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Nº 49 • Ano 9 • março/abril 2013
Consumo
aquecido
Enquanto o mercado brasileiro de
combustíveis cresceu 6,5% em 2012,
a BR reforça sua malha logística
realizando mais de 50 obras em
bases e terminais
Inovação
BR abastece
ônibus a
hidrogênio
Vocação para crescer
Impulsionado, entre outros fatores, pela expansão da frota de automóveis, o consumo de combustíveis no Brasil alcançou, em 2012, um
patamar surpreendente no mercado, registrando crescimento de aproximadamente 6,5% na comparação com o ano anterior, bem acima do
Produto Interno Bruto (PIB).
Levantamento do Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis
(Sindicom) mostra que as vendas de gasolina cresceram 12,2%, e o
consumo de diesel avançou 6,8% - os dois produtos foram os principais responsáveis por esse impressionante crescimento, segundo
avaliação de especialistas do setor. No total, os brasileiros consumiram
129,6 bilhões de litros de combustíveis, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Na reportagem de capa desta edição, a Soluções vai mostrar como
a Petrobras Distribuidora vem se preparando para fazer frente a esse
aquecimento do mercado: são mais de 50 obras em bases, terminais
e instalações espalhadas por todo o território nacional, que objetivam
reforçar a malha de distribuição logística da Companhia.
Em outra matéria, você vai saber mais sobre o avanço do uso do
hidrogênio como combustível. Numa parceria que reúne inovação tecnológica e a preocupação com a preservação ambiental, a Petrobras
Distribuidora produzirá hidrogênio (H2) dentro da estação de abastecimento que os técnicos da BR projetaram para abastecer a frota de
ônibus da capital paulista.
E a BR Aviation também traz novidades. As inaugurações de unidades de prestação de serviços em aeroportos reforçam a já marcante
presença da Companhia na aviação nacional. O atendimento diferenciado faz parte da nossa estratégia competitiva, e é também o combustível que nos move para os caminhos do desenvolvimento.
Boa leitura!
Roberto Rosa
PALAVRA br
José Lima de Andrade Neto,
Presidente da Petrobras Distribuidora
sumário
3 . . . . Entrevista
Marcelo Fernandes Bragança
BR amplia atuação no
mercado de coque
8 . . . . Aviação
Fuel Forum
10 . . .
Aviação
Serviços diferenciados
16 . . .
Aviação
Encontro estratégico
19 . . .
Aviação
Entrada em Navegantes
22 . . . Inovação tecnológica
Movido a hidrogênio
27 . . .
Transportes
Garagem Verde
30 . . . Reportagem de capa
Mercado aquecido
42 . . . Combustíveis
Novo terminal marítimo
45 . . . Energia
Rede em expansão
48 . . . Asfaltos
Pavimentação: técnicas e soluções
51 . . .
Certificações
Conteúdo local
54 . . . Institucional
57 . . .
PRESIDENTE
José Lima de Andrade Neto
DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR
Andurte de Barros Duarte Filho
DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
Luiz Claudio Caseira Sanches
DIRETOR FINANCEIRO
Nestor Cuñat Cerveró
DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA
José Zonis
CONSELHO EDITORIAL
Antonio Carlos Alves Caldeira
Carlos Eduardo Duff da Motta Pereira
Edson Chil
Flavia Lopes de Abreu Cavalcanti
Francelino da Silva Paes
Gilce de Oliveira Sant’Anna
Hévila Aparecida Arbex
Leonardo Cesar de Barros
Luis Marcelo Freitas
Sandra Braga Nery
Viviane Salathe
GERENTE DE COMUNICAÇÃO E
RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
Sylvia Sampaio Lopo
Gerente de Planejamento
de Comunicação
Luis Fernando Meinicke Farias
GERENTE DE IMPRENSA E
Comunicação Interna
Carolina Rocha Campos Pires
EDITORA
Carla de Paula Santos (MTB 32599/RJ)
PRODUTOR
César Gonçalves de Almeida
REPORTAGEM
Carla de Paula Santos e Rodrigo Miguez
REVISÃO
Inah de Paula Comunicações
Cidade Nova
DIAGRAMAÇÃO
Inah de Paula Comunicações
Patrocínio
PRODUÇÃO GRÁFICA
Inah de Paula Comunicações
BR patrocina o 3º Salão Bike Show
60 . . . Patrocínio
Maratona teatral
64 . . . Opinião
Sinergia que estimula o crescimento
2
Publicação da Petrobras Distribuidora S.A.
FOTO DE CAPA
IngImage
Produzida por
Inah de Paula Comunicações
TIRAGEM
9 mil exemplares
Reinaldo Hingel
Entrevista
BR AMPLIA ATUAÇÃO
NO MERCADO DE COQUE
Marcelo Fernandes Bragança
Gerente de Marketing de Comercialização de Combustíveis Sólidos
Além de ser responsável pelo escoamento da produção de Coque Verde de Petróleo
(CVP) da Petrobras, a BR, através da Brasil Carbonos S.A., também atua na gestão
e na operação dos pátios das refinarias, bem como realiza o beneficiamento do
produto, com papel estratégico no desenvolvimento de novos mercados. Ainda
neste ano, será concluída a instalação de uma nova planta de armazenamento
e beneficiamento de coque, e a empresa dará início às obras de construção da
terceira unidade industrial da Brasil Carbonos. Nesta entrevista, o gerente
Marcelo Fernandes Bragança, da Gerência de Marketing de Comercialização de
Combustíveis Sólidos, fala sobre esse crescente mercado e mostra as diversas
vantagens e aplicações industriais do coque.
3
Entrevista
Soluções BR: Qual é o papel da
Soluções BR: Quais são as van-
Soluções BR: A Petrobras já está
BR na comercialização do Coque
tagens de se utilizar o Coque Ver-
investindo em novas unidades pro-
Verde de Petróleo (CVP)?
de de Petróleo?
dutoras? Onde serão localizadas?
Marcelo: A BR tem a responsa-
Marcelo: O CVP produzido pela
Marcelo: Sim. A Petrobras está
bilidade, perante a Petrobras,
Petrobras possui excelente qua-
construindo duas novas refina-
lidade, principalmente quanto
rias, que terão Unidades de Co-
ao seu baixo teor de enxofre,
queamento Retardado (UCRs),
de garantir o adequado escoamento da produção de CVP
das refinarias. Para tanto, dispomos de toda nossa estrutura comercial e operacional, as
quais continuamente procuramos adequar, bem como contamos com os serviços prestados
pela Brasil Carbonos. Adicionalmente, a BR tem o papel de
elevado carbono fixo, praticamente inexistência de cinzas e
elevado poder calorífico, o que
permite o seu uso tanto como
matéria-prima, em diversos processos industriais, como também para queima, substituindo
outros tipos de combustível.
Em
diversos
processos,
ele
responsáveis pela produção do
CVP. No final de 2014, entrará
em operação a Refinaria Abreu e
Lima, em Suape/PE, e, em meados de 2015, entrará em operação a fase 1 do COMPERJ, em
Itaboraí/RJ.
Soluções BR: E a BR, também tem
apresenta vantagens na substi-
investimentos na área de coque?
novas aplicações para o CVP
tuição de produtos importados,
Marcelo: Sim, por meio da Bra-
nacional, agregando valor para
reduzindo custos para os nos-
sil Carbonos S.A., na qual a BR
nossos clientes.
sos clientes.
tem uma participação acionária
André Valentim / Banco de Imagens Petrobras
desenvolver novos mercados e
Novas unidades produtoras estão sendo construídas, e a previsão é que em 2014 e 2015 já estejam em operação
4
de 49%. A empresa já opera uma
pacidade de armazenagem de
planta industrial de armazena-
coque, que poderá chegar até a
gem e beneficiamento de coque,
200.000 toneladas.
localizada em Cosmópolis (SP),
próximo à refinaria de Paulínia
(REPLAN), e está em fase final
de construção de uma segunda
unidade, em Taubaté (SP), próximo à refinaria do Vale do Paraíba
(REVAP). Adicionalmente, também devemos iniciar, em 2013, a
construção da terceira planta de
armazenagem e beneficiamento
de coque, em Suape (PE), próximo à Refinaria Abreu e Lima.
Soluções BR: Quando essas
unidades entrarão em operação?
Qual será a capacidade operacional de armazenagem e beneficiamento de cada uma delas?
Soluções BR: Com a criação da
Brasil Carbonos, a BR aumenta a
sua participação no mercado?
Reinaldo Hingel
“Em diversos processos, ele apresenta
vantagens na substituição de produtos
importados, reduzindo custos para os
nossos clientes, além de contribuir para a
balança comercial brasileira.”
Bragança comenta os benefícios e
aplicações do coque, além da expansão e
do crescimento desse mercado
Marcelo: Na verdade, a criação
da Brasil Carbonos permitiu à BR
o coque in natura, ou seja, com
dar mais confiabilidade operacio-
granulometria variando de 0 a
nal para o Sistema Petrobras no
200 mm, e o entregamos em fai-
escoamento de sua produção de
xas granulométricas específicas
coque, uma vez que suas áreas
para utilização dos clientes. Por
de armazenagem do produto se-
exemplo, fornecemos o produto
rão utilizadas pela BR, bem como
para as siderúrgicas na granulo-
agregam valor ao negócio, já que
metria de 0 a 10 mm, apropriada
o produto beneficiado pode ser
para utilização em seus proces-
direcionado para mercados mais
sos industriais.
rentáveis, especialmente para o
segmento siderúrgico.
Soluções BR: As perspectivas
do mercado apontam para a ma-
Soluções BR: Fale um pouco
nutenção do crescimento da de-
mais sobre o processo de bene-
manda nos próximos anos? Que
mês de outubro deste ano, com
ficiamento do CVP.
dimensões ele pode atingir?
capacidade equivalente a de
Marcelo: A vantagem principal
Marcelo: Sim. O Coque Verde de
Cosmópolis (SP), podendo arma-
do beneficiamento de CVP é
Petróleo é um produto que permi-
zenar 100.000 toneladas de CVP
permitir à BR entregar aos seus
te inúmeras aplicações, além de
e beneficiar até 100.000 tonela-
clientes um produto dentro das
oferecer uma excelente relação
das/mês do produto. Já a unida-
especificações de que eles ne-
custo-benefício.
de de Suape/PE deverá ter seu
cessitam para utilizá-lo. Trata-se
Em 2013, devemos ter um cres-
início de operação nos primeiros
de processos físicos de britagem
cimento de mais 200.000 tonela-
meses de 2015, com capacidade
e peneiramento para classifica-
das, em comparação com o ano
de beneficiamento idêntica a das
ção granulométrica do CVP. Em
passado. A partir de 2015, com a
demais, porém, com maior ca-
geral, recebemos das refinarias
entrada em operação da Refina-
Marcelo: A unidade de Taubaté (SP) entrará em operação no
5
André Valentim / Banco de Imagens Petrobras
Entrevista
Petrobras expande a produção de CVP e aumenta a eficiência operacional do refino, o que possibilita maior quantidade de derivados de petróleo
ria Abreu e Lima e do COMPERJ,
verde de petróleo é importante
nacionais. Juntos, o segmento
passaremos a comercializar cer-
para vários segmentos indus-
siderúrgico e o cimenteiro res-
ca de 5,0 milhões de toneladas
triais do país, notadamente o
pondem por, aproximadamente,
de CVP anuais. Isto sem contar
setor produtor de cimento, onde
65% das nossas vendas.
com as refinarias Premium I e II,
é o principal energético. Além
a serem construídas, respecti-
de adquirir CVP nacional da BR,
vamente, no Maranhão e no Ceará, e com a futura expansão do
COMPERJ, que alavancarão esses números. São projetos que
deverão produzir grandes quantidades de CVP quando entrarem em operação.
este segmento importa anualmente em torno de 5,0 milhões
de toneladas de CVP, com médio e alto teores de enxofre. Outro segmento no qual o coque
verde é bastante utilizado é o
siderúrgico, substituindo parte
do carvão metalúrgico importa-
Soluções BR: Que outros segmentos da indústria fazem uso do
coque comercializado pela BR?
Marcelo: Adicionalmente, comercializamos para diversos outros
segmentos industriais, como, por
exemplo, produtores de cal, pelotizadoras, produtores de carbetos
(abrasivos), ferro-ligas etc.
Soluções BR: Por quais setores
do. Atualmente, cerca de 45%
Soluções BR: A GNE registrou
o produto é mais requisitado?
de nossas vendas de CVP são
recorde de vendas de coque em
Marcelo: O mercado de coque
direcionadas para siderúrgicas
2012. De quanto foi esse aumento?
6
a
mento da oferta do produto por
quantidade recorde de 3,2 mi-
parte da Petrobras – nos últimos
lhões de toneladas de Coque
anos, as refinarias da Petrobras
Verde de Petróleo (CVP). Um
vêm ampliando a produção de
aumento de 23% em relação a
coque com a implantação de
2011, quando comercializamos
novas UCRs – e ao aumento da
2,6 milhões de toneladas.
eficiência operacional do refino,
Soluções BR: A que podemos
permitindo a produção de maior
atribuir números tão expressivos?
quantidade de derivados de
Marcelo: Primeiramente, o re-
petróleo, inclusive de CVP. Em
corde de vendas deve-se ao au-
segundo lugar, devido ao exce-
Comercializamos
Recordes de vendas em 2012 indicam
crescimento da demanda, já que o
Coque Verde de Petróleo permite
diferentes aplicações
IngImage
Marcelo:
lente trabalho desenvolvido pela
BR ao longo dos anos, garantindo a colocação do produto no
mercado nacional, com rentabilidade adequada para o Sistema
Petrobras e com confiabilidade
operacional. Esse fato permitiu
que a Petrobras confiasse na BR
para cuidar da comercialização
do coque verde destinado aos
clientes nacionais. Em 2010,
comercializamos 2 milhões de
toneladas de CVP e chegamos
a 3,2 milhões de toneladas em
2012, um crescimento de 60%
em apenas 2 anos.
Soluções BR: Que cuidados
são tomados para que partículas
de coque não sejam arrastadas
para rios, solo ou escapem para
a atmosfera?
Marcelo: Além de possuir certificações de qualidade, meio ambiente e saúde ocupacional, a
BR e a Brasil Carbonos atendem
a todos os requisitos legais em
suas operações de movimentação, armazenagem e expedição
de coque. Periodicamente, são
realizados treinamentos com os
envolvidos na operação e com
os transportadores, de forma a
mitigar eventuais riscos de acidentes envolvendo o produto.
Também cabe ressaltar que o
coque verde de petróleo não é
classificado como produto perigoso para transporte. ■
CONTATO BR:
Marcelo Fernandes Bragança
[email protected] / (21) 2354-4460
7
Arquivo IATA
Aviação
FUEL FORUM
BR Aviation participa de evento da Associação Internacional de Transporte
Aéreo, em Bangcoc
B
uscando estreitar o relacionamento com os clientes do mercado global de
aviação, a BR Aviation vem marcando presença nos Fuel Foruns
da IATA. O último foi realizado
em Bangcoc, na Tailândia, em
novembro de 2012.
“É uma oportunidade única
de mantermos contatos com
8
diversos clientes num mesmo
ambiente, num curto espaço de
tempo, o que torna nossa participação bastante proveitosa.
Também nos permite prospectar novos clientes que operam
no Brasil, mas que ainda não
fazem parte da nossa carteira,
bem como aqueles que pretendem voar para o país”, afir-
ma Cláudio Dissenha Portes,
gerente de Marketing de Companhias Aéreas da Petrobras
Distribuidora.
O evento, promovido pela International Air Transport Association (IATA), duas vezes por ano,
reúne seus afiliados para debater
temas do interesse do mercado.
