Sistemas Wireless: Redes Locais sem Fio. Prof. Armando Martins de Souza E-mail: [email protected] Redes Locais sem Fio PADÕES IEEE 802.11 ● Criado em 1994, foi o padrão original. ● Oferecia taxas de transmissão de 2 Mbps. ● Caiu em desuso com o surgimento de novos padrões. Armando Martins 2 Redes Locais sem Fio PADÕES (cont...) IEEE 802.11b Taxas de transmissão de 11Mbps. Largamente utilizada hoje em dia. Opera em 2.4Ghz Armando Martins 3 Redes Locais sem Fio PADÕES (cont...) IEEE 802.11b Alcance de até 100m indoor e 300m outdoor Mais voltado para aplicações indoor Tende a cair em desuso com a popularização do 802.11g Armando Martins 4 Redes Locais sem Fio PADÕES IEEE 802.11a Taxas de transmissão de 54Mbps. Alcance menor do que a 802.11b. Opera em 5Ghz Alcance de até 60m indoor e 100m outdoor Armando Martins 5 Redes Locais sem Fio PADÕES (cont...) IEEE 802.11a Mais voltado para aplicações indoor Seu maior problema é a não compatibilidade com dispositivos do padrão b , o que prejudicou e muito sua aceitação no mercado. Armando Martins 6 Redes Locais sem Fio PADÕES IEEE 802.11g Taxas de transmissão de 54Mbps podendo chegar em alguns casos a 108Mbps. Opera em 2.4Ghz Mais voltado para aplicações indoor. Armando Martins 7 Redes Locais sem Fio PADÕES IEEE 802.11g Reúne o melhor dos mundos a e b. (alcance x taxa) Armando Martins 8 Redes Locais sem Fio PADÕES IEEE 802.16a Criado em 2003. Popularmente conhecido como Wi-Max Voltado exclusivamente para aplicações outdoor Armando Martins 9 Redes Locais sem Fio PADÕES IEEE 802.16a (cont...) Alcance de até 50Km Taxas de transmissão de até 280Mbps Armando Martins 10 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO AD HOC Ad hoc é uma expressão latina que significa "para esta finalidade" ou "com este objetivo". Toda a comunicação dentro da rede é realizada de maneira direta. Portanto, se a estação A deseja se comunicar com a estação B, ela envia os seus quadros diretamente ao destino B. Armando Martins 11 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO Se a estação B estiver dentro do alcance de transmissão da estação A, ela receberá diretamente os quadros a ela enviados. Caso contrário, os quadros destinados à estação B precisarão ser encaminhados por estações intermediárias. Este tipo de comunicação também é denominado comunicação de múltiplos saltos (multi-hop communication). Armando Martins 12 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO AD HOC direto AD HOC Multi-Hop Armando Martins 13 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO INFRAESTRUTURADO Toda a comunicação entre estações móveis, ou entre estações móveis e estações na rede cabeada, é coordenada por um nó central denominado ponto de acesso (Access Point - AP). O AP é responsável por encaminhar os quadros de suas estações clientes para os destinos da rede 802.11. Armando Martins 14 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO INFRAESTRUTURADO Se a estação A deseja se comunicar com a estação B, primeiro ela envia os quadros para o AP, que encaminha os mesmos para a estação B. Neste modo de operação, as redes 802.11 formam células, que também são denominadas BSS (Basic Service Sets), e cada uma delas opera de maneira independente em um canal fixo e único. Armando Martins 15 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO INFRAESTRUTURADO Não existe comunicação de múltiplos saltos como no modo ad hoc, dentro de um BSS toda a comunicação é realizada de/para o AP. Armando Martins 16 Redes Locais sem Fio MODOS DE OPERAÇÃO INFRAESTRUTURADO Comunicação via AP Armando Martins 17 Redes Locais sem Fio CANAIS DE COMUNICAÇÃO A atribuição do canal de operação determina a faixa de frequência a ser utilizada para as transmissões em cada BSS (Basic Service Sets). O padrão IEEE 802.11 define o canal utilizado pelos dispositivos de uma mesma rede como fixo e único. A norma 802.11 possui três extensões básicas (A,B,G) consolidadas no mercado que definem: As faixas de frequência que podem ser utilizadas Armando Martins 18 Redes Locais sem Fio CANAIS DE COMUNICAÇÃO Os diferentes tipos de esquema de modulação As codificações a serem empregadas Armando Martins 19 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Frequências dois padrões A, B, G. Padrão Frequências Técnicas de Modulação Taxa de Dados 802.11b DSSS até 11 Mbit/s 2400-2483,5 MHz 802.11g DSSS , OFDM até 54 Mbit/s 5150 - 5350 MHz 802.11a 5470 - 5725 MHz OFDM até 54 Mbit/s 5725 - 5850 MHz DSSS-Direct Sequence Spread Spectrum - seqüência direta de espalhamento do espectro. A técnica da modulação do espectro de propagação. OFDM - Orthogonal frequency-division multiplexing, também conhecido como discrete multitone