MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO
COORDENADORIA DE ENGENHARIA E ARQUITETURA
DIVISÃO DE EXECUÇÃO DE OBRAS E SERVIÇOS DE ENGENHARIA
AN EXO
I
CADERNO DE ESPECIFICAÇÕES E ENCARGOS
CLIMATIZAÇÃO DE DIVERSOS AMBIENTES
DA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA
1.
OBJETIVO
Estabelecer os requisitos, condições e diretrizes técnicas e administrativas necessárias,
contidas neste caderno de especificações e encargos, na planilha orçamentária e no conjunto de
pranchas, visando à execução dos serviços de reforma em ambientes do edifício-sede da
Procuradoria Geral da República.
2.
CAMPO DE APLICAÇÃO
Este documento aplica-se à contratação dos serviços de climatização, adequação de
equipamentos e adaptação do layout nos ambientes indicados a seguir no edifício-sede da
Procuradoria Geral da República:
a) Garagem – Subsolo (Salas técnicas dos prestadores de serviço e CAG)
b) Bloco E – Subsolo (Vestiários, marcenaria, jardinagem, sala apoio Dieng, depósito da limpeza)
c) Bloco F – Térreo e Mezanino (Sala de monitoramento do sistema de CFTV)
d) Garagem – Subsolo (Sala do no-break)
3.
PRAZO DE ENTREGA E GARANTIA DOS SERVIÇOS
Os serviços, objeto da presente especificação, deverão ser realizados no prazo máximo de
120 (noventa) dias corridos e ter garantia não inferior à 01 (um) ano, contado do recebimento
definitivo dos mesmos. Os interessados deverão considerar que parte dos serviços serão realizados
durante o período noturno e em finais de semana e feriados, tendo em vista a impossibilidade de
parada do sistema de ar condicionado, pois a edificação encontra-se ocupada e em plena atividade.
4.
RECEBIMENTO
O objeto do presente Termo deverá ser recebido da seguinte forma:
(a) Provisoriamente, para efeito de posterior verificação da conformidade do serviço executado com a
presente especificação;
(b) Definitivamente, no prazo máximo de 90 dias após a verificação da qualidade e do quantitativo do
serviço executado, e conseqüente aceitação.
5.
REFERÊNCIAS
Constituem partes integrantes da presente especificação os seguintes documentos e projetos:
(a) Caderno de especificações e encargos
(b) Planilha orçamentária (Anexo I)
(c) Cronograma físico-financeiro (Anexo II)
(d) Planilha de seleção do fan-coil (Anexo III)
(e) Pranchas (Anexo IV):
Climatização
Elétrico
Arquitetura
6.
CLM 1/6 a 6/6
ELE 5/5
ARQ 1/1
NORMAS E DISPOSIÇÕES GERAIS
Os materiais empregados e a execução dos serviços deverão obedecer rigorosamente às
seguintes condições: às normas, especificações técnicas e rotinas constantes do presente documento;
às prescrições, recomendações e manuais dos fabricantes relativamente ao emprego, uso, transporte
e armazenagem do produto; às normas técnicas mais recentes da ABNT (Associação Brasileira de
Normas Técnicas) e do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), em especial as seguintes:
(a) NBR 5.410: Instalações elétricas de baixa tensão;
(b) NBR 16.401-1: Instalações de ar-condicionado;
(c) Às disposições legais federais, estaduais e municipais pertinentes;
(d) Aos regulamentos das empresas concessionárias de energia, água e esgoto;
(e) Às normas técnicas específicas, se houver;
(f) Às normas internacionais consagradas, na falta das normas da ABNT ou para melhor complementar
os temas previstos por essas;
(g) Às normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, em especial as seguintes: NR-6 Equipamentos de Proteção Individual – EPI; NR-10 - Segurança em Instalações e Serviços em
Eletricidade; NR-18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção; NR-23:
Proteção Contra Incêndios.
(h) À Resolução CONFEA n. º 425/98 (ART).
(i) Às publicações da ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air Conditioning
Engineers), HVAC Systems Duct Design – SMACNA (Sheet Metal and Air Conditioning
Contractor's National Association);
(j) Os materiais a serem instalados deverão ser novos, de qualidade adequada e deverão estar de
acordo com as últimas revisões dos padrões da ABNT e normas acima.
(k) Todos os materiais, equipamentos e instalações deverão estar de acordo com os regulamentos de
proteção contra incêndio;
(l) Os serviços deverão ser executados de acordo com a presente especificação, sendo que qualquer
solicitação de modificação deverá ser feita à Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura da PGR,
por escrito e fundamentada, para análise da mesma.
(m) Qualquer esclarecimento adicional sobre os serviços a serem executados, objeto da presente
especificação, poderá ser obtido na Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura da PGR.
(n) Todos os materiais ou equipamentos citados na presente especificação técnica admitem substituição
por outros equivalentes (mesma função e desempenho técnico), sob consulta e eventual aprovação
da Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura da PGR.
(o) Antes do início da execução de cada serviço, deverão ser verificadas (diretamente na obra e sob a
responsabilidade da Contratada) as condições técnicas e as medidas locais ou posições a que o
mesmo se destinar.
(p) Estão inclusos todos os serviços e fornecimento de todos os materiais, incluindo andaime,
equipamentos, ferramentas e acessórios necessários à execução de cada serviço, exceto os descritos
nesta especificação como reaproveitamento ou de fornecimento pelo Contratante.
(q) Todas as imperfeições verificadas nos serviços vistoriados, bem como discrepâncias dos mesmos
em relação aos desenhos e especificações, deverão ser corrigidas antes do prosseguimento dos
trabalhos.
(r) Considerando que a empresa a ser contratada tem qualificação técnica e comprovada capacidade
para a execução dos serviços, objeto da presente especificação, de modo algum será aceita qualquer
alegação, durante a execução do contrato, quanto a possíveis indefinições, omissões ou incorreções
contidas no conjunto de elementos que constituem o presente Projeto, como pretexto para pretender
cobrar materiais/equipamentos e/ou serviços ou alterar a composição de preços unitários. Por
conseguinte, a interessada deverá incluir no valor GLOBAL da sua proposta as complementações e
acessórios ocasionalmente omitidos no Projeto, mas implícitos e necessários à perfeita e completa
execução dos serviços.
(s) Será obrigatória a vistoria por técnico especializado, representando a empresa licitante, nas
dependências onde serão executados os serviços, para conhecimento das características,
dificuldades e condições especiais para realização dos serviços a serem executados, quando serão
prestados todos e quaisquer esclarecimentos adicionais à presente especificação.
7.
FISCALIZAÇÃO
A Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura será responsável pelo acompanhamento e
fiscalização da execução do contrato, fazendo as anotações e registros de todas as ocorrências e
determinando o que for necessário à regularização das falhas ou defeitos observados, para o fiel
cumprimento das cláusulas e condições estabelecidas.
A fiscalização será dividida da seguinte forma: Seção de Climatização (SECLIM) –
responsável pelas instalações mecânicas; Seção de Automação Predial e Sonorização (SEAPS) –
responsável pelas instalações elétricas; Seção de Obras de Engenharia (SOENG) – responsável pela
parte civil;
A fiscalização da execução do contrato por parte da instituição não exclui nem reduz a
responsabilidade da empresa com relação ao mesmo.
A unidade gestora do contrato terá livre acesso e autoridade para definir toda e qualquer
ação de orientação, gerenciamento, controle e acompanhamento da execução do contrato, fixando
normas nos casos não especificados e determinando as providências cabíveis.
A unidade gestora do contrato terá poderes para:
(a) Suspender a execução dos serviços total ou parcialmente, em qualquer tempo, sempre que julgar
necessário;
(b) Recusar qualquer serviço cuja qualidade não se revista do padrão desejado, bem como qualquer
material, produto ou equipamento que não atenda, satisfatoriamente, os fins a que se destinam;
(c) No caso de rejeição do material pela unidade gestora do contrato, a empresa deverá retirá-los das
dependências da Instituição no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas, sob pena de incidir nas
penalidades previstas;
(d) Os serviços não aceitos pela unidade gestora do contrato deverão ser refeitos pela empresa sem
nenhum ônus adicional para a Instituição.
8.
ESCOPO DOS SERVIÇOS
8.1
Descrições gerais dos serviços
(a) Garagem – Subsolo (Salas técnicas dos prestadores de serviço e CAG): Trata-se de
condicionamento de ar para verão, proporcionando condições de conforto térmico nos recintos
beneficiados pela filtragem, resfriamento, desumidificação, renovação e movimentação do ar. Para
as salas técnicas das empresas de manutenção foi adotado um sistema de expansão indireta do tipo
fan-coil, com distribuição e retorno de ar por meio de rede de dutos, difusores, grelhas de retorno e
grelhas de porta. A renovação do ar é garantida por comunicação da casa de máquinas com o meio
externo por meio de duto, utilizando a pressão estática do próprio ventilador do fan-coil. A vazão de
ar de renovação deve ser igual a 1050 m3/h. O condicionador de ar utilizado deverá ter a
capacidade de resfriamento igual ou superior a 10 TR. Para alimentação hidráulica do fan-coil foi
prevista uma derivação na tubulação que alimenta o sistema secundário da CAG com instalação de
duas bombas (primária e reserva). Esse novo circuito hidráulico atenderá tanto o fan-coil das salas
técnicas quanto o fan-coil do no-break (existente), cuja alimentação atual deverá ser substituída
conforme o projeto. Também deverão ser instaladas duas válvulas de bloqueio tipo borboleta nas
tubulações de recalque e retorno do Bloco F localizadas em trecho linear da CAG, com
recomposição dos revestimentos térmicos e mecânicos da tubulação. Para o vestiário foi prevista
uma caixa de exaustão com vazão de 1050 m3/h. O último serviço especificado para esse lote é a
substituição da serpentina do fan-coil do no-break. Esse serviço será realizado apenas após os testes
de funcionamento desse equipamento com sua nova rede de alimentação hidráulica caso o mesmo
não esteja atendendo a carga térmica ambiente. Na parte civil foram previstos os fechamentos com
alvenaria dos locais onde existem grades de comunicação das salas técnicas, criação da casa de
máquinas, fechamento e abertura para portas e instalação de portas. Na parte elétrica foram
previstos os circuitos de alimentação e automação para as bombas, fan-coil e exaustor.
(b) Bloco E – Subsolo (Vestiários, marcenaria, jardinagem, sala apoio Dieng, depósito da limpeza):
Trata-se de condicionamento de ar para verão, proporcionando condições de conforto térmico nos
recintos beneficiados pela filtragem, resfriamento, desumidificação e movimentação do ar. Para
esses ambientes foi adotado um sistema de expansão direta do tipo bi-split com condensação a ar.
As unidades condensadoras serão de 18.000 BTU/h e 24.000 BTU/h, com unidades evaporadoras
tipo hi-wall de 9.000 BTU/h (2 unidades) e 12.000 BTU/h (2 unidades), respectivamente. Para o
ambiente de depósito de material de limpeza será instalado um exaustor axial no forro, com vazão
de 583 m3/h. Todos os ambientes serão fechados com forro com revestimento acústico. O forro será
necessário visando o bom funcionamento dos condicionadores de ar e também visando o retorno da
operação do insuflador de ar da garagem, cujas grelhas de descarga ficarão acima do nível do forro,
permitindo a passagem do ar por esses ambientes e seguindo em direção à garagem. Dois ambientes
terão o local das grades de comunicação atualmente existentes fechados com alvenaria, de forma a
dar o encaminhamento adequado para a fluxo de ar sob o forro. Devido à instalação do forro serão
necessárias adequações em outras instalações como luminárias, sprinklers e detectores de fumaça.
(c) Bloco F – Térreo e Mezanino (Sala de monitoramento do sistema de CFTV): Trata-se de
condicionamento de ar para verão, proporcionando condições de conforto térmico nos recintos
beneficiados pela filtragem, resfriamento, desumidificação e movimentação do ar. Para esses
ambientes foi adotado um sistema de expansão direta do tipo split com condensação a ar. A unidade
condensadora será de 18.000 BTU/h e ficará alocada no gramado atrás do Bloco F. A unidades
evaporadoras será do tipo hi-wall de 18.000 BTU/h. Para encaminhamento da rede frigorígena será
feito furo no piso e na laje. Deverá ser feito também um caixilho de forma a embutir a tubulação
frigorígena e de dreno.