Comparecem ao evento repre-
sentantes de companhias aéreas, órgãos de governo, fornecedores e parceiros estratégicos. A
sentada por Camila Mota Igrejas
Lopes Quintella, coordenadora
de Clientes Internacionais da
Arquivo IATA
Petrobras Distribuidora foi repre-
BR Aviation.
Os temas do Fuel Forum são
organizados em duas áreas principais: comercial e técnica. A primeira é direcionada a assuntos
que exercem impactos sobre toda
a indústria. Já o segmento técnico trata de assuntos referentes a
procedimentos, normas técnicas,
segurança, infraestrutura aeroportuária e tópicos correlatos.
A BR enxerga o evento como a oportunidade de manter contatos com diversos clientes e prospecção
em um único local
Associação
A IATA é uma entidade representativa, que congrega 230
companhias aéreas, com 93%
de participação no tráfego aéreo mundial. A associação tem
por princípio servir ao mercado de aviação, atendendo aos
principais grupos engajados na
operação equilibrada do sistema de transporte aéreo mundial.
maio, em Berlim, na Alemanha.
Em outubro, o Fuel Forum será
realizado no Brasil, na cidade do
Rio de Janeiro.
Arquivo IATA
O próximo Fuel Forum ocorre em
■
CONTATO BR:
Cláudio Dissenha Portes
[email protected] / (21) 2354-4479
O coordenador de Padrões de Aviação, Luiz Henrique Perez de Almeida; o representante
da IATA, Luiz Felipe de Oliveira, e a coordenadora da Carteira de Clientes Internacionais,
Camila Mota Igrejas Lopes Quintella
9
IngImage
AVIAÇÃO
10
Serviços
diferenciados
BR Aviation inaugura unidades de atendimento para clientes
em aeroportos, investindo em nichos de mercado
N
ovos centros de serviços
para clientes foram instalados pela BR em diferentes
aeroportos brasileiros em 2012, e
a proposta é estender o conceito de atendimento diferenciado a
mais localidades ainda neste ano.
Tendo como meta ampliar sua participação no segmento de aviação,
a Companhia quer manter o atendimento especial como estratégia
competitiva. Para isso, investe em
espaços voltados para diferentes
nichos de mercado.
As unidades do Espaço BR
Aviation, BR Aviation Center e
do BR Aviation Auto Center possuem estrutura para atender des-
de o executivo e sua aeronave,
passando pela frota interna de
veículos que executam atividades aeroportuárias, até os pilotos
em formação, disponibilizando
produtos, serviços e facilidades.
Uma das mais recentes inaugurações da Gerência de Produtos de Aviação (GPA) foi o BR
Aviation Auto Center do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio
de Janeiro. O posto de serviços é
direcionado à frota automotiva do
aeroporto, oferecendo abastecimento, lubrificação, calibração,
pequenos reparos, entre outras
facilidades disponíveis aos veículos com circulação restrita aos
limites da instalação. Com a maior
pista de pouso e decolagem do
país, o Galeão é também um dos
mais modernos e bem equipados
terminais de logística de cargas
do continente.
Danielle Monteiro, consultora da Gerência de Marketing
de Revendedores e Aviação
Geral, ressalta as vantagens
com as quais o aeroporto passa a contar após a inauguração.
“Um dos principais atributos do
projeto, além da comodidade
para os clientes, é a segurança
operacional, com a disponibilização dos produtos e serviços
dentro das pistas.”
11
Ricardo Amaral
AVIAÇÃO
Inauguração do BR Aviation no Galeão voltado à frota automotiva do aeroporto, com abastecimento, lubrificação, calibração e outros serviços
Serviços diferenciados
Outras duas unidades do BR
Aviation Auto Center estão em
funcionamento: a do Aeroporto
Regional de Maringá, no Paraná
– a primeira a oferecer o serviço, desde 2011; e a do Aeropor-
O posto de serviços é direcionado
à frota automotiva do aeroporto,
oferecendo abastecimento,
lubrificação, calibração, pequenos
reparos, entre outras facilidades.
to Internacional de Fortaleza, no
Estado do Ceará – implantada
sala VIP, climatizada, na qual os
estado do Mato Grosso do Sul, e
pilotos têm acesso à televisão, in-
na cidade de Eldorado do Sul,
ternet, aos mapas de navegação,
no Rio Grande do Sul, ambas
a informações on-line sobre a me-
no mês de novembro. As duas
teorologia e a outros recursos úteis
se somam a outras cinco, ati-
um serviço posto à disposição dos
de comunicação, para elaboração
vas, localizadas nos aeroclubes
clientes do segmento. A iniciativa
de planos e notificações de voo.
de São Paulo/SP – Aeroporto de
em dezembro de 2012. Os próximos serão o Aeroporto de São
Luís (MA) e o Aeroporto de Confins (MG).
O Espaço BR Aviation é mais
é fruto da parceria entre a BR e
Recentemente, foram inaugu-
Campo de Marte; de Recife/PE;
os aeroclubes, e consiste em uma
radas unidades em Dourados, no
de Goiânia/GO; Uberlândia/MG;
12
Ricardo Amaral
Douglas Gama e Juliana Menezes
Galeão: facilidades para os veículos com circulação restrita aos limites da instalação
Em Dourados (MS), foi inaugurada uma das mais novas unidades do Espaço BR Aviation
Lucas Sarporiti
e do Rio Grande do Sul. Segundo Sheila Lage, coordenadora
de aviação geral da Gerência
de Marketing de Revendedores
e Aviação Geral, já está programada para 2013 a instalação
de Espaços BR Aviation em São
Luís/MA e em Bragança Paulista/SP. “O Espaço BR Aviation
proporciona contatos com futuros e potenciais decisores pelo
abastecimento, criando uma relação de proximidade e simpatia
com a marca, que serve de base
e lembrança para a construção
dos relacionamentos comerciais
mais sólidos.”
Outra importante iniciativa é o
BR Aviation Center, criado com o
objetivo de concentrar todos os
serviços em um só lugar para o
segmento de aviação de pequeno
porte. “São basicamente aeronaves de uso privado ou de empresas de táxi aéreo, que atendem
empresários, artistas, executivos
e órgãos de governo. Esse é um
público que busca rapidez para
executar suas atividades; então,
oferecemos serviços que promovam agilidade e comodidade”,
explica a gerente Érica Saião, da
Gerência de Marketing de Revendedores e Aviação Geral.
O centro atua em duas diferentes modalidades: Hangar e VIP. A
primeira, direcionada às aeronaves, e a segunda, ao executivo.
Segundo Giselle Bloch, coordenadora do BR Aviation Center
da Gerência de Marketing de
Revendedores e Aviação Geral,
Serviços diferenciados estão disponíveis, também, na cidade de Eldorado do Sul (RS)
13
AVIAÇÃO
a BR já possui unidades instaladas em 12 aeroportos brasileiros,
e três novas estão programadas
para operar em 2013, das quais,
duas já estão em início de implantação: no Aeroporto de São Luís/
MA e no Aeroporto de Vitória/ES.
“Apesar do BR Aviation Center
ser um projeto bastante conhecido e consolidado no mercado,
acreditamos que estamos só no
começo. A ideia é estarmos cada
vez mais próximos de nossos
clientes, e o BR Aviation Center
é uma ferramenta que completa
o atendimento na pista, com uma
gama de serviços exclusivos para
a aviação geral, respondendo a
todos os anseios desse público”,
ressalta a coordenadora.
Sergio Lombardi e Flavia Barbarisi
Uma das principais bases de operações da Petrobras, Itanhaém agora
conta com o BR Aviation Center
14
Itanhaém offshore
A inauguração do BR Aviation
Center no Aeroporto de Itanhaém
(SP) ocorreu em novembro de
2012. “O aeroporto tem forte vocação para atender o segmento
de aviação geral, com tendência
de crescimento comprovada pelo
aumento de movimentação na localidade. A abertura de um BR
Aviation Center com esse perfil de
clientes mostrou-se uma excelente oportunidade de negócio para
a Companhia”, afirmou Danielle.
Itanhaém é uma cidade localizada no litoral do Estado de São
Paulo, integrante da região metropolitana da Baixada Santista
e uma das principais bases para
as operações da Petrobras. Como
parte da Bacia de Santos, a maior
bacia sedimentar offshore do Brasil, Itanhaém vem apresentando
um crescimento notável nos últimos anos, especialmente impulsionado pelas atividades petrolíferas na região.
No período de janeiro a novembro de 2012, o Aeroporto
de Itanhaém registrou um volume de 21.491 pousos e decolagens, contra 15.638 em 2011 e
8.386 em 2010. ■
CONTATOS BR:
Danielle Monteiro
[email protected] / (21) 2354-3919
Érica Saião
[email protected] / (21) 2354-4965
Giselle Bloch
[email protected] / (21) 2354-3524
Sheila Lage
[email protected] / (21) 2354-3524
IngImage
TUDO EM UM SÓ LUGAR
Cada centro de serviços da BR Aviation
do segmento de aviação. É um centro de
é pensado para atender às necessidades de
prestação de serviços automotivos, dentro
cada um de seus distintos públicos consu-
da área do aeroporto, para atendimento
midores. Abaixo, trazemos os conceitos e as
exclusivo da frota interna da comunidade
diferenças entre os serviços disponibilizados
aeroportuária, que, por determinação do ad-
no BR Aviation Center, no BR Aviation Auto
ministrador, é confinada aos limites da insta-
Center e no Espaço BR Aviation.
lação. Assim, são oferecidas diversas facili-
BR AVIATION CENTER
O quê? O BR Aviation Center é a denominação do FBO – Fixed Based Operation, da BR
Aviation. Trata-se de um centro completo de
prestação de serviços para os clientes da aviação executiva, cujo conceito principal é proporcionar tratamento personalizado e a máxima comodidade entre os voos. O executivo conta com
uma confortável sala VIP e um Business Center,
com sala de reunião, internet e atendimento na
pista. Em algumas unidades, o piloto dispõe até
de sala para repouso. A aeronave também recebe cuidados, como hangaragem, polimento,
limpeza interna e externa, GPU e trator.
Para quem? O perfil de clientes engloba desde empresários a profissionais do
meio artístico.
BR AVIATION AUTO CENTER
O quê? O BR Aviation Auto Center é
direcionado a um público mais específico
dades, como lubrificação, abastecimento e
troca de pneus.
Para quem? Os clientes apresentam
perfis diversificados, podendo ser companhias aéreas, empresas de catering
e empresas prestadoras de serviços de
handling, bem como a própria administração aeroportuária.
ESPAÇO BR AVIATION
O quê? O Espaço BR Aviation consiste em uma sala VIP, onde os pilotos têm
acesso à televisão, internet, meteorologia
on-line, mapas de navegação, repetidora
do radar do aeroporto e facilidades de comunicação para elaboração de planos e
notificações de voo.
Para quem? O público-alvo do Espaço
BR Aviation são pilotos em formação e já formados, que frequentam os aeroclubes para
cursos de aperfeiçoamento.
15
Marcos Kuint
AVIAÇÃO
ENCONTRO ESTRATÉGICO
Evento realizado pela GPA reúne a alta administração das empresas
revendedoras da Petrobras Distribuidora e busca valorizar parcerias
ortalecer a parceria entre
a Petrobras Distribuidora e
seus revendedores de avia-
F
A realização do Encontro está
propriedade da BR e apresentam
alinhada à política da BR Aviation
a marca BR Aviation, assim como
de valorizar a parceria com seus
os uniformes dos operadores de
ção, promovendo o alinhamento
revendedores, que compõem a
abastecimento”, destaca.
estratégico e a padronização da
força operacional nos aeropor-
Periodicamente, são realiza-
rede. Este é o principal objetivo
tos, representando a marca BR
das fiscalizações e auditorias
do Encontro de Revendedores da
Aviation no atendimento aos clien-
técnicas nas unidades operadas
Gerência de Produtos de Aviação
tes finais. É uma relação de com-
pelos revendedores, a fim de ga-
(GPA), que contou, em sua 14ª
plementaridade, em que o relacio-
rantir o atendimento ao padrão
edição, com 80 participantes que
namento comercial com os clientes
técnico-operacional da BR em
acompanharam palestras, plená-
se consolida a cada abastecimen-
toda a rede. Para representar a
rias e dinâmicas realizadas por pro-
to, o que atribui a essa parceria um
BR, as empresas devem estar fun-
fissionais do mercado de aviação.
papel estratégico. Por essa razão,
damentalmente empenhadas em
“Esses encontros são oportuni-
anualmente, os operadores das
traduzir os valores apregoados
dades para discutir estratégias fora
empresas revendedoras são sub-
pela Companhia em suas opera-
da rotina operacional, promovendo
metidos a provas teóricas e práticas
ções, através do atendimento aos
a reflexão conjunta e a troca de ex-
de certificação para assegurar o fiel
requisitos de qualidade, seguran-
periências entre as empresas da
cumprimento dos procedimentos
ça, meio ambiente e saúde.
rede. A diversidade existente, devi-
estabelecidos pela Companhia.
Dinâmica
do ao grau de diferenciação entre
Segundo Érica, para o cliente,
as empresas e às peculiaridades
não há distinção se o abasteci-
A proposta da 14ª edição do
das suas regiões, enriquece o en-
mento é realizado pela BR ou pelo
encontro visava estimular o público
contro e fomenta a identificação de
revendedor. “Esse modelo prevê
a refletir acerca do comportamen-
oportunidades de negócios”, defi-
a padronização da operação em
to humano e da vida corporativa,
ne Érica Saião, gerente de Marke-
toda a rede. Todos os equipamen-
possibilitando uma aproximação
ting de Revendedores e Aviação
tos utilizados e, também, as ins-
entre elementos simbólicos e situ-
Geral da Petrobras Distribuidora.
talações nos aeroportos são de
ações da vida prática. Por meio de
16
fortalecimento da confiança mútua.
O Projeto CRER promove a in-
a ponderações sobre o “medo”, o
O 14º Encontro cumpriu exatamente
clusão social através da música
“nunca” e o “otimismo”. Os deba-
esse papel: todos os participantes
e de outras atividades pedagó-
tes favoreceram importantes en-
saíram com os laços de parceria re-
gicas. A noite de encerramento
tendimentos sobre o otimismo que
novados, disse.”
foi marcada pela apresentação
metáforas, as abordagens levaram
alavanca a identificação de novas
oportunidades; o “nunca”, tratado
Ação Social
do coro de Natal das crianças
atendidas, acompanhadas pelo
como algo sempre relativo, fruto
Por ter sido realizado em de-
pianista Arthur Moreira Lima. Foi
do descrédito; e o “medo”, enca-
zembro, mês natalino, os revende-
montada uma grande árvore de
rado como fator limitador, que im-
dores presentes no encontro foram
Natal no centro do salão, rodea-
pede ou dificulta o enfrentamento
convidados a participar de uma
da pelos presentes trazidos pe-
dos desafios.
ação de solidariedade. Cada um
los revendedores.
