www.br.com.br Nº 49 • Ano 9 • março/abril 2013 Consumo aquecido Enquanto o mercado brasileiro de combustíveis cresceu 6,5% em 2012, a BR reforça sua malha logística realizando mais de 50 obras em bases e terminais Inovação BR abastece ônibus a hidrogênio Vocação para crescer Impulsionado, entre outros fatores, pela expansão da frota de automóveis, o consumo de combustíveis no Brasil alcançou, em 2012, um patamar surpreendente no mercado, registrando crescimento de aproximadamente 6,5% na comparação com o ano anterior, bem acima do Produto Interno Bruto (PIB). Levantamento do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) mostra que as vendas de gasolina cresceram 12,2%, e o consumo de diesel avançou 6,8% - os dois produtos foram os principais responsáveis por esse impressionante crescimento, segundo avaliação de especialistas do setor. No total, os brasileiros consumiram 129,6 bilhões de litros de combustíveis, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na reportagem de capa desta edição, a Soluções vai mostrar como a Petrobras Distribuidora vem se preparando para fazer frente a esse aquecimento do mercado: são mais de 50 obras em bases, terminais e instalações espalhadas por todo o território nacional, que objetivam reforçar a malha de distribuição logística da Companhia. Em outra matéria, você vai saber mais sobre o avanço do uso do hidrogênio como combustível. Numa parceria que reúne inovação tecnológica e a preocupação com a preservação ambiental, a Petrobras Distribuidora produzirá hidrogênio (H2) dentro da estação de abastecimento que os técnicos da BR projetaram para abastecer a frota de ônibus da capital paulista. E a BR Aviation também traz novidades. As inaugurações de unidades de prestação de serviços em aeroportos reforçam a já marcante presença da Companhia na aviação nacional. O atendimento diferenciado faz parte da nossa estratégia competitiva, e é também o combustível que nos move para os caminhos do desenvolvimento. Boa leitura! Roberto Rosa PALAVRA br José Lima de Andrade Neto, Presidente da Petrobras Distribuidora sumário 3 . . . . Entrevista Marcelo Fernandes Bragança BR amplia atuação no mercado de coque 8 . . . . Aviação Fuel Forum 10 . . . Aviação Serviços diferenciados 16 . . . Aviação Encontro estratégico 19 . . . Aviação Entrada em Navegantes 22 . . . Inovação tecnológica Movido a hidrogênio 27 . . . Transportes Garagem Verde 30 . . . Reportagem de capa Mercado aquecido 42 . . . Combustíveis Novo terminal marítimo 45 . . . Energia Rede em expansão 48 . . . Asfaltos Pavimentação: técnicas e soluções 51 . . . Certificações Conteúdo local 54 . . . Institucional 57 . . . PRESIDENTE José Lima de Andrade Neto DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR Andurte de Barros Duarte Filho DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO Luiz Claudio Caseira Sanches DIRETOR FINANCEIRO Nestor Cuñat Cerveró DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA José Zonis CONSELHO EDITORIAL Antonio Carlos Alves Caldeira Carlos Eduardo Duff da Motta Pereira Edson Chil Flavia Lopes de Abreu Cavalcanti Francelino da Silva Paes Gilce de Oliveira Sant’Anna Hévila Aparecida Arbex Leonardo Cesar de Barros Luis Marcelo Freitas Sandra Braga Nery Viviane Salathe GERENTE DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS Sylvia Sampaio Lopo Gerente de Planejamento de Comunicação Luis Fernando Meinicke Farias GERENTE DE IMPRENSA E Comunicação Interna Carolina Rocha Campos Pires EDITORA Carla de Paula Santos (MTB 32599/RJ) PRODUTOR César Gonçalves de Almeida REPORTAGEM Carla de Paula Santos e Rodrigo Miguez REVISÃO Inah de Paula Comunicações Cidade Nova DIAGRAMAÇÃO Inah de Paula Comunicações Patrocínio PRODUÇÃO GRÁFICA Inah de Paula Comunicações BR patrocina o 3º Salão Bike Show 60 . . . Patrocínio Maratona teatral 64 . . . Opinião Sinergia que estimula o crescimento 2 Publicação da Petrobras Distribuidora S.A. FOTO DE CAPA IngImage Produzida por Inah de Paula Comunicações TIRAGEM 9 mil exemplares Reinaldo Hingel Entrevista BR AMPLIA ATUAÇÃO NO MERCADO DE COQUE Marcelo Fernandes Bragança Gerente de Marketing de Comercialização de Combustíveis Sólidos Além de ser responsável pelo escoamento da produção de Coque Verde de Petróleo (CVP) da Petrobras, a BR, através da Brasil Carbonos S.A., também atua na gestão e na operação dos pátios das refinarias, bem como realiza o beneficiamento do produto, com papel estratégico no desenvolvimento de novos mercados. Ainda neste ano, será concluída a instalação de uma nova planta de armazenamento e beneficiamento de coque, e a empresa dará início às obras de construção da terceira unidade industrial da Brasil Carbonos. Nesta entrevista, o gerente Marcelo Fernandes Bragança, da Gerência de Marketing de Comercialização de Combustíveis Sólidos, fala sobre esse crescente mercado e mostra as diversas vantagens e aplicações industriais do coque. 3 Entrevista Soluções BR: Qual é o papel da Soluções BR: Quais são as van- Soluções BR: A Petrobras já está BR na comercialização do Coque tagens de se utilizar o Coque Ver- investindo em novas unidades pro- Verde de Petróleo (CVP)? de de Petróleo? dutoras? Onde serão localizadas? Marcelo: A BR tem a responsa- Marcelo: O CVP produzido pela Marcelo: Sim. A Petrobras está bilidade, perante a Petrobras, Petrobras possui excelente qua- construindo duas novas refina- lidade, principalmente quanto rias, que terão Unidades de Co- ao seu baixo teor de enxofre, queamento Retardado (UCRs), de garantir o adequado escoamento da produção de CVP das refinarias. Para tanto, dispomos de toda nossa estrutura comercial e operacional, as quais continuamente procuramos adequar, bem como contamos com os serviços prestados pela Brasil Carbonos. Adicionalmente, a BR tem o papel de elevado carbono fixo, praticamente inexistência de cinzas e elevado poder calorífico, o que permite o seu uso tanto como matéria-prima, em diversos processos industriais, como também para queima, substituindo outros tipos de combustível. Em diversos processos, ele responsáveis pela produção do CVP. No final de 2014, entrará em operação a Refinaria Abreu e Lima, em Suape/PE, e, em meados de 2015, entrará em operação a fase 1 do COMPERJ, em Itaboraí/RJ. Soluções BR: E a BR, também tem apresenta vantagens na substi- investimentos na área de coque? novas aplicações para o CVP tuição de produtos importados, Marcelo: Sim, por meio da Bra- nacional, agregando valor para reduzindo custos para os nos- sil Carbonos S.A., na qual a BR nossos clientes. sos clientes. tem uma participação acionária André Valentim / Banco de Imagens Petrobras desenvolver novos mercados e Novas unidades produtoras estão sendo construídas, e a previsão é que em 2014 e 2015 já estejam em operação 4 de 49%. A empresa já opera uma pacidade de armazenagem de planta industrial de armazena- coque, que poderá chegar até a gem e beneficiamento de coque, 200.000 toneladas. localizada em Cosmópolis (SP), próximo à refinaria de Paulínia (REPLAN), e está em fase final de construção de uma segunda unidade, em Taubaté (SP), próximo à refinaria do Vale do Paraíba (REVAP). Adicionalmente, também devemos iniciar, em 2013, a construção da terceira planta de armazenagem e beneficiamento de coque, em Suape (PE), próximo à Refinaria Abreu e Lima. Soluções BR: Quando essas unidades entrarão em operação? Qual será a capacidade operacional de armazenagem e beneficiamento de cada uma delas? Soluções BR: Com a criação da Brasil Carbonos, a BR aumenta a sua participação no mercado? Reinaldo Hingel “Em diversos processos, ele apresenta vantagens na substituição de produtos importados, reduzindo custos para os nossos clientes, além de contribuir para a balança comercial brasileira.” Bragança comenta os benefícios e aplicações do coque, além da expansão e do crescimento desse mercado Marcelo: Na verdade, a criação da Brasil Carbonos permitiu à BR o coque in natura, ou seja, com dar mais confiabilidade operacio- granulometria variando de 0 a nal para o Sistema Petrobras no 200 mm, e o entregamos em fai- escoamento de sua produção de xas granulométricas específicas coque, uma vez que suas áreas para utilização dos clientes. Por de armazenagem do produto se- exemplo, fornecemos o produto rão utilizadas pela BR, bem como para as siderúrgicas na granulo- agregam valor ao negócio, já que metria de 0 a 10 mm, apropriada o produto beneficiado pode ser para utilização em seus proces- direcionado para mercados mais sos industriais. rentáveis, especialmente para o segmento siderúrgico. Soluções BR: As perspectivas do mercado apontam para a ma- Soluções BR: Fale um pouco nutenção do crescimento da de- mais sobre o processo de bene- manda nos próximos anos? Que mês de outubro deste ano, com ficiamento do CVP. dimensões ele pode atingir? capacidade equivalente a de Marcelo: A vantagem principal Marcelo: Sim. O Coque Verde de Cosmópolis (SP), podendo arma- do beneficiamento de CVP é Petróleo é um produto que permi- zenar 100.000 toneladas de CVP permitir à BR entregar aos seus te inúmeras aplicações, além de e beneficiar até 100.000 tonela- clientes um produto dentro das oferecer uma excelente relação das/mês do produto. Já a unida- especificações de que eles ne- custo-benefício. de de Suape/PE deverá ter seu cessitam para utilizá-lo. Trata-se Em 2013, devemos ter um cres- início de operação nos primeiros de processos físicos de britagem cimento de mais 200.000 tonela- meses de 2015, com capacidade e peneiramento para classifica- das, em comparação com o ano de beneficiamento idêntica a das ção granulométrica do CVP. Em passado. A partir de 2015, com a demais, porém, com maior ca- geral, recebemos das refinarias entrada em operação da Refina- Marcelo: A unidade de Taubaté (SP) entrará em operação no 5 André Valentim / Banco de Imagens Petrobras Entrevista Petrobras expande a produção de CVP e aumenta a eficiência operacional do refino, o que possibilita maior quantidade de derivados de petróleo ria Abreu e Lima e do COMPERJ, verde de petróleo é importante nacionais. Juntos, o segmento passaremos a comercializar cer- para vários segmentos indus- siderúrgico e o cimenteiro res- ca de 5,0 milhões de toneladas triais do país, notadamente o pondem por, aproximadamente, de CVP anuais. Isto sem contar setor produtor de cimento, onde 65% das nossas vendas. com as refinarias Premium I e II, é o principal energético. Além a serem construídas, respecti- de adquirir CVP nacional da BR, vamente, no Maranhão e no Ceará, e com a futura expansão do COMPERJ, que alavancarão esses números. São projetos que deverão produzir grandes quantidades de CVP quando entrarem em operação. este segmento importa anualmente em torno de 5,0 milhões de toneladas de CVP, com médio e alto teores de enxofre. Outro segmento no qual o coque verde é bastante utilizado é o siderúrgico, substituindo parte do carvão metalúrgico importa- Soluções BR: Que outros segmentos da indústria fazem uso do coque comercializado pela BR? Marcelo: Adicionalmente, comercializamos para diversos outros segmentos industriais, como, por exemplo, produtores de cal, pelotizadoras, produtores de carbetos (abrasivos), ferro-ligas etc. Soluções BR: Por quais setores do. Atualmente, cerca de 45% Soluções BR: A GNE registrou o produto é mais requisitado? de nossas vendas de CVP são recorde de vendas de coque em Marcelo: O mercado de coque direcionadas para siderúrgicas 2012. De quanto foi esse aumento? 6 a mento da oferta do produto por quantidade recorde de 3,2 mi- parte da Petrobras – nos últimos lhões de toneladas de Coque anos, as refinarias da Petrobras Verde de Petróleo (CVP). Um vêm ampliando a produção de aumento de 23% em relação a coque com a implantação de 2011, quando comercializamos novas UCRs – e ao aumento da 2,6 milhões de toneladas. eficiência operacional do refino, Soluções BR: A que podemos permitindo a produção de maior atribuir números tão expressivos? quantidade de derivados de Marcelo: Primeiramente, o re- petróleo, inclusive de CVP. Em corde de vendas deve-se ao au- segundo lugar, devido ao exce- Comercializamos Recordes de vendas em 2012 indicam crescimento da demanda, já que o Coque Verde de Petróleo permite diferentes aplicações IngImage Marcelo: lente trabalho desenvolvido pela BR ao longo dos anos, garantindo a colocação do produto no mercado nacional, com rentabilidade adequada para o Sistema Petrobras e com confiabilidade operacional. Esse fato permitiu que a Petrobras confiasse na BR para cuidar da comercialização do coque verde destinado aos clientes nacionais. Em 2010, comercializamos 2 milhões de toneladas de CVP e chegamos a 3,2 milhões de toneladas em 2012, um crescimento de 60% em apenas 2 anos. Soluções BR: Que cuidados são tomados para que partículas de coque não sejam arrastadas para rios, solo ou escapem para a atmosfera? Marcelo: Além de possuir certificações de qualidade, meio ambiente e saúde ocupacional, a BR e a Brasil Carbonos atendem a todos os requisitos legais em suas operações de movimentação, armazenagem e expedição de coque. Periodicamente, são realizados treinamentos com os envolvidos na operação e com os transportadores, de forma a mitigar eventuais riscos de acidentes envolvendo o produto. Também cabe ressaltar que o coque verde de petróleo não é classificado como produto perigoso para transporte. ■ CONTATO BR: Marcelo Fernandes Bragança [email protected] / (21) 2354-4460 7 Arquivo IATA Aviação FUEL FORUM BR Aviation participa de evento da Associação Internacional de Transporte Aéreo, em Bangcoc B uscando estreitar o relacionamento com os clientes do mercado global de aviação, a BR Aviation vem marcando presença nos Fuel Foruns da IATA. O último foi realizado em Bangcoc, na Tailândia, em novembro de 2012. “É uma oportunidade única de mantermos contatos com 8 diversos clientes num mesmo ambiente, num curto espaço de tempo, o que torna nossa participação bastante proveitosa. Também nos permite prospectar novos clientes que operam no Brasil, mas que ainda não fazem parte da nossa carteira, bem como aqueles que pretendem voar para o país”, afir- ma Cláudio Dissenha Portes, gerente de Marketing de Companhias Aéreas da Petrobras Distribuidora. O evento, promovido pela International Air Transport Association (IATA), duas vezes por ano, reúne seus afiliados para debater temas do interesse do mercado. Comparecem ao evento repre- sentantes de companhias aéreas, órgãos de governo, fornecedores e parceiros estratégicos. A sentada por Camila Mota Igrejas Lopes Quintella, coordenadora de Clientes Internacionais da Arquivo IATA Petrobras Distribuidora foi repre- BR Aviation. Os temas do Fuel Forum são organizados em duas áreas principais: comercial e técnica. A primeira é direcionada a assuntos que exercem impactos sobre toda a indústria. Já o