750 Anos - D. Dinis DINISINA Revista da Escola Secundária de D. Dinis ESDD - 2 de Outubro de 1972 a 2012 : 40 anos de vida Edição Escolar - Setembro 2012 | Número Edição Escolar - Julho dede 2012 | Número Três Três neste número pode ler 28 índice Os 40 anos da ESDD 3 Editorial Primeiro Plano 4 A Auto-avaliação da Escola e o envolvimento da comunidade escolar 8 Equipas de Trabalho para a Autoavaliação da Escola 9 Equipas de trabalho das Ações de Melhoria Escola Aberta Os 750 anos do nascimento de D. Dinis 10 Caça ao livro no CREAM 12 Espaço Ciências Trabalhos dos Alunos 15 Artes na Escola 17 Diário de Terra - Diário do Marinheiro Clube Europeu 18 Visita ao Parlamento Europeu 20 Marisa Matias veio à Escola 22 Semana da Europa Visitas de Estudo 24 Visita de estudo ao Museu e Estúdios da RDP/RTP Projetos 26 ESDD Destaque 28 Os 750 anos do nascimento de D. Dinis e os 40 anos da ESDD 30 CREAM - Centro de Recursos Educativos Ana Marques Página 2 DINISINA Editorial O ano letivo de 2011/2012 decorreu sob o signo de datas marcantes na vida da Escola. Desde logo porque há 40 anos se construiu a Escola e com ela nasceram fortes expectativas de êxito e de melhoria de qualidade de vida para os seus futuros alunos e respetivas famílias. Foi o primeiro liceu da zona oriental da cidade de Lisboa e por aqui passaram gerações e gerações de jovens, muitos dos quais são hoje reputados profissionais em diversas áreas de atividade, mas que continuam a guardar um especial carinho pela sua escola, aquela que lhes proporcionou um conjunto de saberes e de vivências que jamais esquecerão. Também se comemorou o 750º aniversário do nosso patrono, Rei D. Dinis, que foi um dos grandes impulsionadores da cultura e da língua portuguesa, como o demonstram as suas tomadas de decisão no sentido de afirmar a Universidade em Portugal e tornar o Português como língua oficial do reino. Foi também um poeta de mérito reconhecido. Em data mais recente, 2007/2008, foi a Escola objeto de profunda intervenção física, permitindo-nos hoje trabalhar num espaço renovado e adaptado às necessidades dos novos tempos. Parecia também este ano destinado a mais um outro marco histórico. Assim foi e no terminus do ano letivo recebemos a notícia de que a Escola Secundária D. Dinis iria passar a integrar um novo Agrupamento de Escolas. Passou a Escola sede do Agrupamento de Escolas D. Dinis, constituído ainda pelas escolas, Básica Agostinho da Silva, Básica com Jardim de Infância, Dr João dos Santos e Escola Básica de 2º e 3º ciclo de Marvila. Um novo desafio. Desde há vários anos que as Direções das Escolas trabalhavam em conjunto na defesa dos interesses da educação e particularmente dos jovens de Marvila, pelo que se pode adivinhar a continuidade e o aprofundamento desse trabalho agora enquanto uma nova unidade. Foi igualmente um ano rico pela diversidade, profundidade e consistência de trabalho e de atividades dos seus profissionais, e dos seus alunos, como o atestam os resultados alcançados e que, na sua maioria, foram sendo referidos nas excelentes newsletters que fomos partilhando ao longo do ano. Foi um ano intenso, continua a sê-lo. Temos a consciência que trabalhámos e continuaremos a trabalhar com base num princípio que norteia a nossa missão de educadores: Uma escola pública de qualidade! Convido-vos a uma leitura atenta dos nossos artigos, nesta Dinisina nº3, onde destacarei, a Auto Avaliação da Escola e as celebrações do 40 anos da Escola Secundária D. Dinis, para além das múltiplas atividades que ocorreram ao longo do ano letivo, impossíveis de condensar numa só revista, mas que todas as Newsletters procuraram retratar número após número. Na qualidade de Presidente da Comissão Administrativa Provisória agradeço a todos o trabalho e dedicação demonstrado ao longo do ano, fazendo-o igualmente em nome de todos os que me antecederam e estendendo a todos os que ao longo destes 40 anos fizeram desta Escola uma referência. Desejo a todos um excelente novo ano letivo. José António de Sousa Volume 1, Edição 3 Página 3 A AUTO-AVALIAÇÃO DA ESCOLA E O ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE ESCOLAR O processo formal de auto-avaliação da Escola Secundária D. Dinis teve lugar, pela primeira vez, entre 2010 e 2012 com a aplicação do sistema CAF (Common Assessment Framework), conforme previsto no projeto de intervenção do seu Diretor. O processo de inquirição levado a cabo em outubro de 2010, com a participação de todos os setores da comunidade escolar, associado ao benchmarking e à grelha de auto-avaliação, outros dois instrumentos do sistema de avaliação CAF, ajudou a delinear a perceção que a comunidade educativa tinha da escola e quais os aspetos que considerava como pontos fortes e como pontos fracos. Sobre estes viria a incidir o Plano de Ações de Melhoria lançado em 2011. Da análise dos resultados daqueles instrumentos de avaliação da escola evidenciaram-se como pontos fortes a oferta curricular da escola adaptada às necessidades da comunidade, o bom funcionamento das estruturas pedagógicas intermédias, os bons espaços, equipamentos, acessibilidades e condições de trabalho, a gestão cuidada dos recursos humanos, materiais e financeiros, a adoção generalizada das TIC, a dinâmica de projetos e ações de inovação pedagógica, o plano anual de atividades, sua avaliação e monitorização, o desempenho social da Página 4 escola e a sua imagem junto da comunidade, o envolvimento em parcerias e protocolos com empresas, instituições e autarquias. Como pontos fracos, identificaram-se a circulação de informação nem sempre