Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Operadora: Bom dia, senhoras e senhores, e obrigada por aguardarem. Sejam bem-vindos à teleconferência da Raia S.A. para discussão dos resultados referentes ao 4T10. O áudio desta teleconferência está sendo transmitido simultaneamente pela Internet, no endereço ri.drogaraia.com.br. Neste mesmo endereço pode também ser encontrada a respectiva apresentação em PowerPoint, para download. Informamos que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência durante a apresentação da Companhia, e, em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas. Caso algum dos senhores necessite de alguma assistência durante a conferência, queira, por favor, solicitar a ajuda de um operador, digitando *0. Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que possam ser feitas durante esta teleconferência, relativas às perspectivas de negócios da Companhia, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em crenças e premissas da diretoria da Raia S.A., bem como em informações atualmente disponíveis para a Companhia. Considerações futuras não são garantias de desempenho. Envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da indústria e outros fatores operacionais podem afetar os resultados futuros da Empresa e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais considerações futuras. Estão presentes conosco o Sr. Antonio Carlos Pipponzi, Presidente, Sr. Eugênio de Zagottis, VP Comercial e de Relações com Investidores, e Sr. Leonardo Corrêa, Diretor de RI. Gostaria agora de passar a palavra ao Sr. Antonio Carlos Pipponzi. Por favor, Sr. Antonio Carlos, pode prosseguir. Antonio Carlos Pipponzi: Bom dia a todos. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos que nos honram com sua participação. Dizer a vocês que neste momento me sinto muito feliz por estar conduzindo uma empresa de capital aberto, especialmente neste primeiro call com vocês. Dizer também do otimismo e da motivação com que todo meu grupo enfrenta este momento, e especialmente da minha motivação, que se renova mesmo após 34 anos nesta Empresa. Eu diria que nunca estive tão motivado como hoje para enfrentar os desafios a que nos propomos. Vou começar falando alguns destaques do ano de 2010, e depois vou passar a palavra ao Eugênio para uma apresentação mais detalhada, inclusive envolvendo já o 4T também. 1 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 O ano passado foi um ano de muitas conquistas. Nós completamos o IPO em 16 de dezembro com o exercício integral do green shoe em 10 de janeiro. Nossa oferta primária foi de R$526 milhões. Fechamos o ano com 350 lojas e nos posicionamos como a segunda maior rede do Brasil em número de lojas, segundo a Abrafarma. Abrimos, no período, 53 lojas, sendo 24 no último trimestre. Inauguramos também um novo centro de treinamento em São Paulo para formar as nossas pessoas, tendo em vista o longo e forte processo de crescimento que virá pela frente. Inauguramos também o segundo CD no Paraná para abastecer as nossas lojas no Sul do Brasil. Esse CD possui 6.000 m2, e passou a operar a partir do final de dezembro. Nossos números gerais: nossa receita atingiu R$1,86 bilhão em 2010, um crescimento de 16,6% sobre 2009. Nosso EBITDA atingiu R$75,8 milhões em 2010, 4,1% sobre nossa receita bruta, e representou um crescimento de 32,4% sobre o ano de 2009. Obtivemos um lucro líquido positivo de R$1,7 milhão, mesmo com a pressão imposta pela depreciação e pelo custo da dívida, que incidiram sobre a base de ativos que, ao final de 2010, incluía apenas 56% das lojas já maturadas. Ainda, nossas operações geraram fluxo de caixa de R$75 milhões e financiaram quase que a totalidade dos R$84,8 milhões de investimentos em 2010. A partir daqui, eu gostaria de passar a palavra ao Eugênio, nosso Vice-Presidente Comercial e de Relações com Investidores, que vai fazer uma apresentação mais detalhada. Eugênio de Zagottis: Senhores, bom dia. Antes de prosseguir, acho importante ressaltar que todos os números a que estamos nos referindo já se encontram dentro do IFRS e já se encontram dentro dos novos CPCs. A aplicação do IFRS na Droga Raia em 2010 não produziu efeitos econômicos. Entretanto, houve uma importante reclassificação, que é importante ressaltar: a linha outras receitas operacionais, que antes era uma linha independente com as nossas verbas de fornecedores, passa a compor o lucro bruto, da mesma forma como nós, de certa forma, sempre apresentamos. Entretanto, os impostos que incidem sobre tais receitas e que até