INSTITUTO SUPERIOR DE ECONOMIA E GESTÃO
CONTABILIDADE GERAL I
LICENCIATURA EM GESTÃO
LICENCIATURA EM FINANÇAS
LICENCIATURA EM MAEG
CONTABILIDADE
LICENCIATURA EM ECONOMIA
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CONTABILIDADE GERAL I
CONTABILIDADE
•
•
•
•
•
Objectivos da disciplina
Programa
Metodologia / Método de estudo
Avaliação
Bibliografia
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
OBJECTIVOS
Responder às seguintes questões:
• A empresa é lucrativa?
• Como é obtido o lucro?
• O que aconteceu no ano anterior?
• A empresa está muito endividada?
• Que tipo de investimentos foram realizados?
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UTILIZADORES
Internos
Externos
Gestores
Para:
Investidores
Credores
– tomada de decisão
– planeamento
– controle
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–
–
Bancos
Fornecedores
Clientes
Concorrência
Empregados
Estado
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INFORMAÇÃO
Histórica
Geral ou Externa
Analítica ou Interna
Previsional
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A CONTABILIDADE
• Contabilidade = conjunto de técnicas relativas ao
registo de todos os factos que alterem ou possam vir a
alterar o valor ou composição do património.
• Património = Conjunto de bens, direitos e obrigações
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CARACTERÍSTICAS DA INFORMAÇÃO
• Fiável
• Atempada
• Relevante
• Comparável
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PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS
•
•
•
•
•
•
•
Continuidade
Consistência
Especialização (ou do acréscimo)
Custo Histórico
Prudência
Substância sobre a forma
Materialidade
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PATRIMÓNIO
• Património = Bens, Direitos e Obrigações
• Activo = Bens e Direitos
• Passivo = Obrigações
Num património há que considerar:
(a) Composição = natureza dos elementos
(b) Valor
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Equação Fundamental da Contabilidade
ACTIVO = PASSIVO + CAPITAL PRÓPRIO
SL Activa: Activo > Passivo
SL Negativa: Activo < Passivo
SL Nula: Activo = Passivo
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FACTOS PATRIMONIAIS
• Constitui um facto patrimonial toda a ocorrência que
implique variações no património.
• Factos permutativos ou qualitativos Variação da
composição património.
• Factos modificativos ou quantitativos Variação da
composição e do valor do património.
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FACTOS PATRIMONIAIS
Factos Modificativos
Aumentativos
( Proveito ou Lucro)
Diminuitivos
(Custo ou prejuízo)
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INVENTÁRIO
• O Inventário consiste numa relação dos elementos
patrimoniais com a indicação do seu valor.
• Classificação
– Inventário geral ou parcial
– Inventário simples ou classificado
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O BALANÇO
• O Balanço apresenta a posição patrimonial e
financeira de uma empresa numa determinada
data.
Activo
Capital Próprio
+
Passivo
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O BALANÇO
• Numa óptica financeira o Balanço pode ser visto da
seguinte forma:
Aplicações de Fundos
ou
Investimento
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Origens de Fundos
ou
Financiamento
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O ACTIVO
Classificação dos activos (grau crescente de liquidez):
– Activos Imobilizados = recursos detidos com carácter de
continuidade ou permanância;
– Activos Circulantes = activos relacionados com o ciclo da
actividade normal da empresa.
– Activos correntes ou CP: período de realização < 1 ano;
– Activos não correntes ou a Prazo: período de realização > 1
ano;
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O PASSIVO
Classificação dos passivos (ordem crescente de exigibilidade):
– Passivos de Funcionamento : derivam da aquisição de bens e
serviços;
– Passivos de Financiamento: derivam da obtenção de
empréstimos junto de 3ºs;
– Passivos correntes: passivos exigíveis até um ano;
– Passivos não correntes: passivos exigíveis a mais de uma
ano.
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O CAPITAL PRÓPRIO
• O Capital Próprio ou Situação Líquida representa a
posição dos donos da empresa.
• Os valores do Capital Próprio estão ordenados
segundo a formação histórica dos respectivos valores
Tópico relacionado:
• Diferença entre valor contabilístico e valor de mercado.
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PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS
• Custo Histórico:
– “Os registos contabilísticos baseiam-se em custos de
aquisição ou de produção”;
• Prudência:
– “É possível integrar nas contas um grau de precaução…”
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A DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
• A Demonstração dos Resultados tem como objectivo
demonstrar como é que a empresa gerou os
resultados líquidos.
PROVEITOS (Classe 7)
Um Proveito ocorre com a prestação de um serviço ou
a venda de um bem.
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A DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
CUSTOS (Classe 6)
Um custo ocorre quando se utilizam, consomem ou
desgastam bens ou serviços.
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A DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
Resultado Operacional
Resultado
Resultado Financeiro
Resultado Extraordinário
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PRINCÍPIO DA ESPECIALIZAÇÃO (OU DO
ACRÉSCIMO)
“Os proveitos e os custos são reconhecidos quando
obtidos ou incorridos, independentemente do seu
recebimento ou pagamento, devendo incluir-se nas
demonstrações financeiras dos períodos a que
respeitam.”
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FORMAS DE APRESENTAÇÃO DA DR
• Demonstração dos Resultados por natureza:
–
–
–
–
–
–
Resultados operacionais
Resultados financeiros
Resultados correntes
Resultados extraordinários
Resultados antes de imposto
Resultados líquidos
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FORMAS DE APRESENTAÇÃO DA DR
• Demonstração dos Resultados por Funções (DC nº 20/97):
os resultados respeitam uma demonstração por funções.
–
–
–
–
–
–
Resultados brutos;
Resultados operacionais;
Resultados correntes (antes e depois de impostos)
Resultados extraordinários (antes e depois de impostos);
Resultados líquidos
Resultados por acção
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FLUXOS DA EMPRESA
Fluxos Monetários
Fluxos Reais
Fornecedor
Pagamento
Despesa
Compras
Produção
Cliente
Receita
Vendas
Fornecedor
Custos
Cx/DO
Proveitos
Cliente
Recebimentos
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Despesa/Custo/Pagamento
Receita/Proveito/Recebimento
1- Óptica Financeira:
– Despesas: aquisições de bens e serviços
independentemente do seu pagamento ou consumo;
– Receitas: Vendas de bens e serviços independentemente
do seu recebimento ou da sua formação;
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Despesa/Custo/Pagamento
Receita/Proveito/Recebimento
2 - Óptica Económica:
– Custos: consumos, utilizações de bens e serviços
independentementeda sua aquisição;
– Proveitos:os proveitos correspondem à produção de bens e
serviços, independentemente da sua venda;
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Despesa/Custo/Pagamento
Receita/Proveito/Recebimento
3- Óptica de Tesouraria
– Recebimentos: corresponde às entradas de dinheiro na
empresa;
– Pagamentos: corresponde às saídas de dinheiro da
empresa.
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CONTAS E CLASSES
• Contas: conjunto de classes de elementos patrimoniais
que gozam de uma característica comum.
• Características da Conta:
– Título
– Ponto de vista
– Extensão
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CONTAS E CLASSES
• Requisitos de uma conta:
– Homogeneidade
– Integralidade
Título da Conta
Deve/Débito
Crédito/Haver
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CONTAS E CLASSES
• Classificação das contas:
– Compreensão: contas 1º, 2º 3º grau….
– Contas Colectivas, Divisionárias e Elementares
– Contas Principais e Subsidiárias
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MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS
• As contas do Activo debitam-se pelos aumentos,
creditam-se pelas diminuições:
• As contas do Passivo e CP creditam-se pelos
aumentos e debitam-se pelas diminuições;
• Sempre que se debita uma conta, deve-se creditar
outra pelo mesmo montante.
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O QUADRO DE CONTAS
•
•
•
•
•
•
•
•
Classe 1 - Disponibilidades
Classe 2 - Terceiros
Classe 3 - Existências
Classe 4 - Imobilizado
Classe 5 - Capital, Reservas e Resultados
Classe 6 - Custos e Perdas
Classe 7 - Proveitos e Ganhos
Classe 8 - Resultados
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OS LANÇAMENTOS
• O lançamento é o registo do facto patrimonial. O
lançamento tem 4 elementos:
–
–
–
–
Data;
Título das contas;
Descrição ou histórico;
Valores das variações das contas.
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OS LANÇAMENTOS
• Classificação dos lançamentos:
– Lançamentos simples
– Lançamentos complexos
• 2ª fórmula: 1 débito, vários créditos
• 3ª fórmula: Vários débitos, 1 crédito
• 4ª Fórmula: Vários débitos, vários créditos.
