Qualidade da carne de caprinos e ovinos alimentados com palma forrageira Roberto G. Costa & A.V. Cordova-Torres Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia UFPB/UFRPE/UFC Introdução O maior efetivo de ovinos e caprinos do Brasil encontra-se na região nordeste 56.7% do total nacional, que tem como finalidade a produção de carne e leite Produção extensiva Baixo rendimento Incremento na demanda de carne (IBGE, 2010) Introdução Alimentação responsável (60-70%) dos custos Estratégias de suplementação: ◦ Minimizar o efeito da seca ◦ Reduzir custo com alimentação ◦ Boa qualidade na produção A utilização de alimentos regionais alternativos ◦ ◦ ◦ ◦ (coprodutos ou subprodutos) da agroindústria grãos fruticultura biocombustíveis Introdução Palma forrageira ◦ Resistência às secas ◦ Produtividade ◦ Recurso hídrico e energético. Objetivo O objetivo deste trabalho foi fazer uma breve revisão em relação à alimentação de pequenos ruminantes e seu efeito nas características da carne QUALIDADE DA CARNE Qualidade da Carne cor, textura, suculência e sabor. Higiene SAUDE Rendimento de cortes. Maior lucro Boas características físicas (capacidade de retenção de agua, cor, etc.) Qualidade da carne Biológicos Sistema de produção Abate e pós -abate Qualidade da carne Qualidade da Carne Caprinas ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ Sem Raça Definida (SRD) Moxotó, Pardo Alpina X Moxotó Anglonubiano X Moxotó Três cruzas (Pardo-alpino X Moxotó X Anlgonubiano) Pesos vivos ao abate ◦ 10,2 a 13,4 kg e10 a 12 semanas, ◦ 30,1 kg com até 20 meses de idade. Qualidade da carne Ovinos ◦ ◦ ◦ ◦ Sem Raça Definida Morada nova Santa Inês Santa Inês x outras raças peso vivo ao abate ◦ Até 30 kg. Qualidade da Carne Genótipo, sexo, peso, idade Carcaças dos pequenos ruminantes do nordeste brasileiro apresentam pesos médios de: Caprinos: de 12,5 a 14 kg Ovinos: de 7 a 22 kg, Rendimento de carcaça e qualidade da carne Animal Alimentação, tempo de jejum, transporte Zapata et al. , 2001). QUALIDADE FÍSICA Qualidade Física pH ◦ importante na transformação do músculo em carne com efeito decisivo sobre a qualidade da carne fresca e dos produtos derivados. Cor ◦ mioglobina reduzida: púrpura ◦ oximioglobina: vermelho brilhante ◦ Metamioglobina: marrom (Monte et al., 2012). Qualidade Física Alterações na carne ◦ cocção de carne, ◦ temperatura ◦ tipo de transferência de calor A perda de peso por cozimento (PPC) ◦ associada ao rendimento da carne ◦ influenciada pela capacidade de retenção de agua nas estruturas da carne (Monte et al., 2012). Qualidade Física Capacidade de Retenção de Agua ◦ Quantidade de agua que pode reter a carne durante a aplicação de forças externas ◦ Corte, aquecimento, moagem ou pressão. ◦ sensação de suculência no momento da mastigação Força de cisalhamento Facilidade com que a carne se deixa mastigar ◦ Penetração com os dentes ◦ Resistencia durante a mastigação ◦ Resíduo na boca. QUALIDADE QUÍMICA Qualidade química Proteína ◦ Aminoácidos essenciais ◦ 20 a 25 % ◦ Pouco influenciada pela dieta, na maioria dos casos (Abidi, et al , 2009; Atti, et al 2006;Mendoça Junior, 2009; Sen et al, 2004) Qualidade Química Lipídeos Distribuição das gorduras ◦ intramuscular ◦ inter-extracelular, Textura , suculência e sabor da carne. Animais jovens: são apenas traços ◦ textura macia e com aroma mais suave que o da carne de animais Fêmeas acumulam mais gordura Outros fatores Tabela 1. Composição física e centesimal de carne de caprinos Autor/Musculo Alimento Raça pH Força PPC (Kg/cm2) Sen et al 2004 Zyzyphus numulária+ concentrado - 5,8 22,6 Palma + Aveia - 6,1 Palma +Soja - Lolium perenne Atti et al, (2006) Longissimus dorsi Atti et al, (2006) Longissimus dorsi Santos et al 2008 Najafi et al, (2012) Longissimus lumborum Najafi et al, (2012) Longissimus lumborum Najafi et al, (2012) Longissimus lumborum U % Gord % Prot % 7,4 74,2 3,16 20,3 16,7 - 74,9 2,76 20,7 6,1 14,1 - 74,4 2,35 21,7 Portugues a 5,8 11,1 7,7 76,4 1 Óleo de dende Mahabdi 5,7 27,1 4,3 74,8 3,1 20,8 Mahabdi 5,8 26,3 4,3 73,6 3,3 19,6 Oleor de peixe Mahabdi 5,7 27,2 4,6 74,1 3,2 20,7 Óleo de soja Tabela 2. Composição física e centesimal de carne de ovinos Autor/Musculo Sen 2004 Santos et al 2008 Alimento Zyzyphus numulária+ concentrado Lolium perenne Costa et al 2012 Longissimus dorsi Milho Abidi et al 2009 Palma + aveia Mendoça Junior2009 Mendoça Junior2009 Mendoça Junior2009 Aguilar, 2010 Longissimus dorsi Aguilar, 2010 Longissimus dorsi Costa et al 2012 Longissimus dorsi Raça pH PPC Força Kg/cm2 - 5,9 20,7 3,7 portugues 5,6 14,3 9 Santa Inês 5,6 27,7 2,5 16,6 _ 32,7 3,5 74,1 1,88 25,3 33,4 3,4 73,9 2,22 24,5 32,9 3,3 74,0 _ _ 75,9 5,15 20,0 _ _ 76,5 5,34 18,7 29,1 2,8 75.8 2,28 21,0 - 5,8 Palma + Feno Santa Inês 5,7 tifton Palma + Casca Santa Inês 5,6 de soja Palma + caroço Santa Inês 5,6 de algodão Palma Mestiço 5,8 deshidratada Palma natural Palma Mestiço 5,8 Santa Inês 5,6 U % Gord Prot % % 68,8 8,47 21,0 75,7 2,1 75,4 2,85 20,7 _ _ 2,6 _ 24,8 Fig. 1 . Efeito da espécie na composição física e centesimal da carne Fig. 2 . Efeito da dieta na composição física e centesimal da carne ovina e caprina Fig. 3 Efeito da dieta na composição centesimal de carne caprina Fig. 4 Efeito da dieta na composição centesimal de carne ovina PERFIL LIPÍDICO DA CARNE Ácidos Graxos Armazenamento de energia exclusivamente, Dietas pobres em ácidos graxos estão associadas a várias síndromes Ômega-3 Ômega -6, ◦ araquidônico (n-6)(AA), ◦ ácido eicosapentaenoico (n-3) (EPA) ◦ ácido docosaexaenoico (n-3) (DHA) Estruturas fosfolipidicas de componentes Mediadores intracelulares de transdução de sinais Ácidos graxos Relações de ômega 6/ômega 3 Patogêneses de muitas enfermidades, Dietas ocidentais ◦ omega6-omega3 de 15-20:1 Consumo ideal ainda não determinado Recomendações da relação omega3- ômega 6 são de 1:2 a 1:4 Ácidos Graxos Ácidos graxos saturados que se encontram em carne ovina e caprina ◦ Ácido palmítico (C16:0) ◦ Ésteárico (C18:0) Total de ácidos