Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 33
dezembro 2006
22
> Notícias RPM
[ editorial ]
A reestruturação da
Feliz 2007
administração pública marca o final do
> Participação em Encontros
> Museus: políticas de representação
e zonas de contacto, por Alice Semedo
ano de 2006, com esperadas repercussões
também no campo dos museus. Publicada
a Lei Orgânica do Ministério da Cultura
(Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de
> Museus dos Açores – uma leitura,
Outubro) concretiza-se a criação do
por Luís Menezes
Instituto dos Museus e da Conservação,
que sucede ao Instituto Português de Museus
> Notícias Museus RPM
e ao Instituto Português de Conservação
e Restauro. A missão do novo instituto
> Edições de Museus RPM
inclui o desenvolvimento e a execução da
política museológica nacional, da política
> Em Agenda...
> Outras Notícias
de conservação do património cultural
móvel e da política relativa ao património
- Em Memória de José Sommer Ribeiro
imaterial, sendo de salientar a atribuição
- Programa Cultura 2000: projectos de
de competências a este último sector,
Museus da RPM
- Jornadas Europeias do Património
- Semana da Ciência e da Tecnologia
- 7.º Encontro do Comité dos Museus
ausente da anterior orgânica do Ministério
da Cultura.
As competências da Estrutura de Missão
Casas Históricas do ICOM – DEMHIST e
2.º Encontro de Casas-Museu
Rede Portuguesa de Museus serão integradas
- IPCR – Cadernos Conservação e Restauro
no âmbito deste Instituto, realçando-se
- Museus, Discursos e Representações
entre as atribuições do IMC, I. P., de
> Encontros
acordo com a alínea a) do n.º 2 do art.
22.º do referido diploma: “Executar a
> Centro de Documentação da
política museológica nacional, promover
Presépio da Madre de Deus. Casal com filhos.
Museu Nacional do Azulejo
RPM – Destacável
a qualificação e credenciação dos museus
© IPM/DDF, Fotógrafo José Pessoa
(cont. na página 2)
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 2
(continuação da página anterior)
portugueses, reforçar e consolidar a Rede Portuguesa
especial os de nacionalidade portuguesa, e pela sua
de Museus, assegurar a gestão das instituições
transversalidade, a museus localizados não apenas na
museológicas dependentes do MC e coordenar a
capital, mas por todo o território continental.
execução da política de conservação e restauro de
Os dois artigos publicados neste número constituem um
bens culturais móveis e integrados.”
feliz e enriquecedor contra-ponto de ordem reflexiva às
No mesmo diploma é criado o Conselho Nacional de
matérias informativas que preenchem o boletim. De Alice
Cultura, órgão de consulta do Ministro da Cultura com
Semedo, docente na pós-graduação em Museologia da
a missão de emitir pareceres e recomendações sobre
Universidade do Porto, publica-se Museus: políticas de
questões relativas à realização dos objectivos de política
representação e zonas de contacto, e de Luís Menezes,
cultural e propor medidas que julgue necessárias ao
Director do Museu da Horta, Museus dos Açores – uma
seu desenvolvimento. Após a regulamentação e composi-
leitura.
ção deste novo órgão, será possível reabrir a credenciação
Ao iniciar este ano de 2007, em que não é possível
de museus.
ignorar que constrangimentos de natureza orçamental
Neste boletim dá-se conta, como habitualmente, das
condicionarão para muitos directores e responsáveis de
actividades realizadas pelos museus que integram a RPM,
museus a gestão das respectivas instituições, as minhas
cuja vitalidade e quantidade de iniciativas são de assinalar.
palavras são de felicitações pelos resultados atingidos
O aumento do número de visitantes dos museus, que
no ano que finda, de encorajamento e de desejo de bom
no caso dos museus dependentes do IPM ultrapassou
desenvolvimento dos planos de actividades dos museus
no final de Outubro passado a fasquia do milhão de
no ano que agora começa.
visitantes, é um sinal de grande positividade, pela sua
Clara Camacho
abrangência a diferentes categorias de visitantes, em
Subdirectora do Instituto Português de Museus
Participação em Encontros
– Why digitise? Who benefits? Impact Assessment of Digital Cultural Heritage Content
and Services
No Museu Nacional da Finlândia, em Helsínquia, nos
participou a Subdirectora do Instituto Português de
dias 11 e 12 de Outubro de 2006, teve lugar uma
Museus com a comunicação intitulada “Digitalização
Conferência sobre o Impacto da Digitalização do Patri-
e Impacto Cultural – A Experiência Portuguesa”,
mónio, as razões da sua adopção e os seus benefícios.
na qual foi salientada a divulgação on-line do inventário
Esta conferência reuniu representantes de entidades
dos museus do IPM, através do Matriznet, tendo ainda
de vários países, para além da Finlândia, nomea-
sido feita referência aos Programas de Apoio em vários
damente Alemanha, Eslovénia, França, Grécia, Noruega,
domínios da actividade museológica promovidos
Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia. No painel
pelo IPM/RPM no âmbito da Rede Portuguesa de
dedicado aos Efeitos Sociais e Culturais da Digitalização
Museus.
– Congresso Arte Nova – Porta para o Futuro
Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro, entre
Coordenadora-adjunta da RPM que apresentou uma
os dias 11 e 13 de Outubro, o Congresso Arte Nova –
comunicação sobre a “A Rede Portuguesa de Museus”.
Porta para o Futuro contou com a participação da
2 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 3
Notícias RPM
– Seminário Internacional – A importância do património industrial na Europa
Nos dias 23 e 24 de Novembro de 2006 decorreu
panorama museológico português contemporâneo e
no auditório do Museu de Cerâmica de Sacavém o
alguns projectos e concretizações promovidos por
Seminário Internacional – A importância do património
museus da RPM, designadamente o recente Museu
industrial na Europa, organizado pela Câmara Municipal
de Chapelaria em São João da Madeira e o Museu de
de Loures e pela Rede de Museus de Loures. A
Portimão, a abrir em 2007. Para além de outros
Subdirectora do IPM fez uma intervenção na sessão
oradores, o Seminário contou com uma palestra de
de abertura do Seminário, ressaltando a emergência
Tomislav Sola (European Heritage Association/The Best
da atenção concedida ao património industrial no
in Heritage). T
Artigo
Museus: políticas de representação
e zonas de contacto
* Coordenadora da Secção de Museologia
Alice Semedo*
do Departamento de Ciências e Técnicas
do Património da Faculdade de Letras da
O Museu dos Transportes e Comunicações do Porto
(e estes lugares, estas memórias relacionam-se profunda-
organizou em Maio último uma conferência que
mente com as questões de identidade, ou não?). Ora,
tinha como tema A metamorfose de um lugar.
sendo assim, esta identidade proclamada dos lugares
Reuniram-se algumas pessoas para pensar estas
pode bem actuar como instrumento privilegiado
temáticas que se relacionam com a memória, o lugar
de delimitação de espaços. Que exclusões / que
e a sua metamorfose; da minha parte, concentrei-me,
marginalizações / que fronteiras desenham então
sobretudo, na metamorfose que o conceito de museu
estas nossas memórias / estas nossas metamorfoses?
vive actualmente, compreendendo o museu como
E que codificações positivas desenham também?
locus cultural fundamental da nossa modernidade.
Uma das respostas a estas questões tem sido proposta
São algumas dessas ideias que aqui gostaria de
pelo trabalho desenvolvido no âmbito do que
partilhar.
poderíamos apelidar de contra-memória ou ainda de
Este conceito de metamorfose do lugar suscita-me,
memória-alternativa e que tem aberto caminho a
antes de mais, diferentes reflexões (e se quiserem até
inesperadas formas de narrativas criativas. Numa
alguns devaneios e perplexidades…). Se, por um lado,
abordagem decididamente mais provocadora, a
a cultura contemporânea demonstra uma obsessão
marginalidade de versões e de lugares tornados-
permanente com a memória que se materializa nos
-invisíveis tem suscitado verdadeiras guerrilhas urbanas
seus monumentos, nos seus museus e mesmo na
de intervenção por parte, nomeadamente, de artistas
sua arquitectura cada vez mais interessada na
contemporâneos e historiadores; guerrilhas que nos
memória do sítio e em inscrever dimensões
remetem para questões que se relacionam com os
temporais em estruturas espaciais; por outro, essa
conceitos de apropriação, representação e identidade,
obsessão tende a apresentar versões monolíticas,
conceitos tão caros à museologia contemporânea e
monodimensionais dos lugares e da identidade
que vale a pena aqui referir.
Universidade do Porto.
[email protected]
Rede Portuguesa de Museus | 3
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 4
Estas interrogações que se referem às políticas de
museu e que muito têm contribuído para um intensivo
representação têm, aliás, sido materializadas em
trabalho de reflexão e re-posicionamento da instituição.
projectos de artistas que utilizam as colecções e as
Se é verdade que estas provocações partiram, na maior
re-organizam de forma a explorarem narrativas
parte das vezes, de campos adjacentes, hoje fazem
alternativas do próprio museu, endereçando as
parte dos novos paradigmas museológicos. Através
questões assinaladas. A exposição mais conhecida
do trabalho inovador destes artistas e de muitos
é talvez a de Fred Wilson, Mining the Museum, de
museólogos, os museus têm reflectido abertamente
1992, onde expôs e re-legendou objectos da colecção
sobre as suas próprias práticas de representação e
da Sociedade Histórica de Maryland, em Baltimore.
de preservação. A relação histórica dos museus com
Esta exposição pretendia não só desvendar histórias
o colonialismo, com determinadas classes sociais,
de minorias nativas e africanas até então suprimidas
a sua cumplicidade na reprodução de ideologias de
pelo museu, mas também demonstrar como certas
raça e género, a sua dependência em relação a
delimitações / codificações positivas reforçavam
determinadas práticas de coleccionar consideradas
valores institucionalizados. Pretendia ainda evidenciar
hoje invasivas, a arbitrariedade das políticas de
de que forma estas atitudes afectam as decisões dos
aquisição e as formas através das quais as histórias
museus acerca das suas políticas de aquisição e
podem ser construídas e reconstruídas através das
exposição. Outros projectos seminais chamaram a
colecções, têm sido exploradas através de novas
atenção para a irracionalidade do museu e para a
abordagens e práticas de expor. Estas são questões
relação das suas práticas de coleccionar e documentar
que se inscrevem num novo paradigma museológico
com práticas de consumo de uma classe dominante.
e que, se por um lado, se relacionam com uma
Na exposição Raid the Icebox, de 1969, na Escola de
cultura profissional profundamente reflexiva, por
Design de Rhode Island, em Nova Iorque, para
outro, fazem parte da poética do próprio museu
grande irritação dos conservadores, Andy Warhol
contemporâneo. Explorarei, seguidamente, alguns
aí convidado a organizar uma exposição, insistiu
dos aspectos desta metamorfose que julgo afectarem
em expor colecções de objectos na sua totalidade
a sua configuração.
tal como estavam organizados nas reservas. Numa
atitude de desafio do próprio conceito de classificação
e ordenamento museológico, Warhol catalogou todos
os objectos tão completamente quanto possível.
Neste caso, a colecção do museu não foi utilizada
para contar outras histórias ou construir memórias
alternativas mas antes para desafiar toda a noção
de museu como um ordenamento de coisas,
organizado, objectivo ou sistemático. Warhol expôs
a própria arbitrariedade do museu.
Mais recentemente, muitos artistas têm interrogado,
Sandra Gamarra, LiMac en el MUSAC, Emergencias
[© AS 2005]
criticado, mimetizado e exposto o museu ele mesmo.
A lista é muito longa mas podemos incluir artistas
1. O primeiro destes aspectos diz respeito às próprias
contemporâneos como Hans Haacke, Marcel
poéticas e políticas de representação do museu e
Broodthaers, Thomas Struth, Christian Boltanski,
relaciona-se com os debates não só de objectividade
Jimmie Durham e Sandra Gamarra, entre muitos
e heterogeneidade mas também acerca dos próprios
outros.
discursos que, como vimos, têm percorrido o mundo
Estas são algumas das experiências de verdadeira
dos museus e que promovem a reconstrução
guerrilha que têm também acontecido no seio do
fundamental da sua identidade. A desvalorização
4 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 5
pós-moderna das metanarrativas autorizou diversas
compreensão das relações do museu com os seus
histórias, des-legitimando versões eurocêntricas,
visitantes. Encontramos também esta intertex-
masculinas, etc., promovendo a exploração de
tualidade e procura de relações de correspondências
narrativas múltiplas. As ortodoxias museológicas
em exposições que assumem esta mudança de
são agora constantemente afrontadas por grupos
paradigma nas abordagens que utilizam para
anteriormente ignorados ou marginalizados por
explorar e re-produzir o conhecimento e endereçar
museus. Por outro lado, esta consciência do museu
os visitantes. A Tate Modern, por exemplo, substituiu
como artefacto social e sistema de representação tem
o paradigma evolucionista introduzido em 1930,
conduzido a diferentes aberturas e políticas de
por uma organização de correspondências e relações.
exposição e aquisição (de representação). Disso são
O desafio era o de organizar as colecções de forma
exemplo os People’s Show organizados por museus
a ampliar o leque de possíveis interpretações e
ingleses e muitas das exposições realizadas, por
abandonar uma narrativa histórica singular por uma
exemplo, sobre o tema do colonialismo ou sobre
multiplicidade de histórias. Optou por temas
outros temas fracturantes. O sucesso de associações
derivados das classificações tradicionais do género
dentro dos próprios museus que participam
da pintura, agora re-inventados para acomodar as
Apesar desta organização expositiva poder ser
activamente na curadoria de exposições e organi-
preocupações da arte do nosso tempo1.
vivida pelos visitantes como mais flexível e aberta
zação de programas de acordo com as suas próprias
3. Em terceiro lugar, esta flexibilidade e intertex-
leituras e interesses, é, ainda, demonstrativo desta
tualidade relaciona-se com a própria hibridização
flexibilidade na gestão de interpretações e
do museu, que cada vez mais assume que a melhor
como algo libertador. Na verdade, em alguns
apropriações que o museu pretende agora promover.
forma para competir num mercado global de lazer
casos, pode mesmo ser considerada como um
Estes assaltos / guerras fronteiriças podem, desta
é explorar a plasticidade da ideia de museu,
elemento de desorientação. Se o conhecimento
forma, ser mais democraticamente re-negociados.
combinando colecções com arquitectura espectacular
Claro que estes são lugares-museus que se assumem
e com lugares onde se pode passear, comer, ver
de confronto, de colisão e de re-negociação cultural.
exposições… Os museus contemporâneos são cada
sistema de distinção estável e mantido institucio-
Claro que aqui o museu compreende que o
vez mais espaços híbridos, incorporando lojas,
nalmente, a abertura de novas possibilidades de
alargamento e envolvimento com outros públicos
centros de informação, restaurantes, cafetarias. São
exige reciprocidade, interacção com comunidades
híbridos também, na sua utilização de técnicas e
específicas ao longo das suas fronteiras: em vez de
tipos de exposições, eventos que oferecem, etc. Por
forma de distinção na qual a posição social é
simplesmente educar ou informar, os museus
outro lado, as especialidades disciplinares tendem,
mantida através da capacidade de se manter a
começam então a operar – conscientemente e por
em termos profissionais, a ser menos significativas
par das últimas tendências culturais.
