Jornal do CFFa Conselho Federal de Fonoaudiologia Ano XI – Número 42 – janeiro-março de 2010 Responsabilidade passada adiante Colegiado do CFFa se despede e mostra as conquistas de três anos de trabalho Página 12 Conselhos Federais na aprovação de novos cursos CFFa aprova duas novas especialidades CFFa é titular do Conselho Nacional de Saúde Página 7 Página 17 Página 19 Editorial 9º Colegiado do CFFa Gestão abril/2009 a abril/2010 DIRETORIA EXECUTIVA Leila Coelho Nagib – Presidente Silvia Maria Ramos – Vice Presidente Isabela de Almeida Poli – Diretora Secretária Sandra Maria Vieira T. de Almeida – Diretora Tesoureira CONSELHEIROS EFETIVOS Ana Claudia Miguel Ferigotti, Claudia Regina Charles Taccolini, Charleston Teixeira Palmeira, Isabela de Almeida Poli, Leila Coelho Nagib, Maria Áurea Caldas Souto, Maria do Carmo Coimbra de Almeida, Marlene Canarim Danesi, Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida e Silvia Maria Ramos CONSELHEIROS SUPLENTES Ana Claudia de Araújo Hein Rodrigues, Ana Luzia dos Santos Vieira, Daniele Andrade da Cunha, Denise Terçariol, Lia Maria Brasil de Souza, Luciana Ulhôa Guedes, Maria Carla Pinto Gonçalves, Maria Teresa Pereira Cavalheiro e Marilea Fontana COMISSÕES COMISSÃO DO MERCOSUL Maria do Carmo Coimbra de Almeida – Presidente, Marlene Canarim Danesi, Silvia Maria Ramos, Maria Aurea Caldas Souto, Denise Terçariol e Marilea Fontana COMISSÃO PERMANENTE DE ÉTICA Maria Aurea Caldas Souto – Presidente, Marlene Canarim Danesi e Silvia Maria Ramos COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO Ana Lúcia Rodrigues Torres – Presidente, Joelma Donato Camilo, Claudia Regina Charles Taccolini, Charleston Teixeira Palmeira e Silvia Maria Ramos COMISSÃO PERMANENTE DE TOMADA DE CONTAS Charleston Teixeira Palmeira – Presidente, Ana Claudia Miguel Ferigotti, Maria do Carmo Coimbra de Almeida, Maria Carla Pinto Gonçalves e Ana Luzia dos Santos Vieira COMISSÃO DE DIVULGAÇÃO e COMUNICAÇÃO VIRTUAL Silvia Maria Ramos – Presidente, Maria do Carmo Coimbra de Almeida, Charleston Teixeira Palmeira, Isabela de Almeida Poli, Marlene Canarim Danesi, Ana Claudia de Araújo Hein Rodrigues, Ana Luzia dos Santos Vieira, Marilea Fontana, Lia Maria Brasil de Souza, Daniele Andrade da Cunha e Luciana Ulhôa Guedes COMISSÃO DE ANÁLISE DE TÍTULO DE ESPECIALISTA E CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO – CATECE Ana Claudia Miguel Ferigotti – Presidente, Silvia Maria Ramos, Maria do Carmo Coimbra de Almeida, Isabela de Almeida Poli, Charleston Teixeira Palmeira e Daniele Andrade da Cunha COMISSÃO DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO E LEIS E NORMAS Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida – Presidente, Maria Áurea Caldas Souto, Isabela de Almeida Poli, Ana Claudia Miguel Ferigotti, Claudia Regina Charles Taccolini, Leila Coelho Nagib e Marilea Fontana COMISSÃO DE EDUCAÇÃO – CEDUC Marlene Canarim Danesi – Presidente, Leila Coelho Nagib, Maria do Carmo Coimbra de Almeida, Maria Aurea Caldas Souto, Maria Teresa Pereira Cavalheiro, Denise Terçariol, Daniele Andrade Cunha, Marilea Fontana e Luciana Ulhôa Guedes COMISSÃO DE SAÚDE Claudia Regina Charles Taccolini – Presidente, Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida, Ana Claudia Miguel Ferigotti, Isabela de Almeida Poli, Marlene Canarim Danesi, Maria Teresa Pereira Cavalheiro, Denise Terçariol, Ana Luzia dos Santos Vieira, Maria Carla Pinto Gonçalves, Luciana Ulhôa Guedes e Marilea Fontana JORNAL DO CFFa PRODUÇÃO EDITORIAL Liberdade de Expressão – Agência e Assessoria de Comunicação www.liberdadedeexpressao.inf.br Jornalista responsável – Patrícia Cunegundes (JP 1050 DRT/CE) Reportagem – Danilson Ramos e Livia Barreto Edição – Ana Luiza Aguiar / Revisão – Joíra Coelho Diagramação – Ana Helena Melo Capa e Ilustrações – Carlos Eduardo Carvalho IMPRESSÃO Dupligráfica Editora Ltda. TIRAGEM 40.000 exemplares PARA ANUNCIAR Tel. (0 ** 61) 3322-3332 e-mail: [email protected] Como entrar em contato com o Jornal do CFFa: SRTVS Qd. 701, Ed. Palácio do Rádio II – Bl. E, Salas 624/630 Tel. (0 ** 61) 3322-3332/3321-5081/3321-7258 Fax (0 ** 61) 3321-3946 e-mail: [email protected] Site: http://www.fonoaudiologia.org.br Pelo fortalecimento da profissão E ste é um editorial que difere dos demais que construímos. Diferente por ser um editorial de despedida da gestão 20072010, e de boas vindas à nova gestão que dará continuidade aos trabalhos iniciados, bem como instaurará novos projetos, com a marca do novo grupo. O Conselho Federal de Fonoaudiologia firma-se, a cada gestão como um espaço cada Diretoria do CFFa vez mais relevante e legítimo de representação profissional nacional e, por que não, internacionalmente? O Sistema dos Conselhos de Fonoaudiologia, formado pelos Regionais e o Federal, vive um momento de maior liga e aliança, o que só fortalece a profissão e o campo de trabalho que se amplia. Além dos Regionais, também fortalecem o Sistema as sociedades científicas, as associações, os sindicatos e as organizações não governamentais, que, representadas por profissionais especialistas, também vivem conosco um momento de proeminente aproximação, unidos por uma prática e um ideal: o de investir no desenvolvimento e na defesa da Fonoaudiologia. Esta é uma manifestação de gratidão e reconhecimento a todos que participaram dessa jornada de três anos que objetivou a escuta, a união nacional, a transparência, as iniciativas e práticas que resultaram nas diversas deliberações e empreendimentos e geraram várias Resoluções, Manuais e outros instrumentos que legitimam a Fonoaudiologia e que estão acessíveis em nosso site. Sabemos que alcançamos os objetivos expressos na plataforma que construímos antes da posse, com o apoio daqueles que foram exemplos de trabalho e de dedicação: nossos imprescindíveis funcionários, assessores, conselheiros, fonoaudiólogos colaboradores e todos que funcionaram como paralelas encantadas em nosso percurso. Temos muito orgulho de ter participado de uma gestão que permitiu uma espécie de ciranda anual de diretoria e de coordenações de comissões, objetivando que as oito jurisdições dos Conselhos Regionais representadas no Federal pudessem participar da diretoria e presidir as comissões, revelar a sua marca e produzir as suas impressões. Não precisamos elencar as pedras descobertas no trajeto, pois todas as decisões implicam caminhos e riscos. O importante é o que fizemos com elas. Construímos alicerces sólidos para belas edificações, que poderão ser constituintes de outras grandes construções. A opção desejável cria expectativas, mas deve ser praticada. Assim, corajosamente, assumimos nosso desejo, praticamos, permutamos, pessoas tão diferentes e tão iguais pelo mesmo ideal, o do desenvolvimento da nossa profissão, não um espectro que a distância muitas vezes se perpetua, mas a “mão na massa” para construir o que nos aguardava. E construímos: Novo Código de Processo Disciplinar e Regimento Eleitoral; Manual da COF; estudos, consultas e a criação de novas especialidades, outorgas de 1.605 títulos de especialistas; ampliação de documentos de orientações, manuais e ações relacionadas à Saúde Coletiva, bem como à Saúde Suplementar, entre outros. Temos muito orgulho do que foi realizado e temos a certeza de que os que chegam respeitarão essa história de trabalho e terão consideração às pessoas que o realizaram, são nossos amigos de sonhos e de realizações, e de profissão, corajosos amigos de “mão na massa”. Sejam bem-vindos! A Diretoria. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 3 Índice 12 Aumento dos números de sessões dos planos de saúde não vale para todos Capa Três anos de conquistas Gagueira e assédio moral 5 10 8 7 Pesquisa identifica genes que influenciam na gagueira Eleições Conselhos federais no reconhecimento de novos cursos de graduação 17 11 20 Disfonia ganha documento de orientação nos Estados Unidos 4 18 19 NASF CFFa oferece curso sobre processos licitatórios a funcionários CFFa é titular do Conselho Nacional de Saúde Fonoaudiologia e formação profissional Paraná necessita de mais fonoaudiólogos no NASF Conferência Nacional de Educação acontece em Brasília em março Novas especialidades: Disfagia e Fonoaudiologia Escolar/Educacional Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 23 Homenagem 24 Na prateleira fa-la 26 Voz do leitor 26 Aumento do número de sessões dos planos de saúde não vale para todos C om a recente revisão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, documento que regula a cobertura dos planos de saúde, consumidores e fonoaudiólogos devem ficar atentos. No caso dos atendimentos fonoaudiológicos, a medida ampliou de seis para 24 o número de consultas/sessões por ano de contrato, mas para uma lista restrita de doenças/ distúrbios. O Rol, regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foi atualizado pela Resolução Normativa – RN nº 211 de 12/1/2010, que entrará em vigor a partir de 7/6/2010. A resolução substitui a RN nº 167 e amplia a cobertura para mais 70 procedimentos de saúde, além dos já contemplados desde 2008, para planos contratados a partir de 1º/1/1999. O conjunto de doenças/distúrbios privilegiados com a revisão é definido na Instrução Normativa nº 25, de 12/1/2010– DIPRO/ANS, a diretriz de utilização do Rol. Os que não estão listados continuam apenas com a cobertura obrigatória de apenas seis consultas por ano de contrato. “Fonoaudiólogo e paciente são quem diz quantas sessões são necessárias. O limite quantitativo de consultas não pode ser imposto pela agência reguladora, é ilegal”, afirmou Daniela Batalha Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em entrevista ao Jornal do CFFa. O Idec considera que a existência do Rol tal qual concebido pela ANS contraria a Constituição Federal sobre o direito à saúde e também a Lei n° 9656/98, dos Planos de Saúde. Além disso, Daniela disse que as diretrizes de utilização esclarecem sobre os requisitos para uso de cada tratamento, mas em muitos casos limita o acesso, “como é o caso da Fonoaudiologia”. Daniela explicou que há jurisprudência favorável a pacientes que no momento da necessidade descobriram que o plano não cobria o atendimento do qual precisavam. “O plano vende a ideia de que vai estar pronto para agir quando for preciso, mas isto acaba não acontecendo”, disse. Aos profissionais, a advogada recomenda cautela e transparência. “É preciso esclarecer o paciente desde o início se todas as sessões serão cobertas pelo plano e dizer que há atendimento gratuito na rede pública.” Tanto a RN nº 211 quanto a IN nº 25 podem ser encontradas na íntegra no site da ANS na seção Legislação (www.ans.gov.br/portal/site/ legislacao/legislacao.asp). Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 5 Padronização Veja os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) válidos para os 24 atendimentos anuais A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou no dia 13 de novembro de 2009 a Instrução Normativa 38 (IN nº 38), que institui a Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS). A idéia é padronizar os códigos para procedimentos médicos. Desta forma todas as operadoras utilizarão os mesmo códigos, o que facilitará o intercâmbio de informações. Muitos fonoaudiólogos podem ter recebido correspondências das operadoras de saúde informando a implementação da TUSS e solicitando a utilização dos novos códigos de procedimentos. No entanto, esclarecemos que neste momento a TUSS refere-se unicamente a procedimentos médicos. Para saber mais sobre a TUSS, entre no site da ANS, www.ans.org. br, acesse o link Legislação e pesquise a IN nº 38. Para acessar a tabela TUSS, desça até o final da IN nº 38 e clique em Anexos. 1. Cobertura obrigatória de até 24 consultas/sessões por ano de contrato quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios: a. pacientes com perda de audição (CID H90 e H91); b. pacientes com gagueira (tartamudez) ou taquifemia (linguagem precipitada) (CID F.98.5 ou F.98.6); c. pacientes com transtornos específicos do desenvolvimento da fala e da linguagem (CID F80); d. pacientes com fenda palatal, labial ou labiopalatal (CID Q35, Q36 e Q37); e. pacientes com disfagia (CID R13); f. pacientes portadores de anomalias dentofaciais (CID K07); g. pacientes portadores de um dos seguintes diagnósticos: disfasia e afasia; disartria e anartria; apraxia; dislexia e disfonia (R47.0; R47.1; R48.2 e R48.0 e R49.0). 2. Para os casos não enquadrados nos critérios acima, a cobertura obrigatória é de seis consultas/sessões de fonoaudiologia por ano de contrato. Fonte: IN nº 25, de 12/1/2010– DIPRO/ANS ACÚSTICA ORLANDI IND. COM. E SERV. AUDIOLÓGICOS LTDA. Tel.: (14) 3104-1503 – Fax: (14) 3227-8211 [email protected] - www.acusticaorlandi.com.br Audiômetro AO-250D de fabricação própria com Registro na ANVISA n° 80100810004 Imitanciômetro AO-400R de fabricação própria com Registro na ANVISA n° 80100810005 6 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 Manutenção calibração e ensaio de todas as marcas de Manutenção, equipamentos audiológicos (audiômetros, imitanciômetros e cabinas audiométricas - inclusive BERA). Calibração Acreditada de Audiômetro e Imitanciômetro Ensaio Acreditado de Cabina Audiométrica Pesquisa identifica genes que influenciam a gagueira U ma pesquisa norte-americana divulgada no dia 10 de fevereiro identificou três genes que seriam responsáveis por parte dos casos conhecidos de gagueira. O estudo, realizado pelo Instituto Nacional de Surdez e outras Desordens de Comunicação (NIDCD, na sigla em inglês), foi publicado no New England Journal of Medicine (NEJM). O grupo de pesquisadores coordenado pelo médico Dennys Drayna observou famílias em que a gagueira era problema recorrente, no Paquistão, Inglaterra e Estados Unidos. Em estudo anterior, Drayna havia identificado uma região do cromossomo 12 como responsável pelo problema. Desta vez houve um refinamento e chegou-se a três genes. Cerca de 9% dos casos da amostra apresentam mutação em pelo menos um dos genes, tanto em famílias de gagos quanto em pacientes isolados. A alteração leva a um defeito na reciclagem celular, processo em que a célula degrada resíduos inutilizados para em seguida reaproveitá-los. Foram 123 paquistaneses gagos participando da pesquisa, 46 dos quais pertenciam às famílias examinadas no primeiro estudo, e o restante sem relação de parentesco. Outras 96 pessoas sem gagueira também participaram a título de comparação. A experiência foi refeita na Inglaterra e Estados Unidos com mais 546 pessoas. O próximo passo é um estudo epidemiológico no mundo inteiro para verificar a proporção de gagos com o mesmo caso de mutação. Conselhos federais no reconhecimento de novos cursos de graduação R rios serão levados em consideração junto A assessora técnica do CFFa, fonocom a avaliação do Instituto Nacional de audióloga Daniele Gomes, participou de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). treinamento do MEC para operar o sisteO Conselho Nacional de Saúde, a ma eletrônico e-MEC, ferramenta utilizada Ordem dos Advogados do Brasil e ou- para o contato entre conselhos e ministétros conselhos profissionais já assina- rio. “O e-MEC será um canal mais rápido ram o mesmo tipo de participação com para a emissão de análises sobre os curo MEC em anos anteriores. sos. É bom lembrar que o parecer é item Segundo Paulo Wollinger, a assi- complementar na avaliação, não condição natura do convênio vai contribuir para impeditiva às propostas”, disse. a educação superior no Brasil. “São os conselhos que têm a noção das demandas e vão fazer observações ao modelo de relatório que sugerimos”, afirmou. Silvia Ramos considerou a aproximação um avanço, pois propicia uma colaboração dos conselhos na avaliação para melhor formação dos futuros profissionais, atendendo o mercado de trabalho em todo o território nacional Paulo Wollinger e Silvia Ramos assinam o termo entre MEC e CFFa em reunião no Ministério conforme necessidades regionais. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 7 Luiz Felipe Mathias/COFFITO epresentantes de conselhos federais assinaram no dia 23 de março termo de colaboração com o Ministério da Educação (MEC) para participarem do processo de autorização e reconhecimento dos cursos de graduação no Brasil. Estiveram presentes a vice-presidente do CFFa, Silvia Maria Ramos, o diretor de regulação e supervisão da Secretaria de Educação Superior do MEC, Paulo Wollinger, e representantes dos conselhos federais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional , Biblioteconomia, Enfermagem e Odontologia. Serão 12 conselhos participando como órgãos consultivos para a autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos em suas respectivas áreas. Seus pareceres deverão analisar a pertinência, relevância e inovação da oferta do curso na região requerida pela Instituição de Ensino Superior (IES). Os relató- Gagueira e assédio moral por Dra. Silvia Friedman , Professora Titular do Curso de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo P 8 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 chacotas e solicitações funcionam como repetidos e dolorosos “arranhões” na imagem de falante de crianças e adultos. Mas, no contexto social, até o momento, isso parece não se mostrar suficientemente grave para merecer que se fale a respeito. Provavelmente por esse motivo, diante de brincadeiras e comentários que rejeitam as disfluências, os assediados se mostram tolerantes e agem como se levassem tudo na brincadeira. Mas é uma tolerância que incomoda, agride, fere e leva à formação de uma atitude defensiva que favorece novos assédios. Considerando essa situação especificamente do ponto de vista da criança, ao perceber continuamente que sua fala não é aceita, interioriza uma imagem negativa de si como falante e a aceita como se a merecesDivulgação ara colaborar com o Dia Internacional de Atenção à Gagueira-DIAG, o NEPFF- Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fluência de Fala, ligado à PUC-SP e ao Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica-CEFAC, desenvolveu em 2009 a seguinte campanha: Você sabia que rir da gagueira pode ser assédio moral? Assédio moral se refere ao uso de palavras, gestos, alusões ou não ditos, aparentemente inofensivos, que têm poder de desequilibrar ou até destruir uma pessoa. Essas situações ocorrem sem que aqueles que as presenciem nelas intervenham, de tal forma que o agressor pode enaltecer-se por rebaixar os demais e ainda fazer recair sobre o rebaixado a responsabilidade do que sucede (para saber mais, leia: Assédio Moral – a violência no cotidiano, de HIRIGOYEN, M.F, Ed. Bertrand Brasil, 2008). Assim, assédio moral é uma forma de comunicação que humilha uma pessoa e a transforma em vítima. No contexto da fala, isso ocorre com frequência no caso das disfluências, que, como todos sabem, facilmente evocam risos, imitações, apelidos e outras chacotas. Mas, infelizmente, muitas pessoas ignoram como e por que essas ações corriqueiras e socialmente aceitas podem machucar interiormente aquele que disfluiu, além de influenciar na constituição e manutenção de uma fala com gagueira. Também a fala infantil que apresenta disfluências, não raramente, evoca de pais, professores e adultos em geral as solicitações: “calma, pensa, respira, fala devagar” ou, ainda, o pedido para que a criança fale novamente, sem disfluir, sem que haja qualquer suspeita de que isso poderia, de algum modo, prejudicá-la. Tanto as chacotas quanto esse tipo de solicitação podem prejudicar aqueles a quem se dirigem, pelo fato de constituírem uma rejeição de fala. A rejeição se constitui porque essas reações não reconhecem o discurso como linguagem, pelo