Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/2008 PROFISSIONALIZAÇÃO EM SERVIÇO Supervisora Maria Isabel Pessoa Delegado Francisco Maia Nobre Relatório de Formação e Acção Pedagógica Formando António Ginja Carmo Lisboa, 27 de Maio de 2008 Profissionalização em Serviço 2007/8 1 Relatório de Formação e Acção Pedagógica A melhor maneira de compreender é fazer Kant A esperança leva mais longe que o medo Ernest Jünger Se houvesse apenas uma verdade, não se faziam 100 pinturas sobre o mesmo tema Pablo Picasso Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 2 Relatório de Formação e Acção Pedagógica AGRADECIMENTOS Este trabalho não seria possível se não se conjugassem uma série de factores: - Se não me tivesse sido dada a oportunidade de assegurar as Turmas de Contabilidade como Director de Curso, por essa razão e por todo o apoio e confiança, o meu agradecimento à Directora da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça – Maria Emília Leite e ao Coordenador Pedagógico Nacional – João Carvalho; - Pela confiança que me têm dado, o meu agradecimento a todos os colegas, e em especial à equipa de docentes e não docentes do Curso de Contabilidade e Gestão. - À minha Supervisora Isabel Pessoa e ao Delegado Francisco Nobre pelo seu apoio, paciência e disponibilidade. - Pelo tempo dispendido e retirado à família, um beijo à Sofia e à Raquel. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 3 Relatório de Formação e Acção Pedagógica ÍNDICE 1 – INTRODUÇÃO....................................................................................................................7 1.1 – Percurso pessoal na EPBJC............................................................................................8 1.2 – 2007/2008 ....................................................................................................................10 2 – A ESCOLA PROFISSIONAL BENTO DE JESUS CARAÇA.........................................11 2.1 – Estrutura da EPBJC......................................................................................................11 2.2 – Caracterização da actividade formativa da EPBJC......................................................12 2.3 – Estrutura da Organização e Actividade de Educação Formação.................................13 2.4 – Incremento das Competências dos Quadros da EPBJC...............................................14 3 – DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM ..................16 3.1 – Planificação anual .......................................................................................................17 3.2 – Planificação de uma unidade didáctica .......................................................................18 3.3 – Disciplina / Unidade didáctica supervisionada............................................................19 3.4 – Calendarização.............................................................................................................21 4.1 - Caracterização das turmas............................................................................................22 4.2 – Projecto Curricular de Turma/Curso ...........................................................................22 4.3 – Desenvolvimento de Espaço Virtual ...........................................................................24 4.3.1 – Processo pedagógico.............................................................................................24 4.3.2 – Conceito de “reuniões permanentes”....................................................................24 4.3.3 – Espaço para alunos................................................................................................25 4.3.4 – Guia de utilização..................................................................................................26 4.4 – Preparação/condução de Reuniões ..............................................................................26 4.5 – Semanas Colaborativas................................................................................................27 4.6 – Preparação do processo de Formação em Contexto de Trabalho...........................................................................................................................28 4.7 – Colocação dos alunos em Estágio................................................................................28 4.8 – Preparação da Prova de Aptidão Final.........................................................................30 4.9 – Projecto de novo modelo contabilístico.......................................................................30 4.9.1 – Sensibilização da Equipe Técnica para a questão.................................................32 5 – PARTICIPAÇÃO NO PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA ............................................................................................................................34 5.1 – Estrutura para plataforma de formação........................................................................34 Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 4 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 5.2 – Acção de Formação sobre a Plataforma Moodle.........................................................36 5.3 – Linhas orientadoras para um anteprojecto de modelo pedagógico virtual da EPBJC. 36 6 – ACTIVIDADES COMPLEMENTARES ..........................................................................39 7 – ACÇÕES DE FORMAÇÃO FREQUENTADAS..............................................................40 8 – CONCLUSÃO....................................................................................................................41 9 – BIBLIOGRAFIA/WEBOGRAFIA.....................................................................................44 10 – ANEXOS..........................................................................................................................45 Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 5 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 1 – INTRODUÇÃO Para um melhor enquadramento do projecto de Formação e Acção Pedagógica, apresentou-se e mantém-se agora no relatório final, no ponto 1.2 uma síntese do percurso na Escola Profissional Bento de Jesus Caraça (EPBJC), no ponto 2 refere-se: estrutura; caracterização da actividade formativa da EPBJC; estrutura da organização e actividade de educação/formação; incremento das competências dos quadros. Seguem-se os pontos que decorreram do projecto e são inerentes à actividade profissional neste segundo ano de profissionalização: 3 – Desenvolvimento do Processo de Ensino/Aprendizagem, onde se faz um enquadramento do trabalho desenvolvido e se apresenta o mesmo; identifica-se a unidade didáctica supervisionada, a sua planificação e juntam-se os materiais utilizados; 4 – Apresentam-se as actividades inerentes à Direcção de Curso; 5 – Apresenta-se o envolvimento no Projecto Educativo de Escola. 6 – Capítulo complementar onde se elencam várias actividades desenvolvidas. 7 – Apresentam-se as acções de formação frequentadas e a frequentar. Finalmente faz-se uma pequena conclusão, apresenta-se a bibliografia e listam-se os anexos. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 6 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 1.1 – Percurso pessoal na EPBJC A experiência profissional como docente na EPBJC iniciou-se em 2000, sendo de salientar que, nos primeiros quatro anos, a experiência de formação foi a tempo parcial (entre 10 a 15 horas semanais). 2000/2001 - O impacto do primeiro ano – confronto entre a preparação de materiais/aulas e a sua receptividade pelos alunos. Participação na Formação em Contexto de Trabalho (FCT) – acompanhamento de todo o processo de estágio e dos próprios alunos nas empresas. 2001/2002 – Aprender pela experimentação – enriquecimento pela experiência e inclinação para as tecnologias – utilização de ferramentas informáticas, sempre que possível, em articulação com os conteúdos de formação –, participação na FCT; 2002/2003 – Continuação da experimentação – consolidação de recursos e maior preocupação com as expectativas dos alunos – maior aproximação entre alunos e professor no desenvolvimento das relações humanas –, participação na FCT; 2003/2004 – Dimensão da coordenação – Conclusão de processo de Prova de Aptidão Profissional (PAP) e consequente finalização do ciclo de formação. 2004/2005 – Cultura Organizacional – Confronto cultural entre duas delegações da mesma escola, com a continuação na delegação do Seixal e acumulação na delegação de Lisboa. 2005/2006 – Impacto Público / Privado – muito importante no percurso profissional a experiência da colocação no ensino público continuando a acumular com a delegação de Lisboa da EPBJC. Ano de formação – Pós-graduação em Tecnologias da Informação e Comunicação e de aplicação de experiências em ambos os contextos – utilização de plataforma de formação “moodle” – complemento de formação ao ensino presencial. 