FORMAÇÃO DA EQUIPE
DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
Caderno Bimestral I
Gestão
da Educação
O programa Ação Educação da Fundação Vale tem como objetivo contribuir
para o desenvolvimento humano nos territórios onde atua, apoiando os municípios
em ações que contribuam para fomentar a justiça social e promover a inclusão
no mercado de trabalho da forma mais equânime possível.
Diretora Fundação Vale
Isis Pagy
Gerente - geral de Educação Fundação Vale
Joaquim Antônio Gonçalves
Equipe de Educação Fundação Vale
Andreia Prestes
Anna Cláudia Eutrópio B. d’Andrea
Cláudia Costa
Lílian Neves
Apoio editorial
Departamento de Comunicação Corporativa Vale
Parceiro
Comunidade Educativa CEDAC
Projeto Gráfico e Diagramação
Crama Design
Inventum Design
I
Caderno Bimestral
I
A importância da formação
dos professores na melhoria
da aprendizagem dos alunos
Gestor(a) da Secretaria de Educação
A partir de agora, você participará deste novo espaço de aprendizagem profissional, o programa Ação
Educação, que propõe a formação dos diferentes educadores da rede, incluindo a equipe da Secretaria
de Educação, pois acreditamos no importante papel que estes gestores desempenham na melhoria da
qualidade da educação.
O foco da formação dos gestores da equipe da Secretaria é a garantia do direito à educação de qualidade para todos e, portanto, busca-se assegurar: o acesso; a permanência nas escolas; a conclusão dos estudos e aprendizagem dos alunos.
Neste primeiro bimestre, aprofundaremos as condições que você, gestor, precisa assegurar para garantir o aperfeiçoamento profissional de sua equipe e a melhoria nos resultados dos alunos da sua rede.
Nesta publicação, as atividades a serem desenvolvidas presencialmente terão a duração de 16 horas,
distribuídas em dois dias, com acompanhamento do formador. As demais atividades serão realizadas
por você e sua equipe, que terão o apoio do Portal de Aprendizagem e da Casa do Aprender.
Assim, estudando, refletindo sobre suas práticas e realizando as atividades propostas, você terá oportunidade de experimentar novas formas de trabalho e fortalecer seu papel de gestor da educação pública.
A frente de formação da equipe da Secretaria de Educação considera a educação como um direito e,
portanto, deve envolver os gestores para que eles compreendam a importância da sua atuação para a
melhoria da qualidade de vida das pessoas. Considerando o conceito de desenvolvimento humano como uma negociação agenciada em prol do bem comum e da justiça social, entende-se que o respeito
à dignidade e ao pluralismo só pode ser construído a partir de processos educativos intencionais.
Sendo assim, todas as ações propostas convergem na consolidação de estratégias de formação junto à
equipe técnica da Secretaria de Educação, levando em consideração as seguintes diretrizes:
1
Formação da equipe de Secretaria de Educação
a garantia do direito à educação de qualidade para todos;
■
a percepção da posição de liderança da equipe gestora na definição dos rumos da educação municipal;
■
a valorização do processo de atualização constante;
■
a percepção da escola como um espaço de construção de conhecimentos;
■
a reflexão dos educadores sobre os fins da educação e sobre qual projeto de sociedade e de
desenvolvimento humano suas atividades cotidianas constroem;
■
a percepção de que o desenvolvimento de qualidades não cognitivas, tais como a perseverança, a
motivação, a autoestima e a confiança, é tão fundamental para a formação dos indivíduos como o
desenvolvimento das habilidades cognitivas;
■
a reflexão sobre a amplitude do processo de ensino e de aprendizagem e a suas dimensões emocionais;
■
o diálogo que precisa ser estabelecido com todos da rede a partir da proposta de ensino;
■
a articulação com as demais ações do programa Ação Educação.
■
Competências a serem desenvolvidas e/ou ampliadas por você, gestor,
durante este primeiro bimestre de formação:
Reconhecer os desafios da gestão municipal com base na análise dos indicadores locais.
■
Identificar as condições que precisam ser asseguradas para que seja enfrentado o
desafio da formação dos educadores na rede.
■
Contribuir para a constituição de equipes de trabalho colaborativas e articuladas.
■
Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais.
■
Saber utilizar as tecnologias virtuais para estudo, pesquisa e registro.
■
Conteúdos a serem trabalhados
Indicadores educacionais e sociais.
■
Responsabilidades pela aprendizagem dos alunos.
■
Formação de professores.
■
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I
Caderno Bimestral
I
Encontro Presencial
Duração: 16h
A aprendizagem dos alunos e a necessidade de investimentos
na formação dos professores.
Este primeiro Encontro Presencial está divido em 4 partes:
Para começo de conversa - com tempo previsto de 40 minutos de duração
■
Atividade de contextualização - com tempo previsto de 5 horas e 20 minutos de duração
■
Enquanto isso na escola - dividido em duas propostas:
■
Trabalho de campo - com tempo previsto de 4horas e 30 minutos de duração
Planejamento da reunião com os diretores - com tempo previsto de 5horas de duração
Avaliação do encontro - com tempo previsto de 30 minutos de duração
■
Seguem as competências a serem desenvolvidas e/ou ampliadas neste encontro:
Saber utilizar os indicadores de aprendizagem dos alunos como instrumentos de gestão da Secretaria.
■
Estabelecer os problemas que serão prioritariamente enfrentados pela Secretaria para assegurar
a aprendizagem dos alunos na rede.
■
Estabelecer o seu compromisso e o da sua equipe com a aprendizagem dos alunos.
■
Identificar e mapear defasagens de aprendizagem dos alunos através de avaliações externas.
■
Reconhece r o investimento na formação dos professores como prioridade para assegurar uma
educação baseada no desenvolvimento humano.
■
Saber utilizar o planejamento como ferramenta de trabalho do gestor.
■
Para começo de conversa
Duração: 40min
“A melhor forma de viver a vida é investir em algo que ultrapasse sua própria duração”.
William James
1. Antes de discutir a importância da formação dos professores para a melhoria da aprendizagem dos
alunos, você fará uma atividade para relembrar seu tempo de estudante. Esta atividade o ajudará a
refletir sobre as possíveis lembranças e marcas que a escola e os educadores deixam na vida das pessoas, e as marcas que você, gestor, pode deixar.
Para aquecer sua memória, leia a crônica “O Hino Nacional”, que apresenta as lembranças do autor
sobre a sua escola e seus rituais. Você pode combinar com seu grupo e escolher uma pessoa que faça a leitura em voz alta.
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Formação da equipe de Secretaria de Educação
O Hino Nacional
O pátio era pequenino e torto. E, pior, era coberto. Sei lá de quem foi a ideia de “cobrir” o pátio,
pois ficava tudo escuro, mesmo durante o dia. Nos dias de chuva, aquilo era insuportável. O
telhado era de telhas de fibrocimento, e a água caindo fazia o maior barulho. Era impossível
conversar, ouvir ou entender qualquer coisa. Os professores imploravam: “shiuuu”! Silêncio,
crianças!” Mas a escola era pequena e, se não ficássemos ali no recreio, acho que não caberíamos em nenhum outro lugar.
Essa foi a escola onde eu estudei e fiz o curso primário. E, este, o principal problema dela: o pátio. Não, não posso chamar aquilo de pátio. Passávamos o recreio num lugar mínimo, entrecortado e apertado. E éramos muitas crianças. Muitas.
Um dia, aquele piso já foi de cimento, ótimo para bater bola. Mas resolveram “melhorar”. Foi
quando apareceu, depois de uma reforma durante as férias, um piso cerâmico, moderno e... liso de tudo. Bastava alguém derrubar um pingo de suco ou entrar de sapato molhado, que
pimba! O maior tombo. Também não era possível jogar futebol, vôlei ou outros jogos que precisavam de espaço, pois um dos campos ficava sempre muito maior que o outro. O pátio afunilava e, lá no fundo, quase não cabiam duas pessoas.
Um dia, houve uma comemoração. Acho que era o dia da Proclamação da República. Todos
os alunos e professores cantariam o Hino ao mesmo tempo. Juntos. Tinham arrumado até
uma bandeira linda. Fizemos uma fila, e ficou a maior montoeira de gente. É que não cabiam
todos os alunos, em linha reta, por classe. A fila fazia uma curva lá no fundo, em “L”, por vezes
até em “U”, fazendo com que alguns alunos ficassem do lado de outros, mas na direção oposta. Era, por força do espaço, uma estranha comemoração. Começamos a ficar aflitos. Não é
desrespeito dar às costas para a Bandeira Nacional? Era, na nossa opinião. Ninguém queria ficar de costas, ou torto.
Começamos a empurrar. Não sei quem foi o primeiro, talvez tenha sido um garoto grandão, lá
de trás. Só sei que todo mundo queria respeitar a data, ou seja, de frente e em pé, oras! E começou um empurra-empurra, que foi crescendo, crescendo... como uma avalanche. E, claro,
não deu. Fomos caindo, na maior farra, uns sobre os outros, feito cartas de baralho, escorregando no piso. Até os professores foram ao chão. A única que conseguiu ficar em pé foi a diretora, a heroína daquele dia, que, equilibrando-se sabe lá como, manteve a bandeira ereta.
Foi aplaudida por todos no maior acesso de riso.
Levantamos do jeito que pudemos e, sem fila alguma, cantamos o Hino muito mais alto
e... de frente, claro.
Bom, era o que tínhamos. Um quintal pequeno, torto, barulhento, escorregadio e coberto. Sobrevivemos a ele; hoje, damos risadas. Mas nos faltaram muitas referências, muitos sonhos a
céu aberto, luz, sol e espaço. Nos faltou a coragem para correr e brincar sem ter medo de escorregar. Nos faltou liberdade. Mas aprendemos uma coisa muito, muito importante. Que
sempre temos que dar duro para manter nossas bandeiras em pé.
Livro do Diretor: Espaços & Pessoas. São Paulo: CEDAC/MEC, 2002.
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I
Caderno Bimestral
I
Após a leitura, comente com sua equipe as suas impressões sobre o texto e as lembranças e marcas que
esta escola e as pessoas deixaram na memória do autor.
2. Agora chegou o momento de você fazer este exercício de memória relembrando alguma situação
marcante (positiva ou negativa) que tenha vivenciado no seu tempo de estudante. Faça um registro
individual dessa memória.
Socialize com a equipe sua experiência, procurando identificar as marcas deixadas pela escola e pelos educadores que foram mais relatadas nas lembranças do grupo. Um membro da equipe deve fazer um registro coletivo dessa socialização utilizando esta questão como referencia:
As marcas mais citadas pela equipe são as mesmas marcas que você, gestor, gostaria de deixar na
memória das pessoas e alunos com os quais convive? Se sim: quais seriam elas? Se não, por quê?
■
Para pensar!
Somente conhecimentos conceituais não serão suficientes para as transformações desejadas para uma educação de qualidade. A necessidade de maiores investimentos no desenvolvimento de habilidades e competências não cognitivas no interior da rede e da escola
poderá se constituir uma ferramenta importante para alavancar inovações essenciais aos
novos desafios da educação. As competências não cognitivas estão relacionadas com o
“saber conviver”, para “saber ser”, ou seja, motivação, autonomia, equilíbrio emocional e
relacionamentos interpessoais são desenvolvidas a partir da convivência entre as pessoas e
de suas intencionalidades educativas.
Segundo o professor de Economia da Universidade de Chicago e Prêmio Nobel de Economia,
James Heckman, “Se ignorarmos as competências comportamentais, acabamos fazendo
políticas públicas insuficientes para a educação, como a escola tem feito hoje em dia”.
Atividade de contextualização
Duração: 5h20min
Momento 1 – Contexto da Educação do Brasil
Duração: 30min
1. Depois de refletir sobre as marcas que gostaria de deixar na sua gestão, você iniciará o estudo do tema deste encontro. Para começar, irá fazer uma análise do contexto da educação no Brasil.
