CROP BIOTECH UPDATE Julho de 2013 NOTÍCIAS Mundiais CIENTISTAS DESENVOLVEM COMPOSTO PARA MELHORAR VARIEDADES TOLERANTES À SECA Uma equipe internacional de pesquisa liderada pelo biólogo com especialização em biologia vegetal Sean Cutler da Universidade da Califórnia em Riverside (UCR, sigla em inglês) descobriu um novo composto de proteção à seca que poderá se tornar uma potente ferramenta de proteção agrícola. Segundo suas descobertas, chamado de "quinabactina" pelos pesquisadores, este composto imita o ácido abscísico (ABA), um hormônio que reage ao estresse e é encontrado na natureza e que ajuda as plantas a lidarem com situações de seca. Cutler e sua equipe fizeram experiências na Arabidopsis, trabalhando nos estômatos das plantas, que se fecham firmemente para limitar a perda de água durante as secas. Este processo é controlado pelo ABA. A equipe de pesquisa trabalhou para descobrir quais poderiam ser os químicos sintéticos mais baratos para ativar os receptores imitando o ABA, e encontraram uma molécula que chamaram de quinabactina. Segundo a equipe, a quinabactina é indistinguível do ABA nos seus efeitos, mas é muito mais simples quimicamente e mais fácil de produzir do que o ABA. Cutler disse: "Se pudermos controlar os receptores da maneira que o ABA o faz, então teremos uma maneira de controlar a perda de água e desenvolver tolerância à seca." Sua equipe, que inclui pesquisadores da Faculdade Médica de Wisconsin e a Universidade de Toronto, no Canadá, também aprendeu mais sobre a lógica por trás do controle do sistema de respostas ao estresse e forneceu mais novos dados para que outras pessoas possam desenvolver moléculas semelhantes. Para mais detalhes sobre esta pesquisa, leia a nota à imprensa da universidade em: http://ucrtoday.ucr.edu/16076. ATLAS GENÔMICO DE SENSORES GENÉTICOS VEGETAIS FORNECE MANUAL ESTRATÉGICO PARA PESQUISAS AGRÍCOLAS Em um passo importante para compreender o processo dos sensores genéticos, foi desenvolvido um mapa genômico por um consórcio internacional liderado por cientistas da Universidade McGill e a Universidade de Toronto. O mapa é o primeiro de sua espécie em plantas, e irá auxiliar cientistas a identificarem regiões regulatórias específicas nos genomas das plantas, assim como a canola, uma variedade importante no Canadá. A equipe sequenciou os genomas de diversas crucíferas e as analisou junto com os genomas previamente publicados para mapear mais de 90.000 regiões genômicas. A equipe descobriu os genes envolvidos no crescimento das células e estruturas vegetais durante o desenvolvimento das plantas a partir da semente, e como elas respondem ao seu ambiente são cercados por muitos sensores genéticos. Outro grupo de sensores foi identificado e atualmente trabalhos estão sendo desenvolvidos para descobrir quais as regiões que estão envolvidas em controlar importantes características vegetais. Para mais informações, leia a nota à imprensa da Universidade de Toronto em http://news.utoronto.ca/creating-first-genomic-map-plants. CONSÓRCIO INTERNACIONAL DE PESQUISAS IRÁ CONSTRUIR A PRIMEIRA LEVEDURA SINTÉTICA DO MUNDO Uma equipe internacional de pesquisadores está trabalhando no projeto Sc2.0 para construir a primeira versão sintética do mundo do genoma da levedura Saccharomyces cerevisiae. Este esforço global, ao ser concluído, será a primeira vez que os cientistas serão capazes de construir o genoma completo de um organismo eucariota. Equipes diferentes de universidades do Reino Unido, Estados Unidos, China e Índia são responsáveis pela construção, cada uma, de 16 cromossomos individuais de levedura que irão compor o genoma completo. Dr. Jef Boeke, professor de biologia molecular e genética da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins será o coordenador do Sc2.0. Ele disse: "O Sc 2.0, uma vez concluído, irá oferecer oportunidades inigualáveis de fazer perguntas profundas sobre a biologia de formas novas e interessantes." O genoma da Saccharomyces cerevisiae foi escolhido para o projeto porque seus 6.000 genes o tornam relativamente pequeno e os cientistas já estão familiarizados com ele. Para concluir o trabalho, um novo pacote de software de bioinformática e métodos minuciosos de engenharia genômica estão sendo criados e estes, junto com as altamente evoluíveis estirpes sintéticas de levedura propriamente ditas, se tornarão um recurso de livre acesso para o avanço de pesquisas em inúmeras áreas. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis no site do Sc2.0 em http://syntheticyeast.org/team/. A nota à imprensa está disponível em http://www.bbsrc.ac.uk/news/research-technologies/2013/130711-pr-funding-to-buildworldfirst-synthetic-yeast.aspx. ESTUDO DE PESQUISA LANÇA NOVO OLHAR SOBRE REGULAÇÃO GENÉTICA VEGETAL Uma equipe internacional de cientistas comparou os genomas de múltiplas plantas para melhor compreender os fatores que respondem pela diversidade reduzida e o índice de mutação genética em uma espécie. A equipe comparou três genomas recémsequenciados com seis genomas previamente sequenciados, inclusive a Capsella rubella e outra cultivar da espécie brassica, a Eutrema salsugineum com tolerância ao sal. Cientistas identificaram 90.000 pares de base não-codificantes, que respondem por 17 por cento do genoma da A. thaliana. O estudo gerou o primeiro mapa de regiões nãocodificantes de abrangência genômica de alta resolução. Eles chegaram à conclusão que as plantas retiveram estas sequências porque elas eram vitais na evolução da organização do genoma. Estas informações, junto a pesquisas em andamento, irão fazer com que seja possível que cientistas compreendam melhor as sequências nos genomas vegetais que controlam