Escola Profissional Bento de Jesus Caraça
Delegação de Lisboa
Profissionalização em Serviço 2007/2008
PROFISSIONALIZAÇÃO EM SERVIÇO
Supervisora
Maria Isabel Pessoa
Delegado
Francisco Maia Nobre
Relatório de Formação
e Acção Pedagógica
Formando
António Ginja Carmo
Lisboa, 27 de Maio de 2008
Profissionalização em Serviço 2007/8
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Relatório de Formação e Acção Pedagógica
A melhor maneira de compreender é
fazer
Kant
A esperança leva mais longe que o medo
Ernest Jünger
Se houvesse apenas uma verdade,
não se faziam 100 pinturas
sobre o mesmo tema
Pablo Picasso
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Relatório de Formação e Acção Pedagógica
AGRADECIMENTOS
Este trabalho não seria possível se não se conjugassem uma série de factores:
- Se não me tivesse sido dada a oportunidade de assegurar as Turmas de Contabilidade como
Director de Curso, por essa razão e por todo o apoio e confiança, o meu agradecimento à
Directora da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça – Maria Emília Leite e ao
Coordenador Pedagógico Nacional – João Carvalho;
- Pela confiança que me têm dado, o meu agradecimento a todos os colegas, e em especial à
equipa de docentes e não docentes do Curso de Contabilidade e Gestão.
- À minha Supervisora Isabel Pessoa e ao Delegado Francisco Nobre pelo seu apoio,
paciência e disponibilidade.
- Pelo tempo dispendido e retirado à família, um beijo à Sofia e à Raquel.
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Relatório de Formação e Acção Pedagógica
ÍNDICE
1 – INTRODUÇÃO....................................................................................................................7
1.1 – Percurso pessoal na EPBJC............................................................................................8
1.2 – 2007/2008 ....................................................................................................................10
2 – A ESCOLA PROFISSIONAL BENTO DE JESUS CARAÇA.........................................11
2.1 – Estrutura da EPBJC......................................................................................................11
2.2 – Caracterização da actividade formativa da EPBJC......................................................12
2.3 – Estrutura da Organização e Actividade de Educação Formação.................................13
2.4 – Incremento das Competências dos Quadros da EPBJC...............................................14
3 – DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM ..................16
3.1 – Planificação anual .......................................................................................................17
3.2 – Planificação de uma unidade didáctica .......................................................................18
3.3 – Disciplina / Unidade didáctica supervisionada............................................................19
3.4 – Calendarização.............................................................................................................21
4.1 - Caracterização das turmas............................................................................................22
4.2 – Projecto Curricular de Turma/Curso ...........................................................................22
4.3 – Desenvolvimento de Espaço Virtual ...........................................................................24
4.3.1 – Processo pedagógico.............................................................................................24
4.3.2 – Conceito de “reuniões permanentes”....................................................................24
4.3.3 – Espaço para alunos................................................................................................25
4.3.4 – Guia de utilização..................................................................................................26
4.4 – Preparação/condução de Reuniões ..............................................................................26
4.5 – Semanas Colaborativas................................................................................................27
4.6
–
Preparação
do
processo
de
Formação
em
Contexto
de Trabalho...........................................................................................................................28
4.7 – Colocação dos alunos em Estágio................................................................................28
4.8 – Preparação da Prova de Aptidão Final.........................................................................30
4.9 – Projecto de novo modelo contabilístico.......................................................................30
4.9.1 – Sensibilização da Equipe Técnica para a questão.................................................32
5
–
PARTICIPAÇÃO
NO
PROJECTO
EDUCATIVO
DE ESCOLA ............................................................................................................................34
5.1 – Estrutura para plataforma de formação........................................................................34
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5.2 – Acção de Formação sobre a Plataforma Moodle.........................................................36
5.3 – Linhas orientadoras para um anteprojecto de modelo pedagógico virtual da EPBJC. 36
6 – ACTIVIDADES COMPLEMENTARES ..........................................................................39
7 – ACÇÕES DE FORMAÇÃO FREQUENTADAS..............................................................40
8 – CONCLUSÃO....................................................................................................................41
9 – BIBLIOGRAFIA/WEBOGRAFIA.....................................................................................44
10 – ANEXOS..........................................................................................................................45
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Relatório de Formação e Acção Pedagógica
1 – INTRODUÇÃO
Para um melhor enquadramento do projecto de Formação e Acção Pedagógica, apresentou-se
e mantém-se agora no relatório final, no ponto 1.2 uma síntese do percurso na Escola
Profissional Bento de Jesus Caraça (EPBJC), no ponto 2 refere-se: estrutura; caracterização
da actividade
formativa
da EPBJC; estrutura da organização
e actividade
de
educação/formação; incremento das competências dos quadros.
Seguem-se os pontos que decorreram do projecto e são inerentes à actividade profissional
neste segundo ano de profissionalização:
3 – Desenvolvimento do Processo de Ensino/Aprendizagem, onde se faz um enquadramento
do trabalho desenvolvido e se apresenta o mesmo; identifica-se a unidade didáctica
supervisionada, a sua planificação e juntam-se os materiais utilizados;
4 – Apresentam-se as actividades inerentes à Direcção de Curso;
5 – Apresenta-se o envolvimento no Projecto Educativo de Escola.
6 – Capítulo complementar onde se elencam várias actividades desenvolvidas.
7 – Apresentam-se as acções de formação frequentadas e a frequentar.
Finalmente faz-se uma pequena conclusão, apresenta-se a bibliografia e listam-se os anexos.
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1.1 – Percurso pessoal na EPBJC
A experiência profissional como docente na EPBJC iniciou-se em 2000, sendo de salientar
que, nos primeiros quatro anos, a experiência de formação foi a tempo parcial (entre 10 a 15
horas semanais).
2000/2001 - O impacto do primeiro ano – confronto entre a preparação de materiais/aulas e a
sua receptividade pelos alunos. Participação na Formação em Contexto de Trabalho (FCT) –
acompanhamento de todo o processo de estágio e dos próprios alunos nas empresas.
2001/2002 – Aprender pela experimentação – enriquecimento pela experiência e inclinação
para as tecnologias – utilização de ferramentas informáticas, sempre que possível, em
articulação com os conteúdos de formação –, participação na FCT;
2002/2003 – Continuação da experimentação – consolidação de recursos e maior preocupação
com as expectativas dos alunos – maior aproximação entre alunos e professor no
desenvolvimento das relações humanas –, participação na FCT;
2003/2004 – Dimensão da coordenação – Conclusão de processo de Prova de Aptidão
Profissional (PAP) e consequente finalização do ciclo de formação.
2004/2005 – Cultura Organizacional – Confronto cultural entre duas delegações da mesma
escola, com a continuação na delegação do Seixal e acumulação na delegação de Lisboa.
2005/2006 – Impacto Público / Privado – muito importante no percurso profissional a
experiência da colocação no ensino público continuando a acumular com a delegação de
Lisboa da EPBJC. Ano de formação – Pós-graduação em Tecnologias da Informação e
Comunicação e de aplicação de experiências em ambos os contextos – utilização de
plataforma de formação “moodle” – complemento de formação ao ensino presencial.
2006/2007 – Alunos diferenciados – inicio da Direcção de Curso dos Cursos CEF – de
Contabilidade e Gestão (reproduzem-se dois diapositivos de apresentação criada sobre o
funcionamento dos Cursos CEF):
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Em função dos alunos
Não esquecendo as pessoas, a equipa, com o auxílio das tecnologias
(plataforma Dokeos em espaço de utilização livre mas limitado)
Concretizou-se, também, o primeiro ano de profissionalização em serviço;
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1.2 – 2007/2008
Aumento do n.º de Professores e necessidades de formação – com o aumento do número de
turmas de contabilidade de uma para três, em função dos alunos o foco principal de atenção
recai na necessidade de formação, nomeadamente, dos colegas que iniciaram a leccionar na
Escola.
