A DIVULGAÇÃO DE CURSOS NA MODALIDADE A DISTÂNCIA:
UMA ANÁLISE DA LITERATURA E DO ATUAL CENÁRIO BRASILEIRO
THE DISSEMINATION COURSES IN DISTANCE EDUCATION:
AN ANALYSIS OF LITERATURE THE CURRENTE BRAZILIAN SCENARIO
Valdenise Schmitt1
Claudia Mara Scudelari de Macedo2
Vânia Ribas Ulbricht3
RESUMO:
Este artigo tem por objetivo propor um conjunto de informações desejável na divulgação de cursos e programas a
distância ofertados no Brasil. São apresentados aspectos históricos e conceituais da educação a distância; informações
que devem ser verificadas antes de se optar por esta modalidade de ensino e informações que as instituições devem
divulgar sobre seus cursos. Além disso, é apresentada uma pesquisa de campo realizada em sites de instituições
brasileiras de ensino superior a distância que, agregada a revisão da literatura, permitiu a elaboração de um guia
brasileiro de divulgação de cursos e programas a distância. Conclui-se que quanto mais transparentes forem as
informações sobre a organização e o funcionamento de cursos e programas a distância e quanto mais conscientes
estiveram os estudantes de seus direitos, deveres e atitudes de estudo, maior a credibilidade das instituições e mais bemsucedidas serão as experiências na modalidade a distância.
Palavras-chave: Educação a Distância. Internet. Divulgação de cursos a distância.
ABSTRACT:
The purpose of this paper is to propose a model of relevant information when publicizing distance learning courses and
programs offered in Brazil. The Historic and conceptual aspects of distance education are presented; information that
must be verified before opting for this modality of teaching and information that institutions should make public about
their courses. And then, is a field research sites in Brazilian institutions of distance higher education that combined the
review of the literature, permitted the development of a Brazilian guide the dissemination of the distance courses and
programs. It follows that institution’s credibility and the success of the distance learning is a direct function of the
transparency of the information about the organization and functionality of the distance courses and programs, as well
of the students' awaraness about their rights and duties.
Key-words: Distance Learning. Internet. Publicizing distance learning courses.
1
Mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Aluna de
doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, sob orientação do
professor Francisco Antonio Pereira Fialho; bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior,
CAPES, Brasil. E:mail: [email protected].
2
Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Aluna de doutorado do
Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC; professora e conteudista de material
didático para ambiente virtual de aprendizagem da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. E-mail:
[email protected].
3
Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora do Mestrado
Acadêmico em Design da Universidade Anhembi Morumbi (SP). Professora Voluntária dos Programas de PósGraduação em Arquitetura e em Engenharia e Gestão do Conhecimento (UFSC). E-mail: [email protected].
1 Introdução
A Educação a Distância (EaD) tem uma “longa história de experimentações, sucessos e fracassos”
(NUNES, 1994). A trajetória começa com iniciativas isoladas, como as epístolas de São Paulo aos
cristãos da Ásia Menor (PETERS, 2003).
As estratégias utilizadas ainda hoje na EAD têm origem nas experiências desenvolvidas no século
XVIII na Grã-Bretanha, Estados Unidos e Inglaterra (MOORE; KEARSLEY, 1996). Naquela
época, os serviços postais eram utilizados para transmitir a mensagem do professor para o aluno
(RUMBLE, 2000).
O desenvolvimento tecnológico permitiu que novos meios de comunicação fossem utilizados na
mediação didático-pedagógica. Nos últimos dois séculos, segundo Anohina (2005), as tecnologias
de comunicação e informação (TICs), agregadas aos meios tradicionais de ensino, vêm oferecendo
novas oportunidades para a aquisição de conhecimento ao permitirem a escolha do tempo, local,
ritmo e “quantidade” de aprendizagem.
Neste contexto, cada vez mais, cidadãos e instituições vêem na EAD “um meio de democratizar o
acesso ao conhecimento e de expandir oportunidades de trabalho e aprendizagem ao longo da vida”
(CASTRO NEVES, 2003, p. 3).
A EAD “apresenta-se, hoje, como uma possibilidade concreta e importante para a aprendizagem
que é apontada como uma condição permanente e indispensável para os sujeitos da sociedade da
informação” (CERNY, 2003, p. 14). Este fato, aliado a outros fatores, certamente está
impulsionando a crescente oferta de cursos e programas4 a distância em todo o mundo, bem como o
número de matriculados nesta modalidade educacional.
