UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE EDUCAÇÃO DA UNIVALI EM SÃO JOSÉ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – HABILITAÇÃO SERVIÇOS MARCELO RICARDO MARTINS Implantação de um Sistema de Informação Computadorizado On-Line na UNIMED MERCOSUL São José 2006 MARCELO RICARDO MARTINS Implantação de um Sistema de Informação Computadorizado On-Line na UNIMED MERCOSUL Trabalho de Conclusão de Curso – projeto de aplicação – apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração da Universidade do Vale do Itajaí. Professora Orientadora: Marlise There Dias São José 2006 MARCELO RICARDO MARTINS Implantação de um Sistema de Informação Computadorizado On-Line na UNIMED MERCOSUL Este Trabalho de Conclusão de Estágio foi julgado adequado e aprovado em sua forma final pela Coordenação do Curso de Administração – Habilitação Serviços da Universidade do Vale do Itajaí, em 28 de junho de 2006. Professora MSc. Luciana Merlin Bervian Univali – CE São José Coordenador (a) do Curso Banca Examinadora: Professora EPs. Marlise There Dias Univali – CE São José Professor Orientador Professor MSc. Dimas Pincinato Alves Univali – CE São José Membro Professora MSc. Ana Paula Lisboa Sohn Univali – CE São José Membro DEDICATÓRIA A minha família, pelo estímulo e apoio constante, e minha noiva pela paciência e sabedoria. AGRADECIMENTOS A orientadora, Professora Marlise There Dias, pelo acompanhamento objetivo e competente. Os Professores membros de banca, que contribuíram na versão final do trabalho. Minha sincera gratidão a UNIMED Mercosul cujo interesse e apoio, viabilizou o desenvolvimento desta monografia. As minhas queridas colegas de Faculdade Márcia Vieira e Raquel Salete Boing. “Pouco conhecimento faz com as criaturas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias a baixam para a terra, sua mãe.” Leonardo Da Vinci RESUMO O objetivo principal deste trabalho foi implantar um sistema de informação computadorizado na UNIMED Mercosul, de acordo com as necessidades desta, no setor de intercâmbio. Como objetivos específicos pretendeu-se apresentar o sistema de informação computadorizado atual, identificar pontos positivos e negativos neste sistema de informação computadorizado, descrever as necessidades para o novo sistema de informação computadorizado, e por último, propor as funcionalidades para o novo sistema de informação computadorizado de acordo com as necessidades pesquisadas. Este trabalho é de aplicação, onde foi adotado uma pesquisa do tipo descritiva, objetivando descrever o sistema de informação existente e suas funcionalidades. O estudo neste trabalho tem uma abordagem qualitativa. A coleta de informações foi realizada por meio de um censo, envolvendo um analista de sistema contratado e o funcionário responsável pelo intercâmbio/CPD da empresa. Os dados do trabalho foram obtidos em fontes primárias e secundárias, sendo adotadas entrevistas não diretivas junto ao analista de sistema da empresa, como também a observação participante. O tratamento e a análise dos dados foram realizados por meio da análise do conteúdo. Com base na pesquisa percebe-se que o novo sistema possibilita que a empresa UNIMED Mercosul administre com maior segurança e modernidade as funções exercidas pelos seus colaboradores, vista que evita o re-trabalho, possibilita a manutenção do sistema exclusivamente dentro de seu próprio servidor, abrindo a possibilidade de ampliar as funções de relatórios da empresa na prestação de serviços e suas filiais. Palavras-Chave: Comunicação. Informação. Sistemas de informação computadorizado. ABSTRACT The main objective of this work was to implant a system of information computerized in the UNIMED Mercosul, in accordance with the necessities of this, in the interchange sector. As objective specific it was intended to present the computerized system of information current, to identify positive and negative points in this system of computerized information, to describe the necessities for the new system of computerized information, and finally, in accordance with to consider the functionalities for the new system of computerized information the searched necessities. This work is of application, where a research of the descriptive type was adopted, objectifying to describe the system of existing information and its functionalities. The study in this work it has a qualitative boarding. The collection of information was carried through by means of a census, having involved an analyst of contracted system and the responsible employee for interchange/CPD of the company. The data of the work had been gotten in primary and secondary sources, being adopted not directive interviews together to the analyst of system of the company, as also the participant comment. The treatment and the analysis of the data had been carried through by means of the analysis of the content. On the basis of the research perceives that the new system makes possible that company UNIMED Mercosul manages with bigger security and modernity the functions exerted for its collaborators, sight whom the re-work prevents, makes possible the maintenance of the system exclusively inside of its proper server, opening the possibility to extend the functions of reports of the company in the rendering of services and its branch offices. Key-words: Communication. Information. Systems of computerized information. Lista de ilustrações Figura 1 - Sistema de hardware de um computador ................................................................. 21 Figura 2 - Sistema de informação............................................................................................. 26 Figura 3 – O processo de gerência ........................................................................................... 26 Figura 4 – Componentes de um sistema de informação........................................................... 27 Figura 5 - Recursos de um sistema de informação................................................................... 28 Figura 6 - Tipologia dos sistemas de informação..................................................................... 30 Figura 7 - Implantando novos sistemas .................................................................................... 33 Figura 8 - As quatro principais formas de conversão para um sistema.................................... 35 Figura 9 - Tela de login do usuário........................................................................................... 43 Figura 10 - Tela de escolha da câmara ..................................................................................... 44 Figura 11 - Tela de lote............................................................................................................. 44 Figura 12 - Tela de digitação de créditos ................................................................................. 45 Figura 13 - Tela de finalização de lote ..................................................................................... 46 Figura 14 - Tela de impressão de lote....................................................................................... 46 Figura 15 - Tela de encerramento de lançamento..................................................................... 47 Figura 16 - Tela de geração de arquivo PTU600...................................................................... 47 Figura 17 - Tela inicial do novo sistema .................................................................................. 53 Figura 18 - Acesso ao link do sistema...................................................................................... 54 Figura 19 - Seleção de câmara.................................................................................................. 54 Figura 20 - Confirmação de câmara ......................................................................................... 55 Figura 21 - Inclusão de faturas ................................................................................................. 55 Figura 22 - Envio de arquivo PTU600 ..................................................................................... 56 Figura 23 - Emissão de demonstrativo ..................................................................................... 56 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................................................................................. 11 1.1 Descrição da Situação Problema .................................................................................. 13 1.2 Objetivos....................................................................................................................... 14 1.2.1 Objetivo geral ............................................................................................................... 14 1.2.2 Objetivos específicos.................................................................................................... 14 1.3 Justificativa................................................................................................................... 14 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ..................................................................................... 16 2.1 Organização .................................................................................................................. 16 2.1.1 Cooperativa................................................................................................................... 17 2.2 Tecnologia da Informação ............................................................................................ 19 2.3 Sistemas de Informação................................................................................................ 23 2.3.1 Tipos de sistemas de informação.................................................................................. 29 2.3.2 Desenvolvimento e implantação de sistemas de informação ....................................... 31 3 DESCRIÇÃO DO MÉTODO............................................................................................. 36 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS...................................................... 40 4.1 Caracterização da Empresa........................................................................................... 40 4.2 Sistema de Informação Computadorizado Atual.......................................................... 42 4.3 Pontos Positivos e Negativos no Sistema Atual ........................................................... 48 4.3.1 Pontos positivos............................................................................................................ 48 4.3.2 Pontos negativos ........................................................................................................... 49 4.4 Necessidades e Funcionalidade para o Novo Sistema.................................................. 50 4.5 Implantação do Sistema................................................................................................ 52 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 59 REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 62 ANEXOS .................................................................................................................................66 APÊNDICE ............................................................................................................................. 73 11 1 INTRODUÇÃO Acredita-se que a comunicação é indispensável para vida humana e evoluiu a partir do momento em que o homem aprendeu como se comunicar por meio de desenhos na era das cavernas. Assim, com o uso de símbolos, mudou-se o cotidiano e a evolução pôde ser acompanhada mais tarde pelos seus descendentes. As pessoas começaram a se comunicar e identificaram que esta era uma ferramenta importante para seu dia-a-dia, pois podiam transmitir um bem precioso chamado informação. Assim as famílias, a sociedade e as empresas começaram a utilizar esta comunicação de uma forma mais constante e formalizaram certos aspectos que passaram a influenciar as atitudes pessoais dentro do contexto de grupo. Agora a informação tem um peso considerado, que pode transformar uma pessoa simples em um líder, pois detêm o poder de modificar situações e processos no ambiente em que está inserido. A informação representa papel relevante em uma organização que segundo Miranda (1973, p. 26), é o estabelecimento da estrutura formal da autoridade com que as subdivisões do trabalho são arrumadas, definidas e coordenadas para se alcançar um objetivo específico. A organização segundo Silva (1987, p. 21), possui poucos anos, e só se desenvolveu depois da Revolução Industrial, com o surgimento das grandes empresas, inicialmente na Inglaterra, no século XVIII e desenvolvendo-se a partir do século XIX. De acordo com Luporini e Pinto (1985, p. 20), organização é a correlação de deveres ou funções para a consecução de objetivos específicos. Pode-se perceber que organização é a união de pessoas voltadas para o mesmo objetivo, podendo esta, ser estruturada de maneira formal ou informal. Luporini e Pinto (1985, p. 20) separam a organização em duas partes, a formal e a informal. A organização informal surge naturalmente nas empresas com o fruto da interação social dos participantes. A organização formal é aquela concebida com o agrupamento das atividades necessárias para realizar os objetivos e planos, a atribuição dessas atividades a setores específicos. Percebe-se que independente do tipo de organização a informação pode exercer papel de destaque, promovendo seus bens e serviços entre clientes internos e externos, desde que seja bem comunicada. 