PRORia
Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística
Ria de Aveiro
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
ÍNDICE
1.
INTRODUÇÃO.......................................................................................................................... 3
2.
O TURISMO NO CENTRO DE PORTUGAL................................................................................. 5
2.1. Diagnóstico do Turismo na Região Centro ....................................................................................... 5
2.1.1.
Património da Região Centro ............................................................................................. 6
2.1.2.
Capacidade de Alojamento da Região Centro .................................................................... 7
2.1.3.
Caracterização sumária da Procura Turística no território TCP ......................................... 7
2.2. A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP) ......................................................... 8
2.2.1.
Missão, Atribuições e Competências ................................................................................. 9
2.2.2.
A estratégia da TCP - Produtos Turísticos do Centro ....................................................... 11
2.2.3.
Produto Touring Cultural e Paisagístico ........................................................................... 12
2.2.4.
Produto Turismo de Natureza .......................................................................................... 13
2.2.5.
Produto Saúde e Bem-Estar ............................................................................................. 14
2.2.6.
Produto Sol e Mar ............................................................................................................ 15
2.2.7.
Produto Gastronomia e Vinhos ........................................................................................ 16
2.2.8.
Outros produtos ............................................................................................................... 17
2.3. O Pólo de Marca Turística (PMT) Ria de Aveiro ............................................................................. 20
2.3.1.
Enquadramento e Território ............................................................................................ 20
2.3.2.
Indicadores turísticos ....................................................................................................... 21
2.3.3.
Os Produtos Turísticos do PMT Ria de Aveiro .................................................................. 21
3.
PRINCIPAIS REFERÊNCIAS ESTRATÉGICOS ............................................................................ 26
3.1.
Política Marítima Integrada ............................................................................................................ 26
3.2.
Livro Verde (Reforma da Política Comum das Pescas) ................................................................... 26
3.3.
Estratégia Nacional para a Gestão Integrada para a Zona Costeira ............................................... 27
3.4.
Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo ................................................................................. 28
3.5.
Plano Estratégico Nacional do Turismo .......................................................................................... 28
3.6.
PROT Centro ................................................................................................................................... 29
3.7.
Polis Litoral ..................................................................................................................................... 30
3.8.
Polis Litoral Ria de Aveiro ............................................................................................................... 31
4.
ESTRATÉGIA PROMOCIONAL PMT RIA DE AVEIRO E DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO .. 33
4.1.
Modelo Estratégico do Projecto ..................................................................................................... 33
4.2.
Objectivos Gerais do Projecto ........................................................................................................ 34
4.3.
Linhas de Intervenção e Operacionalização do Projecto – Acções previstas ................................. 35
4.4.
Impactos sócio-económicos do Projecto ........................................................................................ 42
4.5.
Cronograma .................................................................................................................................... 44
4.6.
Componente financeira .................................................................................................................. 44
4.7.
Modelo de Gestão e Monitorização ............................................................................................... 45
5.
CONTRIBUTOS DO PROJECTO ............................................................................................... 50
5.1.
Contributos para os objectivos do PROMAR .................................................................................. 50
5.2.
Articulação com outras intervenções ............................................................................................. 51
5.3.
Contributos para a igualdade de oportunidades............................................................................ 53
Turismo Centro de Portugal
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1. INTRODUÇÃO
O Turismo é uma actividade económica dotada de um potencial de sustentabilidade
particularmente elevado, com forte cariz territorial, e dissipador de assimetrias locais e
regionais ao nível do desenvolvimento.
O contributo do Turismo para o Produto Interno Bruto (PIB) português, segundo dados de 2008
da World Travel and Tourism Council (WTTC), ascende directamente a 6,4% do PIB. No entanto,
globalmente (incluindo impactos indirectos em todos os sectores da economia, derivados da
actividade turística), a mesma fonte indica que esta actividade contribui para 15,7% do PIB.
Por esta razão, o Turismo é uma actividade que se destaca na dinamização da economia
nacional e regional e, apesar dos constrangimentos sócio-económicos actuais, as
potencialidades do sector e do uso sustentável dos recursos que a suportam podem constituir a
base de uma estratégia de desenvolvimento diversificada nas actividades económicas e nos
mecanismos da sustentabilidade.
A missão e atribuições da Turismo Centro de Portugal consistem genericamente na promoção
turística do território que lhe está adstrito, onde se integra o Pólo de Marca Turística Ria de
Aveiro, um destino que se organiza em torno de um elemento hidrográfico de características
únicas a nível nacional e de todas as valências que lhe estão associadas directa ou
indirectamente.
Com a finalidade de captar novos utilizadores e aproximar as estratégias de promoção dos
produtos turísticos e do destino, à modernização e aos novos quesitos sociais em matéria da
comunicação, da promoção e do marketing, o uso de novas tecnologias, dos múltiplos e
diversificados instrumentos sociais da Web, uma estratégia de intervenção no turismo, que
tenha como objectivo o desenvolvimento local e regional, deve assentar em instrumentos de
webmarketing e no uso de novas tecnologias, quebrando o relacionamento com as estruturas
promocionais tradicionais.
Simultaneamente, o território Ria de Aveiro está a ser alvo de um conjunto de investimentos de
enorme impacto, no âmbito do Polis Ria de Aveiro, com intervenção ao nível das infraestruturas náuticas, das zonas costeiras e lagunares ou da protecção e valorização dos
ecossistemas únicos que marcam o território, que contribuirão decisivamente para a sua
afirmação. Das atribuições da Turismo Centro de Portugal emerge um dever adicional que se
consubstancia na criação de sinergias com estas intervenções estruturantes, através da criação
de condições propícias à valorização da oferta turística e do incentivo ao investimento.
Turismo Centro de Portugal
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Neste contexto, surge o Programa PROMAR (Ria de Aveiro), que, no eixo 4, prevê uma
estratégia que contribua para o desenvolvimento sustentável das zonas de pesca, apresentando
como objectivos fundamentais a promoção do reforço da competitividade das zonas de pesca e
valorização dos produtos, a diversificação e reestruturação das actividades económicas e
sociais, assim como a promoção e valorização da qualidade do ambiente costeiro e das
comunidades.
O papel da Turismo Centro de Portugal no âmbito do PROMAR, definido pela própria parceria
GAC Ria de Aveiro, consiste na criação de uma campanha promocional visando a divulgação da
Marca Turística Ria de Aveiro, contribuindo para a valorização turística dos seus recursos e para
a dinamização da economia regional e das dinâmicas locais, tendo por base a diversidade do
território turístico e sob um referencial de sustentabilidade.
Turismo Centro de Portugal
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2. O TURISMO NO CENTRO DE PORTUGAL
2.1. Diagnóstico do Turismo na Região Centro
A Região Centro é um território com um património natural e cultural diverso, envolvendo um
conjunto de cidades médias - que contribuem para uma estrutura produtiva onde emerge a
inovação e a tecnologia - que contrastam com sectores economicamente mais tradicionais.
Captar investimento para o desenvolvimento do sector, criar condições de acolhimento de
maior número de turistas, intervir no mercado interno e externo de proximidade e minimizar a
dicotomia entre o litoral e interior, são algumas das orientações que podem ser seguidas e
participadas pelos principais agentes de turismo, envolvendo a administração central e local,
assim como o tecido empresarial. Para o efeito, é importante ter presente que o Centro do País
é um destino tranquilo e seguro; que tem uma situação geográfica de excelência entre Lisboa e
o Porto; que existem muitos recursos com um potencial turístico ainda não explorado; e que o
território ainda possui uma matriz cultural e social que releva a hospitalidade e o bom
acolhimento.
São múltiplos os documentos estratégicos que caracterizam o sector do turismo para a Região
Centro. Mais ou menos confinados aos concelhos da região e identificando diversos produtos
turísticos tendo por base o território (exemplo Luso-Buçaco, Curia, Naturtejo) ou actividades
tradicionais (Sol e Mar, Gastronomia e Vinhos), ou reflectindo novos produtos turísticos
(Turismo da Natureza, Birdwatching), os diversos estudos identificam sempre a Região Centro
como um território de elevado potencial turístico.
Segundo o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), o Centro apresenta-se como sendo
uma região fortemente dependente do turismo interno, com taxas de ocupação estáveis e com
uma oferta de alojamento com grande potencial para o crescimento.
O alojamento tem um forte desenvolvimento na zona costeira, apesar de existirem unidades
hoteleiras de grande qualidade em zonas interiores. A expressiva presença no litoral induz uma
utilização sazonal muito marcante de impactes significativos para os principais agentes e para a
sustentabilidade ambiental.
Por outro lado, o Centro tem um posicionamento geográfico de excelência, que permite usufruir
das dinâmicas de duas importantes áreas metropolitanas (Lisboa e Porto). Possui centros
urbanos diversos e de dimensão “acolhedora” para experiências onde emerge a qualidade de
vida. Possui recursos (ou potenciais recursos) singulares, inovadores e de características únicas,
cuja utilização sustentável pode dar origem a novas dinâmicas turísticas e desta forma
contribuir para o desenvolvimento regional e local.
Turismo Centro de Portugal
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Apesar do turismo ser um fenómeno de âmbito global, os seus impactes repercutem-se em
primeira instância à escala local. Nesse sentido, é ao nível local que se devem processar acções
tais como a inventariação dos recursos existentes, tendo em atenção a sua capacidade e limites
de utilização, assim como a definição de estratégias de actuação e desenvolvimento do sector
do turismo.
2.1.1. Património da Região Centro
O património histórico e arquitectónico assim como a identidade cultural da Região Centro
caracteriza-se por heranças histórico-culturais de diferentes tempos e civilizações. Lusitanos,
Romanos, Visigodos e Árabes deixaram marcas da sua vivência nesta região, como o atesta o
vasto e diversificado património histórico e arquitectónico disseminado por todo o território.
A Região Centro dispõe também de um conjunto museológico assinalável devotado à arte sacra
e à história de arte, à ciência, e à etnografia regional, alguns dos quais estão integrados na rede
nacional de museus.
A este património construído, acrescenta-se um conjunto diversificado de produtos
gastronómicos, desde as receitas tradicionais aos produtos locais, bem como alguns produtos
artesanais com elevada qualidade, alguns dos quais certificados ou com denominação de
origem, que são representativos da cultura, da memória e do saber-fazer das gentes da Região
Centro e que constituem uma marca diferenciadora da sua identidade.
Estes recursos patrimoniais e culturais, associados ao território, encerram um importante
potencial a explorar para o desenvolvimento turístico da Região, para a dinamização da base
económica local e para a diversificação da economia regional, sendo ainda um importante
atributo para a afirmação da identidade regional no exterior. Importa, por isso, valorizá-los,
quer através da inovação nos produtos e nos processos de comercialização e marketing, quer
através da criação de redes que, articulando territórios, recursos, produtos e equipamentos,
permita ganhar massa crítica e favorecer economias de escala, potenciando novas
oportunidades de negócio geradoras de emprego e de rendimento e promovendo uma maior
integração dos espaços sub-regionais.
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2.1.2. Capacidade de Alojamento da Região Centro
Apesar de o alojamento instalado na região ser diversificado, encontrando-se actualmente em
fase de reestruturação no âmbito do novo regime jurídico dos empreendimentos turísticos,
genericamente a capacidade instalada caracteriza-se por:
o
Uma oferta estruturada em torno do produto mais tradicional de Sol e Mar, que se
desenvolve ao longo da costa, mas encontra maior expressão, em termos de capacidade de
alojamento, no concelho da Figueira da Foz.
o
Alguns pólos dispersos em torno dos produtos Saúde e Bem-estar, geralmente associados à
tradição termalista, e do produto Turismo Cultural, nomeadamente nos pólos urbanos.
o
Uma oferta dispersa e ténue pelo interior assente nas valências naturais e paisagísticas do
território e no produto das Aldeias Históricas e dos sítios arqueológicos.
2.1.3. Caracterização sumária da Procura Turística no território TCP
A actividade turística na Região Centro é decisivamente marcada pela heterogeneidade dos subterritórios que a compõem, dotando-a de características únicas no país, sem que se
comprometa a possibilidade de uma visão abrangente e comum. Ao nível dos índices
estatísticos que caracterizam a região, analisando os últimos dados consolidados, de 2009, o
Centro apresenta um valor de dormidas em estabelecimentos hoteleiros de cerca de 1.800.000
distribuídas por 201 empreendimentos turísticos que agrupam 16.839 camas turísticas. No que
concerne às leituras compostas que o rácio taxa líquida de ocupação-cama e o indicador estada
média permitem, os valores são relativamente baixos, com cerca de 30% e 1,7 dias,
respectivamente. A origem das dormidas define o Centro como um destino claramente
dominado pelos turistas portugueses, com uma proporção de turistas estrangeiros que não
ultrapassa os 27%.
Quadro 1 – Principais indicadores turísticos do território do Centro (dados INE, 2009)
INDICADORES
Estabelecimentos Hoteleiros (nº)
Capacidade de Alojamento (nº)
Dormidas (nº)
Hóspedes (nº)
Pop. Hóspedes Estrangeiros (%)
Ocupação – Cama (%)
Estada Média (dias)
Turismo Centro de Portugal
RESULTADOS
201
16.839
1.783.249
978.697
27%
30%
1,7
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2.2. A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP)
A Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal (TCP) é um novel organismo público com
missão, atribuições e competências na área do turismo, que compreende o território
correspondente às unidades territoriais (NUT III) de Baixo Vouga, Baixo Mondego, Pinhal
Interior Norte, Pinhal Interior Sul, Dão-Lafões e Beira Interior Sul.
