PNEUS&CIA.
Publicação bimestral do Sindipneus
Ano 5 t nº 35 t setembro/ outubro 2013
SINDIPNEUS EFETIVA
MAIS UMA PARCERIA
DE SUCESSO
AS ESTRATÉGIAS DA
BRIDGESTONE
Japonesa investe na qualidade dos produtos para enfrentar
concorrência dos importados
INDÚSTRIA NACIONAL RESPIRA
E REGISTRA CRESCIMENTO
Após três anos de recuo do setor, fabricantes nacionais se viram obrigados
a adotar estratégias eficientes para não perderem espaço no mercado nacional
SINDIPNEUS
Sindicato das Empresas de Revenda e Prestação de Serviços de Reforma de
Pneus e Similares do Estado de Minas Gerais
Rua Aimorés, 462 sl. 108 I Funcionários I CEP 31141-070 I Belo Horizonte I MG
EDITORIAL
FORÇA E
REPRESENTATIVIDADE
Vivenciamos nos últimos meses um cenário atípico. Os brasileiros se uniram e foram às ruas
reivindicar melhorias e progresso. Uma multidão, com cartazes e gritos de guerra, clamava
por saúde, educação e transporte público de qualidade, além de outras tantas solicitações.
Durante a Copa das Confederações, o Brasil foi destaque dos jornais do mundo inteiro. Nem
tanto pelo evento esportivo em si, mas pela relevância dos movimentos populares que tomaram os quatro cantos do país. E não, definitivamente, toda essa luta não foi em vão. Tudo isso
foi essencial para mostrar que não somos ineptos, tolos, ao contrário, provamos que estamos
atentos a tudo que acontece. As manifestações representaram claramente o desabafo do cidadão brasileiro, farto da corrupção e das promessas não cumpridas. De lá pra cá, muita coisa foi
feita, entre elas a redução nas tarifas do transporte público das grandes cidades, comprovando
que a voz do povo ganhou força e sentido.
O que se viu deve servir como exemplo também para o nosso setor. É fundamental que a gente
se una para buscar benefícios, batalhar por nossos direitos. Precisamos lutar para que tenhamos retorno de cada centavo pago ao Governo por meio de taxas e impostos abusivos. Em vez
de cruzarmos os braços, mostrando conivência e alienação, precisamos trabalhar, juntos, pelo
crescimento dos setores de reforma e revenda. No último mês, demos um importante passo,
com a oficialização da parceria com o Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), divulgada
nesta edição, que proporcionou uma economia da ordem de R$ 11 mil aos reformadores que
precisavam adquirir ou renovar o registro do Inmetro, uma exigência da Portaria 444/2010.
Batalhamos muito por esse benefício porque sabemos que os gastos dos empresários brasileiros são extremamente altos, prejudicando a competitividade das empresas que estão regulares no mercado, “dentro da lei”. Queremos conquistar novos subsídios, beneficiar mais
empresários, contribuir para que as empresas se desenvolvam, mesmo diante de um cenário
econômico instável, como o que vivemos no momento. Porque este é o objetivo do Sindicato,
contribuir para o crescimento e fortalecimento das empresas de reforma e revenda de pneus,
tornando-as mais competitivas em um mercado de concorrência até desleal.
Aproveito e reitero aqui o meu convite para participarem das nossas reuniões mensais, realizadas sempre na primeira segunda-feira de cada mês, na sede do Sindicato, em Belo Horizonte.
Durante os encontros , apresentamos os avanços de cada projeto e propomos novas ações. Por
meio de um bate-papo com empresários do setor, entendemos as necessidades do segmento e
os pontos mais críticos para, só então, buscarmos conjuntamente as melhores soluções. Com
o máximo de transparência e associativismo possíveis, o Sindipneus entende a importância de
ouvir os principais interessados para seguir na defesa dos interesses comuns do setor.
Participe. Junte-se a nós. O Sindipneus está de portas abertas para você.
Paulo Bitarães
Presidente
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
setembro/outubro 2013
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LEITOR
Ótima matéria divulgada na editoria “Pneus e Frotas”.
O paralelo com a Ferrari e o atleta fez com que o texto
ficasse muito interessante, alertando-nos sobre o
excesso e a fadiga de um pneu. Parabéns pelo conteúdo
da Pneus & Cia.!
Juliano Lamunier Moreira Cardoso
Aparecida de Goiânia (GO)
Em nossa empresa, a Expresso Nepomuceno, a revista
Pneus & Cia. está sempre junto aos documentos de
consulta diária, isso porque traz ótimas reportagens,
explicações sobre normas atuais, condições de
utilização etc. Parabéns a todos os responsáveis por
esta ótima revista. A contribuição do veículo para o
setor é imensa.
Wander Nascimento
Lavras (MG)
EXPEDIENTE
INFORMATIVO DO SINDIPNEUS - Sindicato das Empresas de Revenda e Prestação de Serviços de Reforma
de Pneus e Similares do Estado de Minas Gerais
Diretoria Sindipneus - Presidente - Paulo César Pereira Bitarães - Secretário-Geral - Gláucio T.
Salgado - Diretor da Câmara de Reforma de Pneus - Arilton S. Machado - Diretor da Câmara de
Revenda de Pneus - Antônio Augusto S. Costa - Diretora de Tesouraria - Ana Cristina Schuchter
Gatti - Conselho Fiscal%FOJT0MJWFJSB+ÞMJP$ÏTBS8JMTPO/BWBSSPtDelegado junto a Federação do Comércio Estado de Minas Gerais )FOSJRVF,PSPUItDelegado junto a Federação
do Comércio Estado de Minas Gerais"VSFMJBOP;BOPOtAmirp - Rogério de Matos - Fernando
"OUÙOJP.BHBMIÍFT.JHVFM1JSFT.BUPT+ÞMJP7JDFOUFEB$SV[ /FUPtSindipneus - Ronaldo
-ÓEJP/BWBSSP"OUÙOJP%PNJOHPT.PSBMFT+ÞMJP$PFMIP-JNB'JMIPtAnalista de Projetos/
Financeiro - Nilcélia Fonseca
REVISTA PNEUS & CIA. - ANO 5 - Nº 35 - setembro/outubro 2013
Edição"OB'MÈWJB5PMFOUJOP5PSOFMMJo3FH.(tRevisão final - Regina Palla – Reg.:
.(tIlustrações%VNtArte e Editoração - +PÍP1BVMP7BMF
tImpressão
1BNQVMIB&EJUPSBo
tTiragem - 5.000 exemplares
As opiniões expressas nos artigos assinados e os informes publicitários são de responsabilidade dos
autores. É proibida a reprodução de textos e de ilustrações integrantes da edição impressa ou virtual
sem a prévia autorização da editora.
SINDIPNEUS - Rua Aimorés, 462 – Sala 108 – Funcionários - CEP 30140-070 – Belo Horizonte/MG 5FM
tTJOEJQOFVT!TJOEJQOFVTDPNCSoXXXTJOEJQOFVTDPNCS
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SUMÁRIO
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14
26
22
26
Seções
06 Sindipneus em Ação
Sindipneus efetiva mais uma parceria
de sucesso
08
Estratégia
Como evitar a informalidade na
remuneração
20
Viver Bem
Quatro pilares para o sucesso
22
Conexão
A estratégia e as perspectivas da Bridgestone
26
Serviços
Normas regulamentadoras do MTE
11
Pneus e Frotas
Calibragem e temperatura
28
Cenário
Estruturando grandes mudanças
14
Matéria de Capa
Indústria nacional “respira” depois de registrar cresci-
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Guia dos associados
Confira a relação de reformadores e revendedores
mento no primeiro semestre do ano
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SINDIPNEUS EM AÇÃO
SINDIPNEUS EFETIVA MAIS
UMA PARCERIA DE SUCESSO
Foto: Ana Flávia Tornelli
Com o apoio do Cetec, reformadoras do setor conseguiram a obtenção e/ou
renovação de registro do Inmetro
Com o objetivo de beneficiar os empresários, viabilizando
o desenvolvimento das empresas do setor, o Sindipneus
formalizou uma importante parceria com a Fundação
Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec). Trata-se de
um subsídio fornecido pelos governos Federal e Estadual
para que as Unidades Reformadoras de Pneus (URPs)
pudessem providenciar tanto a obtenção quanto a renovação
do registro do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (Inmetro); uma exigência da Portaria 444/2010,
que determina que os pneus reformados, sejam eles de carga
ou passeio, tenham estampados em sua banda de rodagem o
selo do Instituto como prova de que a empresa reformadora
segue normas técnicas de segurança. De acordo com o Cetec,
que intermedeia o processo e se responsabiliza pela captação
de recursos junto ao governo, é interesse do Estado e da União
que as empresas atendam aos regulamentos e normas técnicas,
tornando-se mais competitivas no mercado e amenizando,
dessa forma, a informalidade no segmento.
Com o projeto, mais de 20 URPs foram beneficiadas.
Durante as reuniões mensais, realizadas na sede do
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Sindicato, empresários foram informados sobre o benefício.
Os primeiros a se manifestarem foram contemplados com
um subsídio de, aproximadamente, R$ 11 mil, valor que
não precisará ser devolvido ao governo. “Como o número
era limitado, priorizamos os empresários que participam
ativamente do Sindipneus, comparecendo às reuniões mensais
e contribuindo na tomada de decisões”, afirma o presidente da
entidade, Paulo Bitarães. Ainda segundo o presidente, novas
parcerias estão sendo analisadas e serão efetivadas até o final
deste ano: “O Sindipneus está de portas abertas para todos que
quiserem participar. É muito importante que os empresários
estejam presentes, usufruindo dos benefícios e sugerindo
novas ações”, completa.
Responsável pela articulação institucional e empresarial
da Rede Mineira de Extensão Tecnológica/Sibratec, Maria
Cezarina Sousa explica que “nosso compromisso é com o
crescimento das micro e pequenas empresas mineiras, e
sabemos que o apoio ao processo de renovação e obtenção
do registro junto ao Inmetro é uma forma de as reformadoras
se manterem regularizadas, em dia com a legislação”. Sobre
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SINDIPNEUS EM AÇÃO
a dificuldade em contemplar uma quantidade maior de
empresas, Cezarina diz que “existe uma verba específica,
determinada pelo convênio da Rede, destinada a setores
produtivos priorizados por critérios definidos previamente.
Por isso, estipula-se um número máximo de empresas
aptas a receberem o benefício. Depois de encerrado o ciclo
de execução de um projeto como este é preciso um novo
edital para ser submetida outra proposta com novas metas e
definição de valor do benefício por empresa”.
