Ano XIV N.º 797
20 de Outubro de 2015
www.opovofamalicense.com
Diretora: Sandra Ribeiro Gonçalves
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
Anuário Financeiro
dos Municípios
dá boa nota
a Famalicão
Pág. 3
Imprensa
local
e regional
no centro
do debate
“O Meu Projeto
é Empreendedor”:
criatividade
dos alunos
do profissional
em evidência
Pág. 9
Bombeiros
Famalicenses
fazem balanço
Págs. 10 e 11
Morte trágica de bebé em creche de Vermoim
Pág. 13
Pág. 19
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O Povo Famalicense
20 de Outubro de 2015
Colheitas de sangue
A Associação de Dadores de Sangue de Vila Nova de
Famalicão promove, no próximo domingo (dia 25”, uma
colheita de sangue na Escola Básica de Delães. A colheita
de Sangue será realizada entre as 09h00 e as 12h30. É
aberta à população em geral.
Entretanto, logo no dia seguinte, outra ação tem lugar,
desta feita em Vila Nova de Famalicão. Segunda-feira, dia
26, a colheita ocorre no Edifício Las Vegas, concretamente
nos Escritórios do Grupo ACA. Também esta é aberta à
população em geral. Será realizada entre as 09h00 e as
12h30.
Convívio de pára-quedistas
Os pára-quedistas estão a mobilizar-se para almoço
convívio, a realizar a 29 de novembro em Vila Nova de
Famalicão. os interessados em aderir devem contactar os
números 967 340 469, 913 834 995, 918 245 390 e 914
062 690.
O que é público, é de todos?!
Por vezes não é bem assim, na Rua do Louredo, Alto de Santo António,
na freguesia de Brufe, há quem tome como seu aquilo que é público,
desenhando obstáculos na via pública para salvaguardar interesse próprio.
Se a moda pega!...
20 de Outubro de 2015
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O Povo Famalicense
Dados estão plasmados no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses
Câmara de Famalicão desce dívida e mantém eficiência
Em 2014, a Câmara Municpal de Vila Nova de Famalicão
reforçou
trajetória
decrescente da sua dívida, fixando-a, no final do ano passado, nos 33,3 milhões de
euros, contra os 36,6 milhões
do ano anterior. Ou seja, no
último ano a autarquia liderada por Paulo Cunha conse-
guiu reduzir mais 3,3 milhões
de euros ao montante da dívida total, o que equivale a
uma redução da ordem dos
9,2 por cento. Se a análise recuar até ao ano 2009, no que
toca á redução da dívida, o
anuáro financeiro dos municípios revela uma redução de
28 por cento até 2014. Tradu-
zida esta percentagem para
números, a dívida reduziu
12,9 milhões de euros nesses
seis anos.
O mais eficiente dos
grandes do Minho
Esta é apenas uma das
variáveis que inscreve o município de Vila Nova de Famalicão no lote das autarquias financeiramente eficientes. Avaliando o cenário
ao nível regional, o anuário
estabelece que o concelho
foi mesmo o mais eficiente
entre os grandes municípios
do Minho (com mais de 100
mil habitantes). Em termos
nacionais, Vila Nova de Famalicão ocupa o 7.º lugar do
Ranking Global de Exercício
entre os municípios de grande dimensão.
Os números foram conhecido no início da passada semana, com a publicação do
Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2014,
uma edição da Ordem dos
Contabilistas Certificados,
que resulta de um trabalho
de investigação de académicos da Universidade do
Minho, do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA)
e do Centro de Investigação
em Contabilidade e Fiscali-
dade sobre a situação económica e financeira das contas
dos municípios em 2014. O
documento tem o apoio do
Tribunal de Contas.
Para este Ranking Global
do Exercício – uma novidade
do Anuário Financeiro - os investigadores compararam o
desempenho dos municípios
atendendo à ação financeira
em 2014, tendo adotado indicadores resultantes fundamentalmente da atividade
desenvolvida no ano económico em apreço, expurgandose os indicadores que carregam dados financeiros acumulados. O prazo médio de
pagamentos aos fornecedores, que no caso de Famalicão era no final de 2014 de
22 dias, o grau de execução
da receita cobrada, o grau de
afetação da receita efetiva à
diminuição da dívida total,
foram alguns dos indicadores
tidos em conta para a elaboração do ranking.
A análise dos investigadores também volta a colocar
Vila Nova de Famalicão como
a única autarquia do Minho a
figurar no ranking dos 50 municípios do país com maior independência financeira, ocupando o 38.º lugar entre as
308 câmaras do país. A independência financeira é considerada nos casos em que as
receitas próprias representam, pelo menos, 50 por
cento das totais. Com uma
autonomia de 63 por cento,
mais cinco pontos percentuais que em 2013, Vila Nova
de Famalicão conseguiu durante o exercício de gestão
de 2014 um dos seus melhores resultados de sempre a
este nível.
O presidente da Câmara
Municipal, Paulo Cunha, recebeu “com agrado” os resultados do relatório, porque
“refletem uma gestão responsável e rigorosa da autarquia”. “Os vários índices analisados e os rankings elaborados, mostram um município
em grande forma, com dinâmica, saúde financeira e iniciativa”, acrescenta o edil.
No mesmo trabalho, pode
ver-se Vila Nova de Famalicão como um dos municípios
portugueses que apresenta
maior soma de investimentos
com transferências de capital
(16.º do ranking nacional),
maior volume de subsídios e
transferências totais compromissadas (26.º do ranking nacional) e um maior volume de
amortizações de empréstimos (16.º do ranking nacional). Em termos de valores
absolutos, Vila Nova de Famalicão é mesmo o 11.º município do país com maiores
resultados económicos.
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20 de Outubro de 2015
Auxiliar confirma maus tratos. Pais emocionados descrevem castigos a que seriam submetidos os filhos
“O meu filho entra em pânico quando vê
a porta de um armário entreaberta”
“Quando eu ia buscar o meu filho, ele corria para mim. E eu
pensava, ‘o meu filho é que gosta de mim!’… Mas afinal ele
corria para mim porque eu ia tirar o meu filho do sofrimento”.
“Punha as bonecas de castigo no corredor, com as portas
todas fechadas, para ficar escuro. E punha-lhes fita-cola na
boca”. “O meu filho entra em pânico quando vê a porta de um
armário entreaberta”. “O meu filho deixou de urinar”. “Tinha
brincadeiras estranhas com as bonecas. Tapava-lhes a
cabeça, dava-lhes sapatadas, mandava-nos calar constantemente”. Estas são frases retiradas dos testemunhos de alguns
dos pais das crianças (com dois-três anos) que estavam sob a
guarda da ex-educadora do Centro Social e Paroquial de Seide
S. Miguel, Daniela Silva, que se sentou no banco dos réus pela
segunda vez, na passada terça-feira, acusada de onze crimes
de mau tratos.
A sessão foi emotiva, com muitos pais a serem traídos pelo
choro, à medida que relatavam as situações, reportadas por
auxiliares e outras educadoras, em que cada um dos filhos terá
sido maltratado pela educadora de 29 anos de idade, ao longo
do ano letivo 2011-2012. Aquela que foi a segunda audiência
de julgamento ficou ainda marcada pelo testemunho de uma
auxiliar da sala de Daniela, que, não só confirmou os maus
tratos descritos na acusação, como acrescentou outros,
nomeadamente banhos frios infligidos como castigo aos
menores que se descuidassem com as necessidades fisiológicas.
Auxiliar: “se calasse mais, estava a ser cúmplice”
A auxiliar que esteve destacada para a sala da arguida, foi
uma das pessoas que permitiu a descoberta dos alegados
maus tratos. Testemunhou-os durante algum tempo, mas
acabou por denunciar a situação porque “se estivesse a calar
mais estava a ser cúmplice”. A sua vida acabou por ser condicionada pela denúncia, declara. “Fui ameaçada pelo marido
dela (Daniela)”, disse, o que a levou a abandonar a catequese.
Também foi seguida várias vezes, e recebeu várias ameaças
anónimas, por carta, que apareciam na caixa do correio. Estas
ameaças, disse, eram contra a sua integridade física, e da filha.
Acerca dos alegados maus tratos confirmou-os, e deixou
expresso que começavam logo de manhã: “se não soubessem
contar as presenças, ela dava com a cabeça deles na parede”.
Deu conta de horas de refeição tensas, em que as crianças
eram obrigadas a comer tudo e a engolir. Sopa com vómito,
disse ter visto pelo menos duas vezes Daniela a dá-la nessas
condições a crianças distintas. E, ainda no que toca à comida,
“se caísse ao chão, ela metia novamente à boca”. Testemunha
destas situações por diversas vezes, a auxiliar afirmou: “meti
muitas vezes comida ao bolso”, para que as crianças não fossem alvo da insistência da educadora. Na hora do descanso,
“as cabeças das crianças pareciam tambores, com tantas as
sapatadas que levavam na cabeça”, até dormirem, referiu
ainda.
O armário como castigo “era um hábito”, mas a testemunha
alega que só uma vez viu isso acontecer com uma menina. Foi
já depois do acordo com o diretor da instituição, pessoa que
tinha combinado avisar de alguma situação anormal no sentido
de tentar flagrar a educadora. O responsável esteve na sala
mas não se apercebeu do armário fechado, descobrindo assim
que lá estava dentro uma criança com outra auxiliar. “Quando
a menina saiu estava sufocada”, frisou a testemunha.
Banhos de água fria às crianças que se descuidavam com
as necessidades fisiológicas era outra das situações recorrentes, segundo a auxiliar. Testemunhou que essa ordem tenha
sido dada pela educadora pelo menos duas vezes. Numa
dessas vezes advertiu a colega auxiliar para que não acatasse
a ordem de Daniela: “não faças isso, um dia que sejas
mãe vais-te arrepender”. A água, “estava gelada”, testou.
A testemunha, que à data
da colocação na sala da arguida se encontrava em estágio profissional, alega ter
aguentado “porque tinha
medo”. Estava “em estágio e
o relatório dependia dela”
(arguida). No entanto, porque não queria ser “cúmplice”, acabou denunciando
a situação ao diretor da instituição, e depois ao padre,
presidente da direção. Adiantou que este não valorou,
e que alertou até para a possibilidade de “ela estar doente”. “Se estava doente,
fosse-se tratar”, sentenciou.
Comportamentos
bizarros agora
entendidos pelos pais
Os pais que passaram
pela sala de audiência nunca
suspeitaram dos alegados
maus tratos de que os filhos
eram vítimas. No entanto,
vários são os que, agora,
atribuem comportamentos
estranhos dos filhos àquelas
que eram as práticas determinadas pela educadora
Daniela.
A mãe de uma dessas crianças, frisou nunca ter suspeitado de nada, desde logo
porque a filha “saltava logo
para o colo” da educadora
quando era ela que a acolhia
na instituição. No entanto,
lembra-se de temporadas de pesadelos da menor. Aquando da
reunião com os pais, em que a instituição assume o problema
e dá conta de um processo disciplinar contra a educadora de
infância, ficou a saber o porquê desses pesadelos. “A auxiliar
disse-me que aquela semana tinha sido muito difícil para ela.