aqui estavam na linha despesa de vendas, também passam a integrar o lucro bruto. Então, temos uma redução da margem bruta em relação aos níveis previamente apresentados de 0,6% da receita e, consequentemente, uma redução de despesa no mesmo montante, que possui efeito total zero. Na página três, queria dividir com vocês alguns números da nossa abertura de capital. Foi uma oferta total de R$655 milhões, dos quais, como já mencionou o Antonio Carlos, a oferta primária totalizou R$526 milhões. Deduzindo-se as despesas da transação e os fees dos bancos de investimento que conduziram essa transação conosco, o incremento de caixa, o aporte de capital resultante é um total de R$500,3 milhões. 2 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 É importante ressaltar, entretanto, que deste total, apenas R$478 milhões se encontram incorporados aos demonstrativos financeiros de 2010, por virem da oferta base que aconteceu ainda dentro do ano. Os R$22,4 milhões remanescentes só ingressaram a partir do exercício pleno do green shoe, que aconteceu em janeiro, e passarão a compor as demonstrações financeiras no ano de 2011. Na página quatro, queria compartilhar um pouco do nosso histórico de crescimento. Nos últimos quatro anos, entre 2007 e 2010, abrimos um total de 200 lojas líquidas, sobre uma base inicial de 150 lojas que tínhamos ao final de 2006. Esse crescimento foi financiado primordialmente com capital de terceiros, com endividamento. E em que pesem as limitações que nos foram impostas pela nossa estrutura de capital em vários momentos, que até impediram crescimentos maiores, ainda assim esse crescimento que produzimos no período é o maior crescimento da história do nosso setor. Hoje, com a abertura de capital, passamos a contar com uma estrutura robusta que vai nos permitir dar sustentação e acelerar, inclusive, esse plano de crescimento. Temos um guidance de 60 lojas a serem abertas neste ano e um guidance de 90 lojas a serem abertas em 2012, que, no caso de não haver encerramentos de loja porque nosso guidance agora é bruto, totalizariam 500 lojas ao final do ano que vem. Na página cinco, todo esse crescimento já nos posiciona como a segunda maior rede do Brasil em número de lojas, de acordo com o ranking da Abrafarma. Em termos de receita bruta, permanecemos em 2010 como a quinta maior rede. E aí vale ressaltar que, do total de 350 lojas com que encerramos o ano, 44% dessas lojas ainda não haviam atingido a maturação. Na página seis, queria dar uma visão geral de como nosso mercado se portou no ano de 2010. O mercado farmacêutico brasileiro, segundo o IMS, atingiu R$36 bilhões, um crescimento de 20% sobre o ano anterior. Entretanto, como o próprio Instituto destaca, R$1,8 bilhão deste total de R$36 bilhões é adição de novos informantes, que até 2010 não compunham o painel do IMS. Se descontarmos, para efeito de comparação, essa base de R$1,8 bilhão, ainda assim o mercado farmacêutico em 2010 cresceu em torno de 14%, que é um crescimento bastante importante e expressivo. O mercado de higiene e beleza também cresceu a taxas aceleradas. Tivemos um crescimento, segundo a ABIHPEC, de 12,7% no ano passado, que é maior do que os 12,2% que o mercado cresceu nos cinco anos anteriores. Na página sete, é importante mostrar que além de aumentar o número de lojas, vimos crescendo nosso market share em nível nacional, que sai de 3,8% em dezembro de 2009 para atingir 4,1% em dezembro de 2010, e incrementa também a participação de mercado em cada um dos cinco estados em que operamos. É importante mencionar que me refiro aqui ao número de participação ajustado à base de informantes, ou seja, não considerando os novos informantes para permitir a comparabilidade. Em termos absolutos, olhando o mercado total, embora não haja 3 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 comparação, esse é um número importante para entender o ponto de vista absoluto, tivemos market share nacional de 3,8% em 2010. Quero também ressaltar que estamos presentes em todos os cinco principais estados do Brasil, que, juntos, representaram 66,6% do mercado farmacêutico brasileiro. E neste 2T11 estamos ingressando também ao Estado de Santa Catarina, o que vai elevar nossa participação para seis dos sete maiores estados do Brasil, que, juntos, representam 70% do mercado farmacêutico brasileiro. Entrando já nos nossos números do ano, página oito, tivemos um crescimento de receita em 2010 de 16,7%, que foi inclusive parecido com o número do 4T, que foi de 16,5%. Dois grandes destaques no ano. Primeiro, a