a ativação de determinadas características no desenvolvimento destas plantas. Confira a nota à imprensa do Joint Genome Institute do Departamento de Energia dos Estados Unidos - DOE em http://jginews.blogspot.com/2013/07/doe-jgi-sciencehighlight-noncoding-dna.html. Acesse o artigo completo do estudo em http://www.nature.com/ng/journal/vaop/ncurrent/full/ng.2684.html#affil-auth. FAO: AGROTÓXICOS ALTAMENTE PREJUDICIAIS PRECISAM SER REMOVIDOS NOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) apela para que os agrotóxicos altamente prejudiciais sejam imediatamente retirados dos mercados nos países em desenvolvimento após o trágico incidente em Bihar, na Índia, onde 23 crianças em uma escola morreram após consumir uma merenda escolar contaminada por monocrotofós. O monocrotofós é um agrotóxico organofosfórico que é considerado altamente perigoso pela FAO e a Organização Mundial da Saúde (OMS). A experiência em muitos países em desenvolvimento mostra que a distribuição e o uso de tais produtos altamente tóxicos frequentemente oferecem um sério risco a saúde humana e ao meio ambiente. Entre as organizações internacionais, que incluem a FAO, OMS e o Banco Mundial há um consenso geral de que produtos altamente tóxicos não deveriam ser disponibilizados a produtores rurais de pequena escala que carecem de conhecimento, bombas, equipamento de proteção e instalações de armazenagem apropriadas para administrar tais produtos adequadamente. Veja a nota à imprensa da FAO em http://www.fao.org/news/story/en/item/180968/icode/. África GANA APROVA ENSAIOS DE CAMPO DE TRANSGÊNICOS O Governo Nacional de Gana aprovou quatro variedades para serem submetidas a ensaios de campo confinados (CFTs - confined field trials) de OGMs. Segundo Eric Amaning Okoree, Diretor do Ministério de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Gana, as variedades geneticamente modificadas (GM), incluindo o arroz, a batata doce, o algodão e o feijão-de-corda foram as que receberam aprovação até agora para os ensaios. Em 31 de dezembro de 2011, a Lei de Biossegurança de Gana - uma lei que permitirá que Gana autorize a aplicação da biotecnologia à sua produção de variedades agrícolas alimentares envolvendo OGMs, recebeu consentimento presidencial para se tornar lei, após o projeto ter ficado no Parlamento por quatro anos. Confira o artigo original em http://www.ghanabusinessnews.com/2013/07/17/ghanaapproves-first-crops-to-undergo-gmo-confined-field-trials/. Américas GENE RESISTENTE AO PATÓGENO UG99 É DESCOBERTO Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis e na Universidade Estadual de Kansas identificaram um gene que torna as plantas de trigo resistentes ao patógeno letal Ug99 da ferrugem-do-colmo do trigo. Os pesquisadores escolheram o gene de resistência Sr35 pela sua imunidade ao Ug99 e estirpes relacionadas. O Sr35 está presente na espécie de trigoTriticum monococcum, um parente próximo do trigo usado em massas e no pão. Eduard Akhunov, professor adjunto do curso de fitopatologia na Universidade Estadual do Kansas disse: "Este gene, Sr35, funciona como um componente chave do sistema imunológico vegetal. Ele reconhece o patógeno invasor e aciona uma resposta na planta para combater a doença." Os pesquisadores trabalharam com o trigo einkorn, um trigo mediterrâneo conhecido por ser resistente ao Ug99. Quando um gene candidato foi identificado, os pesquisadores o isolaram e desenvolveram plantas transgênicas portando o gene Sr35 e mostrando resistência à variedade Ug99 da ferrugem-do-colmo. Akhunov e os seus colegas estão agora trabalhando para identificar as proteínas que são transferidas pelo fungo para dentro das plantas de trigo e reconhecido pela proteína codificada pelo gene Sr35. Isto dará aos pesquisadores uma melhor compreensão dos mecanismos moleculares por trás da infecção e como desenvolver novas abordagens para controlar este patógeno devastador. O abstrato do estudo da equipe publicado pela revista Science está disponível em: http://www.sciencemag.org/content/early/2013/06/26/science.1239022. As notas à imprensa da UC Davis e da Universidade do Kansas estão disponíveis em: http://www.k-state.edu/media/newsreleases/jun13/sr3562713.html e http://news.ucdavis.edu/search/news_detail.lasso?id=10644. ESTUDO REVELA PASSO CHAVE NA SÍNTESE DE PROTEÍNA Os cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz conseguiram capturar o ribossomo, uma máquina molecular que constrói proteínas, essencial para toda a vida, em um estado transicional chave. Pela primeira vez, os cientistas puderam ver como o ribossomo traduz o código genético em proteínas de maneira precisa sem cometer erros. Para se criar uma proteína nova, as instruções genéticas são primeiramente copiadas da sequencia de ADN de um gene para uma molécula de ARN mensageiro. A sequência é lida pelo ribossomo que faz a correspondência de cada códon de três letras do código genético a um bloco de construção de proteínas específico, um de 20 aminoácidos. A correspondência dos códons com os aminoácidos é feita através de moléculas de ARN transportadores, cada um levando um aminoácido específico até o ribossomo e o alinhando ao códon correspondente do ARN mensageiro. O passo chave, chamado de translocação, ocorre depois da ligação ter sido formada, unindo um novo aminoácido à cadeia crescente de proteínas. O ARN de transferência deixa aquele aminoácido para trás e se move para o próximo sítio no ribossomo, junto com um movimento sincronizado do ARN mensageiro para trazer o próximo códon e o seu aminoácido correspondente em posição de formação de ligação. O novo estudo mostra o ribossomo no meio de um passo chave neste processo. Para mais