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OS LANÇAMENTOS
•
•
•
•
Lançamentos de abertura/reabertura
Lançamentos correntes
Lancamentos de estorno
Lançamentos de regularização
– Lançamentos de rectificação
– Lançamentos de transferência
• Lançamento de encerramento
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OS LIVROS
• Livros obrigatórios (artº31 do CC):
–
–
–
–
–
Livro de Inventário e Balanços
Diário
Razão
Copiador
Livro de Actas
• Livros Facultativos
– Balancetes do Razão Geral, Diários auxiliares
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OS DOCUMENTOS
•
•
•
•
•
•
Nota de Encomenda;
Guia de Remessa;
A Factura;
Nota de Débito;
Nota de Crédito.
Letra (título de crédito)
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NORMALIZAÇÃO
Normalização Contabilística:definição de um conjunto
de princípios e critérios que deverão ser seguidos
genéricamente por todas as unidades económicas:
–
–
–
–
Quadro de contas
Regras de movimentação
Concepção dos diversos mapas
Regras de avaliação dos elementos patrimoniais
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NORMALIZAÇÃO
• Organismos existentes:
1 - Em Portugal:
– Comissão de normalização contabilística;
2 - A nível internacional:
– FASB - Financial Accounting Standards Board (GAAP´s)
– IASB (NIC´s)
– União Europeia
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NORMALIZAÇÃO
• Quatro fases distintas no recente processo de
normalização contabilística em Portugal:
– 1) até ao início da década de 70: ausência de
normalização contabilistica, com excepção de raros
processos de normalizações sectoriais.
– 2) DL 47/77 de 7 de Fevereiro: primeiro Plano Oficial
de Contabilidade;
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NORMALIZAÇÃO
• 3) 4ª Directiva comunitária: Revisão do Plano de Contas, em
vigor a partir de 1 de Janeiro de 1990.
• 4) Directiva Europeia nº 2003/51/CE e projecto iniciado em
Janeiro de 2003 pelo Conselho Geral da Comissão de
Normalização Contabilistica Portuguesa no sentido da
adopção progressiva das Normas Internacionais de
Contabilidade (NIC - IAS).
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
Conta 11 - Caixa:
– Âmbito: Segundo o POC a conta caixa “inclui os meios
líquidos de pagamento, tais como notas de banco, moedas
metálicas de curso legal, cheques e vales postais,
nacionais ou estrangeiros”.
Segundo a DC nº 14 e NIC nº 7 do IASB, define-se Caixa
como “o numerário e os depósitos bancários imediatamente
mobilizáveis”
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
– Movimentação:
Debitada
Creditada
Entrada de meios monetários
Saída de meios monetários
– Critérios de valorimetria: “ As disponibilidades em moeda
estrangeira são expressas no balanço final ao câmbio em
vigor à data.”
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
1. Diferenças de câmbio favoráveis
785 Dif. Câmbio Fav.
11 Caixa
X
X
2. Diferenças de câmbio desfavoráveis
11 Caixa
685 Dif. Câmbio desf.
X
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X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
– Contas divisionárias:
• 111 - Caixa A
• 112 - Caixa B
…….
• 119 - Transferências de caixa: Esta conta permite apurar os
movimentos existentes entre as diversas caixas e possibilita o
controle entre as mesmas.
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
111 – Caixa A
112 - Caixa B
X1
X2
119 – Trf de Caixa
X1
X2
X1- Transferência
X2 Recepção da Transferência
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
- Conferência do saldo
1. Falha
11 Caixa
698 OCPExtraoridnárias
X
X
2. Sobra
798 OPGextraordinários
11 Caixa
X
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X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
3. O tesoureiro é responsável
11 Caixa
2629 ODC-Op. C/ Pessoal
X
X
Reposição do valor em dívida
2629 ODC Op. c/ pessoal
X
11 Caixa
X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
12 - Conta de Depósitos à Ordem
- Âmbito: De acordo com o POC a conta de
depósitos à ordem “respeita aos meios líquidos de
pagamento existentes em contas à vista nas
instituições de crédito”.
- Movimentação:
12 Depósitos à ordem
Cheques emitidos
Saldo inicial
Depósitos efectuados
Transferênciaa p/ terceiros
Cobranças (títulos, cheques)
Transferências p/ outras contas de
depósitos
Transferências de terceiros
Juros vencidos pelos depósitos
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
O saldo da conta é devedor na contabilidade do depositante e credor
na do banco. No entanto, no caso da empresa acordar com o banco
um “descoberto bancário”, esta conta poderá apresentar um saldo
credor ou tal valor será transferido para a conta 231 - Empréstimos
bancários. Os juros suportados constituem um custo financeiro:
12 Depósitos à Ordem
X
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6811 CPF- Juros suportados
X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
Conta 13 – Depósitos a prazo
- Âmbito: Esta conta engloba os depósitos que só podem
ser movimentados após a data pré-fixada, sem
alterações da taxa de juro.
- Movimentação:
1 – Depósitos efectuados
11 Cx / 12 DO
13 Depósitos a. prazo
X
X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
2 – Levantamentos ou transferência de conta
13 Depósitos a prazo
12 Depósitos a ordem
X
X
3 –Vencimento dos juros
7811 Juros Dep. Bancários..
12 Depósitos à Ordem
X
X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
• Conta 15 - Títulos negociáveis:
– Âmbito: De acordo com o POC a conta 15 - Títulos
Negociáveis “inclui os títulos e partes de capital adquiridos
com o objectivo de aplicação de tesouraria de curto prazo”.
– Nesta conta registam-se as acções, as obrigações e títulos
de divida pública e outros títulos adquiridos, portanto, com
o objectivo mencionado.
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
• Conta 15 - Títulos negociáveis:
– Contas divisionárias: As subcontas 151 - Acções e 152 Obrigações e títulos de participação encontram-se divididas
de acordo com o tipo de relação existente entre a empresa
e as empresas emissoras dos títulos.
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
• 15X1 - Empresas do grupo
• 15X2 - Empresas associadas
• 15X3 - Outras empresas
Esta classificação resultou:
• da aplicação da 4ª Directiva;
• das disposições do Código das Sociedades Comerciais;
• da consolidação de contas.
Nota: Ver nota 7 do capítulo 2 - Considerações técnicas do POC
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
- Movimentação:
1 – Aquisição de títulos:
12 Depósitos à ordem
X
15 Títulos negociáveis
X
2 – Rendimento (juros/dividendos) dos títulos em carteira:
781 Juros/784 Rend. Part. De Cap..
X
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12 Dep. Ordem
X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
3 – V e n d a d o s títu lo s a d q u irid o s
3 .1 – A o p e ra ç ã o g e ra u m re s u lta d o p o s itiv o
1 1 C a ix a /1 2 D e p . O rd e m
787 PG F
X1
X2
X2
1 5 T ítu lo s n e g o c iá v e is
X1
X 1 - V a lo r d e A q u is iç ã o
X 2 – V a lo r V e n d a
V a lo r d e V e n d a > V a lo r d e a q u is iç ã o
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
3.2 – A operação gera um resultado negativo
11 Caixa/12 Dep. Ordem
X2
687 CPF
X1
X2
15 Títulos negociáveis
X1
X1 - Valor de Aquisição
X2 – Valor Venda
Valor de Venda < Valor de aquisição
Nota: No caso da operação gerar um resultado nulo, podemos creditar directamente a conta 15 Títulos negociáveis por contrapartida de uma conta de disponibilidades.
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
• Conta 18 - Outras aplicações de tesouraria
– Âmbito: Segundo o POC “compreende outros bens não
incluídos nas restantes contas desta classe, com
características de aplicação de tesouraria de CP”. Ex:
aplicações em obras de arte, metais e ou pedras preciosas,
antiguidades, etc.
– Movimentação: ver movimentação da conta 15 - Títulos
negociáveis.
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
• Conta 19 – Ajustamento de aplicações de
tesouraria• De acordo com o POC “esta conta serve para registar as diferenças
entre o custo de aquisição e o preço de mercado das aplicações de
tesouraria quando este for inferior àquele”
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
• Conta 19 – Ajustamento de aplicações de tesouraria•
• Esta conta distingue os títulos negociáveis na sub conta 195 e
a outras aplicações de tesouraria na sub conta 198
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
- Movimentação:
1 – Constituição ou reforço
19 Ajustam. de Aplic. de Tesouraria
X
684 Ajustam. de Aplicações Financeiras
X
2 – Reposição ou anulação
7881 Reversões de Ajustam.
de Aplic. de Tesouraria
X
19 Ajustam. de Aplic. de Tesouraria
X
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CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES
– Critérios de valorimetria: ponto 1.2 do Capítulo 5 do POC.
