LUCIMERY TEREZINHA GIBBERT
TATIANE APARECIDA DA SILVA
ANÁLISE DO MÉTODO DE CUSTEIO APLICADO NA GESTÃO EMPRESARIAL
DA EMPRESA VOUGUE TELECOMUNICAÇÕES LTDA
TOLEDO, PR.
2013
LUCIMERY TEREZINHA GIBBERT
TATIANE APARECIDA DA SILVA
ANÁLISE DO MÉTODO DE CUSTEIO APLICADO NA GESTÃO EMPRESARIAL
DA EMPRESA VOUGUE TELECOMUNICAÇÕES LTDA
Projeto de Pesquisa do Curso de
Ciências Contábeis, da Faculdade
Sul Brasil, exigido como requisito
parcial
para
aprovação
na
disciplina
de
Trabalho
de
Conclusão de Curso lI.
Orientador: Profº Ariel Fernando
Strey.
TOLEDO, PR.
2013
Aos nossos Pais, Familiares, Amigos e
Professores que nos apoiaram até mesmo
na nossa ausência no período da
Graduação.
3
AGRADECIMENTOS
Á Deus pela presença constante em
nossa vida nos confortando e nos intuindo
as melhores escolhas e os melhores
caminhos a serem seguidos.
Aos nossos Pais, Teresinha Maria Becker
Gibbert, Ari Ivo Gibbert e Roselena
Aparecida Vakiuti da Silva, que nos deram
a vida e nos ensinaram a vivê-la com
dignidade nos dando o apoio necessário
em todos os momentos.
Aos nossos professores e orientador que
nos auxiliaram nas pesquisas e nas
dúvidas que surgiram no decorrer do
trabalho.
Aos colegas de turma com quem pude
dividir estes anos de graduação, pelas
amizades e companheirismo.
4
“Enriquecer não diz respeito somente a
ficar rico em termos financeiros. É mais
do que isso: trata-se da pessoa que
você se torna para alcançar esse
objetivo.” (T. HARV EKEREU, Os
Segredos da Mente Milionária, 2006).
5
RESUMO
O presente trabalho teve como finalidade principal apresentar os diferentes métodos
de custeamento existente na contabilidade de custos, com enfoque principal em
melhorias trazidas pelo método de custeio por absorção, que foi aplicado em um
estudo de caso na empresa Vougue Telecomunicações Ltda., um comércio varejista
especializado em equipamentos de telefonia, comunicação e cabeamento de rede
lógica e elétrica. Após a aplicação do método de custeio na empresa, foi possível a
realização da análise dos resultados obtidos, demonstrando a importância das
informações geradas como ferramenta de gestão na tomada de decisão. A empresa
onde se aplicou o estudo de caso até o presente momento, não possui um controle
de custos seguindo o sistema de custeio imposto pelas normas da contabilidade e
não utiliza os resultados para fins de tomada de decisão e gestão de melhoria
empresarial. Desta forma, esperávamos através da realização deste trabalho
contribuir com melhorias, que dependeram do aceitamento e entendimento dos
gestores da empresa.
Palavras - chave: Custeio por Absorção, Comércio, Custos.
6
ABSTRACT
This work had as main purpose to present the methods of existing costing in cost
accounting, with primary focus on improvements brought about by the absorption
costing method, which was applied in a case study on the company Vougue
Telecommunications Ltda., A retailer trade specializing in telephony, communications
cabling and electrical and logical network equipment. After applying the cost method
in the company, it was possible to perform the analysis of the results, showing the
importance of the information generated as a management tool in decision making.
The company where the case study was applied to the present moment, has no cost
control following the costing system imposed by accounting standards and does not
use the results for the purposes of decision making and management of business
improvement. Thus, we expected through this work contribute improvements, which
depended on observance and understanding of company managers.
Keywords: Absorption Costing, Trade, Costs.
7
Lista de SIGLAS
ABC – Custo Baseado na Atividade
CCI – Cabo Telefônico Interno
CMV – Custo da Mercadoria Vendida
COFINS – Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
CPP – Contribuição Previdenciária Patronal
CPV – Custo do Produto Vendido
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
DAS – Documento de Arrecadação Simples Nacional
FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
INSRF – Instruções Normativas da Secretaria da Receita Federal
INSS – Instituto Nacional de Seguro Social
IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica
ISS – Imposto Sobre Serviço
LTDA - Limitada
Pasep – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
PEPS – Primeiro que Entra Primeiro que Sai
PIS – Programa de Integração Social
SIG – Sistema de Informação Gerenciais
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso
UEPS – Ultimo que Entra Primeiro que Sai
UTP – Cabo Traçado não Blindado
8
Listas de Figuras e Ilustrações
FIGURA 01 – Contabilidade de Custos como centro processador de informações;
19
FIGURA 02 – Representação gráfica de custos fixos e variáveis;
23
FIGURA 03 – Demonstração de Custeio por Absorção em Empresa de Manufatura;
24
FIGURA 04 – Demonstração de Custeio por Absorção em Empresa Prestadora de
Serviços;
25
FIGURA 05 – Reprodução gráfica do ponto de equilíbrio;
29
FIGURA 06 – Fachada da Empresa;
35
FIGURA 07 – Fachada da Empresa;
36
FIGURA 08 – Fluxograma da Empresa;
37
FIGURA 09 – Parte do Estoque da Empresa;
38
QUADRO 01 – Características da Contabilidade Gerencial;
15
QUADRO 02 – Principais Classificações de Custos;
22
QUADRO 03 – Demonstração dos Custos Fixos.
40
QUADRO 04 - Depreciação dos Bens.
42
QUADRO 05 - Custos Variáveis Totais.
42
QUADRO 06 – Classificação dos Custos Fixos ref. Mês 05/2013.
44
QUADRO 07 – Relação das Compras, Vendas e CMV.
45
QUADRO 08 – Percentual Sobre Faturamento.
46
QUADRO 09 – Aplicação da Formula F = A+B+C.
46
QUADRO 10 – Preço de Venda Total.
47
QUADRO 11 – Demonstração de Custos de Mão de Obra por hora.
48
QUADRO 12 – Demonstração de Custos de Mão de Obra por empregado.
48
QUADRO 13 – Demonstração de Custos de Mão de Obra por hora ref. 05/2013
49
9
Lista de Anexo
ANEXO 01 – Compra e venda do Produto Cabo UTP;
ANEXO 02 – Calculo UEPS Produto Cabo UTP;
ANEXO 03 – Compra e Venda do Produto Aparelho Headset;
ANEXO 04 – Calculo UEPS Produto Aparelho Headset;
ANEXO 05 – Compra e Venda do Produto Canaleta;
ANEXO 06 – Calculo UEPS produto Canaleta;
ANEXO 07 – Compra e Venda do Produto Cabo CCI;
ANEXO 08 – Calculo UEPS Produto Cabo CCI;
ANEXO 09 – Compra e Venda do Produto Central Telefônica;
ANEXO 10 – Calculo UEPS Produto Central Telefônica;
ANEXO 11 – Compra e Venda do Produto Telefone de Mesa;
ANEXO 12 – Calculo UEPS Produto Telefone de mesa.
10
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 11
2 A INFLUENCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL E A CONTABILIDADE DE
CUSTOS NO CONTROLE DE ESTOQUE ........................................................... 14
2.1 CONCEITOS DE CONTABILIDADE GERENCIAL ............................................ 14
2.1.1 A Informação Gerencial dentro da Organização ....................................... 16
2.1.2 Tomada de Decisão ...................................................................................... 17
2.2 CONCEITOS DE CONTABILIDADE DE CUSTOS ........................................... 18
2.3 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS ..................................................................... 21
2.3.1 Custos Relevantes e Não Relevantes ......................................................... 22
2.3.2 Custos Diretos e Indiretos ........................................................................... 22
2.3.3 Custos Fixos e Variáveis ............................................................................. 23
2.4 MÉTODO DE CUSTEIO .................................................................................... 24
2.4.1 Custeio por Absorção .................................................................................. 24
2.4.2 Custeio Baseado em Atividade ................................................................... 25
2.4.3 Custeio Direto ou Variável ........................................................................... 26
2.5 O CONTROLE DE ESTOQUES COMO FATOR RELEVANTE ........................ 26
3 METODOLOGIA .................................................................................................. 31
4 ESTUDO "IN LOCO" ........................................................................................... 35
4.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL ................................................................... 35
4.2 PROCESSO ATUAL DA EMPRESA ................................................................. 39
4.3 LEVANTAMENTO DOS CUSTOS DA EMPRESA ............................................ 39
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 51
REFERÊNCIAIS ........................................................................................................ 53
ANEXOS ................................................................................................................... 56
11
INTRODUÇÃO
O mundo vive na era da informação, exigindo-se cada vez mais das empresas
uma gestão eficiente, onde haja controle e conhecimento de tudo o que esta
ocorrendo na organização. Um sistema de informação qualificado proporcionará
uma visão para a tomada de decisões, garantindo um diferencial aos concorrentes,
assim os gestores podem tomar decisões mais rápidas e de forma segura.
Toda empresa possui seus próprios objetivos e metas para serem
alcançados, sejam elas no curto ou longo prazo, sendo papel fundamental da
Contabilidade Gerencial controlar e planejar para que tudo ocorra no caminho certo
para assim chegarem com êxito aos objetivos determinados.
Um dos fatores que possuem forte relevância para o departamento gerencial,
principalmente nas empresas que atuam no ramo de comércio e prestação de
serviço, é a análise dos custos do estoque e a sua influência sobre a tomada de
decisões.
Uma empresa que sabe a realidade do preço/custo/volume que possui
alocado em seu estoque tem maior facilidade de saber se seus produtos e sua
capacidade de instalação estão sendo adequadamente utilizados podendo assim
garantir um retorno maior sobre o capital que foi investido no negócio, aumentando
seu capital de giro.
É papel da Contabilidade Gerencial, facilitar o planejamento, avaliação e
controle do estoque para a tomada de decisões, auxiliando os administradores a
corrigir falhas e erros que possam ou estão ocorrendo, melhorando os recursos
econômicos utilizados, possuindo forte relação com a contabilidade de custos,
financeira, produção, entre outros.
A Contabilidade de Custo é parte fundamental de uma empresa que queira
evoluir no mercado em que atua, tendo como seu papel inicial de fornecer
informações para a avaliação dos estoques, possibilitando o registro e o controle de
todas as ações do processo de compra, alocação e venda de determinado bem ou
serviço, gerando informativos que serão úteis para o controle, planejamento e
tomada de decisões.
Muitas empresas não possuem o controle dos seus custos de forma
organizada e coordenada com a contabilidade gerencial. A empresa estudada em
questão não utiliza o controle de custo e estoque para tomadas de decisão.
12
Para buscar entender e trazer uma resolução do problema apresentado pelo
administrador da empresa tem-se como foco principal, a Contabilidade Gerencial e a
Contabilidade de Custos, dando enfoque no método de custeio aplicado na gestão
empresarial da empresa Vougue Telecomunicações Ltda., tendo como objetivo
principal deste estudo demonstrar a importância que as informações geradas pela
Contabilidade Gerencial acompanhada da Contabilidade de Custos em empresas de
pequeno porte, onde na maioria das vezes seus preços de vendas estão em
constantes mudanças devido ao preço de empresas concorrentes e mostraremos o
quão importante é para o gerente da empresa saber o valor de capital de giro
investido em seu estoque.
As informações gerenciais, através de critérios e definições, devem propiciar
uma informação necessária para uma decisão bem fundamentada. Quanto maior o
conhecimento dos processos, melhor serão os critérios de escolhas, ou seja, é
importante também que se tenha uma equipe de trabalho preparada e que interajam
com custos, estoques, produção e suprimentos de uma empresa; para que possam
compreender as informações dadas.
A Contabilidade de Custos tem como função a coleta de informações com
operações repetitivas e não repetitivas, de natureza estratégica, ajuda em políticas
das organizações e com grande parte das tomadas de decisão, devendo projetar um
sistema de custos em que os dados ajudem em múltiplos problemas aos qual a
administração da empresa está passando.
Tendo-se uma redução de custos ou de despesas, precisa-se agregar valor à
empresa no aumento do valor percebido de produtos ou serviços aos seus clientes,
além de benefícios internos pelo seu resultado superior.
A contabilidade Gerencial e a de Custos são responsáveis por informações
voltadas aos usuários internos da empresa, seus gestores. A Contabilidade de
Custos é um ramo do conhecimento gerencial destinada a mensurar os custos dos
produtos, tanto na forma de bens materiais, quanto na forma de serviços ao qual é
de grande importância.
A partir dessa discussão, a questão que orienta esta pesquisa exploratória é:
“Por que o controle dos custos gerados pelo estoque é importante para a
contabilidade gerencial na tomada de decisões?”.
13
O controle dos custos aplicado no estoque da empresa é de principal
importância para que se possa saber o valor real de capital de giro investido,
trazendo informações para as decisões a serem tomadas de imediato e futuras.
