Quarta-feira
6 Maio 2009
Remax diz que vai continuar a
crescer e pretende “profissionalizar
ainda mais a rede”
Manuel Alvarez, presidente executivo da Remax em Portugal,
não tem dúvidas de que “é preciso manter a fasquia alta”. Entrevista na Página 12
Chamartín Imobiliária Recuperação avança no Edifício Campo Pequeno
2
Crise obriga a
mudanças na
ocupação de
escritórios
6
Viva In Portugal
quer promover
oferta de
habitação
10
Componente
comercial do
Nassica vai ser
colocada
10
Elevadores
em vidro
colorido
2 • Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009
Abertura
Formas de ocupação de escritórios
estão a mudar devido à crise
“Estamos a passar, sem dúvida, uma fase difícil tanto para ocupantes como proprietários”,
sublinha Carlos Oliveira, da Cushman & Wakefield
Pedro Farinha
O sector imobiliário continua a sentir
de forma persistente os efeitos da actual crise económica. Segundo o estudo
European Landlord & Tenant Survey
2009, da Cushman & Wakefield, a consolidação das operações de algumas
empresas e os cortes nos recursos humanos vão afectar a procura de escritórios nos próximos 12 meses.
“Estamos a passar, sem dúvida, uma
fase difícil tanto para ocupantes como
proprietários”, garante Carlos Oliveira,
Partner e director de Escritórios da
Cushman & Wakefield em Portugal.
O estudo desta consultora, que teve
por base 750 entrevistas (65 por cento
a ocupantes e 35 por cento a proprietários), dá conta de que mais de metade
dos inquilinos mudaram a forma de
ocupação de espaço para hot desking
e implementaram políticas de trabalho flexível. Além disso, 60 por cento
dos inquiridos antecipam também que
irão mudar a utilização de espaço nos
próximos 12 meses, considerando para
isso espaços em open space e também
práticas de trabalho flexível.
“Nos últimos 12 meses, 40 por cento
dos ocupantes intensificaram a utilização do seu espaço de escritórios, e
um terço antevê que a sua ocupação
será ainda mais intensa durante este
ano. A média de espaço ocupado por
trabalhador na Europa caiu de 12,8 m²
para 12,4 m². As empresas de serviços
financeiros lideraram esta tendência,
sendo que mais de metade destas já
reduziu espaço no último ano. As empresas de comunicações e tecnologias
deverão ser as que mais vão reduzir o
espaço de ocupação em 2009”, pode
ler-se naquele estudo.
A Cushman & Wakefield nota ainda
que, tanto proprietários como inquilinos, estão, em muitos casos, a considerar optimizar o uso dos seus imóveis
para superar o impacto da crise económica. “Na realidade, apenas nove
por cento dos proprietários e 26 por
cento dos ocupantes inquiridos não
pensam utilizar os seus imóveis para
este efeito. A maioria dos inquilinos inquiridos tem intenção de renegociar os
seus contratos de arrendamento para
reduzir o seu compromisso contratual
ou obter alguma redução dos valores
de rendas”, acrescenta o mesmo documento.
Com a queda das rendas nas principais cidades europeias, e a previsão de
que desçam ainda mais durante este
ano, o estudo desta consultora acredita que metade dos proprietários tenciona dar mais incentivos aos inquilinos para os manter, enquanto que 37
por cento estão mesmo na disposição
de baixar as rendas.
No entanto, Carlos Oliveira não
tem dúvidas de que “a oferta limitada de espaços de primeira qualidade
nas principais cidades, e a actual retracção na promoção imobiliária de
novos projectos, deverá assegurar
Mais de metade dos inquilinos mudaram a forma de ocupação
de espaço para hot desking
que os mercados de escritórios estarão equilibrados e bem posicionados
para quando a situação económica
global voltar a melhorar”.
Sustentabilidade influencia
As questões ligadas à sustentabilidade
continuam a influenciar a forma como
os promotores e ocupantes gerem o
seu património imobiliário. De acordo
com os resultados do estudo, “40 por
cento dos inquiridos afirmam que a
sua empresa está mais focada na sustentabilidade do que há um ano atrás,
e apenas cinco por cento admitem que
menos. Mais de metade das empresas
da Europa Ocidental aumentaram a
sua preocupação com questões ambientais enquanto que as da Europa
de Leste, especialmente as empresas
na Rússia, estão menos susceptíveis a
esses problemas”.
Perante este cenário, Carlos Oliveira
afirma que “os proprietários que construam edifícios de qualidade, eficientes e com valores ajustados ao mercado continuarão a ver os seus escri-
tórios ocupados, especialmente por
empresas que sabem o impacto que
pode ter o edifício certo no seu negócio”. E acrescenta: “À medida que a
procura por escritórios abranda, os
proprietários beneficiados serão os
que conseguirem perceber e antecipar as principais necessidades dos
ocupantes”.
Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009 • 3
Mercado
Algarve com variação
de -2,0% em Março
No Continente o Índice Confidencial
Imobiliário (ICI) mantém registo de
desvalorização iniciado em Outubro
de 2008. O mês de Março de 2009 pautou-se por uma variação de -0,1%, sendo esta desvalorização menor do que
a verificada em Fevereiro deste ano,
que se fixou em -0,2%.
No mês de Março os alojamentos novos apresentaram uma taxa de variação negativa. No caso deste segmento
de mercado a taxa de variação média
mensal continua negativa, sendo de 0,3%, enquanto que no caso dos fogos
usados a variação foi nula.
A taxa de variação homóloga em
Março de 2009 foi de 1,1%, o que corresponde ao valor mais baixo registado
desde Agosto de 2007. Os alojamentos
novos continuam a apresentar as taxas
de variação homólogas mais elevadas
(3,0%), no entanto, assiste-se a uma redução face ao registado em meses anteriores. No segmento de fogos usados
a variação homóloga reflecte um valor
negativo (-0,2%), somente equiparado
a Agosto de 2006.
