Transcrição da Teleconferência
Resultados do 2T11
Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ)
12 de agosto de 2011
Operador:
Bom dia, senhoras e senhores, e obrigado por aguardarem. Sejam bem-vindos à
teleconferência da Raia S.A. para discussão dos resultados referentes ao 2T11.
O áudio desta teleconferência está sendo transmitido simultaneamente pela Internet,
no endereço ri.drogaraia.com.br. Naquele endereço pode também ser encontrada a
respectiva apresentação em PowerPoint para download.
Informamos que todos os participantes estarão apenas ouvindo a teleconferência
durante a apresentação da Companhia, e, em seguida, iniciaremos a sessão de
perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas. Caso algum dos
senhores necessite de alguma assistência durante a conferência, queira, por favor,
solicitar a ajuda de um operador, digitando *0.
Antes de prosseguir, gostaríamos de esclarecer que eventuais declarações que
possam ser feitas durante esta teleconferência, relativas às perspectivas de negócios
da Companhia, projeções e metas operacionais e financeiras, constituem-se em
crenças e premissas da Diretoria da Raia S.A., bem como em informações atualmente
disponíveis para a Companhia. Considerações futuras não são garantias de
desempenho. Envolvem riscos, incertezas e premissas, pois se referem a eventos
futuros e, portanto, dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer.
Investidores devem compreender que condições econômicas gerais, condições da
indústria e outros fatores operacionais podem afetar os resultados futuros da Empresa
e podem conduzir a resultados que diferem materialmente daqueles expressos em tais
considerações futuras.
Hoje conosco temos a presença dos senhores Antonio Carlos Pipponzzi, Diretor
Presidente, Eugenio de Zagottis, Vice-Presidente de Relações com Investidores e
Comercial, e Leonardo Correa, diretor de Relações com Investidores.
Gostaria agora de passar a palavra ao Sr. Eugenio de Zagottis. Sr. Eugenio, pode
prosseguir.
Eugenio de Zagottis:
Senhores, bom dia. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos por participarem
da nossa teleconferência de resultados relativa ao 2T11. Sob qualquer óptica,
entendemos que esse foi um excelente trimestre, um trimestre que nos deixou muito
satisfeitos em todas as dimensões.
Completamos o trimestre com 362 lojas em operação, tivemos ao longo do trimestre
dez aberturas e o fechamento de uma loja. Nossa receita bruta atingiu R$566 milhões,
um crescimento de quase 25% sobre o ano anterior, que foi muito alavancado por uma
evolução das mesmas lojas de 13,7%.
Atingimos uma margem bruta recorde para a Companhia: 26,9%, um incremento de
1,6 p.p. sobre o mesmo trimestre do ano anterior. Tivemos R$37,2 milhões, um
crescimento de 63,4% sobre o ano passado, e a margem atingiu 6,6%.
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12 de agosto de 2011
Nosso lucro líquido no trimestre foi de R$23,4 milhões, correspondente a 4,1% de
margem líquida. E por fim, apropriamos juros sobre capital próprio relativos ao
semestre de R$12,9 milhões, que contribuíram com nosso lucro líquido no período.
Na página quatro, vamos falar um pouco da expansão. Fechamos o trimestre, como
eu mencionei, com 362 lojas em operação. Esse trimestre marcou a aceleração do
nosso plano de crescimento rumo ao guidance de 60 lojas dentro do ano. Então,
abrimos dez lojas, fechamos uma e chegamos a 362.
É importante falar que só entre o final do trimestre o dia de hoje, já abrimos mais 11
lojas, portanto mais do que todo o trimestre anterior, e tivemos mais um fechamento.
Com isso, entendemos que estamos em um caminho claro de atingimento das 60 lojas
de abertura que colocamos de guidance, até porque todos os contratos referentes a
essas lojas já estão assinados, então não há nenhuma incerteza do ponto de vista de
disponibilidade de ponto. E do ponto de vista de abertura, entramos realmente agora
em uma progressão mais acelerada, mas temos bastante convicção de que
seguiremos ipsis litteris esse guidance.
Terminamos também o trimestre com 39% das lojas ainda em maturação. Isso é fruto
da expansão recente que vimos imprimindo.
Na página cinco, vamos falar um pouco de market share. Tivemos um crescimento
expressivo de market share em âmbito nacional. Nosso share saiu de 3,8% para 4,2%
no mês de junho. Acho que tivemos dois grandes destaques olhando mercado a
mercado.
O primeiro mercado foi o Estado de São Paulo, onde, mesmo tendo uma operação já
bastante madura, com bastante loja, conseguimos alavancar, em apenas 12 meses, 1
p.p. de market share, saindo de 8,7% para 9,7%. O Paraná foi o segundo destaque em
termos de ganho e participação. Até em função da expansão recente para o interior do
Estado, saltamos de 3,9% para 6,3% de participação no mês de junho.
O único estado no qual não crescemos market share foi em Minas Gerais, onde
tivemos uma queda de 0,2 p.p. E aí vale mencionar que, nos últimos 12 meses,
abrimos apenas duas lojas na cidade de Belo Horizonte. Então, vemos com
naturalidade esse número.