O texto “Por que o aluno brasileiro aprende tão pouco?” apresenta uma relação entre os desafios para a melhoria da aprendizagem dos alunos e os investimentos que foram e ainda precisam ser feitos.
Leia individualmente e depois responda, por escrito, às questões a seguir.
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Formação da equipe de Secretaria de Educação
Que fatores você identifica na sua rede que podem fazer com que os alunos aprendam mais?
■
“O professor é o grande ator de uma política educacional de sucesso e o avanço dos índices depende em grande parte do investimento na carreira docente”, afirma Célio da Cunha, professor
da Universidade de Brasília (UnB) e consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura (Unesco). O que você pensa sobre esta afirmação, levando em conta a formação dos professores na sua rede?
■
O texto aponta que os investimentos na educação cresceram, mas não o suficiente. Em sua opinião, o que justifica esta disparidade entre os resultados na aprendizagem dos alunos e os investimentos na educação?
■
Por que o aluno brasileiro aprende tão pouco?
“Seria uma inconsequência aumentar os recursos sem ampliar nossa capacidade de gestão”,
diz Priscila Cruz, do Movimento Todos Pela Educação
O ensino público brasileiro está de recuperação. Dados do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb) indicam que 70% dos alunos das séries avaliadas (quinto e nono anos do ensino
fundamental e terceiro do ensino médio) não atingiram níveis de aprendizado considerados
adequados em língua portuguesa e matemática. O número mais alarmante está no terceiro
ano do ensino médio: apenas 9,8% dos alunos dominam conhecimentos que deveriam saber
em matemática.
“Esses dados nos fazem concluir que o grande problema da educação brasileira está no aprendizado. O aluno está na escola, mas não aprende”, diz Priscila Cruz, diretora executiva do Movimento Todos Pela Educação. “Nos Estados Unidos, 88% dos alunos possuem um aprendizado adequado. Ou seja, ainda temos um déficit educacional muito grande”.
Se a questão central da educação é a aprendizagem, é inevitável perguntar: por que o aluno
brasileiro aprende tão pouco? A resposta constitui um mosaico cheio de processos que precisam estar encaixados de maneira eficiente. A peça central, porém, está no docente: um professor qualificado gera qualidade de aprendizagem, que por sua vez gera qualidade na educação. “O professor é o grande ator de uma política educacional de sucesso e o avanço dos índices depende em grande parte do investimento na carreira docente”, afirma Célio da Cunha,
professor da Universidade de Brasília (UnB) e consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Arthur Fonseca Filho, ex-presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, concorda: “As pessoas mais bem preparadas hoje não procuram a carreira do magistério. Precisamos
valorizar a função docente para inverter essa lógica e melhorar a educação”. Além de atrair os
melhores, é preciso oferecer formação inicial e continuada de qualidade que prepare o mestre para a realidade escolar. “A formação do professor é uma questão estruturante. Sem ela, nenhuma melhora é possível”, sentencia Guiomar Namo de Mello, especialista em educação.
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I
Caderno Bimestral
I
Selecionar os melhores profissionais e investir na formação deles provou-se ser uma prática
tão eficaz que está no topo das principais lições a serem aprendidas a partir de exemplos
bem-sucedidos de modelos educacionais do mundo. O relatório Como os Sistemas de Escolas de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo, elaborado em 2008 pela consultoria americana McKinsey, mostra que na Coreia do Sul os futuros professores do ensino fundamental são recrutados entre a elite dos alunos do ensino médio. Por aqui, boa parte do
professorado vem dos piores alunos. A maioria encontra ainda no ensino superior uma formação deficitária.
Investimento – Outro foco de discussão no processo de melhoria do ensino são os investimentos. Segundo dados oficiais, o governo federal investiu 4% do Produto Interno Bruto (PIB)
do país em educação básica em 2008. O número é digno de comemoração, se considerarmos
que, em 2003, a cifra era de 3,2%. Apesar do crescimento, o número ainda está distante dos
5% considerados suficientes para sustentar um avanço significativo na educação para os próximos anos.
O gargalo pode estar não apenas no montante destinado ao setor, mas também na administração desses recursos pelos gestores das redes. É papel deles converter a verba em um ambiente propício para a aprendizagem. “Seria uma inconsequência aumentar os recursos sem
ampliar nossa capacidade de gestão”, diz Priscila Cruz. Mais uma vez, os exemplos internacionais ajudam a mostrar o potencial de investir em uma boa gestão dos recursos. Em Cingapura, onde o índice de analfabetismo atinge 3,7% da população, a seleção de bons gestores passa por uma triagem rigorosa. Os selecionados passam por uma formação de seis meses, com
direito até a estágio no exterior.
Para auxiliar na tarefa de conscientizar os gestores de sua importância, o Movimento Todos
Pela Educação propõe uma lei de responsabilidade educacional. “Não adianta o gestor gastar
licitamente o dinheiro destinado à educação sem ofertar um ensino de qualidade para os alunos de sua rede. Mesmo que ele não esteja roubando dinheiro, ele está roubando vidas”, afirma Priscila. “Ele precisa se responsabilizar, e ser punido se necessário, caso os resultados não
estejam de acordo com o esperado”.
Professores, gestores, investimento. Essas são apenas algumas das peças que devem construir
o grande mosaico da educação no Brasil. Em janeiro, a tarefa de acelerar o ritmo em direção a
uma educação básica de qualidade será a assumida por um novo governo. A ele, os especialistas pedem clareza nas metas a serem atingidas e foco para alcançá-las. Para isso, o trabalho
coordenado com estados e municípios é fundamental, já que a responsabilidade pela administração direta da rede pública de ensino atualmente não cabe ao governo federal. Arthur
Fonseca Filho sintetiza: “É preciso que cada instância – federal, estadual e municipal – assuma
seu papel no regime de colaboração por uma educação de melhor qualidade”.
GOULART, Nathalia. Por que o aluno brasileiro aprende tão pouco? VEJA, 2010. Disponível em:
<http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/por-que-o-aluno-brasileiro-aprende-tao-pouco>.
Acesso em 9 de julho de 2012.
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Formação da equipe de Secretaria de Educação
Momento 2 – O que nos dizem as avaliações dos alunos
Duração: 20min
“Hoje, é consenso que a relação estabelecida entre professor e aluno,
a formação dos educadores, a liderança na gestão, o contato com
a comunidade e a capacidade da escola em criar e acompanhar
metas são pontos decisivos que garantem a eficácia”.
Programa Parceria – Instituto Votorantim
1. Junto com sua equipe, identifique quais instrumentos de avaliação das aprendizagens dos alunos
sua rede utiliza e faça uma lista coletiva. Depois, ainda coletivamente, anote como estes instrumentos são utilizados e com que propósito.
Mas qual é mesmo o sentido da avaliação para uma rede de ensino?
2. Leia o texto “Avaliação e aprendizagem: sentidos e práticas” e anote, individualmente, as contribuições que ele trouxe para você repensar os instrumentos e os propósitos de avaliação das aprendizagens dos alunos na sua rede de ensino.
Avaliação e aprendizagem: sentidos e práticas
Os processos de avaliação são um traço muito evidente da cultura escolar e se manifestam de
diferentes formas no cotidiano das escolas. Todavia, nem sempre esses processos são objeto
da nossa reflexão. São raras as oportunidades em que nos questionamos sobre o que avaliamos, como avaliamos e, sobretudo, para que avaliamos na escola.
De maneira esquemática, podemos compreender ao menos três dimensões da avaliação na
escola: a avaliação dos alunos conduzida por seus professores (interna, circunscrita à relação
entre o ensino e a aprendizagem), a avaliação das condições em que o ensino e a aprendizagem acontecem na escola e dos processos institucionais que lhes dão suporte (avaliação institucional) e a avaliação externa (em geral, de larga escala, em que são mensuradas a eficácia
e a eficiência dos sistemas de ensino expressas em resultados de proficiência dos estudantes
em testes padronizados).
No que diz respeito à primeira dessas três dimensões, todos os professores, de maneira mais
ou menos formal, constroem e realizam estratégias para identificar, compreender, acompanhar e mensurar as aprendizagens dos meninos e meninas sob sua responsabilidade. Quando
fazem isso, os educadores colocam em jogo os sentidos que atribuem às aprendizagens propostas no currículo escolar, as representações que alimentam a respeito das identidades e das
possibilidades de aprender dos meninos e meninas e as percepções sobre relações entre o ensino que realizam e a aprendizagem de cada um dos estudantes. Em outras palavras, pode8
I
Caderno Bimestral
I
mos dizer que os processos de avaliação que os professores produzem cotidianamente, nas
escolas, são norteados pela concepção de educação que, de maneira mais ou menos consciente, dirige sua prática educativa.
Os estudos e pesquisas no campo da avaliação e do currículo sinalizam que a escola brasileira, de maneira geral, constrói e produz práticas de avaliação da aprendizagem dos alunos marcadas por uma lógica classificatória e seletiva, que divide os alunos entre aqueles que são capazes de aprender e aqueles que não são capazes de aprender. Em geral, essa divisão reproduz as hierarquias sociais de renda, de gênero e de raça/etnia. Também sinalizam que os professores brasileiros dificilmente encaram os resultados desfavoráveis dos estudantes nas situações de avaliação como consequência de situações de ensino inadequadas e, portanto, como frutos da qualidade de seu trabalho pedagógico. O fracasso de cada estudante é, geralmente, atribuído à sua origem social, às dificuldades e vulnerabilidades de suas famílias, à sua
identidade de gênero ou mesmo à sua identidade étnico-racial.
Refletir sobre a potência mediadora e formativa da avaliação significa compreender que os resultados dos estudantes nas situações de avaliação são importantes ferramentas de diagnóstico a respeito do que eles já sabem, do que precisam saber e de como o professor e a escola
podem adequar suas estratégias e propostas de ensino para conduzir melhor o desenvolvimento das habilidades e competências que esperam que seus estudantes adquiram.
No que diz respeito à segunda dimensão – a avaliação institucional – é importante assinalarmos
que a escola é um espaço de ensinar e aprender bastante complexo, em que diferentes dimensões
interagem para produzir as condições nas quais a atividade pedagógica se materializa. Nesse sentido, é importante que haja momentos e estratégias específicas para que os sujeitos que atuam no
cotidiano escolar compreendam e avaliem quais são as potencialidades, os desafios e as limitações
que se apresentam a fim de que possam tomar decisões e encaminhar ações na busca de uma escola com qualidade socialmente referenciada. A avaliação institucional fundamenta a construção
e revisão constante do Projeto Político Pedagógico e ilumina a reflexão crítica sobre a escola que
temos em direção à escola que queremos oferecer aos nossos meninos e meninas.
Os estudos e pesquisas no campo da gestão escolar sinalizam que a escola brasileira é bastante resistente a essas situações de avaliação institucional. Em geral, há bastante dificuldade em
construir situações de diálogo verdadeiramente democráticas entre os diferentes segmentos
que compõem a comunidade escolar. Também há bastante dificuldade, por parte dos gestores, em transitar de uma concepção de gestão escolar centralizadora e autoritária para uma
concepção democrática e participativa. Em parte, essas dificuldades repousam na nossa recente experiência de redemocratização. Todavia, é compromisso fundamental do gestor escolar criar condições para que esse momento de avaliação institucional seja vivenciado por
toda a comunidade escolar de maneira autêntica, com participação efetiva dos estudantes,
suas famílias, dos funcionários de todos os segmentos e dos professores.
