0 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE EDUCAÇÃO - CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS MESTRADO PROFISSIONAL - GESTÃO EM ORGANIZAÇÕES APRENDENTES OTÁVIO FERREIRA BARROS SOBRINHO ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO MODELO DE GESTÃO DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA: SEGUNDO INTEGRANTES DO PROGRAMA EM ESCOLA ESTADUAL DE JOÃO PESSOA JOÃO PESSOA 2012 1 OTÁVIO FERREIRA BARROS SOBRINHO ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO MODELO DE GESTÃO DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA: SEGUNDO INTEGRANTES DO PROGRAMA EM ESCOLA ESTADUAL DE JOÃO PESSOA Dissertação de mestrado apresentada à Coordenação do Mestrado Profissional Gestão em Organizações Aprendentes CE/CCSA/UFPB como requisito básico para obtenção do título de Mestre. Orientadora: Profª Drª Marisete Fernandes de Lima JOÃO PESSOA 2012 2 B277a Barros Sobrinho, Otávio Ferreira. Aspectos positivos e negativos do modelo de gestão do Programa Escola Aberta: segundo integrantes do programa em escola estadual de João Pessoa / Otávio Ferreira Barros Sobrinho.- João Pessoa, 2012. 119f. : il. Orientadora: Marisete Fernandes de Lima Dissertação (Mestrado) – UFPB/CE/CCSA 1. Educação. 2. Programa Escola Aberta. 3. Educação e aprendizagem. 4. Informação e comunicação. 5. Inclusão Social. 6. Espaço Público. UFPB/BC CDU: 37(043) 3 OTÁVIO FERREIRA BARROS SOBRINHO ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DO MODELO DE GESTÃO DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA: SEGUNDO INTEGRANTES DO PROGRAMA EM ESCOLA ESTADUAL DE JOÃO PESSOA Dissertação de mestrado apresentada à Coordenação do Mestrado Profissional Gestão em Organizações Aprendentes CE/CCSA/ UFPB como requisito básico para obtenção do título de Mestre. Aprovado em: ____ de________________de______. COMISSÃO EXAMINADORA _____________________________________ Profª Drª Marisete Fernandes de Lima UFPB (Orientadora) _____________________________________ Profª Drª Isa Maria Freire _____________________________________ Profº Dr. José Ramos Barbosa da Silva 4 DEDICATÓRIA Agradeço primeiramente à DEUS NOSSO PAI CRIADOR, pela ultrapassagem de mais um desafio em minha vida. À toda minha família pelo apoio, principalmente a minha Esposa Ana Lúcia Barros, e aos meus três queridos filhos Bruno, Anne e Ítala Barros por terem depositado confiança e acreditarem em minha capacidade e persistência para essa formação, amo e adoro eternamente vocês! Aos meus pais, João Ferreira Barros (in memóriam) e Santina Barros, meus primeiros mestres; mostrando-me que a honestidade e o respeito são essenciais à vida; ensinando-me os valores que promove a dignidade de um homem, meu amor eterno! Aos meus queridos irmãos (as) e cunhados (as), motivos de orgulho e amizade eterna. Aos meus futuros genros e bons amigos Bruno Magalhães e Ben-Hur Medeiros, a minha sincera e eterna amizade. Aos meus bons amigos Emanuel Moreira Caldas, Maria Ilza Moreira Franco, Lourivaldo João da Silva (Louro), João Tranquilino de Brito, Ubirajara Marques (Bira), Ricardo Alexandre e Antônio Gomes Filho (Toinho) a minha sincera amizade. 5 AGRADECIMENTOS Agradeço em especial a minha orientadora e Profª Drª Marisete Fernandes de Lima, por ter me recebido como seu orientando e acreditado que eu poderia desenvolver um bom trabalho, além de ter despertado em mim o interesse científico. À banca examinadora, composta pelos professores Isa Maria Freire e José Ramos Barbosa da Silva, pelas imprescindíveis sugestões e contribuições de melhoria ao meu trabalho. Ao chefe do Departamento de Educação Física da UFPB; Prof. Ms. Valter Azevedo Pereira; por ter contribuído para promoção do meu conhecimento; o meu sincero agradecimento. À Coordenação do MPGOA / CE - CCSA / UFPB, pelos ensinamentos obtidos por professores determinados em oferecer qualidade no conhecimento propiciado; professores (as): Marisete Fernandes de Lima; Emília Maria da Trindade Prestes; José Ramos Barbosa da Silva; Isa Maria Freire; Gustavo Henrique de Araújo Freire; José Washington de Morais Medeiros; Édson Carvalho Guedes; Otávio Machado Lopes de Mendonça; Windyz Brazão Ferreira; Wilson Honorato Aragão; Elisa Pereira Gonsalves; Édna Gusmão de Gôes Brennand; Márcia da Silva Costa; Carlo Gabriel Porto Bellini e André Gustavo Carvalho Machado. Também à abertura da Coordenação para uma comunicação franca e compreensiva com os seus alunos e, em especial, ao secretário Cijame da Costa Soares Júnior, por toda sua dedicação aos seus serviços e por sempre ter sido solícito e atencioso. À Deus, meu melhor amigo, por estar sempre me ouvindo e pelas bênçãos derramadas em minha vida, proporcionando-me sabedoria e discernimento para amadurecer na vida. Também agradeço a minha Vossa Mãe Maria que intercede nos meus caminhos! Otávio Barros Sobrinho 6 O EDUCADOR PAULO FREIRE Suas ideias revolucionaram o pensamento pedagógico universal, estimulando a prática educativa de movimentos e organizações de diversas naturezas. Como estudioso, ativista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu, mais do que uma prática de alfabetização, uma pedagogia crítico liberadora. Em sua proposta, o ato de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educando; não para cristalizá-la, mas como ”ponto de partida” para que ele avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. Assim, é através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade. Em Paulo Freire vida, pensamento e obra se juntam. Pensa a realidade e a ação sobre ela, trabalhando teoricamente a partir dela. Segundo ele, as questões e problemas principais de educação não são só questões pedagógicas, ao contrário, são políticas. Sua proposta, a pedagogia crítica, como práxis cultural contribui para revelar a ideologia encoberta na consciência das pessoas. Logo, conhecido em todo o mundo pelos seus ideais humanistas e socialistas. Portanto, é a principal referência em educação popular. Seu trabalho revela dedicação e coerência aliada a convicção de luta por uma sociedade justa, voltada para o processo permanente de humanização entre as pessoas onde ninguém é excluído ou posto à margem da vida. Paulo Freire provou que é possível educar para responder aos desafios da sociedade, neste sentido a educação deve ser um instrumento de transformação global do homem e da sociedade, tendo como essência a dialogicidade. PAULO RÉGIS NEVES FREIRE Nasceu no dia 19 de setembro de 1921 em Recife, e faleceu em 2 de maio de 1997 em São Paulo. (www.centrorefeducacional.com.br). 7 RESUMO É objeto da dissertação a gestão educacional tendo como foco um projeto voltado para extensão escolar. Constitui objetivo da dissertação conhecer aspectos positivos e negativos da gestão do Programa Escola Aberta, segundo participantes do Programa em escola pública de João Pessoa de modo a subsidiar propostas de intervenção com focos em princípios da gestão do conhecimento. Caracteriza-se como pesquisa de campo, exploratória, descritiva e de análise qualitativa tendo como universo uma escola pública de João Pessoa. Serão sujeitos; gestor, professores, oficineiros, pais, alunos que participam do programa aos quais serão aplicados como instrumento de pesquisa a entrevista e teremos também documentos como instrumentos. Aborda a apropriação do espaço público pela comunidade e alunos nos finais de semana. Iremos contemplar também aspectos do Programa como política pública, e seu desenvolvimento na sociedade com seus aspectos positivos e negativos que se entrecruzam na escola e comunidade como espaço público. A perspectiva de um planejamento com respeito às necessidades humanas que envolvem conteúdos de inclusão social, intelectuais, artístico, físicoesportivos, lazer, cultura e formação para o trabalho para a comunidade em geral e especialmente aos jovens. PALAVRAS-CHAVES: Programa Escola Aberta. Aspectos Sociais. Educação e Aprendizagem. Informação e Comunicação. Inclusão Social e Espaço Público. 8 ABSTRACT The purpose of the dissertation education management project for a school extension. Purpose of this work is known positive and negative aspects of the management of Open School Program, according to participants in a public school program from Joao Pessoa to subsidize proposed intervention focuses on principles of knowledge management. It is characterized as field research, descriptive and qualitative analysis as a public school universe of Joao Pessoa. As subjects managers, teachers, workshop instructors, parents, students. As a research instrument to interview and documents. Addresses the appropriation of public space for community and students on weekends. We will also address the aspects and prospects of the program as public policy, and society in their walk with their positive and negative aspects that intertwine the community as a public space. The prospect of planning with respect to human needs involving content including social, intellectual, artistic, physical, sports, leisure, culture and training to work for the community in general and especially the young. KEYWORDS: Open School Program. Social Aspects. Learning. Information and Communication. Social Inclusion and Public Space. 9 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ARPANET - Agência de Pesquisas em Projetos Avançados (USA) BA - Bahia CGAEC - Coordenação-Geral de Atividades Educacionais Complementares DEIDHUC - Diretoria de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania DUDH - Declaração Universal dos Direitos Humanos EAE - ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente EEx - Entidade Executora EPA - Escola de Portas Abertas EPT - Educação para Todos ES - Espírito Santo FEFS - Funcionamento das Escolas no Final de Semana FMI - Fundo Monetário Internacional FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação MEC - Ministério da Educação MG - Minas Gerais OCDE - Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico OMC - Organização Mundial do Comércio ONU - Organizações das Nações Unidas ONGs - Organizações Não governamentais OSCIPs - Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público PBA - Programa Brasil Alfabetizado PBF - Programa Bolsa Família PDDE - Programa Dinheiro Direto na Escola PE - Pernambuco PEA - Programa Escola Aberta PEF - Programa Escola de Fábrica PIB - Produto Interno Bruto PJM - Programa Juventude e Meio Ambiente Escola Abrindo Espaços 10 PNE - Plano Nacional de Educação PNPE - Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego PNPT - Programa Nossa Primeira Terra PRAC - Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários PROEJA - Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com Educação Básica na Modalidade de Jovens e Adultos PROJOVEM - Programa Nacional de Inclusão de Jovens PROMED Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio - PRONASCI - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania PRO UNI - Programa Universidade para Todos PST - Programa Saberes da Terra RJ - Rio de Janeiro RS - SECADI - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Rio Grande do Sul Diversidade e Inclusão SEB - Secretarias de Educação Básica SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas SEDUC - Secretaria de Estado de Educação SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial SENAI - SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural SENAT - Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes SESC - Serviço Social do Comércio SESCOOP - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo SESI - Serviço Social da Indústria SEST - Serviço Social de Transportes SIMEC - Sistema Integrado de Monitoramento e Controle UFPB - Universidade Federal da Paraíba UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial a Ciência e a Cultura WWW - World Wide Web = Rede Mundial de Alcance 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 13 1.1 JUSTIFICATIVA ............................................................................................. 16 1.2 QUESTÕES DE PESQUISA .......................................................................... 16 1.3 OBJETIVOS ................................................................................................... 17 1.3.1 Objetivos Gerais .......................................................................................... 17 1.3.2 Objetivos Específicos .................................................................................. 17 2 POLÍTICAS PÚBLICAS COMPENSATÓRIAS NO ÂMBITO EDUCACIONAL .......................................................................... 18 2.1 AS POLÍTICAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO CENTRALIZADA OU COM BASE NA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS ..................................................... 18 2.2 PRINCIPAIS PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL PARA A JUVENTUDE .................................................................. 22 2.2.1 Programa Escola Aberta: recursos e parcerias ........................................... 27 3 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA CONCEITUAL E ORGANIZACIONAL DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA .............................................................. 33 3.1 A GESTÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL ...................................................... 33 3.2 CONCEITOS E PRINCÍPIOS DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA ......................................................................................... 37 3.3 A IMPORTÂNCIA DA APROPRIAÇÃO DE COMUNIDADES NO PROGRAMA ESCOLA ABERTA .................................................................... 66 3.4 A GESTÃO DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA, SEGUNDO SEUS INTEGRANTES: ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS .......................... 68 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.......................................................... 71 4.1 UNIVERSO E AMOSTRA............................................................................... 73 4.2 SUJEITOS DA PESQUISA............................................................................. 78 4.2.1 Características do s Sujeitos ....................................................................... 78 4.3 INSTRUMENTOS DA PESQUISA ................................................................. 78 12 5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ...................................... 79 5.1 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS ................................................ 80 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................. 94 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 96 APÊNDICES ........................................................................................................ 102 ANEXOS .............................................................................................................. 112 13 1 INTRODUÇÃO A construção de uma efetiva agenda social para o Brasil pressupõe a definição de estratégias políticas que contemplem não somente o setor da educação nas suas diversas dimensões e níveis, o que inclui, também, os segmentos que compõem a sociedade brasileira, com as suas necessidades socioeconômicas, culturais, cuidando da essencialidade específica de aprendizagem. Sabe-se, que a escola é hoje o ambiente mais propício para a articulação de programas que visam interagir com o conhecimento e a formação do cidadão. Para as políticas públicas esse ambiente está atrelado à escola pública, sendo um espaço de luta constante pela emancipação do homem, ancorada nas possíveis políticas de desenvolvimento educacional e apresentando-se como espaço de consciência social. No entanto, é na escola que a criança e o jovem têm a maior experiência de inserção em uma instituição pública. Pode-se afirmar que a escola pública constitui a maior rede institucional do Estado na sociedade. Porém, as referências acumuladas nesse espaço poderão favorecer uma ação mais crítica ou mais submissa na vida adulta em relação àquilo que pertence à coletividade. A partir da compreensão de que a escola pública pertence a todos e sentindo-se responsável por ela, os sujeitos poderão agir de modo a exercer um controle sobre o tipo de ação que lá é realizada, a fim de que prevaleçam as vontades coletivas em detrimento dos interesses individualistas. Assim, poderão ser criadas as condições para que desde cedo o cidadão aprenda sobre seu direito de decidir acerca dos rumos daquilo que lhe pertence, o público (MENDES, 2005). Agindo sobre o indivíduo, além da ação da escola, existe, concomitantemente, a influência da globalização, do processo de urbanização acelerada, da exclusão social e econômica, que são consequências do neoliberalismo. Nascem dessa dinâmica, então, cidades com profunda degradação espacial, ambiental e social, e, com isso, uma enorme desigualdade e fragmentação entre classes sociais. Busca-se, por esse processo, uma integração global acompanhada da ascensão do neoliberalismo tutelado pelo Banco Mundial, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Organização Mundial do Comércio (OMC), emoldurado por um discurso da homogeneização dos mercados. Enquanto isso, os países em 14 desenvolvimento buscam entrar nessa mesma lógica capitalista, mesmo reconhecendo sua reduzida capacidade econômica, ao lado do seu aumento populacional. Contribuindo para alimentar suas desigualdades sociais, nessa nova política internacional que integra mercados e desintegra nações, pela desregulamentação e desmantelamento de economias e culturas. Os sistemas de ensino, a exemplo de outras organizações sociais, estão inseridos na manutenção da infraestrutura e da superestrutura das sociedades, participando no contexto de suas mudanças, muitas delas inesperadas ou imprevisíveis, que, quando acontecem, desafiam seus administradores. Para enfrentar os problemas advindos desse contexto dinâmico, dialético e competitivo, os gestores estão usando de forma crescente o planejamento estratégico. O planejamento constitui uma função gerencial relevante em que a instituição projeta-se para o futuro, delineando uma programação na qual os objetivos são definidos, as estratégias são estabelecidas e recursos são alocados visando à sua implementação. Na prática, este processo se reveste de grande complexidade, ocorrendo uma distância entre o processo de elaboração e sua implementação nas instituições (PERFEITO, 2007). Isso, pensado para uma instituição de formação, pede o estreitamento das relações entre escola e comunidade contribuindo com a consolidação de uma política de inserção da escola nos desafios de uma comunidade. Ação que mesmo tratando de questões locais não abandona a relação do particular com as questões globais. Neste sentido, alerta a UNESCO, todas as atividades realizadas no espaço escolar têm cunho educativo, visando à formação integral e humana dos sujeitos participantes deste (UNESCO, 2006). Portanto, para que um programa de educação crie raízes dentro de uma instituição formativa deve contemplar em suas ações essa compreensão de que a educação está relacionada com os desafios sociais. E, nas suas estruturas sócioorganizacionais deve considerar todos os atores envolvidos com a ação educativa, tais como: educadores, pais, alunos e outros seguimentos da população. Nessa estruturação, os interesses particulares devem ser combinados à compreensão básica das pretensões socioculturais dos atendidos, que são coletivas, rumo à melhoria da qualidade de vida desta população. Nesse sentido, o Programa Escola Aberta do Governo Federal do Brasil, fundamenta-se na interação dos alunos (as), Professores (as) e membros da 15 comunidade. O qual propõe a criação de Centros de Convivência nas escolas e na comunidade. De modo que as pessoas possam interagir e dialogar por meio dos temas, das ações e das atividades educativas na sala de aula, nos ambientes de recreação natural e informatizado, nas oficinas convencionais ou de sensibilização. No intuito de que possam aprender a aprender, aprender a fazer e a conviver por meio de vivencias saudáveis. Este Programa é desenvolvido, em 53 escolas estaduais e municipais da cidade de João Pessoa-PB. Nosso estudo concentra-se nas atividades do Programa na Escola Estadual Tenente Lucena – João Pessoa, o qual busca repensar a instituição escolar como espaço alternativo para o desenvolvimento de atividades de formação, cultura, esporte e lazer para os alunos da Educação Básica das escolas públicas e suas comunidades nos finais de semana. Neste estudo, buscamos conhecer aspectos positivos e negativos do Programa Escola Aberta, segundo os seus integrantes, de forma a subsidiar projeto de intervenção. Para tanto, realizamos estudos sobre os documentos norteadores da Escola Aberta, sobre o perfil do seu quadro de participantes, sobre o modelo e iniciativas da gestão, das influências internas e externas que incidem sobre o Programa. Nosso propósito foi o de conhecer ações propostas e executar, voltadas para atender as comunidades, com a filosofia de melhorar a qualidade da vida dos seus integrantes, a partir de processos de interações sociais e de sociabilidade. Para Domingues (1999, p. 21), a sociabilidade [...] é “o tipo de atitude manifestada pelos sujeitos uns em relação aos outros no curso das interações sociais”, sendo a cidade o lócus por excelência para a sua realização. Baechler (1995, p. 65) refere-se ao pensamento de Gurvitch (1969), para quem a sociabilidade designa “o princípio das relações entre pessoas e a capacidade de estabelecer laços”. Portanto, a sociabilidade necessita da existência de certas condições para que possa se desenvolver. Nesse sentido, pode se afirmar que a sociabilidade está em relação direta com a cultura de um povo, com seus costumes, valores e tradições. Como foi dito, a sociabilidade que se mostra como um elemento de extrema importância para uma convivência saudável entre os jovens, que se vê ameaçada nas cidades de médio e grande porte pela força da violência que agride e, muitas vezes, mata, principalmente, aqueles que estão em situação de vulnerabilidade social. Esse estigma, tão presente na vida da juventude brasileira, constituiu-se em 16 motivo determinante para a implantação do Programa Escola Aberta (PEA), questões expostas que justificaram a escolha do tema que passo a apresentar. 1.1 JUSTIFICATIVA O Programa Escola Aberta desenvolve ações que favorecem comunidades concentradas, predominantemente, em áreas de vulnerabilidade social, tais como: Cursos/oficinas de informática, corte e costura, manicure e pedicure, crochê, pintura em tecidos, línguas; vagonite, etc; palestras sobre doenças sexualmente transmissivas, drogas, entre outras; atividades de lazer como voleibol, futebol, visitas a áreas de preservação ecológica etc. Essas ações do Programa Escola Aberta favorecem as comunidades. No entanto, há uma elevada evasão dos alunos deste programa. Como participantes deste Programa Federal de Educação, em uma unidade escolar, sentimos a necessidade de realizar um estudo que leve em consideração a avaliação por parte de seus integrantes sobre as ações do Programa com o objetivo de identificar os aspectos positivos e negativos de modo a subsidiar proposta de intervenção. Um estudo assim, pelos resultados alcançados, pode revelar dados capazes de contribuir com ações que promovam melhoria no processo de gestão. Segundo Noleto (2008, v. 3, p. 53): “A possibilidade de participar, de construir coletivamente, gera o sentimento de pertencimento, de fortalecimento da autoestima e de busca do bem estar comum, que são requisito para o efetivo exercício da cidadania no cotidiano”. A relevância do Programa para promover o sentimento de pertencimento e de aprendizagem justifica a escolha do tema e definição dos objetivos. 1.2 QUESTÕES DE PESQUISA Nossa opção em investigar o tema e os objetivos adequa-se à necessidade de ampliar nossos conhecimentos sobre o Programa Escola Aberta, trazendo à tona seus aspectos positivos e negativos. Apesar de julgarmos positivas as ações desenvolvidas pelo Programa, verificamos, a cada período, uma evasão em torno de 17 50% da clientela, frente a essa constatação sentimos a importância de conhecer os aspectos positivos e negativos do mesmo segundo seus integrantes. Portanto, levantamos as seguintes questões: Quais os aspectos positivos e negativos segundo integrantes do Programa? Quais os fatores do fenômeno da evasão tão alta? A causa estaria nas ações internas do Programa ou por outras razões que o Programa não administra? A questão estaria no seu horário ou nos dias em que as ações acontecem? A razão estaria no quadro de pessoal, dos professores e oficineiros ou da gestão? Quais sugestões os participantes e a comunidade do entorno sugerem ao Programa Escola Aberta? Com o conhecimento das razões que geram a evasão, poderemos enfatizar as ações positivas e, ao mesmo tempo, propor novo direcionamento às ações que, depois do estudo, forem consideradas inadequadas. 