PASTORAL DA
JUVENTUDE
O Processo de Educação
na Fé da PJ
O GRUPO É A BASE
O QUE É UM GRUPO DE
BASE?
É
um grupo pequeno, onde o
jovem cultiva amizades e
partilha a vida, vida em
comunidade. É inspirado na
própria experiência de Jesus.
GRUPO DE BASE SERVE
PARA O JOVEM...
•
Criar laços de fraternidade.
 • Ser reconhecido.
• Ser valorizado.
 • Crescer.
• Amadurecer.
 • Aprender.
• Realizar-se como pessoa.
 • Experimentar a vida em
comunidade.
O GRUPO DEVE SER PEQUENO
A FORMAÇÃO ACONTECE
POR ETAPAS
Utiliza-se o Processo de Educação na Fé
com as etapas: Convocação, Nucleação,
Iniciação e Militância
UM POUCO DE PAPO CABEÇA!

1980 e 1990.

Processo de
formação é entendido
aqui como o conjunto
dos métodos
pedagógicos e das
opções políticas
assumidas pela PJB em
seu desenvolvimento
histórico.
DO OBJETIVO

É possível identificar
nos textos oficiais da
IC que o objetivo geral
da PJB é de promover
um encontro pessoal e
comunitário com
Cristo, para que o
jovem se comprometa
com a libertação do
homem e da sociedade,
levando uma vida de
comunhão e
participação (Celam,
1987, p. 115).
Para iniciar a caminhada é preciso
formar um novo grupo de jovens. Para
isso é necessário convidar e acolher os
jovens de forma organizada.
Para CONVOCAR os jovens é preciso
fazer uma preparação especial.

Nesta etapa o jovem deve ter a
oportunidade de conhecer melhor os
outros membros do grupo, através de
atividades e temas que facilitem a
integração. A etapa da NUCLEAÇÃO deve
ser planejada para que os jovens
experimentem os valores da vida em
comunidade:
partilha,
solidariedade,
companheirismo, convivência fraterna,etc.

A comunidade paroquial deve estar
aberta para acolher os jovens,
colaborando efetivamente para o sucesso
do novo grupo. A presença de um
assessor ou animador para acompanhar e
ajudar os jovens nos seus primeiros
passos é fundamental nesta etapa.

Quando os jovens decidem levar adiante
a sua caminhada começa a INICIAÇÃO.
Nesta etapa, os jovens fortalecem os
laços de amizade dentro do grupo e
aumentam a sua participação na PJ e na
comunidade.
A iniciação pode ser dividida
em 05 fases mais detalhadas
Descoberta do grupo
Descoberta do grupo
É o momento de fortalecimento dos laços
de amizade dentro do grupo. O jovem
descobre que o grupo é o espaço
importante de troca de experiências e de
aprendizado. As relações pessoais são
mais importantes que a doutrina, já que
o jovem está mais preocupado consigo
mesmo. O grupo ainda não é um grupo
de fato, pois ainda não estabeleceu um
ideal grupal.
Descoberta da comunidade
Descoberta da comunidade

À medida que o jovem participa das
atividades do grupo vai identificando a
igreja como Comunidade de fé e vida,
de celebração, de solidariedade e
esperança. A descoberta da
comunidade dá ao jovem uma visão
mais ampla da religião e um sentido de
pertença à Igreja
Descoberta do Problema social
Descoberta do Problema social

O jovem vai percebendo que a sociedade
está cheia de fatos e atitudes que são
contrárias
ao
Evangelho
de
Jesus.
Confrontado o Evangelho com esta
realidade, percebe que muita coisa tem que
mudar. Na descoberta do problema social o
jovem toma consciência de problemas muito
piores que os seus. Esse despertar social
leva-o a participar de campanhas para
ajudar os pobres, a visitar hospitais,
presídios (Boran, 1994, p. 219-221)
Descoberta da organização mais ampla
PJ NACIONAL
PJ REGIONAL
ASSESSORIA
PRELATÍCIA
COORDENAÇÃO
PRELATÍCIA
ASSESSORIA PAROQUIAL
COORDENAÇÃO
PAROQUIAL
GRUPO DE
BASE
GRUPO DE
BASE
GRUPO DE
BASE
GRUPO DE
BASE
GRUPO DE
BASE
Descoberta da organização
mais ampla