segmento técnico trata de assuntos referentes a procedimentos, normas técnicas, segurança, infraestrutura aeroportuária e tópicos correlatos. A BR enxerga o evento como a oportunidade de manter contatos com diversos clientes e prospecção em um único local Associação A IATA é uma entidade representativa, que congrega 230 companhias aéreas, com 93% de participação no tráfego aéreo mundial. A associação tem por princípio servir ao mercado de aviação, atendendo aos principais grupos engajados na operação equilibrada do sistema de transporte aéreo mundial. maio, em Berlim, na Alemanha. Em outubro, o Fuel Forum será realizado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. Arquivo IATA O próximo Fuel Forum ocorre em ■ CONTATO BR: Cláudio Dissenha Portes [email protected] / (21) 2354-4479 O coordenador de Padrões de Aviação, Luiz Henrique Perez de Almeida; o representante da IATA, Luiz Felipe de Oliveira, e a coordenadora da Carteira de Clientes Internacionais, Camila Mota Igrejas Lopes Quintella 9 IngImage AVIAÇÃO 10 Serviços diferenciados BR Aviation inaugura unidades de atendimento para clientes em aeroportos, investindo em nichos de mercado N ovos centros de serviços para clientes foram instalados pela BR em diferentes aeroportos brasileiros em 2012, e a proposta é estender o conceito de atendimento diferenciado a mais localidades ainda neste ano. Tendo como meta ampliar sua participação no segmento de aviação, a Companhia quer manter o atendimento especial como estratégia competitiva. Para isso, investe em espaços voltados para diferentes nichos de mercado. As unidades do Espaço BR Aviation, BR Aviation Center e do BR Aviation Auto Center possuem estrutura para atender des- de o executivo e sua aeronave, passando pela frota interna de veículos que executam atividades aeroportuárias, até os pilotos em formação, disponibilizando produtos, serviços e facilidades. Uma das mais recentes inaugurações da Gerência de Produtos de Aviação (GPA) foi o BR Aviation Auto Center do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. O posto de serviços é direcionado à frota automotiva do aeroporto, oferecendo abastecimento, lubrificação, calibração, pequenos reparos, entre outras facilidades disponíveis aos veículos com circulação restrita aos limites da instalação. Com a maior pista de pouso e decolagem do país, o Galeão é também um dos mais modernos e bem equipados terminais de logística de cargas do continente. Danielle Monteiro, consultora da Gerência de Marketing de Revendedores e Aviação Geral, ressalta as vantagens com as quais o aeroporto passa a contar após a inauguração. “Um dos principais atributos do projeto, além da comodidade para os clientes, é a segurança operacional, com a disponibilização dos produtos e serviços dentro das pistas.” 11 Ricardo Amaral AVIAÇÃO Inauguração do BR Aviation no Galeão voltado à frota automotiva do aeroporto, com abastecimento, lubrificação, calibração e outros serviços Serviços diferenciados Outras duas unidades do BR Aviation Auto Center estão em funcionamento: a do Aeroporto Regional de Maringá, no Paraná – a primeira a oferecer o serviço, desde 2011; e a do Aeropor- O posto de serviços é direcionado à frota automotiva do aeroporto, oferecendo abastecimento, lubrificação, calibração, pequenos reparos, entre outras facilidades. to Internacional de Fortaleza, no Estado do Ceará – implantada sala VIP, climatizada, na qual os estado do Mato Grosso do Sul, e pilotos têm acesso à televisão, in- na cidade de Eldorado do Sul, ternet, aos mapas de navegação, no Rio Grande do Sul, ambas a informações on-line sobre a me- no mês de novembro. As duas teorologia e a outros recursos úteis se somam a outras cinco, ati- um serviço posto à disposição dos de comunicação, para elaboração vas, localizadas nos aeroclubes clientes do segmento. A iniciativa de planos e notificações de voo. de São Paulo/SP – Aeroporto de em dezembro de 2012. Os próximos serão o Aeroporto de São Luís (MA) e o Aeroporto de Confins (MG). O Espaço BR Aviation é mais é fruto da parceria entre a BR e Recentemente, foram inaugu- Campo de Marte; de Recife/PE; os aeroclubes, e consiste em uma radas unidades em Dourados, no de Goiânia/GO; Uberlândia/MG; 12 Ricardo Amaral Douglas Gama e Juliana Menezes Galeão: facilidades para os veículos com circulação restrita aos limites da instalação Em Dourados (MS), foi inaugurada uma das mais novas unidades do Espaço BR Aviation Lucas Sarporiti e do Rio Grande do Sul. Segundo Sheila Lage, coordenadora de aviação geral da Gerência de Marketing de Revendedores e Aviação Geral, já está programada para 2013 a instalação de Espaços BR Aviation em São Luís/MA e em Bragança Paulista/SP. “O Espaço BR Aviation proporciona contatos com futuros e potenciais decisores pelo abastecimento, criando uma relação de proximidade e simpatia com a marca, que serve de base e lembrança para a construção dos relacionamentos comerciais mais sólidos.” Outra importante iniciativa é o BR Aviation Center, criado com o objetivo de concentrar todos os serviços em um só lugar para o segmento de aviação de pequeno porte. “São basicamente aeronaves de uso privado ou de empresas de táxi aéreo, que atendem empresários, artistas, executivos e órgãos de governo. Esse é um público que busca rapidez para executar suas atividades; então, oferecemos serviços que promovam agilidade e comodidade”, explica a gerente Érica Saião, da Gerência de Marketing de Revendedores e Aviação Geral. O centro atua em duas diferentes modalidades: Hangar e VIP. A primeira, direcionada às aeronaves, e a segunda, ao executivo. Segundo Giselle Bloch, coordenadora do BR Aviation Center da Gerência de Marketing de Revendedores e Aviação Geral, Serviços diferenciados estão disponíveis, também, na cidade de Eldorado do Sul (RS) 13 AVIAÇÃO a BR já possui unidades instaladas em 12 aeroportos brasileiros, e três novas estão programadas para operar em 2013, das quais, duas já estão em início de implantação: no Aeroporto de São Luís/ MA e no Aeroporto de Vitória/ES. “Apesar do BR Aviation Center ser um projeto bastante conhecido e consolidado no mercado, acreditamos que estamos só no começo. A ideia é estarmos cada vez mais próximos de nossos clientes, e o BR Aviation Center é uma ferramenta que completa o atendimento na pista, com uma gama de serviços exclusivos para a aviação geral, respondendo a todos os anseios desse público”, ressalta a coordenadora. Sergio Lombardi e Flavia Barbarisi Uma das principais bases de operações da Petrobras, Itanhaém agora conta com o BR Aviation Center 14 Itanhaém offshore A inauguração do BR Aviation Center no Aeroporto de Itanhaém (SP) ocorreu em novembro de 2012. “O aeroporto tem forte vocação para atender o segmento de aviação geral, com tendência de crescimento comprovada pelo aumento de movimentação na localidade. A abertura de um BR Aviation Center com esse perfil de clientes mostrou-se uma excelente oportunidade de negócio para a Companhia”, afirmou Danielle. Itanhaém é uma cidade localizada no litoral do Estado de São Paulo, integrante da região metropolitana da Baixada Santista e uma das principais bases para as operações da Petrobras. Como parte da Bacia de Santos, a maior bacia sedimentar offshore do Brasil, Itanhaém vem apresentando um crescimento notável nos últimos anos, especialmente impulsionado pelas atividades petrolíferas na região. No período de janeiro a novembro de 2012, o Aeroporto de Itanhaém registrou um volume de 21.491 pousos e decolagens, contra 15.638 em 2011 e 8.386 em 2010. ■ CONTATOS BR: Danielle Monteiro [email protected] / (21) 2354-3919 Érica Saião [email protected] / (21) 2354-4965 Giselle Bloch [email protected] / (21) 2354-3524 Sheila Lage [email protected] / (21) 2354-3524 IngImage TUDO EM UM SÓ LUGAR Cada centro de serviços da BR Aviation do segmento de aviação. É um centro de é pensado para atender às necessidades de prestação de serviços automotivos, dentro cada um de seus distintos públicos consu- da área do aeroporto, para atendimento midores. Abaixo, trazemos os conceitos e as exclusivo da frota interna da comunidade diferenças entre os serviços disponibilizados aeroportuária, que, por determinação do ad- no BR Aviation Center, no BR Aviation Auto ministrador, é confinada aos limites da insta- Center e no Espaço BR Aviation. lação. Assim, são oferecidas diversas facili- BR AVIATION CENTER O quê? O BR Aviation Center é a denominação do FBO – Fixed Based Operation, da BR Aviation. Trata-se de um centro completo de prestação de serviços para os clientes da aviação executiva, cujo conceito principal é proporcionar tratamento personalizado e a máxima comodidade entre os voos. O executivo conta com uma confortável sala VIP e um Business Center, com sala de reunião, internet e atendimento na pista. Em algumas unidades, o piloto dispõe até de sala para repouso. A aeronave também recebe cuidados, como hangaragem, polimento, limpeza interna e externa, GPU e trator. Para quem? O perfil de clientes engloba desde empresários a profissionais do meio artístico. BR AVIATION AUTO CENTER O quê? O BR Aviation Auto Center é direcionado a um público mais específico dades, como lubrificação, abastecimento e troca de pneus. Para quem? Os clientes apresentam perfis diversificados, podendo ser companhias aéreas, empresas de catering e empresas prestadoras de serviços de handling, bem como a própria administração aeroportuária. ESPAÇO BR AVIATION O quê? O Espaço BR Aviation consiste em uma sala VIP, onde os pilotos têm acesso à televisão, internet, meteorologia on-line, mapas de navegação, repetidora do radar do aeroporto e facilidades de comunicação para elaboração de planos e notificações de voo. Para quem? O público-alvo do Espaço BR Aviation são pilotos em formação e já formados, que frequentam os aeroclubes para cursos de aperfeiçoamento. 15 Marcos Kuint AVIAÇÃO ENCONTRO ESTRATÉGICO Evento realizado pela GPA reúne a alta administração das empresas revendedoras da Petrobras Distribuidora e busca valorizar parcerias ortalecer a parceria entre a Petrobras Distribuidora e seus revendedores de avia- F A realização do Encontro está propriedade da BR e apresentam alinhada à política da BR Aviation a marca BR Aviation, assim como de valorizar a parceria com seus os uniformes dos operadores de ção, promovendo o alinhamento revendedores, que compõem a abastecimento”, destaca. estratégico e a padronização da força operacional nos aeropor- Periodicamente, são realiza- rede. Este é o principal objetivo tos, representando a marca BR das fiscalizações e auditorias do Encontro de Revendedores da Aviation no atendimento aos clien- técnicas nas unidades operadas Gerência de Produtos de Aviação tes finais. É uma relação de com- pelos revendedores, a fim de ga- (GPA), que contou, em sua 14ª plementaridade, em que o relacio- rantir o atendimento ao padrão edição, com 80 participantes que namento comercial com os clientes técnico-operacional da BR em acompanharam palestras, plená- se consolida a cada abastecimen- toda a rede. Para representar a rias e dinâmicas realizadas por pro- to, o que atribui a essa parceria um BR, as empresas devem estar fun- fissionais do mercado de aviação. papel estratégico. Por essa razão, damentalmente empenhadas em “Esses encontros são oportuni- anualmente, os operadores das traduzir os valores apregoados dades para discutir estratégias fora empresas revendedoras são sub- pela Companhia em suas opera- da rotina operacional, promovendo metidos a provas teóricas e práticas ções, através do atendimento aos a reflexão conjunta e a troca de ex- de certificação para assegurar o fiel requisitos de qualidade, seguran- periências entre as empresas da cumprimento dos procedimentos ça, meio ambiente e saúde. rede. A diversidade existente, devi- estabelecidos pela Companhia. Dinâmica do ao grau de diferenciação entre Segundo Érica, para o cliente, as empresas e às peculiaridades não há distinção se o abasteci- A proposta da 14ª edição do das suas regiões, enriquece o en- mento é realizado pela BR ou pelo encontro visava estimular o público contro e fomenta a identificação de revendedor. “Esse modelo prevê a refletir acerca do comportamen- oportunidades de negócios”, defi- a padronização da operação em to humano e da vida corporativa, ne Érica Saião, gerente de Marke- toda a rede. Todos os equipamen- possibilitando uma aproximação ting de Revendedores e Aviação tos utilizados e, também, as ins- entre elementos simbólicos e situ- Geral da Petrobras Distribuidora. talações nos aeroportos são de ações da vida prática. Por meio de 16 fortalecimento da confiança mútua. O Projeto CRER promove a in- a ponderações sobre o “medo”, o O 14º Encontro cumpriu exatamente clusão social através da música “nunca” e o “otimismo”. Os deba- esse papel: todos os participantes e de outras atividades pedagó- tes favoreceram importantes en- saíram com os laços de parceria re- gicas. A noite de encerramento tendimentos sobre o otimismo que novados, disse.” foi marcada pela apresentação metáforas, as abordagens levaram alavanca a identificação de novas oportunidades; o “nunca”, tratado Ação Social do coro de Natal das crianças atendidas, acompanhadas pelo como algo sempre relativo, fruto Por ter sido realizado em de- pianista Arthur Moreira Lima. Foi do descrédito; e o “medo”, enca- zembro, mês natalino, os revende- montada uma grande árvore de rado como fator limitador, que im- dores presentes no encontro foram Natal no centro do salão, rodea- pede ou dificulta o enfrentamento convidados a participar de uma da pelos presentes trazidos pe- dos desafios. ação de solidariedade. Cada um los revendedores. O gerente executivo de Produtos recebeu a carta de uma criança, Na ocasião, cada um deles de Aviação, Francelino Paes, ressal- atendida pela instituição vinculada teve a oportunidade de conhe- ta que o encontro buscou reforçar a importância da diversidade e do trabalho em equipe. “O Encontro de Revendedores é de extrema im- A realização do encontro está alinhada à política da BR Aviation de valorizar a parceria com seus revendedores. cer seu “afilhado” e de entregar pessoalmente o presente. O Projeto BR Jet Plus – Combustível Solidário é uma parceria entre a BR e os revendedores, e estabelece que portância para relativizar interesses e objetivos individuais, ao Projeto Social BR Jet Plus no ae- 1% do faturamento das vendas focando nos interesses coletivos e roporto de Florianópolis, o Projeto desse produto seja revertido de longo prazo, relacionados à pe- CRER, e se comprometeu a levar para projetos sociais desenvol- renidade do relacionamento, conso- um kit contendo material escolar e vidos no entorno dos aeroportos lidação da posição de mercado e um MP3 para seu “afilhado”. que o comercializam. ■ DEPOIMENTOS DE REVENDEDORES “Ser