O modelo territorial é assim baseado num conjunto de 57 concelhos, abrangidos por 6 distritos
(Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra, Leiria e Castelo Branco) e num conjunto de 4 delegações com a
designação de Pólo de Marca Turística (PMT), a saber CASTELO BRANCO/NATURTEJO;
COIMBRA; RIA DE AVEIRO; VISEU/DÃO LAFÕES (figura 1):
Figura 1 – Território de Intervenção da Turismo do Centro de Portugal e Pólos de Marca Turística
Turismo Centro de Portugal
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Os estatutos da TCP (Portaria nº 1037/2008, de 15 Setembro alterada pelo aviso nº 22359/2009,
2ª série, de 14 de Dezembro) prevêem a instalação de 4 delegações que correspondem a
estruturas profissionalizadas e especializadas na implementação, no desenvolvimento,
consolidação e dinamização dos produtos turísticos estratégicos para os quais são criadas,
obedecendo à lógica territorial regional.
Neste contexto, o presente projecto tem como principal objectivo o desenvolvimento da
actividade promocional do PMT Ria da Aveiro, tendo por base as dinâmicas criadas pelas
comunidades piscatórias da Ria Aveiro. A abrangência territorial do PMT Ria de Aveiro
correspondente à Região de Aveiro, Comunidade Intermunicipal – Baixo Vouga, onde se incluem
os concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira
do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.
2.2.1. Missão, Atribuições e Competências
A TCP está incumbida da missão de valorizar turisticamente a sua área territorial visando o
aproveitamento sustentado dos seus recursos turísticos, no quadro das directrizes da política
nacional definida pelo Governo para o sector e dos planos plurianuais das administrações
centrais e locais.
São atribuições da TCP a colaboração com os órgãos centrais e locais tendo em vista a
prossecução dos objectivos da política nacional para o sector, a realização de estudos de índole
turística de caracterização da sua área territorial e a identificação e dinamização dos recursos
turísticos existentes, a monitorização da oferta turística regional e a dinamização e a
potenciação dos valores turísticos regionais.
Para o cabal provimento destas atribuições, a TCP viu-lhe serem atribuídas competências nas
áreas do planeamento turístico, da dinamização e gestão dos produtos turísticos regionais, da
implementação da promoção turística no mercado interno e na participação na definição de
uma estratégia de promoção no mercado externo através da participação em entidades
patrocinadas, para o efeito, pelo Turismo de Portugal, IP, no estabelecimento de parcerias com
entidades públicas e privadas que se relacionem directa ou indirectamente com o sector
turístico, na área da instalação, exploração e funcionamento da oferta turística e na área da
formação profissional de profissionais do sector.
Turismo Centro de Portugal
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Quadro 2 – Competências da Entidade Regional de Turismo do Centro.
Domínios
Competências
a) Definir e implementar uma estratégia turística para a área regional de
turismo;
b) Promover a realização de estudos e de projectos de investigação que
contribuam para a caracterização e a afirmação do sector turístico regional;
Planeamento turístico
c) Criar e gerir um observatório da actividade turística, visando acompanhar a
implementação da estratégia turística regional e avaliar o desempenho do
sector turístico regional;
d) Participar, quando solicitado, na elaboração de todos os instrumentos de
gestão territorial que se relacionem com a actividade turística, nomeadamente
os planos municipais e regionais de ordenamento de território.
Dinamização e gestão
dos produtos turísticos
regionais
a) Identificar e gerir os principais produtos turísticos da área regional de
turismo;
b) Elaborar e executar planos de dinamização e gestão para os principais
produtos turísticos da respectiva área territorial.
a) Associar -se a quaisquer entidades, de direito público ou privado, cujos fins ou
atribuições se relacionem, directa ou indirectamente, com a área regional de
turismo;
Estabelecimento de
parcerias
b) Participar, mediante a celebração de acordos, protocolos ou quaisquer outros
instrumentos jurídicos válidos, em projectos com interesse e relevância para a
área regional de turismo, incluindo a participação no capital social de pessoas
colectivas;
c) Articular e coordenar com os pólos de desenvolvimento turístico criados na
área regional de turismo correspondente à NUT II Centro as acções e iniciativas.
a) Definir e executar uma estratégia regional de promoção turística dirigida ao
mercado interno;
b) Definir e implementar uma estratégia regional de comunicação e marketing
turístico;
c) Criar e gerir postos de turismo na área regional de turismo, de forma
autónoma ou em parceria com os municípios;
Promoção turística
d) Conceber edições turísticas regionais;
e) Apoiar e organizar eventos com conteúdo turístico;
f) Participar na definição e execução da estratégia nacional de promoção
externa através de entidades em que participe e que sejam reconhecidas pelo
Turismo de Portugal, I. P.
g) Apoiar eventos com conteúdo turístico e projecção internacional.
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Domínios
Competências
a) Participar, a solicitação dos municípios interessados, na elaboração dos
regulamentos municipais que se relacionem com a actividade turística,
nomeadamente com o alojamento local;
Instalação, exploração e
funcionamento da oferta
turística
b) Exercer quaisquer outras competências em matéria de instalação, exploração
e funcionamento da oferta turística que resultem de contratualização com a
administração central ou com a administração local, nos termos previstos nos nº
3 e 4 do artigo 5.º do Decreto -Lei n.º 67/2008, de 10 de Abril, bem como de
contratos ou protocolos celebrados com o Turismo de Portugal, I. P., ou com
outras entidades públicas, conforme disposto no n.º 1 do artigo 3.º do mesmo
diploma.
Formação
Colaborar em actividades de formação e certificação profissional.
2.2.2. A estratégia da TCP - Produtos Turísticos do Centro
A identificação, a dinamização e a promoção de produtos turísticos constituem uma das
competências da TCP e fazem parte da estratégia de desenvolvimento do turismo para o Centro
de Portugal.
Tomando como referência o Plano Estratégico Nacional para o Turismo (PENT), a TCP assume
como produtos estratégicos para a Região Centro os seguintes produtos turísticos: Touring
Cultural e Paisagístico; Turismo de Natureza; Saúde e Bem-Estar; Turismo Sol e Mar; Turismo
Náutico; Gastronomia e Vinhos; Turismo de Negócios; e Golfe.
De entre os produtos identificados, o Touring (Cultural e Paisagístico), o Turismo de Natureza,
Turismo de Saúde e Bem-Estar e a Gastronomia e Vinhos, são os que têm maior
representatividade em todos os PMTs do Centro. Os restantes produtos são elementos
diferenciadores e contribuem para a diversidade e identidade turística da própria região (ver
Quadro 3).
Realça-se ainda a existência de produtos não identificados no PENT como produtos de
intervenção prioritária, como o Turismo Sol e Mar e o Turismo Náutico que, pelo cariz
tradicional ou emergente, são produtos que devem ser considerados numa escala de
desenvolvimento turístico regional. Importa ainda destacar que o Turismo de Negócios é um
novo produto que emerge das dinâmicas locais e regionais e que está alicerçado em milhares de
utilizadores, mas que o PENT não identifica enquanto produto turístico.
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Quadro 3 – Produtos Turísticos identificados para o território turístico do Centro tendo por base o
PENT. P1 – Prioridade 1; P4 – Prioridade 4; NP – Produto não prioritário no PENT para a Região Centro; NI
- Produto não identificado pelo PENT; (1) Inclui birdwatching.
Produtos Turísticos
Touring (Cultural e Paisagístico)
Turismo de Natureza (1)
Golfe
Saúde e Bem -Estar
Gastronomia e Vinhos
Turismo Náutico
Turismo Sol e Mar
Turismo de Negócios
PENT
P1
P2
P3
P4
P4
NP
NP
NI
2.2.3. Produto Touring Cultural e Paisagístico
O Touring Cultural e Paisagístico é identificado, pelo PENT, como um dos produtos principais
(Prioridade 1) para a Região Centro. Tem como motivação principal descobrir e explorar os
atractivos de uma região e a sua actividade é baseada em percursos, rotas ou circuitos de
diferente duração e extensão, em viagens independentes e organizadas.
Divide-se em Touring genérico, que consiste em rotas ou circuitos de conteúdo abrangente
(representa cerca de 90% das viagens de Touring), e em Touring temático, que consiste em
rotas ou circuitos focalizados num determinado tema.
Segundo o PENT, a grande maioria das viagens de Touring realizadas pelos europeus tem uma
duração superior a 4 noites (85,7%). Tendo em conta que os destinos da maior parte deste tipo
de viagens se encontram no próprio continente europeu, isto significa que a viagem de Touring
é uma forma de viajar à qual se dedica uma parte importante do tempo disponível e, portanto,
realiza-se preferencialmente nos períodos de férias longas.
De acordo com os dados de crescimento do mercado das viagens de Touring na Europa durante
os últimos anos, que assinalam um aumento médio anual acumulado de 7,9% entre 1997 e
2004, pode afirmar-se que o potencial de compra deste tipo de viagens é elevado e que, não só
se manterá, mas irá provavelmente aumentar no futuro, em consequência de vários factores
que configuram um cenário especialmente favorável para este tipo de viagens.
Em consequência, considera-se que mercado inerente ao produto Touring apresenta previsões
de crescimento nos próximos anos, não só do ponto de vista da procura primária (viagens que
têm como motivação principal a realização de tour ou circuitos) como também numa
perspectiva da procura secundária, pois também é crescente a tendência para um conteúdo
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mais amplo e diverso em todos os tipos de viagens, incluindo os que têm como motivação
principal o sol e praia.
2.2.4. Produto Turismo de Natureza
O principal objectivo do consumidor do produto Turismo de Natureza consiste em viver
experiências de grande valor simbólico e interagir e usufruir da Natureza através de actividades
desportivas, da contemplação da Natureza e de actividades de interesse especial.
A procura principal de viagens internacionais de Turismo de Natureza na Europa, aquela para a
qual este é o principal motivo da viagem, é composta por cerca de 22 milhões de viagens, de
uma ou mais noites de duração. Este volume representa, aproximadamente, 9% do total das
viagens de lazer realizadas pelos europeus.
No mercado do Turismo de Natureza competem destinos de praticamente todo o mundo. Um
estudo realizado pela Organização Mundial de Turismo, em 2002, baseado num inquérito a
operadores turísticos especializados e a consumidores da Europa, Estados Unidos e Canadá,
revelou a existência de uma grande variedade de destinos para este tipo de viagens
Os factores e tendências mais relevantes que afectam a comercialização e a intermediação no
mercado do Turismo de Natureza são os seguintes:
o
Forte presença e protagonismo de pequenos operadores turísticos especializados,
sobretudo nos Estados Unidos e Canadá; na Europa observa-se uma crescente tendência
nesta direcção, ainda que os grandes operadores turísticos, que tradicionalmente trabalham
o mercado do Turismo de sol e mar, também programem e comercializem viagens de
Turismo de Natureza.
o
Crescente importância da Internet como canal de comercialização, pois adapta-se bem ao
perfil sócio-demográfico e aos hábitos de consumo da procura de Turismo de Natureza.
o
Em Portugal, 98% das empresas que operam no sector promovem a sua oferta através da
rede, enquanto que 50% realiza visitas comerciais ou está presente em feiras, 43% envia
material promocional por correio e apenas 25% realiza contactos por telefone.
o
Neste mercado adquirem também grande importância os clubes ou associações de
consumidores,
praticantes
ou
aficionados
de
determinadas
actividades,
que
frequentemente actuam como organizadores de viagens, ainda que formalmente a
contratação dos serviços se faça através de intermediários tradicionais (agências de
viagens).
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13
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o
A contratação directa é uma prática habitual no mercado das viagens de natureza,
especialmente entre os praticantes de desportos de aventura, que contactam directamente
com os fornecedores de serviços no destino.
2.2.5. Produto Saúde e Bem-Estar
A principal motivação deste mercado consiste em recuperar o bem-estar físico e psíquico
através da realização de tratamentos em centros especializados.
O Produto Saúde e Bem-Estar divide-se em três tipos de experiências:
o
Turismo de Saúde: a experiência consiste na realização de um tratamento específico
para a cura de uma doença.
o
Bem-Estar Geral: a experiência baseia-se na procura do equilíbrio e da harmonia
mental, emocional, física e espiritual.
o
Bem-Estar Específico: a experiência baseia-se na procura do bem-estar físico e psíquico
através de um tratamento específico.
Para identificar os segmentos de clientela mais apropriados para viajar para wellness
destinations de Portugal, foram analisados estudos sobre o sector de wellness, as oportunidades
actuais do mercado, os benchmarkings, o perfil dos consumidores actuais, entre outros factores.
Segundo os resultados do estudo realizado pela Mintel International Group, o segmento mais
atractivo para o sector é o dos adultos (40-50 anos), que representa cerca de 50% dos turistas
que realizam viagens de Saúde e Bem-Estar e são os que realizam o maior número de viagens e
têm maior propensão para gastar.
Toda a informação disponível sobre este mercado indica que o segmento dos casais adultos,
também conhecido como “DINKS” (Double Income No Kids), é o que apresenta maiores
possibilidades de êxito para Portugal.
