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JUIZ D E FORA, NOVEMBRO-D EZEMBRO D E 1972
N.o 165
1.
ANO XXVI I
A N A I S DO
o
Q:ongnsso Racíonal de 1Catícíníos
e
XXII I.a Semana do Laticinista
10 a 14 de julho de 1972
I I
�ro(rrdíngs of thr 1st }\etíone( Ileír� «iongrrss
and
2 3d National Dairy Meeting
July 10 to 14/1972
-
Dairy Institute "Candido Tostes"
digitalizado por
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NOVEMBRO E D�ZEMBRO DE 1 972
Revista do ILCT
REVISTA DO INSTITUTO DE LATiCíNIOS
CANDIDO TOSTES
DAIRY MAGAZIN'E PUBLISHED BIMONTHLY
BY TH'E
JUIZ
DE FORA - MINAS GERAIS - BRASIL
COMITE DE REDACÃO
Diretor - Prof. Cid Maurício Stehli � g
Editor-Secretário - Prof. Hobbes Albuquerque
Redatores Técnicos -
EDITORIAL BOARD
Director
Editor-Secretary
Technical Editors
Pág.l
CONSI DERAÇÕES SOBRE FORTIFICAÇÃO DE LEITE
DE CONSUMO COM BAIXO TEOR
DE GORDURA COM VITAMI NA " D "
The Enrichment of Low Fat Market Milk with D Vitamin
BIDLIOTEC/\
r'< , r.. 1'.
\..... ;'··1...·
Prof. Francisco Samuel Hosken
Prof. José Octávio Pinheiro Villela
Prof. Otacílio Lopes Vargas
OTA·C,fLlO L. VARGA S
Prof. José Frederico de Magalhães Siqueira
Professor do ILCT
Professor of the Dairy Institute
Prof. Carlos Vieira
Prof. Cloves Soares de Oliveira
Dr. Hobbes Albuquerque
Secretária - Marylande Rezende
Secretary
Tesoureiro - Prof. Walter Esteves Júnior
Treasurer
Colaboradores - Professores, Técnicos, Alunos e Ami·
Collaborators
Correspondência:
Correspondence
SINOPSE
gos do ILCT
Revista do Instituto de Laticínios Cândido Tostes
Caixa Postal 183 - Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil.
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Assinaturas
Ano
fNDICE
.
Year
Cr$ 20,00
Página
Page
Conslderacões sobre fortificacão de leite de 'consumo, com bai�o teor de
gordura, com Vitamina D .......
Aspectos econômicos e médico-legais da
margarina como imitacão da manteiga ...............: ............
Política tributária do leite em Minas Ge­
rais (Razões, Instrumentos e Resultados) ...........................
Controle microbiológico de qualidade .
O uso do Fósforo-32 no estudo da acão
detergente do fosfato trissódico élorado .............................
Tndice por autor: nOs. 148-165 da Revista do ILCT ....................
Tndice alfabético: nOs. 148-165 da Revista do I LCT ....................
Composto e impresso nas oficinas da
$ 3.00
C O NTE NTS
The Enrichment of Low Fat Market Milk
with D Vitamin
7
21
26
31
35
43
Economical and Legai-Medicai Aspects of
the Margarine as an Imitation of Butter.
Milk's Tributary Policy in the State of Minas
Gerais (Reasons, Instruments and Re­
sultsl.
Microbiological Quality Control.
The use of the 32P to Check the Efficiency
of the Use of Chlorinated Trisodium
Phosphate as a Detergent.
Author Index: numbers 1 48-1 65. Magazine
of the Dairy Institute.
Alphabetical Index: Numbers 1 48-1 65. Ma­
gazine of the Dairy Institute.
ESDEVA EMPRESA GRÁFICA S. A.
-
Juiz de Fora
Sem dúvida a adicão de vitamina D ao
leite de consumo per�ite um combate eficaz
contra o raquitismo e suas manifestações.
Pode-se dizer que, o Brasil sendo um país
tropical, o problema dietético relativo à ca­
rência de vitamina D não merece maiores
preocupações. Por ser o leite o alimento
básico durante os primeiros anos de vid'J,
a adição de vitamina D representa um im­
portante fator de seguranca. Deve-se lem­
brar de que as crianças, géralmente, não se
expõem suficientemente a luz solar.
óleo de fígado de bacalhau era destruída
e toda a vitamina D era conservada. Mais
larde foi verificado que a vitamina D en­
contrava-se presente na parte insaponificável
do óleo de fígado de bacalhau e que es­
tava relacionada com colesterol (Zucker et
aI., 1922).
Nestes termos algumas considerações so­
bre a adição de vitamina D ao leite são
levantadas.
Fig. 1
VITAMINA D
A exist€::ncia de material lipídio capaz de
curar "rickets" foi inicialmente indicado pe­
los experimentos de Mellanby em 1921, de­
monstrando que "puppies"
poderiam ser
completamente curados quando alimentados
de óleo de frgado de bacalhau. Inicialmente,
o óleo de fígado de bacalhau era oxigena­
do para destruir a propriedade antixeroftál­
mica conservando a propriedade contra o
raquitismo (McCollum et alo, 1922). Em outras
palavras, toda a vitamina A presente no
Colesterol é um dos componentes da par­
te não saponificável do óleo de fígado de
bacalhau.
Investigações demonstraram que a irra­
diação de determinados alimentos era ca­
paz de aumentar o conteúdo de vitamina D
ativo, e que esterol, (ergosterol), obtido de
leveduras, era também capaz de ser ativado
em vitamina D2 (ergocalciferol) pelo efeito
de irradiação:
digitalizado por
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NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
Revista do ILCT
Fig. 2
Revista do ILCT
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
A absorção d e um " q uantum" de l uz pro­
duz provitamina D ativada, q u e por sua vez
é tra n sformada em l u m i stero l, tachisterol o u
u.v
(ERGOSTEROL)
PROVITAMINA
Fig. 3
R,-/v,�
U.V
>
A ativação d e vitamina D e formaçã o d e
erg ocalcifero l ou col ecalciferol pod e s �r
con d uz i da util izando-se l uz U.V. d e compri­
m ento de o n da o n d e erg osterol ou 7-dehi­
droco l estero l são capazes de absorver. Am­
bos, ergocalcifero l e col ecalciferol, não são
prod utos fi nais de u ma série d e reações
Fig. 6
�
��
LUMISTEROL
TECHYSTEROL
«:===== ....
O :::;
�. PROVITAMINA 0*
hVJ t
"
.:lIoo.
"-
___
VITAMINA O
AÇÃO DA RADIAÇÃO U.V. NO LUM!STEROL
co mpl exas pro movidas pela irradiação com
l uz U.V.
Do m ecan ismo proposto por Wi n daus et
01 (1932) i n tegrado a outros estudos mais
recentes, co ncl u i u-se q u e as estruturas d e l u­
mi sterob e tachi stero l2 foram observadas co­
mo co mpostos res u l tantes da irrad iação d e
ergostero l ;
U.V
�
ryC1
H�
HO
(VITAMINA D2)
(LUMISTEROL2)
Fig.5
E q u e l u m istero l2 e tachi sterob não são
i ntermed iários obrigatórios na formação de
erg ocalcifelo l . Outros compostos, tais co­
mo provitam ina D, estão envol vi d o s nas
subseqüentes reações antes da formação
d e vita m i na D ativada. Ex.:
vitam ina D, a forma em q u e os e létro ns po­
d e m retornar ao estado de baixa energ ia.
PROVITAMINA O
ou q u e 7-d ehidroco l estero l poderia s er ati­
vado em vitamina D3 (ecolecalciferol):
FORMAÇÃO DA VITAMINA D
hv
Pág. 3
HO
PRE-VITAMINA D
O co mposto i ntermediário na formação
d e Vitamina D é previtamina D, forma i so­
mérica Cis/Tran s de tachistero l (Koevoet et
aI., 1955).
Existe ·també m u ma relação entre previta­
mina D e Vitam i na D. (Verloop et ai, 1955.)
A formaçã o d e vitamina D na pel e dos
ani mais foi d emonstrada por vários pesq u i­
sadores simu ltan eam ente (Beckemeier e Pfen­
nigsdorf, 1 959; B eckemeier, 1 958; Cruicks l­
ran k, 1 955).
As q uantidades obtidas por cm 2 d e pele
são, respectivam ente, para s uínos, homem
e rato, 30 - WO, 4 - 18 , e 5 - 1 5 - u n i dades
i nternacionais.
PADRõES DE VilAMINA D EM PRODUTOS
ALlMENnCIOS E EFEITO DA DEFICII:NCIA
OU EXCESSO DE VITAMINA D NA DIETA
ALIMENTAR
O padrão ideal para leite d e con su mo,
(400 U. I.) tem sido uma medida de s eg uran­
ça à saúd e públ ica dos EE.UU., para as­
seg urar um prod uto q u e forn e ça a q uan­
tidade d e vitami n a D d eclarada como nível
apropiado pelo Conselho em A l i m entos e
Nutrição da Associação Méd ica Americana.
O CANAMA estabel eceu o s e l o d e aprova­
ção para os prod utos ali mentícios q u e pre­
encham os req u erimentos mínimos d iários
em Vitamina D, ou seja, para o l eite d e
consumo foi estabelecida a q uantidade d e
400 u n i d ades (U.S.P.) d e vitam i na D para ca­
da um q uarto d e galão d e leite f l uído.
Funcões: A vitamina D é essencial na d i­
eta d� todas as espéci es d e vertebrados até
h o j e investigados. Suas funções i ncl uem o
desenvo lvime nto normal dos ossos, facilita a
absorção d e cálcio e fósforo, promove a
reabsorção de fósforo, pelos peq uenos tu­
bos renais. Mantém fosfatase alcalina nas
reg iões ósseas.
Sinais
de
Deficiência:
E ntre este: enco ntram-s e: crescimento re­
tardado, " Rickets", esq uel eto anormal e de­
formado, variando co m o grau d eficitário.
Reg iões afetadas g eral m ente são reg iões d e
crescimento mais rápi d o d o s ossos. Pode re­
sultar como pro l iferação excessiva dos teci­
dos cartilag i nosos; alargamento nas extremi­
dades dos ossos longos; ossos macios e fra­
cos com d eformacões d evido a esforcos ou
tensões e posturas; osteomal ácia, caúsan d o
frag i lidade dos ossos l igados, d eficiência da
calcificação dos d en tes, alto teor d e p lasma,
fosfa�ase, Miasthe n ia ou ato nia do esq u e l e­
to e do m úscu l o d o i ntesti no.
A d eficiência, g eral m ente, é acentuada pe­
la d ig estão preju d icada ou absorção de g or­
d ura; excess iva d igestão de ól eos minerais
e g orduras po li-i nsaturadas ; falta de expo­
sição à l u z solar, gravidez, lactação, e o u­
tros sinais.
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NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
RADIAÇÃO U.V. UTILIZANDO-SE DE LUZ
ARTIFICIAL
A fu ncão i med iata da irrad iacão d o l ei­
te é para au mentar o potencial '
na D ao nível estabel ecido d e acordo com
o padrão. O l eite, normal mente, contém
certa q uantidade d e vitam i na D e provita­
m i nas, tais como co l esterol ou erg ostero l,
q u e são capazes d e ser convertidas em vi­
tam i na D através d e irrad iacão com l uz
U.V: . A � uz solar n ã o con stitui '
de Irradiação para a síntese de vitami n a D
na pel e d os a n i mais, pri ncipa l mente nas re­
g iões temperadas e frias. O uso da l uz arti­
ficial na irradiação do l eite representa maior
seg uran ça. Para i sto, usa-se o princípi o do
"arco vo ltaico" que se baseia na proprieda­
d e d e alg u n s materiais n ã o combustíveis
q uan d. o aq � eci d o a u ma alta temperatura, ;
mater�al atinge u m d eterm i nado ponto ca­
r?ctenzado por col oração branca d e aq u e­
cimento, q uan d o a l uz U .Y. é e ntão em itida.
Desta maneira, o arco vo ltaico com e l étro­
dos de carvão é usado para prod uzir arti­
ficial mente l u z U . V . Em alg u n s casos, va­
pores de quartzo de mercúrio pod e m tam­
bém s er u sados. Estes vapores são g erad os
através d o processo d e vo lat i l izacão e d e­
s i ntepração dos e l étrodos e por 'vo lat i l iza­
ção do material d entro do tubo fechado.
A d escarga d e rad iação d o tubo é cau­
sada por ativi dades d e partícu las d e va­
por bem como do d istúrbio e esforco dos
átomos. Acred i ta-s e q u e isto seja á cau­
sa do d espre n d i m ento de rad iaçã o q u e
é con trolada pela t e m p e r a t u r a ati n g i­
da. O arco d e carbono con siste d e u ma
chama l u mi nosa entre dois e l étrodos d e car­
bono quando um fl uxo de corrente el étrica
passa entre e l es. O mais recente equipa­
mento d esti nado a produçã o comercial d e
l eite irrad iado foi d esenvolvido pela "Na­
tional Carbon Co mpany, I nc." em coopera­
ção com Wisco n s i n A l u m n i Research Foun­
dation . Esta u n idade con s iste d e u m tam­
bor vertical e ci lín drico anu lar ao redor
da parte s uperior de onde o l eite transbor­
da em u ma fina película em d irecão do fu n­
d o d o ci l i ndro. U ma l â mpada potente com
três fas es é adaptada n o centro d o ci l i n­
dro, e ao mesmo t empo uma tampa ajusta
propriam ente ao ci l i n dro . Luz u l traviol eta é
então emitida d e u ma d istâ ncia idêntica d e
todas a s d ireções na pelícu la d e l eite q u e
s e m ove por gravid ad e em d ireção a o f u n d o
d o tambor.
Do ponto-d e-vi sta econ omlco e técn i co
co m relação à atividade da vitami na D con-
Revista do ILCT
tra raq u itismo, n ã o foi observada n enhuma
d iferen ça s e o irrad iador era col ocado an­
l� s o u d epois da homogeneização. A expo­
_ pro l o ngada não prod u z d iferenca con­
s l çao
s i d erável na potência o u q uantidad e '
tam i na D obtida. S ubseqüente recircu lacão
(2 ou 3 vezes) prod uz au m ento d e some' n te
15 e 5 - 1 0% respectivamente. Mas o uso
d e vo ltag em mais alta co nslitui o m étod o
m a i s seg uro d e proporcio nar ativacão m á ­
x i m a (Scott, 1945) . Quando alta volfag em é
usada, o perigo d e sabor irrad iado n ã o é
s i g n ificante, e mesmo quando este ocorre,
também d esaparece co m poucas horas após
o processamento.
Do ponto-d e-vi sta comercial e eco no ml­
co, o processo d e irrad iação aci ma d escri­
to, representa alto custo, nos EE.UU, e baixo
vo l u m e de prod u ção. Mai s recentemen te, es­
te s i stema tem sido s ubstituído por ad i çã o
d e pré-concentrados d e vitam i na D em fase
o l eosa. O uso de peq uenas q uantidad es d es­
tes concentrad os possibi l i ta mais eficientes
res u l tados e custos mais reduzidos.
CONCENTRADOS USADOS NA
FORTIFICAÇÃO DO LEITE COM BAIXO
TEOR DE GORDURA
Revista d o ILCT
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
s olu ção esteril izada. " DYNE" por exemplo é
pro d u zido pela "Wisco n s i n A l u m n i Research
F ou n dation " .
LEITE DE CONSUMO COM 2% DE
GORDURA E ADICIONADO DE
VITAMINA D
A prod u ção d e l eite d e co nsumo co m bai­
xo teor de gord ura (2%), tem sido m u ito
to d ifu n d ida nos EE.UU. nos ú ltimos anos.
U ma . ce.rta q �� n tidad e de g ord ura parece
contnbulr positivamente para o sabor agra­
dável do l eite. Dois por cento d e g ord ura
t� m d em�>nst�ado s er o teor i d eal, no q u e
diz respeito a manutençã o d o sabor, e ain­
da tem red uzido val or cal órico e con s e­
'
q üentemente, maior val or n u tritivo em ter­
mos de n i trogênio. O custo de prod u çã o au­
menta em relação à adição de vitam i na D,
d ecresce em relacão ao teor de gord ura mais
baixo .
'
A ad i ção de vitam i na D ao l eite d e co n­
sumo perm ite um combate eficaz contra o
raq u itismo e todas as man ifestacões co n se­
qüentes. Co n s i d eran d o q u e o l eite é o al i­
mento mais popular de todas as classes so­
ciais e de norte a s u l , a fortificacão d o l ei­
te representa um passo em frenté na parti­
da para a co mpetição por q ua l i dad e me­
lhor.
1) Os concentrados insolúveis:
O concentrado d e vitam i na D ad icio nad o
ao leite enco n�ra-se em forma d e u ma so­
l u ção o l eosa (ambas vitam i nas D 2 ou D 3),
g eral mente óleo d e m i lho ou o utro óleo
vegetal. Este co ncentrad o co ntém pelo m e­
nos 200.000 U.1. por grama. D eve ser ad i­
cio nado no fl uxo de l eite antes d a homog e­
neização, para preve n ir s eparação.
2) Concentrados solúveis:
Este co ncentrad o d e vitam i na D pod e ser
preparado co m óleo d e m i l ho, manteiga
d erretida, sól i do s d e l eite e m u l s ificado. Con s­
titui aproxi madamente 20.000 U . I . por gra­
ma de vitam i na D. E pro ntam ente m issível
no l e ite sem maiores perigos d e s eparação.
Estes tipos de co ncentrados e l i m i nam co n­
s i d eravelmente o perigo de falha pelo em­
pregado que opera a seção.
Encontram-se à venda ambas vitami nas
D 2, (ergosterol irrad iado), e vitami n a D 3,
(7-dehidroco l esterol irrad iado), em latas o u
Pág.5
R E F E RÊN C I A S
1 . A LTMA N , Phi l ip L. e D ittmer; Metabo­
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Liebigs Ann. 520, 98 (1932 ) .
1 1 . ZU CK, E R, T. F., PAP P EN HEIMER, A.M.,
and BARN ETT, M. Proc. Soco Exp. Biol.,
N.Y 29, 1 67 .
C OCE S C O
O I n stituto d e Laticínios " Câ n d i d o Tostes" conta atualmente com a " COMIS­
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-
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
Pág. 7
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Economical and Legai-Medicai As p ects of the
Margarine as an Imitation of Butter
E sta é uma "jóia" da n ossa i n dúst ria pesada !
uma ca l d ei ra IISIMILI", fab ricada por uma fi rma q ue honra o n osso já afama d o
parq u e i nd u st ria l.
E:
Não é pret ensão nossa, diz er qu e m elhor não há.
E não há m esmo!
A fo�o nos dá prova da habili da d e t éc nica e da est ética perfeita c om q u e a m esma
foi ca ri n hosam ent e fab rica da.
E: u rg e nt e q u e você veja um G e ra d o r de Vap o r a ut om ático IISIMILI", na p l enit u d e d e
seu funcio nam ento. V ocê fica rá maravi l ha d o e di rá a tod os, porq ue IISIMILI" é si nô nimo
.
de economia, fu nci ona lida d e e abso l uta seg u ra n ça!
