TIPOLOGIA DE INTERVENÇÃO 3.1.1. “PROGRAMA DE FORMAÇÃO-ACÇÃO PARA PME”, ENQUADRADA PELOS EIXOS 3 E 8 DO POPH PROGRAMA DE CANDIDATURA – PRÉ-SELECÇÃO DE ENTIDADES BENEFICIÁRIAS Considerando o contrato de delegação de competências da Comissão Directiva do POPH na Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial , que lhe atribuí o estatuto de Organismo Intermédio para a tipologia de intervenção 3.1.1. “Programa de Formação-Acção para PME” e, por consequência, a responsabilidade pela gestão técnica, financeira e administrativa das candidaturas que lhe forem apresentadas pelas Entidades Beneficiárias. Considerando que a AIP-CE no âmbito das suas responsabilidades enquanto Organismo Intermédio tem por objectivos a concretização de metas, que são aferidas a partir dos indicadores de realização seguintes: a) Para as regiões de convergência – Eixo 3 Indicador de realização 1 Nº de micro pequenas e médias empresas apoiadas 2 Nº Horas formação - acção realizadas 2008 /2010 1.404 260.696 b) Para a região do Algarve – Eixo 8 Indicador de realização 1 Nº de micro pequenas e médias empresas apoiadas 2 Nº Horas formação - acção realizadas 2008/2010 65 10.659 Divulga-se o presente documento que tem por objectivo definir as condições de acesso das Entidades Beneficiárias, aos apoios concedidos pelo Programa e especifica o seguinte: 1/16 1. Aplicação Territorial 1.1. O presente programa de candidatura aplica-se a intervenções de Formação-Acção, realizadas no território de Portugal Continental, nomeadamente: - Eixo 3, para as Regiões do Norte, Centro e Alentejo; - Eixo 8, para a região do Algarve. 1.2. A elegibilidade geográfica é determinada pela localização da sede das Entidades Destinatárias, com excepção das situações em que o Projecto decorra nas suas delegações ou estabelecimentos, caso em que a elegibilidade é aferida pela localização destes. 2. Entidades Beneficiárias dos apoios 2.1. Podem ter acesso aos apoios concedidos no âmbito da presente Tipologia de Intervenção as Entidades de natureza associativa, empresarial ou entidades públicas que actuem como pólos dinamizadores junto de micro, pequenas e médias empresas, integrando no seu projecto o apoio a, pelo menos, 26 empresas, para um ciclo de execução. 2.2. As Entidades Beneficiárias devem reunir, os requisitos exigidos no artigo 17º do Decreto Regulamentar nº 84-A/2007, de 10 de Dezembro. 2.3. Para efeitos do número anterior, a Entidade Beneficiária deve registar-se no SIIFSE e exibir prova da situação regularizada perante a Fazenda Pública e a Segurança Social. 2.4. As Entidades Beneficiárias que sejam Acreditadas como Entidades Formadoras, na acepção do artigo 13º do Decreto Regulamentar nº 84A/2007, de 10 de Dezembro, só podem contratar outras Entidades Formadoras Acreditadas nos termos previstos do nº 3 do seu artigo 20º. 2.5. As Entidades Beneficiárias não se podem candidatar a mais do que um Organismo Intermédio no âmbito desta tipologia de intervenção, salvo casos devidamente excepcionados pelo POPH. 3. Entidades Destinatárias 3.1. São destinatárias da presente Tipologia de Intervenção as empresas com número de trabalhadores igual ou inferior a 100. 3.2. As Entidades referidas na alínea anterior só podem ser seleccionadas para uma nova intervenção de Formação-Acção, decorridos pelo menos três anos da data da conclusão da sua participação. 2/16 3.3. O apoio público concedido às Entidades Destinatárias ao abrigo da presente Tipologia de Intervenção não pode exceder, por Entidade, o montante total dos auxílios de minimis a este titulo admitidos nas condições definidas no Regulamento (CE) nº 1998/2006, da Comissão, de 15 de Dezembro e o Regulamento (CE) nº 875/2007 da Comissão, de 24 de Julho. 4. Prazo de Execução 4.1. As Candidaturas terão a duração máxima de 24 meses, envolvendo o período de 2008 a 2010, com o limite de execução reportado a 31 de Dezembro de 2010. 4.2. A duração referida na alínea anterior poderá ser inferior se os resultados da avaliação intermédia o justificarem. 