vezes criticamente – em histórias de contacto.
e assistimos a transferências de profissionais, por
2. Ainda relacionada com este aspecto de hetero-
exemplo, de museus etnográficos para centros de
geneidade e multiplicidade, há uma outra tendência
ciência e de museus locais para museus de arte. No
em museus e na cultura contemporânea que penso
entanto, se esta mobilidade parece traduzir uma
fazer parte deste contexto e que podemos descrever
maior centralidade da missão de cada museu e uma
como de redescoberta da curiosidade. Sharon
maior diversidade em cada museu também pode
MacDonald tem sido uma das investigadoras que
traduzir uma maior homogeneidade entre eles (ainda
melhor tem explorado este conceito, sublinhando,
que, logicamente, cada um enfatize e procure o seu
porém, que esta redescoberta não é um retorno
carácter distinto!).
ao universo hierárquico do tempo original da
4. Outro aspecto que aqui gostaria de focar e que
curiosidade mas sim uma mudança em direcção a
é quer condição quer efeito da agenda anterior, diz
uma pluralidade de perspectivas de narrativas.
respeito à transformação destes museus de oásis em
É uma forma de materialização da intertextua-
zonas de contacto e à sua afirmação como lugares
lidade e relaciona-se com mudanças na própria
cívicos e relevantes. Embora muitos museus se
1
que o modelo clássico evolucionista que ainda
domina a maior parte dos museus, esta flexibilidade
de interpretação não é sempre experimentada
necessário para compreender os antigos lay-outs
pode ser compreendido como uma forma de
capital cultural, no sentido de Bourdieu de um
interpretação através de novas formas de expor
pode funcionar quer como um desafio deste
sistema estável de distinção, quer como uma outra
Rede Portuguesa de Museus | 5
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 6
revejam como lugares separados do mundo, lugares
de contacto exige uma mudança em termos de
que são apreciados por pessoas ”cultas e sofisticadas”,
centralidade. Esta relevância é procurada nos
a metáfora do museu-oásis não é mais viável e –
diversos níveis da esfera pública: ou seja no
como penso, aliás, ter sugerido – os museus nunca
macro-meso espaço e no micro-espaço público que
foram oásis: só aparentemente. Os valores que
é, provavelmente, aquele que mais nos interessa
pressupõem as práticas profissionais destes museus-
neste momento particular pois é este o nível,
oásis são essencialmente os de preservação e
sobretudo, que envolve a coordenação de comuni-
conservação, investigação e exposição partindo de
cação e de espaços de participação cívica. Esta
meras abordagens estéticas de apresentação do
procura de relevância deve, sem dúvida alguma,
conhecimento. Destes museus espera-se que sejam
associar-se à construção de novas formas de diálogo
autoritários, informativos e que sejam, eles próprios,
público e participação cívica. Esta abordagem exige
os melhores juízes, os melhores avaliadores, em
não só reciprocidade mas também continuidade e
relação ao que conta como prática profissional
é ao nível local que estas parcerias com a comuni-
adequada e ao papel que a instituição deve desempe-
dade melhor funcionam. Já não se trata agora de
nhar. Apesar das provocações e reflexões que têm
fazer museus e comunidade só entre nós. Trata-se
levado a metamorfoses profundas do lugar museu,
de criar relevância através da constituição de redes
este museu-oásis ainda é o museu mítico que existe
de parcerias que funcionem como recursos críticos
na imaginação de muitos profissionais. Esta orienta-
dos lugares que queremos habitar, sendo corajosos
ção profissional tende a olhar exclusivamente para
e desenvolvendo formas inovadoras de endere-
o passado e para o seu interior, apoiando-se em
çar questões nem sempre fáceis. É de lugares
atitudes, valores e percepções que se desenvolveram
performativos que aqui falo. Lugares de acção
em isolamento em relação a outras instituições
comunicativa que, de alguma forma, materializam
culturais e sociais e que partem do pressuposto de
os valores da utopia racionalizada de que fala
que as definições de civilização, cultura e comuni-
Bourdieu.
cação, que estes valores preservam, são valores
O título deste pequeno artigo reflecte a minha
absolutos e conferem uma função social que justifica
convicção que estamos a participar (não só a assistir
os museus por si.
a) numa revolução conceptual, uma revolução que
Como tenho sugerido, esta é uma atitude que não
questiona as premissas fundamentais nas quais o
faz parte dos novos paradigmas museológicos. Os
museu (e o nosso trabalho) se alicerça e que se relaciona
valores acima descritos já não são suficientes para
com o seu valor intrínseco e indiscutível. Acredito
justificar a instituição. Hoje testemunhamos uma
que esta reinvenção tem consequências significativas.
enorme mudança cultural. Metamorfoses em estru-
Especialmente em relação ao distanciamento da
turas sociais, alianças culturais e identidades pessoais
centralidade dos objectos em direcção a uma ênfase
aliam-se a mudanças na natureza, controle e funções
na promoção da experiência; ênfase que revela novos
do conhecimento. Actualmente os museus estão
horizontes éticos, epistemológicos e estéticos. A
sujeitos a muitas exigências que lhes permitem
procura de relevância fora dos seus contextos
desempenhar papéis válidos em novos mundos.
habituais é, sem qualquer dúvida, um dos eixos desta
Têm, para além disso, que demonstrar a sua
metamorfose museológica.
visibilidade e argumentar o seu valor em novos
Talvez este seja um tempo de construir não
contextos onde valores anteriores não podem mais
só comunidade entre museus mas também entre
ser tidos como garantidos.
os museus e outras instituições, um tempo de
Naturalmente, a procura de relevância como lugares
reorganizar recursos e competências culturais. T
6 | Boletim Trimestral
Shared History/Decolonising The Image,
Amesterdão
[© AS 2006]
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 7
Museus dos Açores – uma leitura
* Director do Museu da Horta
Luís Menezes*
A história dos museus na Região Autónoma dos
Só com a institucionalização do regime democrático
Açores tem a sua raiz na segunda metade do século
e a consagração do Estatuto da Autonomia Regional
XIX, no âmbito do interesse científico-pedagógico
se enceta um processo de criação consistente dos
que vamos encontrar nos núcleos de colecções
museus no Arquipélago dos Açores, essencialmente
zoológicas ou de história natural dos liceus, ou
por iniciativa do Governo Regional.
através do contributo particular, de investigadores
Se numa Região insular, afastada dos centros de
ou de simples curiosos, que reservavam espaços nas
decisão política, as novas condições político-
suas residenciais para exporem as suas colecções ou
-institucionais geradas pela Revolução de 25 de Abril
organizarem pequenos laboratórios.
de 1974, estatuindo a criação de órgãos de governo
A fundação do primeiro museu no Arquipélago dos
próprio, vieram permitir a definição de um novo
Açores ocorre em 1876, precisamente no seio do Liceu
quadro de políticas culturais em consonância com
Nacional de Ponta Delgada, e pela mão do seu reitor,
as enormes carências com que então se vivia, é facto
Dr. Carlos Machado, com acto inaugural marcado para
que embora ainda hoje não se tenham superado
o dia das Comemorações do Tricentenário da Morte
todas a limitações infraestruturais e humanas ao
de Camões, a 10 de Junho de 1880, sob a designação
nível museológico, a realidade em muito se trans-
de Museu Açoreano.
formou a partir de finais da década de 90 do século
Só muito posteriormente, outros museus institucionais
passado, e continua a evoluir, com diversos projectos
surgem nos Açores, quer de iniciativa municipal,
de execução de infra-estruturas em curso.
quer de programas governamentais de protecção e
Não obstante, a definição de um quadro de prioridades
valorização do património cultural, por intermédio
de políticas económicas e sociais tenha tido grande
das Juntas Gerais dos Distritos Insulares.
expressão ao longo do processo autonómico, dado o
Constituíam-se então espaços museológicos sob um
baixo nível de desenvolvimento em que se encontrava
manifesto espírito de curiosidade, dando-se grande
o Arquipélago antes do 25 de Abril, hoje observa-se
ênfase às colecções de história natural como aos aspectos
que o panorama cultural do arquipélago é muito
de cariz etnográfico. Criados num contexto histórico
diferente e que a rede museológica regional já se
em que a museologia ainda levaria anos a afirmar-se
estende a todas as ilhas, em quase todas com infra-
como disciplina científica, ou à sua institucionalização
-estruturas modernas e adaptadas.
universitária, o que ocorre só na década de 70 do
Existem assim, nas nove ilhas da Região Autónoma
séc. XX, os museus constavam de exposições perma-
dos Açores, oito museus polinucleados, e na mais
nentes, com uma disposição intuitiva e metódica de
pequena ilha, o Corvo, um Centro de Interpretação
colecções diversas, que serviam a necessidade de
Ambiental e Cultural, isto sem contar com muitos
afirmação de uma certa identidade regional.
espaços museológicos que as autarquias locais foram
Muitos destes museus tiveram uma existência efémera,
edificando nos Concelhos da Região.
albergados em espaços precários, alguns conventuais,
Os museus dos Açores, dependentes da Direcção
inadaptados e sem um funcionamento regular,
Regional da Cultura, esta por sua vez sob a alçada
mesmo após o impulso determinado do Estado Novo
directa da Presidência do Governo Regional dos Açores,
por ocasião das Comemorações Centenárias de 1940,
estão qualificados institucionalmente como museus
em que se realizaram “grandes” exposições, em
de ilha e museus regionais: os primeiros fixam-se nas
particular nas três capitais de distrito, Ponta Delgada,
ilhas de Santa Maria, Graciosa, S. Jorge e Flores, os
Angra do Heroísmo e Horta.
segundos, nas ilhas de S. Miguel, Terceira, Pico e Faial.
Rede Portuguesa de Museus | 7
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 8
Grande parte dos museus dos Açores ao serem
captação de públicos e comunicação externa.
fundados, tiveram por referência um património
Todos os museus da rede dispõem de recursos
que era urgente preservar, e por esse facto espelham
informáticos e de ligação à Internet, divulgação de
hoje nos seus conteúdos essa necessidade política
cada um em suporte mediático, assim como grande
de incorporação, virada para uma recolha e aquisição
parte dos seus acervos informatizados (Doc-base),
de acervo de natureza diversa que corria o risco
trabalho que prossegue.
de se perder, quando diversos à partida já eram
No que diz respeito ao sistema informatizado de
herdeiros de espólios de carácter etnográfico e de
controlo de entradas e vendas de merchandising dos
história natural de anteriores museus municipais e
museus, já foi adquirido todo o equipamento,
colecções particulares.
desenvolvendo-se ensaios para a sua implementação.
Pela forma e razões da fundação dos museus
Quanto às estratégias de captação de públicos, só
açorianos, sem a definição de uma área temática
um museu regional não tem serviços educativos e
ou uma tipologia específica de colecções, formulada
três museus de ilha, embora todos organizem diversas
na base de um programa prévio, inserem-se na sua
actividades e visitas guiadas para o público escolar.
maioria na linha dos museus histórico/etnográficos
Embora se reconheçam ainda algumas limitações
que atravessam o País de Norte a Sul.
no panorama da rede museológica regional, como
Por outras palavras, instituídos os museus regionais de
por exemplo, maiores e melhores espaços de
Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, e os
exposição, melhores espaços de reserva, definição
museus de ilha, como de Santa Maria, Graciosa, São
de critérios para uma nova política de incorporações
Jorge e Flores, com a missão genérica de preservar o
e um maior esforço em formação especializada, os
património de uma comunidade, ou determinados
museus não deixam de se constituir como pólos
de início por aquela política de aquisições, de
aglutinadores e difusores da memória colectiva da
conservação e investigação, foi em substância o espírito
comunidade insular, cujo trabalho museográfico
coleccionista que os foi recheando e moldando.
se pauta por ser didáctico e objectivo perante a
Hoje, conservam, uns mais de que outros, um
diversidade dos seus públicos.
conjunto heterogéneo de colecções e, essencialmente,
Agora, colocam-se novos desafios aos museus dos
os museus de ilha, ligadas às práticas produtivas
Açores, entendendo-se um destes como primordial,
tradicionais do território onde se integram, já então
que reside na elaboração de programas museológicos
inicialmente designados de casas etnográficas.
de médio a longo prazo, que relevem da contextuali-
Excepção no panorama museológico regional,
zação deste espaço insular no Atlântico, face às
constituído na base de programa museológico
transformações sócio-culturais inerentes ao fenómeno
prévio, regista-se o Museu do Pico, museu regional,
da globalização do século XXI, e dentro do espaço
que engloba três extensões: o Museu dos Baleeiros,
regional, daquilo que realce a idiossincrasia de cada
o Museu da Indústria Baleeira e o Museu do Vinho.
território e comunidade.
Testemunham os três núcleos, por um lado, o
Tarefa complexa, mas que no âmbito da rede
complexo baleeiro insular, com maior expressão
museológica regional urge reflectir e debater, para
económica naquela ilha, e o segundo, outra
se encontrar e “afinar” a especificidade temática de
importante actividade da ilha, com traços distintivos
cada museu, por forma a inferir das suas marcas
na própria configuração da paisagem, classificada
identitárias e em simultâneo complementares, mas
como Património Mundial pela UNESCO.
também, nesta acepção teórica, encontrar uma maior
Actualmente, pode dizer-se, que os museus dos
rendibilidade e consequência na definição de uma
Açores vêm acompanhando os novos processos de
nova política de incorporações, quando o objecto
dinamização e modernização, quer ao nível das
não deixou de ter um valor histórico/simbólico,
novas tecnologias, assim como das estratégias de
que testemunha e materializa um tempo. T
8 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 9
Notícias Museus RPM*
* Notícias exclusivamente
baseadas em informações enviadas
pelos Museus integrados na RPM
Museus do IPM
– Um milhão de visitantes
Em Outubro de 2006, o número total de visitantes
grande público, como as exposições O Olhar Fauve
dos museus do IPM ultrapassou um milhão, o que
(Museu do Chiado – MNAC) e Os grandes Mestres da
não acontecia desde 2002.
Pintura, de Fra Angélico a Bonnard (Museu Nacional
Registaram-se os maiores picos de visitantes nos meses
de Arte Antiga), bem como as visitas guiadas em
de Maio (162.234), em associação directa com as
horários muito variados e as actividades educativas.
actividades do Dia Internacional dos Museus e da
O aumento de visitantes foi generalizado e transversal
Noite dos Museus, e em Agosto (130.385). A promoção
ao conjunto de museus do IPM abrangendo diferentes
de iniciativas nos espaços museológicos cativaram o
categorias de visitantes, com entradas pagas e gratuitas.
