FACULDADE SÃO LEOPOLDO MANDIC
VESTIBULAR 2013
NOME DO CANDIDATO
Nº DE INSCRIÇÃO
LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO
VERSÃO: A
INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA
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NÃO ABRA ESTE CADERNO DE QUESTÕES ANTES QUE SEJA AUTORIZADO.
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Este caderno contém a prova de Redação e a prova de Conhecimentos Gerais.
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A prova de Conhecimentos Gerais é composta de 60 questões de múltipla escolha.
Para cada questão, há 5 alternativas, devendo ser marcada apenas uma.
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Assine a folha de respostas e transcreva para essa folha as alternativas escolhidas. Preencha
a folha de respostas, utilizando caneta esferográfica azul ou preta.
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Não deixe nenhuma das 60 questões em branco na folha de respostas.
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A duração total da prova (Redação e Questões) é de 4 horas. NÃO haverá tempo adicional
para transcrição de gabarito.
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Você poderá deixar a sala e levar APENAS o Controle de Respostas do Candidato (Folha
de Respostas Rascunho) após 3 (três) horas do início da prova.
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Aguarde instruções para iniciar a prova. Qualquer dúvida, fale com o Fiscal de Sala.
BOA PROVA!
01. A charge a seguir, publicada durante a Segunda Guerra Mundial, retrata Adolf Hitler e Joseph
Stalin, líderes, respectivamente, da Alemanha e da União Soviética. Analise-a para responder
a questão:
Em 1939 era assim! E agora? – Será assim!
Fonte: Charge de Belmonte publicada originalmente em 07 de out. de 1943. Disponível em: BELMONTE. Caricatura dos tempos. SP: Melhoramentos, 1982.
Tomando por base a charge e o contexto histórico nela presente, observe as afirmações
seguintes:
I. Em 1939, Alemanha e URSS assinaram o Pacto de Não-Agressão. Após a Alemanha nazista ter
rompido tal pacto, iniciaram-se as hostilidades entre os dois países.
II. A URSS aderiu ao bloco dos Países do Eixo, ao lado de Itália e Alemanha, em 1939, graças às
negociações feitas entre Stálin e Hitler. Após a URSS ter deixado a aliança, o país entrou em guerra
contra a Alemanha.
III. A adesão da URSS ao bloco dos Aliados, ao lado dos Estados Unidos, após ter assinado um Pacto
de Não-Agressão com a Alemanha em 1939, foi responsável pelo inicio da guerra entre Hitler e
Stálin.
Está correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I e III, apenas.
(C) I, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.
02. Leia atentamente as informações a seguir, para responder a questão:
Fonte: Charge de Bessinha, publicada em 02 out. 2010. Disponível em: http://glaucocortez.com/2011/09/14/. Acesso em: 16 fev. 2013, às 08h30.
Para tentar conter o agravamento da crise econômica atual, uma das medidas adotadas pelos governos
ocidentais, como os EUA e países europeus, pode ser relacionada à charge, uma vez que viola um
dos princípios maiores da política econômica denominada Neoliberalismo que, apesar dos problemas
atuais, orienta as práticas econômicas de tais nações no interior do sistema capitalista.
Assinale a alternativa na qual aparece esta medida:
(A) Adoção de medidas protecionistas, como o aumento de taxas alfandegárias para matérias primas.
(B) Privatizações de bancos estatais deficitários, visando à desoneração do setor público.
(C) Desregulamentação das leis trabalhistas decorrentes das pressões de corporações multinacionais.
(D) Intervenção estatal na economia, na forma de empréstimos para salvar grandes empresas e
bancos.
(E) Abertura para investimentos de capitais estrangeiros, visando à recuperação do sistema industrial.
VERSÃO A - 1
03. Analise as informações abaixo para responder a questão:
Fonte: Charge de Carlos Latuff, publicada em 18 de jan. 2013. Disponível em: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/ Acesso em: 16 fev. 2013, às 09h00.
Vinte meses após o assassinato de Osama bin Laden, o corpo da Al-Qaeda ainda se mexe. Os
talibãs, de seu lado, estão mais comportados do que nunca. Ainda assim, o ex-primeiro-ministro
francês, Dominique de Villepin, comentou: “Os abscessos de fixação do terrorismo – Afeganistão,
Iraque, Líbia, Mali – tendem a se expandir e a estabelecer laços entre si, federam suas forças,
conjugam ações”. Os arsenais líbios alimentaram a guerra no Mali; amanhã, o próprio Mali corre o
risco de equipar com armas recuperadas e soldados perdidos os próximos fronts africanos. Para
justificar o envolvimento militar do país no conflito, François Hollande anunciou que “a França sempre
estará presente quando os direitos de uma população estiverem ameaçados, como é o caso do Mali,
que deseja viver livre e em uma democracia”.
Fonte: HALIMI, Serge. Mali – a pior escolha. In Jornal Le Monde Diplomatique Brasil, ano 6, nº 67, fev. 2013, (com cortes).
Tomando por base as informações e o processo por elas relatado, são feitas as afirmações
seguintes:
I. Apesar da justificativa de combater o terrorismo internacional e garantir a democracia à população
oprimida, os interesses da França ao invadir o Mali podem ser relacionados à tentativa de impedir
o acesso de grupos radicais malineses às reservas de urânio da vizinha Níger.
II. A presença francesa no Mali também pode ser explicada como uma tentativa de impedir que,
futuramente, rebeldes malineses abasteçam com armas e soldados outros movimentos radicais
africanos.
III. Por ser um dos principais redutos anti-islâmicos na África, o Mali, antiga colônia francesa, sofreu
a invasão do país, que tenta, ao lado de outros países ocidentais, eliminar os governos talibãs no
continente africano, presentes, entre outros, em Níger.
Está correto o que se afirma em
(A) I apenas.
(B) I e II apenas.
(C) I e III apenas.
(D) II apenas.
(E) I, II e III.
VERSÃO A - 2
04. Analise as informações para responder a questão:
Fonte: Charge disponível em: http://energiainteligenteufjf.com/calouro-web-2-0/. Acesso em: 16 fev. 2013, às 09h15.
Que poderiam fazer os trabalhadores para melhorar sua sorte? Suponhamos que tivessem ganhado
a vida razoavelmente fazendo meias a mão. Suponhamos que presenciasse a construção de uma
fábrica, com máquinas, que dentro em pouco produzissem tantas meias, a preços tão baratos que
tivesse cada vez maior dificuldade em ganhar mais ou menos sua vida, até ficar à beira da fome.
Perguntaria a si mesmo a causa, chegando à conclusão de que foi a máquina que roubou o trabalho
dos homens e reduziu o preço das mercadorias. A máquina – eis o inimigo.
Fonte: Adaptado de: HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. RJ: Guanabara, 1986, p. 185.
Considerando as informações do texto e as atuais condições de trabalho no mundo, pode-se
afirmar que:
(A) O desemprego gerado pelo desenvolvimento tecnológico ocorre essencialmente no setor
automobilístico, desde os primórdios da industrialização.
(B) A produção artesanal, ao ser superada pelas novas tecnologias de produção industrial, desapareceu
do mundo do trabalho.
(C) Nas indústrias automatizadas, ao contrário das domésticas, a necessidade de empregos
especializados reduziu os níveis de desemprego.
(D) O desenvolvimento tecnológico da produção industrial leva à redução da necessidade de mão
de obra humana, gerando desemprego.
(E) A necessidade de redução do desemprego tem levado as indústrias a reduzirem a utilização de
tecnologias, privilegiando os trabalhadores não especializados.
05. A política externa foi área de relevo durante o mandato de Rodrigues Alves, tendo como
protagonista o barão do Rio Branco. Sua principal questão diplomática deu-se com a Bolívia,
durante o ciclo da borracha, e teve como objeto uma vasta região situada na fronteira entre
os dois países: o Acre. A pendência foi resolvida pelo Tratado de Petrópolis, assinado em 17
de novembro de 1903: o Acre foi incorporado ao Brasil ao custo de uma indenização em libras
esterlinas à Bolívia. O Brasil ainda se comprometeu a construir a estrada de ferro MadeiraMamoré – estratégica para a economia boliviana.
Fonte: KOIFMAN, Fábio (org.). Presidentes do Brasil. RJ: Cultura Editores/Editora Rio/Universidade Estácio de Sá, 2002, p. 118-119 (com cortes).
Considerando o exposto, pode-se afirmar que do ponto de vista territorial, a assinatura do
Tratado de Petrópolis foi responsável
(A) pela invasão de bolivianos no Acre, com objetivo de garantir o controle sobre a produção da
borracha e da pecuária da região Amazônica.
(B) pela incorporação do Acre ao território brasileiro, que passou a ter, com pequenas mudanças, a
conformação territorial atual.
(C) pelo fato de o Acre ter sido entregue à Bolívia, daí o incentivo do governo brasileiro à presença
de brasileiros na região.
(D) pelo fim da disputa entre Brasil e Bolívia, pelo controle do Acre e do Amazonas, iniciada a partir
do século XVIII.
(E) pela perpetuação dos problemas de fronteiras entre vizinhos sul americanos, durante todo o
século XX.
VERSÃO A - 3
06. Atente para as informações:
VERSÃO A - 4
A hidrelétrica de Belo Monte é uma obra grandiosa, que envolve a construção de um desvio no curso
do Rio Xingu e pode custar até R$ 30 bilhões. Mas, para isso se realizar, a obra vai afetar o território
de dez nações indígenas. E está longe de ser a única. Um levantamento mostra que pelo menos 47
obras do PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento) , em 16 Estados devem enfrentar barreiras
na questão indígena. Entre elas estão estradas, hidrelétricas, ferrovias, gasodutos e linhas de
transmissão de energia. Algumas das principais obras do programa poderão atrasar devido a possíveis
conflitos com os índios.
Fonte: ARINI, Juliana. Um belo monte de conflitos. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0.
Acesso em: 16 fev. 2013, às 10h00 (com cortes).
