PROJECTO EDUCATIVO DA ESCOLA
Escola Básica e Secundária
da
Ponta do Sol
Horizonte: 2009-2010
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Índice
Nota Prévia ……………………………………………………………………………..
3
Introdução …………………………………………………………………..………….
4
Visão, Missão, Valores, Objectivos:
A Nossa Visão ……………………………………………………………………..…..
6
A Nossa Missão ………………………………………………………………………..
6
Os Nossos Valores ……………………………………………………………………
6
Os Nossos Objectivos ……………………………………………………………….
7
Estratégias ………………………………………………………………………………
8
Avaliação ………………………………………………………………………………..
9
Bibliografia ……………………………………………………………………………..
10
Anexo I – Assim Somos - A Escola no Meio …………………………………
11
1. – O Meio …………………………………………………………………………….
12
1.1 – Notas históricas sobre o Concelho da Ponta do Sol ……………
12
1.2 - Caracterização sócio-económica do Meio …………………………..
13
1.3 - Actividades Culturais e Espaços Sócio-Educativos ……………...
14
2. - A Escola …………………………………………………………………………..
15
2.1 - Breve historial da Escola …………………………………………………
15
2.2 – Espaço, equipamentos/recursos materiais ………………………..
16
2.3 – Os Pais/Encarregados de Educação ………………………………….
17
2.4 - Os Alunos – Caracterização Sócio-Familiar ………………………...
18
2.5 – Os alunos – Dificuldades detectadas ………………………………...
19
2.6 – Serviços especializados de apoio …………………………………….
20
2.7 – Recursos Humanos ………………………………………………………...
21
2.8 – Parcerias e colaborações …………………………………………………
21
2.9 – Oferta Educativa …………………………………………………………….
22
Bibliografia e Fontes …………………………………………………………………
23
Anexo II – Quadros e Dados ………………………………………………………
24
Anexo III – Pareceres e Outros Documentos ………………………………
32
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Nota Prévia
O presente documento que se assume em continuidade com o anterior PEE da
Escola apresenta uma organização deliberadamente distinta daquele.
Assim, há um corpo inicial que constitui o documento estratégico, com a definição
de Visão, Missão, Valores e Objectivos que se pretendem para a organização EBS Ponta
do Sol. Assinalam-se ainda estratégias orientadoras conjugadas para a consecução dos
objectivos.
Em anexo junta-se um documento – Anexo I: Assim Somos – A Escola no Meio
- que retrata e caracteriza a Escola e o Meio envolvente, o qual, a partir de referências e
experiências do passado, procura esclarecer as dificuldades do presente que se pretende
superar num futuro próximo, conforme traçado no documento estratégico. O Anexo II
contém quadros e gráficos com dados referenciados no anterior.
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Introdução
No quadro da legislação do sistema escolar, o conceito de “projecto educativo”
emergiu como referente da designada “autonomia, gestão e administração” das escolas.
Desde o Decreto-Lei n.º 43/89, de 3/2, vulgo lei da autonomia das escolas, surge a
referência ao “projecto educativo” como meio de concretização da “autonomia da escola”.
O Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4/5, que vigora(ou) no Continente, bem como o Decreto
Legislativo Regional n.º 4/2000/M, de 31/1, substancialmente alterado pelo Decreto
Legislativo Regional n.º 21/2006/M, de 21/6, contemplam o “projecto educativo” como
documento central na “autonomia” da escola.
Os especialistas destacam no sentido do projecto, a sua dimensão e dinâmica, e o
seu potencial mobilizador porque, ancorando-se na acção presente, pretende intervir,
alterar, projectar o futuro. Referindo-se ao projecto educativo, João Barroso (1992)
realça que as potencialidades do projecto residem precisamente na “sua capacidade de
combinar a atracção pelo futuro e a acção no presente.” (p. 29)
A instituição escolar vive, desde há alguns anos, crises e instabilidades. A
sociedade impõe-lhe um conjunto de exigências e grande responsabilidade na preparação
da sociedade do futuro ao contribuir “para o desenvolvimento pleno e harmonioso da
personalidade dos indivíduos, incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis,
autónomos e solidários e valorizando a dimensão humana do trabalho” conforme está
exarado na Lei de Bases do SE. No contexto de incerteza e instabilidade em que
vivemos, a escola vive sob pressão de várias latitudes, criticada pelo mau desempenho
dos jovens portugueses em estudos comparativos internacionais, acusada por todos qual
“mãe de todos os males”. Mas é, paradoxalmente, às escolas que a sociedade confia,
cada vez mais, responsabilidades e funções que até há pouco cabiam a outras estruturas
sociais…
Neste quadro, o conceito de projecto emerge como mecanismo de, com
criatividade e inovação, responder às exigências sociais, de procurar e construir o
caminho mais adequado à resolução dos problemas em cada realidade. Este é, em
síntese, o sentido do projecto educativo que se apresenta, como núcleo da “gestão
estratégica” que nos permita, face à instabilidade e incerteza, um rumo coerente e com
sentido que responda, se não a todos, pelo menos aos mais significativos problemas que
se nos deparam, no respeito pelos valores constitucionais expressos nos princípios da
LBSE.
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Projecto Educativo da Escola
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Escola Básica e Secundária
da
Ponta do Sol
Visão, Missão, Valores, Objectivos
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Projecto Educativo da Escola
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A NOSSA VISÃO
A Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol tem a ambição de se afirmar como uma Escola
Pública de Qualidade, reconhecida na comunidade local e regional.
Pretende ainda consolidar o seu estatuto de espaço sócio-cultural de referência no concelho da
Ponta do Sol, enquanto entidade criadora, promotora e divulgadora de iniciativas e actividades de
índole cultural.
A NOSSA MISSÃO
Proporcionar uma formação escolar adequada às exigências da sociedade, reconhecendo
e incentivando os valores do trabalho, do esforço e do empenho, enquanto motores de
desenvolvimento pessoal e social do indivíduo, garantindo ao máximo de alunos a
conclusão da escolaridade.
Incentivar a criatividade individual ou de grupo, bem como as atitudes de constante
atenção à inovação científica e pedagógica e de permanente abertura e procura das
soluções adequadas à nossa realidade.
Promover a satisfação dos nossos alunos, pais, profissionais, bem como da comunidade,
no respeito pelos direitos e deveres estabelecidos, favorecendo a participação e
desenvolvendo parcerias e colaborações com outras instituições enquadradoras de
crianças e jovens, na procura e criação das melhores condições de integração escolar, de
trabalho e de aprendizagem.
Enquanto instituição que enquadra e forma crianças e jovens, assumimos que a razão
de ser e centro de acção da Escola é a formação dos nossos alunos. Para além
desta referência, pugnamos por aqueles que consideramos
OS NOSSOS VALORES
Os princípios da cidadania democrática: liberdade, autonomia, participação, respeito,
justiça e solidariedade, a pluralidade de opiniões e a reciprocidade de direitos e deveres.
A tolerância, a convivência, o diálogo e a solidariedade como meios de aproximação
entre pessoas, grupos, povos e culturas.
O trabalho, o esforço e o empenho enquanto motores de desenvolvimento pessoal e
social do indivíduo.
A História e o Património Local, Regional e Nacional como elementos congregadores da
nossa Cultura e Identidade.