modulation (DMT), é uma técnica de modulação . Armando Martins 20 CANAIS DE COMUNICAÇÃO A extensão 802.11A: ● ● ● ● ● Faixas de frequência 5 GHz conhecida como Infrastructure); Banda U-NII (Unlicensed National Information Criada pela FCC (Federal Communications Commission – Órgão regulamentador da área de telecomunicação e radio difusão dos EUA). Não tem exigência de licença Possui esquemas de modulação que permitem taxas de transmissão de até 54 Mbps. Armando Martins 21 CANAIS DE COMUNICAÇÃO A extensão 802.11A (Continuação): ● Disponibiliza nesta banda 12 canais distintos de operação ● Os canais não apresentam sobreposição espectral ● ● Podem ser utilizados sem a presença de interferência entre canais adjacentes. Subdivididos em canais de banda baixa, média e alta. Armando Martins 22 CANAIS DE COMUNICAÇÃO ● As extensões B e G da norma 802.11: ● ● Dispositivos que operam na faixa de frequências ISM (Industry, Scientific and Medical Band) de 2,4 GHz. ● Norma 802.11B fornecendo taxas de transmissão de até 11 Mbps. ● Norma 802.11G fornecendo taxas de transmissão de até 54 Mbps. A extensão N da norma 802.11: ● ● Dispositivos na faixa de frequências ISM (Industry, Scientific and Medical Band) de 2,4 GHz e 5 GHz. Padrão relativamente recente no mercado. Armando Martins 23 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Armando Martins 24 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Armando Martins 25 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Máximo throughput esperado para ambiente 802.11 indoor Distância [m] 802.11b [Mbit/s] 802.11a [Mbit/s] 802.11g [Mbit/s] 3 5,8 24,7 24,7 15 5,8 19,8 24,7 30 5,8 12,4 19,8 45 5,8 4,9 12,4 60 3,7 0 4,9 75 1,6 0 1,6 100 0,9 0 0,9 Armando Martins 26 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Jurisdição Faixa (GHz) Canais Distintos Canais sem sobreposição Restrições de potência EUA, Canadá 2,401 – 2,4835 11 3 1W irradiado 5,15 – 5,35 8 8 50-250 mW irradiado 3 Brasil 2,400 – 2,4835 11 3 5,15 – 5,35 8 8 EIRP £ 200 mW 5 5,47 – 5,725 11 11 250 mW e EIRP £ 1W 5,725 – 5,850 5 5 1W ETSI 1 (Europa) 2,401–2,4835 13 4 100mW ERP até 1W4 19 19 Japão 2,4 – 2,495 14 4 10mW/MHz 2 4,9-5; 5,15-5,25 8 8 10mW/MHz 5,15 – 5,35; 5,47 – 5,725 1W Armando Martins 27 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais ● Vamos assumir que: ● Todos os pontos de acesso no nosso cenário sejam compatíveis com o 802.11b; ● ● Portanto tenham uma taxa de dados de no máximo 11Mbps. Se usamos somente um ponto de acesso: ● Deveríamos obter um throughput real entre 5 a 5.8 Mbps. ● Nunca teríamos um throughput de 11 Mbps; ● Devido a natureza half-duplex dos rádios RF; ● Overhead dos protocolos utilizados tais como o CSMA/CA. Armando Martins 28 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais ● ● A teoria de 3 canais não interferentes: ● Permitiria usar um ponto de acesso no canal 1; ● Outro no canal 6; ● Outro no canal 11; Obteríamos portanto um throughput: ● Aproximadamente 5 Mbps; ● Em todos os pontos de acesso usando essa configuração; ● Sem nenhuma interferência de canal adjacente; Armando Martins 29 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais ● A interferência de canais adjacentes: ● Causaria uma degradação no throughput dos pontos de acesso; ● Do canal 1 para 6 há uma pequena quantidade de sobreposição; ● ● Do canal 6 para 11 também há uma pequena quantidade de sobreposição; Razão da sobreposição: ● ● Os pontos de acesso transmitem aproximadamente na mesma potência de saída; E estão localizados muito próximos; Armando Martins 30 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais ● Razão da sobreposição (Continuação): ● ● ● Os pontos de acesso transmitem aproximadamente na mesma potência de saída; E estão localizados muito próximos; Logo: ● Ao invés de ter o throughput esperado de 5 Mbps; ● Esse throughput caia para 4 Mbps ou menos; ● Em todos os 3 pontos de acesso; ● Ou deve estar distribuída de forma desigual entre eles; ● Onde um pode ter 3, outro 4 e outro 5 Mbps. Armando Martins 31 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais ● Razão da sobreposição (Continuação): ● Parte da teoria verdadeira: ● ● ● Os canais 1, 6 e 11, sofrem menos sobreposição de canal adjacente que os demais canais. Usar um ponto de acesso no canal 1 e outro no canal 3, resulta em um throughput de 2Mbps ou menos nos dois APs; Melhorar o throughput próximo do teórico: ● ● Reduzir a potência de saída dos pontos de acesso; procurar distanciá-los uns dos outros através da área física; Armando Martins 32 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais De acordo com a FCC ( Federal Communications Commission). Existem 3 canais que não sofrem sobreposição