EN DIRECTOR Pe. José Mario O. Mandía | ANO 67 | Nº 27 | 14 de NOVEMBRO de 2014 | SEXTA-FEIRA PT EN CH EDIÇÃO TRILINGUE | TRILINGUAL EDITION | SEMANÁRIO CATÓLICO DE MACAU | PREÇO 12.00 Mop www.oclarim.com.mo SUPLEMENTO PÁGs. I Portugal reabre consulado em Cantão A VIII CHEFE DO EXECUTIVO FAZ BALANÇO DO ÚLTIMO ANO DE MANDATO Caminho para a Luz? LOCAL PÁG. 5 Alexis Tam e Raimundo do Rosário em destaque LOCAL PÁG. 5 Os Livros Apócrifos ECLESIAL PÁG. 11 DESTAQUE PÁG. 2 14 de Novembro de 2014 | SEXTA-FEIRA | O CLARIM AUDI MOTORSPORT EDOARDO MORTARA QUER VENCER PELA SÉTIMA VEZ EM SEIS ANOS «A competição é mais forte este ano» O italiano Edoardo Mortara apresenta-se no Grande Prémio de Macau com a pretensão de conquistar a sétima vitória consecutiva num dos traçados que lhe deu a possibilidade de se manter no desporto automóvel como profissional. Em entrevista a’O CLARIM o piloto da Audi Motorsport deixa elogios ao Circuito da Guia, mas é cauteloso sobre o desfecho na Taça GT, ao prever a forte concorrência dos “velhos conhecidos” Marco Wittmann, Augusto Farfus, JeanKarl Vernay, Laurens Vanthoor, Maro Engel e Ranger van der Zande. O CLARIM – Vem a Macau para tentar vencer pela sétima vez em seis anos consecutivos. Como se sente ao ser apelidado de “Senhor Macau”? EDOARDO MORTARA – Para ser honesto, não me nutre nenhum sentimento em especial. Estou apenas feliz por ter a oportunidade de voltar todos os anos porque gosto deste lugar. CL – Espera vencer e quebrar outro recorde de vitórias? E.M. – Claro que gostaria de vencer, mas não espero nada em especial. Vencer requer muitas coisas. O fim-de-semana deve ser perfeito, não apenas do meu lado, mas também da parte técnica. Já é fantástico ter conseguido vencer seis vezes consecutivas. Além disso, a competição vai sei mais forte este ano. CL – O que lhe atrai assim tanto no Circuito da Guia? E.M. – A pista é fantástica. Há muitas curvas rápidas para uma traçado citadino. É muito pouco usual e o ambiente é óptimo. CL – Está feliz por fazer parte da família Audi Motorsport? E.M. – Certamente que estou. CL – Terminou a temporada em 5º lugar no DTM, o seu melhor resultado até ao momento na categoria. Na Taça GT Macau terá a concorrência de Marco Wittmann, actual campeão do DTM, e de Augusto Farfus, ambos num BMW. Adivinha-se uma corrida difícil... E.M. – Sim, será. E vou encará-los numa pista amigável para nós, com um carro que provou ser competitivo este ano. Por isso, estou muito feliz em poder correr contra eles em Macau. Para mim será uma oportunidade de obter uma espécie de vingança [do DTM]. É preciso não esquecer outros pilotos: Jean-Karl Vernay, Laurens Vanthoor, Maro Engel, [Ranger] van der Zande. São muitos. CL – Num “post” publicado na sua conta do Facebook, imediatamente após a última corrida do DTM deste ano, mencionou que Macau é a sua segunda casa. Porquê? E.M. – Por causa dos resultados que obtive e porque sem todas estas boas prestações em Macau a minha carreira não teria sido a mesma. CL – Como descreve a sua progressão no DTM desde a primeira temporada em 2011? E.M. – É difícil falar sobre a minha progressão. O campeonato do DTM é muito estranho. Às vezes tem-se a impressão que se faz um trabalho muito bom, mas os resultados não aparecem. Outras vezes é o contrário. Nunca se sabe se estamos ou não a ser competitivos. A única coisa que posso dizer é que sinto que progredi desde 2011, e isto é o mais importante. CL – Quais os maiores feitos que conquistou no desporto motorizado? E.M. – Foram as seis vitórias em Macau, na F3, na Taça Audi R8 LMS e na Taça GT; o título na F3 Euro Series, em 2010; e a vitória nas 24 Horas de Daytona [em 2013, na classe GT, fazendo equipa com Filipe Albuquerque, Olivier Jarvis e Dion von Moltke]. Todos estes resultados foram muito importantes para a minha carreira, porque permitiram que atingisse um patamar superior. Sem estes resultados nunca teria a possibilidade de ser um piloto profissional. CL – E as piores experiências? E.M. – Vão para a temporada de 2009 no GP2; a temporada de 2013 no DTM; e a última corrida de 2014 no DTM. CL – A Fórmula 1 ainda está nos seus planos? E.M. – Não, não está mais. Estou feliz onde estou e espero continuar por muito tempo no desporto motorizado, com a esperança de continuar na família Audi. CURRÍCULO Edoardo Mortara, natural da Suíça, mas actualmente a correr com bandeira italiana, competiu nos karts entre 1999 e 2005. No ano seguinte terminou em 4º lugar na Fórmula Renault Italiana. Em 2007 classificou-se em 8º na Fórmula 3 Euro Series e, ao estrear-se no Grande Prémio de Macau, obteve a 10ª posição na Fórmula 3. As boas exibições continuaram na época seguinte, ao terminar em 2º na Fórmula 3 Euro Series e em 2º na corrida de Fórmula 3 do Grande Prémio de Macau. A consagração no Circuito da Guia surgiu em 2009, ao volante de um Fórmula 3, apesar do 14º lugar na GP2 Series e do 11º na Asia GP2 Series. A época de 2010 foi corada de sucessos, após conquistar o título no campeonato da Formula 3 Euro Series e a 1ª posição no Grande Prémio de Macau em Fórmula 3. EM 2011 juntou-se à Audi e começou a competir no