4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 CASCAVEL – PR 1 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 ÍNDICE 1. MENSAGEM DO COMANDANTE DO 4° GB – CASCAVEL 4 2. DESCRITIVO DO 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS – CASCAVEL 6 2.1. 2.2. 3. 3.1. 3.2. 3.3. 3.4. 3.5. 4. VIATURAS E EQUIPAMENTOS QUARTÉIS E RECURSOS HUMANOS 8 9 DESCRITIVO DA CIDADE DE CASCAVEL – PARANÁ HISTÓRIA ECONOMIA GEOGRAFIA CLIMA COMUNIDADE 11 11 13 14 14 14 TOTAL DOS ATENDIMENTOS EM 2010 16 4.1. TABELA COMPARATIVO ENTRE TIPOS DE OCORRÊNCIAS 16 4.2. GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE OS TIPOS DE OCORRÊNCIAS. 17 4.3. TABELA COMPARATIVA DE OCORRÊNCIAS, VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2010/09/08/07. 17 4.4. GRÁFICO COMPARATIVO DO NÚMERO DE OCORRÊNCIAS POR DIA DE SEMANA. 18 4.5. GRÁFICO COMPARATIVO DE OCORRÊNCIAS POR FAIXA DE HORÁRIO 19 4.6. TEMPO-RESPOSTA 19 4.7. ACIDENTES EM MEIO DE TRANSPORTE 20 4.7.1. TABELA COMPARATIVA DE OCORRÊNCIAS, VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2007/08/09/10. 20 4.7.2. GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE IDADE POPULACIONAL E DAS VÍTIMAS EM ACIDENTE DE TRÂNSITO. 22 4.7.3. TABELA COMPARATIVA DOS ACIDENTES POR VEÍCULO COM TAMANHO DA FROTA. 23 4.7.7. GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE IDADE POPULACIONAL E DAS VÍTIMAS EM ATROPELAMENTOS. 27 4.8. QUEDAS DO MESMO NÍVEL E DE PLANO ELEVADO. 28 4.8.1. TABELA COMPARATIVA DE OCORRÊNCIAS, VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2008/09/10. 28 4.8.2. GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE IDADE POPULACIONAL E VÍTIMAS DE QUEDAS DE MESMO NÍVEL.28 4.9. VIOLÊNCIA – FERIMENTO POR ARMA DE FOGO, ARMA BRANCA E AGRESSÃO. 30 4.9.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS, POR SEXO E ÓBITOS DE 2008/09/10. 30 4.9.2. GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE IDADE POPULACIONAL E DAS VÍTIMAS EM FAF. 31 4.9.3. RANKING DOS 15 BAIRROS COM MAIOR NÚMERO DE FAF (2010). 32 4.9.5. RANKING DOS 15 BAIRROS COM MAIOR NÚMERO DE FAB (2009). 34 4.9.6. GRÁFICO COMPARATIVO ENTRE IDADE POPULACIONAL E VÍTIMAS EM AGRESSÃO. 35 4.9.7. RANKING DOS 15 BAIRROS COM MAIOR NÚMERO DE AGRESSÃO (2010). 36 4.10. INCÊNDIOS EM EDIFICAÇÃO 37 4.10.1. TABELA COMPARATIVA POR TIPO DE EDIFICAÇÃO 2007/08/09/10. 37 4.11. INCÊNDIOS EM MEIO DE TRANSPORTE 39 4.11.1. TABELA COMPARATIVA DE INCÊNDIOS EM VEÍCULOS 2008/09/10. 39 4.12. INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO 40 4.12.1. TABELA COMPARATIVA DE INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO 2008/09/10. 40 4.13. ACIDENTES TÉRMICOS – QUEIMADURAS 41 4.13.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2008/09/10. 41 4.14. AFOGAMENTOS 41 2 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.14.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2008/09/10. 4.15. PROBLEMAS CLÍNICOS 4.15.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2008/09/10. 4.16. QUEDA DE OBJETO 4.16.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS E ÓBITOS DE 2008/09/10. 4.17. FERIMENTOS POR OBJETO CORTANTE 4.17.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS, SEXO E ÓBITOS DE 2008/09/10. 4.18. CHOQUE ELÉTRICO 4.18.1. TABELA COMPARATIVA DE VÍTIMAS, SEXO E ÓBITOS DE 2008/09/10. 4.19. PREVENÇÃO DE INCÊNDIO - VISTORIAS TÉCNICAS E ANÁLISE DE PROJETOS (4º GB) 4.20. ATIVIDADES DE DEFESA CIVIL 4.21. PALESTRAS E ATIVIDADES EDUCATIVAS 4.22. CURSOS E INSTRUÇÕES PARA BOMBEIROS 41 41 41 41 41 41 41 42 42 42 43 44 44 5. COMENTÁRIOS FINAIS 46 6. BIBLIOGRAFIA 48 3 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 1. Mensagem do Comandante do 4° GB – Cascavel A especificação das responsabilidades e competências do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado do Paraná está bem delimitada não só na Constituição Federal, mas também na Constituição do Estado do Paraná. Essas legislações norteiam às ações das instituições militares que estão comprometidas com a prestação de serviços de segurança pública a comunidade. Como parte integrante dos órgãos de segurança, cabe aos Corpos de Bombeiros as execuções de prevenção e combate a incêndios, busca e salvamentos, atividades de defesa civil, atendimento pré-hospitalar, socorros públicos e outros definidos em lei. Dessa forma, com o passar dos anos, a gama de serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros tem aumentado de forma exponencial, principalmente com as atribuições dos Sistemas de atendimento pré-hospitalar e da Defesa Civil. Tendo em vista este aumento se faz necessário uma análise detalhada dos atendimentos realizados e como eles afetam a população. Seguindo a legislação e um padrão internacional de transparência e resposta à comunidade o 1º Subgrupamento de Bombeiros disponibiliza e divulga os dados dos atendimentos realizados durante o ano de 2010. O estudo estatístico possibilita que seja feita uma análise da demanda de ocorrências da região, dessa forma pode-se detectar as principais causas de acidentes, incêndios e óbitos; viabilizar recursos e investimentos, que influenciam diretamente no desenvolvimento do município. Além disso, as informações estatísticas proporcionam as autoridades locais e a imprensa uma visão dos principais índices de sinistros e suas relações com a comunidade, uma vez que 4 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 essas entidades possuem grande parcela de responsabilidade e poder de comunicação capaz de atuar e melhorar a vida dos nossos cidadãos. A partir desta análise, não só o Corpo de Bombeiros, mas toda sociedade poderá planejar melhor suas ações, em especial aquelas voltadas para a prevenção. Afinal é como os bombeiros dizem em um velho ditado: “Não há mérito nenhum em combater um incêndio que poderia ser evitado”. Ten.