FACOM - nº 17 - 1º semestre de 2007
A crise da palavra
Vera Maria D’Agostino
RESUMO:
Uma reflexão sobre a crise que passa a palavra
escrita no mundo contemporâneo. Uma breve
análise sobre as transformações ocorridas
com a palavra na passagem da Modernidade
para a Pós-modernidade. A influência da
Imagem no processo de comunicação e as
possíveis consequências para a linguagem
escrita.
PALAVRAS-CHAVE:
Palavra, Modernidade, Imagem, Pósmodernidade
ABSTRACT:
The article is a reflection on the crisis of
contemporary writing and a brief analysis on the
changes in the written language from Modernity to
the Post-modernity. It also analyses the influence
of imagery in the process of communication and
the possible consequence it may have in written
language.
KEYWORDS:
Word, Modernity, Image, Post-modernity
Este texto pretende observar a crise da palavra escrita e falada na
passagem da modernidade para o que se convencionou chamar de pósmodernidade. Entendemos que há uma dificuldade em se periodizar com
exatidão a modernidade bem como a pós-modernidade, e aceitamos aqui a idéia
mais geral de que o projeto da modernidade constituiu-se entre o século XVI
e finais do XVIII, prolongando–se até meados do século XX, ao que muitos
interpretaram este último como uma segunda modernidade. Quanto a situar a
pós-modernidade, a controvérsia é ainda maior, já que para alguns esse termo
e essa conceituação nem é aceita. Todavia, tomamos a liberdade de considerar a
passagem do século XIX para o XX até meados deste, como uma transição para
a pós-modernidade para efeito da análise que pretendemos aqui mostrar: como
a palavra aos poucos vai se transformando até atingir a pós-modernidade e os
dias atuais. Se houve realmente a crise da modernidade, ela também representou
uma crise da palavra.
Tomamos como base de reflexão definir modernidade como o momento
histórico em que há “uma destruição das ordens antigas pelo triunfo da
racionalidade, objetiva ou instrumental” como também “o rompimento com o
mundo sagrado, natural e divino”. A idéia de modernidade “substitui Deus no
centro da sociedade pela ciência, deixando as crenças religiosas para a vida privada”.
Marca-se nesse período uma passagem da subjetividade para a objetividade que
está de acordo com a idéia geral de secularização e desencantamento do mundo,
reforçando assim o declínio do sagrado. (Touraine, 2002, p.11,12)
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Max Weber sintetizou modernidade como
“desencantamento, secularização e racionalização,
autoridade racional legal, ética de responsabilidade”,
ao que acrescentamos as colocações de Touraine,
que observou na modernidade um talento
conquistador, dominador e
colonialista das
elites modernizadoras sobre o resto do mundo,
bem como a mesma capacidade na organização
das fábricas e do comércio na busca do homem
moderno pela autonomia econômica e política.
A racionalização é o componente
fundamental e totalmente indispensável da
modernidade, tornando-se um mecanismo
espontâneo e absolutamente necessário ao
processo de modernização. Compreende-se aqui
modernização por todo o processo, movimento
e estratégias que uma nação assume para chegar
à modernidade. A modernidade, entendida ainda
por Touraine, é a obra da própria razão e, portanto,
principalmente da ciência e da tecnologia. Formase assim um novo pensamento político e social
associado ao conceito de secularização, ou seja,
da explicação científica e concreta da experiência
humana.
A concepção clássica de modernidade
buscou construir a imagem da racionalização
dos sistemas sociais e políticos, em uma tentativa
de integração do homem com a natureza. Nessa
tentativa, o homem moderno acaba por rejeitar
as formas de dualismo: corpo e alma, mundo
humano e transcendência. A sociedade passa a ser
um conjunto dos efeitos produzidos pelo progresso
material e pelo desenvolvimento do conhecimento.
E, na aplicação da razão à experiência humana,
pretendeu o homem da modernidade atingir a
abundância, a liberdade e a felicidade, tornandose um cidadão inserido na idéia de uma sociedade
organizada. Passam, então, a ter importância
capital, as organizações do trabalho, da produção,
bem como a liberdade de troca e o respeito às
leis.
