Título do Trabalho: Volume de Madeira Colhida a partir
do Método BDq em uma Área de Cerrado no Norte de
Minas
Gerais.
Autores: Pinto, LOR¹; Oliveira, LGG¹;Souza, DC¹; Ferreira,
PHB¹;
Leite,
MVS²;
Cabacinha,
CD¹
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG),
Montes
Claros,
MG,
Brasil.
Email:
[email protected]. Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia, UESB, Vitória da Conquista, BA, Brasil.
Introdução
Em pequenas propriedades rurais, as áreas destinadas para
reserva legal podem ser manejadas a partir de planos de
manejo sustentáveis, portanto esta pode ser uma excelente
opção de renda, além de conciliar a conservação com uso
sustentável da vegetação. Segundo Rangel et al. (2006) para o
sucesso do manejo de florestas inequianas dentre as
estimativas determinantes, a distribuição diamétrica apresentase como uma das mais importantes, devido ao fato da colheita
ser baseada na mesma. A colheita da floresta em Planos de
Manejo Sustentáveis, pode ser controlada baseando-se na área
basal (B), no diâmetro máximo (D) e no quociente q De Liocourt
(abordagem BDq). Portanto o presente trabalho visou avaliar
em diferentes opções de manejo a partir de uma abordagem
BDq, o volume colhido para diferentes níveis de intervenção em
uma área de transição de cerrado sensu stricto e de Mata Seca
na região norte do estado de Minas Gerais.
Título do Trabalho: Volume de Madeira Colhida a partir
do Método BDq em uma Área de Cerrado no Norte de
Minas
Gerais.
Autores: Pinto, LOR¹; Oliveira, LGG¹;Souza, DC¹; Ferreira,
PHB¹;
Leite,
MVS²;
Cabacinha,
CD¹
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG),
Montes
Claros,
MG,
Brasil.
Email:
[email protected]. Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia, UESB, Vitória da Conquista, BA, Brasil.
Material e Métodos
Simulou-se quatro níveis de intervenção: 40, 50, 60 e 70%
de remoção de área basal (B), para determinar a produção
volumétrica de madeira colhida. Durante o inventário
florestal foram lançadas 25 parcelas de 400 m² (20x20m),
distribuídas de modo contíguo na área totalizando uma
amostragem de 1 hectare. Todos os indivíduos lenhosos
vivos com diâmetro a 1,30 m de altura do solo (DAP) igual
ou superior a 3 cm, tiveram seus diâmetros a 1,30m e
0,30m do solo, e suas alturas totais mensuradas, foram
plaqueteados e identificados botanicamente. A partir
disso, obteve-se dados sobre a florística e fitossociologia
da vegetação, distribuição diamétrica, área basal e
diâmetro máximo. Estimou-se os volumes dos indivíduos a
partir da seguinte equação:
VT=0,0002715*DAP1,7393*HT0,6651
(R2=87,81%; yx=39,56%) e posteriormente para diferentes
estratégias de colheita, com 40%, 50%, 60% e 70% de
remoção de área basal (B). Para simulação dos planos de
manejo, ajustou-se aos dados de distribuição diamétrica,
o modelo de Meyer para cálculo do quociente de Liocourt
(q). As análises foram realizadas com auxílio dos softwares
Mata Nativa e Excel.
Título do Trabalho: Volume de Madeira Colhida a partir
do Método BDq em uma Área de Cerrado no Norte de
Minas
Gerais.
Autores: Pinto, LOR¹; Oliveira, LGG¹;Souza, DC¹; Ferreira,
PHB¹;
Leite,
MVS²;
Cabacinha,
CD¹
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG),
Montes
Claros,
MG,
Brasil.
Email:
[email protected]. Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia, UESB, Vitória da Conquista, BA, Brasil.
Resultados
As estimativas volumétricas
apresentadas na tabela 1.
realizadas
são
Tabela 1: Estimativas volumétricas
Método BDq
B (m²/ha)
D máx (cm)
3,228
35
q
3,1582
B: Área basal
D máx: Diâmetro máximo
Na Tabela 2, pode-se verificar o volume de madeira
colhida e a área basal remanescente para os quatros
níveis de remoção.
Título do Trabalho: Volume de Madeira Colhida a partir
do Método BDq em uma Área de Cerrado no Norte de
Minas
Gerais.
Autores: Pinto, LOR¹; Oliveira, LGG¹;Souza, DC¹; Ferreira,
PHB¹;
Leite,
MVS²;
Cabacinha,
CD¹
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG),
Montes
Claros,
MG,
Brasil.
Email:
[email protected]. Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia, UESB, Vitória da Conquista, BA, Brasil.
Tabela 2: Volume de madeira colhida (Vcolhido) e área
basal remanescente (Brem) por níveis de intervenção
Níveis de Intervenção
40%
50%
60%
70%
Brem
1,94
1,60
1,30
0,97
Vcolhido
5,90
6,91
8,08
9,25
Brem: Área basal remanescente (m²/ha)
Vcolhido: Volume de madeira colhido (m³/ha)
Este volume é pequeno quando comparado a outras
áreas de cerrado e está relacionado aos pequenos
diâmetros observados dos indivíduos que pode estar
associado a condições edafoclimáticas da região.
Título do Trabalho: Volume de Madeira Colhida a partir
do Método BDq em uma Área de Cerrado no Norte de
Minas
Gerais.
Autores: Pinto, LOR¹; Oliveira, LGG¹;Souza, DC¹; Ferreira,
PHB¹;
Leite,
MVS²;
Cabacinha,
CD¹
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG),
Montes
Claros,
MG,
Brasil.
Email:
[email protected]. Universidade Estadual do Sudoeste
da Bahia, UESB, Vitória da Conquista, BA, Brasil.
Discussão e Conclusão
Estes resultados apresentados, aliados a uma análise de
viabilidade financeira para os níveis de colheita avaliados,
podem gerar informações importantes sobre a produção de
madeira esperada na região deste estudo e subsidiar a
formulação de planos de manejo sustentáveis para a
fitofisionomia estudada.
Referências
MENDONÇA, A. V. R. Diagnóstico dos planos de manejo e o
potencial de exploração de vegetação do cerrado e mata
seca no estado de Minas Gerais. 119 f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia Florestal, área de concentração
Manejo Ambiental) – Universidade Federal de Lavras,
Lavras, 2000.
SOUZA, F. N.; SCOLFORA, J. R. S.; SANTOS, R. M.; SILVA, C. P.
C. Assessment of different management systems in an area
of cerrado senso strict. Cerne, v.17, p. 85-93, 2011.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE INCREMENTOS
DE Cedrela fissilis Vell. (MELIACEAE) EM
FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL PELA
ANÁLISE DE TRONCO PARCIAL – ATP
Autores: Wolf K M; Pereira L D; Fleig F D
Instituição:
Universidade
Federal
de
Santa
Maria/UFSM
Introdução
Para se conhecer melhor as aplicações das espécies
florestais desejáveis deve-se, primeiramente, estudá-las
quanto as suas ecologias, regenerações e crescimentos,
para que desta forma o rendimento florestal sustentado
seja atingido (SCHNEIDER E SCHNEIDER, 2008).
As determinações de idade e crescimento possuem
importante caráter ecológico, pois atuam como auxiliares
na compreensão da dinâmica de populações e em estudos
de desenvolvimento e produtividade. A variação de
crescimento existente entre espécies e dentro de uma
mesma espécie pode inferir sobre o estado de conservação,
tipo de floresta e/ou ecossistema e sua taxa é tida como um
dos principais fatores empregados para a elaboração de
planos de manejo florestal sustentável para a utilização de
recursos naturais (BOTOSSO E MATTOS, 2002).
O objetivo deste trabalho foi analisar o comportamento
dos incrementos do período de 3, 5 e 10 anos do cedro
(Cedrela fissilis Vell.) através da análise de tronco parcial
em uma floresta Estacional Decidual situada na região de
Val Feltrina no município de Silveira Martins/RS.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE INCREMENTOS
DE Cedrela fissilis Vell. (MELIACEAE) EM
FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL PELA
ANÁLISE DE TRONCO PARCIAL – ATP
Autores: Wolf K M; Pereira L D; Fleig F D
Instituição:
Universidade
Federal
de
Santa
Maria/UFSM
Material e Métodos
O estudo foi realizado em propriedades particulares
situadas na região de Val Feltrina, município de Silveira
Martins/RS. A formação florestal da região é classificada
como Floresta Estacional Decidual (IBGE, 2012).
As árvores-amostras foram localizadas por caminhamento
aleatório, tendo suas localizações georreferenciadas e
mensurado o diâmetro a altura do peito (DAP). As
amostras foram extraídas do tronco (método nãodestrutivo) por meio da introdução do trado de Pressler a
altura de 0,3 metros, as baguetas foram coladas em suporte
específico e lixadas em granulometria de 80 a 400
grãos/mm² (BOTOSSO E MATTOS, 2002; PEREIRA,
2011). Para o processamento realizou-se a identificação,
contagem e mensuração da largura dos anéis de
crescimento através do software Image Pro-Plus versão
3.0, sincronização anual entre as repetições, média
aritmética e, posteriormente, os cálculos dos incrementos
nos três, cinco e dez anos por classe diamétrica
(PEREIRA, 2011).
Título do Trabalho: ANÁLISE DE INCREMENTOS
DE Cedrela fissilis Vell. (MELIACEAE) EM
FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL PELA
ANÁLISE DE TRONCO PARCIAL – ATP
Autores: Wolf K M; Pereira L D; Fleig F D
Instituição:
Universidade
Federal
de
Santa
Maria/UFSM
Resultados
O incremento médio radial nos últimos 3; 5 e 10 anos
foram respectivamente de 0,25 (a); 0,28 (ab) e 0,32 (b)
cm/ano, o maior valor de incremento médio para a média
de 10 anos ocorreu provavelmente devido a inclusão de
anos mais jovens da árvore (em geral árvores jovens
apresentam incrementos mais vigorosos) acarretando
assim num aumento do incremento médio na análise. A
classe de diâmetro (Gráfico 1) que obteve os maiores
incrementos médio radial foi a de 25 cm de DAP e o
incremento radial médio mínimo foi de 0,04 cm/ano e o
máximo de 0,57 cm/ano.
