SOLUÇÕES
BR
Nº 15 Ano 3 Setembro/Outubro 2004
MERCADO CONSUMIDOR
A eficiência pede passagem
nas estradas brasileiras
SOLUÇÕES
BR
P A L A
V R A
B
MERCADO CONSUMIDOR
R
QUALIDADE PARA
DAR E VENDER
A Petrobras Distribuidora
está se preparando com afinco
para ser uma referência nacional no serviço de transporte.
Queremos – e devemos – participar de todo o processo que
envolve a carga, o transporte e
a descarga de mercadorias até
nossos clientes. Para isso, até o
final de 2005, mais de dez mil
motoristas e cerca de 120
transportadoras serão beneficiados por um dos maiores programas de qualidade e capacitação da história do transporte
rodoviário no Brasil. O Salto de
Qualidade dos Transportes BR MARCO ANTONIO VAZ CAPUTE
tem o objetivo de reduzir aci- DIRETOR DE M ERCADO CONSUMIDOR
dentes nas estradas, através da
conscientização de caminhoneiros e empresários do setor, desenvolvendo novos comportamentos e atitudes diante da atividade do transporte dos combustíveis da BR. É um trabalho gigantesco, que envolve clientes, fornecedores, parceiros, consumidores, comunidades e órgãos competentes.
E já que o assunto é qualidade, não podemos nos esquecer
de mencionar a conquista, pelas gerências de aeroportos da
Petrobras Distribuidora do Rio de Janeiro, Salvador e Brasília, da
certificação Sistema de Gestão Integrada (SGI), concedida pela
Fundação Vanzollini. Agora, a Gerência de Produtos de Aviação
tem um total de quatro unidades diplomadas com o SGI – a
gerência de São Paulo já havia sido certificada no ano passado.
Mas a BR não pára por aí. Como toda grande companhia,
está em processo de renovação permanente, inclusive com o
lançamento de novos produtos. É o caso do Lubrax TecTurbo,
novo lubrificante para motores a diesel, que reduz o desgaste do
motor e aumenta o desempenho do veículo, proporcionando
maior economia.
Não deixe de ler, também, a entrevista com Gilson Scudeler,
piloto e dono da equipe Eco Petrobras Team, que já tem lugar
cativo na galeria dos maiores pilotos da história da motovelocidade no Brasil. Esta é apenas a primeira de uma série de entrevistas que publicaremos com atletas patrocinados pelo Sistema
Petrobras, um justo reconhecimento a alguns dos maiores nomes do esporte nacional.
M e s s a g e
f r o m
B R
QUALITY TO PROVIDE
AND TO SELL
Marco Antonio Vaz Capute
DIRECTOR OF CONSUMER MARKETING
Petrobrás Distribuidora is eagerly preparing to
become a domestic standard in transport service.
We want – and we should – to participate in the
complete process that involves cargo, transport and
the unloading of goods to our customers. In order
to manage that, by the end of 2005, more than
ten thousand drivers and about 120 carriers will
be benefited by one of the largest quality and training programs in the history of highway transport
in Brazil. This BR Transports Quality Leap has the
objective of reducing accidents on the highways,
through the understanding of truck drivers and
entrepreneurs of the sector, developing new behavior patterns and attitudes in the activity of the transportation of BR’s fuels. It is a gigantic task, which
involves customers, suppliers, partners, consumers,
communities and competent organs.
Since the subject is quality, we cannot forget to
mention the conquest, by the managementsteams
of airport Petrobrás Distributors of Rio de Janeiro,
Salvador and Brasília, for the certification System
of Integrated Administration (SGI), granted by the
Fundação Vanzollini. Now, the Management of
Aviation Products has a total of four units granted
a diploma with SGI – the management of São
Paulo had already been certified last year.
But BR doesn’t stop there. Like all great companies, the process of renewal is continuous, not
even counting the release of new products. Such is
the case of Lubrax TecTurbo, a new lubricant for
diesel engines, which reduces the wear on the motor
and increases the performance of the vehicle, providing greater economy.
Also, don’t miss reading the interview with Gilson Scudeler, driver and owner of the Eco Petrobrás Team, who already has reserved a place
among the best drivers in the history gallery of
motorcycle racing in Brazil. This is the first of a
series of interviews that we will publish with athletes sponsored by the Sistema Petrobrás, a just recognition of some of the biggest names in national sports.
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Gilson Scudeler – piloto de motovelocidade
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BR em Boa Cia.
José Afonso Assumpção – presidente da Lider Táxi Aéreo
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Asfalto-borracha dá um passeio
nas estradas brasileiras
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PRESIDENTE
Rodolfo Landim
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Qualidade de papel passado
BR Aviation patrocina o “Guia Rex”
de todos os pilotos
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DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA
Fernando José Cunha
DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR
Marco Antonio Vaz Capute
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Grandes Consumidores
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DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
Reinaldo José Belotti Vargas
Gerência de Campinas pulveriza seus limites
Onde tem Brasil tem CAIS
TecTurbo é sangue novo nos motores a diesel
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CONSELHO EDITORIAL
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Logística
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Sérgio Bandeira de Mello
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Produtos Químicos
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EDITOR
Claudio Fernandez
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BR Mania revela o dom da onipresença
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PRODUTORA GERAL
Eliana Rodrigues
Rede de Postos de Serviço
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GERENTE DE IMPRENSA
Carmen Navas
Reestruturação dá seus primeiros frutos
Um prêmio pintado de ouro
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Andurte de Barros Duarte Filho,
Alexandre Penna Rodrigues, Érica de Oliveira Saião,
Maria Amália Figueira de Melo Vasconcellos
e Hévila Aparecida Arbex
GERENTE DE COMUNICAÇÃO
Salto de Qualidade coloca o pé na estrada
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DIRETOR FINANCEIRO E DE SERVIÇOS
Nelson José Guitti Guimarães
Aviação
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MERCADO CONSUMIDOR
PUBLICAÇÃO DA PETROBRAS DISTRIBUIDORA S.A.
Asfalto
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BR
SOLUÇÕES
Entrevista
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REPÓRTERES
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Solucões Energéticas
GÁS NATURAL DOMINA O CENÁRIO NO ESPÍRITO SANTO
Max Marques / Talitha Gomes Ferraz
PROJETO GRÁFICO
Marcelo Pires Santana / Paula Barrenne de Artagão
DIAGRAMAÇÃO
Modal Informática
PRODUÇÃO GRÁFICA
Ruy Saraiva
FOTOS
Sumário
Adriana Lorete / Marcelo Carnaval
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REVISÃO
Dilson Simões
TIRAGEM
10 mil exemplares
P RODUZIDA P O R M A R G E M E D I T O R A E
I NSIGHT E NGENHARIA DE C OMUNICAÇÃO
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MARGEM EDITORA
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Marketing de relacionamento
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Opinião
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INSIGHT ENGENHARIA DE
COMUNICAÇÃO & MARKETING
Camarote BR – Uma boa tabelinha no Maracanã
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Dílson Ferreira – presidente-executivo da Abrafati
SOLUÇÕES
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Rua Barão do Flamengo, 22 / 601, Flamengo
CEP 22220-080, Rio de Janeiro, RJ
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Rua Sete de Setembro, 71/14o andar, Centro
CEP 20050-005, Rio de Janeiro, RJ
e-mail: [email protected]
SAC: 0800 789001
ENTREVISTA
UMA VIDA
SOBRE DUAS RODAS
GILSON SCUDELER
FOTOS: ARQUIVO ECO PETROBRAS TEAM
PILOTO DE MOTOVELOCIDADE
Dois títulos paulistas, dois
campeonatos portugueses, quatro
vezes campeão brasileiro — acaba
de conquistar o tricampeonato na
categoria 600 cilindradas. Este é
apenas um rápido resumo do
currículo de Gilson Scudeler, um dos
principais pilotos da história da
motovelocidade no Brasil. Nesta
entrevista, o piloto e dono da equipe
Eco Petrobras Team conta um pouco
da sua carreira e de suas conquistas.
Scudeler faz ainda uma análise do
atual estágio da motovelocidade no
país e da qualidade dos pilotos
nacionais. Fala também sobre o que
falta para os brasileiros
conquistarem maior espaço no
cenário internacional.
SOLUÇÕES
3
ENTREVISTA
bém algumas provas dos campeonatos espanhol e mundial de 600 cc.
Foi um ano muito instável, com alguns acidentes. Quebrei a clavícula
e tive dois traumatismos cranianos.
Soluções BR – Quando nasceu sua
paixão pela motovelocidade?
Gilson Scudeler – Esse amor
vem de criança. Com nove anos,
comecei a andar na garupa da moto
do meu irmão, uma 125 cilindradas. Aos poucos, ele foi me ensinando a pilotar. Quando comprou
uma 500 cc, acabei ficando com a
moto antiga.
Soluções BR – Como foi a transição deste período de amadorismo
para o profissionalismo?
Scudeler – Com 14 anos, não
perdia uma corrida na televisão. Fui
me envolvendo cada vez mais e passei a maturar a idéia de correr para
valer. Aos 16 anos, em uma primeira tentativa, meus pais não autorizaram que eu participasse de provas
oficiais. Como era menor de idade,
dependia dessa liberação. Fiquei bastante desapontado e quase desisti.
Aos 18 anos, fui acompanhar um
amigo que faria um treino em Interlagos. Peguei a moto e fiz uns testes.
Pronto! Foi amor à primeira volta.
Comprei uma 125 cc de corrida e
comecei a aprender tudo de mecânica, já me preparando para uma
carreira de piloto. Em 1986, o autódromo de Interlagos ficou fechado.
Só pude fazer minha estréia em
1987, no Campeonato Paulista de
Motovelocidade. Cheguei em segundo lugar na primeira corrida. Fui
campeão logo nesta primeira temporada, disputando a categoria 125
cc com outros 35 pilotos. Venci cinco etapas.
Soluções BR – Você tem uma sólida carreira internacional. Como começou esta trajetória?
Scudeler – Já em 1988, estimulado pelo meu bom início de carreira, tentei correr na Espanha. Busquei uma equipe, mas precisava de
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SOLUÇÕES
“AOS 18 ANOS, FUI
ACOMPANHAR UM AMIGO
QUE TINHA TESTES
MARCADOS EM
INTERLAGOS. ACABEI
DANDO ALGUMAS VOLTAS
DE MOTO NO CIRCUITO.
PRONTO! FOI AMOR À
PRIMEIRA VISTA”
muito dinheiro para conquistar uma
vaga e acabei voltando ao Brasil. Em
1993, fiz uma nova investida. No fim
do ano, disputei as três últimas etapas do Campeonato Espanhol de 600
cc, a Supersport. Fiz boas corridas e
acabei me projetando. No ano seguinte, fui contratado pela equipe
Motojornal para disputar o Campeonato Português, também na categoria 600 cc. Logo na primeira temporada, conquistei o título. Em 1995,
ainda em Portugal, passei para as
750 cc, a Superbike, e disputei tam-
Soluções BR – Este foi o momento
mais complicado da sua carreira?
Scudeler – Eu diria que foi um
período de muito desconforto. Passei todo o ano de 1996 afastado das
pistas, recuperando-me das lesões.
Mas o esforço valeu a pena. Em
1997, voltei a Portugal para disputar a temporada das mil cc, pela equipe Galp. Venci 11 das 13 corridas e
conquistei o título. Tive a oportunidade ainda de disputar algumas etapas do campeonato espanhol e também as 24 horas de Montjuic, em
Barcelona. No ano seguinte, retornei à Supersport em um momento
marcante da minha carreira, quando montei minha própria equipe. Infelizmente, foi um ano mais difícil do
que havia previsto. A Ducati estava
passando por uma grave crise financeira e suas motos apresentaram um
nível de qualidade muito baixo. Fiquei em quinto lugar no campeonato. Em 1999, já pilotando uma Honda, acabei como vice-campeão. Em
2000, acabei ficando de fora da temporada. Sofri um acidente nas 8
Horas de Estoril que me causou uma
lesão na coluna cervical. Foram quatro meses de recuperação, o maior
período que eu fiquei afastado das
corridas devido a um acidente. Então, em 2001, decidi voltar de vez
para o Brasil. Já tinha dois filhos pequenos e havia passado muito tempo fora do país.
Soluções BR – Por que temos tão
poucos pilotos brasileiros se destacando na motovelocidade internacional?
Scudeler – Para o piloto brasileiro, todo o processo acaba sendo
ENTREVISTA
“DECIDI VOLTAR AO BRASIL EM 2001. JÁ HAVIA PASSADO MUITO TEMPO FORA.