As avaliações externas oficiais são uma terceira forma de avaliação que tem ganhado espaço
na cultura escolar brasileira. Desde o final do século XX, o Ministério da Educação têm construído sistemas de avaliação, calcados em testes padronizados de proficiência para os estudantes da rede pública, que pretendem verificar o grau de eficácia do ensino a partir da defi9
Formação da equipe de Secretaria de Educação
nição e mensuração de um conjunto de competências e habilidades que os estudantes devem construir em cada uma das etapas de sua escolarização. A partir da experiência nacional,
muitos estados e municípios também construíram sistemas de avaliação próprios, orientados
pelos mesmos pressupostos das avaliações nacionais.
Em que pesem as críticas a respeito do caráter redutor das avaliações de larga escala em relação a uma série de aspectos que entretecem o currículo da escola, é imprescindível que reconheçamos a relevância dessas estratégias de acompanhamento e monitoramento das redes
de ensino na (re)definição das decisões e encaminhamentos da política educacional.
A partir da leitura atenta dos resultados das redes de ensino nesses processos avaliativos, os
gestores podem compreender quais são as lacunas e os desafios que precisam ser enfrentados para garantir uma escola de melhor qualidade.
É bastante frequente a tendência de criar e disseminar rankings em que os resultados das escolas e redes nas avaliações externas de larga escala sirvam para classificar e selecionar escolas ou redes “de excelência” e escolas ou redes “precárias”. Também é bastante frequente a associação entre os resultados dos estudantes nas avaliações externas e a distribuição de gratificações e “bônus” para escolas ou profissionais de escolas consideradas de alto rendimento.
Essas práticas reproduzem a mesma lógica seletiva e classificatória que preside, em muitos casos, a avaliação interna, realizada pelos professores. É muito importante que ressaltemos que
compreender as avaliações externas sob essa perspectiva não contribui em nada para a construção de sistemas e redes de ensino inclusivos, nos quais todos têm o direito e a possibilidade concreta de aprender. Combater as práticas de ranqueamento e produzir uma cultura colaborativa entre as escolas da rede de ensino e entre as redes de ensino é compromisso fundamental dos gestores educacionais, sob pena de reproduzir as desigualdades educacionais
que o nosso país precisa superar.
Comunidade Educativa CEDAC
Momento 3 – A Prova Brasil e a aprendizagem dos alunos do seu município
Duração 1h30min
“Deve-se conseguir que todos os meninos e meninas do mundo aprendam
pelo menos a ler e escrever, a expressar-se bem quando falarem, a calcular
e a resolver problemas. Porque, aprendendo essas coisas, podemos
continuar aprendendo muitas outras depois”.
Rosa María Torres
Até o momento, você pode ampliar seus conhecimentos sobre a importância das avaliações externas
como ferramenta de gestão educacional. A partir de agora, você vai explorar este tema analisando os
dados do seu município.
10
I
Caderno Bimestral
I
1. Junto com sua equipe, acesse o site do MEC – www.mec.gov.br – e, clicando no link Prova Brasil, encontre os resultados do seu município. Use o quadro abaixo como modelo para o registro dos resultados encontrados. Depois, escreva um registro coletivo com as conclusões que sua equipe conseguir estabelecer sobre o desempenho dos alunos da sua rede.
4ª série/5º ano
ANO
Língua
Portuguesa
8ª série/9º ano
Matemática
Língua
Portuguesa
Matemática
2007
2009
2011
2013
Para ampliar a sua possibilidade de análise desses dados, observe tabela que relaciona a pontuação
da Prova Brasil aos níveis de desempenho dos alunos.
Português
Matemática
Pontuação
5º ano
9º ano
5º ano
9º ano
Acima de 400
Avançado
Avançado
Avançado
Avançado
De 375 a 400
Avançado
Avançado
Avançado
Avançado
De 350 a 375
Avançado
Avançado
Avançado
Avançado
De 325 a 350
Avançado
Avançado
Avançado
Adequado
De 300 a 325
Avançado
Adequado
Avançado
Adequado
De 275 a 300
Avançado
Adequado
Avançado
Básico
De 250 a 275
Avançado
Básico
Adequado
Básico
De 225 a 250
Adequado
Básico
Adequado
Básico
De 200 a 225
Adequado
Básico
Básico
Abaixo do Básico
De 175 a 200
Básico
Abaixo do Básico
Básico
Abaixo do Básico
De 150 a 175
Básico
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
De 125 a 150
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
Abaixo de 125
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
Abaixo do Básico
11
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Para ajudar na reflexão, segue um exemplo: se os alunos do 5º ano de um determidado município
apresentam a pontuação 175 em língua portuguesa, isso significa que eles estão no nível de desempenho básico, mas não adequado ao ano de escolaridade, que seria de 200 a 250.
Considerando os resultados da Prova Brasil do seu município no último ano, que foram levantados
no site do MEC, localize na tabela anterior o nível de desempenho dos alunos da rede de seu município e elabore outro quadro conforme modelo abaixo:
4ª série/5º ano
ANO
Língua
Portuguesa
Matemática
8ª série/9º ano
Língua
Portuguesa
Matemática
Pontuação
Desempenho
A partir destas novas informações, anote as conclusões a que você e sua equipe chegaram sobre o
desempenho dos alunos da sua rede.
2. Agora um momento individual. Leia as informações a seguir e analise novamente os resultados da
Prova Brasil do seu município a partir das questões colocadas. Registre.
Você sabia que alguns estudos apontam que cada 25 pontos abaixo da pontuação adequada equivalem ao nível de habilidades e competências dos alunos de um ano de escolaridade anterior?
■
Assim, no exemplo citado anteriormente, os alunos do 5º ano atingiram a pontuação de 175 em
língua portuguesa, ou seja, 25 pontos a menos que a pontuação mínima adequada, que seria de
200 pontos. Conclui-se, então, que as habilidades e competências desses alunos correspondem
ao 4º ano e não ao 5º.
■
Questões
a) As habilidades e competências em língua portuguesa dos alunos de 5º e 9º anos de sua rede
correspondem ao ano adequado? Se não, a qual ano/série correspondem?
b) As habilidades e competências em matemática dos alunos de 5º e 9º anos de sua rede
correspondem ao ano adequado? Se não, a qual ano/série correspondem?
c) Caso haja defasagem, em que ano/série ela é maior? E em que área (língua portuguesa ou
matemática)?
3. Agora discuta com sua equipe quais seriam as causas e quem seriam os responsáveis por estes resultados. Registre em um texto coletivo.
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I
Caderno Bimestral
I
Dica:
Para conhecer mais da Prova Brasil, acesse o site do Inep – www.inep.gov.br – e clique no link Downloads.
Momento 4 – Responsabilidades pela aprendizagem dos alunos
Duração 30min
Para ajudá-lo a pensar nas responsabilidades pela aprendizagem dos alunos, você fará um exercício individual com as ações de cada pessoa envolvida neste processo.
No final desta publicação, há um diagrama como este que você vai utilizar para realizar esta atividade.
APRENDER
A legenda abaixo identifica cada pessoa envolvida no processo educativo:
Alunos
Pais
Professores
Equipe de apoio e serviços gerais (limpeza, cozinha etc.)
Equipe gestora da escola (diretor e coordenador pedagógico)
Equipe gestora da Secretaria (secretário de Educação e técnicos/supervisores)
13
Formação da equipe de Secretaria de Educação
1. Escreva no diagrama (presente ao final deste caderno) as ações correspondentes a cada uma das
pessoas envolvidas, a partir das seguintes orientações:
Considerando que o foco de toda ação educativa é a aprendizagem dos alunos (centro do
diagrama) e que aprender é uma ação discente, quais são as ações que precisam ser efetuadas
por eles para que aprendam?
■
Os pais ou responsáveis também são atores importantes neste processo. O que precisam fazer
para que os alunos, seus filhos, aprendam?
■
O que cabe aos professores fazer para que os alunos aprendam?
■
O que faz a equipe de apoio e serviços gerais para garantir que os alunos aprendam?
■
O que cabe aos gestores escolares (diretor e coordenador pedagógico)?
■
E a você, gestor da Secretaria, o que cabe?
■
2. Agora que você já fez sua parte na atividade, é hora de se juntar com sua equipe para socialização.
Compare as atribuições dadas por sua equipe a cada pessoa envolvida neste processo e complete o
seu diagrama com outras sugestões.
Para facilitar a socialização, leia as informações a seguir:
O diagrama revela que o sucesso da aprendizagem exige intencionalidade clara das diferentes
esferas, e estas precisam atuar de forma coerente desde os alunos até a Secretaria de Educação.
Responsabilizar-se por este processo e por seu sucesso relaciona-se diretamente ao quanto os
sujeitos envolvidos possuem consciência de seu papel e da importância de suas ações.
■
Os alunos que não estudam em classe nem em casa, os pais ou responsáveis que não mandam
os filhos para a escola e não lhes transmitem o valor da escola e da educação, o professor que entra em sala sem planejar a aula, a equipe de apoio que, ao limpar as paredes, danifica a produção
dos alunos, o diretor que estoca os livros recebidos pela escola para que os alunos não os estraguem, o coordenador pedagógico que não assume a formação continuada dos docentes, e o secretário de Educação que atrasa o início do ano letivo para economizar na contratação de professores, nenhum deles está cumprindo seu papel.
■
E não é apenas nesses atos mais visíveis que está a intencionalidade de quem educa. Todos os
ambientes da escola e o comportamento dos profissionais que ali circulam dizem muito para os
alunos. A organização dos espaços físicos e também das horas de aula e outras atividades, o tratamento na relação com os colegas de trabalho e a forma com que se lida com os conflitos são
exemplos de fatores importantes no cotidiano escolar que fazem parte da intencionalidade educativa dessa instituição e dos que nela trabalham.
■
Cabe aos gestores, da Secretaria e das escolas, estarem atentos a todos os envolvidos no processo, assegurando o direito de os alunos aprenderem.
14
I
Caderno Bimestral
I
Momento 5 – Definição de prioridades
Duração 30min
Até o momento, você pôde estudar e refletir sobre os resultados da aprendizagem dos alunos de sua
rede e as diferentes responsabilidades para o avanço.
É importante você compreender que, para garantir a aprendizagem dos alunos, é preciso um investimento em várias frentes ao mesmo tempo, mas cabe ao gestor definir prioridades.
1. Para ajudá-lo neste desafio, leia o texto “Primeiro o cemitério, depois a aprendizagem”, de Rosa
María Torres.
Primeiro o cemitério, depois a aprendizagem
Em educação prevaleceu um esquema segundo o qual a educação equivale, em primeiro lugar, a construção, edifício, infraestrutura, planta física. Primeiro o cemitério; depois – mais
adiante, em algum momento, por acaso – a aprendizagem. Enormes quantidades de dinheiro
foram investidas em cimento, enquanto se adia o investimento em professores, em materiais
educativos, em qualidade pedagógica.
Um dos primeiros a reconhecer isto como um erro é o próprio Banco Mundial, depois de décadas de empréstimos destinados à infraestrutura como investimento prioritário no setor
educativo. Mas a obsessão com o cimento persiste. Quando a lógica e o senso comum não
bastam para entender a persistência nesta mentalidade “cimenteira” – quem pode pensar em
continuar priorizando construções escolares em tempos de crise econômica, de cortes orçamentários e de evidentes problemas no ensino e na aprendizagem? –, surgem outras explicações. Há quem faça notar que por trás da afeição pelo tijolo e pelo zinco, pode haver algo mais
que um afã construtor: vale dizer, interesses econômicos (a construção é um grande negócio,
com um pequeno contrato pode-se fazer um grande favor a um amigo) e interesses políticos
(inaugurar escolas aparece mais e rende mais votos que capacitar professores).
