A BUSCA DA IDENTIDADE EM AS MENINAS:
UMA LEITURA DO ROMANCE DE LYGIA FAGUNDES TELLES
Vilma Maria da Silva
Departamento de Educação/UFRN
Alfredo Bosi, em sua obra História Concisa da Literatura Brasileira, situa Lygia Fagundes
Telles como pertencente à geração de escritores modernistas que enveredaram pelo conto e pelo
romance, isso nas décadas de 40 e 50, cuja prosa evidencia tendências introspectivas. O seu estilo se
sobressai como invulgar e de forte penetração psicológica. Lygia firmou-se no cenário da Literatura
Brasileira como contista, romancista que, com uma linguagem límpida e nervosa, por vezes, quebra
a rigidez das normas gramaticais, sem contudo usar palavras difíceis, nem tampouco
rebuscamentos. O vocabulário de Lygia é o de todos nós; mesmo os palavrões estão presentes,
sempre que a realidade da personagem exige:
-
“Maquininhas humanas, Lião?
Maquininhas de pedalar, comer, cagar, foder”. (Telles, 1987, p. 186).
No exemplo acima, o diálogo entre Lorena e Lião, personagens de As meninas, a autora
permite que suas personagens façam uso de linguagem que pode ser considerada grotesca por
causar impacto em leitores mais sensíveis e mais arraigados ao convencional, ao linguajar formal.
Mas, por outro lado, é esse vocabulário do dia-a-dia, corriqueiro que permite a extrema facilidade
de leitura dos textos de Lygia. A oralidade de seu texto é muito marcante. É oportuno valer-nos dos
estudos de Bakthin acerca dos vários tipos de linguagens ou expressões vocabulares, dentre elas,
encontramos a linguagem familiar, da praça pública caracterizada pelo uso freqüente de grosserias,
ou seja, “palavras injuriosas; às vezes permitindo transformações. Os palavrões contribuíram para
a criação de uma atmosfera de liberdade, e de aspecto cômico secundário do mundo” (Bakthin,
1993, p. 15.)
Lygia, como escritora modernista, apreendeu bem o sentido que os organizadores da Semana
de 22 quiseram dar ao evento cultural mais celebrado dos anos 20, condecorando a sua arte com
uma linguagem bem popular, permitindo a todos o entendimento e alcance de sua mensagem.
Dona de um estilo introspectivo, fixa sua diretriz de trabalho literário, dando espaço ao
clima saturado de certas famílias paulistas cujos descendentes já não têm norte. Mas é a evocação
de cenas e estados de alma da infância e da adolescência que tem alcançado os seus mais belos
feitos. Tanto o romance de 1973, quanto o filme As meninas, de 1995, desenha o perfil de um
momento da vida brasileira, em que o fantasma das guerrilhas é apreendido no cotidiano de
estudantes burgueses.
Na modernidade dos temas, pelo tratamento dispensado à matéria-prima de sua ficção – o
comportamento humano -, Lygia torna simples a discussão sobre forma e conteúdo, mostrando ser
impossível separá-los. A autora nos conquista (na condição de leitores) para a grande aventura da
vida alheia e de nossa própria.
Uma das temáticas que ressaltam no romance, e que nos propomos a estudar é a militância
política, o desatino das drogas, ou seja, o conflito central que envolve as personagens narradoras
principais: Lorena, Lião e Ana Clara. O relacionamento personagem/mundo e as conseqüências de
tal relacionamento para as camadas mais profundas do ser humano. Com sutileza e habilidade de
mestre, a autora penetra com “cortes quase cirúrgicos no comportamento humano”, desnudando, os
enigmas e conflitos que estão por trás das ações não levadas a cabo, das palavras omitidas. Por isso
mesmo, o conflito se dá muito mais no nível do sugerido, do esboçado, do que no nível superficial
daquilo que vem á tona.
O romance passa-se durante uma greve estudantil, e o espaço onde se dá a ação das três
personagens protagonistas e narradoras é o pensionato Nossa Senhora de Fátima, localizado em
algum centro urbano brasileiro (possivelmente São Paulo). O pensionato é dirigido por Madre Alix,
confidente das meninas, para as quais olha com especial atenção.
Lorena, filha de família da alta burguesia, toma a palavra com mais freqüência, o que pode
atrair para ela as simpatias dos leitores. As principais características de Lorena são a bondade, o
desprendimento e delicadeza, fruto de uma educação esmerada. Vivendo num mundo de fantasias,
idealiza um romance com um homem velho e casado (misterioso M.N. de suas divagações) que,
aparentemente, não se realiza.