Tinha apanhado, tinha ido para o armário, pronto, tinha sido
uma semana muito difícil”, descreveu já em lágrimas. Outro
comportamento anormal ocorreu aquando da elaboração de
um trabalho, em casa, para a festa de final de ano. “Ela colou
fita-cola na boca”, declara a mãe, que ralhou com a filha e a
questionou sobre o comportamento. “Ela respondeu-me: a professora faz”. Ainda um outro relato. Num dia que se portou mal
na escola, a educadora deu conta à mãe de que a filha tinha
estado de castigo. Questionou sobre o castigo, e ouviu: “fui
para o armário”. A mãe alega ter insistido para que a menor se
explicasse melhor, porque lhe parecia “surreal” qualquer coisa
desse género. Primeiro porque não vislumbrava armário onde
ele coubesse, depois porque não acreditava alguém permitisse
isso. Soube depois de que armário falara.
Para outro pai, o choque assolou-o quando chegou a casa,
após a reunião de pais em que todos ficaram a saber as práticas de Daniela Silva. Dirigiu-se ao quarto onde o menor se encontrava, e perguntou-lhe o que era o castigo do armário, sob
promessa de nunca mais ir “para a Daniela”. “O meu filho
saltou da cama e fechou-se no guarda-fatos. A porta ficou entreaberta e a mãe perguntou: assim? E ele disse: não, fecha
mesmo”. Questionou ainda: “olha, e as crianças assim no escuro não choravam?”, ao que a criança responde: “ela punha
aqui fita-cola”, assinalando a boca. Chocado com o comportamento da educadora, que conhecia de anos e tinha em boa
conta, o progenitor desabafou emocionado: “quando eu ia buscar o meu filho, ele corria para mim. E eu pensava, ‘o meu filho
é que gosta de mim!’… Mas afinal ele corria porque eu ia tirar
o meu filho do sofrimento”.
À margem, também este pai alega ter sofrido uma tentativa
de intimidação por parte do marido da arguida, e da própria,
que numa altura pararam o carro à porta de sua casa e
“ficaram ali a rir-se para mim”.
“Numa caixa pequenina com água à volta”
A alteração comportamental de uma outra criança ocorreu
com o xixi, que deixou de fazer em casa, durante o dia, ao fim
de semana. A mãe, disse ao tribunal que a situação chegou a
motivar idas ao médico e exames, vindo-se a concluir que a
criança não tinha nada de errado, do ponto de vista físico.
Acabou por descobrir, aquando da reunião de pais na instituição, que a questão do xixi teria relação com os castigos a que
era submetido por causa dos descuidos. O filho, que não
guarda memória da instituição, questionado sobre a creche só
respondia: “ó mãe, eu estava numa caixa pequenina com água
à volta”. A progenitora não encontra uma explicação para o
imaginário criado pelo menor.
“A minha filha punha as bonecas de castigo no corredor,
com as portas todas fechadas, no escuro, e punha-lhes fitacola na boca para não falarem”, deu a conhecer o pai de uma
menina. Quando a questionou sobre o tipo de brincadeira, a
menor disse: “é o que a Daniela faz”. As bonecas eram também
o reflexo do que acontecia na creche, no caso de outra menina.
“Tapava-lhes a cabeça e dava-lhes sapatadas”, descreve a
mãe, que falou ainda de um comportamento agressivo: “mandava-nos calar constantemente”. Soube que a filha, “foi das
que mais passou”, e que também era alvo de ofensas frequentes. “És loira, és burra como a tua mãe”, seria a frase reiteradamente utilizada pela educadora. Hoje, reflexo disso,
entende a mãe, a filha “é uma criança extremamente insegura”.
“Como não fui capaz de perceber?”
“O que me revolta é como é que eu nunca fui capaz de
perceber”. A expressão foi utilizada pela mãe de outro menino
da sala, “que entra em pânico quando vê a porta de um armário
aberta”. Na altura, relata, tinha pesadelos, e muitas vezes gritava: “eu não quero ir, eu não faço mais”. O menino anda a ser
seguido por um psicólogo, e segundo a mãe “está mais calmo”,
mas só agora, com seis anos, deixou a fralda por completo.
SANDRA RIBEIRO GONÇALVES
20 de Outubro de 2015
O Povo Famalicense
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Encontros Ibero Afro-Americanos de Arte e Pensamento, a 23 e 24 de outubro
com a presença de perto de uma centena de especialistas
20 de Outubro de 2015
Raias Poéticas empurram o pensamento para o “inusitado”
A Casa das Artes de Vila
Nova de Famalicão é palco, a
23 e 24 de Outubro, da terceira edição das Raias Poéticas, uma iniciativa de que
demarca dos restantes eventos culturais e promete “forçar
o pensamento a novas realidades, ir ao encontro do inusitado”. As palavras são de
Luís Serguilha, conhecido
autor famalicense que integra
a Associação Raias Poéticas
(ARP), que pela primeira vez
apadrinha o evento com o
mesmo nome.
O certame foi apresentado, na passada quinta-feira,
no foyer da Casa das Artes, e
promete trazer a Vila Nova de
Famalicão mais de 40 pensadores, artistas, escritores,
ensaístas e poetas nacionais
e afro-americanos.
O objetivo do evento, que
terá lugar na Casa das Artes,
é aproximar as diversidades
linguísticas, a criação de vozes singulares e potenciar a
criatividade artística. “A linguagem está gasta. É preciso
encontrar novas formas de
expressão e ir ao encontro do
inesperado”, referiu Artur Sá
da Costa, presidente da assembleia da ARP, explicando
ainda que as Raias Poéticas
procuram, acima de tudo, “o
experimentalismo, a inovação
artística, a criação de um pensamento novo”.
O escritor Luís Serguilha é
desde a primeira hora o grande mentor da iniciativa, fortemente associada à sua idiossincrasia e às suas transleituras. Sobre esta quarta edição, Serguilha, que atual-
mente divide a sua vida profissional entre Portugal e o
Brasil, referiu que, juntamente
com os especialistas presentes, “serão experimentadas as dobras heterogéneas
do pensamento, novas formas de expressão que captarão forças de vida em
transitividade, trilhos não trilhados, oscilações sublimes e
multiperceptividade”.
Refira-se que Luís Serguilha é poeta, ensaísta e
autor de 14 obras. Participou
em encontros internacionais
de arte e literatura. Possui
textos publicados em diversas revistas de literatura e
arte. Criador da estética do
LAHARSISMO e responsável
por uma coleção de poesia
contemporânea brasileira na
prestigiada Editora Cosmora-
ma. Pesquisador da Poesia
Brasileira Atual. Foi um dos
curadores do Encontro Inter-
nacional de Literatura e Arte:
Portuguesia e Curador do
Raias Poéticas: Afluentes
Ibero-Afro-Americanos
Arte e Pensamento.
de
S.R.G.
Na Galeria Municipal Ala da Frente até 23 de Janeiro
Rui Chafes traz exposição “Exúvia” a Famalicão
A galeria de arte contemporânea Ala da frente, de Vila
Nova de Famalicão, apresenta desde o passado dia 17
de outubro, “Exúvia”, uma exposição com obras de Rui
Chafes, esculturas de grande
dimensão que nos põem em
contacto com a matéria do
seu trabalho, o ferro.
Depois de Jorge Molder,
que estreou este novo projeto
cultural famalicense com curadoria do artista plástico António Gonçalves, chega agora
a vez do escultor português
nascido em 1966, em Lisboa,
e a quem o Professor Catedrático da Faculdade de
Belas Artes da Universidade
do Porto, Bernardo Pinto de
Almeida, chamou de “o último
artista português do século
XX porque com ele se fecha
o dito ciclo do Modernismo”.
O que o público vai encontrar na Ala da Frente é “uma
presença do silêncio e da
poesia, manifestados nestas
formas que habitam o es-
paço. O acontecimento da
obra feito pela interrogação,
pela inquietação e adensado
na temporalidade”, diz António Gonçalves. E explica,
“aqui, a ordem do corpo é
desviada de uma convenção
tradicional,
permitindo-se
estar nesta matéria dominada
pelo fogo, que lhe dá os movimentos e a formas”.
No âmbito desta exposição é lançado o livro “Exúvia,
gelo e morte: A arte de Rui
Chafes depois do fim da arte”
com texto de Luís Quintais,
uma edição da Ala da Frente
e Documenta.
Recorde-se qua a Galeria
Municipal “Ala da Frente”,
assim chamada pelo facto da
sala de exposição se encontrar na ala da frente do
Palacete Barão da Trovisqueira, e por referência à
contemporaneidade e vanguardismo associados ao espaço, foi inaugurada em 30
de maio último privilegiando,
como apresenta o curador do
espaço, “autores que fazem
parte do nosso contexto artístico nacional, com um percurso que já não causa
dúvidas, que continuam a
progredir com um trabalho
sério e coerente e que são
referência de estudo e de
ação dentro daquilo que é a
arte contemporânea em Portugal”.
Alunos da OFICINA
promovem poupança de água
Quatro alunos do 2.º
ano do curso de Comunicação/Marketing, Relações
Públicas e Publicidade da
OFICINA – Escola Profissional do INA promoveram
mais uma ação de sensibilização. Desta vez, o tema
foi a poupança de água na
escola.
Inserida na disciplina de Área de Integração, a ação foi
dinamizada junto dos alunos do quarto ano do Colégio da
Caldinhas. A atividade passou pela realização de jogos, desenho, visualização de vídeos sobre o tema e um momento
de reflexão. Alexandra Santos, professora de Área de Integração, mostrou-se satisfeita com o desempenho dos
alunos, considerando que é fundamental continuar a “sensibilizar os mais novos para a importância da poupança deste
recurso indispensável à vida humana”.
20 de Outubro de 2015
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O Povo Famalicense
Atropelamento mortal na festa do padre de Requião, chega a tribunal dois anos depois
Condutor alcoolizado acusado de homicídio
por negligência grosseira
O homem de 76 anos que
atropelou mortalmente um
homem, na festa de homenagem dos 50 anos de
paróquia do padre de Requião, em setembro de 2013,
vai responder pelos crimes
homicídio por negligência
grosseira, e de condução de
veículo em estado de embriaguez. O julgamento devia
ter começado na passada semana, mas foi adiado na sequência de doença súbita do
arguido.
O caso remonta a 8 de
setembro de 2013, um
domingo em que a freguesia
de Requião assinalava, em
festa, os 50 anos de paróquia
do sacerdote Manuel Magalhães. À saída da Quinta de
Fafião, após um almoço comemorativo, o arguido, José
Andrade, abalroou um grupo
de pessoas, acabando por
matar José Ferreira de Sousa, de 65 anos.
Tudo aconteceu cerca das
seis da tarde, quando o grupo
de pessoas se dirigia para
fora da quinta, tendo sido surpreendido pelo veículo conduzido por José Andrade.
José Ferreira de Sousa teve
morte imediata, e registaramse ainda ferimentos noutras
oito pessoas.
regras de trânsito, conduzindo com incúria ou ligeireza, não tomando as precauções básicas exigidas pela
mais elementar prudência na
conduções de veículos automóveis”, refere a acusação
do MP, que lhe atribui ainda
um comportamento “negligente”.