Região do Algarve
No Algarve o Índice registou uma taxa de variação mensal, em Março último, de -2,0%. Este é o valor mais baixo
registado pelo índice desde Julho de
2008. No segmento de alojamentos
novos a desvalorização registada em
Março deste ano foi de -1,7%, representando o valor mais baixo dos últimos
seis meses. Os fogos usados atingem
uma taxa mensal de valorização ainda
mais baixa, de -2,3%.
Mercado Habitacional Continente Valor Médio/ m2 da Oferta
1 784 €
A Algarve
A taxa de variação homóloga e a taxa de variação anualizada em Março,
foram de 6,3% e 12,2%, respectivamente. Denotando, ainda, variações
em alta decorrentes do histórico de
valorações positivas, no entanto, a
taxa de variação homóloga é a mais
baixa dos últimos 12 meses. A variação homóloga mais elevada regista-se
nos fogos novos, 9,4%, enquanto que
nos usados foi de 4,1%. Estes valores,
embora elevados face aos registados
no resto do país, são em Março mais
reduzidos do que no mês anterior. As
variações homólogas dos alojamentos
novos baixam 4,1 pontos percentuais
entre Fevereiro e Março de 2009, e,
relativamente aos fogos usados, a redução foi de 4,6 pontos percentuais,
em igual período.
B AM Lisboa
1 651 €
C AM Porto
1 261 €
D Alentej0
1 199€
1 068 €
E Centro
968 €
F Norte
E
› 1 600 €
1 600 € ‹·› 1 100 €
1 100 € ‹·› 1 000 €
‹ 1 000 €
B
D
A
2008: 4º Trimestre
Índice Confidencial Imobiliário
112
O Índice Confidencial Imobiliário mede
a valorização residencial, recorrendo à
informação do portal imobiliário LardoceLar.com que em 2007 captou a informação
proveniente de 1.707 empresas de mediação. Assenta numa metodologia que
contempla mecanismos de ajustamento
de qualidade, nomeadamente estratificação e cálculo de preços-hedónicos.
·
·
6%
·
·
96
—
·
·
·
·
·
·
·
·
· > 2006
· > 2007
· > 2008
· > 2009
Índice Confidencial Imobiliário (2005=100)
—
4%
120
2%
110
0%
100
-2%
90
·
104
100
130
·
108
·
Infografia Confidencial Imobiliário
Fonte Ci/ LardoceLar.com
Índice Confidencial Imobiliário Algarve
JFMAMJJASONDJFMAMJJASONDJFMAMJJASONDJFM
·
F
C
JFMAMJJASONDJFMAMJJASONDJFMAMJJASONDJFM
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
·
· > 2006
· > 2007
· > 2008
· > 2009
120
110
—
Taxa de Variação Média (últimos 12 meses)
130
Índice Confidencial Imobiliário (2005=100)
—
100
90
Média ICI 2005/ 2009
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4 • Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009
Opinião
Um convite muito honroso e uma operação muito simples
O
Luís Lima
grupo que foi incumbido de estudar a tributação
do património, no âmbito de um grupo de trabalho mais vasto, criado por despacho do Senhor
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Prof.
Dr Carlos Baptista Lobo, para o estudo da politica fiscal,
nas suas vertentes de competitividade, eficiência e justiça,
o grupo que estuda a tributação do património quis recentemente ouvir a opinião da APEMIP sobre a tributação em
geral e sobre o IMI e o IMT em particular.
Coordenado pelo Prof. Dr. Sidónio Pardal, universitário
de reconhecidos méritos cuja obra mais recente – “A
Apropriação do Território”, editada em 2006 pela Ordem
dos Engenheiros - é um texto de referência para qualquer
reflexão em torno do ordenamento, do urbanismo e
do planeamento, o grupo que estuda a tributação do
património visa encontrar um modelo de tributação
mais justo, mais simples e mais eficiente, com valores de
colecta razoáveis.
O convite endereçado à APEMIP para uma reflexão
sobre esta matéria, em especial sobre o Imposto
Municipal de Imóveis e sobre o IMT que veio substituir
a sisa é tanto mais honroso quanto reconhece
expressamente “ a experiência e o saber que a Associação
dos Profissionais e Empresas de mediação Imobiliária de
Portugal tem sobre esta matéria”.
Tal convite é também uma prova da isenção intelectual
do grupo constituído para este estudo, sendo público
que a APEMIP tem vindo a manifestar posições muito
críticas sobre os excessos da tributação do património,
nomeadamente quanto à própria existência do IMT
(ex-sisa), imposto que há longos anos deixou de fazer
sentido, na exacta medida em que se assume como uma
penalização extra sobre a propriedade, com razões
históricas num passado muito longínquo mas sem sentido
neste tempo em que a propriedade já é severamente
tributada noutras sedes.
Fiéis à nossa coerência, deixámos, no encontro que o
convite já proporcionou, as nossas sugestões sobre estas
matérias com a fundada esperança de que serão tidas
em conta e poderão contribuir para a concepção de um
modelo de tributação menos inspirado no século XIX
e mais adequado ao século XXI – é tão simples, basta
recolocar o I da unidade romana a seguir aos dois X das
dezenas.
Presidente da Direcção Nacional da APEMIP
[email protected]
O Estado e o estado do imobiliário face ao centro da cidade que temos
A
José Rio
Fernandes
produção legislativa, designadamente ao possibilitar
o agravamento do IMI para prédios devolutos, aumentar rendas manifestamente desajustadas e até
nalguns casos ao permitir expropriar, vai no bom
sentido, reforçando a capacidade de intervenção do Estado
para a resolução de um problema tão grave como urgente,
face ao “terramoto lento” que vai esvaziando e degradando
os prédios das áreas centrais e mais antigas da generalidade
das cidades portuguesas. Entre todas as medidas, tem sido
especialmente difícil alterar o estado das coisas no mercado
de arrendamento, parecendo óbvia a necessidade de fazer
transitar dos proprietários para o Estado o apoio a famílias
que não podem suportar o valor real das rendas, até para se
ganhar a capacidade moral para se poder obrigar à realização
de obras que há muito deveriam ter sido feitas numa normal
gestão do edificado, ou impor a demolição, nos casos em
que tal o aconselhe e seja permitido.