5. Programa de Actividades - Plano de Acção 5.1. Objectivos Gerais 5.1.1. Os modelos de intervenção definidos pela AIP-CE assumem a forma de “Formação-Acção Individualizada”, e têm por objectivo conduzir e apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas a atingirem padrões de desempenho mais metodologias activas Teórica; Formação competitivos, e recorrendo diversificadas, Personalizada, para suportadas Workshops e o em efeito a Formação Seminários de Sensibilização. Pretende-se a promoção de intervenções concertadas e integradas, que actuem, simultaneamente, sobre a melhoria dos processos de gestão das empresas e sobre o reforço das qualificações dos seus empresários, quadros e restantes trabalhadores em estreita articulação com os CNO e processos RVCC. 5.2 . Categorias de Sub-Projectos 5.2.1. Tendo em consideração a diversidade das Entidades Destinatárias, em termos da sua dimensão, níveis de qualificação, capacidade objectiva de conciliação das actividades de desenvolvimento do projecto com as atribuições e responsabilidades funcionais, apresenta-se duas categorias de sub-projecto, uma destinada a micro empresas e outra destinada a pequenas e médias empresas. 3/16 Cada categoria de sub-projecto será operacionalizada em agrupamentos de 13 empresas, focalizados numa área concreta de intervenção. 5.2.2. As Áreas de Intervenção dos sub-Projectos são as seguintes: Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho, Segurança Alimentar, Internacionalização, Gestão, Reengenharia de Processos, Energia e Eco-eficiência. 5.2.3. A Entidade Beneficiária na mesma candidatura pode integrar vários agrupamentos de 13 Entidades Destinatárias (sub-projectos), organizadas por Área de Intervenção, por Micro e PME, de acordo com a Recomendação da Comissão de 6 de Maio de 2003 relativa à definição micro, pequenas e médias empresas. 5.2.4. Nomenclatura Sub-Projectos Áreas Intervenção Sub-Projectos Qualidade, Ambiente, Tipo de Empresa Internacionalização Gestão Segurança e Saúde Reengenharia Energia e de Processos Eco-eficiência no Trabalho, Segurança Alimentar Micro mQAS mINT mGEST mRENG mECO Pequena e Média pmQAS pmINT pmGEST pmRENG pmECO 4/16 6. Objectivos Específicos e Resultados Esperados por Áreas de Intervenção 6.1. Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde no Trabalho e Segurança Alimentar 6.1.1. Objectivos Específicos Conceber, implementar e monitorizar nas PME, Sistemas de Gestão da Qualidade (ISO 9001:2000), ou Sistemas de Gestão Ambiental (ISO 14001:2004) ou Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (OHSAS 18001), ou Sistemas de Segurança Alimentar (ISO 22000) desenvolvendo e internalizando competências e qualificações, nestes domínios. 6.1.2. Resultados Esperados - Colaboradores: Dotar os recursos humanos envolvidos no projecto das competências necessárias à concepção e implementação dos Sistemas de Gestão, nomeadamente em: - “Gestão por Processos”, “Interpretação dos referênciais normativos”, “Ferramentas de Melhoria Continua”, “Gestão e Análise de Riscos”, Levantamento de Aspectos e Impactes Ambientais”. Sensibilizar toda a organização para a necessidade de conjugar esforços para o processo de implementação e certificação de um sistema de gestão na sua empresa. - Empresa Destinatária: No final do Projecto as empresas destinatárias deverão ter o seu Sistema de Gestão implementado, com histórico do seu desempenho, no que respeita ao conjunto de indicadores definidos e metas associadas por forma a solicitarem às entidades competentes a instrução do processo de certificação segundo as normas ISO 9001:2000; ISO 14001:2004, OHSAS 18001 e ISO 22000. 6.2. Internacionalização 6.2.1. Objectivos Específicos Apoiar as empresas que pretendam iniciar a actividade exportadora, em todas as fases do processo: – diagnóstico, qualificação dos Recursos Humanos, elaboração do plano de exportação e sua implementação. 