eficaz, a coordenação inter e intra grupos e departamentos não totalmente assumida, a insuficiente monitorização dos processos de ensino–aprendizagem, a fraca eficácia dos apoios pedagógicos, o difícil envolvimento e a insuficiente formação contínua do pessoal não docente, a pouca participação dos encarregados de educação na vida escolar, o insuficiente registo e tratamento de dados de todos os contactos dos encarregados de educação com os diretores de turma, os horários dos serviços nem sempre ajustados às necessidades dos alunos, a necessidade de otimização da utilização dos recursos tecnológicos abundantes na escola, as taxas de transição e de abandono pouco satisfatórias, bem como os resultados escolares e o ranking da escola nos exames nacionais. Com base nestes aspetos, reconhecidos como fragilidades pela comunidade escolar, as ações de melhoria foram definidas, num total de onze. Por aplicação de critérios inerentes ao sistema de avaliação CAF, segundo uma ponderação entre DINISINA capacidade de realização pela escola, satisfação da comunidade e impacto no projecto educativo esperados, as ações de melhoria ficaram assim ordenadas por prioridade ou urgência de implementação: 1. Melhorar a comunicação externa e interna (site, plataforma, portal, newsletter, jornais locais); 2. Adequar o funcionamento e os horários da biblioteca, sala de estudo, reprografia e secretaria às necessidades dos alunos; 3. Gerir e monitorizar os processos ensino-aprendizagem garantindo a uniformização por ano de escolaridade/disciplina e a articulação entre níveis de ensino com vista à melhoria dos resultados escolares; 4. Gerir e melhorar os processos ensino-aprendizagem (ação concertada e sistemática do Conselho de Turma com vista à resolução de problemas: diagnóstico, definição de estratégias/metas e avaliação regular); 5. Melhorar a cooperação sistemática inter e intra-departamentos no sentido do aumento do sucesso escolar; 6. Gerir e melhorar a eficácia dos apoios pedagógicos (para recuperação e desenvolvimento), aulas de substituição e projectos; 7. Planear ações conjuntas EE/Associação de Pais/Escola (ações concretas para ajudar os pais a orientar os filhos na sua vida escolar); 8. Melhoria das competências do PND (gestão de conflitos, comunicação, liderança, formação técnica, ...); 9. Elaborar um programa de ação para a educação ambiental (colocação de ecopontos) e para a conservação e higiene das instalações da Escola, que envolva alunos, professores e PND; 10. Reestruturação Moodle, formação e acompanhamento do pessoal docente na utilização da pla taforma; 11. Criar ferramentas eficazes de recolha e tratamento de dados escolares. As duas primeiras ações deveriam estar concluídas em setembro de 2011, as restantes em fevereiro de 2012. Definiram-se os recursos humanos que iriam constituir as equipas, num total de aproximadamente meia centena de pessoas, os representantes de alunos e de pais que deveriam ser integrados em algumas das equipas e os professores que as iriam coordenar. Muito trabalho foi realizado a par da atividade normal da escola e dentro dos prazos previstos. Os resultados conseguidos refletem o esforço e o empenho de todas as equipas, a colaboração direta e indirecta de muitos outros elementos da comunidade educativa e o apoio da Direção a todo o trabalho que foi sendo desenvolvido. Muito de positivo se conseguiu realizar através das ações de melhoria implementadas. A seguir faz-se apenas uma breve descrição dos aspetos que mais se evidenciaram: Conseguiu-se uma aproximação significativa da tão desejada uniformização na organização e operacionalização dos grupos curriculares e das relações intra e inter departamentais, como sejam, Volume 1, Edição 3 Página 5 por exemplo, a implementação e formalização de dinâmicas e rotinas de planificação de didáticas e de avaliação de resultados, a promoção de práticas de trabalho colaborativo, a divisão de tarefas e partilha de responsabilidades entre os vários professores de cada grupo, a definição de ações concertadas entre os grupos do mesmo departamento e entre departamentos. Com a implementação da sala de estudo, a escola alargou a oferta de meios de apoio aos alunos em diversas disciplinas e descobriu potencialidades de colaboração deste recurso com conselhos de turma e grupos curriculares no sentido da otimização futura dos apoios; A plataforma Moodle foi reestruturada, ficando preparada para otimizar a sua utilização numa perspetiva de trabalho colaborativo entre professores e de envolvimento de alunos de todos os níveis de escolaridade; No percurso da implementação das ações abriram -se também oportunidades de discussão e reflexão nomeadamente sobre o importante papel dos conselhos de turma no desenvolvimento individual dos alunos e a sua desejável operacionalização de modo a funcionarem cada vez mais como instrumento efetivo, sistemático e frequente de trabalho pedagógico colaborativo em detrimento do burocrático; Exploraram-se várias dinâmicas de intervenção junto de alunos e pais/EE em diferentes vertentes, de formação, análise de comportamentos e capitalização da experiência profissional dos pais, que mostraram ter potencialidades para um trabalho de continuidade que otimize a colaboração Página 6 com outras estruturas de coordenação da escola que naturalmente se relacionam com pais e encarregados de educação; A prática da educação ambiental concretizou-se com a implementação de ações de recolha seletiva de resíduos (papel, embalagens, itens eletrónicos) deixando caminho aberto e facilitado neste âmbito para