12 Sendo assim, ao se destacar a relevância da comunicação e da informação apresenta-se à tecnologia da informação como fator que modifica a forma com que as organizações agem. Durante os últimos anos a tecnologia da informação ajudou as organizações, governos, e pessoas comuns a criarem uma nova forma de visualizar o mundo. As pessoas agora se comunicam com todos, a qualquer hora do dia ou da noite com a ajuda de um teclado. As organizações podem realizar reuniões com seus fornecedores, colaboradores na sede da empresa, enquanto estes podem estar situados em qualquer parte do mundo. A tecnologia uniu o mundo, e as organizações puderam utilizá-la para se tornarem competitivas. No passado, a tecnologia era usada como um diferencial competitivo, hoje tornou-se obrigação nos processos internos. Aliado às tecnologias da informação, as organizações começaram a utilizar sistemas de informações básicos, como cadastro de estoque, clientes, fornecedores. Por meio destes, acredita-se que a informação se torna mais ágil, rápida e de simples acesso. A partir disto, as empresas incluíram investimentos em sistema de informação computadorizado com características exclusivas, garantindo a segurança e confiabilidade que este deve ter. Para Hehn (1999, p. 33) “ter todos os sistemas de uma empresa integrados e partilhando a mesma base de dados é um avanço importante. Em um ambiente assim, os dados só são digitados uma vez e ficam disponíveis simultaneamente para todos.” A integração dos sistemas é muito mais importante para empresas com operações espalhadas por diversas áreas. Esta integração por meio da tecnologia da informação é uma vantagem competitiva muito importante às empresas que operam mundialmente. Hehn (1999) descreve que estender a integração para toda uma cadeia de valor pode-se obter resultados incríveis de agilidade em diversas empresas, assim a relação cliente/fornecedor, passa a estar integrada por meio de seus sistemas informatizados. Neste sentido pretende-se implantar um sistema de informação computadorizado na UNIMED Mercosul, para desenvolver ferramentas mais ágeis para os colaboradores e cooperados da empresa. A UNIMED Mercosul foi idealizada seguindo a tendência mundial da formação de blocos econômicos, a partir da abertura das fronteiras, da expansão do cooperativismo médico em 1994, na região do Mercosul e por iniciativa das Federações do Rio Grande do Sul, Santa 13 Catarina e Paraná. Assim, de forma pioneira buscou unificação do complexo cooperativo no seu âmbito para facilitar, economizar e agilizar os processos entre as filiadas da UNIMED. Atuando inicialmente no intercâmbio dos três Estados do Sul, a entidade foi gradativamente formalizando acordos com outras regiões, para servir de Câmara de Compensação Interfederativa, na linha da descentralização de atividades preconizadas pelo Fórum UNIMED. Hoje é uma instituição consolidada na sua missão de impulsionar o dinamismo regional do sistema, o que torna providencial o estudo de um sistema de informação computadorizado que atenda as reais necessidades da UNIMED Mercosul. 1.1 Descrição da Situação Problema O Sistema de Câmara de Compensação (SCC) da UNIMED Mercosul foi criado em 1995, com o objetivo de realizar a compensação de faturas de contas médicas. O pagamento pelos serviços prestados pela UNIMED Mercosul vem através deste sistema, e este pode ser inovado trazendo mais segurança e agilidade às demais cooperativas associadas à empresa. Atualmente, o sistema que está em funcionamento fica instalado no servidor local na sede da empresa, e em caso de falta de energia elétrica fica fora do ar, causando problemas de acesso e preocupação com a base de dados. Por motivos de segurança e pela preocupação com a energia elétrica, é realizado diariamente três backup’s. Se for implantado um sistema novo que possibilite que o servidor seja levado para um data-center, com mais segurança e agilidade. Hoje já existem no mercado softwares que podem ser incorporados ao sistema de computação atual, facilitando o trabalho dos usuários e também deixando a empresa atualizada com tecnologias mais avançadas. Pretende-se utilizar o serviço terceirizado de uma empresa que desenvolve sistemas para UNIMED Mercosul, promovendo as modificações necessárias no sistema atual, deixando ao usuário da internet uma interação mais simples, segura e com melhor interface. O objetivo deste trabalho é sugerir a modificação e implantação de um novo Sistema de Informação junto a UNIMED Mercosul. 14 1.2 Objetivos 1.2.1 Objetivo geral Implantar um sistema de informação computadorizado na UNIMED Mercosul, de acordo com as necessidades desta, no setor de intercâmbio. 1.2.2 Objetivos específicos • Apresentar o sistema de informação computadorizado atual. • Identificar pontos positivos e negativos neste sistema de informação computadorizado. • Descrever as necessidades para o novo sistema de informação computadorizado. • Propor as funcionalidades para o novo sistema de informação computadorizado de acordo com as necessidades pesquisadas. 1.3 Justificativa Com a realização deste projeto, a empresa poderá atualizar seu sistema de inclusão de dados e busca de relatórios disponível na internet, além de proporcionar maior segurança e confiabilidade por meio de ferramentas com manuseio mais simples. Também será possível acesso a qualquer funcionário todos os dias do ano, utilizando a rede de computadores mundiais. Hoje a UNIMED Mercosul demonstra às cooperativas filiadas, a preocupação com redução de custos, confiabilidade e segurança. O sistema atual está desatualizado e com as constantes modificações dos protocolos de transação de informações de faturamento entre as diversas cooperativas do sistema UNIMED, começa a apresentar problemas que o sistema não está preparado para tratar. Este trabalho de conclusão de curso é de relevância para o acadêmico, pois poderá demonstrar os conhecimentos adquiridos na universidade, que permitirá dar um retorno à empresa do valor investido no funcionário, quando ofertado subsídio para formação deste. 15 Para a universidade este trabalho possibilitará a demonstração de aplicabilidade de diversas teorias ministradas em sala de aula, dentro das organizações, deixando estas mais competitivas e atualizadas. Também é relevante a possibilidade de demonstrar a outros acadêmicos, como implantar sistemas de informação em cooperativas. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Organização As pessoas quando começaram a trabalhar juntas com a finalidade de alcançar um objetivo comum, criando assim o conceito de organização. Stoner (1999, p. 4) define como sendo aquela composta por duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de uma forma estruturada para alcançarem um ou mais objetivos comuns. Pode-se perceber que Oliveira (2000, p. 18) confirma a afirmação do autor que o conceito de organização é o conjunto de duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de modo estruturado, para alcançar um objetivo específico ou um conjunto de objetivos desejados. Ainda Silva (2002, p. 44) conceitua organização como sendo duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de forma estruturada dentro dos limites identificáveis, para alcançar uma meta em comum. O site ADMBRASIL (2005) define organização como sendo, [...] a coordenação de diferentes atividades de contribuintes individuais com a finalidade de efetuar transações planejadas com o ambiente. Toda organização atua em determinado meio ambiente e sua existência e sobrevivência dependem da maneira como ela se relaciona com esse meio. Para ADMBRASIL (2005), é natural que toda organização cresça e desenvolva-se. O desenvolvimento é um processo lento e gradativo que conduz ao exato conhecimento de si próprio e à plena realização de suas potencialidades. A eficiência da organização relaciona-se diretamente com sua capacidade de desenvolvimento e adaptação para que sua estrutura torne-se independente da função particular que preenche. A organização pode alcançar um certo nível de desenvolvimento, se ela utilizar diferentes estratégias de mudança. Desenvolvimento por vezes há necessidade de mudança. De acordo com Stoner e Freeman, (1999, p. 5) “hoje em dia, o ambiente externo passa por mudanças contínuas e rápidas, com efeitos de longo alcance sobre as organizações e suas estratégias administrativas.” Ainda Hehn (1999) complementa o pensamento acima, acrescentando que na analise dos diversos tipos de esforços de transformação, percebe-se que a grande maioria procura mudar uma organização atuando em apenas uma parte do sistema. 17 Existem outros tipos de organizações, que são formadas por pessoas que buscam se organizar de uma forma mais competitiva e sem fins lucrativos, sendo estas conhecidas como cooperativas. 2.1.1 Cooperativa Visto que a organização em que será realizado o trabalho é uma Cooperativa de Trabalho Médico, é importante conhecer os conceitos que descrevem o significado de cooperação. Conforme a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina1 (2004, p. 5), a cooperação entre os seres humanos inicia na família, onde são fundamentais para a sobrevivência as relações entre o pai e a mãe, na função de suprir as necessidades básicas dentro e fora do lar, e dos filhos, na obediência aos preceitos por eles estabelecidos. Este método de ação pelo qual indivíduos ou famílias com interesses comuns constituem um empreendimento. Assim todos os direitos e deveres são iguais e o resultado alcançado é dividido entre os integrantes, na proporção da participação societária nas atividades. A aplicação do conceito de cooperação favorece as pessoas e os processos conforme Gawlak (2004, p. 9) “a prática da ajuda, vivenciada na família, exerce grande influência no processo de ensino-aprendizagem. A soma dos atos, experiências e trabalhos em conjunto promovem o crescimento moral e intelectual, dando sentido de união.” Neste sentido, surgiram as cooperativas que de acordo com a Legislação Cooperativista (1971, p. 8) “[...] são sociedades de pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, de natureza civil, não sujeitas a falência, constituídas para prestar serviços aos associados, distinguindo-se das demais sociedades.” Ainda a OCESC (2005), complementa descrevendo que uma cooperativa é constituída por no mínimo 20 pessoas físicas, que tenham um interesse em comum, economicamente organizado e de forma democrática, com participação livre e igualitária entre os cooperados, aos quais presta serviços, sem fins lucrativos. 1 Deste ponto em diante tratada como OCESC. 18 Outro conceito pregado pela OCESC (2004, p. 6-7) sobre cooperativa diz que esta é uma associação de pessoas com interesses comuns, democrática e economicamente organizada, com a participação livre de todos os que têm idênticos interesses e necessidades, com igualdade de deveres e direitos para a execução de quaisquer atividades, operações ou serviços. Segundo FAAP (2000), Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. O cooperativismo possui bases filosóficas e legislação própria. Seus princípios são: adesão voluntária e livre; gestão democrática pelos membros; participação econômica dos membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; inter-cooperação; interesse pela comunidade. O cooperativismo é uma das formas mais justas de trabalhar em conjunto, pois os envolvidos têm a finalidade de buscar a igualdade entre os parceiros, e unir forças para competir com os mercados locais, regionais, nacionais ou internacionais. Assim é importante o conhecimento dos conceitos de cooperação. Cooperar significa trabalhar com outras pessoas buscando alcançar resultados comuns. (OCESC, 2005). Segundo OCESC (2004) o cooperativismo é a melhor doutrina, sistema, movimento ou simplesmente a atitude ou disposição que considera as cooperativas como sendo a forma ideal de organização das atividades sócio-econômicas da humanidade. Assim a OCESC (2005), complementa o conceito acima descrevendo que o cooperativismo é um movimento internacional que busca constituir uma sociedade justa, livre e fraterna, com bases democráticas, por meio de empreendimentos que atendam às necessidades reais dos seus cooperados e remunerem adequadamente a cada um deles. A OCESC/ITEC (2004) descreve como sendo um membro de cooperativa o produtor rural, o trabalhador urbano profissional ou de qualquer atividade sócio-econômica, que se associe para participar ativamente da vida de uma cooperativa, cumprindo com os seus deveres e observando os seus direitos. Para finalizar a OCESC (2004) descreve a origem do termo cooperar. Este termo deriva da palavra latina “cooperari”, formada por ”cum” (com) e “operari” (trabalhar), e significa agir simultânea ou coletivamente com outros para um mesmo fim, ou seja, trabalhar em comum para o êxito de um mesmo propósito. 19 Para obtenção de seus objetivos, sendo a organização uma cooperativa, esta faz uso das tecnologias da informação. 