Sobre o tema, são feitas as seguintes afirmações:
I. A construção da usina de Belo Monte, por desapropriar áreas pertencentes a comunidades
indígenas, foi causadora do início dos conflitos entre os índios e representantes do governo federal.
II. A maior parte dos conflitos envolvendo os índios brasileiros na atualidade, diz respeito à abertura
de estradas em territórios demarcados como reservas indígenas.
III. A reação dos índios à realização de obras de infraestrutura, presentes no PAC, tem causado
conflitos em suas terras e tende a promover atrasos na concretização destas obras.
Está correto o que se afirma em
(A) I e II apenas.
(B) I e III apenas.
(C) I apenas.
(D) II apenas.
(E) III apenas.
07. O Protocolo de Quioto é um acordo internacional ligado à Convenção das Nações Unidas
Sobre Mudanças Climáticas que estabelece metas de redução da emissão de gases que
provocam o efeito estufa. Reconhecendo que os países desenvolvidos são os principais
responsáveis pelo alto nível de emissões destes gases na atmosfera, como resultado de mais
de 150 anos de atividade industrial, o protocolo coloca um fardo mais pesado sobre as nações
desenvolvidas do planeta, sob o princípio de “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”.
O Protocolo foi assinado na cidade japonesa de Quioto em 11 de dezembro de 1997 e entrou
em vigor em 16 de fevereiro de 2005.
Fonte: Texto original em inglês disponível em: http://unfccc.int/kyoto_protocol/items/2830.php. Acesso em: 16 fev. 2013, às 10h30.
Sobre o Protocolo de Quioto, pode-se afirmar que:
(A) Visa forçar as nações desenvolvidas a reduzir sua produção industrial, diminuindo a emissão de
gases poluentes na atmosfera.
(B) A escolha de uma cidade japonesa para a assinatura do Protocolo tem como causa o fato do
Japão ser a nação mais poluente do mundo.
(C) Visa tomar medidas que obriguem as nações do mundo a reduzir a emissão de gases que
provocam o efeito estufa.
(D) Por ser um acordo internacional capitaneado pela ONU, o Protocolo tem sido cumprido por todas
as nações pertencentes à organização.
(E) Apesar de aceito, o Protocolo tem sido contestado pelas maiores potências, uma vez que as
regras para elas são mais severas.
VERSÃO A - 5
08. Leia as informações abaixo para responder a questão:
Fonte: Charge de Dum publicada no Jornal Hoje em Dia, em 07 mar. 2012. Disponível na página do próprio autor:
http://dumilustrador.blogspot.com.br/. Acesso em: 16 fev. 2013, às 10h10.
O Código Florestal brasileiro institui as regras gerais sobre onde e de que forma o território brasileiro
pode ser explorado ao determinar as áreas de vegetação nativa que devem ser preservadas e quais
regiões são legalmente autorizadas a receber os diferentes tipos de produção rural. A Reserva Legal
é a porcentagem de cada propriedade ou posse rural que deve ser preservada, variando de acordo
com a região e o bioma.
Fonte: Código Florestal. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/sobre/meio-ambiente/legislacao-e-orgaos/codigo-florestal/. Acesso em:
16 fev. 2013, às 10h15 (com cortes).
Recentemente a sociedade brasileira vivenciou um debate intenso acerca da elaboração do novo
Código Florestal e suas polêmicas.
De acordo com o conteúdo das informações, podemos concluir que entre as determinações
essenciais do código estão:
(A) regularizar a ocupação clandestina de terrenos rurais ilegais, incentivar a política do agronegócio
e combater a agricultura familiar, que dificulta a economia nacional no setor rural.
(B) regulamentar a ocupação humana de espaços rurais, viabilizando atividades econômicas legais
em tais localidades, assim como proteger áreas de vegetação nativa de desmatamentos ilegais.
(C) atender amplamente as reivindicações de setores ambientalistas da sociedade civil, combater a
expansão do agronegócio no Brasil e determinar os limites legais das áreas desmatadas nas
propriedades.
(D) combater o desmatamento ilegal em propriedades rurais, punir como criminosos os líderes do
agronegócio no Brasil e substituir a produção de alimentos orgânicos por transgênicos.
(E) fiscalizar e punir severamente os membros da agricultura familiar, responsáveis pelos maiores
desmatamentos de Reservas Legais, e combater a produção de alimentos transgênicos.
VERSÃO A - 6
09. Os excertos a seguir tratam da União Europeia. Leia-os para responder a questão:
Os transportes são fundamentais para a nossa sociedade e economia. A existência de sistemas de
transporte eficazes é essencial para a competitividade das empresas europeias na economia mundial.
No caso das empresas europeias, a logística, nomeadamente o transporte e a armazenagem,
corresponde aproximadamente a 10 -15% do custo de um produto acabado. A qualidade dos serviços
de transporte tem um impacto significativo na qualidade de vida dos cidadãos.
Fonte: Transportes mais competitivos e mais eficientes em termos de recursos. Disponível em: http://europa.eu/pol/trans/index_pt.htm.
Acesso em: 16 fev. 2013, às 13h00 (com cortes).
O único grande projeto que amadureceu relativamente até hoje foi o mercado de matérias-primas.
Para poder utilizar plenamente o potencial do mercado único, seria necessário proceder a uma mais
eficaz normalização, logística, transporte e proteção de direitos de propriedade intelectual. Só para
dar um exemplo, cada Estado-Membro utiliza um sistema de sinalização diferente na sua rede de
caminhos de ferro, o que torna difícil utilizar o mesmo material circulante em todos os países. Os
documentos de transporte também não são os mesmos, nem a legislação de patentes.
'Fonte: LUBOWSKI, Andrzej. Integração europeia: um mercado pouco comum. 2010. Disponível em: http://www.presseurop.eu/pt/content/article/312371.
Acesso em: 16 fev. 2013, às 13h15.
Tomando por base as informações, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Apesar de se encontrar em pleno funcionamento, a União Europeia apresenta distorções que
impedem uma total eficiência do bloco, como o fato de não possuir um mesmo sistema de sinalização
nas estradas de ferro.
II. Apesar dos transportes aparecerem como peça fundamental para o desenvolvimento do bloco, a
inexistência de uma homogeneidade nos documentos a eles relativos, tende a promover uma
ineficiência no sistema.
III. A maioria dos projetos criados para a União Europeia funcionam a contento, garantindo uma real
unificação política, econômica e social entre os países membros.
Está correto o que se afirma em
(A) I e II apenas.
(B) I e III apenas.
(C) I apenas.
(D) II e III apenas.
(E) I, II e III.
10. Leia atentamente as informações a seguir:
... Eu disse Escola do Sul porque, na realidade,
nosso norte é o Sul. Não deve haver norte, para
nós, a não ser em oposição ao nosso Sul. Por
isso, agora, colocaremos o mapa ao contrário e
então teremos a justa ideia de nossa posição, e
não como querem no resto do mundo. A ponta
da América, a partir de agora, prolongando-se,
assinala insistentemente o Sul, nosso norte.
Fonte: GARCIA, Joaquín Torres. Mapa Invertido. Obra de 1943. Imagem e texto original em espanhol disponíveis em:
http://www.rau.edu.uy/uruguay/cultura/torres.htm. Acesso em: 16 fev. 2013, às 16h30.
Após viver na Europa e nos Estados Unidos, o artista uruguaio Joaquín Torres García criou uma
representação cartográfica diferente para a América Latina, chamada Mapa Invertido ou El Norte es
el Sur, que ficou muito conhecida. A imagem foi publicada juntamente com um texto que a explicava.
Sobre essa imagem e o texto, é correto afirmar que:
(A) Ao colocar o mapa ao revés, o artista privilegiou a visão dos países ricos e dominantes, porque
acreditava que a adoção desta visão implicaria a conquista e o controle de novos territórios pelos
países latino-americanos.
(B) A imagem foi criada para propor mudanças dos pontos cardeais (norte-sul), porque com isso
ocorreriam mudanças nas relações de poder dos países. A América se desenvolveria
automaticamente.
(C) Ao inverter cartograficamente a relação norte-sul, o artista questiona a visão de dominação e
superioridade dos países do norte sobre os do sul e, busca o fortalecimento e afirmação da
identidade cultural latino-americana.
(D) Apesar de a imagem ter sido elaborada como crítica às relações de dominação e poder entre
países, a mudança dos pontos cardeais não apresenta associações simbólicas, pois os mapas
servem essencialmente a fins práticos, como a navegação.
(E) O mapa ao revés questiona a relação norte-sul e, aponta para a necessidade da integração latinoamericana, contemplada pela Doutrina Monroe, expressa no lema “América para os americanos”.
VERSÃO A - 7
11. O artista holandês contemporâneo e de renome internacional M. C. Escher, falecido em 1972,
utilizou muitos conceitos matemáticos nos seus trabalhos e dentre outros, dedicou grande
parte do seu tempo ao estudo das pavimentações do plano. A pavimentação de um plano
consiste em cobrir o plano com figuras também planas, de modo a não existirem espaços
entre elas e sem haver sobreposições.
As pavimentações do plano de Escher são conseguidas recorrendo a isometrias. Observe a
reprodução de uma pavimentação de Escher e sua construção passo-a-passo:
Analise agora, as pavimentações de Escher mostradas a seguir:
Pavimentação
Região Fundamental
I
II
III
Nas pavimentações I, II e III, Escher usou, respectivamente, isometrias de
(A) translação, simetria e rotação
(B) rotação, translação e simetria
(C) translação, rotação e simetria
(D) rotação, simetria e translação
(E) simetria, translação e rotação
VERSÃO A - 8
12. Na reta numérica a seguir, estão representadas as frações a e b, de mesmo denominador.
0
a
b
1
A representação do produto ab na reta situa-se
(A) à direita de 1.
(B) entre b e 1.
(C) entre a e b.
(D) entre 0 e a.
(E) à direita de b.