O jovem descobre que é importante a
ligação com outros grupos, através da
organização mais ampla da PJ. Percebe
que existem outros grupos na região, na
prelazia, enfim no pais inteiro e que
partilham dos mesmos sonhos e do
mesmo caminho. Ao fazer a descoberta
de uma organização mais ampla, o
jovem descobre a PJB. Nesse momento o
jovem é incentivado “a largar as muletas
e caminhar com suas próprias pernas”
(Boran, 1994, p. 226).

Com o amadurecimento o jovem é
capaz de realizar uma análise mais
crítica da realidade, identificando as
verdadeiras causas do que é
contrário à realização do plano de
Deus. A vivência da fé no dia a dia
acontece de forma mais concreta
através de ações que promovem a
justiça, a verdade e a vida.

A etapa da MILITÂNCIA começa
depois que o jovem passa por todas
as etapas da Iniciação. É o momento
de assumir seu compromisso, seu
testemunho, sua luta e sua atuação
concreta no mundo e na Igreja.
ONDE ATUAR?

Alguns jovens desenvolvem seu trabalho na
própria Pastoral da Juventude. O militante
pode atuar na formação e acompanhamento
de novos grupos, na assessoria de
coordenação, em cursos de formação e em
outras equipes de trabalho.
 Outros
assumem uma militância
dentro da igreja, na catequese,
Liturgia, participação na equipe da
Campanha da Fraternidade, nas
festas da comunidade, no diálogo
ecumênico e outras pastorais da
Igreja.

Outros ainda assumem sua militância no meio social,
atuando diretamente nos partidos políticos,
movimentos populares, grêmios estudantis,
associações de bairro, sindicatos , grupos de defesa
dos direitos humanos, de promoção da mulher, etc.
Movimento Fé e Política
Construindoo Poder Popular
FÓRUM AMAZONENSE
CARITAS
DE REFORMA URBANA
ARQUIDIOCESANA
Inclusão Social no
Direito a Terra e Habitação
Na PJ a Formação do Jovem é Integral
desenvolvendo 5 dimensões da fé:
Personalização (eu e eu), Integração(eu e o
próximo/Comunidade), Teológica-Teologal
(eu e Deus), Sócio-Política (Eu e a
sociedade) e Capacitação Técnica.
O grupo é o principal meio
para levar o jovem a percorrer
este caminho, passando por
todas as etapas.
A FORMAÇÃO TEM 5 DIMENSÕES
Dimensão da personalização

A dimensão pessoal
corresponde ao universo
psicoafetivo do ser humano,
compreendendo o aspecto
do eu, da relação consigo
mesmo. É o espaço da busca
constante de resposta à
pergunta: “Quem sou eu?”.
Nesta dimensão, a PJB
propõe que o jovem faça
suas opções de valores,
assumindo-os em sua vida
(CNBB, 1998, pp. 162).
Dimensão da personalização
 Desenvolver
aptidões e
qualidades para
superar os limites
pessoais e não se
apegar às barreiras
da vida.
Dimensão da integração grupal
e comunitária

. Corresponde à dimensão social da vida,
da relação com o outro na busca da
integração grupal e comunitária. É o
momento de descoberta do grupo como
lugar de encontro e de compreensão do
outro como ser diferente (CNBB, 1998,
pp. 162).
Dimensão da integração grupal
e comunitária
O jovem descobre que precisa do grupo
para se sentir importante e útil. Aprende
que o relacionamento é algo fundamental
para o ser humano.
 A experiência comunitária e tomada
como referência para sua vida, realizandose como pessoa na relação com o outro.