2.2 Tecnologia da Informação Durante a evolução da informação, o homem começou a desenvolver formas de melhorar a segurança. Assim o processo de trocar informações começou a se tornar mais complexo, seguro e de melhor confiança. Segundo Sleight (2003), a expressão Tecnologia da Informação2 está diretamente ligada a qualquer tecnologia controlada por um processador. Nenhuma organização pode se dar o luxo de ignorar a ferramenta que vitaliza o mundo. Os sistemas de TI ajudam as empresas a serem mais competitivas, eficientes diante de rápidas e contínuas mudanças. A TI é o conjunto de recursos não humanos dedicados ao armazenamento, processamento e comunicação da informação, e a maneira como esses recursos estão organizados num sistema capaz de executar um conjunto de tarefas. (BAKER 1995 apud ORTOLANI, 2005). Neto e Abreu (2000, p. 102) descrevem TI como sendo todos os recursos tecnológicos que servem para armazenagem, tratamento e recuperação de dados, que são então transformados em informações úteis à sociedade. Devido a utilização da TI, importantes transformações ocorrem neste momento, principalmente a medida que rotinas física ou intelectuais originalmente realizadas por pessoas são gradualmente, e de forma irreversível, substituídas por rotina executadas por máquinas. A TI não se restringe a equipamentos (hardware), programas (software) e comunicação de dados. Existem preocupações relativas ao planejamento de informática, ao desenvolvimento de sistemas, ao suporte, ao software, aos processos de produção e operação, ao suporte de hardware. (ORTOLANI, 1995). Segundo Sleight (2003), A TI é uma ferramenta que aperfeiçoa o modo com que o administrador conduz sua empresa e se comunica com seu público alvo. Para isto ocorrer, o sistema tem que ser transparente, rápido, de uso fácil e flexível. A tecnologia 2 Deste ponto em diante tratada como TI. 20 deve ser escolhida segundo as necessidades da empresa, e não ajustar a empresas as necessidades da tecnologia. [...] As empresas precisam ser sensíveis às mudanças no mercado, agir rapidamente para criar novos produtos e satisfazer as necessidades dos consumidores. Assim os sistemas de TI devem ser usados em necessidades reais. Os colaboradores dos setores produtivos devem identificar as necessidades específicas aos seus departamentos, e não somente a área de TI imponha sistemas. Assim Meirelles (1994) descreve TI como o conjunto de recursos não humanos, dedicados ao armazenamento, processamento e comunicação de informações, e a maneira pela qual esses recursos são organizados em um sistema computadorizado, capaz de desenvolver tarefas. Rezende e Abreu (2000) conceituam TI como sendo o conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação. Pode-se concluir que basicamente, a TI é composta de hardware, software e ferramentas de comunicação (as redes). Estes componentes juntos são responsáveis pelo gerenciamento e processamento dos dados inseridos pelos usuários. Sendo assim, torna-se relevante desenvolver tais conceitos. Segundo Sleight (2003 p. 17), “o termo hardware refere-se a todas as partes físicas do computador, à rede à qual ele está conectado e a quaisquer periféricos [...]”. Já para O’Brien (2004) hardware é o equipamento físico do computador. Laudon e Laudon (1999) conceituam de hardware como sendo, o equipamento físico usado para as tarefas de entrada, processamento e saída em um sistema de informação. O hardware de entrada coleta dados e os converte em uma forma que o computador pode processar. O dispositivo de entrada mais comum em um computador é o teclado. O hardware de processamento transforma entrada em saída com base em instruções fornecidas ao computador através do software, a unidade central de processamento é a principal responsável por esta tarefa. O hardware de saída entrega a saída de um sistema de informação ao seu usuário, e em geral consiste em impressoras e terminais de vídeo. A figura 1 representa a visão geral do hardware e seus dispositivos periféricos. 21 Figura 1 - Sistema de hardware de um computador Fonte: (REZENDE; ABREU, 2003, p. 80) Para Meyer, Baber e Pfaffenberger (2000, p. 54), o hardware é composto de computador e periféricos. A palavra computador se refere apenas à unidade central de processamento (CPU), os circuitos que processam os dados, e à memória do computador (circuitos que armazenam as informações temporariamente, de modo que fiquem prontamente disponíveis para a CPU). Já o termo periférico inclui todos os componentes adicionais de hardware reunidos em torno da CPU e da memória. Eles incluem os dispositivos de entrada e saídas, os dispositivos de armazenamento, como o disco rígido do computador, o monitor do computador, o teclado, a impressora entre outros componentes. No entanto, a parte física não funciona sem a parte lógica, conhecida como Software, [...] O termo software refere-se aos elementos virtuais de um sistema informático, que garante a funcionalidade e a flexibilidade para o trabalhe útil. O software de sistema, ou sistema operacional, controla o computador (e toda a comunicação com os periféricos), proporciona a interface para o usuário (o que a tela exibe) e age como intermediário para aplicativos. (SLEIGHT, 2003 p. 17). Segundo Hehn (1999, p. 65), A rede de relacionamentos, cobrindo toda a organização, só se viabiliza através de uma forte interação entre as pessoas e outro organismo: um software integrador. O software é o ”instrumento” que permite que todas as pessoas de uma organização, mesmo sem estar próximas ou falando umas com as outras freqüentemente, trabalhem integradas. Permite também que as informações que todas estas pessoas têm sejam consolidadas, avaliadas, usadas para planejamentos e simulações, etc. Já O’Brien (2004) descreve o software como sendo o programa e procedimentos de computação voltados às operações de um sistema de informações. “Os programas de computador são conjuntos de instruções ou ordens para o computador. Em última análise, 22 estas ordens dirigem o circuito no hardware para operar de uma determinada maneira”. (STAIR ,1998, p. 78) Cabe destacar a afirmação de Laudon e Laudon (1999, p. 6) com relação a software, “consiste em instruções pré-programadas que coordenam o trabalho dos componentes do hardware para que executem os processos exigidos por cada sistema de informação.[...]”. O autor ainda complementa o conceito, descrevendo que os computadores e os equipamentos de comunicação armazenam, distribuem e comunicam as informações. Os programas instalados nos computadores (software), são os conjuntos de instruções que dirigem todo o processamento do computador. Ressaltando a interação entre hardware e software, Stair (1998, p. 78) descreve “software de sistemas é o conjunto de programas destinados a dar apoio ao sistema global do computador coordenando as atividades do hardware e de vários programas de computador”. Para Meyer, Baber e Pfaffenberger (2000, p. 120), “sem um software básico, um computador é apenas uma sucata”. Assim O’Brien (2004, p. 113) descreve que o software de sistemas consiste em programas que gerenciam e apóiam um sistema computadorizado e suas atividades de processamento de dados. Os programas de sistemas operacionais e de gerenciamento de redes, atuam como uma interface de software entre redes e hardware de computadores e os programas aplicativos usados pelos usuários. Com o desenvolvimento de hardware e software e seu relacionamento, pesquisadores preocuparam-se em favorecer a comunicação entre as pessoas, por meio de computadores, criando desta forma as redes de computadores. As redes que ligam os computadores e seus dispositivos fornecem um processamento flexível. A construção de redes pode ser dividida em dois tipos de modelos. O primeiro modelo é o lógico que mostra como a rede será organizada e arrumada. O segundo modelo é chamado de físico, e descreve como o hardware e o software serão física e eletronicamente ligados na rede. (STAIR, 1998) Assim as organizações utilizam redes para comunicação entre os diversos setores da empresa ou ainda utilizam a rede de comunicação mundial para se comunicarem com seus parceiros de negócios, clientes, fornecedores. 23 Segundo O’Brien (2004, p. 168), as redes locais e mundiais de computadores de uma organização podem cortar drasticamente os custos, encurtar os tempos de indicação de negócios e os tempos de resposta, apoiar o comércio eletrônico, aumentar a colaboração entre grupos de trabalho, desenvolver processos operacionais on-line, compartilhar recursos, reter clientes e fornecedores e desenvolver novos produtos e serviços. Isto torna as telecomunicações uma área de decisão mais complexa e importante para as empresas que precisam cada vez mais encontrar novas maneiras de competir tanto em mercados internos como mundiais. Assim hardware, software e redes são interligados nas empresas para que estas possam ser mais competitivas e ofereçam um melhor produto/serviço aos seus clientes alvos. Todos estes esforços são realizados para tratar as informações que são processadas dentro das organizações, sendo necessário o conhecimento do conceito de sistemas de informação, que realiza o processamento dos dados recebido e, transforma estes em informações competitivas às empresas. A TI pode ser associada ao Sistema de Informação3 para melhorar a performance deste. 2.3 Sistemas de Informação Quando um sistema computacional recebe informações (dados), estes podem ser inseridos de forma desordenada e muitas vezes, sem a menor preocupação com outras pessoas que irão utilizar estas informações. Assim, os sistemas de informação trabalham com as informações, colocando-as em uma ordem lógica e pré-determinada de acordo com os dados recebidos. Assim, torna-se necessário o conhecimento dos conceitos de dados, informação e sistema. Laudon e Laudon (1999), descrevem dados como a consideração dos fatos brutos, o fluxo infinito de coisas que estão acontecendo neste momento e o que já aconteceram no passado. Segundo Stair (1998), dados são os fatos em sua forma primária, como por exemplo, o nome de um empregado e o número de horas trabalhadas em uma semana, números de peças em estoque, ou pedidos de venda. Existem vários tipos de dados que podem ser usados para 3 Deste ponto em diante tratada como SI 24 representar diversos fatos. Quando estes fatos são arranjados de uma maneira significativa, eles se tornam uma informação. Assim, Laudon e Laudon (1999, p. 10) definem informação como sendo “o conjunto de dados aos quais os seres humanos deram forma para torná-los significativos e úteis.” Já para Stair (1998, p. 4) informação é definida como “um conjunto de fatos organizados de tal forma que adquirem valor adicional além do valor do fato em sí.” As informações são tratadas por sistemas computacionais que transformam estes dados em saídas específicas, que serão melhor aproveitadas por cada tipo de usuário. Para Stair e Reynolds (1999), o conceito de sistema é o conjunto de elementos ou componentes que interagem para atingir determinados objetivos. Stair (1998, p. 6), complementa o conceito descrevendo que um sistema é um conjunto de elementos ou componentes que interagem para atingir objetivos. Os próprios elementos e as relações entre eles determinam como o sistema irá trabalhar. Os sistemas têm entradas, mecanismos de processamento e saídas, bem como feedback. De acordo com (STAIR, 1998, p. 8) “os sistemas podem ser classificados dentro de inúmeras visões. Eles podem ser simples ou complexos, abertos ou fechados, estáveis ou dinâmicos, adaptáveis ou não-adaptáveis, permanentes ou temporários”, conforme segue: • o sistema simples é aquele que possui poucos elementos ou componentes, e a relação ou interação entre os elementos é simples e direta. Já o sistema complexo, por outro lado, tem muitos elementos que são altamente relacionados e interconectado; • o sistema aberto interage com seu ambiente, existindo um fluxo de entradas e saídas por todos os limites do sistema. O fechado é o oposto de um aberto, não há qualquer interação com o ambiente; • os sistemas estáveis são aqueles que se acontecer alguma mudança no seu ambiente, acontece pouca ou nenhuma mudança no sistema. Os sistemas dinâmicos sofrem mudanças rápidas e constantes devido as mudanças que acontecem em seu ambiente; • os sistemas adaptáveis são aqueles que respondem a ambientes mutáveis, ou seja, são aqueles que monitoram o ambiente que está incidido e recebe modificações em 25 resposta às mudanças no ambiente. O não-adaptável é o que não muda em ambientes mutáveis; • os permanentes são aqueles que permanecem ou permanecerão por um longo período de tempo, normalmente ficam em uso por dez anos. Os sistemas temporários existirão por um pouco período de tempo, podendo existir por até um mês. Os sistemas que têm como objetivo principal a informação são conhecidos como sistemas de informação, sendo que se diferenciam entre as diversas empresas, já que cada uma trabalha de forma diferente. As empresas que possuem filiais podem usar o mesmo sistema de informação para facilitar a comunicação entre elas. Para Laudon e Laudon (1999, p. 17), um sistema de informação é um conjunto de componentes inter-relacionados, desenvolvidos para coleta, processamento, armazenamento e distribuição de informações para facilitar a coordenação, controle, análise, visualização e o processo decisório. Ainda Bio (1996, p. 24), descreve que os sistemas de informação são: [...] conjuntos de procedimentos que visam captar o que acontece na organização, apresentando de forma sucinta, a cada nível, o que lhe cabe e tendo por objetivo dar subsídios ao processo decisório [...] é o processo pelo qual as informações percorrem a estrutura formal [...] é um conjunto de normas e procedimentos que objetivam transmitir, através de um meio qualquer, informações entre pessoas ou órgãos. Conforme Furlan (1991, p. 85), “durante a definição dos projetos de Sistemas de Informação é importante verificar as diferenças organizacionais e similaridades funcionais, sempre orientadas de forma Data Driven (dirigido para os dados), sem porém perder de vista os objetivos maiores e a missão da empresa. Os projetos de Sistemas de Informações podem começar com um projeto para cada aplicação conceitual, sendo que seria aconselhável dividir aplicações quando necessário.” Conforme Bio (1996), os conceitos de sistemas de informação proporcionam vários raciocínios que ajudam a compreender a complexidade das empresas modernas. Bio (1996) descreve na figura 2, que todos os dados inseridos na entrada, uma vez coletados, são levados até o ponto de onde ocorre o processamento. Esse processamento pode utilizar meios manuais, mecânicos ou eletrônicos, sendo que sempre será uma série de operações necessárias para registrar todos os dados e convertê-los em informações de saída. 