Além do segmento específico “DINKS”, Portugal deveria desenvolver estratégias para captar os
novos segmentos de procura, referidos anteriormente. Os segmentos dos turistas individuais
são especialmente interessantes, sejam pessoas solteiras, divorciadas ou mulheres que viajam
sozinhas. Possuem um elevado potencial de gasto neste tipo de viagens e nutrem um interesse
especial pela realização de actividades relacionadas com a beleza e “culto do corpo”.
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Outro grupo atraente para Portugal é o que é constituído pelos “conhecedores” do destino, i.e.,
os turistas que visitaram Portugal noutra ocasião, realizando outras actividades, mas com
alguma componente de wellness. Numa estratégia de médio/longo prazo, propõe-se que
Portugal procure aumentar a intenção de repetição deste grupo, também designado por
procura secundária.
Ainda que os principais consumidores do Produto Saúde e Bem-estar em Portugal sejam
estrangeiros, são turistas que viajaram para o destino por outras motivações e realizaram
alguma actividade de wellness. Por outro lado, os consumidores oriundos do mercado interno,
apesar de realizarem este tipo de viagem em menor proporção, são os que a realizam como
principal motivação.
2.2.6. Produto Sol e Mar
Relaxar, bronzear-se e realizar actividades na praia, constituem a motivação básica que satisfaz
este produto, directamente relacionado com o período estival ou com o bom clima.
Com o objectivo de identificar os segmentos de clientes mais atractivos dentro do mercado das
viagens de Sun & Beach Upscale, foram analisados diversos estudos relacionados com o
mercado, as oportunidades actuais do mercado, os benchamarkings e o perfil dos consumidores
actuais, entre outros elementos.
Como resultado de tudo isso foram identificados os seguintes segmentos prioritários:
→ Baby boomers, cujas características sócio-demográficas são as seguintes:

Pessoas com nível económico e cultural elevado

Idade entre ao 45 e 60 anos

Residentes nas cidades
Para cada mercado emissor, esses foram avaliados numa escala de 1 (valor mais baixo) a 5
(valor mais alto), e por sua vez, cada valor obtido foi ponderado por outro valor assinalando a
importância de cada critério numa perspectiva estratégica para o desenvolvimento do sector
das viagens de Sun & Beach Upscale em Portugal, também numa escala de 1 (valor mais baixo) a
5 (valor mais alto).
De acordo com este método, os resultados obtidos, indicam as seguintes prioridades:
- Prioridade 1: Reino Unido e Alemanha
- Prioridade 2: Escandinávia e Holanda
- Prioridade 3: França, USA e Espanha
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Segundo estimativas de profissionais do sector turístico entrevistados, o mercado irá crescer
entre 10% e 12% ao ano. Estas previsões reflectem o elevado esforço que os destinos de sol e
mar empreendem para renovar a oferta actual elevando o nível dos serviços e equipamentos
turísticos para atrair outros segmentos de procura, com um grau de exigência maior que os
actuais turistas deste tipo de turismo. Neste sentido, em 10 anos, o volume do mercado
europeu do produto Sol e Mar chegará aos 13 milhões de viagens por ano.
2.2.7. Produto Gastronomia e Vinhos
Usufruir de produtos típicos e aprofundar o conhecimento sobre o património enológico e
gastronómico de um território, constituem as principais motivações do consumido do produto
Gastronomia e Vinhos. As experiências eno-gastronómicas são realizadas através da degustação
de diversos produtos, da aprendizagem dos processos de produção e de visitas a atracções
turísticas locais.
Com o objectivo de identificar os segmentos de mercado mais adequados a realizar viagens
especializadas e de aprofundamento do produto Gastronomia & Vinhos, em Portugal
analisaram-se diversos estudos relacionados com o mercado, as oportunidades actuais do
mercado, os benchmarkings e o perfil dos consumidores actuais, entre outros elementos.
Os turistas de vinho são os que atribuem um valor muito especial às deslocações aos territórios
onde se produz o vinho. Não querem apenas degustar os vinhos mas também conhecer a
história das suas vinhas e a cultura da terra e das gentes que a habitam.
Com a finalidade de atrair os segmentos de Gastronomia & Vinhos mais interessantes para
Portugal, identificaram-se 2 segmentos de clientes chave: os casais sem filhos ou com filhos
independentes, e os apreciadores do vinho e da gastronomia.
O segmento de casais sem filhos ou com filhos independentes (DINKS), é muito atractivo por
dispor de uma elevada capacidade de gasto e flexibilidade na hora de escolher as suas férias.
Outro segmento muito interessante para Portugal é constituído pelos “apreciadores de vinho e
de gastronomia”, que costumam ser profissionais bem sucedidos e de elevado nível cultural.
Neste sentido, os “DINKS” gostam de desenvolver actividades como: visitas a adegas; visitas a
localidades e monumentos; compra de vinho e produtos típicos; provas de vinho e de
gastronomia; visitas a museus e exposições; touring temático por rotas de vinho.
Actualmente, a grande maioria de turistas de Gastronomia & Vinhos é originária do próprio
mercado interno. Apesar de contar com vinhos de grande notoriedade internacional, Portugal
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não é capaz de atrair consumidores estrangeiros para este tipo de turismo. No entanto, esta é
uma realidade que se observa noutros destinos com forte tradição em vinhos e gastronomia,
como é o caso da França, Espanha e Itália. Nestes destinos, os principais turistas de
Gastronomia & Vinhos são também originários do mercado interno.
Numa perspectiva de médio/longo prazo, e com o objectivo de incrementar o volume de
procura estrangeira, a região Centro deve concentrar os esforços nos países/mercados que
apresentam a maior combinação de volume de procura de viagens de Gastronomia & Vinhos e
interesse estratégico para a região. Neste sentido, afim de oferecer actividades de elevado
conteúdo experimental e de aprendizagem aos turistas, é necessário que a região Centro centre
os seus esforços na estruturação de uma oferta mais especializada para os segmentos com
motivações mais específicas, pois são os que contribuem grandemente para a criação da
imagem e posicionamento internacional como destino de viagens de Gastronomia & Vinhos.
2.2.8. Outros produtos
Conforme se demonstrou nos pontos anteriores, nem todos os produtos seleccionados para o
Centro do país acolhem a prioridade do PENT ou mesmo a sua identificação. Assim, produtos
emergentes como o Turismo Náutico, o Turismo de Negócios ou o Golfe, são tratados, na
estratégia da TCP, como produtos com potencial, mas que necessitam de se afirmar ou pelas
infra-estruturas, pela promoção ou pelo suporte em grandes eventos que demonstrem ao
turista interno e estrangeiro o potencial da região para suportar dinâmicas com este novos
produtos.
2.2.8.1. Produto Náutico
A motivação principal do produto Turismo Náutico consiste em desfrutar de uma viagem activa
em contacto com a água, com a possibilidade de realizar todo o tipo de actividades náuticas, em
lazer ou em competição, tais como a vela, o windsurf, o surf, o mergulho, o remo, charter de
cruzeiro, etc. Neste contexto, o turismo náutico divide-se em duas categorias:
o
Náutica de recreio - experiências relacionadas com a realização de desportos náuticos
ou de charter náutico, como forma de lazer e entretenimento. Inclui uma grande
variedade de desportos: vela, windsurf, surf, mergulho, etc. Representa cerca de 85%
do total das viagens de náutica.
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o
Náutica desportiva - experiências baseadas em viagens realizadas e cujo objectivo é
participar em competições náutico-desportivas. É um mercado muito específico, com as
suas próprias regras de funcionamento. Representa 15% deste sector.
Segundo as estimativas de profissionais do sector turístico entrevistados para o presente
projecto, o mercado do turismo náutico cresce entre 8 e 10% ao ano, especialmente nos
produtos que introduzem inovações. Seguindo este ritmo, em 10 anos, o volume do mercado
europeu terá mais que duplicado. Seguramente a vela, em todas as suas vertentes, é o mercado
com maiores oportunidades. Cruzeiros, vela ligeira, pranchas, regatas, navegação de lazer,
armadores, tripulações, etc. integraram uma diversidade de possibilidades pessoais, económicas
e desportivas que tornam esta actividade numa das com maiores possibilidades de futuro,
sendo uma realidade já inegável.
A Escandinávia é a região que regista a maior taxa de consumidores de turismo náutico, com
2,3% do total das viagens realizadas pelos cidadãos desse país ao estrangeiro. Em termos
absolutos, a Alemanha é o principal mercado emissor, com mais de 600 mil viagens em 2004.
Ambos os países concentram quase 40% do total das viagens de náutica realizadas pelos
europeus. A procura secundária de náutica de recreio corresponde aos turistas que viajam por
outras motivações e realizam actividades náuticas. São sobretudo turistas que viajam pelo Sol &
Mar e realizam desportos aquáticos e excursões de barco como actividades secundárias.
Analisando a informação do European Travel Monitor (IPK) relativa às actividades realizadas
pelos turistas internacionais europeus para o estrangeiro, constata-se que a procura secundária
de náutica é estimada em 7 milhões de viagens por ano.
No que diz respeito à oferta turística, competem os destinos costeiros que contam com recursos
apropriados para a prática de desportos náuticos e/ou instalações adequadas para a recepção e
manutenção de embarcações. Um factor decisivo no momento da decisão do turista sobre o
destino da sua viagem está relacionado com as condições climáticas e com as riquezas naturais
da costa do destino. Os países do Mediterrâneo detêm, no conjunto, a maior quota do mercado
de náutica de recreio na Europa e reúnem as melhores condições (infra-estruturas,
equipamentos e serviços turísticos) para competir neste mercado.
2.2.8.2. Produto Negócios
As viagens associadas ao Produto Negócios, assume como motivo principal o de
assistir/participar numa reunião. São identificadas, pelo Turismo de Portugal, duas tipologias de
reuniões:
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o
As Reuniões Associativas - são convocadas por Organizações nacionais ou
internacionais, Associações e Organismos públicos. Nesta tipologia incluem-se os
Congressos, as Assembleias, as Conferências, os Encontros, os Fóruns, os Simpósios, etc.
o
As Reuniões corporativas - são convocadas por Corporações/Grupos empresariais,
Companhias multinacionais e Empresas. Nesta tipologia incluem-se as Convenções, as
Jornadas, os Seminários, as Apresentações, os Cursos, os Workshops, os Conselhos de
Administração, etc.
O sector da Medicina é o principal gerador de reuniões internacionais, seguido dos sectores das
Ciências, Tecnologia e Indústria. No conjunto, estes 4 sectores geram mais de metade das
reuniões internacionais.
De acordo com os dados da International Congress & Convention Association (ICCA), o mercado
internacional de reuniões associativas encontra-se num período de recessão desde o ano 2000.
Esta organização prevê uma recuperação do sector devido à entrada de novos países membros
da União Europeia, e estima um crescimento superior ao do turismo em geral (3%) para os
próximos anos.
2.2.8.3. Produto Golfe
Praticar gole em vários campos diferentes do habitual é a principal motivação do turista
associado ao produto Golfe. Este produto é actualmente identificado como um grande negócio
a nível mundial: entre 1995 e 2000, o número de jogadores de golfe em todo o mundo registou
um aumento de 35 a 56 milhões. O crescente interesse registado nos últimos anos para a
realização de viagens de golfe é acompanhado pelo aumento da oferta de campos de elevado
nível de qualidade.
Neste cenário, Portugal surge com um grande potencial de desenvolvimento, devendo
aproveitar as suas condições climatéricas favoráveis, o extenso litoral e a actual oferta de
campos de golfe de modo a atrair novos segmentos de procura, e assim aumentar a quota de
mercado no sector.
A procura primária de viagens internacionais de Golfe é composta por 1 milhão de viagens de
uma ou mais noites de duração. Este mercado representa, aproximadamente, 0,40% do total
das viagens de lazer realizadas pelos turistas europeus. De acordo com estimativas de peritos e
profissionais do sector turístico, o mercado do golf travel cresce a um ritmo anual de 7%.
Segundo essa tendência, o volume do mercado quase duplicará em 10 anos, alcançando os 2
milhões de viagens.
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O Reino Unido e a Alemanha são os principais mercados emissores de golf travel, ambos quase
com 500 mil viagens em 2004, concentrando, em conjunto, mais de 50% do total de viagens de
golfe realizadas pelos europeus. Em termos relativos, a Suécia é o país que apresenta a maior
taxa de consumidores de golf travel, com o total das viagens realizadas pelos cidadãos deste
país ao estrangeiro.
2.3. O Pólo de Marca Turística (PMT) Ria de Aveiro
2.3.1. Enquadramento e Território
A abrangência territorial do PMT Ria de Aveiro estende-se por onze concelhos: Águeda,
Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do
Vouga e Vagos (ver figura 2).
Figura 2 – Concelhos do PMT Ria de Aveiro (Fonte: Região de Aveiro – 2010)
No território da Região de Aveiro é a cidade de Aveiro que se destaca com uma área de
influência regional mais abrangente, seguida de Águeda e Ovar, com influência sobre territórios
de municípios vizinhos. Os restantes pólos urbanos - com destaque para Murtosa, Estarreja,
Albergaria-a-Velha, Vagos, Sever do Vouga, Anadia e Oliveira do Bairro - possuem áreas de
influência mais limitadas, intra-concelhias. Ílhavo constitui um caso à parte, com uma
importante massa crítica em termos populacionais e com uma dinâmica urbana própria, por
vezes confundida com a da cidade de Aveiro (Região de Aveiro – 2010).