2006/2007 – Alunos diferenciados – inicio da Direcção de Curso dos Cursos CEF – de Contabilidade e Gestão (reproduzem-se dois diapositivos de apresentação criada sobre o funcionamento dos Cursos CEF): Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 7 Relatório de Formação e Acção Pedagógica Em função dos alunos Não esquecendo as pessoas, a equipa, com o auxílio das tecnologias (plataforma Dokeos em espaço de utilização livre mas limitado) Concretizou-se, também, o primeiro ano de profissionalização em serviço; Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 8 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 1.2 – 2007/2008 Aumento do n.º de Professores e necessidades de formação – com o aumento do número de turmas de contabilidade de uma para três, em função dos alunos o foco principal de atenção recai na necessidade de formação, nomeadamente, dos colegas que iniciaram a leccionar na Escola. Profissionalização em Serviço: Ano de consolidação da Direcção de Curso – conclusão do primeiro ciclo de formação do Curso de Contabilidade e Gestão e consequente preparação da FCT e PAF. Para um melhor apoio à coordenação de curso e a toda a equipa, preparação, instalação e configuração de plataforma Moodle – criaram-se as bases para a evolução para um espaço próprio – associado ao domínio da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça www.epbjc.pt, o que acontece em simultâneo com a alteração da imagem gráfica e conteúdos do próprio site da escola. O espaço é dotado de uma maior capacidade, com fóruns de discussão; materiais de apoio pedagógico e repositório de todo o processo pedagógico (tanto na componente dos professores como no apoio aos alunos). (Ver anexo 1.1 apresentação sobre plataforma) Com o desenvolvimento deste trabalho, apresenta-se também uma proposta de estrutura para que seja utilizada em todos os cursos ministrados na escola, e sirva tanto de apoio aos professores como aos alunos. Juntamente, e para uma maior facilitação do processo, preparou-se uma acção de formação sobre a utilização da plataforma – como professor editor –, sobre a qual apresenta-se a planificação, a mesma irá decorrer durante o mês de Junho e estará aberta a qualquer professor. Será também agendada uma data em Julho para formação dos professores internos. (Ver anexo 1.2 planificação de acção de formação) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 9 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 2 – A ESCOLA PROFISSIONAL BENTO DE JESUS CARAÇA 2.1 – Estrutura da EPBJC A Associação para o Ensino Bento de Jesus Caraça é a entidade proprietária da EPBJC. Tem como órgãos sociais: a Direcção, a Assembleia-Geral e o Conselho Fiscal. A Direcção da Associação é, simultaneamente, a Direcção da EPBJC. A Associação define a estrutura da Escola, a afectação de recursos, o plano de investimentos e aprova o Plano Anual de Actividades bem como o Relatório e Contas. A Direcção aprova a dotação de recursos humanos e físicos, os manuais de procedimentos pedagógicos, administrativos e financeiros, regulamentos de funcionários, professores e alunos. A Direcção delega na Directora Geral a gestão corrente da Escola, a qual, em conjunto com o Coordenador Pedagógico Nacional e os responsáveis dos Departamentos elabora as propostas de alteração ao Projecto Educativo de Escola (PEE), normas e procedimentos pedagógicos, administrativos e financeiros, os regulamentos respeitantes à gestão curricular e demais instrumentos reguladores da actividade educativa – formativa e financeira. O Coordenador Pedagógico Nacional zela pelo cumprimento dos procedimentos pedagógicos aprovados, preparando a organização e metodologia de concepção, acompanhamento e avaliação das actividades de Educação/Formação. A Direcção Técnico-Pedagógica, constituída pela presidente da Direcção, a Directora Geral e o Coordenador Pedagógico Nacional reúne sempre que necessário, para facilitar a integração das directivas em vigor, a coerência das intervenções dos diversos órgãos e o seu ajustamento às políticas definidas, apreciando ainda o impacto das alterações legislativas e outros factores exógenos sobre a actividade pedagógica. Os Serviços Centrais (Departamento Pedagógico, Departamento Administrativo e Financeiro e Departamento de Informática) operacionalizam as decisões dos órgãos de Direcção sob orientação da Directora Geral e do Coordenador Pedagógico Nacional. O Conselho Directivo e Conselho Pedagógico são órgãos de consulta da Direcção, presididos pela respectiva Presidente e constituídos pela Directora Geral, pelo Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 10 Relatório de Formação e Acção Pedagógica Coordenador Pedagógico Nacional e pelos Directores/Coordenadores Pedagógicos de cada delegação. As delegações têm um(a) Director(a)/Coordenador(a) Pedagógico(a) e possuem a autonomia definida nos estatutos. O/A Director(a) é responsável por todas as actividades de educação-formação realizadas na respectiva delegação, de acordo com os normativos em vigor. 2.2 – Caracterização da actividade formativa da EPBJC A Escola Profissional Bento de Jesus Caraça tem como actividade principal a formação inicial de nível III, Cursos Profissionais, leccionados em diversos pólos, em áreas profissionais muito diversificadas. Está a dinamizar os curso CEF – Cursos de Educação e Formação níveis II e III, também em áreas profissionais diversificadas. A opção estratégica que presidiu a esta estrutura, foi levar a educação profissional a locais e a públicos jovens com dificuldades de acesso aos benefícios sociais de educação, ao desenvolvimento local ou regional com a qualificação de quadros intermédios, em sectores identificados pelos parceiros locais, autarquias, empresas, associações sindicais, organismos de administração pública, como deficitários em competências. O desenvolvimento do conhecimento das realidades locais, fruto do aprofundamento da rede de parcerias, levou a EPBJC a diversificar a sua oferta formativa e públicoalvo, quer na formação inicial, quer na qualificação de activos ou na sua reconversão, correspondendo ao imperativo nacional do incremento das qualificações dos trabalhadores. Paralelamente foram desenvolvidos Projectos que consideramos de relevante qualidade com impacto no trabalho pedagógico global e no conhecimento de realidades de outros Países e culturas. O desenvolvimento e as alterações no edifício jurídico que rege as Escolas Profissionais, obrigou a uma profunda reestruturação da EPBJC, quer na sua estrutura organizativa e redimensionamento das suas delegações, quer na gestão dos recursos humanos. Foi neste contexto que a Direcção decidiu encerrar o seu Departamento de Formação e Projectos, optando por uma estrutura mais leve e descentralizada. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 11 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 2.3 – Estrutura da Organização e Actividade de Educação Formação A EPBJC assenta numa estrutura descentralizada, com sede em Lisboa, onde funciona um pólo e está instalada a Direcção e os Serviços Centrais (Departamento Pedagógico, Departamento Administrativo-Financeiro e Departamento de Informática). A reestruturação (ainda em curso), que se tornou imperiosa face às alterações do sistema de financiamento na RLVT e do enquadramento jurídico do ensino profissional, levou ao encerramento de algumas delegações, com o reforço de outras, com vista à manutenção da qualidade da educação/formação ministrada com a redução de custos. Hoje a EPBJC conta com sete delegações: Pedome e Porto (Norte), Barreiro, Lisboa e Seixal (Região Lisboa e Vale do Tejo), Beja e Mértola (Alentejo). Em Pedome, pretende alargar a sua intervenção quer na formação inicial – Cursos Profissionais, Sistema de Aprendizagem e Cursos de Educação e Formação de Jovens - quer nos cursos de Educação Formação para activos - Cursos EFA - sendo que a necessidade destes últimos tem sido colocada com veemência pela Câmara Municipal de V. Nova de Famalicão com quem firmou um protocolo. Em Lisboa e Porto, face às necessidades de qualificação escolar/profissional identificadas a nível nacional, está a implementar cursos Educação e Formação de Jovens. No Seixal registou-se uma expansão da delegação, com uma aposta na área da Higiene e Segurança no Trabalho, cujas necessidades em quadros intermédios nos têm sido referidas pelas empresas com quem mantemos parcerias. Aqui, pretende-se manter a oferta de cursos do Sistema de Aprendizagem e abrir cursos EFA. Em Beja estão a decorrer negociações com a respectiva Câmara Municipal e o Instituto Politécnico com vista à expansão das instalações e utilização de equipamentos e recursos humanos, respectivamente. No Barreiro a escola, representa a área de Educação no Núcleo Executivo da Rede Social do Barreiro (CLASB). Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 12 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 2.4 – Incremento das Competências dos Quadros da EPBJC Existe um Plano Global de Formação com orientações gerais para o incremento das competências dos diversos intervenientes: funcionários, professores e directores. No entanto, todos os trabalhadores da EPBJC participam, consoante as necessidades colectivas ou pessoais, em acções de formação orientadas por quadros internos ou com recurso a entidades externas. Os professores, por delegação ou agrupamento de delegações participam anualmente em acções de investigação-acção com vista a dar resposta à necessidade de melhoria da qualidade da formação ministrada e do seu desenvolvimento pessoal e profissional. A participação nestas actividades é certificada com um diploma de presença. 1 - A melhoria da qualidade da formação tem sido o objecto central do investimento nos quadros e dirigentes da EPBJC. 2 - Foram aperfeiçoados e/ou criados novos instrumentos de observação e de avaliação do processo de ensino-aprendizagem, do seu impacto no percurso profissional dos diplomados e implementação das práticas para a superação das dificuldades detectadas. O título exemplificativo, refira-se: - Modelo de Selecção de alunos - Estudo sobre desistências - Estudo sobre absentismo - A importância da FCT no sucesso profissional e reformulação dos perfis profissionais e objectivos e conteúdos curriculares - Criação de estruturas de coordenação integrada da FCT e PAP – Núcleos de Inserção Sócio-Profissional - Elaboração de Normas e Procedimentos Pedagógico-didácticos e AdministrativoPedagógicos - Desenvolvimento de estratégias para o incremento da participação das famílias - Instrumentos para avaliação de desempenho dos professores 3 – É de salientar a importância dos Estágios qualificantes (cerca de 6 meses) que é proposta aos alunos, a realizar no final do curso (extra-curricular), os quais são encarados pelos ex-alunos como constituindo um elevado potencial de empregabilidade e up-grade de competências. Não obstante esta valorização, o facto Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 13 Relatório de Formação e Acção Pedagógica de, regra geral, se tratar de estágios não remunerados tem gerado algum desinteresse junto dos diplomados. Face a esta situação estão a ser estudadas estratégias com vista à motivação dos jovens, que incluem encontros entre empresas e alunos finalistas e diplomados de modo a valorizar esta modalidade de formação. 4 - Foram concebidos mecanismos de avaliação de impacto, para as diferentes modalidades de formação 5 - Os défices na cultura científica dos alunos, foi um problema detectado, estando a ser progressivamente implementadas nos Planos de Actividade temas científicos de carácter transversal, actuais e atractivos para os alunos. 6 - Foram reforçados instrumentos de acompanhamento pós-formação para alunos diplomados dos cursos profissionais de nível III, que serão aplicados aos formandos de outras modalidades de formação. (Sistema de Acreditação ao IPQ da EPBJC adaptado) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 14 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 3 – DESENVOLVIMENTO DO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM O trabalho desenvolvido, no corrente ano lectivo, decorre do trabalho realizado no ano anterior com o início dos cursos CEF, nomeadamente com o Curso de Contabilidade e Gestão tipo VI nível III (Equivalência 12.º ano) em que desempenhei, para além das funções de professor, as funções de Direcção de Curso (as quais abrangem a coordenação e a direcção de turma). Iniciado então com uma turma (Turma A) e no presente ano lectivo incrementado para mais duas turmas (Turmas B e C). As funções inerentes à Direcção de Curso desenvolvem-se no capítulo 4. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 15 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 3.1 – Planificação anual Cronograma preparado no início do ano lectivo (para Plano Curricular de Curso) para as turmas novas (B e C). As cores representam os vários professores; está dividido por componentes de formação (nas barras de cor das Componentes Sócio-cultural e Científica estão inscritos os nomes das disciplinas a negrito), disciplinas e módulos (nas barras de cor da componente Tecnológica está sintetizado o nome dos módulos); a primeira coluna apresenta o n.º de referência dos módulos; na segunda coluna estão inscritas as horas das disciplinas (nas primeiras duas componentes de formação) e as horas dos módulos (na componente de formação tecnológica) Para fazer face a desequilíbrios de formação, desenvolveu-se no Plano Curricular de Curso o cronograma acima apresentado e faz-se um cruzamento interdisciplinar, com matérias teoricamente precedentes, com o estudo das contas do POC, análise articulada com os Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 16 Relatório de Formação e Acção Pedagógica elementos da equipa previamente ao início do curso. Referência feita aos módulos 231 – Introdução à contabilidade, 232 – Livros e mapas contabilísticos, 311/312 – Estudo das contas do POC ambos se desenvolveram ao longo do ano lectivo, favorecendo múltiplas perspectivas de formação, possibilitando aos alunos esclarecerem dúvidas com qualquer um dos professores envolvidos e proporcionando um maior desenvolvimento e aprofundamento das matérias, ainda que inseridos em disciplinas diferentes do Plano Curricular do Curso. É de salientar que as matérias que tenho à minha responsabilidade estão assinaladas a laranja, módulos 311, 312 e 314, todos da disciplina de Técnicas de Execução Contabilística. É, também, de notar que o módulo 232 - Livros e Mapas Contabilísticos, tem servido para complementar o estudo das contas do POC, com exercícios, que em simultâneo estudam Balanços, Balancetes ou Demonstrações de Resultados. Desta forma estabeleceu-se a interacção desejada e planeada de início, proporcionando aos alunos um estudo mais integrado, para além dos mapas com que trabalham. Ver anexo 3.1 Plano Curricular de Curso – Turma A (2006/2008) Ver anexo 3.2 Plano Curricular de Turma – Turma A (2006/2008) Ver anexo 3.3 Plano Curricular de Curso (2007/2009) 3.2 – Planificação de uma unidade didáctica A unidade didáctica supervisionada foi a 312 – Estudo das contas do POC – Classes 6 a 8 (Ver em anexo 3.4 Projecto Curricular Disciplinar e grelhas) Em anexo encontra-se também todo o processo das aulas assistidas e respectivos recursos – planificações, guias de aprendizagem, recursos didácticos, fichas de actividades e teste. 1.ª aula assistida - Ver em anexo 3.5 – Aula: Correcção de Teste / Actividade de enriquecimento 2.ª aula assistida - Ver em anexo 3.6 – Aula: Imobilizado 01 – Método de Amortização Quotas Constantes Ver em anexo 3.7 – Aula: Imobilizado 02 – Contabilização Método Directo e Indirecto 3.ª aula assistida - Ver em anexo 3.8 – Aula: Imobilizado 03 – Método de Amortização Quotas Degressivas 4.ª aula assistida - Ver em anexo 3.9 – Aula: Imobilizado 04 – Imobilizado e Amortizações – Teste Interactivo Ver em anexo 3.10 – Aula: Imobilizado 04 (b) – Mapas de Reintegrações e Amortizações Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 17 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 5.ª aula assistida - Ver em anexo 3.11 – Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais – Actividade de Análise e Reflexão 6.