perfumaria, que ano após ano segue crescendo acima das demais categorias e incrementando sua importância no nosso mix total de produtos. Saímos de 26,5% do mix em 2008, de perfumaria, para chegar a 2010 em 28,9%. No 4T10, que tem uma sazonalidade favorável, a perfumaria da Droga Raia atinge 30,8%. Esse crescimento é motivado pelo crescimento do mercado de higiene e beleza, é motivado pelo grande ganho de share que as redes de drogarias vêm obtendo em cima de farmácias independentes e, sobretudo, de supermercados, e também, acho que a qualidade da execução promocional e da experiência de compra que hoje a Droga Raia proporciona em suas lojas. Outro destaque do período, e aí especificamente no 4T, foi uma retomada no nosso crescimento de genéricos. Após mais de dois anos com nossos genéricos crescendo no nível de marca ou abaixo, voltamos a apresentar uma tendência de crescimento do genérico no mix; o genérico salta de 9% para 9,3% da venda total no 4T10. O que acontece aqui é o início daquela famosa onda de vencimento de patentes e de introdução de novos genéricos. Tivemos no final de 2010 os primeiros grandes vencimentos. Tivemos o novo genérico lançado para o Viagra, tivemos o novo genérico do Lipitor, dois dos medicamentos mais vendidos no Brasil e no mundo, e tivemos também para o Atacand. Em 2011, também já começamos a ter novos vencimentos de patentes, e estamos em vias de receber novos genéricos. Inclusive, até de medicamentos que mundialmente ainda são patenteados, no Brasil os fabricantes de genéricos estão encontrando base legal para desafiar essas patentes e lançar seus produtos antes mesmo do que o cronograma esperava. Isso para nós é muito importante, porque o genérico contribui para o crescimento de mercado e nos possibilita incrementar a margem bruta, porque o lucro bruto, seja percentual, seja por unidade vendida dos genéricos, é bastante superior ao dos medicamentos de marca. Na página nove, esse crescimento de 16,7% de receita total ocorre após dois anos seguidos crescendo no patamar de 39%. O crescimento de 2010 foi especialmente penalizado pela forte base de 2009. E aí vale lembrar e olhar aqui que, em 2009, 4 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 nossas mesmas lojas cresceram 22,5%, enquanto nossas lojas maduras, que têm três ou mais anos completos em funcionamento, cresceram 13,5%. Esses são níveis completamente sem precedentes no nosso setor. Foi efetivamente um crescimento extraordinário em 2009 motivado, primeiro, pela crise de crédito, que acabou enfraquecendo concorrentes de menor porte, que se descapitalizaram e se desabasteceram, e não só nós, mas acho que todas as grandes redes aproveitaram este momento para incrementar bastante o market share; e também aconteceu a gripe suína, que gerou um estímulo de mercado também totalmente pontual em 2009. Quando entramos em 2010, a crise de crédito arrefeceu, então houve uma recuperação da capitalização dessas empresas menores. Então, parte do share que ganhamos se provou artificial e acabamos devolvendo. Esse foi um fenômeno que atingiu não só a Droga Raia, mas também várias outras empresas do setor. E também, importante falar, não se repetiu a gripe suína durante o ano. Então, na hora em que comparamos nossa venda de 2010 com a base inchada de 2009, realmente os números foram baixos. Tivemos 6,3% de crescimento de mesmas lojas no ano, que foi 6,6% no 4T, e tivemos para as lojas maduras um crescimento de 0,9% no ano, que no último trimestre foi de 1,6%. E aí é importante ressaltar que em 2011, e aí podemos falar com confiança, porque já está se encerrando o 1T11, na hora em que tiramos 2009 da base, vemos uma recomposição importante do nosso crescimento. Estamos no 1T11 em um patamar de crescimento das vendas mesmas lojas entre 10% e 11%, e estamos em um patamar de crescimento das lojas maduras já de volta ao nível da inflação. São tendências que, de certa forma, esperávamos que acontecessem, mas é sempre importante verificar que realmente elas estão aí. Na página dez, vamos falar um pouco do lucro bruto, que, sem dúvida, foi o grande destaque financeiro do ano. Nós incrementamos no total do ano a nossa margem bruta em 2,1 p.p., e ela atingiu 24,6%. É importante mencionar que esses 24,6% já se encontram ajustados pelo IFRS. Dentro do critério antigo, no qual o tributo incidente sobre as receitas de marketing, receitas promocionais, estava fora do lucro bruto, esse número teria sido de 25,2%. É importante falar para manter a referência de quem acompanhava os números. Esse incremento