(d) Garagem – Subsolo (Sala do no-break): Consiste no remanejamento das duas unidades
evaporadoras localizadas no ambiente. Elas serão remanejadas de forma que não fiquem
diretamente em cima dos no-breaks, de forma evitar possíveis danos devido à condensações. Para
esse procedimento deverão ser observadas as orientações relativas à instalações de equipamentos de
expansão direta com tubulações de cobre. Deverá ser recolhido todo o gás na unidade
condensadora, redimensionado os tamanhos da tubulação frigorígena, com a devida solda das
conexões e trechos necessários, tubulação de dreno e cabo de alimentação elétrica e comando (não
será permitido emendas nos cabos). A fixação das unidades deverá seguir o padrão existente bem
como os detalhes apresentados no projeto executivo. Após o remanejamento deverá ser realizada
pressurização e limpeza com nitrogênio e posterior vácuo para então preencher a linha com o
refrigerante. Deverão ser realizados todos os testes bem como adicional carga de gás, se necessário.
8.2
Instalações Eletromecânicas
(a) Fornecimento, transporte horizontal, transporte vertical e instalação, em local conforme projeto
(Anexo I), dos equipamentos e acessórios conforme especificados (Itens 9 e 10), e também de
todos os materiais necessários à perfeita execução do objeto desta especificação;
8.3
Obra Civil
(a) Fornecimento, transporte horizontal, transporte vertical e instalação, em local conforme projeto
(Anexo I), dos equipamentos, materiais e acessórios conforme especificados (Item 11), e também
de todos os materiais necessários à perfeita execução do objeto desta especificação;
8.4
Teste da instalações após finalização dos serviços
(a) As novas instalações deverão ser testadas após a finalização dos serviços, bem como todo sistema
hidráulico que sofreu alterações. Os novos equipamentos deverão estar em perfeitas condições de
funcionamento e operação. As válvulas deverão ser testadas em operação manual e automática.
8.5
Limpeza dos ambientes
(a) As áreas de trabalho deverão ser deixadas limpas, principalmente após a execução dos serviços,
sendo que todos os entulhos deverão ser removidos após cada dia de serviço. O entulho deverá ser
acondicionado em recipientes próprios, fornecidos pela CONTRATADA, devendo ser removidos
tão logo estejam cheios.
(b) Ao término dos serviços deverá ser procedida a limpeza final do ambiente com a remoção
cuidadosa de todas as manchas com produtos e técnicas apropriadas, dispensando-se especial
atenção à perfeita execução dessa limpeza nos revestimentos,vidros, etc. Os custos referentes às
operações de limpeza dos ambientes deverão estar contemplados nos valores apresentados para a
execução dos respectivos serviços.
9.
ESPECIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS, ACESSÓRIOS E PROCEDIMENTOS –
PARTE MECÂNICA
9.1
Unidade climatizadora tipo fan coil
Unidade montada em módulos, gabinete vertical, as quais devem atender às exigências
técnicas e dimensionais indicadas em projeto.
(c) Gabinete: de construção robusta, em perfis de chapa de aço, com tratamento anticorrosivo e
pintura de acabamento, provido de isolante térmico e acústico em material incombustível com
painéis frontais, laterais e traseiros facilmente removíveis (revestidos interna e externamente com
chapas de aço galvanizado e com isolante térmico). Os painéis devem ter guarnições de borracha
devidamente coladas. Além disso, deverão ser presos por meio de parafusos do tipo “sextavado
interno”, sendo a sua remoção por “puxadores laterais”, de modo a facilitar a manutenção.
(d) Ventilador: deverá ser do tipo centrífugo, de dupla aspiração e de pás curvadas para frente
(sirocco) em aço carbono. Será de construção robusta em chapa de aço com tratamento
anticorrosivo (galvanizado), sendo o rotor estática e dinamicamente balanceado segundo grau de
qualidade G 6.3 de acordo com normas VDI 2060.
O ventilador e o respectivo motor deverão ser montados em base rígida única, flutuante (amortecedores
de vibração de borracha).
Os eixos serão montados sobre mancais auto-alinhantes e de lubrificação permanente. O ventilador
deverá ter capacidade suficiente para circular vazão de ar prevista com uma velocidade de descarga não
superior a 12 m/s.
(e) Motor de acionamento: o motor do ventilador deverá ser da marca WEG, GE, ARNO ou
EBERLE, tipo indução à prova de pingos e respingos, para 40 ºC de elevação máxima de
temperatura, em funcionamento contínuo. Deverá será completado com polia regulável, correia e
trilhos esticadores.
(f) Serpentinas de resfriamento: construídas de tubos paralelos de cobre, com aletas de cobre ou
alumínio, espaçadas adequadamente, perfeitamente fixadas aos tubos por meio de expansão
mecânica e testadas a uma pressão de 21kgf/cm². Os coletores deverão ser em cobre com válvula de
respiro e dreno, e com luvas soldadas nas pontas, para adaptação à rede hidráulica de água gelada.
A velocidade de ar na face da serpentina não deve ser superior a 2,98 m/s e a perda de carga no lado
da água não deve ser superior a 6,0 mCA.
(g) Filtros de ar: a filtragem será realizada por filtro em moldura de papelão, classe G4. A instalação
destes filtros deverá permitir fácil colocação e retirada, com perfeita vedação. A velocidade de ar na
face dos filtros não deve ser superior a 2,98 m/s.
(h) Bandeja de recolhimento de água: as bandejas de recolhimento de água de condensação deverão
ter caimento para o lado da drenagem com saída de ¾'' protegida, com isolamento térmico e
tratamento contra corrosão, com underseal.
(i) Amortecedores de vibração: cada fan-coil deverá ser instalado sobre dormentes de concreto e
amortecedores de vibração.
(j) Dreno: deverá apresentar sifão, conforme detalhes de projeto, sendo interligado até o ralo da rede
de esgoto.
(k) Casa de máquinas: deverá ter dimensões mínimas de 3,0 metros de largura por 2,5 metros de
profundidade. Deve-se obedecer o espaço mínimo de 0,70 metros entre as paredes e os
equipamentos visando acesso a manutenção. As portas e paredes deverão possuir isolamento
acústico lavável (tipo sonex ou similar), piso industrial (granitina ou epóxi – piso industrial de alta
resistência) com caimento e ralo, portas que abram para fora, com folha dupla (2x0,80m),
atenuadores de ruídos nas saídas dos dutos de insuflamento e retorno.
9.2
Dutos e acessórios
Para a fabricação dos dutos, além das informações indicadas nas plantas de detalhes, devem
ser seguidas as exigências técnicas a seguir:
(l) Os dutos deverão ter sua espessura conforme recomendação das normas ABNT, ASHRAE,
SMACNA de acordo com a maior dimensão do trecho.
Lado maior
Bitola da chapa
Espessura [mm]
cm
26
0,50
Até
30
a
De
31
a
75
cm
24
0,64
De
76
a
140
cm
22
0,79
De
141
a
210
cm
20
0,95
De
211
a
300
cm
18
1,27
(m)Deverão obedecer aos padrões normais de serviço descritos nos manuais especializados para o caso.
As interligações dos dutos convencionais por meio de chavetas “S” ou barras especiais, conforme
largura dos mesmos.
(n) Nos pontos onde a galvanização for afetada deverá ser feita à correção.
(o) Os dutos deverão possuir porta de inspeção a espaços regulares não superiores a 3 metros e
próximas das curvas e derivações. As janelas deverão ser aparafusadas, usando-se juntas de
borracha ou feltro, de maneira a ficarem hermeticamente fechadas. Suas dimensões devem ser no
mínimo 30x30cm.
(p) Transições em dutos, inclusive conexões entre equipamentos e dutos, deverão ter uma conicidade
não maior que 20° em ambos os planos e todas as conexões devem ser flangeadas.
(q) A conexão entre os condicionadores, ou entre os ventiladores e os dutos de insuflamento será do
tipo flexível (lona), de modo a não transmitir vibrações aos dutos e não propagar ruídos aos
ambientes condicionados.
(r) Nos pontos onde forem detectadas vibrações, os dutos deverão ser providos, a posteriori, de apoios
de borracha.
(s) Cada elemento de duto deverá ser suspenso ou suportado, de maneira independente e diretamente à
estrutura da edificação mais próxima, sem conexão com os outros elementos já sustentados.
(t) Os tirantes e ferragens pertinentes deverão ter tratamento anti-corrosivo.
(u) Os dutos não devem ter contato com paredes. Assim, onde houver passagem de dutos através de
paredes, as bordas do furo na parede devem ser enquadradas com peças de madeira devidamente
tratadas e o duto ser isolado destas peças através de vedação por um elemento elastômero.
(v) Para minimizar contaminação com microorganismos ou poluentes nos sistemas de distribuição de
ar, as superfícies internas dos dutos devem ser lisas, não adsorventes, nem absorventes. Não aplicar
bidins ou isolamento térmico ou acústico de qualquer natureza.
(w) Para minimizar a contaminação do duto antes do começo da instalação todas as bocas dos dutos
devem ser seladas com cobertura de proteção durante o transporte para a obra, durante a
armazenagem na obra e no período entre a montagem e o start-up.
(x) Para permitir a inspeção e limpeza do duto este deve possuir portas de acesso que devem estar
livres de obstruções que dificultem a manutenção. As áreas a seguir indicadas têm de ter acesso
para inspeção e limpeza, nomeadamente:
(y) Entradas de ar exterior e seus plenos/dutos;
(z) Drenos e tabuleiros de condensados;
(aa)Ventiladores.
(bb)
Em todos os dutos onde não for possível a limpeza mecânica o acesso humano para limpeza
deve ser possível, seguro e sem obstáculos. Todos os painéis de acesso devem ser de abertura
facilitada e construídos de forma a não comprometerem a estanqueidade e o isolamento térmico ou
acústico. Devem ser instalados de modo seguro, e seguros ao duto com um cabo de aço, de forma a
evitar que caiam e causem ferimentos aos ocupantes. Se um componente tiver de ser desmontado,
então a sua posição e interfaces com o duto devem estar claramente marcadas de forma indelével
para facilitar a sua remontagem.
(cc)Os dutos metálicos deverão ser apoiados através de suportes a cada 2 metros.
(dd)
Preferencialmente deve-se adotar conjuntos com curvas suaves (raio longo) para as
derivações e bifurcações das redes de dutos – não serão aceitas derivações de dutos diretamente do
ramal principal (te de 90º).
(ee)Os joelhos e curvas deverão ser dotados de veias defletoras de dupla espessura, para atenuar as
perdas de carga e nível de ruído.
(ff) Todos os colarinhos serão dotados de captores de ar de boa fabricação e de fácil regulagem, de
modo a distribuir uniformemente o ar através dos difusores e/ou grelhas.
(gg)
Todas as juntas deverão ser vedadas com massa plástica.
(hh)
As junções dos dutos e isolamentos deverão ser protegidos contra penetração de umidade
por barreira de vapor (frio asfalto).
(ii) Por garantia, todas as dobras de chapa, inclusive os vincos, onde a galvanização possa ter sido
danificada, deverão receber pintura anticorrosiva (zarcão).
(jj)
9.3
Grelhas e acessórios
Para a fabricação das grelhas, além das informações indicadas nas plantas de detalhes,
devem ser seguidas as exigências técnicas a seguir:
(kk)
Difusor de insuflamento: deverão ser fornecidos e instalados em alumínio extrudado,
anodizado, cor natural, com uma via ou quatro vias, quadrado ou retangular, com registro
controlador de vazão, com caixa plenum se a alimentação for por duto flexível, de baixa perda de
pressão.
(ll) Grelha de ventilação: deverão ser fornecidos e instalados em alumínio extrudado, anodizado, cor
natural, com registro, de baixa perda de pressão.
(mm)
Registros e venezianas: deverão ser compostas de veneziana em alumínio anodizado
natural com tela de nylon, registro controlador de vazão em chapa de aço galvanizada.
(nn)
Filtros de ar: os elementos filtrantes indicados em prancha deverão ser confeccionados em
fibra sintética descartável classe G3 para os fan coils e F2 para a tomada de ar externo, conforme
nomenclatura utilizada na norma ABNT 16401.
9.4
Caixa de ventilação
Para a fabricação das caixas de ventilação, além das informações indicadas nas plantas de
detalhes, devem ser seguidas as exigências técnicas a seguir:
(oo)
Gabinete: de construção robusta, em perfis de chapa de aço, com tratamento anticorrosivo e
pintura de acabamento, provido de isolante acústico em material incombustível com painéis laterais
e traseiros facilmente removíveis. Os painéis devem ter guarnições de borracha devidamente
coladas. Deverá conter também veneziana de aspiração.