seu sentido, mas o reconhecem pela forma. É a forma que está sendo rejeitada, desprezada, ridicularizada. Estamos diante de uma ideologia de senso comum que vê a fluência como absoluta e como circunscrita ao falante e sustenta a interpretação da disfluência como sendo gagueira. Esses aspectos não ditos, mas subentendidos nas Campanha produzida pelo NEPFF- Núcleo de Estudos e Pesquisas em Fluência de Fala, ligado à PUC-SP e ao Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica-CEFAC se. Isso abala sua necessária confiança na capacidade de falar e gera sofrimento. É a partir dessa falta de confiança que se constitui o conhecido quadro da gagueira. Um quadro marcado pelo medo que o falante adquire de disfluir, em virtude das reações sociais, e pela consequência disso: a tentativa de evitar o aparecimento das disfluências, para poder permitir-se continuar falando sem decepcionar e envergonhar os outros. A gagueira pode assim ser entendida como subproduto de um tipo de assédio moral que, frequentemente, é totalmente involuntário, na medida em que, de fato, é motivado pela intenção de ajudar a criança que disflui a não disfluir. Isso aponta para a necessidade de aumentar a compreensão, no meio social, sobre modos saudáveis de lidar com a disfluência. Afinal, tratase de um acontecimento natural à fala tanto infantil quanto adulta, ligada a momentos em que o falante não elaborou inteiramente o que tinha a dizer. Autoconfiança Para não se tornar vítima do assédio sobre a forma da fala, o falante não deve se ver como responsável pelas brincadeiras ou comentários dos outros, nem se sentir culpado por disfluir ou gaguejar. Uma fala sem rupturas é apenas um mito da sociedade. Se você é pai e/ou professor, atenção para estas orientações: • respeitem a criança em sua forma de falar; • evitem valorar negativamente a disfluência; • reconheçam e afastem pessoas que direta ou indiretamente assediam a forma de fala de uma criança; • conversem com as crianças mostrando-lhes que dificuldades ao falar estão ligadas a seus estados emocionais como ansiedade, vergonha, medo. Dia Internacional de Atenção à Gagueira A última edição do Jornal do CFFa trouxe matéria sobre a campanha em alusão ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira, 22 de outubro. A campanha, de âmbito nacional, foi composta de diversas ações, atividades e eventos com o tema Gagueira na Escola e o slogan “Gagueira não tem graça. Tem tratamento”. A campanha foi realizada, em conjunto, pelo Instituto Brasileiro de Fluência (IBF), Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), CEFAC - Saúde e Educação, Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE-SP) e Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM - UFRJ). Um parceiro importante da campanha foi a Rede Globo, que produziu o comercial veiculado entre os dias 8 e 22 de outubro do ano passado. De acordo com Sandra Merlo, do IBF, e integrante da comissão organizadora da campanha, “não haveria como arcarmos com os custos de produção e veiculação deste comercial”. A Rede Globo é parceira da campanha há cinco anos e veicula a peça em rede nacional e internacional. O vídeo pode ser visto no Youtube, no endereço www. youtube.com/watch?v=09q31pRugCs&fe ature=player_embedded. Visibilidade internacional Ainda sobre a campanha do Dia Internacional de Atenção à Gagueira, no ano passado foi feita uma parceria com o Centro Peruano de Audición Lengaje y Aprendizaje (CPAL). “Isso indica que a campanha brasileira está se tornando referência na América Latina”, avalia Sandra Merlo. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 9 SBFa tem nova diretoria A nova Diretoria Executiva da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) tomou posse no dia 4 de janeiro deste ano. O grupo, que assume a gestão do biênio 20102011, foi eleito com 635 votos no pleito ocorrido entre os dias 6 e 22 de novembro do ano passado, do qual todos os associados puderam participar. A fonoaudióloga Mara Behlau foi eleita a presidente e a vice-presidente é Dóris Ruth Lewis. A equipe tem na Diretoria Científica Jacy Perissinoto e Letícia Lessa Mansur; na Tesouraria, Juliana Algodoal e Daniela Molini e na Secretaria as fonoaudiólogas Vera Mendes e Vera Lúcia Garcia. A diretoria pode ser contatada por meio do e-mail [email protected]. “A SBFa é o órgão máximo de representação científica da Fonoaudiologia brasileira, e quanto mais associados, mais fidedigna será essa representação e maiores as chances de participar das instâncias internacionais da profissão”, afirma a nova presidente. Em carta enviada aos associados, ela garantiu que o trabalho será feito com base em três pilares: identidade e exercício profissional, representatividade nacional e internacional e modernização da estrutura da sociedade. Mara defende a utilização de recursos de educação a distância e redes de contato para reduzir as dificuldades geográficas de acesso ao conhecimento. Entre as ações para 2010, está pre- vista a expansão do portal www.sbfa. org.br, com inclusão de vídeos sobre aspectos do conhecimento fonoaudiológico, e criação de cursos para Educação à Distância em diversas áreas. No 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia – marcado para 22 a 26 de setembro, em Curitiba – Mara diz que as atividades científicas serão mapeadas com a indicação do nível de complexidade (básico, intermediário e avançado) para contemplar os anseios dos estudantes. “Temos buscado maior participação estudantil e isso será ainda ampliado nesta gestão”, afirma. O tema do evento será Exercício profissional: bases teóricas, avanço e realidade nacional. A expectativa é de que haja dois mil participantes. Confira a nova composição da SBFa: Diretoria Executiva Presidente: Mara Suzana Behlau Vice Presidente: Dóris Ruth Lewis Secretário 1: Vera Lúcia Ferreira Mendes Secretário 2: Vera Lúcia Garcia Tesoureiro 1: Maria Juliana Amatuzzi de Oliveira Algodoal Tesoureiro 2: Daniela Regina Molini Avejonas Diretor 1: Jacy Perissinoto Diretor 2: Letícia Lessa Mansur Conselho Administrativo Fernanda Dreux Miranda Fernandes Ana Luiza Gomes Pinto Navas Ana Paula Berberian Vieira da Silva Carla Cardoso Hilton Justino da Silva Conselho Fiscal Zuleica Camargo Maria Thereza Mazorra dos Santos 10 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 Conselhos Ana Teresa Brandão de Oliveira e Britto Ângela Albuquerque Garcia Gabriela Coelho Pereira de Luccia Comissão de Ensino Haydée Fiszbein Wertzner Brasília Maria Chiari Carla Gentile Matas Cynthya Almeida Coradi Luciana Tavares Sebastião Conferência Nacional da Educação acontece em Brasília em março E ntre os dias 28 de março e 1º de abril de 2010, a capital federal recebe pessoas de todo o País para participar da última etapa da Conferência Nacional de Educação (Conae), organizada pelo Ministério da Educação (MEC). O tema deste ano é Construindo um sistema nacional articulado de educação: Plano Nacional de Educação, suas diretrizes e estratégias de ação. O evento foi precedido por etapas municipais, ocorridas no primeiro semestre de 2009, e estaduais, no segundo semestre. O Conae é um espaço regular de discussão do sistema educacional, aberto à participação de- mocrática. A composição da Comissão Organizadora Nacional foi estabelecida na Portaria Ministerial nº 10/2008. A comissão tem representantes do MEC, da Câmara e do Senado Federal, do Conselho Nacional de Educação e de organismos municipais, estaduais e federais da área. A Conae veio depois de três conferências nacionais setoriais: a de Educação Profissional, em 2006; a de Educação Básica, em 2008; e a de Educação Indígena, em 2009. O secretário executivo adjunto e coordenador da Conae, Francisco das Chagas Fernandes, diz que o intuito é avançar na colaboração entre municípios, estados e União. “Esta é a primeira conferência aberta à participação da sociedade civil e da classe política e com o poder de estabelecer diretrizes para a reformulação do Plano Nacional de Educação (PNE) ao final”, afirma. Para entidades que não participaram das etapas municipais ou estaduais, só é possível entrar na nacional como observadoras. Nesse caso, será permitido integrar colóquios e mesas de debate, mas não haverá poder de voto em plenárias. Para mais informações acesse www.conae.mec.gov.br Servidores do Sistema Conselhos participam de oficina sobre processos licitatórios N A oficina empolgou servidores, que demonstraram seu contentamento com o curso em uma Avaliação de Satisfação. A maioria dos participantes respondeu ‘sim’ às perguntas sobre se os ‘conteúdos atingiram os objetivos propostos pelo evento’ e se ‘a organização atendeu às expectativas’. Houve, ainda, por parte dos participantes, sugestões de novas oficinas tratando sobre ética, rotinas administrativas, auditoria, comissões em conselhos de classe e integração de normas administrativas entre os Regionais. Também foram registrados pedidos para que a Oficina de Licitação e Contratos do Sistema CFFa/CRFas fosse repetida com regularidade. João Paulo Biage/CFFa os dias 20, 21 e 22 de janeiro, no Naoum Express Hotel, aconteceu a 1ª Oficina de Licitação e Contratos do Sistema CFFa/CRFas. Mais de 30 servidores de todo o Brasil foram treinados em diversas situações de auditoria e licitação. Foram ministrados cursos de Licitação, Contratos Administrativos, Pregão Presencial e Eletrônico, Sistema de Registro de Preços e Adesão ao Comprasnet. CFFa e CRFas, em conjunto, viabilizaram a realização do curso. O curso foi focado no treinamento sobre processos licitatórios a assessores jurídicos, conselheiros e funcionários da área de licitação do CFFa e dos Conselhos Regionais. O palestrante foi o administrador e profissional da área de licitações Alexandre Veríssimo. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 11 Três anos de conquistas Este ano se encerra mais uma gestão do Conselho Federal de Fonoaudiologia. Uma nova eleição acontecerá para mais um mandato de três anos, até abril de 2013 I mportantes acontecimentos marcaram os últimos três anos na Fonoaudiologia e o CFFa esteve sempre acompanhando e intervindo nos momentos de relevância para a profissão. Para que o trabalho do conselho aconteça é preciso destacar a importância do funcionamento da máquina administrativa, que hoje conta com as servidoras Ana Lúcia Torres, Joelma Camilo e Ivanir Araújo e Daniele Cristina Gomes, esta última fonoaudióloga recém admitida por concurso público. Não podemos esquecer das Assessoras Micheline Reinaldi e Talita de Freitas, que deixaram o conselho este ano para assumir cargo público no DF. Veja como atuaram a diretoria e as comissões do Conselho e conheça o panorama atual do Conselho Federal de Fonoaudiologia. 12 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 Diretoria Metas cumpridas: A atribuição da Diretoria é executar as tarefas que são deliberadas pelo plenário e pelas comissões, e definidas em reuniões interconselhos de forma a regulamentar os documentos e materiais produzidos pelo colegiado. Além disso, os membros da Diretoria participam de reuniões nacionais de cunho político, além de representarem a Fonoaudiologia em colegiados nacionais que envolvem também outras profissões, tais como Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde (FCFAS), Fórum dos Conselhos de Profissões Regulamentadas e outros. A organização administrativa do Conselho Federal de Fonoaudiologia também é de responsabilidade da Diretoria. Um dos grandes avanços desta administração foi a implantação do Plano de Cargos e Salários dos servidores do CFFa. • Maior integração do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia, buscando a unidade do conjunto; • Aproximação com a esfera legislativa, agilizando o acesso de acompanhamento aos projetos e seus trâmites, a partir da implementação da assessoria parlamentar; • Maior contato e proximidade com as instâncias governamentais tais como Ministério da Saúde, MEC, Agência Nacional de Saúde; • Ampliação e fortalecimento junto às representações da Fonoaudiologia, tais como sindicatos, sociedades científicas e demais Conselhos da área da saúde; • Continuidade do trabalho de gestões os Estados Partes. 3ª, 5ª, 6ª e 7ª regiões. Uma das principais questões de debate é o Manual da Matriz Mínima, o conjunto comum de conhecimentos básicos a serem exigidos dos profissionais dos territórios do Mercosul para criar equivalência das diferentes formações. Em 2008, a presidente da comissão, Maria do Carmo Coimbra de Almeida, participou de mesas em eventos de outras profissões da Saúde, como a V Conferência Nacional de Educação Farmacêutica. A 19ª Reunião do SGT 11 aconteceu em Curitiba. Discutiu-se o “Parlamento do Mercosul”, que deve ser composto por parlamentares de todos os Estados Partes. Em maio de 2009 aconteceu em Florianópolis a 21ª Reunião do SGT 11. A Coordenadora do Fórum Permanente Mercosul, Maria Helena Machado, discursou sobre “As políticas de saúde e a livre circulação dos trabalhadores como desafios para a integração no Mercosul”. Além da Presidente Maria do Carmo, os demais membros da Comissão do Mercosul são Marlene Canarim Danesi , Silvia Maria Ramos , Maria Aurea Caldas Souto, Denise Terçariol e Marilea Fontana. Comissão Permanente de Ética A Comissão de Ética do CFFa tem caráter permanente e é a instância que processa e julga os processos éticos advindos dos Conselhos Regionais de Fonoaudiologia que se apresentam em grau de recurso, portanto, cumpriu as suas atribuições nesse colegiado e teve como principal conquista a revisão do Código de Processo Ético Disciplinar e a elaboração do Código de Processo Disciplinar, incluindo no documento, além dos processos éticos, os processos administrativos oriundos da Comissão de Orientação e Fiscalização. Esse trabalho foi construído democraticamente com a participação ativa de todos os regionais junto ao Federal, na presença dos conselheiros presidentes das Comissões de Ética e de seus assessores jurídicos. A comissão é composta pela presidente Maria Aurea Caldas e as conselheiras Leila Nagib, Marlene Canarim Danesi e Silvia Ramos. Comissão Permanente de Licitação A comissão é responsável por selecionar os contratos de prestação de serviço e compras do CFFa. Segundo a presidente, a servidora Ana Lúcia Rodrigues Torres, no início da gestão houve muito trabalho para renovar praticamente todas as atividades terceirizadas do Conselho. “A diretoria contratou um consultor especialista na área de licitação para auxiliar nesta demanda”, lembra. Neste último ano os serviços foram Arquivo/CFFa anteriores na garantia da autonomia da atividade fonoaudiológica prevista na Lei nº 6965/81; • Maior divulgação da profissão junto à assessoria de comunicação, aprimorando e inaugurando meios de comunicação entre o fonoaudiólogo, a população, os órgãos representativos e o Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia; • Fomento às discussões sobre as especialidades, que culminará possivelmente na criação de novas e que contaram com a contribuição da classe fonoaudiológica; • Ampliação da divulgação por meio de documentos orientadores sobre o campo de atuação profissional, tais como: Manual da COF, guias sobre a atuação do fonoaudiólogo nos núcleos de apoio a família (NASF); Orientações dos Conselhos de Fonoaudiologia para o Laudo Audiológico; Guia do Fonoaudiólogo em Saúde Suplementar, dentre outros; • Revisão e organização do novo Regimento Eleitoral, com a contribuição dos Conselhos Regionais; • Apoio à Comissão para regulamentação da atividade Telessaúde em Fonoaudiologia; • Efetividade de presença da diretoria em fóruns com demais conselhos de saúde para tratar de assuntos relevantes e que intercedem a todos; • Elaboração e implantação do plano de cargos e salários dos servidores do CFFa. Comissão do Mercosul Tem a finalidade de aproximar a realidade dos fonoaudiólogos brasileiros e de outros Estados Partes do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Para isto, visa inserir a Fonoaudiologia no Fórum Permanente do Mercosul, no Subgrupo de Trabalho 11 (SGT 11), grupo das profissões da Saúde que discutem esta compatibilização na área como um todo. Com a necessidade do CFFa de aprofundar as discussões sobre o tema, criouse a Comissão Interconselhos do Mercosul, com os CRFas que fazem fronteira com A principal conquista da Comissão de Ética foi a revisão do Código de Processo Ético Disciplinar Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 13 prorrogados por meio de termos aditivos. Eventuais compras de equipamentos estão sendo realizadas a partir de Atas de Registro de Preço. “São atas de órgãos públicos que mostram licitações já realizadas por eles. Se algo do que está na ata nos interessa, contatamos o órgão e o fornecedor para fazer a compra. Torna tudo muito mais ágil”, explica Ana Lúcia. Uma atividade importante no início de 2010 foi a realização da I Oficina de Licitações e Contratos do Sistema CFFa/CRFas, que atendeu a servidores e advogados do Sistema Conselhos, esclarecendo modo de funcionamento e figuras legais dos procedimentos licitatórios. A comissão é composta também pelos conselheiros Claudia Taccolini, Charleston Palmeira e Silvia Ramos, e pela servidora Joelma Donato Camilo. Comissão Permanente de Tomada de Contas (CTC) nidade em geral, a comissão trabalhou em diversos sentidos. É responsável pelo gerenciamento de conteúdo do site e do Jornal do CFFa e coordena os stands do Sistema dos Conselhos e temas dos espaços de debate do CFFa em eventos como o Encontro Internacional de Audiologia (EIA) e o Congresso Brasileiro de Fonoau- Representantes dos Conselhos Regionais e do Federal realizam reunião interconselhos durante o 17º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, em 2009 14 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 diologia, junto aos Conselhos Regionais. A comissão planeja as ações para as comemorações do Dia do Fonoaudiólogo e de outras datas comemorativas. Também elaborou, em conjunto com a assessoria de comunicação, imagens de divulgação da Fonoaudiologia e está programando uma reestruturação do site do CFFa para facilitar o acesso à informação. A comissão costuma se reunir com os conselhos regionais para organizar a participação do Sistema nos eventos de cunho nacional da fonoaudiologia. Os componentes da Comissão são a presidente Silvia Ramos e os conselheiros Maria do Carmo Coimbra, Charleston Palmeira, Isabela Poli, Marlene Danesi, Ana Claudia Hein, Ana Luzia Vieira, Marilea Fontana, Lia Brasil, Daniele Cunha e Luciana Ulhôa. Comissão de Divulgação e Comunicação Virtual Comissão de Análise de Título de Com a função de divulgar a atuação Especialista e Cursos de do CFFa aos fonoaudiólogos e à comu- Especialização (Catece) Danilson Ramos/CFFa O trabalho da comissão é acompanhar a contabilidade dos Conselhos Regionais e do Federal e dar transparência às prestações de contas. Em 2009 a comissão realizou seis reuniões. “Começamos por analisar as rotinas de trabalho e ajustar procedimentos para tornar a atividade mais eficiente”, explica o presidente da comissão, Charleston Palmeira. O estudo gerou uma modificação positiva no modo de trabalho, levando a uma maior agilidade. Com a idéia de fazer com que CRFas e CFFa funcionassem verdadeiramente como um sistema, a comissão também organizou em agosto de 2008 a I Oficina de Procedimentos Contábeis e Gestão Financeira do Sistema Conselhos. Foram dois dias de encontro entre contadores, advogados e membros da CTC. Charleston lembra também a I Oficina de Licitações e Contratos do Sistema CFFa/CRFas, feita pela Comissão de Licitação, que esclareceu e facilitou o trabalho contábil. Além do presidente, a comissão é composta pelas conselheiras Ana Claudia