– Política editorial do IPM
A política editorial do IPM tem tido por objectivo
Roteirinho do Museu Nacional de Arte Antiga; O Museu
principal contribuir para um maior conhecimento dos
Grão Vasco contado aos mais novos; O Berto descobre
museus e dos seus acervos através da publicação de
o Museu (Museu de Alberto Sampaio); O Mistério as
instrumentos básicos de divulgação das colecções dos
Romãs (Museu de Cerâmica), no âmbito de uma linha
museus – desdobráveis, roteiros de museus e catálogos
editorial dedicada aos mais novos.
de colecções – com edições em português, inglês e
Tendo em conta o interesse manifestado em campanhas
nalguns casos também em francês e espanhol. Neste
anteriores, entre 15 de Novembro e 30 de Dezembro
Informações e contactos
momento contam-se mais de quatro centenas de
de 2006, foi organizado mais um Natal do Livro na
Divisão de Lojas de Museus
títulos editados.
Loja do Palácio Foz, nos Restauradores, em Lisboa, e
No passado dia 24 de Novembro, no Museu do
nas lojas dos Museus do IPM. Livros de Museologia,
Chiado, foi efectuado o lançamento de cinco novas
estudos, monografias, catálogos das colecções e
Tel.: 21 347 83 33/4
edições: Museu de Francisco Tavares Proença Júnior.
catálogos de exposições temporárias editados pelo IPM
[email protected]
Roteiro das Colecções, dirigido a público adulto;
foram vendidos com descontos muito apelativos. T
Palácio Foz
Praça dos Restauradores
1250-187 Lisboa
Museu do Abade de Baçal
– Reabertura e inauguração de exposições
O Museu do Abade de Baçal, em Bragança, reabriu
ao público no dia 15 de Dezembro de 2006 com as
exposições Rituais de Inverno com Máscaras e João
Vieira. Caretos II, assinalando a conclusão do processo
de requalificação e ampliação do edifício em que se
encontra instalado, no antigo Paço Episcopal. Inaugura-se assim um novo ciclo de vida para o Museu, agora
dotado de duas salas de exposições temporárias, para
além de um mais qualificado espaço de acolhimenMuseu do Abade de Baçal.
Vista do jardim.
to ao público e de reservas, tendo sido também
© IPM, fotografia de João Herdade, Novembro
de 2006.
reestruturada a sua exposição permanente.
Rede Portuguesa de Museus | 9
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 10
O Museu passa a dispor de condições para uma oferta
que poderão agora circular por aqueles novos espaços
cultural mais diversificada aos públicos, quer na fruição
expositivos.
do património da região, quer no acesso a conteúdos
– Rituais de Inverno com Máscaras
Até 15 de Maio de 2007
Esta exposição homenageia um dos ícones mais
levantamento vídeo que a acompanha e complementa.
poderosos da cultura transmontana, as Festas dos
O projecto foi coordenado cientificamente por Benjamim
Rapazes, tomando como objecto as festividades do
Pereira, que integrou o grupo fundador do Museu
ciclo de Inverno no Nordeste Trasmontano, nas quais
Nacional de Etnologia e que nas décadas de 1960/70
surgem personagens mascarados. A exposição bene-
realizou pesquisas e recolhas de terreno sobre as
ficiou de um levantamento sistemático traduzido na
festividades de Inverno em Trás-os-Montes, sendo autor
recolha de uma colecção para o acervo do Museu,
de Máscaras Portuguesas (MEU/JIU, 1973), obra de
num levantamento fotográfico no terreno e num
referência para o estudo desta tipologia da cultura material.
Máscara
Baçal, Bragança, 22,5 x 18 cm
Olinda Xavier.
– João Vieira. Caretos II
© IPM/DDF, Fotógrafo José Pessoa
Até 15 de Março de 2007
Esta exposição, comissariada por Sofia Lapa, reúne um
conjunto de obras de João Vieira criadas entre 1982 e
1985, pertencentes na sua maioria à série “Caretos”,
realizada em torno da tradicional Festa dos Rapazes em
Torre de D. Chama. Ligando arte popular e arte erudita,
João Vieira reconvoca(-nos) para a metaforizada celebração
de ritos ancestrais.
Informações e contactos
Caretos II integra ainda registos fílmicos e um conjunto
Museu do Abade de Baçal
de máscaras teatrais que João Vieira criou, em 1986,
Rua Conselheiro Abílio Beça, n.º 27
também directamente inspiradas nas Festas de Inverno
5301-011 Bragança
transmontanas. T
Tel.: 273 33 15 95/273 33 28 02
Fax: 273 32 32 42
Careto 1984
Óleo s/tela com aplicações, 72 x 54 cm. Colecção do artista.
[email protected]
© IPM/DDF, fotógrafo José Pessoa
www.ipmuseus.pt
Museu de Alberto Sampaio
– Visitas para públicos com necessidades especiais
Desde Junho de 2006 que o Museu de Alberto Sampaio
linha de acção conta o museu com a colaboração de
tem vindo a implementar novas práticas inclusivas e a
duas professoras que nele se encontram destacadas ao
adaptar as visitas guiadas e as exposições ao público
abrigo do Despacho Conjunto nº 1053/2005, de 7 de
com necessidades específicas. Deste modo pretende o
Dezembro.
Museu criar ofertas diversificadas para as pessoas
Desta forma, o Museu de Alberto Sampaio acolhe com
portadoras de deficiência que desejem frequentar este
grande empenho e envolvimento grupos escolares nos
tipo de espaço, mas também, e sobretudo, promover
quais se incluem jovens portadores de deficiência ou
iniciativas que cativem aquelas que, devido à sua condição,
grupos constituídos na sua totalidade por pessoas
se refugiam em casa. Para a concretização desta nova
portadoras de deficiência.
10 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 11
– Academia de Xadrez
A Academia de Xadrez do Museu de Alberto Sampaio
Internacional de Guimarães e os torneios de Verão,
retomou as actividades de ensino e treino do xadrez.
de Outono e da Academia. Igualmente, são numerosas
A secção de xadrez da Associação «Amiguinhos do
as acções de divulgação de xadrez, continuadas ou
Museu de Alberto Sampaio» foi criada em 2001 e
pontuais, tais como o Xadez no Claustro e mini-cursos
Informações e contactos
conta actualmente com cerca de uma centena de
durante as férias escolares dos jovens.
Museu de Alberto Sampaio
jogadores filiados e ainda mais cerca de 30 jovens em
Em 2006, a equipa principal conseguiu ascender à
formação.
1.ª Divisão Nacional, prova que disputará em 2007.
Esta Academia tem sido responsável por uma forte
O clube conta ainda com mais duas equipas, a
Fax: 253 423 919
dinamização do xadrez em Guimarães, organizando
disputarem o Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, e
[email protected]
diversas provas, de entre as quais se destacam o Torneio
ainda outras tantas no escalão distrital por equipas. T
Rua Alfredo Guimarães
4810-251 Guimarães
Tel.: 253 423 910
Museu de Arqueologia e Numismática
de Vila Real
– Participação nas Jornadas Europeias do Património
O Museu de Arqueologia e Numis-
de Vila Real e do MANVR de tornar este monumento
mática de Vila Real (MANVR) voltou
um núcleo museológico visitável; a inauguração da
a associar-se às Jornadas Europeias
exposição Torre de Quintela: lugar de memória – memória
do Património, coordenadas em
de um lugar, que apresenta ao público grande parte
Portugal pelo IPPAR e este ano
das imagens do monumento conhecidas, desde finais
dedicadas ao tema “Património […]
do séc. XVII até a actualidade; a atribuição de prémios
somos nós”.
relativos ao concurso fotográfico “Torre à vista”, que
Desta vez, o Museu apresentou um
decorreu durante o mês de Setembro e que contou
vasto programa de actividades
com a adesão de 41 pessoas e a candidatura de 98
centrado num elemento patrimonial
fotografias; com a colaboração do Teatro de Vila Real
da região comummente esquecido
e no âmbito do festival Douro Jazz, a apresentação do
– a Torre de Quintela, Monumento
vinho Douro Jazz, a que se sucedeu um concerto do
Nacional desde 1910, cedida a título
grupo espanhol “Dixiemulando”.
precário à Câmara Municipal no
A curiosidade em torno das acções desenvolvidas foi
final dos anos 80 do Séc. XX.
enorme, reflectindo-se na participação de 221 pessoas,
Para o sucesso das acções desenvol-
muitas provenientes da localidade de Quintela,
vidas foram determinantes os contactos e as parcerias
de toda a freguesia de Vila Marim e de fora dela,
com o Teatro de Vila Real, a Delegação Regional da
espelhando o interesse e a importância do monumento
Cultura do Norte, o Governo Civil de Vila Real, a
para a comunidade local. T
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Junta
de Freguesia de Vila Marim e a Associação Os Amigos
Informações e contactos
da Torre de Quintela.
Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real
Entre as actividades promovidas, destacam-se: visitas
Rua do Rossio
5000-657 Vila Real
guiadas à Torre de Quintela; a apresentação do Projecto
Tel.: 259 325 730/1/2
de Qualificação da Torre de Quintela, através do qual
Fax: 259 308 161
se pretendeu dar conhecer a intenção do Município
[email protected]
Rede Portuguesa de Museus | 11
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 12
Museu de Aveiro
– Rota do Barroco
Entre os meses de Setembro e Dezembro de 2006,
seleccionadas, e depois no Teatro Aveirense, onde se
o Museu de Aveiro, com a colaboração do Teatro
apelou ao poder dos sentidos e se organizaram jogos
Aveirense e com o financiamento do Programa
de caracterização explorando conhecimento, intuição,
Operacional da Cultura, promoveu o programa
imaginação e noções de encenação.
temático Rota do Barroco com o objectivo de dar a
As obras do Museu de Aveiro que constituíram o
conhecer o Barroco através da Pintura, da Escultura,
mote para estas actividades foram as seguintes:
do Objecto, do Estilo, do Artista e da Expressão
Espaldar do “Coro – Alto”/Chinnoiserie; Retrato de D.
Museu de Aveiro
Dramática.
Mariana Vitória de Bourbon; Pintura: “Procissão do
Rua Santa Joana Princesa
O Programa consistiu na realização de visitas sobre
Corpus Christi em Roma”; Barca processional de Nossa
o Barroco, com início no Museu de Aveiro, em quatro
Senhora da Boa Morte”. T
momentos diferentes em função de obras previamente
Informações e contactos
3810-329 Aveiro
Tel.: 234 423 297
Fax. 234 421 749
[email protected]
Museu Etnográfico da Madeira
– Exposição Festas e Romarias da Madeira
Até 31 de Dezembro de 2006 esteve patente ao público
proporcionar ao público um espaço de visibilidade e
a Exposição “Festas e Romarias da Madeira” na sala
debate das circunstâncias em que acontecem as Festas,
de exposições temporárias do Museu Etnográfico da
satisfazendo uma necessidade que se fazia sentir, quer
Madeira.
ao nível dos estudos etnográficos, quer no âmbito
No arquipélago da Madeira, em todas as paróquias
dos interesses e desejos da população, especialmente
celebram-se festas religiosas ou romarias. A romagem
marcada pelas dinâmicas desenvolvidas em torno
é uma peregrinação popular ao lugar onde se festeja
destes acontecimentos cíclicos. Foram seleccionadas
o santo. Normalmente as festas religiosas têm origem
algumas das festas mais significativas do Arquipélago
numa lenda ou nos primeiros colonizadores, pois estes
da Madeira, utilizando-se o critério de selecção de
trouxeram consigo os seus santos de devoção, os quais
uma festa por concelho, com excepção de um, no
se tornaram os santos protectores de uma determinada
qual foram seleccionadas duas festas, pela sua
localidade ou de um determinado malefício.
especificidade e relevância.
Esta exposição, com fotografias de Hélder Ferreira e
No ano de 2007, está programada uma itinerância
textos do antropólogo César Ferreira, resultou do
da exposição, a nível nacional, tendo sido criada
estudo e registo destes rituais, testemunhos de uma
também uma pequena mostra desta exposição, com
das mais ricas manifestações da cultura popular. Trata-
o apoio do Fórum Madeira, que percorrerá os diferentes
-se de uma iniciativa conjunta do Museu Etnográfico,
concelhos do arquipélago. As instituições do País
com a Progestur, que teve o apoio da Secretaria
interessadas poderão solicitar a itinerância da exposição,
Regional de Turismo e Cultura.
devendo para o efeito ser contactado o Museu
Este projecto teve como principal objectivo a recolha
Etnográfico da Madeira.
e divulgação das Festas Tradicionais da Região,
O projecto inclui, ainda, a publicação de uma obra,
contribuindo para a afirmação da identidade cultural
que possa contribuir para a divulgação das tradições
madeirense. Com este projecto, que prevê a
portuguesas e da Região Autónoma da Madeira em
possibilidade de itinerância da exposição, pretende-se
particular, a qual será editada em 2008.
12 | Boletim Trimestral
Fotografia: Hélder Ferreira
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 13
– Comemorações
Informações e contactos
O Serviço Educativo do Museu Etnográfico da Madeira
foi alvo de variadas acções destinadas a perpetuar tradições
Museu Etnográfico da Madeira
organizou actividades para comemorar o Dia Internacional
populares. O Museu associou-se ainda à celebração do
do Idoso (26 de Outubro), algumas das quais tiveram
Dia Nacional do Mar (16 de Novembro) através da
continuidade ao longo do ano com o objectivo de reforçar
organização de uma visita ao Navio da Armada Schultz
Fax: 291 957 313
a relação com os idosos, potenciando os “saberes” da
Xavier, tendo sido debatidas questões relacionadas com
[email protected]
sua experiência de vida. O Dia de São Martinho também
a poluição marítima e com a tradição piscatória. T
Rua de S. Francisco, 24
9350-211 Ribeira Brava
Tel.: 291 952 598
Museu de Lamego
– Participação no Congresso Internacional Tesouros da Igreja, Tesouros da Europa
O Museu de Lamego foi uma das instituições convidadas
comuns e parcerias museológicas», num Congresso
a participar no 1.º Congresso Internacional Tesouros da
que aliou o nível científico a uma vasta latitude de
Igreja, Tesouros da Europa, que decorreu em Beja entre
leituras do património religioso.
os dias 22 e 25 de Novembro de 2006. Promover uma
Preparar o futuro, assegurar a continuidade de um
reflexão interdisciplinar sobre os desafios que se colocam
legado patrimonial único, tendo em vista a sua
actualmente aos Tesouros e Museus da Igreja foi o
integração nas realidades culturais, mas também sócio-
objectivo do fórum pan-europeu.
económicas, políticas e religiosas, de um continente
Nesta perspectiva, Agostinho Ribeiro, Director do Museu
em rápida transformação, saber trabalhar em parceria,
de Lamego, e Alexandra Braga, Técnica Superior,
enriquecer e projectar a identidade cultural europeia
Informações e contactos
abordaram o tema «Museu de Lamego e Diocese de
são desafios cada vez mais exigentes e que é preciso
Museu de Lamego
Lamego. 90 Anos de Projectos em Comum».
enfrentar.