(pp)
Ventilador: deverá ser do tipo centrífugo, de dupla aspiração e de pás curvadas para frente
em aço galvanizado. Será de construção robusta em chapa de aço com tratamento anticorrosivo
(galvanizado), sendo o rotor estática e dinamicamente balanceado segundo grau de qualidade G 6.3
de acordo com normas VDI 2060. O ventilador e o respectivo motor deverão ser montados em base
rígida única, flutuante. Os eixos serão montados sobre mancais auto-alinhantes e de lubrificação
permanente. O ventilador deverá ter capacidade suficiente para circular vazão de ar prevista com
uma velocidade de descarga não superior a 10 m/s.
(qq)
Motor de acionamento: o motor do ventilador deverá ser da marca WEG, GE, ARNO ou
EBERLE, tipo indução à prova de pingos e respingos, para 40 ºC de elevação máxima de
temperatura, em funcionamento contínuo. Será completado com polia regulável, correia e trilhos
esticadores. Grau de proteção: IP 55
9.5
Bomba hidráulica
Para a fabricação das bombas, além das informações indicadas nas plantas de detalhes,
devem ser seguidas as exigências técnicas a seguir:
(rr)Descrição:
Tipo de água
Para água limpa, isenta de elementos corrosivos, com
Marca
Rotação máxima
Acoplamento
Carcaça
Rotor
Gaxeta
Base do conjunto moto-bomba
Tipo
Rendimento mínimo
temperatura mínima de 4 ºC e máxima de 40 ºC.
KSB, WORTHINGTON, IMBIL ou GLASS
1750 RPM
Luva elástica
Ferro fundido
Ferro fundido, para água gelada
Amianto grafitizado ou teflon
Ferro fundido
Centrífuga
60 %
(ss)As bombas para recirculação de água deverão ser horizontais com acoplamento entre o motor e a
bomba por meio de luva com espaçador. Deverão atender a norma ASME B73.1.
(tt) Deverá ser prevista a desmontagem do conjunto girante por trás, sem que sejam desconectadas as
tubulações de sucção e descarga (“back pull out”). A vedação deverá ser feita por selo gaxeta.
(uu)
O instalador não deverá selecionar os rotores mínimos ou máximos da família de curvas do
fabricante para as condições de projeto.
(vv)
Deverão ser fabricadas com componentes dimensionados para suportar uma pressão na
sucção e na descarga, superiores à pressão de trabalho.
(ww)
A potência nominal do motor de acionamento deverá ser, pelo menos, 20% superior ao BHP
do ponto de seleção.
(xx)
Deverão ser instalados variadores de freqüência. O sensores de pressão que aciona esses
elementos será instalados no trecho linear antes da derivação para os condicionadores de ar,
conforme indicação em projeto.
(yy)
Motor:
Marca
EBERLE, GE, ARNO ou WEG
Tipo
Indução, à prova de pingos e respingos,
para 40 ºC de elevação máxima de
temperatura, trifásico e 4 pólos.
(zz)Os motores elétricos deverão ser de alto rendimento, trifásicos, com proteção IPW-55 e isolamento
classe F, com vedação de temperatura classe B. Os motores das bombas secundárias deverão
apresentar variadores de freqüência.
(aaa)
Assentamento: as bombas deverão ser assentadas em bases anti-vibratórias individuais,
compostas de base de inércia (concreto) e amortecedores de vibração.
9.6
Tubulações, válvulas, conexões e acessórios da rede hidráulica
(a) Tubulação (DN 15 à 50 – ½'' a 2''): tubo de aço ASTM A-120, sem costura, preto, dimensões ANSI
B 36.10, extremidades rosqueadas ABNT NBR-6414, Sch. 40. Ref: MANNESMANN ou similar.
(b) Tubulação (DN 65 à 150 – 2 ½'' a 6''): tubo de aço ASTM A-120, sem costura, preto, dimensões
ANSI B 36.10, Sch. 40, extremidades chanfradas ANSI B-16.25 para solda de topo, sendo que as
ligações dos tubos às conexões serão feitas por flanges com pescoço. Ref: MANNESMANN ou
similar.
(c) Conexões (DN 15 à 50 – ½'' a 2''): conexões de ferro maleável, ABNT NBR-6590, dimensões
ABNT NBR-6943, classe 10, extremidades rosqueadas ABNT NBR-6414. Ref.: FUNDIÇÃO
TUPY ou similar.
(d) Conexões (DN 65 à 150 – 2 ½'' a 6''): conexão tubular, sem costura, aço ASTM A-234 grau WPB,
preta, dimensões ANSI B 16.9, extremidades chanfradas ANSI B16/25, peso standard. Ref.:
CONFORJA ou similar.
(e) Flanges (DN 65 à 100 – 2 ½'' a 4''): flange com pescoço, aço forjado ASTM A-181 grau 1,
dimensões ANSI B 16.5, classe 150, face com ressalto de 1.6 mm ou face plana (quando
necessário). Ref: CONFORJA ou similar.
(f) Diversos:
- ½ luva soldáveis, DN 15 a DN 50 (½'' a 2''): serão de aço forjado ASTM A-105 grau 1, dimensões
ANSI B 16.11, classe 2000#, uma extremidade com rosca ABNT NBR-6414. Ref.: CONFORJA ou
similar.
- Juntas de expansão: De borracha, corpo em elastômero, revestidas internamente com PTFE, serão
instaladas, nos locais aonde for necessário, juntas de expansão nas tubulações, para acomodação das
tensões devidas à contrações e expansões das tubulações. Flanges com furação ANSI-150. Ref:
NIAGARA ou similar.
- Purgadores de ar: serão do tipo automático, universal, corpo em latão, conexões rosqueadas para
líquido, pressão de trabalho 150 psi. Ref.: Modelo ZUT X 25. Referência: Tour & Anderson.
- Fitas de teflon para vedação de roscas: carretéis de 50m com ½''.
- Juntas para flanges: De papelão hidráulico, ABNT P-EB-212, grafitado em ambos os lados ou
neoprene, espessura 1.6 mm (1/16''), pré-cortado, para flanges ANSI-B-16.5, classe 150, ou flanges
AWWA C-207, classe D. Ref.: Fig. U-60 da ASBERIT ou similar.
- Parafuso cabeça sextavada: ASTM A-193-Gr.B7, rosca UNC 2A e porca sextavadas ASTM A-194 Gr.
2H, rosca UNC 2B, galvanizados.
- Estojo com parafuso: ASTM A-193-Gr.B7, rosca UNC 2A, com porcas sextavadas ASTM A-194 Gr.
2H, rosca UNC 2B, galvanizados.
(g) Registro de bloqueio (DN 15 a DN 50 (½'' a 2''): serão do tipo esfera, de aço fundido, conforme a
normas API 6D e P-EB-141 II, classe 125 psi. Corpo bipartido. Esfera e haste (estendida) em inox.
Passagem plena. Sedes e anéis de assentamento em PTFE. Extremidades flangeadas padrão ANSIB-16.5. Face com ressalto. Face a face padrão ANSI-B-16.10. Ref. Tour & Anderson – Catálogo de
produtos.
(h) Registro de bloqueio (DN 65 a DN 100 (2 ½'' a 4''): serão do tipo borboleta conforme norma
ABNT-PB-15, classe 125 psi, corpo extra-curto do tipo ‘’wafer semi lug’’, com sede em elastômero
de alta resistência, providas de semi lug, que faz parte integrante do corpo da válvula para
montagem entre flanges ANSI-B-16.5, com vedação total nas duas direções e acionamento manual
por alavanca com placa de travamento em várias posições, corpo de ferro fundido ASTM-A-126,
grau B ou ferro nodular, disco de ferro nodular ASTM-A-536, grau 65 ou bronze-alumínio, haste
em AISI-410 e sede de BUNA_N, ref. Catálogo CIWAL 82, pág. 174 ou equivalente.
(i) Válvula de regulagem (DN 15 a DN 50 (½'' a 2''): serão do tipo globo, de bronze fundido ASTMB62, classe 125 psi, castelo roscado, haste ascendente com rosca interna, re-engaxetável em serviço
quando totalmente aberta, extremidades com roscas segundo ABNT NBR-6114, com vedação
cônica, dimensões conforme ANSI-B-36.10, ref. Catálogo CIWAL 82, pág. 99, fig. 114-C ou
equivalente.
(j) Válvula de regulagem (DN 65 a DN 100 (2 ½'' a 4''): serão do tipo globo, de ferro fundido ASTMA-126, grau B, classe 125 psi, tampa aparafusada, internos em bronze, haste com rosca externa e
volante ascendentes, extremidades flangeadas face plana conforme ANSI-B-16.1, dimensões
padrões ANSI-B-16.10, ref. Catálogo CIWAL 82, pág. 77, fig. 7 ou equivalente.
(k) Válvula de retenção (DN 65 a DN 150 (2 ½'' a 6''): serão do tipo duplex, ‘’wafer’’, para montagem
entre flanges, de ferro fundido ASTM-A-126, grau B, classe 125 psi, disco de bronze ASTM-B-62,
sede de BUNA-N, eixos de aço inoxidável AISI-304, molas de aço inoxidável AISI-302, ref.:
catálogo NIAGARA 89, pág. 130, fig. 80 ou equivalente.
(l) Válvula de balanceamento (DN 15 a DN 50 (½'' a 2''): serão do tipo STAD, corpo fabricado em
ferro fundido nodular EN-GJS-400-15, cabeçote, haste e cone de fechamento fabricados em
AMETAL, uma liga que garante resistência à corrosão. Pontos de medição auto-vedantes, vedações
em EPDM. Classe de pressão PN 20 (20kgf/cm²); conexões em rosca segundo ABNT NBR-6414;
cone com juntas em borracha EPDM. Com capa de proteção térmica e volante em Poliamida e
TPE. Ref. Tour & Anderson – Catálogo de produtos.
(m)Filtro em Y (DN 15 a DN 50 (½'' a 2''): podem ser fornecidos em bronze fundido ASTM-B-62, açocarbono fundido ASTM-A-216 WCB, ou aço inoxidável ASTM-A-296 CF8, com elemento filtrante
em aço inox AISI 304. Conexões rosqueadas segundo ABNT NBR-6414. Ref. NIAGARA –
Catálogo de produtos.
(n) Filtro em Y (DN 65 a DN 150 (2 ½'' a 6''): podem ser fornecidos em bronze fundido ASTM-B-62,
aço-carbono fundido ASTM-A-216 WCB, ou aço inoxidável ASTM-A-296 CF8. Conexões
flangeadas de acordo com a norma ANSI-304 ou DIN 3300, elemento filtrante substituível, classe
150. Ref. NIAGARA, flangeado, ferro fundido, Fig. 975 – Catálogo de produtos.
(o) Isolamento térmico: As tubulações de água gelada deverão ser isoladas termicamente com manta ou
tubo elastomérico conforme espessura indicadas abaixo. Toda a tubulação que não estiver sobre o
forro, em shafts ou em canaleta enterrada, deverá ser recoberta com alumínio liso externamente,
sendo que os trechos retos utilizarão à espessura de 0,15 mm e nas curvas, derivações e válvulas
utilizarão à espessura de 0,40 mm, fixados a tubulação através de cintas de alumínio de 12,7 mm de
largura com espessura não inferior a 0,5 mm. Aplicar o alumínio liso nas partes externas e internas
das casas de máquinas. Por cima do recobrimento metálico do isolante serão pintadas ou colocadas
etiquetas com setas indicando o sentido do fluxo.
ISOLAMENTO ARMAFLEX AF - TUBULAÇÃO DE FERRO
Diâmetro Nominal
Sem recobrimento de alumínio
Com recobrimento de alumínio
3/4
Tubo R28
Espessura 25mm
Tubo T28
Espessura 33,5mm
1
Tubo R35
Espessura 27mm
Tubo T35
Espessura 35mm
1 1/4
Tubo R42
Espessura 27mm
Tubo T42
Espessura 36,5mm
1 1/2
Tubo R48
Espessura 27,5 mm
Tubo T48
Espessura 37,5mm
2
Tubo R60
Espessura 29mm
Tubo T60
Espessura 39mm
2 1/2
Tubo R76
Espessura 30mm
Tubo T76
Espessura 40,5mm
3
Tubo R89
Espessura 30,5mm
Tubo T89
Espessura 41,5mm
4
5
6
8
9.7
Tubo R114
Tubo R140
Tubo R168
Dupla camada
manta M-99-E
Espessura 31,5mm
Espessura 32mm
Espessura 32,5mm
2x Espessura
19mm
Tubo T114
Tubo T140
Tubo T168
Dupla camada
manta M-99-E
Espessura 43mm
Espessura 44,5mm
Espessura 45mm
2x Espessura
19mm
Especificação dos serviços de instalação da rede hidráulica
(a) Suportes, guias e âncoras:
- Toda tubulação será suportada, ancorada, guiada e escorada de acordo com as necessidades do
projeto.