dos canais adjacentes, são eles: 1,6 e 11. Esse fato possibilita o uso de 3 pontos de acesso dentro de uma mesma área física. Armando Martins 33 CANAIS DE COMUNICAÇÃO Sobreposição de canais Usar um ponto de acesso no canal 1 e outro no canal 3 por exemplo, resulta em um throughput de 2 Mbps ou menos nos dois pontos de acesso. Uma forma de aumentar o throughput para um patamar próximo do teórico seria reduzir a potência de saída dos pontos de acesso e procurar distanciá-los uns dos outros através da área física. Armando Martins 34 AS 8 ARMADILHAS DO AMBIENTE WIRELESS 2 – Telefone sem Fio 1 - Antenas Baixas 3 – Concreto e Trepadeira 7 – Vidro e Árvore 6 - Água 5 – Micro no chão 8 – Usuário Futucão 4 – Forno de MicroOndas Armando Martins 35 INTERFERÊNCIA Tipos de Interferência: Como o comportamento de um sinal de RF é imprevisível, devemos levar em consideração vários tipos de Interferência. Podemos citar alguns como, por exemplo: a. Degradação do Sinal de RF; b. Interferência de canais adjacentes; c. etc Armando Martins 36 INTERFERÊNCIA Banda estreita: Características de uma banda estreita: a. Oposto da tecnologia de espalhamento de espectro ; b. Dependem da potência de saída; c. Dependem do espectro; d. Dependem da Consistência do Sinal. Esses são fatores que podem tornar a comunicação intermitente ou até mesmo corromper os sinais de RF emitidos pelo AP A Interferência de banda estreita não corrompe o sinal ao longo de toda banda de RF, bastando mudar o canal para resolver o problema. Ex.: do canal 1 para o canal 11 Armando Martins 37 INTERFERÊNCIA Banda estreita (baixa velocidade): Para identificar a origem de uma interferência de banda estreita usamos um analisador de espectro que cresce em amplitude a medida que chegamos próximo a fonte. Possíveis formas de resolver um problema de interferência de banda estreita: a. Remover a fonte da interferência b. Blindar ou configurar a WLAN para lidar com ela (ex.: mudança de canal) c. etc Armando Martins 38 INTERFERÊNCIA Banda larga: Esse tipo de interferência ocupa toda a banda RF, ela não diz respeito apenas a faixa de 2.4Ghz ISM, mas em qualquer caso onde haja interferência sobre a faixa inteira que se esteja tentando usar. Possíveis causas de interferências de banda larga: a. bluetooth; b. Telefones sem fio que trabalham na mesma faixa de frequência que se esta tentando usar. c. Microondas (por causa da potência de aproximadamente 1 Watt, que pode interferir na potência de 50mw “Miliwatt – 0.050Watt” de um AP); d. etc. Armando Martins 39 INTERFERÊNCIA Degradação do Sinal: Condições do Tempo: Podem afetar drasticamente a performance de uma WLAN. a. Vento b. Nevoeiro c. Chuva Armando Martins 40 INTERFERÊNCIA Degradação do Sinal: Vento: Não afeta a RF em si, mas pode afetar o posicionamento das antenas. Ex.: Duas antenas a 5Km em um link ponto a ponto com feixe horizontal e vertical altamente direcionais. Armando Martins 41 INTERFERÊNCIA Degradação do Sinal: Raios: a. Atingindo um componente de uma WLAN (se não tiver protegido por um centelhador – tem a finalidade de desviar a corrente transiente causada por raios; b. Quando um raio atinge um objeto próximo situado entre o transmissor e o receptor, causando o carregamento do ar onde as RF trafegam. Similar o efeito da aurora boreal que prejudica transmissões de rádio e televisão. Armando Martins 42 INTERFERÊNCIA Interferência de Canal Adjacente e mesmo Canal: Não é raro encontrarmos situações em que temos vários pontos de acesso operando no mesmo canal para atender determinada área. Isso porque muitas pessoas, erradamente, acreditam que os pontos de acesso e clientes devem operar no mesmo canal ao longo da rede, para que a mesma opere corretamente. Isso, maioria das vezes é um grande EQUÍVOCO!!!! A seguir veremos como trabalhar com vários pontos de acesso e como acontecem as interferências. Armando Martins 43 INTERFERÊNCIA Interferência de canal adjacente: São os canais que estão lado a lado na banda de RF (Ex.: Canal 1 é adjacente ao canal 2 o 4 do 5 e assim por diante).l a. Largura dos canais é de 22Mhz; b. Distância entre as frequências 5Mhz; c. Os canais se sobrepõem uns aos outros; d. Consequência Degradação do throughput. Armando Martins 44 INTERFERÊNCIA Interferência do mesmo canal: Causas: a. Imaginemos um prédio de 3 andares. Em cada um dos andares existe um AP operando no canal 3 b. As células de cada AP provavelmente se sobreporiam. Armando Martins 45 INTERFERÊNCIA Interferência do mesmo canal: Tem o mesmo tipo de efeito que o canal adjacente, contudo as circunstância em que ele ocorre são completamente diferentes. Armando Martins 46 Redes Locais sem Fio FIM Unidade 4 Armando Martins 47