Porte Pago 2193/2004 - DR / ES Assembléia Legislativa DEVOLUÇÃO GARANTIDA CORREIOS CORREIOS DIÁRIO OFICIAL PODER LEGISLATIVO ANO XXXVIII - VITÓRIA-ES, TERÇA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2004 - Nº 5197 – 46 PÁGINAS TAQUIGRAFIA – Composição, Revisão, Diagramação, Arte Final. REPROGRAFIA – Impressão MESA DIRETORA CLAUDIO VEREZA Presidente ANSELMO TOSE 1o Secretário PAULO FOLETTO 2o Secretário MARIAZINHA VELLOZO LUCAS SUELI VIDIGAL 1º Vice-Presidente 2º Vice-Presidente GABINETE DAS LIDERANÇAS ROBSON VAILLANT REGINALDO ALMEIDA 3º Secretário 4º Secretário REPRESENTAÇÃO PARTIDÁRIA PFL – Zé Ramos PFL - Zé Ramos, Gilson Gomes PT – Helder Salomão PT – Claudio Vereza, Brice Bragato, Helder Salomão, Carlos Casteglione PTB – Marcelo Santos PTB –Marcelo Santos. PSB – Janete de Sá PSB – Paulo Foletto, Janete de Sá PPS – PPS – Anselmo Tose PL – Cláudio Thiago PL - Robson Vaillant, Cláudio Thiago PDT – Cabo Elson PDT – Sueli Vidigal, Cabo Elson, José Esmeraldo PSDB – Mariazinha Vellozo Lucas PSDB – Mariazinha Vellozo Lucas, Rudinho de Souza, César Colnago, Geovani Silva PMDB - Sérgio Borges PMDB - Luiz Carlos Moreira, Sérgio Borges PMN – Edson Vargas PMN – Edson Vargas, Euclério Sampaio PSC - Reginaldo Almeida PSC –Reginaldo Almeida PTC - José Tasso de Andrade PTC - José Tasso de Andrade PRTB – Délio Iglesias PRTB – Gilson Amaro, Fátima Couzi, Marcos Gazzani, Délio Iglesias. PP– Heraldo Musso PP– Heraldo Musso Líder do Governo – César Colnago Esta edição está disponível no site da Assembléia Legislativa www.al.es.gov.br clique: diário online COMISSÕES PERMANENTES COMISSÃO DE JUSTIÇA Presidente: Zé Ramos Vice-Presidente: Euclério Sampaio Efetivos: Brice Bragato, Reginaldo Almeida, Heraldo Musso, Robson Vaillant e Luiz Carlos Moreira. COMISSÃO DE FINANÇAS Presidente: Edson Vargas Vice-Presidente: Mariazinha Vellozo Lucas Efetivos: César Colnago, José Esmeraldo, Marcelo Santos. Cláudio Thiago e Helder Salomão. Suplentes: Reginaldo Almeida, Rudinho de Suplentes: Gilson Gomes, Marcelo Santos, Souza, Délio Iglesias, Zé Ramos, Geovani Silva, Helder Salomão, Edson Vargas, Carlos Robson Vaillant e Carlos Casteglione. Casteglione, Cláudio Thiago e Sérgio Borges. COMISSÃO DE AGRICULTURA, DEFESA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DO CONSUMIDOR Presidente: Cláudio Thiago Presidente: Reginaldo Almeida Vice-Presidente: Helder Salomão Vice-Presidente: César Colnago Efetivos: Edson Vargas, Cabo Elson e Délio Efetivos: Carlos Casteglione, Janete de Sá e Iglesias. Gilson Amaro. Suplentes: Robson Vaillant, Carlos Casteglione, Suplentes: Marcelo Santos, Délio Iglesias, Brice Reginaldo Almeida, Sueli Vidigal e Janete de Bragato, Edson Vargas e Geovani Silva. Sá. COMISSÃO DE SEGURANÇA Presidente: Cabo Elson COMISSÃO DE CIDADANIA E DOS Vice-Presidente: Marcelo Santos DIREITOS HUMANOS Efetivos: Robson Vaillant, Gilson Gomes, e Presidente: Janete de Sá Rudinho de Souza. Vice-Presidente: Brice Bragato Suplentes: Geovani Silva, Euclério Sampaio, Efetivos: Rudinho de Souza, Luiz Carlos Reginaldo Almeida, Zé Ramos e Marcos Moreira e Fátima Couzi. Gazzani. Suplentes: Euclério Sampaio, Helder Salomão, COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO Mariazinha Vellozo Lucas, Sérgio Borges e Presidente: Geovani Silva Marcos Gazzani. Vice Presidente: Délio Iglesias Efetivos: Edson Vargas, Fátima Couzi e Gilson Amaro. Suplentes: Marcelo Santos, José Esmeraldo, Euclério Sampaio, José Tasso de Andrade e Efetivos: Sueli Vidigal, Rudinho de Souza e Marcos Gazzani. Sérgio Borges. COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA Presidente: Sérgio Borges. Suplentes: Brice Bragato, Cabo Elson, Euclério Vice-Presidente: José Tasso de Andrade Sampaio, Mariazinha Vellozo Lucas e Luiz Efetivos: César Colnago. Carlos Moreira. Suplentes: Gilson Amaro, Marcelo Santos e Mariazinha Vellozo Lucas. COMISSÃO DE SAÚDE Presidente: Carlos Casteglione Vice-Presidente: Janete de Sá DEPUTADO OUVIDOR DÉLIO IGLESIAS LIGUE OUVIDORIA: 3382-3846 3382-3845 0800-2839955 [email protected] Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Diário do Poder Legislativo - 3765 (O Sr. 2º secretário procede à leitura da Ata) ATA DAS SESSÕES CENTÉSIMA SÉTIMA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA QUINTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 24 DE AGOSTO DE 2004. PRESIDÊNCIA DA SRA. DEPUTADA MARIAZINHA VELLOZO LUCAS. ÀS DEZOITO HORAS E UM MINUTO COMPARECEM OS SRS. DEPUTADOS ANSELMO TOSE, BRICE BRAGATO, CABO ELSON, CLÁUDIO THIAGO, EDSON VARGAS, EUCLÉRIO SAMPAIO, GEOVANI SILVA, GILSON AMARO, HELDER SALOMÃO, HERALDO MUSSO, JANETE DE SÁ, JOSÉ ESMERALDO, JOSÉ TASSO DE ANDRADE, LUIZ CARLOS MOREIRA, MARCELO SANTOS, MARCOS GAZZANI, MARIAZINHA VELLOZO LUCAS, REGINALDO ALMEIDA, ROBSON VAILLANT, RUDINHO DE SOUZA, SÉRGIO BORGES E ZÉ RAMOS. (22) DEIXANDO DE COMPARECER OS SRS. DEPUTADOS CARLOS CASTEGLIONE, CÉSAR COLNAGO, DÉLIO IGLESIAS, FÁTIMA COUZI, GILSON GOMES, PAULO FOLETTO E SUELI VIDIGAL; ESTANDO EM REPRESENTAÇÃO OFICIAL O SR. DEPUTADO CLAUDIO VEREZA (08) A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Havendo número legal e invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. (A convite de S. Ex.a., ocupam as cadeiras da 1ª e 2ª Secretarias, respectivamente, o Sr. Deputado Anselmo Tose e a Sra. Deputada Brice Bragato) A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) - Convido a Srª. Deputada Brice Bragato a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (A Srª. Brice Provérbios 13:11) Bragato lê A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) - Convido o Sr. 2º Secretário a proceder à leitura da Ata da sessão anterior. A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Aprovada a Ata como lida. (Pausa) Convido o Sr. 1º Secretário a proceder à leitura do Expediente. O SR. 1º SECRETÁRIO – (ANSELMO TOSE) - Sra. Presidenta, não há Expediente a ser lido. A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Não havendo Expediente a ser lido, passa-se à Ordem do Dia: Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei n.º 217/2004, de autoria do Presidente do Tribunal de Justiça, que dá nova redação ao Plano de Carreiras e Vencimentos dos servidores efetivos do Poder Judiciário. Publicado no DPL de 24.08.2004. (COMISSÕES DE JUSTIÇA, CIDADANIA E DE FINANÇAS) A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Lei nº 217/2004. Concedo a palavra à Comissão de Justiça, para que esta ofereça parecer oral à matéria. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (ZÉ RAMOS) – Convoco os membros da Comissão de Justiça, Srs. Deputados Euclério Sampaio, Brice Bragato, Reginaldo Almeida, Heraldo Musso, Robson Vaillant, Luiz Carlos Moreira e avoco a matéria para relatar. (Pausa) Temos em mãos o Projeto de Lei nº 217/2004, de autoria do Presidente do Tribunal de Justiça, que dá nova redação ao Plano de Carreiras e Vencimentos dos servidores efetivos do Poder Judiciário. O nosso parecer é pela constitucionalidade e legalidade da matéria. (Pausa) Em discussão o Parecer. Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. EUCLÉRIO SAMPAIO – Com o Relator. A SRA. BRICE BRAGATO - Com o Relator. O SR. REGINALDO ALMEIDA - Com o Relator. 3766 - Diário do Poder Legislativo O SR. HERALDO MUSSO - Com o Relator. O SR. ROBSON VAILLANT - Com o Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 anterior mantivemos o veto ao primeiro projeto e agora estamos apreciando o segundo projeto. Na Comissão de Cidadania relatamos pela aprovação da matéria. (Muito bem!) Relator. O SR. LUIZ CARLOS MOREIRA - Com o Relator. O SR. ZÉ RAMOS – Sra. Presidenta, a matéria foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Justiça. Devolvo a matéria à Mesa. O SR. ANSELMO TOSE - Sra. Presidenta, pela ordem! Já que esta é a última sessão da semana, informamos e convidamos a todos, mais uma vez, para a participação com a comunidade de Castelo. Eles estão nesta Casa expondo produtos típicos, artesanais, bordados, viola e violões feitos em Castelo. A exposição está aqui ao lado, no hall de entrada. Começou ontem e irá até sexta-feira, no projeto Municípios vão à Assembléia Legislativa. A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Agradecemos a informação de V.Exa. (Pausa) Concedo a palavra à Comissão de Cidadania, para que esta ofereça parecer oral à matéria. A SRA. PRESIDENTA DA COMISSÃO – (JANETE DE SÁ) – Convoco os Membros da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, Srs. Deputados Rudinho de Souza, Luiz Carlos Moreira e Brice Bragato. Designo para relatar a matéria a Sra. Deputada Brice Bragato. A SRA. BRICE BRAGATO – (Sem revisão da oradora) – Sra. Presidenta e demais membros da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, o Projeto de Lei nº 217/2004, oriundo do Tribunal de Justiça, dá nova redação ao plano de carreira e de vencimentos dos servidores efetivos do Poder Judiciário. Essa matéria havia sido votada nesta Casa. Houve uma divergência por parte do Governador do Estado, Sr. Paulo Hartung, que vetou a matéria vetada e convocou os Srs. Deputados para uma discussão e esclareceu que havia feito um acordo com o Presidente do Tribunal de Justiça, Dr. Adauto Tristão - por sinal, S.Exa. se encontra presente na galeria das autoridades acompanhando esta sessão, juntamente com o vice-Presidente Dr. Jorge Goés Coutinho e também com o representante do Governo, Dr. Sérgio Abodib Ferreira Pinto - e solicitou aos Srs. Deputados que pudessem votar uma segunda matéria. Na sessão A SRA PRESIDENTA DA COMISSÃO (JANETE DE SÁ) – Reiteramos as palavras da Sra Deputada Brice Bragato. Vamos acompanhar o voto da Relatora tendo em vista que a matéria é de acordo, ou seja, já existe entendimento entre os Poderes e não tem porque fazermos diferente diante de um entendimento existente que contempla os servidores daquele Poder. Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Senhores Deputados? O SR. RUDINHO DE SOUZA – Com a Relatora. O SR. LUIZ CARLOS MOREIRA - Com a Relatora. A SRA PRESIDENTA DA COMISSÃO – (JANETE DE SÁ) - A Presidência acompanha o voto da Relatora. Sra. Presidente, a matéria foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Cidadania. Devolvo a palavra à Mesa. A SRA PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) - Concedo a palavra à Comissão de Finanças, para que esta ofereça parecer oral à matéria. O SR. JOSÉ ESMERALDO - Sra. Presidente, na forma regimental, assumo a Presidência da Comissão de Finanças e convoco os seus membros, Srs. Deputados Reginaldo Almeida, Rudinho de Souza, Marcelo Santos, Cláudio Thiago e Helder Salomão. Avoco a matéria para relatar. (Pausa) Srs. Membros da Comissão de Finanças, não há a necessidade de falarmos muito até porque esta matéria já foi aprovada pela Comissão de Justiça. O nosso relato é pela aprovação da presente matéria. (Muito bem!) (Pausa) Em discussão o parecer. (Pausa) Encerrada. Em votação. Como votam os Srs. Deputados? O SR. REGINALDO ALMEIDA - Com o Relator. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 O SR. RUDINHO DE SOUZA - Com o Relator. O SR. MARCELO SANTOS – Com o Relator. O SR. CLÁUDIO THIAGO – Com o Relator. O SR. HELDER SALOMÃO – Com o Relator. O SR. PRESIDENTE DA COMISSÃO – (JOSÉ ESMERALDO) – Sra. Presidenta, a Comissão de Finanças por unanimidade é pela aprovação do projeto como redigido. Devolvo a matéria à Mesa. A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Em discussão o Projeto de Lei nº. 217/2.004. Não havendo oradores inscritos, declaro encerrada a discussão. Em votação o Projeto de Lei nº. 217/2.004. Os Srs. Deputados que o aprovam, permaneçam sentados. (Pausa) Aprovado. À Secretaria para extração de autógrafos. O SR. MARCELO SANTOS – Sra. Presidenta, peço a palavra para declarar voto em nome da Bancada do PTB. A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Marcelo Santos. O SR. MARCELO SANTOS – (Sem revisão do orador) – Sra. Presidenta, Sras. e Srs. Parlamentares, cumprimentamos os servidores do Poder Judiciário que se encontram presentes nas galerias desta augusta Casa de Leis, o Presidente do Tribunal de Justiça, Sr. Adalto Dias Tristão, o vicePresidente, Sr. Jorge Góes. Fizemos, com muita satisfação, o regime de urgência que deu condição para viabilizarmos a aprovação do Plano de Cargos e Salários. Pela segunda vez assinamos o regime de urgência e agora, com êxito, a aprovação desse plano para que possa beneficiar toda a estrutura administrativa e funcional do Poder Judiciário. A data de hoje marca o fim de uma das trajetórias políticas mais importantes e expressivas da história do País. Há cinqüenta anos morria o Presidente Getúlio Vargas – político controverso, respeitado até mesmo por seus adversários e considerado o “Pai dos pobres”. Diário do Poder Legislativo - 3767 Getúlio Vargas esteve à frente do País durante quinze anos. Neste período realizou transformações que até hoje marcam as relações do Estado com os cidadãos brasileiros. Pelas suas mãos o trabalhador brasileiro conquistou uma série de direitos que lhe garantiram condições de vida digna e um tratamento humano nos postos de trabalho. O estabelecimento da jornada de trabalho de oito horas, a regulamentação do trabalho feminino, a instituição da carteira profissional, a criação do salário mínimo e muitas outras Leis Trabalhistas são conquistas que o trabalhador brasileiro deve a Getúlio Vargas. Getúlio foi responsável por uma grande reforma na administração pública que colocou o Brasil no rumo do desenvolvimento e do crescimento. Os Ministérios da Educação e Saúde Pública, da Agricultura, do Trabalho, da Indústria e do Comércio são exemplos que por si só ilustram a magnitude da obra desse grande estadista. No dia 25 de maio de 1945, Getúlio Vargas fundou o Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, o qual temos a honra de liderar nesta Casa de Leis. Partido que surge como respostas aos anseios da população por um sistema político que privilegiasse o capital nacional e garantisse ao trabalhador uma legislação regulamentadora de seus direitos. Como Petebista temos o orgulho de seguir a convocatória imortal do fundador Getúlio Vargas, lutando pela valorização dos trabalhadores, em nosso caso, a força de trabalho que conduz o nosso Estado no rumo do desenvolvimento da igualdade de oportunidades. E, como a história nunca pára, a data de hoje marca também um fato histórico para o PTB e para o Espírito Santo. A chegada do Governador Paulo Hartung ao PTB, vem reafirmar o ideal de Justiça Social, de despesa dos interesses das classes trabalhadoras, do diálogo com todos os segmentos da sociedade, sem preconceitos e dogmas, com interesse único de conduzir o Espírito Santo nas trilhas da ética, da responsabilidade social, do desenvolvimento econômico, do crescimento industrial, do fomento cultural e intelectual e do alargamento de todos os caminhos que levam o cidadão capixaba a uma condição de vida cada vez melhor. Quero nesta data de hoje fazer uma homenagem ao imortal Getúlio Vargas que nos deu a oportunidade de fundar o Partido Trabalhista Brasileiro onde temos a oportunidade de liderar nesta Casa de Leis e ao mesmo tempo parabenizar os servidores do judiciário por ter hoje aprovado nesta Casa de Leis, o seu Plano de Cargos e Salários. 3768 - Diário do Poder Legislativo A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes porém, convoco os Srs. Deputados para a próxima, que será solene, amanhã às 19h, e para qual designo: EXPEDIENTE. O que ocorrer. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezoito horas e vinte minutos. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 CENTÉSIMA OITAVA SESSÃO SOLENE DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA QUINTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 25 DE AGOSTO DE 2004. PRESIDÊNCIA DO SR. DEPUTADO CABO ELSON. ÀS DEZOITO HORAS COMPARECE O SR. DEPUTADO CABO ELSON. O SR. PRESIDENTE - (CABO ELSON) – Invocando a proteção de Deus, declaro aberta a sessão. Convido para compor a Mesa, o Representante do Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, Tenente Coronel Marco Aurélio Capila da Silva; a Capitã de Corveta, Sra Rosângela Couto; o Representante da Escola de Aprendizes de Marinheiros, Comandante Luiz Felipe Schimith; o Representante do Exército Brasileiro, o Tenente Coronel do Exército, Sr. Jefferson Armando Izael Borges. Informo aos Srs. Deputados e aos demais presentes que esta sessão é solene, em comemoração ao Dia do Soldado, conforme requerimento de autoria do Sr. Deputado Cabo Elson, aprovado em Plenário. Neste momento, convido todos para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manoel da Silva; e a seguir, o Hino Oficial do Estado do Espírito Santo, letra de Pessanha Povoa e música de Arthur Napoleão. (É entoado o Hino Nacional e o do Estado do Espírito Santo) O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Neste momento, concedemos a palavra ao Tenente Coronel Marco Aurélio, representante do Comandante Geral da Polícia Militar do Espirito Santo, o Sr. Luiz Carlos Gilberti. Fique à vontade. O SR. MARCO AURÉLIO – (Sem revisão do orador) – Boa noite a todos, cumprimentamos o Sr. Deputado Cabo Elson que está presidindo esta Sessão Solene, nossos companheiros do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil e aos Policiais Militares presentes nesta Casa. Justificamos a ausência do Sr. Coronel da PM Luiz Carlos Gilberti, pois encontra-se fora do Estado, representando a Corporação, também, em uma solenidade ao” Dia do Soldado.” Parabenizamos ao Sr. Deputado Cabo Elson por esta iniciativa de homenagear os militares, sejam eles Estaduais ou Federais, por esse dia. Essa data é comemorativa para todos nós. Hoje não existe, neste Diário do Poder Legislativo - 3769 plenário, a pessoa do oficial, a pessoa do praça, nem das Forças Armadas ou da Polícia Militar. Estamos comemorando, hoje, o dia do soldado brasileiro. Obrigado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (CABO ELSON) – Concedemos a palavra ao Sr. Tenente Coronel do Exercito, Jefferson Izael Borges. O SR. JEFFERSON IZAEL BORGES – Sr. Presidente, declino. O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Havendo S.Exa declinado, concedo-a à Capitã do Exército, Sra. Rosângela Coutas de Figueiredo. A SRA. ROSÂNGELA COUTAS DE FIGUEIREDO – (Sem revisão da oradora) – Boa noite a todos, agradecemos o convite do Sr. Deputado Cabo Elson, que foi muito gentil. Parabenizamos as nossas forças irmãs pelo “Dia do Soldado.” Sentimo-nos muito honrada em fazermos parte deste plenário hoje à noite. Muito obrigada. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Como proponente desta Sessão Solene, assomaremos à tribuna para fazermos uso da fala antes das entregas dos diplomas. Saudamos a todos os presentes, os nossos oficiais representando o Exército, a Marinha e a Policia Militar e a todos os policiais que estão sendo homenageados hoje nesta Casa. Saudamos a todos de uma maneira geral e muito carinhosa. Hoje, dia 25 de agosto, se comemora, apenas, o dia do soldado. Mas na verdade, independente de ser soldado do Exército, Marinha Aeronáutica, Policia Militar e Bombeiro Militar; dia do soldado no nosso entendimento é todo santo dia. O dia 25 de agosto é apenas o dia da comemoração. Por que falamos isso? Como viemos das fileiras da Polícia Militar, sabemos o que significa a Polícia Militar, sabemos o que significa a doutrina militar, sabemos o que significa o militarismo em nossas vidas. O militar é um cidadão diferente. O militar abre mão da sua liberdade, abre mão da sua independência, abre mão do seu lazer para valer um direito do cidadão. O militar, o soldado do Corpo de Bombeiros, o soldado da Polícia Militar, o soldado das Forças Armadas é aquele que sempre está correndo para cima do perigo, porque tem a árdua missão de trazer a paz pública. E isso vem de muito tempo. Não sabemos o que seria deste Estado, não sabemos o que seria deste País se não fosse a atuação 3770 - Diário do Poder Legislativo marcante dos nossos soldados. Quando falamos soldados é de A a Z, de soldado a coronel. Soldado é todo aquele ser imbuído de uma luta, que veste uma farda, que tem o compromisso com a cidadania e com a soberania do país. Priorizamos em primeiro lugar a vida do cidadão e em segundo lugar a nossa. É o soldado que vai para frente de batalha com o compromisso de defender o cidadão mesmo com o risco da própria vida, muitas vezes sabendo que não é reconhecido como deveria, que não é valorizado como deveria. Mas Deus sabe de todas as coisas, e é por isso que a família militar atravessa momentos de crises muitas vezes. Como uma vara de goiaba enverga até encostar uma ponta em outra, mas não quebra porque a família militar é forte. A família militar que tem o soldado como seu timoneiro é forte. Hoje fazemos um lamento: queríamos que outros Deputados estivessem presentes a esta sessão homenageando os Senhores e os seus familiares, mas estão todos voltados para campanha política e lamentavelmente não sabem o que é ser soldado. Só quem é soldado que está neste plenário. Quem passou o que um soldado passa está aqui. Ser soldado é ser diferente, ser soldado é superar o frio, é superar o calor, superar a fome, tudo pela causa deste País. É o soldado que ainda canta o Hino Nacional da primeira à última letra, é o soldado que ainda canta o Hino do Soldado da primeira à última letra, é o soldado que ainda canta o Hino do Estado da primeira à última letra. Se há um exemplo de patriotismo ainda neste País é graças ao soldado. Soldado é isso, soldado sofre para fazer os outros felizes. Isso é ser soldado. Ser soldado é muitas vezes deixar a família em casa para ir para a fronteira do País a fim de não deixar que os inimigos invadam a nossa nação, como faz o Exército, a Marinha, que estão sempre nas fronteiras brigando. A Marinha, a nossa querida Marinha, a instituição mais antiga deste País, leva a cidadania onde ela não chega pelas mãos dos civis. Nos pontos mais distantes do País leva médicos. Onde tem uma tribo, um índio, um cidadão, um brasileiro está a Marinha e o Exército levando cidadania, levando saúde, levando proteção. Ser soldado é passar onde ninguém passa, é aceitar comprar uma briga que todos rejeitam. Isso é ser soldado. Hoje apenas se comemora o Dia do Soldado, mas o Dia do Soldado é todo santo dia, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, trinta dias por mês e trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Todos nós somos soldados e temos muito orgulho de ser soldado. Tanto que o nosso nome parlamentar nesta Casa é Deputado Cabo Elson. (Pausa) Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Passaremos à entrega dos diplomas aos homenageados que foram destaques operacionais em suas respectivas unidades durante o primeiro e segundo semestres de 2004. Convido o Tenente Coronel do Exército Brasileiro, Sr. Jefferson Izael Borges, para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado. A SRA. ELICÉIA BOLELI – Jefferson Izael Borges, Tenente Coronel do Exército Brasileiro. Trabalha no 38 º Batalhão de Infantaria. Medalhas que possui: Medalha de Prata pelos bons serviços prestados, por mais de vinte anos, ao Exército Brasileiro; Medalha Marechal Mascarenhas de Morais pelos bons serviços prestados aos Febianos. (O homenageado diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) Convido o Capitão de Arma de Infantaria, Sr. Ivon Barreto Leão, para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª ELICÉIA Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado. A SRA. ELICÉIA BOLELI - Ivon Barreto Leão, Capitão de Arma de Infantaria. Trabalha no 38º Batalhão de Infantaria. Atualmente exerce a função de fiscal administrativo do 38º Batalhão de Infantaria. Medalhas que possui: Medalha Militar de Bronze. (O homenageado diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) Convido o Soldado Eduardo Paulino Gonçalves para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado. A SRA. ELICÉIA BOLELI - Eduardo Paulino Gonçalves, Soldado. Comportamento excepcional. Trabalha na Polícia desde 19/02/1990. Atua no 8º Batalhão da Polícia Militar. Destaque operacional do primeiro semestre de 2004. (O homenageado diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Convido o Soldado Edinaldo Venturini de Amorim para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Diário do Poder Legislativo - 3771 A SRA. ELICÉIA BOLELI - Edinaldo Venturini de Amorim, Soldado. Comportamento bom. Trabalha no 2º Batalhão desde 15/10/1990. Destaque operacional do segundo trimestre de 2004. (O homenageado diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) Convido o Cabo Paulo César Carvalho Santos para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado. A SRA. ELICÉIA BOLELI - Paulo César Carvalho Santos, Cabo da Polícia Militar. Comportamento excepcional. Trabalha na 8ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Militar. Foi destaque operacional do primeiro semestre de 2004. (O homenageado diploma) recebe A SRA. ELICÈIA BOLELI - Amarildo Paulo de Souza, 2º Sargento da Polícia Militar. Comportamento excepcional. Trabalha no 11º Batalhão desde 06/07/1989. Fez curso do CFC (Curso de Formação de Cabos/1989), CFS (Curso de Formação de Sargentos/1991). É instrutor do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) Convido o Soldado Júlio Cesar dos Reis para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª Elicéia Bolelo que proceda à leitura do currículo do homenageado. A SRA. ELICÉIA BOLELI – Júlio Cesar dos Reis, Soldado da Polícia Militar. Comportamento operacional excepcional. Trabalha na 7ª Companhia Independente. Foi destaque operacional do primeiro semestre de 2004. (O homenageado diploma) recebe A SRA. ELICÉIA BOLELI- Paulo Roberto V. de Arruda, Cabo da Polícia Militar. Comportamento excepcional. Trabalha na 7ª Companhia Independente. Foi destaque operacional do primeiro semestre de 2004. (O homenageado diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Convido a Soldado do Corpo de Bombeiros, Srª. Nolimar Batista Silva, para receber o diploma das nossas mãos e solicito a Sra. Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo da homenageada. o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) Convido o 2º Sargento Amarildo Paulo de Souza para receber o diploma das nossas mãos e solicito à Srª Elicéia Bolelo que proceda à leitura do currículo do homenageado. (O homenageado diploma) O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Convido o Sr. Paulo Roberto V. de Arruda para receber o diploma das nossas mãos e solicito a Sra. Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado. o A SRA. ELICÉIA BOLELI- Nolimar Batista Silva, Soldado do Corpo de Bombeiros. Curso de formação de soldado – DFSD/1994 – PMES; curso de atendimento pré-hospitalar; estágio em salvamento em altura para Bombeiro Militar feminino; curso técnico de enfermagem; curso de mergulho autônomo e curso operacional de Defesa Civil. (A homenageada diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Convido o Soldado Vanderlei Francisco para receber o diploma das nossas mãos e solicito a Sra. Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo da homenageada. A SRA. ELICÉIA BOLELI- Vanderlei Francisco, Soldado da Polícia Militar. Comportamento bom. Trabalha no 6º Batalhão desde 09/10/1990. Destaque operacional no primeiro semestre de 2004. (O homenageado diploma) recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Convido o Sr. Fernando de Paula Vieira para receber o diploma de nossas mãos e solicito a Sra. Elicéia Boleli que proceda à leitura do currículo do homenageado A SRA. ELICÉIA BOLELI- Fernando de Paula Vieira, Soldado da Polícia Militar. Atua na Polícia Militar desde 15/10/1990. Comportamento 3772 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 excepcional. Trabalha no 9º Batalhão. Foi destaque operacional dos dois primeiros semestres de 2004. (O homenageado diploma) revisado recebe o O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Agradecemos a presença de todos. Srs. homenageados, esta homenagem é muito pouco em vista do que merecem, porque se destacar na corporação hoje não é fácil devido às dificuldades. Mas pedimos a cada um que leve esse poder de operacionalidade para a tropa e que no ano que vem possamos estar nesta Casa novamente fazendo essa homenagem, sabendo que essa operacionalidade não é exceção e sim regra. Cada um dos presentes, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, do Exército, da Marinha, tem uma missão: fazer o trabalho de uma formiguinha, um trabalho multiplicador e fazer com que essa operacionalidade, essa condição de se destacar entre os demais não fique tão somente como exceção, mas que passe a ser regra. Parabéns a todos. Registro a presença e concedo a palavra ao Sr. Deputado Robson Vaillant. O SR. ROBSON VAILLANT - (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente Cabo Elson, Presidente da Comissão de Segurança, Coronéis, oficiais que representam a nossa arma brasileira. Tivemos oportunidade em 1988, no 27º Batalhão de Infantaria Pára-quedista, servir à nossa Pátria durante três anos, dando a nossa vida. Infelizmente, tivemos a nossa carreira de militar interrompida por um acidente, quando fomos julgado incapaz definitivamente para tropa pára-quedista, para o serviço do Exército, sem ter meios de subsistência. Naquela ocasião Deus fez o milagre na nossa vida, ou seja, pudemos sair daquela situação. Mas temos muito orgulho de usar o microfone desta tribuna para falar daqueles que defendem a nossa Pátria, daqueles que defendem as nossas ruas, daqueles que defendem o nosso cidadão, daqueles que defendem os nossos mares, daqueles que defendem os nossos ares. Faltaram alguns para completar a formação militar que compõe o nosso País. Gostaríamos muito de vestir permanentemente uma farda, mas esse sonho foi interrompido. Porém, podemos falar da disciplina de um militar. É por isso que em dia como hoje, quando se comemora o Dia do Soldado, mesmo com tanta tarefa, como foi o dia de hoje, não poderíamos deixar de comparecer a esta sessão e usar da prerrogativa de deputado, fazendo uma homenagem especial. Uma homenagem simples, algo muito rápido, mas de coração, porque sabemos da importância não só dos oficiais, mas dos soldados, cabos, praças, daqueles que estão nas ruas combatendo a criminalidade, daqueles que estão defendendo a pátria nos quartéis de fronteira, daqueles que estão dentro de um setor administrativo. Inclusive, daqueles que muito orgulharam o nosso País principalmente na época da ditadura. Significa muito usar de uma forma democrática esta tribuna e dizer para todos que com muita felicidade deixamos registrado nos Anais o nosso parabéns, o nosso carinho e o nosso respeito a todos. Feliz Dia do Soldado. Muito obrigado. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (CABO ELSON) – Registramos e agradecemos a presença do Juiz aposentado, Dr. Antônio Maria Soares Fernandes. É um prazer tê-lo nesta Casa. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão convocando os Srs. Deputados para a próxima, solene, 27 de agosto, às 15h., em comemoração aos vinte e cinco anos da Unimed Vitória. EXPEDIENTE: O que ocorrer. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezenove horas. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 CENTÉSIMA NONA SESSÃO SOLENE DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA QUINTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 27 DE AGOSTO DE 2004. PRESIDÊNCIA DO SR. DEPUTADO PAULO FOLETTO. ÀS QUINZE HORAS COMPARECEM OS SRS. DEPUTADOS ANSELMO TOSE, CLAUDIO VEREZA, CÉSAR COLNAGO, MARIAZINHA VELLOZO LUCAS E PAULO FOLETTO. O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Convido o Sr. Deputado Claudio Vereza a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (O Sr. Claudio Vereza lê o Salmo 40.11) O SR. PRESIDENTE – (CLAUDIO VEREZA) - Convido o Sr. 2º Secretário a proceder à leitura das Atas das sessões anteriores. (O Sr. 2º Secretário procede à leitura das Atas.) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Aprovadas as Atas como lidas. (Pausa) Informo aos Srs. Deputados e demais presentes que esta Sessão é Solene, em comemoração aos vinte e cinco anos da Unimed Vitória, conforme requerimento de minha autoria, aprovado em Plenário. Convido para comporem a Mesa o Dr. Celso Correa de Barros, Presidente da Unimed Brasil; o Dr. Gerson Thomé Marino, Presidente da Federação das Unimed’s do Estado do Espírito Santo; o Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, Presidente da Unimed Vitória; o Dr. Márcio Lopes de Freitas, Presidente da OCB Nacional – Organização das Cooperativas do Brasil; o Dr. Benjamim de Freitas Pinheiro, Presidente da OCB Espírito Santo; o Dr. Saulo Ribeiro Duval, Presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo; o Dr. Fernando Chiabai, Presidente do Sindicato dos Médicos e a Sra. Deputada Mariazinha Vellozo Lucas, Vice-Presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Sentados à Mesa e em destaque os Diretores da Unimed Vitória o Dr. Marcos Vinícius Azevedo Tanure, Diretor Administrativo; o Dr. Rodrigo Abudib Ferreira Pinto, Diário do Poder Legislativo - 3773 Diretor de Prestadores de Serviços e o Dr. Jerônimo Eduardo Vervloet, Diretor Financeiro. (Tomam assento à Mesa referidas autoridades) as Convido todos para, de pé, ouvirmos a execução do Hino Nacional Brasileiro e do Hino do Espírito Santo pela Banda da Polícia Militar do Espírito Santo, regida pelo Maestro Capitão Heitor Cirino Barbosa Filho. (São executados Hinos.) os referidos O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Antes de conceder a palavra aos componentes da Mesa, convido a todos para assistirem à apresentação do Coral Unimelody, formado por crianças das comunidades capixabas de Bela Aurora e Itacibá. O Projeto Unimelody surgiu a partir do concurso “Eu sou social”, promovido entre os voluntários da Unimed Vitória em 2003. Teve como objetivo obter a participação direta dos colaboradores na elaboração de um projeto que fosse, na sua execução, viável social e economicamente. O projeto consiste em proporcionar aulas de música para noventa crianças na faixa etária de seis a doze anos das comunidades acima mencionadas e conta com o apoio de profissionais de música e da Associação Luterana de Assistência social. Á frente deste trabalho está a Maestrina Evanira Nimer, que nos brindará com a apresentação do Coral Unimelody. Esta Presidência informa a todos que estamos transmitindo esta sessão solene ao vivo pela TV-Assembléia. Assistiremos à apresentação do Coral Unimelody, regido pela Maestrina Evanira Nimer, entoando as canções Cativar, que é de domínio público, e Parabéns Especial, autor: Alberto de Matos e adaptação de Rosane Muniz. (O coral faz a apresentação das citadas músicas.) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Agradecemos à Maestrina Evanira Nimer e ao Coral Unimelody das comunidades dos bairros populares de Bela Aurora e Itacibá pela belíssima apresentação realizada. A Presidência, registra, com satisfação, a presença, nesta Casa, com àquela tradicional desculpa 3774 - Diário do Poder Legislativo de que estava operando, do Dr. Márcio Oliveira Almeida, Diretor de Usuários da Unimed Vitória. Não tenho dúvida nenhuma que hoje não é desculpa, hoje é para valer. Convidamos, para compor a Mesa, o Sr. Deputado Federal Carlos Humberto Manato, colega médico e também colega médico, o Sr. Deputado Estadual, César Colnago. A Presidência, também, registra, a presença, nesta Casa, do Coronel médico Valter Teixeira de Mello Júnior, representando o Comandante da Polícia Militar, Coronel Luiz Carlos Giuberti e o Dr. Ricardo Batista, representando o Conselho Federal de Medicina. Convido o Sr. Deputado Claudio Vereza a assumir a Presidência, para que possamos assumir à tribuna e fazer uso da palavra. O SR. PRESIDENTE – (CLAUDIO VEREZA) - Concedo a palavra ao Sr. Deputado Paulo Foletto, requerente desta sessão. O SR. PAULO FOLETTO – (Sem revisão do orador) - Boa-tarde a todos. O tempo sempre é o senhor da razão. Não sou muito afeito a certas afirmativas generalizantes, aos chamados axiomas, mas este em particular é de uma verdade extrema. Quando um escritor, num momento de inspiração, rabisca palavras num papel, a maior prudência que ele toma é guardar aquelas palavras para observá-las melhor após algumas horas ou alguns dias. Fazendo assim, ele guarda a distância necessária, para exercer um melhor julgamento sobre sua obra recém-criada. Pois no afã do momento pode incorrer em sobeja, em deslumbramento e perder sua capacidade crítica, tão necessária ao exercício da profissão de escritor. Na área médica, a visão crítica é mais que necessária, ela é a única ferramenta possível para a consolidação e a sobrevivência de um nome profissional, e de uma carreira. Assim também, tal capacidade de análise é necessária às empresas que se comprometem num País de tamanha desigualdade social, a oferecer serviço de qualidade no setor de saúde. Sem essa noção de ética e de responsabilidade para com os clientes, nenhuma empresa sobrevive ao tempo. E essa capacidade incrível de melhor avaliarmos a nós e ao mundo que nos cerca, que o tempo nos dá é, justamente, o que não nos falta no dia de hoje. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Neste dia em que esta Assembléia Legislativa do Espírito Santo, de maneira muito prestimosa realiza esta Sessão Solene em comemoração aos vinte e cinco anos de Unimed Vitória, não é sob o manto do deslumbramento e da parcialidade mas, sim, sob a orientação da razão e do justo peso que tenho o dever e o prazer de afirmar que este é o empreendimento médico privado mais bem sucedido do Estado e do País. Este sucesso vem do modelo cooperativista que está acima da sanha por lucratividade infinita e preserva o caráter humanitário inerente à saúde. Vem, também, das pessoas capazes e extremamente eficientes que o gerenciam, que o administram ao longo de todo esse tempo. É, com certeza, que só um quarto de século pode trazer, que afirmo que esta data será um marco histórico na vida da Unimed Vitória. Quando olhamos para trás, vemos um passado de ideais, de empenho e trabalho sério. Quando olhamos para o presente, vemos a consolidação dessa empresa em Vitória, sua estrutura invejável, sua eficiência administrativa e suas crias no Interior do Estado, trilhando o mesmo caminho de êxito. E, então, olhamos para o futuro e vemos a certeza de que esses caminhos estarão sempre abertos para a continuidade dessa história de sucesso. Nós, que somos filhos dessa célula mater que é a Unimed Vitória, temos o orgulho de estarmos aqui, hoje, prestando essa homenagem. E sabemos da importância de levar a informação, não só aos clientes da Unimed Vitória, mas a toda a população de que esta rede hospitalar e de atendimento à saúde só chega a esses vinte e cinco anos, graças a visão responsável e ao compromisso com o produto que oferece aos consumidores. Temos certeza de que as cooperativas do Norte e do Sul do Estado, seguindo esse padrão coerente com a sua responsabilidade que o serviço de saúde merece, também terão muita história para contar quando chegar a nossa vez de comemorarmos nossas bodas de prata. Essa é uma expressão usada em casamentos, mas que serve muito bem aqui, já que o que ocorre é um verdadeiro casamento entre o interesse dos clientes pela qualidade do serviço e a fidelidade da empresa quanto à essa qualidade. Quanto a isso, nossa responsabilidade é ainda maior, já que o modelo de saúde pública no Brasil enfrenta graves problemas. Por tudo isso, é necessário fazer esta lembrança, lembrar que há vinte e cinco anos surgia a semente deste grande empreendimento, que acima de tudo visa o cumprimento de uma das premissas básicas dos direitos do cidadão, o direito à saúde de qualidade. Com a capacidade que o tempo nos dá para analisarmos melhor qualquer situação afirmamos, Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 sem medo de ser felizes, que a Unimed Vitória está de parabéns pelo sucesso, pela competência, pela ética e pelo compromisso de levar a cada dia um serviço de saúde mais abrangente e melhor para todas as parcelas da população. Com certeza, cada médico, membro da Unimed Vitória é o grande responsável pelo sucesso alcançado ao longo desses vinte e cinco anos. Muito obrigado a todos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (CLAUDIO VEREZA) – Devolvo à presidência ao Sr. Deputado Paulo Foletto. O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Concedo a palavra a Srª Mariazinha Vellozo Lucas. A SRA. MARIAZINHA VELLOZO LUCAS – (Sem revisão da oradora) - Sr. Presidente, Srs. Deputados e demais componentes da Mesa Diretora, boa-tarde. Faço uma menção especial ao Dr. Saulo Ribeiro do Val, que é meu médico há cinqüenta anos. Cumprimentamos também o meu amigo e irmão, Dr. Luiz Buaiz, que hoje ainda é médico daqueles que ainda vão a seu consultório, atende, e o meu amigo que é Diretor da Unimed e não está compondo a Mesa Diretora, Dr. Lauro Ferreira Pinto, não entendi porque não o chamaram. Dar os parabéns à Unimed é quase que uma obrigação de todos nós que somos filiados a ela. Não sou médica, mas fiz parte e fui uma das primeiras que se filiou à Unimed como empresa. Fui durante dez anos Presidente do Tribunal de Contas deste Estado e depois do Tribunal de Justiça. O Tribunal de Contas do Espírito Santo é o maior cliente em termos percentuais da Unimed Vitória. Todas as vezes que tivemos alguma coisa para falar, sempre tivemos uma ótima resposta. Só espero que os senhores não cresçam muito mais, porque o serviço médico que cresce demais, acaba virando o INAMPS. Trabalhei lá e conheço bem. Acho que os senhores chegaram no limite com um atendimento de qualidade. Espero, Sr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, que hoje está na presidência, e todos os outros diretores, que os senhores preservem a qualidade do serviço médico que é um apanágio desta Unimed de Vitória. Disseram-me que estão presentes, nesta Casa, presidentes de diversas Unimed. Tenho a certeza de que os senhores, também, brigam por essa qualidade. Diário do Poder Legislativo - 3775 Parabenizo a Unimed porque depois de vinte e cinco anos consegue manter a qualidade, isso é muito bom. Que essa seja a grande meta desta diretoria, manter o que os senhores há vinte e cinco anos, têm. A qualidade no atendimento de saúde em Vitória. Um abraço a todos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Anselmo Tose. O SR. ANSELMO TOSE – (Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Srs. Deputados, Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, Presidente da Unimed, Dr. Gerson Thomé Marino, representantes da Unimed Nacional e dos Estados da Federação Brasileira, os diretores da Unimed, colegas médicos, professores, boa-tarde. Este momento fala por si só e a própria história da Unimed seguramente também o faz. Nesta saudação falaremos poucas palavras. Sobreviver crescendo, se consolidando neste mercado tão difícil, neste mundo de tantas mudanças, particularmente na saúde, com a complexidade dos procedimentos, da tecnologia, com a complexidade da inflação que temos que é sempre acima da inflação economicamente normal, com a complexidade do que é fazer saúde no mundo de hoje, onde trabalhar a tecnologia não é fácil, mas por outro lado também mudar comportamento fazendo a promoção e a prevenção, seguramente, talvez, seja mais complexo do que isso, é para uma empresa sentir-se orgulhosa, sentir seguramente muito valiosa para a sociedade como é a Unimed. A Unimed não é só um patrimônio dos médicos cooperativistas ou da saúde, mas sim, patrimônio capixaba porque ela está envolvida. Algumas coisas não diferenciamos a Unimed do ponto-de-vista de uma visão de uma saúde coletiva mais ampla, do compromisso social, das parcerias como vimos aqui com organizações do terceiro setor com Poder Público aqui em Vitória, em particular no tempo que fomos Secretário de Saúde, com o Governo do Estado, enfim, a Unimed é a parceira de primeira hora das grandes causas e dos grandes desafios que temos no Espírito Santo. Como médico, tenho a alegria de tê-los neste plenário, de estar comemorando estes vintes e cinco anos e que esta caminhada sirva para consolidar a Unimed nesta trajetória de sucesso e de grande valor. Vejo neste plenário muitos rostos e faces como do nosso amigo Lauro Ferreira Pinto; inúmeros professores; Dr. Jhonson que acabou de chegar, seguramente devia estar operando; Dr. Ricardo Batista; Professor Carneiro, Professor Saulo Ribeiro 3776 - Diário do Poder Legislativo do Val. Dá alegria compartilhar com os senhores, esta trajetória e este aniversário de vinte anos. Vida longa Unimed! Boa-tarde. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE - (PAULO FOLETTO) – Concedo a palavra ao Sr. Deputado Cesar Colnago. (Pausa) O SR. CESAR COLNAGO – (Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Srs. Deputados e Srªs. Deputadas, cumprimentando Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho estendo-o a todas as autoridades, dando boas-vindas aos nossos visitantes cooperados da Unimed do Brasil inteiro. Parabéns ao Dr. Alexandre que mobilizou o Brasil todo. A Unimed, com vinte anos, com certeza merece e tem que fazer esta grande festa, porque, você nesse mercado difícil, complicado, com regras instáveis e às vezes até com um poder local discordando e com alguns senões. É muito bonito e honroso da parte da Assembléia Legislativa estarmos neste plenário comemorando os vinte e cinco anos de Unimed. Cumprimento a todos os colegas médicos cooperados do Espírito Santo e aos funcionários. Como médico, digo da importância do papel da Unimed como prestadora de serviço à cidade de Vitória mas ao Espírito Santo, não só com a política de gestão de qualidade que a Unimed vem implementando, mas também como visão social de uma empresa com responsabilidade social pelos inúmeros eventos que a Unimed apoia, em parceria não só com o setor público, mas mesmo com outros setores de organizações sociais no Espírito Santo, e também pela possibilidade da ação cooperativa de gerar renda e movimento econômico, portanto, em empregos e atividades que são importantes não só para a cidade de Vitória. A abertura do “SIS’ foi um passo importante, inclusive, neste aspecto da geração de trabalho, de renda e de emprego para a cidade de Vitória, mas, com certeza o Sistema Unimed Vitória gerando muita atividade importante no campo da atividade médica. Com certeza ,a história da saúde no Espírito Santo e a história da medicina, a Unimed, nestes vinte e cinco anos, tem um papel muito importante. Como médico e Deputado desejo a Unimed muitos anos de vida. Não é fácil administrar qualquer coisa na vida, ainda mais com a complexidade das regras e do setor saúde neste país. Deixamos um grande abraço e desejamos cada vez mais sucesso à Unimed. Em nome da sociedade, representamos uma parcela dela, agradecemos o papel, o trabalho, o desempenho e a tarefa que a Unimed vem fazendo pró-Espírito Santo. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Pediremos aos nossos amigos a compreensão porque não podemos continuar neste evento devido as atividades intensas que estamos desempenhando na cidade. Pedimos licença para nos ausentar. Boa tarde. (Muito Bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Concedemos a palavra ao Sr. Deputado Federal e Médico Carlos Humberto Manato. O SR. CARLOS HUMBERTO MANATO – (Sem revisão do orador) – Boa tarde a todos, serei breve. Meus cumprimentos ao Sr. Presidente Cláudio Vereza; Srs. Deputados Anselmo Tose, Paulo Foletto, César Colnago; Sra. Deputada Mariazinha Vellozo Lucas; Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho; Dr. Celso Correa de Castro; Dr. Gerson Thomé Marino; Dr. Márcio Lopes de Freitas; Dr. Benjamim de Freitas Pinheiro; Dr. Saulo Ribeiro do Val; Dr. Fernando Chiabai e diretoria. Sentimos muito orgulho, não como Deputado Federal mas como médico cooperado da Unimed que somos, em dizer dos diferencias que tem a nossa querida Unimed. O primeiro diferencial é que o prestador de serviço, o dono da empresa é quem presta o serviço, somos nós médicos que estamos no front; o segundo diferencial é a qualidade dos serviços prestados, o treinamento do seu corpo gerencial, dos seus funcionários. Esse é o grande diferencial: o corpo de funcionários que a Unimed tem. A Unimed é uma verdadeira parceira do Estado e no País inteiro. Relatamos aqui, sem menosprezar ninguém, que houve uma mudança grande nesta cooperativa a partir do momento em que o Dr. Gerson Thomé Marino tomou posse. Ele deu um impulso à Unimed, implementou diversos programas e parcerias, valorizou o médico cooperado, o prestador de serviço, seus funcionários, deu ênfase ao treinamento de seus funcionários, a parceria com diversas entidades e hospitais privados. Somos sócio do Hospital Metropolitano e se não fosse a mão do Dr. Gerson Thomé Marino, da Unimed e de toda a sua diretoria na época, com certeza o Hospital Metropolitano não tinha aberto. Precisávamos desta intervenção e foram parceiros importantes naquele momento. Em nome do Hospital Metropolitano agradecemos esta parceria e temos certeza de que outros hospitais que foram abertos tiveram esta parceria. Destacamos como mais importante o lado social que hoje a Unimed pratica. Tem sido cada vez mais intenso a Unimed patrocinando e investindo, estando ao lado da sociedade nos movimentos sociais. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Isso é muito importante para a nossa cidade e para o nosso país. Todas as empresas deveriam olhar o exemplo da Unimed e investir também no social, como a Unimed faz. Cumprimentamos nossos colegas e amigos, o Sr. Walter Teixeira de Mello Júnior e diretores de hospitais. A todos um abraço grande. Estamos na Câmara Federal à disposição do povo do Espírito Santo. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Concedemos a palavra ao Presidente da Unimed de Vitória, Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho. O SR. ALEXANDRE AUGUSTO RUSCHI FILHO – (Sem revisão do orador) – Exmo Sr. Presidente da Assembléia Legislativa Claudio Vereza, Sr. Presidente desta sessão; companheiro cooperado Paulo Foletto a quem saudamos; demais Deputados presentes; Excelentíssimo Sr. Deputado Federal, colega cooperado, Carlos Humberto Manato; Presidente da OCB do Espírito Santo, Dr. Benjamim de Freitas Pinheiro, nosso companheiro; Presidente da OCB Nacional, Dr. Márcio Lopes de Freitas; Presidente da Unimed do Brasil, querido amigo e companheiro, Dr. Celso Correa de Barros, que muito nos honra e Vitória o recebe de braços abertos; Presidente da Federação da Unimed Espírito Santo, amigo e companheiro, iniciador dessa grande obra, sem dúvida, Dr. Gerson Thomé Marino; Presidente do CRM do Espírito Santo, colega de Conselho de Administração da Unimed Vitória, que também muito nos honra, Dr. Saulo do Val; Sr. Presidente do Sindicato dos Médicos, Fernando Chiabai, companheiro de muitas lutas; colegas presidentes, dirigentes de todas as Unimeds do Brasil que, atendendo a esse nosso convite, aqui vieram de forma tão generosa e tão carinhosa; colegas membros do Conselho de Administração da Unimed Vitória; do Conselho Técnico; colegas cooperados da Unimed Vitória; presidentes de cooperativas de especialidades presentes; colaboradores da Unimed Vitória; meus amigos tarefeiros – eles estão ali separados porque são os tarefeiros da Unimed Vitória – Dr. Márcio Almeida, Dr. Rodrigo Aboudib, Dr. Jerônimo Vervloet, Dr. Marcos Tanure; meus Senhores e minhas Senhoras. Hoje, sem dúvida, é um dia de enorme emoção. Enorme emoção, Presidente, porque voltamos a freqüentar esta Casa com o mesmo orgulho, com a mesma determinação e sabemos que somos recebidos da mesma forma ética, transparente e correta com que a Unimed Vitória trata os seus clientes, Srª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas, e Diário do Poder Legislativo - 3777 nunca vai deixar de tratar. E fizemos muita questão que esses jovens estivessem aqui porque a Unimed Vitória completou, neste mês de agosto, o número de 1002 funcionários, a maioria deles mulheres e jovens no seu primeiro emprego. Essa é a maior mensagem que o movimento cooperativista dá à sociedade. O movimento cooperativista é um movimento que não tem discriminação, é um movimento que veio para ser sempre parceiro da sociedade, ele se sustenta em função dessa parceria com a sociedade. E, dessa forma, ele nos enche de orgulho, nos enche de paixão. Sem dúvida, todos os dirigentes cooperativistas, cooperados, são apaixonados. E aqui tenho a honra de ter dirigentes cooperativistas de todos os ramos do cooperativismo do Espírito Santo que atenderam ao chamamento do nosso querido líder, Dr. Benjamim de Freitas, que os trouxe aqui porque falamos que iríamos fazer uma sessão que realmente resgataria o prestígio do cooperativismo no Espírito Santo. Sr. Deputado Claudio Vereza, precisamos resgatar não só o prestígio do cooperativismo no Espírito Santo mas o prestígio do cooperativismo no Brasil. O Brasil precisa entender que somos efetivamente a melhor opção para uma distribuição de renda justa e equalitária nesta Nação. Não há dúvida nenhuma que precisamos ser melhor tratados. Melhor tratados do ponto de vista de que as nossas demandas sejam melhor encaminhadas, sejam melhor representadas e sejam aceitas como demandas de organizações sociais que querem o bem comum de toda a sociedade brasileira. Ao comemorar esses 25 anos não poderia de forma alguma deixar de prestar minha homenagem pessoal a dois colegas aqui presentes os quais gostaria que levantassem. Em primeiro lugar, só pela idade, o Dr. João Luiz de Aquino Carneiro, professor de praticamente todos nós médicos do Espírito Santo e o médico que assinou o número um na fundação dessa cooperativa; o Dr. Paulo Eugênio Bringuente, primeiro presidente eleito da Unimed Vitória. (Palmas) Dr. Paulo e Dr. Carneiro, os Srs. Representam, sem dúvida alguma, todo o nosso orgulho não só do Espírito Santo, mas de todo o Brasil, representado aqui pelo Dr. Celso Corrêa de Barros e todos os companheiros da Unimed deste Brasil afora. Vocês representam a história desse movimento glorioso, desse movimento que deu certo, desse movimento que gera muito emprego, desse movimento que distribui renda de forma equalitária na proporção da determinação e do trabalho de cada um, desse movimento que investe tudo aquilo que arrecada na sua região, na sua cidade; desse movimento que tem aqui o seu poder de decisão. Todas as coisas aqui são resolvidas. Toda sociedade 3778 - Diário do Poder Legislativo se relaciona diretamente com seus dirigentes, com o Dr. Lauro. Pega o telefone e liga para ele e resolve, ou para o Dr. Alexandre ou para qualquer um dos outros diretores. Por isso o nosso modelo é de sucesso. É um modelo realmente parceiro da sociedade capixaba e brasileira. Encerrando, agradeço muito a V. Exª, companheiro Paulo Foletto, pela lembrança de fazer essa homenagem. Disse a V. Exª que não faríamos uma homenagem à Unimed Vitória, mas que faríamos uma homenagem ao cooperativismo do Espírito Santo e de todo o Brasil, porque temos plena convicção de que esse cooperativismo, esse modelo social pode resgatar inúmeras desigualdades que hoje permeia esse Brasil todo. Muito obrigado a todos vocês, aos colaboradores da Unimed Vitória. Meu coração é de vocês. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Registramos a presença do Dr. Paulo Mendes Peçanha, ex-diretor do Hospital das Clínicas; Dr. Bento Venturim, Presidente do Sicoob do Espírito Santo; Srª Regina, Presidente da Fetrabalho; Sr. Wellington Carvalho Branco Saldanha, Presidente da Cooperativa de Crédito do Judiciário; Sr. Gilmar Azeredo, Presidente da Igreja Luterana do Brasil. (Pausa) Concedo a palavra ao Dr. Benjamim de Freitas Pinheiro, Presidente da OCB Espírito Santo. O SR. BENJAMIM DE FREITAS PINHEIRO – (Sem revisão do orador) – Agradeço aos Srs. Deputados Paulo Foletto, Claudio Vereza e Anselmo Tose pela oportunidade de estarmos aqui representando o cooperativismo do Espírito Santo. Parabenizo os Drs. Alexandre Augusto Ruschi Filho e Gérson Thomé Marino e toda equipe da Unimed Vitória e principalmente agradecer a todos os cooperativistas presentes, que já foi citado nome por nome. Gostaria de não me estender muito, mas deixar claro, como foi dito pelo Dr. Alexandre Ruschi Filho, o cooperativismo é um instrumento que pode ser usado como uma mudança da característica de uma sociedade desigual que se vive hoje no Brasil. Precisamos usar o cooperativismo em todo o seu potencial, não só nos discursos, mas na prática. Precisamos somar fileiras para nos representar melhor dentro das Casa de Leis do País, para que possamos ter um cooperativismo que pratique a co-participação sem haver perseguição. Que consigamos realmente exercer o potencial máximo do cooperativismo com a pureza da alma, com todos aqueles benefícios de igualdade e ajuda social que o Brasil precisa. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 O cooperativismo é a moeda que tem que ser usada, é a ferramenta que hoje temos no Brasil para promover uma mudança na sociedade, juntamente com essa mentalidade governamental nova que praticamente está assumindo o país. Precisamos fazer com que essa mentalidade se incorpore cada vez mais, fazendo-a vibrar junto ao povo para que possamos, através da filosofia cooperativista, cumprir o nosso dever de cidadãos formadores de opinião e formadores de leis neste País. Precisamos que eles enxerguem o cooperativismo autêntico, profissional, que realmente irá vibrar e lutar para as desigualdades sociais deste país. Gostaríamos de agradecer a todas as cooperativas de outros ramos que hoje estão aqui. Não citaremos nomes porque poderemos cometer algum equívoco. Mas, estamos eternamente gratos a vocês porque realmente são nossos parceiros da agropecuária, do crédito, do transporte e do trabalho. Enfim, todos aqueles que lutam para que tenhamos um cooperativismo autêntico no Brasil. Gostaríamos de deixar um apelo- estamos aqui diante de tantas autoridades, Deputados Federais, Estaduais e representantes das Unimeds de grande parte do país - que consigamos nos unir em torno do cooperativismo de uma maneira geral, porque o instrumento do cooperativismo é da Unimed, é do trabalho, é da saúde, é de todos. Precisamos unir todas essas forças, independente do ramo a qual pertencemos para que possamos promover leis que facilitem a sobrevivência do cooperativismo no país. E que ele possa sair desses seis bilhões de dólares na participação do PIB para uma participação que chega a sessenta por cento dos países mais desenvolvidos. Temos que evoluir mas não podemos evoluir sem o cooperativismo, sem o nosso povo e sem uma solidariedade e igualdade que o cooperativismo promove dentro de uma sociedade. Muito obrigado a todos vocês e parabéns a Unimed Vitória pelos seus vinte e cinco anos. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Gostaríamos de agradecer as presenças dos representantes de Unimeds de todo o Brasil, Dr. Arnaldo Mollmann, Vice-presidente da Unimed do Brasil; Dr. Rafael Moliterno Neto, Diretor de Planejamento da Unimed Seguradora São Paulo; Dr. Armido Claudio Mastrogiovanni, Vice-presidente da Unimed Rio; Dr.ª Sônia Regina Silva, Presidente da Unimed Norte capixaba; Dr. Willian Manoel Cecílio, Presidente da Unimed de Uberlândia; Dr. João Batista Caetano, Diretor de Intercâmbio da Unimed de Minas Gerais; Dr. Newton Carlos Garcia, Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Presidente da Unimed Sul capixaba e Dr. Mohamad Akl, Presidente da Central Nacional Unimed. Concedo a palavra ao Dr. Márcio Lopes de Freitas, Presidente da OCB/Nacional. O SR. MÁRCIO LOPES DE FREITAS – (Sem revisão do orador) – Boa-tarde ao Sr. Presidente da Assembléia Legislativa e ao Sr. Presidente desta Sessão Solene em comemoração aos vinte e cinco anos da Unimed Vitória. Agradecemos em nome de todo o cooperativismo pela consideração e o respeito que demonstram aqui Feliz é um povo que tem uma Assembléia Legislativa que reconhece essa ferramenta chamada cooperativismo como ferramenta parceira. Os cumprimento por isso e agradeço. Cumprimento em nome de S.Ex.as. os Presidentes; a todos os demais parlamentares que estão nesta Mesa. Cumprimento ao Sr. Presidente Alexandre Augusto Ruschi Filho, e o cumprimentando cumprimento a toda sua diretoria, funcionários, ao seu corpo de trabalho e cooperados. Em nome do cooperativismo brasileiro parabenizamos a Unimed pelos vinte e cinco anos. Cumprimentamos o meu Presidente, Sr. Benjamin de Freitas Pinheiro; o Presidente da Federação, Sr. Gerson Thomé Marino; o Sr. Celso Correa de Barros, o nosso Presidente Nacional, companheiro que tem feito um trabalho fantástico pelo Brasil afora. Cumprimentamos a todos os cooperativistas, companheiros de todos os Estados, o Sr. João Caetano, Palmquiste, com os quais temos encontrado nessas andanças pelo Brasil afora. Sr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, é muito bom podermos comemorar vinte e cinco anos, mas é bom lembrar que atrás disso não tem só comemoração, têm conquistas e construções. Construções que foram feitas desde o primeiro Presidente, da primeira ficha inscrita como cooperado. Vinte e cinco anos, é uma construção que nos leva a lembrar que toda cooperativa bem sucedida, toda cooperativa capaz de fazer com sucesso e com honra vinte e cinco anos de vida, é porque praticou as quatro tendências do cooperativismo contemporâneo. Só nesta sessão vi, claramente, a prática das quatro tendência do cooperativismo moderno, que serve para qualquer cooperativa, seja ela de agropecuária, de saúde, de trabalho, qualquer atividade, grande ou pequena. Vimos nesta sessão, as pessoas falarem sobre profissionalismo de gestão. Diário do Poder Legislativo - 3779 Profissionalismo quando ouvimos a deputada falar sobre a qualidade do atendimento. Profissionalismo porque ninguém faz vinte e cinco anos com amadorismo, por falta de transparência. Porque uma cooperativa como a Unimed é uma atividade empreendedora, é negocio e não casa de benevolência e nem casa de caridade. E como negócio, tem de ser tratado com profissionalismo. Vimos isso aqui praticado e comentado. Vimos, também, o investimento em educação e formação. Quem investe em gente investe no futuro. Quem investe na organização do quadro social é porque está investindo em educação e informação. Essa é a segunda tendência. É muito importante e vimos isso acontecer nesses seus vinte e cinco anos, Dr. Alexandre. Vimos acontecer também a terceira tendência que é fundamental e Dr. Celso Correa de Barros é campeão nisso. É o que todos falam de intercooperação. Mas, na realidade, é a formação da rede cooperativista de negócios e a Unimed tem feito isso. A Unimed do Brasil, sob a liderança do Dr. Celso, tem praticado isso pelo Brasil afora e hoje, ela é a grande rede de negócios de cooperativas de saúde e mais do que como sistema de saúde. Vemos aqui o Sr. Benjamim de Freitas Pinheiro, o Sr. Jorge Roberto Cantergi, das agropecuárias, a Srª Regina e os outros ramos do cooperativismo e o Bento Venturim. Vemos que aqui tem uma rede de interatividades entre os diversos setores. Essa é intercooperação prática e você repartindo o seu aniversário. O cooperativismo do Espírito Santo mostra a sua grandeza e a prática real da intercooperação. É a terceira tendência. Quando ouvimos aquele coral aqui, vimos a quarta tendência. Isso é responsabilidade social na prática. É atitude em responsabilidade social. É inclusão social com o braço do cooperativismo presente. Vemos responsabilidade social quando se completa mil e dois funcionários, e com o primeiro emprego como opção principal. Como emprego para mulheres, como opção. Isso é a verdadeira responsabilidade social, responsabilidade social não é doar cesta básica na periferia. Estar comemorando vinte e cinco anos com essa nossa grande cooperativa Unimed de Vitória, porque vocês construíram um cooperativismo competente. Em nome das sete mil trezentos e cinqüenta e cinco cooperativas do sistema OCB, abraço a você, seus cooperados, seus funcionários e a sua diretoria. Sinto-me orgulhoso em estar comemorando esta festa com você. Parabéns e vamos em frente. 