O jornal da região do Centro da Cidade Publicação Mensal Ano V - Nº 72 Foto: Joca Duarte SP - 20 Dez a 30 de Jan /2010 No Natal, o Centro atrai ainda mais. Foto: Joca Duarte Foto: Divulgação Foto: Ale Frata No Vale do Anhangabau não há árvore de Natal, mas como o Viaduto do Chá, outro belo cartão postal da região, o local recebeu decoração diferenciada. Cursinho do XI abre inscrições para bolsas na turma do Extensivo de seu pré-vestibular. Pág. 4 Dra. Margarete Hamamura apresenta ao leitor do Centro em Foco, a Ventosaterapia. Pág. 7 200 pessoas participaram da III Festa de Confraternização da Ação Local 24 de Maio, no antigo prédio do Banco da Lavoura. Pág. 3 Cartunista Baraldi, colaborador do jornal, lança 4º livro com aventuras de Roko-Loko e Adrina-Lina Pág. 11 visite o site www.jornalcentroemfoco.com.br e anuncie São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 Pontos de distribuição do Jornal. Retire seu exemplar gratuitamente Centro Velho Banca Líbero – rua Líbero Badaró, 413 Banca Martinelli – Pça Antonio Prado Banca Pça Antonio Prado – Pça Antonio Prado Banca Largo do Café – Lgo do Café Banca das Apostilas – rua Boa Vista Liberdade Banca Shinozaki – Pça da Liberdade Banca Walter Augusto – av. da Liberdade, 654 Banca Portal da Liberdade – rua Galvão Bueno, 161 Bela Vista Banca Maria das Graças – rua Maria Paula, 23 Banca do Heitor – rua Maria Paula, 243 Banca Estadão – viaduto Nove de Julho, 185 Banca Consolação – viaduto Nove de Julho Banca da Rocha – Rua Rocha, 132 Banca do Toninho - Rua da Consolação Centro Novo Banca do Japonês – Pça. Dom José Gaspar Banca São Bento – rua Barão de Itapetininga Banca Corredor Cultural – Pça. Dom José Gaspar Banca Emilia’s – av. São Luís Banca São Luís – av. São Luís República Banca Av. São Luis 84 – av. São Luís Banca Itália – av. Ipiranga Banca Mealhada – av. São João, 629 Arouche Banca Mester – av. São Joao, 1050 Banca Nova Arouche – Largo do Arouche, 276 Banca do Olavo – av. Duque de Caxias, 436 O jornal da região do Centro da Cidade Linhas Centrais Iluminação decorativa da Barão atrai visitantes para a rua Nesse período de festa natalina muita gente sai às ruas para ver a iluminação-decoração de Natal. E o Centro atrai multidões, inclusive de turistas, que vêm à região para esse fim, sendo umas das áreas mais visitadas da cidade. Este ano, porém, quem passa pelas ruas do distrito Sé, constata que apenas a Barão de Itapetininga tem iluminação temática, além de algumas outras, em cujas árvores ou postes a prefeitura instalou cordões ou mangueiras de luzes. No caso da rua Barão de Itapetininga, a iniciativa de instalar a iluminação decorativa de Natal foi da Ação Local, que o fez também em 2007. De acordo com Celina Crisante, presidente da entidade, a contratação da empresa Sadokin/Evoluz para concepção do projeto, execução e manutenção custou para a comunidade R$ 22 mil. Ela conta que, como em 2007, que esse valor está sendo arrecadado dos comerciantes da rua, e como o pagamento é parcelado a arrecadação está ainda em curso - até o início do mês, a Ação Local havia recebido dos colaboradores R$ 11.090,00. De acordo com Regina Alonso, secretária da Ação Local e integrante da Comissão de Festa - responsável pela contratação da Evoluz e arrecadação junto aos comerciantes, quase Fotos: Joca Duarte 2 cem por cento dos comerciantes aprovam e gostam de ver a rua inteira dotada dessa iluminação especial, mas, embora o número de colaboradores tenha aumentado em relação à primeira vez, ainda é a minoria que contribue financeiramente. “Muitos não entendem isso como investimento para o incremento da atividade comercial da rua, e sim como despesa. Fosse o contrário, teríamos arrecadado o valor total no primeiro mês. Nós começamos a registrar as ade- sões dos comerciantes em Maio, e muitos achavam cedo para se falar em Natal, mas é nessa época que temos de contratar quem vai criar e desenvolver o projeto. Este ano, em Setembro já tínhamos de pagar a primeira parte do valor contratado que foi de R$ 6.500,00”. Carlos Beutel, outro líder da Ação Local da Barão e membro da Comissão de Festa, declara orgulhoso que todo o projeto foi desenvolvido com materiais reutilizáveis e que “os enfeites do Natal da Barão são ‘ecologicamente corretos’, pois boa parte deste material poderá ser reutilizada na iluminação de outros natais, contribuindo para que se evite mais lixo em nosso planeta”. Beutel acrescenta que a Evoluz foi contratada, inclusive pela preocupação em dotar seus projetos desse conceito de respeito e preservação do meio ambiente. No início de 2010, a Comissão de Festa da Ação Local da Barão oferecerá “um café da manhã” aos colaboradores do projeto, quando apresentará a sua prestação de contas. Até o dia 15, os colaboradores registrados eram: Banca Barão, Carlos Telles, Central de Concursos, Cond. Edificio Anhanguera, Cond. Edificio Lousã, Espaço Vida Saudável, FAESP - Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, Folha Dirigida, Galeria Ita, José Jorge Nogueira de Mello, Leporello, Lídio Tecidos, Livraria Francesa, O Boticário (de forma indireta, através da doação de kits), Overboard, Princesa das Meias, Restaurante Casarão, Sabrina Biju e Sérgio Belai. Alguns comerciantes contribuíram através do fornecimento de ponto de energia, casos dos Cond. Edif. Califórnia e Edifício Rio Branco, bem como o Restaurante Vegetariano Apfel. Sta Cecília Banca Angelical – av. Angélica, 500 Banca Amália – al. Barros, 303 Banca Sta Cecília – Largo Sta Cecilia Expediente Vila Buarque Banca Praça do Rotary – rua Gal. Jardim Banca Consolação – rua Dona Antonia