Considerando a importância de conhecer o funcionamento dos cursos e programas, assim como os
direitos, deveres e atitudes de estudo, este artigo tem por objetivo propor um conjunto de
informações desejável na divulgação de cursos e programas brasileiros na modalidade a distância,
em particular, àqueles ofertados via World Wide Web (Web).
A seção a seguir contextualiza a EAD; a seção 3 apresenta informações essenciais que devem ser
levadas em consideração durante o processo de seleção e escolha de um determinado curso ou
instituição; a seção 4 apresenta, segundo a literatura, o que os provedores de cursos e programas a
distância devem divulgar nos editais e materiais de divulgação. A seção 5 analisa as informações
disponibilizadas nos sites de algumas instituições credenciadas para a oferta de ensino a distância,
nomeadamente dos cursos de administração a distância. Confrontadas as informações encontradas
nos sites, com as referências atuais sobre o tema, recomenda-se um conjunto de informações
desejáveis na divulgação de cursos e programas a distância via Web no Brasil. Finalmente,
apresentam-se algumas considerações conclusivas da investigação.
4
As palavras “curso” e “programa” são utilizadas com significado diferente nos programas de aprendizagem a
distância. Usa-se curso como referência a todos os níveis educacionais e programa para referir-se aos programas de
áudio e vídeo que fazem parte de um curso ou como um rótulo genérico para indicar o total de cursos oferecidos por
uma instituição, unidade, consórcio ou programa de EAD (MOORE; KEARSLEY, 1996).
2 Educação a distância: uma breve introdução
Ao longo dos anos, vários autores vêm tentando oferecer uma definição clara do que é EAD. Os
primeiros que a conceituaram, acabaram qualificando-a pelo que ela não era, uma vez que
buscavam comparar a EAD com a educação convencional. Somente a partir da década de 70 e 80
do século passado é que aparecem conceitos que procuraram definir a EAD a partir de suas
características e de seus elementos constitutivos (NUNES, 1994).
Para Moore e Kearsley (1996), quase todos os conceitos e definições tem como essência a
separação de alunos e professores pela distância e, às vezes, pelo tempo. Todavia, a definição mais
citada é a apresentada por Desmond Keegan em 1980 quando esse fundou o Jornal Australiano de
Educação a Distância e publicou o que denominou de “four generally accepted definitions of
distance education”5. Keegan (1980 apud Moore; Kearsley, 1996, p. 206) acreditava que uma
definição compreensiva de EAD devia apresentar os seguintes elementos:
• separação de professor e estudante
• influência de uma organização institucional, especialmente no planejamento e preparação de
materiais educacionais
• uso de meios técnicos
• provisão de comunicação bidirecional
• possibilidade de seminários ocasionais
• participação em uma forma mais industrial de educação
Neste artigo, entende-se EAD como a “modalidade educacional na qual a mediação didáticopedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias
de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas
em lugares ou tempos diversos.” (BRASIL, 2005, p. 1).
2.1 Origem e evolução da Educação a Distância
Segundo Keegan (1996, p. 7-8), a EAD “não foi possível sem o desenvolvimento da tecnologia,
especialmente em transporte e comunicação.” A origem recente, conforme mencionado
anteriormente e para muitos autores, “está nas experiências de educação por correspondência
iniciadas” no século XVIII (NUNES, 1994); certamente, desde 1840 quando Isaac Pitman começou
a ensinar taquigrafia por correspondência na Grã-Bretanha (MOORE; KEARSLEY, 1996;
RUMBLE, 2000).
Nesses 169 anos de história, considerando a data de 1840, a EAD vem utilizando diferentes meios e
tecnologias6 para instruir alunos a distância. Esses meios foram tomados como parâmetro para
dividir a história da EAD em diferentes estágios ou gerações.
Ao analisar as gerações propostas por Moore e Kearsley (1996), Rumble (2000) e Taylor (2001)
conclui-se que: (a) os três autores concordam que a primeira geração corresponde aos cursos por
correspondência que utilizavam a tecnologia impressa ou material manuscrito, apontado por
Rumble (2000), para ensinar alunos a distância; (b) a segunda geração caracteriza-se pelo uso de
tecnologias de áudio e vídeo utilizadas ou não em conjunto com a tecnologia impressa; (c) a terceira
5
Em português, quatro definições aceitas geralmente para educação a distância.
