ALEXANDRE VENTURA CAÇADOR CARVALHO GILSON VASCONCELOS DOBBIN HÉRYCKA SERENO NEVES DA ROCHA MARIA ALICE GOMES DE OLIVEIRA RAQUEL BRAGA RODRIGUES THAÍS DA COSTA PICCHI VÂNIA NUNES DE CARVALHO EDUCAÇÃO PARA DEMOCRACIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS: REFLEXÕES SOBRE AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS BRASÍLIA 2015 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Título: Educação para democracia na Câmara dos Deputados: reflexões sobre práticas pedagógicas Autores: Maria Alice Gomes De Oliveira (coordenadora): http://lattes.cnpq.br/0289569280396289 Alexandre Ventura Caçador Carvalho: http://lattes.cnpq.br/3508212115361022 Gilson Vasconcelos Dobbin http://lattes.cnpq.br/5497991844023126 Hérycka Sereno Neves Da Rocha: http://lattes.cnpq.br/3345328442103808 Raquel Braga Rodrigues: http://lattes.cnpq.br/5485327687875403 Thaís Da Costa Picchi: http://lattes.cnpq.br/7926065357153685 Vânia Nunes De Carvalho: http://lattes.cnpq.br/1855088253373668 Linha de Pesquisa: c) Política Institucional do Poder Legislativo: Comunicação e Educação para Democracia Data: 02/03/2015 Resumo: O projeto tem como objetivo a investigação sobre os aspectos metodológicos e pedagógicos das ações de educação para a democracia – realizadas no âmbito da Câmara dos Deputados. À luz da literatura especializada e ladeado pelos objetivos institucionais da Casa no que se refere a esta temática, o presente trabalho buscará contribuir para o debate sobre educação para democracia por meio da investigação sobre competências e metodologias pedagógicas voltadas para a educação para democracia. Pretende-se, desta forma, propiciar subsídios para o planejamento e a implementação de ações efetivas de letramento político desenvolvidas pelas Casas Legislativas de diversas esferas e, primordialmente, pelo Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara dos Deputados - Cefor para diferentes públicos. 2. APRESENTAÇÃO A Câmara dos Deputados, que juntamente com o Senado Federal representa o Poder Legislativo na esfera federal, vem desenvolvendo ações, programas e atividades institucionais que, balizadas por ações pedagógicas e em parceria com instituições de ensino, tem o intuito de disseminar conhecimentos sobre o que é o Poder Legislativo, seu papel para a democracia e também dentro da organização do Estado Brasileiro. As principais ações de educação para democracia da Casa têm sido realizadas pelo Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento – Cefor por meio da Coordenação de Educação para democracia – Coede. O Grupo de Pesquisa e Extensão “Educação para a Democracia na Câmara dos Deputados: definição de competências” se propôs entre 2012 e 2014 a desenvolver pesquisas com o propósito de refletir sobre a educação para a democracia – conceitos, práticas e públicoalvo – no âmbito do parlamento brasileiro, especialmente na Câmara dos Deputados. Em um primeiro momento, foi feita a identificação e sistematização de competências consideradas importantes para uma efetiva participação do cidadão em uma sociedade democrática por meio de uma pesquisa bibliográfica no campo da educação para democracia. A proposta do GPE “Educação para democracia na Câmara dos Deputados: reflexões sobre as práticas pedagógicas” é dar continuidade ao trabalho realizado pelo grupo anterior, aprofundando a investigação a partir dos resultados obtidos e, ainda, expandido a pesquisa para a discussão sobre práticas pedagógicas e metodologias vinculadas às ações de educação para democracia. Assim, inicialmente, o grupo dedicou-se à pesquisa sobre “o que” de mais importante é trabalhado em ações de educação para democracia. Agora, a proposta recai sobre o “como” abordar tais temáticas no contexto da educação legislativa. A discussão sob o ponto de vista pedagógico – práticas e metodologias – pode ser feita a partir de diferentes enfoques. Consideramos que três pontos de vista são importantes para esta abordagem. Primeiramente, a descrição de experiências, ou seja, ações de educação para democracia já existentes na instituição que podem apontar caminhos de sucesso a partir dos resultados que geraram e da análise sobre em que medida propiciaram o alcance dos objetivos propostos. A análise de casos, no contexto de atuação do Cefor, poderá, ainda, formar um material de referência para outros órgãos do Poder Legislativo que tenham interesse em desenvolver ações semelhantes. Um segundo eixo seria a avaliação de ações desenvolvidas atualmente no que se refere às competências desenvolvidas e metodologias utilizadas à luz do referencial teórico construído, tendo como ponto de partida a categorização de competências realizada pelo GPE “Educação para a Democracia na Câmara dos Deputados: definição de competências”. O terceiro eixo seria a investigação de abordagens inovadoras que podem ser implementadas de forma a vencer os desafios que se colocam para a área de educação para democracia de forma geral e também no contexto da atuação do Cefor. Neste sentido, identificase a transversalidade como um método ou uma forma de organizar o trabalho didático que pode trazer inovação para ações de educação para democracia, ampliando as possibilidades de atuação na área com diferentes públicos e em diferentes níveis de aprofundamento. 