Durante três dias falou-se ainda do «Futuro dos Museus
Foram vários os especialistas presentes, oriundos um
– Museus do Futuro», da «Organização dos Museus
pouco de toda a Europa, de países como França,
Fax: 254 655 264
Regionais e Locais», da «Cooperação Científica e
Espanha, Inglaterra, Itália, Bélgica, Dinamarca, Suíça,
[email protected]
Formação no âmbito Museológico» e de «Projectos
Croácia, Roménia, Bulgária, Áustria e Holanda. T
Largo de Camões
5100-147 Lamego
Tel.: 254 600 230
Museu de Lanifícios da Universidade
da Beira Interior
– O Museu vai à Escola
No âmbito das Comemorações do Dia da Cidade, no dia
19 de Outubro de 2006, o Museu de Lanifícios,
representado por três técnicos, realizou na Escola de
S. Silvestre, da Covilhã, a sua primeira acção educativa
externa junto de escolas de ensino básico, numa iniciativa
conjunta com a “Associação de Pais” da mesma.
Procurou sensibilizar-se os alunos para a história
e tradição da indústria de lanifícios na Covilhã,
apresentando as diversas fases do processo da transformação da lã através de algumas demonstrações
práticas.
Rede Portuguesa de Museus | 13
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 14
– Concurso internacional
No dia 31 de Outubro de 2006, no âmbito do
rota de paisagem protegida, na autovia A-381. Dos
Programa Europeu de Iniciativa Comunitária Leader+
projectos apresentados foram seleccionados 12 que
“Escultura e Paisagem no Arco Atlântico”, realizou-se,
farão parte de uma exposição itinerante a realizar em
no Museu de Lanifícios, a reunião final do júri europeu
diversas instituições ibéricas. De 31 de Outubro a 30
para a selecção dos 1.º e 2.º prémios do concurso
de Novembro de 2006 esteve patente no Museu de
Museu de Lanifícios da Universidade
internacional de maquetas de esculturas identificadas
Lanifícios esta exposição internacional de escultura
da Beira Interior
com a “Ruta de los Alcornocales” da Andaluzia. Foram
contemporânea EXTRAMUROS 2006, integrada no
seleccionadas três obras, premiadas em 15 000 €,
referido projecto de cooperação transnacional, que
destinadas a criar uma escultura de aproximadamente
envolve Portugal, Espanha e Inglaterra, e a que o
[email protected]
20 metros, para ser implantada ao longo da citada
Museu de Lanifícios se encontra associado. T
http://museu.ms.ubi.pt
– Exposição Mértola e Niebla na Confluência de Dois Territórios
De 23 de Setembro até finais de Outubro de 2006,
do concelho de Mértola e a parte executada pela
esteve patente ao público a Exposição do Projecto
Universidade de Sevilha centrada sobre a localidade
PATNIME – Mértola e Niebla na confluência de dois
de Niebla. O Projecto teve como principais objectivos
territórios, na sede do Parque Natural do Vale do
um exaustivo levantamento arqueológico e patrimonial
Guadiana, em Mértola.
do Concelho de Mértola e de Niebla, a realização da
Este projecto foi realizado no âmbito do Programa
referida exposição, a edição de um Catálogo e de
INTERREG III A, da responsabilidade da Câmara
uma página na Internet (www.patnime.net) onde estão
Municipal de Mértola e da Universidade de Huelva,
representados alguns dos locais mais significativos.
sendo a parte relacionada com Mértola executada
Esta exposição é itinerante e ainda este ano estará
pelo Campo Arqueológico de Mértola para o território
patente em Niebla e na Universidade de Huelva. T
– Conferência de Abdelhamid Larguéche
No dia 30 de Setembro de 2006, no Auditório da
-arqueológica, na realização de Seminários científicos
sede do Parque Natural do Vale do Guadiana, foi
nos dois países (Portugal e Tunísia) e no intercâmbio
realizada uma conferência proferida pelo Doutor
de experiências, que se traduzirá, por exemplo, e à
Abdelhamid Larguéche, Professor da Universidade de
semelhança do que já acontece actualmente, na
Manouba, na Tunísia, sobre o tema “As políticas de
realização de estágios de jovens investigadores. T
defesa do património na Tunísia – estratégias e
Lígia Rafael
perspectivas”, organizada pelo Campo Arqueológico
Museu de Mértola
de Mértola em colaboração com a Câmara Municipal
de Mértola, Parque Natural do Vale do Guadiana e
Informações e contactos
Associação de Defesa do Património de Mértola.
Museu de Mértola
Campo Arqueológico
Rua República, 2
com o objectivo de assinar um Protocolo com o Campo
7750-340 Mértola
Arqueológico de Mértola no âmbito de uma futura
Tel.: 286 610 100/286 612 443
colaboração em projectos de investigação histórico-
Fax: 286 612 626
14 | Boletim Trimestral
Rua Marquês D’Ávila e Bolama
6201-001 Covilhã
Museu de Mértola
O Professor Larguéche foi convidado a visitar Mértola
Informações e contactos
Tel/Fax: 275 319 712
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 15
Museu Municipal de Arqueologia de Albufeira
– IX Jornadas do Património do Algarve
Decorreram em 27 de Outubro de 2006 as IX Jornadas
e António Nabais (Museu Etnográfico e Arqueológico
do Património do Algarve, organizadas pela Câmara
Dr. Joaquim Manso/responsável pelo projecto de
Municipal de Albufeira/MMAA e pela Universidade do
musealização do Museu do Barrocal).
Algarve. Esta edição foi subordinada ao tema
Das conclusões destas Jornadas salientam-se: a concep-
Arqueologia e Património Industrial e contou com a
ção de património industrial enquanto elemento gera-
presença de especialistas de diversas universidades e
dor de desenvolvimento; a progressiva afirmação do
instituições, tendo sido apresentadas seis comunicações,
turismo cultural nas sociedades contemporâneas; o
divididas em dois painéis, cuja moderação esteve a
progresso significativo de projectos de valorização do
cargo de Francisco Lameira (Universidade do Algarve).
património industrial e a importância da intervenção
O painel inicial contou com a participação de Rui
da administração pública central e local. Foram ainda
Cunha (Universidade Nova), José Maria Amado Mendes
colocados em evidência dois casos de sucesso de
(Universidade de Coimbra) e Deolinda Folgado (IPPAR).
reabilitação e de valorização do património industrial
O segundo painel centrou-se, exclusivamente, na
no Algarve: o de Portimão, de iniciativa pública, e o
realidade da região do Algarve, com a participação
de Silves, promovido pelo sector privado, o que
8200-081 Albufeira
de José Gameiro (Museu Municipal de Portimão),
corrobora a viabilidade e a importância económica
Tel.: 289 598 700
Manuel Ramos (Museu da Cortiça – Fábrica do Inglês)
deste património. T
Informações e contactos
Museu Municipal de Arqueologia
de Albufeira
Praça da República, n.º 1
Museu Municipal de Faro
– Encontro de Museus do Algarve
Brás de Alportel, Tavira e Universidade do Algarve.
A reunião teve como objectivo debater as possíveis
articulações entre os museus algarvios e a dinamização
de projectos em comum, que visassem qualificar a
realidade museológica algarvia, bem como valorizar e
contribuir para a preservação da identidade regional.
O encontro iniciou-se com uma apresentação da
Subdirectora do IPM sobre a Realidade Museológica
Algarvia, seguida de uma comunicação da Dr.ª Isabel
Reunião em Tavira, 30 de Novembro de 2006.
Soares (Museu Municipal de Portimão) que abordou o
No dia 10 de Novembro de 2006 estiveram reunidos,
tema da rede de museus do Algarve.
no auditório do Museu Municipal de Faro, perto de
Seguiu-se um workshop que se centrou na definição dos
meia centena de técnicos e dirigentes de museus
objectivos para referida rede, tendo sido efectuadas as
algarvios. Entre os museus e as entidades participantes
seguintes propostas: desenvolver e partilhar competências
destaca-se a representação de Albufeira, Alcoutim,
e recursos; contribuir para a qualidade das instituições
Alzejur, Arquivo Municipal de Lagoa, Delegação
museológicas; desenvolver uma colaboração mútua e
Regional da Cultura, Faro, Instituto Português de
recíproca para a protecção do património e da identidade
Museus/ Rede Portuguesa de Museus, Lagos,
regionais; criar uma rede de informação a nível regional;
Loulé, Museu Ramalho Ortigão (Faro), Portimão, São
desenvolver projectos em parceria.
Rede Portuguesa de Museus | 15
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 16
No final do encontro foram delineadas as seguintes
bilingue colectivo dos museus algarvios; Possibilidade
considerações finais: A criação de uma rede de museus
de criação de um passe de entrada comum e outras
algarvios flexível, sem hierarquias, informal mas
iniciativas conjuntas para os visitantes dos museus da
funcional; A proposta de criação de um Blog dos
rede regional; Foram agendadas reuniões periódicas
Museus do Algarve a realizar pelo Museu do Trajo de
e marcada a primeira para o dia 30 de Novembro de
S. Brás de Alportel, através do seu grupo de amigos;
2006 em Tavira, a qual já teve concretização; Criação
A gestão partilhada de monumentos que se encontram
e desenvolvimento de um projecto em parceria a
no território de actuação dos museus e suas vantagens
candidatar ao Programa ProMuseus, a promover pelo
(exemplo Alcalar e Milreu); Realização de um encarte
Ministério da Cultura através do IPM/RPM.
– Brinquedos de outros tempos
pretende aliar o património imaterial, através das
histórias e dos saberes contados pelos idosos da
CIMFARO, ao conhecimento dos brinquedos de outros
tempos.
O percurso de visita inicia-se pelos anos 20 do século
XX, através das histórias contadas por uma boneca
de trapos que transporta os participantes para outras
realidades. Após a visita, desenvolve-se uma acção de
Informações e contactos
construção de bonecos e, simultaneamente, jogam-se
Museu Municipal de Faro
os jogos dos avós. Esta actividade destina-se em
Serviço Educativo
Praça D. Afonso III
O Serviço Educativo do Museu Municipal de Faro tem
particular ao público pré-escolar, do 1.º ciclo e do 2.º
vindo a desenvolver uma acção de dinamização do
ciclo, decorrendo às 2.as feiras até Março de 2007,
Tel. 289 897 400/1/2
Núcleo Museológico do Brinquedo desde 2002 que
sendo necessária marcação prévia. T
[email protected]
Museu Nacional do Azulejo
– Presépio da Madre de Deus
O protocolo de mecenato celebrado entre o Instituto
Português dos Museus e a EDIFER, em Fevereiro de
2006, veio permitir o tão desejado “regresso a casa”
do Presépio da Madre de Deus no Museu Nacional
do Azulejo.
Desde o dia 13 de Dezembro de 2006, na antiga Casa
do Presépio, passou a ficar exposto ao público, pela
primeira vez, desde que foi desmontado em finais do
século XIX, o Presépio do Convento da Madre de
Deus, um dos mais importantes núcleos monumentais
do País, hoje com quarenta e duas peças em terracota
Presépio da Madre de Deus. Anúncio aos Pastores.
Museu Nacional do Azulejo
pintada.
© IPM/DDF, Fotógrafo José Pessoa
16 | Boletim Trimestral
8000-167 Faro
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Informações e contactos
Page 17
Provavelmente executado entre 1700 e 1730 e da
estudo e tratamento de conservação e cuidadoso
autoria conjunta de Dionísio e António Ferreira, este
restauro, de modo a devolver à sociedade, em plena
Presépio foi, nestes últimos meses, objecto de detalhado
forma, um conjunto de elevado valor artístico e cultural.
Museu Nacional do Azulejo
Rua Madre de Deus, 4
1900-312 Lisboa
– Viagem de estudo à Andaluzia
Entre os dias 1 e 5 de Dezembro de 2006 foi organizada
cidades de Sevilha, Córdova e Granada. A acompanhar
pelos Amigos do Museu Nacional do Azulejo uma viagem
o grupo esteve Alfonso Pleguezelo Hernández, Professor
www.mnazulejo-ipmuseus.pt
de estudo à Andaluzia. As visitas incidiram sobre os
Catedrático de História de Arte da Universidade de
[email protected]
grandes revestimentos de azulejos na arquitectura, nas
Sevilha, sócio n.º 66 dos Amigos do Museu. T
Tel.: 21 810 03 40
Fax: 21 810 03 69
Museu da Pólvora Negra
– Novas ofertas do Serviço Educativo
No sentido de promover a educação e de fomentar no
do Sector Educativo destinados ao Atelier Vamos Jogar
público o interesse pelo Museu da Pólvora Negra
no Museu! Um atelier de jogos pedagógicos multimédia
instalado na Casa dos Engenhos da Fábrica da Pólvora
criados especialmente para o Museu, incluindo guias
de Barcarena, o Sector Educativo do Museu tem vindo
áudio para o acompanhamento da visita ao Museu e
a desenvolver um leque diversificado de ferramentas
ao complexo da Fábrica da Pólvora de Barcarena, em
Fábrica da Pólvora de Barcarena
pedagógicas que procuram alargar e diversificar os
português e em inglês, um CD-ROM para o apoio de
Estrada das Fontaínhas
campos de intervenção educativa indo assim ao encontro
trabalhos de investigação escolares e um teatro de
2745-615 Barcarena
de públicos com diferentes necessidades e interesses.
fantoches Era uma vez a pólvora… que conta aos mais
Com a candidatura ao Programa Operacional da
novos a história desta antiga unidade fabril. T
Informações e contactos
Tel.: 21 438 14 00
Fax: 21 437 11 65
[email protected]
www.museudapolvoranegra.com
Cultura em 2004, o Museu enriqueceu a sua oferta
Joana Lino Dias
através da colocação de cinco computadores no edifício
Museu da Pólvora Negra
Museu de São Roque
– Novo projecto do Serviço Educativo
O Serviço Educativo do Museu de São Roque desenvolveu
conjunto que, datado de 1619, narra episódios da vida
um novo projecto intitulado “Vamos conhecer o Oriente
e lenda de São Francisco Xavier, bem como um concurso
com São Francisco Xavier”, dirigido em particular ao
de banda desenhada, com o apoio da livraria Bulhosa,
3.º ciclo do Ensino Básico (12-15 anos de idade).
no qual podem participar todos os jovens que tenham
Esta iniciativa, apoiada pelo Instituto Português de
efectuado as referidas visitas guiadas.
Museus/Rede Portuguesa de Museus, surge no ano em
Como material de apoio foi editado um livro de banda
que se comemora o V centenário do Nascimento de
desenhada com o título “Viagens e Lendas de São
Museu de São Roque
São Francisco Xavier, associando-se, desta forma, a Santa
Francisco Xavier” (edição bilingue em português e inglês)
Largo Trindade Coelho
Casa da Misericórdia de Lisboa, através do Museu de
e um CD-ROM de carácter informativo e lúdico que
São Roque, às comemorações em curso.
aborda, para além da temática de São Francisco Xavier
As actividades desenvolvidas no âmbito deste projecto
e do ciclo pictórico da sacristia da Igreja de São Roque,
[email protected]
incluem visitas guiadas ao ciclo pictórico de André
aspectos da História e da Arte Portuguesas do século
www.scml.pt
Reinoso, situado na sacristia da Igreja de São Roque,
XVI. T
Informações e contactos
1200-470 Lisboa
Tel.: 21 323 50 65
Fax: 21 323 50 60
Rede Portuguesa de Museus | 17
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 18
Edições de Museus da RPM
Museu Municipal de Esposende
– Miguel Ventura Terra – A Arquitectura enquanto projecto de vida
Desde Agosto de 2006 até Dezembro de 2007 está patente no Museu Municipal de Esposende uma
exposição dedicada a Miguel Ventura Terra, cujo catálogo se destaca neste Boletim.