detalhes sobre este estudo, leia a nota à imprensa da UC Sta. Cruz em http://news.ucsc.edu/2013/06/ribosome.html. GENETICISTA PEDE QUE ESTOQUES DOS BANCOS MUNDIAIS DE SEMENTES SEJAM CRIADOS PARA ALIMENTAR A POPULAÇÃO DE AMANHÃ "As pessoas precisam se aproveitar de plantas que não são comumente utilizadas para alimentar o mundo no futuro próximo," diz a geneticista botânica da Universidade de Cornell Susan McCouch em uma coluna de opinião na edição de 4 de julho da revista Nature. Segundo Susan, a biodiversidade armazenada nos bancos genéticos vegetais, juntamente com os avanços na genética e melhoramento vegetal podem ser a chave para satisfazer as demandas por mais alimentos diante das mudanças climáticas, degradação do solo e falta de água e terras agrícolas. "Os bancos genéticos armazenam centenas de milhares de sementes e materiais de culturas de tecidos coletados das lavouras de produtores rurais e de populações ancestrais e selvagens, fornecendo a matéria prima que os melhoradores de plantas precisam para criar as variedades agrícolas do futuro," disse Susan. Apesar das sementes serem prontamente acessíveis em 1.700 bancos genéticos ao redor do mundo, eles não são usados no seu potencial pleno no melhoramento de plantas, ela acrescentou. A sessão de Opinião da Nature está disponível em: https://cornell.box.com/mccouch/1/991593455/9048399771/1. Leia a matéria no jornal Cornell Chronicle sobre este trabalho em: http://news.cornell.edu/stories/2013/07/mineseed-banks-feed-tomorrow-s-world. ROGER BEACHY: "EU ENTREI NA BIOTECNOLOGIA PORQUE EU QUERIA REDUZIR O USO DE AGROTÓXICOS" Roger Beachy, presidente fundador do Donald Danforth Plant Science Center e atual Diretor Executivo e Diretor Presidente do Instituto Mundial de Segurança Alimentar disse em entrevista recente que a razão dele ter entrado na biotecnologia no início dos anos 80 foi porque ele queria reduzir o uso de agrotóxicos na produção de alimentos. Ele disse que ele, assim como muitas pessoas, também deseja saber de onde vem a sua comida. Falando para o Food Navigator-USA, Beachy disse: "Eu queria ver se nós podíamos desenvolver a resistência a doenças usando a genética ao invés de agrotóxicos," acrescentando que é mais sustentável e resultaria em um meio ambiente mais limpo. Na entrevista, o ex-cientista chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos também discutiu outros assuntos, inclusive a rotulagem de OGMs, o abuso e uso incorreto da tecnologia transgênica e questões de segurança alimentar. Sobre o último, ele disse "algumas das declarações que você lê feitas por ativistas antiOGMs, elas simplesmente não são factuais, é incrível, são simplesmente mentiras deslavadas." Leia a transcrição da entrevista disponível em http://www.foodnavigatorusa.com/People/GMO-pioneer-I-got-into-biotech-because-I-wanted-to-reduce-the-useof-chemical-pesticides. PESQUISADORES IDENTIFICAM GENE DE RESISTÊNCIA A SECA NO PINHÃOMANSO Os cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia estão trabalhando em um gene pouco conhecido do pinhão-manso chamado de JcPIP1, porque um gene semelhante da Arabidopsis é conhecido por exercer um papel importante nas respostas à secas. Eles também estão testando o JcPIP2, outro gene em potencial de respostas à secas no pinhão-manso identificado em 2007 por pesquisadores da Universidade de Sichuan. Os genes JcPIP codificam para as aquaporinas, canais da membrana que respondem pelo transporte e o equilíbrio da distribuição da água na planta. Os pesquisadores descobriram que o JcPIP1 e JcPIP2 são expressos em épocas diferentes durante uma situação de estresse, o que mostra os papéis que eles exercem nas respostas e recuperações. A equipe de pesquisa usou o vírus do mosaico do tabaco para transformar temporariamente o pinhão-manso, criando plantas onde o JcPIP2 ou JcPIP1 foram temporariamente desligados. A análise de partes das plantas durante os estágios de estresse e recuperação mostrou que o JcPIP2 foi o mais ativo nos estágios iniciais de estresse, enquanto que a expressão JcPIP1 foi maior durante a recuperação. As durações indicam que é possível que o JcPIP1 seja vital em ajudar o pinhão-manso a se recuperar de danos, enquanto que é provável que o JcPIP2 exerça um papel em prevenção. Para mais informações sobre esta pesquisa, leia a matéria em: http://news.psu.edu/story/281656/2013/07/15/research/drought-response-identifiedpotential-biofuel-plant. ADOÇÃO DE VARIEDADES BIOTECNOLÓGICAS EM ALTA NOS ESTADOS UNIDOS O Serviço de Pesquisas Econômicas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulgou seu resumo de informações sobre produtos relativo à adoção de variedades tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos desde a sua introdução em 1996. Alguns dos destaques são: A soja tolerante a herbicidas (TH) foi de 17 por cento em área total plantada com soja nos Estados Unidos em 1997 para 93 por cento em 2013. Plantações de algodão TH expandiram de cerca de 10 por cento de área total plantada nos Estados Unidos em 1997 para 82 por cento em 2013. A adoção do milho TH, que tinha diminuído nos anos anteriores, acelerou, chegando a 85 por cento da área total plantada com milho nos Estados Unidos em 2013. O plantio de milho Bt cresceu de cerca de 8 por cento da área total plantada com milho nos EUA em 1997 para 76 por cento em 2013. Os aumentos em área plantada total nos últimos anos podem ser grandemente devidos à introdução comercial de novas variedades de milho Bt resistentes a vaquinhas e à lagartada-espiga, além da broca europeia do milho. O algodão com tratamento combinado alcançou 67 por cento dos plantios de algodão em 2013. Os plantios de milho com tratamento combinado