ª aula assistida - Ver em anexo 3.12 – Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais – Actividade de Análise e Reflexão Ver em anexo 3.1.3 – Teste e Critérios de Correcção Nota: todos os materiais das aulas encontram-se junto de cada planificação de aula. 3.3 – Disciplina / Unidade didáctica supervisionada A unidade didáctica supervisionada foi a 312 – Estudo das contas do POC – Classes 6 a 8, o primeiro motivo da sua escolha prendeu-se com a calendarização, veja-se cronograma. Com a programação de 48 horas para a sua execução, a qual ocorreu desde Fevereiro. A segunda razão para a sua escolha prendeu-se com a importância da mesma no âmbito do próprio curso e perfil de saída – Técnico de Contabilidade, logo será, provavelmente, das matérias mais importantes do curso. A sua preparação implicou a criação de uma série de materiais que se reproduzem com os planos de aula, e que tiveram como objectivo proporcionar aos alunos vários elementos de aprendizagem, como sejam: apresentações em powerpoint; exercícios formativos em formato tradicional; ficheiros de Excel; exercícios formativos interactivos - colocados on-line. Para além dos objectivos materiais de conteúdos, pretendeu-se que os alunos desenvolvessem o seu raciocínio – pensassem – desta forma foi também proposto que analisassem as respostas de um conjunto de questões dos testes interactivos e cruzassem informação, por forma a aprenderem com os mesmos. A terceira tem a ver com a interdisciplinaridade programada, entre, Organização contabilística (módulos de Introdução à contabilidade e Livros e mapas contabilísticos) e Técnicas de Execução Contabilística (módulos de estudo das classes de contas), a qual proporcionou um maior aprofundamento de algumas matérias, por exemplo: estudo de contabilização de facturação (compras e vendas); estudo da classificação de mapas de salários, etc. A planificação das matérias a trabalhar com os alunos, num tão curto espaço de tempo para estudar as contas do POC, teve sempre em conta esta interdisciplinaridade. As classes de 1 a 5 no primeiro período, não se estudaram isoladamente, porque os exemplos práticos obrigaram a classificação contabilística de contrapartida com as classes 6 e 7, tendo sempre por preocupação transmitir uma perspectiva global e integrada da contabilidade. Por isso sistematicamente foi necessário centrar a atenção nas regras básicas da contabilidade Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 18 Relatório de Formação e Acção Pedagógica (produziu-se uma apresentação interactiva para que os alunos pudessem sempre que necessário rever estas matérias). Após a supervisão da unidade didáctica, com o avançar das matérias e a aplicação de exercícios vários, avançou-se para a construção de planos de contas em aplicação informática com desdobramento de contas a partir dos mapas de remunerações, que implicam em simultâneo criar contas de terceiros (empregados) e contas da classe 6. Para a unidade didáctica supervisionada, foram criadas: - Planificações da unidade; - Planificações de aula (tanto para as aulas assistidas como para as aulas que ocorreram entre aulas assistidas); - Actividades (exercícios); - Teste e respectiva correcção; - Grelhas de observação – a partir de documento de auto-avaliação, informatizou-se, para que os alunos colocassem regularmente a sua auto-avaliação; - Avaliação da assiduidade - a partir dos registos de assiduidade de uma forma decrescente em percentagem considerou-se como base 20, descontando 1 valor por cada 1% de faltas, 10% de faltas é o limiar da positiva, tendo em conta a obrigatoriedade de frequência de 90% das aulas. - Grelhas de avaliação de teste; - Critérios de correcção do teste; - Grelha global de avaliação – nesta apenas faltam as notas do teste, ainda não aplicado à data da redacção deste relatório; Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 19 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 3.4 – Calendarização Por ajustes ao horário as horas lectivas para a turma em questão serão de quatro horas semanais e ocorrerão previsivelmente no período que vai de 28 de Janeiro a 2 de Maio de 2008. A partir da simulação das horas semanais para o módulo indica-se quais as aulas assistidas pelo Delegado à Profissionalização (a azul) e por ambos Delegado e Supervisora (a verde). 7Mar 11Abrr 11Mar 8Abr 18Abrr 22Abr É de referir, que ocorreram ajustamentos de horários motivados pelo processo de organização e gestão do curso, por imperativos de saúde (exames médicos inadiáveis), tendo a conclusão do módulo ficado adiada para o mês de Maio/Junho. Confirmou-se também a necessidade de fazer acompanhamento de estágios às turmas de GPSI – Gestão Programação e Sistemas Informáticos a decorrer nos meses de Maio a Julho. Para este trabalho, é necessário, para além de ir às empresas com uma regularidade no mínimo quinzenal, analisar o desenvolvimento de trabalhos, fazer ajustes no trabalho de projecto a desenvolver no âmbito da PAP – Prova de Aptidão Profissional, em relação ao planeado com as empresas; assistir e corrigir apresentações de ante-projecto, intermédias e final; ler, corrigir e orientar na elaboração de relatórios finais, manuais de utilizador e manuais técnicos de produtos de Software informático ou de Hardware – instalações de redes, de servidores, ou outras; verificar a concretização de todo o processo burocrático inerente – folhas de presença, relatórios semanais de actividades, fichas de avaliação, sumários de orientação, relatórios de orientação de estágio e de monitorização do trabalho desenvolvido com as empresas, no que concerne a satisfação, integração profissional, orientações para necessidades de formação e outras. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 20 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 4 – DESENVOLVIMENTO DE ACTIVIDADES INERENTES À DIRECÇÃO DE TURMA/CURSO O trabalho de Direcção de Turma é acumulado com o trabalho de Direcção de Curso tendo em consideração o facto de se desenvolver em horário pós-laboral. Os Encarregados de Educação são na sua grande maioria os próprios alunos. Exige-se uma grande sensibilidade para a identificação das necessidades de cada um dos alunos para que estes se possam manter no curso e levar os estudos até ao fim. O Trabalho no âmbito da Direcção de Curso, descreve-se então, nos pontos seguintes deste capítulo. 4.1 - Caracterização das turmas Preocupação permanente, com o conhecimento da realidade dos alunos, daí desenvolver-se constantemente no processo pedagógico e nas reuniões de avaliação. (Ver em anexo 4.1 caracterização da turma B) (Ver em anexo 4.2 caracterização da turma C) 4.2 – Projecto Curricular de Turma/Curso Tendo por base o Projecto Curricular de Curso, as alterações decorrentes do processo pedagógico reflectem-se no Projecto Curricular de Turma. Para diferenciar estes dois instrumentos, há que referir que o Projecto Curricular de Curso tem um carácter de maior durabilidade, para além de um ciclo de formação, desta forma o Projecto Curricular de Turma reflectirá as especificidades da turma ou do ciclo de formação e será nele que se registarão as alterações e eventuais ajustamentos ao Projecto Curricular de Curso, bem como quaisquer actividades ou projectos desenvolvidos durante o Ciclo de Formação. Há a salientar, que devido a alterações, motivadas pelo financiamento por parte do Ministério de Educação, o regime dos cursos CEF, não tem continuidade, significando portanto que terminará com as turmas B e C (ciclo de formação 2007/2009). Assim sendo os pequenos ajustes que ocorreram ao Projecto Curricular de Curso da Turma A reflectem-se no Projecto Curricular de Turma da mesma turma. Quanto às Turmas B e C, que tem seguido por base o projecto curricular aplicado à turma A, adopta o Projecto Curricular de Turma da turma A com as devidas adaptações como Projecto Curricular de Curso. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 21 Relatório de Formação e Acção Pedagógica (Ver os anexos 3.1 a 3.3 – Planos Curriculares) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 22 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 4.3 – Desenvolvimento de Espaço Virtual Criação e desenvolvimento de estrutura de apoio à Direcção do Curso de Contabilidade: Pretende-se com este espaço, dotar a equipa de instrumentos de apoio ao bom funcionamento da formação. A partir da ideia de reuniões virtuais, onde os professores participam nos temas em discussão no espaço e tempo próprios, ficando toda a equipa a par do que se está a tratar pela recepção dos posts colocados, vamos evoluímos para um conceito de reuniões permanentes, ver ponto 4.3.2. 4.3.1 – Processo pedagógico Implementação e organização do processo pedagógico em suporte digital, com recurso à plataforma, espaço onde todos os professores continuam a ter acesso e onde estão colocados os Planos Curriculares de Curso e de Turma, todas as planificações e todos os guias de aprendizagem. Informação essa que no final do ano lectivo será colocada em CD/DVD e se juntará ao processo de arquivo tradicional. Com o desenvolvimento deste espaço, achou-se por bem separar claramente os guias de aprendizagem do espaço dos professores (designado de Processo Pedagógico) para um espaço dos alunos (a designar de Recursos Didácticos). Este tema está desenvolvido na proposta de estrutura a adoptar na plataforma da escola – extensível aos demais cursos profissionais, e a desenvolver no próximo ano lectivo. 