de Queiroz, 436 É uma publicação mensal da Cemi Comunicação Empresarial - Vd. Nove de Julho, 160, cj. 91 - Bela Vista - São Paulo - SP CEP 01050-060 - Telefax: (11) 3255-1568 - site: www.jornalcentroemfoco.com.br - e-mail: [email protected] Editor : Carlos Moura - DTR/MS 006 - Colaboradores: Candida Maria Vieira, Cecília Queiroz e Pedro Pellegrino - Depto Comercial: Mário Miranda Editoração Eletrônica,Composição e Arte: Douglas Borba - Fotografia: Joca Duarte – MTB 36.520. Tiragem: 15.000 exemplares - Distribuição Gratuita. As matérias assinadas são de exclusiva responsabilidade dos autores, não expressando necessariamente o pensamento do jornal. O jornal da região do Centro da Cidade São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 3 Fotos: Joca Duarte A comunidade da 24 de Maio se confraterniza pelo terceiro ano A Ação Local 24 de Maio reuniu em sua Festa de Confraternização de Fim de Ano, realizada dia 2, aproximadamente duzentas pessoas entre autoridades, empresários, lojistas, bancários moradores e lideres comunitários da região. Pelo terceiro ano consecutivo, a entidade promove o evento, que, diferentemente das edições anteriores, não aconteceu nas instalações do SESC 24 de Maio, mas num amplo e belo salão do prédio onde funcionou uma agência do Banco Real e, anteriormente, o Banco da Lavoura. O espaço ostenta grandes painéis, que retratam vários segmentos da agricultura no país. Roberto Bomfim, presidente da Ação Local, conta que o evento foi criado com o objetivo de promover um clima de confraternização real entre os diferentes setores da sociedade local. “A idéia era e é atuar na aproximação das pessoas que convivem na rua durante todo o ano e, em sua maioria, se conhecem apenas superficialmente. Queremos que elas se conheçam como indiviíduos, cidadãos e, na medida do possível, que compartilhem o exercício da cidadania”. O casal Edna e Joaquim Pires, estabelecido há 10 anos na 24 de Maio, com o restaurante Firenze Grill, destaca que o evento constitui uma boa oportunidade para redescoberta de vizinhos que quase não se veem, devido à correria imposta pelo movimento comercial. Um dia depois da festa, ainda muito contente com a realização, Edna Pires afirmou: “No ano passado a festa foi muito boa e este ano foi ótima: desde o espaço escolhido, o serviço de Buffet... a comida e a bebida, a música - apresentada por um grupo nota dez - e o entrosamento das pessoas presentes, promovido pelo espírito da amizade. Gostei muito de todo o conjunto”. Outra integrante da Ação Local, Salete Neves, que atuou na organização ao lado do esposo Roberto Bomfim, relata que o evento ganhou crescimento expressivo este ano e constata o aumento entre os participantes, de integrantes da comunidade da própria rua, não apenas da região: “Em 2007 reunimos cem pessoas, a maioria vinda de diferentes ruas do Centro, o ano passado compareceram 120 e tivemos mais gente da nossa rua, este ano 75% dos presentes são daqui, da própria 24. Tivemos entre nós, comerciantes e empresários de áreas como alimentação, assistência média, contabilidade, advocacia, seguros e outras; também lojistas, bancários e profissionais liberais, além de moradores” Entre as autoridades convidadas estiveram presentes, o Mj/ PM Benjamin (comdte do 7º B PM) e o capitão Accarini (comdte da 2ª Cia da PM), responsável pelo policiamento da região central. Após a festa, o presidente da Ação Local lamentava a ausência, segundo ele pela primeira vez, de um representante da Subprefeitura da Sé, com a qual a Ação Local mantém estreitas relações institucionais em função do seu trabalho. Como todas as iniciativas da Ação Local, a festa de confraternização é patrocinada pela própria comunidade. Entre os parceiros mais atuantes nesse sentido, a Ação Local conta com as unidades do SESC e do SENAC 24 de Maio. Nas duas edições anteriores da festa, entre outras contribuições, o SESC se encarregou de ofertar o show musical, e este ano não foi diferente. Por sua vez, o SENAC oferece recursos audiovisuais na preparação e na realização do evento. Este ano, funcionários que representam a instituição na Ação Local, montaram e apresentaram um vídeo apresentando o trabalho realizado pela comunidade ao longo do ano. As empresas participantes foram: ACL Contabilidade, Agromont Participações, Andrea Bardelli, AST Consultoria, Condomínio Lavoura, Deana Participações, Energias, Firenze Grill, Grupo Freitas Empresarial, Mastermed Corretora de Seguros, Mel Polém, Neves Bomfim Imóveis, Pedra Azul S/A e RPS Asses. Promoções e Eventos. 4 São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 O jornal da região do Centro da Cidade Comunidade Foto: Divulgação Cursinho do XI realiza concurso de bolsas Projeto sem fins lucrativos, fundado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da USP, o Cursinho do XI promove um concurso de bolsas para a turma de Extensivo do curso pré-vestibular. Para fazer a prova os alunos podem agendar o dia e o horário. Os participantes que obtiverem as melhores classificações, receberão bolsas de desconto entre 20% a 80%. As inscrições para a prova são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de Dezembro na secretaria do cursinho ou pelo e-mail:cd.xi@ uol.com.br. O teste terá duração de quatro horas e será composto por 60 questões das disciplinas de Matemática, Física, Química, Língua Portuguesa, História, Geo- grafia e Biologia. A grade de segundas às sextafeiras, é constituída de aulas das áreas de exatas, biológicas e humanas. Aos sábados, os alunos do Cursinho do XI tem aulas específicas de Matemática e de Redação, aulas especiais, apresentação de filmes, palestras sobre atualidades e obras literárias, laboratório de redação, plantões de dúvidas e simulados periódicos, que visam treinar o conhecimento adquirido. Os alunos têm, ainda, à disposição uma pequena biblioteca com títulos voltados para os vestibulares e uma cantina com microondas e geladeira. A prova será realizada na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277, 5º andar. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 3107-6293 / 3101-4583 ou pelo e-mail: [email protected] . Grande Conselho do Idoso tem nova diretoria No 15 último, o Grande Conselho Municipal do Idoso (GCMI) deu posse a seus novos dirigentes, para o biênio 2010/ 2011, na sede do Centro de Referência e Cidadania do Idoso (Creci). Na oportunidade, em decisão plenária, escolheu seu novo presidente, entre os cinco conselheiros mais votados de cada região, bem como os titulares para os demais cargos da Secretaria Executiva. O trabalho dos conselheiros é voluntário e o mandato, de dois anos. Os novos dirigentes do GCMI são: sra. Olga Luisa Leon de Quiroga, presidente; sr.Marcel Thomé, vice-presidente; sr. Dinael Wilson Milochi, 1º secretário; sra. Marly Augusta Feitosa da Silva, 2º secretário, e sra. Maria Russo, vogal. O Grande Conselho do Idoso surgiu da necessidade de criação de um órgão de representação dos idosos na Administração Pública Municipal, que atuasse junto à Coordenadoria do Idoso, órgão executivo da Secretaria de Participação e Parceria para o setor. O GCMI atua na área, principalmente, de Defesa dos Direitos do Idoso, previstos no Estatuto do Idoso. Para o secretário municipal de Participação e Parceria, Ricardo Montoro, o envolvimento popular nas decisões do governo não é apenas desejável, mas de vital importância. “Tudo aquilo que pode ser resolvido com consulta prévia à população não deve ser decidido a portas fechadas, no gabinete. O segmento é quem melhor sabe quais são os problemas, as conquistas e as necessidades do setor”, afirma o secretário. Saúde no Centro Caderno do Jornal Centro em Foco - edição n° 72 Vamos refletir: toda atitude tem consequência! Olá queridos leitores, Como nos últimos dias fui procur ada por algumas pessoas vivendo o mesmo problema, mas, até certo ponto, com histórias diferentes, senti necessidade de compartilhar alguns pontos, como texto acompanhante de nossos exercícios. Por quê histórias diferentes até certo ponto, sobre o mesmo problema? As palavras stress e preocupação, e achar que tem absoluto controle sobre alguém, principal- mente filhos, foram os pontos comuns de histórias únicas, que resultaram em paralisia facial. ALERTA! Estas atitudes não foram as causadoras, mas sim parte de um todo ruim. O que é paralisia facial? É um distúrbio (parésia) ou uma paralisia total de todos, ou alguns, músculos da expressão facial. A paralisia facial pode ser classificada como idiopática (de causa desconhecida), que é o tipo mais frequente. Algumas referências (calma, não é padrão!) O início é súbito e a doença progride durante os primeiros 14 dias, sendo que o déficit máximo é atingido nos quatro primeiros. Referência de dor atrás da orelha ou na frente dela, no início do quadro é frequente. Algumas pessoas referem sensação de dormência na hemiface comprometida. A paralisia facial é unilateral na maioria das vezes, mas, em 10 por cento dos casos, é bilateral. De 60 por cento a 80 por cento, a recuperação é completa e, em sete por cento dos casos, a paralisia facial é recorrente. Espero que meu relato tenha ser vido como alerta para que você reflita sobre suas atitudes e tenha consciência que tudo tem consequências, se serão boas ou ruins é você quem decidi. Ufa! Depois deste texto intenso...Desejo um Natal e um Ano Novo Iluminado para todos... Não se supere, apenas faça o seu melhor! Abraços. Ana Paula Leijoto [email protected] HOLUS Terapia Alternativa 6 São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 O jornal da região do Centro da Cidade Renovação do Conselho Municipal de Saúde acontece em 16 de Janeiro “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. (Martin Luther King) Não podemos permitir que, em uma sociedade democrática, as prioridades do Estado e das políticas públicas sejam definidas pela pressão dos grandes grupos econômicos. Por isso é que se fazem fundamentais a participação popular e o controle social na definição das políticas públicas que são um processo dinâmico, com negociações, pressões, mobilizações populares. Os diversos movimentos sociais, grupos e entidades são imprescindíveis para mostrar a “cara do povo” para o Estado, para apontar os conflitos da sociedade definindo as prioridades governamentais. As políticas públicas no Brasil de hoje são assistencialistas com o intuito de compensar o estrago político, econômico e social que é feito pelo sistema capitalista e não buscam solucionar os problemas sociais de forma estrutural e sistemática. A sociedade deve exercer o controle social, definindo o processo de obtenção de recursos públicos e decidindo em que setores e para benefício de quem eles serão aplicados, pautando assim a efetivação da democracia participativa. (Texto adaptado de http://www.controlepopular. org.br/spip.php?article91) Desde a posse do CMS em 2008, após termos sido impedidos pela PM e pela GCM de entrar na Secretaria Municipal de Saúde para iniciarmos nossas atividades, percebi que muitas pessoas não se convenceram Passeata por mais saúde no Dia Mundial da Saúde 7 de abril da legitimidade do CMS, pois foi largamente difundida a idéia de que somos “de esquerda” e por