- Cel QOBM Wilson Luiz Marcante Comandante do 4º GB 5 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 2. Descritivo do 1° Subgrupamento de Bombeiros – Cascavel Os trabalhos do Corpo de Bombeiros em Cascavel iniciaram-se no dia 11 de Abril de 1974 com a criação do FUNEBOM - Fundo Municipal de Estruturação do Corpo de Bombeiros. Em junho foi efetivada uma fração de seis bombeiros, em caráter provisório, que atuavam com duas viaturas de combate a incêndio, Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade de 9.000 litros e 3.500 litros. Em Dezembro do mesmo ano, efetuou-se a seleção dos soldados do fogo, com treze aprovados na região, sendo instalada a 4ª Seção de Combate a Incêndio do Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná subordinada ao 2º Grupamento de Incêndio em Ponta Grossa, tendo como primeiro Comandante o 2º Tenente QOBM Eriovaldo José Ribeiro da Silva. Em 12 de Maio de 1985, o Decreto Estadual nº 5.404 regulamentou a 4ª Seção de Combate a Incêndio como 4º Grupamento de Incêndio (GI), vindo a ampliar sua área de abrangência para um total de 65 municípios, dos quais apenas Toledo, Foz do Iguaçu, Medianeira, Pato Branco, Francisco Beltrão e Coronel Vivida contavam com frações do Corpo de Bombeiros. No dia 09 de fevereiro de 1987 foi entregue a população cascavelense a sede do 4º GI, juntamente com uma viatura específica, Auto Rápido (AR), para atendimento em acidentes urbanos e em rodovias. Em 29 de fevereiro houve a inauguração do primeiro posto avançado de bombeiros no bairro São Cristóvão e posteriormente em 11 de novembro de 1988 foi entregue mais um posto no bairro Pioneiros Catarinenses. Visando acompanhar o desenvolvimento econômico e social do Estado, no ano de 1994 foi promulgado o Decreto Estadual nº 4489, estabelecendo a reestruturação do Corpo de Bombeiros, onde o 4º Grupamento de Incêndio passou a ser denominado 4º Grupamento de Bombeiros, e a desvinculação das frações de bombeiros de Foz do Iguaçu e Medianeira do 4º GB. 6 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Em 02 de julho de 1998 foi instalado no 4º GB, o atendimento préhospitalar as vítimas de trauma, com a implantação do SIATE, através do convênio das Secretarias de Estado da Segurança Pública e da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel. No ano de 2000, mais um posto foi instalado na cidade de Cascavel, no bairro Claudete. Em julho de 2004 foram entregues as novas instalações do SIATE e um posto exclusivo para atendimento no Aeroporto de Cascavel. Atualmente o 4º Grupamento de Bombeiros é comandado pelo Ten Cel QOBM Wilson Luiz Marcante, possui Sub-unidade na cidade de Toledo e Postos de Bombeiro Comunitário em Marechal Cândido Rondon, Guaíra, Palotina, Assis Chateubriand, Quedas do Iguaçu, Guaraniaçu e Nova Aurora atendendo um total de 42 municípios da região Oeste do Estado. Atualmente, com a denominação de Primeiro Subgrupamento de Bombeiros do Quarto Grupamento de Bombeiros, a unidade comandada pelo Cap. QOBM Antonio Schinda. Conta com um efetivo de 127 bombeiros e possui 5 postos de bombeiros na cidade de Cascavel, sendo eles Quartel Central, Posto Tenente Edy, Posto Cabo Bonato e Posto Noroeste, além do Posto Aeroporto. Além da atividade operacional, parte do efetivo desempenha atividades administrativas, tais como: prevenção de incêndios, vistorias técnicas, controle do pessoal, logística, patrimônio, etc. Cascavel, além dos serviços de Prevenção de Combate a Incêndios e Salvamento, também conta com o SIATE - Serviço Integrado de Atendimento ao 7 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Trauma e Emergência, tendo a sua implantação no município em 26 de Maio de 1998. Este serviço é direcionado ao pronto atendimento a vítimas de traumas (acidentes de trânsito, quedas e atos de violência), que necessitam de atendimentos especializados e de transporte adequado até os Hospitais, sendo operacionalizado por Bombeiros Socorristas e Médicos da Secretaria Municipal de Saúde, constando de viaturas Auto Ambulâncias. 2.1. Viaturas e Equipamentos Para dar atendimento às diversas ocorrências em Cascavel o 1º SGB/ 4° GB possui: Quantidade 07 01 01 05 04 06 14 02 07 02 01 08 06 02 02 01 03 Viaturas 10 Tipo de Viatura / Equipamento Caminhões de combate a incêndios, Caminhão tanque com capacidade de 30.000 litros de água, Viatura plataforma com cesto para combate a incêndios em altura Viaturas para salvamento com tração 4x4 Ambulâncias para atendimento pré-hospitalar, Viaturas para vistorias técnicas Viaturas para serviços administrativos, Cavalo Trator – Caminhão de tração Auto Transporte de Material Motos para serviços administrativos; Lancha Marítima Embarcações de busca e salvamentos aquáticos; Carretas para embarcações operacionais Reboque para transporte de material Micro Ônibus Ônibus para atendimento de ocorrências de Defesa Civil. TOTAL DE VIATURAS 55 Aparelhos desencarceradores de vítimas presas Equipamentos de mergulho completos 8 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 05 2.2. Motores de popa para embarcações Quartéis e Recursos Humanos O 1° SGB/ 4° GB conta em Cascavel com um efetivo operacional de serviço de 116 bombeiros distribuídos em 3 equipes de serviço, e possui 05 postos distribuídos estrategicamente na cidade, sendo 01 destes postos localizado no Aeroporto: Nome Posto Central Posto Tenente Edy Posto Cabo Bonatto Posto Noroeste Localização Bombeiros/Dia R. General Osório, 2791. 