constituíram 71 por cento dos hectares plantados com milho em 2013. Confira o resumo original em http://www.ers.usda.gov/data-products/adoption-ofgenetically-engineered-crops-in-the-us.aspx#.UeT_9I1HLQo. PESQUISADORES DA UNIVERSIDADE DE PURDUE DESCOBREM GENES DA SOJA PARA RESISTÊNCIA AO FITÓFTORA Os pesquisadores da Universidade de Purdue liderados por Jianxin Ma e Teresa Hughes identificaram dois genes do genoma da soja que conferem alta resistência contra o patógeno que causa a podridão de raiz e de haste da soja de fitóftora. Segundo Jianxin, a resistência à Phytophthora sojae é encontrada na natureza no germoplasma da soja, mas a maioria dos genes anteriormente resistentes perdeu sua habilidade de combater o patógeno. Os dois genes recém-descobertos parecem ser mais fortes do que os genes antigos. A equipe de pesquisa fez a descoberta enquanto estava procurando por uma possível resistência à ferrugem asiática da soja. Hughes disse: "Nossas localizações experimentais sofriam com a alta pressão da Phytophthora, e nós descobrimos que estes genes se saíam muito bem contra aquela doença. Esta foi a nossa primeira pista de que eles poderiam ter uma boa resistência à Phytophthora sojae." A descoberta poderá levar ao desenvolvimento de cultivares de soja no futuro com melhor resistência ao patógeno da Phytophthora. Resultados da pesquisa da Purdue foram publicados online pela Theoretical and Applied Genetics e podem ser lidos em http://link.springer.com/content/pdf/10.1007%2Fs00122-013-2127-4.pdf. Para mais informações leia a nota à imprensa em: http://www.purdue.edu/newsroom/releases/2013/Q3/researchers-discover-genesresistant-to-soybean-pathogen.html. CIENTISTAS SEQUENCIAM O GENOMA DE PALMA OLEAGINOSA Os cientistas da Malásia e dos Estados Unidos sequenciaram o genoma da palma oleaginosa africana Elaeis guineensis. Eles também apresentaram o esboço da sequência da palma oleaginosa sul-americana Elaeis oleifera. A sequência da palma oleaginosa permite que os cientistas descubram genes de características importantes bem como variações epigenéticas somaclonais que restringem o uso de clones em plantios comerciais. Isto irá, portanto, ajudar a alcançar sustentabilidade para biocombustíveis e óleos comestíveis, reduzindo a pegada nas florestas da referida lavoura tropical. Acesse o artigo completo da revista em http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature12309.html#affil-auth. NOVO ESTUDO SUGERE QUE DUPLICAÇÃO DE GENOMA AJUDA PLANTAS A SOBREVIVEREM EM SOLOS SALINOS Um estudo em conjunto conduzido por pesquisadores da Universidade de Purdue e a Universidade de Aberdeen descobriu que ter mais do que dois conjuntos de cromossomos poderá aumentar a habilidade da planta de consumir nutrientes e sobreviver em solos salinos. Os pesquisadores descobriram que a poliploidia, a condição de se ter mais do que duas cópias de genomas, faz com que a planta Arabidopsis thaliana acumule potássio nas suas folhas e tenha alta tolerância às condições de salinidade. Segundo Brian Dilkes, professor adjunto de horticultura e arquitetura paisagística na Purdue, a poliploidia tem uma influência imediata e direta no acúmulo dos elementos de nutrientes exigidos nas folhas das plantas e exerce um papel na adaptação da planta. Dilkes também disse que o consumo alterado de nutrientes observado na A. thaliana pode ser igual para outras espécies vegetais. A equipe de pesquisa mediu 21 elementos nas folhas de espécimes diploides e poliploides da A. thaliana ao redor do mundo. Eles descobriram que as tetraploides da A. thaliana (plantas com quarto conjuntos homólogos de cromossomos) tem uma vantagem nutricional distinta sobre suas contrapartes diploides, com 32 por cento a mais de concentração de potássio nas folhas. As descobertas do estudo podem ser usadas em uma variedade de espécies, já que muitas variedades já são poliploides. Para mais detalhes deste estudo, leia a nota à imprensa disponível em: http://www.purdue.edu/newsroom/releases/2013/Q3/study-genome-duplication-aidsplants-survival-in-saline-soils.html. Ásia e Pacífico ICRISAT LANÇA MILHETO PÉROLA BIOFORTIFICADO COM FERRO O ICRISAT, Instituto Internacional para a Pesquisa de Produtos Agrícolas nos Trópicos Semiáridos lançou uma variedade de milheto pérola com alto teor de ferro conhecida como Dhanshakti. A referida variedade é a primeira cultivar agrícola mineral biofortificada a ser oficialmente lançada e a chegar até as lavouras dos produtores agrícolas na Índia. A história desta variedade data desde 1988, quando a ICTP 8203, uma variedade de milheto pérola com polinização aberta, foi desenvolvida no ICRISAT em 1982 a partir de seleção de variedades indianas primitivas do norte do Togo, e foi liberada para cultivo na Índia peninsular em 1988. Descobriu-se que esta variedade tinha o nível mais alto de densidade de ferro dentre uma variada gama de populações, variedades com polinização aberta e híbridos em diversos ensaios conduzidos durante 2004-2008. Ao explorar a variabilidade intrapopulacional para medir a densidade de ferro nela, foi desenvolvida uma das versões melhoradas, a ICTP 8203 Fe-10-2 (ICTP 8203 Fe, para encurtar). Para mais informações, vide a nota à imprensa do ICRISAT em http://www.icrisat.org/newsroom/latest-news/happenings/happenings1578.htm#2. CIENTISTAS DA UNIVERSIDADE DE SIDNEI AJUDAM A CRIAR TRIGO RESISTENTE A FERRUGEM-DO-COLMO Cientistas da Universidade de Sidnei estão trabalhando com uma equipe da CSIRO, Organização para a Pesquisa Científica e Industrial da Comunidade Britânica, EUA e China na clonagem molecular do gene Sr33 de resistência à ferrugem-do-colmo do trigo. A equipe de pesquisa usou um gene de