Numa Secretaria de Estado do Ordenamento do
Território e das Cidades já com muitos êxitos no
domínio do ordenamento do território (com aprovação
de programa nacional das políticas de ordenamento,
simplificação legislativa e processual de planos e a
conclusão de planos regionais), será por certo muito
útil no domínio da política para as cidades traçada pelo
Secretário de Estado João Ferrão as acções lançadas no
quadro do POLIS XXI e em especial nas “Parcerias para a
Regeneração Urbana”, permitindo direccionar uma parte
de muitos milhões de euros do QREN para os espaços
prioritários das nossas cidades, com especial incidência
em áreas antigas e espaços residenciais problemáticos.
Apesar de todo este esforço, face a outras cidades
europeias, vê-se bem que a gravidade da situação das
áreas centrais e mais antigas das nossas cidades, obriga
a uma convergência de esforços que as Parcerias para a
Regeneração Urbana incentivam, mas não podem (nem
pretendem) resolver por si só.
Regressado de uns dias em Lyon, depois de poucos
meses antes ter estado em Frankfurt e Darmstadt e há
menos de um ano em Pisa, Florença e Lucca, é muito
claro da observação destas cidades que além dos prédios
estarem em melhor estado, estão especialmente em
vantagem no principal atributo das áreas centrais:
pessoas na rua. Em todas, além de visitantes e os que
trabalham no centro, é evidente que são muitos os
residentes da cidade alargada que vêm ao centro fazer as
suas compras, hábito quase perdido entre nós. Porquê a
diferença?
Desde logo, porque a maioria dos novos comerciantes
não encontraram nos anos 80 e 90 uma loja em rua
central a preço razoável, face ao custo exorbitante de um
trespasse que fazia reverter para o inquilino a vantagem
de um arrendamento desajustado, contribuindo também
ao “arrastar” de estabelecimentos pouco competitivos,
economicamente inviáveis, só mantidos pelos custos fixos
baixos e pela expectativa de um trespasse.
Em segundo lugar, convém lembrar que na Alemanha,
Itália e Fraça, há já há muitos anos uma política activa
de desincentivo aos shoppings; além de que estes, com
poucas excepções, não têm a dimensão e sofisticação que
adquirem entre nós.
Em terceiro lugar, nestes países e nestas cidades, os
centros comerciais e outras grandes, médias e pequenas
superfícies, não têm a vantagem comparativa face ao
comércio de rua do centro da cidade que gozam entre
nós e que não somos agora capazes de alterar, seja
o de estarem abertos ao domingo ou de recrutarem
colaboradores em condições muito mais vantajosas
para a empresa do que as que protegem os que foram
contratados há 20 ou 30 anos atrás.
Neste domínio, como na simplificação para as obras
de manutenção dos imóveis (calvário processual,
ampliado várias vezes sempre que envolve IGESPAR), é
muito importante aprender com outras cidades e países
europeus, o que significa, basicamente, concretizar o
que propôs um estudo encomendado pelo Ministério da
Economia ao Departamento de Geografia da Faculdade
de Letras da Universidade do Porto, concluído, entregue
e publicado em 2000: carta de ordenamento comercial
inter-municipal obrigatória, gestão de centro de cidade
activa e combate à desigualdade nas condições de
concorrência entre comércio de rua e em shopping.
Estas medidas, entre outras, poderão contribuir
para s inverter uma tendência cultural que marca nas
últimas décadas o nosso comportamento de cidadãosconsumidores, muito estruturado pela dependência
do automóvel e orientado para o conforto, a novidade
fácil e a marca estrangeira, conducente a uma certa
“americanização da cidade”, favorável aos espaços
privados de uso colectivo, em prejuízo da animação
do espaço público que marca a generalidade das áreas
centrais noutros países europeus, onde também o Estado
(central, regional e local) tem sido consideravelmente
mais activo a favor da preservação actualizada da área
central.
Senão, apesar de algumas iniciativas privadas e dos
dinheiros públicos, e malgrado as marcas interessantes
de um certo regresso da inovação e dos mais jovens
(sobretudo durante a noite), o nosso comportamento
corres o risco de perpetuar a contradição entre
lamentarmos o estado a que está a área central da nossa
cidade e continuarmos a evitá-la para fazer compras
ou simplesmente a usarmos como espaço de estar e de
encontro.
Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009 • 5
Actualidade
Chamartín Imobiliária
iniciou recuperação do
Edifício Campo Pequeno
Rui Pedro Lopes
Novo projecto possuirá
um apartamento por piso.
Conclusão prevista para o
segundo semestre de 2010
A Chamartín Imobiliária deu início recentemente à recuperação do Edifício
Campo Pequeno, em Lisboa. Esta operação, que tem conclusão prevista
para o segundo semestre de 2010, vai
resultar no desenvolvimento de um
novo empreendimento que possuirá
um apartamento por piso de tipologia T5 ou T6, com áreas que variam
entre os 385 e os 460 metros quadrados, revelou a empresa promotora ao
PÚBLICO Imobiliário.
“O Edifício Campo Pequeno representa um passo significativo na aplicação dos princípios do desenvolvimento sustentável na reabilitação de imóveis e reflecte a aposta da Chamartín
no aproveitamento e recuperação de
edifícios existentes, transformando-os
em residências de elevada qualidade e,
simultaneamente, promovendo o regresso dos habitantes ao centro da cidade”, revela a Chamartín Imobiliária,
que dá ainda conta de que esta intervenção se insere na marca de reabilitação de urbana da empresa, “Para
quem ama Lisboa”.
Além da componente habitacional,
o novo projecto deverá integrar uma
área de lazer na cobertura, constituída
por uma piscina, bar e ginásio. Está
igualmente prevista a criação de espaços ajardinados na cobertura.