graxos saturados Ácidos graxos Ácidos graxos Dieta Ácidos graxos insaturados ◦ biohidrogenação no rumem ◦ Concentrados Ácidos graxos de cadeia longa (poliinsaturados, ω3) ◦ menos propensos a ser bihidrogenados no rúmen ◦ Forragem Tipo de produção ◦ A pasto ◦ Confinamento Tabela 3. Composição lipídica da palma forrageira em comparação a outros alimentos Acido graxo Autor Silagem de milho Cana de açúcar Leão et Leão et al, 2011 al, 2011 Palma Forrageira (semente) Palma forrageira (polpa do fruto) Ramadan e Mörsel, 2003 Ramadan e Mörsel, 2003 C12:0 0,47 1,5 - - C14:0 0,62 1,72 - 1,13 C16:0 20,61 36,66 20,1 C17:0 - - C18:0 3,96 C16:1 Feno de alfalfa Acácia farnesian a ToyesToyesvargas vargas et et al, al, 2013 2013 Prosopis glandulosa Toyesvargas et al, 2013 0,62 0,15 1,8 1,15 0,40 34,4 33,61 23,7 11,74 - - 0,84 1,16 0,60 8,08 2,72 3,37 7,36 11,05 5,86 4,18 - 1,8 1,62 4,63 1,01 1,33 C18:1-n9 27,52 24,24 18,93 10,8 4,55 6,16 1,81 C18:2-n6 38,89 19,07 53,5 37,0 17,7 19,03 8,45 C18:3-n3 7,93 4,55 2,58 12,0 30,74 21,32 24,44 Fig. 5. Porcentagem de acido oleico (ω9) em alimentos para caprinos e ovinos. Fig. 6. Porcentagem de acido linoleico (ω6) em alimentos para caprinos. Fig. 7. Porcentagem de acido linolênico (ω3) em alimentos para caprinos. Ácidos Graxos A inclusão de palma forrageira ◦ Melhora concentrações de ácido linoleico conjugado (CLA) ◦ ácidos poli-insaturados ◦ incremento C18:1 trans -11 Caprinos ◦ Menor C20:3-n3, C20:4n6 e C205n-3. Ovinos ◦ Maior (CLA) Tabela 4. Relação entre ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados da carne caprina (%) Moring a Cevada oleífera Palma Palma Palma + Aveia Palma +Soja Abidi, 2009 Mahouac hi, et al (2012) Abidi, 2009 Atti et al, Atti et al, (2006) (2006) 32 40 32 44,48 43,48 Alimento Aveia + concentrado Feno Autor Mahouachi, et al (2012) Qwele et al (2013) Qwele et al (2013) SFA 36,6 47,91 44,4 9 MUFA 58,8 36,62 PUFA 37,2 18,98 PUFA/SFA 0,1 0,41 0,3 1,13 0,11 1,14 0,07 0,1 MUFA/SFA 1,6 0,8 1,13 0,99 1,34 0,82 1,19 1,12 PUFA/MUFA 0,06 0,52 0,3 0,08 0,96 0,06 0,08 44,7 31,75 53,9 31,21 52,66 51,63 1 13,4 36,24 44,4 36,79 3,26 4,54 4 1,14 Fig. 8. Efeito da dieta no conteúdo total de ácidos graxos da carne caprina. 50 45 40 35 30 OUTROS ALIMENTOS 25 PALMA FORRAGEIRA 20 15 10 5 0 SFA MUFA PUFA Fig. 9. Efeito da dieta na relação de ácidos graxos da carne caprina. Tabela 5. Composição de ácidos graxos poliinsaturados da carne ovina (%) Alimento Autores SFA Feno, milho , soja Feno, milho , soja Cana de açúcar Madruga Madruga Leão et et al , et al , al , 2006 2006 2011 Feno Tifton +farelo casca de Cevada milho soja +Farelo de soja Abidi, 2009 44,4 42,6 50,8 34,6 Palma Forragem Forrageira verde 50 %+ Erva-sal - Arruda et Costa et Perez et Perez et al Cruz et al, al 2012 al 2012a al 2002 2002 2011 45,4 48,3 40,2 40,0 Mattos, 2009 Palma Palma natural Abidi, Aguilar, 2009 2010 57,4 44,3 37,7 41,1 m MUFA 43,1 38,7 39,9 30,1 41,2 46,8 42,9 45,6 34,9 51,5 32,1 50,2 PUFA 12,3 18,6 9,1 35,2 6,2 4,9 7,0 