3. PROBLEMA Quais são as estratégias pedagógicas utilizadas nas práticas de educação para democracia e de que forma elas podem ser aplicadas em programas da Câmara dos Deputados? 4. OBJETIVOS Objetivo Geral: Analisar as práticas, conteúdos e metodologias empregados em ações de educação para democracia, construindo um referencial para subsidiar, primordialmente, as ações realizadas pela Câmara dos Deputados. Objetivos específicos: Descrever e analisar a concepção e o desenvolvimento de programas da Coede, apresentando resultados obtidos e objetivos alcançados; Refinar o levantamento de competências do GPE: “Educação para a Democracia na Câmara dos Deputados: definição de competências”, que identificou e categorizou as competências em educação para a democracia a partir da literatura; Avaliar as competências e as metodologias utilizadas nos programas e atividades educacionais já existentes e insertas nos programas da Coede à luz do referencial construído; Levantar abordagens e práticas acerca da transversalidade como método para desenvolver temas relativos à educação para democracia e de sua aplicação no âmbito da educação formal e corporativa. 5. JUSTIFICATIVA No Legislativo Brasileiro, o Cefor, o Instituto do Legislativo brasileiro do Senado Federal ILB e as Escolas do Legislativo, instituídas pelas várias Assembleias Estaduais e pelas Câmaras Municipais, cada vez mais sensibilizados pela necessidade de desenvolver projetos dirigidos à educação para a democracia, têm instituído programas para a sociedade de forma a envolver a população e permitir a ela uma visão mais completa do Legislativo e do processo legislativo. Embora o entendimento da importância da função educativa do Parlamento não seja novo, são recentes as ações sistematizadas voltadas à educação para a democracia, principalmente quanto ao enfoque legislativo. Há, portanto, muito a ser desenvolvido no sentido de analisar, aprimorar e tornar as práticas mais efetivas. O entendimento das práticas inicia-se com a análise dos objetivos instrucionais, considerados pela literatura de treinamento e desenvolvimento como o passo inicial do processo de planejamento pedagógico do curso (Abbad e cols, 2006). Dentro do processo de elaboração de um programa educacional a definição das competências baseia os objetivos instrucionais ajudando os planejadores do curso a definirem as estratégias educacionais, conteúdos, divulgação e demais elementos para que o evento educativo consiga alcançar os resultados desejados. Neste sentido, a escolha das estratégias educacionais é vital para o alcance dos objetivos de qualquer programa, em especial os de educação para democracia em sua complexidade por tratar de conhecimentos, práticas e valores necessários para a atuação em um sistema democrático (Cosson, 2008). A parcela da literatura que apresenta objetivos e forma de desenvolvimento das ações de educação para a democracia está focada em estudos de caso. Assim, é um avanço o levantamento sistematizado que permita um panorama de todas as ações desenvolvidas pela Câmara para os diversos públicos, competências propostas e metodologias pedagógicas de forma a possibilitar identificar padrões, pontos de concentração e lacunas, assim como práticas de sucesso. A Educação Legislativa, como definida no Projeto Pedagógico Institucional – PPI do Cefor é aquela que acontece no âmbito do Poder Legislativo e que se destina à profissionalização dos agentes que atuam no parlamento e à formação do cidadão para a vivência democrática. As ações de educação para democracia, em geral com foco no público externo, ocorrem como eixo inerente à atuação do Centro. Além disso, o Cefor propõe, em seu PPI, que todas as ações educativas promovidas sejam baseadas no reconhecimento de seu papel na construção da cidadania e da democracia, na formação de alunos-cidadãos, conscientes de sua responsabilidade profissional, política e social. A partir destas considerações, o Cefor inclui o publico interno, ou seja, os servidores da Câmara dos Deputados, de maneira explícita, como público de ações para a democracia. Assim, ao propor que a educação para democracia perpasse todas suas ações, abre espaço inescapável para o tema da transversalidade. Na área da educação, este termo é entendido como “uma forma de organizar o trabalho didático na qual alguns temas são integrados nas áreas convencionais de forma a estarem presentes em todas elas.” (MENEZES, 