1.3 OBJETIVOS 1.3.1 Objetivo Geral a) Analisar os aspectos positivos e negativos do Programa Escola Aberta, segundo seus integrantes em escola pública de João Pessoa-PB. 1.3.2 Objetivos Específicos a) Levantar informação sobre o Programa Escola Aberta em documentos; b) Entrevistar integrantes do Programa; c) Identificar os aspectos positivos e negativos do Programa, segundo seus integrantes; d) Estudar os fatores dos aspectos negativos e positivos; e) Caracterizar o tipo de gestão exercida. 18 2 POLÍTICAS PÚBLICAS COMPENSATÓRIAS NO ÂMBITO EDUCACIONAL A expressão “políticas públicas” é certamente um espetacular exemplo de polissemia. Parafraseando Ferge (1996), quando trata de política social, podemos dizer que não há uma definição universalmente aceita de Política Pública. Assim, um conjunto de expectativas dirigidas ao poder público à partir de conceitos, sentidos, ideologias e entendimentos distintos, mas nem sempre não explicitados voltados para definir conforme o assumido. (CHRISPINO, 2002). Posta a dificuldade, entenderemos por “políticas públicas”, admitindo a riqueza e amplitude do tema e explicitando a necessidade instrumental do conceito para a construção do presente trabalho, “programas de ação governamental visando a coordenar os meios à disposição do Estado e as atividades privadas, para a realização de objetivos socialmente relevantes e politicamente determinados”, conforme Bucci (2002, p. 241). São concordes com a visão de Políticas Públicas como ação de governo ou Estado: Viana (1996), Teixeira (1997), dentre outros. 2.1 AS POLÍTICAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO (CENTRALIZADA OU COM BASE) NA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Há mais de quarenta anos, as nações do mundo afirmaram na Declaração Universal dos Direitos Humanos que "toda pessoa tem direito à educação". No entanto, apesar dos esforços realizados por países do mundo inteiro para assegurar o direito à educação para todos, persistem as seguintes realidades: a) mais de 100 milhões de crianças, das quais pelo menos 60 milhões são meninas, não têm acesso ao ensino primário: mais de 960 milhões de adultos - dois terços dos quais mulheres - são analfabetos, e o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados ou em desenvolvimento (UNESCO, 1998). b) Mais de um terço dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso, às novas habilidades e tecnologias, que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los aperceber e a adaptar-se às mudanças sociais e culturais. 19 c) Em torno de 100 milhões de crianças e incontáveis adultos não conseguem concluir o ciclo básico, e outros milhões, apesar de concluí-lo, não conseguem adquirir conhecimentos e habilidades essenciais. (UNESCO, 1998). Ao mesmo tempo, o mundo tem que enfrentar um quadro sombrio de problemas, entre os quais: o aumento da dívida de muitos países, a ameaça de estagnação e decadência econômicas, o rápido aumento da população, as diferenças econômicas crescentes entre as nações e dentro delas, a guerra, a ocupação, as lutas civis. a violência: a morte de milhões de crianças que poderia ser evitada e a degradação generalizada do meio-ambiente. Esses problemas atropelam os esforços envidados no sentido de satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem, enquanto a falta de educação básica para significativas parcelas da população impede que a sociedade enfrente esses problemas com vigor e determinação. Durante a década de 80, esses problemas dificultaram os avanços da educação básica em muitos países menos desenvolvidos. Em outros, o crescimento econômico permitiu financiar a expansão da educação, mas, mesmo assim milhões de seres humanos continuam na pobreza, privados de escolaridade ou analfabetos. E em alguns países industrializados, cortes nos gastos públicos ao longo dos anos 80 contribuíram para a deterioração da educação. Não obstante, o mundo está às vésperas de um novo século carregado de esperanças e de possibilidades. Hoje, testemunhamos um autêntico progresso rumo à distensão pacífica e de uma maior cooperação entre as nações. Hoje, os direitos essenciais e as potencialidades das mulheres são levados em conta. Hoje, vemos emergir, a todo momento, muitas e valiosas realizações científicas e culturais. Hoje, o volume das informações disponível no mundo - grande parte importante para a sobrevivência e bem-estar das pessoas - é extremamente mais amplo do que há alguns anos, e continua crescendo num ritmo acelerado. Estes avanços incluem acesso e produção de informações sobre como melhorar a qualidade de vida. Um efeito multiplicador ocorre quando informações importantes estão vinculadas com outro grande avanço: nossa nova capacidade em comunicar. Essas novas forças, combinadas com a experiência acumulada de reformas, inovações, pesquisas, e com o notável progresso em educação registrado em 20 muitos países, fazem com que a meta de educação básica para todos seja desejada e assumida (UNESCO, 1998). No estudo, "Educação para Todos", desenvolvido em Dakar (UNESCO, 2000) é referido o fato de que a maioria dos países estabeleceu a educação primária universal como o objetivo mínimo das suas políticas educativas. Mesmo tendo-se verificado, por um lado, progressos em todas as regiões do mundo, por outro lado, em zonas específicas dentro de países, têm-se verificado escassos ou nenhuns progressos, ou até mesmo, um retrocesso. Parece que este problema, embora, fosse detectado universalmente, não foi de igual modo encarado. Todavia, alguns países, parecem existir políticas que dão às autoridades, a possibilidade de classificar algumas crianças de "não educáveis”. Prática esta, que tem sido aplicada a crianças com problemas intelectuais graves, as quais não necessitam de constantes cuidados, mas sim, de que lhes proporcionem oportunidades de ensino. Alguns países, a educação de determinados grupos de alunos pode ser da responsabilidade de uma autoridade que não o Ministério da Educação, o que leva a evitar a participação dessas crianças na educação regular e, por consequência, a impedir que tenham as mesmas oportunidades para prosseguir os estudos ou encontrar emprego. Em muitos contextos, apesar das boas intenções existentes, a forma como a educação está organizada contribuiu para a distinção e discriminação. Em muitos países, com especial incidência para os do Norte, têm prevalecido os sistemas educativos paralelos. Esta situação originou um sistema educativo principal que não abrange as crianças que possam pôr em causa a sua ortodoxia e princípios ideológicos, estrutura ou funcionamento, com isso tem fomentado a criação de escolas e de diferentes grupos para alunos, como os que apresentam qualquer tipo de deficiência, os provenientes de diferentes grupos étnicos, os que têm um comportamento agressivo (UNESCO, 2000). Neste contexto surgem as políticas educacionais, entre as quais destacamos as políticas de financiamento da educação. Um tema onipresente em todas as análises da avaliação de Dakar (UNESCO, 2000) da Educação para Todos (EPT), é a escassez de recursos para atender às necessidades educativas básicas. Alguns países mais ricos afirmam ser esta a explicação para as condições desiguais e o 21 ensino fragmentado. É um fato que os recursos são sempre insuficientes em relação à procura, pelo que o problema verdadeiro consiste nas prioridades. Estima-se que, para atingir o objetivo de Educação para Todos (EPT) será necessário que os países definam recursos para cobrir às despesas e custos para manutenção e desenvolvimento com a educação. Para além do financiamento, é urgente repensar a gestão e a necessidade dos recursos dentro do sistema. Em estudo, “sobre financiamento das necessidades educativas especiais" Meijer (1999), destaca que os países em que existe um modelo de financiamento direto para estabelecimentos de educação especial - mais alunos em escolas especiais – mais financiamento, descrevem que este modelo pode dar motivo a uma menor inclusão, a uma maior distinção e a um aumento dos custos. Mas vincular o financiamento com base nos resultados parece ter algumas desvantagens evidentes. Observam-se escolas regulares dispostas a acolher alunos com necessidades especiais (e o correspondente financiamento), mas preferem alunos e, igualmente, o correspondente financiamento que são considerados "fáceis de integrar". Fica demonstrado que os países que têm a opção de financiamento mais forte, para apoiar a educação inclusiva são os países de sistema mais descentralizado, nos quais os orçamentos de apoio a alunos com "necessidades especiais" são delegados a instituições locais (municípios, distritos ou agrupamentos escolares) e o financiamento baseia-se no total de alunos inscritos e, em outros indicadores semelhantes. É extremamente difícil calcular o custo da educação de crianças atualmente excluídas ou consideradas como tendo "necessidades especiais". Existem indicadores de países onde existe um sistema paralelo de educação (rede comum / rede especial), onde a prestação de serviços a crianças que se consideram como tendo "necessidades especiais" custa duas a quatro vezes mais que a educação a crianças que não necessitam destes serviços (OCDE, 1999). A grande fatura corresponde ao ensino em diferentes lugares, sendo as escolas especiais um bom exemplo disso, e a menor fatura corresponde de modo geral, a centros mais inclusivos. Porém, sendo o custo desses centros mais elevado, seria inferior em relação àqueles que têm um ensino separado. (OCDE, 1999). O custo da educação das crianças atualmente marginalizadas e excluídas não deve ser o problema. A totalidade dos custos deve incluir também os eventuais custos 22 sociais e econômicos da exclusão constituindo maior problema. Assim, tornam-se indispensáveis políticas educacionais que contemplem com metodologias, modelos, formas diferenciadas a parcela da sociedade que requer atenção especial. 2.2 PRINCIPAIS PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL PARA A JUVENTUDE Entender as singularidades e as peculiaridades das juventudes e garantir direitos a esta geração são fatores fundamentais para consolidar a democracia no Brasil, com inclusão social. Na verdade, é esta a perspectiva que norteia o Governo Federal na concepção e implantação de políticas públicas de juventude. É preciso ressaltar que, de 2004 para os dias atuais, se estar vivenciando um momento importante para a população brasileira, principalmente voltada aos jovens no tocante às políticas públicas; trabalho coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República e composto por 19 ministérios – que levantou os principais programas federais para esse segmento populacional e realizou um diagnóstico da situação dos jovens brasileiros (BRASIL, 2006). Portanto, um resultado imediato do trabalho foi à definição da Política Nacional de Juventude, cuja implementação é coordenada pela Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República. O momento, porém, revelou a prioridade conferida à juventude, estimulou o desenvolvimento de novas ações e a consolidação de práticas que buscam garantir direitos e oferecer oportunidades aos jovens brasileiro, neste quadro surge o Programa Escola Aberta. Neste contexto, o Governo Federal promove, financia nas mais diferentes áreas, políticas públicas para a juventude as quais estão em desenvolvimento nas mais diferentes localidades do país. Cujo escopo é promover o acesso estas informações às lideranças sociais, convivência social, laser, para isso os governos municipais e estaduais, organizações da sociedade civil e cidadãos que possam se interessar pelas políticas públicas são convidados a participarem destas iniciativas. Tal estratégia fundamenta-se inspirados pelo espírito republicano. Esperamos dar transparência à gestão do Estado, possibilitar o acompanhamento dessas iniciativas e, principalmente, ampliar o alcance dessas políticas que está em desenvolvimento em nosso democrático país. (BRASIL, 2006, p. 48). 23 Diante do desafio tão grande, o Governo Federal passou a reconhecer a diversidade da juventude, com características distintas que variam de acordo com aspectos sociais, culturais, econômicos e territoriais. Este novo olhar inaugurou uma nova concepção de política pública, que considera a juventude como um segmento social portador de direito e protagonista do desenvolvimento nacional e que precisa de ações que respeite as suas diferenças. As políticas públicas passaram a incluir as questões relacionadas à juventude, de forma mais consistente, por motivos emergenciais, já que os jovens são os mais atingidos pelas transformações no mundo do trabalho e pelas distintas formas de violência física e simbólica que caracterizam o século XXI. No Brasil, o tema ganhou maior relevância na década de 90, a partir dos esforços de pesquisadores, organismos internacionais, movimentos juvenis e gestores estaduais e municipais que enfatizavam a singularidade da experiência social desta geração de jovens (BRASIL, 2006). I) Programa Escola Aberta (PEA): O Programa Escola Aberta, o qual está em foco neste estudo, portanto, o primeiro a ser relatado: demonstra e amplia as oportunidades de acesso a atividades educativas, culturais, de lazer e de geração de renda por meio da abertura das escolas públicas de Ensino Fundamental e do Ensino Médio nos fins de semana. As atividades desenvolvidas são voltadas a toda a comunidade, e os jovens são os principais beneficiários do Programa. O Programa é desenvolvido por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Educação (MEC) e com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e conta também com a participação dos Ministérios do Esporte, da Cultura e do Trabalho e Emprego. II) Programa Bolsa-Atleta: Tem como objetivo, garantir apoio financeiro aos atletas com mais de 12 anos, que não contam com o patrocínio da iniciativa privada e que já começaram a mostrar seu alto potencial em competições nacionais e internacionais. O Programa permite que o atleta treine sem precisar abandonar os estudos ou o esporte para ajudar no sustento da família. O benefício é dividido em quatro categorias: Estudantil, Internacional, Nacional e Olímpica/Paraolímpica. O pagamento é feito mensalmente, durante um 24 ano, e o atleta poderá prorrogar a Bolsa desde que atenda aos pré-requisitos da sua categoria. No final de um ano, o atleta faz uma prestação de contas. A categoria Estudantil é destinada a atletas com mais de 12 anos e a bolsa é no valor de R$ 300,00. As categorias, Nacional e Internacional são direcionadas à jovens com mais de 14 anos e repassam aos atletas, respectivamente, R$ 750,00 e R$ 1.500,00. Já na categoria Olímpica/ Paraolímpica, a Bolsa-Atleta garante o pagamento de R$ 2.500,00 aos competidores que integraram a delegação brasileira (BRASIL. MINISTÉRIO DO ESPORTE, 2006). III) Programa Brasil Alfabetizado (PBA): Tem por objetivo, promover a alfabetização dos brasileiros com mais de 15 anos que não tiveram a oportunidade de estudar. Lançado em 2003, o Programa transformou campanhas temporárias de alfabetização, de alcance limitado, em uma política pública permanente de acesso à educação. A alfabetização foi integrada à educação de jovens e adultos com o propósito de garantir a continuidade dos estudos aos egressos do Programa. IV) Programa Escola de Fábrica (PEF): Possibilita a inclusão de jovens de 16 a 24 anos no mercado de trabalho por meio de cursos de iniciação profissional oferecido no próprio ambiente das empresas. O Programa tem como finalidade estimular o ingresso e a permanência dos jovens na educação básica regular e envolver o setor produtivo na formação desses jovens, aliando responsabilidade social à necessidade da indústria de contar com trabalhadores qualificados. V) Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio (PROMED): Tem a finalidade de melhorar a qualidade e a eficiência do Ensino Médio e de ampliar a capacidade de atendimento em todo o país. O Programa está estruturado em dois subprogramas: Projetos de Investimento das Unidades Federadas e Políticas e Programas Nacionais. O subprograma Projetos de Investimento das Unidades Federadas repassa recursos aos estados e ao Distrito Federal para a implantação da reforma curricular e para a melhoria da qualidade e expansão da oferta de Ensino Médio em suas redes públicas. O subprograma de Políticas e Programas Nacionais assegura à Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação, a coordenação nacional da reforma do Ensino Médio. 25 VI) Programa Juventude e Meio Ambiente (PJM): É coordenado pelos Ministérios da Educação e do Meio Ambiente e busca incentivar o debate sobre o tema entre os jovens. Com foco em políticas públicas ambientais, o Programa visa ampliar a formação de lideranças ambientalistas e fortalecer os coletivos jovens de meio ambiente nos estados e na Rede da Juventude pelo meio ambiente. Podem participar do Programa os jovens integrantes desses coletivos, com idade entre 15 e 29 anos. A formação é realizada em cinco eixos: educação ambiental, fortalecimento organizacional, educomunicação, empreendedorismo e participação política. VII) Programa Nossa Primeira Terra (PNPT): É uma linha de financiamento do Programa Nacional de Crédito Fundiário, voltada para jovens rurais e destinada à aquisição de imóveis e investimentos em infraestrutura básica. Podem participar jovens sem terra, filhos de agricultores familiares e estudantes de escolas agros técnicas, na faixa etária de 18 a 28 anos, que queiram permanecer no meio rural e investir na propriedade. VIII) Programa Cultura Viva: Foi criado em 2004 com o objetivo de potencializar iniciativas culturais já existentes e que reconheçam a cultura popular brasileira em toda sua diversidade. Uma das cinco ações do Programa são os Pontos de Cultura, que estão espalhados em localidades rurais, indígenas e quilombolas e centros urbanos de todo o país. Cada Ponto de Cultura recebe cerca de R$ 185 mil para a realização de suas atividades e para a aquisição de kit de produção multimídia com computadores, com Internet Banda Larga e programas de software livre, estúdio e ilha de edição. Os trabalhos produzidos são compartilhados entre todos os Pontos de Cultura, via Internet. IX) Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA): foi criado em 2005 para ampliar a oferta de vagas nos cursos de educação profissional a trabalhadores que não tiveram acesso ao Ensino Médio na idade regular. O Programa é direcionado a jovens e adultos que já concluíram o Ensino Fundamental e tenham, no mínimo, 21 anos de idade. X) Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PRO JOVEM): É destinado aos jovens de 18 a 24 anos, que não têm carteira profissional assinada e que 26 terminaram a 4a série, mas não concluíram a 8a série do Ensino Fundamental. O curso proporciona aos jovens a conclusão do Ensino Fundamental, o aprendizado de uma profissão e o desenvolvimento de ações comunitárias. XI) Programa Universidade para Todos (PRO UNI): Concede bolsas de estudo integrais e parciais em instituições de ensino superior privadas para os estudantes brasileiros de baixa renda. O objetivo é democratizar o acesso à educação superior, ampliar vagas, estimular o processo de inclusão social e gerar trabalho e renda aos jovens brasileiros. As instituições de ensino que aderirem ao Programa ficam isentas de alguns tributos federais. XII) Programa Saberes da Terra: Dar oportunidade de escolarização para jovens e adultos agricultores familiares é o objetivo do Saberes da Terra, um programa nacional de educação que busca fortalecer e ampliar o acesso e a permanência dos agricultores familiares no sistema formal de ensino. O programa Saberes da Terra é desenvolvido pelos ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Agrário e envolve parcerias com estados e municípios, além de contar com a participação efetiva de organizações não governamentais e de movimentos sociais com atuação no campo. XIII) Programa Segundo Tempo: É uma iniciativa do Ministério do Esporte para democratizar o acesso à prática esportiva no turno oposto ao da escola. Pelo Programa, crianças e adolescentes da rede pública de ensino têm acesso à prática esportiva, complemento alimentar, reforço escolar e ao material esportivo. O objetivo é desenvolver também atividades recreativas e culturais com crianças e adolescentes, resgatando a cidadania, fortalecendo a boa relação familiar e a participação da comunidade nas questões locais. O Segundo Tempo tem como público-alvo meninos e meninas, entre 7 e 14 anos, matriculados na rede pública de ensino e provenientes de famílias com baixa renda. O Segundo Tempo trabalha em conjunto com mais de 100 parceiros das três esferas do governo Federal, Estadual e Municipal, ONGs, clubes sociais, entidades representativas de classe e diversas outras representações da sociedade. Uma parceria entre os governos do Brasil e de Angola possibilitou a implantação do Programa Segundo Tempo em Luanda, no ano de 2005. 27 XIV) Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE): Foi criado em 2003 com o objetivo de reforçar a qualificação socioprofissional para assegurar a inclusão social e a inserção do jovem no mercado de trabalho. O PNPE atende jovens de 16 a 24 anos, desempregados e integrantes de famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo. Pessoas com deficiência, mulheres, afrodescendentes, indígenas e ex-presidiários têm prioridade no atendimento. 2.2.1 Programa Escola Aberta: recursos e parcerias Para colocar em prática o Programa Escola Aberta, são repassados recursos da União, através do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola / Funcionamento das Escolas no Final de Semana (PDDE/FEFS), principalmente para as unidades escolares da Educação Básica, com prioridade as que ofertam os anos finais do Ensino Fundamental e/ou Médio em áreas vulneráveis socialmente. Assim, de 2004 até os dias atuais, cada escola recebe do MEC entre R$ 14 mil e R$ 25 mil, em cota única, para custear as atividades durante 10 meses de cada ano. Os recursos são empregados no pagamento dos monitores e professores que atende estudantes e comunidades, e na aquisição de material para as oficinas e cursos planejados. Em cinco anos, o Programa ampliou a abrangência no país, porém, em 2006 alcançava uma meta 89 municípios e 1.312 escolas, finalmente, em dados computados de 2011 já se encontra em 194 municípios e com 2.283 unidades de ensino no país. Os recursos, repassados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) diretamente à caixa escolar, também evoluíram no período. Em 2006, foram R$ 23,9 milhões; em 2010, R$ 43,9 milhões. Um dos resultados positivos do programa é a redução da violência em comunidades de alto risco social para crianças, adolescentes, jovens e mulheres. Nos moldes de hoje, com recursos repassados pelo MEC, o Programa Escola Aberta é resultado da unificação de dois programas desenvolvidos pela UNESCO no início da década no Brasil: o Escola de Portas Abertas, experiência desenvolvida com escolas da Região Sul, e o Escola Abrindo Espaços, em instituições de ensino do Nordeste. Assim, “A escola ganha importância porque ela é o único equipamento social de muitas comunidades” (MEC/SECADI, 2011). 