4.3.2 – Conceito de “reuniões permanentes” Pretende-se que toda a equipa se envolva num espírito de partilha, atendendo à particularidade dos cursos CEF, e especificamente do Curso de Contabilidade, criaram-se para o efeito espaços próprios de acordo com as necessidades e evolução do curso para situações como sejam a interacção entre professores/disciplinas/módulos, a caracterização das turmas, o Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 23 Relatório de Formação e Acção Pedagógica acompanhamento de estágios, e as reuniões permanentes como dita a legislação e a necessidade do acompanhamento dos alunos que nos obriga – implementaram-se então as reuniões de facto permanentes – fóruns de discussão – que funcionam entre reuniões presenciais. (Ver o anexo 1.1 – Apresentação sobre plataforma) Para além dos fóruns, foi criada uma apresentação com várias possibilidades de cruzamento e interdisciplinaridade a título indicativo – com referência aos professores que leccionaram cada um dos módulos/disciplinas – para a turma A. Reproduziu-se a mesma apresentação de uma forma mais genérica e acrescentou-se ao Plano Curricular de Curso das turmas B e C. [(Ver o anexo 3.3 - Plano Curricular de Curso (2007/2009)] É de salientar também, que estas abordagens, também contribuíram e estimularam uma maior troca de experiências entre colegas, proporcionando uma maior interacção entre todos. Desenvolveram-se e dinamizaram-se aulas partilhadas com as duas turmas B e C, juntando os alunos proporcionou-se um maior espírito de equipa, passando inclusivamente a designar a turma BC em vez de B e C. Desenvolveram-se aulas conjuntas com dois professores, por exemplo na apresentação de trabalhos. Dinamizaram-se e aprofundaram-se conteúdos de contabilidade em simultâneo por mais de um professor. 4.3.3 – Espaço para alunos Dando uso à plataforma, desenvolveu-se um espaço para os alunos: têm acesso aos materiais/ conteúdos de formação; têm espaço de interacção entre professores e alunos; disponibilizaram-se trabalhos desenvolvidos pelos alunos, seleccionados pelos professores; espaço de comunicação entre Director de Curso e/ou professores e todos os alunos. Criou-se uma apresentação com as várias vertentes, para uma fácil demonstração das funcionalidades implementadas. (Ver o anexo 1.1 – Apresentação sobre plataforma) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 24 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 4.3.4 – Guia de utilização Com o desenvolvimento do espaço virtual, elaborou-se um pequeno Guia de utilização. Ensina como os professores se podem inscrever, mostra a estrutura do espaço, ensina a colocar ficheiros - guias de aprendizagem. (Ver em anexo 4.3 Guia de utilização Plataforma - www.epbjc.net) 4.4 – Preparação/condução de Reuniões As turmas são leccionadas, só no primeiro ano lectivo, por um conjunto de professores distribuídos pelas disciplinas da Componente Sócio-cultural e Científica (5 professores) e pela Componente Tecnológica (7 professores). É de salientar que a Componente Tecnológica é composta por quatro disciplinas e que os professores são, na sua quase totalidade, professores contratados pelo seu perfil de formação e profissional que melhor se adeqúem aos conteúdos curriculares em causa, por esta via, a atribuição das matérias é feita de acordo com os módulos a leccionar e não tanto de acordo com as disciplinas, o que significa que, por um lado, existe um número de professores por disciplina que poderá chegar a ser de quatro, por outro lado, os professores poderão estar a leccionar X horas numa disciplina e de seguida Y horas noutra tendo em conta a organização curricular e o plano definido – ver cronograma. Posto isto, há que ter uma atenção redobrada face à execução física das matérias em cada momento, e facilitar a articulação necessária entre os professores. Para as reuniões, temos como mencionado atrás, as reuniões on-line e as reuniões presenciais. Nas reuniões on-line será colocada toda a informação necessária à equipa e nas reuniões presenciais (mensais) serão reuniões de consolidação dos assuntos em discussão, havendo a destacar as reuniões de avaliação por período. Nas reuniões de avaliação há que cuidar de todo o processo, para transmitir a toda a equipa um enquadramento global das avaliações/classificações. O enquadramento global da avaliação, tem também que ser cruzado com a caracterização dos alunos, para que se evitem incongruências entre o que é transmitido aos alunos e os seus resultados de classificação. Tem ainda que se decidir face a questões como assiduidade / comportamento e medidas necessárias tendentes a efectuar recuperações de aprendizagens, para que se consigam apoiar alunos com maiores dificuldades, e assim lhes seja possibilitado em momentos diferentes ou com formatos de avaliação diferenciados, forma de conseguirem atingir o sucesso. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 25 Relatório de Formação e Acção Pedagógica Como tal é necessário uma preparação prévia e atempada de todo o processo, pautas de todos os professores, registo de faltas, caracterização dos alunos, e outros elementos necessários à tomada de decisão. Manteve-se um registo histórico da evolução das avaliações, tendo em conta que a última nota de cada disciplina constitui a sua nota final, teve que se ter a atenção a perspectiva global das avaliações, para não corrermos o risco de avaliar uma determinada disciplina apenas pelas horas que remanesceram da sequência dos períodos (5). Assim sendo tivemos por base dois aspectos, por um lado uma avaliação ponderada no n.º de horas leccionadas por cada um dos professores, por outro lado teve-se em conta sempre se a avaliação do professor teria sido feita para o período em causa ou se tem por base o n.º total de horas leccionadas, as quais poderão ter ocorrido em dois ou mais períodos. Questões debatidas e aprovadas em conselho de turma de avaliação. 4.5 – Semanas Colaborativas As Semanas Colaborativas surgem com a necessidade de desenvolver um maior apoio aos alunos nas várias vertentes: dificuldades de aprendizagem, dificuldades particulares para o perfil de alunos em questão, revisões globais da matéria e esclarecimentos de dúvidas para a PAF. Com uma boa gestão de recursos conseguiu-se fazer face às necessidades mencionadas, juntando-se as duas turmas novas em blocos de duas horas de formação, disponibilizando-se um dos professores para apoio em duas das horas de uma forma cruzada, manteve-se assim a continuidade das aulas e incrementamos a possibilidade de suporte necessário a estes alunos: - Proporcionamos revisões aos alunos da Turma A, com a possibilidade de fazerem testes sobre as matérias do ano anterior e possíveis matérias de PAF; - Apoiamos/orientamos os alunos na execução de exercícios e esclarecimentos de dúvidas, nas matérias que os mesmos tiveram mais dificuldades, alguns dos alunos podem sempre realizar actividades suplementares a título de recuperação/enriquecimento de conhecimentos. Com recurso ao espaço virtual, sensibilizou-se para as vantagens da utilização do próprio espaço, onde os alunos, de uma forma autónoma, podem consultar materiais, colocar dúvidas ao professor presente e colocar dúvidas on-line passíveis de serem respondidas por qualquer um dos professores e/ou alunos. (Ver nos anexos 3.1 a 3.3 – Planos Curriculares) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 26 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 4.6 – Preparação do processo de Formação em Contexto de Trabalho Preparação de toda a documentação necessária à colocação dos alunos em estágio em colaboração com o Coordenador Pedagógico Nacional, a Directora e a Equipa Técnica de professores: - Regulamento de FCT; - Protocolo; - Plano de Estágio; - Ficha de presenças; - Plano Semanal de actividades; - Ficha de Avaliação; - Sumário das Visitas efectuadas pelo professor orientador; - Relatório final do Estágio (a realizar por empresa /orientador); - Relatório final de Estágio (a realizar pelo aluno); - Distribuição das horas dos professores. (Ver anexo 4.4 – FCT – Regulamento Específico) 4.7 – Colocação dos alunos em Estágio Atendendo à especificidade dos alunos da Turma A (na sua maior parte trabalhadores estudantes) e ao funcionamento do curso em regime nocturno, todo o processo de colocação de alunos teve que ser antecipado, iniciou-se logo em Setembro/Outubro de 2007. Teve que se articular entre alunos, entidades de acolhimento de estagiários e entidades empregadoras dos alunos a forma a poder colocar a estagiar cada um dos alunos, havendo a referir uma série de situações que contribuíram para que se ultrapassasse este difícil obstáculo: - Colocação na entidade empregadora no mesmo posto de trabalho, definindo plano de estágio, para que os alunos pudessem de facto cumprir os objectivos da FCT; - Colocação na própria entidade empregadora, em sector diferente do posto de trabalho, articulando com Férias e Part-time – partilha de horas (a empresa cede uma hora do posto de trabalho e o aluno fica mais uma hora por dia, conseguindo assim duas horas por dia para concluir o plano de estágio) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 27 Relatório de Formação e Acção Pedagógica - Colocação em entidade de acolhimento diferente da entidade empregadora: no dia de folga; no período de férias; numa parte do dia/part-time na entidade empregadora e na entidade de