Por fim, lembrar que esse foi o trimestre da nossa entrada em Santa Catarina. Embora
isso já estivesse anunciado, até porque aconteceu antes do conference call anterior,
esse foi o primeiro trimestre que Santa Catarina, com três lojas, passou a compor
nossa base. Atingimos 0,4% de market share, e levamos nossa presença para cinco
dos seis principais estados do Brasil, que juntos totalizam 70% do mercado
farmacêutico brasileiro.
Na página seis, vamos falar um pouco da receita. Por trás dessa evolução de 24,7%
da receita bruta, o grande destaque foram os genéricos. Obtivemos um crescimento
de 37,7% em genéricos, que proporcionou uma elevação da participação no mix total,
olhando o trimestre anterior, até porque genérico não tem grande sazonalidade, ele sai
de 9,5% no 1T para atingir 10,3% no 2T.
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Nós temos, para contribuir com essa evolução, alguns fatores. O primeiro é o
lançamento de novos genéricos, que se iniciou a partir do final do ano passado, na
medida em que começamos a ter vencimento de patentes, até dentro de um
cronograma acelerado, porque alguns medicamentos que no mundo ainda têm
patentes, algumas indústrias brasileiras conseguiram, na Justiça, desafiar essas
patentes.
Então, esse lançamento de novos produtos, que se iniciou no 4T, se intensificou no
1T11 e ainda teve alguma contribuição a mais de produto nesse 2T, foi um dos fatores
que impulsionou esse ganho de participação. Mas não foi só isso. Aqui também é
importante mencionar que vimos trabalhando o genérico com priorização bastante
grande dentro das nossas atividades comerciais.
Então, viemos com o tempo investindo em preço de genérico, e vimos divulgando o
genérico ativamente. E aí, vale falar, a Droga Raia é uma empresa que respeita
receituário, a Droga Raia respeita preferência do cliente, mas é nossa missão sempre
deixar claro para o cliente se existe o genérico e dar a ele a possibilidade de escolher.
Isso vem ajudando nesse crescimento bastante importante.
A segunda categoria do mix, como de costume, essa não é novidade, foi higiene e
beleza, que cresceu 27% sobre o ano passado. E se olharmos trimestralmente, ela
tem uma queda de 0,5% sobre o 1T, que é uma queda natural, em função de
sazonalidade. Saímos do verão, que é o período mais favorável, que são o 4T e o 1T,
para iniciar um ciclo de inverno, que é onde essa categoria se retrai um pouco e onde
começa a aparecer o OTC, onde tivemos também o crescimento de 18,8%, que, se
não é brilhante, perto dos números de OTC que vínhamos tendo nos últimos anos,
claramente nos deixou satisfeitos.
Página sete, vamos detalhar um pouco o crescimento das vendas. Vemos que,
inegavelmente, estamos tendo uma aceleração muito expressiva de crescimento de
receita. Saímos de um patamar do ano passado, ao redor de 15%, 16%, iniciamos o
ano, no 1T, com um crescimento já mais marcante, de 22%, e agora, no 2T, chegamos
perto de 25% de crescimento.
Essa é uma tendência bastante expressiva, e que vem sendo alavancada, em primeiro
lugar, pelas lojas maduras; vemos um crescimento de 9,5% nas lojas maduras,
crescimento 2 p.p. acima da inflação. Então, é um número, sob qualquer óptica, muito
bom, que contribui para o crescimento mesmas lojas de 13,7%, assim como também
contribui para esse crescimento a performance das lojas recentemente abertas, que
vem também em uma tônica bastante favorável e está nos deixando muito satisfeitos.
Nos últimos anos, conseguimos acelerar bastante a expansão sem deteriorar
resultado, sem deteriorar ROIC. Isso para um varejista que se propõe a crescer, é das
coisas mais importantes que existe.
Na página oito, tivemos um lucro bruto recorde nesse trimestre de 26,9%. É claro que
o 2T é um trimestre sazonalmente favorável para a margem bruta, porque é o trimestre
onde temos o aumento de preços, e todo o estoque comprado a preço antigo passa a
ser vendido a preço novo, portanto você tem um ganho inflacionário sobre os
estoques. Então, mesmo comparando o 2T11 com o 2T10, ou seja, na mesma
sazonalidade, registramos uma melhora de 1,6 p.p.
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A que se deve essa melhora? Primeiro, nós, por termos caixa, conseguimos alavancar
esse ganho inflacionário por acumular estoques na virada do 1T para o 2T. Segundo,
porque já no 1T11, através da adoção de um novo modelo de compras, onde
encurtamos prazo de pagamento e começamos a fazer mais compras de
oportunidade, tivemos um ganho estrutural de margem bruta.
Então, em cima desse novo patamar estrutural, temos o ganho inflacionário sobre
estoque, que é alavancado, como eu falei, pela antecipação de compra, e a ele se
somou um ganho em oportunidades bastante forte nesse trimestre em função de
produtos sazonais.
Essa é uma dinâmica interessante. Historicamente, sempre compramos dos
fornecedores, em promoções especiais no 2T, volumes grandes de produtos sazonais,
que sempre vêm com prazos bastante largos. Neste ano, aproveitamos nosso balanço
forte para transformar prazo em desconto de compra.
E aí é importante falar que temos uma filosofia de ROIC da qual não transigimos.