Para Rumble (2000, p. 41), meio é “uma forma genérica de comunicação associada a formas particulares de
representar conhecimento”, por exemplo, “contato humano (presencial), texto (incluindo representações gráficas),
áudio, televisão, e computação”, ao passo que tecnologia pode ser entendida como “o veículo que transporta o meio”.
6
geração, para Moore e Kearsley (1996), já emprega a tecnologia mediada por computador, enquanto
que para Rumble (2000) a tecnologia mediada por computador caracteriza a quarta geração e para
Taylor (2001), a quarta e a quinta geração. O Quadro 1 apresenta as tecnologias empregadas na
EAD de acordo com tais autores.
Gerações de EAD
Primeira geração
Moore e Kearsley
tecnologia impressa
Segunda geração
tecnologia de áudio e vídeo
Terceira geração
tecnologia mediada por
computador
Quarta geração
Rumble
tecnologia impressa ou
material manuscrito
tecnologia de áudio e vídeo
tecnologia impressa, áudio
e vídeo
tecnologia mediada por
computador
Quinta geração
Taylor
tecnologia impressa
tecnologia impressa, áudio
e vídeo
tecnologias de áudio e
vídeo
tecnologia mediada por
computador
tecnologia mediada por
computador (baseada na
exploração de novas
tecnologias)
Quadro 1 - Tecnologias empregadas na EAD
Fonte: Elaborado pelas autoras.
Com base no Quadro 1 é possível inferir que a história da EAD pode ser dividida em três grandes
grupos de acordo com o tipo de tecnologia empregada: (1) impressa, (2) áudio e vídeo, e (3)
mediada por computador, concordando dessa forma, com a classificação proposta por Moore e
Kearsley (1996). A divergência entre os autores justifica-se pelo emprego de tecnologias
combinadas e/ou, no caso de Taylor (2001), pela exploração de novas tecnologias mediadas por
computador.
O que se percebe, analisando a literatura e os cursos ofertados nos últimos anos, é que nenhuma
geração substituiu completamente a anterior. De fato, ainda existe no mercado a oferta de
“diferentes sistemas de aprendizagem a distância co-existindo pelo mundo” (RUMBLE, 2000).
Assim como, um mix de tecnologias sendo utilizadas em conjunto em cursos e programas de EAD.
Para Anderson e Elloumi (2004), a co-existência dos sistemas de EAD é uma forma de manter o
sistema de EAD viável, uma vez que nem todos os alunos têm condições financeiras para adquirir
os aparatos tecnológicos e a tecnologia necessária para participar de cursos on-line a distância.
Nesse sentido, Rumble (2000, p. 45) pontua: “as tecnologias mais recentes não são necessariamente
melhores que as antigas. O importante é que elas possibilitem aos professores ensinar e aos alunos,
aprender, e que elas possam ser operacionalizadas.”
No Brasil, a EAD “tem como marco histórico a implantação das "Escolas Internacionais" em 1904”.
(ALVES, 1999, p. 1). Para Nunes (1993, 1994), a história da EAD no Brasil foi marcada pela
descontinuidade de muitos projetos, principalmente governamentais. Para Alves (2005, p. 1), houve
êxitos e fracassos, prova disso é que existe ainda no País “um número pequeno de estabelecimentos
de ensino adotando essa metodologia.”
Muitos aspectos da EAD precisam ser mais investigados e, outros, explorados. Este fato não está
impedindo que instituições de ensino superior sejam credenciadas e passem a ofertar cursos e
programas a distância de forma experimental no Brasil. Para escolher um curso ou programa de
qualidade é preciso avaliar alguns aspectos que são discutidos a seguir.
3 Aspectos a serem avaliados pelos possíveis alunos de cursos e programas a distância
Antes de se matricular em um programa ou curso a distância, o potencial aluno deve se
conscientizar que estudar a distância exige, assim como no ensino convencional, dedicação e tempo
disponível para estudar. Além disso, exige “perseverança, autonomia, capacidade de organizar o
próprio tempo, domínio de leitura, interpretação e, eventualmente, de tecnologia” (CASTRO
NEVES, 2003, p. 14). Por isso, o candidato a modalidade de ensino a distância deve fazer
avaliações realistas de suas atitudes pessoais e de seu comprometimento acadêmico, da sua
capacidade de autonomia e aprendizagem colaborativa, da sua prontidão acadêmica, de seus
recursos financeiros, de seu tempo disponível, como também de seu acesso e alfabetização em
tecnologias e recursos (SHERRY, 2003).
