UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE
GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COM ÊNFASE EM GÊNERO E RAÇA
GESTÃO DA DIVERSIDADE NAS PRÁTICAS FORMATIVAS
DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL NAS ESCOLAS
ANA LUCIA SOARES GRATIVOL
Ouro Preto
Junho de 2012
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA A DIVERSIDADE
GESTÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS COM ÊNFASE EM GÊNERO E RAÇA
ANA LUCIA SOARES GRATIVOL
GESTÃO DA DIVERSIDADE NAS PRÁTICAS FORMATIVAS
DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL NAS ESCOLAS
Monografia apresentada ao Programa de PósGraduação em Educação para a Diversidade da
Universidade Federal de Ouro Preto, como
requisito
parcial
à
obtenção
do
grau
de
Especialista em Gestão de Políticas Públicas.
Área de Concentração: Gênero e Raça
Orientador: Prof. Ms. Otacílio de Oliveira Junior.
Ouro Preto
Junho de 2012
A Deus, por abençoar-me, por estar comigo em
todos os instantes. Ao meu esposo, Guilherme,
pela compreensão e bondade.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus, por abençoar-me, dar-me capacidade e entendimento e estar
comigo em todos os instantes. Ao meu esposo, Guilherme, pela compreensão e carinho. Ao
orientador, Otacílio de Oliveira Junior, por sua colaboração e auxílio na elaboração desta
pesquisa.
RESUMO
A escola é um espaço privilegiado para a formação do ser humano, onde se aprende a
desenvolver o respeito mútuo às diferenças sociais, culturais e étnicas, um veículo de
orientação sobre a cidadania. A escola desempenha um importante papel no processo da
superação do racismo, e na construção de uma sociedade onde as diferenças sociais, culturais
e individuais são utilizadas para enriquecer as interações e as aprendizagens entre os seres
humanos. Cabe à Instituição escolar propiciar o reconhecimento dessa diversidade étnica e
cultural desde cedo, e estimulando uma interação entre os educandos que sejam discriminados
por serem considerados diferentes. Para atingir esse objetivo, esse trabalho de Conclusão de
Curso tem como objetivo construir um plano de ação que trabalhe no espaço escolar o assunto
em questão. Neste plano se exercitará a capacidade individual e grupal de lidar com o respeito
às diferenças através de atividades, tais como confecções de painéis, análise de dados obtidos
através de questionários e dinâmicas de grupo. Queremos com isso contribuir para que os
educandos construam e conquistem uma identidade individual voltada ao respeito e á
tolerância.
Assim, a escola deve desconstruir estereótipos que sustentam preconceitos,
relações de discriminação e exclusão social e que dificultam a plena vivência da cidadania.
Palavras-chave: Diferenças, espaço escolar, identidade; respeito; intervenção.
ABSTRACT
The school is a privileged space for the formation of human beings, where they learn
to develop mutual respect for social, cultural and ethnic backgrounds, a vehicle guidance on
citizenship. The school plays an important role in the process of overcoming racism, and
building a society where social, cultural and individual are used to enhance interaction and
learning among humans. It is the institution school to promote the recognition of ethnic and
cultural diversity from an early age, and encouraging interaction among students who are
discriminated against because they are considered different. To achieve this goal, this work
Completion of course is to build an action plan that works in the school the subject matter.
This plan will exercise the individual and group capacity to deal with respect for differences
through activities such as garment panels, analysis of data obtained through questionnaires
and group dynamics. We thus contribute to the students build an individual identity and gain
respect and be focused on tolerance. Thus, the school must deconstruct stereotypes that
underpin prejudices, relationships and social exclusion and discrimination that hinder the full
experience of citizenship.
Keywords: Differences, school space, identity, respect; intervention.
SUMÁRIO
1. Introdução.......................................................................................................8
2. Diversidade Cultural na Escola Brasileira.........................................................9
3. Reflexões sobre a Diversidade Cultural na Escola do Limoeiro e seus
Indicadores......................................................................................................12
4. Questionários..................................................................................................13
4.1.
Questionário para os Pais/Responsáveis............................................13
4.2.
Questionário para os Alunos.............................................................15
4.3.
Questionário para os Funcionários....................................................16
5. Objetivos.........................................................................................................17
5.1.
Objetivo geral....................................................................................17
5.2.
Objetivos específicos..........................................................................17
5.3.
Metodologia para Levantamento de Situações Problema...................18
5.4.
Público-alvo.......................................................................................18
5.5.
Recursos.............................................................................................20
5.6.
Intervenções desenvolvidas.................................................................21
5.7.
Monitoramento e avaliação................................................................23
6. Conclusão.......................................................................................................24
7. Cronograma de execução................................................................................25
8. Plano de Ação...............................................................................................26
9. Referência.......................................................................................................27
10. Bibliografia....................................................................................................28
11. Anexos............................................................................................................29
1- INTRODUÇÃO
Preconceito, racismo e discriminação em sala de aula, sejam em escolas públicas ou
particulares, sempre veem acompanhados com as consequências negativas do ato da
inferiorização para aqueles alunos identificados como negros e/ou grupos vítimas desses
males. A utilização de apelidos em tom pejorativo e ofensivos ao se dirigir a alunos negros
tem sido um grande problema enfrentado pelas escolas brasileiras. Como nos lembra Morin,
(2000 p. 52), “Cabe a educação do futuro cuidar para que a espécie humana não apague a
idéia de diversidade, e que a diversidade não apague a da unidade”.
Esta
situação
demonstra que as crianças e os jovens negros ainda estão sob o jugo de práticas racistas e
discriminatórias dentro e fora das escolas. Os profissionais da educação, em sua grande parte,
permanecem cegos em relação a este assunto muitas vezes devido ao despreparo para lidar
com a temática. Isso ocorre porque para abolir tais práticas são requeridos um grande esforço
e interesse baseados numa sofisticada metodologia de trabalho e numa incansável batalha pela
conscientização e com vistas à construção de práticas mais igualitárias e exercício da
cidadania entre os alunos.
O silêncio da escola sobre as dinâmicas das relações étnico-raciais tem permitido que
seja transmitida aos alunos a idéia de uma suposta “superioridade branca”. Silenciar diante do
problema não apaga magicamente as diferenças, outro sim, permite que cada um construa, a
seu modo, um entendimento muitas vezes estereotipado acerca do outro que é visto como
diferente.
No campo da educação, para promover uma atitude voltada para o respeito e para o
convívio harmônico com a diversidade deve-se partir de temáticas significativas do ponto de
vista ético que propicie condições desde a mais tenra idade para que professores e alunos
desenvolvam a capacidade de diálogo. Também é importante que tomem consciência das
próprias raízes históricas a que pertencem e vejam de forma positiva a herança negra e
africana que ajudaram a constituir a cultura e a nação brasileira. Pois o preconceito e o
racismo, tais como a homofobia e o machismo, correspondem a uma prática muito nociva ao
desenvolvimento social do indivíduo, tanto para quem pratica tal ato, quanto para quem é a
vítima do mesmo.
Diante disso, pode-se perguntar quais situações de discriminação temos possibilidade
de mudar em nosso ambiente escolar?