28 É pertinente dizer que, as atividades desse Programa poderão ser desenvolvidas aos sábados e/ou aos domingos, sábados e domingos também, ficando a cargo da gestão em consenso com a comunidade local. De acordo com a particularidade da escola, incluindo a quantidade de alunos matriculados vem a compor os fatores que determinam o valor do repasse a ser liberado pelo FNDE/FEFS. Portanto, os recursos financeiros serão liberados em uma parcela anual para o desenvolvimento das ações do Programa, assim sendo, as ações acontecem sem interrupção mesmo durante os períodos de recesso escolar e férias. Porém, exigese uma contrapartida das Entidades Executoras que estão inscrita no Programa, que são através de sua Gestão e Coordenação do Programa – Entidades Executoras são as prefeituras e secretarias de educação estaduais. Além disso, também são realizados encontros e discussão sobre a gestão e formação pedagógica, a partir da integração entre a SECADI e secretarias de educação e outros projetos do Governo Federal via MEC e das Universidades, cita-se como exemplo os programas: Conexões de Saberes, Mais Educação, Saúde na Escola, Esporte e Lazer na Cidade, Pontos de Cultura e o Bolsa Família, todos em desenvolvimentos pelo Governo Federal. Têm-se como exemplo, Conexões de Saberes na UFPB - é um programa de extensão universitária com caráter de ação afirmativa que atua para o fortalecimento da trajetória acadêmica e política de estudantes de origem popular e negros. O programa é uma proposição, no âmbito do Ministério da Educação MEC, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade SECADI. Porém, coordenado no âmbito da UFPB, pelas Pró-Reitorias de Graduação PRG, e de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC, 2012). O Programa Escola Aberta é desenvolvido a partir de articulações governamentais nas três esferas de governo. Sua estrutura é composta, em cada escola, por oficineiros e um coordenador habilidoso e oriundo da comunidade; nas secretarias parceiras, por supervisores, um coordenador geral e três coordenadores temáticos; uma unidade local em cada Estado e a coordenação nacional Programa, integrada pelas Secretarias de Educação Básica (SEB) e de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), ambos do MEC/FNDE. Portanto, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é a autarquia responsável pela captação de recursos financeiros para o 29 desenvolvimento de programas que visam à universalização do ensino e à melhoria da qualidade do processo educacional no Brasil. No entanto, tem como norte assegurar que todas as crianças e jovens, de 7 a 14 anos, e aqueles com idade acima de 14 anos, que não tiveram acesso à escola em época apropriada, possam concluir o Ensino Fundamental. Vinculado ao Ministério da Educação, o FNDE é a segunda maior autarquia do país em orçamento. Os recursos são canalizados para Governos Estaduais, Distrito Federal, Prefeituras Municipais, Organizações Não governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), para atendimento às escolas públicas do Ensino Fundamental e Médio, de acordo com a estratégia educacional definida pelo Ministério da Educação. Com uma política descentralizada, o FNDE faz com que os recursos cheguem diretos a cada Prefeitura e a cada escola, sem intermediários. Porém, o resultado está em todo o país. Estados, municípios, o Distrito Federal e escolas executam os programas e a comunidade exerce o controle social, ajudando a fiscalizar a aplicação dos recursos repassados. Importante destacar também, que o trabalho desenvolvido nas oficinas é em parte realizado por oficineiros voluntários, embora exista uma significativa parcela dos chamados ressarcidos, uma vez que recebem mensalmente uma ajuda de custo no valor de R$ 300,00 para despesas com transporte e alimentação. Entidade Executora - A adesão ao Programa deve ser solicitada as prefeituras e secretarias de educação estaduais, por meio de email e/ou ofício para a SECADI / MEC, que irá avaliar a disponibilidade de recursos e os critérios de população local com prioridade àquelas com mais de 50 mil habitantes, e localização em regiões metropolitanas, áreas atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), e/ou com indicadores de vulnerabilidade social, como também o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da rede escolar. A adesão das escolas é voluntária, devendo ser validada pelas Entidades Executoras (EEx), com seus devidos critérios recomendado pelo MEC/FNDE, como tais: - Estar localizada em área de vulnerabilidade social e pouca oferta de equipamentos públicos de cultura e lazer; - Garantir infraestrutura para realizar as atividades diversificadas nos finais de semana; - Ter número de matrículas igual ou superior a 200; 30 - Ter 30℅ ou mais de alunos sendo atendidos pelo Programa Bolsa Família (PBF); - Ofertar os anos finais do Ensino Fundamental e/ou Médio. Porém, as unidades escolares que participaram do Programa Escola Aberta no ano anterior, como ex: 2011, estão aptas a participar em 2012/2013, assim sucessivamente tendo boa atuação. Sendo assim, as Unidades Executoras poderão viabilizar a adesão da devida escola conjuntamente com o seu plano de atividades e encaminhá-los para a Secretaria de Educação local, validando a sua permanência no citado Programa, através do módulo Escola Aberta no Sistema Integrado de Monitoramento e Controle do Ministério da Educação (MEC) / Sistema Integrado de Monitoramento e Controle (SIMEC). Entretanto, todas as informações e comunicações pertinentes a este Programa, deverão ser disponibilizadas e inseridas via internet. A Coordenação Nacional do Programa Escola Aberta está a cargo de uma equipe sediada em Brasília e em algumas regiões/estados onde há maior concentração de secretarias e/ou escolas participantes do Programa como Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Pernambuco (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Rio Grande do Sul (RS). Em Brasília-DF, a equipe do programa Escola Aberta se insere na Coordenação-Geral de Atividades Educacionais Complementares (CGAEC), da Diretoria de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania (DEIDHUC), da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI). Entre as suas principais atribuições, destacam-se: articular parcerias federais; monitorar e acompanhar as atividades nas secretarias e escolas; propor e executar estratégias de aprimoramento e formação; apoiar as secretarias parceiras, e elaborar materiais de registro e referência. O Fundo Nacional de Desenvolvimento para Educação (FNDE) é um parceiro fundamental na coordenação e execução nacional do Programa Escola Aberta. A equipe do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) tem uma corresponsabilidade estratégica na gestão nacional e colabora com todas as questões relativas ao repasse de recursos, à elaboração de referências e diretrizes de execução, à prestação de contas, entre muitas outras funções. 31 UNESCO é a parceria matriz do Programa. Compõe e compartilha com a coordenação nacional das decisões e diretrizes do Escola Aberta, sendo responsável pela articulação com outros programas que atua em cooperação técnica, incluindo outros Ministérios e instâncias de governo. Destaca-se a sua atuação na disseminação da proposta e divulgação do Escola Aberta em diversos países, como Argentina, Nicarágua, Guatemala, Honduras, Guiné-Bissau, entre outros. Representante da UNESCO: O Programa Escola Aberta do Brasil, serve de modelo para outros países. Recife, 16 de dezembro de 2002 (Agência Brasil - ABr) O programa Escola Aberta, implantado pela Secretaria de Educação do estado de Pernambuco, com apoio da UNESCO, em 355 unidades públicas de ensino de 13 municípios da região metropolitana do Recife, vai servir de modelo para outros estados e também para países como a África e Alemanha. A informação é da embaixadora especial da UNESCO, durante visita à capital pernambucana em 2002. Segundo o represente da UNESCO no Brasil, Júlio Jacobo, o Programa Escola Aberta, que oferece aos jovens de 14 a 24 anos, atividades culturais e esportivas, dentro das unidades de ensino, nos finais de semana, conseguiu reduzir em 60 por cento a incidência de criminalidade. Em Pernambuco 130 mil jovens, são beneficiados pelo programa que disponibiliza aulas de futebol, vôlei, tênis de mesa, pintura, colagem, dança de rua, além de espaço para leitura, experiências similares já funcionam no Rio de Janeiro, Bahia e Mato Grosso. Para efeito de cálculo financeiro na conta da Unidade Executora, foram considerados alguns fatores importantes, a saber: número de dias de abertura da escola, tempo no Programa e meses de execução. Temos como exemplo uma transcrição de valores a ser repassado para as unidades escolares por mês e 10 meses/ano, segundo o número de matrículas de cada escola, como nos mostra o quadro a seguir. 32 QUADRO 01: Escolas que abrem dois dias (Sábados e Domingos) e um dia (Sábados ou Domingos). Escolas que abrem Sábados e Domingos Valores de custeio por mês (R$). Quantidade de Alunos Até 250 Valor Mensal 1.600,00 Em 10 meses 16.000,00 De 251 a 500 1.650,00 16.500,00 De 501 a 750 1.700,00 17.000,00 De 751 a 1.000 1.750,00 17.500,00 De 1.001 a 1.500 1.850,00 18.500,00 De 1.501 a 2.000 1.950,00 19.500,00 Acima de 2.000 2.000,00 20.000,00 Obs: Porém, o valor de capital anual para todas essas escolas é de R$ 1.000,00. Escolas que abrem Sábado ou Domingo Valores de custeio por mês (R$) Quantidade de Alunos Até 250 Valor Mensal 1.120,00 Em 10 meses 11.220,00 De 251 a 500 1.155,00 11.550,00 De 501 a 750 1.190,00 11.900,00 De 751 a 1.000 1.225,00 12.250,00 De 1.001 a 1.500 1.295,00 12.950,00 De 1.501 a 2.000 1.365,00 13.650,00 Acima de 2.000 1.400,00 14.000,00 FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Portanto, as orientações para essas escolas, que abrem só um dia, e que já receberam recursos de capital em anos anteriores, o repasse será de R$ 1.000,00; e, no caso das escolas que recebem recursos do PDDE/FEFS pela primeira vez, o valor anual de capital será de R$ 1.500,00 para compras de material permanente para o devido Programa. Assim sendo, e por deliberação do FNDE em 2011, as contas de todas as Unidades Executoras que receberão recursos do FNDE/FEFS serão vinculadas ao Banco do Brasil. 33 3 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA, CONCEITUAL E ORGANIZACIONAL DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA 3.1 A GESTÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL A construção de uma efetiva agenda social para o Brasil pressupõe a definição de estratégias políticas que contemplem não somente o setor da educação nas suas diversas dimensões e níveis, mas também os segmentos que compõem a sociedade brasileira, com as suas necessidades específicas de aprendizagem, requerendo um processo gestionário que proceda de modo a respeitar os princípios norteadores das políticas. Portanto, a gestão e a organização educacional pautam-se, em primeira instância, pela garantia do cumprimento da função social da Instituição. Para tal, é preciso que todos os servidores envolvidos compreendam seus princípios políticos e pedagógicos, para que possam participar efetivamente de seu Projeto Pedagógico. Logo, a escola é um espaço de concentração de múltiplos conflitos e contradições que permeiam a sociedade e, muitas vezes, segundo Schlesener (2006, p. 180), “não consegue gerir tais problemas, perdendo a perspectiva de seus próprios objetivos”. Além do que o projeto escolar de forma democrática necessita planejamento. Porém, é preciso ter claro onde, quando e quem vai participar, precisa, ainda, ser viável a elaboração de um cronograma prévio para que ele ocorra. Segundo Carvalho (2005), ao analisar as repercussões da gestão administrativa gerencial na educação brasileira, destaca a transferência de responsabilidades administrativas, financeiras e pedagógicas para as instituições escolares e o aumento da participação da comunidade escolar por intermédio de mecanismos de gestão colegiada e representativa. Na verdade, a educação está associada ao estabelecimento de mecanismos legais e institucionais e à organização de ações que desencadeiem a participação social, na formulação de políticas públicas educacionais; no planejamento; na tomada de decisões; na definição do uso de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações coletivas; nos momentos de avaliação da escola e da política educacional. 34 Assim sendo, também a democratização do acesso e estratégias que garantam a permanência na escola, tendo como horizonte a universalização do ensino para toda a população, bem como o debate crítico sobre a qualidade social dessa educação universalizada. Esses processos devem garantir e mobilizar a presença dos diferentes atores envolvidos, que participam no nível dos sistemas de ensino e no nível da escola Medeiros (2003). O gestor deve atingir em sua formação as dimensões técnica e política. Na dimensão técnica, ele deve ser levado a conhecer e compreender o que podemos chamar de "base docente" que são todos os conhecimentos do processo da gestão de uma organização; na dimensão política, que requer "sensibilidade para perceber e se antecipar aos movimentos da realidade, capacidade dialética de negociação de conflitos nas relações interpessoais, sem negar as diferenças” (BORDIGNON & GRACINDO, 2000, p. 174). Atualmente, a noção de gestão no âmbito das organizações engloba os processos sociais que nelas se desenvolvem e as complexas relações que se estabelecem em seu interior e exterior. Gestão organizacional passou a ser um conceito abrangente e dinâmico, que extrapola a concepção de organização administrada como máquina e se aproxima dos paradigmas associados à sociedade da informação e às mudanças de suas práticas com o intenso uso das tecnologias de informação e comunicação. Isso gera outra dimensão da gestão, que trata da gestão de informações e conhecimentos (VIEIRA; ALMEIDA e ALONSO, 2003). Nessa perspectiva, A comunicação e a interação pessoais, o acesso e a troca de informações que podem levar à mudança [e] à possibilidade, enfim, de reflexão”, são fatores que distinguem o campo pedagógico de outros espaços de produção e uso da informação (MARTELETO, 1995, p. 79). É assim que, no campo científico da informação, é possível abordar o professor como ‘agente social’ no processo de “transmissão do conhecimento para aqueles que dele necessitam (WERSIG; NEVELING, 1975, apud FREIRE, 2000). No contexto das mudanças, que invadiram o cenário educacional e a gestão escolar, a formação continuada vem ganhando progressiva importância, como sinal de que o aprendizado deve assumir caráter permanente e dinâmico na vida dos profissionais de qualquer organização humana. Orientado pelos escritos de 35 Machado (1999), a formação passa a ser vista como instrumento fundamental para o desenvolvimento de competências, envolvendo valores, conhecimentos e habilidades para lidar com as mudanças aceleradas, com contextos complexos, diversos e desiguais, para aprender a compartilhar decisões, lidar com processos de participação e adaptar-se permanentemente às novas circunstâncias e demandas institucionais. Em relação à organização e gestão, o atual sistema brasileiro de ensino é resultado de mudanças importantes no processo de reforma do Estado, e fruto de alterações introduzidas em 1988 por meio da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil e, em 1996, por meio da aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei 9394/96) e ainda da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), em 2001. É preciso ressaltar que, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), de 20112020 - Projeto de lei 8035/2010, está para entrar em vigor com mudanças substanciais nas metas e diretrizes. Diante do exposto, porém, são vinte metas multidimensionais a serem cumpridas com suas devidas estratégias para a sua execução, com isso, a sociedade civil organizada poderá ter acesso com maior participação e cobrança das políticas metas definidas para o sistema educacional. Portanto, os compromissos apresentados neste Plano Nacional de Educação que irá até 2020, têm como objetivo demonstrar a viabilidade das metas e fornecer as bases para o debate sobre os investimentos em educação – todavia, apontam que as políticas públicas educacionais em execução tomadas como pressupostos, e somadas aos desafios propostos pelo novo Plano Nacional de Educação, demandarão investimentos públicos graduais de modo que venha a atingir os 8% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, antes de 5% do PIB (BRASIL. lei 8035/2010 Plano Nacional de Educação). Essas leis aprovadas normatizam e estabelecem diretrizes e bases para a educação nacional e, para a organização e gestão dos diferentes níveis e modalidades da educação nacional, bem como, as ações e políticas a serem implementadas, visando garantir o acesso, a permanência de toda a escola e a gestão democrática, como também, a qualidade da educação. Essas ações estão vinculadas à busca do cumprimento dos compromissos coletivos assumidos pelo Brasil, no que concerne à garantia de educação para todos. Nessa ótica, no caso brasileiro, a coordenação dessas ações e políticas, visando garantir a educação 36 como um direito social do cidadão, é papel da União, por meio do Ministério da Educação (MEC) em articulação com os poderes públicos Estaduais e Municipais. Educação, segundo a Constituição Federal do Brasil de 1988, constitui um direito social, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. A Constituição de 1988 estabelece, portanto, a base da organização educacional do País ao firmar direitos e deveres, delimitar competências e atribuições, regular o financiamento e definir princípios como: pluralismo, liberdade e gestão democrática (BRASIL, 1988). O Governo Federal tem como prioridade de suas políticas e gestão a garantia do envolvimento e da participação da sociedade civil na formulação, implementação das ações e programas voltados para a universalização da educação básica como também a melhoria da educação nos diferentes níveis e modalidades. Nessa direção, vários encontros, seminários, audiências e outros espaços de participação e democratização têm sido estabelecidos como canais de discussão coletivos no encaminhamento de proposições, estratégias e soluções para a garantia da educação para todos em sintonia com os dispositivos legais e, especialmente, com as metas do Plano Nacional de Educação. Essas ações tiveram como consequências uma conquista histórica na área da educação no Brasil, a democratização do acesso ao ensino fundamental, tendo em vista que atualmente 97,2% das crianças com idade entre 7 e 14 anos estão na escola. No entanto, há muito que fazer, na medida em que é necessário garantir a melhoria dos processos ensino e aprendizagem e, desse modo, otimizar e aperfeiçoar a permanência desses estudantes no sistema escolar, rompendo com a cultura do fracasso escolar. Aliado a esta questão, o País vem adotando ações efetivas no combate às altas taxas de analfabetismo e de ampliação do acesso a Educação Infantil, a Educação de Adolescentes Jovens e Adultos e ao Ensino Médio regular, com expansão do técnico profissional. Mas os avanços se fazem necessários não só na questão do acesso, mas também da permanência com qualidade social, da superação do fracasso escolar por meio da melhoria da qualidade na educação em todos os níveis. O desempenho dos estudantes brasileiros aferidos por meio dos exames de avaliação do Ministério da Educação demonstra que a aprendizagem dos alunos 37 ainda está abaixo de padrões adequados. Esse baixo desempenho dos alunos possui várias causas internas e externas à escola. Nesse cenário, aliado às questões sociais e econômicas, estruturais em um país continental como o Brasil, é necessário ressaltar os processos de organização e de gestão pedagógicas que interferem na produção do fracasso escolar, tais como: deficiência do processo ensino-aprendizagem, estrutura inadequada de parte dos sistemas educacionais para dar conta do aumento de demanda dos últimos anos, carência de professores qualificados, especialmente no Ensino Médio, oferta de recursos pedagógicos e bibliotecas adequadas aos processos formativos emancipatórios. Todas essas questões se articulam às condições objetivas da população, em um país historicamente demarcado por forte desigualdade social, que se caracteriza pela apresentação de indicadores sociais preocupantes e, que nesse sentido, carece de amplas políticas públicas incluindo, nesse processo, a garantia de otimização nas políticas de acesso, permanência e gestão com qualidade social na educação básica, na qual está inserida essa importante política pública que visa agregar e emancipar jovens através de uma educação humanitária e inclusiva. 3.2 CONCEITOS E PRINCÍPIOS DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA Os conceitos apresentados para o Programa Escola Aberta entende-se como uma política pública de governos federal, estadual e municipal, voltada para princípios de autonomia, solidariedade e cooperação, trabalho como meio de transformação do homem e da sociedade, respeito à diversidade, lazer como necessidades humanas e respeito ao meio ambiente natural e construído, princípios estes que contemplam a interdisciplinaridade. Portanto, nessa perspectiva preencher as necessidades em seus vários níveis como: educação, trabalho, saúde, moradia, inserem-se as funções compensadoras do lazer, as quais de alguma forma deviam diminuir as oportunidades por meio de insatisfações de atividades das mais diversas. Neste contexto, a experiência que possibilita satisfações abre um caminho para aquisição de saberes nas mais diversas áreas. De acordo com Freire (1979a), e por meio da educação o homem se descobre a si mesmo, se aceita como pessoa e se firma como ser livre, no interrelacionamento com os outros e com o mundo. Nesta direção contrapõe-se ao viés 38 positivista, que tenta identificar as pessoas como fichas a serem manipuladas pelas instâncias de poder, entre as quais está a educação. Portanto, os principais aspectos da proposta educacional apresentada por Freire para a educação servem de referência para este Programa, cujo pilar fundamenta-se na prática da liberdade, análise crítica, a ação libertadora dos sujeitos educando. Porém, ele apresenta alguns aspectos e conceitos que serão desenvolvidos no programa: a educação como prática da liberdade; sujeito humano e libertação; melhoria da humanidade; a educação problematizadora. a) A educação como prática da liberdade. Os caminhos da libertação exigem do oprimido condições de análise crítica, de reflexão, descobrir-se e conquistar-se como sujeito de sua própria destinação história e como homem deve humanizar o mundo. A intencionalidade de sua consciência tem uma dimensão que vai além dos horizontes que o circundam e assumindo a condição humana, que segundo Freire “O diálogo fenomeniza e historiciza a essencial intersubjetividade humana”, Permitindo ao homem criar a sua identidade, expressar seu ser, transportar-se do mundo sensível para o mundo inteligível, assim, um mundo humano (FREIRE,1979b, p. 27-28). b) Sujeito humano e libertação. Recorremos a Freire para declarar um compromisso expresso como princípio do projeto o de promover a libertação como condição de torna-se sujeito humano. Desvelar o mundo da opressão na práxis, assim, viver o processo de transformação, fazer-se sujeito, liberar-se constituindo desafios e compromisso, o homem a participar de uma práxis humanizadora para ser humano, a liberdade é conquista que exige uma permanente busca para superar a situação opressora por meio do pensar e agir crítica e reflexivamente. A educação do homem se constitui em instrumento de sua humanização, contribuindo para que seja capaz de pensar por si, descobrir, inventar e construir (FREIRE, 1979a, p. 28). c) Melhoria da humanidade e pedagogia crítica. O homem precisa ser educado para se construir em um membro ativo da sociedade, ter a consciência crítica desenvolvida, usufruir de sua liberdade. Pois, é o próprio homem, por meio da educação que faz desabrochar em si sua liberdade. A verdadeira educação consiste 39 menos em preceitos do que em exercícios. É preciso atuar sobre a realidade, explorar suas mais amplas possibilidades para conhecê-las e desenvolver a si próprio. Pela educação que se preservaria o homem bom, e, assim também a humanidade tratada como sociedade. (FREIRE,1979a, p. 27-28). d) A educação problematizadora. Deve oferecer aos homens submetidos à dominação permitir ao homem ser sujeito de seu próprio existir, propiciando-lhe o engajamento à vida social de forma crítica e reflexiva. Quanto mais se exercitam os educandos no arquivamento dos depósitos que lhes são feitos, tanto menos desenvolverão em si a consciência crítica de que resultaria a sua inserção no mundo como transformadores dele, como sujeitos. (ibid, p. 75). Portanto, ainda contemplando conceitos, Georges Lapassade (1924-2008), apresenta as organizações ou instituições a partir de duas perspectivas: como um grupo social oficial e como um sistema de regras. Para ele, a escola pertence ao aparelho ideológico do estado, classificação feita por Gramsci, sendo assim, é uma organização burocrática, porém defensora de ideais do cidadão. No entanto, o Programa Escola Aberta, busca contribuir de forma alternativa na área de lazer e cultura para a comunidade que venha participar visando melhoria dos processos de humanização com foco na Justiça social colocando o individuo excluído dentro de novas perspectivas de sociedade e de vida, com isso alcançar e fazer um país grande, um Brasil com maior qualidade de vida para o seu povo. O Programa Escola Aberta tem como foco a Escola como espaço para todos, faz referência à articulação da escola com a comunidade na qual está inserida e ao fortalecimento das relações mantidas entre escola e