5/16 6.2.2. Resultados Esperados - Colaboradores: Dotar os recursos humanos envolvidos no projecto das competências necessárias à elaboração, execução e controlo de um plano de internacionalização para a sua empresa. Sensibilizar toda a organização para a necessidade de conjugar esforços para o processo de internacionalização da sua empresa. - Empresa Destinatária: Elaboração de um Estudo de Mercado sobre o mercado-alvo da exportação; Definição de um Plano de Comunicação e Marketing para o mercadoalvo; Definição de um “roteiro de vendas” para mercados externos, incorporando factores politicos, económicos, culturais, jurídicos e fiscais relevantes; Elaboração do Plano de Internacionalização; Plano de Internacionalização em Execução. 6.3. Gestão 6.3.1. Objectivos Específicos Dotar os colaboradores-chave de conhecimentos e competências nos domínios da Gestão Estratégica e Operacional. Apoiar as empresas a determinarem o seu posicionamento actual e futuro, e a lidarem com a envolvente de uma forma pró-activa, antecipando os impactos das mutações externas (globalização dos mercados, alterações legais, tecnológicas, demográficas) na sua organização, definindo prioridades de actuação e planos de Acção, face aos recursos detidos. 6.3.2. Resultados Esperados - Colaboradores: Aquisição de conhecimentos teórico-práticos nos domínios da gestão, por exemplo, na área da produção, recursos humanos, financeira, tecnológica e marketing, por forma a apoiarem o desenvolvimento dos Planos de Acção. 6/16 Reforço da cultura interna de cada empresa, através de um maior envolvimento e alinhamento dos colaboradores com os objectivos estratégicos da organização. - Empresa Destinatária: As empresas participantes no final do Projecto deverão ter mapeado a sua estratégia, identificar as prioridades de actuação, definir e implementar Planos de Acção nas áreas funcionais de maior impacto para a sua actividade e satisfação dos seus clientes. 6.4. Reengenharia de Processos 6.4.1. Objectivos Específicos Dotar os colaboradores de competências internas necessárias à implementação sistemática e permanente de projectos de melhoria contínua nos seus processos organizacionais, bem como capacitá-los para actuarem transversalmente na organização. Melhorar os processos organizacionais, na base de uma redução do seu contributo para o custo operacional global, via eliminação dos desperdícios e da sua variabilidade, ao longo de toda a cadeia de valor da organização, nomeadamente: celeridade de processos, redução de custos e maximização da qualidade. 6.4.2. Resultados Esperados - Colaboradores: Aquisição dos conhecimentos teóricos e práticos da metodologia Lean Six Sigma de optimização de processos, reforçando competências para a aplicação futura do conhecimento adquirido, de modo a garantir uma eficácia de implementação do modelo, transferindo e disseminando as novas competências em Melhoria Continua por toda a organização. Sensibilizar todos os colaboradores da empresa para a importância da atitude e do papel que cada um desempenha na implementação de projectos de melhoria. - Empresa Destinatária: Os resultados esperados pela aplicação da metodologia Lean Six Sigma de redução de desperdícios e optimização dos processos, serão interligados com a estratégia dos destinatários, diferindo entre as diversas organizações. 7/16 Os impactos irão incidir nos processos críticos da organização: redução de tempos de ciclo (ex: redução de tempos de resposta a cotações, redução de tempos de desenvolvimento de produtos, redução de tempos de ciclo de produção), redução de tempos de setup de equipamentos, redução de áreas, optimização de inventários, redução de reclamações de Clientes, redução de problemas de facturação, entre outros, de acordo com as necessidades de melhoria da organização. 6.5. Energia e Eco-eficiência 6.5.1. Objectivos Específicos Dotar os colaboradores de conhecimentos e das competências nos dominíos da gestão de energia e da eco-eficiência. Implementar medidas eco-eficientes, nas empresas destinatárias por forma a gerirem eficientemente os seus recusos energéticos, evitando o seu desperdício. Implementar medidas conducentes à utilização de energias renováveis na produção descentralizada de energia. 