DTM, terminando em 9º na classificação geral. Em 2012 registou progressos assinaláveis no DTM, ao classificar-se em 5º, em contraste com o 21º posto do ano passado. Contudo, em 2013 também venceu as míticas 24 Horas de Daytona (classe GT) e alcançou vitórias no duplo fim-de-semana do Grande Prémio de Macau, na Taça Audi R8 LMS e na Taça GT Macau. Pelos seus feitos alcançados no Circuito da Guia é frequentemente apelidado de “Senhor Macau” ou “Rei de Macau”. O CLARIM Semanário Católico de Macau SEXTA-FEIRA | 14 de Novembro de 2014 II CAMPEONATO DO MUNDO DE CARROS DE TURISMO Monteiro defende quarto lugar da geral O português Tiago Monteiro pode garantir o melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC, na sigla inglesa), caso mantenha a 4ª posição da geral que ostenta à entrada para derradeira etapa da temporada, a ser disputada no Circuito da Guia. Quando ainda pode conquistar 55 pontos no máximo – cinco pelo melhor tempo na qualificação e 25 pela vitória em cada uma das duas corridas – o piloto oficial da Honda, com 174 pontos, vai ter que se defender de quatro adversários que ainda têm hipóteses matemáticas de ascenderem ao 4º lugar do mundial. Ou seja, Norbert Michelisz (169), Gabriele Tarquini (167), Tom Coronel (148) e Tom Chilton (144). O argentino José Maria López (422), a grande revelação do campeonato, vai confirmar o título em Macau. A última etapa do calendário será também palco de decisão dos 2º e 3º classificados, entre os franceses Yvan Muller (305) e Sébastien Loeb (275), colegas de equipa de López na Citroën. Na ronda inaugural, disputada em Marrocos no segundo fim-de-semana de Abril, o argentino mostrou todo o seu potencial ao vencer a primeira prova e ao ficar em 2º lugar na segunda corrida (venceu Loeb), enquanto Monteiro não foi além das 5ª e 10ª posições. Yvan Muller, detentor do ceptro mundial, apareceu em força no fim-de-semana seguinte, ao terminar em 1º e 2º na etapa francesa, com José Maria López a levar a melhor na segunda corrida. Tiago Monteiro também esteve em plano de evidência, ao cruzar a linha de chegada em 8º e 3º na jornada dupla realizada no circuito de Paul Ricard. Partindo da 10ª posição na primeira corrida, o piloto da Honda tentou ganhar posições aos seus adversários, embora tivesse consciência que não podia arriscar demasiado já que as hipóteses de conseguir um bom resultado estavam depositadas na segunda prova – largava em 3º – de forma que terminou a primeira corrida em 8º. Na segunda prova fez um arranque notável até à liderança e após ganhar uma margem confortável para os seus adversários viu a intenção de vencer ficar mais distante com a entrada do “safety-car” em pista, o que originou a junção do grupo perseguidor e colocou os Citroën na traseira do seu carro. A partir daí a hipótese de fazer frente aos principais rivais tornou-se numa tarefa difícil de concretizar face à maior velocidade das máquinas de José Maria López e de Yvan Muller, acabando Monteiro por terminar em 3º. As boas exibições do português continuaram na Hungria, ao cruzar a linha de chegada em 3º e 2º no traçado de Hungaroring. O piloto da Honda subia assim ao 4º posto da geral (65 pontos), atrás de Sébastien Loeb (84), Yvan Muller (105) e José María López (115). LOPÉZ EM FORÇA Na Eslováquia aconteceu algo pouco usual no WTCC, ao ser anulada a segunda corrida por causa do temporal que se abateu na pista. Na primeira prova tinha ganho o francês Sébastien Loeb, nove vezes campeão do mundial de ralis com a Citroën. A jornada da Áustria consagrou Yvan Müller e José Maria Lopéz como vencedores das duas corridas disputadas no circuito de Salzburgring, o que permitiu reforçar a liderança da marca gaulesa nos construtores. A grande surpresa na Rússia foi a vitória na segunda corrida do chinês Ma Qing Hua, enquanto José Maria Lopéz mantinha a liderança do campeonato ao vencer a primeira prova. O registo de Tiago Monteiro quedou-se pelo 7º lugar, seguido de abandono, resultados que mantinham o português em 4º no mundial. José Maria Lopéz continuou o seu passeio triunfal no circuito belga de Spa-Francorchamps ao classificar-se em 2º e 1º na jornada dupla, enquanto Tiago Monteiro não foi além do 6º e do 4º postos. A correr em casa o argentino fez o pleno no Autódromo Termas de Río Hondo, ao vencer ambas as corridas. O francês Yvan Müller ficou em 3º nas duas provas, imediatamente atrás do húngaro Norbert Michelisz (Honda), na primeira corrida, e do britânico Robert Huff (Lada), na segunda. Tiago Monteiro também assinou uma boa prestação ao conseguir dois 5os lugares. ÁSIA Chegados ao continente asiático, os britânicos Tom Chilton e Robert Huff venceram a primeira e segunda corridas no Circuito de Goldenport Park (Pequim), enquanto Tiago Monteiro, apesar de não ter pontuado, manteve o 4º lugar com 146 pontos. A caravana do WTCC deslocou-se depois para Xangai, com o argentino José Maria Lopéz a vencer a primeira corrida, tendo o marroquino Mehdi Bennani levado a melhor na segunda prova, enquanto Tiago Monteiro se quedava nas 7ª e 2ª posições. O argentino viria a sagrar-se virtual campeão do WTCC, após vencer e ficar em 