ALÉM DISSO, TINHA DOIS FILHOS PEQUENOS”
SOLUÇÕES
5
ENTREVISTA
“MUITAS EMPRESAS COMPREENDEM A IMPORTÂNCIA DE APOIAR O ESPORTE.
É O CASO DA PETROBRAS. É UM PRESTÍGIO MUITO GRANDE
PARA UM PILOTO CARREGAR ESTA MARCA”
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SOLUÇÕES
ENTREVISTA
muito romântico. Ele bota a moto nas
costas e sai pelo mundo em busca
de oportunidades. Nem sempre dá
certo. Falta uma estrutura maior, um
apoio consistente. Faltam também
profissionais com maior experiência
que orientem os mais jovens, alguém
com capacidade para pegar um iniciante, lapidar seu talento e transformá-lo em um grande piloto.
Soluções BR – Qual a sua avaliação sobre o nível atual da motovelocidade no Brasil?
Scudeler – De 2001 para cá,
houve uma grande transformação.
Os pilotos estão cada vez mais competitivos e as equipes vêm buscando
um nível cada vez maior de profissionalismo e qualidade. Há também
uma maior difusão na mídia. Toda a
estrutura está mais profissional. Sinto
falta apenas de um trabalho mais forte
de renovação. Deveríamos criar uma
categoria de cinco a onze anos para
estimular o surgimento de jovens talentos. Quanto mais cedo uma criança entra em contato com profissionais experientes maiores serão as
chances de se tornar um grande piloto no futuro.
Soluções BR – De maneira geral,
ainda falta apoio à motovelocidade
no Brasil?
Scudeler – Claro que se compararmos aos padrões internacionais, sim. Mas a situação melhorou bastante em relação ao que
acontecia há alguns anos. Muitas
empresas compreendem a importância de apoiar o esporte. Vamos
pegar como exemplo o próprio caso
da Petrobras. É um prestígio muito
grande para um piloto carregar
esta marca. A empresa vem dando
um grande apoio à motovelocidade. E quando falo de apoio me refiro também à sua contribuição
SOLUÇÕES
7
ENTREVISTA
para o desenvolvimento técnico do
esporte.
anos e já disputa a Copa Movistar
Junior, na Espanha.
Soluções BR – Hoje, quais são as
grandes promessas na categoria?
Scudeler – Há muitos nomes
bons surgindo na esteira deste processo de desenvolvimento da motovelocidade no país. Eu destaco, por
exemplo, o Gilson Romani, que tem
feito uma grande temporada nas 125
cc. Ele já conquistou seis dos sete
Grandes Prêmios realizados. Também nas 125 cc, tem um piloto muito bom da nossa equipe, o Philippe
Thiriet. Outro nome em ascensão é
Luiz Carlos Pinto. Ele tem apenas 14
Soluções BR – Hoje você se divide
entre as pistas e os escritórios, já que
é dono de sua própria equipe. Como
é essa experiência?
Scudeler – Esse foi um trabalho
iniciado em Portugal. Acho que ninguém melhor do que um piloto para
ter uma visão bem ampla do esporte
e da estrutura de uma equipe. Claro
que ainda tenho muita motivação
para pilotar e estou convicto de que
ainda sou muito competitivo nas pistas. Enquanto eu conseguir manter
este ritmo, vou continuar correndo.
Porém, nos últimos anos, além de
vencer provas, passei a ter também
outros objetivos em minha carreira.
É fundamental dar chance a novos
pilotos e contribuir para a renovação da motovelocidade no Brasil.
Com a minha experiência, acredito
que posso ajudar para a formação
de novos talentos, principalmente
com uma autonomia maior, gerindo
minha própria equipe.
Soluções BR – Como é a rotina de
dono de equipe?
Scudeler – Todo o trabalho é em
dobro. Às vezes, eu tenho a sensação
de que deveria estar ainda mais na
pista, treinando, testando o equipamento. Mas a porção empresário
toma um tempo grande. São seguidas reuniões com fornecedores, patrocinadores, além de toda a parte administrativa e de gestão financeira.
Soluções BR – Mesmo com esta
multiplicidade de funções, você tem
obtido excelentes resultados nos últimos anos. Qual o segredo?
Scudeler – De fato, as últimas
temporadas foram muito positivas.
Fui campeão brasileiro das 600 cc
em 2002 e 2003 e tenho boas
chances de conquistar o tricampeonato nesta temporada. Procuro me
dedicar ao máximo à pilotagem.
Como disse, amo este esporte e enquanto me sentir competitivo não
deixo as pistas.
Soluções BR – Seus filhos já dão
sinais dessa paixão pela motovelocidade?
Scudeler – Um deles, o de cinco anos, adora o esporte. Vê todas
as corridas. Se ele quiser se tornar
um piloto terá todo o meu apoio. Mas
o importante é que eles façam o que
gostam, independentemente de seguirem ou não os meus passos.
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SOLUÇÕES
BR EM BOA CIA.
ARQUIVO LÍDER TÁXI AÉREO
LIBERTAS
QUAE SERA TAMEN
A Inconfidência Mineira marcou um período importante na
história do Brasil e a frase Libertas quae sera tamen (Liberdade
ainda que tardia), junto com o triângulo vermelho que representa
a Santíssima Trindade, foi a bandeira deste movimento.
O
desfecho dessa história
todos já conhecem: o
movimento foi delatado
por um traidor, a maior parte de seus
integrantes foi condenada ao exílio
e o alferes Joaquim José da Silva
Xavier, o Tiradentes, acabou na forca. Mais tarde, o Brasil se tornaria
independente e a luta daquele movimento seria reconhecida nos livros
da história e o ideal de liberdade não
poderia mais ser evitado.
Passamos recentemente por um
processo eleitoral, no qual, mais uma
vez, a democracia foi exercida em
sua plenitude, relembrando o ideal de
Tiradentes. Entretanto, no mundo globalizado em que vivemos o que acontece do outro lado do planeta pode
ter repercussão em nosso país. No
caso da produção da indústria do petróleo, o impacto de uma alta nos preços dos barris ou até mesmo a queda
da produção no Oriente Médio podem colocar nossa economia, e até
mesmo nossa liberdade, em risco.
Apesar de ser um país privilegiado
em número de reservas naturais, se o
Brasil não contasse com uma empresa como a Petrobras, provavelmente
estaríamos bem mais vulneráveis às
oscilações impostas pela economia
mundial. A Petrobras é reconhecida
mundialmente pela sua eficiência, qualidade de produtos e serviços.
Para nós da aviação, a importância do controle de qualidade do combustível é fundamental, pois evita
problemas na operação das aeronaves, em seus motores e na sua conservação. A Líder tem na Petrobras
um parceiro imprescindível para
manter-se na posição de destaque
alcançada em mais de 46 anos de
atuação. Hoje, em nossa frota, contamos com 16 aviões voltados aos
serviços de táxi aéreo e transporte
aeromédico e 35 helicópteros destinados exclusivamente às operações
de offshore, que totalizam mais de
2.400 horas de vôo por mês.
Parcerias como esta são fundamentais para o êxito de uma companhia do porte da Líder. Em quase cinco décadas de história, nossa empresa consolidou sua missão de fornecer
soluções personalizadas em aviação
com segurança, agilidade e qualidade. A Líder mantém uma série de
unidades com o objetivo de prestar o
mais amplo atendimento a seus clientes. Dentre as áreas de negócio estão
José Afonso Assumpção, presidente
da Líder Táxi Aéreo
Vendas de Aeronaves, Seguros, Treinamento, Manutenção, Fretamento de
Aviões e Helicópteros, Atendimento
Aeroportuário e Ambulância Aérea.
Nos últimos 10 anos, a Líder foi a
empresa de aviação executiva da
América Latina que mais voou. Entre
vôos nacionais e internacionais, sua
frota de jatos já ultrapassou 48 milhões de quilômetros voados, o equivalente a quatro mil voltas ao redor
da Terra. Grande parte deste sucesso
depende da convivência com parceiros comprometidos com o nosso conceito de segurança, eficiência e qualidade em todos os serviços prestados. O Sistema Petrobras se encaixa
à perfeição neste figurino.
Movidos por ideais como os de
Tiradentes, constantemente aprimoramos nossos serviços, qualificamos
nossos colaboradores e investimos na
prevenção de acidentes. Porém, sem
o apoio de parceiros, como no caso,
da maior fornecedora de combustíveis e lubrificantes do país, estes investimentos não alcançariam resultados positivos.
Para nós da Líder contar com a
BR Aviation é saber que podemos
voar com mais liberdade.
SOLUÇÕES
9
ASFALTO
ASFALTO-BORRACHA
DÁ UM PASSEIO NAS
ESTRADAS BRASILEIRAS
Um novo tipo de asfalto está revolucionando a pavimentação rodoviária no país. Trata-se
do asfalto-borracha, um dos produtos desenvolvidos pela Petrobras Distribuidora. O
composto, que mistura asfalto com pneus triturados, tem sido usado em algumas das
mais importantes rodovias do país nas regiões sul e sudeste, com excelentes resultados.
10 SOLUÇÕES
ASFALTO
SOLUÇÕES
11
ASFALTO
A
Petrobras Distribuidora já
aplicou asfalto-borracha em
um trecho da BR-290, que
liga Porto Alegre a Uruguaiana, próximo à cidade de Pântano Grande.
Também fez obras na BR-386 — que
vai de Canoas ao noroeste gaúcho e
é a principal rota para o escoamento da safra agrícola — e na RS-122,
no contorno de Caxias do Sul. Esta
última estrada é responsável pelo escoamento de boa parte da produção
industrial do Rio Grande do Sul. Estas rodovias estão sob a gestão do
Consórcio Univias, responsável pela
administração de aproximadamente
mil km de estradas.
Na área da concessionária Concepa, a companhia está pavimentando outro trecho da BR-290, entre
Osório e Porto Alegre. Mais 20 km
de estradas deverão ser recapeados
até o fim do ano. O governo gaúcho
também contratou o recapeamento
com asfalto-borracha de 50 quilômetros na RS-471, que liga o Porto
do Rio Grande ao norte do estado,
contribuindo para desafogar o trânsito de caminhões na Grande Porto
Alegre. Além disso, a obra vai reduzir em aproximadamente 200 km a
ligação entre o noroeste do estado e
o Porto de Rio Grande.
O asfalto-borracha também tem
sido aplicado em estradas paulistas.
A Petrobras Distribuidora executou
obras em diversos trechos das rodovias SP-330, entre Araras e Porto
Ferreira, na SP-191 e na SP-075,
próximo a Itu. O produto foi utilizado ainda na SP-340, à altura da cidade de Casa Branca.
O asfalto-borracha é adequado
para rodovias de grande volume de
tráfego e apresenta muitas vantagens
em relação ao asfalto convencional:
é mais resistente ao envelhecimento, apresenta maior flexibilidade e
maior adesividade. Com o asfalto-
12 SOLUÇÕES
borracha é possível construir pavimentos mais resistentes à deformação (trilhas de roda) e à fadiga e
capazes de proporcionar baixo nível
de ruído, com melhores qualidades
de aderência e drenagem. Tudo isto
garante mais conforto e segurança
para os motoristas.
O asfalto-borracha também colabora com a preservação do meio
ambiente. Pneus velhos, inutilizáveis,
que sempre foram um problema
ecológico, são triturados para a fabricação do pó de borracha, que
entra na fórmula do produto. No Brasil, cerca de 30 milhões de pneus
são descartados a cada ano. O país
tem um passivo acumulado de 300
milhões de pneus. A utilização deste material como matéria-prima
para a fabricação do asfalto-borracha vai ajudar no cumprimento da
norma do Conselho Nacional do
Meio Ambiente (Conama), que determina, a partir de 2005, a reciclagem de cinco pneus para cada
quatro produzidos. Na aplicação de
apenas um quilômetro do asfaltoborracha são aproveitados cerca de
4.600 carcaças de pneus de automóveis de passeio.
HISTÓRIA
O uso do asfalto-borracha teve
início no Arizona, Estados Unidos,
em 1960. Seu inventor, Charles
McDonald, percebeu que os pneus
triturados poderiam dar mais flexibilidade ao asfalto. Atualmente, o
produto vem sendo cada vez mais
usado no mundo e padrões de qualidade foram desenvolvidos nos Estados Unidos e na Europa. “Os órgãos do setor nos Estados Unidos
consideram como asfalto-borracha
o composto que apresenta, pelo
menos, 18% de seu peso em borracha. Na Europa, essa relação é
de 15%. No Brasil, estamos utilizan-
do o padrão americano”, explica o
engenheiro Guilherme Edel, Gerente de Industrialização de Asfalto
da Petrobras Distribuidora.