6.5.2. Resultados Esperados - Colaboradores: Aquisição de competências nos domínios da gestão da energia e da eco-eficiência, nomeadamente, Gestão Energética; Eficiência Energética e Arquitectura Bioclimática. Sensibilizar todos os colaboradores da Empresa para a necessidade urgente de gerir recursos energéticos, evitando o seu desperdício, e para a importância do seu contributo para o desenvolvimento sustentável do sector. - Empresa Destinatária: No final do projecto as empresas deverão ter implementado um conjunto de politicas e medidas de Gestão e Eficiência Energética, devendo existir visibilidade na redução dos consumos de energia ente o Diagnóstico inicial e a Auditoria Energética no final do Projecto. 8/16 7. Metodologia de Intervenção Formação-Acção 7.1. Intervenção destinada a Micro Empresas Nº de Empresas por sub-Projecto: 13 Tipo de Intervenvenção Fases Intervenção Formação Personalizada Descrição da Intervenção Formação em Metodologias e Diagnóstico Levantamento e Diagnóstico Formação Personalizada Formação Personalizada Acção de Formação Teórica Acção de Formação Teórica Formação Personalizada Apresentação e Aprovação do Diagnóstico Elaboração do Plano de Acção Formação no domínio de Intervenção do Projecto Implementação e Acompanhamento do Plano de Acção Workshop Formação Personalizada Definição do Plano de Acção Sensibilização Projecto Melhoria - Trabalhadores Apoio Implementação do Plano de Acção Análise Critica da Evolução do Projecto Apresentação Resultados e Conclusões Avaliação das Melhorias Implementadas TOTAIS Dur. Intervenção (H) Nº Formandos /Empresa Nº Intervenções por SubProjecto Volume Formação (H) 7 2 13 182 7 2 13 182 14 2 13 364 50 1 1 650 8 5 13 520 56 2 13 1.456 7 1 1 91 7 2 13 156 17 182 Organização Nível Qualificação IntraEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas InterEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas InterEmpresas IntraEmpresas 4 4 4 3 /4 2e3 4 4 4 3.627 9/16 7.2. Intervenção destinada a Pequenas e Médias Empresas Nº de Empresas por sub-Projecto: 13 Tipo de Intervenção Fases Intervenção Formação Personalizada Formação Personalizada Formação em Metodologias de Diagnóstico Levantamento e Diagnóstico Workshop Formação Personalizada Acção de Formação Teórica Acção de Formação Teórica Acção de Formação Teórica Descrição da Intervenção Diagnóstico Organizacional Apresentação e Aprovação do Diagnóstico Elaboração do Plano de Acção Definição Plano de Acção Formação Empresários Implementação e Acompanhamento do Plano de Acção Formação no domínio de Intervenção do Projecto Sensibilização Projecto Melhoria Trabalhadores Formação Personalizada Apoio Implementação do Plano de Acção Workshop Análise Critica da Evolução do Projecto Formação Personalizada Apresentação de Resultados e Conclusões Avaliação das Melhorias Implementadas TOTAIS Dur. Intervenção (H) Nº Formandos/Empresa 14 Nº Intervenções por SubProjecto Volume Formação (H) 2 13 364 14 2 13 364 7 7 13 637 14 2 13 364 70 1 1 910 50 7 13 4.550 8 20 26 2.080 56 2 13 1.456 14 7 13 1.274 14 2 13 364 261 52 Organização Nível Qualificação IntraEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas InterEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas IntraEmpresas 12.363 10/16 4 4 4 4 5 3 /4 2e3 4 4 4 7.3. Metodologia de Intervenção - Fluxograma IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO DE ACÇÃO LEVANTAMENTO E DIAGNÓSTICO DEFINIÇÃO PLANO ACÇÃO ■ FORMAÇÃO TEÓRICA ■ SENSIBILIZAÇÃO TRABALHADORES AVALIAÇÃO MELHORIAS IMPLEMENTADAS ■ APOIO IMPLEMENTAÇÃO PLANO DE ACÇÃO WORKSHOPS DE ANÁLISE CRITÍCA DA EVOLUÇÃO DO PROJECTO 11/16 8. Programa de Actividades e Responsabilidades – Entidade Beneficiária 8.1. Descrição das Fases e Actividades de Desenvolvimento do Projecto Fase I – Preparação Planear e conceber referenciais internos e outros suportes para operacionalização do Projecto, junto das Entidades Destinatárias: - Elaboração do Manual Interno de Procedimentos do Projecto; - Preparação e lançamento