O incremento médio em área basal dos últimos 3; 5 e 10
anos foram respectivamente de 13,77 (a); 14,45 (a) e 14,46
(a) cm²/ano. O incremento em área basal por classe
diamétrica obteve comportamento ascendente nas
primeiras classes diamétricas alcançando valor máximo na
classe 25 cm de DAP para a análise de 3 anos, e valor
máximo na classe de 35 cm de DAP para a análise dos
últimos 5 e 10 anos, a partir dessas classes máximas houve
declínio dos incrementos. O incremento em área basal
médio mínimo foi de 2,3 cm²/ano e o máximo de 41,5
cm²/ano.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE INCREMENTOS
DE Cedrela fissilis Vell. (MELIACEAE) EM
FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL PELA
ANÁLISE DE TRONCO PARCIAL – ATP
Autores: Wolf K M; Pereira L D; Fleig F D
Instituição:
Universidade
Federal
de
Santa
Maria/UFSM
Gráfico 1. Incremento médio
diamétricas de Cedrela fissilis.
radial
por
classes
Gráfico 2. Incremento médio em área basal por classes
diamétricas de Cedrela fissilis.
Título do Trabalho: ANÁLISE DE INCREMENTOS
DE Cedrela fissilis Vell. (MELIACEAE) EM
FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL PELA
ANÁLISE DE TRONCO PARCIAL – ATP
Autores: Wolf K M; Pereira L D; Fleig F D
Instituição:
Universidade
Federal
de
Santa
Maria/UFSM
Discussão e Conclusão
O incremento médio radial no período de 10 últimos anos
alcançou o maior valor observado em 25cm de DAP. As
médias de incremento radial foram diferentes entre si no
teste Tukey com significância de 5%, diferente das médias
de incremento em área basal que não demonstraram
diferença nos períodos analisados. Para tanto, o incremento
médio em área basal aumentou alcançando valor máximo na
classe de 25 cm de DAP para a análise de 3 anos, e valor
máximo na classe de 35 cm de DAP para os últimos 5 e 10
anos reduzindo nos indivíduos acima de 40 cm.
Referências
BOTOSSO, P. C.; MATTOS, P. P. de. Conhecer a idade das
árvores: importância e aplicação. Colombo: Embrapa
Florestas, 2002. 25 p. (Embrapa Florestas. Documentos, 75).
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Manual da Vegetação Brasileira. 2ª edição, Rio de
Janeiro/Brasil, 2012.
PEREIRA, L. D. Dendroecologia de Cedrela fissilis (Vill)
na região de Santa Maria, RS. 2011, 63 f. Dissertação
(Mestrado em Engenharia Florestal), Universidade Federal
de Santa Maria, RS.
SCHNEIDER, P. R.; SCHNEIDER, P. S. P. . Introdução ao
manejo florestal. 2. ed. Santa Maria: FACOS - UFSM, 2008.
v. 1000. 566p.
Diagnóstico Ambiental quanto ao uso e ocupação
do solo no riacho Palmeirinha em Bom Jesus-PI.
Vieira, M.L.; Santos, J. S.; Dias, P.B.; Oliveira, R.J.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus
Salinas
Introdução
O uso e a ocupação do solo ás margens de um
curso d’água ocasionam diversos e intensos impactos aos
meios, muitas vezes irreversíveis, pois se configuram
como consequência das alterações decorrentes das
urbanizações desordenadas e empreendimentos. Mesmo
protegidas pelas disposições legais existentes, as áreas de
Preservação Permanente continuam sendo impactadas ou
reduzidas.(BASTOS;FREITAS,2004).
De acordo com o Código Florestal Brasileiro
(BRASIL,1989) as áreas no entorno de nascentes, qual
seja sua situação topográfica num raio mínimo de 50
metros de largura são consideradas Áreas de Preservação
Permanente , e nelas não podem ser explorados.
Muitas espécies de água doce estão sendo
ameaçadas, devido principalmente, ao desmatamento, com
vistas á aberturas de novas fronteiras agropecuárias e de
urbanização, causando diminuição do volume de água e
danos por contaminação.(BRAGA;PORTO;TUCCI,2006).
Diagnóstico Ambiental quanto ao uso e ocupação do
solo no riacho Palmeirinha em Bom Jesus-PI.
Vieira, M.L.; Santos, J. S.; Dias, P.B.; Oliveira, R.J.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus
Salinas
Material e Métodos
O método de estudo utilizado para atingir o
objetivo proposto, foi observacional descritivo no qual
foram realizadas várias visitas à área de estudo, anotações
sobre suas condições ambientais, levantamento florístico,
mapa de uso e ocupação do solo e também foi aplicado um
questionário aberto aos moradores locais.
Para delimitação da bacia, foi utilizado um
Modelo Digital de Elevação Hidrologicamente Consistente
(MDECH), onde foi possível gerar processos hidrológicos
da bacia permitindo identificar suas características morfométricas. A imagem RGB, foi obtida junto ao site do
Google Earth, e trata da data de 4 de junho de 2011. Em
seguida foi executada a classificação não supervisionada.
Nesse processo foi utilizado o classificador da
Máxima Verossimilhança, considerando apenas duas
classes. Veget. (Áreas com componente árboreo) e
Antrop.(Áreas que estão com solo exposto, perímetro
urbano e escarpa da serra).
Todo o pós-processamento foi realizado no
software Arc Gis 10.0.
Diagnóstico Ambiental quanto ao uso e ocupação do
solo no riacho Palmeirinha em Bom Jesus-PI.
Vieira, M.L.; Santos, J. S.; Dias, P.B.; Oliveira, R.J.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus
Salinas
Resultados
Através do diagnóstico ambiental realizado
verificou-se que houve o desmatamento para a ocupação
urbana desordenada às margens do riacho Palmeirinha.
Nos levantamentos de campo, verificou-se
também a existência de uma área desmatada próxima ao
“riacho do coco” utilizada para implantação de pastagens
principalmente para bovinos . A ocupação do solo por
pastagens provoca à compactação do mesmo acarretando à
diminuição do fluxo nos cursos d’água.
Observou-se que a maioria da população de
Bom Jesus não pratica hábitos que visem à preservação
ambiental das fontes aquáticas presentes na região, foram
registrado diferentes tipos de agressões praticadas a esse
córrego, como implantação de cercas para fins
agropecuários e o acúmulo de lixo e resíduos diversos nos
pontos de maiores visitação turístico .
Presença de espécies vegetais queimados,
provavelmente por conta de cigarros ou pelos
“piqueniques” realizados pelos visitantes, assoreamento do
Rio e erosão do solo também poderam ser visualizados na
área de estudo.
Figura 10: Espécies citadas pela comunidade.
Diagnóstico Ambiental quanto ao uso e ocupação do
solo no riacho Palmeirinha em Bom Jesus-PI.
Vieira, M.L.; Santos, J. S.; Dias, P.B.; Oliveira, R.J.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus Salinas
Imagens e Tabelas
Imagem 1 - Mapa de uso e
ocupação do solo, da bacia
do riacho Palmeirinha, Bom
Jesus-PI.
Imagem 2 - Espécies citadas
pela comunidade.
Diagnóstico Ambiental quanto ao uso e ocupação do
solo no riacho Palmeirinha em Bom Jesus-PI.
Vieira, M.L.; Santos, J. S.; Dias, P.B.; Oliveira, R.J.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais – Campus
Salinas
Discussão e Conclusão
Os dados não refletem uma visão positiva, haja vista
que com o desmatamento e a degradação ambiental na região,
houve diversos impactos ambientais refletindo na atual situação
em que se encontra a área estudada. Portanto sabemos que mais
trabalhos dessa área precisam ser realizados, trilha educativa,
palestras que tragam conceitos de preservação, podendo ser
qualquer ferramenta no que tange a conscientização e
manutenção de toda a vida ao redor desse riacho Palmeirinha
recuperando a área que foi desmatada com mata ciliares, flora
nativa e manutenção dos recursos hídricos.
Assim se faz necessário o desenvolvimento de
medidas efetivas de intervenção, realizadas pelo poder público
do município e órgãos ligados a proteção do meio ambiente
.
Referências
BASTOS, A.C.S. E FREITAS, A. C. Agentes e processos de
interferência, degradação e dano ambiental. In GUERRA, A.
J. T.; CUNHA, S. B. (org.). Avaliação e Perícia Ambiental. 5ª.
Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004
BRAGA, B.; PORTO, M.; TUCCI, C. E. M.
Monitoramento de quantidade e qualidade das águas. In:
Rebouças, A. C.; Braga, B.; Tundisi, J. G.(org.). Água doces
no Brasil: Capital ecológico, uso e conservação. 3. ed., São
Paulo: Escrituras Editoras, cap.5, p.145-160, 2006.
BRASIL. Decreto nº 97.632, de 10 de abril de 1989. Brasília,
1989.
Estrutura diamétrica e hipsométrica de uma
Reserva legal no município de Montes Claros, MG
Autores: Souza DC¹; Silva PN¹; do Nascimento TM¹;
Pinto LOR¹; Ferreira PHB¹; Cabacinha CD²
1Estudante
de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, MG,
Brasil. Email: [email protected]. 2Professor adjunto
da Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros,
MG, Brasil.
Instituição:UFMG
Introdução
• Exploração do cerrado.
• Caracterização do nível de conservação e fase
sucessional.
• Elaboração de planos de manejo florestal sustentável
em Reserva legal.
• Uso dos recursos florestais mantendo a estrutura
balanceada.
• Auxilio na escolha de metodologias adequadas para
recuperação de áreas, estudos de biomassa,
conservação e manejo do local.
Estrutura diamétrica e hipsométrica de uma
Reserva legal no município de Montes Claros, MG
Autores: Souza DC¹; Silva PN¹; do Nascimento TM¹;
Pinto LOR¹; Ferreira PHB¹; Cabacinha CD²
1Estudante
de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, MG,
Brasil. Email: [email protected]. 2Professor adjunto
da Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros,
MG, Brasil.
Instituição:UFMG
Material e Métodos
• O estudo foi realizado em uma Reserva legal, localizada
na comunidade Camela, município de Montes Claros, MG.
• Foram amostradas seis parcelas de 10x100m (1000 m²).
• O critério de inclusão adotado foi de espécies arbóreas
vivas com DAS (diâmetro a altura do solo) maior que 5cm
e delas foram coletados o DAS e a altura total.
