GERAÇÃO EM RISCO VIOLÊNCIA E EXPLORAÇÃO INFANTOJUVENIL O FEDERALZINHO Incluindo e Semeando Ação de Responsabilidade Social Elismar Santander APRESENTAÇÃO A situação de exploração e violência vivida pela criança hoje é motivo de grande preocupação para as famílias, governantes e educadores. Os dados disponíveis testemunham a realidade aguda do problema intrapessoal e social, que afeta a vida de um contingente populacional de crianças e adolescentes brasileiros. Sem dúvida muitos projetos já foram lançados com o mesmo objetivo — atenuar essa situação que vem afetando todo o tecido social e colocando em risco a segurança da população. No entanto, os resultados ainda são insuficientes face ao crescente avanço da situação-problema. Sensibilizada e preocupada com a realidade presente no cotidiano profissional do Policial Federal, a ANSEF Nacional avança na concretização de um trabalho de caráter preventivo, contra essas práticas de violência junto à população mais vulnerável, crianças e adolescentes, por meio de uma proposta pedagógica com o projeto “O Federalzinho”, que inova e abre perspectiva para uma ação integrada entre governos Federal, Estaduais e Municipais, empresas privadas, Escolas e Famílias. A efetivação desse trabalho será realizada por módulos articulados e sinalizados, tais como: sensibilização para a ação, preparação e execução. Todo esse processo tem o monitoramento sistemático de Policiais Federais envolvidos na proposta. Sabemos que é um grande desafio, mas temos a certeza de que pode ser enfrentado com eficácia, desde que estejamos engajados e comprometidos com o seu desenvolvimento e acompanhamento. Desta forma temos a convicção de que estamos colocando nossa competência na realização de uma grande ação de responsabilidade social, que é de todos nós. A direção É dever da família, do Estado e da sociedade assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem o direito à dignidade, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Artigo 227 da Constituição Federal. VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE É CRIME!!! São vários os tipos de violências cometidas contra crianças e adolescentes, como: violência física, psicológica (com ameaças e chantagens), exploração e abuso sexual, pedofilia, negligência, abandono, exploração econômica com o trabalho infantil e tráfico para fins de trabalho, discriminação, dependência química e violência institucional. O bullying é outra forma perversa de violência, caracterizada por ações de agressão, humilhação, dominação de alguns indivíduos sobre outros. 5 Nesta cartilha, abordaremos os tipos de violência: exploração e abuso sexual, pedofilia e bullying, com a finalidade de informar e orientar crianças e adolescentes, para preveni-los e quebrar o silêncio diante de qualquer tipo de violência iminente. Começo – de – CONVERSA Como vocês sabem, o nosso herói Federalzinho conheceu várias cidades brasileiras e encontrou, na maioria delas, crianças e adolescentes abandonados e explorados de todas as formas, incluindo a violência e a exploração sexual. Federalzinho chegando em uma comunidade carente, que existe em todos os grandes centros urbanos do nosso País, encontrou várias crianças brincando e conversando. Nosso herói foi logo se integrando ao grupo. Entre brincadeiras e conversas, lá pelas tantas, ao ouvir inúmeros relatos de maus-tratos vividos por elas, ficou incomodado, assustado e constrangido. Logo pensou em uma solução para questões tão tristes e humilhantes, vividas por aquelas crianças. Não tardou muito, reuniu seus amiguinhos e contou tudo o que havia presenciado. Assustadas, as crianças reagiram: 6 — Como? Crianças têm que estar na escola, não nas ruas dessa forma! — exclamou Mayná. — E o que devemos fazer? — perguntou Isadora a Federalzinho, com um ar de espanto. — Acho melhor convidar algumas delas para conversarmos sobre este e outros assuntos — disse ele. — Eu acho legal — falou Gabizinha. — Eu também — concordou André. — A gente pode convidar essas crianças e outras que não estavam participando da conversa, reunir todas e conversar novamente, formando um grupo bem maior — sugeriu Adriano cheio de empolgação. De repente os amigos de Federalzinho se propuseram a formar uma equipe, na qual cada um ficava responsável por uma tarefa com o intuito de mobilizar as crianças a participarem dessa nova roda de conversa. Mayná e Isadora prepararam os convites. Já Adriano e Gabi foram de porta em porta entregá-los e avisar às crianças do encontro que eles estavam planejando. Federalzinho, André e Joaquim foram procurar o espaço para organizar e realizar o encontro. No dia seguinte, na hora e local marcados, as crianças começaram a chegar uma por uma. As que ainda não conheciam o novo herói estavam ansiosas por conhecê-lo. 7 Era Federalzinho quem as convidava a entrarem e formar um círculo para iniciar a conversa. Ele recebia com acolhimento cada criança que chegava. Quando todas já estavam sentadas, ele começou a falar e foi logo dizendo de como ficou orgulhoso e surpreso com a organização de seus amiguinhos para promover a reunião. As crianças se apresentavam ao grupo, uma por vez. Muito atento, Federalzinho viu que algumas crianças estavam bem quietas e caladas. Não queriam nem se apresentar e nem participar, ficavam acuadas num cantinho, procurando uma oportunidade para saírem daquele local, foi quando ele perguntou: — O que você tem? — Nada — respondeu uma das crianças com ar envergonhado. Mayná, muito esperta, tomou a frente e disse: — Você pode falar o que quiser e o que está sentindo, assim nós podemos ajudá-la, ou quem sabe pedir ajuda aos seus pais ou a outras pessoas... A menina começou a chorar e disse: — Foi uma coisa terrível que aconteceu comigo. Não posso falar, tenho medo e vergonha... As crianças silenciaram para ouvir o que a menininha tinha a dizer. Entre lágrimas, ela começou: — Outro dia eu ia à casa de minha avó, que fica a três quadras de distância. Minha avó já tinha me alertado várias vezes, que eu tivesse cuidado no caminho. Aí eu nem liguei para o que ela havia falado, pensei: deixa para lá, ela é muito velhinha e está cada dia mais nervosa. Certa vez 8 um homem em uma moto me parou e perguntou onde ficava a padaria do Sr. Luís. Eu me aproximei para responder, foi quando ele me agarrou e me levou para um terreno baldio, que ficava nas proximidades e fez o que quis comigo e isso é o sofrimento que eu carrego comigo, e nunca falei para ninguém. Depois desse desabafo, outras crianças começaram a contar histórias estarrecedoras de violência e abuso sexual, que tinham acontecido a elas. Vejamos alguns depoimentos reais de crianças e adolescentes vitimados: “Minha mãe é usuária de drogas e eu vivi nas ruas com ela. Imagina o sofrimento e todo tipo de violência que eu passei?!”. J.N.M, 12 anos. “Depois que tudo aconteceu dentro da minha própria casa, com o namorado da minha mãe, eu nunca mais fiquei bem comigo mesma e também não fiquei bem com os outros. Não aguento viver. É um pesadelo. Não consigo nem me interessar por outros garotos”. M. de S., 17 anos. 9 “Uma vez meu padrasto me levou à praia e entrou na água comigo nos braços. Quando chegou lá no fundo, ele ficou passando as mãos nas minhas partes íntimas. Eu fiquei muito assustada, porque não tinha ninguém por perto. De repente apareceu um surfista, daí eu comecei a gritar e ele foi lá e disse: “– cara, sai da água, não vê que a criança está assustada?” Nesta época eu tinha uns 6 anos. M.F.C., 15 anos.” “Eu ficava em casa sozinha com o meu irmão de 12 anos para a minha mãe ir trabalhar. Eu costumava acordar cedo para varrer a calçada da nossa casa. Um dia um homem, que eu não sabia quem era, me pegou pelo braço e me sentou na perna dele para me mostrar uma revista. Eu fiquei olhando as páginas coloridas e ele começou a tirar a minha calcinha e pegar nas minhas partes íntimas. Eu dei um grito bem alto e taquei uma vassourada na cabeça dele, corri para dentro de casa e tranquei a porta. Quase morri de susto, pois nesse dia nem meu irmão estava lá.” M.F.C., de 15 anos. O que mais lhe tocou nos depoimentos dessas crianças? Comente. O que podemos fazer para ajudá-la? Federalzinho ficou muito espantado com o que acabava de ouvir e com todo o sofrimento expressado por aquelas crianças: os traumas, a dor, o abandono e com os seus olhares angustiados... Violência e exploração sexual Violência e exploração sexual de crianças e adolescentes costumam ser temas muito difíceis de serem abordados. São considerados um tabú em várias culturas. Normalmente as pessoas vitimizadas apresentam muitas dificuldades em expressar e lidar com esse tipo de situação porque, além da dor e da vergonha, o assunto é cercado de mistério, carregado de preconceito e considerado muito complexo para ser abordado com crianças. Federalzinho reuniu seus amigos e resolveu procurar Tia Clara, professora que ele havia conhecido quando fez uma visita à escola da comunidade. Ela poderia falar sobre esse assunto e outros com mais propriedade. Foi até a escola, procurou a professora e contou o que estava acontecendo com aquelas crianças. 10 11 Tia Clara ficou tão assustada e indignada com o que ouviu daquele grupo de crianças, que marcou uma reunião na própria escola o mais urgente que pôde para esclarecer o que estava acontecendo, e o que todos juntos: crianças, pais e educadores, poderiam fazer pelas vítimas. No dia seguinte, ao dar início à reunião, ela tratou de esclarecer o objetivo daquele encontro tão urgente. — O motivo deste nosso encontro é informá-los e dizer que, o que aconteceu a essas crianças é crime. Vamos juntos: instituições de apoio e famílias, providenciar para que esse tipo de violência não aconteça nunca mais a elas, nem a outras crianças. A importância de falar sobre VIOLÊNCIA e EXPLORAÇÃO SEXUAL para as crianças é para que elas se sintam estimuladas a encontrar algumas estratégias de enfrentamento para, num primeiro momento, serem capazes de relatar os fatos e pedir ajuda, quebrando assim o silêncio. Sabemos que esse tipo de violência ainda hoje é banalizado, abafado por conta dos preconceitos que o cercam e como é difícil o acesso para as instituições que a combatem. Você Sabia? 