Fraternidade Espírita “Monsenhor Horta” Estudos do Mês - Escala Espírita 09/2010 “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”. I João 4:1 • Existem entre os Espíritos diferentes ordens, de acordo com o grau de perfeição que tenham alcançado. Esse grau de perfeição pode ser maior ou menor, dependendo das qualidades que os Espíritos já adquiriram e das imperfeições de que ainda não se despojaram. Evolução 100. OBSERVAÇÕES PRELIMINARES. • A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes se apagam (...) Terceira Ordem Espíritos Imperfeitos Predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão ao mal Segunda Ordem Espíritos Bons Predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem Primeira Ordem Espíritos Puros Atingiram o grau supremo da perfeição Terceira ordem. Espíritos imperfeitos • • • • 101. CARACTERES GERAIS. Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes. Têm a intuição de Deus, mas não O compreendem. Nem todos são essencialmente maus. • Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. • Uns não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. • Outros, ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo. • A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia. • Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco que sabem se confunde com as idéias e preconceitos da vida corporal. • Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter. • Eles vêem a felicidade dos bons e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar. • Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea. • Podem compor cinco classes principais: a) 102. Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS. b) 103. Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. c) 104. Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. d) 105. Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS. e) 106. Sexta classe. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES. ESPÍRITOS IMPUROS. • São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações. • Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. • Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões. • Suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo o papel e • acabam sempre por se traírem. ESPÍRITOS LEVIANOS. • São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. • Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. • Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. • Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de idéias. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. • Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. • a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. • É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a • presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se. ESPÍRITOS NEUTROS. • Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. • Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES. • Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. • Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES • (...) há diferença entre as comunicações dos espíritos; • estas hão de refletir a elevação, ou a baixeza de suas idéias, o saber e a ignorância deles, seus vícios e suas virtudes. • Em quatro categorias principais se podem grupar os matizes que apresentam. Segundo seus caracteres mais acentuados, elas se dividem em: grosseiras, frívolas, sérias e instrutivas. • Grosseiras • Frívolas concebidas em termos que chocam o decoro. Como nada de indecoroso encerram, essas comunicações agradam a certas pessoas, que com elas se divertem, porque encontram prazer nas confabulações fúteis, em que muito se fala para nada dizer. • Sérias - Toda comunicação que, isenta de frivolidade e de grosseria, objetiva um fim útil, ainda que de caráter particular, é, por esse simples fato, uma comunicação séria. - Nem todos os Espíritos sérios são igualmente esclarecidos; há muita coisa que eles ignoram e sobre que podem enganar-se de boa-fé. No tocante a comunicações sérias, cumpre se distingam as verdadeiras das falsas, o que nem sempre é fácil, porquanto, exatamente à sombra da elevação da linguagem, é que certos Espíritos presunçosos, ou pseudo-sábios, procuram conseguir a prevalência das mais falsas idéias e dos mais absurdos sistemas. • Instrutivas são as comunicações sérias cujo principal objeto consiste num ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos, sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Unicamente pela regularidade e freqüência daquelas comunicações se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos que as dão e a confiança que eles merecem. Caridade Filhos, em verdade, outra virtude não existe mais bela. Todos os dons da vida, emoldurando-a, empalidecem como os lumes terrenos quando o sol aparece vitorioso. Desde a antigüidade, a ciência e a filosofia erigem à própria exaltação gloriosos monumentos que se transformam em cinza, a fim de que elas mesmas se renovem. Em todos os tempos, a autoridade e o poder fazem guerras que esbarram no sepulcro, entre sombra e lamentação. Só a Caridade, filha do Amor Celeste, é invariável. Com ela, desceu Nosso Senhor Jesus Cristo à treva humana e, abraçando os fracos e enfermos, os vencidos e desprezados, levantou os alicerces do Reino de Deus que as Forças do Bem na Terra ainda estão construindo. Vinde, pois, à Seara do Evangelho, trazendo no coração a piedade fraternal que tudo compreende e tudo perdoa!... Acendamos a flama da caridade quando orarmos! Em nossas casas de socorro espiritual, achamo-nos cercados por todos os tipos de sofrimento, enquanto nos devotamos à prece... que decorrem de tristes almas desencarnadas a carregarem consigo as escuras raízes de ilusão e delinqüência, com que se prendem à retaguarda. São as filas atormentadas daqueles que traficaram com o altar, que venderam a consciência nos tribunais da justiça, que mercadejaram com os títulos respeitáveis, que menosprezaram a benção do lar, que tripudiaram sobre o amor puro, que fizeram do corpo físico uma porta à viciação, que se renderam às sugestões das trevas alimentando-se de vingança, que fizeram da violência cartilha habitual de conduta, que acreditaram na força sobre o direito, que se desmandaram no crime, que sepultaram a mente em pântanos de usura e que se abandonaram, inermes, à ociosidade, à perturbação, à perversidade e à morte moral... Para todos esses corações encarcerados na sombra expiatória, é indispensável saibamos trazer, em nome do Cristo, a chama do sacrossanto amor que ilumina e salva, esclarece e aprimora. Inegavelmente, enquanto na carne, não conseguis analisar a extensão das consciências em desequilíbrio que se nos abeiram das preces, como sedentos em torno à fonte. Viveis, provisoriamente, a condição do manancial incapaz de saber quão longo é o caminho da própria corrente na regeneração do deserto. Cabe-nos, assim, o mais amplo esforço para que a caridade persista em nossos pensamentos, palavras e ações, porquanto é imprescindível avivá-la também quando agimos. No círculo doméstico e na vida pública, tanto quanto em todos os domínios de vossa atuação nas lides terrestres, sois igualmente defrontados pelos companheiros em desajuste que, como nos acontece a todos, anseiam por reerguimento e restauração. Guardemos caridade para com todos aqueles que nos rodeiam... Para com os felizes que não sabem medir a própria ventura e para com os infortunados que não podem ainda compreender o valor da provação que os vergasta, para com jovens e velhos, crianças e doentes, amigos e adversários!... Cultivemo-la em toda parte... Caridade que saiba renunciar a favor de outrem, que se cale ajudando em silêncio, e que se humilhe, sobretudo, a fim de que o desespero não domine os corações que pretendemos amar... Todos na Terra suspiram pelo melhor. A mulher que vedes, excessivamente adornada, muita vez traz o coração chagado de angústia. O homem que surge, assinalado pela riqueza terrestre, quase sempre é portador de um vulcão no crânio entontecido. A juventude espera orientação, a velhice pede amparo. Onde estiverdes, não condeneis! O lodo da miséria nasce no charco da ignorância em cujos laços viscosos a leviandade ainda se enleia. Nós, porém, que já conhecemos a lição do Senhor, quinhoados que fomos por sua benção, podemos abreviar o caminho para a grande libertação, desde que a caridade brilhe conosco, dissipando a sombra e lenindo o sofrimento. É assim que vos concitamos à mais intensa procura do Cristo para que o Cristo esteja em nós, de vez que somente no Espírito Divino de Jesus é que conseguiremos vencer a dominação das trevas, estendendo no mundo o império silencioso da caridade, por vitoriosa luz do Céu. • (Página extraída do livro "Instruções Psicofônicas", edição FEB, psicografia de Francisco Cândido Xavier) Fonte de consulta • Livro dos Espíritos – Allan Kardec – • O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – • Instruções Psicofônicas – Francisco Cândido Xavier - espíritos diversos