13. O processo mais rigoroso para determinar a frequência cardíaca máxima (FCMax) de um
indivíduo (número máximo de batimentos do coração por minuto) consiste em submetê-lo a
um teste de esforço. No entanto, existem fórmulas que permitem determinar o valor
aproximado da frequência cardíaca máxima de uma pessoa, conhecida a sua idade x:
Não pratica atividades físicas com regularidade
FCMax = 220 - x
Pratica atividades físicas com regularidade
FCMax = 205 -
Assinale a alternativa que mostra o gráfico representando a relação entre a idade e a FCMax
de uma pessoa que pratica atividades físicas com regularidade.
(A)
(B)
200 -
150 -
150 -
100 -
100 -
50 -
50 -
0
20
40
60
80 Idade
0
-
200 -
-
250 -
-
250 -
-
300 -
-
300 -
-
350 -
-
FCMax
350 -
-
FCMax
20
40
60
80 Idade
(D)
(C)
FCMax
150 -
100 -
100 -
50 -
50 -
0
20
40
60
80 Idade
(E)
FCMax
350 300 250 200 150 100 -
-
-
-
0
-
50 20
40
60
80 Idade
VERSÃO A - 9
0
-
150 -
-
200 -
-
200 -
-
250 -
-
250 -
-
300 -
-
350 -
300 -
-
FCMax
350 -
20
40
60
80 Idade
14. Uma praça de dimensões 40 m por 20 m terá seu contorno ajardinado de maneira uniforme,
deixando a praça com uma área central de 476 m2. A largura da faixa a ser ajardinada será de,
aproximadamente,
(A) 1,5 m
(B) 2,0 m
(C) 2,5 m
(D) 3,0 m
(E) 3,5 m
15. Uma cafeteria utiliza duas marcas I e II de café. O de marca I é vendido a R$ 6,00 o quilo e o II,
custa R$ 8,50 o quilo. O proprietário quer preparar 20 kg de uma mistura dos dois tipos de
café para vende-lo por R$ 7,00 o quilo.
As quantidades de café das marcas I e II que devem compor a mistura são, respectivamente,
(A) 8 kg e 12 kg.
(B) 5 kg e 15 kg.
(C) 6 kg e 14 kg.
(D) 11 kg e 9 kg.
(E) 7 kg e 13 kg.
16. Um grupo de biólogos, estudando a população de certa espécie de animal em uma reserva
florestal observou que esta população está diminuindo a cada ano. O estudo permitiu determinar
que, a partir do ano em que se iniciou a pesquisa, o número de exemplares desses animais é
dado aproximadamente pela função
g(t) = 750 × 2 – (0,05)t, com t em anos, t ≥ 0.
A população de animais estará reduzida à metade da população inicial em
(A) 5 anos.
(B) 14 anos.
(C) 20 anos.
(D) 27 anos.
(E) 30 anos.
17. Um quilate é uma medida de massa, que corresponde a 200 mg. Considerando que a massa
específica do diamante é de aproximadamente 3,5 g/cm3, pode-se afirmar que o volume de
um brilhante com 0,7 quilate é de, aproximadamente,
(A) 0,005 cm3.
(B) 0,04 cm3.
(C) 0,09 cm3.
(D) 0,2 cm3.
(E) 0,31 cm3.
VERSÃO A - 10
18. Alexandre ganha um salário mais uma comissão, vendendo computadores em uma loja.
A equação S = 375 + 0,04v representa seu salário semanal, em reais, em função do total de
suas vendas semanais v, em reais. Nesta equação, o número 375 representa
(A) o total que Alexandre recebe para cada computador vendido.
(B) o salário de Alexandre se ele vende apenas 375 computadores.
(C) de quanto aumenta o salário de Alexandre em cada venda.
(D) o total que Alexandre recebe ao final de 4 semanas.
(E) o salário de Alexandre se ele não vende nenhum computador.
19. Numa empresa efetuaram-se análises de sangue para complementar os dados pessoais de
seus funcionários. O resultado desse estudo é mostrado na tabela:
Grupo sanguíneo
Nº de pessoas
A
B
AB
O
350
116
22
512
Assinale a alternativa que mostra a tabela com as frequências relativas de cada tipo de sangue.
(A)
Grupo sanguíneo
A
B
AB
O
0,68
0,23
0,04
1
A
B
AB
O
0,36
0,12
0,02
0,52
A
B
AB
O
0,35
0,116
0,022
0,512
Grupo sanguíneo
A
B
AB
O
Nº de pessoas
1
0,033
0,035
1,52
Grupo sanguíneo
A
B
AB
O
0,035
0,12
0,6
0,050
Nº de pessoas
(B)
Grupo sanguíneo
Nº de pessoas
(C)
Grupo sanguíneo
Nº de pessoas
(D)
(E)
Nº de pessoas
VERSÃO A - 11
20. Em fevereiro de 2013 saíram publicados os primeiros resultados da pesquisa Demografia
Médica no Brasil, conduzida pelo Doutor Mário Scheffer e, elaborada em parceria pelo
Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São
Paulo (Cremesp), cujos primeiros resultados são agora divulgados.
O gráfico seguinte foi reproduzido a partir deste relatório.
Evolução da entrada de médicos, de 1910 a 2010, segundo sexo
Fonte: CFM; Pesquisa Demográfica Médica no Brasil, 2011.
A respeito dos dados mostrados nesse gráfico, são feitas as seguintes afirmações:
I. No período 1960 - 2000, a entrada de médicos apresenta crescimento, tanto para homens como
para mulheres.
II. O maior valor observado, de entrada de médicos do sexo masculino, ocorre em 2000.
III. Em 2009, são muito próximos, os números de entrada de médicos, homens e mulheres.
IV. O início do crescimento da entrada de mulheres médicas pode ser observado em 1980.
V. Mulheres já são maioria entre os médicos mais jovens.
É verdadeiro o que se afirma apenas em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) III, IV e V.
(D) II, III, e V.
(E) I, III e IV.
VERSÃO A - 12
Parte I - UMA HISTÓRIA DAS REPRESENTAÇÕES DE SAÚDE E DOENÇA
Gil Sevalho
A história das representações de saúde e doença foi sempre pautada pela inter-relação entre os
corpos dos seres humanos e as coisas e os demais seres que os cercam. Elementos naturais e sobrenaturais
habitam estas representações desde tempos imemoriais, provocando os sentidos e impregnando a
cultura e os espíritos, os valores e as crenças dos povos. Sentimentos de culpa, medos, superstições,
mistérios, envolvendo o fogo, o ar, a terra, os astros, a organização da natureza, estão indissoluvelmente
ligados às expressões da doença, à ocorrência de epidemias, à dor, ao sofrimento, às impressões de
desgaste físico e mental, à visão da deterioração dos corpos e à perspectiva da morte. Le Goff (1991b)
aponta que
"A doença pertence não só à história superficial dos progressos científicos e tecnológicos como
também à história profunda dos saberes e das práticas ligadas às estruturas sociais, às instituições, às
representações, às mentalidades".
As representações primevas de saúde e doença foram mágicas. Entre os povos sem escrita, a
doença era vista como o resultado de influências de entidades sobrenaturais, externas, contra as quais
a vítima comum, o ser humano não iniciado, pouco ou nada podia fazer.
Também no contexto das representações mágicas, os antigos povos da Mesopotâmia — sumérios,
assírios, babilônios — "haviam postulado uma sociedade sobrenatural de `deuses' concebidos à sua
imagem colocada no superlativo" (Bottéro, 1991). Estes povos forjaram "uma série de personalidades
inferiores (...) aos criadores e soberanos do universo, mas superiores às suas vítimas", os demônios que
se apossavam dos corpos, provocavam as doenças e deviam ser exorcizados.
Em uma concepção seguinte, a doença participava das crenças religiosas, era obra dos deuses.
Inicialmente era fruto do humor divino, independente do comportamento humano. Faz parte, esta visão,
das "interpretações religiosas da doença como consequência da fatalidade (...) a doença-maldição"
(Laplantine, 1991). Outra representação também religiosa, mais elaborada porquanto relacional, é a de
"uma consequência necessária provocada pelo indivíduo ou pelo grupo (...) é a doença-punição" (Laplantine,
1991).
Certos aspectos de caráter religioso, maldições ou castigos divinos, ainda hoje revestem as
representações de saúde e doença. O medo e a culpabilidade sempre participaram da relação do ser
humano com a doença, conformando permanências culturais. Estes aspectos resistem entre crenças
ainda existentes que cultuam a pureza como uma ligação rigorosa e permanente ao primitivo e um
isolamento dos costumes atuais, ou mesclados na cultura geral de nosso tempo. A sífilis, com seu caráter
venéreo, na primeira metade do século XX, e a presente epidemia de AIDS, inicialmente entre homossexuais
masculinos e usuários de drogas endovenosas, trouxeram à tona uma série de preconceitos morais.
Hoje, em todo o mundo, os xamãs continuam exercendo sua função, realizando curas através de
rituais, expulsando coisas e espíritos que invadem os corpos das vítimas e os sacerdotes ainda exorcizam
os demônios. Muito a propósito, portanto, vêm as observações de Gonçalves (1990), quando chama a
atenção para o fato de que as expressões manifestações clínicas e entidades mórbidas, de inspiração
notadamente sobrenatural, integram o jargão médico moderno, referindo-se aos sintomas e doenças.
(SEVALHO, Gil. Uma abordagem histórica das representações sociais de saúde e doença. Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso:
22 fev. 2012. Fragmento.)
21. Leia as afirmativas abaixo, no que se refere às informações presentes no texto e ao
posicionamento apresentado pelo autor.
I. O autor destaca uma proposta narrada a partir da visão de pessoas comuns, no que se refere aos
conceitos e às noções sobre saúde e doença, com citações pessoais de representações de mundo.
II. O autor examina a possibilidade de uma história das representações de saúde e doença, como
elementos da ordem cultural, sob uma escala de visualização ampla.
III. O autor apresenta uma abordagem histórica das representações sociais de saúde e doença, nos
moldes de uma história cultural, que incorpora alguns aportes da história das mentalidades.
IV. O autor relata os modos como foram realizadas as investigações dos estudiosos da história da
medicina sobre as relações entre saber médico e concepções do senso comum.
É correto o que se afirma em
(A) I, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) II e IV, apenas.