Esta é a primeira exposição dedicada ao Arquitecto Miguel Ventura Terra, ainda que no ano da sua morte,
em 1919, esta ideia fosse desde logo colocada na Sociedade dos Arquitectos Portugueses porém, sem
nunca ter sido concretizada.
Ao promovê-la, a Câmara Municipal de Esposende tem, assim, um duplo propósito: por um lado, prestar
homenagem a um dos mais importantes arquitectos portugueses que estiveram activos na passagem do
século XIX para o século XX e, por outro, dar a conhecer o conjunto da sua vasta obra. Esta, ainda que
fundamentalmente concentrada em Lisboa, onde Ventura Terra se instala após o seu regresso definitivo
a Portugal, em 1896, encontra-se também no Norte do país, nomeadamente em Esposende, Seixas, Porto,
e Viana do Castelo.
Dez anos antes, Ventura Terra partira para Paris como pensionista do Estado, frequentando aí a École
Nationale et Speciale des Beaux-Arts. Em 1894 obtém o Diploma de Arquitecto de 1ª Classe do Governo
francês. Quando volta a Portugal, em 1896, projecta em função dos mais diversos programas, fruto de
encomendas públicas mas, fundamentalmente, particulares. Ainda que a maioria das suas obras sejam
prédios de rendimento ou palacetes (que em Lisboa foram distinguidos com o Prémio Valmor em 1903,
1906, 1909, 1911 e Menção Honrosa em 1913), projectou também, entre outros, hospitais, teatros,
liceus, escolas, igrejas, pavilhões de exposições, equipamentos assistenciais e monumentos. A sua actividade
contemplou ainda o urbanismo, sendo de destacar os seus projectos para o Parque Eduardo VII (Lisboa),
os planos para a zona ribeirinha de Lisboa (1908) e, ainda, o Plano de Urbanização do Funchal (1915).
Foi longo e difícil o caminho percorrido até à finalização da exposição e do catálogo que agora se
apresenta. Trata-se de um processo de investigação que não se considera ainda concluído e que deixa
Museu Municipal de Esposende
em aberto alguns aspectos que enquadram quer a actividade de Ventura Terra, quer a sua própria
Rua Barão de Esposende
4740-236 Esposende
intervenção como arquitecto e como cidadão.
Tel.: 253 960 182
Maria de Lurdes Rufino
Ecomuseu Municipal do Seixal / Ecomuseu Informação n.º 41
Este número do Ecomuseu Informação, boletim trimestral do Ecomuseu Municipal do Seixal, de distribuição
gratuita, correspondente ao trimestre Outubro-Dezembro de 2006, comemora a entrada do Boletim no
seu 11.º ano de edição e apresenta-se com imagem gráfica e organização renovadas. Dando continuidade
à linha editorial do Boletim, este número faz a divulgação dos serviços, das actividades e do acervo do
Ecomuseu, do património e da história local do concelho.
Ecomuseu Municipal do Seixal / Ecomuseu Informação n.º 42
Na primeira edição de 2007 deste boletim, o Ecomuseu divulga, entre outros aspectos, o seu acervo
fotográfico sobre a cortiça e a indústria corticeira e o património cultural imóvel urbano, com destaque
para dois coretos de início do século XX que ainda se preservam no Concelho.
18 | Boletim Trimestral
Fax: 253 960 176
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 19
Ecomuseu Municipal do Seixal / Dossiê Didáctico n.º 4 Os Núcleos Urbanos Antigos: Amora, Arrentela
e Seixal – Materiais Didácticos no Âmbito da Educação Patrimonial
O Dossiê Didáctico n.º 4 divulga projectos concebidos durante a Oficina de Formação Produção de Materiais
Didácticos no Âmbito da Educação Patrimonial, dinamizada pelo Ecomuseu Municipal do Seixal em função da
parceria entre a Câmara Municipal do Seixal/Ecomuseu e os Centros de Formação Gil Vicente e Rui Grácio,
e experimentados em contexto de prática pedagógica em torno do património local do concelho do Seixal.
Museu do Abade de Baçal / Rituais de Inverno com Máscaras
O Catálogo da exposição Rituais de Inverno com Máscaras, editado pelo IPM, contou com a coordenação
científica e com textos de Benjamim Pereira, reunindo contributos de outros antropólogos que se têm
debruçado sobre o tema das festas do ciclo de Inverno do Nordeste transmontano: Miguel Vale de Almeida,
João Leal, Paula Godinho, Paulo Raposo e Clara Saraiva. O Catálogo contém imagens efectuadas no âmbito
de um levantamento fotográfico no terreno e que documentam as colecções expostas do Museu do
Abade de Baçal, para além de algumas peças do Museu de Arte Popular e do Museu Nacional de Etnologia.
Museu do Abade de Baçal / João Vieira. Caretos II
Editado pelo IPM, o catálogo João Vieira. Caretos II reúne imagens das obras apresentadas e textos em
que, com perspectivas diferenciadas, os seus autores, João Jacob, Director do Museu do Abade de Baçal,
Sofia Lapa, Ernesto Rodrigues e Raquel Henriques da Silva, contextualizam a exposição com o mesmo
título inaugurada no Museu do Abade de Baçal a 15 de Dezembro de 2006.
Museu do Abade de Baçal / Descobre as Máscaras. Guia Familiar
Publicação que tem como público-alvo as crianças acompanhadas por adultos visitantes da exposição
João Vieira. Caretos II. É um Guia Familiar através do qual se procura estimular o diálogo entre adulto e
criança. Este Guia familiar apresenta elementos desencadeadores de uma reflexão sobre o processo criativo
de João Vieira e sobre o modo como a temática das máscaras na série “Caretos” está ligada a tradições
culturais ancestrais e à arte contemporânea.
Museu de Alberto Sampaio / O Berto descobre o Museu
Para dar a conhecer o Museu de Alberto Sampaio aos mais jovens, o IPM editou esta obra da autoria de
Rosa Maria Saavedra com ilustrações de Vasco Carneiro.
O Berto, um menino de Guimarães, visita as diversas salas do Museu, conhecendo a história do edifício
e do local onde hoje está instalado, outrora a Real e Insigne Colegiada de Nossa Senhora das Oliveira de
Guimarães, do Século X, época da condessa Mumadona. O Berto tem assim oportunidade de compreender
melhor as colecções do Museu no seu contexto histórico.
Museu de Alberto Sampaio / Momentos, esculturas de Paulo Neves
Saiu o n.º 7 da colecção Arte no Claustro do Museu de Alberto Sampaio, meio de divulgação das exposições
de arte contemporânea organizadas pelo Museu no seu claustro e nos espaços adjacentes. O n.º 7
corresponde ao catálogo da exposição Momentos, do escultor Paulo Neves, cujas esculturas de madeira
e pedra estiveram patentes ao público entre 30 de Junho e 3 de Setembro de 2006, em Guimarães.
Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real / Tellus
Saiu no n.º 44 (Junho 2006) da revista Tellus, editada pelo município de Vila Real, um artigo sobre o
Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, assinado pelo seu director, João Ribeiro da Silva. O
artigo dá conta do processo de criação e instalação do Museu, inaugurado em 1997, apresenta as
Rede Portuguesa de Museus | 19
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 20
respectivas exposições permanentes de numismática e de arqueologia, a área de exposições temporárias,
o Serviço Educativo e o Centro de Documentação, deixando ainda pistas para o seu trabalho futuro.
Museu Calouste Gulbenkian / Tempos Gulbenkian 2006-2007
A Fundação Calouste Gulbenkian editou um calendário de actividades – Tempos Gulbenkian 2006-2007
– para divulgação das actividades educativas artísticas a realizar entre Outubro de 2006 e Setembro de
2007. A partir das obras do Museu Calouste Gulbenkian, do Centro de Arte Moderna José de Azeredo
Perdigão e do programa Descobrir a música na Gulbenkian, é proposto um conjunto variado de acções –
oficinas, visitas, cursos, concertos e eventos especiais – destinadas a fomentar a criatividade de crianças
e adultos e promover o contacto com a colecção e as actividades da Fundação.
Museu Carlos Machado / Estrangeiros nas colecções privadas: de Bonnard ao século XXI
O Museu Carlos Machado editou o catálogo que acompanhou a exposição Estrangeiros nas colecções
privadas: de Bonnard ao século XXI, patente ao público entre 16 de Setembro e 29 de Outubro de 2006.
A exposição de desenho, pintura, gravura e escultura incluía obras de Bonnard, Picasso, Sónia Delaunay,
Francis Bacon, Michel Haas, Christo, Bruce McLean, Max Neumann, Baselitz, Barton Benës, Josef Felix
Müller, Barceló, Keith Haring, Vitoria Lavin, Roland Roure, Richard Hambletom, Rainer Kaser, Sunny Hu,
Dimitri Horta, Allessandra D’Agnolo, Tom Flint e Sean Borodale, provenientes de coleccionadores privados.
Museu da Casa Grande de Freixo de Numão / Museu da Casa Grande – Catálogo
Apoiado pelo Programa Operacional da Região Norte (Medida 1.4), este Catálogo é editado no ano em
que o museu comemora 10 anos de existência. Organiza-se em três secções: I – Apresentação (descrição
do percurso e vocação do museu); II – Estudos (contextualização do percurso humano no território
envolvente) e III – Catálogo (agrupamento dos elementos mais representativos do acervo). Os textos de
Maria da Graça Araújo e Sandra Naldinho são ilustrados com a incorporação de testemunhos imateriais,
trechos de um arquivo fotográfico antigo e desenhos técnicos.
Maria da Graça Araújo
Museu da Fundação Cupertino de Miranda / Obra plástica, Raúl Perez
A Fundação Cupertino de Miranda publicou o catálogo que acompanhou a exposição da obra plástica
de Raúl Perez, levada a público entre 7 de Outubro e 2 de Dezembro de 2006 e comissariada por Perfecto
E. Quadrado e António Gonçalves, autores dos textos do catálogo.
Museu da Fundação Cupertino de Miranda / Cadernos do Centro de Estudos do Surrealismo, n.º5
A exposição referida foi ainda acompanhada pela edição do nº 5 dos Cadernos do Centro de Estudos do
Surrealismo, da Fundação, que reuniu textos (oito poemas e uma tragédia doméstica) da autoria de Raúl
Perez, até aqui espalhados por vários catálogos e publicações.
Museu da Fundação Cupertino de Miranda / 50 anos de gravura portuguesa: uma plataforma para o futuro
A Fundação Cupertino de Miranda também co-editou o catálogo da exposição 50 anos de gravura
portuguesa, uma plataforma para o futuro. A exposição, fruto da colaboração entre a Sociedade Nacional
de Belas-Artes, a Casa das Artes, a Câmara Municipal de Tavira e a Fundação Cupertino de Miranda,
esteve aberta ao público, em Lisboa, entre 7 de Setembro e 7 de Outubro de 2006.
Museu de Cerâmica / O Mistério das Romãs
Com texto de António Torrado e ilustrações de Cristina Malaquias, foi editado pelo Instituto Português de
20 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 21
Museus o livro O mistério das romãs. A obra, destinada ao público infanto-juvenil, dá a conhecer a figura
de Rafael Bordalo Pinheiro e do 2.º Visconde de Sacavém numa história que se desenrola na Quinta Visconde
de Sacavém, onde está instalado o Museu de Cerâmica. O livro compreende ainda notas biográficas das
duas figuras históricas e a identificação das peças que serviram de inspiração à história, expostas no
Museu.
Museu Etnográfico da Madeira / Festas e Romarias da Madeira
Catálogo da exposição temporária intitulada Festas e Romarias da Madeira, organizada pelo Museu Etnográfico
da Madeira e pela Progestur. O Catálogo, com textos do antropólogo César Ferreira e fotografias de Hélder
Ferreira, consiste numa breve descrição de algumas festas tradicionais dos diferentes concelhos do Arquipélago.
Museu de Francisco Tavares Proença Júnior / Museu de Francisco Tavares Proença Júnior. Roteiro das Colecções
Editado pelo IPM, o novo roteiro do museu apresenta a respectiva colecção, que abrange núcleos de
arqueologia, pintura e têxteis. Para além de abordar a história do Fundador, do Edifício e do Museu, o
roteiro apresenta as colecções de Arqueologia e o Acervo do Paço Episcopal. O roteiro versa ainda sobre
as Tecnologias Tradicionais do Linho e da Seda e sobre as Colchas Bordadas de Castelo Branco. Finalmente,
o último capítulo, designado “Outros Acervos”, permite o contacto com peças que actualmente não se
encontram expostas.
Museu de Grão Vasco / O Museu Grão Vasco contado aos mais novos
Da Autoria de Bernardo Pinto de Almeida e com ilustrações de Pedro Morais, esta obra editada pelo IPM
destina-se particularmente aos mais novos. Os autores criaram personagens que se aventuram pelos
mistérios das obras de arte do museu, onde o narrador conta, numa linguagem coloquial, as histórias
por trás das peças mais emblemáticas das colecções de cerâmica, ourivesaria, mobiliário e pintura, com
especial relevo para os quadros de Grão Vasco.
Museu Municipal de Faro / Programa Escolar 06-07
O Museu Municipal de Faro divulgou o seu Programa Escolar 2006-2007, desta feita em CD-ROM. Incluído
na Área Pedagógica do Museu, o Programa Escolar visa motivar o interesse da comunidade educativa
pelo Museu, património e história locais, através de um conjunto diversificado de actividades ligadas aos
espaços e exposições do Museu e à cidade de Faro. Do conjunto, destacam-se Oficinas Pedagógicas,
Jogos Educativos, Percursos e Visitas orientadas pela cidade, Museu, Núcleo Museológico do Brinquedo
e ruínas de Milréu, bem como Acções de Formação para professores, educadores e animadores e apoio
a projectos escolares enquadrados na área científica do Museu.
Museu Municipal de Vila Franca de Xira / Vila Franca de Xira: Economia e Sociedade na Instalação do
Liberalismo (1820-1850)
Integrada na colecção Património Local/Edições do Museu, linha editorial orientada para a divulgação de
estudos sobre património e história local, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, em co-edição com
as Edições Colibri e com o apoio do IPM/RPM, publicou o n.º 8 desta colecção intitulado «Vila Franca de
Xira: Economia e Sociedade na Instalação do Liberalismo (1820-1850)», da autoria de Graça Soares Nunes.
Esta edição é um estudo sobre as mudanças ocorridas na actividade económica, essencialmente na
agricultura, após a desestruturação do Antigo Regime no concelho de Vila Franca de Xira.
Rede Portuguesa de Museus | 21
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 22
Museu Nacional de Arte Antiga / Roteirinho do Museu Nacional de Arte Antiga
Foi editado pelo IPM este Roteirinho com texto de Nicha Alvim e ilustrações de Madalena Matoso.
O Passaroco Louco e o Corvo Vicente, amigo de toda a gente, moram no Museu de Arte Antiga há muito tempo.