3780 - Diário do Poder Legislativo O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Obrigado Dr. Márcio Lopes de Freitas. A Presidência registra e agradece as presenças do Dr. Mauri Raphaeli, Diretor de Negócios da Unimed Seguradora ; Dr. Luiz Carlos Palmquist , Presidente da Federação das Unimeds do Paraná; Dr. Gley Nogueira, Presidente da Unimed em Natal; Dr. Osni Silvrestri, Diretor Financeiro da Unimed de Curitiba; Dr. Luiz Alberto Andrade, Diretor-Presidente da Unimed de Guaxupé; Dr. Rodolfo Pinto Machado de Araújo, Diretor Presidente da Unimed de Sorocaba; Dr. Luis Antônio Adamson, Presidente da Unimed de Santa Bárbara D’oeste e Americana. O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Concedo a palavra ao Dr. Gerson Thomé Marino, Presidente da Federação da Unimed do Estado do Espírito Santo. O SR. GERSON THOMÉ MARINO – (Sem revisão do orador) - Para o Sr. Deputado Paulo Foletto, que ora preside os trabalhos desta Casa, conterrâneo e lutador ferrenho pelas causas sociais, o meu abraço e parabéns por ter nos dado essa chance de externar todo o poder do cooperativismo. Agradeço todos os cooperados da Unimed Vitória em que fui durante oito anos Presidente desta querida cooperativa. O fruto de todas as produções, de tudo que foi realizado dentro da Unimed Vitória se deve a escolha de um magnífico quadro que quando fui Presidente, escolhi ótimos diretores e o principal é o nosso atual Presidente, Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho; o Dr. Márcio Lopes de Freitas; Dr. Jerônimo Eduardo Vervloet; Dr. José Carlos Rezende no primeiro mandato; Dr. Marco Aurélio Barbieri; Dr. Marco Tanuri no momento; Dr. Rodrigo Abudib e todos os nossos Conselheiros, não mediram esforços. Trabalhamos incansavelmente pela construção desse patrimônio que é para o Estado do Espírito Santo, não só dos médicos e associados que são mais de dois mil. O Sistema Unimed hoje conta com mais de três mil médicos, dentre os seis mil e poucos médicos do Estado do Espírito Santo, cinqüenta por cento estão cooperados. Temos mais de dez por cento da população do Estado do Espírito Santo como clientes do Sistema Unimed. Temos como bandeira também, como o Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho falou com muita propriedade, a luta pelas causas sociais e o oferecimento de emprego que é uma condição que se Governo Federal, Estadual ou Municipal através das suas leis facilitarem um pouco mais a respeito dos tributos que nos são cobrados, poderemos mostrar Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 com mais propriedade ainda o que tem de capacidade esse sistema como um todo. É muito importante estar presente aqui, não só o Sistema Unimed de todo País como foi falado, mas também os outros segmentos cooperativistas do nosso Estado do Espírito Santo, do trabalho, de crédito, da agricultura. Isso faz que cada vez mais preenchamos uma lacuna que é o desemprego em massa que assola o País. Temos mostrado a nossa contribuição nesse aspecto. Encerro convidando o Presidente da Unimed do vale do Rio Doce, Dr. Paulo Foletto; o Presidente da Unimed Piraquiaçu, Dr. Joelson Cupertino; o Presidente da Unimed Sul Capixaba, Dr. Newton Carlos Garcia; a Presidenta da Unimed Norte Capixaba, Dra. Sônia Regina Silva para prestarmos uma homenagem enquanto Federação da Unimed do Espírito Santo. A nossa Unimed Vitória, em nome do Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, receberá essa homenagem. Queremos que esta homenagem se estenda a todos os nossos dois mil e noventa cooperados. (Muito bem!) (Pausa) O SR. PRESIDENTE – (CLAUDIO VEREZA) - O Dr. Joelson Cupertino teve de se retirar, mas estará sendo representado aqui. (Pausa). Passaremos à entrega da homenagem ao Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho feita pelo Dr. Gerson Thomé Marino. (O homenageado recebe homenagem) (Palmas). a O SR. ALEXANDRE AUGUSTO RUSCHI – (Sem revisão do orador) - Diz a homenagem: “...A Federação das Unimeds do Estado do Espírito Santo parabeniza a Unimed Vitória pelos 25 anos de aniversário...” O SR. PRESIDENTE – (CLAUDIO VEREZA) - Concedo a palavra ao Dr. Celso Corrêa de Barros, Presidente da Unimed do Brasil. O SR. CELSO CORREA DE BARROS – (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente desta Casa Deputado Claudio Vereza, Sr. Deputado Paulo Foletto, que está presidindo esta sessão, em nome do qual saúdo a todos os demais companheiros parlamentares presentes. Meu caro companheiro Alexandre Ruschi, aniversariante. Hoje, aqui, o meu querido companheiro Gerson Tomé Marino, Presidente da Federação das Unimeds do Espírito Santo; Márcio Lopes de Freitas; Presidente da OCB, Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 em nome do qual saúdo todos os demais componentes da Mesa. Colegas cooperados, senhoras, senhores e colaboradores, não poderia deixar de citar algumas questões que ouvi, aqui, de forma bem rápida. Uma foi da Deputada Mariazinha Vellozo Lucas. Começamos com uma Unimed e hoje somos mais trezentas e sessenta e quatro cooperativas; quando começamos é claro que não tínhamos clientes. Hoje somos doze milhões e meio de clientes, quase cem mil médicos sócios; mais de vinte mil empregos diretos, mais de trezentos mil empregos indiretos. Precisamos continuar crescendo para oferecer o atendimento de qualidade que a senhora deputada colocou, para uma maior parcela da população brasileira. Esse crescimento tem de ser com a mesma qualidade que praticamos hoje. Essa será a nossa luta permanente, com certeza. Outro ponto que não poderia deixar de citar, que não estava no meu texto, é o trabalho de responsabilidade da Unimed do Brasil e que as suas singulares Federações vêm fazendo por nosso Brasil afora. Sr. Presidente e demais parlamentares, o que temos visto, aqui, hoje, tem ocorrido em todo o país e a revista Carta Capital fez uma pesquisa para sentir da população quem ela via, na área de saúde ,que estava mais preocupado com a responsabilidade social e realizando projetos nessa área. Na área de saúde a Unimed foi a primeira; depois aparece o laboratório farmacêutico Aché; o terceiro é a Aracruz Celulose e o quarto é a Rede Globo. Vejam os senhores que a população vê a Unimed como a mais preocupada, no País, com a questão de responsabilidade social na área de saúde. As outras empresas, de repente, nem são empresas ligadas à área de saúde. Isto é uma conquista gigantesca do cooperativismo médico do nosso País. O Instituto Brasileiro de Relações com Cliente fala que, das empresas que atuam na área de saúde, a que tem melhor relacionamento com o cliente é a Unimed que aparece disparada em primeiro lugar, em cinco capitais. Citam que o mais importante nessa relação com o cliente, primeiro é o atendimento em si, segundo é a qualidade e terceiro responsabilidade social com dezessete por cento. Para os mais jovens a responsabilidade social está em segundo lugar. O pais está acordando porque o trabalho da sociedade, o trabalho social não o filantrópico, é fundamental para o desenvolvimento do mesmo. Tenho muito orgulho de presidir uma entidade que está avançando muito na área de responsabilidade social e que está sendo vista assim pela nossa população. Diário do Poder Legislativo - 3781 Peço o apoio de todos os senhores para as questões tributárias que estão acabando com o sistema Unimed, estão liquidando com o cooperativismo e se o governo não estiver atento para este momento, temo que não teremos muitos aniversários pela frente para comemorar se continuar essa questão tão injusta em relação às questões tributárias. É uma honra para a Unimed do Brasil participar desta Sessão Solene, e se irmanar nas homenagens aos vinte e cinco anos de contribuição da Unimed Vitória para a população desta cidade e para o Sistema Unimed em todo o País. Uma organização que gera riqueza social e emprego para alguns milhares de médicos, funcionários e parceiros estratégicos, e que tem investindo maciçamente na melhoria do padrão de assistência médico-hospitalar do estado, merece com toda a certeza ser o alvo de gratidão e do reconhecimento que se manifesta nesta Casa. Na condição de Presidente da Unimed do Brasil, posso falar um pouco mais sobre o papel que a Unimed Vitória e vários de seus cooperados têm desempenhado em favor do desenvolvimento do cooperativismo médico. Para que se possa ter uma idéia sucinta do que a Unimed Vitória representa, o Centro Integrado de Atenção à Saúde, que a cooperativa inaugurou há pouco mais de um ano e que tive a felicidade de estar presente, é hoje uma referência nacional, e serve de exemplo para outras Unimeds que decidiram investir em seus próprios recursos hospitalares. Essa obra me parece sintetizar o espírito vanguardista e de excelência que diferencia a Unimed Vitória, projetando-a merecidamente entre as estrelas mais brilhantes do Sistema Unimed. Temos a honra de partilhar desse espírito inovador através da participação no Complexo Unimed de alguns dos colegas que são coresponsáveis pelo desempenho da homenageada desta tarde. O Presidente Alexandre Ruschi tem uma atuação reconhecida à frente do Conselho de Administração da Unimed Seguradora. Já o colega Gerson Tomé Marino, que presidiu a Unimed Vitória em um período fundamental para o seu desenvolvimento – e hoje conduz a Federação das Unimeds do Espírito Santo, exerce com brilhantismo a direção administrativa da Central Nacional Unimed. Nas pessoas desses amigos que citei quero prestar uma homenagem aos dois mil e noventa e um cooperados da Unimed Vitória. Sabemos que são eles, juntamente com os colaboradores da 3782 - Diário do Poder Legislativo cooperativa, os verdadeiros responsáveis pelos vinte e cinco anos de sucesso de nossa aniversariante. Meus cumprimentos a todos, meus agradecimentos à Mesa Diretora desta Casa, na pessoa de seu presidente Sr. Deputado Claudio Vereza, pela oportunidade que me ofereceu, e o meu abraço particular ao Sr. Deputado Paulo Foletto, que além de honrar esta Assembléia Legislativa, também nos honra como presidente da Unimed Vale do Rio Doce. Parabéns a todos. Muito obrigado e boatarde. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Continuando nossos registros, agradecemos a presença do Dr. Edwin Schossland, Presidente da Unimed Joinville; Dr. Clonir Rosa Marques, Diretor Administrativo da Federação da Unimed Rio de Janeiro; Dr. Jorge Roberto Cantergi, Presidente da Unimed Seguradora de São Paulo; Dr. Ary Monteiro do Espírito Santo, Diretor Financeiro da Unimed Goiânia e Dr. Hugo Borges, Presidente da Unimed de Juiz de Fora. (Pausa) Passaremos à exibição de um vídeo em comemoração aos vinte e cinco anos da Unimed Vitória. (Passa-se à exibição do vídeo) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Beleza de vídeo. Muito dinâmico. Parabéns à Unimed pela organização. Neste momento faremos a entrega aos homenageados das placas comemorativas pelos relevantes serviços prestados ao cooperativismo e em especial à Unimed Vitória. Convido o presidente da Unimed Brasil, Dr. Celso Corrêa de Barros, para receber sua homenagem das mãos do Dr. Márcio Lopes de Freitas. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Convido o presidente da Federação das Unimeds Espírito Santo, Dr. Gerson Thomé Marino, para receber sua homenagem das mãos do Dr. Lauro Ferreira Pinto. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. FOLETTO) - PRESIDENTE – (PAULO Convido o presidente da Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 aniversariante, Unimed Vitória, Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, para receber sua homenagem das mãos de dois presidentes de Cooperativas de Especialidades, Drs. Robert Stephen e Jones Pavan. (Palmas) O SR. ALEXANDRE AUGUSTO RUSCHI FILHO – Sr. Presidente, peço permissão para quebrar o protocolo neste momento e convidar meus amigos diretores atuais para receberem juntamente comigo a homenagem. (Palmas) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Todos os diretores estão convidados para receberem a homenagem. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Convido o Dr. Benjamin de Freitas Pinheiro, presidente da OCB-ES, para receber sua homenagem das mãos do Dr. Ricardo Batista, representante e componente do Conselho Federal de Medicina. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Convido o Sr. João Luiz de Aquino Carneiro, cooperado mais antigo, para receber a sua homenagem das mãos do Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, presidente da Unimed Vitória. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Convido o Dr. Paulo Eugênio Bringuente, presidente-fundador da Unimed Vitória, para receber a sua homenagem das mãos do Dr. Celso Correia de Barros, presidente da Unimed do Brasil. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Convido o Dr. Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB Nacional, para receber a Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 sua homenagem das mãos do Dr. Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Convido o colaborador mais antigo da Unimed, Sr. Fábio Gomes de Souza, para receber a sua homenagem das mãos dos Drs. Alexandre Augusto Ruschi Filho, presidente da Unimed Vitória, e Marcos Vinícius Tanure, diretor administrativo da Unimed. (Palmas) (O homenageado recebe a placa comemorativa) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) - Concedo a palavra ao Presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, Sr. Deputado Claudio Vereza, para sua saudação. O SR. CLAUDIO VEREZA - (Sem revisão do orador) - Boa-tarde a todos. Devido a um outro compromisso, terei de me retirar da sessão, mas não quero deixar de registrar a minha palavra de congratulação com a Unimed Vitória, da qual sou cliente, mas, graças a Deus, da qual não tenho precisado muito; apenas para aqueles diagnósticos de prevenção. Graças a Deus. Espero não precisar tão cedo dos serviços de ponta. Porém, sendo cliente atesto os serviços de qualidade da Unimed, que abrange a Grande Vitória. Quero enfatizar o que já foi bastante enfatizado aqui, ou seja, o caráter cooperativista da atividade que todos vocês desenvolvem. Creio que é uma alternativa ao modelo tradicional do capitalismo no Brasil o trabalho cooperado nas diversas áreas. Ontem estivemos na abertura da Feira Nacional do Ovo, Fenaovo, que ocorre no interior do nosso Estado, em Santa Maria de Jetibá. A segunda empresa produtora de ovo no Brasil está lá. É uma cooperativa de quarenta anos de existência. Foi lembrada na noite de ontem, na abertura da Fenaovo. É impressionante a capacidade empreendedora do trabalho cooperativado, porque acaba se destacando. Felizmente aqui, no Espírito Santo, esse empreendedorismo tem crescido e se destacado no cenário nacional nas diversas áreas das cooperativas existentes em nosso Estado. Temos que registrar, parabenizar, enfatizar e agradecer a presença de todos. Diário do Poder Legislativo - 3783 Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, que bom o senhor ter tido essa sensibilidade solidária de comemorar os vinte e cinco anos com os irmãos das demais cooperativas. Ao convidar as cooperativas irmãs das diversas áreas e de diversos estados para esta solenidade nesta Casa, que felizmente foi resgatada como a Casa do Povo capixaba por sua população - somos apenas alguns atores desse processo – a Unimed dá uma demonstração de espírito cooperativista. Que bom que os senhores puderam participar deste momento. Agradecemos imensamente a presença de todos. Um abraço, e que outros vinte e cinco anos venham com muito mais sucesso e empreendedorismo. (Muito bem!) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Sr. Presidente Claudio Vereza, que Deus conserve V.Exª. por muitos anos longe dos serviços de ponta da Unimed. Convidamos todos os presentes para novamente assistirem à apresentação do Coral de Colaboradores e Cooperados da Unimed Vitória, sob a regência da Maestrina Evanira Nimer. As duas músicas serão “Pescador”, de autoria do Sr. Sérgio Pimenta, e “Quando te vi”, de Meredith Wilso. (O Coral da Unimed Vitória se apresenta) O SR. PRESIDENTE – (PAULO FOLETTO) – Maravilhosa a apresentação do Coral de colaboradores e de cooperados da Unimed. O 2º Secretário da Mesa Diretora quando preside a sessão costuma se “enrolar”. Não sabemos se notaram, mas esquecemo-nos de cumprimentar a Mesa quando falamos. É assim mesmo. Ainda mais pela emoção de conduzir a sessão comemorativa aos vinte e cinco anos de uma co-irmã que representa a nossa “cara” no Espírito Santo. Somos Presidente de uma singular dez vezes menor - como dissemos no nosso discurso – do que a nossa mãezona Unimed Vitória. Reforçamos o nosso agradecimento em nome de todas as quatro Unimed do Interior do Estado a Unimed Vitória, que superadas as discussões em alguns momentos que acontecem, comuns em todos os setores da vida, sempre têm as suas “asas abertas” a nos proteger em qualquer dificuldade, como recentemente ainda na última reunião do conselho administrativo, o Dr. Alexandre Augusto Ruschi Filho, fez com a Unimed da Vale do Rio Doce. 3784 - Diário do Poder Legislativo Agradecemos a todos os presentes, aos convidados que vieram de seus Estados, aos colegas que estão presentes de todos os ramos cooperativos do Estado do Espírito Santo, aos colegas das cooperativas de especialidades, aos funcionários da Casa que nos ajudaram a preparar esta sessão, aos médicos cooperados da Unimed de Vitória e aos funcionários que deram um belo exemplo quando o colega foi homenageado. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convoco os Srs. Deputados para a próxima, que será Solene, hoje, às 18h30mim, em comemoração aos trinta anos do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às dezessete horas e quinze minutos. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 CENTÉSIMA DÉCIMA SESSÃO SOLENE DA SEGUNDA SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA DÉCIMA QUINTA LEGISLATURA, REALIZADA EM 27 DE AGOSTO DE 2004. PRESIDÊNCIA DA SRA. DEPUTADA JANETE DE SÁ. ÀS DEZENOVE HORAS COMPARECEM AS SRAS. DEPUTADAS JANETE DE SÁ E MARIAZINHA VELLOZO LUCAS. A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) – Convido a Srª. Deputada Mariazinha Vellozo Lucas a proceder à leitura de um versículo da Bíblia. (A Srª. Mariazinha Vellozo Lucas lê: Salmo, 138:1.) A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) – Dispenso a leitura da Ata da sessão anterior. Informo aos Srs. Deputados e demais presentes que esta sessão é solene, em comemoração aos trinta anos de fundação do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem, conforme requerimento de nossa autoria, aprovado em Plenário. Convido, para compor a Mesa, a Srª. Deputada Mariazinha Vellozo Lucas, que já está conosco e é Vice-presidente da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do nosso Estado; o Monge Daiju Bitti; a Srª. Neusa Maria Mendes, Secretária de Estado da Cultura; o Sr. Carlos Alberto Favalessa, representando a Srª. Márcia Abraão, Subsecretária de Estado de Turismo; o Monge Aoyama Roshib, Monge Kosei Katto; Srª. Maria da Glória Brito Abaurre, Secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos; e o Sr. Yoneyama, intérprete dos Monges. Convido a todos, neste momento, para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional. (É executado o Hino Nacional) A SRA. PRESIDENTA - (JANETE DE SÁ) – Convido todos para, de pé, ouvirmos a execução do Hino do Estado do Espírito Santo pelo Coral Corales, formado por funcionários da Assembléia Legislativa sob a regência do Maestro Wilson Olmo Sobrinho. (É entoado o Hino do Estado do Espírito Santo) A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Aproveitando a oportunidade ouviremos mais duas melodias apresentadas pelo Coral Corales. A primeira: Caçador de Mim, de Sérgio Magrão e Luiz Diário do Poder Legislativo - 3785 Carlos de Sá e a segunda Uirapuru, de Waldemar Henrique. (O Coral Corales referidas melodias) entoa as A SRA. PRESIDENTA - (JANETE DE SÁ) – Obrigada ao grupo de servidores da Casa que, brilhantemente, veio contemplar-nos com suas vozes melodiosas, sinal de que nesta Casa se trabalha mas também há música. Realmente esta Casa está mudando muito. Registramos as presenças do Sr. Aluyzio Morellato, Prefeito do Município de João Neiva; da Sr.