uma espécie de capim europeu (goat grass), uma planta bem próxima ao trigo. O Professor Harbans Bariana da Universidade de Sidnei disse que os seus colegas da CSIRO clonaram o Sr33, o inseriram em uma variedade moderna de trigo e o testaram para conferir sua resistência à ferrugem-docolmo. A última edição da revista Science que divulgou a pesquisa colaborativa da Universidade, também descreve um estudo conduzido nos EUA que identificou um gene diferente, o Sr35, em uma planta relacionada ao trigo com bons níveis de resistência à ferrugem-do-colmo. O Professor Harbans disse: "É de interesse em longo prazo dos melhoradores do trigo desenvolver variedades com um espectro amplo de resistência através de combinações de genes diferentes, mas para fazermos isto, nós precisamos entender a natureza dos genes de resistência." Ambos os estudos forneceram marcadores robustos para combinar o Sr33 e Sr35 nas futuras variedades de trigo. Para mais informações, leia a nota à imprensa da Universidade de Sidnei disponível em: http://sydney.edu.au/news/84.html?newsstoryid=11944&utm_source=console&utm_med ium=news&utm_campaign=cws. Europa EASAC AVALIA POLÍTICAS EUROPEIAS SOBRE VARIEDADES TRANSGÊNICAS O Conselho Consultor Científico das Academias Europeias (EASAC, sigla em inglês) divulgou um relatório de políticas sobre as oportunidades e os desafios de se empregar tecnologias agrícolas de melhoramento genético para promover a agricultura sustentável. Ele destaca um número de discrepâncias na paisagem atual de políticas da União Europeia (UE). Dentre essas estão a aprovação da importação de transgênicos e a desaprovação desta mesma variedade para cultivo dentro da UE; o compromisso de investir em agronomia, mas a negligência do uso de determinadas inovações agrícolas; e a meta de se reduzir as aplicações de agrotóxicos, mas a regulamentação excessiva das abordagens alternativas na proteção das lavouras. O relatório também disse que mudanças rápidas na distribuição na agricultura estão acontecendo em todo o mundo, mas a UE tem se retirado de alguns mercados mundiais. As tecnologias agrícolas de melhoramento genético são uma ferramenta válida para uma intensificação sustentável da agricultura e a implantação de políticas contra essas ferramentas é insensatez. Baixe uma cópia do relatório em http://www.easac.eu/home/reports-andstatements/detail-view/article/planting-the.html. EFSA: ALGODÃO TRANSGÊNICO T304-40 É TÃO SEGURO E NUTRITIVO QUANTO SUA CONTRAPARTE CONVENCIONAL O Painel de Organismos Geneticamente Modificados da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (Painel de OGMs do EFSA) foi solicitado a emitir um parecer científico sobre a segurança do algodão geneticamente modificado (GM) T304-40 resistente a insetos e tolerante a herbicidas para importação e processamento para uso em alimentos para humanos e animais. Baseado em informações submetidas ao Painel de OGMs do EFSA, não há nenhuma evidência de que a modificação genética pode mudar expressivamente a alergenicidade geral do algodão T304-40. A equivalência nutricional do algodão T304-40 às suas contrapartes convencionais também foi verificada. Sendo assim, o Painel de OGMs do EFSA conclui que o algodão T304-40 é tão seguro e nutritivo quanto à sua contraparte convencional e que é pouco provável que a alergenicidade geral de toda a planta tenha sido alterada. Confira a nota à imprensa do EFSA em http://www.efsa.europa.eu/en/efsajournal/pub/3251.htm. MOLÉCULAS DE AÇÚCAR ATIVAM GENES PROMOTORES DE CRESCIMENTO VEGETAL Um estudo prévio da Rothamsted Research descobriu um mecanismo bioquímico através do qual os açúcares ativam os genes que permitem a ocorrência do crescimento. Através deste estudo, os pesquisadores descobriram que a molécula do açúcar trealose 6-fosfato não só ativa os genes que promovem o crescimento de plantas e espécies agrícolas sob condições favoráveis de crescimento, mas também possibilita a recuperação do crescimento após um período de estresse. O estudo mostra que a trealose 6-fosfato, junto com a quinase da proteína, SnRK1, ativam a expressão gênica que permite uma recuperação rápida de crescimento após estresses extremos, assim como baixa temperatura. Esta descoberta irá ajudar os pesquisadores a criar, futuramente, variedades mais resistentes que melhor suportam as temperaturas extremas e condições climáticas em mutação. O Professor Matthew Paul que liderou o estudo na Rothamsted Research disse: "Nós estamos aprendendo cada vez mais sobre como os açúcares regulam o crescimento das plantas. Consequentemente, a modificação do sistema de sinalização de açúcar da via metabólica da trealose é hoje em dia uma das áreas mais promissoras do melhoramento de variedades agrícolas, permitindo que as variedades sejam ainda mais produtivas em boas condições de crescimento, além de resistentes em climas ruins." Para mais detalhes deste estudo, leia a nota à imprensa da Rothamsted Research em http://www.rothamsted.ac.uk/PressReleases-PRID=231.html. CIENTISTAS DESCOBREM GENE QUE CONTROLA MÚLTIPLA RESISTÊNCIA A HERBICIDAS Cientistas da Universidade de York e Durham descobriram um gene chamado de AmGSTF1 que exerce um papel chave no controle de múltipla resistência a herbicidas (MHR, sigla em inglês) no black-grass e no azevém. O black-grass e o azevém são problemas graves de pragas que ocorrem nas rotações de lavouras de grãos e de canola oleaginosa. Uns estimados 1,2 milhões de hectares de terras no Reino Unido foram infestados pelo black-grass. Os cientistas envolvidos na pesquisa mostraram que um gene produz sensores das enzimas glutationa transferases (GST) na MHR. Quando o gene foi transferido para a Arabidopsis thaliana, as