Isolada do mundo exterior, no quarto do pensionato, espécie de redoma, vive remoendo
coisas do passado: a morte trágica do irmão, mas ainda o romance da mãe com um homem mais
jovem e oportunista é sempre relembrado. Portanto, um somatório de problemas de ordem
sentimental envolve a personagem.
Lião, diferentemente de Lorena, é filha de pai alemão e mãe baiana, é estudante de Ciências
Sociais. Ativista de esquerda, deixa tudo de lado para dedicar-se à ação política clandestina (o livro,
editado em 1973, alude a fatos contemporâneos de sua publicação, como seqüestro de
embaixadores, prisões em massa, torturas e ação social da igreja). Lião é o oposto de Lorena no que
diz respeito a refinamentos e delicadezas: vive mergulhada na contestação dos valores e ideais da
sociedade burguesa rodeada de recortes de jornais, panfletos e estatísticos. Essa personagem é
marcada pelo determinismo, pela confiança que deposita no ser humano consciente, organizando e
lutando contra as falsas verdades apregoadas pela sociedade de consumo.
A terceira personagem-narrador é Ana Clara, estudante de Psicologia com matrícula
trancada e vida pessoal muito complicada. É um “poço de problemas”, vive sérios conflitos
existenciais, cujas raízes estão na infância pobre de menina sem pai e mãe prostituída. Confunde o
real com imaginário a todo momento. Viciada, entrega-se aos tóxicos em companhia de Max, a
quem ama, embora viva aludindo a um suposto noivo, com que fala em casar-se para adquirir
respeitabilidade. Entre as três, é talvez a personagem mais rica e mais problemática, cujo
comportamento se alia à autodestruição. Ana Clara passa a imagem da mulher sensual e que aposta
tudo na sua beleza. É o símbolo de auto-deslubramento, por isso é tão vazia, tão sem firmeza de
caráter, tão volúvel. Demonstrando muita insegurança e desamparo afetivo, busca o casamento
como forma de ascensão social.
Aparentemente As meninas é um romance pouco movimentado, isto é, trata-se de um livro
com um forte lastro psicológico, mais voltado para retratar o interior das três protagonistas e,
através delas, a sociedade brasileira moderna, em seus segmentos jovens, urbanos e universitários.
E, assim sendo, o romance ora em estudo, configura-se como urbano e psicológico. A autora
desenvolve seus textos (outros romances e contos), em grandes cidades; trazendo para primeiro
plano, normalmente membros de uma sociedade decadente, ou seja, os descendentes da aristocracia
cafeeira arruinada, os “novos ricos”, a classe média emergente do surto de industrialização dos anos
cinqüenta. Transparecem no trabalho de Lygia, sobretudo na década de 70, época em que o livro foi
publicado, revelando marcas de ordem psicológicas ou internas de seus personagens que são quase
sempre femininos, mostrando indefinidamente a atenção que Lygia dedica ao universo da mulher. É
natural que salte aos olhos dos leitores a quantidade de mulheres que nos esperam ao longo de seus
contos e romances: Lorena, Ana Clara e Lião (exemplos de personagens do romance ora analisado).
Desse modo, a obra da escritora é construída numa abordagem e numa perspectiva que olha
antes de tudo a mulher, dispondo, como num quebra-cabeças, as várias facetas que formam o
interior feminino, conduzindo-nos para um mundo cruzado de percepções e desejos próprios da
mulher que vão desde o desejo menor de vida tranqüila alcançada com o casamento, comum a Ana
Clara, até ao desejo de auto-afirmação da condição feminina, de independência e quase autosuficiência – é o caso de Lião.
É possível até incorrermos no risco de concluir que: Lygia escreve somente da e para as
mulheres, o que em absoluto não corresponde à verdade. Ela consegue ir muito além da personagem
feminina. Através dela (a mulher), é permitido ao leitor fazer uma reflexão sobre a condição
humana, sobre, enfim, a natureza do “Homem”, que a faz ultrapassar uma determinada visão
unilateral/feminista. Assim, a mulher que visualizamos nesse romance, e em outros contos seus, não
se veste de “carrasco” nem de “vítima”, mas tão-somente é um ser humano, com desejos, com
decepções, ilusões e anseios; perspectivas e desencantos. Enfim um ser comum com toda a
amplitude que o termo pode precisar.