O engenheiro Guilherme comandou o desenvolvimento do asfalto-borracha na companhia. As
primeiras experiências com o pro-
ASFALTO
duto no Brasil começaram em
2001. “Além de São Paulo e Rio
Grande do Sul, já usamos o produto em vários estados como Rio
de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Ceará e Minas”, diz Guilherme. A Petrobras Distribuidora acredita que a demanda por esse tipo
de asfalto deva aumentar muito nos
próximos anos.
Guilherme explica também que
a BR tem sido chamada para participar de projetos de recapeamento
de pistas perto de hospitais, porque
o asfalto-borracha reduz o ruído
dos pneus. “Foi o caso do nosso tra-
balho na SP-340. Na Pista Norte,
aplicamos o produto em mil metros em frente a um hospital, pois o
nível de ruídos é quatro vezes menor do que o gerado com o asfalto
convencional”, diz.
No Rio Grande do Sul, o consórcio Univias adotou o produto com
Trecho asfaltado pela Petrobras Distribuidora na RS-122, no contorno de Caxias do Sul
SOLUÇÕES
13
ASFALTO
Trecho da BR-290, próximo à cidade de Pântano Grande, no qual foi utilizado o asfalto-borracha
sucesso nas estradas sob sua administração. O engenheiro Paulo
Ruwer, gerente técnico da empresa,
afirma que teve conhecimento do
uso do asfalto-borracha nos Estados
Unidos. “Achamos logo que poderia
servir muito bem para as estradas
gaúchas, que têm tráfego pesado de
caminhões. Já aplicamos o material
em 54 quilômetros”, revela. A pa-
vimentação com asfalto borracha
apresenta custo final inferior em
mais de 10% às soluções convencionais, para a mesma durabilidade, o
que representa um atrativo adicional para as concessionárias ou órgãos públicos responsáveis pela
construção, administração e manutenção de rodovias e avenidas.
Em suma: o asfalto-borracha
apresenta as mais diversas vantagens. Para o usuário da rodovia e a
população em geral, representa
maior conforto e segurança. Para os
órgãos responsáveis pela manutenção das estradas, significa redução
de custos em comparação a outras
soluções para tráfego intenso. Além
disso, contribui para afastar uma séria ameaça ecológica.
JORGE PAULO MORO é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos, cuja missão é administrar a venda de asfaltos
e emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura se entrosar com as demais
áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected])
14 SOLUÇÕES
AVIAÇÃO
QUALIDADE
DE PAPEL PASSADO
Com a BR Aviation, é assim: qualidade e eficiência testadas, aprovadas e certificadas. As
gerências de aeroportos da Petrobras Distribuidora do Rio de Janeiro, de Salvador e de Brasília
conquistaram a certificação Sistema de Gestão Integrada (SGI), concedida pela Fundação
Vanzollini. Agora, a Gerência de Produtos de Aviação (GPA) tem quatro unidades diplomadas
com o SGI — no ano passado, foi certificada a Gerência de Aeroporto de São Paulo (GASP).
SOLUÇÕES
15
AVIAÇÃO
“Esta conquista veio coroar um
esforço da companhia, sempre preocupada com o contínuo aprimoramento de suas normas de segurança, o controle da qualidade de
seus produtos e serviços e a preservação do meio ambiente”, afirma o gerente interino de Segurança, Meio Ambiente e Saúde de Aviação (GSMSA), Luiz Henrique Perez de Almeida.
O SGI engloba três importantes
certificados simultaneamente, baseados nas seguintes normas: o ISO
9001/2000, que atesta a qualidade
de produtos e serviços oferecidos; o
ISO 14.001/1996, relacionado aos
padrões de proteção ao meio ambiente; e o OHSAS 18.000/1999, referente aos processos de segurança
das instalações e à saúde ocupacional dos trabalhadores.
Luiz Henrique afirma que a busca pela qualidade sempre foi uma
obsessão na Petrobras Distribuidora.
O setor de aviação é regido por ri-
gorosas normas internacionais e todas as distribuidoras da área têm de
passar por auditorias periódicas de
seus clientes. “Nossa eficiência e
qualidade são constantemente reconhecidas pelas empresas aéreas, inclusive internacionais, como American Airlines, Air France, Lufthansa e
United Airlines, dentre outros clientes que escolheram preferencialmente a BR Aviation para abastecer suas
aeronaves”, diz.
Eficiência rima com market share. Em 2003, a BR detinha 55,6%
do mercado de produtos de aviação.
Neste ano, chegou a 57,5%. A BR
Aviation deverá atingir em 2004 vendas totais de 2,4 bilhões de litros de
combustível — querosene e gasolina de aviação, entregues às diversas aeronaves que operam no país.
Atingir padrões de qualidade em
nível internacional é um trabalho de
Hércules. Para cumprir a tarefa, a BR
Aviation procura adotar normas e procedimentos que garantam a perfeita
Caminhão-tanque da BR Aviation em operação no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro
16 SOLUÇÕES
qualidade dos combustíveis oferecidos, sobretudo, do querosene de aviação. A segurança é outro aspecto
que nunca sai de vista. “Nossas operações de recebimento, armazenagem e, principalmente, abastecimento
de aeronaves são totalmente controladas e executadas obedecendo rigorosos procedimentos de segurança,
que garantem a integridade dos serviços”, explica Luiz Henrique.
A companhia também fez um levantamento dos aspectos e impactos
referentes à Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) e uma análise da
legislação aplicável. Outra missão foi
preparar um plano de atendimento a
emergências e melhorar a comunicação entre clientes, fornecedores,
empregados, acionistas e a comunidade envolvida. “Nossa grande meta
agora é alinhar estes processos aos
critérios do Prêmio Nacional de Qualidade e disseminar o SGI para toda
a nossa rede de instalações em aeroportos no país”, afirma.
AVIAÇÃO
REQUISITOS
O trabalho de adequação da
Gerência de Salvador começou há
cerca de um ano. A unidade reuniu toda a documentação exigida,
como certificado do Corpo de Bombeiros e de órgãos estadual, municipal e federal de meio ambiente.
“Estes documentos atestam que
nossas instalações e procedimentos
estão de acordo com os padrões de
segurança. Além disso, promovemos cursos de treinamento de pessoal, ensinando o empregado a
evitar acidentes e a identificar práticas fora dos padrões da BR e como
corrigi-las. Simulamos também várias situações de emergência”, explica Cláudio Portes, gerente da BR
Aviation no aeroporto de Salvador.
Em Brasília, as instalações da BR
Aviation foram adequadas para
atender às leis ambientais. As áreas
de carga e descarga de combustível receberam canaletas de contenção, que impedem a contaminação
do solo em caso de eventual vazamento. “Todos os tanques e as válvulas dispõem deste sistema. Qualquer substância cai direto nas canaletas, que conduzem o produto
derramado para um separador de
água e óleo. Desta forma, não há
qualquer poluição do meio ambiente”, afirma Ernesto Denti, responsável pela Gerência de Aeroporto
na capital federal.
A gerência promove ainda controle regular das emissões de fumaça de seus veículos. Também adotou o sistema de coleta seletiva do
lixo. Outra preocupação é economizar água e luz. “Adotamos torneiras com botões automáticos para
evitar desperdício de água”, conta
Ernesto Denti.
Os resíduos e lixo produzidos são
coletados por empresas credenciadas e com notória experiência no
mercado. “Nossos resíduos não podem ser enviados para locais inapropriados. Eles têm uma destinação
conhecida e seguem a legislação”,
explica Denti.
RIO DE JANEIRO
Em fevereiro deste ano, o presidente da BR, Rodolfo Landim, esteve
nossos profissionais. Foi realmente
um trabalho de equipe”, diz Carlos
Rodrigues, responsável pela GASP.
Em 2003, a gerência recebeu a certificação pelas três normas que compõem o SGI.
O reconhecimento não foi sinônimo de acomodação. A gerência
vem desenvolvendo melhorias con-
MAIS 13 AEROPORTOS COM OPERAÇÃO DA BR AVIATION
ESTÃO SENDO ADAPTADOS PARA RECEBER O SGI
nas instalações da BR Aviation para
conferir pessoalmente os resultados
do Programa de Segurança de Processos (PSP) implantado pela Gerência de Aeroportos do Rio de Janeiro.
O principal objetivo do projeto é identificar através do próprio empregado
desvios que possam gerar falhas de
processos em um trabalho permanente de condicionamento e tomada de
decisões com agilidade e eficiência.
A gerência foi adequada à política de
segurança, meio ambiente e saúde
adotada pelo Sistema Petrobras.
“Focamos nossa atuação no treinamento de pessoal, principalmente nas questões ligadas ao meio
ambiente e à saúde. Quando as
pessoas sabem qual a forma correta de agir, os riscos de acidentes
são expressivamente reduzidos”,
diz José Carlos Braz, gerente do
Aeroporto do Rio de Janeiro.
SÃO PAULO
A Gerência de Aeroporto São
Paulo (GASP) iniciou seu processo de
qualificação em agosto de 1997,
quando foi certificada com a ISO
9002/94. Em 2002, a unidade implantou o Sistema de Gestão Integrada. “Este processo contou com o
empenho e o esforço de todos os
tínuas em questões como o gerenciamento de resíduos, o controle de
emissões e a coleta seletiva. Também
vem aperfeiçoando seus sistemas de
segregação de produtos inflamáveis.
Os cuidados envolvem ainda a saúde dos funcionários. A GASP passou
a utilizar equipamentos ergonômicos
e a oferecer sessões de ginásticas.
“Conseguimos ainda reduzir o índice de incidentes com o apoio do
DDSMS — diálogo diário de segurança, saúde e meio ambiente. Criamos também um Plano de Contingência, com a constante melhoria dos
equipamentos de proteção ambiental utilizados para evitar vazamentos
de QAV-1", explica Carlos Rodrigues.
“Há anos, realizo visitas técnicas
nos pontos de atendimento da Petrobras no Brasil e posso assegurar que
a qualidade nos serviços prestados
tem melhorado constantemente. Prova disso são os aeroportos certificados pelas normas de Qualidade,
Meio Ambiente e Saúde e Segurança. Com a implantação das normas
de SMS, a BR Aviation consolida sua
qualidade internacional que almeja,
sempre respeitando e cuidando do
meio ambiente”, diz Adalto G. Junior, do Departamento de Combustíveis da TAM Linhas Aéreas.
SOLUÇÕES
17
AVIAÇÃO
BR AVIATION
PATROCINA O “GUIA REX”
DE TODOS OS PILOTOS
Os aviadores brasileiros agradecem. No fim do ano, eles vão ganhar o guia Pistas do Litoral BR
Aviation, um completo mapeamento das pistas de pouso e dos sítios de vôo existentes nos nove
mil quilômetros de litoral brasileiro, em um raio de cinco milhas. O trabalho está sendo
executado através de uma parceria entre a Petrobras Distribuidora e a revista Freqüência Livre,
publicação focada no setor de aviação.
FOTOS: ARQUIVO REVISTA FREQÜÊNCIA LIVRE
Um monomotor Corisco tem sido usado no trabalho de mapeamento das pistas
18 SOLUÇÕES
AVIAÇÃO
A
iniciativa disponibilizará aos
pilotos um guia completo,
com detalhes sobre as dimensões e as características de cada pista, além de informações sobre a infra-estrutura da região, o que inclui
hospedagem, abastecimento e alimentação. “Atualmente, o Brasil detém mais de 2000 aeródromos, dos
quais aproximadamente 35% são públicos. Ou seja, há cerca de 1.300
aeródromos privados no país, muitos
deles ao longo do litoral brasileiro. O
projeto permitirá um mapeamento
completo de todos os campos de pousos do litoral, reunindo informações
fundamentais aos pilotos, sobretudo
em casos de emergência”, diz Érica
Saião, gerente de Planejamento e
Suporte à Gestão de Aviação (GPSA).
Érica acredita que a iniciativa
será também um importante instrumento de relacionamento para a BR.
“O projeto prevê a realização de coquetéis promocionais em algumas
das localidades visitadas, nas quais
nossa equipe comercial estará recebendo os clientes. Esses eventos
são oportunidades para estreitarmos
o relacionamento com nossos clientes atuais e prospectarmos novas
parcerias”, afirma.