26 Figura 2 - Sistema de informação Fonte: (BIO, 1996, p. 29) Ainda segundo O’Brien (2004) existem ainda dois outros itens: feedback e controle. Os sistemas dotados desses dois itens são chamados às vezes de sistema cibernético, ou seja, um sistema automonitorado, auto-regulado. Para O’Brien (2004) feedback são os dados referentes ao desempenho do sistema. Por exemplo, os dados sobre desempenho de vendas são feedback para um gerente de vendas. Já o controle segundo o autor monitora e avalia o feedback, determinando se o sistema está de encontro com a meta pelo qual foi criado. Em seguida, a função de controle faz os ajustes necessários aos componentes de entrada e processamento de um sistema para garantir que seja alcançada a produção adequada. No exemplo do gerente de vendas, este vai exercer o controle quando realoca vendedores para um determinado território de vendas, depois de avaliar o relatório de feedback sobre seu desempenho dos mesmos. Para Stair (1996, p. 12), “em sistemas de informação, feedback é uma saída usada para fazer ajustes, correções ou modificações nas atividades de entrada de dados ou processamento”. Bio (1996), reforça a importância do feedback por meio da figura 3. O autor descreve que por meio da direção, desencadeiam-se ações dos indivíduos e a somatória dessas ações individuais, produzem determinados resultados práticos que serão utilizados para controle. Figura 3 – O processo de gerência Fonte: (BIO, 1996, p. 43) 27 Percebe-se que o sistema necessita de uma verificação para saber se as respostas obtidas às entradas de dados são as que realmente o operador deseja receber, tornando necessário, dar um feedback aos programadores, para que estes tenham informações para correções dos programas. No entanto, por mais que se tenha tido o esforço de planejamento, ainda cabe uma questão, se os resultados práticos que estão sendo obtidos revelam desempenho acima ou abaixo do que fora planejado. Assim, esses resultados decorrentes da execução devem ser avaliados em relação aos planejados, apurando-se os desvios e providenciando a devida correção. Este é o conteúdo da função controle, que não pode ser dissociada do planejamento que fixa padrões para aferição dos resultados obtidos. (BIO, 1996) Laudon e Laudon (1999) completam descrevendo que o sistema de informação computadorizado é essencial no ambiente de trabalho atual das organizações, pois pode ajudar as pessoas a analisarem os problemas, visualizarem assuntos complexos, tomarem decisões, criarem novos produtos, coordenar e controlar. A figura 4 apresenta os componentes de um sistema de informação, que são as pessoas, tecnologia e organização. Figura 4 – Componentes de um sistema de informação Fonte: (LAUDON; LAUDON, 1999, p. 5) A figura 4 retrata os analistas, especialistas e os usuários dos sistemas nas empresas que irão definir como este sistema irá funcionar. As organizações moldam os SI’s de acordo com seus objetivos. E por fim, a tecnologia é o meio pelo qual os dados são processados e organizados para o uso das pessoas da organização. (LAUDON; LAUDON, 1999) 28 Os autores descrevem as pessoas como sendo os usuários que utilizam as informações vindas do sistema em seus trabalhos, integrando-as ao seu ambiente de trabalho. Estas são solicitadas a inserir os dados no sistema, inserindo-os diretamente ou colocando os dados em um meio que o sistema possa ler. A tecnologia é o meio pelo qual os dados são transformados, organizados e distribuídos para o uso das pessoas que interagem com o sistema. Atualmente, os computadores substituíram a tecnologia manual de processamento de dados em grande volume e aos trabalhos complexos de processamento. De acordo com os autores, as organizações são unidades especializadas que possuem uma visão focada de mão-de-obra e especialistas empregados e treinadas para diferentes funções profissionais como, por exemplo, vendas, produção e finanças. A figura 5 apresenta os recursos de um Sistema de Informação computadorizado. Figura 5 - Recursos de um sistema de informação Fonte: (O’BRIEN, 2004, p. 10) Segundo O’Brien (2004) no modelo de Sistema de Informação se destaca a relação entre seus componentes e as atividades. Pode-se verificar na figura 5 a presença dos seguintes recursos: humanos, dados, hardware, software e rede. Os recursos humanos consistem em usuários finais e especialistas em SI. Os recursos de hardware consistem em máquinas e mídia. Os recursos de software consistem em programas e procedimentos. Os recursos de 29 dados consistem em bancos de dados e bases de conhecimento; e os recursos de rede consistem em mídia e redes de comunicações. O’Brien (2004) acrescenta os conceitos de recursos vistos acima de forma mais completa. Assim, recursos de dados são transformados por atividades de processamento de informação, por meio de recursos de hardware e software, em uma diversidade de produtos de informação para os usuários finais, que podem ser compartilhados por meio dos recursos de rede. Os recursos de hardware são todos os equipamentos e dispositivos físicos que são utilizados no processamento das informações. Os recursos de software são todos os conjuntos de instruções de processamento de informação. Incluem-se nesse conceito de software, não só os conjuntos de instruções operacionais chamados de programas, que dirigem e controlam o hardware mas também, os conjuntos de instruções de processamento das informações requisitadas por pessoas, chamados procedimentos. (O’BRIEN, 2004) Os recursos de redes são muito importantes às organizações, pois hoje utilizam a lnternet, intranets e extranets tornaram-se essenciais ao sucesso das operações e seus sistemas de informação computadorizados. Estes consistem em computadores, processadores de comunicações e outros dispositivos interconectados por mídia de comunicações e controlados por softwares de comunicações. Assim, o conceito de recursos de rede enfatiza que estas redes de comunicação são um componente de recurso fundamental para todos os sistemas de informação. (O’BRIEN, 2004) Laudon e Laudon (1999) afirmam que as pessoas utilizam as informações oriundas dos sistemas em computadores, em seus postos de trabalho, realizando uma integração entre elas e o ambiente de trabalho. Estas introduzem informações no sistema, colocando-os diretamente ou colocando as informações em um meio que o computador possa ler. No entanto, diferentes setores da organização necessitam de diferentes tipos de informação que podem ser obtidas por meio de diversificados SIs. 2.3.1 Tipos de sistemas de informação Existem vários tipos de SI e estes são usados de diferentes maneiras para tratarem informações dentro das organizações, com intuito de que estas possam ajudar os diversos 30 departamentos da forma mais apropriada. Assim informações inerentes ao setor de produção, não serão necessariamente importante ao departamento financeiro e vice-versa. Para Bio (1996, p. 34), os sistemas de informação são classificados em dois grupos principais: sistemas de apoio às operações e Sistemas de apoio à gestão. Os sistemas de apoio às operações, são tipicamente sistemas processadores de transações, ou seja, são redes de procedimentos rotineiros que servem para o processamento de transações recorrentes [...] já os sistemas de apoio à gestão não são orientados para o processamento de transações rotineiras, mas existem especificamente para auxiliar processos decisórios. Por essa razão, tais sistemas podem ter uma assistemática freqüência de processamento. A figura 6 descreve, segundo O’Brien (2004, p. 23), a tipologia dos Sistemas de Informação. Figura 6 - Tipologia dos sistemas de informação Fonte: (O’BRIEN, 2004, p. 23) Os Sistemas de Apoio às Operações são sistemas voltados ao uso nas áreas operacionais das organizações e são divididos, conforme O’Brien, (2004) em: • os sistemas de apoio de processamento de transações processam dados resultantes de transações empresariais, atualizam bancos de dados e produzem documentos empresariais. Ex. processamento de vendas e reabastecimento e sistemas de contabilidade; • os sistemas de controle de processos montam e controlam processos industriais. Ex. refinamento de petróleo, geração de energia e sistema de produção de aço; 31 • os sistemas colaborativos apóiam equipes, grupos de trabalho, bem como comunicações e colaboração entre e as empresas. Exemplos: e-mail, chat e sistemas de videoconferência. Já os Sistemas de Apoio Gerencial pretendem auxiliar as gerencias e executivos na busca de informações voltadas a tomada de decisão e, podem ser dividido segundo O’Brien, (2004) em: • os sistemas de informação gerencial fornecem, informações na forma de relatórios e demonstrativos pré-estipulados para os gerentes. Ex. análises de vendas, realização de processos e relatórios das tendências de custos; • os sistemas de apoio à decisão, fornecem apoio interativo ad hoc ao processo de decisão dos gerentes. Ex. atribuição de preço aos produtos, previsão de lucros e sistemas de análise de riscos; • os sistemas de informação executiva, fornecem informações críticas elaboradas especificamente às necessidades de informação aos executivos. Ex. sistemas de fácil acesso para análise de desempenho da empresa, ações dos concorrentes e desenvolvimento econômico para apoiar o planejamento estratégico. Após a escolha do sistema certo para cada departamento, pode-se planejar como será feita a implantação desse sistema. 2.3.2 Desenvolvimento e implantação de sistemas de informação O desenvolvimento de um sistema de informação pode ser realizado de maneiras diferentes, dependendo da forma que a empresa decide selecioná-lo. Assim, podem adotar ciclos de desenvolvimento que sejam adequados às necessidades das organizações. São ciclos de vida que podem ser adotados para o desenvolvimento de um sistema de informação: tradicional, prototipagem, pacotes de software, quarta geração e terceirização. Laudon e Laudon (1999), afirma que o ciclo de vida de um sistema é um conjunto formal de estágios, de forma semelhante ao ciclo de vida do ser humano, ou de outro organismo que possa ser dividido em estágios com um início, um. meio e um fim. Segundo Dias (2005), o ciclo de vida tradicional possui as etapas de definição do projeto, análise do sistema, projeto, implantação e manutenção. Já no ciclo da prototipagem é 32 necessário identificar requisitos iniciais, desenvolver protótipo de teste, desenvolver o protótipo final e desenvolver a versão-produção. Já os pacotes de softwares possuem o ciclo de vida como definição do problema, estudo do sistema, avaliação e instalação do pacote, adequação a empresa e manutenção. A terceirização possui o ciclo de definição do projeto, a análise do sistema, avaliação do fornecedor e implementação. A quarta geração possui um ciclo de vida com menos etapas, sendo que a primeira é a definição do problema, geração da solução (envolve a prototipagem e finalização) e termina com a manutenção. Ainda Dias (2005) descreve o ciclo de vida tradicional da seguinte forma: • na primeira etapa, o executivo da empresa identifica os problemas, e o analista de sistema realiza uma pesquisa; • na segunda etapa o executivo fornece documentos, participa de entrevista com o analista para descrever os problemas e fornece as restrições. Assim, o analista deve sintetizar as informações, analisar os problemas, apontar restrições técnicas, desenvolver alternativas e avaliar a viabilidade do projeto; • na terceira etapa, o executivo fornece as especificações. O analista modela e documenta as especificações do projeto lógico e físico; • na quarta etapa o executivo contribui participando das atividades do analista e este deve adquirir ou desenvolver softwares ou hardwares, e testar o sistema, bem como treinar o pessoal para uso do novo sistema; • na quinta e última etapa, o executivo avalia o funcionamento do sistema, dando sua aprovação final, ou solicitando novas modificações do analista para o uso do novo sistema. Já o analista avalia o desempenho técnico do sistema e executa a manutenção. Neste ciclo de vida tradicional, existe o inconveniente de ser um processo lento, voltado ao desenvolvimento de grandes sistemas. Dias (2005) ainda descreve o ciclo de vida da terceirização como sendo da seguinte forma: • na primeira etapa, o executivo identifica o problema e identifica se existe a necessidade de chamar uma empresa terceirizada para desenvolver um novo sistema. Assim o analista da empresa deve propor uma solução alternativa para resolução do problema; 33 • na segunda etapa, o executivo deve descrever os problemas e fornecer restrições ao analista, para que este possa avaliá-los e apontar as restrições técnicas; • na terceira etapa, o executivo deve avaliar a viabilidade sob o ponto de vista empresarial; o analista da empresa deve sugerir alternativas, determinar viabilidade e recomendar uma empresa fornecedora. Já o fornecedor deve solicitar as especificações do projeto; • a quarta e última etapa, o executivo deve contribuir nas atividades do analista e este deve adquirir ou desenvolver software ou hardware, para testar o sistema, bem como treinar o pessoal. O’Brien, (2004) afirma que as vantagens deste ciclo terceirizado são a economia e a previsibilidade, e tem como desvantagens o controle rígido, avaliação criteriosa, a perda de controle e a exploração do fornecedor. O uso possui um número limitado de funcionários de SI. Figura 7 - Implantando novos sistemas Fonte: (O’BRIEN, 2004, p. 337) A figura 7 demonstra as etapas necessárias para a implantação de um sistema de informação. Para O’Brien (2004), nesta fase a organização necessita adquirir hardware e software, desenvolver o software, depois testar os programas e procedimentos, desenvolver documentação e uma série de alternativas de conversão. Nesta etapa também se desenvolve o treinamento dos usuários finais e especialistas que irão operar o novo sistema. Para Laudon e Laudon (1999) o desenvolvimento de software deve executar qualquer processamento que necessite ser automatizado, para isto podem ser escritos programas customizados, ou o software deve se basear em pacotes aplicativos. 