revendedor é ser parcei- Em meio às tradicionais reuniões, não só os seus filhos, Claudio e ro da BR. Em nossos encontros, tivemos grandes momentos de Cinara Alves, mas, também, to- que ocorrem, aproximadamente, descontração, mas sem perder o dos os presentes.” a cada quatro meses, fortalece- foco principal de todos os nossos mos não só essa parceria, como, encontros: ‘a segurança’. Marcio Clare - Lisul Comércio e Transporte de Combustível para também, a responsabilidade em Tivemos vários momentos es- representar a empresa mais im- peciais. Contudo, um me chamou portante do nosso País. Como mais atenção. No último jantar, “A realização do Encontro de um ‘novo revendedor’, em nosso com a participação dos nossos Revendedores é uma excelente último encontro, tivemos a oportu- familiares, o ‘time’ da GPA pre- iniciativa. É a oportunidade que nidade de conhecer melhor a ‘fa- parou uma homenagem especial a Rede de Revendedores pos- mília BR Aviation’, ao convivermos à revendedora Dona Terezinha sui para, em conjunto com a BR dois dias em Florianópolis (SC). Alves, matriarca, que emocionou Aviation, discutir questões de in- Aviação Ltda. 17 AVIAÇÃO teresse comum, relacionadas às sos familiares, sempre presentes suas atividades, buscando novas nos encontros. soluções, bem como a sua melho- Acreditamos que a família é a ria e o fortalecimento do vínculo base de nossa sociedade e que entre todos os envolvidos. a Rede de Revendedores BR Entendemos que a iniciativa, Aviation é composta, em sua maio- ao longo do período em que vem ria, por empresas familiares, onde sendo realizada, foi responsável sucessivas gerações de empresá- por inúmeras ações e que a sua rios se aprimoram no exercício da realização deve ser continuada, atividade de revenda de combus- tendo em vista a sua comprovada tíveis e lubrificantes de aviação. eficácia. Cabe ressaltar que fica- A BR Aviation, ao longo de mos sempre bastante ansiosos sua existência, tem atuado de com a realização do encontro, forma bastante eficaz, de modo a onde, ao lado de outros revende- contribuir para o fortalecimento e dores, revigorarmos nossas ener- desenvolvimento de sua Rede de gias para continuar o exercício di- Revendedores. Acreditamos que ário de atender cada vez melhor este aspecto foi, sem dúvida, um os clientes da BR Aviation. dos grandes diferenciais que a também, que fez líder de mercado: uma estreita outro aspecto bastante significati- relação com seus revendedores, vo é a confraternização com nos- pautada pela amizade, pelo pro- Marcos Kuint Entendemos, fissionalismo, pela dedicação e aprimoramento de todos os envolvidos. É uma parceria de sucesso, que esperamos se perpetuar por muitos anos.” João Mariano de Sousa - Sócio/ Gerente geral - Sergipe Jet Service Comercial Ltda. “O Encontro de Revendedores foi um evento que deixou marcas. O reencontro de amigos e parceiros e a descontração foram os pontos marcantes. As dificuldades habituais do mercado e a troca de informações da rede contribuíram, sobremaneira, para que, apesar do ambiente lindo e aconchegante do local, tivesse um aspecto de trabalho aliado ao relaxamento ao qual a situação nos conduzia. Entendo que encontros dessa natureza unem a rede e proporcionam momentos que vão desde o realinhamento de ideias até a oportunidade de relembrar as vitórias e as perdas do período. Finalizando, como revendedor mais antigo e, portanto, responsável por representar a segunda geração de nossa empresa, fiquei orgulhoso de poder estar presente, e quero aproveitar o ensejo para parabenizar a equipe da BR Aviation pela excelente organização.” Claudio William Alves - Sócio/ Diretor - Mildo Alves Adm. Com. Transp. Ltda. CONTATOS BR: Francelino Paes, gerente executivo de Produtos de Aviação, abordou no Encontro de Revendedores a importância do trabalho em equipe e a constante renovação da parceria 18 Érica Saião [email protected] / (21) 2354-4965 Francelino Paes [email protected] / (21) 2354-4075 AVIAÇÃO ENTRADA EM NAVEGANTES Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras BR Aviation inaugura instalação para abastecimento de aeronaves no Vale do Itajaí, ampliando sua rede de distribuição em aeroportos 19 AVIAÇÃO A Arquivo BR BR Aviation inaugurou sua mais recente Revenda de Aviação em Navegantes, no estado de Santa Catarina. Instalada no Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, esta já é a 103ª unidade da rede. De acordo com o gerente de Marketing de Companhias Aéreas, Cláudio Dissenha Portes, é a localização estratégica de Navegantes para o desenvolvimento econômico do Estado de Santa Catarina uma das razões que levaram a BR Aviation a marcar sua presença no aeroporto. Por estar inserida em uma área com forte atuação industrial e turística, Os serviços e produtos BR Aviation chegam a Navegantes, que possui uma grande movimentação aeroportuária Navegantes apresenta uma constante movimentação aeroportuária. O aeroporto internacional da cidade serve a toda a região do Vale do Itajaí, onde estão situadas as cidades de Blumenau, Brusque, Rio do Sul, Itajaí, Balneário Camboriú, entre outras. “A BR Aviation possui uma instalação constituída de uma tanca- Além dos 103 aeroportos brasileiros em que a BR Aviation já está presente, é prevista para os próximos anos a entrada em mais 37 aeroportos. gem de 150 m³ de Jet A-1 e 20 m³ de Avgas-100, além de escritó- neste aeroporto, tais como: com- está presente, é prevista para os panhias aéreas, Ministérios da próximos anos a entrada em mais Marinha e do Exército, clientes 37 aeroportos. De acordo com (CTA´s), para atender Jet A-1, e executivos e as operações offsho- Portes, duas delas se encontram um CTA, para atender Avgas-100. re realizadas pela Petrobras”, ex- em fase de implantação: a do ae- Realiza, aproximadamente, 400 plica o gerente. roporto de Araçatuba e a do Ae- rios administrativo e operacional. Possui também uma frota de dois caminhões-tanque abastecedores abastecimentos por mês, movimentando 1.400 m³/mês de querosene de aviação e 10 m³/mês de Investimentos nos aeroportos roporto de Presidente Prudente, ambas no interior de São Paulo. Tais investimentos estão em li- gasolina de aviação, atendendo Além dos 103 aeroportos bra- nha com o recente lançamento do clientes da carteira que operam sileiros em que a BR Aviation já Programa Federal de Auxílio a Ae- 20 roportos (PROFAA). Este programa é destinado ao melhoramento, reaparelhamento, reforma e expansão de aeroportos e aeródromos de interesse estadual ou regional. Para os próximos anos, estão pre- vistos investimentos na ordem de R$ 308 milhões, dos quais, R$ 236,3 milhões serão direcionados a aeroportos regionais de pequeno porte, habilitando-os para atender a aviação comercial. Desafios e oportunidades Ser a distribuidora líder do mercado de abastecimento de aeronaves confere à BR não somente o reconhecimento do mercado, mas também a responsabilidade de manter seu atendimento Rogério Reis / Banco de Imagem Petrobras em conformidade com as mais rígidas exigências dos órgãos regulamentadores nacionais e internacionais, buscando atender às normas de segurança nas operações, garantir a qualidade dos combustíveis, reduzir o impacto ambiental, e preservar a saúde ocupacional da força de trabalho. “Para a manutenção do padrão BR de qualidade no atendimento, contamos, ainda, com a importante atuação dos São realizados, aproximadamente, 400 abastecimentos por mês em Navegantes, que possui forte atuação industrial e turística nossos revendedores, que são parceiros da BR Aviation, pois representam a força operacio- Arquivo BR nal da Petrobras Distribuidora nos aeroportos onde estamos presentes. São empresas comprometidas com nossos valores quanto à segurança, qualidade, saúde e respeito ao meio ambiente. Essa parceria complementa o relacionamento comercial que mantemos com os nossos clientes, quando da realização de cada abastecimento”, conclui Portes. ■ CONTATO BR: Líder do mercado de abastecimento de aeronaves, a BR Aviation está presente em 103 aeroportos e planeja sua entrada em mais 37 nos próximos anos Cláudio Dissenha Portes [email protected] / (21) 2354-4479 Francelino da silva Paes é o titular da Gerência de Produtos de Aviação (GPA), cuja missão é distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem como objetivo garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected]) 21 Arquivo BR Inovação tecnológica Petrobras Distribuidora vai operar a primeira estação de abastecimento de hidrogênio da América do Sul Movido a HIDROGÊNIO Petrobras Distribuidora integra projeto inovador e sustentável que produzirá hidrogênio (H2) para uso pioneiro do combustível em frotas de ônibus E m um processo feito através da eletrólise, quando uma corrente elétrica separa o hidrogênio do oxigênio, a BR começará a produzir o produto para rodar os ônibus operados pela concessionária Metra, na cidade de São Paulo. A Companhia também vai operar a estação de abastecimento, que fica nas instalações da Empresa 22 Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em São Bernardo do Campo (SP). Primeira deste tipo na América do Sul, a estação de abastecimento é composta por seis tanques (cilindros) com capacidade de 12 kg cada, o que dá um total de 72 kg de hidrogênio armazenados. Ao todo, são necessários 65kw/h para produzir 1 kg do produto, ou seja, para encher todos os cilindros da estação é preciso de 4.680kw/h. A produção de hidrogênio na estação de abastecimento pode chegar a 120 kg/dia (3.600 kg/ mês) com pureza de 99,999%, ou seja, um produto de ótima qualidade, com tecnologia nacional e totalmente sustentável, já que o que sai do cano de descarga dos ônibus é apenas vapor d’água. Arquivo BR Para Ivan Carlos Regina, da Gerência de Desenvolvimento e Planejamento (GDP) da EMTU, a participação da BR, durante todo o processo, foi muito importante para o sucesso do projeto. “A Petrobras desenvolveu o projeto da estação, está acompanhando o comissionamento dos equipamentos e fará sua operação futura. É uma parceira de primeira linha, de valor inestimável e que tem aportado tecnologia a fim de desenvolver um padrão brasileiro para a operação comercial de veículos movidos a hidrogênio.” Tecnologia sustentável Movido a tração elétrica híbrida (célula a combustível de hidrogênio + três baterias de alto desempenho), o ônibus teve tecnologia e projeto desenvolvidos em parceria com várias empresas, e na BR envolveu equipes da Gerência de Marketing de Transportes (GMTR). Além de utilizar um combustível totalmente limpo, o ônibus tem outros benefícios como a utilização da energia gerada pelas frenagens e a emissão quase nula A EMTU, em São Bernardo do Campo (SP), é a primeira empresa a receber a estação de abastecimento “É uma parceira de primeira linha, de valor inestimável e que tem aportado tecnologia a fim de desenvolver um padrão brasileiro para a operação comercial de veículos movidos a hidrogênio.” de gases poluentes. Com nove Pioneirismo cilindros de cinco quilos cada, vimento (PNUD) e da Financiado- localizados no teto, o ônibus tem ra de Estudos e Projetos (Finep), Para Alex Barbosa Messias, uma autonomia de cerca de 300 no valor, aproximadamente, de titular da Gerência de Marke- km, fazendo 6,7 km/kg de H2. US$ 16 milhões. Esse montante ting de Transporte da Petrobras O desenvolvimento dos veícu- foi destinado para a aquisição de Distribuidora, o fornecimento de los contou com recursos do Global quatro ônibus e a construção da hidrogênio, como foi concebido no Environment Facility (GEF), aplica- Estação de Produção e Abasteci- projeto, é uma iniciativa única no dos por meio do Programa das mento de Hidrogênio. Os testes ti- Brasil. “É a primeira vez no Brasil Nações Unidas para o Desenvol- veram início há mais de dois anos. que se coloca em circulação um 23 Arquivo BR Inovação tecnológica Produto de alta qualidade, sustentável e com tecnologia nacional ônibus com célula de H2 e também, 2013, com a incorporação de me- que há uma produção local a partir lhorias técnicas, tornando-os os do processo de eletrólise. Isso, por- mais avançados do mundo. que esse processo ainda envolve um custo alto de energia elétrica, que está sendo fornecida pela concessionária de energia AES Eletropaulo”, afirmou. Combustível do futuro De acordo com pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos, o hidrogênio tem potencial para O grande diferencial desse mo- revolucionar o setor de transpor- delo de ônibus, com relação aos tes e, possivelmente, todo o sis- veículos comuns que rodam utili- tema energético. Ele é o elemento zando diesel, está na contribuição mais simples e mais abundante ao meio ambiente, considerando- no planeta, e pode ser produzido -se que a emissão de poluentes é a partir de combustíveis fósseis, zero, colaborando para a redução de biomassa e por eletrólise da da emissão de gases na atmosfera. água, como vem sendo feito no Outro benefício é referente à polui- projeto “Ônibus a hidrogênio”. ção sonora, já que o veículo não A produção através de energias emite, praticamente, nenhum ruído. renováveis e sua utilização em ve- Para Ivan Carlos Regina, da ículos movidos a fuelcell (células EMTU, o ônibus comportou-se combustível), muito bem do ponto de vista ope- evolução na busca por combustí- representam uma racional, com um desempenho veis alternativos. Veículos movidos excelente, quando comparado às com esta tecnologia limpa têm um tecnologias convencionais. potencial de desempenhar um pa- Com objetivo de mostrar a via- pel importante em futuros sistemas bilidade dessa tecnologia, tanto do de transporte, já que eles produ- ponto de vista de engenharia como zem, apenas, eletricidade, calor e do lado ambiental, o projeto do ôni- água no ponto de utilização. bus a hidrogênio vai avançar, ainda Junto com Estados Unidos, Ale- mais, com a aquisição de outros manha, Canadá e Japão, o Brasil três veículos pela EMTU, previstos integra o seleto grupo de países para entrar em operação ainda em que detêm a tecnologia para uso 24 do hidrogênio (H2) como combustível para o transporte terrestre. Em diversas partes do mundo, pesquisadores da indústria automobilística, assim como governos e universidades, estão dedicando esforços no desenvolvimento de células combustíveis. O Acordo de Implementação do Hidrogênio, da Agência Internacional de Energia, assinado em 1977, é, atualmente, a maior iniciativa internacional dedicada ao melhoramento dos sistemas de abastecimento e armazenagem de hidrogênio, contando com centros de pesquisa em 13 países. Apesar dos diversos pontos positivos, o abastecimento de veículos por hidrogênio ainda tem grandes desafios, como o armazenamento em grandes quantidades e o preço, ainda não competitivo em relação aos outros combustíveis. Mas com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, como