6º na jornada dupla realizada em Suzuka (Japão). A sorte foi madrasta para o piloto português, que não foi além de um duplo 9º. Além de José Maria Lopéz, o Circuito da Guia vai também consagrar os outros campeões mundiais: A Citroën nos construtores, o alemão Franz Engstler no Troféu Yokohama de Pilotos e a ROAL Motorsport no Troféu Yokohama de Equipas. O CLARIM Semanário Católico de Macau SEXTA-FEIRA | 14 de Novembro de 2014 III FÓRMULA 3 Verstappen e Ocon contra todos O holandês Max Verstappen e o francês Esteban Ocon são os principais favoritos a vencer o Grande Prémio de Macau em Fórmula 3. Max Verstappen, filho do antigo piloto de Fórmula 1, Jos Verstappen, ficou em 3º lugar na presente temporada do Campeonato Europeu de Fórmula 3 e conduziu um Toro Rosso nos treinos livres de sexta-feira durante os Grandes Prémios de Fórmula 1 do Japão e dos Estados Unidos. O holandês da equipa Van Amersfoort Racing vai estar sobre grande pressão em obter um bom resultado no Circuito da Guia, porque já foi confirmado como piloto oficial da Toro Rosso, substituindo no próximo ano o francês Jean-Éric Vergne, que ainda poderá permanecer na formação italiana, após ser confirmada a saída de Sebastian Vettel no final da temporada, da Red Bull para a Ferrari. O principal obstáculo de Verstappen será o desconhecimento que tem do circuito de Macau, visto tratar-se de um estreante. Os treinos livres vão servir para se adaptar ao traçado citadino, devendo depois mostrar todo o potencial na pro- va classificativa de sábado e na corrida decisiva de Domingo. O grande rival será o francês Esteban Ocon (SJM Theodore Racing by Prema), que venceu o Campeonato Europeu de Fórmula 3 e disputou três corrida na Fórmula Renault 3.5. O piloto, que está integrado no programa de jovens pilo- 48º GRANDE PRÉMIO DE MOTOS Rutter quer a desforra O britânico Michael Rutter (Yamaha), vencedor por oito vezes da corrida de motos, vai tentar contrariar o favoritismo do compatriota Ian Hutchinson (Kawasaki), o campeão do ano passado que tinha voltado à competição após 18 meses de ausência devido a lesão. Rutter, prestes a cumprir a vigésima participação no Circuito da Guia, não pôde na edição do ano passado desferir o ataque final à liderança devido ao acidente de Dean Harrison, que desencadeou a amostragem da bandeira vermelha a duas voltas do fim da corrida, facto que o impossibilitou de repetir a presença no degrau mais alto do pódio, ao invés do que tinha acontecido em 2012. Outro forte candidato à vitória final é John McGuinness (Honda) que, tal como os compatriotas Rutter e Hutchinson, tem competido em prestigiadas corridas de estrada, com destaque para a Ilha de Man. McGuiness vai apresentar-se em Macau com intenção de conquistar a sua segunda vitória, depois de ter alcançado a glória em 2001, bem como a obtenção de cincos segundos lugares em dezasseis participações no Circuito da Guia. Os olhares deverão estar igualmente centrados no vencedor da edição de 2010, o britânico Stuart Easton (Kawasaki), que tem como cartão de visita as três vitórias no Grande Prémio de Macau (2008, 2009 e 2010) e o título britânico de Supersport (2013). Também Gary Johnson, outro representante de terras de Sua Majestade, vai querer fazer melhor do que o 3º lugar do ano passado. As surpresas podem surgir do norte-americano Jeremy Toye (Kawasaki), 3º em 2010, do britânico Martin Jessopp (BMW), 2º em 2011, e do austríaco Horst Saiger (Kawasaki), 5º em 2012. O contingente português limita-se à participação de André Pires (Yamaha), que repete a presença após o 13º posto em 2013, e de Nuno Caetano (Kawasaki), que tem como melhor resultado o 24º lugar alcançado em três edições. Outro foco de interesse é acompanhar as prestações do canadiano Dan Kruger (Kawasaki), do britânico Peter Hickman (BMW) e do irlandês Michael Sweeney (Kawasaki), todos estreantes em Macau. tos da Lotus F1, deu boas indicações no recente teste efectuado na pista de Fiorano (Itália) pela Ferrari, uma semana após ter conduzido pela primeira vez um bólide de Fórmula 1, no circuito de Valência (Espanha) com um Lotus de 2012. O espanhol Roberto Merhi será outro adversário a ter em conta, depois de ter ficado em 3º na Fórmula Renault 3.5 e de fazer o treino livre de sexta-feira do Grande Prémio de Itália de Fórmula 1 pela Catherham. À espreita de algum deslize de Vestarppen, Ocon e Merhi, bem como de um lugar no pódio, vão estar o italiano Antonio Fuoco e o canadiano Nicholas Latifi (ambos da Theodore), o norte-americano Gustavo Menezes (Van Amersfoort Racing), o britânico Tom Blomqvist (Jagonya Ayam with Carlin), o sueco Felix Rosenqvist (Kashbet.com by Mucke Motorsport) e o monegasco Stefano Coletti (EuroInternational). Outro ponto de interesse é saber se a SJM Theodore Racing by Prema irá revalidar o título conquistado na edição do ano passado pelo britânico Alex Lynn. O CLARIM Semanário Católico de Macau SEXTA-FEIRA | 14 de Novembro de 2014 IV JOÃO MANUEL COSTA ANTUNES, COORDENADOR DA COMISSÃO DO GRANDE PRÉMIO DE MACAU «Tentamos seleccionar os melhores» O Grande Prémio de Macau entra numa nova era com a introdução no programa