O certo é que, com pobreza e tudo, com cortes orçamentários e tudo, e inclusive com protestos, denúncias e tudo, continuam de pé por todas as partes projetos que, para melhorar qualidade da educação, começam pelas paredes e janelas, por vigas e esquadrias. E assim, quando o empréstimo e o projeto chegam ao fim, já não resta nem o tempo, nem o dinheiro, nem
o espírito para empreender o que verdadeiramente importa: a qualidade do ensino, a qualidade do aprendizado. Assim, endividados, vamos ficando com a dívida e com um amontoado
de estruturas metálicas, zinco, cimento, tijolo, madeira, azulejos, vigas, pregos e parafusos, mas
sem os professores qualificados, os materiais educativos essenciais, a biblioteca básica e os
métodos apropriados.
TORRES. R. M. Primeiro o cemitério, depois a aprendizagem. In: Educação e Imprensa.
Coleção Questões da Nossa Época. São Paulo: Editora Cortez, 1996.
15
Formação da equipe de Secretaria de Educação
2. Volte ao texto e identifique quais as contribuições que ele traz a você, gestor, na definição das prioridades para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Registre no seu caderno.
3. Levando em conta os resultados de desempenho dos alunos da sua rede em língua portuguesa e
matemática, discuta com sua equipe e justifique a importância do investimento na formação dos
seus professores. Registre por escrito.
Momento 6 – Conhecendo a frente de Formação de Professores
e implementação da Casa do Aprender do programa Ação Educação da Fundação Vale
Duração: 2h
Até aqui você discutiu vários aspectos que o ajudaram a pensar e analisar a importância do investimento na
formação dos professores da sua rede para a melhoria da aprendizagem dos alunos. Agora irá conhecer a
frente de Formação de Professores do programa Ação Educação, que apoiará a sua rede neste desafio.
É importante você e sua equipe entenderem os pressupostos do Ação Educação e planejarem ações
com foco nas condições que devem ser asseguradas nas escolas.
1. Faça a leitura compartilhada das publicações que apresentam as ações desenvolvidas pelo Ação Educação no seu município e sintetize no seu caderno as informações relevantes, a partir dos itens abaixo:
Qual é a proposta de formação de professores no seu município?
■
Quais os participantes diretos?
■
Quais os principais objetivos?
■
Qual o papel da Casa do Aprender para a formação dos profissionais da sua rede
e para a comunidade?
■
Outras informações importantes para você, gestor.
■
Agora você irá conhecer mais um pouco o Ação Educação e um dos seus pressupostos básicos, o Desenvolvimento Humano. Este conceito tem sido desenvolvido por vários autores, destacamos a seguir
o que disse Jacques Delors.
Educação: um tesouro a descobrir.
[..] “é um processo que visa ampliar as possibilidades oferecidas às pessoas. Em princípio, estas
possibilidades podem ser infinitas e evoluir com o tempo. Contudo, em qualquer nível de desenvolvimento, as três principais, do ponto de vista das pessoas, são ter uma vida longa e com
saúde, adquirir conhecimentos e ter acesso aos recursos necessários a um nível de vida decente. Na falta destas possibilidades fundamentais, muitas outras oportunidades permanece16
I
Caderno Bimestral
I
rão inacessíveis. Contudo, o desenvolvimento humano não pára aqui. Há outras potencialidades às quais as pessoas atribuem valor e que vão desde a liberdade política, econômica e social, à possibilidade de exprimir a sua criatividade ou a sua capacidade de produzir, passando
pela dignidade pessoal e o respeito pelos direitos humanos”.[...]
[...] “a educação não serve, apenas, para fornecer pessoas qualificadas ao mundo da economia:
não se destina ao ser humano enquanto agente econômico, mas enquanto fim último do desenvolvimento. Desenvolver os talentos e as aptidões de cada um corresponde, ao mesmo
tempo, à missão fundamentalmente humanista da educação, à exigência de equidade que
deve orientar qualquer política educativa e às verdadeiras necessidades de um desenvolvimento endógeno, respeitador do meio ambiente humano e natural, e da diversidade de tradições e de culturas. E mais especialmente, se é verdade que a formação permanente é uma
ideia essencial dos nossos dias, é preciso inscrevê-la, para além de uma simples adaptação ao
emprego, na concepção mais ampla da educação ao longo de toda uma vida, concebida como condição de desenvolvimento harmonioso e contínuo da pessoa”.[...]
DELORS, J. (Org.). Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da Comissão Internacional
sobre Educação para o século XXI. São Paulo: Cortez, 1998, pp. 81; 85.
Para saber mais:
Como medir o desenvolvimento humano?
Segundo PNUD, rede de desenvolvimento global da ONU, o conceito de desenvolvimento humano é a
base do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e parte do pressuposto de que para aferir o avanço
de uma população não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade de vida.
O IDH também leva em conta dois outros componentes: a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice
de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino.
http://www.pnud.org.br
Agora que você já conheceu a proposta da frente de Formação dos professores da sua rede e da Casa
do Aprender do programa Ação Educação e seus pressupostos, discuta com sua equipe e registre
quais as contribuições que ele poderá trazer para a educação do seu município.
2. Chegou o momento de pensar as condições que precisam ser asseguradas para a realização da Formação no seu município. Alguns aspectos importantes dela, a serem planejados pelos gestores da
Secretaria e das escolas, já foram antecipados e listados no quadro modelo abaixo. Converse com
sua equipe e registre outros aspectos que considere relevantes para garantir o sucesso da implantação deste programa na rede. 17
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Aspectos a serem considerados e planejados para o Ação Educação
Responsabilidades
da Secretaria de Educação
Responsabilidades da Escola
1.Divulgação
da proposta
de formação
Realizar reunião com diretores e
coordenadores das escolas para
compartilhar a proposta de formação.
Realizar reunião com professores
da escola para compartilhar a proposta
de formação e incentivá-los a aderir aos
grupos de estudos.
2.Controle
de adesão
Designar um profissional ou setor
responsável para mobilizar, acompanhar
e organizar os dados enviados pelas
escolas, relativos à adesão dos
profissionais aos grupos de estudos.
Mobilizar e acompanhar a inscrição dos
profissionais ao Ação Educação
3. Controle de
frequência
Designar um profissional ou setor
responsável por acompanhar e
organizar os dados relativos à
frequência dos profissionais nos grupos
de estudos.
Organizar e acompanhar o registro de
frequência dos professores nos grupos
de estudos, junto com a folha de ponto
na escola, quando for o caso.
4.Organização
de espaço para
os grupos de
estudos
Definir o espaço no município para os
grupos de estudos coletivos e avaliar,
através do trabalho de campo, os
espaços selecionados pelos gestores
escolares quando os grupos de estudos
se reunirem nas escolas. Se preciso,
auxiliar esses gestores na execução de
melhorias e/ou mudanças necessárias.
Discutir com a equipe de professores e
outros profissionais qual o espaço mais
adequado para um grupo de estudos e,
se for necessário, fazer algumas
mudanças de setores e ajustes para
garantir tranquilidade, boa iluminação,
ventilação e espaço agradável para o
grupo de estudos se reunir na escola.
5.Acompanhamento
dos grupos
de estudos
Fazer cronograma de observação de
encontros de estudos nas escolas para
acompanhar o desenvolvimento da
formação, buscando identificar os
indicadores de sucesso para divulgação,
assim como as dificuldades, para serem
encaminhadas com as equipes as
possíveis soluções.
Fazer cronograma interno para cada
gestor acompanhar um dos grupos
mensalmente, buscando identificar os
indicadores de sucesso para divulgação,
assim como as dificuldades, para serem
encaminhadas soluções com as equipe
da escola e da Secretaria.
6. Recursos materiais
7.Outros
Você deve ter observado que, neste quadro, encontram-se as ações que devem ser realizadas pelo gestor da Secretaria e pelos gestores das escolas, pois ambos são responsáveis pela implementação da
Formação de Professores na rede. A articulação e o entrosamento entre as ações de ambos os gestores
é de extrema importância e deverá ser encaminhada por você no planejamento da reunião prevista
com os diretores ainda nesta publicação.
18
I
Caderno Bimestral
I
Enquanto isso na escola...
O trabalho de campo
Duração: 4h30min
O propósito desta parte do Encontro Presencial é contribuir para que você e sua equipe ampliem o
diálogo com os gestores escolares e garantam desdobramentos das políticas educacionais no cotidiano escolar.
Momento 1 – Elaboração do roteiro
Duração: 1h15min
Nesta atividade, você vai conhecer os propósitos do trabalho de campo, que pode ser uma das estratégias de trabalho a serem realizadas com regularidade por sua equipe nas escolas da rede.
1. Para saber mais do trabalho de campo, leia coletivamente o texto abaixo. Discuta com a sua equipe
quais as contribuições do Trabalho de Campo para a gestão da Secretaria.
Trabalho de campo
Para garantir que o direito à educação seja, efetivamente, vivenciado no cotidiano das escolas
é imprescindível que o processo de gestão das políticas e práticas educativas seja feito a partir de um olhar cuidadoso para os diferentes aspectos da realidade das redes de ensino. Nesse
sentido, construir estratégias para ampliar a qualidade do diálogo com a rede de ensino e potencializar a observação e o diagnóstico mais assertivo de suas necessidades é um compromisso fundamental dos gestores educacionais.
Muitas vezes, essas estratégias se revestem de um caráter fiscalizador e pouco produtivo que
instala uma cultura de baixa cooperação e colaboração e provoca sérios processos de desarticulação. Desde uma perspectiva diferenciada, de orientação formativa, o Trabalho de Campo
é uma estratégia metodológica orientada pela observação participante, propositiva e colaborativa das escolas da rede.
No trabalho de campo, a equipe técnica da Secretaria de Educação planeja visitas orientadas
às escolas em que, mediante um roteiro com pontos específicos de observação, identifica, reconhece e analisa elementos do cotidiano escolar como forma de diagnosticar as potencialidades, fragilidades, oportunidades e desafios do trabalho realizado pelos educadores.
A observação tem um caráter de mediação no trabalho de campo, pois precisa demarcar,
além de fornecer dados e elementos orientadores para as decisões de gestão educacional. O
trabalho de campo pressupõe a tematização e discussão dos observáveis com as equipes pedagógicas das escolas, com seus professores e com os demais funcionários.
Nesse sentido, alguns cuidados são imprescindíveis para que essa estratégia metodológica
atinja seus objetivos:
19
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Antes
Todo trabalho de campo precisa ser orientado pela decisão de quais elementos serão
privilegiados na observação. As escolas são instituições complexas e um olhar que não
seja focado em alguns aspectos pode dificultar os processos de análise e tematização da
realidade observada.
n
É preciso que a ida a campo seja compreendida pela rede de ensino como uma ação formativa e mediadora. Nesse sentido, é preciso combinar com a escola a data da visita, seus
objetivos e também as etapas do trabalho.
n
Durante
O roteiro elaborado previamente é o instrumento que deve guiar o olhar dos observadores.
Evidentemente, aspectos não previstos no roteiro podem chamar a atenção e merecer registro, mas é imprescindível que haja compromisso com o roteiro de observação prevista.
n
O cotidiano escolar é dinâmico e compreendê-lo exige certo grau de imersão. Assim,
durante o trabalho de campo, caso o grupo de observadores identifique uma situação
atípica, é importante que haja o cuidado necessário nas interpretações que fará.
n
O trabalho de campo não deve provocar dificuldades ou obstáculos para a rotina cotidiana das escolas. Nesse sentido, tanto quanto possível, a presença dos técnicos observadores não deve modificar os encaminhamentos comuns que a escola realiza nos diferentes
momentos do dia.
n
Depois
As observações registradas durante o trabalho de campo serão objeto da discussão com
educadores em pelo menos dois momentos distintos. Por um lado, os técnicos da Secretaria de Educação discutirão os elementos observados e buscarão compreender quais são
os desafios a serem enfrentados e como o trabalho de gestão educacional pode mobilizar
sua superação. Por outro lado, a reflexão dos elementos observados possibilita que se
construa uma pauta de discussões com a equipe gestora da escola e, se possível, com os
professores, sobre o cotidiano que vivenciam e sobre a qualidade do trabalho pedagógico.
n
Comunidade Educativa CEDAC
Registre no seu caderno a discussão que você realizou com a sua equipe a partir do texto lido.