ALDO RANGEL DE CARVALHO
FLÁ VIO WANDECK
(Prof.-Adjunto da UFRRJ)
(Prof.-Assistente d a UFRRJ)
Assistant Professor of Federal Rural
University of Rio de Janeiro
Assistant Professor of Federal Rural
University of Rio de Janeiro
o trabalho a que me proponho neste i nstan­
te realizar com vistas à minha participação
efetiva neste Congresso de Laticinistas, não
obj etiva m atéria tecnológica como seria de es­
perar, mas de Med:cina-Legal pura, apl icada
à indústria e comércio de laticínios no Brasil.
A decisão de prolatá-lo com vistas ao meu
comparecimento a este importante conclave,
foi tomada à última hora, ou m ais precisa­
mente ao final da aul a ministrada aos al unos
do 4.° ano de medicina veterinária da Uni­
versidade Federal Rural do Rio de Janeiro no
último dia 24 de junho, quando assistida i n­
clusive pelo Professor Flávio Wandeck, M . D.
em tecnologia de l aticínios pela Universidade
de Ohio, tive a sua entusiástica sugestão de
trazer a matéria para esta Assembléia, tal co­
mo fora explanada. Para cumprir uma suges- .
tão desta, impunha-se, no entanto, a redação
da matéria que por sua complexidade, exigia
tempo maior, não disponível em face dos pra­
zos estipulados oficialmente.
É assim que passo a redigir um "estudo". a
que denominarei de "Aspectos econômicos e
médico-legais da margarina como imitação da
manteiga", com o qual visarei à participação
efetiva dos trabalhos da XXIII.a Semana do
Laticinista no Instituto de L aticínios "Cân­
dido Tostes" em perspectiva, agora com a co­
laboração de Wandeck, embora tenha que
abordá-Ias sem maiores profundidades, sobre­
tudo documentais.
Se entretanto, a matéria constituir objeto
de interesse real e imediato para os ilustres
congressistas, caso então em que ela será
certamente m otivo para debates, me reservarei
para aí produzir os detalhes possíveis que ora
não podem ser aqui alinhados.
Está na evidência geral que os pontos crí­
ticos d a questão que vamos abordar não têm
em sua maioria a originalidade desejável, pois
que antecedentemente já foram objeto de ou­
tros autores.
Talvez que, como novidade - não é cer­
to -, o trabalho atual tenha por autoria, al­
guém situado por fora dos círculos econômi­
cos empresariais da indústria de leite e lati­
cínios.
De fato, como sanitarista no exercício da
diretoria do SIPOA-GB no biênio 1962/1964,
d ava eu entrevista à reportagem de "O GLO­
BO" denunciando em 1963 a perspectiva pe­
rigosa, que então só se vislumbrava, da con­
corrência com que a margarina ameaçava a
manteiga no comércio e, pois, toda a produ­
ção e i ndústria de leite e derivados em geral
no país, propondo med:das resolutivas de âm­
bito oficial.
Recolhendo-me posteriormente a funções
técnicas não decisórias, e de puro g abinete,
minhas responsabilidades no evento foram der­
rogadas e aí terminadas.
Se regressar por qualquer eventualidade às
antigas funções, certamente terei que reassu­
mir essas responsabilidades e agir de acordo
com a filosofia esposada neste trabalho, es­
tritamente dentro, é verdade, das normas le­
gais em vigor, para pô-las em prática efetiva.
Generalidades
Obviamente constitui conceito u niversal tanto para as ciências biomédicas quanto para
o senso comum - que o leite representa pa­
pel "suis generis" de insubstituibilidade, na nu­
trição das espécies humanas e animal, por suas
digitalizado por
arvoredoleite.org
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NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
condições e características ímpares de espe­
cificidade fís:ca e bioquímica, não apenas co­
mo substância protéica genérica, m as princi­
palmente com o alimento protídico de rara
complexidade aminoácida, cálcica e etc., apro­
priado a promover o desenvolvimento do or­
ganismo em formação (infâl n cia), a nutrir o
organismo depauperado pela velhice ou pela
enfermidade, e à manutenção da saúde do
adulto. Diz-se que é imprescindível à criança,
ao velho e ao doente, também porque é ali­
mento de facílima assimilação, de digestão
sumária e completo em todos os princípios n o­
bres, ativos e i ndispensáveis à cobertura aos
desgastes exigentes do organismo.
No adulto saudável, mantém o equilíbrio
desses desgastes, proporcionando condições
ideais de manutenção do "tonus vital" das es­
pécies, inclusive como elemento substancial de
desintoxicação, ao tempo que fornece os subs­
tratos necessários a promover segurança e
meios às defesas imunológicas contra agentes
agressivos de contágio da saúde.
Outro ponto pacífico perfeitamente estabe­
lecido: os povos, grandes consumidores de
leite e l aticínios, apresentam o maior índice
de longevidade e menos i ncidência de enfer­
midades funcionais ou contagiosas proporcio­
nalmente aos demais. E mais: Em tais paí­
ses o índice de mortalidade infantil é profun­
damente mais reduzido do que o de outras
áreas.
Reafirma isto, um velho provérbio holan­
dês: "Coma manteiga antes e coma-a depois,
e viverá até cem anos . "
Isto posto, chega-se à conclusão inexorável
de que o leite e os laticínios como agentes de
primeira grandeza para manutenção e sus­
tento saudável dos povos, constitui matéria
de política administ rativa de uma nação ao
lado de uma política efetiva de saúde pública.
O exercício da medicina preventiva para a
qual se empresta muita ênfase no que tange
às vacinações contra doenças infecciosas, não
atinge aos seus objetivos integrais quando pra­
ticadas em comunidades organicamente defi­
citárias em globulinas-proteínas, donde se in­
fere que o exercício da imunização preventi­
va, em termos de real prevenção, constitui
política baldada ou simplesmente política apa­
rente de saúde pública, incompatível como o
reconhece o próprio Ministério da Saúde.
Aliás, ao ensejo da posse do novo ministro
d a Saúde do G overno Federal, vale mencionar
que o "JORNAL DO BRASIL", datado de
25 de j unho em curso (1972) veicula informa­
ções oriundas do próprio gabinete daquele
Ministério, segundo as quais "o Ministério da
Saúde está enfermo", precisa de uma "políti­
ca de higiene e nutrição com vistas à diminui-
Revista
do
ILCT
ção do índice de morbidade e mortalidade in­
fantil"; porque "Os fatores condicionantes
dos riscos a que estão expostos os 57.615.293
bras:leiros são muitos", e que, "entre estes
se alinham os de baixos níveis econômicos;
a subnutrição; os precários conhecimentos de
higiene e de puericultura das mães; a subnu­
trição por ignorância, insuficiência econômi­
ca e altos custos dos aEmentos protéicos';'' e
finalmente reconhece "a descontinuidade e i n�
suficiente cobertura dos programas de suple­
mentação alimentar do governo".
Acrescentam ainda essas informações que
"Os efeitos de uma omissão completa na po­
lítica de amparo m aterno-infantil - que en­
volvem portanto aspectos de alimentação, sa­
neamento básico, educação sanitária - não
param n a mortalidade infantil. Ficam igual­
mente tristes marcas que o indivíduo i rá cár­
regar para o resto da vida como cegueira, re­
tardamento mental e inúmeras deficiências o r­
gânicas."
Chegamos assim à conclusão definitiva de
que o leite e os laticínios, como elementos
básicos ponderáveis da balança alimentar de
natureza protéica (aminoácida), constitui ma­
téria que deve ser necessariamente tutelada nos
"programas de suplementação alimentar do
governo", tendo em vista os deveres constitu­
cionais da Administração Federal, de promo­
ver o fortalecimento do povo e de adotar me­
didas de preservação de sua saúde por ela
própri a reconhecidas.
Acontece que, não obstante o reconhecimen­
to de tais imperativos, a indústria leiteira nes­
te país, a única mantida desde há três decê­
nios sob controle de preços considerados avil­
tantes, caminh a no sentido inexorável de uma
crise sem precedentes, simplesmente porque a
legislação sanitária pert inente, já ultrapassada
pelo tempo, embora sabiamente ordenada no
passado com vistas para uma produção ideal
do ponto-de-vista econômico e de saúde pú­
blica, não vislumbrou nem talvez pudesse ter
vislumbrado adequadamente, que o produtor
de leite, por cima dos preços irrisórios que
lhe eram atribuídos coercitivamente, viria um
dia a receber a tremenda carga d a concorrên­
cia da margarina com a m anteiga, em favor
da margarina. Ilustrando os fatos apontados
a grosso modo, dir-se-á que, anteriormente,
quando se vendiam 100 toneladas de mantei­
ga, hoje não se vendem 5, simplesmente por­
que a margarina - produto de imitação lhe tomou a preferência no mercado. Se pu­
déssemos - e não podemos por motivos su­
periores - considerar o acontecimento como
simples e inconseqüente resultante da "Lei da
Oferta e da Procura", diríamos que nada mais
se poderia fazer além de aconselha r aos do­
nos da m anteiga encalhada que a entreguem
RevisfÇJ
do
ILCT
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
qualquer preço. Isso seria se­
a con sumo por
em po­
guramen te impossível, como resultaria
adotada
l ítica neg ativa qualquer, i r:tervençã ....o .
coercitivamente no dommlO economl CO dos
pro dutores de leite e derivados, com aquele
sent ido.
In lport a saber " a priori" q �e a manteiga
const i ' ui uma parcela substanCia l d a remune­
raçã o do produtor de leite; e que a minimiza­
ção do �eu valor comercial vem aumentando
rápid a e gradativamente para gravame da sua
já precári a situação econômica.
Como é no:ór;o, o leite do tipo "C" de abas­
tecimento coletivo, apresenta-se normalmente
com uma taxa percentual de gordura que gira
em torno de 4 a 5 gramas 0/0, embora não
raro v á além disso. O leite desse tipo tem ín­
dice de gordura legalmente padronizado para
3 gramas por cento, pelas usinas que auto­
maticamente creditam à conta dos interessa­
dos a matéria gorda retirada acima deste ní­
vel.
Portanto, o resultado em conjunto, d a ven­
da do leite e da substância gordurosa para
manteiga obtida com a padronização oficial i­
zada, constitui, no todo, em última análise,
a remuneração com que contam e com que
se têm sustentado os produtores de leite, até
aqui, no país.
Com o advento da indústria de imitação
da manteiga chegaram eles à situação de um
impasse calamitoso, sobretudo injusto. Com
a perda de mercado em favor da margarina,
a manteiga deixou praticamente de constituir
remuneração suplementar adequada para o
granjeiro que, se já era mal recompensado,
passou então a sê-lo de modo muito pior, de
sorte que daqui por diante deverá contentar­
-se, se quiser, unicamente com os proventos
do leite vendido isoladamente, já que a m an­
teiga encalhada, terá que aguardar nos depó­
sitos sem saber para quê.
Isto, seguramente, se u m a providência sá­
bia e salvadora do Governo não vier a tempo
a seu encontro.
Tratando-se, entretanto, de altos interesses
em j ogo, de uma clarividente Política Admi­
nistrativa e de Saúde Pública desse mesmo
Governo, é excludente de qualquer dúvid a que
tal providência virá, e adotada de conformi­
dade com as realidades que chegarem a seu
conhecimento.
Afinal se trata de atender com relevância
à "COBERTURA DOS PROGRAMAS DE
SUPLEMENTAÇÃO' ALIMENTAR" d a co­
munidade, através de medidas resolutivas dos
"PROBLEMAS DE NUTRIÇÃO, DESNU­
TRIÇÃO E SAÚDE", crônicos, no país, como
acentuou n a reportagem de 25 de junho em
Pág.
9
curso do "JORNAL DO BRASIL" o próprio
gabinete m inisterial.
DA MARGARINA
ESPECIFICAÇÕES LEGAIS
CARACTERIZAÇÃO COMPARADA
O Regulamento do Departamento Nacional
de Saúde P ública aprovado com o Decreto
Federal n.o 16.300, de 31 de dezembro de
1 923, não cogita da m argarina, simplesmente
porque à época não era comercializada ou i n­
d ustrializada no país, talvez mesmo até des­
conhecida.
Tratando-se de produto de imitação artifi­
ci&l e, por isso, de "RECURSO", como era
tido n a própria Europa em que nasceu, por­
tanto, apenas necessário à cobertura da fal­
ta ou escassez eventual daquele a que se pro­
punha subs!ituir, era natural que entre nós
fosse ela ignorada em face das grandes dis­
ponibilidades de produtos n aturais e verda­
deiros, no Brasil. Entretanto, o Decreto n.o
25.642, de 15/06/42, do Estado de São Paulo,
que constitui o chamado "Regulamento do
Policiamento da Alimentação Pública", rigo­
rosamente em vi gor, j á especifica em seu ar­
tigo 358 que "Denomina-se margarina, o pro­
duto obtido pela mistura de gorduras nor­
mais, de origem animal ou vegetal, manipula­
das com leite ou creme que tenham sofrido
fermentação por mei o de fermentos lácticos
selecionados, a fim de apresentar proprieda­
des organolépticas agradáveis."
Depois de estabelecer no seu artigo 360,
que a margarina deverá apresentar, a) subs­
tância gorda não inferior a 3%; b) acidez em
soluto normal de % não superior a 3 ml e, d)
ponto de fusão final não superior a 37°C, de­
termina imperativamente em seu parágrafo 1 .0
que "na margarina será obrigatória a adição
de uma das substâncias corantes permitidas
(coloração bem intensa), e de reveladores (em
quantidade facilmente identificáveis por pro­
cesses químicos usuais). Os parênteses são da
própr: a Lei esclarecendo com mais precisão
a iatenção óbvia de seus objetivos, de diferen­
ciar com intensidade bastante o ARTIFICIAL
(margarina), do NATURAL (manteiga).
Detalhe importante com característica com­
plementar meridiana, é o que aduz o artigo
362 ao estabelecer que "a m argarina será
considerada FRAUDADA, quando não se
apresentar "FORTEMENTE COLORIDA" (o grifo é nosso) -: "quando for adicionada
de substâncias corantes não permitidas";
"quando não contiver o revelador exigido"
(óleo de caroço de algodão ou de gergelim);
"quando os rótulos contiverem marcas, dize­
res ou desenhos que possam induzir o con­
sumidor a u m a falsa interpretação" (ter por
digitalizado por
arvoredoleite.org
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NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
natural a substância artificial); "quando nos
l'ótulos a palavra "margarina" não estiver
em caracteres que tenham no mínimo dois ter­
ços dos de maior tamanho.
Já o chamado Regulamento de Inspeção
Industrial e Sanitária dos Produtos de Ori­
gem Animal aprovado mais recentemente com
o Decreto Federal n.o 30.691, de 29-03-1952,
caracteriza a margarina no artigo 341 como
"o produto gorduroso, em emulsão estável
com leit�, destinado à alimentação humana,
com cheIro e sabor agradáveis próprios ao
produto, como conseqüência da fermentação,
por fermentos lácticos selecionados, do leite
empregado".
Depois de classificá-la de acordo com as
matérias-primas empregadas (artigo 343); a)
em "margarina animal", "quando produzida
com óleos e gorduras anima:s"; b) em "mar­
garina vegetal", "quando produzida com gor­
dura e óleos vegetais"; c) em "mista", "quan­
d� só fo�em . utilizados óleos e gorduras vege­
taIS e anImaIS, ele passa às especificações que
são exatamente as seguintes:
1 . teor em matéria gorda não inferior a
82%;
2 . acidez, 1,5 d e soluto normal % n o má­
ximo, quando no estabelecimento pro­
dutor;
3 . acidez, 3 ml de soluto normal Ofo no máximo, quando no consumo;
4 . no máximo 3% de cloreto de sódio;
5 . pon�o de fusão final, no máximo 40°C;
6 . presença de revelador (óleo de caroço
de algodão, óleo de gergelim) na pro­
porção mínima de 5%, probido o em­
prego de amido como revelador. "Par­
ticularizando que os reveladores usados
devem apresentar suas reações de carac­
terização", e que "a DIPOA exigirá o
emprego de outros reveladores quando
julgar necessário";
7. no máximo 16% de umidade;
8 . catalisador (níquel) na proporção má­
x � ma de 1:250.000 nas matérias-primas
hldrogenadas empregadas, e, proporcio­
nalmente, na margarina pronta para
consumo;
9. revelar a presença de germes de fer­
mentação lática, ainda que inviáveis no
produto pronto, porém, em condições
de viabilidade em amostra de leite fer­
mentado em exame bacteriológico pela
Inspeção Federal junto à Fábrica."
Percebe-se, desde logo, que dentro destas es­
pecificações esse regulamento omite referên­
cias às matérias corantes permitidas por ele
próprio (vegetais) que deveriam estar presen­
tes, com caráter até de obrigatoriedade.
Revista
do
ILCT
Adiante, no parágrafo único do artigo 352,
acrescenta el�, entretanto, incompreensivel­
mente, que "E facultativo o uso do corante",
para, em seguida, no artigo 358, estabelecer
que "a margarina será condenada por fraude,
quando "NÃO SE APRESENTE COLORI­
DA", e mais, "DE ACORDO COM O PRE­
VISTO NESTE REGULAMENTO".
É evidente a discordância entre estes dispo­
sitivos dentro do próprio regulamento federal.
Para finalizar, refere ainda ele no capítulo
�as cominações admin:strativas e penais, (ar­
tIgo 880, letra "d" n.o 12 e 884 parágrafos 1.0
2.0 e 3.°), que são multados de 2 a 5,00 cru�
zeiros, "os que venderem ou tentarem vender
margarina por manteiga", que estas multas
"serão dobradas" na reincidência; e que, "em
caso algum, isentam o infrator da inutilização
do produto"; em seguida, determina que "a
ação criminal cabe não só pela natureza da
infração, mas em todos os casos que se se­
guirem à "reincidência", casos em que a
DIPOA "poderá" cassar o licenciamento para
o exercício da atividade i'ndustrial ou comer­
cial.
Sem dúvida, embora de forma desordenada
insegura e suje:ta a interpretações sofísticas:
esse regul.amento firma em última análise que
a n:a�gar�na, como p.roduto artificial que é,
de lm"tuçao da manteIga, tendo com esta em
comu� o cheiro e o. gosto conferidos pela
reduZIda parcela de leIte ou creme adicionada
aos óleos e gorduras animais e/ou vegetais de
que substancialmente se compõem, não deve
ter-lhe, pelo menos, a mesma cor. a fim de
que, de alguma forma, não leve' a induzir
em erro ao consumidor ou ilaquear-Ihe a boa­
-fé.
De fa'o é exatamente com este mesmo sen­
tido preventivo contra a fraude que este e
os ? emai� regulamentos acrescentam expressas
obngatonedades quanto à rotulagem do pro­
duto, na qual as locuções "Margarina Vege­
tal", "Margarina Animal", "Margarina Mista"
"Colorida artificialmente", "Contém Benzoat�
de Sódio", devem estar presentes com carac­
teres necessari.amente destacados, ou explidta­
mente, em do's terços dos de maior tamanho.