ª Albene Lima, Diretora Executiva da Casa dos Municípios da Assembléia Legislativa; da Sr.ª Milte Helena Barbariol, Vereadora de Ibiraçu; Sr. Eduardo Marozzi; Vereador de Ibiraçu; do Cel. Luiz Carlos Fontes Romualdo, Representante do Comandante Geral da Policia Militar do Estado do Espírito Santo. Agradecemos, a pedido do Monge, as presenças dos Srs. Antônio Torati, Nixon Bins, Renato Matiusi, Rogério Nieiro Lemos e da Sr.ª Margarete Pratti Vescovi, funcionários do mosteiro que estão prestigiando os trinta anos do Mosteiro Zen Budista. Comunicamos ainda as presenças da Sr.ª Maria Kenô Falcão e do Sr. Vilson Capador, Diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Companhia Vale do Rio Doce, Sindicato dos Ferroviários. Agradecemos as presenças de vários funcionários do Sindicato dos Ferroviários abrilhantando este evento e registramos as presenças da Sr.ª Gilselena Silva, Associação Nova Esperança de São Mateus; do jornalista Sr. Rogério Medeiros, representante do Jornal Século Diário; Sr.ª Luzia Toledo, Ex-Senadora da República; Prof. Jair Miranda de Paiva, representante da Faculdade Salesiana de Vitória; Sr.ª Magda Colodetti, representando a Arquitetura; Sr.ª Luigia Bordoni, representando a Associação de Moradores de Nova Esperança. Antes de passarmos para a apresentação do vídeo, convidamos a Sr.ª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas, vice-Presidente da Mesa Diretora desta Casa para que faça uma saudação aos homenageados. (Pausa) Convidamos a Sr.ª Maridéa Bitti para que venha, juntamente conosco, compor a Mesa, por fazer parte dessa história cedendo um de seus filhos a esta obra e também a Sr.ª Neuza Maria Mendes, Secretária de Cultura. A SRA. MARIAZINHA VELLOZO LUCAS – (Sem revisão da oradora) - Sr.ª Presidenta, cumprimentamos a V.Exa. e a todos os membros da Mesa. Sessão feita ao Monge Daiju Bitti, só sabemos o nome dele de civil pois o conhecemos 3786 - Diário do Poder Legislativo pequeno, Sorezini, Jessé Moura Marques, nosso amigo Prefeito de João Neiva, Sr.ª Luzia Toledo, breve nossa colega. Cumprimentamos aos que chegam agora, Sr.ª Maridéa Bitti, para quem pedimos uma salva de palmas. A Assembléia Legislativa hoje faz uma justa homenagem a um grupo de pessoas captaneadas pelo Monge Bitti que fazem uma história no Espírito Santo. Muitas vezes o Espírito Santo vai para as páginas dos jornais por causa da criminalidade, da violência e há relativamente pouco tempo por corrupção. Quando vemos um grupo de pessoas e um jovem daqui do Espírito Santo, um jovem de família de políticos que cria no Espírito Santo um oásis desses, só podemos ficar satisfeitas. Parabenizamos a todos e dizemos que estamos à disposição para ver o que se pode fazer a mais para ajudar esse mosteiro para que se possa de alguma maneira conseguir que o Espírito Santo seja levado para a mídia nacional de uma maneira positiva e feliz. Parabéns por estes trinta anos, não foram fáceis, sabemos que muitas coisas foram difíceis, sacrifícios, calúnias, como todo mundo que cria alguma coisa. Sinto-me orgulhosa em poder dizer ao Monge Bitti, cuja mãe é uma amiga tão grande que é quase uma irmã, que ele agüentou trinta anos, e que a sua força dele vem do alto, é uma força que nenhum ser humano pode destruir. Com esta força gostaria que ele olhasse bem para esta Assembléia Legislativa, olhasse bem para pedir, para interceder nas suas meditações por esta Casa de Leis complicada, difícil como todo legislativo, de modo especial esta Casa. Uma Casa que tentamos fazer evoluir, onde temos agora um presidente da melhor qualidade, que infelizmente teve um compromisso e não pode estar presente nesta sessão, mas que é muito difícil, porque reformular hábitos é possivelmente mais difícil do que criá-los. Estamos, nesta Casa, fazendo uma tentativa de reformular hábitos, o que nos torna verdadeiros escravos deste trabalho. A imprensa não perdoa e não pode perdoar, somos totalmente favoráveis à liberdade total de imprensa, somos contra, violentamente, a estas sugestões de criar conselho; e somos a Casa do povo, somos o espelho deste Estado. Nesta Casa estão as pessoas que o povo trouxe para cá, é a “cara” da população do Espírito Santo. Têm pessoas de todos os tipos porque assim é feita a nossa sociedade. Parabenizo a força do Monge Bitti de modo especial, e a todos aqueles que seguem essa filosofia de vida, que trazem para o Espírito Santo uma aura muito boa, e que espero, que ela permaneça nesta Casa. Um abraço a todos. (Muito bem!) Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 A SRª PRESIDENTE – (JANETE DE SÁ) – Neste momento assistiremos a um vídeo que conta a história do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Este vídeo foi produzido pela equipe da TV Assembléia da Assembléia Legislativa. (É feita a apresentação do vídeo) A SRª PRESIDENTA - (JANETE DE SÁ) – A Presidência, registra, com satisfação, a presença, nesta Casa, do Sr. Shiro Irie, da Associação Nikkei de Vitória; A Srª das Pastorais Sociais, Maria Teresa Sartório; do Pastor Ericson da Igreja Quadrangular de Ibiraçu; Da Srª Isabel Seixas, Representante da Associação da Coab de Ibiraçu; Da Srª Aparecida Chiesa, representante da Secretaria de Meio Ambiente de Vitória; Da Srª Ieda Apolinário Barbosa, Secretária Municipal de Ação Social e Cidadania de São Mateus; do Sr. Dionízio Cortelete, Diretor Regional do Senac e da Ceramista Kimi Nii. Agradecemos ao pianista Adimar Zardo, que entoou o hino nacional e do Espírito Santo. Convidamos o Sr. Bruno Bitti, que nesta sessão representa seu pai, Primo Bitti, para sentar em uma das cadeiras que estão colocadas aqui na frente. Convido a Srª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas para assumir a Presidência, para que possamos fazer uso da palavra. A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) - Concedo a palavra à SRª Janete de Sá. A SRª JANETE DE SÁ – (Sem revisão da oradora) - Meus cumprimentos a Srª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas, companheira desta Casa que brilhantemente tem lutado conosco para mudar os destinos de nosso Estado, através da Assembléia Legislativa; Também cumprimentamos e recebemos com muito carinho os monges Daiju Bitti, Aoyama Roshi, Monge Kosei Kattu, Srª Maridéia Bitti, que tive o prazer de conhecê-la, a ex-Senadora Luzia Toledo que brevemente estará conosco e é muito bem vinda a esta Casa, estamos lhe aguardando, é mais uma mulher; a Secretária de Cultura, Neusa Maria Mendes; a Secretária de Meio Ambiente, Maria da Glória Britto Abaurre, por nós conhecida como Glorinha; representando a Secretaria de Turismo, o Sr. Carlos Alberto Favalessa; cumprimento o Sr. Luiz Soresine que representa a Companhia Vale do Rio Doce; o Sr. Jessé Moura Marques que representa a Aracruz Celulose. O representante da CST ainda não está presente. Cumprimento, com muito carinho e admiração, o ex-Governador de nosso Estado e exPrefeito de Vitória, Vítor Buaiz, meu grande amigo de longa data e sua esposa Lourdinha. Cumprimento, também, o companheiro jornalista Rogério Medeiros Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 e sua esposa e a todos os presentes que vieram assistir este momento ímpar na história de nosso Estado. O início de minhas palavras é uma confissão que diz muito sobre o motivo pelo qual nos encontramos hoje, aqui reunidos. Eu, Janete de Sá, luto diariamente para atingir a tão desejada serenidade pessoal através do autocontrole, da coerência e da simplicidade no viver, como forma de aprimorar minha atuação parlamentar. Considero que a política tal como é praticada, necessite de um apuro zen, muito zen, para que melhor possamos enfrentar os desafios que a sociedade demanda com crença e perseverança. Isso porque o zen budismo não é uma filosofia religiosa fechada em si mesma. Mas a iluminação através do autoconhecimento. Um aprimoramento espiritual constante e sintonizado com os dramas do mundo que, a rigor, são os dramas do ser humano consigo mesmo e com seus semelhantes. O monge zen budista vietnamita Tich Nhat Hahn dizia: “Não evitarei o contato com o sofrimento. Não fecharei os olhos diante da dor. Não perderei nunca a consciência de que o sofrimento é ainda presente no mundo. Procurarei estar próximo a todos aqueles que sofrem, através de todos os meios; contatos pessoais, visitas, imagens, sons. Assim acordarei a mim mesmo e os outros à realidade do sofrimento no mundo.” E o sofrimento do mundo sempre começa no nível individual. E foi por isso que Buda ensinou “Em verdade, digo-lhes que, dentro desse corpo com altura de uma braça reside o mundo, seu crescimento e seu desaparecimento.” Vale dizer: em longo prazo, se você quiser exercer um efeito sobre a angústia do mundo, aprenda a atuar incessantemente sobre si mesmo, enquanto continua se esforçando, diariamente para fazer o melhor pelos outros. É essa busca incessante e intensa em torno do autoconhecimento em profunda sintonia com o mundo que nos rodeia, que fundamenta a comunidade budista, erguida em nosso Estado que hoje merece nossa homenagem. Ali em Ibiraçu, local cujo nome significa “Árvore Grande”, em tupiniquim, no Morro da Vargem, em meio a devastação provocada pelo homem na Mata Atlântica, há trinta anos um pequeno oásis de paz e serenidade começava a ser erguido pelo mestre japonês Ryohan Shingu, o primeiro mosteiro budista de toda a América Latina, cujo alcance transcende as limitações regionais. Hoje, o Mosteiro Zen Budista do Morro da Vargem é mais que um espaço de exclusiva meditação. Mas um espaço de atuação social. De preocupação com a educação e a conscientização ambiental, com a recuperação do patrimônio histórico e com o diálogo com as comunidades vizinhas, Diário do Poder Legislativo - 3787 universidades e organizações não-governamentais. Tudo isso dentro de um ambiente de grande tolerância religiosa. De profundo apuro espiritual e de respeito. No alto desta Tribuna, sentindo a energia positiva que hoje emana neste ambiente parlamentar, tantas vezes negativamente carregado por discussões menores, conchavos, individualismo, egoísmo, prepotência, pessoais, ódios interiores, ganância de poder, tenho a convicção de que a ação política tem muito a amadurecer e aprender com os senhores monges, percursores que defendem o zen budismo. Aprender em serenidade e tolerância. Em autocontrole e tranqüilidade. Para conferir mais qualidade e verdade aos debates políticoparlamentares e nos iluminar no empenho do desenvolvimento das ações para o bom combate em defesa do nosso povo e nosso Estado. Afinal, como nos ensinou o genial compositor Walter Franco, “tudo é uma questão de manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”. Vamos seguir em frente com perseverança, nosso objetivo é o de construir uma convivência saudável, harmoniosa e boa para todos. Que as luzes do Dharma iluminem todos nós. Muito obrigada. (Muito bem!) A SRA. PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Devolvo a presidência a Srª Deputada Janete de Sá. A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) – Concedo a palavra a Srª Maria da Glória Brito Abaurre, Secretária de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, por cinco minutos. A SRA. MARIA DA GLÓRIA BRITO ABAURRE – (Sem revisão da oradora) - Srª Presidenta e demais membros da Mesa Diretora, boanoite. Depois do discurso que a Srª Deputada Janete de Sá fez, tenho pouco para falar. É uma grande honra estar nesta Casa. Tenho acompanhado o trabalho do mosteiro nesses anos e digo que o seu papel na questão ambiental, principalmente conscientização e educação ambiental, é muito grande. O Governo do Estado tem tentado ajudar cada vez mais e estamos caminhando para aprofundar isso, poder ajudar muito mais. O mosteiro como um dos pólos de educação ambiental do Estado já fez muito trabalho e tem condição de aprimorar muito mais. Compartilho com os senhores desta oportunidade de estarmos todos juntos homenageando esse trabalho que o monge vem fazendo e colocando, 3788 - Diário do Poder Legislativo enquanto representante da Secretaria de Meio Ambiente no Estado, a nossa contribuição para fortalecer cada vez mais o trabalho do mosteiro. Muito obrigada. (Muito bem!) A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) – Concedo a palavra a Srª Neusa Maria Mendes, Secretária de Estado da Cultura. A SRA. NEUSA MARIA MENDES – (Sem revisão da oradora) – Gostaria de saudar a Srª Presidenta Janete de Sá que falou palavras lindas. Faço das palavras de S.Ex.ª as nossas palavras. Quero saudar em especial o Monge Daiju Bitti. Para nós, principalmente da cultura, é uma alegria muito grande ver o trabalho que se desenvolve no mosteiro. Além de um trabalho de educação ambiental, também há uma preocupação com a cultura. Lá está instalado um centro de pesquisa com vocação para as artes. Falo, com propriedade, porque estava junto do monge quando abrimos uma grande exposição da Tomiotaque naquele espaço. Tivemos oportunidade também de trazer uma importantíssima exposição da Kimi Nii que hoje é uma ceramista de representação nacional importantíssima. Somos parceira do mosteiro em todas as suas ações. Fazemos parte desta festa e convidamos a todos a participarem da festa em Ibiraçu com a belíssima Lira Mateense, junto à Marcela Lobo e a Banda Casaca. Todos estão convidados. Muito obrigada. (Muito bem!) A SRª PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Concedo a palavra ao Sr. Kosei Katto que falará em japonês e terá tradução feita pelo Sr. Yoneyana. O Sr. Kosei Katto também falará em nome do monge Aoyama Roshi. O SR. KOSEI KATTO - (Traduzido pelo Sr. Yoneyana) – Boa noite Senhoras e Senhores! Como já é do conhecimento de todos, há dez anos a União Soviética teve seu desmoronamento. No Leste europeu foram criados vários países e para não ficar defasado no tempo, nesta evolução tão rápida, adquiri um globo terrestre. Aquele globo que tinha adquirido anteriormente, que já ficou velho, olhando este globo velho lembrei de brincar um pouco com ele. Se procurarmos o local onde estou residindo, aonde seria o outro lado no globo? Então tentei conhecer aonde seria esta localidade. Procurei uma agulha comprida e no globo velho, mais ou menos da localidade aonde estou morando, espetei atravessando o globo. A ponta da agulha sai onde? Saiu em Vitória. Os senhores também, se tiverem um globo velho, aquele que estão pensando em se desfazer, poderia fazer o mesmo tipo Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 de tentativa, é como se fosse espetar um churrasco, espetar o globo para ver aonde sai. A localidade lá no Japão aonde sai é mais ou menos a proximidade onde eu e o monge Aoyama Roshi, residimos. Anteontem partimos do outro lado do globo terrestre e chegamos no Espírito Santo, em Vitória. Isto aconteceu porque o nosso querido colega e companheiro, o Monge Daiju Bitti estendeu-nos o convite para participarmos do trigésimo aniversário do Zen Kooji que é o Templo Budista de Ibiraçu. Recebemos este pedido e estamos presentes. A amizade que temos com o Monge Daiju tem duração de vinte e cinco anos. Com esta viagem completo a quarta visita ao Brasil e o monge Aoyama a quinta. Uma pessoa que mora do outro lado do Globo, da Terra, do lado oposto do local onde a gente mora, com essa pessoa a gente mantém uma relação de amizade ao longo de 25 anos. Isso é um acontecimento muito agradável e muito valioso. Isso nos foi possível porque temos comungado a mesma missão. Isso está fundamentado no ensinamento do Monge Duodem. Esse monge que se esforçou na propagação do budismo. Esta missão do monge Doudem nós três recebemos o ensinamento. Além disso, já o falecido Monge Niwa Renpo e outro monge falecido que foi o meu mestre e do Monge Daiju, o Monge Narasaki Ikoo . São desejos, objetivos maiores desses antepassados. Se buscarmos o ensinamento desses dois grandes mestres chegamos ao fundamento do ensinamento do Monge Duodem. Sua fonte tem origem há 2600 anos na Índia, onde nasceu o Buda, o ensinamento do caminho a ser trilhado no budismo. Na religião budista existem diversos aspectos do ensinamento. Mas, os ensinamentos que temos recebido dos monges que nos antecederam e que nos foi transmitido sucessivamente pelos nossos antecessores e, consequentemente, recebemos os mesmos ensinamentos dos passados. O ensinamento do budismo ele tem uma variação de conformidade com a localidade aonde vai para os seus ensinamentos. Essas formas são bastante diversificadas. Exemplificando, se o budismo for à China vai se adaptar à cultura da China. Se vai para o Japão vai se adaptar à cultura japonesa. Desta forma o Monge Daiju Bitti adaptou-o para a cultura brasileira e o resultado é o templo Zen Kooji, de Ibiraçu. O ensinamento do budismo diz que o mundo reflete o nosso coração. Esse é o pensamento no qual está fundamentado. Então, o coração é representado pela linguagem, a arte , a guerra. Tudo isso significa que a imagem do templo Zen Kooji, de Ibiraçu, cujo Abade é o Monge Daiju Bitti, está refletida esta imagem do coração. Esta imagem pode transcender em diversos ambientes, pode transformar em diversas Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 formas, mas chega ao final para realizar o seu objetivo. O Monge Daiju Bitti, é uma pergunta que faria, no Templo Zen Kooji de Ibiraçu o que ele está buscando através deste templo, deste ambiente? Nesse aspecto eu ainda não conversei diretamente com ele. Entretanto, posso imaginar em grande parte, de grande modo, dividindo em duas questões. A primeira seria o seguinte: o Monge Daiju Bitti, está imaginando que para todos esses visitantes que vêm conhecer o Zen Kooji, despertassem para a importância da vida humana. Na modernidade, os seres humanos buscam através da sua ganância, variadas formas e uma delas vem destruindo o meio ambiente. Possivelmente, com essa destruição do meio ambiente sobre a terra, chegará o momento em que o homem não poderá mais viver. É possível que o homem já tenha percebido que isso ocorrerá se não tomar nenhuma medida, porque no balanceamento da natureza temos as nossas vidas. Então, a atividade do trabalho do Monge Daiju Bitti, do Zen Kooji, do templo de Ibiraçu, através desse ambiente onde está localizado o templo, faz um apelo porque a natureza como a água, o ar, a árvore, a camada de ozônio, luz, minerais, as bactérias, tudo o que envolve o ser humano, tem que viver dentro do mesmo ambiente e dividindo o espaço. O Monge Daiju Bitti tem o pensamento de que cada visitante faça a reflexão sobre os valores da vida humana. Esse ensinamento está nas conformidades do dízimo. O segundo aspecto, o Templo Zen Kooji de Ibiraçu, seja um local onde você possa fazer um retiro espiritual. Para exercer o retiro espiritual, o Monje Daiju costuma convidar sempre os visitantes para fazer Zen, retiro espiritual no templo. Isso porque nós homens sempre fazemos uma medição através da capacidade financeira-econômica, do conhecimento da pessoa ou da capacidade de exercer uma atividade. Esses parâmetros tomamos como um medidor. Esse costume, precisamos fazer, pelo menos uma vez na vida, uma lavagem da alma, do coração para esquecer tudo isso. Para voltarmos à realidade de si mesmo. Esse local seria o Templo Budista Zen Kooji de Ibiraçu. Fazendo o Zen -retiro espiritualpraticando o Zen, surgirá uma capacidade infinita de sabedorias ou forma de conduzir a vida. Sendo assim, sugiro que pessoas que gostariam de praticar o Zen, no Templo Zen Kooji, o retiro, para fazer uma limpeza na alma e no coração, ficando transparente e que todas as pessoas possam ficar dessa forma. É lógico se acontecer isso, os governantes do mundo