orientação de comportamentos de rotina da comunidade escolar e desenvolvimento de dinâmicas de participação coletiva e consciente de cidadania; A comunicação interna e externa foi significativamente melhorada com a institucionalização da newsletter mensal que dá a conhecer a toda a comunidade as atividades internas e externas em que alunos e professores se envolvem; Para os alunos teve impacto direto a melhoria de forma sensível e satisfatória dos horários dos serviços prestados pela escola e a dinâmica de ajustamentos que naturalmente se foi introduzindo; Ficou aberta a possibilidade de se fazerem registos, de uma forma eficaz e confortável, dos contactos dos diretores de turma com os encarregados de educação, através da criação, instalação e implementação de um DINISINA sistema informático dedicado, desenvolvido por professores e alunos do curso profissional de informática; Foi implementado um plano de formação para todo o pessoal não docente que respondeu a expectativas e necessidades manifestadas pelos próprios e deixou campo aberto para uma ação continuada. Os resultados das ações de melhoria foram apresentados à comunidade escolar no dia 2 de Maio. Na próxima etapa do processo de auto- avaliação da escola espera-se que haja consolidação dos resultados conseguidos, otimização de rotinas e desenvolvimento dos aspetos a melhorar definidos pelas equipas, mas também que se inicie um novo caminho de melhoria alinhado com os novos parâmetros da avaliação externa no sentido da concretização do sucesso na aprendizagem e no desenvolvimento de cada aluno. A equipa de auto-avaliação da escola 2010-2012 As professoras: Ana Pereira Ana Quelhas Filomena Silva Laura Santos Paula Ferreira Maria da Luz Castro (Coord.) Volume 1, Edição 3 Página 7 Equipa de trabalho para a Auto-Avaliação da Escola 2010-2012 N.º Nome Sector da comunidade educativa Etapa CAF 1 Ana Casca Professores Benchmarkig (2010) 2 Ana Quelhas Professores Benchmarking e PAM 3 Ana Pereira Professores Benchmarking e PAM 4 António Ramos Professores Benchmarking (2010) 5 Filomena Silva Professores Benchmarking e PAM 6 Laura Santos Professores Benchmarking e PAM 7 Maria da Luz Castro Professores Benchmarking e PAM 8 Nuno Santos Professores Benchmarking (2010) 9 Paula Ferreira Professores Benchmarking e PAM Assistentes Técnicos Benchmarking e PAM Assistentes Operacionais Benchmarking e PAM (Coord.) 10 Ana Barata 11 Sandra Macedo 12 Joana Silva Alunos Benchmarking (2010) 13 Neuza Paulitos Alunos Benchmarking e PAM 14 Carlos Dias Pais/EE Benchmarking e PAM Página 8 DINISINA Equipas de trabalho das Ações de Melhoria 2010-2012 Volume 1, Edição 3 Página 9 A L O C S E A T R E B A Caça ao Livro no CREAM O dia da ESCOLA ABERTA foi uma festa no CREAM! Os diferentes alunos do 9ºano que passaram pela Biblioteca, da nossa e de outras escolas vizinhas, foram convidados a aprticipar numa “Caça ao Livro” que despertou nos alunos a motivação para a busca de livros, aprendendo as técnicas específicas de pesquisa bibliográfica e documental, tão importantes para o seu futuro académico e profissional. A atividade ultrapassou largamente as expetativas. Foi surpreendente a azáfama e a competição saudáveis que se viveram no Centro de Recursos! O SCRIPTORIUM, recriação de um espaço de escrita e de estudo medieval onde não faltou o pergaminho, a pena, o candelabro, entre outros adereços alusivos, foi um sucesso! Muitos “convidados” assinaram o Livro de Honra onde os comentários atestam a satisfação dos participantes. Um louvor especial a todos os que colaboraram nesta atividade sobretudo à D. Luísa Palma pelo seu dinamismo e entusiasmo! SCRIPTORIUM Filomena Silva Página 10 DINISINA Volume 1, Edição 3 Página 11 ESCOLA ABERTA Em maio, o Dia da Escola Aberta foi um sucesso! A sala do auditório transformou-se numa verdadeira feira de ciências onde os alunos partilharam as suas experiências e foi um convite irresistível aos amantes das ciências. Também equipas de alunos dos anos mais avançados acompanharam e orientaram os nossos visitantes. Em cada banca, discutia-se e explicava-se, em pormenor, tudo o que observavam e experimentavam, mostrando-lhes o que de melhor se faz na ESDDinis. Realizaram-se várias atividades pedagógicas para aguçar a curiosidade dos alunos sobre o mundo das ciências, tendo como pano de fundo, o reinado de D. Dinis. Teresa Moura Página 12 DINISINA Volume 1, Edição 3 Página 13 Página 14 DINISINA “ O desenho é a base de todo o ensino escolar e de toda a educação do homem. A fonte de todos os conhecimentos humanos é a observação. “ Ramalho Ortigão – 1880 Chegamos ao fim de mais um ano letivo. E, é com enorme satisfação que concluímos que foi um ano muito positivo. Ao longo do ano organizamos várias exposições, com o intuito de incentivar e motivar o gosto pela arte. A divulgação dos trabalhos realizados pelos alunos à comunidade educativa e aos encarregados de educação, melhora a relação com escola e a autoestima do aluno. Nas aulas exploramos experiências criativas para que os alunos tivessem a oportunidade de se desenvolverem individual e coletivamente. Na comemoração dos 750 anos do nascimento do nosso patrono, os conteúdos programáticos da Volume 1, Edição 3 disciplina de Educação Visual do 7ºano foram enquadrados nesta temática. Cada risco, cada mancha, cada cor têm a sua história, a história dos materiais, a história do aluno, enfim conta de certa forma a história da nossa escola. Aprendemos a conhecer o mundo através do olhar, do ver e do sentir, e só depois perguntamos, comentamos e refletimos. “ O desenho é provavelmente a forma de expressão que sintetiza melhor a nossa relação com o mundo…” Alberto Carneiro Irene Ferreira Delegada do grupo disciplinar Artes Visuais. Página 15 Aniversário de D. Dinis No início do ano desafiei os alunos do 10º H a produzirem um texto no âmbito das comemorações do aniversário de D. Dinis. O tema genérico era: Pinhal de Leiria - Naus em terra, tema inspirado na Mensagem de Pessoa e na expressão "O plantador de naus a haver". Assim propus duas alternativas: 1ª Um Diário de Bordo - escrita pelos agricultores que plantaram o pinhal, mas cuja imaginação partiu com as naus à descoberta, os que ficaram partindo. 