Tomando por base os aspectos propostos por Strong e Harmon (1997), por Barker (1999), pela
Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) (2006) e pelo Decreto 5.622 (BRASIL,
2005), os itens abaixo podem ajudar um potencial aluno a se decidir por um curso:
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critérios para ingresso: titulação exigida e necessidade de aprovação em processo seletivo
carga horária do curso, principalmente o número de créditos obrigatórios e como esses estão
distribuídos no programa
duração do curso: oferta de duração mínima e máxima ou duração pré-definida
nível do curso: atualização profissional ou profissionalizante (ensino médio, graduação, pósgraduação)
conteúdo das disciplinas
formas de avaliação do curso: provas, atividades, leitura dirigida
regulamentos institucionais referentes à conclusão: normas para avançar, interromper ou
prorrogar o prazo de conclusão do curso
serviços de suporte técnico, de apoio pedagógico, orientação acadêmica, etc.
recursos institucionais disponíveis, por exemplo, biblioteca e tutorias individuais
tipo de equipamentos exigidos no curso, tais como computador, webcam e microfone
investimento e custos diretos e indiretos envolvidos
necessidade de encontros virtuais ou presenciais programados
credenciamento e autorização do Ministério da Educação (MEC) para os cursos superiores,
de pós-graduação Lato sensu e seqüenciais, bem como validação do Conselho Estadual de
Educação para os cursos a distância de ensino médio ou supletivo
possibilidade de aulas teste para avaliação da interatividade e do material didático
idoneidade e reputação da instituição responsável, dos coordenadores e dos professores do
curso
titulação do corpo docente
opinião de alunos ou ex-alunos do curso
índices de evasão
tipo de interação (síncrona ou assíncrona) entre professores/alunos e alunos/alunos
possibilidade de aceite de transferência e aproveitamento de estudos realizados em cursos e
programas presenciais7
Na seção seguinte listam-se as principais informações que devem ser divulgadas pelos provedores
de cursos a distância aos potencias estudantes (consumidores). Algumas destas informações são
7
O Decreto no. 5.622 de 19 de dezembro de 2005, Art. 3, parágrafo 2º. estabelece: “Os cursos e programas a distância
poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da
mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância poderão ser aceitas em
outros cursos e programas a distância e em cursos e programas presenciais, conforme a legislação em vigor.” (BRASIL,
2005).
também apontadas pela literatura como aspectos a serem verificados pelos potenciais alunos,
conforme apresentados nesta seção.
4 O que as instituições de ensino devem divulgar sobre seus cursos e programas a distância
Segundo o Decreto no. 5.622 de 19 de dezembro de 2005, as instituições credenciadas para a oferta
de educação a distância devem apresentar no material de divulgação dos cursos e programas a
distância, “atos de credenciamento, autorização e reconhecimento”, bem como “informações a
respeito das condições de avaliação, de certificação de estudos e de parceria com outras
instituições.” (BRASIL, 2005).
Além dessas informações, outras são sugeridas por Barker (1999), Castro Neves (2003) e Lezberg
(2003), assim como pela Associação Brasileira de Educação a Distância (2006), pela International
Association For Continuing Education & Training (2006) e pelo Formulário de verificação in loco
(BRASIL, 2006).