O gerente executivo de Produtos
recebeu a carta de uma criança,
Na ocasião, cada um deles
de Aviação, Francelino Paes, ressal-
atendida pela instituição vinculada
teve a oportunidade de conhe-
ta que o encontro buscou reforçar a importância da diversidade e do
trabalho em equipe. “O
Encontro de Revendedores é de extrema im-
A realização do encontro está
alinhada à política da BR Aviation
de valorizar a parceria com
seus revendedores.
cer seu “afilhado” e de
entregar
pessoalmente
o presente. O Projeto BR
Jet Plus – Combustível
Solidário é uma parceria
entre a BR e os revendedores, e estabelece que
portância para relativizar
interesses e objetivos individuais,
ao Projeto Social BR Jet Plus no ae-
1% do faturamento das vendas
focando nos interesses coletivos e
roporto de Florianópolis, o Projeto
desse produto seja revertido
de longo prazo, relacionados à pe-
CRER, e se comprometeu a levar
para projetos sociais desenvol-
renidade do relacionamento, conso-
um kit contendo material escolar e
vidos no entorno dos aeroportos
lidação da posição de mercado e
um MP3 para seu “afilhado”.
que o comercializam. ■
DEPOIMENTOS DE REVENDEDORES
“Ser revendedor é ser parcei-
Em meio às tradicionais reuniões,
não só os seus filhos, Claudio e
ro da BR. Em nossos encontros,
tivemos grandes momentos de
Cinara Alves, mas, também, to-
que ocorrem, aproximadamente,
descontração, mas sem perder o
dos os presentes.”
a cada quatro meses, fortalece-
foco principal de todos os nossos
mos não só essa parceria, como,
encontros: ‘a segurança’.
Marcio Clare - Lisul Comércio
e Transporte de Combustível para
também, a responsabilidade em
Tivemos vários momentos es-
representar a empresa mais im-
peciais. Contudo, um me chamou
portante do nosso País. Como
mais atenção. No último jantar,
“A realização do Encontro de
um ‘novo revendedor’, em nosso
com a participação dos nossos
Revendedores é uma excelente
último encontro, tivemos a oportu-
familiares, o ‘time’ da GPA pre-
iniciativa. É a oportunidade que
nidade de conhecer melhor a ‘fa-
parou uma homenagem especial
a Rede de Revendedores pos-
mília BR Aviation’, ao convivermos
à revendedora Dona Terezinha
sui para, em conjunto com a BR
dois dias em Florianópolis (SC).
Alves, matriarca, que emocionou
Aviation, discutir questões de in-
Aviação Ltda.
17
AVIAÇÃO
teresse comum, relacionadas às
sos familiares, sempre presentes
suas atividades, buscando novas
nos encontros.
soluções, bem como a sua melho-
Acreditamos que a família é a
ria e o fortalecimento do vínculo
base de nossa sociedade e que
entre todos os envolvidos.
a Rede de Revendedores BR
Entendemos que a iniciativa,
Aviation é composta, em sua maio-
ao longo do período em que vem
ria, por empresas familiares, onde
sendo realizada, foi responsável
sucessivas gerações de empresá-
por inúmeras ações e que a sua
rios se aprimoram no exercício da
realização deve ser continuada,
atividade de revenda de combus-
tendo em vista a sua comprovada
tíveis e lubrificantes de aviação.
eficácia. Cabe ressaltar que fica-
A BR Aviation, ao longo de
mos sempre bastante ansiosos
sua existência, tem atuado de
com a realização do encontro,
forma bastante eficaz, de modo a
onde, ao lado de outros revende-
contribuir para o fortalecimento e
dores, revigorarmos nossas ener-
desenvolvimento de sua Rede de
gias para continuar o exercício di-
Revendedores. Acreditamos que
ário de atender cada vez melhor
este aspecto foi, sem dúvida, um
os clientes da BR Aviation.
dos grandes diferenciais que a
também,
que
fez líder de mercado: uma estreita
outro aspecto bastante significati-
relação com seus revendedores,
vo é a confraternização com nos-
pautada pela amizade, pelo pro-
Marcos Kuint
Entendemos,
fissionalismo, pela dedicação e
aprimoramento de todos os envolvidos. É uma parceria de sucesso, que esperamos se perpetuar
por muitos anos.”
João Mariano de Sousa - Sócio/
Gerente geral - Sergipe Jet Service
Comercial Ltda.
“O Encontro de Revendedores
foi um evento que deixou marcas.
O reencontro de amigos e parceiros e a descontração foram os
pontos marcantes.
As dificuldades habituais do
mercado e a troca de informações
da rede contribuíram, sobremaneira, para que, apesar do ambiente
lindo e aconchegante do local, tivesse um aspecto de trabalho aliado
ao relaxamento ao qual a situação
nos conduzia. Entendo que encontros dessa natureza unem a rede e
proporcionam momentos que vão
desde o realinhamento de ideias até
a oportunidade de relembrar as vitórias e as perdas do período.
Finalizando, como revendedor
mais antigo e, portanto, responsável
por representar a segunda geração
de nossa empresa, fiquei orgulhoso
de poder estar presente, e quero
aproveitar o ensejo para parabenizar a equipe da BR Aviation pela
excelente organização.”
Claudio William Alves - Sócio/
Diretor - Mildo Alves Adm. Com.
Transp. Ltda.
CONTATOS BR:
Francelino Paes, gerente executivo de Produtos de Aviação, abordou no Encontro de Revendedores a importância do trabalho em equipe e a constante renovação da parceria
18
Érica Saião
[email protected] / (21) 2354-4965
Francelino Paes
[email protected] / (21) 2354-4075
AVIAÇÃO
ENTRADA EM
NAVEGANTES
Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras
BR Aviation inaugura instalação
para abastecimento de aeronaves no
Vale do Itajaí, ampliando sua rede de
distribuição em aeroportos
19
AVIAÇÃO
A
Arquivo BR
BR Aviation inaugurou sua
mais recente Revenda de
Aviação em Navegantes,
no estado de Santa Catarina. Instalada no Aeroporto Internacional
Ministro Victor Konder, esta já é a
103ª unidade da rede.
De acordo com o gerente de
Marketing de Companhias Aéreas, Cláudio Dissenha Portes, é a
localização estratégica de Navegantes para o desenvolvimento
econômico do Estado de Santa
Catarina uma das razões que levaram a BR Aviation a marcar sua
presença no aeroporto.
Por estar inserida em uma
área com forte atuação industrial
e
turística,
Os serviços e produtos BR Aviation chegam a Navegantes, que possui uma grande
movimentação aeroportuária
Navegantes
apresenta uma constante movimentação aeroportuária. O aeroporto internacional da cidade
serve a toda a região do Vale
do Itajaí, onde estão situadas
as cidades de Blumenau, Brusque, Rio do Sul, Itajaí, Balneário
Camboriú, entre outras.
“A BR Aviation possui uma instalação constituída de uma tanca-
Além dos 103 aeroportos
brasileiros em que a BR
Aviation já está presente, é
prevista para os próximos
anos a entrada em mais
37 aeroportos.
gem de 150 m³ de Jet A-1 e 20 m³
de Avgas-100, além de escritó-
neste aeroporto, tais como: com-
está presente, é prevista para os
panhias aéreas, Ministérios da
próximos anos a entrada em mais
Marinha e do Exército, clientes
37 aeroportos. De acordo com
(CTA´s), para atender Jet A-1, e
executivos e as operações offsho-
Portes, duas delas se encontram
um CTA, para atender Avgas-100.
re realizadas pela Petrobras”, ex-
em fase de implantação: a do ae-
Realiza, aproximadamente, 400
plica o gerente.
roporto de Araçatuba e a do Ae-
rios administrativo e operacional.
Possui também uma frota de dois
caminhões-tanque abastecedores
abastecimentos por mês, movimentando 1.400 m³/mês de querosene de aviação e 10 m³/mês de
Investimentos nos
aeroportos
roporto de Presidente Prudente,
ambas no interior de São Paulo.
Tais investimentos estão em li-
gasolina de aviação, atendendo
Além dos 103 aeroportos bra-
nha com o recente lançamento do
clientes da carteira que operam
sileiros em que a BR Aviation já
Programa Federal de Auxílio a Ae-
20
roportos (PROFAA). Este programa
é destinado ao melhoramento, reaparelhamento, reforma e expansão de aeroportos e aeródromos
de interesse estadual ou regional.
Para os próximos anos, estão pre-
vistos investimentos na ordem de
R$ 308 milhões, dos quais,
R$ 236,3 milhões serão direcionados a aeroportos regionais de pequeno porte, habilitando-os para
atender a aviação comercial.
Desafios e oportunidades
Ser a distribuidora líder do
mercado de abastecimento de
aeronaves confere à BR não somente o reconhecimento do mercado, mas também a responsabilidade de manter seu atendimento
Rogério Reis / Banco de Imagem Petrobras
em conformidade com as mais
rígidas exigências dos órgãos regulamentadores nacionais e internacionais, buscando atender às
normas de segurança nas operações, garantir a qualidade dos
combustíveis, reduzir o impacto
ambiental, e preservar a saúde
ocupacional da força de trabalho.
“Para a manutenção do padrão BR de qualidade no atendimento,
contamos,
ainda,
com a importante atuação dos
São realizados, aproximadamente, 400 abastecimentos por mês em Navegantes, que possui
forte atuação industrial e turística
nossos revendedores, que são
parceiros da BR Aviation, pois
representam a força operacio-
Arquivo BR
nal da Petrobras Distribuidora
nos aeroportos onde estamos
presentes. São empresas comprometidas com nossos valores
quanto à segurança, qualidade, saúde e respeito ao meio
ambiente. Essa parceria complementa o relacionamento comercial que mantemos com os
nossos clientes, quando da realização de cada abastecimento”, conclui Portes.
■
CONTATO BR:
Líder do mercado de abastecimento de aeronaves, a BR Aviation está presente em 103
aeroportos e planeja sua entrada em mais 37 nos próximos anos
Cláudio Dissenha Portes
[email protected] / (21) 2354-4479
Francelino da silva Paes é o titular da Gerência de Produtos de Aviação (GPA), cuja missão é distribuir produtos de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem como objetivo
garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected])
21
Arquivo BR
Inovação tecnológica
Petrobras Distribuidora vai operar a primeira estação
de abastecimento de hidrogênio da América do Sul
Movido a
HIDROGÊNIO
Petrobras Distribuidora integra projeto inovador e sustentável que produzirá
hidrogênio (H2) para uso pioneiro do combustível em frotas de ônibus
E
m um processo feito através da eletrólise, quando uma corrente elétrica
separa o hidrogênio do oxigênio, a BR começará a produzir
o produto para rodar os ônibus
operados pela concessionária
Metra, na cidade de São Paulo.
A Companhia também vai operar
a estação de abastecimento, que
fica nas instalações da Empresa
22
Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em São Bernardo
do Campo (SP).
Primeira deste tipo na América
do Sul, a estação de abastecimento é composta por seis tanques
(cilindros) com capacidade de 12
kg cada, o que dá um total de 72
kg de hidrogênio armazenados. Ao
todo, são necessários 65kw/h para
produzir 1 kg do produto, ou seja,
para encher todos os cilindros da
estação é preciso de 4.680kw/h.
A produção de hidrogênio na
estação de abastecimento pode
chegar a 120 kg/dia (3.600 kg/
mês) com pureza de 99,999%, ou
seja, um produto de ótima qualidade, com tecnologia nacional e
totalmente sustentável, já que o
que sai do cano de descarga dos
ônibus é apenas vapor d’água.
Arquivo BR
Para Ivan Carlos Regina, da
Gerência de Desenvolvimento e
Planejamento (GDP) da EMTU, a
participação da BR, durante todo
o processo, foi muito importante para o sucesso do projeto. “A
Petrobras desenvolveu o projeto
da estação, está acompanhando
o comissionamento dos equipamentos e fará sua operação futura. É uma parceira de primeira
linha, de valor inestimável e que
tem aportado tecnologia a fim de
desenvolver um padrão brasileiro
para a operação comercial de veículos movidos a hidrogênio.”
Tecnologia sustentável
Movido a tração elétrica híbrida (célula a combustível de hidrogênio + três baterias de alto
desempenho), o ônibus teve tecnologia e projeto desenvolvidos
em parceria com várias empresas, e na BR envolveu equipes da
Gerência de Marketing de Transportes (GMTR).
Além de utilizar um combustível totalmente limpo, o ônibus
tem outros benefícios como a utilização da energia gerada pelas
frenagens e a emissão quase nula
A EMTU, em São Bernardo do Campo (SP), é a primeira empresa a receber a estação
de abastecimento
“É uma parceira de primeira linha, de valor
inestimável e que tem aportado tecnologia
a fim de desenvolver um padrão brasileiro
para a operação comercial de veículos
movidos a hidrogênio.”
de gases poluentes. Com nove
Pioneirismo
cilindros de cinco quilos cada,
vimento (PNUD) e da Financiado-
localizados no teto, o ônibus tem
ra de Estudos e Projetos (Finep),
Para Alex Barbosa Messias,
uma autonomia de cerca de 300
no valor, aproximadamente, de
titular da Gerência de Marke-
km, fazendo 6,7 km/kg de H2.
US$ 16 milhões. Esse montante
ting de Transporte da Petrobras
O desenvolvimento dos veícu-
foi destinado para a aquisição de
Distribuidora, o fornecimento de
los contou com recursos do Global
quatro ônibus e a construção da
hidrogênio, como foi concebido no
Environment Facility (GEF), aplica-
Estação de Produção e Abasteci-
projeto, é uma iniciativa única no
dos por meio do Programa das
mento de Hidrogênio. Os testes ti-
Brasil. “É a primeira vez no Brasil
Nações Unidas para o Desenvol-
veram início há mais de dois anos.
que se coloca em circulação um
23
Arquivo BR
Inovação tecnológica
Produto de alta qualidade, sustentável e com tecnologia nacional
ônibus com célula de H2 e também,
2013, com a incorporação de me-
que há uma produção local a partir
lhorias técnicas, tornando-os os
do processo de eletrólise. Isso, por-
mais avançados do mundo.
que esse processo ainda envolve
um custo alto de energia elétrica,
que está sendo fornecida pela concessionária de energia AES Eletropaulo”, afirmou.
Combustível do futuro
De acordo com pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos,
o hidrogênio tem potencial para
O grande diferencial desse mo-
revolucionar o setor de transpor-
delo de ônibus, com relação aos
tes e, possivelmente, todo o sis-
veículos comuns que rodam utili-
tema energético. Ele é o elemento
zando diesel, está na contribuição
mais simples e mais abundante
ao meio ambiente, considerando-
no planeta, e pode ser produzido
-se que a emissão de poluentes é
a partir de combustíveis fósseis,
zero, colaborando para a redução
de biomassa e por eletrólise da
da emissão de gases na atmosfera.
água, como vem sendo feito no
Outro benefício é referente à polui-
projeto “Ônibus a hidrogênio”.
ção sonora, já que o veículo não
A produção através de energias
emite, praticamente, nenhum ruído.
renováveis e sua utilização em ve-
Para Ivan Carlos Regina, da
ículos movidos a fuelcell (células
EMTU, o ônibus comportou-se
combustível),
muito bem do ponto de vista ope-
evolução na busca por combustí-
representam
uma
racional, com um desempenho
veis alternativos. Veículos movidos
excelente, quando comparado às
com esta tecnologia limpa têm um
tecnologias convencionais.
potencial de desempenhar um pa-
Com objetivo de mostrar a via-
pel importante em futuros sistemas
bilidade dessa tecnologia, tanto do
de transporte, já que eles produ-
ponto de vista de engenharia como
zem, apenas, eletricidade, calor e
do lado ambiental, o projeto do ôni-
água no ponto de utilização.
bus a hidrogênio vai avançar, ainda
Junto com Estados Unidos, Ale-
mais, com a aquisição de outros
manha, Canadá e Japão, o Brasil
três veículos pela EMTU, previstos
integra o seleto grupo de países
para entrar em operação ainda em
que detêm a tecnologia para uso
24
do hidrogênio (H2) como combustível para o transporte terrestre.
Em diversas partes do mundo,
pesquisadores da indústria automobilística, assim como governos
e universidades, estão dedicando
esforços no desenvolvimento de
células combustíveis. O Acordo
de Implementação do Hidrogênio, da Agência Internacional de
Energia, assinado em 1977, é,
atualmente, a maior iniciativa internacional dedicada ao melhoramento dos sistemas de abastecimento e armazenagem de
hidrogênio, contando com centros de pesquisa em 13 países.