• I) A valorização será ao preço de aquisição, considerando este
como o preço de compra acrescido das despesas acessórias
suportadas na mesma
• II) Se o preço de aquisição for superior ao de mercado será este
o utilizado. Neste caso, a diferença será expressa na conta de
ajustamento para aplicações de tesouraria, a qual será reduzida
ou anulada quando deixarem de existir os motivos que a
originaram.
• III) Como método de custeio das saídas adoptam-se os
seguintes: Custo específico; Custo médio ponderado; FIFO;
LIFO.
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!
# $
%
Contabilidade Geral I
"
&
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 21 - Clientes
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “regista os movimentos
com os compradores de mercadorias, de produtos e de
serviços”. Nesta conta regista-se assim as relações da
empresa com as entidades que lhe compram mercadorias,
produtos e ou serviços, sejam eles sócios , pessoal, Estado
etc.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Contas divisionárias:
• Conta 211 Clientes c/c : Esta conta regista todas as dívidas de clientes
que não se encontrem representadas por títulos de crédito. Esta conta
será movimentada da seguinte forma:
211 Clientes c/c
Facturas emitidas
Pagamentos de clientes
Notas de débito
Saques de letras ou outros
Anulação de letras
títulos
Notas de crédito
Devoluções
Dívidas de cobrança duvidosa
Anulação adiantamentos
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 212 – Clientes – Títulos a receber: “inclui as dívidas de clientes
que estejam representadas por títulos ainda não vencidos.”
• Nesta rubrica são classificadas as letras aceites pelos clientes da
entidade.
Operações que podem ser realizadas no âmbito das letras:
Endosso
Recebimento do cliente ou recebimento bancário
Recâmbio/ Devolução
Protesto
Desconto
Reforma e / ou emissão de nova letra
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 218 – Clientes de cobrança duvidosa: Esta conta
regista as dívidas de clientes cuja cobrança se encontre
duvidosa.
211 Clientes c/c
X
218 – Clientes –de cob. duv.
X
Após este lançamento duas situações podem ocorrer:
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CLASSE 2 - TERCEIROS
1 - O Cliente líquida a sua dívida:
218 Clientes de cob.duv.
X
11 Caixa/12 D.ordem.
X
2- A dívida é considerada incobrável:
218 Clientes de cob.duv.
X
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692 Dívidas incobráveis.
X
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 28 – Ajustamento de Dívidas a Receber: Esta conta destina-se a
fazer face aos riscos da cobrança das dívidas de terceiros.
1. Constituição / Reforço
28- Ajustamentos de Dívidas a
a Receber
X
2. Anulação / Reposição
7722 Reversões de Ajustamentos
de Dívidas a Receber
X
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666 Ajustamentos de Dívidas a Receber
X
28- Ajustamentos de Dívidas a
a Receber
X
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 219 – Adiantamentos de clientes : Esta conta regista as
entregas feitas à empresa que sejam relativas a fornecimentos a
efectuar a terceiros, cujo preço não esteja previamente fixado”.
Temos neste caso um activo monetário.
1 –Pela entrega do adiantamento
219 Ad. Clientes
V
11 Cx/12 DO
V+IVA
2433 – IVA Liq.
IVA
V – Valor do adiantamento
Os adiantamentos estão sujeitos a IVA
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CLASSE 2 - TERCEIROS
2 – Pela emissão da factura, além do lançamento de venda
211 Clientes c/c
V + IVA
219 Ad. clientes
V
24341 IVA Reg. A f/ Emp
IVA
Os adiantamentos estão sujeitos a IVA
Quando o preço estiver fixado, o registo das entregas adiantadas é semelhante, utilizando-se
para o efeito a conta 269 Adiantamentos por conta de vendas. Trata-se neste caso de um activo
não monetário.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Critérios de valorimetria: ponto 2 do Capítulo 5 do POC.
• As operações em moeda estrangeira são registadas ao câmbio
da data considerada para a operação. À data do balanço, as
dívidas de e a terceiros resultantes dessas operações em relação
às quais não exista fixação ou garantia de câmbio, são
actualizadas com base no câmbio dessa data.
• As diferenças de câmbio resultantes da actualização são
reconhecidas como resultados do exercício (685 CPF e 785
PGF).
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CLASSE 2 - TERCEIROS
- Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados:
- Nota 3 – Indicação dos critérios valorimétricos adoptados relativamente
às dívidas a receber de clientes, das políticas contabilísticas utilizadas
quanto ao reconhecimento dos proveitos.
-
Nota 23 – Valor global das dívidas de cobrança duvidosa incluídas em
cada uma das rúbricas de terceiros constantes do Balanço.
-
Nota 26 – Indicação do valor global das dívidas títuladas de clientes,
quando a empresa tenha optado , de acordo com o ponto 2.10 do POC,
não efectuar qualquer lançamento contabilístico referente à titulação das
dívidas.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
-
Nota 31– Indicação das responsabilidades relativas a desconto de letras.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 22 - Fornecedores
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “regista os movimentos
com os vendedores de bens e serviços, com excepção dos
destinados ao imobilizado”.
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2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
– Contas divisionárias:
• Conta 221- Fornecedores c/c : Esta conta regista todas as dívidas
resultantes de aquisições já recepcionadas e conferidas e que não
estejam tituladas. Esta conta será movimentada da seguinte forma:
221 - Fornecedores c/c
Pagamentos
Facturas de fornecedores
V / Notas de crédito
V/ Notas de débito
Devoluções de compras
Anulação de letras
Aceite de letras
Anulação de adiantamentos
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 222 – Fornecedores títulos a pagar: “inclui as dívidas a
fornecedores que estejam representadas por letras ou outros títulos
de crédito.”
• Neste conta são classificadas as letras aceites pela entidade junto
de clientes. Esta conta movimenta-se pelo registo dos aceites,
pelos pagamentos efectuados, pela anulação de letras, ou pela
reforma e / ou aceitação de novas letras.
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 229 – Adiantamentos a fornecedores : Esta conta “regista as
entregas feitas pela empresa com relação a fornecimentos a efectuar
por terceiros, cujo preço não esteja previamente fixado.”. Temos neste
caso um activo monetário.
1 –Pela entrega do adiantamento
11 - Cx/12 DO.
V+IVA
2432 - IVA Ded.
IVA
229 - Ad. a Forn
V
V – Valor do adiantamento
Os adiantamentos estão sujeitos a IVA
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CLASSE 2 - TERCEIROS
2 – Pela recepção da factura, além do lançamento de compra
229 Ad. A Forn.
V
24342 IVA Reg. a f/ Estado
IVA
221 Fornecedores. c/c
V +IVA
Os adiantamentos estão sujeitos a IVA
Quando o preço estiver fixado, o registo das entregas adiantadas
é semelhante, utilizando-se para o efeito a conta 37 Adiantamentos por conta de compras. Trata-se neste caso de um
activo não monetário.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Critérios de valorimetria: ponto 2 do Capítulo 5 do POC.
• As operações em moeda estrangeira são registadas ao câmbio
da data considerada para a operação. À data do balanço, as
dívidas de e a terceiros resultantes dessas operações em relação
às quais não exista fixação ou garantia de câmbio, são
actualizadas com base no câmbio dessa data.
• As diferenças de câmbio resultantes da actualização são
reconhecidas como resultados do exercício (685 CPF e 785
PGF).
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CLASSE 2 - TERCEIROS
'
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(* +
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Contabilidade Geral I
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2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 23 - Empréstimos
– Âmbito: Segundo o POC “registam-se nesta conta os
empréstimos obtidos, com excepção dos incluídos na conta
25 - Accionistas (sócios).”
Os empréstimos podem classificar-se em:
• Empréstimos de funcionamento: estes empréstimos têm como
finalidade suprir insuficiências temporárias de tesouraria
resultantes da actividade corrente.
• Empréstimos de financiamento: estes empréstimos têm como
objectivo financiar um determinado investimento.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Empréstimos de Curto Prazo:os empréstimos são classificados
como de curto prazo quando o seu reembolso é exigido num
prazo inferior a 1 ano.