Reunindo e confrontando as sugestões de tais autores, das associações, do Decreto n. 5.622 e do
Formulário de Verificação in loco, as instituições de ensino devem informar em toda publicidade,
assim como no edital dos cursos e programas o que segue:
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pré-requisitos para ingresso (por exemplo, titulação e aprovação em processo seletivo)
número ideal de horas de estudo por dia/semana
competências e habilidades tecnológicas necessárias
existência de módulo introdutório – obrigatório ou facultativo – que leve ao domínio de
conhecimentos e habilidades básicas referente à tecnologia utilizada e/ou ao conteúdo
programático do curso
custos diretos e indiretos envolvidos (por exemplo, com mensalidades e material didático)
condições para interromper temporariamente os estudos
condições para abreviar a duração do curso, conforme prevê o artigo 47, parágrafo 2º. da Lei
9.394/96
recursos de ajuda financeira (no caso de cursos pagos)
documentos legais que autorizam o funcionamento do curso
parcerias com outras instituições
nível
grade-curricular
carga horária
duração
ementa das disciplinas
apresentação dos professores, de preferência com mini-currículo
períodos/locais de presença obrigatória para provas, estágios ou aulas de laboratório
tipos de interação e de comunicação disponíveis para contato com o professor ou tutor
interação necessária com o professor ou tutor
mídia(s) utilizada(s) para disponibilizar o conteúdo (no caso de cursos on-line, as
características mínimas que o equipamento do aluno deve ter e a disponibilidade de aluguel)
critérios de avaliação da aprendizagem
serviços de apoio acadêmico (professores e tutores)
recursos de aprendizagem (ambiente virtual de aprendizagem)
serviços de apoio técnico (monitoria, tutorial para instalação de programas)
5 Pesquisa de campo
Com bases nas informações indicadas na literatura que devem ser verificadas pelos potencias alunos
antes de se matricularem em um curso a distância e nas informações que devem ser divulgadas
pelas instituições provedoras de cursos e programas a distância, estabelecidas na legislação,
associações e literatura, foi elaborado e aplicado um questionário, em outubro de 2007, para
verificar quais informações estavam sendo efetivamente divulgadas pelas instituições provedoras de
cursos superiores na modalidade a distância.
5.1 Amostra
Nesta pesquisa, optou-se por utilizar uma amostra não probabilística intencional ou de seleção
racional (RICHARDSON, 1999). Dentro do universo de 152 instituições brasileiras de ensino
superior credenciadas, até dezembro de 2006, para oferecer programas de Educação a Distância,
segundo pesquisa do Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (2007), selecionou-se as 15
primeiras instituições credenciadas, conforme o Quadro 2.
Instituições Credenciadas
Nome
UF Ano
1 - Universidade Federal do Pará (UFPA)
PA 1998
2 - Universidade Federal do Ceará (UFCE)
CE 1998
3 - Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC)
SC
2000
4 - Universidade Federal do Paraná (UFPR)
PR 2000
5 - Universidade Braz Cubas (UBC)
SP
2000
6 - Faculdade de Educação São Luis (FESL)
SP
2000
7 - Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
MT 2001
8 - Faculdade de Administração de Brasília (FAC)
DF 2001
9 - Universidade Federal Fluminense (UFF)
RJ
2001
10 - Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF)
RJ
2001
11 - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)
MS 2001
12 - Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
ES
2001
13 - Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)
MA 2001
14 - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) RS
2001
15 - Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
MG 2002
Quadro 2 - Primeiras 15 instituições credenciadas para ofertar programas de EaD no Brasil
Fonte: Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação (2007).
Ao visitar os sites das instituições selecionadas na amostra, fim de setembro, início de outubro de
2007, verificou-se que seria necessário estratificar ainda mais a amostra, visto que nem todas as
instituições ofertavam os mesmos cursos (a análise de informações de cursos diferentes poderia
distorcer no resultado final da pesquisa). Neste contexto, decidiu-se analisar as informações
disponibilizadas pelo curso superior que fosse ofertado por um número maior de instituições. O
curso superior em Administração, ofertado por 9 instituições (destacadas no Quadro 2 em negrito)
passou então a ser objeto de análise.
5.2 Elaboração do questionário
O questionário foi elaborado com base nos pontos que os potencias alunos devem verificar antes de
se matricularem em um curso a distância e nas informações que devem ser divulgadas pelas
instituições. Apenas o item idoneidade e reputação da instituição responsável, dos coordenadores e
dos professores do curso, descrito na seção 3 deste artigo, foi suprimido do questionário, por se
tratar de avaliação qualitativa não divulgada pela comunidade acadêmica.
5.3 Procedimentos de coleta e análise dos dados
A metodologia de busca e acesso aos sites obedeceu a seguinte ordem: 1. Acesso a homepage das
universidades; 2. Acesso ao núcleo, secretaria, instituto ou departamento de educação a distância; 3.
Acesso ao curso de Administração, através do menu cursos. Destaca-se que o curso de
administração da UFPA, da UFCE e da UFPR, uma vez acessados pelo menu Cursos, são
visualizados em páginas independentes, sem que se possa voltar a página do núcleo, secretaria,
instituto ou departamento via menu lateral.
Por meio da aplicação do questionário tentou-se apurar se as instituições selecionadas ofereciam ou
não as informações citadas neste artigo. Não se avaliou a qualidade das informações, apenas a sua
presença ou ausência.