Condutor com 3,27
de taxa de alcoolemia
Como à data reportamos,
o condutor estaria alcoolizado, tendo sido submetido a
testes que acabaram por o
confirmar. Segundo a acusação, o exame toxicológico
forense a que foi submetido
revelou uma taxa de alcoolemia no sangue da
ordem de 3,27 gramas/litro.
Cerca de dois anos depois
da morte trágica de José Ferreira de Sousa, o condutor do
veículo que o matou vai sentar-se no banco dos réus,
acusado dos crimes de
homicídio por negligência
grosseira, e de condução de
veículo em estado de embriaguez.
A acusação do Ministério
Público (MP) entende que o
arguido “não atentou na presença de peões”, tendo agido
de forma “desatenta, descuidada, negligente e incon-
Arguido contesta
circunstâncias
do acidente
Atropelamento teve lugar no acesso de uma quinta particular
siderada”, para além de circular a uma velocidade considerada desadequada para o
local em questão. O corpo da
vítima mortal, colhido pela
parte frontal do veículo conduzido pelo arguido, foi arras-
tado cerca de dez metros.
Para além de circular com
uma taxa de álcool no sangue
superior à permitida, a
acusação entende que não
observou os necessários
cuidados na conduções,
nomeadamente, quando enceta ultrapassagem de um
veículo à sua frente, sem
cuidar das condições da via e
da presença de peões. O arguido “agiu de modo descuidado e desrespeitador das
Na audiência adiada em
função da ausência por
doença do arguido, ficou-se a
saber de uma contestação
processual relativamente às
circunstâncias do acidente
que causou uma morte e oito
feridos. Segundo o advogado
de José Andrade, Rubim Santos, está em causa o que terá
estado na origem do acidente. O condutor alega ter
sido “encadeado” pelo sol, o
que não lhe permitiu aperceber-se do grupo de peões na
via.
SANDRA RIBEIRO GONÇALVES
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Dia a Dia - Mário Martins
O Povo Famalicense
20 de Outubro de 2015
Um mundo sempre novo!
Tenho pena de não chegar, com mais frequência e com mais
regularidade, por força de limitações que todos “adivinham”,
a este universo em permanente rotação. Às vezes há pequenos
acontecimentos no mundo associativo que, passando longe das
grandes “parangonas” dos jornais, têm uma repercussão profunda
nas comunidades locais, contribuindo para a sua coesão e para o
fortalecimento da robustez da sua auto – estima. Trata-se, em
muitas casos, de um trabalho anónimo e discreto, mas de
consequências muito positivas na vida de muitas pessoas. Este
trabalho merece reconhecimento, admiração e respeito de todos.
E é um trabalho tanto mais admirável quanto muitos dos seus
“arquitetos” e “executantes” o fazem de forma gratuita
e voluntária, humildemente, sem ambicionarem qualquer
retorno de qualquer espécie.
1.Um universo em rotação…
Não há nenhum dia do ano em que as associações de Vila
Nova de Famalicão não dêem mostra pública e palpável da
enorme vitalidade que possuem, fazendo transbordar para a
comunidade e para o espaço de todos os seus projetos, as
suas iniciativas e as suas atividade. Este é um quadro que se
aplica tanto às associações culturais como às desportivas e
que se alarga numa enorme frente às instituições particulares
de solidariedade social. Este é sempre um “mundo novo” que
mexe e que está em movimento constante que se deve, em
grande parte, à vitalidade interna do “arco” associativo, acompanhado, de forma próxima e muitas vezes intensa, pela autarquia, por muitas empresas e por outras organizações da
sociedade civil.
Tenho feito com frequência neste espaço eco das permanentes realizações e feitos das associações concelhias, procurando evidenciar o seu papel transformador da sociedade e o
contributo permanente que dão para o desporto, para a cultura,
para a solidariedade social e para a construção, a cada dia que
passa, de um município mais justo, mais fraterno e construtor
de novas pontes para o futuro.
Tenho pena de não chegar, com mais frequência e com
mais regularidade, por força de limitações que todos “adivinham”, a este universo em permanente rotação. Às vezes há
pequenos acontecimentos no mundo associativo que, passando longe das grandes “parangonas” dos jornais, têm uma
repercussão profunda nas comunidades locais, contribuindo
para a sua coesão e para o fortalecimento da robustez da sua
auto – estima. Trata-se, em muitas casos, de um trabalho
anónimo e discreto, mas de consequências muito positivas na
vida de muitas pessoas. Este trabalho merece reconhecimento,
admiração e respeito de todos. E é um trabalho tanto mais admirável quanto muitos dos seus “arquitetos” e “executantes” o
fazem de forma gratuita e voluntária, humildemente, sem ambicionarem qualquer retorno de qualquer espécie.
2.Projetos do presente e do futuro…
Tenho ligações estreitas e profundas a algumas associações de Vila Nova de Famalicão e a tendência natural é que
fale mais delas do que de outras neste espaço. Não é que
todas não tenham o mesmo ou até maior mérito, mas é da natureza da vida e das coisas nós identificarmos e falarmos
daquilo que nos é mais próximo. Ama-se mais aquilo que se
conhece melhor…
E é neste contexto que gostaria de referir duas ações de
grande impacto protagonizadas pela PASEC (Plataforma de
Animadores Sócio – Educativos e Culturais).
A primeira teve lugar no passado dia 16, na “Casa das
Ideias”, em Antas, e traduziu-se na assinatura de um protocolo
para a instalação do “Clube UNESCO” de Famalicão. A cerimónia contou com a participação de várias instituições ligadas
ao associativismo juvenil e, claro, com representantes da UNESCO em Portugal.
A UNESCO é a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura e esta “ramificação” da organização
em Vila Nova de Famalicão há-de representar, estou certo
disso, um novo impulso nestes domínios para toda a população
famalicense, em especial para os mais jovens.
No dia 18 de Outubro, a mesma associação, a PASEC, inaugurou, no mesmo espaço, a XI edição da Feira de Jogos
Intercultural, uma grande manifestação de respeito pelas diferenças de cor, língua, condição física ou crença religiosa que
vai envolver mais de 600 crianças. É assim, com realizações
destas, que se vai construindo um mundo cooperativo, onde
todos possam viver em paz.
Outra associação, esta ligada ao trabalho com deficientes,
a Associação Famalicense de Prevenção e Apoio à Deficiência
(AFPAD) concluiu o processo de renovação da certificação da
qualidade, depois de uma auditoria realizada pela Agência Portuguesa para a Qualidade (APQ), nos passados dias 20 e 21
de Julho.
A AFPAD já recebeu o diploma da Comunidade Europeia,
acompanhado pelo relatório da auditoria final que realça os
“pontos fortes da organização” e das respostas sociais que
foram objeto do processo da renovação da certificação da qualidade, o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e o Lar
Residencial.
3.Mérito
Saliente o documento que os “pontos fortes” da AFPAD
podem ser observados “no envolvimento da direção e da
equipa técnica no dia a dia dos serviços e atividades” e no “empenho demonstrado com a melhoria contínua e na gestão das
instalações, equipamentos e recursos”. Importante também
para a Agência Portuguesa para a Qualidade e para o
EQUASS é a constatação do “compromisso, dedicação e motivação dos colaboradores” e o “esforço demonstrado na
procura contínua de estratégias e projetos que reforcem a autonomia e a autodeterminação dos clientes/utentes”.
Para uma pequena associação como a AFPAD, estas constatações de “agências” independentes representam muito e
são um incentivo forte para continuar o seu trabalho.
Mas há mais!
O Clube Sénior da Associação Gerações realiza no próximo
sábado, dia 24 de Outubro, a partir das 15 horas, nas instalações da instituição, na Avenida Marechal Humberto Delgado,
a sua “6ª Mostra” de atividades, iniciativas e projetos.
As “mostras” do Clube Sénior, uma valência que integra
quase duzentas pessoas, na maioria maiores de 65 anos,
procuram trazer para a comunidade aquilo que os seniores realizam ao longo do ano, no âmbito das várias estratégias desenvolvidas pela Associação Gerações, nos processos de
envelhecimento ativo. Este é daqueles espaços que ajuda a
viver bem e a envelhecer muito melhor…
20 de Outubro de 2015
9
O Povo Famalicense
Concurso “O Meu Projeto é Empreendedor” leva uma dezena de projetos à final desta sexta-feira
Alunos do Ensino Profissional dão cartas na “inovação”
Um parque de estacionamento público para bicicletas,
recorrendo a uma estrutura
metálica modular em forma
de círculo, com porta e
fechadura eletromagnética;
ou um empilhador automatizado e controlado por software, são apenas algumas
das ideias que integram a
edição
do
ano
letivo
2014/2015 de concurso “O
Meu Projeto é Empreendedor”.
Os dez melhores projetos,
promovidos por alunos do ensino profissional famalicense,
estão expostos deste a passada segunda-feira nas instalações do Citeve. Esta
dezena foi selecionada de um
total de 33 Provas de Aptidão
Profissional (PAP’s)que se
apresentaram a concurso, e
estarão patentes até 23 de
outubro, altura em que serão
Paulo Cunha ficou a conhecer os projetos selecionados
conhecidos os três melhores.
O presidente da Câmara
Municipal de Vila Nova de
Famalicão, Paulo Cunha, es-
Desafios da legislatura motivam encontro
de Jorge Paulo Oliveira com presidente da Câmara
O deputado famalicense à Assembleia da
República pelo PSD, Jorge Paulo Oliveira,
reconduzido no cargo em resultado das últimas eleições legislativas, reuniu na passada
semana com o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, num encontro que teve na essência a abordagem de
diversas matérias de natureza local, entre as
quais o projeto de um Centro de Competências da Carne.
O deputado famalicense, que esta semana toma posse no Parlamento, tal como o fizera no seu anterior mandato na Assembleia da República, elegeu o edil famalicense como a
primeira de várias entidades famalicenses a serem auscultadas neste novo mandato que pretende seja feito “em permanente contato com as populações e em articulação com as instituições de Vila Nova de Famalicão e do distrito de Braga”.
O deputado social-democrata, renovou ao autarca o compromisso assumido em tempo
de campanha eleitoral, “de desenvolver todos os esforços no sentido de, através dos mecanismos de intervenção que dispõe, contribuir para a concretização dos vários projetos e a satisfação dos muitos anseios dos famalicenses, entre eles a criação do Centro de Competências
da Carne em Vila Nova de Famalicão, a instalação do Centro de Estudos do Surrealismo ou
a conclusão da rede de equipamentos sociais, neste caso, dando especial ênfase ao apoio
às doenças neurodegenerativas e à demência”.
Em comunicado enviado ás redações, Jorge Paulo Oliveira adianta que, para além destes
dossiers, não deixa de se focar naquele que, estando já “em andamento”, não deixa de ser
de “relevante interesse para o concelho e a região”, referindo-se à requalificação e duplicação
da EN14 entre Vila Nova de Famalicão e Maia, à conclusão da modernização da linha do
Minho, ou ao processo de requalificação do parque escolar do Ensino Básico e Secundário.
teve de passagem pela
mostra na passada segundafeira e sublinhou a “qualidade”, “a imaginação e a
criatividade” dos projetos que
chegaram a esta penúltima
fase do concurso. Para além
disso, frisou a “consciência
prática” de muitas das propostas, que atendem a “necessidades ou lacunas no
mercado
que
vêm
preencher”. O edil deixa claro
que “é isso que queremos
fazer com os cursos profissionais, e ficamos satisfeitos
com PAP’s eficientes e com
resultados visíveis”.