• Empréstimos de Médio e Longo Prazo: os empréstimos são
classificados a MLP quando o seu reembolso é exigido num
prazo superior a um ano.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
- Movimentação:
1 – Obtenção do empréstimo:
231 Empréstimo Bancário
12 Depósitos à Ordem
X
X
2 – Pagamento de juros:
12 Depósitos à Ordem..
6811 – Juros Suportados
X
X
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CLASSE 2 - TERCEIROS
3 – Amortização total ou parcial do empréstimo
12 Depósitos à Ordem..
X
231 Empréstimos Bancários
X
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Critérios de valorimetria: ponto 2 do Capítulo 5 do POC.
• Relativamente às diferenças de câmbio provenientes de
financiamentos destinados a imobilizações, admite-se que sejam
imputadas a estas somente durante o período em que tais
imobilizações estiverem em curso.
– Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados
– Nota 3 - Critérios de valorimetria adoptados relativamente aos
empréstimos obtidos em moeda estrangeira.
– Nota 11 - Indicação dos custos incorridos no exercício e
respeitantes a empréstimos obtidos quando tenham sido
capitalizados.
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Nota 26 - Valor global dos empréstimos obtidos que se
encontrem titulados, por rubrica do Balanço, quando nele não
estiverem evidenciado.
– Nota 29 - Valor dos empréstimos obtidos há mais de cinco anos.
– Nota 30 - Valor dos empréstimos obtidos cobertos por garantias
reais prestadas pela empresa.
– Nota 45 - Demonstração dos Resultados Financeiros.
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 27 - Acréscimos e diferimentos
– Âmbito: Esta conta “destina-se a permitir o registo dos
custos e dos proveitos nos exercícios a que respeitam”.
Esta conta visa aplicar o princípio contabilístico da
especialização ( ou acréscimo).
Os proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos ou
incorridos, independentemente do seu recebimento ou pagamento,
devendo incluir-se nas demonstrações financeiras dos períodos
a que respeitam.
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Contas divisionárias:
1 - Contas Activas:
• 271 - Acréscimo de Proveitos: Esta conta regista os proveitos
imputáveis ao exercício económico em curso, mas cuja receita
apenas ocorrerá no exercício ou exercícios seguintes. Ex: Juros
de depósitos a prazo, rendimentos de participações de capital.
• 272 - Custos Diferidos: Esta conta regista as despesas ocorridas
no exercício cujo consumo ou utilização se verificará em
exercícios posteriores.Ex:Rendas adiantadas, juros antecipados,
publicidade adiantada etc.
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
2 - Contas Passivas:
• 273 - Acréscimo de Custos: Esta conta regista os custos
imputáveis ao exercício económico, cujo documento justificativo
só é emitido no exercício seguinte. Ex: Consumos de água,
energia, telefone do último mês, Juros, Remunerações de férias e
subsídio de férias etc..
• 274 - Proveitos Diferidos: Esta conta compreende as receitas ou
rendimentos obtidos no exercício mas imputáveis a exercícios
seguintes. Ex: Rendas recebidas adiantadamente, Subsídios ao
investimento etc.
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2005/ 2006
A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE
1) Conceito de Imposto:
Imposto: “ Prestação patrimonial, definitiva, unilateral, estabelecida pela
lei, a favor de entidades que exerçam funções públicas, para satisfação
de fins públicos, que não constitui sanção de um acto ilícito, nem de
qualquer vínculo anterior”.
2) Tipologia dos Impostos:
2.1 - Impostos directos e indirectos
• Impostos directos: São directos os impostos que tributam manifestações
directas ou imediatas de riqueza (ex: IRS, IRC, imposto sobre sucessões
e doações, a contribuição autárquica, o imposto sobre veículos).
Contabilidade Geral I
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A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE
• Imposto indirecto: são indirectos os impostos que tributam
manifestações indirectas ou mediatas de riqueza (ex: o IVA e
impostos especiais sobre o consumo, imposto de selo).
2.2 - Imposto sobre o rendimento, património e despesa
• Impostos sobre o rendimento: Tributação sobre o rendimento,
definindo-se o rendimento como a diferença entre o património inicial
e final (teoria do acréscimo patrimonial). São impostos sobre o
rendimento o IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares) e o IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Colectivas).
Contabilidade Geral I
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A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE
• Impostos sobre o património: Impostos que incidem sobre a riqueza
adquirida. São impostos sobre o património, a sisa, o imposto sobre as
sucessões e doações, a contribuição autárquica, o imposto sobre
veículos.
• Impostos sobre o consumo ou despesa: Estes impostos caracterizam-se
por tributar a riqueza despendida no momento da aquisição de bens ou
ser viços. O principal imposto sobre a despesa é o IVA, existindo
também impostos especiais sobre o consumo, como o imposto s/ tabaco,
imposto automóvel, imposto s/ bebidas alcoólicas etc.
(Brás Carlos, Américo e outros; Guia dos Impostos em Portugal)
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A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE
• Conta 63 - Impostos: incluem-se a débito nesta conta , os
encargos com os vários impostos de conta da empresa, com
excepção dos impostos sobre o lucro.
Esta conta subdivide-se da seguinte forma:
– 631 - Impostos indirectos:
•
•
•
•
•
•
6311 - Direitos aduaneiros
6312 - Imposto s/ valor acrescentado
6313 - Imposto de selo
6314 - Impostos sobre transportes rodoviários
6317 - Taxas
6318 - Outros impostos
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A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE
– 632 - Impostos directos:
•
•
•
•
6321 - Contribuição autárquica
6322 - Imposto sobre sucessões e doações
6323 - Imposto especial sobre veículos
6324 Imposto municipal sobre veículos
Contabilidade Geral I
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• Conta 24 - Estado e Outros Entes Públicos
– Âmbito: Segundo o POC “registam-se exclusivamente as
relações com o Estado, autarquias locais e outros entes
públicos que tenham características de impostos e taxas”.
Assim, as dívidas com o Estado relacionadas com a
actividade corrente, financiamento e/ou transacções de
imobilizado deverão ser contabilizadas nas respectivas
contas da classe de terceiros.
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
Esta conta pode ser subdividida da seguinte forma:
•
•
•
•
•
•
•
2411 - Pagamentos por conta
2412 - Retenções efectuadas por terceiros
2413 - Imposto estimado
2414 - Imposto liquidado
2415 - Apuramento do imposto
2416 - Imposto a pagar
2417 - Imposto a recuperar
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CLASSE 2 - TERCEIROS
– Contas Divisionárias:
• 241 - Imposto sobre o Rendimento: A utilização desta conta
decorre da aplicação do código do I.R.C. Esta conta movimentase da seguinte forma:
241 Imposto sobre o rendimento
Pagamentos por conta
Estimativa do imposto
Retenções na fonte
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CLASSE 2 - TERCEIROS
Resultado Contabilístico
+ Variações patrimoniais positivas
- Variações patrimoniais negativas
+ Correcções ficais
Lucro Tributável
- Prejuízos Fiscais
-Benefícios Fiscais
Matéria Colectável
* Tx IRC
Colecta do IRC
- Deduções à colecta
- Pagamentos por conta
Imposto a pagar
Imposto a recuperar
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CLASSE 2 - TERCEIROS
- 2411- Pagamentos por conta: Esta subconta servirá para
evidenciar os pagamentos por conta efectuados nos termos dos
artigos 82º e 84º do CIRC.
121 Depósitos à ordem
X
2411- Pagamentos por conta
X
Valor da entrega = (85%/3)*(Colecta – Retenções na fonte)
- 2412 Retenções na fonte: Esta conta irá registar as retenções
efectuadas por terceiros relativamente a rendimentos de que a
empresa é titular (artº 75º e 76º do CIRC).
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
Classe 7
RB
11 Cx/12 DO
RL
2412 Retenções na fonte
Ret.
RB = rendimento ilíquido
RL = rendimento líquido
Ret. = retenção efectuada
- 2413 – Imposto Estimado: Esta conta regista a estimativa do
imposto sobre o rendimento que será devido no exercício
seguinte àquele a que o resultado contabilístico respeita.
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
2413 Imp. s/ Rendimento
86-Estimativa imposto
X
X
- 2414 Imposto liquidado: Esta conta irá evidenciar o montante
efectivamente devido à Fazenda Nacional. Na altura do
apuramento do imposto a pagar, o que ocorre no ano
seguinte ao do encerramento, o saldo da conta 2413
Estimativa de imposto é transferido para esta conta. Então
três situações podem ocorrer:
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
1) Imposto liquidado > Imposto estimado:
2414 –Imp. liquidado
6981.Ins. Est. Imposto
Est+Ins.
Ins.
2413 Est. imposto
Est.
