1 FACULDADE DE PARÁ DE MINAS Curso de Administração Leizilene da Silva ANÁLISE DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DO PROCESSO PRODUTIVO E SUA INTERFERÊNCIA NA GESTÃO DE PRODUÇÃO EM UMA EMPRESA TÊXTIL Pará de Minas 2013 2 Leizilene da Silva ANÁLISE DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DO PROCESSO PRODUTIVO E SUA INTERFERÊNCIA NA GESTÃO DE PRODUÇÃO EM UMA EMPRESA TÊXTIL Monografia apresentada à coordenação de Administração da Faculdade de Pará de Minascomo requisito parcial para conclusão do curso de Administração de Empresas. Orientador: Prof. Ms. Annévia Palhares Vieira Diniz Oliveira Pará de Minas 2013 3 Leizilene da Silva ANÁLISE DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DO PROCESSO PRODUTIVO E SUA INTERFERÊNCIA NA GESTÃO DE PRODUÇÃO EM UMA EMPRESA TÊXTIL Monografia apresentada à coordenação de Administração da Faculdade de Pará de Minas como requisito parcial para a conclusão do curso de Administração de Empresas. Aprovada em: _____ / _____ / _____ ______________________________________ Prof. Ms. Annévia Palhares Vieira Diniz Oliveira ______________________________________ Prof. Ms. Ruperto Benjamin Cabanellas Vega 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a Deus por esta conquista, aos meus pais Maria Terezinha e Losiano pela dedicação, apoio incondicional e amor, a minha irmã Leiziana pela paciência nas horas de cansaço, sabendo compreender este grande momento em minha vida, ao meu namorado por compreender as ausências e por seu amor, a Giovana Drumond que me apoiou sempre e a todos os amigos e familiares que torceram e torcem pelo meu sucesso e rezaram por mim. 5 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus que sempre me guiou e iluminou permanecendo sempre ao meu lado nas horas mais difíceis me dando forças e coragem para nunca desistir e assim alcançar a minha vitória. A meus pais que sempre me apoiaram e incentivaram de uma forma inexplicável. Agradeço ao Supervisor, Líder e demais da empresa pesquisada, que contribuíram direta ou indiretamente para que este trabalho se realizasse. E a minha mestre Annévia Palhares por aceitar me orientar no momento de desespero, tornando meu trabalho mais grandioso, dividindo seus saberes, com paciência e dedicação e também a Irene que foi uma pessoa que com paciência e boa vontade teve uma participação muito importante nesta jornada de conclusão do trabalho. 6 “Em minhas preces de todo dia, sempre peço coragem e paciência. Coragem para continuar superando as dificuldades do caminho naqueles que não me compreendem. E paciência para não me entregar ao desânimo diante das minhas fraquezas”. Chico Xavier 7 RESUMO Este trabalho teve a finalidade, de mostrar a importância do uso dos indicadores de desempenho dentro do processo produtivo das empresas, afim do esclarecimento do por que da necessidade de seu uso. O trabalho abordou os indicadores de desempenho de vários setores, sendo assim para a melhor compreensão do tema. O trabalho foi levantado com base em vários cenários apresentados na empresa e analisado questões especificas sobre o assunto, sendo que, o estudo deste tema foi de grande valia não só para a empresa em questão, mas é um assunto de interesse para outras organizações gerando um resultado futuro amplamente ligado à satisfação dos clientes e a competitividade organizacional. Palavras-chave: Indicadores Competitividade. Produtividade. de desempenho. Qualidade. Eficiência. 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Mecanismo de influência da produtividade.............................................. 16 Figura 2 – Diagrama de Fluxos de Processo............................................................ 20 Figura 3 – Diagrama de Pareto................................................................................. 22 Figura 4 – Diagrama de causa e efeito..................................................................... 23 Figura 5 – Diagrama de Dispersão........................................................................... 24 Figura 6 – Histograma............................................................................................... 25 Figura 7 – Carta Controle.......................................................................................... 26 Figura 8 – Folha de verificação................................................................................. 27 Figura 9 – Produtividade e Qualidade....................................................................... 29 Figura 10 – Desenho Esquemático da Fiação.......................................................... 49 Figura 11 – Desenho Esquemático da Tecelagem................................................... 50 9 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – A eficiência produtiva da engomadeira, indicador 1............................... 52 Gráfico 2 – Set-up das trocas de carga (engomadeira), indicador 2........................ 54 Gráfico 3 – Desempenho Operacional do turno A (engomadeira) 2012, indicador 3............................................................................................................. Gráfico 4 – Desempenho Operacional do turno A (engomadeira) 2013, indicador 3............................................................................................................. 56 56 Gráfico 5 – Qualidade dos rolos engomados, indicador 4........................................ 58 Gráfico 6 – Eficiência da tecelagem, indicador 5...................................................... 60 Gráfico 7 – Desempenho Operacional do setor Toyota (turno A) 2012, indicador 6............................................................................................................. Gráfico 8 – Desempenho Operacional do setor Toyota (turno A)2013, indicador 62 63 6............................................................................................................. Gráfico 9 – Índice de 2ª qualidade, indicador 7......................................................... 64 10 LISTA DE SIGLAS DENIM – Fios Tingidos com Corante Anil para a Produção de Jeans FDC – Fundação Dom Cabral FDG – Fundação de Desenvolvimento Gerencial ID – Indicador de Desempenho IDs – Indicadores de Desempenho MD – Medidas de Desempenho PAEX – Parcelamento Excepcional PCP – Planejamento e Controle de Produção POP – Procedimento operacional Padrão TOYOTA – Toyota Automatic Loom 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................12 .... 1.1 Situação Problemática ...................................................................................... 12 1.2 Objetivo Geral .................................................................................................... 12 1.3 Objetivo Específico............................................................................................ 12 1.4 Caracterização da Empresa .............................................................................. 13 1.5 Justificativa ........................................................................................................ 13 2 REFERENCIAL TEÓRICO ..................................................................................... 15 2.1 Produtividade ..................................................................................................... 15 2.2 Qualidade ........................................................................................................... 18 2.3 Ferramentas da qualidade ................................................................................ 19 2.4 Indicadores ou Medidas de Desempenho ....................................................... 30 2.5 Características dos Indicadores de Desempenho .......................................... 36 2.6 Classificação dos Indicadores de Desempenho ............................................. 40 3 METODOLOGIA ..................................................................................................... 44 3.1 Tipo de Estudo ................................................................................................... 44 3.2 Universo e Amostra ........................................................................................... 44 3.3 Instrumento de Coleta de Dados ...................................................................... 44 3.4 Coleta de Dados ................................................................................................. 44 3.5 Tratamento dos Dados ..................................................................................... 45 4 ANÁLISE DOS DADOS ......................................................................................... 46 4.1 Processo Produtivo ........................................................................................... 46 4.2 Indicadores de Desempenho Determinados na Empresa .............................. 51 4.3 Sugestões para Empresa .................................................................................. 66 5 CONCLUSÃO ......................................................................................................... 67 5.1 Limitações do Trabalho..................................................................................... 68 5.2 Sugestões de Trabalhos Futuros ..................................................................... 68 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 69 APÊNDICE ................................................................................................................ 72 12 1 INTRODUÇÃO Com o passar do tempo foi observado que as empresas cada dia mais têm se destacado no mercado, e buscara a competitividade entre elas. E o objetivo ao consumidor oferecido pela empresa é confiança, produtos, mostrando-se flexível e o mais importante se destacarem no processo produtivo interno, utilizando medidas de desempenho, possibilitando-os a analisar se a empresa tenha sido competitiva, o planejamento e processos adotados estão tendo bons resultados. A competitividade das empresas dependeu muito da qualidade e do uso dos indicadores de desempenho, pois deviam ser estudados e melhorados continuamente, eles são um dos fatores principais para o desenvolvimento da produtividade. Estes nos indicaria o que está bom ou ruim no processo produtivo, atribuído para o melhoramento nas tomadas de decisões dos gestores. Todo gestor devia estar atento sempre, pois o uso dos indicadores de desempenho dentro da organização é fundamental, mas deviam ser bem utilizados e feitos controles contínuos para a garantia dos objetivos traçados. Nesta pesquisa foram comparados os indicadores de desempenho passados com os atuais provando um desempenho positivo ou negativo no processo de crescimento e desenvolvimento da empresa contribuindo ativamente e positivamente com a empresa pesquisada, garantindo assim a conclusão dos objetivos propostos. 1.1 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA Como identificar e analisar os indicadores de desempenho do processo produtivo na indústria têxtil? 1.2 OBJETIVO GERAL Identificação e análise dos indicadores de desempenho do processo produtivo na indústria têxtil. 1.3 OBJETIVO ESPECÍFICO a) Observação dos indicadores de desempenho utilizados para o 13 melhoramento da produção; b) Comparação dos indicadores de desempenho utilizados atualmente com os desempenhos passados; c) Proposto medidas para serem desenvolvidas com o objetivo de crescimento. 