Para o proprietário da Recapagem Avenida, Antônio Diniz
Pereira, que está entre os beneficiados, o recurso possibilita
uma economia significativa para as empresas, considerando
especialmente os inúmeros gastos exigidos dos empresários
brasileiros para que permaneçam na formalidade,
independente do setor. “Fiquei muito satisfeito, já que pude
economizar bastante no processo de renovação do registro.
São muitos os gastos que temos como empresários no país e
uma ajuda como essa é sempre muito bem-vinda”, finaliza.
PARCERIA ENTRE
SINDIPNEUS E SEGURADORA
PROMETE BENEFICIAR
EMPREGADOS
Foto: Ana Flávia Tornelli
O Sindipneus e as seguradoras Metlife (plano odontológico),
Alianz (seguro saúde) e PASI (seguro de vida), por meio
da corretora Jubal, firmaram uma parceria que dará aos
funcionários do setor a oportunidade de usufruírem de
um convênio médico completo, plano odontológico, com
abrangência nacional, e um seguro de vida, com coberturas
que variam de R$ 10 mil a R$ 20 mil em caso de falecimento
do empregado. Apesar de não serem obrigatórios, os planos
terão condições especiais para empregadores associados ao
Sindipneus que optarem por adquiri-los.
A Jubal Seguros, seguradora parceira do Sindicato, pesquisou
planos com menor custo e maior número de benefícios. “O
seguro de vida, por exemplo, custa pouco mais de R$ 4 por
funcionário ao mês e garante uma cobertura de R$ 10 mil em
caso de falecimento, valor que pode ser pago em até 24 horas
depois do ocorrido”, afirma Rodrigo Mattos, diretor da Jubal.
Quanto maior for o número de funcionários beneficiados na
empresa, menor o custo por empregado.
Para o diretor-executivo do Sindipneus, Paulo Cecílio, é
importante que os empresários percebam a necessidade
de ofertar benefícios e melhores condições de trabalho aos
funcionários em um mercado em que a oferta ainda é maior
que a procura. “São benefícios como esse, que muitas vezes
custam pouco para os empresários, que fazem com que o
funcionário trabalhe satisfeito, rendendo mais e motivando
toda a equipe. O segredo da produtividade está na satisfação
de cada empregado”.
Para obter mais informações sobre os planos, bem como
benefícios, facilidades e formas de pagamento, entre em
contato com o Sindipneus pelo do telefone (31) 3213-2909 ou
e-mail TJOEJQOFVT!TJOEJQOFVTDPNCS
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
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ESTRATÉGIA
COMO EVITAR A
INFORMALIDADE
NA
REMUNERAÇÃO
Jerônimo Mendes
Administrador, escritor e palestrante
Site: www.jeronimomendes.com.br
Uma das grandes dificuldades de todo empreendedor ou empresário
em qualquer negócio é administrar a carência do ser humano, seja
qual for o nível hierárquico e a posição que o empregado ocupa na
empresa. Quero lembrar que a complexidade humana é difícil de ser entendida
e atendida, razão pela qual os empregados em geral nunca estão
satisfeitos com o que ganham, pois, em geral, nem salários nem
benefícios são suficientes para as suas necessidades. A realidade é que as pessoas esperam tudo do patrão ou das empresas
como se houvesse obrigação do empregador em atender todos os
desejos e reivindicações sem a respectiva contrapartida dos resultados. A questão é bem simples: quem foi que disse que o patrão e as empresas
devem satisfazer todas as necessidades do empregado considerando
que cada um tem necessidades muito específicas e diferentes? Não quero parecer duro, mas o fato é que nenhuma empresa ou
empreendedor tem a mínima obrigação de atender às reivindicações
que não sejam reguladas pela política de recursos humanos e comuns
a todos os empregados. Por outro lado, quanto mais exceções houver, não reguladas por uma
política clara de remuneração e benefícios, mais difícil de administrar
essa questão que, na maioria das empresas, cria mais dificuldades do
que contentamento. Dessa forma, com a experiência de ter participado da reorganização
e da elaboração das políticas de dezenas de empresas ao longo da
minha carreira, quero compartilhar aqui alguns insights para ajudálos a administrar essa questão que, na maioria das empresas, não está
nada clara e, portanto, gera insatisfação de ambos os lados.
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ESTRATÉGIA
1. A relação empregador/empregado deve ser a mais
transparente possível; quanto mais padronizada, menor
a chance de as pessoas conspirarem pelo corredor; evite
tratar cada empregado de maneira diferente; uma boa
política de recursos humanos regula o tratamento desejado
e possível de ser aplicado a todos.
2. A concessão de benefícios deve estar atrelada aos
resultados financeiros; não dá para conceder algo que você
não pode suportar por um bom tempo. Portanto, antes
de conceder, lembre-se de que é praticamente impossível
retirar depois de concedido.
3. Nunca tente compensar uma deficiência do sistema com
um benefício concedido em particular; em geral, as pessoas
não conseguem guardar para si e, mais dia, menos dia, vão
abrir a boca e outros virão para reivindicar algo parecido.
4. Em empresas de pequeno e médio porte, é comum as
pessoas abordarem o patrão na entrada ou no corredor
para reivindicar benefícios. Assim, a menos que você tenha
disponibilidade de caixa e queira virar refém das exceções
e abordagens, seja claro em relação a isso e direcione as
dúvidas para a área de recursos humanos.
5. Não misture as coisas; uma coisa é ser empreendedor
sensível e participativo, outra coisa é ser amigo dos
empregados; quando você é patrão, a relação fica mais
clara; quando você é amigo, nem tanto, pois as pessoas
tendem a confundir a relação e ir além dos limites, afinal,
vocês são amigos e amigo é para essas coisas.
6. Não alimente expectativas irreais; cumprir o que não
prometeu é bem melhor do que prometer e não cumprir;
as pessoas esquecem rapidamente o que você concede, mas
não esquecem o que você promete.
7. “Empresa não é mãe!” Já dizia a mestra Maria Aparecida
Schirato, autora do best-seller “O Feitiço das Organizações”.
Em vez de tratar os empregados como filhos, trate-os com
consideração e respeito, mas não se esqueça de deixar claro
o seguinte: qual é o papel de cada de um, como eles serão
cobrados e o que vai acontecer em caso de a relação sofrer
desgastes ao longo do relacionamento.
Pense nisso e empreenda mais e melhor!
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PNEUS E FROTAS
CALIBRAGEM
E TEMPERATURA
Pércio Schneider
Especialista em pneus da Pró-Sul
E-mail: [email protected]
Neste ano o inverno foi excepcionalmente rigoroso, como há muito tempo não se via. No dia 30 de julho, a previsão no noticiário da
TV falava que em Santa Rosa (RS) a temperatura iria variar de 1º a 30º Celsius no mesmo dia! Claro que era uma previsão, mas, mesmo
com erro, não ficaria muito longe disso. Em outros momentos, tínhamos temperaturas próximas de zero no sul do país e acima de 35ºC
em localidades das regiões norte e centro-oeste, no mesmo dia. Essa diferença entre a menor e a maior temperatura registrada, seja no
mesmo local ou comparando as temperaturas de locais diferentes, é o que os meteorologistas chamam de amplitude térmica.
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PNEUS E FROTAS
Todos os fabricantes de pneus recomendam que a
calibragem seja feita com os pneus frios, mas não definem
qual seria essa temperatura. Muito raramente encontramos
a informação de que a calibragem deve ser feita à
temperatura ambiente. Muito bem, mas, considerando
uma situação como a que ocorreu neste inverno, calibrar
os pneus de um veículo com 0ºC e outro com 37ºC, sendo
ambas as temperaturas ambientes no local e horário onde
cada veículo estiver, com certeza trará diferenças razoáveis
entre ambos.
Os mesmos fabricantes informam que um pneu que esteja
quente por efeito da rodagem, das condições de uso – peso,
velocidade etc. – e principalmente do uso dos freios demora
cerca de quatro horas para resfriar e voltar à temperatura
ambiente seja ela qual for.
Tudo muito fácil e bonito no papel, na teoria, mas... e na
prática, em situações reais do dia a dia? O que e como fazer?
Muito do que se encontra como orientação, especialmente
vinda dos fabricantes, deve acontecer em condições
ideais. Porém, nem sempre possíveis ou disponíveis e, em
situações reais, sempre digo que se não der para fazer o
ideal, façamos pelo menos o que é possível.
Uma das situações mais comuns é constatar diferenças de
pressão entre dois ou mais pneus durante uma viagem.
O que fazer num caso desses? Entrar em contato com a
base e dizer que vai ficar parado por quatro horas para
depois calibrar e seguir viagem? Alguém em sã consciência
imagina a possibilidade disso ocorrer, se muitas vezes
nem a calibragem antes de sair da base o setor operacional
permite que seja feita sob a alegação de que não pode perder
tempo? O que acontece na realidade é seguir viagem do
jeito que está e com o pneu de maior pressão suportando
sobrepeso enquanto o que está mais vazio vai sofrendo
arrasto. E depois, lá adiante, quando o pneu estoura, acha
de colocar a culpa na reforma.
Vamos, então, à solução possível: calibre os pneus mesmo
quentes, para eliminar a diferença existente entre eles. E,
assim que parar e os pneus esfriarem, calibre novamente,
agora à temperatura ambiente e com a pressão correta para
as condições de uso naquele momento.
Quanto à temperatura ambiente, e estando com os pneus
frios, calibre com a pressão recomendada, independente
de qual seja a temperatura do dia e local. Por maior que
seja a diferença, sempre será menor que a registrada entre
ambiente e a temperatura de trabalho. A norma ABNT EB1721 – Limitação da transferência de calor do tambor do
freio para o pneu – determina:
CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
Requisitos
- Em condições normais de utilização contínua, a
temperatura do talão do pneu não deve ser superior a 80°C.
- Para situações particulares, onde é necessário o uso
prolongado de freios durante período de até uma hora, a
temperatura do talão do pneu não deve exceder 100°C.
- Para situações excepcionais, tais como freadas de
emergência ou prolongadas, a temperatura do talão do
pneu não deve exceder 130°C, durante período de tempo
máximo de dez minutos.
FIGURA 1
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PNEUS E FROTAS
Por mais quente que seja o local, nunca a temperatura
ambiente chegará perto dos 80ºC considerados normais
pela exigência.