Observamos que as sociedades entram na
idade dita pós industrial e as culturas na idade
dita pós-moderna, quando o estatuto do saber
se modifica, já que a tão sonhada liberdade,
felicidade e abundância, prometidas pelo progresso
material pregado pela modernidade, acabaram
por gerar outros tipos de problemas, que nem a
técnica, nem mesmo os métodos racionais, ou a
capacidade desenvolvida pelo homem moderno
de organização da sociedade, poderiam resolver.
Todos os ideais libertários da Revolução francesa
levaram o homem à paz universal e à harmonia
entre os homens? Todos sabemos que não!
A modernidade já possuía um caráter errático
e a dúvida no cotidiano do homem moderno
também já se instalara, bem como a noção de
que viver representava um risco, o que não deixa
de ser uma grande incoerência, se considerarmos
o que os Iluministas projetaram para a felicidade
do mundo moderno e, involuntariamente,
hoje, vivemos, no mundo contemporâneo, um
descontrole, uma insegurança muito maiores
do que o homem da modernidade poderia
imaginar. Se a modernidade foi uma cultura de
risco, a pós-modernidade é pura crise, é puro
apocalipse, é puro caos, que gerações anteriores,
provavelmente não tiveram que enfrentar: novas
formas de opressão, exclusão e marginalização;
catástrofes ecológicas; colapsos dos mecanismos
globais da economia, riscos de guerras de
destruição maciça, cultivadas pela indústria
armamentista, e, ainda, no âmbito pessoal:
culto a uma cultura individualista voltada para o
narcisismo que transforma a perfeição do corpo
em uma obsessão, gerando assim uma noção de
vazio e isolamento existencial, assim como uma
ausência de sentido da vida.
Por outro lado, tomando como base as
décadas de 1960 e 1970, do século passado,
este foi, de certa forma, um período positivo
no que concerne à revolução de costumes. O
modelo patriarcal de organização social rui e
profundas e perturbadoras transformações se
instalam na sociedade. A vida social passa a ser
um projeto aberto com novas demandas e novas
ansiedades. A busca desesperada por liberdade
pessoal e a liberação sexual promovem uma
dissolução do modelo familiar vigente, fazendo
com que as pessoas busquem outras formas de
organização familiar, calcadas em relações mais
libertadoras, e, pelo menos, aparentemente mais
verdadeiras. Os padrões de comportamento são
desconstruídos e é nessa crise que se observa
um homem mais livre que luta pela busca de
sua identidade pessoal, traduzindo-a como uma
nova forma de encontrar a tão sonhada felicidade
prometida e não cumprida pela Modernidade.
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Refletindo sobre esses dois momentos
históricos, perguntamos: onde e como fica
a palavra? Como se organiza a experiência
lingüística do homem da modernidade e da pósmodernidade? Será que a palavra também passou
por profundas transformações como passaram
os estatutos que organizaram a sociedade no
período concebido como modernidade? Será
que a palavra vive também o apocalipse e a
comunicação verbal também se encontra em
estado de puro caos?
Refletindo um pouco sobre o papel da
palavra na história da experiência humana,
percebemos que a língua é “produto e condição
da vida social”. Ela se revela através das formas
de sociabilidade e de jogos de forças sociais”. A
atividade social do ser humano, tanto no âmbito
individual ou coletivo, expressa-se através de
símbolos, emblemas, narrativas da tradição
oral, escrita, pensadas ou imaginadas. O mundo
depende da palavra, sem a qual se revela vazio
de nomes, conceitos, explicações, fantasias e
mitos. Os significados e significantes são partes
representativas de uma realidade. A língua entra
na constituição de todas as formas de cultura,
tais como religião, arte, filosofia e ciência – a
língua expressa, sintetiza, decanta, constitui e
desenvolve as mais diversas realizações materiais
e espirituais, sem as quais a sociedade não se
constitui enquanto formas de sociabilidade e
jogos de forças sociais. (Ianni, 2003, p.211/3).