5.4 Coleta e análise dos resultados
A coleta de dados foi realizada no período de 01 a 05 de outubro de 2007. Das nove instituições que
ofertavam o curso de Administração de Empresas no período desta pesquisa; cinco continham
informações sobre pré-requisitos para ingresso. Quatro instituições não especificavam a
necessidade da conclusão do ensino médio ou a aprovação em processo seletivo para ingressar no
curso.
Com relação ao tempo ideal de horas que o aluno deve dedicar ao curso por dia/semana, nenhuma
das instituições apresentava tal informação. Sobre o assunto, a UFOP apenas informava: “Nesta
modalidade [EAD] o aluno é sujeito que vai administrar a própria aprendizagem, construindo seu
próprio método para melhor aproveitar os conteúdos disponibilizados por meio eletrônico e/ou
impresso. Deverá se conscientizar de que estuda para seu próprio aperfeiçoamento profissional e de
que é o responsável central neste processo.” Ressalta-se que este item recomendado por Castro
Neves (2003), nos Referenciais de Qualidade para Cursos a Distância, não era informado nos sites
pesquisados.
As competências e habilidades tecnológicas necessárias para o acompanhamento dos cursos
também não eram mencionadas pelas instituições. Em cursos que utilizam plataformas de
aprendizagem este aspecto deve ser especificado, visto que noções básicas de informática e de
navegação na Web são requisitos importantes.
A existência de módulo introdutório – obrigatório ou facultativo – que leve ao domínio de
conhecimentos e habilidades básicas, referentes à tecnologia utilizada e/ou ao conteúdo
programático do curso, assegurando a todos um ponto de partida comum, estava previsto na grade
curricular do curso de administração em quatro instituições. Em todas as grades curriculares das
instituições, o módulo introdutório aparecia sob a denominação Educação a distância. Como se
percebe, para quase metade das instituições era importante oferecer aos alunos iniciantes
informações sobre a modalidade a distância.
Ao investigar se as instituições discriminavam os custos diretos e indiretos envolvidos, isto é, todos
os gastos referentes à mensalidades, material didático e taxas, dentre as oito instituições públicas,
observou-se que apenas uma especificava que o curso era gratuito. Em relação aos custos indiretos,
apenas uma dentre estas instituições públicas, fazia referência, mesmo que de forma implícita, ao
pagamento do material didático. A Faculdade de Administração de Brasília (FAC), única instituição
particular da amostra, discriminava o custo referente à matrícula e as mensalidades.
Em relação às normas para interromper temporariamente ou prorrogar a conclusão do curso,
nenhuma das universidades públicas apresentava esta informação, exceto a Faculdade de
Administração de Brasília.
Quanto às normas para abreviar a duração do curso, as instituições não explicitavam claramente
esta possibilidade, prevista pelo artigo 47, parágrafo 2º. da Lei 9.394/94.
A FAC informava as fontes de recursos de ajuda financeira. As demais instituições, por serem
públicas, não faziam referencia a esta informação, considerada pelas autoras desse artigo, decisória
para os alunos que desejam fazer um curso a distância em uma universidade particular, mas não tem
recursos financeiros para freqüentar o curso.
Nenhuma das instituições públicas apresentava os documentos legais que autorizavam o
funcionamento do curso de administração. Somente a FAC apresentava o credenciamento e a
autorização expedidos pelo MEC.
Três instituições informavam que o curso era oferecido em parceria com outras instituições, sendo
que uma delas listava as instituições parceiras. As outras, apenas comunicavam que o curso era
oferecido em parceria com outras instituições de ensino.
Em relação ao nível do curso, todas as instituições informavam que se tratava de um curso de
graduação a distância.
A grade-curricular do curso estava presente em quase todos os sites, com exceção de dois. Quanto
ao conteúdo das grades-curriculares, tais não apresentavam homogeneidade de informações.
A carga-horária total do curso também não era informada por duas instituições, as demais
instituições indicavam esta informação nos sites.
Apenas uma entre as instituições pesquisadas não informava a duração do curso. Destaca-se aqui, a
iniciativa de uma das instituições de informar o tempo mínimo e máximo para a conclusão do curso.
A flexibilidade no prazo de conclusão respeita o ritmo individual de aprendizagem, uma das
características da modalidade de ensino a distância.