Quando fazemos um trade-off de prazo, ou de capital de giro para aumentar margem,
é porque sabemos que isso está remunerando ao máximo o custo de capital. Não
fazemos isso simplesmente para ganhar CDI nesse tipo de transação.
Então, toda essa atividade promocional contribuiu para a elevação de margem bruta
que conseguimos ter nesse trimestre. A consequência disso é que temos um ciclo de
caixa que está com um investimento de capital de giro bastante forte. Chegamos a
48,9 dias de ciclo de caixa, por termos usado de forma bastante forte o nosso balanço
para melhorar resultado, como eu falei, sempre dentro da filosofia de ROIC.
Falando um pouco para frente, entendemos que chegamos ao pico de uso de capital
de giro. Esperamos para o próximo trimestre alguma melhora de ciclo de caixa, e no
4T uma melhora ainda maior, até porque o 4T tem, sim, uma sazonalidade favorável
de capital de giro. Mas, de qualquer forma, como eu falei, por trás de casa negociação
existe uma análise de ROIC que justifica esse uso de capital.
Na página nove, vamos falar um pouco de despesas. Primeiro em termos de despesa
de vendas, tivemos uma leve diluição de 0,1 p.p. em relação ao mesmo trimestre do
ano anterior. E a razão disso é clara: crescemos a nossa receita média por loja 7,5%
no trimestre, e cresceu a despesa de loja 7,2%. Então, esse crescimento da venda por
loja acima da despesa por loja se traduz em uma diluição da base de despesa.
E aí vale mencionar que embora tenhamos crescido same-store sales 13,7%, esse
crescimento de venda média por loja cai para 7,5% exatamente porque colocamos,
nos últimos 12 meses, 60 novas lojas na base. Então, é natural que isso aconteça,
mas, de qualquer forma, foi possível obter aqui alguma diluição.
E falar aqui também que o crescimento da despesa por loja, de 7,2%, foi algo como
0,5% acima da inflação. Inflação é um dos tópicos que não dá para fugir neste ano,
quando conversamos com investidores. Por quê? Porque estamos em um ano em que
as taxas aceleraram, estamos em um ano em que o IGP-M que lastreia os nossos
contratos de aluguel se acelerou mais ainda.
Então, já viemos até aqui sentindo alguma pressão de aluguel, embora essa pressão
seja bem distribuída ao longo do ano, porque os contratos são reajustados uma vez
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Resultados do 2T11
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por ano, na data de aniversário. Alguns contratos, até agora já foram, a maioria dos
contratos ainda está por ser reajustada. Então, conforme vamos nos aproximando do
fim do ano, vamos chegando a uma situação em que a grande parte dos contratos já
estará reajustada e essa pressão vai aumentando.
Sem falar que agora, a partir do 3T11, temos o reajuste de folha de pagamento. Então,
ainda não temos uma taxa definida, estamos em negociação com o sindicato, mas
historicamente, o aumento de folha é acima da inflação.
Então, olhando um pouco para frente no ano, se por um lado vemos uma tendência de
margem bruta muito forte, por outro teremos uma pressão de despesa se acentuando
no 2S11, seja na despesa de venda, seja na despesa administrativa, onde, já
aproveitando e virando de página, tivemos uma piora de 0,1 p.p., que se explica, como
eu falei, pela inflação, mas se explica também por algum reforço de estrutura,
sobretudo em recursos humanos.
Na página 11, falando de EBITDA. O EBTIDA cresceu 63% sobre o ano passado, que
equivaleu a um crescimento de 1,6 p.p. Esse crescimento, como falamos, foi todo
obtido em cima da margem bruta; a melhoria de diluição de despesa de vendas de 0,1
foi compensada por uma igual piora na despesa administrativa. Então, em um cenário
onde conseguimos, mesmo com pressões inflacionárias, até agora segurar despesa
constante, avançamos bastante na margem bruta, e isso alavancou o crescimento do
EBITDA e, como vamos ver, do lucro líquido também.
Aí já falando de lucro líquido, atingimos um lucro líquido no trimestre de R$23,4
milhões, equivalente a uma margem líquida de 4,1%. Esse lucro líquido é maior que
todos os anos anteriores de lucro líquido. Apenas em um trimestre, superamos o lucro
líquido de anos anteriores, e a razão é bastante clara: além da melhoria da operação e
da margem EBITDA, como falamos, que também tem por trás dela uma melhoria de
liquidez, de nos permitir comprar melhor, usando capital de giro de forma inteligente,
temos também, em função da liquidez, uma saída de um cenário de despesa de juros
de 1,7% da venda no ano passado para receita líquida de juros de 0,6% no trimestre.
E tem também uma melhoria de depreciação de 0,2 p.p.
Mas o grande fator aí, realmente, é a diferença de liquidez da Empresa pós-IPO, que
se refletiu na margem bruta e se reflete no fato de que hoje saímos de despesa
financeira para receita financeira.
Na página 13, falando de fluxo de caixa, geramos no trimestre R$41 milhões de
recursos da operação. Tivemos no trimestre um consumo importante de caixa: R$66,4
milhões de ciclo e R$5,7 milhões de outros ativos e passivos. Além disso, tivemos
R$16,6 milhões de investimentos entre expansão e CAPEX de manutenção. E aí,
como eu falei, a partir de agora, ao longo do ano veremos uma reversão de ciclo de
caixa.