de corridas exclusivamente com registo internacional, ficando por isso de fora as provas de apoio para os pilotos locais. A’O CLARIM, João Manuel Costa Antunes, coordenador do evento há vinte e cinco anos, falou sobre a evolução da estrutura organizativa, a selecção dos melhores profissionais e o futuro do evento que tem projectado o território no mundo. E de uma coisa disse estar certo: «O Circuito da Guia é seguro». O CLARIM – Lidera a coordenação do Grande Prémio desde 1988, apenas com uma interrupção em 1999 por estar destacado para o Gabinete de Coordenação da Cerimónia de Transferência [de Macau]. Esperava que o evento de desporto motorizado tivesse assim tanto sucesso após todos estes anos? COSTA ANTUNES – Desde o início houve sempre um forte apoio tanto do Governo, como de Macau, em relação a este projecto, do qual me foi dada a possibilidade de desenvolvê-lo. Em 1988 o Grande Prémio de Macau já era reconhecido mundialmente. Por isso não se pode dizer que começámos do zero, porque já tinha no seu programa corridas de grande gabarito, tais como o Grande Prémio de Fórmula 3, a corrida de motos e a célebre Corrida da Guia que ao longo dos anos teve vários figurinos. CL – De que forma evoluiu a estrutura organizativa? C.A. – Quando iniciei funções a parte técnica era praticamente toda importada. Existia um número muito restrito de pessoas de Macau que trabalhava na organização, até porque havia toda uma coordenação externa, mais concretamente de Hong Kong. Foi então possível começar a formar um corpo local inicialmente treinado através do Automóvel Clube de Portugal e, mais tarde, conjuntamente com os técnicos da FIA. Ao dar-se a constituição do Automóvel Clube de Macau foi possível criar a estrutura agora existente, praticamente toda local, excepto os técnicos internacionais que vêm exercer as funções de “steward” ou de “race director”. CL – Que novidades para a edição de 2014? C.A. – É o primeiro ano em que todas as corridas do programa têm registo internacional, por isso não temos as chamadas corridas de apoio ou corridas locais. Significa isto que todos os pilotos ANA MARQUES têm de ter uma licença desportiva internacional e também foram dadas condições aos pilotos locais para atingirem esta plataforma. Tem havido uma grande preocupação em apoiar os pilotos locais para se conseguir um nível cada vez mais internacional [da competição]. CL – Será que o facto de ter liderado a Direcção dos Serviços de Turismo durante vinte e três anos também ajudou a projectar o Grande Prémio além-fronteiras? C.A. – É evidente que sim. Desde 1988 até 2001 o Grande Prémio era organizado dentro do Turismo, numa estrutura de projectos especiais. Pensou-se que era vantajoso criar uma comissão organizadora que por si só não estivesse dentro da estrutura organizativa dos Serviços de Turismo, e continuei a acumular funções. Mas na realidade o Turismo, a par da Polícia de Segurança Pública, da Saúde, das Obras Públicas, etc., tem assento na Comissão Organizadora do Grande Prémio e nas subcomissões dessa comissão, além de também ser responsável por uma matéria muito importante, ao ter a liderança da parte promocional do Grande Prémio. Daí haver anúncios publicitários durante o Grande Prémio nos vários canais de televisão e de haver acções promocionais na feiras de turismo, etc. CL – É dos poucos eventos que real- mente promove Macau no mundo... C.A. – Penso que actualmente – e preso pessoalmente por ter participado na sua génese – o Festival Internacional de Música, agora dirigido pelo Instituto Cultural de Macau, já tem um impacto muito grande e um reconhecimento, senão mundial, pelo menos internacional e regional. O próprio Concurso Internacional de Fogo de Artifício é impar no mundo. Também foi criado pelo Turismo. Temos o Open de Golfe de Macau, as Regatas Internacionais de Barcos-Dragão e o Grande Prémio Internacional de Karting... CL – Que evolução denota existir em Macau com toda esta série de eventos? C.A. – Diria que se há algo que regista um bom desenvolvimento ao longo dos anos em Macau é que a organização de eventos a nível internacional ajuda não só a desenvolver todo um espírito na cidade que envolve a sua comunidade, mas também o reconhecimento internacional. O impacto do Grande Prémio de Macau a nível mundial é muito grande. Para esta edição temos já inscritos cerca de mil profissionais da Imprensa e quarenta canais de televisão. CL – O caso Mike Trimby – deixou de estar ligado à organização do Grande Prémio de Motos após 2011 – já está esquecido? C.A. – Todos os anos tentamos seleccionar o melhor programa para o Grande Prémio, da mesma forma que tentamos seleccionar os melhores assessores e consultores. CL – O Circuito da Guia é seguro? C.A. – O Circuito da Guia é seguro, com certeza. Se não fosse seguro não estava licenciado pela FIA, nem pela Federação Internacional de Motociclismo... CL – Trata-se de uma pista citadina, sem escapatórias nem protecções que atenuem a queda de um motociclista. Neste circuito já morreram pilotos de carros e de motos... C.A. – Com certeza que é seguro! Em todos os circuitos de deporto motorizado