Profissionalização em Serviço: Ano de consolidação da Direcção de Curso – conclusão do
primeiro ciclo de formação do Curso de Contabilidade e Gestão e consequente preparação da
FCT e PAF. Para um melhor apoio à coordenação de curso e a toda a equipa, preparação,
instalação e configuração de plataforma Moodle – criaram-se as bases para a evolução para
um espaço próprio – associado ao domínio da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça
www.epbjc.pt, o que acontece em simultâneo com a alteração da imagem gráfica e conteúdos
do próprio site da escola. O espaço é dotado de uma maior capacidade, com fóruns de
discussão; materiais de apoio pedagógico e repositório de todo o processo pedagógico (tanto
na componente dos professores como no apoio aos alunos).
(Ver anexo 1.1 apresentação sobre plataforma)
Com o desenvolvimento deste trabalho, apresenta-se também uma proposta de estrutura para
que seja utilizada em todos os cursos ministrados na escola, e sirva tanto de apoio aos
professores como aos alunos. Juntamente, e para uma maior facilitação do processo,
preparou-se uma acção de formação sobre a utilização da plataforma – como professor editor
–, sobre a qual apresenta-se a planificação, a mesma irá decorrer durante o mês de Junho e
estará aberta a qualquer professor. Será também agendada uma data em Julho para formação
dos professores internos.
(Ver anexo 1.2 planificação de acção de formação)
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2 – A ESCOLA PROFISSIONAL BENTO DE JESUS CARAÇA
2.1 – Estrutura da EPBJC
A Associação para o Ensino Bento de Jesus Caraça é a entidade proprietária da
EPBJC. Tem como órgãos sociais: a Direcção, a Assembleia-Geral e o Conselho
Fiscal.
A Direcção da Associação é, simultaneamente, a Direcção da EPBJC. A Associação
define a estrutura da Escola, a afectação de recursos, o plano de investimentos e
aprova o Plano Anual de Actividades bem como o Relatório e Contas.
A Direcção aprova a dotação de recursos humanos e físicos, os manuais de
procedimentos pedagógicos, administrativos e financeiros, regulamentos de
funcionários, professores e alunos.
A Direcção delega na Directora Geral a gestão corrente da Escola, a qual, em conjunto
com o Coordenador Pedagógico Nacional e os responsáveis dos Departamentos
elabora as propostas de alteração ao Projecto Educativo de Escola (PEE), normas e
procedimentos
pedagógicos, administrativos
e financeiros,
os regulamentos
respeitantes à gestão curricular e demais instrumentos reguladores da actividade
educativa – formativa e financeira.
O Coordenador Pedagógico Nacional zela pelo cumprimento dos procedimentos
pedagógicos aprovados, preparando a organização e metodologia de concepção,
acompanhamento e avaliação das actividades de Educação/Formação.
A Direcção Técnico-Pedagógica, constituída pela presidente da Direcção, a Directora
Geral e o Coordenador Pedagógico Nacional reúne sempre que necessário, para
facilitar a integração das directivas em vigor, a coerência das intervenções dos
diversos órgãos e o seu ajustamento às políticas definidas, apreciando ainda o impacto
das alterações legislativas e outros factores exógenos sobre a actividade pedagógica.
Os Serviços Centrais (Departamento Pedagógico, Departamento Administrativo e
Financeiro e Departamento de Informática) operacionalizam as decisões dos órgãos de
Direcção sob orientação da Directora Geral e do Coordenador Pedagógico Nacional.
O Conselho Directivo e Conselho Pedagógico são órgãos de consulta da Direcção,
presididos pela respectiva Presidente e constituídos pela Directora Geral, pelo
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Coordenador Pedagógico Nacional e pelos Directores/Coordenadores Pedagógicos de
cada delegação.
As delegações têm um(a) Director(a)/Coordenador(a) Pedagógico(a) e possuem a
autonomia definida nos estatutos.
O/A Director(a) é responsável por todas as actividades de educação-formação
realizadas na respectiva delegação, de acordo com os normativos em vigor.
2.2 – Caracterização da actividade formativa da EPBJC
A Escola Profissional Bento de Jesus Caraça tem como actividade principal a
formação inicial de nível III, Cursos Profissionais, leccionados em diversos pólos, em
áreas profissionais muito diversificadas. Está a dinamizar os curso CEF – Cursos de
Educação e Formação níveis II e III, também em áreas profissionais diversificadas.
A opção estratégica que presidiu a esta estrutura, foi levar a educação profissional a
locais e a públicos jovens com dificuldades de acesso aos benefícios sociais de
educação, ao desenvolvimento local ou regional com a qualificação de quadros
intermédios, em sectores identificados pelos parceiros locais, autarquias, empresas,
associações sindicais, organismos de administração pública, como deficitários em
competências.
O desenvolvimento do conhecimento das realidades locais, fruto do aprofundamento
da rede de parcerias, levou a EPBJC a diversificar a sua oferta formativa e públicoalvo, quer na formação inicial, quer na qualificação de activos ou na sua reconversão,
correspondendo ao imperativo nacional do incremento das qualificações dos
trabalhadores. Paralelamente foram desenvolvidos Projectos que consideramos de
relevante qualidade com impacto no trabalho pedagógico global e no conhecimento de
realidades de outros Países e culturas.
O desenvolvimento e as alterações no edifício jurídico que rege as Escolas
Profissionais, obrigou a uma profunda reestruturação da EPBJC, quer na sua estrutura
organizativa e redimensionamento das suas delegações, quer na gestão dos recursos
humanos.
Foi neste contexto que a Direcção decidiu encerrar o seu Departamento de Formação
e Projectos, optando por uma estrutura mais leve e descentralizada.
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2.3 – Estrutura da Organização e Actividade de Educação
Formação
A EPBJC assenta numa estrutura descentralizada, com sede em Lisboa, onde funciona
um pólo e está instalada a Direcção e os Serviços Centrais (Departamento
Pedagógico,
Departamento
Administrativo-Financeiro
e
Departamento
de
Informática).
A reestruturação (ainda em curso), que se tornou imperiosa face às alterações do
sistema de financiamento na RLVT e do enquadramento jurídico do ensino
profissional, levou ao encerramento de algumas delegações, com o reforço de outras,
com vista à manutenção da qualidade da educação/formação ministrada com a
redução de custos.
Hoje a EPBJC conta com sete delegações: Pedome e Porto (Norte), Barreiro, Lisboa e
Seixal (Região Lisboa e Vale do Tejo), Beja e Mértola (Alentejo).
Em Pedome, pretende alargar a sua intervenção quer na formação inicial – Cursos
Profissionais, Sistema de Aprendizagem e Cursos de Educação e Formação de Jovens
- quer nos cursos de Educação Formação para activos - Cursos EFA - sendo que a
necessidade destes últimos tem sido colocada com veemência pela Câmara Municipal
de V. Nova de Famalicão com quem firmou um protocolo.
Em Lisboa e Porto, face às necessidades de qualificação escolar/profissional
identificadas a nível nacional, está a implementar cursos Educação e Formação de
Jovens. No Seixal registou-se uma expansão da delegação, com uma aposta na área da
Higiene e Segurança no Trabalho, cujas necessidades em quadros intermédios nos têm
sido referidas pelas empresas com quem mantemos parcerias. Aqui, pretende-se
manter a oferta de cursos do Sistema de Aprendizagem e abrir cursos EFA.
Em Beja estão a decorrer negociações com a respectiva Câmara Municipal e o
Instituto Politécnico com vista à expansão das instalações e utilização de
equipamentos e recursos humanos, respectivamente.
No Barreiro a escola, representa a área de Educação no Núcleo Executivo da Rede
Social do Barreiro (CLASB).
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2.4 – Incremento das Competências dos Quadros da EPBJC
Existe um Plano Global de Formação com orientações gerais para o incremento das
competências dos diversos intervenientes: funcionários, professores e directores. No
entanto, todos os trabalhadores da EPBJC participam, consoante as necessidades
colectivas ou pessoais, em acções de formação orientadas por quadros internos ou
com recurso a entidades externas. Os professores, por delegação ou agrupamento de
delegações participam anualmente em acções de investigação-acção com vista a dar
resposta à necessidade de melhoria da qualidade da formação ministrada e do seu
desenvolvimento pessoal e profissional. A participação nestas actividades é certificada
com um diploma de presença.
1 - A melhoria da qualidade da formação tem sido o objecto central do investimento
nos quadros e dirigentes da EPBJC.
2 - Foram aperfeiçoados e/ou criados novos instrumentos de observação e de
avaliação do processo de ensino-aprendizagem, do seu impacto no percurso
profissional dos diplomados e implementação das práticas para a superação das
dificuldades detectadas.
