Revisão - II Unidade
Semiótica
SEMIÓTICA
Definições
De uma forma breve: a semiótica, trata-se de estabelecer as
relações entre signo, significado e o fato específico
(contexto).
SEMIÓTICA
Definições
A semiótica provém do grego “semeion”, que denota signo
(que nada mais é, do que a essência da linguagem. É aquilo
que nos faz lembrar de algo e que é perceptível por nossos
sentidos).
SEMIÓTICA
Definições »
Lúcia Santaella
É a ciência dos signos ou a ciência geral de todas as
linguagens. É a ciência que estuda os fenômenos da
significação e da representação. É a base para o
entendimento dos fenômenos da cognição e comunicação.
SEMIÓTICA
Definições
Charles Sanders Peirce (1839-1914), cientista, matemático,
historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado
o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor
pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições
importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia,
Matemática, Filosofia A semiótica como é estuda hoje, é
toda baseada em seus estudos. Em seus manuscritos, Peirce
diz que toda ideia é um signo e que a vida é uma série de
ideias, logo o homem também é um signo.
SEMIÓTICA
Definições
Peirce determinou o signo, como triádico, isto é, constituido
por 3 partes:
• Representamen;
• Objeto;
• Interpretante.
SEMIÓTICA
Definições
SEMIÓTICA
Definições
• Representamen: parte perceptível. É o que representa, é a
maneira que este “algo” está representado.
• Objeto: é esta coisa que é representada. É o “algo” que
iremos analisar. É o que vai ser substituído.
• Interpretante: é como este “algo” será interpretado, por
sua vez, é o que vai surgir na mente do intérprete.
SEMIÓTICA
Definições
Pierce também estudou as relações que o signo possuía
consigo mesmo, com o objeto e com o interpretante, e
chamou essa relação de Tricotomia. Peirce relaciona três
tricotomias referentes a relação triádica.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
Diz respeito ao signo em
2° Tricotomia relação ao seu objeto.
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
Para cada tricotomia, Peirce descreve três signos:
• Primeiridade: é tudo que está na mente de alguém no
instante presente e imediato, é a primeira sensação vista;
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
Para cada tricotomia, Peirce descreve três signos:
• Secundidade: é o factual, é a reação aos fatos paralelos, é
o representar de si mesmo, é a ação do sentimento sobre
nós.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
Para cada tricotomia, Peirce descreve três signos:
• Terceiridade: é a interpretação do fenômeno, é o terceiro
dos 3 elementos que constituem as categorias universais do
pensamento e da natureza. É quando um objeto passa a
representar alguma coisa (signo).
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
Indica que, com respeito a sua própria constituição,
caráter de apresentação. Um signo pode ser uma
qualidade (quali-signo), um existente (sin-signo), ou
uma lei (legi-signo).
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
Em si mesmo o signo é da classe da natureza das
aparências. Quali-signo é uma qualidade de um
signo, que funciona como um signo sem qualquer
referência a qualquer outra coisa.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
O quali-signo é uma qualidade sígnica imediata, tal
como a impressão causada por uma cor.
Por exemplo: a visualização de uma cor ou o aroma de um
cheiro.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
Em si mesmo o signo é da natureza de um objeto ou
fato individual. Sin-signo é uma ocorrência, um fato,
um “evento” particular.
.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
O sin-signo é o resultado da singularização do qualisigno. A partir de um sin-signo pode-se gerar uma
ideia universalizada (uma convenção, uma lei que
substitui o conjunto que a singularidade representa),
tornando-se assim um legi-signo.
.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
Por exemplo: a consciência da qualidade de uma cor ou
cheiro.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
O legi-signo é o resultado de uma impressão
mediada por convenções, por “leis” gerais
estabelecidas socialmente.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação a ele próprio.