(D) I, II e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.
VERSÃO A - 13
22. A situação comunicativa de produção/recepção do texto lido permite caracterizar o seu gênero
como
(A) ensaio científico.
(B) artigo de opinião.
(C) resenha crítica.
(D) resumo crítico.
(E) projeto de pesquisa científica.
23. O autor defende a tese de que as representações de saúde e doença estão intrinsecamente
relacionadas a crenças sobre a decadência dos costumes que disseminam interpretações
equivocadas para explicar determinados casos clínicos. Essa visão ocasiona um efeito
prejudicial sobre o modo como a sociedade se posiciona sobre a ocorrência, considerando
a doença como um problema moral.
Como exemplo, na atualidade próxima, o enunciador destaca no texto o seguinte fato:
(A) “As representações primevas de saúde e doença foram mágicas. Entre os povos sem escrita, a
doença era vista como o resultado de influências de entidades sobrenaturais, externas, contra
as quais a vítima comum, o ser humano não iniciado, pouco ou nada podia fazer.”.
(B) “Em uma concepção seguinte, a doença participava das crenças religiosas, era obra dos deuses.
Inicialmente era fruto do humor divino, independente do comportamento humano.”.
(C) “A sífilis, com seu caráter venéreo, na primeira metade do século XX, e a presente epidemia de
AIDS, inicialmente entre homossexuais masculinos e usuários de drogas endovenosas, trouxeram
à tona uma série de preconceitos morais.”.
(D) “Hoje, em todo o mundo, os xamãs continuam exercendo sua função, realizando curas através
de rituais, expulsando coisas e espíritos que invadem os corpos das vítimas e os sacerdotes
ainda exorcizam os demônios.”.
(E) “Muito a propósito, portanto, vêm as observações de Gonçalves (1990), quando chama a atenção
para o fato de que as expressões manifestações clínicas e entidades mórbidas, de inspiração
notadamente sobrenatural, integram o jargão médico moderno, referindo-se aos sintomas e
doenças.”.
24. Em - Muito a propósito, portanto, vêm as observações de Gonçalves (1990), quando chama a
atenção para o fato de que as expressões manifestações clínicas e entidades mórbidas, de
inspiração notadamente sobrenatural, integram o jargão médico moderno, referindo-se aos
sintomas e doenças. -, o verbo “integrar” estabelece relação de concordância verbal com
(A) “as observações de Gonçalves”.
(B) “as expressões manifestações clínicas e entidades mórbidas”.
(C) “de inspiração notadamente sobrenatural”.
(D) “o jargão médico moderno”.
(E) “sintomas e doenças”.
VERSÃO A - 14
Leia o texto e responda à questão de número 25.
PNEUMOTÓRAX
Manuel Bandeira
FEBRE, HEMOPTISE, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.
Mandou chamar o médico:
– Diga trinta e três.
– Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
– Respire.
............................................................
– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
(BANDEIRA, Manuel. Pneumotórax. In: Manuel Bandeira/Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1993. p. 206.)
25. Das análises da fortuna crítica literária sobre a obra de Manuel Bandeira, escolha a que pode
ser relacionada, especificamente, ao poema Pneumotórax.
(A) No primeiro verso, o eu lírico anuncia que "a vida é um milagre" e que tudo relativo à vida é milagre
- flor, pássaro, tempo, memória etc. -, ele não opõe morte e vida; ele apenas expõe que ambas
se completam. A sequência do poema demonstra que, para prepararmo-nos para a morte, precisamos
entrar em contato estreito com a vida e com seus milagres; principalmente se levarmos em conta
a forma como foi escrito - sucessão de anáforas e paralelismos que criam uma espécie de
enumeração: iniciado o poema a partir da vida, ele passa por elementos pertencentes ao âmago
dessa mesma vida e, no extremo oposto, termina com a morte, acontecimento igualmente íntimo
ao imanente. A morte, por sua vez, só tem explicação a partir do que perece, do que passa.
(B) Neste poema, o eu lírico explora os veios da fala cotidiana, coloquial e popular usando um "prosismo
poético". Tira o poema de frases de todo dia. Com esse material traduz as dores do mundo, a vida
e a morte, não na dolência ou balanceio da poesia habitual, mas numa secura e por vezes num
"humor que ostenta a rara qualidade de ser ao mesmo tempo trágico". Já numa primeira leitura,
podemos depreender a questão central que se coloca neste texto: a defesa de uma poesia ligada
a temas ou imagens simples ou cotidianas e, também, a uma valorização da essência das coisas.
No que diz respeito à forma, o poema é composto por versos livres, sem rimas ou métrica regulares.
(C)Neste poema, a memória é como algo que parte de um presente sem "vozes nem risos" em direção
a um passado de conforto, em que "havia alegria e humor", e perceberemos que o presente
próximo, imanente, transporta o sujeito a um passado ideal, que está além dos balões errantes,
do ruído do bonde, do túnel, do silêncio. Um passado que se conserva profundamente dentro do
eu lírico, por meio da lembrança de acontecimentos ou da lembrança de pessoas envolvidas em
tais episódios.
(D)É um poema erótico que busca na vida e no corpo "a felicidade de amar" a beleza que existe em
nós. Não é mais o eu lírico buscando o amor naquilo que é superior e impalpável, carcomido. É,
antes, a busca do que lastima e consola a partir do encontro dos corpos, pois as almas são
incomunicáveis, tal qual o verso isolado no poema.
Este poema traz um detalhe importante da obra de Manuel Bandeira, a relação intrínseca e
aparentemente reclusa do sujeito em relação ao universo que o circunda, não apenas pela referência
a Jaime Ovalle.
(E) O texto pode ser visto como um primeiro “grito de libertação” em meio a uma poesia presa pela
forma, o poema critica esse aprisionamento (da poesia, da inspiração, do lirismo) por regras e
formas preestabelecidas e faz uma alusão ao Parnasianismo. Iniciando pelo exame da organização
do plano da expressão, o que primeiro nos chama a atenção é o fato de o poema ser composto
em versos livres, dispostos de maneira assimétrica. Outra característica da expressão que “salta
aos olhos” é a utilização de versos bastante extensos, como os de número 5 e 10, que podem ser
vistos como pequenos trechos em prosa dentro dos poemas.
VERSÃO A - 15
26. A figura ilustra cadeia alimentar organizada pela FAO (Organização das Nações Unidas para
Agricultura e Alimentação), com base em dados fornecidos pelos países-membros sobre as
relações de alimentação entre as diferentes espécies de peixes marinhos.
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/contando_os_ultimos_peixes.html
Entre esses peixes, alguns deles chegam à mesa de brasileiros. Assim, quando uma pessoa
consome carne de merlúcio (o mesmo que merluza), de bacalhau ou de arenque, pode-se
afirmar que, nesses casos, está assumindo, respectivamente, os papéis de consumidor:
(A) de 5ª ordem, consumidor quaternário e consumidor terciário
(B) quaternário, consumidor de 5ª ordem e consumidor terciário
(C) quaternário, consumidor terciário e consumidor quaternário
(D) terciário, consumidor quaternário e consumidor secundário
(E) terciário, consumidor terciário e consumidor de 5ª ordem
27. No Pantanal, o porco-monteiro ( Sus scrofa ), originário dos porcos domésticos trazidos ao
Pantanal pelos colonizadores no final do século 18 , tem sido acusado de reduzir a população
de seus “primos”, os queixadas ( Tayassu pecari ) e os caititus ( Pecari tajacu ), ambos da
família dos taiassuídeos, por competir com eles pelos alimentos.
Estudos realizados para verificar se o porco-monteiro compete com seus primos chegaram
aos seguintes resultados:
I. os queixadas podem consumir alimentos mais duros, e os caititus, alimentos mais macios. Os
porcos-monteiros podem consumir alimentos duros como os consumidos pelas queixadas, e
alimentos macios como os preferidos pelos caititus;
II. os porcos-monteiros são as presas preferenciais das onças da região, quando a comparação é
feita com os caititus e os queixadas;
III. os porcos-monteiros se reproduzem mais que os queixadas e os caititus;
IV. no período do estudo, a expansão na porcentagem da área utilizada pelos queixadas foi de 11,5
para 37,9%, e, pelos caititus, de 39,6 para 53,1%. A porcentagem de área utilizada por porcosmonteiros permaneceu praticamente estável, variando de 63,8 para 62,6%.
Adaptado de : http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/zoologia/porco-monteiro-invasor-ou-vizinho - Acesso em 19/02/13, 09:33
Com base nesses resultados do estudo, é possível concordar que, na região do Pantanal, o
porco-monteiro está reduzindo a população de seus “primos”?
(A) Sim, porque ficou comprovado que ele leva vantagem quanto aos hábitos alimentares dos caititus
queixadas, provavelmente competindo com eles pelo alimento.
(B) Sim, pois ao final do estudo ele passou a utilizar uma área maior do que a utilizada no início,
provavelmente porque não tem predadores naturais.
(C) Sim, porque ao final do estudo, os “primos” passaram a utilizar áreas menores do Pantanal,
provavelmente em razão da competição com o porco-monteiro.
(D) Não, porque, no período observado, os “primos” tiveram mais sucesso na expansão da área
utilizada , o que sugere que as três espécies estão se dividindo no papel de presa.
(E) Não, porque além de ocupar nichos ecológicos muito diferentes que os “primos”, o porco-monteiro
aumentou a porcentagem de uso da região, no período do estudo.
VERSÃO A - 16
28. Certamente você já viu ovos dos insetos Tribolium confusum e Tribolium castaneum em
grãos, como o arroz, o trigo e o feijão. As fêmeas põem ovos fora dos grãos e, como estes
são recobertos por um secreção pegajosa, isto permite fixá-los à superfície dos grãos e/ou à
de outros produtos, paredes, fendas, etc. As duas espécies de insetos alimentam-se dos grãos,
podendo causar prejuízos consideráveis.
O esquema seguinte apresenta o tamanho proporcional das populações de Tribolium confusum e
Tribolium castaneum, quando se desenvolvem em uma mesma cultura de grãos, em diferentes
condições de umidade e de temperatura.