11 Rua Castro, 819 , bairro São Cristóvão. 07 Rua Ricieri Perin, 553, bairro Pioneiros Catarinense, onde funciona o Centro de 07 Treinamento Aquático do Grupamento. Rua Jorge Lacerda s/n, bairro Claudete Posto Dentro das instalações do Aeroporto Municipal Aeroporto para atendê-lo. Total 9 04 03 32 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 2.2.2 Mapa com a distribuição dos Postos de Bombeiros em Cascavel Fonte: http://www.cascavel.pr.gov.br/localizacao.php 10 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 3. Descritivo da cidade de Cascavel – Paraná Cascavel é um município brasileiro localizado no terceiro planalto do Estado, na região Oeste Paranaense, com uma altitude variando em torno dos 785 metros e uma área de 2.091 km², por ser um município consideravelmente novo e com topografia privilegiada, teve seu desenvolvimento planejado, que lhe deu ruas largas e bairros bem distribuídos. Destaca-se como grande produtor de grãos, onde a atividade industrial está fortemente ligada ao agronegócio, porém outros ramos estão ganhando força, como o setor de confecções e metalurgia; sua localização deu à cidade uma vocação para o comércio e prestação de serviços, com destaque para os setores atacadistas, saúde e ensino superior. Sua população estimada em 2010 é de 286.172 habitantes, conforme a página do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cascavel tem de uma área total de 2.100,105 Km². 3.1. História Os índios caingangues habitavam esta região, que teve a ocupação iniciada pelos espanhóis em 1557, quando fundaram a Ciudad del Guairá, atual Guaíra. Uma nova ocupação teve início a partir de 1730, com o tropeirismo, mas o povoamento da área do atual município começou efetivamente no final da década de 1910, por colonos caboclos e descendentes de imigrantes eslavos, no auge do ciclo da erva-mate. A vila começou a tomar formas em 28 de março de 1928, quando José Silvério de Oliveira, o Nhô Jeca, arrendou as terras do colono Antônio José Elias nas quais se encontrava a Encruzilhada dos Gomes, localizada no entroncamento de várias trilhas abertas por ervateiros, tropeiros e militares, onde montou seu 11 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 armazém. Seu espírito empreendedor foi fundamental para a chegada de novas pessoas, que traziam idéias e investimentos. Na década de 1930, com o ciclo da erva-mate já extinto, iniciou-se o ciclo da madeira, que atraiu grande número de famílias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, em especial, colonos poloneses, alemães e italianos, que juntos formaram a base populacional da cidade. Em 1934, foi criado o distrito policial de Cascavel. Posteriormente, instalou-se o distrito judiciário e o distrito administrativo, todos integrantes do município de Foz do Iguaçu. Na medida em que as áreas de mata nativa eram esgotadas, a extração madeireira cedia lugar ao setor agropecuário, base econômica do município até os dias atuais. A vila foi oficializada pela prefeitura de Foz do Iguaçu em 1936, já com a denominação de Cascavel. Entretanto, o prelado daquela cidade, monsenhor Guilherme Maria Thiletzek, rebatizou-a como Aparecida dos Portos, nome que não vingou entre a população. Em 20 de outubro de 1938, já com a denominação definitiva de Cascavel, a localidade foi alçada à condição de sede de distrito administrativo, nos termos da Lei n.° 7.573. A emancipação finalmente ocorreu em 14 de dezembro de 1952, juntamente com a cidade vizinha Toledo, mas por muito tempo a comemoração se deu no dia 14 de novembro de cada ano, devido a uma confusão entre a proposta do Governador do Estado da época, e a efetiva assinatura da lei. 12 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Encerrado o ciclo da madeira, no final da década de 1970, Cascavel iniciou a fase de industrialização da cidade, concomitantemente com o aumento da atividade agropecuária, notadamente soja e milho. Cascavel possui uma topografia privilegiada, fato que facilitou seu desenvolvimento e permitiu a construção de ruas e avenidas largas e bairros bem distribuídos. Hoje, Cascavel é conhecida como a Capital do Oeste Paranaense, por ser o pólo econômico da região e um dos maiores municípios do Paraná. 3.2. Economia O Município de Cascavel destaca-se como o principal pólo econômico e de prestação de serviços. A economia de Cascavel possui forte vocação agropecuária, destacandose as culturas de soja e milho, bem como a criação de aves e vacas leiteiras. Responsável por 26% do total da produção de grãos do estado, tem como principais produtos cultivados: soja, trigo, milho, arroz, algodão e feijão, sendo que os três primeiros são os maiores expoentes. Destaca-se ainda na avicultura, bovinocultura, suinocultura e ovinocultura. A indústria acha-se em fase de expansão, principalmente às ligadas ao beneficiamento da produção agropecuária. Devido à grandes eventos como o Show Rural Coopavel, a rede hoteleira encontra-se em expansão. Aproveitando a sua localização tornou-se polo regional para os serviços na área de saúde e educação, pois possui vários hospitais e clínicas e cinco universidades, além de outras faculdades. 13 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 3.3. Geografia Cascavel está localizado no terceiro planalto paranaense, com as seguintes coordenadas geográficas; latitude: 24º57'21'' - sul; longitude: 53º57'18'' – W GR. Sua altitude média é em torno de 800 metros. Está localizado distante 491 km da Capital, Curitiba e 605 km do Porto de Paranaguá, possuindo aeroporto municipal. 