e o povo do Diário do Poder Legislativo - 3789 Mundo, possivelmente terão uma vida melhor e um mundo melhor do que estamos passando. O trabalho intenso realizado pelo Monge Daiju Bitti, está fundamentado na história do budismo que já tem dois mil e seiscentos anos. Esse trabalho é baseado no ensinamento do budismo, sendo dessa forma um trabalho de uma natureza que está escrevendo uma história que deve ser vista ao longo dos cem, duzentos anos. Com trinta anos de existência, o Zen Kooji, que é o templo budista de Ibiraçu, está tomando sua forma de um templo verdadeiro. Gostaria de registrar que todas as pessoas colaboraram em diversos aspectos para que o templo tenha chegado até aqui. Transmito o nosso agradecimento a todos e ao convite dessa cerimônia em comemoração dos trinta anos de aniversário do Templo Zen Kooji. (Muito bem!) A SRA. PRESIDENTA - (JANETE DE SÁ) – Concedo a palavra ao Monge Daiju Bitti, abade do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. O SR. MONGE DAIJU BITTI – (Sem revisão do orador) - Boa-noite a todos. Estão falando tanto meu nome que parece até que sou eu que estou fazendo trinta anos. Agradeço à Sra. Deputada Janete de Sá, proponente dessa sessão solene; à Sra. Deputada Mariazinha Velloso Lucas e demais componentes da Mesa; à Sra. Neuza Maria Mendes, Secretária Estadual de Cultura, nossa amiga, companheira e parceira do nosso trabalho; Sra. Maria da Glória Brito Abaurre, Secretária do Meio Ambiente, quase que fundadora do nosso trabalho ambiental; aos parceiros como a Aracruz Celulose, uma parceira antiga do nosso trabalho; à Cia. Vale do Rio Doce; à CST, uma parceira pontual que cada vez mais se aproxima do nosso trabalho e a todos vocês que estão presentes, que de uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, fazem parte desse nosso trabalho de trinta anos. A Sra. Deputada Mariazinha Velloso Lucas estava falando sobre o trabalho do mosteiro que divulga o Espírito Santo, tão simples e caseiro. Quem conhece o trabalho do mosteiro sabe que não tem nada de fabuloso, tudo é simples, artesanal e caseiro. Acho que isso é que fez o sucesso do nosso trabalho. No lado ambiental o que fizemos no mosteiro pode ser repetido por qualquer agricultor, não é nenhum projeto fabuloso, com grandes recursos. Qualquer agricultor pode repetir esse trabalho. Tornamos um morro seco, coberto por meloso, igual temos milhões no Espírito Santo, numa referência nacional. Acho que o que pautou o nosso trabalho foi o crescimento do ser humano. Sempre 3790 - Diário do Poder Legislativo tenho falado isso. Naquela nossa região, quando o IBGE passou e fez um levantamento, ali não se apresentou nenhum budista. Ninguém foi convertido e as pessoas acham isso muito engraçado, mas foi a única igreja que não converteu ninguém. Não temos nenhum fiel naquela região apesar do intenso trabalho que desenvolvemos naquele local. Isso acontece não é por nada, a não ser por aquilo no qual o mosteiro está pautado, não o crescimento do budismo; o que nos interessa é o crescimento do ser humano. Se o budismo vier a crescer e´uma coisa muito boa, porque tem muita coisa boa a oferecer; são dois mil e seiscentos anos de práticas, experiências milenares que têm muito a contribuir para a nossa cultura. Mas o trabalho está todo pautado no crescimento do ser humano. É a única instituição religiosa que conheço onde noventa e cinco por cento do seu público é de outra religião. A Senadora participou de um retiro há pouco tempo e viu que os budistas são pouquíssimos. Esse é o verdadeiro ecumenismo. As pessoas falam muito da tolerância religiosa, da biodiversidade, do ecumenismo, mas às vezes, tudo isso fica só na palavra. Mas ali não; ali temos um ato concreto de tolerância religiosa, do diálogo inter-religioso, onde pessoas de várias religiões e de vários credos têm se encontrado numa verdadeira comunhão. Agradecemos ao Beto, da Secretaria de Turismo, que tem participado, cada vez mais, do projeto de agroturismo da região de Pedro Palácios e aproveitar toda essa mídia que gira em torno do Mosteiro para que traga visitantes e que isso seja revertido em benefício daquela região que está ali em torno e que pouco tem aproveitado. Temos vários vizinhos, amigos, agricultores com pequenas propriedades que estão aguardando esse momento. Que aproveitem essa mídia nacional que gira em torno do Mosteiro em benefício desse nosso projeto de agroturismo para que traga riqueza para aquela região. Temos o senhor Cleyton, nosso parceiro na reserva da biosfera do mosteiro, com um posto avançado. Agradecermos a sua presença. Também queremos convidá-los para a inauguração no dia 31 o portal na entrada do Mosteiro, um área que seria um motel. Ali construímos aquele portal, em parceria com a Aracruz Celulose, CST, Companhia Vale do Rio Doce e a coordenação do governo do Estado e afastamos aquele fantasma terrível que estava nos rondando e colocamos ali um grande Portal que é uma coisa maravilhosa, linda, não só para o município de Ibiraçu, como para todos os capixabas. Agradecemos também ao Prefeito Aloísio Morelato, que é um guerreiro, que sempre esteve ao nosso lado, ele é quem recolhe o lixo mensalmente, vem lá de João Neiva, para recolher o nosso lixo. Também agradecemos ao senhor Jauber Pignaton, exprefeito, quando cheguei do Japão em 1983, ele Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 apenas iniciava o seu mandato naquela prefeitura. Cheguei no dia 3 de março de 1983. Fui bater à porta dele e naquela época ninguém falava de meio ambiente, do assunto sobre questão ambiental de ecologia, de nada disso. Falei para ele: vamos fazer um trabalho de recuperação dessa área? E ele, naquela época, sem entender muito do que se tratava, teve a coragem de ser nosso parceiro naquele trabalho. É muito engraçado, o morro que hoje está recuperado onde é o cemitério; quando o senhor Jauber Pignaton ia fazer uma visita, para sabermos que estava acontecendo alguma coisa, plantamos o morro todo, pegávamos sobra de madeira na serraria e pintávamos as estaquinhas todas de branco, parecia mais aquele negócio da guerra que se vê por aí. Todas as estacas pintadas de cal branco, em cada uma das plantas. A gente olhava e parecia um cemitério. Então para impressionar era uma performance. Era mais difícil pintar as estaquinhas do que plantar todo o morro. O prefeito ia nos visitar e a gente para impressionar, para dizer que estávamos fazendo alguma coisa, pintávamos as estaquinhas e ainda temos as fotos como recordação e o pessoal que chegava dizia que estávamos trabalhando muito. Então, esse é o nosso trabalho feito com muito pé no chão, e estão aí os praticantes. Às vezes, as pessoas acham que o Budismo não está fazendo nada no lado espiritual; acham que o Daiju não está fazendo nada no lado espiritual porque não converte ninguém, mas, estamos aí com vários praticantes ordenados, com uma comunidade leiga eficiente, todos que lá chegam colocam a “mão na massa” mesmo. Lá no Mosteiro o sucesso do nosso trabalho é esse trânsito em todas as áreas. Inclusive, Dr. José Armando Figueiredo Campos, precisamos um dia fazer lá um treinamento com os funcionários da CST. Isso, no Japão já se faz há muito tempo. Então, lá a gente lava banheiro, atende telefone, vai para a internet, vai para o fogão se precisar, enfim, todo mundo é treinado em todas as áreas. Temos grandes empresários, como o Taizen aqui presente, que chegam lá e têm de lavar banheiro. É essa coisa de transitar em todas as áreas. Às vezes, temos dificuldades para lavar um copo quando a empregada num fim-de-semana não está e a pessoa tem trauma de chegar perto de um copo. São esses valores simples que estamos levando às pessoas. Temos um curso com a Polícia Militar, inclusive o Dr. Romualdo está aqui presente e sabe que é um curso de sucesso. Temos o programa “Zenzinho”, de dois dias, onde tem a disciplina Vida Participativa e Solidariedade. Portanto, a questão ambiental para nós é quando não se deixa comida no prato; é quando não se deixa a torneira pingando. Certo dia um praticante estava usando uma quantidade exagerada de pasta de dente, perguntei Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Diário do Poder Legislativo - 3791 para ele o que estava acontecendo e ele me respondeu: esta pasta é minha. Eu falei: mas é da sua pasta dental mesmo que estou cuidando. Quando a pessoa está sabendo usar uma pasta de dente, não deixa a torneira pingando, não deixa sobrar comida no prato, está observando aquilo que tem em torno de si, para nós isso é questão ambiental. Muitas vezes acham que a questão ambiental é observar as baleias, os macaquinhos, observar aquilo que está lá longe, mas, aquilo que está em torno dela não está olhando. Ela tem um entendimento de que precisa preservar os animais em extinção, e, às vezes, tem dificuldade para ver o que está acontecendo em torno de si. Portanto, estamos tentando levar para a questão ambiental esse sentimento, essa simplicidade, essa observação daquilo que está em torno de si. Muito obrigado e boa-noite a todos. (Muito bem!)(Palmas) A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) – Passaremos à entrega dos Diplomas aos homenageados. Convido o Monge Daiju Bitti, Abade do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem, para receber o diploma das mãos da Srª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas. (O homenageado Diploma) recebe o A SRA. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) – Convido a Sr.ª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas a assumir a Presidência, para que eu possa preceder à entrega dos Diplomas. (Pausa) A SR.ª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) - Convido o Monge Aoyama Roshi, representante Zen Budista do Japão, para receber o Diploma das mãos da Sr.ª Deputada Janete de Sá. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – Abade do Templo de Sannoji, no Japão. Ocupou importantes cargos na hierarquia da escola Soto Zen, entre eles o de Secretário do Patriarca da comissão que organizou os festejos dos oitocentos anos do Mestre Dogen Zenji. (O homenageado Diploma) recebe o A SR.ª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Convido o Sr. Kosei Katto, representante Zen Budista do Japão, para receber o Diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – Abade do Templo de Yomeiji. Ocupa atualmente a Presidência da Diocese de Shizuoka, que abrange setenta e duas paróquias e noventa e quatro Monges. No próximo ano, 2005, comemora mil duzentos e cinqüenta anos de fundação de seu Templo. (O homenageado Diploma) recebe o A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Convido o Sr. Vitor Buaiz, ex-Governador do Estado do Espírito Santo, para receber o Diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – Nascido em Vitória, médico formado pela UFES, foi Presidente do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo, elegeu-se Deputado Federal, foi Prefeito de Vitória e Governador do Estado. Criou as Leis Rubem Braga – da Cultura, e Jayme Navrro – do Esporte. Conheceu o Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem em 1975 e desde então procurou estimular o trabalho desenvolvido pelo Monge Daiju, o qual, através de um esforço admirável e exemplar, conseguiu transformar uma área degredada em um centro de regional de educação ambiental. (O homenageado Diploma) recebe o A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Convido o Sr. Aluysio Morellato, Prefeito Municipal de João Neiva, para receber o Diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – Prefeito Municipal de João Neiva, exercendo o seu terceiro mandato como Chefe do Executivo, exerceu várias atividades na área industrial, comercial e profissional no Município. Parceiro no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem sempre defendeu o apoio do Município de João Neiva ao Mosteiro, participando e indicando representantes no pólo de educação ambiental. Enquanto durar o seu mandato como Prefeito de João Neiva estará sempre apoiando as ações do Mosteiro, pois entende que elas são de grande valia para a construção de um mundo melhor. (O homenageado Diploma) recebe o 3792 - Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELLOZO LUCAS) – Convido o Sr. Jauber Dório Pignaton, ex-prefeito de Ibiraçu, para receber o diploma, e solicito à Sra. Maria Esperança Vasquez que proceda à leitura do currículo do homenageado. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ - Cidadão do Município de Ibiraçu, aposentado como Oficial de Justiça, já foi prefeito, vereador e também atuou como deputado por Ibiraçu, cidade onde se encontra o Mosteiro Zen Budista. Foi o primeiro prefeito a ter uma visão ampla sobre o trabalho de valorização e preservação do meio ambiente, dando total apoio ao projeto desenvolvido pelos monges na região. (O homenageado diploma) recebe o A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELOZZO LUCAS) – Passaremos à entrega dos diplomas às empresas homenageadas pelas Srªs Deputadas e pelos Srs. Deputados. Convido a empresa Aracruz Celulose, representada pelo Sr. Jessé Moura Marques, gerente de Relações com a Comunidade, para receber o diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá, e solicito à Srª Maria Esperança Vasquez que proceda à leitura do currículo da empresa homenageada. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – A Aracruz Celulose é a líder mundial na produção de celulose branqueada de eucalipto. O compromisso da Aracruz com o desenvolvimento sustentável se reflete nas práticas de manejo dos plantios de eucalipto e na preservação dos ecossistemas naturais. As práticas ambientais adotadas nas fábricas são também objeto de contínuos processos de aprimoramento. A responsabilidade social da Aracruz refletese, entre outros aspectos, pelo significativo programa de ação social desenvolvido com as comunidades localizadas na região de atuação da empresa. (A empresa homenageada recebe o diploma) 1º de junho de 1942, para exploração das minas de minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero (MG). Hoje seu grupo de acionistas controladores é composto por investidores de varejo brasileiro – institucionais, nacionais e estrangeiros - além de boa parte dos empregados da empresa. A Vale é líder mundial no mercado de minério de ferro e pelotas, segunda maior produtora global de manganês, além de maior prestadora de serviços de logística do Brasil. Presente em treze estados brasileiros e em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia), é um dos mais importantes e produtivos grupos empresariais brasileiro. (A empresa homenageada recebe o diploma) A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELOZZO LUCAS) – Agora será homenageada uma associação de moradores de São Mateus. Convido a Associação de Moradores “Nova Esperança”, representada pela Srª Luigia Bordoni, para receber o diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá, e solicito à Srª Maria Esperança Vasquez que proceda à leitura do currículo da associação homenageada.. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – Localizada a dois quilômetros do centro de São Mateus- Es, criada em 1970, sob a direção do casal Egídio e Luigia Bordoni, desde a sua criação vem atendendo crianças em situação de risco social, proporcionando-lhes uma educação de período integral e uma indispensável formação humana e cristã. Está instalada há trinta e cinco anos no Município de São Mateus. “Nova Esperança” é um sinal vivo da existência do amor entre os homens. Tem a missão de oferecer atendimento biopsicossocial à criança em situação de risco social. (A associação recebe o diploma) homenageada A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELOZZO LUCAS) – Convido a empresa Vale do Rio Doce, representada pelo Sr. Luiz Soresine, gerente de Relações Institucionais, para receber o diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá, e solicito à Srª Maria Esperança Vasquez que proceda à leitura do currículo da empresa homenageada.. A SRª PRESIDENTA – (MARIAZINHA VELOZZO LUCAS) – A última homenagem desta noite é a Companhia Siderúrgica de Tubarão, representada pelo seu presidente, Dr. José Armando Figueiredo Campos, que é um avô de primeira viagem e está todo animado. Convido-o para receber o diploma das mãos da Srª Deputada Janete de Sá, e solicito à Srª Maria Esperança Vasquez que proceda à leitura do currículo da empresa homenageada. A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ – A Companhia Vale do Rio Doce foi fundada no dia A SRª MARIA ESPERANÇA VASQUEZ - A CST, maior produtora mundial de semi-acabados Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 de aço, foi constituída em junho de 1976, com início de operação em novembro de 1983. Nesse período, as CST criou e consolidou sua liderança no mercado, passando por profundas transformações, intensificadas após a privatização, em 1992. Dentro dessa evolução, está em andamento o Plano de Expansão de produção de placas de aço para 7,5 milhões de toneladas/ano, projeto anunciado à sociedade com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A expansão envolve um investimento de cerca de US$ 1 bilhão, sendo US$ 600 milhões diretos da CST e US$ 400 milhões de terceiros, com início da operação previsto para o 1º semestre de 2006. (A empresa homenageada recebe o diploma) Diário do Poder Legislativo - 3793 Governador do Estado do Espírito Santo, o DVD sobre o Mosteiro. (O homenageado recebe o DVD) A SRª. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Convido o Sr. Daiju Bitti para receber das mãos da sua mãe, Srª. Maridéia Bitti, o DVD sobre o Mosteiro. (O homenageado recebe o DVD) A SRª. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Convido a Secretária de Cultura do Estado do Espírito Santo, Srª. Neuza Maria Mendes, para receber das mãos do Presidente da CST, Dr. José Armando, o DVD sobre o Mosteiro. (A homenageada recebe o DVD) A SRª PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Esta Presidência registra, com satisfação, a presença, nesta Casa, do Dr. Ricardo Vereza Lodi, Superintendente do Ibama ES; do ex-Vereador por Vitória, Sr. Namy Chequer; do ex-Secretário de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos do Estado do Espírito, Dr. Fernando Schettino, acompanhado de sua esposa Leila; do representante da Associação Nikkei de Vitória, Srª Seisuke Takasaki; do Procurador-Geral do Município de Viana, Sr. Antônio Henrique de Loyola; da Relações Públicas da Companhia Siderúrgica de Tubarão, Sra. Danielli Soares Melo; da representante da Fundação Mokiti Okada, Srª Germânia Maria Freire de Menezes; do presidente do Conselho Nacional de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Sr. Clayton Ferreira Lino, e da Sra. Elizete Siqueira, Secretária de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Vitória. Fizemos um DVD sobre o Mosteiro. Não pudemos fazer muito, porque esta Casa vive em constante “economia de guerra”. Mas a nossa idéia era fazer o bom uso do dinheiro público. Não é porque tivemos momentos difíceis, de corrupção, que não saberemos agora dar a destinação correta para o dinheiro público. Portanto, “economia na base da porcaria” não tem nossa aceitação. Conseguimos fazer esses poucos DVDs sobre o Mosteiro e queremos passá-los às mãos dos monges, destinando um para a Secretária de Cultura de nosso Estado. Peço à Srª Eiko Fukuda, da comunidade japonesa e amiga do Mosteiro, que faça entrega do DVD ao Monge Aoyama Roshi. (Pausa) (O homenageado recebe o DVD) A SRª. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Convido o Monge Kosei Katto para receber das mãos da Srª. Lourdinha Buaiz, esposa do ex- A SRª. PRESIDENTA – (JANETE DE SÁ) - Agora acontecerá uma mistura de culturas. Apresentar-se-á o congo, algo de muito característico de nossa terra, Monge Daiju. A Banda de Congo Mirim da Ilha, sob a regência do companheiro Fábio Carvalho, fará uma apresentação. Essas crianças são moradores da Grande São Pedro e da Ilha das Caieiras. Por este ser um momento para apreciarmos a mistura de culturas, o congo, que é a essência de nossa região, foi convidado para se apresentar para os monges. (É feita a apresentação da Banda de Congo Mirim) A SRª PRESIDENTA - (JANETE DE SÁ) – Nosso profundo agradecimento à Banda de Congo Mirim da Ilha das Caieiras, regida pelo Sr. Fábio Carvalho. Essas crianças brilhantes que integram o Projeto de Congo são moradoras da grande São Pedro e Ilha das Caieiras. Agradecemos também as presenças dos tios e primos do Monge Sras. Célia Rosa Pianca, Renata Rosa Meirelles e Maria Laura Tavares Rosa. Como considerações finais dizemos que para nós é uma satisfação muito grande tê-los conosco nesta homenagem dos trinta anos do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Em nosso nome e em nome de todos os Srs. Deputados que integram esta Casa, através da Srª Deputada Mariazinha Vellozo Lucas e em nome também da Mesa-Diretora, através do Sr. Presidente Claudio Vereza, que também propôs a realização desta sessão mas justificou sua ausência em razão de agenda, agradecemos as presenças dos amigos, dos colaboradores do mosteiro, de todos os que neste Parlamento estiveram prestigiando a homenagem dos 3794 - Diário do Poder Legislativo trinta anos do Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Convidamos todos para o lançamento do livro de receitas do Mosteiro Zen Morro da Vargem acompanhado de um simples coquetel que será servido no momento do lançamento do livro. Nada mais havendo a tratar, vou encerrar a presente sessão. Antes, porém, convido os Srs. Deputados para a próxima, que será ordinária e para a qual designo: EXPEDIENTE: O que ocorrer ORDEM DO DIA: Discussão única, em regime de urgência, do Projeto de Resolução nº 83/2004, 231/2003, 014/2004, 218/2004. Discussão especial, em 3ª sessão, do Projeto de Lei n.