O guia Pistas do Litoral BR Aviation incluirá também coordenadas
geográficas, GPS, imagens de satélite e dados sobre a região onde está
localizada a pista. Segundo o aviador Antônio Carlos Juca Fernandes,
editor da revista, a idéia do estudo
surgiu durante uma viagem ao sul
da Bahia. “Encontrei uma pista que
nunca tinha visto. E olha que já viajei
muito pelo Brasil”, conta.
Antônio Carlos Juca Fernandes, editor do guia Pistas do Litoral BR Aviation
O trabalho de coleta das informações começou em abril, na cidade de Hermenegildo, no Rio Grande do Sul. A apuração dos dados
deverá terminar em novembro, em
Cabo Orange, no Amapá, perto da
fronteira com a Guiana Francesa.
Segundo Juca, já foram catalogados
56 sítios de vôo até a Região dos
Lagos, no Rio de Janeiro.
Trata-se de um trabalho que envolve algumas peripécias e até cer-
Na tarefa de mapeamento das
pistas está sendo usado um monomotor Corisco, que comporta quatro pessoas. O avião pertence a
Juca e tem autonomia de quatro
horas e meia e alcance de mil quilômetros. Chamado de Perdigueiro
pelo proprietário — “é um verdadeiro farejador de notícias” —, a
aeronave ostenta uma pintura peculiar, com o focinho de um cão
no bico, que atrai a atenção das
O GUIA INCLUIRÁ COORDENADAS GEOGRÁFICAS
E IMAGENS DE SATÉLITE DAS PISTAS CATALOGADAS
tos riscos. “No sul de Santa Catarina fomos recebidos por um segurança armado com uma carabina.
Tive que explicar o meu trabalho ao
dono da propriedade e tudo ficou
resolvido”, conta Juca.
pessoas nos aeródromos e aeroportos do país.
O guia deverá ser lançado em
um coquetel, em dezembro, na
sede da revista Freqüência Livre,
em São Paulo.
EDIMILSON ANTONIO DATO SANT’ANNA é o titular da Gerência de Aviação, cuja missão é distribuir produtos
de aviação Petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. A unidade tem
como objetivo garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade
social. ([email protected])
SOLUÇÕES
19
GRANDES CONSUMIDORES
Planta industrial da Usina Alta Mogiana, cliente da GRCCAM
20 SOLUÇÕES
LIMITES
GERALDO FALCÃO/PETROBRAS
GERÊNCIA
DE CAMPINAS
PULVERIZA SEUS
GRANDES CONSUMIDORES
A
força de vendas é uma das
marcas da Petrobras Distribuidora. Que o diga a Gerência Regional de Consumidores de
Campinas (GRCCAM), ligada à Gerência de Grandes Consumidores
(GGC). Por dois meses consecutivos, a unidade quebrou seu recorde de vendas de óleo diesel. Em julho, comercializou 75 milhões de
litros; em agosto, 84 milhões de litros. A marca anterior, de 72 milhões litros de diesel, era de outubro de 2002.
“São resultados bastante expressivos. Estamos vivendo um segundo
semestre de recordes. As vendas
cresceram cerca de 50% em relação aos mesmos meses de 2003.
Projetamos um aumento de 30% na
receita total em 2004. O nosso melhor ano em vendas de diesel havia
sido 2002, com um total de 651
milhões de litros. Neste ano, devemos chegar a 760 milhões”, diz Luis
Marcelo Freitas, responsável pela
GRCCAM.
A gerência atua no interior de São
Paulo, no sul de Minas Gerais, na
região do Triângulo Mineiro, além do
sul de Goiás. Trata-se de um mercado bastante diversificado, mas com
predominância das atividades ligadas
ao agronegócio, voltadas, sobretudo,
para a exportação. Um exemplo é a
Alta Mogiana, usina de álcool e açúcar que fica na região de Ribeirão
Preto (SP). A empresa é cliente da
BR há mais de 20 anos.
“O interior de São Paulo concentra o grande mercado produtor e
processador de açúcar, de álcool e
de suco de laranja do país. Existem
ainda outras culturas importantes
como algodão, milho, soja e amendoim. Também há uma forte atividade pecuária na região, que sedia
alguns dos principais frigoríficos do
Brasil”, diz Luis Marcelo.
SOLUÇÕES
21
GRANDES CONSUMIDORES
A gerência espera fechar o ano
com uma venda total de combustível — diesel, óleo combustível, gasolina e álcool — da ordem de 1,4
bilhão de litros e um faturamento
superior a R$ 1 bilhão. A unidade
tem um market share de 38% na
região em que atua. Esses números
representam a liderança absoluta
em um dos mercados de maior concorrência do país.
“A atuação da equipe de vendas
é a chave para a manutenção da liderança de mercado. Seja com a
presença física, seja com o pronto
atendimento das demandas via internet, fax, telefone ou qualquer meio
de comunicação, seja com as ações
de marketing de relacionamento.
Nossa força de vendas é o que faz a
diferença entre a BR e os seus concorrentes”, afirma Luis Marcelo.
ATIVIDADE INDUSTRIAL
Além do agronegócio, existe uma
forte indústria petroquímica na área
de atuação da GRCCAM, a começar
pela Refinaria de Paulínia (Replan), a
maior do país. Há ainda fábricas de
papel e celulose e uma importante
concentração de mineradoras, notadamente no sul de Minas Gerais.
Um dos trabalhos mais importantes da gerência é o atendimento ao
segmento de Transportador Revendedor Retalhista (TRR), que movimenta o equivalente a 40% do mercado de diesel da GRCCAM. Outros 30% das vendas vão para as
transportadoras de cargas e passageiros. O setor industrial envolve
26% das vendas. O restante se refere ao fornecimento de diesel a
órgãos do governo.
“Essa divisão do mercado de diesel é uma das características marcantes da área de atuação da GRCCAM.
Em outras regiões, o segmento de
transporte tem um papel preponderante na comercialização de diesel. Mas,
no nosso caso, as vendas são bastante
divididas”, conta Luis Marcelo.
Adenauer Donizete Isaac e Celso Valotti (em pé) e Klaus Nolte, Marco Antônio Vieira e Luís Marcelo
Motta de Assumpção Freitas (sentados), gerentes que comandam as áreas de negócio da GRCCAM
22 SOLUÇÕES
A Gerência de Campinas é formada por mais de 40 profissionais,
entre gerentes, assessores comerciais, profissionais de venda e de suporte técnico e áreas de apoio a vendas. A GRCCAM é dividida em três
gerências de vendas — Campinas
(GVCCAM), Ribeirão Preto (GVCRIP)
e Bauru (GVCBAU). Há ainda três
coordenações: vendas de Centrais
Avançadas de Inspeção e Serviços
(CAIS) e de Controle Total de Frotas
(CTF), suporte técnico e suporte a
negócios.
O perfil das vendas da GRCCAM
vem passando por mudanças nos últimos anos em virtude da chegada
do gás natural ao interior de São
Paulo. Há cerca de quatro anos, o
óleo combustível representava 65%
do total comercializado. Neste ano,
a participação do produto cairá para
cerca de 38%. “O óleo diesel assumiu a condição de principal produto
comercializado pela GRCCAM a partir deste ano. Pela nossa projeção,
vai representar 55% das vendas até
o fim do ano. Há quatro anos, este
índice não passava dos 28%”, diz Luis
Marcelo.
O gerente explica que a carteira
de clientes era formada essencialmente por indústrias, grandes consumidoras de óleo combustível. Aos
poucos, entretanto, a unidade modificou seu foco de atuação, em busca
de uma diversificação com um maior número de clientes de porte menor. “Isso é fruto de um trabalho concentrado no segmento de transporte, mas também voltado para indústrias consumidoras de óleo diesel e
para os TRR.”
Nos últimos quatro anos, a venda de diesel ao segmento de transporte triplicou. No segmento de TRR,
cresceu 100%. “Estamos com o foco
voltado para o mercado de diesel
como forma de buscar uma compen-
ARQUIVO RIPASA
GRANDES CONSUMIDORES
Complexo industrial da Ripasa, um dos clientes atendidos pela Gerência de Campinas
sação pela já prevista substituição do
óleo combustível pelo gás na região”,
explica Luis Marcelo.
Ao lado de um grande produto,
sempre um serviço eficaz. A GRCCAM
tem procurado ampliar o escopo de
serviços oferecidos aos clientes, em
especial ao segmento de transporte.
Entre eles, o CTF, responsável pela
venda de cinco milhões de litros de
combustíveis por mês.
Outra razão para o êxito da
GRCCAM é a reunião mensal de
análise crítica entre os gerentes. No
encontro, ocorre uma avaliação dos
resultados comerciais, das ações de
marketing, da gestão de pessoas e
de processos.
CONCORRÊNCIA
A GRCCAM opera em um mercado considerado o mais competitivo
do país, pela presença das diversas
distribuidoras instaladas no pólo de
Paulínia. “Atraídas pela Replan, temos
atualmente mais de 60 distribuidoras
comprando diesel regularmente e distribuindo no mercado do interior de
São Paulo e na Região Centro-Oeste.
O perfil dos clientes e da concorrên-
cia resulta em uma busca incessante
por condições comerciais cada vez
mais competitivas”, diz Luis Marcelo.
Para o gerente da GRCCAM, o
sucesso não se traduz somente nos
resultados das vendas, mas também em premiações obtidas junto
a diversas instituições representativas. A Gerência de Campinas recebeu o Mastercana, pela sua atuação no segmento de açúcar e de
álcool, e prêmios do SINDTRR (segmento TRR) e da Federação das
Transportadoras de Carga do Estado de São Paulo.
SOLUÇÕES
23
GRANDES CONSUMIDORES
CAIS de Betim, em Minas Gerais
24 SOLUÇÕES
GRANDES CONSUMIDORES
ONDE TEM BRASIL TEM
CAIS
A Petrobras Distribuidora é mesmo a melhor companhia do caminhoneiro Brasil afora. A BR
inaugurou mais duas Centrais Avançadas de Inspeção e Serviços (CAIS), um porto seguro para
motoristas e transportadoras de carga. As duas novas unidades ficam em Ponta Grossa, no
Paraná, e em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Gerência de Grandes
Consumidores (GGC) intensificou a criação de novas centrais, projeto que tem se revelado de
grande êxito. Até meados deste ano, já haviam sido inauguradas as unidades de Uberlândia,
no Triângulo Mineiro, de São José dos Campos, em São Paulo, e Maceió, em Alagoas.
“Esta decisão apenas reforça o
nosso compromisso de criar soluções
para o transporte. Estamos preocupados em oferecer o programa em
pontos estratégicos para as empresas de carga do país”, afirma o gerente executivo de Grandes Consumidores, Andurte Duarte.
Lançado em 2002, o projeto
CAIS já é um velho conhecido dos
transportadores de carga. As unidades oferecem toda a infra-estrutura
de logística para as empresas e seus
motoristas, como escritório, estacionamento, abastecimento com o Controle Total de Frotas (CTF), além de
segurança 24 horas por dia.
“As CAIS são operadas pelas próprias transportadoras em um contrato
de comodato. Nós apenas supervisionamos o trabalho. O programa
ajuda a fidelização dos clientes aos
Pátio de estacionamento do CAIS de Uberlândia
produtos BR, o que se reverte em
crescimento das vendas de combustível”, explica Andurte.
A CAIS de Ponta Grossa foi instalada estrategicamente no entron-
camento de duas rodovias que ligam
Curitiba ao norte e ao oeste do Paraná. Na região, há uma grande
concentração de transportadoras e
empresas exportadoras, voltadas
SOLUÇÕES
25
GRANDES CONSUMIDORES
principalmente ao comércio de
grãos. A unidade começou a operar em agosto com seis clientes.
Desde o início, carrega uma das
marcas da BR: a responsabilidade
social. A CAIS de Ponta Grossa tem
26 SOLUÇÕES
uma horta comunitária. Todos os produtos agrícolas colhidos são distribuídos à população carente da cidade. “Havia um espaço ocioso no
local e resolvemos usá-lo com este
objetivo voltado para o bem-estar
público. A companhia tem um comprometimento com a inclusão social
e a melhoria do meio ambiente da
comunidade”, afirma Paulo Cezar
Gueralde de Vasconcelos, gerente
de Vendas de CAIS.
GRANDES CONSUMIDORES
Todas as Centrais dispõem de
coleta seletiva de lixo. Os funcionários são orientados sobre procedimentos necessários para evitar eventuais vazamentos de combustível e
como agir em casos de acidentes.
“Temos que preparar nossos colaboradores para todas as situações.
Cada empregado tem que saber
exatamente o que fazer em qualquer situação”, diz Paulo Cezar.
