contato com a bola) a criança
deve realizar uma passada alongada visível.
- Sai correndo, para, posiciona o pé de apoio e depois chuta. PERDE ponto nos
itens 1 e 2. item 1: Aproximação rápida e continua para a bola, Item 2: Um passo
largo imediatamente antes do contato com a bola.
11. Arremesso por cima:
- Para facilitar a observação dos componentes é importante posicionar as crianças
com pés paralelos antes de iniciar o movimento.
- A bola é arremessada pelo lado e não por cima. (PERDE ponto no item 1Movimento de arco é iniciado com movimento para baixo e para traz com
mão/braço).
- Passo a frente muito pequeno PERDE ponto no item 3, pois a transferência de
peso não foi efetiva.
- Se no momento de arremessar só levanta o pé e coloca no mesmo lugar, sendo
que o pé já estava a frente. Deve-se analisar se a criança ao elevar os pés transfere
o peso do corpo para trás, pois se isso ocorrer GANHA ponto no item 3.
12. Arremesso por baixo:
- Importante a posição inicial deve ser pés em paralelo.
58
- Se só levanta o pé e coloca no mesmo lugar, sendo que o pé já estava a frente.
Deve-se analisar se a criança ao elevar os pés transfere o peso do corpo para trás,
pois se isso ocorrer GANHA ponto no item 2 (Um passo a frente com o pé oposto à
mão preferencial em direção aos cones.).
- Se a criança solta a bola longe do chão e a bola provavelmente vai quicar mais que
10 cm -PERDE ponto no item 4.
- Arremessa a bola pelo meio das pernas. (PERDE ponto nos itens 1 e 2). Item 1: A
mão preferencial balança para baixo e para traz, estendida atrás do tronco,
enquanto o peito esta de frente para os cones.
59
FITA: _________Nº:______CRIANÇA:_______________________________________________
Descrição:_____________________________________________________________________
Habilidades
1.Corrida
Critérios de Realização
Subteste de locomoção
1. Os braços movem-se em oposição às pernas, cotovelos flexionados.
2. Breve período onde ambos os pés estão fora do chão (vôo momentâneo)
3. Posicionamento estreito dos pés, aterrissando nos calcanhares ou dedos
(não pé chato)
4. Perna que não suporta o peso, flexionada a aproximadamente 90º (perto
das nádegas)
Teste
1º 2º Es
Escore da Habilidade
1. Braços flexionados e mantidos na altura da cintura no momento que os
2.Galopar
pés deixam o solo
2. Um passo a frente com o pé que lidera seguido por um passo com o pé
que é puxado, numa posição ao lado ou atrás do pé que lidera.
3. Breve período em que ambos os pés estão fora do chão
4. Manter o padrão rítmico por quatro galopes consecutivos
Escore da Habilidade
3.Salto com 1. A perna de não suporte movimenta-se para frente de modo pendular para
produzir força
1 pé
2. O pé da perna de não suporte permanece atrás do corpo
3. Braços flexionados e movimentam-se para frente para produzir força
4. Levanta vôo e aterrissa por 3 saltos consecutivos com o pé preferido
5. Levanta vôo e aterrissa por 3 saltos consecutivos com o pé não preferido
Escore da Habilidade
4.Passada 1. Levantar vôo com um pé e aterrissa com o pé opositor
2. Um período em que ambos os pés estão fora do chão, passada maior
que na corrida.
3. O braço oposto ao pé que lidera faz uma extensão a frente
Escore da Habilidade
1. Movimento preparatório inclui a flexão de ambas os joelhos com os
5.Salto
Horizontal braços estendidos atrás do corpo
2. Braços são entendidos com força para frente e para cima atingindo uma
extensão máxima acima da cabeça
3. levanta vôo e aterrissa
(tocar o solo) com ambos os pés
simultaneamente
4. Os braços são trazidos para baixo durante a aterrissagem
Escore da Habilidade
1. De lado para o caminho a ser percorrido, os ombros devem estar
6.Corrida
alinhados com a linha no solo
Lateral
2. Um passo lateral com o pé que lidera seguido por um passo lateral com o
pé que acompanha num ponto próximo ao pé que lidera
3. Um mínimo de quatro ciclos de passadas laterais com o lado direito
4. Um mínimo de quatro ciclos de passadas laterais com o lado esquerdo
Escore da Habilidade
Habilidades
Resultado bruto do subteste de locomoção
Critérios de Realização
Teste
1º 2º Es
60
1. Rebater
uma
bola
parada
Subteste de controle de objetos
1. A mão dominante segura o bastão acima da mão não dominante
2. O lado não preferencial do corpo de frente para um arremessador
imaginário, com os pés em paralelo.
3. Rotação de quadril e ombro durante o balanceio
4. Transfere o peso do corpo para o pé da frente
5. O bastão acerta a bola
Escore da Habilidade
2.
Quicar 1. contata a bola com uma mão na linha da cintura
2. Empurrar a bola com os dedos (não com a palma)
no lugar
3. A bola toca o solo na frente ou ao lado do pé do lado de preferência
4. Manter o controle da bola por quatro quiques consecutivos, sem mover
os pés para segurar a bola
Escore da Habilidade
3.Receber 1.Fase de preparação, onde as mãos estão a frente do corpo e cotovelos
flexionados
2.Os braços são estendidos enquanto alcançam a bola conforme a bola se
aproxima
3.A bola é segura somente com as mãos
Escore da Habilidade
1. Aproximação rápida e continua em direção a bola
4. Chute
2. Um passo alongado imediatamente antes do contato com a bola
3. O pé de apoio é colocado ao lado ou levemente atrás da bola
4. Chuta a bola com o peito de pé (cordão do tênis) ou dedo do pé, ou parte
interna do pé de preferência.