O objetivo geral do presente trabalho é conceituar o que é o sistema de
informação gerencial mostrando sua importância para as empresas no momento de
tomadas de decisões por seus administradores demonstrando também o controle de
custos de mercadorias e estoque para a sobrevivência e o crescimento das
empresas, independentemente de seu porte e de sua área de atuação.
Temos como Objetivos Específicos:

Fundamentar a importância da Contabilidade Gerencial, de Custos e
Controle de Estoque na administração de pequenas empresas;

Identificar
através
de
recursos
bibliográficos
e
de
pesquisa
exploratória, conceitos que poderão ser aplicados no método de custo
utilizado na pesquisa, analisando os dados e demonstrando uma
forma de custo sendo compatíveis com a realidade da empresa;
As empresas possuem como objetivo principal maximizar os seus lucros ou
minimizar os seus custos e nada melhor do que pessoas especializadas na área de
Contabilidade para realizar tais objetivos, dessa forma tornando-se um papel
fundamental para uma empresa que procura evoluir.
14
2 A INFLUÊNCIA DA CONTABILIDADE GERENCIAL E A CONTABILIDADE DE
CUSTOS NO CONTROLE DE ESTOQUE
2.1 Conceitos de Contabilidade Gerencial
A contabilidade surgiu da necessidade das pessoas controlarem suas
riquezas, saberem o que elas já tinham e como poderia aumentar o capital atual, o
que teriam perdido e como poderiam recuperar, fazendo com que se tornasse a
língua universal dos negócios.
As pessoas tem uma visão distorcida da contabilidade no Brasil, vêm à
contabilidade como uma forma de apenas retenção de impostos, já que o Governo
impõe impostos exagerados, fazendo com que muitos administradores aleguem que
ao fazer à sonegação de impostos evita à quebra da empresa. Isso é uma visão
completamente errada, pois a contabilidade gerencial vem para trazer uma síntese
de informações para os administradores no planejamento, controle e avaliação para
assegurar o uso dos recursos.
A contabilidade tem uma inter-relação com empresa e ambiente, por exemplo,
uma relação entre clientes e vendas, interage com o ambiente, uma vez que
interfere na disputa de preços entre empresas (concorrência), e na própria empresa,
em termos de controle de estoque e contas a receber.
As informações de Contabilidade Gerencial devem ser elaboradas de forma
que contenham dados a serem usados pelos administradores da empresa em
planejamento de operações ou em tomada de decisão, incluem dados históricos e
estimados usados pela administração na condução de operações diárias, fornecem
medidas objetivas de operações, e futuras decisões.
Para ATKISON (2000, p. 37);
Contabilidade Gerencial é o processo de identificar e analisar informações
sobre os eventos econômicos da empresa. Um exemplo de informação
contábil são os relatórios de uma seção operacional, ou cálculos de custos
de se produzir um bem, prestar serviço, desempenhar uma atividade, um
processo comercial e atender um cliente. Sistemas gerenciais contábeis
produzem informações que ajudam funcionários, gerentes e executivos a
tomar melhores decisões e a aperfeiçoar os processos e desempenhos de
suas empresas.
IUDÍCIBUS (2010, p. 33) também relata que:
A Contabilidade Gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como
15
um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis
já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de
custos, na análise financeira e de balanços etc., colocados numa
perspectiva diferente, num grau de detalhes mais analíticos ou numa forma
de apresentação e classificação diferente, de maneira a auxiliar os gerentes
das entidades em seu processo decisório.
Todo procedimento, técnica, informação ou relatório contábil é feito sob
medida, para que a administração os utilize na tomada de decisões, entre
alternativas conflitantes, ou na avaliação de desempenho. ATKISON (2000, p. 45)
afirma também que: “A informação gerencial contábil participa de várias funções
organizacionais diferentes - controle operacional, custeio do produto e do cliente,
controle administrativo e controle estratégico”.
No quatro a baixo encontramos a descrição das principais características da
Contabilidade Gerencial expressas de forma sucinta.
QUADRO 01 – CARACTERÍSTICAS DA CONTABILIDADE GERENCIAL.
CARACTERISTICAS
DESCRIÇÃO
Usuários
Liberdade de escolha
Implicações
comportamentais
Administradores de vários níveis da organização.
Nenhuma restrição além dos custos em relação aos
benefícios de melhores decisões administrativas.
Preocupação com a forma pela qual as medidas e os
relatórios
influenciarão
o
comportamento
diário
dos
administradores
Orientação com a forma pela qual as medidas e os
Enfoque do tempo
relatórios
influenciarão
o
comportamento
diário
dos
administradores
Prazo
Relatórios
Flexível, variando de uma hora para dez ou quinze anos.
Detalhados, preocupação com detalhes de partes de
entidade, produtos, departamentos, territórios etc.
O campo é definido com menos precisão. Maior uso de
Delineamento das atividades
economia,
ciências
de
decisão
e
ciências
do
comportamento.
FONTE: SOUZA (2008, p. 25).
A Contabilidade Gerencial é uma junção de todos os outros ramos da
contabilidade, tornando-se uma complementação útil e eficiente para todas as partes
de uma organização em seu processo de gestão.
16
2.1.1 A Informação Gerencial dentro da Organização
Dependendo do nível organizacional, a demanda pela informação gerencial
contábil é diferente. Por exemplo: o controle operacional fornece informação sobre a
eficiência e a qualidade das tarefas executadas, funciona como um “feedback” informações rápidas e precisas. O custeio do produto e do cliente compara os custos
dos recursos para se produzir, vender e entregar um produto ou serviço aos clientes.
O controle administrativo fornece informações sobre o desempenho de gerentes e
de unidades operacionais. Já o controle estratégico fornece informações sobre o
desempenho financeiro e competitivo de longo prazo, condições de mercados,
preferências dos clientes e inovações tecnológicas.
Segundo MARQUES (2011, p.11-12) "a contabilidade gerencial não é um
ramo individual como existe propriamente como departamento de custos,
departamento financeiro e etc., estes setores são enquadrados dentro da
organização como setores específicos, já a contabilidade gerencial está presente em
todos os momentos de uma organização, pois leva os gerentes a desenvolver
análises rápidas, criar orçamentos que possibilita uma orientação do que se precisa
fazer ou do que está sendo feito de momento. Contabilidade gerencial é uma ação e
não técnicas específicas de contabilidade, não existem contabilidade gerencial, fazse ela através das informações que se tem no momento."
MARQUES (2004, p. 11) diz que:
A contabilidade gerencial existe ou existirá se houver uma ação que faça
com que ela exista. Uma entidade tem contabilidade gerencial se houver
dentro dela pessoas que consiga traduzir os conceitos contábeis em
atuação pratica.
Cabe ao contador gerencial, muitas vezes denominado de controlador, reunir
todas as informações geradas pelas diversas áreas da empresa juntamente com o
conhecimento contábil para suprir a administração em seu processo decisório, ele
devera gerar relatórios diários, semanais, quinzenais, mensais, trimestrais ou anuais,
de acordo com as necessidades exigidas pela organização, porem ele nunca devera
impor a sua opinião das informações fornecidas, somente devera fornecer o que os
administradores pedem.
Em todas as empresas existem vários níveis de comando, formando assim
uma forma de hierarquia, cada nível de administração utiliza-se de informações
17
contábeis de maneiras diferentes sendo necessário que a contabilidade gerencial
crie informações úteis para cada nível, tende a alta gerencia ate as áreas
operacionais e produção.
PADOVEZE (2010, p. 55) relata que “um sistema de informação contábil
gerencial tem necessariamente que abranger todas as áreas de contabilidade de
que se vale o conceito de contabilidade gerencial”.
2.1.2 Tomada de Decisão
Em uma empresa o momento de tomada de decisão é umas das mais
importantes no processo de administração executado pelos gestores.
De acordo com NETO (2007, p. 40);
A vida de qualquer administrador é uma sucessão de incontáveis decisões.
Algumas, talvez a maioria, são tão rotineiras que exigem pouco esforço do
pensamento. São decorrentes de respostas a problemas lógicos. Outras,
entretanto, exigem certo tipo de sensibilidade especial, uma forma diferente
de desenvolver o pensamento.
Neste sentido, afirmamos que a tomada de decisão é uma atividade que
ocorre a todo o momento, em todos os níveis da empresa influenciando o
desenvolvimento da organização.
Ao tratar de biblioteca digital, ALVES (2009) complementa que:
A capacidade de tomar decisões firmes, claras e no tempo certo é uma
importante característica de liderança. O tipo de decisão, porém, varia
conforme as circunstancias. Por isso, é preciso sempre fazer uma analise
da situação e de possíveis implicações, com o máximo de elementos
possíveis, para que, ao menos, possamos tomar uma decisão com
embasamento de conhecimento. Cada decisão implica um efeito, para o
bem ou para o mal.
Basicamente a tomada de decisão é a transformação das informações
analisadas
em
ações
ágeis
e
corretas,
satisfazendo
as
necessidades
organizacionais, esse processo é baseado, muitas vezes, em um Sistema de
Informações Gerencial (SIG) estruturado e disciplinado.
MAPELLI (2009, p. 2) diz que o objetivo do SIG é “Fornecer aos tomadores de
decisão da organização um feedback sobre tudo o que acontece na empresa, para
que estes obtenham o conhecimento necessário sobre os pontos pertinentes de
cada área, obtendo assim, meios para uma decisão segura”.
18
O sistema de informação voltado para o controle de estoque pode fornecer
dados importantes, como por exemplo:
- Registro das mudanças da quantidade de estoques;
- Informação a necessidade de novas encomendas;
- Ajuda na qualidade ao atendimento ao cliente;
- Minimização dos investimentos, despesas e custos de manutenção do
estoque.
Assim, auxiliando para o alcance dos objetivos e metas determinadas, sendo
também fator fundamental para o sucesso da empresa em todas as áreas de
atuação.
2.2 CONCEITOS DE CONTABILIDADE DE CUSTO
Para a emissão de informações, a contabilidade gerencial depende de outros
ramos da contabilidade. Segundo LEONE (1997, p. 19-20):
“A Contabilidade de Custos é um ramo da Contabilidade que se destina a
produzir informações para os outros níveis gerenciais de uma entidade,
como auxilio as funções de determinação de desempenho, de planejamento
de
controle
das
operações
e
de
tomada
de
decisões”.
MARTINS (2000, p. 23) nos diz que:
A contabilidade de Custos nasceu da Contabilidade Financeira, quando da
necessidade de avaliar estoques na indústria, tarefa essa que era fácil na
empresa típica da era do mercantilismo. Seus princípios derivam dessa
finalidade primeira e, por isso, nem sempre consegue atender
completamente a suas outras duas mais recentes e provavelmente mais
importantes tarefas: controle e decisão.
MARTINS (2000, p. 22) nos diz que a contabilidade de custos foi
transformada por contadores, auditores e fiscais em uma forma de resolver seus
problemas de mensuração monetária dos estoques.
A Contabilidade de Custos tem duas funções relevantes: no auxilio ao
Controle e na ajuda ás tomadas de decisão. No que diz respeito ao
Controle, sua mais importante missão é fornecer dados para o
estabelecimento de padrões, orçamentos e outras formas de previsão. [...]
No que tange á Decisão, seu papel reveste-se de suma importância, pois
consiste na alimentação de informações sobre valores relevantes que dizem
respeito às consequências de curto e longo prazo sobre medidas de corte
de produção, fixação de preços de venda, opção de compra ou fabricação
etc.
Com a crescente distancia entre administradores e seus ativos e pessoas
administradas, a contabilidade de custos passou a ser encarada como uma eficiente
19
forma de auxilio no desempenho dessa nova missão gerencial de auxilio ao Controle
e a ajuda às tomadas de decisão.
O auxilio no controle, requer a parte de fornecimento de dados para
padronizar, fazer orçamentos e previsões, para que num momento seguinte se
possa fazer uma analise comparativa dos valores anteriores. Já na tomada de
decisão a contabilidade de custos vem para alimentar as informações trazidas
através do controle para mostrar a relevância das medidas tomadas num período de
tempo, como em cortes de produtos, fixação de preços, avaliação de compras e
formas de vendas.
A contabilidade de custos é um centro processador de informações que
segundo LEONE (1996, p. 17), “recebe (ou retém) dados, acumula-os de forma
organizada, analisa-os e interpreta-os, produzindo informações de custos para os
diversos níveis gerenciais”.
FIGURA 01 – CONTABILIDADE DE CUSTOS COMO UM CENTRO PROCESSADOR DE
INFORMAÇÕES.
Dados
Contabilidade de
Custos
Informação
Feedback
FONTE: LEONE (1996, p.17).
Conforme mostra a figura acima, a contabilidade de custos refere-se à coleta
e fornecimento de informações para que seja como uma forma de arquivo para
serem utilizados esses dados para o momento necessário, a tomada de decisão,
desde dados internos e externos, monetários e não monetários, mas quantitativos. A
contabilidade de custos se tornou útil quando se trata de operação, já que compõe o
quadro de decisão, controle e planejamento das empresas.