Mais da metade das instituições, cinco entre as nove consultadas, não apresentava ementa das
disciplinas. Ao analisar as ementas das instituições que as apresentavam, observou-se que o
conjunto de itens considerados essenciais não aparecia, por exemplo, objetivo da disciplina,
sumário, bibliografia e critérios de avaliação.
Com relação ao corpo docente, seis sites institucionais, omitiam o nome dos professores do curso,
com sua respectiva titulação ou mini-currículo. A titulação dos professores seguramente é uma
informação que pode transmitir credibilidade ao curso, assim como a experiência demonstrada nos
mini-currículos.
Segundo a legislação (BRASIL, 2005), a EAD exige momentos presenciais obrigatórios para
provas, estágios, defesa de trabalhos e aulas de laboratório. Nos cursos consultados, somente três
informavam sobre períodos/locais de presença obrigatória para a realização de provas. Seis
instituições não informavam que em determinado momento do curso o aluno deveria se deslocar até
a sede ou pólos da instituição para realizar provas ou outras atividades.
Os tipos de interação síncrona e assíncrona não eram discriminados pela maioria das instituições.
Somente três instituições apontavam os tipos de ferramentas que seriam utilizados para mediar a
comunicação professor/tutor e aluno. O ambiente virtual de aprendizagem foi a ferramenta citada
pelas três instituições.
Nenhuma instituição apontava a quantidade de interações que seria necessária durante o curso.
Apontar uma quantidade mínima de interações entre professor/tutor e aluno é uma forma de garantir
a aprendizagem colaborativa.
As mídias utilizadas para disponibilizar o conteúdo estavam descritas em três instituições. Seis
instituições não mencionavam explicitamente o tipo de mídia(s) utilizada(s). Como oito instituições
apresentavam ambientes virtuais de aprendizagem como recurso de aprendizagem, pode-se deduzir
que a mídia eletrônica predominava nestes cursos.
Apenas a FAC indicava a necessidade de equipamentos técnicos para o acompanhamento do curso.
As demais universidades não mencionavam esta necessidade.
As formas e os critérios de avaliação de aprendizagem não eram informados por seis instituições.
Três instituições apresentavam as formas de avaliação (somente prova; prova e atividades; e prova,
atividades e leitura dirigida) e os critérios de avaliação.
Os serviços de apoio acadêmico, tais como tutoria, não eram mencionados por duas instituições.
Estes serviços são importantes porque é por meio deles que os alunos podem sanar as dúvidas
referentes ao conteúdo do material didático disponibilizado.
Os serviços de apoio técnico, entendidos como serviços de monitoria e tutorial para a instalação e
uso de programas e ambientes virtuais de aprendizagem, apareciam no site de duas instituições. As
demais não faziam menção a estes serviços.
Nenhuma instituição oferecia a possibilidade de aulas teste para avaliar aspectos como a
interatividade e o material didático de apoio, bem como não apresentava índices de evasão dos
cursos. Destaca-se que a possibilidade de aulas teste é sugerida pela ABED como aspecto a ser
avaliado pelos potenciais alunos na escolha de um curso. Acredita-se que a falta de menção aos
índices de evasão deva-se a recente implantação dos cursos de administração nas instituições.
A FAC era a única instituição que apresentava a opinião de alunos. Como as opiniões não tinham
data de postagem, não se pode assegurar que se tratava realmente de depoimentos de ex-alunos da
instituição.
Por fim, apenas duas instituições informavam sobre o aceite de transferência e o aproveitamento de
créditos referente aos estudos realizados em cursos e programas presencias, conforme estabelece o
Decreto n. 5.622 de 19 de dezembro de 2005, Art. 3, parágrafo 2º.
Dos fatores analisados, destaca-se a falta de informação sobre a necessidade de tempo disponível
para estudo e acompanhamento do curso, assim como os períodos obrigatórios presenciais, o que
pode resultar em argumento de evasão.
A carência de informações, pela maioria das instituições, sobre seus cursos a distância é agravada
por ocasionais problemas de acesso aos sites, como exemplo, a Universidade Federal do Espírito
Santo, que apresentava a página em manutenção no momento da pesquisa. No entanto, no link
“Informes” sobre EaD desta Universidade havia uma notícia, publicada em fevereiro de 2007,
informando que o curso de administração a distância era um dos melhores do país, segundo uma
pesquisa realizada pelo Banco do Brasil com 20 instituições brasileiras.