isso não aceitamos o que tem sido proposto pelo governo municipal. Não é verdade! Tudo o que até agora defendemos está na Constituição - Leis 8080 e 8142 (Acesse: www.prefeitura. sp.gov.br - saúde - Conselho Municipal de Saúde de São Paulo Fotos: Arquivo MPSC - legenda: Passeata por mais saúde - Dia Nac. da Saúde REFLEX ÃO - O Estado busca efetivamente o bem de todos, podendo ser considerado livre das pressões dos grupos econômicos dominantes? Suas atribuições devem passar para o domínio do mercado supostamente mais eficaz? E que interesses são defendidos pelas grandes empresas, se sua única lógica é a do lucro? - Legislação). A verdade está lá, acessível a todos que queiram conhecê-la. Não tem a ver com ser de direita, de esquerda ou de centro, o que importa é que existe uma lei que deve ser cumprida por todos. Os representantes eleitos para o Conselho Municipal de Saúde não representam a si mesmos, sendo que sua compo- sição conta com representação da Sociedade Civil, Trabalhadores da Saúde, Instituições Governamentais, Prestadores de Serviços e Fornecedores ou Produtores de Materiais de Saúde. O Movimento Popular de Saúde do Centro (Sociedade Civil) representa no CMS todo usuário de saúde da Região Central, morador e trabalha- dor do Centro, que tenha ou não plano privado de saúde. Quando as deliberações do CMS não são cumpridas, quando é impedido de exercer suas atividades, quando não participa da elaboração do Plano Municipal de Saúde, quando as políticas de saúde implantadas não são discutidas e aprovadas por ele, TODA a sociedade está sendo desrespeitada. Cada vez mais defendo que as políticas têm que ser de Estado e não de Governo, pois a cada novo mandato, muda-se tudo, como se estivéssemos constantemente sendo usados como cobaias de experimentos governamentais. Ao final dos mandatos nos deparamos com as conseqüências desastrosas da falta de planejamento e mais uma vez correremos atrás do prejuízo como aconteceu com o PAS, na época dos governos Maluf e Pitta, quando São Paulo regrediu muitos anos nos avanços do SUS em relação a muitas cidades do país, com menor poder aquisitivo. Hoje estamos assistindo estarrecidos à redução de investimentos em saúde, merenda escolar, educação, transporte e habitação, por conta da crise e aumento dos investimentos em publicidade e do IPTU. A indicação dos novos representantes do CMS acontecerá em toda a cidade de São Paulo, no dia 16 de Janeiro de 2010, em Plenárias Específicas para esse fim. Conheça a composição do Conselho Municipal de Saúde, lendo o Decreto 38.576 de 05/11/1999 - art. 4º. Acompa nhe no site do Centro em Foco, os locais de votação e participe. Carmen Mascarenhas Conselheira Municipal de Saúde Representante do Movimento Popular de Saúde do Centro Tel: 3289-7484 / 6607-311 e-mail: [email protected] O jornal da região do Centro da Cidade São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 7 Ventosaterapia Uma técnica pouco difundida, mas com efeitos comprovados. Na medicina tradicional chinesa, a acupuntura destaca-se como a terapia mais famosa e difundida, porém ela é apenas mais uma das diversas terapias difundidas na cultura Chinesa. No mesmo contexto temos outra ferramenta de cura que é a ventosaterapia, um método não invasivo e muito eficaz, onde basicamente utiliza-se o efeito de sucção para se realizar uma massagem nos tecidos da pele, aumentando a oxigenação e ativando a circulação, sendo assim uma técnica que pode ser utilizada tanto em crianças, quanto em adultos e idosos. A ventosaterapia é utilizada desde os tempos mais remotos e presente em quase todas as civilizações, sendo os egípcios os primeiros a utilizá-la de forma sistemática. Algumas tribos índigenas, por exemplo, usavam chifres e sugavam o ar, causando um efeito de sucção na pele. Já os orientais costumavam empregar o bambu para a sucção e na Europa desenvolveu-se a ventosa de vidro. Estas eram aquecidas in te r n a m e n te com fogo, eliminando o oxigênio em seu interior, gerando assim uma força de sucção e então, eram aplicadas imediatamente nas áreas da pele que necessitavam de tratamento. Hoje tem-se uma diversidade de ventosas produzidas em diversos tamanhos e materiais, como por exemplo o acrílico, com válvulas e tampos de borrachas, sendo mais fáceis de manusear e de controlar a sucção. Existem, ainda, alguns modelos feitos de borracha, que já não são mais utilizados, pois não temos como estereliza-las. Mesmo sendo normalmente utilizada como um método complementar da acupuntura, a Prefeitura libera R$ 10 milhões para o combate da dengue U m a ve r b a d e R $ 10 m i l h õ e s fo i l i b e r a d a p e l o prefeito Gilber to Kassab p a r a d e s e nvo l v i m e n t o d e uma campanha de orientação e conscientização na prevenção contra a dengue, que aler ta a popul aç ão pa r a a s providê nci a s cotidi a n a s com o objeti vo de evit a r o surgime nto de criadouros do mosquito A e de s aeg ypti, ri sco que é consideravelmente aumentado em decorrência das for te s chu v a s e do c a lor. Re alizada de Dezembro a M a rço de 2010, e m su a segund a et a pa a c a mpa nh a a le r t a r á pa r a os sintom a s da doença. Essa fase se de s tin a principa lme nte à s p e s s o a s q u e f i ze r e m v i a gens e, assim, correrem o risco de contaminação em outras regiões e de tr a ze re m a doe nç a pa r a a cidade de São Paulo. A preve nç ão à de ngue de p e nde e m gr a nde pa r te d a con s cientização da população para os pequenos cuidados que podem evitar a sua prolife r aç ão. deslizante, com agulhas, com moxa, sangria, herbáceo ou com água. A s