de 2,1 p.p. no ano correspondeu, no último trimestre, a um incremento de 1,2%. E aí é importante mencionar que, em 2009, no 1S09 sofremos muito em margem bruta, exatamente porque no cenário de crise de crédito acabamos tendo uma redução expressiva dos nossos descontos de compra no 1T09, que só conseguimos repassar integralmente aos nossos preços ao longo do 3T09. Então, esse crescimento do lucro bruto de 2,1 p.p. se explica, em primeiro lugar, por essa margem bruta fragilizada de 2009, onde no 1S ela foi, de fato, muito baixa. E o segundo fator, aí efetivamente é uma melhoria progressiva que tivemos no ano 5 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 passado das nossas condições de compra e das nossas receitas comerciais obtidas junto às indústrias. No 4T, o incremento de lucro bruto de 1,2% já incidiu sobre uma base normalizada de 2009. Então, esse 1,2% efetivamente é ganho de produtividade. Ele não é pela base fraca de 2009, mas sim, realmente, por melhoria obtida no decorrer do ano. Importante também mencionar que esse foi o último trimestre de um modelo de compras calcado em um ciclo de caixa bastante enxuto, que era proporcionado por prazos de compra dilatados junto aos nossos principais fornecedores. Esse foi um modelo primordial para a Droga Raia ter chegado até aqui. Esse financiamento de fornecedores, se não tivesse acontecido, eu diria que não teríamos hoje o porte e o crescimento que temos. Mas também temos bastante clareza hoje, ainda mais à medida que vemos nossos números de 1T, que pagamos preços por esse modelo de compra. Então, já a partir de fevereiro começamos a investir capital de giro para melhorar nossa condição de compra, seja reduzindo prazo, seja até incrementando estoque em negociações de oportunidades. Com tudo isso, já estamos vendo no 1T11 uma expansão de margem importante, que imaginamos poder carregar para o ano de 2011. Na página 11, falando de despesas, aí é importante ressaltar que, realmente, nosso desafio do ano em 2010 foi absorção de despesas, tanto despesas de vendas como despesas administrativas. Na medida em que nossas lojas maduras cresceram menos que 1%, contra 6,5% da inflação, e na medida, também, que tivemos pressões advindas de uma aceleração da nossa expansão, onde abrimos 53 lojas em 2010 versus 42 lojas, nossas despesas de vendas acabaram sendo pressionadas e retornando aos patamares de 2008. Então, tivemos 15,7% de despesa de venda em 2010, contra 15,8% de 2008 e 14,9% de 2009, ano em que tivemos efetivamente uma diluição acelerada de despesas, pelo crescimento fenomenal que tivemos no ano. No 4T também mantivemos esse patamar de 15,7% das despesas de vendas. A grande variável desse incremento foram as despesas de pessoal, não só pela questão da expansão da base de lojas, mas também pelo fato de que tivemos pressões de reajuste salarial que pegaram muito no 2S, e até algum incremento de quadro, que aconteceu ao longo do ano. Também temos nesse gráfico as outras despesas operacionais, que são quase que exclusivamente despesas pré-operacionais na abertura de novas lojas. Embora tenhamos mantido o patamar do ano anterior, registramos no 4T10 uma despesa pontual de R$1,2 milhão, que está em outras despesas operacionais, na abertura do CD do Paraná. Essa despesa equivaleu a 0,2% da receita bruta do trimestre. O que acontece é que o CD do Paraná passou a incorrer custos a partir de setembro, quando começamos a montá-lo, quando começamos a receber mercadorias, mas ele só entrou em operação plena, abastecendo todas as lojas do Paraná, no final de 2010. Então, esse R$1,2 milhão foi de despesas exatamente incorridas nesse período de preparação para iniciar as operações. 6 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Na página 12, vamos falar das despesas administrativas. Se considerarmos o ajuste na base de 2009, elas permaneceram quase que no mesmo patamar, tanto de 2009 como de 2008, 4,5% em 2010 contra 4,4% ajustado de 2009 e 4,6% de 2008. Importante ressaltar esse ajuste de 2009, que foi a obtenção de R$10,7 milhões de créditos pontuais que acabaram minimizando as despesas do ano, advindos de recuperação de PIS/COFINS retroativos, e também de crédito obtido na mudança do critério de provisionamento de contingências. Então, ajustando-se a esses R$10,7 milhões, o que foi realmente um one-timer que tivemos, tivemos realmente despesa administrativa mantendo-se flat. A não diluição dessa despesa também acontece em função do baixo crescimento de receita verificado no ano. E também investimentos na nova