5.5 Guia para a divulgação de cursos e programas a distância via Web
A quantidade e a qualidade das informações disponibilizadas nos sites das instituições consultadas,
confrontadas com as recomendações citadas pela literatura e baseada na experiência das autoras
deste estudo permitiu elaborar o seguinte guia para a divulgação de cursos e programas a distância
ofertados por instituições brasileiras via Web:
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pré-requisitos para ingresso: titulação exigida, aprovação em processo seletivo ou processo
seletivo por histórico escolar
número ideal de horas de estudo por dia/semana
competências e habilidades tecnológicas necessárias
existência de módulo introdutório – obrigatório ou facultativo – que leve ao domínio de
conhecimentos e habilidades básicas referente à tecnologia utilizada e/ou ao conteúdo
programático do curso
custos diretos e indiretos envolvidos, referentes por exemplo, a mensalidades e material
didático
condições para interromper temporariamente ou prorrogar os estudos
condições para abreviar a duração do curso, conforme prevê o artigo 47, parágrafo 2º. da Lei
9.394/96
fonte de recursos de ajuda financeira, tais como FIES, ProUni ou financiamento do curso
pela própria instituição provedora do curso a distância
documentos legais que autorizam o funcionamento do curso
parcerias com outras instituições
nível do curso
grade-curricular, com número de créditos por disciplina, carga horária por disciplina, nome
do professor da disciplina e respectiva titulação; link para um mini-currículo é aconselhável
carga horária
duração mínima e máxima
ementa das disciplinas, discriminando objetivo da disciplina, sumário, formas (provas,
atividades e leitura dirigida) e critérios de avaliação e bibliografia
períodos/locais de presença obrigatória para provas, estágios ou aulas de laboratório
tipos de interação e de comunicação oferecidos para contato com o professor ou tutor, por
exemplo, ambiente virtual, e-mail, fórum, chat, encontros presenciais, videoconferência e
teleconferência
interação necessária com o professor ou tutor, por exemplo, número mínimo de
participações em chat ou fóruns
mídia(s) utilizada(s) (impressa ou eletrônica) para disponibilizar o conteúdo (no caso de
cursos on-line, as características mínimas que o equipamento do aluno deve ter e a
disponibilidade de aluguel)
serviços de apoio acadêmico, por exemplo, laboratório de informática, biblioteca, midiateca,
suporte de comunicação, serviço de tutoria
recursos de aprendizagem, por exemplo, ambiente virtual
serviços de apoio técnico, tais como monitoria e tutorial para instalação de programas
número de vagas destinado a política de cotas e aos alunos do Exame Nacional de Cursos
contato com a instituição e com o coordenador do curso
possibilidade de aulas teste para avaliar aspectos como interatividade e material
opinião de alunos e ex-alunos
índices de evasão
se aceita transferência e aproveita estudos realizados em cursos e programas presenciais
6 Considerações finais
As tecnologias de comunicação e informação tornaram a aprendizagem mais flexível e permitiram
mais interatividade entre o instrutor e o aprendiz e, deste, com os demais integrantes do curso e/ou
programa.
A exigência de atualização contínua (lifelong learning) faz com que provedores de cursos a
distância vejam esse setor como um mercado promissor, em franca expansão. Nesse contexto, a
proliferação de cursos e programas vem aumentando ano a ano. A preocupação que se tem neste
sentido, é quanto à qualidade dos cursos ofertados. Neste sentido, as informações apresentadas neste
artigo podem ser de valia para orientar potenciais estudantes.
Por outro lado, podem auxiliar provedores de cursos a distância a melhor divulgar seus cursos e,
conseqüentemente, diminuir as taxas de evasão, pois um potencial aluno bem informado sobre a
proposta e as exigências do curso tem mais chance de sucesso do que um aluno que se inscreve em
um curso para depois obter informações sobre seus direitos e deveres, bem como das atitudes
exigidas de um bom aluno de cursos a distância.
Referências:
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Faculdade de Administração de Brasília - http://www.aiec.br/cursos_perfil.asp
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul - http://www.ead.ufms.br/portal/index.php
Universidade Federal do Pará - http://www.adm-ead.ufpa.br/ Universidade Federal do Paraná - http://www.nead.ufpr.br/adm_ead/index.php - (http://www.nead.ufpr.br/).
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ARTIGO 13 RBAAD 2008 PESQUISA