É nosso objetivo neste ensaio desenvolver uma temática que simultaneamente seja peculiar a
três personagens narradoras: Lorena, Lião e Ana Clara. Sendo as três jovens de origem burguesa,
em fase de descobertas e de auto-afirmação perante o mundo, é natural que expressem conflitos,
anseios e dificuldades de compreenderem certos acontecimentos, determinadas “verdades” ou mitos
que a sociedade cria para tornar a espécie humana divinizada ou predisposta a isso. o que fica claro
no romance, é que toda a trama da narrativa, com destaque à presença das meninas protagonistas da
história, leva o leitor a concluir pela busca incessante da construção de suas identidades, cada uma a
seu modo, com suas histórias, com peculiaridades e marcas de infância que imprimem um fluxo de
consciência contínuo ao romance.
Para Lorena, Ana Clara e Lião, vem sempre à tona um acontecimento forte e trágico,
deixando-lhes marcas profundas em seu interior. Lorena é sempre atormentada pelas lembranças da
morte trágica do irmão, como também da loucura do pai. Ana Clara, não consegue libertar-se da
imagem do dentista, a que ela chama de Doutor Algodãozinho, são imagens fortes que interferem
no dia-a-dia de cada uma. Isso é constatado não apenas no romance, mas também no filme por fazer
uso de uma linguagem diferente, alem de outro recurso, como: iluminação, expressão do artista
explorada de acordo com a necessidade de objetivos que os diretores desejaram projetar na tela,
condicionando uma melhor apreensão da mensagem conteudística. Não apenas a emoção que o
mesmo consegue passar, mas todos os recursos fílmicos, enriquecem a projeção cênica, de forma
que o espectador tenha sua percepção aguçada; o que já é bem mais difícil para o leitor que tãosomente se vale da leitura do romance.
Após algumas leituras do romance e do filme, temos, enfim, uma visão mais clara acerca das
diferenças mais visíveis sobre como romance transformou-se em filme e o que de modo mais
acentuado foi colocado na tela, isso do ponto de vista do desenrolar da narrativa/romance. Como
exemplo, no romance, o que principia é o monólogo interior de Lorena, reclusa em seu quarto, ela
desafia uma série de pensamentos, de ligação frouxa entre si, mas prenunciadores de seu modo de
ver o mundo. Ao mesmo tempo, o fio do pensamento de Lorena precipita traços do comportamento
de Lião e Ana Clara. Chamou-nos a atenção o encadeamento rápido das ações narradas por Lorena
em primeira pessoa, o que já dá idéia de um ritmo vertiginoso que quase tira a razão, aliando-se a
isso um fluxo de memória que, algumas vezes, interrompe o discurso da personagem, mudando o
tom da conversa para algo fora da lógica. Vejamos:
“Sentei na cama. Era cedo para tomar banho. Tombei para trás, abracei o
travesseiro e pensei em M. N., a melhor coisa do mundo não é beber água de coco verde e depois
mijar no mar, o tio da Lião disse isso mas ele não sabe; a melhor coisa mesmo é ficar imaginando
o que M. N. vai dizer e fazer quando cair meu último véu. O último véu! Escreveria Lião, ela fica
sublime quando escreve, começou o romance dizendo que em dezembro a cidade cheira a pêssego.
(...) Se Deus está no pormenor, o gozo mais agudo também esta na miudeza, ouviu isto M. N.? (...)
Ana Clara contou que tinha um namorado que endoidava quando ela tirava os cílios postiços, a
cena do biquíni não tinha a menor importância mas assim que começava a tirar os cílios, era a
glória”. (Telles, 1987, p. 9-10)
Enquanto o romance inicia-se com um monólogo interior de Lorena, o filme revela como 1ª
cena o acidente no qual morre tragicamente o irmão de Lorena. Houve assim, por parte dos
diretores do filme, decisão de colocar como abertura a tragédia de Rômulo. Entende-se que, talvez
para chamar a atenção do espectador para um detalhe importante, é a memória que durante todo o
romance entremeia o diálogo das personagens, persistindo, como sendo um trauma na vida de
Lorena (flash-back), de onde emergem passagens de sua infância, misturadas a problemas que
enfrenta no presente. Há, portanto, essa diferença básica entre o que o romance principia e o que o
filme escolhe como abertura, como cena primeira, ressaltando assim uma temática que também é
muito forte no romance: a memória.