Na literatura oficial dos fabricantes encontramos outra
recomendação: se for necessário deslocar-se até onde possa
ser feita a calibragem, o veículo não deve rodar mais que 1,6
quilômetros. Essa distância vem da tradução de manuais
das matrizes, especificamente dos Estados Unidos, onde
as unidades são diferentes. Lá, o limite é uma milha ou
exatamente 1,61 km.
É certo que alguns hodômetros têm marcação parcial, de
centenas de metros, e é possível medir se o deslocamento
está dentro do limite de 1,6 km. Mas será que existe um
local para calibragem nessa distância? Pode ter certeza
que nem sempre isso é possível. Prefiro, na prática, outra
orientação: se não houver um local nessa distância, vá até o
mais próximo e, de preferência, em baixa velocidade, para
que o aquecimento seja o menor possível.
Outra questão muito importante é qual a pressão a
ser utilizada. Não vou aqui discorrer sobre tabelas de
calibragem ou como saber o peso incidente sobre o pneu
para então encontrar nas tabelas a pressão ideal. O foco é
outro.
Uma situação muito comum é o motorista perguntar ao
borracheiro ou ao frentista do posto qual pressão deve
utilizar. E, não raro, há quem “leia” uma informação
gravada na lateral dos pneus e diga que aquela é a pressão
correta. (Conforme Figura 1)
A gravação nos pneus, lamentavelmente, está escrita em
inglês, mesmo que sejam pneus fabricados no Brasil, e aí
começa o engano. O que está escrito lá é qual a pressão
máxima que o pneu suporta sob determinada carga (peso)
também informada muitas vezes em unidade que nos é
estranha. E aquela é a pressão máxima, não necessariamente
a correta.
Para empresas de transporte, seja de carga ou de passageiros,
o correto é que seja determinada a pressão seguindo
critérios técnicos e gravada de alguma forma no veículo,
para que não fique a critério de borracheiros, frentistas ou
quem quer que seja, nem mesmo do motorista. Nas fotos,
vemos dois exemplos e, vale destacar, um deles em veículo
equipado com calibrador automático que, em teoria,
dispensaria tal controle e recomendação. (Conforme
Figuras 2 e 3)
E, no caso de veículos leves, nada melhor que consultar a
fonte mais óbvia que existe: o manual do veículo.
FIGURA 2
FIGURA 3
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MATÉRIA DA CAPA
INDÚSTRIA NACIONAL
“RESPIRA” DEPOIS DE
REGISTRAR CRESCIMENTO
NO PRIMEIRO SEMESTRE
DO ANO
Após três anos de recuo do setor, fabricantes nacionais se viram obrigados a
adotar estratégias eficientes para não perderem espaço no mercado brasileiro
Por Ana Flávia Tornelli
Foto: Depositphotos Inc
A indústria nacional de pneus parece estar recuperando o fôlego depois de três anos consecutivos de queda. Mesmo com
o aumento da importação de pneumáticos de 25,7%, registrado no primeiro semestre de 2013, foi possível identificar um
animador crescimento de 6,7% na fabricação de pneus no país, na comparação com o mesmo período de 2012. Os dados
são da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), que atribui o resultado positivo, entre outros fatores, à
desvalorização do real. “Também colaboraram para o leve crescimento neste ano medidas tomadas pelo governo, como o
antidumping, controle da reciclagem, maior fiscalização por parte das autoridades alfandegárias, fazendárias, e de controle
rodoviário”, afirma o presidente da Anip, Alberto Mayer.
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MATÉRIA DA CAPA
A exportação, no caminho inverso da importação,
apresentou queda de 11,2% em relação ao mesmo período
de 2012. Em decorrência desses dados, a balança comercial
brasileira registrou déficit de janeiro a maio deste ano,
de US$ 112,7 milhões, com a participação externa no
consumo aparente mantendo-se na faixa de 40%, mesmo
índice do ano anterior. Para Mayer, são indicativos da
necessidade de se desenvolver iniciativas capazes de
aumentar a competitividade no Brasil. Entre os principais
fornecedores de pneus para o país estão a China, em
primeiro lugar, e a Argentina, na segunda posição.
Com o aumento da importação e a queda da indústria
nacional recorrentes nos últimos anos, as fabricantes
nacionais se viram diante de uma dura competição com
os pneus importados, que passaram a deter 42% das
vendas no País. Há cinco anos, segundo a Anip, as marcas
de fora representavam apenas 25% da comercialização
nacional, mas conseguiram
espaço por oferecerem um
preço bastante competitivo.
A explicação para essa
diferença
nos
valores
finais dos nacionais para
os importados, além dos
impostos, está no custo de produção. A hora paga a um
trabalhador na fabricação de pneus no Brasil é de US$ 18,
em média, segundo números da Bridgestone. Nos Estados
Unidos é de US$ 16. Na China paga-se US$ 6 e no Vietnã,
US$ 1,5. “Estamos discutindo como reduzir os custos que
hoje incidem sobre o setor nacional e formas de permitir
a entrada no Brasil apenas de produtos que atendam aos
requisitos legais, tenham qualidade suficiente, obedeçam
à obrigatoriedade da reciclagem e sejam adequados ao
mercado”, completa Mayer.
Tal informação vai de encontro aos dados apresentados pela
Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores
de Pneus (Abidip), que constatam que de 2010 a 2012 as
importações recuaram o equivalente a 5%. “O que acontece
é que as principais fabricantes nacionais são também
as maiores importadoras, fazendo com que o índice da
importação seja maquiado. O aumento dos importados
registrado neste primeiro semestre foi impulsionado
basicamente por três grupos nacionais, que juntos foram
responsáveis por quase 64% de toda a importação”, destaca
o diretor-executivo da entidade, Milton Favaro Junior.
A IMPORTAÇÃO DE PNEUS USADOS
Por questões ambientais relacionadas principalmente à
destinação ecologicamente correta de pneus inservíveis
em território brasileiro, a importação de pneus usados está
proibida desde 1991 pela Portaria nº 08 do Departamento
de Comércio Exterior (Decex) do Ministério da Economia,
Fazenda e Planejamento. Apesar
da vedação, entre 1990 e 2004,
mais de 34 milhões de unidades
de pneus reformados e usados
entraram no país via medidas
liminares concedidas pelo Poder
Judiciário, segundo o Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
brasileiro (MDIC). Em 2009, O Supremo Tribunal Federal
(STF) confirmou a constitucionalidade das leis brasileiras
que proíbem a importação de pneus usados (ver box na
página 19). Na ocasião, o ministro Carlos Ayres Britto
chegou a afirmar que “os pneus importados para o País não
passam de um lixo ambiental que se exporta, fazendo do
Brasil uma espécie de quintal do mundo”.
“Estamos discutindo como reduzir custo
e permitir a entrada no Brasil apenas
de produtos que atendam aos requisitos
legais e sejam adequados ao mercado”
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DESAFIOS E ESTRATÉGIAS
Para a francesa Michelin, a falta de competitividade tende
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MATÉRIA DA CAPA
a contribuir para o crescimento da importação. “Somos
duramente afetados por diversos custos, como altíssima
carga tributária, por exemplo. Além disso, a inflação,
somada à entrada de importados, não nos permite repassar
custos”, afirmou ao jornal DCI o presidente da Michelin
na América do Sul, Jean-Philippe Ollier. O executivo disse
ainda que a companhia tem lutado ao lado da Anip para
emplacar alguns pleitos junto ao governo federal. “Na
pauta, incluímos a aceleração da análise de processos
antidumping e a desoneração da carga tributária que
incide sobre a cadeia de reciclagem”, explicou Ollier. Na
entrevista, o CEO destacou também a necessidade de um
trabalho conjunto com o Instituto Nacional de Metrologia,
Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para assegurar qualidade
aos selos brasileiros. “Temos de garantir que os produtos
comercializados no País tenham um padrão mínimo de
qualidade. Atualmente, não há controle e fiscalização
ideais”, ressaltou. Na visão de Gianfranco
Sgro, diretor-geral da Pirelli
na América Latina, um dos
maiores desafios do setor é
estabelecer regras justas frente
à concorrência com os pneus
importados. Enquanto isso,
cada empresa deve fazer a
sua parte para não perder espaço no mercado, inovando e
conquistando novos clientes. “Uma das estratégias adotadas
pela Pirelli foi a disponibilização de produtos de qualidade
elevada, com maior rendimento quilométrico e segurança
em relação aos concorrentes importados. Por exemplo, a
linha de produtos verdes da Pirelli contribui para a redução
do consumo de combustível em até 6%, de forma que, ao
fim da sua vida útil, o pneu terá praticamente pago o seu
custo”, adianta.
O diretor de Vendas da Goodyear, Antonio Roncolati,
também defende a ideia de que o segredo do crescimento
do setor no Brasil está na inovação. “Nós, da Goodyear,
sempre nos preocupamos em ofertar produtos com
qualidade e um pacote de soluções que ofereça ao
consumidor o menor custo por quilômetro. Investimos
em inovação, desenvolvimento de novas tecnologias e
sustentabilidade, pensando constantemente no benefício
direto dos clientes”, explica Roncolati, que aposta na oferta
de produtos exclusivos para conquista de novos e potenciais
consumidores. “Desenvolvemos produtos específicos para
cada tipo de serviço presente no mercado brasileiro. Para
isso, são realizados diversos estudos de clima, da situação
das estradas, condições geográficas, tipo de veículo, entre
outros”, completa.
Em entrevista concedida à revista IstoÉ, em março deste
ano, o presidente da japonesa Bridgestone, Ariel Depascuali,
disse que a estratégia prioritária adotada pela empresa para
avançar ainda mais na conquista de mercado foi mudar a
postura da organização com relação a seus clientes. Depois
de realizar pesquisas de opinião em diversos estados do
Brasil, foi possível traçar o perfil do consumidor brasileiro.
“Somente 25% dos clientes adquirem pneus mais baratos,
então vamos atrás dos outros 75% que buscam qualidade”,
revela.
MEDIDAS DO GOVERNO
Como forma de fortalecer a indústria nacional, coibindo a
importação de pneus, o Governo Federal, por intermédio
da Câmara de Comércio Exterior (Camex), chegou a
elevar o imposto de importação de cem produtos no
último ano, estabelecendo uma alíquota máxima de até
25% para os itens adquiridos do exterior. Entre esses itens
estão pneus e câmaras de ar importados de bicicletas,
motocicletas, automóveis de
passeio, caminhões e ônibus.
A medida, entretanto, elevou
custos e criou sério risco
de desindustrialização no
setor, na visão de Mayer.