Para complementar a discussão, veja algumas orientações práticas para a realização do trabalho de
campo nas escolas do seu município.
20
I
Caderno Bimestral
I
Antes
Durante
Depois
∙ Planejar o roteiro
de observação.
∙ Ao chegar à escola, procurar
pelo diretor ou responsável,
na sua ausência.
∙ Finalizada a observação,
reunir-se com o diretor.
∙ Selecionar a escola onde
será realizado o trabalho.
∙ Entrar em contato com o
diretor para agendar o dia
e o horário e solicitar que
acompanhe a atividade.
∙ Compartilhar o roteiro de
observação e o foco de trabalho.
∙ Visitar os espaços da escola
observando as questões do roteiro.
∙ Apresentar-se e conversar com
alunos e funcionários da escola.
∙ Quando for possível, tirar fotos.
∙ Compartilhar as
observações e trocar
impressões das
observações realizadas.
∙ Elogiar as soluções e
colaborar com sugestões
para a melhoria
de outras questões.
2. Para este primeiro Trabalho de Campo, você irá construir um roteiro de observação, como citado no
organograma acima, que é um dos instrumentos de trabalho para auxiliar o gestor da Secretaria nos
momentos em que está nas escolas.
Para inspirá-lo na elaboração do roteiro de observação, leia o texto “Escola e salas de aula como ambientes de aprendizagem” e grife trechos que apontem aspectos importantes de serem observados.
Escola e salas de aula como ambientes de aprendizagem
Quando uma escola transforma uma cultura de fracasso em outra, de sucesso, autosuperação
e aprendizagem, essa mudança reflete-se em aspectos físicos, materiais, da mesma forma que
o nosso estado de espírito e a nossa condição de saúde em geral manifestam-se no nosso aspecto exterior.
Um bom médico consegue, muitas vezes, saber se uma pessoa está saudável ou doente antes mesmo de falar com ela, só ao observar o tônus da pele, a firmeza das unhas, o brilho dos
cabelos e dos olhos, a expressão facial e corporal etc. De maneira análoga, um educador tarimbado que percorresse uma escola deserta também poderia ter algumas “pistas” a respeito
do local, observando os corredores, pátios, salas de aula e outras dependências.
A forma como a escola organiza os seus espaços reflete praticamente na “alma” o seu projeto
pedagógico e seu compromisso com os alunos.
A concepção que os profissionais da escola têm sobre como o conhecimento é construído alimenta e diferencia o “projeto” de cada escola. O aluno é sujeito ativo e principal ator na produção e apropriação do seu conhecimento ou, ao contrário, é um receptor passivo que simplesmente recebe e processa informações, tendo papel secundário na aventura de aprender? A
resposta a essa questão resulta de diferenças na forma como os diversos espaços da escola
são organizados e utilizados.
21
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Consequentemente, é imprescindível que a equipe escolar se reúna, interaja entre si e reflita sobre sua prática pedagógica e os conceitos que a sustenta. Sem essa reflexão, os professores terão dificuldades para verificar se as suas concepções sobre como os alunos aprendem são ou não coerentes com a maneira como ensinam. Se isso não ocorrer, torna-se difícil desenvolver, nas salas de aula e demais espaços da escola, aquele tipo de interação entre
estudantes e adultos que possibilita o uso de materiais e equipamentos em favor de uma
aprendizagem significativa.
Assim, um educador, visitando uma escola deserta, poderia constatar que ela está limpa,
que nas salas de aula as carteiras dispostas em círculos, ou formando mesinha, que ela dispõe de livros, mapas e jogos, que há computadores conectados à internet, um auditório
com TV e vídeo etc. No entanto, seria temerário, antes de observar alunos, docentes e funcionários interagindo nesses espaços, afirmar que a escola oferece uma educação eficaz. A
limpeza pode estar sendo conseguida à custa de vigilância cerrada e punições. Os alunos
podem ficar em círculos para assistir às aulas expositivas das quais não participam ativamente – ou sentar-se em grupos, nas mesinhas para copiar a lição da lousa. Os livros podem
não estar sendo abertos, e os mapas e jogos servirem apenas como elementos de decoração, os computadores podem estar sendo usados para cópia de textos, e a TV e o vídeo não
passarem de “babás” nas aulas vagas.
E se o “turista pedagógico” se deparar com uma escola depredada, deprimente, com salas de
aula sujas e móveis quebrados? Aí, já é diferente. Nesse caso, ele poderá dizer, sem risco de cometer injustiças, que as pessoas que nela atuam demonstram, pela forma como usam espaço,
não dominar uma competência básica: a de conviver, respeitando-se mutuamente e melhorando o ambiente.
Conclusão: só de olhar o espaço escolar dá para ter “pistas” sobre a qualidade da educação
ali oferecida. Sujeira, depredação, descaso no uso do espaço físico são um sintoma de que
a escola está “doente”, sem um projeto pedagógico que norteie atitudes e comportamentos
dos que nela atuam. Saber se a educação ofertada pela escola é de qualidade, porém, exige
ir além de vistoriar salas e materiais. A boa organização do espaço físico, a presença de recursos e equipamentos pedagógicos, são apenas um indicador de que existe possibilidade
de que ela seja uma escola aprendente. Para confirmar isso, é necessário descobrir como as
pessoas usam esses espaços, materiais e equipamentos. E, depois, o teste decisivo: verificar,
pela observação do desempenho dos alunos e pelos resultados das avaliações, até que
ponto as interações promovidas pela escola estão levando os alunos a aprender o que precisam aprender.
Vamos então percorrer, como “turistas pedagógicos”, os espaços de uma escola aprendente,
procurando observar não apenas aspectos materiais, físicos, de qualidade, mas também as interações que colocam esses aspectos a serviço de aprendizagem de todos.
SILVA, R. N.; SILVEIRA, G. T.; BOCHIXIO, C. B. (Org.). Programa de capacitação: Ofício de Gestor Escola de A a Z.
Fundamentos da Educação. Fundação Victor Civita, 2006.
22
I
Caderno Bimestral
I
3. Agora, pense na realidade das escolas de seu município e liste no seu caderno os espaços que poderiam ser observados neste trabalho de campo.
Elaborando o Roteiro de Observação para Trabalho de Campo
A partir dos textos lidos, dos registros e da lista dos espaços, observe o Roteiro de Observação para
Trabalho de Campo abaixo, que apresenta alguns espaços (sala de aula, sala de leitura/ biblioteca,
pátio interno e quadras) e descreve alguns focos de observação.
Junto com sua equipe, avalie e ajuste este roteiro de observação aos espaços que você listou anteriormente e complete com mais itens referentes ao foco de observação dos espaços.
Lembre-se de que o propósito é observar, na organização dos espaços da escola, os indícios que refletem o compromisso com a aprendizagem.
Roteiro de Observação para Trabalho de Campo
Nome da escola:
Número de alunos:
Data:
Hora de início: Horário de término:
Nome do diretor:
Nome dos técnicos que realizaram o trabalho:
Espaços
Foco de Observação
Registro
Existência de mural com atividades
atualizadas de alunos de todas as turmas.
sala
de aula
Disposição das carteiras para as atividades.
Disposição dos livros e outros materiais
de leitura e acesso dos alunos.
sala de
leitura/
biblioteca
Organização do espaço é convidativo à
realização de leitura individual ou coletiva.
Organização do espaço é agradável
e favorece a convivência.
pátio
interno
Disposição de brinquedos e jogos para
o horário de intervalo/recreio.
quadras
23
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Momento 2 – Realização do trabalho de campo na escola
Duração: 2h
O propósito deste Trabalho de Campo será ampliar a sua capacidade de observação do espaço escolar
para garantir que seja um espaço de aprendizagem.
1. Agora, chegou o momento de realizá-lo e, para isso, você e sua equipe deverão selecionar uma escola da rede que tenha alcançado o mais alto Ideb.
Com o Roteiro de Observação para Trabalho de Campo em mãos e com o contato feito previamente
com o diretor da escola, defina quem da sua equipe irá realizar o Trabalho de Campo.
Dica:
Leve, sempre que possível, uma máquina fotográfica e tire fotos. Este material poderá compor um
importante acervo a ser utilizado nas reuniões com a equipe e com os diretores escolares, revelando
o ponto de partida das ações e as mudanças realizadas ao longo do programa Ação Educação.
Momento 3 – Reflexão a partir do trabalho de campo
Duração: 1h15min
Agora, com o trabalho de campo já concluído, é o momento de compartilhar com os demais membros
da equipe gestora da Secretaria os aspectos observados com base no roteiro e discutir os encaminhamentos realizados com a direção da Escola.
1. Nesse momento, a equipe que foi à escola realizar o trabalho de campo deverá, seguindo as orientações abaixo, organizar as informações em slides (PowerPoint) para essa reunião.
Orientações para a elaboração dos slides:
Slide 1 – Identificação da escola, nome do diretor, número de alunos, por turno e no geral, e nome
dos técnicos que realizaram o Trabalho de Campo.
Slides 2 a 6 – Para cada slide, selecione duas fotos dos espaços observados. Uma foto que mostre
uma boa organização para a aprendizagem dos alunos e outra que revele dificuldades ou problemas na organização.
Slide 7 – Apresente uma avaliação, preparada pela equipe que realizou o trabalho de campo, do que foi
aprendido com a observação na escola e de quais devolutivas e contribuições foram dadas ao diretor.
2. Com os slides prontos, é hora de apresentá-los a toda a equipe e discutir o que precisa ser melhorado no cotidiano escolar para assegurar a aprendizagem dos alunos. Elabore uma síntese descrevendo os possíveis encaminhamentos que caberão à Secretaria e ao gestor escolar para a organização
e a melhoria dos espaços institucionais no apoio à aprendizagem dos alunos. Isso poderá posteriormente ser discutido com os demais gestores escolares.
24
I
Caderno Bimestral
I
3. Registre a síntese da reunião sobre os espaços escolares feita com a equipe da Secretaria. Não se esqueça de colocar a data e o nome dos participantes.
Lembre-se: Os slides e o registro da síntese da reunião podem compor uma
documentação que aponta o percurso de melhoria da educação do município.
Planejamento da reunião com os diretores
Duração: 5h
Como já foi dito, as ações da Secretaria precisam ter um desdobramento nas escolas e serão os gestores escolares os maiores parceiros para a consolidação dessas ações. A proposta desta atividade é fortalecer esta parceria entre a equipe gestora da Secretaria e das escolas.
Momento 1 – Para que e como fazer uma reunião com os diretores escolares?
Duração: 15min
Até este momento, foi possível refletir sobre como o comprometimento para a aprendizagem dos alunos necessita ser articulado entre todos os envolvidos no processo. É necessário que o grupo gestor da
Secretaria invista na parceria com os diretores escolares. Uma das possíveis estratégias para o fortalecimento dessa parceria é a realização de reuniões.
Assim, a questão que se coloca é: para que e como fazer uma reunião com os diretores escolares?
1. Junto com sua equipe discuta e registre no seu caderno:
Quais as dificuldades na parceria entre a Secretaria e os gestores escolares?
As reuniões com os diretores já acontecem na sua rede?
Quando, como e para quê?
Dica:
As reuniões com diretores precisam garantir a possibilidade de orientação e troca de informações e
experiências para que aprendam a realizar, da melhor, forma a gestão escolar. Para isso, é necessário
que as pautas das reuniões sejam bem planejadas, de maneira que os diretores se sintam pertencentes a uma rede de aprendizagem. Momento 2 – Elaboração da pauta de reunião
Duração: 1h45min
Elaborando a pauta para reunião com os diretores.