Entre a insegurança do artigo 352 do regu­
lamento federal que torna "facultativo" o uso
de corante e a aparente firmeza das comina­
ções do artigo n.o 358 que enquadra no frau­
de a margarina que, entre outras determina­
ções exigíveis. não se apresente colorida, ain­
da 1�� as dos artigos 880 e 884 já apontadas
admItIndo o inadmissível - a reincidência uma vez que o evento incidindo no crime de
fal�o e do estelionato (n.o N do artigo 171 e
artIgo 175, n.° 1, do Código Penal, constitui
infração em caráter de gravidade que não
comporta tergiversações complacentes de re­
gulamentos.
Revista
do
ILCT
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
No entanto, estas disposições apresentam,
ademais, outro aspecto legal de importância
ponderável e inquietante dos pontos-de-vista de
fato e de direito .
Trata-se expressamente de que, tornado "fa­
cultativo o uso do corante" de um lado; e
do ou'ro que a "margarina se enquadra na
fraude quando isenta de corante", - em dis­
pos:ções que muito embora colidam entre si,
prevalece a segunda, mais objetiva - enten­
de-se de sua síntese interpretativa, que o uso
do corante "é obrigatório" e não "facultativo".
Mas não obstante "obrigatório", indaga-se
por que motivo então o regulamento o exige
com tal caráter uma vez que não objetiva que a finalidade
senão só para constar
úWma e precípua da exigência é tornar o
p roduto de imitação - margarina - com­
pletamente diferente do produto imitado por meio de coloração "diversa",
manteiga
"desigual", e "não parecida", através da exi­
gência taxativa de "intensa coloração", ou de
"completa descoloração" daquele produto, se
só assim é que se exerce efetivamente a pre­
venção e profilaxia da "fraude" com que apa­
rentemente se preocupa?
Sim, porque, sem exigências legais especí­
ficas qua'nto
tivos, destinadas a firmar evidenciações de di­
ferenças entre o imitado e o natural, a lei
ordinária não consegue impor-se como medi­
da de defesa dos "bens sociais" (Saúde e pa­
trimônio) visados e tutelados pelas leis supe­
riores, contra os ilícitos de fraude no comér­
cio com alimentos artificiais.
Tal como se apresenta na atualidade indus­
trial, diz-se que a margarina é "ilícita" do pon­
to-de-vista prático, embora absolutamente lí­
cita em termos das exigências particulares do
Decreto 30 . 691/52, isto é, colorida, embora se­
gundo o '''arbítrio de seus responsáveis", ou
seja, "bem igual" à do "modelo" que importa
copiar "na íntegra".
É claro, pois, que ante disposições meridia­
namente esdrúxulas "nunca haverá fraude" na
indústria de margarina, pelo menos decorren­
te da falta de emprego de corante (amarelo­
-palha) na massa, porque é exatamente da
"Tinoção tal COmo é feita" com corante "apro­
priado" que depende basicamente a comple­
mentação "imitativa" que é "intencional".
O Decre'o 30.691 neste particular peca por
sua antiguidade e por falta de atualização de
seus preceitos.
A sabedoria administrativa da Revolucão
de
64, entretanto, não se fez esperar.
Sob os auspícios do órgão competente
O Ministério da Saúde - O Governo Fede­
ral baixou, a 21 de outubro de 1969, o De­
creto-Lei n.o 986, que, instituindo as "Nor­
mas básicas sobre Alimentos", firmou no in-
Pág. 1 1
ciso VIII do seu artigo 1.0, a caracterização
de "ALIMENTOS PREPARADOS COM O
OBJETIVO DE IMITAR ALIMENTO NA­
TURAL E EM CUJA COMPOSIÇÃO EN­
TRE PREPONDERANTEMENTE SUBSTÂN­
CIA NÃO ENCONTRADA NO ALIMENTO
A SER IMITADO" que o enquadra, por isso,
como "ALIMENTO DE FANTASIA OU AR­
TIFICIAL", pondo termo a incompatibilida­
des indesejáveis anteriores.
Assim, como "NORMA BÁSICA", de im­
portância inconteste e superior, o 'novo diplo­
ma legal sujeitou a todos os atuais regulamen­
tos supletivos, à atualização rigorosam�nte
obediente e de conformidade com os princí­
p:os tecnológicos que estabelece, e derrogou
por outro lado todas as disposições com ela
colidentes.
Exemplo típico e imperativo de exata carac­
terização dado pelas novas "Normas", tem-se
a margarina como "paradigma do alimento
de imitação", porque "tendo cheiro de mantei­
ga", tendo "gosto de manteiga" e "tendo cor
de manteiga", e "não é manteiga" passa a ser
expressamente enquadrada como "Alimento de
Fantas:a ou Artificial", e como tal sujeita às
regras legais de "tipificação" ou "padroniza­
ção" (adição de anti-oxidantes, reveladores,
níquel e presença de forte coloração ou total
descoloração), e rotulagem em que a locução
"de Fantasia" ou "Artificial" se apresente im­
pressa em caracteres com dois terços da di­
mensão dos dizeres de maior tama'nho, com
vistas a evidenciá-la no comércio como pro­
duto "inconfundível".
. . . Aplausos por isso não devem ser rega­
teados à Administração Federal pela oportuna
instituição destas Normas, mas também à re­
gulamentação estadual do Rio e São Paulo
porque, sob o aspecto, este estudo já era me­
ridianamente explícito e sem evasivas perigo­
sas.
Finalmente:
Margarina é de fato produto específico de
IMITAÇÃO da manteiga, tanto do ponto-de­
-vista de fato como de' direito.
LEGISLAÇÃO ESPANHOLA
Diz o Decreto de 23 de fevereiro de 1934,
do Ministério da Agricultura da Espanha, em
�eu artigo 1.0, que é reservada a denomina­
ção de manteiga ao produto gordo extraído
exclusivamente do leite de vaca e, no artigo
2.0, a de MARGARINA "a todo produto gor­
do destinado à alimentação humana, que não
tenha procedência única e definida pelas de­
nominações já citadas, e apresente a APA­
RÊNCIA DE MANTEIGA, seja qual for o
processo aplicado para obtê-lo dos sebos, gor­
duras e óleos animais ou vegetais de proce­
dência única ou misturada".
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Revista do I Ler
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1-972
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Acrescenta ele no artigo 4.°, que a marga­
rina deverá circular no comércio obrigatoria­
mente "descolorida", qualquer que seja a cor
natural de oleaginosas, gorduras e sebos em­
pregados em sua fabricação.
A lei espanhola, portanto, também se ocu­
pa com firmeza de cercar a manteiga de ga­
rantias contra a fraude da troca ilícita da
manteiga por margarina, por isso adverte que
"a margarina não poderá apresentar-se colo­
rida nos mercados", precisamente para impedir
confusão de uma com outra.
Em justificação de tais determinações, aduz
que a "falsificação mais comum da manteiga
consiste na adição de corpos graxos, tanto que
foi depois da descoberta da OLEOMARGA­
RINA, da MARGARINA ou MANTEIGA
ARTIFICIAL que esta fraude se tornou freqüentíssima".
Características específicas e comparativas
da Margarina.
A margarina nasceu na Europa sob a égide
das grandes crises da manteiga provocadas pe­
la emigração das populações produtoras dos
campos para as populações consumidoras das
grandes cidades no século XIX.
Napoleão, para contornar o problema na
França, instituiu prêmio pecuniário para
aquele que descobrisse um produto gorduroso
mais barato que substituísse, de alguma for­
ma, a legítima manteiga, lhe ensejasse aten­
der à demanda pelo menos das classes menos
favorecidas.
O químico Hipólito Mece Mauriers, autor
da façanha, premiado em 1 869, aprese'ntara
então um produto de aparência e consistência
mais ou menos semelhantes às da verdadeira
manteiga, para o que se utilizara de sebo fun­
dido, de matadouros, de mistura com leite
desnatado e emulsionantes. (50% de tecido ma­
mário de vacas em lactação.)
Aprovado o recurso praticamente extremo,
a tecnologia assenhoreou-se do método desen­
volvendo-o ao ponto de produzir finalmente
um produto - como acontece hoje na Europa
e EE . UU . - tão bem confeccionado, que o
fez mesmo ultrapassar as características orga­
noléticas atuais da melhor manteiga de que se
tem notícia.
Não obstante a perfeição a que chegou, a
margarina continua sendo meramente marga­
rina e não manteiga, isto é, um produto de
pura imitação sempre rebaixado à categoria
de produto de "recursos" que, embora "seme­
lhante" ou "superior" em aparência à própria
manteiga pelo sabor e pelo cheiro, é, entre­
tanto, absolutamente "desümal", nada "seme­
lhante" quanto ao ESSENCIAL E RELE­
"ANTE, que mais importam, representados pe-
las realidades qualitativas físico-bioquímicas da
substâ,ncia, relacionadas com o "poder de nu­
trição", "de crescimento" e "de manutenção
da saúde" que a manteiga possui em larga es­
cala e a margarina não.
A manteiga se compõe integralmente da
matéria gorda, natural, formada em concomi­
tância com o leite nas glândulas mamárias de
vacas sãs.
Genericamente está, por isso, composta de
agentes bioquímicos naturais, autênticos, con­
catenados, criados e produzidos pela nature­
za, quantitativa e qualitativamente harmônicas
cbm o objetivo específico de prover o cresci­
mento uniforme dos organismos em desenvol­
vimento, de restaurar a saúde de enfermos
e manter a do adulto através de seu consumo.
A margarina se compõe básica e essencial­
mente, de gorduras estranhas, tais como de
óleos e gorduras animais e/ou vegetais, inclu­
sive sebo, sem qualquer relação de causa e
efeito com a produção do desenvolvimento fí­
sico dos organismos recém-nascidos, da res­
tauração ou da manutenção da saúde no adulto.
A manteiga, obrigatoriamente, não pode tra­
zer em sua composição quaisquer espécies de
aditivos químicos artificiais, além do "ingre­
diente" sal (cloreto de sódio, este para o caso
do produto salgado).
A margarina, ao contrário, tem que se apre­
sentar no mercado obrigatoriamente adiciona­
da de substâncias químicas artificiais, como
be'ilzoato de sódio (conserv'ador) e Níquel
(catalizador); e emulsionantes tais como leci­
tina de soja ou de ovo (fitosterina e coles­
terina), mono e diglicerídeos; e matéria coran­
te, embora vegetal. Nos EE . UU . e Europa
a margarina apresenta-se fortemente colorida ao
amarelo dourado que por isto não se presta
à falsa interpretação.
Por outro lado, uma outra grande e subs­
tancial diferença ocorre entre um e outro pro­
duto, aliás de conhecimento geralmente muito
pouco difundido.
A transformação necessária dos óleos ani­
mais e vegetais, do estado líquido para o pas­
toso ou cremoso, exige a operação industrial
conhecida por "hidrogenação" que se consti­
tui, em última análise, da introdução de mo­
léculas de hidrogênio NAS CADEIAS INSA­
TURADAS DAS MOLÉCULAS dos ácidos
graxo�, tornando-as assim, em CADEIAS SA­
TURADAS.
Em suma: Hidrogenação é o processo físico-químico que modifica a molécula de um ou
mais ácidos graxos transformando-os em ou­
tros deseiáveis ou indeseiáveis com resultados
por vezes negativos, inciusive para suas qua­
lidades digestivas.
Revista do
ILer
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 1 972
A manteiga não pode nem precisa passar
por esse proc.essamento, daí porque se apre­
senta na plemtude de sua integridade natural
para consumo.
A margari�a, ao contrário, precisa, porque
os óleos destmados à sua fabricação, para que
ganhem o estado físico similar ao da mantei­
ga, }equerem necessariamente prévia hidrogenaçao.
É Hcit? o c?n�ércio de margarina, desde
que sua mdustnahzação e comercialização se
façam dentro do espírito da moral cO'.wencio­
nal regido pelos postulados legais.
Entretanto, quando a margarina é comer­
cializada, a) em invólucros sujeitos à viola­
ção; b) quando se apresenta com rótulos em
que a palavra "margarina" não é seguida da
locação "vegetal", "animal" ou "mista" impres­
sa em caracteres com pelo menos dois terços
do tamanho das respectivas marcas; c) quan­
do e'ntregue a granel no consumo; quando en­
tregue a consumo em bares e restaurantes co�
mo manteiga; d) quando não se apresenta
FORTEMENTE COLORIDA com matéria co­
rante vegetal; e) quando se apresentar colorida
cO:ffi matérias corantes não permitidas (mine­
raIs); quando for exposta à venda em estabe­
lecimentos ou setores de latidnios dos chama­
dos supermercados; f) quando servida em ba­
res e res�aurantes, estes não tiverem previa­
mente afl�ado em local bem visível, cartaz
com o aVISO - "ESTA CASA EMPREGA
MARGARINA
EM
SUBSTITUIÇÃO À
MA��T�IGA"; quando de alguma forma no
c?merclo se procura emprestar falsa impres­
sao sobre o produto, incidem os agentes ou
responsáveis no ilícito cominado não só em
normas de saúde pública como nas do Código
Penal.
�
Concorrência injusta com a manteiga.
Razões da Margarina.
São vários os fatores que levaram a marga­
rina a sobrepujar comercialmente a manteiga
nos mercados.
Destacam-se desde logo, entre eles, três'
principais:
a) os preços que ainda são menores que os
da ma'nteiga;
b) as características de imitação absoluta­
mente perfeitas;
c) o total desconhecimento pela coletivida­
d�, do .que realmente é a margarina; e
d) a mtensIva e permanente promoção por
todos os meios de propaganda.
OS PREÇOS
Não bstante m.enores que os da manteiga,
_ sera� a margarma
nao
mais barata somente pe­
las aparências?
Pág. 1 3
É uma indagação que certamente deverá
ser contestada com base em dados técnicos
o�tido� e:ffi pesquisa de cus:os industriais não
dlspomvels.
A grosso modo, dir-se-á que a manteiga sim
é �roporcionalmente mais barata que a mar�
ganna.
O.s altos custos da pecuária leiteira que são
o,b vIaf!1ente muito elevados, induz a esse ra­
,
CIocmJO.
Começam pela valorização das terras para
pas�agens, segue-se pelo plantio de forrageiras,
raçoes balanceadas, pela construção de está­
bulos para vacas, bezerros, salas de ordenha'
pelas i�stalações de higienização e depósit�
de vastl�ame; pelo material animal propria­
mente dIto entre vacas e sementais; pelo pes­
soal mano? r.ador; pelos transportes do leite,
p�lo. be�eflcIamento nas usinas, pela indus­
tnahzaçao do creme em manteiga e finalmen­
te, distribuição sistêmica do prod� to a con­
sl!m5\ debaixo de um controle de preços já
hlstonco.
Sim, é certo �u� o preço d� manteiga guar­
_
d� relaçao
de mtIma dependencia com a do
leIte e, . se a remuneração referente àquela
não satIsfaz, a esta tampouco, principalmente
p,?r . estar ameaçada de extinção pela concor­
renCIa de produtos de imitação.
CARACTERíSTICAS DE IMITAÇÃO
O I?rêm:o que Napoleão baixou e que Mece
Meuners levantou em 1 867, teve por motivo
a desc.oberta do método da fabricação de um
"subSt.ltU
.
uma Imltaçao.
Um substituto enfim que embora não sen­
�o manteiga tivesse dela todas as "caracterís­
tlca.s apar�ntes",. de tal modo que pudesse ser
aceito satlsfatonamente ao menos pelas clas­
ses mais pobres.
Assim, foi sob esta tutela, que a margarina
teve a. sua implantação inicial: a Imitação da
manteIga.
Para Caldas Aulete (2.a Edição Brasileira)
�MITAR "é reproduzir à semelhança de ...;
� azer alguma coisa à semelhança de ...;
e . tomar por modelo"; é "repetir"; é "co­
pIar �'; .é '�fa sif ��r", ou "adulterar por meio
,
de Imüaçao ; e fazer alguma coisa seme­
lhante à que alguém fez".
. A imitação que se procura realizar com a
mtenção direta ou indireta de ocultar a con­
dição imitativa da coisa imitada resvala e as­
cende pelos degraus ilícitos da infração até
aos do delito de falso.
A !I?argarina é, "de certa forma", imitação
permItI�a legalmente mas incidirá na infração
de falSIdade, atentatória à fé pública como
bem jurídico tutelado, toda vez que descum-
�
digitalizado por
� �
arvoredoleite.org
Pág.
14
N OVEMBRO . E D EZEMBRO D E
prir a "certa forma", a que está condicio­
nada, quando apresentada à venda.
No caso, por exemplo, de alguém passar
ou tentar vender margarina por manteiga e a cor que se apresenta industrializada no
mercado, exatamente idêntica ao da manteiga
se presta a isso com precisãO', isto é, a en­
ganar, ilaquear, ludibriar a boa-fé de tercei­
ros, formaliza-se irremediavelmente o crime
de estelionato.
Aqui se caracteriza a infração aos princí­
pios da moral convencional, praticada por
quem vende ou tenta vender, ou fazer, ou o ili­
citamente imitado.
Agora, aquele que fabrica e distribui, em­
bora sem enganar por gestos ou por palavras,
um produto artificial semelhante em muitos
aspectos ao verdadeiro e natural, destinado a
consumo, entra na conivência formal ao ter
elaborado o falso ou o ilicitamente imitado
com que ensejou a alguém auferir vantagens
ilegais mediante artifícios no comérciO'.
O estelionato é constituído por dois delitos
concorre'ntes, o primeiro, "de falsidade", con­
tra a fé pública e o segundo, "o de auferir
vantagens ilícitas", mediante o falso, contra
o patrimônio.
Como sucedâneo ou produto de imitação, a
margarina vem ganhando maiores e melhores
características de semelhança aparente com a
manteiga, embora cO'ntinue a não ter condi­
ções de substituí-la integralmente na dieta,
como substância fundamental ao desenvolvi­
mento físico e mental e manutenção da saúde
humana.
Desconhecimento pela coletividade do que é
MARGARINA
A ignorância do que realmente se entende
por margarina é generalizada. Mesmo entre
grupos de razoável nível cultural não há cons­
ciência do que é, na verdade, a margarina.
Se pouco em geral se sabe em torno do
que significa a própria manteiga, não será de
admirar que se diga o quão pouco se sabe da
margarina.
Desta ignorância que a todos têm levado
à distração de julgar superficialmente o pro­
duto pelo paladar e pelo olfato, se tem bene­
ficiado as campanhas de promoção aliás bem
arquitetadas.
As matérias publicitárias trazidas até nós
intensivamente pela Televisão cotidiana nos
comprova tudo isso, quando aí assistimos a
nobres mas desprevenidas damas de nossa So­
ciedade que em entrevista à guisa de surpre­
sa em mercados, opinam sobre o produto, com
a "prova de degustação" com estas expres­
sões "Hum. .. cO'mo é gostosa! ..."; "Hum . ..