O título exemplificativo, refira-se:
- Modelo de Selecção de alunos
- Estudo sobre desistências
- Estudo sobre absentismo
- A importância da FCT no sucesso profissional e reformulação dos perfis
profissionais e objectivos e conteúdos curriculares
- Criação de estruturas de coordenação integrada da FCT e PAP – Núcleos de Inserção
Sócio-Profissional
- Elaboração de Normas e Procedimentos Pedagógico-didácticos e AdministrativoPedagógicos
- Desenvolvimento de estratégias para o incremento da participação das famílias
- Instrumentos para avaliação de desempenho dos professores
3 – É de salientar a importância dos Estágios qualificantes (cerca de 6 meses) que é
proposta aos alunos, a realizar no final do curso (extra-curricular), os quais são
encarados
pelos
ex-alunos
como
constituindo
um
elevado
potencial
de
empregabilidade e up-grade de competências. Não obstante esta valorização, o facto
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de, regra geral, se tratar de estágios não remunerados tem gerado algum desinteresse
junto dos diplomados. Face a esta situação estão a ser estudadas estratégias com vista
à motivação dos jovens, que incluem encontros entre empresas e alunos finalistas e
diplomados de modo a valorizar esta modalidade de formação.
4 - Foram concebidos mecanismos de avaliação de impacto, para as diferentes
modalidades de formação
5 - Os défices na cultura científica dos alunos, foi um problema detectado, estando a
ser progressivamente implementadas nos Planos de Actividade temas científicos de
carácter transversal, actuais e atractivos para os alunos.
6 - Foram reforçados instrumentos de acompanhamento pós-formação para alunos
diplomados dos cursos profissionais de nível III, que serão aplicados aos formandos
de outras modalidades de formação.
(Sistema de Acreditação ao IPQ da EPBJC adaptado)
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3 – DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE ENSINO
APRENDIZAGEM
O trabalho desenvolvido, no corrente ano lectivo, decorre do trabalho realizado no ano
anterior com o início dos cursos CEF, nomeadamente com o Curso de Contabilidade e Gestão
tipo VI nível III (Equivalência 12.º ano) em que desempenhei, para além das funções de
professor, as funções de Direcção de Curso (as quais abrangem a coordenação e a direcção de
turma). Iniciado então com uma turma (Turma A) e no presente ano lectivo incrementado
para mais duas turmas (Turmas B e C). As funções inerentes à Direcção de Curso
desenvolvem-se no capítulo 4.
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3.1 – Planificação anual
Cronograma preparado no início do ano lectivo (para Plano Curricular de Curso) para as
turmas novas (B e C). As cores representam os vários professores; está dividido por
componentes de formação (nas barras de cor das Componentes Sócio-cultural e Científica
estão inscritos os nomes das disciplinas a negrito), disciplinas e módulos (nas barras de cor da
componente Tecnológica está sintetizado o nome dos módulos); a primeira coluna apresenta o
n.º de referência dos módulos; na segunda coluna estão inscritas as horas das disciplinas (nas
primeiras duas componentes de formação) e as horas dos módulos (na componente de
formação tecnológica)
Para fazer face a desequilíbrios de formação, desenvolveu-se no Plano Curricular de Curso o
cronograma acima apresentado e faz-se um cruzamento interdisciplinar, com matérias
teoricamente precedentes, com o estudo das contas do POC, análise articulada com os
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elementos da equipa previamente ao início do curso. Referência feita aos módulos 231 –
Introdução à contabilidade, 232 – Livros e mapas contabilísticos, 311/312 – Estudo das contas
do POC ambos se desenvolveram ao longo do ano lectivo, favorecendo múltiplas perspectivas
de formação, possibilitando aos alunos esclarecerem dúvidas com qualquer um dos
professores envolvidos e proporcionando um maior desenvolvimento e aprofundamento das
matérias, ainda que inseridos em disciplinas diferentes do Plano Curricular do Curso.
É de salientar que as matérias que tenho à minha responsabilidade estão assinaladas a laranja,
módulos 311, 312 e 314, todos da disciplina de Técnicas de Execução Contabilística.
É, também, de notar que o módulo 232 - Livros e Mapas Contabilísticos, tem servido para
complementar o estudo das contas do POC, com exercícios, que em simultâneo estudam
Balanços, Balancetes ou Demonstrações de Resultados. Desta forma estabeleceu-se a
interacção desejada e planeada de início, proporcionando aos alunos um estudo mais
integrado, para além dos mapas com que trabalham.
Ver anexo 3.1 Plano Curricular de Curso – Turma A (2006/2008)
Ver anexo 3.2 Plano Curricular de Turma – Turma A (2006/2008)
Ver anexo 3.3 Plano Curricular de Curso (2007/2009)
3.2 – Planificação de uma unidade didáctica
A unidade didáctica supervisionada foi a 312 – Estudo das contas do POC – Classes 6 a 8
(Ver em anexo 3.4 Projecto Curricular Disciplinar e grelhas)
Em anexo encontra-se também todo o processo das aulas assistidas e respectivos recursos –
planificações, guias de aprendizagem, recursos didácticos, fichas de actividades e teste.
1.ª aula assistida - Ver em anexo 3.5 – Aula: Correcção de Teste / Actividade de
enriquecimento
2.ª aula assistida - Ver em anexo 3.6 – Aula: Imobilizado 01 – Método de Amortização
Quotas Constantes
Ver em anexo 3.7 – Aula: Imobilizado 02 – Contabilização Método Directo e Indirecto
3.ª aula assistida - Ver em anexo 3.8 – Aula: Imobilizado 03 – Método de Amortização
Quotas Degressivas
4.ª aula assistida - Ver em anexo 3.9 – Aula: Imobilizado 04 – Imobilizado e Amortizações –
Teste Interactivo
Ver em anexo 3.10 – Aula: Imobilizado 04 (b) – Mapas de Reintegrações e Amortizações
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5.ª aula assistida - Ver em anexo 3.11 – Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais
– Actividade de Análise e Reflexão
6.ª aula assistida - Ver em anexo 3.12 – Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais
– Actividade de Análise e Reflexão
Ver em anexo 3.1.3 – Teste e Critérios de Correcção
Nota: todos os materiais das aulas encontram-se junto de cada planificação de aula.
3.3 – Disciplina / Unidade didáctica supervisionada
A unidade didáctica supervisionada foi a 312 – Estudo das contas do POC – Classes 6 a 8, o
primeiro motivo da sua escolha prendeu-se com a calendarização, veja-se cronograma. Com a
programação de 48 horas para a sua execução, a qual ocorreu desde Fevereiro.
A segunda razão para a sua escolha prendeu-se com a importância da mesma no âmbito do
próprio curso e perfil de saída – Técnico de Contabilidade, logo será, provavelmente, das
matérias mais importantes do curso. A sua preparação implicou a criação de uma série de
materiais que se reproduzem com os planos de aula, e que tiveram como objectivo
proporcionar aos alunos vários elementos de aprendizagem, como sejam: apresentações em
powerpoint; exercícios formativos em formato tradicional; ficheiros de Excel; exercícios
formativos interactivos - colocados on-line. Para além dos objectivos materiais de conteúdos,
pretendeu-se que os alunos desenvolvessem o seu raciocínio – pensassem – desta forma foi
também proposto que analisassem as respostas de um conjunto de questões dos testes
interactivos e cruzassem informação, por forma a aprenderem com os mesmos.
A terceira tem a ver com a interdisciplinaridade programada, entre, Organização contabilística
(módulos de Introdução à contabilidade e Livros e mapas contabilísticos) e Técnicas de
Execução Contabilística (módulos de estudo das classes de contas), a qual proporcionou um
maior aprofundamento de algumas matérias, por exemplo: estudo de contabilização de
facturação (compras e vendas); estudo da classificação de mapas de salários, etc.
A planificação das matérias a trabalhar com os alunos, num tão curto espaço de tempo para
estudar as contas do POC, teve sempre em conta esta interdisciplinaridade.