O sentido do contacto e preservação da Natureza como enunciadores de uma vida
saudável orientada pelo equilíbrio na alimentação, na sexualidade e nos afectos.
Enquanto educadores pelo exemplo, os profissionais da Escola devem pautar a sua acção
quotidiana junto dos jovens com profissionalismo, responsabilidade, tolerância, firmeza e
rigor.
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
OS NOSSOS OBJECTIVOS
1. Desenvolver o gosto por uma correcta comunicação verbal em língua materna
enquanto competência transversal estruturante de grande significado no sucesso escolar
e
social
dos
indivíduos,
traduzido
em
melhores
resultados
em
Língua
Portuguesa/Português.
2. Melhorar as aprendizagens em Matemática conduzindo à melhoria gradual dos
resultados escolares, sublinhando o carácter estruturante e transversal da linguagem e
dos conhecimentos matemáticos.
3. Contribuir para aprendizagens significativas em Línguas Estrangeiras, relevando a sua
importância face às exigências da globalização, de modo que a melhoria de resultados
traduza maior capacidade de comunicação nas línguas estrangeiras estudadas.
4. Incentivar o empenho e a formação no domínio da História, do Património e da
Geografia Local e Regional, que conduza a aprendizagens significativas com sucesso para
a maioria significativa dos alunos1.
5. Desenvolver o gosto pelas Ciências Físico-Naturais assegurando a melhoria dos
resultados escolares.
6. Promover as formas de expressão técnica, desportiva e artística como meios de
compreensão e de intervenção no mundo, por intermédio de iniciativas que apelem à
criatividade e à acção efectiva dos envolvidos, expressas na participação dos alunos do
ensino regular em pelo menos uma actividade em cada ano escolar.
7. Promover a integração escolar de crianças e jovens portadores de dificuldades de
aprendizagem ou de integração significativas, desencadeando os apoios disponíveis e o
acompanhamento dos casos sinalizados.
8. Garantir qualidade e adequação à formação escolar de nível Secundário de forma a
aumentar o número de alunos que concluem este nível de escolaridade.
9. Promover uma formação escolar de segunda oportunidade, com sucesso para a
maioria dos alunos com frequência regular do Ensino Recorrente.
10. Intensificar a participação, a intervenção e a colaboração dos pais e encarregados de
educação no acompanhamento dos educandos, de modo que nas diversas iniciativas da
Escola ocorra a sua participação significativa2.
11. Incentivar o esforço, bem como as iniciativas inovadoras, ao nível da formação e
valorização profissional e pessoal dos profissionais da Escola, traduzidos em actividades e
processos de formação com forte ligação à prática quotidiana em, pelo menos, metade
das horas de formação utilizadas.
12. Prevenir a ocorrência de problemas disciplinares graves pela acção atenta, rigorosa,
oportuna e valorizada dos profissionais e órgãos da escola, no quadro das regras
estabelecidas.
1
Considera-se maioria significativa a que traduza percentagem idêntica ou superior à do ano anterior.
2
Considera-se participação significativa a que traduza números idênticos ou superiores aos de ocorrências
análogas anteriores, salvo ocorrência de situações excepcionais comprovadas.
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Projecto Educativo da Escola
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Estratégias
I.
Contemplar a comunicação das ideias e da informação artística, técnica ou
científica como componente significativa das experiências de aprendizagem
proporcionadas ao aluno e, consequentemente, do processo de avaliação nas
várias disciplinas.
II.
Apelar a estratégias
aprendizagem.
que
envolvam
e
responsabilizem
o
aluno
na
sua
III. Aprofundar estratégias e actividades de aprendizagem/ desenvolvimento de
técnicas de trabalho e estudo na perspectiva de “aprender a aprender”.
IV. Prever actividades no âmbito da educação cívica nos planos das várias disciplinas
ou ACNDs.
V.
Privilegiar e reforçar o compromisso pedagógico/trabalho de equipa: apoio,
valorização e reforço da organização do trabalho em equipas pedagógicas.
VI. Respeitar o princípio da continuidade pedagógica/lógica de ciclo: desenvolvimento
de PCTs segundo a lógica de ciclo; acompanhamento e enquadramento da turma
ao longo do ciclo pela equipa pedagógica (pelo menos a maioria dos professores).
VII. Valorizar o empenho, o esforço, a iniciativa, a criatividade e a inovação nos
critérios de avaliação (alunos, professores e pessoal não docente (PND).
VIII. Favorecer o desenvolvimento de projectos inovadores consistentes ao nível da
gestão do currículo ou da metodologia de ensino-aprendizagem.
IX. Desenvolver projectos de turma de ensino não regular que correspondam aos
problemas de aprendizagem detectados.
X.
Desencadear projectos de ensino recorrente que respondam às expectativas dos
interessados.
XI. Desenvolvimento de lideranças intermédias dinâmicas e responsáveis:
coordenadores (de departamento, de ciclo); delegados; directores de turma;
direcção de instalações; …
XII. Orientar o plano de formação de docentes para: estratégias de ensino centradas
na aprendizagem; trabalho colaborativo/em equipa; gestão e resolução de
conflito; motivação pessoal e profissional.
XIII. Criar um plano de formação do PND orientado para: gestão e resolução de
conflitos; estratégias de contacto com crianças e jovens; motivação pessoal e
profissional; trabalho colaborativo/em equipa.
XIV. Desenvolver projectos de enriquecimento curricular (Clubes) com personalidade
e espaço na dinâmica da Escola, em coerência com a orientação do PE.
XV. Acolher, valorizar e divulgar a participação, a iniciativa e a intervenção
responsável de alunos, professores e funcionários na procura das soluções mais
adequadas aos problemas detectados.
XVI.Estabelecer parcerias com instituições escolares, sociais, culturais, económicas ou
profissionais a fim de partilhar recursos, ideias ou soluções mutuamente
benéficas.
XVII. Divulgar os projectos e realizações da escola.
XVIII.Proporcionar espaços e actividades colaborativas de criação ou recreação com
participação dos diversos grupos que integram a escola: alunos, funcionários,
professores e, eventualmente, pais.
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
XIX.Favorecer experiências de intercâmbio e contacto efectivo com outras realidades
e culturas.
XX. Promover e criar novos e eficazes canais de comunicação intra-escola, bem como
com interessados no processo educativo, caso dos Encarregados de Educação.
XXI. Assegurar a participação dos interessados na procura de soluções para os
problemas garantindo a colaboração e o compromisso colectivo na gestão das
situações.
XXII. Instituir formas de comunicação regular e activa com a comunidade
nomeadamente com promoção e divulgação de iniciativas sociais e culturais.
Avaliação
A avaliação do PEE tem em conta:
- A consecução dos objectivos.
- A adequação das estratégias aos objectivos pretendidos.
Instrumentos de avaliação:
- Relatórios/Análise de resultados de aprendizagem (sucesso escolar).
- Relatórios sectoriais dos projectos desencadeados.
- Relatório dos Planos Anuais de Escola.
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Bibliografia
Barroso, J. (1992). Fazer da escola um projecto. In R. Canário (Org.), Inovação e projecto
educativo de escola (pp. 17-55). Lisboa: Educa.
Carapeto, C. & Fonseca, F. (2006). Administração Pública: modernização, qualidade e inovação.