Paulo Cunha, que tem
vindo a reforçar a importância
de não negligenciar o ensino
profissional, considera que a
qualidade expressa neste
concurso é bem reveladora
da viabilidade desta via de
ensino. “É decisivo, depois do
trabalho que cada escola faz,
nas fase das escolhas, que
os alunos saibam, efetivamente, fazer escolhas acertadas. E é decisivo que os
cursos profissionais não
sejam apontados como segundas escolhas, mas como
escolhas”, frisa, deixando
claro que o ensino profissional não é uma escolha
menor. Aliás, alega, “nós
temos conhecimento de alguma projetos que foram desenvolvidos por pessoas que
escolheram os cursos profissionais, e que hoje estão a
frequentar o ensino superior”.
Nessa medida, remata: “a escolha de um curso profissional não é uma escolha de
segunda divisão, não é uma
escolha daqueles que não
conseguem atingir os objetivos. Não podemos pensar
que devem ir para cursos
profissionais aqueles alunos
que não conseguem ir para
outros cursos. Os cursos
profissionais têm que ter uma
dimensão de vocação, para a
qual se sente competências”.
Por isso, é muito importante
“o trabalho que se faz a montante”, através da escola, mas
também aquele que desenvolve a própria família, na
ajuda aos alunos.
Caminhos
para a materialização
Acerca do futuro destes
projetos, o presidente da Câmara adianta que está em
aberto, de resto à semelhança do que vem acontecendo no passado, em que
muitos dos projetos tiveram
acolhimento no mercado. Advertiu, no entanto, que alguns
destes projetos já foram desenvolvidos no seio e decorrendo
de
necessidades
manifestas nas empresas, o
que abre horizontes à futura
colocação no mercado.
Paulo Cunha assume que
essa aplicabilidade ao mercado é sempre o objetivo
cimeiro, desde logo “porque
não queremos desproteger a
sua abordagem ao mercado
de trabalho, protegendo
dados, ou autenticidade dos
projetos”. Da parte do município põe em cima da mesa
toda a disponibilidade para
que estes projetos possam vir
a ser ideias de negócio efetivos.
À margem dos projetos
que chegam a esta fase do
concurso “O Meu Projeto é
Empreendedor”, o edil famalicense eleva os significativos
índices de empregabilidade
dos cursos profissionais. Reconhecendo que este não
deve ser o único fator para a
escolha de um curso profissional, na medida em que
privilegia a vocação, também
admite que não é um fator
negligenciável. Em determinados cursos, sublinhou, os
índices de empregabilidade
rondam mesmo os cem por
cento.
“O Meu Projeto é Empreendedor” visa destacar e
premiar as PAP mais empreendedoras apresentadas
pelos alunos finalistas dos
cursos profissionais. O concurso desafia os alunos para
a criatividade e a audácia,
conferindo-lhes competências
empreendedoras, e procura
também valorizar a Prova de
Aptidão Profissional, uma vez
que é uma das componentes
do currículo de formação dos
cursos profissionais e constitui uma condição para a
obtenção do diploma profissional.
Protocolo com
Universidade do Porto
À margem da visita à
mostra patente no Citeve até
sexta-feira, soube-se que a
Câmara Municipal assinou
ontem (segunda-feira) um
protocolo com a Universidade
do Porto visando a formação
profissional de alunos que
concluam o ensino superior.
Este protocolo, extensível a
outros municípios, é para o
edil famalicense a constatação do mérito da Câmara
nos laços estabelecidos com
as empresas. No entender do
edil ficam todos a ganhar,
alunos, autarquia e empresas.
SANDRA RIBEIRO GONÇALVES
10
O Povo Famalicense
20 de Outubro de 2015
1.º Encontro de Imprensa Regional reuniu várias dezenas de jornalistas, empresários, especialistas e estudiosos
SANDRA RIBEIRO GONÇALVES
Imprensa local e regional: do “inegável
Dezenas de jornalistas, empresários, especialistas, estudiosos e curiosos do fenómeno da comunicação social debateram, durante todo o dia de sábado, a imprensa regional, os
seus problemas e perspetivas, naquele que foi o 1.º Encontro
de Imprensa Regional (EIR). O evento, que ao longo de um
ano esteve a ser preparado, numa organização que envolveu
a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (através do Arquivo Municipal), a Associação Portuguesa de Imprensa (API)
e os cinco jornais do concelho, vem reeditar a tradição de debater o setor, indo ao encontro da filosofia do ilustre jornalista
famalicense José Casimiro da Silva, uma das figuras mais marcantes da história local do século XX.
De opiniões comuns e divergentes, resultou a unanimidade
em torno da importância social, cultural, histórica e económica
da imprensa regional, o que deverá motivar empresas a modelos de negócios mais ajustados aos dias de hoje, e incitar
jornalistas a promover cada vez mais a proximidade com a comunidade em que se inserem.
Centenários candidatados a Património Cultural
Imaterial de Portugal e da Humanidade
Este primeiro EIR também tomou as rédeas de uma homenagem aos jornais centenários nacionais. No Pequeno Auditório da Casa das Artes estiveram representados sete de 19,
nas contas da API. Precisamente no sentido de honrar este
património histórico e cultural nacional, o presidente da API,
João Palmeiro, anunciou a intenção de elaborar uma candidatura no sentido de que, os centenário nacionais, sejam reconhecidos como Património Cultural Imaterial de Portugal e
da Humanidade, distinção da responsabilidade da UNESCO.
“Somados os anos dos jornais centenários, obtemos um
número que é duas vezes mais do que tem a nacionalidade e
a língua portuguesa”, sublinhou o responsável da API, para
quem a vida destes jornais é o somatório de história e tradições
Primeiro painél debateu a imprensa regional hoje
“memorizadas”, que devem ser salvaguardadas enquanto
“património de todos nós, portugueses”.
João Palmeiro adiantou que o número de jornais centenários nacionais deverá ser de 19, todavia admitiu que esta
é uma contabilidade que a API mantém em aberto, porque pretende ir ao fundo da história da imprensa nacional e associar
à candidatura todos quantos gozam do estatuto de centenário.
“É um trabalho que estamos a verificar, para saber qual é a
base de que partimos”, adiantou o presidente da API, acrescentando que este é um projeto para 2016.
Presidente dá o mote
para novos debates
O presidente da Câmara
Municipal de Vila Nova de
Famalicão, Paulo Cunha,
abriu o 1.º EIR no Pequeno
Auditório da Casa das Artes,
e deixou claro que, para o
município, não é “indiferente”
o que possa vir a acontecer
com a imprensa regional.
Consciente das dificuldades que vive o setor, fruto
da crise instalada no país
que afeta significativamente
o setor publicitário - determinante para a sobrevivência
económica dos projeto editoriais, mas também da era
digital e no enfraquecimento
do papel em função das novas tecnologias, o edil famalicense
mostrou-se confiante no futuro: “a imprensa local e regional
tem dobrado muitas esquinas, e estou convencido que também
estas serão dobradas e ultrapassadas”.
Para Paulo Cunha, este primeiro encontro é apenas o lançamento de um debate que deve ser aprofundado, pelo que
deixou desde já votos para que o conceito venha a ser “replicado com sucesso”.
O desafio de cativar novos públicos
Para Rui Lima, diretor do jornal “Cidade Hoje”, os “fracos
hábitos de leitura” da generalidade da população, e que, naturalmente, são extensíveis aos jornais, são uma das principais
dificuldades da imprensa regional e local, que se vê perante o
desafio de “captar novos assinantes e leitores”. “Temos que arranjar forma de cativar”, advertiu, deixando claro que é também
o digital um obstáculo dos dias de hoje.
Apesar das dificuldades que se colocam aos órgãos de comunicação locais e regionais, Rui Lima mostrou-se confiante
na superação. “No passado outros fizeram a história, e nós
queremos continuar a fazer essa histórica”, disse, convicto do
“inegável valor” do jornalismo de proximidade.
O diretor, que falou em representação de todos os cinco jornais presentes na organização do evento, não deixou de
salientar a capacidade de “cooperação”. “Apesar de cada um
pugnar pelo que faz, fomos capazes de nos unirmos e promover este encontro”, disse a propósito, deixando claro que
esse é um bom indicador do espírito de convergência que favorece as soluções.
Os problemas de sustentabilidade do setor
Presidência da República enviou
mensagem aos congressistas
A Presidência da República, que se
associou ao
1.º EIR, através do seu
Alto Patrocínio,
não deixou de se associar ao evento através de uma mensagem enviada aos
congressistas. A Casa Civil deixou expresso o “inegável
papel social, económico e político” da imprensa regional no
seu meio, e sublinhou que “uma imprensa regional e local
ativa é imprescindível à afirmação da liberdade”. Nesta medida, admitiu um paradigma de “grandes transformações” a
que os órgãos regionais e locais terão que se moldar.
“Todos os jornalistas que
eu conheço fazem tarefas
que não lhe deveriam estar
adstritas, mas fazem porque
não há margem para alguém
que as faça”. As palavras
são de Rui Lima, que fala de
uma realidade em que a escassez de recursos nem
sempre favorece que a imprensa local “saia da agenda” e nos “torna muito iguais”. Admite que é necessário um esforço para
contrariar isso, mas admite
igualmente que não é fácil
em função das circunstâncias difíceis.
Fernando Paulouro, que
dirige um jornal do Fundão,
(CONTINUA NA PÁG. 11)
20 de Outubro de 2015
11
O Povo Famalicense
valor” às dificuldades de sustentabilidade
fala de um “interesse público determinante” da imprensa regional e local, e deixou claro que “o mal é quando tenta imitar
o nacional”. Convicto de que os órgãos de menor escala têm
que se manter fiéis à proximidade com as respetivas comunidades, lembrou que isso foi, de resto, e desde sempre, o que
fez com que se “impusesse” face ao nacional.
Vítor Ferreira, do “Público” apelou à inovação nas redações,
mas não deixou de reconhecer que as circunstâncias não o tornam fácil. Se por um lado o mercado publicitário emagreceu,
também “o bom jornalismo sai caro”, numa descompensação
de forças que nem sempre é possível.
Pelo Sindicato dos Jornalistas, que se associou ao 1.º EIR,
Paula Sofia Luz, vogal da direção nacional, falou de um novo
paradigma do jornalismo que nem sempre favorece a sua qualidade. Como exemplo deu o significativo número de jornalistas
que “começou a trabalhar e nunca trabalhou numa redação”.
Museu Nacional da Imprensa
presente
O Museu Nacional da Imprensa
não ficou de fora
deste 1.º EIR, e também ele contribuiu
com uma série de
elementos expositivos que retrataram
a história da imprensa em Portugal.
Entre os elementos
presentes na Casa das Artes ao longo do dia de sábado,
destaque para um prelo, uma máquina antiga de impressão
que os congressistas puderam manusear.