Apesar dos diversos pontos
positivos, o abastecimento de veículos por hidrogênio ainda tem
grandes desafios, como o armazenamento em grandes quantidades e o preço, ainda não competitivo em relação aos outros
combustíveis. Mas com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, como está sendo feito
pela BR, o hidrogênio está cada
vez mais próximo de se tornar
uma realidade cotidiana. ■
CONTATO BR:
Alex Barbosa Messias
[email protected] / (21) 2354-4149
Pesquisas com fontes renováveis
Como é produzido o hidrogênio para ônibus?
Processo de
eletrólise
Compressor/
Módulo de Controle
de Gás
Fonte: WEG Consortium
Outro projeto brasileiro de ônibus inovador foi o veículo híbrido a hidrogênio, com tração elétrica e tecnologia desenvolvida no Laboratório de Hidrogênio da Coppe/UFRJ. Além de utilizar
fontes renováveis de energia, o veículo foi pensado para garantir o máximo de eficiência e emitir
o mínimo de gases poluentes.
Essa é a segunda geração do ônibus, que teve uma versão lançada em 2010 e demonstrou
ser mais eficiente que os veículos a diesel. Uma das novidades é o aproveitamento da energia
cinética gerada nas desacelerações e frenagens, que vai para uma bateria, dando mais potência ao motor e economizando combustível.
Apesar de também ter o hidrogênio como combustível, o projeto da UFRJ apresenta diferenças em relação ao trabalho que está sendo desenvolvido em São Paulo. A principal delas é que
o hidrogênio é produzido a partir de hidrocarbonetos, com nível de emissão de poluentes na sua
produção, ao contrário do veículo por eletrólise, que emite somente vapor de água. Além disso,
a autonomia do veículo é menor, por se tratar de um veículo híbrido.
Dispenser
Armazenagem
H2
H2
Hidrogênio
H2
Oxigênio
Água
Corrente AC
hidro-elétrica
HySTAT Módulo Gerador
Ônibus a Célula a Combustível
Hidrogênio para Transporte
Urbano no Brasil
25
TRANSPORTES
Garagem
Verde
Conceito aplicado em pontos de abastecimento e em garagens compartilhadas
incentiva o uso responsável dos recursos naturais
veitamento de recursos naturais.
Para o segmento de transportes,
a BR criou o conceito de Garagem Verde, um ponto de abastecimento ecoeficiente que opera
em conformidade com a busca
do desenvolvimento sustentável.
A Garagem Verde é uma instalação utilizada por diversos
transportadores, que leva em
conta os conceitos de não-desperdício e do uso consciente
dos elementos esgotáveis da
natureza. Além de garantir um
funcionamento ambientalmente
consciente da instalação, um
dos objetivos do projeto é motivar também a força de trabalho
Arquivo BR
A
Petrobras Distribuidora
acredita que a excelência de seu atendimento
e as políticas de segurança e
responsabilidade socioambiental devem caminhar juntas. Por
essa razão, desenvolve serviços
que possam agregar qualidade,
praticidade e ações de reapro-
27
TRANSPORTES
e o público externo, estimulando a conscientização sobre as
práticas ecoeficientes nas atividades diárias.
“Nesses locais, temos o reuso da água de chuva para lavagem de caminhões e pátios,
coleta seletiva de lixo e a destinação adequada dos resíduos
sólidos. Usamos energia solar
para o aquecimento dos chuveiros dos banheiros, temos iluminação feita por lâmpadas de
LED e treinamentos constantes
sobre direção defensiva e o melhor regime de condução, entre
outros serviços”, explica Alex
Messias, titular da Gerência de
Marketing de Transporte.
A Central Avançada de Inspeção e Serviços (CAIS) é um Ponto
de Abastecimento (PA) gerido por
um consórcio que oferece serviços, como se fosse uma garagem
compartilhada. Como a BR é a
responsável pelos PA’s, a Companhia está, gradualmente, implantando o conceito de garagem
verde em todos esses pontos. Na
CAIS de Betim (MG), onde, recentemente, foi implementado e
concluído o conceito de garagem
verde, já foram instaladas técnicas inteligentes para redução dos
impactos ao meio ambiente. Entre
eles, equipamentos para captação de água da chuva e de energia solar, além de técnicas para
reciclagem da água de lavagem
dos veículos, lâmpadas de LED e
coleta seletiva de lixo.
Em São José dos Campos
(SP) e em Suape (PE), as centrais
também já contam com iluminação de LED, mais eficientes e que
consomem em torno de 75% menos energia que as fluorescentes
tubulares. Em Uberlândia (MG),
também foi implantada, recentemente, o sistema de captação de
água de chuva. As demais CAIS
Arquivo BR
Redução do consumo, eficiência
dos recursos disponíveis e serviços
para melhoria do desempenho dos
caminhões são alguns benefícios da
Garagem Verde
28
Arquivo BR
Segmento terrestre agora conta com conceito que agrega qualidade, praticidade e ações de reaproveitamento de recursos naturais
em funcionamento, localizadas
conceito de garagem comparti-
em Cubatão (SP), Ponta Grossa
lhada permite que os transpor-
(PR) e Camaçari (BA), também
tadores ou embarcadores abram
serão contempladas com os equi-
mão de altos investimentos na
pamentos.
construção e administração de
Ecoeficiência
uma garagem própria, encon-
Trata-se de um projeto alinhado ao Programa Institucional de
Ecoeficiência da BR, que visa a
implantar ações no ambiente interno para promover a redução do
trando em um só lugar todos os
serviços de que precisam para
obter o melhor desempenho de
seus caminhões. Além disso,
contam com a confiabilidade
consumo e a eficiência dos recur-
do fornecimento da Petrobras
sos disponíveis. A CAIS também
Distribuidora, que garante a má-
oferece benefícios econômicos
xima segurança e o controle dos
aos clientes do segmento trans-
serviços de abastecimento, en-
portador. Isso ocorre porque o
tre os outros serviços prestados.
Alex Messias esclarece que a
vantagem da CAIS em relação a
um ponto de abastecimento isolado (PA) constitui-se pelo compartilhamento das instalações e dos
serviços entre os transportadores.
“Um PA é uma instalação que pode
atender apenas a um mesmo proprietário, uma grande empresa, por
exemplo. Já as CAIS são usadas
por várias transportadoras, que se
reúnem em regime de consórcio,
compartilhando as instalações e os
serviços”, explica. ■
CONTATO BR:
Alex Messias
[email protected] / (21) 2354-4149
29
Reportagem de capa
MERCADO
AQUECIDO
AbleStock
Consumo de gasolina e diesel supera expectativas,
registrando crescimento superior ao do PIB em 2012
30
O
forte crescimento das
vendas de combustíveis, em 2012, superou
as expectativas do mercado brasileiro e ressaltou a intensa atividade em praças fora da tradicional região Sudeste. Além da alta
de 12,2% da demanda por gasolina, impulsionada pela expansão
do número de automóveis em
circulação no país, outro produto que também contribuiu para o
superaquecimento do setor foi o
diesel, com um índice positivo de
6,8%, na comparação com 2011.
O desempenho é ainda mais significativo quando comparado à
taxa de crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) no período,
que ficou em 0,9%.
As distribuidoras associadas
ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom)
foram responsáveis por 78,7%
desse movimento. Trata-se de um
ritmo acelerado, que acompanha a
tendência mantida pelo segmento
nos últimos anos, o que exige das
companhias distribuidoras uma in-
31
Reportagem de capa
fraestrutura adequada para aten-
2,47 bilhões na área de logística
mas, de acordo com a Agência
der à demanda crescente. Nesse
até 2016, o que representa 44%
Nacional de Petróleo (ANP), esse
sentido, a BR está investindo em
do total de investimentos previstos
número foi ainda maior. Com o fe-
diversos projetos e obras para a
para o período. Entre os projetos
chamento dos dados no final de
otimização de sua rede de bases
de maior relevância, destacam-se
fevereiro, a ANP anunciou: o con-
e terminais de distribuição, sen-
a construção de seis novas bases
sumo recorde alcançou 129,6 bi-
do apenas para este ano, já estão
de distribuição e a adequação e
lhões de litros. O total faz menção
previstos recursos da ordem de
automação de 70 bases e termi-
ao volume de vendas de gasolina,
R$ 500 milhões para a viabilização
nais em operação.
óleo diesel, óleo combustível, eta-
Com o crescimento das vendas,
nol hidratado, querosene de avia-
“A BR tem trabalhado num ro-
a Petrobras Distribuidora atingiu, em
ção (QAV) e GNV comercializados
busto programa de ampliação de
2012, 45,5 milhões de m³ de com-
apenas em 2012. O crescimento
capacidade e de melhoria da efici-
bustíveis comercializados no merca-
foi de 6,1%, na comparação com o
ência operacional, com ênfase no
do global de derivados e lubrifican-
ano anterior (2011).
aumento da produtividade dos pro-
tes, acumulando 38,1% de market
Desse total, o share das empre-
cessos operacionais e da frota de
share. Para 2013, a expectativa é
sas afiliadas ao Sindicom atinge
caminhões-tanque, envolvida nas
de que o mercado permaneça em
82,8% no diesel, 73,5% na gasoli-
operações de transferência e entre-
expansão, fator que reforça a impor-
na e 42,8% no GNV. Entre 2011 e
ga de combustíveis”, afirma o geren-
tância dos investimentos em infraes-
2012, as filiadas aumentaram as
te executivo Jorge Celestino, da Ge-
trutura operacional e logística.
vendas de combustíveis em 6,4%,
Demanda recorde
bilhões de litros vendidos. O movi-
desses empreendimentos.
rência de Operações (GOP) da BR.
Logística
passando de 87.546 bi para 93.186
mento estimado para o período foi
No ano passado, a BR já havia
consumidos 118 bilhões de litros
de R$ 260 bilhões, contra R$ 240
anunciado investimentos de R$
de combustíveis no Brasil em 2012,
bilhões gerados em 2011.
Digital Vision
O Sindicom estimou que foram
Demanda crescente: o consumo de combustível no Brasil alcançou 129,6 bilhões de litros no ano de 2012.
32
Segundo o presidente do Sin-
Mercado de Combustíveis - Estimativa 2012 (118 bilhões de litros)
dicom, Aloísio Vaz, a gasolina foi
a grande vedete dessa expansão.
6,8% 12,2% 1,9%
“Com a perda da competitividade
do etanol, o consumo de gasolina
estourou. Foram 40 bilhões de litros
Expansão na
comercialização
do diesel
em 2012
em 2012”, disse ele, comparando
o ritmo de crescimento nacional
do setor com o da China. Os únicos produtos que registraram que-
Aumento nas
vendas de
gasolina
em 2012
Crescimento
da venda de
lubrificantes
da das vendas foram o etanol, o
óleo combustível e o GNV: 10,4%,
2,5% e 0,7%, respectivamente.
“Foi um crescimento expressivo. Uma desproporção grande
entre PIB e consumo de commento de 6,8% das vendas de
diesel, Vaz aponta a queda da
produção industrial como uma
possível causa, já que a retração levou as exportações a se
voltarem principalmente para as
Fontes: BR e Sindicom
bustíveis”, avalia. Sobre o au-
commodities, que usam muito
diesel em seu transporte.
Suprimento
Com o aquecimento do mercado além do estimado, a BR buscou
ou importação nos diversos polos
rios das hidrelétricas, o Opera-
de suprimento do país, nas quan-
dor Nacional do Sistema Elétrico
tidades solicitadas para o atendi-
(ONS) autorizou a operação das
mento de seus mercados”, escla-
usinas térmicas, sendo a BR a
rece o gerente executivo da BR.
principal responsável pelo su-
soluções logísticas e supriu a de-
Hoje, a Petrobras Distribuidora
primento de combustível para o
manda dos clientes. Jorge Celesti-
conta com 77 unidades opera-
setor. O volume consumido por
no explica que o principal esforço
cionais de armazenagem e dis-
essas térmicas representou um
das distribuidoras foi o ajuste da
tribuição de combustíveis, com
aumento de 600% nas vendas
estrutura operacional para dar con-
capacidade de armazenar 1,5
de óleo combustível da Compa-
ta do crescimento de vendas da
milhão de m³ em todo o território
nhia e de 16% nas de diesel, na
gasolina, bem como da contrata-
nacional. Tal estrutura atende a
região Nordeste. De acordo com
ção de transporte para garantir a
cerca de 20 mil clientes, carre-
Celestino, a operação envolve
interiorização do produto.
gando aproximadamente 8 mil
14 bases de distribuição da em-
caminhões-tanque por dia.
presa e permite agregar cerca
“Para garantir o suprimento da
demanda por gasolina, a Petrobras
A BR atende também o seg-
de 2.000 MW ao sistema elétrico
disponibilizou o produto para as
mento termoelétrico. Tendo em
nacional, aliviando a pressão so-
distribuidoras através de produção
vista o baixo nível dos reservató-
bre as hidrelétricas.
33
Reportagem de capa
Investimentos de R$ 500 milhões
Logística reforçada: BR inicia 50 obras em bases e terminais
crescimento
Duque de Caxias (RJ). Também
mento contínuo do mercado, e
das vendas, de forma a manter
entrarão em operação os novos
contando com a participação ati-
o alto padrão de qualidade dos
píeres flutuantes para as unida-
va da Petrobras e da Agência Na-
serviços prestados aos clientes.
des de Manaus (AM), Caracaraí
cional de Petróleo (ANP), as distri-
A carteira de investimentos da
(RR) e Oriximiná (PA). Além disso,
buidoras associadas ao Sindicom
área de operações e logística con-
a Petrobras Distribuidora vem in-
se mobilizaram para manter a
templa ampliações e melhorias
vestindo na adequação de 38 ba-
infraestrutura de distribuição de
operacionais em grande parte dos
ses e terminais para operações
combustíveis operando com força
terminais e das bases de distribui-
com diesel S-10 e, ainda, na auto-
total em 2012. O sindicato anun-
ção da BR. Em 2013, a Companhia
mação de 26 instalações.
ciou o recorde de R$ 1 bilhão em
deu início a cerca de 50 novas
Durante o ano de 2012, atra-
investimentos no setor durante o
obras de modernização e amplia-
vés da Gerência de Operações
ano – número três vezes maior do
ção de instalações, com destaque
(GOP), a BR investiu R$ 613,5
que o investido em 2009.
para as bases de Betim, Brasília,
milhões na infraestrutura logísti-
Petrobras
Paulínia, São Luís, Mataripe, Porto
ca de distribuição de combustí-
priorizando
Velho e Manaus, entre outras inter-
veis. Para 2013, já estão estima-
venções de menor porte.
dos investimentos na ordem de
Para acompanhar o cresci-
Desde
2010,
Distribuidora
vem
a
recursos para o segmento de
corresponder
ao
logística. O Plano de Negócios
Neste ano, serão concluídas
e Gestão da Companhia prevê
obras de ampliação das unidades
Para o gerente executivo de
uma série de investimentos para
de Guamaré (RN), Canoas (RS) e
Planejamento e Desempenho da
A BR realiza investimentos intensivos
na ampliação e modernização de sua
rede de bases e terminais. A base
de Porto Nacional, em construção
no Tocantins, será responsável pelo
suprimento na região Centro-Norte
34
R$ 500 milhões.
paio, esses recursos vão propiciar
muitos benefícios. “Os investimentos em infraestrutura, em andamento, garantem uma melhor
Arquivo BR / GESMS
BR, Pedro Aurélio Cardoso Sam-
redistribuição dos estoques na cadeia, permitindo otimizar a logística em função da volatilidade atual
da demanda e dos novos cenários
de crescimento regional do supri-
Em destaque, acima, foto da nova Base de Cruzeiro do Sul, em construção, no Acre
mento de combustíveis”, afirma.