As classes de 1 a 5 no primeiro período, não se estudaram isoladamente, porque os exemplos
práticos obrigaram a classificação contabilística de contrapartida com as classes 6 e 7, tendo
sempre por preocupação transmitir uma perspectiva global e integrada da contabilidade. Por
isso sistematicamente foi necessário centrar a atenção nas regras básicas da contabilidade
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(produziu-se uma apresentação interactiva para que os alunos pudessem sempre que
necessário rever estas matérias).
Após a supervisão da unidade didáctica, com o avançar das matérias e a aplicação de
exercícios vários, avançou-se para a construção de planos de contas em aplicação informática
com desdobramento de contas a partir dos mapas de remunerações, que implicam em
simultâneo criar contas de terceiros (empregados) e contas da classe 6.
Para a unidade didáctica supervisionada, foram criadas:
- Planificações da unidade;
- Planificações de aula (tanto para as aulas assistidas como para as aulas que ocorreram entre
aulas assistidas);
- Actividades (exercícios);
- Teste e respectiva correcção;
- Grelhas de observação – a partir de documento de auto-avaliação, informatizou-se, para que
os alunos colocassem regularmente a sua auto-avaliação;
- Avaliação da assiduidade - a partir dos registos de assiduidade de uma forma decrescente em
percentagem considerou-se como base 20, descontando 1 valor por cada 1% de faltas, 10% de
faltas é o limiar da positiva, tendo em conta a obrigatoriedade de frequência de 90% das aulas.
- Grelhas de avaliação de teste;
- Critérios de correcção do teste;
- Grelha global de avaliação – nesta apenas faltam as notas do teste, ainda não aplicado à data
da redacção deste relatório;
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3.4 – Calendarização
Por ajustes ao horário as horas lectivas para a turma em questão serão de quatro horas
semanais e ocorrerão previsivelmente no período que vai de 28 de Janeiro a 2 de Maio de
2008.
A partir da simulação das horas semanais para o módulo indica-se quais as aulas assistidas
pelo Delegado à Profissionalização (a azul) e por ambos Delegado e Supervisora (a verde).
7Mar
11Abrr
11Mar
8Abr
18Abrr
22Abr
É de referir, que ocorreram ajustamentos de horários motivados pelo processo de organização
e gestão do curso, por imperativos de saúde (exames médicos inadiáveis), tendo a conclusão
do módulo ficado adiada para o mês de Maio/Junho. Confirmou-se também a necessidade de
fazer acompanhamento de estágios às turmas de GPSI – Gestão Programação e Sistemas
Informáticos a decorrer nos meses de Maio a Julho. Para este trabalho, é necessário, para além
de ir às empresas com uma regularidade no mínimo quinzenal, analisar o desenvolvimento de
trabalhos, fazer ajustes no trabalho de projecto a desenvolver no âmbito da PAP – Prova de
Aptidão Profissional, em relação ao planeado com as empresas; assistir e corrigir
apresentações de ante-projecto, intermédias e final; ler, corrigir e orientar na elaboração de
relatórios finais, manuais de utilizador e manuais técnicos de produtos de Software
informático ou de Hardware – instalações de redes, de servidores, ou outras; verificar a
concretização de todo o processo burocrático inerente – folhas de presença, relatórios
semanais de actividades, fichas de avaliação, sumários de orientação, relatórios de orientação
de estágio e de monitorização do trabalho desenvolvido com as empresas, no que concerne a
satisfação, integração profissional, orientações para necessidades de formação e outras.
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4 – DESENVOLVIMENTO DE ACTIVIDADES INERENTES
À DIRECÇÃO DE TURMA/CURSO
O trabalho de Direcção de Turma é acumulado com o trabalho de Direcção de Curso tendo
em consideração o facto de se desenvolver em horário pós-laboral. Os Encarregados de
Educação são na sua grande maioria os próprios alunos. Exige-se uma grande sensibilidade
para a identificação das necessidades de cada um dos alunos para que estes se possam manter
no curso e levar os estudos até ao fim.
O Trabalho no âmbito da Direcção de Curso, descreve-se então, nos pontos seguintes deste
capítulo.
4.1 - Caracterização das turmas
Preocupação permanente, com o conhecimento da realidade dos alunos, daí desenvolver-se
constantemente no processo pedagógico e nas reuniões de avaliação.
(Ver em anexo 4.1 caracterização da turma B)
(Ver em anexo 4.2 caracterização da turma C)
4.2 – Projecto Curricular de Turma/Curso
Tendo por base o Projecto Curricular de Curso, as alterações decorrentes do processo
pedagógico reflectem-se no Projecto Curricular de Turma. Para diferenciar estes dois
instrumentos, há que referir que o Projecto Curricular de Curso tem um carácter de maior
durabilidade, para além de um ciclo de formação, desta forma o Projecto Curricular de Turma
reflectirá as especificidades da turma ou do ciclo de formação e será nele que se registarão as
alterações e eventuais ajustamentos ao Projecto Curricular de Curso, bem como quaisquer
actividades ou projectos desenvolvidos durante o Ciclo de Formação.
Há a salientar, que devido a alterações, motivadas pelo financiamento por parte do Ministério
de Educação, o regime dos cursos CEF, não tem continuidade, significando portanto que
terminará com as turmas B e C (ciclo de formação 2007/2009). Assim sendo os pequenos
ajustes que ocorreram ao Projecto Curricular de Curso da Turma A reflectem-se no Projecto
Curricular de Turma da mesma turma. Quanto às Turmas B e C, que tem seguido por base o
projecto curricular aplicado à turma A, adopta o Projecto Curricular de Turma da turma A
com as devidas adaptações como Projecto Curricular de Curso.
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(Ver os anexos 3.1 a 3.3 – Planos Curriculares)
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4.3 – Desenvolvimento de Espaço Virtual
Criação e desenvolvimento de estrutura de apoio à Direcção do Curso de Contabilidade:
Pretende-se com este espaço, dotar a equipa de instrumentos de apoio ao bom funcionamento
da formação.
A partir da ideia de reuniões virtuais, onde os professores participam nos temas em discussão
no espaço e tempo próprios, ficando toda a equipa a par do que se está a tratar pela recepção
dos posts colocados, vamos evoluímos para um conceito de reuniões permanentes, ver ponto
4.3.2.
4.3.1 – Processo pedagógico
Implementação e organização do processo pedagógico em suporte digital, com recurso à
plataforma, espaço onde todos os professores continuam a ter acesso e onde estão colocados
os Planos Curriculares de Curso e de Turma, todas as planificações e todos os guias de
aprendizagem. Informação essa que no final do ano lectivo será colocada em CD/DVD e se
juntará ao processo de arquivo tradicional. Com o desenvolvimento deste espaço, achou-se
por bem separar claramente os guias de aprendizagem do espaço dos professores (designado
de Processo Pedagógico) para um espaço dos alunos (a designar de Recursos Didácticos).
Este tema está desenvolvido na proposta de estrutura a adoptar na plataforma da escola –
extensível aos demais cursos profissionais, e a desenvolver no próximo ano lectivo.
4.3.2 – Conceito de “reuniões permanentes”
Pretende-se que toda a equipa se envolva num espírito de partilha, atendendo à particularidade
dos cursos CEF, e especificamente do Curso de Contabilidade, criaram-se para o efeito
espaços próprios de acordo com as necessidades e evolução do curso para situações como
sejam a interacção entre professores/disciplinas/módulos, a caracterização das turmas, o
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acompanhamento de estágios, e as reuniões permanentes como dita a legislação e a
necessidade do acompanhamento dos alunos que nos obriga – implementaram-se então as
reuniões de facto permanentes – fóruns de discussão – que funcionam entre reuniões
presenciais.
(Ver o anexo 1.1 – Apresentação sobre plataforma)
Para além dos fóruns, foi criada uma apresentação com várias possibilidades de cruzamento e
interdisciplinaridade a título indicativo – com referência aos professores que leccionaram
cada um dos módulos/disciplinas – para a turma A.
Reproduziu-se a mesma apresentação de uma forma mais genérica e acrescentou-se ao Plano
Curricular de Curso das turmas B e C.
[(Ver o anexo 3.3 - Plano Curricular de Curso (2007/2009)]
É de salientar também, que estas abordagens, também contribuíram e estimularam uma maior
troca de experiências entre colegas, proporcionando uma maior interacção entre todos.