está sendo feito pela BR, o hidrogênio está cada vez mais próximo de se tornar uma realidade cotidiana. ■ CONTATO BR: Alex Barbosa Messias [email protected] / (21) 2354-4149 Pesquisas com fontes renováveis Como é produzido o hidrogênio para ônibus? Processo de eletrólise Compressor/ Módulo de Controle de Gás Fonte: WEG Consortium Outro projeto brasileiro de ônibus inovador foi o veículo híbrido a hidrogênio, com tração elétrica e tecnologia desenvolvida no Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ. Além de utilizar fontes renováveis de energia, o veículo foi pensado para garantir o máximo de eficiência e emitir o mínimo de gases poluentes. Essa é a segunda geração do ônibus, que teve uma versão lançada em 2010 e demonstrou ser mais eficiente que os veículos a diesel. Uma das novidades é o aproveitamento da energia cinética gerada nas desacelerações e frenagens, que vai para uma bateria, dando mais potência ao motor e economizando combustível. Apesar de também ter o hidrogênio como combustível, o projeto da UFRJ apresenta diferenças em relação ao trabalho que está sendo desenvolvido em São Paulo. A principal delas é que o hidrogênio é produzido a partir de hidrocarbonetos, com nível de emissão de poluentes na sua produção, ao contrário do veículo por eletrólise, que emite somente vapor de água. Além disso, a autonomia do veículo é menor, por se tratar de um veículo híbrido. Dispenser Armazenagem H2 H2 Hidrogênio H2 Oxigênio Água Corrente AC hidro-elétrica HySTAT Módulo Gerador Ônibus a Célula a Combustível Hidrogênio para Transporte Urbano no Brasil 25 TRANSPORTES Garagem Verde Conceito aplicado em pontos de abastecimento e em garagens compartilhadas incentiva o uso responsável dos recursos naturais veitamento de recursos naturais. Para o segmento de transportes, a BR criou o conceito de Garagem Verde, um ponto de abastecimento ecoeficiente que opera em conformidade com a busca do desenvolvimento sustentável. A Garagem Verde é uma instalação utilizada por diversos transportadores, que leva em conta os conceitos de não-desperdício e do uso consciente dos elementos esgotáveis da natureza. Além de garantir um funcionamento ambientalmente consciente da instalação, um dos objetivos do projeto é motivar também a força de trabalho Arquivo BR A Petrobras Distribuidora acredita que a excelência de seu atendimento e as políticas de segurança e responsabilidade socioambiental devem caminhar juntas. Por essa razão, desenvolve serviços que possam agregar qualidade, praticidade e ações de reapro- 27 TRANSPORTES e o público externo, estimulando a conscientização sobre as práticas ecoeficientes nas atividades diárias. “Nesses locais, temos o reuso da água de chuva para lavagem de caminhões e pátios, coleta seletiva de lixo e a destinação adequada dos resíduos sólidos. Usamos energia solar para o aquecimento dos chuveiros dos banheiros, temos iluminação feita por lâmpadas de LED e treinamentos constantes sobre direção defensiva e o melhor regime de condução, entre outros serviços”, explica Alex Messias, titular da Gerência de Marketing de Transporte. A Central Avançada de Inspeção e Serviços (CAIS) é um Ponto de Abastecimento (PA) gerido por um consórcio que oferece serviços, como se fosse uma garagem compartilhada. Como a BR é a responsável pelos PA’s, a Companhia está, gradualmente, implantando o conceito de garagem verde em todos esses pontos. Na CAIS de Betim (MG), onde, recentemente, foi implementado e concluído o conceito de garagem verde, já foram instaladas técnicas inteligentes para redução dos impactos ao meio ambiente. Entre eles, equipamentos para captação de água da chuva e de energia solar, além de técnicas para reciclagem da água de lavagem dos veículos, lâmpadas de LED e coleta seletiva de lixo. Em São José dos Campos (SP) e em Suape (PE), as centrais também já contam com iluminação de LED, mais eficientes e que consomem em torno de 75% menos energia que as fluorescentes tubulares. Em Uberlândia (MG), também foi implantada, recentemente, o sistema de captação de água de chuva. As demais CAIS Arquivo BR Redução do consumo, eficiência dos recursos disponíveis e serviços para melhoria do desempenho dos caminhões são alguns benefícios da Garagem Verde 28 Arquivo BR Segmento terrestre agora conta com conceito que agrega qualidade, praticidade e ações de reaproveitamento de recursos naturais em funcionamento, localizadas conceito de garagem comparti- em Cubatão (SP), Ponta Grossa lhada permite que os transpor- (PR) e Camaçari (BA), também tadores ou embarcadores abram serão contempladas com os equi- mão de altos investimentos na pamentos. construção e administração de Ecoeficiência uma garagem própria, encon- Trata-se de um projeto alinhado ao Programa Institucional de Ecoeficiência da BR, que visa a implantar ações no ambiente interno para promover a redução do trando em um só lugar todos os serviços de que precisam para obter o melhor desempenho de seus caminhões. Além disso, contam com a confiabilidade consumo e a eficiência dos recur- do fornecimento da Petrobras sos disponíveis. A CAIS também Distribuidora, que garante a má- oferece benefícios econômicos xima segurança e o controle dos aos clientes do segmento trans- serviços de abastecimento, en- portador. Isso ocorre porque o tre os outros serviços prestados. Alex Messias esclarece que a vantagem da CAIS em relação a um ponto de abastecimento isolado (PA) constitui-se pelo compartilhamento das instalações e dos serviços entre os transportadores. “Um PA é uma instalação que pode atender apenas a um mesmo proprietário, uma grande empresa, por exemplo. Já as CAIS são usadas por várias transportadoras, que se reúnem em regime de consórcio, compartilhando as instalações e os serviços”, explica. ■ CONTATO BR: Alex Messias [email protected] / (21) 2354-4149 29 Reportagem de capa MERCADO AQUECIDO AbleStock Consumo de gasolina e diesel supera expectativas, registrando crescimento superior ao do PIB em 2012 30 O forte crescimento das vendas de combustíveis, em 2012, superou as expectativas do mercado brasileiro e ressaltou a intensa atividade em praças fora da tradicional região Sudeste. Além da alta de 12,2% da demanda por gasolina, impulsionada pela expansão do número de automóveis em circulação no país, outro produto que também contribuiu para o superaquecimento do setor foi o diesel, com um índice positivo de 6,8%, na comparação com 2011. O desempenho é ainda mais significativo quando comparado à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no período, que ficou em 0,9%. As distribuidoras associadas ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) foram responsáveis por 78,7% desse movimento. Trata-se de um ritmo acelerado, que acompanha a tendência mantida pelo segmento nos últimos anos, o que exige das companhias distribuidoras uma in- 31 Reportagem de capa fraestrutura adequada para aten- 2,47 bilhões na área de logística mas, de acordo com a Agência der à demanda crescente. Nesse até 2016, o que representa 44% Nacional de Petróleo (ANP), esse sentido, a BR está investindo em do total de investimentos previstos número foi ainda maior. Com o fe- diversos projetos e obras para a para o período. Entre os projetos chamento dos dados no final de otimização de sua rede de bases de maior relevância, destacam-se fevereiro, a ANP anunciou: o con- e terminais de distribuição, sen- a construção de seis novas bases sumo recorde alcançou 129,6 bi- do apenas para este ano, já estão de distribuição e a adequação e lhões de litros. O total faz menção previstos recursos da ordem de automação de 70 bases e termi- ao volume de vendas de gasolina, R$ 500 milhões para a viabilização nais em operação. óleo diesel, óleo combustível, eta- Com o crescimento das vendas, nol hidratado, querosene de avia- “A BR tem trabalhado num ro- a Petrobras Distribuidora atingiu, em ção (QAV) e GNV comercializados busto programa de ampliação de 2012, 45,5 milhões de m³ de com- apenas em 2012. O crescimento capacidade e de melhoria da efici- bustíveis comercializados no merca- foi de 6,1%, na comparação com o ência operacional, com ênfase no do global de derivados e lubrifican- ano anterior (2011). aumento da produtividade dos pro- tes, acumulando 38,1% de market Desse total, o share das empre- cessos operacionais e da frota de share. Para 2013, a expectativa é sas afiliadas ao Sindicom atinge caminhões-tanque, envolvida nas de que o mercado permaneça em 82,8% no diesel, 73,5% na gasoli- operações de transferência e entre- expansão, fator que reforça a impor- na e 42,8% no GNV. Entre 2011 e ga de combustíveis”, afirma o geren- tância dos investimentos em infraes- 2012, as filiadas aumentaram as te executivo Jorge Celestino, da Ge- trutura operacional e logística. vendas de combustíveis em 6,4%, Demanda recorde bilhões de litros vendidos. O movi- desses empreendimentos. rência de Operações (GOP) da BR. Logística passando de 87.546 bi para 93.186 mento estimado para o período foi No ano passado, a BR já havia consumidos 118 bilhões de litros de R$ 260 bilhões, contra R$ 240 anunciado investimentos de R$ de combustíveis no Brasil em 2012, bilhões gerados em 2011. Digital Vision O Sindicom estimou que foram Demanda crescente: o consumo de combustível no Brasil alcançou 129,6 bilhões de litros no ano de 2012. 32 Segundo o presidente do Sin- Mercado de Combustíveis - Estimativa 2012 (118 bilhões de litros) dicom, Aloísio Vaz, a gasolina foi a grande vedete dessa expansão. 6,8% 12,2% 1,9% “Com a perda da competitividade do etanol, o consumo de gasolina estourou. Foram 40 bilhões de litros Expansão na comercialização do diesel em 2012 em 2012”, disse ele, comparando o ritmo de crescimento nacional do setor com o da China. Os únicos produtos que registraram que- Aumento nas vendas de gasolina em 2012 Crescimento da venda de lubrificantes da das vendas foram o etanol, o óleo combustível e o GNV: 10,4%, 2,5% e 0,7%, respectivamente. “Foi um crescimento expressivo. Uma desproporção grande entre PIB e consumo de commento de 6,8% das vendas de diesel, Vaz aponta a queda da produção industrial como uma possível causa, já que a retração levou as exportações a se voltarem principalmente para as Fontes: BR e Sindicom bustíveis”, avalia. Sobre o au- commodities, que usam muito diesel em seu transporte. Suprimento Com o aquecimento do mercado além do estimado, a BR buscou ou importação nos diversos polos rios das hidrelétricas, o Opera- de suprimento do país, nas quan- dor Nacional do Sistema Elétrico tidades solicitadas para o atendi- (ONS) autorizou a operação das mento de seus mercados”, escla- usinas térmicas, sendo a BR a rece o gerente executivo da BR. principal responsável pelo su- soluções logísticas e supriu a de- Hoje, a Petrobras Distribuidora primento de combustível para o manda dos clientes. Jorge Celesti- conta com 77 unidades opera- setor. O volume consumido por no explica que o principal esforço cionais de armazenagem e dis- essas térmicas representou um das distribuidoras foi o ajuste da tribuição de combustíveis, com aumento de 600% nas vendas estrutura operacional para dar con- capacidade de armazenar 1,5 de óleo combustível da Compa- ta do crescimento de vendas da milhão de m³ em todo o território nhia e de 16% nas de diesel, na gasolina, bem como da contrata- nacional. Tal estrutura atende a região Nordeste. De acordo com ção de transporte para garantir a cerca de 20 mil clientes, carre- Celestino, a operação envolve interiorização do produto. gando aproximadamente 8 mil 14 bases de distribuição da em- caminhões-tanque por dia. presa e permite agregar cerca “Para garantir o suprimento da demanda por gasolina, a Petrobras A BR atende também o seg- de 2.000 MW ao sistema elétrico disponibilizou o produto para as mento termoelétrico. Tendo em nacional, aliviando a pressão so- distribuidoras através de produção vista o baixo nível dos reservató- bre as hidrelétricas. 33 Reportagem de capa Investimentos de R$ 500 milhões Logística reforçada: BR inicia 50 obras em bases e terminais crescimento Duque de Caxias (RJ). Também mento contínuo do mercado, e das vendas, de forma a manter entrarão em operação os novos contando com a participação ati- o alto padrão de qualidade dos píeres flutuantes para as unida- va da Petrobras e da Agência Na- serviços prestados aos clientes. des de Manaus (AM), Caracaraí cional de Petróleo (ANP), as distri- A carteira de investimentos da (RR) e Oriximiná (PA). Além disso, buidoras associadas ao Sindicom área de operações e logística con- a Petrobras Distribuidora vem in- se mobilizaram para manter a templa ampliações e melhorias vestindo na adequação de 38 ba- infraestrutura de distribuição de operacionais em grande parte dos ses e terminais para operações combustíveis operando com força terminais e das bases de distribui- com diesel S-10 e, ainda, na auto- total em 2012. O sindicato anun- ção da BR. Em 2013, a Companhia mação de 26 instalações. ciou o recorde de R$ 1 bilhão em deu início a cerca de 50 novas Durante o ano de 2012, atra- investimentos no setor durante o obras de modernização e amplia- vés da Gerência de Operações ano – número três vezes maior do ção de instalações, com destaque (GOP), a BR investiu R$ 613,5 que o investido em 2009. para as bases de Betim, Brasília, milhões na infraestrutura logísti- Petrobras Paulínia, São Luís, Mataripe, Porto ca de distribuição de combustí- priorizando Velho e Manaus, entre outras inter- veis. Para 2013, já estão estima- venções de menor porte. dos investimentos na ordem de Para acompanhar o cresci- Desde 2010, Distribuidora vem a recursos para o segmento de corresponder ao logística. O Plano de Negócios Neste ano, serão concluídas e Gestão da Companhia prevê obras de ampliação das unidades Para o gerente executivo de uma série de investimentos para de Guamaré (RN), Canoas (RS) e Planejamento e Desempenho da A BR realiza investimentos intensivos na ampliação e modernização de sua rede de bases e terminais. A base de Porto Nacional, em construção no Tocantins, será responsável pelo suprimento na região Centro-Norte 34 R$ 500 milhões. paio, esses recursos vão propiciar muitos benefícios. “Os investimentos em infraestrutura, em andamento, garantem uma melhor Arquivo BR / GESMS BR, Pedro Aurélio Cardoso Sam- redistribuição dos estoques na cadeia, permitindo otimizar a logística em função da volatilidade atual da demanda e dos novos cenários de crescimento regional do supri- Em destaque, acima, foto da nova Base de Cruzeiro do Sul, em construção, no Acre mento de combustíveis”, afirma. Base de Porto Nacional Ainda neste ano, será concluída a maior das obras em execução pela BR no país: a Base de Porto Nacional, no Estado de Tocantins. Com capacidade para armazenar 33 milhões de litros de combustível, a base estará interligada ao Terminal de São Luís (TELIS), por meio da Ferrovia Norte-Sul, e também à futura Em 2013, a Companhia deu início a cerca de 50 novas obras de modernização e ampliação de instalações, com destaque para as bases de Betim, Brasília, Paulínia, São Luís, Mataripe, Porto Velho e Manaus. Refinaria Premium I da Petrobras, Arquivo BR a ser construída no Maranhão. 