3.4. Clima O clima é subtropical mesotérmico superúmido com temperatura média anual em torno de 19°C. A temperatura máxima média em janeiro é de 28,6°C, e em julho a mínima média é de 11,2°C, com ocorrência de geadas. Há registro de ocorrência de neve em 1975, 1979 e em 2000. Apresenta o clima temperado com média anual de temperatura em torno de 19°C. 3.5. Comunidade A população de Cascavel é composta das mais diversas etnias. Sendo composta por: 78,3% de brancos, 2,1% de negros, 18,6% de pardos, 0,5% de amarelos e 0,3% de indígenas. 14 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Fig. 1 – Lago Municipal de Cascavel Fig. 2 – Vista aérea da cidade 15 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4. Total dos Atendimentos em 2010 4.1. Tabela comparativo entre tipos de ocorrências Tipo Ocorrência Número Absoluto Porcentagem Acidente de Trânsito 3.219 51% Queda Mesmo Nível 493 8% Queda Plano Elevado 273 4,1% Agressão 334 5,3% Ferimento Arma Fogo 231 3,4% Ferimento Arma Branca 91 1,4% Ferimento Objeto Cortante 40 0,6% Incêndio Ambiental 465 7,3% Incêndio Edificação 189 2,9% Incêndio Veículos 58 0,9% Busca e Salvamento 161 2,5% Problema Clínico 89 1,3% Ataque de Animal / Insetos 140 2,2% Outros* 579 9,1% 6.362 100% Total Fonte: SYSBM. *Significa outros tipos de serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros como: Corte de árvores, proteção a eventos públicos, lavagem de pista, vazamentos de gás e produtos perigosos, resgates em altura, salvamentos, alagamentos e deslizamentos, entre outros. 16 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.2. Gráfico comparativo entre os tipos de ocorrências. Fonte: SYSBM 4.3. Tabela comparativa de ocorrências, vítimas e óbitos de 2010/09/08/07. 2007 2008 2009 2010 Nº Ocorrências 5.932 6.118 6.159 6.362 Nº Vítimas 5.579 5.891 5.575 6.127 Sexo Masculino 4.146 4.294 3.967 4.340 Sexo Feminino 1.433 1.597 1.608 1.787 135 143 182 176 Óbitos Fonte: SYSBM De 2009 para 2010 houve um pequeno aumento no número de ocorrências, em consequência, um aumento significativo de vítimas, na ordem de 3,29% e 9% 17 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 respectivamente, enquanto que a população aumenta aproximadamente 1,5% anualmente. 4.4. Gráfico comparativo do número de ocorrências por dia de semana. Fonte: SYSBM Para o ano de 2010 a média diária foi de 14,28% ocorrências, com o fim de semana, sábado e domingo, representando uma elevação desta média na ordem de 8,25%. Como em outros anos, comprova-se que nos finais de semana ocorre uma elevação no número de atendimentos prestados pelo Corpo de Bombeiros de Cascavel. 18 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.5. Gráfico comparativo de ocorrências por faixa de horário Fonte: SYSBM Neste comparativo, a intenção é demonstrar em quais horários o número de ocorrências atendidas é maior. Ocorre um aumento crescente a partir das 07h, tendo o seu ápice as 18h, período em que ocorre o término dos expedientes de escolas e de trabalhos, onde as pessoas saem e vão para suas casas; tendo um declínio no número de ocorrências a partir das 19h. 4.6. Tempo-Resposta Tempo-Resposta 2007 7min 27s 2008 7min 29s 2009 7min 44s 2010 7min 38s Fonte: SYSBM O tempo-resposta é o período entre o acionamento do chamado até a chegada ao local da ocorrência. Quanto menor o valor, maiores as chances de sobrevivência da vítima. Ao analisar os dados da tabela acima, verifica-se que nos últimos anos o tempo resposta tem oscilado entre 6 e 7 minutos de 2007 para 19 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 2010 com pequeno aumento em virtude do também aumento do número de ocorrências atendidas. O ideal para tempo-resposta é de 04 a 05 minutos (tempo em que as células nervosas conseguem ficar sem oxigenação sem sofrer grandes danos), porém a Organização Mundial de Saúde – OMS - estabelece até 09 minutos como satisfatório. 4.7. Acidentes em Meio de Transporte 4.7.1. Tabela comparativa de ocorrências, vítimas e óbitos de 2007/08/09/10. 2007 2008 2009 2010 Nº Ocorrências 3093 3.307 2.975 3.219 Nº Vítimas 4.079 4.247 3.802 4.230 Sexo Masculino 2.962 3.042 2.652 2.944 Sexo Feminino 1.117 1.205 1.150 1.286 49 44 54 60 Óbitos Fonte: SYSBM 20 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Fonte: SYSBM Como visto anteriormente os acidentes de trânsito correspondem ao maior número das ocorrências atendidas pelo 1° SGB/ 4º GB. De 2009 para 2010 o número de ocorrências aumentou em 8,2% e o número de óbitos aumentou 11% em 2010 em relação a 2009. Já de 2007 para 2010, apesar da frota viária aumentar anualmente, o número de ocorrências aumentou 4,7% sendo que de 2008 para 2010 o índice diminui na ordem de 2,7%. Outro dado que chama a atenção é a comparação entre vítimas do sexo feminino e masculino, com estes respondendo por 69,6% do total de vítimas e aquelas com 30,4% do total. 21 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.7.2. Gráfico comparativo entre idade populacional e das vítimas em Acidente de Trânsito. Fonte: Ipardes Num comparativo com a faixa etária da população de Cascavel é possível visualizar o grande número de ocorrências com vítimas de 15 até 49 anos de idade, justamente a faixa etária considerada como PEA – população economicamente ativa – trazendo prejuízos ao município, não só pelos gastos em saúde, mas também pelo número de dias não-trabalhados bem como pelos óbitos ocorridos. A diferença na comparação é ainda maior na faixa entre 20 a 24 anos de idade, respondendo por 24,17% das vítimas em acidente de trânsito quando são somente 9% da população. 