1.4 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA Empresa do seguimento têxtil situada em minas iniciou suas atividades em 1995, com a fabricação de tecidos planos. Em 2008 investiu na produção de malhas com o objetivo de oferecer ao mercado uma maior diversidade de produtos. Em 2010 a empresa iniciou o projeto de investimento na linha DENIM (jeans), que hoje se torna realidade. Com isso a empresa diversificou o seu mix de produtos, aumentou a participação em vendas no Brasil e Exterior, fortaleceu a sua marca com investimentos em posicionamento de mercado e conquistou o respeito e a confiança de seus clientes. A empresa conta com vários clientes brasileiros e estrangeiros como, Bolívia, Argentina, Uruguai, entre outros. Os fornecedores de matéria-prima basicamente estão situados em Minas e no Mato Grosso. O objetivo da empresa é satisfazer as necessidades dos clientes, com isso à empresa enfrenta uma grande rotatividade de artigos (tecidos) na produção, mas em vantagem consegue satisfazer todas as necessidades dos clientes, dando-os o poder de escolha, outra vantagem é o seu parque industrial que conta com maquinários de ponta produzindo um mix de produtos diferenciados pregando assim a inovação do mercado têxtil. 1.5 JUSTIFICATIVA A realização deste trabalho foi de grande importância para que fosse possível identificar e analisar os indicadores de desempenho do processo produtivo utilizados pela empresa e seu modo de utilização, garantindo uma visibilidade clara e precisa de todo o acontecimento em relação ao processo, demonstrando a evolução da operação adquirida através dos indicadores de desempenho, para a melhoria da 14 empresa. O intuito deste trabalho foi identificar as possíveis dificuldades da empresa proporcionando o acompanhamento e sendo propostas melhorias, garantindo para a empresa melhor produtividade com qualidade. 15 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Produtividade De acordo com Corrêa e Corrêa (2005), produtividade é uma medida da eficiência com que recursos de entrada (insumos) do sistema de agregação de valor, são transformados em saídas (produtos). Assim representados, Produtividade = Produto / Insumos Segundo Contador (2010), produção é definido como o processo de obtenção do produto desde que considerado objetivo da empresa, podemos citar alguns exemplos de produtos como; peças, automóveis, geladeiras, microondas, projetos, planos e etc. sendo que produtividade é a capacidade de produzir naquele ambiente. Para Moreira (2000), produtividade refere-se a maior ou menor aproveitamento no processo de produção, com isso a empresa pretende ter um crescimento da produtividade, tendo de rentabilidade melhor aproveitamento dos funcionários máquinas, matéria-prima entre outros ganhos. Moreira (2000), ainda afirma que produtividade gera uma melhoria da competitividade e um valor elevado nos lucros, consequentemente aumentando a produção os custos diminuem, possibilitando a empresa de conseguir oferecer os mesmos produtos ou semelhantes do concorrente pelo menor preço, avançando assim sua competição no mercado e seus ganhos. Com o desenvolvimento da empresa ela passa a ter um alto poder para investir no seu crescimento aplicando de certa forma sua competitividade como podemos visualizar na figura abaixo. 16 FIGURA– 1 Mecanismo de Influência da Produtividade Fonte: MOREIRA, 2000 p. 600. Com o crescimento da produtividade obtemos custos menores da produção ou dos serviços oferecidos. Gerando, consequentemente produtos parecidos ou iguais aos oferecidos no mercado com baixo preço, a empresa observará uma evolução em relação à competitividade, aumentando sua participação no empreendimento logo seus lucros (MOREIRA, 2000). A produtividade é igual à produção / recursos, uma elevada produtividade indica maior produção, com os mesmos recursos ou menos recursos. Entretanto em qualquer circunstância, o custo do produto reduz, da mesma forma se a produção diminuir a o custo consequentemente aumenta (CONTADOR, 2010). O mesmo autor ainda afirma que aumentar a produtividade não é fácil, pois se 17 fosse, não teria considerável importância e todos os concorrentes alcançariam uma evolução elevada de produção, não apresentando tanta importância competitiva. Segundo Freire et al.(apud Paula et al. 2003, p. 2), entre outros autores asseguram que os eventos da globalização em que as organizações estão contidas atribui às instituições uma nova atitude administrativa econômica – financeira e mercadológica. Cria-se, assim um novo ambiente competidor, no qual a busca pela qualidade e produtividade é a direção para alcançar a fatia de negócio já conquistado e, especialmente, desenvolver a participação da empresa no mercado. Segundo Filho (apud Paula et al. 2003, p. 3), a competitividade é resultado das decisões estratégicas das organizações, pois buscam-se distinguir dos concorrentes por meio dos estoques de informações acumulados, políticas de investimentos, marketing, qualidade, recursos humanos, gestão da produção, intensidade dos serviços, relações com clientes e fornecedores. Para Porter (apud Paula et al.2003, p. 3), essência da formulação de uma tática competitiva está em incluir uma empresa com seu meio ambiente ou com o ambiente concorrente. Segundo o autor citado acima as organizações de certa indústria em retorno a um ambiente competitivo em que elas se inserem, aumentando as suas receitas por meio da promoção de novos produtos e métodos, ou seja, atravésda invenção de novos fatores, pelo acréscimo de suas produtividades e progresso na sua qualidade. Assim Porter (apud Paula et al.2003, p. 3), definiu competitividade em sentido aberto como a aptidão da instituição emcriar estratégias que permitamconseguir benefícios competitivos para habilitá-la, a confrontar-se a concorrência, de forma lenta e sustentável. Nesse sentido, o modelo de competitividade, definido por Porter (apud Paula et al. 2003, p. 4) pode ser usado pelas organizações que concorrem no ambiente de intensa concorrência como forma de procedimento. Os programas de qualidade podem ser usados como instrumento competitivo para que as instituições melhorem seus indicadores de desempenho. Desde então se pode admitir que a teoria da instituição industrial fosse intensamente relacionada com competitividade, pois esta é vista como procedimento das organizações. 18 2.2 Qualidade São vários os conceitos e eles variam de acordo com a situação, pensando no segmento empresarial pode se definir como a conformidade das necessidades dos clientes, atendimento das precisões dos stakeholders, precaução e gerenciamento de não conformidade, incluindo as ações para as suas correções (KANUNGO; BHATNAGAR; AHMED; HASSAN; BATTIKHA; LAGROSEN; LAGROSEN; GARRATT; ZU apud OLIVEIRA et al., 2011, p.3). Juran (apud Corrêa e Corrêa, 2005, p. 118), explica qualidade como sendo as características dos produtos que suprem as necessidades dos clientes, gerando a satisfação com o produto. Também define a ausência de falhas, o que pode ser relacionado com os atrasos na entrega, refugos, retrabalhos, entre outros. Para Corrêa e Corrêa (2005), a qualidade é critério de competição, deveria ser delineada de modo a atender os objetivos estratégicos competitivos da operação, proporcionando reflexos nos objetivos da qualidade. Ainda complementa que melhoramentos da qualidade não programados para produção é de grande valor e devem ser eternizados. Esse é o conceito de Breakthrough: ações de benefícios acarretam a patamares melhores de qualidade e esses patamares melhores deverão ser agrupados como novos níveis de controle para que os resultados alcançados não sejam perdidos. Slack et al. (1999), percebe que a qualidade é indispensável para o desenvolvimento de qualquer empresa, declarando que ela é a consistente conformidade com as perspectiva dos clientes. Segundo Carvalho (1997), a qualidade abrange elementos básicos do processo produtivo (operacional) como; política da qualidade que envolve os diversos departamentos, táticas gerais como as informações de dados, modelos administrativas, recursos humanos, com a especialização dos funcionários, recursos instrumentais, desenvolvimento dos programas de computador, recursos de produção, que é o adequado ambiente de trabalho, equipamentos, matéria-prima de qualidade, métodos de trabalho, estratégias, técnicas e procedimentos conformes. Ainda ressalta que os objetivos de um programa de qualidade são; zero falha, aumento da produtividade, garantia de empregos, garantir a sobrevivência da organização e melhorar sua posição competitiva. A evolução do controle de qualidade permite mais que a redução de 19 frequência de falhas, como também o aumento do lucro, da aptidão, o desenvolvimento da produção. Executar um bom controle de qualidade é desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto de qualidade, mais útil e sempre aceitável para o cliente (ROSÁRIO apud MAICZUK e JÚNIOR, 2013, p. 3). 2.3 Ferramentas da qualidade As ferramentas de qualidade são procedimentos utilizados para o melhoramento de processos e solução de dificuldades em qualidade. O uso desses instrumentos tem como finalidade a clareza no trabalho e, sobretudo na tomada de decisão com base em acontecimentos, documentos, ao invés de opiniões (MAICZUK e JUNIOR, 2013). Ainda ressalta que as ferramentas são empregadas nas indústrias por exercer grande aptidão e consciência em deslocar as causas dos problemas, onde se obtém maior produtividade e minimização de perdas, essas ferramentas ajudam na resolução de dificuldades, utilizando métodos específicos e gráficos que dão melhores resultados do que os processos de procura não estruturados. Ishikawa (apud Corrêa e Corrêa 2005 p. 134), Noventa e cinco por cento dos problemas ligados à qualidade podem ser resolvidos com a utilização de sete ferramentas quantitativas básicas. Ele esclarece que as mesmas precisam ser percebidas como o próprio nome indica: ferramentas. Ressaltando que elas não solucionam dificuldades nem melhoram situações, quem atua para solução ou melhora são as pessoas, estas servem apenas como apoio para os colaboradores auxiliando nas tomadas de decisões. Foram criadas como objetivo de fornecer aos participantes dos processos instrumentos simples e ao mesmo tempo fortes, de fácil compreensão e aplicação, de forma a apoiá-los na resolução, e controle de dificuldades o mais próximo possível de suas ocorrências. São elas: Analise de pareto; Cartas de controle de processo; Diagrama de causa e efeito; Diagrama de correlação; Diagrama de processo ou fluxograma; 20 Folhas de verificação; Histograma. Os diagramas de processo têm a finalidade de listar todas as fases do processo de forma simples, facilitando a visualização e o entendimento. É ilustrado com símbolos padronizados, universalmente aceitos para cada fase. (ISHIKAWA apud CORRÊA e CORRÊA, 2005, p. 134). Os fluxogramas ou diagramas de processos expõem cada um dos passos solicitados para produzir um produto ou serviço. São demonstrados pelo retângulo, as esperas ou os inventários; triângulos invertidos e pontos de decisão por losangos. As linhas conectando estas atividades indicam a direção do fluxo no processo (DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001). Como podemos observar na figura abaixo: FIGURA 2 – Diagrama de Fluxo de Processo Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. Para Slack et al.