7,6 4,1 4,1 30,8 6,2 PUFA/SFA 0,2 0,4 0,1 1,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,07 0,09 0,8 0,1 MUFA/SFA 0,9 0,9 0,7 0,8 0,9 0,96 1,0 1,1 0,6 1,1 0,8 1,2 PUFA/MUFA 0,2 0,4 0,2 1,16 0,1 0,1 0,1 0,1 0,08 0,9 0,1 1,4 Fig. 10. Efeito da dieta na relação de ácidos graxos da carne ovina. Fig. 11. Efeito da dieta na relação de ácidos graxos da carne ovina. Tabela 6. Composição de ácidos graxos saturados e monoinsaturados da carne caprina (%) Autores Mahouachi, et al (2012) Qwele et al (2013) Mahouac hi, et al (2012) Abidi, 2009 Atti et al, (2006) Atti et al, (2006) Moring a Cevada oleífera Palma Palma Palma + Aveia Palma +Soja Maure Qwele et al (2013) Abidi, 2009 Alimento Aveia+concentrado Feno raça Maure Xhosa lop Xhosa lop C 16:0 18,8 23,63 8,93 17,91 19,6 17,87 23,62 23,2 C18:0 14 5,22 3,71 11,02 17,5 10,97 17,71 19,71 C16:1 2,7 1,67 1,87 0,99 2,35 1 1,95 1,57 C18:1 54,7 9,2 63,41 29,11 50,4 28,42 46,95 44,75 Fig. 12. Efeito da dieta no conteúdo de ácidos graxos saturados e monoinsaturados da carne caprina. Tabela 7. Composição de ácidos graxos saturados e monoinsaturados da carne ovina (%) Feno, Alimento milho , soja Autor Feno Tifton Feno, Cana de +farelo casca de milho , Cevada açúcar milho soja soja +Farelo de soja Madruga Madruga Leão et et al , et al , al , 2011 2006 2006 Palma Forrage Forrageir Palma verde a 50 %+ Erva-sal - Abidi, Arruda et Costa et Perez et Perez et Cruz et Mattos, 2009 al 2012 al 2012a al 2002 al 2002 al, 2011 2009 Abidi, 2009 Palma natural Aguilar, 2010 C16:0 20,6 19,3 25,9 19,2 22,7 25,1 23,1 23,1 24,0 26,2 20,3 22.9 C18:0 16,0 18,6 16,8 11,6 19,9 17,9 14,7 14,5 23,0 15,2 13,0 1.8 C16:1 C18:1 1,5 1,2 2,0 0,8 1,3 32,0 30,6 37,9 25,1 39,2 2,9 - 2,4 2,4 1,8 1,9 0,9 15,1 40,7 43,3 24,4 45,5 29,6 46,4 Fig. 13. Efeito da dieta na relação de ácidos graxos saturados e monoinsaturados da carne ovina. Tabela 8. Composição de ácidos graxos poli-insaturados da carne caprina (%) Alimento Autor Moring Palma + Palma Aveia+concentrado Feno a Cevada Palma Palma Aveia +Soja oleífera Qwele Mahouac Mahouachi, et al Qwele et al Abidi, Abidi, Atti et al, Atti et al, et al hi, et al (2012) (2013) 2009 2009 (2006) (2006) (2013) (2012) C18:2 n-6 2,28 23,45 11,86 10,82 2,38 11,92 C18:3n-3 0,15 18,5 2,64 0,8 0,18 CLA (Cis-9, Trans-11) 0,15 0,15 0,12 0,54 0,22 C20:4 8,1 5,45 3,59 15,8 0,3 3,13 0,17 3,28 EPA (C 20:5n-3) DPA (C22:5N-3) - - 1,02 0,2 0,2 0,59 0,22 0,32 10,2 14,33 - - 2,79 2,76 0,9 3,25 - - 2,29 3,54 1,7 3,73 - - Fig. 14. Efeito da dieta no conteúdo de ácidos poliinsaturados da carne caprina. Tabela 9. Composição de ácidos graxos poliinsaturados da carne ovina (%) Feno, milho , soja Alimento Autor Feno Tifton Feno, Cana de +farelo casca de milho , Cevada açúcar milho soja soja +Farelo de soja Madruga Madruga Leão et et al , et al , al , 2011 2006 2006 C18:2 n6 10,7 17,2 C18:3n3 0,9 - - - C20:4 EPA (C20:5n- 3) DPA (C22:5N- 3) Arruda Costa et Perez et Perez et Cruz et al, Mattos, et al al 2012a al 2002 al 2002 