Por exemplo: a percepção da cor preta como “cor do luto” ou
do cheiro de alfazema como “cheiro de bebê”.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
Organiza os signos conforme a relação entre ele e o
objeto que ele substitui. Indica o “caráter
interpretativo” do signo, um signo pode ser um
ícone, um índice ou um símbolo.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
O ícone é um signo que tem semelhança com o
objeto representado, é o resultado da relação de
semelhança ou analogia entre o signo e o objeto que
ele substitui. Peirce diz ainda que ícone é “aquele
signo que é determinado por seu objeto, por
compartilhar das características dele.”
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
De forma semelhante ao quali-signo, destacam
alguns aspectos qualitativos do objeto.
Ex.: um retrato ou uma caricatura são semelhantes aos
objetos que eles substituem; eles são signos icônicos.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
O índice é um signo que se refere ao objeto
denotado de virtude de ser diretamente afetado por
esse objeto. Ele se define, em contra posição ao
ícone, como aquela função sígnica que em vez de
exibir em si traços do objeto, aponta para fora de si
na direção do objeto.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
O índice, assim como o sin-signo, resulta de uma
singularização. Um signo indicial é o resultado de
uma a relação por associação ou referência. A
categoria indicia, se evidencia pelo vestígio, pelos
indícios.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
Ex.: rastros de pneus, pegadas ou cheiro de fumaça não se
parecem com os objetos que eles substituem (pneus, animais
ou a fumaça), mas nós associamos uns aos outros,
respectivamente; são exemplos de signos indiciais.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
O símbolo é um signo que se refere ao objeto
denotado de virtude de uma associação de idéias
produzidas por uma convenção.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
O símbolo resulta, tal como o legi-signo, da
convenção. A relação entre o signo e o objeto que
ele representa é arbitrária, legitimada por regras.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
Ex.: a pomba branca é símbolo de paz, um retângulo verde
com um losango amarelo, círculo azul e estrelas é um dos
símbolos do Brasil, mas em nenhum desses casos há relação
de semelhança ou de associação singular; trata-se de regras,
leis convenções.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
2° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu objeto.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
Indica como o signo se apresenta para seu
interpretante. Indica o “poder interpretativo do
signo”, descreve o poder do signo para produzir
interpretantes. Organiza os signos a partir da sua
relação com as significações desse signo.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
Para seu interpretante é um signo de possibilidades.
O rema é um signo que, para seu interpretante, é um
signo de Primeiridade. Ele é interpretado como um
signo de “possibilidade”, uma mera hipótese.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
Em lógica formal, o rema corresponde ao que se
chama de termo, isto é, um enunciado impassível de
averiguação de verdade. Uma palavra qualquer
(“menino”, por exemplo) fora de um contexto
sintático é um rema.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
O dicente para seu interpretante é um signo de
existência atualizada. O dicente é um signo que,
para seu interpretante, é um signo de existência real,
um evento ou uma ocorrência, um fato.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
Se a palavra “menino” se insere em uma sentença,
como em “o menino está doente”, podemos verificar
seu grau de veracidade. Em lugar de um termo,
temos uma sentença; em Semiótica, essa sentença
chama-se dicente (dici-signo ou dissisigno).
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
Investigamos se o menino está verdadeiramente
doente porque a sentença não nos forneceu os
motivos pelos quais se afirmou isso, mas temos
elementos para tal averiguação.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
Para seu interpretante é um signo de lei. Se houvesse
informações comprobatórias, não se trataria mais de
um dicente, mas de um argumento.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
A sentença “O menino está doente porque apresenta
manchas vermelhas e temperatura alta” traz um
raciocínio completo, justificado, com caráter
conclusivo. Nesse caso, temos então um argumento.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
por tanto
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
• rema: vestido;
• dicente: vestido de grife;
• argumento: Vestido de grife cara,
para festa especial.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
3° Tricotomia
Diz respeito ao signo em
relação ao seu interpretante.
• rema: vale, montanhas
• dicente: descrição da imagem
• argumento: o conhecimento do
local, o Morro do Camelo, na
Chapada Diamantina.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
1° Tricotomia
2° Tricotomia
3° Tricotomia
O que é o signo em si mesmo?