MINAS GERAIS
SÃO PAULO
A CAIS de São José dos Campos
é outra página de sucesso. Com cinco empresas contratadas e outras
cinco em fase de contratação, a Central está instalada ao lado da Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) e
do Terminal do Vale do Paraíba (Tevap). Sua proximidade com a principal rodovia do país — a Presidente Dutra — e com os vários pólos de
tecnologia existentes na região a
Equipe de vendas de CAIS, comandada por Paulo Cezar Gueralde de Vasconcelos (terceiro da esquerda
para a direita). A unidade está ligada à Gerência de Marketing de Transportes, liderada por Gustavo
Timbó (primeiro da direita para a esquerda)
transforma em uma parada estratégica para as transportadoras de
carga. “São José dos Campos abriga, por exemplo, o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e a Embraer,
apenas para citar dois nomes”, afirma Paulo Cezar.
A outra unidade em São Paulo
está instalada em Cubatão, área também importante devido ao pólo petroquímico e à proximidade com o
Porto de Santos.
Além destas, a GGC também
fincou as CAIS em Maceió (AL),
Suape (PE) e Niquelândia (GO). Ao
todo, são oito Centrais em funcionamento. Número que não tardará a ser superado. Outras quatro
deverão ser inauguradas em breve: em Gurupi (TO), Alto Araguaia
(MT), Ilhéus e Camaçari (BA), esta
última junto ao pólo petroquímico
do estado.
Na avaliação do gerente de Marketing de Transportes (GMTR), Gustavo Timbó, a BR está acelerando o
passo para agregar ao projeto o conceito de rede. “As empresas que já
se instalaram em uma CAIS estão
desativando suas garagens em diversas regiões do país para utilizar as
novas unidades. Para nós, este é um
indicador irrefutável da satisfação de
nossos clientes com o projeto”, explica Timbó.
ANUNCIE NA
SOLUÇÕES BR
E TENHA ACESSO
DIRET
O ÀS MAIORES
DIRETO
EMPRESAS DO PPAÍS
AÍS
BR
SOLUÇÕES
Construída às margens da rodovia Fernão Dias, junto à Refinaria
Gabriel Passos (REGAP), a Central
de Betim entrou em operação em setembro, com quatro clientes contratados. A preocupação social também
está presente: a unidade doou quase dez mil mudas de árvores para o
projeto urbanístico do município. “É
um programa de replantio de árvores em ruas e praças de Betim. Doamos mudas de flamboyant e ipêroxo, entre outras espécies”, conta
Paulo Cezar.
Inaugurada em janeiro passado,
a CAIS de Uberlândia funciona em
uma antiga base da BR. Trata-se de
um local-chave para o sistema de
logística na região. A área concentra os grandes atacadistas e indústrias. A unidade conta atualmente
com quatro transportadoras contratadas.
MERCADO CONSUMIDOR
Contato publicitário
Paulo César Lemos
Tels: (21) 9113-2547 / 2542-2402
SOLUÇÕES
27
GRANDES CONSUMIDORES
TECTURBO
É SANGUE NOVO
NOS MOTORES A DIESEL
28 SOLUÇÕES
GRANDES CONSUMIDORES
A
Petrobras Distribuidora passou dos limites mais
uma vez. A companhia desenvolveu um novo lubrificante para motores a diesel, o Lubrax
TecTurbo. As principais vantagens do produto soam como
música aos ouvidos do consumidor. O óleo reduz o desgaste do motor, aumenta o desempenho do veículo e,
por conseqüência, proporciona maior economia.
O lançamento oficial do Lubrax TecTurbo está programado para a última prova da Fórmula Truck, em
dezembro. O evento é emblemático. Mostra a importância da categoria para o desenvolvimento de novos
produtos da BR. “A Fórmula Truck é uma grande pista
de testes para a companhia. Temos a possibilidade de
experimentar nossos produtos em caminhões que exigem o máximo em desempenho e durabilidade. Ou
seja, o lubrificante chega ao mercado após rigorosos
testes e a aprovação de pilotos experientes, dotados de
enorme sensibilidade para perceber a mais sutil mudança de comportamento do caminhão”, diz Antônio
Alexandre, engenheiro de produtos da Gerência de
Grandes Consumidores (GGC). Não por acaso, toda a
campanha de lançamento do lubrificante será associada à Fórmula Truck. Além disso, o produto também
deverá ser utilizado pela Equipe Petrobras que disputará o Rally Paris-Dakar, no fim do ano, na categoria caminhões.
Os técnicos da BR trabalharam cerca de um ano e
meio no desenvolvimento do Lubrax TecTurbo. O novo
lubrificante é uma variação do Lubrax Top Turbo. Digase de passagem, mais uma prova da importância da ligação entre a BR e a Fórmula Truck. “Temos um produto
chamado Lubrax Top Turbo Competição, distribuídos às
equipes da categoria. Satisfeitos com o rendimento do
lubrificante, os próprios pilotos passaram a pedir sua
comercialização fora das corridas. Foi, então, que criamos o Top Turbo”, explica Antônio Alexandre.
O Lubrax TecTurbo atende às especificações ACEA,
o padrão europeu, considerado mais rigoroso do que
o norte-americano. Boa parte da frota de caminhões
do Brasil é composta por veículos de montadoras européias — Scania, Volvo, Mercedes, Volkswagen, entre outras — o que amplia o espectro de mercado do
produto.
O novo lubrificante apresenta um índice de viscosidade de 10w40 — inferior ao do Top Turbo (15w40).
Esta redução é um dos grandes trunfos do TecTurbo. A
menor viscosidade permite uma troca de calor maior,
ajudando na refrigeração do motor, e ainda uma economia no consumo de combustível. “Esta é uma tendên-
Marcelo Roma, coordenador de Lubrificantes da GCRP
Antônio Alexandre, engenheiro de produtos da GGC
cia internacional. O mercado está exigindo óleos com
viscosidade mais baixa”, conta Antônio Alexandre.
O TecTurbo possibilita uma melhoria no atrito interno
do motor. Em português claro, isto é um sinônimo de
maior potência do veículo. Testes feitos pela BR mostraram um aumento de até 30 cavalos. Outra vantagem
SOLUÇÕES
29
GRANDES CONSUMIDORES
proporcionada pelo lubrificante é a
elevação da vida útil do equipamento. O índice de desgaste do motor
chega a ser até 50% inferior ao obtido com a utilização de outros óleos.
O consumidor vai encontrar outro benefício: um aumento da periodicidade de troca do óleo. Em motores Mercedes, tomando-se como
base estradas asfaltadas, os testes
feitos pela BR mostraram que o TecTurbo só precisa ser trocado a cada
45 mil quilômetros. Trata-se de uma
significativa economia para o proprietário do veículo. Na Europa, o novo
lubrificante seria enquadrado na categoria Super Longa Troca, ainda
não existente no Brasil. Fazem parte
desta classificação os óleos com durabilidade de 100 mil quilômetros.
“As diferenças de condições explicam
a menor vida útil do produto na comparação entre o Brasil e a Europa. A
qualidade das estradas européias é
reconhecidamente mais alta, o que
provoca menos desgaste dos veículos. Além disso, nossas condições climáticas acabam exigindo mais do
motor e do equipamento como um
todo”, explica Antônio Alexandre.
Algumas montadoras já estudam a
implantação do padrão Super Longa
Troca no Brasil, mas, devido às peculiaridades locais, o tempo de mudança do óleo terá de ser menor do
que na Europa.
O Lubrax TecTurbo será comercializado em bombonas de 20 litros.
Os consumidores também poderão
encontrá-lo em embalagens de um
e cinco litros. Neste caso, a intenção da BR é conquistar também uma
participação expressiva no segmento
de sport utilities, que inclui pick ups,
caminhonetes, entre outros veículos.
“Embora de escala menor, este é um
nicho muito importante de mercado,
que tem apresentado expressivas taxas de crescimento nos últimos anos.
Estes veículos exigem produtos específicos com alto padrão de qualidade”, diz Marcelo Roma, coordenador
de Lubrificantes da GCRP.
A BR estuda também comercializar o óleo em tambores de 200
litros, com foco nos grandes consumidores. Além de veículos com motores a diesel, o TecTurbo poderá ser
usado também em máquinas e equipamentos agrícolas.
EM GOTAS
6 Foi um sucesso o projeto da BR de lançar um
óleo diesel de inverno, desenvolvido especialmente para épocas de baixa temperatura na Região
Sul. O produto teve uma grande aceitação pelo
mercado. Comercializado pela Gerência de Vendas a Consumidores de Porto Alegre (GVCPALE),
o óleo é resultado de uma parceria entre a BR e
a Refinaria Alberto Pasqualini. Desta forma, a
companhia responde a uma antiga reivindicação do mercado no sul do país. As baixas temperaturas durante o inverno na região provocam o
“congelamento” do diesel, afetando o funcionamento de máquinas e motores. Outros problemas comuns são o entupimento de filtros,
falhas no motor e dificuldade de partida nos veículos. O novo óleo diesel dispensa a adição de
qualquer outro composto. O óleo de inverno foi
desenvolvido para proporcionar rápida partida
em veículos a diesel em temperaturas abaixo de
zero. Além disso, evita a troca de equipamentos,
acarretando uma economia para o consumidor.
6 A BR e a Transpetro, subsidiária da Petrobras,
inauguraram, em agosto, o píer petroleiro para
abastecimento de embarcações pesqueiras no
porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. O
píer foi projetado para abastecer barcos de pesca como diesel, água e, em breve, fará também
o fornecimento de lubrificantes. As instalações
de abastecimento são dotadas de um fecho
rápido que trava o fluxo de produtos em caso
de eventuais vazamentos. Através de suas
áreas de vendas, a BR é a responsável pela
comercialização de serviços e produtos. Já a
Transpetro responde pela operação dos abastecimentos no píer flutuante.
6 A Gerência Regional de Consumidores do
Nordeste (GRCNE), ligada à Gerência de Grandes Consumidores, participou pela segunda vez
consecutiva do Prêmio Mastercana, o mais importante conferido pela indústria sucroalcooleira brasileira. A BR foi agraciada na categoria serviços/distribuidora de combustíveis.
A cerimônia de entrega ocorreu em 26 de agosto, no Hotel Caxangá Golf Club, em Recife. A
companhia foi representada pelo gerente de
Consumidores do Nordeste, Carlos Duff. A
premiação é uma homenagem às personalidades e corporações que contribuem, ano a ano,
para o aprimoramento tecnológico, humano e
sócio-econômico do setor.
6 Nos dias 19 e 20 de agosto, a Petrobras
Distribuidora promoveu o Encontro Internacional de Comunicação de Lubrificantes. O evento
reuniu integrantes das unidades de negócio da
BR na Argentina, Bolívia, Equador e Colômbia,
além de representantes da Gerência de Grandes Consumidores (GGC), Gerência de Automotivos, Gerência Jurídica e Gerência de Comunicação. O encontro contribuiu para a consolidação de uma linha única de trabalho para
as equipes da BR que atuam no mercado de
lubrificantes, envolvendo a comunicação estratégica do produto. Os profissionais debateram
e apresentaram propostas para a atuação internacional da companhia no segmento.
ANDURTE DE BARROS DUARTE FILHO é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que tem como objetivo ser líder
na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. A unidade destaca-se pela excelência na qualidade de
produtos e serviços a clientes. A gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético brasileiro
e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected])
30 SOLUÇÕES
LOGÍSTICA
SALTO DE
QUALIDADE
COLOCA O PÉ NA ESTRADA
A Petrobras Distribuidora desenvolveu um dos maiores programas de qualidade e capacitação
da história do transporte rodoviário no Brasil: o Salto de Qualidade dos Transportes BR. Até o
fim de 2005, mais de 120 transportadoras e cerca dez mil motoristas que aderiram ao projeto
serão beneficiados. O grande objetivo da companhia é aperfeiçoar o atendimento aos clientes.
SOLUÇÕES
31
LOGÍSTICA
A
viço Social do Transporte/Serviço
Nacional de Aprendizado do Transporte (SEST/Senat), do Instituto do
Saber, de Florianópolis, e do Centro de Educação e Tecnologia no
Transporte (Fabet), de Concórdia,
Santa Catarina.
“Queremos ser referência nacional no serviço de transporte. Não
somos uma companhia que apenas
se preocupa em fabricar produtos.