Para a Chamartín Imobiliária, este empreendimento caracteriza-se
pela sua “excelente localização no
centro de Lisboa, junto à Avenida da
República e Avenida de Berna, permitindo um acesso extremamente eficaz
aos principais pontos da cidade”.
“O conceito, o projecto e a construção do Edifício Campo Pequeno apresentam uma postura responsável e inovadora relativamente às questões ambientais e à melhoria da qualidade de
vida”, assinala a empresa promotora,
que neste particular destaca a adopção
de diversas soluções, nomeadamente
o sistema de domótica individualizado
que “permite o controlo eficaz em termos de segurança e maximiza a utiliza-
ção dos equipamentos”, o aquecimento de águas sanitárias com recurso a
painéis solares instalados nas fachadas
Sul e Poente, a adopção de soluções
de projecto e dispositivos para redução de consumos de água e de energia
eléctrica, assim como a aplicação de
materiais “naturais e renováveis nos
isolamentos térmicos e acústicos e nos
principais revestimentos”.
A Chamartín Imobiliária destaca
também o recurso a outro tipo de expedientes, como o sistema de recolha
separativo de resíduos sólidos, “preparados para reciclagem”, as soluções
arquitectónicas “maximizando o aproveitamento dos espaços e da luz natural” e a concepção arquitectónica que
“permite uma utilização mais versátil
dos espaços, tornando-os mais aptos
e flexíveis para as exigências da vida
actual”.
B.I.
Edifício Campo Pequeno
Promotor: Chamartín Imobiliária
Localização: Campo Pequeno, em
Lisboa
Oferta habitacional: Um
apartamento por piso de tipologia
T5 ou T6, com áreas que variam
entre os 385 e os 460 m²
Outras valências: Piscina, bar,
ginásio e espaços ajardinados
Equipamentos: Sistema de
domótica individualizado, o
aquecimento de águas sanitárias
com recurso a painéis solares,
soluções de projecto e dispositivos
para redução de consumos de
água e de energia eléctrica,
sistema de recolha separativo de
resíduos sólidos
Conclusão: Prevista para o
segundo semestre de 2010
Rino Retail Park
comercializado pela CB
Richard Ellis
O Departamento de Retail da CB
Richard Ellis foi instruído para comercializar, em regime de exclusividade, o
Rino Retail Park, em Pinhal Novo.
Implantado num lote com 67.000
m², o projecto situa-se junto à EN 252,
que faz a ligação entre Pinhal Novo e
Palmela, apresentando uma “localização e visibilidade únicas”, nota a CB
Richard Ellis em comunicado.
Este novo retail park possui uma
Área Bruta Locável (ABL) de 16.000
m², estando já confirmada a existên-
cia de uma âncora alimentar, bomba
de combustível e a possibilidade de
instalação de um drive in.
O projecto, promovido pelo grupo
Rino, vai também dispor de um parque
de estacionamento gratuito com capacidade para 1.000 lugares. P.F.
stand de vendas 92 794 01 19 junto ao parque de Moutidos www.casasdoparque.com.pt
6 • Público Imobiliário • Quinta-feira 6 Maio 2009
Resort
Jardim Vista
desenvolve paisagismo
no Amendoeira
Golf Resort
Pedro Farinha
Intervenção deverá estar
concluída até ao final da
Primavera deste ano
A Jardim Vista encontra-se a desenvolver o projecto de paisagismo do
Amendoeira Golf Resort. Este empreendimento está localizado em Silves e
pertence ao grupo Oceânico.
“Após a bem sucedida implementação do paisagismo nas áreas públicas,
designadamente os boulevards, ciclovias e rotundas, a Jardim Vista está presentemente a levar a cabo trabalhos
nos condomínios Figueira e Laranjeira,
daquele empreendimento”, indica um
comunicado da empresa.
O projecto paisagístico inclui espécimes de palmeiras e árvores, “com o
intuito de conferir maturidade imediata, bem como elementos de água
e cascatas para proporcionar som e
movimento e plantação no sentido de
conferir fragrância, cor e texturas de
folhagem contrastantes”, acrescenta
o mesmo comunicado.
Segundo os responsáveis da Jardim
Vista, foram escolhidas para esta intervenção espécies autóctones (amendoeiras, alfarrobeiras, oliveiras e carvalho), em virtude das “suas qualidades
intrínsecas”, assim como espécies que
ligam da melhor forma com a arquitectura de estilo mourisco – tamareiras,
jacarandas, ciprestes, limoeiros e arbustos aromáticos.
“Os relevos pronunciados foram
vencidos com a utilização de taludes de rocha strata criando socalcos
plantados com rosmaninho, alecrim,
viburnum, agapanthus branco, lantana e santolina”, pode ler-se naquele
comunicado.
A conclusão dos trabalhos da Jardim
Vista está agendada para o final da
Primavera deste ano.
Viva In Portugal quer
promover oferta de habitação
em ambiente de resort
A plataforma electrónica www.vivainportugal.com foi apresentada na passada segunda-feira, em Lisboa, numa
cerimónia transmitida em directo,
via webcast, para um público-alvo
que a organização estimou em 260
mil pessoas, distribuídas por mais de
17 países.
“O lançamento do Viva In Portugal
integra desde já 14 dos mais prestigiados promotores de turismo residencial
do mercado, 16 resorts, cerca de 2.850
unidades, num volume de negócios estimado de 1,800.000 euros”, informou
Lucília Pinto, CEO da Viva In.