Jornalistas, especialistas, estudiosos e curiosos rumaram ao Pequeno Auditório para uma jornada de debate e reflexão
Madalena Oliveira, professora universitária a estudiosa dos
fenómenos comunicativos, entende, por sua vez, que “não são
os jornais em papel que precisam de ser salvos, mas o que
está neles”. Apelou a esse cariz de proximidade, e numa informação apelativa, interessante, que fidelize e torne os jornais
locais e regionais mais atrativos. “É preciso que a imprensa
local e regional nos mostre a sua importância”, disse a
propósito.
Jornais reféns da Entidade Reguladora da Saúde
“Tem mais vezes a palavra “proibição” do que qualquer lei
que respeita aos media e que tenha sido publicada nos últimos
50 anos”. Este é, nas palavras do presidente da AI, o espírito
de um Decreto-Lei, publicado na passada semana, que regula
quaisquer notícias ou publicidade que diga respeito à área da
saúde. Segundo João Palmeiro, nos termos desta legislação
aprovada, é permitido que a Entidade Reguladora da Saúde
apreenda jornais, revistas, ou feche programas de televisão
que abordem alegações de saúde que não estão tuteladas pelo
Infarmed. “É algo muito preocupante”, alega, na medida em
que admite, inclusive, penalizações para jornalistas, perante a
abordagem de temas de saúde desacompanhados do devido
conhecimento científico que leva ao resultado.
“Se estiver a entrevista um enfermeiro, e o enfermeiro falar
de um produto novo que faz isto ou aquilo, como existe uma
obrigação de rigor científico - e vá-se lá saber o que é -, e se
assim não for considerado, você vai ter problemas em ter escrito aquela entrevista”, explica o presidente da API, que discorda da filosofia do Decreto-Lei. “Ou você tem rigor científico
para provar o resultado, ou a Entidade Reguladora da Saúde
pode entender que não está a cumprir a lei”, conclui, expressando a discórdia da API.
12
O Povo Famalicense
XIV Gala Nacional de Alex
Ryu Jitsu
Com o apoio da Federação Portuguesa de Alex
Ryu Jitsu, e organizado pelas
Associação de Artes Marciais
de Vila Nova de Famalicão e
Associação Portuguesa de
Alex Ryu Jitsu, realizou-se,
no passado sábado no pavilhão desportivo de Delães, a
XIV Gala Nacional Open Alex
Ryu Jitsu.
Participaram neste evento
as 22 academias Alex Ryu
Jitsu que se encontram espalhadas por todo o país e a Associação do Minho Kung-Fu,
que representou o estilo marcial Kung-Fu e o núcleo de
Capoeira de Vila Nova de Famalicão.
Foram demonstradas técnicas de defesa pessoal de
combate de rua, defesa pessoal policial e militar, com armas e sem armas, com o
mais alto rigor técnico e táctico de imobilizações e controlo do agressor. No capítulo
da defesa pessoal com armas, destacaram-se as técnicas de sabre, adagas, pau
médio, técnicas contra agressões de arma branca e arma
de fogo, agressões estas de
que são vitimas milhares de
cidadãos no dia-a-dia. Na defesa pessoal policial, as técnicas de tonfa e de condução
de detidos, com algemagem
foram demonstradas como
mais-valias a ser ministradas
e aplicadas pelas forças policias.
De salientar a “dança do
Dragão” levada a cabo pela
Associação do Minho KungFu, cheia de beleza e espetáculo, para além de outros
exercícios. Por sua vez a
Capoeira executou a dança
“Maculelê” acompanhado por
atabaque, cantado ao vivo.
Também foram demonstradas técnicas de combate
de competição light-contac e
K.O, por atletas campeões do
mundo na modalidade.
Durante o evento realizaram-se testes de quebra, onde os instrutores e mestres
demonstraram toda a sua
perícia, concentração, força,
velocidade e eficácia na quebra de varias unidades juntas
de madeira e telhas, utilizando para tanto as suas
armas naturais como mãos,
pés, joelhos e cotovelos.
O público que encheu o
20 de Outubro de 2015
Opinião, por Raul Tavares Bastos, Deputado municipal
pavilhão desportivo de Delães, esteve à altura do evento, aplaudindo entusiasticamente os espetaculares e
perigosos exercícios realizados pelos praticantes de artes
marciais presentes, bem como vibrou com os êxitos alcançados nos difíceis testes
de quebra que assistiram.
O evento contou com a
participação do Presidente da
Federação Portuguesa de
Alex Ryu Jitsu, Mestre Alexandre Carvalho (10.º Dan),
que felicitou a excelente organização do evento e enalteceu o sucesso que foi a XIV
Gala Nacional, nomeadamente, a qualidade técnica
que aumentou e melhorou
muito em relação às edições
anteriores.
A organização do evento
esteve a cargo da equipa da
academia de Alex Ryu Jitsu
de Bairro, liderada pelo Mestre Manuel Peixoto, Mestre
Sandra Peixoto e Mestre Ricardo Peixoto.
1) - Governo? Tem de ser à esquerda, dizem alguns, alegando que a matemática
ainda é uma ciência exacta. Obviamente à direita, clamam outros, agarrados aos bons
costumes, à tradição e à história. Admite-se, ainda que muito de raspão, a tese do governo
de gestão, ante-câmara célere de eleições antecipadas. Por mim e como vivemos em
democracia (onde a asneira, o disparate e a ignorância podem perfeitamente coabitar
com o bom senso e a douta sabedoria), permito-me alvitrar uma quarta via governativa,
unicamente subordinada a duas condicionantes concretas e bem definidas. A primeira
obriga a uma desinfecção asséptica, na ordem dos noventa por cento (talvez mais) na
oligarquia vigente ao mais elevado grau partidocrático (limpeza geral dos umbigos, manhas, tachos, presunções, corrupções, mediocridades, poleiros e por aí adiante, coisa
que nunca se fez nem se fará,mas dá gosto ouvi-los...). A segunda pressupõe, também
obrigatoriamente, a nomeação de Medina Carreira como ministro das finanças (para não
deixar fugir o "pastel"), sendo os restantes ministérios sorteados alienatoriamente da lista
telefónica e em directo pelas televisões.
2) - Dito isto e como a senhora directora do jornal me recomendou para não estragar
muito espaço, permito-me incluir aqui um breve exercício de futurologia política, devidamente auxiliado pela minha bola de cristal, quanto à evolução das diversas narrativas em
ebulição cada vez mais efervescente em tudo quanto é blog, jornal, rádio e televisão.
"Vemos,ouvimos e lemos...".
3) - Muito brevemente entrará em Belém um novo residente com características
bem timbradas,onde avultam um amplo conhecimento da fauna política em exibição nas
diversas "passerelles" disponíveis e uma ofuscante imaginação capaz de driblar os mais
sofisticados pontas de lança que lhe apareçam pela frente. Perante a crescente confusão
geral (cada vez maior) com que se vai confrontar, já tomou a decisão mesmo a meia dúzia
de meses de distância da tomada de posse. Novas eleições gerais, rapidamente e em
força.
4) - Aqui é que a porca começa a torcer o rabo para muito boa gente com sonhos e
ambições desmesurados (leia-se delírios), ignorando olimpicamente o célebre "princípio
de Peter" (traduzido para português, "não vá o sapateiro além da chinela") e arrastando
um dos grandes partidos fundadores da democracia portuguesa para um período muito
negro da sua história.
5) - A verdadeira disputa para o cargo de primeiro-ministro de Portugal (descontados
obviamente os grandes relativismos em presença),será travada entre a brilhante "primadona" do Bloco de Esquerda de seu nome Catarina Martins ("gaste-se, gaste-se e gastese") e o conceituado barítono do PSD, Passos Coelho ("poupe-se, poupe-se e poupe-se")
sob o supervisão atenta, veneradora e obrigada dos simpáticos embaixadores da "troika"
sempre disponíveis para dar uma "ajudinha". Desta vez, a Srª Merkel, preocupada com
os refugiados,não participa nestas guerras.
6) - Concluindo, vamos aguardar. Ou muito me engano ou o tal de "neoliberalismo"
(concorrendo isolado ou com a aliança da denominada democracia-cristã) vai engordar
como os bacorinhos do Alentejo alimentados a bolota. Talvez em Junho ou Julho já haja
novidades, mas até lá não dispensem o Medina.
“Engenho” promove ação
pelos diureitos de cidadania
As instalações do Lar “A Minha
Casa” da Associação Engenho
acolheram, na passada sexta-feira,
a segunda Ação Pelos Direitos de
Cidadania, que versou sobre os direitos das pessoas idosas e a violência doméstica. O primeiro
assunto foi abordado pela professora Alice Matos da Universidade
do Minho, numa dinâmica de grupo
em que os idosos debateram entre
si o que entendiam ser e dever ser
os seus direitos.
No segundo painel, foram apresentadas as respostas existentes para quem é vítima de violência doméstica. Sara Sousa e Sofia Moita apresentaram a Casa Abrigo o Centro de Emergência da Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso. Por sua vez, Teresa Silva explicou como
é que funciona o Gabinete de Apoio à Vítima da APAV.
Promovida pela Comissão Social Iinter-Freguesias do Vale do Este, estiveram presentes
nesta iniciativa cerca de uma centena de pessoas. Pessoas da comunidade, autarcas, técnicos,
profissionais e representantes de entidades parceiras, e principalmente de pessoas idosas, que
vieram do Espaço 60+ de Nine e do Centro de Dia e Lar da Engenho. Esta foi uma iniciativa
onde os idosos tiveram o papel principal, com a promessa de novos e mais encontros.
20 de Outubro de 2015
13
O Povo Famalicense
Comando deu conta do volume das ocorrências entre Maio e Outubro
Bombeiros Famalicenses prestam contas
Numa altura em que são
várias as campanhas de angariação de fundos junto da
comunidade famalicense, os
Bombeiros
Voluntários
Famalicenses vêm prestar
contas,
publicamente,
daquele que é desenho de
uma atividade operacional intensa, e que de algum modo
justifica os apelos à solidariedade daqueles a quem
serve.
Em conferência de imprensa realizada ontem (se-
gunda-feira) ao início da
tarde, o Comandante Bruno
Alves e o presidente da direção, António Meireles,
deram conta de um universo
superior a 3500 horas de trabalho, em ocorrências como
fogos florestais, urbanos ou
industriais, transportes de
doentes e emergências, apenas no período compreendido
entre 15 de Maio e 15 de Outubro.
Nas palavras do Comandante, que lidera 128 elemen-
Famalicenses promovem
4.º Passeio BTT e 3.ª Caminhada
A Secção Desportiva e Cultural dos Bombeiros Voluntários Famalicenses realizou,
no passado dia 18, o 4.º Passeio BTT e 3.ª Caminhada.
A partida foi dada no quartel
ao som da sirene, para uma
manhã que, apesar das condições climatéricas adversas que
se fizeram sentir no decorrer das atividades, nada foram impeditivas para a presença de um grande número de participantes que contribuíram para o enorme sucesso de mais
uma iniciativa da Secção Desportiva.