é pouco gordurosa! .. ." etc. que enfim, tradu-
1 972
Revista do IlCT
zem delicadezas revestidas de cândida e in­
conseqüente ignorância ...
Interessante é mencionar que comentários
depreciativos à preferência pela margarina di­
rigidos a pessoas pretensame'nte versadas no
assunto, são prontamente seguidos da contes­
tação justificativa, de que "o uso preferencial
da margarina tem suas razões na necessidade
de preservar o organismo contra acúmulo do
colesterol em pessoas com tendências ou por­
tadoras de doenças cardiovasculares".
Certamente esse aspecto é discutível, e por­
que não é O'bjeto nem cabe neste trabalho pe­
lo volume da matéria a esplanar, passaremos
por alto sobre ele.
Não podemos deixar, entretanto, de alinhar
aqui o óbvio e essencial para rápido esclare­
cimento de tal aspecto.
Para começo de arguição, dividamos os in­
divíduos consumidores em potencial de mar­
garina ou manteiga, em grupos de idade.
Assim, teremos indivíduos:
1) de mês a 10 anos;
2) de 10 anos e um dia a 1 1 a'nos;
3) de 1 1 anos e um dia a 18 anos;
4) de 18 anos e um dia a 25 anos;
5) de 25 anos e um dia a 40 anos;
6) de 40 anos e um dia a 50 anos;
7) de 50 anos e um dia a 70 ou mais anos.
Ao que se sabe, através das estatísticas de
epidemiologias nacionais e estrangeiras, maxi­
mé dos EE . UU . , a incidência de problemas
cardiovasculares está refletida no grupo n.o 6
em diante, isto é, em indivíduos que ultrapas­
saram a casa dos 40 anos ou mais precisa­
mente a casa dos 50 anos de idade.
Temos, portanto, que os indivíduos dos de­
mais grupos de 1 a 5, isto é, de mês a 40
anos de idade, compõem uma comunidade
universal bastante ponderável, isenta de tais
problemas.
Sim, ao contrário. Porque se constituem de
jovens, em regra portadores de boa saúde,
normalmente capacitados e mantidos sob in­
tensas atividades físicas cotidianas, e portanto
levados a grandes desgastes orgâ'nicos - ener­
géticos e estruturais - que reclamam reposi­
ção, restauração e recomposição imediatas, seus organismos exigem retorno imperativo,
pela ingestão e absorção através de alimentos
puros e naturais, das substâncias nobres con­
sumidas pelO' desgaste, infensos, pois, aos pro­
blemas de "regimes dietéticO's" nefastos neste
caso. Para estes não procedem abstinências,
senão qu.e ,, "comam manteiga antes e comam­
-na depOiS ...
São indispensáveis a satisfazerem as reais
necessidades orgânicas, os chamados ácidos
graxos tidos por essenciais, constituídos pelos
ácidos PALMITOLÉICO, OLÉICO, LINO­
LÉICO e ARAQUíDICO todos eles compo-
Revista do ILCT
N OVEMBRO E D EZEMBRO DE
nentes tanto das gorduras animais como das
vegetais.
Destes, são insaturados o oléico, o linoléico,
e saturados o araquídico e o palmitoléico.
Os demais ácidos graxos saturados - tidos
por responsáveis pelas doenças vasculares es�ão dis!ribuídos c0!ll eqüanimidade pelos
remos ammal, como vegetal, tais como os en­
contrados na manteiga e que são: o caprílico,
o láurico, o p�irístico, o paImítico, o esteári­
co e o araqUldlco.
A diferença entre eles estará, por certo, a
cargo das modificações estruturais de suas mo­
léculas quando artificialmente hidrogenados
para obter margarina.
Uma vez que a manteiga não passa por esse
proce.ssamento, terá ao invés, seguramente,
mantida a estrutura de seus ácidos graxos '
sem modificações moleculares.
Sucede entretanto, que, superando as afir­
mativas da patogenia das gorduras saturadas
como responsáveis pela hipercolesterolemia
(colesterose) Sebba, professor da Universidade
de Sitwatersrand
África do Sul - em con­
sonância com modernos e atualizados conhe­
cimentos de química fis!ológica, afirma que o
colesterol encontradO' nos tecidos de todos os
animais i'nclusive no homem, é substância não
só originada com os alimentos absorvidos mas
produzida normalmente pelas próprias c é lulas
do organismo, tanto que, em determinadas
circunstância s
de ausência ou destruição de
um "gene" encarregado da formação de en­
zima específico, ou' de destruição do mecanis­
mo de caatrole
pode levá-lo a níveis ex­
cessivos de superprodução, independentemen­
te, pois, das gorduras chamadas saturadas.
Entretanto, se de fatO' se admitem que os
saturados agravam os processos de afecção
vascular no homem, hipercolesterolêmico, via
de regra, somente após os 50 anos de idade.
nada mais respeitável que evitá-los com essa
finalidade; e se o recurso de sua profilaxia
se estende ao consumo do produto artificial
embora erradamente, que se coma a margarina.
Mas se o grupo predomi'nante dos sãos infantes, adolescentes, jovens e adultos - não'
tem esse problema - "dieta-regime", não há
por que deixar de indicar até com ênfase, pa­
ra estes grupos, o emprego do alimento na­
tural, verdadeiro e nutriente para sua efetiva
nutrição.
. Assim nos encaatramos diante da perspec­
tlva de ter-se que enquadrar a margarina co­
m" "PRODUTO DIETÉTICO ARTIFICIA L"
ass im como o açúcar e a sacarina estão para o
diabético.
OMISSÃ O BENEPLÁCITA DO
POLICIAMENTO D A ALIMENTAÇÃO
PÚBLICA E DA INSPEÇÃ O
Nossas leis e regulamentos são, em última
1 972
Pág. 1 5
análise, muito bons, em que pese a falta mui­
tas vezes de atualização.
Podemos mesmo dizer, que em matéria de
leis o brasileiro é genial.
Mas, se as leis são bo-as, o mesmo nem
sempre se pode dizer sobre os agentes incum.
bidos de fazê-las cumprir.
Certa feita, ao ensejo da apresentação de an­
teprojetos de lei sobre novas normas para adi­
tivos químicos artificiais em alimentos, pelo
Deputado Mário Tamborindegui, escreveu em
"Última Hora" a jornalista Adalgisa Neri
com muita procedência que não precisamos:
absol l!tamente, de novas leis desse tipo, mas
de leiS para fazer cumprir a lei.
. De _ fato temos, no plano federal, uma orga­
mzaçao
de contrO'le industrial e sanitário de
�rodl�tos alimentícios, que distribui agentes
Í1scal �z �dores .segun�o as necessidades para o
exerClCIO de mspeçao permanente no interior
d �s fábricas e, no âmbito estadual, um ser­
ViÇO de . Policiamento da Alimentação Pública
que se mcumbe, através dO' exercício da cha­
�lada inspeção periódica do comércio vare­
J 1s'a, de Eetirar. do mercado produtos cuja
a presentaçao colida com as normas legais em
vigor e de processar administrativa ou crimi­
nalmente os infratores.
O processamento da manteiga tanto quanto
� da margarina é feito, pois, pelo menos teo­
flcamen:e sob controle de funcionários chama­
dos "especializados". Nem sempre, entretanto '
são mesmo especializados.
O regulamento federal, po-r exemplo, esta­
belece que o exercício da atribuicão
é compe.
tência de veterinário.
Isto quer dizer que se o funcionário encar­
regado do controle não é veterinário o exer­
cício da função fica prejudicado de fato e
de direito.
Verdadeiramente, faltam muitos veterinários
para responderem pela missão, também falta
p� �soal efetiy � mente competente para o exer­
CICIO do Pohcmmento da Alimentacão Pública
nos Estados, inclusive Rio e São Paulo.
<?s arrazoados em estudo nos capítulos an­
tenores desta monografia dizem melhor so­
bre a efetividade do controle sanitário e indus­
trial da margarina, tanto da parte federal co­
mo da estadual.
. É desnecessário destacar aqui que os obje­
tiVOS destas anotações não visam, de forma
alguma, à mesquinharia de irreverenciar os
n �br�s colegas de profissão sanitária, mas
atmglr o problema realmente substancial co­
mo adiante veremos.
CONCLUSÃO
. De tudo o que até aqui ficou exposto, se
Vislumbra que, o que se objetiva com o pre­
sente trabal�o, não é destruir pura e simples-
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág .
16
O DE
N OV EMB RO E D EZE MBR
1 972
Rev ista do I LCT
ir com parcela
Assim, com vistas a contribu
o, a margarina pro­
resolver o problema,
se
de
ido
sent
mente o que está construíd
no
a
dest
mo
u:o absolutamente
da de uma
priamente dita como prod
consideramos imperiosa a toma
a.
em seguida
os
eram
enum
que
lícito em favor da manteig
cias
idên
das prov
evidência
icitamenna
impl
do
m
ntea
sere
pate
por
ngas
está
delo
Não. O que
sem maiores
ito
escr
u
fico
que
do
te
men
te compreensíveis:
geral, independente
ente a reafirm.\ção
nestas linhas, é simplesm
ais
soci
s
ben
,
rminações ofi­
que
de
1) Que sejam baixadas dete
com o ' es:udo adequado,
instituídos, para
a indústria básica
m
seja
s
que
lado
de
tute
ido
ente
sent
so
icam
j urid
ciais
leites com mais
es:ã o sendo grave­
abastecimento público, também
de leite e de laticínios de susten­
rces
alice
ura:
seus
gord
em
s
de
es
gido
baixos teor
mente atin
nto da intensifi­
tação neste país, com o adve
camer
do
por cento de
ada
tom
a
e
a) padronizados, com do:s
cação da concorrência
garina em condi­
ura;
gord
do da manteiga pela mar
desvan:ajosas pações ilegais e mercadamente
cento de gor­
b) desna:ado, com um por
o.
cíni
lati
ra o
.
dura
são
as
numeros
Em defesa desse pos:ulado,
deria demanda
erno Federal deve
Com tais providências se aten
as razões pelas quais o Gov
a­
equ
a
mes de ema­
lem
regi
prob
a
o
s
cado
para
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de consumidores
estar bastante aten
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e
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grav
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prof
uma
to
s,
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grecimento e de trata
cionado, porque, repe
de maio­
importante setor
mia, acrescidas da obtenção
role
leste
econômica no âmbito de um
ente atingido
imas suf:cientes
s-pr
talm
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mat
de
sendo
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ução
qua
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mais não seja,
manteiga com que
para maior produção de
em seus alicerces ou quando
meritó­
a
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az concorrência
sua
efic
em
o
para
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stim
prod
baratear o
está sendo dese
fa­
de
ido
sent
.
no
ação
imit
lado
de
seu
com os produtos
ria de formar ao
dos "Programas
vorece-lo no extenso capítulo
.
lica"
púb
e
Saúd
garina, por suas
de Medicina Preventiva de
2) Estabeleça-se que a mar
n­
orrê
conc
nto de doen­
na
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da,
trat
ncia
ra
denu
"pa
Baseia-se a crise
indicações atuais
ga­
mar
a
sidade)", seja
is
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ição
term
cia irregular que nos
ças vasculares e da nutr
ICO
manteiga, tomando­
como "PRODUTO DIETÉT
ada
sific
clas
rina vem fazendo com a
com: a justifica­
a taxa "ad-va­
não
com
ada
cado
grav
mer
",
no
r
IAL
luga
o
IFIC
-lhe
ART
or preço vigorem­
rta e da Procura
lorem" de 50% sobre o mai
tiva simplista da Lei da Ofe
se traduz
se destinaria
que
a
que
ênci
taxa
corr
,
con
teiga
uma
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mas com
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arec
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ao incentivo
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não
uári
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ulaç
Agr
pop
na ven da a uma
através do Fundo
arti­
ação
sive escoimit
inclu
de
ira,
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leite
desavisada de um prod
e estímulo à produção
ais, não pode
os, do país.
cíni
lati
de
ficial que, em condições norm
las
produto natural, e
substituí-la de fato como
DECRETO N.o
afetando a venda
vem
ão
lizaç
ercia
"ATUALIZAÇÃO DO
cuja com
para o
iais
RMAS BÁSI­
udic
"NO
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às
s
exos
vista
refl
com
com
30 . 691/ 52,
da manteiga
con­
em
a
vend
na
tem
DECRETO­
que
DO
OS
produtor de leite
CAS SOBRE ALIMENT
manteiga, seus
o as numerand
alte
junto, do leite e do creme para
69",
-LEI 986, de 21/1 0/19
meios de subsistência.
tes.
üen
de
seq
rações sub
, a indústria
Não é, pois, isoladamente
isso em situa­
por
ntra
enco
e efetivo da indús­
se
que
a
manteig
3) Estabeleça-se control
uma
toda
mas
l
vistas ao real cumpri­
ção econômica insustentáve
tria da margarina com
que
leite
de
o
uçã
prod
de
l
is sobre a matéria,
indústria naciona
mento das normas lega
um "todo" de
da
ven
na
sua funcionalidade,
e,
de
diss
se
ção
o
tem , com
sujeito à verifica
ão + mante�ga ­
fiscais periódicas
lises
aná
d�
vés
atra
leite + creme de padronizaç
de fato,
ção.
uten
man
sua
de
de campo em
is
ncia
ncia
os elementos esse
por técnicos com exp eriê
du­
pro
idas.
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pro
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ente
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larm
amostragens regu
Fracassados os negócio
afetado o outro. O
nte
lme
iave
med
irre
está
tos,
órgãos estaduais de
sente prejudicado há
4) Estabeleça-se que os
produtor de leite que se
inflexível,
ção púb lica sejam
ento
enta
lam
Alim
tabe
da
um
ento
com
s
ciam
poli
dois decênio
alguma
de
te,
men
onais competen­
ente
fissi
ced
pro
ante
por
mas remediado,
exercidos a rigor
me­
"cre
o,
dut
pro
sub
do
da
de Pública (veteri­
forma com a ven
tes em tecnologia e em Saú
ou menos bem re­
-manteiga", antes mais
ter, sob controle real,
a nova situação, pes­
nários), que possam man
compensado e ora, com
o
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de imitação da mans
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N OVEMBRO E DEZEMBRO D E
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-+- --+--J- .-L- J
0---y-t---t--1
r-----+1
3J
1
--.
-4-+--;)
29
33
Pág.
1 972
-
3
-
I--
:----
-
f--
r---
20 rl----t--4 --1
-
M A N T E
G A
-
-
2
-
( . -- 1
-
AN O S �1956
57 5l', 59
60 61 62 63 64 65 66
digitalizado por
67 6g �9�
arvoredoleite.org
N OV EMBRO E D EZEMBRO D E
Pág. 1 8
Revista do ILCT
1 972
LEITE, E DERIVADOS
CONSUMO UNIVERSAL
-
Revista do ILcr
N OVEM BRO E D EZEMBRO DE
PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
1967.
1 972
Pág. 1 9
IBGE: ANUÁRIO ESTATíSTICO
-
PRODUÇÃO DE VALORES
-
1971
1 970.
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE LATICíNIOS
1 .° Carne
1 .637.537 tono
Cr$ 3. 170.776.000
SINDICATO DA INDÚSTRIA DE LATICíNIOS E PRODUTOS DERIVADOS
2.° Leite
7.132.049 litr.
r$ 2.502.018.000
D A G UANABARA
3.° Ovos
840.985.000 dz.
Cr$ 1 . 1 62.613.000
E
BRASIL, UM DOS MAIS BAIXOS íNDICES DO MUNDO
MANTEIGA
LEITE LíQUIDO
Finlândia
250,6
N . Zelândia
1 8,4
[rlanda
216,1
Finlândi a
17,2
14,0
I
- --
4.° Arroz
Cr$
865.000.000
5.° Milho
Cr$
8 10 .000.000
QUEIJO
íNDICE DE PRODUÇÃO DE LEITE
França
12,5
Itália
10,1
A nos
Milhões de litros
Bulgária
9,6
1957
4.274
1 00
1960
4.900
1 15
índice
P olônia
172,4
Irlanda
Noruega
164,9
Dinamarca
9,5
Israel
9,2
Reino Unido
146,0
Reino Unido
9,3
Suíça
8,9
1963
5.383
126
8,8
1966
6.689
157
1 968
7. 1 32
164
9,2
Noruega
Suécia
141,5
França
N. Zelândia
139,2
Canadá
7,6
Países Baixos
7,5
Dinamarca
1 33,4
Suíça
5,9
Bélgica
7,5
Canadá
1 18,0
Polônia
5,7
E.U.A
6,6
E.U.A.
1 15,0
Noruega
4,3
Canadá
4,5
França
104,3
E.U.A.
2,5
Finlândia
3,8
VA RIAÇÃO DA PRODUÇÃO POR REGIÕES
Região
Itália
67,6
Itália
1,8
Irlanda
1,9
Israel
58,8
Israel
1 ,3
África do Sul
1,1
NORTE
BRASIL
0,4
BRASIL
0,3
NORDESTE
BRASIL
7,4
IBGE - 1 97 1 .
P RODUÇÃO
POPULAÇÃO
BRASIL - LEITE E M 1970:
-
I
Milhões de litros
34 909
%
1 0,6
1 1 ,5
3 1 ,2
1 10,8
4.224
61,4
SUL
1 .405
19,4
505
c onsumo per capita/ano
0,5
SUDESTE
CENTRO-OESTE
I
7,
83,9
1 12,6
7.132.000.000 DE LITROS;
88.376.000 DE HABITANTES;
CONSUMO PER CAPITA/ANO
LEITE, M AIOR PRODUTOR: MINAS GERAIS, 2.401.000.000 DE LITROS.
78,6 LITROS.
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág.
20
NOVEMBRO E D EZ EMBRO DE
1 972
Revista do I LCT
Revista do ILCr
NOVEMBRO E DEZEMBRO D E
1 972
Pág.
21
POLíTICA TRI BUTÁRIA DO LEITE EM MINAS GERAIS
JÁ NO BRASIL ,
M ilk's Tributary Pol icy in the State of Minas Gerais
p ela
J OSé GASPAR B ERNARDO
Razões, Instrumentos e Resu ltados
R E S F R I ADO RES
sob licença da
E
Economista
Reasons, I nstruments and Resu lts
Economist
PASTEU RI ZAD O RES
EM
Q U A L Q U E R CAPAC I DA D E .
Bombas Sanitárias
Filtros para leite
Tanque automático para queiio
Prensas para queiio
Formas para queiio em aço
inoxidável
DINAMARCA
BAT E D E I RA COM B I N A DA, SEM
RO LOS,
AÇO
DO COM
AS
COM
TAM B O R
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mas considera ções p re limi na res sob re p ro­
dução, c o nsumo, i n d ustria liza ção e expor­
ta ção de l eite em Mi na s G e rais. Emb o ra es­
ta s variáveis sejam c o n h eci da s, pelo m enos
pa ra a maio ria d os pa rtici pa ntes d este con­
c !a ve, torna-se n ec essá rio sa li enta r o c om­
po rlam ento rec e n te d esta s va ri áveis, para
se verifica r em q u e rea li da d e eco nômica se
form u lou a pol ítica trib utária de q u e fa la re­
mos a dia nte.