É óbvio que não estaremos nem perto do que era a vida antes do IPO, porque hoje
estruturalmente compramos com prazos menores e condições maiores; investimos
bastante capital de giro em loja e no CD para melhorar nível de serviço, e isso
certamente é um dos fatores que alavanca esse crescimento de venda que estamos
tendo, que está bastante forte. Mas achamos que o 2T foi um pico de uso de caixa, e
que ele vai suavizar no 3T e melhorar ainda mais no 4T.
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Por fim, falando da nossa ação, em um cenário bastante turbulento de mercado, onde
aconteceu rebaixamento da dívida soberana dos Estados Unidos pela S&P, e onde
tem uma série de dúvidas sobre o ambiente econômico, tanto de Estados Unidos
como Europa, conseguimos manter o preço da nossa ação com uma evolução de 7%
acima do preço do IPO, em um cenário onde o índice Bovespa, nesse timing, caiu
21%, e onde o índice de consumo caiu 11%.
E nunca é demais repetir, acho que os nossos números também vêm mostrando isso,
o quanto o setor é resiliente. Não vemos nenhuma preocupação com deterioração de
ambiente econômico. Vimos com uma evolução de vendas bastante sólida; até vemos,
nesse 3T, ainda um crescimento maior até sobre o que foi o 2T em termos de vendas.
Então, não temos nada a temer em relação à crise, seja o grau que ela venha a ter,
porque o business segue sólido, porque o setor é defensivo, e porque nós temos uma
estrutura de capital hoje invejável, e uma crise pode até gerar oportunidades, e se elas
acontecerem, estaremos prontos.
Com isso, vou passar a palavra para o Antonio Carlos, para ele fazer algumas
considerações e na sequência abrir para perguntas. Obrigado.
Antonio Carlos Pipponzi:
Bom dia a todos. Vou fazer algumas considerações finais, talvez dando um quadro das
ações mais importantes que temos em curso, e colocando alguma tinta em algumas
ações já comentadas pelo Eugenio.
Primeiro, gostaria de falar um pouco de expansão. No 1T, abrimos apenas 11 lojas, e
claramente, citamos à época aqui, a ausência de um portfólio mais robusto trouxe uma
situação de dificuldade com relação a volumes. Nessa data, porém, temos já 24 lojas
inauguradas e um ritmo de aberturas totalmente normalizado. Eu destacaria a
operação de Santa Catarina, que mais ou menos está ocupando alguma coisa como
25% do nosso plano de expansão.
Acho importante também, sobre o aspecto de expansão, destacar que já firmamos os
contratos que asseguram 60 lojas este ano. E mais que isso também, já iniciamos, até
com certo volume, a montagem do nosso portfólio 2012, o que normalmente, em anos
anteriores, não se dava. Então, acho que isso é muito importante para que
mantenhamos continuidade para atender as metas fixadas para o ano que vem.
Outra coisa importante também, estamos trabalhando muito forte na adequação dos
nossos quadros de loja. Entendemos que tem muitas oportunidades em termos dessas
melhoras; trabalhamos um pouco antes com algumas redefinições de planos de
carreira, e agora começamos esse esforço mais intensamente a partir do mês de julho.
Sobre esse aspecto também, acho que o Eugenio já citou, temos uma negociação em
curso com os sindicatos. Como todos sabem, esse não é um ano muito favorável em
termos de inflação, mas estamos procurando levar a patamares que sejam justos e
equilibrados.
E finalmente, com muita satisfação, como todos sabem, firmamos esse acordo de
associação com a Drogasil. Estamos bastante entusiasmados, otimistas e muito
envolvidos para o sucesso dessa nova companhia, que será a maior rede de drogarias
do Brasil, um dos grandes grupos varejistas, o sétimo grupo varejista deste País.
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Transcrição da Teleconferência
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Então, diria que estes são meus destaques, e também me coloco, lado a lado com o
Eugenio, para eventuais perguntas que vocês tiveram. Obrigado.
Guilherme Assis, Raymond James:
Bom dia a todos. Eu tenho algumas perguntas. Acho que a primeira é em relação á
margem bruta, com esse ganho de 160 b.p. Eu queria saber quanto disso vocês
acham que é sustentável, quanto é estrutural e quanto foi só por causa do efeito
sazonal do 2T. Essa é uma pergunta.
A segunda é em relação à alavancagem operacional. Eu entendo essas pressões de
inflação, aluguel, salários e investimentos em RH, mas eu queria saber se vocês veem
espaço para uma redução percentual em relação à receita líquida ainda em 2011,
demonstrando um pouco de alavancagem operacional.
E a última pergunta é em relação à fusão com a Drogasil. Eu queria saber se essa
fusão muda, em algum aspecto, o plano de crescimento de vocês, pode ser
geograficamente; em relação ao número de lojas acho que vocês já deixaram claro
que não, mas, por exemplo, a estratégia de priorizar mais alguns mercados ou outros,
o que muda isso na estratégia de vocês? São essas as perguntas. Obrigado.
Eugenio de Zagottis:
Obrigado pela pergunta, Guilherme. Em primeiro lugar, lembrar que esse crescimento
de margem bruta que obtivemos no trimestre aconteceu em cima de um patamar de
margens bastante melhor que já registramos no 1T. Se voltarmos ao 1T, saímos, na
verdade, de um patamar de 24,5% de margem bruta no final do ano passado para
25,3% no 1T e agora para 26,9%.