tem havido acidentes, alguns deles mortais. Um dos principais objectivos que pauta a organização é a segurança dos pilotos. CL – Que futuro para o Grande Prémio? C.A. – Prevejo um futuro brilhante na medida em que foi recentemente reafirmado pelo Governo de Macau o interesse em continuar a desenvolver o projecto. Portanto, temos o apoio não só do nosso presidente [da Comissão do Grande Prémio, o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura], como também do nosso Chefe do Executivo [Fernando Chui Sai On]. O CLARIM Macau Catholic Weekly FRIDAY | 14TH November 2014 V JOÃO MANUEL COSTA ANTUNES, COORDINATOR OF MACAU GRAND PRIX COMMITTEE “We try to select the best” The Macau Grand Prix is now at dawn of a new era with the introduction of races exclusively integrated into international competitions and for that there are no more support races for local pilots. Engineer João Manuel Costa Antunes, event coordinator for 25 years, talks with O CLARIM about the evolution of the organizational structure, the selection of the best professionals and the future of the event that has projected the Territory worldwide. He is also sure about something: “The Guia Circuit is safe.” You have led the coordination of the Macau Grand Prix since 1988, with only one interruption in 1999 to join the Macau Handover Ceremony Coordination Office. Did you expect that this motorsport event would have such success after all these years? From the beginning there has always been a strong support of both the Government and Macau for the project that I was given the opportunity to develop. In 1988 the GP was already recognized worldwide. So we cannot say that we started from scratch, because there were already prestigious races, such as Formula 3 GP, the motorcycle race and the famous Guia Race with different competition formats throughout the years. How was the evolution of the organizational structure? When I started this project most of the experts were from overseas. There was a very limited number of people from Macau who worked in the organization, because there was an external coordination, namely from Hong Kong. It was then possible to begin to form a local body, initially trained by the Automobile Club of Portugal and later together with the officials of the FIA. After the foundation of the Automobile Club of Macau it was possible to create the existing structure with local people, except for the international officials who come to take their roles as steward or race director. What’s news for this edition? This is the first time that all races are integrated in an international program basis, so we don’t have the so-called support races or the races for local racers. This means each of the competitors must have an international driver’s license and we also gave to local racers the opportunity to reach this platform. There has been a great concern to support them to achieve an increasingly ANA MARQUES international level (of the competition). You led the Macau Government Tourist Office (MGTO) for 23 years. Did this fact contribute to promote the GP overseas? Yes, of course. From 1988 until 2001 the GP was organized within the MGTO in a body for special projects. Afterwards came the idea that it would be more expedient to create create a committee that is separated from MGTO which I could be able to accumulate functions. Though in reality MGTO, along with the Public Security Police, the Health Bureau Services, the Public Works Bureau and others, takes part in the Macau Grand Prix Committee and the related subcommittees, it is also responsible for a very important matter, which is to take the leadership of the advertising strategy for the GP. That’s why we may see [the advertisements] during the GP in several TV channels. Besides, MGTO also promotes the event in several tourism roadshows and more. It is one of the fewest events that actually projects Macau worldwide… I think – and I proudly saying that I have taken part of its genesis – the International Music Festival, now run by the Macau Cultural Affairs Bureau, already has a very big impact and a great recognition, if not worldwide, at least in an international and a regional level. The Macau International Fireworks is a unique one in the world. It was also created by MGTO. We also have in the Territory the Macau (Golf) Open, the International Dragon Boat Races, the International Kart Grand Prix… Do you realize any progress for Macau due to this whole series of events? If I would name any strong development throughout these years in Macau, one would be the organization of the international events that helps not only to develop the whole spirit in the city that also embraces the community, but also the international recognition. The impact of the GP is huge worldwide. For this edition he have the accreditation of around 1,000 staff press and 40 TV stations. Is Mike Trimby’s case already forgotten? He was no longer linked to the organization of the Motorcycle GP after 2011… We try every year to select the best program for the GP in the same way we try to select the best advisors and consultants. Is