2002). Amplamente debatida no âmbito da educação formal (PCN, 1997; MENEZES, 2002; ARAUJO, 2013), a metodologia da transversalidade se coloca como avanço essencial no campo da educação para a democracia institucional. A melhor compreensão de suas abordagens e metodologias servirá de norteador para reflexões e modificações nas ações voltadas ao servidor do legislativo e o melhor delineamento de produtos e programas voltados para os professores da educação formal. O desenvolvimento de conhecimento acerca dos aspectos pedagógicos de práticas de educação para a democracia servirá de base, ainda, para reflexões e melhorias dos programas da Câmara dos Deputados. Também poderá ser um estímulo para outras casas legislativas adotarem novas iniciativas e refletirem as já promovidas. 6. REVISÃO DA LITERATURA Este projeto pretende refletir sobre alguns trabalhos já realizados nas instâncias do Poder Legislativo e sobre material bibliográfico ligado às áreas de educação, pedagogia, didática e planejamento, voltados para a educação política, tomando como base a reflexão nas obras de: Cosson (2008); Virginio (2002); Benevides (1994); Libâneo (2011); Luckesi (1992); Padilha (2001); Kunsch (2003); Baffi (2002); Pimenta & Anastasiou (2010) dentre outros, para melhor compreender a educação para a democracia e a formação de competências e o desenvolvimento de metodologias para a seu alcance. Também estará baseado na literatura sobre a transversalidade, partindo do campo da educação formal para construir referências a serem utilizadas nesta e na educação corporativa. Além de buscar uma bibliografia afinada e, na medida do possível, atual, será feita pesquisa junto à Coede/Cefor voltada para a identificação dos programas e ações de educação para a democracia, as metodologias e competências desenvolvidas e/ou que são necessárias aos programas estudados. O ponto de partida proposto para a discussão sobre educação para democracia no âmbito do Parlamento é o reconhecimento do papel educativo da instituição. Marques-Júnior (2008) destaca que, como palco principal da arena democrática, o legislativo é locus privilegiado de geração e demanda de informação. Portanto, gera importantes informações para a sociedade e necessita de informações da sociedade para realizar seu trabalho. Dessa forma, a possibilidade de comunicação efetiva entre a sociedade e o parlamento é uma das fontes primordiais de legitimidade para a função legislativa. Neste sentido, definimos a educação para democracia como um conjunto de ações e metodologias voltadas para o desenvolvimento de cidadãos capazes de viver em um regime democrático, vivenciando plenamente suas práticas e valores. Esta definição é construída tendo como referência vários autores que, de forma complementar, caracterizam estas ações. Gutmann (1999) a define como o desenvolvimento de virtudes, conhecimentos e habilidades necessárias para a participação política. Crick (1998, p.41) a entende como a “aprendizagem sobre e como nos fazer atuantes na vida pública por meio de conhecimentos, habilidades e valores”. Para Benevides (1996), a educação para democracia é constituída, por um lado, de formação intelectual e informação, que atribuem aos indivíduos a capacidade de conhecer para melhor julgar e, por outro, de educação moral, que diz respeito à internalização de valores essenciais à democracia. Constitui-se, ainda, de educação do comportamento, que se refere à adoção de atitudes condizentes com os valores democráticos. Por fim, Cosson (2010, p. 195) a define como “processo de apropriação de práticas, conhecimentos e valores para manutenção e aprimoramento da democracia”. A análise trabalhada pelo GPE anterior revela uma aproximação entre a concepção de educação para democracia e o conceito de competências, na medida em que ambos expressam a ideia da ação e da mobilização de conhecimentos e habilidades para uma aplicação concreta e, ainda, a necessidade de demonstração das competências em termos concretos e apreensíveis, importante como base para a definição de objetivos instrucionais. O trabalho realizado, assim, expressa esta aproximação apontando competências a serem desenvolvidas neste campo, as quais compõem categorias que englobam conhecimentos, habilidades, valores e atitudes a serem trabalhados em ações de educação para democracia: conhecimento do estado democrático, análise do contexto sócio-político, atuação política, valores democráticos e republicanos, habilidades pessoais. Para além das competências, o debate sobre as estratégias pedagógicas e metodologias proposto contribuirá para o avanço na concepção e avaliação de ações e programas de educação para democracia no âmbito do Legislativo. As estratégias pedagógicas representam os instrumentos para a efetiva consolidação da proposta instrucional e competências a serem desenvolvidas. Sobre