estrutura, sobretudo no reforço da nossa logística, para melhorar nosso nível de serviço e para melhorar nossa produtividade. No 4T10, além da pressão normal de despesas administrativas, também tivemos uma despesa pontual de R$2,3 milhões de bônus referentes ao IPO para 16 executivos que excederam a provisão existente. Isso representou 0,5% da receita bruta do trimestre. Na página 13, quando „colocamos na panela‟ o ganho de margem bruta do ano e as pressões de despesas que verificamos, ainda assim conseguimos promover uma expansão importante de margem EBITDA ao longo de 2010. Registramos R$75,8 milhões de EBITDA, uma evolução de 0,5 p.p em relação ao EBITDA registrado em 2009 e há um crescimento de 32,5%. Se considerarmos o EBITDA ajustado em 2009, esse crescimento foi de 63%. Quando olhamos o 4T10, verificamos uma queda do EBITDA de 10% sobre o EBITDA ajustado de 2009. Um dos fatores que contribuiu para essa queda foi exatamente essa pressão pontual de despensas que verificamos no último trimestre, de R$1,2 milhão de despesas pré-operacionais na abertura do CD no Paraná e R$2,3 milhões de bônus executivo além da provisão. Então foram R$3,5 milhões de despesas pontuais, equivalentes a 0,7% da receita bruta, que acabaram por contribuir para que no último trimestre do ano nós tivéssemos uma queda de EBITDA sobre o EBITDA ajustado do ano anterior. Outro fator importante aqui também é que se no total do ano nós conseguimos ter um ganho de margem bruta de 2,1% em função do lucro da margem bruta deprimida do início de 2009, no 4T10, quando já comparamos com a margem bruta normalizada de 2009, esse ganho de margem bruta foi só de 1,2%. Então, ele não foi suficiente para segurar as pressões de despesas verificadas em função do baixo crescimento e essas despesas pontuais que eu já mencionei, ocorridas no 4T10. Na página 14, obtivemos em 2010 um lucro líquido positivo de R$1,7 milhão. E aqui é importante ressaltar que, para uma empresa com nível de crescimento que nós temos, a pressão exercida pela depreciação e pelas despesas financeiras, porque até agora o modelo foi financiado com capital de terceiros, é muito penalizante para o resultado, 7 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 até porque depreciação e despesas financeiras emanam de uma base de ativo financiado, e que é depreciado, que corresponde a apenas 56% de lojas maduras. Todos as outras 44% ainda estão em maturação e não atingiram o seu potencial. Na página 15, um dos destaques do ano de 2010, sem dúvida alguma, foi a nossa geração operacional de caixa. Geramos R$75 milhões de caixa operacional. É importante mencionar que dentro desses R$75 milhões, se por um lado nós tivemos R$37,3 milhões de recuperação de impostos acumulados em 2008 e 2009, oriundos do envio de mercadorias para fora de São Paulo dentro do regime de isenção tributária, que contribuiu bastante para essa geração de caixa, por outro lado, ainda registramos em 2010 R$30,1 milhões de despesas financeiras líquidas, que estão dentro desse LAIR de R$3,4 milhões. No frigir dos ovos, esses R$75 milhões pagaram grande parte dos R$85 milhões que investimos no ano passado. E o fluxo total de caixa, considerando investimentos, foi de R$-10 milhões em 2010. Na página 16, temos a evolução da nossa ação desde a abertura de capital. O dado aqui se referencia ao preço de fechamento da última segunda-feira, que foi de R$26. Nós tivemos nesse período uma evolução do preço da ação de 8,3%, superior tanto ao IBOVESPA como ao ICON, e registramos, também em 28 de março, um valor de mercado da Droga Raia de R$1,6 bilhão de receitas. Eu queria também falar que obtivemos em 2010 a cobertura de cinco analistas, de diferentes instituições, do Banif, BB investimentos, Credit Suisse, Itaú BBA e Raymond James, que têm em suas projeções um preço alvo por ação de R$34 e um consenso de EBITDA para este ano de R$104 milhões. E também admitimos já neste ano a Itaú DTVM como formadora de mercado, visando exatamente promover a liquidez da nossa ação. Então, antes de passar a palavra de volta para o Antonio Carlos, falar que embora esse tenha sido um ano de importante incremento de resultado foi um ano bastante desafiador, pelo baixo crescimento verificado das lojas maduras e pela pressão de despesas que tivemos. No total do ano, o incremento de lucro bruto de 2,1% pagou com sobras essa conta. No 4T10, onde nós já comparávamos com o lucro bruto normalizado de 2009, o incremento de 1,2% não foi suficiente para segurar a pressão de despesas normal e as despesas pontuais verificadas no 4T10. No geral, acho que foi um bom ano, e a perspectiva que temos daqui para frente é muito boa. Nós olhamos com muito otimismo o ano de 2011, na medida em que as nossas vendas mesmas lojas já retornam aos patamares históricos de 11% de lojas maduras ao nível de inflação, e na medida em que estamos obtendo um incremento significativo de lucro bruto a partir do uso do nosso caixa para melhorar as condições de compra. Com isso eu passo a palavra para o Antonio Carlos fazer o seu encerramento, e aí podemos ir para as perguntas. 