Estrutura diamétrica e hipsométrica de uma
Reserva legal no município de Montes Claros, MG
Autores: Souza DC¹; Silva PN¹; do Nascimento TM¹;
Pinto LOR¹; Ferreira PHB¹; Cabacinha CD²
1Estudante
de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, MG,
Brasil. Email: [email protected]. 2Professor adjunto
da Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros,
MG, Brasil.
Instituição:UFMG
Resultados
• Foram amostrados um total de 240 indivíduos.
• Os diametros variaram de 5cm a 39,6cm.
• A primeira classe diamétrica concentrou 77,5% dos
indivíduos e a segunda somente 10% seguindo o
comportamento em exponencial negativo.
• As alturas variaram de 1,8m a 12m.
• A primeira classe hipsométrica concentrou 55,25% dos
indivíduos e a segunda 38,4% do total.
Estrutura diamétrica e hipsométrica de uma
Reserva legal no município de Montes Claros, MG
Autores: Souza DC¹; Silva PN¹; do Nascimento TM¹;
Pinto LOR¹; Ferreira PHB¹; Cabacinha CD²
1Estudante
de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, MG,
Brasil. Email: [email protected]. 2Professor adjunto
da Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros,
MG, Brasil.
Instituição:UFMG
Imagens e Tabelas
Imagem 1: histograma de frequência
observados e esperados dos diâmetros.
dos valores
N° de indivíduos
200
150
Valor observado
100
Valor esperado
50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Classe
N° de indivíduos
Imagem 2: histograma de frequência da altura dos
individuos.
150
100
50
0
2.7
4.7
6.7 8.7 10.7 12.7
Centro da classe
Estrutura diamétrica e hipsométrica de uma
Reserva legal no município de Montes Claros, MG
Autores: Souza DC¹; Silva PN¹; do Nascimento TM¹;
Pinto LOR¹; Ferreira PHB¹; Cabacinha CD²
1Estudante
de Graduação em Engenharia Florestal,
Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, MG,
Brasil. Email: [email protected]. 2Professor adjunto
da Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros,
MG, Brasil.
Instituição:UFMG
Discussão e Conclusão
• A estrutura diamétrica em algumas classes apresentaram
déficit e em outras superávit de indivíduos, o que indica que
a área se encontra em processo de regeneração.
• A floresta estudada está desbalanceada, o que pode ser
explicado pelo histórico de degradação que a área sofreu.
• O manejo apropriado da vegetação pode balancear as
taxas de recrutamento e mortalidade da reserva legal.
Referências
MARANGON, Luiz Carlos et al. Relações florísticas, estrutura
diamétrica e hipsométrica de um fragmento de Floresta
Estacional Semidecidual em Viçosa (MG). Floresta, Curitiba,
PR, v. 38, p. 699-709, 2008.
GOMIDE, Lucas Rezende; SCOLFORO, José Roberto Soares;
DE OLIVEIRA, Antônio Donizette. ANÁLISE DAS ESTRUTURAS
DIAMÉTRICA E HIPSOMÉTRICA DE FRAGMENTOS
FLORESTAIS LOCALIZADOS NA BACIA DO RIO SÃO
FRANCISCO, EM MINAS GERAIS, BRASIL.FLORESTA, v. 39, n.
2, 2009.
Florística e Fitossociologia de Cerrado sensu
stricto em uma Reserva Legal no Norte de
Minas Gerais
Autores: Silva PN; Souza DC; do Nascimento TM;
Ferreira PHB; Oliveira LGG; Cabacinha CD
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Campus Montes Claros
Introdução
O cerrado é um bioma de riqueza inigualável
e está na lista dos hotspots globais para conservação.
Além de belas paisagens, abriga uma diversidade de
espécies frutíferas, lenhosas e medicinais, as quais
muitas são endêmicas, juntamente com sua fauna ele
ocupa o segundo lugar dos biomas de maior
biodiversidade do país. Também exerce grande
importância na conservação dos recursos hídricos.
Levantamentos florísticos e fitossociológicos têm
fornecido informações importantes para a compreensão
dos padrões biogeográficos do cerrado e auxiliado na
tomada de decisões sobre as áreas recomendadas à
conservação (DURIGAN et al., 2011).
Desse modo o trabalho teve como objetivo
caracterizar uma área de Cerrado sensu stricto na
comunidade de Camelas, Montes Claros, MG, para
assim auxiliar as ações de conservação e manejo dos
recursos existentes na região.
Florística e Fitossociologia de Cerrado sensu
stricto em uma Reserva Legal no Norte de Minas
Gerais
Autores: Silva PN; Souza DC; do Nascimento TM;
Ferreira PHB; Oliveira LGG; Cabacinha CD
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Campus Montes Claros
Material e Métodos
Foi realizado um levantamento florístico e
fitossociológico, onde foram alocadas seis parcelas de
10x100m e amostrados todos os indivíduos com
CAS≥15,7cm, foram coletados materiais botânicos dos
mesmos e identificados com literatura especializada. Os
dados coletados foram processados no software Mata
Nativa.
Florística e Fitossociologia de Cerrado sensu
stricto em uma Reserva Legal no Norte de Minas
Gerais
Autores: Silva PN; Souza DC; do Nascimento TM;
Ferreira PHB; Oliveira LGG; Cabacinha CD
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Campus Montes Claros
Resultados
• Foram encontradas 13 famílias botânicas e 21
espécies. A família Combretaceae apresentou maior
número de indivíduos (65), seguida por Fabaceae
(49), Apocynaceae (23), Vochysiaceae (22) e
Caryocaceae (19).
Tabela 1. Espécies que apresentaram maiores valores de
densidade relativa (DR), frequência relativa (FR),
dominância relativa (DoR) e valor de importância (VI).
Nome Científico
Terminalia fagifolia
Caryocar brasiliensis
Qualea multiflora
Eriotheca pubescens
Vatairea macrocarpa
DR FR DoR VI
27,08 7,59 35,8 71
7,92 7,59 24,7 40
7,50 5,06 4,36 17
7,92 5,06 3,59 17
5,42 5,06 2,42 13
Florística e Fitossociologia de Cerrado sensu
stricto em uma Reserva Legal no Norte de Minas
Gerais
Autores: Silva PN; Souza DC; do Nascimento TM;
Ferreira PHB; Oliveira LGG; Cabacinha CD
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Campus Montes Claros
Resultados
• Sobre a estrutura vertical do povoamento a
maioria dos indivíduos concentrou-se no
estrato médio (2,43m <=HT >4,84 m).
• Das cinco espécies de maior VI, as que
apresentaram especialidade de estratos foram
Q. multiflora (médio e superior) e E. pubecens
(inferior e médio).
• O padrão de distribuição a partir do Índice de
MacGuinnes (IGA) foi: T. Fagifolia, uniforme;
C. Brasilienses, uniforme; Q. Multiflora,
agregada; E. Pubecens, agregada e V.
Macrocarpa, tendendo a agrupada.
• A densidade do povoamento foi 400
indivíduos/ha e área basal 1,935 m²/ha. O
índice de Shannon encontrado (H’) 2,92.
Florística e Fitossociologia de Cerrado sensu
stricto em uma Reserva Legal no Norte de Minas
Gerais
Autores: Silva PN; Souza DC; do Nascimento TM;
Ferreira PHB; Oliveira LGG; Cabacinha CD
Instituição: Universidade Federal de Minas Gerais Campus Montes Claros
Discussão e Conclusão
Através dos resultados pode-se inferir que o
fato da espécie T. fagifolia ter obtido maior VI, está
relacionado com seus maiores valores de DAS, pois
apresentou mesmo valor de frequência relativa que o C.
brasiliensis. O valor de densidade encontrado para a área
foi mediano e a diversidade baixa (embora dentro dos
limites relatados na literatura), talvez este resultado
esteja relacionado ao fato da área em estudo estar em
processo de regeneração natural.
Referências
DURIGAN, G; MELO, A. C. G. de; MAX, J. C. M.; BOAS,
O. V.; CONTIERI, W. A.; RAMOS, V. S. Manual para
recuperação da vegetação de cerrado. 3. ed. São Paulo :
SMA,
2011.
19
p.
Disponível
em:
<
http://appvps5.cloudapp.net/sigam3/Repositorio/222/Docum
entos/Manual_recuperacao_cerrado.pdf > Acesso em: 21
mar. 2015.
Título do Trabalho: AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS DE
AMOSTRAGEM QUANTO À DIVERSIDADE DE UMA
ÁREA DE CERRADÃO EM PALMAS-TO
Autores: Mirella Basileu de O. Lima; Milton Serpa
Meira Júnior; Éder Miguel Pereira
Instituição: Universidade de Brasília- UnB
Introdução
A fim de conhecer a composição
florística, a diversidade, a riqueza e a estrutura
fitossociológica das populações presentes,
destaca-se a realização de inventários como
forma de levantamento dessas áreas (PÉLLICO
NETTO e BRENA, 1997; SOUZA e SOARES, 2013).
O método de amostragem mais
utilizado é o método da área fixa, que consiste
em lançar parcelas com tamanhos iguais, onde,
dentro de seus limites, são medidos os
indivíduos-alvo do estudo. Contudo, Existem
outros métodos menos utilizados, dentre os
quais, Strand, Prodan e Quadrantes, que podem
ser uma boa alternativa para solucionar entraves
financeiros, operacionais e estatísticos. (CAMPOS
e LEITE, 2013).
Objetivo deste trabalho foi analisar o
comportamento dos diferentes métodos de
amostragem frente ao censo florestal quanto a
diversidade em uma área de 2,16 hectares de
cerradão, localizado na no Parque Estadual do
Lajeado, no município de Palmas, Tocantins.
Título do Trabalho: AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS
DE AMOSTRAGEM QUANTO À DIVERSIDADE DE
UMA ÁREA DE CERRADÃO EM PALMAS-TO
Autores: Mirella Basileu de O. Lima; Milton
Serpa Meira Júnior; Éder Miguel Pereira
Instituição: Universidade de Brasília- UnB
Material e Métodos
Dentro do conjunto de dados
advindos do censo, foi implementado um
inventário florestal, obedecendo o método da
área fixa (AF) e o processo sistemático, nesta
ocasião 13 parcelas de 20 x 20 metros (400
m²) foram lançadas. Sequencialmente, foi
lançado o mesmo número de unidades
amostrais (ua) para os métodos de Strand,
Prodan e Quadrantes nas mesmas áreas em
que ocorreram a medição dos indivíduos pelo
método de AF.
Com o uso do programa EstimateS
foram estimadas curvas de rarefação para
cada método de amostragem, relacionando a
riqueza com o esforço amostral e a
abundância de indivíduos.