Base de Porto Nacional
Ainda neste ano, será concluída a maior das obras em execução pela BR no país: a Base
de Porto Nacional, no Estado de
Tocantins. Com capacidade para
armazenar 33 milhões de litros
de combustível, a base estará
interligada ao Terminal de São
Luís (TELIS), por meio da Ferrovia Norte-Sul, e também à futura
Em 2013, a Companhia deu
início a cerca de 50 novas
obras de modernização e
ampliação de instalações,
com destaque para as bases
de Betim, Brasília, Paulínia,
São Luís, Mataripe, Porto
Velho e Manaus.
Refinaria Premium I da Petrobras,
Arquivo BR
a ser construída no Maranhão.
35
Reportagem de capa
Logística de Distribuição
de Gasolina e Diesel da BR
Legenda:
Polidutos
Outros dutos
Refinarias com
bases primárias
Cabotagem
Bases de cabotagem
Bases de polidutos
Bases de distribuição
Modal fluvial
Modal rodoviário
Modal ferroviário
Para se adequar ao cenário atual,
será executada a modernização e a
adequação da Rede de Postos BR.
to, será necessário um desembolso
de,
aproximadamente,
R$ 650 milhões em 2013, o que
inclui tanto investimentos quanto recursos para financiamento
dos revendedores.
O posicionamento da Base
de Porto Nacional contribui para
apresentando
altas
demandas
por combustíveis.
Frota
uma estratégia logística que per-
As áreas comerciais tam-
O aumento da frota nacional de
mitirá o aperfeiçoamento do nível
bém serão foco de importantes
veículos foi um fator que exerceu
de atendimento da BR na região
investimentos. Para se adequar
grande contribuição para os ex-
centro-norte. A base abastece-
ao cenário atual, será executada
pressivos números das vendas de
rá, além do Tocantins, o oeste da
a modernização e a adequação
combustíveis. Em agosto de 2012,
Bahia, o sul do Maranhão, a re-
da Rede de Postos BR, que hoje
a venda de veículos no país bateu
gião leste do Mato Grosso e par-
conta com mais de 7600 postos
o recorde de 400 mil unidades, in-
te do Pará, regiões que seguem
distribuídos pelo país. Para tan-
centivada pela oferta de crédito e
36
pela redução do IPI (Imposto so-
437 mil em dez anos – crescimen-
riores nessas praças: Centro-Oeste
bre Produtos Industrializados).
to de 318%. Enquanto isso, São
e Nordeste (12%) e Norte (7%).
O Departamento Nacional de
Paulo e Minas Gerais, estados
O Acre foi o estado que registrou
Trânsito (Denatran) divulgou um ba-
que possuem as maiores frotas
a maior expansão de consumo de
lanço que indicava o total de 76,1
do país, apresentaram alta infe-
óleo diesel: 34% mais do que em
milhões de veículos em circulação
rior à média para o período 2001-
2011. Já o estado do Rio Grande do
no país até dezembro de 2012. Em
2011. SP: 94%; MG: 124%.
2011, a frota era composta por 70,5
Praças
milhões de veículos (entre automóveis, comerciais leves, caminhões,
ônibus e motocicletas), um número que já se mostrava 121% maior
que o registrado em 2001.
Os estados de Tocantins, Ma-
As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste vêm liderando os
números de vendas de veículos,
acima dos da região Sudeste e da
média nacional. O Nordeste lide-
Norte foi o líder de vendas de gasolina, com 24% de crescimento.
O Sudeste avançou 5% nas
vendas de diesel e 10% nas de
gasolina, enquanto o Sul registrou
4% e 11% (diesel e gasolina, respectivamente). Os Estados com
maior taxa de crescimento da
ranhão, Amapá, Acre, Piauí e Pará
consumo de gasolina no país, com
demanda por Gasolina C e Die-
cresceram o dobro da média bra-
17%, acompanhado pelas regiões
sel nessas regiões foram o Espí-
sileira em 2011. No Tocantins – o
Norte e Centro-Oeste, respectiva-
rito Santo com 12,8% (gasolina)
campeão de expansão –, a frota
mente, com 13% e 11%. As vendas
e 5,3% (diesel), e o Paraná com
saltou de 104 mil veículos para
de óleo diesel também foram supe-
14,4% (gasolina) e 4,9% no die-
André Motta de Souza / Banco de Imagens Petrobras
rou os índices de crescimento do
Atendendo às demandas do mercado, Rede de Postos BR passará por modernização e adequação dos seus 7600 pontos espalhados no País
37
AbleStock
Reportagem de capa
sel. O Estado de São Paulo também apresentou índice elevado
de demanda por diesel (6,6%).
Agronegócio e emprego
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), o ritmo mais acelerado
de crescimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste se
deve ao aumento da renda da
população e ao crescimento do
agronegócio em regiões menos
desenvolvidas. O número de pessoas ocupadas (assalariados e
empregadores) nessas regiões
tem registrado índices superiores
aos do Sul e do Sudeste nos últimos anos, o que aumenta o poder
de consumo de seus habitantes.
“A expansão do agronegócio
nessas regiões e o consequente
escoamento da produção são os
principais fatores motivadores do
aumento do consumo de combustíveis”, comenta Celestino. E
as perspectivas para as próximas
safras indicam que esse patamar
continuará em alta. O IBGE informa que o Mato Grosso continuará liderando a produção de soja
no país (com 30% da produção
nacional). O Estado de Goiás
aumentará a produção de canade-açúcar, e a região de divisa
entre os Estados do Maranhão,
Piauí, Tocantins e da Bahia deverá registrar um crescimento elevado na produção de grãos.
Além disso, encontram-se em
desenvolvimento diversos projetos
Maior consumo de combustíveis é gerado pelo aumento das safras e expansão do agronegócio
38
na área de mineração na região
Photostogo
Área de transporte da BR receberá investimentos para garantir a entrega dos produtos comercializados e aumentar a produtividade da frota
Norte/Nordeste, bem como projetos de infraestrutura logística, tais
como a duplicação da ferrovia
Carajás, a ampliação do Porto de
Itaqui e a remodelação da Transnordestina, que visam a garantir o
Encontram-se em desenvolvimento
diversos projetos na área de mineração
na região Norte/Nordeste, bem como
projetos de infraestrutura logística.
escoamento das commodities minerais produzidas na região.
obras de asfaltamento da BR-163,
Módulo Transporte (PDL-T). O pla-
que interliga Cuiabá a Santarém.
no está em fase de implantação e
consumo de combustíveis nes-
Plano Diretor de Logística
será desenvolvido em fases, execu-
sas regiões foram as obras de
A Companhia investe também
construção da Ferrovia Norte-Sul
na melhoria da qualidade dos trans-
finalidade otimizar o atual modelo,
(passando pelos estados do Ma-
portes, por meio da implementação
ampliando a garantia de entrega
ranhão, Tocantins e Goiás) e as
do Plano Diretor de Logística –
dos produtos comercializados.
Segundo Celestino, outro fator
que impulsionou o aumento do
tadas ao longo de 2013, tendo por
39
Reportagem de capa
O PDL-T, sob a coordenação
minal de Duque de Caxias e Base
“Essa central utiliza sistemas
da Gerência de Logística e Su-
de Volta Redonda. A partir daí, fo-
automatizados de programação e
primento (GLOG), é estruturado
ram iniciadas as avaliações, cujo
de controle de frota, com rastre-
em seis pilares: Modalidade de
resultado conduzirá a implemen-
amento e monitoramento dos ca-
contratação; Requisitos de forne-
tação das demais fases.
minhões que operam para a BR,
cimento; Ferramentas de gestão
O objetivo é viabilizar a re-
permitindo o aumento da produ-
e Sistemas de consequência; Re-
visão do método de relaciona-
tividade da frota, a maximização
visão das práticas e políticas co-
mento da BR com as transporta-
do atendimento à demanda, a re-
merciais; e Produtividade da frota.
doras prestadoras de serviços,
dução do tempo de viagem, a re-
Segundo Celestino, o modelo
criando modalidades de con-
dução de acidentes e de paradas
de transporte e suas diretrizes já
trato adequadas a cada um dos
proibidas, e também redução de
foram desenvolvidos, bem como o
serviços. Os processos de pla-
custos”, ressalta Celestino.
planejamento de sua implantação
nejamento e programação das
em todas as bases e terminais da
entregas também estão sendo
BR. Ao todo, serão contempladas
revistos, assim como as coletas
Outro setor que receberá apor-
quatro fases. A primeira, fase pilo-
e transferências, através da im-
te de recursos da BR é a aviação.
to, já foi executada em três insta-
plantação da Central de Contro-
Em 2013, serão investidos mais
lações: Terminal de Canoas, Ter-
le de Frota – CCF.
de R$ 120 milhões na ampliação e
Rogério Reis / Banco de Imagens Petrobras
Aviação
Crescimento de vendas da gasolina promove ajuste da estrutura operacional, e contratação de transporte garante a interiorização do produto
40
O volume de querosene
de aviação comercializado
pelas associadas ao
Sindicom cresceu 36% no
período 2009-2012.
modernização das instalações em
2009-2012. Somente em 2012, as
sociadas ao Sindicom. A partir de
aeroportos e na manutenção e na
vendas do grupo foram estimadas
janeiro de 2013, ele foi substituído
aquisição de novas Unidades Abas-
em 7,5 bilhões de litros.
pelo Diesel S-10.
tecedoras de Aeronaves (UAAs). As
medidas foram tomadas para aten-
As operações com os no-
Diesel S-50
vos produtos exigiram das dis-
der à demanda gerada pela expan-
Os aportes das distribuidoras
são desse mercado, que deve se
em infraestrutura também contribu-
brado para a adequação de
superar nos próximos anos.
íram para que novos produtos fos-
suas bases. “O Sindicom co-
Em função da realização da
sem introduzidos no mercado em
laborou
Copa do Mundo de Futebol e das
2012. O Diesel S-50, requerido pe-
ço de ampliação e adaptação
Olimpíadas, os produtos de avia-
los novos motores de caminhões,
das instalações das associa-
ção sofrerão uma expansão ainda
passou a ser comercializado em
das e nos entendimentos com a
mais acentuada das vendas. O vo-
larga escala a partir do ano passa-
Petrobras e a ANP para que a
lume de querosene de aviação co-
do. Com menor teor de enxofre, o
transição ao novo diesel ocorres-
mercializado pelas associadas ao
S-50 já alcançou 12% de participa-
se sem sobressaltos”, destacou
Sindicom cresceu 36% no período
ção nas vendas de diesel pelas as-
Aloísio Vaz. ■
tribuidoras
um
esforço
ativamente
no
redo-
esfor-
Mercado de Combustíveis em 2012
BR - vendas em 2012
(45.540 milhões de m³)
Fonte: BR
Fonte: Sindicom
BRASIL - vendas em 2012
(118.441 milhões de m³)
47,1% Óleo Diesel
6,3% QAV + GAV
33,7% Gasolina
3% Óleo Combustível
8,2% Etanol Hidratado
1,7% GNV (/1000)
49,2% Óleo Diesel
7,6% Óleo Combustível
26,3% Gasolina
0,8% GNV (/1000)
4,5% Etanol Hidratado
1,6% Outros
10% QAV + GAV
41
Carlos Eduardo Miranda
Combustíveis
Novo terminal
Marítimo
Com duas barcaças de casco duplo, BR fará o abastecimento de óleo diesel
marítimo em navios offshore a partir de um novo terminal em São Gonçalo, que
contou com investimentos da Bravante e tem foco na segurança operacional
A
BR iniciou, em fevereiro,
as operações no novo terminal de São Gonçalo (RJ)
çalo, o novo terminal teve investi-
sobe de forma proporcional às
mentos da empresa Bravante, que
atividades de exploração e pro-
recuperou a área para permitir a
dução offshore de petróleo no
para atendimento do mercado
atracação de até três barcaças
Brasil”, afirmou José Carlos Batis-
offshore na Baía de Guanabara.
simultaneamente. Hoje, há duas
ta, da Gerência de Vendas para o
Antes de atuar no novo local, a BR
barcaças contratadas e, caso haja
Segmento Marítimo (GVMAR), da
operava no Porto de Niterói, por
necessidade, a BR poderá contra-
Petrobras Distribuidora.
meio de um contrato com as con-
tar mais uma. Os dois barcos têm
Além da exclusividade, o novo
cessionárias de Docas, as empre-
capacidade total de 1.880 m³ de
terminal também oferece vanta-
sas Nitshore e Nitport. Com o for-
combustível, com abastecimento
gens como área de transbordo
te crescimento da Companhia e,
médio de 400 m³ de óleo diesel
(transferência do diesel marítimo
também, do porto, a empresa op-
marítimo por entrega; porém, há
dos caminhões tanque para as
tou por uma área em que tivesse
embarcações que recebem até
barcaças) totalmente coberta, o
atuação exclusiva, sem competir
700 m³ em uma única operação.
que permite maior conforto e se-
com outras atividades portuárias.
“Nossa operação está dedica-
gurança para motoristas e ope-
Localizado no bairro do Gra-
da ao segmento de embarcações
radores. A área de transbordo foi
dim, no município de São Gon-
de apoio offshore, cujo mercado
um ganho importante da empresa
42
no novo espaço, já que comporta
três caminhões tanque simultaneamente, ao contrário do antigo
terminal que permitia apenas um.
Segundo a BR, embarcações
que atuam na regiâo do pré-sal
também poderão ser abastecidas
a partir do novo local, mas isso dependerá da forma como será defiCarlos Eduardo Miranda
nida a operação em cada campo
e da necessidade das empresas
operadoras em buscar produto no
Rio de Janeiro.
Mais eficiência
A inauguração do novo espaço
de transporte de óleo diesel marítimo da BR, no Rio de Janeiro, vai
gerar, também, mais rapidez e eficiência às operações da empresa.
O trajeto entre o Terminal Duque
de Caxias (TEDUC) e o novo, em
São Gonçalo, é dez quilômetros
menor que o trajeto anterior para
o Porto de Niterói, o que permitirá
um aumento de produtividade.
A unidade de São Gonçalo
também vai permitir que no futuro
a BR realize a instalação de tancagem (tanques) para armazenamento de diesel marítimo, com
objetivo de aumentar a capacidade da empresa de atender ao
mercado na Baía de Guanabara.
Maior conforto e segurança para motoristas e operadores gera mais eficiência e produtividade
barcaças. “No momento, não há
nabara, onde está atracada ou
tanques de armazenamento cons-
ancorada a embarcação que re-
truídos na área. Mas estamos es-
ceberá diesel marítimo. Na maio-
tudando a implantação e devemos
ria dos casos, é um supply boat,
concluir tudo em poucos meses”,
ou seja, um barco de apoio para
disse José Carlos Batista.
as operações offshore.
Por esse motivo, a utilização
Em seguida, a Bravante realiza
da tancagem flutuante é a opção
a operação de envelopamento, ou
mais rápida para o fornecimento
seja, coloca bóias ao redor da bar-
do óleo diesel marítimo para os
caça e da embarcação, para evitar
supply boats dos clientes da BR.
danos ao meio ambiente em casos
Assim, a Companhia permite que
de vazamento de óleo diesel. Des-
a logística atenda, adequada-
sa forma, as equipes de prontidão
mente, às necessidades das pla-
podem atuar imediatamente na
taformas de petróleo em alto mar.
limpeza do mar, caso seja identifi-
Operação de logística
Segundo a BR, esse mercado
Na operação de atendimento
deve experimentar forte incre-
ao mercado offshore, a Getran
mento nos próximos cinco anos.