Lisboa: Edições Sílabo.
Costa, J. A. (2003). Projectos educativos das escolas: um contributo para a sua (des)construção.
Educação & Sociedade, 85, 1319-1340, retirado a 24 de Novembro de 2007, de
http://www.scielo.br/pdf/es/v24n85/a11v2485.pdf
Costa, J. A. (2004). Construção de projectos educativos nas escolas: traços de um percurso
debilmente articulado. Revista Portuguesa de Educação, 17(002), 85-114, retirado a 24 de
Novembro de 2007, de http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/374/37417204.pdf
Macedo, B. (1991). Projecto Educativo de Escola: do porquê construí-lo à génese da construção.
Inovação, 4(2-3), 127-139.
Tavares, M. M. V. (2006). Estratégia e Gestão por Objectivos. Lisboa: Universidade Lusíada
Editora.
Legislação
Decreto Legislativo Regional n.º 21/2006/M. Altera o Decreto Legislativo Regional n.º 4/2000/M, de
31 de Janeiro, que aprovou o regime de autonomia, administração e gestão dos
estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira.
Decreto-Lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro. Regime jurídico da autonomia da escola.
Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio. Aprova o regime de autonomia, administração e gestão
dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário,
bem como dos respectivos agrupamentos.
Lei nº 49/2005 de 30 de Agosto. Republicação da Lei n.º 46/1986, de 14 de Outubro. Lei de Bases
do Sistema Educativo (LBSE).
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PROJECTO EDUCATIVO DA ESCOLA
ANEXO I
ASSIM SOMOS
A ESCOLA NO MEIO
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Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
1. – O Meio
A Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol serve o Concelho da Ponta do Sol,
situado na costa sul da Ilha da Madeira, em terras que, muito embora numa área
reduzida, se estendem do mar à serra, com população instalada desde a beira-mar até
altitudes na ordem dos 600m.
1.1
– Notas históricas sobre o Concelho da Ponta do Sol
O nome Ponta do Sol, reza a tradição, foi atribuído por Zarco que, ao aproximar-
se em viagem de reconhecimento da costa, vindo do lado da Ribeira Brava, chegou a
uma ponta onde se distinguia, na rocha, um veio redondo com uns raios que se
assemelhavam ao sol, chamando-lhe, então, Ponta do Sol. Os pontassolenses gostam
de dizer que o nome da sua terra se deve ao facto de no último rochedo da ponta situada
a leste da Vila, onde foi construído o cais, se poder ver o nascer e o pôr-do-sol em toda a
roda do ano.
Seja por que for, a verdade é que o toponímico retrata, de algum modo, a
luminosidade e o calor destas terras situadas na costa sul, as mais quentes e mais
soalheiras da ilha.
As condições naturais contribuíram para o rápido povoamento. A Ponta do Sol foi
uma das primeiras localidades povoadas na ilha. O clima favorável à cultura da cana de
açúcar e toda a actividade de produção açucareira - que se constituiu como a grande
mola de desenvolvimento agrícola e comercial, bem como da projecção internacional da
Madeira como a ilha do açúcar a partir de finais de quatrocentos - facilitou o
desenvolvimento da localidade e o crescimento da sua população.
O Município da Ponta do Sol, fundado por Carta Régia de D. Manuel I, de 2 de
Dezembro de 1501, tornou-se o primeiro Concelho madeirense criado fora das sedes de
capitania. A área deste Município tem variado ao longo dos tempos. A última alteração
verificou-se em 1914, com a cedência das Freguesias da Tabua, Ribeira Brava e Serra
d'Água para a criação do Concelho da Ribeira Brava. Actualmente a Ponta do Sol é o mais
pequeno município da ilha da Madeira, estendendo-se pelas suas três freguesias: Ponta
do Sol, Canhas e Madalena do Mar. Na sede do Município está instalado o Tribunal, sede
da Comarca que abrange também os Concelhos da Calheta e Ribeira Brava.
A história da Ponta do Sol foi marcada, como aconteceu em toda a ilha, pelas duras
condições de trabalho e sobrevivência dos camponeses, face a algum desafogo dos
moradores da Vila. Foi marcada ainda por alguns factos curiosos: em 1545, ano de fome,
foram suspensas as prerrogativas de vila em virtude de ter sido tomada pelos
pontassolenses uma embarcação carregada de trigo que seguia para o Funchal - os
direitos municipais só foram repostos em 15483; em 1580, este Concelho assumiu uma
posição nacionalista, tendo aclamado como Rei D. António, o Prior do Crato4.
A dureza das condições de vida ao longo dos tempos e os condicionalismos
históricos marcaram ainda o distanciamento ou mesmo o isolamento de algumas
localidades do Concelho, factos que contribuíram para o desenvolvimento de hábitos e
3
4
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol 22.
Sarmento, A. A. “Freguesias da Madeira”, 2.ª ed. Junta Geral do Funchal (1953)
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Projecto Educativo da Escola
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características locais marcadas, que se manifestam ainda hoje por particularidades
evidentes, não apenas nas diferenças ao nível dos sotaques e da linguagem, mas até na
forma de ser e estar, que ultrapassam as meras manifestações bairristas.
A Ponta do Sol deteve entre finais do séc. XIX e primeiro quartel do séc. XX uma
posição de forte influência política e cultural na zona Oeste da Madeira, facto registado
pela publicação de cinco títulos de jornais nesta Vila, um dos quais, o Brado d' Oeste,
se prolongou por uma década - 1909-1918 - e registou mais de oitocentos números
(858).
1.2
- Caracterização sócio-económica do Meio
A Ponta do Sol é um pequeno Concelho de tradição rural, com pouco mais de
8000 habitantes5, cuja população residente apresenta características próximas da média
da R. A. M no que respeita à sua relação com a actividade económica (v. quadro I
anexo).
Um indicador que reflecte de modo mais evidente a situação sócio-económica é o
poder de compra. Os dados do município da Ponta do Sol são visivelmente desfavoráveis,
sugerindo que a população, ou parte dela, enfrenta algumas dificuldades face ao baixo
poder de compra detectado (v. quadro II).
Se tivermos em conta dados constantes nas fichas de caracterização sócio-familiar
dos alunos da Escola, bem como os elementos recolhidos na observação directa, o
desenvolvimento económico da Ponta do Sol pode ser assim caracterizado:
- a agricultura – outrora a actividade dominante, mas em situação de aguda crise
e em clara perda – já não é o principal meio de sustento, mas ainda contribui para
o rendimento de muitas famílias enquanto actividade subsidiária;
- no sector secundário, a construção civil é a actividade mais importante,
empregando
algumas
centenas
de
homens;
a
indústria
é
praticamente
inexistente;
- neste início do século XXI assistiu-se a uma tercearização gradual do Concelho,
com a instalação de actividades de comércio e serviços, nomeadamente no sector
da hotelaria/restauração;
- os serviços públicos de vária índole empregam mais de duas centenas de
pessoas, sobretudo ao nível das baixas categorias;
- algumas famílias vivem da emigração sazonal de um ou ambos os progenitores;
- registe-se ainda o facto conhecido de que algumas famílias beneficiam do
Rendimento de Inserção Social.