(1999), os fluxogramas dentro da empresa existe para descrever as etapas do processo, mostrando o fluxo real na empresa, sendo fundamental para se obter um conhecimento antes de iniciar os melhoramentos dos processos. Eles registram estágios na passagem de informação, produtos, trabalho ou consumidores - de fato, qualquer coisa que flua através da operação. Eles fazem isso solicitando que os tomadores de decisão identifiquem cada estágio no fluxo do processo como: uma ação de tipo – registrada em um 21 retângulo, ou uma questão/Decisão – registrada em um losango (SLACK et al., 1999, p. 466). De acordo com Corrêa e Corrêa (2005), a análise crítica dos diagramas e sua comparação destes com as etapas e sequenciamento reais auxiliam na assimilação de possíveis dificuldades da qualidade, além de demonstrar desperdício (excessos dos estoques, dos transportes etc.). Outra ferramenta é o diagrama de Pareto segundo Slack et al.(2009), tem o objetivo de diferenciar os problemas que são menos críticos dos mais críticos. Serve também para demonstrar áreas de investigações a serem úteis. Para Corrêa e Corrêa (2005), o objetivo é classificar em ordem decrescente as dificuldades que causam os maiores efeitos e avançar contra esses problemas inicialmente. Atuando assim a competência da solução disponível será direcionada precisamente para que os resultados sejam maximizados. Para Maiczuk e Júnior (2013), o objetivo de diagrama de pareto é extinguir todos os problemas que interferem diretamente no aumento das perdas de produção e os poucos problemas que geram muitas perdas, dessa forma, diminui-se gradativamente o desperdício. E para Davis; Aquilano; Chase (2001), diagramas de pareto, são gráficos de barras especializadas. E sua frequência é organizada na forma decrescente adicionando-se uma linha de percentual acumulado. Complementa ainda que este diagrama auxilia no estabelecimento de prioridades para ação gerencial, dando preferência àquelas categorias de variáveis que ocorrem com maior frequência, como demonstrados na figura a seguir: 22 FIGURA 3 – Diagrama de Pareto Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. Outra ferramenta é o diagrama de causa-efeito, para Slack et al. (2009), é um método que ajuda a pesquisar as raízes do problema, usam a fórmula de perguntar; “o quê, onde, como e por quê”, mas com o passar do tempo se tornaram métodos utilizados para a medição de melhoramento. Conhecido como “espinha de peixe” e “Ishikawa”. O diagrama de causa e efeito é uma figura composta de linhas e símbolos, que representam uma relação significativa entre um efeito e suas possíveis causas. Este diagrama descreve situações complexas, que seriam muito difíceis de serem descritas e interpretadas somente por palavras. Existem, provavelmente, várias categorias de causas principais. Frequentemente, estas recaem sobre umas das seguintes categorias: Mão-de-obra, Máquinas, Métodos, Matérias, Meio Ambiente e Meio de Medição [...] (RAMOS, apud, MAICZUK e JÚNIOR, 2013, p. 5). Como pode ser visualizado na figura abaixo: FIGURA 4 – Diagrama de Causa - e - Efeito 23 Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. E segundo Corrêa e Corrêa (2005), o objetivo é apoiar o procedimento de identificação das possíveis causas - raízes de uma dificuldade são sempre utilizados após uma análise de pareto. Davis; Aquilano; Chase (2001), citam um exemplo de diagrama de causa e efeito para reclamações dos clientes de um restaurante. Se os clientes reclamam que o garçom é rude, o gerente, antes de tudo, deve identificar a causa deste comportamento. Pois ao invés de advertir o seu colaborador, pode ser o momento dele investir no processo de atendimento. Outro diagrama é o de correlação, usado para explorar possíveis relações entre as dificuldades e o tempo (correlação temporal) ou entre os problemas e suas possíveis causas (correlação casual), (CORRÊA e CORRÊA, 2005). Complementa ainda que tem o objetivo de transformar os dados existentes em informações importantes para ser encaminhada a análise de problemas. FIGURA 5 – Diagrama de Dispersão 24 Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. Para Corrêa e Corrêa (2005), um histograma é uma forma gráfica de demonstração dos dados obtidos através da observação, de forma a simplificar a comparação das frequências de ocorrência. Histogramas de acordo Davis; Aquilano; Chase (2001), são utilizados para apresentar dados contínuos, que se medem. E salienta que os intervalos do histograma, uma vez definidos, devem ficar constantes não podendo sobrepor- se. Segue um exemplo de histograma abaixo: FIGURA 6 – Histograma 25 Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. Outra ferramenta é a carta de controle de processo que tem o objetivo de sustentar o controle de um processo através de acompanhamentos das variáveis existentes, (exemplo, um tempo de atendimento, total das vendas diárias de uma região, e temperatura), tudo em relação ao processo (CORRÊA e CORRÊA, 2005). Esta representação permite mais facilmente a identificação de pontos e padrões incomuns, significativos para a gerência. Para Contador (2010), as cartas de controle têm três objetivos básicos: Verificar se o processo estudado é estaticamente estável, ou seja, se não havendo presença das causas especiais de variação; Conferir se o procedimento estudado permanece estável, indicando quando é necessário atuar sobre ele; Permitir o aprimoramento contínuo do processo, mediante a redução de sua variabilidade que também é visualizado abaixo: FIGURA 7 – Carta Controle 26 Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. As folhas de verificação, citado por Davis; Aquilano; Chase (2001), é outra ferramenta e é como listas de verificação, são usadas para registrar a frequência com que os problemas e/ou erros acontecem. Para Vieira (apud Maiczuk e Júnior, (2013, p. 4), “A folha de verificação é uma planilha para o registro de dados”). O uso deste método ajuda a coleta de dados ser mais acelerada e automática, lembrando que toda folha de verificação deve conter o local e data da coleta. Quando for preciso coletar dados, é essencial esclarecer sua finalidade e ter valores que reflitam claramente os fatos. Além dessas premissas, em situações reais é importante que os dados sejam coletados de maneira simples e num formulário fácil de usar. Uma folha de verificação é um formulário de papel no qual os itens a serem verificados já estão impressos, de modo que os dados possam ser coletados de forma fácil e concisa (KUME, apud, MAICZUK e JÚNIOR, 2013, p. 4). Como mostrado na figura abaixo: FIGURA 8 – Folha de Verificação 27 Fonte: DAVIS; AQUILANO; CHASE 2001, p. 162. Para Corrêa e Corrêa (2005), esta ferramenta é a mais simples e direta. Pois tem o objetivo de garantir que os resultados obtidos pelas ferramentas anteriores não sejam abandonadas, deixando de ter importância. Assim como as ferramentas citadas acima como outras a ferramenta de setup se caracteriza principalmente pela sua aplicabilidade e funcionalidade em múltiplos campos de atuação profissional (GOLDACKER e OLIVEIRA, 2008). Afirma também que é preciso saber o significado de set-up. Este termo é amplamente utilizado para definir o tempo de que uma máquina fica parada para a realização de uma troca. Pode-se conceituá-lo como sendo o tempo decorrente desde o momento em que a máquina interrompe sua produção anterior até o início da produção subsequente, com qualidade apropriada, incluindo o tempo consumido para liberações e ajustes necessários durante a troca (GOLDACKER e OLIVEIRA, 2008, p.131). Os mesmos autores falam que o seu objetivo é minimizar os tempos de parada do equipamento, de forma a aumentar a eficiência. Para Slack et al. (2009), A minimização de set-up pode ser conseguida por um grande número de métodos, como, Por exemplo, extinguir o tempo necessário para providenciar as ferramentas e equipamentos, a pré-preparação de tarefas que retardam as trocas e a constante prática de rotinas de set-up. A minimização de 28 tempo de set-up é também chamada de troca de ferramenta de minuto singular, pois essa era a finalidade de algumas operações de manufatura. Outro enfoque comum para a redução de set-up é transformar o trabalho que era antes executado durante a parada da máquina para executar durante o processo em operação. A facilidade das obra qualificada. desenvolvimento atividades que desempenhadas qualificados para p. 131). trocas de ferramenta elimina a necessidade de mão-deIsto não quer dizer que a questão do treinamento e do humano deva ser preterida, mas que determinadas não requerem muita especialização podem ser por operadores que anteriormente não estariam fazê-las (SHINGO apud GOLDACKER e OLIVEIRA, 2008, Goldacker e Oliveira (2008), entende a redução do tempo de set-up como aquela que atua direto na melhoria de alguns IDs supervisionados pela organização, com isso conclui-se que a minimização do set-up causa impactos diretos e positivos na lucratividade das organizações. Outra ferramenta muito utilizada é o Braistorming que é utilizada para a criação de ideias. Consiste em estimular e colher ideias dos participantes da reunião, um de cada vez, sem qualquer preocupação crítica, até que consumam todas as probabilidades (ROLDAN et al., 2009). Segundo Brito (apud Roldan et al. 2009, p.55-56) brastorming é a técnica utilizada para alavancar a geração de ideias naturais de um grupo de pessoas. Essas ideias são comumente relacionadas com causas ou soluções de uma dificuldade, sendo ainda, direcionado para a criação de novos produtos ou inovações, o que sintetiza de forma prática a ferramenta. Roldan et al. (2009), informa que o brastorming pode ser realizado de duas maneiras: o estruturado e o não estruturado. O estruturado é realizado de forma que todos os participantes dão suas ideias, sem nenhuma distinção, já o não estruturado de forma que as ideias vão surgindo os participantes vão falando sem regras o que pode acarretar que algumas pessoas fiquem sem dar suas opiniões. Segundo o mesmo autor, o brastorming é construído em 6 fases: Construir a equipe, definir foco e enfoque, geração de ideias, crítica, agrupamento e conclusão. As vantagens do uso das ferramentas de qualidade segundo Contador (2010), é que reduzem a variabilidade das características críticas dos produtos, de forma a alcançar uma maior igualdade e garantia dos itens produzidos; implantam soluções 29 técnicas, administrativas que permitem a melhoria da qualidade e o crucial aumento da produtividade; permitindo o combate às causas dos problemas ao invés de a seus efeitos, de modo a erradica- lós definitivamente do sistema de trabalho. De acordo com as ferramentas citadas acima, Contador (2010), afirma que a produtividade se eleva quando a qualidade melhora isso em decorrência de menos retrabalho e menor desperdício garantindo um bom produto, ótima prestação de serviços, melhor posição competitiva, como pode ser observado na figura na seguir. FIGURA 9 – Produtividade e Qualidade Fonte: CONTADOR, 2010 p. 112. De acordo com a Vanzollini (apud Paula 2003, p.4), “Armand Vallin Feigebaum é o pai do conceito de controle da qualidade” absoluta (“Total Quality control”). Pelo seu enfoque a qualidade é uma ferramenta tática que deve interessar todos os funcionários. É mais do que um processo de eliminação de falhas nas operações industriais, a qualidade é uma filosofia de gestão e um compromisso com a excelência. É voltada para o lado externo da organização, baseada nas exigências do cliente, e não para o seu interior, apontando somente à minimização de falhas (VANZOLLINI apud PAULA, 2001, p. 4). A abordagem tradicional dada à qualidade vem crescendo sistematicamente, 30 nos últimos anos e o enfoque é minimizar os níveis de falhas, respectivamente, atender as exigências dos clientes. A inovação consiste basicamente, em atender as exigências dos clientes, sem alterar o procedimento de qualidade na essência, do ponto de vista industrial (VANZOLLINI apud PAULA, 2001, p. 4). A questão da qualidade passou a ter grande importância nas organizações, que compreenderam qualidade, com o além de ser um instrumento competitivo, e sim uma questão de sobrevivência com a abertura do mercado e competição da concorrência (VANZOLLINI apud PAULA, 2001, p. 4). 