comunidade e fundamenta-se na ideia que a formação integral do indivíduo, não se reduz apenas à promoção da maturidade intelectual. O Programa incentiva a abertura nos finais de semana de unidades escolares localizadas em territórios de vulnerabilidade social, nas quais a população tem pouca oferta de espaços de lazer e cultura, sendo a escola referência de espaço público na comunidade, tornando-a uma instituição aberta para promoção de ações educativas, de lazer, de iniciação profissional, de cultura e direitos sociais. Dessa maneira, o Programa Escola Aberta, criado pela Resolução CD/FNDE/Nº 052, de 25 de outubro de 2004, 40 Tem como principal função ampliar o escopo das atividades das escolas para promover a melhoria da qualidade da educação no país; promover maior diálogo, cooperação e participação entre os alunos, pais e equipes de profissionais que atuam nas escolas e a necessidada de redução da violência e da vulnerabilidade socioeconômica nas comunidades escolares (BRASIL. FUNDO NACIONAL..., 2004). Portanto, o referido programa se insere na política pública de Governo Federal em fomentar ações que promovem a melhoria na qualidade da educação por meio do envolvimento e da participação da comunidade. Portanto, este Programa foi criado com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade da educação, a inclusão social e a construção de uma cultura de paz, tendo como pressupostos experiências desenvolvidas pela UNESCO, com o Programa Abrindo Espaços, iniciado em 2000 nos Estados do Rio de Janeiro e Pernambuco (UNESCO, 2000). Em nível de ações patrocinadas voltam-se para educação não formal e assim promovem a cultura, o esporte, a arte, o lazer, ensino complementar e formação inicial para o trabalho e para a geração de renda para as famílias, o Programa Escola Aberta oportuniza espaços para o exercício de cidadania, para a organização comunitária e para a aproximação entre comunidades e escolas com o reconhecimento e respeito aos diferentes saberes. O Programa Escola Aberta, foi implantado no Brasil pela UNESCO frente a resultados de várias pesquisas sobre juventude feitas pela Organização no Brasil, como cita Noleto (2008). Tais pesquisas revelavam um perfil dos jovens que se envolvem em situações de violência, tanto na condição de agentes quanto de vítimas. A maior parte desses atos violentos acontece nos fins de semana, nas periferias, envolvendo, sobretudo, jovens de classes empobrecidas e que vivem em situação de vulnerabilidade (UNESCO, 2000). Programa patrocinado pelo MEC/FNDE, em parcerias com Estados e Municípios, sob a coordenação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI / MEC), a Secretaria de Educação Básica (SEB / MEC) em colaboração com os Ministérios do Trabalho e Emprego, do Esporte e da Cultura, Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), contando com a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência 41 e a Cultura (UNESCO), levando as escolas públicas e aos seus espaços físicos a sua comunidade do entorno nos finais de semana. Entendendo que as ações desenvolvidas promovem a melhoria da qualidade da educação, contribui para a construção de uma cultura de paz, reduzindo os índices de violência e aumenta as oportunidades de emprego aos jovens, sobretudo àqueles em situação de vulnerabilidade social e econômica. As oficinas, as atividades de lazer, esporte, educação e cultura são oferecidas aos alunos e a comunidade. Transformam a escola em ambiente aberto à criatividade, ao convívio pacífico e a aprendizagem permeada pelas práticas culturais e esportivas, portanto, é o objetivo do Programa. ● Situação do Programa à Nível Nacional e Estadual: Nível Nacional: um público de aproximadamente 400 mil pessoas, formado por crianças, adolescentes, jovens, pais e educadores, frequenta os pátios, as áreas de lazer e as salas de aula de 2.283 escolas públicas até dezembro de 2010. Nas escolas de suas comunidades, eles participam de atividades esportivas, culturais e pedagógicas oferecida pelo programa Escola Aberta aos sábados e domingos. Presente em 194 municípios das 27 unidades da Federação, o Escola Aberta é um programa do Ministério da Educação desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e universidades públicas. O programa é um espaço de diálogo da escola com a comunidade. (MEC/SECADI, 2011). Atualmente, cada escola recebe do MEC entre R$ 14 mil e R$ 25 mil, em cota única, para custear as atividades durante os 10 meses do ano. Os recursos são empregados no pagamento dos monitores/professores que atendem estudantes e comunidade, e na aquisição de material para as oficinas. Em cinco anos, o programa ampliou a abrangência no país. Em 2006, alcançava 89 municípios e 1.312 escolas; hoje, está em 194 municípios e em 2.283 unidades de ensino. Os recursos, repassados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) diretamente à caixa escolar, também evoluíram no período. Em 2006, foram R$ 23,9 milhões; em 2010, R$ 43,9 milhões. Um dos resultados positivos do programa é a redução da violência em comunidades de alto risco social para crianças, adolescentes, jovens e mulheres. Nos moldes de hoje, com recursos repassados pelo MEC, o Programa Escola Aberta é resultado da unificação de dois programas desenvolvidos pela UNESCO no início da década no Brasil — o Escola de Portas Abertas, experiência desenvolvida com escolas da Região Sul, e o Escola Abrindo Espaços, em instituições de ensino do Nordeste 42 Nível Estadual: O Programa Escola Aberta que está sendo desenvolvido na grande área metropolitana de João Pessoa-PB, em locais considerados economicamente carentes e socialmente vulnerável, com abrangência em 20 Escolas Estaduais e 22 Municipais, totalizando assim 42 Escolas. Apresenta-se com um bom público participante e conforme as determinações do Programa. Onde, nas escolas estaduais temos um atendimento de 2.800 participantes por finais de semana e nas escolas municipais temos aproximadamente 3.220 participantes em finais de semana. Portanto, tem-se atualmente nas Secretarias de Educação Estadual e Secretaria de Educação Municipal, um atendimento em torno de 6.020 integrantes por finais de semana na grande capital. Cumpre frisar, que o Programa não se ampliou pelo Estado; não se sabe o porquê - [...] foi por falta de conhecimento ou negligência por parte dos gestores estaduais à época de 2009/2010 do início do Programa neste Estado. QUADRO 01: Escolas Estaduais – Região Metropolitana de João Pessoa. 1 Escola Tenente Lucena - localizada no bairro dos Ipês 2 Escola Daura Santiago Rangel - localizada no José Américo 3 Escola Domingos José da paixão – localizada no Muçu Mago 4 Escola Fernando moura Cunha Lima – localizada em Mangabeira 5 Escola Maria Bronzeado Machado – em Mangabeira 6 Escola Francisco campos – localizada no Anatólia 7 Escola Osvaldo Pessoa – localizada no Ernani Sátiro 8 Escola José do Patrocínio – localizada nos funcionários II 9 Escola Domênica Andrea magliano – sítio Mumbaba 10 Escola Santos Dumont – bairro das indústrias 11 Escola Milton Campos – conjunto Ernesto Geisel 12 Escola Raul Machado – Ilha do Bispo 13 Escola Gonçalves Dias – Cristo Redentor 14 Escola Padre Hildon Bandeira – bairro Torre 15 Escola Epitácio Pessoa – em Tambiá 16 Escola Frei Martinho – Cruz das Armas 17 Escola Papa Paulo VI – Cruz das Armas 18 Escola Boto de Menezes – Treze de maio 19 Escola Capitulina Sátiro – localizada no João Agripino 20 Escola Monsenhor Odilon Coutinho – localizada em Mandacaru Fonte: Programa Escola Aberta 43 QUADRO 02: Escolas Municipais Integrantes do Programa Escola Aberta. 1 Escola Ana Cristina – localizada em Água Fria 2 Escola Antônio coelho – bairro da Penha 3 Escola Agostinho da Fonseca – localizada no Cristo Redentor 4 Escola Américo Falcão – Cristo Redentor 5 Escola Anísio Teixeira – Explanada I 6 Escola Aníbal Moura – localizada em Cruz das Armas 7 Escola Antônia do Socorro – sítio Paratibe 8 Escola Carlos Neves – conj. José Américo 9 Escola Cícero Leite – em Gravatá 10 Escola David Trindade – Procind Mangabeira 11Escola Durmeval Mendes - Localizada no Rangel 12 Escola Indio Piragibe – em Mangabeira 13 Escola João XXII - Alto do Mateus 14Escola José de Barros – Mandacaru 15 Escola José Eugênio – conj. Geisel 16 Escola João Santa Cruz – bairro dos Novais 17 Escola Lions Tambaú – conj. Bancários 18 Escola Luiz Augusto Crispim – conj. Ipês 19 Escola Santos Dumont – centro varadouro 20 Escola Virgínius da Gama – conj. Mangabeira I 21 Escola Zumbí dos Palmares – conj. Mangabeira VI 22 Escola Zulmira de Novais – localizada em Cruz das Armas Fonte: Programa Escola Aberta Portanto, todas em pleno funcionamento e de acordo com o Programa Nacional Escola Aberta. (PARAÍBA..., 2012). Entretanto, o Programa Escola Aberta, a participação e o envolvimento das secretarias de educação, escolas e comunidades na execução e implementação, assim como, a apropriação do Programa, são condições importantes para ser alcançada a autonomia necessária e garantir a continuidade das ações no âmbito local e nacional. Porém, o Programa tem por base a experiência avaliada como bem sucedida da UNESCO no ano 2000, com o “Programa Abrindo Espaços: Educação e Cultura para a Paz”. Assim sendo, em outubro de 2004 o governo brasileiro faz um acordo de cooperação com a agência internacional para a realização do programa Escola Aberta, em busca de fortalecer a integração entre a escola e a comunidade. Com isso, ampliar as oportunidades de acesso a espaços de promoção da cidadania e contribuir para a redução da violência escolar em unidades executoras localizadas em regiões de risco e vulnerabilidade social. 44 Portanto, a estratégia utilizada é estreitar a parceria entre a escola e a comunidade ocupando criativamente o espaço escolar nos finais de semana com atividades educativas, culturais, esportivas, de lazer, de formação inicial para o trabalho e geração de renda oferecidas aos alunos e a população de entorno. No entanto, tendo como pilar de sustentação uma equipe de gestão baseada na solidariedade e no diálogo, no respeito as diferenças e no voluntariado. Para tanto, possui uma Coordenação Escolar composta por um diretor escolar, um coordenador escolar, um professor comunitário, professores e oficineiros, e de acordo com as atividades desenvolvidas pelo Programa naquela escola, temos pessoas da própria comunidade (ressarcidos e voluntários). Assim, as ações são planejadas pela equipe local a partir de consultas à escola e a comunidade para identificar as demandas locais, além de pessoas e de instituições que se proponham a compartilhar seus conhecimentos, habilidades e competências para o Programa. As atividades são organizadas e reorganizadas no formato de oficinas, cursos e palestras com duração e formas variadas conforme o objetivo daquela atividade ou ação executada. De certa forma, as oficinas são também ministradas por voluntários, membros da comunidade e por jovens universitários provenientes de camadas populares, selecionados pelas universidades federais, para desenvolver temas sobre direitos humanos, cidadania, diversidade, leituração e meio ambiente. Nesse sentido, a proposta sempre valoriza a cultura popular, as expressões juvenis e o protagonismo da comunidade local, com isso, fortalecer o sentimento de identidade e pertencimento. Com isso, a escola amplia a sua relação com a comunidade, como também por meio da troca de saberes, assim, promover um redimensionamento da sua prática pedagógica, tornando-se mais inclusiva e competente na sua ação educativa. A implementação do Programa Escola Aberta, como uma política pública de âmbito nacional, é conduzida por instâncias de gestão constituidas nas esferas Federal, Estadual e Municipal, com ações comuns colaborativas e complementares. Nesse sentido, faz-se jus parcerias com instituições locais e a integração de projetos da secretaria da educação em especial, como também de outros orgãos públicos e da iniciativa privada são parte fundamental da proposta do Programa, permitindo a apropriação e o enraizamento dessas ações no território nacional, com isso, fortalece e concorre para a sua sustentabilidade e continuidade. 45 Entretanto, outras instituições como da iniciativa privada, da sociedade civil, as universidades, faculdades e institutos de ensino, outros órgãos públicos e o sistema S deverão ser identificados e convidados a colaborar com as atividades do Programa, isso, como no nível de planejamento como de execução. É preciso ressaltar, que o sistema S é formado por organizações e instituições todas referentes ao setor produtivo, tais como indústrias, comércio, agricultura, transporte e cooperativas que tem como objetivo, melhorar e promover o bem estar de seus funcionários, na saúde e no lazer, por exemplo; como também a disponibilizar uma boa educação profissional. São varias as organizações que compõe o sistema S, tais como: SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial: A quem cabe à educação profissional e a prestação de serviços de assistência técnica e tecnológica às empresas do setor. SESI - Serviço Social da Indústria: Que promove a melhoria da qualidade de vida do trabalhador e de seus dependentes por meio de ações em educação, saúde e lazer. SENAC - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial: Educação profissional para trabalhadores do setor de comércio e serviços. SESC - Serviço Social do Comércio: Promoção da qualidade de vida dos trabalhadores do setor de comércio e serviços. SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural: Educação profissional para trabalhadores rurais. SENAT - Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes: Educação profissional para trabalhadores do setor de transportes. SEST - Serviço Social de Transportes: Promoção da qualidade de vida dos trabalhadores do setor dos transportes. SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas: Programas de apoio ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas. 46 SESCOOP - Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo: Aprimoramento e desenvolvimento das cooperativas e capacitação profissional dos cooperados para exercerem funções técnicas e administrativas. Cada uma delas tem contribuições de interesses de categorias profissionais, que na maioria das vezes são retiradas na folha de salário das empresas pertencentes e são repassadas as entidades de modo a financiar o bem estar do funcionário, na saúde, lazer e educação profissional. Convém ressaltar que, o Programa possui uma gestão participativa e trabalho coletivo. Portanto, o Programa incentiva a participação em espaços democráticos de gestão nas escolas e entre secretarias parceiras de um mesmo território, por meios da constituição de redes locais e regionais. A educação é um pilar imprescindível para a transformação da sociedade, entretanto, as pessoas que vão em busca de oficinas/cursos desenvolvidos em espaços escolares em finais de semana, na sua maioria é formado por 75%, por uma população jovem entre 8 e 17 anos de idade, para isso, uma amostra de 140 alunos participantes do Programa, assim, uma sintonia com os propósitos do Escola Aberta, no que diz respeito ao atendimento de crianças e adolescentes, camada mais vulnerável às adversidades. Porém, os adultos com mais de 21 anos, formam um significativo contigente de 20% que vê no Programa Escola Aberta oportunidades de aprendizagem e de inclusão social. A urgência em atender as necessidades dos alunos mais vulneráveis à marginalização e à exclusão, através de oportunidades educativas adequadas, foi também exposta no Fórum Mundial da Educação de Dakar, em abril de 2000: Um dos grandes desafios será confirmar se a visão ampla da Educação para Todos, como conceito inclusivo, se reflete nas políticas de cada país e dos organismos financiadores. A Educação para Todos deverá [...] ter em conta as necessidades dos pobres e dos mais desfavorecidos, incluindo crianças que trabalham, habitantes de zonas remotas, nômades, minorias étnicas e linguísticas, crianças, jovens e adultos afetados em conflitos, o VIH/SIDA, a fome ou dietas fracas e aqueles que têm necessidades especiais de aprendizagem (UNESCO, 2000). O Programa Escola Aberta foi implementado nos Estados brasileiros de Pernamubco e Rio de Janeiro no ano de 2000, após seis anos de sua criação, 47 tornou-se uma política pública federal. Esse programa baseou-se em modelos similares já trabalhado em países desenvolvidos como França, Espanha e Estados Unidos, com amostras eficazes na mudança de comportamento e autoestima de seus integrantes, em busca de se compreender que a educação é muito mais que as aulas ministradas nas salas de aula. Qualquer interação entre pessoas e objetos com o objetivo de enriquecer, transmitir ou construir conhecimentos/valores; faz parte do processo de educação, dessa forma [a educação] está presente em todas as relações que constituem as pessoas (PERNAMBUCO..., p. 9, 2009). Segundo seus executores, o conceito maior do PEA, está na possibilidade de se trabalhar a autoestima e a valorização pessoal, através das artes. Dados apresentados pelo FNDE (BRASIL. FUNDO NACIONAL..., 2004), mostram que o programa é capaz de “impactar as vidas das pessoas e o cotidiano da escola, oportunizando o exercício do direito à educação e o acesso às políticas públicas”. As atividades oferecidas pelo Programa, possibilitam o contato com o outro, uma “alteridade”, agregando pessoas em torno das diferentes atividades desenvolvidas nos espaços escolares como, os cursos e os jogos, da arte (dança, música, teatro, artesanato) ao entretetimento, nos fins de semana. Muitas dessas atividades têm como componente principal o lazer que, desde 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, passa a ser reconhecido como direito de todo cidadão. Como também está presente na Constituição Federal do Brasil, de 1988, no artigo 6º, que trata o lazer como um dos direitos sociais. É de fundamental importância, na realidade de desigualdade social, violência e descaso que nosso país enfrenta nos dias de hoje; [...] Além de ajudar na ampliação do conhecimento acadêmico (esporte), e pessoal (vida), é um instrumento de realização pessoal; [...] É uma oportunidade de exercemos nossa cidadania e assim fazermos a diferença na transformação da realidade em que vivemos (MORIN, 2001, p. 97). Entretanto, nas sociedades onde os níveis de desigualdade social são elavados, o direito a cidadania é relegado a segundo plano. Principalmente em países com baixo índice de desenvolvimento humano e uma enorme concentração de renda, onde o Brasil está no momento; inserido infelizmente. Muitas dessas pessoas estão desempregadas ou fazem parte do mercado de trabalho informal e 48 precarizado. Como então inserir-se no atraente mundo do lazer, tão propagado pela mídia [...], como também a expansão imobiliária faz com que diminuam os espaços vazios propícios as peladas e brincadeiras. Vários autores se dedicaram ao estudo do lazer, e daí uma diversidade de definições sobre o referido tema, por contemplar situações comportamentais, e, aspectos lúdicos recreativos. Sendo assim, Dumazedier o conceituou como: Um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se ou ainda para desenvolver sua informação ou formaçao desinteressada, sua livre capacidade criadora, após libertar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais (DUMAZEDIER, 2001, p. 34). Nesse sentido, o lazer apresenta enorme sociabilidade e entretenimento para as pessoas, além de possibilitar o aprendizado de novas atividades, o que pode resultar em oportunidades de inserção no mercado. Portanto, os jovens ao frequentar os espaços das escolas públicas nos finais de semana, têm a oportunidade de vivenciar novas brincadeiras e diversões. Para Pellegrin (1996, p. 33), faz-se necessário, “reorganizar o ambiente urbano, entendendo o lazer como função urbana”. No entanto, as novas funções urbanísticas, de modo geral, privilegiam, em particular, a função de circulação da cidade. Dessa forma, até mesmo o espaço público muitas vezes é privatizado e áreas passíveis de serem espaços de lazer e sociabilidade são mercantilizadas restringindo o acesso democrático da população. Porém, o Programa Escola Aberta oferece a possibilidade de aumentar o círculo de amizade, conhecer mais pessoas, abrir novas perspectivas para a melhoria do convívio social com familiares, colegas, professores e ampliar o aprendizado. Além disso, a mudança mais apontada por estudos realizados, foi a do campo profissional, tanto na condição de aprender novos ofícios como na possibilidade de adquirir habilidades para obter renda, o que caracteriza a função educativa do lazer, idealizada por Iwanowicz (1997). Estudos desenvolvidos, por dois pesquisadores Waiselfisz & Maciel (2003), sobre o Programa Escola Aberta na cidade do Recife em 32 escolas públicas visitadas, com uma amostra de 490 participantes do Programa. Revelou que 60% dos jovens entre 14 e 19 anos, foram vítimas de violência nas unidades escolares 49 motivada pela apatia, indiferença, falta de perspectivas, quebra de valores de tolerância, e solidariedade em virtude da falta de mecanismo de articulação de encontrar saídas. Porém, as familias sem poder aquisitivo sentem falta de alternativas culturais, artísticas, esportivas e de lazer para seus jovens. Desse modo, a rua é o único espaço disponível para a diversão. Assim, a rua “pode significar o quintal inexistente, o terraço e a varanda negados; a praça não construida, e as calçadas imaginárias” (OLIVEIRA, 1989), porém, também representa local de violência e insegurança, no entanto, deveria-se constituir em potencial área de lazer transforma-se, devido as configurações espaciais urbanas e às condições sociais de parcela da população, em local de medo e vulnerável as adversidades. Segundo Alencar, As pessoas estão assustadas, com medo do outro e, por isso, cercam suas residências, isolam-se em apartamentos e condomínios fechados, ao restringirem os espaços e ocasiões de lazer. Dessa forma, a cidade deixa de cumprir uma das principais funções que lhe foi atribuida pelo urbanísmo moderno: propiciar o lazer aos que nela vivem (ALENCAR, 2008, p. 31). Nesse contexto, compreende-se que 11% do total de respostas, referem-se à oportunidades proporcionada ao Programa Escola Aberta, de saírem da rua. Porém, para esses entrevistados, a participação em atividades do Programa, descortina-se e promove mudanças em seu cotidiano, com isso, tornando o Escola Aberta um porto seguro, lugar propício e inerente para ocupar o tempo e a mente com suas atividades propiciadas a esses participantes para o seu crescimento intelectual. Parece claro afirmar que, o paradoxo é que sociedades como a nossa, que a cada dia tornam-se mais ricas, também tem a cada dia pessoas menos felizes. A riqueza parece não ser o principal motivo da felicidade, justamente parece ocorrer o contrário, a correlação entre riqueza e felicidade é inversa. O crescimento econômico acelerado parece não provocar um surto concomitante de felicidade, mas ao inverso, é a taxa de criminalidade que é crescente e uma ascendente sensação de incerteza quanto ao destino de cada um. Essa é uma das razões pelas quais Bauman, tem muito a dizer para uma gama de leitores muito maior do que normalmente se espera de um trabalho de sociologia mais convencional para uma comunidade, o que condiz com suas próprias ambições de atingir um público composto de pessoas comuns esforçando- 50 se para ser humanas num mundo mais e mais desumano. Como ele gosta de insistir, seu objetivo é mostrar a seus leitores que o mundo pode ser diferente e melhor do que é. Os significados atrelados à palavra “comunidade” sempre remetem a alguma coisa boa. Um lugar seguro, quente e aconchegante. A sociedade pode ser má, mas a comunidade não. Viver em comunidade possibilita a experimentação de prazeres que não se encontram mais acessível. Todos estão seguros e têm a certeza de que estão livres de perigos ocultos. Todos se entendem bem, não há a preocupação decorrente da falta de confiança ou da surpresa. Na comunidade pode-se contar com a ajuda alheia sempre que for necessário. A única obrigação na vida comunitária é ajudar uns aos outros. Por fim, a comunidade é o tipo de mundo altamente desejável, mas que não se encontra mais ao alcance, “paraíso perdido ou paraíso ainda esperado” (BAUMAN, 2003, p. 09). Segundo Zygmunt Bauman (2003), define: “comunidade é nos dias de hoje outro nome do paraíso perdido [...] mas que esperamos ansiosamente retornar, e assim buscamos febrilmente os caminhos que podem levar até lá”. A escola parece ser um dos elos do “paraíso perdido”. (ibid). Dessa maneira, permite afirmar a seguir que são três os vetores principais, a partir dos quais se desenvolve o Programa Escola Aberta: a educação, a cidadania e a inclusão social. 