Escola Estadual de Educação Profissional - EEEP Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Curso Técnico em Tecelagem Gestão de Pessoas Governador Cid Ferreira Gomes Vice Governador Domingos Gomes de Aguiar Filho Secretária da Educação Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Secretário Adjunto Maurício Holanda Maia Secretário Executivo Antônio Idilvan de Lima Alencar Assessora Institucional do Gabinete da Seduc Cristiane Carvalho Holanda Coordenadora da Educação Profissional – SEDUC Andréa Araújo Rocha Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional ÍNDICE 1 – Introdução .......................................................................................................02 Áreas de Responsabilidade da função de pessoal As cinco fases evolutivas da Gestão de Pessoal 2 – Políticas de Recursos Humanos ....................................................................06 2.1 – Provisão de Recursos Humanos ....................................................................08 Pesquisa de mercado de Recursos Humanos Recrutamento Seleção Integração 2.2 – Aplicação de Recursos Humanos ..................................................................14 Análise e descrição de cargos Planejamento e alocação de recursos humanos Plano de carreiras Avaliação do desempenho 2.3 – Manutenção de Recursos Humanos ..............................................................24 Administração de salários Planos de benefícios sociais Higiene e segurança do trabalho Departamento pessoal Relações trabalhistas 2.4 – Desenvolvimento de Recursos Humanos ......................................................43 Treinamento Desenvolvimento de recursos humanos Desenvolvimento organizacional 2.5 – Monitoração de Recursos Humanos ..............................................................53 Banco de dados Sistema de informação Auditoria de recursos humanos 3 – Inteligência Emocional...................................................................................57 Conceito As quatro bases da inteligência emocional Teste sua inteligência emocional Tecelagem - Gestão de Pessoas 1 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 1. Introdução Na gestão organizacional, é chamado recursos humanos o conjunto dos empregados ou dos colaboradores dessa "organização". A Gestão de Recursos Humanos freqüente é atribuída à função que ocupa para adquirir, desenvolver, usar e reter os colaboradores da organização. Estas tarefas podem ser realizadas por uma pessoa ou um departamento (profissionais em recursos humanos) junto dos diretores da organização. O objetivo básico que persegue a função de Recursos Humanos (RH) com estas tarefas é alinhar as políticas de RH com a "estratégia" da organização, que reservará para implantar a estratégia através dos trabalhadores. Durante muito tempo ficou associada à forma coerciva como organização tratava os seus trabalhadores. Depois de algum tempo adquiriu o nome de Gestão de pessoal e só depois gestão de recursos humanos (GRH). Esta última designação foi a mais popular e melhor aceita, isto porque trouxe uma lufada de ar fresco, mais flexibilidade e, acima de tudo, começou a preocupar-se com os trabalhadores, a dar importância e reconhecer o mérito do talento humano de cada organização. Tudo começou com a necessidade de ‘contabilizar’ os registros dos trabalhadores, com ênfase, obviamente, nas horas trabalhadas, faltas e atrasos para efeitos de pagamento ou de desconto. Tal qual se faz hoje. O chefe de pessoal do início do século XIX tinha em comum, tanto na Itália quantos nos Estados Unidos e no Brasil, as mesmas características que o definiram por muitos anos: um sujeito inflexível, seguidor das leis e dono de uma frieza incalculável na hora de demitir alguém. Dessa forma, ser enviado ao Departamento Pessoal foi por muitos anos sinônimo de estar sendo chamado para receber o bilhete azul. As grandes organizações são responsáveis pelas primeiras mudanças. Essas, em diversas oportunidades, acabaram por patrocinar estudos e pesquisas na área acadêmica que fizeram com que houvesse uma valorização de novas posturas de comando como forma de se conseguir otimizar os resultados produtivos das organizações. Sabe-se que não basta conhecer uma realidade para agir sobre ela. É necessário dominar todas as variáveis endógenas e exógenas aos processos em que essa realidade está envolvida, bem como possuir uma bagagem cognitiva adequada para poder garantir uma interferência, no mínimo menos acidental e casuística. É nesse cenário que começa a ser valorizada a função de ‘cuidar do pessoal’. A função até então de terceiro escalão de chefe de pessoal ganha status de gerência. Deixa de ser uma função puramente operacional para tornar-se de origem tática. Acrescentou-se à responsabilidade de contabilizar salários, horas trabalhadas, controlar faltas e atrasos e remunerar os trabalhadores foi o acompanhamento das questões legais e sindicais que surgiram nessa época. Ou seja, o avanço, comparativamente ao status das outras áreas organizacionais (produção, vendas Tecelagem - Gestão de Pessoas 2 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional ,etc) foi quase imperceptível. Falando francamente, o gerente de pessoal nada fez, pessoalmente, para mudar o seu perfil. Continuou sendo um chefe de pessoal, com uma roupagem diferente. Sua visão ainda era muito tecnicista, mecanicista e ligada às questões de registros burocráticos, fiscalização de aspectos legais e cumprimento de regras e normas. Foi somente na década de 50 que apareceu a denominação que ligava essa área à de ciências humanas. Exatamente na mesma época em que a escola de relações humanas estava no auge, resolveu-se que seria muito apropriado denominar essa função de ‘gerente de relações humanas’ ou Gerente de Recursos Humanos (GRH). O ganho dessa vez não foi somente de nomenclatura. Nem só de status. A moderna função de GRH ganhou diversas subáreas que passaram a lhe dar uma abrangência muito maior, embora ainda sempre em nível tático-operacional. Áreas de Responsabilidade da função de pessoal Chefe de Pessoal Gerente de RI Gerente de RH Até 1950 De 1950 a 1970 De 1970 a 1999 Controles de Frequência Controles de Frequência Controles de Frequência Faltas ao Trabalho Faltas ao Trabalho Faltas ao Trabalho Pagamentos Pagamentos Pagamentos Admissões e Demissões Admissões e Demissões Admissões e Demissões Cumprimento da CLT Cumprimento da CLT Cumprimento da CLT Serviços Gerais Serviços Gerais Medicina e Higiene Medicina e Higiene Segurança Patrimonial Segurança Patrimonial Segurança Industrial Segurança Industrial Contencioso Trabalhista Contencioso Trabalhista Cargos e Salários Cargos e Salários Benefícios Benefícios Recrutamento e Seleção Recrutamento e Seleção Treinamento Treinamento Avaliação de Desempenho Qualidade de Vida Desenvolvimento Gerencial Relações Trabalhistas Sindicalismo Desenvolvimento Organizacional Estrutura Organizacional Tecelagem - Gestão de Pessoas 3 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional As cinco fases evolutivas da Gestão de Pessoal Segundo Tose (1997) é possível destacar cinco fases na evolução do perfil profissional de RH e suas respectivas épocas conforme segue: Estratégica 1985 a atual Administrativa 1965 a 1985 Tecnicista 1950 a 1965 Legal 1930 a 1950 Contábil Antes de 1930 a) A fase contábil, pioneira da ‘gestão de pessoal, também chamada de pré-histórica, caracteriza-se pela preocupação existente com os custos da organização. Os trabalhadores eram vistos exclusivamente sob o enfoque contábil: comprava-se a mão de obra e, portanto, as entradas e saídas provenientes dessa conta deveriam ser registradas contabilmente. b) A fase legal registrou o aparecimento da função de chefe de pessoal, profissional cuja preocupação estava centrada no acompanhamento e na manutenção das recém-criadas leis trabalhistas da era getulista. Característica interessante dessa fase: o poder até então unicamente centrada na figura dos feitores (chefes de produção) sobre os empregados passou para as mãos do chefe de pessoal pelo domínio exercido sobre as regras e normas jurídicas impostas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). c) A fase tecnicista alavancou a função de RH ao status orgânico de gerência e, um grande avanço na qualidade das relações entre capital e trabalho. Foi nessa fase que a área de RH passou a operacionalizar serviços como os de treinamento, recrutamento e seleção, cargos e salários, higiene e segurança no trabalho, benefícios e outros. Cria-se o Gerente de Relações Industriais (GRI). d) A fase administrativa é um marco histórico, onde foi implementado o movimento sindical, movido pelas bases trabalhadoras. Nessa fase, registraram-se mudanças significativas na denominação e na responsabilidade do até aqui gerente de relações industriais: o cargo passou a se chamar Gerente de Recursos Humanos. Pretendia-se com essa mudança transferir a ênfase em procedimentos burocráticos e puramente operacionais para as responsabilidades de ordem mais humanística, voltadas para os indivíduos e suas relações (com os sindicatos, a sociedade, etc.). Tecelagem - Gestão de Pessoas 4 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] e) Ensino Médio Integrado à Educação Profissional A fase estratégica foi demarcada operacionalmente, pela introdução dos primeiros programas de planejamento estratégico atrelados ao planejamento estratégico central das organizações. Foi, assim nessa fase que se registraram as primeiras preocupações de longo prazo com seus trabalhadores. Iniciou-se nova alavancagem organizacional do cargo de GRH, que, de posição gerencial, de terceiro escalão, em nível ainda tático, passou a ser reconhecido como diretoria, em nível estratégico nas organizações. Questões 1. Como você explica a razão de as organizações investirem constantemente para modernizar os seus processos administrativos? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 2. Cite as diferenças de perfil entre os cargos de gerente de relações industriais e gerente de recursos humanos. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 3. Qual era a pretensão da chamada fase administrativa segundo Tose? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 4. O planejamento estratégico de RH foi que deu origem à ascensão da gestão de RH ao nível de diretoria nos organogramas das empresas. Explique as razões. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ Tecelagem - Gestão de Pessoas 5 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 5. Estudo de caso Tema: Provocando uma rescisão contratual Susana foi contratada pela DR Consultoria e Treinamento como digitadora por prazo determinado. Um mês após sua admissão, foi advertida verbalmente pela sua chefia por ter chegado uma hora atrasada ao trabalho, sem justificativa. Quinze dias após esse acontecimento, uma falta provocou uma nova advertência, dessa vez por escrito, do departamento pessoal, pois o atestado médico apresentado por Susana para justificar sua falta era duvidoso pela sua origem e pela falta de gravidade que representava. Ela deveria ter avisado seu chefe que iria faltar ou mesmo poderia ter retornado após a consulta (se é que chegou a ser consultada...). Diante dessa situação, Susana confidenciou a uma colega que não queria mais permanecer na empresa, pois recebia pouco e que, já que não era efetiva dentro de pouco teria de sair de qualquer maneira, iria provocar uma saída antecipada para se favorecer. Ontem ela pediu a sua supervisora que a liberasse do trabalho à tarde pois tinha que resolver um problema particular. Indagada sobre o problema, Susana, rispidamente, alterando a voz, inclusive faltando com o respeito, respondeu à supervisora que essa era uma questão particular e que ela não tinha nada a ver com isso. Diante da atitude de Susana, na frente dos colegas de seção, a supervisora procurou o gerente de pessoal para que resolvesse a situação. Você é o gerente de pessoal. O que você aconselharia à supervisora? Que atitude tomaria com Susana? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 2. Políticas de Recursos Humanos PROVISÃO DE Pesquisa de mercado de - pesquisa e análise do mercado de RH recursos humanos - onde recrutar (fontes de recrutamento) Recrutamento RECURSOS - como recrutar (técnicas de recrutamento) - prioridade do recrutamento interno sobre o externo - critérios de seleção e padrões de qualidade HUMANOS Seleção - grau de descentralização das decisões a cerca da seleção de pessoa - técnicas de seleção Tecelagem - Gestão de Pessoas 6 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Integração Ensino Médio Integrado à Educação Profissional planos e descentralizados) mecanismos de (centralizados integração dos e novos participantes ao ambiente interno da organização - determinação dos requisitos básicos de força de Análise e descrição de cargos trabalho (requisitos intelectuais, físicos, responsabilidades envolvidas e condições de trabalho) para o desempenho do papel APLICAÇÃO DE RECURSOS Planejamento e - determinação da quantidade de recursos humanos alocação de recursos necessários a alocação desses recursos em termos de humanos HUMANOS posicionamento em cargos dentro da organização - determinação da sequencia ótima das carreiras, Plano de carreira definindo as alternativas de oportunidades possíveis dentro da organização Avaliação do - planos e sistemáticas para contínua avaliação da desempenho qualidade e adequação dos recursos humanos - avaliação e classificação de cargos visando ao Administração de salários equilíbrio salarial interno - pesquisas salariais visando ao equilíbrio salarial interno - política salarial Planos de benefícios sociais MANUTENÇÃO DE RECURSOS HUMANOS Higiene e Segurança do trabalho - planos e sistemáticas de benefícios sociais adequados à diversidades de necessidades dos participantes da organização - critérios de criação e desenvolvimento das condições físicas ambientais de higiene e segurança que envolvem cargos - controle de faltas, atrasos, demissões, férias, Departamento Pessoal admissões, 13º salário, folha de pagamento (serviço burocrático) Relações trabalhistas - critérios e normas de procedimentos sobre relações com empregados e com sindicatos - diagnóstico e programação da preparação e Treinamento para o desempenho dos cargos DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS Desenvolvimento de recursos humanos Tecelagem - Gestão de Pessoas reciclagem constante dos recursos humanos - aprimoramento a médio e longo prazos dos recursos humanos disponíveis, visando a contínua realização do potencial existente em 7 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional posições mais elevadas na organização Desenvolvimento organizacional - aplicação de estratégias de mudança visando a saúde e excelência organizacional - registros e controles para a devida análise Bancos de dados disponíveis MONITORAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS quantitativa e qualitativa dos recursos humanos Sistema de informação Auditoria de recursos humanos - meios e veículos de informação adequados às decisões sobre recursos humanos - critérios de avaliação e adequação permanentes das políticas e procedimentos de recursos humanos 2.1 – Provisão de Recursos Humanos Esse subsistema de RH é responsável pela: a) captação e triagem de profissionais no mercado; b) pela seleção e encaminhamento de profissionais para a empresa. Para esse subsistema ‘trabalhar’ é necessário que acione um dos seguintes acontecimentos: a) rotatividade (turn-over): é o número de empregados desligados da empresa num determinado período comparativamente ao quadro médio de efetivos. b) aumento de quadro planejado: além de manter um programa de planejamento global as empresas têm, por meio da ARH, a administração de um orçamento de efetivos construído de forma integrada entre todas as áreas da empresa. c) aumento de quadro circunstancial: temos variáveis não controláveis, que devem ser atendidas de forma emergencial a qualquer momento pela organização. Conceito: tem por finalidade a captação de recursos humanos interna e externamente à organização objetivando municiar o subsistema de seleção de pessoal no seu atendimento aos clientes internos da empresa. Tecelagem - Gestão de Pessoas 8 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Processo de Recrutamento Emissão da RP pelo requisitante Início do processo Aprovaçã o chefe imediato Anális e ARH Pesquisa de mercado de recursos humanos Constitui o conjunto de pessoas aptas ao trabalho, em determinada época e em determinada região. O mercado de RH poderá ter as seguintes situações: 1ª Situação Oferta de emprego maior que procura de empregos = mercado em oferta 2ª Situação Oferta de emprego igual procura de empregos = mercado em equilíbrio 3ª Situação Oferta de emprego menor que procura de empregos = mercado em procura (desempregos) SITUAÇÃO DE OFERTA SITUAÇÃO DE PROCURA * Excessiva quantidade de ofertas de vagas * Insuficiente quantidade de ofertas de vagas * Competição entre as empresas para obter * Falta de competição entre as empresas para obter candidatos candidatos * Intensificação dos investimentos em * Redução nos investimentos em recrutamento recrutamento * Aumento das exigências aos candidatos e maior * Redução de exigências aos candidatos e rigor no processo seletivo abrandamento do processo seletivo * Redução dos investimentos em treinamento * Intensificação dos investimentos em treinamento * Ênfase no recrutamento externo * Ênfase no recrutamento interno *Desenvolvimento de políticas de substituição do *Desenvolvimento de políticas de fixação de pessoal (melhoria do capital humano) pessoal (retenção do capital humano) *Orientação para o trabalho e para a eficiência *Orientação para as pessoas e para seu bem-estar * Redução ou congelamento dos investimentos em * Intensificação dos investimentos em benefícios benefícios sociais sociais Tecelagem - Gestão de Pessoas 9 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Qual a fonte de recrutamento utilizar? Fontes de recrutamento são as instâncias que devem ser exploradas na busca de recursos humanos para abastecer o processo seletivo da empresa, pode-se citar as seguintes: Tipos de fontes de recrutamento 1. Funcionários da própria empresa 2. Banco de dados interno 3. Indicações 4. Cartazes (internos e externos) 5. Entidades (sindicatos, associações etc.) 6. Escolas, universidades, cursos etc. 7. Outras empresas (fornecedores, clientes, etc.) 8. Agências de emprego 9. Mídia (anúncios, classificados, rádio, televisão etc.) 10. Consultorias Pelo tipo de fonte a ser utilizada na busca de recursos, o recrutamento divide-se em: a) recrutamento interno: privilegia os próprios recursos da empresa, as vagas em aberto são informadas por meio da comunicação interna, em todos os quadros de avisos da empresa, com as características exigidas pelo cargo, solicitando àqueles interessados que compareçam ao setor de recrutamento para candidatar-se à posição oferecida. VANTAGENS b) DESVANTAGENS recrutamento externo: é o processo de captação de recursos humanos no mercado de trabalho, fora do quadro de efetivos da empresa. VANTAGENS Tecelagem - Gestão de Pessoas DESVANTAGENS 10 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Seleção de pessoal: é uma atividade de responsabilidade da ARH, que tem por finalidade escolher, sob metodologia específica, candidatos a empregos recebidos pelo setor de recrutamento, para o atendimento das necessidades internas da empresa. Exigências do cargo São as características que o cargo exige do É Características do candidato o conjunto de conhecimentos, profissional em termos de conhecimentos, habilidades e atitudes que cada candidato habilidades e atitudes para o bom possui para desempenhar as suas tarefas. desempenho das funções. Compõem-se de trabalhos de coleta de informações extrínseca e intrinsecamente do candidato e, para possibilitar essa análise, o selecionador dispõe de dois instrumentos: a) entrevista de seleção: objetiva detectar dados e informações dos candidatos a emprego subsidiando a avaliação do processo seletivo. Quanto a metodologia pode ser estruturada e não estruturada. b) testes diversos de aferição: é decisão do entrevistador realizar ou não certos testes no candidato e, a princípio essa decisão está relacionada com o tipo de entrevista executado, o tipo de dúvidas encontradas durante a entrevista e a metodologia do entrevistador. Tipos de testes: teste prático, teste situacional, teste psicológico (de aptidão, de personalidade), teste grafológico, teste de raciocínio lógico. Nota - Dinâmica de grupo: os candidatos são reunidos numa sala onde, sob a coordenação de um profissional especializado e alguns assistentes (observadores), serão submetidos a um exercício ou teste situacional que permita avaliar as ações e reações de cada um com relação a um perfil esperado. Entrevista não estruturada: é aquela que não segue um padrão predeterminado ou não se prende a nenhum planejamento prévio de detalhes individuais. Ela apenas procura registrar fatos e informações decorrentes do encontro, deixando o rumo da entrevista ao sabor dos acontecimentos e do momento. O processo de entrevista estruturada na seleção de pessoal apresenta-se dividido nas seguintes fases: Tecelagem - Gestão de Pessoas 11 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Apresentação Preparo Fluxo de uma Coleta de dados entrevista de seleção Análise comportamental Concessão de informações Aplicação de testes Análise global Laudo final Exames médicos: apenas os candidatos aprovados serão encaminhados para realizar os exames médicos admissionais. Desses exames resultará um laudo médico que poderá indicar, contraindicar e indicar com restrições. Registros de admissão: como último passo, o candidato deverá dirigir-se ao departamento pessoal com toda a documentação exigida, para que sejam tomadas todas as providências burocráticas e as práticas necessárias para tornar-se um emprego efetivo da empresa. Documentos exigidos: Tecelagem - Gestão de Pessoas 12 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Integração: Apresentação das políticas da empresa, e o setor de trabalho aos novos funcionários, a fim de que todos possam cooperarem para o bem comum. Questões 1. Qual o processo de raciocínio que você utilizaria para escolher uma fonte de recrutamento? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 2. Qual o nome dado ao instrumento que ‘dispara’ o processo de R&S e o que determina se o seu atendimento será automático ou não? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 3. A quem pertence a decisão final sobre a escolha de um candidato? Por quê? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 4. Comente a frase: “O desafio é conseguir recrutar candidato devidamente qualificado em um mar de gente desqualificada que procura emprego”. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 5. Exercício em grupo: como responsável pela atividade do recrutamento da sua empresa, crie um anúncio de recrutamento de um cargo horista ou mensalista (posição operacional, de execução) e outro de gerência. Desenvolva o trabalho considerando os seguintes pontos: Tecelagem - Gestão de Pessoas 13 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional layout (arte) dos anúncios tamanhos composição dos dizeres (apresentação da empresa, exigências, oferecimentos, formas de contato, etc.) tipo de mídia pesquisa de custo (real) 2.2 – Aplicação de Recursos Humanos Descrição e Análise de cargos As descrições de cargos relacionam-se com as tarefas, os deveres e responsabilidades enquanto a análise se preocupa com os requisitos necessários ao ocupante. Os objetivos da Descrição e Análise de Cargos são: Subsídios para a elaboração do Recrutamento de Pessoal Determinação do Perfil do ocupante do cargo para a Seleção de Pessoal Material necessário para a Organização de Treinamento Base para a classificação de cargos e faixas salariais A descrição de cargos é o detalhamento das atribuições ou tarefas do cargo (o que), a periodicidade da execução (quando), os métodos (como) e os objetivos(por que). Tecelagem - Gestão de Pessoas 14 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Abrangência da descrição e da análise de cargo: 1. Título do cargo a)Nível do cargo b) Subordinação 2. Posição do c) Supervisão cargo no d)Comunicações organograma Descrição de Aspectos cargos = intrínsecos colaterais Diárias 3. Conteúdo do Tarefas ou cargo atribuições Semanais Mensais Anuais Esporádicas a)Instrução essencial necessária b) Experiência 1. Requisitos anterior necessária mentais c) Iniciativa necessária d)Aptidões necessárias a)Esforço físico necessário Análise de Aspectos cargos = extrínsecos Fatores de 2. Requisitos b) Concentração especificações do físicos necessária cargo c) Conpleição física necessária a)Por supervisão de pessoal b) Por materiais e 3. equipamentos Responsabilidad c) Por métodos e es envolvidas processos d)Por dinheiro, títulos ou documentos e) Por informações Tecelagem - Gestão de Pessoas 15 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional confidenciais f) Por segurança de terceiros a) Ambiente de 4. Condições de trabalho trabalho b) Riscos envolvidos Métodos de Descrição e Análise de Cargos 1. OBSERVAÇÃO DIRETA Vantagens: Veracidade dos dados obtidos Não paralisa o ocupante Ideal para cargos simples e repetitivos Desvantagens: Requer muito tempo do analista de cargos Sem contato algumas informações deixam de ser obtidas Contra indicado para cargos que não sejam simples ou repetitivos 2. QUESTIONÁRIO Vantagens: Pode ser preenchido junto com o supervisor do cargo Método mais econômico É o mais abrangente e mais rápido É o ideal para cargos de alto nível Desvantagens: Contra indicado para o baixo nível, o ocupante tem dificuldade de interpretá-lo Exige planejamento e cuidadosa montagem Tende a ser superficial ou distorcido 3. ENTREVISTA DIRETA Vantagens: Obtenção das informações através das pessoas que melhor conhecem o cargo Tecelagem - Gestão de Pessoas 16 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Possibilidade de aclarar todas as dúvidas É o método de melhor qualidade Não tem contra indicação Desvantagens: Entrevista mal dirigida pode levar a reações negativas do pessoal Pode induzir confusão Pode ocorrer perda de tempo Custo elevado: paralisa ocupante e analista 4. MÉTODOS MISTOS Fases da Análise de Cargos FASE DE PLANEJAMENTO 1. Determinação dos Cargos 2. Elaboração do Organograma 3. Elaboração do Cronograma 4. Escolha do Método FASE DE PREPARAÇÃO 1. Recrutar e Selecionar Analista para a Equipe 2. Preparar material (impressos, formulários, etc.) 3. Preparação do ambiente 4. Colheita de Dados prévios FASE DE EXECUÇÃO 1. Colheita dos Dados 2. Triagem dos dados 3. Redação provisória 4. Apresentação da Redação ao Supervisor do cargo 5. Redação definitiva 6. Apresentação ao RH e a Diretoria para oficialização Tecelagem - Gestão de Pessoas 17 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional DESCRIÇÃO E ANÁLISE conforme CBO 1422 :: GERENTES DE RECURSOS HUMANOS E DE RELAÇÕES DO TRABALHO Descrição sumária Gerenciam atividades de departamentos ou serviços de pessoal, recrutamento e seleção, cargos e salários, benefícios, treinamento e desenvolvimento, liderando e facilitando o desenvolvimento do trabalho das equipes. Assessoram diretoria e setores da empresa em atividades como planejamento, contratações, negociações de relações humanas e do trabalho. Atuam em eventos corporativos e da comunidade, representando a empresa. Condições gerais de exercício Os profissionais podem exercer suas funções em uma gama variada de atividades econômicas dentro do comércio, da indústria, dos serviços e da agropecuária. Atuam como empregados em empresas privadas ou públicas, em geral de portes médio e grande. Há registros de terceirização dos serviços de recrutamento, seleção e treinamento, o que pode levar à desaparição da área no organograma de várias empresas e seu ressurgimento em outras, naquelas subcontratadas. Formação e experiência As ocupações da família são exercidas por profissionais que tenham cursado, pelo menos, o nível superior completo, formados em qualquer ramo do conhecimento, com experiência ou formação complementar predominante nas áreas de psicologia ou administração. É desejável que as ocupações sejam exercidas por profissionais com quatro a cinco anos de experiência na área de recursos humanos. Áreas de Atividades A GERENCIAR ATIVIDADES DO DEPARTAMENTO DE PESSOAL B ADMINISTRAR CARGOS E SALÁRIOS C CONTROLAR BENEFÍCIOS D GERIR ATIVIDADES DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO E COORDENAR RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL Tecelagem - Gestão de Pessoas 18 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional F ASSESSORAR DIRETORIA E SETORES DA EMPRESA G ATUAR EM EVENTOS Competências pessoais 1 Demonstrar ética profissional 2 Revelar espírito de liderança 3 Reciclar-se constantemente 4 Demonstrar capacidade empreendedora 5 Demonstrar habilidade de negociação 6 Desempenhar papel facilitador 7 Desenvolver empatia 8 Dominar informática 9 Transformar-se em agente de mudança 10 Demonstrar capacidade de trabalhar em equipe 11 Demonstrar facilidade de comunicação 12 Demonstrar assertividade Recursos de trabalho * Agenda e caneta * Retroprojetor, canhão de projeção * Aparelho telefônico fixo e móvel * Calculadora elétrica e comum * Aparelhos de TV e vídeo * Computador e impressora * Copiadora e aparelho de fax * Flipchart * Livros trabalhistas * Máquina de escrever elétrica Microcomputador portátil (notebook) * Projetor de slide Plano de carreiras Desenvolve um modelo de carreira integrado com as demais ações de RH, que proporcione oportunidades Tecelagem - Gestão de Pessoas 19 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional de desenvolvimento profissional, de forma estruturada e que disponibilize instrumentos para a gestão compartilhada de carreira. Reter profissionais talentosos é um desafio permanente para as organizações que querem se manter competitivas. Para isso, elas precisam desenvolver mecanismos para identificar esses profissionais e, principalmente, criar programas para sua retenção. Não é uma tarefa fácil, mas é mais um desafio que se apresenta aos profissionais de RH. A maioria dos profissionais, mesmo os de nível executivo, ainda afirmam ser necessário que as empresas tenham e ofereçam um plano de carreira aos seus empregados. Porém, com o achatamento das estruturas, o próprio conceito de carreira vem sendo rediscutido, bem como a responsabilidade pelo seu gerenciamento. A carreira autoconstruída passa a ser uma exigência com a migração do conceito de fidelidade à organização para a fidelidade a um projeto de vida e carreira, que pode até incluir a organização. Outro conceito interessante são as carreiras “circulares”: trabalhar, estudar, mudar de profissão, trabalhar em áreas diferentes e voltar à mesma profissão podem constituir círculos ascendentes mais adequados às organizações modernas. De qualquer modo, carreira nas organizações de estruturas cada vez mais horizontais tem seu foco alterado fortemente para a agregação de competências e experiência em áreas diferentes, com as promoções sendo substituídas por mudanças na complexidade das responsabilidades e no nível de contribuição estratégica. Para pensarmos em carreira, é preciso em primeiro lugar conhecer as pessoas que atuam na organização e saber quais delas possuem potencial para crescer com ela e que, portanto, merecem um investimento maior. 2. Avaliação do desempenho Tudo o que se mede é aquilo que se faz. Avaliar o desempenho é fundamental para a melhoria do trabalho, da organização e das pessoas. A responsabilidade pela avaliação de desempenho a) o gerente b) o próprio indivíduo c) o indivíduo e o gerente 1. Formulação dos objetivos consensuais 2. Comprometimento pessoal 3. Atuação e negociação com o gerente na alocação dos recursos para o alcance dos objetivos 4. Desempenho Tecelagem - Gestão de Pessoas 20 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 5. Constante medição dos resultados e comparação com os objetivos formulados 6. Retroação intensiva e contínua avaliação conjunta d) equipe de trabalho e) o órgão de gestão pessoal f) comissão de avaliação g) avaliação 360º Objetivo Básico Melhorar os resultados dos colaboradores da organização Objetivos Intermediários Adequação do indivíduo ao cargo Treinamento Promoções Incentivo salarial ao bom desempenho Melhoria das relações humanas entre superiores e subordinados Auto aperfeiçoamento do colaborador Informações básicas para pesquisa de recursos humanos Estimativa do potencial de desenvolvimento dos empregados Estímulo à produtividade Conhecimento dos padrões de desempenho da organização Feedback. Transferências, dispensas etc. Fontes de desempenho ineficaz - veja a lista de possíveis fontes que provocam ineficiência e ineficácia no desempenho das pessoas. Políticas e práticas organizacionais: Socialização organizacional ineficiente. Insuficiente treinamento no cargo. Práticas de recrutamento e seleção inadequadas. Permissividade na aplicação de padrões sobre desempenho. Falta de atenção às necessidades do funcionário. Tecelagem - Gestão de Pessoas 21 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Comunicação inadequada dentro da organização. Relações pouco claras quanto à subordinação. Problemas pessoais: Problemas familiares do funcionário. Preocupações financeiras. Problemas emocionais (depressão, ansiedade, medo, estresse). Conflito entre demandas do trabalho e demandas da família. Limitações físicas. Falta de esforço do funcionário. Imaturidade do funcionário. Problemas relacionados com o cargo: Requisitos mutáveis ou pouco claros a respeito do cargo. Monotonia do cargo. Falta de oportunidades de crescimento. Problemas com colegas. Conflitos entre gerência e subordinado. Condições de trabalho inadequadas. Equipamento ou material de trabalho inadequado. Inabilidade para desempenhar o cargo. Excessiva carga de trabalho. Falta de habilidades para o cargo. Fatores externos: Competição intensa ou declínio da empresa. Restrições legais ou sindicais. Conflito entre padrões éticos e demandas do cargo. Conflito entre empresa e sindicato. Tecelagem - Gestão de Pessoas 22 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Questões 1. Uma outra questão que se coloca é a seguinte: carreira é sinônimo de vida. Ao se planejar a carreira, o profissional, a rigor, está planejando a sua vida. Parece indelegável, portanto, a responsabilidade de que cada um se aproprie do controle da sua própria carreira. Por outro lado, as organizações a cada dia exigem mais envolvimento, dedicação e fidelidade. Novamente a questão é: como conciliar esses interesses nem sempre alinhados? ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 2. Pense um pouco na sua vida. Faça o planejamento da sua carreira. ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 3. Como você avalia seu desempenho neste curso? Dê uma nota de 0 a 10 e justifique sua resposta. _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 4. Quais os objetivos da descrição e análise do cargo? ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ Tecelagem - Gestão de Pessoas 23 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 2.3 – Manutenção de Recursos Humanos Administração de salários Os sistemas de remuneração estão passando por mudanças incríveis. Com os novos modelos de organização do trabalho e estruturas organizacionais, as formas tradicionais de remuneração estão tornando-se anacrônicas e ultrapassadas. As velhas e rígidas estruturas tradicionais estão sendo substituídas por tipos mais flexíveis e enxutos de organizações nos quais está aumentando a autonomia das pessoas e equipes. Os cargos individuais estão sendo substituídos por equipes multifuncionais e autônomas; o trabalho em linha de montagem, por células integradas de produção. Nessa nova situação, o envolvimento e a motivação das pessoas constituem fatores críticos de sucesso. O sistema de remuneração precisa necessariamente estar relacionado com as mudanças organizacionais para manter o princípio de coerência com os novos tempos. Se não houver certo padrão de coerência entre as mudanças organizacionais e o sistema de recompensas utilizado pela empresa, este pode transformar-se em sério entrave às mudanças e criar barreiras a sua efetivação. O sistema de remuneração precisa levar em conta vários fatores internos e externos, entre os quais estão as pressões originadas pelo mercado (condições competitivas, principalmente) e mudanças na estrutura organizacional (em função de reestruturação e mudanças na organização do trabalho, downsizing ou crescimento e fusões e aquisições). Para manter-se viável, o sistema de remuneração precisa ser constantemente atualizado e adaptado às novas circunstâncias. Para tanto, a mudança do sistema precisa concentrar-se em quatro aspectos principais: Descrição de cargos tradicional para descrição de cargos modificada: a descrição deve ser acompanhada de uma revisão do cargo para ajustá-lo à missão da função e proporcionar-lhe identidade, foco nos processos, relacionamento com fornecedor e cliente internos, valor agregado, produtos e serviços oferecidos. Avaliação de cargos tradicional para redução do número de cargos: a avaliação de cargos deve servir como diretriz geral de trabalho para obter simplicidade e flexibilidade e reduzir o número de cargos pelas categorias de cargos mais genéricas e amplas. Faixas salariais estreitas para faixas salariais mais amplas: com a redução dos níveis hierárquicos, a tendência é reduzir as categorias e ampliar as faixas salariais. As antigas amplitudes ao redor de 40% passam para amplitudes alargadas entre 80 e 150%, para proporcionar flexibilidade. Política salarial genérica para política salarial por equipes: os tradicionais aumentos salariais relacionados com a avaliação do desempenho individual passam a vincular-se a equipes e em relação ao alcance de metas previamente negociadas. O aumento é dado ao grupo (equipe, área ou fábrica) para Tecelagem - Gestão de Pessoas 24 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional premiar o esforço coletivo. O grupo pode definir percentuais diferenciados entre seus participantes, de acordo com suas contribuições pessoais. Quais os objetivos da remuneração? Cada empresa estabelece seus próprios objetivos para seu sistema de remuneração. Veja a comparação entre duas estrelas americanas: a Astra-Merck e a Hewlett-Packard. Astra-Merck Hewlett-Packard – Compartilhar compromisso e – Ajudar a HP a continuar a atrair responsabilidade entre as pessoas e pessoas criativas e entusiásticas que incrementar espírito de equipe contribuam para o seu sucesso – Balancear objetivos imediatos e – Remunerar entre os líderes do estratégicos mercado – Celebrar o desempenho excelente – Refletir a contribuição sustentada para a unidade, divisão e para a própria HP – Promover justiça e equilíbrio – Ser aberta e compreensível – Alcançar simplicidade – Assegurar tratamento justo às pessoas – Ser competitiva no mercado: pagar – Ser inovadora, competitiva e ao nível do percentil 75 dos equitativa concorrentes TABELA DE SALÁRIOS PUBLICAÇÃO: NOVEMBRO/2008 COORDENADORSERVIÇOS 5.053,33 6.948,60 8.245,72 3.489,26 4.187,11 5.838,14 MOTORISTA DE DIRETORIA 1.712,35 2.067,18 2.228,48 SECRETÁRIA DE DIRETORIA 3.710,00 4.650,22 5.406,00 ADMINISTRATIVOS ENCARREGADO SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS Tecelagem - Gestão de Pessoas 25 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional SECRETÁRIA BILÍNGÜE 2.843,98 3.309,97 4.631,01 SECRETÁRIA PORTUGUÊS 1.490,06 2.245,88 3.506,08 ASSISTENTE ADMINISTRATIVO 1.362,71 1.750,11 2.395,96 AUXILIAR ADMINISTRATIVO 718,79 1.207,82 1.827,95 AUXILAR DE ESCRITÓRIO 619,34 1.095,58 1.437,79 MENSAGEIRO (MENOR) 461,20 715,67 788,38 TELEFONISTA / RECEPCIONISTA (8 H) 759,88 848,50 1.002,47 PORTEIRO 823,62 1.104,52 1.524,28 COPEIRA 742,00 961,42 1.258,22 SUPERVISOR DE ALMOXARIFADO 1.270,55 3.337,35 3.927,86 ALMOXARIFE 1.280,12 1.961,26 2.346,90 847,92 1.278,29 1.611,70 SUPERVISOR DE EXPEDIÇÃO 2.232,35 3.471,18 4.564,26 AUXILIAR DE EXPEDIÇÃO 1.065,63 1.312,07 1.434,15 ANALISTA DE FATURAMENTO 1.531,95 1.900,81 2.511,16 ASSISTENTE DE FATURAMENTO 1.073,78 1.488,43 2.243,21 FATURISTA 1.315,95 1.556,32 1.796,69 4.192,07 7.058,75 8.014,31 2.406,22 4.082,75 4.958,33 AUXILIAR DE ALMOXARIFADO COORDENADOR DE COMÉRCIO EXTERIOR ANALISTA DE COMÉRCIO EXTERIOR Tecelagem - Gestão de Pessoas 26 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional ASSISTENTE DE COMÉRCIO EXTERIOR 2.039,98 2.474,65 3.174,66 AUXILIAR DE COMÉRCIO EXTERIOR 1.171,74 1.276,49 1.381,23 COORDENADOR DE COMPRAS 4.883,18 7.268,87 9.654,56 COMPRADOR 2.749,64 3.803,28 4.810,28 ANALISTA DE COMPRAS 2.093,50 2.901,22 3.850,98 ASSISTENTE DE COMPRAS 1.436,30 1.998,10 2.890,62 AUXILIAR DE COMPRAS 1.214,20 1.347,92 1.749,05 COORDENADOR DE CONTABILIDADE 4.052,59 5.947,65 7.301,27 ANALISTA CONTÁBIL 1.864,45 2.680,91 3.381,63 ASSISTENTE CONTÁBIL 1.468,38 2.052,77 2.616,28 AUXILIAR CONTÁBIL 1.086,65 1.252,25 1.749,05 5.421,44 6.519,38 7.862,16 3.339,54 4.563,91 6.340,67 2.452,84 3.216,04 3.946,38 1.514,23 1.705,71 2.088,31 1.161,66 1.323,24 1.803,34 4.102,79 7.319,36 9.004,23 COORDENADOR DE CONTROLE DE QUALIDADE SUPERVISOR DE CONTROLE DE QUALIDADE ANALISTA DE CONTROLE DE QUALIDADE INSPETOR DE CONTROLE DE QUALIDADE AUXILIAR DE CONTROLE DE QUALIDADE COORDENADOR DE CRÉDITO E Tecelagem - Gestão de Pessoas 27 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional COBRANÇA ANALISTA DE CRÉDITO E COBRANÇA 2.116,35 2.606,36 3.670,78 ASSISTENTE DE CRÉDITO E COBRANÇA 1.815,95 1.934,11 2.170,41 964,09 1.271,00 1.786,70 6.139,52 6.870,92 7.753,90 ANALISTA DE CUSTO E ORÇAMENTO 2.783,90 3.010,40 3.315,68 AUXILIAR DE CUSTO E ORÇAMENTO 1.002,76 1.195,68 1.388,60 COORDENADOR FINANCEIRO 4.118,50 7.354,95 10.093,49 ANALISTA FINANCEIRO 1.755,70 2.685,22 3.765,47 ASSISTENTE FINANCEIRO 1.115,20 1.791,20 2.221,39 AUXILIAR FINANCEIRO 821,52 1.299,26 1.585,89 COORDENADOR FISCAL 4.108,92 7.249,34 8.700,48 ANALISTA FISCAL 1.754,75 2.860,11 4.884,04 ASSISTENTE FISCAL 1.273,86 1.778,68 2.229,18 984,01 1.261,41 2.024,29 5.106,02 6.811,56 7.390,32 2.841,86 3.426,98 3.987,72 1.685,40 2.537,64 2.784,62 AUXILIAR DE CRÉDITO E COBRANÇA COORDENADOR DE CUSTO E ORÇAMENTO AUXILIAR FISCAL COORDENADOR DE GARANTIA DA QUALIDADE ANALISTA DE GARANTIA DA QUALIDADE ASSISTENTE DE GARANTIA DA QUALIDADE Tecelagem - Gestão de Pessoas 28 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional COORDENADOR DE LOGÍSTICA 3.895,50 6.012,85 8.130,20 ANALISTA DE LOGÍSTICA 1.482,94 2.345,78 2.998,74 ASSISTENTE DE LOGÍSTICA 1.124,66 1.999,87 2.637,28 AUXILIAR DE LOGÍSTICA 1.002,76 1.084,38 1.681,16 COORDENADOR DE MANUTENÇÃO 5.388,74 6.234,85 7.645,01 SUPERVISOR DE MANUTENÇÃO 3.721,48 3.960,61 4.571,71 PROGRAMADOR DE MANUTENÇÃO 1.730,39 2.502,68 3.274,96 AUXILIAR DE MANUTENÇÃO 1.056,50 1.348,01 1.721,61 METROLOGISTA 1.611,20 2.081,84 2.363,80 COORDENADOR DE MARKETING 6.918,61 7.316,79 8.511,35 ANALISTA DE MARKETING 1.911,00 3.314,31 4.100,00 ASSISTENTE DE MARKETING 1.383,84 2.197,24 3.752,52 AUXILIAR DE MARKETING 1.000,00 1.175,00 1.502,60 COORDENADOR DE PCP 4.040,72 5.765,34 8.180,02 ANALISTA DE PCP 2.104,63 2.863,65 3.926,24 PROGRAMADOR DE PCP 1.954,52 2.308,57 2.962,61 AUXILIAR DE PCP 1.094,98 1.206,28 1.416,84 COORDENADOR DE PRODUÇÃO 2.937,69 6.257,21 10.180,26 SUPERVISOR DE PRODUÇÃO 3.016,53 3.877,05 4.796,93 PROGRAMADOR DE PRODUÇÃO 1.295,30 2.502,94 3.465,47 Tecelagem - Gestão de Pessoas 29 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] AUXILIAR DE PRODUÇÃO Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 792,01 990,28 1.303,76 4.214,64 7.314,87 9.175,00 ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS 2.239,60 2.958,94 4.157,83 ASSISTENTE DE RECURSOS HUMANOS 1.486,33 1.724,96 2.631,76 MÉDICO DO TRABALHO (4 H) 3.941,43 4.482,55 6.346,41 1.223,08 1.955,52 2.486,09 2.060,52 2.939,85 3.670,14 1.719,17 2.727,08 3.752,56 883,45 1.167,17 1.450,90 COORDENADOR DE TI 6.140,29 8.186,89 9.648,74 ADMINISTRADOR DE REDE 3.953,71 4.411,43 6.242,86 ANALISTA DE SISTEMAS 3.624,39 4.812,42 6.062,09 3.431,59 4.234,12 5.133,02 COORDENADOR DE SUPORTE TÉCNICO 4.174,52 5.489,02 7.911,22 ANALISTA DE SUPORTE 2.999,51 3.631,04 4.019,84 TÉCNICO DE INFORMÁTICA 1.324,47 1.621,50 2.147,25 COORDENADOR DE 1.387,18 2.194,40 2.931,15 COORDENADOR DE RECURSOS HUMANOS AUXILIAR DE ENFERMAGEM DO TRABALHO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO ANALISTA DE DEP. PESSOAL / FOLHA DE PGTO. AUXILIAR DE DEP. PESSOAL ANALISTA DE SEGURANÇA DE SISTEMAS Tecelagem - Gestão de Pessoas 30 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional TELEATENDIMENTO LÍDER DE EQUIPE (6 H) 669,68 973,10 1.370,09 564,00 681,00 915,20 ANALISTA DE HELP DESK 1.792,91 1.870,82 2.114,29 COORDENADOR DE TESOURARIA 4.767,01 6.295,52 9.242,13 ANALISTA DE TESOURARIA 2.026,30 2.592,93 3.077,76 ASSISTENTE DE TESOURARIA 1.453,29 1.986,37 2.611,38 AUXILIAR DE TESOURARIA 1.117,81 1.391,20 1.651,74 COORDENADOR DE VENDAS 6.722,90 8.946,31 11.169,71 SUPERVISOR DE VENDAS 5.090,99 5.689,15 7.485,84 VENDEDOR 3.230,32 3.840,90 4.655,00 ANALISTA DE VENDAS 2.144,33 2.986,59 3.647,70 ASSISTENTE DE VENDAS 1.542,81 1.838,65 2.898,04 1.245,99 1.560,56 2.405,14 AUXILIAR DE VENDAS 962,48 1.226,84 1.491,20 ESTAGIÁRIO 4o. ANO (GERAL) 800,00 1.200,00 1.450,00 ESTAGIÁRIO 5o. ANO (GERAL) 950,00 1.300,00 1.800,00 OPERADOR DE TELEATENDIMENTO (6 H) ASSISTENTE ADMINISTRAÇÃO DE VENDAS ÁREAS DE ATUAÇÃO PESQUISADAS TOTAL DE CARGOS PESQUISADOS Tecelagem - Gestão de Pessoas 22 ÁREAS 110 CARGOS 31 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] PORTE DAS EMPRESAS SEGMENTOS PESQUISADOS LOCALIDADES PESQUISADAS BASE DO BANCO DE SALÁRIOS Ensino Médio Integrado à Educação Profissional PEQUENO E MÉDIO PORTE INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS SP CAPITAL E SP INTERIOR NOVEMBRO 2008 Planos de benefícios sociais Benefícios sociais são aquelas facilidades, conveniências, vantagens e serviços que as empresas oferecem