5
8125 hab. – Censo de 2001 (INE)
- 13 -
Projecto Educativo da Escola
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1.3
– Actividades Culturais e Espaços Sócio-Educativos
No Concelho da Ponta do Sol existem oito instituições6 vocacionadas para a
dinamização cultural e o desporto (v. quadro III) que envolvem algumas centenas de
jovens e adultos.
O Centro Cultural John dos Passos oferece espaço e actividades culturais à
população.
Existe uma entidade - a Fundação João Pereira -
com intervenção na área da
Solidariedade Social, designadamente ao nível das actividades de tempos livres para a
terceira idade.
No Concelho existe uma delegação-extensão do Conservatório - Escola das Artes.
Para além dos espaços educativos formais e das instituições já referenciadas,
existem em funcionamento na área do Município da Ponta do Sol, dois espaços com
vocação formativa complementar, de grande interesse:
-
a Biblioteca Municipal Calouste Gulbenkian que, para além do seu acervo
bibliográfico, oferece espaços adequados para trabalho individual ou em
grupo;
-
o Espaço Multimédia, com a oferta de equipamentos informáticos com acesso
à Internet.
6
V. página Web da Câmara Municipal da Ponta do Sol: http://www.pontadosol.pt/
- 14 -
Projecto Educativo da Escola
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2. A Escola
2.1
– Breve historial da Escola
Os factos que marcaram este estabelecimento de ensino público foram:
1977 – A Portaria n.º 5/77, dos Ministérios das Finanças/Educação e Investigação Científica,
publicada no DR, I Série, n.º 3, de 5 de Janeiro, cria a Escola Preparatória, instalada no antigo Patronato,
na Vila, com oferta do 1.º e 2.º anos do Ciclo Preparatório.
1985-1986 e 1986-1987 – Oferta do Ensino Preparatório Supletivo Nocturno.
1987-1988 – Início do funcionamento do 3.º Ciclo (Unificado), no Solar dos Esmeraldos –
Lombada (Anexo), situado a cerca de 3 km da Sede.
1998-1999 - Abertura do Ensino Nocturno para o 3.º Ciclo – Curso Geral Unificado.
1992-1993 – Abertura do Ensino Básico Recorrente por Unidades Capitalizáveis.
4 de Março de 2001 – Inauguração das actuais instalações (construção de raiz).
2001-2002 – Abertura do Ensino Secundário.
2001-2002 a 2003-2004 - Currículo alternativo para o 2.º ciclo (2 turmas).
2002-2003 a 2004-2005 - Cursos de currículos alternativos com via profissionalizante7, com
equivalência ao 3.º Ciclo do Ensino Básico.
2003-2004 – Oferta do Ensino Secundário Recorrente por Unidades Capitalizáveis.
2004-2005 a 2006-2007- Projecto de Turma com Currículo Adaptado, ao nível do 3.º Ciclo.
2006-2007 – Oferta do Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis.
2006-2007 - Cursos de Educação e Formação (CEF).8
2007 – Participação no Projecto Ponta do Sol, Município da Cultura 2007.
A Escola iniciou as suas actividades em Fevereiro de 1977, como Escola
Preparatória, com o 1.º e 2.º anos do Ciclo Preparatório. Não abrangia de início todos os
alunos do Concelho uma vez que ainda funcionavam em simultâneo postos de Telescola
que abarcavam os jovens das zonas mais altas (Carvalhal e Lombo do Meio). Foi em
1997-98 que a maioria das crianças daquelas zonas passa a usufruir do ensino directo no
2.º ciclo nesta Escola.
O alargamento da oferta ao 3.º Ciclo (Unificado) ocorreu em 1987, com a
instalação do Anexo no Solar dos Esmeraldos - Lombada. A unificação física deu-se com
a transferência para as actuais instalações. No ano lectivo subsequente iniciou-se a
oferta do Ensino Secundário, com o 10.º ano, alargado sucessivamente nos anos lectivos
imediatos.
Ao longo do seu historial de três décadas, e apesar de muitas dificuldades
enfrentadas, a Escola revelou um potencial de dinamismo e de energias que permitiram
realizar, num passado recente, um conjunto de iniciativas, em que se assumiu como pólo
dinamizador da vida cultural do meio, como por exemplo:
- as Jornadas por Timor promovidas consecutivamente em cinco anos, que contaram com a
presença de personalidades de projecção internacional como Ramos Horta;
7
Entre 2002-2003 e 2004-2005, concluíram-se dois Cursos de Carpintaria e um de Técnico Básico de Informática.
8
No ano lectivo de 2006-2007 a variante CEF é Horticultura Ornamental e Comestível.
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
- as comemorações dos 25 anos do 25 de Abril com um conjunto de actividades e um ciclo de
conferências cuja figura central foi a Dr.ª Iva Delgado;
- a dinâmica conseguida ao nível da formação de professores através da respectiva comissão,
mais tarde departamento;
- a dinâmica desencadeada pelo desenvolvimento de diversos projectos virados para a
abordagem, informação, formação e intervenção no meio, como são exemplos alguns núcleos
de actividades de complemento curricular – Clubes -, ou o projecto intitulado “Um Olhar pela
Ponta do Sol...” (2000-2001)9;
- o projecto “Raízes da Nossa Terra”10, em parceria com o Grupo de Folclore da Ponta do Sol,
com adesão das Escolas do primeiro Ciclo (2001-2002; 2002-2003);
- a adesão ao projecto “Ciência Viva” (2005-2006 a 2007-2008);
- a participação regular em actividades de animação sócio-cultural promovidas por instituições
concelhias nomeadamente nos Cortejos de Carnaval e nas Marchas Populares organizados
anualmente pela Casa do Povo;
- a participação regular em concursos de âmbito regional ou nacional no âmbito dos conteúdos
curriculares: EquaMat e Olimpíadas Portuguesas da Matemática, na área do conhecimento
Matemático, e as Ortografíadas, no âmbito da Língua Portuguesa;
- a participação em actividades de dinamização sócio-cultural, por iniciativa própria ou em
parceria, cujo exemplo paradigmático foi o projecto Ponta do Sol Município da Cultura 2007 em
que a Escola interveio com actividades e espectáculos de reconhecida qualidade;
- a participação regular no Festival de Teatro Escolar Carlos Varela – Escola Secundária Jaime
Moniz, com obtenção de várias distinções.
Estas e outras iniciativas bastante exigentes, em termos de recursos humanos e
materiais, absorventes em dedicação pessoal, reveladoras de iniciativa, criatividade e
facilidade de contactos a vários níveis, evidenciando um significativo capital humano,
contribuíram para a projecção pública da Escola, quer pela envolvência da comunidade
escolar, quer visibilidade nos órgãos de comunicação social.
2.2
– Espaço, equipamentos/recursos materiais11
A Escola está instalada num edifício recente – inaugurado em 4 de Março de 2001.
É constituída por um corpo único de quatro pisos. O rés-do-chão comporta a cozinha e o
refeitório, o bufete e a sala de convívio dos alunos, a sala da futura associação de
estudantes, as salas de EVT e de ET. No primeiro andar situam-se: o gabinete do
Conselho Executivo; os Serviços Administrativos; a sala de professores; as salas de
Informática; uma sala para a Direcção de Turma, simultaneamente sala de trabalho dos
professores. No 3.º e 4.º pisos há salas de aula e laboratórios. Os gabinetes de
departamento estão distribuídos pelo 3.º e 4.º pisos.