2.4 Indicadores ou medidas de desempenho Para resistir ao ambiente de negócios turbulentos, dinâmico e a competição global do mercado, as organizações precisam ter reações rápidas, direcionando suas ações tornando-se firmes aos seus fins estratégicos (MCGEE; PRUSAK, apud, FERREIRA et al., 2008, p. 2). Para Coelho et al. (2008), os estudos realizados sobre os ID, estão cada vez mais comum pois, além de serem uma ferramenta gerencial, eles tornaram-se uma medida estratégica de sobrevivência das instituições. Petri (apud Nascimento et al.2011, p. 3) afirma que os administradores devem: buscar formas de medir e avaliar a eficiência, eficácia, qualidade, produtividade, inovação, lucratividade, entre outros atributos, e que segundo Tocchetto e Pereira (apud Nascimento et al.2011, p. 3) podem ser usados indicadores, pois são medidas empregadas para avaliar, indicar a circunstância e as tendências das condições de um dado ambiente. Van Bellen (apud Nascimento et al.2011, p. 3) afirma que o objetivo principal dos ID é agregar e quantificar dados de modo que sua significância seja mais visível. Os IDs são elaborados no sentido de auxiliar os “gestores”, avaliar o desempenho de uma unidade de negócio e redirecionar seus investimentos, de forma acelerada e eficaz (CAULLIRAUX et al.; FISCHMANN; ZILBER apud FERREIRA et al., 2008, p. 2). Sendo assim para uma organização ser competitiva, não basta apenas ter um bom planejamento estratégico e sim é preciso que o alvo traçado seja cumprido. Sendo assim é indispensável a não medição do desempenho dos processos e resultados, tanto gerais, quanto exatas, e sua comparação como objetivos 31 predeterminados, (MULLER apud PEREIRA, 2011, p. 18). Segundo Slack et al. (1999), MD é o método de quantificar ação, onde medida significa o processo de quantificação e o desempenho da produção é presumido como derivado de ações tomadas por sua administração. Neely apud Corrêa e Corrêa (2005, p. 99), Concorda com Slack et al. (1999), onde desempenho é o processo de quantificação da eficiência e eficácia. Medida é definida como as métricas usadas para quantificação da eficiência e eficácia da ação. Courtois; Pillet; Martin-Bonnefous (2006), definem MD como um dado quantificado que avalia a eficácia do todo ou parte da operação, sistema ou norma com o objetivo de atender uma estratégia global. Ainda ressalta que um indicador mede o resultado (eficácia) da operação e a medição deve servir para tomada de decisões referentes a questões de melhorias e não simplesmente medir por medir, estas medições podem tratar de melhoramentos da fábrica, de uma seção, operação, entre outras. Oliveira (apud Pereira 2011, p.18), complementa que medir desempenho é auferir algo que já ocorreu. Para Hronec (apud Pereira 2011, p.18), MD são os ‘sinais vitais’ da empresa, elas cientificam às pessoas o que estão fazendo, se saíram bem, se atuam como parte do todo, também, comunicam o que é importante para toda a empresa. Segundo Corrêa e Corrêa (2005), os termos eficácia e eficiência são de grande importância na medição do desempenho onde: Eficácia refere-se ao resultado alcançado e aceito com satisfação pelos clientes, entre outras partes de interesse da organização (funcionários, governo, sociedade, etc.); Eficiência é a forma que todos os recursos são utilizados para atender o desejo dos clientes entre outras partes de interesse da organização. Chiavenato (2002), afirma que a eficiência está voltada para a melhor maneira de como devem ser feitas ou aplicadas, mais racional possível. À medida que o gestor procura fazer tudo corretamente, consequentemente está se envolvendo para a eficiência (melhor uso dos recursos disponíveis). Portanto, quando é utilizado estes instrumentos fornecidos por pessoas que executam para medir o alcance dos resultados, isto é, conferindo se tudo está realmente como deveria estar, dessa maneira ele está se buscando a eficácia (alcance dos objetivos pelo meio dos 32 recursos disponíveis). Ainda ressalta que nem sempre a eficácia e eficiência caminham juntas, pois uma empresa pode ser eficiente em suas operações e não ser eficaz, ou ao contrário. Mas o ideal seria uma organização ao mesmo tempo eficiente e eficaz. Abaixo podemos observar as diferenças entre eficiência e eficácia. QUADRO 1 – Diferenças entre Eficiência e Eficácia Fonte: CHIAVENATO, 2002 p. 49. A efetividade trabalha em conjunto com a busca por resultados almejados, a eficiência compreende a importância para a realização de resultados com o mínimo de perdas no que se refere aos esforços e recursos, com relação à eficácia, ela se acarreta a resultados objetivados de experimentos, (MARINHO e FAÇANHA apud BENITES e PITALUGA, p.5). É importante identificarmos esta diferença, pois através dessas duas dimensões percebemos as razões internas (a forma de uso dos recursos), externas (satisfação dos clientes) assim buscando a ação, (CORRÊA e CORRÊA, 2005). Martins (apud Pereira 2011, p. 18) complementa que as MD são usadas para avaliar, controlar, planejar e melhorar os processos de produção. Estas precisam exprimir a eficácia e eficiência das ações. Contudo é de grande importância 33 manterum número pequeno de MD e estes precisam ser internos (processo) e externos (resultado). Segundo Moreira (2000), as medidas de produtividade podem ser utilizadas como ferramenta gerencial, pois se mensura a produção tanto para encontrar problemas, como para verificar os acertos das tomadas de decisões, nos processo de produção, identificar a eficácia dos programas de treinamento em áreas específicas, entrada de novos produtos, políticas de investimento, etc., devendo funcionar como um termômetro para identificar e auxiliar no diagnóstico quanto para acompanhar as mudanças gerenciais e na rotina do trabalho. A medida de produtividade também pode ser usada como instrumento de motivação, fazendo com que as pessoas através das mesmas possam agregar valor e ser uma das preocupações na sua rotina de trabalho, gerando uma competição sadia entre os departamentos e outras unidades de processo dentro da empresa (MOREIRA, 2000). Segundo Chiavenato (2002), através desta medida podemos avaliar o desempenho operacional e afirma que toda avaliação é um procedimento para valorizar ou julgar a importância, a excelência, as qualidades de uma pessoa. A avaliação do desempenho operacional não é um fim em si mesma, mas um instrumento, um meio, uma ferramenta para melhorar os resultados dos recursos humanos da organização. Para alcançar esse objetivo básico – melhorar os resultados dos recursos humanos da organização -, a avaliação do desempenho procura alcançar uma variedade de objetivos intermediários. A avaliação do desempenho pode ter os seguintes objetivos intermediários: Adequação do indivíduo ao cargo; treinamento; promoções; incentivo salarial ao bom desempenho; melhoria das relações humanas entre superiores e subordinados; auto-aperfeiçoamento do emprego; informações básicas para pesquisa de recursos humanos; estimativa do potencial de desenvolvimento dos empregados; estímulo à maior produtividade; conhecimento dos padrões de desempenho da organização; retroação (feedback) de informação ao próprio indivíduo avaliado; outras decisões de pessoal, como transferências, dispensas, etc. (CHIAVENATO, 2002, p. 331, 332). Para Milkovich e Boudreau (2000), o desempenho operacional se destaca sobretudo nos objetivos de eficiência da organização, mas os objetivo de adesão (satisfação dos empregadospor exemplo) tem grande importância no diagnóstico. Moreira (2000),ressalta que as medidas de desempenho devem ser conhecidas por todos de forma que eles entendem, usando uma linguagem clara e precisa para os setores da empresa. Dentro da instituição não basta apenas obter as 34 excelentes condições de trabalho se o fator principal não está completamente envolvido no melhoramento da operação, os funcionários, devem estar habituados e estimulados de sua utilidade, motivados para a realização das medidas. De acordo com o mesmo autor, podemos considerar que medidas de produtividade servem para a comparação das melhorias de unidades da empresa, na cidade, estado ou até em outros países, esta medida é utilizada quando quer se obter uma visão completa de todas as instituições. Deve-se tomar muito cuidado, pois, às vezes as comparações são realizadas com situações bastante diferentes o correto é comparar que estejam no mesmo nível de igualdade como tamanho de instalações, mercados, idade do equipamento, semelhança no processo, igualdade na composição dos produtos, etc. São importantes alguns cuidados referentes à avaliação das medidas efetuadas, pois a utilização dos indicadores parciais é os mais encontrados pelo fato de ser mais fácil, mas não garante a maior ou menor eficácia no uso das operações, também não devem esquecer que as medidas de produtividade são imprecisas poisenvolvem várias grandezas de controvérsia sendo assim não se deve tomar decisões precipitadas, deve-se buscar explicações que possam identificar causas isoladas (MOREIRA, 2000). Para Davis; Aquilano; Chase (2001), a quantidade de indicadores de desempenho que existe é bastante elevado, devido essas variedades os gerentes devem saber fazer as seleções indicando aqueles que são críticos para o sucesso da organização, pois um indicador pode ser mais importante que outros para a organização. Slack, et al.(1999), expressa um quadro mostrando os objetivos de desempenho e alguns indicadores de desempenho. 35 QUADRO 2 – Algumas Medidas Parciais de Desempenho Típicas. Fonte: SLACK et al.1999 p.446. Segundo Corrêa e Corrêa (2005), é importante ressaltar que nem todo 36 método de medição de desempenho utilizado de forma adequada em uma operação nem sempre é adequado para outro, percebendo que cada operação tem sua característica própria, necessitando de um método diferente. E que além de todos estes indicadores é necessário estabelecer uma estratégia clara e precisa, um fator importantíssimo dentro da organização, considerado como um ponto de partida obrigatório para a obtenção de um desempenho desejável. Davis; Aquilano; Chase (2001), explicam que a capacidade de medir o desempenho da empresa é um diferencial importante, fornecendo aos gestores dados que possibilitem a verificação das metas ou padrões planejados. E segundo Takashina e Flores (apud Paula et al.2003, p. 3), os indicadores são prescindíveis ao planejamento e ao controle das ações das empresas, visto que permitem o estabelecimento de metas e o desenvolvimento destas. 