aos seus empregados, no sentido de poupar-lhe esforços ou preocupações. Podem ser financiados total ou parcialmente pela empresa. Origem dos Benefícios Sociais 1. Atitude do empregado quanto aos benefícios sociais; 2. Exigências dos sindicatos 3. Legislação trabalhista e previdenciária imposta pelo governo; 4. Competição entre as empresas, seja para atrair ou manter as pessoas; 5. Controles salariais exercido pelo mercado mediante a concorrência; 6. Impostos atribuídos às empresas, procuram meios de fazerem deduções de seus tributos. Tipos de Benefícios Sociais I. QUANTO À LOCALIZAÇÃO 1. No exercício do cargo: gratificações, seguro de vida, prêmios de produção etc. 2. Fora do cargo, dentro da empresa: lazer refeitório, cantina, transporte etc. 3. Fora da empresa: recreação, atividades comunitárias etc. II. QUANTO À SUA EXIGÊNCIA 1. Benefícios legais: 13º salário, férias, aposentadoria, seguro de acidentes do trabalho, auxílio família etc. 2. Benefícios espontâneos: gratificações, seguro de vida, refeições, transporte, empréstimos, assistência médico-hospitalar, complemento de aposentadoria etc Tecelagem - Gestão de Pessoas 32 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional III.QUANTO À SUA NATUREZA 1. Benefícios monetários: empréstimos, férias, gratificações etc. 2. Benefícios não monetários: refeitórios, serviço social e aconselhamento, horário móvel de entrada no escritório, assistência médico-hospitalar. IV. QUANTO AOS SEUS OBJETIVOS Os tipos de serviços e benefícios sociais quanto aos seus objetivos Assistência médico-hospitalar Assistência odontológica Assistência financeira Assistência educacional Assistência jurídica Assistenciais Reembolso de medicamentos Serviço social e aconselhamento Cooperativa de consumo Seguro de vida em grupo subsidiado Suplementação de aposentadoria, etc. Tipos de benefícios Grêmio ou clube Colônia de férias Recreativos Lazer recreativo, esportivo e cultural. Promoções e excursões programadas Música ambiente, etc. Restaurante no local de trabalho Transporte subsidiado ao pessoal Supletivos Estacionamento privativo Distribuição de café Bar e cafeteria, etc. Vantagens dos benefícios Para a organização -Eleva o moral dos empregados Tecelagem - Gestão de Pessoas Para o empregado -Oferece conveniências não avaliáveis 33 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] -Reduz a rotatividade e o absenteísmo Ensino Médio Integrado à Educação Profissional em dinheiro -Eleva a lealdade do empregado para com a -Oferece assistência disponível empresa solução de problemas pessoais -Aumenta o bem-estar do empregado -Aumenta a satisfação no trabalho -Facilita o recrutamento e a retenção do -Contribui pessoal para o na desenvolvimento pessoal e bem-estar individual -Aumenta a produtividade e diminui custo -Oferece unitário de trabalho meios relacionamento de social melhor entre os -Demonstra as diretrizes e os propósitos da empregados empresa para com os empregados -Reduz sentimentos de insegurança -Reduz distúrbios e queixas -Oferece oportunidades adicionais de -Promove relações comunidade públicas com a assegurar status social -Oferece compensação extra -Melhora as relações com a empresa -Reduz as causas de insatisfação Tecelagem - Gestão de Pessoas 34 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Tecelagem - Gestão de Pessoas Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 35 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Higiene e segurança do trabalho Os programas de Segurança e Saúde constituem atividades paralelas para a manutenção das condições físicas e psicológicas do pessoal. Segundo a OMS Saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social e que não consiste somente na ausência de doença ou enfermidade. HIGIENE DO TRABALHO Ou Higiene Industrial refere-se ao conjunto de normas e procedimentos que visa à proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. OBJETIVOS Eliminação das causas das doenças profissionais Redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho Prevenção do agravamento de doenças e lesões Manutenção da saúde e aumento da produtividade PLANO DE HIGIENE DO TRABALHO Envolve geralmente o seguinte conteúdo: 1. Plano Organizado: prestação de serviços médicos, enfermeiros ou auxiliares em tempo integral ou parcial; 2. Serviços médicos adequados: a) Exames de Admissão b) Primeiros socorros c) Eliminação e controle de áreas insalubres d) Supervisão quanto à higiene e saúde e) Cooperação com as famílias dos empregados doentes f) Utilização de hospitais de boa categoria g) Exames médicos periódicos de revisão e check-up 3. Prevenção de riscos à saúde: a) Riscos químicos (como intoxicações, dermatoses industriais etc.) b) Riscos físicos (como ruídos, temperaturas extremas, radiações ionizantes,e não ionizantes etc.) Tecelagem - Gestão de Pessoas 36 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] c) Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Riscos biológicos (como agentes biológicos, microorganismos patogênicos etc) 4. Serviços adicionais a) Programa Informativo para melhorar os Hábitos de Vida e esclarecer assunto de Higiene e Saúde b) Convênio para: serviços de radiografia, recreativos, leituras, filmes c) Planos de seguro de vida em grupo, para casos de acidente e afastamentos d) Extensão de benefícios médicos a empregados aposentados Condições Ambientais de Trabalho O trabalho das pessoas é influenciado por três grupos de condições: * Condições Ambientais de Trabalho: iluminação, temperatura, ruído, etc. * Condições de Tempo: como duração da jornada de trabalho, horas extras, períodos de descanso, etc. * Condições Sociais: como organização informal, status, etc. ILUMINAÇÃO Refere-se à quantidade de luminosidade que incide no local de trabalho do empregado. Quanto mais minuciosa a tarefa maior é a necessidade de iluminação. A má iluminação causa fadiga à vista, prejudica o sistema nervoso, concorre para a má qualidade do trabalho e é responsável por razoável parcela dos acidentes. RUÍDO É considerado um som ou barulho indesejável. Têm duas características principais: a) a frequência (nº de vibrações por segundo medida em cps:ciclos por segundo) e b) a intensidade (medida em decibéis – db). Pesquisas relatam que a exposição ao ruído não provoca diminuição no desempenho da atividade, mas a exposição prolongada ocasiona perda de audição. O nível máximo permitido no ambiente fabril é de 85 decibéis. Acima disto, o ambiente é considerado insalubre. Os ruídos entre 85 e 95 decibéis podem produzir danos auditivos crônicos. Métodos para Controle de Ruídos: a) Eliminação do ruído - lubrificação b) Separação ou encerramento da fonte de ruído – molas, feltros, paredes à prova de ruídos c) Tratamentos de tetos, paredes e solos – em forma acústica (absorção do ruído) Tecelagem - Gestão de Pessoas 37 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional d) EPI – equipamento de proteção individual TEMPERATURA Existem cargos em que os trabalhadores estão expostos a altas temperaturas (siderúrgicas) ou a baixas temperaturas (frigoríficos). Eles precisam vestir roupas que protejam a sua saúde. Constitui funções com insalubridade. SEGURANÇA NO TRABALHO É o conjunto de medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições inseguras, quer instruindo as pessoas para implantação de práticas preventivas. Não se deve confundir o Órgão de Segurança de uma empresa com a CIPA. A CIPA aponta as condições de insegurança e fiscaliza o que já existe e Órgão de Segurança aponta soluções. Devem trabalhar em conjunto. PLANO DE SEGURANÇA 1. As condições de trabalho, o ramo de atividade, o tamanho, a localização da empresa, etc. 2. A segurança não deve ser restrita apenas à Área de Produção, mas também aos escritórios, depósitos etc. 3. Mobiliza todos os técnicos e operários para treinamento, simulação de acidentes, inspeção periódica dos equipamentos de combate a incêndios, primeiros socorros, aquisição e distribuição de EPIs. A segurança do Trabalho envolve três atividades principais: 1. Prevenção de Acidentes 2. Prevenção de Roubos 3. Prevenção de Incêndios Prevenção de Acidentes A OMS define acidente como “um fato não premeditado no qual resulta dano considerável”. Geralmente causa dano econômico (prejuízo material) e/ou dano físico às pessoas (sofrimento, invalidez ou morte). Também engloba acidente do trabalho, o acidente de trajeto, ou seja, ocorrido no trajeto de sua casa para a organização ou vice-versa. Os acidentes podem ser: sem afastamento e/ou com afastamento Tecelagem - Gestão de Pessoas 38 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional ACIDENTE COM AFASTAMENTO Pode resultar em: a) Incapacidade Temporária: durante o dia ou que se prolongue por menos de um ano b) Incapacidade Permanente Parcial Perda de algum membro Redução da função de qualquer membro Quaisquer lesões orgânicas, perturbações funcionais ou psíquicas que resultem na redução de menos de três quartos da capacidade de trabalho c) Incapacidade Total Permanente Quaisquer lesões orgânicas, perturbações funcionais ou psíquicas que resultem na redução de três quartos ou mais da capacidade de trabalho d) Morte Identificando as causas do acidente As principais causas são: 1. O agente: prensa, a mesa, o martelo, a ferramenta etc 2. A parte do agente: mais estreitamente relacionada ao acidente – pé da mesa, o cabo do martelo etc. 3. A condição insegura: é a condição física ou mecânica no local – piso escorregadio, oleoso, com saliência, buraco. 4. O tipo de acidente: batidas, tombos, escorregões, choques, quedas. 5. O ato inseguro: deixar de usar EPI, distrair-se durante o serviço, lubrificar ou consertar máquina em movimento, fumar em local proibido. 6. O fator pessoal de insegurança: qualquer característica pessoal, deficiência ou alteração mental, psíquica ou física – visão defeituosa, fadiga, problemas do lar, desconhecimento das normas e regras de segurança. Prevenção de Roubos Um plano de prevenção de roubos (vigilância) geralmente inclui: a) Controle de Entrada e Saída de Pessoal b) Controle de Entrada e Saída de Veículos c) Estacionamento fora da área da Empresa d) Ronda pelos terrenos e interior da Empresa e) Registro e inventário de máquinas, equipamentos e ferramentas f) Controles Contábeis (área de compras, almoxarifados, expedição e recepção de mercadorias) Tecelagem - Gestão de Pessoas 39 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Prevenção de Incêndios São pontos chaves: 1. Conjunto de extintores adequados, 2. Dimensionamento do reservatório de água, 3. Sistema de detecção e alarme, 4. Como também o treinamento do pessoal. Sistemas fixos de combate a incêndios Hidrantes instalados estrategicamente para acoplamento das mangueiras. Aspersórios como chuveiros como borrificadores automáticos. Emulsificadores – borrificam com alta pressão. CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidente) Regida pela Lei nº 6.514 de 22/12/77 e regulamentada pela NR-5 do Ministério do Trabalho, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA foi aprovada pela portaria nº 3.214 de 08/06/76, publicada no D.O.U. de 29/12/94 e modificada em 15/02/95. As empresas privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT ficam obrigados a organizar e manter em funcionamento, por estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. CIPA: é uma comissão composta por representantes do empregador e dos empregados, e tem como missão a preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores e de todos aqueles que interagem com a empresa. O objetivo é observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou/ neutralizar os mesmos, discutir os acidentes ocorridos, encaminhando aos Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho e ao empregador o resultado da discussão, solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e, ainda, orientar os demais trabalhadores quanto a prevenção de acidentes. A CIPA é composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com as proporções mínimas estabelecidas pela NR (Norma Regulamentadora). O empregador designará, anualmente, dentre Tecelagem - Gestão de Pessoas 40 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional os seus representantes titulares, o Presidente da CIPA; o vice-presidente será escolhido pelos representantes dos empregados, dentre os seus titulares. Departamento pessoal É responsável por toda a área burocrática de pessoal. Entre as funções mais importantes do DP citaremos: Admissões de novos empregados Demissões de empregados Registros legais em controles diversos Aplicação e manutenção das leis trabalhistas e previdenciárias Folha de pagamento (férias, 13º salário, etc.) Normas disciplinares Relações trabalhistas Envolve o relacionamento com as entidades representativas dos seus empregados, ou seja, os sindicatos. Políticas de Relações Trabalhistas POLÍTICA PARTENALISTA Ocorre aceitação rápida das reivindicações seja por insegurança, inabilidade ou incompetência nas negociações com os líderes sindicais. POLÍTICA AUTOCRÁTICA É caracterizada pela postura rígida e impositiva da organização, que age de modo arbitrário e legalista, fazendo concessões dentro da lei ou de acordo com os seus próprios interesses. POLÍTICA DE RECIPROCIDADE Baseia-se na reciprocidade entre a organização e o sindicato. As reivindicações são resolvidas direta e exclusivamente entre a direção da organização e a do sindicato. POLÍTICA PARTICIPATIVA Caracteriza-se por considerar que as relações trabalhistas envolvem o sindicato e os trabalhadores, de um lado e a organização, seus dirigentes e supervisores de outro. Tecelagem - Gestão de Pessoas 41 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional O SINDICALISMO Suas origens remontam o surgimento do sistema capitalista, a Revolução Industrial, a partir do século XVIII. No início sofreram perseguições pois eram considerados como conspirações criminosas. Sindicato Patronal x Sindicato dos Trabalhadores Meios de Ação Sindical GREVE É o nome de uma praça em Paris onde se reuniam os trabalhadores que não concordavam com as condições de trabalho que enfrentavam nas fábricas. A greve é uma suspensão temporária, pacífica e coletiva do trabalho como forma de conquistar alguma reivindicação trabalhista. É um direito de toda pessoa. É a antítese de uma sadia política de RH. PIQUETES São agrupamentos de grevistas que procuram aliciar ou impedir a entrada dos empregados que desejam trabalhar ou coagir os que não aderiram à greve. Meios de Ação Patronal LOCAUTE - É a parada patronal, fechamento temporário da empresa como meio de pressão nas negociações sindicais com seus empregados. Os empregados deixam de trabalhar e receber remuneração. Não é uma despedida, mas uma suspensão. LISTA NEGRA É uma relação de funcionários despedidos por motivos de ações sindicais. Tem o objetivo de impedir que ele consiga trabalho nas empresas afiliadas. CONFLITOS TRABALHISTAS Resultados Construtivos 1. Desperta sentimentos e estimula energias 2. Fortalece identidade 3. Desperta atenção para problemas 4. Testa a balança de Poder Resultados Destrutivos Tecelagem - Gestão de Pessoas 42 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 1. Desencadeia frustração, hostilidade e ansiedade 2. Aumenta a coesão grupal 3. Desvia energias para ele mesmo 4. Leva uma parte a bloquear a atividade de outra parte 5. Auto alimenta e prejudica o relacionamento entre as partes conflitantes Reivindicações 1. Condições Legais de trabalho 2. Condições econômicas 3. Condições físicas 4. Condições sociais CONVENÇÃO/ ACORDO COLETIVA (O) É o acordo de caráter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações. A vigência é de dois anos no máximo. Tecelagem - Gestão de Pessoas 43 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 2.4 – Desenvolvimento de Recursos Humanos Treinamento Outra atividade central de RH é representada pelo processo de formação e treinamento, que tem sido objeto de uma grande transformação nos últimos anos, especialmente a partir do final da década de 80, com a introdução das “universidades corporativas” e, na década de 90, com a chegada do e-Learning. As universidades corporativas vêm preencher uma lacuna de formação deixada pelo ensino formal e representam um avanço considerável, transformando os antigos departamentos de treinamento e desenvolvimento, focados nas atividades de treinamento não necessariamente alinhadas com o negócio, em centros de aprendizagem alinhados com as necessidades das organizações e baseadas no desenvolvimento e aprimoramento de competências essenciais e diferenciadoras. Já o e-Learning é responsável por grande avanço ao reduzir distâncias e tempo, com uma nova capacidade de disponibilizar programas simultaneamente, em locais os mais distantes possíveis e para um grande número de pessoas. Uma tendência que vem se firmando é a substituição do treinar pelo aprender. Isto considera que as mudanças, inevitáveis em qualquer organização, possam ser transformadoras se realizadas com as pessoas, o que tem feito crescer o conceito de action learning, com uma redução do tempo em sala de aula e um aumento expressivo das atividades de coaching e acompanhamento da aplicação da aprendizagem. Action learning, ou aprendizagem pela ação, ou ainda a incorporação de competências pelo seu exercício prático, especialmente pela experimentação no trabalho, requer uma liderança posicionada e disposta a investir tempo na atividade de coaching, ou seja, na orientação permanente dos liderados e na verificação da efetiva incorporação dos conceitos e sua aplicação, um alimentando e reforçando o outro. O papel principal deste processo é a formação de uma base de competências individuais e organizacionais necessárias para viabilizar a estratégia maior e possibilitar que a empresa prospere e se diferencie e não apenas que se torne mais eficiente. As competências organizacionais referem-se as capacidades que a empresa deve ter para viabilizar sua visão e missão, e dependem de um total alinhamento com uma estrutura de competências de gestão e liderança e com uma base de competências funcionais e técnicas para sua sustentação. Exemplo: Imagine uma empresa fabricante de roupas que define como uma de suas competências-chave a inovação. Ela está sempre em busca de novidades fora do Brasil, de tendências para cada estação quanto as cores, materiais e estilos que serão utilizados, para então pensar no seu catálogo de produtos. Para que essa competência-chave seja mantida e seus objetivos alcançados, ela deve assegurar que todas as suas lideranças e os demais funcionários também tenham esta competência bem desenvolvida, a fim de Tecelagem - Gestão de Pessoas 44 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional que estejam abertos e criem um ambiente propício à inovação. Porém, como na maioria das empresas esse alinhamento não é automático, é aí que começa o desafio de identificar os gaps, ou seja, as lacunas entre as competências necessárias e as competências efetivamente existentes, para se estruturar atividades que possam instalá-las ou aprimorá-las. A pirâmide seguinte representa o alinhamento entre as competências Competências organizacionais Competências gerenciais e de liderança Competências organizacionais as competências funcionais e técnicas, que constituem a base e são essenciais para a implementação das diversas ações na organização; as competências de gestão ou liderança, que são responsáveis pela tradução da estratégia da organização; as competências organizacionais, que são sustentadas pelas anteriores e diferenciam a organização das demais e podem representar uma vantagem competitiva duradoura. É importante considerar os recursos destinados à formação, treinamento e desenvolvimento como um investimento que visa um retorno normalmente de médio prazo, tanto para as organizações como para as pessoas. Tratar como custo é olhar somente para o presente e reduzir de forma drástica sua importância, como se a atividade fosse desvinculada da estratégia de negócios da empresa. Outra implicação não menos importante é a necessidade de que a empresa, por meio de suas principais lideranças, se aproprie do processo de treinamento, desde o planejamento até sua efetiva aplicação, procurando garantir a adequação com a estratégia de negócios e os objetivos maiores da organização. Assim, formação e treinamento não devem ser responsabilidades apenas do Gerente de T&D ou do pessoal do RH. É também necessário que se estabeleça uma política que defina o posicionamento da empresa nos diversos tipos de programa de formação e treinamento, incluindo as responsabilidades, condições e pré-requisitos para participação e evitando que esta atividade seja confundida com um mero benefício. Tecelagem - Gestão de Pessoas 45 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Isso vale para qualquer programa, mas especialmente nos casos de idiomas e MBA, pois estes em geral interessam a muitos colaboradores como desenvolvimento pessoal e profissional, mas não necessariamente vinculados com sua posição ou alinhados com as possibilidades de carreira naquela organização. A primeira etapa para a concepção de programas de treinamento e desenvolvimento é a correta identificação das necessidades com o mapeamento dos gaps de competências. Aqui devem ser consideradas algumas premissas: 1. Os profissionais de RH precisam se aproximar e conhecer seus clientes, representados pelos líderes e gestores, a quem cabe a responsabilidade pela formação e desenvolvimento de suas equipes, bem como a conquista dos objetivos; 2. Os profissionais de RH devem procurar atuar como consultores, de forma mais estratégica e menos operacional. Em algumas circunstâncias, é mais importante questionar a demanda do que simplesmente entregar programas. Não é incomum que demandas por treinamento sejam indicadores de outras necessidades, como por exemplo, dificuldades da liderança ou eventuais barganhas por ações de remuneração; 3. Deve ser analisada toda a cadeia de valor e não somente os limites físicos da organização. Eventualmente poder ser necessário o desenvolvimento de atividades que considerem fornecedores e clientes, por exemplo; Tecelagem - Gestão de Pessoas 46 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Tecelagem - Gestão de Pessoas Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 47 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 4. As pessoas devem ser consideradas, deixando de ser objeto do treinamento e passando à condição de responsáveis maiores pelo seu próprio desenvolvimento. Vejamos os principais itens de uma programação de treinamento: Programação de treinamento Genericamente, podemos classificar os programas de formação e treinamento de acordo com o objetivo de cada um. Veja a seguir mais alguns detalhes sobre cada tipo de programa. Programas de Formação: destinados à instalação de competências, por exemplo, cursos de graduação, idiomas etc. Programas de Aperfeiçoamento e Atualização: destinados a elevar o nível de desempenho Programas de Gestão e Liderança: destinados a capacitação e desenvolvimento de líderes transformadores