2011 2009 2012 3,6 15,7 0,8 CLA (Cis9, Trans- 11) Abidi, 2009 3,5- 0,2 2,1 - Forrage verde - Palma Forrageir Palma a 50 %+ Erva-sal 4,58 5,040,39 0,28 0,28 0,8 - 0,4- 4,1 8,8 - - - - 2,5 - - - - 3,3 - - - Aguilar, 2010 0,02 13,4 0,61 0,02 2,03 0,15 1,05- 0,9 0,38 - 7,8 2,57 - 0,24- 1,6 0,17 0,32 0,35 0,07- 2,6 1,77 1,7- Abidi, 2009 Palma natural Fig. 15. Efeito da dieta na relação de ácidos poliinsaturados da carne ovina. QUALIDADE SENSORIAL Qualidade Sensorial Atende às exigências do consumidor Atributos avaliados: ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ Aparência Sabor Textura Suculência Palatabilidade Cor Odor Tabela 10 . Aceitação sensorial de carne de caprinos Autor Alimento raça Color Odor Maciez Suculência Palatab. Sen et al 2004 Zyzyphus numulária+ concentrado - 4,5 4 3,37 3,87 3,87 Najafi et al, (2012) Longissimus lumborum Óleo de dendê Mahabdi - 5,6 4,9 5,6 5,7 Najafi et al, (2012) Longissimus lumborum Óleo de soja Mahabdi - 5,9 5,1 5,4 5,3 Najafi et al, (2012) Longissimus lumborum Óleo de peixe Mahabdi - 5,9 4,7 5,2 5,0 Tabela 11. Aceitação sensorial de carne de ovino Autor Alimento Sen et al 2004 Zyzyphus numulária+ concentrado Mendoça Junior (2009) Mendoça Junior (2009) Palma + Feno tifton raça Cor Odor Maciez Suculência Palatab. 3,87 3,87 4,5 3,87 3,75 Santa Inês 3,62 4,06 3,55 3,94 3,90 Santa Inês 3,90 4,22 2,85 4,07 4,12 Santa Inês 3,94 4,05 3,02 4,12 4,12 Mendoça Junior (2009) Palma + Casca de soja Palma + caroço de algodão Freire et al, 2010 - Texel/S.I - 5,54 6,74 6,74 6,02 Freire et al, 2010 - Dorper/ S.Inês - 5,25 6,15 6,22 5,45 Milho Santa Inês - - 3,31 5,14 4.03 Palma Santa Inês - - 3,38 4,93 4,22 Costa et al 2012 Costa et al 2012 Fig. 16 Efeito da espécie na avaliação sensorial da carne de ovinos e caprinos. 6 5 4 CAPRINOS OVINOS 3 2 1 0 Color Odor Maciez Suculência Palatabilidad CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerações Finais A carne de ovinos e caprinos apresenta atributos físicos, químicos e sensoriais de qualidade. Cuidado especial deve ser dado a alimentação dos animais, pois este pode ser um fator determinante na qualidade de ácidos graxos presentes na dieta. Considerações Finais O uso de palma forrageira como alternativa alimentícia na produção de carne melhora de forma significativa a quantidade de ácidos graxos considerados como mais saudáveis (CLA, acido linoleico e linolênico), podendo assim destacar-se em mercados onde se priorize o consumo destas carnes. Considerações Finais Além da alimentação, outros fatores têm que ser observados para a obtenção de carne de qualidade, que vão desde a seleção dos animais (sexo, idade, raça) e tipo de produção (intensivo ou extensivo), assim como o resto da cadeia produtiva (abate, processamento e comercialização), para que desta forma o consumidor possa obter um produto de qualidade. Obrigado pela atenção Roberto G. Costa & A.V. Cordova-Torres [email protected] [email protected] Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia