PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 1 de 10 Manual de Auditorias - MAS Versão Entrada em Vigor Data de Revisão 1.0 xxx 29/10/2016 Elaborador Revisor Aprovador Beatriz Carlos Alberto Hornburg Fernandes Ramos INTRODUÇÃO O Programa de Acreditação e Controle de Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia – PACQ-SBP – baseia-se nos pilares: 1. Compliance - cumprimento da legislação e normas dos órgãos reguladores, de forma ética e transparente; 2. Listas de verificação - critérios específicos desenhados e identificados por áreas de processos, que servem para nortear a aplicação das atividades laboratoriais, de forma a medir e monitorar indicadores de qualidade e incentivar sua melhoria contínua; 3. Auditorias - avaliações periódicas externas, realizadas por pares (patologistas avaliando patologistas) e internas, no sentido de padronizar a arte de exercer a anatomia patológica e suas áreas de atuação nos seus mais altos níveis de qualidade; 4. Educação continuada - realização e monitoramento do desempenho em testes de proficiência, treinamentos, cursos externos e congressos; 5. Reconhecimento - emissão do Certificado de Acreditação como forma de reconhecimento do compromisso com a garantia e melhoria contínua da qualidade pela instituição submetida ao processo de avaliação. Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 2 de 10 Manual de Auditorias - MAS De todos os cinco pilares, as auditorias são o instrumento fundamental de verificação do cumprimento dos requisitos das listas de verificação (LVs). Além disso, promovem a interação real entre os atributos do PACQ e as instituições que buscam melhoria contínua da qualidade e o reconhecimento dos resultados obtidos deste esforço. As Auditorias Externas serão realizadas a cada 2 anos, após a primeira Acreditação da instituição, para sucessiva renovação. Caso necessário, de acordo com o desempenho da instituição auditada, ou motivos de outra natureza, este intervalo poderá ser menor, variando de 6 meses a 1 ano. Por ser uma parte tão importante e sensível do processo de Acreditação, os auditores precisam estar imbuídos de características que permitam o decorrer de uma auditoria ética, respeitosa, baseada na premissa educacional, não punitiva, com foco no crescimento de todos os envolvidos, para que caminhem continuamente em busca da Qualidade. REQUISITOS PARA TORNAR-SE AUDITOR Ser médico patologista, associado adimplente e titulado da SBP, com RQE; Conhecer e respeitar o Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina; Participar do Curso de Formação de Auditor do PACQ; Polidez; Imparcialidade; Atitude educativa; Revelar conflitos de interesse à Comissão de Acreditação, quando houver; Assinar e respeitar o Termo de Confidencialidade. PROCESSO DA AUDITORIA Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 3 de 10 Manual de Auditorias - MAS Para a realização de uma auditoria bem sucedida, que engrandeça a todos os que dela participarem, são indicados os seguintes passos: 1. Solicitação da Auditoria; 2. Pré-auditoria; 3. Formação da Equipe de Auditoria; 4. Comunicação com a Instituição; 5. Auditoria ou Inspeção; 6. Relatório da Auditoria; 7. Encerramento da Auditoria. Pré-auditoria Formação da Equipe Comunicação com a Instituição Encerramento da Auditoria Relatório Auditoria ou Inspeção Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 4 de 10 Manual de Auditorias - MAS 1. Solicitação da Auditoria A instituição inscrita no PACQ, após adequar-se aos requisitos das Listas de Verificação, solicitará a auditoria externa no prazo de até onze (11) meses do recebimento de aprovação da sua inscrição, de acordo com o Manual da Acreditação (MA). Após a primeira auditoria e recebimento do Certificado de Acreditação, as próximas auditorias deverão ocorrer no intervalo de dois (2) a seis (6) meses, contendo a data de aniversário da última auditoria. As auditorias externas subsequentes serão a cada dois (2) anos, salvo quando houver necessidade de auditoria externa em prazo menor, de acordo com critérios expostos no MA e decisões da COA. 2. Pré-Auditoria Após a entrada da Solicitação da Auditoria pela instituição candidata a ser acreditada, a Comissão de Acreditação (COA), analisará o pedido, dimensionará a equipe de auditoria e irá designar o Auditor-líder, que será um patologista de área distante de atuação da Instituição Candidata e de pouco contato com esta, para evitar conflitos de interesse e proporcionar uma auditoria imparcial. Designado o auditor-líder, este receberá um conjunto de materiais relativos à instituição candidata que incluem: Dados institucionais: número de funcionários, tipos de exame que oferece, volume anual de exames, filiais (quando aplicável) e desempenho em testes de proficiência; Listas de Verificação específicas para o perfil da instituição; Termo de confidencialidade; Formulário para o Relatório da Auditoria; Envelopes para envio da documentação final da auditoria. Estes documentos devem ser estudados para que a formação da equipe seja adequada ao tamanho e volume de trabalho da instituição candidata. Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 5 de 10 Manual de Auditorias - MAS 3. Formação da Equipe Para que a auditoria demore o menor tempo possível, porém seja minuciosa e bem feita em respeito ao esforço de adequação da instituição que busca a melhoria da qualidade, haverá um Auditor-líder e um auditor como equipe mínima. O dimensionamento da equipe será de acordo com a seguinte escala: Número de colaboradores Número de filiais na mesma cidade Número de auditores Dias de Trabalho Até 20 Até 25 0 2 1 21 a 50 26 a 55 1 2 2 51 a 75 55 a 80 1a3 2 3 76 a 150 81 a 110 2a5 3 2 150 a 250 111 a 200 3a6 4 3 251 a 350 201 a 300 4a8 5 4 Volume anual de exames (mil) A tabela acima determina um número estimado que servirá de base para a formação da equipe, porém esta equipe poderá ter outro dimensionamento de acordo com particularidades, como por exemplo a instituição oferecer apenas um tipo de exame ou exames de alta complexidade. A COA irá dimensionar a equipe de auditoria, porém o Auditor-líder será o responsável pela escolha da equipe de auditores. Critérios de escolha dos auditores, tanto para a COA quanto para o Auditor-líder: Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 6 de 10 Manual de Auditorias - MAS 3.1 – Localização geográfica da instituição a ser auditada: os auditores deverão ser preferencialmente da mesma cidade, cidades vizinhas e regiões próximas para minimizar custos com viagens; 3.2 – Portfólio de exames oferecidos pela instituição: os auditores devem ter familiaridade com os processos e procedimentos técnicos dos diversos tipos de exames e seus respectivos setores de produção. Este entendimento é importante para que se conheçam os pontos críticos do processos, suscetíveis a falhas, os quais possam ser devidamente observados, além de permitir benchmarking mais proveitoso, tanto para a instituição quanto para o auditor; 3.3 – Disponibilidade de auditores para a faixa de intervalo da data de auditoria; IMPORTANTE: considerados, Potenciais como por conflitos exemplo de interesse auditores devem ser concorrentes da Instituição Candidata, que possam colocar em risco a legitimidade dos dados obtidos durante a AE. 4. Comunicação com a Instituição O Auditor-líder, após receber o material relativo à auditoria, entrará em contato por e-mail com a Instituição candidata ou em processo de Acreditação (IPA), apresentando-se para agendar o melhor dia para a AE. Também deverá expor o time de auditores para que a Instituição avalie os nomes e os aceite, evitando conflitos de interesse. Caso um nome seja rejeitado, o Auditor-líder restringir-se-á a escolher outro nome, sem qualquer julgamento ou prejuízo à IPA, que seja idôneo e neutro, mantendo, assim, a imparcialidade, integridade e legitimidade da AE. Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 7 de 10 Manual de Auditorias - MAS Nessa fase, ainda, o Auditor-líder encaminhará à IPA uma lista de exemplos casos, cujas lâminas e laudos devem ser separados para serem avaliados no dia da AE. Estes casos deverão ser representativos das áreas de atuação do serviço. 5. Auditoria ou Inspeção Os seguintes passos farão parte do processo de Auditoria ou Inspeção: 5.1. Chegada da equipe completa pontualmente ao local; 5.2. Reunião de Apresentação; 5.3. Visitação à Instituição; 5.4. Checagem da documentação e evidências das conformidades e nãoconformidades com as Listas de Verificação; 5.5. Reunião de deliberação da equipe de auditores; 5.6. Reunião de Encerramento; 5.7. Entrega do Relatório de Auditoria (RA). No dia da Auditoria Externa (AE), os auditores deverão apresentar-se pontualmente à IPA, no horário combinado que, em geral, deverá ser o primeiro horário disponível do dia para início dos trabalhos, que não devem exceder o tempo necessário. Antes de iniciar a Auditoria, é de bom tom que o Auditor-líder faça uma reunião de apresentação com o Diretor Técnico da Instituição e seus colaboradores, ou representantes de setores, apresente-se juntamente com sua equipe e exponha a dinâmica da AE. Após a reunião de apresentação, uma visita aos setores da Instituição para conhece-la, observar o fluxo de trabalho, medidas de segurança coletiva, organização, limpeza permitirá ao auditor ter uma visão geral dos processos, bem Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 8 de 10 Manual de Auditorias - MAS como aproximar-se dos colaboradores. É uma oportunidade de fazer perguntas aos colaboradores de como realizam seu serviço, de modo que possa ser percebido o entrosamento do colaborador e o seu conhecimento do processo. Nesta fase, o benchmarking é muito interessante. As evidências e documentos serão analisados posteriormente