acolhimento do estagiário; exploração de possibilidade de mudança de emprego; - Colocação em entidade de acolhimento e na entidade empregadora: conhecendo realidades diferentes da contabilidade, público e privado. - Colocação a estagiar em entidade de acolhimento à experiência – perspectivando a continuidade do posto de trabalho; - Inserção Profissional – foi ainda possível colocar a estagiar uma aluna no seu posto de trabalho, conseguido na sequência de contacto feito com a EPBJC, para um processo de selecção para emprego dentro do Perfil Profissional do Curso, processo esse concluído no final do ano lectivo anterior; Todo este processo teve que ser concluído antes da realização da PAF – Prova de Aptidão Final, e é com satisfação que destaco os seguintes pontos: •Dos 12 alunos, 4 conseguem integração profissional com contrato de trabalho nas próprias empresas, por influência directa da escola. •Uma das alunas, consegue integração profissional, após estágio, e por influência indirecta da formação na escola, inerente ao desenrolar do próprio processo de formação e experiência em extágio. •Uma das empresas que se mostrou incrédula com o processo e até alguma resistência na assinatura do protocolo de estágio, no final reconhece que se sente confiante por atribuir novas tarefas à sua funcionária nossa aluna. •Quanto aos alunos com maiores dificuldades, estes momentos vieram seguramente complementar a formação em sala de aula. •Todos os alunos, apesar das dificuldades enunciadas, estiveram a desenvolver o seu estágio em ambientes de trabalho em contabilidade. •Veja-se o caso das alunas de Sesimbra, realizaram o estágio em Setúbal, e uma delas conjugado com uma gravidez a terminar – espera o nascimento do Gonçalo para o princípio de Junho. Todo este processo exige um dispêndio grande de tempo, quer em telefonemas, quer em reuniões nas empresas. Destaco aqui uma reunião, a distância, utilizando o telefone em Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 28 Relatório de Formação e Acção Pedagógica sistema de alta voz, em que estiveram presentes a responsável de recursos humanos e dois responsáveis de duas das secções onde dois dos alunos acabaram por ficar a estagiar. O assunto em discussão foi, por um lado a disputa interna para ficarem com os alunos nas respectivas secções, por outro, a articulação necessária para que os alunos pudessem continuar a trabalhar nas suas actividades e pudessem em simultâneo frequentar o estágio. É de referir que os dois alunos acabaram por ficar na empresa com contrato de trabalho após o estágio. 4.8 – Preparação da Prova de Aptidão Final Em articulação com a equipa técnica, preparou-se a Prova de Aptidão Final, o que implicou a preparação prévia do regulamento e da matriz. A prova, certifica profissionalmente os alunos e conta com a presença de Júri Externo. (Ver anexo 4.5 – Prova de Avaliação Final – PAF - Regulamento Específico) (Ver anexo 4.6 – Matriz da Prova de Aptidão Final) (Ver anexo 4.7 – Prova de Aptidão Final) (Ver anexo 4.8 – Grelhas de Avaliação da Prova de Aptidão Final) Da apresentação final registo o grande contentamento, da generalidade dos alunos, em chegarem ao fim e o seu reconhecimento pelo apoio que lhes foi prestado ao longo do curso. (Ver anexo 4.9 – Extracto das apresentações para ilustrar a perspectiva dos alunos) 4.9 – Projecto de novo modelo contabilístico Na sequência do “Projecto de Linhas de Orientação Para Um Novo Modelo de Normalização Contabilística”, documento oportunamente divulgado neste site, a CNC tem vindo a preparar os projectos dos instrumentos contabilísticos que corporizarão o novo modelo. Esse novo modelo, que a CNC apelidou de “Sistema de Normalização Contabilística” (SNC), visa substituir o POC e legislação complementar. É, assim, de toda a conveniência que se proceda à divulgação do trabalho já realizado e sancionado em reunião do Conselho Geral da CNC ocorrida no dia 3 de Julho de 2007. Os documentos em causa deverão, porém, ser tidos como um primeiro projecto, ainda sujeito às alterações que decorram da sua futura apreciação pelo Governo. O objectivo essencial é o de fornecer, desde já, informação preliminar útil aos utilizadores do modelo. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 29 Relatório de Formação e Acção Pedagógica Sobre esta questão importa referir o que consta das páginas 57 e 58 do “Relatório OE 2008” e, em particular, quando nesse documento se reconhece que “…a transição para o SNC constituirá um processo complexo e exigente, que implicará um esforço de adaptação das empresas e profissionais pelas alterações profundas que impõe na organização interna e nos procedimentos, devendo por isso ser preparada com a necessária antecedência. Deste modo, em ordem a proporcionar a oportunidade de uma ampla divulgação e de participação de todos os interessados, o Governo vai colocar o projecto de SNC em consulta pública, de forma e recolher sugestões e outros contributos para o respectivo aperfeiçoamento.” O “Sistema de Normalização Contabilística” (SNC) proposto prefigura um modelo baseado em princípios e não em regras, aderente, portanto, ao modelo do IASB (International Accounting Standards Board) adoptado na União Europeia, mas garantindo a compatibilidade com as Directivas Contabilísticas Comunitárias. É um modelo em que se atende às diferentes necessidades de relato financeiro, dado o tecido empresarial a que irá ser aplicado, e em que se permite uma intercomunicabilidade quer horizontal, quer vertical. Por último, pretende-se que seja suficientemente flexível para acolher com oportunidade as alterações às normas do IASB adoptadas na União Europeia. Propõe-se que o SNC assente numa moldura legal formada por um Decreto-Lei, Portaria(s) e Avisos. O Decreto-Lei deverá: promover a criação do SNC, cujas linhas estruturantes constam do anexo; revogar o POC e legislação complementar; e identificar quais as entidades a que se aplica. Para a(s) Portaria(s) reserva-se a apresentação dos modelos de demonstrações financeiras e do código de contas. Como Avisos serão publicadas a Estrutura Conceptual, as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF), a Norma Contabilística e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades (NCRF-PE) e as Normas Interpretativas (NI). As NCRF que nesta primeira fase foram produzidas constam do quadro seguinte, cuja última coluna referencia a(s) norma(s) do IASB em que se basearam. http://www.cnc.min-financas.pt/sitecnc_divulg_SNC.htm Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 30 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 4.9.1 – Sensibilização da Equipe Técnica para a questão De acordo com a proposta da Comissão de Normalização Contabilística o projecto seria para entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2008, apesar de tal realidade não se confirmou, continuamos confrontados com situação: as Turmas B e C poderão estar a trabalhar sobre uma base que se alterará substancialmente a quando da sua concretização do curso. Foi feita a sensibilização junto da equipe técnica para a questão, com a realização de reuniões sobre a questão, das quais se concluiu que não seria prudente avançar com qualquer matéria tendo em atenção que o SNC ainda não estava aprovado, considerou-se também prudente não colocar/considerar qualquer questão ou trabalho de desenvolvimento sobre a matéria, dada a sua complexidade. Como se veio a verificar, está agora em estudo por uma comissão desde Abril deste ano e aguarda-se a determinação do início da sua aplicação, o que poderá ocorrer para o início de 2009, não sendo porém uma certeza. De qualquer das formas foi disponibilizado, a todos os elementos da equipa, alguns documentos sobre a matéria em formato electrónico (via plataforma – espaço virtual) Foi adicionada uma secção, ao espaço virtual, sobre o tema, com link para a Comissão de Normalização Contabilística – onde está disponível todo o projecto. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 31 Relatório de Formação e Acção Pedagógica Foram adicionados documentos (apresentações sobre o tema e exercícios), utilizados em formação da CTOC – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas. Para além dos documentos em formato digital foi ainda adquirido um livro que está disponível na escola: As Novas Demonstrações Financeiras de acordo com as NIC, editora Áreas Editora, Ano - 2007, edição - 2.