1. O primeiro passo para a elaboração da pauta da reunião é definir quais os assuntos a serem tratados.
Considerando o estudo que você realizou até o momento, quais dos assuntos abaixo você selecionaria como importantes para serem compartilhados com os gestores escolares?
25
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Marcas e memórias da atuação dos gestores.
Contexto da educação básica no Brasil.
O que nos dizem os indicadores de aprendizagem dos alunos.
A Prova Brasil e a aprendizagem dos alunos do município.
Responsabilidades pela aprendizagem dos alunos.
O programa Ação Educação.
Organização dos espaços escolares para a aprendizagem.
Compartilhe esta seleção com a sua equipe para que se chegue a uma seleção comum.
2. Selecionados os assuntos, é hora de pensar como eles serão abordados. Para isso, você e sua equipe
poderão consultar os encaminhamentos realizados no seu percurso de estudo nesta publicação, retomar os materiais estudados e pesquisar outros materiais disponíveis no item “Sugestões de leituras complementares”.
3. Discuta com sua equipe a organização da pauta da reunião e elabore um quadro conforme o modelo abaixo, considerando o assunto e os encaminhamentos, ou seja, como o assunto será discutido.
Não se esqueça de prever o tempo de duração de cada atividade.
Pauta da Reunião com Diretores
Município: Data: Local: Horário de início:
Horário de Término: Objetivo(s) da reunião:
Assunto 1 Tempo de duração: Encaminhamentos: Material a ser utilizado:
26
I
Caderno Bimestral
I
Assunto 2 Tempo de duração: Encaminhamentos: Material a ser utilizado:
Avaliação da reunião: Tempo de duração: Encaminhamentos: Momento 3 – Realização da reunião
Duração: 3h
1. Agora, com a pauta já bem estudada, leia as orientações abaixo para que a reunião seja um sucesso!
Lembre-se, os pequenos detalhes podem fazer toda a diferença:
Agendamento da reunião: os calendários em uma Secretaria de Educação e nas escolas são
repletos de atividades e eventos. Verifique qual o melhor dia e horário para garantir
a presença de todos os diretores.
■
Muitos ofícios chegam diariamente às escolas. O que acha de agregar a esse documento
oficial um simpático convite que valorize a participação dos diretores na reunião, bem
como a sua programação?
■
Organize, em quantidade suficiente, os materiais, veja se os equipamentos necessários estão
funcionando e providencie um lanche, mesmo que modesto. Tudo isso precisa ser
providenciado e organizado previamente.
■
No trabalho de campo, um dos aspectos observados foi a organização das carteiras nas salas
de aula, lembra-se? E para a reunião com os diretores, qual é a disposição que poderia
promover maior interação?
■
Você e sua equipe precisam definir quem vai fazer o que, quem coordena, quem registra,
quem observa, quem cuida dos aspectos organizacionais, enfim, há trabalho para todos!
■
E não se esqueça da lista de presença e da avaliação final da reunião, que poderá ser oral
ou por escrito.
■
Para saber mais, leia a reportagem a seguir.
27
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Como garantir reuniões produtivas
Organização, planejamento e objetividade são os principais requisitos para a conquista de
bons resultados.
Apesar de todos os participantes terem sido avisados com antecedência, o encontro começa
com 15 minutos de atraso. No meio do debate – que deveria ser sobre o desempenho dos alunos –, alguém coloca em pauta a organização da festa de fim de ano. O tempo vai avançando e
chega a hora de encerrar a conversa. Por fim, ninguém sabe ao certo como tudo (ou nada) ficou
resolvido a respeito do assunto que motivou o encontro. Não é à toa que as reuniões têm fama
de dispensáveis, cansativas e improdutivas. Porém, elas são um instrumento poderoso na mão
do gestor quando bem usadas. “Essa é uma ferramenta importante de inclusão e de entrosamento da equipe que não pode ser desmoralizada e precisa ser respeitada”, diz Maria Aparecida
Monteiro, coordenadora da pós-graduação em Docência do Ensino Superior do Instituto Paranaense de Ensino, em Maringá, a 434 quilômetros de Curitiba. “Quando o gestor atua como mediador e incentiva todos a propor ideias, ele afasta o autoritarismo, faz com que o encontro seja
produtivo e impede o ‘deixa rolar’, que não leva aos objetivos iniciais.” Alcançar bons resultados,
portanto, depende da condução do evento, que deve ser feita com profissionalismo, transparência e respeito pelos participantes. A seguir, você confere cinco pontos essenciais para fazer
reuniões eficientes.
1. Definir a pauta
O primeiro passo é identificar claramente o que será discutido. Procure levantar os assuntos e
organize a pauta. Com metas claras, fica mais fácil manter o foco. “A reunião deve servir para
apresentar a questão à equipe e buscar propostas em conjunto”, explica Eder Polizei, coordenador do curso de Administração da Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo,
município da Grande São Paulo. A pauta não é apenas um registro dos itens que serão discutidos. Ao elaborá-la, procure antecipar a melhor maneira de colocar o tema em discussão, envolver o grupo e organizar as pessoas para que haja uma maior interação. Para isso, procure
conhecer o que os participantes já sabem e o que precisam saber, que material é possível utilizar para aprofundar as discussões e como sistematizar cada parte do encontro.
2. Marcar com antecedência
A próxima etapa é redigir a convocação ou o convite. Dependendo da situação, informe neste texto o nome dos participantes, os motivos para a realização da reunião, os tópicos que
serão discutidos, a data, o local e a duração prevista do encontro. Depois, basta enviar o documento a todos por e-mail ou afixá-lo no quadro de avisos da sala dos professores. Para reuniões menores e com apenas um tema, é possível avisar pessoalmente cada um dos envolvidos. A organização prévia da agenda ajuda os participantes a se planejar e a se preparar para o debate, trazendo informações pesquisadas e ideias. Outro ponto importante é chamar
apenas as pessoas necessárias à discussão do tema – para que o encontro seja mais produtivo. “É importante o gestor avaliar previamente se o perfil dos convocados contribui efetivamente para a busca de soluções”, explica Eder Polizei.
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I
Caderno Bimestral
I
3. Administrar o tempo
Todos sabem que o tempo é um bem cada vez mais escasso. Por isso, reuniões têm de ter hora para começar e para terminar. Essa é uma demonstração de respeito. Chegue ao local antes da hora
marcada para acolher o grupo. Manter um relógio por perto é uma boa maneira de administrar o
ritmo. Antecipe no planejamento a duração prevista de cada tópico de discussão. A ideia não é
criar uma camisa de força (é claro que alguns assuntos podem roubar uns minutos de outros), mas
prever uma distribuição de maneira que todas as questões possam ser abordadas. Se possível, peça que alguém controle o andamento da discussão (alertando os participantes passados os primeiros dez minutos de debate, toda vez que a conversa se estende demais e quando faltarem dez
minutos para o término). Dessa maneira, a atenção não se desvia da pauta combinada nem se cria
uma brecha para surgirem assuntos paralelos, que sempre causam desperdício de tempo. Outra
possibilidade interessante é registrar num cartaz o roteiro da reunião para compartilhá-lo com o
grupo e fazer com que todos se responsabilizem pela realização da pauta.
4. Coordenar as discussões
O sucesso de uma reunião está diretamente ligado ao desempenho do coordenador ao mediar
as discussões. Afinal, é ele quem conduz os participantes até o objetivo (tomar uma decisão,
apontar caminhos para o futuro etc.). Antes de tudo, indique alguém para anotar o desenvolvimento da pauta. Esses registros ajudarão a organizar os passos após a reunião. Caso um participante proponha um novo tema, sugira outro encontro para tratar dele. Cuide também para evitar que alguém monopolize a discussão ou que se formem conversas paralelas. Convide os que
falam pouco a se posicionar e mostre que a participação é importante para a construção de
uma equipe cooperativa. Ao longo da discussão, tente esgotar cada item. Ou seja, não pule de
um assunto para outro sem fechar o anterior. À medida que surgirem soluções para os problemas, delegue tarefas e incentive as pessoas a assumir responsabilidades. Em muitos casos, é necessário agendar novos horários para acompanhar o andamento dos trabalhos. Assim, todos entendem que têm prazo para realizar as tarefas e percebem que não estão sozinhos.
5. Encerrar e fazer a ata
Tão importante quanto planejar e organizar bem uma reunião é finalizá-la devidamente. Quando o horário de término estiver se aproximando, avise que o encontro será concluído em breve,
recapitule o que foi debatido e leia as decisões tomadas. Por último, agradeça a participação de
todos. É importante reunir tudo numa ata com todos os itens abordados e, para cada tópico, o
que foi decidido ou apontado como uma possível solução. Em seguida, assinale as tarefas combinadas, com o nome dos responsáveis por encaminhá-las. Se possível, distribua o documento
aos participantes no dia seguinte (por e-mail ou na sala dos professores). Essa atitude expressa
atenção e respeito com os que dedicaram seu tempo à reunião e também funciona como um
registro para compartilhar e acompanhar a evolução dos pontos levantados. Quanto mais eficaz
for a comunicação, mais o grupo se consolida como uma equipe de fato.
Daniela Almeida ([email protected])
NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, Edição 4, Outubro/Novembro 2009.
29
Formação da equipe de Secretaria de Educação
E agora, com tudo preparado e muito bem organizado, boa reunião!
Avaliação do encontro
Duração: 30min
Depois de muito estudo, o Encontro Presencial está terminando. É hora de avaliar o seu percurso
de aprendizagem.
Para isso, seguem abaixo as competências listadas no início desta publicação, relacionadas ao Encontro
Presencial. Faça uma retrospectiva do seu percurso profissional em relação a elas, elaborando um quadro como este.
Competências e habilidades
O que fazia antes
O que acha importante
fazer a partir de agora
Utilizar indicadores de aprendizagem
dos alunos como instrumento da gestão
da Secretaria.
Estabelecer os problemas que serão
prioritariamente enfrentados pela
Secretaria para assegurar a aprendizagem
dos alunos na rede.
Estabelecer o seu próprio compromisso
e o da sua equipe com a aprendizagem
dos alunos.
Identificar e mapear defasagens de
aprendizagem dos alunos através de
avaliações externas.
Reconhecer o investimento na formação
dos professores como prioridade para
assegurar uma educação pública baseada
no desenvolvimento humano.
Utilizar o planejamento como ferramenta
de trabalho do gestor e dos técnicos
da Secretaria.
Preparação para o próximo encontro
Para o próximo encontro, traga a tabela com o levantamento dos indicadores dados educacionais e sociais do seu município proposto na Atividade Virtual, apresentada a seguir.
E não se esqueça de trazer esta publicação e todas as suas anotações, elas serão importantes para consulta no próximo estudo.
Até lá!
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I
Caderno Bimestral
I
Sugestões de leituras complementares
BRASIL. Ministério da Educação. Conferência Nacional de Educação. CONAE. Construindo o Sistema Nacional articulado de Educação: O Plano Nacional de educação, diretrizes e estratégias de ação. Documento
Final. Brasília, 2010, p. 59-81.
CANÁRIO, R. Gestão da escola: A formação em contexto de trabalho. In: Como elaborar o plano de formação?
Coleção Cadernos de Organização e Gestão Curricular. Editora Instituto de Inovação Educacional.
Formação Continuada na Escola. Revista Nova Escola - Gestão Escolar. Edição 7, Abril/Maio 2010.
TORRES, R. M. Educação e Imprensa. Coleção Questões da Nossa Época. São Paulo: Contexto, 1996.
Materiais complementares
Vídeos
NOVA ESCOLA. Gestão Escolar. Entrevista: Vicente Falconi. Parte 2: Gerenciamento da rotina da escola.
Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/entrevista-vicente-falconi-fala-gerenciamento-rotina-escola-parte-2-627293.shtml>. Acesso em: 4 maio 2012.