Segundo LEONE (1996, p. 20-21) a contabilidade de custos pode ser dividida
em três distintas fases no processo:

Coleta de dados: onde o trabalho consiste na seleção dos dados
fornecidos por um profissional da empresa, realiza-se o planejamento
de sua coleta, faz-se o treinamento e a organização interna dos setores
que irão fornecer os dados;
20

Centro Processador de Informações: é o próprio centro processador
que recebe os dados, os acumula, organiza, analisa e interpreta os
dados os transformando em informações;

Informações: é a fase que apresenta resultados, que devem ser
repassados para diversos níveis hierárquicos da empresa que sejam
capazes de planejar, controlar e decidir com maior eficiência e eficácia
as informações recebidas.
Todo esse processo só é possível quando o contador realiza um alto
treinamento dos usuários que fazem o uso da informação recebida e o treinamento
do próprio contador quando o usuário o mostra o processo operacional para que ele
se familiarize para a criação e conceituação de informações úteis. Para se iniciar
uma instalação de um sistema de custos adequado às necessidades gerenciais da
empresa, é necessário ter contato com os usuários, precisa-se de objetivos, metas,
orçamentos e parâmetros de cada um os setores já relacionados.
LEONE (1996, p. 23-24) nos apresenta que “quanto mais inferiores os níveis
administrativos, mais quantitativos passam a serem os objetivos e as metas”, ou
seja, quando se define as metas, elas são analisadas para que se possam descobrir
os parâmetros (índices e indicadores) que as definem. A definição dos parâmetros é
obrigatória para a preparação do estudo econômico e acompanhamento de
orçamentos de qualquer tipo que é levantado pelo contador juntamente com o
usuário da informação gerencial.
No geral a contabilidade de custos atua sobre a empresa, seus produtos e
serviços, e para cada área é necessário um estudo diferenciado para programar um
sistema de custo, lembrando que o contador só vai conseguir mostrar as soluções
necessárias, se estiver presente dentro da empresa, se familiarizando com as
formas que a empresa extrai as informações que se utiliza no momento atual.
Através desse estudo poderá repassar as informações e soluções a curto e longo
prazo para diversos níveis hierárquicos dentro da empresa.
De acordo com MARTINS (2003), uma das finalidades da Contabilidade de
custos é fornecer o preço de venda. No entanto, o conhecimento do custo, embora
importante, não é suficiente. Outros fatores devem ser considerados, tais como:
elasticidade da demanda, preços dos produtos concorrentes e produtos substitutos,
a estratégia de marketing da empresa, entre outros. Tudo isso, também pode variar
21
em virtude do mercado em que a empresa atua que pode ir, desde monopólio até
uma concorrência perfeita.
LEONE (1996, p. 26) afirma que:
Quando o contador de custos estabelece custos-padrão, ele esta visando
preponderantemente atender as finalidades de controle. É certo que os
sistemas de custos-padrão produzem, também, informações para as
funções de planejamento e de decisão, mas apenas por imposição de
ordem didática é que se dizem os custos padronizados servem para auxiliar
os gerentes a controlar as operações.
A contabilidade de custos tem por finalidade a prestação de informações de
custos para auxiliar os gerentes e administradores em momento de tomada de
decisão. Nesse sentido LEONE (1996, p. 44), “divide em três grupos as finalidades
gerenciais que são atendidas pela informação de custos: Determinação de Lucro e
Avaliação do Patrimônio; Controle das Operações e Planejamento e Tomada de
Decisão”.
Em geral, as microempresas e empresas de pequeno porte não estipulam o
preço de venda inicialmente, e sim quando a concorrência lança produtos
semelhantes no mercado, surge à preocupação da entidade com este fator e a
viabilidade do produto no mercado. Determinar o critério da fixação de preços, assim
como o custo dos produtos, constitui uma ferramenta administrativa que visa elevar
a qualidade das decisões da entidade e a sua competitividade.
E nesta abrangente área que a Contabilidade de Custos pode suprir, verificase a área a qual são tomadas as decisões para a formação do preço de venda,
preço que deverá cobrir os Custos Diretos: da mercadoria, produto e serviços;
Custos Variáveis: como impostos, comissões, etc.; Custos Fixos: proporcionais, ou
seja, aluguel, água, luz, telefone, salário, pró-labore, etc. e ainda, sobre um lucro
líquido adequado.
2.3 CLASSIFICAÇÕES DOS CUSTOS
Para que se possa aplicar a Contabilidade de Custos é necessário classificar
os custos de acordo sua natureza e forma de utilização para só assim determinar o
custo de um produto ou prestação de serviço.
Segundo Leone (2009, p. 55) pode-se dividir os custos em três grandes
grupos:
22
a) Custos para a determinação do lucro e avaliação do patrimônio: custos
históricos ou reais, custos por natureza, custo fabril, custo primário, custo de
transformação, custo das mercadorias fabricadas e custo das mercadorias
vendidas.
b) Custos para o controle das operações: custos direto e indireto, custospadrão, custos estimados e custos pela responsabilidade.
c) Custos para planejamento e tomada d decisões: custos fixos, variáveis e
semivariáveis.
Os custos podem ser também classificados conforme a variação do volume
como fixo, variáveis ou mistos, de acordo com a facilidade de identificação, como
diretos e indiretos.
QUADRO 02 - PRINCIPAIS CLASSIFICAÇÕES DE CUSTOS.
Classificação
Categorias
Quanto á tomada de decisão
Relevantes
Não relevantes
Quanto á identificação
Diretos
Indiretos
Quanto ao volume produzido
Variáveis
Fixos
FONTE: WERNKE (2004, p. 13)
2.3.1 Custos Relevantes e Não Relevantes
Os custos relevantes e não relevantes estão ligados ao momento de tomada
de decisão, sendo que os custos realmente importantes para a empresa são os
relevantes, os quais se alteram de acordo com a decisão tomada, já os custos não
relevantes não sofrem influência da tomada de decisão.
2.3.2 Custos Diretos e Indiretos
Estes tipos de custos estão ligados a sua forma de identificação.
Os custos diretos são aqueles facilmente identificados e apropriados às
unidades produzidas, podemos citar como exemplo de custo direto a matéria-prima.
Já os custos indiretos são dificilmente identificados sendo muitas vezes
apropriados a partir da utilização de critérios de rateio.
Para LEONE (2000, p. 49), custos diretos são;
Aqueles custos que podem ser facilmente identificados com o objeto de
custeio. São custos diretamente identificados a seus portadores. Para que
seja feita a identificação, não há necessidade de rateio [...] Os custos
indiretos são aqueles custos que não são facilmente identificados com o
objeto de custeio. São custos alocados aos objetos através de rateios .
23
2.3.3 Custos Fixos e Variáveis
Os custos fixos e variáveis possuem ligação ao volume de produção e com
venda de mercadorias e de serviços.
Custos Fixos são aqueles que permanecerão inalterados durante o período
analisado independentemente das vendas e/ou da produção sendo pagos todos os
meses.
Segundo LEONE (2000, p. 55), "São custos que não variam com a
variabilidade da atividade escolhida. Isto é, o valor total dos custos permanece
praticamente igual mesmo que a base de volume selecionada como referencial
varie".
Os Custos Variáveis são aqueles que variam com o decorrer dos meses,
sendo afetados pelo volume de venda e de receitas acompanhando a proporção da
atividade com que esta relacionada.
BECKER e JACOBSEN (1974, p. 13) dizem que custos variáveis "são os
custos que tendem a crescer ou diminuir, no total, em proporção as mudanças nos
níveis de atividade".
FIGURA 02 - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE CUSTOS FIXOS E VARIÁVEIS.
($)
($)
Custos variáveis ($)
Custos fixos ($)
Unidades
Unidades
FONTE: WERNKE (2004, p. 15).
MARTINS (2000, p. 56) explica a diferença básica entre os custos:
Diretos e Indiretos dizem respeito ao relacionamento entre o custo e o
produto feito [...] Custos Fixos e Variáveis são uma classificação que não
leva em consideração o produto, e sim, o relacionamento entre o valor total
do custo num período e o volume de produção.
Com o total conhecimento de todos os tipos e formas de custo de uma
empresa será possível realizar a aplicação do método de rateio que julgar ser mais
adequado com as necessidades e objetivos estabelecidos pela organização.
24
2.4 MÉTODOS DE CUSTEIO
O método de custeio busca basicamente aplicar os custos diretos e indiretos,
variáveis e fixos sobre os produtos, mercadorias ou serviços vendidos, chegando a o
custo total que a empresa terá no período. Demonstraremos abaixo três métodos de
custeios, sendo eles:
2.4.1 Custeio por Absorção
Para MARTINS (2003, p. 37) “o Custeio por Absorção é o método derivado da
aplicação dos Princípios de Contabilidade Geralmente Aceitos, nascido da situação
histórica mencionada”.
De acordo com SÁ (2009), o sistema de custeio por absorção consiste na
verificação de todos os custos envolvidos na venda dos bens ou serviços prestados,
sejam eles fixos ou variáveis.
É a apropriação de somente os custos de produção dos bens elaborados, ou
seja, é a feita a distribuição de todos os custos em forma de apropriação para os
produtos e serviços feitos. Como exemplo, temos a FIGURA 03 e FIGURA 04
abaixo, demonstrando a aplicação dos custos em uma empresa de manufatura e
uma empresa de prestação de serviços:
FIGURA 03 – DEMONSTRAÇÃO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO
MANUFATURA
Custeio por Absorção
Empresa de Manufatura
Despesas
Custos
Estoque
de
Produtos
Vendas
Demonstração de Resultado
Receita
CPV
Lucro Bruto
Despesa
Lucro Operacional
FONTE: MARTINS (2003, p. 25)
EM EMPRESA DE
25
FIGURA 04 – DEMONSTRAÇÃO DE CUSTEIO POR ABSORÇÃO EM EMPRESA PRESTADORA
DE SERVIÇOS
Custeio por Absorção
Empresa de Prestação de Serviço
Despesas
Custos
Prestação
de
Serviços
Demonstração de Resultado
Receita
Custos dos Serviços Prestados
Lucro Bruto
Despesa
Lucro Operacional
FONTE: MARTINS (2003, p. 25)
Conforme demonstrado na FIGURA 03 todos os custos referentes as vendas
estão alocados para a aplicação do método de absorção, da mesma forma na
FIGURA 04 são apropriados os custos gerados da prestação de serviço.
2.4.2 Custeio Baseado em Atividade
O Custeio Baseado em Atividade, também é conhecido com o ABC (ActivityBased Costing) é o método que busca a redução de distorções provocadas pelo
rateio arbitrário dos custos indiretos, conforme MARTINS (2003) nos diz.
O método do ABC é recomendado para aplicação aos custos diretos e a mão
de obra, sendo diferenciado dos outros na medida em que se trata dos custos
indiretos, já que com o avanço tecnológico eles vêm aumentando continuamente
não só em valores, como em termos relativos se comparados aos diretos.
Por se tratar de um custeio arbitrário, o ABC é uma poderosa ferramenta para
o sistema de gestão, podendo ter duas visões para á analise dos custos citadas por
MARTINS (2003, p. 286):
a) a visão econômica de custeio, que é uma visão vertical, no sentido de
que apropria os custos aos objetos de custeio através das atividades
realizadas em cada departamento; e.
b) a visão de aperfeiçoamento de processos, que é uma visão horizontal, no
sentido de que capta os custos dos processos através das atividades
realizadas nos vários departamentos funcionais.
26
A visão vertical apropria os custos individuais a cada apartamento, quanto ao
horizontal, é uma forma de aperfeiçoamento de processos, ou seja, a empresa é
formada por vários departamentos, e esses custos dependem das atividades de
cada um deles de forma a ser realizadas em conjunto; ao ser analisado um
departamento pode-se ser melhorado um departamento ligado a ele, encadeando
uma sequencia, procurando custear processos.
O método ABC pode então ser visto como uma ferramenta de analise de fluxo
de custos.
2.4.3 Custeio Direto ou Variável
Para MARTINS (2003, p. 198), “no custeio variável são alocados aos produtos
os custos variáveis, ficando os fixos separados e considerados como despesa do
período, indo diretamente para o Resultado”.
O sistema de Custeio Variável também é chamado de Custeio Direto, já que
os custos variáveis são de sua maior parte o custeio direto, porem como o sistema
utiliza tanto o direto como o indireto, é apropriado a chamarmos de Custeio Variável.
2.5 O CONTROLE DE ESTOQUES COMO FATOR RELEVANTE
Segundo PADOVEZE (1997), a empresa deve manter seus estoques em
baixo nível para reduzir os impactos financeiros de manutenção de investimentos no
capital de giro e reduzir os desperdícios futuros com o avanço tecnológico, para que
traga rapidez e flexibilidade na produção e na venda, reduzindo o a deficiência do
sistema operacional utilizado.