it safe to race at Guia Circuit? For sure the Guia Circuit is safe. Otherwise it would not be licensed by the FIA, or by the International Motorcycling Federation… It’s a narrow street circuit without protection that had resulted in the incident of a rider falling off. On this track both car and motorcycle racers have already died. Of course it is safe! In all circuits around the world there have been accidents, some of them end up in fatalities. One of the main concerns of the Grand Prix Committee is to ensure the racers’ safety. What’s the future for the Macau Grand Prix? I forecast a bright future because the Macau Government has recently reaffirmed its interest in continuing to develop this project. Therefore, the support came from our president (of the Grand Prix Committee, the Secretary for Social and Cultural Affairs), as well as from Macau’s Chief Executive (Mr. Fernando Chui Sai On). O CLARIM Macau Catholic Weekly FRIDAY | 14TH November 2014 FORMULA 3 MACAU GRAND PRIX FIA WTCC – GUIA RACE Nº DRIVER NAT. TEAM Nº DRIVER NAT. TEAM 01 Esteban OCON FRA SJMTheodore Racing by Prema 01 Yvan MULLER FRA Citroen Total WTCC 02 Antonio FUOCO ITA SJMTheodore Racing by Prema 02 Garbriele TARQUINI ITA Castrol Honda WTC Team 03 Nicholas LATIFI CAN SJMTheodore Racing by Prema 04 Tom CORONEL NLD ROAL Motorsport 05 Max VERSTAPPEN NLD Van Amersfoort Racing 05 Norbert MICHELISZ HUN Zengo Motorsport 06 Gustavo MENEZES USA Van Amersfoort Racing 09 Sébastien LOEB FRA Citroen Total WTCC 07 Kenta YAMASHITA JPN Tom’s 10 Gianni MORBIDELLI ITA ALL-INKL.COM Munnich Motorsport 14 Tom BLOMQVIST GBR Jagonya Ayam with Carlin 12 Robert HUFF GBR LADA Sport Lukoil 15 Antonio GIOVINAZZI ITA Jagonya Ayam with Carlin 18 Tiago MONTEIRO POR Castrol Honda WTC Team 20 Felix ROSENQVIST SWE JZR/ Mucke Motorsport 26 Filipe C. DE SOUZA MAC Liqui Moly Team Engstler 25 CHANG Wing Chung MAC Team West-Tec F3 33 Ma Qing Hua CHN Citroen Total WTCC 28 Roberto MERHI SPA W66.com Double R Racing 37 José Maria LÓPEZ ARG Citroen Total WTCC 29 Stefano COLETTI MCO EuroInternational 44 MAK Ka Lok MAC RPM Racing Team MACAU ROAD SPORT CHALLENGE MACAU GT CUP Nº DRIVER NAT. TEAM 01 WONG Wan Long MAC TIR Racing Team 02 WONG Tak Fai MAC World Racing Team 03 YAM Chi Yuen HKG YAM Chi Yuen 05 Tatsuya TANIGAWA JPN Vang Iec Racing Team 6 LEONG Iam Veng MAC Macau David Racing Team 07 LEI Kit Meng MAC RPM Racing Team Macau 18 Mitsuhiro KINOSHITA JPN Mitsuhiro KINOSHITA 69 MIAU, Scott Matthew TPE PTRS Racing Team Nº DRIVER NAT. TEAM 01 Edoardo MORTARA ITA Audi Race Experience 02 Laurens VANTHOOR BEL Audi Race Experience 04 Jean-Karl VERNAY FRA Absolute Bentley Racing 5 Maro ENGEL GER Mercedes-AMG Driving Academy 6 Renger VAN DER ZANDE NED Mercedes-AMG Driving Academy 10 André COUTO MAC Direction Racing 20 Rodolfo ÁVILA MAC ART Motorsports 23 Danny WATTS GBR United Autosports 38 Rui ÁGUAS POR Spirit of Race SA 55 Darryl O’YOUNG HKG Craft-Bamboo AMR 63 Renger VAN DER ZANDE NED Mercedes-AMG Driving Academy 72 Earl BAMBER NZL LKM Racing – Porsche 88 Keita SAWA JPN FUN88 Racing Nº DRIVER NAT. TEAM 91 Augusto FARFUS BRA Team AAI 01 LUI Man Kit MAC RPM Racing Team 92 Marco WITTMANN GER Team AAI 02 Rui VALENTE MAC 24-32 Racing Team 93 Carlo VAN DAM NED Team AAI 03 YAN Cheuk Wai, Andy HKG 亞遊集團車隊 04 CHOU Keng Kuan MAC Fu Lei Loi Racing Team 06 Hélder BRITO DA ROSA MAC Hélder LAM Brito DA ROSA 11 Célio ALVES DIAS MAC Fu Lei Loi Racing Team 13 MA Hon Wah, Kenneth HKG FRD Ford HK Racing Team 20 Álvaro MOURATO MAC Cheong Kun Racing Team 29 Charoensukhawatana NATTAVUDE THA Team Endless 45 ZHANG Han Biao CHN 亞遊集團車隊 48TH MACAU MOTORCYCLE GRAND PRIX MACAU TOURING CAR CUP Nº NOME NAC. MARCA 01 Ian HUTCHINSON GBR Paul Bird Motorsport Ltd. 02 Michael RUTTER GBR Milwaukee Yamaha 03 Horst SAIGER AUT Saiger-Racing.com 04 John MCGUINNESS GBR RAF Reserves 05 Stuart EASTON GBR Paul Bird Motorsport Ltd. 06 Michael DUNLOP GBR BMW UK-Hawk Racing Machine 07 Gary JOHNSON GBR Quattro Plant Motorsport Nº NOME NAC. 09 James MCBRIDE GBR JV Racing 01 David ZHU CHN 10 Mark MILLER USA Splitlath Motorsports 03 TSE Wing Kin, Kevin MAC 14 André PIRES POR CF Racing Team 32 08 Denise YEUNG HKG 18 Nuno CAETANO POR FMP Team Portugal 09 TSOU Ting Fu TPE 22 Stephen THOMPSON GBR Penz13.com BMW Motorrad 16 Hélder ASSUNÇÃO MAC 40 Martin JESSOPP GBR Riders Motorcycles BMW 66 POON Tak Chun, Paul HKG 57 Jeremy TOYE USA AREA 57 Kawasaki Penz13.com 88 Joseph Rosa MERSZEI MAC CHINESE RACING CUP VI O CLARIM Semanário Católico de Macau SEXTA-FEIRA | 14 de Novembro de 2014 VII ANDRÉ COUTO – V Taça GT e Troféu Audi Ásia MANUEL DOS SANTOS Este fim-de-semana, no Grande Prémio de Macau, André Couto irá enfrentar um novo desafio. Tripular um carro desconhecido. De novo, irá dar um salto no escuro, usando os treinos livres para ver como se “porta” o carro, o que se poderá fazer para o afinar para um circuito extremamente exigente e difícil. É preciso coragem! Ainda consegue ser uma aventura mais interessante do que quando se estreou ao volante de um Fórmula 3, neste mesmo circuito, nos idos de 1995 do milénio passado. Mas por que André vai ter todo este