O processo histórico a que está ligado o
mundo moderno é também um momento de
teorias e pesquisas sobre a linguagem. Desde
o Renascimento, passando pela Enciclopédia,
a Ilustração, o Romantismo, as Vanguardas
históricas e o mundo contemporâneo, têm-se
observado notáveis realizações e transformações
no uso da palavra. São inúmeros os momentos em
que a história dos tempos modernos envolveram
desafios e conquistas implicando a linguagem na
organização da sociedade.
A palavra escrita e impressa está no centro da
modernidade. A imprensa, como afirma Anthony
Guiddens, foi um dos principais motores do
estado moderno. “O jornal – que apareceu cerca
de um século antes da televisão – representou
uma forma de colocar o homem no centro do
mundo, estabelecendo sua conexão com o resto
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do universo”. Portanto, a palavra foi o elemento
fundamental para conectar este homem moderno
com a realidade que o cercava, assim como outros
meios de comunicação da época que também
usavam a palavra, ainda que não a escrita, como
por exemplo, o telefone.(Guiddens, 1994,
p.22,23)
Tomando como base a passagem do
século XIX para o XX, podemos verificar que
especificamente a Europa vai viver , nesse período,
um momento de profundas transformações
em todos os setores da sociedade e tornou-se
palco de inúmeras manifestações culturais e
de novas idéias, que rapidamente proliferaram.
Temáticas relacionadas à modernidade, que aqui
definiríamos como uma segunda modernidade,
ou ainda como um período de transição para a
pós-modernidade, floresciam em toda sorte de
escritos e a idéia dos grandes centros urbanos
como imagem forte ligada à modernidade se
confirma. A atmosfera do trabalho, da produção,
das fábricas nas grandes cidades mudam a
paisagem de inspiração dos artistas e pensadores
desse período, antes acostumados a criar e refletir
a partir de linhas de paisagens mais sentimentais
e românticas como castelos, fortaleza e torres,
elementos esses que se coadunavam com um
tempo mais vagaroso e um espaço mais reduzido
que favorecia mais à contemplação e à harmonia
com a natureza.
Baudelaire já preconizara em seu famoso
artigo, O pintor da vida moderna, em meados do
século XX, toda uma nova forma de perceber a
modernidade e a arte que a refletia, definindo-a
como algo transitório, fugidío e contingente;
“é uma metade da arte, sendo a outra o eterno e
imutável”. Essa oscilação entre o que é eterno
e o que é transitório caracteriza bem esse
período de transição, pela qual passavam as
sociedades, bem como a cultura e a arte que as
representavam. E, nesse sentido, Baudelaire já
poderia ser considerado como um precursor da
pós-modernidade, pois previu a fragmentação
da realidade e seu caráter efêmero.
Se Baudelaire previu o mundo fragmentado
ele o fez com a noção ainda do homem do século
XIX e essa noção de realidade fragmentada vai
se tornar, a partir do advento das vanguardas,
muito mais forte, embasando já um momento
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expressivo de passagem para uma época do pósmodernismo, onde teremos muito mais do que
o simples fragmento, mas uma intensa e veloz
desconstrução da realidade, uma significativa
ruptura configurando um conjunto de estilhaços
que formam um verdadeiro caleidoscópio. A
experiência humana, no mundo contemporâneo
também está efetivamente despedaçada. As novas
técnicas de comunicação simulam que todos nós
pertencemos ao mesmo mundo e com todos os
deslocamentos e aproximações se acelerando
e se multiplicando, temos a falsa e artificial
impressão de integração, mas na verdade estamos
vivendo em um mundo quebrado, fragmentado e
contraditório.
A partir da desconstrução da realidade
que as vanguardas do início do século XX
propuseram, é que podemos perceber também
uma crise da palavra. Os discursos começam a
mudar. O século XX, sob muitos aspectos, foi
todo ele uma controvérsia sobre a linguagem,
em todos os sentidos. Se a linguagem é antes
de tudo fruto da organização do pensamento,
é fácil perceber que se o pensamento em si
estava sofrendo mudanças de paradigmas, a
linguagem também assim o faria. Em nome
da desconstrução, houve uma “desordem” na
forma tradicional da comunicação lingüística.