isso, Krahe, Tarouco e Konrath afirmam que As estratégias pedagógicas são os meios que o professor utiliza em sala de aula para facilitar o processo de ensino–aprendizagem, incluindo: as concepções educacionais que embasam as atividades propostas; a articulação de propostas e/ou atividades desencadeadora de aprendizagens; a organização do ambiente físico; a utilização de recursos áudio-visuais; o planejamento de ações e o tipo e a forma como o material é utilizado (p. 6). Dentro deste tema, a transversalidade pode ser vista como uma alternativa que está alinhada à proposta de educação para democracia. O conceito surge no contexto dos movimentos de renovação pedagógica, quando os teóricos conceberam que é necessário redefinir o que se entende por aprendizagem e repensar também os conteúdos que se ensinam aos alunos. (MENEZES, 2002) A transversalidade relaciona-se a temáticas que perpassam os diferentes campos de conhecimento. Tais temáticas devem estar atreladas à melhoria da sociedade e da humanidade e, “por isso, abarcam temas e conflitos vividos pelas pessoas em seu dia-a-dia”. Cada cultura, cada sociedade, cada comunidade, pode eleger os temas transversais que considera pertinentes serem abordados nas instituições educacionais. Tais temas podem ser definidos tanto em termos de políticas nacionais quanto ser escolhidos pelas comunidades e escolas específicas, de acordo com sua realidade e/ou necessidades. (ARAUJO, 2013) Difere-se da interdisciplinaridade porque, apesar de ambas rejeitarem a concepção de conhecimento que toma a realidade como um conjunto de dados estáveis, a primeira se refere à dimensão didática e a segunda à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento. Ou seja, se a interdisciplinaridade questiona a visão compartimentada da realidade sobre a qual a escola se constituiu, mas trabalha ainda considerando as disciplinas, a transversalidade diz respeito à compreensão dos diferentes objetos de conhecimento, possibilitando a referência a sistemas construídos na realidade dos alunos (MENEZES, 2002). Os parâmetros curriculares do MEC estabelecem que o compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal e coletiva e a afirmação do princípio da participação política. Nessa perspectiva é que foram incorporadas como Temas Transversais as questões da Ética, da Pluralidade Cultural, do Meio Ambiente, da Saúde, da Orientação Sexual e do Trabalho e Consumo. (PCN, 1997) Diante disso, a proposta da transversalidade pode ser vista como um caminho interessante para se pensar a educação para democracia, por trazer esta dimensão da relação com a realidade e da coletividade, pressupostos importantes para uma educação para democracia efetiva. Além disso, abre possibilidades de inserção da temática em ações educativas que primordialmente tratam de outros campos do conhecimento, aumentando a abrangência das ações. 7. METODOLOGIA A fim de possibilitar o alcance dos objetivos propostos, a opção metodológica do GPE será a criação de três subgrupos de trabalho que atuarão na investigação focada nos três eixos identificados na apresentação. Para cada um deles será adotada metodologia específica para o alcance dos objetivos. 1. Eixo Descrição de experiências: estudo de ações já desenvolvidas pela Coede, tendo como objetivo descrever a concepção e o desenvolvimento de programas selecionados pelo grupo, bem como descrever conteúdo e metodologias utilizadas e analisar os resultados obtidos. Neste subgrupo serão utilizadas a análise documental de projetos, planejamentos instrucionais, relatórios internos da Coede e análise qualitativa e de estatísticas descritivas das avaliações dos participantes. 2. Eixo Competências e metodologias de ações: classificação das competências as quais os programas da Coede pretendem desenvolver à luz da categorização de competências encontradas na literatura resultante do trabalho do GPE anterior. Ainda, um estudo sobre as metodologias utilizadas nestes programas e de que forma competências e metodologias se relacionam. Neste estudo serão realizados levantamentos para identificar as competências e as metodologias desenvolvidas nos programas da Coede por meio de análise documental e, se necessário, coleta de dados primários com os coordenadores e participantes dos programas. A análise e classificação dos dados serão feitas a partir da análise de conteúdo apriorística, quando o pesquisador de antemão já possui, segundo, experiência prévia ou interesses, categorias pré-definidas. Vale ressaltar, ainda, que a categorização das competências e a análise das inter-relações competências/metodologias passarão pela validação externa, por juízes e pelos pares. 