Como você sabe, não damos guidance de margem bruta, mas fica claro que, embora
esse número tenha um componente sazonal muito forte, que o número de margem
esperado para o final do ano, para os outros dois semestres, ele certamente é acima
do que foi a margem do 1T. Então, não será 26,9%, mas será mais que os 25,3% que
registramos no 1T.
É importante falar também, e aí já fazendo link com sua segunda pergunta, que no
ambiente de pressões inflacionárias, onde todos os players dessa cadeia são
igualmente afetados por essa pressão, existe um espaço mais favorável na margem
bruta, porque todo mundo sente uma pressão, todo mundo quer manter ou melhorar
seus resultados. Então, normalmente, em um cenário desses o mercado fica mais
flexível, do ponto de vista da margem bruta.
Então, neste ano, sem dúvida alguma vamos mostrar uma evolução bastante grande
de expansão de margem EBITDA. Não necessariamente ela virá da despesa, até
porque essas linhas se misturam. Como eu falei, em um cenário de inflação tranquila,
você consegue diluir melhor as despesas; em um cenário de inflação mais pesada, a
despesa vai sofrer mais, mas em compensação, porque está todo mundo apertado de
despesa, fica mais fácil equilibrar a margem bruta.
Respondendo de forma bem objetiva, neste ano, não, não há possibilidade de diluição
de despesa, olhando as pressões de inflação e olhando o próprio investimento na
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estrutura que vimos fazendo. Mas é uma coisa que acreditamos que vai acontecer no
médio e longo prazo, e eu acho até que a associação com a Drogasil, a fundação da
Raia Drogasil S.A. certamente vai ajudar nisso.
Falando de crescimento, estamos fazendo este ano 60 lojas, e estamos, no nosso
ritmo hoje de prospecção para o ano que vem, como se ainda não tivéssemos feito
nenhuma transação no sentido de fazer 90 lojas. Mas não tenho neste momento como
ratificar ou não esse guidance, porque é uma questão ainda de entender qual será o
esforço requerido na integração, quanto disso pode afetar o plano.
Você teria lojas que os dois abririam e, às vezes, teriam alguma colidência, ainda não
sabemos se essas lojas não serão abertas ou se você simplesmente vai realocar e
conseguir manter o mesmo número. Então, não dá ainda para reafirmar neste
momento nenhum guidance de expansão. É claro que mais para frente vai haver um
guidance de expansão, até porque as duas empresas trabalham com esse guidance.
Do ponto de vista de novos mercados, eu espero, sim, que haja uma saída mais
rápida para outros mercados. Acho que essa e uma das coisas que, em uma situação
como essa, tendo um management team mais forte, tendo uma capacidade maior de
execução, conseguiremos fazer, e acho que isso será uma geração de valor
importante.
Guilherme Assis:
Está ótimo. Obrigado, Eugenio.
Juliana Rosenbaum, Itaú BBA:
Bom dia. A minha primeira pergunta, Eugenio, se você pudesse me dar alguma
granularidade de informação sobre o same-store sales da loja madura. Em que
categorias você está realmente vendo esse crescimento espetacular na loja madura?
Ele é diferente entre as categorias? E se, de alguma forma, você consegue
efetivamente observar essa vantagem de vendas, esse crescimento de vendas vindo
da redução do stockout, que o capital investido está efetivamente virando vendas na
loja. Qualquer detalhe seria legal. Obrigada.
Eugenio de Zagottis:
Juliana, em primeiro lugar, nós viemos em uma toada muito boa, com 9,5% de vendas
lojas maduras, e acho até que para o final do ano esse número pode ainda crescer
alguma coisa.
Quando olhamos para mix, de forma geral, o genérico vem tendo papel muito
importante em toda a cesta de vendas. Quando olhamos em lojas maduras, a visão
não é tão diferente, de categoria, do que quando olhamos a cesta completa da
Empresa. Então, estamos em uma toada boa.
E em relação a índice de falta, é muito difícil amarrarmos as duas coisas. Mas você
tem evidencias empíricas fortes. Primeiro, porque mensuramos índice de falta por
várias metodologias, e é muito claro que esse investimento de capital de giro, sim, se
traduziu em uma melhoria grande de índice de faltas.
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Como o índice de faltas foi parar na venda, acho que o timing nos dá a confiança de
que existe essa causalidade. Mas não acho que é só índice de falta. Não acho que na
hora em que começarmos a comparar com a base deste ano no ano que vem, que por
estar em uma situação de falta parecida esse número irá simplesmente despencar.
Não acho que é isso.
Se você lembrar, nós sempre falamos em uma tendência história de evolução de lojas
maduras de 1% a 2% acima da inflação. Se você olhar no trimestre, estamos em 2%
acima da inflação. Então, claramente tem um plus vindo de faltas. Mas não é só isso.
É importante falar também que hoje estamos com a marca bem fixada em todos os
mercados em que atuamos. O Rio Grande do Sul é um mercado ainda mais recente,
um mercado mais em amadurecimento, então, hoje também, quando colocamos lojas
novas nesses mercados, vem uma resposta mais rápida de maturação de lojas do que
vinha no passado, quando estávamos montando esses mercados.