Dimensão da integração grupal
e comunitária
Ele é levado a saber lidar com o conflito e a
conviver com quem pensa diferente. Reconhece
os valores dos outros, as diversidades e os limites
de cada um.
 Passa a ver as pessoas como algo mais importante
que as normas, os objetos e as coisas. Cresce e
amadurece nessas relações, descobrindo que a
educação na fé é concebida como caminho a ser
percorrido comunitariamente.

Dimensão sócio-política:

Relação com a sociedade. É
o momento de inserção do
jovem na sociedade e da
sua participação cidadã. A
PJB afirma que a promoção
do bem comum e a
construção de uma ordem
social, política e econômica
humana justa e solidária,
devem ser para o jovem um
compromisso de fé (CNBB,
1998, pp. 163).
A política aqui, é não apenas a partir da
política partidária, mas é a política como
uma dimensão da formação humana que
busca uma relação madura com a
sociedade.
 Sendo a presença da juventude na política
de fundamental importância para que
ocorram as mudanças na sociedade e na
Igreja.


Portanto, no processo
de formação da PJ, fazer
política é um dever
humano. Por isso a
política é concebida
como algo positivo na
vida do cristão que tem
como missão utilizá-la
como um instrumento
de organização da
“Civilização do Amor”.
Dimensão mística e teológica:


Corresponde à dimensão da relação com Deus.
Dimensão da manifestação e presença do Pai na
vida, no qual ocorre um crescimento na fé a
partir da vivência e fundamentação comunitária
cristã. Para a PJB, ao fazer o jovem vivenciar sua
experiência de fé, essa experiência faz com que
ele passe a viver como um autêntico cristão
(CNBB, 1998, p. 164).
Fazer a opção pelo seguimento de Jesus
Cristo, assumindo sua pessoa e seu projeto.
Há um encontro com Jesus e o
desenvolvimento de uma espiritualidade
centrada em sua proposta.
 O sentido da vida está na experiência do
seguimento e passa-se a discernir a ação do
Espírito Santo nos sinais dos tempos.
 Busca-se uma experiência de Deus com uma
compreensão teórica e prática da própria fé.


Dimensão da Capacitação
Técnica ou Metodológica

Diz respeito à estratégia metodológica do
jovem com relação à ação em seu
processo dentro das dimensões
anteriores.

É a dimensão da capacitação técnica do
jovem para o planejamento,
desenvolvimento e avaliação da ação
transformadora. A PJ propõe que o
jovem se capacite constantemente para o
seu trabalho pastoral (CNBB, 1998, p.
165).
A
relação com a ação refere-se às
habilidades de liderança, que devem
ser desenvolvidas no processo de
crescimento da fé, fundamentais na
preparação para a vida.


No mundo juvenil o exemplo é mais
importante que a palavra, por isso o
cristão precisa ser profissional na
evangelização, preparando sua ação e
sendo o primeiro responsável por sua
formação. A dimensão da Capacitação é
fundamental na proposta de formação da
PJ.
A CRISE DE PERSPECTIVAS





final da década de 1980
momentos de intenso engajamento social e político,
participando dos vários processos desencadeados naquele
período: eleições, constituinte, governo civil.
No entanto, no período seguinte começa a viver uma crise
de perspectivas, em decorrência do retorno da presença do
movimento pentecostal/carismático no interior da IC
profundas mudanças que o cenário nacional e internacional
passava naquele momento: queda do Muro de Berlim, fim da
União Soviética, vitória da direita nas eleições de 1989, crise
da modernidade com advento da pós-modernidade e
desenvolvimento do neoliberalismo no Brasil.
No próximo tópico destaca-se, a partir da análise do
documento 76 da CNBB, as mudanças ocorridas no interior
da PJB, principalmente em seu método de formação.
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