UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO Amalbére Antonio da Silva RA. 003200400809 A MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS TERCEIRIZADAS NO MERCADO BANCÁRIO São Paulo 2008 Amalbére Antonio da Silva RA. 003200400809 A MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS TERCEIRIZADAS NO MERCADO BANCÁRIO Monografia de estágio apresentada à Coordenação do Curso Administração de Empresas do curso de Administração de Empresas da Universidade São Francisco, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Administração de empresas, orientada pelos Prof. Ms. Sergio Uyehara e Prof. Ms. Cláudio Carlos de Oliveira. São Paulo 2008 S578m SILVA, Amalbére Antonio da. A motivação nas empresas terceirizadas no mercado bancário / Amalbere Antonio da Silva. São Paulo: USF, 2008. 76 p. Monografia (graduação) – Universidade São Francisco, 2008. Orientador: Profº Ms. Sergio Uyehara Amalbére Antonio da Silva 003200400809 A MOTIVAÇÃO NAS EMPRESAS TERCEIRIZADAS NO MERCADO BANCÁRIO Monografia de Estágio aprovada em ....../...../........., na Universidade São Francisco, pela Banca Examinadora constituída pelos professores: …......................................................................... Prof. Ms. Sergio Uyehara USF - Orientador ............................................................................ Prof. Ms.................................. USF ......................................................................... Prof. Ms...................................... USF Com muito amor e carinho à minha filha Juliana que me deu tanta motivação no desenvolvimento dessa monografia. Agradecimento especial à EDUCAFRO (Educação e Cidadania para Afrodescentes e Carentes), pois sem a oportunidade oferecida seria impossível realizar o sonho de cursar uma faculdade. À universidade São Francisco por ter me concedido à oportunidade de cursar um curso superior com bolsa integral. Á LUCENA Comércio de Equipamentos Médicos Ltda por ceder suas dependências à realização desse estágio. Ao recursos humanos que concedeu a documentação legal como pré-requisito neste estágio. Á minha esposa Rosane e minha filha Juliana pela dedicação e apoio. As minhas cunhadas Rosangela e Rosiléia que tantas vezes ficaram tomando conta da minha filha para que pudesse estudar. Á dedicação de todos os professores pelos seus conhecimentos transmitidos, em especial ao prof. Uyehara pela orientação nesta monografia, ao prof. Dalton que me acompanha desde os primeiros semestres. Não deixando de esquecer ao professor Prisco, grande economista, e tantos outros mestres que me ajudaram. Aos bibliotecários pela ajuda na busca de livros nas prateleiras à Michele, pela paciência e atenção com todos os alunos. A todos os colegas de classe, em especial Murilo, Max, Piera, Regivalda, Marcelo, que juntos formamos um grupo para confecção de inúmeros trabalhos ao longo dos 4 anos de faculdade. À livraria Sebo Pacobello, que além de vender livros também me deu os endereços de sebos da região de Santo André. A todos que me ajudaram direto e indiretamente, meus sinceros agradecimentos e um abraço carinhoso. Motivação implica em fazer aquilo que é muito significativo para mim (FREDERICK HERZBERG) SILVA, Amalbére Antonio da, A Motivação nas Empresas Terceirizadas no Mercado Bancário 76 pp. Monografia de Estágio, Curso de Administração de Empresas, São Paulo – 2008. RESUMO A falta de motivação é algo muito comum entre as empresas terceirizadas, essencialmente naquelas prestadoras de serviços bancários, principalmente pela diferença dos benefícios concedidos aos funcionários da terceirizada e do banco. Mesmo com a alta taxa de desemprego no Brasil as pessoas preferem trabalhar em empresas que contratam e não terceirizadas, pois as empresas contratadas, em sua maioria, apresentam menores salários e benefícios inferiores ou inexistentes. Ao ingressar numa prestadora de serviços o funcionário inicia as atividades motivado, porém após alguns meses esse quadro muda, começa sendo um desgaste para empresa resultando numa queda de produtividade, aumentando o absenteísmo e a rotatividade na empresa. Baixa remuneração causa desmotivação, pois não satisfazem as necessidades básicas. Além de salário e benefícios o clima e a cultura organizacional também influenciam diretamente na motivação. Palavras-chave: Motivação. Empresas Terceirizadas. Absenteísmo. Mercado Bancário. SILVA, Amalbére Antonio da, The Motivation In Outsourcing Company in Bank Market 76 pp. Internship Monographic, Business Administration Course, Sao Paulo – 2008. ABSTRACT The lack of motivation is something very common in the outsourcing enterprises, principally in those enterprises that do bank services, because of a series of benefits that the officials of the banks have and the outsourced do not. Even with the unemployment in Brazil, which is very high, all the persons want to work in mother companies, because they provide bigger salaries and better benefits. Due to being unemployed people accept any job proposed by the outsourcing enterprises, but after some months that framework changes starts the disillusionment and the result is an unmotivated person, this becomes a stress for the company, mainly when the productivity falls and increase the abstention and the turn over in the company. Besides of salary and benefits, the climate and organizational culture also directly influence in the motivation. Keywords: Motivation. Outsourcing. Turnover. Banking Market LISTA DE SIGLAS SCOR: Serviços de Controle Organização e Registros .................................................... 12 ARH: Administração de Recursos Humanos ................................................................... 28 SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas .......................... 56 CLT: Consolidação das Leis do Trabalho ........................................................................ 59 TST: Tribunal Superior do Trabalho ............................................................................... 59 PIS: Programa de Integração Social ................................................................................ 63 PASEP: Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Publico ............................... 63 FINAME – Agencia Especial de Financiamento Industrial ............................................. 63 BACEN: Banco Central .................................................................................................. 63 BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social .................................. 63 CACEX: Carteira de Comercio Exterior ......................................................................... 63 CMN: Conselho monetário nacional ............................................................................... 64 CEF: Caixa Econômica Federal ...................................................................................... 69 BID: Banco Internacional de Desenvolvimento ............................................................... 77 FMI: Fundo Monetário Internacional .............................................................................. 77 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - Pirâmide das necessidades de Maslow ............................................ 27 FIGURA 2 - Comparação das teorias de Maslow e Herzberg .............................. 33 Resumo ........................................................................................................................... VIII Abstract........................................................................................................................... IV INTRODUÇAO ............................................................................................................. 13 SEÇÃO 1 MÉTODO DE PESQUISA .......................................................................... 15 1.1 Pesquisa exploratória ........................................................................................... 15 1.2 Pesquisa descritiva ............................................................................................... 16 1.3 Pesquisa bibliográfica .......................................................................................... 17 1.4 Pesquisa de estudo de caso................................................................................... 18 SEÇAO 2 MOTIVAÇÃO ............................................................................................. 22 2.1 O que é motivação ............................................................................................... 22 2.2 Ciclo motivacional............................................................................................... 25 2.3 Hierarquia das Necessidades de Maslow ................................................................... 26 2.4 Teoria dos dois fatores de Herzberg ..................................................................... 29 2.5 Modelos contingênciais de Motivação de Vroom ......................................................... 34 2.6 Teoria da expectação ........................................................................................... 35 2.7 Padrões Motivacionais ......................................................................................... 36 2.8 Diretrizes Salariais............................................................................................... 37 2.9 Diretrizes de Benefícios ....................................................................................... 40 2.10 Ciclo organizacional .......................................................................................... 41 2.11 Absenteísmo ...................................................................................................... 44 2.12 Plano de manutenção ......................................................................................... 45 SEÇÃO 3 TERCEIRIZAÇÃO...................................................................................... 47 3.1 Quando e como surgiu a terceirização? ................................................................ 47 3.2 Definição de Terceirização .................................................................................. 48 3.3 Terceirização no Brasil ....................................................................................... 49 3.4 Parceira ............................................................................................................... 50 3.5 Perspectiva e mudança ......................................................................................... 51 3.6 Porque terceirizar................................................................................................. 52 3.7 Demanda por benefícios ...................................................................................... 55 3.8 Custos e necessidade de novos investimentos ...................................................... 56 3.9 Terceirização: principais cuidados ....................................................................... 58 3.10 Demissão e antiterceirização .............................................................................. 61 SEÇÃO 4 MERCADO BANCÁRIO ............................................................................. 63 4.1Instituições financeiras ......................................................................................... 63 4.2 Intermediários Financeiros bancários e não bancários .......................................... 66 4.3 Banco Central ...................................................................................................... 66 4.4 Bancos de investimentos ...................................................................................... 68 4.5 Mercado de investimentos ................................................................................... 69 4.6 Mercado financeiro .............................................................................................. 70 4.7 Mercado financeiro internacional ......................................................................... 71 SEÇÃO 5 ESTUDO DE CASO ..................................................................................... 72 5.1 Definição o estudo de caso ................ ................................................................... 72 5.2 Apresentação geral da Empresa............................................................................. 72 5.3 A motivação empregada na empresa ..................................................................... 73 5.4 A Terceirização ..................................................................................................... 73 5.5 Mercado bancário ............................ ................................................................... 74 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 75 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 76 INTRODUÇÃO Essa monografia de estágio foi desenvolvida na área de administração de recursos humanos, sobre o tema a motivação em empresas terceirizadas no setor bancário, na área de atuação da Scor (Serviço e Controle de Organização e Registro) onde está foi realizado o estudo de caso. A problemática da pesquisa inicia-se com a empresa que trabalha basicamente com estagiários e funcionários mau remunerados. A maior parte dos estagiários que recebiam uma proposta de trabalho melhor, e com perspectivas de crescimento, abandonavam a empresa em questão causando uma rotatividade do quadro de funcionários elevada. Entre os que continuam na empresa, a falta de motivação é evidente, devido a algumas políticas praticadas pela Scor como contratar colaboradores no regime de diarista, ou mesmo os benefícios serem quase inexistentes. A cobrança por produção e a baixa remuneração aumentam a insatisfação e desmotivação dos funcionários. As atividades desenvolvidas pela empresa, em sua maioria, são de simples execução. Daí explica-se a utilização de tantos estagiários e de funcionários “diaristas”, no entanto visando diminuir os custos de produção a empresa compromete a qualidade em seus processos, causando insatisfação no principal cliente, o Banco Santander, cliente esse que tem um grupo de colaboradores inspecionando o serviço prestado pela Scor. Observando esses pontos fracos da empresa, com o objetivo de propor soluções que possam ajudar a empresa a encontrar alternativas para minimizar estes problemas, e com estas informações agregar conhecimentos na minha educacional, profissional e pessoal descrevendo motivação para todos os profissionais que atuem na Scor e em outras empresas terceirizadas que prestam serviços bancários. Na seção 1 aborda-se métodos aplicados para o desenvolvimento dessa monografia de pesquisa, no qual eu mais utilizados foram: quanto aos objetivos, à pesquisa exploratória, quanto os procedimentos técnicos utilizou-se as pesquisas bibliográfica e estudo de caso. Na seção 2 abordará os conceitos sobre motivação, como manter os funcionários motivado em empresas prestadoras de serviços onde percebe-se que os funcionários só têm motivação logo que são contratos, já no terceiro ou quarto mês de trabalho já se perde-se totalmente a motivação. Na seção 3 trará como assunto a Terceirização como técnica administrativa essencial para a competitividade das empresas, embora as terceiras encontram dificuldades em manter um quadro de funcionários motivados. Na seção 4 apresentará o assunto Setor Bancário como tal segmento de negócio tem utilizado a terceirização como uma técnica administrativa visando redução de custos e maior dedicação aos serviços financeiros voltados ao cliente, passando para outras empresas os serviços de segurança, limpeza, transporte, análise, digitação de informação e guarda de documentos, atividades essas onde a Scor só não executa as três primeiras para o seu principal cliente o Banco Santander. Na seção 5 mostrará um estudo de caso na empresa Scor (Serviços de Controle Organização e Registro) onde o mesmo foi desenvolvido. Onde observou-se algumas questões da motivação empregada na empresa. SEÇÃO 1 MÉTODOS DE PESQUISA Esta seção abordará os métodos mais utilizados no projeto de pesquisa, nesta monografia deu-se mais ênfase nas pesquisas bibliográficas e estudo de caso, quanto aos procedimentos técnicos. Já quanto aos objetivos foi utilizada a pesquisa exploratória. 1.1 Pesquisa exploratória Nesse tipo pesquisa já tem alguma hipótese, e necessita-se fazer um estudo mais aprofundado para uma melhor compreensão das peculiaridades do tema a ser explorado, e assim conhecer mais o seu tema, tentando buscar informações que ainda não foi conhecida ou foram pouco explorada por outras pessoas anteriormente, nesse tipo de pesquisa faz com que pesquisador se familiarize com o assunto, além de obter muitos bons conhecimentos sobre o mesmo. Segundo Gil (2007, p.41). Estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explicito ou a constituir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descobertas de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado. Na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem: a) levantamento bibliográfico b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisa c) analise de exemplos que estimulem a compreensão Segundo Gil (2007, p. 50) as pesquisas desse tipo caracteriza-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecerem. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados. 1.2 Pesquisa descritiva De modo em geral, o experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica. Essencialmente, a pesquisa que seria experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz objeto. Para Gil (2007, p. 43), as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição de características de determinada população ou fenômeno ou, então o estabelecimento de relações entre as variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob esse título e uma das características, mas significativas está na utilização de técnicas. As pesquisas descritivas têm como finalidade descrever as características de uma população ou fenômeno. Também faz parte deste das pesquisas descritivas observar, registrar e analisar os fenômenos muito questionário de conhecimentos apesar de descrever os fatos mais também observar, registrar e analisar os fenômenos sem a sua interferência. Entre as pesquisas descritivas, salientam-se aquelas que têm por objetivo estudar as características de um grupo: sua distribuição por idade, por sexo, procedência, por nível de escolaridade, estado de saúde física ou mental. As pesquisas juntamente com as pesquisas exploratórias são as que são utilizadas pelos pesquisadores sociais preocupados com atuação pratica. São também as mais solicitadas por organizações como instituições comerciais, partido políticas, etc. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob esse título e uma das características, mas significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática. O pesquisador não interfere nos fatos, como nas pesquisas de opinião, as mercadológicas, os levantamentos socioeconômicos e psicossociais. Sua característica básica é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada por questionários e observações sistemáticas. (VILAR 2006, p. 38) 1.3 Pesquisa bibliográfica No desenvolvimento desta monografia teve como objetivo propor soluções para sustentar situação problemática do enunciado do trabalho. Para que isso ocorresse foi necessário buscar informações, através de fontes confiáveis que auxilie na resposta do problema de pesquisa. Nesta monografia de estágio comenta-se sobre os vários de tipos de pesquisa, foi utilizada as pesquisas bibliográfica para ter uma melhor compreensão do trabalho principalmente sobre a motivação, observar-se os que funcionários quanto tempo eles permaneceriam motivados. A pesquisa descritiva para relatar os acontecimentos, e pesquisa de estudo de caso para verificação da teoria com a pratica. Trata-se de uma abordagem metodologia mais freqüente dos estudos monográficos. A pesquisa bibliográfica procura explicar e discutir um tema ou um problema com base em referencias teóricas publicadas em livros, revistas periódicos, etc. Busca conhecer e analisar contribuições científicas sobre determinado sobre determinado tema. A pesquisa bibliográfica é um excelente meio de formação científica quando realizada independentemente da analise teórica ou como parte de investigações empíricas. A pessoa deve iniciar a busca do material, consultando obras de referencias: obras especializadas, enciclopédias, manuais, índices remissivos etc. alem das informações gerias sobre o tema, essas referências iniciais irão remetê-lo as obras que abordam e desenvolvem amplamente sobre o assunto. (MARTINS 2000, p 29) Pesquisa bibliográfica é feita através de livros pelo fato de encontrar bibliotecas com facilidade, sem como contar as facilidades como por tema, autor, assunto. Nesta monografia foi feito uso de bibliográfica é uma forma de pesquisa através de um material já elaborado através de livros e artigos científicos. Normalmente os livros têm uma clareza de detalhes e também apresenta um conteúdo de boa qualidade. Os livros de referências são denominados livros de consulta e tem como objetivo possibilitar a rápida obtenção de informações requeridas. Os principais livros de referências são enciclopédias, anuários, almanaque, internet entre outros. Com essas referencias inicias vão levá-lo que as obras abordem e desenvolva plenamente o assunto. As questões têm como finalidade observar, registra e analisar os fenômenos muito questionário de conhecimentos apesar de descrever os fatos mais também observar, registrar e analisar os fenômenos sem a sua interferência. A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja algum tipo de trabalho dessa natureza, há pesquisas desenvolvida a partir de fontes bibliográficas. Boa parte dos estudos exploratórios pode ser desenvolvida como pesquisas bibliográficas. As pesquisas sobre ideologias, bem como aquelas que se propõem a analise das diversas posições acerca de um problema. (GIL 2007, p. 44) 1.4 Pesquisa de estudo de caso Antes de fazer o estudo de caso precisa-se falar um pouco sobre pesquisas exploratórias. Segundo Gil (2007, p. 41) estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explicito ou a constituir hipóteses. No estudo de caso da SCOR o problema já era conhecido e só necessitava-se destas pesquisas para ter-se um aprimoramento de idéias ou a descobertas de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado. Na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem: a) levantamento bibliográfico b) entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisa c) análise de exemplos que estimulem a compreensão A pesquisa exploratória parte de quando já se o problema e também já tem alguma hipótese, necessita-se fazer um estudo mais aprofundado para melhor compreensão das peculiaridades do tema a ser explorado e consequentemente conhecer melhor o seu tema, buscando maiores informações de algo que não foi esporada por outras pessoas anteriormente, neste modo de pesquisa faz com que o pesquisador se familiarize com assunto, alem de obter altos conhecimentos. Conforme Gil (2007, p. 52) O estudo de campo em geral muito semelhanças com o levantamento. Distingui-se, porem em diversos aspectos. De modo em geral, pode-se dizer que o levantamento tem maior alcance e o estudo de campo, maior profundidade. Em termos práticos, podem ser Feitosa duas distinções essências. Primeiramente, o levantamento procura ser representativo de universo definido e oferecer resultados característicos pela precisão estatística. Como conseqüência, o planejamento do estudo de campo apresenta muito maior flexibilidade, podendo ocorrer mesmo que seus objetivos sejam reformulados ao longo das pesquisas. Exige também a determinação das técnicas de coleta de dados mais apropriadas à natureza do tema e, ainda, a definição das técnicas que serão empregadas para o registro e análise. Dependendo das técnicas de coleta, análise e interpretação dos dados, a pesquisa de campo poderá ser classificada como de abordagem predominantemente quantitativa ou qualitativa. Numa pesquisa em que a abordagem é basicamente quantitativa, o pesquisador se limita à descrição factual deste ou daquele evento, ignorando a complexidade da realidade social. Nesse tipo de pesquisa de levantamento se têm conhecimento direto da realidade na proporção que as pessoas informam sobre o seu comportamento, suas crenças, suas opiniões, deixando mais livre as interpretações apoiadas no problema dos pesquisadores. Nas pesquisas de campo o entrevistador consegue ver na prática a realidade da população no item estudo principalmente empresa onde já se identificado o problemas é identificar as causas para propor soluções para solucioná-los. Estes tipos de estudo são estudos mais aprofundados de parte de um problema onde você escolhe um ponto que pretende implorá-lo na pratica, com a própria pessoa ou com determinado grupo em o pesquisador deseja se aprofundar no problema que possibilidade entendimento na realidade social seja de um individuo, de uma família, de uma comunidade ou mesmo de uma empresa que é o meu foco e este estudo de faz através de uma analise e uma avaliação quantitativa. O estudo de caso reúne um numero maior de detalhamento das pesquisas pelos diferentes tipos de levantamentos entrevistas, questionário, participante, informações detalhadas. Com o objetivo de aprender a totalidade da situação descrevendo a complexidade do caso. Segundo Vilar (2006, p. 42) Significa a avaliação de um acontecimento, ou fato minuciosamente. Possui como vantagens: como estimular novas descobertas, totalidade e simplicidade na coleta e análise das informações obtidas que representam uma amostra do universo em questão. O estudo de caso apresenta como dificuldade a generalização dos resultados conseguidos. Conforme Gil (2007, p. 54) a respeito de sua crescente utilização nas Ciências Sociais encontra-se muitas objeções a sua aplicação. Uma elas refere-se á falta de rigor metodológico, pois, diferentemente do que ocorre com os experimentos e levantamentos, para a realização de estudos de caso não são definidos procedimentos metodológicos rígidos. Por essa razão, são freqüentes os vieses nos estudos de caso, os quais acabam comprometendo a qualidade de seus resultados. Ocorre porem, que os vises não são prerrogativa dos estudos de caso; podem ser consolados em qualquer modalidade de pesquisa. Logo, o que cabe propor ao pesquisador disposto a desenvolver estudos de caso é que redobre seus cuidados tanto no planejamento quando na coleta e análise dos dados para minimizar o efeito dos vieses. É uma invenção empírica que pesquisa fenômeno dentro de seu contexto real (pesquisa naturalista). O estudo de caso reúne o maior numero de informações detalhadas, por meio de diferentes técnicas de coleta de dados: entrevistas, questionário, observação, participante, entrevista em profundidade, levantamento de dados secundários etc., com o objetivo de aprender a totalidade de uma situação e, criativamente, descrever a complexidade de um caso concreto. Mediamente um mergulho profundo e exaustivo em um objetivo delimitado - problema da pesquisa, o estudo de caso possibilita a penetração na realidade social, não conseguida plenamente pela analise e pela avaliação quantitativa. Estudo de caso é estudo feito a rigor metodológico quando o estudo envolve dois ou mais sujeitos, duas ou mais situações, podemos falar de casos múltiplos. Convém ressaltar, no em tanto, que um bom estudo de caso constitui tarefa difícil de realizar. Mas é comum encontrar pesquisadores inexperientes, entusiasmados pela flexibilidade metodológica dos estudos de caso, que decidem adotá-lo em situações para as quais não é recomendado. Como conseqüência, ao final de sua pesquisa, consegue apenas um amontoado de dados que não conseguem analisar e interpretar. Trata-se de uma técnica de pesquisa cujo objetivo é o estudo de uma unidade que se analisa profunda e intensamente. Considera a unidade social estuda em sua totalidade, seja um individuo uma família, uma instituição, uma empresa, ou uma comunidade, com o objetivo de compreendê-los em seus próprios termos. Quando o estudo envolve dois ou mais sujeitos, duas ou mais situações, podemos falar de casos múltiplos, ou estudo multicaso. (MARTINS 2000, p. 29) É uma invenção empírica que pesquisa fenômeno dentro de seu contexto real (pesquisa naturalista). O estudo de caso reúne o maior numero de informações detalhadas, por meio de diferentes técnicas de coleta de dados: entrevistas, questionário, observação, participante, entrevista em profundidade, levantamento de dados secundários etc., com o objetivo de aprender a totalidade de uma situação e, criativamente, descrever a complexidade de um caso concreto. Mediamente um mergulho profundo e exaustivo em um objetivo delimitado - problema da pesquisa, o estudo de caso possibilita a penetração na realidade social, não conseguida plenamente pela análise e pela avaliação quantitativa. Após analisadas os mais variados tipos de pesquisas percebe-se que as pesquisas exploratórias, as pesquisas bibliográficas e o estudo caso, ajuda o pesquisador a ter mais conhecimento sobre o seu tema. Na próxima seção abordaremos os principais conceitos sobre motivação que foi levantado essencialmente de pesquisas bibliográficas. SEÇÃO 2 MOTIVAÇÃO Nesta seção aborda-se as principais teorias sobre motivação do ponto de vista de alguns estudiosos, dentre eles o que mais se destaca neste trabalho são as teorias motivacionais do trabalho de Herzberg e Maslow. Mostrará os benefícios que mais motivam, o salário e os benefícios atendem as necessidades materiais, embora o salário não seja, necessariamente, o maior fator de motivação, faz parte do processo e por fim como o clima organizacional pode motivar. 2.1 O que é motivação A motivação é algo do interior quem vem dentro de cada pessoa, ou seja, varia de pessoa para pessoa, algo que me motiva pode não ser exatamente o mesmo que motiva o meu colega de trabalho, por exemplo, que uma pessoa muito próxima de mim e fazemos as mesmas atividades. Portanto o que motiva uma pessoa pode não motivar outra pessoa ou mesmo motivar mais com uma menor ou maior intensidade. É difícil definir exatamente o conceito de motivação, uma vez que tem sido utilizado com diferentes sentidos. Para Chiavenato (1999, p. 88) De modo geral, motivação é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a um comportamento específico. Esse impulso á ação pode ser provocado por estímulo externo (provindo do ambiente) e pode também ser gerada internamente nos processos menta do indivíduo. Neste caso a motivação esta relacionada com a ambição do individuo. Conforme Maximiano (2000, p. 347) motivação para o trabalho é o processo pelo qual o esforço ou ação que leva ao desempenho profissional de uma pessoa é impulsionado por certos motivos. Toda ação é orientada para algum tipo de desempenho (assim como, de forma em geral, todo comportamento) sempre é motivada. A motivação pode ser negativa ou positiva. Para Gil (2001, p. 202), comportamento Humano é motivado pelo desejo de atingir algum objetivo. Nem sempre, porém, este objetivo é conhecido pelo individuo. Boa parte da motivação humana localiza-se na região abaixo do nível do cociente. Já Bergamini (1990, p. 112), a firma que o impulso motivacional nasce no interior de cada pessoa cada um não significa que sua manutenção dependa única e exclusivamente só dessas pessoas. De nada adianta essa sinergia individual se o ambiente organizacional não esteja facilitando o seu curso. Muitas são as restrições organizacionais que podem bloquear a energia motivacional dos diferentes indivíduos a todos os níveis e na mais variadas circunstâncias organizacionais. Ao fazer uma breve análise dos autores citados acima se conclui que todos os autores concordam que a motivação é algo que vem interior de cada um dos indivíduos. E necessita-se de um impulso para se obter a motivação. Os seres humanos são guiados pela sua ambição – pelo que ele pensa, lê acredita, vê, ou mesmo ambiente em que inserido. Mas, ao perguntar-se o motivo por que ele age daquela forma, está-se entrando na questão da motivação. E a resposta relativa á motivação é dada em termos de forças ativas e impulsionadoras traduzidas em palavras como desejo e receio, o indivíduo deseja poder deseja status, receia ostracismo social, receia as ameaças á sua auto-estima. Além disso, análise motivacional procura identificar determinados objetivos para cujo atendimento o ser humano gasta suas energias. Despejado o poder, ele compromete seus esforços, seu tempo e suas substâncias, para alcançá-lo; desejando obter status, ele procura comprar sua caminhada ingressando nos meios apropriados, receando a marginalização ostracismo social, ele foge dos amigos e conhecidos que sejam capazes de levá-lo apoiar uma causa social impopular; receando as ameaças a sua auto-estima, ele evita situações em que sua competência intelectual possa ser desafiada. É óbvio que as pessoas são diferentes no que tange à motivação: as necessidades variam de um indivíduo para outro indivíduo, produzindo diferentes padrões de comportamento; os valores sociais também são diferentes; e assim por diante. Para complicar ainda mais, as necessidades, os valores sociais e as capacidades variam no mesmo indivíduo conforme o tempo. (CHIAVENATO 1999, p. 89) Apesar de todas as diferenças, o processo que dinamiza o comportamento e mais ou menos semelhante para todas as pessoas: embora os padrões de comportamento variem profusamente, o processo do qual eles resultam é, basicamente, o mesmo para todas as pessoas, nesse sentido existe três suposições inter-relacionadas sobre o comportamento humano: O comportamento é causado, ou seja, existe uma causalidade do comportamento. Tanto a hereditariedade como o meio ambiente influi decisivamente no comportamento das pessoas. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. O comportamento é motivado, ou seja, há uma finalidade em todo comportamento humano. O comportamento não é casual nem aleatório, mas sempre orientado e dirigido para algum objetivo. O comportamento é orientado para os objetivos. Subjacente a todo comportamento existe sempre um ‘impulso’, um ‘desejo’, uma ‘necessidade’, uma ‘tendência’, expressões que serve para designar os ‘motivos’ do comportamento. A unidade básica do comportamento é uma atividade. O ser humano está sempre desenvolvendo uma ou mais atividades: falar, andar, comer trabalhar etc. A qualquer momento pode pôr decidir mudar de atividade. Daí advém às perguntas: Por que as pessoas mudam de atividade? È possível compreender, prever ou controlar as atividades das pessoas? Para tentar responder a essas questões, convém considerar, primeiramente, que a motivação de uma pessoa depende da força de seus motivos (motivos aqui entendimentos como desejos ou impulsos que ocorrem no interior dos indivíduos). Os motivos é que impulsionam e mantêm o comportamento dos indivíduos. São por assim dizer as molas da ação. Também se podem identificar os motivos com as necessidades e dizer que os indivíduos são movidos pelas necessidades. Os motivos ou necessidades dirigem-se para os objetivos, que estão fora dos indivíduos. Por exemplo, se alguém está premido pela necessidade de comer, dirige seu comportamento em direção ao objetivo comida. O indivíduo tem milhares de necessidades. Todas competem por seu comportamento. A necessidade mais forte em determinado momento é a que conduzira á atividade. Por exemplo, um individua pode estar com fome, com sede e sono, mas aquele momento sua necessidade mais forte é a de aprovação num exame no dia seguinte. Então, ele poderá estar mais motivado para estudar do que para comer, beber ou mesmo dormir. Após breve análise dos autores citados acima percebe-se que todos concordam a que a motivação depende de cada pessoa, do seu comportamento. Para ter motivo depende-se de um motivo, algo que se tenha o objetivo de realizá-lo. 2.2 Ciclo motivacional Segundo Chiavenato (1999, p. 89) Os primeiros passam para conhecer a motivação humana é o conhecimento que ocorre no comportamento das pessoas para todas as pessoas, o resultado poderá variar indefinidamente, pois depende da percepção do estímulo (que varia conforme a pessoa e na mesma pessoa, conforme o tempo), das necessidades e dos desejos (que também variam), na cognição etc. de cada pessoa. Uma necessidade rompe o estado de equilíbrio do organismo, causado em estado de tensão, insatisfação, desconforto e desequilíbrio. Esse estado leva o indivíduo a um comportamento, ou ação, capaz de descarregar a tensão ou livrá-lo do desconforto e do desequilíbrio. Se o comportamento for eficaz, o indivíduo encontrará a satisfação da necessidade, portanto, a descarga da tensão provocada por ela. Satisfeita a necessidade o organismo volta ao estado de equilíbrio anterior, a sua forma de ajustamento ao ambiente. As necessidades ou motivos não são estáticos; ao contrario, são forças dinâmicas e persistentes que provocam comportamentos. Com a aprendizagem e a repetição (reforço positivo), os comportamentos tornam-se gradativamente mais eficazes na satisfação de certas necessidades. Por outro lado, quando uma necessidade satisfeita não é motivadora o comportamento, já não causa tensão ou desconforto. “Uma necessidade pode ser satisfeita frustrada (quando a satisfação é impedida) ou compensada (transferida para outro objeto). No ciclo motivacional, muitas vezes a tensão provocada pelo surgimento da necessidade encontra uma barreira ou obstáculo par sua liberação. Não encontrado saída normal a tensão representada no organismo procura um meio indireto de saída, seja por via psicológica (agressividade, descontentamento, tensão emocional, apatia, indiferença, etc.), Seja por via fisiológica (tensão nervosa, insônia, repercussões cardíacas ou digestivas, etc.). Outras vezes, a necessidade não satisfeita nem frustrada, mas transferida ou compensada. Isto se dá quando a satisfação de uma outra necessidade reduz ou aplaca a intensidade de uma necessidade que pode ser satisfeita”. (CHIAVENATO 1999, p. 91) É que acontece quando o motivo de uma promoção para um cargo superior é contornado por um bom aumento de salário ou por uma nova sala de trabalho. A satisfação de algumas necessidades é temporal e passageira, ou seja, a motivação humana é cíclica e orientada pelas diferentes necessidades. O comportamento é quase um processo de resoluções de problemas, de satisfação de necessidades, à medida que vão surgindo. As teorias mais conhecidas sobre a motivação são as relacionadas com as necessidades humanas. É o caso da teoria de Maslow sobre a hierarquia das necessidades humana. 2.3 Hierarquia das necessidades de Maslow Segundo Maslow (apud MAXIMIANO 2000, p. 349), as necessidades são inerentes à condição humana, como as de alimentação, abrigo segurança, são básicas ou primarias. Elas tornam todas as pessoas iguais. São também chamadas de necessidades de sobrevivência. Numa categoria superior a sobrevivência, estão as necessidades que as pessoas adquirem ou desenvolvem por meio de treinamento, experiência, pela convivência com outra s pessoas, pela incorporação dos valores da sociedade em vivem, ou por causa de suas características individuais. a) Necessidades Fisiológicas (ar, comida, repouso, abrigo, etc.); b) Necessidades de Segurança (proteção contra o perigo ou privação); c) Necessidades Sociais (amizade, inclusão em grupos etc.); d) Necessidades de Estima (reputação, reconhecimento, auto-respeito, amor, etc.); e) Necessidades de Auto Realização (realização do potencial, utilização plena dos talentos individuais, etc.). A hierarquia das necessidades humanas de Maslow Auto realização Necessidade de auto estima Necessidades sociais Necessidade de segurança Necessidades fisiológicas Figura 1 Fonte Chiavenato (1999, p. 92) As necessidades fisiológicas e as necessidades de segurança são primárias. A maior parte das sociedades com elevado padrão de vida tem suas necessidades primárias (fisiológicas e de segurança) regularmente satisfeitas sem muito esforço e sem muito efeito motivacional. Neste caso, passam a predominar as necessidades secundárias (sociais, de estima e de auto-realização). Contudo, à medida que se desce aos níveis sócio-econômicos mais baixos, as necessidades primárias, por não serem regulares ou totalmente satisfeitas, passam a predominar no comportamento das pessoas, como objetivos básicos que orientam as suas ações. Assim, o indivíduo que tem fome procura algo para comer e o que se sente ameaçado busca a segurança. Em linhas gerais, a teoria de Maslow apresenta os seguintes aspectos: 1-Uma necessidade satisfeita não é motivadora de comportamento. Apenas as necessidades não satisfeitas influenciam o comportamento, dirigindo-o para objetivos individuais. 2- O indivíduo nasce com certa bagagem de necessidades fisiológicas, que são necessidades inatas ou hereditárias. De início, seu comportamento é exclusivamente voltado para a satisfação dessas necessidades, como fome, sede, ciclo sono-atividade, sexo, etc. 3- A partir de um acerta idade, o indivíduo ingressa em uma longa trajetória de aprendizagem de novos padrões de necessidades. Surgem as necessidades de segurança, voltadas para a proteção contra o perigo, ameaçado ou privação. As necessidades de segurança, bem como as fisiológicas, constituem as necessidades primárias de indivíduo, voltadas para sua conservação pessoal. 4- À medida que o indivíduo passa a satisfazer e a controlar suas necessidades fisiológicas e de segurança, surgem lenta e gradativamente às necessidades secundárias: sociais, de estima e de auto-realização. Quando o indivíduo alcança a satisfação das necessidades sociais, surgem as necessidades de estima, e, somente quando estas são satisfeitas surgem às necessidades de auto-realização. Isto significa que as necessidades de estima são complementares às necessidades sociais, enquanto as de auto-realização são complementares às de estima. Os níveis mais elevados de necessidade somente surgem quando os níveis mais baixos estão relativamente controlados e relativamente satisfeitos pelo indivíduo. Nem todos os indivíduos conseguem chegar ao nível das necessidades de auto-realização, ou mesmo ao nível das necessidades de estima. É uma conquista individual. 5-As necessidades mais elevadas não somente surgem à medida que as mais baixas vão sendo satisfeitas, mas predominam as mais baixas de acordo com a hierarquia das necessidades traçada por Maslow. O comportamento do indivíduo é influenciado simultaneamente por um grande número de necessidades concomitantes, porém as necessidades mais elevadas têm uma ativação predominante em relação às necessidades mais baixas. 6- As necessidades mais baixas requerem um ciclo motivacional relativamente rápido (comer, dormir, etc.). Enquanto as necessidades mais elevadas requerem um ciclo motivacional extremamente longo. Porém, se alguma necessidade mais baixa deixar de ser satisfeita durante muito tempo, ela se torna imperativa, neutralizando o efeito das necessidades mais elevadas. A privação de uma necessidade mais baixa faz com que as energias do indivíduo se desviem para a luta pela sua satisfação. Maslow (apud CHIAVENATO1999, p. 94) procurou desfazer o mito de que é preciso satisfazer totalmente determinado nível de necessidade para que o nível superior possa tornar-se predominante. O ponto mais alto de cada nível ocorre antes de o nível seguinte torna-se dominante. Com o auto desenvolvimento, o número e a variedade de necessidade aumentam. No ponto mais alto da necessidade de estima, por exemplo, todas as necessidades diferentes do indivíduo estão ativas em diferentes graus de intensidade. A abordagem de Maslow embora genérica e ampla representação para a ARH um valioso modelo de atuação sobre o comportamento das pessoas. 2.4 Teoria dos dois fatores de Herzberg De acordo com Herzberg (apud MAXIMIANO 2000, p. 359) a presença dos fatores higiênicos cria um clima psicológico e material saudável. Quanto melhores, por exemplo, as relações entre colegas, o tratamento recebido pelo supervisor e o ambiente físico de trabalho, melhor o clima. Mais higiênico o ambiente, porque melhores condições de sanidade do contexto do trabalho. Quanto mais contente a pessoa estiver com seu salário, menor será sua disposição para reclamar desse aspecto de sua relação com a empresa. Consequentemente, maior satisfação do trabalhador com a ambiente de trabalho. Segundo Herzberg (apud CHIAVENATO 1999, p. 94). Os fatores motivacionais geralmente fazem parte integral do desempenho do cargo, e estão relacionados com as necessidades mais elevadas da hierarquia de Maslow. Os fatores satisfacientes ou motivacionais são: realização, reconhecimento, responsabilidade, crescimento e trabalho em si suas relações positivas com melhoria no desempenho, rotação no trabalho, atitudes quanto à administração e à “saúde mental” receberam muita ênfase no trabalho de Herzberg. Os meios práticos de proporcionar ou incentivar os fatores satisfacientes incluem: * Delegação de responsabilidade; * Liberdade de exercer discrição; * Promoção e oportunidades; * Uso pleno das habilidades pessoais; estabelecimento de objetivos e avaliação relacionada com eles. * Simplificação do cargo (pelo próprio ocupante); * Ampliação ou enriquecimento do cargo (horizontal ou verticalmente). Herzberg (apud CHIAVENATO 1999, p. 94) o outro conjunto de fatores, a que denominou fatores higiênicos se situa em um nível abaixo do “adequado”, em termos de expectativas dos empregados, poderão causar insatisfação. Melhorando esses fatores ou as condições, pode-se remover a insatisfação, com efeitos benéficos. Todavia, elevando as condições acima desse nível adequado, não se obtém nenhuma satisfação e nenhum desempenho elevado com ela associado. Enquanto os fatores satisfacientes são intrínsecos, os insatisfacientes são periféricos e extrínsecos em relação ao cargo em si ou à atividade do indivíduo. Enquanto ótimos esses fatores apenas evitam a insatisfação, mas, quando precários, provocam insatisfação. É através deles que as organizações têm tradicionalmente tentando motivar seus empregados. Os fatores insatisfacientes incluem: * Condições de trabalho e conforto; * Políticas da organização e administração; * Relações com o supervisor; * Salários; segurança no cargo; Os fatores insatisfacientes estão relacionados com os três níveis inferiores da hierarquia de Maslow. Herzberg (apud CHIAVENATO 1999, p. 95) considera que tanto o ambiente externo (contexto ambiental) com o trabalho em si são fatores importantes da motivação humana. Contudo, apenas o ambiente em que o empregado trabalha e as circunstâncias externas que o envolve tem sido enfatizados pela grande maioria das políticas de ARH das organizações. Em suma, sobressaem mais as condições que o rodeiam e aquilo que ele percebe externamente, em troca do seu trabalho do que o trabalho propriamente dito. Herzberg, em função de pesquisas cuja validade tem sido amplamente discutida, define uma teoria de dois fatores, a saber: a) Fatores Higiênicos: referem-se às condições que rodeiam o empregado enquanto trabalha, englobando as condições físicas e ambientais de trabalho, o salário, os benefícios sociais, as políticas da empresa, o tipo de supervisão recebido, o clima de relações entre a direção é os empregados, os regulamentos internos, as oportunidades que existem, etc. Corresponde a perspectiva ambiental. Constituem os fatores tradicionalmente utilizados pelas organizações para obter motivação dos empregados. Herzberg, contudo considera esses fatores higiênicos muito limitados em sua capacidade de influenciar poderosamente o comportamento dos empregados. Escolheu a expressão ”higiene” exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente evitar fontes de insatisfação no meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio quando esses fatores são ótimos, simplesmente evitam a insatisfação, uma vez que a sua influencia sobre o comportamento não consegui levar substancial e duradouramente a satisfação. Porém, quando são precários provocam insatisfação. b) Fatores Motivadores: referem-se ao conteúdo do cargo, as tarefas e aos deveres relacionados com cargo em si. São os fatores motivacionais que produz em efeito duradouro de satisfação e de aumento de produtividade em níveis de excelência, isto é, acima dos níveis normais. O termo motivação, para Herzberg, envolve sentimentos de realização, de crescimento e de reconhecimento profissional manifestado por meio do exercício das tarefas e atividades que oferecem suficiente desafio e significado para o trabalhador. Quando os fatores motivacionais são ótimos, elevam substancialmente a satisfação; quando estão precários, provocam ausência e satisfação. A análise de Herzberg focaliza principalmente a natureza das tarefas do cargo. De modo geral, as tarefas do cargo são definidas inicialmente com a única preocupação de atenderem aos princípios de eficiência e economia, o que tem levado a um esvaziamento dos componentes de desafio e de oportunidade para a criatividade do conteúdo mais tarefas do cargo. Assim, as tarefas passaram a provocar um efeito de “desmotivação”: a apatia e a alienação são os resultados naturais da existência de tarefas que não são capazes de oferecer ao trabalhador nada mais além de um lugar descente para trabalhar. Os fatores de higiene poderão evitar que o trabalhador se queixe, mas não farão com que ele queria trabalhar mais ou com maior eficiência. E se oferecem ainda mais fatores higiênicos – em forma de prêmios ou pagamentos de incentivos monetários, os efeitos serão temporários. Herzberg salienta que os investimentos feitos em fatores higiênicos atingem rapidamente o ponto de diminuição de retorno e que representam, portanto, uma sólida estratégia de motivação. Em essência, a teoria dos dois fatores sobre a satisfação no cargo afirma que: 1-A satisfação no cargo é função do conteúdo ou atividades desafiadoras e estimulantes do cargo: são os chamados fatores “motivadores”. 2-A insatisfação no cargo é função do ambiente, da supervisão, dos colegas e do contexto geral do cargo: são os chamados fatores “higiênicos”. Herzberg (apud CHIAVENATO 1999, p. 97) chegou à conclusão de que os fatores responsáveis pela satisfação profissional são totalmente desligado e distinto dos fatores responsáveis pela insatisfação profissional: “o oposto de satisfação profissional não seria a insatisfação, mas sim nenhuma satisfação profissional; e, da mesma maneira, o oposto de insatisfação profissional seria nenhuma insatisfação profissional e não a satisfação”. Para introduzir maior dose de motivação no trabalho, Herzberg (apud CHIAVENATO 1999, p. 97), propõe o “enriquecimento de tarefas” (job enrichment), que consiste em deliberadamente ampliar a responsabilidade, os objetivos e o desafio das tarefas do cargo. Na parte relacionada com os subsistemas de aplicação de recursos humanos serão debatidos alguns aspectos de enriquecimento de tarefas ou enriquecimento do cargo. A pesquisa de Herzberg (apud CHIAVENATO 1999, p. 97). Sugere que, enquanto os insatisfacientes raramente atuam como satisfacientes, estes podem causar insatisfação, como no caso de falta de reconhecimento, insucesso na realização etc. Os satisfacientes apresentam um efeito máximo na ausência de insatisfacientes ativos, mas tendem a ultrapassar o efeito dos insatisfacientes quando estes estão presentes. Myers (apud CHIAVENATO 1999, p. 98) em uma réplica do trabalho de Herzberg, conclui que um ambiente de trabalho rico em satisfacientes (oportunidades para satisfazer às necessidades mais elevadas) estimula o desenvolvimento do empregado, enquanto um ambiente pobre em tais oportunidades conduz a uma preocupação com os fatores insatisfacientes. Na prática, a abordagem de Herzberg enfatiza aqueles fatores que, tradicionalmente, são negligenciados e desprezados pelas organizações em favor dos fatores insatisfacientes, nas tentativas para elevar o desempenho e a satisfação do pessoal. Até certo ponto, as conclusões de Herzberg coincidem com a teoria de Maslow de que os níveis mais baixos de necessidades humanas têm relativamente pequeno efeito motivacional quando o padrão de vida é elevado. As abordagens de Maslow e de Herzberg apresentam alguns pontos de concordância que permitem uma configuração mais ampla e rica a respeito da motivação do comportamento humano. Não obstante, apresentam também importantes diferenças. Enquanto Maslow afirma que qualquer necessidade pode ser motivadora de comportamento, se for relativamente insatisfeita, Herzberg salienta que apenas as necessidades mais elevadas atuam como motivadoras e que um trabalhador pode simultaneamente ter insatisfeitas as necessidades motivacionais e as higiênicas. Pode-se assegurar que as necessidades mais elevadas são motivadoras porque as necessidades mais baixas estão relativamente satisfeitas. Todavia, Herzberg apresenta alguma evidência de que, mesmo em serviços de baixo nível, onde as necessidades mais baixas são menos satisfeitas, as necessidades elevadas são percebidas pelos empregos como motivadoras. Comparação dos modelos de motivação de Maslow e de Herzberg Figura 2 Fonte Chiavenato (1999, p. 98) Durante muitos anos, a concepção de motivação com respeito às organizações formais foi eminentemente baseada nos modelos de Maslow e Herzberg. No entanto, essas teorias, amplamente aceitam e divulgadas, careciam de verificação empírica. Pesquisas recentes têm demonstrado que a teoria de Maslow apresenta evidência empírica relativamente pequena, enquanto a de Herzberg continua cheia de controvérsias. 