As personagens são muito interessantes, cada uma mostrando um perfil “próprio”,
personalidades distintas ou uma busca incessante para a formação desta. Lorena insegura, de boa
índole, gosta de ajudar os outros, tem uma visão do amor muito distante do que seja a realidade. É
romântica, sonha com o amor quase impossível de um homem comprometido e mais velho. É o
amor idealizado, que a deixa na incerteza de ser correspondida. Mais uma vez, Lorena nos seus
delírios de menina/mulher apaixonada, expressa seus desejos recônditos, o amor proibido, a paixão
obsessiva:
“Mergulho na banheira. Delícia. Abro a torneira de água fria. Calma, Lorena Vaz
Leme, calma. Melhor começar pelo elevador, você acabou de entrar no elevador. Sozinha? Lógico,
sozinha. Mas por que ele não entra comigo? ‘Não se esqueça de que sou casado, minha querida.
Não podemos nos ariscar’” (Telles, 1986, p. 169).
No trecho acima, além da narradora expressar delirantemente sua paixão por M. N. como
também revelar o desejo de vivenciar momentos de intimidade e prazer, aquele prazer oprimido,
proibido, há também um momento em que a mocinha já tão consciente do problema que é amar a
pessoa errada compreende que o mundo dos homens é o da hipocrisia, é o faz de conta. É preservar
e zelar pelas aparências, mesmo que o dia-a-dia, a realidade em si, não traga satisfação. Mas enfim,
o amor de Lorena jamais se realizara’, o compromisso do amado tira-lhe todas as esperanças,
terminará por matar tanto sentimento recalcado não vivido, não correspondi
do.
Um outro momento de diálogo entre irmã Alix e Lorena, há evidências da busca de afirmarse, de encontrar-se, de se autodefinir.
“- A Senhora é de um tempo mais que perfeito. Que tempo será o meu?
--Ainda não sabe, filha?
--Não.
--Você é jovem demais, não se encontrou.
Ih, o blá-blá-blá clássico, o que sou? De onde venho? Pra onde vou? Lião fica “p” da vida
quando alguém começa com essas elucubrações. “trabalhe, entende. Seja útil, participe e quero ver
se vai ter folga pra ficar admirando o próprio embigo”. Ela diz embigo, eh, Lião de Mello Schultz.
Concordo e tudo mas as milhares de horas que gastei olhando o meu. O que sou? Plenitude
transbordante se ao menos por telefone ele me diz um alô. Alô Lorena (Telles, 1986, p. 131).
Lião é outra personagem importante no romance, tem uma personalidade forte, é corajosa,
está envolvida na luta política (ativista de esquerda), acredita na organização das pessoas, unidas
com o objetivo único. O diálogo para Lião é algo fundamental. Uma outra característica de Lião é a
sua preocupação voltada para as questões sociais. Está sempre às voltas com Lorena. As duas têm
muitas afinidades, são confidentes. Apesar de terem temperamentos bem diferentes. Lião é
decidida, sabe o que quer, é objetiva, é realista.
“Vagarosamente Lião foi amarrotando o papel-manteiga e deixou a bolota ao lado
do cinzeiro transbordante. Arrancou o pulôver. Lorena ficou olhando a camiseta de algodão que
ela vestira no avesso.
-- Como você é quadrada – resmungou Lia. – Quadrada e romântica, o que dá no
mesmo”. (Telles, 1986, p. 140).
O comportamento agressivo, o desajuste emocional tinham razões bem calcadas na sua
infância, o relacionamento com os pais, a vida difícil; a menina exposta a situações humilhantes e
complexas, deixam vestígios de neurose no comportamento da personagem Ana Clara. O uso das
drogas, a saída, mais próxima, mais procurada pelos jovens quando se encontram em situações
complicadas, e que não vêem nenhuma outra perspectiva para seus conflitos internos. Suas crises de
identidade:
“Um estado de aguda confusão de identidade torna-se manifesto,
usualmente, quando o jovem se encontrar exposto a uma combinação de
experiências que exigem a sua vinculação simultânea com a intimidade
física (nem sempre ostensivamente sexual, em absoluto), a escolha
ocupacional decisiva, a competição energética e a definição psicossocial do
eu” (Erikson, 1987, p. 167).
Por serem muito jovens, as três personagens, sem exceção estão em busca de suas
identidades, de sua verdadeira e real expressão no meio em que vivem. A esse respeito Eri H.
Erikson diz:
“... alcançar maior especificidade fazendo com que termos tais como ‘crise
de identidade’, ‘identidade do eu’ ou ‘identidade sexual’se ajustem a
qualquer item mais mensurável de investigação num dado momento. Na
verdade, esses termos são tratados como se fossem uma questão de papéis
sociais, traços pessoais ou imagens conscientes do eu, esquivando-se às
implicações menos controláveis e mais sinsitras que freqüentemente são
também as mais vitais do conceito”. (Erikon, 1987, p. 14).
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