22 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.7.3. Tabela comparativa dos acidentes por veículo com tamanho da frota. Tipo de Veículo em Acidente/ 2010 Veículo em Acidente/ 2009 Frota 2010 Automóvel 47% 46% 57% Motocicleta 33,5% 38% 17% Caminhão 7,4% 2% 4,3% Ônibus 2,4% 1% 0,4% Bicicleta 7,2% 12% * Outros 2,5% 1% 21,3% Veículo Fonte: SYSBM, DETRAN e IPARDES *Não consta em nenhum dado estatístico o número de bicicletas, apesar de ser considerado um veículo como outro qualquer. Essa tabela demonstra que apesar de representarem um número baixo no total da frota de veículos do município, aproximadamente 17%, as motos estão envolvidas em cerca de 33,5% das ocorrências atendidas. Esse fato torna-se mais grave ao observarmos que as motos não oferecem grande proteção ao condutor e/ou passageiros. Sendo que as lesões oriundas de acidentes envolvendo esta tipo de transporte quase sempre são graves, as quais muitas vezes causam seqüelas para o resto da vida. Outro fato interessante é o número de acidentes com bicicleta representam cerca de 7,2% do total. 23 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.7.4. Tabela comparativa dos veículos em acidentes de 2007/08/09/10. Tipo de Veículo 2007 2008 2009 2010 Automóvel 2072 2213 1964 1701 Motocicleta 1603 1781 1628 1212,03 Caminhão 101 111 97 267,7 Ônibus 33 35 33 86,8 Bicicleta 598 573 506 260,5 Outros 59 65 45 90 Fonte: SYSBM A partir desta tabela, podemos verificar um significativo aumento no número de acidentes envolvendo motocicletas com o passar dos anos, apresentando em 2009 a primeira redução, de aproximadamente 9% em relação a 2008, e em seguida a redução em relação ao ano de 2009 para 2010 na ordem de 20%. Ao Comparar o número de automóveis envolvidos em acidentes, também observa-se diminuição, porém esta redução foi menor, de aproximadamente 13%, em relação a 2009. Porém é importante dizer que ocorreu um aumento no número de acidentes envolvendo caminhão/ônibus e outros. 24 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.7.5. Ranking dos 15 bairros com maior número de Acidente de Trânsito (2010). Ordem 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 15 primeiros Total Logradouro Centro São Cristovão Alto Alegre Parque São Paulo Santa Cruz Área Rural Universitário Coqueiral Neva Santo Onofre Santa Felicidade Brás Madeira Cascavel Velho Cancelli Brasília 1115 339 229 193 189 175 168 151 149 132 118 113 109 107 101 ----------------- 3388 (53%)* Fonte: SYSBM * Os 15 primeiros bairros em números de acidentes de trânsito correspondem a 53,0% do total. 25 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.7.6. Ranking dos 15 logradouros com maior número de Acidentes de Trânsito (2010). Ordem Total 15º Logradouro Avenida Brasil Rua Paraná Rua Jacarezinho Rua Tancredo Neves Rua São Paulo Rua Rio Grande do Sul Rua Carlos Gomes Rua Xavantes Rua Assunção Rua Erechim Rodovia Pr 180 Rua Pio XII Avenida Piquiri Rua Rio de Janeiro Rua Marechal Cândido Rondon 15 primeiros ----------------- 8344(15%)* 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 234 106 53 51 50 43 41 41 36 35 35 32 30 29 28 Fonte: SYSBM Somente os 15 primeiros logradouros em números de acidentes de trânsito de Cascavel representam 15 % do total de ocorrências. O ranking aponta quais são esses logradouros para evidenciar os locais que são prioridade para uma política prevencionista nos acidentes de trânsito. 26 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.7.7. Gráfico comparativo entre idade populacional e das vítimas em Atropelamentos. Fonte: SYSBM Destaca-se o atropelamento dos demais acidentes de trânsito para demonstrar as faixas etárias mais atingidas por este tipo de acidente. Como se pode visualizar no gráfico a faixa que compreende as crianças de 05 a 09 anos e os individuos da faixa ente 10 a 24 anos, são as faixas que não se estabelecem em um comparativo com o padrão da faixa populacional isto é, são estas faixas etárias que as pessoas mais sofrem com este tipo de acidente. Esse dado é preocupante, pois o atropelamento produz muitos danos nas vítimas jovens podendo deixar marcas para o resto da vida, apesar de terem uma recuperação um pouco rápida. 27 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.8. Quedas do Mesmo Nível e de Plano Elevado. 4.8.1. Tabela comparativa de ocorrências, vítimas e óbitos de 2008/09/10. Queda Mesmo Nível Sexo Masculino Sexo Feminino Óbitos Queda Plano Elevado Sexo Masculino Sexo Feminino Óbitos 2008 403 231 172 1 304 239 65 3 2009 470 253 217 1 303 247 56 3 2010 478 292 286 1 279 218 61 1 Fonte: SYSBM 4.8.2. Gráfico comparativo entre idade populacional e vítimas de Quedas de mesmo nível. Fonte: SYSBM 28 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 No gráfico é possível observar como as quedas do mesmo nível afetam diretamente as pessoas a partir dos 45 anos de idade. Com o passar dos anos as pessoas tendem a perder o equilíbrio facilmente e as quedas quase sempre causam lesões médias a graves em virtude de um enfraquecimento ósseo. O ápice destes valores se encontra na faixa etária acima de 70 anos. São estas pessoas as que mais sofrem, pois as lesões geralmente são graves e a recuperação é lenta e quase sempre deixa seqüelas. Pequenas mudanças no ambiente das pessoas mais idosas podem auxiliar na prevenção desse tipo de acidente, como a colocação de corrimões em escadas, em banheiros, chuveiros, e a atenção com tapetes e outros objetos que possam propiciar um piso escorregadio ao idoso. Em quedas de plano elevado não se nota uma variação significativa neste tipo de ocorrência conforme a faixa etária. 29 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9. Violência – Ferimento por Arma de Fogo, Arma Branca e Agressão. 