Desenvolveram-se e dinamizaram-se aulas partilhadas com as duas turmas B e C, juntando os
alunos proporcionou-se um maior espírito de equipa, passando inclusivamente a designar a
turma BC em vez de B e C.
Desenvolveram-se aulas conjuntas com dois professores, por exemplo na apresentação de
trabalhos.
Dinamizaram-se e aprofundaram-se conteúdos de contabilidade em simultâneo por mais de
um professor.
4.3.3 – Espaço para alunos
Dando uso à plataforma, desenvolveu-se um espaço para os alunos: têm acesso aos materiais/
conteúdos de formação; têm espaço de interacção entre professores e alunos;
disponibilizaram-se trabalhos desenvolvidos pelos alunos, seleccionados pelos professores;
espaço de comunicação entre Director de Curso e/ou professores e todos os alunos. Criou-se
uma apresentação com as várias vertentes, para uma fácil demonstração das funcionalidades
implementadas.
(Ver o anexo 1.1 – Apresentação sobre plataforma)
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4.3.4 – Guia de utilização
Com o desenvolvimento do espaço virtual, elaborou-se um pequeno Guia de utilização.
Ensina como os professores se podem inscrever, mostra a estrutura do espaço, ensina a
colocar ficheiros - guias de aprendizagem.
(Ver em anexo 4.3 Guia de utilização Plataforma - www.epbjc.net)
4.4 – Preparação/condução de Reuniões
As turmas são leccionadas, só no primeiro ano lectivo, por um conjunto de professores
distribuídos pelas disciplinas da Componente Sócio-cultural e Científica (5 professores) e pela
Componente Tecnológica (7 professores). É de salientar que a Componente Tecnológica é
composta por quatro disciplinas e que os professores são, na sua quase totalidade, professores
contratados pelo seu perfil de formação e profissional que melhor se adeqúem aos conteúdos
curriculares em causa, por esta via, a atribuição das matérias é feita de acordo com os
módulos a leccionar e não tanto de acordo com as disciplinas, o que significa que, por um
lado, existe um número de professores por disciplina que poderá chegar a ser de quatro, por
outro lado, os professores poderão estar a leccionar X horas numa disciplina e de seguida Y
horas noutra tendo em conta a organização curricular e o plano definido – ver cronograma.
Posto isto, há que ter uma atenção redobrada face à execução física das matérias em cada
momento, e facilitar a articulação necessária entre os professores.
Para as reuniões, temos como mencionado atrás, as reuniões on-line e as reuniões presenciais.
Nas reuniões on-line será colocada toda a informação necessária à equipa e nas reuniões
presenciais (mensais) serão reuniões de consolidação dos assuntos em discussão, havendo a
destacar as reuniões de avaliação por período.
Nas reuniões de avaliação há que cuidar de todo o processo, para transmitir a toda a equipa
um enquadramento global das avaliações/classificações.
O enquadramento global da avaliação, tem também que ser cruzado com a caracterização dos
alunos, para que se evitem incongruências entre o que é transmitido aos alunos e os seus
resultados de classificação.
Tem ainda que se decidir face a questões como assiduidade / comportamento e medidas
necessárias tendentes a efectuar recuperações de aprendizagens, para que se consigam apoiar
alunos com maiores dificuldades, e assim lhes seja possibilitado em momentos diferentes ou
com formatos de avaliação diferenciados, forma de conseguirem atingir o sucesso.
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Como tal é necessário uma preparação prévia e atempada de todo o processo, pautas de todos
os professores, registo de faltas, caracterização dos alunos, e outros elementos necessários à
tomada de decisão.
Manteve-se um registo histórico da evolução das avaliações, tendo em conta que a última nota
de cada disciplina constitui a sua nota final, teve que se ter a atenção a perspectiva global das
avaliações, para não corrermos o risco de avaliar uma determinada disciplina apenas pelas
horas que remanesceram da sequência dos períodos (5). Assim sendo tivemos por base dois
aspectos, por um lado uma avaliação ponderada no n.º de horas leccionadas por cada um dos
professores, por outro lado teve-se em conta sempre se a avaliação do professor teria sido
feita para o período em causa ou se tem por base o n.º total de horas leccionadas, as quais
poderão ter ocorrido em dois ou mais períodos. Questões debatidas e aprovadas em conselho
de turma de avaliação.
4.5 – Semanas Colaborativas
As Semanas Colaborativas surgem com a necessidade de desenvolver um maior apoio aos
alunos nas várias vertentes: dificuldades de aprendizagem, dificuldades particulares para o
perfil de alunos em questão, revisões globais da matéria e esclarecimentos de dúvidas para a
PAF.
Com uma boa gestão de recursos conseguiu-se fazer face às necessidades mencionadas,
juntando-se as duas turmas novas em blocos de duas horas de formação, disponibilizando-se
um dos professores para apoio em duas das horas de uma forma cruzada, manteve-se assim a
continuidade das aulas e incrementamos a possibilidade de suporte necessário a estes alunos:
- Proporcionamos revisões aos alunos da Turma A, com a possibilidade de fazerem testes
sobre as matérias do ano anterior e possíveis matérias de PAF;
- Apoiamos/orientamos os alunos na execução de exercícios e esclarecimentos de dúvidas,
nas matérias que os mesmos tiveram mais dificuldades, alguns dos alunos podem sempre
realizar actividades suplementares a título de recuperação/enriquecimento de conhecimentos.
Com recurso ao espaço virtual, sensibilizou-se para as vantagens da utilização do próprio
espaço, onde os alunos, de uma forma autónoma, podem consultar materiais, colocar dúvidas
ao professor presente e colocar dúvidas on-line passíveis de serem respondidas por qualquer
um dos professores e/ou alunos.
(Ver nos anexos 3.1 a 3.3 – Planos Curriculares)
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4.6 – Preparação do processo de Formação em Contexto
de Trabalho
Preparação de toda a documentação necessária à colocação dos alunos em estágio em
colaboração com o Coordenador Pedagógico Nacional, a Directora e a Equipa Técnica de
professores:
- Regulamento de FCT;
- Protocolo;
- Plano de Estágio;
- Ficha de presenças;
- Plano Semanal de actividades;
- Ficha de Avaliação;
- Sumário das Visitas efectuadas pelo professor orientador;
- Relatório final do Estágio (a realizar por empresa /orientador);
- Relatório final de Estágio (a realizar pelo aluno);
- Distribuição das horas dos professores.
(Ver anexo 4.4 – FCT – Regulamento Específico)
4.7 – Colocação dos alunos em Estágio
Atendendo à especificidade dos alunos da Turma A (na sua maior parte trabalhadores
estudantes) e ao funcionamento do curso em regime nocturno, todo o processo de colocação
de alunos teve que ser antecipado, iniciou-se logo em Setembro/Outubro de 2007. Teve que se
articular entre alunos, entidades de acolhimento de estagiários e entidades empregadoras dos
alunos a forma a poder colocar a estagiar cada um dos alunos, havendo a referir uma série de
situações que contribuíram para que se ultrapassasse este difícil obstáculo:
- Colocação na entidade empregadora no mesmo posto de trabalho, definindo plano de
estágio, para que os alunos pudessem de facto cumprir os objectivos da FCT;
- Colocação na própria entidade empregadora, em sector diferente do posto de trabalho,
articulando com Férias e Part-time – partilha de horas (a empresa cede uma hora do posto de
trabalho e o aluno fica mais uma hora por dia, conseguindo assim duas horas por dia para
concluir o plano de estágio)
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- Colocação em entidade de acolhimento diferente da entidade empregadora: no dia de folga;
no período de férias; numa parte do dia/part-time na entidade empregadora e na entidade de
acolhimento do estagiário; exploração de possibilidade de mudança de emprego;
- Colocação em entidade de acolhimento e na entidade empregadora: conhecendo realidades
diferentes da contabilidade, público e privado.
- Colocação a estagiar em entidade de acolhimento à experiência – perspectivando a
continuidade do posto de trabalho;
- Inserção Profissional – foi ainda possível colocar a estagiar uma aluna no seu posto de
trabalho, conseguido na sequência de contacto feito com a EPBJC, para um processo de
selecção para emprego dentro do Perfil Profissional do Curso, processo esse concluído no
final do ano lectivo anterior;
Todo este processo teve que ser concluído antes da realização da PAF – Prova de Aptidão
Final, e é com satisfação que destaco os seguintes pontos:
•Dos 12 alunos, 4 conseguem integração profissional com contrato de trabalho nas próprias
empresas, por influência directa da escola.