ª, autores - António Borges; José Azevedo Rodrigues; José Miguel Rodrigues; Rogério Rodrigues. Estas reflexões serviram para passar a mensagem sobre a necessidade de formação nesta área, e contribuíram para que já me tenham inscrito em acção de formação na Citeforma. Para além desta, pondero também a inscrição em formação a distância através da CTOC. (Ver no anexo 7.4 Acções de formação, a inscrição na Citeforma) Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 32 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 5 – PARTICIPAÇÃO NO PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA 5.1 – Estrutura para plataforma de formação Na sequência do trabalho desenvolvido com a utilização de plataforma de formação – Espaço Virtual de apoio à Direcção de Curso e espaço para os alunos, vindo de encontro ao interesse da Escola, foram efectuadas reuniões com colegas das várias delegações para me inteirar do que estaria a ser feito e para trocarmos as diferentes experiências (Lisboa, Beja, Porto, Pedôme, Seixal e Barreiro). Do encontro com as várias delegações e norteado pelos objectivos previamente definidos: preparar/propor uma estrutura mais abrangente, que se cruze com a utilização tradicional das plataformas de formação que servem essencialmente para a interacção professor/alunos com a criação de cursos, apontamos para as seguintes vertentes: - Espaço de Direcção de Curso, Coordenação de Cursos e de Orientação Educativa de Turmas; - Espaço de Disciplinas, na real acepção do termo, onde se apresentará uma estrutura padrão de apoio ao ensino presencial; - Estrutura Global a criar onde se colocarão os pontos anteriores. A estrutura a criar tem por base duas realidades espaço para professores (Processo Pedagógico) e espaço para alunos (Recursos didácticos), serão estes dois grupos de disciplinas, de acordo com a filosofia da plataforma. As disciplinas serão aqui identificadas com os nomes dos respectivos cursos e ciclos de formação, tanto numa área como noutra. Dentro das disciplinas adoptam-se os tópicos (secções) para a separação das disciplinas e/ou módulos, esta situação, obrigará à utilização dos blocos de secções, os quais permitem aceder a um número específico directamente, para uma mais rápida navegação, no espaço do curso/ciclo de formação. (Ver anexo 5.1- Proposta de Estrutura para Plataforma de Formação) Vantagens Esta estrutura tendo por base a utilização de um espaço comum para todas as delegações, apresenta como aspectos positivos a partilha de espaços por turmas/ciclos de formação favorecendo a aprendizagem dos colegas que não estão familiarizados com a plataforma e Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 33 Relatório de Formação e Acção Pedagógica permitindo aos alunos o acesso a um único espaço virtual com todos os materiais do curso/ciclo de formação, tendo em conta que não são alunos a distância, mas sim em regime presencial, a plataforma é/será essencialmente um repositório de guias de aprendizagem, embora permita criar testes interactivos, colocar trabalhos, bem como as demais funcionalidades da plataforma, como sejam por exemplo registo de faltas ou registo das avaliações. Desvantagens Tendo consciência da cultura de escola e da autonomia que prevalece em cada uma das delegações, reconheço que apresenta alguns aspectos negativos que se colocarão, especialmente, quando a utilização da plataforma for permanente e/ou sistemática por parte de algum professor. Analisando o aspecto que se prende com a administração da plataforma, levanta-se a questão de quem é que o vai fazer em cada delegação? Antevisão Tendo em conta que durante o ano lectivo 2007/8, Seixal, Barreiro e Pedôme também acabaram por instalar e utilizar a plataforma, a proposta apresentada poderá provocar algumas limitações, apresenta-se assim uma solução alternativa: Cada uma das delegações poderá manter a sua plataforma, adoptando em parte a estrutura que se apresenta e adoptando o tema (imagem) da respectiva delegação, ou tema (imagem) institucional, a qual está actualmente em preparação, de acordo com o site www.epbjc.pt. Bastará desta forma, que haja um link do site para a respectiva plataforma de formação. Situações que existem no Barreiro, Seixal e Porto e até Lisboa. Quanto a Beja poderá ter um espaço próprio ou utilizar o mesmo espaço de Lisboa. Por outro lado, em relação à comunicação entre delegações, o espaço privilegiado será o espaço da delegação de Lisboa. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 34 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 5.2 – Acção de Formação sobre a Plataforma Moodle Tendo como base, o trabalho realizado e a dinamização da utilização da plataforma apresentase a planificação de acção da formação sobre a plataforma, para envolver os professores dos restantes cursos no processo, acção essa muito direccionada para a prática e utilização funcional de aspectos muito específicos, como sejam: a inscrição na plataforma, a manutenção do perfil, a utilização e funcionamento dos fóruns de discussão, a criação de pastas, a colocação de ficheiros. Prevê-se, por um lado, a execução desta acção de formação durante o dia e durante a noite no mês de Junho, dependendo das inscrições e por outro lado durante o mês de Junho para os colegas internos da EPBJC. (Ver o anexo 1. 2 – Acção de Formação Plataforma Moodle) 5.3 – Linhas orientadoras para um anteprojecto de modelo pedagógico virtual da EPBJC Como reflexão sobre as potencialidades da utilização do Ensino a Distância (EaD), e sobre a pertinência da sua implementação. Apesar dos cursos CEF – Cursos de Educação e Formação, já não terem continuidade, por falta de financiamento, apontam-se algumas linhas orientadoras para o desenvolvimento de um modelo pedagógico, desta feita quem sabe para os cursos EFA – Educação e Formação de Adultos. Linhas orientadoras sobre a sua implementação analisando pontos como funcionalidades, oportunidades, dificuldades, avaliação. Funcionalidades Como já foi demonstrado neste trabalho, e utilizado durante o ano lectivo, as plataformas de formação, apresentam-nos uma série de funcionalidades que podem facilitar todo o processo de formação. A começar pela disponibilização de materiais, que por si só não é suficiente, no entanto conjugado com outros factores, como: - A possibilidade de disponibilizar actividades por períodos específicos, com data de início e data de fim para conclusão das mesmas; - A possibilidade de colocar testes interactivos, de escolha múltipla, de verdadeiro e falso e outros, com possibilidade de indicar data e hora de início e fim; Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 35 Relatório de Formação e Acção Pedagógica - A dinamização de fóruns de discussão sobre temas propostos, e a obrigatoriedade de resumos dos mesmos, por parte dos formandos, permitiriam uma maior assimilação das matérias em estudo; - Controlo de acessos e consultas obrigatórias de documentos; - Calendarização de actividades e controlo das mesmas; Com a conjugação destes factores conseguir-se-iam definir cargas horárias para realização das aprendizagens, dos módulos ou de parte dos módulos, e poder-se-ia assim complementar a formação presencial. Oportunidades Como sabemos, o perfil dos alunos dos cursos em referência, é na sua maior parte de trabalhadores estudantes, teríamos aqui a oportunidade de dinamizar módulos de formação em regime a distância – e-learning, ou, em regime presencial e a distância – b-learning. Pensando também nos cursos EFA, dado os mesmos estarem perfeitamente delineados nos referenciais, poder-se-ia preparar algum módulo piloto com esta metodologia – Conteúdos on-line, actividades, fóruns e testes com calendarização definida à partida. Dificuldades Ultrapassando a questão legislativa do regime de assiduidade dos 90%, que aqui seria pelo cumprimento das actividades a 90% visto cada uma delas representar um determinado n.º de horas. Vejamos algumas das dificuldades: - Ter Internet é obrigatório; - Os requisitos obrigatórios por parte dos formandos: conhecimentos de informática, domínio de algumas tecnologias de base, conhecimento mínimo da plataforma, necessidade de formação nestas áreas; - Criação de materiais electrónicos atractivos; - O tempo necessário para a tutoria/acompanhamento dos trabalhos via plataforma; - A manutenção de dois regimes em simultâneo a distância e presencial – obrigariam a clarificações muito claras sobre regimes de funcionamento, regimes de avaliação, regimes de custos de formação; - Conseguir que os alunos tenham uma disciplina e uma autonomia que lhes permita concluir uma formação a distância nos tempos e horas determinados. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 36 Relatório de Formação e Acção Pedagógica Avaliação Creio que seria possível para os alunos com maiores dificuldades em assistir às aulas, permitir uma aprendizagem utilizando recursos on-line e algumas das funcionalidades referidas em cima. Complementando com a avaliação em sala, feita em momentos previamente definidos, validar-se-ia, todo o processo a distância, e dava-se a oportunidade a alguns alunos que de outra forma (presencial) não conseguiriam. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 37 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 6 – ACTIVIDADES COMPLEMENTARES Na sequência das actividades enunciadas atrás, inerentes às funções, salientam-se as seguintes: - Actualização e verificação constante do processo pedagógico; - Acompanhamento regular da assiduidade dos alunos; - Processo de substituição de professores por impossibilidades pontuais de leccionarem as suas aulas, para uma optimização da distribuição de horas pelos professores e para uma harmonização das matérias a leccionar nas três turmas de contabilidade dos CEF (Ver anexo 6.1 sistema criado para gerir os horários) - Actualização constante do horário e respectivos ajustamentos – Processo mais complexo no início do ano até ao momento que se mantiveram as 7 turmas dos CEF à Noite (Ver anexo 6.1 sistema criado para gerir os horários) - Convocatórias, condução e preparação de reuniões; - Redacção de Actas; - Leccionar aulas à turma de Técnicos de Informática de Gestão, na disciplina de OEAG – Organização de Empresas e Aplicações de Gestão; - Angariação de empresas e acompanhamento de estágios nas turmas de GPSI – Gestão e Programação de Sistemas Informáticos; Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 38 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 7 – ACÇÕES DE FORMAÇÃO FREQUENTADAS Houve a preocupação de actualização de conhecimentos, para isso frequentaram-se Seminários, Colóquios, Conferências, Acções de Formação, Jornadas Pedagógicas, tanto em áreas tecnológicas de informática como em áreas de contabilidade como em áreas inerente à melhoria formação ministrada: 26/Out/2007 – Jornadas Pedagógicas da ANESPO (Associação Nacional do Ensino Profissional) – Fundão (Ver anexo 7.2 Conclusões das jornadas publicadas no site da FNE - Federação Nacional dos Sindicatos da Educação) 5/Nov/2007 e 6/Nov/2007 – II Colóquio Luso Brasileiro de Educação a Distância e Online, Universidade Aberta - Lisboa; 30/Nov/2007 – Microsoft IT Academy, Microsoft, Lapa Palace - Lisboa 11/Dez/2007 – Conferência Anual EFAA – Federation European of Acoutants and Auditors (Organização CTOC - – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas), Reitoria da Universidade de Lisboa. 20/Fev/2008 – Formação “CD SITOC; ATD Analisador – SAFT; Formação a Distância” (Organização CTOC - – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas),, Auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais - Setúbal 26/Mar/2008 – 4.ª Conferência Professores Inovadores – Microsoft, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação – Lisboa 9/Mai/2008 e 10/Mai/2008 – IX Prolatino – Congresso Internacional de Contabilidade do Mundo Latino (Organização CTOC - – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas), Pavilhão de Congressos de Lisboa, antiga FIL, Lisboa 21/Abr/2008 a 24/Mai/2008 – Formação “Análise de Balanços e Estudo de Indicadores Económico-Financeiros”, Educação a Distância equivalente a 24 horas, CTOC – Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas. (Ver anexo 7.3 – Certificados de Participação); Formação Agendada: 28-06-2008 a 26-07-2008 (37,5H) Sistema de Normalização Contabilística para as Pequenas Entidades, Citeforma - Lisboa (Ver anexo 7.4 – Inscrição em Acção de Formação); Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 39 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 8 – CONCLUSÃO Com a consciência de que, se por um lado me empenhei e desenvolvi todos os pontos apresentados e propostos no projecto inicial, por outro lado, esses mesmos pontos constituem em si um trabalho sempre em aberto e apresentam pistas para uma continuidade de trabalho no próximo ano lectivo e/ou ainda no decorrer do corrente ano. Faço aqui uma referência ao momento mais significativo, que foi, sem dúvida a concretização e aplicação da PAF – Prova de Aptidão Profissional, onde experimentei o risco de uma prova (exame) tradicional – confesso que o nervosismo do professor e Director de Curso superou por momentos o dos alunos – conjugado com um momento de apresentação e discussão, onde os alunos tiveram a oportunidade de apresentar a sua perspectiva sobre todo o processo de formação vivido na nossa escola e durante a FCT. Antes da Apresentação da PAF Embora muito elogiado pelos alunos – o processo de ensino/aprendizagem que agora termina –, este momento serviu para retirar algumas ilações que, suportarão e influenciarão melhorias Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 40 Relatório de Formação e Acção Pedagógica a adoptar na formação praticada. Foi, também durante este último processo, com agrado, que senti uma reaproximação global da turma A de Contabilidade, depois de terem passado por momentos de maior tensão, no último trimestre de formação, no qual tiveram que conjugar aulas, estágio e trabalho. Dado a sua importância e significado pessoal, como primeira turma Tipo VI Nível III a terminar o curso CEF na Escola, reproduzo algumas fotos do momento em que termino, com os alunos, este ciclo de formação. Durante a Apresentação, com os elementos do Júri (em cima) É pois com o espírito em que iniciei o projecto da profissionalização, compreender ao fazer / não recear o erro por estar sempre pronto a corrigi-lo, que sinto que passei um ano muito positivo, de um enorme enriquecimento pessoal, pese embora o tempo que tive que dedicar a desenvolver o trabalho que se apresenta. Foi com agrado que tive as aulas assistidas, e estas contribuíram para uma maior interiorização da necessidade de se desenvolverem as planificações, quer de longo, quer de médio prazo, quer de aula, com um espírito muito para além da reprodução dos referenciais de aprendizagem, adequando-os sistematicamente à realidade e às turmas com que se trabalha. Foi enriquecedor, também, o facto de haver uma Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 41 Relatório de Formação e Acção Pedagógica preocupação permanente por parte dos órgãos da Escola com a “perfeição”, chamaram a atenção, a toda a equipa de professores, para a importância dos cruzamentos de informação, Planos Curriculares, Planificações dos professores, Sumários nos livros de ponto, realidade esta que deve de se reflectir nas Confirmações Curriculares e que por sua vez se reflecte no relacionamento com toda a equipa docente, especialmente quando somos responsáveis pela Direcção de um Curso, como foi e é, no meu caso, do Curso de Contabilidade e Gestão. Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 42 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 9 – BIBLIOGRAFIA/WEBOGRAFIA Correia, Carlos e Tomé, Irene, O que é o e-Learning – Modalidades de ensino electrónico na Internet e em disco, Plátano Editora - 2007 Pereira, Alda e Outros, Modelo pedagógico Virtual da Universidade Aberta – Para uma Universidade com Futuro, Edição da Universidade Aberta, 2008 Sistema de Acreditação ao IPQ da EPBJC http://www.cnc.min-financas.pt/sitecnc_divulg_SNC.htm Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 43 Relatório de Formação e Acção Pedagógica 10 – ANEXOS 1.1 – Apresentação sobre plataforma 1.2 – Planificação de acção de formação 3.1 – Plano Curricular de Curso – Turma A (2006/2008) 3.2 – Plano Curricular de Turma – Turma A (2006/2008) 3.3 – Plano Curricular de Curso (2007/2009) 3.4 – Projecto Curricular Disciplinar e grelhas 3.5 – 1.ª aula assistida – Aula: Correcção de Teste / Actividade de enriquecimento 3.6 – 2.ª aula assistida– Aula: Imobilizado 01 – Método de Amortização Quotas Constantes 3.7 – Aula: Imobilizado 02 – Contabilização Método Directo e Indirecto 3.8 – 3.ª aula assistida – Aula: Imobilizado 03 – Método de Amortização Quotas Degressivas 3.9 – 4.ª aula assistida – Aula: Imobilizado 04 – Imobilizado e Amortizações – Teste Interactivo 3.10 – Aula: Imobilizado 04 (b) – Mapas de Reintegrações e Amortizações 3.11 – 5.ª aula assistida - Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais – Actividade de Análise e Reflexão 3.12 – 6.ª aula assistida - Aula: Imobilizado 05– Imobilizado Casos Especiais – Actividade de Análise e Reflexão 3.13 – Teste e Critérios de Correcção 4.1 – Caracterização da turma B 4.2 – Caracterização da turma C 4.3 – Guia de utilização Plataforma - www.epbjc.net 4.4 – FCT – Regulamento Específico 4.5 – Prova de Avaliação Final – PAF - Regulamento Específico 4.6 – Matriz da Prova de Aptidão Final 4.7 – Prova de Aptidão Final 4.8 – Grelhas de Avaliação da Prova de Aptidão Final 4.9 – Extracto das apresentações para ilustrar a perspectiva dos alunos 5.1 – Proposta de Estrutura para Plataforma de Formação 6.1 – Sistema criado para gerir os horários 7.2 – Conclusões das jornadas publicadas no site da FNE - Federação Nacional dos Sindicatos da Educação 7.3 – Certificados de Participação 7.4 – Inscrição em Acção de Formação Escola Profissional Bento de Jesus Caraça Delegação de Lisboa Profissionalização em Serviço 2007/8 44