Do período de uso destas novas instalações ressaltam alguns problemas:
9
O projecto “Um olhar…”, desenvolvido nos 500 anos do Município, deixou uma herança interessante do ponto de vista de
envolvimento com o Meio e do respeito pelas tradições. Acontece que uma das actividades desenvolvidas foi a participação da
Escola, por sua iniciativa, na “Ida às açucenas” para a “Festa do Livramento”, em Outubro de 2000. De então para cá, são os
“festeiros” do Livramento que suscitam a participação da Escola, que tem ocorrido, sem falhas, todos os anos.
10
11
Este projecto lançou as raízes para o aparecimento do Grupo Infantil na Associação Grupo de Folclore.
V. quadros VIII e IX do anexo II.
- 16 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
- a falta de um auditório ou de um espaço multifuncional análogo; a adaptação da sala de convívio
dos alunos para actividades dirigidas a um público mais alargado revela-se insuficiente e inadequado
pela falta de condições físicas mínimas, bem como pela inexistência de espaços alternativos idêntico
para os alunos, como seja o bufete12;
- alguns dos espaços distribuídos são manifestamente inadequados às funções neles previstas – vejase a exiguidade dos gabinetes de departamento;
- a inexistência de um gabinete para o departamento de Artes e Expressões;
- a inexistência de instalações atribuídas à Associação de Pais;
- a necessidade de adaptação de uma sala de convívio para o pessoal não docente;
- a exiguidade dos espaços de arquivo, arrumação, arrecadação de equipamentos e materiais;
- a sobre-ocupação dos espaços para as aulas e consequentes dificuldades logísticas.
Ao nível de equipamentos de espaços específicos, os laboratórios de Informática,
de as salas de Educação Musical, Educação Visual e/ou Tecnológica, apresentam-se
equipados em quantidade e qualidade razoáveis; os laboratórios de Ciências Naturais e
de Física e Química possuem equipamento diversificado e de boa qualidade.
Os espaços para Educação Física e Desporto – Pavilhão Gimnodesportivo e
polivalente - são também de boa qualidade.
Relativamente a materiais de apoio à acção didáctica, nomeadamente os
chamados meios áudio-visuais ou material informático, a Escola possui-os também em
número razoável. A solicitação de equipamentos informáticos para utilização nas aulas
tem registado progressos significativos havendo a registar o incremento da utilização de
quadros interactivos.
2.3
– Os Pais/Encarregados de Educação
As condições do meio atrás descritas reflectem-se naturalmente nas vivências e
nas dificuldades sociais, económicas e culturais das famílias dos nossos alunos, cujo nível
de escolaridade é ainda baixo – não chega a 1/3 a fatia dos que têm habilitações
superiores ao 2.º ciclo (v. gráficos I e II – anexo II).
Muito embora se observe melhoria relativamente a anos anteriores, grande parte
dos pais apresenta habilitações ao nível do 1.º ciclo (40 %) e do 2.º ciclo (25%); há
registo pontual de casos de analfabetismo (2%). A percentagem de pais com
escolaridade de nível superior apresenta-se nos 6%.
Estas condições influenciam os resultados escolares dos jovens, marcam as
expectativas que os jovens e os pais criam em relação à frequência escolar e à
prossecução de estudos, reflectindo-se também no “poder” e no peso dos pais face às
questões da escola.
A intervenção crítica dos pais e encarregados de educação acontece sobretudo a
nível individual. Curiosamente, ou talvez não, os pais mais activos apresentam algumas
características comuns: melhores habilitações; idades mais baixas; empregos ao nível do
funcionalismo público; expectativas positivas relativamente à prossecução dos estudos
por parte dos seus educandos.
12
Razão por que desde a abertura do auditório do C. C. John dos Passos a Escola tem solicitado a utilização daquelas
instalações para a realização de eventos mais alargados: espectáculos de teatro, conferências, etc.
- 17 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Grande parte dos pais e encarregados de educação responde às convocatórias.
Contudo ainda é evidente uma atitude de presença receptiva, mas passiva, quase de
subalternidade, em relação às questões que envolvem os seus educandos, argumentando
com o desconhecimento das matérias escolares. Do mesmo modo se pode considerar que
muitos pais são pouco influentes no que concerne à responsabilidade dos seus educandos
face ao estudo – e isto é mais evidente nos casos de alunos com mais problemas.
A Associação de Pais tem marcado presença nas reuniões do CCE.
2.4
Os Alunos13 – Caracterização Sócio-Familiar
Os alunos reflectem de certa forma a imagem do meio e das famílias: dificuldades
ao nível sócio-económico que conduzem a deficiências nos conhecimentos da realidade
envolvente, pouca dinâmica participativa e baixas expectativas em relação ao sucesso
escolar e prossecução de estudos14. Sabe-se que cerca de uma dezena de alunos são
jovens colocados em famílias de acolhimento.
Cerca de 6% dos alunos têm ou tiveram apoio do Ensino Especial, grande parte
dos quais em consequências de grandes dificuldades de aprendizagem detectadas. Entre
cinco e oito por cento dos alunos usufruem de alguma forma de apoio pedagógico
acrescido.
O número de alunos apoiados pela Acção Social Escolar é elevado (v. quadro IV).
Mais de 60% dos alunos aufere apoios do SASE traduzidos em material escolar (livros),
refeições e transportes. O número de alunos apoiados a 100% - escalão I – é
significativo.
Em documentos da Escola, nomeadamente actas de conselhos de turma, há
registo de alunos oriundos de ambientes familiares instáveis, marcados por problemas de
alcoolismo e outras dependências, de negligência familiar e de carências afectivas15.
A Escola acolhe regularmente jovens luso-descendentes, ou seja, filhos de
emigrantes nascidos na emigração, cuja família decidiu regressar, ou outros que,
nascidos em Portugal, tiveram permanência mais ou menos prolongada e com passagem
pelo sistema de ensino num país de acolhimento. O número destes casos diminuiu
relativamente ao ocorrido até ao ano escolar de 2004-2005, situando-se em menos de
uma dezena de casos por ano escolar.
Cerca de 17% dos alunos estão envolvidos em organizações de dinamização
cultural ou desportiva exteriores à Escola16: grupo coral/instrumental, banda, grupo de
folclore, clubes desportivos.
A grande maioria dos alunos passa muito tempo dentro das instalações escolares
e utiliza o refeitório escolar para as refeições nos dias em que as aulas ocorrem nos dois
turnos. É público que as instalações proporcionam a existência de um ambiente ruidoso
sempre que há movimentações no átrio e nos corredores. Por essas razões, no espaço de
tempo que corresponde ao intervalo de almoço para os alunos, há movimento excessivo
e barulho incómodo. Contudo não tem sido fácil encontrar soluções para o problema.
13
Os Relatórios dos Inquéritos aos alunos (Place) são uma das fontes de dados para esta caracterização.
14
Ver Gráfico III, anexo, a propósito das expectativas futuras dos jovens do Secundário.
15
Estas referências são usuais e recorrentes nas actas do E. Básico: em praticamente todas as turmas ocorrem casos destes.
16
Dados relativos a 2006, obtidos com apoio dos DTs.