Moderado
T. confusum
T. castaneum
Quente
Seco
Tamanho populacional de equilíbrio (K)
Frio
Úmido
http://www.ib.usp.br/ecologia/populacoes_interacoes_print.htm Acesso em 21/02/13, 16:03
Segundo o que se observa no esquema, é possível inferir que as espécies Tribolium confusum
e Tribolium castaneum,
(A) competem pelo alimento, sendo que a T. confusum consegue melhores resultados quando o
ambiente é úmido e quanto mais baixa é a temperatura.
(B) competem pelo alimento, sendo que a T. castaneum consegue melhores resultados – em ambiente
úmido ou seco – desde que a temperatura esteja alta.
(C) competem pelo alimento, sendo que os fatores abióticos (temperatura e grau de umidade) interferem
na capacidade de crescimento das duas populações.
(D) compartilham o alimento, desde que o ambiente seja úmido e a temperatura seja moderada ou
quente.
(E) compartilham o alimento, desde que o ambiente seja seco e a temperatura permaneça fria ou
moderada.
VERSÃO A - 17
29. A despeito da aparente diversidades dos sistemas de reprodução das plantas, é possível
observar a existência de relativa uniformidade entre eles, razão pela qual a reprodução é
frequentemente utilizada como um dos critérios para a classificação das plantas.
O esquema a seguir ilustra um ciclo reprodutivo das plantas:
Tomando como referência a ilustração, indique a alternativa que indica, respectivamente, o
grupo de plantas que apresenta este tipo de ciclo reprodutivo, uma característica fundamental
na caracterização desse grupo e, por fim, a estrutura que o tornou independente da água para
a reprodução.
Grupo que o ciclo representa
Característica fundamental Estrutura que o torna
do grupo
independente da água
(A) Angiosperma
Sementes nuas
Tubo polínico
(B) Gimnosperma
Dupla fecundação
Gameta masculino com
dois núcleos
(C) Gimnosperma
Fruto
Tubo polínico
(D) Angiosperma
Sementes nuas
Presença de semente
(E) Angiosperma
Dupla fecundação
Tubo polínico
VERSÃO A - 18
30. Os critérios de classificação dos seres vivos mudaram muito desde as propostas dos gregos,
há mais de dois mil anos. Hoje, apesar de não termos uma única classificação universalmente
aceita, há um sistema classificatório dominante, como o representado na ilustração seguinte.
Fonte: http://biologiacesaresezar.editorasaraiva.com.br/navitacontent_/
Com base na ilustração, indique a alternativa que registra corretamente a diferença básica
entre os organismos classificados no grupo Prokarya e no grupo Eukarya , e, ainda, entre os
classificados no grupo Plantae e no grupo Fungi.
Diferença entre Prokarya e Eukarya
Diferença entre Plantae e Fungi.
(A)
A ausência/presença de núcleo
A presença/ausência de celulose
(B)
A ausência/presença de núcleo
individualizado
A presença/ausência de clorofila
(C)
O número de células
O tipo de nutrição
(D)
O tipo de nutrição
A presença/ausência de reprodução
por meio de sementes
(E)
A ausência/presença de citoplasma O número de células
VERSÃO A - 19
31. No site Tree of Life, são apresentados resultados de estudos de pesquisadores de todo o
mundo que juntam esforços para construir árvores filogenéticas que incluam todos os seres
vivos. Na árvore filogenética seguinte, de autoria desse grupo de estudiosos, estão representados
apenas os mamíferos: repare que os grupos que apresentam uma cruz ao lado do nome estão
extintos.
Fonte: http://tolweb.org/tree/Adaptado
Com base nas informações dessa árvore filogenética, foram feitas as seguintes afirmações a respeito
das relações de semelhança e/ou diferença entre os animais nela representados
I. A vaca , o camelo e a girafa possuem mais semelhanças com a baleia , o cachalote e o golfinho,
do que com o cavalo, a anta e a zebra.
II. Há mais semelhanças entre o peixe-boi e o mamute do que entre o peixe-boi e a baleia.
III. Entre o homem e os morcegos há mais diferenças do que entre o homem e o musaranho-arborícola.
IV. Entre o morcego e o lêmure voador há mais diferenças do que entre o lêmure voador e o musaranhoarborícola.
A adequada interpretação da árvore filogenética permite confirmar apenas as afirmações
contidas em
(A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
(C) I e II.
(D) II e III.
(E) III e IV.
VERSÃO A - 20
32.Eles são minúsculos, fugidios e rápidos como faíscas: os espermatozoides não são em
absoluto células fáceis de serem observadas. Usar o microscópio para seguir seus
movimentos é como observar o voo de pássaros muito velozes com um binóculo. Em um
único segundo são capazes de percorrer uma distância equivalente a 25 vezes o seu próprio
comprimento. Assim, facilmente escapam ao nosso campo visual.
Aydogan Ozcan, engenheiro da Universidade da Califórnia de Los Angeles (UCLA), idealizou
uma plataforma de observação de espermatozoides, conseguindo imagens tridimensionais
que documentaram o movimento de cerca de 1500 espermatozoides durante várias horas.
Durante a observação, mais de 90% dos espermatozoides se movimentou seguindo trajetórias
curvas e agitando a cabeça de um lado para outro. Uma pequena fração de espermatozoides
(entre 4 a 5%) seguiu trajetórias em espiral quase perfeita, formando hélices com a cauda
(o flagelo).
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/82532/ (Modificado) Acesso 23/02/13 08:24
Com base na descrição da atividade dos espermatozoides, é possível inferir que ela está
associada à seguinte característica dessas células:
(A) grande número de mitocôndrias.
(B) núcleo celular bastante desenvolvido.
(C) complexo de Golgi praticamente ausente.
(D) membrana plasmática pouco espessa.
(E) grande número de vacúolos
33. Os chamados testes de DNA permitem estabelecer o pai biológico (teste de paternidade) ou
a mãe biológica (teste de maternidade) de uma determinada pessoa. Isto é possível porque o
padrão de fragmentos de DNA dessa pessoa é comparado com os padrões de sua suposta
mãe ou suposto pai. Como uma pessoa sempre recebe metade de suas moléculas de DNA de
sua mãe e, a outra metade, de seu pai, todos os tipos de fragmentos de DNA que ela apresentar
devem estar presentes em seus genitores.
Os esquemas seguintes representam os padrões de fragmentos de DNA de uma criança, Vitor , à
esquerda, e, à direita, os padrões de fragmento de 5 casais.
Com base nos padrões de fragmentos do DNA de Vitor e dos cinco casais, é possível considerar
que Vitor é filho do casal:
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5
VERSÃO A - 21
34. No sistema
ABO, a produção de aglutinogênios A e B é determinada, respectivamente, pelos
A
B
genes I e I . Um terceiro, o gene i, condiciona a não produção de aglutinogênios.
O esquema abaixo representa um heredograma no qual estão representadas três famílias (1 e 2, 3
e 4 e 8 e 9), bem como o grupo sanguíneo de cada pessoa.
Segundo as informações sobre a determinação genética dos grupos sanguineos e as indicações
do heredograma, pode-se concluir que , aos números 2, 4 e 12 correspondem os seguintes
fenótipos e genótipos:
2
4
12
(A)
Grupo B – IB i
Grupo AB – IA IB
Grupo AB ou A ou O IA IB , IA i ou ii
(B)
Grupo B – IB IB
Grupo B – IB IB
Grupo AB ou A ou O IA IB , IA i ou ii
(C)
Grupo B – IB i
Grupo AB – IA IB
Grupo AB ou O - IA IB
ou ii
(D)
Grupo AB – I i
Grupo O – i i
Grupo A ou O - IA i ou
ii
(E)
Grupo A – IA Ii
Grupo B – IB IB
Grupo O - ii
A B
35. Na determinação da espessura do toucinho da região lombar em suínos não há gene dominante
ou recessivo. Ao contrário disso, cada gene fornece ao animal certa quantidade de gordura;
logo; a espessura do toucinho é determinada por efeito cumulativo. Diz-se que o genótipo
residual (bbff) corresponde a uma espessura de toucinho de 20 mm e que cada gene (B ou F)
assegura um aumento de 5 mm a essa espessura.
Cruzando-se dois suínos duplo heterozigotos , a relação fenotípica esperada desse cruzamento
está indicada em :
20 mm
25 mm
30 mm
35 mm
40 mm
(A)
4
1
6
1
4
(B)
3
4
2
4
3
(C)
2
4
4
4
2
(D)
1
4
6
3
2
(E)
1
4
6
4
1
VERSÃO A - 22
36. Em abril de 2010, descobriu-se, na África do Sul, um fóssil de um provável ancestral dos
humanos, chamado de Australopithecus sediba. A figura seguinte apresenta um modelo
simplificado de árvore filogenética para o gênero ‘Homo’ e possíveis ancestrais mais próximos
dele; nela, a seta e o círculo indicam a região da árvore em que a espécie Australopithecus
sediba se localizaria. Além disso, as linhas grossas indicam a abundância de restos fósseis
encontrados.
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/275/mais-um-ramo-em-nossa-arvore-evolutiva. Acesso em 19/02/13, 21:10
Com base nas informações da árvore filogenética, foram feitas as seguintes afirmações:
I. Paranthropus boisei e Paranthropus robustus são ascendentes do Homo sapiens.
II. O gênero Homus descende do Australopithecus africanus.
III. Na história evolutiva do homem, o surgimento do gênero Homo deu-se há aproximadamente 2,5
milhões de anos.
IV. O fóssil descoberto em 2010 se assemelha menos ao gênero Australopithecus que ao gênero
Homo.
Segundo o que se observa na árvore filogenética, estão corretas as afirmações:
(A) I, II, III e IV.
(B) I, II e IV, apenas.
(C) II, III e IV, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) III e IV, apenas.
VERSÃO A - 23
37. Os elefantes têm grandes presas de marfim, usadas por eles para desenterrar comida e
arrancar cascas das árvores. A despeito das leis de proteção, os elefantes são constantemente
ameaçados por caçadores que os matam para extrair o marfim de suas presas, que alcança
grande valor no mercado negro.