51 FIGURA 01: Programa Escola Aberta. FONTE: Otávio Barros Sobrinho, 2012. a) A educação: alicerce para o desenvolvimento. Com referência a atividade educativa, como se pôde ver, não se restringe aos conhecimentos adquiridos formalmente na escola, essa atividade tem uma abrangência bem maior, no sentido de chamar a família e a comunidade como um todo para participarem do processo de formação de vínculos, laços de solidariedade e sociabilidade, assim, transformando os hábitos de convivência. Fica demonstrado que, as oficinas constituem o eixo central em torno e a partir do qual se espera e se deseja transformar a vida dos cidadãos e da comunidade – serem apaixonados pelo mundo e pela vida. Na verdade, as oficinas oferecidas pelo PEA, com recursos alocados da coordenação nacional, são fruto de levantamento dos interesses da comunidade e da valorização dos integrantes e talentos locais, ficando claro que está direcionadas à formação da cidadania e a diversidade. Em linhas gerais, as oficinas contemplam as áreas de educação, cultura e arte, saúde, informática e trabalho, tendo como objetivos a informação, a cidadania, a recreação, o entretenimento ou a formação inicial para o trabalho que fluem na vida das comunidades. 52 b) A cidadania Partindo-se do princípio da existência de desigualdades sociais, onde a violência se origina, o PEA pretende ser um espaço onde a acessibilidade deve ser facilitada levando em consideração a heterogeneidade social nos seus diversos aspectos. Prevê-se como resultado que a reflexão crítica e a criatividade se façam presentes permitindo assim a construção e a reconstrução da realidade, através da redistribuição das riquezas e dos saberes historicamente construídos. Busca-se assim, o exercício da cidadania, através da participação nas diversas atividades oferecidas nos finais de semana. Como exemplos, as oficinas de esporte, onde se pode trabalhar a questão da postura ética, do senso de equipe, o respeito ao adversário, assim, como as oficinas de formação para o trabalho que, além dos aprendizados específicos, geram oportunidades de reflexão a respeito das relações sociais, dos direitos e deveres legalmente instituidos, entre outras questões (TINOCO; SILVA, 2007). c) Inclusão social Inclusão social: uma das preocupações das sociedades democráticas contemporâneas é garantir a todos os indivíduos, e a todos os grupos de indivíduos quaisquer que sejam os critérios que os determinam, todos os benefícios que o desenvolvimento dessa sociedade é capaz de propiciar: acesso à educação, à saúde, à cultura, a um nível de vida digno etc. Muitas vezes, por motivos estruturais, ou circunstanciais, ou culturais ou ideológicos - indivíduos e grupos de determinada região, ou classe social, ou grupo etário, racial, étnico, cultural ou religioso não têm acesso a esses benefícios; às vezes deles são excluídos por deficiência física ou mental (o conceito genérico dessa condição, em qualquer dos casos denomina-se exclusão). O conceito de inclusão social ou, simplesmente, inclusão, envolve, pois, a atitude e as medidas que visam a criar as condições desse acesso, como fator de justiça social e do próprio desenvolvimento da sociedade. A abordagem da educação inclusiva consiste em procurar atender as necessidades educativas de todas as crianças, jovens e adultos, com especial 53 ênfase nos mais vulneráveis à marginalização e à exclusão. O princípio da educação inclusiva foi adotado na Conferência Mundial de Salamanca sobre as Necessidades Educativas Especiais (UNESCO, 1994) e foi reforçado no Fórum Mundial da Educação de Dakar (UNESCO, 2000). Portanto, a educação inclusiva significa que: [...] as escolas devem acolher todas as crianças, independentemente da sua condição física, intelectual, social, emocional, linguística, entre outras. Este conceito deve incluir crianças com deficiências ou sobredotadas, crianças de rua e crianças que trabalham, crianças de populações remotas ou nômades, de minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais (UNESCO, 1994). O fundamento da educação inclusiva é o direito humano à educação, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1949. Igualmente importante é o direito das crianças a não serem alvo de qualquer tipo de discriminação, enunciado no Artigo 2 da Convenção sobre os Direitos da Criança (CONVENÇÃO..., 1989). Consequência lógica deste direito é que todas as crianças têm o direito de receber um tipo de educação que não fomente discriminações por motivos de incapacidade, étnicos, religiosos, linguísticos, de gênero ou outros. A par dos importantes motivos humanos, econômicos, sociais e políticos que conduzem a uma política e uma abordagem de educação inclusiva, verifica-se que esta é, também, um meio de suscitar o desenvolvimento pessoal e de estabelecer relações entre pessoas, grupos e países. A Declaração de Salamanca (DECLARAÇÃO..., 1994) afirma que: As escolas comuns, com esta orientação inclusiva, representam o meio mais eficaz para combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades de acolhimento, construir uma sociedade inclusiva e alcançar o ideal de educação para todos (DECLARAÇÃO..., 1994). Inclusão digital, o termo refere-se à percepção - e consequentes medidas, políticas etc. - da crescente importância econômica e social das teconologias de informação e comunicação (TIC) na formação e progresso de indivíduos, de empresas e de toda a sociedade. O computador e o acesso à internet são, cada vez mais, insumos básicos da educação e catalisadores de um círculo virtuoso de democratização da informação. 54 Para concluir, inclusão digital, expressa o conceito e o objetivo (bem como as medidas adotadas para isso) de abrir esse acesso e de propiciar esses meios a toda a população, como um dos caminhos para promover a inclusão social. Na verdade, o Programa Escola Aberta, como política pública do Governo Federal, tem princípios a serem respeitados, que são condizentes com suas característacas e objetivos; vejamos então alguns conceitos relevantes dessa política: FIGURA 02: Princípios, características e objetivos do Programa Escola Aberta. FONTE: Otávio Barros Sobrinho, 2012. a) Autonomia O PEA colabora para a construção dessa autonomia ao estimular a escola a ser o locus das discussões sobre temas da atualidade, e ao promover oportunidades de convivência entre diversas manifestações culturais e outras atividades pertinente ao Programa. Porém, a autonomia do ser humano só pode ser considerada quando 55 se leva em conta o contexto sociocultural em que se vive, mas, a vontade faz parte do sujeito social, nesse sentido, há sempre a possibilidade de tomar decisões e de fazer escolhas. b) Solidariedade ou ética da cooperação É preciso entender que, quando se abre as escolas nos finais de semama de forma organizada, dar a entender para a comunidade que alí se pretande promover e oferecer oportunidades aos jovens e adultos, de se encontrarem, de conversarem e se conhecerem melhor. Com isso, uma alteridade entre ambos e os grupos de indivíduos, qualidade do que é outro, diferente. Isto posto, seu cotidiano será valorizado e respeitado como cidadãos. Sendo assim, a obrigação do ser humano é agir como ser humano, e, contribuir para que isso seja posto como ideais de uma civilização. Finalmente, o fundamento da solidariedade e cooperação está no próprio ser humano – como um dos princípios desse Programa e das sociedades democráticas contemporâneas. c) O trabalho como meio de transformação do homem e da sociedade Para a sociedade, o trabalho é a fonte de identidade e autoestima, onde, a Educação emerge nos discursos políticos como meio de mobilização no contexto das transformações sociais, tornando-se necessárias possíveis mudanças no contexto escolar e profissional. Assim, a ausência de emprego e a impossibilidade de dar o sustento à família levam os indivíduos, a um sentimento de desvalorização de si mesmo e ao enfraquecimento dos laços sociais. Portanto, o Programa Escola Aberta, está envolvido, nesse sentido, em contribuir para o fortalecimento da autoestima desses integrantes e de suas comunidades em que se encontram as escolas participantes. Dessa forma, se oferta cursos de formação inicial, que abrirá caminhos para a aprendizagem de um trabalho que possibilite renda e uma vida melhor. 56 d) Respeito à diversidade: cultural, étnica, linguística, religiosa, orientação sexual, de classe social. Em linhas gerais, um ambiente escolar, por sua vez, deve permitir a convivência dos diferentes, propiciando a tolerância e o respeito à expressão das diferenças de identidade. Dessa maneira, O Programa Escola Aberta, como se pôde ver, oferece oficinas variadas, abriga uma heterogeneidade de modos de ser que não pode ser ignorados, mas, aproveitados através de uma reflexão sobre os valores vigentes na sociedade, no sentido de evitar o desrespeito ao outro, o preconceito, a exclusão (TINOCO; SILVA, 2007). Uma educação que se fundamente em ideais democráticos, com possibilidades de encontro das diferenças de classes sociais, grupos políticos, respeito à expressão das diferenças de identidade e de padrões culturais pelos grupos humanos. Assim, uma convivência entre ambos e mais inclusiva. É preciso entender que, a escola é um espaço de convivência dos diferentes, e, nesse sentido, o Programa Escola Aberta, possibilita e oferece cursos e oficinas variadas para todos os integrantes do Programa e da comunidade local, assim, assegura para uma gama de heterogeneidade que não pode ser ignorada, e sim, transformada para a coletividade. É pertinente dizer que, as atividades do Programa são ricas de oportunidades, a relação de pertencimento entre escola e comunidade, a relação um com o outro, seus grupos sociais sem preconceitos; com isso, uma comunidade mais pacífica e mais democrática e inclusiva. Como menciona a Coordenadora de Pesquisa da UNESCO, Mary Garcia Castro, o preconceito contra o diferente nasce associado à afirmação da masculinidade como valor positivo nos primeiros anos de formação da personalidade da criança. Para a pesquisadora, a discriminação contra homossexuais (também chamada de homofobia), ao contrario das de outros tipos, não apenas e mais abertamente assumida pelos meninos, como também e valorizada por eles, o que sugere um padrão de afirmação de masculinidade. “A homofobia pode expressar se numa espécie de terror de não ser mais considerado como um homem de verdade”, diz a pesquisadora (UNESCO, 2006). É preciso, portanto, ao enfrentar tal desafio, desenvolver e aplicar técnicas que sejam capazes de transpor esse obstáculo. 57 e) Preservação do meio ambiente (patrimônio natural e construído) A preservação do meio ambiente é um ato de cidadania e dever de todos. Exerçamos a cidadania socioambiental e fiquemos atentos para a proteção dos animais, plantas, mares e florestas, entre outros. O ambiente equilibrado é resultado das atitudes diretas do ser humano, onde o reconhecimento de que é necessária uma profunda mudança de percepção de pensamento para garantir nossa sobrevivência, ainda não atingiu a maioria dos lideres das nossas corporações, nem os administradores e os professores das nossas grandes universidades. A partir de um ponto de vista sistêmico, as únicas soluções viáveis são as soluções “sustentáveis”. O conceito de sustentabilidade adquiriu importância-chave no movimento ecológico e ambientalista e é realmente fundamental - é o grande desafio do nosso tempo. Criar comunidades sustentáveis isto é, ambientes sociais e culturais onde poderemos satisfazer as nossas necessidades e aspirações sem diminuir as chances das gerações futuras. Segundo Henri Acselrad (2000), “a degradação do meio ambiente é, via de regra, um processo de destruição de modos de vida e do direito à diversidade cultural de relacionamento das comunidades com a natureza”. Essa degradação resulta da exploração indiscriminada dos recursos decorrente do desenvolvimento industrial, mas também da ação violenta de indivíduos contra o patrimônio público natural e construído. Essa ação resulta, muitas vezes, do sentimento de estar excluído do acesso aos benefícios sociais. Portanto, como foi visto, é papel da escola e desse Programa Escola Aberta, uma ação educativa com foco na preservação ambiental, a rigor, promover o uso racional dos recursos naturais, promover uma mudança de valores, com isso, uma visão mais solidária do mundo, e de interagir com todas as formas de vida existente a partir do reconhecimento da interdependência que há entre elas – por fim, todos somos frutos dessa natureza. A proposta e característica desse Programa estabelece um vínculo de relação de pertencimento entre escola e comunidade, junto a seus integrantes, e também, estimula uma atitude de cuidado em relação ao patrimônio coletivo que é o espaço físico da escola/Programa, assim, reduzindo as atitudes de depredação e desperdício. 58 Nesse contexto, os cursos de formação inicial para o trabalho, são excelentes oportunidades de discussão de ação profissional consciente, com isso, evitar danos ao patrimônio natural e ao construído. Segundo Tinoco (2007), a princípio o Programa Escola Aberta, permite um foco de atuação bastante ampliado, centrado nos seguintes aspectos: - estimular o zelo com o patrimônio coletivo que é o espaço físico da escola, reduzindo as atitudes de depredação/descaso com a natureza. - discutir nas oficinas/cursos/palestras, sobre como a ação profissional consciente pode evitar danos ao patrimônio natural e ao construído, colaborando para a preservação da qualidade de vida; conscientizar as pessoas quanto à forma como se dá o relacionamento entre si e com o meio ambiente. Fica demonstrado que, na filosofia e realização desse Programa, como nas demais políticas públicas dirigidas aos jovens em geral, onde, essas ações têm privilegiado, em todos os aspectos ligados a preparação e capacitação de mão de obra para o trabalho, a formação profissional, em detrimento do viver, divertir-se, do criar [...] amar, saber esperar entre outros. Porém, uma preocupação em qualificar mão de obra, principalmente para a população mais pobre, sobressaindo no Programa a ideia de controle social. Em certo sentido, pouca preocupação com a formação dos jovens, e sim, mantê-los atados às atividades repetitivas, mecânicas e de consumo. Para concluir, o lazer em sentido mais amplo, pode ajudar sim, aos jovens a pensar em alternativas criativas e mais adequadas para o seu cotidiano. Portanto, a UNESCO solicitou a Edgar Morin que expressasse suas ideias sobre a própria essência da educação do futuro sob o enfoque do “pensamento complexo”. O projeto transdisciplinar “Educar para um futuro sustentável”. Este documento é, portanto, publicado pela UNESCO como contribuição ao debate internacional sobre a forma de reorientar a educação para o desenvolvimento sustentável. Morin, porém, apresenta sete princípios-chave necessários à educação do futuro: as cegueiras do conhecimento, os princípios do conhecimento pertinente, ensinar a condição humana, ensinar a identidade terrena, enfrentar as incertezas, 59 ensinar a compreensão e a ética do gênero humano; com seus respectivos conceitos. Em ultima análise, espera-se sinceramente que estas ideias suscitem um debate que ajude educadores e dirigentes a clarificar o próprio pensamento a respeito deste problema vital. Sendo assim, este estudo tem um escopo de chamar a atenção para a importância de trabalhar o hoje e o amanhã de forma conjunta e integrada, na certeza de que Programas como o Escola Aberta, têm muito mais a oferecer as comunidades, para tanto, se operacionalizado de forma mais articulada e integrada os parâmetros teóricos expressos e desenvolvidos junto com o conhecimento da realidade dos jovens e das comunidades atendidas. Pode-se dizer que, o Programa Escola Aberta, fomenta a ideia do direito dos cidadãos ao lazer e a cultura, como também, estimula as comunidades a repensarem suas práticas e utilizar seu tempo livre de forma criativa e autônoma. Segundo Noleto (2004), o Programa Escola Aberta, tem como objetivo a valorização de expressões da cultura nacional, da diversidade local e regional tornando a escola um polo de atração para a juventude, redefinindo a relação jovem/escola/comunidade e reafirmando a importância da escola na vida dos jovens e do país como um todo. f) Lazer como direito social, como tempo e espaço de organização As reflexões a cerca da temática do lazer não é um fato novo. Desde o século xix, o período chamado (sociedade industrial ou Era industrial), período caracterizado pelo surgimento de grandes invenções, como exemplo; o avião, a eletricidade, o telefone, o rádio, a televisão, o automóvel, motor a explosão; período compreendido entre fim do século xix até início da primeira guerra mundial, que o lazer está em evidência pelos estudos dos filósofos das ciências sociais. Porém, o socialista Lafargue (2012), no seu livro O Direito à Preguiça, revelavam o evidente protagonismo da Europa nas discussões sobre o lazer, em virtudes das péssimas condições de trabalho industrial imposto aos operários. Portanto, no final de 1948, com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada pelas Nações Unidas, que o direito ao lazer é reconhecido. Onde o art.xxiv do referido documento dispõe: “todo homem tem direito a repouso e 60 a lazer, inclusive à limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas”. Embora, a Constituição Brasileira de 1988, também trata, “seus art. 6º (caput) e 217º (parágrafo 33º) o lazer como direito social e como forma de promoção social respectivamente” (TINOCO; SILVA, 2007, p. 43). Referências a esse direito do cidadão e dever do estado também são encontrados no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990); no Estatuto do Idoso (2003); no Estatuto da Pessoa com Deficiência (1999) e no Estatuto da Cidade (2001). Assim, no mundo contemporâneo, o lazer apresenta-se como característica típica de grandes cidades, por isso, a necessidade de políticas públicas que contemplem o acesso ao lazer como possibilidade de ter prazer, porém, uma melhor qualidade de vida, pois alimenta o processo de socialização daqueles que fazem parte do processo educativo promovendo sua autoestima e de seus integrantes e grupos sociais. Com referência a área do lazer, a Carta de Brasília, é o último documento governamental a tecer comentários e considerações sobre o tema, fruto da Conferência do Esporte realizada em 20 de junho de 2004, porém, foi uma das principais ações do governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, no campo do Esporte e Lazer, que consolidou o processo de elaboração dessa política de seu governo. De certa forma, no estudo ora apresentado, é de fundamental importância enfatizar a Carta Internacional de Educação para o Lazer, realizado em Brasília-DF, 1995, documento básico na medida em que representantes das diversas nações do mundo, com suas respectivas peculiaridades e experiências, reuniram-se e uniram esforços, apesar dos variados idiomas e culturas, buscaram sintonizar a proposta em uma única direção – a mensagem do lazer. Tendo como pressupostos trabalhos desenvolvidos em outros países, do Norte e da Europa. A Carta Internacional de Educação para o Lazer, inclui uma reflexão teórica para a proposta desse estudo, uma vez que, evidencia o significado e os benefícios do lazer e da educação para o lazer e pelo lazer, e os princípios pelos quais podem ser desenvolvidas políticas públicas e estratégias de fundamental importância no contexto histórico e social brasileiro. 61 O lazer promove a saúde e o bem estar geral oferecendo uma variedade de oportunidades que possibilitam aos indivíduos e grupos escolherem atividades e experiências que se adequem às suas próprias necessidades, interesses e preferências. As pessoas atingem seu pleno potencial de lazer quando estão envolvidas nas decisões que determinam as condições de seu lazer (SAUL, 2001, p. 95-109). Nesse sentido, percebe-se uma concepção biologista, com ênfase na questão da atividade física enquanto saúde. Portanto, a liberdade de escolha das atividades como um direito humano básico apresentado pela Carta, direito a educação, trabalho e saúde, onde ninguém deverá ser privado deste direito por discriminação de sexo, orientação sexual, idade, raça, religião, credo, saúde, deficiência física ou situação econômica. Faz-se necessário que, o presente estudo considere de suma importância que o gestor público tenha em suas preocupações a inclusão social, com ênfase em políticas públicas voltadas as populações mais vulneráveis; como os jovens, as mulheres, as crianças, os idosos e aos portadores de necessidades especiais, com atenção e foco aos jovens, por serem eles o grupo alvo do Programa Escola Aberto. Em última análise, Marcellino (1990) defende uma política de lazer com preocupação com a inclusão social ao chamar a atenção do gestor público para a importantíssima questão de valores, tanto do ponto de vista pessoal e cultural, no encaminhamento de questões relativas ao lazer numa sociedade verdadeiramente preocupada com a inclusão social dos jovens. g) Acessibilidade à informação Vemos que as novas tecnologias de informação inseridas na aprendizagem, e como os recursos computacionais passaram a afetar diretamente e fortalecer os modos de aquisição de conhecimentos e das formas de aprendizagem. Onde, o saber de algumas pessoas mesmo que elas sejam as mais inteligentes, não é suficiente para resolver os problemas que se renovam permanentemente, é preciso encontrar outra coisa, além das soluções e decisões racionais impostas por alguns. Nosso mundo contemporâneo tem necessidade de conhecimentos, cooperação entre as pessoas e instituições que nos leve a um mundo melhor e mais 62 fraterno, com isso as trocas de ideias e os espaços de orientação que precisam ocorrer com maior ênfase no meio social. Assim, o conceito de cidadania, parte do pressuposto inicial de que o sujeito exerce efetivamente sua cidadania plena se tiver a capacidade de realizar suas próprias escolhas, isso significa dizer que o cidadão pleno numa sociedade pósmoderna, é aquele consciente e ativo de seus direitos individuais e coletivos. Nesse processo, a informação é um elemento fundamental, um espaço público. Consequentemente, discortina-se um panorama novo de redes globais, onde, a sociedade da informação requer Programas e Projetos transdisciplinares de pesquisa e aprendizagem como o Programa Escola Aberto, que está sendo o foco de atenção desse estudo como uma Política Pública de Educação em debate, ora em construção atendendo a sociedade. Fica claro que, o conceito principal é - aprender nova relação com a diversidade de pensamentos no mundo digital, visto que, pode constituir um novo espaço de construção e circulação do saber, configurando além do ambiente físico, virtual, uma ecologia do saber. O crescimento exponencial e caótico da informação e comunicação, e dos laços que ligam esses elementos da informação indica mudanças na relação com o saber. A partir desta percepção é possível pensar o saber não mais como algo fixo, estável, bem-definido, mas o saber em movimento, saber/fluxo, uma autoorganização através das novas tecnologias. Portanto, um espaço invisível de conhecimento que está presente, contudo, novos paradigmas para o ensino e aprendizagem. Por este motivo, a Internet converte-se num grande instrumento de exclusão social, mas reforçando o encontro entre pobres e ricos, existente na maior parte do mundo, onde as pessoas podem expressar e compartilhar as suas esperanças. Desta forma, a Internet tem potencialidades ao poder implicar e responsabilizar os cidadãos informados e conscientes dos problemas existentes na sociedade, na construção de Estados mais democráticos, conduzindo a uma sociedade mais humana e menos voltada à desigualdade e à exclusão social. Portanto, este é o grande desafio (GRIFO). A world wide web (www) ou Rede Mundial de Alcance; em dezembro de 1990, pelo programador Inglês, Tim Berners-Lee. Nessa sua descrição panorâmica de sucessões tecnológicas relevantes, refere a importância da tecnologia 63 revolucionária de transmissão de telecomunicações, até hoje existente no desenho original da Agência de Pesquisas em Projetos Avançados (ARPANET-USA), e também o surgimento, em finais dos anos 70, da ligação em rede dos computadores pessoais PC’s, resultante das interligações BBS (Bulletin Board System). Relativamente à massificação da Internet, refere o desenvolvimento, em 1973, do protocolo de transmissão TCP (Transmission Control Protocol), sobre qual, em 1978, se acrescentou o protocolo IP (Inter-net-work Protocol), resultando o protocolo internacional TCP/IP que, ainda hoje, representa o standard comum para a Internet global, Castells (2004). Este movimento de ideias, característico do contexto sócio cultural e político que se vivia nos anos 60 e 70 na maior parte do mundo, estava inserido numa cultura de liberdade de expressão, que os jovens estudantes e professores, das universidades, pretendiam transmitir, evocando o seu descontentamento político e social, portanto, o esforço conjunto no desenvolvimento de uma rede que possibilitasse a comunicação de todos para todos e a ideia da expectativa grandiosa da Internet como o sonho científico que pretende, através da comunicação entre computadores mudar o mundo. Sendo assim, a cultura da Internet, encontra-se diretamente relacionada com o seu desenvolvimento tecnológico. Explica ainda como o espírito de fonte aberta do software da Internet, permitiu a livre distribuição de códigos fonte, possibilitando que outros utilizadores os utilizassem e os aperfeiçoassem ou desenvolvessem novos produtos, numa espiral crescente de inovação tecnológica. Neste contexto, Castells (2004), descreve os quatro estratos culturais que, conjuntamente, produziram e deram forma à Internet: a cultura tecnomeritocrática, a cultura hacker, a cultura comunitária virtual e a cultura empreendedora que pretendiam transmitir, evocando o seu descontentamento político e social. Assim sendo, o que é a Cultura Internet? Castells (2004), descreve-a como sendo, Uma cultura construída sobre a crença tecnocrática no progresso humano através da tecnologia, praticada por comunidades de hackers que prosperam num ambiente de criatividade tecnológica livre e aberta, assentadas em redes virtuais, dedicadas a reinventar a sociedade, e materializada por empreendedores capitalistas na maneira como a nova economia opera (CASTELLS, 2004, p. 83). 