Est – Estimativa de imposto
Ins. - Insuficiência de estimativa de imposto
2) Imposto liquidado = Imposto estimado
2414 –Imp. liquidado
X
2413 Est. imposto
X
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
3. Imposto liquidado < Imposto estimado
2414 –Imp. liquidado
Exc..
7981 Excesso Est..
Est.
Exc..
2413 Est. imposto
Est.
Transferência de saldo
Excesso de Estimativa
Est – Estimativa de imposto
Exc. - Excesso de estimativa de imposto
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
2411
2414
X1
X4
2413
X3
X3
2415
2412
X1
X2
X4
X2
2416 Imposto a pagar
2417 Imposto a recuperar
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• 242 - Retenção de impostos sobre rendimentos:Esta conta
regista “ a crédito o imposto que tenha sido retido na fonte
relativamente a rendimentos pagos a sujeitos passivos de IRC ou
IRS. As suas subcontas poderão ainda ser subdivididas
atendendo à natureza dos sujeitos passivos a que respeita a
retenção (IRC ou IRS) e às taxas utilizadas.”
–
–
–
–
2421 Trabalho dependente
2422 Trabalho independente
2423 Capitais
2424 Prediais
Esta conta credita-se pelo IRS ou IRC retido pela empresa sobre
rendimentos postos à disposição, e debita-se pela entrega do
imposto ao Estado.
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
A CONTABILIDADE E A FISCALIDADE
Esquema geral de apuramento do IRC
Exercício económico N
Final do exercício N
Exercício N+1
Pagamentos por
conta
Apuramento do
imposto
241 (Débito)
Estimativa do
Imposto
• imp. liquidado > imp. estimado Insuf..
• imposto liquidado = imposto estimado
• imp. liquidado < imp. estimado Excesso
Exercício N+1
Pagam. / Receb.
do imposto
•241 Scredor Pagmt
•241 Sdevedor Receb.
241 (Crédito)
Retenções na fonte
efectuadas por 3ºs
241 (Débito)
Contabilidade Geral I
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CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 243 - Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA):Segundo o POC
esta conta “destina-se a registar as situações decorrentes da aplicação
do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado”.
–
–
–
–
–
–
–
–
2431 - IVA suportado
2432 - IVA dedutível
2433 - IVA liquidado
2434 - IVA regularizações
2435 - IVA apuramento
2436 - IVA a pagar
2437 - IVA a recuperar
2438 - IVA reembolsos pedidos
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
Esquema geral de apuramento do IVA
Imposto
liquidado
-
2433
• Vendas mercadorias e
produtos;
• Prestações de serviços;
• Adiantamentos de clientes;
• Autoconsumos e operações
gratuitas.
Imposto
dedutível
Regularizações
de imposto
+/-
2432
• Compras mercadorias, MP;
• Compras de imobilizado;
• Compras de OBS;
• Adiantamentos a fornecedores.
Imposto
apurado
=
2434
2435
• Erros e omissões;
• Devoluções descontos e abatimentos;
• Anulação de recebimentos antecipados;
• Anulação de pagamentos antecipados;
• Créditos incobráveis;
• Roubos, sinistros, etc.
• Outros.
IVA
recuperar
2437
Contabilidade Geral I
IVA
a pagar
2436
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• 244 - Restantes impostos: Esta conta “recolhe outros impostos não
abrangidos nas rubricas anteriores”. Ex: Imposto de selo, sisa, quando
estes impostos estejam em dívida ao Estado.
• 245 - Contribuições para a Segurança Social: Esta subconta credita-se
pelas importâncias a entregar nas respectivas caixas de previdência, por
débito das subcontas da conta 64 Custos com o pessoal. A conta é
debitada pelo respectivo pagamento. (ver Processamento de Salários)
• 246 - Tributos das autarquias locais: Esta conta engloba as dívidas a
pagar resultantes de contribuições, impostos e taxas locais, que são
cobradas com autonomia ex: contribuição autárquica.
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• Conta 26 - Outros Devedores e Credores
– Âmbito: regista os movimentos realizados com terceiros
que não estejam abrangidos por qualquer das contas
anteriores. Trata-se de uma conta mista, na medida em que
agrupa elementos activos ou passivos:
– Contas divisionárias:
• 261 - Fornecedores de imobilizado: Esta conta regista as dívidas
resultantes de aquisição de imobilizado.
– 2611 Fornecedores c/c
– 2612 Fornecedores títulos a pagar
– 2619 - Adiantamentos a fornecedores de imobilizado.
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• 262 - Pessoal: Remunerações a pagar - Processamento dos
custos com o pessoal.
1ª fase: Processamento dos ordenados e outras remunerações:
2421
IRS
245
642
SS trabalhador
263
Valor bruto
Sindicatos
2621/2622
Valor Líquido
2623/2624
Adiantamentos
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
2ª fase:Processamento dos encargos sociais
645 - Encargos s/ rem.
Encargos p/
conta da emp.
245 Segurança Social
Encargos p/
conta da emp.
3ª fase: Pagamento das remunerações e descontos
2621/2622 Rem. a pagar
Contabilidade Geral I
11 Caixa/12 DO
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
2421
IRS
245
11 Caixa/ 12 DO
Valor dos
descontos
SS total
263
Sindicatos
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 2 - TERCEIROS
• 267 Consultores, assessores e intermediários: Honorários - Os
honorários correspondem a remunerações atribuídas a
trabalhadores independentes resultantes de serviços prestados
pontualmente ou em regime de avença.
62229 Honorários
Valor Bruto
2422 Trab. Ind.
IRS
Contabilidade Geral I
267 Consultores
Valor líquido
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
Noções Introdutórias:
1 - Bens armazenáveis, adquiridos ou produzidos pela empresa
que se destinam à venda ou a serem incorporados na
produção.
2 - Diferentes conceitos:
a - matérias primas; matérias subsidiarias; produtos em
curso; subprodutos e resíduos e produtos acabados =>
actividade industrial
b - mercadorias => actividade comercial
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
3 - Sistemas de Inventário:
1 - Sistema de Inventário Permanente (S.I.P.) conhecimento permanente dos stocks e do resultado das
vendas
2 - Sistema de Inventário Intermitente (S.I.I.) - apuramento
do custo das vendas e dos stocks no final do período,
através da contagem física das existências
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
\
1 - Sistema de Inventário Permanente (S.I.P.)
31 – Compras
1
2
21 – Clientes
3
22 – Fornecedores
1
71 – Vendas
32- Mercadorias
E.I.
2
4
61 – C.M.V.M.C.
3
4
1 - compras a crédito; 2 - transf. de compras para mercadorias; 3 - vendas a crédito;
4 - Custo da mercadoria vendida
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
2 - Sistema de Inventário Intermitente (S.I.I.)
31 – Compras
22 – Fornecedores
31 – Compras
22 – Fornecedores
1
1
saldo compras (*)
21 – Clientes
21 – Clientes
32 – Mercadorias
1
E.I.
saldo compras (*) C.M.V.M.C. (*)
1
71 – Vendas
61 – C.M.V.M.C.
71 – Vendas
2
2
2
2
C.M.V.M.C. (*)
1 - compras a crédito; 2 - vendas a crédito;
Contabilidade Geral I
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
No final do ano:
32 – Mercadorias
EI
CMVMC
61 – C.M.V..M.C
CMVMC
Saldo Compras
31 – Compras
Saldo Compras
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
4 - Fórmulas:
• Resultado bruto das vendas = V.L. - C.M.V.M.C.
• Vendas líquidas (V.L.) = vendas brutas - dev. Vendas descontos e abatimentos em vendas
• Compras líquidas (C.L.) = compras brutas - dev. compras descontos e abatimentos em compras
• Custo das mercadorias (C.M.V.M.C.) = E. iniciais + C.L. - E.
finais +/- regularizações em exist.
• Preço de Venda ( margem sobre o P.C. ou o P.V.)
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
5 - Valorimetria de Existências:
a - das entradas:
–
Custo Produção ou de aquisição: preço de custo + despesas de compra descontos comerciais obtidos
b - das saídas:
– Critérios com bas nos custos históricos:
Critérios
• Custo específico
• FIFO (First in First Out)
• LIFO (Last in First Out)
• Custo Médio POnderado
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
6 - Descontos e Abatimentos:
a - Financeiros - obtidos e concedidos em pgts. (p.p.)
b - Comerciais - rappel, bonus, desc. de quant.,de revenda, etc.