- Os suportes metálicos serão construídos e montados de acordo com as normas de construção e
montagem das estruturas metálicas em vigor, (BR-14 da ABNT).
- O espaçamento dos suportes da tubulação não será maior que 2,5 m, qualquer que seja a bitola do
tubo.
- Durante a montagem serão previstas pela Contratada suportes provisórios, de modo que a linha não
sofra tensões exageradas nem que esforços apreciáveis sejam transmitidos aos equipamentos, mesmo
que por pouco tempo.
- As linhas cujo vão entre suportes e/ou cujos suportes não foram projetados para suportarem os testes
hidrostáticos e a lavagem com água,
terão suportes adicionais provisórios. Estes suportes serão
construídos e montados pela Contratada.
- Os pontos de ancoragem somente serão fixados após a montagem total da linha.
- Somente será permitido soldar suportes em tubos ou equipamentos (mesmo os provisórios) quando
indicados no projeto ou permitidos pela fiscalização da Contratante.
- Os suportes tem que ser locados com uma tolerância de +3 mm na direção perpendicular ao tubo e
+150 mm na direção longitudinal, salvo indicação em contrário.
- Todas as superfícies dos suportes receberão pintura anti-corrosiva antes de sua fixação. As partes da
pintura afetadas pela colocação da linha serão recompostas.
- Os coxins de neoprene serão montados conforme especificados.
- As linhas somente serão testadas após a colocação de suportes, guias, âncoras e batentes.
(b) Limpeza e preparação das superfícies
- Todo sistema de tubulação será limpo internamente antes dos testes. A limpeza será realizada através
de bombeamento contínuo de água na tubulação, até que esta fique completamente limpa.
- Toda a tubulação será livre de escórias, salpicos de solda, rebarbas ou matérias estranhas.
- Caso a limpeza da tubulação necessite ser realizada por meios químicos, as soluções de detergentes,
ácidos, etc., serão submetidas a avaliação prévia da Contratante.
- Após o término, a tubulação será completamente lavada com água para remover todos e quaisquer
traços desses produtos químicos.
- Especial cuidado será observado, caso nas linhas estejam instalados componentes que conforme seu
material, possam ser danificado pela limpeza química.
- Durante a montagem e principalmente após a limpeza, as tubulações serão adequadamente protegidas
ou fechadas com tampas provisórias para evitar a entrada de corpos estranhos que venham a
comprometer as linhas, quando de sua colocação em operação.
- Se a limpeza com água se tornar impraticável devido à contaminação ou qualquer outra objeção, será
usado ar. Na limpeza, toda restrição ao fluxo deve ser removida.
- As partes retiradas serão limpas separadamente e se necessários substituídas por peças provisórias.
- Todas as válvulas do sistema estarão totalmente abertas, com exceção das válvulas de bloqueio dos
instrumentos que estarão fechadas; preferencialmente os instrumentos serão retirados.
- Durante a limpeza, será tomado cuidado para que as pressões sejam sempre menores que as de
operação.
- O serviço será feito até que seja constatada a limpeza total do sistema.
- As linhas conectadas às unidades resfriadoras, condicionadores, bombas, etc., serão isoladas ou serão
colocados filtros provisórios.
- As válvulas de segurança e de disco de ruptura serão isoladas ou retiradas.
- Todos os ""vents"" e drenos do sistema serão abertos.
- As válvulas de controle serão retiradas; para substituí-las, o fluxo será feito por "by-pass" ou
"carretel".
- A limpeza terá que ser feita na presença da Contratante e a metodologia adotada, previamente
apresentada, será por ela aprovada.
- A Contratada fornecerá todo o equipamento e pessoal necessário à limpeza.
(c) Preparação da superfície da tubulação: todas as tubulações serão reparadas na oficina do campo,
antes de receber pintura ou isolamento térmico, pelo processo de limpeza por solventes e
desenferrujamento e/ou limpeza de ferramentas motorizadas, conforme descrito a seguir:
- Os tubos uma vez, montados, terão novamente as juntas preparadas, para a pintura ou isolamento.
- A Contratada fornecerá todo o equipamento, material e pessoal necessários à limpeza externa da
tubulação.
- Limpeza da superfície por solventes e desenferrujantes.
- Remoção de impurezas insolúveis nos solventes tais como argila, salpico de cimento, cais, escamas de
ferrugem profunda, restos de pintura antiga, etc., através de meios mecânicos (lixas, escova de aço,
etc.).
- As carepas de solda, tanto sobre a solda como nas áreas adjacentes, serão removidas por meios
mecânicos como esmerilhamento.
- Os resíduos serão enxaguados com água limpa e limpos com panos embebidos de solventes; estes
serão substituídos por outros limpos tantas vezes quanto for necessário para obtenção de uma superfície
limpa e isenta de qualquer contaminação oleosa. Os solventes serão aromáticos (xilol, toluol), alifáticos
(aguarrás, naftas, solventes para borrachas), cloratos (tricloroestileno, tetracloreto de carbono).
Gasolina comum não será utilizada. Os solventes somente serão usados em ambientes bem ventilados.
- Aplicação de líquido desenferrujante à base de ácido fosfórico para remover ou passivar ferrugem
ligeira, deixando a superfície ferrosa fosfatizada. A aplicação será de acordo com as especificações do
fabricante. Após o tempo necessário para ação do produto (conforme fabricante), a superfície será
tratada com escova de aço ou lixa de remover os produtos de reação.
- A primeira demão de fundo será aplicada imediatamente após o término da limpeza.
- Limpeza da superfície por ferramentas motorizadas:
- Remoção da carepa da limpeza, ferrugem ou tinta velha solta ou não aderente aplicando-se
ferramentas motorizadas como escovas rotativas, lixadeiras, esmerilhadeiras, etc.. Será completado,
quando necessário com limpeza por solvente e limpeza manual.
- Todo o fluxo e respingo de solda serão removidos com ferramentas motorizadas.
- Toda área acessível será limpa, bem como rebites, conexões, reentrâncias angulosas e fendas, com
ajuda de escova de aço, pistola de agulha, marteletes descascadores, lixadeiras e rebolos ou a
combinação de dois ou mais equipamentos. Todos os equipamentos serão usados de modo a se evitar a
formação de rebarbas, arestas vivas e cortes na superfície.
- A poeira e os resíduos provenientes das limpezas serão removidos da superfície.
- No caso de se fazer necessário, remover resíduos de óleo e graxa com solventes.
- A primeira demão de primer será aplicada tão logo seja possível, após a limpeza e antes que qualquer
deteriorização possa ocorrer (no mesmo período de trabalho).
- No caso de se operar próximo a materiais inflamáveis e explosivos, serão empregados equipamentos à
prova de centelha.
(d) Pintura
- Todas as tubulações que não irão sofrer processo de isolamento térmico serão pintadas.
- As tubulações que receberem isolamento térmico, serão preparadas e receberão pintura de fundo.
- A superfície preparada receberá a tinta de fundo especificada, dentro de um prazo de 2(duas) horas,
podendo, a critério exclusivo da Contratante ser estendido até o máximo de 6 (seis) horas.
- Se ocorrer oxidação ou contaminação da superfície ou for excedido o prazo estabelecido, será feito
novo preparo, antes da aplicação da primeira demão de tinta.
- As tintas serão aplicadas a trincha, rolo ou pistola, baseando-se nas condições do objeto a ser pintado,
do sistema da pintura adotado e condições atmosféricas.
- Toda poeira será removida com escovão de nylon ou pano seco limpo, antes da aplicação de qualquer
demão de tinta.
- O preparo e pintura das superfícies não serão executados em dias de chuvas ou umidade relativa do ar
superior a 85% ou sob ventos fortes.
- Quando houver expectativas de ocorrência de chuva, não serão executados serviços de limpeza e
pintura.
- Não será aplicada tinta em superfícies de aço, à temperatura superior a 52oC ou inferior a 10oC.
- Nos casos onde há insolação sobre a superfície, acarretando temperatura da mesma acima de 52 oC,
será providenciada cobertura adequada para evitar a insolação direta.
- Os equipamentos só serão pintados após o término dos testes hidrostáticos e inspeção.
- As trinchas, rolos e pincéis, serão de boa qualidade, mantidos limpos e em bom estado.
- Toda a pintura será feita cuidadosamente, com mão-de-obra experiente. Será aplicada de maneira a
evitar respingos, corredeiras, excesso de tinta ou rugosidade e com espessura uniforme de película.
- Todos os ingredientes contidos em qualquer tinta serão completamente misturados antes de uso, de
modo a formar uma tinta homogênea, de consistência uniforme. A tinta será agitada freqüentemente
durante a aplicação, para manter-se neste estado. As tintas cujos ingredientes são embalados
separadamente serão rigorosamente misturadas antes do uso.
- Nenhum diluidor será adicionado à tinta, salvo quando houver recomendações expressas para tal.
Quando isso ocorrer, as diluições serão feitas exclusivamente com a tinta durante o processo de mistura
ou homogeneização ou durante o uso e aplicação da tinta.
- O ar comprimido a ser usado na pintura à pistola, deverá estar isento de óleo e umidade.
- As tubulações, sempre que possível, serão pintadas em oficinas ou local próprio, sendo que as regiões
que receberão solda, não serão pintadas numa faixa de 100 mm medidos a partir do chanfro.
- Após a soldagem e o ensaio hidrostático, executar limpeza mecânica com escova rotativa e aplicar a
trincha, naquela região, o mesmo sistema de pintura.
- A pintura será executada no sentido descendente (de cima para baixo) nas superfícies verticais.
- Será providenciada total proteção a todos os equipamentos, paredes, pisos, tetos e outras superfícies
passíveis de sofrer a ação da pintura.
- Será providenciada imediata e total remoção da tinta depositada, face às aplicações, nas hastes de
válvulas, eixos de motores e outros equipamentos nos quais a tinta depositada impedirá o livre
movimento dos mesmos.
- Placas de identificação, manômetros, vidros dos instrumentos, etc., serão convenientemente
protegidos. A remoção de qualquer equipamento ou instrumento será feita após prévia consulta.
- A Contratante autorizará, a seu exclusivo critério, a execução de serviços em condições não previstas
por esta especificação. Os casos omissos serão decididos por ela.
- Para a pintura de fundo (primer), adotar o seguinte procedimento: aplicar tinta primer sintética de base
alquídica em pigmentos de óxidos de ferro e chumbo, em 2(duas) demãos de 40 micra cada; o tempo de
secagem entre demãos será de 24(vinte e quatro) horas.
- Para pintura de acabamento adotar o seguinte processo:
- Aplicar tinta esmalte de base alquídica com pigmentos de dióxido de titânio em 2 (duas) demãos de
40 micra cada.
- O tempo de secagem de demão será de 24 (vinte e quatro) horas e aguardar 72 (setenta e duas) horas
para a secagem final. Antes da aplicação da pintura de acabamento, será observado um tempo mínimo
de 24 (vinte e quatro) horas para a secagem do primer.
- No caso de tubulação não aparente (isolada termicamente), a mesma receberá em intervalos não
superior a 6(seis) metros, identificações constituídas por faixas coloridas e setas indicativas no sentido
do fluxo, além da codificação escrita correspondente.
- Também para o caso das tubulações aparentes a indicação do sentido do fluxo e sua codificação será
executada no intervalo mínimo acima indicado.
- A pintura em faixas obedecerá as seguintes regras:
- A largura da faixa será igual ao diâmetro nominal do tubo, ou 10 cm no mínimo para tubos de
diâmetro inferior.
- Quando no caso de faixa composta, será preparada uma base em tinta, cor alumínio, com largura igual
a largura das faixas mais 100 a 200 mm, de acordo com o diâmetro do tubo.
- Independentemente dos intervalos de identificação, estas serão pintadas antes e após as curvas de
qualquer tubulação, em ambos os lados das paredes ou lajes, nas proximidades dos equipamentos, etc.
- As cores a serem adotadas serão:
-Gelada: verde c/ faixa vermelha
(e) Testes
- A tubulação será testada antes da aplicação do isolamento ou pintura por pressão de água (teste
hidrostático), com uma pressão mínima igual a 150% da pressão normal de trabalho das linhas.