34 Ainda Laudon e Laudon (1999), dizem que o hardware deve ser selecionado apropriadamente para o aplicativo e adquirido caso esteja imediatamente disponível. O treinamento e a documentação são feitos com os usuários finais e especialistas técnicos. Estes devem ser treinados para utilizar a nova aplicação. Assim, a documentação detalhada gerada durante este processo de desenvolvimento por usuários finais e especialistas técnicos deve ser finalizada para o uso em treinamento e em operações do dia-a-dia. Já as estratégias de conversão devem passar do sistema antigo para o uso do novo sistema. Em sistemas complicados, isso envolverá mudanças de pessoal, procedimentos, bancos de dados, processamentos, entradas e saídas. Estas mudanças não podem ser efetuadas de uma hora pra outra, devem ser cuidadosamente planejadas com antecipação. (LAUDON; LAUDON, 1999). As estratégias mais importantes são a conversão paralela, cujo sistema antigo e o novo funcionam conjuntamente até ficar claro que o novo sistema está funcionando corretamente, a conversão direta, onde o sistema antigo é inteiramente substituído pelo novo em uma data prédefinida. Este tipo de conversão é de alto risco, pois pode ocasionar que nenhum sistema esteja disponível para assumir o processamento se forem descobertos erros. (LAUDON; LAUDON, 1999). O estudo piloto, é feito a instalação do sistema novo em uma parte limitada da organização. Uma vez que este piloto seja considerado seguro, o sistema é instalado no restante da organização. Na abordagem em fases, o novo sistema é instalado em etapas em cada departamento. Assim, é instalado, por exemplo, no departamento financeiro da organização, um módulo de pagamento dos funcionários do escritório, depois o módulo de pagamento dos gerentes. (LAUDON; LAUDON, 1999). Para que se obtenha um resultado final adequado, após a implantação do sistema, é necessário escolher qual será a melhor forma de implantá-lo. O’Brien (2004) na figura 8, também descreve quais as possibilidades de implantação de um sistema novo, ressaltando que a operação que inicia um novo sistema computadorizado pode ser uma tarefa muito difícil. As empresas necessitam de um processo de conversão do sistema atual ou para versão melhorada. O método de conversão escolhido pode suavizar o impacto da introdução de novas tecnologias da informação dentro de uma organização. 35 Figura 8 - As quatro principais formas de conversão para um sistema Fonte: (O’BRIEN, 2004, p. 346) Ainda segundo O’Brien (2004, p. 346 e 347) a figura 8 descreve as quatro principais formas de conversão de um sistema de informação. As conversões podem ser feitas de forma paralela, pela qual tanto o velho com o novo sistema continuem operando até que a equipe de desenvolvimento do projeto de administração, do usuário final concorde em passar inteiramente para o novo sistema durante esta etapa que as operações e resultados de ambos os sistemas são comparados e avaliados. Os erros podem ser identificados, corrigidos e os problemas operacionais devem ser solucionados antes que o antigo sistema seja abandonado. A instalação também pode ser concluída de forma direta, onde o novo sistema passa a ser o único a partir de determinado momento. A conversão também pode ser feita por etapas, em que apenas partes da nova aplicação ou somente alguns departamentos, agências ou fábricas é convertida de cada vez. Uma conversão por etapas permite a ocorrência de uni processo de implantação gradual dentro da organização. Benefícios similares se somam com o uso de unia conversão piloto, na qual um departamento ou outro estabelecimento de trabalho serve como local de teste. O novo sistema pode ser experimentado neste local até que os criadores do sistema sintam que ele pode ser implantado em toda a organização. Com o que foi visto nas figuras 7 e 8, antes de querer construir um sistema de computadorizado novo é importante fazer um estudo sobre o que realmente se deseja melhorar ou substituir. Também é imperativo analisar o sistema atual, para se conhecer como os recursos de hardware, software, rede e humanos são utilizados e como o novo sistema irá tratar estas informações quando implantado, e qual será o ganho com esta implantação. 36 3 DESCRIÇÃO DO MÉTODO Segundo Lima (2004), entender os tipos de pesquisa, técnicas de coleta de materiais, métodos de tratamento e análise dos materiais reunidos, possíveis de serem explorados em investigações sistematizadas, é indispensável perceber os aspectos que caracterizam as vertentes metodológicas de natureza quantitativa e qualitativa, uma vez que, dependendo desta escolha, os recursos técnicos e os procedimentos metodológicos tendem a variar. Oliveira (1999), descreve que o trabalho descritivo busca descrever os aspectos gerais e amplos de um contexto social, como por exemplo, o salário e consumo da população estudada, a mão-de-obra ativa, situação social, população economicamente ativa, entre outros. O estudo descritivo permite visualizar o nível de análise em que se consegue identificar as diferentes formas dos fenômenos, sua ordenação e classificação, bem como explica a as relações de causa e efeito destes fenômenos. Assim proporciona ao pesquisador, a obtenção de uma melhor concepção do comportamento dos diversos fatores e elementos que influenciam determinado fenômeno. Já Martins (1947), diz que esta abordagem é mais indicada à elaboração de dissertações e teses. Descreve o trabalho descritivo como sendo aquele em que o pesquisador anota, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos, buscando-se freqüências das variáveis, suas naturezas, características, causas, relações e associações entre variáveis. Nesta pesquisa necessita-se descrever o sistema de informação existente e também as funcionalidades do novo sistema. Este trabalho também é de ordem qualitativa, assim Oliveira (1999), afirma que este tipo de pesquisa possui a facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, pois a análise e a interpretação de certas variáveis ajuda a compreender e a classificar os processos dinâmicos vividos por grupos sociais, apresentar contribuições no processo de mudança, criação ou formação de opiniões de determinado grupo, e permitir um maior grau de profundidade, a interpretação das particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos envolvidos na pesquisa. Lima (2004), enfatiza que as pesquisas que se utilizam desta abordagem, possuem uma facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, analisando a interação de certas variáveis, compreendendo e classificando os processos dinâmicos experimentados por grupos sociais. Ainda ajuda no processo de mudança, criação 37 ou formação de opiniões de um determinado grupo, permitindo um maior grau de profundidade, a interpretação das particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos. Este trabalho caracteriza-se em pesquisa aplicada que segundo Oliveira (1999), necessita de determinadas teorias ou leis mais amplas como ponto de partida, e seu objetivo é pesquisar, comprovar ou rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos, ajudando na aplicação nas diferentes necessidades humanas. Já Parra Filho (1998), complementa do conceito acima informando que a pesquisa aplicada tem como objetivo ser mais imediatista, pois o investigador tem pressa no retorno do recurso aplicado. Como a pesquisa tem uma gama de interesse, principalmente econômico, a maioria da pesquisa é feita a partir de objetivos que visam a sua utilização prática, valendo-se essa pesquisa das contribuições das teorias e leis já existentes. Nesta pesquisa pretende-se aplicar um novo SI que atenda as necessidades da UNIMED Mercosul. A pesquisa deve ter uma população alvo para que esta demonstre um perfil verdadeiro. Assim Martins (1947), diz que o conceito de população é intuitivo, sendo o conjunto de pessoas ou objetos que se apresentam com determinadas características comuns, que são escolhidas para o estudo. É comum em pesquisas, a população apresentar um número muito elevado de participantes, tornando relevante a escolha de uma amostra. Marconi (1990), mostra que quando o desejo é coletar informações sobre um ou mais aspectos de um grande ou numeroso grupo, verifica-se muitas vezes que é praticamente impossível fazer um levantamento do todo. Assim existe a necessidade de se averiguar apenas uma amostra dessa população ou universo. O problema da amostragem é escolher uma amostra que seja a mais representativa possível do universo pesquisado. Assim os resultados obtidos relativos a essa parte podem inferir o mais verdadeiramente possível, os resultados da população total, se esta fosse verificada. Para enfatizar o conceito de amostra Martins (1947), descreve que se retira uma amostra da população que se pretende analisar, esta pesquisa é realizada por meio do estudo dos elementos que compõem esta amostra. 38 A amostra desta pesquisa é formada por duas pessoas sendo um analista de sistema terceirizado e o funcionário responsável pelo intercâmbio/CPD4 da empresa. Desta forma, o trabalho será realizado por meio de um censo. Segundo Barbetta (1994), censo “refere-se à pesquisa de toda a população” e de acordo com Wikipédia (2005), censo é um processo de obter informação sobre a totalidade dos membros de uma determinada população (não tem de ser, necessariamente, uma população humana). Não é a mesma coisa que uma sondagem, em que a informação é apenas obtida a partir de uma determinada amostra da população. Observação participante conforme Gil (1999, p. 113), “consiste na participação real do conhecimento na vida da comunidade, do grupo ou de uma situação determinada. Neste caso o observador assume, pelo menos até certo ponto, o papel de um membro do grupo.” Conforme também, afirma Martins (1994), pesquisa participante, trata-se de um enfoque de investigação social por meio do qual se busca uma plena participação da comunidade na análise de sua própria realidade, com objetivo de promover a participação social para o beneficio dos participantes da investigação. Esses participantes são os oprimidos, os marginalizados, os explorados. Trata-se assim portanto, de uma atividade educativa, de investigação e ação social. Foram realizadas observações do sistema atual, em que se determinou dificuldades nestes que deveriam ser sanadas com o sistema proposto. A partir destas, realizou-se entrevistas informais junto ao analista de sistema da empresa. Lima (2004), descreve que entrevista pode ser conceituada como um encontro entre duas ou mais pessoas a fim de que uma ou mais delas obtenha dados, informações, opiniões, impressões, interpretações, posicionamentos, depoimentos, avaliações de um determinado assunto, por meio de uma conversa de natureza acadêmica e/ou profissional. Para Cervo (2002), esta entrevista não é uma simples conversa. Esta é orientada para um objetivo definido. Esta entrevista visa recolher por meio de um interrogatório, informações para a pesquisa. Ressaltando a importância da entrevista, Roesch (1996) diz que o grau de estruturação de uma entrevista em uma pesquisa qualitativa depende do propósito do entrevistador. As entrevistas semi-estruturadas utilizam questões abertas que permitem ao entrevistador entender e captar a perspectiva dos entrevistados. Assim o entrevistador não está 4 Centro de Processamento de Dados 39 predeterminando sua perspectiva por meio de uma seleção prévia de categorias de questões, como no caso de quem utiliza um método quantitativo. O tipo de entrevista deste trabalho foi não diretiva, pois conforme Chizzotti (1991) este tipo de abordagem é uma forma de colher as informações baseadas por meio de uma conversa com o entrevistado. Neste caso pressupa-se que o entrevistado possui competências para exprimir-se com clareza sobre questões da sua experiência e comunicar representações e análises suas, prestando informações fidedignas. Durante a realização das entrevistas não houve a necessidade da criação de roteiros, pois foram realizados encontros, onde eram discutidas as deficiências do antigo sistema e as necessidades do novo sistema a ser implementado e implantado. No apêndice A são destacadas as principais questões discutidas nos vários encontros. Com base na experiência do pesquisador na utilização do sistema e nas questões abordadas em cada encontro novas temáticas eram discutidas junto ao analista para o projeto do novo sistema. Ao término das entrevistas, o entrevistador realizou uma análise de conteúdo para organizar as informações levantadas durante este processo. Assim Richardson (1999), conceitua análise de conteúdo como sendo uma apreciação do conjunto de instrumentos metodológicos que cada dia mais são aperfeiçoados e que se aplicam a diversos discursos. Então esta técnica de pesquisa possui determinadas características metodológicas com a objetividade, a sistematização e inferência. Ainda acrescentando o que foi visto antes, Bardin (2000) descreve análise de conteúdo como sendo o conjunto de técnicas de análise das comunicações recolhidas durante o processo de obtenção de informações. 40 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE RESULTADOS Neste tópico serão apresentados os dados coletados durante a realização da pesquisa por meio dos métodos de coleta escolhidos e conseqüente criação do novo sistema de informação.. Além da descrição da empresa, serão abordados o sistema de informação atual, as necessidades de um novo sistema, a proposta do sistema de informação e ainda a maneira pela qual este deverá ser implantado na UNIMED Mercosul. 4.1 Caracterização da Empresa No início da década de noventa o Sistema UNIMED do Sul do país, iniciou a busca do aperfeiçoamento nas relações de intercâmbio de serviços entre si e também personalizar atendimento médico para turistas do Mercosul. Desta forma, surgiu a necessidade de se implantar uma cooperativa central, para descentralização de atividades realizadas pelas Federações UNIMED, preconizada pelo Fórum UNIMED. Assim nasceu a UNIMED Mercosul – Confederação de Federações de Cooperativas UNIMED da Região Sul do Brasil, em 04 de setembro de 1994, sediada na Avenida Rio Branco, nº 825, em Florianópolis/SC. Tendo as três Federações UNIMED do Sul do país como filiadas/Federação das UNIMEDs do Rio Grande do Sul, Federação das UNIMEDs de Santa Catarina e Federação das UNIMEDs do Paraná – para a prestação de serviços de compensação de faturas de serviços médicos, lançamento, administração de produtos comuns as UNIMEDs dos três Estados do Sul e a operacionalização de atendimento aos turistas do Mercosul. A UNIMED Mercosul tem natureza civil e sem escopo lucrativo, tendo como finalidade à integração, coordenação e orientação de suas confederadas, no intuito de organizar e facilitar, em escala maior, a utilização recíproca dos serviços econômicos e assistenciais de interesse das mesmas. Em conformidade com seu Estatuto Social, é uma sociedade cooperativa, com forma confederativa, de âmbito regional, natureza civil e sem escopo lucrativo, tendo como finalidade à integração, coordenação e orientação de suas confederadas, no intuito de organizar e facilitar, em escala maior, a utilização recíproca dos serviços econômicos e assistenciais de interesse das mesmas. 41 Aproveitando a tendência mundial de formação de blocos econômicos, com a abertura das fronteiras, a UNIMED Mercosul constituiu de forma pioneira parcerias para atendimentos médicos a usuários internacionais. Assinou contrato internacional de atendimento médicos com entidades do Mercosul, na Argentina com a Federación Medica de la Província de Buenos Aires – FEMEBA, e atualmente também com a Red Argentina de Salud – RED SALUD, no Uruguai foi com o Centro del Assistencia del Sindicato Medico del Uruguay – CASMU e no Paraguai, com a UNIMED Alto Paraná. Posteriormente, formalizou Acordos Operacionais de Intercâmbio com outras UNIMEDs de várias regiões do país, para a compensação de faturas de contas médicas, descentralizando atividades feitas pelas suas Federações filiadas. Os acordos atuais são mantidos com a Federação das UNIMEDs do Norte/Nordeste, Federação Mato Grosso, Federação das UNIMEDs do Espírito Santo, a Federação das UNIMEDs de Minas Gerais, bem como a UNIMED Rio de Janeiro, UNIMED Paulistana, UNIMED Vitória, UNIMED Goiânia, UNIMED Brasil e a Central Nacional UNIMED. Atualmente a UNIMED Mercosul é uma instituição consolidada, enxuta com apenas 06 (seis) funcionários e considerada dentro do Sistema UNIMED como cooperativa modelo, prestando serviços de câmara de compensação de serviços médicos para um total de 76 (setenta e seis) UNIMEDs, mantendo-se unicamente com uma taxa de administração de 2% (dois por cento) sobre o valor de cada fatura compensada. Possui uma considerável importância política junto ao Sistema UNIMED, com representantes no Conselho Confederativo da UNIMED do Brasil, Confederação Nacional das Cooperativas Médicas, na Comissão de Defesa da Marca UNIMED, na Comissão Institucional UNIMED – CIU, no Comitê Jurídico Nacional, no Comitê Nacional de Auditoria Médica e na Fundação UNIMED. A UNIMED Mercosul também é sócia da UNIMED Tecnologia – UNINTEL, do Portal UNIMED Ltda e da UNIMED Seguradora, além de possuir um Comitê Jurídico Contábil, uma Câmara Técnica de Oncologia e uma Câmara Técnica de Mediação, visando a padronização de serviços das cooperativas UNIMED do Sul do país. A empresa desde que foi constituída, sempre utilizou tecnologia para buscar a redução de custos nos processos internos. Já faz três anos que não se tem uma modernização dos serviços ligados a Câmara de Compensação, serviço este que é o gerador de recursos à empresa. 42 O faturamento de uma UNIMED contra outra é o fator que gera o encontro de contas. Sendo assim, é importante conhecer como funciona a cobrança entre as diversas cooperativas médicas do sistema. A UNIMED prestadora do serviço emite fatura à UNIMED origem do beneficiário, bem como os documentos relativos ao mesmo. A Cooperativa prestadora deverá env4iar pelo Portal UNIMED à UNIMED Mercosul o arquivo PTU600 com a relação de créditos, contendo a nominativa das faturas emitidas, conforme instruções detalhadas no documento específico para esse fim. O saldo do encontro de contas entre os créditos e débitos das singulares e federações serão apurados pela UNIMED Mercosul. Se credor, a Mercosul repassará o valor do demonstrativo, à UNIMED ou federação credora, na data do vencimento. Se devedor, a UNIMED ou federação deverá depositar o valor do demonstrativo na conta corrente da UNIMED Mercosul, na data do vencimento. 4.2 Sistema de Informação Computadorizado Atual O programa FMSUL de controle da Câmara de Compensação foi desenvolvido pela empresa Substractum, em 1999, sendo o foco deste trabalho. Este sistema era instalado nas UNIMEDs associadas para criação do arquivo PTU6005, cuja função era gerar um documento que continha a informação de créditos da UNIMED. Este arquivo possui um layout especificado pela UNIMED do Brasil, que controla as normas entre as empresas do complexo UNIMED. O PTU600 é um relatório com informações sobre a relação de faturamento que serão cobrados na Câmara de Compensação. O programa de gerenciamento para Câmara de Compensação é chamado de SCC6 onde são processadas todas as informações de crédito e débito das UNIMED s afiliadas a câmara. Cada UNIMED envia pela internet o arquivo PTU600 que contém sua relação de créditos, e o sistema processa o encontro com as faturas de débitos, ficando no final do processamento uma relação com os créditos e débitos de cada UNIMED envolvida naquela 5 Protocolo de Transação UNIMED 6 Sistema de Câmara de Compensação 43 câmara, restando assim um saldo credor (somatória de créditos maior que a somatória de débitos), ou um saldo devedor (somatória de créditos menor que a somatória de débitos). Assim a UNIMED Mercosul desenvolveu um sistema chamado de FMSUL7 para o envio via internet da relação de crédito das UNIMEDs que fazem parte do encontro de contas. O programa FMSUL é enviado as singulares de duas formas: primeiro são enviados via correio quatro disquetes que possuem o instalador do programa, a segunda forma é via email. Anualmente o sistema requer atualização das datas com os vencimentos de todas as câmaras que ocorrerão no ano seguinte. Na sede da UNIMED Mercosul o departamento de intercâmbio/CPD utiliza uma versão do programa SCC, com vários menus e recursos de administração da câmara de compensação. No entanto, as UNIMEDs filiadas utilizam a versão do programa FMSUL. Este programa, porém possui apenas o recurso que gera a relação de crédito das UNIMEDs, Neste sentido, o objetivo deste item é descrever estes recursos. Na primeira tela do sistema apresentada na figura 9, têm-se disponíveis os seguintes campos para preenchimento: usuário e senha. Figura 9 - Tela de login do usuário 7 Faturamento Mercosul 44 Nesta tela o usuário terá acesso ao sistema, apresentando sua identificação (login) e sua senha que são pré-definidas pela UNIMED Mercosul, dando assim acesso ao sistema onde irá inserir as informações necessárias para criar um arquivo PTU600. Na segunda tela do sistema exibida na figura 10, o usuário irá escolher em qual câmara ele irá digitar a relação de crédito de sua empresa. Figura 10 - Tela de escolha da câmara Nesta tela o usuário deverá informar qual é o grupo de inclusão, qual a câmara, o ano e mês de inclusão. Feito isto, o usuário deverá teclar o botão ativar e passar à próxima tela. A figura 11, mostra a tela onde o usuário irá digitar as informações de quantas faturas serão inclusas no lote e o valor total da somatória dessas faturas. Isto é solicitado para que haja uma forma de verificação se a digitação está correta, deixando ao usuário a possibilidade de corrigir algum tipo de erro ao final do processo. Figura 11 - Tela de lote 45 Os profissionais das UNIMEDs credoras responsáveis pela inclusão de faturas deverão acessar a tecla TAB, para que o sistema atual coloque automaticamente o número do lote, e data da câmara. Depois deverá entrar com a quantidade de faturas que serão digitadas neste lote, bem como o valor total da somatória destas faturas. Por exemplo, digitará no campo “itens” 10 (equivale a inclusão de dez faturas), e no campo “valor do lote” digitará o valor R$ 100.000,00 (isto é a somatória das dez faturas com diferentes valores). A figura 12 mostra a tela onde são inseridos os códigos e as siglas que identificam as UNIMED s sacadas (devedoras), os números das faturas, a modalidade de cobrança de cada fatura e os valores dessas faturas. Figura 12 - Tela de digitação de créditos Por exemplo, o usuário irá entrar com o código da UNIMED 976000, sigla FSC, fatura 152689, modalidade C (custo operacional) e valor de R$ 1.500,00. Esta descrição será somada as demais faturas. A figura 13 mostra a tela onde são finalizadas as inclusões. Esta tela é mostrada ao usuário ao final das dez digitações de fatura, onde é descrito o total de faturas que foram informadas no início do lote (dez), o valor total digitado na tela inicial do lote (R$ 100.000,00) e o resultado de digitações, ou seja, mostrará a somatória de faturas digitadas (serve para saber se realmente foram digitadas as dez faturas, e se o valor total das mesmas é o mesmo informado no início do lote). 46 Figura 13 - Tela de finalização de lote Isto auxilia os usuários a saberem se todos as faturas que deveriam ser cobradas nesta câmara estão digitadas dentro do lote, evitando assim, que exista a falta de alguma fatura ou ainda uma cobrança com valor incorreto. O sistema informará a quantidade de faturas que estão faltando ou a existência de valores digitados errados. A figura 14, mostra a tela onde o usuário imprime o relatório das faturas digitadas no lote, para arquivamento junto ao departamento financeiro daquela empresa. Nesta tela é possível verificar todos os lotes digitados com as relações das faturas de crédito. Figura 14 - Tela de impressão de lote 47 A figura 15 mostra a mesma tela da figura 10, onde foi ativada a câmara que se desejava incluir faturas. No entanto, neste momento o usuário irá acessar o botão encerrar, finalizando aquela câmara e assim será gerado a informação de quantos lotes o usuário digitou durante todo o processo de inclusão. Figura 15 - Tela de encerramento de lançamento A figura 16 mostra a tela que o usuário irá gerar o arquivo PTU600. Figura 16 - Tela de geração de arquivo PTU600 Nesta tela o usuário irá teclar o botão OK, onde será feita uma somatória de todas as faturas digitadas pelo usuário naquela câmara, dando no final uma mensagem de arquivo processado. 48 Agora que o arquivo PTU600 foi gerado pelo sistema, basta o usuário acessar a página da UNIMED Mercosul (http//:www.unimed.com.br) na internet e enviar o arquivo gerado pelo sistema. Assim o sistema administrativo da câmara irá analisar os arquivos enviados, creditando as faturas digitadas no crédito da UNIMED e fará o encontro de contas com as demais empresas que participarem do encontro de contas. 4.3 Pontos Positivos e Negativos no Sistema Atual 4.3.1 Pontos positivos Para apresentar os pontos positivos do sistema atual, decidiu-se por dividir em qualidades administrativas e funcionalidades. Desta forma, estes serão descritos considerando o que deve ser mantido para o novo sistema de informação. • Administrativo Pode-se citar inicialmente como ponto positivo a facilidade no lançamento das faturas, pois as UNIMEDs que participam da câmara de compensação passaram a enviar os dados sobre suas faturas por meio eletrônico, dispensando a remessa por fax e a posterior digitação das informações pelos funcionários da Mercosul. Outra característica do sistema atual é a padronização no formato das informações, uma vez que, na remessa por fax não permitia a uniformização do layout dos documentos como por exemplo, o tipo e tamanho da fonte, formatação das planilhas, etc. O sistema também apresentou como ponto positivo a redução no número de erros decorrentes da transcrição das informações recebidas por fax, e que, em muitos casos era precária em função da qualidade da impressão e tamanho de fonte utilizada nos documentos originais. Ainda, permite as UNIMED receberem a confirmação do envio da relação de créditos envida por e-mail, com o arquivo das faturas (formato PTUA600 do intercâmbio nacional das UNIMEDs). Com a implantação dos itens acima, as UNIMEDs filiadas obtiveram controle sobre as faturas que entram em câmara, sem a necessidade de interação humana, desde o envio do arquivo via internet até a liberação do demonstrativo final com o encontro de contas. 49 • Funcionalidade O sistema atual tem seu cadastro de UNIMEDs incorporado na mesma base de dados do programa SCC, assim sempre que ocorre a inclusão ou modificação de alguma UNIMED, a UNIMED Mercosul enviará por e-mail um arquivo para atualizar todas as bases de dados dos programas FMSUL instalados nas demais UNIMEDs. O sistema novo irá incorporar algumas funções que estão presentes no programa atual, como por exemplo, a impressão das faturas de créditos digitadas, os campos de digitação na mesma ordem que estão no sistema atual, entre outros. 4.3.2 Pontos negativos Da mesma forma que os pontos positivos, os negativos serão divididos em administrativos e funcionalidades. • Administrativo Por se tratar de um sistema com suas bases de dados distribuídas, ou seja, instalada juntamente com o sistema no microcomputador do usuário, há sempre necessidade de atualização de informações, tais como: datas das câmaras, novas UNIMEDs incluídas ou excluídas do sistema, alteração de dados cadastrais das UNIMEDs, etc. Esta atividade envolve a remessa de dados a todas as UNIMEDs vinculadas à câmara e a instalação no sistema, fato que, por vezes, exigia suporte remoto por parte da UNIMED Mercosul. A cada novo ano, após a aprovação do calendário das câmaras, também havia a necessidade de remessa da base de dados. Sempre que o equipamento no qual estava instalado o aplicativo FMSUL nas UNIMEDs sofrer algum tipo de avaria ou a necessidade de substituição, há necessidade de reinstalação do aplicativo FMSUL, dependendo, para isso, de profissionais da área de informática das UNIMEDs. Estes colaboradores nem sempre conheciam o processo de instalação do programa, o que exigia suporte da UNIMED Mercosul para tanto. O aplicativo não permite a utilização simultânea por mais de um funcionário, ou seja, somente um colaborador de cada empresa pode utilizar o sistema para incluir faturas, assim o 50 tempo de uso do sistema se torna mais prolongado e o trabalho é centralizado somente em uma pessoa. O acesso ao sistema somente é possível no ambiente de trabalho, pois o aplicativo está instalado no equipamento do funcionário. Assim se o colaborador responsável pela inclusão de faturas não estiver em sua estação de trabalho na data de inclusão, a UNIMED deverá colocar outra pessoa para incluir os créditos, ou então, perderá a data de inclusão, ficando com um saldo devedor naquele encontro. • Funcionalidades A atualização do sistema pode variar de uma a “N” vezes durante o ano. A cada modificação na base de dados, as UNIMEDs recebem uma atualização por e-mail, e se caso não for atualizada sua base de dados a UNIMED poderá ficar sem cobranças contra uma determinada empresa do complexo UNIMED. Se a UNIMED incluir faturas duas ou mais vezes por câmara, o relatório gerado pelo sistema sempre mostraria as inclusões feitas naquele momento. Assim a UNIMED sempre necessitará imprimir a relação de faturas digitadas para ter o controle da movimentação de créditos até aquele momento cobrado em determinada câmara. 4.4 Necessidades e Funcionalidade para o Novo Sistema Pretende-se, com a instalação do novo sistema, suprir as seguintes deficiências do modelo vigente: • o lançamento das informações através da internet, com número ilimitado de colaboradores operando-o simultaneamente; • que seja desnecessário remeter os dados via e-mail, ou seja, após a modificação do cadastro das UNIMEDs, o sistema estará atualizado e não haverá a necessidade de enviar esta atualização para cada UNIMED do sistema; • atualização das informações em um único ponto, em especial o calendário das câmaras e dados cadastrais das UNIMEDs; 51 • interface intuitiva, em formato WEB, seguindo os padrões visuais do Portal Nacional UNIMED; • não exigir a instalação de nenhum tipo de sistema no equipamento que será utilizado para a digitação das faturas (exceto um navegador de internet com acesso a mesma). Além disso, alguns requisitos funcionais devem estar inseridos no sistema como segue: • Cadastro Com relação aos itens abaixo, torna-se necessário adicionar os seguintes campos, a fim de que estes sejam recuperados do sistema administrativo (SCC) e cadastrados pelo sistema de câmaras para internet. o UNIMEDs federação; CGC; endereços; contatos. O novo sistema terá seu cadastro de UNIMEDs importado diretamente do SCC, assim não existe a necessidade de realização de upgrade da base de dados por parte de cada UNIMED que utiliza o novo sistema. o Situação UNIMED Este item irá buscar na base de dados do sistema SCC as informações da situação atual da UNIMED Isto servirá para classificar a UNIMED, bem como identificar se ela é uma empresa ativa no encontro de contas. federação; situação (associada/não associada); data inclusão; data exclusão; taxa intercâmbio créditos. 52 • Consulta Neste campo as UNIMEDs poderão consultar o endereço, telefone e razão social das UNIMEDs. • Relatórios Neste campo, as UNIMEDs poderão retirar o relatório com o encontro de contas, onde consta a relação de faturas creditadas, bem como a informação de faturas debitadas. • Outros requisitos o capacidade computacional compatível com a demanda de “pico”, nas datas de fechamento das câmaras; o mecanismo de cópia das informações; o link com a internet, com endereço IP fixo; o conexão ao portal nacional da UNIMED para autenticação dos usuários (sigla e senha). Assim com base nas funcionalidades e requisitos do novo sistema deverá passar por algumas etapas para que sua implantação seja realizada com sucesso. 4.5 Implantação do Sistema Para implantação do novo sistema da UNIMED Mercosul, utilizou-se das cinco etapas sugeridas por O’Brien (2004), conforme figura 7. O novo sistema esta disponível na web e será acessado pelas filiadas, sendo de utilização apenas destas, para envio de dados ao sistema SCC da UNIMED Mercosul. Este sistema fica baseado no servidor da UNIMED Mercosul, não existindo a necessidade de nenhuma instalação em nenhuma outra empresa que participa da Câmara de Compensação da UNIMED Mercosul. 53 1º PASSO – AQUISIÇAO DE HARDWARE, SOFTWARE E SERVIÇOS Para a implantação do novo aplicativo, foram necessários os seguintes recursos computacionais: • a UNIMED Mercosul utilizou o computador servidor de Internet, conectado a WEB, e com recursos de segurança atual; • as UNIMEDs filiadas devem ter computadores com acesso a internet; • as setenta e oito UNIMEDs que participam da Câmara de Compensação, devem ter um ou mais funcionários responsáveis pelo acesso ao sistema via internet. O funcionário será responsável pela inclusão dos créditos e retirada do relatório com o encontro de contas que ficará disponível na internet. 2º PASSO – DESENVOLVIMENTO OU MODIFICAÇÕES DE SOFWARE O novo sistema de informação foi criado por uma empresa terceirizada Substractum, baseado nas funcionalidades descritas e também nas reuniões informais realizadas com o analista de sistema da referida empresa. Assim, apresenta-se o novo sistema de informação projetado para a UNIMED Mercosul. A tela inicial do sistema é mostrada na figura 17. O usuário deve acessar a página no Portal UNIMED (http://www.unimed.com.br), informando o código da sua UNIMED, identificação e senha, e pressione o botão “canal”, no tópico “Acesse sua área exclusiva.” Figura 17 - Tela inicial do novo sistema 54 Após sua identificação, será exibida a página do canal colaborador. O usuário deverá acessar o link “UNIMED Mercosul” e, em seguida o link “Nova câmara de Compensação”, como é indicado na figura 18. Figura 18 - Acesso ao link do sistema Assim que o usuário informar os dados corretos, o sistema irá mostrar a página conforme a figura 19, onde é exibida a interface do novo sistema de câmaras. Nesta página o usuário deve escolher o ano, mês, grupo e a câmara que deseja acessar. Figura 19 - Seleção de câmara Ao pressionar o botão confirmar da figura 19, é exibida a informação com as datas da câmara ativada pelo o usuário, conforme figura 20. 55 Figura 20 - Confirmação de câmara A figura 21, mostra a página onde é realizado as inclusões de faturas. Para adicionar uma fatura, deve-se informar o código da UNIMED, o número da fatura, o tipo e valor da fatura. A medida que as faturas forem sendo incluídas, a tabela abaixo é preenchida. Se alguma fatura foi inclusa indevidamente, basta selecioná-la e pressionar o link “excluir”, na linha da fatura. Figura 21 - Inclusão de faturas As UNIMEDs que contam com a opção de geração do PTU600 em seus próprios sistemas de gestão, podem enviar o movimento por meio da opção “Enviar Arquivo”, conforme figura 22 . Para tanto, basta clicar no botão “arquivo” e selecionar a pasta do computador que contém o PTU600, em seguida pressionar o botão “confirmar”. O sistema de câmara de compensação irá realizar a validação do arquivo, enviando por e-mail em seguida, o resultado do processamento. 56 Figura 22 - Envio de arquivo PTU600 A UNIMED Mercosul realiza o processamento das faturas, em conformidade com o calendário da Câmara de Compensação. Após a data de encaminhamento e expedição, o relatório das faturas estará disponível por meio da opção “Demonstrativo”, conforme a figura 23. Para emitir o relatório a UNIMED deverá inicialmente, selecionar a câmara desejada, no link “Escolher câmara” para depois clicar sobre o link “Demonstrativo”. Figura 23 - Emissão de demonstrativo O novo sistema tem como principal mudança o seu layout para web, centralização de todos os procedimentos em um único lugar, tanto as UNIMEDs que geram o seu próprio arquivo PTU600, quanto as UNIMEDs que irão digitar seus créditos, devem utilizar a mesma página na internet. As informações de cada câmara, como por exemplo, calendário, relação das faturas cobradas e creditadas bem como saldo final, pode ser acessado a qualquer hora e lugar, desde que o usuário tenha acesso a internet. 57 3º PASSO – TREINAMENTO E USUÁRIO FINAL O treinamento do novo sistema foi realizado via telefone com todas as pessoas responsáveis pelo envio do arquivo PTU600 de cada UNIMED. No contato por telefone foram passadas as informações do sistema instalado nas máquinas de cada UNIMED estaria saindo de uso, e que a partir de 1º de janeiro de 2006, as inclusões de créditos de todas as UNIMEDs seria por meio de acesso web. Todas as empresas receberam em detalhes informações sobre como acessar o novo sistema na internet, bem como operá-lo. Como forma de suporte no caso de dúvidas referente ao novo sistema, os usuários devem telefonar ou encaminhar e-mail solicitando informações do sistema à UNIMED Mercosul. Esta foi a forma que a empresa adotou para efetuar o treinamento dos usuários, mas seria mais apropriado programar treinamento em sua sede para três grupos com vinte e seis participantes que utilizem o sistema atual, para familiarizar estes usuários com o sistema que está substituindo o antigo. 4º PASSO – DOCUMENTAÇÃO DO SISTEMA O novo sistema possui na internet, ou seja, de forma on-line um manual de acesso e uso. Quando houve a explicação por telefone, a respeito do novo sistema, foi informando a cada usuário que existe na página do sistema na internet, o link de acesso ao manual. Mesmo assim, a UNIMED Mercosul ficou a disposição para atender qualquer dúvida por telefone, carta ou e-mail. 5º PASSO – CONVERSÃO O novo sistema de inclusão de faturas da UNIMED Mercosul, teve seu método de conversão escolhido de forma direta, substituindo de uma única vez o sistema que estava em uso. Cabe ressaltar que, o novo sistema passou a ser o único a partir de 1º de janeiro de 2006. Como o novo sistema é intuitivo e na sua criação a disposição dos campos de acesso estão iguais ao sistema anterior, as UNIMEDs não tiveram problemas de compreensão quanto ao seu uso. 58 Pode-se perceber uma pequena resistência dos usuários que não tem o hábito de usar a internet. Num primeiro momento estas pessoas não foram muito receptivas ao novo sistema, porém ao receber a explicação passo-a-passo do novo sistema, as resistências foram diminuindo e verificou-se que estes usuários compreenderam todo o processo de inclusão de faturas e retirada de relatórios no sistema novo. 59 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalho foi realizado na cooperativa UNIMED Mercosul – Confederação de Federações de Cooperativas UNIMED da Região Sul do Brasil sediada em Florianópolis/SC. O objetivo principal deste trabalho foi implantar um sistema de informação computadorizado na UNIMED Mercosul, de acordo com as necessidades desta, no setor de intercâmbio. Como objetivos específicos pretendeu-se apresentar o sistema de informação computadorizado atual, identificar pontos positivos e negativos neste sistema de informação computadorizado, descrever as necessidades para o novo sistema de informação computadorizado, e por último, propor as funcionalidades para o novo sistema de informação computadorizado de acordo com as necessidades pesquisadas. Para apresentar o sistema de informação computadorizado atual buscou-se informações no sistema existente (FMSUL), onde verificou-se que este estava defasado em relação as novas tecnologias existentes no mercado. Dessa forma percebeu-se a necessidade de substituir o sistema FMSUL, por outro que atendesse as necessidades da empresa. Como forma de identificar pontos positivos e negativos do sistema atual de informação computadorizado, foi separado os pontos positivos do sistema, bem como os pontos negativos. Sendo estes divididos em qualidades administrativas e qualidades funcionais. Diante disso percebeu-se como pontos positivos na qualidade administrativa a facilidade de lançamento de faturas, como a padronização no formato das informações, a redução do número de erros e a confirmação do envio da relação de créditos. Quanto a funcionalidade o sistema atual tem um cadastro de UNIMEDs incorporados na mesma base de dados do programa SCC. Em relação aos pontos negativos do sistema atual destacou-se na divisão administrativa há necessidade de atualizações constantes no sistema. Como outro ponto negativo, verificou-se que este não pode ser utilizado simultaneamente por mais de um funcionário. Como também o sistema somente pode ser acessado no ambiente de trabalho. Nas funcionalidades negativas do sistema, verificou-se a que este necessita de atualização da base de dados sempre que uma outra cooperativa entrar na Câmara de Compensação. Para descrever as necessidades para o novo sistema de informação computadorizado, como forma de suprir as deficiências do modelo vigente, sugeriu-se o lançamento das informações por meio da internet, sem restrição de número de usuários. Outro fator sugerido é que posteriormente a modificação do cadastro das UNIMEDs no SCC, que o sistema seja 60 automaticamente atualizado em um único servidor. Também verificou-se como funcionalidade para o novo sistema de informação computadorizado, a interfase intuitiva na web, facilitando o manuseio deste. Bem como, a necessidade de apenas um navegador para acessar o sistema na internet. Com o estudo apresentou-se o sistema de informação antigo para a visualização de seu funcionamento, a fim de manter as funcionalidades e qualidades administrativas no novo sistema e adicionar novas para suprir os pontos negativos. Posteriormente verificou-se a viabilidade da implantação do novo sistema de informação com interfase web para a Câmara de Compensação da UNIMED Mercosul, em substituição ao que esta em uso desde 1995. Como forma de possibilitar a implantação do sistema, foram necessárias as análises dos pontos positivos e negativos do sistema atual, em uso pelas UNIMEDs associadas a UNIMED Mercosul. Estas informações foram adquiridas por observação do acadêmico e em reunião informal com o técnico da empresa Substractum. Após análise das funcionalidades descritas e sugestões da empresa terceirizada, foi realizado um estudo de viabilidade do novo sistema, necessidades de hardware e software, bem como a facilidade de uso no sistema a ser implantado. Realizadas todas as etapas de criação, visualização e prototipagem, foi aprovada a modernização do sistema FMSUL atual, pelo novo sistema de inclusão de faturas via web. A partir destes pontos foram enumeradas as funcionalidades e necessidades do novo sistema no que se refere a cadastro, consultas, relatórios, envio de dados acesso às informações. A empresa mostrou-se satisfeita com a criação do novo sistema e colocando-o em funcionamento a partir da data de 1º de janeiro de 2006. Este trabalho tem a pretensão de mostrar as funcionalidades que a tecnologia pode trazer as empresas que vêem a oportunidade de qualificar seus produtos, e que estão dispostas a investir na acessibilidade de seus sistemas. O novo sistema possibilita a UNIMED Mercosul administrar com maior segurança e modernidade as funções exercidas pelos seus colaboradores, vista que evitará o re-trabalho, possibilitando a manutenção do sistema exclusivamente dentro de seu próprio servidor. Como também abrindo a possibilidade de ampliar as funções de relatórios que a empresa tem na prestação de serviços a suas filiadas. Colocando assim a organização no mundo virtual, onde as transações de créditos e débitos podem ser feitas a qualquer hora e qualquer lugar. 61 Sugere-se a ampliação do sistema web da Câmara de Compensação, disponibilizando módulos estatísticos/gerenciais que servirão de controle interno para cada cooperativa filiada a UNIMED Mercosul, bem como ferramenta para análise de faturamento entre as UNIMEDs filiadas do Pólo Mercosul. Bem como a elaboração de treinamentos ministrados na sede da empresa, em Florianópolis, visando a capacitação para a utilização do sistema. No final do primeiro semestre de uso do novo sistema, considera-se importante a realização de uma pesquisa, a fim de obter um feedback das UNIMEDs que participam da Câmara de Compensação, como forma de avaliar os pontos positivos e negativos do novo sistema. 62 REFERÊNCIAS ADMBRASIL. O site ADM Brasil foi criado com o intuito de fornecer informações direcionadas aos estudantes do curso de Administração. 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ANEXOS ANEXO A - NORMAS DA CÂMARA DE COMPENSAÇÃO A Câmara de Compensação é realizada sobre um calendário pré-definido pela UNIMED Mercosul, com datas para envio e recebimento de documentos, datas de exclusão de fatura e pagamentos/recebimentos de crédito. As UNIMED s deverão pegar no Portal UNIMED , seu demonstrativo analítico com a relação de créditos e débitos referentes a cada câmara de compensação. Descreve-se abaixo os procedimentos da Câmara de Compensação. 1 - Toda UNIMED que participa da Câmara de Compensação deverá enviar pelo portal UNIMED (www.unimed.com.br) o arquivo PTU600. A UNIMED Mercosul segue o Manual de Intercâmbio Nacional. 2 - A UNIMED Mercosul realizará o processamento dos arquivos recebidos (encontro de contas) e disponibilizará no Portal UNIMED o demonstrativo analítico com o encontro de contas. 3 - Na data de exclusão que consta no calendário da câmara de compensação, a UNIMED que tenha modificado ou excluído faturas indevidas, deverá enviar e-mail com todas as informações referente a exclusão, para que a UNIMED Mercosul verifique a legitimidade da exclusão e disponibilize um novo demonstrativo analítico com a correção do saldo final. Ressaltamos que somente será aceito o primeiro pedido de exclusão para cada fatura. Caso a UNIMED sacada solicite exclusão de faturas por não recebimento, e a credora comprove o recebimento da mesma, a fatura voltará para câmara de compensação. 4 - Caso a UNIMED seja devedora (o saldo de seus créditos for menor que seus débitos), deverá efetuar o pagamento do saldo devedor em conta corrente da UNIMED Mercosul. Porem, quando credora (o saldo de seus créditos for maior do que seus débitos), a UNIMED Mercosul efetuará o pagamento em sua conta corrente. É importante ressaltar alguns pontos: 1. Quando a UNIMED enviar arquivo PTU600, exclusão e ou pedido de reinclusão de fatura a UNIMED Mercosul enviará um e-mail confirmando o recebimento do documento. Se a UNIMED encaminhar o arquivo e não receber até as 9 horas da manhã seguinte a devida 67 confirmação, deverá entrar em contato com a UNIMED Mercosul para verificar a validade do documento encaminhado. 2. É de responsabilidade de cada UNIMED verificar seu demonstrativo disponibilizado pela UNIMED Mercosul no Portal UNIMED, nas devidas datas descritas no calendário da câmara de compensação. 3. As UNIMEDs deverão enviar o pedido de exclusão na data estabelecida no calendário da câmara de compensação com todas as informações referente a cada fatura (sigla da UNIMED credora, nº da fatura, modalidade de cobrança, valor da fatura e motivo da exclusão). 4. Existem apenas quatro motivos permitidos para exclusão de fatura: o primeiro motivo é por pagamento já efetuado em câmara anterior; o segundo por fatura não recebida em tempo hábil; o terceiro motivo por fatura com mais de 50% de erro (normas do intercâmbio nacional); e quarto por fatura sem arquivo PTU 500. A UNIMED Mercosul realiza o encontro de contas em dois tipos de câmaras de compensação. Uma câmara de compensação com a Federação Norte/Nordeste e a outra câmara de compensação interestadual. Um fator importante na Câmara com a Federação Norte/Nordeste é a obrigatoriedade de chegada das faturas quarenta e oito horas antes da data limite de exclusão. Já na Câmara Interestadual as faturas deverão chegar até a data da exclusão. Fonte: UNIMED MERCOSUL 68 ANEXO B – CALENDÁRIO DAS CÂMARAS DE COMPENSAÇÃO DE 2006 CALENDÁRIO 2006 - UNIMED MERCOSUL - PARTE I Envio Arquivo PTU600 Busca Relatório Internet Data de Exclusão Faturas Vencimento dos Saldos Devedores Vencimento Saldos Credores Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro 06/01 17/01 27/01 12/01 23/01 02/02 19/01 30/01 08/02 25/01 03/02 14/02 30/01 08/02 17/02 Fevereiro Fevereiro Fevereiro Fevereiro Fevereiro 07/02 17/02 13/02 23/02 20/02 02/03 24/02 08/03 03/03 13/03 Março Março Março Março Março 07/03 17/03 27/03 13/03 23/03 30/03 20/03 30/03 05/04 24/03 05/04 11/04 29/03 10/04 17/04 Abril Abril Abril Abril Abril 07/04 17/04 26/04 13/04 24/04 03/05 24/04 02/05 09/05 28/04 08/05 15/05 04/05 11/05 18/05 Maio Maio Maio Maio Maio 05/05 17/05 26/05 11/05 23/05 1º/06 18/05 30/05 07/06 24/05 05/06 13/06 29/05 08/06 20/06 Junho Junho Junho Junho Junho 07/06 19/06 26/06 13/06 23/06 30/06 20/06 30/06 07/07 26/06 06/07 13/07 29/06 12/07 18/07 Fonte: MARCELO RICARDO MARTINS. 69 CALENDÁRIO 2006 - UNIMED MERCOSUL - PARTE II Envio Arquivo PTU600 Busca Relatório Internet Data de Exclusão Faturas Vencimento dos Saldos Devedores Vencimento Saldos Credores Julho 06/07 17/07 27/07 Julho 13/07 21/07 02/08 Julho 20/07 28/07 08/08 Julho 26/07 03/08 14/08 Julho 31/07 08/08 17/08 Agosto 07/08 17/08 25/08 Agosto 11/08 23/08 31/08 Agosto 18/08 30/08 08/09 Agosto 24/08 05/09 14/09 Agosto 29/08 11/09 19/09 Setembro 06/09 18/09 25/09 Setembro 13/09 22/09 29/09 Setembro 20/09 29/09 06/10 Setembro 26/09 05/10 13/10 Setembro 29/09 10/10 18/10 Outubro 09/10 17/10 27/10 Outubro 16/10 23/10 03/11 Outubro 23/10 30/10 10/11 Outubro 27/10 06/11 17/11 Outubro 1º/11 09/11 22/11 Novembro 07/11 17/11 27/11 Novembro 13/11 23/11 30/11 Novembro 20/11 30/11 07/12 Novembro 24/11 06/12 13/12 Novembro 29/11 11/12 18/12 Dezembro 07/12 18/12 26/12 Dezembro 13/12 22/12 02/01/07 Dezembro 20/12 02/01/07 08/01/07 Dezembro 27/12 08/01/07 12/01/07 Dezembro 02/01/07 11/01/07 17/01/07 Fonte: MARCELO RICARDO MARTINS. ANEXO C – RELAÇÃO DAS UNIMED S QUE PARTICIPAM DA CÂMARA DE COMPENSAÇÃO DA UNIMED MERCOSUL 70 RELAÇÃO DAS UNIMEDS DO RIO GRANDE DO SUL CÓDIGO SIGLA NOME 971000 FRS FEDERAÇÃO RIO G. SUL 971028 ERE ERECHIM 971029 TAQ VALE DO TAQUARI 971031 IJU IJUÍ 971036 MIS MISSÕES 971041 NOR NORDESTE 971042 PLM PLANALTO MÉDIO 971043 SRO SANTA ROSA 971045 SMA SANTA MARIA 971047 VAC VALE DO CAÍ 971048 POA PORTO ALEGRE 971053 CAS CACHOEIRA DO SUL 971055 VAS VALE DOS SINOS 971060 CES CENTRO SUL 971061 CAL CRUZ ALTA 971068 BAG BAGÊ 971074 PEL PELOTAS 971096 JAC JACUÍ 971100 ASE ALTO DA SERRA 971110 SBO SÃO BORJA 971141 VAN VALE DAS ANTAS 971142 LIV LIVRAMENTO 971259 URU URUGUAIANA 971260 AJA ALTO JACUÍ 971270 AUR ALTO URUGUAI 971273 ITA ITAQUI 971277 ESE ENCOSTA DA SERRA 971291 LIS LITORAL SUL 971301 FER FERRABRÁS 971303 REP REGIÃO PRODUÇÃO ALE ALEGRETE 971319 Fonte: UNIMED MERCOSUL 71 RELAÇÃO DAS UNIMEDS DE SANTA CATARINA CÓDIGO SIGLA 976000 FSC FED. SANTA CATARINA 976025 FLO FLORIANÓPOLIS 976026 BLU BLUMENAU 976027 JOI JOINVILLE 976148 EOC EXT. OESTE CATARINEN. 976198 CRI CRICIÚMA 976207 PLN PLANALTO NORTE 976220 LAG LAGES 976221 TUB TUBARÃO 976227 CHA CHAPECÓ 976242 LIT LITORAL 976300 ALV ALTO VALE 976331 BRU BRUSQUE 976332 CAA CAÇADOR 976334 ARA VALE DO ARARANGUÁ JOA JOAÇABA 976335 NOME Fonte: UNIMED MERCOSUL UNIMEDS DE FORA DO PÓLO MERCOSUL CÓDIGO SIGLA 511000 FMT FED. MATO GROSSO 972037 RIO RIO DE JANEIRO 984000 FES FED. ESPÍRITO SANTOS 988064 GOI GOIÂNIA 984080 VIT VITÓRIA 999000 BRA BRASIL 973006 BHT BELO HORIZONTE CNU CENTRAL NACIONAL 865000 Fonte: UNIMED MERCOSUL NOME 72 RELAÇÃO DAS UNIMEDS DO PARANÁ CÓDIGO SIGLA NOME 975000 FPR FED. PARANÁ 975005 LON LONDRINA 975032 CUR CURITIBA 975069 PGR PONTA GROSSA 975076 GUA GUARAPUAVA 975081 PAR PARANAGUÁ 975097 MAR MARINGA 975102 OPA OESTE DO PARANÁ 975116 TOL COSTA OESTE (TOLEDO) 975117 NPI NORTE PIONEIRO 975138 VPI VALE DO PIQUIRI 975147 CPR CORNÉLIO PROCÓPIO 975150 PAV PARANAVAÍ 975151 APU APUCARANA 975158 CAC CASCAVEL 975167 FOZ FOZ DO IGUAÇÚ 975168 FBE FRANCISCO BELTRÃO 975169 VEV CASCAVEL P.A. 975181 UMU NOROESTE DO PARANÁ 975182 CIA CIANORTE 975183 RCM REGIONAL C. MOURÃO 975187 PAB PATO BRANCO Fonte: UNIMED MERCOSUL RELAÇÃO DAS UNIMEDS DO NORTE/NORDESTE 974000 FNN Fonte: UNIMED MERCOSUL FED. NORTE/NORDESTE APÊNDICE APÊNDICE A – QUESTÕES DISCUTIDAS NOS ENCONTROS 1. O sistema atual pode estar disponível na internet? 2. Seria possível utilizar os dados do sistema de câmara já existente para o novo sistema? 3. Existe a necessidade de troca do servidor atual para a implantação do novo sistema? 4. A interface do novo sistema pode seguir os padrões do site da UNIMED? 5. Será necessário adicionar alguns campos no novo sistema, isto é possível? 6. Os dados do sistema de câmara ao serem atualizados podem ser remetidos do novo sistema automaticamente? 7. Em quanto tempo o sistema estará pronto? 8. Que tipo de treinamento e instalação será fornecido? 9. Como será realizada a conversão do sistema antigo para o novo?