As atividades terminaram à hora de almoço com o tradicional porco no espeto.
tos de um Corpo Ativo a reforçar em breve com mais
uma dezena de estagiários,
“a população famalicense necessita de saber o que fazemos durante o ano, para ter
uma noção exata da dimensão do nosso trabalho”. Para
Bruno Alves, numa altura em
que a Associação Humanitária regateia o apoio da comunidade para prosseguir
com a sua ação, não há nada
como prestar contas e fazer
valer aquele que é o mérito
da instituição na prestação do
socorro à população. O
mesmo responsável aproveitou a presença do presidente para sublinhar a importância que também tem o
apoio da direção, para que
todos consigam prestar um
serviço “com prontidão, eficiência e zelo”.
António Meireles deu voz,
precisamente a esse esforço
diário de conciliação de meios
para atender a todas as necessidades, referindo que,
diariamente, a corporação
via- biliza o transporte de 188
doentes. E tal não acontece
apenas e só na sua área de
intervenção. Segundo o presidente a atuação dos Bombeiros Famalicenses circunscreve-se, atualmente, a todo
o Alto Minho, enquanto entidade prestadora de serviços
ao Hospital de Braga.
Desdobrando a avalanche
de ocorrências contabilizadas
em apenas cinco meses – de
Maio a Outubro -, Bruno Alves
falou de 107 solicitações para
fogos florestais, 84 dos quais
na sua área de intervenção, e
os restantes em áreas de outras corporações do concelho. O fluxo para fora do
concelho não é menor, pelo
contrário, com base nos
números apresentados. Os
Bombeiros
Famalicenses
acorreram a 121 fogos em
concelhos vizinhos, totalizando a mobilização de 890
operacionais, 227 veículos, e
perfazendo 901 horas de trabalho. A corporação, que integrou os Grupos de Reforço
para Com- bate a Incêndios
Florestais, esteve ainda em
sete outros cenários, para os
quais destacou 58 operacionais, 16 veículos, num total
de 235 horas de trabalho no
terreno.
No entanto, como nem só
de fogos florestais se faz a
atividade dos bombeiros, a
emergência pré-hospitalar, o
transporte de doentes não urgentes e as transferências
hospitalares assumem uma
fatia significativa das tarefas.
Para emergências pré-hospitalares as solicitações com
1896, segundo o Comandante, movimento a que acresce
a mobilização para 125 acidentes, 20 incêndios urbanos,
quatro industriais, cinco incêndios em transportes, 23
quedas de árvores ou estruturas, e inundações. Tudo
contabilizado, o Corpo Ativo
dos Famalicenses despendeu, só nesta área, 2084
horas de trabalho, 4646 operacionais, e 2290 veículos.
Concretamente no que toca
ao transporte de doentes não
urgentes, a corporação está
perante 4563 doentes transportados e cerca de 581 mil
quilómetros percorridos.
SANDRA RIBEIRO GONÇALVES
14
20 de Outubro de 2015
Figuras históricas animam mostra do Clube Sénior
da Associação Gerações
O Clube Sénior da Asso
ciação Gerações realiza, no
próximo sábado (dia 24 de
Outubro), a partir das 15
horas, nas instalações da instituição, a sua 6.ª mostra de
atividades, iniciativas e projectos.
Na edição deste ano estarão em funcionamento, com
acesso livre a todos os participantes, três ateliers, um
deles é de artes florais, um de
artes de trapilhos e um terceiro de artes plásticas. Para
além disso estará patente
uma seleção feita a partir dos
vários “ateliers” que diariamente estão em funcionamento no Clube Sénior, isto
para além de uma exposição
de bordados desenvolvidos
pelos seniores.
Novidade este ano na
“Mostra Sénior” é a “presença” de figuras históricas
de Vila Nova de Famalicão,
com destaque para Camilo
Castelo Branco, Soledade
Malvar e Arthur Cupertino de
Miranda que darão as boas –
vindas a todos os participantes e falarão do passado
de Famalicão e dos usos e
tradições de outros tempos,
para além de proporcionarem
alguns momentos culturais,
com leitura de textos e decla-
mação de poesia. A “presença” destas figuras históricas é fruto de uma parceria
entre a Associação Gerações
e a Companhia de Teatro “O
Andaime”, da Escola Secundária Camilo Castelo Branco,
materializando-se também
por esta via o projeto educativo da instituição que neste
ano letivo se subordina ao
tem “Famalicão, Cidade da
Gerações”.
Novidade será também a
presença da Tuna Sénior de
Famalicão (TUSEFA) que animará
musicalmente
o
evento, proporcionando também uma partilha de experiências e conhecimentos com
os seniores do Clube Sénior
da Associação Gerações.
As “mostras” do Clube Sénior, uma valência que integra
quase duzentas pessoas, na
maioria maiores de 65 anos,
procuram trazer para a comunidade aquilo que os seniores
realizam ao longo do ano, no
âmbito das várias estratégias
desenvolvidas pela Associação Gerações, nos processos
de envelhecimento ativo.
Neste sentido, está já também a ser elaborado e discutido com os interessados o
Plano de Actividades para o
ano letivo de 2015 – 2016,
procurando-se uma abrangência e uma diversidade que
permitam que todos se sintam representados nos seus
desejos, ambições e gostos.
Para além da realização
periódica de passeios ecológicos e visitas culturais, e de
estudo a diferentes espaços e
regiões do país, promoção de
sessões de saúde, bem-estar
e segurança, “há todo um
conjunto de outras interações
e projectos que fazem do
Plano de Actividades um instrumento de ação vivo e diversificado”,
garante
o
presidente, Mário Martins.
Em paralelo, o Clube Sénior desenvolve também o
plano diário de atividades que
inclui áreas tão diversas como Yoga, Informática, Danças
de Salão, Pintura/Decoração
de Materiais, Ginástica, Artes
Florais, Bordados, Arte com
Trapilhos, Inglês, Oficina de
Histórias de Vida, Fotografia
e Culinária.
Iniciativa é promovida pela PASEC
Mais de 800 participantes
na Feira de Jogos Intercultural 2015
A PASEC organiza este
ano mais uma edição da
Feira de Jogos Intercultural.
Este ano o evento assinala o
oitavo ano da organizaçãoe
ocorre em simultãneo com a
eleição dos novos corpos gerentes da PASEC para o
biénio de 2015.2017.
Perante mais de cento e
cinquenta crianças, adolescentes, jovens e encarregados de educação, o primeiro
dia do evento teve lugar Casa
das Ideias, Vila Nova de Famalicão, no passado dia 18
de Outubro. O certame continua até sexta-feira, dia 23
de Outubro em mais de uma
dezena de freguesias e escolas de Vila Nova de Famalicão para mais de 800 participantes inscritos na edição
de 2015.
Na abertura, que contou
com a apresentação da peça
de teatro “Apocalipse” pela
Companhia de Teatro ADN da
PASEC, a presidente da
plataforma salientou a importância do evento e a forma
como se relaciona com a
história da própria organização. Por sua vez, o vereador
da Juventude do Município de
Famalicão, Mário Passos,
salientou mostrar-se surpreendido pelo número de jovens presentes apesar do
mau tempo. Por fim, pelo Instituto Português do Desporto
e da Juventude, Glória Teixeira, salientou que existem
poucas palavras para descrever a força e vitalidade da
PASEC e que a Feira de Jogos Intercultural era apenas
mais um exemplo disso.
Da Feira deste ano, que
conta com 11 roteiros, divididos por cinco dias, que estarão em dez localidades
diferentes com mais de 800
inscritos, contam os seguintes jogos gigantes e ações: o
jogo “Formas Interculturais”; o
jogo “Just Dance”; o jogo
“New Rugby”; o jogo “Cestos
Matemáticos”; o jogo “Peixes”; o workshop de Simbologia Lúdica “Geo Difference”; o
jogo “Angry Birds Who its
Who?”; a dinâmica de animação desportiva “Circuito Intercultural”; e os espetáculos
de expressão corporal e
dramática “Apocalipse” e “Liberta-te…”.
20 de Outubro de 2015
O Povo Famalicense
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O Povo Famalicense
Workshop de Rugby no Agrupamento D. Sancho I
O Agrupamento de Escolas D. Sancho I organizou um
Workshop de Rugby destinado a todos os alunos que
se mostrassem interessados
em participar; decorreu nas
instalações da escola sede,
no passado dia 13 de outubro. O evento contou com a
participação de cerca de 150
alunos.
Estiveram presentes técnicos da Associação de Rugby
do Norte e do Clube de Rugby de Famalicão que, com a
colaboração dos professores
de Educação Física do Agrupamento,
proporcionaram
aos alunos a oportunidade de
viver “experiências únicas rel-
20 de Outubro de 2015
No âmbito do programa ECO Escola
“Engenho” distinguida
por boas práticas ambientais
ativamente a uma modalidade coletiva que, apesar de
parecer complexa, é extremamente simples de jogar e de
aprender”.
Os alunos aprenderam
técnicas de passe, de contacto, de placagem, formação
ordenada e de evasão, ficando a conhecer a modalidade.
Segundo o agrupamento,
“os objetivos foram plenamente atingidos, uma vez que
era evidente a satisfação geral de todos os envolvidos”.
ASSEMBLEIA GERAL
Mário da Costa Martins, Presidente da Assembleia Geral da "Engenho" Associação de Desenvolvimento Local do Vale do Este - convoca todos os associados para uma ASSEMBLEIA GERAL, a realizar no Centro Comunitário, situado na
Freguesia de Arnoso Santa Maria, no dia 08 de Novembro de 2015, às 10.30 horas,
com a seguinte ORDEM DE TRABALHOS:
1.Análise e votação do Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2016,
bem como do parecer do Conselho Fiscal.
2.Análise e votação da alteração aos estatutos da associação, efetuada nos
termos do Decreto – Lei n.º 172 – A/2014, de 14 de Novembro, alterado pela Lei
n.º 76/2015, de 28 de Julho.
3.Critérios de renumeração dos associados e fixação do valor da quota para o
ano de 2016.
4.Outros assuntos de interesse para a Associação.
Nos termos estatutários, se à hora constante da convocatória não se encontrarem
presentes mais de 50% dos associados com direito a voto, a Assembleia reunirá
trinta minutos depois com qualquer número de associados.
Arnoso Santa Maria, 2015.10.12.
O Presidente da Assembleia Geral
Mário C. Martins
A Engenho recebeu, pelo
segundo ano consecutivo, o
Galardão Eco-Escolas 2014/
15, na cerimónia nacional do
Dia das Bandeiras Verdes realizada, no passado dia 14,
em Torres Vedras, uma iniciativa promovida pela ABAE Associação Bandeira Azul da
Europa e pelo Programa EcoEscolas.
Neste encontro foram premidas e distinguidas as Escolas e Associações que ao
longo do ano demonstraram ir
ao encontro de princípios e
práticas ambientais que se
revelem sustentáveis, que
desenvolvam um trabalho
ativo e interativo com a comunidade onde se inserem e
que se revelem inspiradoras
para outras comunidades.
Para além da atribuição do
galardão em causa, a “Engenho” foi ainda contemplada
com um 1-º Prémio e uma
Menção Honrosa obtidos res-
petivamente pelos desafios
vencidos nas Hortas Biológicas e Jardins Compal. Os
prémios em causa traduziram-se num compostor, ervas
aromáticas, livros e um forno
solar.