(Gerência de Transporte da Ge-
cado um vazamento durante o fornecimento. Ao final de todo esse
processo, o combustível é, enfim,
colocado no barco de apoio.
Segurança operacional
Outro ponto importante é que
rência de Logística - GLOG) con-
a BR instalará dois skids (bombas
trata as duas barcaças da Bra-
Um dos diferenciais do diesel
de transferência) na nova unidade,
vante que, depois de abastecidas
marítimo é o quesito da seguran-
o que aumentará a capacidade da
no terminal da BR, deslocam-se
ça. O produto apresenta um ponto
Companhia no carregamento das
para um ponto, na Baía de Gua-
de fulgor de 60 graus. Esse ponto
43
Combustíveis
CONTATOS BR:
José Carlos Batista do Nascimento
[email protected] / (21) 3978-7473
Rosseline Gomes Vicente
(Gerente de Vendas para o Segmento Marítimo)
[email protected] / (21) 3978-7474
Estaleiro São Miguel
Em atividade desde a década de 70 e, estrategicamente, localizado em área de 20 mil m² no Porto Gradim, em São
Gonçalo, o Estaleiro São Miguel foi recentemente remodelado
pela Bravante para atender as novas demandas do mercado
para construções, reparos e modernização de embarcações de
apoio marítimo e offshore, com alto valor tecnológico agregado
(Platform Supply Vessels - PSVs, Oil Spill Recovery Vessels OSRVs e Anchor Handling Tug Supply - AHTSs).
Para isso, o estaleiro conta com dois diques secos e estrutura capaz de entregar até seis embarcações, do porte de um
PSV 4500, por ano. No dia 28 de dezembro de 2012, a empresa entregou a segunda embarcação, totalmente dedicada para
combate a derramamentos de óleo no mar, produzida no Brasil
e que será usada nas operações offshore da Petrobras.
A embarcação foi construída no Estaleiro São Miguel e somou
investimentos da ordem de R$ 71 milhões, com mais de 70% de
conteúdo local. O Mar Limpo III faz parte da frota de navios que
serão finalizadas até 2014 (Mar Limpo IV, V, VI e VII), o que dará
qualidade, agilidade e segurança às operações de vazamentos.
Carlos Eduardo Miranda
é uma medida do risco de incêndio de um combustível quando
armazenado; portanto, o diesel
marítimo possui menor risco de
combustão, permitindo utilização
mais segura nas embarcações.
“Utilizamos barcaças de casco duplo, que permitem que
uma eventual avaria no casco
do equipamento não acarrete
vazamento imediato de combustível para o mar”, disse José
Carlos Batista.
Desde o início das vendas ao
segmento offshore na Baía de
Guanabara, em outubro de 2008, a
Companhia não registra vazamento em suas operações, cumprindo
a meta de “Vazamento Zero”, um
dos pilares da política de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde)
do Sistema Petrobras.
Dentre os procedimentos de
segurança, realizados pela BR,
estão o treinamento de toda a
equipe envolvida nos abastecimentos, de forma que as exigências da legislação ambiental
sejam seguidas à risca. O envelopamento da barcaça e da
embarcação é realizado em todos os fornecimentos de diesel
marítimo das embarcações de
nossos clientes. ■
Nova unidade aumentará a
capacidade da Petrobras
Distribuidora no carregamento das barcaças
Antonio Carlos Alves Caldeira é o titular da Gerência de Grandes Consumidores (GGC), que tem como objetivo ser
líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade de
produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético brasileiro e
assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected])
44
Energia
Rede
em expansão
BR investe na ampliação do fornecimento
de gás natural no Espírito Santo,
beneficiando os moradores de Vila Velha,
Serra e, também, a indústria capixaba
ThinkStock / Banco de Imagens Petrobras
C
om o início das obras
marcado para o 2º trimestre de 2013, o pro-
potencial de crescimento imobi-
jeto de aumento da rede de gás
fase de construção. Também são
nos municípios de Vila Velha e
os dois municípios mais populo-
Serra está em fase de mobiliza-
sos do Estado, ambos com mais
ção de recursos, equipamentos
de 400 mil habitantes e com po-
e mão de obra, com objetivo de
tencial de consumo relevante nos
ampliar a rede em 64 km. O pla-
segmentos comercial e residen-
no de execução tem duração
cial”, afirma Frederico Bichara, da
de 36 meses, mas a ativação
Gerência de Marketing e Comer-
dos clientes será realizada con-
cialização de Gás Canalizado no
forme sejam concluídas as eta-
Espírito Santo.
pas intermediárias.
A BR tem previsão de captar,
aproximadamente,
40
mil
liário, e existe grande número de
residências já construídas e em
Mais clientes atendidos
Atualmente,
a
Petrobras
e
Distribuidora atende em Vila Ve-
400 comerciais até 2016. “Vila
lha clientes nos segmentos in-
Velha e Serra possuem grande
dustrial, comercial e veicular, dos
novos
clientes
residenciais
45
Energia
Arquivo BR
Com a expansão da rede em Vila
Velha e Serra para os segmentos
residencial e comercial, a previsão
é que a BR amplie o consumo em
aproximadamente 20.500 m3 por dia.
quais são seis postos de GNV
me alcança 265 mil m³ por dia,
que consomem uma média de
por apresentar forte atuação no
23 mil m³ por dia de gás natu-
segmento industrial. Com a ex-
ral, uma indústria de velas, uma
pansão da rede em Vila Velha e
indústria alimentícia e um hos-
Acompanhando o crescimento imobiliário da
região, a previsão é captar mais de 40 mil
novos clientes residenciais
Sooretama
Serra para os segmentos resi-
Outro projeto de ampliação
pital. Já no município da Serra,
dencial e comercial, a previsão
da rede de gás natural atenderá
atua nos segmentos industrial,
é que a BR amplie o consumo
o município de Sooretama. Com
em, aproximadamente, 20.500
investimentos na ordem de R$10
comercial, residencial e veicular,
dos quais, nove são indústrias do
setor de siderurgia, cerâmica e
outros, sete postos de GNV, três
estabelecimentos comerciais e
395 residências.
Um dos principais clientes industriais da Petrobras Distribuidora,
na região de Vila Velha, é a tradicional Chocolates Garoto. Já na
Serra, está instalado o principal
Polo Industrial do Estado, assim o
segmento da indústria é o grande
destaque no município, consumindo mais de 240 mil m³ por dia
de gás natural.
m³ por dia.
Segundo o Plano de Investimentos 2012-2016 da Petrobras,
todo o projeto de distribuição de
gás natural em Vila Velha e Serra
vai contar com investimentos na
ordem de R$ 62 milhões.
Para Frederico, a chegada do
gás natural proporciona modernidade com segurança e conforto,
além de ser uma fonte energética com menor impacto ambiental
contribuindo para a melhoria da
qualidade do ar e beneficiando
milhões na instalação de 12,7 km
de dutos para atender, inicialmente, ao segmento industrial, a
rede terá capacidade máxima de
50 mil m³/dia de gás natural. De
acordo com Frederico, as obras
de construção e montagem da
rede de distribuição de gás natural canalizado para Sooretama já
foram iniciadas, e há previsão de
término em maio deste ano.
O presidente da Petrobras
Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, destacou o papel
da BR como vetor de desenvolvi-
Hoje, a média de consumo
toda a população. Entre outros
mento econômico no Espírito San-
em Vila Velha, considerando
benefícios, a ampliação do forne-
to. “A interiorização do gás natu-
todos os segmentos atendidos,
cimento de gás natural na região
ral é um desejo dos capixabas. O
é de, aproximadamente, 30 mil
vai gerar mais empregos e diver-
gás é um energético que ajuda a
m³ por dia, já na Serra o volu-
sificar a matriz energética.
trazer novas empresas”, disse.
46
Segundo ele, os investimentos ajudam na atração de novas
Ganhos para indústria e
residências
O segmento comercial também
fonte de energia, além de permi-
ganha em redução de tempo, a
tir maior competitividade do se-
gestão de compra de insumos pelo
tor, já que o custo do consumo
cliente é facilitada e diminui a quan-
do gás é mais atraente para di-
tidade de capital aplicado, pois o
versos negócios.
faturamento se dá após a leitura do
André Valentim / Banco de Imagens Petrobras
indústrias demandantes dessa
consumo e o gás natural é fornecido
de forma constante e ininterrupta.
Já para as residências, a chegada do gás natural oferece mais
comodidade e segurança, por ser
mais leve que o ar, em caso de
vazamento o gás natural se dissipa rapidamente.
O governador do Estado do
Espírito Santo, Renato Casagrande, ressaltou a importância
do combustível fornecido pela
Petrobras Distribuidora para a
história da economia capixaba.
“O gás é o trator do desenvolvimento, da competitividade e, ainda, se constitui uma vantagem
ambiental”, concluiu.
Em 2012, a BR comercializou
1,086 bilhão de metros cúbicos
de gás natural, um recorde para
a Companhia, mostrando os bons
resultados das ações da empresa
na região.
Atualmente, a BR é responsável pelo atendimento a 32 postos de combustíveis, 257 estabelecimentos comerciais, 26 mil
unidades residenciais, 33 indústrias e uma térmica. Até 2016, a
rede de distribuição no Espírito
Santo será ampliada dos atuais
280 km para 472 km, considerando projetos nos municípios
de Colatina, São Mateus, Serra,
Sooretama e Vila Velha. ■
CONTATO BR:
Ampliação da rede de distribuição no interior do Espírito Santo poderá atrair novas indústrias
e negócios, contribuindo para o desenvolvimento da região
Frederico Bichara
[email protected] / (27) 3347-8901
Edson Chil é o titular da Gerência de Negócios de Energia (GNE), cujo objetivo é desenvolver a melhor resposta
para a necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de competitividade, qualidade e confiabilidade. ([email protected])
47
Asfaltos
PAVIMENTAÇÃO:
técnicas e soluções
BR aposta em inovações e desenvolve pesquisas que possam contribuir para
solucionar os principais problemas de pavimentação dos centros urbanos
C
om produtos e serviços
para todos os segmentos que precisam de
soluções em pavimentação, a
Petrobras Distribuidora inova no
setor, desenvolvendo soluções de
ponta em modernos laboratórios
em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
Hoje, a Companhia conta com 15
fábricas instaladas no país para a
produção de emulsões asfálticas,
todas testadas para garantir alta
qualidade do produto.
Nesta reportagem, a Soluções
BR mostra os principais problemas
que ocorrem nos pavimentos dos
grandes centros e das estradas.
Devido ao excesso de intervenções
para manutenção de redes e do tráfego intenso de veículos nas principais vias, as cidades apresentam,
em geral, pavimentações extremamente ruins, levando à formação de
buracos, desníveis no piso e escorregamento da massa asfáltica.
A principal consequência é a
perda de suporte da base, seja
por falhas de drenagem ou por
deficiências de projeto. No fim de
sua vida útil, o revestimento asfáltico sofre trincamento por fadiga,
que permite que a água penetre
nas camadas de base, acarretando a destruição do pavimento.
Por ser uma estrutura complexa, composta por diversas
Bruno Veiga / Banco de Imagens Petrobras
Com 15 fábricas no país,
a Companhia produz
emulsões asfálticas,
testadas para garantir a
qualidade do produto
48
camadas
estruturais,
qualquer
problema em uma delas, seja de
projeto, de construção ou qualidade de um dos materiais, provoca falhas de modo geral. “Em
raríssimos casos, a culpa é do
ligante asfáltico”, afirma o consultor Alexander Marcos Vivoni, da
Gerência de Comercialização de
Asfaltos (GCA).
Segundo ele, os erros de execução e de projeto ou o uso de
materiais
inadequados,
como
agregados ou mesmo ligante asfáltico de consistência inapropriada, são as falhas mais comuns
que levam a problemas no pavimento de estradas e ruas.
Quando os problemas são causados pela massa asfáltica, é possível ver a formação de trilhas de
roda, quando a massa apresenta
consistência não adequada ao
tráfego da pista, ou a exsudação
(afloramento de asfalto na superfície, tornando a pista muito lisa),
quando a massa apresenta excesso de ligante asfáltico, por problemas de usinagem ou de projeto.
Há também casos de degradação
(esfarelamento) da massa, causada por falta de ligante asfáltico.
Técnicas americanas
Para evitar esses problemas de
pavimentação, a BR vem buscando
realizar a melhor dosagem de mistura asfáltica, utilizando técnicas da
Erros de execução e de projeto ou o uso
de materiais inadequados são as falhas
mais comuns que levam a problemas
no pavimento de estradas e ruas.
ligantes mantém o valor do parâmetro de avaliação da característica
fixo e verifica para qual temperatura
de uso aquele material testado satisfaz o valor especificado.
Além disso, a Companhia desenvolve os ligantes asfálticos
mais adequados para cada tipo
de mistura, através de testes e investimento em pesquisa. De acordo com o consultor, a Companhia
sempre direciona suas atenções
para os produtos chamados “de
prateleira”, já desenvolvidos com
sucesso pela empresa, mas que
há casos em que o cliente solicita
um produto diferenciado.
A BR segue sempre um padrão
de atendimento aos clientes da
empresa quando há algum tipo de
problema com a pavimentação,
com a intenção de propor a melhor solução possível dentro dos
parâmetros de custo e benefício.
“Quando um problema é
constatado, visitamos o trecho
com avaria, avaliamos o estado
do pavimento, sua integridade
estrutural, coletamos amostras,
se necessário, e as analisamos”, concluiu.
especificação americana “Super-
Manutenção
pave” (Superior Performing Asphalt
Segundo o último relatório
2012, do Departamento Nacional
de Estradas de Rodagens (Dnit),
Pavements) sempre que necessário. A especificação Superpave de
o trabalho de manutenção das
estradas brasileiras tem melhorado, principalmente depois da implantação do Sistema de Gerenciamento de Pavimentos (SGP),
que interage diretamente com o
modelo HDM-4 (Highway Development and Managment).
O software analisa cenários,
define prioridades e propõe soluções de manutenção, considerando dentre outros fatores, o volume
de tráfego da rodovia e o melhor
custo-benefício. Hoje, predominam os contratos de manutenção
estruturada, os chamados Crema
1 e Crema 2. De acordo com o relatório, a quantidade de malha coberta com o Crema 2, que é uma
manutenção que atinge as camadas mais profundas do pavimento,
aumentou cerca de 20 vezes em
relação à situação inicial.
Em dezembro do ano passado, os serviços de restauração
do Dnit corresponderam a 4,67%
da malha, já os de Crema 1 e 2 a
mais de 50% juntos e os de conserva registraram 32%. Segundo
o Dnit, praticamente toda a malha
está protegida com contratos de
manutenção estruturada.
Produtos
A BR vem durante os anos desenvolvendo os principais produtos
49
do país para a pavimentação de
ruas e estradas brasileiras. Entre os
produtos feitos pela empresa estão
os Asfaltos Modificados por Polímeros Elastoméricos (CAPFLEX),
o Asfalto Borracha e as Emulsões
Asfálticas tanto tradicionais como
ecológica, a chamada Emulpen.
O CAPFLEX é um dos produtos mais aplicados da Companhia, já que é recomendado
para pavimentos altamente drenantes, corredores de tráfego
intenso e/ou com cargas elevadas. O uso desse CAP visa
reduzir ou até eliminar deformações permanentes.
Além disso, o produto é muito
utilizado em pistas especiais como
autódromos e aeroportos, pois aumenta o índice de serventia do pavimento e, consequentemente, o
conforto do usuário.
Outro produto que vem ganhando destaque é o Asfalto Borracha.