2.5 Modelos contingênciais de motivação de Vroom Segundo Vroom (apud CHIAVENATO 1999, p. 102). A teoria de Vroom é denominada Modelo Contingencial de Motivação, porque enfatiza as diferenças entre as pessoas e entre os cargos. O nível de motivação de uma pessoa é contingente sob duas forças que atuam em uma situação de trabalho: as diferenças individuais e as maneiras de operacionalizá-las. A teoria de Vroom é uma teoria da motivação e não do comportamento. Embora apresente interessantes perspectivas de predição do comportamento individual nas organizações, deixa muitas questões no ar. Em muitos cargos relacionados com a produção, a tarefa é projetada para limitar e restringir as alternativas de comportamento do operário. Somente quando o operário pode escolher entre várias alternativas e é capaz de selecionar uma escolha é que o modelo pode ser utilizado. Em segundo lugar, é muito difícil conhecer de antemão os objetivos que têm uma valência positiva em uma situação de trabalho. Em terceiro, é difícil conhecer quanto uma diferença é necessária entre alternativas de resultados para levar o indivíduo a escolher uma alternativa em vez de outra. Conforme Vroom (apud CHIAVENATO 1999, p. 103) a motivação para o trabalho envolve uma complexa inter-relação entre variáveis, como: 1-Expectativas: cuja natureza e força variam no mesmo indivíduo conforme as necessidades e aspirações ao longo do tempo; 2-Recompensas: a percepção do indivíduo de potenciais satisfacientes na situação; 3-Relações: a percepção do indivíduo de possíveis recompensas para seus resultados. O processo motivacional em termos sistêmicos e contingências. As atividades de um indivíduo constituem função de entradas (inputs), seja de tarefa ou de tarefas percebidas ou de recompensas percebidas. O indivíduo avalia as entradas (inputs) de acordo com sua motivação e força das necessidades no momento, o que resulta em uma atitude ou em um mecanismo de direção de seu comportamento. Esta atitude determina seu comportamento (output) e a qualidade de seu desempenho. 2.6 Teoria de expectação Em seus trabalhos sobre motivação, Lawler (apud CHIAVENATO 1999, p.104) encontrou evidencias de que o dinheiro pode motivar não apenas o desempenho, mas também outros tipos de comportamento, como o companheirismo e a dedicação a organização. Apesar do resultado óbvio, verificou que o dinheiro tem apresentado pouca potencia motivacional em virtude da sua incorreta aplicação pela maior parte das organizações. A relação não consistente entre o dinheiro e o desempenho, em muitas organizações, e devida à variação a varias razões, a saber: O enorme lapso de tempo ocorrido entre o desempenho da pessoa e do fraco incentivo salarial decorrente. A fraqueza do incentivo é a demora de tempo para recebêlo dão, geralmente, a falsa impressão de que os ganhos das pessoas são independentes do seu desempenho. O reforço é fraco e é demorado no tempo. A relação entre o dinheiro e o desempenho torna-se frágil. As avaliações de desempenho não produzem distinções salariais, pois os gerentes e os avaliadores não gostam de se confrontar com pessoas com baixo desempenho e que não estão preparadas para receber nenhum ou menor incentivo salarial do que os demais colegas que tem bom desempenho. Assim, os salários tendem a ser mantido pela média e acabam não recompensando o desempenho excelente oferecido por algumas pessoas e provocando uma relação não consistente entre dinheiro e desempenho. A política de remuneração das organizações esta, geralmente, atrelada as políticas governamentais ou a convenções sindicais, que são genéricas e abrange, e que procuram regulamentar indistintamente os salários afim de neutralizar o efeito da inflação. Os salários tornam-se planos e não distingui o bom e o mau desempenho. O forte preconceito gerado pela antiga teoria das relações humanas a respeito do salário em si e das limitações do modelo do homo economicus difundido pela Teoria da Administração Científica de Taylor e seus seguidores e que ele tanto combateu. Esse preconceito existe até o dia de hoje e parece transformar o dinheiro em algo vil e sórdido, quando, na realidade, ele é uma das razões principais que levam as pessoas a trabalhar em uma organização. Lawler (apud Chiavenato 1999, p. 104). Conclui que existem duas bases sólidas para a sua teoria: 1-As pessoas desejam dinheiro porque lhes permite não somente a satisfação de necessidades fisiológicas e de segurança, mas também lhes dá plenas condições para a satisfação das necessidades sociais, de estima e de auto-realização. O dinheiro é um meio e não um fim em si mesmo. Ele pode comprar muitas coisas que satisfazem múltiplas necessidades pessoais. 2-Se as pessoas percebem e crêem que seu desempenho é, ao mesmo tempo, possível e necessário para obter mais dinheiro, elas certamente desempenharão da melhor maneira possível. É só estabelecer este tipo de percepção. Desde que as pessoas creiam haver ligação entre diferenças de remuneração e de desempenho, o dinheiro poderá ser um excelente motivador. 2.7 Padrões motivacionais Conforme Flipplo (1980, p. 97) A função de direção diz respeito a respeito influencia que ela tem sobre o subordinado. Na discussão relativamente às características de ordem eficientes muito se falou em motivação. Nesse ponto, desejamos examinar um pouco mais de perto a natureza e a importância de motivar os funcionários para que se desempenhem com eficiência. Como o objetivo da motivação é estimular e influenciar o comportamento humano. Existem dois tipos fundamentais de estímulos: positivo e negativo. Ambos são aceitáveis e utilizáveis em todas as fazes das organizações. Motivação positiva é processo de tentar influenciar os outros a satisfazer seus desejos, através de benefícios ou ganho qualquer. Motivação negativa também tem como finalidade os mesmos objetivos, porem nestes casos a técnica básica aplicada é o medo e ameaças. Para Aquino (1980, p. 189) A função manutenção com o conjunto de estímulos para fixar na organização os melhores empregados direciona sua linha de ação, objetivando atender aos padrões motivacionais de mão de obra. Por isso, o staff de Recursos Humanos e as chefias deverão acercar-se de informações e estudos deferentes aos padrões motivacionais, obtidos nos resultados da pesquisa de motivação, da avaliação de desempenho, no depoimento das chefias e em qualquer outra fonte. Um caminho errado costumeiramente percorrido pelas empresas e estimular a mão de obra de acordo com o posto de observação dos dirigentes, sem considerar os desejos reais do quadro de pessoal, às vezes distantes daqueles detentores do poder, em virtude de as circunstancias devida serem diferentes. Há casos em que o efetivo carece de maior participação de melhores oportunidades, de melhor ambiente de trabalho, mas a direção opta pelo incentivo salarial na dose inclusão de que o trabalhador ainda é somente uma variável economia. A conseqüência desse erro ótico é a elevação dos custos da folha de pagamento, com o mínimo de retorno, alem de plantar a semente de futura desorganização salarial. Há casos de empresas que pagam elevados salários e que não conseguem reduzir o grau da mão de obra. Em termos teóricos, o homem tem duas classes ferais de necessidades: as materiais e as psicológicas. As necessidades materiais são atendidas mediante uma política salarial justa e competitiva e por meio de incentivos que funcionam como salários indiretos. Quando os incentivos psicológicos são todos aqueles estimulantes do ego do trabalhador, e são dados de acordo com o perfil do trabalhador, com sua estrutura básica de motivação, com a cultura que esta inserida, com as condições ambientais. 2.8 Diretrizes salariais Segundo Aquino (1980, p. 189). “O salário não é maior fator de motivação, mas, em um pais como o Brasil, em que a concentração de renda é alta, reconhecemos que seja o ponto de partida para a eficácia de qualquer plano tático de fixação dos melhores. Não adianta filosofar, quanto a barriga esta vazia”. “Enquanto a empresa não adotar uma política salarial sadia é perda de tempo pensar em outros estímulos, principalmente para os empregados de categoria inferior, a maior vitima do custo de vida. Ao conceder um reajuste ou decidir sobre a estrutura salarial da empresa, o dirigente precisa perceber que o salário não é apenas representado pelo seu valor econômico.” (AQUINO 1980, p. 189). Com um dado importante é a localização da empresa. Se esta localizada em uma região competitiva, uma tática para não perder os melhores funcionários e remunerá-los um pouco acima da media do mercado. Entretanto, se a região não é rica em opções, os caminhos são outros, pois a possibilidades de perder funcionários são remotas. O salário não pode ser encarado apenas como uma variável economia e vale muito mais pelo que representa para o empregado. O salário que o empregado ganha reflete-se em sua situação social, em suas condições de vida e define seu status na sociedade, passando, inclusive, a ser variado como tal. A luta incessante por melhores condições salariais esta ligada ao desejo de o homem satisfazer não apenas sua necessidade primaria e de sobrevivência, mas é um meio para responder aos estímulos da sociedade de consumo e de procura de status. Esse quadro motivacional do salário varia de região para região. O valor do salário em São Paulo, Poe exemplo, talvez não seja o mesmo que em outro Estado do Brasil, em que o custo de vida é menor e as aspirações são reduzidas. É comum o resultado da pesquisa salarial perdem validade em um raio de ação inferior a 40 km. O salário tem uma conotação emocional muito grande. Pelo dinheiro recebido, o empregado costuma fazer uma avaliação do próprio eu e de seu valor profissional. O efeito psicológico da remuneração ocorre, também, quando o funcionário faz comparações com os colegas de trabalho. O fato comum nas épocas de reajustes e nas empresas em que o salário não é confidencial. Essa comparação tem efeitos danosos para o funcionário, porque raramente se sente justiçado em sua remuneração. Isso acontece com maiores freqüências nas empresas em que não há uma administração salarial organizada. Há inúmeros fatores a serem considerados quando se paga uma mão de obra, mas citaremos os dois principais: o cargo, que tem o valor do mercado; e o desempenho ou as qualidades de seu ocupante. A remuneração pelo desempenho exerce um efeito maior sobre o individuo e é um esforço positivo e um exemplo para os demais. O salário por mérito, concedido após uma realização de uma avaliação de desempenho criteriosa, deve ser amplamente noticiado, para servir de alerta e estimulo aos demais funcionários. É uma modalidade de remuneração de forte e feito educacional. Para o estabelecimento de política salarial, algumas medidas devem ser consideradas. É indispensável a realização de uma analise dos ambientes externos e internos da empresa e dos fatores motivacionais daquele grupo especifico de trabalho. Na analise do ambiente externo são consideradas as influencias econômicas, culturais, demográficas, a política educacional, a evolução tecnológica e ambiência política. “O salário emerge de um contexto formado pelos fatores anteriormente relacionado. Exemplifiquemos com a política econômica de combate a inflação. O governo estabelece um teto mínimo de reajuste e, se a empresa deseja ultrapassar o teto é de sua inteira responsabilidade; isto geralmente não ocorre. Dessa maneira, instala-se o conflito porque os trabalhados pressionarão a empresa para obterem maiores salários principalmente que agora em que há condições favoráveis devidas a cobertura política. Diante dessa conjuntura, o que de fazer o empresário? Logicamente, conceder os reajustes e tentar compensá-los por meio do aumento da produtividade da mão de obra, meta possível de ser conseguida, caso esteja disposto a trabalhar com empregados produtivos, dar treinamento, prêmios de estímulos, descentralizarem a empresa e prover mudanças nos métodos de trabalho. O incremento da produtividade da mão de obra é a resposta adequada para os períodos inflacionários. (AQUINO 1980, p. 191). Os processos culturais exercem, também, influencias na determinação do salário. Com a elevação do grau de aspiração das pessoas, normalmente da mão de obra jovem, a empresa, faltamente, será pressionadas por reajustes periódicos. A juventude esta ansiosa para adquirir segurança e ingressar nas tentações da sociedade de consumo. Em pesquisa realizada, recentemente, em colégio do Rio de Janeiro freqüentado por rapazes e moças de classe media superior, constatou-se um desejo manifesto de ganhar muito dinheiro para atender os modelos da sociedade de consumo. O fato de o Brasil ser um país jovem, mão de obra sem muita experiência reflete-se na determinação do nível de salário. A ampliação da rede de ensino que aumenta o grau de escolaridade dessa mão de obra, também é outro fator a ser considerado. O individuo termina uma escola superior e, mesmo sem estar qualificado para exercer cargos especializados, pressionará as empresas, exigindo salários altos. Em sua auto percepção, jamais aceitará ganhar pouco e começar a trabalhar em cargos simples. O fato de o salário estar ligado a títulos universitários e não o desempenho gera essas distorções. O aumento da complexidade tecnológica das empresas, que exigem mão de obra qualificada, é outro fator preponderante na elevação dos salários. Esse fenômeno ocorre com freqüência nos ramos econômicos de desenvolvimento recente, onde não foi possível formar recursos humanos a altura da demanda. Conforme Aquino (1980, p. 191) As considerações anteriores tiveram o propósito de alertar o empresário para o cuidado de traçar suas diretrizes salariais, considerando uma serie de fatores, de ordem interna e externa, sob pena de inflacionar os custos da mão de obra e plantar as sementes de futuros problemas, muitas, vezes de conseqüências imprevisíveis. Analisaremos, a seguir, os benefícios como formas indiretas de remunerar o trabalhador. 2.9 Diretrizes de benefícios Segundo Aquino (1980, p. 192), os benefícios são costumeiramente vistos como salário indireto. É um meio de a empresa suplementar a renda do trabalhador. Para a concessão de benefícios é preciso tornar alguns cuidados. Inicialmente deve corresponder a necessidade do empregado claramente identificada. Não somos favoráveis à concessão de benefícios de caráter paternalista. Ninguém valoriza nada de graça. O trabalhador recebe um beneficio, precisa participar para sentir seu valor. Caso contrário será o primeiro a criticar o beneficio concedido. Os demais, os benefícios devem ser dados objetivando algum retorno. Isso faz parte do jogo empresarial, caracterizado por uma composição de interesses. O beneficio só deve ser concedido quando a empresa tem condições de assegurar sua continuidade. Se a empresa concede determinado beneficio e por uma razão qualquer, resolve tira-lo, as conseqüências são enormes e, talvez, maiores que se nunca tivesse sido concedido. O empregado tende naturalmente a considerar o beneficio como direito adquirido. Há varias modalidades de benefícios como assistência médica, restaurante, transporte, cartão de credito, automóvel, viagens, assistência odontológica, convênios com farmácias, cooperativas, etc. No Brasil, assistência medica constitui o beneficio de melhor aceitação. O brasileiro, de maneira geral gosta de médicos que são raras as famílias que não possuem um membro profundo conhecedor das bulas de remédios especializados em receitas, a demais, dada à alta concentração de renda, com o salário gratuitamente achado, a assistência medica proporciona segurança a família principalmente, quando é extensiva aos dependentes. O restaurante constitui o segundo beneficio de maior procura, é o estimulado por legislação federal, é emitida dentro da mesma filosofia dos incentivos fiscais para a formação de mão de obra. O restaurante torna-se valioso quando a mão de obra mora distante da empresa. É um ótimo beneficio principalmente em períodos inflacionários, quando o custo das refeições esta subindo assustadoramente. O transporte é outro beneficio de grande efeito motivador, principalmente quando a empresa esta localizada em uma região de difícil acesso ou quando o custo de locomoção pesa no bolso do trabalhador. É enorme a perda de produtividade quando a força de trabalho depende de ônibus para locomover-se ao trabalho. Quando as praticas de lazer acreditamos que devam ser proporcionadas em dosagem adequada, para não gerar “panelas” dentro da organização. Quando os funcionários se reúnem em demasia para jogar, dançar, participar de reuniões informais, esses contatos geralmente geram subgrupos, cujo controle torna-se difícil. 2.10 Clima organizacional Segundo Chiavenato (1999, p.104) O conceito de motivação – ao nível individual – conduz ao de clima organizacional – ao nível da organização. Os seres humanos estão continuamente engajados no ajustamento a uma variedade de situações, no sentido de satisfazer suas necessidades e manter um equilíbrio emocional. Isto pode ser definido como um estado de ajustamento. Tal ajustamento não se refere somente à satisfação das necessidades fisiológicas e de segurança, mas também à satisfação das necessidades de pertencer a um grupo social de estima, e de auto-realização. É a frustração dessas necessidades que causa muitos dos problemas de ajustamento. Como a satisfação dessas necessidades superiores depende muito de outras pessoas, particularmente daquelas que estão em posições de autoridade, torna-se importante para a administração compreender a natureza do ajustamento e do desajustamento das pessoas. O ajustamento, como a inteligência ou as aptidões, varia de uma pessoa para outra e dentro do mesmo indivíduo de um momento para outro. Varia dentro de um continuum e pode ser definido em vários graus, mais do que em tipos. Um bom ajustamento denota “saúde mental”. Uma das maneiras de se definir saúde mental é descrever as características de pessoas mentalmente sadias. Essas características básicas são: 1-Sentem-se bem consigo mesmo; 2-Sentem-se bem em relação às outras pessoas; e 3-São capazes de enfrentar por si as demandas da vida. Daí, o nome de clima organizacional dado ao ambiente interno existente entre os membros da organização. O clima organizacional está intimamente relacionado com o grau de motivação de seus participantes. Quando há elevada motivação entre os membros, o clima motivacional se eleva e se traduz em relações de satisfação, de animação, interesse, colaboração etc. Todavia, quando há baixa motivação entre os membros, seja por frustração ou barreiras à satisfação das necessidades, o clima organizacional tende a abaixar-se, caracterizando-se por estados de depressão, desinteresse, apatia, insatisfação etc., podendo, em casos extremos, chegar a estados de agressividade, tumulto, inconformidade etc., típicos de situações em que os membros se defrontam abertamente com a organização (como nos casos de greves, piquetes etc.). Segundo Atkinson (apud CHIAVENATO 1999, p.105). Desenvolveu um modelo para estudar o comportamento motivacional que leva em conta os determinantes ambientais da motivação. Esse modelo baseia-se nas seguintes premissas: 1-Todo o indivíduo tem certos motivos ou necessidades básicas, que representam comportamentos potenciais e somente influenciam o comportamento quando provocados. 