“Houve
aumentos
para
pouquíssimas medidas de
pneus, inexpressivas. E a
elevação na importação de borracha sintética fez com
que os custos aumentassem. Enquanto deveriam ser
drasticamente reduzidas, vai-se na contramão. Há risco de
desindustrialização também no setor de pneus ou de não
se fazer mais investimentos”, explica.
No dia 1º de agosto deste ano, o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, recuou e anunciou que o governo não renovará
mais a elevação da tarifa de importação para os produtos
que tiveram a alíquota aumentada em setembro do ano
passado, entre eles, o pneu. O ministro decidiu, junto ao
ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio,
Fernando Pimentel, que reeditar a elevação das taxas no
cenário atual não é necessário. “No ano passado, a indústria
brasileira estava sofrendo forte assédio de importações e
o câmbio não era favorável. Agora, temos condições de
reduzir as tarifas para o patamar anterior”, disse Mantega.
Dessa forma, as tarifas de importação de pelo menos cem
produtos vão cair a partir de outubro.
Milton Favaro, que se diz contrário à decisão do governo
de onerar a alíquota para importação de pneus, já que,
segundo ele, a medida resulta em significativos prejuízos
para os consumidores finais, aprovou a medida de redução
da tarifa de importação. “O pneu é um produto que está
presente em todos os setores, um produto de primeira
necessidade. Se o governo elevar ainda mais o custo da
importação, o cidadão brasileiro irá mais uma vez pagar a
“Uma estratégia adotada pela Pirelli foi
a disponibilização de produtos de qualidade elevada, com maior rendimento
quilométrico e segurança em relação
aos concorrentes importados”
16
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
MATÉRIA DA CAPA
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
17
MATÉRIA
SERVIÇOSDA CAPA
conta e poderá onerar ainda mais a inflação no Brasil.” De
acordo com a Abidip, o reajuste da alíquota ocasiona um
aumento de 8% no valor final dos pneus de passeio e 7% no
valor final dos pneus de carga.
Com relação à entrada clandestina de pneus importados,
Milton observa que essa sempre foi a principal bandeira
da Abidip, que colabora com os órgãos do governo para
inibir e reduzir as fraudes e contrabandos nas importações
de pneus para o Brasil. De acordo com a entidade, a cada
quatro contêineres de pneus que entram ilegalmente no
Brasil, apenas um paga os tributos para disfarçar a operação
fraudulenta. Outro indício de concorrência desleal dos
produtos chineses tem a ver com o subfaturamento de
preços, visando reduzir os custos de importação. “Este é
outro ponto que precisa ser combatido para garantirmos
empregos e a lisura do processo”, esclarece Milton Favaro,
que defende a criação de um acordo capaz de tornar os
preços mais transparentes e justos. “Com o acordo para
abrir informações de preços trimestrais ou semestrais
com envolvimento do Inmetro, receita e as fabricantes, os
preços seriam informados com possibilidade de pequena
variação e a transparência garantiria a segurança de não
existir subfaturamento sem interferir nas negociações de
cada empresa, mas isso deve ser feito com todos, inclusive
com as empresas nacionais que importam muito também.”
Em junho deste ano, a Secretaria de Comércio Exterior
(Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior decidiu abrir, a pedido da Anip, uma
investigação para averiguar a existência de dumping nas
exportações para o Brasil de pneus de carga da Coreia do
Sul, Tailândia, África do Sul, Rússia, Taipé Chinês e Japão.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU)
e está em tramitação.
18
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
OTIMISMO DA INDÚSTRIA NACIONAL
Para os próximos anos, as expectativas dos empresários
para a indústria nacional são otimistas e animadoras.
“Estamos confiantes na possibilidade de desenvolver com
o Governo Federal um programa que possibilite sensível
aumento da competitividade da produção de pneus no país.
Somando este cenário com a estimativa bastante otimista
dos produtores de autoveículos, há reais condições de uma
expansão significativa na produção”, afirma Mayer. Com
o mesmo pensamento otimista, Roncolati defende que
os resultados e as tendências deste primeiro semestre são
suficientes para traçar projeções positivas. “Acreditamos
que esse crescimento continuará ano após ano. Os números
atuais refletem uma retomada das atividades na indústria
de automóveis e veículos de carga, o que gera resultados
diretos no setor de pneus”, esclarece.
Gianfranco Sgro, também confiante no desenvolvimento
do setor, atribui as perspectivas de crescimento aos
importantes eventos a serem sediados no país nos próximos
anos. “Os principais ingredientes que nos indicam os anos
pujantes que teremos pela frente são os eventos mundiais
sediados no Brasil, os investimentos em infraestrutura, o
crescimento do setor agropecuário (mesmo com a baixa
das commodities) e o crescimento do País por volta de 3%
ao ano”, finaliza.
“Acreditamos que esse crescimento
persistirá. Os números atuais refletem
uma retomada das atividades na
indústria de automóveis e veículos de
carga, o que gera resultados diretos no
setor de pneus”
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
MATÉRIASERVIÇOS
DA CAPA
A POLÊMICA HISTÓRIA DA
PROIBIÇÃO DOS PNEUS
USADOS NO BRASIL
- Em 1991, o governo brasileiro proibiu a importação
de pneus usados e reformados, mas seguidas liminares
judiciais permitiam que as carcaças fossem importadas
para serem recauchutadas por empresas brasileiras.
- Ficou decidido que o Brasil também poderia importar
pneus dos países do Mercosul. Por esta razão, a União
Europeia questionou a prática brasileira na Organização
Mundial do Comércio (OMC), que favorecia alguns países.
- Ao julgar a queixa da União Europeia (UE) contra
as barreiras impostas no Brasil à importação de pneus
recauchutados, a OMC reconheceu o direito brasileiro
de restringir a entrada desse produto, mas considerou
incompatível com as regras mundiais de comércio as
exceções feitas para importação de pneus dos sócios do
Mercosul.
- Pouco tempo depois, a OMC também condenou as
importações de pneus usados da Europa obtidas por
liminares judiciais. Assim, a OMC determinou que o
Brasil suspendesse definitivamente, inclusive de países do
Mercosul, a importação de pneus reformados.
- Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior brasileiro (MDIC), entre 1990 e 2004,
mais de 34 milhões de unidades de pneus reformados e
usados entraram no país via medidas liminares concedidas
pelo Poder Judiciário.
-Em 2004 apenas, 7,5 milhões desses pneus foram
importados para a indústria de reforma.
- Em 25 de setembro de 2000, o Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro
introduziu a Portaria da Secretaria de Comércio Exterior
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
(Secex) nº 8, que proíbe a emissão de licença automática
para a entrada de pneus remoldados.
- Em 14 de setembro de 2001, o Poder Executivo brasileiro
emitiu o Decreto Presidencial nº 3.919, que prevê multa
de R$ 400 por unidade nos casos em que se verifica a
importação de pneumáticos usados e reformados;
- Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou
a constitucionalidade das leis brasileiras que proíbem a
importação de pneus usados. Dessa forma, reafirmou-se a
proibição, de forma geral e sem exceções, de importações
de pneus usados para o Brasil, inclusive do Mercosul.
Fontes: Associação Brasileira do Segmento de Reforma
de Pneus (ABR) e Portal do jornal O Estado de S.Paulo
(estadao.com.br)
Foto: Depositphotos Inc
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
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VIVER BEM
QUATRO PILARES
PARA O SUCESSO
Tom Coelho
Educador, conferencista e escritor
E-mail: [email protected]
Site: www.tomcoelho.com
O Brasil derrotou a Espanha, de forma incontestável, na final
da Copa das Confederações. Contudo, o resultado inverso
também poderia ter ocorrido. Quais lições podemos extrair
desse episódio em analogia com o mundo corporativo?
Seja no esporte ou em outros cenários, há quatro pilares
fundamentais que norteiam a busca pelo almejado sucesso.
O primeiro pilar é o aspecto físico. Atletas precisam estar bem
preparados fisicamente, o que demanda repouso adequado,
alimentação funcional e condicionamento físico.
20
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
O segundo pilar é técnico, envolvendo desde a compreensão
das regras do jogo até os constantes treinamentos para
desenvolvimento de habilidades.
O terceiro pilar é tático e está relacionado à estratégia. Tratase da maneira como um atleta planeja sua série pessoal, em
um esporte individual, ou como um treinador organiza sua
equipe, em um esporte coletivo, possibilitando, por exemplo,
que um grupo com talentos individuais medianos suplante
uma equipe formada por grandes craques.
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
VIVER BEM
Todavia, é o quarto e último pilar que faz toda a diferença:
o aspecto psicológico. Foi ele que fez Diego Hypólito,
bicampeão mundial de ginástica no solo, cair durante sua
apresentação em duas Olimpíadas consecutivas. Foi ele que
impulsionou a seleção canarinho ao som de mais de 70 mil
pessoas, obscurecendo o entrosamento e o favoritismo dos
espanhóis.
Em recente jogo pela Recopa Sul-Americana, o técnico do
São Paulo Futebol Clube, Ney Franco, diante da derrota para
a equipe do Corinthians, comentou: “Nosso posicionamento
tático foi similar ao do adversário. Porém, cometemos muitos
erros técnicos, em especial de passes e saídas de bola. Eu,
enquanto treinador, não posso entrar em campo para dar
um passe.” Ao dizer isso, ele transferiu a responsabilidade
pela derrota do âmbito tático (atribuição do treinador) para
o técnico (prerrogativa dos jogadores). Com isso, gerou um
ambiente insustentável que levará certamente à sua demissão,
pois psicologicamente não há mais clima emocional para a
convivência harmoniosa entre comissão técnica e atletas.
No mundo empresarial, vale o mesmo princípio. A dimensão
física é representada pelo ambiente corporativo, desde sua
infraestrutura até a importante integração de um novo
funcionário aos demais colaboradores quando de sua
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
admissão. O fator técnico está simbolizado pela descrição
do cargo e da função. O tático, pelo sistema de gestão
adotado pela empresa. E o psicológico, pelas atitudes,
tanto de líderes quanto de liderados. Líderes que, tal qual
Felipão, sabem desenvolver empatia e estabelecer conexão
emocional com sua equipe, exercendo autoridade, porém
sem recorrer ao autoritarismo. Liderados que se envolvem,
que se comprometem, que se entregam integralmente, de
forma espontânea, autêntica e apaixonada.
Um último exemplo, dentro do contexto da segurança no
trabalho, área na qual milito. O aspecto físico é dado pelo
uso de equipamentos de proteção individual e coletiva (os
EPIs e EPCs). O técnico, pelas normas e procedimentos
estabelecidos pela área de medicina, saúde e segurança no
trabalho, algumas vezes em sintonia com o RH da empresa.
O tático, pela gestão de saúde e segurança ocupacional.
Mas, novamente, é o aspecto psicológico que faz toda a
diferença. Por isso, a busca pelo índice de zero acidente
em uma organização passa pela sensibilização de todos
os funcionários de modo que uma vez paramentados,
treinados e orientados, assumam uma atitude protagonista
capaz de contribuir para a segurança individual e coletiva no
ambiente de trabalho.
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
21
Foto: Depositphotos Inc
CONEXÃO
A ESTRATÉGIA E AS PERSPECTIVAS DA
BRIDGESTONE
Japonesa investe na qualidade dos produtos para enfrentar concorrência dos
importados
Por Ana Flávia Tornelli
Um em cada cinco pneus vendidos no mundo saiu das fábricas
da japonesa Bridgestone, em 2012, segundo levantamento
divulgado pela revista IstoÉ Dinheiro. Líder mundial, a
companhia detém uma fatia de 19% do mercado e um
faturamento de US$ 38 bilhões. Para alcançar mais espaço no
mercado nacional, enfrentando, inclusive, a concorrência dos
importados, a Bridgestone, que possui participação de 13%
no comércio brasileiro, mantém como principal estratégia
a inovação no desenvolvimento de produtos de qualidade,
diversificados e com tecnologia de ponta.
Em entrevista concedida à revista Pneus & Cia., Marcos
22
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
Aoki, gerente-geral de Vendas e Marketing da Bridgestone,
responsável pela linha de pneus de carga, e Alexandre
Lopes, diretor de Marketing e Vendas da Bridgestone da
parte de pneus para Passeio e Camionete, expuseram suas
opiniões sobre os rumos do setor, principais desafios a
serem enfrentados e possíveis soluções para que a empresa
conquiste cada vez mais espaço no mercado nacional. Diante
de um cenário cada vez mais competitivo, ambos concordam
com a necessidade de a empresa investir constantemente no
aprimoramento da linha de produtos e canais de vendas com
os consumidores finais. Confira a entrevista.
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
CONEXÃO
Pneus & Cia. - Como vocês avaliam o mercado atual de
pneus novos?
Marcos Aoki - Os mercados de pneus novos e de reforma
de carga estão aquecidos por conta dos incentivos à venda
de caminhões novos, o que “puxa” também o segmento
de implementos rodoviários. Outro fator importante é o
agronegócio, pois também incentiva o segmento de pneus,
uma vez que toda a safra necessita ser escoada dos campos
para os portos e isso é feito na sua grande maioria pela via
rodoviária. Os fabricantes nacionais aumentaram suas
produções, comparadas com o mesmo período do ano
passado, porém os pneus importados ainda continuam a
prejudicar o mercado nacional, pois ainda representam 27,6%
dos pneus vendidos no mercado de reposição no Brasil.
Alexandre Lopes - A evolução da indústria de pneus no
Brasil está diretamente ligada à indústria automobilística. E a
demanda de pneus de passeio é uma consequência dos fatores
de produção mundial de veículos e do mercado de reposição
de pneus, apresentando-se como dois importantes segmentos
econômicos que evoluem de forma complementar.
O mercado nacional de pneumáticos é estimado em mais de
54,7 milhões de unidades (base 2012/Anip) e os principais
canais de venda dos produtos são os de Reposição (45%),
Equipamento Original (30%) e Exportação (25%). A
distribuição da produção, em geral, é consumida internamente
pela forte demanda e grande quantidade de veículos no
parque automotor (frota circulante em torno de 37 milhões de
veículos, entre carros, comerciais leves, caminhões e ônibus –
Anfavea 2013) . Essa segmentação é observada em todos os
tipos de produto: automóveis, caminhões, ônibus.
Outra característica do mercado é que a demanda guarda
estreita relação com a evolução da economia. Assim, com
a manutenção do quadro macroeconômico, origina-se
a manutenção pela demanda do produto. Atualmente, o
mercado de passeio e caminhonete apresenta uma demanda
expressiva, se compararmos com o mesmo período do ano de
2012, girando em torno de 16%.
Pneus & Cia. - Quais são suas expectativas para o setor no
segundo semestre de 2013?
Marcos Aoki - Tenho uma previsão bastante positiva para
2013, que iniciou a todo vapor em termos de produção e
venda de caminhões, além das excelentes perspectivas da safra
brasileira, principalmente de grãos. Como hoje há uma alta
porcentagem do escoamento da safra por meio rodoviário,
temos ótimas oportunidades de desenvolver nossos negócios,
pneus novos, recapagem e prestação de serviços. As grandes
obras de infraestrutura também acenam para um semestre
positivo.
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
Alexandre Lopes - Alguns sinais econômicos podem indicar
um arrefecimento na demanda de pneus de passeio para
o próximo semestre, entre eles se destacam: a alta inflação
e elevação das taxas de juros que, cada vez mais, pesam no
setor das famílias brasileiras, o que sustenta a previsão dos
bancos de rever para baixo o crescimento real do Produto
Interno Bruto (PIB) de 2013 de 3,3% para 2,6%. Outro fator
de impacto é a taxa do dólar que reflete diretamente no preço
da matéria-prima e, por consequência, no preço do produto
final.
Pneus & Cia. - E para os próximos anos, as perspectivas são
positivas?
Marcos Aoki - O mercado de carga está bastante otimista,
tendo em vista as excelentes perspectivas da safra brasileira
de grãos, que espera surpreender e bater mais recordes,
principalmente na soja.
Alexandre Lopes - A venda de pneus de passeio no mercado
brasileiro vem apresentando um crescimento anual
composto (CAGR) de 4,7% ao ano (de 2002 a 2012) e não
temos nenhuma sinalização direta de um cenário diferente
no ano de 2014. No entanto, o mercado é afetado por alguns
fatores econômicos externos e internos que podem modificar
essa porcentagem de crescimento. Se verificarmos o histórico
da produção da indústria pneumática, o mercado apresentou
um cenário negativo nos anos de 2001, 2005 e 2009, reflexo
de política e condições econômicas internas e externas.
Se considerarmos as sazonalidades de consumo mensais,
poderemos ter um arrefecimento no mês de junho em uma
porcentagem significativa no ano de 2014 devido às atividades
da Copa do Mundo no Brasil.
“Nosso maior desafio é oferecer aos
clientes produtos e serviços que
reduzam o custo do quilômetro rodado,
ou seja, que diminuam os seus custos
operacionais”
Pneus & Cia. - Quais são os maiores desafios para os
empresários do segmento de pneus atualmente?
Marcos Aoki - Acredito que o maior desafio é oferecer aos
nossos clientes, os caminhoneiros, produtos e serviços que
diminuam o custo do quilômetro rodado, ou seja, que reduza
os seus custos operacionais. Nosso desafio também é preparar
a Rede de Distribuição para suportar a necessidade de nossos
clientes.
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
23
CONEXÃO
Alexandre Lopes - Alguns fatores se apresentam como
maiores desafios para os empresários do ramo de pneus no
Brasil e estão relacionados aos serviços agregados à venda dos
produtos no ponto de venda. São eles:
t"WBSJFEBEFEFWFÓDVMPTQSFTFOUFTOPNFSDBEPCSBTJMFJSPFBT
novas tecnologias embarcadas nesses veículos, o que gera uma
demanda por mão de obra qualificada para o atendimento da
frota;
t"EJTQPOJCJMJEBEFEFQFÎBTOPUFNQPFRVBOUJEBEFBEFRVBEPT
para preparar o ponto de venda para as necessidades diárias.
Esta é uma equação difícil de ser solucionada, uma vez que o
consumidor tem o tempo cada vez mais limitado para esperar
por um atendimento/serviço, requisitando um atendimento
on demand, similar a um drive thru, mas, por outro lado,
o tempo necessário para solucionar as dificuldades da
disponibilidade de peças e serviços mais complexos é maior.
Pneus & Cia. - Quais os principais projetos da Bridgestone
para os próximos anos?
Foto: Arquivo Bridgestone
Marcos Aoki - Continuar desenvolvendo produtos e serviços
de alta qualidade. O objetivo é aumentar a competitividade
dos produtos, primando por atender e exceder a expectativa
do cliente, oferecendo uma excelente solução em pneus,
recapagem e serviço, para que o cliente tenha uma ótima
experiência ao comprar os nossos produtos.
Alexandre Lopes - A Bridgestone está constantemente
investindo no aprimoramento de sua linha de produtos,
visando distribuir para o mercado produtos de alta tecnologia
e desempenho. Na fábrica de produtos, que está localizada
em Santo André (SP), produzimos pneus para os segmentos
de passeio, caminhonete, caminhão e ônibus, agrícolas e
fora de estrada. Construímos também uma fábrica na Bahia
para produção de pneus de alta tecnologia para veículos de
passeio e caminhonete. Falando especificamente da linha de
produtos, para 2014, estaremos com novidades no segmento
de pneus da linha de caminhonetes.
Pneus & Cia. - Qual a estratégia adotada pela Bridgestone
para ganhar ainda mais espaço no mercado brasileiro frente
à competição dos pneus importados?
Marcos Aoki - O mercado de pneus no Brasil está altamente
competitivo no sentido de diversidade de produtos,
aplicação, posição e etc. Com a entrada dos importados,
este cenário complica ainda mais, uma vez que a estratégia
dos importadores é a de baixar o preço. O antidumping
para pneus de caminhão e ônibus está dificultando este
“tsunami” de importados com baixos preços, abrindo uma
fatia de mercado interessante aos players locais. Por isso, um
dos nossos principais desafios é aproveitar o momento para
trabalhar os diferenciais e fidelizar os clientes, aumentando
assim o conhecimento da marca.
Alexandre Lopes - A estratégia adotada pela Bridgestone é o
fortalecimento e expansão dos canais de vendas dos nossos
produtos. Hoje, são mais de 560 pontos de vendas exclusivos
Bridgestone no varejo, duas lojas próprias de fábrica (CarClub
Firestone) e dois grandes centros de distribuição para
revendas multimarcas, além do nosso comércio eletrônico no
site oficial da empresa.
Pneus & Cia. - Que fatores poderiam contribuir para que o
segmento de pneus pudesse se desenvolver e avançar ainda
mais?
Marcos Aoki - Trabalhamos muito forte na conscientização
de nossos clientes finais em medir e quantificar os resultados.