LEONE (1996, p. 45) nos diz que:
A contabilidade de Custos determina o custo dos estoques visando à
determinação dos resultados e à avaliação do patrimônio. Os valores dos
estoques (em qualquer nível) entram na composição na formula de
determinação dos custos dos produtos vendidos. À disposição do contador
de custos existe uma série considerável de critérios para a determinação do
custo dos estoques. A escolha de um ou de outro critério dependerá sempre
do tipo de produto ou material, da legislação, das necessidades da
administração e dos “preceitos contábeis” geralmente aceitos.
O controle de estoque é outro fator relevante na formação de preços, no
controle de custos e na tomada de decisão, porque os estoques são avaliados com
27
o objetivo de se determinar posteriormente seu lucro na venda. Para FAVERO et al.
(2006), “de acordo com o Princípio do Custo Histórico como Base de Valor, deve-se
trabalhar com os valores de aquisição (entrada) das mercadorias. O que pode variar
é o critério adotado para sua valorização”. Para o devido controle de estoque é
utilizado critérios para valoração como: preço específico; primeiro que entra, primeiro
que sai (PEPS ou FIFO); último que entra, primeiro que sai (UEPS ou LIFO); e
média ponderada móvel.
Independentemente do critério utilizado para a valorização da mercadoria em
estoque, deve-se utilizar no primeiro momento uma ficha de controle de estoque
para fornecer informações como quantidade de itens estocados e seus respectivos
valores. FAVERO et al. (2006) nos diz que:
Mesmo havendo este controle, existe a necessidade de comprovar a
existência real do estoque, e o que é feito através do confronto entre a
contagem física e a quantidade registrada na ficha de controle. Isto pode ser
feito pelo sistema rotativo, durante o período, sem a necessidade de se
fazer um levantamento geral do estoque.
A ficha de controle de estoque deve conter informações mínimas como
identificação da mercadoria, data, descrição da operação, entrada, saída, saldo
(com indicação da quantidade, valor unitário e total). O estoque em questão é
representado por matéria-prima, almoxarifado, produtos acabados, mercadorias para
revenda,
produtos
em
elaboração,
materiais
auxiliares,
adiantamento
a
fornecedores, importação em andamento e provisão para perdas de estoque (conta
credora).
Cabe ao controlador saber todos os custos do estoque, desde o momento da
aquisição da mercadoria a sua venda e chegada ao cliente, incluindo todos os
impostos incidentes sobre a compra e a venda, custos com fretes, seguros,
armazenagem, entre inúmeros outros fatores que formam o ciclo de vida do produto.
WERNKE (2004, p. 75) dia que os “produtos ou materiais carregam consigo grande
quantidade de custos associados com o uso desde sua aquisição ate a disposição
final. Isso inclui os custos de armazenagem, transportes, facilidades de utilização,
energia, mão de obra, entre outros”.
Sabendo todos os custos e despesa do estoque chega-se o momento de
terminar o preço de venda das mercadorias ali estocadas, o qual pode ser
determinado de diferentes formas.
28
O Critério Específico consiste em atribuir o preço relativamente pago por cada
unidade adquirida. Para FAVERO et al. (2006, p. 223):
O processo de custo usado para mercadorias em que seja possível
controlá-las por unidade comprada e unidade vendida, identificando o valor
de aquisição e determinando o preço específico de cada unidade estocada
e vendida. Isto só é possível em mercadorias de elevado valor unitário
(máquinas operatrizes, veículo, prensas hidráulicas etc.).
O “Primeiro que Entra, Primeiro que Sai” (First In, First Out), neste processo
atribuem-se os custos mais recentes. FAVERO et al. (2006, p. 229) nos diz que:
Refere-se ao critério de considerar o CMV correspondente ao custo da
compra da mercadoria mais antiga, remanescente no estoque. Em outras
palavras, dá-se baixa nas primeiras compras em estoque à medida que as
mercadorias são vendidas. O raciocínio é que vendemos primeiro as
mercadorias mais antigas.
O “Ultimo que Entra, Primeiro que Sai” (Last In, First Out), atribuem-se ao
Estoque os custos mais antigos. FAVERO et al.(2006, p. 240) conceitua que:
Refere-se ao critério de considerar o Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)
o correspondente ao custo das ultimas mercadorias adquiridas. Porem, em
virtude de proporcionar um maior custo das mercadorias vendidas e,
consequentemente, um menor resultado, este critério de valoração do
estoque não é aceito pela legislação brasileira do Imposto de Renda.
A Média Ponderada Móvel representa a ponderação entre valores de
estoques para que sua valorização em unidades corresponda à média de cálculo.
MARTINS (2003, p. 118) conceitua que: “é assim chamado aquele mantido por
empresa com controle de seus estoques e que por isso atualiza seu preço médio
após cada aquisição”.
Lembrando que a Legislação Brasileira não aceita o preço médio ponderado
fixo e nem o método UEPS quando calculado com base nas compras de um período
maior que o prazo de rotação do estoque, sendo aceito atualmente apenas o uso do
PEPS ou do Preço Médio Ponderado Móvel.
Além da necessidade em calcular o custo de valoração do estoque, é preciso
ficar atento aos Custos Indiretos Fixos, Lucro e Margem de Contribuição para
colaborar no momento da tarefa de tomada de decisão. Os custos indiretos fixos são
custos que não se pode apropriar diretamente a um produto é necessário algum
método de, já a margem de contribuição é o quanto a empresa tem para pagar as
despesas fixas e gerar o lucro líquido.
29
NEVES e VICECONTI (1998, p. 127) utilizam-se como exemplo uma indústria
e relatam que:
Se o estoque inicial ou final de Materiais Diretos, Produtos em Elaboração e
Produtos Acabados forem avaliados incorretamente, em função, por
exemplo, de erro na contagem física, isto vai afetar o resultado da empresa
industrial e, consequentemente, o valor do imposto de renda e da
contribuição Social sobre o Lucro a serem pagos.
O controle de estoque proporciona os administradores em tomadas de
decisões, como por exemplo, por qual produto a empresa deve intensificar as
vendas ou mesmo deixar de comercializar, elaborar tabelas de preços, analisar a
concorrência e competitividade de preços e conseguir conciliar a informação
fornecida pelo sistema à quantidade em número da quantidade de mercadoria em
estoque para saber no que deve investir o que está com pouco giro em estoque e
principalmente saber o valor de capital que se tem investido em estoques.
É uma forma de controlar entradas e saídas de mercadorias para evitar
desperdícios, desvios e apurar os valores para fins de análise para não prejudicar o
capital de giro investido através de um bom planejamento de estoque.
WERNKE (2004, p. 78) em seu livro afirma que;
A correta avaliação do investimento inicial considerando, inclusive, o custo
de oportunidade e valor presente, o custo de produção e de manutenção do
produto no mercado e o custo de retirada do produto da linha de fabricação
com os respectivos custos de descarte podem significar impactos de
proporções bastante diferentes nos resultados do produto e sua
lucratividade.
A empresa sempre deve buscar encontrar o ponto de equilíbrio, ou seja,
saber a quantidade de vendas necessárias para cobrir os custos e despesas
geradas em um determinado período.
FIGURA 05 – REPRODUÇÃO GRÁFICA DO PONTO DE EQUILÍBRIO.
$
Ponto de
Equilíbrio
Variáveis
Custos e
Despesas
Totais
Receitas
Totais
Fixos
(m)
FONTE: MARTINS (2000, p. 274)
Volume
30
WERNKE (2004, p. 55) demonstra os benefícios do ponto de equilíbrio para a
tomada de decisão empresarial relacionada com:
a) Alteração do mix de vendas, tendo em vista o comportamento do
mercado;
b) Alteração de políticas de vendas com relação a lançamentos de novos
produtos;
c) Definição do mix de produtos, do nível de produção e preço do produto;
d) Responde a perguntas que exigem respostas rápidas [...];
e) Útil ao planejamento e controle de vendas e de resultados etc.
Assim, verificou-se que muitos fatores influenciam o controle do estoque,
sendo necessário um bom entendimento do assunto por parte, principalmente, dos
administradores para poderem tomar as melhores decisões possíveis no momento,
auxiliando a organização a desenvolverem os objetivos e metas determinadas. Um
dos principais fatores que influenciam o sucesso das empresas é a gestão de
estoques, pois é nele que esta alocada à maior parte dos recursos e do capital de
giro utilizados na administração da organização.
31
3 METODOLOGIA
A metodologia é uma forma de análise sobre um conjunto de métodos lógicos
e científicos aplicado sobre vários campos de atuação; os principais métodos
encontrados no Brasil são o de metodologia cientifica e de ensino. Em um trabalho
de conclusão de curso, também chamado de TCC a metodologia tem como papel
descrever detalhadamente os objetos de estudos e das técnicas utilizadas nas
atividades de pesquisa, sendo classificadas de varias formas.
MARCONI e LAKATOS (2004, p. 46) relatam que:
Método é o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior
segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos
e verdadeiros -, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e
auxiliando as decisões do cientista.
O método empregado é o racional, uma forma de basear-se em informações
obtidas através da pesquisa bibliográfica para um melhor entendimento científico.
Para CERVO e BERVIAN (1976, p. 69), todos os tipos de pesquisa em qualquer
área do conhecimento, exige pesquisa bibliográfica prévia, para levantamento da
situação em questão tanto para a fundamentação teórica, tornando-se o primeiro
passo de qualquer pesquisa científica e aprimorando a execução da pratica.
MARCONI E LAKATOS (2009, p. 110) relata sobre o método de abordagem
que é utilizado na metodologia, e cita cada um deles:
- método indutivo - cuja aproximação dos fenômenos caminha geralmente
para planos cada vez mais abrangentes, indo das constatações mais
particulares às leis e teorias (conexões ascendentes);
- método dedutivo – que, partindo das teorias e leis, na maioria das vezes
prediz a ocorrência dos fenômenos particulares (conexões descendentes);
- método hipotético-dedutivo – que se inicia pela percepção de uma lacuna
nos conhecimentos acerca da qual formula hipóteses e, pelo processo de
dedutivo, testo a predição da ocorrência de fenômeno abrangido pela
hipótese;
- método dialético – que penetra o mundo dos fenômenos através de sua
ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança
dialética que ocorre na natureza e na sociedade.
Após o processo de realizar uma cadeia de raciocínios, para conseguir chegar
a uma resolução do problema apresentado pelo administrador, partiu-se de
exemplos vistos em outras empresas e da teoria estudada em todo o processo
acadêmico para conseguir aplicar no local, então de uma ideia geral sintetizou-se
para o particular, utilizando então o método dedutivo. Organizaram-se os
32
pensamentos dos mais simples até chegar ao mais complexo e não aceitando tudo
como verdade, indo à busca de teorias que as comprove e de fatos que aconteçam
e nos mostre a verdade.
Ao classificar a metodologia com base em seus objetivos verificou-se que o
trabalho tratou de uma pesquisa descritiva e exploratória, onde se buscou uma
maior familiaridade com o problema, sendo necessário observar, registrar e analisar
os dados da empresa sem modificá-los apenas interpretando espontaneamente.
Segundo ALMEIDA (1996, p. 104):
Caracteriza-se de forma exploratória quanto aos objetivos, já que se busca
uma maior intimidade com o problema proposto, visando ter um melhor
conhecimento sobre o tema abordado.
Ao tratar de biblioteca digital, DUARTE (2003) em seu artigo nos dia que:
A pesquisa descritiva tem por objetivo descrever as características de uma
população, de um fenômeno ou de uma experiência. Esse tipo de pesquisa
estabelece relação entre as variáveis no objeto de estudo analisado.
Variáveis relacionadas à classificação, medida e/ou quantidade que podem
se alterar mediante o processo realizado. A pesquisa exploradora e a
descritiva estão sempre interligadas, sendo dificilmente diferenciadas, pois
sempre se tem como meta o conhecimento e satisfação das necessidades
intelectuais pelo conhecimento.
Em relação aos procedimentos técnicos encontrou-se uma grande variedade
de pesquisa, sendo as mais conhecidas: pesquisa bibliográfica, documental,
experimental, ex-posy-facto, levantamento, estudo de caso, pesquisa-ação,
participante.
Ao classificar a pesquisa com base nos procedimentos técnicos utilizados
para seu desenvolvimento chegou-se a conclusão que o trabalho elaborado tratouse de uma pesquisa bibliográfica, documental e de estudo de caso.
Primeiramente torna-se necessário uma pesquisa bibliográfica, através da
busca por materiais já publicados, como obras literárias, artigos e matérias da
internet, onde os mesmos fornecerão inúmeras informações sobre a Contabilidade
de Custo, Contabilidade Gerencial e Controle de Estoque visando à importância de
cada um deles na tomada de decisão.
A pesquisa documental nada mais é do que o recolhimento de informações
geradas pela empresa utilizada na pesquisa, como por exemplo, cartas pessoais,
fotografias, ofícios, relatórios de empresas, tabelas estatísticas, etc. partido para um
estudo de caso, onde se obteve um estudo profundo sobre o objeto de pesquisa, no
caso, o controle do estoque.