2.5 Características dos indicadores de desempenho Um sistema de indicadores deve ser um instrumento utilizado como suporte de ações de melhoria. Estas ferramentas permitem saber onde estamos e criar motivação para ir mais longe, deve ser fácil de compreender, medir e representar (PEREIRA, 2011). Corrêa e Corrêa (2005), indicam algumas características de indicadores de desempenho como: as derivadas da estratégia devem estar sempre alinhadas com suas prioridades competitivas da operação, fácil entendimento e uso, visualização atraente, estabelecimento de metas específicas, relevantes, claramente definidas, focalizar melhorias, manter o significado por um longo tempo, prover feedback rápido (retorno), ter propósito específico e definido, receber feedback em tempo de forma precisa, referenciar em fórmulas e base de dados explícitos, conter um ciclo fechado com todo o objetivo de controle, ser referência ao longo do tempo, basear em quantidades que possam, ser controlada pelo usuário ou pela equipe, valorizar e utilizar mais as razões do que os valores absolutos, basear mais em tendências do em situações estáticas (imóveis), ser objetivas e generalizadas. Através desses critérios Neely (apud Corrêa e Corrêa 2005, p. 104), sugere um quadro de referência para que possam ser definidos os indicadores de desempenho, pode-se considerar que seja tipo um check-list e assim identificar se é 37 possível atender os atributos listados. TABELA1 – Referência para Definição de Medidas de Desempenho. Detalhes Medida (nome) Propósito Refere-se a Meta Fórmula Frequência Quem mede? Fontes de dados Quem age nos dados? Quais ações possíveis? Notas e comentários Fonte: NEELY apud CORRÊA e CORRÊA 2005, p.104. Medida, título do indicador, tem que ser mais claro possível e objetivo evitando linguagem que não entendem (jargão); Propósito, fator indispensáveis para desenvolver a medida, se na estiver bem definido, não existe razão para existir a medida; Refere-se a, relação entre as MD e prioridade competitiva estratégica definida na operação; Segundo Brasília (2009), as metas contêm uma finalidade, valor e prazo. A finalidade de cada meta é indicada no detalhamento do indicador comunicando um propósito da organização. Uma condição de futuro aguardado em certo tempo. Para isso, as metas 38 precisam ser alcançáveis, desafiadoras, objetivas e negociáveis, baseadas em séries históricas, tendências e benchmark. Um dos problemas de estabelecer metas é que diferentes metas podem dar diferentes mensagens quanto ao melhoramento alcançado. Assim, por exemplo, [...], uma das medidas de desempenho das operações é entrega [...]. O desempenho para um mês foi medido em 83%, mas qualquer julgamento a respeito de desempenho será dependente das metas de desempenho. Usando a meta histórica, quando comparado ao desempenho do ano passado de 60%, o desempenho deste mês de 83% é bom. Mas, a estratégia da operação pede 95% de desempenho de entrega, o desempenho atual parece pobre. A empresa pode também estar preocupada em avaliar como desempenha em comparação com os concorrentes. Se os concorrentes possuem desempenho de entrega média de cerca de 80%, o desempenho da empresa parece algo bom (SLACK, et al., 2009, p. 567). De acordo com Corrêa e Corrêa (2005), a meta deve ser estabelecida observando os padrões utilizados para compararmos o desempenho medido. Alguns deles são: 1. Históricos, comparação de desempenho atual com anteriores, por exemplo, se uma instituição entrega produtos a seus clientes quatro semanas tê-los requisitado seu desempenho poderia ser considerado bom, se no ano passado gastava seis semanas para entregar o produto (SLACK et al., 1999). Ressalta ainda que o padrão histórico apenas mostra se o processo está melhorando ou piorando em determinado tempo, mas não afirma que o processo é satisfatório. 2. Benchmarketing, usada apenas para fazer comparação à evolução de uma organização em determinados setores com das outras instituições do mesmo setor ou organizações selecionadas como concorrentes de classe mundial em funções específicas e operacionais (DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001). E segundo Slack et al. (2009), este método não apena compara uma organização com outras, é um processo de aprender com os outros. Baseia se em uma comparação do próprio desempenho ao das outras empresas, dedica-se a pesquisa de novas ideias e práticas a serem adaptadas ou copiadas. O sucesso do benchmarketing é garantir sua habilidade de desenvolver padrões de desempenho e tomar apto a imitar outras mesmas. Para Slack et al. (2009), existem vários tipos diferentes de benchmarketing como; interno, que é a comparação entre operações ou parte delas dentro da 39 mesma organização (mesmo ramo de atividade), oferecendo o ponto de partida para identificar práticas construtivas que existem dentro das mesmas no presente momento; externo, que é a comparação entre uma operação e outras operações de diferentes organizações; O não competitivo é realizado em organizações externas não concorrentes pelo mesmo mercado (diferente ramo de atividade) e o competitivo é uma comparação direta com concorrente do mesmo ramo (mercado) ou similar (SLACK et al.,2009). O benchmarketing de desempenho é a comparação de resultado alcançado em diferentes operações, com outras organizações dentro das mesmas dimensões. De práticas, comparação do modo de fazer as coisas de uma operação com outros. Com o objetivo de perceber se pode ser aprendida e transferida para a prática da organização (SLACK et al.,2009). Slack et al. (2009) afirma que muitas empresas ao adotarem as ferramentas de melhoramentos não entendem com complexidade o seu funcionamento e isso acarreta a alguns negócios o fracasso. Slack et al. (2009), explica que benchmarketing não é um método isolado, depende de outras ferramentas para alcançar a meta estabelecida. Também não oferece soluções, somente ideias e informações para chegar solução. E em terceiro não baseia simplesmente em copiar/imitar pesquisas são realizadas para o aprimoramento do aprendizado e adaptação de forma realista. E por último é necessário que a organização esteja disposta a investir recursos as atividades para que ele seja realizado (SLACK et al.,2009). Para a utilização do benchmarketing é necessário entender e conhecer de forma clara e objetiva as regras básicas de organização do método a ser utilizado. Uma das regras é compreender a complexidade dos seus próprios processos com isso garantindo um bom trabalho no momento de comparar seus processos com de outras organizações (SLACK et al.,2009). É importante buscar todas as informações disponíveis como, por exemplo, em relatórios financeiros publicados, revistas acadêmicas entre outras fontes de conhecimentos de utilidade para o processo. Todas as informações são relevantes, não descarte nem uma pensando que é irrelevante, pois, poderá ser útil mais tarde. No momento da pesquisa a outras organizações é importante ser sensato, saber fazer as perguntas sem que a organização se sinta ameaçada, tendo cuidado para 40 não fazer pergunta que não gostaria que fizessem a você (SLACK et al., 2009). Segundo Corrêa e Corrêa (2005), fórmula é um dos mais complicados aspecto da definição de uma medida de desempenho, pois é um padrão matemático que expressa à forma de realização do cálculo e como a MD, é de fato quantificada, afeta como as pessoas se comportam. Para Brasília (2009), devem se evitar fórmula complexa ou que não contestem os assuntos necessários. A expressão do indicador deve, sobre tudo, ser de fácil captação e não envolver complexidade no cálculo ou de seu uso, proporcionando oalcance de um resultado numérico, simbólico, facilmente confrontável com valores predeterminantes, futuros ou passados, para sustentar o processo decisório. Corrêa e Corrêa (2005), definem frequência, comoquantidade de vezes que se deve registrar e relatar dados;a pessoa responsável por medir é o usuário ou equipe responsável pela operação. O mesmo autor relata que uma importante informação do quadro de referência, porque a que é a que tenta fazer com que o ciclo de controle se fecha através de ações. De acordo com Muller (apud Pereira 2011, p. 18) as medições de desempenho devem estar presentes em todos os níveis da empresa. Esta sistemática não é específica da alta gerência, muito menos se deve limitar ao chão de fábrica: deve permear toda a empresa, partindo das demarcações estratégicas da alta administração, procurando garantir que o desempenho operacional esteja de acordo com as metas traçadas. 2.6 Classificações dos indicadores de desempenho Para Davis; Aquilano; Chase (2001), “indicador de produtividade é eficiência” na qual os produtos de entrada são transformados em produtos finais, que podem ser medidos como; “pares ou peças por hora, pares ou peças por funcionário ou máquina, pares ou peças por dia”, definidos como: Produtividade = Saídas / Entradas Que devem ser comparados com outro fator, como por exemplo, comparação com empresas similares nas operações ou até utilizar dados disponíveis por outras instituições. 41 Para Oliveira (apud Pereira 2011, p. 22), “indicadores de produtividade (eficiência)”, são localizados dentro dos processos e tratam da utilização dos recursos para a geração dos produtos e serviços. Ajuda a identificar e prevenir dificuldades nos mesmos, estando ligados fortemente aos indicadores de qualidades. O indicador de produtividade reflete a riqueza originada pela empresa em relação às operações internas, ou seja, é a contribuição do conjunto empresarial na origem da riqueza da empresa. Porém, esta relação não reflete somente a eficiência produzida com mão de obra, mas também, outros fatores como investimento de capital, relação (gestão x operação), costumes dos funcionários, efeitos dos preços e demanda dos produtos (SHIMIZU; WAINAI; AVEDILLO-CRUZ apud CARDOSO et al., 2004, p. 3). De acordo com Mendonça e Wanke (1996), o este indicador é calculado da seguinte forma: Produtividade = Output Produzido / Input Consumido Sendo que Output é uma medida da quantidade de tarefa realizado numa operação (por exemplo, número de itens carregados ou peso carregado) e Input é uma medida do recurso utilizado para concretizar o trabalho (por exemplo, homemhora ou hora-máquina), (MENDONÇA e WANKE, 1996). Os indicadores de qualidades são medidos através da taxa dos defeitos ocorridos, produtos fora do padrão entre outros. Ainda existem indicadores adicionais associados à qualidade global do processo, um exemplo claro citado por (DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001), “quantidade de lixo tóxico gerado é um indicador de qualidades do processo”. Para Cardoso et al. (2004), os indicadores de qualidade regulam a eficiência dos procedimentos da organização, em relação ao atendimento dos requisitos mais importantes para a manutenção do negócio: a competência e a qualidade. Indicadores de qualidade (eficácia) estão mais ligados às saídas do processo representando a eficácia com que o processo sobre estudos atende as necessidades de seus clientes indicando a sua satisfação e as características dos produtos/serviços (OLIVEIRA apud PEREIRA, 2011, p. 18). Indicadores de resultados, para com Courtois; Pillet; Martin-Bonnefous (2006), referem-se a resultados que se podem alcançar, como por exemplo, a quantidade 42 produzida na empresa. Indicadores de processos, segundo Courtois; Pillet; Martin-Bonnefous (2006), nos permitem chegar a um resultado, por exemplo, quantidade produzida, este indicador nos proporcionam todos os números de defeito, rejeitados, qualidades de matéria prima, tudo que envolve a produção de certo produto. E com todos os dados em mãos obter um resultado desejável. Estas duas classificações anteriores, dentro da organização são imprescindíveis, pois uma depende da outra para que a empresa tenha sucesso em suas tomadas de decisões (COURTOIS; PILLET; MARTIN-BONNEFOUS, 2006). Indicadores de capacidades, volumes de saída de um processo, medidos por unidades de saída, tempo, exemplo; clientes por hora, carros por hora, etc. Este indicador pode ser utilizado tanto para manufaturas quanto para serviços, dentro de capacidade temos; de projeto onde pode ser definido como uma taxa ideal de saída desejada pela empresa; a máxima define a taxa possível de saída, alcançada com todos os recursos utilizados. Este indicador também exige uma preocupação, pois operações com capacidade máxima consequentemente causam aumento nos custos de energia, a necessidade de pagamento de hora extra, em índice maior das quebras de máquinas, consequência da redução do tempo disponível para realização de manutenções preventivas (DAVIS; AQUILANO; CHASES, 2001). A fadiga resultante do trabalho intensivo pode causar um elevado número de produto com defeito, em consequência a queda da produção, (DAVIS; AQUILANO; CHASES, 2001). Definidos como: Utilização da capacidade = produção real / capacidade projetada instalada Indicador de flexibilidade, este garante muitas empresas no mercado, pois mede a disponibilidade, capacidade de inovar, atender as necessidades do cliente (DAVIS; AQUILANO; CHASES, 2001). Classificadoem três dimensões; o primeiro indica com que agilidade um processo pode ser transformado em produto ou uma família de produto para outro produto distinto. O segundo é associado a sua capacidade de reagir a alterações no volume de produção. E a última associada à agilidade do processo de produzir mais de um produto ao mesmo tempo (DAVIS; AQUILANO; CHASES, 2001). De acordo com Corrêa e Corrêa (2005), num mundo de mudanças é impossível que uma organização permaneça competitiva, se ela não preocupa com o melhoramento do processo. 