A região Ria de Aveiro apresenta um conjunto diversificado e singular de factores naturais e
culturais que lhe permite afirmar-se enquanto pólo de atracção turística. Com forte ligação ao
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mar, a Região Ria de Aveiro convive diariamente com a subida da corrente marítima, o que
proporciona fortes dinâmicas tanto ao nível social, económico e científico, como ao nível
turístico. Com a formação de cordões litorais definiu-se uma laguna, vista como um dos
elementos hidrográficos mais marcantes da costa portuguesa.
2.3.2. Indicadores turísticos
No seio da área territorial da Turismo Centro de Portugal, e tendo em consideração dados
consolidados do INE de 2009, a Marca Turística Ria de Aveiro representa cerca de um quarto das
variáveis relativas ao número de estabelecimentos hoteleiros licenciados (neste aspecto
particular cerca de 27%) e respectiva capacidade de alojamento, bem como no que respeita ao
número de dormidas e de hóspedes. A proporção de hóspedes estrangeiros é ligeiramente
superior à da média do território da TCP, o que assinala a elevada atractividade do território,
mormente se tomarmos em consideração a sua localização relativa. No restantes itens
estatísticos, apesar de a estada média se alinhar com a média da TCP (um valor que realça a
necessidade da criação de mais eventos e actividades de animação), regista-se uma
percentagem inferior na taxa de ocupação-cama (ver Quadro 4).
Quadro 4 – Principais indicadores turísticos do PMT Ria de Aveiro (INE, 2009)
INDICADORES
Estabelecimentos Hoteleiros
Capacidade de Alojamento
Dormidas
Hóspedes
Pop. Hóspedes Estrangeiros (%)
Ocupação – Cama (%)
Estada Média (dias)
TCP
201
16.839
1.783.249
978.697
27%
30%
1,7
Ria de Aveiro
54
3.994
431.138
244.926
29%
27%
1,7
2.3.3. Os Produtos Turísticos do PMT Ria de Aveiro
2.3.3.1. Produto Touring Cultural e Paisagístico
O produto Touring Cultural & Paisagístico é considerado, no Plano Estratégico Nacional do
Turismo (PENT), um dos produtos principais para a Região Centro. No contexto deste produto, a
motivação principal do visitante assenta na descoberta e exploração dos atractivos de uma
região.
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A valorização dos recursos naturais e culturais da Ria de Aveiro e sua colocação, junto do
mercado alvo, baseia-se no desenvolvimento e na promoção de rotas e circuitos de diferente
duração e extensão em torno de temas centrais tais como:
O Barco Moliceiro - O moliceiro como elemento mais emblemático da Ria: este património
sócio-cultural directamente ligado à actividade da pesca e à sua tradição na região, justifica uma
aposta forte na imagem do moliceiro e toda a etnografia a ele associada.
Arquitectura como elemento diferenciador – A Rota da Arquitectura da Ria de Aveiro: A Ria de
Aveiro dispõe de um património arquitectónico singular em torno de 3 sub-temas, a saber a
Arte Nova, a Arquitectura Contemporânea e a Arquitectura tradicional (Palheiros e Fachadas de
Azulejo).
A pesca - Existe um património histórico-cultural em torno da actividade da pesca na Ria de
Aveiro, principalmente no que diz respeito ao bacalhau. A cultura marítima existente, tanto na
pesca do bacalhau, como na pesca dos peixes tradicionais, influencia fortemente os recursos
museológicos que apresenta uma oferta atractiva e diferenciadora.
O sal – A Ria de Aveiro possui um património notável no que diz respeito à produção tradicional
de sal. O facto da região de Aveiro ser o local mais a norte, em toda a costa atlântica europeia,
onde se pratica a produção de sal em moldes artesanais constitui um factor importante a ter em
conta na definição de uma estratégia para a sua divulgação. O aproveitamento destes recursos e
sua promoção junto do público-alvo representam uma mais-valia para a oferta turística da Ria
de Aveiro, na medida em que permite uma abordagem multi-produto (natureza, touring,
gastronomia e vinhos), com efeitos multiplicadores para a economia local.
2.3.3.2. Produto Turismo de Natureza
Numa sociedade cada vez mais preocupada com as questões do desenvolvimento sustentável e
com a necessidade da preservação de uma natureza rica mas muitas vezes maltratada e
ensombrada pelos riscos das alterações climáticas e da ameaça de extinção de muitos recursos
naturais do planeta, é premente mudar procedimentos e simultaneamente encontrar no uso
sustentável da natureza fileiras de desenvolvimento económico que podem passar pelo
desenvolvimento de uma Green Economy.
A Região Centro apresenta uma quantidade de recursos base considerável para a prática de
actividades de turismo de natureza com um nível de qualidade reconhecido, sendo a Ria de
Aveiro um “Hot Spot” dessa rede regional e nacional e comum potencial muito elevado para
acolher a visitação e o consequente aumento das receitas turísticas.
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O Produto Turismo de Natureza consiste em aproveitar sustentavelmente os recursos naturais
disponíveis, para disponibilizar experiências realmente gratificantes, que façam do visitante um
protagonista activo e não um mero observador. É necessário conferir à Natureza uma escala
humana, para que possa ser compreendida e apreciada pela maioria das pessoas, pois nem
todos são conhecedores ou peritos, nem têm um interesse particularmente profundo por todos
os seus aspectos. Daí que as comunidades piscatórias pela proximidade e dependência que têm
do património natural possam constituir-se como base de acolhimento para muitas destas
actividades em complemento com a actividade tradicional da qual dependem.
A Ria de Aveiro dispõe de recursos naturais singulares que permitem o desenvolvimento do
ecoturismo, e de actividades relacionadas com pesca-turismo. Os seus valores naturais únicos e
o seu estatuto como Zona de Protecção Especial(Directiva Aves) e consequente integração na
Rede Natura 2000 (Directiva Habitats) conferem à região uma situação privilegiada e uma
vantagem competitiva na captação de turistas com novas atitudes perante a natureza e que
queiram desfrutar de actividades de lazer que emergem com a consciencialização da sociedade
sobre os valores ambientais e de preservação da natureza.
Associar a actividade da pesca à actividade turística consiste em promover iniciativas em que o
acompanhamento, a observação e a participação nas fainas de pesca sejam passíveis de ser
experienciadas pelos turistas.
A existência de projectos associados ao ecoturismo/turismo de natureza, na Região de Aveiro
tais como por exemplo, a requalificação da Reserva Natural das Dunas de São Jacinto e o
Projecto Bioria, em que o “Percurso do Salreu” atravessa áreas de enorme beleza designadas
por áreas de sapal e paul, com grande riqueza em biodiversidade, permite elevar o potencial de
crescimento deste produto. O Potencial que decorre do uso de percursos como o utilizado para
a recolha de berbigão, entre outros, permite consolidar uma diversidade de experiências únicas
para este espaço. Para os amantes da natureza, a Ria de Aveiro proporciona momentos
singulares de observação das aves, com a presença de uma grande diversidade de aves
características das regiões mediterrânicas, entre as quais algumas das espécies mais raras e
emblemáticas da Península Ibérica.
2.3.3.3. Produto Turismo Náutico
O Turismo Náutico encontra, na Ria de Aveiro, condições naturais únicas, diferenciadoras,
enquadrando-se nas novas tendências da procura turística nacional e internacional. A Ria de
Aveiro, local de encontro entre quatro rios e o oceano atlântico, tem 45 km de comprimento e
um máximo de 11 km de largura, e estende-se por quatro canais com várias ilhas e ilhotas. Um
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dos maiores planos de água existentes no país, a Ria de Aveiro distingue-se como elemento
diferenciador na prática dos desportos náuticos tais como a vela, a canoagem, o remo, o
windsurf, o kitesurf, entre outros. De entre as várias modalidades, a vela é seguramente a
actividade que mais se desenvolve, dados os recursos existentes e as características climáticas
específicas que proporciona a Ria de Aveiro.
A náutica de recreio tem uma expressividade significativa na Ria de Aveiro, ainda com grande
potencial de crescimento a médio e longo prazo, com o desenvolvimento das acções de
qualificação da Ria de Aveiro e de construção de infra-estruturas de apoio, previstas nos anos
próximos.
2.3.3.4. Produto Gastronomia e Vinhos
O consumidor do produto Turismo Gastronómico/Enoturismo procura, nas suas viagens e visitas
turísticas, usufruir dos produtos típicos regionais e aprofundar o conhecimento sobre o
património gastronómico e enológico de uma determinada área territorial.
A Ria de Aveiro apresenta recursos de grande qualidade capazes de marcar a diferença. Entre
esses recursos com potencial para serem integrados na estratégia de promoção do produto
Gastronomia & Vinhos contam-se produtos tais como o bacalhau, as enguias e outros peixes
tradicionais, os bivalves. Com a especialização da restauração da Ria de Aveiro, é possível o
desenvolvimento e a promoção dos produtos da Ria de Aveiro directamente ligado à fileira da
pesca, assim como a dinamização de eventos gastronómicos que coloquem, à disposição dos
visitantes, pratos de peixe, marisco e outros produtos do mar da região, potenciando assim a
qualificação da oferta turística e o aumento da estada média na região.
2.3.3.5. Produto Turismo de Sol & Mar
O sol & mar é o produto com maior expressividade nos meses de verão, as praias de que dispõe
a Região são propícias à prática de actividades que desfiam a tradicional passividade associada
ao sol & mar. Os praticantes e amadores de Surf e o Bodyboard têm vindo a procurar as praias
da região ao longo dos últimos anos.
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2.3.3.6. Produto Turismo de Negócios
Com infra-estruturas de grande qualidade, equipadas com as melhores tecnologias, e situadas
num eixo privilegiado, servido pela proximidade do aeroporto Francisco Sá Carneiro e pelas
principais vias terrestres e ferroviárias, a região da Ria de Aveiro concentra um conjunto de
características ideais para a realização de conferências, seminários, reuniões de trabalho outras
manifestações similares.
É de destacar a Universidade de Aveiro, pólo de investigação e conhecimento, reconhecido pela
sua dinâmica científica e pelo seu empenho na cooperação empresarial.
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3. PRINCIPAIS REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS
3.1. Política Marítima Integrada
Como intuito de prover a conservação dos recursos marinhos, a Comissão Europeia previu a
criação de uma política marítima integrada, horizontal e intersectorial, em que o quadro de
gestão, os objectivos e os instrumentos propostos se baseiam nas estratégias de Lisboa e de
Gotemburgo. A Comissão criou uma task-force "Política marítima", com o objectivo de analisar
as interacções entre as diferentes políticas sectoriais e de garantir a respectiva coordenação,
envolvendo as Agências da União Europeia (UE) ligadas aos assuntos marítimos, a sociedade
civil e todos os agentes interessados.
A Política Marítima Integrada tem como principais objectivos genéricos a maximização da
exploração sustentável dos mares e oceanos, sem pôr em causa o crescimento da economia
marítima e das regiões costeiras, a criação de uma base de conhecimentos e de inovação para a
política marítima, a oferta de uma melhor qualidade de vida nas regiões costeiras e
ultraperiféricas, em conciliação com o desenvolvimento económico e com o respeito pelo
ambiente, a promoção da posição de liderança da EU nos assuntos marítimos internacionais, e
por fim, melhorar a visibilidade da Europa marítima, bem como a imagem das actividades e das
profissões do sector.
Paralelamente, e como objectivos complementares, foram definidas orientações no sentido do
encorajamento da formação de pólos de actividade multissectoriais, bem como da dinamização
da actividade turística nas zonas costeiras, como forma de diversificar o aproveitamento
económico dos recursos e, consequentemente, aumentar a qualidade de vida das comunidades.
3.2. Livro Verde (Reforma da Política Comum das Pescas)
Com o Livro Verde, que se insere no contexto da Estratégia de Lisboa, a Comissão Europeia faz
um balanço da reforma da Política de Pescas Comum, datada de 2002, e lança as bases para
uma nova reforma da política aplicada ao sector. Este instrumento define como objectivo o
desenvolvimento sustentável do sector através da reconciliação dos domínios económico, social
e ambiental da exploração dos recursos dos mares e dos oceanos.
A actividade marítima constitui um domínio da máxima importância para a Estratégia de Lisboa,
tendo em conta a relevância da economia marítima. De acordo com as previsões, os sectores
ligados à exploração dos mares representam entre 3% e 5% do produto interno bruto da União
Europeia (UE). Esta ocupa o primeiro lugar a nível mundial em domínios como o transporte
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marítimo, o turismo costeiro, a produção de energia no mar, as técnicas de construção naval e
os serviços conexos no domínio das tecnologias marinhas.
O Livro Verde define o turismo sustentável como meio privilegiado para reduzir
substancialmente os impactos socioeconómicos negativos decorrentes de uma redução de
capacidade no subsector das capturas, para além de definir estratégias para o aumento de
qualidade de vida nas zonas costeiras, prevendo ainda a organização do sector privado em redes
de excelência marítima - "clusters" - articulados em torno de projectos comuns, que não
estejam na origem de consequências nefastas e contraditórias para os outros objectivos no
domínio marítimo.