trabalho? A Audi, a fábrica do carro com que tem corrido ultimamente, pertença da Brother Racing Team, precisava de vários “updates” para poder voltar a ser competitivo em Macau. Por razões não explicadas, a fábrica não estava em posição de fornecer as peças necessárias. Quando a equipa Direction Racing lhe propôs a vinda ao Circuito da Guia, com um Ferrari 458 GT3, André aceitou, apesar do risco. Segundo ele, está habituado a competir ao mais alto nível e situações deste tipo não são raras. Dando uma vista de olhos à lista de inscritos para a Taça GT, chegamos à conclusão de que não terá uma corrida, nem simples, nem fácil. Pela primeira vez, irá correr numa prova, em Macau, em que Rodolfo Ávila também se encontra inscrito. Edoardo Mortara está de volta, com um Audi R8 LMS Ultra, da Audi Race Experience, para tentar uma incrível sétima vitória no Circuito da Guia, sendo secundado pelo belga Laurens Vanthoor, um óptimo piloto que conhece Macau de dentro de um Fórmula 3. A Audi conta ainda com mais cinco carros, três dos quais, R8 LMS Ultra – destaque para Adderly Fong, de Hong Kong, um piloto que poderá lutar por um lugar no pódio – um Audi R8 Cup e um R8 LMS, que devem apenas “ajudar à festa”. A Mercedes Benz foi eliminada no ano passado por dois problemas mecânicos que deixaram os carros de Estugarda fora da corrida a duas voltas do fim. Os mesmos pilotos, o alemão Maro Engel e o sul-africano Van der Zande, voltam com carros idênticos aos do ano passado, com especificações de 2014. Vão tentar quebrar a série de vitórias consecutivas de Mortara e da Audi. O japonês Takeshi Tsuchyia completa a esquadra da Mercedes. Em BMW Z4 GT3 participam dois nossos velhos conhecidos, o brasileiro Augusto Farfus e o alemão Marco Wittmann. O piloto francês Jean-Karl Vernay vem a Macau com um fantástico Bentley Continental GT3. Pensamos que não DIRECTION RACING será o carro ideal para o Circuito da Guia, sendo demasiado pesado. É um modelo mais adequado a provas de “endurance” do que a provas de velocidade, ainda para mais quando se trata de um circuito citadino com as características do da Guia. Um carro muito veloz que não tão rápido poderá deparar-se com problemas de travões, especialmente no final da zona rápida do circuito, tanto na curva do Hotel Lapa (ex-Mandarim), como na famosa Curva do Lisboa. O japonês Keita Sawa regressa de novo com um Lamborghini Gallardo GT3. Sendo um “habitué” do Circuito da Guia, onde já venceu duas vezes, Sawa é conhecido como um homem que não gosta de perder e poderá impor-se a muitos dos outros pilotos mais qualificados. Há um Nissan GTR-Nismo GT3, tripulado por outro bom piloto, o japonês Katsuma Chyo que conhece bem o carro, talvez não tanto o circuito, mas que mesmo assim poderá impor a sua potência. A Ferrari junta em Macau uma mini-armada de cinco Ferraris 458 GT3. André Couto vem este ano, como já dissemos, com um destes carros, dos quais desconhecemos as possibilidades reais. O português Rui Águas, o singaporeano Mok Weng Sun, o chinês Liu Xu e o tailandês Pasin Lathouras são os outros pilotos que aposta- ram na icónica marca italiana. Nada menos que sete Porsches estão inscitos para a edição deste ano da Taça GT. Destaque absoluto para o neozelandês Earl Bamber, que no ano passado se graduou pela academia Porsche, vencendo o Troféu Porsche em Macau, e que vem com um competitivo GT3R, e com vontade de ser o melhor. Audi, Mercedes, BMW e Porsche, estamos perante um verdadeiro duelo germânico. O piloto de Hong Kong, Siu Yuk Lung, também vai tripular um GT3R, mas não temos a certeza que seja um carro tão competitivo como o de Bamber, que tem apoio de fábrica. Há mais cinco Porsches 997 GT3 Cup 3.8, onde destacamos os pilotos macaenses Rodolfo Ávila e Vong Keng Fai, e os provenientes de Hong Kong, Wayne, John Shen e Francis Tjia. Ao que nos explicaram, trata-se de carros menos competitivos que os 911 GT3 e não deverão andar lá muito na frente. Ainda teremos a oportunidade de ver um Aston Martin Vantage GT3 nas mãos do piloto chinês Jiang Xin. Os britânicos Danny Watts e Richard Iain Meins trazem dois McLaren MP4-12C GT3. Não estamos muito seguros do que estes pilotos possam fazer em Macau. No ano passado, dois destes carros lutaram contra os Ferrari, a meio do pelotão, sendo que as prestações este ano não deverão ser diferentes. Samson Chan Kai Yiu, de Hong Kong, apresenta-se com um Ford GT3. A Taça GT está ultrapassar o Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC) no que respeita ao espectáculo, competitividade e sucesso junto do público – dentro de fora de Macau – devido a diversos factores que se prendem com o abandono da categoria pelos fabricantes mais importantes, com o desgaste que a prova tem tido em termos de audiência e com a competitividade da Taça GT. A prova deverá ser, como o foi nos últimos três anos, uma das corridas a ser seguida, desde as primeiras voltas nos treinos livres, até à bandeira de xadrez. Depois de Macau, André Couto ainda tem que “acertar” as contas no Troféu Audi Ásia, onde se encontra em segundo lugar atrás do piloto malaio Alex Yoong a apenas sete pontos de