Classificação
Financeiros
Comerciais
Na factura – recibo (1)
Extra factura
Na factura (2)
Extra factura
Desc. Compras
Débito
Crédito
31
11/12 e 786
221
786
31
221
221
318
Desc. Vendas
Débito
Crédito
11/12 e 686
71
11/12 e 686
211
211
71
718
211
(1) - pelo montante ilíquido
(2) - pelo montante líquido
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
7 - Devoluções:
– Devoluções de compras
221 - Forenecedores c/c
31.7 Devoluções compras
X
X
2434 - IVA Reg. a favor Estado
X
– Devoluções de vendas:
717 - Devoluções de Vendas
211- Clientes c/c.
Contabilidade Geral I
2434 - Iva Reg. a favor Emp.
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
• Conta 31 - Compras
– Âmbito: Segundo o POC esta conta regista-se o custo das
aquisições de matérias primas e de bens armazenáveis
destinados a consumo ou venda. “Devem nela também ser
incluídas as despesas adicionais de compras. Esta conta
saldará, em todas as circunstâncias, por débito das contas
de existências.”
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
– Movimentação:
Debitada
Creditada
aquisição de bens armazenáveis
despesas em compras
descontos e abatimentos (comerciais)
devoluções de compras
transferência do saldo
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
– Contas divisionárias:
• dizem respeito às diversas espécies de existências que podem ser
adquiridas no exterior: mercadorias, matérias primas, subsidiarias e de
consumo.
• As contas 317 e 318 apresentam, contrariamente às restantes
saldo credor.
• A conta 317 regista as devoluções de compras.
• A conta 318 regista apenas os descontos e abatimentos comerciais
extra-factura.
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
• Conta 32 - Mercadorias
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “respeita aos bens
adquiridos pela empresa com destino a venda, desde que
não sejam objecto de trabalho posterior de natureza
indústrial.”
– Movimentação:
Debitada
Creditada
compras de mercadorias
custo das devoluções de vendas
custo das vendas de mercadorias
devoluções de compras
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
• Conta 33 - Produtos acabados e intermédios
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “incluí os principais bens
provenientes da actividade produtiva da empresa, assim como os
que embora normalmente reentrem no processo produtivo podem ser
objecto de venda.”
A sua movimentação faz-se apenas em SII, por contrapartida da
conta 81 Resultados Operacionais.
– Movimentação:
Saldo das E.I.
(2) Registo das E.F. pela 81
( 1) Trf. Das E.I. Para a 81
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
• Conta 37 - Adiantamentos por conta de compras
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “regista as entregas feitas pela
empresa relativas a compras cujo preço esteja previamente fixado”.
1 –Pela entrega do adiantamento
11 - Cx/12 DO.
V+IVA
2432 - IVA Ded.
IVA
37 – Adiant. compras
V
V – Valor do adiantamento
Os adiantamentos estão sujeitos a IVA
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
2 – Pela recepção da factura, além do lançamento de compra
37 – Adiant. compras
V
24342 IVA Reg. a f/ Estado
IVA
221 Fornecedores. c/c
V +IVA
Os adiantamentos estão sujeitos a IVA
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
• Conta 38 - Regularização de Existências
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “destina-se a servir de
contrapartida ao registo de quebras, sobras, saídas e entradas por
ofertas, bem como a quaisquer outras variações nas contas de
existências não derivadas de compras, vendas ou consumos.”
– Assim, a tipologia dos factos patrimoniais susceptíveis de registo
nesta conta será:
•
•
•
•
quebras e sobras de existências;
ofertas de existências;
Transferências de contas entre existências;
Transferência para e do imobilizado.
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
Quebras e Sobras de Existências:
- quebras e sobras normais - as verificadas com alguma regularidade e
resultantes do exercício da actividade, porque inerentes ao processo produtivo e/ou
ao manuseamento de certos bens;
- quebras e sobras anormais - as de verificação imprevisível, extraordinária e
resultantes de factos alheios ao exercício da actividade.
Movimentação:
- as quebras/ sobras normais podem sofrer dois tratamentos distintos:
(a) alteração das quantidades e do custo unitário, mantendo-se o valor global das
existências em armazém, não havendo lugar a qualquer lançamento;
(b) alteração das quantidades e do valor global, mantendo-se constante o custo
unitário, através de registo apropriado:
Quebras normais: débito - 656 quebras normais; crédito - 38 reg. Exist.
Sobras normais: débito - 38 Contabilidade
reg. Exist; crédito
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Geral I - 766 sobras normais.
CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
Quebras e Sobras de Existências:
Movimentação:
- as quebras/ sobras anormais têm o seguinte tratamento:
(a) No caso de uma quebra:
Quebras anormais: débito - 693x perdas em exist.; crédito - 38 reg. Exist.;
(b) No caso de uma sobra:
Sobras anormais: débito - 38 reg. Exist; crédito - 793x ganhos em exist..
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
Ofertas de Existências:
Movimentação:
- as ofertas têm o seguinte tratamento:
(a) No caso de ofertas a terceiros (clientes):
débito - 655 ofertas e amostras.;
crédito - 38 reg. Exist.;
(a) No caso de ofertas de terceiros (fornecedores):
débito - 38 reg. Exist.;
crédito - 765 ofertas e amostras.;
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
Transferências entre contas (de exist. e de e para imobilizado):
Movimentação:
- transferências entre contas de existências:
débito - 32/36 - mercadorias/matérias primas (de e para).;
crédito - 38 reg. Exist.;
- transferências para imobilizado:
débito - 42x - Imob. corpóreo.;
crédito - 38 reg. Exist.;
- transferências de imobilizado, pelo valor contabilístico:
débito - 38 reg. Exist.;
crédito - 42x - Imob. corpóreo.;
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CLASSE 3 - EXISTÊNCIAS
• Conta 39 – Ajustamentos de Existências
– Âmbito: Segundo o POC esta conta “ serve para registar as diferenças
relativas ao custo de aquisição ou de produção, resultantes da
aplicação dos critérios definidos na valorimetria das existências.
– Movimentação:
(a) constituição ou reforço: débito - 667 – Ajustamentos de Existências.;
crédito – 39x – Ajustamentos de Existências
(b) reposição ou anulação: débito - 39x - Ajustamentos de Existências;
crédito 7962 – Reversões de Ajustamentos de Existências
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Noções Introdutórias:
1 - Bens patrimoniais activos, corpóreos ou incorpóreos, que a empresa
utiliza como meios para a realização dos seus objectivos, e cujo o
carácter de permanência implica uma utilização superior a um ano.
2 - valorimetria:
a - registam-se pelo custo de aquisição ou produção, de acordo
com os critérios definidos para as existências. No caso de terem vida útil
limitada são objecto de amortizações.
b - os investimentos financeiros em partes de capital de filiais e
associadas podem registar-se pelo método do custo ou da equivalência
patrimonial.
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
1 - Aquisições e produção de imobilizado:
1 - Aquisição do Imobilizado:
4X - Imobilizado.
11/12/261/576*
X.
X.
Notas:
(a) - deve ter-se em conta que, à semelhança das existências, as despesas adicionais com a
aquisição acresce ao valor de compra;
(b) - No caso do Iva não ser dedutível, também deve ser acrescido ao valor de aquisição do
imobilizado - exº viaturas, aviões, motos, barcos, etc.
(*) no caso do imobilizado ter sido obtido por doação
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
(c) - No caso da aquisição de imóveis devem ser notadas duas situações:
- se o imóvel é para utilização própria ( 422) ou para arrendamento a terceiros,
constituindo um investimento financeiro (414);
- O valor do terreno tem que ser separado do valor do imóvel sendo registado em conta
própria (421), não sendo este objecto de amortização. No caso de não se conseguir separar o
seu valor utiliza-se supletivamente como critério que este diz respeito a 25% do valor total.
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Aquisições e produção de imobilizado:
2 - Produção de imobilizado - Trabalhos para a própria empresa:
(a) Durante a execução das obras registam -se os custos nas
respectivas contas de custos;
(b) No final de cada exercício apura-se o total dos custos
correspondentes a esse exercício e procede-se ao seguinte registo:
Débito - 44; Crédito - 754
(c) Aquando da conclusão da obra procede-se à transferência para a
respectiva conta de imobilizado, por contrapartida do saldo constante na
conta 44.
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
2 - Amortizações:
1 - resultam do desgaste físico e da obsolescência tecnológica dos
imobilizados.
2 - Critérios:
a - Rígidos - as quotas de amortização anual são fixadas à data de
aquisição e resultam apenas do factor tempo - Métodos das quotas constantes,
dígitos e das quotas degressivas.
b - Elásticos - as quotas são fixadas no final de cada período em função
de determinados acontecimentos (grau de utilização, preço de mercado, etc.) Método do desgaste funcional e da base dupla.