64 As ideias inovadoras e a capacidade de gerar conhecimento permitida pelo acesso à informação, acessível on-line, num processo cooperativo de fonte aberta é a base que sustenta esta e-economia Castells (2004). A prática empresarial, que não se aplica só às empresas relacionadas com a Internet ou de indústria tecnológica, mas, a todas em geral, está relacionada com o consumo e, é através do feedback em tempo real, que todos os processos de produção/gestão se organizam, colocando à prova a inovação gerada. A economia transforma-se, o produto e o processo inovam-se constantemente, através da interação entre produtores e consumidores, num processo partilhado de rendimentos crescentes, que beneficia todos aqueles que participam na rede Castells, (2004, p. 130). h) A sociabilidade virtual: Formas de sociabilidade, em Comunidades virtuais ou sociedade em rede? Avalia e explora o surgimento de novas formas de sociabilidade on-line, mostrando como algumas questões, prognosticados pelos críticos da Internet, como os perigos da comunicação em rede, o isolamento social do indivíduo, a ruptura da comunicação social e da vida familiar, e o desempenho de fantasias on-line (role playing) onde os indivíduos vivem realidades virtuais, assim, fugindo do mundo real, podem existir pontualmente, no entanto, não generalizáveis, sendo difícil chegar a uma conclusão definitiva sobre os efeitos que a rede pode ter sobre o grau de sociabilidade Castells (2004). Segundo Lévy (2001), quando se refere à virtualização, introduz a característica de desterritorialização, ou seja, na virtualização o espaço-tempo passa a ser vulgar contingente. Esta virtualidade que reestrutura as relações sociais, permite que as pessoas, através da rede, mantenham à distância a sua atividade familiar, de trabalho e da vida cotidiana. Portanto, a nova lógica de sociabilidade, move-se, através das comunidades virtuais, onde as pessoas se organizam, por intermédio das novas possibilidades tecnológicas (tele-móveis, correio eletrônico, etc.), em torno dos seus valores, afinidades, projetos e interesses específicos. No entanto, não quer isto dizer que, a sociabilidade através do lugar, tenha desaparecido, mas, há uma transição do predomínio das relações primárias (família, lugar de residência, emprego), para o 65 predomínio de um novo sistema de relações sociais, mais centradas no indivíduo, Castells (2004), com efeito, a crise da família. Portanto, estas comunidades virtuais que se vão formando, têm potencialidades ao fortalecerem movimentos sociais, que giram em torno de valores culturais, e que encontram na Internet um meio de comunicação para atingirem os seus objetivos. Assim sendo, Informáticas, Sociedade Civil e Estado, que, são os movimentos sociais da sociedade em rede, são movimentos emocionais, pretendem tomar as mentes e não o poder de Estado. O próprio modelo político de democracia corre o risco de acabar simplificado e circunscrito ao mercado, como projeto econômico, referido às possibilidades de abrir negócios e, além disso, de votar cada quatro anos em personalidades da política que cada vez prestam menos contas ao público. No entanto, perante os enormes desafios que a sociedade em rede nos coloca, Castells relembra que só a responsabilidade individual de cada um de nós em fazer valer os nossos direitos e deveres na consecução de objetivos que perspectivem uma ecologia social transparente, livre e igualitária, aliada à responsabilidade dos governos e de todas as instituições públicas e privadas em assegurar uma verdadeira representação baseada na legitimidade, na transparência, na comunicação e na justiça social, poderá garantir uma participação inclusiva nas atividades humanas realizadas no contexto da rede tecnológica. Isso autoriza concluir que, seguindo a perspectiva proposta por Assmann (2005), a sociedade da informação precisa tornar-se uma sociedade aprendente. Ainda segundo o autor, novas tecnologias da informação e da comunicação assumem, cada vez mais, um papel ativo na configuração das ecologias cognitivas. Elas facilitam experiências de aprendizagem complexas e cooperativas, porém, o hipertexto não é uma simples técnica. É uma espécie de metáfora epistemológica para a interatividade. Portanto, as redes e a conectividade podem abrir nossas mentes para a sensibilidade solidária. A sociedade da informação, Era da informação/sociedade contemporânea, requer um pensamento voltado para programas e projetos transdisciplinares de pesquisa ensino e aprendizagem. 66 3.3 A IMPORTÂNCIA DA APROPRIAÇÃO DE COMUNIDADES NO PROGRAMA ESCOLA ABERTA A participação da comunidade nas atividades da escola tem sido objeto de muitas discussões nas últimas décadas. Em alguns casos tem-se a impressão de que basta a comunidade entrar na escola que todos os problemas educacionais estão resolvidos. Este olhar para a participação como solução para todas as mazelas da escola configura-se como rejeição veemente ao modelo de escola que se considera um clube fechado do qual a comunidade não fazia parte. Para Pellegrin (1996), tal modelo de escola ainda não está totalmente superado, mas tem sido fortemente questionado tantos por formuladores e gestores de políticas públicas de educação quanto pelas comunidades cada vez mais cientes de seus direitos, sendo um deles o direito a uma escola democrática e de qualidade. O exame dos registros das atividades desenvolvidas na escola pesquisada mostra dois aspectos desta presença: por um lado a possibilidade de crescimento da comunidade que vem para a escola e, por outro, a dificuldade da escola conviver com uma comunidade que começa a compreender o seu funcionamento e a exigir coerência entre aquilo que se fala e o que se faz. Para Bordenave, a palavra participação vem da palavra ‘‘parte’’ e significa fazer parte. O nível de participação é o que vai diferenciar o ato “de fazer parte, tomar parte ou ter parte” (BORDENAVE, 1994, p. 22). Para ele o bem comum só é de fato assumido quando se torna parte em, quando se partilha algo e a participação é um direito das pessoas e por ser direito e necessidade ela pode ou não atingir os objetivos. É através da participação que pessoas passivas e conformistas poderão se tornar sujeitos críticos, ativos e responsáveis. Olhando para a experiência desenvolvida na escola estudada é possível afirmar que houve participação da comunidade na medida em que nos diversos registros sobre as atividades e projetos desenvolvidos consta sua presença nas decisões e encaminhamentos. Esse me parece um indicador seguro para a afirmação. Ainda segundo Bordenave (1994), é só através da participação que povo se apropria do seu desenvolvimento e também é corresponsável pelo sucesso ou fracasso de um projeto. É participando que se aperfeiçoa e se aprende a participar o que sentem de mais importante é a necessidade intrínseca de participação ao 67 oposto que muitos pensam que é preferível que as decisões mais importantes são de competência dos governos, assim o autor afirma que: [...] Pode haver gente assim. Mas a maioria prefere a democracia. E para um crescente número de pessoas, democracia não é apenas um método de governo onde existem eleições. Para elas, democracia é um estado de espírito e um modo de relacionamento entre as pessoas. Democracia é um estado de participação (BORDENAVE, 1994, p. 8). Por estar falando de uma práxis pedagógico-política e epistemológica profundamente democrática, a filosofia de Freire, se posiciona a favor da liberdade, da justiça, da ética e da autonomia do ser humano, da escola, da sociedade. Mais ainda, Freire percebe que a democracia não acontece de uma hora para outra, por decreto, por uma concessão de uma autoridade que se autointitula democrática, ou apenas quando a sociedade deixar de ser capitalista. Ele entende que a democracia, a liberdade, a autonomia, é um processo. Mas não é um processo de cima para baixo, e sim uma conquista conjunta, coletiva, que exige respeito, diálogo e poder de decisão a todos que participam dessa caminhada. Um processo que faz parte da própria humanização do ser humano, da sua vocação para ser mais, segundo Freire. Uma vocação que atua em condições concretas e que na sua práxis vai partejando o novo, já que o ser humano é um ser molhado de história, ou seja, “[...] um ser finito, limitado, inconcluso, mas consciente de sua inconclusão. Por isso, um ser ininterruptamente em busca, naturalmente em processo” (FREIRE, 2001, p. 18). Nesse sentido, é importante resgatar a teoria e a prática de Paulo Freire num momento em que estamos vivenciando um cenário político-social extremamente antidemocrático, excludente, no qual a liberdade é apenas entendida como liberdade de mercado. Quando a ideologia neoliberal está sendo veiculada como o único discurso possível. Quando não há espaço para o diálogo. Numa sociedade onde ser mais pode ser confundido com ter mais. Quando os governantes continuam a desrespeitar a coisa pública, os (as) professores (as), os alunos pobres e os trabalhadores da educação. Quando a democracia da sociedade e a autonomia da escola e dos seres humanos continuam a ser um sonho: Um desses sonhos para que lutar, sonho possível, mas cuja concretização demanda coerência, valor, tenacidade, senso de justiça, força para brigar, de todas 68 e de todos os que a ele se entreguem, é o sonho por um mundo menos feio, em que as desigualdades diminuam, em que as discriminações de raça, de sexo, de classe sejam sinais de vergonha e não de afirmação orgulhosa ou de lamentação puramente cavilosa. No fundo, é um sonho que sem realização, a democracia se torna numa farsa. 3.4 A GESTÃO DO PROGRAMA ESCOLA ABERTA: ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS SEGUNDO SEUS INTEGRANTES No rastro dos novos olhares sobre a gestão escolar, percebe-se que gerir uma instituição escolar significa desenvolver estratégias cotidianas que alcancem a democratização da escola e sua inserção nos novos rumos que norteiam a atividade escolar na contemporaneidade. Segundo Heloisa (2009) a gestão escolar, [...] constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientadas para promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos, de modo a torná-los capazes de enfrentar adequadamente os desafios da sociedade globalizada e da economia centrada no conhecimento (HELOISA, 2009, p. 11). Atualmente, cabe ao gestor repensar e trabalhar em novos rumos a fim de obter nas unidades de ensino o incentivo a interdisciplinaridade, a pedagogia de projetos, aos temas renovados geradores de pesquisa escolar e, por fim, a construção de conhecimentos e habilidades, fatores importantes para o desenvolvimento de ambiente saudável que promova uma melhoria nas relações entre o aprender e o ensinar. A gestão escolar comprometida com a educação de qualidade deve ter na pessoa do gestor um individuo capaz de encarar os paradigmas apresentados e construir uma filosofia educacional renovada e traduzir na escola a sociedade livre e libertadora, permeada pelos princípios da ética individual e coletiva. Entretanto, é necessário salientar, que ao abraçar esses novos paradigmas, deve o gestor trabalhar no sentido de implantar uma escola que construa projetos coletivos, projetos de formação contínua, projetos de inclusão social e, também, 69 promover um ambiente profícuo para o ser, conviver, conhecer e fazer, dentro de uma cultura de paz. Portanto, deve a escola reclamar para si uma ampla autonomia para atuar positivamente desafiando com isso os processos tradicionais da gestão em prol de um modelo inovador, desafiador e verdadeiramente democrático, contudo, essa democracia deve ter a responsabilidade de buscar não só os direitos, mais os deveres ás vezes tão esquecidos pelos cidadãos. Nesse contexto insere-se a Escola Aberta, na medida em que procura trabalhar a necessidade premente de atender uma necessidade tão visível mais até então tão esquecida, que é interação entre escola e comunidade no ambiente escolar. Como afirma o professor Emanuel Moreira Caldas, diretor da escola Tenente Lucena, que abriga o Programa Escola Aberta: “É possível através da Escola Aberta construir uma vivência positiva e uma interação eclética em um ambiente propício a construção de uma cidadania voltada para a comunidade e para escola, aliás, este foi um aspecto positivo do Programa e sua aceitação pelos participantes”. A despeito dos problemas inerentes a qualquer projeto e ou programa, a Escola Aberta nos finais de semana aproximou o cidadão daquele espaço que antes, para ele, pertencia exclusivamente aos membros da escola. Como afirma Aparecida Uchoa, gerente executiva de Educação Infantil e Ensino Fundamental, “A ampliação desse espaço de educação resultou na melhoria do ambiente escolar e no compromisso da comunidade com a escola e vice versa. A Escola Aberta oferece atividades que contemplam muitas vezes os talentos da comunidade que se sentem comprometidos com aquele espaço e isso proporciona a todo tempo uma convivência mais fraterna entre os participantes e colaboradores do programa”. Enfim, a proposta do Programa Escola Aberta é a promoção da inclusão social, a construção de uma cultura de paz e a ampliação das relações entre escola e comunidade, tais objetivos resultam em uma convivência entre diferentes com o propósito de descobrir e compreender o mundo além da sala de aula. Para a comunidade, o Programa faz com que a escola seja mais respeitada e valorizada, cumprindo seu papel social de formar cidadãos. Na realidade, à UNESCO como à Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), interessa a ampliação da clientela a ser assistida. De fato, o aumento da participação de jovens e adolescentes no Programa, representa um aspecto positivo 70 do ponto de vista da mobilização desse contingente de pessoas para a realização de atividades lúdicas que as escolas oferecem, retirando-as da ociosidade, ou mesmo da marginalidade. Entretanto, a mobilização desses jovens e adolescentes por si só não significa muito em termos dos objetivos mais amplos do Programa, mas sim, revela fundamentalmente o grau de carência da população que encontra no Programa Escola Aberta um espaço para se divertir, desprender energia e expressar sua criatividade. Qualquer iniciativa social e mobilização nessa direção desperta a atenção dessa população ávida por benefícios sociais (LEÃO, 2005). 71 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa realizada caracterizou-se como exploratória, descritiva, seguindo a análise qualitativa. Para melhor esclarecer nosso posicionamento neste estudo, valemo-nos dos esclarecimentos prestados por Bogdan e Biklen (1994). Segundo esses autores, a pesquisa qualitativa possui cinco características: 1) A investigação qualitativa necessita de fontes diretas de dados, recolhidos no ambiente natural, levando em consideração o contexto da história e das circunstâncias que os geraram. 2) A investigação qualitativa é descritiva. Os dados incluem transcrições de entrevistas, notas de campo, fotografias, vídeos, documentos pessoais, memorando e outros registros oficiais. 3) Na investigação qualitativa o processo é mais interessante do que o resultado dos produtos. 4) A análise é feita de forma indutiva, as abstrações são construídas à medida da reagrupação dos dados. 5) O significado e o sentido das coisas para as pessoas são consideradas de importância fundamental. Se a análise dos dados seguiu a linha qualitativa fez-se necessário partir de premissas que antecederam esta análise. Por isto, de acordo com nossos objetivos, necessitamos tomar maior familiaridade com nosso objeto de estudo, estudando-o sob a ótica exploratória. Segundo Gil (2008), a pesquisa exploratória tem como objetivo, [...] proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Pode se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. Seu planejamento é, portanto, bastante flexível, de modo que possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao fato estudado (GIL, 2008, p. 41). 72 Sobre esse mesmo assunto, Triviños (1987) afirma que o estudo descritivo concentra-se, em muitos casos, [...] no desejo de conhecer a comunidade, seus traços característicos, suas gentes, seus problemas, suas escolas, seus professores, sua educação, sua preparação para o trabalho, seus valores, os problemas do analfabetismo, a desnutrição, as reformas curriculares, os métodos de ensino, o mercado ocupacional, os problemas do adolescente etc. (TRIVIÑOS, 1987, p. 110). Esses dados de exploração de um determinado fenômeno social, no nosso caso, ficaram mais bem esclarecidos quando procedemos com a descrição das situações sociais nas quais elas aconteceram. Por isso, para melhor atender a uma análise qualitativa, sentimos a necessidade de fazer uso da descrição das características da comunidade envolvida, que, segundo Gil (2008, p. 42), “As pesquisas descritivas, juntamente com as exploratórias, as que habitualmente realizam os pesquisadores sociais preocupados com a atuação prática”. Para a realização deste estudo, necessitamos conhecer as características dos sujeitos da pesquisa, tanto do ponto de vista sócio-histórico quanto do cultural, e também, as situações que caracterizam o Programa Escola Aberta. No desenvolvimento desta, consideramos a realidade social que é complexa e de múltiplas dimensões. Por esses motivos, recorremos a uma abordagem que permitiu a aproximação do real, para a construção de um novo conhecimento do Programa em foco, capaz de revelar seus aspectos positivos e negativos. Nessa compreensão, entendemos que a realidade é construída historicamente pelo homem, como resultado da sua relação com a natureza e consigo mesmo, mediada pelo trabalho enquanto atividade transformadora e pelo próprio conhecimento. Essa compreensão emerge de uma visão histórica, pois, sendo a realidade ativa, os fenômenos estão sempre em processo de transformação. E à medida que o ser humano interfere nesses fenômenos, eles interferem na sua interpretação (SILVA, 1996, p. 25). Segundo França (2003), há, na produção do conhecimento, princípios epistemológicos que revelam outras faces do objeto pesquisado, de modo que: [...] o mundo com outras cores, outros sentidos e outros significados sem, contudo, negar ou negligenciar sua realidade concreta, que 73 afloram informações, promovendo uma metamorfose vital ao surgimento de novos conhecimentos com interconexões, nuance e contrastes entre as condições sociais e históricas [...] (FRANÇA, 2003, p. 75). Portanto, pareceu-me claro afirmar que esta pesquisa demonstrou os principais vetores a partir dos quais se desenvolve o Programa Escola Aberta. A partir das conclusões deste estudo, acreditamos que é possível se tomarem iniciativas que contribuam para ações educativas que promovam mais inclusão social, mais prazer com as atividades do Programa e, destarte, mais cidadania. 4.1 UNIVERSO E AMOSTRA Este trabalho foi realizado através da pesquisa classificada como qualitativo/exploratório/descritivo e teve como público alvo crianças e adolescentes, com predominância em pessoas com faixa etária de 12 a 18 anos e alguns adultos também, sendo eles participantes do Programa Escola Aberta (PEA), desde que a origem dos sujeitos pesquisados é a escola pública de ensino fundamental e médio. Entre as diversas escolas foi escolhida a Escola Estadual de Ensino fundamental e médio Tenente Lucena, em comunidade vulnerável de João Pessoa PB. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Tenente Lucena, fica situada na área metropolitana da grande João Pessoa, no Bairro dos Ipês, e é considerada área vulnerável socialmente. Trata-se de uma escola de porte médio por apresentar um atendimento de matrícula em torno de 850 alunos anuais em seus três turnos de ensino, sendo de fácil acesso para as comunidades circunvizinhas. Esta escola dispõe de um diretor e dois vices diretores, com recursos humanos compostos de 34 professores e 47 funcionários, um conselho escolar representativo com presidente e vice-presidente. Conta também com um laboratório de informática com 22 computadores, 8 salas de aula, uma pequena biblioteca, um bom campo de futebol, uma pequena área de lazer para seus alunos e para os participantes dos Programas Sociais. Nesse contexto, alunos e alunas, crianças, jovens e adultos de diferentes camadas sociais, participam de uma educação que seja mais democrática, inclusiva e sem preconceitos. 74 No caso da escola estudada o que se verifica, além do Programa Escola Aberta, com sete cursos em funcionamento, como Informática, Corte e Costura; Vagonite, língua inglesa, Manicure e pedicure, Cabeleireiro (básico), Pintura em Tecidos, além da parte esportiva e palestras. A partir disso, há outros Programas e projetos sendo desenvolvidos em seus espaços físicos como o Programa Mais Educação, Programa Segundo Tempo, Programa Saúde na Escola, Programa Primeiro Saber da Infância, Projeto de Combate as Drogas na Escola, Programa de Desenvolvimento da Educação e o PDDE. Desta forma, abrir a escola para muitos, segundo Almeida (2005), “é a escola vista como espaço de inclusão social, onde incluir a criança e o adolescente com a abertura física do espaço escolar seria apenas um viés, considerando que o aspecto mais importante seria uma abertura à diversidade cultural existente, sobretudo dentro da escola”. Evasão Identificada no Programa Escola Aberta: No âmbito desses cursos oferecidos, foi detectada uma diminuição do número de participantes no Programa por abandono do estudo antes de completado o curso, conforme demonstração a seguir, período de 2009 / 2010; 2010 / 2011; 2011 / 2012. 75 TABELA 01: Cursos oferecidos pelo Programa Escola Aberta (out./ 2009 à jul./ 2010). CURSOS PERÍODO CARGA HORÁRIA N° DE VAGAS QUANTOS TERMINARAM EVASÃO INFORMÁTICA 10/2009 à 07/2010 108 44 41 7% CORTE E COSTURA 10/2009 à 07/2010 108 30 20 33,4% VAGONITE 10/2009 à 07/2010 108 30 26 13,4% CABELEIREIRO 10/2009 à 07/2010 108 30 18 40% MANICURE PEDICURE 10/2009 à 07/2010 108 30 22 26,7% LINGUA INGLESA 10/2009 à 07/2010 108 30 17 43,4% PINTURA EM TECIDOS 10/2009 à 07/2010 108 30 19 36,7% FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Obs: Considerando o número total de inscritos que foram de 224 alunos durante o período de outubro de 2009 a julho de 2010, houve uma evasão de 27,3%. GRÁFICO 01: Permanência e Evasão out./2009 - jul./2010. 