aplicações de ventosas de um modo geral, são realizadas uma vez por semana sendo que dez sessões são consideradas como um ciclo de tratamento, tendo aí um intervalo de uma semana ventosaterapia pode ser empregada como forma de tratamento única, sendo muito indicada nos casos de asma, hipertensão, stress, resfriados e dores em geral e ainda nos tratamentos estéticos como celulite, veias varicosas, rugas e aumento de mamas. Os métodos de aplicação e tempo de retenção das ventosas mudam conforme a necessidade de cada paciente, que varia de fraco, médio, forte, entre os ciclos. Em geral, a ventosaterapia, é muito segura e indolor, e o único efeito colateral que pode existir são as manchas na pele, causadas pela sucção, que podem permanecer algum tempo após sua aplicação, o que na verdade são mais um incomodo inestético do que um efeito adverso, mesmo assim, tal efeito causa uma certa estranheza para alguns leigos. Daí a recomendação de não se fazer ventosas um ou dois dias antes de viagens e festas, para que as marcas deixadas não causem nenhum constrangimento. Como já foi dito, embora não tenha efeitos colaterais significativos, a ventosaterapia tem as suas restrições, não sendo indicada às pessoas com suspeita de hemorragias de qualquer espécie ou que estejam fazendo uso de anti-coagulantes. Também não se recomenda a sua aplicação em gestante ou pessoas com queimaduras, feridas ou traumas recentes. Diante dos resultados obtidos com a ventosaterapia, o pesquisador Samuel Bayfield (1823) disse: “A técnica de ventosa é uma arte e o seu valor pode ser estimado por qualquer pessoa que teve a oportunidade de presenciar seu poder de cura...”. Dra. Margarete Hamamura Biomédica e Acupunturista www.margaretehamamura.com.br Concessionárias de lixo serão obrigadas a informar os horários de coleta. A Câmara Municipal aprovou o PL 269/09, do vereador Floriano Pesaro, determinando que as concessionárias de serviço de coleta de lixo da cidade informem aos munícipes, os horários de coleta e transporte dos resíduos sólidos. Aprovado em 2ª votação, o PL agora aguarda sanção do prefeito Kassab para virar lei. “Informar aos cidadãos os horários da coleta de resíduos sólidos é garantir à população seu direito à informação clara e fidedigna, além de tornar mais organizado o processo de coleta do lixo”, ressalta Floriano. A forma dessa publicidade deve ser regulamentada de acordo com os preceitos da Lei Cidade Limpa. O vereador acredita que ao saberem previamente o horário do recolhimento, os cidadãos têm condições de preparar seu lixo de acordo com o planejamento da empresa concessionária. “Esta medida evita ainda que o lixo fique exposto sem necessidade por um longo período e, consequentemente, venha causar danos graves para o município, como proliferação de doenças, obstrução de buei- ros, diminuição da vazão da água e enchentes”, afirma Floriano. Outro ponto a se destacar é que o projeto garante a devida prestação de contas da gestão do serviço, tanto aos usuários quanto à própria Prefeitura. Ainda no tocante ao descarte do lixo, o vereador entende indispensável que a população se conscientize do seu importante papel com o Estado, depositando o lixo em lugar apropriado e respeitando as leis ambientais. “Uma das maiores causas das enchentes é o lixo jogado nas ruas que entope os bueiros”, explica. Saúde no Centro é um caderno do Jornal Centro em Foco, publicado uma vez por mês e distribuido gratuitamente em ruas do entorno das estações de metrô Anhangabau e República. Vd. Nove de Julho, 160 - Cj. 91 - Bela Vista - Fones: (11) 2864-0770/ 3255-1568 - site: www.jornalcentroemfoco.com.br - e-mail: [email protected] - Conteúdo: matérias da redação e artigos assinados por especialistas colaboradores. Os artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores. Edição: Carlos Moura - DRT/MS 006 - Editoração e arte: Douglas Borba. 8 São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 O jornal da região do Centro da Cidade A doença do financiamento da saúde (por Paulo Capel Narvai)* É hora de pôr um ponto final na longa e chata novela do financiamento da saúde, que passa por doença grave e tem diagnóstico claro. A INCÚRIA com que os poderes públicos vêm lidando com o problema do financiamento da saúde no Brasil tem graves consequências: mata diariamente milhares de brasileiros, sobretudo os pobres. O SUS, única possibilidade assistencial para mais de 75% da população, conta com um esquema de financiamento frágil e que não se ampara em lei. Algumas fontes, mesmo regulares, podem ter alíquotas diminuídas e, no limite, suprimidas. Governantes, de todas as esferas, fazem o que querem com os recursos do setor. Dinheiro que deveria cobrir gastos com partos é empregado até para vacinar gado. Os conselhos de saúde, criados pela lei 8.142/90 para cumprir a determinação constitucional de assegurar a participação da comunidade na gestão da coisa pública, controlando-a, são frequentemente desrespeitados, como acontece atualmente na cidade de São Paulo. Ao tomar posse, o ministro José Gomes Temporão ouviu de Lula que estava assumindo o “pepino da Saúde”. Recebeu também o “abacaxi” do financiamento. Antes da criação do SUS, cerca de um terço do orçamento da Previdência Social era destinado ao financiamento de ações de saúde para segurados e dependentes. Esses recursos eram aplicados em ações ambulatoriais, laboratoriais e hospitalares. O Ministério da Saúde, por seu lado, bancava as ações de controle de epidemias, vacinação, educação em saúde e assistência dos não segurados da Previdência. O sistema, dual, era muito criticado, por inviabilizar ações integrais. Aqui mesmo, na Folha, ganhou notoriedade Carlos Gentile de Mello, um dos seus mais duros críticos. Não sem razão, os constituintes de 1988 criaram não apenas um sistema público de saúde, mas um sistema único. Contudo, desde a criação do SUS, os recursos previdenciários vêm sendo progressivamente retirados do financiamento do sistema. A ideia de estruturar no Brasil uma seguridade social forte, capaz de fazer frente aos enormes desafios de um país com tantas e profundas desigualdades, é praticamente letra morta na nossa Carta Magna. São imensos os problemas com que se deparam, diariamente, os gestores do SUS, seja em decorrência das péssimas condições de vida da maioria da população brasileira, que produzem enfermidades e mortes aos milhões, seja em consequência das dificuldades gerenciais que marcam a administração pública. Acresce-se a essas dificuldades a crônica falta de recursos financeiros, decorrente de esquemas amadores e precários de orçamentação, alocação e gestão. Porém, mesmo com essa enfermidade do financiamento e os problemas de gestão, o desempenho atual do SUS ostenta feitos nem sempre do conhecimento público, como o controle da última epidemia de cólera, a eliminação da poliomielite e o controle do sarampo. Chegou-se a prever centenas de milhares de mortes por cólera, talvez milhões. O trabalho do SUS controlou a epidemia. Mas, como isso é um não fato em termos jornalísticos, poucos sabem. Ademais, são bem conhecidos fatos como a realização de mais de 2 milhões de partos e 12 mil transplantes por ano, entre outras realizações assistenciais. É hora, contudo, de pôr um ponto final na longa e chata novela do financiamento da saúde. Amadorismo não combina com vacinação em massa, ambulatórios, cirurgias, transplantes, ações de vigilância sanitária. Sanitaristas vêm alertando sobre o forte subfinanciamento do SUS, implicando baixos salários e precariedade nas relações e condições de trabalho. A doença do financiamento da saúde é grave. O diagnóstico é claro. Sabe-se das dificuldades relacionadas ao tratamento e não se pode perder tempo. Deve-se agir rapidamente e colocar no passado, definitivamente, a cena lamentável de, todos os anos, ministros e secretários da Saúde participarem de acordos políticos e conchavos no Congresso Nacional, em Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores para aprovar verbas para a saúde nos seus orçamentos. É preciso regulamentar a emenda constitucional 29, que tramita no Congresso e trata do financiamento da saúde nas três esferas de governo, fixa regras para a alocação de recursos para o setor e define o que são gastos em saúde. É urgente que o Congresso supere a paralisia que o tem levado a postergar a regulamentação da emenda, como se estivesse a esperar Godot. Não há o que esperar. É preciso agir e fazer com que essa letargia parlamentar pare de matar brasileiros. * Esse artigo foi publicado na Folha de São Paulo, em 02/11/09. Paulo Capel Narvai, doutor em saúde pública, professor titular da Faculdade de Saúde Pública da USP e coordenador de seu programa de pós-graduação em saúde pública. Representa a universidade pública no Conselho Municipal de Saúde de São Paulo. O jornal da região do Centro da Cidade São Paulo/SP - 20 de Dez. a 30 de Jan. 2010 9 Confirmando seu compromisso pelo incentivo ao uso de madeira certificada no mercado nacional, a Orsa Florestal - empresa produtora de madeira tropical certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), a partir do manejo sustentável de florestas nativas na Amazônia -, em parceria com a construtora REM e o Ateliê Brasil, instalou no início do mês, na av. Paulista, a Casa do Papai Noel, projeto que faz parte do Natal Iluminado de São Paulo. Os 70 metros quadrados da casa, localizada no Parque Trianon, contam com aproximadamente 4 metros cúbicos de madeira certificada, fornecida pela Orsa Florestal. O volume dos produtos doados é avaliado em torno de R$ 30 mil. As paredes de Quaruba e Louro-Faia, e os pisos feitos em tábuas, decks e mini-decks de Maçaranduba, distribuídos entre os cômodos da casa (sala, quarto, Foto: Divulgação A casa de Noel no Parque Trianon é de madeira certificada cozinha, banheiro e SPA), colocam o Papai Noel paulistano no rol da sustentabilidade. O uso de diferentes espécies de madeira tropical permite ao visitante conhecer um pouco da biodiversidade da Amazônia e aprender que cada árvore tem sua aptidão. A Casa do Papai Noel foi toda desenvolvida com base em conceitos sustentáveis. Junto com a madeira FSC, o projeto prevê reaproveitamento da água de chuva tratada com ozônio, aquecimento solar e telhado verde, o que proporciona conforto térmico e reduz impactos ambientais. A decoração externa é feita com iluminação de LED e adereços natalinos produzidos em materiais sustentáveis por comunidades apoiadas pela Fundação Orsa - empresa social do Grupo Orsa. Esta decoração carrega a etapa da sustentabilidade, que passa pelos grupos produtivos da Amazônia. De nada adiantaria a preocupação com o meio ambiente se os moradores da floresta não estivessem envolvidos no processo de desenvolvimento regional. Nas mãos destas pessoas, a matéria-prima ganha forma e se valoriza, ao mesmo tempo em que gera renda aos habitantes locais. Sobre a Orsa Florestal Fundada em 2003, com sede na região do Vale do Jari, no Pará, a Orsa Florestal, tem como foco comercial a produção de madeira tropical serrada e certificada pelo FSC. Por meio de área de manejo própria e privada e de suas três serrarias, assegura perfeito controle da cadeia de custódia: do inventário ao cliente, garantindo a origem da madeira. Os investimentos constantes em tecnologia e produção, além de eficiente estrutura logística, fizeram dela uma das principais empresas florestais brasileiras com selo verde. A empresa tornou-se referência global pelo desenvolvimento do manejo florestal sustentável em 545 mil hectares da Amazônia, onde aplica técnicas de baixo impacto, conciliando o uso da floresta com sua preservação. Ao lado da Fundação Orsa, busca desenvolver novos modelos de negócios sustentáveis para a Amazônia, em projetos com as comunidades locais. 