O próprio crescimento hoje é um crescimento que também vem tendo menos
canibalização. Vou dar um exemplo: Santa Catarina é um crescimento de
canibalização zero. Como o Antonio Carlos falou, é ¼ do plano de expansão do ano.
Se você pegar o interior do Paraná, onde crescemos muito ano passado e este ano,
também é um mercado de canibalização zero. E o próprio interior de São Paulo, em
que vínhamos abrindo 25 lojas por ano, hoje já estamos abrindo mais para 15 lojas por
ano. Então, também a pressão da canibalização sobre esses mercados existentes é
outra coisa que contribui para o número.
Juliana Rosenbaum:
Está ótimo. E por exemplo, e quando você olha o ganho de market share que você
está tendo em São Paulo, você tem alguma evidência de estar vindo dos pequenos,
dos informais, dos grandes? Como você consegue ver isso?
Eugenio de Zagottis:
Eu não tenho nenhuma evidência de onde ele vem. Nós temos algumas informações
que o IMS nos dá, estratificadas, mas as temos só em uma base anual, e não temos
por estado, também. Eu tenho a sensação de que estamos ganhando em todos os
segmentos. Acho difícil ter outra empresa hoje em São Paulo que esteja com
crescimento de share que nós estamos. Mas eu não posso falar, porque não tenho o
número dos outros.
Juliana Rosenbaum:
OK. E não sei se é impressão minha, mas você fechou uma loja no 2T, falou que
fechou já uma outra, e tenho a impressão que vocês não fechavam tantas lojas assim;
não que seja muito. Mas tem um processo diferente dentro da Empresa hoje, de ter
mais cuidado, olhar rentabilidade? Mudou alguma coisa nesse aspecto?
Eugênio de Zagottis:
Não acho que seja diferente. Nós sempre tivemos essa preocupação, e não temos
tabu quando achamos que a loja tem que ser fechada. Se você olhar, fechamos até
agora, no 1S, duas lojas. Duas lojas é a média em que vínhamos nos anos anteriores.
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Então, nem falando ainda de fusão, devemos ter ainda mais uma ou duas lojas que
possam ser fechadas ao longo deste ano.
Acho que não tem nenhuma razão estrutural para ser diferente. Uma das lojas é uma
que há bastante tempo vínhamos discutindo de fechar, e agora tomamos a decisão.
Então, eu diria que você está em um grau de variação que não dá para caracterizar
um comportamento diferente.
Mas é claro que a partir do momento em que você tenha duas empresas juntas, você
terá uma oportunidade de otimização de portfólio que vai acabar resultando em
fechamento maior de loja. Não será nada explosivo, e será uma coisa a ser feita lenta
e gradualmente, até para sentirmos que quando você está fechando uma loja para
otimizar portfólio, que essa otimização está vindo e está sendo retida. Mas claramente,
na hora que juntar os dois, vamos ter mais fechamentos do que vínhamos tendo até
agora.
Juliana Rosenbaum:
Ótimo. E por último, sobre a fusão, você consegue nos dar uma ideia de timing, de
como estão os processos internos burocráticos do processo? Obrigada.
Eugênio de Zagottis:
Eu ainda não tenho ainda grandes definições diferentes para passar em relação ao
que falamos no call conjunto com a Drogasil. Nós viemos trabalhando nos
procedimentos burocráticos, e isso deve levar o tempo normal que se leva. Não tenho
nenhum dado novo ainda, não existe ainda um cronograma de AGE definido. Estamos
conversando, mas ainda não tem um cronograma definido para as AGEs.
Juliana Rosenbaum:
Está ótimo, Eugenio. Muito obrigada.
Irma Sgarz, Goldman Sachs:
Bom dia. Eu gostaria de perguntar sobre o plano de expansão, se vocês estão
sentindo alguma pressão na base de custos, já que tem bastante pressão inflacionária,
obviamente através das linhas de despesa. Mas eu queria ouvir se vocês mantêm o
guidance para CAPEX para este ano, ou talvez também para o ano que vem; sei que
ainda está cedo para mencionar, mas como vocês estão vendo isso?
E em relação à entrada em novas geografias, novas regiões, se vocês já podem
também dar uma visão, sei que vocês provavelmente não podem ser muito
específicos, mas para entender nas grandes linhas onde, para vocês, faria sentido,
através da logística que vocês têm hoje em dia. Obrigada.
Eugenio de Zagottis:
Antes de passar para o Antonio Carlos, só quero deixar claro um ponto: nós não
damos guidance de CAPEX. Nós temos números históricos, e aí o Antonio Carlos
pode até comentar em cima dos números históricos.
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Transcrição da Teleconferência
Resultados do 2T11
Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ)
12 de agosto de 2011
Antonio Carlos Pipponzi:
Hoje temos, sim, algum tipo de pressão inflacionária; não é nem pressão inflacionária,
é fruto do boom imobiliário que vivemos. Embora disputemos espaços que são
menores; grande parte deles que não se disputa com grandes imobiliárias, com
grandes construtoras, mas de toda forma, o comércio mais aquecido gera algum tipo
de pressão, e nós temos alguma elevação de CAPEX, sim.