De acordo com esta responsável,
“durante as duas primeiras semanas online está prevista a inserção
de mais seis resorts na colecção Viva
In Portugal”. Esta será uma “montra
global” que, reunindo os principais
promotores de resorts em Portugal,
“disponibilizará ao universo de utilizadores da Web, um conjunto de ferramentas que os ajudarão a descobrir
cada região do país, bem como a sua
oferta turística de resorts e de habitação”
A nova plataforma vai permitir que
os utilizadores possam contactar o
promotor do resort seleccionado, para solicitar mais informações ou uma
visita, tendo a resposta no prazo de
24 horas. Disponíveis estarão também
simuladores de crédito hipotecário, assim como links para as entidades que
poderão apoiar nas questões mais operacionais e burocráticas consequentes da decisão de compra, nomeadamente as Câmaras de Comércio dos
respectivos países, parceiros do Viva
In Portugal.
Jardins de Birre
No Palácio da Junqueira pode usufruir de 25 residências ímpares,
distribuídas por 4 edifícios de pequena volumetria e com tipologias
compreendidas entre os T2 e os T5 Duplex. Da imponente fachada
aos irrepreensíveis acabamentos, a sua nova residência assume
contornos bem definídos em linhas modernas e elegantes.
Apartamentos T2, T3 e T4 Duplex com áreas amplas, cozinhas
equipadas Míele, infra-estrutura domótica e boxes individuais p/ 2
ou 3 carros, inseridos num espectacular condomínio privado em
Cascais, constituído por 9 peq. edifícios, com amplos jardins, 2
piscinas, uma delas infantil, sauna, banho turco e ginásio equipado.
AMI 804
Palácio da Junqueira
Lisboa : 21 317 38 80
Cascais : 21 460 40 80
www.consultan.com
8 • Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009
Actualidade
SPCE cria subsidiária para
o mercado algarvio
Absorção atinge 23 mil m2
em 2009
O Lisbon Prime Index fechou o primeiro trimestre deste ano com uma
absorção líquida superior a 23 mil
m2, um registo inferior aos períodos
homólogos dos três anos transactos
mas que iguala a absorção do último
trimestre de 2008. Este facto significa que o nível de negociação, embora tenha sofrido um ligeiro abrandamento face ao que tradicionalmente ocorria neste período, mantém
o nível que se vinha verificando no
último ano.
A análise do número de negócios
realizados fornece uma perspectiva mais optimista aos operadores
do mercado de escritórios, os 67
contratos celebrados nos primeiros
três meses do ano estão muito próximos do número de transacções
Rui Pedro Lopes
dos primeiros três meses dos anos
anteriores.
Na distribuição espacial dos negócios do primeiro trimestre, o corredor Miraflores – Porto Salvo lidera a
absorção com 21 negócios a que correspondem mais de 7 mil m2, mantendo-se uma preferência clara das
empresas pela instalação nos parques de escritórios aí existentes.
Dentro da cidade de Lisboa foi
o eixo da Praça do Saldanha a
Entrecampos e Amoreira que recolheu mais negócios e área transaccionada, seguido de muito perto pelo
eixo da segunda circular ao Campo
Grande e da zona Prime que vem
mantendo, apesar da escassa oferta, diversos negócios em pequenos
espaços.
Out Town Usado ‡ OTU
3.000 m2
15 €/m2
2.500 m2
2.000 m2
1.500 m2
12 €/m2
1.000 m2
500 m2
0 m2
OUT 08
NOV 08
Área
DEZ 08
Renda Média
JAN 09
FEV 09
MAR 09
Renda Máximo
9 €/m2
Nova equipa será formada
por “um conjunto
de especialistas em
certificação energética
de imóveis”
A Sociedade Portuguesa de Certificação
de Edifícios (SPCE) iniciou operações
na região do Algarve, através de uma
empresa participada, com sede em
Faro.
Carlos Nascimento, administrador
do grupo SPCE, afirmou que “as capacidades de intervenção da SPCE, a
nível nacional, ficam agora reforçadas
com o início de operação da empresa no Algarve. A SPCE já detém uma
sólida experiência de intervenção
em hotéis e grandes superfícies comerciais pelo que acreditamos que a
nossa operação no mercado algarvio
tem um enorme potencial de crescimento”.
Já o responsável da SPCE Algarve,
Pedro Casa Nova, precisou que o mercado algarvio apresenta “necessidades específicas ao nível da certificação
energética de grandes edifícios. Tendo
em conta que o primeiro produto do
PIB da região é o turismo, os principais
imóveis que necessitam desta tipologia de intervenção são os edifícios de
escritórios, hotéis, resorts e grandes
espaços comerciais”.
Pedro Casa Nova não tem dúvidas
de que “a eficiência energética é um
factor fundamental para diminuir
os consumos de energia, enquanto
se aumenta a qualidade de vida dos
utilizadores dos edifícios. A actuação
da SPCE permite optimizar os recursos energéticos dos imóveis, efectuar
poupanças de custos de exploração e
Carlos Nascimento,
administrador do grupo SPCE
tornar mais competitivos os custos de
manutenção de grandes edifícios”.
A nova equipa da SPCE Algarve será
formada por “um conjunto de especialistas em certificação energética de
imóveis”, com “capacidade para intervir em grandes edifícios, nas vertentes
de avaliação da qualidade do ar interior, manutenção e certificação energética”, informa aquele responsável.
Refira-se que a SPCE é uma empresa
de capitais exclusivamente nacionais,
recentemente constituída, e que tem
como desígnio a prestação de serviços
que decorrem das exigências formais
do Sistema Nacional de Certificação
Energética e da Qualidade do Ar
Interior nos Edifícios (SCE).
A SPCE tem duas grandes áreas de
intervenção, em termos de segmentação de mercado. Por um lado, actua na
área de grandes edifícios, na qual se
incluem os grandes imóveis e edifícios
de serviços e, por outro lado, actua no
segmento do mercado residencial.
Além do Algarve, a empresa actua já
em quatro áreas geográficas – Lisboa,
Porto, Coimbra e Setúbal. Para este ano, está prevista a extensão dos
serviços para as ilhas da Madeira e
Açores.
Visite www.imometrica.com para saber mais sobre
o Lisbon Prime Índex. Proibida a reprodução.