35 Reportagem de capa Logística de Distribuição de Gasolina e Diesel da BR Legenda: Polidutos Outros dutos Refinarias com bases primárias Cabotagem Bases de cabotagem Bases de polidutos Bases de distribuição Modal fluvial Modal rodoviário Modal ferroviário Para se adequar ao cenário atual, será executada a modernização e a adequação da Rede de Postos BR. to, será necessário um desembolso de, aproximadamente, R$ 650 milhões em 2013, o que inclui tanto investimentos quanto recursos para financiamento dos revendedores. O posicionamento da Base de Porto Nacional contribui para apresentando altas demandas por combustíveis. Frota uma estratégia logística que per- As áreas comerciais tam- O aumento da frota nacional de mitirá o aperfeiçoamento do nível bém serão foco de importantes veículos foi um fator que exerceu de atendimento da BR na região investimentos. Para se adequar grande contribuição para os ex- centro-norte. A base abastece- ao cenário atual, será executada pressivos números das vendas de rá, além do Tocantins, o oeste da a modernização e a adequação combustíveis. Em agosto de 2012, Bahia, o sul do Maranhão, a re- da Rede de Postos BR, que hoje a venda de veículos no país bateu gião leste do Mato Grosso e par- conta com mais de 7600 postos o recorde de 400 mil unidades, in- te do Pará, regiões que seguem distribuídos pelo país. Para tan- centivada pela oferta de crédito e 36 pela redução do IPI (Imposto so- 437 mil em dez anos – crescimen- riores nessas praças: Centro-Oeste bre Produtos Industrializados). to de 318%. Enquanto isso, São e Nordeste (12%) e Norte (7%). O Departamento Nacional de Paulo e Minas Gerais, estados O Acre foi o estado que registrou Trânsito (Denatran) divulgou um ba- que possuem as maiores frotas a maior expansão de consumo de lanço que indicava o total de 76,1 do país, apresentaram alta infe- óleo diesel: 34% mais do que em milhões de veículos em circulação rior à média para o período 2001- 2011. Já o estado do Rio Grande do no país até dezembro de 2012. Em 2011. SP: 94%; MG: 124%. 2011, a frota era composta por 70,5 Praças milhões de veículos (entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas), um número que já se mostrava 121% maior que o registrado em 2001. Os estados de Tocantins, Ma- As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste vêm liderando os números de vendas de veículos, acima dos da região Sudeste e da média nacional. O Nordeste lide- Norte foi o líder de vendas de gasolina, com 24% de crescimento. O Sudeste avançou 5% nas vendas de diesel e 10% nas de gasolina, enquanto o Sul registrou 4% e 11% (diesel e gasolina, respectivamente). Os Estados com maior taxa de crescimento da ranhão, Amapá, Acre, Piauí e Pará consumo de gasolina no país, com demanda por Gasolina C e Die- cresceram o dobro da média bra- 17%, acompanhado pelas regiões sel nessas regiões foram o Espí- sileira em 2011. No Tocantins – o Norte e Centro-Oeste, respectiva- rito Santo com 12,8% (gasolina) campeão de expansão –, a frota mente, com 13% e 11%. As vendas e 5,3% (diesel), e o Paraná com saltou de 104 mil veículos para de óleo diesel também foram supe- 14,4% (gasolina) e 4,9% no die- André Motta de Souza / Banco de Imagens Petrobras rou os índices de crescimento do Atendendo às demandas do mercado, Rede de Postos BR passará por modernização e adequação dos seus 7600 pontos espalhados no País 37 AbleStock Reportagem de capa sel. O Estado de São Paulo também apresentou índice elevado de demanda por diesel (6,6%). Agronegócio e emprego De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o ritmo mais acelerado de crescimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste se deve ao aumento da renda da população e ao crescimento do agronegócio em regiões menos desenvolvidas. O número de pessoas ocupadas (assalariados e empregadores) nessas regiões tem registrado índices superiores aos do Sul e do Sudeste nos últimos anos, o que aumenta o poder de consumo de seus habitantes. “A expansão do agronegócio nessas regiões e o consequente escoamento da produção são os principais fatores motivadores do aumento do consumo de combustíveis”, comenta Celestino. E as perspectivas para as próximas safras indicam que esse patamar continuará em alta. O IBGE informa que o Mato Grosso continuará liderando a produção de soja no país (com 30% da produção nacional). O Estado de Goiás aumentará a produção de canade-açúcar, e a região de divisa entre os Estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e da Bahia deverá registrar um crescimento elevado na produção de grãos. Além disso, encontram-se em desenvolvimento diversos projetos Maior consumo de combustíveis é gerado pelo aumento das safras e expansão do agronegócio 38 na área de mineração na região Photostogo Área de transporte da BR receberá investimentos para garantir a entrega dos produtos comercializados e aumentar a produtividade da frota Norte/Nordeste, bem como projetos de infraestrutura logística, tais como a duplicação da ferrovia Carajás, a ampliação do Porto de Itaqui e a remodelação da Transnordestina, que visam a garantir o Encontram-se em desenvolvimento diversos projetos na área de mineração na região Norte/Nordeste, bem como projetos de infraestrutura logística. escoamento das commodities minerais produzidas na região. obras de asfaltamento da BR-163, Módulo Transporte (PDL-T). O pla- que interliga Cuiabá a Santarém. no está em fase de implantação e consumo de combustíveis nes- Plano Diretor de Logística será desenvolvido em fases, execu- sas regiões foram as obras de A Companhia investe também construção da Ferrovia Norte-Sul na melhoria da qualidade dos trans- finalidade otimizar o atual modelo, (passando pelos estados do Ma- portes, por meio da implementação ampliando a garantia de entrega ranhão, Tocantins e Goiás) e as do Plano Diretor de Logística – dos produtos comercializados. Segundo Celestino, outro fator que impulsionou o aumento do tadas ao longo de 2013, tendo por 39 Reportagem de capa O PDL-T, sob a coordenação minal de Duque de Caxias e Base “Essa central utiliza sistemas da Gerência de Logística e Su- de Volta Redonda. A partir daí, fo- automatizados de programação e primento (GLOG), é estruturado ram iniciadas as avaliações, cujo de controle de frota, com rastre- em seis pilares: Modalidade de resultado conduzirá a implemen- amento e monitoramento dos ca- contratação; Requisitos de forne- tação das demais fases. minhões que operam para a BR, cimento; Ferramentas de gestão O objetivo é viabilizar a re- permitindo o aumento da produ- e Sistemas de consequência; Re- visão do método de relaciona- tividade da frota, a maximização visão das práticas e políticas co- mento da BR com as transporta- do atendimento à demanda, a re- merciais; e Produtividade da frota. doras prestadoras de serviços, dução do tempo de viagem, a re- Segundo Celestino, o modelo criando modalidades de con- dução de acidentes e de paradas de transporte e suas diretrizes já trato adequadas a cada um dos proibidas, e também redução de foram desenvolvidos, bem como o serviços. Os processos de pla- custos”, ressalta Celestino. planejamento de sua implantação nejamento e programação das em todas as bases e terminais da entregas também estão sendo BR. Ao todo, serão contempladas revistos, assim como as coletas Outro setor que receberá apor- quatro fases. A primeira, fase pilo- e transferências, através da im- te de recursos da BR é a aviação. to, já foi executada em três insta- plantação da Central de Contro- Em 2013, serão investidos mais lações: Terminal de Canoas, Ter- le de Frota – CCF. de R$ 120 milhões na ampliação e Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras Aviação Crescimento de vendas da gasolina promove ajuste da estrutura operacional, e contratação de transporte garante a interiorização do produto 40 O volume de querosene de aviação comercializado pelas associadas ao Sindicom cresceu 36% no período 2009-2012. modernização das instalações em 2009-2012. Somente em 2012, as sociadas ao Sindicom. A partir de aeroportos e na manutenção e na vendas do grupo foram estimadas janeiro de 2013, ele foi substituído aquisição de novas Unidades Abas- em 7,5 bilhões de litros. pelo Diesel S-10. tecedoras de Aeronaves (UAAs). As medidas foram tomadas para aten- As operações com os no- Diesel S-50 vos produtos exigiram das dis- der à demanda gerada pela expan- Os aportes das distribuidoras são desse mercado, que deve se em infraestrutura também contribu- brado para a adequação de superar nos próximos anos. íram para que novos produtos fos- suas bases. “O Sindicom co- Em função da realização da sem introduzidos no mercado em laborou Copa do Mundo de Futebol e das 2012. O Diesel S-50, requerido pe- ço de ampliação e adaptação Olimpíadas, os produtos de avia- los novos motores de caminhões, das instalações das associa- ção sofrerão uma expansão ainda passou a ser comercializado em das e nos entendimentos com a mais acentuada das vendas. O vo- larga escala a partir do ano passa- Petrobras e a ANP para que a lume de querosene de aviação co- do. Com menor teor de enxofre, o transição ao novo diesel ocorres- mercializado pelas associadas ao S-50 já alcançou 12% de participa- se sem sobressaltos”, destacou Sindicom cresceu 36% no período ção nas vendas de diesel pelas as- Aloísio Vaz. ■ tribuidoras um esforço ativamente no redo- esfor- Mercado de Combustíveis em 2012 BR - vendas em 2012 (45.540 milhões de m³) Fonte: BR Fonte: Sindicom BRASIL - vendas em 2012 (118.441 milhões de m³) 47,1% Óleo Diesel 6,3% QAV + GAV 33,7% Gasolina 3% Óleo Combustível 8,2% Etanol Hidratado 1,7% GNV (/1000) 49,2% Óleo Diesel 7,6% Óleo Combustível 26,3% Gasolina 0,8% GNV (/1000) 4,5% Etanol Hidratado 1,6% Outros 10% QAV + GAV 41 Carlos Eduardo Miranda Combustíveis Novo terminal Marítimo Com duas barcaças de casco duplo, BR fará o abastecimento de óleo diesel marítimo em navios offshore a partir de um novo terminal em São Gonçalo, que contou com investimentos da Bravante e tem foco na segurança operacional A BR iniciou, em fevereiro, as operações no novo terminal de São Gonçalo (RJ) çalo, o novo terminal teve investi- sobe de forma proporcional às mentos da empresa Bravante, que atividades de exploração e pro- recuperou a área para permitir a dução offshore de petróleo no para atendimento do mercado atracação de até três barcaças Brasil”, afirmou José Carlos Batis- offshore na Baía de Guanabara. simultaneamente. Hoje, há duas ta, da Gerência de Vendas para o Antes de atuar no novo local, a BR barcaças contratadas e, caso haja Segmento Marítimo (GVMAR), da operava no Porto de Niterói, por necessidade, a BR poderá contra- Petrobras Distribuidora. meio de um contrato com as con- tar mais uma. Os dois barcos têm Além da exclusividade, o novo cessionárias de Docas, as empre- capacidade total de 1.880 m³ de terminal também oferece vanta- sas Nitshore e Nitport. Com o for- combustível, com abastecimento gens como área de transbordo te crescimento da Companhia e, médio de 400 m³ de óleo diesel (transferência do diesel marítimo também, do porto, a empresa op- marítimo por entrega; porém, há dos caminhões tanque para as tou por uma área em que tivesse embarcações que recebem até barcaças) totalmente coberta, o atuação exclusiva, sem competir 700 m³ em uma única operação. que permite maior conforto e se- com outras atividades portuárias. “Nossa operação está dedica- gurança para motoristas e ope- Localizado no bairro do Gra- da ao segmento de embarcações radores. A área de transbordo foi dim, no município de São Gon- de apoio offshore, cujo mercado um ganho importante da empresa 42 no novo espaço, já que comporta três caminhões tanque simultaneamente, ao contrário do antigo terminal que permitia apenas um. Segundo a BR, embarcações que atuam na regiâo do pré-sal também poderão ser abastecidas a partir do novo local, mas isso dependerá da forma como será defiCarlos Eduardo Miranda nida a operação em cada campo e da necessidade das empresas operadoras em buscar produto no Rio de Janeiro. Mais eficiência A inauguração do novo espaço de transporte de óleo diesel marítimo da BR, no Rio de Janeiro, vai gerar, também, mais rapidez e eficiência às operações da empresa. O trajeto entre o Terminal Duque de Caxias (TEDUC) e o novo, em São Gonçalo, é dez quilômetros menor que o trajeto anterior para o Porto de Niterói, o que permitirá um aumento de produtividade. A unidade de São Gonçalo também vai permitir que no futuro a BR realize a instalação de tancagem (tanques) para armazenamento de diesel marítimo, com objetivo de aumentar a capacidade da empresa de atender ao mercado na Baía de Guanabara. Maior conforto e segurança para motoristas e operadores gera mais eficiência e produtividade barcaças. “No momento, não há nabara, onde está atracada ou tanques de armazenamento cons- ancorada a embarcação que re- truídos na área. Mas estamos es- ceberá diesel marítimo. Na maio- tudando a implantação e devemos ria dos casos, é um supply boat, concluir tudo em poucos meses”, ou seja, um barco de apoio para disse José Carlos Batista. as operações offshore. Por esse motivo, a utilização Em seguida, a Bravante realiza da tancagem flutuante é a opção a operação de envelopamento, ou mais rápida para o fornecimento seja, coloca bóias ao redor da bar- do óleo diesel marítimo para os caça e da embarcação, para evitar supply boats dos clientes da BR. danos ao meio ambiente em casos Assim, a Companhia permite que de vazamento de óleo diesel. Des- a logística atenda, adequada- sa forma, as equipes de prontidão mente, às necessidades das pla- podem atuar imediatamente na taformas de petróleo em alto mar. limpeza do mar, caso seja identifi- Operação de logística Segundo a BR, esse mercado Na operação de atendimento deve experimentar forte incre- ao mercado offshore, a Getran mento nos próximos cinco anos. (Gerência de Transporte da Ge- cado um vazamento durante o fornecimento. Ao final de todo esse processo, o combustível é, enfim, colocado no barco de apoio. Segurança operacional Outro ponto importante é que rência de Logística - GLOG) con- a BR instalará dois skids (bombas trata as duas barcaças da Bra- Um dos diferenciais do diesel de transferência) na nova unidade, vante que, depois de abastecidas marítimo é o quesito da seguran- o que aumentará a capacidade da no terminal da BR, deslocam-se ça. O produto apresenta um ponto Companhia