- 18 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
2.5
– Os Alunos – Dificuldades detectadas
A ocorrência de insucesso ao nível dos resultados escolares que, em última
análise, conduz a situações de retenção, não pode nem deve ser observado de ânimo
leve. Por um lado, é o próprio enquadramento legal que impõe às escolas uma grande
responsabilidade – exigência e obrigação! - na condução dos alunos ao sucesso. Por
outro lado, é a sociedade que exige responsabilidades – e aponta o dedo - à escola. É
certo
que
por
designadamente
vezes
as
as
forças
famílias,
se
sociais
co-responsáveis
alheiam
do
mesmo
do
processo
processo,
educativo,
manifestando-se
indiferentes, se não mesmo impotentes, face aos problemas dos jovens, às faltas de
perspectivas e baixas expectativas destes em relação ao futuro, às atitudes de alguma
irresponsabilidade e de falta de empenho. É como se competisse apenas e unicamente à
escola e, sobretudo aos professores, o ónus dos resultados escolares menos positivos.
Por sua vez, os profissionais docentes queixam-se da falta de apoio familiar nos casos
mais difíceis e de insucesso repetido.
Não constituindo o único indicador do sucesso escolar, os resultados da avaliação,
enquanto parte visível desse sucesso, são dados que devem pesar nas orientações a
seguir e na tomada de decisões – e que a sociedade cada vez mais cobra das escolas.
São factor determinante na análise e na orientação da organização escolar e devem estar
no centro das preocupações dos profissionais da escola, dos pais e encarregados de
educação e dos próprios alunos. A análise dos resultados torna-se necessariamente um
espaço de reflexão obrigatória com vista à reorientação das opções, sempre na
perspectiva de melhorar e adequar os processos às realidades. Na mesma lógica, a
melhoria dos resultados deve ser sempre objectivo central de toda a organização escolar.
A observação dos resultados brutos do Ensino Básico (v. quadros V e VI – Anexo
II) permite concluir que a Escola está a conseguir que uma parte significativa dos seus
jovens consiga progredir no final do ano lectivo. Contudo, não podemos descansar à
sombra destes indicadores. Se a quantidade atinge percentagens satisfatórias, há que
reflectir seriamente na qualidade do sucesso uma vez que ainda ocorrem situações de
jovens que progridem sistematicamente com níveis negativos em uma ou duas
disciplinas. Por outro lado há que contemplar de forma séria os resultados dos exames
nacionais.
Os dados do Ensino Secundário (quadro VII) revelam a matriz seleccionadora
deste nível. A percentagem de resultados positivos tende a melhorar nos anos finais:
parte dos alunos inscritos inicialmente no 10.º ano saem do sistema sem concluir o
Secundário, num percurso em que os resultados constituem uma determinante na
continuação. Neste nível, as disciplinas nucleares dos cursos constituem o maior
obstáculo, com destaque para a Matemática17. As classificações dos exames nacionais
são um indicador que não permite satisfação, pelo que devem levar à reflexão sobre os
processos de trabalho, níveis de exigência e expectativas dos alunos.
Em relação ao aproveitamento em geral, os resultados dos alunos da escola
permitem situar as maiores dificuldades em disciplinas com forte componente teórica,
cujos materiais de estudo e expressão de conhecimentos privilegiam a informação com
suporte de texto - sendo paradigmático a Língua Portuguesa -, ou nos casos de
17
Informações recolhidas nas pautas de frequência (2005-2006; 2006-2007).
- 19 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
disciplinas demarcadas em que o domínio de conhecimentos/linguagens prévios é
indispensável, casos de Matemática e Língua Estrangeira no 3.º Ciclo. As disciplinas de
Língua Portuguesa e Matemática – apesar do exames nacionais obrigatórios no 9.º ano e Língua Estrangeira contam-se entre as que, tradicionalmente,
registam menor
18
aproveitamento, sobretudo no 3.º ciclo . Nos anos lectivos mais recentes observam-se
algumas melhorias nos resultados.
Apercebemo-nos quotidianamente de que as únicas fontes de informação escrita
utilizadas pela maioria dos nossos alunos se situam na escola. Nas actas dos conselhos
de turma são recorrentes os registos sobre a inexistência de hábitos de leitura e as
dificuldades ao nível da utilização da Língua Portuguesa como meio de aquisição,
manipulação e expressão de conhecimentos.
Assinalam-se também dificuldades decorrentes da falta de hábitos de trabalho e
de estudo. Do mesmo modo são assinalados problemas do foro motivacional – falta de
interesse pelo estudo e indiferença face às matérias e às actividades propostas,
desatenção, desconcentração, algumas vezes associados a atitudes de desrespeito pelas
normas da escola, em geral, e das aulas, em particular.
A falta de assiduidade é um factor determinante no insucesso quando observada a
nível
individual:
registam-se
casos
pontuais
de
alunos,
dentro
da
escolaridade
obrigatória, que não progridem em consequência da recorrente falta de assiduidade (por
vezes com faltas intercaladas). Nestes casos procura-se a mobilização de vários
intervenientes a fim de colmatar o problema: aluno, professores, funcionários, família,
técnicos especializados, CPCJ, …
É significativo o número de alunos com percursos escolares difíceis, marcados por
retenções repetidas: cerca de 40% dos alunos matriculados pela 1.ª vez no 5.º ano têm
pelo menos uma retenção no 1.º ciclo; pelo menos 14% apresentam mais de uma
retenção.19 Esta situação tende a ser recorrente ao longo do percurso escolar no 2.º e
3.º ciclos, levando a potenciais casos de abandono precoce ou de completamento dos
nove anos de escolaridade obrigatória sem a conclusão do 9.º ano (maioritariamente por
não renovação de matrícula)20.
2.6
– Serviços especializados de apoio
Funcionam na Escola os seguintes serviços de apoio:
- o Serviço de Psicologia e Orientação Escolar e Vocacional, com intervenção na análise de
situações, apoio aos professores na resolução dos casos e acompanhamento e orientação
dos alunos, bem como na informação/formação de docentes e pessoal não docente na área
de psicologia e orientação;
- o Gabinete de Apoio ao Aluno;
- o PADA – Professor de Acompanhamento Directo ao Aluno – que enquadra e acompanha
alunos em situação de risco (abandono escolar ou outro);
18
V. quadro ”Qualidade do Sucesso” in Auditoria Global - Relatório Final da Acção, DIRE, SRE, 2003. A observação de pautas
de resultados dos anos subsequentes confirma-o.
19
Dados referentes às matrículas – 2003-2004. Nos anos posteriores há tendência de redução desta percentagem.
20
Os casos reais são residuais, mas regista-se a preocupação e a necessidade de os abordar e enquadrar da forma mais
conveniente.
- 20 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
- o serviço de apoio a alunos com Necessidades Educativas Especiais, com a presença de
técnicos especializados no acompanhamento e apoio aos alunos;
- o SASE, que assegura os apoios materiais aos alunos oriundos de famílias com menores
recursos económicos.
2.7
– Recursos Humanos21
Uma cultura de escola faz-se muito pela ligação real, material e também afectiva,
que se estabelece entre as pessoas, muito particularmente os seus profissionais docentes
e não docentes, e a escola.