Ségécé Portugal comercializa Aqua Portimão
Participantes
A Ségécé Portugal, do grupo Klépierre,
é a empresa responsável pelo processo
de comercialização do futuro centro
comercial Aqua Portimão, tendo assegurado também a gestão do complexo.
Com inauguração prevista para o início de 2011, o novo shopping algarvio
terá uma oferta comercial de 35.000
metros quadrados, distribuídos por
132 lojas, incluindo um hipermercado
Jumbo, com 12.000 metros quadrados,
sete lojas âncora e mais de 20 restaurantes. Contará ainda com 1.800 lugares de estacionamento, distribuídos
por três pisos abaixo do solo.
P ro m ov i d o p e l a B o u yg u e s
Imobiliária, e detido conjuntamente pela Klépierre e pela Generali
Immobiliaire, foi desenhado pelo
atelier Sua Kay Arquitectos. O objectivo dos responsáveis pelo projecto,
é que este seja um “centro comercial
contemporâneo e moderno, que antecipará futuras tendências do mercado,
respondendo, simultaneamente, às necessidades e desejos dos consumidores. Para tal, irá apresentar uma oferta muito diversificada, marcada pela
máxima qualidade, disponibilizando
todos os serviços essenciais e o acesso
a marcas de elevada reputação”.
ref:53/A/00296
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10 • Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009
Actualidade
Jones Lang LaSalle comercializa
componente comercial do Nassica
Vila do Conde
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Tel. 226175689
917 694 251 • 938 581 737
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AO FOCO – 320.000€
A comercialização da componente comercial do projecto multiusos
Nassica Vila do Conde será efectuada
pela Jones Lang LaSalle. Esta consultora colocará o novo retail park, que
irá nascer neste empreendimento, e a
expansão do Factory Outlet, inaugurado em 2004 e que agora duplicará
a sua área de vendas.
Para Patrícia Araújo, directora do
Departamento de Retail Leasing da
Jones Lang LaSalle, “o Nassica é um
projecto de grande relevo, que tem registado muito bons níveis de afluência
e a ampliação em curso irá aumentar
ainda mais a sua capacidade de atracção. Em épocas com uma conjuntura
como a que vivemos actualmente, o
público adere ainda mais a compras
em lojas outlet, o que aliado ao facto
do Nassica ter já presente várias marcas de renome, nos leva a crer que esta
ampliação terá boa aceitação por parte
dos retalhistas”.
O Nassica Vila do Conde compreende uma área global de 350.000 m²,
combinando imobiliário empresarial,
T5+1
FOZ – 890.000€
170m², aqtº central, suite, cozinha Remod, 200m², suite, acabam de 300m², grandes varandas, suite
equip 2 lug. garag. Refª 11459-P requinte, 2 lug garag. Refª 11463 garag 5 carros.
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Projecto compreende uma área
global de 350.000 m2
hoteleiro, comercial e de lazer. A componente comercial desenvolve-se em
aproximadamente 80.000 m², reservados à ampliação do actual Factory
Outlet e à implantação de um novo
retail park.
Inaugurado em 2004, o Factory
Outlet tem registado uma “elevada adesão” e acolhe diversas marcas, designadamente a Zara, Mango, Purificácion
Garcia, Carolina Herrera, Nike Factory
Store, Sacoor Brothers e Gant.
Localizado no concelho de Vila do
Conde, o Nassica encontra-se “implantado numa zona de grande potencial
de crescimento turístico e empresarial, beneficiando de excelentes acessibilidades a partir da A1. Na sua área
de influência directa contabilizam-se
aproximadamente 3,5 milhões de habitantes”, avança um comunicado da
Jones Lang LaSalle. P.F.
Sonagi aposta na reconversão SGS lança
caderno temático
de escritórios em Sintra
A Sonagi, empresa de investimentos
imobiliários, está a apostar na requalificação do parque empresarial
Mem Martins Business Park, do qual
é proprietária através da Longavia
Imobiliária, uma das suas empresas
participadas. Neste âmbito, os planos
da empresa contemplam a reconversão
de um dos actuais edifícios de escritórios para fins hoteleiros.
Segundo informou a empresa, no
seu relatório e contas de 2008, já foi
preparado um estudo prévio de alteração de uso do edifício 7 do Mem
Martins Business Park, localizado no
concelho de Sintra. “De acordo com
este estudo, é interessante e possível
vir a instalar no imóvel um hotel com
cerca de setenta quartos destinado a
apoio a executivos na área envolvente”, lê-se no relatório da Sonagi. O pedido de informação prévia já foi en-
tregue na Câmara Municipal de Sintra
no passado mês de Outubro, estando
actualmente em fase de análise.
Mas os planos da Sonagi para este
empreendimento, que reúne armazéns e edifícios de escritórios, não se
ficam por aqui. Prevista está também
a “avaliação de alternativas de construção de novos armazéns nos espaços
disponíveis”. Além disso, a Sonagi está
igualmente a negociar com a Dupont
um “pacote de investimentos partilhados” para adequar o edifício 3 do Mem
Martins Business Park às necessidades
desta empresa, que o ocupa. Recordese que além deste activo, a Longavia é
ainda proprietária da antiga sede da
Roche, em Carnaxide.
Schmitt+Sohn tem elevadores
em vidro colorido
A Schmitt+Sohn apresentou recentemente, em Munique, na Alemanha, a
linha de cabinas de elevador em vidro
colorido, dirigida a um segmento de
gama alta, com especial incidência nos
mercados de imobiliário de hotelaria e
de escritórios, revela a empresa.
Os elevadores em vidro colorido são
disponibilizados nas cores branco, laranja, cinzento, azul e verde, permitindo a aplicação integral de uma só
cor ou a associação de duas cores. A
linha distingue-se pela sofisticação visual e design de excepção, conjugando
materiais de elevada qualidade e uma
oferta bastante rica de acessórios complementares”, pode ler-se num comunicado da Schmitt+Sohn. Esta gama de
elevadores encontra-se já disponível no
mercado português, tendo sido utilizada em diversos projectos de prestígio,
adianta a empresa, que se encontra
presente em Portugal desde 1955.
sobre certificação
de edifícios
A SGS Portugal acaba de lançar um
caderno temático sobre o Sistema de
Certificação Energética e da Qualidade
do Ar Interior nos Edifícios (SCE). De
acordo com a empresa, esta publicação
vai permitir ao leitor tomar conhecimento de todos os regulamentos, objectivos, prazos e obrigações daquele
sistema de certificação.
“Esta edição enquadra-se num
conjunto de cadernos temáticos, que
a SGS irá lançar este ano, com o objectivo de abordar tecnicamente um
conjunto de temas actuais que permitirão obter informações mais detalhadas
sobre um determinado assunto ou sector de actividade”, informa a empresa
em comunicado. O caderno temático
SCE está disponível para download
na área de publicações do site da SGS
Portugal. R.P.L.
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12 • Público Imobiliário • Quarta-feira 6 Maio 2009
Actualidade
“Não tenho dúvidas de que somos
os mais profissionais do mercado”
Manuel Alvarez, presidente executivo da Remax Portugal, diz que rede está no bom caminho,
mas que “é preciso manter a fasquia alta” para continuarem a ser líderes
Rui Pedro Lopes
PÚBLICO Imobiliário –
Recentemente anunciou que a
Remax terminou o ano de 2008
com um volume de negócios na
ordem dos 1,2 mil milhões de
euros. Este resultado ficou dentro
das vossas expectativas ou a crise
condicionou muito estes valores?
Manuel Alvarez – Sim. Começámos
o primeiro trimestre do ano passado
com um crescimento bastante
significativo. No segundo trimestre
crescemos cerca de 10 por cento e
tudo parecia estar bem. Depois, no
segundo semestre, foi o que se sabe.
A nossa perspectiva era crescer 22
por cento, relativamente a 2007,
mas no final de 2008 acabámos por
crescer, em volume de vendas, 7
por cento. Ao nível das comissões,
decrescemos cinco por cento. Por
estes resultados, penso que não
acabamos mal o ano.
Relativamente a 2009, como é
que antevê o ano da Remax? Está
optimista?
Nós estamos optimistas. Primeiro,
porque não podemos perder o
optimismo, mas sendo um pouco
realista acho que vamos crescer em
2009. Digo isto porque cada mês está
a ser melhor do que o anterior.
A Remax foi pioneira no
lançamento de uma campanha de
saldos de imóveis em Portugal.
Que balanço faz dessa iniciativa
e quais são as suas perspectivas
futuras neste particular?
Esta será uma campanha para
continuar. Posso afirmar que 25 por
cento dos imóveis que colocámos em
saldos foram transaccionados.
Quando a campanha foi lançada
houve quem criticasse a Remax por
fazer saldos no preço dos imóveis.
Como reagiu a estas críticas?
Eu acho que algumas das críticas
da concorrência são normais, até
porque fomos nós a ter a ideia e
não eles. Depois, a conotação que
o saldo possa ter de pechincha
ou de algo com pouca qualidade
não corresponde minimamente à
verdade. Quando assistimos a saldos
de grandes cadeias internacionais,
os produtos que lá vemos não são
inferiores, em qualidade, a todos os
outros que são comercializados. E
esse é o nosso conceito de saldos.
A nossa preocupação foi a de,
sobretudo, resolver o problema de
proprietários que queriam vender e
confiaram o seu imóvel à Remax.
Porque é que decidiu enviar
uma carta aos seus franchisados,
dirigindo-lhes algumas palavras
duras a propósito da campanha
de permutas que a Remax se
preparava para lançar na altura?
Que efeitos teve esta carta, que
viria a ser divulgada por vários
jornais?
Os meus franchisados sabem o que
penso da rede e também sabem que,
na Remax Portugal, só temos um
A campanha de permutas
“está a decorrer muito bem”,
informa Manuel Alvarez
objectivo – ajudar os franchisados
a ganhar dinheiro e a fazer crescer
o seu número de vendas. Todos os
franchisados me prestaram o seu
apoio, após a recepção da carta,
uma vez que todos eles reconhecem
o trabalho que temos desenvolvido
na Remax Portugal. E porquê? Os
resultados estão aí para o comprovar.
Em nove anos, fizemos a maior
rede imobiliária do país. Temos
3.500 pessoas a trabalhar nesta
companhia. Temos franchisados a
facturar bastante bem e a ganhar
muito dinheiro. E eles valorizam isto.
Quanto ao teor da carta, ninguém
se sentiu ofendido ao recebê-la,
até porque os nossos franchisados
sabiam que era necessário agitar
um pouco as águas para provocar os
resultados que todos desejávamos.
Estávamos a lançar um projecto
[campanha de permutas] que
tinha recebido o apoio de todas as
agências, mas houve uma altura
em que percebemos que apenas
alguns estavam a aderir, pelo que
resolvi tomar uma decisão – escrever
uma carta. Tinha de ser uma carta
provocadora para conseguir uma
reacção imediata. E eles reagiram.
No dia seguinte ao lançamento da
campanha já estávamos com mais
de dois mil imóveis para permuta no
nosso sistema.
Não acha que a sua imagem
poderia ter ficado fragilizada, ao
ter admitido na carta a hipótese
de avançar com uma campanha
empolando o número de imóveis?
Balanço positivo
Arrendamento cresceu 48 por cento em 2008
É verdade que o arrendamento
está a ganhar peso no volume
de facturação da Remax?
É possível contabilizar
esse peso?
No ano passado o arrendamento
cresceu 48 por cento, face a 2007.
Por seu lado, no final de 2008, o
arrendamento já representava
7,5 por cento do volume de
negócios e comissão da Remax.
E este ano está a crescer ainda
mais. Se compararmos com
2007, deveremos estar a crescer
na ordem dos 60 por cento.