8 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Antonio Carlos Pipponzi: Apenas dando alguns highlights das ações que estão em curso nesse início de 2011, nós inauguraremos a terceira loja amanhã nesse 1T11, e já temos 25 contratos assinados para lojas a serem abertas ainda em 2011. Dentro dessas lojas, temos já cinco contratos em Santa Catarina. Ao mesmo tempo, é interessante frisar também que o ritmo de prospecção, uma vez descentralizado, permanece bastante intenso, e consequentemente estamos prevendo uma aceleração desse número de contrato para os próximos meses. Talvez alguma coisa que o Eugênio já tenha frisado, nós temos ampliado a nossa margem bruta não só através da redução de prazos de pagamento, mas também com investimentos seletivos em compras e oportunidades, e isso é alguma coisa que certamente não tínhamos oportunidade de fazer na estrutura do capital antiga. Estamos também com elevados níveis de estoque ao final do 1T11, uma expectativa clara de lucros no 2T11. Já ampliamos o nosso CD na Grande São Paulo, o principal deles, de 14.000 m² para 19.000 m², sempre pensando no crescimento por vir. Também firmamos já um contrato para a abertura de um novo CD, será no Rio de Janeiro, no município de Barra Mansa, com abertura prevista para o início do ano que vem. Por fim, já estamos colocando em curso diversas iniciativas para melhora da nossa produtividade, que incluem sempre uma busca de um nível melhor de serviço e de melhor atendimento em nossas lojas. Acho importante também ressaltar que já renegociamos a substituição da nossa carta de fiança, que garante a nossa dívida junto ao BNDES. Isso vai refletir na nossa estrutura de capital e reduzir significativamente o custo da nossa dívida que ainda permanece. Então, finalizo por aqui. Agradeço a todos pela atenção e me coloco à disposição, assim como o grupo, o Eugênio e o Leonardo, para respostas às perguntas que vocês tiverem. Muito obrigado e, com certeza, daqui a três meses retornaremos aqui, na expectativa sempre de atualizá-los. Estamos à disposição para perguntas, por favor. Guilherme Assis, Raymond James: Bom dia. A minha pergunta é em relação a 2011. Nós vimos que a Anvisa deu um reajuste médio entre 3,5% e 6% para os medicamentos, que se efetivará a partir de amanhã. O que eu queria entender é, com essa nova estrutura de capital, quais foram as iniciativas que a Companhia tomou e que tipo de negociação ela conseguiu tirar dos fornecedores para tirar vantagem dessa estrutura de capital? Eu queria saber quanto devemos esperar a mais de estoque e qual é o desconto médio que vocês conseguiram este ano em relação ao ano passado na compra de medicamentos no 1T11. 9 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Eugênio de Zagottis: Primeiro, obrigado pela pergunta. Esse é um ponto bastante importante. Este ano conseguimos efetivamente usar nossa musculatura financeira para nos estocarmos de uma forma bastante interessante com vistas ao aumento de preço. O aumento de preço médio, na hora em que você pondera as diversas bases de incremento, será da ordem de 4.8% neste ano. E eu não quero dar aqui nenhum guidance específico, mas posso adiantar que estamos entrando com um estoque bastante robusto, que conseguimos antecipar exatamente o que planejávamos com vias ao 2T. Então, acho que isso vai proporcionar uma expansão de margem no 2T bastante substanciosa. Guilherme Assis: OK. Obrigado, Eugênio. Só um follow-up, se eu puder, em relação a esse aumento de estoque. Queria saber se vocês antevêem alguma melhora, algum aumento na venda média mensal por loja por causa da disponibilidade maior de estoque. Se vocês acham que isso será um fator que ajuda a influenciar, além da maturação normal da loja. Queria entender isso, também. Eugênio de Zagottis: O Antônio Carlos mencionou, um dos esforços que realmente estamos fazendo é melhoria de nível de serviço. Assim como entendemos nossas virtudes, também entendemos onde falhamos. Acho que nos últimos anos mantivemos, até pela