33
A coleta de dados é feita através do desenvolvimento dos raciocínios
previstos nos objetivos e a coleta de dados por meio de pesquisas bibliográficas é
de extrema importância em todos os momentos de uma pesquisa conforme relata
SANTOS (2004, p. 90-92):
Na prática, a coleta de dados constituirá em por em andamento os
procedimentos planejados para os objetivos, obedecendo ao cronograma
estabelecido pelo pesquisador, lembrando sempre que o principal resultado
esperado de uma coleta de dados é a produção de conhecimentos para o
pesquisador. Já a coleta de dados por meio de pesquisas bibliográficas tem
como instrumento essencial a habilidade de leitura, isto é, a capacidade de
extrair informações a partir de textos escritos.
Primeiramente os dados foram coletados em forma de observação de
problemas apresentados na empresa, onde o administrador nos colocou á par para
compreender a situação real e o que poderíamos contribuir para a melhora do
estabelecimento. Em seguida, foi-se à busca da coleta de bibliografias a fim de nos
aperfeiçoar no caso e aplicar uma medida de melhoria no departamento de Estoque
da empresa. A coleta de dados ao assunto abordado é a fase decisiva da pesquisa
cientifica, portanto é necessário o máximo de empenho e rigor nesta fase.
Também se realizou um estudo de caso, com a coleta de informações, sendo
necessária a realização de visitas na empresa, entrevistas com o responsável e
funcionários do estabelecimento e observação da infraestrutura da mesma.
Para PÁDUA (2003, p. 71), o estudo de caso deve abranger as características
mais importantes do tema que se está pesquisando bem como seu processo de
desenvolvimento, à medida que se identificam os múltiplos fatores que concorrem
para sua configuração.
A escolha pela empresa para aplicar o estudo de caso, partiu da facilidade em
que uma das integrantes do presente trabalho tem em buscar as informações, já que
trabalha no local e está a par das situações errôneas que ocorrem no dia- a- dia,
trazendo o caso para estudo e buscando a solução para o problema, já que é a
responsável pelo controle de entradas e saídas de mercadorias e recebimentos de
contas.
A classificação da pesquisa segundo a abordagem do problema pode ser
dividida em quantitativa ou qualitativa, no estudo realizado utilizou-se a de natureza
qualitativa, baseando-se em materiais e informações coletadas da empresa, livros,
revistas e site. MARCONI e LAKATOS (2004, p. 269) dizem que:
34
A metodologia qualitativa preocupa-se em analisar e interpretar aspectos
mais profundos, descrevendo a complexidade do comportamento humano.
Fornece análises mais detalhadas sobre as investigações, hábitos, atitudes,
tendências de comportamentos etc.
Teve-se com objetivo principal fornecer a solução para o problema
apresentado pelo administrador da empresa Vougue Telecomunicações Ltda.,
mostrando uma forma de controlar os custos implementados nos produtos no
momento da venda e no que implica estes valores no momento em que se passa o
preço final de venda juntamente com a prestação de serviço, levando em
consideração o valor da concorrência e o valor dos impostos.
Apresentou-se a importância da implementação de um sistema de controle de
custos, a reeducação dos funcionários que estão envolvidos dentro deste
departamento para um processo de readaptação para se trabalhar em conjunto com
este sistema, e a forma ideal de se calcular os custos de mercadorias e a formação
do preço de venda levando em consideração o preço da concorrência. Este
processo não só ajudará a empresa do estudo de caso como poderá ser
implementada em qualquer outra empresa, já que colabora em momentos de
tomadas de decisão ajudando o administrador a passar o valor de produto ou
serviço atualizado ao cliente, de forma a não ter prejuízos, buscando sempre a
aplicação de um percentual de lucro.
35
4 ESTUDO "IN LOCO"
Neste momento do trabalho foram apurados os custos com a venda de
mercadorias e na prestação do serviço realizados pela empresa conforme nos
fornecidos pelo administrador, sendo apresentando em formas de tabelas cada qual
comentada passo a passo, aplicando assim as formas de rateios e analisando qual
será o melhor para ser aplicado na organização e mostrando qual a atual forma
utilizada, seus prós e contras.
4.1 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A sociedade empresarial de nome Vougue Telecomunicações Ltda., com
sede e foro localizados na Rua Barão do Rio Branco, n° 3054, Vila Industrial, na
cidade de Toledo no estado do Paraná, é constituída por uma sociedade limitada,
com base na Lei n° 10.406/2002 e subsidiariamente pela Lei n° 6.404/1976.
FIGURA 06 - FACHADA DA EMPRESA.
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS,(2013).
36
Conforme mostra na FIGURA 06, a empresa hoje é constituída por duas salas
comercias, separando o estoque de materiais do escritório da empresa. Com o
aumento da demanda em serviços, viu-se a oportunidade de abranger a área de
informática aos trabalhos realizados no ano de 2012 (dois mil e doze), fazendo com
que no ano de 2013 (dois mil e treze) se constituísse uma nova empresa para
atender os serviços específicos de informática, separando-a da atual Vougue
Telecom. Hoje portando o administrador possui duas empresas.
FIGURA 07 - FACHADA DA EMPRESA.
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS, (2013).
A empresa é constituída por um quadro de 7 (sete) colaboradores distribuídos
entre as áreas administrativas e na prestação de serviços, sendo eles técnicos
devidamente qualificados e com todas as normativas exigidas para a prática da
profissão dos cargos, e com um engenheiro responsável pelos serviços prestados
como mostra a FIGURA 08.
37
FIGURA 08 - FLUXOGRAMA DA EMPRESA.
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS, (2013).
A empresa está atuando há quatro anos, fundada em 25 de Março de 2009
(dois mil e nove) com o objetivo de atender seus clientes de forma diferenciada, é
voltada ao atendimento de pessoas jurídicas e físicas, formada por uma equipe de
trabalho com longa experiência nas suas especialidades; composta por técnicos
(engenheiros eletricistas, técnicos em telecomunicações e informática) e um acervo
técnico que inclui grandes instalações em grandes empresas publicas e privadas em
toda cidade e em cidades vizinhas.
O foco da empresa é seu cliente, o bom atendimento; a agilidade em
execução do trabalho e os preços baixos é algo que os agrada.
A atividade econômica da empresa é voltada ao Comercio de Equipamentos
Telefônicos e Telecomunicações; Serviços de Instalação e Manutenção de Redes
Telefônicas, Lógica e Elétrica; Comércio e Manutenção de Equipamentos e
Suprimentos de Informática; Comércio de Materiais Elétricos e de Construção.
Foram objetos de custos para aplicação do método proposto neste trabalho
quatro tipos de serviços.
- Instalação de Ponto de Rede;
- Instalação de Ponto de Telefone;
- Instalação e Configuração de Central Telefônica;
38
- Instalação de Ponto Elétrico.
Também utilizou-se no rateio os seguintes materiais:
- Cabo UTP cat5e;
- Cabo CCI 50x02 pares;
- Canaleta;
- Central Telefônica;
- Aparelho Telefônico Headset;
- Telefone.
FIGURA 09 - PARTE DO ESTOQUE DA EMPRESA.
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS, (2013).
O tempo médio do processamento varia de acordo com o tipo de serviço
prestado. Este processamento é realizado através do seguinte ciclo:
- O cliente solicita o orçamento via telefone ou pessoalmente no escritório da
empresa.
- Realiza-se então a montagem do pedido conforme a escolha do cliente (cor
desejada, acessórios adicionais etc.).
39
- Repassa-se para o cliente o orçamento para aprovação e se necessário
realiza-se as modificações solicitadas.
- Caso não haja algum material em estoque, é necessário aumentar o tempo
ciclo do orçamento.
- Agenda-se com o cliente o dia e horário para a prestação do serviço.
- Após o serviço executado, os técnicos repassam para o financeiro emitir
cobrança e verificar se o serviço foi feito conforme o planejado.
4.2 PROCESSO ATUAL DA EMPRESA
A empresa não possui um processo de custo aplicado aos produtos e a mão
de obra, nem mesmo o controle dos mesmos. Possuem um sistema onde controla
todas as entradas e saídas, apurando as despesas para análise mensal.
Atualmente sobre o custo da mercadoria calcula-se o frete e divide-se por
0,70 (zero vírgula setenta), considerado para o empresário um Markup que cobre os
custos e tem um percentual de lucro. Com essas informações buscou-se aplicar o
melhor método de custeio sobre os materiais e calcular o valor da hora trabalhada
na prestação de serviços para cobrir as despesas.
4.3 LEVANTAMENTOS DOS CUSTOS DA EMPRESA
Os custos da empresa, apresentados no trabalho, referem-se há um ano, o
qual se inicia no mês de Agosto de 2012 (dois mil e doze) até Julho de 2013 (dois
mil e treze), subdivididos em quatro trimestres.
Os valores abaixo citados foram buscados no sistema disponibilizado pela
empresa Vougue Telecomunicação onde foram divididos entre custos fixos e custos
variáveis, para poder se chegar ao valor de custo em mão de obra por hora, e por
funcionário.
Os custos fixos são os custos determinados por todas as despesas que o
empreendimento deve pagar regularmente, como aluguel, luz, honorários contábeis,
salários, telefone, etc. São despesas que não sofrem alteração, portanto as datas
costumam ser periódicas, tornando o pagamento mensal ou anual.
40
QUADRO 03 - DEMONSTRAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS.
1º
Trimestre
R$ 2.191,00
2º
Trimestre
R$ 2.265,00
3º
Trimestre
R$ 2.265,00
4º
Trimestre
R$ 2.270,00
Total
(12 meses)
R$ 8.991,00
R$ 9.817,00
R$ 9.934,40
R$ 8.495,00
R$ 9.615,00
R$ 37.861,40
Férias - Administrativo
R$ 251,47
R$ 251,47
R$ 251,47
R$ 251,47
R$ 1.005,87
Férias - Operacional
R$
924,45
R$
924,45
R$
924,45
R$
924,45
R$ 3.697,80
13º - Administrativo
R$
188,60
R$
188,60
R$
188,60
R$
188,60
R$
13º - Operacional
R$
745,33
R$
745,33
R$
745,33
R$
745,33
R$ 2.981,32
Pró-labore
R$ 2.034,00
R$ 2.034,00
R$ 2.034,00
R$ 2.034,00
R$ 8.136,00
Rescisão
R$
R$
R$ 1.740,00
R$
R$ 1.740,00
Aluguel
R$ 2.916,00
R$ 2.916,00
R$ 2.999,00
R$ 3.165,00
R$ 11.996,00
Energia Elétrica
R$
370,39
R$
399,79
R$
362,98
R$
361,60
R$ 1.494,76
Telefone
R$
934,80
R$
977,31
R$
755,90
R$
988,07
R$ 3.656,08
FGTS
R$ 1.099,01
R$ 1.125,49
R$
972,41
R$
889,94
R$ 4.086,85
Alarme
R$
120,00
R$
120,00
R$
135,00
R$
135,00
R$
Honorários Contábeis
R$
786,00
R$
786,00
R$
622,00
R$
540,00
R$ 2.734,00
DAS
R$ 6.327,68
R$ 8.889,27
R$ 6.049,58
R$ 1.598,89
R$ 32.865,42
Livraria
R$
R$
R$
R$
R$
Combustível
R$ 6.976,46
R$ 5.127,74
R$ 4.984,96
R$ 7.959,62
R$ 25.048,78
Seguros
R$
R$ 2.030,25
R$ 2.030,25
R$ 2.030,25
R$ 8.120,97
Engenheiro
R$ 1.050,00
R$ 1.050,00
R$ 1.200,00
R$ 1.200,00
R$ 4.500,00
R$
R$
450,00
R$ 1.800,00
R$ 3.818,76
R$ 3.818,76
R$ 15.275,04
R$41.079,14
R$ 39.372,59
R$165.570,34
CUSTOS FIXOS
Salários
Administrativos
Salário - Operacional
-
39,90
-
-
43,90
Manutenção de
Veículos
R$ 450,00
R$ 450,00
(valos estimados)
Depreciação de
R$ 3.818,76
R$ 3.818,76
Veículos
TOTAL
R$41.040,85 R$44.077,76
FONTE: DADOS DA PESQUISA DE CAMPO, (2013).
54,45
450,00
-
206,61
754,40
510,00
344,86
Nos custos fixos dividiu-se a conta Salários, Férias, 13° (décimo terceiro)
Salário e Rescisão em Administrativos e Operacional, sendo o administrativo
referente a uma Auxiliar Administrativo e o Operacional referente a 4 (quatro)
funcionários, sabendo que em 2013 (dois mil e treze) houve a demissão de um
funcionário e a contratação de outro, assim continuando com o mesmo número no
quadro de funcionários que trabalham com a mão de obra (parte operacional da
empresa). As Férias equivalem a uma remuneração adicional de 1/3 (um terço) a
mais do que o salário normal, conforme prevista no inciso XVII do art. 7º (sétimo) da
Constituição Federal. Já o 13º (décimo terceiro) Salário também conhecido como
gratificação de Natal, é pago no mês de dezembro aos funcionários conforme Lei nº
4.090, instituída no Brasil em 1962.