12 O Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, com outros acordos internacionais, fizeram com que o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes se transformassem numa violação dos direitos humanos. — Você poderia explicar melhor o que é Violência Sexual? — Solicitou Mayná à Tia Clara. — É toda ação na qual uma pessoa, em situação de poder, força física, influência psicológica, chantagem, uso de armas ou drogas, obriga outra a realizar práticas sexuais como: carícias em partes íntimas, atentado violento ao pudor, assédio sexual, estupros, pornografia infantil, voyeurismo. Toda violência sexual, independente de quem for a vítima, é considerada uma violação dos direitos humanos fundamentais, é crime e deve ser denunciado. Procure o Conselho Tutelar do seu bairro ou disque 100 , lá atende todas as denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Em 2012, o DISQUE 100 alcançou 155.336 registros de violências cometidas contra crianças e adolescentes. Os registros representam aumento de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 87.764 denúncias. Considerando as ligações com pedidos de orientações e de informações feitas em 2012, foram registrados 234.839 atendimentos. (Dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – 2012) 13 SE LIGA A violência sexual contra crianças e adolescentes tem origem nas relações desiguais de poder. LEM BRE TE Dia 18 de Maio e comemorado o dia de luta contra a exploracao sexual. — Mas o que significa Violência ou Abuso Sexual? — perguntou Isadora É a utilização do corpo de uma criança ou adolescente por um adulto ou um adolescente mais velho, para a prática de quaisquer atos de natureza sexual. O abuso sexual geralmente é praticado por uma pessoa que a criança ou adolescente conhece e confia e normalmente tem acesso a sua família. O abuso sexual é crime e atinge todas as classes sociais. O abusador acredita, que a vítima por ser uma criança indefesa, não vai poder revelar o fato e assim ele não será punido. São considerados abusos sexuais as agressões intrafamiliares, PRICE BEST 14 isto é, as que ocorrem dentro da família onde a vítima e o agressor possuem algum vínculo de parentesco, podendo acontecer dentro ou fora da residência da família, daí a expressão “o abuso do poder, da confiança, da lealdade”. Isto significa que houve a premeditação do agressor. Pode ser também extrafamiliar, onde não há necessidade do vínculo de parentesco entre vítima e agressor, mas de amizade. No abuso sexual, o agressor visa unicamente a satisfazer seus desejos sexuais, usando e praticando a violência, o que caracteriza uma relação de poder e dominação entre o abusador e a vítima. FIQUE ALERTA! Na prática do ato, o agressor coage a vítima de forma física, emocional ou psicológica. Os atos sexuais na prática da violência são considerados crime que vão de um pequeno toque intencional até as vias de fato, “o estupro”, ou até mesmo a morte. 15 O sistema de garantir direitos consiste em M E L E R B TE um conjunto de orgaos encarregados de assegurar leis de protecao A criancas e adolescentes. as AGORA É COM VOCÊ SISTEMA DE GARANTIR DIREITOS DE A M SISTE NTIR GARA OS T DIREI MINISTÉRIO PÚBLICO ria o s n e Def ca Públi Centros de Defesa ias c n ú Den isque d 100 16 Varas da Infância e Juventude Delegacias Especializadas em Crimes contra a Criança e o Adolescente Conselhos Tutelares Denúncias Pesquise os telefones e endereços das seguintes INSTITUIÇÕES PROTETIVAS da sua cidade Delegacias Especializadas Varas da infância e juventude Conselhos Tutelares Centros de Defesa Ministério Público Defensoria Pública disque 100 17 — O que é EXPLORAÇÃO SEXUAL? — perguntou Gabi à Tia Clara. — A exploração sexual caracteriza-se pela utilização sexual de crianças e adolescentes com finalidade de ganhos ou lucros, seja ele financeiro ou favorecimento de quaisquer outros bens. Na maioria dos casos há a participação de um terceiro agente entre a vítima e o agressor. É por essa razão que a terminologia correta é “Exploração Sexual de criança ou adolescente”. Isto significa dizer que a criança ou adolescente foi explorado e nunca prostituído(a), já que ela é a vítima de um explorador. A exploração pode ocorrer no cenário da prostituição com o intuito de atender ao cliente do turismo sexual, do tráfico de pessoas ou da pedofilia. A violência sexual pode acontecer no contato direto com a vítima ou através de fotos, envios de mensagens, internet e vídeo. — Ouviram, crianças? — disse Adriano — nunca se exponham a conversar com estranhos pela internet, nem que eles digam terem a sua idade. Na maioria das vezes estão mentindo e fazendo com que vocês caiam em suas armadilhas. 18 — E quem pode ser vítima desse tipo de VIOLÊNCIA? — perguntou Mayná. — Na grande maioria dos casos, são meninos ou meninas que vivem em um contexto marcado pela ausência ou o abandono familiar, que vivem em situação de risco social — extrema pobreza —, nos centros urbanos. Mas qualquer outra criança ou adolescente pode ser uma vítima desse tipo de agressor. — E quais as consequências, para as vítimas, desse tipo de violência? —perguntou Joaquim. O impacto desse tipo de violência sobre o desenvolvimento da criança vai depender do ato em si (frequência e duração) e de outros fatores associados como: idade da criança, intensidade da ação, características pessoais da criança, do meio social e modelo famíliar em que ela vive. Geralmente o ato de violência sexual deixa, além das sequelas físicas, as psicológicas e emocionais, que são terrivelmente devastadoras. 