MONITORAMENTO HIDROLÓGICO
2013
Boletim no. 35 – 11/10/2013
Boletim de acompanhamento - 2013
1. Figura 01: Mapa de estações estratégicas
2. Comportamento das Estações monitoradas
De acordo com as tabelas I e II, em termos estatísticos, verificamos:
- Bacia do Purus – estações monitoradas em período de vazante. O nível
do Rio Acre em Rio Branco/AC está 55 cm acima do nível mínimo registrado em
2011 (maior vazante).
- Bacia do Negro – estações monitoradas em período de vazante. No
Porto de Manaus, o nível do Rio Negro baixou 1,26 m nos últimos sete dias.
- Bacia do Solimões – estações monitoradas em período de vazante. Em
Manacapuru, o Rio Solimões baixou 1,14 m nos últimos sete dias.
- Bacia do Amazonas – estações monitoradas em período de vazante,
com níveis elevados em relação ao mesmo período do ano passado.
- Bacia do Madeira – estações monitoradas em período de vazante. Em
Humaitá, o nível do Rio Madeira está 2,53 m acima do nível mínimo registrado em
1969 (maior vazante).
Salientamos que os níveis d’água apresentados na coluna “informação
mais recentes” da tabela podem eventualmente ser alterados em função de
verificações “in loco” realizadas pelos Técnicos em Hidrologia que operam
trimestralmente a rede hidrometeorológica, ocasião em que são executados os
trabalhos de manutenção das estações, bem como o nivelamento das réguas.
Tabela I: Quadro das Cotas nas Estações de Monitoramento
Hidrológico – Enchente
Enchente Máxima
ESTAÇÃO
RIO
Ano
Cota (cm)
Relação
com maior
enchente
(cm)
Informação mais recente
Data
Cota
(cm)
Palmeiras do Javari
Javari
1993
1692
-
n/disp
-
Eirunepé Montante
Juruá
1986
1731
-
n/disp
-
Gavião
Juruá
1986
1488
-
n/disp
-
Vila Bittencourt
Japurá
1989
1526
-
n/disp
-
Rio Branco
Acre
1997
1766
-1561
09/10/2013
205
Boca do Acre
Purus
1971
2183
-1647
02/10/2013
536
São Gabriel da
Cachoeira
Negro
2002
1217
-393
08/10/2013
824
Tapuruquara
(S.I.R. Negro)
Negro
1976
890
-417
09/10/2013
473
Barcelos
Negro
1976
1032
-520
09/10/2013
512
Moura
Negro
1989
1544
-691
09/10/2013
853
Boa Vista
Branco
2011
1028
-828
10/10/2013
200
Caracaraí
Branco
2011
1114
-778
09/10/2013
336
Tabatinga
Solimões
1999
1382
-991
09/10/2013
391
Itapeuá
Solimões
2012
1765
-946
09/10/2013
819
Manacapuru
Solimões
2012
2068
-878
09/10/2013
1190
Careiro
Pr. do Careiro
2012
1743
-791
09/10/2013
952
Manaus
Negro
2012
2997
-866
11/10/2013
2131
Parintins
Amazonas
2009
938
-591
09/10/2013
347
Humaitá
Madeira
1993
2458
-1372
10/10/2013
1086
Estações em período de enchente
Tabela II: Quadro das Cotas nas Estações de Monitoramento
Hidrológico – Vazante
Vazante Máxima
ESTAÇÃO
RIO
Ano
Cota (cm)
Relação
com
maior
vazante
(cm)
Informação mais recente
Data
Cota (cm)
Palmeiras do Javari
Javari
1991
365
-
n/disp
-
Eirunepé Montante
Juruá
1995
143
-
n/disp
-
Gavião
Juruá
2005
-97
-
n/disp
-
Vila Bittencourt
Japurá
1985
314
-
n/disp
-
Rio Branco
Acre
2011
150
55
09/10/2013
205
Boca do Acre
Purus
1998
349
187
02/10/2013
536
São Gabriel da
Cachoeira
Negro
1992
330
494
08/10/2013
824
Tapuruquara
(S.I.R. Negro)
Negro
1980
28
445
09/10/2013
473
Barcelos
Negro
1980
58
454
09/10/2013
512
Moura
Negro
2009
235