10 São Paulo/SP - 20 de Nov. a 30 de Dez. 2010 O jornal da região do Centro da Cidade Artes e Cultura 40 anos depois, ex-preso político retorna ao prédio onde foi torturado e lança sua biografia a violência e o autoritarismo do governo no Brasil, talvez os militares tivessem no poder até hoje. Sem dúvida , foi a pressão internacional e a luta pela anistia que colocou a legitimidade do regime em xeque e obrigou os generais a deixarem o governo.” A história de Pedro Lobo de Oliveira é fascinante, uma vez que de bóia fria ele passa a servente de pedreiro e metalúrgico Foto: Joca Duarte Dia 12 de Dezembro, Pedro Lobo de Oliveira esteve no edifício de tijolo aparente (agora chamado Estação Pinacoteca) do Largo General Osório, 66, para o lançamento do livro Pedro e os Lobos - Os Anos de Chumbo na trajetória de um guerrilheiro urbano. Um dos fundadores da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), o ex-combatente da luta armada fez um empolgante discurso que emocionou a platéia repleta de companheiros de luta. “A ditadura só acabou porque fomos à guerra, enfrentamos os militares sem medo”, sentenciou o ex-combatente. “Se não fosse o depoimento dos exilados políticos que revelaram ao mundo Lobo funda a VPR e se torna um dos mais ativos revolucionários urbanos da época. Preso no início de 1969, Pedro é barbaramente torturado até ser banido do país durante o sequestro do embaixador alemão. Depois de passar por Argélia, Cuba, Chile e Argentina, o personagem central de Pedro e os Lobos se instala na Alemanha Oriental, atrás da chamada Cortina de Ivan Seixas (ex-MTR), o autor João Roberto Laque, o biografado Pedro Lobo e Darcy Rodrigues (ex-VPR). até ingressar na Força Pública, hoje Polícia Militar. Expulso da corporação em Maio de 1964 por força do AI-5 (Ato Institucional nº 5), o então sargento Ferro. Com a anistia, ele volta ao Brasil onde é reintegrado aos quadros da Polícia Militar como se sua vida encerrasse um caprichoso ciclo. Autor do livro, o jornalista João Roberto Laque explica os objetivos dessa obra que ultrapassa os limites de uma biografia tradicional: “Através da trajetória de vida do Pedro, procurei traçar, numa linguagem simples, o perfil dos conflitos políticos e sociais que marcaram o governo Jânio/ Jango e as agruras da ditadura implantada pelos militares”. Para conhecer melhor o livro, ler alguns de seus capítulos ou adquirir um exemplar acesse www.pedroeoslobos.com Funarte apresenta As Aventuras de Pepino Cia. Rodamoinho comemora 8 anos, no Teatro de Arena com peça inspirada em heróis tolos dos contos populares. O espetáculo infantil As Aventuras de Pepino, da Cia. Rodamoinho da Cooperativa Paulista de Teatro, reestreia dia 9 de Janeiro, sábado, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet, às 16 horas. A cada nova montagem o grupo convida um diretor diferente e, desta vez, Ednaldo Freire está à frente do espetáculo, que integra o projeto Rodamoinho Festeja 8 Anos com As Aventuras de Pepino, com o apoio da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Para desenvolver a dramaturgia de As Aventuras de Pepino a companhia pesquisou contos tradicionais de heróis tolos. A peça conta a história de Pepino, um rapaz que segue ao pé da letra tudo que sua mãe lhe diz, mas não consegue se dar bem nos trabalhos que lhe aparecem. Pepino, então, sai de casa e, antes de encontrar seu verdadeiro caminho, ele enfrenta vários fum, e participou de três edições da Mostra SESC de Artes (2005, 2007 e 2008). Entre as montagens do grupo destaque para Festa no Céu, Mãe D’água, Rodamoinho de Histórias e Poesia Andante. Ficha técnica Espetáculo Infantil: As Aventuras de Pepino Concepção e produção: Cia. Rodamoinho Direção: Ednaldo Freire Texto: Fabiano Assis e Renata Flaiban Elenco: Fabiano Assis e Renata Flaiban desafios como, por exemplo, o de resolver os problemas de uma moça muito chorona. Elementos da cultura italiana, como sonoridades e cores, permeiam todo espetáculo. A trilha sonora é realizada ao vivo e conta com um raro bandolim napolitano de mais ou menos 100 anos e uma sanfona Scandalli de 32 baixos, também um instrumento difícil de se ver por aí, atualmente. A Cia. Rodamoinho foi fundada em 2001, por Fabiano Assis e Renata Flaiban com o objetivo de pesquisar a cultura popular e integrar diferentes linguagens artísticas (teatro, literatura e música), bem como aliar arte e educação. O grupo foi contemplado três vezes pela Lei de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo, junto aos grupos As meninas do Conto e Furunfun- Serviço Teatro de Arena Eugênio Kusnet Reestreia: 09 de Janeiro Temporada: Até 31 de Janeiro Espetáculos: Sábados e domingos, às 16h Rua Dr. Teodoro Baima, 94 - Vila Buarque / Tel: (11) 3256-9463 O jornal da região do Centro da Cidade São Paulo/SP - 20 de Nov. a 30 de Dez. 2010 11 Artes e Cultura “Roko-Loko e Adrina-Lina: Hey Ho, Lets’ Go!” é o novo livro do cartunista Baraldi (sentado e em pé – tocando guitarra), em biscuit envernizado com aproximadamente 13 cm de