A direção da “Engenho”,
através deste programa e de
outras iniciativas e projetos
do género, quer “promover a
educação ambiental nas suas
diferentes dimensões, numa
lógica e prática intergeracional” bem como fazer da
Associação “uma plataforma
de disseminação de boas
práticas relacionadas com a
proteção do ambiente, natureza e biodiversidade, relevando o princípio da sustentabilidade, envolvendo e corresponsabilizando todos os
agentes locais” assegurou
Manuel de Araújo.
Feira de Outono foi um sucesso
no Agrupamento de Escolas de Pedome
A “VI Feira de Outono” decorreu, no passado sábado,
na Escola Básica de Pedome
e juntou participantes de todo
o Agrupamento: Associações
de Pais e Estabelecimentos
de Ensino.
Nesta VI Edição da Feira
de Outono, que se realiza na
Escola Sede do Agrupamento
de Escolas de Pedome desde
o ano letivo de 2009/2010,
registou-se uma elevada participação das Associações de
Pais de todos os nossos estabelecimentos de ensino e
um grande envolvimento quer
dos estabelecimentos de ensino (Escolas Básicas de 1º
Ciclo e Jardins-de-Infância –
dos seus professores e educadoras e assistentes operacionais), quer de todas as
turmas do 2.º e 3.º ciclos e do
curso vocacional e Núcleo de
Educação Especial.
No entender do agrupa-
mento, “a Feira de Outono
cumpriu, assim, o seu principal objetivo que é o de reunir
e mobilizar toda a comunidade educativa”. Com esta
atividade comemora-se, também, o dia mundial da alimentação, “sensibilizando
para o benefício do consumo
de frutas e vegetais da época,
colhidos nos quintais onde
crescem de forma biológica”.
Desta forma, a organização
sublinha que não podería
deixar de continuar a oferecer
um
pequeno-almoço
saudável a todos os que nos
visitaram nesta atividade.
Pelo 2.º ano colaboramos
com a Associação de
Dadores de Sangue de Vila
Nova de Famalicão, para realizar recolha de sangue e de
medula.
A equipa de saúde escolar
deixa aqui um agradecimento
a todos os que neste dia “fizeram da Feira de Outono
uma atividade da comunidade e para a comunidade”.
20 de Outubro de 2015
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O Povo Famalicense
20 de Outubro de 2015
Associação Milho D’Oiro arranca com celebrações das bodas de prata
A Milho D’Oiro – Associação Cultural e Artística de
Gavião iniciou, no passado
dia 13 de Outubro, as comemorações dos 25 anos da sua
fundação.
A data em que um grupo
de amigos decidiu – lavrando
em acta – a constituição de
uma associação cultural e
musical em Gavião, foi celebrada com a tomada de posse dos novos órgãos sociais
e com a partilha de um bolo
de aniversário, a que não faltou o champanhe para o respectivo brinde pelos sucessos
da colectividade.
Os parabéns à Milho D’Oiro foram cantados depois de
um acto eleitoral muito concorrido, que teve lugar no
salão do Polidesportivo das
Ribeiras, em Gavião, entre as
20h30 e as 22h30.
Sérgio Marques liderou a
única lista concorrente ao ato
eleitoral e, por isso, lidera agora uma equipa com provas
dadas, mas também refrescada, que nos próximos três
anos, vai dar tudo o que estiver ao seu alcance para que
a Milho D’Oiro – Associação
Cultural e Artística de Gavião,
seja, cada vez mais, uma referência não só para Gavião,
mas também para o concelho
de Vila Nova de Famalicão,
pois o projeto musical que lhe
deu origem deu-lhe uma
grande abrangência e dimensão.
Sérgio Marques agradeceu a todos os associados
que o acompanham nos novos órgãos sociais, a disponibilidade para trabalhar para o
engrandecimento da Milho
D’Oiro, manifestando uma
grande satisfação por ter na
presidência da mesa da Assembleia Geral um sócio fundador, Alcino Monteiro, e por
ver reconduzido no cargo de
presidente do Conselho Fiscal, o sócio Manuel António
Pereira.
Quem não faltou ao ato
eleitoral e ao início das comemorações dos 25 anos da
Milho D’Oiro foi o sócio fundador, Aires Silva, a quem
Sérgio Marques agradeceu,
dizendo que foi um motivo de
muita alegria para todos nós!
Sérgio Marques disse
ainda que foi Aires Silva que
sonhou e, com a colaboração
dos outros nove sócios fundadores, deu projeção a este
grande projecto associativo,
ao que os presentes responderam com uma grande salva
de palmas, num gesto de
gratidão e amizade, que o associado fundador agradeceu
emocionado.
O presidente reeleito informou que a direcção irá anunciar brevemente um programa para celebrar condigna-
mente as bodas de prata da
Milho D’Oiro.
Ateltismo
Liberdade Futebol Clube domina
dentro e fora de casa
A Associação Recreativa
Pousadense levou a cabo no último domingo a quarta edição
da Corrida Popular e Caminhada de Pousada de Saramagos, contando com a colaboração da Junta de Freguesia de
Pousada de Saramagos, da Câmara Municipal de Vila Nova de
Famalicão, e da Associação de
Atletismo de Braga. Apesar da
manhã chuvosa, foram 131 atletas e amantes da modalidade
que percorreram as ruas da
freguesia e que marcaram presença em mais uma festa do
atletismo do concelho.
O Liberdade Futebol Clube
dominou completamente a competição em todos os escalões
etários e géneros que marcaram presença. Para além dos
dez pódios individuais dominaram coletivamente no escalão de Benjamins B. Para tal
feito, contribuíram Inês Sousa
(1.ª Benjamin A), Beatriz Ferrão
(1.ª Benjamim B), Pedro Oliveira (1.º Benjamim B), Eduardo
Salazar (2.º Benjmamim B), Daniel Oliveira (3.º Benjamim B),
Nuno Azevedo (2.º Iniciado), o estreante Paulo Figueiredo (3.º
Iniciado), Susana Malheiro (1.ª Juvenil), Tânia Silva (1.ª
Sénior), Catarina Araújo (2.ª Sénior), e ainda, Armindo Araújo
(23.º Sénior).
No mesmo dia, em terras de Ponte de Lima, o casal Óscar
Mendes e Liliana Silva estiveram em destaque ao serem 2.º e
3.º lugar, respetivamente, na I Corrida EDP Gás Bombeiros
Voluntários de Ponte de Lima. Liliana Silva regressa assim da
melhor forma, após longa pausa na modalidade e fruto da
maternidade. Já no passado dia 4 de outubro, ambos se
destacaram na 21ª edição do Grande Prémio de Atletismo de
Tregosa - Barcelos, ao cortarem a meta na segunda posição.
“Nascer do Sol” reúne
em Assembleia Geral
A Associação Nascer do Sol promove, no próximo dia 4
de Novembro , elas 18h00, na sede da associação, uma Assembleia Geral. A sessão tem como principais pontos da
ordem de trabalhos a marcação de eleições, o plano de atividades, e a alteração aos estatutos.
20 de Outubro de 2015
O Povo Famalicense
Aconteceu no “Recreio do João”, em Vermoim
Bebé de quatro meses encontrado sem vida no berço
Um bebé de apenas quatro meses foi encontrado em
paragem cardiorrespiratória
no berço da creche que frequentava, da cooperativa
“Recreio do João”, em Vermoim, ao final da manhã de
ontem (segunda-feira). Assim
que os colaboradores perceberam que o Tomás não estava a respirar encetaram
manobras de reanimação,
prosseguidas por bombeiros
e VMER, mas não foi possível
reverter a situação. O óbito do
menino foi declarado no Hospital de Famalicão, para onde
foi transportado.
Sérgio Gomes, adjunto
dos Bombeiros Voluntários de
Vila Nova de Famalicão, adianta que à chegada dos
meios de socorro ao local,
pouco depois das dez da
manhã, já um colaborador da
instituição se encontrava em
manobras de suporte básico
de vida do bebé de quatro
meses, depois de se ter
apercebido que algo de anormal se passava com a criança. O adjunto sublinha que
as manobras se mantiveram
até à chegada da VMER de
Famalicão ao local. O bebé
“foi
transportado
em
manobras de suporte básico
de vida até ao hospital, onde
acabou por ser confirmado o
óbito”, refere Sérgio Gomes.
Na sequência do trágico
incidente, o “Recreio do João”
emitiu um comunicado no
qual expressa “sentido pesar
aos pais, avós e restantes familiares” do Tomás, cuja
perda “lamentamos profundamente”.
A instituição esclarece, entretanto, que a criança deu
entrada na creche cerca das
08h45, já com pequeno almoço tomado em casa,
“como habitual”. Já cerca das
09h15 o menino “foi fazer o
primeiro sono, seguindo a
rotina diária”. Cerca das
10h10, prossegue o comunicado “detetamos que o
Tomás não estava a responder”. O menino foi “retirado do
seu berço”, tendo sido verificado “que não estava a respirar”.
Segundo o “Recreio do
João”, “imediatamente o
Tomás
foi
sujeito
às
manobras de reanimação de
primeiros socorros”, inicialmente pelos técnicos da instituição,
que
encetaram
“manobras de reanimação”,
depois pelas equipas de socorro. Apesar das tentativas
de reanimação, o óbito
acabou sendo declarado já
no hospital de Famalicão.
A direção expressa “toda a
confiança nos seus técnicos e
colaboradores”, e mostra-se
“solidária com eles neste momento triste das nossas
vidas”.
Aproveita
para
agradecer “a pronta inter-
“Vício Intrínseco”
nas Noites do Cineclube
“Vício Intrínseco”, de Paul
Thomas Anderson, é o filme que
o Cineclube de Joane propõe
para esta quinta-feira, dia 22,
para mais uma sessão de cinema todas as quintas-feiras no
Pequeno Auditório da Casa das
Artes, pelas 21h45.
O filme desenrola-se em Los
Angeles (EUA), nos finais dos
anos 1960. Há já algum tempo
que o detective Doc Sportello
não vê a ex-mulher. Certo dia,
ela aparece para solicitar os
seus serviços de forma a encontrar o paradeiro do seu novo
namorado, um milionário supostamente raptado pela mulher dele e o amante dela.
Sportello vê-se assim envolvido
numa complicada teia de intrigas, onde terá de fechar os
olhos aos seus escrúpulos e a
muitas e complexas questões legais.
Com realização de Paul Thomas Anderson ("Magnólia",
"Haverá Sangue", "O Mentor"), e com personagens tão diversas como proxenetas, toxicodependentes, agiotas, agentes da
polícia ou um saxofonista numa missão secreta, um "thriller"
psicadélico que adapta o romance homónimo do escritor norteamericano Thomas Pynchon. A compor o elenco estão os actores Joaquin Phoenix, Josh Brolin, Owen Wilson, Katherine
Waterston, Reese Witherspoon, Benicio del Toro, Jena Malone, Joanna Newsom e Martin Short. "Vício Intrínseco" recebeu duas nomeações para os Óscares, nas categorias de
Melhor Argumento Adaptado e Melhor Guarda-Roupa.
venção dos Bombeiros de
Vila Nova de Famalicão e da
equipa do INEM que foram inexcedíveis
no
auxílio
prestado”.