O primeiro vive numa pintura de Jerónimo Bosch e o segundo numa escultura do século XV. Já tiveram muitas
oportunidades para ver tudo, ouvir muitas conversas e aprender muita coisa. Propõem-se agora ser os guias do
leitor, conduzi-lo num percurso pelos vários espaços do museu e contar-lhe histórias sobre as peças mais emblemáticas.
Museu Nacional da Imprensa / VIII PortoCartoon: Desertificação e Degradação da Terra
O catálogo aborda com humor e sátira como nas últimas décadas têm vindo a degradar-se as condições
de vida e como o nosso planeta se encontra ameaçado por múltiplas violações ao equilíbrio terrestre,
facto que afecta a qualidade de vida de milhões de cidadãos. O catálogo é bilingue (português/inglês),
tem 237 páginas e inclui 16 cartoons premiados e mais de 200 desenhos seleccionados pelo júri internacional
do VIII PortoCartoon-World Festival.
Museu de Olaria / A louça de Barcelos. A louça vidrada
O Museu de Olaria, com o apoio do IPM/RPM, no âmbito do Programa de Apoio à Qualificação de Museus,
publicou o catálogo de louça vidrada de Barcelos, integrado na colecção Cadernos do Museu (nº 4). Na linha
da investigação e valorização do património olárico desenvolvida pelo Museu, o catálogo apresenta um estudo
aprofundado, da autoria de Patrícia Remelgado, Técnica Superior do Museu, sobre a olaria produzida no
concelho de Barcelos, procurando as suas origens históricas e investigando processos e técnicas de produção,
funções e comercialização. O catálogo inclui ainda um glossário anotado, organizado por ordem alfabética.
Museu da Pólvora Negra / Descobri a pólvora! Aventuras na Fábrica da Pólvora de Barcarena
Destinado a crianças dos 6 aos 10 anos, a obra Descobri a pólvora! editada pelo Museu da Pólvora Negra
propõe um conjunto de jogos didácticos concebidos a partir da história, dos espaços e do acervo do Museu,
instalado na antiga Fábrica.
Museu de São Roque / Viagens e lendas de São Francisco Xavier
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com o apoio do IPM/RPM, no âmbito do Programa de Apoio à
Qualificação de Museus, editou a obra de banda desenhada Viagens e lendas de São Francisco Xavier, com
textos da autoria de Helena Alexandra Mantas e Luís Costa, também autor das ilustrações e do arranjo
gráfico. Concebida para alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, com o intuito de divulgar o ciclo pictórico
de André Reinoso, instalado na sacristia da Igreja de São Roque, e temas da História e Arte portuguesas,
a obra é acompanhada por um CD-rom e por uma edição das legendas em língua inglesa.
Museu dos Transportes e Comunicações / Viajar com o Museu
Com o apoio do IPM/RPM, no âmbito do Programa de Apoio à Qualificação de Museus, foi editada pelo
Museu dos Transportes e Comunicações a publicação Viajar com o Museu, onde é divulgada a exposição
itinerante com o mesmo nome. Visando aproximar o Museu da comunidade, esta exposição, composta
por painéis alusivos ao Museu e às suas exposições, por um quiosque interactivo e por miniaturas de
automóveis e programas de animação, tem chegado a escolas, bibliotecas, câmaras municipais, juntas
de freguesia, centros comunitários e culturais, auditórios, hospitais, centros de saúde e estabelecimentos
prisionais desde o seu início, em Janeiro de 2005.
22 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 23
Agenda
Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso
De Rodin a Kandinsky, a Miró... Colecção Lamerdin
Até 28 de Janeiro de 2008
Exposição temporária patente no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso
desde 28 de Outubro de 2006 a 28 de Janeiro de 2007.
A Colecção Lamerdin advém da cidade alemã, geminada com Amarante –
Wiesloch e é composta por 63 obras. A mostra conta com pinturas, esculturas
e serigrafias de um grande número de conceituados artistas internacionais como
Pablo Picasso, Joan Miró, Auguste Rodin, Wassily Kandinsky ou Martin Mayer.
Alameda Teixeira de Pascoaes | 4600-011 Amarante | Tel.: 255 420 272/233 | Fax: 255 420 202/203
[email protected]
Casa-Museu Dr. Anastácio
Gonçalves
Serviço educativo
Serviço Educativo
Descobertas matemáticas na Mundet
Praça 1.º de Maio, n.º 1 2840-485 Seixal
Exposições
O mergulho… da cortiça
Tel.: 21 097 61 12 (às 2.as feiras)
Hans Christian Andersen
público escolar/ensino básico
Fax: 21 097 61 13
Até 7 de Janeiro de 2007
[email protected]
Visitas Guiadas
www.cm-seixal.pt/ecomuseu
20 Minutos com Arte – Conversas à Hora de Almoço
Negócios da China – Portugal e a Porcelana Chinesa
Breve Viagem – Mobiliário da CMAG
Museu de Alberto Sampaio
Relaxe com a Pintura Naturalista
Actividades
Um Pintor, Um Arquitecto, um Coleccionador
Visita Geral às Colecções
Actividades
Marcação prévia
Ateliers de Expressão Artística
Visita Temática
“O mergulho… da cortiça”
Ecomuseu Municipal do Seixal/CDI – Carla Costa,
2005
Visitas Leves
Visita Rimada
Cinco Peças, Cinco Histórias
Contas-me um conto? O ponto acrescento-o eu
O ratinho da cortiça
Quem Quer Ser Historiador
Cortar para criar ateliê de recorte de papel
público escolar/ensino básico
Visitas Temáticas
Construção de Teatrinhos de Papel
Máscaras de Carnaval em cortiça
O Românico e o Gótico no Museu
A pintura da CMAG ao tempo de Andersen
público juvenil e adulto/famílias
O Barroco na Sala de Santa Clara
Procura a cara-metade
11 de Fevereiro de 2007
O Tesouro de N.ª Sr.ª da Oliveira
3 aos 6 anos
Dossiê Didáctico n.º 4: Os núcleos Urbanos Antigos:
A Pintura do Museu
Porcelana: vem inventar a tua!
Amora, Arrentela e Seixal – Materiais
D. João I e Guimarães
7 aos 12 anos
Lançamento: 28 de Março de 2007
Ateliê Sobre D. João I e a Sua Época
Histórias do Antigo Testamento
O Mobiliário em Peddy-Papper
7 aos 12 anos
Núcleo Naval
Mãos que Falam
Completar uma peça de Mobiliário
Exposição
Visitas de Descoberta
7 aos 10 anos
Barcos, Memórias do Tejo
Pé-Ante-Pé no Museu
Atelier de Desenho a Carvão
Exposição de longa duração
Roteirinho dos Animais
15 aos 18 anos
Serviço educativo
Roteirinho da Música
Estaleiro de brincadeiras
Roteirinho dos Anjinhos
Avenida 5 de Outubro, 6-8
Dança dos barcos
Roteirinho do Menino Jesus
1050-055 Lisboa
público pré-escolar e do ensino básico
Roteirinho da Virgem Maria
Tel.: 21 354 08 23/09 23
Jogando a pares
Roteirinho das Adivinhas
Fax: 21 354 87 54
público escolar/ensino básico
Visitas Animadas
[email protected]
Barcos em Dominó
Diálogo em Santa Clara
www.cmag-ipmuseus.pt
público juvenil e adulto/famílias
Magia no Museu: Imagens com Vida
Teatro de Marionetas: Como D. João I tomou a Vila
Núcleos Urbanos Antigos
de Guimarães!
Ecomuseu Municipal do Seixal
Serviço educativo/visitas temáticas
Ateliê sobre D. João I e a sua época
Núcleo da Mundet
A pé pelo Seixal
Ateliê de Escrita Criativa
Exposições
A pé pela Arrentela
O Museu vai à Escola
A cortiça na fábrica: a preparação
público escolar/ensino básico
Maleta Pedagógica: Bordados de Guimarães
Exposição de longa duração
A pé pelo Seixal, comemorando a Festa da Árvore
Maleta Pedagógica: Jogos Medievais de Tabuleiro
A Indústria corticeira na actualidade
público juvenil e adulto/famílias
Visitas ao centro histórico de Guimarães
Até Fevereiro de 2007
25 de Março de 2007
À Descoberta da Praça da Oliveira
Rede Portuguesa de Museus | 23
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 24
À Descoberta da Praça da Oliveira e da Praça de Santiago
Serviço educativo
Casa Moutinho
À Descoberta do Centro Histórico
Visitas Temáticas
Rua dos Malgos
A pensar nos Professores e nos guias turísticos
Janeiro a Março de 2007
5155 Freixo de Numão
Visitas Guiadas às Colecções
O Convento de Jesus e a vida conventual
Tel./Fax.: 279 78 95 73
Escolha Você, Nós Ajudamos
do ensino pré-escolar ao ensino secundário
[email protected]
Encontros de História Local
A Princesa e o Convento
Dias especiais a comemorar
ensino pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos do ensino básico
Dia dos Namorados – 14 de Fevereiro
Museu de Cerâmica
Dia do Pai – 19 de Março
Exposição
Dia da chegada da Primavera/Dia da Árvore
O Advento
21 de Março
ceramista Armando Correia
Dia da Água – 22 de Março
Até 8 de Janeiro 2007
Visitas adaptadas a população com deficiência visual
D. João I e Guimarães
A Vida Conventual das Freiras Clarissas
Xadrez no Museu
Viagem pelo Barroco
Rua Alfredo Guimarães 4810-251 Guimarães
2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário
Tel.: 253 423 910 ou 253 423 916
Aventura Matemática no Museu
Fax: 253 423 919
1.º ciclo do ensino básico
[email protected]
[email protected]
Rua Santa Joana Princesa 3810-329 Aveiro
Tel.: 234 423 297 Fax. 234 421 749
[email protected]
Museu de Angra do Heroísmo
Actividades
Visitas Guiadas
Visitas Temáticas
Exposição
04/05 Escultura – Exposição de Finalistas de Escultura
Museu do Brinquedo de Sintra
Oficinas de descoberta do Japão e da sua cultura
2004/2005 da Faculdade de Belas Artes da Universidade
Exposições
Oficinas de Haikai (poesia japonesa)
de Lisboa
Bombeiros, Heróis de Sempre
ensino básico e ensino secundário
Até 25 de Fevereiro de 2007
Até 4 de Fevereiro de 2007
Visitas orientadas salientando a influência do Oriente
nas colecções de cerâmica do Museu
Rua Visconde de Monserrate, 26 2710-591 Sintra
público em geral
Tel.: 21 910 60 16 Fax: 21 923 00 59
Oficina de origami e pintura
[email protected]
1.º e 2.º ciclos
www.museu-do-brinquedo.pt
Hora do Conto Japonês
Rua Dr. Ilídio Amado
Museu do Caramulo
2500-017 Caldas da Rainha
Edifício de São Francisco
Exposição
Tel.: 262 840 280
9701-875 Angra do Heroísmo
Hereditas, de Vasco Araújo
Fax: 262 840 281
Tel.: 295 213 147/48
Até 29 de Abril de 2007
[email protected]
Fax: 295 213 137
[email protected]
Museu de Arte Sacra
Rua Jean Lurçat, 42 3475-031 Caramulo
Tel.: 232 861 270 Fax: 232 861 308
Museu do Chiado
[email protected]
Exposição
www.museu-caramulo.net
Retrato e Figura na Colecção do Chiado
Exposição
Até 7 de Janeiro de 2007
The Home Planet
Remains, de Graça Pereira Coutinho
Museu da Casa Grande
Catarina Simões
Exposições
Até 7 de Janeiro de 2007
Rua do Bispo, 21 9000-073 Funchal
Freixo de Numão: o Tempo e o Lugar
Pine Flat
Tel.: 291 228 900 Fax: 291 231 341
Fotografias recolhidas entre a população
Sharon Lockhart
[email protected]
Até 31 de Março de 2007
Festival Europeu Temps d’Images, Lisboa
Até 31 de Janeiro de 2007
Filmes e fotografias
Até 7 de Janeiro de 2007
Museu de Aveiro
Serviço Educativo
O Museu de Aveiro encerrou ao público dia 1 de
Visitas orientadas desenvolvidas num âmbito pedagógico
Julho de 2006 para obras de ampliação e qualificação.
Será mantido um circuito de visita de acordo com as
Rua Serpa Pinto, n.º 4
necessidades impostas pela obra.
1200-444 Lisboa
Exposições
Tel.: 21 343 21 48
Desenhos da Prisão, de Malangatana
Fax: 21 343 21 51
Até Janeiro de 2007
[email protected]
24 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 25
Rotação do Circuito Permanente – Têxteis
Museu das Comunicações
Até Dezembro de 2007
Museu da Guarda
Exposição
Arqueologia, Colecções de Francisco Tavares Proença
Serviço Educativo
Vencer a Distância – Cinco Séculos de Comunicações
Até Dezembro de 2007
Visitas guiadas
em Portugal
Visitas temáticas
Largo da Misericórdia
Às Terças no Museu da Guarda
6000-462 Castelo Branco
– Pinturas Adoração dos Magos e Anunciação do
Tel.: 272 344 277 Fax: 272 347 880
Anjo a Nossa Senhora
[email protected]
– Escultura Anunciação
www.ipmuseus.pt
Maletas pedagógicas
Estopinhas da Avó – O Ciclo do Linho
Viajando pelas estelas – signos de espiritualidade no
Museu Etnográfico e
Arqueológico Dr. Joaquim Manso
Casa do Futuro Inclusiva
arco atlântico europeu
Serviço Educativo
Rua General Alves Roçadas, 30
Visitas temáticas
6300-663 Guarda
Um olhar em redor
Tel.: 271 213 460
Artes de pesca e construção naval
Fax: 271 223 221
Histórias do mar para contar, recontar e ilustrar
[email protected]
Peddy-paper
Algibeira – Objecto do mês
Museu de Lamego
Rua D. Fuas Roupinho – Sítio
Serviço Educativo
2450-065 Nazaré
Conversas na Biblioteca
Tel.: 262 562 801
A partir de Janeiro de 2007
Fax: 262 561 246
3.º ciclo do ensino básico, ensino secundário e superior,
[email protected]
professores
À Descoberta do Museu
Mala-posta
2.º e 3.º ciclos do ensino básico
Permanentes
Museu de Évora
Visitas temáticas
Desenhos, Originais de Selos – Estado da Índia
Exposição
Os Segredos do Barroco
Design Inclusivo
Escultura Naturalista do Museu de Évora. A Colecção
ensino secundário e superior
Trabalhos da Escola Universitária das Artes de Coimbra
Barahona
Grão Vasco na Sé Catedral
Aqui há gato
Até Maio de 2007
3.º ciclo do ensino básico e secundário
A transmissão do conhecimento – do códice à palavra
Fio a Fio… (tapeçarias flamengas)
impressa
Delegação Regional de Cultura
todos os graus de ensino
Até Fevereiro de 2007
Rua dos Burgos, n.º 1 – Évora
O Mapa das «Descobertas» – Percursos
Serviço Educativo
Durante a semana: 9h30-12h30 e das 14h00-18h00
3.º Ciclo do ensino básico
Os testes do Jarbas – 1.º ciclo
Do Museu ao Convento
O Mestre Sabichão – 1.º e 2.º ciclos
Serviços Técnicos e Administrativos
2.º e 3.º ciclos do ensino básico
Movimento de Internetização do Selo – 1.º e 2.º ciclos
provisoriamente na Igreja das Mercês
(re)Desenhar o Museu
A Avozinha do Futuro – 1.º e 2.º ciclos
Rua do Raimundo
ensino básico e secundário
A Dama da Mala-Posta – a partir do 1.º Ciclo
7000-661 Évora
Eventos
A Oficina da Escrita – 3.º ciclo e secundário
Tel.: 266 702 604
Bienal da Prata
Peddy Paper – Uma missão de espionagem pelo Museu
Fax: 266 708 094
Até 28 de Fevereiro de 2007
Famílias
[email protected]
Santos Design Distrit
Largo de Camões
Projecto de dinamização da zona de Santos – exposições,
5100-147 Lamego
espectáculos e gastronomia
Museu Grão Vasco
Tel.: 254 600 230
Últimas quintas-feiras de cada mês, até às 22h00
Projecto Itinerante “Museu Porta a Porta”
Fax: 254 655 264
Maqueta dos núcleos do Museu com imagens e
[email protected]
Rua do Instituto Industrial, 16
réplicas das colecções mais significativas; apresentação
1200-225 Lisboa
em “Powerpoint” de imagens de obras expostas no
Tel.: 21 393 51 59
Museu.