4.9.1. Tabela comparativa de vítimas, por sexo e óbitos de 2008/09/10. 2008 2009 2010 FAF* Nº Vítimas Sexo Masculino Sexo Feminino Óbitos FAB Nº Vítimas Sexo Masculino Sexo Feminino Óbitos Agressão Nº Vítimas Sexo Masculino Sexo Feminino Óbitos 195 210 196 14 62 98 101 91 10 6 326 334 276 58 3 206 230 212 18 72 103 100 89 11 11 313 301 249 52 6 254 254 227 27 65 96 96 81 15 14 328 328 271 57 0 Total Ocorrências 619 622 678 Total Vítimas 645 631 678 Fonte: SYSBM * Para o corpo de bombeiros, FAF – ferimento por arma de fogo – é qualquer tipo de disparo, seja intencional (homicídio ou tentativa), por acidente, ou suicídio. Já para FAB – ferimento por arma branca – só é considerado o intencional, sendo outras formas classificadas como Ferimento por Objeto Cortante. O que se destaca na tabela acima é o crescimento no número de ocorrências e vítimas de Ferimento por Arma de Fogo, bem como o número de óbitos em decorrências desse tipo de ocorrência. No quesito violência interpessoal a cidade de Cascavel se destaca negativamente, representando quase 11% das ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, sendo a principal delas a agressão. Nota-se que no quesito agressão o sexo masculino se destaca, para cada pessoa do sexo feminino agredida tem-se quatro do sexo masculino. 30 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9.2. Gráfico comparativo entre idade populacional e das vítimas em FAF. Fonte: SYSBM Em nenhum outro tipo de ocorrência encontra-se uma faixa tão jovem entre as vítimas envolvidas. Essa triste realidade se confirma nas estatísticas do SYSBM, compreendendo mais de 50% das vítimas por Ferimentos por Arma de Fogo (FAFs) na faixa que vai dos 15 aos 24 anos de idade, apesar de só representarem cerca de 18% da população. 31 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9.3. Ranking dos 15 bairros com maior número de FAF (2010). Ordem Total 15º Bairro Cascavel Velho São Cristovão Centro Interlagos Julieta Bueno Morumbi Santa Cruz Gramado Periolo Tarumã Coqueiral Floresta Jardim Itália Alto Alegre Brasília 15 primeiros ----------------- 151 (59%)* 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 17 16 14 14 13 11 11 10 9 7 6 6 6 6 5 Fonte: SYSBM. * Os 15 primeiros bairros em números de FAFs correspondem a 59% do total (254 ocorrências). Neste ranking, as ocorrências de Ferimento por Arma de Fogo (FAF) também surpreendem. Somente os 15 primeiros bairros de Cascavel correspondem a mais da metade das ocorrências. O ranking aponta quais são esses bairros para evidenciar os locais focos de violência que devem tornar-se prioridade para políticas públicas de segurança. Em relação ao ano de 2009 o número de ocorrências de ferimento por arma de fogo aumentou em 23%. 32 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9.4. Gráfico comparativo entre idade populacional e das vítimas em Ferimento por Arma Branca (FAB). Fonte: SYSBM, IPARDES Com relação ao registro de Ferimentos de Arma Branca em Cascavel verifica-se que a faixa mais atingida vai de 25 até 34 anos, representando cerca de 45% dos atendimentos. 33 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9.5. Ranking dos 15 bairros com maior número de FAB (2009). Ordem Total 15º Bairro Centro Brasília Morumbi Santa Cruz Santa Felicidade São Cristovão Neva Gramado Clarito Tarumâ Universitário Santo Onofre Pioneiros Catarinense Cascavel Velho Brasmadeira 15 primeiros ----------------- 58 (64%)* 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 17 4 4 4 3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 Fonte: SYSBM. * Os 15 primeiros bairros em números de FABs correspondem a 64% do total (91 ocorrências). Neste ranking os 15 primeiros bairros com maior número de FABs, assim como no de FAF, também representam mais da metade das ocorrências de FAB. Em relação ao ano de 2009 o número de ocorrências de ferimento por arma branca diminui em 7%, em consequência o número de óbito diminui também. 34 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9.6. Gráfico comparativo entre idade populacional e vítimas em Agressão. Fonte: SYSBM, IPARDES 35 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.9.7. Ranking dos 15 bairros com maior número de Agressão (2010). Ordem Total Bairro 1º Centro 57 2º Alto Alegre 17 3º Santo Onofre 15 4º Santa Cruz 13 5º Brasmadeira 12 6º Morumbi 12 7º São Cristovão 12 8º Santa Felicidade 10 9º Brasília 9 10º Coqueiral 9 11º Tarumã 8 12º Cascavel Velho 7 13º Interlagos 7 14º Julieta Bueno 7 15º Santa Catarina 6 15 primeiros ----------------- 201 (61,2%)* Fonte: SYSBM. * Os 15 primeiros bairros em números de agressões correspondem a 61,2% do total (328 ocorrências). Assim como no ranking de FAF e FAB, o ranking dos 15 primeiros bairros em números de Agressão corresponde a mais da metade do total de ocorrências de agressão, porém, como nota-se nas tabelas anteriores, o número de ocorrências de agressão em Cascavel é bem maior que o de FAF e FAB É importante observar que o índice de 2010 aumentou na ordem de 9%. 