distância. Para vencer o campeonato precisa de vencer ou ficar no segundo lugar, desde que Yoong não fique nos quatro primeiros lugares. André foi sempre o piloto mais rápido do campeonato, com “pole positions” consecutivas, tendo sofrido três acidentes provocados por terceiros, que lhe fizeram perder 75 pontos. A última corrida será o tudo ou nada. FIM 14TH November 2014 | FRIDAY | O CLARIM EDOARDO MORTARA AIMS TO CLINCH HIS 7TH WIN IN SIX YEARS “The competition is stronger this year” Audi Motorsport’s Edoardo Mortara has in his mind to win his 7th race for six years in a row in one of the few tracks that gave him the opportunity to become a professional driver. To O CLARIM he cheers the fantastic circuit of Macau Grand Prix and expects great competition in GT Cup from “old friends” Marco Wittmann, Augusto Farfus, Jean-Karl Vernay, Laurens Vanthoor, Maro Engel and Ranger van der Zande. You come to Macau Grand Prix trying to win your 7th race for six years in a row. How do you feel by being called Mr. Macau? It doesn’t give me any special feeling to be honest. I’m just happy to being able to come back every year because I like the place. Do you expect to win and break another victory record? Of course I’d like to win again but I don’t expect anything special. Winning requires many things. Weekend should be perfect not only from my side but also from the technical side. It has already been fantastic to be able to win six times in a row. On top of that, competition will be even stronger this year. What attracts you so much about Guia Circuit? The track is fantastic. There are a lot of fast corners in a city track. It’s pretty unusual and the entire environment is great. Are you happy being part of Audi Motorsport’s family? Sure. This season you have finished 5th overall in DTM, your best result as far in the championship. In Macau GT Cup you will be facing Marco Wittmann, the current DTM champion, and Augusto Farfus, both driving for BMW. I suppose this will be a tough competition… It will be, yes. And I will be facing them in a friendly track for us with a proven competitive car this year. So I’m very happy actually to face them in Macau. It will be an opportunity for me to get a sort of revenge [from DTM]. Let’s not forget also the others: Jean-Karl Vernay, Laurens Vanthoor, Maro Engel, Ranger van der Zande. There are many of them. In a post made on your Facebook account right after the last race of DTM season you claimed that Macau is your second home. Why is that so? Because of the results I claimed in Macau and because without all these good nice results my career wouldn’t have been the same. Tell us a bit about your DTM progression since your first season in 2011. It’s difficult to speak about my progression. DTM championship is very strange. Sometimes you have the feeling you do a very good job but you don’t get results. In other times it’s the opposite. You sort of never know if you’re going to be competitive or not. The only thing I can tell is that I feel I’ve improved since 2011 and this is the most important thing. What were your best achievements in motorsports? Please elaborate. They were my six Macau victories in F3 and GT, my F3 European Championship title in 2010 and my 24 Hours of Daytona victory [in 2013, on GT class, with teammates Filipe Albuquerque, Olivier Jarvis and Dion von Moltke.] All these results were very important in my career and allowed me to go to the “next level”. Without them I wouldn’t have had the possibility to become a professional driver. How about your worst experiences? That should be my 2009 season in GP2, my 2013 season in DTM and last DTM race in 2014. Is Formula 1 still in your plans? No, it’s not anymore. I’m happy where I am and hope to keep on working in motorsport for a long time, hopefully in the Audi family. CURRICULUM Born in Switzerland and currently race under the Italian flag, Mr Edoardo Mortara started on karts in 1999 until 2005. On the next year he competed in Italian Formula Renault where he finished in 4th place. In 2007 he was 8th in Formula 3 Euro Series and on his debut in Macau Grand Prix he finished 10th in Formula 3 race. On the next year he did strong performances in both competition and finished 2nd in Formula 3 Euro Series and 2nd in Macau Grand Prix Formula 3. The winning of Guia Circuit happened in 2009 on the wheels of a Formula 3, despite his 14th place in GP2 Series and 11th place in Asian GP2 Series on that same season. 2010 was a successful year for Mr. Mortara after he clinched the Formula 3 Euro Series championship and the 1st place in Macau Grand Prix Formula 3 race. On the following season he joined Audi and started to compete in DTM where he finished 9th overall. In 2012 he could progress to 5th place in DTM, but last year he had a though season due to his 21st place in the championship. Yet, he was strong enough to win the 24 Hours of Daytona (GT class) and scored the double weekend victories in Macau Grand Prix Audi R8 LMS Cup and Macau GT Cup races. Thanks to his achievements in Guia Circuit, he is often referred to as Mr. Macau or the King of Macau.