2-A provocação ou não desses motivos depende da situação ou do ambiente percebido pelo indivíduo. 3-As propriedades particulares do ambiente servem para estimular ou provocar certos motivos. Em outras palavras, um motivo específico não influenciará o comportamento até que seja provocado por uma influência ambiental apropriada. 4-Mudanças no ambiente percebido resultarão em mudanças no padrão da motivação provocada. 5-Cada espécie de motivação é dirigida para a satisfação de uma diferente espécie de necessidade. O padrão da motivação provocada determina o comportamento, e uma mudança nesse padrão resultará em uma mudança de comportamento. No modelo de Atkinson (apud Chiavenato 1999, p. 106), existem dois determinantes situacionais ou ambientais da motivação: Expectância refere-se à probabilidade subjetiva ou plausibilidade de satisfação da necessidade (ou sua frustração). Valor de incentivo é a quantidade de satisfação ou frustração da pessoa ligada ao resultado da seqüência do comportamento. Estas duas variáveis são particularizada e moleculares, pois, na vida real, são geradas centenas de expectâncias e de valores de incentivos. O conceito de clima organizacional envolve um quadro mais amplo e flexível da influencia ambiental sobre a motivação dos membros. O clima organizacional é a quantidade ou propriedade do ambiente organizacional que: a) É percebida ou experimentada pelos membros da organização; b) Influencia o seu comportamento. O termo clima organizacional refere-se especificamente as propriedades motivacionais do ambiente organizacional, ou seja, aqueles aspectos do ambiente que levam a provocação de diferentes espécies de motivação: “é o sumário do padrão total de experiências e valores de incentivos que existem em dado conjunto organizacional”. O clima organizacional depende de seis dimensões: 1-Estrutura da organização: que afeta o sentimento das pessoas sobre as restrições em sua situação de trabalho, como regras excessivas, regulamentos, procedimentos, autoridade hierárquica, disciplina etc. 2-Responsabilidade: que produz o sentimento de ser seu próprio chefe e de não haver dependência nem dupla verificação em suas decisões; 3-Riscos: que levam a iniciativa e ao senso de arriscar e de enfrentar desafios no cargo e na situação de trabalho; 4-Recompensas: conduzem ao sentimento de ser recompensado por um trabalho bem feito; são as substituições do criticismo e das punições pela recompensa; 5-Calor e apoio: o sentimento de boa camaradagem geral e de ajuda mútua que prevalecem na organização: 6-Conflito: o sentimento de que a administração não teme diferentes opiniões ou conflitos. É a colocação das diferenças no aqui e no agora. Climas organizacionais distintos também podem ser criados pela variação no estilo de liderança empregado na organização. Alguns climas organizacionais podem ser criados em um curto espaço de tempo e suas características permanecem estáveis. Uma vez criados apresentam significativos e dramáticos e feito sobre a motivação é correspondentemente sobre o desempenho e a satisfação no cargo. À medida que o Brasil se industrializa, a concorrência e a disputa por mão de obra intensificam-se proporcionalmente. Esta guerra ocorre com funcionários menos qualificados, como é o caso das construtoras. Portanto, a estratégia de manutenção de um excelente e de um bom quadro de pessoal é vital para os negócios de organização. A complementação da analise sobre a manutenção dos funcionários na empresa será realizada na ultima parte deste livro quando discutiremos algumas linhas de motivação. Após certo tempo de convivência (de seis meses a um ano), há condições de dividir o efetivo da empresa em três categorias: os excelentes, os bons e os regulares. Há perigo de cometerem injustiças, em virtude da subjetividade nas avaliações. O plano tático de motivação ou de fixação dos melhores volta-se para atender as duas necessidades básicas do trabalhador: os materiais e as psicologias. O salário e os benefícios atendem as necessidades materiais, embora o salário não seja, necessariamente, o maior fator de motivação. Para concessão do salário, uma serie de fatores. 2.11 Absenteísmo Este termo é usado para designar as ausências dos trabalhadores no processo de trabalho, seja por falta ou atraso, devido a algum motivo interveniente. Ter funcionários nem sempre significa tê-los trabalhando durante todos os momentos do horário de trabalho. As ausências dos empregados ao trabalho provocam distorções quando se refere ao volume e disponibilidade ou atraso de trabalho. Essas ausências são as faltas ou atrasos ao trabalho. O absenteísmo é a principal conseqüência. O oposto do absenteísmo é a presença. Esta relacionada com o tempo em que o funcionário está no trabalho. O absenteísmo ou ausentismo é a freqüência ou duração de tempo de trabalho perdido quando os empregados não vão ao trabalho. O absenteísmo constitui a soma dos períodos em que os funcionários se encontram ausentes do trabalho, seja ela por falta ou algum motivo de atraso.Mas alguns preferem transformar os dias em horas, para poder incluir faltas e atrasos. Para se fazer o calculo de todo esses custos de trabalho perdido, seja ela por qualquer motivo. Ou então calcular as chamas presenças pobres, que incluem apenas aquelas ausências que os empregados podem controlar pessoalmente. As causas e conseqüências das ausências foram intensamente estudadas através de pesquisas que mostraram que o absenteísmo é afetado pela capacidade profissional das pessoas e pela sua motivação para o trabalho, além de fatores internos e externos ao trabalho. A motivação para a assiduidade é afetada pelas praticas organizacionais, como por exemplo, recompensas e punições ao absenteísmo. As organizações bem-sucedidas estão incentivando a presença e desestimulando as ausências ao trabalho através de praticas gerenciais e culturais que privilegiam a participação, ao mesmo tempo em que desenvolvem atitudes, valores e objetivos dos funcionários favoráveis a participação. 2.12 Plano de manutenção Segundo Aquino (1980, p.193) No plano tático de manutenção de um ponto de referencia e analisar o contexto motivacional da organização em função da escala de necessidades de Maslow. De acordo com esse autor o empregado, quando atende suas necessidades primaria à meta seguinte é obtenção de segurança. Como as necessidades são ilimitadas, o trabalhador evolui para conseguir maior participação. Neste caso, a empresa pode estimular o funcionário a participar de debates sobre o destino da organização, sua expectativa de aceitação e de aplauso. A implantação dessa linha de ação exigirá das chefias uma profunda mudança de postura diante da equipe, pois a tradição com mão de obra passiva e alienada. O plano tático de manutenção não finda. O homem é um eterno insatisfeito e esta sempre procurando obter algo mais. Mesmo atendido em suas necessidades básicas, esta constantemente reivindicando, inclusive maiores atenções, estima e consideração. Essa insatisfação é vital para a empresa, porque nela residem as essências de um homem de valor. O pior funcionário é o acomodado sem aspirações. Portanto, a função manutenção tem raízes no ambiente externo e no próprio individuo. Como vimos, caso a empresa deseje fixar as melhores, não poderá restringir se aos simples incentivos salariais e benefícios tradicionais. Precisa adequar sua estrutura organizacional ao perfil da mão de obra, criar uma cultura organizacional que permita o pleno desenvolvimento das pessoas, fornecendo condições para os funcionários exercitarem sua capacidade de realização. A chefia tem um papel fundamental nessa cultura motivadora proposta como uma das táticas de fixação dos melhores. A função manutenção tem no salário e nos benefícios os pontos de apoio para sua efetivação. Entretanto, acima desses incentivos, é um conjunto de estímulos que fornecem ao trabalhador, sobretudo os talentos, satisfação na execução das tarefas. Assim, é fundamental que os comandos da empresa enxerguem o trabalhador como figura psico-social, carente de incentivos mistos, para atender desde as necessidades fisiológicas até a ultima escala de Maslow, de realização pessoal e profissional. O trabalhador administrado sob essas condições tem melhores possibilidades de fixação à empresa e de apresentação de melhor trabalho. Caso contrário continuará com as elevadas taxas de turn over, descontentamento e conflitos no trabalho e evasão de muita gente de talento para trabalhar por conta própria, ficando na empresa apenas os funcionários sem experiência, e os acomodados, que receiam enfrentar a incerteza do mercado de trabalho. À medida que o Brasil se industrializa, a concorrência e a disputa por mão de obra intensificam-se proporcionalmente. Esta guerra ocorre com funcionários menos qualificados, como é o caso das construtoras. Portanto, a estratégia de manutenção de um excelente e de um bom quadro de pessoal é vital para os negócios de organização. A complementação da analise sobre a manutenção dos funcionários na empresa será realizada na ultima parte deste livro quando discutiremos algumas linhas de motivação externos e internos devem ser considerados, sob pena de a empresa inflacionar sua folha de pagamentos e não obter a produtividade almejada. Os benefícios procurados são: assistência médica, restaurante e transporte. Para os níveis baixos, as praticas de lazer. O beneficio deve ser concedido com o objetivo de atender a uma necessidade efetiva e identificado, e nunca em caráter paternalista. Depois de estudadas algumas teorias motivacionais percebe-se que a motivação depende do comportamento das pessoas, porem só um bom ambiente trabalho e alguns benefícios ajudam a manter os funcionários motivados. Na próxima seção demostra-se como as empresas terceirizadas abordam a motivação. SEÇÃO 3 TERCEIRIZAÇÃO Esta seção conta-se a história de como se iniciou a terceirização. Como esta técnica administrativa veio para Brasil, aborda-se quais as vantagens e desvantagens deste tipo técnicas administrativas. Mostrará como a parceria pode trazer benefícios na terceirização. Apresentará as resistências de algumas pessoas ou empresas para implantação dessas técnicas administrativas. 3.1 Quando e onde surgiu a terceirização Segundo Queiroz (1992, p. 38), Originou-se nos EUA, por volta de 1940, quando este país aliou-se aos países europeus para combater as forças nazistas e posteriormente, o Japão, ou seja, durante o segundo conflito bélico mundial. A terceirização foi muito aplicada ao longo da guerra, pois as indústrias da época precisavam concentrar-se na, cada vez melhor, das armas necessárias para a manutenção da superioridade aliada, e então descobriu de algumas atividades de suporte á produção dos armamentos poderiam ser passadas a outros empresários prestadores de serviços, mediantes a contratação desses. Após o termino da conflagração mundial, a terceirização evoluiu e consolidou-se como uma técnica administrativa eficiente e eficaz quando aplicada adequadamente. Conforme Giosa (1997, p. 12) Como processo e técnica de gestão administrativa – operacional corrente nos países industrialmente competitivos, e Terceirização originaram-se nos EUA, logo após a eclosão da Segunda Guerra Mundial. As indústrias bélicas tinham como desafio concentrar-se no desenvolvimento da produção de armazenamento a serem usados contra as forças do Eixo, e passaram a delegar algumas atividades de suporte à empresa portadora de serviço mediante contratação. No final da ultima década o mercado sinalizou novas mudanças para as empresas. O que se retratava era uma questão máxima: cada vez mais o cliente se tornava o “centro das atenções” das empresas, que tentavam dirigir a ele toda a atenção. Foi, então, a oportunidade para que as grandes organizações praticassem um exercício de reflexão, “olhando para dentro” e descobrindo saídas que colocassem novamente no mercado, de forma competitiva. “Este primeiro esforço de mudança foi efeito com a introdução do “downsizing” que consiste na redução dos níveis hierárquicos, providencia necessária” para se enxugar” o organograma, reproduzindo números de cargos agilizado a tomada de decisão, o que não implica, necessariamente, em cortes de pessoal.Este processo permitiu, numa primeira etapa uma evolução parcial, na tentativa das empresas se tornaram mais ágeis, eliminando níveis intermediários que acabavam restringindo a corrente decisória. A pratica do “downsizing” determinou uma reorientação empresarial que correspondeu a enfrentar um outro paradigma: questionar as atividades secundaria escutado inteiramente e redefinir a verdadeira missão da empresa. Com isso, o próximo passo foi responder a questão: por que não se reexaminar o papel da organização, transferindo para terceiros a incumbência pela execução das atividades secundarias, passando a empresas concentrar todos os seus esforços na sua atividade principal, gerando com isso mais resultado? O “outsourcing” expressão em inglês que significa terceirização, foi, então, desbravado e adotado de forma plena pelas empresas referenciando sempre pela concepção estratégica de implementação. 3.2 Definição de terceirização Segundo Giosa (1997, p. 14) É a técnica de transferir para os terceiros, atividades que não fazem parte do negocio principal da empresa. É uma tendência moderna que considera na concentração de esforços das atividades essenciais, delegando a terceiros as complementares. É um processo de gestão pelo qual se repassam algumas atividades para terceiros – com os quais se estabelece uma relação de parceria – ficando a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua. Para Queiroz (1992, p. 35), é uma técnica administrativa que possibilita o estabelecimento de um processo gerenciado de transferência, a terceiros, das atividades acessórias e de apoio ao escopo das empresas que e sua atividade-fim, permitido estas concentrarem-se no seu negocio, ou seja, no objetivo final. É uma metodologia de motivação e fomento á criação de novas empresas, possibilitando o surgimento de mais empregos. Segundo Giosa, (1997, p. 9), Uma técnica moderna de administração e que se baseia num processo de gestão, que leva a mudança estruturais da empresa, a mudança de cultura, procedimentos sistemas e controles, capilarizando toda a malha organizacional, com um objetivo único quando adotada: atingir melhores resultados, concentrando todos os esforços e energia da empresa para a sua atividade principal. Hoje, no entanto, a Terceirização se investe de uma ação mais caracterizada como sendo uma técnica moderna de administração e que se baseia num PROCESSO DE GESTAÇÃO, que leva as mudanças industriais da empresa, a mudanças de cultura, procedimentos, sistemas e controles, capitalizando toda a malha organizacional, como um objetivo único quando adotada: atingir melhores resultados, concentrado todos os esforços e energia da empresa para sua atividade principal. (GIOSA1997, p. de 11) 3.3 Terceirização no Brasil. Segundo Alvarez (1996, p.85) Como já comentado, a terceirização não é um fenômeno atual, tampouco no Brasil. Aqui ela desembarcou nos anos 50 junto com as montadoras de automóveis; no entanto, sua grande arrancada só pode ser sentida mais recentemente. A terceirização, em sua concepção moderna (não aquela prestação de serviços tradicionais), freqüenta constantemente a mídia especializada; entretanto, no meio empresarial brasileiro ainda é menos difundia do que parece, embora seja bastante oportuna para a criação de empregos e geração de riquezas através do fornecimento das pequenas empresas. O Brasil é uma nação fortalecimento abatido pela falta de empregos, como decorrência do retrocesso econômico as que se submeteu nos últimos anos. A terceirização serve, pois, para incrementar o surgimento de novas atividades comerciais e industriais e, como conseqüência diminuir a fome e a miséria que impera nos países. Apesar de todos os benefícios proporcionáveis pela terceirização ela encontra no Brasil um poderoso inimigo: o imediatismo da maioria dos executivos. Sabe-se que ela oferece resultado no curto prazo, contudo, seus maiores benefícios só são realmente percebidos nos médios e longos prazos. Apesar de todas as barreiras impostas pelo tradicionalismo e pela resistência a mudanças, a terceirização vem aplicando seu espaço no Brasil. Não só as atividades de apoio têm sido repassadas a terceiros, mas, em muitos casos, parcelas significativas das atividades-fim. Uma pesquisa realizada pela Price Waterhouse revela que seis em cada dez empresas pesquisadas não tem a menor vontade de transferir para terceiros parte de suas atividades. Entretanto, existem áreas onde a terceirização vigora, sendo as principais: alimentação (63%), transporte (54%), segurança (46%), construção e montagem (41%) e consultoria organizacional (22%). Muitas empresas reconhecem que a adoção do novo conceito de contratação possa proporcionar vantagens. Do universo pesquisado 5% entregaram parte de sua produção a terceiros e estão satisfeito; no entanto, apenas 15% admitem que obtiveram os resultados esperados. São fortes os indícios de que esses resultados observados no Brasil decorram, principalmente, das inexperiências das empresas com a terceirização. Muitas vislumbram reduzir de imediato seus custos, o que nem sempre ocorre. Talvez por isso a terceirização lhes pareça dispensável. Porém, tudo indica que ela continuara consolidando no meio empresarial brasileira e passando a fazer parte do cotidiano da maioria das empresas. 