plantas transgênicas se tornaram resistentes. "As GSTs são conhecidas pela desintoxicação direta dos herbicidas, mas nós acreditamos que o nosso gene trabalha como um sensor mestre que ativa uma ampla gama de mecanismos protetores," explica o líder do projeto, o Professor Rob Edwards do Centre for Novel Agricultural Products da Universidade de York. Ao serem borrifadas com um químico inibidor das GSTs, as plantas resistentes se tornaram suscetíveis aos venenos contra pragas, mostrando ainda mais o potencial dos inibidores das GSTs em melhorar a eficácia dos venenos contra pragas para combater os resistentes black-grass e azevém. A equipe do Professor Edwards também está desenvolvendo um teste genético para o AmGSTF1 que poderá fornecer o primeiro diagnóstico confiável de MHR, um importante passo na decisão sobre a melhor estratégia para o controle de ervas daninhas. Para mais detalhes desta pesquisa, leia a nota à imprensa em: http://www.bbsrc.ac.uk/news/food-security/2013/130708-n-gene-discovery-aidweed-control.aspx. NOVO ESTUDO PODERÁ LEVAR PLANTAS A CRUZAREM MAIS RÁPIDO Cientistas do Max Planck Institute for Plant Breeding Research na Alemanha descobriram os sinais moleculares usados pela planta Arabis alpina, popularmente conhecida como arabis alpina branca, de registro de idade e de exposição à vernalização. Eles descobriram que a planta determina sua idade com base na quantidade de um ácido ribonucleico curto conhecido como miR156. O resultado do referido estudo irá permitir, desta forma, que os pesquisadores manipulem a concentração do miR156 para fazer com que as plantas floresçam precocemente, fazendo assim com que elas cruzem mais rápido. Um ácido nucleico puramente regulatório, o miR156 funciona como uma ampulheta. Assim como a areia cai através do pequeno orifício da ampulheta e indica quanto tempo se passou, a concentração do ácido ribonucleico na arabis alpina branca diminui de semana a semana fazendo com que seja possível medir a idade da planta. Quando o ácido ribonucleico chegar ao seu nível mais baixo, isto sinalizará que a planta é madura o suficiente para as flores se formarem quando ela também for exposta à vernalização. Para mais informações, vide a nota à imprensa do Max Planck Institute em http://www.mpipz.mpg.de/478535/news_publication_7299700?c=13599. Acesse o artigo completo da revista em http://www.sciencemag.org/content/340/6136/1094.full. NOVA PESQUISA EXPLICA PORQUE A ROTAÇÃO DE CULTURAS FUNCIONA Uma nova pesquisa conduzida pelos cientistas do John Innes Centre (JIC) ajuda a explicar o efeito dramático da rotação de culturas na saúde do solo e na sua produtividade. Segundo o Professor do JIC Philip Poole, o manejo rotacional de lavouras altera massivamente os micróbios no solo, que, por sua vez, ajuda a planta a obter nutrientes, regula o seu crescimento e faz com que ela se proteja de pragas e doenças. Durante a pesquisa, amostras de solo foram coletadas de um campo e nelas foram plantadas trigo, aveias e ervilhas. Depois do trigo ser plantado, o solo ficou na sua maioria inalterado e os micróbios nele eram na maioria bactérias. Quando a aveia e a ervilha foram plantadas na mesma amostra, houve uma enorme mudança de bactérias para vermes protozoários e nematoides. Depois de quatro semanas de crescimento, o solo cercando o trigo continha 3% de eucariotas, mas para a aveia e a ervilha, esta proporção foi de 12-15%. Esta porcentagem poderá ser ainda maior no campo onde as lavouras são cultivadas por meses. As descobertas deste estudo poderão ser usadas para desenvolver variedades agrícolas que encorajam o aparecimento de micróbios benéficos no solo. Os cientistas do JIC já estão averiguando a possibilidade de desenvolver espécies de cereais que podem se associar a bactérias fixadoras de nitrogênio normalmente associadas às ervilhas. Para mais detalhes sobre este estudo, leia a nota à imprensa do JIC disponível em: http://news.jic.ac.uk/2013/07/crop-rotation/. Os resultados deste estudo foram publicados na Revista Nature do ISME disponível em: http://www.nature.com/ismej/journal/vaop/ncurrent/full/ismej2013119a.html (doi: 10.1038/ismej.2013.119). NOVA TECNOLOGIA PERMITE QUE ESPÉCIES AGRÍCOLAS RETIREM NITROGÊNIO DO AR Uma nova tecnologia desenvolvida pela The University of Nottingham permite que todas as variedades agrícolas mundiais consumam nitrogênio do ar. A fixação de nitrogênio, o processo pelo qual o nitrogênio é convertido em amoníaco, é vital para as plantas sobreviverem e crescerem. Entretanto, somente uma proporção muito pequena de plantas, assim como os legumes tem a habilidade de fixar nitrogênio da atmosfera com a ajuda de bactérias fixadoras de nitrogênio. A grande maioria das plantas precisa captar nitrogênio do solo. O Professor Edward Cocking, diretor do Centre for Crop Nitrogen Fixation da The University of Nottingham desenvolveu um método único de colocar bactérias fixadoras de nitrogênio para dentro das células nas raízes das plantas. Esta descoberta inovadora surgiu quando ele identificou um tipo específico de bactérias fixadoras de nitrogênio na cana-de-açúcar que ele descobriu que poderiam colonizar intracelularmente todas as principais plantas agrícolas. Este feito pioneiro abre caminho para possivelmente fornece a cada célula vegetal a habilidade de fixar nitrogênio atmosférico. Para mais informações, leia a nota à imprensa disponível em http://www.nottingham.ac.uk/news/pressreleases/2013/july/world-changing-technologyenables-crops-to-take-nitrogen-from-the-air-.aspx. PESQUISAS NOVO ESTUDO CONTESTA ABSORÇÃO DE MATERIAL GENÉTICO DE ALIMENTOS CONSUMIDOS Um novo estudo elaborado por pesquisadores do The Johns Hopkins