SEMINÁRIO POLÍTICA EDUCACIONAL PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA. A relevância dos indicadores educacionais para a educação básica. Partes 4, 5, 6, 7, Lina Kátia Oliveira . Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=bQ8DDvWF-kw>. Acesso em: 12 junho 2012.
31
Formação da equipe de Secretaria de Educação
Aplicação Prática
Duração: 4h
Trabalho de campo na escola com baixo Ideb
Para fazer esta atividade, você irá retomar o propósito do trabalho de campo já realizado: ampliar seus
olhares sobre o espaço escolar para garantir que seja um espaço de aprendizagem. Em seguida, você
irá realizar um novo trabalho de campo, mas, desta vez, a escola a ser selecionada é a que apresenta o
mais baixo Ideb.
Releia as orientações e os procedimentos descritos no Encontro Presencial - Trabalho de Campo e utilize o mesmo roteiro de observação.
Lembre-se: o propósito é observar a organização dos espaços e identificar indícios que reflitam o compromisso com a aprendizagem.
Após a realização deste 2º trabalho de campo, compartilhe e discuta com sua equipe as observações.
Depois de ir a campo, faça a atividade proposta:
A realização deste trabalho de campo permitiu a você conhecer duas escolas da mesma rede com
índices muito diferentes. Compare os roteiros de observação de ambas as escolas e liste por escrito
as diferenças mais marcantes de cada uma em relação à organização, a utilização de seus espaços e
o relacionamento entre as pessoas. Esse registro irá ajudá-lo na elaboração do relatório.
■
Para auxiliar nesta análise, leia os trechos do artigo “Falta de equidade é entrave na educação”:
Falta de equidade é entrave na educação
“Escolas da mesma rede municipal podem ter indicadores educacionais bastante díspares.
Um estudo elaborado pelo movimento Todos Pela Educação aponta que há grande variação
no Ideb das instituições de ensino das capitais brasileiras e de municípios paulistas”.
“O direito à educação está vinculado diretamente à garantia ao acesso de todos a uma educação
de qualidade de forma equitativa. Não basta ter um Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) municipal bom, é preciso que todos os alunos desta rede tenham acesso ao mesmo
nível de ensino”, afirma o presidente-executivo do Todos Pela Educação, Mozart Neves Ramos.
TODOS PELA EDUCAÇÃO. Equidade entre as escolas das redes municipais - Uma análise com base nos dados
de Ideb para municípios e escolas. São Paulo, 2010. Disponível em:<http://www.todospelaeducacao.org.br>.
Acesso em: 9 de julho de 2012
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I
Caderno Bimestral
I
Após a leitura, discuta com sua equipe quais condições precisam ser asseguradas por sua Secretaria para garantir a equidade nas condições de aprendizagem nas escolas da rede.
Elabore um relatório desta discussão e avalie o trabalho realizado: quais os destaques positivos, os que
necessitam maior atenção, as dúvidas e todos os encaminhamentos e decisões tomadas em conjunto.
Este relatório é um dos instrumentos de avaliação do trabalho realizado por você e é um documento
importante a ser compartilhado com outras equipes da gestão municipal.
No Portal de Aprendizagem há um modelo para este registro. Você poderá postá-lo até duas semanas
antes do próximo Encontro Presencial.
Atividade Virtual
Duração: 4h
Levantamento de indicadores sociais e educacionais do município
O propósito da Atividade Virtual é favorecer, por meio do uso das novas tecnologias, o apoio à continuidade dos estudos nos períodos entre os encontros presenciais. Nesta primeira atividade, o objetivo é proporcionar o conhecimento e a análise de indicadores que o ajudarão na tomada de decisões na Secretaria.
1. Leia o texto a seguir e grife os trechos mais significativos.
Indicadores sociais, indicadores educacionais
e gestão das políticas educacionais
A garantia do direito à educação para todas as pessoas é um compromisso do Estado brasileiro previsto no plano legal, em documentos como a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação, o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Constituições Estaduais e as
Leis Ordinárias dos Municípios. Nesses diferentes documentos, a educação se configura como
uma política pública da área social que deve ser formulada e implementada pelos diferentes
gestores públicos, nos diferentes níveis da administração.
O processo de formulação de uma política pública depende da compreensão dos aspectos
mais relevantes da realidade social sobre a qual ela pretende intervir. Caso contrário é bastante provável que a eficácia, a eficiência e a efetividade desta política pública sejam gravemente comprometidas.
A complexidade do campo educacional e sua intima relação com outras instâncias da realidade social exige que, no processo de formulação e implementação das políticas educacionais,
os gestores busquem, por um lado, um conjunto de dados e informações expressos em indicadores sobre os aspectos internos do sistema escolar e um conjunto de dados e informações, também expressos em indicadores sobre os aspectos externos ao sistema escolar que
guardam relação com seu funcionamento.
33
Formação da equipe de Secretaria de Educação
É preciso que tenhamos clareza a respeito da relação entre o funcionamento social mais amplo
e o funcionamento do sistema escolar. É verdade que não podemos assumir uma postura ingênua segundo a qual a escola estaria isolada dos determinantes externos e das desigualdades de
renda, de gênero, de raça/etnia que atravessam as relações sociais. Por outro lado, também é
verdade que não podemos assumir uma postura absolutamente cética segundo a qual a escola
não é capaz de contribuir para a transformação dessas relações e para a melhoria nas condições
de vida da população.
Todos os estudos mais recentes no campo da sociologia sinalizam que o efeito escola existe e
pode ser mensurado na medida de sua relação com os indicadores sociais mais amplos. Também sinalizam que é entre os mais pobres e mais excluídos que esse efeito é mais assertivo, promovendo mudanças mais significativas.
Existem diferentes indicadores que permitem ao gestor público compreender sua realidade
local e traçar os contornos das desigualdades e dos desafios que precisam ser enfrentados no
plano interno aos sistemas educativos e no plano social mais amplo. Apresentaremos, a seguir, alguns deles. Chamaremos de indicadores sociais aqueles que dizem respeito ao plano
externo e indicadores educacionais aqueles que dizem respeito ao funcionamento dos sistemas de ensino.
Indicadores sociais
1. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M)
A partir do trabalho de análise e ressignificação do IDH/PNUD (Índice de Desenvolvimento
Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), um conjunto de organizações e grupos de pesquisa, sob a coordenação da Fundação João Pinheiro (FJP) criou o IDH-M
(Índice de Desenvolvimento Humano Municipal).
Da mesma maneira que o IDH, o IDH-M leva em conta aspectos relativos à renda, à longevidade (expectativa de vida) e ao direito de acesso, permanência e sucesso na escola. Vale ressaltar, entretanto, que alguns dos indicadores que o IDH-M assume são distintos daqueles utilizados para o cálculo do IDH/PNUD. Por isso, há diferenças entre o IDH e o IDH-M mesmo
quando consideramos o mesmo período e a mesma região geográfica.
No caso do IDH-M, a renda é analisada a partir do cálculo da renda familiar per capita. A longevidade é analisada a partir do número médio de anos que as pessoas viveriam a partir do
nascimento (expectativa de vida) e o direito à educação é analisado a partir da taxa de analfabetismo entre pessoas com mais de 15 anos e do número médio de anos de estudo para a
população maior de 25 anos de idade.
O IDH-M varia de 0 a 1, em que 0 sinalizaria um município em que o desenvolvimento humano
é inexistente e o 1 sinaliza que o desenvolvimento humano é totalmente adequado, ou seja:
quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o município. Para a Fundação João Pinheiro,
municípios com IDH-M entre 0,0 e 0,5 são considerados de baixo desenvolvimento humano,
municípios com IDH-M entre 0,5 e 0,8 são considerados de médio desenvolvimento humano e
municípios com IDH-M acima de 0,8 são considerados de alto desenvolvimento humano. Por
sua abrangência, o IDH-M possibilita que se faça uma leitura a respeito de quais campos das po34
I
Caderno Bimestral
I
líticas governamentais e iniciativas da sociedade foram bem-sucedidas ou não. O peso dos indicadores educacionais é bastante sério para a evolução do índice, o que sinaliza a responsabilidade profundo dos gestores dessa política educacional para o avanço no desenvolvimento humano do município.
2. Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI)
Criado pelo UNICEF (United Nations Children’s Found - Fundo das Nações Unidas para a Infância),
o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI) tem como objetivo promover e monitorar políticas públicas orientadas à primeira infância, ou seja, para os primeiros seis anos de vida da criança.
Em sua análise, o IDI agrega variáveis relativas à oferta de direitos sociais para as crianças nos
campos da saúde, educação, cuidado e proteção que a família deve proporcionar à criança
nos primeiros anos (representados pelo nível de educação do pai e da mãe).
Para o cálculo do IDI, são considerados os seguintes indicadores:
– na área da saúde, são calculadas a taxas de coberturas de vacinação1 e o percentual de
gestantes com cobertura pré-natal adequada2;
– na área da educação, é calculada a taxa de escolarização bruta na pré-escola3;
– na área do cuidado e proteção nos primeiros anos de vida, considerando que quanto mais
escolarizados os pais, maiores são as condições da oferta deste cuidado e proteção, o UNICEF considera no cálculo o percentual de crianças com pais de escolaridade precária4.
De maneira idêntica ao IDH, os valores do IDI são medidos numa uma escala de 0 a 1, onde 1
se refere à melhor condição de desenvolvimento infantil e 0 à pior. Da mesma forma, um IDI
acima de 0,800 equivale a um desenvolvimento infantil elevado; entre 0,500 e 0,800 corresponde a um desenvolvimento infantil médio, e abaixo de 0,500 refere-se a um desenvolvimento infantil baixo.
Analisando a evolução do IDI, é possível compreender os progressos e entraves de cada município no atendimento às crianças de 0-6 anos. De acordo com o relatório A Situação da Infância Brasileira 2006 (UNICEF, 2006), o IDI permite analisar o grau de avanço dos estados e municípios brasileiros ao longo dos anos, no que se refere às demandas da primeira infância, sendo possível identificar quem teve os maiores ganhos e quais foram as boas práticas de políticas públicas associadas a esses progressos. Além disso, ainda segundo o documento, a identificação, a avaliação, a documentação e a disseminação das experiências bem-sucedidas são
fundamentais para a formulação de estratégias e ações que possam se tornar políticas públicas de amplo alcance, inclusive na área da educação.
1 Este indicador mede o percentual de crianças menores de um ano de idade imunizadas com a vacina tríplice contra difteria, coqueluche e tétano (DTP ou tríplice), e com a tetravalente (DTH+Hib) contra difteria, coqueluche, tétano, meningite e outras infecções.
2 Este indicador mede o percentual de gestantes que tiveram mais de seis consultas de acompanhamento, desde o conhecimento da gravidez até o nascimento do bebê.
3 Esta variável mede o percentual de crianças matriculadas na pré-escola (pública e privada), independentemente da idade.
4 Proporção de crianças de até 6 anos que moram com pai ou mãe com escolaridade de até três anos de estudo (considerada baixa).
35
Formação da equipe de Secretaria de Educação
3. Coeficiente GINI
O coeficiente GINI é uma medida que pretende investigar o grau de desigualdade de renda numa determinada localidade. Criado pelo matemático italiano Conrado Gini, em princípio, o coeficiente GINI pode ser utilizado para medir qualquer distribuição, todavia, seu uso se tornou praticamente exclusivo para a medição das desigualdades relacionadas a distribuição de riqueza e/
ou renda.
O coeficiente varia de 0 a 1, em que o valor 0 indica uma distribuição de renda de desigualdade absoluta (hipoteticamente, uma realidade em que uma única pessoa possuiria toda a renda de uma determinada localidade) e em que o valor 1 indica uma distribuição de renda de
igualdade absoluta (hipoteticamente, uma condição em que todas as pessoas de uma determinada localidade possuíssem a mesma renda).