Título do Trabalho: AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS DE
AMOSTRAGEM QUANTO À DIVERSIDADE DE UMA
ÁREA DE CERRADÃO EM PALMAS-TO
Autores: Mirella Basileu de O. Lima; Milton Serpa
Meira Júnior; Éder Miguel Pereira
Instituição: Universidade de Brasília- UnB
Resultados (Tamanho da Fonte: 16(mínimo))
O modelo que melhor estimou o
conjunto de dados foi o Bootstrap. Além da
análise gráfica, comparou-se o número de
espécies que cada método amostrou com o
censo da área. Os gráficos representaram
visualmente que não houve diferença entre os
métodos no comportamento da curva, já que
se trata da mesma comunidade. Entretanto, o
número de indivíduos amostrados se atrelou
diretamente proporcional com a riqueza
amostrada.
A contagem do número de espécies
demonstraram que o método da AF (68,24%)
foi o que mais se aproximou da riqueza total,
seguindo os métodos de Strand (38,82%),
Prodan (24,71%) e Quadrantes (20%),
respectivamente.
Título do Trabalho: AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS
DE AMOSTRAGEM QUANTO À DIVERSIDADE DE
UMA ÁREA DE CERRADÃO EM PALMAS-TO
Autores: Mirella Basileu de O. Lima; Milton Serpa
Meira Júnior; Éder Miguel Pereira
Instituição: Universidade de Brasília- UnB
Gráfico 1: Curvas de riqueza em relação ao número de
parcelas de cada método de amostragem. AF: área fixa;
S: Strand; P: Prodan e Q: Quadrantes.
Gráfico 2: Curvas de riqueza em relação ao número de
indivíduos de cada método de amostragem. AF: área fixa;
S: Strand; P: Prodan e Q: Quadrantes.
Título do Trabalho: AVALIAÇÃO DOS MÉTODOS
DE AMOSTRAGEM QUANTO À DIVERSIDADE DE
UMA ÁREA DE CERRADÃO EM PALMAS-TO
Autores: Mirella Basileu de O. Lima; Milton Serpa
Meira Júnior; Éder Miguel Pereira
Instituição: Universidade de Brasília- UnB
Discussão e Conclusão
A diversidade de uma comunidade é
analisada pelo número de espécies e o número
de indivíduos, logo, quanto maior é a
amostragem, melhor será estimada a
diversidade.
Conclui-se que o método da AF melhor
estima a diversidade local, porém, recomendase que aumente o esforço amostral de métodos
de parcelas de tamanho variável.
Referências
CAMPOS, J.C C.; LEITE, H.G. Mensuração
florestal: perguntas e respostas. 4ª ed. Viçosa,
MG: Editora UFV, 2013. v. 1. 605p.
PÉLICO NETTO, S.; BRENA, D. A. 1997.
Inventário Florestal. Curitiba, 316 p.
SOUZA, A. L.; SOARES, C. P. B. Florestas nativas:
estrutura, dinâmica e manejo. Viçosa, MG: Ed.
UFV, 2013. 322 p.
Título do Trabalho: Mapeamento da Produtividade
em Plantios de Eucalipto por meio de Imagem NDVI
Autores: Chemenes, L. L. S. ; Alves, G. ; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Introdução
A demanda por espécies florestais de rápido
crescimento teve um aumento significativo nas últimas
décadas. O mapeamento da produtividade é uma
técnica que auxilia no gerenciamento e manejo. A
aplicação do sensoriamento remoto é de fundamental
importância, pois permite estudar a superfície terrestre
de forma mais precisa e eficiente.
A técnica de sensoriamento remoto em estudos de
vegetação baseia-se no conhecimento de sua resposta
espectral (Ponzoni, 2001). Os sensores OLI e TIRS do
satélite Landsat-8 captam e registram a energia
refletida ou emitida da superfície e podem gerar
imagens e outros tipos de dados que são utilizados para
a elaboração de mapas.
Índices espectrais de vegetação ou simplesmente
índices de vegetação, têm sido largamente utilizados
para monitorar a cobertura vegetal da Terra em escalas
global e/ou local (Miura et al., 2001).
Os índices são combinações de dados espectrais de
duas ou mais bandas, sendo o mais usual o NDVI
(Índice de Vegetação da Diferença Normalizada).
O objetivo deste trabalho consistiu em identificar por
meio do NDVI as áreas com maior produtividade e
avaliar se existe correlação do NDVI com os dados
médios de volume/ha, DAP (diâmetro a altura do peito)
e altura dominante (Hdom) inventariados de um
povoamento de Eucalipto (Eucalyptus urograndis) com
quatro anos de idade.
Título do Trabalho: Mapeamento da Produtividade
em Plantios de Eucalipto por meio de Imagem NDVI
Autores: Chemenes, L. L. S. ; Alves, G. ; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Material e Métodos
O estudo foi realizado em uma área de 71,90 ha de
Eucalyptus urograndis localizada na região de
Chapadão do Sul - MS, cujas coordenadas UTM são
356.495E 7.908.358N (SIRGAS 2000 Fuso 22S).
Para o levantamento dos dados dendrométricos do
povoamento, foram lançadas oito parcelas circulares de
400 m² onde mediu-se o DAP, a altura total e altura
dominante. Foram cubadas 90 árvores para o
levantamento do volume. As parcelas tiveram sua
localização identificadas por um aparelho de GPS
(Global Positioning System) de frequência L1.
O cálculo do índice de vegetação (NDVI) foi realizado
por meio da ferramenta Raster Calculator do programa
ArcGIS 10.2. Foram utilizadas as bandas do vermelho
e do infravermelho próximo do sensor OLI do satélite
Landsat-8, convertidos para valores de reflectância. O
NDVI é a razão da diferença entre as bandas
Infravermelho Próximo e do Vermelho, pela soma das
mesmas bandas, conforme Equação.
Os valores de NDVI foram correlacionados com os
valores de volume/ha, DAP médio e altura dominante
das parcelas.
Título do Trabalho: Mapeamento da Produtividade
em Plantios de Eucalipto por meio de Imagem NDVI
Autores: Chemenes, L. L. S. ; Alves, G. ; Stolle, L.
Instituição:UFMS
Resultados
A análise descritiva dos dados (Tabela 1) mostrou
que o povoamento apresenta em média 269 m3/ha,
14,9 cm de DAP e altura dominante de 24,9 m. O
valor médio de NDVI encontrado foi de 0,72,
variando de 0,65 a 0,76.
Os coeficientes de correlação (Tabela 1)
encontrados foram sempre positivos: 0,80; 0,84 e
0,80 para as variáveis volume/ha, DAP e Hdom
respectivamente considerando os dados de 75% das
parcelas.
A imagem NDVI obtida (Figura 1) permite obter
uma identificação preliminar das áreas com maior
potencial produtivo.
Título do Trabalho: Mapeamento da Produtividade
em Plantios de Eucalipto por meio de Imagem NDVI
Autores: Chemenes, L. L. S. ; Alves, G. ; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Imagens e Tabelas
Tabela 1: Análise descritiva dos dados e coeficiente de
correlação das variáveis dendrométricas e NDVI
Variável Média
Volume/ha
DAP (cm)
H dom (m)
NDVI
269,0
14,9
24,9
0,72
Desvio
Padrão
26,0
0,8
2,2
0,0
CV
r
Mínimo Máximo
(%)
NDVI
9,7 226,2 300,2 0,80
5,6 13,5
15,9
0,84
8,8 21,9
28,0
0,80
4,9 0,65
0,76
1,00
Figura 1: NDVI da área de estudo
Título do Trabalho: Mapeamento da Produtividade
em Plantios de Eucalipto por meio de Imagem NDVI
Autores: Chemenes, L. L. S. ; Alves, G. ; Stolle, L.
Instituição:UFMS
Discussão e Conclusão
A imagem NDVI analisada apresenta valores no intervalo de
0,65 a 0,76. Bolfe (2010) observou nas imagens NDVI
valores acima de 0,55 e indicando maior densidade de
cobertura vegetal, conforme levantado em campo.
Todas as variáveis apresentaram coeficiente de correlação
igual ou acima de 0,80, sendo que a variável DAP foi a de
maior correlação. O índice NDVI pode ser utilizado para
estimar o volume, o DAP e a altura dominante do
povoamento florestal, sendo necessário o ajuste de modelos
matemáticos que expressem esta relação. O mapa NDVI
pode ser utilizado para detectar as áreas mais produtivas do
povoamento florestal.
Referências
•Bolfe, E. L.; Desenvolvimento de uma metodologia para a
estimativa de Biomassa e de Carbono em sistemas
agroflorestais por meio de imagens orbitais. Campinas:
UNICAMP, 2010.
•Miura, T.; Huete, A. R.; Yoshioka, H.; Holben, B. N. An
error and sensitivity analysis of atmospheric resistant
vegetation indices derived from dark target-based
atmospheric correction, 2001.
•Ponzoni, F. J. Comportamento espectral da vegetação. In.
Sensoriamento Remoto - Reflectância dos alvos naturais.
Brasília: UnB, EMBRAPA, 2001. p.157-199.
Flutuação populacional de Tenuipalpus heveae Baker
(Acari: Tenuipalpidae) em seringueira
Joyce Martins Rezende¹; Jaqueline Magalhães Pereira¹;
Rodrigo Damasco Daud; Ohana Daroszewski Rodrigues¹;
Fernanda Gomes Araújo.
1Programa de Pós-graduação em Agronomia,
Universidade Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO,
Brasil.
Introdução
A cultura de seringueira encontra-se em expansão nas
regiões centro-oeste e sudeste do Brasil, áreas que oferecem
condições edafo-climáticas favoráveis para este tipo de
cultivo.
A heveicultura nos principais estados produtores do Brasil é
realizada em sistema de monocultivo que favorece o
aumento populacional de espécies como Calacarus heveae
Feres (1992) e Tenuipalpus heveae Baker (1945).
Consequentemente, essas pragas são as mais abundantes no
cultivo nestas regiões.
Conhecido como ácaro plano vermelho da seringueira, T.
heveae causa o bronzeamento e a senescência prematura das
folhas quando em alta abundância populacional, provocando
um significante declínio na produção de látex (Flechtmann,
1985; Pontier, 2000).
Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a flutuação
populacional de T. heveae em clones de seringueira, no
município de Goianésia, GO.