Feito a partir da borracha moída de
pneus inservíveis, além de trazer
benefícios ao meio ambiente, esse
tipo de asfalto melhora em muito
as propriedades e o desempenho
do revestimento asfáltico. Entre as
vantagens do asfalto borracha estão a alta elasticidade e a resistência ao envelhecimento, tornando-o
ideal para manter a pavimentação
das cidades em bom estado. ■
CONTATO BR:
Alexander Marcos Vivoni
[email protected] / (21) 2162-3258
IngImage
Asfaltos
Superpave
Durante os anos de 1987 a 1993 foi desenvolvido pelo Congresso dos EUA um programa de estudos, conhecido como Strategic
Highway Research Program (SHRP). O objetivo desse Programa
era desenvolver pesquisas na área de pavimentação, destinando
uma verba de US$ 150 milhões para melhorar o desempenho, a
durabilidade e a segurança das estradas.
Um dos principais resultados desse Programa de pesquisa foi
a proposição de novos métodos de avaliação dos ligantes asfálticos para pavimentação.
Essas novas especificações passaram a ser conhecidas como
Superpave (Superior Performing Asphalt Pavements) e apresentaram mudanças significativas nos procedimentos de ensaio de
ligantes e misturas asfálticas, visto que privilegia a avaliação das
propriedades reológicas por ensaios mais representativos das
mesmas que os atuais, baseados nos ensaios tradicionais de penetração, ponto de amolecimento e viscosidade.
A base da proposta do SHRP é que os ligantes passem a ser
avaliados em uma ampla faixa de temperaturas, que cubra todas
as etapas do processo de mistura, espalhamento e compactação,
bem como esteja associada as temperaturas do pavimento ao longo da vida útil do trecho onde aquele material será utilizado. A especificação Superpave de ligantes, mantém o valor do parâmetro
de avaliação da característica fixo e verifica para qual temperatura
de uso aquele material testado satisfaz o valor especificado.
Para compor essa nova classificação dos ligantes asfálticos
foram estabelecidos novos ensaios realizados em temperaturas
baixas, médias e altas de uso do CAP no campo. Os ligantes são
classificados em graus de temperatura máxima e mínima em que
apresentam determinadas propriedades, estabelecidas como
“grau de desempenho” (PG - performance grade, em inglês).
Carlos Eduardo Duff da motta pereira é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos (GCA), cuja missão é administrar a venda de asfaltos e emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura
se entrosar com as demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected])
50
Certificações
CONTEÚDO LOCAL
Cláusula da ANP busca garantir maior competitividade à indústria nacional em
projetos de exploração e desenvolvimento da produção de petróleo e gás
tal fato através dos Certificados
de Conteúdo Local emitidos pelas
Certificadoras Autorizadas por ela.
O dispositivo tem o objetivo
de incrementar a participação
da indústria nacional de bens e
serviços, em bases competitivas,
nos projetos de exploração e desenvolvimento da produção de
petróleo e gás natural. O resultado esperado é um impulso ao desenvolvimento tecnológico, à capacitação de recursos humanos
e à geração de emprego e renda
nesse segmento.
“A certificação de conteúdo local
tem seu fundamento legal na Resolução nº 36/2007 da ANP, que determina que as empresas participantes
do leilão dos blocos exploratórios
de petróleo, a partir da 7ª rodada,
devem cumprir a cláusula nº 20 do
contrato de concessão, que determina a certificação da aquisição de
bens e serviços”, explica Marcos
Roberto Alixandrini, engenheiro químico pleno da Gerência de Produtos Químicos (GPQ) da BR.
É de responsabilidade das entidades credenciadas medir e informar à ANP o conteúdo local de
Arquivo BR
O
s contratos de concessão para exploração,
desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural,
firmados a partir da 7ª rodada de
licitação, incluem uma cláusula de
Conteúdo Local. Por determinação da Agência Nacional de Petróleo (ANP), as concessionárias
devem ter em seus projetos o percentual do conteúdo local informado no contrato ou o valor mínimo
indicado pela ANP, e comprovar
51
Certificações
bens e serviços contratados pelas
concessionárias para essas atividades. A porcentagem de conteúdo
local exigido dependerá dos blocos
adquiridos e da rodada de licitação
da qual participam. No caso da
Petrobras, os blocos exploratórios
vencidos foram concedidos por
meio de critérios distintos, conforme explica Alixandrini. “Em alguns
casos, a porcentagem fez parte do
critério de julgamento. Quanto maior
o lance ofertado, melhor. Em outros,
havia apenas uma porcentagem mínima a ser cumprida”, explica.
A partir da 7ª rodada, todas
as empresas vencedoras dos
blocos são obrigadas a obter
a certificação. “Qualquer item
adquirido - seja um bem ou um
serviço, utilizado pelo concessionário na execução do contrato de concessão, na fase
de exploração ou na etapa de
desenvolvimento da produção deve ser certificado, desde que
haja necessidade de comprovação, para efeito de cumprimento do conteúdo local contratual”, esclarece.
Tipos de certificação
bem, aplicado ao valor do respec-
uma operação. Por exemplo, ao
tivo contrato de utilização do bem.
serem agregados os conteúdos lo-
A atividade de certificação compreende a coleta de dados sobre a
procedência dos componentes fornecidos, a medição do conteúdo
local e a emissão dos certificados.
Estes são divididos em seis diferentes tipos, obedecendo a critérios,
instruções e fórmulas específicas
para a apuração do seu conteúdo.
Veja abaixo as características de
cada tipo de certificado:
Conteúdo Local de Bens (CLb):
Aplicável para equipamentos
e materiais.
Percentual que corresponde
ao quociente entre:
■ a diferença entre o valor total de comercialização de um
Conteúdo Local de Subsistemas:
O subsistema é parte integrante de um sistema maior. Corres-
cais de uma plataforma ao sistema
de perfuração/exploração de um
ou mais poços, poderá ser obtido
ponde, por exemplo, aos módulos
o conteúdo local de um campo.
de uma plataforma, petroleiro, na-
Conteúdo Local de Serviços:
vio de apoio offshore, entre outros.
Conteúdo Local de Sistemas:
O Sistema é uma reunião coordenada e lógica de um grupo de equipamentos, máquinas, materiais in-
Para efeitos de apuração do valor do Conteúdo Local de Serviços,
será aplicado o ILs sobre o valor total do serviço contratado, excluído o
ISS, calculado conforme metodolo-
dependentes e serviços associados
gia da Cartilha de Conteúdo Local.
que, juntos, constituem um conjunto
Certificados da BR:
intimamente relacionado e que fun-
Atualmente, todos os produtos
cionam como estrutura organizada
químicos e serviços comercializa-
destinada a realizar funções especí-
dos pela Petrobras Distribuidora
ficas. Corresponde, por exemplo, à
para o E&P da Petrobras exigem
bem (excluídos IPI e ICMS) e o
plataforma, ao petroleiro ou navio de
valor da sua respectiva parce-
apoio offshore como um todo.
la importada;
Conteúdo Local de Conjunto de
prios e/ou revendidos e serviços
Sistemas:
portuários. Ao todo, 144 produtos
■ e o seu valor total de comercialização (excluídos IPI e ICMS).
certificação da ANP. São eles: lubrificantes, produtos químicos pró-
O conceito de sistemas poderá
BR já foram certificados: 112 óleos
Conteúdo Local de Contratação
ser ampliado para conjuntos maio-
lubrificantes, 21 graxas e 11 pro-
de Bens para Uso Temporário:
res, no universo de atividades con-
dutos classificados como produtos
Mensurado através do Conteú-
cernentes aos setores de petróleo
diversos (como diesel e gasolina).
do Local do bem objeto de tal ati-
e gás natural, desde que não se
Para 2013, estão previstos
vidade. Para a apuração, será utili-
perca de vista o conceito de inter-
mais outros 100 lubrificantes e
zado o valor percentual do CLb do
dependência e encadeamento de
graxas a serem certificados.
52
Saiba mais sobre a certificação dos lubrificantes
Segundo Alixandrini, os documentos necessários para a certificação dos lubrificantes são as nonotas fiscais de compra de matéria
prima; e a fórmula de produção
dos lubrificantes com as porcentagens de cada aditivo e óleo básico.
No caso dos produtos, a certificação é divida entre produtos
próprios e produtos de revenda.
No caso dos produtos próprios, o
Todo o produto químico
comercializado pela BR,
através dos Depósitos
de Supply House,
deve contar com seus
respectivos certificados de
conteúdo local válidos.
André Valentim / Banco de Imagens Petrobras
tas fiscais de venda de produto; as
processo de certificação foi conduzido pela GPQ/GQPET, a partir
da contratação de empresa certificadora, que atuou junto à fábrica
de lubrificantes da BR (GEI) para
a elaboração dos certificados.
“A Certificadora calculou o certificado de conteúdo local de cada
produto e emitiu os certificados
com validade entre dois e quatro
anos para produtos químicos, e de
três meses para serviço”, explicou
Marcos Roberto Alixandrini.
A
certificação
dos
produ-
tos de revenda, conduzida pela
House, deve contar com seus respectivos certificados de conteúdo
local válidos.
Fiscalização
Para garantir o cumprimento
das exigências contratuais de
Conteúdo Local, a ANP efetua
um acompanhamento dos investimentos e das atividades realizadas pelas concessionárias a
cada três meses. A fiscalização
ocorre em três diferentes mo-
ditoria na empresa em questão e
recalcula a porcentagem de conteúdo local dos certificados emitidos pela Certificadora, com base
nos documentos que esta ou a
empresa contratante deve, obrigatoriamente, manter arquivados.
Não sendo encontrada a informação, o valor é computado como
proveniente de importação e o
certificado cancelado. Em função
da falha cometida, poderá caber
advertência, multa ou mesmo
suspensão da Certificadora. ■
GPQ/GPEQ, foi iniciada em 2010,
mentos: na conclusão da fase
quando a BR solicitou de seus
de exploração; ao fim da etapa
fornecedores (ativos) a certifica-
de desenvolvimento da produ-
CONTATOS BR:
ção de todos os produtos comer-
ção; e no encerramento do con-
cializados com a Companhia.
trato de concessão, quando o
Marcos Roberto Alixandrini
[email protected] / (21) 2354-0518
Certificação de Serviço
Cristiane Altomari Teixeira
[email protected] / (21) 2354-0497
Certificação de Produtos Revendidos
Luiz Antônio Lomba Soriano
[email protected] / (21) 2354-4674
Atualmente, todo o produto
bloco exploratório é devolvido.
químico comercializado pela BR,
Em casos de suspeita de irre-
através dos Depósitos de Supply
gularidade, a ANP efetua uma au-
Luis marcelo freitas é o titular da Gerência de Produtos Químicos (GPQ), cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos
químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a desenvolver, fabricar
ou buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como compromisso observar os melhores prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected])
53
Institucional
Cidade
Nova
Com selo internacional de sustentabilidade, destinado a prédios
alinhados com iniciativas em benefício do meio ambiente, a BR prepara
mudança para sua nova sede no Rio de Janeiro
A
nova casa da Petrobras
Distribuidora vai oferecer
mais espaço, conforto e
segurança para os empregados da
Companhia, permitindo uma maior
integração entre as áreas e acompanhando o crescimento da empresa nos últimos anos. Pelo planejamento inicial, a mudança completa
da Companhia deverá acontecer
em até quatro meses após a conclusão das obras, prevista para o
segundo semestre de 2013.
Localizado na Cidade Nova,
região central do Rio de Janeiro,
que tem passado por um forte
processo de revitalização, o prédio contará com novidades em
54
Alexandre Brum
Nova sede da Petrobras Distribuidora terá mais espaço, conforto e segurança para os empregados, além de ser um projeto sustentável e ecoeficiente
neiras de pressão para evitar o
desperdício. Haverá, ainda, reuso da água da chuva para aplicação em vasos sanitários, irrigação de plantas e lavagem de
áreas externas.
Economia de energia
Outra novidade será o sistema de iluminação automatizado, que permitirá individualizar
a energia, ou seja, será possível acender apenas a luz sobre
uma estação de trabalho, sem
a necessidade de todo um pavimento permane-
Banco de Imagens Petrobras
sua estrutura. Ao todo, terá dez
andares, sendo nove de escritórios, e cada um com um “pool”
de salas de reunião e com uma
sala multiuso para eventos.
Terá, ainda, quatro subsolos,
com mais de 400 vagas de garagem, um bicicletário e uma
área técnica e de utilidades. O
térreo abrigará auditório para
200 pessoas e uma área destinada a banco. No segundo pavimento, haverá centro médico,
biblioteca e outro auditório para
80 lugares.
Para garantir o Leed (Leadership
in Energy and Environmental Design), certificado concedido aos
chamados ‘edifícios verdes’, a BR
investiu nos requisitos necessários
para um prédio ecoeficiente.
Para a economia de água, os
banheiros contarão com descargas com sistema em dois
estágios, e tor-
55
Institucional
cer iluminado. O prédio contará,
nova sede, que fica na Rua Cor-
Petrobras, próximo de onde está
também, com luminárias de alto
reia Vasquez. Com isso, o espa-
sendo construído a nova sede
desempenho e lâmpadas de
ço que será deixado na atual
da BR, também na Cidade Nova,
baixo consumo de energia.
sede da empresa, localizada no
no Rio de Janeiro.
A nova sede também terá um
telhado verde e a utilização de
vidros de alta performance, objetivando um melhor desempenho energético e oferecendo uma
temperatura interna mais agradável, além de garantir maior utilização da luz natural, gerando mais
economia de energia.
premissa
da
tiva, nove andares e capacidade
pado pela Petrobras.
para 3.000 pessoas, o prédio se-
Sustentabilidade
Um
exemplo
Com 34 mil m² de área priva-
gue os modernos conceitos de
de
que
a
sustentabilidade. Toda a madeira
Petrobras vem investindo para ga-
utilizada na construção era certi-
rantir que suas edificações usem
ficada, assim como as tintas es-
o menos possível dos recursos na-
colhidas tinham baixa emissão de
turais é o prédio da Universidade
gases corrosivos. ■
eficiência
energética está sendo observada
do ponto de vista da construção,
que será certificado pela consul-
Arquivo BR
“A
bairro do Maracanã, será ocu-
toria internacional Leed – órgão
certificador do Green Building. No
futuro pretendemos ampliar este
conceito certificando, também,
a operação do prédio”, afirmou
Hildebrando Brito, da Gerência de
Suporte Administrativo (GSAD).
O projeto de mudança da BR
prevê que todas as gerências
lotadas na cidade do Rio de Janeiro serão transferidas para a
Prédio da Universidade Petrobras é um exemplo, dentro dos projetos da Companhia, do uso
consciente dos recursos naturais e conceitos de sustentabilidade
Green Building Council Brasil
O Green Building Council Brasil (GBC-Brasil),
criado em março de 2007, é uma organização não
de promover mundialmente tecnologias, iniciativas
e operações sustentáveis na construção civil.
governamental que surgiu para auxiliar no desenvol-
Para se ter ideia do crescimento de certificações
vimento da indústria da construção sustentável no
Leed emitidas no país, em 2004, o selo recebeu o
país, utilizando as práticas de “construção verde” em
primeiro pedido de um empreendimento brasileiro e,
um processo integrado de concepção, construção e
também, da América Latina. Hoje, o país é o quarto
operação de edificações e espaços construídos.
no ranking mundial de construções verdes, com 51
O instituto faz parte do World Green Building
prédios certificados e 525 em processo de certifi-
Council, entidade internacional que regula e incen-
cação, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados
tiva a criação de Conselhos Nacionais como forma
Árabes Unidos e China.