Durante anos o quadro de docentes foi marcado pela mobilidade e mudanças em
cada início de ano lectivo. Foi também marcado pela inexperiência e pela reduzida
formação académica e profissional de muitos docentes. Em anos lectivos consecutivos,
sobretudo na década de 80, início dos anos 90, parte significativa do corpo docente da
Escola foi constituída por professores-estudantes22.
Desde 2004-2005, em consequência das regras de concurso e de contratação, o
quadro de docentes está relativamente estabilizado, com a permanência de parte
significativa dos docentes. As mudanças anuais são inferiores a 10%. O número de
docentes não profissionalizados é residual. Há um grupo significativo de docentes –
acima de 20% - naturais ou com fortes ligações ao Concelho, o que lhes confere, à
partida, um bom conhecimento e facilidade de contactos com o Meio.
O corpo do pessoal não docente é, desde sempre, o mais estável e com ligação à
Escola mais prolongada, sendo constituído em cerca de 90% por pessoas residentes na
área da Ponta do Sol.
2.8
– Parcerias e colaborações
A Escola tem mantido colaboração estreita com outras instituições numa
perspectiva de partilha de informação e recursos com benefícios mútuos, nomeadamente
Autarquias, PSP, Serviços de Saúde e Segurança Social, CPCJ (Comissão de Protecção de
Crianças e Jovens), Associações Culturais (Grupo de Folclore, Banda Municipal) e
Associações Desportivas (Pontassolense, CTM Ponta do Sol).
21
V. quadro X anexo
22
Há memória de, nos anos 80, ocorrerem conselhos de turma em que apenas um dos docentes presentes era portador de
habilitação profissional, sendo os restantes jovens sem habilitação própria.
- 21 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
2.9 – Oferta Educativa
Dentro das limitações por que passou e passa, a escola tem procurado responder
pronta e adequadamente às solicitações da população.
Nessa
perspectiva
se
enquadra
o
funcionamento
de
cursos
de
segunda
oportunidade, em regime nocturno, o primeiro dos quais se realizou na então designada
Escola Preparatória da Ponta do Sol, a leccionar apenas o Ciclo Preparatório23. Esta opção
(ou vocação) foi confirmada com a abertura do Ensino Nocturno para o 3.º Ciclo – Curso
Geral, primeiro, e Ensino Recorrente por Unidades Capitalizáveis, aquando da criação
deste modelo.
Assumindo e confirmando tal vocação e correspondendo a solicitação expressa
dirigida à direcção executiva, a escola alargou a sua oferta ao Ensino Secundário
Recorrente por Unidades Capitalizáveis, no ano lectivo de 2003-2004. Em 2006-2007
começou a funcionar o Ensino Secundário Recorrente por Módulos Capitalizáveis.
Nesta linha de opções e porque é necessário criar oportunidades para aqueles
jovens que, por variadas razões, não se enquadram na frequência dos currículos
normais, a Escola instituiu turmas com percursos escolares diferenciados/currículos
alternativos para o 2.º ciclo – a funcionar nos anos lectivos de 2001-2002 a 2003-2004 -,
os cursos de currículos alternativos com via profissionalizante24 com equivalência ao 3.º
Ciclo do Ensino Básico – iniciados no ano lectivo de 2002-2003, actualmente Cursos de
Educação e Formação (CEF),25 uma turma com currículo adaptado, de 2004-2005 a
2006-2007, e o Ensino Básico Recorrente – 3.º ciclo (diurno)26, proporcionando o
completamento de habilitações ao nível do 9.º ano a jovens que, de outro modo, sairiam
do sistema sem conseguir obter o seu diploma do 3.º ciclo27.
Na Oferta Artística do 3.º ciclo tem sido proporcionado aos alunos, à entrada para
o 7.º ano, a opção entre Música e Oficina de Teatro28, disciplina que tem ganho
hegemonia nas preferências dos alunos.
Na oferta curricular para o Secundário, a Escola procura responder às preferências
dos alunos.
Os
projectos
de
enriquecimento
curricular
procuram
enquadrar-se
nas
necessidades e dificuldades e responder às orientações definidas no PEE.
23
1.ª intervenção: ano lectivo de 1985-86, com o funcionamento do Ensino Preparatório Supletivo.
24
Entre 2002-2003 e 2004-2005, concluíram-se dois Cursos de Carpintaria e um de Técnico Básico de Informática.
25
No ano lectivo de 2006-2007 a variante CEF Horticultura Ornamental e Comestível. Em 2007-2008 iniciou-se o Curso de Restauração e
Bar.
26
2007-2008.
27
Desde a adopção destas medidas pela Escola, representam entre 11% a 18% dos jovens que concluem efectivamente o 3.º ciclo,
dados aproximados ao número de alunos matriculados no 9.º ano regular que não concluem (por não aprovação ou abandono).
28
Esta Escola foi pioneira na R.A.M. e foi uma das primeiras do país a introduzir o Teatro como disciplina curricular.
- 22 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Bibliografia e Fontes
Sarmento, A. A. Ponta do Sol in Freguesias da Madeira, 2.ª ed. Junta Geral do Funchal.1953
Ponta do Sol - Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol 22.
Documentos oficiais da Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol:
Actas do Conselho Pedagógico - (2003-2004; 2004-2005; 2005-2006; 2006-2007)
Actas dos Conselho de Turma – Básico (2003-2004; 2004-2005; 2005-2006; 2006-2007)
Pautas de Frequência (2005-2006; 2006-2007)
Recursos Oficiais:
Auditoria Global - Relatório Final da Acção, DIRE, SRE, 2003
INE: www.ine.pt
Câmara Municipal da Ponta do Sol: http://www.pontadosol.pt/
Plataforma de Serviços e Recursos para a Comunidade Educativa: http://place21.madeira-edu.pt/
Informações orais recolhidas junto de profissionais mais antigos da Escola.
- 23 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
PROJECTO EDUCATIVO DA ESCOLA
ANEXO II
Quadros e Dados
- 24 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Caracterização do Meio
Quadro I
População em Relação à Actividade
Condição da População Residente
em relação à actividade económica (%)
ZONA
GEOGRÁFI
CA
Com actividade económica
Sem actividade económica
15-60 anos
> 60 anos
15-60 anos
> 60 anos
R.A.M.
67,5 %
11,7 %
32,5 %
87 %
Ponta
do Sol
66,8 %
14,9 %
33,2 %
85,1 %
Fonte: INE - Censo 2001
Quadro II
Poder de Compra
PODER DE COMPRA PER CAPITA
Período de referência dos dados - 2005
Ponta do Sol
R.A.M.
Funchal
Grande Lisboa
58,13
96,59
134,27
145,56
Fonte: INE
Quadro III
Instituições Sócio-Culturais/Desportivas29
Organizações Sócio-culturais
Organizações Sócio-desportivas
Casa do Povo
Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo
Grupo de Folclore
C. T. M. Ponta do Sol
Banda Municipal
Associação dos Canhas/ A. C. R.
Pontassolense
29
A. D. Pontassolense
V. Pág. Web da Câmara Municipal: http://www.pontadosol.pt/
- 25 -
Iate Clube
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Caracterização da População Escolar
Gráfico I
Nível de Escolaridade dos Pais (2001)
1%1% 8%
curso superior
4%
curso médio/secundário
ambos 3.º ciclo
25%
2.º ciclo
61%
1.º ciclo
sem escolaridade
Fonte: DRPRE – 2001
Gráfico II
Nível de Escolaridade dos Pais (2006-2007)
Desconhecido
4%
Sup. S/Hab
2%
6%
Desconhecido
Sec.