Flutuação populacional de Tenuipalpus heveae Baker
(Acari: Tenuipalpidae) em seringueira
Joyce Martins Rezende¹; Jaqueline Magalhães Pereira¹;
Rodrigo Damasco Daud; Ohana Daroszewski Rodrigues¹;
Fernanda Gomes Araújo.
1Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade
Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil.
Material e Métodos
A pesquisa foi realizada nas áreas comerciais de produção
de látex da empresa Vera Cruz Agropecuária Ltda.,
localizada em Goianésia, GO (15°19’21”S e 49°9’32”W).
As coletas dos ácaros foram realizadas em média a cada
quinze dias entre junho de 2013 e junho de 2014 em plantios
dos clones RRIM 600, GT 1, PB 235 e PR 255. Foram
selecionadas dez plantas de seringueira/clone.
Em cada coleta foram amostradas sete folhas de cada planta,
a uma altura de 7,0 m, com o auxílio de um podão. As folhas
capturadas foram acondicionadas em sacos de papel
individualizados para cada planta e transportados em caixa
isotérmica refrigerada com bolsas de Gelo X®. No
laboratório, as amostras foram mantidas sob refrigeração à
10º C. Foi avaliado a parte abaxial do folíolo central,
superfície da qual é de ocorrência preferencial de T. heveae.
A contagem do fitófago foi feita em média quinzenalmente
sob microscópio estereoscópio em quatro áreas de 1 x 1 cm²,
dispostas aleatoriamente nas nervuras das folhas, foi
avaliada a face abaxial do limbo foliar para T. heveae.
Flutuação populacional de Tenuipalpus heveae Baker
(Acari: Tenuipalpidae) em seringueira
Joyce Martins Rezende¹; Jaqueline Magalhães Pereira¹;
Rodrigo Damasco Daud; Ohana Daroszewski Rodrigues¹;
Fernanda Gomes Araújo.
1Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade
Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
Resultados
Foram registrados um total de 219 indivíduos de T. heveae
em um ano de coleta. No presente estudo, foi verificada uma
pequena abundância de T. heveae. Essa espécie foi
observada praticamente durante todo o período de estudo,
entre os meses de junho a julho; outubro a dezembro 2013 e
de abril a maio de 2014, respectivamente nos clones PR 255
e RRIM 600; PR 255 e GT 1, e entre abril a maio de 2014
nos clones PR 255 e RRIM 600.
Figura 1. Flutuação sazonal de Tenuipalpus heveae em clones de
seringueira, Goianésia, Goiás.
Flutuação populacional de Tenuipalpus heveae Baker
(Acari: Tenuipalpidae) em seringueira
Joyce Martins Rezende¹; Jaqueline Magalhães Pereira¹;
Rodrigo Damasco Daud; Ohana Daroszewski Rodrigues¹;
Fernanda Gomes Araújo.
1Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade
Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
Figura 2. Tenuipalpus heveae, espécime coletado em Goianésia,
GO.
Flutuação populacional de Tenuipalpus heveae Baker
(Acari: Tenuipalpidae) em seringueira
Joyce Martins Rezende¹; Jaqueline Magalhães Pereira¹;
Rodrigo Damasco Daud; Ohana Daroszewski Rodrigues¹;
Fernanda Gomes Araújo.
1Programa de Pós-graduação em Agronomia, Universidade
Federal de Goiás (UFG), Goiânia, GO, Brasil
Discussão e Conclusão
Devido sua pequena abundância, T. heveae se enquadra
como praga secundária e, provavelmente, não causa danos
de relevância para a cultura, para este estudo, se comparado
ao fitófago dominante C. heveae
Feres et al., (2002) observaram grande abundância de T.
heveae no cultivo, em contrapartida, o registro de C. heveae
foi raro em Taquaritinga, SP. Área do cultivo na qual passou
por aplicações periódicas de acaricidas. Os autores
relacionaram o uso do controle químico à mudança na
composição das espécies de ácaros encontradas no cultivo.
Na ausência de C. heveae nos clones em Taquaritinga, SP, T.
heveae se tornou um fitófago abundante no cultivo,
demonstrando a competição existente entre os fitófagos.
Portanto, mais estudos devem ser realizados para monitorar
a dinâmica populacional e flutuação de T. heveae.
Referências
PONTIER, K.J.B.; MORAES, G.J.; KREITER, S. Biology
of Tenuipalpus heveae (Acari, Tenuipalpidae) on rubber tree
leaves. Acarologia, Paris, v. 41, n. 4, p. 423–427, set. 2000.
Agradecimentos
Título do Trabalho: Efeito da omissão de potássio
sobre o crescimento de clones do híbrido
Eucalyptus grandis vs. E. urophylla
Autores: Momentel, LT; Silva, LD
Instituição: Universidade de São Paulo
Introdução
O gênero Eucalyptus tem grande importância econômica
para o Brasil e a implantação desta cultura vem se
expandindo para a região do Cerrado, onde a restrição
hídrica é mais intensa. Esta condição apresenta um fator
restritivo para o desenvolvimento da planta, influenciando
negativamente o seu crescimento (SINCLAR & LUDLOW,
1986). Tal fato exige o entendimento dos processos
ecofisiológicos
envolvidos,
que
limitam
o
desenvolvimento e crescimento dos clones e a seleção de
espécies que apresentam mecanismos eficientes de uso
da água e de nutrientes, de modo a garantir uma boa
produtividade pelos clones implantados nessas condições
de restrição hídrica mais intensa. Dessa forma, a eficiência
do uso da água demonstra uma versatilidade da planta em
adaptar-se a diferentes condições ambientais, até mesmo
aquelas menos favoráveis (LIMA, 1995).
Desse modo, este estudo teve como objetivo avaliar o
crescimento em diâmetro à altura do peito (DAP) e a
altura total de seis clones de Eucalyptus grandis vs. E.
urophylla, quando submetidos à omissão de potássio.
Título do Trabalho: Efeito da omissão de potássio
sobre o crescimento de clones do híbrido
Eucalyptus grandis vs. E. urophylla
Autores: Momentel, LT; Silva, LD
Instituição: Universidade de São Paulo
Material e Métodos
O projeto foi desenvolvido na Estação Experimental de
Ciências Florestais de Itatinga – SP, em um Latossolo
Vermelho-Amarelo Distrófico arenoso e clima do tipo
temperado úmido, com inverno seco e verão quente –
Cwa (Koeppen) e precipitação média anual de 1350 mm.
O experimento foi implantado em dezembro de 2011,
em delineamento experimental de blocos casualizados
com seis blocos e 12 tratamentos em um arranjo fatorial
6x2, com seis clones do híbrido Eucalyptus grandis vs. E.
urophylla e duas doses de potássio (0 kg.ha-1 e 140
kg.ha-1). As parcelas são compostas por 25 árvores em
espaçamento 3m x 2m, sendo considerada como parcela
útil de medição as 9 árvores centrais. Os clones foram
classificados em três grupos de acordo com a resistência
ao déficit hídrico: clones 1 e 2 representam o grupo
susceptível; clones 3 e 4 estão no grupo com moderada
tolerância e; clones 5 e 6 representando o grupo
resistente.
Aos 24, 27, 30, 33 e 36 meses de idade foram medidas
as variáveis diâmetro à altura do peito (DAP) e a altura
das plantas da parcela útil. Para a medição do DAP foi
utilizada suta de 40 cm, com precisão de 1cm, e para a
medição da altura, hipsômetro vertéx com precisão de
0,1 metro.
Título do Trabalho: Efeito da omissão de potássio
sobre o crescimento de clones do híbrido
Eucalyptus grandis vs. E. urophylla
Autores: Momentel, LT; Silva, LD
Instituição: Universidade de São Paulo
Resultados
Para a variável altura houve diferença significativa para
clones e para dose de potássio em todos os meses
avaliados, e os clones que receberam a adubação
foram superiores aos clones em omissão de potássio.
Na figura 1 verifica-se que os clones 3, 5 e 6 foram os
que apresentaram maior crescimento em altura, sendo
que os clones 1, 2 e 4 foram inferiores.
O efeito da omissão de potássio não foi significativa
somente no mês de setembro de 2014. No mês de
dezembro de 2013, o clone 3 apresentou efeito da
omissão de potássio. No mês de março os clones 3, 4 e
6 apresentaram esse efeito. No mês de junho foram os
clones 1, 3 e 4 que apresentaram esse efeito. E no mês
de dezembro de 2014, os clones 1, 3, 4 e 6 foram os
que tiveram resposta à omissão de potássio. Isso
indica que não há um padrão de resposta dos clones
nos meses avaliados.
Para a variável diâmetro à altura do peito (DAP)
também houve diferença significativa para clones e
para dose de potássio em todos os meses. Entretanto,
não houve efeito da omissão de potássio para os
clones.
Na figura 1, verifica-se que os clones 4, 5 e 6 foram os
que apresentaram maiores valores para esta variável;
o clone 3 apresentou um resultado mediano e; os
clones 1 e 2 apresentaram os menores valores.
Título do Trabalho: Efeito da omissão de potássio
sobre o crescimento de clones do híbrido Eucalyptus
grandis vs. E. urophylla
Autores: Momentel, LT; Silva, LD
Instituição: Universidade de São Paulo
Figura 1: Crescimento em altura (m) e em diâmetro
(cm) dos seis clones nos 5 meses de avaliação.
Médias que apresentam a mesma letra não diferem estatisticamente
entre si pelo teste de Tukey no mesmo período de análise (P>0,05)
Título do Trabalho: Efeito da omissão de potássio
sobre o crescimento de clones do híbrido Eucalyptus
grandis vs. E. urophylla
Autores: Momentel, LT; Silva, LD
Instituição: Universidade de São Paulo
Discussão e Conclusão
O grupo de maior resistência ao déficit hídrico (clones 5 e 6)
foi o que apresentou maior produtividade, indicando uma
maior eficiência no uso da água pelos mesmos.
A intensidade da resposta à omissão de potássio variou com
o material genético no período de avaliação, sendo que
somente o clone 3 apresentou diferença significativa para a
variável altura em todos os períodos avaliados, e também
foi o clone que apresentou os maiores valores para esta
variável a partir dos 30 meses. Para a variável DAP, não
houve efeito da omissão de potássio, sendo os clones 4, 5 e
6 os que apresentaram os melhores crescimentos.