•Uma das alunas, consegue integração profissional, após estágio, e por influência indirecta da
formação na escola, inerente ao desenrolar do próprio processo de formação e experiência
em extágio.
•Uma das empresas que se mostrou incrédula com o processo e até alguma resistência na
assinatura do protocolo de estágio, no final reconhece que se sente confiante por atribuir
novas tarefas à sua funcionária nossa aluna.
•Quanto aos alunos com maiores dificuldades, estes momentos vieram seguramente
complementar a formação em sala de aula.
•Todos os alunos, apesar das dificuldades enunciadas, estiveram a desenvolver o seu estágio
em ambientes de trabalho em contabilidade.
•Veja-se o caso das alunas de Sesimbra, realizaram o estágio em Setúbal, e uma delas
conjugado com uma gravidez a terminar – espera o nascimento do Gonçalo para o princípio
de Junho.
Todo este processo exige um dispêndio grande de tempo, quer em telefonemas, quer em
reuniões nas empresas. Destaco aqui uma reunião, a distância, utilizando o telefone em
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sistema de alta voz, em que estiveram presentes a responsável de recursos humanos e dois
responsáveis de duas das secções onde dois dos alunos acabaram por ficar a estagiar. O
assunto em discussão foi, por um lado a disputa interna para ficarem com os alunos nas
respectivas secções, por outro, a articulação necessária para que os alunos pudessem continuar
a trabalhar nas suas actividades e pudessem em simultâneo frequentar o estágio. É de referir
que os dois alunos acabaram por ficar na empresa com contrato de trabalho após o estágio.
4.8 – Preparação da Prova de Aptidão Final
Em articulação com a equipa técnica, preparou-se a Prova de Aptidão Final, o que implicou a
preparação prévia do regulamento e da matriz. A prova, certifica profissionalmente os alunos
e conta com a presença de Júri Externo.
(Ver anexo 4.5 – Prova de Avaliação Final – PAF - Regulamento Específico)
(Ver anexo 4.6 – Matriz da Prova de Aptidão Final)
(Ver anexo 4.7 – Prova de Aptidão Final)
(Ver anexo 4.8 – Grelhas de Avaliação da Prova de Aptidão Final)
Da apresentação final registo o grande contentamento, da generalidade dos alunos, em
chegarem ao fim e o seu reconhecimento pelo apoio que lhes foi prestado ao longo do curso.
(Ver anexo 4.9 – Extracto das apresentações para ilustrar a perspectiva dos alunos)
4.9 – Projecto de novo modelo contabilístico
Na sequência do “Projecto de Linhas de Orientação Para Um Novo Modelo de
Normalização Contabilística”,
documento oportunamente divulgado neste site, a CNC
tem vindo a preparar os projectos dos instrumentos contabilísticos que corporizarão o
novo modelo.
Esse novo modelo,
que a CNC apelidou
de
“Sistema
de
Normalização
Contabilística” (SNC), visa substituir o POC e legislação complementar. É, assim, de
toda a conveniência que se proceda à divulgação do trabalho já realizado e sancionado
em reunião do Conselho Geral da CNC ocorrida no dia 3 de Julho de 2007. Os
documentos em causa deverão, porém, ser tidos como um primeiro projecto, ainda
sujeito às alterações que decorram da sua futura apreciação pelo Governo. O objectivo
essencial é o de fornecer, desde já, informação preliminar útil aos utilizadores do
modelo.
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Sobre esta questão importa referir o que consta das páginas 57 e 58 do “Relatório OE
2008” e, em particular, quando nesse documento se reconhece que “…a transição
para o SNC constituirá um processo complexo e exigente, que implicará um esforço
de adaptação das empresas e profissionais pelas alterações profundas que impõe na
organização interna e nos procedimentos, devendo por isso ser preparada com a
necessária antecedência. Deste modo, em ordem a proporcionar a oportunidade de
uma ampla divulgação e de participação de todos os interessados, o Governo vai
colocar o projecto de SNC em consulta pública, de forma e recolher sugestões e
outros contributos para o respectivo aperfeiçoamento.”
O “Sistema de Normalização Contabilística” (SNC) proposto prefigura um modelo
baseado em princípios e não em regras, aderente, portanto, ao modelo do IASB
(International Accounting Standards Board) adoptado na União Europeia, mas
garantindo a compatibilidade com as Directivas Contabilísticas Comunitárias. É um
modelo em que se atende às diferentes necessidades de relato financeiro, dado o
tecido empresarial a que irá ser aplicado, e em que se permite uma
intercomunicabilidade quer horizontal, quer vertical. Por último, pretende-se que seja
suficientemente flexível para acolher com oportunidade as alterações às normas do
IASB adoptadas na União Europeia.
Propõe-se que o SNC assente numa moldura legal formada por um Decreto-Lei,
Portaria(s) e Avisos. O Decreto-Lei deverá: promover a criação do SNC, cujas linhas
estruturantes constam do anexo; revogar o POC e legislação complementar; e
identificar quais as entidades a que se aplica. Para a(s) Portaria(s) reserva-se a
apresentação dos modelos de demonstrações financeiras e do código de contas. Como
Avisos serão publicadas a Estrutura Conceptual, as Normas Contabilísticas e de
Relato Financeiro (NCRF), a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para
Pequenas Entidades (NCRF-PE) e as Normas Interpretativas (NI).
As NCRF que nesta primeira fase foram produzidas constam do quadro seguinte, cuja
última coluna referencia a(s) norma(s) do IASB em que se basearam.
http://www.cnc.min-financas.pt/sitecnc_divulg_SNC.htm
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4.9.1 – Sensibilização da Equipe Técnica para a questão
De acordo com a proposta da Comissão de Normalização Contabilística o projecto seria para
entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2008, apesar de tal realidade não se confirmou, continuamos
confrontados com situação: as Turmas B e C poderão estar a trabalhar sobre uma base que se
alterará substancialmente a quando da sua concretização do curso.
Foi feita a sensibilização junto da equipe técnica para a questão, com a realização de reuniões
sobre a questão, das quais se concluiu que não seria prudente avançar com qualquer matéria
tendo em atenção que o SNC ainda não estava aprovado, considerou-se também prudente não
colocar/considerar qualquer questão ou trabalho de desenvolvimento sobre a matéria, dada a
sua complexidade.
Como se veio a verificar, está agora em estudo por uma comissão desde Abril deste ano e
aguarda-se a determinação do início da sua aplicação, o que poderá ocorrer para o início de
2009, não sendo porém uma certeza.
De qualquer das formas foi disponibilizado, a todos os elementos da equipa, alguns
documentos sobre a matéria em formato electrónico (via plataforma – espaço virtual)
Foi adicionada uma secção, ao espaço virtual, sobre o tema, com link para a Comissão de
Normalização Contabilística – onde está disponível todo o projecto.
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Foram adicionados documentos (apresentações sobre o tema e exercícios), utilizados em
formação da CTOC – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas.
Para além dos documentos em formato digital foi ainda adquirido um livro que está
disponível na escola: As Novas Demonstrações Financeiras de acordo com as NIC, editora Áreas Editora, Ano - 2007, edição - 2.ª, autores - António Borges; José Azevedo Rodrigues;
José Miguel Rodrigues; Rogério Rodrigues.
Estas reflexões serviram para passar a mensagem sobre a necessidade de formação nesta área,
e contribuíram para que já me tenham inscrito em acção de formação na Citeforma. Para além
desta, pondero também a inscrição em formação a distância através da CTOC.
(Ver no anexo 7.4 Acções de formação, a inscrição na Citeforma)
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5 – PARTICIPAÇÃO NO PROJECTO EDUCATIVO
DE ESCOLA
5.1 – Estrutura para plataforma de formação
Na sequência do trabalho desenvolvido com a utilização de plataforma de formação – Espaço
Virtual de apoio à Direcção de Curso e espaço para os alunos, vindo de encontro ao interesse
da Escola, foram efectuadas reuniões com colegas das várias delegações para me inteirar do
que estaria a ser feito e para trocarmos as diferentes experiências (Lisboa, Beja, Porto,
Pedôme, Seixal e Barreiro).