Mas não sentimos isso como nenhum fator restritivo com relação à nossa expansão, e
mantemos sempre essa expansão dentro de uma análise cuidadosa de ROIC, e
dentro dessa combinação, um racional econômico preenchido e um espaço para se
buscar novos pontos, não temos tido dificuldade.
O que tem, sim, como eu falei, apesar de ter esse incremento de valor na montagem
de lojas, nós entendemos que isso não seja nada preocupante, uma vez que
mantemos os níveis de retorno.
Eugenio de Zagottis:
Irma, você tinha no final falado alguma coisa de logística. Você poderia repetir a
segunda parte da sua pergunta?
Irma Sgarz:
Na verdade foi sobre as potenciais novas regiões que vocês poderiam talvez entrar no
ano que vem, após a fusão com a Drogasil. Acho que vocês tinham comentado que
em algum momento até faria sentido, porque vocês têm agora um quadro de gerentes
para realmente entrar em regiões adicionais. Eu queria entender um pouco quais, para
vocês, fariam sentido, até onde vocês acham que faria sentido expandir agora.
Eugenio de Zagottis:
A expansão certamente se dará por todo o Brasil, e nós não temos definido nenhum
plano de expansão nesse instante. Todo o preenchimento de pessoas é feito da
mesma forma como é feito hoje. Os cargos de topo nós exportamos, e os cargos mais
baixos, nós treinamos.
A questão da logística será equacionada à medida que o plano será definido. Então,
posso dizer que hoje continuamos dentro de uma estratégia da Droga Raia, ocupando
espaços dentro das regiões existentes onde já temos a marca fixada. E certamente,
deixamos para discutir proximamente um plano de expansão mais amplo, o que é
natural pelos recursos e pelo porte da nova Empresa.
Irma Sgarz:
OK. Obrigada.
Eric Guedes, Banco Safra:
Bom dia a todos. Eu queria, por favor, que vocês comentassem um pouco sobre essa
questão de uma eventual alteração na forma de tributação do ICMS sobre os
genéricos, um assunto que está até veiculado hoje em boa parte da mídia; em vez de
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Transcrição da Teleconferência
Resultados do 2T11
Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ)
12 de agosto de 2011
o ICMS incidir no contexto do genérico sobre o preço com desconto praticado nas
farmácias, e sim sobre o preço mais próximo ao teto estabelecido pelo órgão
regulador. Vocês acreditam que essa medida pode, realmente, entrar em vigor em
outubro deste ano? A Raia Drogasil, enfim, a Abrafarma como tudo vem se
mobilizando de alguma forma para evitar que essa medida entre em vigor, ou não?
E caso a medida acabe indo adiante qual vocês acham que poderá ser o impacto em
termos de vendas de genéricos, que sem dúvida alguma é um dos nichos que
proporcione um forte crescimento em vendas para vocês, para o setor como um todo?
O que seria esse impacto em vendas? Qual seria a política de preços a ser adotada?
Vocês repassariam para o consumidor, como vocês estudariam isso? O impacto em
margem, uma vez que o genérico tem uma margem relativamente maior que outros
medicamentos? Se vocês pudessem falar um pouco desse contexto, por favor.
Eugenio de Zagottis:
Obrigado pela pergunta. Em primeiro lugar, comentar sobre o que vai acontecer e o
que não vai acontecer em termos de mudança tributária é muito difícil, porque tem
sempre muita incerteza envolvida. O Governo tinha até colocado inicialmente uma
mudança que era para ter entrado no início do mês; na nossa conta, a nossa
simulação dentro do nosso mix de vendas, a mudança que estava colocada era até
favorável. Embora o genérico tivesse alguma piora de margem, tinha uma melhora de
margem que era expressiva em medicamento de marca.
Mas por „n‟ razões, acabou não entrando agora. Tem toda uma conversa de pesquisa
em andamento para outubro, e eu não posso afirmar se vai entrar em outubro e o que
vai entrar em outubro. O que eu posso afirmar é que nós sempre entendemos que o
que é para todos não machuca ninguém.
Então, é só vermos o que aconteceu no 1T. No 1T nós tivemos uma mudança
tributária importante. Cada empresa escolheu o seu timing de repasse, e no nosso
caso nós repassamos imediatamente, não teve nenhum impacto transitório. E hoje,
mesmo com preço maiores, por ter repassado uma conta tributária maior, seguimos
com a venda muito bem, obrigado.
Então, normalmente essas mudanças geram alguma tensão muito mais de transição.
Se você entra um mês antes, você espera; mas são discussões muito pontuais e que
eu acho que não são relevantes no longo prazo, porque no longo prazo ninguém tem o
luxo de absorver nas suas margens um impacto de elevação tributária dessa monta.
Então, naturalmente essa conta vai para o consumidor.
Eric Guedes:
OK. Muito obrigado pela resposta.
Iago Whately, Fator Corretora:
Bom dia a todos. Eu tenho uma pergunta sobre esses contratos firmados de locação,
que garantem a expansão de 60 lojas em 2011. Se vocês puderem dizer onde estão
essas lojas, por favor.