No local esteve uma ambulância dos Bombeiros de
Vila Nova de Famalicão com
dois homens, e a equipa da
VMER de Famalicão.
S.R.G.
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O Povo Famalicense
20 de Outubro de 2015
Vocalista atua este sábado no grande auditório
‘locomotiva do funk’ traz Marta Ren à Casa das Artes
Dona de uma das mais
carismáticas vozes da nova
música portuguesa, Marta
Ren afirmou-se nos últimos
anos como vocalista de alguns dos mais reconhecidos
projetos de música negra produzidos em Portugal, como
os Sloppy Joe, Bombazines,
o coletivo Movimento e os
The Funkalicious.
2014 foi o ano escolhido
pela vocalista portuense para
se lançar numa carreira em
nome próprio. A cantora, que
ainda se encontra a trabalhar
no seu álbum de estreia a
solo, atua este sábado com
os The Groovelvets em Vila
Nova Famalicão e a Casa
das Artes foi o local escolhido
para a próxima paragem da
“locomotiva do funk”.
“Summer’s Gone” e “2
Kinds of Men” são os dois
primeiros singles de avanço
do novo álbum de Marta Ren,
editado pela italiana Record
Kicks e que nos remete para
os anos dourados da soul e
do funk.
Um disco, avança, “cujo
processo de gravação tem
respeitado o método de pro-
dução old school dos anos 60
e 70, com microfones,
gravadores e masterização
em fita. Tudo orgânico, para
preservar a sonoridade típica
dos velhos tempos do funk”.
O concerto deste sábado
na Casa das Artes está marcado para as 21h30. Os bilhetes têm o custo de 10
euros,
reduzindo
para
metade para estudantes e
portadores
do
Cartão
Quadrilátero Cultural. Mais informações no site oficial do
espaço cultural famalicense,
em www.casadasartes.org.
Fim de semana de andebol animado
para minis e seniores da ACV
Os escalões minis e seniores da Associação Cultural de Vermoim (ACV) estiveram em acção neste fim de semana.
Em deslocação a Guima-rães ao
histórico Desportivo Francisco de
Holanda, os Minis ACV abrilhantaram a
manhã de sábado com a presença de
duas equipas. “Foi uma manhã plena de
jogos para as duas mais jovens equipas
ACV”, declara a associação.
Já no domingo, no Pavilhão Municipal
"Terras de Vermoim", as Seniores ACV defrontaram a A2D num jogo a contar para o torneio de
abertura da AAB que serve de preparação para as competições nacionais que se avizinham.
Apesar da equipa seniores ACV estar ainda em fase de formação e afirmação, foi já capaz de
dar uma boa réplica equilibrando o encontro.
Atelta do CRC vence Troféu Revelações BTT XCO
O atleta infantil da equipa
Centro de Recreio Camiliano
(CRC)/Garbo/Vegas Cosmetics, Tiago Dias, venceu o
Troféu Revelações BTT XCO
Mafre | Seguros 2015. O
jovem atleta foi o mais regular
durante a época deste ano
conseguindo alcançar este
importante
resultado. A
equipa deslocou-se neste
passado domingo, dia 18 de
outubro a Arcos de Valdevez
para disputar o 17.º BTT XCO
ACRAP, penúltima prova do
Troféu Revelações BTT da
Associação de Ciclismo do
Minho.
Os resultados dos atletas
que representam a equipa
foram os seguintes: em benjamins Rui Sabino ficou no 9.º
lugar, nos iniciados, David
Ferreira ficou no 3.º lugar,
Nelson Silva no 11.º lugar e
Ana Costa no 6.º lugar femininos. Em infantis, Tiago Dias
ficou no 2.º lugar e Beatriz
Pereira venceu a prova no
seu género. César Costa fez
o 3.º lugar em juvenis. Na
classificação geral coletiva de
escolas de BTT a equipa
ficou no 2º lugar.
OFICINA promove palestra
sobre tratamento e resíduos
A OFICINA – Escola
Profissional do INA promoveu
mais uma ação de formação
para as questões ambientais,
debruçando-se desta feita
sobre o tratamento dos resíduos. A ação contou com a
participação da Resinorte,
uma empresa que se dedica
ao tratamento de resíduos.
Para os professores da
disciplina de Área de Integração, promotores da atividade, esta iniciativa pretendeu, por um lado, sensibilizar
os jovens para um melhor tratamento do lixo e, por outro,
dar-lhes a conhecer a realidade de uma empresa dedicada à reciclagem.
Ricardo Guimarães, professor de Área de Integração,
considera que este tipo de iniciativas “é fundamental para
os alunos incrementem novos
hábitos na sua vida”. No entender do mesmo, “existe um
certo desfasamento entre o
que nós ensinamos na escola
e o que eles praticam em
casa”, pelo que, com esta exposição da Resinorte, “eles
puderam ver todo o trabalho
produzido e estar mais sensi-
bilizados para a reciclagem
do plástico, papel e outros
materiais”.
Ricardo
Guimarães entende mesmo
que “devíamos estender este
tipo de formação aos pais e
aos educadores”.
Sofia Ribeiro, da Resinorte, deu nota do trabalho
desenvolvido pela empresa
na região, alertando para o
impacto negativo que a não
reciclagem provoca no meio
ambiente. A representante da
Resinorte apelou aos jovens
para uma maior responsabilização para com o ambiente.
Para os mais de cem
alunos envolvidos na palestra
foi um momento para recordar o quão importante a reciclagem é para um desenvolvimento sustentável. Ana
Oliveira, do 2.º ano do curso
de Comunicação/Marketing,
diz que “a reciclagem dos
resíduos traz bastantes benefícios para a sociedade. Para
além de reduzir a quantidade
de resíduos dirigidos ao
aterro sanitário, reduz a
poluição ambiental. Penso
que só pensamos bem nisto,
quando toda a informação
nos é disponibilizada. E a
Resinorte consegui faze-lo”.
A Resinorte é uma empresa de tratamento de resíduos sólidos que serve uma
população de aproximadamente um milhão de habitantes e procede ao tratamento de cerca de 350 mil
toneladas de resíduos por
ano.
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O Povo Famalicense
ALUGA-SE ESCRITÓRIOS
Escritorio n.º 1 - c/ área de 105m2,
Escritório n.º 3 - c/ área de 130,40 m2 no1.º andar
do edifício Plaza. Com entradas independentes.
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(Frent. à Rotunda da Paz).
TLF.: 252 311 287 | 968 014 188
O POVO FAMALICENSE - 20 de Outubro de 2015
CARTÓRIO NOTARIAL de Lic. ANÍBAL CASTRO DA COSTA
Rua Conselheiro Santos Viegas, Edifício Domus II, lojas 3 e 4,
VILA NOVA DE FAMALICÃO
----- Certifico, para efeitos de publicação que, por escritura de hoje, lavrada de fls. 144 a fls.
145v.º, do livro de notas para “escrituras diversas” número 236-A, deste Cartório, Manuel
Carlos da Silva Araújo, N.I.F. 198.645.805, e mulher, Rosa Maria Gonçalves Rodrigues,
N.I.F. 182.553.680, casados no regime de comunhão de adquiridos, naturais ele da freguesia
de Fradelos, concelho de Vila Nova de Famalicão e ela da freguesia de Santo Ildefonso, concelho do Porto, residentes na Rua da Quinta, 269, Gondifelos, Cavalões e Outiz, Vila Nova
de Famalicão, declararam que são donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem,
do PRÉDIO RÚSTICO, denominado “Campo e Bouça de S. Paio”, composto de cultura arvense de regadio, com a área de cinco mil seiscentos e setenta metros quadrados, sito
no lugar de Sampaio ou S. Paio, freguesia de Fradelos, concelho de Vila Nova de Famalicão, a confrontar do norte com Manuel Marques Alves de Castro e outros, do sul com José
de Azevedo Costa e outros, do nascente com caminho de servidão e António dos Santos
Pereira, e do poente com Baltazar Gomes dos Santos, OMISSO na Conservatória do Registo
Predial de Vila Nova de Famalicão, inscrito na respectiva matriz em nome do justificante
marido sob o artigo 1.863 (omisso na antiga matriz rústica e desconhecem qualquer artigo
matricial anterior), com o valor patrimonial de 2.590,00 Euros, e o valor atribuído de DOIS
MIL QUINHENTOS E NOVENTA euros. ----------------------------------------------------------------------- Pela Conservatória do Registo Predial competente foi certificado, pela certidão adiante
arquivada, que este prédio pode ser os lá descritos sob os números dois mil e setenta e quatro – Fradelos, dois mil trezentos e trinta e cinco – Fradelos e dois mil trezentos e trinta e um
– Fradelos, pelo que eles primeiros outorgantes, declaram que o prédio ora justificado não é
aquele descritos nos indicados números, nem pare deles, estando, portanto, por descrever.
Que não são detentores de qualquer título formal que legitime o domínio do referido prédio,
tendo-o adquiridos no ano de mil novecentos e oitenta e cinco, ano em que iniciaram a posse,
ainda no estado de solteiros, por compra verbal a Joaquim Torres da Costa Araújo, e mulher, Albina Batista da Silva, residentes que foram no lugar de Pedras Ruivas, freguesia de
Fradelos, concelho de Vila Nova de Famalicão, não chegando, todavia, a realizar-se a projectada escritura de compra e venda. --------------------------------------------------------------------------- Que, no entanto, desde aquela data da aquisição, têm usufruído em nome próprio o
referido prédio, gozando de todas as utilidades por ele proporcionadas, cultivando-o, colhendo os correspondentes frutos e rendimentos, pagando as respectivas contribuições e impostos, com ânimo de quem exercita direito próprio, sendo reconhecidos como seus donos
por toda a gente, fazendo-o de boa fé, por ignorar lesar direito alheio, pacificamente, porque
sem violência, continua e publicamente, à vista e com o conhecimento de toda a gente e
sem oposição de ninguém. ------------------------------------------------------------------------------------Que a posse assim exercida durante mais de VINTE ANOS, lhes facultou a aquisição do direito de propriedade do dito prédio por USUCAPIÃO, que expressamente invocam para
efeitos de Registo Predial, uma vez que não é susceptível de ser comprovada por qualquer
outro título formal extrajudicial, esta forma de aquisição. ---------------------------------------------ESTÁ CONFORME E CONFERE COM O ORIGINAL NA PARTE TRANSCRITA. -------------Vila Nova de Famalicão, treze de Outubro de dois mil e quinze.
O Notário,
Aníbal Castro da Costa
22
VENDE EM AVIDOS
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VENDE-SE
OU ALUGA-SE
C/
2.300
M2
TLM.: 969 994 181
ALUGO
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edif. Alvares Cabral
TLM.: 914 904 464
TLM.: 939 072 973
VENDE-SE
HOTELEIRO USADO
ALUGA-SE
Café Snack-Bar c/ salão de
jogos em Ribeirão.
Bom preço
TLM.: 913 205 566
TLM.: 913 569 699
Vende-se Terreno
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