27,30% 72,70% FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Permanência Evasão 76 TABELA 02: Cursos oferecidos pelo Programa Escola Aberta (out./ 2010 à jul./ 2011). CURSOS PERÍODO CARGA HORÁRIA N° DE VAGAS QUANTOS TERMINARAM EVASÃO INFORMÁTICA 10/2010 à 07/2011 108 44 42 4,6% CORTE E COSTURA 10/2010 à 07/2011 108 30 25 16,7% VAGONITE 10/2010 à 07/2011 108 30 27 10% MANICURE PEDICURE 10/2010 à 07/2011 108 30 22 26,7% PINTURA EM TECIDOS 10/2010 à 07/2011 108 30 24 20% FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Obs: Considerando o numero de inscritos que foram de 164 alunos durante o período de outubro de 2010 a julho de 2011 houve uma evasão de 14,7%. GRÁFICO 02: Permanência e Evasão out./2010 - jul./2011 14,70% Permanêcia 85,30% FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Evasão 77 TABELA 03: Cursos oferecidos pelo Programa Escola Aberta (out./ 2011 à jul./ 2012). CURSOS PERÍODO CARGA HORÁRIA N° DE VAGAS QUANTOS TERMINARAM EVASÃO INFORMÁTICA 10/2011 à 07/2012 108 44 44 0% CORTE E COSTURA 10/2011 à 07/2012 108 30 28 6,7% VAGONITE 10/2011 à 07/2012 108 30 24 20% MANICURE PEDICURE 10/2011 à 07/2012 108 30 18 40% PINTURA EM TECIDOS 10/2011 à 07/2012 108 30 28 6,7% FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Obs: Considerando o número de inscritos que foram 164 alunos durante o período de outubro de 2011 a julho de 2012, houve uma evasão de 13,5%. GRÁFICO 03: Permanência e Evasão out./2010 - jul./2011 GRÁFICO 03: Permanência e Evasão out./2011 - jul./2012. FONTE: Dados da pesquisa, 2012. 13,50% Permanência 86,50% FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Evasão 78 4.2 SUJEITOS DA PESQUISA O público alvo dessa pesquisa foi a comunidade escolar e local, compreendida entre alunos, professores, oficineiros, gestores, funcionários, familiares, moradores e visitantes. Face ao exposto, alunas e alunos de faixa etária de 12 aos 18 anos, inseridos na pesquisa por serem de maior relevância para o estudo investigado, por apresentarem uma interação considerada como positiva para as atividades desenvolvidas no Programa. Com isso, tivemos como média de atendimentos em torno de 140 pessoas por finais de semana nessa escola estadual, considerada como base da pesquisa em foco. 4.2.1 Características dos Sujeitos As características dos sujeitos no total de 74 (setenta e quatro) foram distribuídos conforme demonstrativo no (gráfico 1). 31 (trinta e um) são masculinos e 42 (quarenta e dois) femininos, 1 (um) não respondeu. Em relação ao vínculo com o Programa, deste universo considerado, 19 (dezenove) são os pais alunos, 50 (cinquenta) são alunos e 05 (cinco) são professores e gestores do programa. Logo, constatou-se que 68% estão na condição específica de alunos. 4.3 INSTRUMENTOS DA PESQUISA Para a coleta de dados no levantamento da pesquisa, foram utilizadas técnicas de interrogação como: a entrevista, o questionário e o formulário. Aos sujeitos foi aplicada a entrevista semiestruturada, entendida como adequada numa situação face a face, em que uma pessoa pergunta e outra responde. Em linhas gerais, o questionário procurou demonstrar a caracterização dos sujeitos da pesquisa em relação aos aspectos de tempo, sociais e econômicos de uma dada questão ou realidade. O formulário referente ao questionário conteve a técnica de coleta de dados em que baseamos as questões previamente e anotamos as respostas. Durante a pesquisa, ficou demonstrado que essas técnicas são bastante eficazes para a obtenção de informações acerca do que a pessoa “sabe, crê ou espera, sente ou deseja, pretende fazer, faz ou fez, bem como a respeito de suas explicações ou razões para quaisquer das coisas precedentes” (SELLTIZ, 1967, p. 273). 79 5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS A população-alvo da pesquisa foi constituída por participantes do Programa Escola Aberta, de uma escola estadual situada na cidade de João Pessoa. A condição para a escolha dos sujeitos foi frequentar o Programa no mínimo há oito finais de semana. Além desta condição, foi considerado elegível para responder ao questionário se estivesse presente na escola e com idade igual ou superior a 12 anos. Com base em dados preliminares, teste piloto do questionário, foram distribuídos questionários com questões abertas e fechadas a 88 participantes do Programa. Porém, como plano amostral ficaram determinado 74 participantes, os quais responderam ao instrumento encaminhado. Assim, 84% dos participantes do Programa foram sujeitos da pesquisa. As informações foram obtidas aos sábados na unidade de ensino que foi integrante do Programa e universo da pesquisa, como Escola selecionada como campo da pesquisa no período de setembro a outubro de 2012. Os dados relativos às características dos sujeitos da pesquisa contemplam sexo, idade, estado civil, escolaridade, renda familiar, e participação no Programa. A abordagem exploratória/qualitativa sobre o Programa Escola Aberta, nesta área de risco e vulnerabilidade social, localizou-se em unidade escolar campo da pesquisa, em bairro classificado como vulnerável. Portanto, [...] no desejo de conhecer a comunidade, seus traços característicos, suas gentes, seus problemas, suas escolas, seus professores, sua educação, sua preparação para o trabalho, seus valores, os problemas do analfabetismo, a desnutrição, as reformas curriculares, os métodos de ensino, o mercado ocupacional, os problemas do adolescente etc. (TRIVIÑOS, 1987, p. 110). A partir disso, justificou-se o tipo de pesquisa, contemplou de que forma o Programa enquanto espaço educacional, cultural, recreativo e profissional, interferiu no dia a dia de seus usuários, os quais integram esta comunidade. Assim, identificar os fatores de influência do Programa em seus participantes nas atividades desenvolvidas, tais como, de que forma conheceram o Programa? Quais as razões que procuram o Programa? Qual o vínculo com o Programa? As mudanças de comportamento promovidas pelo Programa e seus impactos como 80 contribuição. Destarte, avaliação e sugestão como foco de melhorar o Programa Escola Aberta. 5.1 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS - As características dos sujeitos no total de 74 (setenta e quatro) foram distribuídos conforme demonstrativo no (gráfico 1). 31 (trinta e um) são masculinos e 42 (quarenta e dois) femininos, 1 (um) não respondeu. Em relação ao vínculo com o Programa, deste universo 19 (dezenove) são os pais alunos, 50 (cinquenta) são alunos e 05 (cinco) são professores e gestores do programa, constatou-se que 68% estão na condição específica de alunos. GRÁFICO 1 - Características dos Sujeitos FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Os resultados apontaram para presença maior das mulheres, quadro que corroborou com as pesquisas, nas quais os resultados mostraram ser as mulheres mais presentes nas escolas. Portanto, se destacaram as mulheres como professoras mães, quadro que se encontrou no universo de sujeitos pesquisados em escolas de educação básica com maioria de mulheres em pesquisa sobre as políticas públicas 81 realizada na cidade do Recife: Escola Aberta, Perspectivas para uma Agenda de Lazer1, (LEÃO, 2005). - A leitura sobre a faixa etária (Gráfico 2) desses sujeitos ficou demonstrada que entre 12 a 17 anos foram de 46 alunos, de 18 a 24 anos somente 05 alunos, já entre 25 e 35 anos verificou-se 05 alunos também. De 36 a 46 anos 08 alunos, de 47 anos acima se identificaram 10 alunos no Programa. GRÁFICO 2 - Faixa Etária dos Sujeitos FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Assim, ficando constatado por essa pesquisa que houve uma presença maior de adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos, correspondendo a 62%, quadro explicado pela proposta deste Programa que esteve voltado mais fortemente para esta parte, segmento da sociedade apresentando oportunidade. Os adultos valorizaram esse Programa educacional, que desenvolveu atividades, tanto de lazer, valorização profissional e de cidadania, conjunto de atividades dentro de um contexto social, econômico, político, com indicações para uma intervenção transformadora de inclusão social. 1 LEÃO, José Antônio Carneiro. Considerações Sobre o Projeto Escola Aberta: perspectivas para uma agenda de lazer. Fundação Joaquim Nabuco: Recife, Instituto de Formação e Desenvolvimento Profissional. (Dissertação de Mestrado) Mestrado Profissional em Gestão e políticas Públicas, 2005. 82 É pertinente dizer, que as atividades do Programa são ricas de oportunidades, a relação de pertencimento entre escola e comunidade, a relação um com o outro, seus grupos sociais sem preconceitos, onde a compreensão e o respeito pelo diferente e pela diversidade são dimensões fundamentais do processo educativo. Com isso, uma comunidade mais pacífica e mais democrática e inclusiva. - A análise dos dados sobre (Gráfico 3) o estado civil dos sujeitos demonstram que 56 são solteiros, 13 casados, 01 separado, 01 desquitado e 03 viúvos. Demonstrou uma coerência com a presença maior de adolescentes os quais não estão aptos para o casamento. Há presença de jovens solteiros, tido como uma relação forte com os objetivos do Programa, voltada para a melhoria de vida em relação aos fatores dos aspectos positivos e negativos do Programa Escola Aberta. GRÁFICO 3 - Estado Civil FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Com relação à escolaridade desses sujeitos, ficou expresso (Gráfico 4) que entre todos os participantes não houve analfabeto, quadro classificado como muito bom em relação à escolaridade. Dentre os sujeitos, encontramos 1% alfabetizado, 50% com ensino fundamental incompleto, 11% com ensino fundamental completo, 83 12% com ensino médio incompleto, também 12% com ensino médio completo, 6% com ensino superior incompleto, como também identificamos 7% com ensino superior completo, 1% não respondeu ao pesquisador. A análise dos dados nos fez concluir que a não existência de analfabetos não apontou para um quadro positivo, visto que 50% não teve o ensino fundamental completo, só 11% teve o ensino fundamental completo. Portanto, 61% tem baixa escolaridade. Os resultados concordam com a pesquisa, nas quais as populações de áreas vulneráveis tem baixa escolaridade. GRÁFICO 4 - Escolaridade dos Sujeitos FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Com referência à renda familiar (Gráfico 5) ficou claro que 02 beneficiários do Programa perceberam meio salário mínimo, 28 participantes ganharam um salário mínimo, 07 com salário mínimo e meio, sendo 18 com dois salários, 02 participantes com dois salários mínimos e meio, também 04 pessoas com três salários mínimos, e 04 sujeitos acima de três salários mínimos, 09 desses sujeitos responderam que não sabiam. Assim, ficou demonstrado que todos os integrantes do Programa estavam acima da linha da pobreza do País, correspondendo aos que tinham uma renda inferior a meio salário mínimo mensal. 84 A maior renda apresentada foi por 03 sujeitos os quais tinham renda de mais de três salários mínimos. O Programa é voltado para populações de baixa renda, Portanto, há uma relação forte com o perfil dos sujeitos da pesquisa. GRÁFICO 5 - Renda Familiar FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Os dados apresentados no Gráfico 6, demonstraram o vínculo dos sujeitos com o Programa. Verificou-se que 64% desses participantes estudam no mesmo local do programa e 31% não estudam, mas tinham vínculos com o Programa como pais e professores de alunos, 5% não responderam ao questionário em um total de 74 participantes. A vinculação dos sujeitos com o programa decorre da relação da escola sede com a Escola Aberta na condição de discentes ou pais destes. É importante destacar que as diretrizes rezam a abertura de instituições de ensino público nos finais de semana, com atualidades educacionais, de modo a trazer a comunidade para a escola, e assim, reforçar a relação escola comunidade. 85 GRÁFICO 6 - Vínculo com o Programa Escola Aberta FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Perguntados aos sujeitos, como tiveram acesso ao Programa (Gráfico 7), declararam ter sido através de colegas e amigos 41% dos participantes, através do professor, diretor e coordenador 34% desses participantes, por familiares 10%, através de vizinhos 3% desses participantes, propagandas por meios de faixas na escola/ruas/no bairro 10% desses usuários disseram ter sido. Receberam informações por agentes de saúde 1%, e 1% deixou de responder a pergunta. Porém, esses são os elos de comunicação do Programa apontados pelos sujeitos da pesquisa. Os resultados apontam para um sistema de comunicação não formal que funciona em comunidade. A escola como referência para divulgação de informação e motivação da comunidade. 86 GRÁFICO 7 - Acesso ao Programa Escola Aberta FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Buscando informações sobre as motivações para participarem do Programa ficou claro conforme dados demonstrados no (Gráfico 8), que 59% dos participantes disseram que foi para aprender alguma atividade voltados para aumentar a renda, isso mostra a relação com a condição socioeconômica dos participantes. Os demais 41% apontaram motivação voltados para socialização, lazer e esportes, por curiosidade, para conhecer pessoas e fazer novas amizades. Em suma, há falta de interesse público nas políticas sociais. As motivações apontadas estão dentro do definido como objetivos do Programa, cujo foco é proporcionar na escola atividades recreativas e de formação para o trabalho. Assim, contatou-se haver coerência entre os objetivos do programa e as motivações dos sujeitos de buscarem e participarem deste. 87 GRÁFICO 8 - Razões que procurou o Programa FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Os cursos e as oficinas oferecidos ampliaram e deram oportunidades de conhecimentos para novas profissões como, aquelas ligadas à informática 46%, corte e costura 13%, pintura em tecidos 11%, karatê 8% manicure e manicuro 4%, recreação 3%, atividades estas que abrem perspectivas para serem inseridos no mercado de trabalho. A informática foi destaque, tendo o corte e costura e a pintura em tecidos em seguida. As demais apontaram para atividades com repercussões no bem-estar e melhoria nas relações sociais como autovalorização. Percebeu-se uma contradição com as informações presentes no gráfico 8, quando aprender uma atividade voltada para o trabalho com repercussão na renda. No entanto, no (Gráfico 9), a informática é a mais procurada e de maior frequência, talvez pela necessidade de aprender as novas tecnologias de informação e comunicação hoje presentes nos mais diversos espaços. 88 GRÁFICO 9 - Atividade que pratica no Programa FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - A avaliação feita pelos sujeitos, tendo como foco as mudanças provocadas em sua vida a partir de sua participação no Programa, encontrou como resultados demonstrados no (Gráfico 10), aumentar o círculo de amizade 31%, aprender novas profissões 30%, melhorou o relacionamento familiar 15%, sentiu-se mais feliz 11%, teve mais disposição ao estudo 7%. A essência maior do Programa Escola Aberta, reside na possibilidade de se trabalhar a autoestima e a valorização pessoal dos sujeitos comprometidos nas atividades oferecidas, com oportunidade e acesso democrático à educação e as políticas publicas sociais. 89 GRÁFICO 10 - Mudança de Comportamento e Contribuição FONTE: Dados da pesquisa, 2012. Por sua própria natureza, o Programa possibilita o encontro com o outro através de suas diferentes atividades desenvolvidas, agregando pessoas nos espaços escolares e nas diversas situações, como educação, cultura, esportes e lazer à comunidade que é direito de todo cidadão. Segundo, a Constituição Federal do Brasil de 1948, os esportes, os cursos, as oficinas, as palestras, as novas profissões como melhoria de renda e formação inicial para o trabalho. Assim, o aumento do circulo de amizade, melhor relacionamento social e familiar, fazendo com que as pessoas sintam-se mais felizes e com disposição nas suas obrigações educacional e profissional. - As maiores frequências corresponderam a 91% dos participantes (Gráfico 11), como foi visto nos dados da pesquisa apresentada, relativos à frequência do sábado, possibilitando participarem sem prejuízo na sua renda profissional e familiar, enquanto os demais apontaram razões da irregularidade na frequência. A frequência pode indicar satisfação com o Programa Escola Aberta, quando dos 74 participantes atuais, 67 destes ou (91%) disseram frequentar regularmente. 90 Assim, o Programa Escola Aberta é de valioso interesse para essa gente que procura nos fins de semana interagir com o outro e com o saber através da educação, cultura, esportes e trabalho para a juventude. Portanto, uma ação governamental de abertura do espaço público escolar para apropriação e participação democrática pela comunidade local deve ser considerada efetivamente. GRÁFICO 11 - Frequência e Participação no Programa FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - O programa representa para a maioria dos participantes, lugar de aprendizagem, um relato de 78% de um total de 74 participantes, tendo como segunda opção, lugar de encontrar pessoas e fazer novas amizades 15%, (Gráfico 12). Dessa maneira, o Programa contribui como organização, uma contextura de relações sociais e políticas voltadas para a transformação da qualidade de vida desses sujeitos. Segundo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. Portanto, é importante a existência de ação do Estado voltado para atividade que eduquem e proporcionem lazer e integração social. 91 GRÁFICO 12 - Representação do Programa para os participantes FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Os integrantes do Programa fizeram uma avaliação positiva conforme apresentação no (Gráfico 13), 53% classificando-o como ótimo, 45% bom. Na verdade apenas 1% avalia como regular. Aspectos já destacados no gráfico 10 que apresenta mudanças na vida, no comportamento. Parece ter atendido às expectativas dos participantes no que tange para a profissionalização com possibilidade de renda familiar. Inegavelmente, sobre esta visão, uma porta aberta para esta nova humanização. 92 GRÁFICO 13 - Classificação do Programa Escola Aberta FONTE: Dados da pesquisa, 2012. - Os sujeitos apresentaram sugestões as quais apontam ter mais cursos profissionalizantes, seguido de acréscimo de mais atividades esportivas, que sugerem mais salas de aula, eliminando o problema existente com a limitação de salas, maior espaço físico e maior divulgação. Esses participantes precisam de oportunidades para aprender e de ter números maiores de cursos (Gráfico 14), ter mais ofícios que os levem a uma profissão comprometedora de emprego com geração de renda em seu dia a dia. Os sujeitos apontaram que é necessário um percentual maior de material para essas atividades, maior divulgação e planejamento das modalidades por parte do Programa. Portanto, a necessidade de divertimento surgiu paralela à busca da profissionalização, o que dá a entender que o esporte, em sentido mais abrangente, colabora para a transformação pessoal e social do indivíduo. 93 GRÁFICO 14 - Sugestões e Contribuições de melhoria para o Programa FONTE: Dados da pesquisa, 2012. 94 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta do Programa Escola Aberta, instituído como Política Pública Federal nos estados brasileiros (MEC/FNDE) desde 2006 tem como principal objetivo, a promoção da inclusão social, a construção de uma cultura de paz, a formação inicial para o trabalho e a ampliação das relações entre Escola e comunidade. Tais objetivos resultam em uma convivência entre diferentes com o propósito de descobrir e compreender o mundo além da sala de aula. Para a comunidade, o Programa faz com que a Escola seja mais respeitada e valorizada, cumprindo seu papel social de formar cidadãos. Na realidade, à UNESCO como à Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), interessa a ampliação e a qualificação da clientela a ser assistida. De fato, o aumento da participação de jovens e adolescentes no Programa representa um aspecto positivo do ponto de vista da mobilização desse contingente de pessoas para a realização de atividades lúdicas, que as escolas oferecem, retirando-as da ociosidade, ou mesmo da marginalidade. No entanto, a mobilização desses jovens e adolescentes, por si só, não significa muito em termos dos objetivos mais amplos do Programa, mas sim, revela fundamentalmente o grau de carência da população, que encontra no Programa Escola Aberta, um espaço para profissionalização e integração social. Qualquer iniciativa social e mobilização nessa direção desperta a atenção dessa população ávida por benefícios sociais. A educação como instrumento de promoção e desenvolvimento de melhoria de vida, como mostram esses beneficiários, que ao frequentarem os cursos e as oficinas do Programa, têm a oportunidade de ampliarem conhecimentos e conhecerem novas profissões. Outra consequência para os participantes diz respeito ao aumento do círculo de amizade, como conhecer e ampliar as relações sociais. Por fim, percebe-se que o Programa Escola Aberta, como Política Pública do Governo Federal (MEC/FNDE) desde 2006 é bastante estimulante e significativo, em contraste com o desfalque de espaços físicos que restringem o aspecto democrático da população mais carente e vulnerável às adversidades do entorno atual das escolas, em face da demanda por parte dos indivíduos que buscam a promoção, a dignidade humana e a inclusão social. 95 Como ficou demonstrado durante a pesquisa, um aspecto relevante demonstrado faz referência às dificuldades do Programa quanto às condições físicas das escolas que deveriam estar equipada e oferecer ambiente seguro, mais atrativo para as atividades, fazendo com que os pais fiquem mais motivados e estimulem os filhos a buscarem o Programa, considerado, então, como de bom nível de atuação para a maioria dos sujeitos. O Programa Escola Aberta, assim, dentro do contexto do estudo apresenta resultados que corroboram o que já foi proposto no Programa Nacional. Por isso, consideramos prementes ações que realizem a continuidade do Programa com verbas mais condizentes com a amplitude da sua aplicação, tendo em vista a necessidade de investimento em educação comunitária, cada vez maior. Portanto, espera-se que esta pesquisa possa subsidiar e ampliar as discussões nesta área, e, devido aos resultados aqui comprovados, afirmamos ser importante que o Programa Escola Aberta não se estanque, para o que apelamos por medidas providenciais por parte dos órgãos gestores. Enfim, enfatizamos a inclusão do Programa Escola Aberta no elenco de Políticas Educacionais com foco na Escola como organização que promove a aprendizagem além da escolarização e seja levado às áreas interioranas do Estado, onde também existem focos de vulnerabilidade e existência de grandes valores humanos a serem despertados. 96 REFERÊNCIAS ACSELRAD, Henri. Justiça Ambiental – Novas Articulações entre Meio Ambiente e Democracia. In Série Sindicalismo e Justiça Ambiental, vol. 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(última série concluída) 1 Analfabeto 2 Alfabetizado 3 Fundamental incompleto 4 Fundamental completo 5 Médio incompleto 6 Médio completo 7 Superior incompleto 8 Superior completo 10- Como soube da existência do Programa Escola Aberta? 01 Através de colegas / amigos 06 Através de agentes de saúde 02 Através do professor/diretor 07 Na Igreja 03 Através de familiares 08 Na associação de moradores/do bairro 04 Através de vizinhos 09 Outro-----------------------------------------05 Através de uma faixa de propaganda na escola/na rua/no bairro 11 - Por que você procurou o programa Escola Aberta? 01 Por curiosidade 07 Para praticar esportes 02 Para ocupar o tempo 08 Para “aliviar a cabeça/desestressar 03 Para aprender alguma atividade 09 Por causa da merenda 04 Para se divertir 10 Outro----------------------05 Para sair de casa 06 Conhecer pessoas/fazer novas amizades 103 12 - Qual a atividade que você faz (atualmente) no programa Escola Aberta?--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------13 – Quais são os cursos que o Programa oferece?-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------14 - O programa Escola Aberta trouxe alguma mudança em sua vida? 01 aumentou o círculo de amizades, conheceu mais pessoas 02 Sente-se mais feliz 03melhorou o relacionamento/convivência social (com familiares, amigos, vizinhos, professores). 04 Sente-se mais leve, “light”, menos estressado 06 - Tem mais disposição ao estudo. 05 Aprendeu novas profissões/ofícios 07 - outro-----------------------. 15 - Com que frequência você participa do espaço Escola Aberta? 01 Somente nos sábado 06 Quando tem vontade 02 Somente nos domingo 07 Quando tem atividade especial, festa etc. 03 Todos final de semana 04 Um final de semana outro não 05 Uma vez por mês 16 - O que significa/representa o Programa Escola Aberta para você? 01 Lugar de encontrar pessoas/ fazer novas amizades 02 Lugar de aprendizagem 03 Lugar de lazer/divertimento 04 Lugar para ocupar o tempo 05 Lugar para praticar esportes 06 Refúgio(para sair de casa) 17 - Em uma escala, como você classifica o Programa Escola Aberta? 1 Ótimo 2 Bom 3 Regular (Mais ou Menos) 4 Ruim 5 Péssimo 18 - Em sua opinião, o que está faltando para melhorar o Programa Escola Aberta? 