Fa remos referê ncia ai nda à pol ítica tri­
b utá ria a n teri o r, com o objetivo de esta­
b e l ecer os tracos
diferenciais em relacão
à
,
'
pol ítica atua l .
A d emais, esta com pa ra çã o se im põe pa ­
ra j ustifica r as razões da atua l pol ítica.
G osta r íam os ai n da d e exp lica r para os
senh ores as di retrizes g e rais q u e reg em a
Pol ítica Trib utária g l oba l do atua l G over­
no.
Fundam e n ta lm ente, a Pol ítica T rib utária
está c o l oca da a servi ço da promoção d o
d esenvolvim ento econômico. Por isso m es­
mo, b u sca-se red uzi r a ca rga trib utá ria, co­
mo estím u l o às em p resa s mi n eiras, a d ota n ­
co-se medida s tais c omo:
- R ed ução prog ressiva da s a l íq uotas d e
I CM ;
- Conc essão d e isen ções ;
- O u torga d e c réditos fiscais presumidos;
- Dilatação dos praz os d e rec o l him ento
de I CM.
Com base em pesquisas rea liza da s pela
eq ui pe téc nica formada por e l em entos da
S ec reta ria de Es:a d o da Faz enda e d o Ba n ­
c o d e Desenvo lvim ento d e Mi na s G erais,
c h egou-se à conc l u são q u e, em termos per­
c e ntuais foi a seg ui n te a d esti nação d o l ei ­
l e produzid o em Mi na s G e rais, n o a no d e
1969 :
- I n d ustria lizacão I n terna . . .
- Consumo "i n natura "
Pasteuriza do . . . . . . . . . . . .
Cru . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . .
- Ex po rtação . . . . . . . . . . . . . . . .
•
.
•
'
54,50%
4,95%
29,35%
1 1,20%
Ta l estrutura não se a l tero u sig nificativa­
mente, m
' esmo porq u e, d e 1969 até hoje,
pouca s foram as p lantas d e latic ínios e usi­
na s d e ben eficiam ento que se i nsta la ram ou
se expa n di ram em Mi na s G e rais. Porta nto,
a estru tu ra a que nos referimos há pouco,
pode ser tomada como ba se pa ra a a n á li ­
se q u e fazemos pa ra o c o rrente a n o.
T ra ça remos a g o ra o pe rfi l da Pol ítica
T rib utá ria a nterior.
A té bem recentemente, ou seja a té ja n ei ­
r o d este a n o, vig o rava em Mi nas G erais,
uma pol ítica trib utária para o l ei te, consu­
bsta nciada n um sistema d e c rédi tos fiscais
diferenciados, q u e pode ser assim s uma ria­
da:
Mi nas G e rais vem, h á ba sta nte tempo,
oc u pa n d o a li dera n ça da p ro d u ção nacio­
na l d e l eite, sendo responsável por c e rca
de 33% da pro d u ção b ra si l ei ra (E.T.E.A. MA). Ta l fa to é, i nd ubitave lm ente, rel eva n ­
te, se consi d e ra rmos as im p lica ções d esta
"perfo rma nc e " sob os p ri sma s do abasteci­
m ento reg u la r de l eite para consum o h uma ­
no no pla n o i nterno e i n : e resta d ua l e do su­
prim ento d e ma téria- p rima pa ra a s i n dús­
Irias d e latic ínios mi n ei ras e d e outra s u ni ­
da d es d a Fed era ção, p ri ncipa lm ente São
Pa u l o e G ua naba ra.
digitalizado por
C rédito Fiscal
Alíquota Real
60%
50%
44%
6,60%
8,25%
8,12%
L eite- Consumo
L eite-I n dústria
Leite-Expo rtação
Resulta evi d ente q u e o tra tamento trib u ­
l á rio da Porla ria 1.796, estim u lava o con­
sumo i nterno d e q ua lq u e r ti po d e l ei t e (a l í­
q uota efetiva de 6,60%), estim u lava um pou­
c o menos a ex po rtação de l eite resfria d o
(a l íq uota efetiva d e 8,12%) e estim u lava
m enos ai n da a i n d ustria lização i n terna ,
pa ra a q ua l se pra ticava a mai o r a l íq u ota
efetiva (8,25%). Mais d o q u e i sso, a S u pe­
ri ntendê nc ia Naciona l d o Aba stecime nto
(SU NAB) c uja p resença se faz ma rca n te na
arvoredoleite.org
1----------------------Pág. 22
N OVEMBRO E D EZEMBRO D E
c om e rcialização do l eite, fixa n d o p reços e
ma rg ens d e l uc ro, d etermi nava q u e o c o m­
p ra d o r d e l eite d escontasse do p reço pag o
a o produtor o l eM c om p l em e n ta r a fim d e
q u e e l e (com p ra d o r) pu d esse a uferi r o s c ré di ­
tos fi scais i nteg rais. E m suma, ta l si stemática
fazia c om q u e o p ec ua ri sta a uferi sse um
"preço l íq ui do", menor q u e o p reço n o r­
ma l de m e rca do.
O ra , no contexto d e ta l q ua d ro, emb o ra
o E sta d o p u d esse ter a uferi d o razoável so­
ma d e i ng ressos trib utá rios, não se atenta ­
va para ob jetivos mais amp los, p ri ncipa l ­
m e nte no q u e c o nc e r n e a d esenvolvim ento
eco nômico.
Assim sendo, va l e ria perg u n ta r: A q u e
ob j etivos b á sicos d eve a ti ngi r a pol ítica fis­
ca l ·d e um G overno que e l eg e u o d esenvo l ­
vim ento sócio- eco nômico c om o c o n dicio­
na nte de sua form u la ção ?
Especificamente no ca so o ra em di sc us­
são, a pol ítica trib utária d o l ei te d eve
contem pla r basicam ente, os seg ui ntes objetivos :
I - I nc entiva r a i nd ustrializacão
i nterna
,
.
d o l eite.
II - I n d uzi r a im p la nta ção d e u si na s d e
pa steu rização no i n teri o r min ei ro.
C om ba se n estes ob j etivos, te remos n eces­
sa riamente a um ento no n ível das ativi da­
des econômicas i nternas. A pa rti r da í, s u r­
gi rão c omo reflexos imediatos, o a um ento
na R e n da I nterna d o E stado, b em c om o no
n ível d e em prego d e sua eco n omia.
O atua l S ec retá ri o da Faze n da de Mi nas
G e rai s, Prof. Ferna n d o A n tô ni o R oq u ette
Rei s, dia g nosticou a form u la çã o i na d eq ua da
da pol ítica fisca l d o l eite e d etermi nou q u e
s e proc ed esse, b em c omo c oma n d o u a ela­
b o racão d e estu dos visa ndo à sua reformulaçã ó.
O res u l ta d o d este esforc o se conc retizo u
na c e l eb racão d o P rotoc o ío A E-10/71 , a ssi­
na d o em B �a s í lia em 15- 12-71 pelos S ec retá­
ri os d e Faz e n da , dos E sta d o s c om po n en tes
da Bacia L ei tei ra d o Centro-S u l (Goi á s, Dis­
trito F e d era l , Mi nas G erai s, Espírito Sa n to,
Rio de Ja n ei ro e São Pau lo) que conc ed eu
um c rédi to fi sca l p resumi d o d e 70% pa ra
o pro d u tor, na p rim ei ra sa ída d e l ei t e d e
seu estab e l ecimento.
Emb o ra seja rec e n te a n ova p o l ítica tri­
b utá' ria do l eite, ela já tem a s ua história, j á
q u e n a im p l em en ta ção d o Protoc o l o A E - 1 01
71, h o uve a l g umas distorções q uanto à s ua
1 972
Revista do ILCi
co rreta i nterpreta ção, p rovoca ndo, d esta rte,
nova reunião dos S ec retá rios de E sta d o da
Faz e n da , c e l eb ra n d o- se, no dia 4 de maio
de 1972, o Protoc o l o AE-3/72, q u e revogou
o Protoc o l o AE-10/71, ma ntendo- s e entreta n­
to o c rédito fi sca l d e 70% pa ra o produtor.
Os res u l ta d os im ediatos foram os segui ntes:
R e d u c:ão da ca rga t rib utária, c om o
c onseq ü e nte a um ento da rem u n era ção
d o p rod utor rura l. '
Revista d o ILCi
N OVEMBRO E DEZEMBRO D E
1 972
Pág. 23
I n � ú s t r i a s 8 e u n i � a s f a l U n � e s H e tt o
"Estamparia J uiz d e Fora"
S. A.
_
De q u e forma e em q u e m e di da esta n ova
pol í;ica fisca l se relaci ona c om o p la n eja ­
m ento e d esenvolvim ento i n d ust ria l d o se­
tor latici nista ?
De p ro nto, podem os em p resá rios do se­
tor c o nta r com uma pol ítica t rib utá ria b ra n ­
da e estimu la n�e. B ra n da e estim u la nte em
termos d e a l íq uota s reais red uzidas d e 6,60,
8,12 e 8,25% pa ra 4,8 e 3,2% em a l g u ns casos.
B ra n da e estimu la nte em termos da am­
plia çã o de prazos para rec o l him ento d o
\C M d evi d o , n a c om ercializacão
d o l eite e
'
d eriva d os. Por exem p lo, os prazos foram
di latados de 10 e 25 dia s pa ra p razos q u e
va riam d e 35 a 65 dias. São evi d entes o s
reflexos positivos d esta am p liação d e pra­
zos, pa ra o d esenvolvim ento em presa ria l ,
mormen�e no q u e se refere à nec essi da d e
de ca pita l d e gi ro da s em presas.
Assim , Mi na s G e rai s pa rte d eci sivam en­
te pa ra a prática d e uma pol ítica d e i nte­
g ra çã o ag ro-i n d ustria l, tra d uzida por um
e l e nc o d e medi da s (fiscai s, c reditícias, fi­
na ncei ras e de i nfra- estrutu ra) tend entes a
viabi liza r a im p la nta çã o d e a g ro-i n dú st rias
no i n terior mi n ei ro, l oca liza ndo-a s j u nto às
fontes produtoras de matérias- p rima s, c om
o q u e se espera d esace l e ra r o f l uxo mig ra ­
tó ri o d e senti d o rura l- u rba no. P o r outro la ­
do, as a g ro-i n dú stria s têm im portâ ncia n o.,
tória na expa n são econômica do E sta d o e
do Pa ís, c om o reg u la d ores da oferta c íc lica do p rod uto da pec u á ria e da lavou ra
ma ntendo os preços das safras em n íveis
rem u n era dores dos esfo rços da pro d u ção e
i nc e ntiva ndo, por i sso, a explora çã o e p la n�,
tio perma n e ntes.
D esta forma, as a g ro-i n dústria s contem­
plam im porta nte ob j etivo de d esenvolvimen­
to eco nômico, q ua l seja o da m o n etariza­
ção do se�or rura l (via sa l á rios pagos e e l e­
va ção da rem u n era çã o dos prod utores), via­
bi liza n d o assim sua i ncorpora ção à econo­
mia, i nc l usive na perspec tiva da ampliação
de m ercad o pa ra p rod u tos i nd u st riais.
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Ta n q ues d e recep ção e fa b r i ca ção d e
q u ei jos.
Ta c h o MM p a r a Doce d e l e ite.
Ta n q ues d e Estoc a g e m Isoté rmi cos.
Mo l d a d e i ra s d e Mant e i g a em a ço i n oxid
áve l .
P i c a d e i ra d e Me Js a M M p a ra Muss a rel
la.
Ferm ente i ra s p a ra c u l t u ra s e i og u rte.
Este i ra Tra nspo rtado ra d e Leite em
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Pág.
26
N OVEMBRO E D EZ EMBRO DE
1 972
'Revista do ILCT
CONTROLE MICROBIOLÓGICO DE QUALIDADE
M icrobiological Qual ity Contrai
Assista n t P rofessor of Veterinary Medicine
of U.F.F.
A - Con ceito moderno
preventivo - vig i l â ncia.
B - Finalidade
estética
d eco mposi çã o
s a ú d e públ ica
a spectos econ ô m icos.
C - Ação p reventiva
ava l iacão d a s con d icões
de prod ução
.
i n stal acões
s a n i da d e d o s a n i m a i s
s a n i d a d e dos ordenha d ores
ed uca ção s a n itária
contro l e de i n setos e roedore s ;
preven ção da conta m i n ação da m atéria-prima :
ar
á g ua
úbere
ordenha d ores
ta n q ues ;
con ta m i n ação i n icia l .
D
- Execução do controle
i mped ir reprod u ção dos m icrorg a n ismos
refrigera ção
fases d o processa mento
hig i e n e do processa mento
hig i e n e do eq u ipa mento
s a ú d e públ ica
d estru i çã o de m icrorg a n ismos
processa mento f i n a l
i mped ir reconta m i n a ção
e nva ses e envoltórios
res íd uos.
E - Controle do p roduto f i n a l
a mostrag e m
identifica ção
i n tegrid a d e
estad o d e co nserva cão
critério de d eco mpósição
sanidade
Oswaldo Santiago
Prof.-Titu lar d a Fa c. Veteri n ária d a U .F.F.
Veteri n ário d o M i n i stério da Agricu l tura .
m i crorg a n ismos i n d icad ores
conta g e n s
tota i s
co l im etria
m icrorg a n ismos pato g ê n icos
exa mes retrospe ctivos
retornos
envases
parâ m etros
fl ora
esco lha dos testes.
F - Organ ismos controladores
G - Legislação
padrões
q u a l itativos
q u a ntitativos
s a n itários.
H - Armazenamento
resfriam ento e fa lsa i n d icação.
- Transporte
J - Referências.
O co ntrol e microbiológ ico de q u a l i d a d e
t e m sofrido evo l ução através dos tempos. A
tend ê ncia a ntiga d ava u m a ê nfas e gra n d e,
q ua s e absol uta, ao con tro l e d o prod uto fi­
nal.
Mod er n a m ente e i d e n tica m ente ao q u e se
faz n a Med ici n a Preventiva, e l e procura mi­
n i m izar o contro l e d o pro duto final, rea l ­
ça n d o a s fases i n term ed iárias e pri ncipa l­
mente a preven ção.
e: o conceito de vigilância, que s i g n ifica ­
ria o co n trol e perma n ente e consta n te d e to­
das a s fases a té a obtençã o do prod uto fi­
nal.
Conforme s e acentua m o d ernamente, o
con tro l e do pro d uto fi n a l ape n a s d emonstra­
�a q u e coisas tinha m acontecido ao produ­
to ; era a l g o a s s i m com o u m a i n speção
"post mortem", porq u e irremed iável.
Revista do ILCT
N OVEMBRO E DEZ EMBRO DE
Com a vigilâ ncia d eseja-se q u e n a d a
aconteca a o prod uto e , assim, n a d a s e e n­
co ntra �á de s i g n ifica tivo no produto f i n a l .
A finalidade d o co ntro l e s e reveste d e
quatro princi p a i s as pectos, a sabe r : d e es­
tética, da d �composição, de saúde pública
e os econômicos.
Qua nto à esJética. sa l i enta-se que o a l i­
mento há q u e a ÇJ ra d a r pri m e i ra mente à vis­
ta e nada mais será preciso sa l i entar.
Ta mbé m , não é n ecessá rio enfatiza r exa­
q e ra d a m ente q u e o contro l e d eve verifica r,
também, a decomposição i ncipi ente o u , d ito
de outra form a, o esta do de co nservação.
Ainda q u e m u i l os técn icos não aceitem,
é do co nsenso g era l que a saúde pública
também se enquadra no co n trol e d e q u a l i­
dade. O a l i mento, com efeito. não pode
tra n s m i ti r doenças ao co n s u m i do r.
I sto também é q u a l i d a d e a preserva r.
F i n a l m en te, a pa rte econômica é bem u m a
conseqü ê ncia d a s outras, s e b e m q u e pa­
ra o i n d ustri a l é a que preva l ece.
Exa m i n a remos, agora, como se exerce a
no co ntro l e de q u a l i d a d e,
fo'ca l iza ndo mu ito pa rticu l a rmente o a spec­
to do leite e derivados.
A pri m e i ra pa rte a s a l ientar é a avaliação
das condicões d e produção. A i n d a q u e re­
l egada po r a l Ç] u ns, temos pa ra nós que .é
a pa rte f u n d a m enta l no co ntro l e preventi­
vo.
Com efei ' o, esta riam nela i ncluídas a ve­
rificacão d a s i n sta lacões o n d e se encon­
tram 'os a n i m a i s ; a s � n i d a d e d estes ; a sa­
n i d a d e dos o rd e n h a d o res ; o contro l e de
insetos e roedo res e a ed uca ção san itária .
Esta sobretudo, é d e va l o r i n estimáve l n a
acão � reventiva d o co ntro ! e. E n s i n a r as re­
g �as fundame nta i s ao homem, d a r-l h e res­
po nsa h i l i d a d e e demo nstra r q u e a sua pa r­
ticipação é importa ntíssima, � orque a pa r­
tir d a í d epe n d e d e l e a obtençao d e um bom
ou mau pro d uto fi n a l.
E l es 05 o rd e n h a d ores, serão util íss imos
na et �pa seg ui nte, a prevenção da contam i­
na cão da matéria-prima, porq u e com exce­
cã� do ar e da á g ua, fora do s e.u co ntro l e
d i reto s ã o co n h ecidos o úbere, os ta n q ues
e ele ; mesmos - pelos seus maus h ábitos
h i g i ê n icos - como e l e me ntos con ta m i na­
dores.
Não é preci so rea l ça r q u e a l i mpeza dos
úberes e dos ta n q u es e os c u i d a dos q u e os
ordenhad ores to m a rem s erão de gra n d e i m­
po rtâ ncia n a obte n ção d e matéria-prima d e
primeira q u a l i d a de.
acão prevê·ntiva
1 972
Pág.
27
Tudo isto po rq ue existe o q u e se conven­
cionou ch a m a r contami nação inicial.
Com efeito traba l hos já d emonstrara m
exaustiva m e n te q u e o leite co l h i d o na cister­
na em co n d i ções asséticas já contém g ermes
que pen etra riam po r via centrípeta . .
I sto s i Çl n ifica q u e a ação preventlv? no
ca so do l eite e i ncl us ive em outros a l l m e n­
los não é abso l uta, vi sto q u e co l hido n as
m e l h o res co n d i ções e l e já co n : ém microrg a­
n i s mos. I sto d á a i nda maior ê nfase à s co n­
d i ções q u e d evem pres i d i r toda a ação pre­
ventiva.
Três coi sas se procuram fazer n a execu­
cão do controle, que é a fase que vem a
;eg u i r : impedi � a repr.odução .dos micr� rga­
n ismos, destru i r os mi crorgan ismos e I mpe­
dir a recontami nação.