43 Para Muller (apud Pereira 2011, p.25), a avaliação de desempenho da empresa é um processo continuado, não um episódio. A importância da melhoria contínua do processo está no retorno do sistema do sistema, adequando ao estabelecimento de novas metas e ajuste da estratégia. Sem o feedback a MD é inválida, porque é despendido empenho para realizar a avaliação, mas não oferece à pessoa que realizou a atividade uma oportunidade de melhorar. Do mesmo modo, Martins (apud Pereira 2011, p.25), ressalta que o sistema de medição de desempenho viabiliza o loop fechado de desenvolvimento e retorno do sistema, ou seja, é o meio para desenvolver (traduzir em objetos) a visão e estratégias da empresa, permitindo o controle, se os objetivos foram atingidos ou não. Nesse sentido, o sistema de MD integra os esforços na organização e em seu processo produtivo. 44 3 METODOLOGIA 3.1 Tipos de estudo Trata-se de uma pesquisa exploratória, com variáveis predominantes. Quantitativas, que segundo Gil (2010), “As pesquisas exploratória têm como propósito proporcionar maior familiaridade com o problema, com vista a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses”. E segundo Bauer e Gaskell (apud Lakatos e Marconi 2011, p.286), pesquisa quantitativa trabalha com números, usa modelos estatísticos para explicar os dados e é considerada pesquisa hard. 3.2 Universo e amostra O universo pesquisado foi o planejamento e controle da produção, departamento técnico de fiação e tecelagem e o setor de qualidade. A amostra pesquisada foi o setor Denim (engomadeira), tecelagem e todos os documentos referentes a 2012 e 2013, que determinam os indicadores de desempenho utilizados na pesquisa. 3.3 Instrumentos de Coleta de Dados Para a obtenção dos dados foi utilizado como instrumento o formulário, (Apêndice A) que de acordo com Cervo (2007), formulário é uma lista, catálogo ou inventário destinado à coleta de dados relevantes de observações ou interrogatórios, é preenchido pelo próprio entrevistador. 3.4 Coleta de Dados Os dados só foram coletados após autorização dada pela gerência da empresa do setor têxtil. Foi observado o universo identificando à forma de utilização dos indicadores de desempenho com isso realizando a pesquisa referente ao ano anterior e acompanhamento do momento atual. 45 3.5 Tratamento dos Dados A análise dos dados obtidos foi realizada a partir de variáveis quantitativas tabulados no programa Microsoft Office Excel 2010, sendo baseada em literaturas de tema pertinente. Tendo sido editada num tempo máximo de dez anos. Os resultados foram demonstrados através de gráficos. 46 4 ANÁLISE DOS DADOS 4.1 Processo Produtivo A indústria têxtil brasileira constitui uma atividade tradicional, tendo sido peça fundamental na estratégia de desenvolvimento da política industrial brasileira, uma vez que foi através dela que o Brasil iniciou o seu processo de industrialização (ZANASI, 2009). O processo produtivo da empresa estudada inicia-se no depósito de algodão, onde fica armazenado todo o algodão que chega a fábrica até o momento de sua utilização. No ato do recebimento da compra antes de ser armazenado o algodão passa por processo de análise. Onde são tiradas amostras de cada fardo e serão levadas para o laboratório. São levados em considerações vários critérios, para que possa se obter um produto melhor, o que reflete na qualidade dos produtos finais, ou seja, o tecido e havendo qualquer característica fora do padrão exigido pela fabrica será devolvido naquele momento sendo trocado por outro que atenda os padrões. Após o processo de análise o algodão passará por vários estágios saindo do depósito ele é enviado para sala de abertura, com a função de abrir o algodão iniciando a limpeza do mesmo. O objetivo da sala de abertura é desagregar as camadas compactas dos fardos de algodão em flocos individuais e abertos, a fim de facilitar a cardagem, quando mais gradativo e intenso esse processo se realiza, melhor será a qualidade de cardagem, eliminando o máximo de impurezas do algodão. As impurezas retiradas do algodão gera uma perda de 5% da matéria prima consumida sendo recuperado e reutilizado para outros fins; como por exemplo, rações de gado e fazer cobertores. Em seguida o algodão é enviado para as cardas, o objetivo das cardas é transformar o algodão em fita. O processo ocorre quando o algodão chega às cardas em flocos, transformando-se em véu e sai em forma de fita depositado em latas para serem conduzidos para o próximo processo que são os passadores. Os passadores é a última máquina dentro da fiação que pode melhorar significativamente a qualidade do fio, sua finalidade é regularizar o material em peso por unidade de comprimento, corrigindo as irregularidades que as mechas, vindas 47 das cardas apresentam, homogeneizando as fitas. Isto é, melhorar a uniformidade deste material através dos processos de dublagem, estiragem, minimizando as irregularidades remanescentes do processo anterior. As latas que saem dos passadores vão direto para os open-ends (autocoro), com o objetivo de transformar a fita em fio, produzindo a bobina que irá para a tecelagem ou urdideira. Os fios fabricados nos open-ends tem a característica de maior elasticidade, resistência, regularidade, maiores quantidades de fios sem emendas. Algumas das bobinas retiradas dos open-ends são especificas para Urdideira, máquina na qual une 572 bobinas para formar um rolo de urdume, composto por um conjunto de tratamento de fios, utilizada para tecer. O urdimento é a preparação à tecelagem, que consiste na passagem dos fios que formarão o urdume do tecido, transferindo-os para o tear. O urdimento utilizado na empresa é o contínuo, ou direto, este enrolamento intermediário é efetuado diretamente sobre rolos, onde o número de fios somados forneça o número total de fios do rolo de urdume, sendo produzidos vários rolos, cada um com uma fração total de fios e reuni-los na engomadeira para formar o urdume total. No processo de engomagem é feita a aplicação de soluções de goma de amido para o reforço e proteção dos fios de urdume que saem da urdideira destinados á tecelagem. A engomagem tem o objetivo de revestir os fios para torná-los mais resistentes, porque ao longo da tecelagem eles serão submetidos a vários esforços como o de atrito com as maquinas, tensão, pressão dos rolos, secadores entre outros, portanto se estes esforços provocarem um rompimento dos fios provocara uma ma qualidade do tecido final, redução da tecelagem e gastos, também tem que ser ressaltado que a má operação da equipe pode causar grandes defeitos no rolo, chegando a prejudicar a eficiência na tecelagem. Todo preparo da goma utilizada tem que ser estudado com os fornecedores, para que possa garantir a qualidade dos rolos engomados, além de ter que ser monitorado tanto sua temperatura e quantidade de seus ingredientes utilizados. A engomadeira Denim inicia seu processo com o agrupamento de 14 rolos urdidos, passando por várias caixas de tingimentos, uma de goma e vários secadores para que no final se conclua em um rolo engomado. A engomadeira Denim tem aproximadamente 500 metros de comprimento, necessitando de muita 48 atenção de toda a equipe para que o rolo engomado seja formado com qualidade. Caso aconteça algum problema durante o processo o rolo consequentemente terá 500 metros de defeito, prejudicando a tecelagem. Quando o rolo fica pronto é colocada uma ficha de identificação com todos os dados: artigo, quantidade de fios, horário de inicio e término, metragem e operadores, na sequencia o rolo é revestido com um plástico, sendo armazenado em uma sala com a umidade adequada próximo a tecelagem. Do armazenamento o rolo vai direto para os teares (setor tecelagem) que possuem componentes que trabalham de forma sincronizada para que o entrelaçamento entre os fios de urdume e trama seja feito de forma rápida e eficiente. Esta trama citada é a outra parte das bobinas produzidas nos open-End que não são destinadas para a urdideira. Dos teares da empresa o principal é a TOYOTA que produz 60% da produção total, é a maquina mais rápida e tem um percentual significativo na eficiência da produção. Cada Tear produz rolos de tecidos que são patrulhados por tecelãs a fim de garantir a qualidade do tecido, as peças de tecido retiradas são enviadas para a sala de tecido cru com o objetivo de desenrolar as peças de tecido retirados dos teares e enrolar uma peça de tecido maior, analisando os defeitos para serem transferidos para Belo Horizonte (beneficiamento). Após analisados os rolos, eles são pesados e anotadas todas as informações necessárias no romaneio para transferência. 49 FIGURA 10 - Desenho esquemático da Fiação Fonte: elaborado pela autora, 2013. 50 FIGURA 11 - Desenho esquemático da Tecelagem Fonte: elaborado pela autora, 2013. 51 4.2 Indicadores de Desempenho Determinados na Empresa Nas análises a seguir serão mostrados os indicadores de Eficiência de produção que é a forma que todos os recursos são utilizados dentro da produção de forma a atender o interesse da organização. Dentro da empresa este indicador é calculado a partir da quantidade produzida dividindo pela quantidade possível no tempo em operação e sua medição é de grande importância para o desenvolvimento do processo produtivo. O indicador de Set-up mede o tempo que uma máquina fica parada para a realização de uma troca (GOLDACKER e OLIVEIRA, 2008). E sua importância é que através da medição acontece à busca da minimização do tempo para a realização de uma troca. Este indicador é medido a cada troca observando o tempo necessário e assim realizado melhorias para a minimização. Os indicadores de desempenho operacional não é um fim em si mesmo, mas um instrumento, um meio, uma ferramenta para aprimorar os resultados dos recursos humanos da empresa (CHIAVENATO, 2002). A empresa estudada utiliza o POP (procedimento operacional padrão) para padronizar o modo de realização das atividades, e de período em período é realizado a medição do tempo de realização de cada tarefa e assim poder acompanhar todos os turnos da mesma forma e ainda em forma de incentivo existe o prêmio de produção. Este indicador é medido através da eficiência conseguida em cada grupo ou máquina, levando em consideração as metas estabelecidas de acordo com cada turno, e quanto maior for melhor para o operador ou equipe e assim buscando sempre o objetivo da empresa a competitividade. O enfoque dos indicadores de qualidade dentro da empresa vem crescendo sistematicamente, nos últimos anos e o objetivo é minimizar os níveis de falhas, respectivamente, atender as exigências dos clientes (VANZOLLINI apud PAULA, 2001, p. 4). Dentro da organização estudada este indicador é calculado através das ferramentas de qualidade, as mais utilizadas são: Análise de Pareto e Folha de verificação, nesta folha de verificação são indicadas a quantidade de defeitos e sua pontuação correspondente a cada falha, aonde chegamos a percentual de defeitos no dia. Para minimizar os defeitos, todos os diassão realizados conferência de todos os tecidos dentro da tecelagem para assim poder corrigir imediatamente o erro (defeito), além de todos os operadores serem orientados para correção dos erros. 