19 Na maioria dos casos, a criança perde a autoestima e a autoconfiança. Tem mudanças repentinas de comportamentos, de agressão ou autoflagelação, perde o interesse pelos estudos, brincadeiras e diversões. Sente-se marcada pela discriminação, preconceito e exclusão. Isso tem um impacto profundo nas suas vidas que pode ser gerador de transtorno mental e comportamental. E assim... Explica ela, as vítimas não acreditam mais em si, no seu valor pessoal, perdem a confiança nas instituições protetivas. Nasce o que chamamos de síndrome da autoexclusão e do autoabandono, que pode comprometer a vítima até a fase adulta. Relato de uma criança, vítima de abuso sexual. “Eu me considero sem valor algum, não valho nada, sou nulo tanto em casa como na sociedade”. V. M. S., 14 anos. REFLEXÃO AGORA É COM VOCÊ E vocês sabem o que significa exclusão social? Perguntou Tia Clara! A exclusão é um sentimento terrível, é uma sensação de não se ter origem, de não pertencer a nenhuma família e um total sentimento de descrença. Quando uma pessoa interioriza este sentimento de não pertencimento, torna-se seu próprio inimigo, uma pessoa fria, apática, insegura e cheia de desconfiança em si e no outros da sua relação pessoal. Fica pronta para desenvolver qualquer atitude de fracasso e todo tipo de dependência. Perde a autoestima, a capacidade de ser digna e feliz, de ser amada e amar. Passa a ser refém de si mesma. Este sentimento reforça a marginalização das pessoas no contexto social e as conduz a outros tipos de violência. É muito comum encontrar jovens com essas características nas comunidades periféricas dos grandes centros urbanos. 20 1. O que você compreendeu como sendo “As consequências das vítimas desse tipo de violência”. 2. O que você entende por exclusão social? 21 REFLEXÃO AGORA É COM VOCÊ ELABORE A SUA REFLEXÃO A PARTIR DESSA FRASE “Este sentimento de incapacidade, de descrença em si, reforça a marginalização das pessoas” E como as comunidades populacionais (favelas) nascem? — perguntou Federalzinho. Das grandes mudanças e transformações sociais, da falta de oportunidade, de emprego para as famílias, a falta de equipamentos de saúde agravada por uma política econômica ineficiente, sobretudo no Nordeste do País que, periodicamente, sofre com as secas dramáticas, obrigando populações inteiras a migrarem para os centros urbanos nas grandes cidades. Neste processo, além da dignidade, o homem perde também os vínculos parentais, sociais e afetivos, construídos por uma vida inteira. Perde os vínculos com a terra, com a cultura, com sua comunidade e com os valores. Neste processo perde-se até a própria identidade e isso desencadeia uma série de perdas com graves consequências. Na obrigação de se retirar de sua terra, de seu grupo social, retira também elementos fundamentais que construíam a sua identidade cultural que é, para ele, carregada de valor. Uma vez na cidade, vai morar em comunidades carentes — as favelas, consideradas espaços de exclusão social, marcadas pela pobreza, rejeição, abandono, inclusive das instituições sociais. — E, neste cenário de carência e insegurança, fica propenso a todo tipo de violência. É la que os agenciadores da exploração sexual e do tráfico de drogas encontram suas vítimas, e fixam suas raízes. 22 23 Você Sabia? Por meio do Disque 100, qualquer pessoa pode denunciar violências, colher informações sobre crianças e adolescentes desaparecidos e também tráfico de pessoas! ATENÇÃO: Disque 100 para DENUNCIAR 10 100 0 100 100 Disque 100 para Denunciar 100 100 NÃO ESQUEÇA Disque 100 24 Pais e educadores, todos devem falar com as crianças e adolescentes sobre a abordagem sexual imprópria por parte de adultos ou amigos mais velhos. É importante fazer referência à troca de favores e presentes oferecidos por estranhos. Se a criança souber o que é ou não normal para sua sexualidade, aprenderá a recusar presentes de estranhos, não importando o quão atrativos eles sejam. Ela conseguirá identificar rapidamente e passa a ter uma noção da sua segurança. 100 Y É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e adolescente. Art 70 ECA. 25 Fique O QUE É PEDOFILIA? InformadO — pergunta Isadora. FORTALEZA, CEARÁ | SEXTA-FEIRA | 20 DE MARÇO DE 2015 | ANO VII | Nº 27 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Pági n a Primeira A pedofilia é definida como uma doença. Trata-se de um distúrbio psicológico e desvio sexual do autor, chamado de pedófilo. Mas também é um crime. Organização Mundial de Saúde - OMS. Faculdades Integradas do Ceará | Fundado pelos alunos de Design Editorial - 3º | www.primeirapagina.com.br OPINIÃO Exame de Ordem da OAB Aluna é ameaçada de eliminação no exame da OAB por usar véu. P. 08 SAÚDE Obesidade Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres. P. 05 COTIDIANO Os inômodos de voar alto Longas viagens de avião podem causar incômodos; saiba como evitar. P. 07 EDUCAÇÃO Fies renova com reajuste acima de 6,4% O sistema travava quando o reajuste superava porcentagem. Com isso, os estudantes que já têm contratos conseguem fazer a renovação. P. 29 Abuso Sexual A adolescente revelou aos policiais que conheceu o homem há dois meses Foto: Alexandre França de Melo MOBILIDADE Av. Washington Soares terá corredor expresso de ônibus - P. 18 e 19 POLÍCIA Os policiais pararam um motorista no bloqueio, ele ficou muito nervoso. Os policiais perceberam que no banco de trás estava uma adolescente de 14 anos usando uma blusa com capuz, tentando se esconder. A adolescente revelou aos policiais que conheceu o homem há dois meses, quando passou a receber dinheiro em troca de favores sexuais. Disse que a mãe não sabia de nada. TRAGÉDIA ANUNCIADA FLAGRANTE IDOSO PRESO Fotos íntimas são divulgadas nas redes sociais e provocam suicídio de adolescente. Um idoso de 77 anos foi preso por pagar a uma adolescente para fazer sexo com ele. O homem foi flagrado durante uma blitz da Polícia. J. O. M. - Vítima Otacílio das Neves - Pedófilo SUSPEITO PRESO NA POLÍCIA FEDERAL FLAGRANTE CASO DE PEDOFILIA Um jovem de apenas 21 anos de idade foi preso em flagrante na madrugada desta terça-feira acusado de pedofilia e corrupção de menores. No momento em que a polícia entrou no imóvel uma adolescente de 11 anos estava sendo fotografada em poses sensuais e eróticas pelo acusado. Foto: Alexandre França de Melo URBANO Frequentemente o pedófilo é do sexo masculino e tem mais de 25 anos de idade e possui poucos amigos. Pode ser ou não casado. PEDÓFILO Gosta de atividades infantis. Tem passatempos de criança, como colecionar brinquedos e jogos. Traz consigo doces, chocolates e pequenos presentes para atrair as crianças. Tem preferência por uma idade e um tipo específico de criança. Fica por horas olhando e procurando crianças em lugares como escolas infantis, parquinhos, festinhas e outros locais de fácil acesso. Alguns preferem as crianças mais novas, outros preferem as pré-adolescentes perto da puberdade, que são sexualmente sem experiência, mas têm curiosidade sobre sexo. Geralmente, o ambiente deles é decorado com motivos infantis ou com algo que atrairá a criança ou adolescente que ele está tentando assediar. AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM A. L. M. (11 anos) - Vítima de pedofilia. EDIÇÃO 120 páginas FECHAMENTO 2º CLICHÊ 00h34 ACOMPANHAM OS CADERNOS INFORMÁTICA, CULTURAL E ESTÁGIOS. 26 27 TRABALHO PEDÓFILO Os pedófilos procuram trabalhar em atividades que envolvam contato diário com crianças ou próximos a locais que tenham crianças. A criança ou o adolescente pode vincular-se afetivamente ao adulto abusador frequente. Por esta razão a vítima não quer denunciar o agressor. Lembremo-nos que o abusador usa de várias artimanhas: presentes, chantagem (faz-se de coitadinho), é sedutor e costuma dizer: “Se você disser para o seu pai ou a outra pessoa, você nunca mais vai ganhar isso ou nunca mais vai me ver, ou algo de ruim vai me acontecer... Você não quer isso, quer?”. O pedófilo tentará desenvolver uma relação de maior intimidade com a família da criança ficando, assim, mais próximo dela. Uma vez dentro de casa, ele tem muitas oportunidades para manipulá-la. VÍTIMAS O pedófilo tem preferência por crianças tímidas, pobres ou com poucos privilégios em casa. Ele as alicia com atenção, presentes, passeios em parques de diversões, jardim zoológico, praia, etc. O PEDÓFILO É PERSISTENTE MANIPULAÇÃO DO INOCENTE Os pedófilos possuem a habilidade de manipular as suas vítimas, tornando-se amigo delas. Em seguida, mostram-se interessados em ouvi-las sobre os seus problemas pessoais, conquistando-as dessa forma. Então, as atrai para as práticas sexuais, que podem ser toque em suas partes íntimas, exibição de filmes ou imagens pornográficas. Podem oferecer álcool ou drogas para impedir que as suas vítimas reajam aos seus ataques. 28 AMIZADE COM OS PAIS Os pedófilos são incansáveis em seus intentos, trabalham para desenvolver relações com suas vítimas, pacientemente. O comportamento do pedófilo é tão doentio que é comum para eles elaborarem uma lista longa de vítimas potenciais. Muitos pedófilos têm a crença que não é crime fazer sexo com uma criança. 29 SE LIGA OS SINAIS Nenhuma criança ou adolescente pode sofrer maustratos, preconceito, exploração ou violência. Todos nós reprovamos essas agressões, abusos, dentre outros atos de violência, envolvendo as crianças e adolescentes. Mas, infelizmente, a cada dia que passa o número desses casos só aumenta, trazendo diversos transtornos psicológicos para a vida das vítimas. ATENÇÃO: O linguajar da criança quanto a assuntos Y 1.provavelmente em sua idade não falaria. sexuais que Y 2. Apatia, choro, irritabilidade. Y 3. Medo de pessoas conhecidas. Y 4. Vergonha, timidez, esconder-se sem propósito. Presente que ganha de pessoa estranha ou mesmo de Y 5.parente amigo da família, sem motivo. docinhos, chicletes entre outras guloseimas dadas Y 6.porBalinhas, pessoas de forma rotineira. Y 7. Qualquer outro comportamento incomum apresentado. • Os casos de suspeita ou confirmação de violência devem ser comunicados às autoridades protetivas. • É possível que as vítimas de violência sexual na infância desenvolvam um trauma para o resto da vida. Assim, é necessário que os pais prestem atenção aos comportamentos estranhos dos filhos para detectar violência sexual ou outro tipo de violência. 30 CUIDADO Não devemos esquecer que a nossa cultura explora a sexualidade, em todas as suas formas, nos meios de comunicação de massa. Você Sabia? Para a criança se desenvolver bem, ela precisa ser amada pelos seus pais de forma incondicional. 31 DESAFIO: AGORA É COM VOCÊ O QUE VOCÊ ENTENDE POR: 2. 1. 3. 5. TIPOS DE CRIMES SEXUAIS 7. 11. Pedofilia 16. 17. 15. 13. 19. 12. 10. 8. 14. Exploração sexual 6. 4. 9. 20. 18. 21. 22. 23. 24. Marque as peças conforme a numeração do quebra-cabeça acima: Abuso sexual 32 Exposição nas redes sociais 33 Pé da Orelha JOGO DAS SETAS DESAFIO: Você conhece alguém que já foi vítima e sofreu exploração, abuso ou exposição sexual pela Internet? Como foi o sofrimento dessa pessoa? Seguindo as setas, você descobrirá uma frase. P M I E S D U A N R U C Q C A E D I A N E R Comente a frase encontrada. 