INTRODUÇÃO
A principal questão tratada pela IAS 2 diz respeito aos
custos a serem reconhecidos nos estoques, além da
definição desses custos, a norma apresenta orientações
sobre técnicas de mensuração, bem como as despesas
reconhecidas em relação aos estoques.
OBJETIVO
Esta norma (IAS 2) aplica-se a diversos estoques, exceto:
A - As obras em andamento originárias de contratos de construção, incluindo os
contratos de serviços relacionados.
B - Instrumentos Financeiros (reconhecimento e mensuração).
Também não se aplica a mensuração dos estoques mantidos por:
C - Aos ativos biológicos relacionados à atividade agrícola e aos produtos
agrícolas no ponto de colheita.
D - Produtores de produtos agrícolas florestais, produtos agrícola após a colheita
e exploradores de recursos minerais.
DEFINIÇÕES
Estoques são ativos: Mantidos para venda no custo normal dos negócios.
Valor Justo: é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado ou um passivo
quitado entre especialistas dispostos a negociar numa transação sem
favorecimentos. Refere-se a um valor especifico da entidade.
Valor realizável líquido: É o preço de venda estimado no curso normal dos
negócios menos os custos projetados para finalizar o produto e realizar a venda.
MENSURAÇÃO DOS ESTOQUES
Como regra geral os estoque devem ser mensurados ao menor
entre os custos e o valor realizável líquido, com exceção dos
produtos agrícolas, que devem ser mensurados ao valor justo do
momento da colheita menos os custos de vendas esperados. Os
ganhos ou perdas originados dos ajustes ao valor justo são
incluídos no resultado do período e o uso desse valor é
interrompido logo após a colheita.
CUSTOS DE ESTOQUES
Os custos de estoques compreendem:
Custos de aquisição;
Custos de produção;
Outros custos
Os custos de aquisição incluem todos os custos diretamente relacionados com aquisição
da mercadoria. Descontos comerciais, abatimentos e outros são deduzidos do custo de
aquisição.
Os custos de produção incluem os custos de mão de obra, variáveis e os fixos alocados
numa base sistemática.
Outros custos, que não os de aquisição ou produção, só podem compor o valor dos
estoques se forem para trazer os estoques para sua condição e localização presentes. Um
exemplo desses custos são aqueles relacionados a um projeto de um produto para um
cliente específico.
CUSTOS DE ESTOQUES
Os custos excluídos dos estoques e tratados como despesas do período são:
Os valores anormais referente a perdas de material, mão de obra e outros custos de
produção;
Os gastos de estocagem, a menos que eles sejam essenciais ao processo de produção;
Os gastos administrativos que não contribuem para trazer os estoques para sua condição
e localização presente;
As despesas de venda.
Os custos dos empréstimos (juros e outros encargos financeiros e cambiais) comporão os
valores dos estoques somente nos limitados casos em que estes tenham um longo
período de produção, os custos dos empréstimos não serão capitalizados.
Os estoques das empresas prestadoras de serviços são mensurados ao custo de sua
produção.
TÉCNICAS DE MENSURAÇÃO DOS CUSTOS
Pode ser mensurado pelo método de Custo Padrão ou Custo de Varejo – Retrail
Método
Custo Padrão: Considera níveis normais de materiais, suprimentos, mão de obra,
eficiência e capacidade de utilização.
Custo de varejo: Utilizado para mensurar itens numerosos, de giro rápido, onde não
há como praticar outros métodos de custeio.
FÓRMULAS DE CUSTO
Os custos de produtos e serviços, deve ser segregado e apurado individualmente. Em
demais casos, deve-se utilizar a formula PEPS ou PMP.
Se necessário, a empresa poderá adotar as duas formulas para apuração dos custos
simultaneamente. Ex: Um único estoque, alocando produtos distintos para
segmentos diferentes.
A formula de custo UEPS é proibida.
VALOR REALIZÁVEL LÍQUIDO
Estoques, quando não recuperáveis, devem ser baixados ao seu valor realizável liquido:
Avarias, obsoletismo e etc.
Esse procedimento é suportado pelo conceito: “Ativos não podem ser registrados por
valor maior que o de realização de venda ou uso”.
O ajuste deve ser feto individualmente, item por item. Já para prestação de serviços, cabe
o tratamento distinto.
A estimativa de valor liquido, deve considerar as variações de preços ou custos,
relacionados ao final do período;
Materiais e outros suprimentos destinados a produção, não necessitam de ajuste, desde
que exista expectativa de retorno dos custos;
A cada período contábil os valores dos custos, deverão ser revisados, podendo sofrer
reversões, sempre observando o menor custo ao da baixa anterior.
RECONHECIMENTO DE DESPESAS
O valor contábil do estoque vendido deve ser reconhecido como
despesa quando a venda é reconhecida. Adicionalmente, a redução
ao valor realizável líquido e a perda nos estoques são reconhecidas
como despesa. A reversão de baixas deve ser contabilizada como
redução das despesas de estoque.
EVIDENCIAÇÃO
As principais evidenciações exigidas quanto aos estoques dizem respeito a:
Política contábil adotada, incluindo o método de custos;
Valor total dos estoques, bem como as classificações adotadas pela empresa;
Valor dos estoques registrados ao valor justo deduzido dos custos para vender;
Valor de estoques reconhecidos como despesas, por venda, consumo ou baixa ao
valor realizável líquido;
Valor de reversão de baixa, bem como os motivos que levaram à reversão; e
Valor de estoques dados em garantia de dívidas.
Bibliografia:
LEMES, Sirlei; CARVALHO, L. Nelson. Contabilidade Internacional para Graduação.
São Paulo: Atlas, 2010
Andressa de Castro Lucas RA: 285646-6
Everton Fumache Justino RA: 570325-5
Juliana B. de Abreu RA: 864721-6
Priscila Gonçalves Fornel RA: 427504-7
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custos de estoques