Workshop sobre Inclusão e Formação Financeira com Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa Estratégia para a formação financeira Susana Narciso Departamento de Supervisão Comportamental 11 de julho de 2013 Estratégia para a formação financeira 1. A importância da formação financeira 2. Medição do nível de literacia financeira da população 3. Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 2 A importância da formação financeira O contributo da formação financeira para a estabilidade financeira Os bancos centrais têm vindo a reconhecer que a formação financeira complementa as medidas de regulação dos mercados bancários de retalho A formação financeira contribui para que os cidadãos façam uma afetação mais eficiente dos recursos e uma seleção adequada de produtos financeiros • tem benefícios financeiros individuais diretos • contribui a estabilidade financeira A definição de uma estratégia nacional de formação financeira é uma forma eficiente de implementar a formação financeira, na medida em que promove • a cooperação entre diversas entidades • a coordenação de recursos necessariamente escassos • o desenvolvimento de projetos numa ótica de longo prazo O diagnóstico de necessidades de formação financeira da população é importante para a definição de objetivos e de linhas de atuação prioritárias Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 3 Medição do nível de literacia financeira da população Objetivos do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa (2010) Medição da literacia financeira da população, incluindo a análise de atitudes, comportamentos e conhecimentos financeiros Apoio à definição do Plano Nacional de Formação Financeira • Diagnóstico da forma como os cidadãos lidam com as finanças pessoais, dos conhecimentos sobre as características dos produtos bancários e dos fatores de escolha a que dão mais importância • Identificação dos grupos populacionais e dos temas financeiros em que as lacunas são mais significativas Instrumento de apoio à avaliação da implementação do Plano Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 4 Medição do nível de literacia financeira da população Características do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa Questionário com 94 questões de escolha múltipla, em seis áreas temáticas: • • • • • • Inclusão financeira Gestão da conta bancária Planeamento de despesas e poupança Escolha de produtos bancários Escolha e conhecimento das fontes de informação Compreensão financeira 2000 entrevistas (porta-a-porta), em todo o território nacional, à população com mais de 16 anos Amostra estratificada com base em cinco critérios: • • • • • Género Idade Localização geográfica (NUTS 2) Situação laboral Nível de escolaridade Departamento de Supervisão Comportamental Seguiu os princípios e melhores práticas internacionais definidas pela Internacional Network for Financial Education (INFE) Lisboa, 11 de julho de 2013 5 Medição do nível de literacia financeira da população Principais resultados do Inquérito à Literacia Financeira da População Portuguesa Atitudes em geral adequadas, mas que não se refletem nos comportamentos • O controlo dos movimentos e do saldo da conta é realizado com muita frequência, mas existe algum desconhecimento das comissões associadas à conta bancária e o custo e a remuneração da conta são pouco ponderados na escolha do banco • O planeamento do orçamento familiar é considerado de grande importância, mas não se traduz na realização de poupança • A grande maioria da população lê a informação pré-contratual, mas não existe um hábito generalizado de comparação de produtos antes da sua aquisição Conhecimentos sobre conceitos e fontes de informação ainda insuficientes • Há conceitos financeiros básicos que não são compreendidos pelos clientes bancários • Há tendência para a sobreavaliação dos conhecimentos sobre conceitos financeiros • O Portal do Cliente Bancário é ainda pouco conhecido pela população Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 6 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira O Plano Nacional de Formação Financeira O Plano Nacional de Formação Financeira português é dinamizado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF), constituído pelos três supervisores financeiros – Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e Instituto de Seguros de Portugal As linhas gerais de orientação do Plano foram aprovadas pelo CNSF e endossadas pelo Senhor Ministro de Estado e das Finanças O Plano assume um horizonte temporal de cinco anos, abrangendo o período de 2011 a 2015 O Plano esteve em consulta pública previamente à sua aprovação final Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 7 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Missão e objetivos do Plano Nacional de Formação Financeira O Plano visa contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população e promover a adoção de comportamentos financeiros adequados O Plano define cinco grandes objetivos: • Melhorar conhecimentos e atitudes financeiras • Apoiar a inclusão financeira • Desenvolver hábitos de poupança • Promover o recurso responsável ao crédito • Criar hábitos de precaução O Plano é um instrumento destinado a enquadrar, dinamizar e difundir projetos de formação financeira O Plano adotou a marca “Todos Contam”, que procura refletir uma visão agregadora das iniciativas de formação financeira e a junção do esforço das partes envolvidas Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 8 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Linhas de atuação do Plano Nacional de Formação Financeira Apoio na implementação e coordenação de iniciativas de formação financeira por públicos-alvo • Estudantes do ensino básico e secundário • Estudantes universitários • Trabalhadores • Grupos mais vulneráveis • População em geral Para cada público-alvo são definidos os temas financeiros prioritários São desenvolvidos projetos numa perspetiva de médio e longo prazo Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 9 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Entidades parceiras do Plano Nacional de Formação Financeira O Plano é coordenado pelo CNSF, que delega a gestão corrente numa Comissão de Coordenação com representantes dos três supervisores financeiros Conta também com a colaboração de um vasto conjunto de entidades, integradas em: • Duas Comissões de Acompanhamento - uma vocacionada para a dinamização de projetos de formação financeira e outra para a identificação de necessidades de formação de diversos públicos-alvo • Um Comité Consultivo, constituído por personalidades de reconhecida competência e experiência profissional, que apoia a reflexão em torno da implementação do Plano As entidades parceiras do Plano são ministérios, associações de defesa do consumidores, associações do setor financeiro, centrais sindicais, universidades, fundações,… As entidades parceiras ajudam a fazer a ponte entre o Plano e os públicos-alvo: • Atuando como formadores junto do público-alvo • Colocando os públicos-alvo em contacto com o Plano Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 10 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Princípios orientadores das iniciativas de formação financeira A participação de múltiplas entidades é fundamental para o sucesso do Plano, mas cria a necessidade de (i) definir critérios de qualidade e rigor para as iniciativas de formação financeira e de (ii) prevenir conflitos de interesse Em abril de 2012, foram publicados os Princípios Orientadores das iniciativas de formação financeira a enquadrar no Plano A informação deve ser: • Exata, completa, atual e relevante • Isenta, imparcial e objetiva, sem publicidade a produtos ou serviços financeiros específicos • Promovida através das associações setoriais, quando envolva instituições do setor financeiro Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 11 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Portal “Todos Contam” Em julho de 2012, o Plano lançou o Portal “Todos Contam” que é simultaneamente: • um instrumento de formação financeira, disponibilizando conteúdos e materiais • um veículo de divulgação das iniciativas desenvolvidas no âmbito do Plano O Portal disponibiliza conteúdos sobre gestão das finanças pessoais, conteúdos associados às diferentes etapas da vida, simuladores, bibliotecas, eventos, notícias e newsletters. Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 12 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Concurso Todos Contam O “Concurso Todos Contam” foi lançado em setembro de 2012 em parceria com o Ministério da Educação e Ciência, com o objetivo de apoiar iniciativas de formação financeira nas escolas O Concurso premiou os melhores projetos de formação financeira a implementar nas escolas durante o ano letivo 2012/2013 O Concurso teve grande adesão das escolas, com candidaturas provenientes de quase todos os distritos do país Uma nova edição do concurso será lançada para o ano letivo 2013/2014 Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 13 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Dia da Formação Financeira As entidades parceiras do Plano juntaram-se no dia 31 de outubro de 2012 para assinalar o Dia da Formação Financeira - data que coincide com o Dia Mundial da Poupança O objetivo foi sensibilizar a população para a importância da formação financeira As atividades realizadas em Lisboa e no Porto incluíram: • Conferências e workshops • Jogos iterativos e peças de teatro com conteúdos pedagógicos • Distribuição de informação sobre literacia financeira Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 14 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Referencial de Educação Financeira O Referencial de educação financeira para a educação pré-escolar, o ensino básico e secundário e a educação e formação de adultos foi preparado em parceria entre o Ministério da Educação e Ciência e os três supervisores financeiros: • Referencial para as escolas, adaptado aos ciclos de ensino • Referencial para a educação e formação de adultos, com Unidades de Formação de Curta Duração a integrar no Catálogo Nacional de Qualificações Os temas do Referencial são: • Planeamento e gestão do orçamento • Sistema e produtos financeiros básicos • Poupança • Crédito • Ética • Direitos e deveres O Referencial foi apresentado no Dia da Formação Financeira e esteve em consulta pública em novembro de 2012 Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 15 Definição de uma estratégia nacional de formação financeira Ações de formação e de sensibilização A formação de formadores, enquanto agentes multiplicadores da formação financeira, é uma prioridade nas atividades do Plano. Em maio foi publicado o catálogo de “Módulos de Formação | 2013” sobre os seguintes temas: • • • • • • • • • • Gestão do orçamento familiar Prevenção e gestão do incumprimento Conta de depósito, conta de títulos e meios de pagamento Serviços Mínimos Bancários Produtos de poupança e investimento Crédito à habitação Crédito ao consumo e ao investimento Criação e gestão de empresas Seguros Prevenção de fraude Departamento de Supervisão Comportamental Lisboa, 11 de julho de 2013 16 Workshop sobre Inclusão e Formação Financeira com Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa Estratégia para a formação financeira Susana Narciso Departamento de Supervisão Comportamental 11 de julho de 2013