de consultas para eventual aquisição de serviços complementares à boa execução do projecto; - Conceber e adaptar material pedagógico de suporte à formação; - Definição das equipas de intervenção; - Definição do Modelo de Avaliação da Satisfação e Aprendizagem dos Formandos; - Definição de cronogramas específicos por ciclo de execução; - Elaboração do plano de comunicação do Projecto. Fase II – Promoção e divulgação Promoção dos projectos através de diversas acções de divulgação e aceitação de inscrições por parte das Entidades Destinatárias. Fase III – Selecção de Entidades Destinatárias Após a inscrição das empresas resultante das acções realizadas na fase anterior, a Entidade Beneficiária procederá à selecção das Entidades destinatárias. O processo de selecção será suportado em grelha de análise a disponibilizar pela AIP-CE. Fase IV – Desenvolvimento e Controlo Desenvolvimento e controlo das actividades formativas previstas nos quadros 7.1 e 7.2. Identificação e caracterização dos recursos humanos de cada entidade destinatária em termos de habilitações e qualificações detidas, para articulação e encaminhamento para os processos de RVCC. 12/16 Fase V – Avaliação da Satisfação e Aprendizagem Para além dos métodos e instrumentos a definir pela AIP-CE, as entidades beneficiárias disporão de autonomia para implementar mecanismos e métodos de avaliação, desde que garantam a obtenção da informação, designadamente: reacção e satisfação dos formandos, face à utilidade da formação recebida, bem como ao desempenho dos formadores/consultores, materiais de apoio, condições logísticas, correspondência entre os objectivos previstos e realizados (etc...). A Entidade Beneficiária deverá igualmente proceder à avaliação do processo de aprendizagem dos Formandos. Devem ainda ser sujeitos a avaliação o resultado das estratégias de promoção e encaminhamentos de profissionais não qualificados para os CNO. Fase VI - Encerramento Nesta fase procede-se ao encerramento técnico-administrativo e financeiro de cada projecto. 9. Acompanhamento e Controlo do Projecto – AIP-CE 9.1. A AIP-CE efectuará o acompanhamento e controlo da execução e resultados dos Projectos on the spot, através da participação nos workshops de análise critica da evolução dos Projectos e recorrendo a verificações junto das Entidades Beneficiárias e Destinatárias, possibilitando a identificação de eventuais desvios e a definição das medidas correctivas e/ou preventivas mais adequadas. 9.2. Para além do referido na alínea anterior a AIP-CE procederá à Avaliação do Impacto do Projecto junto dos Destinatários. 10. Estrutura do Processo de Candidatura 10.1. O Processo de Candidatura apresentado pelos candidatos a Entidade Beneficiária, deverá ser estruturada da seguinte forma: 13/16 Parte I - Proposta a) Caracterização e apresentação da Entidade b) Experiência da Entidade em Projectos de Formação-Acção destinadas a Micro e PME c) Resultados obtidos pelas Micro e PME em termos organizacionais e no domínio dos Recursos Humanos d) Identificação da Equipa Técnica interna afecta ao Projecto, respectivas funções e experiência e) Programa de Actividades – Plano de Acção com a quantificação das metas (número de empresas, número de horas de formação, volume de formação, número de formandos) que se propõe atingir por ciclo de execução e por região, com referência à nomenclatura dos SubProjectos a desenvolver. Metodologia detalhada de Execução e Controlo do Projecto, ao nível técnico, pedagógico, administrativo e financeiro. f) Cronograma de execução do Plano de Acção g) Orçamentos anuais e respectivos métodos de cálculo, descriminados por rubricas, conforme Despacho normativo nº 4-A/2008 No processo de candidatura os concorrentes deverão especificar todos os aspectos que considerem relevantes para a apreciação do mesmo, tendo por referência a Grelha de Análise em Anexo ao presente documento. Parte II – Anexos a) Manifestações de Interesse de Entidades Destinatárias Outros Anexos considerados relevantes, tendo por referência a Grelha de Análise em Anexo ao presente documento. 