8
Qual seria a nossa contribuição concreta para viabilizar a conscientização acerca
dessa temática em sala de aula?
No que diz respeito à diversidade dos alunos, na sala de aula é necessário
primeiramente nos dedicarmos ao acolhimento de sua individualidade. Nesse, a atenção às
necessidades e características de cada aluno é um esforço importante para trabalharmos o
respeito às diferença. De acordo com Guijarro (1999)
Todos os alunos têm umas necessidades educacionais individuais próprias e
específicas, para poder aproveitar das experiências de aprendizagem
necessárias para sua socialização, cuja satisfação requer uma atenção
pedagógica individualizada (p.4).
Além da atenção individualizada, é necessária a conscientização do respeito mútuo, do
reconhecimento às diferenças como construídas socialmente, da possibilidade de se falar
sobre as diversidades sem medo, receio e sem preconceito.
É de suma importância preparar o educando para que ele saiba lidar com o preconceito
e o racismo no dia-a-dia, para que ele possa dar a si mesmo e ao seu próximo o devido valor
como cidadão e ser humano. Por isso, pretendo fazer um trabalho com os alunos no qual eles
desenvolvam em suas práticas formativas e condutas, significados refletidos sobre situações
de preconceito e as consequências que elas podem trazer ao ser humano.
2- DIVERSIDADES CULTURAIS NA ESCOLA BRASILEIRA
O Brasil é um país rico em diversidade étnica e cultural, e, portanto plural em sua
identidade. No entanto, mesmo a diversidade marcando a vida social brasileira, é nítida a
existência de estereótipos que alimentam preconceitos, relações de discriminação e exclusão
social, o que impede muitos brasileiros de ter uma vivência plena de sua cidadania.
Nesse contexto, a escola pode ser um espaço privilegiado de formação e desempenha
um importante papel no processo de superação da discriminação e da construção de uma
sociedade mais justa, onde as diferenças sociais, culturais e individuais sejam utilizadas para
enriquecer as interações e a aprendizagem entre os seres humanos.
“Diante disso, surgem algumas questões desafiadoras: como lidar com a diversidade cultural
em sala de aula? É possível escapar de um modelo monocultural de ensino? Poderão
professores incluir a equidade de oportunidades educacionais entre seus objetivos? Como
socializar, através do currículo e de procedimentos de ensino, para atuar em uma sociedade
multicultural? (GONÇALVES E SILVA, 2000, p. 62).
9
Podemos afirmar que o termo discriminação contém um elemento conflitante, pois as
faculdades de distinguir ou discernir parecem positivas e que devem ser cultivadas, ou seja,
quanto maior nossa capacidade de discernimento do real, maior será nossa possibilidade de
entendê-lo e enfrentá-lo. Por outro lado, quando nos referirmos aos termos “separação”,
“apartação”, “segregação”, a conotação é negativa: de corte, exclusão, rompimento. Nesse
sentido, precisamos fazer com que aquilo que deva ser distinguido não seja baseado em
estereótipos e formas de interiorização do outro.
A discriminação racial pode ser entendida como formas de segregação que tem como
fundamento normas de um determinado grupo que submetem um outro, aos seus próprios
interesses. Essa submissão ocorre através de modos de pensar e de agir que garantem
privilégios justificados pela cor da pele, nesse caso, aos euro descendentes, autodenominados
brancos, que excluem/restringem o acesso aos bens materiais e culturais dos demais grupos
identificados por sua cor, que passam a ser considerados minorias.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) são um conjunto de volumes que
oferecem orientações para o trabalho nas áreas de ensino tradicionais (Língua Portuguesa,
Matemática, Ciências Naturais, Geografia e História) e também nas áreas como Arte,
Educação Física e Língua Estrangeira (esta de 5ª a 8ª). Abordando os Temas Transversais
(Ética, Meio Ambiente e Saúde, Pluralidade Cultural, Orientação Sexual). Enfim, os PCN
abrangem os assuntos e conteúdos que podem ser abordados em todas as áreas dentro do
contexto escolar. Os PCN’s proporcionam inovações didáticas que permitam melhorar a
qualidade de nosso ensino com destaque para o combate às formas de segregação que
impedem o pleno desenvolvimento da cidadania.
Diante disso, os Parâmetros Curriculares Nacionais entendem que:
Tratar da diversidade é um imperativo do trabalho educativo voltado para a
cidadania, uma vez que tanto a desvalorização de país colonizado, quanto a
discriminação são entraves à plenitude da cidadania para todos; portanto, para a
própria nação. (PCN: 2001, p.21).
Desse modo, este trabalho voltado para a questão dos Direitos Universais da Pessoa
Humana oportuniza aos que ensinam e aprendem, o conhecimento das histórias de dignidade,
de conquista e criação, de culturas e povos que constituem a sociedade brasileira, e propõe,
sobretudo, contribuir para a formação de novas mentalidades, pois o tratamento da
diversidade pode valorizar a singularidade de cada um e de todos a partir de uma educação
multicultural.
10
O conceito de educação multicultural pode ser entendido a partir do argumento
de Pereira (2003) que nos descreve que:
O conjunto de estratégias organizacionais, curriculares e pedagógicos ao
nível do sistema da escola e da classe que tem como objetivo promover a
compreensão e tolerância entre indivíduos de diferentes origens étnicas
diversas, através da mudança de percepções e atitudes com base em
programas curriculares que expressam a diversidade de cultura e/ou estilo de
vida. (PEREIRA: 2003, p.21)
Se pararmos para observar as atitudes daqueles que freqüentam e trabalham na escola,
por certo que veremos algumas posturas e atitudes, dissimuladas ou não, que refletem atos de
discriminação e racismos. É comum ouvirmos pessoas falarem, a guisa de brincadeiras, frases
tais como: “Esse neguinho faz muita bagunça, mas nem adianta chamar os pais prá conversar,
pois o filho não tem respeito à escola porque os pais não tem cultura”, “o aluno tal tem essa
tendência má porque o pai é um preto ignorante, e já foi presidiário”, “as mães solteiras vivem
mandando seus filhos pretinhos bagunceiros para a escola só para eles comerem aqui e
ficarem livres deles no período escolar”.
A escola tem o papel de combater o preconceito, por ser um espaço democrático que
tem como valor a igualdade de todos, garantindo os mesmos direitos. Sua função poderia ter
maior efetividade no momento em que fosse capaz de preparar o aluno para conviver de
forma igualitária no meio de culturas e estilos de vida diferentes. Sendo assim, é preciso que a
escola faça um trabalho crítico de modo a perceber e combater as situações que mantenham as
relações de dominação. Em seu cotidiano, a escola encontra muitas dificuldades para cumprir
esse papel de promoção da igualdade. Ao contrário, em muitos momentos, ela reproduz
acriticamente a cultura dominante de determinada sociedade. Desta forma, a escola deixa de
assegurar a democracia, dando lugar ao preconceito e a violência, esquecendo um caminho
que deveria tomar.
Sendo assim, a escola reproduz o capital cultural da classe dominante que em sua
maioria é branca. O preconceito racial é uma violência alargada até mesmo em livros
didáticos, nos quais o negro geralmente aprece como um personagem mendigo, empregado ou
o bandido da estória, o que, como consequência, pode promover a
divulgação da
discriminação no âmbito escolar.