De fato, se a preven ção não pôd e ser
absoluta e sabemos q u e contamos co m uma
co nta m i n acão ch a m a d a i n icia l , preci samos,
de i n ício, fmpe d i r que esses � icrorg a n i smos
poss u a m co n d ições q u e pe. r � ltam a r�pro­
d ucão ' ten7a r a sua d estru l çao a seÇl U l r, e,
fi n � l m ente i m p ed i r novas co nta m i n ações.
N a execução do co ntro l e, pa rtimos da
premissa, co nforme já .sa l i e nta ? � , . da . exi � ­
tência de uma co nta m l naça_ o iniCiai I n evI­
tável. O que fazer? Tod as o peraçõe � q u e
im peçam a reprod u çã o dos m 'lcro rg a n l s r:nos,
Todos sa bemos co mo é d ifíci l co nseg uir-se
isto. Exata mente porq u e a ca d a açã o pos­
s ível, l evan'a-se um g rupo de m icrorg a n is­
mos a n tagôn icos.
Rea l m en te, à apl icação da refrig eração
se opõem os ps icrófilos; ao sal, clo ret;> . de
sód io os ha lófi los ; ao ca lor, os termofdos
e ter � odú ricos e a relação poderia prosse­
g u i r até s e cheÇ] a r aos q u e resistem o u vi­
vem bem em a l ta pressão os mótica, os os­
modúricos e os mofíl icos.
No i mped im ento d a repr � d � ção dos . mi­
crorg a n ismos são po ntos ca pitais a refnge­
racã o o co n h eci mento das fases d o proces­
sa � e � to, a h i g i e n e d o processa mento, a h i­
g i e n e do equ ipa m e nto e os aspectos da saúde públ ica. .
.
Não desejamos, nem e nosso I ntUito, a na ­
l i s a r c a d a u m d estes aspectos. Queremos
d estaca r, isto s i m, a n eces s i d a d e d e :ontro­
l e d e ca da u m d estes po ntos que terao, n e­
cessa ria e obriÇlatoriam ente, repercussão
sobre o prod uto fi n a l.
Não há pred o m i n â nci a ; todos e l es são
im porta ntes e o q u e é mais : elos d a cad eia tecno lóg ica .
Term i n a d a esta fase, a q u e preten d e .I m ­
pedir ou l i m ita r o d esenvo lvi mento d o s m i ­
crorg a n ismos, entra mos n a q u e l a em q u e s e
v i s a a sua d estruição, representa d a p e l o
digitalizado por
,
,
arvoredoleite.org
- f!r- ,·."�, '�:"·
li
i
j
1,
Pág.
28
N OVEMBRO E DEZEMBRO DE
p roc essament o fi na l . Ao fim d este, a dmit e­
se q u e o produt o est á em c o n dições d e ser
consumi d o.
Cabe, então, agora, a out ra etapa da exe­
c u ção q u e é, exatam ent e, impedir a recon­
tClminação. C om efeito, c omo pri nc ípio t ec­
no lógico, sabe-se q u e o proc essament o fi­
na l visa, exatam ent e, d est rui r os mic rorga­
nismos q u e sab emos existirem no pro d ut o.
E sta é uma da s pa rt es mais im porta nt es
d o c o nt ro l e e, ta lvez uma das mais desc u ­
ra das.
Pa ra im pedi r a reco ntami na ção em pre­
gam-se envases e e nvol :ó rios. Da i nt e g ri da ­
d e d e l es, d a s ua lim p eza, d o seu prepa ro,
enfim, d e uma séri e d e c o n dicões
a e l es
'
a :'i nent es vai depend e r, em g ra nd e pa rt e,
o prazo d e vida c om e rcia l d o p rod ut o fi na l.
Um aspect o não pode ser omitid o n esta
fa se : a n ec essi da d e d e e liminacão
dos res í­
'
d uos resulta ntes da s vá ria s fa ses d o pro­
c essa m e nt o.
A sua perma nê ncia no estab eleciment o
pode aca rreta r a pe rda d e t oda uma p ra­
d ução , basta ndo-se sa li enta r q u e eles se
consti l u em na font e mai s di spo n ível e ab u n ­
da nt e d e mic ro rga ni sm os, da da a sua ori­
g em .
A l g u n s pa íses j á e !im i na ram d e sua ati­
vi da de o controle do produto finClI. Ta lvez
q u e o a rg ument o seja por d emais sim p l es,
mas é I ÓÇJic o e raci o na l : q u em estab elec e
as c o n di ções da pro d u ção faz a prevenção
da con :ami na ção da mat éria-prima, ma nt ém
em n íveis baix íssimos a contaminacão i ni­
cia i e rea liza com eficiência o c o n tro l e no
p roc essam ent o at é o envase fi na l obt erá,
sem pre, um bom p ro d ut o fi na l. Dest e modo,
se o pro d uto é bom, na da há q ue justifiq ue
o cont ro l e fi na l.
Ac reditamos, cont u d o, q u e ai n da q u e p re­
va leçam estas c o n dições, d eve ser feito, pe­
l o m enos ocasiona lm e nt e, o cont ro l e d o p ro­
d uto fi na l. Ist o da rá m eios d e se avalia r se
estão sendo manti da s as boa s c o n dicões
d e ma n ut e n ção d o p rod uto. Aos q u e s é i n­
surg em q ua nt o à p rática, l emb ra nd o q u e
sob o ponto�de-vista microbiológico, p o r ve­
zes q ua n d o se ob :ém o resu lta d o j á foi li ­
bera d o o p rod uto, l emb ra r íam os q u e, p e l o
m e nos se j' erá um e s p e l h o da s c o n di ções
em que o estab e l eciment o vem funciona n d o.
Duas c oisas são i n dispensávei s i nicia lme n ­
t e : a a mostragem e a identificação do p ro­
d ut o ; sem c om e nt á rios, ambas falam por si
mesmas.
1 972
Revista do ILCT
Depois de se verifica r a i nteg ridade d o
produto, uma das coisas a a va l ia r é o es­
ta do de conservação. Sabemos q u e is': o é
difícil, por d ois m otivos : o prim ei ro d el es
se refere ao c rit é rio d e d ec om posi çã o e o
out ro à esc o l ha dos t est es q ue ca ract eriza­
rão a d ecom posi çã o ou o seu reverso, o
esta do de conservação. E st e ú ltimo as pec­
t o exami na remos no fi na l d o ca p ít u l o.
A !Ja n idade do p roduto será verificada
por m eios vários : a existência de mic ro rga­
ni smos c hama dos i ndica d o res, por exem p l o,
da rá uma o ri e nta ção m uito úti l q ua nt o à
higi e n e do
p roc essam ent o ; as conta g e n s
toi'ais, orienta n d o q ua nt o a o n úmero t ota l
de mic ro rga nismos existent es e a c o lim et ria,
a pesquisa de mic rorga nism os pat oÇlênic os,
iudo ist o da rá uma b oa i ndicacão sob re o
p:- o d u : o fi na l, d esde q u e, l ogica m'ent e, a poia­
da nos pa d rões legais.
Um dos exames d e mai o r va lor e pou­
co em prega d o é o c hama d o exame retros­
pecíivo. Convencionou-se c hama r assim ao
exam e proc edi do a o produt o q u e ret o rna .
Peq u e na é a p reoc u pa ção n est e senti do,
e g ra n d e é a do rea p roveitam e n : o.
Há um esq u ecim ent o t ota l q ua nto às i n­
dica ções va li osas q ue ta l exam e poderia
t raz er, pois q u e e l e vai d emonst ra r c omo
vai se com porta r o p ro d uto na s m esma s c o n ­
di ções. A rig o r, d ever-se-ia at é envia r p ro­
d u ! os em época s diferent es, pa ra vá ria s lo­
ca lida d es de c limas diversos, so licita ndo-se
o re' orno para exam e das c o n dições encon­
t ra das. Esia seria uma a rma d e g ra n d e uti­
li da d e q u e permiti ria até, em m uit os ca sos,
p rever c omo se c om po rta rá o produto em
c e rtas e d etermi na da s con dicões.
'
O exame da i nt e Çl ri da d e d os enva ses, a
verifica ção do at endim ent o dos pa d rões e,
sob re ' u do, o est u d o da flora microbiana
seriam uti l íssim os n est es exam es ret rospec­
tivos.
E preciso q u e os i n d u st riais ent e n dam q u e
m uit o mai s q u e os o rga nismos oficiais, a
e l es c om p et em o cont ro l e de seus produt os.
Duas pa lavras sob re a esc o l ha dos t est es.
Quer se t ra : e de mat é ria-prima o'u d o p ro­
d u to fi na l, a esc o l ha d os t est es t em si do um
dos pontos mais c o nt roverti dos d o cont ro l e'
mic robio ló gico d e q ua lida d e.
E m um ponto, t odos estão d e aco rd o : não
há t es : e q u e, iso la dame nt e, possa esc la re­
c er t u d o q ua nt o se q u ei ra sab e r de d et e r­
mi na da amost ra d e l eit e, por exem plo. As­
sim afi rma REI N HO L D ( 4 ) , que a d uz:
" Po r enq ua n do d eve fica r c la ro q u e nos­
sos m étodos bact eri o ló gicos n u nca fo­
ram consi d e ra dos c om p l etame nt e a d e-
Revista do I LCT
N OVEMBRO E DEZ EMBRO DE
Pág.
1 972
29
O s organ ismos controladores, d e seu la d o,
q ua dos pa ra a fina lida d e d e cont ro l e
n ec essitam m u da r, d e cer:o modo, sua o ri ­
d e q ua li da d e. S e isso tivesse acon : eci­
entação pa ra q u e os s e u s a g ent es ent e n dam
do, o t raba l ho d e campo podia t e r si­
do elimi nad o há a nos e o cont ro l e d e q u e a p revenção ai n da é o m e l h o r c o nt ro­
l e. l s : o porq u e, não é d emais reafi rma r, o
q ua li da d es poderia s e r c e nt ra liza d o na
a ná lise de rotina de labo ratório d e cont ro l e do prod uto fi na l ai n da q u e váli d o,
som ent e di rá o q u e acont ec eu ao produt o.
amost ra s d e l eit e c o l hi das."
Na maio ria dos casos, i st o é i rrevers ível.
Nest e t raba l ho REI N HO L D exami na os
t c la ro q u e o c o nt ro l e d everá esta r a li­
"Sta nda rd Met hods", desde a sua c ria ção
em 19·07 a : é sua mais rec ent e edição, a 13� c erça do na legislação, a p lica n do- s e os pa. d rões q ua litativos, q ua ntitativos e sanit á rios.
em 1967.
São no m esmo senti d o os p ro n u nciam en­ A não existência d eles t o rna rá o cont ro l e
q uase i nóc uo em c e rtos ca sos, porq ue s e
i os do REA D ( 3) e JO H NS ( 1 ) .
O prim ei ro fala n d o sob re a conta g em ci ngi rá à sim p les verifica ção d e c e rtas oco r­
rê ncias na maio ria das vezes.
lotai, por si na l q u e uma das p rovas mai s
Para t ermi na r, gosta r íamos d e l emb rar
em p rega das em cont ro l e d e q ua lida d e, diz
q u e o seu em p rego no p ro d ut o fi na l t em q u e o c o nt ro l e se exerc e, também, no a r­
mazena mento e no transpo rte. Em amb os
si do c ritica d o, porq u e ela é a plica da em
se a p licam a prevenção da c o ntami nação,
pro d ut os j á termi na dos e q u e porta nt o não
refl e : e a q ua li da d e microbiológica do l ei ­ m e didas q u e im peçam a repro d u çã o dos mi ­
c ro rga nismos e o cont ro l e fi na l, seja da
t e uti liza d o.
JO H NS também se referi n d o à conta g em mat éria-prima como do p rodut o acaba d o.
O q u e se d eseja enfatiza r, fina lme nt e, é
t otal, diz q u e as c o nta g ens t otais baixas
têm sid o perigosas, o q u e se c om provo u c om q u e o c o nt ro l e d eve esta r em todas as fa­
surtos d e doencas
o ri u n da s d e l eit e c e rtifi­ ses da p ro d u ção e sob ret u d o sem p re em
'
ca do c ru. Tai s c o ntagens baixas dão uma ca ráter PREVE NTIVO .
fa l sa i n dicação d e q ua li da d e e se origi nam
de l eit e d e péssima q ua lida d e c o l oca d o no
Referências Bibliográficas :
frio l o g o a pós sua obt enção.
1. JOH NS, C. K. - 197 1 - 8act eriologica l
Assim conc l ui JO H NS :
t esti ng of mi l k for reg u lato ry pu rposes " E nq ua nt o a rotina bact eri o l 6gica não
usefu l n ess of c u r rent proc e d u res a nd re­
oferec e prot eção cont ra as doenças ori­
comendations for c ha n g e.
u nda s do l eit e, elas d everiam refleti r as
I I - " 8act eriol ogica l t esti ng of raw mi l k
más c o n dições sa nit á rias da produção.
f o r reg u lat ory pu rposes" - J. Milk
N e n h um t est e pode fo rnecer, isola da­
& Food Technology - 34 (4) : 173.
m ent e, uma i n dicação a d eq uada. "
2
.
MOSSE
L, D.A.A. - 1969 - " Microbio lo gi­
O u lTO d eta l h e assi na la do é a di l uicão da s
ca l q ua li ty c o nt ro l in t he food i n d ust ry"
bact érias contami na nt es do equi pam ent o
32 : 1 55- J. Milk & F o o d Tech nology
pe�o a ument o do vo l um e d e l eit e, da ndo
17 l .
fa lsa i n dicação sob re a q ua lida d e da ma­
téria-p rima. Co nforme a ssina la, "a di l uição 3 . RE A D, J r. R.8. - 197 1
8act eriol ogica l
é a m e l h o r amiga do laticini sta".
iesti ng of mi l k for reg u lat ory pu rposes FAY, cita d o por JO N HS, d á a dim ensão
usefu l n ess of c u rrent p roc ed u res a n d re­
exata, q ua n d o afi rma :
c omendations fo r c ha ng e. I
The P ro­
34
b l em - J. Milk & Food Technology
" 0 ob j etivo da prova (co nta g em t ota l)
(4) : 17 2.
não é d etermi na r q ua ntas bact érias há
4. REI N HO L D, G.W. 197 1
"8act eriol ogi­
em uma amost ra, mas identifica r o pro­
ca l t esti ng of raw mi l k a n d dairy p ro­
d utor que est á fazendo um t raba l h o i n ­
ferior c om as ferramenta s d e q u e dis­
d uct s " - J. Milk & Food Tech nology 34 (12) : 613-619 .
põe. "
-
-
-
-
-
digitalizado por
-
arvoredoleite.org
Revista do I LCT
N OVEMBRO E DEZ EMBRO DE
1 972
Pág.
31
o USO DO FÓS FORO-32 NO ESTUDO DA AÇÃO
DETERGENTE DO FOSFATO TRISÓDICO CLORADO
lhe Use of the Phos p horus 32 to Check the · Efficiency
of the Use of the Chlorinated T risodium Phos p hate
as a Detergent.
NO MERCADO A S
A CONTRÔ LE LE I TE I RO
��lM@
•
p e rm ite m l e i t ü ra s s i m u lt â n e a s
d e p ê s o e vo l u m e (q u i l o s e
l i tro s) .
•
m o stra d o r g ra d u a d o c o m e s �
c a l a s d e 1 /4 d e l itro e 1 00 g rs.
•
p o d e m efetu a r m e d i d a s
20 l it ros e 20 q u i l o s .
•
até
p o d e m s e r o p e ra d a s c o m q u a l ..
q u e r vasi l h a m e .
U m prod uto d a
•
fá c e i s d e m a n ej a r, p e s a m n ã o
s o m e nte o l e ite , a s s i m c o m o
tod o o a l i m e nto d o g a d o l e i­
· te i ro (r a ç ã o
s a i s m i n e ra i s ,
etc .), a t é o l i m ite d e 2 0 q u i l o s .
I
B a l a n ç a s p a ra c o n t ro l e l e ite i ro
G e l o m i n a s a m e l h o r m a n e i ra d e
a fe ri r a p rod u ç ã o e o v a l o r d e
s u a s va c a s l e i te i ra s l
G E LO M I N A S S. A.
-
Professo r- Assistente da U n ivers i d a d e Federal
Rura l do Rio d e J a n ei ro
SINOPSE
papel i m po rta n tíss imo, pod e n d o-se d efi n i r
u m d eterg ente " como q ua lq lJ e r substâ ncia
q u e, só ou em comb in a ção com outras, re­
d uz o trab a l ho rea uerido pa ra o p rocesso
de l i m pez a" (3) e (9) .
Devem e l es poss u i r a ca pacidade d e mo­
d ifica r a natu reza d a á g u a, a fim d e, efi­
cien tem e n i o . ;.:en '3tra i, d eslocar e ca rrea r
pa rtí:l' l 'J s d e suj i d a d e, q u e d epend endo d a
origem, !-,odem a p resenta r acentuad a dife ·
renca em suas cco ra cte rísticas d e sol u b i l ida­
d e � s usceptib i l id a d e à ação d o d eterg ente.
D u ra nte o processo d e d eposição d a s pa r­
tícu las de s u j i d a d e, a l g uma e n e rg ia é l ib e­
rade, conseq ü en7emente, to rna-se i mperioso
fornecer a ! g u ma fo rma d e en e rg ia a o sis­
tema para p ro mover a remoção das m es­
mas . A e n e rg i a m ecâ n ica é e l e m en to i n d is­
!Jensável, sendo q lJ e á g u a, d etergentes e
ca l o r servem para reduz i r a e n ergia n eces­
cária (6). Tem perab ra, tem po, força a p l i­
ca d a e concentr.Jção do d eterg ente são fa­
tores que contro l a m o processo (12) e (2) .
Pela i m po rtâ n ::ia da d u reza d a ág ua, o u s o
d e po' ifosfa tos, c o m o a g en t es d e seq ü es­
tração, é am p l a m en te reco m e n d a d o. N os
processos d e l im peza no local (C. I. P.), hoje
l a rg a m ente uti l iz a dos pelas i n dú strias a l i­
m e ntícias e fa rmacê uticas, a vazão d eve ser
turb u l enta, visto q u e a eficiência da l i m­
pez a é fu n ção da turb u lência (7) e (11 ) .
H o l l a n d et ai (8-) contesta ra m o u s o d a
conta g e m toto l d e m icroorg a n ismos e n co n ­
t rados sob re u m a superfície a pós a l i m pe­
z a, não have n d o correlaçã o entre conta­
gem b a cteria n a e d eposição de suj i d a d e.
o u so d o ra dioisótopo fósfo ro-32 permi­
tiu u m a fácil ava l i a çã o d o meca nismo de
acão d o fosfato trissódico clorado co m o
d é terg ente pa ra a i n dú stria d e l a ticín ios, e m
con d i cões sem fl l h a n tes às e n contra d a s no
proce s so d e l i m pez a em circu ito fech a d o
- (C.I. P.). Duas rea ções d e primeira o r d e m
fora m ob servadas, ca racteriz a ndo a remo­
ção d a s u j i d a d e, sendo n ecessário u m a
concentração d e d eterg ente> 1 % para u m a
eFe�iva l i m pez a d o eq u i p a m ento . A técn ica
d esenvolvida, fácil e d e s i m p les i n terpreta­
ção, poderá ser a p l icada em laboratórios
de contro l e e estab e l ecimen tos d e ensino.