- A pressão de teste, não será inferior a 1 Kg/cm 2, aplicável inclusive para as tubulações que trabalham
sem pressão alguma.
- Todo o sistema de tubulação a ser testado, será subdividido em seções, por meio de raquetes ou de
flanges cegos, de forma que cada seção tenha a mesma pressão de teste.
- Todas as restrições ao fluxo serão retiradas.
- Todas as válvulas, inclusive as de controle serão abertas e mantidas nestas posição.
- As válvulas de bloqueio dos ramais para os instrumentos serão fechadas.
- Os instrumentos e outros equipamentos que não serão submetidos à pressão de teste serão retirados ou
substituídos por elementos adequados.
- As válvulas de segurança e de alívio serão removidas e substituídas por flanges cegos ou tampões.
- As juntas de expansão de fole serão verificadas e travadas convenientemente, para não se
deformarem.
- Todos os filtros provisórios serão localizados em seus lugares, para a proteção de equipamentos e
instrumentos.
- Todas as soldas serão deixadas expostas, sem isolamentos e sem pintura.
- Todas as emendas em tubos enterrados ou embutidos, ficarão expostas.
- Não se usará para testes hidráulicos qualquer tipo de água agressiva para a tubulação.
- Antes de se completar o enchimento das tubulações com água deve-se fazer a purga total de ar do
sistema.
- A subida da pressão no sistema será lenta.
- A pressão de teste, no seu valor máximo, será mantida pelo menos por 5 (cinco) horas, durante as
quais a tubulação toda será cuidadosamente examinada para a verificação de vazamento.
- O manômetro de medida de pressão será colocado no ponto mais alto do sistema, e caso isto não seja
possível, deve-se acrescentar o valor da pressão da coluna hidrostática acima do manômetro.
- Se no teste for constatado algum vazamento, a correção será feita e o teste repetido exatamente como
da primeira vez.
- O teste será repetido todas as vezes que a tubulação sofrer qualquer obra ou reparo que possa
interferir na sua estanqueidade.
- A Contratada fornecerá todo equipamento, material e pessoal necessário aos testes.
9.8
Especificação dos equipamentos de expansão direta
(f) Unidades Evaporadoras
- Tipo hi-wall
- Dispositivo de expansão tipo orifício ou válvula de expansão termostática;
- Sensor de temperatura ambiente (termistor no retorno);
- Ventilador de baixo nível de ruído;
- Sensor de nível máximo de água na bandeja de dreno;
- A unidade deverá ser perfeitamente isolada para prevenção de condensação externa;
- Auto-acionamento após falta de energia;
- Opção de acionamento pelo disjuntor;
- Deverão possuir sistema de drenagem operante em tempo integral durante o processo de resfriamento
para retirada da água condensada (bomba ou por gravidade).
- Gabinete metálico: construído em chapa de aço devidamente tratado contra corrosão e pintado em
esmalte sintético, ou plástico injetado, providos de isolamento térmico.
- Conjunto do ventilador: os ventiladores deverão ser do tipo centrífugos multi-pás em plástico, dotados
de três velocidades de operação (alta, média e baixa), balanceados estática e dinamicamente, com
acionamento direto por motor de indução monofásico com mancais de lubrificação permanente. Deverá
ter um nível de ruído máximo de 40 db.
- Serpentina: Deverá ser construída em tubos de cobre mecanicamente expandidos em aletas de
alumínio, perfeitamente fixadas aos tubos, corrugadas de alta eficiência, multi-passos, com
espaçamento de no mínimo 12 aletas por polegada. Todo o circuito deverá ser ter sido limpo e testado
contra vazamentos em fábrica, devendo possuir conexões para tubulações de refrigerante.
- Filtros de ar. Deverá ser de material sintético do tipo lavável, classe G2 no mínimo, segundo ABNT
NBR 16401.
- Controle: Os controles remotos para as unidades deverão ser sem fio e deverão ter os seguintes
elementos: tela de cristal líquido; liga / desliga; velocidade do ventilador; ajuste da temperatura;
direcionamento do jato de ar; timer 24 horas; contagem regressiva para desligamento; limitação da
faixa de temperatura ajustável configurável.
- As capacidades e performance dos equipamentos deverão ser conforme a tabela de equipamentos dos
desenhos e planilha de materiais.
(g) Unidades Condensadoras
- Sistema de expansão direta com condensação a ar, refrigerante R-22, onde cada unidade evaporadora
é interligada a uma única unidade condensadora.
- Gabinete metálico: As unidades deverão ter suas estruturas construídas em chapa de aço galvanizado,
tratadas e pintadas com esmalte sintético, sendo apropriadas para instalação ao tempo. O painel de
serviço deverá permitir fácil acesso tanto à manutenção mecânica, quanto à parte elétrica. Deverá
abrigar adequadamente, todos os componentes elétricos do equipamento, garantindo fechamento e
vedação satisfatória, de maneira a evitar penetração de água.
- Compressor: Serão do tipo rotativo DC gêmeos ou Scroll (R22), de alta pressão, com dispositivo de
proteção contra sobreaquecimento decorrente de sobrecarga ou partidas sucessivas. Com alta eficiência,
selo PROCELL nível “A”.
- Serpentina: Deverá ser construída em tubos de cobre mecanicamente expandidos em aletas de
alumínio, perfeitamente fixadas aos tubos, corrugadas de alta eficiência, multi-passo, com espaçamento
de no mínimo 12 aletas por polegada. Todo o circuito deverá ser ter sido limpo e testado contra
vazamentos em fábrica, devendo possuir conexões para tubulações de refrigerante.
- Conjunto motor-ventilador: Os ventiladores deverão ser do tipo hélice multi-pás em plástico,
balanceados estática e dinamicamente, com acionamento direto por motor de indução com mancais de
lubrificação permanente. O nível de ruído máximo para os equipamentos deverá ser de 50 db.
- As capacidades e performances dos equipamentos deverão ser conforme a tabela de equipamentos dos
desenhos.
9.9
Especificação dos serviços de instalação dos equipamentos de expansão direta
(Rede frigorígena – tubos, isolamentos e procedimentos)
(h) Tubos de Cobre: a interligação entre as unidades evaporadoras com a unidade condensadora será
feita através de tubulação cobre fosforoso sem costura, desoxidado, recozido e brilhante com liga
C-122 com 99% de cobre, com características conforme norma ABNT-NBR 7541. A tubulação
deverá ter especificação para resistir a uma pressão de 50 bar, no mínimo. O diâmetro da tubulação
deverá ser selecionado conforme orientação do fabricante do equipamento e do comprimento
equivalente da mesma.
(i) Isolamento: a tubulação deverá receber ainda isolamento térmico por toda sua extensão sendo do
tipo Armstrong ou Armaflex (ARMACELL) com coeficiente de transmissão de 0,038 W/mK (a
0.ºC ) com espessura conforme tabela abaixo:
φ do tubo Ambiente interno
Líquido Gás
1/4”
13mm
3/8”
13mm
18mm
1/2"
13mm
19mm
5/8”
13mm
20mm
3/4"
14mm
22mm
7/8”
23mm
Ambiente externo
Líquido Gás
13mm
14mm
25mm
14mm
25mm
14mm
25mm
16mm
25mm
32mm
1”
24mm
34mm
1.1/8”
24mm
35mm
1.1/4”
25mm
35mm
1.3/8”
25mm
36mm
1.1/2”
26mm
38mm
1.5/8”
27mm
38mm
1.3/4”
27mm
38mm
- Os tubos isolantes deverão ser vestidos evitando-se cortá-los longitudinalmente. Quando isto não for
possível, deverá ser aplicada cola adequada indicada pelo fabricante e cinta de acabamento autoadesiva em toda a extensão do corte. Em todas as emendas deverá ser aplicada cinta de acabamento de
forma a não deixar os pontos de união dos trechos de tubo isolante que possam com o tempo permitir a
infiltração de umidade. Para garantir a perfeita união das emendas recomenda-se uso de cinta de
acabamento. As tubulações de dreno também deverão ser revestidas com o mesmo material.
- Quando a espessura não puder ser atendida por apenas uma camada de isolante, devera ser utilizado
outro tubo com diâmetro interno compatível com o externo da segunda camada, no caso de corte
longitudinal para encaixe do tubo as emendas coladas deverão ser contrapostas em 180º e a emenda
externa selada com cinta de acabamento. As espessuras deverão ser similares de ambas as camadas
utilizadas.
- Uma vez colado o isolamento, a instalação não deverá ser utilizada pelo período de 36h. Recomendase o uso da cola indicada pelo fabricante exemplo: Armaflex 520 ou equivalente.
- Os trechos do isolamento expostos ao sol ou que possam sofrer esforços mecânicos deverão possuir
acabamento externo de proteção, como, por exemplo, folhas de alumínio liso ou corrugado ou
revestimentos auto-adesivos desenvolvidos pelo fornecedor do isolamento exemplo: Arma-check D ou
Arma-check S ou equivalente.
- Todas as tubulações deverão ser devidamente apoiadas ou suspensas em suportes e braçadeiras
apropriadas com pontos de sustentação e apoio espaçados conforme indicado no projeto. Os suportes
deverão ser confeccionados de forma a não esmagar o isolante ou cortá-lo com o tempo. O isolante e
tubo de cobre não deverão possuir folgas internas de forma a evitar a penetração de ar e condensação.
Os trechos finais do isolante deverão ter acabamento que impeça a entrada de ar entre o tubo de cobre e
tubo isolante.
- Toda a infra-estrutura deverá ser soldada em suas conexões com solda especial do tipo Foscoper, e,
serão totalmente desidratadas e pressurizadas com nitrogênio, a fim de garantir maior limpeza na linha
sem borras de solda, preservando a vida do compressor que será instalado. Deverá haver máximo rigor
na limpeza, desidratação, vácuo e testes de pressão do circuito, antes da colocação do gás refrigerante.
As linhas deverão ter no mínimo, filtro secador, válvula de expansão, com distribuidor na linha de
líquido, registros e ligações para manômetros na entrada e na saída do compressor.
- Para o preenchimento de gás refrigerante, toda a tubulação deverá ser evacuada até um nível de
pressão abaixo de 1000 micra.
- No caso de alteração de locação dos equipamentos, o redimensionamento da tubulação deverá levar
em conta as perdas de carga, em função da distância entre o evaporador e o conjunto compressorcondensador e de novas conexões.
(j) Procedimentos
- Não realizar soldas em locais externos durante dias chuvosos.
- Aplicar solda não oxidante.
- Se a tubulação não for conectada imediatamente aos equipamentos as extremidades devem ser
seladas.
- Para evitar a formação de óxidos e fuligem no interior da tubulação, que dissolvidos pelo refrigerante
irão provocar entupimento de orifícios, filtros, capilares e válvulas, é recomendado que seja injetado
nitrogênio no interior da tubulação durante o processo de solda. O nitrogênio substitui o oxigênio no
interior da tubulação evitando a carbonização e ajudando a remover a umidade. Todas as pontas da
tubulação onde não estiver sendo feito o serviço devem ser tampadas. Deve-se pressurizar a tubulação
com 0,02MPa (0,2kg/cm² - 3psi) tampando a ponta onde se trabalhará com a mão. Quando a pressão
atingir o ponto desejado deve-se remover a mão e iniciar o trabalho.
- Obs.: A falta de atenção com limpeza, teste de vazamentos, vácuo e carga adicional adequada, podem
provocar funcionamento irregular ou danos ao compressor.
- Após a instalação deixar as pontas protegidas para evitar entrada de elementos estranhos no interior da
tubulação.
10.
ESPECIFICAÇÃO
DOS
EQUIPAMENTOS,
ACESSÓRIOS
E
PROCEDIMENTOS – PARTE ELÉTRICA
10.1
Descrição do Sistema
(a) PAINÉIS ELÉTRICOS CAG – Existente - Quadro elétrico destinado a alimentação do quadro
QBOMBAS;
(b) QBOMBAS – A instalar – Quadro elétrico destinado a alimentação e controle local bombas BAGS
12 e 13.
(c) QAUT – Existente – Quadro de supervisão e controle ao qual será interligado aos controladores
programáveis do QFC e QAUT1.
(d) QFC – A instalar – Quadro elétrico destinado a alimentação e controle local do fan coil e exaustor
para climatização do setor de terceirizados.
(e) QAUT1 – A instalar – Quadro de supervisão e controle destinado ao controle remoto das bombas
BAGS 12 e 13.
(f) As interligações entre: Disjuntores e Inversores e Inversores e Bombas serão feitas por cabos
elétricos com isolação em HEPR blindado, especial para inversores de frequência.
(g) As interligações entre: QAUT, QAUT1 e QFC, serão feitas por cabo de instrumentação com
blindagem coletiva.
10.2
Especificações da infraestrutura do sistema
(a) O quadro deverá ser confeccionado em chapa de aço carbono, selecionadas, absolutamente livre de
empenos, enrugamentos, aspereza e sinais de corrosão com espessura mínima 12MSG, executado
de uma só peça, sem soldagem na parte traseira, em um único módulo.
(b) A porta do quadro deverá ser executada em chapa de mesma bitola definida para a caixa.
(c) Todas as partes metálicas, caixa, porta, deverão receber tratamento anticorrosivo. Este tratamento
deverá constituir no mínimo de limpeza, desengraxamento e aplicação de duas demãos de
acabamento em tinta epóxi.
(d) Os barramentos terão a quantidade de parafusos conforme o numero de circuitos admissíveis.
10.3
Quadro elétrico e de automação
(a) Toda parte metálica não condutora da estrutura do quadro como portas, chassis de equipamentos,
etc., deverão ser conectados à barra de terra.
(b) A fiação de comando deverá ser executada em cabo de cobre flexível, com isolação termoplástica,
antichama, classe de tensão 750V.
(c) Toda ligação interligando componentes de comando e bornes terminais deverá ser feita utilizandose terminais à compressão pré-isolados "tipo não soldados" adequados a cada conexão.
(d) Conexões de fios de comando a bornes terminais deverão ser feitas utilizando terminais tipo agulha.
(e) Toda fiação de comando deverá ser alojada em canaletas de PVC com recorte aberto e com tampas,
no caso de instalação na porta do painel deverá ser utilizada espiral de PVC para acomodação.
(f) Nas ligações a equipamentos instalados em portas, deverá ser tomado cuidado especial na execução
dos chicotes dos condutores, para que seja possível a movimentação da articulação sem causar
tensão aos condutores.
(g) Todos os componentes, chaves, disjuntores, relés, bornes terminais, etc., deverão ser identificados
com marcas indeléveis. As etiquetas externas (montadas na porta) deverão ser de acrílico na cor
preta com letras gravadas em branco texto, conforme indicado nos diagramas.
10.4
Condutores
(a) As seções dos condutores deverão estar em concordância com os Desenhos Executivos (ANEXO I).
(b) Para o condutores NEUTRO, FASE e TERRA: Cabo de Cobre, com isolação em composto
termoplástico de PVC sem de chumbo. Tensão de isolação 1kV. temperatura máxima em serviço
contínuo: 70°C. Temperatura máxima em sobrecarga: 100°C. Temperatura máxima em curtocircuito: 170°C. Encordoamento: Classe 5. Norma aplicável: NBR NM 247-2.
(c) As cores da fiação interna deverão ser:
· Condutores Fase.................. Vermelho
· Condutores Neutro............... Azul Claro
· Condutores Terra................. Verde
(d) Para os sistemas de supervisão e controle deverão ser utilizados cabos de instrumentação com
blindagem coletiva 1px1,5mm².
(e) Para as bombas que utilizam Inversor de Frequência: Cabo de Cobre, Classe 5, composto termofixo
em dupla camada de borracha HEPR, blindagem: fita de cobre. Tensão de isolação 1kV.
temperatura máxima em serviço contínuo: 90°C. Cobertura em PVC sem chumbo.
10.5
Identificadores e acessórios para cabos
Os condutores deverão ser identificados por meio de marcadores, confeccionados em PVC flexível,
auto-extinguível, para temperatura de trabalho de -20º C a +90º C, com marcação estampada em baixo
relevo, impresso em preto no amarelo, com disponibilidade de sistemas de identificação por meio de
números (0 a 9), letras (A a Z) e sinais elétricos, com diâmetro externo para aplicação direta em
condutores com bitola até 10 mm².
(a) As abraçadeiras para amarração de cabos, deverão ser confeccionadas em nylon 6.6, autoextinguível, com temperatura de trabalho de - 20 º C a + 90 º C, com dimensões mínimas de 4,9
mm (espessura) e 1,3 mm (largura) e tensão mínima de 22,7 Kgf. O diâmetro de amarração deverá
ser adequado a cada conjunto de cabos a ser amarrado.
10.6
Condutos
(a) O fornecimento dos eletrodutos deverá contemplar todos os acessórios para a instalação, tais como
luvas, curvas, buchas e arruelas, bem como acessórios de fixação e sustentação.
(b) Os eletrodutos, luvas e curvas obedecerão ao tamanho nominal em polegadas e terão paredes com
espessura classe pesada. Eles deverão ser galvanizados pelo processo de imersão a quente, em zinco
fundido, conforme NBR 6323.
10.7
Controladores lógico programáveis
(c) Alimentação 24 Vac (fase-neutro), 60Hz;
(d) Comunicação com a interface RS485, protocolo Modbus RTU;
(e) -Velocidade de comunicação BACnet: 76,8 kbps;
(f) Velocidades de comunicação ModBus: 4.800, 9.600, 19.200, 38.400, 76.800 e 115.200 bauds.
(g) Marca: ALERTON, modelo VLC-1188 ou equivalente para quadro de automação das bombas de
água gelada BAGS 12 e 13 e modelo VAV-SD ou equivalente para controle do fancoil e exaustor
11.
ESPECIFICAÇÃO
DOS
EQUIPAMENTOS,
ACESSÓRIOS
E
PROCEDIMENTOS – PARTE CIVIL E HIDRÁULICA
11.1
Retiradas e Demolições - Recomendações gerais
Toda a metodologia utilizada para a demolição deverá primar pela segurança de pessoas,
mobiliário, instalações e da própria edificação.
Especial atenção deverá ser dada à integridade das instalações, visto que serão aproveitadas
pela Contratante..
Deverão ser protegidas as áreas adjacentes (pisos, paredes) com o emprego de manta de
polietileno (lona preta), chapa compensada, etc., de modo a preservar os revestimentos existentes.
Deverá ser evitado o acúmulo de entulho na obra em quantidade que possa causar
transtornos ao funcionamento do prédio ou sobrecarga excessiva sobre pisos e paredes.
Deverão ser recuperados todos os revestimentos e acabamentos danificados em virtude da
demolição, mantendo-se o mesmo padrão existente no local.
Todo material produto da demolição deverá ser depositado diretamente em contêiners
metálicos providenciados pela Contratada. O transporte e destinação final dos entulhos deverão
seguir condições e exigências da administração local.
Os materiais, equipamentos e procedimentos, a serem utilizados na execução dos serviços de
demolições e remoções deverão atender às seguintes prescrições:
NBR 5682 – Contratação, Execução e Supervisão de Demolições – Procedimento;
Códigos, Leis, Decretos, Portarias, e Normas Federais, Estaduais e Municipais, inclusive normas
de concessionárias de serviços públicos;
Instruções e Resoluções dos órgãos do Sistema CREA-CONFEA.
a) Demolição de parede de alvenaria
Deverá ser demolida a alvenaria para colocação de esquadria. O material resultante dessa
demolição deverá ser descartado, não podendo ser reaproveitado na execução da reforma.
No local onde haverá passagem de tubulação de água fria, para a colocação de torneira,
deverá ser executado um rasgo suficiente para a passagem da tubulação, que deverá ser recomposto.
b) Retirada de grades
As grades metálicas indicadas em projeto deverão ser retiradas. Essas peças deverão ser
removidas inteiramente, sem sofrer danos e deverão ser entregues, em perfeitas condições, à
CONTRATANTE.
c) Retirada de esquadrias
A porta de alumínio a ser retirada deverá ser removida inteiramente e entregue à
CONTRATANTE para uso posterior de suas partes.
d) Demolição do piso
Deverá ser demolido o piso para execução do caimento para drenagem da água e para
passagem de tubulações, caixa sifonada, etc, e todas as áreas adjacentes deverão ser protegidas. O
material resultante dessa demolição deverá ser descartado, não podendo ser reaproveitado na
execução do novo layout.
Dentro da sala da Central de Água Gelada, deverá ser demolido o piso de concreto (piso
acabado, contrapiso e laje) para passagem de tubulações.
A área a ser demolida deverá possuir meio metro de largura ao longo da passagem das
tubulações devendo ser delimitada com serra com disco adiamantado (tipo Makita) para obtenção
de um melhor acabamento.
Todas as áreas adjacentes deverão ser protegidas. O material resultante dessa demolição
deverá ser descartado, não podendo ser reaproveitado na execução do novo layout.
11.2
Vedação
a) Alvenaria de blocos cerâmicos
A alvenaria deverá ser executada em duas paredes a serem criadas e nos locais onde haverá
retirada da porta metálica e das grades metálicas, conforme indicado em projeto.
Executadas com blocos cerâmicos de 8 furos fabricados, adensados e bem queimados por
processos que assegurem a obtenção de homogeneidade, sem defeitos ou deformações de
moldagem e com textura e cor uniformes.
Os blocos deverão ter arestas vivas, não devendo apresentar trincas, fraturas ou segregações
que possam prejudicar sua resistência, permeabilidade ou durabilidade, quando assentados.
As paredes em alvenaria deverão estar perfeitamente aprumadas e planas.
As paredes deverão ser executadas de forma a se evitar, ao máximo, o emprego de blocos
cortados.
A argamassa de assentamento deverá recobrir inteiramente todas as superfícies de contato
dos blocos.
Sobre as esquadrias de madeira, deverão ser colocadas vergas de 10x20cm ao longo do
comprimento, inserida 40cm dentro da alvenaria.
Onde houver passagem de tubulações dentro da alvenaria:
•a tubulação de água, esgoto e combate a incêndio deverá ser embutida com argamassa em seu
contorno;
•no encontro de tubulações de ar-condicionado, deverá ser instalada uma esquadria de passagem;
•nas demais tubulações, deverá ser deixada uma passagem retangular com folga mínima.
11.3
Revestimentos -Recomendações gerais
Os revestimentos deverão estar perfeitamente desempenados, aprumados, alinhados e
nivelados, com as arestas vivas. Deverão ser fixadas mestras de madeira para garantir o
desempenho perfeito.
As superfícies a serem revestidas deverão ser limpas com escova seca, de modo a eliminar
todas as impurezas, deverão ser isentas de pó, gordura, etc. Antes da aplicação do revestimento, as
superfícies deverão ser molhadas abundantemente, devendo permanecer úmidas.
O revestimento só poderá ser aplicado após 7 (sete) dias da conclusão da alvenaria e após a
cura do concreto.
A recomposição de qualquer revestimento não poderá apresentar diferenças de
descontinuidade.
Todo material a ser utilizado na execução dos revestimentos deverá ser de primeira
qualidade, sem uso anterior.
O revestimento da parede só poderá ser executado após serem colocadas e testadas todas as
instalações hidráulicas e canalizações que passam por ela, bem como todas as esquadrias e
embutidos.
Caberá à Contratada assentar os materiais nos locais apropriados, utilizando, para sua
aplicação, somente profissionais especializados.
As paredes de alvenaria nas quais forem realizados cortes para a descida de tubulações
deverão ser recompostas com argamassa mista de cimento e areia, devendo o acabamento estar
perfeitamente nivelado com o que não foi demolido, a fim de garantir a continuidade da superfície.
a) Chapisco
Argamassa de cimento e areia grossa no traço 1:3, de consistência pastosa.
O chapisco deverá ser aplicado sobre superfícies perfeitamente limpas e molhadas, isentas
de pó, gordura, etc. não devendo haver uniformidade na chapiscagem.
O chapisco deverá ser curado, mantendo-se úmido pelo menos, durante as primeiras
12(doze) horas.
A aplicação de argamassa sobre o chapisco só poderá ser iniciada 24 (vinte e quatro) horas
após o término da aplicação do mesmo.
b) Reboco para parede interna
Argamassa mista de cimento, cal e areia peneirada, no traço 1:3.
As etapas de revestimento de emboço e reboco poderão ser substituídas por massa única
(emboço+reboco), industrializada ou misturada na obra conforme traço acima.
A argamassa deverá ser aplicada sobre superfície chapiscada, depois da completa pega da
argamassa das alvenarias e dos chapiscos.
A argamassa de emboço deverá ser espalhada, sarrafeada e comprimida fortemente contra a
superfície a revestir, devendo ficar perfeitamente nivelada, alinhada e respeitando a espessura
indicada.
Em seguida, a superfície deverá ser regularizada com auxílio de régua de alumínio apoiada
em guias e mestras, de maneira a corrigir eventuais depressões.