3.4 Parceria Para os empresários as empresas terceirizadas são chamadas de parceira, partem deste principio porque em seus entendimentos eles estão fazendo uma união e não contrato de contratante e contratada. Segundo Giosa, (1997, p. 14) O conceito de processo de gestão estendida como uma ação sistêmica, processual, que tem critérios de aplicação (inicio meio e fim), uma visão temporal (curto, médio e longo prazos) é uma ótima estratégica, dimensionada para alcançar objetivos determinados e reconhecido pela organização. Como uma nova visão de relacionamento comercial, onde o fornecedor migra de sua posição tradicional, passando a ser o verdadeiro sócio do negocio, num regime de confiança pleno junto ao cliente, refletindo a sua verdadeira e nova função de parceiro. 3.5 Perspectiva e mudança Conforme Alvarez (1996, p. 44) O cenário despontado na primeira metade dos anos 90 deixou a mostra resultados pouco promissores para as grandes empresas no Brasil e no mundo. Ao contrario, as pequenas experimentaram um crescimento em numero e faturamento não visto em períodos anteriores. Apesar desse quadro, pensar que tudo está perdido e que as grandes empresas deixarão de existir é no mínimo ingênuo. Ignorar sua capacidade de geração de empregos, riqueza e de sobrevivência é se contrapor à realidade. Nesse sentido, muitos esforços vêm sendo envidados, entre eles a formação de alianças estratégicas. Trata-se de conjugar vantagens competitivas entre seus pares para superar as dificuldades. Outro esforço não menos importante é a terceirização, uma espécie de dieta macrobiótica em que o paciente perde gordura, ganha saúde e, simultaneamente, desintoxica-se. As alianças vêm ocorrendo mais freqüentemente nos Estados Unidos, em substituição à antiga febre por aquisições e fusões que acometeu as grandes empresas nos anos 80. Embora tenham sido essenciais para estabelecer novos patamares de competição no mercado globalizado, não são descritas como um mar de rosas. Há que se ter um cuidado maior com a dependência decorrente de tais alianças. Além disso, o domínio cultural de uma empresa por outra é um risco permanente. Algumas alianças têm demonstrado resultados positivos no curto prazo, como exemplo: Ford e Mazda, IBM e General Eletric, Rockwell e Texas Instruments, Coca Cola e CandburySchweppes, Glaxcoe Hoffman La Roche, entre outras; contudo, há que se esperar para ver se funcionários no longo prazo. A necessidade de enxugamento das grandes empresas para fazer frente aos pesados exercícios impostos nos últimos anos, tem sido razoavelmente satisfeita com o promissor elixir da terceirização. Apesar de suas vantagens a receita vem sendo enviada com certa parceira, Vale alertar, no entanto, para os riscos da auto medicação e para os efeitos colaterais. Não que se deva defender o monopólio da prescrição, mas, há que se ter cuidado: antes de tudo, é necessário decifrar a lista de indicações e contradições, em nome do futuro bem-estar dos negócios. Por fim, a terceirização é um excelente remédio para reduzir a agonia de muitas empresas, desde que no mínimo, seus componentes básicos sejam incorporados. 3.6 Porque terceirizar? Segundo Giosa (1997, p. 18 ) A oportunidade que as empresas brasileiras tem hoje para implementar a Terceirização é muito grande. Há ambiente para isso, a maioria do corpo funcional já conhece o assunto e a alta administração já começa a ter sensibilidade para entender a necessidade real da implantação deste processo. Podemos, portanto, agora responder por que terceirizar? Porque é saudável... A empresa se organiza, revisando a sua “saúde” interna, através de mudanças estruturais, culturais e sistêmicas, garantindo resultados e motivando o corpo funcional. Porque é mais negocio... A empresa, com a Terceirização, irá voltar-se totalmente para sua atividade principal, otimizando os seus recursos, desenvolvendo praticas precisas para o atingi mento das metas e treinando os seus talentos humanos para conquistar os resultados e desafios propostos. Porque é ágil... A empresa, voltada para a sua missão básica, ira estar presente em todas as operações que a levem a se adequar ao novo modelo organizacional. Com isso, sem preocupar-se operacionalmente com as ditas “atividades secundarias”, as empresas terão mais competitividade e agilidade na consecução de suas operações e mais rapidez na tomada de decisão em razão dos novos objetivos. PORQUE É ESTRATEGICO... Toda uma nova filosofia organizacional deverá ser implantada na empresa, uma revisão da missão e valores permanente será também necessária, os objetivos e metas empresariais deverão ser revisados à luz de um plano de gestão que contemple o novo processo, todo o corpo funcional, incluindo a alta administração devera estar conscientizado dos novos tempos que a empresa ira perseguir, os recursos financeiros aplicados na gestão empresarial deverão ser revistos, pois, com a Terceirização, o processo de planejamento orçamentário (despesas e receitas) alocara condições mais objetivas em relação aos resultados esperados pela empresa; Haverá com a Terceirização uma inevitável reestrutura funcional interna. Parte do pessoal poderá ser reaproveitada em novas funções e/ou parte deles poderá ser treinada exatamente para atividades-fim da empresa. Com a concentração dos esforços e energias do seu negocio principal, a companhia necessitara de funcionários habilitados, comprometidos com novo conceito e na qualidade ideal para suportar os novos desafios. O plano de investimentos da empresa ira se reformular por completo. A curto e médio prazos, os fatores anteriormente definidos serão substituídos a partir da introdução paulatina de processos terceirizados; A visão global enquanto postura empresarial, avaliação mercadológica, objetivos e metas a curto, a médio e longo prazos, logística de negócios, qualidade competitivamente em relação a concorrência, recursos disponíveis, desenvolvimento e treinamento , estratégia de marketing e política de investimento entre outros merecera ampla reflexão frente aos novos padrões de crescimento e alavancagem que a organização atingira através da introdução e implementação da terceirização; A relação entre os fornecedores, refletira na prestação dos serviços contratados dando ênfase especial a qualidade. Esta nova relação devera estar suportada por um contrato que preveja clausulas de cumprimento e aspectos legais, operacionais e que, através de um cheque liste, todos os itens de controle sejam contemplados exatamente para garantir a qualidade da prestação do serviço; Poderá haver para um seguimento empresarial e/ou para empresas localizadas em regiões bastante politizadas, contatos de esclarecimento com os sindicatos, que requerem posicionamentos mais claros dos dirigentes frente ao plano de Terceirização a ser implantado. Todos esses fatores descritos darão às empresárias condições efetivas de entender os processos de mudanças decorrentes do aperfeiçoamento da gestão que a introdução da Terceirização ira deflagrar nas companhias que adotarem segundo esta ótica de abordagem estratégica. Um dos segmentos que muito cresceu nos últimos anos no Brasil foi o de locação de veículos. O seu uso intensivo já é marcantes no setor serviços, atingindo não só a utilização individual, mas, principalmente, a empresarial, ocupando, assim, espaço em conjunto ou em substituição às ditas “frotas próprias” das empresas. A opção, portanto, pelo processo de terceirização de frota pelas companhias vem aumentando consideravelmente. Este crescimento esta fundamentando por algumas premissas. Pesquisa efetuada pelo INSTITUTO DE PESQUISA DATA FOLHA (set/93) encomendada pela ABLA (Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis), revela alguns dados de interesse. São eles: a)as locadoras de veículos apresentam uma imagem positiva junto as empresas que se utilizam os seus serviços; A) É opinião quase consensual de que a locação de veículos apresenta como grande vantagem evitar o custo de manutenção com os automóveis. B) O atendimento ao cliente é avaliado de forma muito favorável (mais de 80% de ótimo e bom) e a manutenção e qualidade dos veículos são considerados satisfatórias; C) Não há uma imagem negativa no tocante aos serviços prestados, nem entre usuários, nem entre não usuários; D) A avaliação que se tem, através das respostas obtidas, revela sobretudo um mercado cujos serviços ainda não se incorporaram ao cotidiano das pessoas físicas, e, em grau menos acentuado, às empresas. Portanto, um mercado que tem possibilidade de franca expansão, faltando, principalmente, a divulgação e esclarecimento aos usuários sobre as verdadeiras vantagens de locação, demonstrando a relação custo-benefício desses serviços; E) Indagados sobre os fatores que motivaram as suas empresas a terceirizar o sistema de transporte, os entrevistados mencionaram, principalmente, a redução de custos/contenção de despesas e a redução do custo da manutenção dos veículos. Diante desta situação é possível identificar que o processo de terceirização das frotas vem se alastrando junto ao mercado empresarial. Muitas companhias já adotaram tais procedimentos, tanto junto à iniciativa privadas, quanto à administração publica direta e indireta (empresas estatais). São exemplos desta aplicação: Petrobrás, IBM. TVA, Eletropaulo, Aquatec, Andrade Gutierrez, CBPO, Mendes Junior, Globo, SBT, Oldebrecht, CHESF, CBA, RMB, Bradesco, Itaú, Prefeituras de São Paulo, Campinas, Salvador, Rio de Janeiro. Todas elas introduziram a terceirização total ou em parte de suas frotas com sucesso. O que se tem como premissa é que caberá à empresa interessada na terceirização avaliar, estrategicamente, os passos mais importantes que irão dar suporte à decisão para a adoção deste processo. As características, portanto, desta implantação podem estar definidas a partir das seguintes macro-etapas: Sedimenta-se ainda a decisão pela terceirização quando se avaliar a questão dos benefícios indiretos relativos ao processo. São eles: A concentração na atividade-fim da empresa, repassando para terceiros a operacionalização da frota, e, com isso, o ganho na agilidade dos resultados. As estruturas administrativas, que pode ser redimensionada ou migrada para o prestador de serviços. A transformação de custos fixos em variável, diretamente ligada à flexibilidade operacional, principalmente quando a empresa tem que investir em projetos específicos, terceirizando a frota nestes momentos. A produtividade/agilidade e qualidade dos serviços são garantidas, pois os veículos alugados são sempre novos e em ótimas condições de utilização; Alem das características administrativas apresentadas para fundamentar a decisão pela terceirização das frotas, outro processo de avaliação imprescindível é a questão da analise dos custos envolvidos. 3.7 Demanda por benefícios Segundo Alvarez (1996, p. 29) Especialmente no Brasil, essa é uma realidade inconteste, basta olhar para as estatísticas de greve e suas pautas de reivindicações. Tanto operários como executivos chamam por mais dinheiro. Isso afeta significativamente negócios, á medida que essas demandas ocorrem paralelamente a pressões por reduções de cursos e maior oferta de qualidade, que também acarretam gastos adicionais. A já mencionada gestão moderna terá que conviver com reclamos dessa natureza, que se mostram contínuos e progressivos. As novas realidades parecem não ter retrocesso, visto que ate a Constituição brasileira menciona em seu corpo a participação nos lucros como fruto da materialização das aspirações coletivas. Em resposta, as grandes empresas têm procurado instituir programas (alguns citados anteriormente) atrelando a remuneração à produtividade de seus funcionários. Acreditando que só assim os dispêndios adicionais poderão ser ressarcidos por receitas também adicionadas. De novo, vê-se a tentativa de ressuscitar o velho sonho taylorista: acreditar que incrementos pecuniários trarão maior produtividade. Algumas empresas chegam a afirmar que descobriram esse caminho, e que o melhor aliado de uma empresa contra os concorrentes é seu próprio empregado, bastando apenas distribuir parcelas do seu lucro para que se conquiste esse eterno aliado. Sabe-se, contudo, do efeito efêmero da remuneração como instrumento motivacional. Mesmo não sendo um fator de motivação, baixos salários apresentam-se como desmotivadores. Embora confuso, é possível esclarecer essa questão. Ganhar o suficiente não aumenta a produtividade, não ganhar o suficiente a diminuir. Neste contexto, a terceirização pode contribuir para elevar os ganhos pecuniários daqueles que participam na produção de bens e serviços além de servir, em principio, como fator inibição da queda da produtividade. A grande empresa, ao escolher empregados para prestar serviços ou fornecer-lhes bens, na maioria dos casos estará proporcionando a possibilidade de maiores ganhos aos terceirizadores. Simultaneamente, a economia obtida com a terceirização poderá ser distribuída entre aqueles que continuam na empresa. (ALVAREZ 1996, p. 15) 3.8 Custos e necessidades de novos investimentos Segundo Alvarez (1996, p. 30) À medida que as empresas crescem, perdem o controle sobre sua estrutura de custos, passando a ter custos fixos mais elevados. Uma pesquisa realizada pela Arthur Andersen revela que os custos totais de produção. Ceifálos é sempre uma tarefa árdua especialmente porque sugere demissões e, como conseqüência, pressões sindicais e improdutividade, dentre outras. Para dificultar ainda mais a preço e qualidade passaram a ser importantes diferenciais ante a crise econômica mundial que se vivencia nos últimos anos, além, é claro, da internacionalização da concorrência. Por isso, as grandes empresas precisarão cuidar de seus custos fixos, de modo a eliminar os excessos, sob o risco de desaparecerem. Uma dentre muitas soluções pode ser obtida com a doação da terceirização, ou seja, terceirizar serviços internos transformando custos fixos em variáveis. Desse modo, é possível reduzir custos fixos, diminuir o tamanho da empresa e reconquistar o controle sobre sua estrutura. Segundo Alvarez (1996, p. 31) Estes investimentos são destinados ao aumento da produção, melhoria da qualidade e aumento da produtividade, o que conduz a questão do custo/beneficio. Diante do acirramento da concorrência e de outras dificuldades internas, algumas já mencionadas, as grandes empresas ficam desestimuladas a investir, por conta do baixo retorno a auferir. Não é por acaso que o SEBRAE vem travando árdua luta para fomentar a transferência de tecnologia das grandes para as pequenas empresas, com vistas a produção de componentes intermediários. O principal argumento é o do custo/beneficio. Os cálculos têm demonstrado que a desverticalização vem se transformando em uma atraente alternativa econômica para os dois lados. Os investimentos, antes realizados pelas grandes empresas, passam à incumbência das pequenas. Essa estratégia não é nova, já que ela é a principal responsável pela expansão que tem experimentado os modelos de franquia no mundo inteiro, especialmente no Brasil. A iniciativa do SEBRAE, se bem-sucedida, produzira alguns riscos para a grande empresa. Com a desverticalização ela ficará de certa forma, nas mãos dos pequenos. Contudo, esses riscos poderão ser minimizados com a doação da parceria. Dessa maneira, a terceirização poderá contribuir para que a grande empresa contorne o obstáculo do custo/beneficio, ao mesmo tempo, propicie a oportunidade de expansão de pequenos negócios. 