questão da estrutura de capital um nível de serviço que não foi o melhor do nosso setor. Hoje, estamos em total condição para melhorar isso. Então, estamos investindo fortemente tanto na qualidade da nossa operação, do nosso processo logístico, como também em estoques de segurança maiores, para poder proporcionar essa melhoria do nível de serviço. Então, sim, estamos nos preparando para isso. Acho que isso é determinante no nosso setor, porque um cliente que tem uma receita para três produtos e não encontra um, se tivermos sorte ele vai embora com a receita; se tivermos azar ele vai embora para sempre. Esse é um driver muito importante dentro do nosso setor. Acreditamos, sim, que se fizermos isso bem feito, poderá ser um fator importante para o crescimento das vendas maduras nas lojas totais para o futuro. Mas não posso quantificar o alcance disso. Acho que você tem alguma coisa que pode acontecer rapidamente, na medida em que o cliente ia à loja e eventualmente não ia encontrar e passa a encontrar o produto, mas acho que o grande ganho é de imagem e de fidelização. Na hora em que o cliente percebe que na Droga Raia ele tem tudo o que precisa, passa a voltar mais e deixa de ir, por exemplo, a concorrentes. Então, esse é um driver importante no setor. 10 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Antonio Carlos Pipponzi: Eugênio, me permita só completar, e talvez até na direção do que o Guilherme perguntou, se existe a busca do crescimento pela produtividade, naturalmente, imagino, e pelo menos entendi essa pergunta nesse sentido, o aumento de preço traz, sim, uma elevação das vendas meio que automática, não exatamente em um primeiro mês, mas a história mostra pela representatividade dele sobre o negócio, que tem características de gênero de primeira necessidade. Então, isso certamente ocorre e é um fator à parte, específico dessa época do ano. Guilherme Assis: Está bom. Obrigado. Enrico Grimaldi, Itaú BBA: Bom dia a todos. Eu tenho duas perguntas, na verdade. A primeira delas é sobre abertura de lojas. Vocês já mencionaram o resultado que já tem cinco em Santa Catarina, um novo estado. Nesse sentido, queria saber daí para frente. Tem 60 lojas este ano, 90 ano que vem. Se você puder falar um pouco sobre isso, qual é a estratégia de ocupação geográfica, se vocês estão pensando em entrar em algum outro estado ou algo do tipo. Essa é a primeira pergunta. A segunda pergunta é um pouco mais geral. Queria saber um pouco de vocês como está o cenário competitivo nas regiões em que vocês estão atuando. Vocês estão vendo alguma piora, alguma melhora, algum player sendo mais agressivo? Mais uma cor geral sobre isso. Obrigado. Antonio Carlos Pipponzi: Vou responder a sua pergunta. Primeiro falando da expansão, todo o processo de prospecção está bastante acelerado, exatamente pelo nível de descentralização que ele tem. Ele se dá hoje conforme o previsto, conforme aquilo que inicialmente já era nossa intenção, nas regiões Sul e Sudeste. Dentro disso, estamos procurando explorar não só nichos de grandes cidades, como também cidades de interior, sempre utilizando de ferramentas bastante avançadas. Estou bastante otimista não só com relação à quantidade como também à qualidade das lojas que estamos buscando. Com relação à outra pergunta, do cenário competitivo, eu inclusive tenho a oportunidade, até por conta da minha responsabilidade com relação à expansão, de frequentar bastante todos os estados onde estamos presentes. Digo a você que esse cenário competitivo se mantém bastante estável. Existe uma busca incessante das redes; percebemos que a disputa por pontos é uma disputa que está mais acirrada. Porém, do ponto de vista de ação comercial, a concorrência permanece estável em relação ao ano passado. 11 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Eugênio de Zagottis: Só completando, acho que hoje temos uma situação privilegiada, em que estamos hoje em cinco estados que representam 67% do mercado, e estamos entrando – ainda não entramos, só corrigindo algo que você mencionou –, abriremos no 2T11 Santa Catarina; ainda não abrimos lojas. Mas isso nos colocará em seis dos sete maiores estados do Brasil, o que representa 70% do mercado. Então, temos hoje um pool de oportunidades muito grande dentro desses mercados. Acreditamos que a base do nosso crescimento dos próximos anos irá se concentrar nesse mercado. Tendo dito isso, temos know-how, temos expertise e capital para podermos, se entendermos que precisamos, sair de São Paulo e desenvolver mais uma operação. Evidentemente