O tratamento final do emboço deverá ser feito com desempenadeira, de tal modo que, a
superfície apresente paramento áspero para facilitar a aderência dos revestimentos previstos em
projeto.
A camada deverá ter acabamento perfeito, sem defeitos para que os mesmos não sejam
repassados para o revestimento.
A argamassa deverá permanecer devidamente úmida, pelo menos, durante as primeiras 48
horas.
As aplicações dos revestimentos sobre as superfícies emboçadas só poderão ser efetuadas 72
horas após o término da execução.
11.4
Pisos
a) Recomposição do piso em concreto
Deverá ser feita a recomposição do piso de concreto (laje, contrapiso e piso) nos locais onde
houver demolição, devendo o acabamento estar perfeitamente nivelado com o que não foi demolido
a fim de garantir a continuidade da superfície, sem irregularidades. Deverá ser seguido o padrão
existente.
O concreto utilizado na recomposição da laje deverá receber aditivo impermeabilizante Sika
1 ou equivalente, dosado segundo as recomendações do fabricante.
Na execução de contrapiso, no local a ser aplicado a granilite, deverá ser aplicado o
caimento de 1% em direção ao ralo instalado no local, a fim de garantir o eventual escoamento de
água.
Dentro da CAG deverá ser construído um patamar em piso de concreto fck25MPa, 15cm de
espessura, dimensões de 80x85cm, para apoio do novo painel elétrico. Acabamento deverá respeitar
o padrão existente.
b) Recomposição do piso em granilite
Deverá ser feita a recomposição do piso no local onde houver demolição, devendo o
acabamento apresentar o caimento de 1% e, direção ao ralo instalado. Deverá ser seguido o padrão
existente.
O rodapé de granilite pré-moldado deverá apresentar 7 cm de altura, assentado com
argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia sem peneirar traço 1:1:4.
c) Recomposição do Revestimento de Alto Desempenho Múltiplas Camadas – RAD
Nos locais onde houver corte no revestimento do piso para a execução da rede de
água/esgoto deverá ser feita a recuperação da área (meio metro ao longo da tubulação instalada) de
forma a garantir o desempenho e a homogeneidade do revestimento: aparência, cor, espessura, etc
conforme o padrão existente.
O revestimento de alta resistência deverá obedecer, além dos padrões mínimos contidos na NBR
14050 – RAD tipo 3 – múltiplas camadas, as seguintes orientações:
Preparação do Piso
•
Fresagem mecânica do substrato:
O serviço consiste em fresagem mecânica com fresa de desbaste para a limpeza e criação de
ancoragem para o revestimento. Nesta etapa deverão ser verificados os pontos frágeis do substrato
existente, devendo ser abertos e retirado o material solto e preenchidos com argamassa epóxi.
•
Limpeza da área:
Após a execução da fresagem do substrato, a área deve ser limpa, retirando todo o entulho e
material particulado presente na frente de trabalho.
•
Aplicação de Primer:
Após a limpeza da área, deve-se aplicar o primer epóxi de alta aderência e capilaridade. O
primer a ser utilizado deve atender a norma NBR14050.
•
Camada de alta resistência:
Aplica-se uma camada de revestimento de alta resistência à base de resina epoxídica de altos
sólidos (90%) e agregados minerais com alta resistência mecânica e química. Após a aplicação da
camada é aspergido agregado mineral fino para penetração na resina. A Contratada deve apresentar
os laudos de ensaios da resina e agregados utilizados, devendo obedecer à norma NBR14050. O
intervalo mínimo para a aplicação da próxima camada deve ser de no mínimo 12 horas.
•
Camadas de regularização de superfície
Deve-se recolher o agregado fino não absorvido pela resina, aspergido na execução da
camada de alta resistência. Em seguida deve-se lixar a superfície com o intuito de retirar as
imperfeições. Após aplica-se uma nova camada de resina epóxi de altos sólidos para regularizar a
superfície.
Este último procedimento deve ser repetido até se obter uma superfície regularizada e se
obter uma camada mínima de revestimento de 3mm de espessura.
O intervalo de execução entre as camadas deve ser de no mínimo 12 horas para que ocorra a
cura das camadas.
•
Pintura epóxi
O acabamento do RAD deve ser em pintura epóxi de altos sólidos (100%) na mesma cor e
no mesmo padrão existente no local.
11.5
Esquadrias - Recomendações gerais
Juntamente com especificação de materiais, deverão ser obedecidos os critérios básicos para
execução dos serviços deste descritivo técnico, e cumpridas todas as normas da ABNT pertinentes
ao assunto.
As esquadrias entregues na obra estarão sujeitas à inspeção da Fiscalização quanto à
exatidão de dimensões, precisão de esquadro, ajustes, cortes, ausência de rebarbas e defeitos de
laminação, rigidez das peças e todos os aspectos de interesse para que a qualidade final da
esquadria não seja prejudicada, tanto quanto ao bom aspecto, quanto ao perfeito funcionamento.
a) Porta interna de madeira, 2 folhas
Porta lisa de madeira, 35mm, revestida em laminado melamínico, conforme padrão existente
na PGR.
Os marcos serão em madeira de lei, ipê ou equivalente, conforme o padrão existente.
Acabamento: laminado melamínico.
Dimensões: 90x210cm na porta simples e 160x210cm na porta folha dupla.
Ferragens e maçanetas: Fechadura conjunto 5221 externa, maçaneta tipo alavanca, roseta 203,
fechadura (máquina) ST2 Evolution-55, acabamento CR, marca La Fonte ou equivalente técnico.
b) Porta de vidro temperado, 2 folhas
Porta de vidro temperado de abrir, espessura 10mm duas folhas, vão: 1800 x 2100 mm
Ferragens e componentes: fechadura e puxador, linha recorte santa marina, padrão existente na
PGR.
Local de aplicação: portas de entrada da área de manutenção, subsolo PGR
Fabricantes:
1.Vidros: Cebrace, Pilkington, Saint Gobain ou equivalente aprovado.
2.Ferragens: Soprano/Udinese/Dorma ou equivalente aprovado
3.Fechadura e puxador: Arouca ou equivalente aprovado.
Execução:
A porta deverá ser instalada na abertura pré-existente no local, conforme orientação do
fabricante. Todos os ajustes na alvenaria deverão ser realizados a cargo da empresa contratada,
conforme o padrão existente no local
compreendendo os acabamentos necessários, com o
fornecimento dos materiais, ferramentas e acessórios, necessários à execução do serviço.
11.6
Pintura - Recomendações gerais
Todas as superfícies apresentadas neste item deverão ser pintadas seguindo o padrão
existente no local, exceto se mencionado de forma diferente nesta especificação. Todas as
superfícies deverão receber a preparação necessária à obtenção de um acabamento perfeito, sem
manchas ou trincas, devendo-se, para isto, proceder-se, anteriormente, a recuperação de todos os
pontos que se encontrarem danificados.
As superfícies a serem pintadas serão cuidadosamente limpas, escovadas e raspadas, de
modo a remover sujeiras, poeiras e outras substâncias estranhas;
As superfícies deverão estar perfeitamente secas, sem gordura, lixadas e seladas para receber
o acabamento.
Cada demão de tinta somente será aplicada quando a precedente estiver perfeitamente seca,
devendo-se observar um intervalo de 24 horas entre demãos sucessivas;
Igual cuidado deverá ser tomado entre demão de tinta e de massa plástica, observando-se um
intervalo mínimo de 48 horas após cada demão de massa;
Sempre que uma superfície tiver sido lixada, esta deverá ser cuidadosamente limpa com uma
escova e, depois, com um pano seco, para remover todo o pó, antes de ser aplicada a demão de
tinta;
Deverão ser adotadas precauções especiais, a fim de evitar respingos de tinta em superfícies
não destinadas à pintura, como vidros, ferragens de esquadrias e outras.
a) Paredes de alvenaria
Tinta acrílica, cor branco-gelo e acabamento semibrilho.
Fabricante: Suvinil, Coral, Rener ou equivalente aprovado.
Execução:
Deverá ser executado o emassamento das paredes internas de alvenaria, com massa corrida à
base de PVA, em duas demãos, compreendendo os acabamentos necessários, conforme
recomendações do fabricante.
A pintura das paredes de alvenaria deverá ser realizada com tinta acrílica na cor branco gelo,
acabamento semi-brilho, conforme o padrão existente no local (referência: AquaCryl Tinta Acrílica
– Fabricante: Sherwin Williams ou equivalente), compreendendo os acabamentos necessários, com
o fornecimento dos materiais, incluindo máquinas, equipamentos, ferramentas e acessórios,
necessários à execução do serviço.
Nos locais onde houver demolições, as superfícies deverão receber preparação, recuperação
com massa PVA e pintura com tinta acrílica, conforme especificação acima.
b)Forros de gesso
Tinta PVA, cor branco-neve, acabamento fosco, conforme o padrão existente.
Fabricante: Suvinil, Coral, Rener ou equivalente aprovado.
Execução:
Deverá ser executado o emassamento do forro de gesso com massa látex a base de PVA em,
no mínimo, duas demãos até obtenção de um perfeito acabamento, conforme recomendações do
fabricante.
A pintura do forro deverá ser realizada com tinta à base PVA, na cor branco neve,
acabamento fosco, conforme padrão existente no local, compreendendo os acabamentos
necessários, com o fornecimento dos materiais, incluindo máquinas, equipamentos, ferramentas e
acessórios, necessários à execução do serviço.
11.7
Forro
Placas de gesso serão parafusadas uma á outra, formando uma “placa dupla” de gesso
acartonado, parafusadas sob perfilados de aço galvanizados longitudinais “canaletas C”, espaçados
a cada 60cm, suspensos por presilha para canaleta “C” regulável a cada 60cm e interligadas por
tirantes até o ponto de fixação na laje de concreto.
Sobre cada uma das placas, deverá ser instalado lã-de-rocha ensacada, com o objetivo de
evitar que ruídos gerados pela ventilação sobre o forro penetrem nos ambientes de trabalho.
Estrutura: em perfilados de aço galvanizados longitudinais, é constituída por perfis, sob os quais
são fixadas as placas de gesso acartonado, gerando uma superfície apta a receber o acabamento
final.
Acabamento: todos os forros serão emassados e pintados com tinta PVA branco neve
Local de aplicação: sob as salas do subsolo do bloco E conforme indicação em projeto. Também
deverá ser instalado o gesso no fechamento de 4m² do split no bloco F.
Fabricante: Placo do Brasil, Lafarge, Knauf, ou equivalente.
Execução
Marcar o nível do forro nas paredes de confronto com o ambiente a ser forrado. A parte
superior da estrutura do forro deverá ser instalada logo abaixo das grades instaladas, criando assim
um ambiente com pé-direito livre de 2,70m nas salas.
Marca-se o espaçamento dos tirantes qualquer que seja o suporte, de modo a ter em um
sentido, no máximo, 60cm (espaço entre perfis F530) e no outro sentido, no máximo, 60cm (espaço
entre pontos de fixação no mesmo perfil).
Sempre que se deseje que um forro de gesso continue um plano definido por argamassa esta
última deverá ser interrompida por perfil de alumínio conforme detalhe em projeto.
Fixam-se os tirantes na laje. Após a fixação inicia-se o processo de colocação das placas.
As placas duplas são previamente parafusadas, colocadas perpendicularmente aos perfis com juntas
de topo descontadas, em uma configuração de tijolinho. O início do parafusamento deve ser feito
pelo canto da placa encostada na alvenaria ou nas placas já instaladas, evitando comprimir as placas
no momento da parafusagem final. O espaçamento dos parafusos é de 30cm no máximo e a 1cm da
borda das placas.
Nas juntas, aplicar uma camada inicial do composto com cerca de 8cm de largura, apertando
firmemente a fita contra o composto; limpar o excesso. Aplicar uma segunda camada de composto
com ferramentas de largura suficiente para estendê-lo alem do centro da junção a aproximadamente
10cm. Espalhar o composto, formando um plano liso e uniforme.
Nos encontros em 90 graus utilizar cantoneira perfurada em aço galvanizado dimensões
2,3x2,3cm espessura 0,50mm colada. Sobre a cantoneira deve ser aplicada massa de rejuntamento.
Após a secagem ou consolidação, lixar ou esfregar as juntas, bordas e cantos, eliminando
pontos salientes e excesso de composto, de modo a produzir uma superfície de acabamento lisa.