36 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.10. Incêndios em Edificação 4.10.1. Tabela comparativa por tipo de edificação 2007/08/09/10. Total de Incêndios Residenciais Comerciais Industriais * Uso Público Outros Térreo Até 3 Pavimentos De 3 a 6 Pavimentos Mais de 6 Pavimentos Não observado 2007 177 2008 212 2009 187 2010 176 Tipo de Edificação 120 107 18 21 33 28 9 11 6 10 Quantidade de Pavimentos 125 24 35 18 10 98 19 27 5 17 153 13 152 14 181 11 142 21 5 1 4 4 4 3 5 2 11 7 3 7 Fonte: SYSBM * São considerados industriais, depósitos e barracões de qualquer tipo de material. Fonte: SYSBM 37 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Fonte: SYSBM Fonte: SYSBM Os incêndios em edificações são a razão da origem dos Corpos de Bombeiros, no entanto hoje eles representam uma parcela pequena dos serviços realizados, em Cascavel respondem por 1% dos chamados. Ë importante destacar a atividade de prevenção nessa área, ao longo dos últimos anos têm crescido de maneira exponencial as políticas adotadas pelo 38 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 Corpo de Bombeiros, através de modernas legislações e a conscientização da comunidade tem contribuído de maneira significativa para que os incêndios diminuam. Principalmente os comerciais e industriais, os quais, quase na sua totalidade eram de grande porte e causavam sérios problemas de ordem social e financeira. Com uma redução no número de incêndios em 8% de 2009 a 2010. Notase também que, por não ser contemplado pela legislação de prevenção – as residências unifamiliares não são vistoriadas – a residência térrea é o principal tipo de edificação em que se registra casos de incêndio. No ano de 2010 foram registrados 06 vítimas por queimadura em incêndios de edificação, não sendo registrado nenhum óbito. 4.11. Incêndios em Meio de Transporte 4.11.1. Tabela comparativa de incêndios em veículos 2008/09/10. Incêndio Veículos 2008 47 2009 38 2010 58 Fonte: SYSBM Em relação aos incêndios em meio de trasporte no ano de 2009 para as ocorrências de 2010 ocorreu um aumento de aproximadamente 52%, porém não sendo possível afirmar que este aumento será constante com o passar dos anos. Em 2010 três pessoas sofreram queimaduras por incêndio em veículo. 39 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.12. Incêndios em Vegetação 4.12.1. Tabela comparativa de incêndios em vegetação 2008/09/10. Total de Incêndios Área Queimada (ha) Capoeira Vegetação rasteira Terreno Baldio Matas/Florestas Reflorestamento Cultura Agrícola Outros Capoeira Vegetação rasteira Terreno Baldio Matas/Florestas Reflorestamento Cultura Agrícola Outros 2008 2009 294 294 656,5483 72,1617 Quantidade por Tipo de Vegetação 18 16 87 83 97 124 23 13 16 6 10 5 43 47 Area Queimada por Tipo de Vegetação (ha) 5,243 3,558 19,602 17,446 6,736 12,097 23,032 2,903 325,474 1,256 263,023 30,500 643,11 4,4017 2010 465 253,8661 28 162 152 32 18 08 52 9,481 87,041 18,820 90,413 26,014 16,200 5,865 Fonte: SYSBM Na tabela acima não há uma grande divergência entre o número de ocorrências de incêndio em vegetação e a área queimada, pois analisando o primeiro e o segundo itens diria-se que o ano 2010 foi o que registrou uma maior quantidade de incêndios e também o ano com maior área devastada, isso porque tivemos meses com muita estiagem Os incêndios florestais não trazem somente um dano ao meio ambiente, mas também acabam por trazer prejuízos à agricultura e ao reflorestamento. Em 2010, ocorreram 32 incêndios em matas e florestas, queimando-se cerca de 253,8661 hectares de mata, que seria quase 1,5% da área total queimada no mesmo ano. Na zona urbana, os incêndios trazem diversos problemas: prejudicam a visibilidade em rodovias e ruas, comprometem as vias áreas das pessoas, 40 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 provocando problemas respiratórios, além de causarem desconforto e mal cheiro. Em Cascavel registramos anualmente um grande número de incêndios em terrenos baldios, fruto da falta de consciência da população, em 2010 representaram 32% do total de incêndios ambientais. 4.13. Acidentes Térmicos – Queimaduras 4.13.1. Tabela comparativa de vítimas e óbitos de 2008/09/10. 2008 17 0 Nº Vítimas Óbitos 2009 9 0 2010 33 0 Fonte: SYSBM 4.14. Afogamentos 4.14.1. Tabela comparativa de vítimas e óbitos de 2008/09/10. 2008 5 1 Nº Vítimas Óbitos 2009 9 3 2010 2 5 Fonte: SYSBM 4.15. Problemas Clínicos 4.15.1. Tabela comparativa de vítimas e óbitos de 2008/09/10. 2008 36 8 Nº Vítimas Óbitos 2009 60 20 2010 82 14 Fonte: SYSBM 4.16. Queda de Objeto 4.16.1. Nº Vítimas Óbitos Tabela comparativa de vítimas e óbitos de 2008/09/10. 2008 42 0 2009 54 2 2010 63 3 Fonte: SYSBM 4.17. Ferimentos por Objeto Cortante 4.17.1. Nº Vítimas Óbitos Tabela comparativa de vítimas, sexo e óbitos de 2008/09/10. 2008 43 0 2009 47 1 Fonte: SYSBM 41 2010 39 0 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.18. Choque Elétrico 4.18.1. Tabela comparativa de vítimas, sexo e óbitos de 2008/09/10. Nº Vítimas Óbitos 2008 2 0 2009 6 0 2010 8 2 Fonte: SYSBM 4.19. Prevenção de Incêndio - Vistorias Técnicas e Análise de Projetos (4º GB) 2009 2010 11.534 11.135 Documentos Emitidos* 2.916 324 2 Análise de Projetos 1.945 155 3 Proj. Arquitetônico 1.382 1.452 Proj. Previncêndio 1.458 1.707 Vistorias Realizadas Certificado de Vistoria Laudo de Vistoria Certificado Reprovação Fonte: B/7 - 4º GB. *Os documentos emitidos pelo setor de prevenção são os seguintes: Certificado de Vistoria, CV, para edificações existentes aprovadas; Laudo de Vistoria, LV, para edificações novas; e Certificado de Reprovação, CR, para edificações reprovadas. 