Como ele se relaciona
com seu objeto?
Como ele se relaciona
com seu interpretante?
Primeiridade
Quali-signo
Ícone
Rema
Secundidade
Sin-signo
Índice
Dicente
Terceiridade
Legi-signo
Símbolo
Argumento
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Tricotomia
(1) Quali-Signo
(2) Sin-Signo
(3) Legi-signo
Rema (1)
(1) Ícone
Dicente (2)
(2) Índice
Argumento (3)
(3) Símbolo
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Objetivos da Análise Semiótica em
Marketing, Comunicação e Publicidade
Enfim, a análise semiótica é uma forma de investigação de
problemas específicos da realidade (problemas da ordem
comunicacional: sites, campanhas, fotos etc), que tenta lidar
com as variadas relações desenvolvidas entre os fenômenos
investigados e o impacto que causam, ou sofrem ao entrar
no mercado.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Objetivos da Análise Semiótica em
Marketing, Comunicação e Publicidade
A tendência da análise é se projetar em rede (porque
observa o cenário, passando pela representação até chegar
na interpretação), buscando não apenas mapear as
interfaces do fenômeno investigado, mas também analisálas. Compreendendo assim as cadeias de significações que
são produzidas.
SEMIÓTICA (ANÁLISE)
Objetivos da Análise Semiótica em
Marketing, Comunicação e Publicidade
Assim, a análise semiótica em marketing e comunicação
configura-se como uma ferramenta diferenciada, sustentada
por uma rede conceitual séria e científica, que está apta a
oferecer novas visões e informações mais aprofundadas a
respeito dos mais diferentes objetos.
Revisão - II Unidade
Gestalt
(A psicologia da Forma)
GESTALT
Introdução
Em alemão, quer dizer “forma”, “figura”. Chamada de “boa
forma” pelos designers.
É uma teoria da psicologia que estuda a percepção visual,
isto é, o cérebro percebe as partes de um todo, mas as
organiza de maneira original que pode mudar o sentido.
GESTALT
Introdução
Em poucas palavras, o todo é mais do que a soma das
partes.
Layout > composição das imagens
GESTALT
Introdução
Existem regras?
• Proporção Áurea: 1,618
• Regra dos terços
GESTALT
Introdução
As suas leis dão embasamento científico ao sistema de
leitura visual. À partir delas, foi criado um suporte sensível e
racional, uma espécie de passo-a-passo da leitura visual,
que vai permitir e favorecer toda e qualquer articulação
analítica e interpretativa da forma de um layout.
GESTALT
Leis
• Unidade
• Segregação
• Unificação
• Fechamento (clausura)
• Figura/fundo
• Continuidade
• Proximidade
• Semelhança
• Pregnância da forma
GESTALT
Leis
Em muitas vezes, as leis são complementos uma das outras,
sendo comuns identificá-las no mesmo elemento:
• Unidade, Semelhança e Proximidade;
• Fechamento e Continuidade.
GESTALT
Leis
• Unidade
Quando um elemento se encerra nele mesmo. E pode ainda
ter vários elementos que são percebidos como um todo, isto
é, subunidades, onde tendemos a agrupá-los em um único
objeto.
GESTALT
Leis
• Unidade
S
GESTALT
Leis
• Unidade
GESTALT
Leis
• Segregação
Desigualdade de estimulação. Capacidade perceptiva de
separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades em um
todo.
Gera hierarquia: importância e ordem de leitura.
GESTALT
Leis
• Segregação
GESTALT
Leis
• Unificação
Consiste na igualdade ou semelhança dos estímulos
produzidos pelo campo visual.
Padrão: facilidade de leitura.
GESTALT
Leis
• Unificação
GESTALT
Leis
• Fechamento
Tendemos a “completar” segmentos, ligando as áreas
similares para fechar espaços próximos, resumindo, nas
formas interrompidas é feito o preenchimento visual das
lacunas.
GESTALT
Leis
• Fechamento
GESTALT
Leis
• Figura / fundo
A forma de um objeto não é mais importante que a forma
do espaço em torno dele. Todas as coisas resultam da
interação com outras coisas. A figura sempre vista em
relação ao que a rodeia, o fundo. Ao fazermos a separação
do fundo, criamos um contraste. E em muitos casos vai
existir a ambiguidade.
GESTALT
Leis
• Figura / fundo
GESTALT
Leis
• Figura / fundo
GESTALT
Leis
• Continuidade
É a impressão visual de como as partes se sucedem através
da organização perceptiva da forma de modo coerente, sem
quebras ou interrupções na sua trajetória visual. Mantém o
movimento para uma direção: pontos, linhas, planos, cores,
etc.
GESTALT
Leis
• Continuidade
GESTALT
Leis
• Proximidade
Elementos próximos tendem a ser vistos juntos,
constituindo um todo ou unidades dentro do todo.
GESTALT
Leis
• Proximidade
GESTALT
Leis
• Semelhança
Elementos da mesma cor e forma tendem a ser agrupados e
a constituir unidades. Estímulos mais semelhantes e
próximos: maior tendência a serem agrupados.
GESTALT
Leis
• Semelhança
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
Lei básica da percepção da Gestalt: simplicidade. Tendência
à harmonia e ao equilíbrio visual. Capacidade de reconhecer
rápida e facilmente formas bem organizadas.
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
Alta pregnância: Tende a estrutura mais simples,
equilibrada, homogênea e regular. Possui o máximo de
unificação, clareza formal e de simplificação na organização
de suas partes. E essa pregnância pode ser medida de
acordo sua: legibilidade, compreensão e clareza.
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
Média pregnância: Tende a estrutura um pouco mais
trabalhada, mas ainda continua homogênea e regular. Sua
unificação começa a se perder.
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
Baixa pregnância: excesso de imagens, que não tem um
foco específico, sendo assim não existe hierarquização
visual.
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
GESTALT
Leis
• Pregnância (ou pregnância da forma)
“Menos é mais”.
Mensagem simples: fácil compreensão e rápida leitura pelo
público.
Mensagem Complexa: compromete a leitura e interesse,
ultrapassa os “3 segundos”.
GESTALT
Conclusão
Cada uma das leis fornece uma técnica que pode ser
utilizada na concepção de layouts para maximizar a ênfase
da estética visual, tradicionalmente, essas leis da Gestalt
mostram como podem ser eficazes quando apresentar
elementos visuais estáticos.
GESTALT
Conclusão
Aplicar os conceitos da Gestalt em uma construção visual
contribui para:
•
•
•
•
Interpretação mais rápida;
Facilitar o reconhecimento a distância;
Memorização;
Representação de significados.
Revisão - II Unidade
Design
DESIGN
Definição
Segundo Alexandre Wollner, “design é simplesmente um
projeto”, ou uma forma de comunicar uma ideia ou um
conceito, usando processos, elementos e princípios dos
signos.
Se não houver este projeto ou método atrás da criação do
designer, não é design.
DESIGN
Um bom design, ele é
esteticamente agradável.
DESIGN
Perguntas
•
Mas como pode se estabelecer um padrão de “beleza” no
design, se o que é bonito para alguns não é bonito para
outros?
•
Como fazer um design esteticamente agradável se cada
pessoas tem suas preferências?
DESIGN
O que é beleza?
Dentro do design, a beleza não diz respeito às qualidades
do objeto. Diz respeito a forma como nos relacionamos com
eles, resumindo, beleza é relação entre o sujeito e objeto.
DESIGN
O que é beleza?
Ou seja, a beleza é o resultado da relação entre o sujeito (o
público do produto) com o objeto (o produto em si), sendo
que na relação estética o que interessa ao sujeito é a
forma do objeto, sua aparência, e não sua função. Por
este motivo que um produto sem funcionalidade pode nos
parecer agradável esteticamente.