618
09/10/2013
853
Boa Vista
Branco
2003
10
190
10/10/2013
200
Caracaraí
Branco
1998
-10
346
09/10/2013
336
Tabatinga
Solimões
2010
-86
477
09/10/2013
391
Itapeuá
Solimões
2010
131
688
09/10/2013
819
Manacapuru
Solimões
1997
495
695
09/10/2013
1190
Careiro
Pr. do Careiro
2010
125
827
09/10/2013
952
Manaus
Negro
2010
1363
768
11/10/2013
2131
Parintins
Amazonas
2010
-188
535
09/10/2013
347
Humaitá
Madeira
1969
833
253
10/10/2013
1086
Estações em período de vazante
3. Dados climatológicos (SIPAM)
Distribuição da Precipitação
Figura 2 (a, b) – Distribuição da chuva acumulada e anomalia na Amazônia Legal do dia
03/10/2013 até 09/10/2013
Fonte:
http://www.cpc.ncep.noaa.gov/products/Global_Monsoons/American_Monsoons/Hydro/Br
azil/rh_amazonia.shtml#
.
A Figura 2a acima (esquerda) representa o acumulado de precipitação no
período de 03 a 09 do mês de outubro de 2013. A figura a direita representa a
anomalia da precipitação neste período. As áreas em marrom indicam déficit e em
verde, excesso de precipitação, em relação a media do período.
As chuvas se concentraram no leste da
próximo da divisa do Amazonas com o Pará,
convectivo que ocasionou índices próximos a
Rio Purus. No Pará, os maiores acumulados
Xingu e seus afluentes.
região e em áreas isoladas, como
devido a presença de aglomerado
80 mm na região da bacia do Alto
se concentraram na Bacia do Rio
O mês de outubro se caracteriza pela transição da estação seca para
chuvosa indicando possibilidade de céu com poucas nuvens e temperaturas
elevadas, favorecendo a instabilidade atmosférica e ocasionando pancadas de
chuvas acompanhadas de trovoadas. Registros acima de 150 mm foram
observados no sul e sudeste de Roraima, na porção central do Amazonas, no
noroeste e norte do estado do Mato Grosso, sul do Pará e norte de Tocantins. Os
índices mínimos de precipitação (abaixo de 20 mm) foram registrados no estado
do Amapá, no norte e nordeste do Pará, em grande parte do Maranhão, no
sudeste de Tocantins e no sudoeste do Mato Grosso, devido à presença de
movimentos subsidentes do ar que dificultam a formação de nuvens naquela
região.
Figura 3. Prognóstico climático para o período 10 a 17 de outubro de 2013.
Fonte: http://wxmaps.org/pix/clim.html
Segundo o COLA (Center for Ocean-Land-Atmosphere Studies), o
prognóstico de precipitação para o período de 10 a 17 de outubro, indica fraca
atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) organizando a
nebulosidade e a precipitação no oeste da América do Sul, podendo ocasionar
chuvas sobre os estados do Amazonas e Roraima, Rondônia e parte do litoral da
região. Neste período, o modelo destaca rara possibilidade de ocorrência de
chuvas no leste da região, mais marcadamente sobre o leste do Mato Grosso, sul
do Tocantins e Amapá.
No período de 18 a 26 de outubro se repete o prognóstico, com chuvas no
norte e oeste da região, com ocorrências mais significativas sobre o Amazonas,
Roraima, Acre e no extremo sul do Mato Grosso, com a precipitação sendo
organizada por atividade frontal no Sudeste do Brasil. O leste da Região
Amazônica deve apresentar pouca ou nenhuma precipitação no período.