3.3. Estratégia Nacional para a Gestão Integrada para a Zona Costeira
O processo de elaboração da Estratégia iniciou-se em 2006 com a elaboração do documento
“Bases para a estratégia de gestão integrada da zona costeira nacional”. Na sequência desse
documento foi desenvolvida, sob coordenação do Instituto da Água, I. P., uma proposta de
Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Zona Costeira (ENGIZC) tomando como
referência estudos anteriores e beneficiando de uma consulta alargada a diversas entidades
públicas, privadas e da comunidade científica.
Para além de ter em consideração o quadro institucional e legal vigente, os compromissos
internacionais e comunitários assumidos por Portugal, o ENGIZC é coerente com as restantes
estratégias, políticas e programas nacionais, dos quais se destacam a Estratégia Nacional de
Desenvolvimento Sustentável, o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território, a
Estratégia Nacional para o Mar, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da
Biodiversidade, as Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário, o Plano
Estratégico Nacional das Pescas, o Plano Estratégico Nacional de Turismo, o Programa Nacional
de Turismo de Natureza e os planos de ordenamento da orla costeira.
A ENGIZC reafirma os desígnios nacionais conferidos pelo actual quadro legal em vigor,
reforçando a visão integradora que se deseja para a zona costeira, consagrando novos desígnios
fruto de outros referenciais e garantindo a articulação com o planeamento e gestão do espaço
marítimo e com a conservação do meio marinho.
Alguns dos objectivos traçados neste âmbito incluem o desenvolvimento de mecanismos e
redes de monitorização e observação, a conservação e valorização dos recursos e do património
natural, cultural e paisagístico e a promoção do desenvolvimento sustentável de actividades
geradoras de riqueza e que contribuam para a valorização de recursos específicos da zona
costeira.
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3.4. Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo
A Proposta do Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo (POEM) e o respectivo Relatório
Ambiental encontram-se concluídos tecnicamente e aprovados pela respectiva Equipa
Multidisciplinar, estando a decorrer a sua fase de Discussão Pública até ao 22 de Fevereiro de
2011.
A missão definida para o POEM implica afirmar a importância económica, ambiental e social do
Mar, assente na promoção do conhecimento dos recursos naturais e das actividades existentes
e potenciais e no ordenamento integrado e gestão adaptativa dos usos que se desenvolvem no
espaço marítimo, em estreita articulação com a gestão da zona costeira, com o normativo
internacional, comunitário e nacional e demais instrumentos de planeamento sectorial e de
gestão do território, envolvendo os diferentes actores e agentes. O Plano assenta em três
princípios fundamentais: o desenvolvimento sustentável, a prevenção e precaução e a
abordagem ecossistémica.
Os objectivos do Plano incidem sobre a execução do levantamento e tratamento dos recursos e
actividades, no ordenamento dos usos e actividades do espaço marítimo, presente e futuro, e
na garantia da utilização sustentável dos recursos, incluindo a sua preservação e recuperação.
3.5. Plano Estratégico Nacional do Turismo
O Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) foi apresentado em Setembro de 2007,
enquanto plano sectorial para o turismo, apresentando as orientações nacionais e regionais
para a actividade, desde logo apontando o objectivo geral de fazer de Portugal um dos destinos
turísticos com maior crescimento da Europa.
Tendo em conta os recursos distintivos de Portugal e o seu potencial de crescimento no futuro,
foram definidos 10 produtos turísticos estratégicos – Sol e Mar, Touring Cultural e Paisagístico,
City Break, Turismo de Negócios, Turismo de Natureza. Turismo Náutico, Saúde e Bem-estar,
Golfe, Resorts Integrados e Turismo Residencial e Gastronomia e Vinhos.
O PENT define um conjunto de metas ambiciosas que se traduzem num aumento de 5% do
número de turistas até 2015, superando a marca dos 20 milhões de turistas estrangeiros, e num
aumento das receitas de 9% em igual período, ultrapassando a fasquia do 15mil milhões de
euros. Pretende-se igualmente que o turismo contribua consideravelmente para o
desenvolvimento económico do país, comparativamente com outras áreas, apontando que
represente, em 2015, mais de 15% do PIB e 15% do emprego nacional.
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A actuação para implementação do Plano Estratégico Nacional do Turismo está estruturada em
torno de cinco eixos estratégicos: território, destinos e produtos (desenvolvimento das regiões e
de novos pólos de desenvolvimento turístico e dez produtos estratégicos); marcas e mercados
(afirmar a marca destino Portugal e consolidar e desenvolver mercados alvo); qualificação de
recursos (qualificar serviços e destinos, qualificar os recursos humanos, desburocratizar);
distribuição e comercialização (ajustar empresas e destinos aos novos modelos de negócio);
inovação e conhecimento (gerar conhecimento para decisão, interligação com plano
tecnológico).
O PENT define que Portugal dispõe de um conjunto de condições naturais e culturais
potenciadoras do desenvolvimento e consolidação de 10 produtos turísticos estratégicos e que
a abordagem a estes produtos deve ser realizada numa óptica regional, desenvolvendo ofertas
distintivas e inovadoras, capitalizando na vocação natural de cada região e desenvolvendo
factores de qualificação que permitam a geração de elevados volumes de receita, a redução da
sazonalidade ou a diferenciação e qualificação do destino.
Especificamente para o Centro (NUT II), foram definidos como produtos chave o Touring
Cultural e Paisagístico e o Turismo de Natureza, completados por quatro outros produtos,
Resorts Integrados e Turismo Residencial, Golfe, Saúde e Bem-estar e Gastronomia e Vinhos,
destacando-se ainda a urgência da exploração da possibilidade de vendas cruzadas com as
Regiões de Lisboa e do Porto e Norte de Portugal, com o intuito de aumentar o número de
turistas estrangeiros.
Para lados dos objectivos acima referidos, foram traçadas, para a Região Centro, as seguintes
metas:
- Atracção de turistas nacionais através da aposta nos produtos Touring e Turismo de Natureza;
- Destino prioritário para o Touring, Turismo de Natureza e Gastronomia e Vinhos;
- Aumento anual das dormidas de estrangeiros de 7,3% (entre 2,2 e 2,3 milhões de dormidas até 2015);
- Aumento anual das dormidas de residentes em Portugal de 2,3%;
- Aumento anual de hóspedes estrangeiros de 6,2%;
- Aumento anual das receitas de 10%
3.6. PROT Centro
De acordo com o estabelecido na legislação, os Planos Regionais de Ordenamento do Território
(PROT) estabelecem as linhas orientadoras do desenvolvimento, organização e gestão dos
Turismo Centro de Portugal
29
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
territórios regionais e enquadram não só os planos de nível municipal e as áreas sujeitas a
planeamento especial mas também as grandes intervenções e os investimentos estruturantes a
realizar no espaço regional.
No PROT Centro (documento submetido a parecer na Comissão Mista de Coordenação e ainda
não eficaz), as opções estratégias de base territorial para o desenvolvimento da Região Centro
devem contemplar, entre outras:
o
A concretização das opções constantes dos instrumentos de gestão territorial de âmbito
nacional, no respeito pelos princípios gerais da coesão, da equidade, da
competitividade, da sustentabilidade dos recursos naturais e da qualificação ambiental,
urbanística e paisagística do território;
o
O reforço dos factores de internacionalização da economia regional e a valorização da
posição estratégica da região para a articulação do território nacional e deste com o
espaço europeu;
o
A protecção, valorização e gestão sustentável dos recursos hídricos e florestais;
o
O aproveitamento do potencial turístico, dando projecção internacional ao património
natural, cultural e paisagístico;
o
O desenvolvimento de uma política integrada para o litoral;
3.7. Polis Litoral
Em Junho de 2008 foi lançado programa nacional de requalificação e valorização da orla costeira
Polis Litoral, com o intuito de, no âmbito da crescente importância estratégica em termos
ambientais, económicos, sociais e culturais das zonas costeiras, procurar o equilíbrio e
interacção indispensáveis entre a conservação dos recursos naturais, a protecção da natureza e
o desenvolvimento socioeconómico de cada região, encontrando-se as soluções mais eficazes
que lhes assegurem um efectivo desenvolvimento sustentável e equilibrado.
Reconhecendo a importância estratégica das zonas costeiras, determinou-se a realização de um
conjunto de operações de requalificação e valorização de zonas de risco e de áreas naturais
degradadas situadas no litoral, em espaços de intervenção prioritária, a que se designou de
Programa Polis Litoral - Operações Integradas de Requalificação e Valorização da Orla Costeira.
Os objectivos primordiais destas intervenções são a potenciação dos recursos ambientais como
factor de competitividade, através da valorização das actividades económicas ligadas aos
Turismo Centro de Portugal
30
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
recursos do litoral e associando-as à preservação dos recursos naturais; a protecção e
requalificação da zona costeira, tendo em vista a defesa da costa, a promoção da conservação
da natureza e biodiversidade, a renaturalização e a reestruturação de zonas lagunares e a
preservação do património natural e paisagístico; a prevenção e defesa de pessoas, bens e
sistemas de riscos naturais; e a promoção da fruição pública do litoral, suportada na
requalificação dos espaços balneares e do património ambiental e cultural.
A execução deste Programa “Polis Litoral”, é assegurada por empresas públicas constituídas sob
a forma de sociedade comercial de capitais exclusivamente públicos, com a participação
maioritária do Estado e minoritária dos municípios territorialmente abrangidos.
Foram identificadas quatro áreas de intervenção prioritária neste âmbito: Ria Formosa, Litoral
Norte, Ria de Aveiro e Litoral Sudoeste podendo a posteriori serem abrangidas outras áreas.
Abrangem no seu conjunto 308 km de frente costeira, 220 km de frentes lagunares e estuarinas,
a financiar pelo Estado, municípios, entidades privadas e com recurso a fundos comunitários no
âmbito do QREN.
3.8. Polis Litoral Ria de Aveiro
A área de intervenção do Polis Litoral Ria de Aveiro tem cerca de 37 000 ha, uma extensão de 60
km de frente costeira, 140 km de frente lagunar e 24 km de frente ribeirinha do Vouga,
abrangendo os concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Espinho, Ílhavo,
Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.
Foi definida tendo por base o limite da área regulamentada pelo Plano de Ordenamento da Orla
Costeira Ovar — Marinha Grande (POOC), entre a barrinha de Esmoriz e a praia da Mira,
alargando-se para o interior de forma a integrar toda a Ria de Aveiro segundo os limites
definidos para a Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro. Integra ainda a área de
intervenção, pela importância que detém na alimentação da Ria de Aveiro e face aos valores
naturais presentes, o Sítio Rio Vouga, pelo limite definido no Plano Sectorial da Rede Natura
2000. A área de intervenção proposta assume assim uma lógica de continuidade e
complementaridade entre os diferentes sistemas naturais presentes — marítimo, lagunar e
ribeirinho.
O território abrangido pela Ria de Aveiro é um espaço singular que dispõe de condições
excepcionais para suporte de um desenvolvimento económico e turístico sustentável e para se
posicionar como um pólo de atracção intimamente ligado ao contacto e fruição da natureza.
Para além disso constitui-se como um elemento estruturante da paisagem do sistema ecológico
e da actividade económica da Região Centro.
Turismo Centro de Portugal
31
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
São três os grandes objectivos para garantir o sucesso desta visão: uma Ria ambientalmente
preservada através da protecção e requalificação da zona costeira e lagunar visando a
prevenção de riscos e também da protecção e valorização do património natural e paisagístico;
uma Ria economicamente dinâmica com a valorização dos recursos como factor de
competitividade económica e social e, por fim, uma Ria de múltiplas vivências, com a promoção
e dinamização da vivência da Ria que permita organizar e assegurar a existência de respostas
eficazes e qualificadas para as diferentes necessidades dos que trabalham, vivem e visitam a Ria
de Aveiro.
Para além da definição dos objectivos fundamentais, a estratégia de intervenção assenta em
quatro eixos estratégicos, que, genericamente, incidem sobre a preservação do sistema dunar e
lagunar, a requalificação e valorização de áreas em Rede Natura, a valorização e potenciação
dos recursos da Ria e, por fim, a promoção da mobilidade e navegabilidade da Ria, a
requalificação lagunar e a promoção territorial através de uma estratégia integrada.
Turismo Centro de Portugal
32
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
4. ESTRATÉGIA PROMOCIONAL PMT RIA DE AVEIRO E DESENVOLVIMENTO DO
PROJECTO
4.1. Modelo Estratégico do Projecto
O dinamismo, a modernidade e o carácter genuíno dos recursos naturais do território Ria de
Aveiro, constituem alguns factores do capital de notoriedade da Ria de Aveiro, que deve
constituir-se alicerce da estratégia de promoção turística da marca Ria de Aveiro. Em
complementaridade aos factores de atracção constituídos pelos recursos e apresentados sob
forma de produto estratégico, devem ser consideradas outras variáveis transversais tais como
as infra-estruturas de alojamento, restauração, lazer e desporto, e deve ser dado particular
destaque aos eventos. Organizar, apoiar e promover eventos que potenciem a marca Ria de
Aveiro, em parceria com os promotores (municípios, entidades publicas ou privadas), permite
fomentar a identidade da marca Ria de Aveiro e desenvolver um processo de diferenciação do
destino.
A estratégia de desenvolvimento do presente projecto assenta no seu objectivo principal, a
saber, implementar, desenvolver e promover o Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro. A
estratégia a adoptar deve ir ao encontro das necessidades e expectativas dos diversos
intervenientes que entram no processo. Neste sentido a cooperação institucional/empresarial
com os agentes do sector, com as entidades públicas, com as associações e outras partes
interessadas, deve ser desenvolvida de forma transversal para permitir o desenvolvimento de
um trabalho com efeitos multiplicadores acrescidos e com impactos directos na
sustentabilidade do projecto e na actividade turística na Região.