52 Este indicador é de grande importância dentro da organização, pois busca a minimização de segunda qualidade, menos falhas. Estes indicadores foram escolhidos para a pesquisa devido a grande interferência que estes têm na qualidade e na eficiência da produção na tecelagem, pois são o centro das atenções para a competitividade da empresa, tudo gira envoltada qualidade da produção desde a engomadeira até a tecido final na tecelagem e o período de coleta de dados foi de agosto a setembro. GRÁFICO – 1 Eficiência da produção da engomadeira, Indicador 1. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. Como pode ser visualizado no gráfico 1 pode se perceber um crescimento acentuado a cada mês, na média demonstrada apresentando uma eficiência máxima de 95% em julho de 2013. Observando que a produção em 2012 foi crescendo mês a mês de acordo com o desenvolvimento do indicador. A ineficiência de treinamento 53 da equipe e má qualidade dos rolos urdidos também contribuíram para a baixa eficiência. No decorrer dos meses a demanda foi aumentando e com isso houve o processo de melhoramento para garantir a qualidade e a eficiência. O gráfico mostra que houve um desempenho de eficiência ao longo dos meses e com isso pode sechegar à conclusão de que o melhoramento do processo é fundamental para o aumento da eficiência. Chiavenato (2002), afirma que a eficiência está voltada para a melhor maneira de como devem ser feitas ou aplicados de forma mais racional possível. À medida que o gestor procura fazer as coisas de forma correta, está se voltando para a eficiência (melhor uso dos recursos disponíveis). Sendo bem definido através do procedimento de melhorias. Indicador 1: Aumento da produção da Engomadeira Denim Necessidade de desempenho do indicador: Gargalo, várias máquinas na tecelagem ficando paradas por falta de rolo. Propósito: Evitar o gargalo Meta: 98% Unidade de medida: Percentual (%) Frequência: Diário Responsável pela medição: Planejamento e controle de produção (PCP) Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: Todas as medidas abaixo foram identificadas através de observações (acompanhamentos diários) e utilizadas a folha de verificação para chegarmos a estas conclusões. Inicialmente, foi realizado acompanhamento diário onde foram identificadas possíveis causas existentes que poderia estar prejudicando a qualidade dos rolos urdidos com isso foi desenvolvido etiquetas de notificação para serem fixadas na máquina, isso depois de vários dias de acompanhamento, ficando determinadas as seguintes modificações como: a limpeza da máquina que era realizada a cada 14 rolos, passa a serem a cada sete rolos. Na frente da máquina não permanecia nenhum operador, após a análise percebeu se a necessidade de um colaborador sempre a frente da máquina para evitar possíveis defeitos não identificados pelo automático da máquina. 54 Também foi realizada a padronização da utilização de apenas uma máquina Open-End para a produção da carga de (14 rolos), pois antes misturavam várias máquinas para fazer os 14 rolos e quando acontecia algum problema, não era possível identificar qual máquina open-end estava ocorrendo defeito no fio. Através das observações foi identificada a falta de informações onde a partir dos acompanhamentos, todas as ocorrências durante a produção deverão ser anotadas no cartão de rolo urdido, que é usado para identificar a quantidade de quebras e a operadora responsável. Foi identificada também a presença de buchas de fios soltos no rolo urdido, pois as mesmas eram jogadas no chão pelas operadoras, ficando determinado que as colaboradoras evitassem jogar os fios no chão e; Recentemente foi implantada a prática da preventiva operacional semanal com a máquina vazia, onde é feito uma limpeza pesada e acompanhamento dos mecânicos para assim evitar quebras não planejadas, mantendo a máquina em bom estado de utilização, além de todos os procedimentos foi feito; Reciclagem com todos os mecânicos, possibilitando que os mesmos esclarecessem suas dúvidas, capacitando e os tornando preparados para resolver os problemas das máquinas, sendo realizada nos três turnos. GRÁFICO - 2 Set-up das Trocas de Carga (Engomadeira), Indicador 2. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. 55 Como pode ser observado no gráfico 2 pode se analisar o período de janeiro de 2012 a julho de 2013 e nota-se que houve uma queda no tempo de set-up, uma média de 2 horas e 50 minutos, sendo possível concluir que os trabalhos realizados com a equipeforam eficaz proporcionando melhor desempenho da equipe. Goldacker e Oliveira (2008) entendem a redução do tempo de set-up como aquela que age direto na melhoria de alguns indicadores de desempenho supervisionados pela organização, com isso conclui-se que a minimização do set-up causa impactos diretos e positivos na lucratividade das organizações. Abaixo pode ser visualizados procedimentos de melhorias. Indicador 2: Redução do set–up das trocas de carga (engomadeira) Necessidade de desempenho do indicador: Alto índice de perda de tempo. Propósito: Aumentar a produção Meta: 4 horas Unidade de medida: Hora Frequência: + ou – a cada 33 horas Responsável pela medição: Planejamento e controle de produção (PCP) Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: Todas as medidas abaixo foram identificadas através de observações (acompanhamentos diários) para chegarmos a estas conclusões. Em toda troca de carga o tempo era excessivo, perdendo muito tempo no momento do passamento de fios e com a incrustação da caixa de goma atrasando a limpeza com isso; Foi realizada uma capacitação com os operadores da engomadeira solucionando a dificuldade com o passamento dos fios. Para resolver o problema da incrustação foi realizadas reuniões com os fornecedores de goma para acabar com a incrustação, uma das sugestões dada pelo fornecedor foi a troca da goma garantindo o resultado, foram feitos vários testes de goma e enfim sem incrustação. Também foi identificada que poderia ser um problema no banho Maria da caixa de goma, os mecânicos atuaram nas possíveis causas. 56 GRÁFICO – 3 Desempenho Operacional do Turno A (Engomadeira), Indicador3. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. GRÁFICO – 4 Desempenho Operacional do Turno A (Engomadeira), Indicador3. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. 57 Observando os gráficos, podemos analisar o percentual dos três operadores, onde os mesmos trabalham no mesmo turno e apresentam uma grande diferença. O operador 2 apresenta uma média de 85% em 2012 e em 2013 90%, se mostrando superior aos demais operadores, o operador 1 por sua vez apresenta média de 80% em 2012 e 85% em 2013 e o operador 3 uma média percentual em 2012 de 80% e em 2013 83%. Então pode se compreender que um operador se destaca diante aos demais; pode-se observar que no ano de 2013 uma evolução do desempenho do operador 1 se destaca e vem mantendo seu desenvolvimento até a data da coleta de dados com 96%. A avaliação do desempenho operacional não é um fim em si mesma, mas um instrumento, um meio, uma ferramenta para melhorar os resultados dos recursos humanos da organização. Para alcançar esse objetivo básico – melhorar os resultados dos recursos humanos da organização -, a avaliação do desempenho procura alcançar uma variedade de objetivos intermediários. A avaliação do desempenho pode ter os seguintes objetivos intermediários: Adequação do indivíduo ao cargo; treinamento; promoções; incentivo salarial ao bom desempenho; melhoria das relações humanas entre superiores e subordinados; auto - aperfeiçoamento do emprego; informações básicas para pesquisa de recursos humanos; estimativa do potencial de desenvolvimento dos empregados; estímulo à maior produtividade; conhecimento dos padrões de desempenho da organização; retroação (feedback) de informações ao próprio indivíduo avaliado; outras decisões de pessoal, como transferências, dispensas, etc (CHIAVENATO, 2002, p. 331, 332). Abaixo pode se visualizar procedimentos de melhorias realizados. Indicador 3: Desempenho operacional da engomadeira (turno A) Necessidade de desempenho do indicador: Diferença operacional, cada um tendo um desempenho. Propósito: Fazer com que os operadores do turno A trabalhem no mesmo ritmo sem divergência. Meta: 98% Unidade de medida: Percentual (%) Frequência: Diário Responsável pela medição: Planejamento e controle de produção (PCP) Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: Eficácia dos treinamentos citados no indicador de set-up além de incentivos de motivação. Também é utilizado POP (procedimento operacional padrão) onde faz com 58 que todos os operadores trabalhem da mesma forma sem distinção. GRÁFICO – 5 Qualidade dos Rolos Engomados, Indicador4. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. Como demonstra o gráfico 5, pode se perceber que não houve um crescimento acentuado durante os meses, mas se manteve no percentual médio de 82% a 85% nível de qualidade do ano de 2012 a 2013. Este indicador é de suma importância, pois a qualidades destes rolos engomados são essenciais para o desempenho do tear na tecelagem, pois estes fios sofrem muito brasão, atrito por isso a qualidade da engomagem e do processo é muito importante. Para Cardoso et al. (2004), os indicadores de qualidade medem a eficiência dos procedimentos da organização, em relação ao atendimento dos requisitos mais priorizados para a manutenção do negócio: a competência e a qualidade. O resultado apresentado no gráfico pode ser explicado através das ações abaixo de melhorias. 59 Indicador 4: Qualidade dos rolos engomados Necessidade de desempenho do indicador: Consequência das melhorias para o aumento da produção da engomadeira e para garantir o aumento da eficiência da tecelagem e qualidade. Propósito: Diminuir o índice de rolos com defeitos. Meta: 90% Unidade de medida: % Frequência: Diário Responsável pela medição: Planejamento e controle de produção (PCP) Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: Todas as medidas abaixo foram identificadas através de observações (acompanhamentos diários) para chegarmos a estas conclusões. Melhor alinhamento no armazenamento da carga urdida, que anteriormente ficava desorganizada, provocando às vezes a ruptura de vários fios do rolo mediante a batida de um rolo no outro. Houve também o empenho e dedicação por parte dos colaboradores da linha de produção que se esforçaram para aumentar os índices e alcançar as metas propostas. Apontamento dos rolos críticos na tecelagem, para o setor da engomadeira que é realizado a partir de cartões azuis identificando os defeitos. Com esses cartões identificamos o operador que produziu o rolo, assim podendo cobrar das pessoas certas o desempenho ideal. 