MONITORAMENTO HIDROLÓGICO
2014
Boletim Nº. 36 – 10/10/2014
Boletim de acompanhamento - 2014
1. Comportamento das Estações monitoradas
De acordo com a figura 01 e as tabelas I e II, em termos estatísticos, verificamos:
 Bacia do Javari – estações em término de vazante.
 Bacia do Purus – estações monitoradas em pico de vazante com níveis
dentro das médias para o período.
 Bacia do Negro – estações monitoradas em período de vazante. No Porto
de Manaus, o Rio Negro baixou 1,11 m na última semana.
O Rio Branco monitorado nas estações de Caracaraí e em Boa Vista – RR
segue apresentando níveis abaixo das médias para o período.
 Bacia do Solimões – em Manacapuru, o Rio Solimões está 76 cm acima
do registrado no mesmo período de 2013.
 Bacia do Amazonas – estações monitoradas com níveis semelhantes aos
registrados no mesmo período de 2013.
 Bacia do Madeira – em Humaitá, o Rio Madeira segue em pico de vazante
com níveis dentro das médias para o período.
Salientamos que os níveis d’água apresentados na coluna “informação
mais recentes” da tabela podem eventualmente ser alterados em função de
verificações “in loco” realizadas pelos Técnicos em Hidrologia que operam
trimestralmente a rede hidrometeorológica, ocasião em que são executados os
trabalhos de manutenção das estações, bem como o nivelamento das réguas.
Figura 01: Mapa da situação dos níveis atuais
Tabela I: Quadro das Cotas nas Estações de Monitoramento
Hidrológico – Enchente
Comparação com mesmo
período da maior enchente (cm)
Enchente Máxima
ESTAÇÃO
Data da
Máxima
Cota
(cm)
atingida
Relação
com a
cota
atual
(cm)
RIO
Informação mais
recente
Data
Cota
(cm)
Relaçã
o com
a cota
atual
(cm)
Data
Cota
atual
(cm)
Palmeiras do Javari
Javari
17/03/1993
1692
-654
08/10/1993
891
147
08/10/2014
1038
Eirunepé Montante
Juruá
04/04/1986
1731
-
n/disp
-
-
n/disp
-
Gavião
Juruá
06/05/1986
1488
-
n/disp
-
-
n/disp
-
Vila Bittencourt
Japurá
29/06/1989
1526
-
n/disp
-
-
n/disp
-
Rio Branco
Acre
14/03/1997
1766
-1456
09/10/1997
309
1
09/10/2014
310
Boca do Acre
Purus
23/02/1971
2183
-1521
09/10/1971
547
115
09/10/2014
662
São Gabriel da Cachoeira
Negro
20/07/2002
1217
-352
16/09/2002
843
22
16/09/2014
865
Tapuruquara (S.I.R.
Negro)
Negro
02/06/1976
890
-527
10/10/1976
337
26
10/10/2014
363
Barcelos
Negro
13/06/1976
1032
-620
09/10/1976
326
86
09/10/2014
412
Moura
Negro
06/07/1989
1544
-640
01/10/1989
862
42
01/10/2014
904
Boa Vista
Branco
08/06/2011
1028
-952
09/10/2011
305
-229
09/10/2014
76
Caracaraí
Branco
09/06/2011
1114
-1002
09/10/2011
376
-264
09/10/2014
112
Tabatinga
Solimões
28/05/1999
1382
-974
09/10/1999
432
-24
09/10/2014
408
Itapeuá
Solimões
03/06/2012
1765
-839
10/10/2012
523
403
10/10/2014
926
Manacapuru
Solimões
01/06/2012
2068
-802
09/10/2012
803
463
09/10/2014
1266
Careiro
Pr. do
Careiro
30/05/2012
1743
-775
09/10/2012
-
-
09/10/2014
968
Manaus
Negro
29/05/2012
2997
-815
10/10/2012
1751
431
10/10/2014
2182
Parintins
Amazonas
17/06/2009
938
-545
09/10/2009
285
108
09/10/2014
393
Humaitá
Madeira
17/04/1993
2458
-1237
10/10/1993
1135
86
10/10/2014
1221
Tabela II: Quadro das Cotas nas Estações de Monitoramento
Hidrológico – Vazante
Comparação com mesmo
período da maior vazante (cm)
Vazante Máxima
ESTAÇÃO
Data da
Mínima
Cota
(cm)
atingida
Relação
com a
cota
atual
(cm)
Data
RIO
Informação mais
recente
Cota
(cm)
Relaçã
o com
a cota
atual
(cm)
Data
Cota
atual
(cm)
Palmeiras do Javari
Javari
31/08/1991
365
673
08/10/1991
674
364
08/10/2014
1038
Eirunepé Montante
Juruá
10/09/1995
143
-
n/disp
-
-
n/disp
-
Gavião
Juruá
09/10/2005
-97
-
n/disp
-
-
n/disp
-
Vila Bittencourt
Japurá
04/02/1985
314
-
n/disp
-
-
n/disp
-
Rio Branco
Acre
11/04/2011
150
160
09/10/2011
222
88
09/10/2014
310
Boca do Acre
Purus
07/10/1998
349
313
09/10/1998
352
310
09/10/2014
662
São Gabriel da Cachoeira
Negro
07/02/1992
330
535
16/09/1992
837
28
16/09/2014
865
Tapuruquara (S.I.R.