DESIGN
Introdução
O número de fatores que influenciam na percepção que
temos do que é belo é enorme, e para podermos ter certeza
de que estamos criando um produto “bonito”, é importante
ter bem definido o público para o qual estamos projetando.
E isto permite uma grande economia de tempo, uma vez que
desta forma podemos estipular padrões de beleza comuns
ao público.
DESIGN
Introdução
Mas mesmo assim não estamos livres de erros e críticas.
Existem estudos de padrões estéticos, proporções
harmônicas, proporção áurea, etc.
Embora alguns profissionais considerem esse tipo de
conhecimento um empecilho a criatividade, algumas vezes
podem ser de grande ajuda.
DESIGN
Introdução
A grande vantagem de um design mais planejado, é que
mesmo ele podendo fica mais “rígido” (embora uma coisa
não determine a outra, ou seja, mesmo um projeto feito
completamente dentro de um grid pode ter grande
dinamismo e vice-versa) as chances dele agradar seu público
são maiores.
É possível fazer um trabalho bom sem um grande
planejamento, mas os grandes trabalhos, aqueles que são
homenageados pela crítica, esses foram feitos com muito
planejamento e trabalho duro, sempre lembre-se disso na
hora de criar.
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
Os gregos antigos eram amantes das formas. Na busca pela
Physis, pelo belo, pelo sentido, em sua arquitetura, em suas
esculturas e em várias formas de manifestação artística,
buscavam encontrar padrões matemáticos. O pensamento
do cidadão grego se fazia forte na racionalidade e a
compreensão de fenômenos naturais para dar um sentido as
coisas, dar um sentido ao mundo.
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
A Proporção Áurea origina-se por uma razão recursiva
específica de suas medidas e pode ser produzida
infinitamente, descrevendo assim a natureza.
Sendo assim, ela produz geometricamente o que talvez seja
a forma básica mais usada nas artes: O Retângulo Áureo.
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
O Retângulo Áureo pode ser gerado ao infinito mantendo
sempre a mesma proporção. Essa geração infinita gera o
que é conhecido como a Espiral de Ouro (ou Espiral de
Fibonacci), tendo este nome porque a base da Proporção
Áurea segue a mesma lógica da Sequência de Fibonacci.
DESIGN
Proporção Áurea
(número de ouro)
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Por ser uma descrição matemática orgânica e que é repetida
em vários elementos na natureza, visível desde a forma de
crescimento de uma samambaia até na forma de uma
galáxia, a proporção áurea foi utilizada por várias escolas
artísticas.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Na arte grega e renascentista, o φ influenciou na arquitetura,
na escultura e na pintura. Leonardo Da Vinci, em sua
Gioconda, é um belo exemplo do uso da Espiral de Ouro nas
proporções da Monalisa. Talvez um dos maiores exemplos
do uso da Proporção Áurea seja o Homem Vitruviano,
também de Da Vinci, onde este mostra as proporções
perfeitas em um ser-humano.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
• a altura do corpo humano e a medida do umbigo até o
chão;
• a altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da
cabeça;
• a medida do ombro à ponto do dedo médio e a medida do
cotovelo à ponta do dedo médio.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Arte e matemática são ferramentas fundamentais do design
moderno, o uso do número φ se torna fundamental para a
criação de artefatos visuais cada vez mais orgânicos e
esteticamente admiráveis. Mesmo quando não feito
propositalmente, o ser-humano tende a buscar esse número
ou uma aproximação do mesmo.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
No design gráfico, a espiral de Fibonacci talvez seja a forma
mais usada para criar uma leitura mais fluida dos elementos
da imagem. Na diagramação de livros, por exemplo, o uso
de retângulos áureos são usados para criar um espaçamento
entre bordas mais confortáveis para a leitura.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Qualquer artefato gráfico que exija uma melhor
compreensão e objetividade na informação, como em
revistas e interfaces gráficas para computadores, pode tirar
um bom proveito da Proporção de Ouro e da Espiral de
Fibonacci. Todos os produtos, ícones e marcas da Apple,
por exemplo, são baseados na Espiral de Fibonacci.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Um dos motivos pelo qual a interface da Apple, parecer mais
bem acabada que a do que a de outros sistemas
operacionais, é a proporção com a qual seus ícones são
criados. A Apple disponibiliza uma guideline para ícones.