60 GRÁFICO – 6 Eficiência da Tecelagem, Indicador 5. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora 2013. Ao analisarmos o gráfico 6, pode-se perceber que houve uma evolução ao passar dos meses, pois enquanto o ano de 2012 mantinha uma média de 79%, 2013 mantinha uma média de 88%, melhorando assim a qualidade do uso dos instrumentos da produção, acarretando oaumentando gradualmente. Moreira (2000), afirma que produtividade gera uma melhoria da competitividade e um valor elevado nos lucros, consequentemente aumentando a produção os custos diminuem, possibilitando a empresa de conseguir oferecer os mesmos produtos ou semelhantes do concorrente pelo menor preço, avançando assim sua competição no mercado e seus ganhos. 61 O gráfico acima nos indica o aumento crescente alcançando atualmente um percentual de 91%. Este aumento da eficiência resulta através das ações realizadas, como mostra abaixo. Indicador 5: Eficiência de produção Necessidade de desempenho do indicador: Com o acompanhamento dos gráficos foi identificado que em relação a outras empresas têxteis, a eficiência estava muito baixa. Propósito: Aumentar a Eficiência Meta: 95% Unidade de medida: % Frequência: Diário Responsável pela medição: Planejamento e controle de produção (PCP) Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: Todas as medidas abaixo foram identificadas através de observações (acompanhamentos diários) para chegarmos a estas conclusões. Revisão dos procedimentos do processo, sendo realizada reciclagem com todos os tecelões, esclarecendo dúvidas e aperfeiçoando algumas dificuldades. Também foi percebido que a limpeza dos teares estava sendo realizada com pouca frequência 9 vezes por dia , o que gerou uma analise e avaliação, definindo que os auxiliares de produção deveriam fazer a limpeza 12 vezes ao dia, proporcionando um melhor desempenho para o tear Foi também realizada capacitação individualizada com os mecânicos da tecelagem, habilitando-os individualmente 3 profissionais para cada máquina sendo três modelos diferentes disponíveis no setor, onde os mesmos ficaram especializados com isso mediante a necessidade do setor (tecelagem) foi realizada capacitação em cadeia onde os mecânicos anteriormente citados treinaram os contramestres (profissionais do setor que atuam no suporte mecânico do tecelão) nos três turnos. 62 GRÁFICO – 7 Desempenho Operacional do Turno A (Toyota) 2012, Indicador 6. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. Como podemos observar no gráfico acima o ano de 2012 e abaixo o ano de 2013, em destaque é evidenciado o percentual médio dos três operadores, porém o operador 2 tem desempenho médio em 2012 de 85% e em 2013 de 95%, o operador 1 apresenta percentual médio de 85% em 2012 e de 90% em 2013 e o operador 3 por sua vez representa em 2012 85% a 93% em 2013. 63 GRÁFICO – 8 Desempenho Operacional do turno A (Toyota) 2013, Indicador 6. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. Como podemos observar no gráfico acima o ano de 2012 e abaixo o ano de 2013, em destaque é evidenciado o percentual médio dos três operadores, porém o operador 2 tem desempenho médio em 2012 de 85% e em 2013 de 95%, o operador 1 apresenta percentual médio de 85% em 2012 e de 90% em 2013 e o operador 3 por sua vez representa em 2012 85% a 93% em 2013. Para Milkovich e Boudreau (2000), o desempenho operacional se destaca principalmente nos objetivos de eficiência da organização, mas os objetivos de adesão (satisfação dos empregados, por exemplo) tem grande importância no diagnóstico. Abaixo pode ser visualizado os procedimentos de melhorias. Indicador 6: Desempenho operacional do turno A no setor Toyota Necessidade de desempenho do indicador: comparação entre os operadores Propósito: Fazer com que os operadores do turno A trabalhem no mesmo ritmo Meta: 94% Unidade de medida: Percentual (%) 64 Frequência: Diário Responsável pela medição: Planejamento e controle de produção (PCP) Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: Como citado no indicador 5 foi realizado a reciclagem que possibilitou aos tecelões adquirir uma visão ampla e mecânica da sua máquina, permitindo identificar falhas no processo produtivo e automaticamente sua ação corretiva, impedindo que isso afete o seu desempenho, também foi implantado programas de incentivos ao colaborador, onde o mesmo passe a ter mais motivação, empenho e dedicação. Além de tudo, o reforço da utilização do POP. GRÁFICO – 9 Índice de Produtos de 2ª Qualidade, Indicador7. Fonte: elaborado a partir de dados coletados pela autora, 2013. Como pode ser observado o gráfico, percebemos que em relação ao ano de 65 2012 os índices de produtos de 2ª qualidade eram muito baixos e em comparação com o ano de 2013 os índices são elevados, chegando a 11,3% de tecidos de 2ª. Esta diferença é devido à quantidade produzida de tecido (Jeans) que era pequena, pois hoje a fábrica toda produz Jeans, esse é um dos motivos pelo aumento do índice de tecidos de 2ª. Carvalho (1997), ressalta que os objetivos de um programa de qualidade são; zero falha, aumento da produtividade, garantia de empregos, garantir a sobrevivência da organização e melhorar sua posição competitiva. As melhorias executadas podem ser visualizadas abaixo. Indicador 7: Minimizar o índice de 2ª qualidade do tecido acabado Necessidade de desempenho do indicador: Aumento dos tecidos de 2ª qualidade. Propósito: Diminuir o índice de defeitos. Meta: 5% Unidade de medida: % Frequência: Diário Responsável pela medição: Responsáveis da qualidade de Belo Horizonte e Pará de Minas. Unidade gerencial: Gerente de produção Ações possíveis: A conclusão dessas medidas chegou através dos dados obtidos de qualidade. Auditorias diárias na tecelagem, identificando defeitos dos fios (fiação), operacionais (tecelãs) ou mecânicos agindo rapidamente no problema identificado. Recentemente o índice teve uma alavancagem altíssima, onde o setor de qualidade reuniu-se com todos os setores da produção, para identificar o problema. Desde então foi montado grupos para a solução dos mesmos em cada setor. Esses grupos deverão apresentar toda semana, para demonstrar ações desenvolvidas para melhorias do processo de produção. Em todos os grupos foram realizados o branstoming e identificados os mais críticos para serem trabalhados imediatamente. 66 4.3Sugestões para a Empresa Como sugestão para a empresa fica ressaltada a importância em melhorar o uso dos indicadores de desempenho como: o feedback dos resultados mensais com os trabalhos desenvolvidos para o crescimento dos resultado, reconhecimento do funcionário que dedica e esforça para alcançar os objetivos propostos, incentivos financeiros acrescidos ao seu salário no combate ao absenteísmo, ajudando a manter a equipe e o nível de desenvolvimento da empresa. Pode-se fazer também reciclagem constante, treinamentos específicos, programas incentivo ao estudo e capacitação, aberto a todos os cursos pertinentes a necessidade da empresa, fazer avaliação comportamental dos colaboradores, isso com o objetivo de fazer com que as pessoas trabalhem satisfeitas com o ambiente e produzindo da melhor forma. Iniciar um processo de registro e acompanhamento dos indicadores para que os mesmos possam continuar tendo efeito positivo, contribuindo cada vez mais na evolução da instituição onde a mesma possa estar sempre delimitando falhas e ter a possibilidade de corrigi-las na mesma constância em que elas surgirem. Para que assim não atrapalhe no processo, produtividade/ eficiência/ qualidade. 67 5 CONCLUSÃO Dentro de todos os pontos abordados no conteúdo, podemos ter consciência de que uma empresa sem o uso de indicadores de desempenho, não sabe o que se passa, não sabe identificar suas dificuldades nem suas competências, perdendo valor no mercado. E sua competitividade decrescendo a cada dia que passa. Ao contrário destas empresas, existem outras que preocupam muito com a competitividade, seus valores no mercado, estão sempre atentos ao processo de melhoramento da produção e a partir daí buscando obter a excelência nos produtos e em consequência atender as necessidades dos clientes da melhor forma possível. Sem o uso dos indicadores de desempenho dentro do todo da empresa, o gestor não consegue enxergar se as coisas estão acontecendo de forma correta ou não, lembrando que os IDs não resolvem os problemas, não é a solução, mas mostra para o gestor todas as dificuldades para a daí o gestor tomar as decisões corretas. Diante da pesquisa foi observadas que muitas empresas utilizam os indicadores de desempenho e depois deixam de monitorar as ações realizadas para manter a eficácia do desempenho da empresa e com isso muitas ações realizadas podem chegar a ser fracassadas por falta de melhoramento contínuo. Esta pesquisa foi realizada com o intuito de avaliar o andamento da empresa em relação aos indicadores de desempenho sendo diagnosticado que a mesma preocupa com o desempenho, onde podemos visualizar claramente na análise dos dados anteriormente um crescimento nos setores em relação a dados passados e isso devido a identificação do problema e a atuação do indicador para que fosse possível o gestor tomar as decisões corretas. Sendo que para um bom desempenho, não podemos deixar de lado o fator humano que é um dos essenciais para o alcance dos objetivos traçados pela organização. Ressaltando ainda que muitas ações realizadas dentro da empresa para melhorias não são arquivadas e nem monitoradas tornando-as inválidas para o futuro da organização, dificultando assim a resolução de problemas futuros a pessoas novas. Não foi possível resolver os problemas do uso dos indicadores de desempenho imediatamente, mas foi possível visualizar as falhas e dificuldades da instituição para que a mesma possa trabalhar de agora em diante da melhor forma 68 possível, buscando sempre manter a qualidade interna dos produtos e processos sem esquecer o lado humano com reuniões frequentes, arquivamento dos dados entre outros. Chegando a conclusão que este trabalho fez com que melhorasse o meu conhecimento teórico, mas a mudança de melhoria é um processo complexo e que só pode ser avaliado em longo prazo. 5.1 Limitações para o Trabalho As limitações do trabalho se referem à dificuldade para reunião dos dados, pois várias informações não estavam catalogadas, material para pesquisa, disponibilidade de livros na biblioteca. 5.2 Sugestões para Trabalhos futuros O conhecimento dos funcionários em relação aos indicadores de desempenho do processo produtivo. Impacto da rotatividade na empresa em relação a sua competitividade Interferência dos indicadores de desempenho para a busca da lucratividade 69 REFERÊNCIAS BENITES, A. T.; PITALUGA, C. M. Desempenho e Eficiência como Fatores de Competitividade. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Disponível em: <http://www.ufms.br/dea/oficial/HTM/artigos/administra%E7%E3o/Pol%EDtica%20de %20Neg%F3cios%20e%20Economia%20de%20Empresas/desempenho%20e%20ef iciencia.pdf>. Acesso em: 10/08/2013 CARDOSO, A. F.; SOUZA, V.; HOELTGEBAUM, M. Análise Comparativa dos Indicadores de Desempenho em Pequenas Empresas. Faculdade Associação Educacional Dom Bosco. 2004. Disponível em: <http://www.eadb.br/seget/artigos06/442_III%20SEGeTDesempenho%20PMEs.pdf>. Acesso em: 10/08/2013. CARVALHO, T. C. Fundamentos da Qualidade. 1. ed. Belo Horizonte: Literal, 1997. CHIAVENATO, I. Recursos Humanos. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2002. CONTADOR, J. C. 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(processos de melhorias ocorridos)