34 35 CAÇA-PALAVRAS PALAVRAS CRUZADAS Agora é a sua vez de descobrir as características de um Pedófilo. Agora é a sua vez de descobrir quais são as Instituições Protetivas. R P I A C I L B U P A I R O S N E F E D D L G G C C K V O O K E L F Q I C B R V J Q U U D I R P M I G C U G T S E C I O X V W Q J B I U N D P R G C T R N O O C G Y L I P B P K Y Y Y F T G S U T D O I X V Q L D U U I L Y U F F O Z T R R T L Q H R O M T O F N P H A Z O H N O L D B S N L D K O Z I D Z A Z H D Q J S H E U H C G A Q I M S A I C A G E L E D B S P T D L Z D R S R A D W Z R F K W E V P O Q H N I M R J T X Q E V M O T A D K B I G T Z U L P D K J D X L K J B Q E L G R C V L J N S M H Q K K L I R L N F U Y E B U W V R I W R E U R I Q I B R F C N T R D W R J N A H W Z L O H C A I S F S S V K R A L I F D I L S O Y W H C A I E I T S Q V U M L Z I Y R D E Q S U I S I N R A L E T U T O H L E S N O C C X A Y I L Y U R I T M A K B E L E P T B Q Y S M I N F A N C I A E J U V E N T U D E D O •CONSELHO TUTELAR •DELEGACIAS •MINISTÉRIO PÚBLICO •JUIZADO •INFÂNCIA E JUVENTUDE •DEFENSORIA PÚBLICA •CENTROS DE DEFESA 36 C D C S M A N I P U L A D O R A I 37 Bullying RESPEITANDO AS DIFERENÇAS Considerando os seus colegas da escola, responda: O bullying deve ser combatido não apenas por ser um comportamento negativo e danoso, mas porque é essencial que se resgate em todo aluno a dignidade humana - Celso Antunes a) Há diferenças entre vocês? Quais? b) Por que é importante conviver com as diferenças entre as pessoas? Desrespeitar as pessoas porque elas são diferentes de nós em: raça, religião, cor, opção sexual, condição social, não é coisa de herói e ainda é crime. 38 c) O que é necessário, em sua opinião, para se conviver em harmonia com pessoas diferentes de nós? d) Quais as condições para uma pessoa ser um bom(a) amigo(a)? 39 Marque um X nas opções que correspondem a sua opinião. Se seus amigos têm opiniões diferentes da sua, como você reage? ( ( ( ( ( ( ( ( ) Aceita sem questionar. ) Questiona sempre antes de aceitar. ) Aceita, após questionar e ter certeza de que a opinião é certa e não vai prejudicar sua vida material e moralmente. ) Perde a amizade, se a opinião não estiver de acordo com a sua. ) Aceita por medo pura e simplesmente de perder a amizade. ) Aceita, a depender do prestígio do colega entre os alunos. ) Aceita, a depender do prestígio do colega entre os professores. ) Quer controlar os amigos, obrigando a seguirem suas ordens. — O que é Bullying?– pergunta André. É uma palavra da língua inglesa que significa um conjunto de ações violentas de caráter moral, física, psicológica e emocional. Essas ações podem ser acompanhadas de xingamento, humilhações, agressões físicas, perseguições, maus-tratos, de forma intencional e recorrente. Os agressores agem assim por diversão, maldade, prazer, ou para se popularizarem entres os demais colegas. O bullying é o tipo de violência mais comum nas escolas. É também o mais preocupante, por ser socializado rapidamente entre as crianças e adolescentes. O bullying é um problema antigo que acontece, não só dentro das escolas, mas em outros espaços de interação intrafamiliar e social, como condomínio, parques, centros esportivos, praças, etc. Nos locais em que exista um grupo social pode ocorrer, embora seja mais comum nos espaços escolares. É um problema que se agrava a cada dia, pela falta de conhecimento e de informações sobre ele. 40 Tipos de Bullying: Físico, psicológico, moral, emocional, verbal, virtual. FÍSICO Bater, empurrar, chutar, machucar, brigas físicas, puxões de cabelos. VERBAL Apelidar, ofender; fazer piadas, músicas com letras ofensivas, discriminatórias e humilhantes; fazer fofocas ou criar problemas para constranger a pessoa. PSICOLÓGICO E EMOCIONAL Controlar, chantagear, humilhar, ameaçar, ridicularizar, rejeitar e excluir. MORAL Discriminar, falar mal, apelidar, humilhar, fazer comentários maldosos, criar ou inventar situações constrangedoras. VIRTUAL OU CYBER BULLYING Atualmente é uma das formas de bullying mais comuns entre os adolescentes. É quando se utiliza os meios de comunicação, principalmente a internet e as redes sociais para a prática de postagem de fotos, filmes e mensagens intimidadoras, humilhantes, ameaçadoras, difamatórias sobre uma ou um grupo de pessoas. 41 Vejamos o que Gabi presenciou na sua escola RESPONDA 1) O que você entendeu da história contada por Gabi? Um dia, uma aluna novata chamada Ana chegou à minha sala de aula. Ela era muito tímida e não falava com ninguém, ficava sempre isolada na escola. Fazia as tarefas escolares sozinha e não falava nem quando queria perguntar algo que ela ainda não sabia sobre a escola. Nos horários de recreação, ficava sentada na sala de aula e fazia o seu lanche lá mesmo. Uma aluna chamada Rafaela comandava um grupo de meninas, um grupo fechado e cheio de segredos. Certa vez Ana passou por elas e uma delas colocou o pé e a derrubou. Outro dia ela foi de tranças para a escola e, por onde passava, as meninas do grupo puxavam o seu cabelo. Dava dó, mas ninguém fazia nada, com medo do grupo da Rafa, pois eram muito violentas e xingavam todas as pessoas. Era comum encontrar Ana chorando dentro do banheiro. Um dia eu fiquei tão tocada quando a vi vomitando, dizendo que estava passando mal e não queria ir para a sala, que me aproximei para ajuda-la e perguntei: Ana o que você tem que não faz amigos? E fica aguentando os insultos do grupo da Rafa? Por que não conta para sua mãe? Ela chorando respondeu: “Faz um mês que minha mãe morreu e eu me sinto muito só, não tenho ninguém. Meu pai eu não conheço e agora moro com minha tia, não sei o que fazer da minha vida”. 