University School of Medicine mostrou que é pouco provável que o material genético de alimentos consumidos por mamíferos entre na sua corrente sanguínea, contestando descobertas provocativas anteriores. As novas descobertas publicadas na revista RNA Biology contradizem um estudo anterior de uma equipe de pesquisadores chineses relatando que o material genético das plantas, especificamente as moléculas de microRNAs, poderiam entrar na corrente sanguínea de animais e tecidos de órgãos após a ingestão de alimentos e subsequentemente destruir os genes dos próprios animais. Estas descobertas anteriores levaram à especulação de que os alimentos geneticamente modificados (GM) poderão, por sua vez, afetar a expressão gênica entre os consumidores e transformálos de maneiras imprevisíveis, que por alguma razão se tornou uma crença aceita entre os críticos da biotecnologia vegetal. O grupo da Johns Hopkins analisou amostras de sangue de macacos-rabo-de-porco (macacos de médio porte) que foram alimentados com substâncias contendo soja e frutas. Eles usaram a técnica de reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) para ampliar a concentração do material genético nas amostras. Os pesquisadores descobriram leituras altamente variáveis e que os níveis dos microRNAs nas amostras tiradas antes e depois dos macacos ingerirem o material alimentar foram meramente iguais, indicando que a presença do microRNA das plantas nas amostras seria improvável. Mais provas usando uma técnica mais potente de Droplet Digital PCR para analisar dezenas de centenas de milhares de reações ao mesmo tempo confirmaram que o que foi observado não foram os microRNAs das plantas alvo, e sim possivelmente fragmentos do próprio material genético dos macacos que eram homólogos aos seguimentos alvo. Leia o trabalho de pesquisa completo em: http://www.landesbioscience.com/journals/rnabiology/article/25246/. A nota à imprensa da Johns Hopkins sobre este estudo está disponível em: http://www.hopkinsmedicine.org/news/media/releases/hold_the_medicinal_lettuce. CIENTISTAS USAM MULTIGÊNICA PARA MELHORAR O AMIDO NO MILHO A cientista Lili Jiang da Universidade Normal do Nordeste na China, e seus colegas buscaram melhorar o teor de amido e a composição do milho. Eles usaram a abordagem da multigênica para endereçar as complexas características envolvidas. Os genes Bt2, Sh2, Sh1 e GbssIIa (envolvidos na atividade da sintase da sacarose, AGPase e amido sintase ligada ao grânulo - GBSS) foram superexpressos, enquanto que o SbeI e SbeIIb foram silenciados através do RNA interferente para reduzir a atividade da enzima ramificadora do amido. Os resultados mostraram que as plantas de milho expressando todos os seis genes e o marcador selecionável tiveram um aumento expressivo (~3-8%) na quantidade de amido do endoesperma e um aumento de ~38-44% na proporção de amilose. Melhoramentos nas outras características agronômicas também foram observados assim como o aumento no peso do grão e da espiga, e o aumento do tamanho dos grãos com uma aparência mais saudável, o que reflete a estrutura interior melhorada do amido dentro dos grãos. Baseado nas descobertas, a multigênica é uma abordagem eficaz para modificar a via metabólica da biossíntese do amido, levando a uma qualidade e quantidade melhorada do amido do milho e outras características agronômicas. Leia o abstrato publicado na Transgenic Research: http://link.springer.com/article/10.1007/s11248-013-9717-4. ALÉM DA BIOTECNOLOGIA AGRÍCOLA BIOTECNOLOGIA AJUDA A REDUZIR AS EMISSÕES DE GASES PROVENIENTES DA PECUÁRIA As biotecnologias aumentam a produção alimentar e reduzem a produção de gases prejudiciais da pecuária, diz um artigo da Animal Frontiers em um experimento recente usando biotecnologias. Clayton Neumeier, um aluno do curso de doutorado, PhD em inglês, da Universidade da Califórnia em Davis, e outros pesquisadores testaram um grupo de gado tratado com produtos transgênicos. Diferentes grupos de gado foram tratados com ionofóros, implantes, e agonistas beta-adrenérgicos, todos empregados para auxiliar o gado a crescer mais eficientemente. Outro grupo também foi injetado com rBST, um hormônio sintético para gado que ajuda as vacas a produzirem mais leite. Um grupo de controle de gado não recebeu aplicações de nenhum dos referidos produtos. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu rBST produziu mais leite por vaca. Quando as vacas produzem mais leite, as emissões de gases de efeito estufa diminuem porque as fazendas precisam de menos vacas. O Dr. Kim Stackhouse, Diretor de Sustentabilidade do National Cattleman's Beef Association, disse que a pecuária tem reduzido suas emissões através do uso das tecnologias. Tecnologias que melhoram o desempenho dos animais, os rendimentos das lavouras, o manejo do estrume, e a instalação de sistemas de biodigestores todos têm contribuído para reduzir o impacto ambiental da indústria da carne. "Nós precisamos falar para eles que estas são ferramentas valiosas por aquelas duas razões e não sermos antagônicos ao uso da biotecnologia," disse Neumeier. Leia a história completa em https://www.asas.org/membership-services/pressroom/press-release-interpretive-summary-archive/cattle-flatulence-doesn-t-stink-withbiotechnology. PESQUISADORES DESCOBREM SEGUNDA PORTA MOLECULAR PARA INSETICIDA NOS MOSQUITOS Na guerra contra os mosquitos portadores de doenças, os cientistas têm há muito tempo acreditado que uma única porta molecular era o alvo chave para inseticidas. Esta porta, no entanto, se fecha, permitindo que os mosquitos escapem de inseticidas eficazes. Recentemente, uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan descobriu uma