Essas linhas-guia são criadas a partir da referência da Espiral
e Fibonacci.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
A tipografia também é um estudo que utiliza as proporções
áureas. Tanto a própria criação do tipo per si quanto a
forma como ele é utilizado, a proporção áurea torna-se
fundamental no planejamento. Para criar a tipografia, as
Proporções Áureas são usadas para gerar suas formas.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Na área de Design de Interação, é comum achar cálculos que
respeitem o Número de Ouro e a Proporção Áurea na
preparação de interfaces. Apesar de ser um processo
dependente de tecnologias e diversos outros fatores
relacionados a websemântica, é possível gerar guias que
usam proporções para encaixar melhor elementos na
página.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Todavia o local onde o Número de Ouro é mais é lembrado,
na área de Design Gráfico, são nas Identidades Visuais.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Um designer gráfico geralmente cria o seu conceito no papel
e quando vai finalizar sua marca, organiza suas curvas,
espaçamentos e formas a seguir um padrão de grade, que
na maioria das vezes, é criado respeitando a Proporção
Áurea e tende a ser seguido por todos os outros produtos e
serviços relacionados à essa marca.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Apesar da utilização do número de ouro ser importante em
projetos gráficos, não significa que ele sempre deve ser
sempre seguido à risca. Algumas vezes, dependendo do
projeto, talvez o ideal seja não usar esses cálculos ou usar
outras referências de grades.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Todavia, para se quebrar uma regra, precisa primeiro
conhece-la bem. Além disso, uso da proporção áurea não
significa usar as formas redondas e retangulares que a
ilustra, mas sim usar seus conceitos e cálculos para se
chegar a uma forma ideal para o projeto. A proporção áurea
é, como seu próprio nome diz uma referência de proporção
e não exatamente da forma.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
O Número de Ouro e a Proporção Áurea fazem parte de um
conhecimento geométrico fundamental para o designer. A
medida que os elementos naturais tendem a simular esse
efeito em seus projetos, conduzem o designer a um
acabamento mais agradável, tanto orgânico quanto
esteticamente, aos olhos do observador.
DESIGN
A Aplicação do Número de Ouro no Design
Vale lembrar que nem sempre estamos fazendo algo
pensando na proporção áurea ou definindo uma grade em
todos os projetos. Com o tempo, essas definições acabam
se tornando intuitivas e o designer acaba por adicionar
essas formas mentalmente, sem nem mesmo perceber. Esse
fenômeno explica o porquê de designers mais experientes
conseguirem, muitas vezes, concluir projetos complexos em
menos tempo.
DESIGN
Finalizando
Com o crescimento e mudanças na comunicação e o
aperfeiçoamento da produção industrial contemporânea,
aumenta a importância da concepção e acabamento dos
produtos visuaus.
Na criação de um produto visual, os Designers levam em
conta valores estéticos que possam ser aliados aos aspectos
de funcionalidade, permitindo seu melhor posicionamento
no mercado (bens de consumo podem se tornar mais
desejados apenas com alterações em sua abordagem visual).
DESIGN
Finalizando
Com o design, é feita a melhoria dos aspectos funcionais,
ergonômicos e visuais de uma comunicação visual, de modo
a atender às necessidades do consumidor, melhorando o
“conforto”, a segurança e a satisfação dos público-alvo.
DOWNLOAD AULA
estudiomultifoco.com.br/ftc
Download

Revisão