3.9 Terceirização: Principais Cuidados Segundo Alvarez (1996, p. 65 ) Qualquer técnica de gestão sendo nova ou não, requer certos cuidados, e sempre oferece riscos e oportunidades. Ela se confirma como oportunidade à medida que seus riscos sejam conhecidos; contudo, e a experiência, na maioria das vezes, que determina o sucesso de empreitada. Mesmo não sendo uma técnica nova, já que comprar serviços ou bens de terceiros e pratica comum de muitos anos, vale ressaltar que ela vem assumindo novos contornos e produzindo efeitos até então desconhecidos. Os principais cuidados a serem tomados pelos que optarem pela compra de bens e serviços em seu novo formato, segundo a experiência dos que lidam com terceirização. Não há pretensão de esgotar o assunto, pois se crê que seja impossível, mesmo porque o registro de experiências com que se pode contar ainda é bastante restrita; toda via espera-se consolidar um conjunto de informações, suficiente para colocar o novo processo em marcha com um mínimo de segurança. A partir da analise de algumas experiências este capitulo cuida também do que adiante se denomina cuidados com terceirização, onde se procura destacar os aspectos que possam dificultar ou mesmo bloquear, temporária ou definitivamente o novo processo. Para Alvarez (1996, p. 67) Desenvolver um programa de conscientização dos funcionários: evitam-se assim as resistências internas a terceirização por conta do medo da perda de poder e/ou do emprego. O programa de conscientização precisa envolver todos os níveis hierárquicos de forma aberta e direta. Deve-se criar um programa de comunicação bastante ampla com bastante planejamento de transição. Portanto, a transparência deve acompanhar todo o processo, desde o seu inicio, de modo que, principalmente o publico interno enxergue suas vantagens e forneça todo o apoio indispensável, pois se ele haverá sérios riscos. Essa é uma das razões pela qual a exAutolatina não terceirizava sem antes consultar o sindicato, legais representantes do publico interno. Além disso, a ampla divulgação minimizara a ciumeira interna e a desinformação. Avaliar os ganhos de qualidade e eficiência: um bom numero do que se vê de mudanças e terceirizações perca susta mente por pensar prioritariamente em economias de custo. Embora algumas empresas insistiam neste direcionamento parece não haver duvidas de que a questão do curso não possa ser prioritária . É o que nos mostra o diretor da Andersen Consulting, Marcello de Simone. Segundo ele, “(...) a terceirização significa muito mais do que a transferência de preocupações e a redução de custos (...), pode e deve proporcionar maior valor agregado aos negócios muito acima da redução de custos”. O que importa fundamentalmente são os ganhos para os clientes, sob a perspectiva da agregação de valor. No entanto, isso não quer significar que os custos não devem ser deixados de lado: é preciso que se conheçam os custos internos e que se analise o quanto custara o processo sob responsabilidade de um terceiro; só assim ter-se a um referencial comparativo que permita segurança. Em suma, mesmo não sendo motivo principal, o custo precisa ser observado. Avaliar processo de trabalho e de recursos terceiros: ao terceirizar deve-se contem a euforia diante de orçamentos muito abaixo de custo de mercado do bem ou serviço. Nessas situações, sugere-se uma analise pormenorizada do processo de trabalho e ser implementado pelo terceiro e pelos recursos materiais humanos a serem empregados. Analisar aspectos contratuais: são a unânimes as opiniões de que o instrumento formal que regula a relação entre os parceiros é de vital importância para o êxito do negocio. São poucas as chances de sucesso de uma parceria assente em um mal articulado. Um cuidado especial é o de não fazer os primeiros contratos com prazos longos, para que não se perca a oportunidade de correção de rumos. Quando não forem possíveis contratados com prazos curtos, indica-se a utilização de clausulas de avisos prévios e regras de dissolução do acordo. O contrato precisa também explicitar elementos que garantam certo padrão de qualidade e segurança pode-se firmar contratos com prazos e qualidades mínimas e, em contra partida, que se exijam investimentos contínuos em qualidade pelo terceiro. A importância do pacto formal sugere algumas preocupações adicionais. Segundo Leiria (apud ALVAREZ 1996, p. 69.) “(...) deve consolidar a nova cultura, contemplando os primeiros jurídicos, retratando as peculiaridades de cada caso e atentando para as disposições de Direito e do mundo de negócios”. Para ele, o objeto do contrato deve envolver “(...) de forma objetiva, exatamente aquelas tarefas nas quais são especializadas as partes”. Prescreve ainda os seguintes cuidados ao se contratar um terceiro. Quando se trata de prestação de serviços, é inadequada a contratação de microempresas por serem habitualmente confundidas com empresas de fachada. Uma sociedade constituída por um cônjuge pode ser aceita desde que demonstre estabilidade mercadológica, sob pena de ser alegada a constituição forçada, agravada pelo fato de em caso de insolvência, confundir-se patrimônios pessoais em ambos os sócios para pagamentos das dividas da sociedade. Os mesmos cuidados devem ser tomados com sociedades constituídas sem patrimônio relevante entre pais e filho, com atenuante de que mais facilmente encontram patrimônios independentes. Conforme Alvarez (1996, p.70) Não devem ser contratadas empresas sejam idôneas ou que não possuam situação contábil adequada. Devem ser descartadas as empresas que fazem de tudo sem especialidades definida, inclusive no contrato social. Da mesma forma, evitam-se as firmas individuais, que trazem riscos consideráveis na esfera trabalhista. Evitam-se as empresas formadas com desequilíbrio de forças, com aquelas onde um sócio tem 99,99% do capital e os apenas 0,01%. Igualmente não são recomendáveis empresas sem empregados onde são os sócios que realizam todas as atividades. Questão Social: a terceirização traz comumente a necessidade de dispensa de pessoal, portanto, é também uma questão social. A sugestão para minimizar esse impacto é de transformar funcionários em pequenos empreendedores. Porem essa alternativa vem sempre recheado de riscos legais que precisam ser observadas, no tocante a continuidade do vinculo empregatício Muito embora se encontre argumento que os riscos de ex-funcionários aos mesmos, as estatísticas judiciais demonstram ser mais comum contentadas envolvendo esse tipo de parceiro. Sabe-se, contudo que essa opção facilita o processo, pois não provoca descontinuidade do trabalho, em virtude de o terceiro já estar familiarizado com os valores e princípios do cliente. Segundo Giosa (1997, p. 27) As experiências iniciais da Terceirização trouxeram dúvidas na conceituação jurídica, trabalhista e legal para as empresas brasileiras. Hoje, no entanto, ainda não está claro as relações empresariais e de pessoas entre si. Não existe lei que proíba o processo de terceirização. A legislação, por ser omissa, deixa dúvidas e, às vezes inibe as decisões dos empresários mais conservadores. Algumas leis poderão ser consultadas para conhecimento, que interferem nestas questões, e são elas: • Lei 6019/74 (trabalho temporário) • Lei 7102/83 (Serviços de vigilância) • CLT art. 455 (consagra a responsabilidade solidária do empreiteiro com o subempreiteiro, excluindo o proprietário). • Lei 821991 art. 30 (para as obrigações previdenciárias a responsabilidade é solidária incluindo o proprietário). • Enunciado 256/súmula TST (vincula o empregado da empresa prestadora de serviços com o tomador) • Enunciado 331/súmula TST (vincula a contratação de trabalho por empresa interposta) 3.10 Demissão e antiterceirização A terceirização tem uma conotação negativa, pois se associa terceirização com demissão, mas isso não tem nada haver quando uma empresa contrata para outra organização parte de suas atividades a empresa contratada terá que contratar novos funcionários. O problema são salários e benefícios que normalmente são menores nas empresas terceirizadas que causam desmotivação nestas empresas. Para Alvarez (1996, p. 89) A vigorosa pressão por mudanças tem feito da terceirização uma atraente alternativa para a redução dos efetivos de grandes empresas. Não se pode deixar de notar nessas iniciativas a forte inclinação para a redução de custos, o que gera, por conseqüência, a imagem de que ela seja a principal protagonista dos casos de demissões em massa. Essa imagem vem sendo disseminada pelas empresas que encontram na demissão a única alternativa para suavizar o impacto dos cursos. O que se percebe, contudo, é que o que pretendem é demitir, sendo a terceirização apenas o motivo aparente. Não fosse ela, demitiriam do mesmo jeito. Por outro lado, é ingênuo pensar que a demissão seja um ingrediente ausente na terceirização; entretanto, seu processo dispõe de alguns mecanismos para minimizar esse impacto, já que seu propósito não é esse. Apesar de se ter que conviver, pelo menos por enquanto, com o que se pode denominar de anti-terceirização (fenômeno equivalente vem ocorrendo com a reengenharia), algumas empresas vem utilizando o novo conceito em sua genuína concepção e aproveitando os resultados. Um bom exemplo foi o que ocorreu com as chamadas houses agencias de propaganda própria. Um dos argumentos para a terceirização é o caso do Grupo Pão de Açúcar: para essa empresa, as houses acabam fazendo campanhas com a cara de quem pediu para fazê-las. Por isso, é preciso trazer de fora novas idéias. O exemplo demonstra dois aspectos que justificam, sem duvida, a terceirização: a necessária independência burocrática de certas áreas, para que possam desempenhar criativamente suas funções; e a existência de profissionais em um terceiro que pode fazer melhor. A maioria das mudanças no setor publicitário envolvendo a terceirização revigorou as empresas e não trouxe demissões. Os efetivos foram redirecionados para outras atividades. A título de exemplo, a Progress, house da Antartictica, passou a funcionar como gerenciadora da verba de seus noventa distribuidores. Isso demonstra a maturidade dessas empresas na aplicação do novo conceito. Portanto, é preciso entender a terceirização como uma das pontes conducentes ao que se denominou a gestão moderna. Isso implica focalizá-la amplamente, o que faz emergir questões de natureza social, alem de economias aqueles que nela possam visando, exclusivamente, a ganho econômico imediatos, deserto correm um serio risco de atravessarem uma ponte sem guarda-cor. Os que dela se utilizam objetivando a qualidade e o desenvolvimento de parceria sem duvida farão uma travessia mais segura. A pratica em larga escala da anti-terceirização certamente provocara o desgaste do termo; contudo, aqueles que hoje optaram pela genuína terceirização e os pretende aplicá-la encontrarão uma outra designação para substituí-la, não importando qual seja. Depois de verificadas as vantagens e desvantagens da terceirização percebe-se que a cada dia que passa mais empresas aderem a estes tipos de técnicas de transferências de atividade nos mais diferentes ramos da economia, a seguir estudaremos como os bancos tem feito uso dessas técnicas administrativas com muita eficiência. SEÇÃO 4 SETOR BANCÁRIO Esta seção abordará as instituições financeiras, porém da-se ênfase os bancos comerciais, bancos múltiplos os bancos de desenvolvimento do Nordeste e da Amazônia entre outros, assim como as instituições financeiras bancarias e não bancarias, também abordará algumas instituições financeiras de crédito. 4.1 Instituições financeiras Dentre as inúmeras instituições financeiras bancos são os que mais de destacam. Banco é uma instituição financeira que aceita depósitos e concede empréstimos. Dentre as principais funções dos bancos atualmente podemos destacar depósitos: são as contas correntes ou poupança realizadas pelos correntistas, transações com cartões de debito ou credito aceite de cheques, transferências entre contas correntes e pagamentos; Para Chiavenato (1990, p. 26) banco são instituições que captam depósitos a vista, livremente movimentada através de cheques emitidos pelos depositantes. Parte desses depósitos é emprestada a outras pessoas, gerando novos depósitos a vista, isto faz com que a soma dos depósitos a vista do sistema seja maior do que o numerário efetivamente depositado. Segundo Chiavenato (1990, p. 26) O Conselho Monetário Nacional constitui a cúpula do sistema. É um órgão normativo que atua mediante um colegiado presidido pelo Ministério da Fazenda é composto por outros ministros de Estado, dirigentes de entidades governamentais, basicamente da área financeira, e representante do setor privado. Sua atribuição envolve a formulação das políticas monetárias, creditícia, de mercado de capitais e cambiais. Junto a esse Conselho funcionam diversas comissões consultivas, a saber: bancaria, de mercado de capitais, de credito rural, de credito industrial, etc. O conselho não tem uma estrutura administrativa própria e o Banco Central funciona como sua secretaria. O Banco Central do Brasil é uma autarquia federal que atua como principal executor das decisões do Conselho Monetário Nacional. Dentre as suas atribuições destacam-se a emissão de moeda, a administração da liquidez da economia, o controle de credito, o controle de capitais estrangeiros, autorização para funcionamento e a fiscalização das instituições financeiras. A Comissão de Valores Mobiliários é uma autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda que regulamenta e controla as companhias abertas, os investidores, os intermediários e os profissionais envolvidos nos mercados de ações e de debêntures. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social é o principal agente da política de investimentos do governo federal. O Sistema BNDES é formado pelo próprio banco e por duas subsidiárias: FINAME – Agencia Especial de Financiamento Industrial, que financia a aquisição de maquinas e equipamentos industriais de procedência nacional através de outras instituições financeiras que atua como repassadores dos recursos; O BNDES desempenha importante papel no financiamento de investimentos industriais e de infra-estrutura econômica e social. Para cumprir suas funções, o BNDES utiliza recursos provenientes do PIS – Programa de Integração Social, do PASEP – Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Publico, de dotações orçamentárias da União, de empréstimos externos obtidos junto a organismos internacionais de fomento e de recursos próprios. O Banco do Brasil S.A. deixou de ser uma autoridade monetária, mas continua sendo o principal agente financeiro do governo federal. Além de atuar como grande banco comercial, o Banco do Brasil é o principal executor da política de financiamento de agricultura, executa o serviço de compensação de cheques por conta do Banco Central e exerce outras atividades em nome do governo federal, como o controle das importações e exportações através da CACEX Carteira de Comercio Exterior. Contemplam o sistema financeiro nacional diverso tipos de instituições financeiras publicam e privadas, caracterizadas pela lei numero 4.595/64 como as pessoas jurídicas que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em meda nacional ou estrangeira, e a custodia de valor de propriedade de terceiros. Equipara-se às instituições financeiras as pessoas físicas que exerçam as atividades citadas, de forma permanente ou eventual. Essas instituições foram divididas em quatro grupos: bancos de desenvolvimento, instituições bancariam, instituições não bancarias e instituições auxiliares. Os bancos regionais e estaduais de desenvolvimento têm sua atuação voltada para o financiamento de projetos públicos e privada que promovam o fomento econômico e social. Esses financiamentos são realizados com capital próprio, repasses de recursos do publico através de depósitos a prazo e de depósitos a vista, e esta ultima fonte torna-os também bancos comerciais. Por outro lado, um mesmo cheque poderá ser utilizado para liquidar duas ou mais transações, circulando por varias mãos, como se fosse papel-moeda, antes de ser depositado ou apresentado diretamente no guichê do banco sacado. Tudo isto faz com que os depósitos a vista permitam a criação de uma moeda escritural que, junto com o papel-moeda em poder do publico, integra os meios de pagamento do país. Os bancos comerciais concedem empréstimos de curto prazo às pessoas jurídicas em geral e também as pessoas físicas. Para tanto, utiliza recursos próprios e de depósitos a vista e a prazo, bem como o produto da arrecadação de tributos e contribuições e da cobrança de duplicatas e títulos diversos, contas de água, luz, telefone etc. Para controlar a expansão dos meios de pagamento, o Banco Central determina que uma parte dos depósitos seja recolhida à sua ordem no Banco do Brasil. Sobre os depósitos a vista incide aplicações compulsórias em credito rural e no financiamento às micro, pequeno e medias empresas, mediante a cobrança de taxas de juros inferiores às do mercado. Considerando-se que parte dos depósitos a vista tem de ser mantida em disponibilidade (encaixe bancário), sobre apenas uma fração dos saldos dos depósitos a vista para ser aplicada às taxas de mercado. Bancos comerciais são instituições financeiras privadas ou públicas que têm como objetivo principal proporcionar suprimento de recursos necessários para financiar, a curto e a médio prazos, o comércio, a indústria, as empresas prestadoras de serviços, as pessoas físicas e terceiros em geral. A captação de depósitos à vista, livremente movimentáveis, é atividade típica do banco comercial, o qual pode também captar depósitos a prazo. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar à expressão "Banco" (Resolução CMN 2.099, de 1994). Segundo o Banco Central Bancos Múltiplos: operam, simultaneamente, carteiras de banco comercial, de investimento, de crédito imobiliário, financiamento e investimento, de arrendamento mercantil e de desenvolvimento. São denominados "múltiplos" quando são sociedades anônimas que possuam, pelo menos, duas das carteiras mencionadas, sendo obrigatória oferecer uma delas: comercial ou de investimento. ( Resolução nº 1.524 do BACEN). 4.2 Intermediários bancários não bancários Para Stanford (1979, p. 65). Os bancos foram considerados como setor especial do mercado de capitais porque seus passivos constituem a maior parte do estoque monetário nas mãos do setor privado não bancário e porque estão sujeitos. A regulamentação e controle das autoridades monetárias, por um período de tempo mais longo e, em certo grau, não comparáveis aos de outras instituições financeiras. Tem sido considerado como um meio importante de transmissão da política monetário. Por outro lado, as outras instituições financeiras no mercado de capital têm sido encaradas como menos essências que os bancos, para fins de política econômica. A maioria das economias desenvolvidas, nos últimos vinte anos, testemunhou o aparecimento de duas consideráveis tendências. Em primeiro lugar, enquanto o papel do financiamento externo tem crescido em importância, verificou-se um relativo declínio na participação do crédito fornecido pelos bancos e, em conseqüência, aumento relativo na parcela provida pelos intermediários financeiros não bancários. Em segundo lugar, tem havido uma insatisfação com os resultados da política monetária realizada através dos bancos. 