SUMMARY :
A s i m pie p roce d u re was d eveloped to
eva l uate the clea n i n g m eca n is m of Chlori- ·
nated Triso d i lJm Phosphate as a d eterg ent
by the use o f 3 2p i n milk solids. Time, tempe­
rature and force b ei n g consta n t, a d eterg ent
concen tratrion higher t h a n 1 % wi l l p rovid e
efficient clea n i ng . T h e d el"ergent at d ifferen t
concentration shows - that the kinectics of
soi l remova I fo l l ow two firs t order rea ctio n s,
one for soi l - s o i l remova ! a n d a noth e r for
so i l - s u rfa ce.
I NTROD U ÇAO :
I N D Ú STR IA E C O M É R C I O
Rua Es p í rito S a n to, 433 . J u iz de Fo ra - MG - T e l . 4867
C. Posta l 585 - E n d . Te l e g ráfi c o G E L l S A
ASA
FLAVIO AURÉLIO WAN D ECK
Assistant-Professor of the Technology I nstifute U.F.R. of R i o de Janei ro
A l i m pez a d e s u perfícies n ã o flex íveis é
uma o pe ra çã o extrem a m ente com p l exa, o n ­
de os a g e n tes d e l i m pez a d esempenham u m
digitalizado por
arvoredoleite.org
Pág.
32
NOVEMBRO E DEZEMBRO DE
Si eberl ing e Ha rper (1 4) mostra ra m q u e a
r;-esença de depósi tos de s u j i d a d e poderia
:9r ava l i a d a com maior sensi b i l idade pelo
uso de traça do res ra diaj'ivos, sendo q u e
Cucci (4) u s o u : 2 p no estu do de depós i : o s de
suiidade sobre produtos d e borracha . J en­
n i n g s c f a i (7) d emo nstra ram q u e u m a l i m­
peza a d equada poderia remover 9 9 % dos
c' epósitos d e l eite contendo 32 p, pois o mes­
mo pa rece ser u m excelente traçador tan­
to na l i m peza com á g ua, como no método
u ltra-sô n i co (Mu skovi sk e J o rd a n 1 0) .
A l iteratura é escassa em i nformações
sobre um m étodo efi ciente p a ra a verifica­
cão da eficiência do fosfato trissód i co clo­
�ado como d eterg ente para l i m peza em
ci rcu ito fechado (CI P) .
MATERIAL E MÉTODOS
Fosfato trissód ico clorado (F.T.S.L orto­
fosfato trissód i co, N a 3 P0 4 1 2H 2 0, clorado
pela a d i ção de cl oro o rg â n i co, obtido n o
comércio, f o i o d etergente usado em s o l u ­
ções aq uosas contendo 0 , 0,1 , 0,25, 0,50, 0)5
e 1 ,0%. Sobre discos de a ço i noxidável
medindo 5 cm d e d i â metro, fo ra m coloca­
das a mostras de ,0,1 m l de l eite d esnatado,
contendo fosfato d e sód i o ra dia tivo 32p, so­
l ução aq uosa d e fosfato rad i ativo com
pH 6,0, contendo fosfato de sód io monobá­
s i co N a H 2 32P0 4 e fosfato de sódio d i bá­
s i co Na 2 H 32P0 4 , com meia vida de 1 4,3
d ias. Os discos foram secados com a uxílio
de u m secador com l â m pa d a i nfraverm elho
até forma ção de u m a pel ícu l a d e l eite d es­
seca da, a d e rida à chapa. O 32p foi g e nti l­
mente ced ido pela Comissão d e En erg ia
Atô m i ca dos Estados U n i dos d a América,
Oak Ridge, Tenn essee, U .S.A. Os d i scos fo­
ram i n d ivid u a l m e nte i m ersos em um becker,
contendo 400 ml da solução d eterg ente,
por u m período de 5 m i n utos. Turb u l ência
foi o btida através do uso d e u m ag ita dor
mag nético g i rando a 50� r.p.m., sendo a
l emperatura m a ntida consta nte a 60°C com
o uso de u m b a n ho-ma ria com contro ! e ter­
mostá tico.
Após i m ersão por 5 m i n utos, as p l a ca s
fora m reti ra d a s c o m todos os c u i d a dos i ne­
rentes ao tra b a l h o com ra dioisótopos e s e­
cadas com i n fraverme l h o .
A efi ciência d a a ção do d eterg ente, re­
movendo a s u j i d a d e o u pel ícu l a d esseca da,
foi d eterm i n a d a pela co nta g e m radi ativa
a i n d a exi stente sobre a s mesmas. Para tal,
foi usado u m conta d o r Geiger-M u l l er, mo­
d e l o 1 81 Z N u c l ea r C h i ca g o, com reg i stra-
_
Revista do I LCT
1 972
dor de conta g e m e " p ri nt-o ut", sendo os
resultados expressos em percentagem d e su­
j i d a d es resta n : es.
A capacidade d e seqüesl ração dos sais
d e cá l cio e m a g nésio, d i m i n u i ndo a d u reza
da á g u a foi esti mada pela q u a ntidade de es­
puma produzida, co locan do-se 50 m l d a so­
l u ção em . uma proveta de 1 00 ml e agita n ­
d o-se v : o ' enta m ente, para, em s eg u i d a , ser
d C :'erm i n a d o o vo l u m e de espuma .
O pH d a s soluções fo i d eterm i nado com
o uso d e u m potenciômetro Beckman, pelos
métodos usu:J is. A a l ca l i n i d a d e ativa foi es­
l i ma d a a' ravés da tit u l a cão d e 10 ml d e ca­
da � o ! u cão, usa n d o-se ' u ma . s o l u cã o de
HONa ,0; 1 N, e como i n d i ca d o r méti l ora n­
g e a 0 , 1 %. Os resu ltados foram exp ressos
em percenta g e m d e a l ca l i n i d a d e ativa . To­
dos os dados a q u i a p resentados são res u l todos de 5 repetições pa ra c a d a co n centra ­
ç ã o do d eterg en te, s e n d o cada u m a a n a ­
l i sada em d u p l i cata, pa ra m a i o r p recisão
dos res u ltados o b : idos.
Revista do I LCT
TA BELA 1 1 :
N OVEMBRO E D EZ EMBRO DE
Contagem Radiativa e Percen­
tag e m d e S u i i d a d e Resta nte
A pós L i m peza Com F.T.S.
Concentração d o
Contagem
F.T.S. CloradC"
Rad iativa
Ofo
Contagem/Min.
O
,0,1 0
0,25
0, 5 0
0,75
1 ,00
Figura
33.400
1 4.000
6.7,00
3.1 2,0
1 .830
1 .040
Sujidade
Restante
°/0
1 00/0
42,0
20,0
9,4
5,5
3,2
1 : Rel a ção entre conta g e m rad iativa
e s u jida de resta nte n a s d iversas
con centrações d e fosfato trissó­
d i co clorado.
100
RESULTADOS :
As ca ra cterísticas das sol u cões de fos­
fato lrissód ico c' orado em co� centracão de
0,1 a 1 ,0% são observa d a s na Ta bel� 1 .
TABELA
pH
%
Alcaliniclade
Ativa
Ofo
9,65
1 0,20
1 0,50
1 0,80
1 .0,90
•
0,96
1 ,76
3,1 4
8,70
9,34
B EER, M., 0 EH N ERT, D. a nd B EYER, H .,
XVI I I nt. Da l ry Cong r. E, 473, 1 966.
2 . B O A R N E, M.C . a n d J E N N I N GS, W.G.
1.
F o o d Tech nol. 1 5 : 495, 1 96 1 .
3.
4.
Volume de
Espuma
ml
0 ,2
0,4
0,8
1 ,0
1 ,5
Qua ntidades crescentes de d eterg ente p ro­
r,lovera m um a u m ento a centuado d a a l ca ­
l i n id a d e ativa, cheg a n d o a quase 1 0 vezes ;
entreta nto, o g ra u d e espuma p roduzido
foi ba ixíssimo, i n d i cativo d a pouca capaci­
dade d e seqü estra ção e a m a ci a m ento d a
água c o m o demonstra m os res u l ta d os.
Os res u �tados d a conta g e m rad iativa e
percentag em de s u j i d a d e são observados
na Ta bela II e fi g u ra n .o 1 . O uso do 32 p
permite u m a fá ci l e rá pida ava l ia ção d a
ação d etergente do composto, removendo
a sujidade firmem ente aderida à su perfí­
cie d e a ço i n oxidável.
33
O p resente tra b a l ho demo nstra o va l o r
do uso do 32p na ava l i a cão d a efi ciência d o
fosfato trissód i co c l o r a d o c o m o d eterg ente
p a ra l i m peza em circu ito fechado, na i ndús­
tria de a l i mentos. O meca n i s mo d e remocão
est? cara cteriza do por d u as reações de p ri­
m e I ra o rdem, sendo q u e tal l i n ea ridade não
foi o bservada por Peters e Ca l by (1 3) quan­
do i n co rpora ra m o 32 p d i reta mente ao l eite.
Entreta nto, o uso d e 198Au como tracador
tem d emon stra do res u l l ados sati sfatÓ rios,
conforme descrevem Beer e Beyer (1 ) .
A s i m p l icidade da técnica d escrita permi­
te uma fá cil ava l i a cão da a cão dos d ete r­
gentes hoje l a rg a m'ente uti l izados em cir­
cu ito fechado de l i m peza, tanto na i n d ú stria
a l i mentícia como farmacêutica, onde rá pi­
dos e seg u ros m étodos são n ecessários pa­
ra pronta com provação d a efi ciência d e Um
a g ente d e l i m peza .
O m étodo d esenvo lvido pod erá s e r ex­
tra polado para estudos em esc a l a - p i l oto po ­
ra a aferição q u a n titativa da eficiênci a d e
outros d eterg e ntes comercia l m ente usados,
em opera çã o s i m p les e pouco d ispend iosa
para os l a bo ratórios d e a n á l ise e contro l e
na pequena e m é d i a em p resa .
5.
ECSi'Jl.TO TP.I.s6::nco C!.O?.ADO. �
0,1 0
0,25
0,50
0,75
1 ,00
Pág.
REFER�N CIAS B I B L l O G RA FICAS
10
1 : - pH, A l ca l i n i da d e Ativa e Vo­
l u me de Espuma das Soluções
d e Fosfa : o trissód ico clorado.
Co ncentração
1 972
6.
7.
A F i g u ra 1 mostra q u e a remoção d a su­
j id a d e é cara cterizada por d u a s distint.as
rea ções d e primeira o rd e m, esta n d o a pri- . 8 .
meira relacionada com a remoção da s u j i ­
dade do t i p o s u j i d a d e-sobre-s u j i d a d e ("soi l ­
9.
-so i l "), d e fá c i l remoção e req uerendo bai­
xa concentra ção do d etergente . A s eg u n­
da, re l a ciona-se com a remoção d a s u j i ­
W.
d a�e-sobre-superfície ("soil-surfa ce"), d e d i ­
,
flcd
remoção, req u e rendo m a i o res concen­
11 .
trações d o d etergente.
DISCUSSAO E CONCLUSõES
Temperatura, tempo d e exposicão, forca
apl icada e concentração d o d ete�g ente sáo
a l g u.n s dos fato res que afeta m o "p rocesso
de l I mp eza (5) .
B O A R N E, M.C. a n d J EN N I NGS, W.G.
J. Am. Oil Chem. Soe. 40 : 21 2, 1 963.
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digitalizado por
arvoredoleite.org
..
Fáhrica e reforma de Máquinas para
Lacticínios
N OVEMBRO E D EZEMBRO DE
Revista d o I LCT
1 972
Pág. 3�
íNDICE POR AUTOR: N.oS 148-165
REVISTA DO INSTITUTO DE
LATICíNIOS "CANDIDO TOSTES"
Batedeiras de a co inoxidável e de madeira.
.3
Cravadeiras - Depósitos - Ta n q u es - etc.
Author I ndex: Numbers 148-165
Magazine of the Dairy Institute "Cândido Tostes"
Número P ágina
Number Page
A
Abelardo de Albuquerque Sarmento
Subsídios para a história do Instituto de Laticínios- "Cândido Tostes"
Aldo Rangel
de
149
5
165
7
160/61
20
160/61
46
148
148
150/5 1
13
23
8
162
164
1
40
164
21
164
17
160/61
12
152/53
158/59
6
9
Carvalho
Aspectos econômicos e médico-legais da m argarina como imitação da
m anteiga
Alexandre Mello Filhol
Utilização da água oxigenada no tratamento do leite cru destinado ao
consumo
Pesquisa rápida, prática e específica da eventual presença de urina no
leite "in natura" pela utilização de tiras
A ntônio Carlos Ferreira
Proteínas de soro removidas com sucesso
(Tradução)
Processo de actinazação (Tradução)
O processo de Uperização (Tradução)
na fabricação de queijo
C
Cid Maurício Stehling
Discurso na inauguração do novo dormitório
Discurso na abertura da XXIlI.a Semana do Laticinista
Cleobe Ferrini
Leite UHT (Temperatura ultra-alta). Aspectos de mercado na Rep. Fed.
da Alemanha
Cloves Soares de Oliveira
Normas para o j ulgamento de queijos. ILCT.
D
Derli Forti
Automação na Indústria de Laticínios
FÁBRICA :
Avenida dos And radas, 1 01 5
E
-
Tel. 5553
JUIZ DE FORA - Minas Gera is
Edson Clemente dos Santos
Composição individual em ácidos graxos da gordura do leite.
Uso da cromatografia em fase gasosa na estimativa d os ácidos graxos
Aspectos sanitários n a produção do leite de consumo
E. Leovegildo dos Santos
Pesquisa de princípios esterilizantes em leite em pó
digitalizado por
150/51
arvoredoleite.org
Pág.
Revista do I LCr
1 972
N OVEMBRO E D EZ EMBRO DE
36
Ernesto Thomi
154/55
Sorvete e a indústria de laticínios
37
Revista d o I LCr
Jaime
N OVEMBRO E D EZ EMBRO DE
1 972
Pág.
37
de Freitas
Valor nutritivo do l eite
e
derivados sob o aspecto bioquímico
158/59
35
154/55
13
1 56/57
12
158/59
39
158/59
1
162
4
Jaime Salinas
F
Embalagens plásticas
Federação da Agricultura do Estado de S. Paulo
Alguns indicadores sobre o mercado de leite e derivados
Felício P. Benatti
Estrutura, dimensão, dinâmica, evolução e tendência do m ercado de leite
Flávio Aurélio Wandeck
Aspectos bioquímicos da maturação de queijos
O uso do fósforo-32 no estudo da ação detergente do fosfato t rissódico
clorado
163
12
163
26
164
1
}�rederico F. Noe
Enzimas coagulantes de fontes m icrobianas
Introdução direta dos medicamentos no parênquema glandular na tera­
pêutica das m astites
José Alexandre Ferreira
O papel da ACAR face à necessidade do desenvolvimento da
d e Laticínios de Minas Gerais
Indústria
José Camóes Orlando
1 65
31
148
152/53
160/61
19
18
160/61
5
Francisco Samuel Hosken
, .
Proposição à Comissão do Leite do 1 .0 Seminário Nacional de pecuana
d e Uberaba
Melhoria d a qualidade do leite, possibilitando novos produtos
Queijo: Mais ciência menos arte
Joel Flores Soares
1.
Estudo da fabricaçã o de queijos não curados usando ácido
lugar de culturas selecionadas (fermentos láticos)
Jore
lático
em
de Anchieta Monteiro
As indústrias de laticínios do Sul e Oeste de Minas Gerais em face à
moderna tecnologia
José Emílio Campos
Estudo da fabricação de queij os não curados usando ácido
lugar de culturas selecionadas (fermentos láticos)
lático
em
158/59
José Frederico de Magalhães Siqueira
Redução dos custos industriais pela correção do fator de potência
G
154/55
33
152/53
1 62
164
32
26
11
150/5 1
152/53
2
28
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21
163
36
148
149
5
50
160/61
16
1 60/61
26
154/55
19
1 56/57
1
José Januário Carneiro Filho
Gil Ney de Alexandre
, .
,
.
Estudo da fabricação de queijos não curados usando aCIdo l atIco em lugar de culturas salecionadas (fermentos láticos)
Günther Pape
Estudo da fabricação de queijos não curados usando ácido
lugar de culturas selecionadas (fermentos láticos)
l ático
em
158/59
1
Processos tecnológico s na fabricação de manteiga
O aniversário da Inspeção Federal - Aspectos de suas atividades
Os novos produtos de laticínios. A educação alimentar
José Otávio Pinheiro Vilela
Considerações sobre a diversifica ção do leite de consumo
Considera ções gerais sobre a fabricação de sorvetes
158/59
José Gaspar Bernardo
H
Hobbes Albuquerque
.
.
"La Industria d e la Manteca" de Mulvany, edItado
no BraSIl
Abecedário histórico da Revista do ILCT
Destaques do n.o 162 da Revista do ILCT
O Editor explica
Política tributária do leite em Minas Gerais
154/55
156/57
1 62
163
45
27
33
48
1 62
8
Homero Duarte Corrêa Barbosa
SIPOA - DIPOA - ETIPOA - SIP AMA - 50 anos de Inspeção
Federal
Horácio Elias
152/53
154/55
37
40
José Sabiano Filho
A produção de leite no Brasil - I
A produção de leite no Brasil - II
José Sátiro de Oliveira
Necessidade de atualização da legislação sobre laticínios
Jacob Spiegel
Controle de qualidade
O leite de consumo n a Venezuela
As vitaminas na indústria de laticínios
Júlio L. Mulvany
Síntese do trabalho experimental na Cátedra de "Industrias Agricolas de
Lechería", durante o período 1960/1970
J
Maciá
O leite como subproduto da carne
Júlio dos Santos Moreira
Higiene em laticínios
Princípios d e desinfecção industrial
Jaime Amat
José Resende Peres
L
154/55
11
164
26
Lauro Albano Sandoval
Estudo tecnológico e microbiológico de manteigas consumidas no Estado
de São Paulo
digitalizado por
arvoredoleite.org
N OVEMBRO E D EZ EMBRO DE
Revista do I LCT
EM P O . . .
EMBALAG
CO
hoje
é
1 972
Pág.
é
39
Leopold Rhod s
Importância e sistemátic a da pesquisa na indústria de alimentos
l/uiz Carlos Gonçalves Costa
As indústrias de laticínios do Sul e Oeste de M inas face à moderna tec­
nologia
em
1 60/61
38
162
4
1 60/61
46
154/55
47
148
33
154/55
10
1 56/57
1
156/57
1
1 52/53
47
Luiz Celso d� Castro
Pesquisa rápida e específica da eventual presença de urina no leite
n atura" pela utilização de tiras reativas.