3 - Movimentação: Débito - 66x - Amortizações do Exercício
Crédito - 48x - Amortizações acumuladas.
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Amortizações:
1 - Método das Quotas constantes - pressupõem -se que o desgaste é directamente
proporcional ao tempo, ou seja, é constante o valor das quotas anuais de amortização:
Qt = V.aquisição - Valor Residual
n
Amortizações Acumuladas= t * Q
Valor Líquido = V. aquisição - Amortizações Acumuladas
com,
Qt - quota de amortização do período t;
n - anos de vida útil
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Amortizações:
2 - Método das quotas degressivas (quotas variáveis em progressão
geométrica):
Qt = Tx. Amort. quotas constantes * coeficientej * V líquido em t-1
o coeficiente é função da vida útil:
* 1,5 para uma vida útil inferior a 5 anos;
* 2 para uma vida útil entre 5 e 6 anos;
* 2,5 para vidas úteis superiores a 6 anos.
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Amortizações:
3 - Método do Desgaste funcional - proporcional à utilização:
Qt = q * ut
com V = nº de unidades de actividade, (KMs, Horas, etc.), para a vida útil
do bem; ut =nº de unidades de actividade no período t e q = quota por
unidade prevista,
assim,
q = V. aquisição - Valor Residual
V
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
3 - Alienações, sinistros e Abates de Imobilizado:
1 - Alienações de imobilizado
(a) Cálculo da mais ou menos valia:
+/- valia = V. venda - V. liquido contabilístico do bem
com V. líquido contabilístico = V. aquisição - Amort. acumuladas
(b) Registo contabilístico:
No caso de mais valia :
11/12/268
V.Venda
+ IVA
794 PGE
V. Venda
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2433 – IVA LIquidado
IVA
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
4X- Imobilizado.
794- PGE
V. Aq.
V. Aq.
48- Amort. Ac.
794- PGE
Am.Ac.
Am.Ac
Nota: no caso de uma menos valia utilizar a conta 694-perdas em imobilizações a débito.
2 - Abates de imobilizado - o registo faz-se da mesma forma, não existindo,
contudo nem valor de venda nem, consequentemente, IVA.
3 - Sinistros - o registo também se faz da mesma forma, podendo existir
indemnizações a receber do seguro, (mas não se incluí qualquer valor
de IVA).
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
4 - Investimentos financeiros em partes de capital em filiais e
associadas:
1 - Valorização dos investimentos financeiros
- POC 89
• Valorização inicial: as acções devem ser valorizadas inicialmente ao custo
de aquisição, incluindo os custos de transacção.
• Valorização subsequente:as acções podem ser valorizadas
subsquentemente ao custo de aquisição ou pelo método da equivalência
patrimonial
– DC nº 9/92
• Valorização inicial: Os investimentos em filiais e associadas devem ser
valorizados inicialmente ao custo de aquisição;
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
• Valorização subsequente: Deve-se aplicar :
– o método do custo se:
» existirem restrições severas e duradouras que prejudiquem
significativamente a capacidade de transferência de fundos para a empresa
detentora; ou,
» as partes de capital sejam adquiridas e detidas exclusivamente com a
finalidade de venda num futuro próximo.
– o método de equivalência patrimonial nos restantes casos.
– O método de equivalência patrimonial deve ser interrompido quando:
» a empresa deixa de ter controlo sobre a filial ou influência
significativa sobre a associada, mas mantenha o investimento;
» existem restrições severas e duradouras que prejudiquem
significativamente a capacidade de transferência de fundos para a
empresa detentora; ou,
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
» a participação do investidor nas perdas da filial ou associada igualar
ou exceder o valor do investimento.
– No método de equivalência patrimonial, pode observar-se uma diferença
entre o justo valor dos activos e passivos identificáveis à data de
aquisição e o custo de aquisição.
– Se tal diferença for negativa, ela deve ser sistemática e directamente
amortizada por contrapartida de custos e perdas financeiros;
– Se a diferença for positiva, não há que fazer qualquer movimento
contabilístico.
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Investimentos financeiros em partes de capital em filiais e
associadas:
2 - Método da equivalência patrimonial - consiste numa “correcção”
actualizada do valor da participação, quer por variações positivas quer
negativas do seu valor, na respectiva conta de registo dessas
participações.
3 - Movimentação, pelo método da equivalência patrimonial:
(a) aquisição - débito - 411; crédito - 11/ 12 / 268
(b) lucros imputáveis à participação, com base nas demonstrações
financeiras finais - débito - 411; crédito - 782
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Investimentos financeiros em partes de capital em filiais e
associadas:
3 - Movimentação, pelo método da equivalência patrimonial:
(c) prejuízos imputáveis à participação, com base nas demonstrações
financeiras finais - débito - 682; crédito - 411
(d) variações positivas nas rubricas de capital próprio da participada que
não respeitem a resultados - débito - 411; crédito - 553
(e) variações negativas nas rubricas de capital próprio da participada
que não respeitem a resultados - débito - 553; crédito - 411
(f) lucros atribuídos à participação - débito - 2523/ 2533 - dividendo liq.
- 2412 - retenção de imposto
- crédito
- 411
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Contabilidade Geral
I
CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Investimentos financeiros em partes de capital em filiais e
associadas:
3 - Movimentação, pelo método da equivalência patrimonial:
(f) lucros atribuídos à participação - débito - 2523/ 2533 - dividendo liq.
- 2412 - retenção de imposto
- crédito - 411 - dividendo ilíquido
(pela diferença entre os lucros imputáveis e os que lhe foram
atribuídos)
- débito - 59; - crédito - 552
(g) cobertura de prejuízos correspondente à participação
- débito - 411; - crédito - 2523/ 2533
Contabilidade Geral I
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Investimentos financeiros em partes de capital em filiais e
associadas:
3 - Movimentação, pelo método da equivalência patrimonial:
(f) ajustamento de transição do método do custo para o método da
equivalência patrimonial, no ano em que tal ocorre:
determina-se qual é o valor correspondente à fracção adquirida dos
capitais próprios da participada, comparando-o com o valor de aquisição
dessa participação (= V. aquisição - V. % Cap. Próprios da participada).
- Caso a diferença seja positivo - débito - 551;- crédito - 411,
- Caso a diferença seja negativa - débito - 411;- crédito - 551,
Contabilidade Geral I
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CLASSE 4 - IMOBILIZADO
Investimentos financeiros em partes de capital em filiais e
associadas - provisões:
No caso de haver lugar à constituição/ reforço e anulação de provisão para
investimentos financeiros em partes de capital em filiais e associadas há
que distinguir se os mesmos são registados pelo método do custo ou pelo
método da equivalência patrimonial.
Assim, no caso do método do custo temos:
1 - Constituição/ reforço da provisão - débito - 6843/ 6962 (*); crédito - 491
2 - Anulação/ redução - débito - 491; crédito - 7962
De acordo com o método da equivalência patrimonial temos:
1 - Constituição/ reforço da provisão - débito - 554; crédito - 491
(*) de acordo com a natureza do risco
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
A classe 5 representa os fundos aplicados pelos sócios ou
proprietários e os resultados não levantados ou distribuídos. O
capital próprio vai ser variável, aumentando com os lucros ou
diminuindo com os prejuízos. O capital próprio engloba:
Capital inicial
(Capital social)
Res. de lucros
Reservas
Res. de Capital
Capital adquirido
Res. de Reavaliação
R. Líquido
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
1 - Capital Social/Capital inicial: O capital inicial corresponde aos
fundos que os proprietários colocaram à disposição da
empresa na data de constituição.
2 - Capital adquirido: o capital adquirido correspomde aos
aumentos ou reduções resultantes da actividade da empresa.
2.1 Reservas de lucros: são constituídas à base dos
lucros alcançados pela empresa e não distribuídos.
2.2 Reservas de capital: resultam nomeadamente de
doações e subsídios obtidos.
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
2.3 Reservas de reavaliação: correspondem a
actualizações dos valores imobilizados da empresa.
De salientar ainda que as reservas se podem classificar em :
Res. Legais
Reservas obrigatórias
Res. Estatutárias
Res. Contratuais
Res. Livres
Reservas facultativas
Res. Especiais
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
Forma jurídica das empresas:
Empresas
Individuais
Comerciante em
nome individual
Estab. Ind. de
Respons. Limitada
em nome colectivo
Soc. Civis
simples
Empresas
Soc.