A identificação dos recursos existentes, dos produtos turísticos do PMT Ria de Aveiro e dos
factores de animação constitui o primeiro passo de todo o processo de desenvolvimento do
projecto. O conhecimento da realidade da Ria de Aveiro e das suas potencialidades enquanto
destino turístico vai dotar a equipe do projecto das ferramentas necessárias para sustentar as
orientações a tomar no desenvolvimento das acções.
Neste sentido, pretende-se que a projecção da Marca Ria de Aveiro e a sua colocação junto do
mercado através de vários instrumentos de promoção, seja efectuada de forma coerente e
eficaz. Na medida em que a actividade turística está em constante mutação e evolução,
consequência da conjuntura económica, da situação política nacional e internacional, da
realidade social entre outros factores, admite-se que a estratégia do projecto seja enquadrado
num processo evolutivo. Assim, a observação e avaliação do mercado, por um lado, a
monitorização e qualificação da oferta, por outro lado, são as variáveis que devem ser
analisadas periodicamente com o principal objectivo de adaptar as acções à realidade existente.
Turismo Centro de Portugal
33
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
A figura 3 sintetiza o modelo estratégico no qual se sustenta o presente projecto PRORia.
Figura 3- Modelo estratégico de desenvolvimento do Projecto
4.2. Objectivos Gerais do Projecto
→ Implementar o Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro e promover a marca Ria de Aveiro;
→ Aumentar a visibilidade dos produtos turísticos da Ria de Aveiro;
→ Contribuir para o desenvolvimento de marca de Produtos “Ria de Aveiro”;
→ Promover a valorização dos recursos e produtos com génese nas comunidades
costeiras, incluindo produtos da pesca;
→ Reorganizar, reorientar e dinamizar a diversificação das actividades económicas das
comunidades costeiras;
→ Contribuir para o aumento da sustentabilidade da actividade das empresas do sector;
→ Integrar os agentes locais em rede;
→ Instituir uma cultura “Ria de Aveiro” entre os agentes locais;
→ Contribuir para o aumento do volume de investimento na Região.
→ Promover a oferta turística da Ria de Aveiro.
→ Contribuir para a qualificação da oferta dos recursos e equipamentos da Ria de Aveiro.
Turismo Centro de Portugal
34
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
4.3. Linhas de Intervenção e Operacionalização do Projecto – Acções previstas
4.3.1. Linhas de Intervenção
No âmbito do processo estratégico acima referenciado, são criadas três linhas de intervenção,
pilares da execução e da operacionalização do projecto.
As três linhas de intervenção são as seguintes (ver figura 4):
Linha de Intervenção 1 – Recursos e Produtos Turísticos da Ria de Aveiro
Linha de Intervenção 2 – Dinamização da actividade turística e cooperação com os agentes locais
Linha de Intervenção 3 – Campanha promocional do Pólo de Marca Turística “Ria de Aveiro”
Figura 4 – Linhas de Intervenção
Turismo Centro de Portugal
35
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
4.3.2. Operacionalização e Acções do Projecto
Linha de Intervenção 1 – Recursos e Produtos Turísticos da Ria de Aveiro
Diagnóstico
Existe uma fonte potencial de recursos, directamente associado às condições naturais e às
tradições seculares das comunidades piscatórias e costeiras da Ria de Aveiro, que, até hoje, não
foram alvo de um aproveitamento turístico consentâneo com o valor latente que encerram.
Para além de se constituírem como um vector de atracção do destino, esses recursos, utilizados
de forma sustentável no âmbito da actividade turística contribuem para diversificar as pequenas
economias de génese local, contribuindo desta forma para a qualidade de vida das populações e
desta forma promover o desenvolvimento local e regional.
Esta relação uso sustentável do património inerente à actividade das comunidades piscatórias,
com a actividade turística vem também dar resposta aos objectivos plasmados nos diversos
instrumentos estratégicos delineados para o sector, principalmente nos pontos em que são
realçadas as novas formas de dinamizar as economias locais, diversificando as actividades,
através, por exemplo, da aposta no ecoturismo/turismo de natureza, face à redução da
capacidade de captura de peixes, bivalves ou algas, por força da diminuição dos recursos
disponíveis. Esta situação requer uma intervenção que estruture os recursos e produtos
tradicionais destas comunidades, conferindo-lhes substância e valor turístico, tendo em vista a
sua integração na estratégia e suportes de promoção e divulgação da Turismo do Centro de
Portugal e consequentemente do destino Portugal.
Operacionalização
Inicialmente, pretende-se proceder a uma recolha exaustiva de todos os recursos e produtos,
com génese nas comunidades piscatórias e nas zonas costeiras, assim como os recursos
socioculturais do território do Pólo de Marca Turística da Ria de Aveiro, passíveis de serem
tratados do ponto de vista turístico, com especial destaque para a fileira da pesca, para o sal ou
para as actividades de animação turística com impacto directo no desenvolvimento do turismo
da Ria de Aveiro. Uma vez detectados, serão tratados com o intuito de serem absorvidos no
âmbito dos produtos turísticos identificados como prioritários para esse território, a saber o
Touring Cultural e Paisagístico, o Turismo de Natureza, o Turismo Náutico, a Gastronomia e
Vinhos e o Turismo Sol e Mar. Simultaneamente a esta recolha, decorrerá um processo de
identificação e cadastro de todos os agentes locais (infra-estruturas náuticas, empresas
maritimo-turísticas, estabelecimentos de restauração, associações) com o propósito de se fazer
a geo-referenciação destes agentes e recursos, tendo por objectivo disponibilizar toda a oferta
Turismo Centro de Portugal
36
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
do território, num sistema coerente e integrado com as actuais ferramentas da TCP, acessível a
todos.
Acções
1. Criação da equipa de gestão e implementação do projecto: Criação de uma equipa
interna específica para a gestão e implementação do projecto, com base no know-how
da Divisão de Gestão de Produtos Turísticos e da Divisão de Planeamento e
Investimento Turístico. O modelo de gestão e o plano de monitorização são
desenvolvidos no ponto 4.7. do presente documento.
2. Inventariação de recursos e actividades e integração nos produtos estratégicos do
Centro de Portugal/Ria de Aveiro: Identificação e caracterização das principais
actividades de génese económica, cultural e/ou recreativas da e dos principais agentes
comunidade piscatória da Ria de Aveiro. Análise da relação entre as actividades
identificadas e o Sistema de produtos turísticos nacional e regional.
3. Desenvolvimento de um sistema de informação da oferta turística da Ria de Aveiro:
Formatação da informação e desenvolvimento de sistema de informação tendo por
base a relação produto turístico / actividades das comunidades piscatórias e sua
disponibilização aos principais agentes implicados. Está prevista a geo-referenciação dos
recursos e agentes turísticos e sua inserção num sistema de informação geográfica a ser
disponibilizado, num formato web, no Portal TCP e outras interfaces de comunicação.
Duração: 6 meses (após conclusão da acção 2)
4. Desenvolvimento de rotas temáticas: desenho e promoção de várias rotas com ligação
directa ou indirecta aos recursos endógenos da Ria de Aveiro. Está prevista a criação de
uma rota de birdwatching, uma rota de arquitectura da Ria de Aveiro (Arte Nova,
Arquitectura Contemporânea; Arquitectura tradicional), entre outras que possam vir a
ser identificadas no decorrer do projecto.
Objectivos operacionais
→ Identificar os potenciais recursos com génese e/ou uso nas comunidades piscatórias da
Ria de Aveiro com potencial para serem integrados no sistema de produtos turísticos
nacional.
→ Integrar os recursos e produtos na estratégia promocional da Turismo Centro de
Portugal;
Turismo Centro de Portugal
37
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
→ Desenvolver um instrumento de informação que dê suporte ao uso sustentável dos
produtos turísticos desenvolvidos, assim como, à sua gestão por parte dos principais
operadores;
→ Assegurar um património sócio-cultural que é a base da identidade do território/destino
Ria de Aveiro.
Linha de Intervenção 2 – Dinamização da actividade turística e cooperação com os agentes
locais
Diagnóstico
Tradicionalmente os agentes económicos que intervêm no sector estão fortemente focados na
actividade que desenvolvem. A identificação de iniciativas e produtos que podem potenciar o
negócio, assim como a formatação de oferta integrada quer aos turistas nacionais e
internacionais podem ser matéria de preocupação mas está longe de ter a dinâmica pretendida.
O contributo das comunidades piscatórias para a dinamização de alguns sectores como a
restauração e hotelaria são evidentes e em alguns casos (restauração) são o garante da
manutenção dessas dinâmicas. No entanto, a evidência desta relação é discreta e desta forma
não são utilizadas nem promovidas actividades complementares, designadamente as que
podem emergir no domínio do turismo. Por outro lado, o potencial intrínseco de algumas das
actividades da Ria para o uso turístico pressupõe que os actores estejam preparados para
acolher e dinamizar uma actividade que complemente financeiramente o trabalho já exercido.
Operacionalização
A operacionalização desta linha de acção pressupõe uma intervenção em dois vectores. Por um
lado o fomento de elementos informativos entre as comunidades piscatórias e o trade, por
outro lado as bases informativas sobre as necessidades do trade para a formatação de produto
e a comunidade piscatória. O uso de instrumentos como workshops, visitas educacionais,
encontros de negócio são alguns dos métodos testados positivamente com os quais se pretende
dinamizar o universo de trabalho. Demonstrar será a orientação que irá presidir a todas as
intervenções.
Turismo Centro de Portugal
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PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Acções
1. Dinamização de Visitas educacionais: Organização de visitas educacionais a “Hot Spots”
da Comunidades piscatória convidando membros da comunicação social generalista e
especializada, agentes de viagens/operadores turísticos, assim como “Associações de
vizinhos” em Espanha/Castilla y León, ao território Ria de Aveiro, a fim de promover e
dar a conhecer os produtos da Ria de Aveiro.
2. Workshops
de
dinamização
das
comunidades
piscatórias:
organização
de
Workshops/Encontros com a presença da comunidade piscatória, dos agentes turísticos
regionais, das entidades públicas e privadas envolvidas no sector, tendo por objectivo
principal a instauração de uma rede de trabalho conjunto em prol da dinamização e da
promoção da actividade turística na Ria de Aveiro com aproveitamento dos recursos
ligados directa e indirectamente à fileira da pesca.
3. Desenvolvimento e apoio a uma Agenda de Eventos da Ria de Aveiro: Identificação,
análise dos eventos com interesse para o turismo a decorrem no território da Ria de
Aveiro. Esta acção prevê o desenvolvimento de um documento promocional/calendário
de eventos da Ria de Aveiro, com inclusão de oferta complementar através da criação
de protocolos com unidades hoteleiras, museus, restauração, empresas de animação
turística/marítimo – turística. As empresas oferecem descontos e fazem ofertas
promocionais nas datas dos eventos, o que permite criar condições excepcionais aos
visitantes nas datas em que decorrem os principais eventos. Esta acção prevê também,
o apoio a eventos, através da sua promoção nos canais comunicacionais da TCP.
4. Participação em Feiras de Promoção: Presença do Pólo Marca Turística da Ria de Aveiro
em Feiras Nacionais e Internacionais (designadamente no mercado externo alargado).
Objectivos Operacionais
→ Promover o conhecimento, a partilha de informação e a cooperação institucional;
→ Fomentar a interacção agentes turísticos - comunidades piscatórias;
→ Intensificar a presença do conceito do destino da Ria de Aveiro quer na comunidade
piscatória, quer nas actividades da área do turismo.
→ Contribuir para o reforço da identidade regional através dos instrumentos de
desenvolvimento económico local;
→ Dinamizar eventos e apoiar a captação de novos eventos na Ria de Aveiro;
→ Contribuir para a diminuição da sazonalidade da actividade turística;
Turismo Centro de Portugal
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PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
→ Aumentar o número de visitas ao território Ria de Aveiro.
→ Aumentar a permanência média dos visitantes na Ria de Aveiro.
Linha de Intervenção 3 – Campanha promocional do Pólo de Marca Turística “Ria de Aveiro”
Diagnóstico
A implementação do PMT Ria de Aveiro pressupõe a comunicação e promoção de uma marca
associada, junto do mercado-alvo. Actualmente a TCP desenvolve campanhas de promoção com
uma abrangência territorial regional (Centro de Portugal) baseada numa comunicação centrada
nos produtos estratégicos do Centro. A necessidade de afirmar a marca Ria de Aveiro e
promover os seus produtos decorre da existência de um elemento central diferenciador, o
espaço lagunar Ria de Aveiro. As suas características naturais e socio-culturais permitem a
afirmação da região como destino turístico de eleição, especialmente para quem procura a água
como elemento diferenciador, quer para aqueles cuja motivação reside na fruição paisagística,
quer para os que pretendem praticar actividades associadas à água. De entre estas actividades,
destacam-se principalmente a Pesca, o Ecoturismo / Turismo de Natureza, o Turismo do Sal, o
Turismo Náutico, assim como outras actividades que possam potenciar a diversificação da
oferta ligada à comunidade piscatória (actividades ligadas à cultura da pesca na Ria de Aveiro). A
gastronomia da Ria Aveiro é particularmente rica em produtos do mar e da ria, no entanto, não
existente uma colocação no mercado eficaz destes produtos e uma especialização efectiva da
restauração.