Ferigotti, Maria do Carmo Coimbra, Maria Carla Gonçalves e Ana Luzia Vieira. Durante a gestão deste colegiado, a equipe da Catece revisou a pontuação para a prova de títulos de especialidade, a partir de análise e estudo conjunto com a SBFa e ABA e realizou o 3º Concurso de Provas e Títulos para obtenção do título de especialista em Fonoaudiologia pelo CFFa. Fez a reestruturação da concessão e o registro de título de especialista profissional no âmbito do Conselho Federal de Fonoaudiologia ao elaborar a Resolução CFFa nº 359/08, condensando e adequando as Resoluções CFFa nº 268/01 e nº 321/06. Foram emitidos 409 títulos em 2007, 289 em 2008 e 709 em 2009 , nas áreas de especialidade reconhecidas pelo CFFa. Foram ao todo 1605 títulos, de abril de 2007 até fevereiro de 2010. Uma atividade importante foi a retomada do debate para criação das novas especialidades da Fonoaudiologia. A discussão foi precedida por estudos de viabilidade e resultou na consul- Comissão de Orientação e Fiscalização e Leis e Normas (COF) Divulgação ta pública disponibilizada no site do CFFa. Na consulta, os fonoaudiólogos puderam expressar sua opinião sobre as propostas, nomenclaturas competências, área do conhecimento e função de cada especialidade, bem como sugerir novas especialidades a serem reconhecidas. A equipe da Catece foi presidida pela conselheira Ana Claudia Miguel Ferigotti e composta pelos conselheiros Silvia Ramos, Maria do Carmo Almeida, Isabela Poli, Charleston Palmeira e Daniele Cunha. da realiza ção de pro va de pro trangeira. ficiência de língua esA PROVA DE PROF GUESA ICIÊNCIA teve seu DA LÍNGU s critério A PORTUCFFa, que s definid , por me os em 200 io de con tabeleceu 2, pelo sulta aos : Regionai s, es• Interpret ação de texto lite • Produç rário; ão de tex to, na qua conhecime l serão ava ntos gra liad maticais sição de os os e a clarez ideias; a na exp o• Entrevista para ava liação de Em Bueno desempen s Aires, no ho oral. foi realiza dia 10 de da reuniã setembro o da (Cifon deliberad de 2005, s) (definir o que, par ), na qua a o exercíc audiologia l foi io profissi no Merco onal da Fon sul, faz-se são do cur onecessária so univer sitário, e a conclu de licenci que o títu atura (co lo univer ncedido equivale sitá no rio Uruguai ao título e na Argent de fonoau ina) diólogo (Br asil). CADAST ORIENTAÇÕES DOS CONSELHOS DE FONOAUDIOLOGIA RO PA RA EXERCÍC MATRIZ IO PROF MÍNIM PARA O LAUDO AUDIOLÓGICO A ISSIONAL Uma das – discussõe rum Me s de ma rcosul é ior relevân a Matriz cia no Fóé o registr Mínima. o que con A Matriz templa 2009 mentais ABRIL Mínima dados mín para o exe imos fun rcício pro a O âmbito dalOgia par do Merco fissional FOnOaudiO sul, com em Saúde giCOs pós-gradu selhOs de o a forma tes audiOló no ação, lato es dOs COn ção (gradu çãO de tes e stricto Orientaçõ e disciplina na realiza ação e sensu) e aCústiCO r. a condut ambiente a étic Sendo ass a im, a final dronizar ida de da Ma OUTU e interca triz Mínima 10 BRO mbiar info sionais da é paMARÇO 20 rmações Saúde, dis sobre os ponibiliza de Saúde profisndo-as aos e Estado s-P Min C art istérios LAS es. Em PR futuro pró S O IFIC se cadast CE ximo, os fonoau rar e ter DIM AÇdióÃlogos pod o trânsi MercoCsul ONS EtoNpro Sistema . EL fissionalO B erão TO HOS dos Con S E facilitaRdoAno selhos d SIL FE w M AUDIOMETRIA TONAL, LOGOAUDIOMETRIA E MEDIDAS DE IMITÂNCIA ACÚSTICA ACÚSTICO AMBIENTE A DE TESTE /SAL EM CABINA GUIA DO EM SA FONOAU DIÓ ÚDE S UPLEM LOGO ENTA R DER AL A comissão trabalhou em diversas frentes, como a reformulação do Manual da COF e a produção da Recomendação de Prontuário, criada a partir do estudo do manual e de experiências de outros áreas profissionais. A COF formulou, ainda, diversas Resoluções, como a n° 356/08, sobre a competência do fonoaudiólogo para atuar nas disfagias orofaríngeas, n° 352/08, sobre a atuação em motricidade orofacial com finalidade estética, e a n° 357/08, sobre competência do fonoaudiólogo para atuar na prevenção, avaliação e reabilitação dos transtornos do processamento auditivo. Com intuito de unificar procedimentos de fiscalização, a COF elaborou junto com os Conselhos Regionais a Ficha de Verificação Fiscal, testada pelos próprios fiscais regionais durante o seu processo de elaboração. O documento deve servir como instrumento e parâmetro de fiscalização nas diferentes regiões. Alguns dos temas de importância debatidos pela COF foram a reabilitação labiríntica, o soro fisiológico e a disfagia, além da publicação de parecer sobre espirometria. Após a publicação da Resolução 364/09, sobre o nível de pressão sonora das cabinas e salas de testes audiológicos, houve estudos e foi aprovada JAN ER EGIO EIR DE ww.fon e EIR o a u d i o l Fonoaudiologia ara sab OAU A DPE ogia.or er mais , acesse g.br DIO www.m LOG ercosul FON .gov.br. IA OAU DIO 010 2008 FON NAIS O2 FONOAUD E M E R CI O L O G I A OSUL LOG IA Manuais e guias do CFFa publicados durante a gestão 2007/2010 tratando de diversos aspectos da atuação profissional a aquisição de decibelímetros para as ações de fiscalização dos Regionais. Os aparelhos ajudarão a averiguar as condições das cabinas. A COF tem como presidente a conselheira Sandra Vieira, e é composta pelas conselheiras Maria Áurea Caldas, Isabela Poli, Ana Claudia Ferigotti, Claudia Taccolini, Leila Nagib e Marilea Fontana. Comissão de Educação (Ceduc) Incumbida de acompanhar questões que envolvem Educação e Saúde, a equipe discutiu temas bastante abrangentes. “Em geral, a Fonoaudiologia não trabalha com Educação. A comissão teve como prioridade mudar esta visão, houve aproximação do Ministério da Educação (MEC) e o CFFa teve maior empenho nas questões da área”, diz a presidente da Ceduc, Marlene Canarim Danesi. O Telessaúde ganhou uma comissão específica e teve resolução aprovada. A carga horária dos cursos de Fonoaudiologia foi debatida entre Conselhos, Instituições de Ensino Superior (IES), Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) e parlamentares. Segundo entendimento do grupo, a Lei do Estágio precisa de alterações pois interfere nos estágios do Sistema Único de Saúde (SUS). A Residência Multiprofissional foi acompanhada em espaços como o Congresso da Rede Unida, e segundo um técnico do MEC, devem se tornar mestrados profissionalizantes. A Ceduc elaborou documentos para argumentar a alteração do Projeto de Lei n° 3512/08, sobre a regulamentação da Psicopedagogia, e junto aos CRFas deve realizar no próximo ano oficinas de capacitação sobre o fonoaudiólogo na escola. Outro assunto acompanhado de perto é o PET-Saúde, dos ministérios Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 15 Danilson Ramos/CFFa Assessores jurídicos dos CRFas se reúnem com representantes do CFFa em Brasília em abril de 2009 da Saúde e da Educação. A Comissão conta com as conselheiras Leila Nagib, Maria do Carmo Coimbra, Maria Áurea Caldas, Maria Teresa Cavalheiro, Denise Terçariol, Daniele Andrade, Marilea Fontana e Luciana Ulhôa. Comissão de Saúde Devido à grande atividade e diversificação de temas, a Comissão des- membrou os assuntos de Audiologia e Saúde Suplementar em subcomissões da Saúde. A presidente Claudia Taccolini destaca como ponto forte a boa integração entre os conselheiros do CFFa e o trabalho de articulação com os Conselhos Regionais. As prioridades da Comissão envolveram também temas da Saúde Coletiva: atuação do fonoaudiólogo na Atenção Básica, especialmente no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), atenção à saúde do idoso e registro de procedimentos por fonoaudiólogos que atuam nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). A comissão coordenou a elaboração de vários materiais como a terceira versão da Classificação Brasileira de Procedimentos em Fonoaudiologia, a orientação dos Conselhos para o Laudo Audiológico, a orientação sobre ambiente/cabina, o guia de Saúde Suplementar e o folder de NASF. Orientações sobre os procedimentos da tabela SUS foram fornecidas no Jornal do CFFa n° 40, reduzindo dúvidas freqüentes no Fale Conosco do site do CFFa. Também foi publicado folder sobre envelhecimento e disfagia em conjunto com o Ministério da Saúde, contendo orientações importantes à população. Membros dessa comissão integraram comissões do Conselho Nacional de Saúde (CNS), participaram de mostras, seminários, encontros e grupos de trabalho. Junto aos Regionais, a Comissão publicou o parecer sobre balizadores de tempo de tratamento, parâmetro essencial para as propostas levadas à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para modificação do Rol de Procedimentos. Eleição no Conselho CRFa 5ª Região 16 Federal em abril tem novo colegiado No dia 08 de abril será eleito o novo colegiado do Conselho Federal de Fonoaudiologia, composto por dez conselheiros efetivos e dez suplentes. A posse dos novos integrantes acontecerá no dia 21 de abril. A partir dessa data, o colegiado elegerá, entre os conselheiros efetivos, o presidente do CFFa, o vice-presidente, o diretor-secretário e o diretor-tesoureiro da instituição. A eleição ocorre da seguinte maneira: um representante de cada um dos oito Conselhos Regionais irá a Brasília no dia da eleição para analisar o processo e a documentação das chapas inscritas, registrá-las e então votar. O resultado será conhecido no mesmo dia. A eleição do colegiado do CFFa acontece a cada três anos. Na edição anterior do Jornal do CFFa, foram divulgados os resultados das eleições dos Conselhos Regionais, à exceção da 5ª Região, pois a apuração ocorreu no dia 23 de dezembro. Publicamos, agora, o resultado da eleição do CRFa 5ª Região para o triênio 2010/2013, que teve a participação de 1812 votantes. Confira abaixo os conselheiros efetivos do novo colegiado. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 Chapa única: Fono em Ação Silvia Maria Ramos (GO), Edna Maria de Sena Rocha (GO), Liliane Teles (GO), Wagner Tavares e Silva (GO), Claudia Cruvinel Câmara (GO), Rodrigo Dornelas do Carmo (DF), Tatiana Leonel da Silva Costa (DF), Márcia Regina Salomão (PA), Renata Collicchio F. Costa (TO), Thelma de Alcântara P. Lima (AM). Novas especialidades: Disfagia e Fonoaudiologia Escolar/Educacional por Ana Cláudia Ferigotti, Conselheira do CFFa O Conselho Federal de Fonoaudiologia, subsidiado nas reflexões e deliberações dos Conselhos Regionais, nas contribuições das instituições científicas e acadêmicas envolvidas no processo e nas manifestações da comunidade fonoaudiológica aprovou o reconhecimento como áreas de especialidade da profissão a Fonoaudiologia Escolar/Educacional e a Disfagia, na 22º. Sessão Plenária Extraordinária , no dia 20 de março. Para a aprovação das novas especialidades, foram considerados os aspectos técnico-científicos, culturais, éticos e ocupacionais da profissão, as manifestações dirigidas ao Conselho Federal e os estudos realizados pelo Sistema Conselhos de Fonoaudiologia desde 2008 relativos à atualização e criação de no- fa-la vas áreas de atuação fonoaudiológica, sempre com o objetivo de acompanhar o dinamismo da profissão. Durante esse processo, o Sistema dos Conselhos de Fonoaudiologia por meio da constituição de grupos de trabalho com representantes de cada regional, solicitou a colaboração da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Academia Brasileira de Audiologia, Instituto Brasileiro de Fluência, Associação Brasileira de Gagueira, Instituições de Ensino Superior, especialistas nas áreas e fonoaudiólogos, por meio de seus Conselhos Regionais. Além disso, consulta pública acerca do tema especialidades foi disponibilizada no período entre 07 de outubro e 23 de novembro de 2009 com o objetivo de que a comunidade fonoaudiológica pudesse se manifestar em relação às propostas de novas áreas de especialidades, nomenclaturas, competências, área do conhecimento e função, bem como se manifestar em relação a outras especialidades e áreas de atuação fonoaudiológicas que entendessem poder vir a ser reconhecidas. As propostas também foram objeto de debate no 17º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia e I Congresso Ibero-Americano de Fonoaudiologia realizado de 21 a 24 de outubro de 2009 em Salvador. Após o levantamento e a análise dos dados apontados na consulta pública acerca da inserção do termo Fonoaudiologia nas nomenclaturas das especialidades já reconhecidas pelo CFFa, aproximadamente 85% se manifestaram favoráveis pela manutenção dos nomes das mesmas. Relativo às propostas de criação de outras especialidades na área da Fonoaudiologia – Fonoaudiologia Escolar/ Educacional; Fonoaudiologia da Fluência; Fonoaudiologia do Trabalho e Fonoaudiologia em Disfagia - verificou-se que as manifestações sinalizaram para o fato de que as áreas da Disfagia e da Fonoaudiologia Escolar/Educacional possuem complexidade e acumulo de conhecimentos que transcendem o aprendizado do curso de graduação, apresentam relevância epidemiológica e demanda social definida e reúnem conhecimentos que definem um núcleo de atuação própria. As demais especialidades continuarão sendo objeto de estudos e análises. No item da consulta pública que se referiu a Sugestão de outras especialidades, embora alguns fonoaudiólogos tenham se expressado, nenhuma outra sugestão de nova especialidade para a área da Fonoaudiologia apareceu de forma sistemática. As novas especialidades serão normatizadas a partir da publicação das resoluções do CFFa no Diário Oficial da União. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 17 Fonoaudiologia e formação profissional Visão panorâmica da participação de cursos de Fonoaudiologia nos Programas Nacionais voltados à formação profissional em saúde O Conselho Federal de Fonoaudiologia buscou informações junto ao Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES), da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde – SGTES, do Ministério da Saúde, sobre a participação dos cursos de graduação em Fonoaudiologia no Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (PRÓ - SAÚDE) e Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET - SAÚDE). Respondendo prontamente a solicitação do Conselho, a diretora do DEGES, Ana Estela Haddad, enviou informações detalhadas e precisas sobre a participação da Fonoaudiologia nesse programas, conforme os gráficos que estão apresentados neste jornal. O CFFa já solicitou, também, informações sobre a participação da Fonoaudiologia nos projetos PET-SAÚDE que foram aprovados em 05 de fevereiro, para a execução no biênio 2010/2011. Ana Estela Haddad destacou que a iniciativa do CFFa “demonstra seu comprometimento com a qualidade da educação na saúde”, o que faz dele “mais um parceiro nas articulações” que dizem respeito à saúde no Brasil. Saiba mais O Pró-Saúde é um programa que oferece recursos financeiros de até três anos para projetos que mostrem capacidade de transformação do modelo de formação por meio de articulações entre IES e serviços públicos de saúde. Criado em 2005, o programa tem como objetivo mudar o foco da formação profissional, geralmente centrada na doença, para uma perspectiva voltada para o desenvolvimento social de maneira integral. Em sua primeira fase, denominada PróSaúde I, o programa selecionou 89 cursos, com destaque para Medicina, Enfermagem e Odontologia. Em 2009, foram incluídos 265 cursos da área de saúde, entre eles Fonoau- 18 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 diologia. Dos 68 projetos aprovados, 17 são ligados diretamente à área. Uma das estratégias de execução do PróSaude é o PET- Saúde, que contempla ações básicas de acordo com as necessidades do SUS e oferece bolsas para ações que visam à educação pelo trabalho, com integração entre ensino, serviço e comunidade. No ano passado, nove projetos da área de Fonoaudiologia foram selecionados. Projetos PRÓ-SAÚDE II com cursos de Fonoaudiologia Nordeste 1 2 3 Sudeste 1 BA CE PE Universidade Federal da Bahia/SMS de Salvador Universidade de Fortaleza/SMS de Fortaleza Universidade Federal de Pernambuco MG 2 MG 3 4 MG MG 5 RJ 6 SP 7 SP 8 SP 9 SP 10 SP 11 12 Sul 1 2 SP SP Instituto de Ciências da Saúde (Funorte)/SMS de Montes Claros Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais/ Campus BH/ SMS de Belo Horizonte Universidade de Uberaba/SMS de Uberaba Universidade Federal de Minas Gerais/SMS de Belo Horizonte Universidade Federal do Rio de Janeiro/ SMS do Rio de Janeiro e SMS de Piraí Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa São Paulo/ SMS de São Paulo Pontifícia universidade Católica de SP/ Campus Monte alegre-SP/ SMS de São Paulo Universidade Federal de São Paulo/ SMS de São Paulo e SMS de Embu Universidade de São Paulo/ Campus Bauru/ SMS de Saúde Bauru Universidade de São Paulo/ Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/ SMS de Ribeirão Preto Universidade do Sagrado Coração/ SMS de Bauru Universidade Estadual de Campinas/ SMS de Campinas RS SC Universidade de Passo Fundo/ SMS de Passo Fundo Universidade do Vale do Itajaí/ SMS de Itajaí Fonte: DEGES/ SGTES/ MS Projetos PET-Saúde 2009 com cursos de Fonoaudiologia UF Instituição de Ensino Superior CE PE MG SP Universidade de Fortaleza Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal de São Paulo Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Pontifícia Universidade Católica de Campinas Universidade de São Paulo Universidade de São Paulo Universidade Federal de Santa Maria e Centro SP SP SP SP RS Secretaria Municipal de Saúde Fortaleza Recife Belo Horizonte São Paulo São Paulo Campinas Riberão Preto São Paulo Santa Maria Fonte: DEGES/ SGTES/ MS CFFa é titular do Conselho Nacional de Saúde responsável por elaborar o cronograma de transferência de recursos aos Estados e Distrito Federal, acompanhar a atuação do setor privado e ampliar o controle social do Sistema Único de Saúde (SUS). “Estamos no maior órgão de controle social da Saúde, com funções definidas por lei”, afirma Denise. O Conselho reúne-se ordinariamente 12 vezes por ano. É regulamentado pela Lei n° 8.080/90, que trata das condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, organização e funcionamento dos serviços correspondentes, e pela Lei n° 8.142/90, que garante a participação da sociedade na definição, acompanhamento da execução e fiscalização das políticas de saúde. Denise Torreão é a representananuncio116x116mm.ai 1 08/03/10A fonoaudióloga 15:31 te do CFFa no CNS C M Y Controle social CM O CNS é um órgão permanente e deliberativo ligado ao Ministério da Saúde. Ele reúne governo, instituições privadas e sociedade civil participando da formulação e da aplicação da Política Nacional de Saúde, inclusive em questões financeiras. É um mecanismo que visa à integração e à gestão democrática da saúde no País e é MY CY CMY K Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 19 CFFa N o final de 2009, o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) foi eleito membro titular do Conselho Nacional de Saúde (CNS) para o triênio 2009-2012. “É uma grande conquista, fruto de construção e trabalho contínuos dentro deste espaço”, afirmou a fonoaudióloga Denise Torreão, representante do CFFa no CNS. De 2003 a 2006, o CFFa havia atuado como segundo-suplente no CNS, e de 2006 a 2009 como primeiro-suplente. A eleição aconteceu no dia 25 de novembro e, junto com o CFFa, outras outras entidades e movimentos sociais também passaram a compor o Conselho. O segmento dos Prestadores de Serviço e o dos Trabalhadores, do qual o CFFa faz parte, teve consenso na escolha de seus representantes, resultando em uma eleição por aclamação. Além desses, o CFFa participa dos segmentos dos usuários e dos gestores. Os novos representantes tomaram posse no dia 10 de dezembro no Palácio do Buriti, em Brasília. Na ocasião foi eleita a nova