56
PATROCÍNIO
BR PATROCINA O
3º SALÃO BIKE SHOW
Arquivo BR
BR aproveita o evento para
divulgar a linha de lubrificantes e
o conceito Lubrax+ para motos
Estande da companhia apresentou ações do Petrobras Premmia e Petrobras
na Garupa, além de serviços, informações e entretenimento
E
m sua terceira edição, o
Salão Bike Show vem se
consolidando a cada ano
como um dos principais palcos
do motociclismo nacional. O
evento foi realizado no Riocentro,
em janeiro, e atraiu um público
estimado em 60 mil pessoas. Visitantes de toda a América Latina e de moto clubes nacionais
compareceram. 100 expositores,
incluindo alguns dos maiores fabricantes de motos do mundo,
exibiram ao público seus últimos
modelos. Patrocinadora do evento desde a primeira edição, a
Petrobras Distribuidora expôs a
linha de lubrificantes para motos
e o projeto conceito do Lubrax+
para motociclistas.
Um novo lubrificante da família Lubrax, em fase final de
desenvolvimento, contará com
uma tecnologia inovadora, que
aumenta a vida útil da moto e
garante o máximo desempenho. A gerente de Promoções,
Relacionamento e Incentivos da
Rede de Postos da Petrobras
Distribuidora (GPRI), Grace
Melo, afirma que não há produto
similar no mercado e que ele irá
atender, de forma diferenciada,
os clientes desse segmento.
A convite da Companhia, o
jornalista Fausto Macieira, do
canal SporTV, conversou com os
visitantes e apresentou a história da evolução das duas rodas,
no “Auditório de Palestras”. No
simulador montado no estande,
o visitante pôde experimentar a
57
PATROCÍNIO
Arquivo BR
Arquivo BR
sensação de pilotar uma motocicleta em alta velocidade – o que
mobilizou as atenções durante os
quatro dias do evento.
A Petrobras Distribuidora também marcou presença com a promoção do programa de fidelidade
Petrobras Premmia, oferecendo
serviço de cadastro on-line aos visitantes. No estande da BR, foram
dadas explicações sobre como é
possível dobrar (cartão Petrobras)
e quadruplicar (cartão Petrobras
com consumo associado a posto
cadastrado) o número de pontos
adquiridos no abastecimento na
rede Petrobras ou em compras
nas lojas BR Mania ou Lubrax+.
O regulamento completo e o formulário de inscrição no Petrobras
Premmia estão disponíveis no site
www.br.com.br/petrobraspremmia.
Simulador
O simulador de “moto-velocidade” era o preferido dos visitantes mais jovens, já acostumados
com a dinâmica dos games. O
diferencial é que os participantes, montados na moto do simulador, tinham seus movimentos
no guidão acompanhados pela
inclinação da moto e, ao mesmo
tempo, da “moto-virtual” na tela
do simulador.
Segundo Fernando Quintão
da Silva, de 24 anos, o simulador
é “muito bacana e traz a realidade de pilotar, a ponto de chegar
a mexer com a emoção da gente, como se fosse, realmente, a
emoção de pilotar. Você entra
58
Simulador que permitia pilotar uma motocicleta em alta velocidade atraiu os visitantes
mesmo no jogo. Chega a dar
adrenalina”, acrescentou.
Outro visitante que experimentou o simulador foi o Pedro
Lessa, de 10 anos. Acompanhado da mãe, Ana Paula Lessa, o
pequeno não escondia a inquietação já “na fila da moto para
correr”. Pedro tomou conhecimento do Salão pela internet,
e insistiu para que a mãe o levasse. “Gosto muito de motocicleta”, disse, sem tirar os olhos
da máquina. Depois de subir no
veículo e experimentar a simulação de velocidade, afirmou,
cheio de orgulho: “Fiquei calmo,
mesmo nas curvas”.
Breno Magalhães, da mesma idade, também gostou da
brincadeira: “Levei dois tombos,
mas completei o circuito”. Seu
pai, Dênio Magalhães, contou
que gosta de motociclismo e
que, em um passeio em Itaipava,
em um evento de moto ganhou
um boné do Salão Bike Show.
“Entrei na internet para saber,
adquiri ingressos e vim de Além
Paraíba para o Riocentro, para
conhecer. É o melhor evento de
motos no Rio”, completou.
Petrobras Premmia
O cadastro de Roberto Carlos
Pereira, 47 anos, foi rápido, segundo o próprio cliente da rede de
postos Petrobras. “Gosto muito da
Petrobras. Agora vou entrar sempre no site e acompanhar o número de pontos. Eu sei que, no posto
de gasolina de minha preferêno dobro, o que é uma vantagem.
Eu sempre dou preferência à BR e
agora está melhor”, explicou.
Arquivo BR
cia, o número de pontos é maior,
Os visitantes que se cadastraram durante o Salão Bike Show receberam mais informações sobre
como é possível multiplicar os benefícios no Premmia. Para quem
tem o cartão Petrobras, o número
de pontos adquiridos com o con-
Pilotos, fãs e curiosos se divertiram e ficaram bem informados no estande da Petrobras
A BR expôs a linha de lubrificantes
para motos e o projeto conceito do
Lubrax+ para motociclistas.
sumo é multiplicado por dois. Se,
além disso, a compra for realiza-
ponder a uma pergunta: a qual
de da BR. Para Ricardo Veneziani,
da no posto onde o cliente efetuou
perfil de motociclista você perten-
fotógrafo de motociclismo há mais
seu cadastro, o total de pontos
ce? Com base nisso, era possível
de 30 anos, Fausto Macieira “é a
será multiplicado por quatro.
identificar o “Sustentador”, que
maior autoridade, hoje, do motoci-
é o motociclista que usa a moto
clismo nacional”.
Petrobras na Garupa
Durante o evento motociclístico, a Petrobras Distribuidora
também
levantou
informações
sobre os perfis e hábitos de seus
adeptos. As ações fazem parte do
projeto Petrobras na Garupa, que
tem como objetivo reconhecer e
como instrumento do seu ganha-
Em seguida, já no “Auditório
-pão; o “Deslocador”, que foge
de Palestras”, Fausto articulou
do trânsito; o “Explorador”, que
sobre a história das duas rodas
busca a liberdade; e o “Adrena-
e sobre os cuidados necessários
linador”, que busca emoções in-
com manutenção, velocidade e
tensas na cidade ou no campo.
responsabilidade,
Bate-papo
entre
outros
assuntos. O público lotou o espaço. Ao encerrar, depois de aplau-
promover o relacionamento da Cia
O jornalista Fausto Macieira, con-
dido pelos visitantes, o jornalista
com esse público. Ao identificar os
vidado pela Petrobras Distribuidora,
premiou duas pessoas com seu
seus principais interesses, a em-
esteve presente no terceiro dia de
livro sobre motociclismo. David
presa poderá oferecer produtos e
evento para uma conversa com os
Filstein, de 50 anos, que apresen-
serviços cada vez mais adequados
pilotos, fãs e curiosos do motoci-
tou a carteira de motociclista mais
aos perfis de seus consumidores.
clismo. Fausto entrevistou diversas
antiga, de 1971, e Renato Rondi-
Os visitantes do Salão foram
pessoas, o que levou o público a
neli, 23 anos, com a habilitação
abordados e convidados a res-
se concentrar na frente do estan-
mais recente, tirada em 2012. ■
59
IngImage
Patrocínio
Maratona
teatral
Depois de circular com sucesso por todo o país, as peças selecionadas pelo
edital de seleção pública da BR chegam ao Rio através da mostra que acontece
sempre às quartas-feiras, no Sesc Ginástico, a preços populares
A
té maio de 2013, a Mostra de Teatro Panorama
Petrobras Distribuidora
de Cultura apresenta espetáculos a preços populares para o
público adulto e, também, para
crianças, numa parceria entre
o Sesc e a Petrobras. As peças
foram contempladas no Programa Petrobras Distribuidora de
Cultura 2011/2012 com o objetivo de circular por todo o País, e
agora estão de volta à cidade do
Rio de Janeiro.
60
O evento cultural viabilizará a
mais longa mostra de teatro realizada na cidade do Rio de Janeiro.
“Essa é mais uma oportunidade
para o público ter acesso a ótimos
espetáculos, a preços populares.
O Panorama fechará o ciclo do
Programa Petrobras Distribuidora,
edição 2011-2012, com chave de
ouro”, diz Alena Aló, gerente de Patrocínio da Petrobras Distribuidora.
De acordo com a gerente de
Cultura do Sesc Rio, Liliana Magalhães, “as peças oferecem a opor-
tunidade de serem vistas ou revistas, aprofundando a diversidade
de temas que estimulam o olhar
sobre o mundo de hoje e fazem da
experiência cultural uma vivência
de interação e aprendizagem”.
O Teatro Sesc Ginástico se
mostrou o palco ideal, não somente por sua localização central, que
facilita a acessibilidade, mas, também, por ser um palco já tradicional de grandes nomes e grandes
espetáculos. “A Mostra de Teatro surgiu do interesse em reunir
Divulgação
Oportunidade do público rever seus
espetáculos favoritos e conhecer
outros, como o “Tartaruga de Darwin”
IngImage
Divulgação
Deficientes auditivos podem
conferir a programação, que
conta com a tradução para a
linguagem de sinais (Libras)
61
Patrocínio
espetáculos de excelência com-
Em todas as peças apresenta-
provada, tanto de crítica como
das será realizada tradução para
Distribuidora de Cultura
de público, numa última oportu-
linguagem de sinais – Libras,
nidade para o público rever seus
possibilitando
espetáculos favoritos. Para alguns
imediata dos deficientes auditivos
espetáculos, esta será sem dúvi-
presentes na plateia. O objetivo
da a última sessão”, afirma Celso
da ação é democratizar o acesso
Lemos, que cuida da produção do
a cultura para públicos portado-
evento ao lado de Lilian Bertin.
res de deficiência.
Lançado em abril de 2009, o
Programa Petrobras Distribuidora
de Cultura foi criado com o objetivo
de democratizar o acesso à cultura
e já viabilizou a circulação de 90 espetáculos teatrais. Foram realizadas
apresentações em todos os Estados do País, atingindo público superior a 300 mil pessoas em mais de
850 apresentações, em cerca de 85
diferentes municípios brasileiros. ■
a
compreensão
ção até maio da Mostra de
Confira abaixo a programa
Distribuidora de Cultura:
Teatro Panorama Petrobras
Programa Petrobras
Enfim, Nós – dia 13 de março
o Poema Infinito – dia 20 de março
Federico Garcia Lorca – Pequen
Corte Seco – dia 27 de março
de abril
Besouro Cordão de Ouro – dia 03
A Carpa – dia 10 de abril
il
Sade em Sodoma – dia 17 de abr
Açaí e Dedos – dia 01 de maio
maio
O Capitão e a Sereia – dia 15 de
maio
Tartaruga de Darwin – dia 29 de
tuitos no Sesc Tijuca
Espetáculos infantis gra
de março
Histórias da Mãe África – dia 14
Fedegunda – dia 27 de março
Horário dos espetáculo
s: 19h
Teatro Sesc Ginástico
: Av. Graça Aranha 18
7,
Centro.
Tel.: 2279-4027
Ingressos: R$ 5 (asso
ciados Sesc Rio),
R$ 10 (jovens de até
21 anos, estudantes
e
maiores de 60 anos) e
R$ 20 (inteira)
Classificação etária: a
conferir por espetáculo
Capacidade: 513 lugare
s
62
IngImage
Serviço
Divulgação
Divulgação
“Açaí e Dedos” mais
um espetáculo para
o público a
preços populares
Marcelo Lipiani
A peça “Sade e Sodoma” faz parte da programação da Mostra
de Teatro Panorama Petrobras Distribuidora de Cultura
“Corte Seco” é um dos
espetáculos que pod
em ser visto na Mostra
fruto da parceria entre
,
Petrobras Distribuidora
e Sesc
63
Opinião
SINERGIA QUE ESTIMULA
A
economia brasileira aponta para um crescimento
do setor de construção ci-
internacionais, as obras de infra-
vil em torno de 3% em 2013, uma
tanto para a realização de proje-
vez que as recentes medidas
tos quanto para o crescimento do
anunciadas pelo governo fede-
país. Por haver, ainda, um grande
ral vão estimular a aceleração da
gargalo na formação e na dispo-
execução das obras por todo o
nibilidade de mão de obra qualifi-
país, com os olhos voltados para
cada para o setor em todos os ní-
os dois grandes eventos progra-
veis, as palavras de ordem nesse
mados para os próximos anos: a
momento devem ser: treinamento
Copa do Mundo de Futebol, em
e valorização do capital humano.
2014, e as Olimpíadas, em 2016.
estrutura terão de acontecer, e a
Camargo Corrêa deseja contribuir
Há mais de 70 anos no merca-
Acredito que a recuperação es-
do, lideramos muitas obras e mui-
perada para a economia nacional,
tos projetos relevantes por todo o
este ano, seja geral, com desta-
país e também no exterior. De uma
que para os segmentos agropecu-
pequena sede no centro de São
ário, industrial e de infraestrutura.
Paulo, em 1939, somos hoje uma
Mesmo diante de um ainda com-
das maiores empresas de constru-
plexo ambiente internacional, as
ção do Brasil, líderes no setor de
perspectivas sugerem uma inten-
hidrelétricas, sendo responsáveis
sificação do ritmo das atividades,
por, aproximadamente, 55% da ca-
especialmente nesses setores.
pacidade de geração da energia
Dessa forma, toda a cadeia
que abastece o Brasil. Atuamos
de suprimentos e logística (volta-
também nos segmentos de terme-
da para a construção civil e para
létricas, portos, aeroportos, ferro-
as obras de infraestrutura) deverá
vias, ruas e rodovias, metrô, pon-
acompanhar a evolução do mer-
tes, refinarias, além de estarmos
cado e contribuirá não só com
presentes em outros projetos de in-
produtos, mas também com pro-
fraestrutura. Empregamos, ao todo,
cessos mais estruturados e com
mais de 24.000 funcionários diretos
tecnologia. Ainda em 2013, o Brasil
e temos uma carteira de R$ 3,5 bi-
deverá também começar a sentir
lhões em compras de equipamen-
fortemente os efeitos positivos das
tos, materiais e serviços por ano.
políticas fiscal e monetária.
A Petrobras Distribuidora sem-
Com a proximidade da rea-
pre foi a nossa fornecedora de
lização dos eventos esportivos
combustíveis e lubrificantes. Em
64
Arquivo Pessoal
O CRESCIMENTO
Cláudia Regina Rasini
2010, assinamos um contrato de
parceria com a BR, que se tornou a
fornecedora exclusiva das obras da
Camargo Corrêa. Foi um contrato
totalmente inovador, na época, com
condições diferenciadas que selaram o trabalho conjunto e puderam
ser estendidas a todas as empresas do Grupo. A parceria deu tão
certo que, em 2012, renovamos o
contrato por mais dois anos.
Acreditamos que não basta sinalizar ao mercado uma necessidade. É preciso construir soluções
conjuntas, que agreguem aos projetos benefícios de preços, prazos,
tecnologia, qualidade e sustentabilidade. Desta forma, alinhamos a
preocupação do Grupo Camargo
Corrêa com sua cadeia de valores à visão e à sensibilidade da
Petrobras Distribuidora. O sucesso
dos empreendimentos está fortemente ligado à área de suprimentos
e de logística, mas também à capacidade das empresas de desenvolver e manter parcerias estratégicas,
numa sinergia que estimule relacionamentos de longo prazo. ■
CLÁUDIA REGINA RASINI
Gerência Corporativa de Suprimentos e Logística da Camargo Corrêa.
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nº 49 mar/abr - Petrobras Distribuidora