11. Processo de Candidatura 11.1. O Processo de Candidatura deverá ser assinado, por representante legal do candidato ou por mandatário com poderes para o acto, na qual seja manifestamente expressa a vontade de assumir as responsabilidades inerentes a Entidade Beneficiária de apoios no âmbito da tipologia de intervenção Formação-Acção para PME do POPH. 14/16 11.2. As peças que instruem o Processo de Candidatura são, o Anúncio, o Programa de Candidatura, a Grelha Referencial de Análise e o Regulamento Específico da tipologia de intervenção Formação-Acção para PME. 11.3. O Programa de Candidatura e a Matriz Referencial de Análise encontram-se disponíveis no sítio da AIP-CE em www.aip.pt e no sítio do POPH em www.poph.qren.pt. 12. Data Limite e Local de entrega dos Processos de Candidatura Os Processos de Candidatura deverão ser entregues até às 17.00 do dia 12 de Setembro de 2008, nas instalações da Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial, sitas na Praça das Indústrias, Apartado 3200, EC Junqueira, 1301-965, Lisboa, contra comprovativo de recepção, ou remetidas pelo correio em carta registada com aviso de recepção. 13. Prazos de decisão A comunicação da decisão sobre a Pré-selecção das Entidades Beneficiárias será efectuada no prazo máximo de 30 dias após o término do prazo de entrega do Processo de Candidatura. 14. Solicitação de esclarecimentos 14.1. Os esclarecimentos necessários à boa compreensão e interpretação dos elementos expostos, devem ser solicitados por escrito, até ao décimo quinto dia após a publicação do anúncio, dirigidos à Coordenadora do Projecto, Drª Benvinda Catarino, através do correio para a morada indicada no número 10, por fax para o número 21 363 90 46 ou por e-mail para o endereço [email protected]. 14.2. Os esclarecimentos serão prestados por escrito, até ao vigésimo primeiro dia após a publicação do anúncio. 15. Esclarecimentos a prestar pelos Candidatos 15.1. Os Candidatos estão obrigados a prestar, relativamente à documentação que acompanha o Processo de Candidatura, os esclarecimentos que forem solicitados pela AIP-CE. 15.2. Sempre que subsistam dúvidas sobre a real situação económica e financeira ou sobre a capacidade técnica dos candidatos, poder-lhes-ão ser exigidos outros documentos e elementos de informação, indispensáveis ao esclarecimento das dúvidas levantadas. 15/16 16. Modo de Apresentação do Processo de Candidatura O Processo de Candidatura será encerrado em sobrescrito fechado, em cujo rosto se escreverá: - Nome, timbre ou carimbo do candidato - Menção: “Processo de Candidatura – Pré-Selecção Entidades Beneficiárias” - Identificação das Regiões a que se está a candidatar. 17. Apreciação do Processo de Candidatura 17.1. A apreciação e pré-selecção das Entidades Beneficiárias será efectuada com base na Grelha Referencial de Análise, anexa ao presente documento. 17.2. Serão pré-seleccionadas as Entidades que obtiverem uma pontuação igual ou superior a 50 pontos. 17.3. As Entidades pré-seleccionadas serão notificadas, por escrito, para a formalização das respectivas candidaturas no SIIFSE, por região (Norte, Centro, Alentejo e Algarve). Todos os procedimentos associados às candidaturas das Entidades Beneficiárias desenvolvem-se no SIIFSE – Sistema Integrado de Informação do Fundo Social Europeu, sítio http://siifse.igfse.pt, entrando no campo QREN. 17.4 As candidaturas serão submetidas a uma análise de admissibilidade, técnica (avaliação de mérito/avaliação de mérito face à área de intervenção) e financeira, de acordo com as regras do FSE transpostas para o SIIFSE. 17.5. A decisão final sobre as Entidades Beneficiárias estará condicionada à existência de dotação disponível para a presente tipologia. 18. Em tudo o que não se encontrar expressamente regulado no presente Programa de Candidatura, são aplicáveis as disposições nacionais e comunitárias enquadradoras do FSE e da operacionalização do QREN. Associação Industrial Portuguesa – Confederação Empresarial 16/16