Relativamente aos números
deste ano, no primeiro trimestre
crescemos 56 por cento em
número de casas arrendadas – o
ano passado estávamos com uma
média de 260 casas arrendadas/
mês e agora estamos com 425
casas arrendadas/mês.
Hoje o arrendamento passou
a ser uma hipótese a que os
portugueses já recorrem com
mais frequência?
Claramente. Mas isso tem
acontecido por dois motivos:
os bancos não dão crédito e as
pessoas estão mais cautelosas
relativamente aos investimentos
que fazem.
Esta procura pelo
arrendamento será temporária
ou acredita que vai continuar
mesmo depois da crise?
A verdade é que o Governo
tem estado a tentar dinamizar
o arrendamento, mas tem
faltado uma coisa – motivar os
operadores do mercado, ou seja,
as imobiliárias para também
elas motivarem os proprietários
a colocarem os seus imóveis no
mercado de arrendamento.
Eu sabia que existiam os imóveis
para permutar, mas os nossos
franchisados não estavam a introduzilos no programa informático. E
não estando no programa não
conseguiria demonstrar que existiam
esses imóveis para permuta. Mas
eu sabia que existia o número de
permutas suficiente para avançar
com a campanha.
No dia anterior ao lançamento da
campanha existiam 341 e admitiu
empolar esse número para mil de
modo a avançar com a campanha?
Tinha a perfeita noção de que os
nossos franchisados possuíam mais
de mil permutas, só que eles não as
haviam introduzido no programa.
Estavam desatentos, e era necessário
que as permutas fossem introduzidas
para que a campanha arrancasse
com toda a força. Eles sabiam
perfeitamente que ia ser lançada
a campanha e que o objectivo que
todos tínhamos colocado era de mil
imóveis para permuta.
Então pode confirmar que no dia
do lançamento da campanha (9
de Março) existiam mesmo 1.000
imóveis para permuta no sistema?
Sim, completamente. Até posso
adiantar que existiam mais de mil
imóveis para permuta no programa
informático da Remax. Se alguém
naquele dia me tivesse desafiado para
ir ao site da campanha ver se existiam
os tais 1.000 imóveis para permuta,
ia poder verificar que existiam bem
mais do que mil. Por exemplo, hoje
estamos com 4.400 imóveis para
permuta, o que realmente quer dizer
que o trabalho estava feito.
Como é que tem decorrido esta
campanha de permutas?
A campanha está a decorrer
muito bem. Estamos a ter mais
movimento na nossa rede, muito
mais compradores que procuram as
permutas. Além disso, os que não
encontram a casa que procuram
na permuta, não desistem e
direccionam-se para a compra.
Relativamente às permutas, hoje
temos já uma centena de escrituras
realizadas e temos outra centena que
poderá efectivar-se nos próximos
tempos. São resultados muito
positivos.
Que tipo de pessoas têm
procurado as permutas?
Temos todo o tipo de pessoas a
procurar este serviço.
A Remax, no final do ano
passado, tinha 218 agências em
funcionamento. Em 2010 - disse
- gostava de ter 250. Qual é a
perspectiva de novas agências
para este ano?
Nós estamos interessados, como
sempre estivemos, em ter novos
franchisados. Mas somos cada
vez mais criteriosos. Temos vindo
a substituir alguns dos nossos
franchisados e a escolher muito
bem os que entram. Não estamos
preocupados quanto ao número
de agências que possuímos, mas
sim quanto à qualidade das nossas
agências e dos nossos vendedores.
Um dos desafios de 2009 é
profissionalizar ainda mais a rede.
Não tenho dúvidas de que já somos
os mais profissionais do mercado,
mas é preciso manter a nossa fasquia
alta para continuarmos a ser líderes.
A região Norte e Centro são
as prioridades, em termos de
crescimento geográfico, para a
rede?
Sim. É aí que queremos abrir novas
agências Remax.
Vários colegas seus, ligados a
redes imobiliárias, têm dito
que esta crise tem levado os
mediadores estabelecidos a
procurarem mais as redes
imobiliárias. Isso também tem
sucedido na Remax?
Temos sido a alternativa mais
escolhida pelas imobiliárias
individuais, que estavam a operar
com dificuldades e que se viram
obrigadas, em alguns casos, a fechar
as portas. Depois do encerramento,
os seus responsáveis estão a
vir trabalhar na Remax, como
comerciais. Alguns deles trazem
toda a equipa de vendedores que
tinham na sua empresa e criam aqui
uma equipa. É preciso notar que um
comercial Remax pode ter assistentes
e vendedores a trabalhar para ele.
E na Remax um vendedor não tem
limite de crescimento ou plano de
carreira. Nós temos comerciais a
facturar 500 mil euros ao ano. Por
exemplo, nos Estados Unidos há
comerciais que facturam entre 5 e 6
milhões de euros/ano.
A formação é uma grande aposta
para a Remax. O que é que
podemos esperar neste campo
para o ano que decorre?
A primeira decisão que tomámos
nesta área foi baixar ao máximo
os preços da formação para ajudar
os nossos vendedores a estar mais
bem formados. Neste momento, os
preços estão de tal maneira baixos
que a Remax está quase a subsidiar
a formação dos seus vendedores. E
como dizia, este ano a nossa aposta
vai para a melhoria da qualidade.
Sabendo de antemão que somos
a empresa mais profissional do
mercado, nunca podemos estar
satisfeitos com o que temos. Além
disso, não podemos esquecer que o
mercado tem desafios maiores e que
será preciso trabalhar sempre muito
e melhor.
O que é que ainda falta à Remax
conquistar no nosso país?
A grande ambição que tenho é
que, um dia, 80 a 90 por cento dos
portugueses recorram à mediação
para comprar ou vender a sua casa.
Mas este é um trabalho que não
pode ser feito só pela Remax. Todos
temos de nos unir para conseguir
esse desiderato e, por isso, temos
que passar ainda mais a imagem de
que somos muito profissionais no
nosso trabalho e que resolvemos os
problemas dos clientes.
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Remax diz que vai continuar a crescer e pretende