Emilio de Zagottis:
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Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ)
12 de agosto de 2011
Iago, obrigado pela pergunta. Todas as lojas que nós temos previstas para serem
abertas até o final do ano são em mercados existentes. A única entrada em mercado
novo do ano foi Santa Catarina, onde já abrimos três lojas, já tem dez contratos
assinados em Santa Catarina, e deve ter ainda mais coisa que até possa dar tempo de
abrir.
Então, Santa Catarina é uma plataforma importante, e de resto são os mercados
existentes. Viemos achando ainda bastante espaço, tanto em São Paulo capital como
interior. Se engana quem acha que, seja a Raia sozinha, ou Raia mais Drogasil juntas,
já estejam próximas de um ponto de saturação. Acho que ainda tem muito para
crescer aqui em São Paulo, e a nossa expansão recente vem mostrando isso, e este
ano não é diferente. E vimos também achando espaços maiores de crescimento, com
certeza Rio de Janeiro e a própria Curitiba.
O mercado talvez onde nós menos cresçamos hoje seja Belo Horizonte. Nós temos
hoje uma posição muito boa em Belo Horizonte, já é uma posição bastante
considerável, e é lógico que viemos tendo alguma coisa acima disso todo ano. Mas
hoje, nós, Droga Raia, não estamos olhando o interior de Minas Gerais. O interior de
Minas Gerais já está muito bem ocupado por Drogasil e por outras redes, então esse é
um mercado que nós não estamos olhando. Então, fora o interior de Minas Gerais,
todos os outros estados atuais nós estamos focando.
Antonio Carlos Pipponzi:
Deixe-me só complementar, fazer até uma pequena revisão para compatibilizar com o
que eu falei, nós já temos em Santa Catarina 15 contratos assinados, 14, 15; o 15º
nós estamos complementando exatamente nos próximos dias. E aí no restante,
realmente temos certa proporcionalidade com relação à expansão feita em anos
anteriores, uma distribuição bastante relevante. O importante também é o fato de que
estamos fortalecendo Santa Catarina.
Iago Whately:
Está ótimo. Muito obrigado.
Irma Sgarz, Goldman Sachs:
Obrigada. Só mais uma pergunta, sobre o crescimento das vendas mesmas lojas nas
lojas maduras. Se você puder só dar um detalhe sobre o quanto disso deve ser o
tráfego, e quanto disso é ticket médio. Obrigada.
Eugenio de Zagottis:
Irma, eu não tenho o dado detalhado comigo de quebra de tráfego e ticket médio.
Esse, inclusive, é um ano muito ingrato para olhar isso, porque tivemos uma mudança
grande no OTC, que aconteceu no final do ano passado, que foi OTC ir para trás do
balcão.
E na hora que o OTC foi para trás do balcão, quando olhamos unidades, você teve
uma queda grande de unidades, porque você vendia muito blister avulso. Mas teve
uma evolução; não perdeu tanta venda no OTC porque passou a vender mais caixa
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Transcrição da Teleconferência
Resultados do 2T11
Droga Raia S.A. (RAIA3 BZ)
12 de agosto de 2011
fechada. Então, essa mudança, que pode não parecer grande, qualquer número que
olhemos esse ano está sambado por essa mudança. Essa mexida no OTC diminui
muito o número de unidades vendidas, e acaba aumentando o ticket médio.
Mas no geral, você tem nas demais categorias uma combinação das duas coisas. E no
OTC você tem uma queda de unidades e um crescimento de ticket.
Irma Sgarz:
Certo. E se eu for comparar o ticket médio e o tráfego, quanto o tráfego em si tem
contribuído?
Eugenio de Zagottis:
Eu não tenho, Irma, esse número exato aqui comigo. Se você quiser, posso mandar
para você.
Irma Sgarz:
OK. Obrigada.
Operador:
Não havendo mais perguntas, retornamos a palavra aos diretores da Raia para as
considerações finais.
Antonio Carlos Pipponzi:
Agradecemos pela atenção. Reitero que estamos muito felizes com o momento, não
só pelos resultados que trazemos, mas também como estamos olhando o horizonte
futuro. Como também já deixamos bem claro, e até pela minha experiência de muitos
anos à frente dessa Empresa, sem grandes preocupações; até poderia ser um
exagero, mas sem nenhuma preocupação com relação a cenários, e bastante
entusiasmados com a fusão que vem vindo. Então, muito obrigado e até o próximo
call.
Operador:
Obrigado. A teleconferência dos resultados do 2T11 da Raia S.A. está encerrada.
Agradecemos a participação de todos, e tenham um bom dia.
“Este documento é uma transcrição produzida pela MZ. A MZ faz o possível para garantir a qualidade (atual, precisa e
completa) da transcrição. Entretanto, a MZ não se responsabiliza por eventuais falhas, já que o texto depende da
qualidade do áudio e da clareza discursiva dos palestrantes. Portanto, a MZ não se responsabiliza por eventuais danos
ou prejuízos que possam surgir com o uso, acesso, segurança, manutenção, distribuição e/ou transmissão desta
transcrição. Este documento é uma transcrição simples e não reflete nenhuma opinião de investimento da MZ. Todo o
conteúdo deste documento é de responsabilidade total e exclusiva da empresa que realizou o evento transcrito pela
MZ. Por favor, consulte o website de Relações com Investidor (e/ou institucional) da respectiva companhia para mais
condições e termos importantes e específicos relacionados ao uso desta transcrição.”
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