Creio que se o segmento de transporte tivesse um foco maior
nesses resultados, os produtos de maior qualidade e valor
agregado teriam maior destaque e consequentemente um
maior crescimento.
Marcos Aoki é gerente-geral de Vendas
e Marketing da Bridgestone
24
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
Alexandre Lopes - Um fator muito importante que
contribuirá para o segmento de pneus é a regulamentação de
pneus, o chamado labeling, que seguirá a regulamentação de
veículos implementada pelo governo brasileiro em 2009, com
as resoluções 311/2009 e 312/2009 do Conselho Nacional de
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
Foto: Arquivo Bridgestone
CONEXÃO
Alexandre Lopes é diretor de Marketing e Vendas da Bridgestone da parte
de pneus para Passeio e Camionete
Trânsito (Contran), que obriga a presença de airbags e freios
ABS nos carros vendidos no Brasil. Essa regulamentação
no segmento de pneus classificará os produtos em relação
à sua eficiência com base em três fatores: menor consumo
de combustível, poder de frenagem no molhado e também
a quantidade de ruído provocado pelo uso do produto.
Isso possibilitará classificar produtos com alta tecnologia
e desempenho contra produtos com menor performance,
sendo uma ferramenta essencial para orientar o consumidor
final sobre as marcas e produtos que deve escolher para uso
em seu veículo.
Pneus & Cia. - A Copa do Mundo de 2014 e o bom momento
vivido pela indústria de veículos automotores poderão
beneficiar o segmento de pneus?
Marcos Aoki - Todo grande evento gera benefícios para
todos os segmentos. A Copa do Mundo está trazendo
vários investimentos em estádios e também melhorias nas
infraestruturas das cidades, o que movimenta o país. Com
relação ao bom momento da indústria atual, isso é benéfico, pois
os novos veículos geram a reposição dos pneus em futuro próximo.
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
“Em um mercado altamente
competitivo precisamos trabalhar os
nossos diferenciais e fidelizar os
clientes, aumentando assim o
conhecimento da marca”
Alexandre Lopes - Certamente o aumento do número de
veículos vendidos nos últimos dois anos foi e será muito
importante para o mercado pneumático, pois essa venda
impulsiona a comercialização de nossos produtos em duas
fases: no fornecimento para as montadoras no momento
da construção do veículo e após 2,8 anos no mercado de
reposição, quando o consumidor necessita trocar o produto
usado por um novo produto.
A demanda de veículos vendidos nos anos de 2011 e 2012 terá
sua maior reposição nos anos de 2014 e 2015.
Em relação ao evento da Copa do Mundo, todos os
investimentos em infraestrutura já estão sendo realizados
e, a meu ver, não refletirão de forma a aumentar a venda de
produtos no ano da competição.
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
25
SERVIÇOS
NORMAS
REGULAMENTADORAS
DO MTE
Por Ana Flávia Tornelli
Entenda para que servem e os riscos de não se adequar a elas
Promover a segurança dos empregados, proporcionando
um ambiente organizacional seguro e adequado é um dos
objetivos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),
que, por meio das Normas Regulamentadoras (NRs), busca
fornecer orientações sobre procedimentos obrigatórios
relacionados à segurança e medicina dos empregados.
Embora sejam importantes para evitar acidentes de trabalho,
muitas dessas normas são desconhecidas pelos empresários,
que por falta de informação acabam sendo autuados sem nem
mesmo saberem onde estão errando. Atualmente existem
36 Normas Regulamentadoras publicadas, mas duas delas
merecem atenção no setor de pneumáticos, as NRs - 12 e 13.
NR-12
Responsável por estabelecer requisitos mínimos para a
prevenção de acidentes e doenças do trabalho nas fases de
projeto e utilização de máquinas e equipamentos de todos
os tipos, a NR - 12 tem sido fiscalizada com mais rigor nos
últimos meses entre empresas dos mais variados segmentos,
segundo os próprios auditores fiscais do MTE. Para adequação
à norma, as corporações precisam estar em dia com os
requisitos impostos, como instalação correta dos dispositivos
elétricos e os de parada de emergência, além de manutenção,
inspeção, ajustes e reparos regulares nos equipamentos. “São
priorizadas as empresas com maior número de máquinas,
respeitando o grau de risco que elas oferecem. Se a máquina
apresentar risco grave, ela é interditada e a empresa, multada.
Só depois de regularizada a situação do maquinário é que os
equipamentos são liberados”, afirma Carlos Oliveira, auditor
fiscal do trabalho e coordenador do projeto de prevenção de
acidentes e doenças ocupacionais.
26
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
São requisitos desta NR a adequação dos sistemas de
segurança; adequação das instalações elétricas; adequação
dos meios de acesso permanentes, como rampas, elevadores,
escadas e degraus; adoção de componentes pressurizados
necessários, com a proteção de mangueiras e tubulações,
entre outras exigências.
NR-13
A NR - 13, por sua vez, trata da necessidade da contratação de
um profissional capacitado para exercer a função de operador
de caldeira, sendo obrigatório o treinamento desse operador
por um Profissional Habilitado (PH), “considerando-se
PH aquele que tem competência legal para o exercício da
profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto
de construção, acompanhamento de operação e manutenção,
inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de
pressão”, como descrito na própria NR. Além disso, a norma é
responsável pela regulamentação das caldeiras a vapor, sendo
considerados como “caldeiras” todos os equipamentos que
simultaneamente geram e acumulam vapor de água ou outro
fluido.
Imprescindíveis no processo de recapagem de pneus, as
caldeiras estão presentes em todas as reformadoras, embora
nem sempre estejam adequadas para o uso. Para resistir à
autuação, é preciso que o empresário apresente documentos
que comprovem a inspeção do equipamento. Por meio desse
documento, é possível saber quando e por quem foi feita a
última vistoria. Na opinião do engenheiro mecânico e diretor
da Valflac Engenharia, Valdinei Fernandes, o ideal é que as
reformadoras mantenham pelo menos dois profissionais
habilitados a manusearem a caldeira, e que eles recebam
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
BEM-ESTAR
SERVIÇOS
treinamento e reciclagem constantes. “A empresa que está na
mão de um único caldeireiro corre sério risco de ser multada,
caso a fiscalização aconteça quando o profissional estiver
ausente, seja por motivos de saúde ou por estar em férias, por
exemplo.”
Além das caldeiras, outros equipamentos utilizados no
processo de recapagem, como as autoclaves e os vasos de
pressão, precisam estar com os documentos necessários
em dia. “No ato da fiscalização são checados todos os
documentos. São eles: prontuário, relatório de inspeção,
projeto de localização e instalação, laudo de aferição do
manômetro e da válvula de segurança e livro de registro de
ocorrência de segurança com autorização de funcionamento”,
afirma o engenheiro.
Com relação às máquinas importadas de outros países,
Valdinei alerta que é preciso cuidado para adequá-las às
exigências nacionais. “Nossas Normas Regulamentadoras
seguem padrões internacionais, mas obviamente são
divergentes em diferentes lugares do mundo. Uma máquina
importada precisa ser vistoriada e adaptada aos nossos
requisitos brasileiros, o que raramente é feito, causando dor de
cabeça e transtorno aos empresários”, completa o engenheiro.
RISCOS
Valdinei explica que, apesar de não acontecer com tanta
frequência, as caldeiras precisam de manutenção e vistorias
regulares, pois o risco de uma explosão é iminente. “Acidentes
envolvendo esse tipo de equipamento são sempre muito graves
e podem comprometer várias vidas, por isso é preciso que a
inspeção esteja sempre em dia.” Em setembro do ano passado,
conforme divulgado no site Meio Norte, uma caldeira explodiu
em uma renovadora do município de Timon, Maranhão,
deixando quatro pessoas feridas. A empresa foi destruída
“São priorizadas as empresas com
maior número de máquinas, respeitando o grau de risco que elas oferecem. Se
a máquina apresentar risco grave, ela é
interditada e a empresa, multada”
integralmente. Destroços do equipamento foram lançados
a uma distância de 200 metros. De acordo com o relato do
operador da caldeira, ele percebeu o mau funcionamento ao
identificar um vazamento no equipamento. “Quando vi que
estava vazando, chamei um colega, que na mesma hora me
orientou a correr. Em poucos segundos a caldeira estourou.
Foi tudo muito rápido e escapamos por muito pouco”, relatou
ao site.
Segundo dados do MTE, no primeiro semestre deste ano
mais de 125 mil empresas foram fiscalizadas no país. Dessas,
cerca de 34 mil foram autuadas, o equivalente a 27%. São
Paulo foi o Estado com maior número de fiscalizações, com
20.753 empresas vistoriadas. Em segundo lugar ficou Minas
Gerais, com 15.463 fiscalizações realizadas. As multas para
as empresas que não estão de acordo com as normas variam
de R$ 575,00 a R$ 5.750,00, dependendo, especialmente, do
número de funcionários. Além disso, ao apresentar qualquer
irregularidade, o equipamento pode ser interditado, até que se
regularize a situação.
Para ter acesso ao conteúdo completo das Normas
Regulamentadoras do MTE, basta acessar o site da instituição,
seguindo os seguintes passos: http://portal.mte.gov.br >
legislação > normas regulamentadoras.
TABELA DE FISCALIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO
Ano
Total de AFT*
Empresas fiscalizadas
Trabalhadores
alcançados
Empresas autuadas
2003
2.837
285.241
22.257.503
58.589
2004
2.927
302.905
24.453.179
56.086
2005
2.935
375.097
27.650.699
59.756
2006
2.872
357.319
30.681.772
61.809
2007
3.172
357.788
32.178.333
60.677
2008
3.112
299.013
30.958.946
55.644
2009
2.949
282.377
34.007.719
57.678
2010
3.061
255.503
30.883.740
57.258
2011
3.042
269.253
34.235.552
68.566
2012
2.875
269.025
35.506.836
67.960
2013**
2.766
126.653
17.203.879
33.838
3.180.174
320.018.158
637.861
TOTAL
* Auditores Fiscais do Trabalho.
** Todos os dados de 2013 atualizados até o mês de junho.
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
27
Foto: Depositphotos Inc
CENÁRIO
ESTRUTURANDO
GRANDES MUDANÇAS
Norman Ganz Sanchez
Sócio-consultor da empresa Andragus
Treinamento e Conscientização
E-mail: [email protected]
Escrevo nesta conceituada revista por conta da visão que me
foi propiciada quando da realização de auditorias de qualidade
(NBR-ISO-9001:2008) em mais de 50 reformadores de pneus
espalhados por todo o país e de diversas “bandeiras” nestes
últimos quatro anos. Tenho mais de 20 anos de experiência
em trabalhos de consultoria em canais de distribuição atuando
no Brasil, México, Colômbia, Bolívia, Chile e Argentina,
principalmente nos segmentos automobilístico, bancário, de
telefonia celular e agronegócios.