42 2) Ana, a novata da escola, está sofrendo bullying? 3) Como você poderia ajudar Ana a não sofrer bullying? 4) Por que Ana vivia triste e chorando? 43 SE LIGA 5) Qual a lição que você tira dessa história? Somos agressivos com as pessoas de nossas relações e reclamamos quando elas reagem e nos ferem. Agimos assim porque achamos que as nossas atitudes não têm consequências, como se as pessoas vítimas de agressões não pudessem jamais reagir. Saiba como se proteger do Cyber Bullying 6) Na sua escola tem panelinha? 7) Como você se sente fazendo parte dessa panelinha? Para quem tem: facebook, instagram, telegrama, snapchat, whatsapp, e-mail, blog. s a c i D i lega s 1. Não aceite pessoas que você não conhece fazer parte de suas redes sociais; 8) Como você se sente não fazendo parte dessa panelinha? 2. Não deixe disponível, nesses aplicativos, endereços eletrônicos; 3. Em se tratando de e-mails ameaçadores, xingamento, humilhação que possa servir como prova de prática de bullying, guarde para apresentar como prova material; 4. Adote qualquer sistema de segurança para postar perfis em sites; 5. Sabia que você pode rastrear mensagens de celular? Basta solicitar à empresa. 6. Bloqueie os telefones e os e-mails indesejados. 44 45 Você Sabia? Mesmo quando os agressores tentam se proteger através de identidades falsas, é possível rastreá-los? Por mais que uma pessoa crie um fake é possível localizá-la? O AGRESSOR da prática de bullying pode ser menino ou menina que apresente as seguintes características: 6 Querer controlar os outros e ser o centro das atenções; 6 Frio e calculista; 6 Gosta de se envolver em brigas e discussões; 6 Mente sem sentir vergonha; 6 É intolerante a brincadeiras que o envolvam; 6 É metido a esperto e gosta de pegar objetos dos colegas sem autorização deles; 6 Gosta de fazer piada de mau gosto, colocar apelido e fazer pegadinha com os colegas; 6 Escolhe suas vítimas por sua fragilidade emocional; 6 Quer ser o dono da razão e fala sempre com voz impetuosa, altiva, na tentativa de fragilizar sua vítimas. 46 Você Sabia? As pessoas mais propensas a sofrerem bullying são: afrodescendentes, indígenas, pessoas acima do peso, de baixa estatura, homossexuais e pessoas sem poder aquisitivo. Normalmente as VÍTIMAS de bullying são meninos ou meninas que apresentam as características como: 6 Insegurança; 6 Têm poucos amigos e sentem dificuldades para fazer amizade; 6 Têm aparência física fora dos padrões adotados pelo grupo agressor; 6 Introvertidos, tímidos; 6 Autoestima fragilizada; 6 Podem já ter sido vítimas de agressão social ou intrafamiliar; 6 Apresentam comportamento oposto ao do grupo agressor, como: ser estudiosa e ter um excelente desempenho escolar; 6 Pessoas com um padrão de beleza maior do que a do grupo agressor; 6 Aceitam as chacotas do agressor; 6 Têm comportamento de dependência afetiva; 6 Têm dificuldade para dizer não; 6 Temem os amigos ficarem com raiva dele(a); 6 Não sabem se defender. 47 SE LIGA Vou deixá-lo mais atento, assim nunca mais você vai ficar desprotegido, porque uma criança atenta é aquela que se liga no Federalzinho. Antes, porém, eu preciso que você assuma um compromisso comigo: ATENÇÃO: Saiba como se defender do agressor — VOCÊ SABE O QUE É UM COMPROMISSO? Todos nós precisamos ter comprometimento com o nosso desenvolvimento físico, mental, emocional, espiritual e social para crescermos e sermos felizes. O compromisso é um dos vínculos mais importantes que unem as pessoas. É o que fundamenta a vida. Sem um compromisso, nenhum sentimento pode ser verdadeiro. Comprometer-se significa assumir corresponsabilidade mútua. Minha carta de compromisso: Eu, ______________________ depois das informações amigo do meu em prática tudo o que aprendi e ainda a ensinar aos meus amiguinhos a ficarem alertas para não deixarem que pessoas más interfiram em nossas vidas de forma errada, nos impedindo Assinatura 48 BESCTE PRI LEM E R B TE Federalzinho, me comprometo a colocar de sermos crianças felizes. 6 Não deixe para depois! No ato da agressão leve imediatamente ao conhecimento da coordenação da escola. 6 Fale para os pais ou adulto da sua confiança. 6 Não deixe o grupo agressor intimidar você. 6 Procure interagir mais com os grupos participativos na escola, como: esporte, coral, dança, estudo, poesia, etc. 6 Não dê a atenção que o grupo quer ter. 6 Conte para um(a) amigo(a) de sua confiança o que está ocorrendo. 6 Procure não fazer parte de nenhum grupo agressor. 6 Não faça aos outros aquilo que você não quer que façam a você. Valeu, amigo! Vamos ser heróis juntos que será muito mais divertido! Os colegas que testemunham as agressões, têm a tendência a caírem fora e não se envolverem com o acontecido. Eles temem ser vítimas do grupo ou da pessoa que causou o bullying. Fingem que não estavam presentes ou que não viram nada. Algumas vezes, em caso de brigas, ficam dando força para continuarem, como se fosse uma luta entre pugilistas. É comum as pessoas ficarem apáticas, sem emoção ou sem atitude para manifestarem apoio à vítima. São verdadeiramente omissas. Até mesmo quando o caso passa a ser crime. 49 Você Sabia? Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. - Art. 5º O Estatuto da Criança e Adolescente - ECA Os prováveis sintomas das vítimas de bullying. • DEPRESSÃO E SENTIMENTO DE TRISTEZA; • MEDOS, INSEGURANÇA, FOBIAS; • DELÍRIO DE PERSEGUIÇÃO, ALUCINAÇÕES; A direção da escola pública e privada, ao tomar conhecimento da prática de bullying envolvendo estudante sob sua responsabilidade, deverá instaurar imediatamente procedimento administrativo para apurar os fatos e as circunstâncias noticiadas e encaminhar às instituições competentes ou adotar as medidas pedagógicas e disciplinares imediatas e urgentes, com a finalidade de resguardar a vítima. • CRISES DE ANSIEDADE; • INSÔNIA OU PESADELO; • ISOLAMENTO SOCIAL; SE LIGA A prática de bullying é diferente das brincadeiras normais entres os alunos. Ela é percebida pelos insultos, intimidações, apelidos cruéis, acusações injustas, humilhações, hostilizações, ridicularização, agressões físicas, ações discriminatórias e homofóbicas. 50 • DORES CORPORAIS, TONTURAS, ENJOOS, CANSAÇO; • EVASÃO ESCOLAR; • BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR; • SUICÍDIO. 51 QUESTIONÁRIO Respeitando nossas diferenças Junte seus amigos da escola e elabore uma campanha contra o bullying Quais os passos para iniciar a campanha antibullying? 1. Na sua escola já aconteceu caso de bullying? _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ _____________________ 2. O que você sugere para que casos de bullying não se repitam? 3. O que é necessário, em sua opinião, para vivermos em uma sociedade mais pacífica? 4. Comente a frase: “educação começa em casa”. _____________________________ _____________________________ _____________________________ _____________________________ _____________________________ 52 53 A paz está dentro de nós ou então não existe. Se é no espírito dos homens que começam as guerras, então, “é nas escolas da Terra que se moldará a nova consciência, capaz de pôr um termo a toda violência”. - Robert Muller em 1989 RESPONDA Bem, amigo(a), espero que tenha se divertido. Vamos aguardar a próxima cartilha, que será importante e muito informativa. Até lá! 1) Como foi a campanha? 2) Quais os benefícios da campanha? 3) Você encontrou resistência de outros alunos no decorrer da campanha? 4) Qual a sua reflexão sobre o bullying? 54 55 CADERNO DE RESPOSTAS Sobre os Autores JOGO DAS SETAS D I SQUE C EM PARADE NUNC I AR CAÇA-PALAVRAS R P I A C I L B U P A I R O S N E F E D D L G G C C K V O O K E L F Q I C B R V J Q U U D I R P M I G C U G T S E C I O X V W Q J B I U N D P R G C T R N O O C G Y L I P B P K Y Y Y F T G S U T D O I X V Q L D U U I L Y U F F O Z T R R T L Q H R O M T O F N P H A Z O H N O L D B S N L D K O Z I D Z A Z H D Q J S H E U H C G A Q I M S A I C A G E L E D B S P T D L Z D R S R A D W Z R F K W E V P O Q H N I M R J T X Q E V M O T A D K B I G T Z U L P D K J D X L K J B Q E L G R C V L J N S M H Q K K L I R L N F U Y E B U W V R I W R E U R I Q I B R F C N T R D W R J N A H W Z L O H C A I S F S S V K R A L I F D I L S O Y W H C A I E I T S Q V U M L Z I Y R D E Q S U I S I N R A L E T U T O H L E S N O C C X A Y I L Y U R I T M A K B E L E P T B Q Y S M I N F A N C I A E J U V E N T U D E D O Maria Elismar de Paula Nepomuceno Santander Agente Federal aposentada; Psicóloga Clínica; Pósgraduada em Família; em Psicoterapia Breve; em Educação para Tratamento da Dependência Química. Terapeuta Cognitiva-Comportamental; Terapeuta Comunitária; Trainer: Practitioner e Master Practitioner em PNL; Coaching Pessoal e Profissional; Coaching de Talentos e Master Coaching. Tem Curso Superior de inteligência. Autora dos livros Em Defesa da Vida, ed. Paulus, Desencontros e Encontros, ed. Premius. Elismar Santander de Almeida e Assis - Aprendendo a ser e a conviver para compartilhar _ Construindo juntos uma educação preventiva. email: [email protected] web page: www.emcdh.com.br PALAVRAS CRUZADAS 56 C H D I SS I MU L ADO N A T N A I G P C OM P U L S I V O L S A T D A S EDU T OR R 57 Referências Bibliográficas ARAÚJO, João Roberto de Educação emocional e social: um diálogo sobre arte, violência e paz / João Roberto de Araújo. –1.ed. – Ribeirão preto, SP: Editora Inteligência Relacional R, 2013. BARRETO, Adalberto e Norberto Viana - DO SERTÃO À FAVELA - da exclusão à inclusão. Impressão: Gráfica VT. – Fortaleza, CE. 1999. BASSINI, Leandro. Bullying: o que é, como prevenir: caderno de atividades/ Leandro Bassini. – São Paulo: Meca, 2012. – (Projeto combate ao bullying). BASSINI, Leandro. Bullying: o que é, como prevenir / Leandro Bassini. – São Paulo: Meca, 2012. – (Projeto combate ao bullying). BASSINI, Leandro. Bullying: o que é, como prevenir: livro do professor / Leandro Bassini. – São Paulo: Meca, 2012. – (Projeto combate ao bullying). Bullying 2. Conflito interpessoal 3. Ensino fundamental 4. Violência na escola. ECA. Estatuto da Criança e do Adolescente Comentado: comentários jurídicos e sociais. São Paulo: Malheiros Editores, 1992. Guia Escolar: Métodos para identificação de Sinais de Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes/ Benedito Rodrigues do Santos... ET al, Rita Ippolito: coordenação técnica 2. Ed. Ver. E atual.—Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos e Ministério da Educação, 2004.163 p. PEREIRA, Sônia Maria de Souza. Bullying e suas implicações no ambiente escolar/ Sônia Maria de Souza Pereira – São Paulo: Paulus, 2009. SANTANDER, Elismar. Em Defesa da Vida. São Paulo: Paulus, 2001. SANTANDER, Elismar. Desencontros e Encontros. Fortaleza-CE: Premuis, 2006. SANTANDER, Elismar, ALMEIDA e Assis. Aprendendo a ser e a conviver para compartilhar: construindo juntos uma educação preventiva. Fortaleza-CE: Premius, 2014. 58 59