11%
1.º ciclo
2.º ciclo
3.º ciclo
3.º ciclo
12%
1.º ciclo
40%
Sec.
Sup.
S/Hab
2.º ciclo
25%
Fonte: Place (Inquéritos)
Quadro IV
Alunos Subsidiados pelo SASE
(Serviço de Apoio Individual)
Situação dos Alunos
Ano Escolar
Classe 1
2006-2007
315
37%
Classe 2
135
15,8%
Classe 3
70
8,2%
Sem Subs.
330
38,8%
Fonte: Mapa 1 – SASE EBS Ponta do Sol
- 26 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
30
Resultados Escolares
Quadro V
Ensino Básico Diurno - Ano escolar: 2005-2006
Anos
Abandonos*
Retenções
Progressão
Total de
alunos
5.º
0
0,0%
7
5,3%
124
94,6%
131
6.º
2
1,6%
13
10,7%
106
87,6%
121
7.º
8
4,2%
21
11,0%
161
84,7%
190
8.º
8
5,9%
18
13,4%
108
80,5%
134
9.º
9
8,5%
19
18,0%
77
73,3%
105
Totais
27
3,9%
78
11,4%
576
84,5%
681
* Inclui excluídos por faltas ou anulação de matrícula (alunos fora da escolaridade obrigatória).
1/3 do total corresponde a anulações justificadas com partida para o estrangeiro.
Dados relativos ao 9.º ano – após exames nacionais.
Quadro VI
Ensino Básico Diurno - Ano escolar: 2006-2007
Anos
Abandonos *
Retenções
Progressão
Total
de alunos
5.º
0
0%
4
3,0%
126
96,9%
130
6.º
0
0%
7
5,2%
126
94,7%
133
7.º
2
1,8%
5
4,5%
104
93,6%
111
8.º
3
1,8%
20
12,4%
138
85,7%
161
9.º
0
0%
9
7,2%
115
92,7%
124
Total
5
0,7%
45
6,8%
609
92,4%
659
CEF1
14
* Inclui excluídos por faltas ou anulação de matrícula (alunos fora da escolaridade obrigatória).
Dados do 9.º ano – após exames nacionais. Contemplam uma turma com currículo adaptado (13
alunos)
Quadro VII
Ensino Secundário Diurno - 2006-2007
Anos
Abandonos*
NT
NPTD
Total de alunos
Inscritos
10.º
5
7,5%
2
3%
43
65,1%
66
11.º
4
1,6%
1
2,2%
30
68,1%
44
12.º
0
0%
0
0%
54
100%
54
Totais
9
5,4%
3
1,8%
127
77,4%
164
* Inclui excluídos por faltas ou anulação de matrícula.
Notas:
1. Os dados do quadro referem-se apenas os alunos inscritos a todas as disciplinas.
2. Os resultados contemplam unicamente a avaliação interna.
NT. Não transitou. NPTD. Nível positivo (igual ou superior a 10 valores) a todas as disciplinas.
Obs. Situação atípica no 12.º ano?
30
Fonte: Pautas de Frequência.
- 27 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Expectativas dos Alunos do Ensino Secundário
em Relação à Carreira Académica
Gráfico III
PRETENDE UMA FORMAÇÃO SUPERIOR?
Não
15%
Não
Não sabe
Licenciatura
41%
C. Profissional
Não sabe
28%
Bacharelato
Licenciatura
Bacharelato
3%
C. Profissional
13%
Fonte: Place- Relatório Inq. Alunos (2006-2007)
- 28 -
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
RECURSOS DA ESCOLA
Recursos Materiais
Quadro VIII
Espaços (2005-2006)
Escola B+S Ponta do Sol - Recursos Materiais - Espaços
N.º de
Espaços
Desportivos
Salas Normais
de Aula
Espaços de
Ensino
Específicos
Campo de jogos descoberto
1
Pavilhão Gimnodesportivo
1
Piscina
1
< 36 m2
2
36-49 m2
17
Salas de Educação Visual
2
Salas de Música
1
Laboratórios Ciências da Natureza/Biologia
2
Laboratórios Física-Química
2
Laboratórios de Informática
3
E.V.T./E.T.
3
Trabalhos em Madeira
1
< 36 m2
6
50-64 m2
1
36-49 m2
1
< 36 m2
1
36-49 m2
1
50-64 m2
1
Espaço Multimédia /Acesso Livre
< 36 m2
1
Biblioteca
36-49 m2
1
Espaços Pedagógicos (Gabinetes de
grupo, apoios pedagógicos, ...)
Espaços de Gestão (C. Executivo)
Espaços de
Apoio ou
Administração
Espaços Administrativos
(Secretaria, Acção Social, …)
Cozinha e Refeitório
31
31
1
Fonte: http://place21.madeira-edu.pt/(4j1koyugp1ao4wu3bubbjjey)/entities/Common/Common_L0_EDT_INQ1_S2.aspx?0
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Quadro IX
Equipamento Informático e Electrónico (2005-2006)
Escola B+S Ponta do Sol - Recursos Materiais – Equipamento Informático e
Electrónico32
Salas de aula e laboratórios
Equipamento
Informático
N.º de
Computadores
Utilizados
Salas de informática (específicas)
37
Centros de recursos e bibliotecas
4
Outros espaços
43
Laboratório móvel
12
Comp. Portáteis
Serviços administrativos e direcção
(não usados pelos alunos)
32
1
17
Quadros Electrónicos
2
Fotocopiadora
3
Equipamento multifunções
1
Impressora a jacto de tinta
32
Projector de vídeo/dados
6
Leitor de DVD
2
Leitor de CD-Rom
37
Colunas de som (unidade)
14
Equipamentos Vídeo gravador/Leitor
Electrónicos
5
2
Câmara de vídeo (não digital)
1
Câmara de vídeo (digital)
1
Máquina fotográfica (não digital)
1
Máquina fotográfica (digital)
1
Fax
2
Impressora a laser
5
Retroprojector/Episcópio
5
Gravador de CD-Rom
6
Televisor
5
Fonte: http://place21.madeira-edu.pt/(4j1koyugp1ao4wu3bubbjjey)/entities/Common/Common_L0_EDT_INQ1_S1.aspx?0
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Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
Quadro X
Recursos Humanos (2005-2006)
Recursos Humanos33
2.º ciclo
Com funções lectivas
Sem funções lectivas (C. Executivo)
Pessoal
Docente
3.º ciclo/Sec.
Com funções lectivas
Sem funções lectivas (C. Executivo)
Total
Apoio pedagógico
34
1
89
1
125
1
Pessoal Não Gestão e Administração
Docente Manutenção e Serviços
12
39
Total
33
Dados relativos a 2005-2006. Fonte: http://place21.madeira-edu.pt/
(4j1koyugp1ao4wu3bubbjjey)/entities/Common/Common_L0_EDT_INQ1_S1.aspx?0
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52
Projecto Educativo da Escola
Escola Básica e Secundária da Ponta do Sl
PROJECTO EDUCATIVO DA ESCOLA
ANEXO III
Pareceres e Outros Documentos
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Horizonte 2009-2010 - Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol