Revisão - II Unidade Semiótica SEMIÓTICA Definições De uma forma breve: a semiótica, trata-se de estabelecer as relações entre signo, significado e o fato específico (contexto). SEMIÓTICA Definições A semiótica provém do grego “semeion”, que denota signo (que nada mais é, do que a essência da linguagem. É aquilo que nos faz lembrar de algo e que é perceptível por nossos sentidos). SEMIÓTICA Definições » Lúcia Santaella É a ciência dos signos ou a ciência geral de todas as linguagens. É a ciência que estuda os fenômenos da significação e da representação. É a base para o entendimento dos fenômenos da cognição e comunicação. SEMIÓTICA Definições Charles Sanders Peirce (1839-1914), cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano, é considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésia, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia A semiótica como é estuda hoje, é toda baseada em seus estudos. Em seus manuscritos, Peirce diz que toda ideia é um signo e que a vida é uma série de ideias, logo o homem também é um signo. SEMIÓTICA Definições Peirce determinou o signo, como triádico, isto é, constituido por 3 partes: • Representamen; • Objeto; • Interpretante. SEMIÓTICA Definições SEMIÓTICA Definições • Representamen: parte perceptível. É o que representa, é a maneira que este “algo” está representado. • Objeto: é esta coisa que é representada. É o “algo” que iremos analisar. É o que vai ser substituído. • Interpretante: é como este “algo” será interpretado, por sua vez, é o que vai surgir na mente do intérprete. SEMIÓTICA Definições Pierce também estudou as relações que o signo possuía consigo mesmo, com o objeto e com o interpretante, e chamou essa relação de Tricotomia. Peirce relaciona três tricotomias referentes a relação triádica. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. Diz respeito ao signo em 2° Tricotomia relação ao seu objeto. 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia Para cada tricotomia, Peirce descreve três signos: • Primeiridade: é tudo que está na mente de alguém no instante presente e imediato, é a primeira sensação vista; SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia Para cada tricotomia, Peirce descreve três signos: • Secundidade: é o factual, é a reação aos fatos paralelos, é o representar de si mesmo, é a ação do sentimento sobre nós. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia Para cada tricotomia, Peirce descreve três signos: • Terceiridade: é a interpretação do fenômeno, é o terceiro dos 3 elementos que constituem as categorias universais do pensamento e da natureza. É quando um objeto passa a representar alguma coisa (signo). SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. Indica que, com respeito a sua própria constituição, caráter de apresentação. Um signo pode ser uma qualidade (quali-signo), um existente (sin-signo), ou uma lei (legi-signo). SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. Em si mesmo o signo é da classe da natureza das aparências. Quali-signo é uma qualidade de um signo, que funciona como um signo sem qualquer referência a qualquer outra coisa. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. O quali-signo é uma qualidade sígnica imediata, tal como a impressão causada por uma cor. Por exemplo: a visualização de uma cor ou o aroma de um cheiro. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. Em si mesmo o signo é da natureza de um objeto ou fato individual. Sin-signo é uma ocorrência, um fato, um “evento” particular. . SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. O sin-signo é o resultado da singularização do qualisigno. A partir de um sin-signo pode-se gerar uma ideia universalizada (uma convenção, uma lei que substitui o conjunto que a singularidade representa), tornando-se assim um legi-signo. . SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. Por exemplo: a consciência da qualidade de uma cor ou cheiro. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. O legi-signo é o resultado de uma impressão mediada por convenções, por “leis” gerais estabelecidas socialmente. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação a ele próprio. Por exemplo: a percepção da cor preta como “cor do luto” ou do cheiro de alfazema como “cheiro de bebê”. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. Organiza os signos conforme a relação entre ele e o objeto que ele substitui. Indica o “caráter interpretativo” do signo, um signo pode ser um ícone, um índice ou um símbolo. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. O ícone é um signo que tem semelhança com o objeto representado, é o resultado da relação de semelhança ou analogia entre o signo e o objeto que ele substitui. Peirce diz ainda que ícone é “aquele signo que é determinado por seu objeto, por compartilhar das características dele.” SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. De forma semelhante ao quali-signo, destacam alguns aspectos qualitativos do objeto. Ex.: um retrato ou uma caricatura são semelhantes aos objetos que eles substituem; eles são signos icônicos. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. O índice é um signo que se refere ao objeto denotado de virtude de ser diretamente afetado por esse objeto. Ele se define, em contra posição ao ícone, como aquela função sígnica que em vez de exibir em si traços do objeto, aponta para fora de si na direção do objeto. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. O índice, assim como o sin-signo, resulta de uma singularização. Um signo indicial é o resultado de uma a relação por associação ou referência. A categoria indicia, se evidencia pelo vestígio, pelos indícios. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. Ex.: rastros de pneus, pegadas ou cheiro de fumaça não se parecem com os objetos que eles substituem (pneus, animais ou a fumaça), mas nós associamos uns aos outros, respectivamente; são exemplos de signos indiciais. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. O símbolo é um signo que se refere ao objeto denotado de virtude de uma associação de idéias produzidas por uma convenção. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. O símbolo resulta, tal como o legi-signo, da convenção. A relação entre o signo e o objeto que ele representa é arbitrária, legitimada por regras. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. Ex.: a pomba branca é símbolo de paz, um retângulo verde com um losango amarelo, círculo azul e estrelas é um dos símbolos do Brasil, mas em nenhum desses casos há relação de semelhança ou de associação singular; trata-se de regras, leis convenções. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 2° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu objeto. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. Indica como o signo se apresenta para seu interpretante. Indica o “poder interpretativo do signo”, descreve o poder do signo para produzir interpretantes. Organiza os signos a partir da sua relação com as significações desse signo. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. Para seu interpretante é um signo de possibilidades. O rema é um signo que, para seu interpretante, é um signo de Primeiridade. Ele é interpretado como um signo de “possibilidade”, uma mera hipótese. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. Em lógica formal, o rema corresponde ao que se chama de termo, isto é, um enunciado impassível de averiguação de verdade. Uma palavra qualquer (“menino”, por exemplo) fora de um contexto sintático é um rema. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. O dicente para seu interpretante é um signo de existência atualizada. O dicente é um signo que, para seu interpretante, é um signo de existência real, um evento ou uma ocorrência, um fato. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. Se a palavra “menino” se insere em uma sentença, como em “o menino está doente”, podemos verificar seu grau de veracidade. Em lugar de um termo, temos uma sentença; em Semiótica, essa sentença chama-se dicente (dici-signo ou dissisigno). SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. Investigamos se o menino está verdadeiramente doente porque a sentença não nos forneceu os motivos pelos quais se afirmou isso, mas temos elementos para tal averiguação. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. Para seu interpretante é um signo de lei. Se houvesse informações comprobatórias, não se trataria mais de um dicente, mas de um argumento. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. A sentença “O menino está doente porque apresenta manchas vermelhas e temperatura alta” traz um raciocínio completo, justificado, com caráter conclusivo. Nesse caso, temos então um argumento. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia por tanto Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. • rema: vestido; • dicente: vestido de grife; • argumento: Vestido de grife cara, para festa especial. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 3° Tricotomia Diz respeito ao signo em relação ao seu interpretante. • rema: vale, montanhas • dicente: descrição da imagem • argumento: o conhecimento do local, o Morro do Camelo, na Chapada Diamantina. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia 1° Tricotomia 2° Tricotomia 3° Tricotomia O que é o signo em si mesmo? Como ele se relaciona com seu objeto? Como ele se relaciona com seu interpretante? Primeiridade Quali-signo Ícone Rema Secundidade Sin-signo Índice Dicente Terceiridade Legi-signo Símbolo Argumento SEMIÓTICA (ANÁLISE) Tricotomia (1) Quali-Signo (2) Sin-Signo (3) Legi-signo Rema (1) (1) Ícone Dicente (2) (2) Índice Argumento (3) (3) Símbolo SEMIÓTICA (ANÁLISE) Objetivos da Análise Semiótica em Marketing, Comunicação e Publicidade Enfim, a análise semiótica é uma forma de investigação de problemas específicos da realidade (problemas da ordem comunicacional: sites, campanhas, fotos etc), que tenta lidar com as variadas relações desenvolvidas entre os fenômenos investigados e o impacto que causam, ou sofrem ao entrar no mercado. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Objetivos da Análise Semiótica em Marketing, Comunicação e Publicidade A tendência da análise é se projetar em rede (porque observa o cenário, passando pela representação até chegar na interpretação), buscando não apenas mapear as interfaces do fenômeno investigado, mas também analisálas. Compreendendo assim as cadeias de significações que são produzidas. SEMIÓTICA (ANÁLISE) Objetivos da Análise Semiótica em Marketing, Comunicação e Publicidade Assim, a análise semiótica em marketing e comunicação configura-se como uma ferramenta diferenciada, sustentada por uma rede conceitual séria e científica, que está apta a oferecer novas visões e informações mais aprofundadas a respeito dos mais diferentes objetos. Revisão - II Unidade Gestalt (A psicologia da Forma) GESTALT Introdução Em alemão, quer dizer “forma”, “figura”. Chamada de “boa forma” pelos designers. É uma teoria da psicologia que estuda a percepção visual, isto é, o cérebro percebe as partes de um todo, mas as organiza de maneira original que pode mudar o sentido. GESTALT Introdução Em poucas palavras, o todo é mais do que a soma das partes. Layout > composição das imagens GESTALT Introdução Existem regras? • Proporção Áurea: 1,618 • Regra dos terços GESTALT Introdução As suas leis dão embasamento científico ao sistema de leitura visual. À partir delas, foi criado um suporte sensível e racional, uma espécie de passo-a-passo da leitura visual, que vai permitir e favorecer toda e qualquer articulação analítica e interpretativa da forma de um layout. GESTALT Leis • Unidade • Segregação • Unificação • Fechamento (clausura) • Figura/fundo • Continuidade • Proximidade • Semelhança • Pregnância da forma GESTALT Leis Em muitas vezes, as leis são complementos uma das outras, sendo comuns identificá-las no mesmo elemento: • Unidade, Semelhança e Proximidade; • Fechamento e Continuidade. GESTALT Leis • Unidade Quando um elemento se encerra nele mesmo. E pode ainda ter vários elementos que são percebidos como um todo, isto é, subunidades, onde tendemos a agrupá-los em um único objeto. GESTALT Leis • Unidade S GESTALT Leis • Unidade GESTALT Leis • Segregação Desigualdade de estimulação. Capacidade perceptiva de separar, identificar, evidenciar ou destacar unidades em um todo. Gera hierarquia: importância e ordem de leitura. GESTALT Leis • Segregação GESTALT Leis • Unificação Consiste na igualdade ou semelhança dos estímulos produzidos pelo campo visual. Padrão: facilidade de leitura. GESTALT Leis • Unificação GESTALT Leis • Fechamento Tendemos a “completar” segmentos, ligando as áreas similares para fechar espaços próximos, resumindo, nas formas interrompidas é feito o preenchimento visual das lacunas. GESTALT Leis • Fechamento GESTALT Leis • Figura / fundo A forma de um objeto não é mais importante que a forma do espaço em torno dele. Todas as coisas resultam da interação com outras coisas. A figura sempre vista em relação ao que a rodeia, o fundo. Ao fazermos a separação do fundo, criamos um contraste. E em muitos casos vai existir a ambiguidade. GESTALT Leis • Figura / fundo GESTALT Leis • Figura / fundo GESTALT Leis • Continuidade É a impressão visual de como as partes se sucedem através da organização perceptiva da forma de modo coerente, sem quebras ou interrupções na sua trajetória visual. Mantém o movimento para uma direção: pontos, linhas, planos, cores, etc. GESTALT Leis • Continuidade GESTALT Leis • Proximidade Elementos próximos tendem a ser vistos juntos, constituindo um todo ou unidades dentro do todo. GESTALT Leis • Proximidade GESTALT Leis • Semelhança Elementos da mesma cor e forma tendem a ser agrupados e a constituir unidades. Estímulos mais semelhantes e próximos: maior tendência a serem agrupados. GESTALT Leis • Semelhança GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) Lei básica da percepção da Gestalt: simplicidade. Tendência à harmonia e ao equilíbrio visual. Capacidade de reconhecer rápida e facilmente formas bem organizadas. GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) Alta pregnância: Tende a estrutura mais simples, equilibrada, homogênea e regular. Possui o máximo de unificação, clareza formal e de simplificação na organização de suas partes. E essa pregnância pode ser medida de acordo sua: legibilidade, compreensão e clareza. GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) Média pregnância: Tende a estrutura um pouco mais trabalhada, mas ainda continua homogênea e regular. Sua unificação começa a se perder. GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) Baixa pregnância: excesso de imagens, que não tem um foco específico, sendo assim não existe hierarquização visual. GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) GESTALT Leis • Pregnância (ou pregnância da forma) “Menos é mais”. Mensagem simples: fácil compreensão e rápida leitura pelo público. Mensagem Complexa: compromete a leitura e interesse, ultrapassa os “3 segundos”. GESTALT Conclusão Cada uma das leis fornece uma técnica que pode ser utilizada na concepção de layouts para maximizar a ênfase da estética visual, tradicionalmente, essas leis da Gestalt mostram como podem ser eficazes quando apresentar elementos visuais estáticos. GESTALT Conclusão Aplicar os conceitos da Gestalt em uma construção visual contribui para: • • • • Interpretação mais rápida; Facilitar o reconhecimento a distância; Memorização; Representação de significados. Revisão - II Unidade Design DESIGN Definição Segundo Alexandre Wollner, “design é simplesmente um projeto”, ou uma forma de comunicar uma ideia ou um conceito, usando processos, elementos e princípios dos signos. Se não houver este projeto ou método atrás da criação do designer, não é design. DESIGN Um bom design, ele é esteticamente agradável. DESIGN Perguntas • Mas como pode se estabelecer um padrão de “beleza” no design, se o que é bonito para alguns não é bonito para outros? • Como fazer um design esteticamente agradável se cada pessoas tem suas preferências? DESIGN O que é beleza? Dentro do design, a beleza não diz respeito às qualidades do objeto. Diz respeito a forma como nos relacionamos com eles, resumindo, beleza é relação entre o sujeito e objeto. DESIGN O que é beleza? Ou seja, a beleza é o resultado da relação entre o sujeito (o público do produto) com o objeto (o produto em si), sendo que na relação estética o que interessa ao sujeito é a forma do objeto, sua aparência, e não sua função. Por este motivo que um produto sem funcionalidade pode nos parecer agradável esteticamente. DESIGN Introdução O número de fatores que influenciam na percepção que temos do que é belo é enorme, e para podermos ter certeza de que estamos criando um produto “bonito”, é importante ter bem definido o público para o qual estamos projetando. E isto permite uma grande economia de tempo, uma vez que desta forma podemos estipular padrões de beleza comuns ao público. DESIGN Introdução Mas mesmo assim não estamos livres de erros e críticas. Existem estudos de padrões estéticos, proporções harmônicas, proporção áurea, etc. Embora alguns profissionais considerem esse tipo de conhecimento um empecilho a criatividade, algumas vezes podem ser de grande ajuda. DESIGN Introdução A grande vantagem de um design mais planejado, é que mesmo ele podendo fica mais “rígido” (embora uma coisa não determine a outra, ou seja, mesmo um projeto feito completamente dentro de um grid pode ter grande dinamismo e vice-versa) as chances dele agradar seu público são maiores. É possível fazer um trabalho bom sem um grande planejamento, mas os grandes trabalhos, aqueles que são homenageados pela crítica, esses foram feitos com muito planejamento e trabalho duro, sempre lembre-se disso na hora de criar. DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) Os gregos antigos eram amantes das formas. Na busca pela Physis, pelo belo, pelo sentido, em sua arquitetura, em suas esculturas e em várias formas de manifestação artística, buscavam encontrar padrões matemáticos. O pensamento do cidadão grego se fazia forte na racionalidade e a compreensão de fenômenos naturais para dar um sentido as coisas, dar um sentido ao mundo. DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) A Proporção Áurea origina-se por uma razão recursiva específica de suas medidas e pode ser produzida infinitamente, descrevendo assim a natureza. Sendo assim, ela produz geometricamente o que talvez seja a forma básica mais usada nas artes: O Retângulo Áureo. DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) O Retângulo Áureo pode ser gerado ao infinito mantendo sempre a mesma proporção. Essa geração infinita gera o que é conhecido como a Espiral de Ouro (ou Espiral de Fibonacci), tendo este nome porque a base da Proporção Áurea segue a mesma lógica da Sequência de Fibonacci. DESIGN Proporção Áurea (número de ouro) DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Por ser uma descrição matemática orgânica e que é repetida em vários elementos na natureza, visível desde a forma de crescimento de uma samambaia até na forma de uma galáxia, a proporção áurea foi utilizada por várias escolas artísticas. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Na arte grega e renascentista, o φ influenciou na arquitetura, na escultura e na pintura. Leonardo Da Vinci, em sua Gioconda, é um belo exemplo do uso da Espiral de Ouro nas proporções da Monalisa. Talvez um dos maiores exemplos do uso da Proporção Áurea seja o Homem Vitruviano, também de Da Vinci, onde este mostra as proporções perfeitas em um ser-humano. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design • a altura do corpo humano e a medida do umbigo até o chão; • a altura do crânio e a medida da mandíbula até o alto da cabeça; • a medida do ombro à ponto do dedo médio e a medida do cotovelo à ponta do dedo médio. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Arte e matemática são ferramentas fundamentais do design moderno, o uso do número φ se torna fundamental para a criação de artefatos visuais cada vez mais orgânicos e esteticamente admiráveis. Mesmo quando não feito propositalmente, o ser-humano tende a buscar esse número ou uma aproximação do mesmo. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design No design gráfico, a espiral de Fibonacci talvez seja a forma mais usada para criar uma leitura mais fluida dos elementos da imagem. Na diagramação de livros, por exemplo, o uso de retângulos áureos são usados para criar um espaçamento entre bordas mais confortáveis para a leitura. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Qualquer artefato gráfico que exija uma melhor compreensão e objetividade na informação, como em revistas e interfaces gráficas para computadores, pode tirar um bom proveito da Proporção de Ouro e da Espiral de Fibonacci. Todos os produtos, ícones e marcas da Apple, por exemplo, são baseados na Espiral de Fibonacci. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Um dos motivos pelo qual a interface da Apple, parecer mais bem acabada que a do que a de outros sistemas operacionais, é a proporção com a qual seus ícones são criados. A Apple disponibiliza uma guideline para ícones. Essas linhas-guia são criadas a partir da referência da Espiral e Fibonacci. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design A tipografia também é um estudo que utiliza as proporções áureas. Tanto a própria criação do tipo per si quanto a forma como ele é utilizado, a proporção áurea torna-se fundamental no planejamento. Para criar a tipografia, as Proporções Áureas são usadas para gerar suas formas. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Na área de Design de Interação, é comum achar cálculos que respeitem o Número de Ouro e a Proporção Áurea na preparação de interfaces. Apesar de ser um processo dependente de tecnologias e diversos outros fatores relacionados a websemântica, é possível gerar guias que usam proporções para encaixar melhor elementos na página. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Todavia o local onde o Número de Ouro é mais é lembrado, na área de Design Gráfico, são nas Identidades Visuais. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Um designer gráfico geralmente cria o seu conceito no papel e quando vai finalizar sua marca, organiza suas curvas, espaçamentos e formas a seguir um padrão de grade, que na maioria das vezes, é criado respeitando a Proporção Áurea e tende a ser seguido por todos os outros produtos e serviços relacionados à essa marca. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Apesar da utilização do número de ouro ser importante em projetos gráficos, não significa que ele sempre deve ser sempre seguido à risca. Algumas vezes, dependendo do projeto, talvez o ideal seja não usar esses cálculos ou usar outras referências de grades. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Todavia, para se quebrar uma regra, precisa primeiro conhece-la bem. Além disso, uso da proporção áurea não significa usar as formas redondas e retangulares que a ilustra, mas sim usar seus conceitos e cálculos para se chegar a uma forma ideal para o projeto. A proporção áurea é, como seu próprio nome diz uma referência de proporção e não exatamente da forma. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design O Número de Ouro e a Proporção Áurea fazem parte de um conhecimento geométrico fundamental para o designer. A medida que os elementos naturais tendem a simular esse efeito em seus projetos, conduzem o designer a um acabamento mais agradável, tanto orgânico quanto esteticamente, aos olhos do observador. DESIGN A Aplicação do Número de Ouro no Design Vale lembrar que nem sempre estamos fazendo algo pensando na proporção áurea ou definindo uma grade em todos os projetos. Com o tempo, essas definições acabam se tornando intuitivas e o designer acaba por adicionar essas formas mentalmente, sem nem mesmo perceber. Esse fenômeno explica o porquê de designers mais experientes conseguirem, muitas vezes, concluir projetos complexos em menos tempo. DESIGN Finalizando Com o crescimento e mudanças na comunicação e o aperfeiçoamento da produção industrial contemporânea, aumenta a importância da concepção e acabamento dos produtos visuaus. Na criação de um produto visual, os Designers levam em conta valores estéticos que possam ser aliados aos aspectos de funcionalidade, permitindo seu melhor posicionamento no mercado (bens de consumo podem se tornar mais desejados apenas com alterações em sua abordagem visual). DESIGN Finalizando Com o design, é feita a melhoria dos aspectos funcionais, ergonômicos e visuais de uma comunicação visual, de modo a atender às necessidades do consumidor, melhorando o “conforto”, a segurança e a satisfação dos público-alvo. DOWNLOAD AULA estudiomultifoco.com.br/ftc