Fazer ranhuras no acabamento de superfícies adjacentes, de modo que as eventuais
irregularidades não sejam maiores que 1mm em 30cm. Lixar após a segunda e terceira aplicações
do composto para junção. Tomar cuidado para não levantar felpas de papel ao lixar. Preparar para
pintura. Todo o forro de gesso acartonado, danificado pela execução dos serviços, deverá ser
recomposto conforme o padrão existente.
A lã-de-rocha, tipo pse, 64kg/m³, deverá apresentar espessura de 50mm. Marca thermax ou
equivalente técnico. Deverá ser colada ensacada junta a placa superior de gesso, a fim de evitar
danos causados pela corrente de ar e insuflamento presentes dentro do forro.
Sobre o corredor no subsolo do bloco E, para fechamento do forro de gesso, deverá ser
construído um fechamento vertical de gesso e lã-de-rocha, com 3m².
11.8
Instalações Hidrossanitárias
Recomendações gerais
Todas as instalações hidrossanitárias deverão obedecer às Normas Brasileiras e os desenhos
técnicos citados fornecidos juntamente com este caderno.
Os serviços de instalações hidrossanitárias deverão ser executados por mão de obra
especializada, conforme o andamento da obra, respeitando-se os itens que se seguem.
Antes do início da montagem das tubulações, a Contratada deverá examinar cuidadosamente
o projeto e verificar a existência de todas as passagens e aberturas nas estruturas. A montagem
deverá ser executada com as dimensões indicadas no desenho e confirmadas no local da obra.
Deverá consultar a equipe de engenharia da Procuradoria Geral da República para acompanhamento
da instalação.
Para a instalação de tubulações embutidas em paredes de alvenaria, os tijolos deverão ser
recortados cuidadosamente com serra elétrica com disco (maquita), conforme marcação prévia dos
limites de corte. No caso de blocos de concreto, deverão ser utilizadas serras elétricas portáteis,
apropriadas para essa finalidade.
As tubulações embutidas em paredes de alvenaria serão fixadas pelo enchimento do vazio
restante nos rasgos com argamassa de cimento e areia, traço 1:4.
As tubulações aparentes serão fixadas na laje por meio de braçadeiras ou suportes, conforme
detalhe do projeto, E deverão ser pintadas na cor conforme o padrão existente.
As tubulações deverão ser lixadas, com lixa graduação 100 e aplicada a pintura com a cor de
classificação, em quantas demãos forem necessárias para cobrir totalmente a superfície de maneira
uniforme.
Todos os tubos serão assentados de acordo com o alinhamento e elevação indicados no
projeto. As tubulações enterradas poderão ser assentadas sem embasamento, desde que as condições
de resistência e qualidade do terreno o permitam. As tubulações de PVC deverão ser envolvidas por
camada de areia grossa, com espessura mínima de 10 cm.
a) Tubulação de água fria
A tubulação de distribuição de água fria será executada em PVC rígido soldável para água,
conforme NBR 6548, com conexões em PVC reforçado e anel metálico roscado, de fabricação
Tigre, Amanco ou equivalente técnico.
A ligação à torneira será feita com conexão com reforço metálico roscáveis e utilização de
fita tipo “veda-rosca”.
b) Tubulação de esgoto
As tubulações e conexões de esgoto serão de PVC rígido soldável, tipo esgoto, ponta e bolsa
com virola, série normal, de diâmetros indicados no projeto, da marca Tigre, Amanco ou
equivalente técnico.
O ralo sifonado será de PVC, seção circular, com caixilhos cromados, da marca Tigre,
Amanco ou equivalente técnico, conforme projeto.
Todas as omissões e dúvidas que vierem a ocorrer durante a instalação das tubulações
hidrossanitárias, deverão ser sanadas com a concordância da fiscalização.
c) Tubulação de combate a incêndio
A reforma do sistema de sprinklers consiste no simples rebaixamento de 14 pontos de
chuveiros automáticos (sprinklers) ao nível do forro no subsolo do bloco E e a instalação de 1
unidade extra. Nas tubulações para a rede de sprinklers, deverão ser utilizadas tubos de aço carbono
galvanizado NBR 5580 com costura - DN 25mm ref. 1” classe pesada, de fabricação Mannesman,
Apolo ou equivalente técnico. Poderão ser aproveitados os bicos e canoplas existentes no local.
Sendo assim, o serviço, em geral, é constituído da retirada, com posterior reaproveitamento,
de chuveiros automáticos (sprinklers), execução do alongamento vertical da tubulação e posterior
reinstalação dos chuveiros automáticos (sprinklers) em suas novas posições.
As conexões para fixação dos sprinklers deverão ser em luva de redução 1” x 1/2” em aço
galvanizado – NBR 6943 – classe 10, de fabricação Mannesman, Apolo ou equivalente técnico.
Os bicos e canoplas deverão apresentar acabamento cromado.
Todas as instalações de combate a incêndio deverão obedecer às Normas Brasileiras, às
normas e padrões adotados pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, os desenhos técnicos
citados no item “VI” e estas especificações.
Os materiais, peças e/ou equipamentos que porventura não tenham sido citados ou
representados nesta especificação e/ou nos desenhos técnicos, entretanto, necessário à perfeita
execução e funcionamento do sistema, deverão considerados pela Contratada na execução dos
serviços, sem incorrer em ônus adicionais à Contratante.
A mão-de-obra a ser empregada deverá ser especializada na execução do sistema em
questão. Antes do início de qualquer atividade relacionada ao sistema de sprinklers, a válvula de
governo do subsolo deverá ser fechada, mediante o acompanhamento e orientação da equipe técnica
da CONTRATANTE. A CONTRATADA deverá aguardar a drenagem do sistema, por parte da
CONTRATANTE.
11.9
Limpeza da obra
As áreas de trabalho deverão ser deixadas limpas, principalmente após a execução dos
serviços, sendo que todos os entulhos deverão ser removidos após cada dia de serviço. O entulho
deverá ser acondicionado em recipientes próprios, fornecidos pela CONTRATADA, devendo ser
removidos tão logo estejam cheios.
Ao término dos serviços deverá ser procedida a limpeza final do ambiente com a remoção
cuidadosa de todas as manchas com produtos e técnicas apropriadas, dispensando-se especial atenção à
perfeita execução dessa limpeza nos revestimentos,vidros, etc.
12.
OBRIGAÇÕES DA CONTRATADA
(a) Fornecer todos os materiais e equipamentos especificados no memorial descritivo e desenhos.
(b) Fornecer mão de obra especializada para a fabricação, montagem e testes de todos os materiais e
equipamentos, sob supervisão de engenheiro habilitado.
(c) Providenciar ferramentas necessárias à execução da fabricação, montagem e testes da instalação.
(d) Fornecer jogo completo de projeto as-built após instalação.
(e) Providenciar o transporte vertical e horizontal de todos os materiais e/ou equipamentos, bem como
efetuar o seguro dos mesmos.
(f) Treinar o pessoal designado pelo CONTRATANTE para operação e manutenção do sistema.
(g) Encaminhar, antes do início dos trabalhos, documento com nome e número da identidade dos
funcionários que executarão os serviços, atualizando essa lista a cada novo empregado que for
contratado ou dispensado;
(h) Desenvolver as atividades nos dias de expediente da CONTRATANTE, entre 9h e 18h; no entanto,
devido à edificação estar ocupada e em plena atividade, os serviços, por solicitação da
CONTRATANTE ou solicitação por escrito da CONTRATADA, devidamente justificada e
aprovada pela CONTRATANTE, poderão ser executados no período noturno, bem como em finais
de semana e feriados. Alguns serviços já foram previstos para serem realizados em finais de
semana, conforme o Cronograma de execução.
(i) Apresentar-se, por intermédio de funcionário responsável pela execução dos serviços, à Divisão de
Execução de Obras e Serviços de Engenharia (mezanino do Bloco F - Sala 102), diariamente, antes
do início dos serviços, para discriminar as atividades a serem realizadas e prestar as informações
porventura necessárias ao desenvolvimento dos trabalhos;
(j) Manter os funcionários devidamente identificados através do uso de crachás e trajados de forma
condizente com o serviço a executar;
(k) Proibir seus empregados de solicitar serviços, materiais ou equipamentos às empresas terceirizadas
que prestam serviços à CONTRATANTE;
(l) Executar os serviços de acordo com as especificações, sendo que qualquer solicitação de
modificação, assim como qualquer esclarecimento adicional, deverão ser formulados por escrito,
devidamente fundamentados, e submetidos à análise da CEA/PGR/MPF;
(m)Obedecer as normas e recomendações em vigor, editadas pelos órgãos oficiais competentes ou
entidades autônomas reconhecidas na sua área de atuação;
(n) Responsabilizar-se pela guarda e conservação de seus materiais, ferramentas e equipamentos, não
podendo esse serviço ficar a cargo da CONTRATANTE;
(o) Observar as normas de segurança adotadas pela CONTRATANTE em suas dependências;
(p) Diligenciar para que seus funcionários trabalhem com os Equipamentos de Proteção Individual
(EPI) que forem necessários, segundo as normas vigentes, ficando a cargo da CONTRATADA e às
suas expensas o fornecimento desses equipamentos. A fiscalização da CONTRATANTE, ou a
Brigada de Combate à Incêndio, poderá paralisar os serviços enquanto tais empregados não
estiverem protegidos, ficando o ônus da paralisação por conta da CONTRATADA;
(q) Prestar todos os esclarecimentos que forem solicitados pela CONTRATANTE, cujas reclamações se
obriga a atender;
(r) Submeter a aprovação prévia da CONTRATANTE todas as substituições dos materiais e
equipamentos especificados por outros materiais e equipamentos equivalentes (mesma função e
desempenho técnico), podendo o CONTRATANTE determinar a troca de material ou equipamento
equivalente instalado não aprovado previamente;
(s) Apresentar cronograma detalhado da execução dos serviços, observando o prazo determinado;
(t) Substituir os materiais e corrigir os serviços executados não aceitos pela CONTRATANTE;
(u) Atender aos chamados de assistência técnica durante o período de garantia no prazo máximo de 3
dias úteis, a contar da notificação, devendo concluir os serviços no prazo deliberado pela
CONTRATANTE à época da referida notificação;
(v) Manter durante a execução do Contrato todas as condições de habilitação e qualificação que
ensejaram sua contratação;
(w) Proteger adequadamente todos os móveis e utensílios da CONTRATANTE que estiverem no local
do serviço, responsabilizando-se por quaisquer danos ocorridos no patrimônio público envolvido;
(x) Providenciar todas as liberações necessárias junto ao CREA/DF, concessionárias locais e órgãos
fiscalizadores, bem como o pagamento de todas as despesas que se fizerem necessárias à completa
execução dos serviços serão de responsabilidade da CONTRATADA;
(y)
Fornecer todos os materiais, máquinas, equipamentos, andaimes, ferramentas e acessórios
necessários à perfeita execução dos serviços.
(z) Indicar responsável técnico devidamente registrado no CREA para supervisionar toda a execução
do serviço. Para a execução do serviço, descritos neste termo, serão exigidos ART's (Atestado de
Responsabilidade Técnica), para a área elétrica e para a área mecânica, portanto deverão ser
indicados 02 profissionais supervisores sendo 01 Engenheiro Eletricista e 01 Engenheiro Mecânico,
ambos com inscrição no CREA devidamente regulamentada..
13.
OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE
(a) Indicar o endereço da execução dos serviços;
(b) Indicar técnico para acompanhar a CONTRATADA durante a vistoria prévia aos locais onde serão
executados os serviços, explicitando as características dos mesmos e esclarecendo dúvidas;
(c) Assegurar o acesso do pessoal autorizado pela CONTRATADA, devidamente identificados, aos
locais onde devam executar os serviços, tomando todas as providências necessárias;
(d) Relacionar-se com a CONTRATADA exclusivamente por meio de pessoa por ela indicada;
(e) Prestar as informações e os esclarecimentos necessários ao bom desempenho das atividades;
(f) Aprovar o cronograma de execução dos serviços proposto pela CONTRATADA, solicitando os
ajustes necessários;
(g) Acompanhar e fiscalizar a entrega dos materiais/execução dos serviços de conformidade com o
objeto contratado;
(h) Emitir o aceite do objeto contratado após verificação das especificações, rejeitando o que não
estiver de acordo por meio de notificação à CONTRATADA;
(i) Efetuar os pagamentos à CONTRATADA conforme previsto neste Termo, após o cumprimento das
formalidades legais;
(j) Exigir, a qualquer tempo, a comprovação das condições da CONTRATADA que ensejaram sua
contratação.
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Projeto Básico