Vale ressaltar que o ano de 2014 foi um ano atípico com
relação ao clima no local de realização do teste,
apresentando um déficit hídrico no solo de 400mm durante
o verão que perdurou até dezembro do mesmo ano, fato
que foi importante para os resultados do trabalho.
Entretanto, para discriminar com mais detalhes as respostas
ecofisiológicas entre os clones, seria interessante instalar
réplicas do teste em áreas onde o déficit hídrico seja mais
rigoroso.
Referências
LIMA, W.P. Impactos da cultura do eucalipto. Revista
Silvicultura, n.64, 1995.
SINCLAIR, T.R. & LUDLOW, M.M. Influence of soil
watersupply on the plant water balance of four tropical
grain legums. Aust. J. Plant Physiol., 13, 1986.
Título do Trabalho: Mapeamento do Volume de um
Plantio de Eucalipto por Meio de Geoestatística
Autores: Alves, G.; Chemenes, L. L. S.; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Introdução
A determinação do volume de uma floresta
através do inventário florestal é de suma
importância para diagnosticar o potencial
produtivo e assim predizer o seu valor
comercial.
A alocação de parcelas no campo pode se
tornar uma tarefa com elevado custo em
função do tempo gasto na medição dos dados.
A interpolação de dados de volume utilizando
técnicas de geoestatística tem sido estudada
visando obter dados de produtividade com a
redução do número de parcelas instaladas. O
objetivo deste trabalho consistiu em realizar
um inventário florestal para elaborar um mapa
com a produtividade (volume/ha) através da
krigagem para áreas que não foram
amostradas.
Título do Trabalho: Mapeamento do Volume de
um Plantio de Eucalipto por Meio de
Geoestatística
Autores: Alves, G.; Chemenes, L. L. S.; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Material e Métodos
O estudo foi realizado em uma fazenda com
plantio de 66,6 ha de Eucalyptus urograndis
localizada no município de Chapadão do Sul –
MS. Para a realização do inventário foram
instaladas 8 parcelas circulares de 400 m², onde
foram medidos CAP (circunferência a altura do
peito) de todas as árvores com fita métrica e
depois transformadas em diâmetro a altura do
peito (DAP), a altura total (Ht) das dez primeiras
e a altura das árvores dominantes (Hdom).
Foram cubadas 90 árvores para ajuste dos
modelos hipsométricos e volumétricos. Após a
análise exploratória dos dados e do teste de
normalidade (Shapiro-Wilk), foi realizada a
interpolação por krigagem ordinária da variável
volume. O modelo utilizado para o ajuste do
semivariograma foi selecionado por validação
cruzada.
Para os cálculos, produção dos gráficos e ajuste
do semivariograma foi utilizado o programa
estatístico R e o pacote GeoR (RIBEIRO e DIGGLE,
2001), ambos os programas livres dentro da
licença internacional GPL (General Public
Licence). O mapa foi elaborado no ArcGis 10.2.
Título do Trabalho: Mapeamento do Volume de um
Plantio de Eucalipto por Meio de Geoestatística
Autores: Alves, G.; Chemenes, L. L. S.; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Resultados
Os melhores modelos escolhidos foram o de Trorey (R²
ajustado = 0,94; syx (%) = 6,29) para a estimativa da altura
total e o de Schumacher e Hall (R² ajustado = 1,0; syx (%)
= 4,40) para a estimativa do volume total com casca. As
variáveis desvio padrão (s=27,55) e coeficiente de
variação (CV=10,2%), apresentaram valores baixos
indicando homogeneidade do povoamento. O volume
mínimo encontrado foi de 223,2 m³/ha e o máximo foi de
302,4 m³/ha (Tabela 1). Para o ajuste do semivariograma
foi utilizado o modelo esférico, que apresentou 93% de
dependência espacial com erro médio absoluto de 1,67
(1,76) m³/ha e erro médio reduzido de 0,0313 m³/ha
(0,035)selecionado por validação cruzada. Não foram
identificados dados discrepantes, e o teste de
normalidade indicou que o volume é proveniente de uma
população normal.
Na análise do semivariograma foi possível detectar que o
volume apresenta-se estruturado espacialmente com
índice de dependência espacial de 93%. Este método
demonstrou eficiência para estimativa do volume em
áreas não amostradas podendo ser utilizado para mapear
e determinar unidades de manejo produtivo florestal para
o eucalipto.
Título do Trabalho: Mapeamento do Volume
de um Plantio de Eucalipto por Meio de
Geoestatística
Autores: Alves, G.; Chemenes, L. L. S.; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Imagens e Tabelas
Tabela 1: Análise descritiva dos dados e parâmetros do
modelo ajustado
Variável
Volume (ha)
Média
s
269,0 27,55
CV (%)
Mín
Máx
Modelo
C0
C0+C1
A
10,2
223,2
302,4
Esférico
74,19
1101,60
850,09
Onde:C0 = efeito pepita; C0+C1 = contribuição; A = alcance
Figura 1: Mapa de volume obtido por krigagem
Título do Trabalho: Mapeamento do Volume
de um Plantio de Eucalipto por Meio de
Geoestatística
Autores: Alves, G.; Chemenes, L. L. S.; Stolle, L.
Instituição: UFMS
Discussão e Conclusão
A existência da dependência espacial em variáveis
dendrométricas pode ser observada em diversos
trabalhos (PELISSARI, 2015; KANEGAE, 2007; MELLO,
2004) evidenciando a aplicação desta técnica no manejo
florestal.
Este método demonstrou eficiência para estimativa do
volume em áreas não amostradas podendo ser utilizado
para mapear e determinar unidades de manejo
produtivo florestal para o eucalipto.
Referências
KANEGAE, H. J. et al . Avaliação da continuidade
espacial de características dendrométricas em
diferentes idades de povoamentos clonais de Eucalyptus
sp. Rev. Árvore, Viçosa, v. 31, n. 5, p. 859-866, out.
2007.
MELLO, J. M. Geoestatística aplicada ao inventário
florestal. 2004. 110p. Tese (Doutorado em Recursos
Naturais) – Escola Superior de Agricultura "Luiz de
Queiroz", Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2004.
PELISSARI, A. L. Geoestatística aplicada ao manejo de
povoamentos de Tectona grandis L. f. 2015. 119p. Tese
(Doutorado em Ciências Florestais) – Universidade
Federal do Paraná, Curitiba, 2015.
RIBEIRO JÚNIOR, P.J.; DIGGLE, P.J. geoR: a package for
geostatistical analysis. RNEWS, v.1, n.2, p.15-18, 2001.
Título do Trabalho: Um Algoritmo Guloso para Otimizar
o Sortimento Florestal em Plantios de Pinus taeda L.
Autores: Montes D. P.1; Silva R. F.2
Instituição: 1Ciências Biológicas-Santa Marcelina (FASMMuriaé/MG); 2Depto de Computação (CCA/UFES)
Introdução
A determinação do sortimento florestal se baseia na
escolha de um padrão de corte ótimo de um fuste a ser
traçado. As toras retiradas podem ter comprimentos e
larguras diferentes, calculados principalmente em função
das variáveis dendométricas do fuste, de modo a obter
maior rentabilidade com a comercialização das toras. O
objetivo deste trabalho é otimizar o sortimento florestal,
feito em função de demandas comerciais por
multiprodutos, por meio da aplicação de um algoritmo
guloso simples implementado a partir de um problema de
otimização combinatória conhecido como Corte e
Empacotamento (PCE) (Silva et al., 2014). Foi então
implementado um algoritmo guloso para geração das
solução, utilizado posteriormente para maximizar os
lucros. O algoritmo guloso proposto faz uma busca
iniciando pela base do fuste, levando em consideração
suas características como altura comercial (Hc) e os
diâmetros ao longo do fuste (di), procurando localmente
dentre todos os produtos candidatos (pi) aquele que traria
mais lucro. Em seguida, após a retirada da primeira tora e
levando em consideração o que sobrou do fuste, esse
processo se repete enquanto restar produtos candidatos
viáveis comercialmente.
Título do Trabalho: Um Algoritmo Guloso para Otimizar
o Sortimento Florestal em Plantios de Pinus taeda L.
Autores: Montes D. P.1; Silva R. F.2
Instituição: 1Ciências Biológicas-Santa Marcelina (FASMMuriaé/MG); 2Depto de Computação (CCA/UFES)
Material e Métodos
Os dados utilizados neste trabalho foram obtidos de
Menon (2005). Segundo o autor, são provenientes da
Região Sul do Brasil, do município de Correia Pinto – SC,
de propriedade das Indústrias Klabin. Definiu-se a
utilização do Talhão 18 de Pinus taeda L., com 11,5
hectares e plantio realizado em 1978, da Fazenda Capela I.
Foram colhidas 408 árvores e 31 delas cubadas para a
construção da relação hipsométrica e da função de
afilamento a ser utilizada. As simulações ocorreram a
partir dos dados obtidos do inventário florestal, sendo que
as classes de DAP obtidas foram de 17.5cm até 81.5cm.
Os multiprodutos comercializáveis são descritos na tabela
a seguir:
Tabela 1 - Produtos comercializáveis.
Classe de Uso
Comp. (m)
dpf (cm)
R$/m3
Classe 0
3,10 e 3,80
18 a 23,9 61,85
Classe 1
2,60; 3,10 e 3,80
24 a 29,9 92,15
Classe 2
2,60; 3,10 e 3,80
30 a 39,9 113,59
Classe 3
2,60; 3,10 e 3,80
>= 40
139,77
Classe 4
1a4
8 a 17,9
52,8
Título do Trabalho: Um Algoritmo Guloso para Otimizar
o Sortimento Florestal em Plantios de Pinus taeda L.
Autores: Montes D. P.1; Silva R. F.2
Instituição: 1Ciências Biológicas-Santa Marcelina (FASMMuriaé/MG); 2Depto de Computação (CCA/UFES)
Resultados
Após a execução do algoritmo guloso, analisando
conjuntamente os resultados obtidos pelo sortimento dos
fustes em multiprodutos, observa-se na tabela a seguir os
padrões de corte gerados para cada centro de classe. Para
exemplificar, seja o centro de classe (C.C.) com DAP 18.5
cm, do qual existe somente 1 árvore com tal medida
(Freq.). O padrão de corte gerado para esse C.C. foi: cortase inicialmente a partir da base do fuste, 4 toras de 4
metros cada, em seguida, corta-se uma tora de 1 metro. Ao
final, tem-se 5 toras e a receita obtida com a venda dessas
toras é de R$13.42. Essa tabela se estende até o C.C. 81.5.
Contudo, parte dos resultados foram omitidos em função
do tamanho da tabela.
Tabela 2 – Sortimentos gerados.
C.C. Freq.
Padrão de Corte (m)
18.5
1 4.0 4.0 4.0 4.0 1.0
20.5
3 4.0 4.0 4.0 4.0 3.0
21.5
4 3.1 4.0 4.0 4.0 4.0
22.5
5 3.8 4.0 4.0 4.0 4.0
23.5
2 3.8 3.8 4.0 4.0 4.0 1.7
24.5
5 3.8 3.8 3.1 4.0 4.0 3.3
25.5
9 3.8 3.8 3.8 4.0 4.0 3.1
...
...
...
Receita
13.42
53.52
84.4
119.45
55.84
158.75
315.9
...
Título do Trabalho: Um Algoritmo Guloso para Otimizar
o Sortimento Florestal em Plantios de Pinus taeda L.
Autores: Montes D. P.1; Silva R. F.2
Instituição: 1Ciências Biológicas-Santa Marcelina (FASMMuriaé/MG); 2Depto de Computação (CCA/UFES)
Resultados
Os resultados obtidos foram então comparados aos dados
da colheita, obtidos a partir das fichas de campo e
relatados em Menon (2005). Foi então possível observar
que o algoritmo guloso implementado é um método de
geração de solução simples, sendo executado em apenas 1
segundo, levando em consideração o programa em Java
desenvolvido para as simulações. Esse algoritmo ainda
mostrou ser eficiente, obtendo 576,21 m3 de volume e uma
receita de R$ 56141,94. É valido ressaltar que
programação inteira (Campos et al., 2013) e outras
heurísticas também podem ser utilizadas como geradora de
soluções, entretanto, para este problema, dificilmente terá
outra tão simples e rápida quanto a heurística gulosa,
objeto deste trabalho. Por fim, foi possível concluir que o
método proposto foi capaz de gerar uma receita 8,8%
superior ao que foi obtido pela empresa.
Tabela 3 – Produção e Receita.
Método
Colheita
Volume (m3)
577,251
Alg. Guloso 576,21
Receita (R$)
51590,76
56141,94
Título do Trabalho: Um Algoritmo Guloso para Otimizar o
Sortimento Florestal em Plantios de Pinus taeda L.
Autores: Montes D. P.1; Silva R. F.2
Instituição: 1Ciências Biológicas-Santa Marcelina (FASMMuriaé/MG); 2Depto de Computação (CCA/UFES)
Discussão e Conclusão
O algoritmo guloso proposto possui definição simples e
pode ser implementado facilmente. Mostrou ainda possuir
função de complexidade de tempo polinomial, um tempo de
processamento rápido e resultados melhores em relação aos
da colheita. Além disso, esse método é flexível o suficiente
para resolver outros problemas de otimização florestal
como: alocação de áreas florestais, regulação florestal e
roteamento de veículos para o transporte florestal.
Referências
Campos, B. P. F. et al. Conversão de árvores em
multiprodutos da madeira utilizando programação inteira.
Revista Árvore, v. 37, n. 5, p. 881-887, 2013.
Menon, M. U. Meta-heurísticas na Otimização do
Sortimento Florestal. 2005. 119p. Tese (Doutorado em
Ciências Florestais) - Programa de Pós-graduação em
Engenharia Florestal, Universidade Federal do Paraná.
Silva, E.; Oliveira. J. F.; Wascher, G. 2DCPackGen: A
problem generator for two-dimensional rectangular cutting
and packing problems. European Journal of Operational
Research, v. 237, p. 846-856, 2014.
Título do Trabalho: Mapeamento do
Potencial Produtivo de Eucalipto por Meio
de Inferência Fuzzy
Autores: Stolle, L.; Gava, J. L.
Instituição: UFMS; Suzano Papel e Celulose
Introdução
O eucalipto é uma das principais espécies
plantadas para a produção de papel, celulose e
carvão. As empresas florestais na busca do
aumento da produtividade de suas áreas têm
investido em técnicas relacionadas ao campo
da silvicultura de precisão, de modo que o
levantamento de dados tem sido cada vez mais
detalhado. A identificação de áreas produtivas
não está relacionada somente com a
classificação de sítios florestais, mas também
com as características intrínsecas de cada
região que podem ser previamente modeladas,
tais como tipo de solo, clima, geologia e
relevo.
O objetivo deste trabalho consistiu em mapear
os níveis de produtividade do eucalipto com
base em atributos do relevo e dos solos para
identificação de áreas menos produtivas em
uma propriedade piloto localizada no
Maranhão.
Título do Trabalho: Mapeamento do Potencial
Produtivo de Eucalipto por Meio de Inferência
Fuzzy
Autores: STOLLE, L.; GAVA, J. L.
Instituição: UFMS; Suzano Papel e Celulose
Material e Métodos
Técnicas de SIG (Sistemas de Informações
Geográficas) e de classificação fuzzy foram utilizadas
para a elaboração dos mapas. Para modelagem do
relevo utilizou-se dados de imagens de radar e para a
variável solo foi utilizado o mapa de solos. Em seguida
todas as variáveis tiveram os seus valores convertidos
em valores fuzzy (com amplitude +1 a -1). Os valores
mínimos e máximos de cada variável utilizada no
estudo são associados a uma função de pertinência
fuzzy, onde o pior valor de acordo com a característica
desejada é associado ao valor fuzzy (-1) e o melhor
valor é associado ao valor fuzzy (+1). Considerou-se
que áreas com altitude igual ou maior que 435 m
apresentam maior potencial produtivo (+1) e áreas com
altitude igual ou menor que 100 m apresentam menor
produtividade (-1). No caso da variável solo, por não se
ter um gradiente definido para níveis de produtividade,
determinou-se que os solos do tipo Argissolos
apresentam menor potencial de crescimento (valor
fuzzy (-1)) e os Latossolos e demais solos apresentam
valor (+1), ou seja, maior potencial. A combinação dos
valores fuzzy da variável solo e da variável altitude foi
realizada por meio de um operador de média
ponderada.
Título do Trabalho: Mapeamento do Potencial
Produtivo de Eucalipto por Meio de Inferência
Fuzzy
Autores: Stolle, L.; Gava, J. L.
Instituição: UFMS; Suzano Papel e Celulose
Resultados
Os valores de pertinência fuzzy dados de forma
relativa e os operadores fuzzy permitem uma
grande flexibilidade na modelagem. Em outras
palavras, as limitações impostas pelos modelos
convencionais (classificação booleana), podem
ser eliminadas pelos modelos fuzzy, devido à
flexibilidade dos seus operadores (MEIRELLES,
1997).
Os valores fuzzy resultantes da combinação dos
valores fuzzy das variáveis solos e altitude estão
no intervalo de [-0,34 a +0,88], os quais foram
divididos em três classes (baixo, médio e
elevado) representando microrregiões de
produtividade de eucalipto.
A fazenda piloto apresentou 85% de sua área
como sendo de elevada produtividade, 12% como
de média produtividade e apenas 3% como de
baixa produtividade.
O mapa de produtividade pode ser observado na
Figura 1.
Título do Trabalho: Mapeamento do
Potencial Produtivo de Eucalipto por Meio
de Inferência Fuzzy
Autores: Stolle, L.; Gava, J. L.
Instituição: UFMS; Suzano Papel e Celulose
Imagens e Tabelas
Figura 1: Mapa de produtividade elaborado por
meio de inferência fuzzy
Título do Trabalho: Mapeamento do Potencial
Produtivo de Eucalipto por Meio de Inferência
Fuzzy
Autores: Stolle L.; Gava, J. L.
Instituição: UFMS; Suzano Papel e Celulose
Discussão e Conclusão
Segundo ELLS et al. (1997), aplicações da lógica fuzzy
no campo florestal e no planejamento do uso do solo têm
crescido ultimamente, devido à importância deste
método na modelagem da imprecisão e na flexibilidade
das constantes. Neste estudo foi observado que a
utilização de operadores fuzzy permitem uma
flexibilidade na análise dos resultados.
Na validação em campo foi possível constatar que a
indicação feita a campo sempre corresponde às áreas
apontadas pelo modelo como de menor produtividade
relacionada principalmente a características de estresse
abiótico, o que mostra ser o modelo ou o mapeamento
das áreas de risco uma ferramenta útil para detecção de
áreas com menor potencial produtivo.
Referências
ELLS, A.; BULTE, E.; Van KOOTEN, C. Uncertainty
and forest land use allocation in British Columbia: Vague
Priorities and Imprecise Coefficients. Forest Science,
Bethesda, v.43, n. 4, p. 509-520, 1997.
MEIRELLES, M.S.P. Análise integrada do ambiente
através
do
geoprocessamento:
uma
proposta
metodológica para a elaboração de zoneamentos. Rio de
Janeiro, 1997. 192 f. Tese (Doutorado em Geografia),
Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Título do Trabalho: Mapeamento de Variáveis
Dendrométricas de um Plantio de Mogno
Africano (Khaya Ivorensis) por Meio de
Geoestatística
Autores: Velozo, D.; Muchalak, F.; Stolle, L.;
Pirez, J.
Instituição: UFMS
Introdução
Originário da costa ocidental Africana, o mogno
africano (Khaya Ivorensis) tem se destacado no
cenário mundial, sendo atualmente uma das
principais madeiras nobres cultivadas no Brasil.
Com interessante valor econômico, o mogno
africano tem excelente uso comercial, devido à
raridade e beleza da madeira.
A mensuração das variáveis dendrométricas de uma
floresta é de suma importância para diagnosticar o
potencial produtivo de uma espécie. A interpolação
de dados utilizando técnicas de geoestatística tem
sido estudada visando obter dados de produtividade
para áreas não amostradas. O objetivo deste trabalho
consistiu em realizar o mapeamento do diâmetro a
altura do peito médio (DAP) e da altura dominante
(Hdom) por meio de krigagem, permitindo detectar
possíveis diferenças de crescimento dentro da área
de estudo e assim executar um diagnóstico
preliminar do crescimento do mogno.
Título do Trabalho: Mapeamento de Variáveis
Dendrométricas de um Plantio de Mogno
Africano (Khaya Ivorensis) por Meio de
Geoestatística
Autores: Velozo, D.; Muchalak, F.; Stolle, L.;
Pirez, J.