no carregamento das para um ponto, na Baía de Gua- de fulgor de 60 graus. Esse ponto 43 Combustíveis CONTATOS BR: José Carlos Batista do Nascimento [email protected] / (21) 3978-7473 Rosseline Gomes Vicente (Gerente de Vendas para o Segmento Marítimo) [email protected] / (21) 3978-7474 Estaleiro São Miguel Em atividade desde a década de 70 e, estrategicamente, localizado em área de 20 mil m² no Porto Gradim, em São Gonçalo, o Estaleiro São Miguel foi recentemente remodelado pela Bravante para atender as novas demandas do mercado para construções, reparos e modernização de embarcações de apoio marítimo e offshore, com alto valor tecnológico agregado (Platform Supply Vessels - PSVs, Oil Spill Recovery Vessels OSRVs e Anchor Handling Tug Supply - AHTSs). Para isso, o estaleiro conta com dois diques secos e estrutura capaz de entregar até seis embarcações, do porte de um PSV 4500, por ano. No dia 28 de dezembro de 2012, a empresa entregou a segunda embarcação, totalmente dedicada para combate a derramamentos de óleo no mar, produzida no Brasil e que será usada nas operações offshore da Petrobras. A embarcação foi construída no Estaleiro São Miguel e somou investimentos da ordem de R$ 71 milhões, com mais de 70% de conteúdo local. O Mar Limpo III faz parte da frota de navios que serão finalizadas até 2014 (Mar Limpo IV, V, VI e VII), o que dará qualidade, agilidade e segurança às operações de vazamentos. Carlos Eduardo Miranda é uma medida do risco de incêndio de um combustível quando armazenado; portanto, o diesel marítimo possui menor risco de combustão, permitindo utilização mais segura nas embarcações. “Utilizamos barcaças de casco duplo, que permitem que uma eventual avaria no casco do equipamento não acarrete vazamento imediato de combustível para o mar”, disse José Carlos Batista. Desde o início das vendas ao segmento offshore na Baía de Guanabara, em outubro de 2008, a Companhia não registra vazamento em suas operações, cumprindo a meta de “Vazamento Zero”, um dos pilares da política de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) do Sistema Petrobras. Dentre os procedimentos de segurança, realizados pela BR, estão o treinamento de toda a equipe envolvida nos abastecimentos, de forma que as exigências da legislação ambiental sejam seguidas à risca. O envelopamento da barcaça e da embarcação é realizado em todos os fornecimentos de diesel marítimo das embarcações de nossos clientes. ■ Nova unidade aumentará a capacidade da Petrobras Distribuidora no carregamento das barcaças Antonio Carlos Alves Caldeira é o titular da Gerência de Grandes Consumidores (GGC), que tem como objetivo ser líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade de produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético brasileiro e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected]) 44 Energia Rede em expansão BR investe na ampliação do fornecimento de gás natural no Espírito Santo, beneficiando os moradores de Vila Velha, Serra e, também, a indústria capixaba ThinkStock / Banco de Imagens Petrobras C om o início das obras marcado para o 2º trimestre de 2013, o pro- potencial de crescimento imobi- jeto de aumento da rede de gás fase de construção. Também são nos municípios de Vila Velha e os dois municípios mais populo- Serra está em fase de mobiliza- sos do Estado, ambos com mais ção de recursos, equipamentos de 400 mil habitantes e com po- e mão de obra, com objetivo de tencial de consumo relevante nos ampliar a rede em 64 km. O pla- segmentos comercial e residen- no de execução tem duração cial”, afirma Frederico Bichara, da de 36 meses, mas a ativação Gerência de Marketing e Comer- dos clientes será realizada con- cialização de Gás Canalizado no forme sejam concluídas as eta- Espírito Santo. pas intermediárias. A BR tem previsão de captar, aproximadamente, 40 mil liário, e existe grande número de residências já construídas e em Mais clientes atendidos Atualmente, a Petrobras e Distribuidora atende em Vila Ve- 400 comerciais até 2016. “Vila lha clientes nos segmentos in- Velha e Serra possuem grande dustrial, comercial e veicular, dos novos clientes residenciais 45 Energia Arquivo BR Com a expansão da rede em Vila Velha e Serra para os segmentos residencial e comercial, a previsão é que a BR amplie o consumo em aproximadamente 20.500 m3 por dia. quais são seis postos de GNV me alcança 265 mil m³ por dia, que consomem uma média de por apresentar forte atuação no 23 mil m³ por dia de gás natu- segmento industrial. Com a ex- ral, uma indústria de velas, uma pansão da rede em Vila Velha e indústria alimentícia e um hos- Acompanhando o crescimento imobiliário da região, a previsão é captar mais de 40 mil novos clientes residenciais Sooretama Serra para os segmentos resi- Outro projeto de ampliação pital. Já no município da Serra, dencial e comercial, a previsão da rede de gás natural atenderá atua nos segmentos industrial, é que a BR amplie o consumo o município de Sooretama. Com em, aproximadamente, 20.500 investimentos na ordem de R$10 comercial, residencial e veicular, dos quais, nove são indústrias do setor de siderurgia, cerâmica e outros, sete postos de GNV, três estabelecimentos comerciais e 395 residências. Um dos principais clientes industriais da Petrobras Distribuidora, na região de Vila Velha, é a tradicional Chocolates Garoto. Já na Serra, está instalado o principal Polo Industrial do Estado, assim o segmento da indústria é o grande destaque no município, consumindo mais de 240 mil m³ por dia de gás natural. m³ por dia. Segundo o Plano de Investimentos 2012-2016 da Petrobras, todo o projeto de distribuição de gás natural em Vila Velha e Serra vai contar com investimentos na ordem de R$ 62 milhões. Para Frederico, a chegada do gás natural proporciona modernidade com segurança e conforto, além de ser uma fonte energética com menor impacto ambiental contribuindo para a melhoria da qualidade do ar e beneficiando milhões na instalação de 12,7 km de dutos para atender, inicialmente, ao segmento industrial, a rede terá capacidade máxima de 50 mil m³/dia de gás natural. De acordo com Frederico, as obras de construção e montagem da rede de distribuição de gás natural canalizado para Sooretama já foram iniciadas, e há previsão de término em maio deste ano. O presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, destacou o papel da BR como vetor de desenvolvi- Hoje, a média de consumo toda a população. Entre outros mento econômico no Espírito San- em Vila Velha, considerando benefícios, a ampliação do forne- to. “A interiorização do gás natu- todos os segmentos atendidos, cimento de gás natural na região ral é um desejo dos capixabas. O é de, aproximadamente, 30 mil vai gerar mais empregos e diver- gás é um energético que ajuda a m³ por dia, já na Serra o volu- sificar a matriz energética. trazer novas empresas”, disse. 46 Segundo ele, os investimentos ajudam na atração de novas Ganhos para indústria e residências O segmento comercial também fonte de energia, além de permi- ganha em redução de tempo, a tir maior competitividade do se- gestão de compra de insumos pelo tor, já que o custo do consumo cliente é facilitada e diminui a quan- do gás é mais atraente para di- tidade de capital aplicado, pois o versos negócios. faturamento se dá após a leitura do André Valentim / Banco de Imagens Petrobras indústrias demandantes dessa consumo e o gás natural é fornecido de forma constante e ininterrupta. Já para as residências, a chegada do gás natural oferece mais comodidade e segurança, por ser mais leve que o ar, em caso de vazamento o gás natural se dissipa rapidamente. O governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, ressaltou a importância do combustível fornecido pela Petrobras Distribuidora para a história da economia capixaba. “O gás é o trator do desenvolvimento, da competitividade e, ainda, se constitui uma vantagem ambiental”, concluiu. Em 2012, a BR comercializou 1,086 bilhão de metros cúbicos de gás natural, um recorde para a Companhia, mostrando os bons resultados das ações da empresa na região. Atualmente, a BR é responsável pelo atendimento a 32 postos de combustíveis, 257 estabelecimentos comerciais, 26 mil unidades residenciais, 33 indústrias e uma térmica. Até 2016, a rede de distribuição no Espírito Santo será ampliada dos atuais 280 km para 472 km, considerando projetos nos municípios de Colatina, São Mateus, Serra, Sooretama e Vila Velha. ■ CONTATO BR: Ampliação da rede de distribuição no interior do Espírito Santo poderá atrair novas indústrias e negócios, contribuindo para o desenvolvimento da região Frederico Bichara [email protected] / (27) 3347-8901 Edson Chil é o titular da Gerência de Negócios de Energia (GNE), cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta para a necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de competitividade, qualidade e confiabilidade. ([email protected]) 47 Asfaltos PAVIMENTAÇÃO: técnicas e soluções BR aposta em inovações e desenvolve pesquisas que possam contribuir para solucionar os principais problemas de pavimentação dos centros urbanos C om produtos e serviços para todos os segmentos que precisam de soluções em pavimentação, a Petrobras Distribuidora inova no setor, desenvolvendo soluções de ponta em modernos laboratórios em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). Hoje, a Companhia conta com 15 fábricas instaladas no país para a produção de emulsões asfálticas, todas testadas para garantir alta qualidade do produto. Nesta reportagem, a Soluções BR mostra os principais problemas que ocorrem nos pavimentos dos grandes centros e das estradas. Devido ao excesso de intervenções para manutenção de redes e do tráfego intenso de veículos nas principais vias, as cidades apresentam, em geral, pavimentações extremamente ruins, levando à formação de buracos, desníveis no piso e escorregamento da massa asfáltica. A principal consequência é a perda de suporte da base, seja por falhas de drenagem ou por deficiências de projeto. No fim de sua vida útil, o revestimento asfáltico sofre trincamento por fadiga, que permite que a água penetre nas camadas de base, acarretando a destruição do pavimento. Por ser uma estrutura complexa, composta por diversas Bruno Veiga / Banco de Imagens Petrobras Com 15 fábricas no país, a Companhia produz emulsões asfálticas, testadas para garantir a qualidade do produto 48 camadas estruturais, qualquer problema em uma delas, seja de projeto, de construção ou qualidade de um dos materiais, provoca falhas de modo geral. “Em raríssimos casos, a culpa é do ligante asfáltico”, afirma o consultor Alexander Marcos Vivoni, da Gerência de Comercialização de Asfaltos (GCA). Segundo ele, os erros de execução e de projeto ou o uso de materiais inadequados, como agregados ou mesmo ligante asfáltico de consistência inapropriada, são as falhas mais comuns que levam a problemas no pavimento de estradas e ruas. Quando os problemas são causados pela massa asfáltica, é possível ver a formação de trilhas de roda, quando a massa apresenta consistência não adequada ao tráfego da pista, ou a exsudação (afloramento de asfalto na superfície, tornando a pista muito lisa), quando a massa apresenta excesso de ligante asfáltico, por problemas de usinagem ou de projeto. Há também casos de degradação (esfarelamento) da massa, causada por falta de ligante asfáltico. Técnicas americanas Para evitar esses problemas de pavimentação, a BR vem buscando realizar a melhor dosagem de mistura asfáltica, utilizando técnicas da Erros de execução e de projeto ou o uso de materiais inadequados são as falhas mais comuns que levam a problemas no pavimento de estradas e ruas. ligantes mantém o valor do parâmetro de avaliação da característica fixo e verifica para qual temperatura de uso aquele material testado satisfaz o valor especificado. Além disso, a Companhia desenvolve os ligantes asfálticos mais adequados para cada tipo de mistura, através de testes e investimento em pesquisa. De acordo com o consultor, a Companhia sempre direciona suas atenções para os produtos chamados “de prateleira”, já desenvolvidos com sucesso pela empresa, mas que há casos em que o cliente solicita um produto diferenciado. A BR segue sempre um padrão de atendimento aos clientes da empresa quando há algum tipo de problema com a pavimentação, com a intenção de propor a melhor solução possível dentro dos parâmetros de custo e benefício. “Quando um problema é constatado, visitamos o trecho com avaria, avaliamos o estado do pavimento, sua integridade estrutural, coletamos amostras, se necessário, e as analisamos”, concluiu. especificação americana “Super- Manutenção pave” (Superior Performing Asphalt Segundo o último relatório 2012, do Departamento Nacional de Estradas de Rodagens (Dnit), Pavements) sempre que necessário. A especificação Superpave de o trabalho de manutenção das estradas brasileiras tem melhorado, principalmente depois da implantação do Sistema de Gerenciamento de Pavimentos (SGP), que interage diretamente com o modelo HDM-4 (Highway Development and Managment). O software analisa cenários, define prioridades e propõe soluções de manutenção, considerando dentre outros fatores, o volume de tráfego da rodovia e o melhor custo-benefício. Hoje, predominam os contratos de manutenção estruturada, os chamados Crema 1 e Crema 2. De acordo com o relatório, a quantidade de malha coberta com o Crema 2, que é uma manutenção que atinge as camadas mais profundas do pavimento, aumentou cerca de 20 vezes em relação à situação inicial. Em dezembro do ano passado, os serviços de restauração do Dnit corresponderam a 4,67% da malha, já os de Crema 1 e 2 a mais de 50% juntos e os de conserva registraram 32%. Segundo o Dnit, praticamente toda a malha está protegida com contratos de manutenção estruturada. Produtos A BR vem durante os anos desenvolvendo os principais produtos 49 do país para a pavimentação de ruas e estradas brasileiras. Entre os produtos feitos pela empresa estão os Asfaltos Modificados por Polímeros Elastoméricos (CAPFLEX), o Asfalto Borracha e as Emulsões Asfálticas tanto tradicionais como ecológica, a chamada Emulpen. O CAPFLEX é um dos produtos mais aplicados da Companhia, já que é recomendado para pavimentos altamente drenantes, corredores de tráfego intenso e/ou com cargas elevadas. O uso desse CAP visa reduzir ou até eliminar deformações permanentes. Além disso, o produto é muito utilizado em pistas especiais como autódromos e aeroportos, pois aumenta o índice de serventia do pavimento e, consequentemente, o conforto do usuário. Outro produto que vem ganhando destaque é o Asfalto Borracha. Feito a partir da borracha moída de pneus inservíveis, além de trazer benefícios ao meio ambiente, esse tipo de asfalto melhora em muito as propriedades