A BR pretende participar de todo o
processo que envolve a carga, o
ARQUIVO DALÇOQUIO
empresa já organizou palestras e cursos para profissionais do setor. Além disso,
montou o chamado grupo de Tutores BR, composto por psicólogos,
pedagogos e psicopedagogos. Sua
missão será contribuir para a conscientização dos caminhoneiros e
empresários do setor e o desenvolvimento de novos comportamentos
e atitudes diante da atividade do
transporte dos combustíveis da BR.
O projeto conta com o apoio do Ser-
A catarinense Dalçoquio é uma das transportadoras que participam do Programa Salto de Qualidade
32 SOLUÇÕES
transporte e a descarga de mercadorias até os nossos clientes”, explica Renato Vieira, assessor da Diretoria de Operações e Logística.
O programa está inserido nas
novas diretrizes de Segurança Meio
Ambiente e Saúde (SMS) da BR, que
prevêm a educação, a capacitação
e o comprometimento dos funcionários com as questões de SMS. O
trabalho envolve clientes, fornecedores, parceiros, consumidores, comunidades vizinhas e órgãos competen-
LOGÍSTICA
tes. As diretrizes contemplam também a sustentabilidade de negócios,
projetos, empreendimentos e produtos, considerando impactos e benefícios nas dimensões econômica, ambiental e social.
“Quando nosso programa estiver
concluído, nossos clientes vão perceber melhorias significativas na
prestação de serviços”, garante Renato Vieira. O projeto Salto de Qualidade dos Transportes BR foi estruturado para reduzir custos e aumen-
tar a segurança nos processos de logística, estimulando as transportadoras a adotar ou aperfeiçoar métodos
de controle de segurança e respeito
ao meio ambiente. Com isso, a companhia criou um sistema de avaliação das transportadoras dividido em
duas etapas. Na primeira, eliminatória, as empresas parceiras da BR
precisaram se cadastrar no Banco de
Dados das Transportadoras (BDT),
apresentando licença de operação
emitida pelo órgão ambiental de seu
estado, registro do Ibama e plano de
emergência de transporte, entre outros documentos. As 173 transportadoras cadastradas terão dois anos
para cumprir todas as exigências.
Na outra fase, já iniciada, cada
empresa recebe pontos em diversos
quesitos. Um deles é responsabilidade social. A BR está estimulando estas transportadoras a contribuir em
ações de apoio a comunidades carentes e de melhoria do meio ambiente. Em outro quesito, a empresa é
avaliada segundo seu envolvimento
em política de treinamento de empregados em SMS, acordo coletivo
de trabalho e plano de emergência
em transporte. Também são analisadas a capacidade técnica e operacional da frota — idade média dos
veículos, certificados de qualidade,
número de acidentes de trabalho,
quantidade de equipamentos próprios
— e as relações comerciais com a
BR, sobretudo no que diz respeito ao
cumprimento de contratos.
“Para garantir a transparência, as
transportadoras poderão acompanhar o processo de avaliação via internet, pelo Portal BR”, explica Renato Vieira.
PARCEIROS
Com 43 anos de história, a A.
Cupello Transportes é uma das empresas que aderiram ao programa
de capacitação. A companhia espera que a participação possa se traduzir em aumento da sua qualidade
operacional e, conseqüentemente,
na geração de novos negócios. “Já
recebemos a visita técnica dos profissionais da BR. Sentimo-nos honrados por participar desde o inicio do
programa”, afirma a gerente de
Comercialização e Operação da A.
Cupello, Lindalva S. Araújo.
A A. Cupello tem a certificação
ISO 9001 desde 1997. Os motorisSOLUÇÕES
33
LOGÍSTICA
vai depender fundamentalmente do
envolvimento dos motoristas. Para
isso, a Petrobras Distribuidora elaborou o Programa Emergencial de
Capacitação dos Transportadores
Rodoviários de Combustíveis BR. O
projeto visa, sobretudo, reduzir o
número de acidentes nas estradas,
envolvendo motoristas que transportam produtos da companhia. O pro-
ARQUIVO A. CUPELLO
tas da empresa são treinados e capacitados ao exercício da função
com qualidade e segurança. “Estamos aptos ao transporte de combustíveis claros, combustíveis de aviação
e atuamos para a BR nas transferências e coletas de álcoois em usinas
com destino ao Terminal de Duque
de Caxias”, explica Lindalva.
O sucesso do Salto de Qualidade
Os funcionários da transportadora A. Cupello recebem orientações sobre as normas de segurança através de
palestras e vídeos. A empresa adota ainda a coleta seletiva de lixo (abaixo)
34 SOLUÇÕES
jeto começou em abril deste ano,
com o apoio das transportadoras. Em
um seminário na Fabet foi mostrada
a importância dos investimentos em
segurança e educação dos empregados sobre as questões de trânsito.
Em uma segunda etapa, os professores foram orientados sobre os
procedimentos para planejar e preparar o curso de formação de tutores, que serão os agentes das mudanças de comportamento e atitude
dos caminhoneiros. “Esses tutores
estão aprendendo tudo sobre o processo de transporte de carga, visitando bases e terminais da BR. Eles
vão situar aos caminhoneiros nossos
planos de preservação do meio ambiente e respeito à segurança. Além
disso, mostrarão que a vida do motorista é importante tanto para ele
como para sua família”, explica o
consultor do projeto, o psicopedagogo Mauricio Innocencio. Os motoristas serão capacitados nas unidades
do SEST/Senat próximas aos terminais da BR.
Segundo Mauricio Innocencio, a
BR, apoiada na Epistemologia Convergente, entende que o baixo nível
de escolaridade da maioria dos caminhoneiros pode servir como obstáculo à compreensão das normas de
qualidade que pretende implantar.
Por isso, através da psicopedagogia,
a empresa busca eliminar os empecilhos ao aprendizado, desenvolvendo a autonomia de pensamento capaz de fazer o motorista assimilar
com criticidade o relacionamento
com transportadores, e a BR e seus
clientes. O projeto propõe ainda um
curso específico para a elevação da
escolaridade do caminhoneiro. A
meta é formar dez mil motoristas no
ensino fundamental até 2006.
“Nosso projeto busca o equilíbrio
dos aspectos cognitivos, afetivos e
sociais do caminhoneiro, eliminan-
LOGÍSTICA
Curso de formação dos Tutores BR, profissionais que vão transmitir aos motoristas os padrões de segurança implementados pela companhia
do os entraves a sua aprendizagem
e mostrando possibilidades de sucesso na elevação da escolaridade e eficácia na execução de suas tarefas”,
diz Mauricio Innocencio.
O gerente de operações da
Transportadora Dalçoquio, Rimaldo
de Sá, já participou dos cursos de
Tutores BR. Após trabalhar oito anos
como caminhoneiro, ele conhece
muito bem os problemas vividos
pela categoria. “Existem empresas
que não estão preocupadas com o
motorista. Elas obrigam os caminhoneiros a fazer muitas horas extras,
sem descanso. Este desrespeito contribui para aumentar o número de
acidentes nas estradas. As más condições de trabalho mais a negligência ao volante é uma soma cujo resultado geralmente é a morte na
estrada”, diz.
Para Rimaldo, o programa da BR
deveria ser assimilado por todas as
transportadoras e distribuidoras do
país. “Esse investimento da Petrobras
Distribuidora terá retorno garantido
não só na eficiência dos serviços
como na melhoria da qualidade de
vida de uma categoria importante
para o país”, afirma.
ESFORÇO COLETIVO
Bete Calazans, gerente executiva de SMS da BR, ressalta o empenho de todos os funcionários da empresa para a implantação do projeto. “Salto de Qualidade em Transporte é um exemplo claro do trabalho integrado entre equipes da BR.
Este esforço é fundamental para que
a estratégia da companhia de com-
binar aumento de market share com
responsabilidade sócio-ambiental.”.
Bete chama a atenção em especial
para o processo de integração entre diferentes áreas da BR. “A iniciativa mostra como a GLOG está absolutamente alinhada com os conceitos de SMS. A Gerência de SMS,
por sua vez, entendeu prontamente
a importância do projeto desenvolvido pela área de logística, demonstrando seu apoio desde o início. Procuramos integrar o Salto de Qualidade ao Plano de Segurança em
Transporte da empresa. Este é um
trabalho da maior relevância, que
demonstra o comprometimento da
BR com os aspectos sociais e ambientais, com reflexos diretos na melhoria do atendimento a todos os
seus clientes.”
SOLUÇÕES
35
PRODUTOS QUÍMICOS
REESTRUTURAÇÃO
DÁ SEUS PRIMEIROS FRUTOS
“Dividir para multiplicar”. A aritmética se encaixa à perfeição na recente história da Gerência de
Produtos Químicos (GPQ) da Petrobras Distribuidora. A Gerência e, por conseqüência, a BR vêm
colhendo os frutos da reestruturação organizacional promovida no ano passado. A nova estrutura
da GPQ previu equipes de vendas atuando com abrangência nacional e foco em segmentos
específicos de mercado. Essa estratégia tem alcançado os resultados projetados.
ARQUIVO TESPA
O Terminal de São Paulo vai abrigar o futuro Centro de Distribuição de Produtos Químicos da GPQ
36 SOLUÇÕES
PRODUTOS QUÍMICOS
C
om o foco mais direcionado, a empresa vem agregando novos clientes e parceiros. “A especialização nos permitiu criar novas oportunidades de negócios”, diz Luiz Claudio Mandarino Freire, Gerente de Marketing de
Produtos Químicos. Dentre esses
segmentos, Mandarino destaca
como promissores a indústria de tintas, adesivos e vernizes, de
agronegócios, papel e celulose, borracha e domissanitários.
No último ano, além de atender
ao mercado industrial com sua tradicional linha de produtos — enxofre, óleos de processos, solventes,
querosenes, óleos agrícolas e parafinas —, a Gerência de Produtos
Químicos iniciou a comercialização
de especialidades químicas. No total, são cerca de quarenta novos produtos. O alvo são exatamente os
segmentos de tintas, adesivos e vernizes, agrobusiness, papel e celulose, borracha e domissanitários, além
da indústria do petróleo, atualmente a maior consumidora desses insumos.
São potenciais consumidores de
especialidades químicas clientes
como Tintas Coral, Grupo Bunge,
Ceras Johnson, Borrachas Vipal e
Deten Química, dentre outros.
“O êxito dessa jornada inicial serve de combustível para etapas futuras” informa Pedro Caldas Pereira,
Gerente Executivo de Produtos Químicos e idealizador do novo modelo de atuação da Gerência. Além
da comercialização de produtos químicos — commodities e especialidades químicas —, a GPQ pretende oferecer aos seus clientes serviços como administração de estoques
e entregas just in time.
Para atender ao seu plano de
negócios, a GPQ está estruturada
com quatro gerências comerciais,
ESPECIALIDADES QUÍMICAS
PRODUTOS LÍQUIDOS
PRODUTOS
APARÊNCIA
COR
ODOR
Ácido acético
Límpida
Incolor
Viscosa
Límpida
Translúcida
Límpida
Claro
Incolor
Incolor
Transparente amarela
Penetrante e sufocante
de vinagre
Inodoro
Característico
Característico
N.A.
Límpida
Límpida
Viscosa
Solução aquosa
Amarela
Incolor
Transparente amarela
Amarela clara
Límpida
Límpida
Límpida
N.D.
Límpida
Límpida
Incolor
Incolor
Incolor
Incolor
Incolor
Incolor
Ácido fosfórico
Álcool anidro
Antiespumante
Bissulfito de amônio
Bissulfito de
sódio catalisado
Butilglicol
Desengraxante
Hipoclorito de sódio
Monoetanolamina
Monoetilenoglicol
N-parafina
N-parafina hidrogenada
Sulfato de alumínio
Trietilenoglicol
Característico
Suave de éter
Característico
Cloro, pungente.
Água sanitária
Amoniacal
Inodoro
Característico
Inodoro
Inodoro
Inodoro
PRODUTOS SÓLIDOS
PRODUTOS
Ácido cítrico
Amido Modificado
Amido prégel
Argila ativada
Baritina
Barrilha densa
Barrilha leve
Bicarbonato de sódio
Bissulfito de sódio
Cal hidratada
Carboximetil
celulose de sódio
Cloreto de amônio
Cloreto de cálcio
Cloreto de cálcio
di hidratado
Cloreto de potássio
Cloreto de sódio
EDTA
Goma guar
Goma xantana
Hidroxi etil celulose
Óxido de magnésio
Óxido de zinco
Soda cáustica
Sulfato de alumínio
APARÊNCIA
COR
ODOR
Cristais
Pó
Pó fino
Pó
Pó
Grão
Pó
Pó
Cristais
Pó
Branca
Creme
Marrom claro
Marrom amarelada
Branca
Branca
Branca
Branca
Branca
Branca
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Sulforoso
Inodoro
Pó
Pó
Pó
Branca amarelada
Branca
Branca
Inodoro
Amoniacal
Inodoro
Pó ou grânulos
Cristal
Pó
Pó
Pó
Pó
Pó
Pó
Pó
Flocos
Granulado
Branca
Rósea
Branca
Branca
Branca amarelada
Branca
Branca
Branca
Branca
Branca
Branca
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
Inodoro
N.D.