2ª Um Diário de Terra - escrito pelos marinheiros que embarcaram mas cuja nostalgia os prende pela imaginação à terra que deixaram, os que partindo ficaram. Prof. Jaime Macedo Página 16 DINISINA Diário de Terra - Diário do Marinheiro A cada onda que rebenta, imagino uma história com um final infeliz, como o meu. Eu que suspiro infelicidade e saudade dos meus familiares e amigos que deixei em terra. - Estou em alto mar, parti dia 27 de Abril de 1813, e estou em dia 15 de Agosto de 1813 estou em pleno oceano pacífico, sem saber exactamente o rumo a seguir, sem saber exactamente o que procuro, neste imenso mar eu sinto-me uma impotente gota d’agua neste oceano imenso de oportunidades… -Chove bastante, sinto-me assustado, cada grito de fúria do céu que acende os fogos de Santelmo, anunciando uma tragedia, ou quem sabe talvez a esperança de uma vida nova… Finalmente a tempestade parou, e eu estou muito aliviado, já se vêm as estrelas no céu, finalmente algo para me guiar… porque apesar do contratempo já posso seguir o meu caminho. Apercebi-me que já passou 4 meses… 122 dias… cada dia 24 horas, cada hora 60 minutos, cada minuto 60 segundos e cada segundo uma eternidade sem a minha família… Sinto falta daquela, comida caseira feita pela minha mulher, dos abraços dos meus filhos quando chegava a casa, dos sorrisos deles. Sabia que tinha de escolher entre ficar na pobreza ou limitar-me a ir nesta viagem, e tentar talvez desvendar o desconhecido, uma solução a todas as magoas neste mundo, um tesouro que me deixe uma marca eterna num mundo de vidas efémeras. - Finalmente vejo terra, já não era sem tempo. Estou numa ilha bastante extensa, com uma grande variedade de mantimentos, e com muita pescaria para me alimentar. Não vou poder ficar muito mais tempo nesta ilha pois tenho de voltar para casa o mais rápido possível, estou com muitas saudades, mas sei que consigo aguentar mais uns meses. 3 Dezembro Estamos perto do Natal, agora devia de estar com os meus filhos, a festejá-lo. Estou nesta ilha deserta, sem maneira de sair, o meu barco encalhou-se na terra, e eu estou a ficar sem mantimentos, a minha vida está-se a afundar num remoinho de sentimentos e frustração, não posso avisar ninguém, não tenho a quem recorrer. A minha mulher deve pensar que estou morto, deve nesta altura andar de luto ou então com outro homem! Só de pensar na possibilidade de ter outro homem na minha casa põe-me louco e ainda mais desesperado. 7 Dezembro Estou em alto mar, a lutar contra a corrente fortíssima, tentando dirigir-me para Norte, pelo sentido das estrelas estou no caminho certo, mas nada me garante que esteja realmente perto ou imensamente longe. 23 Dezembro - ESTOU A VER TERRA! A MINHA TERRA! O Porto de Belém, está cheio de Barcos e caravelas, cheias de Peixes, e especiarias mas vejo espaço para o meu humilde barco. No dia 24 de Dezembro, cheguei a casa, e mesmo a tempo para passar o natal com a minha família. Vi os meus filhos finalmente, cresceram tanto! Ficaram radiantes quando contei sobre a minha aventura. Fiquei contente por eles não quererem que me vá embora outra vez J A minha mulher, também ficou muito feliz, por me ver de volta, esperou por mim, assim vê-se que ela realmente me ama. O Joaquim falou comigo e vou voltar para o mar outra vez dia 15 de Janeiro, para fazer um carregamento de peixe. Mas vou demorar muito menos tempo... Demorarei menos… Tenho de demorar menos para poder morar mais com os que amo. Assim Deus me ajude! Joana Marques e David Camal Volume 1, Edição 3 Página 17 Visita ao Parlamento Europeu Em Dezembro do presente ano letivo, a convite da eurodeputada Dr.ª Graça Carvalho, um grupo de professores e alunos deslocou-se a Bruxelas para visitar o parlamento europeu. Foi uma mais-valia. Tivemos tempo para tudo e o convívio entre todos os intervenientes foi muito enriquecedor. O dia 27 começou muito cedo! O check-in teve lugar às 6h30m no aeroporto da Portela e chegámos a Bruxelas pelas 11h40m. Os guias multimédia exibem informações e curtos filmes em cada etapa da visita. Estar no parlamentarium significa viver uma experiência única, interativa, onde é possível reunir informação, educação e entretenimento. As informações são obtidas através de “telas” de toque, máquinas interativas e máquinas em 3D. Os mais novos podem-se imaginar ocupando uma das cadeiras dos eurodeputados através de um jogo multimédia. Após o check-in no hotel Bedford fomos visitar o Parlamentarium – o centro de visitas do Parlamento Europeu. Na receção foi dado a cada visitante um dispositivo touch-screen multimédia que nos permitiu realizar uma viagem pela união europeia, desde a sua origem, até ao seu momento atual, apontando os caminhos para o futuro. Começámos pela informação relativa dos edifícios nos três locais de trabalho no parlamento europeu – Bruxelas, Estrasburgo e Luxemburgo. A galeria de línguas mostra todo o lado high-tech do parlamentarium. Este espaço de 5,4 mil metros