Pesquisadores do mundo animal têm chamado atenção para um fenômeno curioso: embora
as presas de marfim sejam características dos machos da espécie, há cada vez mais
elefantes, principalmente na Ásia, que nascem sem presas (elefantes banguelas). Calculase que, há poucas décadas, apenas 3% dos elefantes asiáticos machos nasciam sem presas
– hoje, a cifra em alguns grupos chega a 30%.
Fonte: http://veja.abril.com.br/100805/p_108.html Adaptado. Acesso 23.02.13, 13:41
Uma explicação adequada para o que vem acontecendo com os elefantes da Ásia é:
(A) Esses animais estão passando por uma evolução natural causada por uma mutação nos genes
que condicionam a formação das presas de marfim.
(B) A intensa pressão dos caçadores de marfim fez com aumentasse a frequência dos genes
responsáveis pela formação de presas.
(C) Cada vez mais os elefantes sem presas se encarregam da reprodução da espécie, transmitindo
à sua prole os genes responsáveis pela ausência de presas.
(D) Trata-se de um exemplo de seleção artificial, em que os genes sofrem mutação em razão de
pressões seletivas do meio ambiente.
(E) A pressão dos caçadores acabou por causar uma mutação nos genes dos elefantes: a característica
negativa (ausência de presas) passou a ser uma vantagem.
38. O coeficiente de mortalidade proporcional corresponde à distribuição percentual de óbitos
por grupos de causas definidas, na população residente em determinado espaço geográfico,
em um determinado espaço de tempo.
O gráfico seguinte apresenta a mortalidade proporcional por causas, nas principais capitais brasileiras,
no período de 1930 a 2003.
Infecciosas e parasitárias
Neoplasias
Aparelho circulatório
Causas externas
Outras doenças
Até 1970, os dados referem-se apenas às capitais
Fonte Barbosa da Silva e cols. In: Rouquairol & Almeida Filho: Epidemiologia & Saúde, 2003 pp. 293
Como se pode verificar no gráfico, de 1930 a 2003 mudou o perfil de mortalidade nas capitais
brasileiras. Dos argumentos que se seguem, assinale qual deles é válido para justificar
essas mudanças.
(A) O acesso a saneamento básico, a medicamentos e a vacinas contribuiu para a queda da mortalidade
por doenças associadas a causas externas.
(B) O acesso a vacinas e a medicamentos contribuiu para o aumento das neoplasias e das doenças
do aparelho circulatório.
(C) O aumento da obesidade e o estresse da vida moderna contribuíram para reduzir a mortalidade
por doenças do aparelho circulatório.
(D) A violência e o estresse nas grandes cidades, bem como os acidentes de trânsito são fatores que
aumentaram a mortalidade por causas externas.
(E) O aumento da obesidade e do consumo de carboidratos contribuiu para que as doenças infecciosas
e parasitárias fossem reduzidas.
VERSÃO A - 24
39. A mortalidade infantil é classicamente considerada um dos melhores indicadores do nível de
vida e bem estar social de uma população e indica o número de óbitos de crianças que morrem
antes de completar 1 ano de idade, a cada grupo de 1000 crianças que nascem vivas. A
mortalidade até os 8 dias de vida (mortalidade infantil neonatal precoce) resulta da complexa
conjunção entre fatores biológicos, socioeconômicos e assistenciais, esses últimos relacionados
à atenção à gestante e ao recém-nascido.
A tabela seguinte relaciona os índices de mortalidade infantil e de mortalidade infantil neonatal precoce
do Brasil e das regiões brasileiras, no período de 2000 a 2010.
FONTE: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2011/c0103b.htm
Com base nas informações do texto e da tabela, foram feitas as seguintes afirmações a respeito da
situação de saúde do Brasil:
I. Ainda que, no período, a mortalidade infantil tenha diminuído em todas as regiões brasileiras,
aumentou a diferença entre as maiores e as menores taxas, revelando que a desigualdade em
termos da saúde aumentou no período.
II. No período, os óbitos da mortalidade neonatal precoce representaram o principal componente da
mortalidade infantil, respondendo por metade ou pouco mais da metade dos óbitos no primeiro
ano de vida.
III. De 2000 a 2010, o fato que a mortalidade neonatal precoce tenha diminuído mais em proporção
à redução da mortalidade infantil, comprova que o país já resolveu os desafios da atenção à
gestante e ao recém –nascido.
IV. De certa forma, o panorama da mortalidade infantil no pais retrata a situação de desigualdade do
pais quanto aos índices de cobertura por saneamento básico, estes mais adequados nas regiões
em que os índices de mortalidade infantil são maiores.
A interpretação correta das informações do texto e da tabela permitem apontar como corretas
apenas as afirmações
(A) I, II e III.
(B) I, III e IV.
(C) I e II.
(D) II e III.
(E) III e IV.
VERSÃO A - 25
40. Em 2011, a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas
levantou, entre outros fatores, a porcentagem de pessoas com excesso de peso e obesas. A
tabela I registra os resultados gerais desse levantamento, comparando-os com os dos anos
anteriores; a tabela II, os dados de 2011, segundo faixa etária e anos de escolaridade.
Tabela I. Porcentagem da população com excesso de peso e obesidade, 2006 a 2011.
ANO
POPULAÇÃO COM EXCESSO
DE PESO + OBESA (EM %)
TOTAL
2006
2007
2008
2009
2010
2011
54,1
55,6
57,3
60,5
63,1
64,3
HOMENS MULHERES
58,6
61,8
61,7
64,7
66,5
68,2
49,9
49,6
53,1
56,3
59,8
60,7
Fonte:http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2012/Ago/22/vigitel_2011_final_0812.pdf Acesso em 19/02/13, 23:23
Tabela II. Porcentagem da população com excesso de peso e obesidade, segundo faixa etária e anos
de escolaridade, 2011.
IDADE
(EM ANOS)
18 a 21
25 a 34
35 a 44
45 a 54
55 a 64
65 e mais
POPULAÇÃO COM EXCESSO
DE PESO + OBESA (EM %)
TOTAL
HOMENS MULHERES
33,9
62,1
74,3
85,4
80,7
73,4
35,7
72,2
83,8
80,9
75,4
64,0
32,3
52,3
65,2
79,8
85,4
80,4
69,7
57,4
64,2
67,3
64,4
77,1
72,0
51,4
46,6
Anos de
escolaridade
0a8
9 a 11
12 e mais
Fonte:http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2012/Ago/22/vigitel_2011_final_0812.pdf Acesso em 19/02/13, 23:23
As informações das tabelas I e II permitem traçar o seguinte perfil da obesidade no Brasil, no
período de 2006 a 2011:
(A) A porcentagem de obesos aumentou, mais entre os homens; de maneira geral, a porcentagem
de obesidade aumenta com a idade; anos de escolaridade funcionam mais para prevenir a
obesidade em mulheres do que em homens.
(B) Trata-se de uma doença de mulheres, mais comum entre os mais jovens e entre os que têm de
9 a 11 anos de escolaridade; portanto, a educação não é uma boa arma para que as pessoas
aprendam a não ganhar peso.
(C) A porcentagem de obesos aumentou, mais entre as mulheres que entre os homens, mais entre
as pessoas mais jovens, e menos entre as pessoas com mais anos de escolaridade.
(D) Trata-se de uma doença mais frequente entre os homens, entre as pessoas mais jovens , sendo
que anos de escolaridade parecem não representar, entre as mulheres, um bom remédio para a
obesidade.
(E) A porcentagem de obesos aumentou, mais entre os homens que entre as mulheres; a porcentagem
diminui com o aumento da idade e , ainda, com o aumento dos anos de escolaridade.
VERSÃO A - 26
41. Ole Röemer, um astrônomo do século XVII, propôs um método de determinação da velocidade
da luz. Ele mediu a duração do eclipse de Io, uma das luas de Júpiter, sucessivas vezes ao
longo de um ano terrestre e concluiu que poderia atribuir a diferença entre a maior,
e a menor duração,
,
, dos eclipses ao acréscimo da distância percorrida pela luz, devido
ao diâmetro da órbita da Terra em torno do Sol,
, quando ela está mais distante de Júpiter.
Pode-se concluir corretamente que a velocidade da luz, C , determinada pelo método de
Röemer, é calculada por:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
VERSÃO A - 27
42. Pesquisadores desenvolveram um farol de carro "inteligente" que é capaz de tornar as gotas
de chuva praticamente invisíveis. O sistema é equipado com uma câmera que filma as gotas
de chuva e permite fazer a previsão da trajetória das mesmas, antes de passarem na frente
do feixe de luz. Quando as gotas atingem a área do feixe luminoso ele é brevemente apagado
de forma suficientemente rápida para que o motorista não note a falta de luz, e nem veja as
gotas de chuva. À esquerda vê-se a simulação de gotas de chuva iluminadas; à direita o farol
inteligente em funcionamento.
Fonte: http://www.cs.cmu.edu (acessado em 20/02/2013)
Pode-se afirmar que o motorista não vê as gotas de chuva pois:
(A) há incidência de luz do farol nas gotas, mas a reflexão da luz é desviada para longe dos olhos
do motorista.
(B) há incidência de luz do farol nas gotas, mas devido a refração sofrida pela luz ao atravessá-las,
a luz não atinge os olhos do motorista.
(C) não há incidência de luz do farol nas gotas, portanto não ocorre reflexão da luz na direção dos
olhos do motorista.
(D) não há incidência de luz do farol na gota, dessa forma a reflexão da luz se dispersa e não atinge
os olhos do motorista.
(E) não há incidência de luz do farol na gota, causando uma reflexão difusa que forma uma ilusão
óptica.
43. Nas olimpíadas há diversas modalidades que
envolvem lançamentos, alguns exemplos são
o lançamento de martelo, disco e dardo.
Observe a figura ao lado.