3. Eixo Investigação de abordagens inovadoras: levantamento de abordagens e práticas de transversalidade. Nesta linha será utilizada primordialmente a pesquisa exploratória, que tem como objetivo proporcionar familiaridade com um problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses sobre determinado tema. Este tipo de pesquisa é realizado, sobretudo, para o aprimoramento de determinados conceitos preliminares sobre uma temática e, assim, contribui para descobrir novos enfoques sobre o assunto ao reunir mais conhecimento e incorporar características inéditas, bem como buscar novas dimensões até então desconhecidas. Observa-se que os eixos são complementares, contendo descrição e análises de ações já desenvolvidas, bem como discussão das estratégias pedagógicas possíveis e desejáveis. A divisão busca organizar o trabalho para melhor contribuir para o desenvolvimento pedagógico em ações de educação para democracia. 8. CRONOGRAMA Eixo 1 - Descrição de experiências Março Abril Levantar a bibliografia e estruturar o referencial teórico Maio Definição do programa a ser estudado. Após, reunir e consolidar os dados a serem apresentados a partir dos: projetos, planejamento instrucional, relatórios, planilhas com dados de avaliação. Junho Redigir a apresentação dos dados – histórico e resultados Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Redigir análise e discussão Redigir conclusão e introdução Revisão do grupo Ajustes e encaminhamento do artigo para E-Legis 2015 Eixo 2 - Competências e metodologias de ações Elaboração do Projeto para o subgrupo do GPE --------------------------------------Levantamento e revisão bibliográfica inicial Levantamento dos cursos, programas, ações e atividades existentes no Coede/Cefor relacionados com os objetivos pretendidos – classificação das competências. Alimentar e analisar bancos de dados com as informações do levantamento realizado ____________________ Levantamento e revisão bibliográfica Alimentar e analisar banco de dados -------------------------------------Levantamento e revisão bibliográfica Elaboração do Relatório Preliminar Analisar banco de dados e cruzar dados com o Relatório Preliminar – 1º versão Avaliação de pares e Juízes Elaboração do Relatório Final - Classificação das competências Analisar banco de dados e cruzar dados com o Relatório Final – 1º versão – Classificação das competências Revisão do Relatório Final – 2º versão – Classificação das competências Eixo 3 - Investigação de abordagens inovadoras Levantamento bibliográfico exploratório Elaboração do projeto para o subgrupo do GPE Levantamento bibliográfico Alimentar e analisar banco de dados -------------------------------------Levantamento e revisão bibliográfica Elaboração do Relatório Preliminar Apresentação para o grupo Reformulação dos objetivos da pesquisa - Segunda rodada de levantamento bibliográfico (a definir se com mesmo banco de dados ou novo) Alimentar e analisar banco de dados Alimentar e analisar banco de dados Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Eixo 1 - Descrição de experiências Análise sobre a possibilidade de novo programa a ser relatado Levantar a bibliografia e estruturar o referencial teórico Reunir e consolidar os dados a serem apresentados a partir dos documentos do Programa escolhido: projetos, planejamento instrucional, relatórios, planilhas com dados de avaliação. Redigir a apresentação dos dados – histórico e resultados Julho Agosto Redigir análise e discussão Setembro Redigir conclusão e introdução Outubro Revisão do grupo Novembro Ajustes e encaminhamento do artigo para E-Legis Dezembro 2016 Eixo 2 - Competências e metodologias de ações Levantamento e revisão bibliográfica inicial Metodologias Levantamento dos Cursos, programas, ações e atividades existentes no Coede/Cefor- Metodologias relacionados com as competências Apresentação para o grupo Reformulação dos objetivos da pesquisa A ser definido a partir dos resultados encontrados Elaboração do Relatório Preliminar A ser definido a partir dos resultados encontrados Analisar banco de dados e cruzar dados com o Relatório Preliminar – 1º versão Avaliação de pares e Juízes Elaboração do Relatório Final - Metodologias Analisar banco de dados e cruzar dados com o Relatório Final Metodologias – 1º versão Revisão do Relatório Final Metodologias – 2º versão Redação de artigo 2017 Eixo 2 - Competências e metodologias de ações Revisão do grupo Janeiro Março Elaboração do Relatório Preliminar Alimentar e analisar bancos de dados com os dados do levantamento realizado Redação de artigo Eixo 1 - Descrição de experiências Eixo 3 - Investigação de abordagens inovadoras A ser definido a partir dos resultados encontrados Elaboração do Relatório Preliminar Apresentação para o grupo, definição sobre formato do artigo Redação de artigo Redação de artigo Revisão do grupo Eixo 3 - Investigação de abordagens inovadoras Ajustes e encaminhamento do artigo para E-Legis Ajustes e encaminhamento do artigo para E-Legis 9. 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