quadrados proporciona de “forma lúdica e inovadora” a história política da UE e demonstra o quão difícil é a tomada de decisões em meios e países tão diferentes. O teto desta galeria é excecionalmente iluminado por um conjunto de LEDs, que delineiam o mapa da UE. Através de um ecrã digital, os visitantes podem submergir no centro de ação do parlamento europeu e observar as pessoas que o constituem; os eurodeputados. Nas bancadas, um ecrã tátil permite conhecer melhor os nossos À medida que fomos caminhando, a informação foirepresentantes democraticamente eleitos. nos sendo dada de uma forma apelativa e inovadora. Page 18 DINISINA Nesta visita embarcámos numa viagem virtual pela Europa que nos permitiu descobrir o contributo da UE para cada um dos países. Pudemos ouvir relatos de concidadãos europeus sobre o significado que a UE tem para cada país-membro. Após a visita passeámos por Bruxelas e fomos jantar na pizaria Napoli, onde reinou a boa disposição. No dia 28 fomos visitar o parlamento europeu, a única assembleia parlamentar multinacional que existe no mundo. Trata-se de uma instituição da UE diretamente eleita pelos cidadãos. Representa cerca de 500 milhões de pessoas dos 27 estados-membros que, de 5 em 5 anos, por sufrágio universal direto, elegem os seus eurodeputados. Em junho de 2009, o parlamento passou a contar com 736 deputados europeus, congregados em grupos formados com base em finalidades políticas e não na nacionalidade. Fomos gentilmente recebidos pela eurodeputada Graça Carvalho. Houve uma grande aproximação entre esta, os professores e os nossos jovens, com Antes da despedida do parlamento, o grupo D. Dinis tirou uma fotografia com a eurodeputada troca de ideias e debate. para mais tarde recordar. O convívio foi frutífero: Rosário César Em síntese: ESTA VISITA A BRUXELAS PERMITIU REFORÇAR A NOSSA PERCEÇÃO DE PERTENÇA À UNIÃO EUROPEIA. Volume 1, Issue 1 Page 19 Marisa Matias veio à escola No dia 25 de Fevereiro de 2012 veio à nossa escola a eurodeputada Marisa Matias. Foi a nona convidada dos 22 Eurodeputados nacionais. atentamente. Abordou algumas questões que foram colocadas pela assembleia. A Ana Mendes colocou uma questão relativa ao livro verde europeu sobre o Fez a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em sociologia na Universidade de Coimbra, terminando os estudos em 2009. Publicou vários artigos científicos, capítulos de livros e outras publicações nacionais e internacionais. Tem-se dedicado às relações entre o ambiente e a saúde pública e entre a ciência e o conhecimento, assim como entre a democracia e a cidadania. Colaborou enquanto formadora/professora em vários cursos de formação, programas de pós-graduação, etc.. Foi com muita alegria que recebemos a Dr.ª Marisa quadro estratégico comum de financiamento da investigação e inovação. A Carina Aguiar colocou questões relativamente ao relatório que a Eurodeputada viu aprovado sobre o livro branco da comissão europeia a propósito do clima. A nossa Eurodeputada afirmou que existem medicamentos falsificados a circular na Europa. Segundo a mesma, a tarefa de desmantelar a rede não tem sido fácil. Tem exigido muitas reuniões, chegando-se a conclusões e tendo sido aprovada a diretiva de medicamentos falsificados na União Europeia, proposta pela Dr.ª Marisa Matias na nossa escola, a qual teve oportunidade de cumprimentar alguns professores e de trocar impressões. Já no auditório, a Eurodeputada parou em frente ao mega-cartaz, no qual estão expostas as fotografias dos eurodeputados nacionais, e observou-o Página 20 DINISINA A Natascha Soares ofereceu um belo ramo de flores em nome da escola como reconhecimento da vinda da Eurodeputada. E, finalmente, foi também oferecido o brasão da escola estampado em acrílico. A nossa convidada fez questão de tirar uma fotografia com a nossa “fotógrafa”, a Vanessa Lopes! Rosário César O Clube Europeu ofereceu a sua camisola e a Ana Mendes explicou a “história” da origem do logótipo do nosso projeto estampado na mesma. A Eurodeputada agradeceu e vestiu a nossa camisola! O seu gesto foi calorosamente aplaudido por todos os presentes. A coordenadora do projeto ofereceu um portachaves, também com o logótipo do clube. Já de camisola vestida e porta-chaves na mão, a Eurodeputada agradeceu o convite que a escola lhe fez e a presença de todos os que estiveram no auditório. Convidou-nos também para visitar o Parlamento Europeu em 2013. Volume 1, Edição 3 Página 21 Semana da Europa Na Semana da Europa e seguinte, de 7 a 21 de abril, decorreu a exposição de trabalhos realizados sobre alguns trajes regionais de Portugal e de outros países da União Europeia. O projeto Clube Europeu atingiu vários objetivos com este evento, ao "fazer uma viagem" pelas inúmeras formas de trajar que tiveram, e ainda têm, uma importância vital na identificação cultural, social e profissional dos povos. Vestidos, casacos, bordados e danças tornaram-se símbolo de Espanha. Os estilos de vestir nos séculos passados permanecem na sociedade contemporânea. Mantilha de renda, leque, castanholas, peinas, pérolas e jóias são elementos que fazem parte dos trajes da mulher espanhola, em que se destaca a dança flamenca como forma tradicional de arte. O traje de luces em seda com lantejoulas e fios refletivos de ouro ou prata são hoje baseados nos trajes do século XVIII, envolvidos na tauromaquia espanhola. “Capote de paseo” sobre o braço esquerdo e “montero” na mão direita. O Kilt era o traje típico dos homens e jovens de montanha escoceses do século XVI. Desde o século XIX está associado a toda a