segunda porta molecular que pode ser a chave para combater mosquitos portadores de doenças. Os piretróides têm sido usados em muitos países em desenvolvimento para combater doenças assim como a malária e a gripe da dengue. Eles são altamente eficazes porque eliminam os mosquitos sem efeitos colaterais, se houver, nas pessoas. A descoberta do segundo receptor no canal de sódio dos mosquitos ajuda os pesquisadores a entenderem melhor como o inseticida trabalha em nível molecular e leva a descoberta de maneiras de bloquear a resistência aos piretróides. Os receptores nos canais de sódio dos mosquitos agem como portas, e os piretróides trabalham abrindo o canal de sódio. Os mosquitos irão morrer por overdose de sódio porque quando a porta está escancarada, suas células sorvem avidamente o sódio, o que estimula excessivamente o seu sistema nervoso e eventualmente leva à paralisia e morte. Leia o trabalho completo na PNAS em http://www.pnas.org/content/early/2013/07/02/1305118110.full.pdf+html (doi: 10.1073/pnas.1305118110). A nota à imprensa da Universidade Estadual de Michigan está disponível em: http://msutoday.msu.edu/news/2013/second-door-discovered-in-war-against-mosquitoborne-diseases/. ANÚNCIOS REDBIO ARGENTINA 2013 "Biotecnologia e Sociedade: Diálogos para Desenvolvimento Sustentável" é o tema do VIII Congresso de Biotecnologia REDBIO 2013 para a América Latina e o Caríbe. O evento será sediado no NH Gran Hotel Provincial, Mar del Plata, na Argentina, em 1822 de novembro de 2013. Detalhes sobre a inscrição e mais informações sobre a conferência estão disponíveis em http://redbioargentina2013.com.ar/website/menu-principal-ingles/subscription/. CONFERÊNCIA DAS PARTES 2013 A Conferência das Partes de 2013 da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP19, irá acontecer na Varsóvia, na Polônia de 11 a 22 de novembro de 2013. A COP19 na Varsóvia, na Polônia é a oportunidade perfeita de reacender tópicos, inclusive políticas relativas a mudanças climáticas, economia verde, energia renovável, uso de combustíveis fósseis e o anseio inicial do processo da COP de estabilizar os níveis dos gases de efeito estufa na atmosfera da terra. Para mais informações, visite http://www.climateactionprogramme.org/industryevents/united_nations_framework_convention_on_climate_change_19th_conference_of _th/. LEMBRETES DE DOCUMENTOS ESCOLHA DO EDITOR DO ILSI: ARTIGOS SOBRE SEGURANÇA DE TRATAMENTOS TRANSGÊNICOS COMBINADOS O International Life Sciences Institute (ILSI) publicou dois artigos editoriais respondendo as seguintes perguntas sobre a segurança dos alimentos para humanos e animas com tratamentos transgênicos combinados: (1) a incorporação de mais de um evento aumenta a instabilidade genômica, e (2) é possível que haja algum impacto na segurança proveniente de possíveis interações entre os produtos de eventos combinados? O primeiro artigo fala sobre o potencial dos transgenes em alterar a estabilidade do genoma e os possíveis riscos à segurança dos alimentos para humanos e animais associados à instabilidade genômica. Baixe o artigo em athttp://www.ilsi.org/FoodBioTech/Publications/Plant%20Physiol.-2012-Weber-184253.pdf. O segundo artigo trata das possíveis interações entre os eventos e os seus produtos combinados, revê os princípios básicos de melhoramento de plantas e seu histórico de uso seguro e estende estes princípios à segurança alimentar de humanos e animais dos eventos combinados pelos mesmos processos usados no melhoramento convencional de plantas que não foram desenvolvidas por engenharia genética. O artigo está disponível em http://www.ilsi.org/FoodBioTech/Publications/Breeding%20Stacks-2013-SteinerPlant%20Physiol.pdf. FATOS E TENDÊNCIAS DE PÁISES COM BIOTECNOLOGIA O ISAAA publicou uma série nova e revisada chamada de Biotech Country Facts and Trends. O primeiro conjunto da série apresenta os cinco países em desenvolvimento líderes na biotecnologia, o Brasil, Argentina, Índia, China e Paraguai. Os Fatos e Tendências de Países com Biotecnologia são resumos de uma a duas páginas que destacam a comercialização das variedades derivadas da biotecnologia. Dados sobre a comercialização das variedades transgênicas (área total plantada e adoção), aprovações e plantio, benefícios e perspectivas futuras em cada país são apresentados de uma maneira sucinta e de fácil compreensão. Os conteúdos são todos baseados no Brief 44 do ISAAA: Status Global das Variedades Transgênicas Comercializadas em 2012, de autoria de Clive James. Baixe o Fatos e Tendências nos Países com Biotecnologia emhttp://isaaa.org/resources/publications/biotech_country_facts_and_trends/default.asp. POCKET K NO. 44 DO ISAAA SOBRE BIOTECNOLOGIA PARA BIODIVERSIDADE O Bolsão de Conhecimento (em inglês Pocket of Knowledge - PK) do ISAAA número 44 sobre Biotecnologia para Biodiversidade encontra-se agora disponível. O mais recente acréscimo à série, este PK cobre curtas discussões sobre a biotecnologia ser usada para conservação, a biotecnologia para avaliar a diversidade genética, a biotecnologia para uso na biodiversidade e os benefícios da biotecnologia e da biodiversidade. O Pocket K número 44 pode ser baixado emhttp://www.isaaa.org/resources/publications/pocketk/44/default.asp. NOVA PÁGINA NA INTERNET RESPONDE PERGUNTAS SOBRE OGMs Foi lançado um novo site para responder perguntas sobre organismos geneticamente modificados. GMOAnswers.com é uma iniciativa comprometida em dar respostas a perguntas relativas à maneira dos alimentos serem cultivados. Seu objetivo é de tornar mais fácil o acesso e a compreensão das informações sobre a biotecnologia nos alimentos e na agricultura. Confira o novo site em http://gmoanswers.com/.