Operacionalização
A realização de uma campanha de promoção para a marca Ria de Aveiro, pressupõe a definição,
o desenvolvimento e a promoção dos produtos estratégicos, sendo imprescindível estarem
definidos os produtos com os quais a Região se identifica e nos quais quer apostar, admitindo
uma real vantagem competitiva para estes, relativamente às outras regiões. Neste sentido a
campanha de promoção assenta num modelo de complementaridade dos recursos e produtos
baseado na cooperação institucional, que visa assegurar o desenvolvimento confirmando a
sustentabilidade do turismo regional.
Esta linha de intervenção assume duas dimensões:
- A divulgação e promoção do Destino, tendo por base os recursos e produtos da Ria de Aveiro.
- O reforço da incorporação da Marca Ria de Aveiro na promoção do destino Centro.
Turismo Centro de Portugal
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PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
A operacionalização desta linha de intervenção traduz-se no desenvolvimento de acções de
promoção tais como a elaboração de roteiros temáticos, campanhas publicitárias, produção de
informação turística em formato digital passível de ser disponibilizada nas várias plataformas
digitais, entre outras.
Acções
3. Campanha Promocional Ria de Aveiro: Desenvolvimento de um campanha promocional
junto da imprensa nacional e espanhola, usando como referencia a agenda de eventos Ria
de Aveiro com especial destaque para o Festival do Bacalhau e os produtos da marca Ria de
Aveiro. Está incluída nesta acção, a criação de merchandising associado à Ria de Aveiro.
4. Spot´s televisivos: Desenvolvimento de curtos spots’s a serem difundidos da televisão para
promoção dos recursos e produtos da Ria de Aveiro.
5. Promoção dos Produtos Turísticos / Comunidades Piscatórias da Ria de Aveiro: Show
cooking com um cozinheiro português conhecido em 2 locais de grande exposição pública
em Salamanca e Vallalodid em que são cozinhados e colocados à prova do público os
produtos do pescado da Ria de Aveiro e do Mar, sendo o local assinalado com a imagem da
campanha promocional e sendo promovidos todos os produtos da marca Ria de Aveiro
assim como o calendário de eventos. Esta iniciativa é repetida e devidamente adaptada em
dois grandes Centros Comercias Nacionais (Porto e Lisboa).
6. Promoção do Festival do Bacalhau: Lançar uma campanha promocional para o festival
antes e depois do festival em que são propostas diversas actividades promocionais e
iniciativas paralelas, como por exemplo, a distribuição de prémios para a ideia (receita) mais
original. Na componente expositiva do festival do Bacalhau é proposta a criação de um
espaço dedicado à promoção da actividade turística e dos produtos da Ria de Aveiro, em
que são convidadas as agências de viagens, as empresas de animação, a restauração e a
hotelaria envolvidas no projecto e no Turismo e Comunidades Piscatórias. O Festival tem a
vantagem de ser a iniciativa que envolve um grande número de pessoas e genuinamente as
comunidades piscatórias da região.
7. Divulgação dos Resultados do Projecto: Desenvolvimento de peças jornalísticas em diversas
fases do projecto que permitam transmitir, ao público em geral, os resultados das
intervenções e do desenvolvimento do projecto, promovendo assim todos os intervenientes
no processo e o território Ria de Aveiro.
Turismo Centro de Portugal
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PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Objectivos Operacionais
→ Aumentar as receitas turísticas no território Ria de Aveiro e os efeitos multiplicadores
inerentes;
→ Disponibilizar ferramentas inovadoras e diferenciadoras e apostar nas oportunidades
criadas pelas tecnologias de informação e comunicação;
→ Criar uma imagem moderna, natural e activa da Ria de Aveiro no imaginário das
pessoas;
→ Aumentar a notoriedade da marca Ria de Aveiro,
→ Criar propostas promocionais integradas na estratégia de promoção da TCP;
→ Aumentar as dormidas na hotelaria do PMT Ria de Aveiro;
→ Potenciar motivações e provocar visitas ao território Ria de Aveiro;
→ Aumentar o número de visitas a áreas naturais, museus e outros elementos
patrimoniais.
→ Potenciar efeitos multiplicadores na economia local e regional.
4.4. Impactos sócio-económicos do Projecto
O objectivo principal deste projecto reside na implementação do Pólo de Marca Turística Ria de
Aveiro, através da execução de um conjunto articulado de acções destinadas a organizar e
promover o conjunto de recursos e produtos turísticos da Ria de Aveiro e, consequentemente,
aumentar a sua visibilidade e a de todos os agentes locais que concorrem para este desígnio. O
primeiro impacto que se pretende alcançar é o do aumento da visibilidade e da notoriedade da
marca Ria de Aveiro na esfera nacional e de todos os recursos e produtos turísticos que lhe
estão associados.
O cumprimento deste objectivo encerra uma série de outros impactos sócio-económicos
relevantes, causados pelo aumento das dormidas ou pelo aumento da receita turística directa e
indirecta, factores que incidem directamente sobre a sustentabilidade das empresas turísticas e
das economias locais, que beneficiam igualmente da estadia de turistas. Em complemento,
estão previstas intervenções ao nível do apoio e da organização de eventos, visando a
promoção dos recursos endógenos e a atenuação da sazonalidade típica das zonas costeiras. Em
última análise, numa região em que decorrem outras grandes intervenções de requalificação do
território - como é o caso dos projectos integrados no Polis Ria de Aveiro - a melhoria
generalizada do ambiente económico de uma região, propicia a captação de mais investimento,
criando condições para que se verifique um aumento do emprego e do nível de vida em geral.
Turismo Centro de Portugal
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PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Paralelamente a estes desígnios, as linhas de intervenção delineadas apontam para a
dinamização da interacção de todos os agentes económicos do sector numa rede balizada por
uma visão estratégica comum, que se baseia na instituição de uma cultura de identidade ligada
à Ria de Aveiro, envolvendo os agentes locais nas tomadas de decisão, garantindo-lhes
condições para desenvolverem as suas actividades com base num apoio constante e conferindolhes a condição de serem os primeiros promotores do seu território, num processo em que
serão simultaneamente os principais beneficiários dos out-puts gerados.
A promoção da marca Ria de Aveiro, a competitividade dos agentes económicos locais, a sua
interacção em rede e a articulação com outros instrumentos e intervenções que decorrem no
território são os pilares do pensamento estratégico que levou ao desenho deste projecto.
Nenhuma destas vertentes faz sentido se não integrar o que o território possui de mais genuíno
e inimitável e que reside no seu património natural único, com a água como elemento central e
diferenciador, e consequentemente, nas suas manifestações e ofícios mais tradicionais, que, no
fundo, estão na sua génese.
Desta forma, a valorização dos recursos endógenos, nomeadamente os que resultam da
actividade das comunidades costeiras, surge como o traço comum a toda a intervenção
planeada. Para fazer face a problemas concretos das comunidades piscatórias, designadamente
os que dizem respeito à diminuição de recursos de captura, estabelece-se um conjunto de
iniciativas que pretendem combater a dependência destas comunidades relativamente a uma
actividade marcada pela escassez de recursos disponíveis.
As medidas específicas para fazer face a este problema incluem a criação de uma equipa de
trabalho cuja actividade está especificamente direccionada para o apoio a estes agentes, para
que estes possam ter acesso a informação vital para implementarem novas actividades ligadas
ao turismo, por exemplo no campo da animação ou no aproveitamento turístico da fileira do sal.
Ao mesmo tempo que os novos saberes lhes conferem novas oportunidades de sustento e
sucesso ao nível do empreendedorismo, revitalizam o sector do turismo com novas actividades,
escassamente exploradas, que serão incorporadas na marca Ria de Aveiro, concedendo-lhe uma
valia acrescentada.
Turismo Centro de Portugal
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PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
4.5. Cronograma
A execução do projecto obedece à seguinte calendarização:
Quadro 6 – Cronograma da Execução do Projecto
Linhas de
Intervenção
2011
1º T
2ºT
2012
3ºT
4ºT
1º T
2ºT
3ºT
4ºT
Linha 1
Linha 2
Linha 3
4.6. Componente financeira
O Projecto PRORia tem um valor global de investimento que ascende os 513.295 Euros,
repartidos pelas 3 linhas de intervenção e pelos anos 2011 e 2012 como consta do seguinte
quadro:
Quadro 6 - Componente financeira do projecto
Linhas de Intervenção / Acções
Linha 1 - Recursos e Produtos Turísticos da Ria de Aveiro
2011
2012
TOTAL
64.385
9.800
74.185
Acção 1.1. Inventariação de recursos e actividades e integração nos produtos estratégicos
1.845
0
1.845
Acção 1.2. Desenvolvimento de um sistema de informação da oferta turística Ria de Aveiro
36.900
0
36.900
9.840
0
9.840
Acção 1.4. Criação de equipa de gestão e implementação do projecto
15.800
9.800
25.600
Linha 2 - Dinamização da actividade turística e cooperação com agentes locais
Acção 1.3. Desenvolvimento de rotas temáticas
44.280
75.030
119.310
Acção 2.1. Dinamização de visitas educacionais
4.920
4.920
9.840
Acção 2.2. Workshops de dinamização das comunidades piscatórias
2.460
2.460
4.920
30.750
61.500
92.250
6.150
6.150
12.300
Acção 2.3. Desenvolvimento e apoio a uma agenda de eventos Ria de Aveiro
Acção 2.4. Participação em feiras de promoção
Linha 3 - Campanha Promocional do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
154.980
164.820
319.800
Acção 3.1. Desenvolvimento dos suporte promocionais da campanha Ria de Aveiro
73.800
73.800
147.600
Acção 3.2. Spots televisivos
46.125
46.125
92.250
9.225
9.225
18.450
24.600
30.750
55.350
Acção 3.3. Promoção dos produtos turísticos/comunidade piscatória da Ria de Aveiro
Acção 3.4. Promoção do Festival do Bacalhau
Acção 3.5. Divulgação dos resultados do projecto
TOTAL DO INVESTIMENTO
Turismo Centro de Portugal
1.230
4.920
6.150
263.645
249.650
513.295
44
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
4.7. Modelo de Gestão e Monitorização
4.7.1. Modelo de Gestão
O modelo de gestão do projecto PRORia - Implementação e Promoção do Pólo de Marca
Turística Ria de Aveiro, integrado no modelo organizacional da TCP, envolve uma estrutura
formada por três elementos, com base no know-how da Divisão de Gestão de Produtos
Turísticos e da Divisão de Planeamento e Investimento Turístico.
Coordenação do Projecto
SR
Gestora de Produto
Planeamento e Investimento
SS
CO
Figura 6 – Equipa de Gestão e Implementação do Projecto
SR: Sílvia Ribau – Chefe da Divisão de Produtos Turísticos, assume as tarefas de gestão da
equipa e coordenação do Projecto.
SS: Sara Silva – Gestora do Produto Náutico, assume a execução das acções 2 e 4 da linha de
intervenção 1 - Inventariação de recursos e actividades e integração nos produtos estratégicos
do Centro de Portugal/Ria de Aveiro.
CO: Cristina Oliveira – técnica de Planeamento e Investimento Turístico, assume a execução das
outras acções com a participação dos restantes técnicos da TCP no âmbito das especificidades
das suas áreas de intervenção.
4.7.2. Plano de Monitorização
O Plano de Monitorização é composto por três indicadores principais. O indicador 1 e o
Indicador 2 medem os impactos do PRORIA na actividade turística do PMT Ria de Aveiro. O
Turismo Centro de Portugal
45
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Indicador 3, mede o desempenho da gestão do projecto quer ao nível da execução técnica como
da execução financeira.
Quadro 7 – Indicador 1
Objectivo
Monitorizar os impactos do PRORia
Definição
Impactos do PRORia no número de dormidas
Indicador
Ind 1 - Aumento do número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros
Fórmula
Ind 1 = [(Dn/Dn-1)-1]*100
Em que,
Dn= Número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros no PMT Ria de Aveiro ano n
Dn-1= Número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros no PMT Ria de Aveiro ano n-1
Unidade
Meta
Periodicidade
Responsável
Estratégia
%
Aumento de 1%
Semestral / anual
Coordenador do Projecto
1. Reuniões de Equipa de Gestão (trimestrais)
2. Reuniões alargadas da parceria (semestrais)
3. Reuniões extraordinárias
5. Apresentação de relatório de gestão e monitorização (semestral)
6. Apresentação de Relatório Final da Operação 24 meses
Destinatários
TCP, GAC-RA
Dados
Plano de Acompanhamento das Operações
Fonte
Equipa de Gestão
Interpretação
Se o aumento estiver compreendido entre 1,5% e 2,3% o desempenho é considerado muito bom.
Se o aumento estiver compreendido entre 1% e 1,5% o desempenho é considerado bom.
Se o aumento for inferior a 1%, devem ser analisadas as causas que provocaram os desvios e tomadas eventuais
acções correctivas.