Juntamente com grandes transformações sociais
e avassaladoras rupturas históricas em curso
no século XX, instala-se assim um momento
expressivo de transição em todos os setores da
sociedade, que particularmente reflete-se no
campo das comunicações e no uso da palavra,
seja ela escrita ou falada.
A criação do verso livre, ainda em meados
do século XIX, desenhou efetivamente um
caminho de futura libertação para os escritores
do século seguinte. Instalou-se, sobretudo, a
partir das vanguardas do início do século XX,
uma nova forma de uso da palavra poética, e
uma vez libertada essa palavra literária, toda
uma nova forma de expressão lingüística se
delineia. A presença das formas lingüísticas
vindas da oralidade, e o uso da fragmentação
que tornava a palavra mais solta e livre, passam
a fazer parte da Literatura. Portanto, os escritos
literários do século XX vão se compor pela falta
de compromisso rígido com as regras da estética
clássica que aprisionava, de certa forma, os
autores. Todo esse comportamento libertador
abrangeu também as outras formas de arte, a
música com o dodecafonismo, as artes plásticas
com a arte abstrata, o teatro com as novas formas
teatrais de vanguarda, mais tarde com o teatro
épico de Bertold Brecht e o Teatro do Absurdo de
Ionesco e Beckett. O cenário de transformações
não parou por aí. Em poucas décadas, do século
passado, foi se desenhando um proliferamento
de linguagens de todos os tipos, e dos antigos
tipos gráficos passamos rapidamente para a
palavra eletrônica, informática, internética,
virtual que passaram a predominar a cena das
comunicações. Todas as formas de linguagens,
desde a escrita à oral, vão ser desafiadas por uma
nova integrante do processo comunicacional: A
IMAGEM, instalando, assim, definitivamente
a idade pós-moderna, pelo menos no âmbito
cultural e artístico.
As linguagens eletrônicas, informáticas
e virtuais multiplicaram-se assustadoramente,
obtendo um privilégio da imagem sobre a
palavra escrita e a mídia, o livro, a revista, o
jornal passaram a enfrentar o desafio da imagem
pelo videoclipe, o hipertexto, o cibertexto,
a multimídia, mudando o eixo da palavra,
enquanto signo da modernidade, para a imagem
enquanto signo da pós-modernidade.
O século XX caracterizou-se como o
século das transformações e da instalação do
caos. O homem contemporâneo buscou, como
citamos anteriormente, um projeto mais definido
e calcado na liberdade de sua identidade e
vida pessoal. A língua não poderia, por sua
vez não acompanhar esse destino do homem
contemporâneo. Ela também se assentaria sobre
o caos e ao mesmo tempo também procuraria sua
própria identidade, ainda que pagando um preço
bastante alto, que muitas vezes, traduz-se pela
falta de qualidade nas formas da comunicação
lingüística. O homem contemporâneo vai
assistir profundas e definitivas transformações
nas técnicas de comunicação basicamente
fundadas na imagem e nos tipos de linguagem
denominadas pós-modernas, conforme podemos
confirmar pelas observações abaixo:
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“Estamos vivendo sob uma tempestade
de imagens de todos os tipos, qualidades
e estéticas. O mundo se transformou em
uma grande imagem constituída de muitas
micro imagens que se multiplicam em um
ritmo alucinado, muitas vezes destituídas de
significado e que em um segundo se dissolvem
em nossa memória, sem deixar sequer rastro.
Há uma inconsistência geral, tanto nas imagens
como no próprio uso da palavra, tornando
as narrativas e as experiências dos homens
com algo fortuito e confuso” (Ianni, 2003,
p.224/5).
Será possível tornar toda essa confusão
e essa falta de profundidade em que estamos
atolados em algo a nosso favor, construir e criar
sob essa epidemia viral que ataca o pensamento
e a palavra? É possível também criar em cima
do vago, do insólito?