41
Na conta Aluguel, conforme contrato, está incluso os custos com água e
esgoto, tendo um aumento de R$ 83,00 (oitenta e três reais) a partir do mês de Abril
do ano de 2013 (dois mil e treze) que foi somado a partir do 3° (terceiro) Trimestre. A
Energia Elétrica foi referente aos custos com os aparelhos eletrônicos utilizados na
sala comercial. O Telefone possui incluso valor gasto com telefonia fixa e móvel da
empresa. O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço foi calculado sob o salário,
horas-extras, férias, adicionais de insalubridade e periculosidade, aviso prévio e
trabalho noturno dos funcionários, com percentual de 8% (oito por cento) conforme
imposto pelo Governo Federal. O Alarme é referente à segurança da sala comercial,
tendo um reajuste no mês de Fevereiro de 2013 (dois mil e treze) de R$ 5,00 (cinco
reais), ou seja, a partir do 3° (terceiro) Trimestre. Os Honorários Contábeis houve
uma redução no 3° (terceiro) Trimestre no valor de R$ 82,00 (oitenta e dois reais) a
partir no mês de Fevereiro de 2013 (dois mil e treze), já que houve uma mudança de
escritório de contabilidade.
O DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional, um regime de
arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicáveis a empresas de pequeno
porte e micro empresas, inclui tributos como: IRPJ, CSLL, PIS/ Pasep, COFINS, ISS
e a CPP e foi calculado sob a receita bruta de cada mês. No 4º (quarto) Trimestre
houve um aumento de 91,73% (noventa e um vírgula setenta e três por cento)
comparado ao 3º (terceiro) Trimestre.
Os gastos com Livraria aumentaram no 4º (quarto) Trimestre, é relativo esse
aumento, já que o faturamento deste trimestre também é maior, portanto houve
maior numero de emissão de notas fiscais, no qual gasta- se um número maior de
papel. O combustível é um custo para a empresa em 90% já que para atendimentos
realizados fora da cidade é feito a cobrança do deslocamento até o cliente,
calculando por quilômetros o combustível gasto. Há um controle constante pelo
menor preço em combustíveis, o administrador controla por tabelas em Excel, os
quilômetros gastos por carro, por mês e a pesquisa por postos de combustíveis que
ofereçam um preço baixo.
Com o aumento de automóveis utilizados para a prestação de serviço, houve
a necessidade da aquisição de seguro no 2º (segundo) Trimestre. Por ser uma
empresa que presta serviços na área de engenharia elétrica e telecomunicações, é
determinado por lei que tenha um engenheiro que assine pelas obras realizadas
pela empresa. A empresa possui um contrato de prestação de serviços com um
42
engenheiro ao qual teve um aumento de honorário de R$ 150,00 (cento e cinquenta
reais) a partir do 3º (terceiro) Trimestre. O administrador deixa um fundo de reserva
estimado de R$ 150,00 aproximadamente por mês para manutenção dos veículos,
no que inclui lavagens e troca de óleos.
Na Depreciação é fixado a taxa anual e o prazo de vida útil pela IN SRF nº
162, de 1998. Portanto, para veículos concebidos para pessoas, aplicou-se um
percentual de 20% (vinte por cento) e a vida útil é de 5 (cinco) anos, já para
motociclos calcula-se um percentual de 25%, com prazo de vida útil de 4 anos. Para
chegar ao valor exato mensal de depreciação utilizou-se o quadro abaixo:
QUADRO 04 - DEPRECIAÇÃO DOS BENS.
VEICULO
VALOR
DATA DE
AQUISIÇÃO
%
VIDA
UTIL
2010
2011
2012
2013
2014
2015
-
R$
2016
MOTO
R$ 3.500,00
01/01/2010 25% 4 ANOS R$ 875,00 R$ 875,00 R$ 875,00 R$ 875,00 R$
R$
-
CARRO (UNO)
R$ 23.500,00
01/03/2010 20% 5 ANOS R$ 3.916,67 R$ 4.700,00 R$ 4.700,00 R$ 4.700,00 R$ 4.700,00 R$ 783,33 R$
-
-
CARRO (MONTANA) R$ 28.500,00
01/09/2011 20% 5 ANOS R$
-
R$ 1.900,00 R$ 5.700,00 R$ 5.700,00 R$ 5.700,00 R$ 5.700,00 R$ 3.800,00
CARRO (CLIO)
01/06/2011 20% 5 ANOS R$
-
R$ 2.333,33 R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 R$ 4.000,00 R$ 1.666,67
R$ 20.000,00
FONTE: DADOS DA PESQUISA DE CAMPO, (2013).
Depois da elaboração do quadro, foi feito o calculo dos valores mensais e
multiplicados por 3 (três) que é referente ao trimestre.
Em relação aos Custos Variáveis foi necessário optar pela aplicação de um
percentual fixo para cada mês, pois a empresa possui poucos custos com essa
classificação os quais também eram difíceis de ser identificados. Aplicou-se um
percentual de 10% (dez por cento) sobre os custos fixos para ter uma base de
segurança e precaução dos mesmos.
QUADRO 05 - CUSTOS VARIÁVEIS TOTAIS
Trimestre
Custos Fixos Totais
10%
Custos Variáveis Totais
1º Trimestre
R$ 41.040,85
10%
R$ 4.104,09
2º Trimestre
R$ 44.077,76
10%
R$ 4.407,78
3º Trimestre
R$ 41.079,14
10%
R$ 4.107,91
4º Trimestre
R$ 39.372,59
10%
R$ 3.937,26
10%
R$ 16.557,03
Total
R$ 165.570,34
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS, (2013).
Baseando-se em exemplos citados por vários autores referenciais deste
43
trabalho, aplicou-se o Método de Custeio por Absorção, este no qual é legalmente
exigido no Brasil.
Para NEVES e VICECONTI (1998, p. 7), o custeio por absorção está baseado
nos seguintes Princípios Contábeis Geralmente Aceitos:
 Princípio do Registro pelo Valor Original: os estoques e o resultado da
empresa industrial são avaliados pelo custo histórico, não sendo corrigidos
quando há variação do preço dos fatores de produção entre a aquisição e o
levantamento do balanço patrimonial.
 Princípio da Competência: todos os gastos com a produção que não
tiveram correspondência com as receitas obtidas pela empresa no período
devem ser incorporados ao valor dos estoques (daí o nome custeio por
absorção).
Analisando os princípios, optou-se por utilizar o Princípio da Competência por
melhor se adaptar ao método utilizado no custeio, já que os custos devem ser
reconhecidos na apuração do resultado de forma correlata com as receitas
realizadas que ajudaram a gerar.
O custeio por absorção é ainda o mais utilizado hoje no comercio, e pode ser
representado pela seguinte formula, conforme SANTOS (2006, p. 120), a estrutura
matemática no sistema de custeio por absorção no comércio pode ser representada
através de duas modalidades:
I – Modalidade de custos operacionais e despesas administrativas
apropriadas como incidência sobre o preço de venda.
F = A+B+C+D+E
Onde:
A - Custo da mercadoria adquirida
B – Custo Operacional (%sobre o preço de venda)
C – Despesas Administrativas (% sobre o preço de venda)
D – Despesas Financeiras do Giro (% sobre o preço de venda)
E – Despesas diretas com vendas (%sobre o preço de venda)
F – Custo Total
H= F+G
Onde:
G – Resultado (% sobre o preço de venda)
H – Preço de venda
II – Modalidade de custos operacionais e despesas administrativas
como uma incidência sobre o custo de aquisição da mercadoria.
D=A+B+C
Onde:
A – Custo da mercadoria adquirida
B – Custo operacional (incidência sobre o custo de aquisição)
C – Despesas administrativas (incidência sobre o custo de aquisição)
D – Custo independente do preço
G= D+E+F
Onde:
E – Despesa financeira de giro (%sobre venda)
44
F- Despesas diretas com vendas (% sobre o preço de venda)
G – Custo Total
I = G+H
Onde:
H – resultado (% sobre o preço de venda)
I – Preço de venda
Assim, utilizou-se a modalidade I que trás os custos operacionais e despesas
administrativas como uma incidência sobre o preço de venda da mercadoria. Através
de etapas demonstraram-se os cálculos e o resultado alcançado.
Na primeira etapa foi necessário classificar os custos, para assim utilizaramse os dados do QUADRO 04 para classificar os custos fixos de acordo com as áreas
da empresa a serem utilizados na aplicação sobre o preço de venda referente aos
dados de um mês, pois o sistema que a empresa possui não fornece dados de
confiança com relação às estradas e saídas de materiais, se buscadas em um
período maior, optando então por informações referentes ao mês de Maio do ano de
2013 (dois mil e treze), separando–os em Custo Operacional, Administrativos e de
Vendas como segue abaixo no QUADRO 06:
QUADRO 06 – CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS REF. MÊS 05/2013.
ADMINISTRAÇÃO
R$
VENDAS
R$
Seguros
R$ 676,75
Combustível
R$ 2.383,24
Manutenção de
Contabilidade
R$ 180,00
R$ 150,00
Veículos
Monitoramento
R$ 45,00
Telefone
R$ 287,89
Total
R$ 2.821,13
Material de Expediente
R$ 28,74
OPERACIONAL
Serviços de Terceiros/Engenheiro R$ 400,00
Aluguel + Água
R$ 1.055,00
FGTS
R$ 297,06
Energia Elétrica
R$ 104,98
Folha de Pgto.
R$ 3.960,00
Depreciação
R$ 272,92
13º Salário
R$ 311,31
DAS
R$ 6.521,50
Férias
R$ 381,97
Total
R$ 10.284,89 Pró-Labore
R$ 678,00
Rescisão
R$ 145,00
Total
R$ 5.773,34
Total de custos fixos mês 05-2013
R$ 18.879,36
FONTE: DADOS DA PESQUISA EM CAMPO, (2013).
Para poder realizar a segunda etapa, também foi necessário realizar o cálculo
do Custo da Mercadoria Vendida, partindo do principio contábil da prudência o qual
determina a utilização do menor valor para os componentes do Ativo e do maior para
os do Passivo, utilizou-se o método de controle de estoque UEPS (Ultimo que Entra
45
Primeiro que Sai), mantendo assim o preço dos produtos sempre atual, gerando
maior confiabilidade ao processo de mensuração dos custos, atualmente a empresa
também está utilizado este método, partindo do principio da aplicação do preço pelo
ultimo que entra, porém, não possui controle da quantidade de produtos em estoque
e nem dos custos totais gerados.
O quadro abaixo demonstra os dados coletados no sistema da empresa no
mês de Maio do ano de 2013 (dois mil e treze) referentes aos seis produtos já
citados anteriormente. Nela verifica-se a relação da quantidade de compras e
vendas, cada qual especificando o seu valor unitário e valor total, na ultima coluna
tem-se o CMV, o qual foi calculado a partir da soma do Estoque Inicial e das
Compras menos o Estoque Final.
QUADRO 07 – RELAÇÃO DAS COMPRAS, VENDAS E CMV.
Compras
Vendas
Produto
Qtd. Valor Ud. R$ Total R$ Qtd. Valor Ud. R$
Cabo UTP
1.525
0,79
1.204,75
Total R$
15
1,19
17,85
409
1,12
458,08
167
1,22
203,74
619
1,23
761,37
CMV
R$ 910,00
Aparelho Headset
40
118,80
4.752,00
50
140,00
7.000,00
R$5.904,00
Canaleta
50
2,07
103,50
28
2,40
67,20
R$ 86,76
Cabo CCI
600
0,37
222,00
305
0,51
155,55
R$ 218,37
2
365,00
730,00
4
580,00
2.320,00
2
421,00
842,00
2
600,00
1.200,00
R$2.292,00
12
38,00
456,00
R$ 340,52
Central Telefônica
Telefone de Mesa
25
28,32
708,00
FONTE: DADOS DA PESQUISA EM CAMPO, (2013).
Nos anexos 01 até 12 demonstrou-se em formas de quadros os cálculos
realizados para a obtenção dos valores do CMV na QUADRO 07 pelo método de
controle de estoque UEPS.