Negro)
Negro
13/03/1980
28
335
10/10/1980
451
-88
10/10/2014
363
Barcelos
Negro
18/03/1980
58
354
09/10/1980
463
-51
09/10/2014
412
Moura
Negro
12/12/2009
235
669
01/10/2009
734
170
01/10/2014
904
Boa Vista
Branco
08/03/2003
10
66
09/10/2003
223
-147
09/10/2014
76
Caracaraí
Branco
24/03/1998
-10
122
09/10/1998
392
-280
09/10/2014
112
Tabatinga
Solimões
11/10/2010
-86
494
09/10/2010
-72
480
09/10/2014
408
Itapeuá
Solimões
10/04/2010
131
795
10/10/2010
273
653
10/10/2014
926
Manacapuru
Solimões
04/11/1997
495
771
09/10/1997
625
641
09/10/2014
1266
Careiro
Pr. do
Careiro
07/04/2010
125
843
09/10/2010
355
613
09/10/2014
968
Manaus
Negro
24/10/2010
1363
819
10/10/2010
1574
608
10/10/2014
2182
Parintins
Amazonas
29/10/2010
-188
581
09/10/2010
-40
433
09/10/2014
393
Humaitá
Madeira
01/10/1969
833
388
10/10/1969
851
370
10/10/2014
1221
2. Dados climatológicos (SIPAM)
Anomalia e Acumulado de Precipitação
Máximo Climatológico
CLIMATOLOGIA
ACUMULADO NO MÊS
OUTUBRO 2014
10
20
50
100
150
200
250
300
Mínimo Climatológico
350
400
450
500
Figura 02 (a, b, c) – Precipitação acumulada para 07 dias do mês de outubro na
Amazônia Legal.
Fonte: http://www.cpc.ncep.noaa.gov (dados processados na DivMet –MN)
A partir do mês de outubro, a climatologia de precipitação da Região
Amazônica apresenta os valores máximos de chuva no sentido noroeste sudeste
da Amazônia, onde compreende grande parte do Amazonas, sul do Pará e os
estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins. Os valores mínimos de
chuva, a partir deste mês, segundo a climatologia encontram-se na porção norte e
nordeste da Amazônia, abrangendo o norte dos estados de Roraima, Pará e
Maranhão e o estado do Amapá.
A figura acima (à esquerda) mostra precipitação acumulada para 07 dias
do mês de outubro de 2014 para a Amazônia Legal, com acumulados variando
entre 50 e 100 mm no noroeste do Amazonas (Cabeça do Cachorro), região do
Alto Solimões (Jutaí, Juruá e Japurá), centro de Tocantins (Rio Tocantins) e em
algumas áreas no centro (Rio Xingu) e extremo sul do Pará.
Foram observados valores de precipitação abaixo de 10 mm no estado de
Roraima, centro, sudoeste e nordeste do Amazonas (Próximo a divisa com
Estado do Pará), Estado Amapá, noroeste e nordeste do Pará, centro sul de
Rondônia, centro sul do Mato Grosso, sudeste de Tocantins e centro norte do
Maranhão.
Fonte: http://wxmaps.org/pix/clim.html
Figura 03 - Prognóstico climático para o período 08 a 16 de outubro de 2014.
Segundo o Center for Ocean Land Atmosphere Studies - COLA o
prognóstico de precipitação, para o período de 08 a 16 de outubro, indica a
possível atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no extremo norte
do continente sul-americano, podendo gerar precipitação sobre o noroeste
(Cabeça do Cachorro), oeste do Amazonas e no estado de Roraima. Há
possibilidade da massa de ar seco atuar sobre leste do Mato Grosso, centro sul
do Pará, Tocantins e Maranhão impedindo a ocorrência de precipitação nesta
região.