01 Ter esporte 08 Ter mais equipamentos 02 Ter mais esportes 09 Ter mais espaço físico 03 Ter dança 10 Ter mais organização/planejamento 04 Ter mais dança 11 Ter maior divulgação 05 Ter curso profissionalizante 12 Ter mais material para as oficinas 06 Ter mais curso profissionalizante 13 outro--------------------------------------07 Ter mais sala de aula/ mais oficinas 19 - O Programa Escola Aberta promove a inclusão social?-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 104 20 - Na sua visão quais são os pontos positivos do Programa Escola Aberta?------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 21 - Em sua opinião existem pontos negativos no Programa Escola Aberta?--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 22 - O que você sugere para a melhoria desse Programa em sua comunidade?-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------23 – A infrequência dos alunos é investigada para se conhecer as razões da ausência?-------------------------------------------------------------------------------------------------24 – Os professores deste programa fazem esforço para interagir com a comunidade?---------------------------------------------------------------------------------------------- 25 - Fale sobre o trabalho do coordenador do Programa?------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ 10105 APÊNDICE B : Apresentação e Análise dos Dados - Programa Escola Aberta – ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA Fund. Incomp. SIM Através de colegas e amigos 1 sal. min. Méd. incomp. NÃO Através de familiares Para aprender atividades Aula de informática básica 1 752,00 Méd. comp. NÃO Através de colegas e amigos Para ocupar o tempo Pintura em tecidos Sim Nunca 1 sal. min. Sup. Incomp. NÃO Por familiares Para aprender atividades Ponto cruz SIM Sim 1 2 sal.min. Fund. Incomp. SIM Familiares, colegas e amigos Por curiosidade Informática Solteiro SIM Sim Nenhuma Não sabe Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Para ocupar o tempo Informática 14 Solteiro SIM Sim 3 Não sabe Fund. Incomp. SIM colegas e amigos Para aliviar a cabeça Karatê F 52 Divorcia do SIM Sim Nunca Meio sal. Nr NR Por familiares Para aprender atividades Corte e costura Participante 9 F 24 Solteiro SIM Sim Nunca 1 sal.min. Fund. Comp. SIM Através de familiares Aprender atividades Ponto cruz Participante 10 -? 25 Solteiro SIM Sim 3 1.100,00 Méd. incomp. SIM Professor e diretor Para aprender atividades Informática SUJEITOS SEXO IDADE ESTADO CIVIL LÊ E ESCREVE ESTUDA REPET. ESCOLAR RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE Participante 1 F 12 Solteiro SIM Sim 1 600,00 Participante 2 F 14 Solteiro SIM Sim Nenhuma Participante 3 M 34 Solteiro SIM Sim Participante 4 F 19 Solteiro SIM Participante 5 F 12 Solteiro Participante 6 F 12 Participante 7 F Participante 8 RAZÕES QUE PROCUROU O PROGRAMA Para aprender alguma atividade ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Oficina de computação CURSOS OFERECIDOS Informática, pintura em tecidos e corte costura Informática básica, pintura em tecidos e informática Informática, pintura e corte costura Informática, corte costura e pintura em tecidos Inglês, corte costura e cabeleireiro Ponto cruz, manicure pedicure manicure e informática Informática, manicure, corte e costura Inglês, informática etc. Informática, corte e costura. Manicure pedicure e recreação, MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA Lugar de encontrar pessoas e fazer novas amizades AVALIAÇÃO DO PROGRAMA SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA Ótimo Ter esportes Ter mais cursos profissionalizantes Tem mais disposição ao estudo Aos sábados Aprendeu novas profissões, ofícios Sente-se mais leve, menos estressado Aprendeu novas profissões, ofícios Aumentou o círculo de amizade, mais pessoas. Mais disposição para estudar Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Somente nos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter cursos profissionais Quando tem tempo Lugar de aprendizagem Bom Somente nos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais cursos profissionalizantes Ter cursos profissionalizantes Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter cursos profissionalizantes Fins de semana Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais salas de aula e oficinas Nos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter maior divulgação Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Maior divulgação Somente nos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais espaço físico Melhor relacionamento familiar e social Aprendeu novas profissões Aprendeu novas profissões e ofícios Aprendeu profissões Continua... 11106 ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE 0 2 sal.min. Fund. Incomp. SIM colegas e amigos RAZÕES QUE PEOCUROU O PROGRAMA Para aprender atividades Sim Nenhuma 2.000,00 Sup. Comp. NÃO Colegas e amigos Aprender atividades Informática SIM Sim 1 2 sal.min. Fund. incomp. SIM Para praticar esporte Voleibol Solteiro SIM Sim Nenhuma 1 sal ½ min. Fund. Incomp. SIM Faixa de propaganda na escola Professor e diretor Para se divertir Aula de informática 45 Casado SIM Sim 2 6 sal. min. Sup. Comp. NÃO Colegas e amigos Para aprender atividades Nr M 16 Solteiro SIM Sim Nenhuma 1.500,00 Fund. incomp. NÃO Por familiares Para aprender atividades Informática Participante 17 F 17 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Méd. comp. SIM Professor e diretor Aprender atividades Manicure corte e costura Participante 18 F 60 Viúva SIM Não Nenhuma 800,00 Fund. Incomp. SIM Por vizinhos Para ocupar o tempo Participante 19 F 48 Viúva SIM Não Nenhuma 660,00 Méd. incomp. NR Faixa na escola Para aprender atividades Corte e costura e pintura em tecidos Informática e voleibol Participante 20 F 42 Casado SIM Sim Nenhuma 900,00 Sup. Comp. NÃO Professor e diretor Aprender alguma atividade SUJEITOS SEXO Participante 11 IDADE ESTADO CIVIL LÊ E ESCRE -VE ESTUDA M 12 Solteiro SIM Sim Participante 12 M 31 Solteiro SIM Participante 13 M 13 Solteiro Participante 14 M 12 Participante 15 M Participante 16 REPET. ESCOLAR ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Informática Inglês e informática CURSOS OFERECIDOS Pintura em tecidos, costura e informática Pintura em tecidos, corte e costura e informática Manicure pedicure, voleibol e recreação Corte e costura, manicure pedicure e karatê Informática, pintura em tecidos e corte costura Corte costura, informática e pintura em tecidos Informática, inglês etc. Manicure pedicure e corte e costura Corte e costura, informática e pintura em tecidos Informática, corte costura, pintura em tecidos MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA AVALIAÇÃO DO PROGRAMA Senti-se mais feliz Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais esporte Melhororo yo relacionam ento social Aprendeu profissões Todos final de semanas Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais cursos profissionais Sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais esportes Tem mais disposição ao estudo Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais cursos profissionalizantes Aumentou o círculo de amizade Nr Lugar de aprendizagem Ótimo Ter uma maior divulgação Melhorou o relacionamento social Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais cursos profissionais Melhorou o relacionamento social e familiar Aumentou o círculo de amizade Um final de semana outro não Lugar de aprendizagem Bom Ter mais equipamento Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter cursos profissionais Aprendeu novas profissões Sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais cursos profissionais Melhorou relacionamento familiar e social Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Mais espaço físico Continua... 12107 LÊ E ESCREVE ESTUDA REPET. ESCOLAR RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA RAZÕES QUE PROCUROU O PROGRAMA Aprender alguma atividade Aprender alguma atividade ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Pintura em tecidos SUJEITOS SEXO IDADE ESTADO CIVIL Participante 21 M 21 Solteiro SIM Sim Nenhuma 2 sal.min. Méd. comp. SIM Professor e diretor Participante 22 F 45 Solteiro SIM Não Não lembra 3 sal. min. Méd. comp. NÃO Colegas e amigos Participante 23 M 12 Solteiro SIM Sim 0 2 sal.min. Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Aprender atividades Karatê Participante 24 M 19 Solteiro SIM Sim Nenhuma 1 sal.min. Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Para ocupar o tempo Computação Participante 25 F 16 Solteiro SIM Sim 1 2 sal.min. Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Informática Participante 26 M 17 Solteiro SIM Sim 3 2 sal. min. Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Aprender alguma atividade Por curiosidade Participante 27 F 13 Solteiro SIM Sim Nenhuma Não sabe Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Por curiosidade Informática e karatê Nr Participante 28 M 15 Solteiro SIM Sim 1 2 sal.min. Fund.in comp. SIM Colegas e amigos Para aprender atividades Nr Participante 29 M 24 Solteiro SIM Sim 3 Não sabe Alfabeti zado SIM Por curiosidade Informática Participante 30 F 15 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Fund. Incomp. SIM Através de agente de saúde Colegas e amigos Recreação, informática e corte costura Nr Para ocupar o tempo Informática corte e costura Participante 31 F 64 Casado SIM Sim 3 1.200,00 Méd. comp SIM Colegas e amigos Para ocupar o tempo Informática Participante 32 F 49 U.estável SIM Sim 0 1 sal.min. Fund. Incomp. NÃO Professor e diretor Para aprender atividades Corte e costura e pintura Informática Informática CURSOS OFERECIDOS Informática e corte costura Informática, corte e costura e manicure pedicure e inglês Informática, karatê e voleibol. Informática, manicure e pedicure Recreação, informática e corte costura Informática e corte costura Vagonite, pintura em tecidos e recreação Karatê, informática Informática, corte e costura e pintura em tecidos MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO Sentiu-se mais feliz PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA AVALIAÇÃO DO PROGRAMA SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA Ter cursos profissionalizantes Ter mais salas de aula e oficinas Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Sentiu-se mais feliz Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Mais disposição para o trabalho Aumentou o círculo de amizade Aumentou o círculo de amizade Aprendeu novas profissões Mais disposição para estudar Aumentou o círculo de amizade Conheceu mais pessoas Melhorou o relacionamento pessoal Melhorou o convívio social Aprendeu novas profissões, fez amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais esportes Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais esportes Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais oficinas Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Maior divulgação Aos sábados Fazer novas amizades Bom Ter mais equipamentos Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Todos final de semanas Fazer novas amizades Bom Mais salas de aula e oficinas Ter esportes Quando tem vontade Fazer novas amizades Regular Ter mais equipamentos Aos sábados Fazer novas amizades Ótimo Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter Cursos profissionalizantes Ter mais cursos profissionais Continua... 13108 LÊ E ESCREVE ESTUDA ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA Fund. Incomp. SIM RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE Não sabe Professor e diretor RAZÕES QUE PROCUROU O PROGRAMA Fazer novas amizades ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Pintura em tecidos SUJEITOS SEXO IDADE ESTADO CIVIL Participante 33 F 13 Solteiro SIM Sim REPET. ESCOLAR 1 CURSOS OFERECIDOS Participante 34 F 26 Casado SIM Não 1 1 sal.min. Méd. comp. NÃO Através de vizinhos Para aprender atividades informática Participante 35 F 61 Casado SIM Não 0 1.500,00 Sup. Incomp. NÃO Colegas e amigos Para aprender atividades Informática Participante 36 M 14 Solteiro SIM Sim 0 Não sabe Fund. Incomp. SIM Para praticar esporte Informática Corte costura e informática Participante 37 F 14 Solteiro SIM Sim 2 1 sal.min. Fund. comp SIM Através de colegas e amigos Professor e diretor Aprender atividades informática Participante 38 M 15 Solteiro SIM Sim 1 1 sal.min. Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Aprender atividades Informática Participante 39 F 14 Solteiro SIM Sim 0 Não sabe Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Aprender atividades Informática Participante 40 F 12 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Fund. Incomp. SIM Por familiares Aprender atividades Informática Participante 41 F 14 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Fund. Comp. SIM Colegas e amigos Aprender atividades Informática Corte costura, pintura em tecidos e informática Informática corte costura e pintura em tecidos Pintura em tecidos informática e corte e costura Corte costura, pintura em tecidos e informática Pintura e outros Participante 42 F 12 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Aprender atividades Informática Participante 43 M 17 Solteiro SIM Sim 1 Não sabe Méd. incomp. NÃO Através de familiares Aprender atividades informática Corte costura, pintura e informática Corte costura, pintura e computação Vários cursos Informática, inglês, corte costura e cabeleireiro. Cabeleireiro e manicure MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO Conheceu mais pessoas PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA AVALIAÇÃO DO PROGRAMA SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA Ter mais esportes Aos sábados Fazer novas amizades Ótimo Sentiu-se mais feliz Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais cursos profissionais Aprendeu novas profissões Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Aprendeu novas profissões Aprendeu novas profissões Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais cursos profissionalizantes Ter esporte Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter cursos profissionalizantes Aumentou o círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter esportes Aumentou o círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter cursos profissionaliz antes Aumentou o círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais dança Melhorou a convivênci a social Aumento do círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter dança Uma vez por mês Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais material para as oficinas Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais material para as oficinas Fez novas profissões Continua... 14 109 LÊ E ESCREVE ESTUDA ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA Sup. Comp. NÃO RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE 3 sal.min. Professor e diretor RAZÕES QUE PROCUROU O PROGRAMA Aprender atividades ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Manicure SUJEITOS SEX O IDADE ESTADO CIVIL Participante 44 F 39 Casado SIM Não REPET. ESCOLAR 0 CURSOS OFERECIDOS Participante 45 M 15 Solteiro SIM Sim 1 3 sal.min. Fund. Comp. SIM Professor e diretor Pra sair de casa Informática Participante 46 F 16 Solteiro SIM Sim 1 1 sal.min. Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Aprender atividades Informática Participante 47 M 14 Solteiro SIM Sim 1 2 sal.min. Fund. Comp. SIM Colegas e amigos Aprender atividades Karatê Participante 48 M 49 Divorcia do SIM Sim 0 2 sal.min. Sup. Comp. NÃO Colegas e amigos Aprender atividades Esporte Participante 49 F 13 Solteiro SIM Sim Nunc a 1 sal. min. Fund. Incomp. SIM Faixa na escola Para praticar esporte Karatê Participante 50 M 15 Solteiro SIM Sim 1 600,00 Sup. Incomp. SIM Professor e diretor Para aprender atividades Nr Informática e futebol Participante 51 M 14 Solteiro SIM Sim 2 ½ sal.min. Fund. Incomp. SIM Colegas e amigos Aprender atividades Informática Participante 52 M 13 Solteiro SIM Sim 3 1 sal.min. Fund. Comp. SIM Professor e diretor Por curiosidade Informática Karatê, voleibol, informática e dança Informática, manicure pedicure Participante 53 M 15 Solteiro SIM Sim 3 900,00 Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Aprender atividades Informática Participante 54 M 13 Solteiro SIM Sim 0 2.000,00 Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Aprender atividades Informática Participante 55 M 23 Solteiro SIM Sim 0 Não sabe Fund. Incomp. SIM Professor e diretor Para se divertir Voleibol Karatê, recreação e corte costura Informática manicure e cabeleireiro Informática, voleibol e pintura em tecidos Informática, corte costura e esporte Inglês, voleibol e vagonite Informática Informática, recreação e manicure Pintura em tecidos, corte costura e informática Pintura, corte e costura MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO Aumentou o círculo de amizade Aumentou o círculo de amizade Mais feliz PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA Quando tem vontade Lugar de aprendizagem Ótimo Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Nr Quando tem vontade Lugar de aprendizagem Ótimo Aumentou o círculo de amizade Conheceu mais pessoas Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter esportes Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Conheceu mais pessoas Melhorou o relacionamento social Conheceu mais pessoas Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais cursos profissionalizantes Nr Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais esportes Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Mais leve e menos estressado Nr Aos sábados Fazer novas amizades Ótimo Ter mais cursos profissionalizantes Ter mais esportes Aos sábados Fazer novas amizades Ótimo Ter mais esportes Estou aprendendo informativa Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais esportes AVALIAÇÃO DO PROGRAMA SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA Ter cursos profissionalizantes Ter cursos profissionalizantes Ter mais cursos profissionalizantes Ter mais esportes Continua... 15 LÊ E ESCREVE ESTUDA ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA Fund. Incomp. SIM Professor e diretor RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE 600,00 RAZÕES QUE PROCUROU O PROGRAMA Nr ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Informática SUJEITOS SEXO IDADE ESTADO CIVIL Participante 56 F 12 Solteiro SIM Sim REPET. ESCOLAR 3 Participante 57 F 15 Solteiro SIM Sim 2 1 sal.min. Fund. Incomp. NÃO Não respondeu Para aprender atividades Informática Participante 58 F 15 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Méd. incomp. NÃO Por familiares Aprender atividades Computação e corte e costura Participante 59 F 39 Solteiro SIM Sim 2 1 sal.min. Fund. Comp. NÃO Colegas e amigos Aprender atividades Corte e costura Participante 60 F 58 Casada SIM Não 0 2.000,00 Méd. comp. NÃO Através de colegas Aprender atividades Corte e costura, bordado Participante 61 F 36 Casada SIM Não 0 1 sal.min. Méd. comp NÃO Professor e diretor Aprender atividades Corte costura e bordado Participante 62 F 36 Casada SIM Não 0 1 sal.min. Fund. Incomp. NÃO Colegas e amigos Aprender atividades Costura e bordado Participante 63 F 30 Solteira SIM Sim 2 645,00 Fund. Comp. NÃO Através de vizinhos Aprender atividades Pintura em tecidos Participante 64 F 16 Solteira SIM Sim 0 2 sal.min. Méd. incomp. NR Professor e diretor Aprender atividades Pintura em tecidos Participante 65 F 53 Casada SIM Não 0 1 sal.min. Méd. comp. NÃO Por colegas Aprender atividades Manicure CURSOS OFERECIDOS Informática, pintura em tecidos, corte costura Informática, bordados e corte costura Pintura, bordados corte e costura Informática bordados e corte e costura Corte e costura, bordado e computação Informática, manicure e karatê Karatê, informática, pintura/tecidos esportes Informática, pintura em tecidos, manicure pedicure Corte e costura,manicure e pintura em tecidos Corte costura, manicure, informática e pintura em tecidos MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO Aumentou o círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA Ter esportes Sente-se mais feliz Aos sábados Nr Bom Nr Aumentou o círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Aumento do círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Ter mais cursos profissionaliz antes Ter mais salas e oficinas Aprendeu novas profissões Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais salas e oficinas Aprendeu novas profissões Mais feliz Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais salas e oficinas Ter mais equipamentos Mais feliz, mais leve Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Mais espaços físicos Melhorou a convivência social Aos sábados Ligar de aprendizagem Ótimo Ter mais cursos profissionalizantes Aprendeu novas profissões Aos sábados Lugar de aprendizagem Ótimo Ter mais espaços físicos PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA 110 AVALIAÇÃO DO PROGRAMA Continua... 16 111 ESTUDA NO LOCAL DO PROGRAMA COMO CONHECEU O PROGRAMA RAZÕES QUE PROCUROU O PROGRAMA Aprender atividades ATIVIDADE QUE PRATICA NO PROGRAMA Corte e costura Méd. incomp. SIM Faixa de propagand a na escola 2 sal.min. Méd. incomp SIM Faixa na escola Aprender atividades Informática Não sabe 2 sal.Min. Fund. Incomp SIM Professor e diretor Praticar esportes Informática Sim Não sabe 900,00 Fund. Incomp NR Professor e diretor Por curiosidades Informática SIM Sim 1 3 sal.min. Fund. Incomp. SIM Por colegas Por curiosidade Karatê Casada SIM Não Nunca 800,00 Fund. Incomp. NÃO Colegas e amigos Conhecer pessoas Pintura em tecidos 14 Solteiro SIM Sim 0 1 sal.min. Fund. Incomp. NÃO Colegas e amigos Fazer novas amizades Recreação e informática M 17 Solteiro SIM Sim 2 2 sal.min. Méd. incomp. SIM Através de colegas e amigos Aprender atividades Informática F 16 Solteiro SIM Sim 0 2 sal.min. Méd. incomp. SIM Faixa de propaganda na escola/ amigos e colegas Para conhecer pessoas, fazer novas amizades e praticar esportes Curso de inglês e informática IDADE ESTADO CIVIL LÊ E ESCREVE REPET. ESCOLAR 1 RENDA FAMILIAR ESCOLARIDADE ESTUDA M 38 Casado SIM Sim 626,00 Participante 67 M 53 Casado SIM Sim Não sabe Participante 68 M 13 Solteiro SIM Sim Participante 69 M 14 Solteiro SIM Participante 70 M 15 Solteiro Participante 71 F 33 Participante 72 F Participante 73 Participante 74 SUJEITOS SEXO Participante 66 CURSOS OFERECIDOS Manicure pedicure, corte costura e informática Pintura em tecidos, informática e corte costura. Manicure pedicure, computação, pintura em tecidos e corte costuramanicure pedicure e voleibol Informática, manicure pedicure, e voleibol Computação, corte costura, e pintura em tecidos Corte costura Vagonite, corte costura, inglês, informática e manicure pedicure Inglês, informática e vagonite Inglês, vagonite, informática, manicure pedicure e corte costura MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO Aprendeu novas profissões PARTICIPAÇÃO E FREQUÊNCIA O QUE REPRESENTA PARA VOCÊ O PROGRAMA AVALIAÇÃO DO PROGRAMA Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Aumento do círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Conheceu mais pessoas Aos sábados Fazer novas amizades Bom Aumentou o círculo de amizade Aos sábados Lugar de aprendizagem Bom Sente-se mais feliz Todos final de semanas Lugar para praticar esportes Bom Aprendeu novas profissões Aprendeu novas profissões Todos final de semanas Lugar de aprendizagem Ótimo Aos sábados Fazer novas amizades Ótimo Melhorou o círculo de amizade Todos final de semanas Lugar de praticar esportes Bom Melhorou o relacionamento social e familiar Todos final de semanas Lugar de aprendizagem e fazer novas amizades Bom SUGESTÃO PARA MELHORAR O PROGRAMA Ter mais cursos profissionalizantes e maior divulgação Ter mais cursos profissionalizantes Ter mais divulgação Ter mais cursos profissionalizantes Ter mais esportes Mais salas de aula e mais oficinas Ter mais esportes Ter mais esportes e cursos profissionais Ter mais cursos profissionalizantes e mais espaços físicos 10 112 ANEXOS FOTO 01: Abertura do Programa Escola Aberta. FONTE: Dados da pesquisa, 2010. FOTO 02: Turma de karatê. FONTE: Dados da pesquisa, 2010. 113 11 FOTO 03: Hasteamento da Bandeira com o diretor professores, oficineiros e alunos do Programa. FONTE: Dados da pesquisa, 2012. FOTO 04: Comemoração ao Programa: Coordenador, Diretor, Professora e Alunos. FONTE: Dados da pesquisa, out. /2010. 12 114 FOTO 05: Atividades desenvolvidas no pátio da escola. FONTE: Dados da pesquisa, 2012. FOTO 06: Recreação no pátio da escola. FONTE: Dados da pesquisa, 2012. 115 13 FOTO 07: Atividade de dança local sendo desenvolvida. FONTE: Dados da pesquisa, 2012.