Presidência e a Mesa Diretora do CNS, sendo escolhido o conselheiro Francisco Batista Júnior como presidente da entidade. Disfonia ganha documento de orientação nos Estados Unidos N o dia 2 de setembro de 2009 foi publicado nos Estados Unidos o primeiro documento nacional oficial de orientação aos profissionais que lidam com a rouquidão, ou disfonia. Apresentado como uma recomendação, o texto foi produzido por 24 profissionais de saúde de diversas áreas, entre as quais a Fonoaudiologia, Otorrinolaringologia e Medicina da Família, e por representantes dos consumidores. Os fonoaudiólogos convidados foram Joseph C. Stemple e Edie R. Hapner. A recomendação foi feita pela American Academy of Otolaryngology – Head and Neck Surgery Foundation (AAOHNSF), entidade estadunidense que representa 13 mil profissionais do tratamento de ouvido, nariz, garganta, cabeça e pescoço. O objetivo é orientar a todos que eventualmente tratem de pacientes com qualquer tipo de rouquidão, a não ser as causadas por laringectomia parcial ou total, “ anomalias craniofaciais, insuficiência velofaríngea ou disartria. No Brasil, a iniciativa está sendo divulgada por meio de um resumo feito pela presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaugiologia (SBFa) e da International Association of Logopedics and Phoniatrics (IALP), Mara Behlau. O documento conceitua rouquidão como um sintoma e disfonia como um diagnóstico. Cita dados de que há 20 milhões de pessoas roucas nos EUA e diz que um terço da população apresentará algum problema vocal durante a vida. Há 50% mais casos entre as mulheres, e maior predominância entre os oito e 14 anos, nos idosos e nos profissionais da voz. A publicação assume que a disfonia afeta vários aspectos da vida, afetando negativamente a comunicação e qualidade de vida. Mesmo os quadros benignos necessitam ser avaliados. Classifica os diagnósticos em três níveis, com a disfonia afeta vários aspectos da vida, afetando negativamente a comunicação e qualidade de vida 20 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 “ parâmetros de risco e evidência científica em cada caso. O primeiro nível, a recomendação forte, é quando o médico deve seguir o indicado a menos que haja motivo que o impeça. É acompanhado por extensa evidência científica, e os benefícios do procedimento sugerido superam seus riscos. O segundo nível é chamado apenas de recomendação. Os profissionais devem observar o indicado, mas têm maior flexibilidade em relação a novas informações e preferências do paciente. Aqui, os benefícios ainda excedem os riscos, mas há menos suporte científico. O último nível, recomendação opcional, é para casos em que há maior liberdade de decisão médica, da qual o paciente pode participar mais ativamente. Há pouca ou nenhuma evidência científica, ou poucas vantagens significativas entre um tratamento e outro. As recomendações tiveram ainda uma classificação de acordo com as características dos estudos e recursos aplicados a cada uma, da seguinte maneira: A, estudos clínicos controlados ou estudos de diagnóstico realizados com população semelhante ao grupo-alvo da recomendação. B, estudos clínicos controlados, ou de diagnóstico com pequenas limitações, ou evidência consistente e massiva ad- vinda de estudos observacionais. C, estudos observacionais (caso-controle e coorte). D, opinião de especialistas, série de casos ou análises de princípios básicos (pesquisas in vitro ou estudos com animais). X, situações excepcionais, nas quais a validação de estudos não pode ser realizada e onde há uma clara preponderância de benefício sobre o risco. Para os autores, a publicação não substitui o exame clínico e nem pretende ser a única a orientar profissionais da Saúde, mas é um primeiro recurso, elaborado em firmes bases. Foram listados onze aspectos relacionados à disfonia, quatro deles como recomendações contrárias e um como opcional, todos acompanhados dos graus dos estudos que os embasam. Acompanhe a seguir. Procedimentos destacados para casos de disfonia 1. Diagnóstico: a rouquidão (disfonia) 3A. Laringoscopia e rouquidão: os deve ser diagnosticada em pacientes com alteração de qualidade vocal, frequência, intensidade ou esforço vocal, que impeça a comunicação ou reduza a qualidade de vida nos aspectos relacionados à voz. Recomendação-Grau C. médicos podem fazer ou encaminhar para laringoscopia um paciente com rouquidão, em qualquer momento. Opcional–Grau C. 3B. os médicos devem realizar ou encaminhar para laringoscopia um indivíduo com rouquidão há mais de 3 meses ou com rouquidão de qualquer duração quando há suspeita de uma causa séria. Recomendação–Grau C. 2. Investigação de fatores relacionados: investigar a partir de avaliação física ou história do problema se houve cirurgias recentes envolvendo o pescoço ou o nervo laríngeo recorrente, intubação endotraqueal recente, radioterapia na região do pescoço, tabagismo ou uso profissional da voz. Recomendação-Grau C. 4. Diagnóstico por imagem: os médicos não devem solicitar tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) de pacientes com queixa primária de rouquidão antes de se visualizar a laringe. Recomendação contrária– Grau C. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 21 5A. Medicação anti-refluxo e rouquidão: os médicos não devem prescrever drogas anti-refluxo para pacientes com rouquidão sem sinais ou sintomas de Doença do Refluxo Gastresofágico (DRGE). Recomendação contrária–Grau B. 5B. Os médicos podem prescrever drogas anti-refluxo para pacientes com rouquidão e sinais de laringite crônica. Opcional – Grau C. 6. Corticosteróide: os médicos não devem prescrever corticosteróide oral rotineiramente para tratar rouquidão. Recomendação contrária–Grau B. 7. Terapia Antimicrobiana: os médicos não devem prescrever an- tibióticos rotineiramente para tratar rouquidão. Recomendação contrária forte–Grau A. 8A. Laringoscopia antes da terapia vocal: os médicos devem visualizar a laringe antes de prescrever terapia vocal, além de documentar e comunicar os resultados ao fonoaudiólogo. Recomendação–Grau C. 8B. Advogar a favor da terapia vocal: os médicos devem advogar a favor da terapia de voz para pacientes com uma rouquidão (disfonia) que reduz a qualidade de vida nos aspectos relacionados à voz. Recomendação forte–Grau A. 9. Cirurgia: os médicos devem advogar a favor da cirurgia como opção terapêutica para pacientes com rouquidão quando há suspeita de: 1) malignidade laríngea, 2) lesões benignas laríngeas, ou 3) insuficiência glótica. Recomendação-Grau B. 10. Toxina botulínica: os médicos devem prescrever ou encaminhar o paciente para um clínico que realize injeções de toxina botulínica para o tratamento de rouquidão causada por disfonia espasmódica. Recomendação–Grau B. 11. Prevenção: os clínicos podem educar ou aconselhar pacientes com rouquidão sobre medidas preventivas ou de controle de problemas vocais. Opcional-Grau C. Fonte: Comentaristas: Mara Behlau e Gisele Oliveira: Recomendação da American Academy of Otolaryngology – Head and Neck Surgery Foundation (AAO-HNSF) sobre “rouquidão” (disfonia). Núcleos de Apoio de Saúde da Família pelo Brasil Paraná necessita de mais fonoaudiólogos no NASF Nasf entre 2008 e 2009, mas o número ainda é baixo. O Nasf de Londrina não possui fonoaudiólogos, mas tem a universidade que executa o trabalho”, afirma Solange, lembrando os casos semelhantes de Maringá e Curitiba. O Conselho Regional de Fonoaudiologia da 3ª Região – Santa Catarina e Paraná – incentiva os profissionais a participarem do programa. “Ano passado foram feitos encontros regionais nas cidades de Cascavel, Maringá, Londrina e Curitiba com o tema ‘SUS em Evidência’. Um dos tópicos foi sobre informações do Nasf: como se inserir no programa e como trabalha o profissional. Nosso intuito é apresentar o programa para o profissional, para que ele se sinta atraído”, diz Solange Pazini. Trabalho de equipe Solange enfatiza, ainda, a necessidade do trabalho do fonoaudiólogo nos Núcleos Arquivo pessoal O s Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf) são equipes multiprofissionais que apoiam as Equipes de Saúde da Família (ESF), ampliando a abrangência, a diversidade e a resolutividade das ações dessa estratégia na atenção básica. O trabalho é principalmente com a promoção, reabilitação e prevenção em saúde. A cada edição, são contadas experiências de um estado diferente. Nesta edição, o Jornal do CFFa traz depoimentos de fonoaudiólogos atuantes no programa no Paraná. Segundo a fonoaudióloga Solange Pazini, conselheira responsável no CRFa 3ª Região por acompanhar o Nasf em Santa Catarina e no Paraná, apesar da grande demanda do trabalho do fonoaudiólogo, o número de profissionais da área que atuam nos Núcleos de Apoio é muito baixo. “Tivemos um aumento no quadro de fonoaudiólogos no Para Solange Pazini, o Nasf paranaense precisa de mais fonoaudiólogos de Apoio à Saúde da Família e fala sobre as atribuições principais de um profissional do Nasf. “Todo trabalho da equipe de saúde da família é baseado na promoção e prevenção de saúde. Portanto, se pensarmos o fonoaudiólogo inserido na equipe, o trabalho dele é essencial. Pois trabalha dentro de uma comunidade, promovendo a saúde da comunicação.” Franciele Queiroz Ribeiro, fonoaudióloga em Ibiporã A equipe Nasf de Ibiporã iniciou as atividades em outubro de 2008. Hoje, nossa equipe é formada por fonoaudióloga, fisioterapeuta, nutricionista, farmacêutica, psicóloga, assistente social e profissional de educação física. Atuamos em parceria com 12 equipes da ESF. Depois de fazermos um levantamento das populações de risco e dos problemas de saúde que mais afetam nossa população, iniciamos a elaboração de projetos e propostas de ações multiprofissionais, visando à promoção de saúde e prevenção de doenças para melhoria na qualidade de vida. Alguns de nossos projetos são o “Oficina da Vida”, que envolve a saúde da mulher e da criança, e o programa “De Bem com a Vida”, voltado para os idosos. Todos contam sempre com a participação da fonoaudióloga. Além disso, realizamos ações de reabilitação, visitas domiciliares, grupos educativos e de atividade física. A formação do fonoaudiólogo favorece o trabalho em equipe, porém vejo a necessidade de aprofundar nossos conhecimentos e nos capacitarmos para a atuação dentro do SUS. Mesmo assim, acho que a troca de conhecimentos e o entrosamento da equipe são fundamentais no exercício da clinica ampliada e no matriciamento das ESF. Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 23 Ana Paula Vasconcelos Levandoski, fonoaudióloga em Laranjeiras do Sul Arquivo pessoal Apesar de não termos iniciado o trabalho dos Núcleos de Apoio, já podemos sentir as dificuldades, pois realizamos atendimento domiciliares, quando necessário, em caso de sequelas de pacientes que estão acamados. Os desafios já se iniciam com a falta compreensão da família no que diz respeito aos resultados. Eles querem que as respostas sejam imediatas e, se não os policiarmos, acabam tendo condutas as quais foram orientados a não realizar. O profissional que atua nesta equipe deve ter muita tranquilidade e coleguismo com a equipe que deve ser inter e, não somente, multidisciplinar. A integração entre os profissionais é muito importante para melhora do paciente. O profissional deve ser persistente, pois os resultados geralmente são lentos. Deve ser uma pessoa simples, que goste realmente de trabalhar com o povo, pois aqui em nossa cidade a procura por esses atendimentos geralmente provém de famílias mais carentes. Minhas ações são o atendimento ao paciente e orientações a família. Este item tem muita importância a meu ver, pois quem passa a maior parte do tempo com o paciente é a família. Eles que irão nos auxiliar, para atingirmos da melhor maneira nosso objetivo. Agenda Speech Prosody 2010 Período: 11 a 14/05/2010 Local: Chicago, Illinois, EUA Tema: “Every Language, Every Style”. Site: speechprosody2010.illinois.edu Maior congresso mundial sobre prosódia da fala. Terá como língua oficial o inglês. 18º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia - Exercício Profissional: Bases Teóricas, Avanço e Realidade Nacional Período: 22 a 25/09/2010 Local: Estação Embratel Convention Center, Curitiba, PR Informações: www.sbfa.org.br 28th International IALP Congress Período:22 a 26/08/2010 Local: International Conference Centre, Atenas (Grécia) Informações: www.ialpathens2010.gr e-mail: [email protected] 9º Congresso Nacional da Rede UNIDA Período: 18 a 21/07/2010 Local: Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre Informações: (43) 3324 2340 ou www.redeunida.org.br/congresso 24 Jornal do CFFa – outubro-dezembro/2009 Os congressos da Rede UNIDA são conhecidos por agregarem um conjunto diversificado de atores, reunindo professores e estudantes das áreas da saúde e relacionadas, trabalhadores dos serviços de saúde, residentes e representantes de organizações comunitárias, atores do controle social e dos movimentos sociais para debater a saúde, a educação, o trabalho e a participação cidadã, na perspectiva do fortalecimento do SUS. O prazo para inscrições de trabalhos foi prorrogado para 20 de abril. Participe! Homenagem Sandra Murat ormada há 32 anos pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e exercendo a profissão desde então, Sandra Murat descobriu a Fonoaudiologia ainda no Ensino Médio. Na época o curso não era reconhecido e a profissão sequer era regulamentada, mas a dra. Sandra decidiu prestar vestibular para a área por ter algo ligado à Comunicação. Com o passar do curso ela foi estreitando os laços com profissão, mas a paixão veio mesmo no 3º ano, quando teve o primeiro contato com os pacientes. Após a graduação, em 1978, dra. Sandra começou a atuação clínica em consultórios particulares e, simultaneamente, em instituições beneficentes ou filantrópicas de tratamento para crianças portadoras de deficiências físicas ou deficiências e transtornos mentais. Fez especialização em Saúde Pública e Auditoria em Serviços de Saúde, Aprimoramento em Voz e Linguagem. Foi docente do curso de Fonoaudiologia, em Santos, nas disciplinas Distúrbios de Leitura e Escrita, Fonoaudiologia Escolar e Supervisão Clínica. Já representou os fonoaudiólogos em Sindicatos e Conselhos da categoria. Atualmente ocupa o cargo de Coordenadora de Saúde Mental na Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Santos, ao qual julga ser o ápice de sua carreira. “Minha trajetória profissional sempre foi permeada mais de sucesso, do que infortúnios. Muitos momentos foram marcantes, mas sem dúvida a minha indicação para ocupar o cargo de Coordenadora de Saúde Mental de uma cidade coroou minha realização profissional.”, afirmou. Fora do âmbito profissional, dra. Sandra Murat leva uma vida comum. É casada há 27 anos e tem um filho de 25. Apesar da rotina quase totalmente voltada para o trabalho, ela aproveita o tempo livre de diferentes maneiras. “Sempre que posso vou à praia e saio para encontrar meus amigos. Quando o tempo de descanso é maior, vou para o Sul, onde tenho imóvel de veraneio”, contou. Lisonjeada com a homenagem, Sandra acredita que ter passado por todas as instâncias possíveis numa trajetória profissional (atuação clínica, docência, representação Sandra Murat sempre representou a Fonoauclassista, gestão, diologia em diversos espaços. Na foto, particiauditoria) foi a me- pa da 13ª Conferência Nacional de Saúde lhor contribuição trazida, por ela, para a classe. “Ajudei a inserir a Fonoaudiologia em todos os espaços que me foram possíveis, colaborando para difundir a ciência e profissão, reconhecidamente importante.” É extremamente grata a Deus por tudo que lhe foi concedido e pelas oportunidades que teve na vida, mas, principalmente, por ter seu nome respeitado, sua trajetória reconhecida e o carinho dos parentes e amigos. Finaliza afirmando ser um privilégio ter trabalhado na fonoaudiologia durante toda sua vida. “Amo minha profissão, entendo a Fonoaudiologia como uma ciência completa e integralista e tenho o imenso orgulho de dizer: sou Fonoaudióloga!” Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 CFFa F orgulho de ser fonoaudióloga 25 na prateleira Deficiência Múltipla, uma abordagem psicanalítica interdisciplinar Interfaces da Medicina, odontologia e fonoaudiologia no complexo cérvico-craniofacial Maria Marta Heinz e Dani Laura Peruzzolo (Orgs.) Edição/ano: 1ª/2009 Páginas: 159 Editora: Oikos Acabamento: Brochura O livro traz textos da jornada FADEM: 25 Anos Tratando Sujeitos com Deficiências Múltiplas, a partir de trabalho com crianças realizado pela equipe da Fundação de Atendimento de Deficiência Múltipla, em Porto Alegre. Utilizando a psicanálise como elemento comum do trabalho interdisciplinar, as experiências visam criar espaços de desenvolvimento subjetivo e social para pacientes que têm dificuldades nestes campos devido a suas patologias. Cláudia Maria de Felício e Luciana Vitaliano Voi Trawitzki (Orgs.) Edição/ano: 1ª/2009 Páginas: 360 Editora: Pró-fono Acabamento: Brochura Em tom de conversa, o livro aborda a região cérvico-craniofacial em relação à avaliação, exames, diagnóstico e tratamento, como desordens temporomandibulares, deformidades dentofaciais e traumas da face. As organizadoras têm vasto currículo na área, são docentes do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e dedicam-se a pesquisas sobre o sistema estomatognático. Entre outras coisas, a obra volta-se à formação do trabalho em equipe. Voz do Leitor Sugestão de assunto para o jornal Campanha da Voz 2010 Prezados Colegas do CFFa, Gostaria de saber as possibilidades de publicação de matéria sobre a participação do Fonoaudiólogo em curso de Capacitação de Cuidadores de Idosos. Eu juntamente com outra colega estamos inseridos já na terceira turma deste curso aqui em Aracaju, com os outros profissionais da Gerontologia. Acho que este é um grande campo, sendo abordado não somente os cuidados com idoso disfágico, mas também os distúrbios da comunicação nessa população. Se for possível, enviar o ‘ok’ com as normas para que eu faça o release com fotos do curso. Atenciosamente, Gostaria de saber a data de início para as inscrições para o recebimento de material para a Campanha da Voz. Sou fonoaudióloga de Teresópolis e coordenadora do Programa de Saúde do Profissional de Educação da Prefeitura, e como no ano de 2009, faremos a comemoração em nosso município. Para tanto, registro o interesse no recebimento do material para a campanha. Se possível, aguardo contato. Desde já, obrigada. Fga. Thaís Gomes Braga da Silveira. ------------------Thiago, sugestões sempre são bem vindas, e o bem-estar dos idosos é preocupação constante da Fonoaudiologia. Sua dica é boa e deve entrar na pauta dos próximos jornais. Aguarde contato. ------------------Thaís, o Conselho Federal não disponibiliza material para campanha. Quem estas informações sobre o dia da voz é a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa). Você deve entrar em contato pelo site www.sbfa.org.br para saber como proceder. A SBFa promove ainda um prêmio para a melhor campanha de voz do ano, para o qual a ficha de inscrição e as regras já se encontram disponiveis no portal, na página do departamento de voz, no tópico “Prêmio Melhor Campanha de voz”. Imprensa CFFa. Imprensa CFFa Thiago Ferreira - Fonoaudiólogo Diretor Científico - FONOS (SE) CRFA - SE 9773 26 Jornal do CFFa – janeiro-março/2010 O CFFa está mais perto de você! Sabia de tudo que está acontecendo com a Fonoaudiologia no Brasil no nosso site, pelo twitter ou através do nosso boletim eletrônico! Acesse: www.fonoaudiologia.org.br twitter.com/cffono Para assinar o boletim basta se cadastrar, gratuitamente, no site!