4.3 Banco Central Segundo Braga (1989, p. 318) O banco central enxuga a excesso de moeda em circulação oferecendo em leilão ás instituições credenciadas títulos públicos com certo deságio, e isto provoca aumento nas taxas de juros praticadas pelo mercado. Quando a liquidez do sistema se revela insuficiente, o Banco Central injeta recursos monetários recomprados os títulos, o que provoca redução de juros. Para Stanford (1979, p. 76) Os bancos centrais apresentam algumas semelhanças imediatas com os comerciais; seus balancetes, por exemplo, apresentam muitos itens em comum. No entanto, apesar de tais analogias superficiais, a natureza do banco central e a do banco comercial são inteiramente diferentes. Os bancos comerciais constituem como vimos empresas que visam os lucros; os Centrais, por outro lado, não o fazem, e agem de forma a abrir mão de oportunidades rentáveis. Seu negócio é envolver-se em atividades financeiras, a fim de regular e controlar o setor financeiro da economia, para alcançar objetivos econômicos. Nas atuais economias capitalistas, os bancos centrais constituem-se num dos instrumentos de ação da política do governo. Isto pode sugerir que representem um departamento governamental; ainda mesmo quando apresentam uma diversidade de organização e estrutura, usualmente mantêm uma autonomia formal e independência da supervisão direta do governo. Para examinar integralmente a natureza do banco central moderno podemos considerar, separadamente, cada um dos seus atributos ou características. “Bancos centrais desenvolveram-se em parte como “banqueiros dos bancos” e esta atribuição permanece, até hoje, como uma função importante. Os serviços bancários pelo banco central incluem atividades tais como a manutenção de contas dos bancos comerciais, através das quais são efetuados pagamentos que refletem transações realizadas por um banco comercial com outro, com o governo nacional, com governos estrangeiros ou bancos estrangeiros; a compensação de cheques; e o fornecimento de facilidades para transferência de moedas metálicas e notas para os bancos comerciais. Além do mais, as reservas de caixa dos bancos comerciais são mantidas junto ao banco central”. (STANFORD 1979, p. 81) Conforme Stanford (1979, p. 66) A peça central da velha doutrina bancária era a teoria da criação de crédito ou de moeda, que atribuía poderes especiais e únicos aos bancos. O processo de criação de crédito se dava da maneira como segue. Suponhamos que os bancos, coletivamente encarados como sistema bancário, preferissem ou devessem conservar certa proporção dos seus depósitos na forma de caixa. Admitamos, também, que os bancos mantivessem duas classes de ativos, a saber: caixa e empréstimos, e que operassem com um tipo de depósito. Imaginemos, por fim, que tais organismos creditícios estivessem nesta situação, em que seus balancetes se encontrassem de acordo com estas hipóteses, principalmente a da reserva mínima. 4.4 Bancos de investimentos Segundo Chiavenato (1990, p. 34) O banco de investimento é ma instituição que atua como intermediaria entre o emite e o comprador de novas emissões de títulos, pois compra títulos de empresas e do governo e os coloca junto ao público. No fundo, o banco de investimentos tem por função achar compradores para novas emissões de títulos. Não é investidor, pois não faz investimentos em longo prazo e nem guarda a popança dos outros. E assume os riscos do negócio. Basicamente, o risco pode ser definido como a possibilidade de perda. A importância do banco de investimentos resiste no auxilio que preso ás empresas na captação de dinheiro no mercado de capitais. O banco de investimentos realiza funções primarias (subscrição de emissão de títulos) e funções secundárias (prestação de consultoria ás empresas-clientes). Quando, por exemplo, uma empresa pretende aumentar seu capital, o banco de investimento garante á empresa uma importância mínima especificada na emissão, adquire os títulos a um preço inferior ao que planeja vender no mercado de capitais, para obter um lucro, e assume o risco de não conseguir vender toda a emissão. A venda no mercado de capitais é denominada subscrição, colocação ou underwriting. A subscrição pode ser firme ou por melhor esforço. A subscrição firme (straight underwriting) é aquela em que o banco de investimento (ou grupo de bancos de investimento) subscreve a totalidade do lançamento com recursos próprios e revende posteriormente os títulos. Neste caso, o risco de venda é transferindo totalmente para o banco de investimento, mas o ganho com a revenda é bem maior, o que representa uma operação cara para a empresa. A subscrição por melhor esforço (Best effort) é aquela em que o banco de investimento (ou grupo de banco de investimento) interveniente não assume qualquer compromisso de compra, vendendo apenas o que o mercado vai adquirindo. Neste caso, o risco permanece com a empresa emitente, embora a operação seja mais barata para a empresa, pois o ganho com a revenda é menor para o banco de investimento. 4.5 Mercados de investimentos Segundo Braga (1989, p. 318) O sistema financeiro nacional é formado por diferentes tipos de instituições financeiras publicas e privadas. Em função da natureza e do prazo, as operações realizadas por essas instituições podem ser agrupadas em quatro grandes mercados: mercado monetário, mercado de capitais e de mercados cambio. O mercado monetário, também denominado mercado aberto ou open market, compreende operações de curto e curtíssimo prazo, realizadas por alguns dias ou de um dia para o outro (overnight). Esse mercado tem dupla função: facilitar a aplicação de recursos que estarão disponíveis por um período muito reduzido e permitir o controle da liquidez globo através da venda e compra de títulos públicos. As inscrições que atuam no mercado monetário mantêm uma carteira de títulos pública e privados que é financiado com recursos dos aplicadores que, através das operações de open ou de over, adquirem os títulos mediante o compromisso de a instituição recomprá-los alguns dias depois por um preço superior. Os títulos permanecem custodiados na própria instituição vendedora e a carta de recompra define antecipadamente o rendimento nominal do aplicador. O lucro da instituição decorre da diferença entre o deságio obtido pela compra do titulo e os rendimentos pagos aos aplicadores nas sucessivas operações de venda e recompram ocorridas ate o resgate final. O mercado de credito envolve empréstimos e financiamentos de curtos e médios prazos. Os recursos aplicados nessas operações provem de depósitos capitados pelas instituições financeiras, de repasse de linhas de créditos oficinas e de repasses de empréstimos contraídos pelas instituições no país e no exterior. O mercado de capitais engloba operações de credito de longo prazo e transmissões com ações, debêntures e títulos públicos de longo prazo. Na pratica os financiamentos de longo prazo provem de duas únicas fontes: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e o Sistema Financeiro Habitação. No mercado de cambio são realizadas transmissões de compra e venda de moedas estrangeiras conversíveis em moeda nacional. 4.6 Mercado financeiro Segundo Chiavenato (1990, p. 29) No mercado financeiro existe a oferta e a procura de recursos financeiros. É no mercado financeiro que se faz captação ou aplicação se recursos financeiros. A oferta de recursos financeiros é determinada pela poupança, pelo estagio de desenvolvimento econômico atingido pelos pais e pela eficiência dos intermediários financeiros. A procura de recursos financeiros, por outro lado, é determinada pelas exigências de fundos pelas empresas que operam no mercado, como um todo, exigências essas que variam conforme o ramo de atividade e as características operacionais de cada ramo. Os recursos financeiros são obtidos e aplicados no mercado financeiro. O mercado financeiro proporciona a oportunidade para que os tomadores e os fornecedores de empréstimos e de investimento a curto e a longos prazos negociem entre si ou indiretamente através de intermediários financeiros. Na realidade, o mercado financeiro permite as transferências de recursos poupados por certas unidades (como indivíduos, empresas e governo) para outras unidades que desejam investir e que têm oportunidades para tanto. Esses dois grupos de unidades compõem a oferta e a procura de recursos financeiros. Se os dois grupos de unidades pudessem negociar diretamente. Como a situação acima é bastante rara, surge à intermediação financeira para permitir a distancia do mercado financeiro. As unidades que desejam investir, isto é, que procuram poupanças, colocam os seus títulos em intermediários financeiros, que lhes transferem recursos obtidos pela colocação de suas próprias obrigações diretas junto aos agentes poupadores, Istoé, os agentes que oferecem poupanças. Dentro dessa situação de transferência indireta, um depósito pessoal a prazo fixo em um banco de investimento, por exemplo, é uma poupança, enquanto o certificado de deposito bancário é uma obrigação direta do banco de investimento para com o poupador. Esses recursos são emprestados a uma empresa através de um titulo emitido por ela, obrigando-se a pagá-los nas condições previstas. A poupança vai indiretamente a uma empresa atreves de um intermediário financeiro. O mercado financeiro permite a mobilização de recursos financeiros, dinamizando a economia e facilitando os investimentos. O mercado financeiro é constituído de dois tipos de mercados: o mercado monetário e o mercado de capitais. No mercado monetário são feitas as transações através de instrumentos de divida em curto prazo ou de títulos negociáveis. No mercado de capitais são feitas as transações de títulos de longo prazo, como as ações e debêntures. Segundo Chiavenato (1990, p. 27) Os bancos comerciais também realizam financiamentos a prazos mais dilatados atuando como agentes de fundos oficiais de credito (BACEN, BNDES etc.) e repassadores de empréstimos contraídos no exterior. As operações de cambio, de open market e uma infinidade de serviços oferecidos tornam os bancos comerciais instituições extremamente complexas e abrangentes. 4.7 Mercado Financeiro Internacional Segundo Chiavenato (1990, p. 35) muitas vezes, determinadas transações que envolvem grandes volumes de dinheiro e longos prazos de financiamento não podem ser feitas no mercado nacional e precisam ser efetuadas no exterior, isto é, no mercado financeiro internacional. O mercado financeiro internacional é constituído de todas as instituições financeiras publicas e privativas dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, Japão, Alemanha Ocidental, Inglaterra, França, Itália, Canadá e etc. Muitas vezes, quando o volume de financiamento é muito elevado, a instituição publica e privadas exigem o aval ou a provação de entidades representativa das finanças internacionais, como Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Internacional de Desenvolvimento (BID), Clube de Paris (representando os países europeus) etc. Após termos estudado as mais diferentes instituições financeiras, percebe-se que além dos bancos que são mais existem várias instituições financeiras bancarias e não bancarias. O banco central, os bancos desenvolvimentos e o banco financeiro internacional na seção seguinte aborda-se um estudo de caso sobre a motivação na empresa Scor. SEÇÃO 5 ESTUDO DE CASO NA SCOR Esta seção mostrará um caso sobre a motivação empregada na empresa, A Scor (Serviços de Controle, Organização e Registros), não conseguido manter os seus funcionários motivados e com isso a rotatividade e absenteísmo e muito algo que a empresa não tem conseguido resolve-la. 5.1 Definição do estudo de Caso Depois de observações feita na empresa quanto a motivação dos colegas de trabalho, verifica-se que os funcionários com mais 1 ano de empresa, há um percentual de pessoas desinteressada com o trabalho é muito grande, isto faz com que a empresa tem alta rotatividade de funcionários. No mês de março de 2007 a empresa contratou mais 50 funcionários, e efetivou uns 15 estagiários. Devido à falta de motivação os atrasos e as faltas são constantes na empresa (absenteísmo), para tentar minimizar a situação a chefia da empresa fazia uso da autoridade dando advertência verbal, escrita e até suspensão como repreensão. Depois de fazer algumas observações verifiquei que os baixos salários e os poucos benefícios pagos pela empresa, juntamente com cultura da empresa era a principal causadora da desmotivação dos funcionários. 5.2 Apresentação geral da SCOR A empresa foi fundada em 1997. E em pouco tempo tornou-se a maior prestadora de serviços bancário de São Paulo. Recentemente o Grupo Scor adquiriu um terreno de 5000 m2 na região da Luz em São Paulo, onde pretende construir a nova sede da empresa. O grupo Scor é formada por cinco empresas Scor (Serviços de Controle, Organização e Registros), KMB (Comercio e serviços em Tecnologia da Informação), ROS (Segurança Eletrônica, Equipamentos, serviços de Portaria e Limpeza), CREDSCOR (Promotoria de Vendas), AGROSCOR Agricultura e Pecuária). O grupo Scor é uma empresa nacional voltadas para execução de técnicas (“outsourcing” de serviços) cujas atividades se complementam a fim de proporcionar aos clientes, soluções integradas e voltadas ao processamento de suas atividades administrativas, operacionais e técnicas, com forte penetração no mercado bancário financeiro tendo como principal cliente o Banco Santander, além de outros bancos como Unibanco, Itaú, Banco Fiat. 5.3 A motivação empregada na empresa Percebe-se na há muita pouca motivação na empresa, a rotatividade, faltas e atrasos são constantes, e a empresa faz nada de concreto para diminuir estes seu pontos fracos. Das pesquisas bibliográficas feitas do livro do Chiavenato falando sobre as teorias motivacionais de Herzberg a empresa utiliza só os fatores insatisfacientes, que são fatores não satisfazem as pessoas o ambiente de trabalho não é bom, não tem benefícios. Como usualmente todos os funcionários entram nas organizações motivados, porém com o passar dos começamos a avaliar os salários, os benefícios que a empresa propicia e observar outros funcionários que estão desmotivados, como a motivação é intrínseca o clima organizacional ajuda os novos a ficarem também desmotivados. 5.4 Terceirização O grupo Scor é uma empresa nacional voltadas para execução de técnicas (“outsourcing” de serviços) cujas atividades se complementam a fim de proporcionar aos clientes, soluções integradas e voltadas ao processamento de suas atividades administrativas, operacionais e técnicas, com forte penetração no mercado bancário financeiro. A Scor é uma das varias empresas de terceirização, mais escolheu segmento administrativa financeira que tem muita concorrência e tem usado esta técnica administrativa com implementação e extensão dos seus negócios da forma mais correta possível que através de parceria. O principal cliente da Scor é o Banco Santander através de uma parceria faz o uso das técnicas administrativas isto acontece Santander cliente quase exclusivo, A Scor também executa atividades de outros bancos do Itaú, BMG, Fiat e Banco Safra. 5.5 Mercado Bancário Como comentado anteriormente o Santander é o principal cliente da Scor. A Scor e o Banco Santander são verdadeiros parceiros. O Santander é o um banco comercial que feito uso das técnicas administrativas de terceirização transferindo suas atividades administrativas financeiras para a Scor. O serviço de compensação de cheques analise de documentos para aberturas de contas de pessoas físicas e jurídicas, digitação de documentos, envio de cartão (crédito ou débito), talão de cheque, a parte da digitação e analise de contrato, além da guarda de documentos, este fica em prédio distante no Brás. No banco Itaú a Scor só faz a guarda de documentos, assim o banco BMG, e o Banco Fiat. Com a aquisição do Banco Real há rumores que os serviços burocráticos serão executados pela Scor a partir de janeiro de 2009. Já no Banco Safra a Scor faz digitação de documentos e recentemente assumiu o telemarketing do Safra. A diretoria do banco Nossa Caixa Nosso Banco está fazendo visitas a Scor para uma possível transferência de serviços. CONCLUSÃO Após estudos sobre as teorias motivacionais pode-se concluir que baixos salários contribuem para a desmotivação dos funcionários no ambiente de trabalho, pois quanto menor for salário e menores benefícios menos se têm condições de satisfazer as necessidades básicas. O ambiente de trabalho juntamente com as chefias influencia diretamente na motivação. O salário não é por si só um fator motivacional, porém baixos salários causam desmotivação pelo simples fato de não atender as necessidades básicas dos funcionários. As teorias motivacionais foram de extrema importância para composição deste trabalho, pude verificar nas pesquisas bibliográficas a diferença da motivação vivida na teoria é muito diferente que a motivação vivida na prática. Os fatores higiênicos são os que fato ocorre na maioria das empresas e vivida essencialmente nas empresas terceirizadas. Percebe-se que os fatores motivacionais não são usados de forma correta. No estudo de caso fiz algumas observações sobre a motivação dos funcionários, percebe-se quando algum novo funcionário é recém contratado ele chega todo motivado ao ambiente de trabalho, mas o clima organizacional faz em pouco tempo que ele se torne tão desmotivados quanto os funcionários que estão há mais tempo na empresa. A motivação é algo íntimo que depende cada pessoa para se manifestar basta que você goste de algo ou desejo conhecê-lo mais a fundo seja na vida individual ou profissional que é o campo que eu gostaria mais de abordar. Algumas organizações têm saído na frente nesses aspectos principalmente as grandes empresas tanto brasileiras como as multinacionais. As empresas terceirizadas ainda não se deram conta como os benefícios são essenciais para manter seus funcionários motivados. REFERÊNCIAS ALVAREZ, Manuel S. B. Terceirização: Parceira e Qualidade – Rio de Janeiro: Campos, 1996. AQUINO, Cléber Pinheiro de. Administração de Recursos Humanos: uma introdução São Paulo: Atlas, 1980. BRAGA, Roberto. Fundamentos e Técnicas Administração financeira – São Paulo: Atlas, 1989. CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Recursos Humanos: fundamentos básicos - 4. ed. - São Paulo: Atlas, 1999. _______________Iniciação a Administração Financeira. São Paulo: McGraw-Hill, 1990. FLIPPO, Ediwn. Princípios de Administração de Pessoal. 2º. Ed. São Paulo: Atlas, 1980. GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa – 4ª – 10. 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