Programas Técnicos: voltados para instalação de conhecimentos e desenvolvimento de habilidades específicas Programas Motivacionais: tocados na melhoria do clima organizacional. Técnicas de treinamento (on the job training) São programas em que a aprendizagem se dá pelo exercício do próprio trabalho realizado sob monitoria ou supervisão. São exemplos dessa modalidade os programas de integração destinados a acelerar o processo de gastos e reduzir o turn-over dos chamados períodos de experiência. Os programas de estágio para estudantes dos cursos técnicos profissionalizantes e de graduação, destinados a formação de profissionais; Os programas de rotação de funções (job rotation) para empregados em desenvolvimento, visando multifuncionalidade ou carreira – aplica-se de modo especial às funções de nível executivo. Treinamento conceitual e informativo: são os eventos destinados à passagem de informações e conhecimentos, normalmente de curta duração. Exemplos: Palestras internas e externas, focadas em geral na atualização profissional; Cursos regulares, normalmente externos, fartamente disponíveis no mercado para formação ou atualização profissional; Tecelagem - Gestão de Pessoas 48 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Seminários e workshops, também internos ou externos, para atualização e desenvolvimento gerencial. Jogos e simulações São programas tocados no aspecto comportamental e nas competências que envolvem relacionamento, e em geral são construídos sob medida. Os mais comuns são: Estudos de caso: muito apropriados para os programas de desenvolvimento de executivos; Jogos de empresa (games): com ou sem o uso da informática, propiciam a vivencia de situações que podem ser construídas sob medida para fins a que se destinam; Dinâmicas de grupo: que utilizam a energia e o envolvimento do grupo; Dramatizações, onde o aspecto comportamental é preponderante; Role Playing, uma forma de dramatização que utiliza a representação e o rodízio de papéis entre os participantes. É de grande utilidade nas situações que exigem forte relacionamento. Representar o papel do outro com quem devo me relacionar profissionalmente pode despertar para a solução de conflitos típicos das funções que dependem desse relacionamento. Treinamento de Indução/ Integração à Empresa O Programa de Integração contém as seguintes informações: 1. A EMPRESA – História, desenvolvimento e organização 2. O PRODUTO/ SERVIÇO 3. OS DIREITOS E DEVERES 4. CONTRATO DE TRABALHO 5. BENEFÍCIOS dos empregados 6. AS NORMAS E REGULAMENTOS 7. NOÇÕES SOBRE PROTEÇÃO E SEGURANÇA NO TRABALHO 8. CARGO – Natureza do trabalho, horários, salários, oportunidade de promoção 9. SUPERVISOR – Apresentação 10. Relações do Cargo com outros Cargos 11. A descrição detalhada do Cargo Treinamento depois de Ingresso no Trabalho 1. Treinamento no Local de Trabalho 2. Treinamento fora do Local de Trabalho Tecelagem - Gestão de Pessoas 49 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional NO LOCAL DE TRABALHO 1. Para aprendizes 2. Rodízio de cargos 3. Treinamento em tarefas 4. Enriquecimento de Cargo FORA DO LOCAL DE TRABALHO As principais técnicas são: 1. Aulas expositivas 2. Filmes, dispositivos (slides), televisão 3. Estudos de Casos 4. Discussão em Grupo, Painéis, Debates 5. Dramatização (role-playng) 6. Simulação e jogos 7. Instrução programada Execução do Treinamento A melhor execução do treinamento vai depender dos seguintes fatores: 1. Adequação do programa às necessidades da organização 2. A qualidade do material de treinamento apresentado 3. A cooperação dos chefes e dirigentes da empresa 4. A qualidade e preparo dos instrutores 5. A qualidade dos aprendizes AVALIAÇÃO DO TREINAMENTO Ao NÍVEL ORGANIZACIONAL podem ser avaliados: a) aumento da eficácia organizacional b) melhoria da imagem da empresa c) melhoria do clima organizacional d) melhor relacionamento empresa x empregados e) facilidade nas mudanças e na inovação f) aumento da eficiência Tecelagem - Gestão de Pessoas 50 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Ao NÍVEL DOS RECURSOS HUMANOS podem ser avaliados: a) redução de rotatividade b) redução do absenteísmo c) aumento da eficiência individual d) aumento das habilidades das pessoas e) elevação do conhecimento das pessoas f) mudança de atitudes e de comportamentos das pessoas Ao NÍVEL OPERACIONAL: a) aumento de produtividade b) melhoria da qualidade dos produtos e serviços c) redução no fluxo da produção d) melhor atendimento ao cliente e) redução do índice de acidentes f) redução do índice de manutenção de máquinas A avaliação, portanto, deve ser realizada em quatro níveis de profundidade: 1. Reação: Normalmente responsável pela medição do impacto imediato da aplicação do programa. Tem sua importância exatamente por possibilitar o ajuste de aspectos mais operacionais, como os recursos utilizados, o grau de dificuldade, adequação na condução dos trabalhos etc. Requer o cuidado em separar a contaminação geralmente presente nos finais dos programas de treinamento, onde a capacidade de avaliação dos treinandos é, no mínimo, suspeita. 2. Aprendizagem: Verifica a aquisição efetiva de conhecimentos propiciada pelo treinamento. Pode ser viabilizada pelos testes pré e pós-treinamento. 3. Comportamento: Implica em uma atividade planejada de acompanhamento pós-programas, com a finalidade de se verificar as mudanças efetivas instaladas a partir do treinamento. 4. Desempenho: Tem por objetivo verificar os resultados efetivos vinculados aos programas de treinamento. As avaliações devem extrapolar o final dos programas e transformar-se em uma atividade de acompanhamento e validação que possa demonstrar, no futuro, em que medida o treinamento está, de fato, agregando resultados para as pessoas e para a empresa, de forma a justificar seu enquadramento como investimento e não como custo ou benefício. Tecelagem - Gestão de Pessoas 51 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Como conclusão, vale destacar que a atividade e o investimento realizados em aprendizagem revelam a importância do conhecimento como um dos maiores patrimônios das organizações modernas. Esta atividade deve fazer parte da chamada “Gestão do Conhecimento” e, com o auxílio da tecnologia da informação e da sensibilização e envolvimento de todos, poder: 1. capturar os conhecimentos existentes na organização; 2. possibilitar a criação de novos conhecimentos; 3. organizar e classificar os conhecimentos tornados explícitos; 4. disponibilizar os conhecimentos de forma adequada e no tempo certo para as pessoas que deles necessitam. Esta será a forma de potencializar o conhecimento evitando que ele se perca, tornando-o, de fato, uma fonte de vantagem competitiva duradoura. Desenvolvimento de recursos humanos Os processos de desenvolvimento de pessoas envolvem as atividades de treinamento, e desenvolvimento organizacional. O T&D Treinamento e Desenvolvimento se baseia na Psicologia Industrial e o DO – Desenvolvimento Organizacional se baseia na Psicologia Organizacional. A aprendizagem constitui o alicerce do Desenvolvimento de RH. APRENDIZAGEM A personalidade humana é constituída de dois fatores: o fator hereditariedade e o fator ambiental (aprendizagem). Os interesses, atitudes, motivações e expectativas são fortemente afetados pela aprendizagem. O aprendizado acontece quando ocorre mudança de comportamento da pessoa. A aprendizagem é influenciada pelas seguintes condições: 1. A aprendizagem obedece à lei do efeito. Graças à lei do efeito, a pessoa tende a repetir o comportamento que produz resultados ou efeitos positivos e a elimina o comportamento que não corresponde às expectativas. 2. A aprendizagem obedece à lei do estímulo. A recompensa estimula a aprendizagem. Se a recompensa é grade, a aprendizagem tende a ser mais rápida e efetiva. 3. A aprendizagem obedece à lei da intensidade. Se os exercícios, treinos e práticas forem intensos, a aprendizagem tende a ser mais rápida e efetiva. 4. A aprendizagem obedece à lei da frequência. Tecelagem - Gestão de Pessoas Para aprender a pessoa precisa reter o novo 52 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional comportamento através do seu exercício frequente. Se algo foi aprendido e nunca mais exercitado ou lembrado, ocorrerá o esquecimento. 5. A aprendizagem obedece à lei do descongelamento. Aprender algo novo significa esquecer algo velho. Sempre ocorre alguma dificuldade em desaprender velhos padrões. 6. A aprendizagem obedece à lei da recentidade. O espaço de tempo entre a aprendizagem e o desempenho é muito importante. 7. A aprendizagem obedece à lei da complexidade crescente. Se uma pessoa deve aprender tarefas complexas, o processo de aprendizagem deve começar pelas tarefas mais simples. Desenvolvimento organizacional O termo desenvolvimento é aplicado quando a mudança é intencional e projetada com antecipação. O mundo atual se caracteriza por constantes mudanças. O DO é uma resposta a estas mudanças. A única maneira viável de mudar é mudando a cultura nas organizações. Existem quatro tipos de mudanças nas organizações: a) Mudanças Estruturais b) Mudanças na Tecnologia c) Mudanças nos Produtos ou Serviços d) Mudanças Culturais Desenvolvimento Organizacional é um programa educacional de longo prazo, orientado no sentido de melhorar os processos de resolução de problemas e de renovação de uma organização com assistência de um agente de mudança e com o uso da tecnologia e teoria do comportamento organizacional. Os elementos essenciais de qualquer esforço de DO são: 1. a orientação a longo prazo; 2. o envolvimento de esforços para a eficácia global da organização total e não simplesmente de parte dela; 3. os passos de diagnóstico e de intervenção desenvolvidos conjuntamente entre os gerentes de linha e o consultor O que deu origem ao DO? 1. Um novo conceito de homem, de maior conhecimento e mutáveis necessidades 2. Um novo conceito de poder, baseado na colaboração e razão Tecelagem - Gestão de Pessoas 53 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 3. Um novo conceito de valores organizacionais, mais humanístico Características do DO 1. Focalização sobre a organização toda. 2. Orientação sistêmica 3. Agente de Mudança 4. Solução de Problemas – utiliza pesquisa para descobrir os reais problemas 5. Aprendizagem experimental 6. Processos de Grupo 7. Retroação 8. Orientação Contingencial 9. Desenvolvimento de Equipes O processo do DO consiste em quatro etapas: 1. Colheita e análise de dados; 2. Diagnóstico Organizacional; 3. Ação de Intervenção 4. Avaliação Técnicas de intervenção em DO 1. DO para o Indivíduo: Treinamento da Sensitividade 2. DO para duas ou mais pessoas: Análise Transacional 3. DO para equipes ou grupos: Consultoria de Procedimentos 4. DO para relações intergrupais: reuniões de confrontação (a reunião de confrontação é uma técnica de enfoque terapêutico) 5. DO para a organização como um todo: retroação de dados 2.5 – Monitoração de Recursos Humanos Banco de dados Sistema de informação Até o início da década de 80 vivemos uma gestão de RH com foco fortemente direcionado ao controle. Os softwares limitavam-se quase que exclusivamente à pagadoria de pessoal (folha de pagamento) e seus elementos básicos, como por exemplo, assiduidade, pontualidade e horas extras. Devido às peculiaridades de cada empresa, a maioria delas desenvolvia internamente suas próprias Tecelagem - Gestão de Pessoas 54 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional ferramentas, adequando-as às suas necessidades de controle e ao atendimento da