cultura escocesa, tendo como herança a cultura celta. O Kilt assemelha-se a uma saia com padronagem tartan (xadrez) com as extremidades cruzadas na frente e presas com um alfinete (kilt pin). A acompanhar existe normalmente uma bolsa e um cinto com fivela com símbolos celtas e uma gravata tipo borboleta. Tem como acessórios meias até aos joelhos com detalhe em tartan na mesma padronagem do Kilt e uma pequena faca com uma pedra (skean dhu). Existe um Kilt para o tocador de gaita-de-foles. Os vestuários tradicionais continuam em muitas regiões a ser usados em ocasiões festivas. Na Noruega o Bunad é usado nas grandes datas comemorativas. Alguns locais criam novos tipos de Bunad, que tem levado muitos jovens e senhoras a interessarem-se pelo uso deste tipo de traje. No traje de mordoma, depois dos brincos vinham os ornamentos do pescoço num conjunto pesado e excessivo. O fascínio pelo ouro Página 22 DINISINA estendia-se aos acontecimentos sociais e religiosos. O traje do chapeirão dos fins do século XVIII e início do século XIX evidenciam a influência de alguma chapelaria eclesiástica, em particular o galego de borlas dos cardeais romanos. O traje dependia essencialmente da época do ano, da situação económica das famílias, do clima e dos trabalhos próprios de cada região. Em cada cultura existem grupos que se vestem de acordo com o seu enquadramento urbano ou rural. A crossa e a capa de burel serviam para proteger os pastores do frio e intempéries quando iam para a serra com o seu rebanho. A apanha do sal que corrói a pele e os níveis intensos de claridade criaram, para a salineira, uma indumentária característica; cabeça e cara protegidas dos níveis intensos de claridade. As luvas e as perneiras salvaguardam da ação corrosiva do sal. O traje da nazarena ilustra a vivência do mar e da pesca. Adaptado ao longo dos anos, não só às necessidades da vida da faina, mas também às tendências da moda (altura das saias, tecidos e padrões), sobretudo o traje feminino que ainda hoje continua a ser bastante usado no dia a dia, está longe de ser uma peça museológica. Como sentinela da lezíria, hábeis na guarda e condução de manadas de gado grosso, os campinos são conhecidos pelo orgulho no seu traje profissional que se manteve constante através das gerações. A ceifeira vestia corpete com agasalho. A saia é franzida, apanhada aos joelhos com cordões e segura entre pernas com alfinetes-deama, parecendo ter vestido umas calças. Algumas indumentárias desapareceram e hoje apenas alguns ranchos folclóricos exibem-nas em festas e romarias. O bioco foi uma indumentária muito expandida em Portugal, que cobria o corpo da mulher da cabeça aos pés, formando em frente do rosto um tubo cónico terminado por um orifício. Um bioco "mais aligeirado": a mulher segurava o capelo (capuz) armado de modo a encobrir o rosto. Os grupos folclóricos dão a possibilidade de conhecer e ou relembrar muitos antigos trajes, como é o caso dos Pauliteiros de Miranda que, na sua dança “guerreira”, fazem uma série de passos e movimentos coordenados, as “Viloas e Vilões” da ilha da Madeira e a dança de Schuhplattler no Tirol. Os vestuários tradicionais continuam a ser usados em ocasiões festivas em várias regiões. Rosário César Volume 1, Edição 3 Página 23 Visita de Estudo ao Museu e Estúdios RDP/RTP No dia 15 de março a turma 11.ºH1 foi visitar o museu e estúdios da RDP/RTP no âmbito da disciplina de geografia com a professora Rosário César. Excedeu as nossas expetativas. Existiram seis momentos fortes: I - A VISITA AO MUSEU II - A VISITA AO ESTÚDIO RÁDIO DOS ANOS 50 Estúdio que revela o ambiente radiofónico dos anos 50. O locutor fazia os sons de jingle de estúdio. Porta que funcionava para fazer sons e guardar vários objetos (vassouras, sinos, etc) para se obterem efeitos auditivos para folhetins radiofónicos. III – A VISITA AOS QUIOSQUES DE MULTIMÉDIA Tivemos oportunidade de consultar conteúdos de A coleção museológica da rádio e televisão rádio e TV que decorreram ao longo do tempo.A portuguesa permitiu a observação de um vasto e Helena Dias está muito concentrada! valioso espólio de peças únicas que nos possibilitou acompanhar a evolução tecnológica da rádio e televisão ao longo dos tempos, destacando-se: Rádio móvel 1935 (ano da inauguração da emissora nacional). Televisor 1958 com caixa de madeira. Grafonola de salão. Ainda funciona! Dá-se à manivela, as portas abrem para o som se expandir, utiliza discos de uma só face anteriores aos de IV – A VISITA AOS ESTÚDIOS ATUAIS DA RDP vinil. Começámos por visitar o estúdio para as Telégrafo de Morse. Utilizava correntes elétricas produções áudio. Tivemos oportunidade de para controlar eletro-ímans para emissão ou conhecer o técnico altamente especializado que receção de sinais. consegue, através de aparelhagens, afinar a voz Fonógrafo. Primeira máquina falante. Foi o em tempo real, colocar efeitos especiais de primeiro aparato capaz de reproduzir sons, bateria, piano e outros, vídeos virtuais, etc. A previamente gravados em cilindros de papel, representação gráfica da controladora de tudo o metal ou cera. que é gravado em som aparece no computador. O Altifalante em forma de leque. técnico seleciona, estica ou encurta a voz, corta o que não interessa e faz a composição final. Primeiro rádio de transístor. Da teoria passámos à prática. Alguns de nós Câmara de estúdio em ferro com zoom manual. gravámos canções... e o César trabalhou a produ Câmara de rua com filme. Após as filmagens, projetava-se, cortava-se o que ção! a censura exigia e o filme ia posteriormente para a Em seguida visitámos o estúdio que é utilizado para as emissões das rádios Antena 1, 2 e 3. coladeira. V – A VISITA À REGI MÃE DA RTP Corte e colagem. Todos vibrámos com a visita ao laboratório de edi Page 24 DINISINA ção de imagens e som. Pudemos fazer experiências para perceber como é efetuado o trabalho de background de um estúdio de televisão. Tivemos também oportunidade de presenciar a emissão de um telejornal em direto, em que a locutora tem um teleponto e tudo é cronometrado ao segundo. VI – A ELABORAÇÃO DE GRAVAÇÕES NO LABORATÓRIO RTP Soubemos previamente que poderíamos realizar gravações ao vivo. Preparámo-nos, simulámos entrevistas, documentários e foi-nos dado um DVD com o programa de televisão em que nós, alunos do 11.