e o desempenho do revestimento asfáltico. Entre as vantagens do asfalto borracha estão a alta elasticidade e a resistência ao envelhecimento, tornando-o ideal para manter a pavimentação das cidades em bom estado. ■ CONTATO BR: Alexander Marcos Vivoni [email protected] / (21) 2162-3258 IngImage Asfaltos Superpave Durante os anos de 1987 a 1993 foi desenvolvido pelo Congresso dos EUA um programa de estudos, conhecido como Strategic Highway Research Program (SHRP). O objetivo desse Programa era desenvolver pesquisas na área de pavimentação, destinando uma verba de US$ 150 milhões para melhorar o desempenho, a durabilidade e a segurança das estradas. Um dos principais resultados desse Programa de pesquisa foi a proposição de novos métodos de avaliação dos ligantes asfálticos para pavimentação. Essas novas especificações passaram a ser conhecidas como Superpave (Superior Performing Asphalt Pavements) e apresentaram mudanças significativas nos procedimentos de ensaio de ligantes e misturas asfálticas, visto que privilegia a avaliação das propriedades reológicas por ensaios mais representativos das mesmas que os atuais, baseados nos ensaios tradicionais de penetração, ponto de amolecimento e viscosidade. A base da proposta do SHRP é que os ligantes passem a ser avaliados em uma ampla faixa de temperaturas, que cubra todas as etapas do processo de mistura, espalhamento e compactação, bem como esteja associada as temperaturas do pavimento ao longo da vida útil do trecho onde aquele material será utilizado. A especificação Superpave de ligantes, mantém o valor do parâmetro de avaliação da característica fixo e verifica para qual temperatura de uso aquele material testado satisfaz o valor especificado. Para compor essa nova classificação dos ligantes asfálticos foram estabelecidos novos ensaios realizados em temperaturas baixas, médias e altas de uso do CAP no campo. Os ligantes são classificados em graus de temperatura máxima e mínima em que apresentam determinadas propriedades, estabelecidas como “grau de desempenho” (PG - performance grade, em inglês). Carlos Eduardo Duff da motta pereira é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos (GCA), cuja missão é administrar a venda de asfaltos e emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura se entrosar com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected]) 50 Certificações CONTEÚDO LOCAL Cláusula da ANP busca garantir maior competitividade à indústria nacional em projetos de exploração e desenvolvimento da produção de petróleo e gás tal fato através dos Certificados de Conteúdo Local emitidos pelas Certificadoras Autorizadas por ela. O dispositivo tem o objetivo de incrementar a participação da indústria nacional de bens e serviços, em bases competitivas, nos projetos de exploração e desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural. O resultado esperado é um impulso ao desenvolvimento tecnológico, à capacitação de recursos humanos e à geração de emprego e renda nesse segmento. “A certificação de conteúdo local tem seu fundamento legal na Resolução nº 36/2007 da ANP, que determina que as empresas participantes do leilão dos blocos exploratórios de petróleo, a partir da 7ª rodada, devem cumprir a cláusula nº 20 do contrato de concessão, que determina a certificação da aquisição de bens e serviços”, explica Marcos Roberto Alixandrini, engenheiro químico pleno da Gerência de Produtos Químicos (GPQ) da BR. É de responsabilidade das entidades credenciadas medir e informar à ANP o conteúdo local de Arquivo BR O s contratos de concessão para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural, firmados a partir da 7ª rodada de licitação, incluem uma cláusula de Conteúdo Local. Por determinação da Agência Nacional de Petróleo (ANP), as concessionárias devem ter em seus projetos o percentual do conteúdo local informado no contrato ou o valor mínimo indicado pela ANP, e comprovar 51 Certificações bens e serviços contratados pelas concessionárias para essas atividades. A porcentagem de conteúdo local exigido dependerá dos blocos adquiridos e da rodada de licitação da qual participam. No caso da Petrobras, os blocos exploratórios vencidos foram concedidos por meio de critérios distintos, conforme explica Alixandrini. “Em alguns casos, a porcentagem fez parte do critério de julgamento. Quanto maior o lance ofertado, melhor. Em outros, havia apenas uma porcentagem mínima a ser cumprida”, explica. A partir da 7ª rodada, todas as empresas vencedoras dos blocos são obrigadas a obter a certificação. “Qualquer item adquirido - seja um bem ou um serviço, utilizado pelo concessionário na execução do contrato de concessão, na fase de exploração ou na etapa de desenvolvimento da produção deve ser certificado, desde que haja necessidade de comprovação, para efeito de cumprimento do conteúdo local contratual”, esclarece. Tipos de certificação bem, aplicado ao valor do respec- uma operação. Por exemplo, ao tivo contrato de utilização do bem. serem agregados os conteúdos lo- A atividade de certificação compreende a coleta de dados sobre a procedência dos componentes fornecidos, a medição do conteúdo local e a emissão dos certificados. Estes são divididos em seis diferentes tipos, obedecendo a critérios, instruções e fórmulas específicas para a apuração do seu conteúdo. Veja abaixo as características de cada tipo de certificado: Conteúdo Local de Bens (CLb): Aplicável para equipamentos e materiais. Percentual que corresponde ao quociente entre: ■ a diferença entre o valor total de comercialização de um Conteúdo Local de Subsistemas: O subsistema é parte integrante de um sistema maior. Corres- cais de uma plataforma ao sistema de perfuração/exploração de um ou mais poços, poderá ser obtido ponde, por exemplo, aos módulos o conteúdo local de um campo. de uma plataforma, petroleiro, na- Conteúdo Local de Serviços: vio de apoio offshore, entre outros. Conteúdo Local de Sistemas: O Sistema é uma reunião coordenada e lógica de um grupo de equipamentos, máquinas, materiais in- Para efeitos de apuração do valor do Conteúdo Local de Serviços, será aplicado o ILs sobre o valor total do serviço contratado, excluído o ISS, calculado conforme metodolo- dependentes e serviços associados gia da Cartilha de Conteúdo Local. que, juntos, constituem um conjunto Certificados da BR: intimamente relacionado e que fun- Atualmente, todos os produtos cionam como estrutura organizada químicos e serviços comercializa- destinada a realizar funções especí- dos pela Petrobras Distribuidora ficas. Corresponde, por exemplo, à para o E&P da Petrobras exigem bem (excluídos IPI e ICMS) e o plataforma, ao petroleiro ou navio de valor da sua respectiva parce- apoio offshore como um todo. la importada; Conteúdo Local de Conjunto de prios e/ou revendidos e serviços Sistemas: portuários. Ao todo, 144 produtos ■ e o seu valor total de comercialização (excluídos IPI e ICMS). certificação da ANP. São eles: lubrificantes, produtos químicos pró- O conceito de sistemas poderá BR já foram certificados: 112 óleos Conteúdo Local de Contratação ser ampliado para conjuntos maio- lubrificantes, 21 graxas e 11 pro- de Bens para Uso Temporário: res, no universo de atividades con- dutos classificados como produtos Mensurado através do Conteú- cernentes aos setores de petróleo diversos (como diesel e gasolina). do Local do bem objeto de tal ati- e gás natural, desde que não se Para 2013, estão previstos vidade. Para a apuração, será utili- perca de vista o conceito de inter- mais outros 100 lubrificantes e zado o valor percentual do CLb do dependência e encadeamento de graxas a serem certificados. 52 Saiba mais sobre a certificação dos lubrificantes Segundo Alixandrini, os documentos necessários para a certificação dos lubrificantes são as nonotas fiscais de compra de matéria prima; e a fórmula de produção dos lubrificantes com as porcentagens de cada aditivo e óleo básico. No caso dos produtos, a certificação é divida entre produtos próprios e produtos de revenda. No caso dos produtos próprios, o Todo o produto químico comercializado pela BR, através dos Depósitos de Supply House, deve contar com seus respectivos certificados de conteúdo local válidos. André Valentim / Banco de Imagens Petrobras tas fiscais de venda de produto; as processo de certificação foi conduzido pela GPQ/GQPET, a partir da contratação de empresa certificadora, que atuou junto à fábrica de lubrificantes da BR (GEI) para a elaboração dos certificados. “A Certificadora calculou o certificado de conteúdo local de cada produto e emitiu os certificados com validade entre dois e quatro anos para produtos químicos, e de três meses para serviço”, explicou Marcos Roberto Alixandrini. A certificação dos produ- tos de revenda, conduzida pela House, deve contar com seus respectivos certificados de conteúdo local válidos. Fiscalização Para garantir o cumprimento das exigências contratuais de Conteúdo Local, a ANP efetua um acompanhamento dos investimentos e das atividades realizadas pelas concessionárias a cada três meses. A fiscalização ocorre em três diferentes mo- ditoria na empresa em questão e recalcula a porcentagem de conteúdo local dos certificados emitidos pela Certificadora, com base nos documentos que esta ou a empresa contratante deve, obrigatoriamente, manter arquivados. Não sendo encontrada a informação, o valor é computado como proveniente de importação e o certificado cancelado. Em função da falha cometida, poderá caber advertência, multa ou mesmo suspensão da Certificadora. ■ GPQ/GPEQ, foi iniciada em 2010, mentos: na conclusão da fase quando a BR solicitou de seus de exploração; ao fim da etapa fornecedores (ativos) a certifica- de desenvolvimento da produ- CONTATOS BR: ção de todos os produtos comer- ção; e no encerramento do con- cializados com a Companhia. trato de concessão, quando o Marcos Roberto Alixandrini [email protected] / (21) 2354-0518 Certificação de Serviço Cristiane Altomari Teixeira [email protected] / (21) 2354-0497 Certificação de Produtos Revendidos Luiz Antônio Lomba Soriano [email protected] / (21) 2354-4674 Atualmente, todo o produto bloco exploratório é devolvido. químico comercializado pela BR, Em casos de suspeita de irre- através dos Depósitos de Supply gularidade, a ANP efetua uma au- Luis marcelo freitas é o titular da Gerência de Produtos Químicos (GPQ), cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a desenvolver, fabricar ou buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como compromisso observar os melhores prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected]) 53 Institucional Cidade Nova Com selo internacional de sustentabilidade, destinado a prédios alinhados com iniciativas em benefício do meio ambiente, a BR prepara mudança para sua nova sede no Rio de Janeiro A nova casa da Petrobras Distribuidora vai oferecer mais espaço, conforto e segurança para os empregados da Companhia, permitindo uma maior integração entre as áreas e acompanhando o crescimento da empresa nos últimos anos. Pelo planejamento inicial, a mudança completa da Companhia deverá acontecer em até quatro meses após a conclusão das obras, prevista para o segundo semestre de 2013. Localizado na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro, que tem passado por um forte processo de revitalização, o prédio contará com novidades em 54 Alexandre Brum Nova sede da Petrobras Distribuidora terá mais espaço, conforto e segurança para os empregados, além de ser um projeto sustentável e ecoeficiente neiras de pressão para evitar o desperdício. Haverá, ainda, reuso da água da chuva para aplicação em vasos sanitários, irrigação de plantas e lavagem de áreas externas. Economia de energia Outra novidade será o sistema de iluminação automatizado, que permitirá individualizar a energia, ou seja, será possível acender apenas a luz sobre uma estação de trabalho, sem a necessidade de todo um pavimento permane- Banco de Imagens Petrobras sua estrutura. Ao todo, terá dez andares, sendo nove de escritórios, e cada um com um “pool” de salas de reunião e com uma sala multiuso para eventos. Terá, ainda, quatro subsolos, com mais de 400 vagas de garagem, um bicicletário e uma área técnica e de utilidades. O térreo abrigará auditório para 200 pessoas e uma área destinada a banco. No segundo pavimento, haverá centro médico, biblioteca e outro auditório para 80 lugares. Para garantir o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), certificado concedido aos chamados ‘edifícios verdes’, a BR investiu nos requisitos necessários para um prédio ecoeficiente. Para a economia de água, os banheiros contarão com descargas com sistema em dois estágios, e tor- 55 Institucional cer iluminado. O prédio contará, nova sede, que fica na Rua Cor- Petrobras, próximo de onde está também, com luminárias de alto reia Vasquez. Com isso, o espa- sendo construído a nova sede desempenho e lâmpadas de ço que será deixado na atual da BR, também na Cidade Nova, baixo consumo de energia. sede da empresa, localizada no no Rio de Janeiro. A nova sede também terá um telhado verde e a utilização de vidros de alta performance, objetivando um melhor desempenho energético e oferecendo uma temperatura interna mais agradável, além de garantir maior utilização da luz natural, gerando mais economia de energia. premissa da tiva, nove andares e capacidade pado pela Petrobras. para 3.000 pessoas, o prédio se- Sustentabilidade Um exemplo Com 34 mil m² de área priva- gue os modernos conceitos de de que a sustentabilidade. Toda a madeira Petrobras vem investindo para ga- utilizada na construção era certi- rantir que suas edificações usem ficada, assim como as tintas es- o menos possível dos recursos na- colhidas tinham baixa emissão de turais é o prédio da Universidade gases corrosivos. ■ eficiência energética está sendo observada do ponto de vista da construção, que será certificado pela consul- Arquivo BR “A bairro do Maracanã, será ocu- toria internacional Leed – órgão certificador do Green Building. No futuro pretendemos ampliar este conceito certificando, também, a operação do prédio”, afirmou Hildebrando Brito, da Gerência de Suporte Administrativo (GSAD). O projeto de mudança da BR prevê que todas as gerências lotadas na cidade do Rio de Janeiro serão transferidas para a Prédio da Universidade Petrobras é um exemplo, dentro dos projetos da Companhia, do uso consciente dos recursos naturais e conceitos de sustentabilidade Green Building Council Brasil O Green Building Council Brasil (GBC-Brasil), criado em março de 2007, é uma organização não de promover mundialmente tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil. governamental que surgiu para auxiliar no desenvol- Para se ter ideia do crescimento de certificações vimento da indústria da construção sustentável no Leed emitidas no país, em 2004, o selo recebeu o país, utilizando as práticas de “construção verde” em primeiro pedido de um empreendimento brasileiro e, um processo integrado de concepção, construção e também, da América Latina. Hoje, o país é o quarto operação de edificações e espaços construídos. no ranking mundial de construções verdes, com 51 O instituto faz parte do World Green Building prédios certificados e 525 em processo de certifi- Council, entidade internacional que regula e incen- cação, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados tiva a criação de Conselhos Nacionais como forma Árabes Unidos e China. 