Como afirma Italo Calvino: “estamos
vivendo a civilização da imagem. Como podemos
negá-la? Ela está aí, acompanha-nos no nosso
dia a dia, porém estamos perdendo a capacidade
de pôr em foco visões de olhos fechados, de fazer
brotar cores e formas de um alinhamento de
caracteres alfabéticos negros sobre uma página
branca, de pensar por imagens”. (Calvino,
1995, p. 107)
O clima cibernético em que vivemos nos
leva a uma velocidade incalculada na nossa
experiência cotidiana. Os recursos técnicos
que a modernidade nos apresentou, mesmo
após a segunda revolução industrial, como
motores, lâminas de aço, serras elétricas, etc,
parecem infantis diante de um banco de dados,
dos bites e bytes, da inteligência artificial. O
mundo eletrônico, informático e cibernético
contemporâneo transformou até um museu
em museu eletrônico, combinando informação,
sonoridade, colorido, forma e movimento de
signos, abrangendo diferentes épocas, regiões,
culturas e civilizações. A estética eletrônica abre
mil possibilidades de criações plásticas, sonoras e
de movimento, enfim um universo inimaginável
com a linguagem própria da modernidade. Isso
por outro lado parece maravilhoso - contar
com tantas possibilidades - porém, pode nos
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levar a uma imensa confusão labiríntica da qual
dificilmente se acha saída.
Se as vanguardas históricas do início do
século XX procuraram uma nova forma de
expressão e organização da palavra é porque
tiveram a profunda intuição de quanto o
mundo se transformaria e com que rapidez
isso aconteceria. A partir deste insight as
vanguardas criaram um ambiente propício e
confortável, ainda que um tanto ingênuo, diante
do bombardeio de transformações pelas quais a
palavra viria a passar em um curtíssimo espaço
de tempo, transformando o cotidiano do homem
de forma inexorável.
A experiência de pensar por imagens, de
pensar como processo individual, como aponta
Calvino, parece que ficou perdida em algum lugar
nesse imenso oceano de imagens pré-fabricadas,
sem autenticidade, onde o maior pecado é o
excesso. Como já afirmado anteriormente, não
há como negar a capacidade e abrangência
da imagem a qual a pós-modernidade nos
contemplou com tanta força ... talvez, há que
aproveitar seu potencial e aglutiná-lo à força
expressiva e original da palavra escrita.
Ainda tomando emprestadas as palavras do
mesmo Calvino “ seja como for, todas as realidades
e as fantasias só podem tomar forma através da
escrita, na qual exterioridade e interioridade,
mundo e ego, experiência e fantasia aparecem
combinadas pela mesma matéria verbal; as visões
polimorfas obtidas através dos olhos e da alma
encontram-se contidas nas linhas uniformes de
caracteres minúsculos ou maiúsculos, de pontos,
vírgulas, de parênteses; páginas inteiras de sinais
alinhados, encostados uns aos outros com grãos
de areias, representando o espetáculo variegado
do mundo numa superfície sempre igual e sempre
diversa, como as dunas impelidas pelo vento do
deserto”. (Calvino, 1995, p.114)
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Calvino, Italo. Seis propostas para o próximo milênio.
São Paulo: Companhia das Letras,1995.
D’Agostino, Vera Maria. Nas asas de um ícaro mecânico
(A libertação da palavra na dramaturgia do futurismo italiano)
(dissertação de Mestrado - ECA-USP ) São Paulo, 2002.
Guiddens, Anthony. As conseqüências da Modernidade.
São Paulo: Unesp, 1991.
__________________. Modernidade e identidade pessoal.
Oeiras ( Portugal): Celta Editora, 1994.
Harvey, David. A condição pós-moderna. São Paulo:
Unesp, 1991.
Ianni, Octavio. Enigmas da modernidade-mundo. Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
Rouanet, Sergio Paulo. Mal-estar na modernidade.
São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
VERA MARIA D’AGOSTINO
Professora de Língua Portuguesa da FACOM/FAAP.
Touraine, Alain. Crítica da Modernidade.Petrópolis:
Vozes, 1994.
Graduada em Letras pela USP; Mestre em dramaturgia e literatura dramática pela ECA-USP.
A FACOM/FAAP
parabeniza
André Martirani Alves
1o colocado
entre os alunos de cinema do país no ENADE 2006
(Exame Nacional de Desempenho de Estudantes)
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