Considero que os canais de distribuição dos segmentos
automobilístico e bancário sejam os mais fortificados e
estruturados do Brasil. Não significa que está tudo às mil
maravilhas, mas que várias mudanças ocorreram nos
últimos 15 anos que os fizeram mais sólidos. Esta solidez
28
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
se deu principalmente pelo acirramento da concorrência
internacional. Mudanças importantes que aconteceram nesses
dois canais de distribuição certamente ocorrerão com o canal
de distribuição de reforma de pneus. É tudo uma questão de
tempo.
Tempos atrás, os concessionários de automóveis acreditavam
que era possível ganhar dinheiro vendendo apenas veículos
novos. Durante a década de 90, com a abertura do mercado
brasileiro aos veículos importados, a percepção de valor por
parte dos clientes mudou e as margens dos veículos novos
despencaram em pouco tempo. A grande lição aprendida, para
muitos, a duras penas, foi a necessidade de diversificar o mix
de vendas. Nasceu assim o interesse por veículos seminovos,
oficina, venda de peças, financiamentos e principalmente o
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
CENÁRIO
mostram-se bem administrados. Esse panorama é entendível
visto que os proprietários vêm do ramo de pneus e sabem
muito bem como controlar o processo produtivo.
Mesmo com o processo controlado, o que chama a atenção
são os motivos que impedem esses reformadores de terem um
crescimento significativo em seus volumes de vendas.
Quando faço essa pergunta aos diretores das empresas
auditadas é comum escutar a seguinte linha de argumentação:
tExistem muitos reformadores pequenos que estão praticando
preços inadequados;
tO cliente não paga preços altos, pois não vê valor no serviço
de reforma;
tComo os pneus novos orientais são muito mais baratos, o
cliente prefere comprar pneu novo em vez de reformar;
tO nível de danos irreversíveis à carcaça vem aumentando
por causa da péssima qualidade das estradas brasileiras.
foco na gestão do concessionário. Por parte da montadora
coube a abertura de novas concessionárias.
Essa breve associação é importante para que falemos, então,
do mercado de reforma de pneus. Nas auditorias que tive
a oportunidade de realizar – comentadas anteriormente
–, percebi que esse canal de distribuição é formado em sua
grande maioria por empresas familiares, pequenas e oriundas
do ramo de borracharia. Nada mais natural, já que são
administradas por pessoas que “nasceram” no segmento e
que, por isso, são muito entendidas do negócio pneu, além de
terem acumuladas várias histórias para contar. Isso faz com
que a grande maioria delas avalie o seu processo produtivo
quase da mesma forma:
t Coleta de carcaças: percentagem de carcaças coletadas e
aprovadas na inspeção inicial;
t Produção: quantidade de pneus reformados, índice de
retrabalho interno;
tExpedição: quantidade de pneus reformados e aprovados,
quantidade de garantias pagas aos clientes.
Outro ponto relevante é que os resultados dessas medições
indicam certa estabilidade ao longo do tempo, sempre com
variações pontuais em determinados meses do ano, porém
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
Todas essas linhas de argumentações devem ter seu cunho
de verdade. Entretanto, em nenhuma dessas linhas consigo
enxergar ações que os reformadores possam executar com a
finalidade de mudar a situação.
Como mudar tudo isso então? O que podemos fazer para
sobreviver em um mercado em transformação? Até quando
posso esperar? Será que essas mudanças são reais ou apenas
“fogo de palha”?
Sem alarde (que não é o motivo deste artigo), precisamos
entender que tais mudanças já estão em curso e que são
irreversíveis, ou seja, para sobreviver temos que “entrar no
barco” e ajudar a remar. Não vamos perder tempo e foco
desacreditando no que está na frente dos nossos olhos.
Outro ponto importante é estruturar a nossa equipe de vendas.
Com a estabilização do processo produtivo, só cresceremos
com as vendas se a nossa equipe for mais ativa e buscar
mais pneus na nossa área de atuação. Esse trabalho já é mais
árduo, pois, assim como mudamos o foco dos vendedores de
carros, de “tiradores de pedidos” para consultores de vendas,
precisamos alterar a terminologia e ação dos “coletadores” e
transformá-los em consultores de vendas.
Consultor de vendas envolve ter na nossa equipe pessoas que,
além do conhecimento técnico do pneu, tenham a habilidade
de conhecer o cliente, entender do seu ramo de atividade,
identificar os concorrentes, conhecer a percepção de valor do
cliente e, ainda, ter argumentações técnicas que comprovam
que os serviços executados pelos nossos reformadores são
melhores dos que os realizados pela concorrência, sem abrir
mão do nosso preço final e margem de lucro.
Essa mudança de cultura é fundamental para dar base a um
processo de transformação consistente e eficiente. Enquanto
acreditarmos que os clientes só compram preço e entrarmos
na onda dos descontos, certamente estaremos fadados ao
desaparecimento.
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
29
GUIA DOS ASSOCIADOS
LEGENDA
ALFENAS
RECALFENAS
JARDIM BOA ESPERANÇA - TEL.: (35) 3292-6400
ANDRADAS
RECAUCHUTAGEM ANDRADENSE
CONTENDAS - TEL.: (35) 3731-1414
REFORMADORA
REVENDEDORA
JAC PNEUS LTDA.
JARDIM MONTANHÊS - TEL.: (31) 3464-5553
LUC PNEUS LTDA
DOM BOSCO - TEL.: (31) 3417-6366
MÁXIMA REFORMADORA DE PNEUS LTDA.
DIST. IND. SIMÃO DA CUNHA - TEL.: (31) 3423-4910
LOURDES – TEL.: (31) 3214-2413
SÃO LUCAS – TEL.: (31) 3225-7575
BETIM
AD PNEUS
JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 2125-9100
RECAPAGEM SOUZA E MACHADO LTDA.
BRASILÉIA - TEL.: (31) 3511-9295
ARAXÁ
PNEUARA – PNEUS ARAXÁ LTDA.
VILA SILVÉRIA - TEL.: (34) 3661-8571
ARAGUARI
FÁBIO PNEUS LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (34) 2109-8000
ARCOS
RENOVADORA DE PNEUS NOVA ALIANÇA
RODOVIA BR 354 - KM 476 - TEL.: (37) 3351-1717
RECAPAGEM SANTA LUZIA LTDA
VILA CALCITA - TEL.: (37) 3351-1025
MINAS PNEUS LTDA.
CAIÇARA - TEL.: (31) 2103-4488
GUTIERREZ - TEL.: (31) 3292-2929
CURINGA DOS PNEUS
JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 3591-9899
PNEUBRASA LTDA.
GRAÇA - TEL.: (31) 3423-4578
PNEUPAM LTDA.
PAMPULHA - TEL.: (31) 3491-5000
GARRA PNEUS
FILADÉLFIA - TEL.: (31) 3531-2773
PNEUS NACIONAL LTDA.
BARRO PRETO - TEL.: (31) 3274-4155
FLORESTA - TEL.: 3273-5590
FUNCIONÁRIOS - TEL.: 3281-2029
PAMPULHA - TEL.: (31) 3427-4907
REDE RECAP RENOVADORA E COMÉRCIO DE PNEUS
LTDA.
JARDIM PIEMONT - TEL.: (31) 3597-1335
BARBACENA
ASR RECAUCHUTADORA E COM. PNEUS
CAIÇARAS - TEL.: (32) 3333-0227
BQ PNEUS RECAUCHUTADORA E COMÉRCIO LTDA.
PASSARINHO - TEL.: (32) 3332-2988
BARBACENA CENTRO AUTOMOTIVO
PONTILHÃO - TEL.: (32) 3333-5000
BELO HORIZONTE
PNEUSOLA
ALÍPIO DE MELO - TEL.: (31) 3311-7736 / 3311-7742
AV. AMAZONAS - TEL.: (31) 3311-7772 / 3311-7774
AV. PEDRO II - TEL.: (31) 3311-7732 / 3311-7733
BR 262 - TEL.: (31) 3311-7766 / 3311-7767
CIDADE NOVA - TEL.: (31) 3311-7713 / 3311-7714
FLORESTA - TEL.: (31) 3311-7730 / 3311-7731
JARDINÓPOLIS - TEL.: (31) 3361-2522
LOURDES - TEL.: (31) 3311-7770 / (31) 3311-7771
LUXEMBURGO - TEL.: (31) 3311-7744 / (31) 3311-7745
MINAS SHOPPING - TEL.: (31) 3311-7760 / 3311-7761
NOVA SUÍÇA - TEL.: (31) 3311-7740 / 3311-7741
RAJA GABAGLIA - TEL.: (31) 3311-7750 / 3311-7751
SÃO LUCAS - TEL.: (31) 3311-7783 / 3311-7784
SAVASSI - TEL.: (31) 3311-7720 / 3311-7721
VIA SHOPPING - TEL.: (31) 3311-7780 / 3311-7781
CURINGA DOS PNEUS
PAMPULHA - TEL.: (31) 3491-5700
DUCAR PNEUS
VENDA NOVA - TEL.: (31) 3646 5354
GAMA PNEUS & CIA.
CARLOS PRATES - TEL.: (31) 3201-5405
TREVISO/RECAMIC
BETIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 2126-9200
TOC PNEUS
CENTRO - TEL.: (31) 3531-2547
CAETANÓPOLIS
COMERCIAL MACHADO E SOUZA LTDA.
ZONA RURAL - TEL.: (31) 3714.6752
CAMPO BELO
RECABEL LTDA.
ZONA RURAL - TEL.: (35) 3882.2770
CAPELINHA
RECAPE PNEUS LTDA.
NOVA GRANADA - TEL.: (31) 3332-7778
PEDRO II - TEL.: (31) 3471-5697
RODAR PNEUS LTDA.
CALAFATE - TEL.: (31) 3334-4065
PNEUS CAP LTDA.