Turismo Centro de Portugal
46
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Quadro 8 – Indicador 2
Objectivo
Monitorizar os impactos do PRORia
Definição
Impactos do PRORia na taxa de ocupação-cama
Indicadores
Fórmula
Ind 2 - Aumento da taxa de ocupação-cama
Ind 2 = [(TOn/TOn-1)-1]*100
Em que,
TOn= Taxa de ocupação-cama em estabelecimentos hoteleiros na Ria de Aveiro ano n
TOn-1= Taxa de ocupação-cama em estabelecimentos hoteleiros na Ria de Aveiro ano n-1
Unidade
%
Meta
Aumento de 0,5%
Periodicidade
Semestral / anual
Responsável
Estratégia
Coordenador do Projecto
1. Reuniões de Equipa de Gestão (trimestrais)
2. Reuniões alargadas da parceria (semestrais)
3. Reuniões extraordinárias
5. Apresentação de relatório de gestão e monitorização (semestral)
6. Apresentação de Relatório Final da Operação 24 meses
Destinatário
TCP, GAC-RA
Dados
Plano de Acompanhamento das Operações
Fonte
Equipa de Gestão
Interpretação
Se o aumento estiver compreendido entre 0,6% e 1%, o desempenho é considerado muito bom.
Se o aumento estiver compreendido entre 0,5% e 0,6%, o desempenho é considerado bom.
Se o aumento for inferior a 0,5%, devem ser analisadas as causas que provocaram os desvios e tomadas
eventuais acções correctivas.
Turismo Centro de Portugal
47
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Quadro 9.3. – Indicador 3
Objectivo
Monitorizar a execução técnica e financeira do PRORia
Definição
Capacidade da equipa de gestão em executar o projecto
Indicadores
Grau de execução física dos projectos
Grau de execução financeira dos projectos
Fórmula
Número de acções concretizadas / Número de acções previstas
Montante executado / Montante total do projecto
Unidade
%
Meta
100% de execução técnica e financeira no final do projecto
Periodicidade
Semestral / anual
Responsável
Coordenador do Projecto
Estratégia
1. Reuniões de Equipa de Gestão (trimestrais)
2. Reuniões alargadas da parceria (semestrais)
3. Reuniões extraordinárias
5. Apresentação de relatório de gestão e monitorização (semestral)
6. Apresentação de Relatório Final da Operação 24 meses
Destinatário
TCP; GAC-RA
Dados
Plano de Acompanhamento das Operações
Fonte
Equipa de Gestão
Interpretação
No final do 1º semestre:
Se a execução atingir 25%, o desempenho é considerado bom.
Se a execução estiver compreendida entre 20% e 25%, o desempenho é satisfatório.
Se a execução for inferior a 20%, devem ser analisadas as causas que provocaram os desvios e tomadas eventuais
acções correctivas.
No final do 1º ano:
Se a execução atingir 50%, o desempenho é considerado bom.
Se a execução estiver compreendida entre 40% e 50%, o desempenho é satisfatório.
Se a execução for inferior a 40%, devem ser analisadas as causas que provocaram os desvios e tomadas eventuais
acções correctivas.
Turismo Centro de Portugal
48
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
No final do 3º semestre:
Se a execução atingir 75%, o desempenho é considerado bom.
Se a execução estiver compreendida entre 65% e 75%, o desempenho é satisfatório.
Se a execução for inferior a 65%, devem ser analisadas as causas que provocaram os desvios e tomadas eventuais
acções correctivas.
No final do Projecto:
Se a execução atingir 100%, o desempenho é considerado bom.
Se a execução estiver compreendida entre 90% e 95%, o desempenho é satisfatório.
Se a execução for inferior a 90%, devem ser apuradas analisadas as causas que provocaram os desvios.
Para além destes indicadores, que serão avaliados de acordo com os dados estatísticos
disponibilizados pelo INE e Turismo de Portugal e pelo dados internos de execução do projecto,
a Equipa de Gestão acompanhará uma série de outras variáveis estatísticas, que serão medidas
e avaliadas internamente. Alguns destes indicadores serão os seguintes:
- Estada média;
- Receitas turísticas;
- Número de empresas do sector (alojamento turístico, empresas de animação turística);
- Percentagem de turistas nacionais.
Turismo Centro de Portugal
49
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
5. CONTRIBUTOS DO PROJECTO
5.1. Contributos para os objectivos do PROMAR
Com a implementação deste projecto, pretende-se contribuir decisivamente para os objectivos
delineados no âmbito do eixo 4 do PROMAR, denominado “Desenvolvimento sustentado das
zonas de pesca” que preconiza a revitalização das zonas mais dependentes da actividade
piscatória, especialmente afectadas pela necessidade de reestruturação do sector, através do
incentivo à criação de actividades económicas alternativas.
Relativamente à estratégia traçada pelo GAC-Ria de Aveiro, a Turismo Centro de Portugal
propõe-se a atingir os objectivos específicos do eixo 4, em cooperação com os agentes de
desenvolvimento local, nomeadamente os que dizem respeito ao lançamento de uma
campanha publicitária do destino “Ria de Aveiro” e ao apoio à diversificação das actividades
económicas e sociais.
O primeiro destes objectivos decorre da missão e atribuições conferidas por lei à Turismo
Centro de Portugal, no quadro das suas competências de organização e promoção dos recursos
turísticos agregados aos territórios afectos à entidade, que incluem o Pólo de Marca Turística
Ria de Aveiro. Neste caso específico, estabeleceu-se a necessidade de identificar e organizar os
recursos turísticos com génese nas comunidades costeiras, a sua inclusão nos produtos
turísticos definidos como prioritários pela TCP, tendo como objectivo final a divulgação
integrada do destino Ria de Aveiro, através de uma campanha que o afirme como destino
turístico de excelência, quer isoladamente, quer reforçando o seu peso no seio da marca Centro
de Portugal.
A campanha publicitária do destino Ria de Aveiro contribui directamente para um objectivo
específico do eixo 4 (originalmente definido pelo GAC Ria de Aveiro como passível de ser
desenvolvido pela TCP) e contribui indirectamente para o apoio à diversificação das actividades
económicas locais, conferindo aos recursos e actividades das comunidades costeiras uma
organização, um sentido e uma visibilidade que estes não dispõem actualmente e que pode
marcar a diferença relativamente à sua consolidação e viabilidade. Paralelamente, a Turismo
Centro de Portugal propõe-se, no âmbito das actividades correntes do seu Centro de Apoio ao
Investimento Turístico e da Divisão de Produtos Turísticos, a dinamizar uma rede específica de
apoio aos investidores das comunidades costeiras, em especial no que toca à instalação de
empresas de animação turística e estabelecimentos de restauração (neste caso, no âmbito de
protocolo estabelecido com a AHRESP), contribuindo para o cumprimento deste objectivo
específico.
Turismo Centro de Portugal
50
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
Em suma, as acções apresentadas contribuirão não só para o cumprimento dos objectivos
específicos do eixo 4 do PROMAR, mas também para alguns dos princípios de referência
emanados pela visão estratégica do GAC Ria de Aveiro, que consistem na dinamização da
cooperação institucional (criando sinergias entre a TCP, representantes do GAC RA, AHRESP e
agentes privados), na valorização e promoção do património natural e arquitectónico do
território e no contributo para o reforço da competitividade da região (através da campanha
publicitária e do apoio concedido aos investidores).
5.2. Articulação com outras intervenções
Plano de Acção Mais Turismo Mais Centro
O Plano de Acção Mais Turismo Mais Centro, traçado para o período 2009-11, corporiza um
referencial para a promoção turística do território Centro (NUT II), baseando-se num modelo de
unidade territorial, sem menosprezar as especificidades sub-regionais subjacentes a cada um
dos parceiros envolvidos (Turismo Centro de Portugal, Turismo Serra da Estrela, Turismo do
Oeste, Turismo Leiria-Fátima e Turismo Lisboa e Vale do Tejo – unidade territorial Médio Tejo).
Estrutura-se em torno de duas componentes que se articulam, territorial e sectorial, e resulta da
identificação de lacunas do sector na região: a falta de organização dos produtos turísticos,
incluindo a sua articulação temática e territorial; a ausência de um calendário de animação que
atraia turistas à região durante todo o ano; e a ausência de uma promoção sustentada numa
oferta organizada e compósita, orientada para os mercados-alvo.
Os projectos apresentados organizam-se de acordo com cinco componentes sectoriais, que
correspondem aos grandes eventos, à organização e qualificação de produtos, à promoção
digital, à cooperação com o sector empresarial e à governância do próprio projecto.
No caso específico da organização e qualificação de produtos reside o principal ponto de
comunhão entre o Mais Turismo Mais Centro e esta intervenção no âmbito do Eixo 4 do
PROMAR. O Plano de Acção prevê uma intervenção ao nível da organização dos produtos
turísticos prioritários identificados no Plano Estratégico Nacional do Turismo, mas também
sustenta uma posição de salvaguarda de produtos emergentes que não estão devidamente
consagrados no PENT para o território da Turismo Centro de Portugal, mas que são dotados de
elevado valor regional e de potencial expansão. É o caso do turismo náutico e do turismo sol e
mar, que se entrecruzam nas suas diversas valências, e que constituem, grosso modo, e em
complemento com o turismo de natureza e com o produto gastronomia e vinhos, o foco da
Campanha Promocional da Ria de Aveiro acima delineada. Esta lógica de dinamização de um
conjunto de sinergias multi-produto, que presidiu à intervenção Mais Turismo Mais Centro será
Turismo Centro de Portugal
51
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
replicada na campanha proposta, visando a criação de economias de escala bastante
expressivas, envolvendo todos os recursos com potencial turístico da Ria de Aveiro.
Também as componentes relativas ao webmarketing e à cooperação com o sector empresarial,
previstas no Plano de Acção, serão contempladas nesta intervenção, através, nomeadamente,
de projectos de georeferenciação dos recursos e do desenvolvimento de um sistema de
informação associado e num relacionamento privilegiado entre a Turismo Centro de Portugal
com o sector empresarial do turismo, especialmente as iniciativas que visem a diversificação das
actividades económicas das comunidades costeiras.
Polis Litoral Ria de Aveiro
A transversalidade do sector do turismo implica que qualquer intervenção estruturante
implementada em qualquer sector da economia e que produza impactos determinantes na
valorização e qualificação do território, como é o caso do programa Polis Litoral Ria de Aveiro,
assuma contornos decisivos na definição da estratégia promocional da entidade responsável
pela divulgação dos recursos turísticos do território intervencionado. O Polis Ria de Aveiro
congrega cerca de 150 acções implementadas por entidades públicas e privadas, estruturadas
em torno de 4 eixos de intervenção e interligadas por três ideias-chave: a preservação
ambiental da Ria; a dinamização económica da Ria com base na valorização dos seus recursos; e
a promoção e divulgação da vivência da Ria.
São absolutamente decisivas para a requalificação turística do território as intervenções
plasmadas nos eixos 1 e 2, que correspondem à valorização das zonas costeira e lagunar e do
património natural e paisagístico, conferindo ainda maior notoriedade a um destino de
características ímpares, marcado por preciosos ecossistemas, que, cada um deles, por si só,
constitui uma referência de excelência, quando analisados enquanto recursos ligados ao
turismo de natureza, ao turismo náutico ou ao turismo de sol e mar.
Os eixos 3 e 4 congregam um conjunto de projectos que permitirão uma fruição dos recursos da
Ria de Aveiro, desde estruturas de apoio a actividades de recreio náutico, passando pela
mobilidade e circulação na Ria, até ao reordenamento da actividade piscatória e requalificação
de estruturas de uso turístico balnear, que se reflectirão num factor de atracção adicional e de
satisfação das expectativas dos turistas que visitem o território da Ria de Aveiro.
Trata-se de um conjunto de iniciativas, enquadradas por uma visão estratégica comum, que
qualificam (e qualificarão) decisivamente um território que corresponde a uma das marcas subregionais cuja promoção e divulgação, do ponto de vista turístico, compete à Turismo Centro de
Portugal. Cabe a esta entidade, em consonância com os agentes regionais responsáveis pelo
Turismo Centro de Portugal
52
PRORia – Implementação e Promoção do Pólo de Marca Turística Ria de Aveiro
desenvolvimento desta estratégia e com as entidades executoras das acções previstas, delinear
uma estratégia de promoção integrada do território Ria de Aveiro, conforme está descrito nos
seus estatutos, que corporize não só a importância do conjunto de recursos - em alguns casos
ainda potencialmente turísticos - valorizados por este programa, mas também dar forma ao
esforço de planeamento e investimento levado a cabo pelas entidades responsáveis, que
ascende aos 96 milhões de euros.
5.3. Contributos para a igualdade de oportunidades
Dando cumprimento ao que está estabelecido no texto do III Plano Nacional da Igualdade, em
consonância com as orientações estratégicas europeias (Estratégia de Lisboa, Roteiro para a
Igualdade entre Homens e Mulheres e Pacto Europeu para a Igualdade de Género), e assumindo
os padrões de conduta que todas as entidades que prestam serviço público têm o dever de
cumprir relativamente a esta temática, a Turismo Centro de Portugal assume que, no decorrer
da implementação deste projecto, cumprirá com as seguintes premissas:
- No desenvolvimento de campanhas informáticas e promocionais de destinos e marcas, estas
não se basearão na descriminação do género como elemento central da actividade promocional
e de “branding”;
-
Desenvolver-se-ão
esforços
depromoção
do
espírito
empresarial
das
mulheres,
nomeadamente melhorando o seu acesso à propriedade e aos activos económicos, ao microfinanciamento e aos mercados.
Turismo Centro de Portugal
53
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MAIS TURISMO MAIS CENTRO