Do encontro com as várias delegações e norteado pelos objectivos previamente definidos:
preparar/propor uma estrutura mais abrangente, que se cruze com a utilização tradicional das
plataformas de formação que servem essencialmente para a interacção professor/alunos com a
criação de cursos, apontamos para as seguintes vertentes:
- Espaço de Direcção de Curso, Coordenação de Cursos e de Orientação Educativa de
Turmas;
- Espaço de Disciplinas, na real acepção do termo, onde se apresentará uma estrutura padrão
de apoio ao ensino presencial;
- Estrutura Global a criar onde se colocarão os pontos anteriores.
A estrutura a criar tem por base duas realidades espaço para professores (Processo
Pedagógico) e espaço para alunos (Recursos didácticos), serão estes dois grupos de
disciplinas, de acordo com a filosofia da plataforma. As disciplinas serão aqui identificadas
com os nomes dos respectivos cursos e ciclos de formação, tanto numa área como noutra.
Dentro das disciplinas adoptam-se os tópicos (secções) para a separação das disciplinas e/ou
módulos, esta situação, obrigará à utilização dos blocos de secções, os quais permitem aceder
a um número específico directamente, para uma mais rápida navegação, no espaço do
curso/ciclo de formação.
(Ver anexo 5.1- Proposta de Estrutura para Plataforma de Formação)
Vantagens
Esta estrutura tendo por base a utilização de um espaço comum para todas as delegações,
apresenta como aspectos positivos a partilha de espaços por turmas/ciclos de formação
favorecendo a aprendizagem dos colegas que não estão familiarizados com a plataforma e
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permitindo aos alunos o acesso a um único espaço virtual com todos os materiais do
curso/ciclo de formação, tendo em conta que não são alunos a distância, mas sim em regime
presencial, a plataforma é/será essencialmente um repositório de guias de aprendizagem,
embora permita criar testes interactivos, colocar trabalhos, bem como as demais
funcionalidades da plataforma, como sejam por exemplo registo de faltas ou registo das
avaliações.
Desvantagens
Tendo consciência da cultura de escola e da autonomia que prevalece em cada uma das
delegações, reconheço que apresenta alguns aspectos negativos que se colocarão,
especialmente, quando a utilização da plataforma for permanente e/ou sistemática por parte de
algum professor. Analisando o aspecto que se prende com a administração da plataforma,
levanta-se a questão de quem é que o vai fazer em cada delegação?
Antevisão
Tendo em conta que durante o ano lectivo 2007/8, Seixal, Barreiro e Pedôme também
acabaram por instalar e utilizar a plataforma, a proposta apresentada poderá provocar algumas
limitações, apresenta-se assim uma solução alternativa:
Cada uma das delegações poderá manter a sua plataforma, adoptando em parte a estrutura que
se apresenta e adoptando o tema (imagem) da respectiva delegação, ou tema (imagem)
institucional, a qual está actualmente em preparação, de acordo com o site www.epbjc.pt.
Bastará desta forma, que haja um link do site para a respectiva plataforma de formação.
Situações que existem no Barreiro, Seixal e Porto e até Lisboa.
Quanto a Beja poderá ter um espaço próprio ou utilizar o mesmo espaço de Lisboa.
Por outro lado, em relação à comunicação entre delegações, o espaço privilegiado será o
espaço da delegação de Lisboa.
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5.2 – Acção de Formação sobre a Plataforma Moodle
Tendo como base, o trabalho realizado e a dinamização da utilização da plataforma apresentase a planificação de acção da formação sobre a plataforma, para envolver os professores dos
restantes cursos no processo, acção essa muito direccionada para a prática e utilização
funcional de aspectos muito específicos, como sejam: a inscrição na plataforma, a
manutenção do perfil, a utilização e funcionamento dos fóruns de discussão, a criação de
pastas, a colocação de ficheiros. Prevê-se, por um lado, a execução desta acção de formação
durante o dia e durante a noite no mês de Junho, dependendo das inscrições e por outro lado
durante o mês de Junho para os colegas internos da EPBJC.
(Ver o anexo 1. 2 – Acção de Formação Plataforma Moodle)
5.3 – Linhas orientadoras para um anteprojecto de modelo
pedagógico virtual da EPBJC
Como reflexão sobre as potencialidades da utilização do Ensino a Distância (EaD), e sobre a
pertinência da sua implementação. Apesar dos cursos CEF – Cursos de Educação e Formação,
já não terem continuidade, por falta de financiamento, apontam-se algumas linhas
orientadoras para o desenvolvimento de um modelo pedagógico, desta feita quem sabe para os
cursos EFA – Educação e Formação de Adultos. Linhas orientadoras sobre a sua
implementação analisando pontos como funcionalidades, oportunidades, dificuldades,
avaliação.
Funcionalidades
Como já foi demonstrado neste trabalho, e utilizado durante o ano lectivo, as plataformas de
formação, apresentam-nos uma série de funcionalidades que podem facilitar todo o processo
de formação. A começar pela disponibilização de materiais, que por si só não é suficiente, no
entanto conjugado com outros factores, como:
- A possibilidade de disponibilizar actividades por períodos específicos, com data de início e
data de fim para conclusão das mesmas;
- A possibilidade de colocar testes interactivos, de escolha múltipla, de verdadeiro e falso e
outros, com possibilidade de indicar data e hora de início e fim;
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- A dinamização de fóruns de discussão sobre temas propostos, e a obrigatoriedade de
resumos dos mesmos, por parte dos formandos, permitiriam uma maior assimilação das
matérias em estudo;
- Controlo de acessos e consultas obrigatórias de documentos;
- Calendarização de actividades e controlo das mesmas;
Com a conjugação destes factores conseguir-se-iam definir cargas horárias para realização das
aprendizagens, dos módulos ou de parte dos módulos, e poder-se-ia assim complementar a
formação presencial.
Oportunidades
Como sabemos, o perfil dos alunos dos cursos em referência, é na sua maior parte de
trabalhadores estudantes, teríamos aqui a oportunidade de dinamizar módulos de formação em
regime a distância – e-learning, ou, em regime presencial e a distância – b-learning. Pensando
também nos cursos EFA, dado os mesmos estarem perfeitamente delineados nos referenciais,
poder-se-ia preparar algum módulo piloto com esta metodologia – Conteúdos on-line,
actividades, fóruns e testes com calendarização definida à partida.
Dificuldades
Ultrapassando a questão legislativa do regime de assiduidade dos 90%, que aqui seria pelo
cumprimento das actividades a 90% visto cada uma delas representar um determinado n.º de
horas. Vejamos algumas das dificuldades:
- Ter Internet é obrigatório;
- Os requisitos obrigatórios por parte dos formandos: conhecimentos de informática, domínio
de algumas tecnologias de base, conhecimento mínimo da plataforma, necessidade de
formação nestas áreas;
- Criação de materiais electrónicos atractivos;
- O tempo necessário para a tutoria/acompanhamento dos trabalhos via plataforma;
- A manutenção de dois regimes em simultâneo a distância e presencial – obrigariam a
clarificações muito claras sobre regimes de funcionamento, regimes de avaliação, regimes de
custos de formação;
- Conseguir que os alunos tenham uma disciplina e uma autonomia que lhes permita concluir
uma formação a distância nos tempos e horas determinados.
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Avaliação
Creio que seria possível para os alunos com maiores dificuldades em assistir às aulas, permitir
uma aprendizagem utilizando recursos on-line e algumas das funcionalidades referidas em
cima.
Complementando com a avaliação em sala, feita em momentos previamente definidos,
validar-se-ia, todo o processo a distância, e dava-se a oportunidade a alguns alunos que de
outra forma (presencial) não conseguiriam.