Inodoro
Ligeiramente ácido
SOLUÇÕES
37
PRODUTOS QUÍMICOS
Luiz Claudio Mandarino, gerente de Marketing de
Produtos Químicos
cada uma voltada para segmentos
específicos de mercado. A indústria do petróleo é atendida pela
Gerência de Químicos para Indústria do Petróleo, que conta com o
suporte de seis depósitos de Supply
House estrategicamente localizados
em Itajaí (SC), Macaé (RJ), Pojuca
(BA), Japaratuba (SE), Mossoró
(RN) e Vitória (ES). A Gerência de
Produtos para Química Fina é responsável pelo atendimento dos segmentos de borrachas, domissanitários, cosméticos, papel e celulose,
plastificante, indústria química de
terceira geração, dentre outros, nas
suas necessidades de produtos químicos. Outros expressivos segmentos de mercado estão subordinados
à Gerência de Químicos para Tintas, Adesivos e Vernizes e à Gerência de Químicos para Agronegócios.
“A nova forma de atuação permite à BR mostrar uma só face para
o consumidor. O mesmo cliente é
atendido por uma única gerência
de segmento, independentemente
da localização geográfica de seus
38 SOLUÇÕES
pontos de consumo. Ao mesmo tempo, essa estratégia possibilita à companhia ter uma visão global do
mercado de modo a estabelecer
um planejamento de atendimento
mais eficiente e aperfeiçoar suas
relações com o mercado”, afirma
Pedro Caldas.
Caldas coordena mensalmente
uma reunião de análise crítica com
todos os gerentes para avaliar os resultados alcançados com o novo
modelo e também redirecionar
ações para o cumprimento das metas estabelecidas.
A GPQ não pára por aí. Seu
próximo investimento, já em andamento, será a criação de um Centro de Distribuição de Produtos
Químicos localizado próximo às
fontes produtoras e aos mercados
consumidores, mais especificamen-
te dentro do Terminal de São Paulo
(Tespa). A partir desta nova instalação, a GPQ pretende adequar o
tempo de resposta ao atendimento
das necessidades dos seus clientes,
aproveitando-se das facilidades de
logística de distribuição. O Centro
de Distribuição vai proporcionar
um conjunto de melhorias operacionais no Tespa. Os ajustes envolverão a ampliação da capacidade
de tancagem, a adaptação e construção de novos armazéns, e obras
complementares.
“Com esse posicionamento, a
BR se firma na liderança do mercado de produtos químicos, procurando cada vez mais atender seus
clientes com soluções completas.
Estamos muitos satisfeitos com os
resultados em 2004”, afirma Pedro Caldas.
EM GOTAS
6 A GPQ participou da II Maratona Tecnológica
de Componentes de Calçados, realizada de 2 a
31 de agosto nas cidades de Novo Hamburgo,
Jaú, Franca, Birigui, Belo Horizonte, Nova Serrana, Goiânia, São João Batista, Campina
Grande, Juazeiro do Norte e Feira de Santana.
O evento é promovido pela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro,
Calçados e Artefatos (Assintecal) e tem como
objetivo criar um elo de comunicação e informação entre a indústria de insumos e matériasprimas, o fabricante de componentes e o setor
coureiro calçadista.
6 A Petrobras Distribuidora foi uma das agraciadas do 1º Prêmio de Qualidade Tintas e Vernizes, realizado pela Revista Química & Derivados. A empresa ficou em segundo lugar na categoria Solventes/Distribuidores. A entrega dos
prêmios ocorreu em 31 de agosto.
6 A GPQ marcou presença na Fenasucro, realizada de 14 a 17 de setembro no Parque de
exposições Paulo Merlim, em Sertãozinho, São
Paulo. O evento reuniu fornecedores de equipamentos e serviços para usinas e destilarias de
açúcar e álcool de todo o país, além de profissionais e técnicos do setor.
6 A Gerência de Químicos de Tintas, Adesivos e
Vernizes, ligada à GPQ, é uma das expositoras
da XI Olitintas. A feira, realizada no Ginásio
Poliesportivo José Bento, em São Paulo, teve
início em 7 de agosto e vai até 30 de novembro.
6 Um dos mais importantes eventos do segmento de domissanitários, o IV Congresso Latino de Aerossóis reuniu diversos fabricantes e
fornecedores de matéria-prima entre os dias 29
de setembro e 1 de outubro, no Casa Grande
Hotel, no Guarujá, em São Paulo.
6 A Petrobras Distribuidora conquistou o Prêmio Mastercana na categoria distribuição de
combustíveis. A premiação, uma das mais importantes da indústria sucroalcooleira, ocorreu
no dia 19 de outubro, no Hotel Grand Hyatt de
São Paulo.
PRODUTOS QUÍMICOS
UM PRÊMIO
PINTADO DE OURO
Desenvolvimento. Esta é uma palavra que nunca sai de moda no dicionário da Petrobras
Distribuidora. Com o objetivo de estimular a pesquisa de novas tecnologias e o aperfeiçoamento
dos processos de produção de tintas, solventes e matérias-primas para o setor, a BR se associou
à Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas (Abrafati). Os trabalhos científicos vão
concorrer ao Prêmio Ciência em Tintas, um dos mais tradicionais do setor. Em sua nona edição,
o concurso passará a ser chamado de Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciência em Tintas.
A
BR atua no fornecimento de
solventes hidrocarbônicos,
especialidades químicas e
soluções integradas para a indústria
de tintas. Boa parte dos solventes e
demais insumos utilizados no setor de
tintas têm origem no petróleo. “A aproximação entre a BR e a Abrafati é muito
positiva para ambas. As iniciativas da
Associação, tanto no campo tecnológico, quanto na área institucional, vêm
contribuindo para a melhoria de toda
a cadeia produtiva do segmento de tintas no país”, diz Mario Richa de Sá Barreto, titular da Gerência de Químicos
para Tintas, Adesivos e Vernizes
(GQTAV), ligada à Gerência de Produtos Químicos (GPQ).
O Prêmio Ciência em Tintas é realizado desde 1987. Seu principal
objetivo é valorizar o desenvolvimento
Mario Richa, gerente de Químicos para Tintas,
Adesivos e Vernizes
de novas técnicas e o aprimoramento
dos equipamentos e processos de fabricação e aplicação de tintas e produtos relacionados, como solventes,
resinas, aditivos, pigmentos e especia-
lidades químicas. Técnicas de análise,
proteção do meio ambiente e utilização de resíduos são outros temas dos
trabalhos concorrentes ao Prêmio.
“Oportunamente, em conjunto
com a Abrafati, pretendemos identificar e avaliar projetos complementares, que envolvam ações de escopo científico-tecnológico capazes de
contribuir para a melhoria contínua
das tintas produzidas no Brasil”, afirma Mário Richa.
O autor do trabalho vencedor do
Prêmio Abrafati-Petrobras de Ciência em Tintas receberá R$ 20 mil. A
premiação para o segundo colocado será de R$ 10 mil. Os trabalhos,
obrigatoriamente inéditos, serão julgados por uma comissão de técnicos
especializados, incluindo um representante da própria BR/GPQ.
PEDRO CALDAS PEREIRA é o titular da Gerência de Produtos Químicos, cujo objetivo é distribuir e comercializar
produtos químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. A gerência está apta a
desenvolver, fabricar ou buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. A GPQ tem como
compromisso observar os melhores prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de
rentabilidade. ([email protected])
SOLUÇÕES
39
REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
BR MANIA
REVELA O DOM
DA ONIPRESENÇA
40 SOLUÇÕES
REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
Qualquer consumidor tem mania de bom atendimento e de
produtos de qualidade. Esta é uma das explicações para o
sucesso da rede de lojas de conveniência da Petrobras
Distribuidora. Até o fim deste ano, a empresa vai inaugurar a
loja de número 700 da BR Mania. Com isso, solidifica sua
liderança no segmento, que ocupa há quatro anos, e confirma
o compromisso de estar sempre perto do cliente.
O
s últimos serão os primeiros. A história da BR no
setor parece ter sido feita
para confirmar o dito popular. “Fomos a última distribuidora de combustível a entrar no mercado de lojas de conveniência. Por isso, nos
empenhamos muito desde o início.
Depois da criação do Conselho Consultivo, em 1998, não só consolidamos um conhecimento detalhado do
segmento como passamos a traçar
os projetos estratégicos, sempre
através de uma firme parceria com
os nossos franqueados. Este é o segredo do nosso sucesso”, afirma o
diretor da rede de Postos de Serviço, da Petrobras Distribuidora, Reinaldo Belotti.
O primeiro serviço de conveniência oferecido em um posto BR foi
o Banco 24 horas. A segunda loja
da rede foi inaugurada com uma
delicatessen. Na terceira, foi instalada uma confeitaria. Era apenas o
começo. Hoje, o cliente encontra
uma grande cesta de produtos e serviços nas lojas BR Mania: lanchonete, padaria, livraria, postos de correio, cyber cafés, sushi bares, entre
outros.
Um dos grandes trunfos da BR é
o relacionamento com os fornecedores. As lojas BR Mania oferecem
mais de 1.200 diferentes tipos de
produtos. “Grandes indústrias perceberam o potencial deste novo canal
de varejo. Temos entre nossos parceiros empresas do porte da CocaCola e da Souza Cruz”, afirma o
gerente de marketing da Rede de
Postos da Petrobras Distribuidora,
Carlos Vieira.
Além da diversidade de ofertas,
as lojas têm outros atrativos, como
limpeza, rapidez, tranqüilidade e a
oferta diversificada de produtos de
qualidade.
PERFORMANCE
A BR detém 22% de market share do setor. Em 2003, as lojas BR
Mania registraram um faturamento
de R$ 180 milhões. Para este ano, a
previsão é de que a receita chegue
a R$ 200 milhões. No ano passado,
as unidades receberam cerca de 46
milhões de consumidores, que, em
média, gastaram R$ 4 em cada compra. A maioria dos consumidores
costuma freqüentar as lojas de conveniência de três a sete vezes por
semana, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Combustível e de Lubrificantes (Sindicom)
e do Instituto Wise. Hoje, a rede gera
mais de três mil empregos diretos e
cerca de 15 mil indiretos.
Quem também contribui de forma decisiva para este desempenho
SOLUÇÕES
41
REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
é o revendedor BR. A parceria ajudou a difundir as lojas BR Mania, um
sucesso que traz vantagens para a
companhia e para o próprio posto.
“O revendedor não sobrevive mais
sem uma loja de conveniência. É
preciso oferecer sempre novos serviços e estimular os consumidores a
conhecerem a loja. Foi isso que eu
fiz”, afirma Flávia Vidal, que, há um
ano e nove meses, abriu sua loja,
em São José dos Campos (SP).
“O mercado de conveniência
cresceu rapidamente desde que a
companhia entrou nesse segmento,
que está cada vez mais competitivo.
O mais importante é que a loja BR
Mania está gerando mais tráfego no
meu posto nesses nove anos”, afirma o revendedor Marcelo Rodrigues
Teixeira.
PROMOÇÃO EM DOSE DUPLA
Para comemorar os dez anos de
sucesso das lojas BR Mania, a Petrobras Distribuidora lança a promoção Mania de Viver Bem. Dez consumidores e dez franqueados serão
contemplados com a viagem dos sonhos, com direito a levar um acompanhante! Os premiados poderão
passar três dias no BR Mania Resort,
em Búzios (RJ).
Ao efetuar compras acima de
R$ 10 na rede BR Mania, o consumidor recebe um cupom, que deve
ser preenchido e depositado em uma
urna – criada especialmente para
esta promoção. Dentro do envelope
deverá ser colocado o tíquete fiscal
referente à compra (para a comprovação obrigatória no sorteio). O consumidor também poderá raspar o
cupom e concorrer a prêmios instantâneos, como bonés, camisetas e
máquinas fotográficas.
A promoção vai começar em 10
de novembro e terá duração de cinco semanas. Para participar, os franqueados devem se inscrever no site
www.desafiobrmania.com.br.