ºH1, fomos protagonistas. Obrigada a todos aqueles que nos proporcionaram esta visita, que nos “abriu” horizontes e, para muitos, permitiu realizar antigos sonhos (gravação de música e realização de entrevistas e documentários). Os alunos da nossa turma sentem-se muito lisonjeados por esta oportunidade que a escola nos proporcionou. Carina Aguiar e Natasha Soares Coleção Museológica Televisor 1958 Rádio móvel 1935 1º Rádio transístor Grafonola de salão Altifalante em leque Câmara de rua Câmara de estúdio Telégrafo de Morse Projetor Corte e colagem Volume 1, Issue 1 Page 25 A ESDDinis não se esquece da capacidade que os alunos têm de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, de promover o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas. Não se esquece da importância de uma educação integral, holística dos nossos jovens. Também tem sempre presente os exames a que os nossos alunos do 3º ciclo e do secundário estão sujeitos. Para estes, o apoio de preparação para os exames vai sendo feito ao longo do ano, nas aulas e em tempos extracurriculares. Mas fiquemos, por agora, pelo desenvolvimento de projetos fora da escola, para que percebamos que, não negligenciando a preparação para os exames, vale a pena continuar a explorar os desafios fora de portas, por proporcionarem, também aqueles, o prazer de pensar, de planear, de criar, de resolver problemas. Em fevereiro, as turmas de Desporto foram convidadas, pelo segundo ano consecutivo, a integrar a organização do Corta-mato da Coordenação Local do Desporto Escolar de Lisboa Cidade. Em março, um grupo de alunos participou na final da 8ª edição do Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos, em Coimbra, e, entre cerca de 2400 alunos, um aluno do secundário, da ESDDinis, ficou em 5º lugar. O Projeto Comenius, funciona na nossa escola há anos. Desta feita, sob o tema “Where the Ends Meet”, criou, mais uma vez, pontes entre uma equipa de professores e alunos da ESDD e uma escola de Bolu, Turquia. No Concurso Nacional de Leitura, no mês de abril, três alunas do básico tiveram uma participação honrosa. Num desafio “empresarial” - Master Card Innovation Challenge, “maratona” que teve lugar no Museu Fundação do Oriente. Entre 100 participantes de diferentes Página 26 DINISINA escolas, as equipas, que três dos nossos alunos do 9ºano integraram, foram contempladas com os apetecidos 1º, 2º e 3º prémios. Construíram plataformas educativas ligadas à poupança e gestão de finanças. Alunos do 10º ano, do ensino profissional Multimédia, em resposta a um desfio do Media Lab, do DN, para a criação de um jornal temático, foram os vencedores. Na Galeria Millenium, na Rua Augusta, continua a exposição “A Sardinha é Nossa”, inserida nas Festas de Lisboa. Uma aluna do 11º de Multimédia tem lá a sua sardinha, entre as 193 selecionadas. São estes resultados que nos fazem continuar a apostar neste tipo de projetos. Acreditamos que cruzamento entre projetos e conteúdos programáticos dá ainda mais sentido às aprendizagens. E os alunos correspondem, como ficou provado nestas participações. E é assim o modus operandi da ESDD: sem receios e com ousadia! Equipa de Comunicação Volume 1, Edição 3 Página 27 Decorreram ao longo do ano letivo, as celebrações dos 750 anos do nascimento do Rei D. Dinis. Muito se deve a este Rei, patrono da nossa Escola, cujo reinado foi produtivo nas mais variadas áreas. O Pinhal de Leiria, a instituição da Língua Portuguesa como língua oficial do reino, o apoio à poesia trovadoresca, incentivos à educação e à cultura, a criação da universidade portuguesa, a demarcação das fronteiras de Portugal Continental, medidas implementadoras da pesca, do comércio marítimo e da extração do sal, são algumas das suas decisões que marcaram Portugal para sempre. Portugal prosperou e tornouse num dos mais estáveis países do continente europeu no reinado de D. Dinis.* Ao longo do ano letivo e até outubro, celebram-se Os diferentes grupos disciplinares integraram o tema das comemorações nos seus programas curriculares e desenvolveram múltiplas atividades quer em sala de aula quer abertas à comunidade educativa. Muitas destas atividades foram notícia mensal na Newsletter da Escola, outras passaram mais despercebidas, não tendo sido no entanto menos importantes. O CREAM e o Auditório foram palco de exposições, palestras, jogos didáticos, representações de teatro e até de um “ scriptorium”, espaço reservado à escrita e estudo medieval, dando a conhecer em várias ocasiões, a vida do rei e o período histórico do seu reinado. Não faltaram, por isso, nestes espaços a leituras de contos, poesia, pintura e o acolhimento de Os 750 anos do nascimento de D. Dinis e os 40 anos da ESDD igualmente os 40 anos da ESDD. Mês de outubro, dia 25 do ano 1971, pelo Decreto-lei nº447 “[ é] criado um Liceu Nacional misto (…) com