42 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.20. Atividades de Defesa Civil O decreto estadual nº 1343/99 veio a afirmar a condição do Corpo de Bombeiros como executor de atividades de defesa civil e principlamente como coordenador ao estabelecer que as sedes de grupamentos e subgrupamentos abrigariam as coordenações regionais de defesa civil. Porém, somente a partir de 2005, com a criação da seção de defesa civil na estrutura das COREDECs, através da Lei Estadual n° 14.851, 07 de outubro de 2005 é que a atividade ganhou força. No ano de 2010 o setor de defesa desenvolveu os seguintes serviços: Operações de Combate a Dengue. Encontros dos programas “Mata Viva”, “Produtos Perigosos” e “Defesa Civil”; Supervisão e Inspeção em PBC; Fiscalizações de produtos perigosos; Reuniões com COMDEC; Várias Instruções para COMDEC sobre preenchimento de NOPRED, AVADAM e DEMATE; Capacitação e formação de Agentes de Defesa Civil (100 agentes formados); 43 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 4.21. Palestras e Atividades Educativas Atividades 2010 Palestras 32 Público Atendido 1850 Visitas à Postos de Bombeiro 02 Público Atendido 100 Fonte: Sargenteação do 1º SGB/4º GB No ano de 2010 foram proferidas 32 palestras educacionais com temas como Combate a Incêndio e Primeiros Socorros, além de temas como Prevenção de Acidentes no Ambiente Domiciliar, atingindo um público aproximado de 1850 Pessoas. O total de visitas nas instalações do quartel somam um total de 2 eventos onde foram atendidas cerca de 100 Visitantes . 4.22. Cursos e Instruções para Bombeiros O mundo está em constante atualização, tendo também um aumento demográfico. As mudanças de hábito da população e o rápido avanço tecnológico produzem novos desafios para os Corpos de Bombeiros e uma necessidade de constante atualização. Diante dessa necessidade o 1º SGB/ 4º GB tem realizado instruções e cursos, buscando a educação continuada de toda sua equipe. 44 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 No ano de 2010 foram realizadas as seguintes atividades: Com objetivo de capacitar e realizar a atualização profissional do seu efetivo, o 4º GB realiza desde 2008 instruções através do Ensino a Distância, sendo pioneiro no Paraná nesse tipo de atividade educacional. Em 2010 foram realizadas as seguintes instruções via EAD-BOMBEIROS: - Defesa Civil; - Combate e Prevenção a Incêndio; - Atendimento Pré-Hospitalar; - Combate a Incêndios Florestais; - Salvamento em Ambiente Confinado; - Salvamento Aquático. Também com objetivo de realizar a atualização profissional do Bombeiro Militar no cumprimento de suas atividades funcionais, foram realizados cursos presenciais dos seguintes assuntos: - Combate a Incêndio; - Prevenção de Incêndios e Vistorias; - Atendimento Pré-Hospitalar; - Reciclagem dos Guarda-Vidas do 4º GB; O 4º GB também desenvolve projetos junto a comunidade com o objetivo de estreitar o relacionamento e interagir em assuntos de interesse: - Projeto “Bom aluno vira PEIXE” que visa instruir e despertar nos alunos da rede pública de ensino o interesse e a habilidade da natação evitando acidentes aquáticos; - Projeto “O Bombeiro e a Melhor Idade” que visa instruir e despertar nas pessoas com idade acima de 60 anos interesse e boas práticas para melhora na qualidade de vida; 45 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 5. Comentários Finais O relatório anual de atendimentos, ano 2010, apresenta dados reveladores e algumas confirmações de senso comum, porém com o mérito de demonstrar de forma conclusiva aquilo que se estabelecia como verdade, mas sem provas concretas. A idéia do relatório é, primeiramente, tornar pública a atividade do 1º Subgrupamento de Bombeiros do 4º Grupamento de Bombeiros a toda população de Cascavel e fornecer parâmetros para uma cobrança futura no serviço colocado à disposição, garantindo a melhoria continuada dos serviços prestados. No ano de 2010 ocorreu um aumento no número de ocorrências na ordem de 3,3% e também aconteceu um aumento no número de vítima em 9,9%, porém, o número de óbitos diminui em 3,25%. Entretanto este aumento se refere ao período de atendimento do Corpo de Bombeiros, não levando em conta as conseqüências no atendimento hospitalar. É importante citar que temos um saldo positivo quando se trata de ocorrências com motocicletas. Pois em relação a 2009 tivemos uma redução de 25%. Já as ocorrências envolvendo automóveis tiveram uma redução de 13%. Nas ocorrências de acidente de trânsito, houve um aumendo de cerca de 8% no número das ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, o número de vítimas feridas aumentou em 10,3% e o número de óbitos aumentou em cerca de 18,3%. Graças as atividades e campanhas de prevenção nossos índices tem diminuido. A continuação do ciclo completo de atendimento às emergências, com uma análise detalhada das ocorrências, revelando os pontos em que a prevenção e o planejamento podem ser mais eficaz, podem diminuir ainda mais os números 46 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 de ocorrências e consequentemente o número de vítimas e óbitos em nossa cidade. Assim, através deste relatório, pretende-se apenas salvar vidas pois, como rege nosso lema, as Por uma vida todo sacrifício é Dever! Elaborado pelo Bombeiros Militares do 4º GB: Cap. QOBM Amarildo Roberto Ribeiro B-1/ 4° GB Aspirante Oficial BM Xisto Frazatto Auxiliar do 1° SGB/4° GB Aspirante Oficial BM Santos Auxiliar da B-7/4° GB 47 4° GRUPAMENTO DE BOMBEIROS 1° SUBGRUPAMENTO DE BOMBEIROS RELATÓRIO ANUAL DE ATENDIMENTOS – 2010 6. Bibliografia Relatório Anual de Atendimentos do 1º SGBI, feito pelo 1º Ten. QOBM Eduardo José Slomp Aguiar, 2007. Relatório Anual de Atendimentos do 1º SGB, elaborado pelo 1º Ten. QOBM José Adriano Prado Spak, 2009. BRASIL. Constituição Brasília: Senado, 1988. da República Página do Corpo de Bombeiros <http://www.bombeiroscascavel.com.br> Página da Prefeitura Municipal <http://www.cascavel.pr.gov.br> de de Federativa Cascavel. Cascavel. do Disponível em: Disponível em: Site do PARANACIDADE, disponível em <http://www.paranacidade.org.br> Site do IPARDES, disponível em <http://www.ipardes.gov.br> 48 Brasil.