Instituição: UFMS
Material e Métodos
Este trabalho foi realizado em uma fazenda com plantio
de 30 ha de Khaya Ivorensis com três anos de idade
localizada no município de Chapadão do Sul – MS.
Foram instaladas 16 parcelas circulares de 1.257 m²,
realizando-se em seguida a medição do CAP
(circunferência a altura do peito) de todas as árvores
com fita métrica, e a altura das árvores dominantes
(Hdom) com o clinômetro Haglöf. Os valores de CAP
foram convertidos para valores de DAP.
Após a análise exploratória dos dados e do teste de
normalidade (Shapiro-Wilk), foi realizada a
interpolação por krigagem ordinária das variáveis DAP
e Hdom. O modelo utilizado para o ajuste do
semivariograma foi selecionado por validação cruzada.
Para os cálculos, produção dos gráficos e ajuste do
semivariograma foi utilizado o programa estatístico R e
o pacote GeoR (RIBEIRO e DIGGLE, 2001), ambos os
programas livres dentro da licença internacional GPL
(General Public Licence). Os mapas foram elaborados
no ArcGis 10.3.
Título do Trabalho: Mapeamento de Variáveis
Dendrométricas de um Plantio de Mogno
Africano (Khaya Ivorensis) por Meio de
Geoestatística
Autores: Velozo, D.; Muchalak, F.; Stolle, L.;
Pirez, J.
Instituição: UFMS
Resultados
Nesta área de estudo verificou-se que as duas variáveis
apresentaram coeficiente de variação (CV%) baixo
(5,2% para DAP e 6,0% para Hdom) indicando uma
população homogênea apesar do plantio ser
proveniente de mudas seminais. O DAP médio
encontrado foi de 12,8 cm, variando de 11,7 cm a 13,7
cm. A altura dominante média foi de 10 m, variando de
9,1 a 11 m (Tabela 1).
Não foram identificados dados discrepantes, e o teste
de normalidade indicou que a Hdom é proveniente de
uma população normal, o que não foi observado para o
DAP.
Na análise do semivariograma foi possível detectar que
as duas variáveis apresentam-se estruturadas
espacialmente.
Foi utilizado o modelo circular, o qual apresentou um
erro padrão relativo de 2,5% para o DAP e 4,7% para a
Hdom.
Os mapas obtidos pela krigagem podem ser observados
na Figura 1.
Título do Trabalho: Mapeamento de Variáveis
Dendrométricas de um Plantio de Mogno Africano
(Khaya Ivorensis) por Meio de Geoestatística
Autores: Velozo, D.; Muchalak, F.; Stolle, L.; Pirez,
J.
Instituição: UFMS
Imagens e Tabelas
Tabela 1: Análise descritiva dos dados e parâmetros do
modelo ajustado
CV
Mín Máx Modelo C0 C0+C1 A
(%)
DAP (cm) 12,8 5,2 11,7 13,7 Circular 0 0,581 386,25
H dom (m) 10,0 6,0 9,1 11,0 Circular 0 0,443 297,95
Variável Média
Onde:C0 = efeito pepita; C0+C1 = contribuição; A = alcance
Figura 1: Mapas de DAP e Hdom obtidos por krigagem
Título do Trabalho: Mapeamento de Variáveis
Dendrométricas de um Plantio de Mogno Africano
(Khaya Ivorensis) por Meio de Geoestatística
Autores: Velozo, D.; Muchalak, F.; Stolle, L.; Pirez, J.
Instituição: UFMS
Discussão e Conclusão
A existência da dependência espacial em variáveis
dendrométricas pode ser observada em diversos trabalhos
(PELISSARI, 2015; KANEGAE, 2007; MELLO, 2004)
evidenciando a aplicação desta técnica no manejo florestal.
Os mapas obtidos permitiram apontar que as áreas com
menor DAP e menor Hdom foram aquelas com maior
sombreamento proporcionado por um povoamento de
eucalipto anexo.
Referências
KANEGAE, H. J. et al . Avaliação da continuidade espacial
de características dendrométricas em diferentes idades de
povoamentos clonais de Eucalyptus sp. Rev. Árvore,
Viçosa, v. 31, n. 5, p. 859-866, out. 2007.
MELLO, J. M. Geoestatística aplicada ao inventário
florestal. 2004. 110p. Tese (Doutorado em Recursos
Naturais) – Escola Superior de Agricultura "Luiz de
Queiroz", Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2004.
PELISSARI, A. L. Geoestatística aplicada ao manejo de
povoamentos de Tectona grandis L. f. 2015. 119p. Tese
(Doutorado em Ciências Florestais), Universidade Federal
do Paraná, Curitiba, 2015.
RIBEIRO JÚNIOR, P.J.; DIGGLE, P.J. geoR: a package for
geostatistical analysis. RNEWS, v.1, n.2, p.15-18, 2001.
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
DECORRENTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO
NA ATIVIDADE DE CORTE FLORESTAL
Luis Carlos de Freitas1; Talita Sousa Lopes2, Ângelo
Márcio Pinto Leite3
1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia;
2Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia;
3Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e
Mucuri.
A Colheita florestal passou por um intenso progresso
progresso tecnológico nas ultimas décadas (Freitas, 2008).
No processo de corte, as operações evoluíram do método
manual para o semimecanizado adquirindo, nas últimas
décadas, um aspecto expressivo em termos de
mecanização, com utilização de máquinas modernas e de
alto padrão tecnológico. Este trabalho buscou avaliar os
impactos da inovação tecnológica no corte florestal,
considerando a motosserra (pré-inovação) e o Harvester
(pós-inovação). Avaliou-se os impactos em relação aos
seguintes indicadores: meio físico (solo) e meio biótico
(flora). Para o indicador solo percebeu-se um adicional de
impacto em relação aos componentes compactação e
erosão, quando da substituição da motosserra pelo
Harvester. Tais impactos foram provenientes do tráfego de
máquinas nas áreas de corte. Todavia, o Harvester
apresentou também benefícios ambientais em relação a
motosserra, uma vez que é capaz de realizar o
descascamento da madeira no talhão, contribuindo assim
para os processos de ciclagem. Quanto a flora, percebeu-se
um adicional de impacto no subbosque, quando da
inovação tecnológica, proporcionado principalmente pelos
danos mecânicos dos rodados.
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
DECORRENTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO
NA ATIVIDADE DE CORTE FLORESTAL
Luis Carlos de Freitas1; Talita Sousa Lopes2, Ângelo
Márcio Pinto Leite3
1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 2
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia;
3Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e
Mucuri.
Material e Métodos
Avaliou-se os impactos em relação aos seguintes
indicadores: meio físico (solo) e biótico (flora). Os
impactos foram ponderados em relação a escala de
ocorrência e fator de importância. Quanto maior a
abrangência do impacto maior a ponderação em relação a
escala de ocorrência (impacto pontual =1; impacto local =
2 e impacto regional =5). O somatório do fator de
importância de todos componentes de cada indicador
totalizou + 1 ou - 1. Os coeficientes de alteração dos
impactos resultantes do processo de inovação tecnológica
(substituição da motosserra pelo Harvester) foram
determinados da seguinte forma: grande aumento do
componente (+3); moderado aumento (+1); componente
inalterado (0); moderada diminuição (-1); grande
diminuição (-3). Os coeficientes de impacto (C.I)
resultaram-se do produto dos coeficientes de alteração
pelos fatores de ponderação, enquadrando numa escala de
-15 a +15, de forma captar as alterações positivas e
negativas proporcionadas pela processo de inovação
avaliado.
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
DECORRENTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO
NA ATIVIDADE DE CORTE FLORESTAL
Luis Carlos de Freitas1; Talita Sousa Lopes2, Ângelo
Márcio Pinto Leite3
1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 2
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia;
3Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e
Mucuri.
Resultados
A maioria dos componentes apresentaram coeficientes de
impacto negativo para o processo de inovação tecnológica
avaliado (Tabelas 1 e 2). Os mais expressivos foram a
compactação pelo trânsito de máquinas (-1,17) e os danos
gerados às cepas pelos rodados (-1,50). Os componentes
que apresentaram coeficientes positivos foram “danos a
vegetação do entorno (matriz flora)” e “exportação de
nutriente (matriz solo)”.
Os coeficientes totais de
impactos apresentaram índices de -0,74 e -0,95,
respectivamente para as matrizes solo e flora (Tabelas 1 e
2).
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
DECORRENTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO
NA ATIVIDADE DE CORTE FLORESTAL
Luis Carlos de Freitas1; Talita Sousa Lopes2, Ângelo
Márcio Pinto Leite3
1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 2
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 3Universidade
Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Imagens e Tabelas
Tabelas 1 - Matriz de ponderação para avaliação de
impactos ambientais do processo de inovação
tecnológica na atividade de colheita florestal
(Indicador do aspecto físico - solo).
Tabelas 2 - Matriz de ponderação para avaliação de
impactos ambientais do processo de inovação tecnológica
na atividade de colheita florestal
(Indicador do aspecto
biótico - flora).
AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
DECORRENTES DO PROGRESSO TECNOLÓGICO
NA ATIVIDADE DE CORTE FLORESTAL
Luis Carlos de Freitas1; Talita Sousa Lopes2, Ângelo
Márcio Pinto Leite3
1 Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 2
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; 3Universidade
Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Discussão e Conclusão
Analisando as melhorias ambientais do processo de
inovação tecnológica avaliado, pode-se concluir que o
melhor direcionamento de queda das árvores, pelo sistema
mecanizado, contribuiu para redução dos danos à vegetação
nativa do entorno. Em relação a exportação de nutrientes,
houve também melhorias ambientais, uma vez que o
Harvester realiza o descascamento da madeira no campo,
favorecendo portanto o processo de ciclagem em relação ao
corte semimecanizado. Embora o progresso tecnológico na
colheita florestal tem proporcionado condições ambientais
favoráveis, no contexto global, ambas matrizes
apresentaram coeficiente total de impacto negativo, contudo,
com índices pouco expressivos em relação a escala (-15 /
+15).
Referências
FREITAS, L. C. AVALIAÇÃO DE IMPACTOS
AMBIENTAIS DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA NA
COLHEITA FLORESTAL. Viçosa: UFV, 2008. 118 p. Tese
(Doutorado em Ciência Florestal) - Universidade Federal de
Viçosa, 2008.
Download

Resumos-11-06_3 - 2º Congresso Florestal no Cerrado