altura. “RokoLoko e AdrinaLina: Hey Ho, Let’s Go!”, que enriquece a história de Baraldi e, cer tamente, dará sequência à trajetória de sucesso de Roko-Loko, foi lançado durante evento que bombou no Bar Blackmore (Al. Dos Maracatins, 1317 - Ibirapuera). Baraldi e seus parceiros franquearam a entrada ao estabelecimento, durante toda a tarde do dia 5 deste mês, e O livro reúne todas as HQs e tiras de Roko - Loko e sua inseparável namorada Adrina-Lina, produzidas e publicadas entre 20 04 e 2006, tudo em ordem cronológica. Uma das histórias hilárias é a paixão desenfreada de Roko por Tarja Turunen, ex-vocalista da banda finlandesa Nightwish. Há também a emocionante aventura mitológica com o poderoso Tor e Mestre Raulzito, o guia espiritual do Roko-Loko, além de uma versão impressa do jogo “Roko-Loko no Castelo do Foto:Ale Frata Roko-Loko, personagem criado por Marcio Baraldi que está prestes a completar 15 anos de existência nas páginas da Revista Rock Brigade (uma das mais antigas publicações de rock do planeta), acaba de ganhar seu quarto livro “RokoLoko e Adrina-Lina: Hey Ho, Let’s Go!”, que passa a ser o 12º da interessante e divertida coleção de lançamentos do cartunista roqueiro. O quase debutante personagem, um dos mais duradouros do Quadrinho Brasileiro, saiu das páginas da Rock Brigade em 2005 para tornar-se o p r im e iro g a m e ro c k do Brasil, e no ano passado faturou o ‘Disco de Diamante’. Roko - Loko t a mb é m v irou b one co, e m du a s ve r sõ e s ainda ofereceram comida e bebida aos fãs, seguidores e incentivadores da carreira do cartunista. Isso tudo, além da disponibilidade de computadores para a criançada jogar o game do Roko-Loko, e do grande agito dos shows das bandas Exxótica e Cracker Blues, que abalaram as colunas do Blackmore. Ratozinger”, a qual o leitor poderá ajudar o personagem a entrar no castelo de seu arquiinimigo Ratozinger e salvar sua musa Adrina-Lina. Em outras histórias acontecem infinitas trapalhadas divertidas do jovem roqueiro ao lado de bandas históricas, como Helloween, Judas Priest, Angra, Korzus, Slayer, Metallica, e muito mais! Tudo com as marcas “mais que registradas” de Baraldi: muita cor, muita ação, muito humor! “Roko-Loko:Hey Ho, Let’s Go” é mais um lançamento do “GRRR!...(Gibi Raivoso, Radical e Revolucionário!)”, selo criado pelo próprio Baraldi. Para saber mais do livro e adquirir exemplare s ace sse: w w w. marciobaraldi.com.br Depois do sucesso da temporada de Teatro para Pássaros na Funarte São Paulo, sob direção de Roberto Lage, o público paulistano terá mais uma oportunidade para conferir esse texto de Daniel Veronese, um dos maiores e mais respeitados dramaturgos e diretores argentinos da atualidade. A peça ficará em cartaz na no Teatro Sérgio Cardoso, na Sala Pachoal Carlos Magno, de 8 a 28 de Janeiro de 2010. Além disso, no mês de Fevereiro, atores da companhia, o diretor Roberto Lage e o crítico Fausto Fuser, conduzirão encontros em que compartilharão com o público interessado seus conhecimentos. A peça questiona com muito humor o próprio fazer teatral por meio de personagens que são atores. Assim, apresenta uma atriz (Luciana Rossi) que passa por um momento transformador e quer se tornar dramaturga; uma alma rebelde (Bete Correa) que Foto: Cacá bernardes Teatro Para Pássaros reestreia no Teatro Sérgio Cardoso recita poemas de Emily Dickinson e se recusa a tomar banho, e seu namorado apaixonado (Diego Monteiro), que só quer ir ao cinema; o egocêntrico produtor teatral (Daniel Gaggini) que carrega consigo, como um troféu, uma atriz bela e fútil (Ana Fuser); e o grande “conciliador” da casa (Mario Condor). Na calçada, ainda está o corpo do segundo porteiro a morrer em menos de uma semana, o que leva os moradores do edifício a fazer uma reunião de condomínio no meio da madrugada ao mesmo tempo Daniel Gaggni e Ana Fuser Mário Condor e Luciana Rossi Kung Fu e Tai Chi Chuan na Preparação do Ator (Mario Condor) - 19/02; e Produção Teatral (Daniel Gaggini e Flavia Tonalezi) - 26/02. Ficha técnica Texto: Daniel Veronese Direção: Roberto Lage Tradução: Luciana Rossi Elenco: Ana Fuser, Daniel Gaggini, Luciana Rossi, Mario Condor, Bete Correia e Diego Monteiro. em que a trama se desenrola. A obra pode ser lida em vários níveis, pois, atrás do conflito da superfície, pode-se encontrar reflexões ou perguntas sobre a representação e a própria atuação, sobre como ser ator e fazer teatro e não morrer na tentativa, e também sobre o teatro como meio conceitual e concreto de comunicação e expressão criativa. Os personagens representam para o público e para eles mesmos, e a noção de o que é teatro aparece e desaparece no ir e vir das subtramas. O espectador, então, pode participar ativamente do jogo entre os personagens e se perguntar: o que é o teatro? Por que fazer teatro no meio de tantas dificuldades? E, ao mesmo tempo, pode indagar: em que medida nós também não atuamos e às vezes, orientados por um fim determinado, representamos o que não sentimos? Os encontros, de Fevereiro, que acontecerão aos sábados, às 19h, antes das apresentações, serão os seguintes: Crítica Teatral (Fausto Fuser) - 05/02; Direção Teatral (Roberto Lage) - 12/02; Serviço Comédia Teatro Para Pássaros Reestreia: 9 de Janeiro, às 21h Duração: 80 minutos Temporada: Até 28 de Fevereiro Espetáculos: Sextas, às 21h30; sábados, às 21h e domingos, às 19h Classificação etária indicativa: 14 anos Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia entrada) Teatro Sérgio Cardoso - Sala Paschoal Carlos Magno Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista Tel.: (11) 3288-0136