complexa legislação trabalhista e previdenciária. As demais áreas de RH não contavam com praticamente nenhum recurso informatizado. Durante a década de 80, começaram a surgir os sistemas de RH e, sucessivamente, na década de 90, ocorreram grandes evoluções no meio da informática, especialmente com o advento da Internet. Tivemos aí vários elementos importantes para uma mudança radical de cultura, com pessoas mais bem informadas e com suas demandas básicas atendidas por um mercado cada vez mais diversificado. Neste contexto, qualidade, alta performance em custos e criatividade passaram a ser elementos-chave para a diferenciação e sucesso empresarial. Na gestão de pessoas, aos poucos, os controles foram perdendo o seu reinado e, ao mesmo tempo, ganhando importância para a geração de informações relevantes que de fato pudessem ser úteis para a tomada de decisões. Neste processo de mudança, o que ocorreu foi uma evolução contínua em que os sistemas informatiza- dos para gestão de pessoas foram transformando-se e agregando ferramentas de suporte para as demais ações de RH. Soluções para processamento de folha de pagamento passaram a ser desenvolvidas de forma maciça e padronizada por inúmeras software-houses e, paralelamente, empresas especializadas passaram a trabalhar no desenvolvimento de ferramentas para atendimento das demandas dos demais subsistemas.Mais do que nunca, a diferenciação tornava-se palavra-chave e, portanto, crescia de forma geométrica a demanda das empresas por eficiência organizacional. Atualmente, não obstante o rápido avanço tecnológico e a consequente obsolescência das tecnologias ao longo do tempo, a solução de infraestrutura de informática adequada consiste, basicamente, na manutenção de um banco de dados único capaz de armazenar todas as informações, tanto da empresa como dos colaboradores, necessárias para o atendimento das estratégias de gestão de pessoas. Para a adequada gestão de RH, diversos softwares podem ser encontrados no mercado, beneficiando as especificidades, necessidades e possibilidades de cada empresa. De uma forma geral, um bom sistema de Recursos Humanos deve conter minimamente algumas características em termos de funcionalidades básicas. Vamos conhecê-las. Segurança dos dados: processamento seguro da folha de pagamento e seus out puts, como encargos sociais e trabalhistas. Sistema integrado: módulo de gestão RH, interligados entre si, acessando e trafegando pela base de dados e permitindo o atendimento a cada subsistema de RH e a geração de estatísticas e indicadores de performance funcionais. Tecelagem - Gestão de Pessoas 55 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Os principais módulos encontrados no mercado, com funcionalidades bem desenvolvidas, são: Passivo Trabalhista Ponto eletrônico e controle de acesso Recrutamento e Seleção Treinamento Cargos e Salários Benefícios Segurança do Trabalho Medicina ocupacional - Informações gerenciais: Ferramenta de geração de relatórios, capaz de extrair qualquer dado constante da base, com mobilidade suficiente para realizar cruzamentos de dados, comparativos, cálculos etc. - Interação: Wokr-flow, ferramenta que permite solicitações e aprovações de praticamente todas as rotinas operacionais ligadas a movimentações funcionais, como férias, desligamentos, admissões, reajustes salariais e promoções, entre outras. Formulários específicos são criados eletronicamente, permitindo que o gestor dispare do seu computador pessoal as demanda para a área de RH. Os softwares aplicados à gestão de RH devem ter uma adequada acessibilidade aqueles que necessitam manuseá-los. De uma forma geral, eles devem ser amigáveis, ou seja, devem conter funcionalidades autoexplicativas e permitir pequenas customizações sem grande complexidade operacional. O acesso à eles deve ser seletivo aos usuários potenciais, como equipe de RH, gestores e colaboradores. Este processo normalmente se dá por meio de um esquema de hierarquia de senhas que define o perfil de cada usuário e os limites de acesso possíveis. Vamos ver um exemplo. Equipe de Recursos Humanos: acesso ilimitado ao sistema e autonomia para consultas, alterações, parametrizações e criações de relatórios em toda a base de dados e módulos funcionais. Demais colaboradores: acesso restrito a consultas (contracheques, turnos de trabalho, benefícios, lançamentos futuros em sua folha de pagamento, serviços etc.) além de autonomia para alteração/atualização de dados cadastrais, como mudança de endereço, telefone, etc. Gestores: acesso limitado a consultas e criação de relatórios e work flow de rotinas operacionais. Diversas alternativas podem ser encontradas no mercado, porém, a mais efetiva é a tecnologia via web. A mobilidade da solução via Internet permite o acesso de qualquer computador ou quiosque de uso Tecelagem - Gestão de Pessoas 56 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional coletivo, facilitando, principalmente, a vida dos usuários clientes. Auditoria de recursos humanos A auditoria de RH está relacionada com a monitoração e avaliação das atividades relacionadas com as pessoas. Quanto maior a descentralização das práticas de RH, tanto maior a necessidade de avaliação do sistema, envolve: 1. Padrões de avaliação e controle em RH. Fontes de informação. 2. Amplitude e profundidade de ação da auditoria. O agente de auditoria em RH. 3. Contabilidade de RH e Balanço Social. Classificação das contas sociais. 4. Responsabilidade social das organizações. 3. Inteligência Emocional Conceito A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar eficazmente o poder da perspicácia como uma fonte de energia, informação e influência humanas. As emoções são o domínio dos sentimentos, de reações viscerais e de sensações emocionais. Quando confiamos nela e a respeitamos, a inteligência emocional permite uma compreensão mais profunda e completa de nós mesmos e dos que nos cercam. Pesquisas afirmam que um executivo ou profissional tecnicamente capaz com um alto QE é quem capta – de forma mais total, hábil e rápida que os outros – os crescentes conflitos que exigem solução, os pontos fracos da equipe e da empresa que precisam ser corrigidos, as lacunas a serem identificadas ou preenchidas, as conexões ocultas que dão acesso a oportunidades e as obscuras e misteriosas interações que parecem mais indicadas – e mais lucrativas. As quatro bases da inteligência emocional É um plano inicial de trabalho para começar a discutir e desenvolver a inteligência emocional na empresa e na vida pessoal. O modelo de quatro bases que faz a inteligência emocional funcionar fora do domínio da análise psicológica e das teorias filosóficas, e dentro do campo do conhecimento, da exploração e da aplicação prática. A primeira base é a alfabetização emocional, que constrói um lócus de eficácia pessoal e confiança por meio de honestidade emocional, energia, conscientização, feedback, intuição, responsabilidade e conexão. Tecelagem - Gestão de Pessoas 57 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional A segunda base, a competência emocional, constrói autenticidade, credibilidade e capacidade de recuperação, expandindo seu círculo de confiança e sua capacidade de ouvir, administrar conflitos e tirar o máximo proveito da insatisfação construtiva. A terceira base, profundidade emocional, exploramos meios de alinhar a sua vida e seu trabalho ao seu potencial e propósito pessoal, e sustentar isso com integridade, empenho e responsabilidade, o que, por sua vez, aumenta sua capacidade de influir sem abusar da autoridade. A quarta base, alquimia emocional, por meio da qual você amplia seus instintos criativos e sua capacidade de conviver com problemas e pressões e competir para o futuro, além de ajuda-lo a criar capacidades maiores de percepção, e acesso de soluções ocultas e oportunidades emergentes. Tecelagem - Gestão de Pessoas 58 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Tecelagem - Gestão de Pessoas Ensino Médio Integrado à Educação Profissional 59 Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP] Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Bibliografia CHIAVENATO, I. Administração de Empresas; Uma abordagem contingencial. São Paulo: Makron Books, 1994. CHIAVENATO, I. Gerenciando Pessoas: o passo decisivo para a administração participativa. São Paulo: Makron Books, 1994. COOPER, Robert K. Inteligência emocional na empresa; tradução Ricardo Inojosa, Sonia T. Mendes Costa. – Rio de Janeiro: Campus, 1997. DRUCKER, Peter F. Administrando em Tempos de Grandes Mudanças. 3ª Edição, São Paulo, Editora Pioneira, 1996. DUTRA, Joel Souza. Administração de Carreiras. São Paulo, Editora Atlas, 1996. FLEURY, Afinso, Aprendizagem e inovação empresarial. São Paulo, Editora Atlas, 1995. FONTES, L.B. Manual de Seleção na Empresa Moderna. Rio de Janeiro: Livros Técnicos Científicos, 1981. FRANCO, M.G. Recrutamento e Seleção de Pessoal. Manuais CNI. Rio de Janeiro, 1982. MARRAS, Jean Pierre. Administração de Recursos Humano: do operacional ao estratégico. 3º ed. São Paulo: Futura, 2000. MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2000. Tecelagem - Gestão de Pessoas 60 Hino Nacional Hino do Estado do Ceará Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heróico o brado retumbante, E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Poesia de Thomaz Lopes Música de Alberto Nepomuceno Terra do sol, do amor, terra da luz! Soa o clarim que tua glória conta! Terra, o teu nome a fama aos céus remonta Em clarão que seduz! Nome que brilha esplêndido luzeiro Nos fulvos braços de ouro do cruzeiro! Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte! Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, um sonho intenso, um raio vívido De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso, E o teu futuro espelha essa grandeza. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada,Brasil! Deitado eternamente em berço esplêndido, Ao som do mar e à luz do céu profundo, Fulguras, ó Brasil, florão da América, Iluminado ao sol do Novo Mundo! Do que a terra, mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais vida", "Nossa vida" no teu seio "mais amores." Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve! Brasil, de amor eterno seja símbolo O lábaro que ostentas estrelado, E diga o verde-louro dessa flâmula - "Paz no futuro e glória no passado." Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, Entre outras mil, És tu, Brasil, Ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Mudem-se em flor as pedras dos caminhos! Chuvas de prata rolem das estrelas... E despertando, deslumbrada, ao vê-las Ressoa a voz dos ninhos... Há de florar nas rosas e nos cravos Rubros o sangue ardente dos escravos. Seja teu verbo a voz do coração, Verbo de paz e amor do Sul ao Norte! Ruja teu peito em luta contra a morte, Acordando a amplidão. Peito que deu alívio a quem sofria E foi o sol iluminando o dia! Tua jangada afoita enfune o pano! Vento feliz conduza a vela ousada! Que importa que no seu barco seja um nada Na vastidão do oceano, Se à proa vão heróis e marinheiros E vão no peito corações guerreiros? Se, nós te amamos, em aventuras e mágoas! Porque esse chão que embebe a água dos rios Há de florar em meses, nos estios E bosques, pelas águas! Selvas e rios, serras e florestas Brotem no solo em rumorosas festas! Abra-se ao vento o teu pendão natal Sobre as revoltas águas dos teus mares! E desfraldado diga aos céus e aos mares A vitória imortal! Que foi de sangue, em guerras leais e francas, E foi na paz da cor das hóstias brancas!