No período de 16 a 24 de outubro, o prognóstico indica a possibilidade
precipitação sobre a região denominada Cabeça do Cachorro (noroeste do
Amazonas), noroeste de Roraima. Há possibilidade de enfraquecimento da massa
de ar seco com possibilidade de chuvas fracas em toda região da Amazônia
oriental.
3. Cotagramas
Rio Negro em Manaus – 14990000
Nº de
ordem
Ano
Cota máxima
01
02
03
04
05
2010
1963
1906
1997
1916
1363
1364
1420
1434
1442
Mês
(cm)
Outubro
Outubro
Novembro
Novembro
Outubro
Tabela IV: Maiores vazantes no Porto de Manaus
Vazante máxima: 24 de outubro de 2010
Cota: 13,63 m
Curvas envoltórias das cotas diárias observadas em Manaus – 14990000
Gráfico 01: Cotagrama do Rio Negro em Manaus. Cota em 10/10/2014: 21,82 m
Obs.: As cotas indicadas no gráfico acima são valores associados a uma
referência de nível local e arbitrária, válida para a régua linimétrica da estação.
Para referência ao nível do mar, devem ser subtraídos 7,00 m às cotas lidas na
régua.
As curvas envoltórias representam os valores máximos, mínimos e de 10%
e 90% de permanência para os valores de cotas já ocorridos em cada dia do ano.
Os valores associados à permanência de 10% ou 90% são os valores acima dos
quais as cotas observadas estiveram em 10% ou 90% do tempo do histórico de
dados. A zona de atenção para o período de cheia corresponde à faixa entre 10%
de permanência e o valor máximo já ocorrido. Para o período de vazante, a zona
de atenção corresponde à faixa entre 90% de permanência no histórico e o valor
mínimo já ocorrido.
Características das cheias e vazantes em Manaus – 14990000
Gráfico 02: Distribuição histórica (%) de cotas máximas e mínimas (atualizado até 2013).
Na série histórica das cotas em Manaus, 74,77% tiveram o valor máximo
anual no mês de junho, 18,92% em julho e 6,31% em maio. Para os mínimos
anuais 42,86% foram no mês de outubro, 34,82% em novembro, 10,71% em
janeiro, 9,82% em dezembro e 0,89% nos meses de fevereiro e setembro.
Gráfico 03: Cotagrama com as cheias e vazantes observadas em Manaus no período 1903 2013.
Gráfico 04: Cotagrama das maiores vazantes observadas em Manaus no período 19032013 comparadas com o ano 2014.
4.1. Bacia do Rio Javari
Cota em 08/10/2014: 10,38 m
4.2. Bacia do Rio Juruá
Atualização não disponível
(obs: dados corrigidosde acordo com banco de dados da ANA)
Atualização não disponível
4.3. Bacia do Rio Japurá
Atualização não disponível
4.4. Bacia do Rio Purus
Cota em 09/10/2014: 3,10 m
Cota em 09/10/2014: 6,62 m
4.5. Bacia do Rio Negro
Cota em 16/09/2014: 8,65 m
Cota em 10/10/2014: 3,63 m
4.5. Bacia do Rio Negro (cont.)
Cota em 09/10/2014: 4,12 m
Cota em 01/10/2014: 9,04 m
Cota em 09/10/2014: 0,76 m
Cota em 09/10/2014: 1,12 m
4.5. Bacia do Rio Negro (cont.)
Cota em 10/10/2014: 21,82 m
Cota em 10/10/2014: 9,26 m
4.6. Bacia do Rio Solimões
Cota em 09/10/2014: 4,08 m
Cota em 09/10/2014: 12,66 m
4.7. Bacia do Rio Amazonas
Cota em 09/10/2014: 3,93 m
Cota em 09/10/2014: 9,68 m
4.8. Bacia do Rio Madeira
Cota em 10/10/2014: 12,21 m
Os dados hidrológicos utilizados neste boletim são provenientes da rede
hidrometeorológica de responsabilidade da Agência Nacional de Águas, operada pelo
Serviço Geológico do Brasil e os dados de climatologia foram fornecidos pelo SIPAM.
Manaus, 10 de outubro de 2014.
_______________________________________
Marco Antônio de Oliveira
Superintendente Regional da CPRM/Manaus
CPRM – Serviço Geológico do Brasil
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Boletim Nº. 36