Museu Leonel Trindade
Fax: 21 393 50 06
Público-alvo: Escolas Básicas (1.º Ciclo) mais distantes, Lares
Exposição
[email protected]
de 3.ª Idade, Instituições de deficiência, Hospitais, Prisões,
Zambujal, Vida, Guerra e Comércio no 3.º Milénio
entre outros.
AC
Serviço Educativo
Museu de Francisco Tavares
Proença Júnior
Paço dos Três Escalões
Oficinas Temáticas
3500-195 Viseu
Pintura, Jogo, Moagem
Exposições
Tel.: 232 422 049
pré-escolar
Barata Moura – Retrospectiva
Fax: 232 421 241
Cerâmica, Jogo, Ornamentos
Até 22 Janeiro de 2007
[email protected]
1.º ciclo
Rede Portuguesa de Museus | 25
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 26
Oficinas de Desenho à Vista
Polimento e Encabamento de Pedra, Pigmentos
2.º ciclo
Museu da Música
Concertos Comentados de Piano na Igreja da Madre
Talhe de Pedra, Tiro com Arco ou Propulsores
Serviço Educativo
de Deus
3.º ciclo e secundário
De ouvidos bem abertos
Visitas Temáticas adequadas a diversos graus de ensino
Cerâmica, Ornamentos
Exploração de instrumentos musicais a partir da peça
Programa para Cegos – Outros Olhares
escolas profissionais/3.ª idade/outros
musical de Prokofiev “Pedro e o Lobo”
contacto táctil com azulejos relevados, talha e pedra
7 aos 12 anos
Aspectos e Instrumentos da Música Barroca
Rua da Madre de Deus, 4
a partir dos 13 anos
1900-312 Lisboa
Babar, o pequeno elefante
Tel.: 21 810 03 40
5-8 anos
[email protected]
Uma aventura na terra dos Trolls
6-15 anos
Música em míudos/Brincar aos clássicos
Museu Nacional de Etnologia
5-8 anos, 9-12 anos, 13-16 anos
Reservas Visitáveis
Teatrinho dos animais
Galerias da Vida Rural
3-6 anos
Visita guiada com marcação
Fagotes e companhia
3.ª feira, das 14h às 17h, e 4.ª feira, das 10h às 12h30 e das
Audição da peça de Benjamin Britten “Guia da
14h às 17h.
Orquestra para Jovens”; visita ao Museu dando ênfase
Visita guiada sem marcação
aos instrumentos
horário de funcionamento do Museu, às 10h30 e às 14h30.
13-15 anos
Coisas de Pastor...
Quatrocentos aos quadradinhos
Visita guiada + atelier
Extractos musicais dos Segréis de Lisboa acompanham
Público-alvo: 3-12 anos
os “quadradinhos” de José Garcês que contam a vinda
Marcação prévia
do Duque da Borgonha a Portugal.
Galerias da Amazónia
9-15 anos
Visita guiada com marcação
3.ª feira, das 14h00 às 17h00, e 4.ª feira, das 10h00 às 12h30
Estação do Metropolitano Alto dos Moinhos
e das 14h00 às 17h00
Rua João de Freitas Branco
Visita guiada sem marcação
1500-359 Lisboa
horário de funcionamento do Museu, às 11h30 e às 15h30.
Tel.: 21 771 09 90
Fax: 21 771 09 99
Avenida Ilha da Madeira
[email protected]
1400-203 Lisboa
www.museudamusica-ipmuseus.pt
Tel.: 21 304 11 60
Fax: 21 301 39 94
[email protected]
Museu Nacional de Arte Antiga
[email protected]
Exposições
www.mnetnologia-ipmuseus.pt
Frei Carlos e o belo portátil – Uma nova pintura na
colecção do MNAA
Até 4 de Fevereiro de 2007
Museu Nacional da Imprensa
Convento da Graça
Visitas guiadas
Exposições
Largo 25 de Abril
Domingos: 7 de Janeiro e 4 de Fevereiro de 2007
José Saramago segundo Agostinho Santos:
Pintura e Desenho
2560-287 Torres Vedras
Tel.: 261 31 04 84/5
Rua das Janelas Verdes
Fax: 261 31 04 84
1249-017 Lisboa Codex
[email protected]
Tel.: 21 391 28 00
[email protected]
Fax: 21 397 37 03
[email protected]
Museu Municipal de Etnografia
e História da Póvoa do Varzim
Museu Nacional do Azulejo
Exposição
Presépio da Madre de Deus
O Mar e a Arte no Museu da Póvoa de Varzim
Capela de Santo António anexa ao Coro do Convento
Até Janeiro de 2007
da Madre de Deus
Serviço Educativo
Rua do Visconde de Azevedo, 17
Visitas de Descoberta em Família
4490-589 Póvoa de Varzim
Visitas Comentadas às exposições e aos espaços
Tel.: 252 616 200
conventuais do Museu
Eça em Caricatura
Fax: 252 616 200
Oficinas de Pintura de Azulejo
(autores portugueses e brasileiros)
[email protected]
Oficinas de Modelação
Até 31 de Março de 2007
26 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 27
Memórias Vivas da Imprensa
Técnicas de Batik, por Maria Helena Pires
Atelier para a descoberta da música através da audição
Homenagem a Rodrigo Álvares, primeiro impressor
Jardim de Barro: O B à Bá da Cerâmica, por Dulce
informal e da experimentação de instrumentos
português
Alves
dos 4 aos 12 anos
Exposição permanente
O Jazz vai ao Museu
No meu tempo...
O Cinema vai ao Museu
Troca de experiências entre gerações
Estrada Nacional 108, n.º 206
Iniciação às diferentes profissões ligadas ao cinema
alunos do 1.º Ciclo e utentes de Lares ou da Universidade da
4300-316 Porto (Freixo)
Camaleão (12 aos 36 meses e dos 3 aos 6 anos)
Terceira Idade
Tel.: 22 530 49 66
Atelier de Tecelagem, por Isabel Bordaleiro
Olhar ouvir e sentir o Museu
Fax: 22 530 10 71
As Histórias vêm ao Museu, por Virgínia Silva
Exploração do museu através de um objecto – uma
[email protected]
Visita Guiada ao Parque do Monteiro-Mor
pintura, uma harpa, um relógio ou um retrato…
www.imultimedia.pt/museuvirtpress
Rui Costa, Arq. Paisagista responsável
dos 4 aos 12 anos
Palavras ilustradas
Largo Júlio de Castilho
No âmbito do projecto [email protected].
Lumiar 1600-483 Lisboa
pt/Netecrit@3, encontros onde se poderão ouvir os
Tel.: 21 758 85 37
autores ler as suas obras, ver o artista plástico José
Exposições
[email protected]
Miranda desenhar as palavras ouvidas e escutar a
Lumen
www.museudotraje-ipmuseus.pt
intérprete musical Matilde Rocha acompanhando
Museu Nacional de Soares
dos Reis
essas duas linguagens.
André Gomes
Até 28 de Janeiro de 2007
dos 6 aos 14 anos
Dordio Gomes na colecção de arte Millennium bcp
Museu Nogueira da Silva
Conversas com a pintura
Até Fevereiro de 2007
Galeria da Universidade
Actividades de apreciação artística a partir da pintura
Famílias nos Museus
Cursos Livres
da “Senhora da Meia Laranja”.
Actividades educativas nos Museus do Porto
Questões, Imagens, Textos, por Carlos França
dos 4 aos 14 anos
4.º sábado de cada mês
Dezembro de 2006 – Janeiro de 2007
Marcação prévia
Atitudes perante a morte, por António Cruz Mendes
Av. Central, 61
Oficinas
Fevereiro de 2007
4710-228 Braga
Marcação prévia
História da Fotografia, por Nuno Borges Araújo
Tel.: 253 601 275 Fax: 253 264 036
Março-Abril de 2007
[email protected]
Palácio dos Carrancas I
Ateliê de Serigrafia, por Isabel Jácome
Rua D. Manuel II
Vasconcelos – Primavera 2007
4050-342 Porto
Colóquio
Museu do Papel Moeda
Tel.: 22 339 37 70
Cultura e Migração
Serviço Educativo
Fax: 22 208 28 51
Fevereiro, 2007
A Brincar, a brincar, se aprende a comprar
[email protected]
Ciclo de Concertos
5-12 anos
programação de Maria João Araújo
A Princesa do Douro – 5-12 anos
Janeiro: trio – canto, piano, violoncelo
Histórias d’Ouro – 1.º ciclo do ensino básico
Museu Nacional do Traje
Fevereiro: recital de piano solo
História do Papel Moeda em 5 Actos
Exposições
Março: música renascentista – canto e alaúde
1.º ciclo do ensino básico
Luvas Tradicionais da Estónia – Séculos XIX e XX
Abril: quinteto de cordas e piano
O Museu sai à Rua – 1.º ciclo do ensino básico
Até 4 de Março de 2007
Maio: canto e piano
Trilhas e Tricas – 5-12 anos/ATL’s /Famílias
Fibras de Luz
Junho: concerto de Jazz
A Memória do Dinheiro – secundário e escolas profissionais
Instalação de Natércia Caneira
Programação da Galeria
Quem conta um conto… – todas as idades
Até 31 de Janeiro de 2007
Exposição de Autores Luso-descendentes
Bancos Familiares do Porto – Famílias
Sala dos Teares
Dezembro de 2006 a Fevereiro de 2007
Visitas adequadas a públicos com necessidades
Exposição permanente
Helena Santos – pintura
especiais
Espectáculos
Philippe Denis – pintura
Marcação prévia
Miguel Santaria – cerâmica
Uma Bailarina no Museu
Adelina Lopes – desenho, pintura
Atelier/Espectáculo de dança contemporânea que
Serviço Educativo
proporciona o contacto directo com a dança e com
Visitas gerais
o corpo como veículo de comunicação. Interpretado
+ atelier de pintura – dos 4 aos 14 anos
por Ainhoa Vidal e coreografado por Aldara Bizarro.
Visitas temáticas
Das Pessoas em Pessoa
Pano p’ra mangas vestuário na pintura
Abordagem à poesia de Fernando Pessoa e seus
dos 6 aos 12 anos
heterónimos, pelo actor Ricardo Bargão.
À procura da bicharada descoberta de objectos através
Maria… a Diva
dos animais neles representados
Introdução ao belo canto, pelo contratenor Luís Peças
dos 4 aos 10 anos
e S.A Marionetas.
O Retrato retratos em fotografia e em pintura/cenários
Avenida da Boavista, 4245
Serviço Educativo
fotográficos
4100-140 Porto
Marcação prévia
dos 4 aos 12 anos (trazer máquina fotográfica)
Tel.: 22 610 11 89
Clube Aventura
Actividades
Fax: 22 610 34 12
Iniciação aos desportos radicais no Parque do
Música em construção
www.facm.pt
Monteiro-Mor.
Orientação: Violoncelista Matilde Rocha
[email protected]
Rede Portuguesa de Museus | 27
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 28
Outras Notícias
Em Memória de José Sommer Ribeiro
Permito-me começar este texto de memória e
com uma segurança inaudita, sempre em crescendo
homenagem com um apontamento pessoal. Em 1984,
até meia hora antes da inauguração. As últimas horas
por sugestão do Prof. José-Augusto França, iniciei uma
foram gloriosas: com a adrenalina no máximo, feliz e
colaboração, com alguma sistematicidade, no então
acutilante, desfazia o que tinha feito na véspera, pedia
Departamento de Documentação e Pesquisa do Centro
conselhos que não seguia, num diálogo mudo,
de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian,
apaixonadíssimo, com as paredes que iam acolhendo
recém-inaugurado. Numa pequena equipa coordenada
as peças. Creio que aprendi, nesses dias, tudo o que
por Margarida Acciaiuoli, e em que sempre trabalhei
sei (que nada tem que ver com o que ele sabia) sobre
com a Maria Helena de Freitas, tive a minha primeira
montagem de exposições.
experiência de investigação em história da arte, com
José Sommer Ribeiro tinha uma funda veneração pela
a finalidade de produzir e documentar actividades
Fundação Calouste Gulbenkian onde teve a felicidade
expositivas. De imediato, a ciclópica tarefa em que
de trabalhar. Devemos-lhe um papel crucial na definição
mergulhámos foi o catálogo de Almada Negreiros
do programa museológico do Museu Calouste
para acompanhar a exposição, inaugurada em 1986.
Gulbenkian, nomeadamente na articulação, generosa,
Foi neste contexto de trabalho que conheci Sommer
interventiva mas discreta, entre a equipa dos
Ribeiro. A bela figura, que manteve até ao final, era
conservadores (dirigida por Maria José Mendonça) e
uma presença fortíssima, impondo autoridade com
a equipa dos projectistas (Ruy Athouguia, Pedro Cid
afectiva bonomia. Entre muitas tarefas, coube-me, por
e Alberto Pessoa) que eram todos seus amigos, bem
decisão dele, inventariar obras de Almada em colecções
como a equipa de consultores internacionais de que
particulares, com uma metodologia que se desenrolou
foi o mais constante e sólido apoio.
magnificamente: o Arquitecto (sempre o tratámos
Depois, durante vinte anos, Sommer dirigiu o Serviço
assim) ia elaborando uma lista de possibilidades,
de Exposições da Fundação, treinando equipas,
baseado nos seus infindáveis conhecimentos pessoais
experimentando permanentemente novas soluções e,
e, certamente, com a boa ajuda de José de Almada
sempre, dispondo-se a pôr o seu cada vez mais
Negreiros, filho do artista. Fazia depois os telefonemas
profundo saber ao serviço de todos os que lhe
e marcava as visitas. Foi deste modo expedito que
solicitavam apoio, de uma ponta a outra do país. Ao
tive a sorte de conhecer quase todos os grandes
mesmo tempo, iniciou a mais convicta batalha da sua
coleccionadores de arte portugueses, contando sempre
vida: apoiar e promover a arte contemporânea
com a ajuda do Arquitecto para tornear as dificuldades
portuguesa, num trabalho paralelo (mas autónomo)
que iam surgindo (naqueles anos, uma década depois
em relação ao Serviço de Belas-Artes que concedia
do 25 de Abril, ainda campeava muita desconfiança
bolsas de estudo. Nesses anos difíceis, ele foi o amigo
na abertura de portas privadas...). Posso testemunhar
de quase todos os artistas e coleccionadores,
assim as superiores qualidades que, mais tarde, nunca
estimulando, aconselhando, promovendo com um
deixei de confirmar: a simplicidade de trato, a discrição
objectivo que para ele sempre foi claríssimo: convencer
de actuação, o empenho apaixonado pelo trabalho,
o Dr. Perdigão (assim designava ele o Presidente da
a consideração de que gozava em todos os meios.
Fundação) da necessidade de criar um Museu para a
Cito ainda outro aspecto do modo de trabalhar do
Arte Moderna Portuguesa.
Arquitecto, sem dúvida o que mais me impressionou.
Conseguiu-o, finalmente, e o CAM tudo lhe deve: o
Testemunhei-o, pela primeira vez, exactamente durante
programa base, o apoio constante e esclarecido ao
a montagem da exposição retrospectiva de Almada
projectista Leslie Martin, as instalações técnicas que,
Negreiros, em 86. Perante largas dezenas de obras,
hoje ainda, vinte e três anos depois da inauguração,
de técnicas e formatos bem diversos, ele avançava
são das mais modernas, eficazes e prospectivas em
28 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 29
Portugal. Durante os 10 anos seguintes, o CAM foi
continua a ser, no panorama português, um dos mais
uma espécie de alter ego do Arquitecto que dirigia
belos, eficazes e dinâmico que, homenageando o casal
todos os sectores, das aquisições à programação,
de artistas que lhe dá o nome, realizou um extraor-
passando pelas articulações institucionais dentro e fora
dinário conjunto de exposições, nacionais e internacio-
da Fundação. Devemos-lhe a primeira e única colecção
nais, sempre articuladas com as questões estéticas da
de arte portuguesa que cobre todo o século XX, com
contemporaneidade.
imensa generosidade de opções que considero
Confesso que ainda ali não voltei depois da morte de
fazedoras de História. Devemos-lhe também exposições
Sommer Ribeiro. Mas sei, com comovida saudade,
antológicas ou retrospectivas da maior qualidade,
que vou encontrar, por todo o lado, a memória dos
nacionais e internacionais, que, apesar das dificuldades,
seus gestos e o testemunho da sua rara grandeza.
permitiram algum reconhecimento da arte portuguesa
Chamava-lhe “arquibelo” e ele ria-se de mansinho.
nas cenas mundiais.
Espero que, também para o homenagear, se possa
Quando chegou ao fim da sua carreira na Gulbenkian,
dar continuidade aos seus projectos, entre os quais,
Sommer assumiu, em exclusividade, o último grande
sempre esteve, a aquisição das obras da Colecção
projecto da sua vida: a Fundação Arpad Szènes-Vieira
Jorge de Brito ali depositadas. T
da Silva de que foi projectista, museólogo e sábio
Raquel Henriques da Silva
director. Inaugurado em 1994, este pequeno Museu
13 de Novembro de 2006
Programa Cultura 2000: projectos de Museus
da RPM
A partir da recente publicação Programa Cultura 2000
seguida da área das Artes Visuais (com 3 projectos e
PORTUGAL. Ministério da Cultura. Ponto de Contacto
– Projectos apoiados envolvendo entidades nacionais1,
3 museus envolvidos) e das áreas da Cooperação
Cultural – Programa Cultura 2000: projectos apoiados
é possível verificar uma expressiva participação de
Cultural em Países Terceiros e da Literatura, Livros e
museus que integram a Rede Portuguesa de Museus
Leitura (1 projecto e 1 museu envolvido para cada
(RPM).
uma das áreas).
Regista-se um total de 14 projectos onde participaram
Relativamente a outros museus portugueses, destacam-
18 Museus da RPM. Como seria de esperar, a área
-se 9 projectos, com o envolvimento de 9 instituições
funcional com maior expressão é a do Património
(museus e uma associação, a APOREM, que abrange
Cultural (com 9 projectos e 15 museus envolvidos),
museus da RPM). T
1
envolvendo organismos nacionais [2000-2005]. Lisboa:
Ponto de Contacto Cultural, 2006. 337 p. ISBN 98920-0343-8
Programa da Cultura (2007-2013)
Encontram-se abertas as candidaturas para o novo Programa da Cultura (2007-2013) promovido pela União
Europeia, abrangendo Projectos Plurianuais de Cooperação (com duração entre 3 e 5 anos), Acções de Cooperação
(com duração até 24 meses), Projectos de Tradução Literária e o Prémio anual da União Europeia no domínio
Informações e contactos
do Património Cultural. A data limite para apresentação das candidaturas é dia 28 de Fevereiro de 2007.
Ponto de Contacto Cultural
www.cultura2000.min-cultura.pt
Rede Portuguesa de Museus | 29
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 30
Jornadas Europeias do Património
As Jornadas Europeias do Património (JEP), iniciativa
Continental e as Regiões Autónomas da Madeira e,
anual do Conselho da Europa e da União Europeia que
pela primeira vez, dos Açores, englobando: visitas
envolve mais de 50 países no âmbito da sensibilização
guiadas e temáticas, espectáculos artísticos (música,
dos povos europeus para a importância da salvaguarda
dança, teatro, circo, teatro de marionetas/fantoches),
do Património, foram celebradas em Portugal nos dias
exposições, animação de rua, recriações e encenações
22, 23 e 24 de Setembro de 2006, sob a Coordenação
históricas, workshops, palestras, conferências, debates
Nacional do Instituto Português do Património
e seminários, sessões de leituras de contos, poesia e
Arquitectónico (IPPAR).
lendas, rotas patrimoniais, itinerários culturais, peddy
O IPPAR, em colaboração com um grande número de
papers e rally papers, ateliês lúdicos e oficinas
entidades de 118 Concelhos, levou a efeito um
pedagógicas, jogos tradicionais, de época e jogos de
programa que englobou 550 iniciativas em 400 locais
descoberta, feiras e festivais, lançamento de publicações,
diversos, contando com a participação de 188
documentários, filmes. Nestas Jornadas participaram,
instituições públicas e privadas, entre as quais se
com actividades muito diversificadas, 20 museus da
destacam museus integrados na RPM.
RPM, localizados de norte a sul do território continental
As actividades culturais abrangeram todo o Território
e na Região Autónoma dos Açores. T
Semana da Ciência e da Tecnologia
– Centenário de Rómulo de Carvalho
O Dia Nacional da Cultura Científica é celebrado no dia
Neste âmbito, vários museus que integram a Rede
24 de Novembro, data de nascimento de Rómulo de
Portuguesa de Museus organizaram eventos diversificados,
Carvalho, comemorando-se este ano o respectivo
entre os quais se destacam a exposição Rómulo de
centenário. Em torno desta comemoração, entre 20 e
Carvalho/António Gedeão: Evocação através da Imprensa
25 de Novembro decorreu mais uma Semana da Ciência
(Museu Nacional da Imprensa), a conferência Rómulo de
e da Tecnologia, organizada pela Ciência Viva – Agência
Carvalho, pedagogo e divulgador da Ciência (Museu da
Nacional para a cultura Científica e Tecnológica, onde
Ciência da Universidade de Lisboa), as visitas Dia Nacional
instituições científicas, universidades, escolas, associações
da Cultura Científica – Evocação de Rómulo de Carvalho
e museus promoveram actividades para que pudessem
(Museu Nacional de Arqueologia e Centro Português de
ser respondidas algumas questões, como: «Que ciência
Geo-História e Pré-História) e as oficinas/workshops Com
se faz em Portugal? Quem são os nossos cientistas? Como
a Ciência e a Arte nas mãos… vês as cores como elas são
trabalham? O que investigam? Que resultados obtêm?»
(Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves). T
7.º Encontro do Comité dos Museus Casas
Históricas do ICOM-DEMHIST e 2.º Encontro
de Casas-Museu
A tipologia casa-museu está a viver momentos de
abordadas e alargam os horizontes de instituições
assinalável dinamismo, não só a nível nacional como
museológicas que se inscrevem em espaços muito
internacional. Sucedem-se os encontros entre pro-
diversificados, albergam colecções de todas as tipologias
fissionais e novas e interessantes perspectivas são
e permitem leituras pluridisciplinares fascinantes.
30 | Boletim Trimestral
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 31
O 7º Encontro anual do DEMHIST decorreu em Valetta,
de Casas-Museu. A iniciativa contou com o apoio da
Malta, de 10 a 13 de Outubro, organizado pela
Câmara Municipal de Cascais, que cedeu as instalações
Heritage Enterprise. Com a colaboração do ICOM local
e se associou ao projecto. Dia 10 a jornada de trabalhos
e das autoridades locais (o Encontro foi oficialmente
iniciou-se com algumas comunicações enquadrando
aberto pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros), contou
o tema, discutindo-se de tarde os Estatutos da futura
igualmente com o apoio de várias instituições e
associação. No dia 11, no espaço da Casa Museu
indivíduos proprietários de casas históricas.
Verdades de Faria debateram-se aspectos práticos
O tema escolhido para 2006 foi Managing the past
relativos à criação e primeiras iniciativas deste grupo
for the future, sustaining Historic House Museums in the
de trabalho.
21st century. As sessões de trabalho propunham a
A nova associação assume-se como espaço de debate,
reflexão sobre três grandes temas Integrated planning
partilha de dificuldades e projectos e visa promover
for historic house museums, capacity building and
actividades e divulgação conjuntas, contribuir para a
Professional developmnet e finalmente Ethics and
formação e desenvolvimento de profissionais e
principles in historic house museums. Os debates foram
instituições envolvidas.
animados e constatou-se a ausência quase generalizada
Nesta primeira fase estão envolvidas as instituições
de normas integradas para património imóvel e móvel,
que promoveram este II Encontro: Rede de Museus
sendo este um dos grandes desafios que se colocam
de Cascais, Casa-Museu Dr Abel Salazar, Casa-Museu
a este comité do ICOM.
João Soares e a Comissão Nacional Portuguesa do
O próximo encontro terá lugar em Viena de Áustria,
ICOM – DEMHIST, aos quais se associaram a Casa-
quando da Assembleia Geral do ICOM, que se realizará
-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, a Casa-Museu Fernando
em Agosto de 2007.
de Casto e a Casa-Museu Teixeira Lopes. T
No Centro Cultural de Cascais, a 10 e 11 de Novembro
último, reuniu o 2º Encontro de Casas-Museu durante
Maria de Jesus Monge
o qual nasceu oficialmente a Associação Portuguesa
Museu Biblioteca da Casa de Bragança – Paço Ducal de Vila Viçosa
Museus, Discursos e Representações
Edições Afrontamento, Novembro 2006
Foram recentemente publicados os textos do Colóquio
relação com os públicos, nas suas colecções, nas suas
Museus Discursos e Representações, organizado pela
exposições, na sua arquitectura. Quais são os contornos
Secção de Museologia do Departamento de Ciências e
destas representações museológicas? Como se constituem
Técnicas do Património da Faculdade de Letras da
como um tipo de argumento? Que tipos de argumentos
Universidade do Porto e que teve lugar no Porto em
são apresentados? Porque são importantes? Quais são
Novembro de 2004.
os seus efeitos e consequências na construção do objecto
Os temas propostos pelo colóquio cujas intervenções
museológico, na política museológica e nas suas missões?
agora se publicam exploraram e analisaram diversas
O livro reúne as participações de Alice Semedo, Carla
narrativas museológicas consideradas cruciais na forma
Padró, Elizabeth Hallam, Fernando Paulo Magalhães,
como o objecto museológico se tem constituído e
Helena Barranha, João Teixeira Lopes, Joaquim Pais de
representado, tratando de revelar os pressupostos em
Brito, Nuno Grande, Raquel Henriques da Silva, Scott
que se alicerçam os argumentos implícitos nos discursos
Lash, Ulrich Loock e conta com a apresentação de
e representações museológicas: nos seus textos, na
Manuel Bairrão Oleiro. T
Rede Portuguesa de Museus | 31
Boletim RPM 22
07/01/11
16:50
Page 32
Estrutura de Missão Rede Portuguesa de Museus
Calçada da Memória, 14 • 1300-396 Lisboa
Tel: 351. 21 361 74 90
Fax: 351. 21 361 74 99
[email protected]
www.rpmuseus-pt.org
DESIGN Artlandia
IMPRESSÃO Facsimile
3000 Exemplares
DEPÓSITO LEGAL
Varge. Proclamação das loas.
ISSN 1645-2186
Foto: Benjamim Pereira, 2000.
Encontros
A Química no Século XIX: Espaços e
Jornadas Internacionais A Dimensão
Colecções
Educativa dos Museus de Arte e Centros
1 a 4 de Fevereiro de 2007
Culturais
Organização
27 a 29 de Junho de 2007
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires
Sociedade Portuguesa de Química
Organização
Temas
Centro Cultural Recoleta
Que papel têm os museus, as colecções e os espaços
Temas
na investigação científica, em particular na história da
Linhas teórico-práticas da educação em museus
ciência?
Recursos para a formação dos educadores de Museus
Desafios em torno do património científico na história
de Arte e Centros Culturais
da ciência.
Relação entre o espaço cultural e os diferentes públicos
A importância dos museus e das colecções na sensibi-
Contributos das novas tecnologias para a educação cultural
lização do público para o papel social e cultural da
Informações e contactos
actividade científica.
Departamento de Formación e Instrucción Cultural
A Conferência inclui ainda uma Sessão Pública sobre
Centro Cultural Recoleta, Junín 1930, Piso 1.º, CP 1113
o património científico português, actualmente muito
Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina
disperso e cronicamente pouco valorizado.
Tel.: (54-11) 4807-6340 / (54-11) 4803-1040
Informações e contactos
educació[email protected]
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
www.centroculturalrecoleta.org
Rua da Escola Politécnica, 56
1250-102 Lisboa
Tel.: 21 392 18 60
Fax: 21 390 93 26
Prémio Melhor Museu
Europeu do Ano
[email protected]
www.museu-de-ciencia.ul.pt
Programa, inscrições e submissão de comunicações
http://19chem2007.mc.ul.pt.
[email protected]
Informações e contactos
Ann Nicholls
Administrador da EMF responsável
Até 15 de Março de 2007 estão abertas as
[email protected]
candidaturas ao Prémio de Melhor Museu Europeu
PO Box 913, Bristol, BS99 5ST
do Ano 2008 promovido pelo European Museum
Tel.: 44 (0) 117 923 8897
Forum.
Fax: 44 (0) 117 973 2437
www.europeanmuseumforum.org
Download

Museus dos Açores – uma leitura