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É preciso que todos se comprometam a não perpetuar a violência racial que
impossibilita a realização da democracia dentro da escola. É necessário que tenhamos
responsabilidade ética e educacional para alterá-la, reconstruindo conceitos e definindo novos
caminhos a serem trilhado rumo à gestão democrática na Educação.
Diante da construção destes conceitos, no capitulo 3 foi feito uma Reflexão de como
se sucede esta diversidade cultural na Escola do limoeiro, e confirmando através de
questionários realizados e os avanços alcançados através dos resultados da Prova Brasil.
3- REFLEXÕES SOBRE A DIVERSIDADE CULTURAL
NA ESCOLA LIMOEIRO E SEUS INDICADORES.
A Escola Municipal do bairro Limoeiro, na cidade de Timóteo-MG, tem enfrentando
muito problemas na área de preconceito e discriminação, dado que é um estabelecimento de
ensino que recebe alunos oriundos de várias partes do município, alguns de classe social mais
elevada, como filhos de empresários e operários bem sucedidos, e outros de classe social mais
baixa, de famílias simples e sem muitas condições financeiras.
E por haver uma diversidade muito grande entre os alunos, ou seja, negros e brancos
na escola, alunos de classe baixa e classe média, percebo atos de preconceito e racismo. E,
obviamente, a classe negra e de baixa renda sofre bastante com as atitudes preconceituosas e
racistas na escola.
Logicamente as diferenças sócias e culturais são latentes, e sempre proporcionam
muitas disputas e divergências por causa delas. Daí vem o desafio na qual a escola local está
engajada, o de relacionar estes alunos e pais, a fim de conscientizá-los de que eles, num todo,
formam a sociedade, e que possuem os mesmo direitos e deveres. Juntos podem trabalhar e
viver de forma mais igualitária, para que possa haver maior harmonia e paz entre eles.
Para fundamentar esse processo de conscientização de cidadania e direitos humanos
foram realizados na escola Municipal “Limoeiro”, em Timóteo/MG, uma série de movimentos
relativos ao preconceito e racismo, promovendo, organizando e mobilizando todos que estão
engajados neste processo educacional sobre o assunto em questão, visando auxiliar o avanço
do processo sócio-educacional nos estabelecimentos de ensino, tanto em escolas públicas,
quanto nas particulares da cidade de Timóteo-MG e circunvizinhança.
A utilização de gêneros textuais variados cujos conteúdos incentivam a igualdade
racial tem sido muito utilizado na escola e muito tem auxiliado o professor a trabalhar com
12
atividades que propiciam um fácil entendimento ao aluno sobre a diversidade cultural e racial
no seu relacionamento diário.
Este trabalho tem sido excelente para se desenvolver nos alunos a habilidade de
observância sobre as diferenças existentes entre eles e de como eles podem se tratar e
comportar um com o outro.
Também foi realizado concurso de mural sobre preconceito e racismo e suas
consequências na sociedade, concurso de redação sobre diversidade cultural na sociedade,
peças teatrais com o tema relacionamento com o próximo, com a participação de toda a
comunidade escolar, entre outros.
Também devemos ressaltar que o questionário que foi elaborado e realizado na escola
do Limoeiro-Timóteo/MG, foi muito relevante para certificar a existência de atitudes racistas
e preconceituosas na comunidade escolar. O questionário foi elaborado com ênfase de
múltipla escolha nas repostas dos entrevistados, ou seja, sim, não e às vezes, e realizado em 3
etapas: um aos pais e responsáveis dos alunos, outro aos funcionários da escola e outro aos
próprios alunos. Pude constatar, mediante as respostas fornecidas nos questionários, que o
realmente o racismo e a discriminação estavam presentes no interior da escola, o que refletia
dentro das salas de aula e durante os recreios.
Segue, portanto, modelo do e planilha de resultados dos questionários que foram
aplicados.
4- QUESTIONÁRIOS
4.1 QUESTIONÁRIO PARA OS PAIS/RESPONSÁVEIS
DOS ALUNOS DA E. M.
“LIMOEIRO”
Nesta etapa houve a participação de 160 pais/ responsáveis, dos quais 128
responderam sim, 10 responderam não e 20 ás vezes, havendo 2 indecisões que optaram não
responder.
Marque com x a sua opção
A) Você considera que na escola seu filho é tratado com respeito e mantém laços de amizade,
não importando se são negros, brancos, indígenas, pessoas com deficiência, ricas ou pobres?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
B) Quando seu filho/a é vítima de apelidos e brincadeiras que o/a humilhem, isso é conversado
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na sala de aula ou em outro espaço da escola para que não aconteça mais?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
C) A discriminação contra pessoas com deficiência, índios, mulheres, negros, homossexuais,
gordos, idosos e outros é assunto tratado durante as aulas como algo que prejudica as relações entre as
pessoas e que é crime?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
D) As regras de convivência da escola são claras, conhecidas e respeitadas por você e por seus
filhos?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
E) Seus filhos participam dos combinados de convivência na escola?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
F) Todos (alunos, professores, diretor e demais profissionais da escola) que não cumprem as
regras da escola são punidos da mesma maneira e com justiça?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
G) Você já conhece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e respeita os direitos nele
estabelecidos?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
H) A escola respeita o Estatuto da Criança e do Adolescente?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
14
4.2 QUESTIONÁRIO PARA OS ALUNOS DA E. .M. “LIMOEIRO”
Esta etapa contou com 88 alunos entrevistados, e obtivemos o seguinte resultado: 39
alunos afirmaram sim nas questões aplicadas, 16 disseram não, 08 responderam ás vezes,
sendo que mais 23 alunos ficaram indecisos e optaram por não responder e outros 2 não
quiseram participar.
Marque a sua opção
A) Você conhece seus direitos e deveres?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
B) Você acha legal colocar apelidos e fazer brincadeiras maldosas com os colegas?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
C) Quando colocam apelidos e fazem brincadeiras maldosas com você é legal?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
D) Você se sente respeitado pelos colegas da sala?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
E) Você se sente respeitado pelos professores, diretores, serventes e vigia da escola?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
F) Você convive bem com todos na sala de aula?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
G) Você respeita a professora?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
15
H) Você cumpre as normas da escola?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
4.3 QUESTIONÁRIO PARA OS FUNICIONÁRIOS DA E. M. “LIMOEIRO”
Nesta etapa houve um total de 200 funcionários que participaram da pesquisa. 45
responderam sim, 66 responderam não e 89 deram resposta de às vezes.
Marque a sua opção
A) Em sua opinião, as pessoas que trabalham na escola se sentem respeitadas e valorizadas por
pais e alunos?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
B) Em sua opinião, professores, diretores e funcionários se tratam bem e se respeitam?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
C) Em sua opinião, todos (alunos, professores, diretor e demais profissionais da escola) que
não cumprem as regras da escola são punidos da mesma maneira e com justiça?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
D) Em sua opinião, quando os alunos e funcionários da escola têm atitudes preconceituosas e
discriminatórias, isso é conversado em sala de aula e/ou em reuniões administrativas?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
E) Em sua opinião, as regras de convivência da escola são claras, conhecidas e respeitadas por
toda a comunidade escolar?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
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F) Em sua opinião, existem privilégios para alguns na escola?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
G) Em sua opinião, a comunidade escolar participa das regras de convivência na escola?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
H) Em sua opinião, são abordados com frequência o tema Direitos Humanos para toda a
comunidade escolar?
SIM
NÃO
ÀS VEZES
Diante disso, tendo posse das respostas esclarecedoras e abrangentes coletadas junto à
comunidade escolar, a direção da escola do Limoeiro começou a definir algumas metas de
cunho confrontativo ao quadro apresentado na pesquisa, estabelecendo ações de caráter
informativo, formativo, preventivo e corretivo, que foram desenvolvidas dentro da entidade
escolar.
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5- OBJETIVOS
5.1 OBJETIVO GERAL:
O objetivo geral do trabalho é a construção de práticas formativas de enfrentamento ao
racismo no contexto escolar.
5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Apresentar a cultura afro-brasileira de forma positiva com consciência e dignidade;
• Enfatizar as contribuições socioculturais, econômicas, políticas, valores e experiências
do povo negro;
• Fundamentar a prática escolar diária, direcionando-a para uma educação anti-racista;
• Tratar pedagogicamente a diversidade racial, visualizando a dignidade do povo negro
e indígena, na sociedade brasileira;
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5.3 METODOLOGIA PARA LEVANTAMENTO DE SITUAÇÕES PROBLEMA:
Ao observar atitudes preconceituosas no recinto escolar, o que ocorria em vários
momentos do horário letivo, tanto dentro da sala de aula, como no recreio, bem como no
momento em que os alunos deixavam a escola no término das aulas considerei situações de
desrespeito que deveriam ser tratadas pela escola. Em diversos momentos presenciei práticas
discriminatórias como alunos chamando o outro de “neguinho”, de “preto”, ou alunas
criticando os cabelos de uma colega como forma de inferioriza-la. Diante de situações como
essa, tive a idéia de elaborar um questionário sobre o assunto, que abrangesse toda a
comunidade escolar. Portanto, o levantamento de dados para a pesquisa quantitativa foi
optado em ser feito por meio de questionário porque considerei ser uma forma pela qual
poderia atingir todos de forma geral.
Expus essa ideia à direção escolar, a qual foi prontamente aceita, tendo em vista a
seriedade do quadro existente. Elaborei o questionário, e imediatamente comecei a divulgar a
pesquisa, que foi muito bem aceita pela comunidade escolar. Com isso, coletei as respostas
que precisava sobre a situação, isto é, da existência de atitudes preconceituosas na escola.
Apresentei à direção escolar as estatísticas coletadas nesta pesquisa quantitativa. Avalio a
ação como muito importante, pois não apenas nos auxiliou a obter requisitos básicos sobre o
assunto em questão e conhecer a real realidade vivenciada pela comunidade escolar, mas
também, nos condicionou a estabelecer uma metodologia de trabalho para coibir tais práticas,
as quais ainda estão realizando na escola, mediante ações informativas e educativas.
5.4 PÚBLICO-ALVO
A Escola Municipal “Limoeiro”, unidade escolar da Rede Municipal de ensino da
Prefeitura Municipal de Timóteo-MG, funciona em prédio localizado no Bairro Limoeiro no
número 21 da rua Cedro, Município de Timóteo, Estado de Minas Gerais, estando sob a
jurisdição da 90.ª Superintendência Regional de Ensino de Coronel Fabriciano o telefone: (31)
3847-4803.
As crianças a serem atendidas serão de 2º ano de escolarização (faixa etária 6-7 anos),
seus/as pais/responsáveis.
A proposta é executar o projeto numa turma de 2º Ano do turno vespertino,
expandindo depois para as demais do turno – Ciclo Complementar. Na sequência a Educação
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Infantil e 1º Ano de Alfabetização, com previsão para culminância da escola em Abril/2012.
A comunidade atendida se constitui por 73, 42 % de moradores dos Bairros Limoeiro e
Recanto Verde. As comunidades destes bairros apresentam um quadro sócio-econômico que
reflete a realidade econômica nacional, isto é, muitos desempregados e subempregados,
alguns profissionais da construção civil, empregadas domésticas, trabalhadores de nível
auxiliar em empresas e serviço público, muitos oriundos de invasão de terras e que ainda
enfrentam essa luta e, por isso, vivem muito precariamente.
Na escolaridade, 50 % dos responsáveis pelos alunos concluiu apenas o 1º Grau, e
muitos não chegaram a concluir nem sequer o primário. 2% concluíram o Ensino Médio e o
Terceiro Grau e cerca de 6 % são analfabetos.
Muitas crianças/adolescentes não contam com uma estrutura familiar tradicional: pai,
mãe e filhos; vivem com avós, tios, ou com um dos genitores, ou seja, a mãe com o padrasto,
ou o pai com a madrasta. 65 % dessas crianças/adolescentes recebem cuidados apenas da mãe
ou da avó, e 3% são assistidos por outros irmãos, também crianças/adolescente, por causa do
horário de trabalho dos pais. 68,99 % da comunidade têm como opção de lazer: assistir
televisão, ouvir rádio ou outro aparelho sonoro e brincar/conversar na vizinhança. 13,3 % das
famílias dos alunos sobrevivem com mais de dois salários mínimos, 25,95 % entre um a dois
mínimos e 14,56 % com menos de um salário mínimo.
A escola conta com 57 professores, 4 supervisoras, 1 diretora, 2 vice-diretoras, 1
coordenador, 1 secretária, 24 auxiliares de serviços gerais, 6 auxiliares de secretaria, 1
bibliotecária. Tem uma Equipe Pedagógica com 4 pedagogos e 1 coordenadora de área.
Percebe-se no espaço acontecem várias relações, uma desta é a Relação amigável
Aluno/Professor. Essa posição privilegiada pode proporcionar uma relação harmoniosa.
O Educador está consciente do seu papel de mediador entre o educando e a construção
do conhecimento. Sua tarefa consiste em estimular e criar soluções de aprendizagem.
O atual Diretor vem desenvolvendo seu trabalho democraticamente, relacionando-se
bem com o Corpo docente, discente e Comunidade, atuando de forma participativa e
elaborando trabalhos com professores, desenvolvendo-os junto ao corpo discente, pais e
Comunidade.
No clima organizacional desta instituição, há uma relação de respeito, amizade e afeto
entre os funcionários.
O lema da escola é tratar cada semelhante no ambiente de trabalho como gostaríamos
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de ser tratados, com atenção e amor.
A prática desse princípio trouxe resultados satisfatórios em anos anteriores, com 85%
dos alunos dando seqüência aos estudos posteriores.
Nos dados coletados na escola não foi encontrado nenhuns dados que se referindo à
cor dentro da escola.
5.5 RECURSOS
Percebi que, para realizar um trabalho preventivo e educativo com relação a atitudes
racistas e preconceituosas, os recursos a serem utilizados não precisam necessariamente serem
muitos e de custo elevado, já que para realizar um trabalho desse basta conquistar uma forte
união da escola e comunidade para trabalhar tal questão. Uma vez estabelecida tal união,
chega-se aos parâmetros cabíveis para se alcançar os objetivos almejados pesquisa. Vejamos,
a seguir, os recursos atuantes no trabalho desenvolvido.
Humanos:
Conselho Tutelar – Temos mantido contato com o Conselho Tutelar da cidade, e
solicitado a presença de um responsável na área para palestrar sobre o assunto.
Pais/responsáveis – Temos nos reunidos com os pais e responsáveis dos alunos,
deixando-os informados sobre o andamento do trabalho que vem sendo realizado, e
solicitando que, em seus lares e no dia-a-dia da família, eles também desenvolvam práticas
com os filhos que auxiliem no combate do preconceito e racismo.
Professores e alunos – Buscamos manter uma relação bem humorada e respeitosa
entre os professores e alunos, sempre conversando e criando grupos de discussão sobre
material didático e filmes em que apareçam atos preconceituosos.
Voluntários nas áreas de Ciências Humanas, Sociais e Biológicas – Temos buscado
auxilio profissional na área de psicologia, assistentes sociais, e outros, para palestrar sobre o
convívio humano e suas diferenças.
Podemos, também, destacar muitos outros recursos utilizados no trabalho, os quais são
disponibilizados e bancados, senão pela própria escola, pela Secretaria Municipal de
Educação, tais como: papel ofício, caneta, lápis de cor, gizão, pipoca, suco ou chá, folha de
21
papel AP ou AG, pincel atômico, canetinha, tinta guache, pincel para pintura, lápis e borracha,
livros de Literatura, xerox de textos informativos, copos descartáveis, pacote para pipoca,
cola, tesoura, xerox dos Direitos e Deveres do aluno (Regimento Escolar), balões, filmes
(DVD), CDs, televisor, ingredientes para oficinas de culinária, fita adesiva, revista, jornais,
toalha para mesa, jarro. A escola dispõe, também, de aparelho de CD e DVD, microfone, CDs
e DVDs, data show, vídeos da TV escola; cabos, extensão.
São muitos os recursos que a escola propicia para que a realização de trabalhos deste
gênero seja bem realizado, sem que haja maiores empecilhos.
5.6 INTERVENÇÕES DESENVOLVIDAS
Tendo como objetivo desenvolver, dentro do ambiente escolar, mudanças de atitudes e
de caráter, formando um cidadão sem preconceito e com atitudes de pessoas esclarecidas e
conhecedoras de seus direitos.
Aplicou-se, para alcançar esta meta, atividades de Sondagem, Exploração de literatura
infantil e exibição de vídeos, Sessão de cinema comentado, Dinâmica dos balões, Palestra
dialogada, Mural e Oficinas. Foi realizado, também, um monitoramento dos novos
acontecimentos no ambiente interno e externo da escola, isso após cada atividade realizada,
no intuito de acompanhar os resultados obtidos pelos alunos. Pudemos, então, observar que
alguns alunos permaneciam indiferentes ao que lhes foi passado e ainda ostentando uma
relativa atitude preconceituosa no ambiente escolar, e que outros, por sua vez, evoluíram de
maneira notável, e conversavam uns com os outros sobre as atividades das quais tinham
participado..
Portanto com estas atividades acontecendo em etapas separadas, tivemos mais
oportunidade de trabalhar de forma objetiva e individual com cada aluno. E assim pudemos
obter resultados de mudanças de atitudes visíveis no ambiente interno e externo da escola.
Vejamos, a seguir, as atividades desenvolvidas no trabalho.
Sondagem: Conversar com as crianças sobre os apelidos, as características diferentes
de cada pessoa, os estereótipos, e da necessidade de todos se respeitarem, enviando às
famílias um questionário com o objetivo de saber o que os pais/responsáveis pensam sobre o
relacionamento de seus (suas) filhos (as) no ambiente escolar; as normas regimentais, se os
22
artigos da ECA são respeitados pela equipe escolar.
Exploração de literatura infantil e exibição de vídeos: Exploração das capas dos
livros (título, autor, editora, antecipação do conteúdo). Personagens, trama central e imagens
por conhecimento prévio; bibliografia do autor, exibição dos vídeos. Interpretação oral. Serão
utilizadas diferentes técnicas para expressão artística, como: desenho, pintura, reescrita,
reconto, colagem de gravuras, de palavras.
Sessão de cinema comentado: Para pais e funcionários, juntos ou separadamente,
sendo que, ao final das mesmas, convidados especiais coordenarão um debate com os
participantes sobre o tema/enredo do filme.
Dinâmica dos balões: As crianças ficarão dispersas. Cada uma com um balão para
encher e amarrar. Deverão jogá-lo para cima, evitando deixar cair. Ao final, comentaremos se
cada qual cuidou só do seu ou se eles demonstraram preocupação com os demais.
Em cada balão haverá um item do Regimento Escolar relativo aos direitos e deveres
do aluno, para que a criança explique ou escolha alguém para explicar do que se trata. O
capítulo referente deverá também ser afixado na agenda da criança, incluindo quais as
sanções, em caso de desrespeito às normas.
Palestra dialogada:
Convidando um/uma ou mais membros do Conselho Tutelar para falar com os
pais/responsáveis sobre a necessidade de eles e a sociedade garantirem à criança, seus direitos
e deveres, para que possa crescer e se desenvolver com segurança, autoconfiança,
responsabilidade e compromisso.
Mural: Colando recortes de jornais, revistas e assuntos pesquisados na internet, para
oferecer à comunidade escolar informações, novidades e curiosidades sobre legislações
passadas e recentes, da temática Direitos Humanos. O espaço estará aberto a todos/as que
queiram trazer recortes (textos informativos, charges, poemas, gravuras, etc).
Oficinas: Convidando os/as responsáveis para partilhar conhecimento e informações
sobre culinária e medicina complementar/alternativa com alunos e funcionários da escola,
formando um encarte com as receitas socializadas.
23
5.7 MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO
A avaliação se dará mediante a observação das atitudes e comportamentos das crianças
e seus responsáveis. E diante do quadro anteriormente apresentado no questionário realizado,
o foco é produzir mudanças na relação aluno x aluno, professor x aluno e, até mesmo,
professor x pais e responsáveis. A meta é estar atento para evitar palavras, frases e gestos
preconceituosos e racistas que, “culturalmente”, fazem parte do dia-a-dia da sociedade, e que,
como já foi mencionado, estava ocorrendo no convívio escolar.
Será processual, contínua, traduzida na atenção permanente da professora quanto à
afetividade e apropriação dos conhecimentos por parte do aluno, levando em consideração o
desempenho dos papéis assumidos, o companheirismo, ajuda mútua e participação nas
atividades.
Para tanto, as avaliações formativas deverão ser executadas utilizando os mais
variados instrumentos avaliativos: leitura e escrita de textos, pesquisas, ilustrações,
objetivando registrar os avanços e as dificuldades de aprendizagem dos/das alunos/as ao
longo do ano letivo, buscando contemplar todas as disciplinas do Currículo.
A avaliação formativa deverá ser praticada continuamente e integrada ao fazer diário
do aluno em sala de aula, sendo uma ação global que leve conta toda análise do seu
desenvolvimento, em suas inúmeras capacidades e relações interpessoais. A avaliação
formativa deve levar em conta toda a diversidade educacional a qual um aluno está inserido
ou submetido.
A escola, através avaliação formativa e das atividades desenvolvidas, conseguirá
elevar à qualidade do ensino-aprendizagem considerando as diversidades culturais, sociais e
individuais dos educandos e adequando os conteúdos de modo a favorecer ao aluno o
desenvolvimento intelectual, moral, éticos, físicos e afetivos, tendo em vista uma formação
ampla que proporcione uma aprendizagem eficaz e que abra espaço para uma avaliação do
ensino-aprendizagem de qualidade.
A inclusão de mídias, textos e literatura variados visa abranger públicos e faixas
etárias diferentes ao longo do ano letivo, conforme proposta da etapa diagnóstica.
24
6- CONCLUÇÃO
A realização desta pesquisa trouxe-me um desafio muito grande no âmbito escolar,
mais referidamente na Escola do Limoeiro, já que é o local onde trabalho e via esses atos de
preconceito e racismo acontecerem. Foi através dos questionários direcionado aos alunos,
pais/ responsáveis e funcionários que se abriu um leque como ponto de referência para que
todos se unissem e discutissem aberta e francamente sobre o assunto de racismo e preconceito
existente no interior da escola, e para estudar quais as vias a serem percorridas para se
chegar a uma solução do problema.
Pude analisar que a discriminação dentro da escola era mais em função das diferenças
socioeconômicas existente entre os frequentadores da escola, do que pela sua origem ou cor.
Chegamos, então, a um denominador comum, através das observações e discussões geradas
pelos questionários aplicados por mim, de que o preconceito estava realmente presente no
ambiente sociocultural da nossa escola.
Estabelecemos, portanto, elaborar e trabalhar uma educação intercultural, tanto aos
alunos e pais/ responsáveis, quanto aos funcionários e professores da escola, pois chegamos a
conclusão de que ninguém ali estava devidamente preparado para trabalhar a questão das
diferenças existentes na escola. Todo esse trabalho foi desenvolvido conforme o descrito no
capítulo 4 desta monografia.
É muito importante resaltar que desenvolver este trabalho no combate ao preconceito e
racismo na escola não foi tarefa nada fácil. Muitos, em primeiro momento, não aceitaram bem
a ideia. Outros até comentaram com desdém a iniciativa. Isso se tratando de pais e
responsáveis e até mesmo de um ou outro profissional da escola. Mas, quando viram o grande
número de pessoas que se engajaram ao projeto, também se agruparam à ideia, dando isso
mais animo e coragem para continuar focada no que fazia.
Através de ações desenvolvido dentro da escola, sob a forma de questionário com oito
questões objetivas direcionado aos alunos, pais/ responsáveis e funcionários para se ter uma
ideia de como está a percepção da existência do racismo na comunidade escolar. No qual
verificou a opinião da comunidade escolar em relação ao nível de convivência no ambiente
escolar. Resultou em ações de caráter informativo, formativo, preventivo e corretivo.
Conclui-se, portanto, que toda mudança implica em desafio que nós ajuda a explicar e
a questionar as mudanças, mas também da criatividade das nossas estratégias dentro da sala
de aula, devemos ter coragem para enfrentar mudanças, mesmos que elas de inicio causa
impactos na comunidade escolar.
25
7 CRONOGRAMA
PRAZO
MESES
Janeiro
Fevereiro
Abril
Maio
Estudos e
discussões
do
trabalho.
Até 16/01
1ª ETAPASONDAGEM
Pesquisas e Apresentação
organização e discussão
do material. do Projeto
com as
crianças;
Preparação
de material
De /02/02
Até 29/02
Avaliação
diagnóstica
Pesquisa:
impressão de
segmento da
comunidade
sobre
diversidade
étnica e
cultural; com
solidado
2ª ETAPA
INSTRUMENTALIZAÇÃO
Leitura de Oficinas: Avaliação
diferentes Dança,
Formativa
gêneros
culinária,
textuais:
remédios
Aulas
caseiros,
expositiva teatro.
s, rodas de
leitura,
debates,
coreografias
3ª ETAPA
CULMINÂNCIA
Avaliaçã Releitura
Ensaios
o
de obras de e
Somativa arte,
apresentações
produção
de textos,
ilustrações
De 05/03
Até 23/04
30/03
23/04
De 13/02
Até 29/02
Até 19/04
De 09/03
Até
23/04
Semanal
Semanal
02 a 26
14 a 27
Avaliação da escola e dos
pais/responsáveis
26
1
O que (What)
Palestra: Direitos e
deveres da criança
(Estatuto da Criança
e Adolescente)
Regimento da escola:
direitos, deveres e
sanções
Como (When)
09/04/2012
Às 17h30
8 PLANO DE AÇÃO
Por que (Why)
Para garantir mais
igualdade
Para que (
)
Informar;
Socializar os Direitos
e Deveres;
Melhorar a
participação dos pais
na vida escolar.
Semana de
Quem (Who)
Oficina de remédios
caseiros
e culinária
Produzindo juntos
E trocando
informações e
conhecimentos.
Recortes de jornais e
revistas
)
Pais e alunos
Cópia dos direitos e
deveres para a agenda
escolar.
Cursista GPP, pais e
alunos.
Encarte com cópia
das receitas
Troca de experiência
Enfatizar as
contribuições
socioculturais,
econômicas, políticas,
valores e experiências
do povo negro e
indígena.
Durante o período de
execução dos trabalhos
(Abril)
Pesquisas
Apresentando
coreografias
Quanto (
Servir:
chá ou suco, e bolo.
Copos
Dinâmica
Rodas de leitura,
debates, coreografias,
Músicas: letra e
melodia
)
Dialogada
Leitura de diferentes
gêneros textuais
Mural
Quando (
Culminância
Por ser função social
da escola promover a
divulgação e
discussão do tema.
Por serem polêmicos.
Cursista GPP, alunos,
pais/responsáveis e
funcionários.
Compreender o texto
das músicas.
Papel AP, cola,
tesoura, fita adesiva,
revistas, jornais
impresso dos Direitos
e Deveres principais
para a agenda.
Cópia das letras;
Figurinos.
Maquiagem.
2
27
9- REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. MORALES, Danilo A. Q. (Coord.). A importância do ato de ler: em três
artigos que se completam. 42. ed. São Paulo: Cortez, 2001. (Questões da nossa época)
GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira e SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. O Jogo das
diferenças - O Multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte, Autêntica, 2000.
NOGUEIRA, João Carlos (Coord. Geral) Negros e Currículo. 2. ed. Florianópolis: Atilènde
(Núcleo de Estudos Negros). 2002. (Série Pensamento Negro em Educação)
NOGUEIRA, João Carlos (Coord. Geral). Os Negros, os Conteúdos Escolares e a
Diversidade Cultural. Florianópolis: Atilênde (Núcleo de Estudos Negros), 2002. (Série
Pensamento Negro em Educação)
SANTANA, Patrícia. Professoras negras: trajetórias e travessias. Belo Horizonte: Maza,
2004.
28
10- BIBLIOGRAFIA
MORIN, Edgar, (2000), Os sete saberes necessários à educação do futuro, São Paulo,
Cortez.
FERNANDES, Reynaldo. IDEB: monitoramento objetivo da qualidade dos sistemas a partir
da combinação entre fluxo e aprendizagem escolar. In: Em Questão4. O Plano de
desenvolvimento da educação. São Paulo: Ação Educativa, 2007a.
Guijarro, Rosa Blanco, (1999), Aprendendo na diversidade: implicações educativas,
disponível emhttp://www.entreamigos.com.br/textos/educa/aprendendodiversi.htm
PEREIRA, Anabela, (2003), Educação multicultural: Teorias e Práticas, Lisboa, Asa
Editores, S.A
GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira e SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. O Jogo das
diferenças - O Multiculturalismo e seus contextos. Belo Horizonte, Autêntica, 2000.
NOGUEIRA, João Carlos (Coord. Geral) Negros e Currículo. 2. ed. Florianópolis: Atilènde
(Núcleo de Estudos Negros). 2002. (Série Pensamento Negro em Educação)
_____________________________. Os Negros, os Conteúdos Escolares e a Diversidade
Cultural. Florianópolis: Atilênde (Núcleo de Estudos Negros), 2002. (Série Pensamento
Negro em Educação)
29
11-ANEXO
Para maiores informações com relação à nossa temática, conferir as mídias:
DVD – Tvescola. Literatura. Livros animados – A cor da cultura. Parte II. Vol. II. nº 22.
NORATO, Cobra. Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus:
Cooperdisc-Indústria de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD – Tvescola: Salto para o futuro. Linguagens Artísticas da Cultura Popular. Parte I.
Vol. II. nº 37. Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus:
Cooperdisc - Indústria de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD - TVescola: Salto para o futuro. Valores afro-brasileiros na educação. Parte I. Vol. II.
nº 39. Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus: Cooperdisc Indústria de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD - TVescola: Salto para o futuro. Valores afro-brasileiros na educação. Parte II. Vol. II.
nº 40. Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus: Cooperdisc Indústria de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD – Tvescola: Salto para o futuro. Escola e povos indígenas no Brasil. Parte I. nº 47.
Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus: Cooperdisc - Indústria
de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD – TVescola: Salto para o futuro. Repertório Afro-Brasileiro na escola. Parte I. nº 49.
Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus: Cooperdisc - Indústria
de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD – TVescola: Salto para o futuro. Conto e reconto: literatura e (re) criação. Parte I.
Vol. II. nº 49. Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus:
Cooperdisc - Indústria de Tecnologia Digital da Amazônia.
DVD – Tvescola: Salto para o futuro. Repertório Afro-Brasileiro na escola. Parte II. nº 50..
Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus: Cooperdisc - Indústria
de Tecnologia Digital da Amazônia.
30
DVD – Tvescola: Salto para o futuro. Conto e reconto: literatura e (re) criação. Parte II.
Vol. II. nº 50. Ministério da Educação/Secretaria de Educação à Distância. Manaus:
Cooperdisc - Indústria de Tecnologia Digital da Amazônia
FILMES:
Minha vida em cor de rosa.
Jane Elliott. Olhos azuis. Documentário (EUA).
A voz do coração.
Preciosa. Drama.
Cinderelas, lobos, príncipe encantado. Documentário (Brasil).
Escritores da liberdade.
CDs:
Gal Costa.
31
ANEXO 3
Música/Textos
E. M. “____________________________________”
NOME:
______/______/___________
___________________________________________________
Cabelo
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.
Quem disse que cabelo não sente?
Quem disse que cabelo não gosta de pente?
Cabelo quando cresce é tempo,
Cabelo embaraçado é vento.
Cabelo vem lá de dentro.
Cabelo é como pensamento.
Quem pensa que cabelo é mato.
Quem pensa que cabelo é pasto.
Cabelo com orgulho, é crina.
Cilindros de espessura fina.
Cabelo quer ficar pra cima:
Laquê, fixador, gomalina.
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.
Quem quer a força de Sansão?
Quem quer a juba de leão?
Cabelo pode ser cortado.
Cabelo pode ser comprido.
Cabelo pode ser trançado.
Cabelo pode ser tingido.
Aparado ou escovado,
Descolorido, descabelado.
Cabelo pode ser bonito,
Cruzado, seco ou molhado.
ANTUNES, Arnaldo. BENJOR. CD O melhor de Gal Costa.
Faixa 7. São Paulo:BMG, 1987. 3:32.
Sugestão: Leitura, interpretação, vivência, recorte e colagem de gravuras (tipos de cabelo)
32
E. M. “____________________________________”
NOME:
______/______/_________
___________________________________________________
13 DE MAIO
Era 13 de maio, Ivan levantou-se cedo, foi até o tanque e fez sua higiene matinal.
A água fria já não o incomodava tanto quanto há alguns anos, tempo em que estava na
primeira serie da escola e sua mãe lhe acordava à força para fazer a mesma coisa que está
fazendo agora, com tanto prazer!
Neste momento ele já sabia a importância disso!
Ele sentia que com o passar do tempo podia ver tudo com maior clareza! Como diria
sua mãe: “Está começando a virar gente!”.
Foi lembrando dessas coisas que ele começou a pensar que tudo na vida deveria ser
assim: primeiro a gente compreende a importância das coisas, depois a gente dá a elas o seu
devido valor.
Ivan estava na 5° Serie. Hoje sua primeira aula seria se História. Naquele dia estava
ansioso. Era costume a professora falar sobre a data comemorativa do dia. E aquele era o dia
13 de maio...
Ivan, um negrinho curioso e esperto, tinha ouvido falar que a história da abolição da
escravatura não estava bem contada. Ele queria mesmo conhecer a verdade!
Um amigo havia lhe dito que seus ancestrais negros é que fizeram o progresso do
Brasil no tempo da colônia e que foram os primeiros trabalhadores exploraram dessas terras.
Ele não sabia disso!
O amigo lhe falava de um tão Zumbi, que foi um negro danado de forte e inteligência
que lutou muito contra a escravidão nas terras de Palmares. Ele nunca tinha ouvido falar! Ele
estava se sentindo passado para trás! Porque seu amigo sabia de tudo aquilo e ele não?
Mas naquele dia, com certeza ele ficaria sabendo de tudo!
A professora entrou na sala. Os olhos de Ivan tinham um brilho diferente, seu coração
batia acelerado, afinal iria ser emocionante como o filme de micinho e bandido. Certamente
ela iria falar sobre a importância de Palmares, dos líderes negros que sobressaíram na luta
pela a liberdade dos escravos, da bravura desse povo resistindo ao massacre da sua cultura!
Que orgulho sentiria ser negro também!
E naquele momento veio à sua cabeça que ele havia descoberto pela manhã: só se dá
valor, a alguma coisa quando se conhece a importância que ela tem...
Uma esperança brotou no coração de Ivan... Os apelidos... As gozações... O
desrespeito...
Quem sabe?
Mas a professora entrou na sala e disse apenas:
“Copiem nos cadernos”.
Hoje è 13 de maio.
Salve a princesa Isabel!
Ela deu a liberdade aos escravos!
E a historia verdadeira? E a luta de seus ancestrais? E os líderes negros? Palmares? O brilho
dos olhos de Ivan apagou, mas a esperança de saber de sua história, não!
A afro-literatura brasileira construindo a identidade
33
E. M. “____________________________________”
NOME:
______/______/______
__________________________________________________
Incidente na raiz
Jussara pensa que é branca. Nunca lhe disseram o contrário. Nem o cartório.
No cabelo crespo deu um jeito. Produto químico e, fim! Ficou esvoaçante e submetido
diariamente a uma drástica auditoria no couro cabeludo, para evitar que as raízes pusessem
suas manguinhas de fora. Qualquer indício munia-se de pasta alisante ferro e outras que tais
e...
O nariz não havia nenhuma esperança de eficácia no método de prendê-lo com
pregador de roupa durante horas do dia. A prática materna não dera certo em sua infância.
Pelo contrário, tinha-lhe provocado algumas contusões de vasos sanguíneos. Agora, já moça,
suas narinas voavam mais livremente ao impulso da respiração. Detestava tirar fotografias
frontais. Preferia de perfil, uma forma paliativa, enquanto sonhava e fazia economia para
realizar operação plástica.
E os lábios? Na tentativa de esconder-lhes a carnosidade, adquirira um cacoete – já
apontado por amigos e namorados (sempre brancos) – de mantê-los dentro da boca. Sobre a
pele, naturalmente bronzeada, muito creme e pó para clarear.
Lá um dia, veio alguém com a notícia de “alisamento permanente”. Era passar o
produto nos cabelos uma só vez e pronto, livrava-se de ficar de olho nas raízes. Um gringo
qualquer inventara a tal fórmula. Cobrava caro, mas garantia o serviço. Segundo diziam, a
substância alisava a nascente dos pêlos. Jussara deixou-se influenciar. Fez um sacrifício nas
economias, protelou o sonho da plástica, e submeteu-se.
Com queimaduras químicas na cabeça, foi internada ás ressas, depois de alguns
espasmos e desmaios.
Na manhã seguinte, ao abrir com dificuldades os olhos, no leito do hospital, um
enfermeiro crioulo perguntou-lhe:
_Tá melhor, nega?
A afro-literatura brasileira construindo a identidade
34
E. M. “____________________________________”
NOME:
______/______/___________
__________________________________________________
Chico rei
Dos escravos de Vila Rica/MG, o que deixou maior nome para a posteridade foi Chico
Rei. Infelizmente, não existem documentos que possam comprovar a sua existência, mas a
história do seu destino maravilhoso continuou viva na boca do povo durante mais de dois
séculos.
Chico Rei era um rei africano que foi capturado junto com toda a sua tribo, no início
do século XVIII, e transportado para o Brasil. Durante a travessia do mar, morreram a sua
rainha, os seus filhos, com exceção de um, e muitos membros da tribo.
Aos poucos, os sobreviventes chegaram a Vila Rica, onde foram vendidos como
escravos para trabalhar nas minas de ouro. Com o correr do tempo, Chico Rei conseguiu
comprar a liberdade para o filho e para si mesmo, através de trabalho extra nas poucas horas
que tinha. Juntos, pai e filho, aos poucos, compraram a liberdade dos membros de sua
comunidade, até que todos ficaram livres.
Mais tarde, Chico Rei comprou uma mina: Encardideira, a qual o proprietário pensava
estar esgotada, mas Chico Rei teve a competência e o conhecimento suficiente de encontrar
um novo veio que deu ouro em abundância. Tornou-se fabulosamente rico e pôde tornar a
viver como rei de sua tribo. Como padroeira da tribo, escolheu Santa Efigênia, uma princesa
núbia cristã, e segundo a lenda, mandou construir uma igreja a ela dedicada. Todos os anos
era celebrada uma missa cantada nesta igreja, no dia 06 de janeiro. Nesta ocasião, as mulheres
negras polvilhavam os seus cabelos com ouro em pó para, depois da missa, enxaguá-los na pia
benta da igreja, dando deste modo, a contribuição anual do santuário.
Em seguida, um cortejo percorria as ruas de Vila Rica, formado pelos membros desta
comunidade, que dançavam as danças de sua pátria, acompanhados por música de
instrumentos africanos. O cortejo acabava na prisão, onde a nova rainha de Chico Rei
entregava presentes aos presos.
Esta festa era chamada Reinado do Rosário e, ainda hoje, é celebrada em alguns
lugares em Minas Gerais. Neste período, escolhem então, um homem e uma mulher para
serem rei e rainha por um dia.
Texto adaptado de Vila Rica – Ouro Preto, Verdades e Lendas; Gustafson, Maj.
Belo Horizonte; Uma Graphos impresora, 1993.
35
E. M. “____________________________________”
NOME:
______/______/__________
___________________________________________________
Curiosidades sobre nosso cabelo
De onde vem o cabelo
O cabelo que vemos e tocamos é a haste, que é a parte morta dos cabelos. Mas lá
dentro do couro cabeludo ele é cheio de vida e nasce numa estrutura da pele, chamada folículo
piloso. Em sua base fica o bulbo (ou raiz), donde se originam novas células. É da circulação
sanguínea que ele obtém água e nutrientes para produzir proteínas, principalmente a
queratina e a melanina, pigmentos que definem a cor.
Antes de chegar à superfície da pele, o fio recebe uma dose de lubrificante produzido por
glândulas sebáceas. Esse sebo é importantíssimo, pois, envolve o cabelo que vai nascer
formando uma película protetora contra agentes nocivos como o sol, secador, vento, piscina,
etc. É por isso, próximo ao couro cabeludo os fios são mais brilhantes e até saudáveis, em sua
melhor forma. Com o tempo, se não forem bem cuidados, perdem essa proteção, o que
denuncia o estrago das pontas.
Conheça as camadas dos fios
De fora para dentro, existem três camadas nos fios, cada uma com sua função:
Cutícula: é a parte externa. São tipo escamas que se sobrepõem, como se fossem telhas. Uma
espécie de cimento (as ceramidas). Se as escamas estão fechadas o cabelo reflete a luz que
incide sobre sua superfície e brilha, tem um toque macio e seu interior fica protegido.
Córtex: é a segunda camada, representa 70% da massa do fio. Aí são depositados os
pigmentos que dão cor aos cabelos. Também é o córtex que define a forma e o grau de
elasticidade dos cabelos.
Medula é a parte central, tem pouca importância na fibra do cabelo e alguns fios nem a
possuem.
A cor
É resultado da combinação de dois tipos de melanina; a granulada, que vai mais do
vermelho intenso ao amarelo pálido. A quantidade de cada uma dessas substâncias nos fios é
herdada pelos pais.
Saiba mais
As fases da lua (crescente, minguante, nova ou cheia) não interferem no corte dos
cabelos. O que pode interferir é a época do ano. No inverno, quando o sol se põe mais cedo, o
cabelo demora mais para crescer. Isso tem a ver com um hormônio chamado melatonina, que
atua no organismo durante a noite.
Agenda Feminina Tilibra; 2006. - www.tilibra.com.br
36
Palestra dialogada: Membro do Conselho Tutelar
37
Colando recortes de jornais, revistas.
Contação de histórias.
38
Download

ana lucia soares grativol - Água, Mulheres e Desenvolvimento