Comerciais
Empresas
Colectivas
Cooperativas
quotas
anónimas
comandita
Emp. Públicas
Contabilidade Geral I
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
Conta 51 - Capital:
– Âmbito: “ Relativamente às empresas sob a forma de
sociedade, esta conta respeita ao capital nominal
subscrito”.
– Movimentação: Em termos genéricos, pode-se dizer que
esta conta se movimenta da seguinte forma:
51 Capital
reduções de capital
capital nominal subscrito
aumentos de capital
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
– Subcontas:
• 511 Capital ordinário
– 5111 Capital subscrito
– 5112 subscrito e realizado
• 512 Capital privilegiado
– 5121 subscrito e não realizado
– 5122 subscrito e realizado
• 513 Capital amortizado
– 5131 sem fruição
– 5132 com fruição
Contabilidade Geral I
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
1 - Constituição
a) Sociedades por por quotas
i) subscrição do capital
5111 Capital sub. e não realizado
X
264 subscritores
X
ii) pelo pagamento do capital subscrito
264 subscritores
X
11/12 Dordem *
X
* A entrada também pode ser em espécie, debitando-se ou creditando-se as contas do activo ou passivo em causa
Contabilidade Geral I
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
iii) transferência entre contas do capital
5112 Capital subs. e realizado
5111 Capital subs. e não realizado
X
X
iv) Despesas de instalação
11/12 D ordem
431 Imob. incorpóreo
X
X
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
b) Sociedades anónimas
i) subscrição do capital
5111 Capital sub. e não realizado
VN acções
264 subscritores
VN acções
Se o valor de subscrição for acima do par
264 Subscritores
VN + P
5111 Capital subscrito
VN
Contabilidade Geral I
54 Prémios de emissão
P
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
ii) liberação das acções
264 subscritores
11/12 Dordem
X
X
iii) transferência entre contas do capital
5112 Capital subs. e realizado
X
5111 Capital subs. e não realizado
X
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
iv) Despesas de instalação
11/12 DO
431 Imob. incorpóreo
X
X
Contabilidade Geral I
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
2 – Aumento de capital
a) Aumento de capital por entradas em dinheiro
i) subscrição do capital
5111 Capital sub. e não realizado
VN acções
264 subscritores
VN acções
Se o valor de subscrição for acima do par
264 Subscritores
VN + P
5111 Capital subscrito
VN
54 Prémios de emissão
P
(artº 265º a269º e 373º a 389º do CSC)
Contabilidade Geral I
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
ii) liberação das acções
264 subscritores
11/12 Dordem
X
X
iii) transferência entre contas do capital
5112 Capital subs. e realizado
X
5111 Capital subs. e não realizado
X
Contabilidade Geral I
2005/ 2006
CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
b) Aumento de capital por incorporação de reservas:
5111 Capital sub. e não realizado
X
264 subscritores
X
264 Subscritores
56/57 Reservas
X
X
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
c) Transformação de dívidas em capital:
5111 Capital sub. e não realizado
X
264 subscritores
X
264 Subscritores
X
Contabilidade Geral I
26/22
X
2005/ 2006
CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
Relativamente a cada acção, podemos distinguir três conceitos:
– Valor nominal da acção: valor inscrito no título. A opção deste valor determina o
número de acções a emitir.
– Valor contabilístico da acção = Capital Próprio
nº de acções
– Valor de mercado da acção: valor que indica o montante por que cada acção
poderá ser transaccionada. No caso de empresas cotadas em Bolsa, o valor de
mercado é facilmente verificável pela sua cotação.
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
3 - Prestações suplementares vs Suprimentos:
i) Prestações suplementares: As prestações suplementares respeitam
a entradas de dinheiro, como reforço do capital social, que podem ser
exigidas por contrato aos sócios, ocupando uma posição intermédia entre
o capital e as reservas.
ii) Suprimentos: Empréstimo dos sócios ou accionistas à sociedade.
iii) Prestações suplementares vs suprimentos:
–
–
–
–
–
natureza patrimonial (Situação líquida/passivo);
objecto (só dinheiro/ bens fungíveis ou créditos);
exigibilidade (dependem da deliberação dos sócios / podem não depender);
Remuneração ( não vencem juros / podem vencer juros);
Reembolso (depende da integridade do capital social / não dependente).
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
4 - Aplicação de Resultados:Os lucros gerados pela empresa são
geralmente divididos pelos sócios proporcionalmente às suas
quotas-partes do capital social, depois de deduzidas as
importâncias destinadas à formação de reservas, gratificações,
podendo ainda adiar-se para o exercício seguinte a sua aplicação.
i) Transferência entre contas:
59 Res. Transitados
Lucro Líquido
88 Resultado Líquido
Lucro Líquido
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
Ou,
88 Resultado Líquido
Prejuízo
59 Res. Transitados
Prejuízo
ii) Aplicação:
1 – Constituição de reservas:
57X Reservas
59 Res. Transitados
X
X
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2 – Gratificações aos membros dos órgãos
sociais/pessoal:
2628/2629
59 Res. Transitados
X
X
Estes rendimentos ficam sujeitos a retenção na fonte:
2628/2629 ODC
VB
2421 RIR – Trab. Dep.
IRS
Contabilidade Geral I
11/12 D. Ordem
VL
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
3 – Distribuição de dividendos:
Na empresa participada:
i) Resultados atribuídos
25X3.1 Res.atribuídos
X
59 Res. Transitados
X
ii) Colocação à disposição:
25X4.1 Lucros disponíveis
X
25X3.1 Res.atribuídos
X
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
Na empresa participante:
i) Resultados atribuídos
78.4 Part. capital
25X3.2 Res.atribuídos
X
X
ii) Colocação à disposição:
25X3.2 Lucros disponíveis
X
25X4.2 Res.atribuídos
X
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
4 – Adiantamentos por conta de lucros:
Na empresa participada:
i) Adiantamento p/ conta de lucros
11/12 D. Ordem
25X2.1 Adiantamentos
X
X
ii) Anulação do adiantamento (aquando da
colocação à disposição):
25X2.1 Adiantamentos
X
25X4.1 Lucros disponíveis
X
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
Na empresa participante:
i) Adiantamento p/ conta de lucros
25X2.2 Adiantamentos
X
11/12 D. Ordem
X
ii) Anulação do adiantamento (aquando da
colocação à disposição):
25X4.2 Lucros disponíveis
X
25X2.2 Adiantamentos
X
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CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
- Anexo ao Balanço e Demonstração dos Resultados:
- Nota 35 – Forma como se realizou o CS e seus aumentos e reduções.
-
Nota 36 – Nº de acções de cada actegoria em que se divide o capital da
empresa e seu valor nominal.
-
Nota 37 – Participação no capital subscrito de cada uma das pessoas colectivas
que nele detenham pelo menos 20%.
-
Nota 38 Número e valor nominal das acções e quotas subscritas no capital,
durante o exercício, dentro dos limites do capital autorizado.
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2005/ 2006
CLASSE 5 - CAPITAL PRÓPRIO
- Nota 39 Variações das reservas de reavaliação.
- Nota 40 Explicitação e justificação dos movimentos ocorridos em cada uma
das rúbricas de CP.
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OPERAÇÕES FIM EXERCÍCIO
Balancete de
Verificação
Lançamentos de
Regularização
Balancete
Rectificado
Lançamentos de
Apuramento Res.
• Demonstração de Resultrados
•Demonstração por Funções
• Anexos
Contabilidade Geral I
Balancete de
Encerramento
Balanço
Lançamt de
fecho
Fim do
Trabalho
do Exerc.
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Lançamentos de Regularização
• Registo de diferenças encontradas: ex: diferenças de Cx, quebras,
sobras….
• Registo dos lançamentos de Acréscimos e Diferimentos;
• Lançamentos de constituição, reforço, anulação e reposição de
provisões;
• Registo das amortizações do exercício
• Rectificação das existências, no caso de utilização do SII
• Lançamento da Estimativa para imposto (IRC)
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2005/ 2006
BIBLIOGRAFIA
• Borges, António e outros; Elementos de Contabilidade Geral,
16ª edição, Rei dos Livros, 1998.
• Costa, Carlos Baptista da e Gabriel Correia Alves;
Contabilidade Financeira, 2ª edição, Vislis Editores, 1997.
• Viegas da Silva, Helder e Maria Adelaide Matos; Contabilidade
e Gestão, 1ª edição, Texto Editora, 1990.
• Bento, José e José Fernandes Machado; Plano Oficial de
Contabilidade Explicado, 26ª edição, Porto Editora, 2001.
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