a denominação de D. Dinis e quarenta salas (…).” Foi o primeiro liceu da zona oriental e o segundo misto de Lisboa. Mês de outubro de 1972: o então Liceu nacional de D. Dinis abre as suas portas. Em 1980 era frequentado por mais de 5000 alunos! Ainda nos anos 80 transformase em Escola Secundária. Era também conhecida pelas ótimas instalações desportivas. Caracterizavase, já então, por ser uma escola centrada no aluno, onde era manifesto o empenho na formação de jovens. Com a construção de novas escolas na zona, básicas e secundárias e a diminuição da população estudantil, a ESDD cingiu-se, quase exclusivamente, a alunos da sua área geográfica. Tendo, inevitavelmente, como pano de fundo os 750 anos do nascimento do 6º rei de Portugal, e os 40 anos de Escola, realizaram-se várias iniciativas de relevo. Página 28 escritores e historiadores que deram vida ao mote “ D. Dinis Intemporal”. No dia da entrega dos diplomas contámos com a presença de suas majestades: o Rei D. Dinis e a Rainha Santa Isabel, representados por dois dos nossos alunos. Foi construído um painel alusivo ao rei e até surgiu a figura do rei-papel, fruto da colaboração do Grupo de Expressões. Sua majestade passou a fazer “as honras da casa” no átrio da entrada, dando as boas vindas a quem quer que nos visite. Um dos pontos altos das nossas celebrações foi a ceia medieval que se realizou no dia 25 de Maio, onde, o nosso cenógrafo (aluno EFA) mostrou mais uma vez os seus dotes artísticos, recriando um ambiente de castelo medieval que acolheu cerca de cento e cinquenta convidados, entre os quais se viam: damas da época, nobres, homens do clero e várias figuras da corte que reunidos à volta das longas mesas, puderam saborear o porco no espeto, o arroz de feijão, os doces conventuais e outras tantas iguariasDINISINA O grupo de teatro “ Contra-Senso”, dirigido pelo ex aluno, Miguel Mestre, protagonizou excelentes momentos de representação. Em ambiente tão animado, cantou-se e dançou-se como manda a tradição. O trabalho desenvolvido pela comunidade educativa tem enchido de orgulho a nossa Escola em muitos momentos. Continuamos a caminhada da aprendizagem e da melhoria, certos que, desta forma, cresceremos como As equipas de projetos trabalharam nos seus instituição e prestaremos a melhor homenagem inúmeros desígnios dos quais destaco dois que ao nosso patrono. permitiram aos alunos a saída do país, alargando os Esperamos poder continuar a contar com a seus horizontes e contactando com outras culturas. equipa de comunicação para dar a conhecer o Refiro-me ao intercâmbio com uma escola da que de melhor por cá se faz. Turquia, inserido no projeto Comenius e a viagem ao Isabel Nunes Parlamento Europeu dos alunos quadro de Presidente do Conselho Geral de Escola excelência, a convite da Eurodeputada Graça * Recomenda-se o programa Musica Aeterna Carvalho, no âmbito do Clube Europeu. Ou não fosse (Antena 2) de 8/10/2011, cujo link se encontra o nosso patrono um rei de visão, projetado no futuro, aqui, para conhecer melhor “este grande Chefe capaz de apoiar quaisquer destas iniciativas e até de de Estado que soube compreender o País que se regozijar com a excelente classificação obtida no tinha em mãos e O soube guiar pelo bom Festival Nacional de Robótica 2012 e o honroso caminho”. primeiro lugar alcançado no Concurso de Robótica, organizado pelo Liceu Camões. Alguns encarregados de educação trouxeram à Escola a sua experiência profissional, o conhecimento das suas áreas de formação, descreveram os sucessos e as dificuldades sentidas no prosseguimento das suas careiras e transmitiram aos alunos, nas palestras organizadas mensalmente, palavras de incentivo à continuidade do estudo como forma de realização pessoal e profissional de cada um. A relação com a comunidade também saiu reforçada, quer nas atividades desportivas e culturais em colaboração com a Junta de Freguesia, quer no dia da “Escola Aberta” que visa anualmente a divulgação da oferta de Escola para o ano letivo seguinte e que recebeu este ano várias Escolas das freguesias de Marvila e Olivais, exibindo o contributo dos alunos em diferentes disciplinas. Sob o tema das comemorações, pôde ver-se a magia da Física, da Química e da Botânica demonstrada pelos alquimistas, perfumistas e curandeiros da época medieval, em paralelo com a atividade dos matemáticos, economistas, letrados e informáticos do século XXI. Para terminar o ano letivo não faltou a já habitual sardinhada, com um convite bem humorado em forma de quadra rimada, dedicada nosso rei. Volume 1, Edição 3 Página 29 CREAM - Centro de Recursos Educativos Ana Marques Sptember comes…. Ao longo do ano o CREAM presenteou-nos com várias iniciativas que fizeram as delícias dos nossos alunos. Desde encontros com escritores, oficinas de escrita, jogos como “Caça às palavras”, passando por exposições, leitura criativa e teatro, o CREAM não parou! Agora, que setembro chegou, abrace o mundo e deixe-se envolver por personagens absorventes e intensas que nos levam a bom porto. A biblioteca da ESDD (CREAM) continua a oferecer boas leituras. Vai ver que lá encontrará o tal livro à sua espera. Afinal, a ler entendemo-nos melhor! Equipa de Comunicação Ficha técnica: Dinisina, setembro de 2012 – Nº 3 Direção: José António de Sousa Design e paginação: Elsa Figueiredo Coordenação: Mª da Luz Encarnação Escola Secundária D. Dinis Rua Manuel Teixeira Gomes, 1950-186 Lisboa. Tel: 218 310 190 Fax: 218 590 769 E-mail: [email protected] Site: http://esecddinis.pt Facebook: http://www.facebook.com/ ESDDinis Livros para a “rentrée”