º 141/2004 Discussão especial, em 2ª sessão, do Projeto de Resolução n.º 205/2004. Discussão especial, em 1ª sessão, dos Projetos de Lei nºs 169/2004, 175/2004 e 209/2004. Está encerrada a sessão. Encerra-se a sessão às vinte horas e cinqüenta minutos. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 PUBLICAÇÃO AUTORIZADA (*) GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR Vitória, 16 de agosto de 2004 Mensagem nº 163/2004 Senhor Presidente, Submeto ao exame dessa Assembléia Legislativa, o incluso Projeto de Lei que cria a Agência de Serviços Públicos de Energia do Estado do Espírito Santo – ASPE, e dá outras providências. Cuida-se de iniciar indispensável base legal que irá estabelecer princípios, diretrizes e procedimentos para a descentralização de atividades executadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, como também para a fiscalização de serviços de distribuição de gás natural. A ANEEL vem incentivando os estados a criar suas próprias agências de regulação, seguindo uma tendência nacional e mundial de descentralização de serviços públicos. Vários estados brasileiros, seguindo essa orientação, já criaram agências semelhantes. No caso do Espírito Santo, estou propondo a criação da ASPE com o objetivo de regular, controlar e fiscalizar a qualidade do serviço público de fornecimento de energia elétrica e de distribuição de gás, bem como dispor sobre a tarifa de distribuição de gás. A ASPE objetiva, ainda, criar condições para atrair investimentos privados para novos empreendimentos energéticos, visando à expansão da oferta de energia elétrica no Estado, e permitir a constante modernização do setor, objetivando minimizar os problemas da falta de energia elétrica, que tantos prejuízos sociais e econômicos causam à população. A proposição que ora apresento, estabelece as finalidade, as atribuições, as normas, a competência e a organização da Agência de Serviços Públicos de Energia voltada para o atendimento da finalidade principal da entidade, ou seja, o desenvolvimentos das suas atividades, com observância dos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade, da igualdade, da impessoalidade, da finalidade, da publicidade e da celeridade administrativa. Com a descentralização, o consumidor passa a ter no próprio Estado uma agência reguladora para obter, com maior agilidade as informações sobre a prestação de serviço de energia elétrica e de gás Diário do Poder Legislativo - 1 natural e fazer suas reclamações, quando não atendidas pela concessionária. O consumidor também terá melhores condições de ser compreendido em suas demandas, pois tratará diretamente com uma agência local que, certamente, irá melhor captar seus anseios e sugestões, que poderão se transformar em ações que incorporem a variável local nos processos de regulação, fiscalização e mediação de responsabilidade. Na resolução de conflitos entre consumidores e concessionárias, o equacionamento das divergências tenderá a ter mais sucesso se conduzido por uma agência local que acompanha o dia-a-dia das relações entre esses gestores. Cabe ressaltar, também, a garantia de proteção aos direitos básicos do cidadão e acesso à informação quanto aos serviços públicos de distribuição de energia elétrica e gás canalizado e o equilíbrio das relações entre os agentes do setor e consumidores, contribuindo para o aprimoramento da prática da cidadania. Merece destacar que o exercício das atividades de regulação, controle e fiscalização do serviço público de fornecimento de energia elétrica fica vinculado à celebração de convênio de cooperação entre a Agência Nacional de Energia Elétrica e a ASPE, com a finalidade de preservar o interesse público, quanto às concessões, permissões e autorizações dos serviços afetas a sua atuação. No caso de distribuição de gás natural, a regulação, o controle e a fiscalização já são de responsabilidade do Estado. Por fim, informo que o presente Projeto de Lei não acarretará aumento de despesa para o tesouro estadual, visto que a cobrança da taxa de fiscalização estabelecida no artigo 10 é suficiente para custear as despesas com a criação dos cargos previstos nos Anexos III e IV. As razões expostas, por si só, justificam e demonstram a importância que um projeto desta natureza representa para o desenvolvimento das atividades do Estado e que me leva a encaminhar o presente Projeto de Lei. Atenciosamente Paulo Cesar Hartung Gomes Governador do Estado PROJETO DE LEI Nº 211/04 Cria Agência de Serviços Públicos de Energia do Estado do Espírito Santo – ASPE e dá outras providências. 2 – Diário do Poder Legislativo Art. 1º Fica criada a Agência de Serviços Públicos de energia do Estado do Espírito Santo – ASPE, autarquia de regime especial, dotada de personalidade de direito público e autonomia administrativa, patrimonial, técnica e financeira, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Turismo – SEDETUR. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 generalidade e cortesia na prestação dos serviços públicos concedidos, permitidos e autorizados, submetidos a sua regulação, controle e fiscalização; II – assegurar o cumprimento das normas legais, regulamentares e contratuais, o atendimento do interesse público e o respeito aos direitos dos usuários; Parágrafo único A ASPE, tem sede e foro na cidade de Vitória, capital do Estado, e jurisdição em todo o território do Espírito Santo, gozando no que se refere ao seus bens, receitas e serviços das regalias, privilégios, isenções e imunidades conferidas à Fazenda Pública. III – coibir a ocorrência da discriminação no uso e acesso à energia; Art. 2º A ASPE tem por finalidade regular, controlar e fiscalizar a qualidade do serviço de fornecimento de energia elétrica e de distribuição de gás natural, os preços e tarifas de distribuição de gás natural e demais condições de atendimento aos usuários, nos termos desta Lei e demais normas legais e regulamentares pertinentes. V – moderar e dirimir os conflitos de interesses, relativos ao objetivo das concessões, permissões e autorizações dos serviços de distribuição de gás natural, podendo se valer do apoio de peritos técnicos especificamente designados; § 1º A ASPE, para a consecução de suas finalidades, poderá: I – celebrar convênios com órgãos ou entidades da União, Estados e Municípios, referentes aos serviços públicos de distribuição de gás natural; II – celebrar convênios com órgãos ou entidade da União e, nos termos da legislação específica, com os Estados, referentes aos serviços de fornecimento de energia elétrica. § 2º O exercício das atividades de regulação, controle e fiscalização do serviço público de fornecimento de energia elétrica fica vinculado, nos termos dos Artigos 20 a 22 da Lei Federal nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, a celebração de convênio de cooperação entre a Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL e a ASPE. § 3º As atribuições da ASPE serão exercidas com o objetivo de preservar o interesse público, quanto à concessões, permissões e autorizações dos serviços sob sua jurisdição. § 4º Na realização das finalidades assinaladas neste artigo, a ASPE reger-se-á pelas seguintes diretrizes: I – garantir o cumprimento das exigências de regularidade, eficiência, segurança, atualidade, IV – proteger o consumidor no que diz respeito a preços, continuidade e qualidade do fornecimento de energia; VI – aplicar metodologias que proporcionem a modicidade das tarifas de distribuição de gás natural; VII – estimular a competitividade e a realização de investimento de modo a garantir a melhoria do atendimento e adequação dos serviços às necessidades da população; VIII- proteger os usuários contra o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros; IX – assegurar a sociedade amplo acesso às informações sobre a proteção dos serviços públicos de energia sob sua jurisdição e as atividades da ASPE, assim como a publicidade das informações quanto a situação do serviço e aos critérios de determinação de tarifas; X – exercer outras atividades correlatas que lhe sejam delegadas. Art. 3º No desenvolvimento de suas atividades a ASPE observará os princípios da legalidade, da moralidade, da igualdade, da impessoalidade, da publicidade e da celeridade. Art. 4º Compete ainda a ASPE, por delegação dos poderes competentes: I – cumprir e fazer cumprir, no Estado do Espírito Santo, a legislação específica relacionada a energia; Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 II – regular, controlar e fiscalizar a geração, produção, transmissão e distribuição de energia, naquilo que lhe couber, originariamente ou por delegação; III – fixar, dentro de sua competência, normas, resoluções, instruções e recomendações técnicas e procedimentos relativos aos serviços de energia; IV – fazer observar, pelos concessionários de geração, o funcionamento do sistema interligado no Estado; V – homologar contratos pertinentes à geração, produção, transmissão, transporte e distribuição de energia celebrados pelos concessionários, permissionários e autorizados, com exceção dos contratos-padrão estabelecidos por normas técnicas comerciais; VI – aprovar níveis e estruturas tarifárias e homologar tarifas relativas aos serviços públicos de distribuição de gás natural, tendo por objetivo a modicidade e o equilíbrio econômico-financeiro das concessões e permissões; VII – instruir os concessionários, os permissionários, os autorizados e os consumidores sobre as suas obrigações contratuais e regulamentares; VIII – fiscalizar a prestação dos serviços, com amplo e irrestrito acesso aos dados e informações técnicas, econômicas, financeiras e quaisquer outras. Relativas ao fornecimento de energia elétrica, gás canalizado e outros serviços públicos submetidos à sua competência; IX – acompanhar a fiscalizar o cumprimento das tarifas cobradas pelas empresas concessionárias, permissionárias ou autorizadas; X – atuar no sentido de impedir práticas abusivas contra os interesses dos usuários de energia; XI – encaminhar à autoridade competente, propostas de concessão, permissão ou autorização de serviços de energia; XII – propor à autoridade competente alteração das condições e das áreas de concessão, permissão ou autorização dos serviços de distribuição de gás natural, bem como a extinção dos respectivos contratos, quando necessário; XIII – celebrar contratos de concessão e permissão de serviços de distribuição de gás natural; XIV – firmar contrato ou convênio com órgãos e entidades públicas nacionais ou internacionais, após aprovação do Governador do Estado e manifestação da União Federal, através de seus órgãos competentes, quando se tratar de energia elétrica; XV – contratar, observada a legislação aplicável, serviços técnicos especializados, neles incluídas a perícia e a auditoria, e outros serviços necessários às atividades da ASPE; Diário do Poder Legislativo - 3 XVI – praticar outros atos relacionados com sua finalidade, nos limites da legislação aplicável e das atribuições que, mediantes convênios, lhe tiverem sido delegadas. § 1º No exercício de suas atribuições ou das que lhe forem delegadas, a ASPE poderá aplicar as sanções previstas nas Leis Federais nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995 e de nº 9.074, de 07 de julho de 1995, bem como na legislação específica relativa aos serviços públicos de energia, notadamente as constantes da Resolução ANEEL Nº 63, de 12 de maio de 2004. § 2º Exceção feita ao previsto no Art. 23, inciso XI, da Constituição Federal, o exercício pela ASPE de outras atribuições relativas aos serviços de energia elétrica, condiciona-se à celebração de respectivos convênios, nos termos do disposto no § 1º do Art. 2º desta Lei. § 3º A fiscalização das atividades de distribuição de gás natural canalizado poderá ser executada pelos Municípios, mediante convênios que celebrarem com a ASPE, nos termos do disposto no § 1º do Art. 2º desta Lei. Art. 5º O Patrimônio da ASPE é constituído de : I – bem móveis doados pelo Estado do Espírito Santo, bem como outras doações e contribuições de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras; II – ações, pelos direitos e por outros valores que lhe forem conferidos: III – bens e direitos oriundos da execução de contrato, convênios, acordos, ajustes e congêneres; IV – bens móveis e imóveis que adquirir; V – saldos dos exercícios financeiros, transferidos para sua conta patrimonial. Parágrafo único. Em caso de extinção da ASPE, seus bens reverterão ao patrimônio do Estado. Art. 6º Constituem receitas da ASPE: I – as dotações orçamentárias fixadas anualmente no orçamento geral do estado; II – as dotações orçamentárias e subvenções da União e dos Municípios; III – as dotações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados; IV – os recursos provenientes de acordos, convênios, ajustes ou contratos com entidades públicas e privadas – nacionais e estrangeiras; V – as rendas de aplicações financeiras; 4 – Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 VI – as receitas resultantes da prestação e venda de serviços e produtos derivados de suas atividades; VII – as rendas resultantes da aplicação de bens e valores patrimoniais; VIII – o produto de taxa de regulação e de fiscalização; Art. 7º A estrutura organizacional básica da ASPE, é a seguinte: I – A Nível de Direção Superior: a) o Conselho Consultivo de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica e Gás Canalizado; b) o Diretor Geral. § 3º Incidirá multa de 100%(cem por cento) sobre o valor da taxa, cobrável executivamente, no caso de adulteração, falsificação ou fraude na apuração ou na emissão das respectivas guias de recolhimento. Art. 11. O Conselho Consultivo de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica e Gás Canalizado, órgão consultivo da ASPE, terá a seguinte composição: II – A Nível de Assessoramento: a) o gabinete do Diretor: b) a Ouvidoria. III – A Nível de Gerência: a) o Diretor Técnico; b) o Diretor Administrativo Financeiro. § 2º O não recolhimento da taxa no prazo fixado no parágrafo 1º, implicará multa de 10% (dez por cento) e juros de 1%(um por cento), por mês ou fração, e incidência de atualização monetária, na forma da legislação em vigor. e IV – A Nível de Execução Programática: a) a Gerência de Energia Elétrica; b) a Gerência de Gás Natural; c) a Gerência Administrativa e Financeira. Parágrafo Único. A representação gráfica da estrutura organizacional básica da ASPE, é a constante do anexo I, que integra a presente Lei. Art. 8º As atribuições das unidades organizacionais que integram a estrutura da ASPE, serão regulamentadas por Decreto do Poder Executivo. Art. 9º O Governador do Estado designará um Procurador do Estado, integrante do Quadro de servidores da Procuradoria Geral do Estado, para fornecer o suporte jurídico e legal necessários ao funcionamento e às deliberações da ASPE. Art. 10. Fica alterada para 40 306 (quarenta mil trezentos e seis) VRTE’s – Valores de Referência do Tesouro Estadual a Taxa de Fiscalização e Serviços de Gás Canalizado, estabelecida pela Lei nº6997, de 27 de dezembro de 2001, devida mensalmente pelos concessionários desse serviço. § 1ºA taxa de fiscalização será recolhida diretamente à ASPE, até o décimo dia útil do mês subseqüente ao de sua apuração. I – o Diretor Geral, que o presidirá; II – um representante do PROCON Estadual; III – um representante da sociedade civil, indicado pelo Conselho de Consumidores a que se refere o Art. 1º da Lei Federal nº8.631, de 4 de março de 1993; IV – um representante das empresas prestadoras de serviços públicos de energia no Estado; V – um representante dos trabalhadores nas empresas prestadoras de serviços públicos de energia no Estado; VI – um representante da Federação de Sindicatos Patronais; VII – três membros de livre escolha do Governador do Estado. § 1º Os membros integrantes do Conselho Consultivo de regulação, Controle e Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica e Gás Canalizado, serão designados pelo Governador do Estado. § 2º Os membros do Conselho Consultivo terão mandato de 2 (dois) anos admitida uma única recondução. Art. 12. Compete ao Conselho Consultivo: I – acompanhar a evolução dos padrões de serviços e custos, determinando análise e esclarecimentos nas situações de anormalidade; II – opinar sobre o plano geral de metas para universalização dos serviços prestados pelas concessionárias, permissionárias ou autorizadas e sobre as políticas setoriais inerentes aos serviços regulados pela ASPE; III – opinar sobre o programa de atividades da ASPE para cada exercício, orientando a gestão técnica e administrativa quanto ao plano de trabalho e utilização de recursos; Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 IV – examinar críticas, denúncias e sugestões feitas pelos usuários e, com base nas informações, fazer proposições à Diretoria; V – aconselhar a Diretoria quanto às atividades de regulação, fiscalização e controle desenvolvidos pela ASPE; VI – tornar acessível ao público os seus atos normativos e decisões; VII – opinar quanto aos critérios para fixação, revisão, ajuste e homologação de tarifas de distribuição de gás. Art. 13. A ASPE é constituída pelo Diretor Geral, um Diretor Técnico e um Diretor Administrativo e Financeiro, que serão nomeados pelo Governador do Estado. § 1º Os requisitos necessários para o provimento dos cargos de Diretor Geral e dos demais Diretores, são os seguintes: I – ser brasileiro; II – ter reconhecida capacidade técnica e administrativa em suas respectivas áreas de atuação; III – ter reputação ilibada e idoneidade moral; IV – não ter relação de parentesco com dirigente, administrador, diretor, acionista, quotista ou conselheiro de empresa regulada, controlada ou fiscalizada pela ASPE; V – apresentar declaração de bens. VI – ter formação de nível superior completo. § 2ºOs cargos de Diretores da ASPE serão exercidos em regime de mandato de 4 (quatro) anos, admitida uma única recondução. § 3º O Diretor Geral em suas faltas ou impedimentos, será substituído pelo Diretor Técnico. § 4ºNos casos de renúncia, morte ou perda de mandato, proceder-se-á nova nomeação, para fins de complementar o período restante do mandato. § 5º Os Diretores permanecerão no exercício de suas funções após o término de seu mandato até que seus sucessores sejam nomeados e empossados. Art. 14. Compete à Diretoria: I - dirigir, coordenar e controlar os serviços da ASPE; II - apreciar e deliberar as normas de funcionamento da ASPE; III - apreciar e aprovar os planos de trabalho e as propostas orçamentárias da ASPE; Diário do Poder Legislativo - 5 IV – baixar normas, regulamentos gerais e específicos, para a regulação, fiscalização e controle dos serviços públicos, no âmbito das suas atribuições; V – homologar contratos celebrados entre os concessionários, permissionários e autorizados, pertinentes a geração, produção, transmissão, transporte e distribuição de energia, com exceção dos contratos-padrão estabelecidos em normas técnicas e comerciais; VI – aprovar níveis tarifários e homologar tarifas relativas aos serviços de distribuição de gás natural, tendo como objetivo a modicidade das tarifas e o equilíbrio econômico-financeiro da concessões e permissões; VII – encaminhar à autoridade competente propostas de concessão, permissão ou autorização de serviços de energia; VIII – celebrar, por delegação dos poderes competentes, contratos de concessão e permissão de serviços de energia; IX – moderar e dirimir conflitos de interesses, relativos ao objetivo das concessões, permissões e autorizações, valendo-se do apoio de técnicos especificamente designados; X – aplicar, na área de sua competência, sanções aos titulares de concessões, permissões e autorizações para serviços de energia, que descumprirem os termos dos contratos ou da legislação específica; XI – cobrar taxa de fiscalização; XII – aprovar o Regimento Interno e suas alterações. XIII – exercer outras atividades que lhe forem cometidas em regimento interno. Art. 15. Após nomeação, o Diretor somente perderá o cargo antes do término do seu mandato em quaisquer das seguintes hipóteses, isolada ou cumulativamente: I – a constatação de que sua permanência no cargo possa comprometer a independência ou integridade da ASPE; II – condenação por prática de ato lesivo ao interesse e patrimônio público; III – condenação por crime doloso; IV – condenação por improbidade administrativa; V – rejeição definitiva de contas pelo Tribunal de Contas do Estado. VI – renúncia. Art. 16. É vedado aos Diretores, pelo prazo de 04 (quatro) meses, a contar da extinção do respectivo mandato, exercer, direta ou indiretamente, qualquer cargo ou função de controlador, diretor, administrador, gerente, preposto, mandatário ou 6 – Diário do Poder Legislativo consultor de empresas operadoras de serviços públicos regulados, controlados ou fiscalizados pela ASPE. Art. 17. Ao Diretor Geral cabe a direção, supervisão e orientação da ação executiva e da gestão administrativa, financeira e patrimonial da Agência de Serviços Públicos de Energia – ASPE, buscando os melhores métodos que assegurem a eficácia, economicidade e efetividade da ação operacional do órgão; representar a ASPE em juízo ou fora dele e em suas relações com os demais órgãos do Estado; delegar atribuições ao Diretor Técnico e ao Diretor Administrativo e Financeiro. Art. 18. O Diretor Técnico e o Diretor Administrativo-Financeiro terão suas competências e atribuições definidas no Regulamento da ASPE. Art. 19. Na primeira gestão da ASPE, o Diretor Geral, os demais Diretores e os membros do Conselho Consultivo serão nomeados para o período de mandato com término em 31 de dezembro de 2006. Art. 20. A tabela salarial do quadro de cargos de provimento em comissão da ASPE, é a constante do anexo II, que integra a presente Lei. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Art. 23. A Taxa de Fiscalização dos Serviços de Gás Canalizado continuará sendo pela Agência de Desenvolvimento em Rede do Espírito Santo – ADERES, até a efetiva implantação e funcionamento da ASPE. Art. 24. Fica o Poder Executivo autorizado a regulamentar a presente Lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias, a contar da data de sua publicação. Art. 25. Fica extinta a Agencia Estadual de Serviços Públicos do Estado do Espírito Santo – AGESP, autarquia criada pela Lei nº 5.721, de 19 de Agosto de 1998. Art. 26. Fica o Poder Executivo autorizado a abrir o créditos adicionais ao orçamento vigente e alterar o plano plurianual para o período 2004 – 2007, necessários ao cumprimento desta Lei. Art. 27. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 28. Revogam-se: a Lei nº 6.732, de 20 de julho de 2001; a Lei nº 6.997, de 27 de dezembro de 2001; o Decreto nº 4.108-N, de 28 de abril de 1997 e o Decreto nº 765-R, de 26 de junho de 2001. Art. 21. Ficam criados os cargos de provimento em comissão com suas nomenclaturas, referências, quantitativos e vencimentos, para atender às necessidades de funcionamento do órgão, constantes do anexo III, que integra a presente Lei. ANEXO I Parágrafo único. Respeitado o disposto no Art. 13, os demais cargos de provimento em comissão da ASPE, serão providos por ato do Diretor Geral. GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR Art. 22. Ficam criados os cargos de provimento efetivo na ASPE, com suas nomenclaturas, escolaridade, carga horária, quantitativo e valores, constantes do anexo IV, que integra a presente Lei. § 1º Os cargos de que trata este artigo serão providos, mediante aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos, após o cumprimento das exigências estabelecidas no Art. 169, inciso I, da Constituição Federal. § 2º Enquanto não forem cumpridas as exigências previstas no parágrafo anterior, o Estado poderá ceder, para compor o quadro de pessoal da ASPE e permitir seu normal funcionamento, servidores, em no máximo 05 (cinco), devidamente qualificados para o exercício das respectivas funções. ANEXO I. A QUE SE REFERE O PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 7º Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 AGÊNCIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE ENERGIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – ASPE GERÊNCIA ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA NÍVEIS DE ATUAÇÃO GERÊNCIA DE GÁS NATURAL DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO EXECUÇÃO PROGRAMÁTICA GERÊNCIA DE ENERGIA ELÉTRICA GABINETE DO DIRETOR GERÊNCIA DIRETOR TÉCNICO DIRETOR GERAL ASSESSORAMENTO OUVIDORIA SEDETUR DIREÇÃO SUPERIOR CONSELHO CONSULTIVO DE REGULAÇÃO, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA E GÁS CANALIZADO Diário do Poder Legislativo - 7 8 – Diário do Poder Legislativo Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR ANEXO II TABELA SALARIAL DOS CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO DA AGÊNCIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE ENERGIA – ASPE, A QUE SE REFERE O ART. 20. Referência AE – 01 AE – 02 AE – 03 AE – 04 AE – 05 AE – 06 AE – 07 Valor R$3.750,00 R$3.000,00 R$2.250,00 R$1.500,00 R$870,00 R$520,00 R$360,00 CARGOS DE PROVIMENTO EM COMISSÃO CRIADOS A QUE SE REFERE O ART. 21. REF. QUANT. VALOR VALOR TOTAL Diretor Geral AE - -01 01 R$3.750,00 Diretor Técnico AE - -02 01 R$3.000,00 AE - -02 01 R$3.000,00 R$3.750,0 0 R$3.000,0 0 R$3.000,0 0 Gerente AE - -03 03 R$2.250,00 Ouvidor AE - -04 01 R$1.500,00 Chefe de Gabinete Assistente de Gerência Secretaria Sênior Motorista AE - -05 AE - -05 01 04 R$870,00 R$870,00 AE - -06 AE - -07 01 01 R$520,00 R$360,00 Diretor Administrativo Financeiro e TOTAL GERAL R$6.750,0 0 R$1.500,0 0 R$870,00 R$3.480,0 0 R$520,00 R$360,00 R$23.230,00 14 ANEXO IV CARGOS DE PROVIMENTO EFETIVO CRIADOS, A QUE SE REFERE O ART. 22. NOMENCLA TURA Especialista em Energia Mensagem nº 167/2004 Senhor Presidente: Encaminho para apreciação dessa Assembléia Legislativa, o incluso Projeto de Lei Complementar que altera a Lei Complementar nº 16, de 09 de janeiro de 1992, no intuito de estabelecer o quantitativo dos cargos de Auditor Fiscal da Receita Estadual, adequando-o a real necessidade da Secretaria de Estado da Fazenda para o bom desempenho das atividades que lhe são afetas. ANEXO III NOMENCLATURA Vitória, 24 de agosto de 2004. Escolari dade Carga Horária Quant. Valor Valor Total Superior Completo 40 horas semanais 05 R$1.500,0 0 R$7.500,00 (*) Reproduzido por ter sido publicado com incorreção A atual Administração tem buscado redefinir suas estruturas organizacionais assim como seus quadros funcionais no limite de sua capacidade financeira, daí a necessidade de fixar o número de cargos da área fazendária, como ora proposto. Em paralelo, destaca-se que a capacidade de fiscalização no trânsito de mercadorias foi reforçada, neste ano, em decorrência da convocação de 15 (quinze) novos Auxiliares Fazendários, totalizando 81 (oitenta e um) Auxiliares em atividade exercendo tarefas em conjunto com os Auditores Fiscais – AFRE I. Vale ressaltar que estão ocupados atualmente 185 (cento e oitenta e cinco) cargos de Auditor Fiscal da Receita Estadual – AFRE nível I. Desses, 50 (cinqüenta) irão passar para o nível II, haja vista que o processo seletivo de ascensão, em fase final, já determinou os classificados. Logo, após a complementação da referida ascensão, o quadro de cargos do nível I apresentará a ocupação de 135 (cento e trinta e cinco) vagas, restando, consequentemente, 50 (cinqüenta) novas que serão preenchidas pelos Auditores Fiscais aprovados no último concurso público. Considerando todos os níveis da carreira de Auditor Fiscal da Receita Estadual, estão em atividade, nesta data, o quantitativo de 407 (quatrocentos e sete) Auditores Fiscais, que acrescidos dos novos concursados totalizarão 457 (quatrocentos e cinqüenta e sete) cargos. O presente Projeto de Lei estabelece em número de 500 (quinhentos) o limite de vagas para o cargo de AFRE, superior, portanto, ao quadro funcional atual. Cumpre, finalmente, com amparo no artigo 65, da Constituição Estadual, solicitar urgência na apreciação do referido Projeto de Lei. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Diário do Poder Legislativo - 9 A proposição tem por finalidade atender a necessidade de construção do novo Fórum daquele Município, que atualmente funciona em condições precárias, no antigo Centro de Convenções. Atenciosamente Paulo César Hartung Gomes Governador do Estado PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR 025/2004 Altera a Lei Complementar nº 16, de 09 de janeiro de 1992, com a denominação do cargo de Agente de Tributos Estaduais alterada pela Lei Complementar nº 262, de 09 de junho de 2003. Art. 1º - O Anexo III da Lei Complementar nº 16, de 09 de janeiro de 1992, com a denominação do cargo alterada pela Lei Complementar nº 262, de 09 de junho de 2003, passa a vigorar com a redação dada pelo Anexo Único desta Lei. Estando a EMCATUR em fase final de liquidação, não mais possuindo objeto social, e considerando que, consequentemente o imóvel mencionado será transferido para o Governo do Estado do Espírito Santo e poderá ficar ocioso, vislumbro ser de melhor justiça social a doação do mesmo ao Poder Judiciário Estadual, que atenderá adequadamente a comunidade de Guarapari, com as novas instalações do Fórum, previstas para o prazo de 03 (três) anos. Ressaltamos que o Poder Judiciário não poderá dar outra destinação ao bem doado, sob pena de reversão do imóvel ao patrimônio dos doadores. Art. 2º - Fica revogado o art. 38 da Lei Complementar nº 16, de 09 de janeiro de 1992. Assim, solicito a aprovação, por essa Casa Legislativa, ao Projeto de Lei em referência. Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Atenciosamente Paulo César Hartung Gomes Governador do Estado Anexo Único a que se refere o art. 1º: Anexo III a que se refere o art. 34 da Lei Complementar nº 16, de 09.01.2002, com a denominação do cargo alterada pela Lei Complementar nº 262, de 09.06.2003: Distribuição de Vagas nos Níveis Cargo Nível Auditor Fiscal da Receita Estadual I Auditor Fiscal da Receita Estadual II Auditor Fiscal da Receita Estadual III Quantidade 185 200 115 Total 500 GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO GABINETE DO GOVERNADOR Vitória, 24 de agosto de 2004. Mensagem nº 168/2004 Senhor Presidente Encaminho para apreciação dessa Assembléia Legislativa, o incluso Projeto de Lei que “Autoriza o Poder Executivo a doar ao Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, um terreno de propriedade da EMCATUR, situado no local denominado ‘Santa Rosa’, no Município de Guarapari” PROJETO DE LEI 225/2004 Autoriza o Poder Executivo a doar ao Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, um terreno de propriedade da Empresa Capixaba de Turismo – EMCATUR, situado no local denominado “Santa Rosa”, no Município de Guarapari. Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a doar ao Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo, um terreno de propriedade da Empresa Capixaba de Turismo – EMCATUR, situado no local denominado “Santa Rosa”, no Município de Guarapari-ES, com área de 9.396m², (nove mil, trezentos e noventa e seis metros quadrados), limitando-se com o Centro de Convenções de Guarapari, numa extensão de 118,20m. em linha reta e variações de 7,60m., 12,55m. e 3,98m.; do lado direito com a estrada de acesso ao Bairro Tartaruga, em linha reta com uma extensão de 65,29m; do lado esquerdo 77,67m. e pelos fundos 111,50m. limitandose com terrenos do espólio de João Vieira Simões, devidamente registrado sob o nº 14.023, do Livro nº 2B-H, às fls. 138, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Guarapari, bem como as benfeitorias nele edificadas. 10 – Diário do Poder Legislativo Art. 2º O terreno, objeto da doação, será destinado à construção do novo Fórum da Comarca de Guarapari, no prazo de 03 (três) anos, a cargo do donatário, não podendo ser dada outra destinação ao imóvel, sob pena de reversão ao patrimônio dos doadores. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 222/2004 Revoga integralmente a Resolução nº 1.937/2000, que autoriza a Mesa da Assembléia a firmar convênio com a Associação Representativa dos Servidores da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo – ARSAL, objetivando a informatização de seus serviços, bem como a administração geral, locação e conservação do edifício sede da Assembléia Legislativa. A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º Fica revogada a Resolução nº 1.937, de 24.02.2000. Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Sala das Sessões, em 19 de agosto de 2004. CLAUDIO VEREZA Presidente ANSELMO TOSE 1º Secretário PAULO FOLETTO 2º Secretário JUSTIFICATIVA A presente Resolução Legislativa tem como escopo expurgar do mundo jurídico a Resolução Legislativa nº 1.937/2000, que autorizou a Assembléia Legislativa do Espírito Santo a firmar convênio com a Associações Representativa dos Servidores da Assembléia Legislativa, objetivando a informatização de seus serviços, bem como a administração geral, locação e conservação da sede desta Augusta Casa de Leis. Foram propostas, pelo Ministério Público Estadual, diversas ações civis públicas de improbidade administrativa, em face das diversas ilegalidades detectadas na execução do referido Convênio. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Nestes termos, o convênio firmado entre a ALES e a ARSAL teve seus efeitos suspensos pelo ATO nº 815/2003, sendo que, tal ato também rescindiu o Convênio supra citado, bem como todo e qualquer aditivo ou ato a ele correspondente. Assim, por se tratar de uma norma jurídica ilegal, bem como inconstitucional, se faz necessária a revogação total da Resolução nº 1.937/2000, nos termos do artigo 46 da Constituição Estadual, entendimento reiterado pelo Supremo Tribunal Federal, através da Súmula nº 473 Certo de contar com o apoio dos Deputados desta Casa de Leis, visto que a continuidade de tal Resolução Legislativa na ordem jurídica mostra-se contrária ao interesse público e afronta gravemente importantes princípios constitucionais, como a moralidade, legalidade, impessoalidade, entre outros. CLAUDIO VEREZA Presidente ANSELMO TOSE 1º Secretário PAULO FOLETTO 2º Secretário PROJETO DE LEI 223/2004 Proíbe a venda ao consumidor de bebidas alcoólicas em área destinada a instalação e funcionamento de posto de combustível, nos finais de semana e feriados. AASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DECRETA: Art. 1º - Fica proibida a venda ao consumidor final de bebidas de qualquer teor alcoólico, em empresa sediada em área destinada a instalação e funcionamento de postos de combustível, seja gasolina, álcool ou diesel, nos finais de semana e feriados. § 1º - Excetua-se da proibição prevista no caput deste artigo, a venda de bebidas no atacado e que não se destinem a consumo imediato. § 2º - Para os efeitos desta Lei entende-se como consumidor final aquele que adquire o produto sem a intenção de revenda. Art. 2º - O disposto na presente Lei aplica-se as empresas sediadas na zona urbana e rural, seja em rodovia Federal ou Estadual. Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 Art. 3º - O descumprimento das normas estabelecidas nesta Lei sujeitarão o infrator as seguintes sanções administrativas: III- III- advertência válida pelo período de 30 dias para cessar as irregularidades. Multa no valor 800 (oitocentos) VRTE – valores de referência do tesouro estadual se não cessadas as vendas. Multa de valor em dobro da última aplicada, a cada reincidência. Art. 4º - Esta Lei entra em vigor após decorridos 30 (trinta) dias de sua publicação oficial Sala das Sessões, 23 de Agosto de 2004. GEOVANI SILVA Deputado Estadual JUSTIFICATIVA As estatísticas comprovam que os acidentes de trânsito ocorrem 6% por causa de condições da estrada, 4% por defeito no veículo e 90% por causa dos motoristas. O motorista na maioria das vezes é um inconseqüente. Considera-se acima da Lei. Avança sinais, usa o celular, e o pior dirige embriagado. Os especialistas na lide com o consumo de drogas afirmam que nenhuma outra mata mais que o álcool. Os dependentes de álcool são as vítimas mais comuns de acidentes de trânsito, homicídios e outras formas de violência. Ainda um levantamento feito pelo BATALHÃO DE TRÂNSITO já apontou o final de semana como sendo o período com o maior número de ocorrências. Em média são retidas 20 habilitações por motivo de embriaguez. Numa reportagem feita pelo Jornal A TRIBUNA (Domingo 08/08/2004) foi relatado que na primeira noite de Blitz da Campanha Madrugada Viva, realizada em parceria entre o Batalhão da Polícia de Trânsito de Vitória (BPRV) e o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN),foram submetidos ao teste do bafômetro 28 motoristas. Vinte e quatro documentos acabaram apreendidos. Ao protocolarmos uma proposição como essa, estamos querendo alcançar um nível de compreensão que só quem tem algum comprometimento com a vida humana, será capaz de vislumbrar a sua extensão. Um indivíduo tem todo o direito de levar para dentro de sua residência quantas e quais bebidas alcóolicas ele desejar. O que não podemos tolerar de Diário do Poder Legislativo - 11 maneira alguma, é que esse mesmo indivíduo se ache no direito de se embriagar enquanto conduz um veículo. Mais insensato seria de nossa parte fazer vista grossa a mais esse problema social. Não podemos afirmar que essa problemática é fruto do excesso de irresponsáveis na rua, ou se o excesso vem parte do poder público, que permite que postos de gasolina e lojas de conveniência vendam e sirvam bebidas alcóolicas para serem consumidas de imediato. Ora, se não é permitido ao motorista dirigir alcoolizado, de maneira nenhuma, podemos compreender que um estabelecimento comercial que tem as suas atividades voltadas e direcionadas para o setor automobilístico, tenha concessão para comercializar bebida alcóolica. Os estudos mais recentes mostram que em 61% dos acidentes de trânsito, o condutor havia ingerido bebida alcóolica. Uma capacidade indispensável ao motorista é prejudicada pelo consumo de bebida alcóolica: a percepção. O condutor que insistir em se embebedar e depois dirigir, corre o risco de sofrer diminuição dos reflexos e terá predisposição a acidentes de todo o tipo – que podem ir de um tropeço a um acidente automobilístico. Desta forma venho buscar com mais esse projeto, que certamente receberá apoiamento nessa Casa de Leis, uma garantia a mais para que a vida seja respeitada, apresentando o presente Projeto de Lei para estudo, aperfeiçoamento e apreciação dos nobres Pares. ATOS ADMINISTRATIVOS COMUNICADO RESUMO DO 2.º TERMO ADITIVO AO CONTRATO N.º 022/2003 A Secretaria da Mesa para Assuntos Econômicos da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo, em atendimento ao que dispõe o parágrafo único do artigo 61 da Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, torna pública a celebração do Aditamento, conforme descrito abaixo: Contratante - Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo. Contratado - Auto Posto Presidente Ltda. Prazo - Fica, o prazo de vigência do presente TERMO ADITIVO, prorrogado por mais 02 (dois) meses, com início no dia 27 de agosto de 2004, ficando 12 – Diário do Poder Legislativo condicionado o término com a conclusão do procedimento licitatório e desde que não ultrapasse o limite do crédito orçamentário. Processo - 040062-0. Secretaria da Assembléia Legislativa, em 31 de agosto de 2004. ALTAMIRO ENÉSIO SCOPEL Secretário da Mesa para Assuntos Econômicos Vitória-ES, terça-feira, 31 de agosto de 2004 ORGANOGRAMA DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PLENÁRIO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTADO DO ESPÍRITO SANTO DIRETORIAS DO PODER LEGISLATIVO SECRETARIA GERAL DIRETOR GERAL DA SECRETARIA JOÃO LUIZ PASTE SECRETÁRIA GERAL DA MESA ANGELA MARIA HADDAD FAFÁ PROCURADORA GERAL EVA PIRES DUTRA SUBDIRETORA GERAL SUBPROCURADORA GERAL LISIA PIMENTA MENDES HELMA SONALI HABIB FAFÁ SEC. DA MESA P/ASSUNTOS ECONÔMICOS ALTAMIRO ENESIO SCOPEL Assessoria Militar – ASLM Diretor Legislativo – DLA Diretor Legislativo – DLMD Diretor Legislativo – DLCPD Diretor Legislativo – DLR Diretor Legislativo – DLPL Diretor Legislativo – DLP Diretor Legislativo – DLMAE Diretor Legislativo – DLDI Diretor Legislativo – DLCPT Diretor Legislativo – DLTP Eurijader Miranda Barcelos Marcelo Calmon Dias Carlos Eduardo Casa Grande Antônio Carlos Dias Oliveira Cleber Pereira de Lanes Carlos Roberto Rafael Pio Jorge Pedrini Maria Helena Costa Signorelli José Luiz Capelini Carminati Marcelo Siano Lima Simone Silvares Itala Rizk