PLANALTO - TEL.: (33) 3516-1512
CARATINGA
JR PNEUS
AV. PRESIDENTE TANCREDO NEVES - TEL.: (33) 3321 3888
PNEUCAR
AV. PRESIDENTE TANCREDO NEVES - TEL.: (33) 3329-5555
CONSELHEIRO LAFAIETE
GARRA PNEUS
PEDRO II - TEL.: (31) 3412-1505
ALÍPIO DE MELO - TEL.: (31) 3474-4500
BARRO PRETO - TEL.: (31) 3295-1208
30
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
TOC PNEUS
BARREIRO DE BAIXO – TEL.: (31) 3384-2030
CALAFATE – TEL.: (31) 3371-1848
ESTORIL – TEL.: (31) 3373-8344
GAMELEIRA – TEL.: (31) 3386-4878/3384-1053
CURINGA DOS PNEUS
SANTA MATILDE - TEL.: (31) 3762-1715
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
GUIA DOS ASSOCIADOS
RG PNEUS
MELO VIANA - TEL.: (31) 3841-1176
CONTAGEM
REGIGANT RECUPERADORA DE PNEUS GIGANTES LTDA.
RIACHO DAS PEDRAS - TEL.: (31) 2191-9999
SOMAR RECICLAGEM DE PNEUS LTDA.
RIACHO DAS PEDRAS - TEL.: (31) 3396-1758
ARAÚJO PNEUS LTDA.
JARDIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3363-1840
TOC PNEUS
CINCÃO - TEL.: (31) 3391-9001
CARDIESEL– GRUPO VDL
GUANABARA - TEL.: (31) 3232-4000
ELDORADO PNEUS
ELDORADO - TEL.: (31) 3395-3484
GAMA PNEUS & CIA.
CEASA MG KENNEDY - TEL.: (31) 3329-3700
GUANABARA - TEL.: (31) 3329-8000
LUMA PNEUS LTDA.
JARDIM MARROCOS - TEL.: (31) 3352-2400
MAXCON PNEUS
ÁGUA BRANCA - TEL.: (31) 3912-5566
MINAS PNEUS LTDA.
CEASA - TEL.: (31) 3394-2559
NG PNEUS LTDA.
GUANABARA - TEL.: (31) 3394-2176
PNEUCON PNEUS CONTAGEM LTDA.
COLONIAL - TEL.: (31) 3353-9924
PNEUS AMAZONAS LTDA.
VILA BARRAGINHA - TEL.: (31) 3361-7320
PNEUSOLA
CEASA - TEL.: (31) 3311-7788 / 3311-7789
ELDORADO - TEL.: (31) 3311-7778 / 3311-7779
JARDIM INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3311-7722 / 3311-7723
REFORMADORA BELO VALE
IPÊ - TEL.: (33) 3278-1508
TOLEDO PNEUS LTDA
CINCÃO - TEL.: (31) 3351-5124
CORONEL FABRICIANO
AUTORECAPE LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (31) 3842-3900
RECAPAGEM RIO DOCE LTDA.
CALADINHO - TEL.: (31) 3841-9050
DIVINÓPOLIS
PNEUMAC LTDA.
ORION - TEL.: (37) 3229-1111
PNEUSOLA
CENTRO - TEL.: (37) 3212-0777
RECAMAX MÁXIMA LTDA.
RANCHO ALEGRE - TEL.: (37) 3216-2000
VALADARES DIESEL LTDA. – GRUPO VDL
JARDIM IPÊ - TEL.: (33) 2101-1500
GUAXUPÉ
RENOVADORA DE PNEUS DOIS IRMÃOS
VILA SANTO ANTÔNIO - TEL.: (35) 3551-2205
IGARAPÉ
RECAPAGEM CAMPOS
BAIRRO JK - TEL.: (31) 3534-1552
IPATINGA
RG PNEUS
IGUAÇU - TEL.: (31) 3824-2244
ITABIRA
RG PNEUS
CENTRO - TEL.: (31) 3831-5055
ITABIRITO
JGX RECAPAGEM DE PNEUS LTDA.
BAIRRO LOURDES - TEL.: (31) 3561-7272
ITAMARANDIBA
RENOVADORA SEGURANÇA LTDA.
BALNEÁRIO RANCHO ALEGRE - TEL.: (37) 3222-6565
BODÃO PNEUS E REFORMAS LTDA.
SÃO GERALDO – TEL.: (38) 3521-1185
ITAÚNA
FORMIGA
AD PNEUS
MANGABEIRAS - TEL.: (37) 3322-1441
LEÃO PNEUS
PLANALTO - TEL.: (37) 3322 6350
RENOVADORA SEGURANÇA LTDA.
VILA SOUZA E SILVA - TEL.: (37) 3322-1239
PNEU PNEUMAX LTDA.
VILA SANTA MÔNICA - TEL.: (37) 3073-1911
JOÃO MOLEVADE
MJ PNEUS LTDA
LOANDA - TEL.: (31) 3852-8787
RG PNEUS
CARNEIRINHOS - TEL.: (31) 3851-2033
RG PNEUS
BELMONTE - TEL.: (31) 3852-6121
RECAPAGEM SANTA HELENA
BERNARDO MONTEIRO - TEL.: (31) 3394-8869
UNICAP
MARINGÁ - TEL.: (37) 3321-1822
RECAPE PNEUS LTDA.
VILA PARIS - TEL.: (31) 3353-1765
TOC PNEUS MATRIZ
CARNEIRINHOS - TEL.: (31) 3851-4222
GOVERNADOR VALADARES
RECAPAGEM VALADARES LTDA.
VILA ISA - TEL.: (33) 3278-2160
DPNVOJDBDBP!TJOEJQOFVTDPNCStXXXTJOEJQOFVTDPNCS
setembro/outubro 2013
PNEUS&CIA
31
GUIA DOS ASSOCIADOS
JUIZ DE FORA
CURINGA DOS PNEUS
POÇO RICO - TEL.: (32) 3215-4547/3215-0029
PNEUSOLA
AV.BRASIL - TEL.: (32) 3216-3419 / 3231-6677
AV. JUSCELINO KUBTSCHECK - TEL.: (32) 3225-5741
INDEPENDÊNCIA SHOPPING - TEL.: (32) 3236-2777 /
3236-2094
RECABOM PNEUS
MARIANO PROCÓPIO - TEL.: (32) 3212-2410
RG PNEUS
FRANCISCO BERNADINO - TEL.: (32) 3221-3372
RT JUIZ DE FORA REFORMA DE PNEUS LTDA.
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (32) 2102-5004
RECAPAGEM SANTA HELENA
CENTRO - TEL.: (38) 3213-9803
CENTRO ATAC. REGINA PERES - TEL.: (38) 3213-2220
JD. PALMEIRAS - TEL.: (38) 3213-1940
RUA SETE - TEL.: (38) 3213-2220
RECAPAGEM SANTA HELENA
CRISTO REDENTOR - TEL.: (34) 3814-5599
JD. PAULISTANO - TEL.: (34) 3823-1020
PATROCÍNIO
AUTOMOTIVA PNEUS LTDA.
MORADA DO SOL - TEL.: (34) 3831-3366
TREVISO/RECAMIC
ANEL RODOVIÁRIO - TEL.: (38)3222-8800
MURIAÉ
PAES PNEUS
RUA PROJETADA - TEL.: (32) 3722 5509
RECABOM PNEUS
UNIVERSITÁRIO - TEL.: (32) 3722-4042
RG PNEUS
BARRA - TEL.: (32) 3722-3788
PITANGUI
SUFER PNEUS E RECAPAGEM LTDA.
CHAPADÃO - TEL.: (37) 3271-4444
POÇOS DE CALDAS
POÇOS CAP LTDA.
CAMPO DO SÉRGIO - TEL.: (35) 3713-1237
POUSO ALEGRE
AD PNEUS
JARDIM CAMPOS ELÍSEOS - TEL.: (35) 3713-9293
NANUQUE
TREVISO/RECAMIC
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (32)3691-1313
CACIQUE PNEUS LTDA.
CENTRO - TEL.: (33) 3621-4924
NOVA LIMA
LAVRAS
LAVRAS RECAP
AEROPORTO - TEL.: (35) 3821-6308
ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO OFICIAL
CENTRO - TEL.: (31) 3541-3364
TREVISO/RECAMIC
DISTRITO INDUSTRIAL - TEL.: (35) 3422-7020
SANTA LUZIA
DURON RENOVADORA E COM. DE PNEUS
DIST. IND. SIMÃO DA CUNHA - TEL.: (31) 3637-8688
LEOPOLDINA
RECALEO RECAPADORA LEOPOLDINENSE
RUA JOSÉ PERES - TEL.: (32) 3441 4007
GAMA PNEUS & CIA.
JARDIM CANADÁ – TEL.: (31) 3542-1822
GAMA PNEUS & CIA.
CENTRO – TEL.: (31) 3641-4700/2929
LUZ
RECAPAGEM ALEX LTDA.
NSA. SRA. APARECIDA - TEL.: (37) 3421-3042
MARIANA
COMERCIAL SÃO PAULO DE PNEUS LTDA.
VILA DO CARMO - TEL.: (31) 3557-2108
MATIAS BARBOSA
SÃO DOMINGOS DO PRATA
RENOVADORA DE PNEUS OK S/A.
JARDIM CANADÁ - TEL.: (31) 3581-3294
SÃO JOAQUIM DE BICAS
OURO PRETO
COMERCIAL SÃO PAULO DE PNEUS LTDA
LAGOA - TEL.: (31) 3551-2200
PARÁ DE MINAS
PNEUSOLA RECAPAGEM LTDA.
CENTRO EMPRESARIAL - TEL.: (32) 3273-8622
RECAPAGEM BQ LTDA.
EMPRESARIAL PARK SUL - TEL.: (32) 8415-7292
MONTES CLAROS
PNEUSOLA
CENTRO - TEL.: (38) 3221-6070
ESPLANADA - TEL.: (38) 3215-7874 / 3215-7874
32
PNEUS&CIA
setembro/outubro 2013
RECAPAGEM PNEUS PRATA LTDA.
BOA VISTA - TEL.: (31) 3856-1724
AUTO RECAPAGEM AVENIDA LTDA.
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RECALTO PNEUS LTDA.
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BRISA PNEUS LTDA.
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AUTO SETE VEÍCULOS E PEÇAS LTDA. – GRUPO VDL
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GUIA DOS ASSOCIADOS
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CURINGA DOS PNEUS
CANAAN - TEL.: (31) 3773-1717
RECAPAGEM CASTELO LTDA.
UNIVERSITÁRIO - TEL.: (31) 3773-9099
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RODOVIA UBÁ/JUIZ DE FORA - TEL.: (32) 3539-2800
RECAPAGEM SANTA HELENA
CANAAN - TEL.: (31) 3773-0639
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Revista Pneus & Cia. nº 35