4. Cotagramas
Rio Negro em Manaus – 14990000
Nº de
ordem
Ano
Cota mínima
(cm)
Mês
01
02
03
04
05
2010
1963
1906
1997
1916
1363
1364
1420
1434
1442
Outubro
Outubro
Novembro
Novembro
Outubro
Tabela IV: Maiores Vazantes no Porto de Manaus
Curvas envoltórias das cotas diárias observadas em Manaus – 14990000
Gráfico 01: Cotagrama do Rio Negro em Manaus.
Cota em 11/10/2013: 21,31 m
Obs.: As cotas indicadas no gráfico acima são valores associados a uma
referência de nível local e arbitrária, válida para a régua linimétrica da estação.
Para referência ao nível do mar, devem ser subtraídos 7,00 m às cotas lidas na
régua.
As curvas envoltórias representam os valores máximos, mínimos e de 10%
e 90% de permanência para os valores de cotas já ocorridos em cada dia do ano.
Os valores associados à permanência de 10% ou 90% são os valores acima dos
quais as cotas observadas estiveram em 10% ou 90% do tempo do histórico de
dados. A zona de atenção para o período de cheia corresponde à faixa entre 10%
de permanência e o valor máximo já ocorrido. Para o período de vazante, a zona
de atenção corresponde à faixa entre 90% de permanência no histórico e o valor
mínimo já ocorrido.
Características das cheias e vazantes em Manaus – 14990000
Gráfico 02: Distribuição histórica (%) de cotas máximas e mínimas (atualizado até 2012).
Na série histórica das cotas em Manaus, 75,45% tiveram o valor máximo
anual no mês de junho, 18,18% em julho e 6,36% em maio e 43,24% tiveram o
valor mínimo anual no mês de outubro, 35,14% em novembro, 9,91% nos meses
de janeiro e dezembro e 0,90% nos meses de fevereiro e setembro.
Gráfico 03: Cotagrama com as cheias e vazantes observadas em Manaus no período
1903-2012 (atualizado até 2012).
Gráfico 04: Cotagrama das maiores vazantes observadas em Manaus no período
1903-2012 comparadas com o ano 2013.
4.1. Bacia do Rio Javari
Atualização não disponível
4.2. Bacia do Rio Juruá
Atualização não disponível
Atualização não disponível
4.3. Bacia do Rio Japurá
Atualização não disponível
4.4. Bacia do Rio Purus
Cota em 09/10/2013: 2,05 m
Cota em 02/10/2013: 5,36 m
4.5. Bacia do Rio Negro
Cota em 08/10/2013: 8,24 m
Cota em 09/10/2013: 4,73 m
4.5. Bacia do Rio Negro (cont.)
Cota em 09/10/2013: 5,12 m
Cota em 09/10/2013: 8,53 m
Cota em 10/10/2013: 2,00 m
Cota em 09/10/2013: 3,36 m
4.5. Bacia do Rio Negro (cont.)
Cota em 11/10/2013: 21,31 m
Cota em 09/10/2013: 8,19 m
4.6. Bacia do Rio Solimões
Cota em 09/10/2013: 3,91 m
Cota em 09/10/2013: 11,90 m
4.7. Bacia do Rio Amazonas
Cota em 09/10/2013: 3,47 m
Cota em 09/10/2013: 9,52 m
4.8. Bacia do Rio Madeira
Cota em 10/10/2013: 10,86 m
Os dados hidrológicos utilizados neste boletim são provenientes da rede
hidrometeorológica de responsabilidade da Agência Nacional de Águas, operada pelo
Serviço Geológico do Brasil e os dados de climatologia foram fornecidos pelo SIPAM.
Manaus, 11 de outubro de 2013.
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Marco Antônio de Oliveira
Superintendente Regional da CPRM/Manaus
CPRM – Serviço Geológico do Brasil
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