Na segunda etapa foi aplicado a Modalidade de Cálculo I representada pela
fórmula: F = A+B+C+D+E conforme demonstrado anteriormente. Os valores foram
colocados em quadros para chegar ao Custo Total. O Percentual para cálculo dos
custos foi baseado na representação do Faturamento Total do mês de Maio do ano
de 2013 (dois mil e treze) conforme repassado pelo Escritório de Contabilidade:
 Faturamento Total do mês 05/2013: R$ 38.945,69
 Faturamento referente á Prestação de Serviços: R$ 13.339,80
46
 Faturamento referente á venda de Material: R$ 25.605,89
Faz-se o percentual dos custos sobre o percentual que representa cada
material do faturamento total de venda de Materiais deste mês conforme calculado
no QUADRO 08:
QUADRO 08 – PERCENTUAL SOBRE FATURAMENTO
% Sobre o Faturamento de R$ 25.605,89
Produto
%
Vendas/Mês
CABO UTP
R$
1.441,04
3,70
APARELHO HEADSET
R$
7.000,00
17,97
CANALETA
R$
67,20
0,17
CABO CCI
R$
155,55
0,40
CENTRAL TELEFONICA
R$
3.520,00
9,04
R$
456,00
FONTE: DADOS DA PESQUISA EM CAMPO, (2013).
1,17
TELEFONE DE MESA
Após descobrir o percentual que representa cada item com relação ao
faturamento, aplicaram-se os custos conforme classificação feita no QUADRO 07,
ou seja, aplicaram-se os 3,7% (três vírgula sete por cento) do Cabo UTP sobre os
R$ 10.284,89 (dez mil duzentos e oitenta e quatro reais e oitenta e nove centavos),
referente os Custos Administrativas, e por fim em R$ 2.821,13 (dois mil oitocentos e
vinte um reais e treze centavos) dos Custos de Venda e assim sucessivamente com
os outros materiais. Os Custos Financeiros do Giro e os Custos Diretos com Vendas
não foram alocados no cálculo, por ausência de dados da empresa. Os valores
encontrados da aplicação do percentual sobre cada total estão dispostos no quadro
a seguir:
QUADRO 09 – APLICAÇÃO DA FÓRMULA F =A+B+C
PRODUTOS
CMV
Despesa Adm.
CABO UTP
R$ 910,00
R$ 380,55
Despesa de Venda
R$ 104,39
CUSTO TOTAL
R$ 1.394,94
R$ 5.904,00
R$ 1.848,58
R$ 507,06
R$ 8.259,64
CANALETA
R$ 56,34
R$ 17,75
R$ 4,87
R$ 78,95
CABO CCI
R$ 108,63
R$ 41,08
R$ 11,27
R$ 160,98
R$ 2.292,00
R$ 929,57
R$ 254,98
R$ 3.476,55
R$ 33,03
R$ 915,60
R$ 493,97
R$ 13.865,04
APARELHO HEADSET
CENTRAL TELEFONICA
TELEFONE DE MESA
R$ 340,52
R$ 120,42
R$ 9.611,49
R$ 3.337,95
Total
FONTE: DADOS DE PESQUISA EM CAMPO, (2013).
47
Com o Custo Total em mãos foi necessário utilizar a fórmula do H= F+G,
que compõe a somatória do Custo Total com o Resultado para encontrar o Preço de
Venda. Utilizando o percentual de Resultado de 30% (trinta por cento), que é a
margem de resultado que o sócio da empresa pretende ter com a venda dos
materiais, sendo que o valor de 30% (trinta por cento) é apropriado em cima do
Custo Total, que já inclui percentual de Custos Administrativos e Custos de Vendas
conforme apresentado o percentual no QUADRO 08.
QUADRO 10 – PREÇO DE VENDA TOTAL
PRODUTOS
CUSTO TOTAL
CABO UTP
APARELHO HEADSET
CANALETA
CABO CCI
CENTRAL
TELEFONICA
TELEFONE DE MESA
R$ 1.394,94
R$ 8.259,64
R$ 78,95
R$ 160,98
Resultado (% sobre o
preço das vendas)
30%
30%
30%
30%
R$ 3.476,55
30%
R$ 4.519,52
R$ 493,97
30%
R$ 642,17
Preço de venda total
R$ 1.813,42
R$ 10.737,54
R$ 102,64
R$ 209,27
FONTE: DADOS DE PESQUISA EM CAMPO, (2013).
Com os dados referentes ao Preço de venda total, consegue-se dizer que o
Cabo UTP no mês de Maio deveria ser vendido por R$ 1,50 (um reais e cinquenta
centavos) o metro, para chegar a este valor foi necessário dividir o preço total de
venda pela quantidade de cabo vendido neste mês que foi de 1.210 (mil duzentos e
dez) metros. O empresário vendeu neste mês ao valor de R$ 1,23 (um real e vinte e
três centavos), embora o valor de custo do mesmo seja de R$ 1,15 (um reais e
quinze centavos), assim pode-se dizer que ele cobriu suas despesas com uma
diferença de R$ 0,08 (oito centavos) de lucro.
O Aparelho Telefônico Headset deveria ser vendido a R$ 214,45 (duzentos e
quatorze reais e quarenta e cinco centavos) e foi vendido a R$ 140,00 (cento e
quarenta reais), o que não cobriu nem os seus custos, já que o valor de custo do
produto foi de R$ 165,19 (cento e sessenta e cinco reais e dezenove centavos),
teve-se um prejuízo de R$ 74,45 (Setenta e quatro reais e quarenta e cinco
centavos) e assim sucessivamente com os outros materiais vendidos.
O custo de Mão de Obra por hora foi feito através da soma dos gastos fixos
diretamente ligados aos funcionários que realizam a mão de obra externa, como a
conta Salário, Férias, 13º (décimo terceiro) Salário e FGTS.
48
Após levantamento na empresa de horas trabalhadas por cada funcionário,
embora, sejam 8 (oito) horas diárias, eles trabalham aproximadamente 6 (seis) horas
por dia, já que as outras 2 (duas) horas são perdidas, no momento de chegada pela
manhã, logo após as refeições e o tempo perdido na volta a empresa para buscar
materiais, que por falha os técnicos não levam no momento que de desloca até o
local a ser prestado o serviço.
Levantou-se a quantidade de horas trabalhadas por dia e a quantidade de
dias trabalhados por ano. Multiplicando as horas diárias efetivas por dias úteis de
trabalho no ano e assim descobriu-se a Capacidade Produtiva. Pegou-se a soma
dos custos fixos relacionados à prestação de serviço que foi a soma do FGTS, Folha
de Pagamento, 13º Salário que se encontra no QUADRO 03 e custos variáveis que
se refere a 10% sobre os fixos e dividiu-se pela capacidade produtiva, obtendo então
o custo de mão de obra por hora.
QUADRO 11 - DEMONSTRAÇÃO DE CUSTOS DE MÃO DE OBRA POR HORA AO ANO.
Horas diárias efetivas
6
Dias úteis de Trabalho no Ano
253
Capacidade Produtiva
1518
Custos Fixos por Ano
R$ 48.627,37
Custos Variáveis por Ano
R$ 4.862,73
Custo de Mão de Obra por hora
R$ 35,24
FONTE: DADOS DE PESQUISA EM CAMPO, (2013).
Obtendo-se o valor do Custo de Mão de Obra por hora, foi necessário saber
quanto foi o custo de mão de obra por funcionários que realizam a prestação de
serviços, assim dividiu-se o valor obtido no QUADRO 11 pela quantidade de
funcionários, demonstrados no QUADRO 12.
QUADRO 12 - DEMONSTRAÇÃO DE CUSTOS DE MÃO DE OBRA POR FUNCIONÁRIO AO ANO.
Custo de Mão de Obra por hora
R$ 35,24
Nº de Funcionários que Prestam o Serviço
4
Custo de Mão de Obra por Funcionário
R$ 8,80
FONTE: DADOS DE PESQUISA EM CAMP, (2013).
Utilizou-se o mesmo esquema demonstrado à cima para calcular o custo da
mão de obra referente ao mês analisado, multiplicando as 6 (seis) horas diárias por
21 (vinte e um) dias trabalhados no mês de Maio do ano de 2013 (dois mil e treze)
chegando na Capacidade Produtiva; somou-se os custos variáveis e os custos fixos
49
do mês apresentado e dividiu-se pela capacidade produtiva, chegando ao custo de
mão de obra por hora, na qual se divide pelo número de funcionários que prestaram
serviço neste mês, assim obtivemos tais resultados demonstrados no QUADRO 13:
QUADRO 13 - DEMONSTRAÇÃO DE CUSTOS DE MÃO DE OBRA POR HORA REF. 05/2013.
Horas diárias efetivas
6
Dias úteis de Trabalho no mês 05/2013
21
Capacidade Produtiva
126
Custos Fixos no mês 05/2013
R$ 5.773,34
Custos Variáveis no mês 05/213
R$ 577,33
Custo de Mão de Obra por hora
R$ 50,40
Nº de Funcionários que Prestam o Serviço
4
Custo de Mão de Obra por Funcionário
R$ 12,60
FONTE: DADOS DE PESQUISA EM CAMPO, (2013).
Foram selecionados 4 (quatro) tipo de serviços prestados pela empresa, nos
quais a prestação de serviço com relação à Instalação de Ponto Elétrico, Ponto de
Rede e Ponto de Telefone, são cobrados hoje pela empresa no valor de R$ 45,00
(quarenta e cinco reais) a unidade de serviço prestada, ou seja, por ponto. Já a
Instalação e Configuração de Central Telefônica o valor vai depender do grau de
dificuldade e o tempo que o técnico consiga deixar funcionando o equipamento no
cliente, o Sócio nos repassou que dependendo do equipamento tem-se um valor
mínimo de R$ 120,00 (cento e vinte reais) ao máximo de R$ 800,00 (oitocentos
reais) aproximadamente.
Cobra-se também uma taxa de visita técnica no valor de R$ 45,00 (quarenta e
cinco reais), cobrada no momento em que o cliente solicita os serviços, os técnicos
se deslocam, identificam o problema e o mesmo não é autorizado. No entanto
sabendo que a empresa vende seus serviços por um valor mínimo de R$ 45,00
(quarenta e cinco reais) podemos calcular o lucro obtido na prestação de serviço,
relacionando os QUADROS 12 e 13, utilizando-se da seguinte formula:
Lucro = (Custo por Funcionário x 100 / Preço de Venda) - 100%
Lucro = (12,60 x 100 / 45) - 100%
Lucro = 72%
50
A empresa teve uma margem de lucro correspondente a 72% (setenta e dois
por cento) nos chamados técnicos de R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) já
descontando o percentual de despesas variáveis e o percentual de despesas
operacionais. Conseguiu-se afirmar que o ganho da empresa hoje está na prestação
de serviços, no qual é o seu foco principal e os materiais, embora ele consiga cobrir
suas despesas, o percentual de margem é menor. Essa é a meta do administrador
da empresa, alcançar o lucro através da mão de obra prestada, já que os valores de
materiais, muitas vezes para cobrir o valor da concorrência, apenas cobrem os
custos.
Assim verificou-se a importância do administrador ter um controle dos custos
na empresa e saber fazer a apropriação dos mesmos no momento da venda e da
prestação de serviço, mesmo tendo-se como meta o lucro sobre a mão de obra, ele
deve utilizar um percentual que tenha lucro sobre os materiais. Pois pode haver
momentos que o cliente necessite apenas do material e não utilize os serviços, e da
mesma forma pode ocorrer com os serviços, no qual se não houver a venda de
matérias o administrador, deve então apropriar as despesas administrativa e vendas
sobre o valor do custo da hora trabalhada, para não ter prejuízo.
Hoje por ele utilizar valores tabelados para mão de obra, ele está obtendo
margem de lucro sim com esse método, mas com a aplicação da apropriação dos
custos corretamente, pode-se ter um percentual ainda maior de lucratividade.
51
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho propôs a aplicação de um método de custeio para a apuração
dos custos dos materiais e serviços de uma empresa do ramo de engenharia elétrica
e telecomunicação, a qual no momento não possui um controle de custos aplicado
nas suas atividades e procuram aumentar a sua rentabilidade em suas operações,
portanto, é necessário obter informações relacionadas aos custos para aprimorarem
seu desempenho.
Por estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as
leis tributárias, a escolha do Método de Absorção, por este, além de possuir um
menor custo de implementação, possibilitou agregar todos os custos diretamente no
resultado final, pois o controle que a empresa possui estruturado hoje não dão
condições de outras analises, tornando necessária a realização de um trabalho de
reestruturação dos dados.
Após a identificação dos principais serviços e mercadorias vendidas pela
empresa, bem como o levantamento de todos os custos e despesas que envolvem
tais atividades, foi necessário identificar e separar entre custos fixos e variáveis,
sendo que com a dificuldade de encontrar os custos variáveis aplicou-se uma
porcentagem fixa de 10% sobre os custos fixos, dando assim uma margem de
segurança para a empresa.
Assim, pode-se analisar que as vendas e a prestação de serviço conseguem
cobrir todas as despesas geradas, onde em certos momentos ainda se obteve um
ganho. Os resultados obtidos com o método de custeio utilizado possibilitou afirmar
que o valor utilizado na venda de mercadorias, baseando-se nas informações do
mês de Maio de 2013, cobre os custos, porém não trazem a margem de lucro
desejada pela empresa. Ao analisar o método sobre os serviços prestados o
resultado obtido é contraditório em relação à venda de mercadorias, ou seja, além
de cobrir todos os custos permite um retorno de lucros superior ao desejado.