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6 – ACTIVIDADES COMPLEMENTARES
Na sequência das actividades enunciadas atrás, inerentes às funções, salientam-se as
seguintes:
- Actualização e verificação constante do processo pedagógico;
- Acompanhamento regular da assiduidade dos alunos;
- Processo de substituição de professores por impossibilidades pontuais de leccionarem as
suas aulas, para uma optimização da distribuição de horas pelos professores e para uma
harmonização das matérias a leccionar nas três turmas de contabilidade dos CEF
(Ver anexo 6.1 sistema criado para gerir os horários)
- Actualização constante do horário e respectivos ajustamentos – Processo mais complexo no
início do ano até ao momento que se mantiveram as 7 turmas dos CEF à Noite
(Ver anexo 6.1 sistema criado para gerir os horários)
- Convocatórias, condução e preparação de reuniões;
- Redacção de Actas;
- Leccionar aulas à turma de Técnicos de Informática de Gestão, na disciplina de OEAG –
Organização de Empresas e Aplicações de Gestão;
- Angariação de empresas e acompanhamento de estágios nas turmas de GPSI – Gestão e
Programação de Sistemas Informáticos;
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7 – ACÇÕES DE FORMAÇÃO FREQUENTADAS
Houve a preocupação de actualização de conhecimentos, para isso frequentaram-se
Seminários, Colóquios, Conferências, Acções de Formação, Jornadas Pedagógicas, tanto em
áreas tecnológicas de informática como em áreas de contabilidade como em áreas inerente à
melhoria formação ministrada:
26/Out/2007 – Jornadas Pedagógicas da ANESPO (Associação Nacional do Ensino
Profissional) – Fundão
(Ver anexo 7.2 Conclusões das jornadas publicadas no site
da FNE - Federação Nacional dos Sindicatos da Educação)
5/Nov/2007 e 6/Nov/2007 – II Colóquio Luso Brasileiro de Educação a Distância e Online,
Universidade Aberta - Lisboa;
30/Nov/2007 – Microsoft IT Academy, Microsoft, Lapa Palace - Lisboa
11/Dez/2007 – Conferência Anual EFAA – Federation European of Acoutants and Auditors
(Organização CTOC - – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas), Reitoria da
Universidade de Lisboa.
20/Fev/2008 – Formação “CD SITOC; ATD Analisador – SAFT; Formação a Distância” (Organização CTOC - – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas),, Auditório
da Escola Superior de Ciências Empresariais - Setúbal
26/Mar/2008 – 4.ª Conferência Professores Inovadores – Microsoft, Faculdade de Psicologia
e Ciências da Educação – Lisboa
9/Mai/2008 e 10/Mai/2008 – IX Prolatino – Congresso Internacional de Contabilidade do
Mundo Latino (Organização CTOC - – Câmara dos Técnicos Oficiais de
Contas), Pavilhão de Congressos de Lisboa, antiga FIL, Lisboa
21/Abr/2008 a 24/Mai/2008 – Formação “Análise de Balanços e Estudo de Indicadores
Económico-Financeiros”, Educação a Distância equivalente a 24 horas, CTOC
– Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas.
(Ver anexo 7.3 – Certificados de Participação);
Formação Agendada:
28-06-2008 a 26-07-2008 (37,5H) Sistema de Normalização Contabilística para as Pequenas
Entidades, Citeforma - Lisboa
(Ver anexo 7.4 – Inscrição em Acção de Formação);
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8 – CONCLUSÃO
Com a consciência de que, se por um lado me empenhei e desenvolvi todos os pontos
apresentados e propostos no projecto inicial, por outro lado, esses mesmos pontos constituem
em si um trabalho sempre em aberto e apresentam pistas para uma continuidade de trabalho
no próximo ano lectivo e/ou ainda no decorrer do corrente ano.
Faço aqui uma referência ao momento mais significativo, que foi, sem dúvida a concretização
e aplicação da PAF – Prova de Aptidão Profissional, onde experimentei o risco de uma prova
(exame) tradicional – confesso que o nervosismo do professor e Director de Curso superou
por momentos o dos alunos – conjugado com um momento de apresentação e discussão, onde
os alunos tiveram a oportunidade de apresentar a sua perspectiva sobre todo o processo de
formação vivido na nossa escola e durante a FCT.
Antes da Apresentação da PAF
Embora muito elogiado pelos alunos – o processo de ensino/aprendizagem que agora termina
–, este momento serviu para retirar algumas ilações que, suportarão e influenciarão melhorias
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a adoptar na formação praticada. Foi, também durante este último processo, com agrado, que
senti uma reaproximação global da turma A de Contabilidade, depois de terem passado por
momentos de maior tensão, no último trimestre de formação, no qual tiveram que conjugar
aulas, estágio e trabalho.
Dado a sua importância e significado pessoal, como primeira turma Tipo VI Nível III a
terminar o curso CEF na Escola, reproduzo algumas fotos do momento em que termino, com
os alunos, este ciclo de formação.
Durante a Apresentação, com os elementos do Júri (em cima)
É pois com o espírito em que iniciei o projecto da profissionalização, compreender ao fazer /
não recear o erro por estar sempre pronto a corrigi-lo, que sinto que passei um ano muito
positivo, de um enorme enriquecimento pessoal, pese embora o tempo que tive que dedicar a
desenvolver o trabalho que se apresenta. Foi com agrado que tive as aulas assistidas, e estas
contribuíram para uma maior interiorização da necessidade de se desenvolverem as
planificações, quer de longo, quer de médio prazo, quer de aula, com um espírito muito para
além da reprodução dos referenciais de aprendizagem, adequando-os sistematicamente à
realidade e às turmas com que se trabalha. Foi enriquecedor, também, o facto de haver uma
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preocupação permanente por parte dos órgãos da Escola com a “perfeição”, chamaram a
atenção, a toda a equipa de professores, para a importância dos cruzamentos de informação,
Planos Curriculares, Planificações dos professores, Sumários nos livros de ponto, realidade
esta que deve de se reflectir nas Confirmações Curriculares e que por sua vez se reflecte no
relacionamento com toda a equipa docente, especialmente quando somos responsáveis pela
Direcção de um Curso, como foi e é, no meu caso, do Curso de Contabilidade e Gestão.
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9 – BIBLIOGRAFIA/WEBOGRAFIA
Correia, Carlos e Tomé, Irene, O que é o e-Learning – Modalidades de ensino electrónico na
Internet e em disco, Plátano Editora - 2007
Pereira, Alda e Outros, Modelo pedagógico Virtual da Universidade Aberta – Para uma
Universidade com Futuro, Edição da Universidade Aberta, 2008
Sistema de Acreditação ao IPQ da EPBJC
http://www.cnc.min-financas.pt/sitecnc_divulg_SNC.htm
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10 – ANEXOS
1.1 – Apresentação sobre plataforma
1.2 – Planificação de acção de formação
3.1 – Plano Curricular de Curso – Turma A (2006/2008)
3.2 – Plano Curricular de Turma – Turma A (2006/2008)
3.3 – Plano Curricular de Curso (2007/2009)
3.4 – Projecto Curricular Disciplinar e grelhas
3.5 – 1.ª aula assistida – Aula: Correcção de Teste / Actividade de enriquecimento
3.6 – 2.ª aula assistida– Aula: Imobilizado 01 – Método de Amortização Quotas Constantes
3.7 – Aula: Imobilizado 02 – Contabilização Método Directo e Indirecto
3.8 – 3.ª aula assistida – Aula: Imobilizado 03 – Método de Amortização Quotas Degressivas
3.9 – 4.ª aula assistida – Aula: Imobilizado 04 – Imobilizado e Amortizações – Teste
Interactivo
3.10 – Aula: Imobilizado 04 (b) – Mapas de Reintegrações e Amortizações
3.11 – 5.ª aula assistida - Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais – Actividade
de Análise e Reflexão
3.12 – 6.ª aula assistida - Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais – Actividade
de Análise e Reflexão
3.13 – Teste e Critérios de Correcção
4.1 – Caracterização da turma B
4.2 – Caracterização da turma C
4.3 – Guia de utilização Plataforma - www.epbjc.net
4.4 – FCT – Regulamento Específico
4.5 – Prova de Avaliação Final – PAF - Regulamento Específico
4.6 – Matriz da Prova de Aptidão Final
4.7 – Prova de Aptidão Final
4.8 – Grelhas de Avaliação da Prova de Aptidão Final
4.9 – Extracto das apresentações para ilustrar a perspectiva dos alunos
5.1 – Proposta de Estrutura para Plataforma de Formação
6.1 – Sistema criado para gerir os horários
7.2 – Conclusões das jornadas publicadas no site da FNE - Federação Nacional dos Sindicatos
da Educação
7.3 – Certificados de Participação
7.4 – Inscrição em Acção de Formação
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