Para que o atleta obtenha a máxima distância horizontal ele deverá lançar o objeto de modo
a favorecer que, a relação entre os módulos das velocidades inicial vertical (
) e, inicial
horizontal (
), seja a mais próxima possível de
(A) 0
(B) 1/2
(C) 2 /2
(D) 1
(E) ∞
VERSÃO A - 28
44. A fim de compreender melhor as trocas de calor oceano-atmosféricas um cientista investiga
o derretimento de um iceberg. Neste processo tal cientista afere que o iceberg recebe 10000
cal por minuto somando as contribuições da atmosfera e do oceano. O iceberg em questão
tem uma massa de 5 milhões de toneladas, está inicialmente à 0ºC e que seu calor latente de
fusão vale aproximadamente 80 cal/g.
Assinale a alternativa que melhor representa o tempo que duraria este iceberg caso ele
recebesse sempre essa mesma quantidade de energia por minuto.
(A) 4 . 1010 min
(B) 5 . 108 min
(C) 4 . 1014 min
(D) 8 . 105 min
(E) 8 . 108 min
45. As bebidas isotônicas são ricas em sais minerais e podem hidratar o corpo rapidamente ao
serem ingeridas. Um modelo físico que permite explicar a rápida absorção dos íons de sais
pelas células, pode ser construído aproximando-se o funcionamento da membrana celular ao
funcionamento de um capacitor de placas paralelas. O gráfico mostra medidas de diferença
de potencial elétrico, U, realizadas entre o interior e o exterior da célula, evidenciando a
existência de um campo elétrico estabelecido no interior da membrana celular. Este campo
elétrico seria o responsável pelo ingresso dos íons no interior da célula
Sabendo que a membrana tem a espessura média de 8 . 10-9 m e. utilizando a aproximação
citada, pode-se calcular o módulo do campo elétrico E no interior da membrana, concluindose corretamente que seu valor, em V/m, é de:
(A) 60 . 10-3
(B) 8 . 10-9
(C) 1,3 . 10-6
(D) 7,5 . 109
(E) 7,5 . 106
VERSÃO A - 29
46. A terceira lei de Kepler afirma que o período de translação (T) de todos os planetas do Sistema
Solar elevados ao quadrado e divididos pelo cubo de suas distâncias médias ao Sol (D) resulta
sempre no mesmo valor. Com base nesta lei foi possível construir a seguinte tabela.
Planeta
T (anos)
D (U.A.)
Mercúrio
0,24
0,4
Vênus
0,61
0,7
Terra
1
1
Marte
2
?
Júpiter
11,86
5,2
Saturno
29,46
9,5
Urano
84,04
19
Netuno
164,08
30
Analisando-se a tabela, pode -se concluir corretamente que, a distância de Marte ao Sol, em
unidades astronômicas (U.A.), é aproximadamente:
(A) 1,6
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 8
47. Alexander Graham Bell não inventou apenas o telefone no final do século XIX, entre outras
invenções, ele criou o fotofone, uma espécie de telefone que funcionaria por transmissão e
recepção do som codificados por meio de sinais luminosos. O esquema a seguir foi apresentado
no pedido de patente do invento
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Photophone (acessado em 22/02/2013)
Ao analisar o esquema conclui-se corretamente que os elementos representados por I, II, III,
IV ,V e VI, são respectivamente:
(A) lente convergente, codificador, lente convergente, espelho côncavo, decodificador e alto falante.
(B) lente divergente, codificador, lente divergente, espelho côncavo, decodificador e alto falante.
(C) lente convergente, codificador, lente divergente, espelho côncavo, decodificador e alto falante.
(D) lente convergente, codificador, espelho bicôncavo, espelho convexo, decodificador e alto falante.
(E) lente convergente, codificador, espelho plano, espelho convexo, decodificador e alto falante.
VERSÃO A - 30
48. Um técnico deve transpassar um cano cilíndrico com área de seção transversal de 40 mm2 ,
por um orifício circular de mesma área. Para fazer o trabalho ele aquece a chapa de aço até
que a área do orifício alcance 40,22 mm2. O coeficiente de dilatação superficial do aço é de
2,2.10-5 ºC-1 e, a temperatura inicial da chapa e do cano é de 20ºC.
A temperatura final que a chapa de aço deverá atingir é, em ºC, de:
(A) 20
(B) 230
(C) 250
(D) 270
(E) 2,2.105
49. O eletrocardiograma (ECG) é um exame que registra a atividade elétrica cardíaca. Ao longo
do exame um gráfico cartesiano registra as formas de onda que permitem determinar
características do funcionamento cardíaco. Uma análise gráfica do ECG abaixo, permite
determinar a frequência cardíaca.
Fonte: http://pt.wikihow.com - acessado em 18/02/2013.
Adotando um valor de 0,04s para cada lado dos quadrados menores no eixo horizontal, concluíse que esta frequência cardíaca, em batimentos por minuto, é de, aproximadamente,
(A) 15.
(B) 22.
(C) 67.
(D) 88.
(E) 90.
VERSÃO A - 31
50. William Gilbert, com seu livro De Magnete, publicado em 1600, introduz a ideia de um campo
de influência em torno do imã. Em particular ele associou essa ideia à esfera terrestre, que
pela primeira vez foi comparada à um grande imã esférico. A imagem à esquerda foi retirada
da obra de Gilbert e mostra que a agulha magnética aponta sempre para os polos magnéticos
terrestres. Ao produzirmos hoje essa imagem, demonstramos as linhas de campo magnético
em torno da Terra e a associamos aos polos geográficos da Terra.
I
II
III
IV
A imagem à direita, mostra as linhas de campo da Terra e a compara a um imã.
Os números I, II, III e IV, representam respectivamente os polos:
(A) Sul magnético, Sul geográfico, Norte magnético, Norte Geográfico
(B) Sul magnético, Norte geográfico, Norte magnético, Sul Geográfico
(C) Sul geográfico, Sul magnético, Norte geográfico, Norte magnético
(D) Norte magnético, Norte geográfico, Sul magnético, Sul geográfico
(E) Norte magnético, Sul geográfico, Sul magnético, Norte geográfico
51. Os anestésicos locais bloqueiam a condução de impulsos nervosos numa determinada região
do corpo por um determinado tempo. O tipo de anestésico é determinado pela cadeia
intermediária do composto , que pode ser: ésteres (por exemplo, a procaína) ou amidas (por
exemplo, a lidocaína). Já as extremidades têm funções distintas. Uma delas é amínica, que é
hidrofílica, e, portanto irá interagir com a água. Já a outra extremidade é aromática e constitui
a porção lipofílica que interage com substâncias apolares. O esquema representa um desses
tipos de anestésicos locais:
O
II
C
H 2N
C 2H 3
CH2 CH2N
O
C 2H 3
Cadeia
Intermediária
Parte I
Parte II
No anestésico local representado, as partes I e II estão corretamente grafados, respectivamente,
na alternativa:
Anestésico local
Parte I
Parte II
(A) Procaína
Hidrofílica
Lipofílica
(B) Procaína
Lipofílica
Hidrofílica
(C) Lidocaína
Lipofílica
Hidrofílica
(D) Lidocaína
Hidrofílica
Lipofílica
(E) Lidocaína ou Procaína Hidrofílica
Lipofílica
VERSÃO A - 32
52. Na digestão humana, atuam as enzimas lipase, pepsina e ptialina , que aceleram as interações
químicas que ocorrem em diversas partes do tubo digestório.
Enzima
LIPASE
Transformação
PEPSINA
Gorduras → glicerol + ácidos graxos
PTIALINA
Proteínas → peptídeos Amido → maltose
O funcionamento dessas enzimas depende do pH e da temperatura do meio em que se encontram.
No chamado pH ótimo, sua atividade é máxima, sendo que acima ou abaixo, sua eficiência vai
diminuindo, conforme demonstrado no gráfico, em que são representadas três diferentes enzimas:
E1, E2 e E3.
Sabendo que E1, E2 e E3 correspondem às enzimas lípase, pepsina e ptialina, não
necessariamente nessa ordem, assinale a alternativa que identifica corretamente essas
enzimas:
Lipase
Pepsina
Ptialina
(A)
E3
E1
E2
(B)
E3
E2
E1
(C)
E1
E2
E3
(D)
E1
E3
E2
(E)
E2
E1
E3
53. Na atmosfera temos vários tipos de poluentes, entre eles, os primários e os secundários. Os
primários são aqueles emitidos diretamente na atmosfera. Já os secundários são originados
através de interações químicas na atmosfera, e na maioria das vezes, são produzidos pela
oxidação dos poluentes primários.
Considere os seguintes poluentes atmosféricos: monóxido de nitrogênio (NO), dióxido de enxofre
(SO2), dióxido de nitrogênio (NO2) e ácido sulfúrico (H2SO4).
Podem ser considerados poluentes secundários:
(A) Somente H2SO4
(B) NO e NO2
(C) NO e SO2
(D) SO2 e H2SO4
(E) NO2 e H2SO4
VERSÃO A - 33
54. Existem trabalhos científicos indicando que os ácidos graxos insaturados ajudam a evitar a
formação das placas gordurosas que podem obstruir artérias no corpo humano. Já os ácidos
graxos saturados, que compõem a gordura de origem animal, devem ser consumidos com
muito critério. Sabe-se que, na digestão das gorduras, elas se fragmentam em ácidos graxos
e glicerol, como se pode verificar no esquema:
Considerando uma boa alimentação, assinale a alternativa que indica corretamente dois dos
ácidos graxos representados no esquema anterior:
Ácido graxo mais saudável
Ácido graxo menos saudável
(A)
I
III
(B)
I
II
(C)
II
I
(D)
III
I
(E)
III
II
VERSÃO A - 34
55. Existe uma regra na química em que “semelhante dissolve semelhante”. Isso se refere a um
composto polar que tem maior afinidade por outro também polar e, ao serem misturados,
podem formar uma solução. Por exemplo, como a água e o álcool são polares, a mistura entre
eles torna-se homogênea. A mesma regra vale para os compostos apolares. Considere uma
mistura X de iguais volumes de um líquido orgânico incolor e água, sendo que esse líquido
é praticamente insolúvel em água. Ao adicionar a essa mistura algumas gotas de bromo (Br2),
que é um líquido marrom, observa-se que a porção mais inferior da mistura X escurece um
pouco, tornando-se levemente marrom:
Assinale a alternativa com a figura que melhor representa o que se observa no estado final.
VERSÃO A - 35
56. Uma brincadeira química muito interessante consiste no seguinte: num erlenmeyer, preparase uma solução alcoólica dissolvendo-se no etanol, um pouco de azul de bromotimol que é
um indicador ácido-base, bastante utilizado em química. Adicionam-se algumas gotas de
solução alcalina até que a solução adquira coloração azul (início). Na sequência pede-se a
alguém que assopre dentro do erlenmeyer até que haja alguma alteração. Ao se agitar a solução
juntamente com o gás expelido pela pessoa, a solução imediatamente fica amarela (final).
Considere o seguinte equilíbrio químico:
+
CO2 + H2O ⇄ H + HCO3
Para que a solução possa voltar a ser azul deve-se
(A) adicionar algumas gotas de limão.
(B) adicionar um pouco de sal de cozinha sólido e agitar.
(C) continuar assoprando até a mudança para coloração azul.
(D) adicionar um pouco de bicarbonato de sódio sólido e agitar.
(E) tampar o erlenmeyer e mexer vigorosamente até ocorrer a mudança.
57. Hoje já é reconhecido o importante papel das águas subterrâneas como uma fonte de
substâncias dissolvidas e que, ao se misturarem com as águas superficiais, podem modificar
a concentração de muitos íons. Observe o gráfico que relaciona
-1 encontradas nas águas subterrâneas e superficiais,
para os períodos de inverno de 2006 e verão de 2007.
concentrações médias (µmol.L )
a razão das
Disponível (adaptado) em http://quimicanova.sbq.org.br/qn/qnol/2012/vol35n1/01-AR10661.pdf acesso 16-02-13
São feitas três afirmações acerca do texto e do gráfico:
I. As águas subterrâneas contêm maior quantidade do elemento químico fósforo, na forma de fosfato,
se comparadas às águas superficiais, tanto no inverno de 2006 quanto no verão de 2007.
II. O elemento químico silício, na forma de silicato, está presente em maior quantidade nas águas
superficiais, no inverno de 2006.
III. No verão de 2007, a concentração do elemento químico fósforo, na forma de fosfato, é maior que
a de silício, na forma de silicato, nas águas subterrâneas, quando comparados às águas superficiais.
Estão corretas:
(A) Somente III.
(B) Somente I e II
(C) Somente I e III
(D) Somente II e III
(E) I, II e III
VERSÃO A - 36
58. A figura representa uma pilha formada por eletrodos de níquel (Ni) e de ferro (Fe):
Ni
Fe
Fe3+
Ni2+
As soluções aquosas de nitrato de níquel II (verde) e nitrato de ferro III (alaranjado) estão unidas por
uma ponte salina com solução saturada de cloreto de potássio. Dados os potenciais-padrão de
redução dos metais:
Fe3+ + 3e- → Fe
Ni2+ + 2e- → Ni
0
E = - 0,04 v
0
E = - 0,25 v
Com o funcionamento dessa pilha, a cor alaranjada da solução de nitrato de ferro III tende a ficar
_____(I) intensa. Além disso, haverá a _____(II) de íons metálicos formando um sólido que é o metal
_____(III).
Assinale a alternativa com as palavras que preenchem corretamente as lacunas I, II e III,
respectivamente.
I
II
III
(A)
Mais
Redução
Níquel
(B)
Mais
Oxidação
Níquel
(C)
Mais
Redução
Ferro
(D)
Menos
Redução
Ferro
(E)
Menos
Oxidação
Ferro
VERSÃO A - 37
59. A partir do açaí e da amora é possível fazer um papel indicador ácido-base, que muda sua
coloração em função da acidez do meio em que se encontra, conforme a tabela:
pH
1,0 – 2,0
3,0 – 5,0
7,0
11,0 – 12,0
14,0
Cor do papel – Açaí
Cor do papel - Amora
Rosa
Vermelho claro
Cinza
Marrom
Amarelo
Lilás
Roxo
Roxo-azulado
Fonte:http://www.abq.org.br/cbq/2011/trabalhos/6/6-658-9950.htm acesso 16-02-13
Alguns produtos foram testados e os resultados das colorações obtidas foram anotados:
Lágrima
Solução de soda
cáustica concentrada
Z
Papel de açaí
Cinza
Papel de amora
x
y
Mesma cor
Fonte: http://www.scielo.br/pdf/qn/v25n4/10546.pdf acesso 16-02-13
Assinale a alternativa que completa corretamente os itens que estão faltando na tabela:
X
Y
Z
(A) Roxo
Amarelo
Suco gástrico.
(B) Roxo
Rosa
Solução concentrada de
ácido nítrico.
(C) Roxo
Amarelo
Água destilada.
(D) Cinza
Amarelo
Solução concentrada de
ácido sulfúrico.
(E) Cinza
Rosa
Solução ácida da bateria
do carro.
VERSÃO A - 38
60. A queima do propano (C3H8), com a formação de CO2 e H2O, pode ser assim representada:
Foram feitos três experimentos reagindo-se propano com gás oxigênio, com as seguintes quantidades
dos reagentes:
Propano(em mol)
Gás oxigênio (em mol)
I
1
5
II
2
4
III
3
3
Considerando que, nesses experimentos, ocorreu somente combustão completa do propano,
conforme representado na figura, a ordem crescente de quantidade de água formada nos
experimentos é:
(A) I, III e II
(B) II, I e III
(C) II, III e I
(D) III, I e II
(E) III, II e I
VERSÃO A - 39
REDAÇÃO
Transcreva a redação, com caneta azul ou preta, para a Folha de Redação Definitiva.
Redija um artigo de opinião sobre o tema:
Atos de violência no esporte: como compreender e prevenir essas ações.
1) Considere para desenvolver o tema os seguintes fatores sociais que podem ser associados a atos
de violência no esporte:
- a influência do aumento da criminalidade;
- a deterioração do clima esportivo;
- a banalização da violência;
- o incremento da criminalidade urbana;
- a crise de um padrão civilizatório, caracterizado pela contenção da agressividade e dos impulsos e
pelo crescente papel do Estado como instância que reúne o monopólio da força e da coerção;
- o interesse “doentio” da mídia televisiva pelo problema.
2) Observe também as seguintes manchetes coletadas entre os dias 28 a 26 de fevereiro de 2013 em
um site esportivo:
28/02/2013
11h22 EFE - Esporte
Braga lamenta apedrejamento de ônibus do Benfica
27/02/2013
15h48 UOL Esporte - Futebol
Torcedor de adversário do Palmeiras na Libertadores morre após briga na Argentina
15h32 UOL Esporte - Futebol
Polícia se previne contra risco de tumulto entre torcedores no Pacaembu e amplia efetivo
13h12 UOL Esporte - Futebol
Conmebol analisará briga no estádio e não descarta vetar torcidas do Peñarol e Vélez
11h15 UOL Esporte - Futebol
Briga na partida entre Peñarol e Vélez deixa sete feridos e dois torcedores são presos
26/02/2013
20h25 UOL Esporte - Futebol
Torcida do Real Madrid atira sinalizador em torcedores do Barcelona durante clássico
3) Para completar sua reflexão sobre o tema, leia o seguinte artigo de opinião:
O futebol, a vida e a dignidade.
POR JORGE LUIZ SOUTO MAIOR
A morte do jovem boliviano de 14 anos, Kevin Espada, em uma partida de futebol, após ser atingido por
um sinalizador naval, que tem a capacidade de atingir 300 metros em 3 segundos, impõe-nos a produção de
uma racionalidade que reconheça o total absurdo da situação, que foge de qualquer parâmetro de civilidade,
e que conduza o convívio nos estádios a outro patamar. A identificação dos culpados diretos, atribuindo-lhes
uma punição, com respeito aos preceitos jurídicos da ampla defesa, é essencial, mas não é o bastante, pois,
há de se reconhecer, não se trata de um fato isolado ou da ação exclusiva de um ou de alguns poucos
torcedores. A atitude de uma pessoa de levar a um estádio de futebol um artefato como o que gerou a tragédia
está integrada ao contexto da grave distorção que se instalou nos estádios de futebol (e fora deles) no sentido
de que a violência, individual ou coletiva, está justificada pelo impulso do ato de torcer.
Visualizando a questão por um ângulo mais amplo, o mais relevante é a produção de uma racionalidade
que possa nos conduzir à superação do problema da violência gratuita que se pratica em nome do futebol.
(...)
Bem ao contrário, a postura essencial para a extração de aprendizados evolutivos sobre o fato inicia-se
com o reconhecimento de que a beleza do esporte, a relevância de torcer coletivamente por um clube e o
exercício legítimo da competição em palco específico valem infinitamente menos que uma vida. Em nome
do futebol não se podem justificar quaisquer violências contra a condição humana.
Esse reconhecimento impõe uma racionalidade que não acomode a situação e sim que afirme a sua
gravidade e que busque soluções para a superação do contexto em que a violência se insere, independentemente
da punição penal que se apresente ao responsável direto pela situação. É necessário, para todos e em
especial para os torcedores do Corinthians, até para que não assumam a visão negativista da expressão
“bando de loucos”, rechaçar todos os argumentos que, em prol da continuidade do show e dos negócios do
futebol, vislumbrem transformar o fato ocorrido em um nada ou em um fato normal.
Os loucos pelo Corinthians e pelo futebol devem ser, antes de tudo, loucos pelo respeito aos valores
humanos.
(Disponível em: http://blogdojuca.uol.com.br/?s=futebol e violência. Acesso: 29 fev. 2013. Com cortes.)
VERSÃO A - 40
R
A
S
C
U
N
H
O
Observações:
- Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua
portuguesa.
- O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
- O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
- A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
- O rascunho poderá ser feito nesta página.
VERSÃO A - 41
RASCUNHO
VERSÃO A - 42
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prova - São Leopoldo Mandic