Em algumas publicações, o coeficiente GINI é transformado em índice GINI, multiplicando o
valor do coeficiente por 100 e apresentando os valores numa escala de percentagem.
A análise do Coeficiente ou do Indice GINI permite identificar como a riqueza produzida numa determinada sociedade está ou não concentrada, o que sinaliza os lugares e as populações que possuem maior grau de vulnerabilidade e menor acesso aos bens sociais, econômicos e culturais.
Indicadores educacionais
1. Taxa de Acesso ao Sistema Escolar
O primeiro grande indicador de eficácia e eficiência do sistema escolar, no plano interno, é a taxa de acesso ao sistema escolar. Trata-se do cálculo do percentual de crianças e adolescentes
que, em idade adequada, ingressam no sistema escolar e do cálculo do percentual de jovens e
adultos que, não tendo frequentado a escola em idade adequada ou tendo abandonado o sistema escolar antes da conclusão da etapa obrigatória, estão sendo atendidos na Educação de
Jovens e Adultos.
Atualmente, o Ensino Fundamental é o momento da escolaridade básica em que o Brasil atingiu os maiores índices de acesso (cerca de 99,6%). Todavia, na Educação Infantil de 0 a 3 anos
e na Educação Infantil de 4 e 5 anos de idade, esses índices ainda estão longe da universalização. O Ensino Médio carrega um duplo desvio: além da oferta insuficiente de vagas, há um alto índice de abandono escolar na transição do Ensino Fundamental para esta última etapa da
escolarização básica.
O compromisso do Estado brasileiro, firmado em 2006, é o de atender de maneira universal
crianças, adolescentes e jovens de 4 a 17 anos no sistema escolar até 2017. Analisando o indicador de taxa de acesso, os gestores públicos são capazes de identificar onde estão os gargalos do atendimento escolar e planejar a organização da rede de ensino para superar as lacunas e os desafios encontrados.
36
I
Caderno Bimestral
I
2. Fluxo Escolar: taxas de aprovação, reprovação e abandono5
Outro indicador central para medir a qualidade da oferta educativa é o fluxo escolar. Todos os estudos da sociologia da educação apontam a necessidade de, tanto quanto possível, garantir que
a permanência dos estudantes na escola seja marcada por uma continuidade nos anos/séries,
evitando a reprovação e a evasão escolar. Nesses estudos, resta claro que a reprovação não provoca, por si só, avanços significativos na aprendizagem dos estudantes e, na maior parte das vezes, gera sérios impactos negativos (sobretudo entre as crianças mais pobres e excluídas). Por
outro lado, esses mesmos estudos demonstram que o baixo rendimento escolar estaria associado muito mais às condições objetivas do trabalho escolar e à qualidade da oferta de ensino do
que à insuficiência ou déficit de competências dos estudantes (o que significa dizer que a reprovação é, em última instância, a reprovação do trabalho escolar ou pedagógico realizado).
A medida de fluxo escolar varia de 0 a 1. Para calcular o fluxo escolar, são levados em conta as
taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar das crianças. Quanto maior o número de
crianças aprovadas e que continuam no sistema, mais próximo de 1 estará o índice de fluxo.
3. Desempenho e Rendimento Escolar
Desde os anos de 1980 o Estado Brasileiro tem investido na construção de mecanismos de
avaliação do desempenho e do rendimento escolar dos estudantes. As experiências de avaliação de larga escala em nível nacional são a principal forma através da qual essa medição
é realizada.
Para os municípios, a Prova Brasil revela, por escola e por rede de ensino, o grau de proficiência dos estudantes numa escala que varia de 0 a 500. Para cada etapa da escolaridade, há uma
proficiência considerada adequada nas áreas de língua portuguesa (leitura) e matemática.
Com a aplicação do exame, é possível identificar o percentual de crianças e adolescentes que
apresenta uma proficiência inferior àquela considerada adequada (portanto, com rendimento
escolar insuficiente) e o percentual de crianças com grau de proficiência adequado ou acima
do adequado (portanto, com rendimento escolar suficiente ou avançado).
Outra experiência que começa a se disseminar é a medição ou aferição do grau de proficiência na alfabetização entre crianças de 8 anos. Essa medida é altamente significativa quando
consideramos que a garantia da conquista do código alfabético na idade certa é um dos elementos que mais contribuem para o sucesso escolar das crianças nas etapas posteriores. No
Projeto de Lei do novo Plano Nacional de Educação, uma das metas está relacionada ao percentual de crianças alfabetizadas ao final do ciclo de alfabetização (3º ano do Ensino Fundamental). Atualmente o exame nacional que possibilita o desempenho dos alunos no processo de alfabetização é a Provinha Brasil.
Como a participação na Provinha Brasil é facultativo, muitos municípios não aplicam o exame.
Entretanto, há outras estratégias para reunir dados sobre a evolução dos índices de alfabetização no primeiro ciclo.
5 O fluxo escolar também contribui para a compreensão de outra medida importante da eficácia do sistema escolar: a taxa de
defasagem idade/ano (ou série) e é uma das medidas associadas para a composição do Ideb.
37
Formação da equipe de Secretaria de Educação
4. Defasagem Idade-Ano ou Idade-Série.
Quando assinalamos que fluxo escolar é um dos indicadores que sinalizam a eficácia, eficiência e efetividade do sistema escolar, estamos considerando que um sistema escolar eficaz é
aquele em que os estudantes ingressam na idade adequada, permanecem no sistema durante, pelo menos, toda escolarização básica e, na medida em que desenvolvem as competências e habilidades descritas no currículo, avançam sem reprovação. Nesse sentido, é de se esperar que todas as crianças e adolescentes estejam no ano do ciclo ou na série indicada para
sua idade (em outras palavras, que não apresentem atraso em sua trajetória escolar).
Durante toda a segunda metade do século XX, o sistema escolar brasileiro criou políticas para
diminuir o número de crianças e adolescentes nesta condição. As estratégias de progressão
continuada e a implementação dos ciclos promoveram uma mudança significativa neste panorama. Todavia, ainda é bastante comum encontrarmos redes e sistemas de ensino com taxas de defasagem idade-ano ou idade-série superiores a 20% da população escolar6.
Para calcular a defasagem idade-ano/série, são consideradas em atraso escolar crianças, adolescentes e jovens que apresentam 2 (dois) anos de diferença entre sua idade cronológica e a
idade considerada adequada para a série/ano em que estão matriculados.
Comunidade Educativa CEDAC
2. Agora chegou a hora de você colocar no Portal de Aprendizagem os indicadores de seu município.
Organize os dados e insira-os no Portal duas semanas antes do próximo Encontro Presencial.
Indicadores sociais e educacionais do município
Tabela 1 – Alguns indicadores sociais
População
IDH
IDI
Coeficiente
GINI
PIB
Renda média
per capita
Município
Estado
Brasil
6 Para os estudiosos das medidas educacionais, são considerados eficazes sistemas e redes de ensino em que a defasagem
idade-ano/série é inferior a 5%.
38
I
Caderno Bimestral
I
Tabela 2 – População por faixa etária e matrícula no município
População
0-3 anos
Matrícula
Creche
População
4-6 anos
População 4-17 anos
Matrícula
Pré-escola
População
7-14 anos
População 15-17 anos
Matrículas EF Matrícula EF
anos iniciais anos finais
Matrícula Ensino Médio
Tabela 3 – indicadores educacionais
Taxa de
acesso
Aprovação
Reprovação
Abandono7
Evasão8
Defasagem
idade série/ano
Município
Estado
Brasil
Tabela 4 – Prova Brasil
2005
5º ano
LP
9º ano
MAT
LP
MAT
Município
Estado
Brasil
2007
5º ano
LP
9º ano
MAT
LP
MAT
Município
Estado
Brasil
7 Abandono – condição do aluno que deixa de frequentar a escola durante o andamento de determinado ano letivo.
8 Evasão – condição do aluno do aluno que, matriculado em determinada série e em determinado ano letivo, não se matricula na
escola no ano seguinte independentemente de sua condição de rendimento escolar ter sido aprovado ou não.
39
Formação da equipe de Secretaria de Educação
2009
5º ano
LP
9º ano
MAT
LP
MAT
Município
Estado
Brasil
Tabela 5 – Ideb
2005
EF anos iniciais
Ideb
EF anos finais
Projeção
Ideb
Projeção
Município
Estado
Brasil
2007
5º ano
LP
9º ano
MAT
LP
MAT
Município
Estado
Brasil
2009
EF anos iniciais
Ideb
Projeção
EF anos finais
Ideb
Projeção
Município
Estado
Brasil
Lembre-se: muitas informações já estão disponíveis no Censo Escolar realizado
pelas escolas da sua rede. No entanto, estas mesmas informações são
sistematizadas por algumas instituições com o propósito de facilitar a consulta
e estabelecer novas relações.
40
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Caderno Bimestral
I
Veja exemplos de sites que podem fornecer informações importantes sobre o seu município.
Indicadores sociais
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Brasil
www.pnud.org.br
PNUD é uma rede de desenvolvimento global da ONU que defende e liga os países ao conhecimento, à experiência e aos recursos para ajudar as pessoas a construírem uma vida melhor.
Nas análises e publicações elaboradas pela equipe do PNUD Brasil são utilizados vários indicadores socioeconômicos. Só no Atlas de Desenvolvimento Humano são 135. Para entender o
significado dos principais índices e conceitos, foi elaborado um glossário por áreas: características do município; saúde; educação, renda; moradia; população.
Dados desta natureza também podem ser encontrados nos sites:
http://www.censo2010.ibge.gov.br – IBGE
■
http://www.brasilhoje.org.br – Indicadores Sociais para Gestão do Município
■
Indicadores educacionais
Além do site oficial do Ministério da Educação – www.mec.gov.br –, outros sites podem ser
consultados:
Todos pela Educação
http://todospelaeducacao.org.br
■
O Todos pela Educação é um movimento financiado exclusivamente pela iniciativa privada, que congrega sociedade civil organizada, educadores e gestores públicos que tem como objetivo contribuir para que o Brasil garanta a todas as crianças e jovens o direito à
educação básica de qualidade. No link EDUCAÇÃO NO BRASIL você terá acesso à análise
de dados da Educação Básica por região, estados, municípios e escolas.
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Nacionais Anísio Teixeira
http://portal.inep.gov.br
■
Portal Ideb
http://ideb.meritt.com.br
■
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Formação da equipe de Secretaria de Educação
Reflexão sobre a Prática
Duração: 4h
Na Atividade Virtual você fez um levantamento de indicadores sociais e educacionais do seu município.
1. No Portal de Aprendizagem, no link disponibilizamos as três primeiras partes do vídeo “A relevância dos indicadores educacionais para a
educação básica”, registro de apresentação de Kátia Oliveira. Assista ao vídeo e, no campo destinado
aos comentários, registre outras contribuições que o filme trouxe para você sobre a importância dos
indicadores para o planejamento da educação no município.
2. Agora retome os dados levantados na Atividade Virtual e responda no seu caderno à seguinte questão: Os indicadores sociais e educacionais do seu município fornecem algum tipo de informação
que possibilita pensar o planejamento da sua rede municipal? Quais?
No próximo caderno vamos definir o conceito do que é uma educação de qualidade
e como os gestores da rede poderão utilizar os indicadores sociais e educacionais para
definir os desafios para a melhoria da qualidade da educação e do desenvolvimento humano no município. Vamos ainda ampliar a compreensão dos indicadores sociais que evidenciam a qualidade de vida dos seus alunos e dos indicadores educacionais
que interferem no desempenho escolar dos alunos.
Aguarde!
42
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Caderno Bimestral
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Diagrama de Responsabilidades pela Aprendizagem dos Alunos
APRENDER
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Formação da equipe de Secretaria de Educação
Anotações
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Gestão da Educação