"in
Luiz Rossier
Aromatização de produtos de l aticínios
M
Magnos S. A. Máquinas e Produtos
Limpeza e sanitização de equipamentos de laticínios
operação
-
Seqüência
de
l\-farly Montenegro
Complexometria
Mauro Santo Paulo
Estudo tecnológico e microbiológico de m anteigas consumidas no Estado
de São Paulo
Maurício Killner
Estudo tecnológico e microbiológico de m anteigas consumidas no Estado
de São Paulo
Moacir Simili
\
J-
\
�
Redução do custo operacional com geradores de vapor automáticos utili­
zando óleo combustível "fuel oil"
Moacyr de Carvalho Dias
2.° Seminário Brasileiro sobre leite e derivados
163
N
Nicolai Sharapin
Pesquisa de princípios esterilizantes em leite em pó
150/51
5
154/55
10
154/55
165
1
26
Norma Sagredo Torres
Modificação introduzida à "Técnicas de Análises" adotadas pela DIPOA
o
Osvaldo Santiago
Aditivos em laticínios e derivados
Controle microbiológico de qualidade
Otacílio Lopes Vargas
Considerações sobre fortificação de leite de consumo com baixo teor
de gordura com vitamin a D
165
OUo Frensel
N a d i r Fig u e i redo I nd . e Com . S.A
Av. Morva n D. d e F i g u e i redo, 3535
Tel . 93-6 1 2 1
SP.
São P a u l o
-
Discurso na abertura da 21.a Semana do Laticinista
1 7.a série
Seleções l aticinistas mundiais
18.a série
Seleções laticinistas mundiais
Serviço de Inspeção Federal: "50 anos em favor do leite"
Leite e produtos lácteos - 1 960/1970. B rasil. Estatísticas
A 22.a Semana do Laticinista
Seleções laticinistas mundiais - 19.a série
-
-
digitalizado por
152/53
154/55
1 58/59
162
163
163
164
1
27
27
20
30
42
33
arvoredoleite.org
Pág.
NOVEMBRO E D EZEMBRO DE
40
1 972
Revista do ILCT
p
Pascoal Mucciolo
Ciência e Virtude
Ciência e Virtude (reprodução)
Pautilha Guimarães
Nova dimensão para a indústria de laticínios
PLAMAM - PERNAMBUCO
A pecuária leiteira de Pernambuco. Custo de Produção do leite
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Redação
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M <?ç �es e sug�stões apresentadas à XXI.a Semana do Laticinista
_ ao leIte vai uni-lo ao álcool
RejelçaO
Campanha ensina brasileiro a beber mais leite
Indústria do leite: aspectos econômicos
Regresso de um profissional
Associação profissional de químicos da Espanha
Interlab
Produção de laticínios na Holanda
C? ,uso do : sperma congelado na Holanda
.
��lu�nta
e deter�e�t� versátil, de ação tripla
r eClllCos em LatIcllllos diplomados em 1971
.
Alunos matnculados no Curso de Técnico em Laticínios em 1972
XXII.a Semana do Laticinista
row�ma da XXII.R Semana do Laticinista
I �tIClp� n�e� da X?CII.R Semana do Laticinista
.
2. Se� lllaflo brasIleIro sobre leite e derivados
lndustflal francês visita o ILCT
Anais da ��.� Semana do Laticinista e do 1 .0 Congresso Nacional
de
.
LatlclllloS
Índice por autor: n.os 148-16 5 da Revista do ILCT
índice Alfabético: n.os 148-16 5 da Revista do ILCT
\
R
Pesquisa na Universidade de Minessota desenvolve fórmulas com baixo
teor gorduroso para queijos dos tipos comuns
Manteiga é fator redutor na colesterina do sangue
Sabor do queijo tipo Roquefort, sem o queijo
Teor de sal no queijo, fator crítico para a sua qualidade
Melhor qualidade de armazenamento para "spreads" lácteos de baixo
teor calórico
"Leite de peixe"
Equipamento dinamarquês agora introduzido nos Estados Unidos
Fervura do leite ainda não baixou
Longa história
A s confusões
E agora General?
A última portaria
Leite tem abacaxi à parte
Esquema internacional para o setor de laticínios
Grande reunião internacional sobre tre:namento leiteiro
Produção leiteira em grande escala
Nossa capa: Sistema LACT-O'- M ATIC de fabricação contínua de queijo
Cheddar
Errata
M embrana arterial sintetiza sua própria gordura
Seis itens para melhorar o mercado do leite
Propaganda é boa para a Economia
Aparência, sabor e; embalagem: muito importante para os consumidores
de produtos de laticínios
Nossa capa: Instalação de esterilização instantânea "STER IN 3"
Conferência internacional sobre capacitação leiteira
A FAO' propõe um plano internacional de fomento Ie:teiro
FDA publica padrões para queijos de baixo teoI' de' sódio
Solicitação ao FDA no sentido de diminuição do tempo de cura do queijo Parmesão
Embalagens em latas paralisam a cura do queijo Commembert
Pesquisa mostra mudança nas preferências alimentares; menor consumo
de leite e produtos lácteos
Cientistas em alimentos da Universidade de Wiscons; n encontram um
novo uso para o soro no estado de espuma
inConselho Nacional de Laticínios (USA) adv(;!rte o público acerca de
formação sobre Iogurte
Tanques para transporte de leite adequadamente limpos - fator essencial na qualidade do leite
XXI.a Semana do Latidnista
Participantes da XXI.a Semana do Laticinista
índice por autor: Números 130-147, da Revista do ILCT
índice alfabético por assunto� Números 130-147, da Revista do ILCT
Nossa capa: Tanque de moldagem Corblin
Programa da XXI.R Semana do Laticinista
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Roberto Robertelli
Estudo da fabricação de queijos não curados, usando
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Robinson de Vasconcelos
A produção de leite no Brasil - I
produção de leite no Brasil - II
A
Rolando Korber
A conservação de queijo com ácido sórbico
O's sais fundentes JOHA - Desenvolvimento histórico, propriedad
es
aplicações
Rômulo Joviano
A produção de leite no Brasil - I
A produção de leite no Brasil - I I
e
Rogério Souza dos Santos
A produção de leite no Brasil
I
A produção de leite no Brasil - II
S
Saul Sztajnman
Oxidações das gorduras
Schubert Aranha .
Enzimas
V
Vicente Luiz Dias Júnior
Qualidade do leite - Um longo caminho a percorrer
Vitório Codo
Sugestões para a generalização do controle leiteiro
W
Walter Estêves Júnior
O' controle estatístico de qualidade na indústria de laticínios
Walter Rente Braz
Administração na indústria de laticínios
Como melhorar a qualidade do leite nas cooperativas regionais
W. P. de Stoutz
Processo de actinização
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INDICE ALFABÉTICO: N.os148 - 165
REVISTA DO I NSTITUTO DE LATICIN I OS "CÂNDIDO TOSTES"
Al p habetical Index : Numbers 148-165
Magazine of the Dairy Institute "Cândido Tostes"
A
A becedário histórico da Revista do ILCT
Aditivos em laticínios e derivados
Administração n a indústria de l aticínios
Agora G eneral (E)
Alguns indicadores sobre o mercado de leite e derivados
Alunos matriculados n o Curso de Técnicos em Laticín:os em 1972
Anais da 23.a Semana do Laticinista e do 1 .0- Congresso de Laticínios
Aniversário d a Inspeção Federal. As{?ectos de suas atividades: (O)
A parência, sabor e embalagem : muitó importante para os consumidores
de produtos de laticínios
Aromatização de produtos de laticínios
Aspectos econômicos e médico-legais da m argarina como imitação da
manteiga
Aspectos sanitários d a produção d o leite de consumo
Aspectos bioquímicos da maturação de queijos
Associação nacional de químicos da Espanha
Automação na i ndústria de l aticínios
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C
Campanha ensina brasileiro a beber mais leite
Ciência e Virtude
Ciência e Virtude
Cientistas em alimentos da Universidade de Wisconsin encontram um
novo uso para o soro em estado de espuma
Como melhorar a qualidade do leite nas cooperativas regionais
Complexometria
Composição individual em ácidos graxos d a gordura do leite
Conferência internacional sobre capacitação leiteira
Confusões (As)
Conselho Nacional de Laticínios (USA) adverte o público acerca da
informação sobre iogurte
Conservação de queijo com ácido sórbico (A)
Considerações sobre a diversificação do leite de consumo
Considerações gerais sobre a fabricação de �orvetes
Considerações sobre fortificação de leite de consumo com baixo teor de
gordura com vitami n a "D"
Controle de qualidade
Controle estatístico de qualidade n a indústria de l aticínios (O)
C ontrole microbiológ:co de qualidade
D
Destaques do n .o 162 da Revista do ILCT
Discurso na inauguração do novo dormitório
Discurso n a abertura d a 23.a Semana do Laticinista
Discurso na abertura da 21. a Semana d o Laticinista
H I P O CAMPO LT DA. - u m a o r g a n i zação d e e n g e n h e i ro �- a g rô n o m os
SAO PAU LO.
Ca ixa posta l 623 - Z P- l
Ru a A u ro r a , 94
Te l . : 36-7384
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Editor explica (O)
Embalagens em lata paralizam a cura do queijo Camembert
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Embalagens p l ásticas
Enzimas
Enzi m as coagulantes de fontes m ic robi a nas
Equipamento dinamarquês agora i n t roduz:do nos Estados U n idos
E rrata
Esquema i nternacional p � ra o setor de l at i cín : os
Estrutura, dimensão, d i nâmica, evolução e te ndência do m ercado de l e i t e
Estudo tecnológico e m icrobiológico d e manteigas consumidas n o Estado
d e São Paulo
Estudo d a fabricação de que ij os não cu rados usando ácido l áctico em
l u g a r de culturas selecionadas (fermentos láticos)
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Manteiga é fator redutor da coleste r i n a no sangue
M elhor qualidade d e armazenamento para "spreads" l ácteos de baixo
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teor c al órico
Mel h or i a da qualidade do l eite, possi bil i tando n ovos produtos
Membrana arterial sintetiza sua própri a gordura
Moções e sugestões apresentadas na 2 1 . a Semana do Lati c in i st a
Modificação introduzid a à "Técnicas d e Análi ses" adotadas pela DIPOA
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F AO propõe um plano i n ternac i on al de fomeato l e i t e i ro (A)
FDA pub l i c a padrões para queij os d e baixo teor de sód i o
Fervura do leite a i n d a não' baixou
G
F rande reu n i ã o internacional sobre t re i namento l e i teiro
H
H ig iene em laticín i os
I
Importânc i a e s i stem á t i c a da pesquisa n a i ndústr i a de a l i mentos
lnd �ce por autor: N .os 1 30-147, d a Revista d o I LCT
Índice alfabético: N .os 1 30 - 1 47, d a Revista do I LCT
I ndústrias d e l aticínios d o Sul e Oeste de M i nas em face a moderna
tecnologi a (AS)
í n d ice por autor n .os 1 48-1 65, d a Rev i s � a do l LCT
Índice alfabé t i co n.os 1 48- 1 65, d a R e v i s t a d o I LC T
Indúst r i a d o l e i te : aspectos econô m i cos
I n d ú s t r i a de la M a n t eca de M u l v a n y , ed i t ad o no B rasil (La).
I ndustrial francês visita o ILCT
Instal ação d e est e r i l ização i n stantânea "STER IN 3"
J nterIab
I n t rodução d i reta dos medicamentos n o parênqu : m a gland u l a r n a tera­
pêutica das masUtes
L
Lei te UHT (temperatura u l t ra-al t a) . Aspectos de mercado na Repú b li c a
Federal d a Aleman h a
Leite de consu m o n a Venezuel a (O)
Leite como subproduto da carne (O)
Leite e produtos l ácteos - 1 960/1970. B rasi l . Estatísticas.
"Leite d e peixe"
Leite tem. abacaxi à p a rte
L i mpeza e sanitização d e equ i pame n tos de l a t i cínios - Seqüência de
operações
Longa h istóri a
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Oxidações c:Ias gorduras
p
Papel da ACAR face à necessidade do desenvolvimento da i ndústria de
laticínios de M inas Gerais (O)
Participantes da 21. a Semana do Laticinista
Participantes da 22.a Semana do Laticinista
Pecuária leiteira de Pernambuco. Cus t o da Produção de Leite (A)
Pesquisa rápida, prática e específica da eventual presença de urina no
leite "in natura" pela utilização de tiras
Pesquisa de princíp:os esterilizantes em leite em pó
Pesquisa na Universidade de M innesso t a desenvolve ff>rmulas com baixo
teor gorduroso para queijos dos tipos comuns
Pesquisa mostra mudanças nas preferências alimentares; menor consumo
de leite e produtos lácteos
Política tributária do leite em Minas Gerais
Princípios de desinfecção i ndustrial
Processo de actinização
Processo de uperização (O)
Progressos tecnológicos n a fabricação d a manteiga
Produção de leite no B rasil - I
Produção de leite no B rasil - II
Produção leiteira em grande escala
Produção de laticínios na Hol anda
Programa d a 21.a Semana do Laticinista
Programa da 22. a Semana do Laticinista
Propaganda é boa para a Economia
Proposição à Comissão do Leite no 1 .0 Seminário N acional de Pecuária
de Uberaba
Proteínas de soro removidas com sucesso nal fabricação de queijos
Q
Qualidade do leite - um l ongo caminho a percorrer
Queijo: M ais ciência menos arte
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Redução dos custos i ndustriais pela correção do fator de potência
Redução do custo operacional com geradores de vapor automático uti­
lizando óleo combustível "fuel oi I"
Regresso de um profissional
Rejeição ao leite vai u ni-lo ao álcool
s
Sabor do queijo tipo Roquefort, sem o queijo
Sais fundentes JOHA - Desenvolvimento histórico, propriedade e
aplicações (Os)
Salubrite é detergente versátil, de ação tripla
Seoundo Seminário Brasileiro sobre leite e derivados
Seis itens para melhorar o mercado de leite
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Seleções laticinistas mundiais - 17. a série
Seleções laticinistas mundiais - 18.8. série
Seleções l aticinistas mundiais - 19.a série
Serviço de Inspeção Federal: "50 anos em favor do leite"
Síntese do trabalho experimental n a Cátedra de "Indústrias Agrícolas
de Lechería", durante O' período 1960/1970
SIPOA-DIPOA-ETIPOA-8IP AMA: 50 anos de Inspeção Federal
Sistema LACT-O-MATIC de fabricação cÜ'ntínua de queijo Cheddar
Solicitação ao FDA no sentido de diminuição do tempo de cura do
""'
queijo Parmesão
Sorvete e a indústria de l aticínios
Subsídios para a h istória do ILCl;'
Sugestões para a generalização do controle leiteiro
N
Necessidade de atualização da legislação sobre laticínios
Normas para o julgamento de queijos. ILCT.
Nova dimensão para a indústria de laticínios
Novos produtos de laticínios. A educação alimentar (Os)
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T
Tanque de moldagem Corbli n
Tanques p a r a transporte de l e i t e adequadamente limpos - fator essen­
cial na qualidade do leite
Técnicos em Laticínios diplomados em 1971
Teor de sal no queijo, fator crítico para a sua qualidade
u
I
I
Última portaria (A)
Uso da cromatografi a em fase gasosa na. estimativa dos ácidos graxos
Uso de esperma. congelado na. Holanda (O)
Utilização da água oxigenada no tratamento do leite cru destinado
ao consumo
v
Valor nutritivo do leite e derivados sob o aspecto bioquím ico
Vigésima primeira Semana do Laticinista
Vigésima segunda Semana do Laticinista (A)
V:gésima segunda Semana do Laticinista
Vitaminas na indústria de laticínios (As)
Vigésima segunda Semana do Laticinista
I NSTITUTO DE LATiC íN IOS IICÂ N DI DO TOSTESII
C U LTURAS LÁTi CAS LIO FILIZADAS PARA A
INDÚSTRIA DE LATICfNIOS
Quei ios
Ma nteiga
I o g u rte
PEDIDOS PARA INSTITUTO DE LATICíNIOS CÂNDIDO TOSTES
CAIXA POSTAL 183 - JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS
digitalizado por
arvoredoleite.org
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INSTALAÇõES FRIGORfFICAS.
CÂMARAS.
SORVETETRAS.
BALCõES FRIGORíFICOS,
GELADEIRAS PARA AÇOUGUES.
MÁQUINAS PARA CAFÉ
ESTUFAS PARA PASTÉIS.
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rtLSt'lilADORES DE LEITE,
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Revista do
N OVEMBRO E D EZ EMB R O DE 1 972
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J
PRODUTOS
MAG N US S. A. Máq u i nas e Prod utos
Divisão Kl enza d e
o l u c ro i nteressa, m as a h ig iene i nteressa tam­
D u ra b i l id ade est imad a em 4 anos.
b é m . O l atão de le ite am assado, enfe rruj ad o e vel ho já
N ova l i n ha especia l izada n a l i m peza e s a n i tização
d e l a ti c í n i os.
Para uso em p asteuriza d o res, tanques d e estocagem,
g a rrafas e equipamentos em g era l .
n ão resiste mais. Ele é p o rtad o r de bactérias e germes
que são desprend idos pelo despl acamento da ferru­
gem . O ácido lát ico co rroe as paredes i n te rnas e o
c h u m bo se destaca. As tam pas rosqueadas, devido
'
ao atrito, desprendem ferro e estanho s ô b re o leite.
O b a ru l h o dos l atões está tornando su rd o o seu
pessoal e dan ificando o p iso das u s i nas. As reformas
periód icas constantes, estão tomando l uc ro e tempo.
Assistência
Técnica
Gratuita
R u a Figueira d e Mel o, 237-A - Te l . 254-4036 - Rio - G B
Rua Santa Rita, 259 - Tel . 341 7 - J uiz d e F o r a - M G
O latão amassado traz menos le ite em . cad a v iagem .
Confo rme levantamentos feitos a "que b ra de lei­
te" é de 0,3 I itros p o r latão. O q u e s i g n ifica em 1 .000
latões, 9.000 l it ros de pe rd a por m ês. Faça o cá l c u l o
em 12 meses !
A solu ção é M I L KA N ! H ig iên ico, não amassa. n ão
'
enferruja, não sofre co rrosão. É de pol iet i leno Alemão.
Refl ita.
É
É
i m po rtante.
claro que nós q u eremos vender o nosso M I L­
KAN para você, m as ele leva u m t remendo bem soc ial .
Não acreditamos que l aticin ista a l g u m , q u e i ra p red is­
po r a popul ação a m o l éstias o rg ân icas, a l g u m as m u ito
g raves.
[eI�l Ja.cto
MAQUINaS aGRíCOlas JaCTO S.A.
R u a Dr. Luiz M iranda, 5 - Pompéia - São Paulo
Escritório em São Paulo - Capita l : Rua Júlio Cezar Dip, 37
Telefones : 52-7595 e 52-7326 - Barra Funda
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PRENS AS P E N E UMÂ TICAS
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