ANTONIO RUBENS SILVA SILVINO é titular da Gerência Corporativa da Rede de Postos, cujo objetivo estratégico é
consolidar uma rede de varejo rentável, com multinegócios e presença em todo o território nacional. A empresa é líder
de mercado, com market share de 23,5% no segmento de combustíveis e lubrificantes. Os produtos e serviços automotivos da BR são reconhecidos pelo seu alto nível de qualidade.
42 SOLUÇÕES
SOLUÇÕES ENERGÉTICAS
GÁS NATURAL
DOMINA O CENÁRIO
NO ESPÍRITO SANTO
Foi-se o tempo em que exposição de decoração só tratava de adornos e complementos para os
ambientes. A funcionalidade e a economia passaram a ser fatores prioritários para arquitetos,
decoradores e designers na elaboração de projetos residenciais. A Petrobras Distribuidora
também entrou nesta ordem. A empresa particpou da nona edição capixaba da Casa Cor, com
o objetivo de apresentar à população as inúmeras possibilidades de uso do gás natural.
CASA COR® ES 2004 / KARLA GIARETTA
SOLUÇÕES
43
SOLUÇÕES ENERGÉTICAS
O
cenário — uma casa construída especialmente para
a mostra em Mata da
Praia, bairro nobre da orla capixaba
— utilizou o gás natural no aquecimento de água dos banheiros, cozinha e piscina, além da churrasqueira do bar e do ar condicionado. Nas
paredes da casa foi montado um sistema de última geração para o
aquecimento da água e para o resfriamento do ambiente. “Nós mostramos como o gás natural pode produzir frio, através de um aparelho chamado Chiller de Absorção, que gera
60 mil Btus”, ressalta Frederico Bichara Henriques, Gerente de Comercialização de Gás Canalizado.
Por ser composto basicamente por
metano, o gás natural é uma ener-
gia considerada ecológica. Em combustão, não produz substâncias tóxicas para o organismo, como, por
exemplo, o monóxido de carbono,
presente em gases manufaturados e
escapamento de automóveis. No Brasil, estima-se que haja um aumento
de 96% de conversão de veículos a
gás por ano — trata-se do segundo
país do mundo em números de veículos convertidos ao Gás Natural
Veicular (GNV).
A BR é responsável pela distribuição do gás canalizado no Espírito
Santo. O produto já é utilizado na
região metropolitana de Vitória, em
indústrias do estado e, nos últimos
dois anos, também em residências e
no comércio. No entanto, o uso residencial ainda está embrionário na
capital. “Identificamos na Casa Cor
uma excelente oportunidade de mostrar à população capixaba os benefícios no uso do gás canalizado”, diz
Frederico.
Ao contrário do que ocorre na
comercialização de GLP (Gás Líquido de Petróleo), vendido em botijões,
o gás canalizado dispensa a necessidade de estocagem, reduzindo os
riscos de acidentes. “Além disso, o
gás natural é mais leve do que o ar
atmosférico, ou seja, se dissipa rápida e facilmente. Ainda assim, sempre recomendamos o cumprimento
das normas de segurança, que indicam a importância de se ter um
ambiente ventilado, com saída de ar
inferior e superior, além de venezianas”, afirma Frederico. O gás é tão
CASA COR® ES 2004 / DENISE MAGEVSKI E PATRICIA AMORIM
O uso do gás natural em banheiros representa uma economia de até 50% em relação ao chuveiro elétrico
44 SOLUÇÕES
SOLUÇÕES ENERGÉTICAS
CASA COR® ES 2004 / JOSIANE DALL’ORTO DALVI ALVES
Um dos cenários mostra a possibilidade de uso do gás canalizado em uma churrasqueira
seguro para o consumidor quanto
para o meio ambiente.
O aquecedor a gás, muito utilizado em construções das décadas de
1940 e 1950 no Rio de Janeiro, foi
suplantado pela energia elétrica a
partir de 1960. Mas a crise energética dos últimos anos, os riscos de
cortes no abastecimento e o conseqüente encarecimento da energia
elétrica aumentaram o custo e forçaram o racionamento. Ou seja: o
aquecedor de gás voltou à moda. De
acordo com Frederico, o uso do aquecimento a gás pressupõe um investimento inicial mais caro, devido à com-
pra do aquecedor. Mas, na ponta do
lápis, acaba representando uma economia de 50% no fim do mês, em
comparação à eletricidade.
CASA COR ESPÍRITO SANTO 2004
A casa que materializou o estilo
da mostra deste ano foi construída
em estilo moderno, com linhas arrojadas, traços bem definidos e muita
funcionalidade. O objetivo foi trazer
a beleza da paisagem externa para
dentro da Casa Cor. Todos os ambientes foram dispostos de forma harmônica, amplos e confortáveis, distinguindo-se claramente os sociais,
íntimos e de lazer. A grandiosidade
estética estava presente logo na fachada, composta por portais altos
e elaborados decorados com panos de vidros, que conferiu à construção a integração necessária do
espaço interno com o externo,
aproveitando melhor a luz natural
e, principalmente, a ventilação.
Em sua nona edição, a mostra
conquista cada vez mais aceitação
do publico. Uma pesquisa revelou
que 84% dos 22 mil visitantes do
ano passado disseram buscar idéias
e utilizar as soluções apresentadas
na exposição.
ALEXANDRE PENNA RODRIGUES é o titular da Gerência de Soluções Energéticas, cujo objetivo é desenvolver a melhor
resposta para a necessidade de energia de cada cliente. A unidade oferece produtos e serviços com alto grau de
competitividade, qualidade e confiabilidade, dentro dos padrões adequados de rentabilidade. ([email protected])
SOLUÇÕES
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MARKETING DE RELACIONAMENTO
CAMAROTE BR
UMA BOA TABELINHA
NO MARACANÃ
FOTOS: ALEXANDRE BRUM
46 SOLUÇÕES
MARKETING DE RELACIONAMENTO
Em 1969, o Santos chegou a parar uma guerra na África: os soldados queriam ver o time jogar.
Em agosto deste ano, a seleção brasileira levou alegria ao povo do Haiti. Que magia é essa?
O futebol que interrompe guerras é o mesmo que aproxima pessoas, faz amigos, inaugura
relacionamentos. Foi pensando na aproximação com sua comunidade corporativa que a
Petrobras Distribuidora decidiu ocupar um camarote no Maracanã. O espaço foi inaugurado
em 28 de julho, no clássico Botafogo 0 x 0 Flamengo.
“Estamos aproveitando o futebol
para fazer marketing de relacionamento com os nossos clientes. Vamos nos valer da popularidade que
o esporte tem no país para estreitar
o contato com nossos parceiros. O
futebol ajuda a quebrar o gelo”, afirma o gerente Regional de Consumidores Leste (GRCLE), Jorge Celestino.
A novidade causou um frisson
entre os clientes. “Vários deles me
perguntam se poderão assistir a um
jogo no fim de semana. Na partida
entre Fluminense e Botafogo, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, levei alguns funcionários da Rio
Polímeros. Temos convidado altos
funcionários de empresas fluminenses”, revela.
Jorge Celestino conta que já está
preparando um banco de dados dos
clientes com informações sobre o
time da preferência. “Não queremos
cometer a gafe de convidar um rubro-negro para assistir a um jogo do
Fluminense”, explica.
Segundo o gerente executivo de
Comunicação da BR, Sérgio Bandeira de Mello, a idéia surgiu há quatro
anos, quando a Superintendência de
Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj), que administra o Maracanã, ofereceu à Petrobras um
camarote no estádio. “Percebemos
logo a excelente possibilidade de
usarmos o espaço para fazer marke-
ting de relacionamento. A BR não tem
acesso ao camarote apenas nos jogos de futebol, mas sim em qualquer
evento realizado no estádio, como
shows de rock ou Maracafolia”, diz.
O camarote fica do lado direito
das cabines de rádio. Após uma reforma, ganhou banheiros masculino
e feminino, 45 confortáveis poltronas e dois aparelhos de TV, que permitem ao espectador assistir ao replay dos lances. Os lugares são distribuídos pelas quatro diretorias da
companhia — Rede de Postos de
Serviço, Mercado Consumidor, Ope-
rações e Logística e a Financeira e
de Serviços.
Para Sérgio Bandeira Mello, em
uma partida de futebol, as barreiras
sociais e profissionais desaparecem
e todos se tornam torcedores, o que
aproxima as pessoas. Ele explica que
o camarote permite um contato com
o cliente por cerca de três horas,
período em que se pode tratar sobre
diversos negócios. “Ao contrário de
uma peça de teatro, no futebol os
espectadores podem conversar sem
problemas e também atender ao
celular”, afirma.
O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, e o presidente de Honra da Fifa, João Havelange,
durante a cerimônia de inauguração do camarote
SOLUÇÕES
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OPINIÃO
ARQUIVO ABRAFATI
UM RETRATO
DO MERCADO DE TINTAS
Há muitos anos, o Brasil se consolidou como um dos grandes
players no mercado mundial de tintas, graças, por um lado, a
uma pujante indústria nacional, representada por dezenas de
fabricantes de grande, médio e pequeno porte e, por outro, à
presença de boa parte das maiores multinacionais do setor.
D
a mesma forma, os grandes fornecedores mundiais
de matérias-primas e insumos para tintas consideram o Brasil um
mercado atraente, estando presentes
no país diretamente ou via representantes. A eles se juntam dezenas de
empresas nacionais de todos os portes, muitas de alta tecnologia e com
perfil exportador, como a Petrobras.
Hoje estamos entre os cinco
maiores produtores mundiais, com
capacidade instalada superior a 1 bilhão de litros/ano e uma produção
efetiva média entre 800 e 900 milhões de litros/ano na última década. Mesmo assim, existe ainda considerável espaço para o crescimento, uma vez que nosso consumo per
capita (5 litros/habitante) é muito inferior ao dos países desenvolvidos.
As tintas imobiliárias representam
cerca de 75% da produção total e
60% em valor. O restante da produção divide-se entre tintas industriais,
automotivas (vendidas às montadoras) e tintas de repintura automotiva.
Em uma história que remonta ao
fim do século XIX, a indústria brasileira de tintas apresenta uma evolução de sua tecnologia e competência técnica semelhante à dos melho-
48 SOLUÇÕES
res centros mundiais. Os permanentes investimentos em desenvolvimento e pesquisa permitem ao setor
acompanhar as tendências internacionais e oferecer produtos cada vez
mais avançados, ambientalmente corretos e com qualidade superior. A
Abrafati contribui com esse avanço ao
promover ações como o Congresso
Internacional de Tintas, o principal de
toda a América Latina. Outra iniciativa de grande importância — que,
neste ano, recebeu o apoio da Petrobras — é o Prêmio Abrafati-Petrobras
de Ciência em Tintas, o mais importante do gênero no Brasil.
Um dos problemas do setor no
Brasil é a existência de diversos produtos com qualidade abaixo do nível
aceitável. Para combater este fenômeno, vêm sendo desenvolvidas várias ações, que deram origem a um
programa de qualidade criado pela
Abrafati e incorporado ao PBQP-H
(Programa Brasileiro de Qualidade
e Produtividade do Habitat): o Programa Setorial da Qualidade – Tintas Imobiliárias. Em 2004, com a
aprovação da primeira norma ABNT
para tintas, além de outras normas
para ensaios, houve grande avanço
nesse processo, resultando na certi-
Dílson Ferreira, presidente-executivo
da Associação Brasileira dos Fabricantes de
Tintas (Abrafati)
ficação das primeiras tintas látex econômicas em conformidade com esses padrões. Esse programa está se
tornando um divisor de águas no
mercado, ao oferecer à sociedade e
ao consumidor parâmetros confiáveis
para orientar a escolha das tintas.
O ano de 2004 será o melhor
da década para o setor, com um
crescimento entre 5% e 6%. Contribuem para isso o desempenho da
indústria automotiva, o forte incentivo do governo à construção civil, a
volta do investimento dos fabricantes
em publicidade e marketing, e o próprio crescimento econômico do país.
Os sinais de recuperação do primeiro semestre deverão ser complementados pelos bons resultados do segundo semestre, período em que se intensificam as vendas de tintas. Estamos apostando ainda nas exportações
de tintas, especialmente aquelas com
maior valor agregado.
Não podemos anunciar o início de
um novo ciclo de crescimento, mas
as boas notícias de 2004 nos animam
a esperar um 2005 ainda melhor e,
mais do que isso, a interrupção do
ritmo stop-and-go que tem caracterizado não só a indústria de tintas, mas
a própria economia brasileira.
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nº15 - set/out - Petrobras Distribuidora