que no call não posso mencionar grandes planos de futuro em termos de abertura de novos estados. O que eu posso falar é que a base realmente é São Paulo, mas se entendermos a qualquer ponto que temos uma oportunidade que faça sentido, temos todas as condições de abraçá-la. Enrico Grimaldi: Está bom. Obrigado. Guilherme Mazzilli, Ashmore: Bom dia. Tenho duas perguntas. A primeira é com relação ao CAPEX. Vocês divulgaram um CAPEX de R$85 milhões este ano. Se vocês puderem abrir o que foi em novas lojas, o que foi manutenção, o que foi centro de distribuição, e se puderem dar uma ideia do que vai ser o CAPEX para 2011. E a segunda pergunta, com relação à margem EBITDA, hoje vocês ainda têm uma margem EBITDA inferior à da outra empresa de capital aberto, e acho que a ideia é convergir, que a margem das duas empresas convirja para um patamar bastante próximo. Queria saber a ideia de vocês de quando essa margem vai convergir, e se vocês puderem detalhar onde vocês acham que tem espaço para ganhar margem, quantificando mais ou menos quanto em cada linha. Acho que seria interessante. Obrigado. Eugênio de Zagottis: Obrigado pela pergunta. Vou começar pela segunda parte. Nós não comentamos de concorrente; comentamos da Droga Raia. Entendemos, sim, que temos oportunidade no médio prazo para expandir margem EBITDA. E essa expansão de EBITDA, certamente em alguma escala virá de margem bruta, porque já no 1T temos uma expansão importante de margem bruta, e acreditamos que na medida em que formos crescendo, vamos gerar escala ,e mais para frente, quando as lojas novas pesarem menos sobre o portfólio total, também veremos despesas de venda se diluindo, porque 12 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 hoje são muito pressionadas pelo fato de estarmos com um portfólio bastante jovem de lojas. Mas eu não posso dar um guidance nem de intensidade, nem de timing, muito menos com referencia a nenhuma outra empresa. Essa é a primeira parte. Em relação ao CAPEX, é importante mencionar que o CAPEX de loja nova, considerando as várias linhas que aí entram, é da ordem de R$1 milhão. Então, o restante desse CAPEX é o CAPEX de suporte da estrutura corporativa e de abertura do CD. Nós gastamos nesse CD do Paraná algo em torno de R$5 milhões de CAPEX. Nós não construímos centros de distribuição; nós alugamos galpões prontos e só os equipamos com prateleiras, equipamentos, com tecnologia etc. Então, não é um CAPEX alto. Foi um CAPEX da ordem de R$4 milhões, R$5 milhões. E também na abertura do CD do Rio de Janeiro, que deve acontece no ano que vem, deve ser um pouco mais que isso, porque é um pouco maior do que o de Curitiba. Mas não é uma ordem de grandeza muito grande. Vou passar para o Leonardo. Leonardo Corrêa: Só complementando, para finalizar a sua pergunta, Guilherme, se você pegar o CAPEX de loja que investimos este ano, está na casa dos R$50 milhões. Fora isso, tem R$35 milhões que seriam o CAPEX de manutenção. Desses R$35 milhões, R$4,5 milhões, como o Eugênio acabou de falar, são do CD do Paraná. Guilherme Mazzilli: Está ótimo. Obrigado. Operadora: No momento não há pergunta. Não havendo mais perguntas, retornamos a palavra aos diretores da Raia para as considerações finais. Antonio Carlos Pipponzi: Agradeço a atenção de todos. Como já disse, daqui a 45 dias estaremos aqui todos juntos, e certamente com boas notícias para todos. Muito obrigado, e até lá. 13 Transcrição da Teleconferência - Resultados do 4T10 Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ) - 30 de março de 2011 Operadora: A teleconferência da Raia S.A. está encerrada. Agradecemos a participação de todos, e tenham um bom dia. “Este documento é uma transcrição produzida pela MZ. A MZ faz o possível para garantir a qualidade (atual, precisa e completa) da transcrição. Entretanto, a MZ não se responsabiliza por eventuais falhas, já que o texto depende da qualidade do áudio e da clareza discursiva dos palestrantes. Portanto, a MZ não se responsabiliza por eventuais danos ou prejuízos que possam surgir com o uso, acesso, segurança, manutenção, distribuição e/ou transmissão desta transcrição. Este documento é uma transcrição simples e não reflete nenhuma opinião de investimento da MZ. Todo o conteúdo deste documento é de responsabilidade total e exclusiva da empresa que realizou o evento transcrito pela MZ. Por favor, consulte o website de Relações com Investidor (e/ou institucional) da respectiva companhia para mais condições e termos importantes e específicos relacionados ao uso desta transcrição.” 14