à visita às instalações. Esta documentação deverá ser clara e organizada de acordo com as Listas de Verificação. Poderá estar disponível via eletrônica, digital ou física. Recomenda-se pelo menos uma cópia física organizada de toda a documentação para que, em caso de falta de energia elétrica ou pane no sistema informática, a auditoria não seja prejudicada ou impedida. Também serão analisadas as lâminas e laudos previamente separados pela Instituição, de acordo com o pedido prévio por e-mail. O objetivo é avaliar o padrão das lâminas, sua coloração, montagem, identificação, vinculação com o respectivo laudo. Não é do mérito dos Auditores, discutir os diagnósticos emitidos, porém se forem percebidas discrepâncias grosseiras, que ponham em risco a vida dos pacientes e ou exijam complementação de conduta terapêutica, a Instituição deverá ser alertada a tomar providências no sentido de complementar a ação do laudo deficiente ou incompleto para a segurança do paciente. Não caberá qualquer tipo de restrição à Acreditação, caso as providências em efetivar o cuidado ao paciente sejam tomadas. O erro é parte do processo de trabalho. Entretanto a negligência em tomar ações corretivas e ou preventivas para proteger o paciente, após tomar conhecimento do erro, será observada e poderá influenciar na decisão da COA em emitir ou não o Certificado de Acreditação. Durante a auditoria, a equipe de auditores irá observar todos os itens das Listas de Verificação e assinalar os que estiverem em não-conformidade ou faltando. Poderão ser feitas algumas sugestões, porém estas não implicarão em não-conformidade e a Instituição é livre para acatá-las ou não. Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 9 de 10 Manual de Auditorias - MAS 6. Relatório de Auditoria (RA) Finda a AE, o Auditor-líder convocará a Reunião de Deliberação com sua equipe para discutir o processo de auditoria e dirimir dúvidas. Será, então confeccionado o relatório da AE por cada um dos auditores, de acordo com os respectivos setores auditados. O Auditor-líder organizará os relatórios e convocará uma reunião de encerramento com o Diretor Técnico e os colaboradores, ou representantes dos setores. 7. Encerramento A reunião de encerramento é importante para dar um feedback à instituição de quantas e quais as principais não-conformidades. Um cópia do relatório de auditoria será entregue ao Diretor Técnico, para que tome as providências de correção, quando aplicável. O relatório original será envelopado e lacrado na frente do Diretor Técnico, que providenciará o seu envio imediato à sede da SBP, para que chegue às mãos da COA o quanto antes. Este envio deverá ser feito por Sedex, pago pela Instituição. A equipe de auditores retornará às origens após o encerramento. Considerações Finais As auditorias são experiências únicas, tanto para a Instituição quanto para os auditores, no sentido de estreitar laços entre os colegas de profissão e de proporcionar trocas de impressões sobre os processos e procedimentos observados e discutidos. A Ética e a elegância devem permear as relações em cada uma das etapas da auditoria. Não cabe aos auditores discutir os méritos de uma não-conformidade que possa gerar conflito durante a auditoria, de forma que todas as situações potencialmente conflitantes ou desagradáveis que possam surgir não devem interferir na auditoria e, sim, levadas à Comissão de Acreditação (COA) para que analise e julgue a melhor solução para o caso. Os auditores não Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015 PACQ - Programa de Acreditação e Controle da Qualidade PACQ – 003 - MAS Versão: Página: 01 10 de 10 Manual de Auditorias - MAS necessitam entrar em discussões sobre suas observações durante a inspeção, mas não podem abster-se de responder dúvidas surgidas. Caso não se sintam aptos a responder, podem fazer uma observação Relatório de Auditoria para que a Comissão de Acreditação responda à Instituição. Auditoria Interna (AI) No ano seguinte à Auditoria Externa (AE), intervalo entre a próxima AE, a Instituição deverá realizar uma Auditoria Interna (AI), por seus próprios meios e métodos, usando as Listas de Verificação atualizadas e adequadas ao seu rol de serviços, disponíveis no site. A documentação relativa às não-conformidades encontradas, tais como ações corretivas, ações preventivas, planos de ação, evidências e novas políticas deverão estar à disposição, devidamente organizadas, para a próxima AE no ano seguinte, ocasião que será avaliada. A transparência é o princípio maior que proporciona a legitimidade, a credibilidade e a imparcialidade de uma auditoria bem feita, em respeito à Instituição que quer melhorar a qualidade dos seus serviços. Elaborado por Beatriz Hornburg – Coordenadora do Departamento de Controle de Qualidade Direitos reservados à autora e à Sociedade Brasileira de Patologia – SBP Copyright © 2015