Escore da Habilidade
5.Arremess 1. Movimento de arco é iniciado com movimento para baixo (trás) da
o por cima mão/braço
2. Rotação de quadril e ombros até o ponto onde o lado oposto ao do
do ombro
arremesso fica de frente para a parede
3. O peso é transferido com um passo (à frente) com o pé oposto á mão
que arremessa
4. Acompanhamento, após soltar a bola, diagonalmente cruzado em frente
ao corpo em direção ao lado não preferencial
Escore da Habilidade
6.Rolar
a 1. A mão preferencial movimenta-se para baixo e para traz, estendida atrás
bola
por do tronco, enquanto o peito esta de frente para os cones.
2. Um passo a frente com o pé oposto à mão preferencial em direção aos
baixo
cones.
3.Flexiona joelhos para abaixar o corpo
4. Solta a bola perto do chão de forma que a bola não quique mais do que
10,16 cm de altura
Escore da Habilidade
Resultado bruto do subteste de controle de objeto
Idade:________
Escore
Bruto
Locomoção
Controle de objeto
Soma dos Escores padrão
Coeficiente Motor Amplo
Escore
Padrão
Percentil
Idade
Equivalente
61
ANEXO B: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
Curso de Educação Física e Esportes
Campus Pedra Branca
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Seu filho (a) está sendo convidado a participar como voluntário da pesquisa que tem
como título “Padrão motor das crianças, de seis anos de idade, do munícipio de
São Pedro de Alcântara/SC”.
Este estudo tem como objetivo avaliar os padrões fundamentais de movimento das
habilidades locomotoras em crianças de seis anos de idade, é muito importante
pesquisar a respeito desse assunto, pois através dos resultados poderemos ajudar
há desenvolver programas de ação pedagógica para auxiliar as crianças no seu
processo de desenvolvimento motor.
Assim, podemos descobrir se as crianças do município de São Pedro de
Alcântara/SC, apresentam as habilidades locomotoras e de controle de objetos de
acordo com sua idade. O procedimento será através de testes de habilidades
motoras, como correr, pular, saltar horizontalmente, entre outros. O teste será
realizado na própria escola com aproximadamente 20 minutos de duração. As
crianças pesquisadas não são obrigadas a realizar todos os testes, dessa forma
aquele que ingressar neste estudo deve participar de livre e espontânea vontade
bem como ao menor sinal de desconforto ou de estresse poderá se retirar destes
testes ou pedir esclarecimentos sobre os testes ao acadêmico, podendo ser feito o
pedido pessoalmente, antes ou durante a aplicação do teste ou até mesmo pelo
telefone ou email que constará no final deste termo.
Todos os dados fornecidos a este teste serão mantidos em sigilo e a identificação do
seu filho (a) não será revelada em momento algum, se necessário será criado um
código de identificação ou nomes fictícios. Mantendo sempre a identidade em
anominato, os dados destes testes serão armazenados pelos pesquisadores.
Após a coleta e análise dos dados, os resultados serão apresentados aos
participantes dos testes através de uma palestra com data e hora a ser definida.
62
Importante lembrar que a participação é voluntária, o que significa que não será
pago, de nenhuma maneira, por participar desta pesquisa.
Eu,_________________________________________________________,
abaixo
assinado, concordo que meu filho (a) participe desse estudo como sujeito. Fui
informado e esclarecido pela pesquisadora Glauceli Müller, sobre o tema e o objetivo
da pesquisa, e a maneira com que ela será procedida. Recebi a garantia de que
meu filho pode se retirar a qualquer momento do estudo, sem que traga qualquer
prejuízo.
Nome por extenso____________________________________________________
___________________________________________________________________
RG:________________________________________________________________
Local e Data:________________________________________________________
Assinatura:__________________________________________________________
Pesquisadora Responsável Professora Alzira Isabel da Rosa
Telefone: (48) 84121424
[email protected]
Pesquisadora (orientanda) Glauceli Müller
Telefone (48) 84196338
[email protected]
63
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA - CEP UNISUL
CONSENTIMENTO PARA FOTOGRAFIAS, VÍDEOS E
GRAVAÇÕES.
Eu_____________________________permito
que
os
pesquisadores
relacionados abaixo obtenham:
( * ) fotografia,
( * ) gravação de voz,
( * ) filmagem ou gravação em vídeo
de meu filho(a) para fins de pesquisa científica, médica e/ou educacional. Ao mesmo
tempo concordo que o material e informações obtidas, possam ser publicados em
aulas, congressos, eventos científicos, palestras ou periódicos científicos. Porém, a
imagem e o nome não devem ser identificados, tanto quanto possível, por nome ou
qualquer outra forma. As fotografias, vídeos e gravações ficarão sob a propriedade do
grupo de pesquisadores pertinentes ao estudo e sob sua guarda. Sendo usados em
nenhuma hipótese, para outro fim, seguindo a regra criteriosa para pesquisas com
seres humanos.
Nome da criança ______________________________________________
Nome dos pais
responsáveis:
ou ______________________________________________
RG:
Endereço:
Assinatura:
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
Nomes completos dos pesquisadores: Glauceli Müller,
[email protected]
Telefones dos pesquisadores: (48) 84196338. (48)84121424
Alzira
Isabel
Data e Local onde será realizada a pesquisa: Junho/2013
São Pedro de Alcântara - SC
da
64
ANEXO C: Aprovação Comitê de Ética
65
ANEXO D: Ficha Frequência Sessões Orientação
Download

desempenho das habilidades motoras das crianças, de