A empresa mesmo não tendo o controle dos seus custos, possui um retorno
alto, fazendo com que a empresa cresça ano a ano, isso ocorre devido à venda de
mercadorias estarem diretamente ligada á venda de serviços, então mesmo não
tendo o lucro desejado em materiais, o retorno vem em serviços, já que os valores
atualmente cobrados variam conforme a dificuldade do serviço e não por controle
em valores da hora trabalhada, são valores fixos. Se a empresa aplicar o sistema de
52
custeio por absorção, além de ter um controle dos custos dos trabalhos dos
funcionários, conseguirá ter retorno com lucro nos materiais, além disso, o
empresário conseguirá passar orçamentos aos seus clientes com valores
atualizados, sabendo o certo o quanto pode ou não dar em desconto para fechar o
serviço, já que terá o valor exato em lucro obtido sobre essa venda.
Com a finalização deste estudo, verificou-se e se confirmou a importância da
contabilidade de custos para auxiliar aos gestores da empresa, pois a falta dela faz
com que incapacite os mesmos á apresentar decisões precisas para tomada de
decisão gerencial já que as empresas atualmente operam num ambiente altamente
competitivo e de intensa atualização.
53
REFERÊNCIAS
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http://monografias.brasilescola.com/regrasabnt/pesquisas-exploratoria-descritiva-explicativa.htm > Acessado em 31 de Maio de
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Teoria da Contabilidade. 5. Ed. São Paulo. Atlas, 2009.
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54
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2. Ed. Cianorte, Bacon, 2004.
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PADOVEZE, Clóvis Luis. Contabilidade Gerencial. São Paulo: Atlas, 1997.
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Gestão Fiscal da Área Pública. Universidade Federal do Paraná – UFPR, 2008.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. Ed. São Paulo: Atlas, 2003.
55
WERNKE, Rodney. Gestão de Custos: uma abordagem prática. 2. Ed. São Paulo:
Editora Atlas S.A., 2004.
56
ANEXOS
57
ANEXO 01 – COMPRA E VENDA DO PRODUTO CABO UTP.
DIA
Venda
02/mai
Quantidade
Valor Unid.
x
15
1,19
R$
17,85
03/mai
x
35
1,23
R$
43,05
06/mai
x
344
1,12
R$
385,28
07/mai
x
10
1,23
R$
12,30
08/mai
x
58
1,23
R$
71,34
09/mai
x
11
1,23
R$
13,53
13/mai
x
30
1,23
R$
36,90
16/mai
x
7
1,23
R$
8,61
1.525
0,79
R$
1.204,75
17/mai
Compra
x
Total
17/mai
x
167
1,22
R$
203,74
20/mai
x
65
1,12
R$
72,80
21/mai
x
126
1,23
R$
154,98
22/mai
x
85
1,23
R$
104,55
23/mai
x
170
1,23
R$
209,10
27/mai
x
66
1,23
R$
81,18
1,23
R$
25,83
29/mai
x
21
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
58
ANEXO 02 – CÁLCULO UEPS PRODUTO CABO UTP.
Dia
Compra
Qde.
Venda
Und. R$ Total R$ Qde.
Und. R$
Total R$
Saldo Inic.
520
Saldos
Und.
Total
R$
0,70
R$
364,00
Qde.
02/mai
15
0,70
10,50
505
0,70
R$
353,50
03/mai
35
0,70
24,50
470
0,70
R$
329,00
06/mai
344
0,70
240,80
126
0,70
R$
88,20
07/mai
10
0,70
7,00
116
0,70
R$
81,20
08/mai
58
0,70
40,60
58
0,70
R$
40,60
09/mai
11
0,70
7,70
47
0,70
R$
32,90
13/mai
30
0,70
21,00
17
0,70
R$
11,90
16/mai
7
0,70
4,90
10
0,70
R$
7,00
1.525
0,79
R$ 1.204,75
17/mai
1.525
0,79
1.204,75
17/mai
167
0,79
131,93
1.358
0,79
R$ 1.072,82
20/mai
65
0,79
51,35
1.293
0,79
R$ 1.021,47
21/mai
126
0,79
99,54
1.167
0,79
R$
921,93
22/mai
85
0,79
67,15
1.082
0,79
R$
854,78
23/mai
170
0,79
134,30
912
0,79
R$
720,48
27/mai
66
0,79
52,14
846
0,79
R$
668,34
10
0,70
R$
7,00
16,59
825
0,79
R$
651,75
910,00
835
R$
658,75
29/mai
Total
21
1.525
1.204,75 1210
0,79
CMV = EI + CO – EF = 364,00 + 1.204,75 - 658,75 = 910,00 R$
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
59
ANEXO 03 - COMPRA E VENDA DO PRODUTO APARELHO HEADSET
DIA
Venda
02/mai
x
18
R$
140,00
R$ 2.520,00
03/mai
x
1
R$
140,00
R$
140,00
13/mai
x
1
R$
140,00
R$
140,00
40
R$
118,80
R$ 4.752,00
R$
140,00
R$ 4.200,00
15/mai
Compra
x
Quantidade
15/mai
x
30
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Valor Unid.
Total
60
ANEXO 04 - CÁLCULO UEPS PRODUTO APARELHO HEADSET
Dia
Compra
Qde.
Und. R$
Venda
Total R$ Qde. Und. R$
Saldo Inic.
Saldos
Und.
Total R$ Qde.
Total
R$
25 117,00 R$ 2.925,00
02/mai
18
117,00
2.106,00
7
117,00
R$
819,00
03/mai
1
117,00
117,00
6
117,00
R$
702,00
13/mai
1
117,00
117,00
5
117,00
R$
585,00
40
118,80
R$ 4.752,00
5
117,00
R$
10
118,80
R$ 1.188,00
15/mai
40
15/mai
118,80
4.752,00
30
118,80
3.564,00
4.752,00 50
5.904,00 15
CMV = EI + CO – EF = 2.925,00 + 4.752,00 - 1.773,00 = 5.904,00
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Total
40
585,00
R$ 1.773,00
61
ANEXO 05 – COMPRA E VENDA DO PRODUTO CANALETA
DIA
Venda
02/mai
x
2
R$
2,40
R$
4,80
03/mai
x
2
R$
2,40
R$
4,80
08/mai
x
4
R$
2,40
R$
9,60
09/mai
x
2
R$
2,40
R$
4,80
16/mai
x
1
R$
2,40
R$
2,40
17/mai
x
1
R$
2,40
R$
2,40
21/mai
x
6
R$
2,40
R$
14,40
50
R$
2,07
R$ 103,50
5
R$
2,40
R$
12,00
R$
2,40
R$
12,00
23/mai
23/mai
Compra
x
x
Quantidade
29/mai
x
5
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Valor Unid.
Total
62
ANEXO 06 - CÁLCULO UEPS PRODUTO CANALETA
Dia
Compra
Qde. Und. R$
Venda
Total R$
Qde. Und. R$
Saldos
Total R$
Saldo Inic.
Qde. Und. R$
Total
20
1,98
R$
39,60
02/mai
2
1,98
3,96
18
1,98
R$
35,64
03/mai
2
1,98
3,96
16
1,98
R$
31,68
08/mai
4
1,98
7,92
12
1,98
R$
23,76
09/mai
2
1,98
3,96
10
1,98
R$
19,80
16/mai
1
1,98
1,98
9
1,98
R$
17,82
17/mai
1
1,98
1,98
8
1,98
R$
15,84
21/mai
6
1,98
11,88
2
1,98
R$
3,96
50
2,07
R$ 103,50
23/mai
50
2,07
103,50
23/mai
5
2,07
10,35
45
2,07
R$
93,15
29/mai
5
2,07
10,35
40
2,07
R$
82,80
2
1,98
R$
3,96
R$
86,76
42
103,50
28
56,34
CMV = EI + CO – EF = 39,60 + 103,5 - 86,76 = 56,34
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Total
50
63
ANEXO 07 – COMPRA E VENDA DO PRODUTO CABO CCI
DIA
Venda
02/mai
x
60
R$
0,51
R$
30,60
06/abr
x
50
R$
0,51
R$
25,50
08/mai
x
9
R$
0,51
R$
4,59
11/mai
x
3
R$
0,51
R$
1,53
16/mai
x
19
R$
0,51
R$
9,69
17/mai
x
40
R$
0,51
R$
20,40
18/mai
x
30
R$
0,51
R$
15,30
600
R$
0,37
R$ 222,00
x
87
R$
0,51
R$
44,37
25/mai
x
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
7
R$
0,51
R$
3,57
18/mai
19/mai
Compra
x
Quantidade
Valor Unid.
Total
64
ANEXO 08 - CÁLCULO UEPS PRODUTO CABO CCI
Dia
Qde.
Compra
Und.
R$
Total R$
Venda
Qde.
Und. R$
Total R$
Saldo Inic.
Qde.
Saldos
Und.
R$
300
0,35
R$ 105,00
Total
02/mai
60
0,35
21,00
240
0,35
R$
84,00
06/mai
50
0,35
17,50
190
0,35
R$
66,50
08/mai
9
0,35
3,15
181
0,35
R$
63,35
11/mai
3
0,35
1,05
178
0,35
R$
62,30
16/mai
19
0,35
6,65
159
0,35
R$
55,65
17/mai
40
0,35
14,00
119
0,35
R$
41,65
18/mai
30
0,35
10,50
89
0,35
R$
31,15
600
0,37
R$ 222,00
18/mai
600
0,37
222,00
19/mai
87
0,37
32,19
513
0,37
R$ 189,81
25/mai
7
0,37
2,59
506
0,37
R$ 187,22
89
0,35
R$
595
222,00
305
108,63
CMV = EI + CO – EF = 105,00 + 222,00 - 218,37 = 108,63
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Total
600
31,15
R$ 218,37
65
ANEXO 09 – COMPRA E VENDA DO PRODUTO CENTRAL TELEFÔNICA.
DIA
VENDA
07/mai
x
1
R$
580,00
R$ 580,00
08/mai
x
1
R$
580,00
R$ 580,00
2
R$
365,00
R$ 730,00
08/mai
COMPRA
x
QUANTIDADE
VALOR UNID.
Total
09/mai
x
1
R$
580,00
R$ 580,00
16/mai
x
1
R$
580,00
R$ 580,00
1
R$
421,00
R$ 421,00
1
R$
600,00
R$ 600,00
1
R$
421,00
R$ 421,00
1
R$
600,00
R$ 600,00
17/mai
21/mai
27/mai
x
x
x
28/mai
x
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
66
ANEXO 10 - CÁLCULO UEPS PRODUTO CENTRAL TELEFÔNICA.
Dia
Compra
Venda
Qde. Und. R$ Total R$ Qde.
Und. R$
Saldos
Total R$ Qde.
Saldo Inic.
Und. R$
Total
4
360,00
R$ 1.440,00
07/mai
1
360,00
360,00
3
360,00
R$ 1.080,00
08/mai
1
360,00
360,00
2
360,00
R$
2
365,00
R$ 730,00
2
360,00
R$
720,00
1
421,00
R$
421,00
2
360,00
R$
720,00
1
421,00
R$
421,00
2
360,00
R$
720,00
R$
720,00
08/mai
2
365,00
730,00
09/mai
1
365,00
365,00
16/mai
1
365,00
365,00
17/mai
1
421,00
421,00
21/mai
27/mai
1
1
28/mai
421,00
421,00
421,00
421,00
1
421,00
421,00
2
1.572,00
6
2.292,00
CMV = EI + CO – EF = 1.440,00 + 1.572,00 - 720,00 = 2.292,00
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Total
4
720,00
67
ANEXO 11 – COMPRA E VENDA DO PRODUTO TELEFONE DE MESA
DIA
Venda
03/mai
x
10/mai
Compra
Quantidade
Valor Unid.
Total
1
R$
38,00
R$
x
25
R$
28,32
R$ 708,00
38,00
10/mai
x
7
R$
38,00
R$ 266,00
22/mai
x
1
R$
38,00
R$
23/mai
x
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
3
R$
38,00
R$ 114,00
38,00
68
ANEXO 12 - CÁLCULO UEPS DO PRODUTO TELEFONE DE MESA
Dia
Compra
Qde. Und. R$
Venda
Total R$ Qde. Und. R$
Total R$
Saldo Inicial
03/mai
10/mai
1
25
28,32
29,00
29,00
708,00
Qde.
Saldos
Und.
R$
Total
5
29,00
R$ 145,00
4
29,00
R$ 116,00
25
28,32
R$ 708,00
10/mai
7
28,32
198,24
18
28,32
R$ 509,76
22/mai
1
28,32
28,32
17
28,32
R$ 481,44
23/mai
3
28,32
84,96
14
28,32
R$ 396,48
4
29,00
R$ 116,00
18
708,00
12
340,52
CMV = EI + CO – EF = 145,00 + 708,00 - 512,48 = 340,52
FONTE: ELABORADO PELAS AUTORAS. (2013)
Total
25
R$ 512,48
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