56 PATROCÍNIO BR PATROCINA O 3º SALÃO BIKE SHOW Arquivo BR BR aproveita o evento para divulgar a linha de lubrificantes e o conceito Lubrax+ para motos Estande da companhia apresentou ações do Petrobras Premmia e Petrobras na Garupa, além de serviços, informações e entretenimento E m sua terceira edição, o Salão Bike Show vem se consolidando a cada ano como um dos principais palcos do motociclismo nacional. O evento foi realizado no Riocentro, em janeiro, e atraiu um público estimado em 60 mil pessoas. Visitantes de toda a América Latina e de moto clubes nacionais compareceram. 100 expositores, incluindo alguns dos maiores fabricantes de motos do mundo, exibiram ao público seus últimos modelos. Patrocinadora do evento desde a primeira edição, a Petrobras Distribuidora expôs a linha de lubrificantes para motos e o projeto conceito do Lubrax+ para motociclistas. Um novo lubrificante da família Lubrax, em fase final de desenvolvimento, contará com uma tecnologia inovadora, que aumenta a vida útil da moto e garante o máximo desempenho. A gerente de Promoções, Relacionamento e Incentivos da Rede de Postos da Petrobras Distribuidora (GPRI), Grace Melo, afirma que não há produto similar no mercado e que ele irá atender, de forma diferenciada, os clientes desse segmento. A convite da Companhia, o jornalista Fausto Macieira, do canal SporTV, conversou com os visitantes e apresentou a história da evolução das duas rodas, no “Auditório de Palestras”. No simulador montado no estande, o visitante pôde experimentar a 57 PATROCÍNIO Arquivo BR Arquivo BR sensação de pilotar uma motocicleta em alta velocidade – o que mobilizou as atenções durante os quatro dias do evento. A Petrobras Distribuidora também marcou presença com a promoção do programa de fidelidade Petrobras Premmia, oferecendo serviço de cadastro on-line aos visitantes. No estande da BR, foram dadas explicações sobre como é possível dobrar (cartão Petrobras) e quadruplicar (cartão Petrobras com consumo associado a posto cadastrado) o número de pontos adquiridos no abastecimento na rede Petrobras ou em compras nas lojas BR Mania ou Lubrax+. O regulamento completo e o formulário de inscrição no Petrobras Premmia estão disponíveis no site www.br.com.br/petrobraspremmia. Simulador O simulador de “moto-velocidade” era o preferido dos visitantes mais jovens, já acostumados com a dinâmica dos games. O diferencial é que os participantes, montados na moto do simulador, tinham seus movimentos no guidão acompanhados pela inclinação da moto e, ao mesmo tempo, da “moto-virtual” na tela do simulador. Segundo Fernando Quintão da Silva, de 24 anos, o simulador é “muito bacana e traz a realidade de pilotar, a ponto de chegar a mexer com a emoção da gente, como se fosse, realmente, a emoção de pilotar. Você entra 58 Simulador que permitia pilotar uma motocicleta em alta velocidade atraiu os visitantes mesmo no jogo. Chega a dar adrenalina”, acrescentou. Outro visitante que experimentou o simulador foi o Pedro Lessa, de 10 anos. Acompanhado da mãe, Ana Paula Lessa, o pequeno não escondia a inquietação já “na fila da moto para correr”. Pedro tomou conhecimento do Salão pela internet, e insistiu para que a mãe o levasse. “Gosto muito de motocicleta”, disse, sem tirar os olhos da máquina. Depois de subir no veículo e experimentar a simulação de velocidade, afirmou, cheio de orgulho: “Fiquei calmo, mesmo nas curvas”. Breno Magalhães, da mesma idade, também gostou da brincadeira: “Levei dois tombos, mas completei o circuito”. Seu pai, Dênio Magalhães, contou que gosta de motociclismo e que, em um passeio em Itaipava, em um evento de moto ganhou um boné do Salão Bike Show. “Entrei na internet para saber, adquiri ingressos e vim de Além Paraíba para o Riocentro, para conhecer. É o melhor evento de motos no Rio”, completou. Petrobras Premmia O cadastro de Roberto Carlos Pereira, 47 anos, foi rápido, segundo o próprio cliente da rede de postos Petrobras. “Gosto muito da Petrobras. Agora vou entrar sempre no site e acompanhar o número de pontos. Eu sei que, no posto de gasolina de minha preferêno dobro, o que é uma vantagem. Eu sempre dou preferência à BR e agora está melhor”, explicou. Arquivo BR cia, o número de pontos é maior, Os visitantes que se cadastraram durante o Salão Bike Show receberam mais informações sobre como é possível multiplicar os benefícios no Premmia. Para quem tem o cartão Petrobras, o número de pontos adquiridos com o con- Pilotos, fãs e curiosos se divertiram e ficaram bem informados no estande da Petrobras A BR expôs a linha de lubrificantes para motos e o projeto conceito do Lubrax+ para motociclistas. sumo é multiplicado por dois. Se, além disso, a compra for realiza- ponder a uma pergunta: a qual de da BR. Para Ricardo Veneziani, da no posto onde o cliente efetuou perfil de motociclista você perten- fotógrafo de motociclismo há mais seu cadastro, o total de pontos ce? Com base nisso, era possível de 30 anos, Fausto Macieira “é a será multiplicado por quatro. identificar o “Sustentador”, que maior autoridade, hoje, do motoci- é o motociclista que usa a moto clismo nacional”. Petrobras na Garupa Durante o evento motociclístico, a Petrobras Distribuidora também levantou informações sobre os perfis e hábitos de seus adeptos. As ações fazem parte do projeto Petrobras na Garupa, que tem como objetivo reconhecer e como instrumento do seu ganha- Em seguida, já no “Auditório -pão; o “Deslocador”, que foge de Palestras”, Fausto articulou do trânsito; o “Explorador”, que sobre a história das duas rodas busca a liberdade; e o “Adrena- e sobre os cuidados necessários linador”, que busca emoções in- com manutenção, velocidade e tensas na cidade ou no campo. responsabilidade, Bate-papo entre outros assuntos. O público lotou o espaço. Ao encerrar, depois de aplau- promover o relacionamento da Cia O jornalista Fausto Macieira, con- dido pelos visitantes, o jornalista com esse público. Ao identificar os vidado pela Petrobras Distribuidora, premiou duas pessoas com seu seus principais interesses, a em- esteve presente no terceiro dia de livro sobre motociclismo. David presa poderá oferecer produtos e evento para uma conversa com os Filstein, de 50 anos, que apresen- serviços cada vez mais adequados pilotos, fãs e curiosos do motoci- tou a carteira de motociclista mais aos perfis de seus consumidores. clismo. Fausto entrevistou diversas antiga, de 1971, e Renato Rondi- Os visitantes do Salão foram pessoas, o que levou o público a neli, 23 anos, com a habilitação abordados e convidados a res- se concentrar na frente do estan- mais recente, tirada em 2012. ■ 59 IngImage Patrocínio Maratona teatral Depois de circular com sucesso por todo o país, as peças selecionadas pelo edital de seleção pública da BR chegam ao Rio através da mostra que acontece sempre às quartas-feiras, no Sesc Ginástico, a preços populares A té maio de 2013, a Mostra de Teatro Panorama Petrobras Distribuidora de Cultura apresenta espetáculos a preços populares para o público adulto e, também, para crianças, numa parceria entre o Sesc e a Petrobras. As peças foram contempladas no Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2011/2012 com o objetivo de circular por todo o País, e agora estão de volta à cidade do Rio de Janeiro. 60 O evento cultural viabilizará a mais longa mostra de teatro realizada na cidade do Rio de Janeiro. “Essa é mais uma oportunidade para o público ter acesso a ótimos espetáculos, a preços populares. O Panorama fechará o ciclo do Programa Petrobras Distribuidora, edição 2011-2012, com chave de ouro”, diz Alena Aló, gerente de Patrocínio da Petrobras Distribuidora. De acordo com a gerente de Cultura do Sesc Rio, Liliana Magalhães, “as peças oferecem a opor- tunidade de serem vistas ou revistas, aprofundando a diversidade de temas que estimulam o olhar sobre o mundo de hoje e fazem da experiência cultural uma vivência de interação e aprendizagem”. O Teatro Sesc Ginástico se mostrou o palco ideal, não somente por sua localização central, que facilita a acessibilidade, mas, também, por ser um palco já tradicional de grandes nomes e grandes espetáculos. “A Mostra de Teatro surgiu do interesse em reunir Divulgação Oportunidade do público rever seus espetáculos favoritos e conhecer outros, como o “Tartaruga de Darwin” IngImage Divulgação Deficientes auditivos podem conferir a programação, que conta com a tradução para a linguagem de sinais (Libras) 61 Patrocínio espetáculos de excelência com- Em todas as peças apresenta- provada, tanto de crítica como das será realizada tradução para Distribuidora de Cultura de público, numa última oportu- linguagem de sinais – Libras, nidade para o público rever seus possibilitando espetáculos favoritos. Para alguns imediata dos deficientes auditivos espetáculos, esta será sem dúvi- presentes na plateia. O objetivo da a última sessão”, afirma Celso da ação é democratizar o acesso Lemos, que cuida da produção do a cultura para públicos portado- evento ao lado de Lilian Bertin. res de deficiência. Lançado em abril de 2009, o Programa Petrobras Distribuidora de Cultura foi criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e já viabilizou a circulação de 90 espetáculos teatrais. Foram realizadas apresentações em todos os Estados do País, atingindo público superior a 300 mil pessoas em mais de 850 apresentações, em cerca de 85 diferentes municípios brasileiros. ■ a compreensão ção até maio da Mostra de Confira abaixo a programa Distribuidora de Cultura: Teatro Panorama Petrobras Programa Petrobras Enfim, Nós – dia 13 de março o Poema Infinito – dia 20 de março Federico Garcia Lorca – Pequen Corte Seco – dia 27 de março de abril Besouro Cordão de Ouro – dia 03 A Carpa – dia 10 de abril il Sade em Sodoma – dia 17 de abr Açaí e Dedos – dia 01 de maio maio O Capitão e a Sereia – dia 15 de maio Tartaruga de Darwin – dia 29 de tuitos no Sesc Tijuca Espetáculos infantis gra de março Histórias da Mãe África – dia 14 Fedegunda – dia 27 de março Horário dos espetáculo s: 19h Teatro Sesc Ginástico : Av. Graça Aranha 18 7, Centro. Tel.: 2279-4027 Ingressos: R$ 5 (asso ciados Sesc Rio), R$ 10 (jovens de até 21 anos, estudantes e maiores de 60 anos) e R$ 20 (inteira) Classificação etária: a conferir por espetáculo Capacidade: 513 lugare s 62 IngImage Serviço Divulgação Divulgação “Açaí e Dedos” mais um espetáculo para o público a preços populares Marcelo Lipiani A peça “Sade e Sodoma” faz parte da programação da Mostra de Teatro Panorama Petrobras Distribuidora de Cultura “Corte Seco” é um dos espetáculos que pod em ser visto na Mostra fruto da parceria entre , Petrobras Distribuidora e Sesc 63 Opinião SINERGIA QUE ESTIMULA A economia brasileira aponta para um crescimento do setor de construção ci- internacionais, as obras de infra- vil em torno de 3% em 2013, uma tanto para a realização de proje- vez que as recentes medidas tos quanto para o crescimento do anunciadas pelo governo fede- país. Por haver, ainda, um grande ral vão estimular a aceleração da gargalo na formação e na dispo- execução das obras por todo o nibilidade de mão de obra qualifi- país, com os olhos voltados para cada para o setor em todos os ní- os dois grandes eventos progra- veis, as palavras de ordem nesse mados para os próximos anos: a momento devem ser: treinamento Copa do Mundo de Futebol, em e valorização do capital humano. 2014, e as Olimpíadas, em 2016. estrutura terão de acontecer, e a Camargo Corrêa deseja contribuir Há mais de 70 anos no merca- Acredito que a recuperação es- do, lideramos muitas obras e mui- perada para a economia nacional, tos projetos relevantes por todo o este ano, seja geral, com desta- país e também no exterior. De uma que para os segmentos agropecu- pequena sede no centro de São ário, industrial e de infraestrutura. Paulo, em 1939, somos hoje uma Mesmo diante de um ainda com- das maiores empresas de constru- plexo ambiente internacional, as ção do Brasil, líderes no setor de perspectivas sugerem uma inten- hidrelétricas, sendo responsáveis sificação do ritmo das atividades, por, aproximadamente, 55% da ca- especialmente nesses setores. pacidade de geração da energia Dessa forma, toda a cadeia que abastece o Brasil. Atuamos de suprimentos e logística (volta- também nos segmentos de terme- da para a construção civil e para létricas, portos, aeroportos, ferro- as obras de infraestrutura) deverá vias, ruas e rodovias, metrô, pon- acompanhar a evolução do mer- tes, refinarias, além de estarmos cado e contribuirá não só com presentes em outros projetos de in- produtos, mas também com pro- fraestrutura. Empregamos, ao todo, cessos mais estruturados e com mais de 24.000 funcionários diretos tecnologia. Ainda em 2013, o Brasil e temos uma carteira de R$ 3,5 bi- deverá também começar a sentir lhões em compras de equipamen- fortemente os efeitos positivos das tos, materiais e serviços por ano. políticas fiscal e monetária. A Petrobras Distribuidora sem- Com a proximidade da rea- pre foi a nossa fornecedora de lização dos eventos esportivos combustíveis e lubrificantes. Em 64 Arquivo Pessoal O CRESCIMENTO Cláudia Regina Rasini 2010, assinamos um contrato de parceria com a BR, que se tornou a fornecedora exclusiva das obras da Camargo Corrêa. Foi um contrato totalmente inovador, na época, com condições diferenciadas que selaram o trabalho conjunto e puderam ser estendidas a todas as empresas do Grupo. A parceria deu tão certo que, em 2012, renovamos o contrato por mais dois anos. Acreditamos que não basta sinalizar ao mercado uma necessidade. É preciso construir soluções conjuntas, que agreguem aos projetos benefícios de preços, prazos, tecnologia, qualidade e sustentabilidade. Desta forma, alinhamos a preocupação do Grupo Camargo Corrêa com sua cadeia de valores à visão e à sensibilidade da Petrobras Distribuidora. O sucesso dos empreendimentos está fortemente ligado à área de suprimentos e de logística, mas também à capacidade das empresas de desenvolver e manter parcerias estratégicas, numa sinergia que estimule relacionamentos de longo prazo. ■ CLÁUDIA REGINA RASINI Gerência Corporativa de Suprimentos e Logística da Camargo Corrêa.